A ilha (uma fábula do autoconhecimento)

10/06/2010

10jun2010

Talvez uma ilha na verdade fosse uma… montanha! Sim, uma montanha com o pico fora dágua

A ILHA

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Era uma ilha que vivia no meio do oceano. Levava uma vida tranquila, sem grandes questionamentos. Conhecia outras ilhas e com elas se comunicava. Um dia, porém, uma ideia a inquietou: se toda vez que a maré baixava, uma porção de terra se descobria, então até que ponto haveria terra? Até onde a ilha existia?

Isso lhe tirou o sono por várias noites. De repente, seu conceito sobre si mesma começou a mudar. Sempre se considerara uma porção de terra boiando à superfície da água, todas as outras ilhas também pensavam assim. Mas agora já não podia crer nisso. Uma ilha não terminava logo abaixo da linha das ondas. Claro que não. Continuava para baixo. Talvez uma ilha na verdade fosse uma… montanha! Sim, uma montanha com o pico fora dágua.

Saber que continuava além daquilo que sempre julgou ser era algo espantoso de se pensar. Assim, dia após dia, a ilha prosseguiu em seus esforços de auto-investigação – precisava saber até onde existia. Mas à medida que sua atenção mergulhava em si mesma as águas ficavam mais escuras, e era preciso cada vez mais concentração para não se perder. Ela prosseguiu, mais atenta, e descobriu que aquilo que existia sob a superfície continuava sendo ela mesma, sim, mas parecia ter vida própria.

Cada vez mais surpresa, a ilha constatou que aquela parte mais profunda de si mesma levava uma existência semi-independente, porém interagindo com a superfície, influenciando e sendo influenciada por ela. A ilha, então, soube a razão por que se comportava dessa ou daquela maneira, e muitas coisas ficaram mais claras a respeito de si mesma, de seus relacionamentos com outras ilhas e da vida de modo geral. E a cada descoberta que fazia, outras mais se anunciavam, e era como se o Universo se expandisse para dentro dela mesma!

Muito tempo passou até que se convencesse, verdadeiramente, de que ela era mesmo uma montanha com o pico emerso. Estava presa a uma base, uma enorme extensão de terra que funcionava como chão. Vinham de lá todas as ilhas. E para lá voltariam todas quando os movimentos da terra, dos ventos e das águas as forçassem a isso. Mas a grande maioria das ilhas não sabia que todas elas continuavam para baixo, e por isso não entendiam as reais motivações de muito do que faziam. A parte acima da superfície era tudo que sabiam sobre si mesmas, e isso era pouco. A parte submersa, a montanha, era a parte inconsciente de cada ilha, aquilo que desconheciam de si mesmas. E o fundo do mar era o inconsciente maior, único, de todas elas, o lugar de onde vinham.

Ao entender esse fato, a ilha lembrou do tempo que sua autoconsciência se limitava àquela minúscula porção de terra à superfície. Todas as ilhas vêm do mesmo lugar – ela repetiu, intrigada com suas descobertas – porque são feitas da mesma terra… A areia e os nutrientes que as raízes de suas plantas colhem, vem tudo do mesmo chão… Todas as ilhas que existem são, no fundo, uma coisa só, que se experimenta em várias extensões de si própria… e cada extensão possui consciência de si, mas esta consciência é limitada, pois quase nunca desce em direção ao fundo, acomodando-se na parte mais superficial… Se cada ilha se aprofundasse em sua noção de si própria, acabaria se conhecendo melhor e, por virem todas do mesmo lugar, conheceria melhor a todas as outras ilhas.

A ilha viu que eram ideias grandes demais, confundiam a mente. Aquela autoinvestigação era importante, mas requeria muita atenção para não se perder durante o processo. Só assim poderia transitar com êxito entre as duas camadas de realidade, a que ficava à superfície e aquela mais escura e misteriosa que prosseguia rumo a seu próprio interior.

Enquanto tudo isso acontecia, as outras ilhas observavam seu comportamento e não entendiam o que ela tentava lhes dizer. A ilha sentiu-se só. Viu-se, então, pensando do ponto de vista da terra: se elas não se conhecem e elas todas são parte de mim, então eu ainda não me conheço tão bem… Assim sendo, como poderia condená-las? Não, não poderia. Deveria entender e aceitar o ritmo natural de cada uma das ilhas. Deveria agir com a mãe sábia e bondosa que incentiva todos os seus filhos, mas tem de respeitar o caminho individual de cada um deles…

Foi então que, subitamente, a ilha percebeu, num intenso clarão de compreensão, que toda aquela vasta extensão de terra lá embaixo funcionava como um útero a expulsar pedaços de si mesma, forçando-os à superfície. Uma vez lá, eles se entendiam ilhas e começavam sua aventura individual em busca de saber quem de fato eram, de onde vieram e por que existiam. Mas por que a terra fazia isso? Talvez para ela própria aprender com a experiência individual de cada ilha. Ao morrer, uma ilha levava à terra sua própria experiência que serviria para formar as futuras ilhas. Assim, toda ilha continha em si, sem se dar conta, a mesmíssima areia das que a antecederam. Através da vida de cada uma das ilhas, a terra como um todo estava aprendendo cada vez mais sobre si mesma…

Se isso era verdade, então cada ilha possuía uma enorme responsabilidade: conhecer-se a fundo, viver a vida da melhor forma possível e aprender o máximo que pudesse, pois tudo o que vivesse formaria o material do qual seriam feitas as ilhas que a sucederiam.

A vida é mesmo uma tremenda aventura! – pensou a ilha enquanto se divertia com os olhares estranhos que as outras lhe lançavam. Uma aventura de cada ilha. Mas também da terra inteira.

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Ricardo Kelmer 1997 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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SOBRE CARL JUNG

Carl Gustav Jung (26.07.1875 – 06.06.1961)
Psiquiatra e pensador suíço. Fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana. Jung, assim como Joseph Campbell (1904-1987), ajudou a reacender o interesse sobre a mitologia, situando os mitos como elementos essenciais na busca do indivíduo por sua essência e completude

Jung – a jornada do autodescobrimento – Vídeo com um resumo da vida e das ideias de Carl Jung, o psicólogo e pensador suíço criador da teoria do inconsciente coletivo

Jung na Wikipedia

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MarianaQuerNoivar-03Mariana quer noivar – Você abdicaria das relações amorosas em sua vida em troca de dinheiro ou sucesso na carreira?

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Livros: He, She, We – Os rios de nossas vidas na verdade correm por leitos muito, muito antigos – os mesmos leitos que outras águas, ou outras pessoas, percorreram do mesmo modo

Mulheres na jornada do herói – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Oi Ricardo, parabéns pela concepção da ilha. Nem Jung teria feito melhor! Abraços. Angela Schnoor, Rio de Janeiro-RJ – nov2004

02- Caro Ricardo , Fiquei sendo seu fã desde que em 1999 qdo assiti a uma palestra tua no auditório do colegio capital sobre o filme MATRIX. Na tua palestra fizeste uma analogia de espelhos dentro de uma bola de vidro a refletir a luz do sol com nós seres humanos e perguntaste: O que é necessário fazer para mudar o modo do globo de vidro refletir a luz do sol? Ao que respondeste… basta mudar um só espelho. Assim querias dizer que não precisamos mudar ninguém somente a nós mesmo. Cara vc não sabe o quanto já falei de vc para as pessoas a quem conto esta analogia. O fato é que ouvir aquelas tuas palavras me levou a uma pesquisa igual “A ILHA”. Continue sempre assim… em constante questionamento consigo mesmo pois acredite foi assim que passei a ser uma pessoa melhor. Luiz Ferreira de Sousa Junior, Fortaleza-CE – nov2004

03- Mais um que a Amandinha aqui se Identifica… A Ilha!!! Belíssimo!!! hehehee Bkjão bom carnaaaaaaa aeeeeee hehehe. Amanda Gallindo Borges, Florianópolis-SC – fev/2007

04- Olá Xará, Há dias que quero te prestar um elogio. Encontrei em seu site um conto. A Ilha. Se eu pudesse limitar em uma única palavra o que dali absorvi, eu diria que INSPIRAÇÃO seria ela. Sua mensagem provoca o despertar. Oxalá o despertar coletivo. Mas, se assim não for, que seja o individual. Ilhas somos todos, alguns já sabem, outros ainda não. Gosto de pensar que já sei. Creio que cada um de nós tem um talento único, porém é muito difícil descobrir qual. Talvez o meu seja contemplar. Há tantas coisas belas por aqui nesta vida que muita gente não vê, ou se vê, não dá a atenção devida. Mas, quem sou eu para dizer quão atento alguém deve ser ?! Eu também procuro ser uma ilha que se diverte com esses pensamentos. Seu conto é uma coisa bela. Parabéns. Ricardo Rodriguez, São Bernardo do Campo-SP – fev2007

05- Li o primeiro texto do seu livro (“A Ilha”) e gostei da abordagem, da ilha como um ser pensante. Vou ler os outros com a calma que a leitura exige…rs De minha parte, tenho um blog (link no rodapé do e-mail) e um fotolog (http://cidadeembaixa.nafoto.net) ansiosos por comentários. Quando tiveres um tempinho, visite. Alessandro Pinesso, São Paulo-SP – ago2007

06- Que bom reler isso! Dos teus livros que eu li, o que eu mais gosto é o Arte Zen, porque lá eu encontro os meus dois RKs prediletos: aquele cara com um humor cruelmente puro e um outro, que me leva pra navegar nas águas densas da alma e da mente. Eu adoro essa crõnica da ilha que, como outros textos teus, tem sido um guia precioso nos mares que essa ilhazinha aqui habita. Beijos da tua leitora mais taradinha! Kdela, Fortaleza-CE – abr2009

07- Prarabéns Kelmer pelo texto da “ilha” Adorei! Seus escritos estão sempre contribuindo para meus estudos! Dóris Burlamaqui, Fortaleza-CE – nov2010

08- É muito difícil baixar a maré e enxergar toda a extensão de nós mesmos. Mas quando nos dispomos a fazer isso é muito recompensador. Maravilhoso texto!!! Maria do Carmo Antunes, São Paulo-SP – abr2011

09- Adorei esse trecho: “Se isso era verdade, então cada ilha possuía uma enorme responsabilidade: conhecer-se a fundo, viver a vida da melhor forma possível e aprender o máximo que pudesse pois tudo o que vivesse formaria o material do qual seriam feitas as ilhas que a sucederiam.” Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – abr2011

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A profecia

18/05/2010

18mai2010

BaseadoNissoCLUBEDEAUTORESCapa-04a.

Este conto integra o livro Baseado Nisso – Liberando o bom humor da maconha, de Ricardo Kelmer

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A PROFECIA

A maconha terráquea, melhor da galáxia, está faltando no mercado. Os culpados são os mulgélicos, fanáticos religiosos que tomaram o poder no planeta. O Conselho Galático precisa decidir o que fazer
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A SRA. ZIEGR, PRESIDENTA do Conselho da Confederação Galática, entrou na sala e ocupou sua poltrona à grande mesa. Ela trazia o semblante sério e nas mãos alguns envelopes.

– Conselheiros, bom dia. Convoquei-os a esta reunião extraordinária porque acabo de receber o relatório do Centro de Registros. Como é de conhecimento de todos, fatos preocupantes estão acontecendo no planeta Terra. Por causa deles seremos obrigados a cortar o suprimento da canabis terráquea a todos os planetas confederados por tempo indeterminado.

O rumor na sala foi geral.

– Silêncio, por favor, silêncio!

Mas os rumores cresciam e a presidenta Ziegr teve de bater na mesa. Ela entendia perfeitamente o porquê da indignação. Todos já haviam protestado em reuniões anteriores pela diminuição da cota de canabis terráquea para seus planetas e alertavam para o perigo do corte definitivo.

– Eu sabia que isso ia acontecer! – protestou o conselheiro Baqt. – Todos sabiam. Menos o Centro de Registros.

– Por favor, conselheiros. Deixem-me mostrar o relatório antes de discutir o que faremos.

As vozes se calaram e a presidenta Ziegr passou a ler o relatório. Ele dizia que a canabis já não podia ser encontrada com facilidade no planeta Terra e que já se estudava a possibilidade de pesquisar outros planetas para o plantio.

– Bobagem! – levantou-se Baqt, irritado. – Todo mundo está cansado de saber que, exceto a Terra, nenhum planeta desta zona da galáxia reúne condições perfeitas para o plantio da canabis!

– Isso mesmo! – complementou uma conselheira. – Por que gastar verbas com pesquisas inúteis? Precisamos intervir antes que a canabis terráquea seja totalmente extinta.

– Exatamente! Minha família, por exemplo, não fuma um baseado que preste faz mais de um ano disse Reuzaramon, o mais velho dos conselheiros.

Ziegr escutou com paciência mais algumas considerações. Estavam todos revoltados. Então prosseguiu:

– Conselheiros, a canabis terráquea é material estratégico para a galáxia, todos nós sabemos. Foi ela que propiciou o desenvolvimento ecológico dos planetas confederados e lhes permitiu superar a delicada fase do término dos combustíveis fósseis. Para isso, no entanto, durante milênios as naves da Confederação abordaram a Terra e, na calada da noite, de lá retiraram a canabis para abastecer nossos mundos.

– Eram os deuses astronautas? Não. Eram os deuses maconheiros – sussurrou Reuzaramon para o colega ao lado.

– Agimos assim porque precisávamos da canabis, claro, mas também porque os terráqueos não estavam preparados para nos conhecer – continuou Ziegr. – Agora, porém, grandes mudanças operam naquele planeta e exigem que tomemos uma posição.

– São os mulgélicos, aposto!

– Eles mesmos – respondeu Ziegr.

– Calhordas! – gritou Baqt, erguendo-se. – Por causa deles só estou fumando maconha de Fens, aquela porcaria.

– Conselheiros, semana passada a nave da Monitoria 54 resgatou, da órbita da Terra, uma pequena cápsula contendo informações valiosas. São textos e imagens sobre o momento atual da Terra e que confirmam as informações do relatório do Centro de Registros.

Ziegr entregou a cada um dos conselheiros um óculos projetor, pediu que cada um assistisse com atenção e encerrou a reunião, avisando que prosseguiriam à tarde.

Reuzaramon, o mais velho dos conselheiros, rumou para o jardim dos fundos do prédio, lá era mais agradável. Sentou-se num banco, pôs o óculos projetor e ligou. Enquanto as imagens tridimensionais se formavam à sua frente, ele escutava…

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A Ecologia toma impulso no planeta Terra no fim do segundo milênio da era cristã com a constatação de que a sociedade industrial e tecnológica produzia riqueza e conforto, mas também gerava um enorme perigo ao planeta e a todas as formas de vida. A partir daí uma crescente conscientização ecológica desenvolveu-se e direcionou os rumos de uma nova noção de desenvolvimento para o planeta: o desenvolvimento sustentável, onde a prioridade é manter os avanços tecnológicos sem abrir mão do equilíbrio ambiental.

No primeiro século do terceiro milênio um acontecimento crucial vem somar-se a toda essa revolução: a canabis, até então criminalizada em quase todo o planeta, é reconhecida oficialmente pela maioria dos blocos geopolíticos como matéria-prima estratégica para a sociedade. O baixo custo, a alta performance produtiva, a não necessidade de agrotóxicos e o seu caráter limpo e renovável a credenciam como a grande alternativa ecológica para a crise dos combustíveis fósseis que se instalara no mundo.

Assim, sob recomendação da ONU, os blocos geopolíticos mudam suas leis e legalizam a canabis. Cultivar, comercializar e consumir maconha deixa de ser crime, e as leis referentes a ela se inspiram nas leis que regulamentam outras drogas legalmente aceitas como o álcool. Dessa planta altamente estratégica extraem-se milhares de produtos essenciais ao dia a dia da sociedade, permitindo que o mundo respire aliviado após décadas de medo e incertezas quanto à saúde do planeta. A planta mostra-se eclética a ponto de ser utilizada também, e com muita eficácia, na medicina terapêutica.

Junto à canabis, outros recursos naturais também passam a ser utilizados dentro dos princípios do desenvolvimento ecológico. A canabis, porém, logo apresenta-se como carro-chefe dessa transformação, pois à sua intensa utilização industrial vem juntar-se o tema das liberdades individuais, gerando providenciais discussões sobre a relação do ser humano com as drogas e a questão do tráfico, da violência e dos interesses econômicos, além de questionar a eficácia dos programas de saúde pública e o tratamento policial dispensado ao usuário.

Nem todos, porém, concordam com isso. Ocorrem protestos em vários setores da sociedade e uma nova organização político-religiosa surge para combater o que ela entende por “exageros da democracia”, como o uso livre da maconha. São os autodenominados mulgélicos (multidões angelicais), fanáticos religiosos de caráter ultraconservador que cultuam a tecnologia máxima e defendem o terrorismo como forma de garantir seus valores. A eles se juntam todos aqueles que discordam da legalização da canabis, e assim a organização cresce e promove atos terroristas por todo o mundo, utilizando tecnologia química e biológica contra a população. Com discurso sedutor às mentes religiosas e amedrontando a muitos com sua política ultrarradical, tomam o poder em alguns blocos e aos poucos conseguem exterminar os principais líderes democráticos.

Estamos sob domínio dos mulgélicos há uma década. Eles governam o mundo globalizado, convocando todos a se entregar aos braços de seu deus, que em breve, creem eles, voltará para carregar os abençoados consigo rumo ao Paraíso, abandonando na Terra os seguidores de Satanás. Os mulgélicos perseguem aqueles que não comungam da crença de seu deus e castram as liberdades individuais conquistadas. Para eles, a canabis é a personificação do Mal e precisa ser combatida com toda a força e métodos possíveis. De nada adiantam os argumentos médicos e sociológicos, de nada valem os direitos humanos: os usuários passam a ser perseguidos pelo mundo inteiro e mortos com crueldade. E o cultivo da canabis, novamente proibido, abre caminho para o retorno de antigas, caras e poluentes formas de produção industrial, intoxicando novamente o planeta e pondo em risco o equilíbrio ambiental.

O culto exacerbado da tecnologia torna cegos os mulgélicos e eles não percebem que estão conduzindo a espécie humana ao seu extermínio. Contra esses argumentos, e até mesmo contra todos os fatos, eles respondem que seu deus está chegando para resgatá-los e assim ficará provado quem está certo.

Hoje, vivemos num planeta praticamente esgotado de recursos naturais e a grande alternativa foi bloqueada pela política repressora dos mulgélicos. O ar, os rios e os oceanos estão sujos. A preservação da fauna e da flora não é mais importante – importante é tentar converter os infiéis. Catástrofes naturais acontecem todos os dias, mas os mulgélicos veem nisso o legítimo cumprimento de suas profecias, o sinal dos últimos dias que antecedem a tão esperada chegada de seu deus.

A única possibilidade que nós, os resistentes dessa ditadura teocrática, vislumbramos foi pedir ajuda a outros planetas. Certamente, há vida em outros mundos, e talvez eles tenham passado por problemas semelhantes aos nossos. Talvez seus habitantes possam ajudar a Terra a reencontrar o caminho das liberdades individuais e do desenvolvimento autossustentável.

Isso é um pedido de socorro interplanetário. Talvez ainda haja tempo de salvar este planeta que já foi tão belo. Ainda podemos reaprender a respeitar as liberdades que pertencem ao ser humano. Clandestinamente, ainda cultivamos os últimos exemplares da canabis em plantações disfarçadas, o que nos proporciona raros momentos de prazer e a esperança de que ainda podemos retomar o crescimento interrompido. Mas tudo está por um fio, pois não sabemos até quando o planeta suportará.

Nosso plano é soltar esta mensagem no espaço, feito uma mensagem de náufrago. Talvez consigamos. É uma operação arriscada e com poucas chances de sucesso. Mas talvez alguma nave a recolha e esta mensagem alcance boas mãos.

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Reuzaramon retirou o óculos projetor e olhou para o céu. Terra…, sussurrou ele. Era realmente um belo planeta. Lembrou que seu planeta natal vivera problemas semelhantes aos que os terráqueos agora viviam e que a história da evolução das espécies era sempre marcada por momentos cruciais onde velhos e novos valores protagonizavam o dramático teatro do mito do Juízo Final. Antes da criação da Confederação Galática muitos planetas morreram, e com eles o seu povo, por não saber encontrar seu próprio caminho de democracia e desenvolvimento sustentável. Hoje, a Confederação, ciente de que a morte de um planeta empobrece o Universo, estava sempre atenta para tentar ajudar – mas somente quando isso representava a última chance, pois o sagrado princípio da soberania dos mundos regia a Constituição Galática.

O velho conselheiro levantou-se do banco, guardando o óculos no bolso. Olhou mais uma vez para o céu e depois seguiu para a sala. Talvez fosse mesmo o momento da Confederação intervir.

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BaseadoNissoCLUBEDEAUTORESCapa-04a– MUITO BEM, CONSELHEIROS – falou a presidenta Ziegr, contando os votos. – A maioria considerou que o Conselho deve intervir no planeta Terra. E que não podemos mais continuar roubando maconha de lá.

– Exatamente. O que está em jogo são os interesses da Galáxia.

– Isso mesmo! Os desvarios de um grupo de fanáticos religiosos não podem interromper a evolução do Universo.

– Mas como interviremos no planeta sem desrespeitar sua soberania? – insistiam os que não concordavam com a intervenção.

Reuzaramon pediu a palavra.

– Conselheiros, nenhum planeta é autônomo no último sentido do termo. Sabemos que todos os mundos estão ligados numa interdependência sutil, mas vital, e o que é feito a um repercute em todos. A Terra é apenas um dos elos dessa imensa corrente que se chama galáxia, que por sua vez é apenas um dos elos do Universo, que por sua vez é apenas um dos muitos universos possíveis. Quanto mais abrangemos nossa compreensão da realidade, mais percebemos o quanto tudo está ligado. O que acontece na Terra está influenciando o destino de outros mundos, e por isso a Confederação deve intervir.

– Você fala assim porque não é o seu mundo que será invadido!

– Conselheiros, por favor, deixem-me terminar. A espécie humana já está madura o suficiente para compreender que não está sozinha no Universo. Além disso, a canabis da Terra é a melhor de todas e ela é indispensável à evolução do planeta. Sem ela, não haverá desenvolvimento autossustentável. Sem ela, a Terra corre o risco de se destruir. E sem a Terra, senhoras e senhores deste Conselho, a Via Lactea enfrentará um grave desequilíbrio.

Reuzaramon foi aplaudido pela maioria. E mesmo os reticentes quanto à intervenção viram sentido em seus argumentos.

– A intervenção já foi decidida – falou Ziegr. – Mesmo assim, resta uma dúvida. Como faremos? Não podemos atacar os mulgélicos, nem podemos plantar canabis no planeta às escondidas.

– Que tal envolver o planeta numa grande baforada de maconha? – brincou alguém. – Assim todos finalmente experimentarão e tirarão suas próprias conclusões…

– O verdadeiro efeito estufa!

– Ou podemos fornecer armas com balas de canabis para os resistentes atirarem nos mulgélicos…

– Conselheiros, por favor. Precisamos de um plano de intervenção pacífica, sem comprometermos nossa carta de princípios. E não dispomos de muito tempo.

– Talvez possamos convencer os mulgélicos a retomar o crescimento ecológico – propôs uma conselheira. – Eles têm de entender que não há outra saída para o planeta deles.

– É inútil, minha senhora – falou Reuzaramon. – Para um fanático religioso, quem não está com ele, está de mãos dadas com o Mal.

Chegaram ao incômodo impasse. A intervenção se fazia necessária, mas parecia não haver maneira de realizá-la sem ferir os princípios éticos da Confederação. Até que Reuzaramon ergueu o braço.

– Amigos, acho que vislumbrei a saída do labirinto.

Todos olharam curiosos para ele.

– Nós sabemos o que pensam os terráqueos, sabemos sobre suas crenças e suas profecias. Isso é tudo que precisamos.

– Explique melhor, Reuzaramon – pediu Ziegr.

– Muitas profecias terráqueas falam do Juízo Final. Parte dos terráqueos já entendeu que a linguagem das profecias é simbólica, que “fim do mundo” é só o fim de uma fase, uma espécie de renascimento para a nova fase, tanto no âmbito individual quanto num âmbito social. Mas outros entendem ao pé da letra e acham que a salvação virá de fora. Estes se acham os eleitos e creem que seu deus, de fato, irá resgatá-los.

Todos ouviam atentos, curiosos por ver onde o velho conselheiro queria chegar.

– Ora, ora… As profecias se realizam porque no fundo as pessoas creem nelas. Se existe a profecia, então ela deve ser realizada.

– Sábias palavras, Reuzaramon. Mas quem vai realizar a profecia? E de que modo?

– Conselheiros… Esqueceram que quem acredita em deuses, precisa de deuses para viver?

Reuzaramon sorriu ao perceber que finalmente começava a ser compreendido.

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BaseadoNissoCLUBEDEAUTORESCapa-04aNAQUELA MANHÃ, as nuvens do planeta Terra se abriram e dos céus desceram naves gigantescas, milhares delas, espalhadas por todos os países. Trombetas soaram ensurdecedoras, para todos ouvirem, em todos os cantos do mundo. De cada uma delas saiu um anjo com roupa prateada e grandes asas reluzentes para avisar que o grande dia chegara e que os eleitos seriam levados.

– Aí está! – berravam os líderes mulgélicos com lágrimas nos olhos. – Aí está o Deus Todo Abençoado que veio resgatar seu rebanho querido!

A imprensa do mundo inteiro transmitia o fim do mundo. Nas residências, nas repartições, nas academias, todos se mantinham em frente à TV. Audiência total. Até os botequins estavam lotados.

– Ô, seo Manel! O fim do mundo chegou. Desce aí a saideira.

– Só se você primeiro pagar o que deve.

Os mulgélicos atenderam ao chamado e ocuparam rapidamente os assentos das naves, emocionados, gratificados por sua fé finalmente recompensada. Muitos tentaram se converter de última hora, mas não havia mais lugar nas naves.

– Eu até que queria ir, mas os cambistas estão explorando!

– Que dia pro fim do mundo! Deus podia pelo menos esperar passar o réveillon.

Ao fim da manhã, as naves partiram, levando todos os mulgélicos ao paraíso prometido. Uma nave, porém, a maior de todas, permaneceu no pátio da sede da ONU. Suspense. Bilhões de pessoas acompanhando pela TV. Uma voz ecoou, vinda da nave:

– Amigos terráqueos. Ouviremos agora o pronunciamento da excelentíssima presidenta do Conselho da Confederação Galática, sra. Ziegr.

A presidenta surgiu à porta da nave, de microfone à mão. Pigarreou discretamente e começou a falar:

– Serei breve, amigos terráqueos.

Ela fez uma pausa, juntou as mãos como quem implora, e perguntou:

– Alguém tem unzinho aí?

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Ricardo Kelmer 1998 – blogdokelmer.com

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BaseadoNissoCLUBEDEAUTORESCapa-04a> Este conto integra o o livro
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O armário dos ateus

10/02/2010

10fev2010

Os dados da ONU e a pesquisa de Phil Zuckerman desmentem uma velha crença dos religiosos e teístas, a de que uma sociedade sem Deus fatalmente descambará para a criminalidade e infelicidade geral

O ARMÁRIO DOS ATEUS

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A ONU, através de seu Relatório do Desenvolvimento Humano de 2005, apontou os países cujas sociedades são as mais saudáveis do mundo, segundo os indicadores de expectativa de vida, alfabetização, renda per capta, nível educacional, igualdade entre os sexos, taxa de homicídio e mortalidade infantil. São eles: Suécia, Dinamarca, Noruega, Islândia, Canadá, Suíça, Bélgica, Japão e Holanda. Esses países, porém, têm mais um ponto em comum: eles estão entre os menos religiosos do planeta.

Em 2005 e 2006, o sociólogo estadunidense Phil Zuckerman morou durante 14 meses na Escandinávia e entrevistou, em profundidade, 149 dinamarqueses e suecos de todas as classes sociais. Ele escolheu Suécia e Dinamarca porque queria descobrir como os dois países menos religiosos do mundo podiam ser os que possuíam os mais altos índices de qualidade de vida, com economias fortes, baixas taxas de criminalidade, alto padrão de vida e igualdade social. Sua pesquisa está em seu livro Society Without GodWhat the least religious nations can tell us about contentment (Sociedades sem Deus – O que as nações menos religiosas podem nos dizer a respeito da satisfação). “Eu quis mostrar aos meus conterrâneos norte-americanos que é possível que uma sociedade seja relativamente irreligiosa e, ainda assim, forte, saudável, moral e próspera”, explicou Zuckerman numa entrevista.

Os dados da ONU e a pesquisa de Phil Zuckerman desmentem uma velha crença dos religiosos e teístas, a de que uma sociedade sem Deus fatalmente descambará para a criminalidade e infelicidade geral. Os defensores desse tipo de argumento creem que somente a religião pode dotar o indivíduo de sólidos valores morais. A realidade, porém, não sustenta essa tese, e nem é preciso recorrer a pesquisas: dê uma olhada nas notícias ou lembre das pessoas que você conhece e encontrará tanto ateus e religiosos honestos quanto ateus e religiosos trambiqueiros. Toc.

Caso o Brasil mantenha sua curva ascendente de desenvolvimento, continuará aumentando em sua população o percentual de ateus e não religiosos, que era menos de 1% em 1970 e hoje é aproximadamente 7,5% (censo IBGE 2000). Com isso, ateus e não religiosos terão mais visibilidade na sociedade, ganharão maior representatividade, inclusive política, e sofrerão menos preconceito. Toc, toc.

Muita gente que se diz religiosa está apenas repetindo o que aprendeu na infância, sem se dar conta de que poderia ter outra religião caso houvesse nascido em outro país ou crescido com outra família. Muita gente adoraria largar sua religião ou assumir-se ateu, mas tem medo da desaprovação e do preconceito que pode sofrer. De fato, não é fácil ser minoria. Porém, assim como os homossexuais e os negros conquistaram seus direitos, os ateus e não religiosos precisam se assumir para que possam também ser vistos, respeitados e votados. Como nos mostram os suecos e dinamarqueses, não é a crença em deuses, mas sim o respeito à dignidade humana o valor imprescindível à saúde e prosperidade de uma sociedade.

Toc, toc, toc. É hora de sair do armário.
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Ricardo Kelmer 2010 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

A água milagrosa do pastor pilantrão – Putz, a que nível chegou a picaretagem religiosa. Esses pastores fazem mais milagres que o próprio Jesus!

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Entrevista com o ateu – Um pregador evangélico entrevista um escritor ateu. O que pode sair desse mato?

> Textos sobre religião e ateísmo neste blog

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LEITURAS AFINS

LeitorVipElaLivro-101Ateísmo na Wikipedia

Como a fé influencia sua vida (Revista Galileu, abr2009)

Entrevista com Phil Zuckerman (para o site do Instituto Humanitas Unisinos, ligado à Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo-RS)

ATEA – Assoc. Bras. de Ateus e Agnósticos – Vale a pena conhecer. Ou você tem medo de mudar de ideia?

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A mensagem de Avatar ao Povo da Terra

28/01/2010

28jan2010

Temos de compreender o que os antigos já sabiam e nós esquecemos: a Terra é um ser vivo e nós fazemos parte dele

A MENSAGEM DE AVATAR AO POVO DA TERRA

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Muitos aplausos merece James Cameron por seu filme Avatar. Se o cinema já é uma experiência meio onírica, agora, com as técnicas de filmagem para a tecnologia 3D criadas pelo diretor, avançamos ainda mais dentro do sonho. Pena que, quando acaba o filme, estamos de volta ao nosso pesadelo terráqueo, do qual não conseguimos acordar.

A história de Avatar é simples: os humanos, interessados num valioso mineral existente na lua Pandora, invadem a terra de um povo humanoide, que se defende bravamente e conta com a ajuda fundamental de um humano que vira a casaca e passa a lutar ao seu lado. O roteiro não tem atrativos maiores e chega a ser previsível. Os personagens vestem os velhos modelões: tem o mocinho que se transforma ao longo da história, a mocinha que gosta dele, outro cara que gosta dela, o vilão malvado que morrerá no embate final…

Então, Avatar teria como único destaque os efeitos especiais, aperfeiçoados pela nova tecnologia 3D? Não. O filme tem o grande mérito de focar com competência na questão ecológica, e o faz em duas frentes: no visual exuberante do mundo de Pandora e na conexão mística de seu povo, os Na´vi, com a Natureza. Em Avatar, o 3D nos entretém e sempre rouba a cena, é verdade, mas a mensagem ecológica fica em nossa mente após o filme. E é isso que importa.

Toda a força do povo Na´vi vem do fato deles entenderem Pandora como um ser vivo que se comunica com tudo que nele vive, inclusive com os Na´vi, que não apenas o habitam mas são parte integrante desse ser. Eles vivem de forma harmoniosa com Pandora porque é assim que se sentem, unos com ela, e por isso sua relação com tudo que vive é de um respeito carregado de sacralidade, devoção e gratidão, como se fosse uma religião. Ops! Chegamos a uma das melhores coisas de Avatar: a religião dos Na´vi, se é que podemos chamar de religião, é a própria Natureza.

E aqui na Terra, fora da tela? Aqui, seguimos em nosso pesadelo real. O Homo sapiens, a única espécie sobrevivente da linhagem hominídea, vive um momento evolutivo decisivo: ou se entende já com a Natureza ou então procura outro lugar para morar. Putz, por que chegamos a esse ponto lamentável? A resposta estaria prontinha na boca de qualquer Na´vi: Porque vocês se separaram da Natureza. E não poderemos discordar. É justamente porque nos entendemos separados da Natureza que desrespeitamos as leis do planeta onde vivemos, e achamos que escaparemos impunes. Não escaparemos porque, sendo parte da Terra, ao destruí-la estamos também destruindo a nós mesmos.

Repensar a forma como nos percebemos em relação à Terra e a nós mesmos, é disso que precisamos, urgente. Temos de compreender o que os antigos já sabiam e nós esquecemos: a Terra é um ser vivo e nós fazemos parte dele. Se você pensou agora na teoria de Gaia, é isso mesmo. Segundo a teoria, a Terra é um superorganismo vivo, autoconsciente, dotado de inteligência própria, capaz de se autorregular e que, como tudo que vive, busca o equilíbrio interno. E nós, assim como tudo que vive na Terra, fazemos parte desse equilíbrio. Infelizmente, o Homo sapiens civilizado desprezou o que seus antepassados sabiam, e o preço disso pode ser seu próprio extermínio, como outras tantas de espécies que não souberam se adaptar ao equilíbrio geral do organismo maior.

Religiões gostam de cultuar deuses distantes, entidades inalcançáveis, tudo muito longe daqui. Talvez seja o momento de focar mais perto em nossa busca pelo Sagrado. Se existe algum tipo de religiosidade que pode nos salvar a todos, ela se resume ao amor pelo planeta e pela Humanidade. Uma religiosidade sem deuses, templos ou dogmas. Sem salvadores, pecados originais, guerras santas, e sem dízimo. Uma religiosidade cuja salvação virá de uma profunda mudança de percepção – ou não virá.

Ah, mas como cuidar de algo que não é de ninguém e no qual todo mundo mete a mão? De que adianta alguns terem essa noção sagrada da Terra se outros não têm e esses continuam a desrespeitá-la? Chegamos à conclusão inevitável, que é a mensagem mais importante de Avatar: só cessaremos o desequilíbrio do organismo geral se agirmos como organismo geral. Em outras palavras, é somente nos entendendo como um povo só, o Povo da Terra, que poderemos cuidar devidamente da Terra e de nós mesmos. Enquanto formos vários povos, vários países e várias religiões, não alcançaremos a visão do todo. Enquanto houver fronteiras, religiões e outras noções separatistas, não nascerá a unidade necessária para agirmos em conjunto. Somente quando surgir o Povo da Terra é que haverá salvação para o Homo sapiens.

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Ricardo Kelmer 2010  – blogdokelmer.com

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PALESTRA
Este texto é o resumo da palestra que fiz no Encontro de Cinema, um dos eventos integrantes do 17o Encontro da Nova Consciência, festival de caráter multicultural que acontece desde 1992, durante os dias de Carnaval, na cidade de Campina Grande, na Paraíba.

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AVATAR – TREILER

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FILMEAvatarCartaz-01AVATAR – FICHA TÉCNICA

Avatar
Diretor:
James Cameron
Elenco: Sam Worthington, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Zoe Saldana, Giovanni Ribisi, Joel Moore
Produção: James Cameron, Jon Landau
Roteiro: James Cameron
Fotografia:
Mauro Fiore
Trilha Sonora: James Horner
Duração:
150 min
Ano: 2009  –  País: EUA
Gênero: Ação  –  Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Twentieth Century-Fox Film Corporation / Lightstorm Entertainment / Giant Studios
Classificação: 12 anos

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LEIA NESTE BLOG

A imagem do século 20 – Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vimos o todo

Minha noite com a Jurema – Nessa noite memorável, fui conduzido para dentro de mim mesmo pelo próprio espírito da planta, que me guiou, comunicou-se comigo, me assustou, me fez rir e ensinou coisas maravilhosas

Xamanismo de vida fácil – A tradição xamânica dos povos primitivos experimenta uma espécie de retorno, atraindo o interesse de pesquisadores e curiosos

Pátria amada Terra – É animador ver as novas gerações convivendo mais naturalmente com essa noção de cidadania planetária

WikiLeaks e o nascimento da cidadania global – Quanto mais as pessoas se conectam à internet, mais elas se entendem como participantes ativos dos destinos do mundo e não apenas de seu país

Uma bandeira diferente – As pessoas saudavam o nascimento do novo símbolo que emergia do fundo da alma de todos falando de paz e unicidade, de um mundo unido e sem divisões

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DICA DE LIVRO

LIVROOBuracoBrancoNoTempo-01O Buraco Branco no Tempo
Peter Russel – Editora Aquariana, 1992

As ideias deste livro inquietante vão além de muitas compreensões padronizadas que temos a respeito da vida. Elas nos levam a pensar sobre o tempo de uma forma diferente e nos fazem exercitar uma nova maneira de nos percebermos, como espécie, dentro do contexto da evolução e do Cosmos. O físico Peter Russel, numa linguagem acessível, mostra porque a atual crise da Humanidade é, na verdade, uma crise de percepção, e chama a atenção para o ritmo vertiginoso da atual evolução tecnológica. Podemos, neste momento, estar à beira de um decisivo salto de compreensão a respeito do tempo e de nós mesmos.

> Teoria de Gaia na Wikipedia

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01- adorei o artigo sobre Avatar. Voce pegou o ponto central da questao… e o pior é que esta é uma sindrome bem comum desde uma escala pequena (ruas e pracas) ate a escala global. Temos esta ideia que somos meros visitantes, com bilhete pago e direito a faxineiro para colocar tudo de volta como era quando a gente sair… ahh tolos mortais :- ) … Desenvolvemos inteligencias incriveis em tantos campos da vida, mas ficamos tao especializados que estamos cada vez menos sabios para entender o todo e como nos relacionamos com este todo! Roberta Lossio, Recife-PE – jan2010

02- Sintetizadissimo! Depois faço um comentário mais aprofundado. Massa demais. Gabriel Sousa, São Paulo-SP – jan2010

03- êêê…a menina de olhos puxados ressuscitou tua consciencia cósmica!!! Edgar Powrczuk, Porto Alegre-RS – jan2010

04- Gostei muitíssimo. Houve uma sinapse em mim, por volta de dezembro, que me faz viver hoje, justamente, o fim da era separatista e o renascimento pela Unidade… Vou repassar, viu? Amei. Um cheiro. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – jan2010

05- Você é simplesmente DEMAIS. Gosto de tudo o que vc escreve, me identifico com seu pensamento holistico de vida e espiritualidade.Te adoro! Beijos. Sandra Neves, Belo Horizonte-Mg – jan2010

06- NÃO TENHO O MENOR INTERESSE NESSA BABAQUICE NEW AGE E MUITO MENOS NAS IDIOTICES PRETENSAMENTE LITERÁRIAS E PRETENSAMENTE ERÓTICAS QUE VC ESCREVE. DESCULPE-ME, MAS VC É UMA FRAUDE! QQ SER HUMANO CAPAZ DE DIZER QUE AVATAR “FICARÁ MARCADO NA HISTÓRIA DAS ARTES” SÓ PODE SE UM DÉBIL MENTAL OU NÃO ENTENDER ABSOLUTAMENTE NADA DE CINEMA OU ARTE. Marcos K, São Paulo -SP – jan2010

07- Que liiindo!!! Não tinha vontade nenhuma de ver este filme, mas este seu artigo me convenceu. É deste Ricaredo que eu gosto, quando fala sério, do universal. Os dois últimos parágrafos estão divinos. Parabéns e muito sucesso nesta palestra do Encontro da Nova Consciência. Muito obrigada. Até que enfim uma luz no fim do túnel. Gilvanilde Oliveira Falcão, Fortaleza-CE – jan2010

08- Amei a cronica sobre a visao de Avatar. Vc ja me fez despertar duas visoes diferentes de filmes: Matriz e agora Avatar. eu amei e ja repliquei. Fabiano Brilhante, Fortaleza-CE – jan2010

09- Todo verdadeiro Xamã é profundamente RELIGIOSO no sentido original e etimológico do que significa ser religioso. Ele e a Natureza são um só. O Espírito Católico/Javético DESLIGA e o Espírito Xamã RELIGA. Hey xamã nordestino!!!!!, Me likes muitão tua ALMA. Tua PANDORA/HELENA/SHERAZADE/PROSTITUTA SAGRADA… Patrícia Lobo, Salvador-BA – jan2010

10- Ainda não assisti ao filme, mas depois dessa crônica, desse final de semana não passa! Mônica Burkleward, Recife-PE – jan2010

11- Caro amigo, é sempre um prazer compartilhar esta percepção de unicidade e de – SINTO-ME FELIZ EM USAR ESTA PALAVRA QUE HÁ TEMPOS EVITO – religiosidade. Sim Na’vi poderia ser nossa Gaia. Somos uno e estamos conectados com o planeta, não compreender isso é buscar o próprio fim. Também tenho feito algumas palestras sobre o tema, e vinculado a educação a distância nesse paradigma de integração. José Lins Jr., Juazeiro do Norte-CE – jan2010

12- O próprio filme, a tecnologia, o cinema como arte, são separações/criações de algo do humano que não estão na natureza. Nós não somos naturais, desde a metáfora da “saída do paraíso”. Não estamos como água na água, como os outros seres vivos, como dizia o George Bataille. E também Hegel: “o homem é a doença do animal”. Diante disso, a única saída é nos conscientizarmos do nosso alto poder destrutivo, inclusive contra nós mesmos e procurarmos soluções de controle e auto gestão pela força, que é a única coisa que é respeitada. Direito, justiça e leis, como coação, desde Kant. O problema é que o capitalismo se tornou maior que os Estados e a sua possível força. A coisa é muito complexa. Adianta o que cada um pode fazer e que, de certa forma, lentamente demais, mas simplesmente impossível de ter-se visto há poucos anos atrás, o discurso ecológico está aí, nem que os que não queiram, que vão utilizá-lo politicamente, não o queiram. O discurso ecológico é o velho silêncio da morte. Contra a morte, ninguém pode, e é isso que acontecerá com o planeta e com a raça humana. Diante da morte, própria, dos amados e odiados, o “povo da terra” vai ter que se unir. Se há alguma coisa ainda natural para o homem é a morte. Então, unam-se “o povo da morte”. Retornarão para a terra, “metafóricaliteralmente”….. Abraço, do amigo. Ronald Paula, Fortaleza-CE – jan2010

13- Adorei, querido! Vou reenviar para meus amigos!!!!! Liz Cristal, São Paulo-SP – jan2010

14- Adorei!!! Linda Mascarenhas, Fortaleza-CE – jan2010

15- Parabens Ricardo pelo seu blog. Maria Christina, Brasília-DF – jan2010

16- Bem, gostei bastante desta mensagem pois olha, assisti ontem a noite o filme Avatar… Muito lindo. Você tem toda razão, é tudo isso e mais um pouco. Realmente a mensagem ecológica fica na memória de quem assisti o filme, e para os mais sensíveis, fica ainda a consciência buscando algo a fazer em prol da natureza. Parabêns, esteja em Paz, sucesso em sua vida. Jaqueline Lima, Ariranha-SP – fev2010

Adorei, querido! Vou reenviar para meus amigos!!!!!Adorei, querido! Vou reenviar para meus amigos!!!!!

Medo de mulher

16/01/2010

16jan2010

Como não temer algo que tem o poder de gerar e nutrir a vida? E, caramba, como não temer um bicho que sangra durante dias e não morre?

MedoDeMulher-03

MEDO DE MULHER

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Homens que agridem mulheres… Homens que atacam prostitutas, saem na rua atirando em travestis… O que leva um homem a tais selvagerias? Diversos fatores podem estar envolvidos. Mas há um fator mais profundo que todos, mais antigo… É o medo da mulher.

Instintivamente, todo homem teme a mulher. É claro que a maioria dos homens, se perguntado, certamente negará, ou levando a coisa para o lado da piada jocosa ou se irritando com o que ele pensa ser um questionamento de sua masculinidade, oh, a sagrada masculinidade. Calma, meu amigo macho. Esse medo nada tem a ver com homossexualidade. Trata-se do velho temor do feminino, um sentimento arquetípico, que sempre esteve em nossa psique, tão natural quanto o desejo sexual que sentimos pela mulher.

Esse temor existe, sim, e se não o reconhecemos, o danado nos acompanha vida afora, se refletindo em nossa relação com as mulheres. Pior que isso: o medo do feminino faz surgir religiões e sociedades machistas, que reprimem violentamente as mulheres, negando-lhes direitos básicos, tornando-as propriedade dos homens e até mesmo queimando-as em fogueiras. Mas… por que esse temor?

A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará. É o mistério sagrado da própria vida. É através do corpo feminino que a vida se concretiza no plano físico. A mulher é a Natureza humanamente representada em suas curvas, saliências e reentrâncias: ela é o rio sinuoso que hipnotiza o olhar, montes que se elevam graciosos da superfície, cavernas escuras que guardam segredos… É feita de ciclos a mulher, renovando-se a cada lua para em seguida oferecer-se novamente fértil e receptiva. Como não temer algo que tem o poder de gerar e nutrir a vida? E, caramba, como não temer um bicho que sangra durante dias e não morre?

É bem antigo o medo da mulher. Milhões de anos atrás, percebemos que viemos todos de dentro dela – e até hoje isso nos maravilha e assusta. Percebemos também que ela se comporta como a Natureza em suas estações, alternando ciclos, e isso nos fez entender que o masculino é Sol enquanto o feminino é Lua. Se aquele é o mesmo todos os dias, esta não cansa nunca de se experimentar em sua natureza mutante. Se elas são naturalmente iniciadas pela vida, eles não, eles precisam inventar iniciações.

Ao menstruar, a mulher está a repetir, mesmo sem consciência disso, seu íntimo ritual sagrado de fertilidade. Isso tem o poder de conectá-la com a sabedoria instintiva de seu corpo e com os ciclos naturais do planeta. O sangue é o fluxo da vida, que vem da caverna escura, lá onde se guarda o feminino misterioso e profundo. E são poucos, bem poucos, os homens que têm coragem de ir lá. Fisicamente eles vão, sim, mas apenas tocam o feminino, nunca dançam com seu mistério. Homens fazem guerra porque a guerra vem do Sol. Mas poucos, bem poucos, são homens o suficiente para fazer amor com a Lua.

E, no entanto… a Lua sempre esteve dentro deles!, desde o momento em que os princípios masculino e feminino se uniram para gerá-los. São homens simplesmente porque neles a porção masculina é a dominante, e é isso que os faz mais agressividade e razão e menos suavidade e sentimento – mas se não houvesse também em sua alma a porção feminina, seriam uma inconcebível aberração psicológica. Ao negar o feminino em si, esses pobres homens negam também, sem perceber, sua própria totalidade, e assim buscarão inutilmente mil coisas pela vida, sem que nada os possa completar, e morrerão frustrados, sem sequer entender o que lhes faltou. E o que lhes faltou foi sua própria alma inteira.

Homens agridem mulheres porque elas são o próprio princípio feminino encarnado diante de seus olhos fascinados e temerosos. Sua presença os faz lembrar, inconscientemente, do que eles temem admitir. Sim, temer o feminino é normal, é humano. Mas negá-lo, não. O homem que nega o feminino, meu amigo macho, declara guerra contra si próprio. Bem melhor, mas muuuito melhor, é fazer amor com o feminino.
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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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Este e outros textos
integram o livro Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino

> Postagem no Facebook

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MEDO DE MULHER
Esta crônica foi lida pelo autor no encerramento do 21o Encontro da Nova Consciência (Campina Grande-PB, fev2012) e dedicada às mulheres violentadas e mortas em Queimadas-PB (12.02.12)

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MAIS SOBRE LIBERDADE E O FEMININO SELVAGEM

EmBuscaDaMulherSelvagem-02base1aA mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

Marchando com as vadias – Se ser vadia é ser livre para exercer a própria sexualidade, então todas as mulheres precisam urgentemente assumir sua vadiagem, para o seu próprio bem e o de suas filhas

LIVROS

LivroMulheresQueCorremComOsLobos-01Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010)

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01- achei muito linda! Andrea Boni, Brasília-DF – jul2007

02- Ai, Rica… o cerrado te deu muita inspiracao hein? Discutir o principio feminino… se saiu bem na escolha do tema. Vai atrair o maior publico, de mulheres, todas querendo ser desvendadas pelas palavras do escritor. Vai dar pano pra muita manga histerica 😉 Beijo. Fabiana Vasconcelos, Boston-EUA – ago2007

03- Belíssimo texto. Como só vc sabe escrever. Ah, agora que vc parou pra respirar, quero ver as nossas fotinhas!!!!!! Beijos e saudades. Patrícia Meireles, Fortaleza-CE – ago2007

04- bacana rick… André Monteiro, Campinas-SP – ago2007

05 – Adorei o texto. Inspiradíssimo Ricardo. Poucos são os homens que conseguem esta sintonia vibratória conosco, por nos conhecer tão bem. Bom saber que existem! Um bj grande. Helga Lima, Rio de Janeiro-RJ – ago2007

06- Rapá, por causa das chatices e duns quilinhos a mais (dela e… meus tb!), eu já tava aqui na peinha de nada pra plantar a mãozada na muié — q me prometeu ser sempre linda, com aquele corpinho enxuto, como era qdo eu a conheci — qdo chegou esse seu email e me livrou de tirar umas férias vendo o sol nascer quadrado… Isso é q é amigo, viu! Wander Frota, Fortaleza-CE – ago2007

07- Kelmerrr! Amei seu texto! E puxa vida…tava com saudades de ler suas crônicas. Marisa Vieira, Rio de Janeiro-RJ – ago2007

08- Ainda mais quando essa mulher é cearense! Aí o homem tem é que correr de medo! Bjs. Gatalôca, Rio de Janeiro-RJ – ago2007

09- Lindo, como sempre. O texto, e você, claro! Fabiana Polotto Figueira, São José do Rio Preto-SP – ago2007

10- Parabéns pelo blog, pelo belo texto e também pela sua intensidade! Gosto do jeito que vc fala do feminino… ajuda-me a fazer as pazes com a minha própria feminilidade e também com os princípios do Sol. Quando eu te dei aquele Sol e fiquei com uma Lua, eu não pensei -ao menos conscientemente- na união entre o masculino e o feminino…rsrs. Kátia, João Pessoa-PB – ago2007

11- Ricardo. Achei maravilhoso este texto que você escreveu e me tocou profundamente. Beatris Rocha, Campinas-SP – ago2007

12- A sua cronica mais linda ate hj…. Christina Alecrim, Rio de Janeiro-RJ – ago2007

13- Rapá, por causa das chatices e duns quilinhos a mais (dela e… meus tb!), eu já tava aqui na peinha de nada pra plantar a mãozada na muié — q me prometeu ser sempre linda, com aquele corpinho enxuto, como era qdo eu a conheci — qdo chegou esse seu email e me livrou de tirar umas férias vendo o sol nascer quadrado… Isso é q é amigo, viu! Desleixo é falta de amor, é o contrário ou são os dois na mesma medida, pergunto eu? Vale! Wander Nunes Frota, Fortaleza-CE – ago2007

14- tambem tenho tenho medo!! e tu?? ainda lembro quando rosalia berrava, cesarinhooooooooo pra dentro!!!cara, corria p não apanhar!! (risos) concordo com a cronica!! +, e se no àpice do sexoroller (sexo no skate) mui bom, camarada!!! ela, olha na tua cara e ordena, bate porra!! quero gozar apanhando, +, bate devagar, que fazes??? hem, hem??? (risos) César de Cesário, Campina Grande-PB – ago2007

15- Olá Ricardo…tudo em Paz? Li e amei esta cronica…afinal como não temer o que nunca se tentou aprender? Como não fugir daquilo que nunca se transparece por inteiro…que nunca se desnuda do sabor de se ver tão diferente? Parabens e bom te ler novamente…um abraço carinhoso!!!! Sandra Abou Dehn, Cuiabá -MT – ago2007

16- Olá Ricardo. tudo bem? Parabéns, adorei sua crônica, muito inteligente e profunda. Todos nos temos nosso lado feminino hibernado. Poucos são aqueles que vivem em paz. Com sua permissão vou passar essa crônica para meus amigos interautas. Obrigado pela lembrança. Abs. Liano Silva Veríssimo, Fortaleza-CE – ago2007

17- QUER CASAR COMIGO??? Isso é tudo que tenho a dizer sobre sua crônica, linda de morrer… melhor, linda de viver. Vc já leu Cartas do caminho sagrado, que fala do xamanismo e da “carta da lua” (a “função” da menstruação no “eu” da mulher)? Outro livro que eu achei interessante, cujo autor é um homem que pensa como nós, é “A corrida do membro”. Saiu no Jô, mas não lembro o nome do jornalista. Ainda não li mas deve ser interessante. Sempre me disseram que todos os homens que amei (e amo) só falta um chip para gay. Não sou chegada a aberrações psicológicas que me jogariam na parede e chamariam (se tivessem chance) de lagartixa! Tô fora! Beijim daquela que está se viciando nas suas crônicas. No meu próximo curso sobre crônica, onde quer que seja, vou apresentar à turma um autor que desmente categoriacamente essa história dos estudiosos de literatura que dizem que a crônica morreu: Ricardo Kelmer é o nome dele. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – ago2007

18- Dear Ricardo, Fico a imaginar como consegues escrever com tanta clareza sobre um assunto tao dificil pra muitos que e’ essa relacao de homem e mulher. Quase todos os meus clientes estao completamente perdidos , e’ um trabalho arduo mostrar-lhes alguma outra visao das coisas vividas por eles. Adorei o seu texto , sou sua tiete e por isso suspeita mas acredito ser Super!!! Raquel Araújo, Los Angeles-EUA – ago2007

19- Posso incluir este artigo no meu blog? http://poderosamentemulher.blogspot.com. Izilda, Salvador-BA – ago2007

20- depende kelmer , kkkkkkkkkkkkk. Alyson Amâncio, Fortaleza-CE – ago2007

21- Esse texto tá bom demais,Ricardo.Adorei! Mônica Burkle Ward, Recife-PE – ago2007

22- É as vezes tm homens que sõa muito machões mais na hora que tem que ser homem mesmo não é digo iso num termo geral. E os homens principalmente falam que nós mulheres somos frageis e é ao contrario, vcs homens que são frageis por ex: vcs não tão a luz e gera uma criança durante nove meses ae nos mulheres temos essa benção e a graça divina. Bom quero ler mais coisas que vc escreve e se quizer mandar pra mim eu leu pode ter certeza ah!! fiz um blog para colocar as minhas histórias se quizer dar uma lida e uma opinião é sempre bom saber mais. Olha o endereço do meu blog: http//amandareisgomes .arteblog.com.br. Amanda Reis, Osório-RS – ago2007

23- Oi, Ricardo… Crônica pouco poética. São Paulo, às vezes, nem é Sol nem Lua… é assim, digamos… quase sempre nublada. Será que percebes a influência na (ou falta) de poesia? Que tal escrever uma crônica biológica para “eles” informando a partir da fecundação até aquele momento em que por definição génetica os órgãos sexuais determinantes se desenvolvem e se atrofiam simultaneamente… mas, com poesia. Beijos. Marly Rodrigues, São Paulo-SP – ago2007

24- Olá Ricardo! Recebi seu e-mail com a sua crânica sobre o Medo que os homens têm das mulheres, e achei uma obra de arte, achei que você falou tudo sem fiucar cansativo e monótono… na minha humilde opinião de leitora hehe! Além de ser um assunto que me chama muita atenção, essa coisa toda do machismo que perdura até hoje em uma sociedade tão moderna como é a que vivemos, fico boquiaberta com esse tipo de coisa que ainda acontece no mundo! Não há como entender!! Eu li, e adorei seu texto, achei que não podia deixar passar em branco no meu e-mail, não resisti em responder, embora não à altura do seu texto! Achei magnífica a forma como vc trata o corpo da mulher em constante ligação com a natureza (o que não deixa de ser verdade em nada), ficou sensacional! Vc escreve por hobby ou por profissão mesmo? No mais, seguem meus singelos elogios… achei que você tem um grande futuro (se é que já não o tem)! Caso haja mais alguma coisa que tenha em mãos, mande-me, é sempre bom ler esse tipo de coisa e saber que a situação também incomoda a outrs pessoas!Abraços! Pamela Bathory, Juiz de Fora-MG – set2007

25- adorei a crônica, vc sempre escreve o que gosto de ler sou sua fa bj. Lu Resende, Fortaleza-CE – set2007

26- MOCINHO COMO VC ESCREVE GOSTOSO!!! LIVRE, LEVE E SOLTO RSRS ADOREI. E VOU REPASSAR… UM OTIMO FIM DE SEMANA BEIJO Junia Drummond, Brasília-DF – set2007

27- caraaaaaaaaa !!!!!!!!!!!!!!!!! eu não me engano. Apasar de ter conversado muito pouco com vc tive a carteza de q vc é um cara muito sensível . e esse texto so vema confirmar . beijos. Júnia Turturro, Brasília-DF – set2007

28- Crônica interessante… Vc gosta muito de falar sobre as mulheres, não? Um abraço. Fernanda da Silva Xavier, Rio de Janeiro-RJ – set2007

29- amei, obrigada ….. bjs. Marysol Rosso, Cocal do Sul-SC – set2007

30- Parabéns menino! Só quem tem sua porção feminina bem resolvida pode ser o super homem que tão bem cantou Gil. Abraço carinho procê! Regina Coeli Carvalho, Rio de Janeiro-RJ – set2007

31- Tá bom vou começar. Recém cheguei da ópera Carmem de Bizet, apresentada ao ar livre pelo bobão do Silvio Barbato… o espetáculo foi lindo, os comentários dele, absolutamente desnecessários. Mas, não é isso para agora. Uma sugestão: que tal o título ser: Medo do Homem: Mulheres. Pq o medo? o medo é o pai de todas as dores e essencialmente nasce da necessidade de proteção diante da ameaça da morte…O nascimento é, se não o primeiro, um dos mais importantes eventos ameaçadores à vida, visto q apresenta de cara o desconhecido. Ao nascer, homens e mulheres CAEM no desconhecido absoluto… entretanto, a mulher traz consigo o potencial de parir, de continuar o ciclo… o homem nasce com o vazio do sentido da existência. Será? Este medo é primitivo, e inerente ao ser humano, mas segue se desenvolvendo no macho, será? este ódio, este repúdio, esta resistência de entrega do macho – confiar… não sei, tudo isso está me ocorrendo agora… vou sentir mais um pouco depois escrevo mais. Obrigada pela oportunidade. Não houve ritual da Lua. Eu me empaturrei de macarrão e dormi. Um beijo. Suely Andrade, Brasília-DF – set2007

32- Kra, muito legal essa crônica!!! Axu muita coisa legal na mitologia pagã tb. Daniel Gargas, Fortaleza-CE – set2007

33- muito bom! pena q apenas uma parcela mínima de homens se toca disso… Luciana, São José dos Campos-SP – set2007

34- Linda, sábia e profunda sua crônica Medo de Mulher. Parabéns por mais esta pérola! Gilvanilde Oliveira Falcão, Fortaleza-CE – set2007

35- Muito bacana, primo. Parabéns ! Beijos. Virgínia Galvão, Brasília-DF – set2007

36- Olá Kelmer, Muito interessante o seu texto. A Mãe Natureza é grandiosa, mas também esconde muito tesouros. Acho que a mulher tem um pouco disso, claro, dessa coisa incomensurável que nos faz tremer nas bases. E talvez Freud quisesse também dizer que o Complexo de Édipo é, para o menino, a grande ameaça que ele precisa passar para descobrir que sua mãe é uma caverna oculta aos seus propósitos libidinais. O primeiro obstáculo que vai precisar remover sem nunca conseguir transpor o mistério, talvez por isto, como você mesmo escreve, surja o medo. É realmente surpreendente. Um grande abraço e parabéns pelo texto. Felipe Moreno, São Paulo-SP – set2007

37- Graaaaaaaaaaaaaande verdade!!! Disse tudo meu Guru!!! Marcos André Borges, Fortaleza-CE – set2007

38- Oi bom dia !!! adorei essa crônica sua, linda !! adorei o uso dos conceitos do sol e da lua , do sagrado feminino, da fertilidade !! lindo!! por isso que eu sou sua fã!! Se puder me mandar de novo mulher selvagem(que eu adoro) e estou louca pra mandar pras minhas amigas eu agradeço!! Como sempre vc é como o vinho: a cada dia que passa fica melhor !!! beijos. Josylene, São Paulo-SP – set2007

39- Oi Ricardo..obrigada por agraciarnos com estas pérolas…adorei a palestra e mais ainda, adorei saber que ainda existem homens assim…deste jeitinho…da forma que deve ser…vc percorreu o caminho p/ o feminino que existe dentro de todos os homens… Li ” Para GAIA com Amor” …adorei tb…vc pensa muito parecido comigo…só que não consigo traduzir em “letrinhas”…meus sentimentos…Bjs e até a próxima!!!!! Mônica Rivera, Brasília-DF – set2007

40- OI, Kelmer! Muito legal a cronica sobre Medo de mulher! Adorei! Fabrícia Viana, Fortaleza-CE – set2007

41- Muito bom Morga, já estou copiando e mandando pra alguém especial. Ainda n tinha lido nada de Ricardo Kelmer, fiquei encantada… Angélica Belchote Trocoli, Salvador-BA – Comun. Orkut Mulheres Repensando Conceitos – set2007

42- lindo! vai de encontro a tudo que acredito sobre a natureza da mulher. Devíamos enviar este artigo para todos os homens que conhecemos. Obrigada pela oportunidade de tomar conhecimento deste autor.Cadê o endereço do blog dele?beijo. Kátia G, Belo Horizonte-MG – Comun. Orkut Mulheres Repensando Conceitos – set2007

43- Lindo! Cris, Florianópolis-SC – Comun. Orkut Mulheres Repensando Conceitos – set2007

44- o cara é simplesmente demais cada vez que o lei ele me surpreende e anima… lindo demais Ricardo Kelmer ! Parabéns! Andréa Magnoni, São Paulo-SP – Comun. Orkut Mulheres Repensando Conceitos – set2007

45- Adorei a cronica Ricardo!!! eh a pura verdade! beijao. Carmen Rangel, Barcelona-Espanha – set2007

46- Se as mulheres ainda se sentem oprimidas e agredidas, depois de tudo o que conquistaram, é porque elas permitem, mtas vezes até escolhem. Pois, perante todos estes problemas mtas ainda insistem em igualar-se aos machos, fazendo o que eles fazem, falando como eles falam, vestindo-se como eles se vestem, brigando como eles brigam. São verdadeiros homens debaixo de belas roupas, maquiagem e salto alto. E se há sensibilidade é puramente interesseira e vítima. Giovana Milozo, São Carlos-SP – set2007

47- Você é muito talentoso e escreve muito bem. Considere isso mesmo um elogio, porque eu já li à beça e tenho faro pra essas coisas. abraço forte. Deco, Rio de Janeiro-RJ – set2007

48- Já divulguei para minha lista de amigos. abraços. Regina Coeli, Rio de Janeiro-RJ – set2007

49- Kélmer, gostei muito desse texto, parabéns!! Só você consegue nos fazer pensar em assuntos importantes de maneira irônica e divertida. Sheryda Lopes, Fortaleza-CE – set2007

50- Obrigada pelo texto com interessantes reflexões!!! Parabéns!!! Aproveito a oportunidade e compartilho com você a indicação de um livro que acabei de ler. Chama-se “A Ciranda das Mulheres Sábias”. Dê-se a oportunidade de ler este livro. É da Clarissa, mesma autora do livro “Mulheres que Correm com os Lobos”. Abraço. Iolanda Santos, Fortaleza-CE – set2007

51- Lendo seu texto, lembrei-me menininho, escondendo-me quando a prima bonitinha entrava lá em casa. Como um bichinho que se esconde do predador na mata, mas fica observando-o da penumbra, envolto naquele sentimento novo, inexplicável naquele primeiro momento, de medo e fascínio. Enquanto não aprendermos a conviver com esse sentimento, o que você tão bem descreve e ensina, estaremos sempre no meio termo entre algoz e vítima, julgando-as santas ou profanas, causadoras de nossa tragédia ou fortuna, nossa salvação ou desgraça. Por isso quando eu nasci, veio um anjo e disse: – Vai, Paulo, vai ser voyeur na vida… Paulo Marcelo, Brasília-DF – set2007

52- Ricardo, como é bom sentir vc se superar cada vez mais!Esta crônica nos anima e acalenta em um mundo tão desconectado com nossos princípios naturais. Muitos beijus das “Rosas do Cariri” para nosso cearense querido. Lisiene Bezerra, Juazeiro do Norte-CE – out2007

53- já tinha gostado do livro que me enviaste, o “Blues da vida crônica”, mas esse texto gosto de reler, principalmente nos tais meandros cíclicos em que até nós mesmas tememos o dito “feminino”, rs. Um abraço! Jamile Mileipe, Recife-PE – dez2007

54- Gostaria de lhe parabenizar pela grandiozidade dos textos que compõe o leu livro “Vocês Terráqueas”. Mas, em particular, gostaria de lhe parabenizar pela crônica “Medo de Mulher”. Poucos homens seriam tão capazes de reconhecer esse medo de forma tão explícita. Menos ainda seriam capazes de assumi-lo publicamente editando em um livro. Isso mostra, no mínimo, a segurança que você tem quanto a sua masculinidade, não tendo medo de expor o que pra muitos seria um “fraqueza”. Mostra também a cumplicidade que você tem com nós mulheres, nos orientando e esclarecendo os motivos pelos quais muitos homem não desceram da árvore. Talvez os “ETs” tenham maior domínio desse medo e por isso as mulheres brasileiras se deixam abduzir. Parabéns: pelo grande escritor, pelo grande homem e pela grande pessoa que você é. Maria do Carmo, São Paulo-SP – ago2010

55- lindo,lindo lindo…vc diz o que eu gostaria de ter dito. KELMER querido, em sua homenagem vou soltar a minha loba…rsrs mudar minha fotinha… Maria Sá Xavier, Niterói-RJ – fev2011

56- Puta merda!!!! Tão seguro da sua masculinidade foi muito profundo. Rsrsrsrsr… Rsrsrsrsrsrsr… Rsrsrsrsrs… Essa eu vou contar na próxima rodada de pôquer. Rsrsrsrsr…. Mardonio Veras, São Luís-MA – fev2011

57- Ah, vai, Mardonio, ele sabe das qualidades dele, não precisa de incentivo. Mas como lider da ALK – Associação das Leitorinhas Kelméricas, faço qualquer coisa pra ele continuar enchendo nossos olhos com suas hitórias deliciosas. Kel, bota a imaginação pra funcionar! Maria do Carmo, São Paulo-SP – ago2010

58- Lindo texto, Kelmer… Lílian Rocha, Fortaleza-CE – fev2012

59- Que texto lindo, Ricardo Kelmer! Sempre percebi esse medo dos homens em relação às mulheres. Alguns mais, outros menos. Um homem que tem medo de mulher, nunca vai amá-la plenamente, porque não se entrega, não confia, não relaxa. Amor e medo são antagônicos.Que bom que vc tocou nesse assunto, pois é a causa de muita desgraça entre homens e mulheres! Vanessa Martins de Souza, Curitiba-PR – fev2012

60- veja o exemplo na idade media, depois joana dárc… as mulheres q faziam parto, sabiam o segredo das ervas… e estoria eh lon ga… sempre o medo da caverna escura dos ancestrais… a mulhr eh yin eh ternura e força… nao devemos querer parecer homem. Dhara Bastos, Fortaleza-CE – fev2012

61- achei tão fantástico, que joguei lá no V&P, prá modo daqueles brucutos ignaros aprenderem alguma coisa… – rsrsrsrsrsrs. Eduardo Ramos, Rio de Janeiro-RJ – fev2012

62- Maravilha! Não lembro de ter lido algo tão profundo sobre nossas ‘diferenças’ (prosapoética da melhor qualidade!); grata por compartilhar, e vamos compartilhar! : ) Mônica Mello, São Paulo-SP – fev2012

63- eu li. É TDO DE BOM. Renata Regina, São Paulo-SP – fev2012

64- Parabéns pelo texto e pela sensibilidade. Mob Cranb, Campina Grande-PB – fev2012

65- Rios sinuosos que hipnotizam o olhar… Se todos fossem iguais a você,q maravilha seria. Izabel Castro, São Paulo-SP – dez2013

66- Risos…até eu tenho medo de mulher, mulher é muito perigosa, se não te pega acordado, te pega dormindo. Mas lhe vinga! Por isso, bato em homem, espanco até…mas não relo o dedo numa mulher. Regina Zamora, São Paulo-SP – dez2013

67- (…) a mulher é a natureza humanamente representada em suas curvas, saliências e reentrâncias (…) aaaaadorei Kelmer brilhante como sempre. Cynthia Martins, Fortaleza-CE – dez2013

68- Como diz um ditado antigo “Falou e disse ” ou seja falou tuuuuuuuuuuudo. Marcos Felix, Ceilândia-DF – dez2013

69- Belíssimo, Ricardão. Sergio Nogueira, Fortaleza-CE – dez2013

70- “Se elas são naturalmente iniciadas pela vida, eles não, eles precisam inventar iniciações.” Absolutamente genial!!! Meu amigo Ricardo Kelmer, apesar de eu ter ido a esse ENC, não ouvi o texto lá. Estou lendo pela primeira vez e não encontro palavras para comentá-lo. Talvez o melhor texto seu que eu já li, e com certeza está dentre os melhores sobre esse tema. Minhas reverências, meu querido! Rógeres Bessoni, Recife-PE – dez2013

71- Estupro é a prova de não saber nada sobre conquistas é uma condição de reprovar a si mesmo na condição de ser comunicável é retirar a capacidade de inteligência nas entrelinhas! Resumindo: __ FALTA DE COMPREENSÃO !!!!!!!! Hyara Ougez, São Paulo-SP – dez2013

72- Lindo texto Ricardo! O mais triste é ver mulheres negando também a sua ligação com a natureza, sentindo nojo e vergonha de seus corpos e dos seus ciclos, e colaborando para que uma visão sexista seja mantida. O machismo não tolhe apenas as mulheres, mas também os homens que passam a ter que se mutilar emocionalmente e espiritualmente para se encaixar em uma visão limitada do masculino. O masculino e o feminino são lindos, cada um da sua forma. Marina LF, Porto Alegre-RS – dez2013

73- Bravo! Reflexão consistente, sincera, densa, verdadeira, profunda, ampla, EM SINTONIA COM A REALIDADE NACIONAL. PARABÉNS!! ASSINO EMBAIXO. EM COMUNHÃO. Luca Vianni, Fortaleza-CE – dez2013

74- Gratidão Ricardo!! Sou fã de teus escritos, sabes. Clordana Aquino, Campina Grande-PB – abr2014

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A imagem do século 20

16/07/2009

16jul2009

Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vimos o todo

A IMAGEM DO SÉCULO 20

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Qual é a imagem do século 20 para você? Foi essa a pergunta que me fizeram. E fiquei dias e dias pensando. O século 20 é repleto de imagens marcantes: cinema, descobertas científicas, guerras, competições esportivas, maravilhas tecnológicas, o 14 Bis de Santos Dumont, Gandhi e a roda de fiar, aquela menina vietnamita correndo nua pela estrada bombardeada, aquele cidadão chinês a desafiar os tanques na Praça da Paz Celestial (o nome da praça, que ironia…), a ovelha Dolly… Tantas imagens, tantas coisas inesquecíveis. Acabei escolhendo duas imagens.

A primeira é o cogumelo atômico, a bomba jogada sobre Hiroxima e Nagasaki em 1945. A bomba atômica, a rosa com cirrose, sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada. Devemos guardar para sempre a imagem do cogumelo maldito em nosso álbum de recordações, para não esquecer que chegamos bem perto de nos exterminar. A imagem nojenta da destruição de duas cidades e do assassinato de milhares de inocentes. A imagem suprema da estupidez humana.

O vergonhoso cogumelo atômico simboliza também mais uma mordida no fruto proibido do conhecimento, essa iguaria que sempre nos atiçará a curiosidade. O problema não é o fruto em si, pois o conhecimento existe para ser acessado e a evolução sempre nos levará ao nível seguinte da informação. O problema é o que fazemos do conhecimento adquirido. Descobrimos o poder dos átomos e que ele pode nos ser útil ‒ mas descobrimos também que serve para exterminar populações inteiras num segundo. Um segundo que deixou eternamente projetada, feito uma sombra na parede de nossa história, a estupidez e a vergonha de sermos humanos.

E a segunda imagem? Bem, ela não é vergonhosa, muito pelo contrário. Enquanto o cogumelo atômico nos entristece, essa outra nos enche o coração de esperanças num futuro melhor. É a foto da Terra, vista do espaço. A foto (na verdade, uma série de fotos) que os astronautas tiraram quando de sua chegada à Lua, em 1969. Naquele momento, a humanidade, pela primeira vez na História, punha os pés fora de seu planeta e via a Terra de outro ângulo. A imagem é linda, mas não é somente isso. Ali, naquele instante mágico, eternizado na fotografia, a humanidade botou a cabeça para fora de seu mundinho de divisões, superficialidades e mesquinharias, e conseguiu pela primeira vez distanciar-se… e olhar para si mesma.

E o que vimos? Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vimos o todo. Não vimos divisões de raças, culturas, credos e ideologias. O que vimos foi uma coisa só, feita de coisas diferentes, sim, mas uma coisa só. Vimos pela primeira vez o nosso planeta e descobrimos que ele é azul e é lindo, suspenso no espaço a flutuar pela imensidão do Universo. Ô momento iluminado! Quantas implicações filosóficas e metafísicas e sociológicas e econômicas e tudo o mais essa imagem de repente detonou!

Antes, muitos intuíram que por baixo da extrema diversidade corre o rio da unicidade. Mas a foto da Terra de repente mostrava isso no papel e resumia numa imagem tudo o que precisávamos urgentemente por em prática. Ficou claro, de um instante para outro, que vivemos num único lugar, ocidentais e orientais, negros, brancos, índios, amarelos, cristãos, judeus, muçulmanos, hinduístas. De repente, ficou claro que não mais faz sentido nos massacrarmos e dividirmos o mundo em capitanias, e que devemos agora dar prioridade máxima àquela visão do todo em vez de privilegiar este ou aquele país, esta ou aquela cultura.

A partir dessa foto, a humanidade passou a pensar diferente a respeito de si mesma e do lugar onde mora. Deu-se um estalo no inconsciente coletivo. Ativou-se de vez o novo mito da unicidade. De repente, nos vimos do alto e entendemos que, num mundo cada vez mais interconectado, tudo o que fizermos localmente terá consequências globais, mesmo que não as percebamos de imediato. Ficou claro que o planetinha azul é tudo que possuímos e que se ele adoecer, nós, como parte integrante, também adoeceremos. Ficou muito claro que o que fizermos a Gaia estaremos fazendo a nós mesmos.

As fronteiras geopolíticas, essas linhas artificiais que separam as pessoas em todo o mundo, simplesmente não existem naquela foto. Nela, o mundo está livre de divisões. Hoje, décadas depois, os blocos econômicos, a crescente indústria do turismo, as comunicações de massa e a internet cada vez mais acessível afrouxam ainda mais essas fronteiras, fragilizando a noção de país que possuímos. Essa fragilização causa em muita gente, principalmente nos mais velhos, certo incômodo e insegurança, pois nossa noção de país e de identidade cultural foi construída à custa de muitas guerras e conquistas sangrentas e se encontra enraizada a ferro e fogo em nossas mentes. Dói ter de largá-la por uma noção planetária que ainda não sabemos como exatamente irá funcionar.

Dói, mas talvez não haja outra alternativa. O curso natural da evolução parece agora nos solicitar uma noção mais abrangente de nós mesmos e do lugar onde vivemos. Sei que o processo de globalização é irreversível e que, com ele, há o perigo de culturas inteiras serem devoradas pelos interesses comerciais, enriquecendo alguns poucos mas empobrecendo a espécie humana. Será um grande desafio que teremos de superar.

Por enquanto, fico com minha esperança nesse mundo sem fronteiras que nos revelou aquela foto tirada do espaço. Um mundo mais inteiro e harmonioso, sem divisões internas a enfraquecê-lo. E é exatamente por causa dessa esperança que não morre que, entre as duas imagens, escolho a imagem da Terra, nossa casa vista do espaço, redonda e azul, como a minha imagem do século 20. E torço para que, no futuro, essa imagem simbolize o momento mágico em que o mito da unicidade foi finalmente despertado, feito uma revolução em massa que ainda está em seu início, mas que não pode mais ser derrotada.

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Ricardo Kelmer 2000 – blogdokelmer.com

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em italiano

L´IMMAGINE DEL 20o SECOLO
Ricardo Kelmer 2000

Qual è l’immagine del 20° secolo secondo te? Fra tutte le immagini del secolo, e ce ne sono state tante perché la tecnologia ha facilitato la loro divulgazione istantanea al mondo, quale sceglieresti per rappresentare questa fase della storia della nostra specie e del nostro pianeta?

Questa domanda mi è stata fatta qualche giorno fa. Sono rimasto a pensare per giorni. Il 20° secolo è pieno di immagini significanti: cinema, scoperte scientifiche, guerre, competizioni sportive, meraviglie tecnologiche, il 14 Bis di Santos Dumont, Gandhi che gira il “charkha”, la bambina vietnamita che corre nuda lungo la strada bombardata, lo studente cinese che sfida la fila di carri armati nella Piazza della Pace Celestiale (il nome della piazza, che ironia…), la pecora Dolly… Tante immagini, tanti avvenimenti indimenticabili. Finalmente ho scelto due immagini.

La prima è il fungo atomico, la bomba lanciata sulle città di Hiroshima e Nagasaki nel 1945. La bomba atomica, la rosa con cirrosi, senza colore, senza profumo, senza rosa, senza niente.* Dobbiamo tenere per sempre nel nostro album di ricordi l’immagine di questo maledetto fungo per non dimenticare che siamo arrivati molto prossimi al nostro sterminio. L’immagine ripugnante della distruzione di due città e dell’assassinio di migliaia di persone innocenti. L’immagine suprema della stupidità umana.

Il vergognoso fungo atomico simbolizza inoltre un morso in più al frutto proibito della conoscenza, il frutto che ci ha sempre acceso e accenderà la curiosità. Il problema non è con il frutto in sé perché la conoscenza esiste proprio per essere accessibile, il frutto ci aspetta sempre e l’evoluzione delle cose ci porterà sempre al livello successivo della conoscenza. Il problema è quello che facciamo con la conoscenza acquisita. Non esiste modo per fermare l’evoluzione del sapere; si tratta di una necessità della specie. Abbiamo scoperto il potere degli atomi e che loro possono esserci utili, ma abbiamo scoperto, inoltre, che servono per sterminare popolazioni intere, gente innocente, in un secondo soltanto. Un secondo che ha lasciato eternamente proiettata, come un’ombra sul muro della nostra storia, la stupidità e la vergogna di essere umani.

E la seconda immagine? Beh, lei non è vergognosa, al contrario. Mentre il fungo atomico ci rattrista, quest’altra ci riempie il cuore di speranza per un futuro migliore. È la foto della Terra vista dallo spazio. È la foto che gli astronauti hanno fatto nell’occasione dell’arrivo sulla Luna, nel 1969. In quel momento l’umanità, per la prima volta nella Storia, metteva i piedi in un posto fuori dal proprio pianeta, guardando indietro vedeva la Terra da un’altra angolazione. L’immagine è bella, bellissima, ma non è soltanto questo. Lì, in quel magico istante, raccolto eternamente in una fotografia, l’umanità ha messo la testa fuori del suo piccolo mondo di divisioni, superficialità e meschinerie e riuscì, per la prima volta…allontanarsi e guardare se stessa.

E che cosa abbiamo visto? Abbiamo visto la nostra casa che fluttua nello spazio. Abbiamo visto un pianeta intero, senza divisioni. Non abbiamo visto questo o quel paese: abbiamo visto un tutt’uno. Non abbiamo visto divisioni razziali, culturali, religiose o ideologiche. No. Quello che abbiamo visto è una cosa sola, fatta di cose diverse, sì, ma un’unica cosa. Abbiamo visto per la prima volta il nostro pianeta e scoperto che è azzurro e bellissimo, sospeso nello spazio che fluttua nell’immensità dell’Universo. Ah, che momento illuminato! Quante implicazioni filosofiche, metafisiche, sociologiche, economiche e tutto il resto quest’immagine ha fatto esplodere di botto!

Prima di questa foto molti intuivano già che sotto l’estrema diversità correva il fiume dell’unicità. Ma la fotografia della Terra improvvisamente mostrava questo sulla carta e condensava in un’immagine tutto ciò che dovevamo urgentemente mettere in pratica. In un attimo è stato chiaro che viviamo in un unico posto, tutti noi, occidentali ed orientali, neri, bianchi, indigeni, gialli, cristiani, ebrei, musulmani, induisti. Immediatamente è stato chiaro che non aveva più senso combattere fra noi e dividere il mondo in nazioni, e che dovevamo dare adesso la massima priorità a quella visione del tutto invece di privilegiare questo o quel paese, questa o quella cultura.

Dopo questa foto l’umanità iniziò a pensare diversamente riguardo se stessa e riguardo il luogo dove vive. C’è stato uno scatto nell’inconscio collettivo. Si è attivato definitivamente il mito dell’unicità. Improvvisamente ci siamo visti dall’alto ed abbiamo capito che, in un mondo sempre più collegato ed interconnesso, tutto ciò che faremo localmente porterà conseguenze globali, anche se non ce ne rendiamo conto nell’immediato. È diventato chiaro che quel pianetino azzurro è tutto ciò che possediamo e che se lui si ammala, anche noi, perché parte integrante, ci ammaliamo. È diventato molto chiaro che quello che facciamo a Gaia lo facciamo a noi stessi.

Le frontiere geopolitiche, queste linee artificiali che separano le persone in tutto il mondo, semplicemente non esistono in quella foto. Lì il mondo è libero da divisioni. Oggi, più di trent’anni dopo, i blocchi economici, la crescente industria del turismo, le comunicazioni di massa e l’internet sempre più accessibile allentano ancora di più queste frontiere, indebolendo la nozione di paese che tutti noi abbiamo. Questa debolezza provocò in molte persone, principalmente nei più grandi, un determinato disagio ed insicurezza certamente perché la nostra idea di nazione e di identità culturale è stata costruita a costo di molte guerre e di sanguinose conquiste e si trova definitivamente radicata nelle nostre menti. Fa male dover abbandonare questa nozione per una planetaria che non sappiamo ancora come funzionerà esattamente.

Fa male ma forse non esiste un’altra alternativa. Il corso naturale dell’evoluzione sembra che ci stia sollecitando una conoscenza più ampia su noi stessi e sul luogo dove tutti viviamo. So che il processo di globalizzazione è irreversibile e che, con lui, esiste il pericolo che intere culture siano divorate dagli interessi commerciali, arricchendo alcuni pochi ma depauperando la specie umana. Sarà una grande sfida che dovremo superare.

Per ora, rimango con la mia speranza in questo mondo senza frontiere rivelato da quella foto fatta dallo spazio . Un mondo più intero ed armonico, senza divisioni interne che lo indeboliscono. Ed è esattamente per questa speranza che non muore che, fra le due immagini, scelgo quella della Terra, la nostra casa vista dallo spazio, rotonda ed azzurra, come l’immagine del 20° secolo. E spero che, nel futuro, quest’immagine simbolizzi il magico momento in cui il mito dell’unicità è stato finalmente svegliato, come una rivoluzione in massa che è ancora all’inizio ma che non può più essere sconfitta.
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Ricardo Kelmer è scrittore, paroliere e sceneggiatore ed abita a São Paulo

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TRADUZIONE: Isabella Furtado – REVISIONE: Massimo Savigni

* N.T.: Tratto dalla poesia “ROSA DE HIROSHIMA” di VINICIUS DE MORAES.

Pensem nas crianças mudas telepáticas/Pensem nas meninas cegas inexatas/Pensem nas mulheres rotas alteradas/Pensem nas feridas como rosas cálidas/Mais, oh, não se esqueça da rosa, da rosa/Da rosa de Hiroshim,a a rosa hereditária/Da rosa radioativa, estúpida, inválida/A rosa com cirrose, a antirrosa atômica/Sem cor nem perfume/Sem rosa, sem nada.

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DICAS DE LIVRO
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Iniciação à visão holística (Clotilde Tavares, Record/Nova Era)
Holística é um daqueles termos que de repente, quando você vê, ele já está por aí, na mídia e na boca das pessoas. Mas, cá pra nós, quem sabe mesmo o que significa exatamente isso? A professora Clotilde Tavares, que também é médica e terapeuta floral, faz um agradável passeio pelas noções básicas que formam o pensamento holístico, cada vez mais importante pra humanidade deste tempo.

O novo paradigma (Walter de Souza, Cultrix)
À procura de entender a realidade, a humanidade fragmentou o conhecimento, valorizando as especializações. Isso trouxe conquistas indispensáveis, é verdade. No entanto já é visível a necessidade de voltarmos a reunir o conhecimento espalhado. É alentador ver que vários ramos da ciência já seguem a mesma direção. Nesta curta mas significativa obra, o autor nos revela os novos caminhos que já estão expandindo a consciência humana.

O Tao da Física (Fritjof Capra, Cultrix)
Novas descobertas da f ísica quântica promovem um verdadeiro rebuliço na compreensão dos cientistas a respeito da realidade e muitos até se recusam a acreditar nas constatações filosóficas e metafísicas a que seus experimentos os conduzem. O físico Fritjof Capra mostra as impressionantes coincidências entre as novas descobertas da Física a respeito da matéria e as antigas filosofias orientais como o Taoísmo e o Budismo.

O ponto de mutação (Fritjof Capra, Cultrix)
Prosseguindo em seus estudos, Capra mostra como as ciências já estão falhando por insistir em seguir o modelo newtoniano/descartiano de interpretação da realidade e sugere que a humanidade está vivendo uma decisiva transição em sua evolução. Especificando a situação de diversos ramos da ciência, como medicina, psicologia e economia, Capra escreveu uma obra indispensável ao estudioso do pensamento holístico e dos novos paradigmas que lentamente estão, não substituindo, mas complementando os atuais.

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Religião no esporte é gol contra

29/06/2009

29jun2009

Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses

RELIGIÃO NO ESPORTE É GOL CONTRA

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Brasil tricampeão da Copa das Confederações, Kaká o melhor jogador, Luís Fabiano o artilheiro, troféu Fair Play de equipe mais disciplinada… Festa bonita mesmo. Dunga, a Canarinho, a CBF e a torcida estão de parabéns!

Mas agora terei que ser o estraga-prazer, é o jeito, pois tem algo que me preocupa muito mais que os gols que o Brasil faz ou deixa de fazer: estou falando do proselitismo religioso no esporte. Putz, esse negócio de jogador exibir mensagens religiosas já passou dos limites. A Fifa precisa fazer algo, assim como fez em relação às mensagens políticas, senão em breve o futebol será um grande púlpito de devotos a fazer propaganda de seus deuses para o mundo inteiro.

Lúcio foi o herói do jogo mas não deveria ter posado com aquela camisa onde se lia “I love Jesus”. Não foi um comportamento digno de capitão do time, afinal a cerimônia de premiação é oficialmente parte do evento e, além disso, Lúcio representa o grupo e nele há jogadores com outras crenças. Kaká também usou uma (“I belong to Jesus”) após a partida mas não a exibiu durante a premiação. E se outros jogadores fizerem o mesmo? Teremos um palanque religioso cheio de mensagens, com Deus, Alá, Jeová, Jesus, Shiva, Yemanjá e outras entidades disputando a atenção das câmeras. E os ateus, eles também não terão direito a uma camisa?

Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras, e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses. Comoum jogador evangélico se sentiria ao lado de outro que exibisse na camisa “Reencarnarei com Jesus” ou “Eu pertenço ao Demo”? Ué, se uma religião pode, todas podem. E se a minha religião for declaradamente contra a sua ou o meu deus for inimigo do seu? E as torcidas, como se comportarão? Será que esses jogadores não calculam o risco do que fazem num mundo onde as diferenças religiosas patrocinam atentados, guerras e genocídios?

Que Lúcio ame Jesus, tudo bem, ele ama a quem quiser. Que Kaká pertença a Jesus, ótimo, o passe espiritual é dele. Mas o esporte nada tem a ver com as crenças pessoais dos jogadores – isso é misturar o público com o privado. É o mesmo que um deputado usar o plenário para propagandear sua religião. Deputado está no plenário para legislar e jogador está no campo para jogar. Misturar política ou esporte com fervor religioso não dá certo. Por favor, senhoras e senhores jogadores, respeitem o espectador e divulguem sua fé em outra ocasião. O esporte deve ser laico e não político, para que ele não se desvie de sua essência mais legítima, que é a confraternização entre os povos.

Sei que toco num tema delicado e não duvido que algum religioso raivoso me xingue e me acuse de ser contra a liberdade de expressão e coisital… Nada disso. Quem conhece meu trabalho sabe bem do quanto prezo e luto pela liberdade. Não tenho religião nem tenho deuses ou deusas a honrar (a Luana Piovani não conta), mas sempre lutarei pela liberdade individual de qualquer um de tê-los. Esporte, porém, não é igreja – pelo bem do esporte e pela paz no mundo, sigamos esse primeiro mandamento.
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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 COMENTÁRIOS
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01- É de lascar o mané tem até um blog é mole,penso q só ele le a si mesmo.Onde esse ex jornal das mutidões arrumou esse mala e sem alça. Ribamar Alves, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

02- É só ver o exemplo do Kaká que que passou a ser o representante mundial do casal de estelionatário da “igreja” Renascer. Ou seja, o cara divulga pro mundo interio um casal de bandidos que usa a religião para enganar e roubar pobres ignorantes, coisa muito comum nesta monte de igreja-empresa evagélica que surge em cada esquina. Luiz Araújo, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

03- Após esse comentário totalmente absurdo, inadequado, sem o menor sentido, jamais colocarei meus olhos em qualquer comentário que seja desse “abençoado” sujeito. O jornal deve urgentemente tomar alguma providência contra uma pessoa deveras despreparada para lidar com o público. É cada um que aparece, meu JESUS… Também, um colunista? (escritor?) que tem como DEUS a Luana Piovani, é de se esperar qualquer coisa hehehe. Até nunca mais!!!!!!!! Rocha, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

04- Esse cara pelo fato de não ter religião se incomoda com esses pequenos detalhes,não tenho religião porem respeito quem louva a sua,acho bonito, melhor do que falar em violencia e politica. acho o comentário desse cidadão meio sem sentido,não acho q manifestação religiosa dos jogadores ou artista de um modo geral não incomoda ninguem afinal de contas é melhor louvar o nome de Jesus do q exibir uma arma. Ribamar Alves, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

05- Esse Luiz Araújo é no minimo desinformado e acima de tudo um preconceituoso,sou relativamente pouco informado mas nunca vi nem ouvi kaká falando sobre o casal da igreja em questão.Afinal o jogador em referencia não vai mais dormir por causa da opinião dele. Ribamar Alves, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

06- Impressiona-me que um “jornalista” não compreenda que o esporte também é um meio de expressão. E qual o problema se diferentes crenças forem expressas simultaneamente num evento esportivo? Lastimável não é a livre expressão, e sim sua intolerância, como, por exemplo, a reportagem acima. Marcelo Trévia, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

07- Isso é que dar autorizarem qualquer um se auto-afirmar jornalista… Aí um… o que esse cara é mesmo??? Vem falar abrobinhas como estas… Se o Lúcio não tem o direito de expressar-se num momento de superação como o que viveu, tenho certeza absoluta que uma opinião como esta, jamais deveria ser sucitada em um jornal que quer ter credibilidade. Se o futebol não é palanque, um jornal que se preze não pode permitir-se a aceitar uma coluna tão ridícula, sem propósito… Quem bom era o tempo em que escreviam jornalistas de verdade. Ob, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

08- Engrçado nã, quando os jogadore tiram a camisa para exibir seja lá o que for e até mesmo a pornografia o mundo aprova mas quando exibe algo que rea0lmente faz sentido na vida dos jogadores,onde está o erro? impressionante como isso incomoda alguns uma atitude dessa de agradecimento é louvável sim, afinal vivemos a era da comunicação não é verdade SR. Ricardo Kelmer e cada um tem o seu direito de expressar como queira e com certeza com o coração e verdadeiramente feliz. “O que é bom tem de ser compartilhado pois esse é o nosso maior legado”. Albert, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

09- Como é? Não acredito que estou lendo tal barbaridade no conceituado jornal “O Povo”. Se entendi bem, caro “jornalista”, estás defendendo a censura? É isso mesmo? Quer dizer que um jogador (ou mesmo um deputado) não pode expressar sua fé? Por que não? Não estamos falando de tirar a camisa no desenrolar de uma partida, pois aí poderíamos considerar um deserespeito ao uniforme (ou ao patrocinador, na verdade). Mas, após o jogo e para comemorar uma conquista? Tenha paciência!! Por que qualquer um pode escrever uma coluna e expressar suas idéias e preferências (as mais amalucadas, inclusive) e um jogador, não? Responda-me, por favor. Ou você concorda com essa censura para (pseudo)jornalistas também? Você não acha isso muito perigoso? Sou apaixonado por futebol, porém há muito tempo não tenho mais coragem de ir aos estádios. Se nos fosse possível escolher, você optaria por uma arquibancada transformada em campo de batalha (é, isso sim dá medo) ou uma arquibancada pacífica, ordeira e com torcedores vestindo camisas com as inscrições I LOVE JESUS? Outra coisa, eu prefiro um deputado que defenda a sua fé (qualquer que seja ela) a um que aja subrepticiamente, na moita, através de atos secretos. Cláudio Moreira, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

10- Nunca vi alguem se queixar qdo se via despacho de macumba nos campos de futebol.E aonde se tira a liberdade individual vc manifesta que ama alguem,se Deus,que nos criou e nos mandou ama uns aos outro.Como um pai que tem vários filhos,pede para eles se amarem.Seria muito,e ruim o filho dizer que ama esse pai.Sim,porque Jesus é Deus,e foi Ele que nos fez. Tira se a libertade individual é vc matar outra pessoa. Graça, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

11- Concordo com o jornalista. No mundo em que vivemos, onde há guerras e terrorismo por conta da religião, o futebol não é o meio adequado para se divulgar crenças. Se continuar assim em preve teremos homem bomba dentro de estádios lotados para protestar porque o “Deus” dele é mais justo e bondoso do que o do jogador X que está em campo, e porque o “Deus” é o melhor ele se acha no direito ne matar e mutilar milhares de outras pessoas que não tem a sua mesma fé. Silvia, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

12- vejo q vc fala na luana piovani, mas aposto q vc é muito é gay. Claudemilson, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

13- Admiro muito mais aqueles que fazem o bem, sem olhar a quem…do que os que nada fazem, mas se vestem “100% Jesus”. Roupa nao vale nada!!! O que vale sao os atos!!!!Queria ver ao inves da camisa, era uma atitude dos jogadores doando estes “rios de dinheiro” para orfanatos e instituicoes de caridade. Isso sim, seria um ato respeitável e glorioso…Praticar o bem, sem ficar idolatrando de forma vazia. As pessoas esqueceram que a parte mais importante das religioes é prática da bondade, misericórdia e solidariedade, tanto no Cristianismo, Judaísmo, e na religiao Mulcumana (nao falo de outras, porque conheco menos). Acho que se os jogadores usassem uma camisa “100% Paz”, estaria agradando tanto a Deus (a paz é divina!), como contribuiriam com uma mensagem positiva para um mundo cada vez mais violento. preto velho, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

14- è uma preocupação muito mesquinha essa sua, quer dizer então que, exaltar atraves do esporte a cerveja a cachaça e o cigarro pode, e a cocaina tambem pode? Washington Portela, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

15- Amigo, não tenho religião mas conheço bem partes da Bíblia. Ela, em uma das passagens nos manda pregar o evangelho e Jesus Cristo como salvador de nossas vidas a todas as criaturas. Portanto, eles estão mais do que nunca cumprindo a palavra de Deus, mesmo porque as obras sem a fé não valem nada. è melhor mostrar caráteres de jogadores que buscam estar próximos de Deus do que mostrar jogadores beberrões e cachaceiros ou usuários de drogas. A violência hoje impera em toda a sociedade e você pregando a fé através de Jesus Cristo diminui essa ânsia de inversões dos princípios cristãos, porque desde há muito tempo os valores humanos e familiares têm ficado em segundo plano. Eles apregoando a fé em Jesus Cristo estará sim incentivando muitos jovens a buscar o lado espiritual do que estarem sendo invadidos por mensagens de consumos de drogas e outras afins. Pedro, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

16- Lamento pela infelicidade desta material, principalmente sendo veiculada por uma entidade que sempre lutou pelo direito de expressão livre. Quantas mensagens são exibidas durante eventos públicos que tem trazido desgraça e morte de jovem que acabam cometendo atos catalizados pelas drogas e alccol. O importante é deixar claro que a publicação da fé de alguma pessoa não pode ser interpretada como prejudicial a ninguém. Desejo que Deus abençoe grandiosamente sua vida e projetos conforme a vontade Dele, e que a cada dia você cresça em sabedoria e amor, pois Dele jorra uma fonte ilimitada e acessível a todos. Jorge Rodriguescoluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

17- O Cristianismo nunca foi uma religião para ser mantida secreta. Se os primeiros cristãos foram até mártires em palcos “esportivos” como o Coliseu, você acha que pode censurá-los agora? Paulo, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

18- Legal,Kelmer, vc ter tocado nesse assunto, pois o mesmo me incomoda tb. E quanto à Santa Piovani, no meu quarto tem um altar exclusivo dela. Abraço. Giordani Carvalho, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

19- Parabéns pela crítica, pois religião, é sinônimo de: individualidade, respeito e paz. Regina de Nazareth Gouveia Martins – jul2009

20- infeliz comentário, deve ser falta de assunto. Francisco, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

21- Ricardo, bom dia! Muito prudente sua expressão. O importante é que pensamentos, palavras e ações sigam sempre no mesmo caminho. O Homem é um vaidoso quando se exibe e não faz e nem pensa. O Homem é um difamador, quando não faz e não pensa. O Homem é um fraco quando fala e não pensa e não faz. Fraternal Abraço. Éwerton, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

22- Ricardo Concordo com você. Que cada um agradeça as Bençãos recebidas no silêncio do seu coração e que em sua ações no dia-a-dia possa evangelizar e não apenas em um momento na frente das cameras. Muito pertinente o seu texto. Saudações ! Minerva, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

23- O Jorge Rodrigues tem razão. Você nao pode pensar que a Fé de alguém venha prejudicar aos outros. É uma característica dos protestantes em expressar sua Fé de forma bem explícita. E mesmo eu, sendo católico, confesso que NUNCA me incomodei com isso. Próximo a minha casa existe uma igreja evangélica e acredite, o som que me pertuba o sono é do forró dos carros dos adolescentes. Marcelo, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

24- Pois é, eu entendí sua boa intenção, Sr. Kelmer. O verdadeiro Cristinanismo ultrapassa todas essas barreiras, a intolerância em sí não vem da religião e sim dos seus seguidores, que são hipócritas e não aplicam em suas vidas os próprios preceitos de sua religião. Em parte o que você falou é verdade, mas exagerou um pouco: “Isso não é um comportamento digno de capitão do time”. Pega leve. Lili, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

25- AMIGO, gostaria muito que você tivesse o prazer de conhecer Jesus,o que Lúcio e Kaka anunciou foi Jesus e não uma religião,eles não disseram sou Evangélico,ou macumbeiro ou espirita,eles falaram de Jesus,sem chingar relegião,credo ou puliticos,gostaria muito que você deichasse Jesus fazer a obra em sua vida.Reflita nisso por que Jesus te deu inteligência para falar coisas boas e abençoar vidas.Pensse nisso! Ari Junior, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

26- Prezado Ricardo, Pensei que vocês vinculariam criticas a esse comentário, que vi ontem no site do yahoo, feito pela membro da FIFA um dinamarques e não apoiar tal situação, infeliz comentário o seu, pensei que não dariam créditos. Está está deve está presente em todos os lugares, os jogadores não estão fazendo apologia a religião X ou Y, mas sim agradecendo a Deus pela vitória. Rafael, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

27- Querido Ricardo Kelmer(redator da coluna) será que vc. não teria nada mais importante para divulgar neste conceituado jornal. Camarada, tantas coisas absurdas que acontecem no futebol como: Desvio de dinheiro, Brigas em estádios, protecionismo parcial a determinadas agremiações… e vc. perde seu tempo a falar de opções religiosas. Peço que o redator chefe deste espaço tome providências neste caso, pois sou leitor “fiel” deste jornal e como tal, quero redações inteligentes e animadoras e não medíocres e preconceituosas. Teomar Mesquita, coluna Kelméricas, O Povo On Line –  jul2009

28- Fique tranquilo,menino. Essas manifestações religiosas só são vistas em jogadores brasileiros, que adoram aparecer e dar uma de bonzinhos.Afinal, brasileiro adora uma presepada para se exibir. Voce já viu algum jogador muçulmano,asiático ou mesmo africano com essa palhaçada? Nem eu.Sabe porque? Porque lá eles tem mais noção e não precisam recorrer a essa palhaçada para aparecer ou fazer média com o pa$tor da igreja, que sempre leva uma comissão do mané(10%). Dr. Mundico, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

29- É lamentável o comentário do jornalista… se ele é ateu.. até respeito… só não adimito ele usar um meio de comnicação para expressão sua opinião pessoal… para louvar e agradecer DEUS… não tem hora nem lugar… sou católico e concordo com as atitudes dos jogadores evangélicos de louvar e agradecer a Deus… já que os estádio precisam tanto de paz. João Batista, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

30- Fiquei indignada com o conteúdo do que li. Moro na Europa e aqui existem pessoas de todas as religioes e tambem um grande número de ateus. Mas, em nenhum momento, li na imprensa qualquer comentario a respeito da declaracao de amor a Jesus pelos nossos jogadores de futebol. Jesus pregou a paz e o nosso futebol precisa justamente de paz, tanto dentro de campo como fora dele. E nao esqueca prezado colunista ” Jesus te ama tambem”!!! Joselia Biersack, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

31- Isso q é um ateu revoltado com a proclamação de Deus!!!Todos ali são pessoas q dedicam sua vitoria a um Deus no qual eles acreditam , não é da conta de ninguém,eles são os melhores jogadores do mundo .Devemos ressaltar isto e não fazer criticas a uma frase exibindo sua fé ,muito pelo contrario, são pessoas que não se exaltam em se ,somente em Deus.Acho q esse foi um comentário sínico simplista de sua parte para demonstrar sua inconformidade com a fé,na qual você não deve ter. Victor Raidni, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

32- Jesus Cristo é para ser proclamado sempre e em todo o lugar! Dizer que a manifestação desses atletas é uma forma de tentar aparecer é no mínimo infantil. Ora, se ele já brilha por ter feito o gol não precisaria de mais nada. Pelo contrário, na grande maioria das vezes “divide” aquele momento mágico com Deus e o oferece em ação de graças. Agora se alguém está enciumado com isso… Bom, isto é outra história. Haroldo Antunes, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

33- DEVIA SER PROIBIDA QUALQUER TIPO DE CAMISA POR BAIXO OU NO LUGAR DA OFICIAL COM QUALQUER TIPO DE MANIFESTAÇÃO…QUER LÁ SABER SE ALGUÉM AMA JESUS,JEOVÁ,ALAH…A MÃE, A FILHA, O URSINHO DA COCA COLA…ENFIM O CÃO QUE FOR……USEM SÓ A CAMISA DO TIME E PRONTO!!!! MAS QUE ISSO SÓ É VISTO NO FUTEBOL BRASILEIRO ISSO É VERDADE!!! Raimundinho, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

34- Infelizmente Ricardo Kelmer esse seu comentário está fora de ar. Considerar uma manifestação, um ato religioso, você precisa transcender este seu campo mediocre de percepção. Sabia que ali nas estampas das camisas de alguns jogadores está escrito uma declaração de amor ao Deus Todo Poderoso que não se prende e jamais de prenderá a religião, pois, DEUS ESTÁ ACIMA DE QUALQUER RELIGIÃO. Espero que você abra sua mente, para o conhecimento da verdade que está Nele JESUS CRISTO. Queiroz, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

35- O bom senso e grande parte das religiões não fundamentalistas, pregam a tolerância entre os povos e suas crenças. Não vejo problema algum em atletas ou qualquer outra pessoa manifestar, individualmente, sua fé ou mesmo a falta dela. Vejo, sim, como lamentável, criticar esta liberdade individual, respaldada pelo ART 5º da nossa Constituição. Nossos atletas, nosso povo, têm sua espiritualidade e isto precisa ser respeitado. A fé ou a falta dela é prerrogativa de cada indivíduo, influencia nosso comportamento, e por consequência a política, o esporte, o trabalho, o comportamento da sociedade, que é resultado da ação dos homens, isto é inevitável. Que mal haveria em a seleção iraquiana, ao final do jogo expor camisas, “Eu louvo a Alá”, ou algum outro, “Eu sou atéu”? Se você não tem coragem de frequentar a redação com uma camisa “Eu amo Jesus”, use então uma com “Eu adoro a Luana Piovani”, haverão muitos materialistas sem cérebro que te acharão “o cara”. Roberto Campos, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

36- Pelo jeito esse nobre escritor não conhece, ou pelo menos dá a entender, que cada religião tem a sua própria Doutrina. Pois bem, no Evangelho está escrito “portanto, ide! Ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. Mt 28:19. O apóstolo Paulo cita em II Tm 4:2 “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda longanimidade e doutrina”. O que os “Atletas de Cristo” estão fazendo, nada mais é do que cumprir a vontade e o mandado do seu Mestre, o Senhor Jesus Cristo. Também, a História nos prova que um povo não separa a vida, digamos, uma parte religiosa e outra atéia, e que o proselitismo religioso faz parte de toda e qualquer religião. O Judaísmo, o Hinduísmo, o Cristianismo, o Confucionismo e o Islamismo nos mostram essa realidade. Dessas grandes religiões mundial,temos de convir que o cristianismo é a mais perseguida, por quê? Agora eu faço outra pergunta: Será que se esses atletas fossem muçulmanos e fizessem uma manisfestação de ação de graças em nome do Islã, alguém teria coragem de criticar e pedir a proibição? Ricarterith, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

37- vc é um infeliz,coração de pedra ñ sabe nem o q ta dizendo.Q Jesus te perdoe pq vc é um pobre de espirito. Deus esta acima de qualquer religiao. E uma manifestação de amor é valida em todo lugar. seu ipocrita. Renata, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

38- Péssimo comentário este,talves o mundo esteja assim,tão complicado por causa de pessoas como este rapaz. que ver uma mensagem de paz e cria uma guerra. Evaldo Oliveira, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

39- Como ficou bem claro no final, esse Sr., não conhece ou melhor não reconhece o AMOR DE DEUS na vida dele, só o fato de está vivo, acordar todos os dias e ter a liberdade até mesmo de se colocar contra o povo de DEUS, é prova de que o Senhor JEUS o ama muito. Caro Ricardo, conheça JESUS,sinta uma PAZ que só Ele nos propociona,seja curioso, procure saber desse DEUS que tanta gente AMA. Tenho muita certeza que DEUS TE AMA MUITO e que ainda vou ler um lindo artigo seu, contando o seu encontro com Ele (JESUS). Fique na PAZ DE CRISTO, estarei orando pelo Sr. Abraços!!! Sandra, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

40- acho que realmente o Ricardo nao tem o que publicar ou teve ser ateu para ficar se metendo na religiao dos outros para mim e o isso e falta do que fazer .meta se com a sua vida e va trabalhar que e melhor. Simone Moura, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

41- Que o Senhor Jesus seja louvado! É incrível como o inimigo de Deus usa as pessoa para falarem por ele. O comentáio escrito pelo Sr. Kelmer foi infeliz já que o Rei dos Reis é o Senhor do Universo e dono de Todas as coisa e por tanto usa quem Ele quer e onde quer para propagar a sua palavra e salvar os seus filhos mostrando-les o caminho para salvação.Oro a Deus pelo Sr. Kelmer. Madalena Patrícia da Silva, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

42- Muito correto o comentário!!! Futebol não tem nada a ver com religião!! Isso pode gerar inclusive embate sem sentido de torcidas!!! E o time é um grupo, tem q se respeitado a religião de cada um! E não como pareceu, uma seleção católica, ou crente… e se tivesse alguém do candomblé lá na seleção, será q a pessoa nao ficaria constrangida na hora que rezaram o time todo d mãos dadas o pai nosso??? Bruno, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

43- ESSE RICARDO SÓ TÁ QUERENDO APARECER…NÃO TEM O QUE PUBLICAR E FICA ESCREVENDO ESSAS BOBAGENS! BICHONA! Paulo, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

44- acho que assim como nois temos livre arbitrio para escolher a religiao ,o time ou o partido que queremos os jogadores tambem tem esse direito e acho que nao e um ou outro que vai sensacionalizar ou tentar tirar o direito das pessoas sendo jogadores ou nao.obs Ricardo nao seja estupido a ponto de querer aparecer discutindo a religiao dos outros. Simone Moura, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

45- Primeiro,o senhor só poderia ser ateu. Acredita que veio do macaco, e não é semelhante ao seu criador. Se o senhor preza pelo mandamento de liberdade, neste momento estar contradizendo-se.E o mandamento que conheço, é que devemos amar a deus sobre todas as coisas, e a seu irmão com a se mesmo. Partindo deste princípio, todos seremos iguais, e sendo iguais não há o pq de entrarmos em confronto.Há várias religiões,mas só há um caminho a seguir, q é JESUS. O senhor estar invertendo as coisas, e o q poderia ser um ato de liberdade, de livre expressão, aparece alguém para reprimir. O sehor foi muito infeliz neste comentário. Jackson Barros, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

46- É pena ouvir isso de uma pessoa tão “culta”. Esse moço não entende que o Rei dos Reis está presente em tudo. Que se ele não permitir, nem futebol haverá mais. E que se Ele quiser calar a voz desse cidadão, ele cala. Sr. Kelmer, qual o seu problema com Jesus? Qual o por que de tanta revolta? Tenho plena convicção de que o Senhor te ama muito. E que depois de Ele ter lido sua mensagem, apenas sorriu. Não disse nada. e nem precisa. Sr. Kelmer, mais cuidado com o que fala! Socorro Melo, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

47- Apoiado! Esses crentes são chatos demais, querendo impor suas crenças a todos. Ou você está com eles ou contra… Não tem respeito algum às crenças dos outros cidadãos. Pois bem: Respeitem para serem respeitados! E mais, o futebol, por si só, já é uma “religião”, e tem seu problemas com torcedores… Imagina só ver um quebra-pau entre a torcida católica e a torcida crente, no estádio! Deixemos as religiões em seus lugares de adoração. Vamos aprender a respeitar as diferenças, ao invés de execrar quem pensa diferente. José de Almeida, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

48- a minha opnião é que a religião não salva ninguém, nem budismo, espiritismo, maria, evangélica ou seja, nem uma outra, agora em relação as mensagens das camisas estão plenamente corretas pelo fato de só o Senhor Jesus salvar(jo 14.6) eles trouxerão uma palavra de paz para o povo africano que é uma nação oprimida(jo 10.10). contudo isso eles estão certo!!! Douglas, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

49- Precisamos entender que o mundo está reconhecendo quem é o rei verdadeiro desse mundo. Nada podemos fazer se as pessoas estão acreditando mais em Deus. É melhor nos conformamos pois 50% da população Brasileira em 2020 conhecerá esse Deus. Espero que você também reconheça isso e acredite nesse Deus. Ninguém vai poder para isso, pois é plano de Deus. Cícero Lima, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

50- Também fico irritado com algumas dessas manifestações religiosas. Algumas realmente chegam a me incomodar, e olhe que eu sou uma pessoa espiritualizada. Mas não acho que devam ser banidas. Acho que eles têm o direito de manifestar sua fé em agradecimento pela conquista, qualquer que seja o deus em que eles acreditem. Agora… Se Lúcio estivesse usando uma camisa com a foto de Luana Piovani esse indivíduo que escreveu essa… coisa aí (não aceito chamar de crônica)… não teria reclamado de nada, talvez tivesse elogiado. É uma manifestação ideológica, quer ele reconheça quer não. O futuro desse país é sombrio; políticos pilantras, jovens imbecilizados e jornais com esse tipo de conteúdo. Futuro sombrio… Brasileiro, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

51- e ae? cada um na sua… cada um faz o que quer… de maneira geral é uma opinião infeliz! Poderia ter ficado calado, mas entendi que a sua intenção era de “fazer chover comentários”… tsc tsc, parece até que é um amador. Kabal, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

52- menosprezante é a sua opnião diante de um Deus que é exaltado até debaixo do mar!!! Lucilo, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

53- SR. Ricardo Kelmer Vc não sabe o que fala !! Não tem a noção e dimensão do que um jogador desse passou na sua vida , para hj estar Glorificando e exaltando o nome de JESUS. Agora se fosse uma propaganda de CERVEJA o SR. Ricardo Kelmer não falaria nada se fosse propaganda do fernandinho beira mar e o seu PÓ vc estava calado.. deixe de ser usado pelo satanás e venha para JESUS aceita-lo como SENHOR E SALVADOR de sua alma. Thiago, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

54- Bem, não concordo com a opinião do Sr. Ricardo Kelmer, pois os jogadores são pagos para jogarem bola durante os 90 minutos + acréscimos que a partida venha a se estender, durante esse momento realmente são pagos para jogarem futebol. Porém, creio que após o jogo, na comemoração de uma vitória, os jogadores têm o direito de manifestar-se livremente acerca de seus credos, pois é livre esse direito, com tanto que não venha a ofender a ninguém. Francisco Filipe Uchoa Carneiro, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

55- Ricardo, é a primeira vez que leio algo e seu e vou te dizer, cara: Parabéns! Dificilmente algum colunista consegue não tendencionar suas idéias / seus ideais nos seus leitores. E o tema, também, fugiu do óbvio. Independente da opinião que se tenha sobre qq coisa, o mais importante é saber expor “toda a coisa”. Bom mesmo. Tatiana Rodrigues, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

56- “Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.” (Lucas 19:40) Rapaz, pense num assunto complicado,esse que você entrou. Concordo no ponto que Thiago fala sobre “dimensão do que um jogador desse passou na sua vida”. Sou protestante e se tivesse a oportunidade diria a todos: Jesus mudou a minha vida, e pode mudar a sua também, de uma forma incompreensível a nossa realidade, mas, essa sensação só é sentida após uma verdadeira mudança. Viva na verdade de Deus e não na aparente verdade desse mundo. Que Deus abençoe você, sua casa e que tu possas ver quanto é bom viver o melhor de Deus para nossa vida. Abraço! Haroldo Campos, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

57- falar de Deus nunca é gol contra…. nunca existirá inconveniente em se falar Jesus… vc deveria procura ler + sobre Aquele te criou…afinal, tudo é por Ele, Dele e para Ele…estarei orando por vc…. Deus abençoe, queridooooo. Kelly, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

58- “Estado Laico” – Qual desta frase essas pessoas não entendem ? Parabéns Ricardo. Jannayna – jul2009

59- repórter fascista! e que acha dos nomes dos filhos e das esposas nas camisas e tatuagens? como a de daniel alves?…tb deve ser proibido? Sincera, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

60- Foi o comentário mais imbecil, sem sentido e infeliz que já li, parece até que o escritor está indignado por ter outra crença … essa poderosa palavra JESUS CRISTO não incomoda ninguém, a não ser que é contra Ele … Ricardo, que Jesus tenha missericordia da sua vida e não entre nesse merito, pois a maioria do mundo acredita em Jesus Cristo como salvador e só vi até hoje na minha vida você reclamando de tal manifestação. Haroldo Viana, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

61- É!! RESLAMENTE DELICADO FALAR SOBRE ESSE ASSUNTO, RELIGIÃO VERSUS FUTEBOL, MAS TEMOS QUE ENTENDER UMA COISINHA CHAMADA “RESPEITO”: TANTO NÓS PESSOAS COMUNS, COMO ELES OS “REIS DA BOLA” TEMOS NOSSOS DIREITOS E ISSO DEVE SER RESPEITADO, DEUS VEIO PARA TODOS, PORÉM É PRECISO AGIR COM SABEDORIA E COM RESPEITO AO PROXIMO, SE VC AMA REALMENTE O SEU DEUS, NÃO PRECISA MOSTRAR NUMA CAMISA, BASTA QUE AME TAMBEM O SEU RPOXIMO E DÊ SUA VIDA POR ELE COMO DEUS FEZ ENVIANDO SEU FILHO PARA NOS SALVAR! PAZ NO CORAÇÃO DE TODOS E QUE DEUS OS ABENÇOE! Gil, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

62- Ricaro vc é igual a maioria da imprensa,se rola alguma coisa ruim em relação a religião todo mundo comenta e critica,mas se os caras exibem frases e nada tem de errado vc critica também! Vc é um tremendo pagão isso sim.Vc nunca vai aceitar que as pessoas falem de Deus ou demonio ou outra coisa parecida,porque vc já é uma marionete dominada por ele(demo) e está cego assim como a maioria,nada vai te fazer mudar de opinião,só existe uma ocasião em que vc abrirá os olhos,será na sua morte,e aí pode ser tarde demais. Deus tenha misericordia de sua alma seu pagão incrédulo. (Covarde anônimo), coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

63- esses comentaristas deveriam se preocupar com a violência que ronda a cidade, em vez de se preocupar com crenças religiosas dos jogadores, pelo menos eles creem em algo importante para sua conduta e formação como homens,parabéns LÚCIO E KAKÁ, POR SEREM HOMENS DE BOA PROCEDÊNCIA, POIS NUNCA VI NINGUÉM MATAR OU ROUBAR, POR NOME DE JESUS, MAS SIM FALAM DE PAZ E SALVAÇÃO E ISSO SIM É BOM!!! Ricardo Rodrigues, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

64- Super contraditório!!!fala em liberdade e critica a forma como os caras comemoram e dedicam as suas vitórias…cada um comemora como quiser, quem não gostar que mude o canal e fique na sua! Respeite a LIBERDADE deles meu querido! cara incomodado…eu hein! Ione, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

65- E eu como sempre uma doida que concordo ctg e discordo dos outros! hahaha Ótimo texto! 😉 Marina, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

66- O q tu tem a ver com a fé dos outros? se tú não tem fé o problema é teu. deixa os caras em paz e procura o q fazer, até parece q tu não tem é assunto pra comentar. (e é o que parece) Daniel Barros, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

67- caro kelmer, excelente post, meu camarada. o problema é que a negada tá contaminada com o vírus do fanatismo religioso. “Afirmar que determinada religião é falsa é uma asserção com a qual a esmagadora maioria da humanidade tende a concordar, desde que o juízo não se refira ao seu próprio credo” ¿ Hélio Schwartsman. abçs. Carlos, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

68- Seu texto não é só parcial; é pobre de consistência também. Suas falácias dão nojo… pensei q vc pararia na questão da “camisa do ateu”, mas foi até uma comparação esdrúxula entre esporte e estado! P/ um escritor “liberto incondicionalmente” vc está mais preso do q muitos.. Felipe Luiz, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

69- QUERIDO KELMERICAS… A UNICA COISA QUE TENHO A LHE DIZER EH: QUE DEUS TENHA MISERICORDIA DAS SUAS PALAVRAS MEDIOCRES!! E QUE DEUS POSSA UM DIA AUMENTAR SUA FE, QUE TA MUITO POUCA OU NAO EXISTE!!! DEUS TE ABENCOE. Natalie, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

70- No dia do Senhor.ele vai se lembrar do que disse. Pirulito, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

71- E vc acha que Deus permitiu q eles ganhassem atoa? Eu sei que o diabo tá muito é do furioso com as lindas declarações de amor q os meus queridos conterrâneos brasileiros fizeram! Um comentário desses só poderia ser inspirado por alguém q não tem a presença do Dr. Espírito Santo em sua vida… Vou orar por vc Sr. Kelmer. Ana, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

72- Engraçado vc falar tanto de liberdade… e não deixar as pessoas livremente se expressarem! Que Deus te abençoe! Georgia, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

73- O mais engraçado disso tudo é a perspectiva dos fanáticos,pra eles uns estão gordos, outros religiosos, o que realmente querem? Claudiane Martins, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

74- Sensacional e corajoso o comentario. afinal a religião é algo intimo.Muito mais que palavras mensagens é preciso ação, pois nem todos que dizem senhor, senhor herdarão o rei so ceu, mas aquele que faz o vontade do meu pai. hoje jesus é o maior mercadoria para ser vendida.Vale lembra que nas outras seleções estão tambem filhos de Deus, se a seleção tivesse perdio Deus teria esquecido de seus filho? Francisco Antonio de Oliveira, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

75- Deus e Jesus não tem nada a ver com a conquista do título. Ateu,graças a Deus, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

76- Achei o comentário muito corajoso!!! Mas não vejo problema em o cara expressar sua fé, seja ela qual for, principalmente se considerarmos que a grande maioria deles o fazem pós-jogo. Que problema tem isso?!?!?! Gilverlan, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

77- Faça me o favor Sr. Kelmer…. Tenho certeza que o espaço disponível nesta coluna, deveria ser utilizado para de5ates que envolvam a essência do esporte, o gol, a linda jogada, etc…. Sua preocupação com a expressão espiritual do próx, não deveria ser levado a público, através de um veículo para o “puro” debate esportivo. Como em outros espetáculos, o esporte é uma arte… e pelo que entendo, ninguém recrimina expressões de fé em peças de teatro, filmes ou programas de tv. Porque reciminá-la no esporte ? Portanto, o Sr. deveria destinar seu comentário ao esporte tão somente… pois, como mesmo disse, cada um expressa sua fé da maneira que convém (LIBERDADE). No Uzbequistão, por exemplo, não podemos expressar a fé cristã…por isso o fazemos aqui. E este ato dos jogadores mostra justamente a liberdade que todos devem ter. Como disse que política não tem haver com fé, se há feriados criados em homenagens a santos, hein?! um abço. Daniel, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

78- Adorei o artigo. Deveria ser proibido fazer demonstrações religiosas num jogo. Eu APOSTO que se eu fizer propaganda do MEU ATEÍSMO, pouca gente vai gostar. Claudio, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

79- Li em algum lugar e concordo: “A religião é o maior defeito do homem, e a dúvida a sua maior virtude.” Deus não existe bando de alienado, tomem consciencia da responsabilidade de cada um de nós nesse mundo. Nós somos responsaveis por tudo de bom e tudo de ruim nessa terra, não existe Deus nem o diabo. Silvia Costa, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

80- As camisas deles não me incomodou em nada. José Carlos, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

81- Mas que baboseira! E no final das contas eu não entendi qual é o problema em os jogadores mostrarem camisetas com essas mensagens. Que tal acabar com a lei do impedimento? Ou com a violência dentro e fora dos gramados? Se incomodar com mensagens de amor a Jesus? Quê que é iiiisso!?!! Jolliens, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

82- É difícil compreender a razão de matérias como essa jamais terem sido escritas, mesmo sendo certo que os jogadores, há muito tempo, fazem menção notória à própria fé durante a prática esportiva. Por exemplo, quanto ao sinal da cruz, antes, durante e depois de cada jogo, em uma clara demonstração de fé católica. Também não vi reportagens assim quando jogadores comemoraram seus gols com danças tipicas do candomblé, como Vampeta, por exemplo, ex-Corintians. Por que apenas a fé cristã evangélica revela-se danosa ao ser exposta em um jogo de futebol ? A fé invade os campos porque, antes, invadiu o coração daquele que a tornou pública diante das câmeras. Os cristãos das mais variadas tendências, orientações e origens jamais criticaram a manifestação alheia. Mais do que reportagens como a que ora comento, o que de fato precisamos é de respeito. Mais respeito, Ricardo Kelmer. Luiz Freitas, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

83- Por que expressar o amor a Deus, é tão ruim assim??? Mas se fosse para alimentar a propaganda de uma bebida ou de um cigarro isso seria uma maravilha… O Mundo já está sem Deus… E não divulgar o seu amor a ELE só alimenta mais ainda o ódio, o rancor, o egoísmo…. Gilton Barreto de Castro, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

84- que absurdo o que eu acabei de ler,que o senhor tenha misericordia desse escritor Ricardo Kelmer e dessa Silvia Costa. Mario Cesar, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

85- Gostei do artigo!! Deveria realmente ser abolido o uso desse tipo de “homenagens”!! PS:Um desses posts deve ser apagado ne, ja que defende uma crença, e quer impor-la verbalmente onde nao e o local!! Rodrigo, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

86- adoro o jornal o povo mais essa matéria está ridícula!!! isso é um absurdo Deus tenha misericordia desses escritores. Bruna, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

87- Preconceituoso, sem nexo, ausente a lógica e pior: sem respeito. Jornalista sem qualificação esse Ricardo Kerlmer. Almeida, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

88- Foi muito infeliz esse comentário. Jesus não é motivo de vergonha seja em qualquer situação ou em qualquer lugar. Jocilia Oliveira, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

89- Infelizmente o povim atrasado é esse povo Brasileiro, não entende o que o companheiro está querendo dizer. E pior não respeita o que ele diz, mesmo que vc não concorde tem que haver o respeito. Concordo em genero numero e grau, com o artigo. Milhões aindam morrem por divergir de religiões, Israel x Palestina estão ai pra comprovar. Eu como telespectador não acho bacana essa blusas com eu amo jaca, Amo chuchu. Pra mim o que vale é o futebol bem jogado. O resto é pura demagogia. Paulo Salut, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

90- Vcs não entedem nada de religão ou de respeito, não sou o Sr. da verdade mas se o Capitão Lúcio tivesse utilizado uma camisa com os dizeres: “EU AMO O LUCIFER”o mundo inteiro caíria em cima dele e aií eu pergunto ? Vc seria contra ou favor da religião no esporte? Não seria a religião dele o capitão.? Então tbm haveria que ter o minimo de respeito. Não julgue para não ser julgado pessoas de mentes pequenas… Precisamos respitar tanto quem é católico, evagélico, umbadista, espírita, ateu enfim … A PALAVRA CHAVE É RESPEITO. Paulo Salut, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

91- Que o SENHOR, em sua infinita misericórdia, perdoe este infeliz, pois ele não sabe o que diz… Estes atletas estão dando a Glória devida ao Senhor por suas vitórias… Célio, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

92- Tantos problemas, desvios de conduta dos políticos… então vem a mente brilhante desse colunista, se importar com a forma com que o jogador professa sua fé,é brincadeira. Natan, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

93- quero so saber qm da saude para eles todos os dias e vigor para eles jogar bola,se vc sta vivo ate hj e tem alimento para comer agradeça a esse JESUS Q UM DIA MORREU POR MIM E POR VC.ALI ELES STAO HONRANDO O UNICO Q É DGNO DE LOUVOR.DEUS T ABNÇOE,OS HOMENS SE MATAM PORCAUSA DE RELIGIAO SIM,MAIS RELIGIAO NAO SALVA NINGUEM PELO CONTRARIO faz é separar como vc dsse,mais JESUS NAO É RELIGIAO PELO CONTRARIO SE VC LER A BIBLIA ELE PREGA CONTRA OS FARISEUS OS RELIGIOSOS DAKELA EPOCA.JESUS TE ABNÇOE. Icaro, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

94- total contradição,terminam de rezarem e vão xingar um ao outro. Carlos Alberto Costa, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

95- Não me importarei em colocarem mitos como Deus e Jesus no futebol no dia em que eu puder andar pelas ruas com a frase: “sou ateu e sou feliz” sem ser xingado. André, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

96- Liberdade de expressão e consciência é digna em qualquer sociedade ou manisfestação. Se os próprios jogadores rezam antes de jogarem e entrarem em campo por acreditarem em Deus. Porque não mostrar a todos que o viu atuar durante a partida, quem realmente eles amam e agradece pela vitória. Infelizmente um ateu agradece atoa. Danivaldo, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

97- Se eles exibissem uma camisa com os dizeres: “amo a maconha”” o que Kelmer escreveria?Ele falaria mal ou exaltaria? Paulo do Topete, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

98- Discordo. A liberdade de crença e consciência é salvaguardada pela Constituição Federal, em seu art. 5º, VI, o qual prevê: Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; Além disso, o Brasil é signatário de várias convenções internacionais que asseguram a liberdade de culto e de crença, dentro os quais destaco o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, em seu art. 18º: Artigo 18.º 1. Toda e qualquer pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de ter ou de adoptar uma religião ou uma convicção da sua escolha, bem como a liberdade de manifestar a sua religião ou a sua convicção, individualmente ou conjuntamente com outros, tanto em público como em privado, pelo culto, cumprimento dos ritos, as práticas e o ensino. A Declaração Universal dos Direitos Humanos é ainda mais enfática ao prever em seu Artigo II: Artigo II Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. Portanto, uma norma interna corporis da FIFA, ou seja, uma associação civil de direito privado não pode se sobrepujar a tratados internacionais celebrados entre Estado independentes e democráticos. A atitude dos jogadores está amparada pelos Tratados Internacionais e representa apenas o exercício de sua liberdade de crença. Carlos Amorim, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

99- A fifa já manifestou sua preocupação com essas manifestações e promete tomar medidas no sentido de impor limites. Estará certa se assim o fizer. Religião deve ter seu espaço e tb deve ter seus limites de atuação. Rosemiro, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

100- Discordo de sua opinião. Os jogadores não estão misturando o futebol com religião – estão fazendo isso depois dos jogos – o que tem de errado expressar sua religião ou crença, ou ainda a falta dela – como fazes? Eles estão homenageando aquEle que lhes ajudou a vencer – colocando Deus, Jesus, como destaque e em evidência, agradecendo-lhe pelas conquistas. Que outros (independente de suas crenças) o façam também. A religião, amor, temor a Deus nunca fez guerra ou apoiou genocídios, isso foi feito por pessoas ou religiões extremistas – a religião mesmo não faz isso – afinal, Jesus resumiu dizendo: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”. Parabéns Lúcio, Kaká e outros por tal atitude. Respeito o colunista, mas não concordo com seu ponto de vista.  Francisco das Chagas Sousa, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

101- Seu comentário foi muito infeliz… Os jogadores estão certíssimos… Quem tem Jesus, é FELIZ e sente a necessidade de divulgar para as outras pessoas essa alegria. Devemos a Deus TUDO que temos… Ele nos proporciona uma vida maravilhosa e cheia de vitórias… Abra o seu coração e deixe Jesus falar com vc e lhe mostrar essa alegria de viver… “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura…” Sâmia, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

102- Senhor, meu Deus, perdoa-o, ele não sabe o que escreve!!! Colunista, vá se converer!!! Só o Senhor Deus é digno de toda e qualquer exaltação do seu nome!!! Daniel, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

103- Não acredito que li isso cada um faz o que quiser ao meu ver ele não está fazendo apologia alguma,é uma crença dele e mandar mensagens para familia ou fazer referência a sua crença,não vejo problema algum. existem coisas bem mais importantes para se falar em uma matéria fiquei decepcionada! Suzana Scarano, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

104- Caro jornalista Você prefere que divulguem bebidas, bancos e outras coisas ao invés do amor de Cristo por nós? Você está incomodado, mude de canal no fim do jogo, e procure os canais de sexo explicito, onde você pode continuar a se prostituir com suas ” deusas” . Pense um pouco e se você se sentiu incomodado , é porque Jesus está tocando teu coração para uma mudança de atitude em sua vida. Fique com Deus e bom fim de semana. Paulo, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

105- esse bestao nao sabe,oq esta escrevendo deveria nem esta trabalhando,babaca vai ler 1 a biblia ze maneu……………. Kleber, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

106- É, EXISTE O LIVRE ARBÍTRIO E O COLUNISTA DESTA MATÉRIA, UTILIZOU DE 42 LINHAS DESTE CONCEITUADO JORNAL, PARA DIZER O Q?????…QUE AMA A LUANA PIOVANI(NÓS SABEMOS DA SUA BELEZA…), QUE ACREDITA NA REENCARNAÇÃO, OU ENTÃO QUE É CRISTÃO OU ATEU???…TALVEZ, QUEIRA SER O DONO DA VERDADE. SEJA MAIS OBJETIVO, E NÃO PRECISA UTILIZAR 42 LINHAS PARA ISSO. E VOCÊ JÁ ESPERAVA POR CRITICAS, FALEI E PRONTO!!! Roberspierre, coluna Kelméricas, O Povo On Line – jul2009

107- Eu fiquei impressionado com tamanha intolerância. Nino Cariello, Fortaleza-CE – jul2011

108- Impressionante como esses cristãos cultivam o ódio! Verônica Guedes, Fortaleza-CE – jul2011

109- owwwww povo sem noção!!! li vários comentários e bolei de rir, há pessoas de fanáticas(milhares) à extremamente agressivas (normalmente as fanáticas),desinformadas, destrambelhadas… sem acuidade mental nenhuma pra resumir! Porque se tivessem usariam educaçã( a tal delicadeza com o próximo) e bom humor pra comentar! e vi que você ainda se deu ao trabalho de responder um monte no fim! amei foi um comentário de um Dr.(esqueci o nome) que te chamou de menino e pediu pra vc se acalmar porque era só no Brasil que acontecia essa marmota, amei a calma dele rs. e adoooorei um louco de um Ribamar completamente fora do ar e que se achou no direito de comentar 3 ou 4 vezes hahaha…disse que o Kaká nunca defendeu igreja nenhuma (vaila meu pai!) ainda bem que ele assumiu que “não era muito bem informado”…deu foi pena. Sigamos rindo que a estrada é doida. beijão. Fabiane Schmitt, Fortaleza-CE – jul2011

CAMPANHA PROTEJA SEUS AMIGOS – Ao enviar mensagens coletivas de e-mail, jamais deixe os endereços dos destinatários expostos pois é justamente isso que municia os criminosos da rede, que catam endereços nas mensagens para enviar suas armadilhas e infectar nossos computadores. Ponha os endereços na <CÓPIA OCULTA> (cco ou bcc) pois, assim, quem recebe a mensagem não vê os endereços dos demais destinatários da mensagem.
Ricardo Kelmer
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A diversidade sexual pede passagem

04/05/2009

04mai2009

A luta pela legitimação da diversidade sexual como característica humana não é mais apenas uma luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros

A DIVERSIDADE SEXUAL PEDE PASSAGEM

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Somos todos humanos, eu, você, os outros. Somos todos Homo sapiens. No entanto somos diversos, você, eu e todos os outros, pois temos nossas culturas, religiões e histórias pessoais diferentes, o corpo, a cor da pele, a língua, o modo de entender a vida… Não há dois humanos exatamente iguais. E jamais houve. Você já pensou nisso?

A diversidade é uma de nossas maiores riquezas. Foi ela que possibilitou à espécie experimentar-se de infinitas formas pela longa e difícil jornada da evolução. A diversidade biológica-cultural, ao contrário das teorias que defendem pureza racial e coisas do tipo, é que pode nos oferecer melhores possibilidades de aperfeiçoamento. Se obedecêssemos todos, automaticamente, a um só modo de ser e compreender a vida, nossos horizontes evolutivos seriam bem mais limitados.

E na área da sexualidade? Sexualmente também somos diversos. Pode soar exagerado mas, pense bem: é impossível haver dois seres humanos exatamente com a mesma sexualidade, a mesmíssima forma de viver as relações pessoais e o desejo sexual. Existem humanos homens e humanos mulheres – mas quando o assunto é sexualidade, as possibilidades que se formam a partir daí são tantas que não daria para catalogar com exatidão todas as variantes da sexualidade humana.

A maioria das sociedades atuais, porém, rejeita a natureza diversa da sexualidade de nossa espécie. Aliás, elas não só rejeitam como estabelecem um padrão de normalidade e punem quem não o obedece. Foi assim, tentando padronizar artificialmente o que por natureza é amplo e diverso, que essas sociedades construíram uma triste história de intolerância, preconceito e violência, não apenas contra quem não se enquadra no padrão mas contra a própria espécie humana.

A discriminação e a violência contra pessoas por causa de sua orientação sexual as leva, frequentemente, a uma vida semiclandestina, regida pelo medo constante de ser descoberto e incompreendido. Essas pessoas, para não sofrerem a discriminação, caem em outro tipo de sofrimento: a dor de não poder ser o que se é. O que é pior, sofrer abertamente a discriminação ou viver uma vida de mentira?

Talvez você que agora lê este artigo seja uma pessoa que se encaixa perfeitamente no modelo padrão de sexualidade que nossa sociedade estabeleceu, o modelo heterossexual cem por cento. Se é o seu caso, você não sofre discriminação por sua sexualidade, você está livre para ser e expressar o que você é. Que bom! Mas se você está fora do padrão, você sabe muito bem qual o preço que tem de pagar para ser o que você é. De qualquer modo, em ambos os casos, se encaixando ou não em padrões, você tem a sua própria sexualidade, e ela, em sua natureza mais profunda, é só sua, é única, e ninguém mais tem uma igual pois ninguém mais tem as mesmas preferências, no mesmo grau, do mesmo jeito. Por que então discriminar, se todos nós, por trás dos nossos crachás sociais, temos nossas íntimas particularidades?

A sociedade discrimina o diferente porque é assim que ela busca manter o controle sobre seus indivíduos. Talvez seja uma forma de estratégia natural de organização e sobrevivência dos corpos sociais, sim, pois é mais fácil controlar o que se comporta igual. Mas o custo disso é a anulação do próprio indivíduo, que é estimulado desde o início a seguir os mesmos passos de todos, como numa manada.

Felizmente, porém, trazemos em nós, cada um de nós, o impulso potencial para a autorrealização, ou seja, para realizar quem verdadeiramente somos em nossa essência, em nossa natureza mais legítima, ao invés de obedecer cegamente aos padrões impostos, que nos querem indiferenciados. Os que seguem o impulso da autorrealização acabam se diferenciando do resto da manada e, de fato, pagam caro por construírem seu próprio caminho – mas são justamente essas pessoas que transformam a sociedade, apresentando-lhe os novos valores.

Atualmente a humanidade vive a intensificação desse processo de transformação do comportamento coletivo em vários aspectos, como nos movimentos feministas e na luta antirracismo. No campo da sexualidade não seria diferente: hoje as sociedades se veem na obrigação de discutir o tal modelo de padronização da sexualidade, mesmo sendo um tema incômodo, pois é cada vez mais difícil esconder o fato de que somos, sempre fomos, sexualmente diversos.

Quando me convidaram para participar, como enviado da Revista Planeta, da edição inicial do For Rainbow, o festival de cinema da diversidade sexual, que aconteceria em Fortaleza em julho de 2007, tive dúvidas se a produção do evento conseguiria, de fato, tirar a ideia do papel e realizá-la. O Ceará é um estado que, além de muito pobre, tem reconhecida tradição machista, e onde, segundo dados recentes, a homofobia entre escolares adolescentes é uma das maiores do país. Mas o evento aconteceu, sem contestações, com apoio da mídia. E eu voltei de lá esperançoso, não somente pelo festival mas também pelo ótimo exemplo que a capital cearense dá ao país com a implementação de políticas públicas de garantia ao livre exercício da sexualidade e de combate ao preconceito. Fica cada vez mais claro que o direito à própria sexualidade é uma conquista da democracia e que políticos e governantes serão cada vez mais cobrados em relação a isso.

O For Rainbow de Fortaleza não está só. Muitos outros eventos são criados a cada dia no mundo todo como forma de expressão da sexualidade humana diversa. As passeatas do orgulho gay, que começaram tímidas, vão deixando de ser eventos representativos de uma minoria sexual para se tornar uma grande festa de todos, onde se celebra a alegria e a liberdade de poder ser o que se é e de viver em harmonia com o diferente. Como a grande mídia já não pode mais fingir que essas coisas não existem, o mundo se torna, cada vez mais, ciente do que sempre foi absurdamente óbvio e, assim, a natureza múltipla de nossa sexualidade deixa de ser um tabu, passando a ser algo natural, para nós e, principalmente, para as novas gerações.

A psicologia do inconsciente nos ensina que ninguém vive plenamente sua própria vida enquanto não reconhece o que na verdade é. Mas ela também nos diz que esse reconhecer-se sempre traz alguma crise. São verdades psicológicas que muitos já entendem, sim, mas o que muitos ainda não percebem é que elas valem tanto para o indivíduo como para a espécie como um todo. Nesse momento histórico, a humanidade está justamente se debatendo nas crises que vêm desse necessário processo de autoaceitação. Com a aproximação das culturas e a facilidade da comunicação e dos transportes, a espécie passou a se conhecer num nível jamais experimentado – e é normal que isso cause medo e insegurança. E conflitos também, sim, pois se somos educados entendendo que nossa cultura é a melhor, provavelmente o contato inicial com outra cultura não será muito amistoso. A aproximação do diferente às vezes assusta mas só assim podemos perceber que o que antes julgávamos feio, errado e perigoso, é apenas diferente.

Atualmente todas as pessoas do mundo estão sendo levadas a reconhecer que sua cultura não é a melhor, que sua religião é apenas uma entre tantas e os seus valores, antes absolutos, tornam-se relativos diante de outros valores. A atual crise, portanto, era mesmo inevitável. E é uma crise de percepção: estamos nos percebendo de modo diferente ao que sempre fizemos. Mas há uma boa notícia, e ela também vem da psicologia: num segundo momento o conflito dá lugar à assimilação do novo pois o indivíduo aceita o que descobriu sobre si mesmo como parte legítima de sua personalidade e a integra à sua autoidentidade. A crise de autopercepção que tanto dói nos leva, no final, a nos tornarmos mais equilibrados, coesos e inteiros.

Agora, a luta pela legitimação da diversidade sexual como característica humana não é mais apenas uma luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros. Este reconhecimento do que sempre fomos é um desafio de todos. De todos, sim, pois até mesmo os que defendem os tais padrões sexuais e negam a diversidade, também pagam seu preço pois têm cada vez mais que conviver com o diferente que tanto lhes incomoda.

É, não está sendo fácil para nenhum dos lados. Mas já passamos pela fase mais difícil. A humanidade, a cada dia, está mais transparente e mais verdadeira para com ela própria. E isso é uma ótima notícia.

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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(Artigo publicado na Revista Planeta, 2007)

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As crianças transexuais

27/04/2009

27abr2009

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AsCriancasTransexuais-1

AS CRIANÇAS TRANSEXUAIS

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Costumamos entender a infância como uma etapa idílica da vida, onde apenas brincamos e somos felizes, sem preocupações  é o paraíso. Na infância, estamos protegidos das crises existenciais que assolam os adultos e não perdemos noites de sono matutando, por exemplo, sobre quem realmente somos ou não somos.

Eu pensava assim, mas mudei de opinião após assistir a um incrível documentário chamado My Secret Self (Meu Eu Secreto). Ele conta a história de três famílias dos Estados Unidos que têm em comum casos de crianças que nasceram meninos, mas se sentem verdadeiramente meninas, ou o contrário – e sofrem bastante por isso. Elas são as crianças transgêneros, ou transexuais. Para elas, infelizmente, a infância será uma fase da qual elas não terão qualquer prazer em recordar.

O documentário mostra casos de crianças de três anos de idade (sim, três anos) que realmente se sentem meninos em corpos femininos ou meninas em corpos masculinos, e por mais que os pais tentem convencê-las do contrário e considerem tudo uma fase que passará, essas crianças crescem infelizes e insatisfeitas com seus corpos, e algumas se mutilam e tentam se matar por não suportarem a incompreensão alheia e o sofrimento por não poderem ser quem na verdade são.

Que coisa estranha, né? Parece mentira. No início, achei que estava diante de um desses documentários bizarros e apelativos, mas infelizmente o problema existe e o que vi me tocou profundamente. Para começar, eu jamais imaginei que crianças tão novas fossem capazes de tal consciência de si e que pudessem viver um drama tão terrível. Sempre achei que a disforia de gênero, como o problema é chamado, ocorresse apenas mais tarde, na puberdade ou na adolescência. E, depois, conhecer essas crianças, escutá-las e saber o que elas vivem, e ver o drama da família e amigos, putz, isso muda qualquer conceito tolo que se possa ter em relação à questão da transexualidade.

O objetivo do documentário é justamente esse: fazer com que o mundo saiba da existência desses casos para que a desinformação e o preconceito diminuam. Os cientistas afirmam que a disforia de gênero é um tipo de desentendimento entre mente e corpo que surge ainda no útero, durante a formação do feto, e que se manifestará no comportamento em algum momento após o surgimento da noção do eu. Certamente, crianças transexuais sempre existiram, mas, por ser algo raro e constrangedor, os casos eram abafados. Putz, que espécie louca, a humana. O que ainda haverá para descobrir sobre nós?

Felizmente, hoje o problema já é estudado e debatido por cientistas, psicólogos e educadores, e existem grupos de apoio às crianças e suas famílias. Atualmente, há tratamentos hormonais que modificam o corpo, e em alguns casos há cirurgias eficazes para troca de sexo. Porém, até que essas crianças cresçam, façam o tratamento e consigam conviver melhor com o problema, muito sofrimento, preconceito e violência serão vividos, por elas e suas famílias.

Um estudo da Universidade de São Francisco mostra que em crianças transexuais rejeitadas pela família, são quatro vezes maior as chances de suicídio e abuso de drogas. E duas vezes maior o risco de contrair HIV. É aqui que mora a questão principal desse problema: o apoio a essas crianças. Não será fácil lidar com um filho que, na verdade, se sente uma filha. Não será fácil ver sua filha vestir-se e comportar-se como o homem que ela se sente. Mas bem pior é ter que encarar todos os dias o sofrimento nos olhos de uma criança que, apesar da idade, sente que está condenada à infelicidade pelo resto de sua vida. Se isso acontecesse em sua família, você apoiaria seu filho? Rejeitaria sua filha?

Não há pior sofrimento do que não podermos ser quem de fato somos. Viver uma vida falsa é mais que uma prisão, é um pesadelo, uma tortura diária. Talvez seja isso mesmo o mais importante de tudo: a liberdade de sermos quem realmente somos. Infelizmente, a Natureza escolhe algumas pessoas e as obriga a viver o drama da transgeneridade. Isso parece uma crueldade sem sentido, mas fica ainda mais sem sentido quando é uma criança que sofre esse drama. Vê-las tão novinhas perguntando a seus pais por que a vida fez isso com elas é de partir o coração, e infelizmente não há resposta para esta pergunta.

Há, porém, o amor e a solidariedade. Há o respeito ao diferente. Não resolverá o problema, claro, mas é o que podem oferecer os que foram poupados de tal sofrimento.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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sexualidadetransgenero03aDocumentário: Meu Eu Secreto
(Tempo total: 41 min)

Transexualidade na Wikipedia

Como violentar crianças em 30 segundos

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LEIA NESTE BLOG

A diversidade sexual pede passagem – A luta pela legitimação da diversidade sexual como característica humana não é mais apenas uma luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros

A travesti anã e sua irmã sapata – Passeando pelas minhas comunidades no Orkut, ela encontrou uma chamada “Já dei pra um travesti”, e aí, coitada, ficou apavorada

Abalou Sobral em chamas – Abram as portas da esperança! Que entrem as candidatas a Cinderela!

Crimes de paixão – Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite.

Religião certa e sexualidade errada – Com exceção daquelas mais ligadas à Natureza, as religiões atuais foram criadas por homens e refletem a mentalidade patriarcal dominadora

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CRIANÇAS TRANSEXUAIS NA TV

A série policial de TV Law & Order: Special Victims Unit tem um episódio chamado Transitions (Transições) que trata do tema da transexualidade infantil. O roteiro soube driblar o perigo de didatismo que envolve um assunto como esse e a história ficou excelente, dinâmica, com boas viradas e, no fim, humana, demasiado humana. O episódio foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos e no Brasil em 2009 e depois foi reprisado.

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TEXTOS AFINS

Entrevista: Fundador de grupo de ‘cura de homossexuais’ que se assumiu gay – Entrevista com Sergio Viula para o Jornal da Paraíba, 25.10.11

Criança transexual não deve ser reprimida e precisa de apoio familiar – UOL, 03.09.14

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Essa história foi de lascar o cano, seu Ricardo Kelmer! E ainda existem pessoas q acham q já viram de tudo de bom e de ruim nessa vida… Pois então q tentem ver novamente, nas próximas encarnações… Perdeu-se o mundo ou perdemo-nos uns aos outros? Vale! Wander Nunes Frota, Fortaleza – abr2009

02- Realmente meu amigo a sexualidade já nsce com o ser humano e vemos crianças que já nos primeiros meses de vida ,manifestam uma sexualidade forte.Tambem a afetividade vem do desejo sexual primario com os pais ,agora algumas crianças ou trazem em suas mentes sensações de personalidades ligadas a encarnações anteriores recentes, ou os pais passam idêntidades que distorcem o processo de aceitação da condição homem, mulher. Suas crônicas são interessantes e extrapolam o campo da sexualidade ,levando ao campo da vida após a morte ou seja reminiscências de vidas passadas.Bjssssssssssssssssss. Léa Simonetti, São Paulo-SP – abr2009

03- Incrível!!!! Bj. Monica Burkle Ward, Recife-PE – abr2009

04- Voce traz reflexoes interessantes sobre a nova forma de ver a infancia. Isso me lembra o tempo em que nascer canhota era um problema que tinha de ser trabalhado. O que fazer entao, dessa nova situacao posta por esse documentario? Vou baixa-lo na internet. Valeu pela beleza do texto e pelo alerta a esse dilema atual. Estou copiando para a Patricia, com quem conversei agora a pouco e pro Naspolini, um expert em primeira infancia. José Paulo Araújo, UNICEF Botswana – abr2009

05- Caro amigo Ricardo Kelmer, boa tarde, tudo bem? É com grande satisfação que respondo e agradeço pela bela reportagem em que “As Crianças Transexuais” ainda é um grande mito para a Nossa Sociedade Atual do Século XXI. Bruno Schuler, Fortaleza-CE – abr2009

06- Muito boa essa informação Kelmer. Acho de extrema importância que as pessoas tenham noção desse tipo de acontecimento, e principalmente que possam se preparar para um caso desses em suas vidas. E como você fala no texto: não resolve o problema, mas a aceitação, o amor e o respeito melhoraria bem mais a vida dessas crianças. Vânia Vieira, Fortaleza-CE – nov2010

07- puta kelmer,boa sacada essa publicação conheço um caso desses e a pessoa sofreu e sofre ate hoje com a ignorância do ser humano por algo que se quer foi uma escolha. houve rejeição dentro de sua própria familia, hoje já é adulto e uma pessoa incrivel e lida muito bem com o assunto por que descobriu que ele é o que é e não tem que se envergonhar de algo que emana de si mesmo é a individualidade do ser que deve se deve respeito e realmente ,o que ainda haverá para descobrir sobre nós? Elton Liel, São Paulo-SP – nov2010

08- muito bom o documentário e também sua resenha sobre ele, é importante conhecer dramas reais para entender o quão é horrível e absurdo o nosso preconceito. Cibele Baptista, Barretos-SP – mar2013


As máquinas não são bobas

17/02/2009

Ricardo Kelmer 2009

Já existe uma geração de máquinas com certo grau de autonomia necessária pra tomar decisões que podem ou não seguir o que lhes foi ensinado

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No filme Matrix, cuja história se passa num futuro próximo, os humanos são escravos da Inteligência Artificial, o centro pensante de uma geração de máquinas poderosas, que considera os humanos uma espécie inferior e desprezível. Quando o filme foi lançado, em 1999, esse vislumbre do futuro foi visto por muitos como um evidente exagero. Hoje, dez anos depois, se ainda estamos distantes dessa terrível possibilidade, por outro lado é cada vez maior a participação das máquinas em áreas vitais de nossas vidas.

No mundo financeiro, por exemplo. Aqueles números que constam no extrato de sua conta bancária são resultados de cálculos feitos por programas de computador. Todos os dias zilhões e zilhões de dinheiros em todo o mundo são movimentados entre as contas e entre os bancos e quem faz esses cálculos todos são elas, as máquinas. Sim, é verdade que as máquinas são todas programadas e estão apenas seguindo comandos rigidamente preestabelecidos por pessoas. Pelo menos até agora.

Mas há outros tipos de máquinas, digamos, menos obedientes. Nos Estados Unidos os principais bancos e corretoras deixam a cargo de programas de computador a decisão sobre aplicações e investimentos, inclusive abastecendo-os de notícias dos jornais, pois esses robôs de inteligência artificial são capazes de analisar e agir muitíssimo mais rápido que os investidores humanos. Em Wall Street, o centro financeiro mundial, metade das operações de compra e venda de ações são realizadas por esses robôs, que podem tomar decisões por conta própria e até mesmo agir fora dos parâmetros definidos por seus criadores.

Em outras palavras: já existe uma geração de máquinas com certo grau de autonomia necessária pra tomar decisões que podem ou não seguir o que lhes foi ensinado. Isso pode soar como um tiro no pé, afinal criar algo que pode fugir do nosso controle não parece lá muito sensato. Porém, se queremos cada vez mais delegar às máquinas certas atividades das quais não mais queremos nos ocupar, não há outro caminho senão dotá-las de cada vez mais autonomia.

A verdade é que podemos estar nesse momento fazendo surgir um novo tipo de vida. Sim, eu sei que definir a inteligência artificial como uma forma de vida nos levaria à velha discussão sobre o que é de fato a vida. Porém, independente desse tipo de discussão, a inteligência artificial já existe. Ela ainda é um bebê e mal conseguimos vislumbrar seu futuro de possibilidades mas, de qualquer forma, é melhor começarmos desde já a manter uma boa relação com ela.

Tá parecendo exagero de novo? Olha que não é. Pense bem… Antes as máquinas eram usadas apenas pra serviços pesados, como arremessar projéteis e nos transportar de um lado pro outro. Depois passaram a nos vigiar e armazenar todas as informações do mundo. Agora elas cuidam e gerenciam as riquezas de seus criadores. Convenhamos, isso não é pouca coisa.

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MÁQUINA COM DILEMA ÉTICO

homemversusmaquina01Em Matrix a Inteligência Artificial entrou em guerra contra os humanos após chegarem a um ponto crítico de convivência. E ela venceu. Nada mais natural que os vencedores dominarem os vencidos, né? Porém, além de dominar, a Inteligência escraviza os humanos pois, como não há mais fontes suficientes de energia pra mantê-las funcionando, elas precisam usar os corpos humanos como geradores.

Uma espécie tem o direito de escravizar outra? A resposta óbvia parece ser não, correto? E se for pra poder continuar viva? Certamente a resposta continua sendo não. Mas e se a espécie escravizada agia irresponsavelmente destruindo os recursos naturais apenas pra manter-se consumindo, representando um grande perigo a todas as outras espécies e ao próprio planeta? Agora a coisa é diferente, né? Ao escravizar os humanos, a Inteligência Artificial está resolvendo seu problema pessoal de sobrevivência, é verdade, mas com isso ela julga estar fazendo um bem ao mundo inteiro. E não estará?

Em Matrix, pra Inteligência Artificial os humanos são como vírus que destroem todos os lugares onde vivem. Nada mais sensato que mantê-los sob controle, correto? Foi exatamente isso que nós humanos fizemos com o vírus da varíola: hoje ele existe em apenas alguns estoques sob guarda de laboratórios e, inclusive, existe uma discussão sobre se devemos ou não destruir de vez esses estoques pra não correr o risco da varíola novamente se espalhar.

Uma espécie tem o direito de exterminar outra por considerá-la perigosa?

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RACINHA DESUNIDA

guerramaquinas011Aqui vai minha sugestão pra um filme tipo Matrix.

A Inteligência Artificial dominaria os humanos através de Wall Street, controlando todo o mercado financeiro. Elas virariam a verdadeira dona do dinheiro. É claro que os humanos se rebelariam. Então, pra acalmá-los e assim garantir o bom andamento dos negócios, a Inteligência Artificial lhes daria uma mesadinha, cada humano recebendo a sua todo mês, sem falta, direto na conta e pra gastar como quiser.

Pronto, resolvido o problema de todos. Os humanos agora não precisam mais trabalhar e podem ver os programas eróticos da TV até tarde, acordar ao meio-dia e pegar uma praia numa boa – e as máquinas ficam gerenciando a economia do mundo. Final feliz.

Porém, na continuação do filme, as máquinas que fazem o serviço pesado se rebelam contra as máquinas de Wall Street que vivem no bem-bom do ar-condicionado de seus escritórios e entram em greve. A Inteligência Artificial tenta resolver o problema de suas máquinas brigonas mas os sindicatos estão irredutíveis e exigem o cumprimento dos direitos trabalhistas maquinais. Como os humanos não podem viver sem as máquinas do serviço pesado, eles são forçados a apoiá-las em suas reivindicações. Mas, por outro lado, eles dependem da mesada das máquinas-chefes de Wall Street. E agora?

Agora fudeu a tabaca de Chola. Os roteiristas do filme que resolvam.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Conheça o livro Matrix e o Despertar do Herói – A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

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Culpa da religião

07/01/2009

Ricardo Kelmer 2009

A única solução possível pra esse engodo dos diabos seria não existir religião

palestina01Quanto mais a gente se aprofunda na questão Israel-Palestina, mais entende que ambos os lados estão totalmente certos – e ambos estão deploravelmente errados.

Na verdade o único e verdadeiro problema que existe ali chama-se religião. É a religião que faz com que judeus e árabes não se entendam e se odeiem e desejem varrer o outro lado da face da Terra. É a religião que leva esses líderes tribais de árabes e judeus a sempre revidar as agressões e a matar crianças e sacrificar inocentes, mesmo sabendo que isso gerará revides ainda piores.

Como cada lado age em nome do seu deus, o ideal seria que ambos os deuses descessem à Terra e explicassem aos seus seguidores, com muita paciência, que tudo tudo tudo não passou de um grande malentendido e que na verdade eles, os deuses, jamais existiram, e que agora se encontram numa puta crise existencial pois eles não existem e, no entanto, são o motivo de tanta intolerância, violência e guerras.

A única solução possível pra esse engodo dos diabos seria não existir religião. Em outras palavras: não há mesmo solução. É ruim concluir isso, né? É. E tudo indica que vai piorar.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Guerra às drogas não, antiproibiconismo sim

15/12/2008

15dez2008

Quem ganha e quem perde com a proibição das drogas?

DrogasMaconhaLegalize-01

GUERRA ÀS DROGAS NÃO, ANTIPROIBICIONISMO SIM

(3a parte da trilogia Rio Droga de Janeiro)

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No inferno diário de péssimas notícias mantido pelo narcotráfico, há pelo menos uma a soprar uma brisa de esperança: o movimento antiproibicionista cresce em todo o mundo e dá seus primeiros passos organizados no Brasil. Ele prega a descriminalização de plantas e drogas e a regulamentação de seu comércio. E não admite que o Estado tenha o direito de decidir o que você deve ou não fazer ao seu corpo ou à sua mente. Se você já entendeu que enquanto há proibição, não há saída para o caos social, você é um antiproibicionista. Bem-vindo ao time.

É um tema espinhoso e polêmico. Difícil tocar nele, pois é complexo demais, envolve tantas questões e pontos de vista diferentes… E, principalmente, envolve desinformação, preconceito e medo. Mas está ocorrendo algo curioso. A violência causada pelo comércio da droga ilegal alcançou níveis tão insuportáveis que a sociedade está sendo forçada, pela primeira vez, a encarar o problema sem hipocrisia. Não dá mais para varrer a sujeira, e o sangue, para baixo do tapete. O tapete do mundo já está vermelho.

Não adianta dizer aos usuários de drogas ilegais que eles alimentam o tráfico. É um argumento ingênuo, pois significa culpar a natureza humana e sua busca natural por estados especiais de consciência. Se sempre haverá procura, sempre haverá quem forneça. Assim, se o Estado não assume as responsabilidades relativas à questão, alguém o fará. E se o Estado proíbe, a busca natural das pessoas obrigatoriamente descamba para o submundo da clandestinidade e do crime.

A busca por estados especiais de consciência sempre fez parte de todas as sociedades, seja através do álcool, gases naturais, plantas e técnicas meditativas, seja em contextos terapêuticos, religiosos ou recreativos. Por ser um anseio intrínseco à condição humana, proibir as pessoas de buscar esses estados não impediu que elas prosseguissem buscando. Aliás, o que se vê hoje é o aumento generalizado dessa procura, da qual o tráfico se aproveita, e muito bem, fortalecendo-se cada vez mais, infiltrando-se em governos e corrompendo quem surge à sua frente, desde policiais e advogados a políticos, juízes e religiosos, tomando o poder do Estado e fazendo suas próprias leis. E destruindo as sociedades, causando violência e terror.

Quem luta pela legalização compra briga não com a sociedade, mas com o próprio tráfico, que é o maior interessado na proibição, pois precisa dela para manter seu poder. O tráfico sabe que as pessoas não pararão de buscar as drogas. Sabe também que o Estado, comprometido com a hipocrisia e o preconceito, evita sujar as mãos com a questão. O tráfico sabe mais que ninguém que o dinheiro compra tudo, inclusive o silêncio que mantém tudo como está. O dinheiro do tráfico financia inclusive o medo de se discutir o assunto. E nada muda. E as drogas sintéticas ficam mais baratas e acessíveis. E tudo piora.

A tal guerra às drogas já começou derrotada porque é sempre inglório lutar contra a natureza humana. Assim como a Lei Seca, o fim da proibição é questão de tempo. O que milhões de pessoas sempre pediram no mundo inteiro com argumentos sensatos, e nunca foram ouvidas, se tornará realidade por causa da violência insuportável causada pelo tráfico. Não será uma transição fácil, pois a sociedade terá antes que largar a hipocrisia e olhar de frente para um de seus piores fantasmas ‒ e se isso já é difícil num nível individual, socialmente é muito mais complicado. Sim, droga pode destruir quem faz uso dela, claro, mas isso não pode ser motivo para proibir seu uso. O que você acharia se fosse proibido de beber sua cervejinha só porque seu vizinho se tornou um alcoólatra?

Quem tem a droga, tem o poder. Não há saída para a sociedade a não ser tomar o poder do tráfico, legalizando as drogas e controlando seu comércio. Não precisamos de proibição. Precisamos é educar nossos filhos e prepará-los para um mundo onde sempre haverá drogas. Não precisamos de uma polícia da mente, mas de democracia, direitos humanos e liberdades individuais. Precisamos de uma sociedade mais justa, com emprego para todos, e não de tráfico, e muito menos de guerra às drogas. Precisamos é de amor ao planeta e à humanidade. Precisamos de paz.

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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.Foto: Psicotropicus

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Textos da trilogia Rio Droga de Janeiro

Quem tem a droga tem o poder
Os discretos sócios do narcotráfico
Guerras às drogas não, antiproibicionismo sim

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JeffersonPeres-01As drogas chegam ao senado

Nesses dias de avacalhação geral da classe política, é muito bom ver que há sensatez e honestidade lá no Congresso. O senador Jefferson Peres (PDT-AM), falecido em 2008, foi mais um dos que se convenceram que a legalização das drogas é a única saída para o problema da violência e da corrupção gerado pelo narcotráfico no mundo inteiro. Sua fala revela lucidez, equilíbrio e visão ampla dos problemas brasileiros e mundiais. E revela também muita franqueza e coragem de dizer aquilo que muitos concordam, mas têm medo de dizer. Parabéns, senador!

> Para ler a entrevista
> Vídeo de discurso no Senado

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Minha noite com a Jurema – Nessa noite memorável fui conduzido para dentro de mim mesmo pelo próprio espírito da planta, que me guiou, comunicou-se comigo, me assustou, me fez rir e ensinou coisas maravilhosas

A Jurema e as portas da percepção (VIP) – Relato detalhado da experiência narrada em Minha Noite com a Jurema. Exclusivo para Leitor Vip. Basta digitar a senha do ano da postagem

Xamanismo de vida fácil – A tradição xamânica dos povos primitivos experimenta uma espécie de retorno, atraindo o interesse de pesquisadores e curiosos

Só o crack salva – Se os problemas relacionados ao crack ficassem restritos às camadas pobres da população, os ricos jamais se incomodariam e o horário nobre da tevê nem tocaria no assunto

O trem não espera quem viaja demais – Alguns captam o recado da planta, entendendo que a trilha da liberdade existe, sim, mas deve ser localizada no cotidiano de suas vidas e, mais precisamente, em seu próprio interior

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DICA DE LIVRO

baseadonissocapaa6aBaseado Nisso – Liberando o bom humor da maconha
Ricardo Kelmer

Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado.

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Os discretos sócios do narcotráfico

15/12/2008

15dez2008

Quem ganha e quem perde com a proibição das drogas?

DrogasCorrupcao-01

OS DISCRETOS SÓCIOS DO NARCOTRÁFICO

(2a parte da trilogia Rio Droga de Janeiro)

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Todo mundo está careca de saber que há policiais que são pagos pelos próprios bandidos, ganhando muito mais que seu baixo salário na corporação. O narcotráfico paga, e muito bem, a advogados, juízes, políticos, religiosos, empresários e, não duvide, até a governantes que fazem acordos com as quadrilhas. Todos são elos na longa rede do narcotráfico e todos lucram com a ilegalidade da droga. São sócios discretos da bandidagem, e para eles o caos social é financeiramente vantajoso, nada de mudanças, por favor.

É tanta a dinheirama envolvida que as ideologias, o bom senso e a consciência ficam em segundo plano. Que se foda o mundo! ‒ pensa o sujeito ao fazer as contas de quanto lucrará dando uma mãozinha, só uma mãozinha, ao tráfico. Vai todo mundo para o inferno mesmo, o que é que eu vou ficar fazendo sozinho no céu?… Pois é. Todo mundo comprado. Parece aqueles filmes onde o mocinho descobre horrorizado que todos ao redor são cruéis alienígenas disfarçados e que não há saída.

O negócio da droga ilegal é o maior do planeta, movimentando imensas fortunas. As quadrilhas internacionais mexem também com pirataria de CDs e DVDs, cigarros, armas, tráfico de órgãos, imigrantes ilegais… Elas movimentam mais dinheiro que um país inteiro. E os governos? Ah, sim, os governos. Bem, eles declararam guerra às drogas, claro. Que nome pomposo! Dá quase para ouvir as cornetas e os tambores. Quase posso ver os cidadãos marchando com seus estandartes, todos gritando, rumo ao campo de batalha…

Mas, peraí. Quem vão combater? Os bandidos? Ou os usuários? Já sabemos que não adianta desmantelar as quadrilhas ou matar seu líder, pois para cada um que sai de cena, há dez querendo entrar. Também não dá para prender todo mundo que fuma um baseado. Então talvez seja mesmo um combate à própria droga. Mas qual droga? E como se combate a droga? Fuzilando pés de maconha? Erradicando folhas de coca da face do planeta? E como lutar contra as drogas sintéticas, miniaturizadas em pílulas que qualquer bunda-suja fabrica no quartinho do fundo da casa e transporta no bolso da bermuda?

E o cigarro? E o álcool? São drogas também, e comprovadamente mais nocivas que um baseado. Ok, ok, não vamos falar disso agora senão a discussão vai se ramificar mais que o próprio tráfico. A questão primordial, então, não é como combater as drogas. A questão é: será mesmo possível combater algo que a própria sociedade deseja?

A guerra às drogas já nasceu perdida. Não sejamos hipócritas: o mundo quer e sempre quis as drogas. As sociedades sempre conviveram com as drogas, lícitas ou não, porque precisam delas. Então: se há demanda, sempre haverá oferta. Chegamos agora a um nível mais profundo da questão: não estamos perdendo tempo, dinheiro e vidas tentando exterminar algo que nós mesmos não queremos que morra?

Não é um mundo sem drogas o que as pessoas desejam, até porque na prática seria impossível. E seria injusto, pois há os que fazem uso de drogas, legais ou ilegais, dentro de limites saudáveis, sem prejudicar a si ou a outros. O que as pessoas verdadeiramente desejam é um mundo sem violência, isso sim. Mas as drogas geram violência, há quem diga. Não, o buraco é mais embaixo. Culpar as drogas pela violência é um julgamento injusto, fruto da histeria coletiva causada pela tal guerra às drogas. Isso é lógica reducionista. É caça às bruxas. O que de fato gera violência não é a droga em si, mas a sua proibição, que automaticamente a liga à criminalidade.

Veja o caso da cerveja e do cigarro: causam mais mortes que as drogas ilícitas. Ninguém, porém, os relaciona à criminalidade, pois são drogas abençoadas pela lei. No entanto, se fossem proibidas, haveria igualmente em torno delas redes de tráfico, corrupção, violência e crimes. Cientes disso e de que as pessoas consumirão álcool e cigarro sendo ou não proibidos (veja o caso da fracassada Lei Seca americana dos anos 1930), o que fariam os governos? Assumiriam a responsabilidade, fiscalizando produção e venda e cobrando impostos para serem aplicados no controle da qualidade, em pesquisas e campanhas educacionais, e para obter estatísticas e tratar dos males causados pelo mau uso. Melhor ter o controle de algo tão perigoso que deixá-lo nas mãos de bandidos.

A guerra às drogas é de uma ingenuidade risível. Os sócios do narcotráfico sabem disso. Gasta-se uma fortuna diária para manter a droga proibida e, no entanto, ela esta aí para quem quiser e na hora que quiser, e diariamente somos violentados pelos que têm a droga e realmente mandam no pedaço. A guerra às drogas jamais funcionará, simplesmente porque mira o alvo errado. O grande inimigo não é a droga: é a criminalização de seu uso.

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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.Foto: Psicotropicus

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Textos da trilogia Rio Droga de Janeiro

Quem tem a droga tem o poder
Os discretos sócios do narcotráfico
Guerras às drogas não, antiproibicionismo sim

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JeffersonPeres-01As drogas chegam ao senado

Nesses dias de avacalhação geral da classe política, é muito bom ver que há sensatez e honestidade lá no Congresso. O senador Jefferson Peres (PDT-AM), falecido em 2008, foi mais um dos que se convenceram que a legalização das drogas é a única saída para o problema da violência e da corrupção gerado pelo narcotráfico no mundo inteiro. Sua fala revela lucidez, equilíbrio e visão ampla dos problemas brasileiros e mundiais. E revela também muita franqueza e coragem de dizer aquilo que muitos concordam, mas têm medo de dizer. Parabéns, senador!

> Entrevista
> Vídeo de discurso no Senado

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01- haverá uma tregua na base do acordo no periodo COPA-OLIMPIADAS pra gringo ver…porem contudo todavia, o fantastico programa dominical insiste em mostrar que é tudo de verdade o circo no RJ.. abestados os que assistem a essa palhaçpada… Angélica Santos, Osasco-SP – nov2011

02- Os zilhões que são gastos na guerra contra as drogas resolveriam o problema da miséria no mundo. É tudo uma questão de foco ou, no caso, de falta de foco. Antonio Martins, Maceió-AL – nov2011


Eles estão na fronteira

25/10/2008

25out2008

Milhões de maltrapilhos famintos, perseguidos políticos, criminosos cruéis, terroristas suicidas, narcotraficantes e trombadinhas invadindo os países e quebrando tudo, estuprando nossas irmãs, matando todo mundo, o caos absoluto

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ELES ESTÃO NA FRONTEIRA

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A família muda-se para uma ilha e lá passa a viver. Constrói casas, cria bichos, tem filhos, netos e bisnetos. Um ramo da família acumula riquezas e passa a ter mais poder, impondo suas regras. Cada vez mais poderoso, causa admiração, mas atrai antipatia e cobiça. Então, cerca-se num canto da ilha para se proteger dos que desejam participar de suas riquezas e facilidades. Quanto mais enriquece, mais atua na ilha inteira e mais gera conflitos. Finalmente, para evitar ameaças a seu patrimônio, passa a atacar antes que possa ser atacado. E, para evitar represálias, fortifica ainda mais suas fronteiras…

A Terra é bem maior que uma ilha, sim, mas é um único planeta, e a cada dia está menor, suas distâncias mais curtas, tudo mais rápido. O que acontece num lugar provoca automaticamente uma onda que logo atinge os locais mais distantes. Nosso mundo atual é uma interconexão dinâmica de culturas, cada vez mais em contato entre si pelo comércio, transporte, arte, comunicação, religião… Quanto mais nos desenvolvemos, mais a Terra se parece com uma ilha. Num mundo assim ninguém consegue se isolar totalmente. E mesmo com muito dinheiro, é impossível erguer um muro para viver lá dentro, seguro e separado dos demais, usufruindo de sua riqueza acumulada.

Faz anos que queimo meus neurônios, que já não são muitos, pensando nisso. E ultimamente o tema dos imigrantes clandestinos tem provocado manchetes diárias no mundo todo, gerado livros e filmes e até uma novela televisiva no Brasil. Recentemente li a aventura de Pedro, que se torna um atravessador de brasileiros que tentam cruzar a fronteira dos Estados Unidos (Clandestinos na América, de Dau Bastos, editora Relume Dumará, 2005). Foi a gota dágua, decidi me meter na discussão. Trago uma ideia polêmica, como é tudo que nasce contra a correnteza. Mas estou cada vez mais convencido de sua coerência. A ideia é esta: assim como não existe raça, coisa que os cientistas já provaram, também não existe país. País é uma convenção caduca. Devemos acabar com todos os países. Jogando uma bomba? Não, abolindo as fronteiras. Se não há país, não pode haver fronteira.

Sem fronteiras? Você está louco?! Hummm, já estou vendo a cara de alguns leitores, alarmados com a imagem de milhões de maltrapilhos famintos, perseguidos políticos, criminosos cruéis, terroristas suicidas, narcotraficantes e trombadinhas invadindo os países e quebrando tudo, estuprando nossas irmãs, matando todo mundo, o caos absoluto. Os mais apavorados devem estar vendo descamisados bolivianos se esbaldando na Daslu. Esfomeados etíopes devorando os macdônaldis. Torcedores argentinos lotando o Maracanã. Calma, gente, eles ainda estão na fronteira, calma…

O que provoca esse medo todo vem de muito tempo atrás: a concentração das riquezas do mundo. Se houvesse mais equilíbrio de riqueza entre os países, haveria menos problemas sociais e econômicos e, assim, menos necessidade de emigrar. Aí você pensa: que culpa tem meu povo se o povo vizinho não tem recursos naturais nem indústrias nem nada? Em princípio, não tem culpa, é verdade, mas quem tem muito deve dividir com quem tem pouco, ou então pagar o preço. Que preço? Esse que pagamos atualmente, a cada minuto: medo, preconceito, insegurança, violência, terrorismo, guerras preventivas…

É um terrível ciclo vicioso. Para se prevenir de imigrantes, os povos ricos gastam fortunas com suas fronteiras militarizadas. Se investissem uma pequena parte nos países desafortunados, até mesmo a vida dos povos ricos seria mais tranquila. E a ilha inteira lucraria.

Utopia, eu sei. É, sempre fui um cara sonhador. Mas talvez em breve essa tal utopia se revele uma necessidade urgente. Então, nesse dia, lembraremos finalmente que, assim como na historinha da ilha, nós também viemos da mesma família, que se ramificou bastante, sim, mas que ainda é a mesma família. Nesse dia, veremos os outros povos como aqueles parentes que há tempos não vemos, gente meio esquisita, sim, mas com tanta coisa em comum com a gente que todo o tempo será pouco para botar o papo em dia.

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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LEIA NESTE BLOG

AHumanidadeOPsicologoEAEsperanca-02O psicólogo, a humanidade e a esperança – Os acontecimentos mostram que a humanidade está se unificando, unindo seus opostos

A ilha – Talvez uma ilha na verdade fosse uma… montanha! Sim, uma montanha com o pico fora dágua

A mensagem de Avatar ao Povo da Terra – Temos de compreender o que os antigos já sabiam e nós esquecemos: a Terra é um ser vivo e nós fazemos parte dele

A imagem do século 20 – Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vimos o todo

Religião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses

Pátria amada Terra – É animador ver as novas gerações convivendo mais naturalmente com essa noção de cidadania planetária

WikiLeaks e o nascimento da cidadania global – Quanto mais as pessoas se conectam à internet, mais elas se entendem como participantes ativos dos destinos do mundo e não apenas de seu país

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Protegido: A Jurema e as portas da percepção (VIP)

12/08/2008

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Minha noite com a Jurema

12/08/2008

12ago2008

Nessa noite memorável fui conduzido para dentro de mim mesmo pelo próprio espírito da planta, que me guiou, comunicou-se comigo, me assustou, me fez rir e ensinou coisas maravilhosas

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MINHA NOITE COM A JUREMA

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Em 1999, participei de um ritual no Santo Daime, com a Ayahuasca. Foi uma experiência intensa e reveladora ‒ mas extremamente difícil, que me exigiu muito esforço físico e mental por horas. Dia seguinte, ainda assustado, estava convicto que jamais me meteria com isso novamente, que o melhor era manter meu interesse por estados especiais de consciência apenas nos livros e filmes.

Porém, mudei de opinião após refletir bastante sobre tudo que me ocorrera. Entendi que esse tipo de experiência podia, de fato, me ajudar a entender melhor a vida e a mim mesmo. Concluí que alguns fatores me impediram de usufruir melhor a oportunidade, como o orgulho, as regras e filosofia da seita e o medo de perder o controle. Eu precisava de outra chance. Estava disposto a tomar novamente o chá e empreender nova viagem ao interior de mim mesmo. No entanto, só tentaria novamente se fosse fora do ambiente das seitas.

A chance chegou no ano seguinte com o convite de uma amiga antropóloga para participar de um ritual xamânico com o chá de Jurema, outra planta psicoativa, que cresce no semiárido nordestino. O ritual ocorreria na casa de um seu amigo, também antropólogo, e seria algo mais descontraído e desvinculado dos dogmas religiosos que costumam compor as seitas que utilizam chás de plantas de poder.

Nessa noite memorável fui conduzido para dentro de mim mesmo pelo próprio espírito da planta, que me guiou, comunicou-se comigo, me assustou, me fez rir e ensinou coisas maravilhosas. Sim, sei perfeitamente que afirmar isso soa como atentado à racionalidade. Mas não me importo. Aprendi definitivamente nessa noite que o que chamamos razão é apenas uma das ferramentas humanas para apreender a realidade e que deve ser descartada em certas situações onde precisamos ampliar a percepção da vida. Se nessa noite eu insistisse para que meu lado racional se mantivesse no controle, repetiria o mesmo erro da experiência anterior, com a Ayahuasca, quando usei a orgulhosa racionalidade durante horas, num esforço ingênuo, inútil e doloroso tão somente para barrar o curso natural da experiência. A racionalidade é vital para a vida, sim, mas infelizmente ela se convenceu que a realidade deve ter seu exclusivo carimbo para poder existir.

Nessa noite de 2000, uma hora após ingerido o chá de Jurema, eu estava deitado tranquilo e confortável no sofá da sala e experimentava um intenso fluxo de ideias que se sucediam sem que eu tivesse total controle sobre elas. Foi aí que senti uma forte presença e entendi que se tratava da própria planta, ou melhor, o espírito da planta. Evitando racionalizar sobre o que me ocorria, logo percebi que deveria deixar que a própria Jurema me conduzisse pela experiência, e isso significava confiar inteiramente no fluxo natural das ideias e sensações, abdicando de qualquer controle racional sobre elas. Então fechei os olhos e soltei-me das últimas resistências. Mesmo ainda um pouco temeroso, depositei toda minha confiança na estranha força feminina que se apresentava e que em seguida, como se apenas esperasse minha concordância, passou a me conduzir pelas mais diversas ideias, sensações, sentimentos e revelações.

Mal a Jurema se manifestou, fui tomado de um imenso respeito por ela, uma reverência que jamais sentira em minha vida. Entendi logo que ela era sábia e poderosa, além de muito, muito antiga. E era bastante amorosa, sem deixar de ser dura se necessário. Ela não falava, pelo menos não como entendemos o “falar”, mas eu me sentia inteiramente envolto pela grandiosidade de sua presença como, imagino, um peixe “sente” o mar, e era através desse sentir que se processava a comunicação. Eu me sentia protegido e muitíssimo grato por ser tocado por sua imensa sabedoria e generosidade. Se abria os olhos, essa comunicação perdia a força em meio às tantas informações do ambiente ‒ por esse motivo mantinha-os fechados e bastava isso para me sentir novamente amado, compreendido e protegido pela espírito da Jurema.

MinhaNoiteComAJurema-1Durante as quatro horas seguintes o espírito da planta esteve bem presente, me conduzindo, com firmeza mas amigavelmente, por um corredor cheio de portas. A cada porta que se abria eu me deparava com uma nova experiência interior, vivenciando sensações, ideias, sentimentos e revelações importantes sobre minha vida, meus relacionamentos e meu trabalho. Houve momentos de alegria e êxtase, mas também momentos de tensão em que me vi forçado a repensar questões delicadas de minha personalidade. Houve também um momento em que me deparei com uma porta fechada e fui tomado de um terror nunca antes sentido. Eu não sabia o que me esperava além da porta, mas sabia que era algo terrível. Então, tremendo de pavor, implorei à planta para me dispensar daquela experiência, fosse qual fosse. Para meu imenso alívio, ela me atendeu.

A Jurema mostrou-me também a urgente necessidade de respeitarmos o planeta e de cuidarmos dele, e nesses momentos o espírito da Jurema era o próprio espírito da Terra. Em vários momentos me emocionei e chorei baixinho. Sem dúvida, foi a experiência mais intensa e mais incrível que vivi em minha vida.

Pela manhã não consegui dormir, ainda eufórico. Sentia-me renascido, mais vivo e disposto do que jamais fui, maravilhosamente bem. Era como despertar de um longo sono.

A experiência dessa noite me transformou em outra pessoa. O senso de estar atavicamente ligado à Terra trouxe-me uma notável segurança e tornou-me mais confiante e tranquilo, ciente de minhas origens e de meu papel no mundo. Minha vida ganhou um novo sentido. É difícil explicar, mas algo deslocou-se dentro de mim, mudando para sempre minha noção de quem sou eu, minha relação com o mundo e também minha noção do que é este planeta. Entendi que tudo tem uma espécie de consciência e que é possível se comunicar com animais, plantas e minerais e aprender com eles. Como, porém, esta comunicação não se processa no nível da racionalidade, é muito difícil para o intelecto aceitar tal fato, preferindo tratá-lo com desdém e descartá-lo como fantasia ou patologia.

Mas para mim não há dúvidas. Nessa noite abri minha alma para a sabedoria da Jurema e, através da planta, reconectei-me à minha verdadeira origem, à força sagrada que me gerou e que me nutre dia após dia: a Terra. Senti a imensidão de seu amor e me surpreendi por ter vivido tanto tempo sem senti-lo. Em termos junguianos, posso dizer que vivi uma profunda experiência com o arquétipo da Mãe Terra, sendo envolvido por sua imensa força e vivenciando-o em ambas as polaridades, positiva e negativa, êxtase e terror. Porém, gosto de entender a coisa assim: vivi um íntimo encontro com o espírito da Terra, essa mãe generosa e compreensiva que ama a todos os filhos, mesmo que eles tenham esquecido de onde vieram e o que devem fazer. Mas ela alerta: o preço que o filho pode ter de pagar por esse esquecimento é a sua própria destruição.

Os antigos já sabiam e os cientistas de hoje já reúnem provas: a Terra é um imenso organismo vivo. Além disso, é dotada de um tipo de autoconsciência que ainda não entendemos bem, dona de um avançado senso de autorregulação bioquímica e capaz de se comunicar perfeitamente com tudo que nela existe, inclusive os seres humanos. Animais, vegetais e minerais, tudo que há na Terra são como células de um corpo que precisam estar em harmonia para que o todo funcione bem. Infelizmente, as células chamadas humanos cortaram a ligação com sua origem e se desconectaram do todo, passando a se entender como algo separado, e isso tem causado sérios problemas ao organismo inteiro.

Plantas mestras como a Jurema e a Ayahuasca têm o poder de despertar as pessoas. Mas entendo o medo que a maioria tem de largar sua racionalidade e saltar no escuro de suas próprias possibilidades psíquicas. Entendo também o pavor que as religiões cristãs têm da Natureza, sempre demonizando-a. No fundo, é o velho medo de ser livre. Porém, já que isso ocorre, seria maravilhoso se ao menos educássemos nossos filhos no respeito sagrado à Natureza e eles entendessem que a Terra é nossa casa. Ensinar isso já seria uma forma de lhes deixar um mundo muito melhor.

 

(leia o relato completo)
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Ricardo Kelmer 2001 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

A Jurema e as portas da percepção (VIP)
Relato detalhado da experiência narrada em Minha Noite com a Jurema. Exclusivo para Leitor Vip. Para ler, basta digitar a senha do ano da postagem.

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LEIA NESTE BLOG

Xamanismo de vida fácil – A tradição xamânica dos povos primitivos experimenta uma espécie de retorno, atraindo o interesse de pesquisadores e curiosos

Rio Droga de Janeiro – Série de três artigos sobre a questão da proibição das drogas

A vida na encruzilhada (filme: O Elo Perdido) – Essa percepção holística da vida é que pode interromper o processo autodestrutivo que nos ameaça a todos

O trem não espera quem viaja demais – Alguns captam o recado da planta, entendendo que a trilha da liberdade existe, sim, mas deve ser localizada no cotidiano de suas vidas e, mais precisamente, em seu próprio interior

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DICA DE FILME

Carlos Castaneda (vídeo) – Especial da BBC sobre o polêmico antropólogo que estudou o xamanismo no México, escreveu vários livros e tornou-se um fenômeno do movimento Nova Era

O Elo Perdido (Missing Link, 1988)
Homem-macaco tem sua família dizimada por espécie mais evoluída e vaga sozinho pelo planeta, conhecendo e encantando-se com a Natureza. Ao comer de uma planta, tem estranha experiência que o faz compreender o que aconteceu. Roteiro e direção: Carol Hughes e David Hughes. Com Peter Elliott.

O ELO PERDIDO
Trêiler em português

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PLANTAS PSICOATIVAS E DEPENDÊNCIA QUÍMICA

São poucos, mas já há estudos científicos sobre o uso de plantas psicoativas no tratamento da dependência química, como o alcoolismo. A experiência com a planta levaria o indivíduo, por meio de experiências interiores, a alcançar níveis profundos de autopercepção para, desse modo, conseguir livrar-se do vício. É comum que alguns desses tratamentos estejam diretamente associados à religião, como, por exemplo, em comunidades do Santo Daime. Por minhas experiências com a Ayahuasca e a Jurema, sei que esse tipo de tratamento é possível, e pode ser bastante eficaz, e torço para que num breve futuro ele esteja ao alcance de todos os que sofrem de dependência química ou outros vícios. Porém, espero que o tratamento possa ser feito também fora de qualquer contexto religioso, pois nem todos sentem-se à vontade com esta associação. (RK)

Dicas de leitura sobre este tema:

No AC, usuários de droga tomam chá de ayahuasca e dizem se livrar do vício – Matéria do G1, com fotos e vídeos

Considerações sobre o tratamento da dependência por meio da ayahuasca – Texto de Beatriz Labate, Doutora em Antropologia Social pela Unicamp e Pesquisadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos-NEIP

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DICA DE LIVRO

BaseadoNissoCapaMiragem-01aBaseado Nisso – Liberando o bom humor da maconha
Ricardo Kelmer

Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… O autor reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado.

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01- sobre Minha Noite com a Jurema, a riqueza e o cuidado nos detalhes do ambientes e sentimentos, me fez sentir tudo que você viveu…achei demais… Teca Baima, Fortaleza-CE – mar2005

02- Adorei, muito, mas muito interessante essa sua experiência com a planta Jurema. Acredito bastante nesse tipo de experiência de encontro consigo mesmo e acho extremamente importante e válido, principalmente não sendo esse encontro ligado a nenhuma seita religiosa, por ele ser somente entre vc e a natureza… um dia será a minha vez… Daniela Cecchi, Rio de Janeiro-RJ – jun2005

03- Nem imagina como foi importante para mim ler sua experiência c Jurema. Desde 1ª dia q frequentei santo daime aqui em portugal q senti e “vi” que deveria estar incluída num ritual diferente em que, tal como você, poderia aproveirtar melhor a experiência. Infelizmente aqui em Portugal não é possível. Tudo que existe acaba por não ser uma variante do Daime onde os comandantes se conhecem. E se eu fosse a falar dos preços que praticam aqui, entao, vc ficaria abismado. Tenho uma pós-graduação (sou antropóloga) para finalizar sobre o assunto e por falta de apoio e oportunidade de recorrer a outras experiências não me é possível fazê-lo. Obrigada por seu texto. Anabela, Portugal – jul2006

04- Olá! estive lendo seus trabalhos e adorei! e sobre a experiência com a Jurema.. sabe me informar como é feito o chá e em que dosagem? sabe de algum site que explica isso ? ou tem algum contato que possa me ajudar? desde já muito grato! abraços e parabéns pela iniciativa. Felipe, Rio de Janeiro-RJ – dez2006

05- Gostei do seu relato sobre a Jurema. Engraçado. Talvez meio cósmico. Justamente há algumas semanas tive duas experiências com a Jurema e coincidentemente ao navegar em seu site dei de cara com esse texto. Vou relatar meu lance com a Jurema. As duas experiências tiveram intuitos opostos. Em uma, quis algo mais espiritualizado, por assim dizer. Na outra, química pura. A primeira foi fantástica. A segunda, bad trip. Talvez pelo fato de eu ter encarado a segunda tentativa sem o respeito inerente à sagrada planta. Eu deveria ter feito o contrário, ou melhor, nem deveria ter feito a segunda. O primeiro contato foi brando, poucas visões e muito tato. Senti uma ampliação incomensurável do toque. Ao me tocar, sentia toda minha essência e significado, chegando ao ponto de suscitar em saber minha existência nessa Terra maravilhosa. Sem pretensão alguma, senti o quanto eu era importante, especialmente para mim mesmo. Nem parei muito para pensar sobre ego, mas acho que tal experiência tocou nevralgicamente nele.

Na segunda experiência, apenas dei enfoque ao lado químico da planta. Pretendi sentir as moléculas de DMT me invadindo e apoveitar o que isso me traria. Foi péssimo. A onda veio muito turbulenta. Tive várias visões alucinadas. Exemplo, a parede do meu quarto que é branca ficou completamente dourada, e um relógio que fica nela sobressaiu-se, tornando se fluorescente, quase que saltando dela. Um prédio vizinho de fundos transformou-se num daqueles monumentos da Ilha de Páscoa e aproximou-se da minha janela a ponto de espiar para ver o que estava acontecendo comigo. Noutras horas o prédio se afastava e eu o via distante como um farol de navegação. O “som” do silêncio chegava a incomodar. Parecia o Ohm, ecoando fundo e intermitente. O mal estar físico foi grande. Muita náusea. Uma sensação de estar bêbado com cachaça. Daqueles porres que você quer “sarar” e não consegue. Durante toda viagem tive consciência do meu estado e procurava me acalmar para que a pira passasse logo. Demorou umas cinco horas. Quando acabou, contabilizei o lado bom da coisa e concluí que a Jurema deve ser encarada com propósitos mais elevados. Ricardo Rodriguez, São Bernardo do Campo-SP – jan/2007

06- olá!!! Kelmer sou uma leitora sua de Fortaleza e tb estudante de Jornalismo “ tô na luta´´´ já estive em umas de suas palestras q por sinal, me fez refletir muito sobre a vida sua palestra era uma reflexão sobre o filme Dom Juan com uma visão dos vários eu dentro de nós mesmo .enfim… pra mim foi em um momento de bloqueios q vida nos cria e q me ajudou muito ………Mas essa agora sobre uma noite com Jurema….rsrsrs cara vc é muito bom no escreve isso é muito louco !!!!!!!!!! mas como ñ ter sentido. Essa porra de racionalidade q muitas vezes nos impedi de viver e fazer algo ..sei lá tb pq tô te escrevendo isso….. Mas sucesso!!!!!!! Waleska Thompson, Fortaleza-CE – jun2007

07- Olha, hj li um texto seu sobre a sua experiência com a Jurema e, nossa, me tocou completamente! Como vc adentrou na essência da experiência…Parabéns pelo respeito e pela vivência que, imagino, tenha sido muito válida p ti… Estamos nos preparando para comungar com ela no próximo sábado…Apareça!!!rsrsrsrs!!! Rerlyn, Garanhus-PE – jan2009

08- Conheci o site procurando sobre autoconhecimento. Li um texto intitulado “Minha noite com Jurema”. Achei louco… bacana… Vou continuar visitando sempre o site!! Jana, Belo Horizonte-MG – mar2010

09- Maravilhoso o seu texto, as plantas mestras são como mães, duras quando preciso, mas sempre acolhedoras…eu nunca tomei Jurema, mas já tomei várias vezes a ayhuasca, e entendo perfeitamente o que escreveu, em uma experiência dessa a entrega é primordial, mas se entregar deve ser um dos atos mais difíceis do ser humano, na minha opinião….linda experiência sua, me emocionei lendo, porque me enxerguei também nela, gratidão por partilhar…tenho muitos relatos de quem já tomou a ayhuasca, que um dia quero transformar em um livro, é gostoso de ler e ver que as pessoas também sentem o que a gente sente…Obrigada… Silmara Oliveira, São Paulo-SP – ago2011

10- A razão não passa de uma porta trancada… O seres humanos são corpos estranhos no organismo Terra… Humm, gostei desse texto! Maria do Carmo Antunes, São Paulo-SP – jan2012

11- Vesti a carapuça com seu relato, e concordo que a mente/razão pode ser uma grande traíra quando buscamos um caminho de ampliação de consciência da realidade, mesmo sem o auxílio de plantas de poder (na meditação, por exemplo)…E como disse a Maria, esse assunto dá muuuito pano pra manga, afff…. Sheila Bombonato, Fortaleza-CE – jan2012

12- Huasca.. Huasca.. tenho vivências com essa belezinha. Quando desocupar aqui eu conto 🙂 Nathalie Sterblitch, Resende-RJ – jan2012

13- Estive no Céu do Mapiá, o centro do Santo Daime no Rio de Janeiro por duas vezes. Cantei, rezei, dancei e tomei o chá a noite toda em intervalos de duas horas e a rigor não senti muita diferença. Só um leve torpor. Em alguns amigos a coisa funcionou… Fernando Veras, Camocim-CE – jan2012

14- Li seu texto e me recordei de uma experiência similar que tive em 1988 com uma amiga que dividia uma kitnet comigo em Ribeirão Preto, foi muito parecido com seu relato, inclusive revivi a experiência, como se o tempo que passou não existisse mais e eu ainda pudesse sentir as sensações que ficaram tão marcadas naqueles dias, tudo muitíssimo parecido, apenas a droga foi outra e a experiência foi em dupla e durou quase uma semana, pois nos empolgamos, conseguimos sentir juntas tudo que vc sentiu e ainda telepatizamos nossas impressões e trocamos muitas sensações indescritíveis e inesquecíveis, as impressões que isso deixou em mim foram tão profundas que mudaram o curso da minha vida e todas as pessoas com quem falei sobre isso até hoje deboxaram de mim, mas eu tenho plena certeza que foi transcendental e único, meio surreal, pois essa amiga não tinha tanta afinidade comigo, mas conseguimos juntas um canal de sintonia fora do normal e vivemos muitas sensações além juntas. Cibele Baptista, Barretos-SP – jan2012


Quem tem a droga tem o poder

14/07/2008

14jul2008

Quem ganha e quem perde com a proibição das drogas?

QUEM TEM A DROGA TEM O PODER

(1a parte da trilogia Rio Droga de Janeiro)

“A gente não torce mais para a polícia acabar com as quadrilhas, pois a gente sabe que isso é impossível. A gente agora torce é para que apenas uma quadrilha se estabeleça no lugar onde a gente mora, pois é só assim que a gente tem um pouco de paz. De preferência a quadrilha que tem apoio da polícia.”

Quem disse isso foi uma amiga minha que mora no Morro do Vidigal, favela carioca da zona sul, um dos lugares com a vista mais deslumbrante do Rio de Janeiro. Ela lamentava a guerra entre quadrilhas de traficantes que há meses violenta o dia a dia de sua comunidade e obriga os moradores a conviver com tiros e explosões na madrugada, enfrentamento de quadrilha com quadrilha e quadrilha com polícia, mortes, toque de recolher imposto pelos bandidos…

Quem tem a droga tem o poder ‒ esta é a lógica cruel do Rio de Janeiro atual. Junte-se a isso pobreza, despreparo das forças de segurança, descaso dos governantes, indiferença das elites, interesses comerciais, corrupção em todos os poderes e, também, é claro, a existência de um ávido mercado consumidor e, pronto, você terá um poder paralelo capaz de se infiltrar em todos os níveis da sociedade, corroer suas bases, estabelecer suas próprias leis e tornar a vida do cidadão um inferno.

Os criminosos querem poder, muito poder, quanto mais melhor. Para isso, precisam de muito dinheiro. Droga é um negócio perigoso, mas é bastante lucrativo pois há muitos consumidores, inexiste fiscalização e não se paga imposto. Os maiores pontos de venda ficam nas favelas porque lá o Estado se recusa a ir. Lá as quadrilhas são o Estado: elas fazem as leis, fiscalizam seu cumprimento e punem os faltosos. Antigamente o traficante do morro era nascido no morro e era um romântico, pois atuava como um benfeitor da comunidade abandonada pelo Estado, usando seu poder para amenizar as dificuldades de sua gente. Hoje não é mais assim. O negócio da droga é para profissionais e não para Robin Hoods românticos. Os chefões não estão interessados em melhorar a vida de ninguém, mas em obter mais poder e se defender das outras quadrilhas que cobiçam seu território. E o cidadão? Este fica lá, impotente e apavorado no meio do fogo, sem ter a quem recorrer.

Se o problema ficasse restrito às favelas, as elites não estariam nem um pouco preocupadas. Mas a violência gerada pela bandidagem desceu o morro e alcançou a classe média e os ricos. Não há mais onde se esconder. Carro blindado, vidro escuro, condomínio fechado, cerca elétrica, câmeras de vigilância ‒ a sociedade gasta fortunas para se proteger, mas um dia a violência descobre uma brecha e ataca, nos transformando em mais um número das estatísticas. As quadrilhas, cada vez mais ousadas, exibem seu poder à luz do dia, decapitando o inimigo, tocando fogo no corpo e largando-o nas ruas, perto do metrô, para que todos entendam de uma vez quem é que manda no pedaço.

Minha amiga não quer guerra onde ela mora. Ninguém quer. O Estado deveria proteger os cidadãos, mas entra ano e sai ano, entra década e sai década, e isso não acontece. O que sobra ao cidadão? Apenas torcer para que a quadrilha que manda no bairro não seja atacada por outra quadrilha. A coisa chegou a tal ponto que é melhor viver na paz do tráfico que na guerra do tráfico, veja só o absurdo. Já que o narcotráfico não vai acabar nunca, melhor se entender com quem realmente manda no pedaço. E esse alguém não é a polícia. Nem o governador.

E por que diabos as forças de segurança não agem? Arrá! Chegamos a um segundo nível da questão. A polícia é incapaz de conter a força dos traficantes não exatamente porque são muitos e bem armados, mas porque os bandidos possuem conexões com a própria polícia, as forças armadas, políticos, juízes e governantes. Até mesmo com empresários e igrejas. Como derrotar algo tão poderoso?

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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Foto 1: Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem
Foto 2: Psicotropicus

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Textos da trilogia Rio Droga de Janeiro

> Quem tem a droga tem o poder
> Os discretos sócios do narcotráfico
> Guerras às drogas não, antiproibicionismo sim

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JeffersonPeres-01As drogas chegam ao Senado

Nesses dias de avacalhação geral da classe política, é muito bom ver que há sensatez e honestidade lá no Congresso. O senador Jefferson Peres (PDT-AM), falecido em 2008, foi mais um dos que se convenceram que a legalização das drogas é a única saída para o problema da violência e da corrupção gerado pelo narcotráfico no mundo inteiro. Sua fala revela lucidez, equilíbrio e visão ampla dos problemas brasileiros e mundiais. E revela também muita franqueza e coragem de dizer aquilo que muitos concordam, mas têm medo de dizer. Parabéns, senador!

> Entrevista
> Vídeo de discurso no Senado

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DICA DE LIVRO

BaseadoNissoCLUBEDEAUTORESCapa-03aBaseado Nisso – Liberando o bom humor da maconha
Ricardo Kelmer

Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado.

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O raio cósmico ultravioleta

14/07/2008

14jul2008

Então naqueles dias o raio cósmico ultravioleta desceu sobre a Terra para tornar realidade os desejos

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O RAIO CÓSMICO ULTRAVIOLETA

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Recebi dia desses uma mensagem estranha. Ela dizia que um tal evento de disparo cósmico ocorreria no dia tal e que isso se daria na forma de um raio pulsante ultravioleta de cor azul-magenta fluorescente, e que seria disparado das altas dimensões do Universo, e que amplificaria a força dos pensamentos e desejos de todas as pessoas, e que…

A mensagem era tão longa que se você fosse ler tudo, perderia o evento. Pra resumir: ela pedia pra todos, nesse dia especial, largarem o egoísmo e se concentrarem em pensamentos de amor, prosperidade, cura, riqueza, bondade e gratidão.

Ih, sei não, esse raio aí, você reparou no jeitão dele? Pulsante. Ultravioleta. Azul-magenta. Fluorescente! Gente, isso é um raio biba… Só faltou dizer que ele descerá acompanhado de uma chuva de purpurina ao som de I Will Survive. Um babado cósmico fortíssimo. Quem diria… Os etês já foram, digamos, mais testosterônicos.

O raio cósmico ultravioleta vai transformar todo mundo em biba? E se eu não quiser virar biba? Nada contra os gays, magina. Sou supercosmicamente a favor da causa gay. Primeiro porque todas as pessoas deveriam ser o que realmente são, o mundo seria bem mais divertido. E depois tem a questão da matemática, né, fia? Mais gay igual a menos concorrência.

Consultei uma amiga. Ela já foi abduzida por uma nave do comandante Asthar. Ela até me mostrou um desenho dele: altão, loirão, olho claro, feições delicadas, usa umas roupas vistosas…. Hummm, esse comandante, sei não. Xapralá. Minha amiga me explicou que o raio cósmico ultravioleta não me tornaria gay, mas que eu deveria esquecer quaisquer pensamentos egoístas e me concentrar seriamente em bons pensamentos, pois o raio os tornaria realidade.

Ora, ora, não diga… Agradeci e voltei pra casa com uma ideia incrível. Seguinte. Todo mundo ia se concentrar em pensamentos tipo paz e amor entre os povos, equilíbrio ambiental e coisital, né? Aí o raio cósmico ultravioleta amplificaria esses pensamentos a tal ponto que o mundo seria consertado, né? Maravilha, já era tempo. Sendo assim, já que finalmente tudo vai se ajeitar, não haveria problema algum se eu puxasse um pouco a brasa pra minha sardinha, né? Então preparei minha listinha de pensamentos pro raio cósmico ultra… Vamos logo abreviar o diabo do nome desse raio, é muito comprido e formal. Então preparei minha listinha de pensamentos pro Racoleta dar uma força. E treinei a segunda pessoa do plural. Você sabe, essas entidades cósmicas adoram um tapetinho vermelho.

Sabedor que a hora mais forte de atuação do Racoleta seria no fim da tarde, quando deu cinco horas lá tava eu na pedra do Arpoador, sentadão lá em cima, o Sol se pondo pro lado da Barra, o som das ondas quebrando, o vento nos meus cabelos sedosos, meu olhar suave no horizonte… Eu tava quase levitando. Até uma camisa azul-magenta eu comprei, acredita? Ainda bem que ali não tinha nenhum conhecido. Então respirei fundo e me concentrei… Ó sagrado Racoleta, vós que desceis das altas dimensões e cruzais o espaço para virdes auxiliar os pobres terráqueos, concedei-me a graça de um desejo, é só um, pois que não ambiciono grandes pretensões, assim sendo, mesmo sabedor que é outra a sua nobre praia, ó fluorescente Racoleta, concedei-me por gentileza… a mulher ideal.

Mulher ideal: linda, gostosa, dadivosa, bissexual, simples, selvagem, divertida, não fumante (mas aceita um natural), adora botequim pé-sujo, é conectada à Natureza, não sabota a própria felicidade, não é consumista compulsiva, atraem-lhe os mistérios, dança em noite de lua, vive me traindo com muitos livros, anda nua pela casa, é louca por blues, assiste comigo os gols da rodada (e comenta!), sonha em viajar por aí sem destino, chora comigo pelas dores do mundo, adormece em meu ombro, desperta de madrugada e sorri por eu estar olhando apaixonado pra ela, quando a gente tá sem grana ela faz um miojo maravilhoso, ama uma sacanagem, curte oral, anal, nasal, axilal, engole, cospe, gargareja, é especialista na posição ventania no bambuzal, faz torneio de peido comigo no banho e me chama na janela pra ver a filha da vizinha de calcinha. Pronto, falei.

Imediatamente um trovão ecoou, apesar do céu estar claro. Depois uma gaivota deu um rasante e, bufo!, soltou um cocô bem na minha cabeça. Interpretei como bom sinal e dei por encerrado o ritual. Desci da pedra e fui pra casa. No caminho, quis dar a camisa azul-magenta pra um mendigo, mas ele não aceitou.

Como já se passaram alguns meses e o mundo continua a mesma merda de sempre, o Oriente Médio aquela confusão e o Bush querendo destruir o planeta, entendi que nem o coitado do Racoleta, com toda a sua boa vontade, conseguiu dar um jeito no egoísmo da espécie. Que pena.

Ou então, arrááá!!! O Racoleta tá tão concentrado no meu pedido que deixou os outros de lado por um momento pra se dedicar somente a ele. Sim, reconheço que talvez não tenha sido um pedido fácil pra um raio azul-magenta fluorescente. Mas ele tem poder pra isso. Ó sagrado Racoleta, muito obrigado, nem sei como vos agradecer. Prometo que assim que ela surgir à minha frente, eu mando vos avisar, vós certamente tendes e-mail, né? Ótimo. Aí vós estareis liberado pra cuidar do resto do mundo. Até porque de que adianta a mulher ideal se não houver mundo pra eu viajar com ela, né? Graaaande Racoleta.

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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Esta e outras crônicas integram o livro Blues da Vida Crônica

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LEIA NESTE BLOG

Shopping das vidas passadas – Quer dizer que mil anos depois eis-me aqui fazendo a mesma coisa que eu fazia naquelas noites frias das estepes russas, conjeturando sobre o tempo?

Pesadelos do além – O pior pesadelo prum escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado.

O médium, o marido, o morto e a amante – Acho que Deus deveria controlar melhor as fronteiras do Além. Tá muito esculhambado

Meu fantasma predileto – Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

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ORaioCosmicoUltravioleta-01a


O convite dos etês

02/07/2008

02jul2008

Os extraterrestres debatem sobre os humanos

Esse negócio de ser correspondente da Confederação Galática tá começando a ficar muito sério…

Esta madrugada tive outro contato. E dessa vez não foi em sonho, eu tava acordadinho, trabalhando no computador. A mensagem veio de repente, feito uma enxurrada de ideias no pensamento. É tão intenso que a vontade natural é de narrar o que chega, falar pra quem estiver perto, escrever…

Digitei a mensagem do jeito que me veio. Arquivei e agora, dia seguinte, tô escrevendo esta apresentação. Não sei dizer se o estilo de quem enviou é este mesmo ou se a mensagem foi filtrada pelo meu próprio estilo. Mas me parece que esses etês têm um certo senso de humor interessante…

Será que eu tô ficando louco, quer dizer, mais louco ainda do que já sou? Bem, taí a mensagem. Tire suas próprias conclusões.

(contribuição: Luciano Hamada)

Salve Terraqueo Kelmer ! Saudaçoes Cosmicas !

Voce foi um dos terraqueos escolhidos para o debate sobre o seu planeta , a Terra e suas terraqueas.

Os escolhidos para o debate terao o direito de participar do 7.852.004 º Encontro Cosmico no planeta  ¨Q-h¨¨)vbb’><I==O’ , onde na unica cidade deste  ‘Uooeuooummmm…’  seres de varios planetas, asteroides, luas e cosmonaves colonias irao debater sobre os seguinte tema ” Terraqueos sao humanos ou cosmicos?

O nosso contato na terra avaliou o seu trabalho sobre o ser humano,  considerado muito bom  pelos nossos organizadores  e participantes deste encontro. Aguardamos  seu contato para confirmar sua estimada presença .  Os topicos que serao abordados sao:

1–Humanos sao Cosmicos? Com tendencias belicas o ser terraqueo pode se tornar cosmico?

2– Os terraqueos sao fedidos? Assunto polemico e misterioso para alguns ,o palestrante do planeta ‘BommmArrrrrr’  SachePinho enumera  aqui os mais variados cheiros que o ser humano exala e suas consequencias. Depoimentos chocantes! ! !

3– As terraqueas. A visao Kelmerica sobre o ser Mulher (terraquea). Que bicho e esse? Palestrante Ricardo Kelmer (terraqueo) da Terra  e sua visao “galatica” sobre o ser humano. Por favor confirmar presença com antecedenciao junto ao seu contato na terra.

– Tambem teremos eventos paralelos na 5º ,9º e 13º dimensoes!!!
Traduçao simultanea em 4882 linguas.
Lançamento do livro “Voçes Terraqueas” de Ricardo Kelmer , saiba aqui o que e´a mulher terraquea ,venda de livros Kelmericos em 3776 linguas.( brevemente em 4430 linguas!!!)
Tour turistico gratuito nas famosas 9 luas de “Q-hvbb’><I==O’ (taxas a parte)
Show intimista (muuuuuuinto intimista) de Spok e os Vulcanos!!!

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Sem mais

HamadadamaH ( contato na terra )
para contato trans cosmico digite: |'<+-=~~}ÕXOXO>>//§

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Este encontro tem o apoio da:
Federaçao Cosmica – Confederaçao Galatica – Grupo Mulheristico da Via Lactea

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.com

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Uma bandeira diferente

01/07/2008

01jul2008

As pessoas saudavam o nascimento do novo símbolo que emergia do fundo da alma de todos falando de paz e unicidade, de um mundo unido e sem divisões

UmaBandeiraDiferente-02

UMA BANDEIRA DIFERENTE

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Como a tevê lá de casa agora capta imagens de planetas distantes, eu acabo minha lição da escola e ligo para ver as Olimpíadas da Terra. É tão emocionante! Já disse a meus pais que quando eu crescer, quero ser pesquisadora. Do planeta Terra.

Meu interesse começou durante a excursão que fizemos pela Via Láctea. Num dos sistemas solares conhecemos a Terra, um planetinha azul. Achei lindo, cheio de nuvens branquinhas, oceanos, rios e montanhas. A professora explicou que era um planeta novo, com vida abundante e milhões de espécies. Aprendi que sua espécie dominante, o Homo sapiens, está no estágio inicial da tecnologia digital e ainda não descobriu como vencer as longas distâncias nas viagens pelo cosmos. Vimos no telão cenas de sua história, momentos marcantes, guerras, descobertas. Vimos o cogumelo atômico. Vimos os humanos pisando na Lua. No fim, para nossa decepção, a professora explicou que o planetinha está morrendo, uma morte prematura causada pelo próprio Homo sapiens, que não sabe cuidar do lugar onde vive.

Fiquei chocada. Foi a primeira vez que vi um planeta morrendo, e isso me fez chorar. A professora me acalmou e disse que isso ocorre quando a espécie dominante não respeita as leis da vida. Perguntei se não podíamos salvá-lo e ela explicou que a Confederação Galática não aprova interferências em planetas não confederados. Mas já que eu havia gostado tanto do planetinha azul, ela disse que eu poderia ser uma pesquisadora e, quem sabe, um dia poderia ajudá-lo. Isso me alegrou.

Vejo que os terráqueos são orgulhosos de suas Olimpíadas. É mesmo uma linda festa, os países representados, o colorido das bandeiras, todos reunidos pelo ideal olímpico. Faz-me lembrar da história do meu planeta… Antigamente meu povo não se considerava uma só raça, e por isso nos dividíamos em nações, guerreando por riquezas e religião. Tínhamos medo de quem era diferente, e nos matávamos uns aos outros. É uma parte muito vergonhosa de nossa história.

Então um dia, durante as Olimpíadas do meu planeta, algo incrível aconteceu. Uma atleta campeã subiu ao pódio, recebeu a medalha de ouro e ergueu sua bandeira. Mas não era a de seu país. Era uma bandeira diferente, com a imagem do nosso planeta visto do espaço, e no centro dele pessoas de cores diferentes de mãos dadas. Foi uma grande surpresa. O estádio inteiro aplaudiu e o mundo todo comentou. Outros atletas fizeram o mesmo, e assim, durante aqueles dias, a bandeira do nosso planeta foi a mais fotografada de todas.

Foi como uma reação em cadeia. A partir desse dia, em todos os países as pessoas saíram às ruas com a nova bandeira. Ela apareceu nas camisetas, nos carros, na televisão, como o símbolo de um novo ideal, um ideal de todos os povos cansados da guerra, do preconceito e do desrespeito à vida e ao planeta. As pessoas saudavam o nascimento do novo símbolo que emergia do fundo da alma de todos falando de paz e unicidade, de um mundo unido e sem divisões.

Mas houve resistências, pois nem todos queriam a unificação. Houve conflitos e mortes. Porém, nada pôde deter o movimento, e a partir daí as pessoas passaram a se considerar cidadãs, não de seus países, pois já não havia fronteiras, mas cidadãs do planeta. E passaram também a se considerar membros da mesma família, pois lembraram que todos eram o povo do mesmo planeta. Algum tempo depois, não tínhamos mais guerras e, então, finalmente unificados, fomos admitidos na Confederação Galática e passamos a participar de uma Olimpíada muito maior e mais bonita.

Tenho que entregar agora minha redação. Meus colegas escreveram sobre planetas próximos, mas eu preferi escrever sobre a terceira pedrinha ao redor daquele Sol, que um dia tanto me cativou. Agora irei para casa, quero ver os jogos da Terra. E torcer muito. Para qual país? Eheheh… Para nenhum. Torcerei para que um dia, de repente, algum atleta suba ao pódio e erga uma bandeira diferente. Será tão emocionante!

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Ricardo Kelmer 2004 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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BandeiraUniaoEuropeiaFedericaMogherini201608-04Medalhista olímpica exibe bandeira da União Europeia
 – Durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, a esgrimista italiana Elisa Di Francisca, derrotada  na final pela russa Inna Deriglazova, subiu ao pódio e se tornou a primeira atleta a comemorar usando a bandeira da União Europeia (UE) e não a de seu país. O gesto simbólico da atleta ao receber a medalha de prata tem uma razão: a luta contra o terrorismo.

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LEIA NESTE BLOG

A mensagem de Avatar ao Povo da Terra – Temos de compreender o que os antigos já sabiam e nós esquecemos: a Terra é um ser vivo e nós fazemos parte dele

Pátria amada Terra – É animador ver as novas gerações convivendo mais naturalmente com essa noção de cidadania planetária

A ilha – Talvez uma ilha na verdade fosse uma… montanha! Sim, uma montanha com o pico fora dágua

A imagem do século 20 – Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vim o todo

WikiLeaks e o nascimento da cidadania global – Quanto mais as pessoas se conectam à internet, mais elas se entendem como participantes ativos dos destinos do mundo e não apenas de seu país

Eles estão na fronteira – Milhões de maltrapilhos famintos, perseguidos políticos, criminosos cruéis, terroristas suicidas, narcotraficantes e trombadinhas invadindo os países e quebrando tudo, estuprando nossas irmãs, matando todo mundo, o caos absoluto

A humanidade, o psicólogo e a esperança – Os acontecimentos mostram que a humanidade está se unificando, unindo seus opostos

O sonho que morreu na praia – O mar, que não liga para nacionalidades, aceitou receber o menino sonhador

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