Protegido: A rabada da turca loca

24/02/2016

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Tábata, a mulher barata

24/02/2016

24fev2016

Não fazia parte dos meus planos ter uma secretária ninfômana, alcoólatra e escandalosa, mas fazemos uma boa dupla no mundo das investigações sexuais

TÁBATA, A MULHER BARATA

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Erri Kelmer Investigações Sexuais, bundiiiiinhaaa… É assim que minha secretária Tábata atende o telefone, toda sexy. Eu adoro. Aliás, ela atendia, pois o telefone tá cortado por falta de pagamento. É, essa vida de investigador sexual é emocionante, mas não é fácil. Moro e trabalho numa quitinete alugada, num prédio velho aqui no centrão. É tanta putaria que rola no prédio que ele já devia ter caído, mas a reza forte da minha vizinha macumbeira mantém o danado de pé.

Claro que não recebo a clientela aqui, não ia pegar bem. Recebo numa lanchonete embaixo do prédio chamada Miami Mix. Nome horrível, né? Também acho. Mas todo mundo conhece por Cu Frito. Esse nome é por causa do petisco mais vendido de lá, anéis de lula na chapa, aliás, muito bom, recomendo. O local nunca ganhou qualquer prêmio por sua limpeza, é verdade, mas lá toca sempre Roberto Carlos dos anos 70 (antes dele virar Roberto Carola) e, além disso, o Jéovas, que é o dono, fez um acordo legal comigo: atendo minha clientela lá e o Cu Frito pra mim sai de graça. Nada mal.

Já investiguei uns casos famosos, como o da morena turbinada, aquela gaúcha que virou musa da internet quando suas fotos íntimas vazaram na rede. Outro caso é o da ex-atriz pornô americana Sasha Grey, que descobri que na verdade é cearense e torcedora do Fortaleza. Mas minha especialidade são os segredos de alcova, no que sou imbatível, modéstia à parte. E devo isso ao auxílio luxuoso de minha prestimosa secretária Tábata, que saca o ramo como ninguém. Não sei o que seria de mim sem essa danada.

Conheci Tábata no Cu Frito. Foi num dia em que eu almoçava lá com minha namorada Jimena. Lembro bem, Robertão cantava Vista a Roupa Meu Bem. De repente uma barata passou voando por sobre as mesas. As mulheres começaram a berrar e os caras tentaram pegá-la, mas a barata driblou o time inteiro e pousou… onde? Bem na minha mesa. Jimena ficou imediatamente muda e paralisada. Quando eu me preparava pra esmagá-la com o cardápio (a Jimena não, a barata), percebi que ela era assim um tanto, ahn, sexy. A barata usava meia e cinta-liga, e eu tenho um fraco horrível por essa invenção do demônio. Ela olhou pra mim, piscou o olho e falou: Ai, se eu te pego.

Uma barata falante. E romântica. Achei aquilo tão mimoso que protegi a barata dos seus perseguidores e a trouxe aqui pra casa. Jimena recusou-se a vir comigo e terminou o namoro ali mesmo. Uma pena, nunca mais achei um boquete chicabom como o de Jimena. Mas não se pode ter tudo, né? Pois bem. Agradecida, a barata me contou sua história: chamava-se Tábata e nascera sobre uma calcinha usada que fora descartada no lixão de uma usina nuclear. Sim, as cientistas atômicas também tiram suas calcinhas, ora, por que não? A radiação alterou seu DNA, ela tornou-se meio barata e meio mulher e agora pode viver cem anos. Aí ela foi ficando por aqui e acabou ficando. E, em troca de barrinhas de doce de amendoim, que ela adora, e de poder dormir dentro do meu tênis (ela ama o meu chulé), Tábata me passa as mais quentes novidades sexuais, ela que conhece todos os inferninhos da cidade. A danada fotografa tudo com sua visão hipersensível de barata mutante e me envia os arquivos, pois suas antenas captam sinais da internet.

Mas Tábata é de veneta, tipo mulher mesmo. Tem um humor do cão, principalmente quando tá perto de menstruar. Às vezes some e eu fico dias sem saber dela. Aí de repente ela entra pela janela e cai em minha cama, exausta, uma cara de ressaca desse tamanho, e ronca o dia inteiro. Então já sei que andou novamente se esbaldando aí pelos bueiros, tomando todas e dando que nem uma doida condenada na masmorra, ô mulher barata.

Ela é apaixonada por mim, diz que foi à primeira vista, naquele momento em que desisti de esmagá-la e Robertão cantava Vista a Roupa Meu Bem. Aliás, Tábata diz que essa é a nossa música, que sou eu cantando pra ela, é mole? Já lhe repeti mil vezes que gosto dela como amiga e que nunca daríamos certo por causa da diferença de altura. Bem, admito que da minha parte rola um tesãozinho sim, principalmente quando ela dorme de bruços. Mas minha saudosa avó Valtrudes me ensinou que onde se ganha o pão não se come a carne, principalmente carne de barata. Aí ela chora, faz drama, arruma sua trouxinha e vai embora – e volta uma hora depois, arrependida, e jura se comportar. Aí no dia seguinte cisma com minhas amigas do Facebook e me xinga, dizendo que tenho péssimo gosto pra mulher, que mereço mesmo é uma quenga fulerage que me passe chifre com o borracheiro e outras baixarias do tipo. Então lhe atiro um doce de amendoim e ela se aquieta. E assim vamos.

Não fazia parte dos meus planos ter uma secretária ninfômana, alcoólatra e escandalosa, mas fazemos uma boa dupla no submundo das investigações sexuais. Isso, evidentemente, quando ela não tá de porre, não tá menstruada, não tá em suas crises de ciúme ou não tá dando feito doida por aí pelos bueiros, ô mulher barata. Fora isso, ela é ótima. E adoro quando ela atende o telefone, com sua vozinha sexy: Erri Kelmer Investigações Sexuais, bundiiiiinhaaa… E semana passada comprou meia nova, com uns desenhos tribais, um escândalo. Vou te contar, se Tábata fosse mais altinha, acho que eu pegava.

(Leia aqui a continuação deste capítulo. Exclusivo para leitor vip)

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Ricardo Kelmer 2012 – blogdokelmer.com

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Ilustração: Liliana Ostrovsky

> A rabada da turca loca – O primeiro caso da dupla Errikelmer e Tábata. Acesso exclusivo para Leitores Vips (basta digitar a senha correspondente ao ano da postagem). Ainda não é Leitor Vip? Vamos resolver isso agora, clique aqui.

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CASOS DA DUPLA ERRIKELMER E TÁBATA

O mistério da morena turbinada – Aí um dia ela, inocentemente, leva o computador numa loja pra consertar. Algum tempo depois dezenas de fotos suas estão na rede, inclusive fotos íntimas

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e entre uma orgia e outra luta pela liberação das mulheres?

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

Por trás do sexo anal (1) – Se esotérico significa a parte mais oculta de uma tradição ou ensinamento, aquilo que somente iniciados alcançam após muito estudo e dedicação, então o sexo anal é o lado esotérico do sexo

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COMENTÁRIOS
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01- hahahahaha sensacional! tava com saudade desse seu lado mais sacana, sei lá. já tava achando que vc tava ficando mais careta. quer dizer que toda vez que vc chega em casa a barata da Tabata tá na tua cama? muito fofa e muito carismática ela, vai fazer o maior sucesso. hehe bjs. Wanessa Bentowkski, Fortaleza-CE – nov2012

02- É muita criatividade num texto só!!! Genial! Alice Alba, Blumenau-SC – fev2016

03- Grande texto, Ricardo Kelmer. Parabéns, meu velho! Giba Carvalho, Recife-PE – fev2016

04- Muito bom. Texto alucinado, do jeito que eu gosto. A ilustração tá ótima também. Teo Ponciano, São Paulo-SP – fev2016

05- essa tábata é um barato! … ôps… não exatamente… rsrsr… Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – fev2016

06- Sou fã demais da Tábata! – Nem Kafka alcança esse barato! Dayane Moura Herculano, Fortaleza-CE – fev2016

07- Risos…texto grande e grande texto. ShoW! Regina Zamora, São Paulo-SP – fev2016

08- Ótimo! Cristiane Bastos, Taíba-CE – fev2016

09- Adorei!!! Celina Bezerra, Fortaleza-CE – fev2016

10- kkkkkkkkk !! Tive que ler ao som de “Vista a roupa meu bem” mesmo. Leite Neto, Fortaleza-CE – fev2016

11- Minha personagem kelmérica preferida. Kkkk. Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – fev2016

12- otimo, parabéns! Jan Hillen, Foz do Iguaçu-PR – fev2016

13- Nunca me lembraria de chamar cu frito aos calamares Emoticon tongue gosto dessa Tábata, principalmente porque voa! Aqui não há baratas voadoras…. Susana X Mota, Leiria-Portugal – fev2016

14- Brasileiro tem alcunha para tudo! Francisco Fontenele Veras Neto, Lourinhã-Portugal – fev2016

15- Só tu! Ô cara criativo da gota. Virgínia Ludgero, Lourinhã-Portugal – fev2016

16- Ricardo Kelmer, tu é fera! Roberto Maciel, Fortaleza-CE – fev2016

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Desculpem o atraso

08/03/2015

08mar2015

Em alguns minutos ela começaria a palestra, quando a mensagem chegou…

DesculpemOAtraso-01

DESCULPEM O ATRASO

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O salão do hotel estava lotado para sua palestra Feminismo no Século 21. Antes de começar, seu celular fez o bip que ela tão bem conhecia. Leu a mensagem e suspirou… E correu para o elevador. Na suíte do nono andar, ele a recebeu, repreendeu-a pela demora e a estapeou. E ordenou que ficasse nua. De coleira e acorrentada, ela docilmente lambeu seus pés. Quando ele a pôs de quatro e a segurou forte pela cintura, ela tremeu de expectativa, antevendo o instante seguinte: ele montado sobre ela, o pau inteiro enfiado em sua bunda, e ela agradecida pela honra de servi-lo… Meia hora depois ela agradeceu os aplausos, desculpou-se pelo atraso e iniciou a palestra. No rosto, a expressão compenetrada. No cu, a lembrança do gozo de seu senhor.
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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> BDSM na Wikipedia – BDSM é a sigla de Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão e Sadomasoquismo. Na Wikipedia há informações básicas bem organizadas.

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MAIS MINICONTOS

PrazerProibido-07aPrazer proibido – Um miniconto sobre mães e filhas

A última mensagem – Um miniconto sobre amor e perdão

Literalmente – Um miniconto sobre os textos e a vida

A metamorfose – Um miniconto sobre o fundo do poço

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LEIA NESTE BLOG

MarchandoComAsVadias-1Marchando com as vadias – Se ser vadia é ser livre para exercer a própria sexualidade, então todas as mulheres precisam urgentemente assumir sua vadiagem, para o seu próprio bem e o de suas filhas

Os apuros do homem feminista – Minha busca por relações igualitárias foi dificultada também porque muitas mulheres, mesmo oprimidas, preferiam relações baseadas no velho modelo machista

Me estupra, meu amor – Fantasiar ser estuprada é uma coisa – querer ser estuprada é outra coisa totalmente diferente

Dona de mim – Dona de mim já não sou mais / Quando aos teus pés me ajoelho assim / E em teu olho a chama do desejo atiça / A mulher louca e submissa que há em mim

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e submissão através do sexo anal

Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino – Livro de contos e crônicas sobre a mulher

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DesculpemOAtraso-01b.

 


Prosa, meu amor

26/07/2014

26jul2014

ProsaMeuAmor-04a.

PROSA, MEU AMOR

Prosa, meu amor
Tua boca me pede bem dengosa
E eu, que só quero um pretexto
Cedo à luxúria do texto
E me deito em prosa pra você

Minha prosa, meu amor
Nasce de entranhas murmurantes
Pulsa na veia da palavra urgente
Em crescentes espasmos de ânsia louca…
Eu fecho os olhos, estremeço
E proso em tua boca

Ah, a prosa toda que jorra
A prosa expulsa que tua boca aprova
A prosa que escorre da boca
A boca que absorve toda prosa

E essa exaustão derramada que vem depois
Esse morno e suave entorpecer
Onde descanso no beijo grato da tua boca
E provo o gosto da minha prosa por você

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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com

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> Mais poemas e músicas

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01- a prosa ….. Jacques Josir Ribeiro, Santo André-SP – jul2014

02- ♥ Sandra Regina, Curitiba-PR – jul2014

03- Adorei. Tais Barrenha, Assis-SP – jul2014

04- Huuuuum, udo tão dengoso! Renata Kelly, Fortaleza-CE – jul2014

05- Adorei! Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – jul2014

06- Wow, que abunde a prosa, pois a poesia sou eu. Dorah Andrade, São Paulo-SP – jul2014

07- Muito, muito bom! Alice Alba, Blumenau-SC – jul2014

08- Kelmer.. Kelmer.. Haha.. Herliândia Costa, Fortaleza-CE – jul2014

09- Vc é demais Kelmer!!!!!!! Cai Duarte, São Paulo-SP – jul2014

10- Me prosa, me prova , me apossa….belissima prosa ! Michele SJ, Fortaleza-CE – jul2014

11- uau!! Renata Regina, São Paulo-SP – ago2014

12- Ô menino libidinoso! Ana Erika Oliveira Galvao, Fortaleza-CE – ago2014

13- kkkkkkkkkkkk. Janilda Oliveira, Fortaleza-CE – ago2014

14- Grande Ricardo Kelmer. Luiz Antonio Lima Alencar, Fortaleza-CE – ago2014

15- Eita que essa prosa é perigosa! rs. Tereza Cristina da Silva, Fortaleza-CE – ago2014

16- menino cheio de prosa! Shirlene Holanda, São Paulo-SP – ago2014


Por trás do sexo anal (3)

21/06/2014

21jun2014

Algumas mulheres relatam que no sexo anal são justamente os maiores paus que lhe dão a tal sensação arrebatadora de preenchimento absoluto, que o sexo vaginal não dá

PorTrasDoSexoAnal3-03

POR TRÁS DO SEXO ANAL (3)

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A convite da repórter Yannik D’Elboux, do UOL, respondi a algumas perguntas para uma matéria sobre sexo anal, que foi publicada na seção Mulher em 10.06.14. Leia a matéria aqui.

01- Por que você acha que os homens têm tanta fixação por sexo anal?
RK: Porque, de fato, é muito prazeroso.

02- O que existe de tão prazeroso para o homem no sexo anal com uma mulher?
RK: Um dos fatores é o prazer físico, causado pela pressão do cu em torno do pau. Os outros fatores são psicológicos, ligados a fantasias de dominação-submissão, e também aos tabus culturais, afinal o que é proibido é mais gostoso. Há um outro fator, este ligado ao próprio prazer feminino: existem mulheres que sentem um prazer mais intenso no sexo anal, mais selvagem, mais safado, e isso as transforma, o que também intensifica o prazer do homem.

03- O prazer é por causa da sensação física ou pela situação de submissão da mulher?
RK: Acho que respondi na pergunta anterior. Mas tem algo curioso sobre a questão da submissão. Há mulheres que relatam que no sexo anal elas se sentem mais poderosas. Sim, isso soa contraditório, mas talvez se sintam assim por ver o forte efeito desse tipo de sexo no homem, e por perceber que, de certa forma, no sexo anal são elas que estão no comando da situação, inclusive porque, se a iniciativa não costuma ser delas, a palavra final sempre é.

04- Suas parceiras geralmente topam fazer sexo anal facilmente?
RK: Sim. E nem sempre sou eu quem toma a iniciativa.

05- Será que a pornografia, em que o sexo anal é frequente, não é uma influência forte para os homens de hoje nesse desejo?
RK: Talvez seja uma influência atual, mas a prática do sexo anal é bem anterior à pornografia massificada que temos hoje.

06- Sexo anal é mais gostoso do que vaginal?
RK: Eu adoro sexo vaginal, mas acho sexo anal mais gostoso e excitante. E como, para mim, o prazer dela é fundamental para o meu próprio, é preciso que a mulher também goste.

07- As mulheres geralmente reclamam que sexo anal dói muito, por essa razão acabam não querendo satisfazer o desejo do homem. Causar dor e sofrimento a uma mulher não incomoda?
RK: A mim, não só incomoda como inviabiliza tudo. Mas sexo anal requer ainda mais cuidado e paciência, e é comum que as mulheres topem com homens indelicados ou inexperientes, e aí temos a figura clássica da mulher traumatizada com sexo anal, que abomina a prática e acha impossível que uma mulher possa verdadeiramente sentir prazer pelo cu.

08- Na sua experiência, existem mulheres que apreciam o sexo anal? O prazer depende da habilidade do homem?
RK: Claro que existem, mas como é um tabu, são pouquíssimas as mulheres que assumem que gostam. Um sexo anal prazeroso depende da habilidade do homem, claro, mas também da mulher, de seu desejo, capacidade de relaxar e conhecimento do próprio corpo. Para os casais iniciantes, é um aprendizado a dois, e isso requer tempo e intimidade. É comum a ideia de que homens bem dotados sempre machucam a mulher no sexo anal, mas isso não é necessariamente verdade. Algumas mulheres relatam que no sexo anal são justamente os maiores paus que lhe dão a tal sensação arrebatadora de preenchimento absoluto, de um modo que o sexo vaginal não dá.

09- Não acha que hoje em dia sexo anal virou muito obrigação, no sentido de que se não ceder fazer o homem irá procurar outra mulher que faça?
RK: Espero que não, sexo por obrigação não é muito agradável. Se o sexo anal é muito doloroso para uma mulher, acho difícil que ela consiga suportá-lo apenas por medo de perder o parceiro. E que homem é esse, que não percebe que está machucando sua parceira? Aliás, que relacionamento é esse?

10- A maioria dos homens quer fazer sexo anal, mas poucos aceitam também experimentar o prazer anal. Se é tão bom, por que os homens também não topam experimentar? Não acha isso incoerente e machista?
RK: Acho que a maioria dos homens heterossexuais teme a própria a sexualidade, com medo da possibilidade de ser ou de pensarem que ele é homossexual. Na cultura machista em que vivemos, é mesmo difícil para os homens entender que o corpo inteiro é uma fonte natural de prazer, e que homossexualidade significa sentir atração por homens, e nada tem a ver com o modo como se sente prazer com uma mulher.
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

AsTarasDeLara-01As taras de Lara – Começando por trás – Lara tinha 13 anos quando o fogo avassalador dos desejos lançou suas primeiras labaredas sobre ela

Por trás do sexo anal 1 – Se esotérico significa a parte mais oculta de uma tradição ou ensinamento, aquilo que somente iniciados alcançam após muito estudo e dedicação, então o sexo anal é o lado esotérico do sexo

Por trás do sexo anal 2 – Muito homem faz sexo anal com outras mulheres mas não faz com sua própria mulher – ele simplesmente não consegue transcender, na imagem da mãe de seus filhos, os opostos arquetípicos da santa e da puta

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

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IndecenciasParaOFimDeTardeCAPA-01aIndecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer, contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

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O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e, entre uma e outra orgia, luta pela liberação feminina

Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino – Livro de contos e crônicas sobre a mulher

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DICA DE LIVROS E SITES

A entrega – memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

Sexo anal sem dor – Site com dicas, relatos, contos, acessórios etc.

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbett, Editora Paulus, 1990) – Este livro mostra como nossa vitalidade e alegria de viver dependem de restaurarmos a alma da prostituta sagrada, a fim de nos proporcionar uma nova compreensão da vida

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PorTrasDoSexoAnal3-03a


As taras de Lara – Quarta é dia de dar na escada

07/01/2014

07jan2014

Quem te falou pra meter aí? ‒ ela perguntou de imediato, já irritada. E, ela mesma tomando as rédeas do pau do outro, direcionou-o no rumo certo. ‒ Nunca comeu uma bunda, não?

AsTarasDeLara-12

QUARTA É DIA DE DAR NA ESCADA
As taras de Lara
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No aniversário de dezesseis anos, Lara ganhou dos pais um celular novo. De dona Eudora, particularmente, ganhou um novo ursinho de pelúcia e, numa conversinha particular de mãe para filha, ganhou também a revogação da proibição de namorar. Lara teve vontade de dizer: Namorar oficialmente, né? Mas ela não era de cometer esse tipo de indelicadeza, de forma que sorriu agradecida e abraçou a mãe, que a beijou com muito carinho, porém… com uma forte suspeita de que aqueles doze meses de proibição de namorar não serviram de nada: ela conhecia bem a filha e sabia que por trás daquela carinha de bebê que teimava em não ir embora, ardia o tal fogo que castigo nenhum consegue apagar.

Para a menina Lara, que já não era mais tão menina assim, a permissão dos pais não mudaria muita coisa na prática. Fazia apenas um mês que ela havia terminado o namoro secreto com Fabinho e, em três anos, era a primeira vez que estava solteira. Se, por um lado, não tinha nenhum homem para chamar de seu, por outro lado estava livre para ter novas experiências. E era exatamente isso que ela queria: experimentar.

Um mês que não transava. Isso era demais para quem desde os catorze anos nunca havia ficado uma semaninha sequer sem sexo. Sexo anal, claro, que ela ainda não havia se livrado do pavor de engravidar. E agora, um mês na seca total. Além do calor insistente no meio das coxas, Lara descobriu que o tesão acumulado a deixava com um mau humor dos infernos.

Naquela mesma noite do aniversário de dezesseis anos, deitada na cama, sem sono, e lembrando das transas com Fabinho, ela não resistiu ao charme do Nicolau. Foi esse o nome que ela deu ao novo ursinho. De repente, lá estava o Nicolau entre suas pernas, peludinho, quentinho… Sim, nunca havia sentido prazer com masturbação, mas é que o Nicolau tinha um focinho interessante, anatomicamente perfeito para os dengos solitários. Foi uma noite memorável. Com Nicolau, Lara finalmente descobria para que servia o tal do clitóris. Em seu blog secreto, ela deixou registrado: Ganhei uns presentes legais mas o melhor foi aprender a ter prazer sozinha O que a secura não faz, heim!

Até que Nicolau ajudou nossa menina naquela noite e nas seguintes, mas não era a mesma coisa que sexo, né? Por isso, dias depois Lara já estava novamente mal-humorada. No colégio havia uns caras interessantes, e ela estava quase se decidindo por um loirinho metido a poeta, o Juca, que já havia inclusive feito um poema para ela… mas ela queria experimentar algo diferente. Queria homens mais velhos. É, meu camarada Juca, você chegou na hora errada.

Quando a seca atingiu o calamitoso nível dos dois meses, e Lara já estava até chupando maçaneta, finalmente aconteceu, ufa. Foi numa quarta-feira. Toda quarta ela ia diretamente do colégio para o apartamento da colega Didica, para estudarem juntas. Nesse dia o Jorge, primo da amiga, apareceu por lá para consertar uma tevê. Foi ele entrar na sala para Lara sentir novamente o velho e conhecido fogo a lhe subir pelas coxas, e aí, cadê que ela conseguia se concentrar na tabela periódica? Jorge tinha vinte e sete anos, trabalhava numa oficina de eletrônicos e não era muito bonito, mas tinha um jeitão de homem rude que seu ex Fabinho estava longe de ter, e Lara simplesmente adorou aquilo. Até então o único homem com quem transara foi Fabinho, que tinha quase a sua idade.

Pois a danadinha não perdeu a chance: levantou da mesa, foi ao banheiro e, na volta, passando pela amiga, disse-lhe que iria descer à rua para comprar chocolate. E, na saída, pôs discretamente na mão do Jorge um papelzinho dobrado. Dez minutos depois os dois se encontraram na penumbra da escada, entre o nono e o décimo andar. Ele puxou-a para um beijo, que Lara aceitou, mas só por uns segundos ‒ ela rapidamente se agachou, abriu a calça do moço, pôs seu pau para fora e começou a acariciá-lo. Pego de surpresa, Jorge olhou ao redor, preocupado, enquanto Lara passava a punhetá-lo, determinada a fazer aquele pau endurecer de qualquer maneira, e logo. Aliás, era um pau bem diferente do de Fabinho, ela percebeu, um pouco menor e meio tortinho para o lado… Bem, depois de dois meses de secura, é a tal coisa: um pau é sempre um pau e vamos nessa.

Percebendo que a menina estava realmente decidida, e não era todo dia que esse tipo de coisa acontecia na vida do cidadão trabalhador, muito menos com colegiais lindas e angelicais na penumbra das escadas, Jorge apoiou as costas na parede e tratou de aproveitar. E quando sentiu a boca da menina a envolver gulosamente seu pau, como se chupasse o derradeiro picolé do mundo, a boquinha maciazinha a ir e vir num movimento contínuo e ritmado, ele achou que estava sonhando, sim, era isso, estava sonhando… E Lara, percebendo que por fim alcançava seu intento, afastou-se, pôs na mão dele uma camisinha, debruçou-se sobre o corrimão da escada, suspendeu a saia e tirou a calcinha, exibindo a bunda nua. Pegou o sachê de gel íntimo, que sempre levava na bolsa para emergências, rasgou a ponta e passou no cu. Depois, com as duas mãos, afastou bem as nádegas e ralhou com o cara: Não acredito que tu vai ficar aí parado…

Jorge, coitado, se já não acreditava no que acontecia, passou a duvidar mesmo. Não, não era possível, a amiga da sua prima, Mara, Nara, algo assim, que havia acabado de conhecer, rostinho lindo de bebê, estava lhe mostrando a bunda, pedindo para ser fodida ali mesmo, na escada do prédio, às quatro e quinze da tarde, e com o uniforme do colégio. É, Jorge, milagres acontecem.

‒ Mete logo, porra! ‒ quase berrou Lara, impaciente, fazendo o rapaz voltar a si. Ele, então, pôs rapidamente a camisinha, posicionou o pau e começou a meter. ‒ Quem te falou pra meter aí? ‒ ela perguntou de imediato, já irritada. E, ela mesma tomando as rédeas do pau do moço, direcionou-o no rumo certo. ‒ Nunca comeu uma bunda, não?

AsTarasDeLara-14Jorge, cada vez mais surpreso, tratou de obedecer. Caramba, aquela menina, de anjinho só tinha a cara… Sim, já comera vários cus na vida, mas daquele jeito, como se fosse um escravo mandado da senhorinha do engenho agoniada da boca suja, era a primeiríssima vez. E Lara, cada vez mais excitada com a situação, por estar dando o cu na escada do prédio da amiga, para um cara mais velho e desconhecido, e porque a qualquer momento alguém podia aparecer, não demorou para começar a sentir aquela onda de vertigem gostosa a tomar conta de seu corpo, aquela conhecida sensação de se abandonar e se deixar levar pela onda, aquela coisa louca, aquela… Gozou forte, gozou loucamente, gozou com alívio, descarregando a tensão acumulada, e com uma saudade absurda de gozar com um pau todo enfiado no rabo. Ô coisa boa, ô coisa boaaaa!!!, ela gritava para o mundo inteiro ouvir, a última sílaba contorcendo-se pelo infinito, ou não, na verdade gritava só em pensamento mesmo e o eco reverberava pelas paredes de seu próprio corpo, ou não, não, era para fora que gritava mesmo, sem medo que o mundo inteiro pudesse ouvir, aliás, era isso que queria mesmo, que o mundo todo ouvisse o som de sua felicidade: ô coisa boaaaaaaaaaaaaaa!!!!!

Pouco depois ela subia a escada, ainda tontinha de prazer, deixando para trás um Jorge de pau duro e com cara de quem não entendeu porra nenhuma, e tocou a campainha do apartamento da amiga. Momentos depois, ante as insistentes e irrelevantes perguntas da outra, que cara é essa, aquele grito foi seu, o que aconteceu, ela só conseguiu responder: Amiga, hoje não estudo mais nada. E caiu no sofá, desfalecida. Não vai me dizer que você e o Jorge, vocês dois, Didica perguntou e correu para ajoelhar-se ao lado do sofá, sacudindo a amiga, curiosíssima para saber o que podia ter acontecido naqueles dez minutos, anda, Lara, responde. De olhos fechados, Lara apenas sorriu, feliz, e sussurrou, dessa vez para si mesma: ô coisa boa… E enquanto a outra implorava, me conta, por favor, me conta, Lara sentiu-se de volta à vida, à verdadeira vida, e procurava entender como pudera ficar dois meses sem aquilo, como, como?

Foi nessa quarta-feira, exatamente nesse momento, no apartamento da amiga Didica, que aconteceu o célebre juramento: a menina Lara jurou para si mesma que jamais se deixaria privar novamente por tanto tempo do melhor de tudo que a vida tinha para lhe dar. Nunca mais mesmo, não importava o que tivesse de fazer. Nunca, nunca mais.

(continua)
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Ricardo Kelmer 2012 – blogdokelmer.com

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AsTarasDeLaraLogo-01aAs Taras de Lara – capítulos publicados

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Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres
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As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir
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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Mas… a história não termina! Ô, Ricardo, isso não se faz!!! Luc Lic, São Paulo-SP – jan2014

02- Coisa boa esse conto..srrs..adorei!!! Thais Guida, Rio das Ostras-RJ – jan2014

03- Adoro a Lara! Samara Do Vale, Fortaleza-CE – jan2014

04- Esse conto… que conto quente!! Fez o meu próprio fogo no rabo subir!! Logo eu, logo eu que gosto tanto de sexo anal! Aquele fogo entre as pernas que vai indo pra trás… que deixa o cu latejando pedindo por algo dentro dele. Tomara que Lara dê logo a frente… mas aviso… ela nunca vai querer deixar de dar por trás… Larah, Fortaleza-CE – jan2014


Protegido: As taras de Lara – Quarta é dia de dar na escada (VIP)

07/01/2014

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