30 anos de Badauê – Estamos vivos

26/05/2019

26mai2019

Foi tudo lindo, em sua poesia de estrela cadente a colorir o céu da nossa inebriada juventude

30 ANOS DE BADAUÊ – ESTAMOS VIVOS

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Badauê era o nome do bar. Arquitetura rústica de carnaúba e tijolo aparente, varanda em L, teto de palha, e ao redor as árvores e o chão de areia coberto de pedrinhas. Ficava na Praia de Iracema, rua dos Potiguaras, 134. Os sócios éramos eu, Nelsinho Machado e Paulo Marcio, o trio mosqueteiro no frescor dos seus vinte e poucos anos. Era o ano 1988 de uma Fortaleza ainda não tão amedrontada, e existiam nas proximidades Estoril, Cais Bar, La Tratoria, Pirata, Ponte para o Céu, Zanzibar, a Gruta da Praia do seo Zairton e mais um ou outro bar que não lembro agora.

O terreno, do tio do Nelsinho, só tinha árvores e muito mato e lixo. Limpamos tudo e construímos do zero, e em troca da benfeitoria fomos dispensados do aluguel. A cada mês, catávamos nossas singelas economias e subíamos mais um metro de parede, comprávamos uma privada, um fogão usado… Na folga do vigia, nós dormíamos lá, nos revezando. Pra ajudar nas finanças, compramos um refrigerador e no sábado enchíamos de cerveja e chamávamos os amigos pra ir beber lá, sentado no chão mesmo, tocando um blues no violão, rodinha de fumo, essas coisas boas da vida. Com o apurado, mais um metro de parede, um jogo de mesa e cadeiras, o aparelho de som…

Nove meses depois, julho de 1988, a inauguração, com show do Trio Guarani. A partir daí, foram noites e noites de bar lotado, shows inesquecíveis, as amizades brotando no tilintar dos copos, os amores borbulhando no fervor das possibilidades… No show da banda Os Necessários, era tanta gente que vendemos ingresso até pro galho da mangueira. Os garçons, quem eram no início? Eram elas, nossas deslumbrantes namoradas, e as danadas recebiam tanta gorjeta que até nos emprestavam dinheiro. Ao findar das longas noites, subíamos pro mezanino e lá dormíamos, exaustos de felicidade, sem consciência do brilho fugaz daqueles dias eternos.

Como o mezanino também servia pra resolver certas urgências que nos possuíam no meio da madrugada, as nossas e as dos chegados, apelidaram-no Badauê Love. E como a escada ficava encostada à parede externa, todo mundo via quem subia e quem descia de lá, e as almas bondosas até ajudavam as moças a chegar lá em cima, e embaixo o povo moleque aplaudindo o heroico esforço da necessitada. Era uma festa. E tinha a famosa lenda da caixa dágua, que ficava no mezanino: corria o boato de que fazíamos dela piscina, nós todos lá, degustando vinho com Pink Floyd, chafurdando na água com a qual eram lavados os copos. Não nego e nem confirmo. E se me pressionarem, conto os podres de todo mundo, viu?

Se ganhamos dinheiro? Dinheiro era o de menos naquela intensa celebração da vida sem hora pra acabar. Pra você ter uma ideia, várias vezes levamos os últimos clientes resistentes pra tomar café da manhã… onde? No Esplanada, um hotel 5 estrelas da Beira-mar, nós, os milionários moços lindos do Badauê, pagando tudo. Como que junta dinheiro assim?

O bar durou o piscar de olhos de dez meses. Fechamos por imaturidade na condução de nossas discordâncias e porque estava difícil conviver com a vizinhança. Melhor assim. Durasse mais tempo e não viveríamos pra contar a história. Mas foi tudo lindo, em sua poesia de estrela cadente a colorir o céu da nossa inebriada juventude. E agora, em 2018, comemoramos 30 anos de Badauê. Infelizmente, alguns amigos queridos que lá beberam e amaram já se foram. Mas nós sobrevivemos. Brindemos, a eles e a nós!

Você tem fotos, vídeos ou lembranças desse tempo? Divide com a gente, vai. Afinal, se o passado é a areia que já escorreu na ampulheta, é essa mesma areia que hoje faz o chão do que somos e nos dá a certeza de que, sim, nós vivemos, e vivemos deveras, e tudo valeu a pena.

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Ricardo Kelmer 2018 – blogdokelmer.com

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Com minha mana Luce, a caixa do Badauê, no Sobrevivi 2018 (Cantinho do Frango, Fortaleza, dez2018). Detalhe: à época, em 1988, ela era menor de idade e aceitou receber o pagamento em cerveja.

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MAIS SOBRE O BADAUÊ

Galinha ao molho conjugal – Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento?

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LEIA NESTE BLOG

Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

A celebração da putchéuris – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

Roque Santeiro, o meu bar do coração – Uma homenagem ao bar Roque Santeiro

Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?

O dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado que fumei daria um filme. Um não, vários

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Nação Nordeste, capital Folia

29/01/2019

29jan2019

Simpatizar é resistir! – A nova música do Simpatizo Fácil

NAÇÃO NORDESTE, CAPITAL FOLIA

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Aquele beijo que tu me deste
Fez do meu coração, alegria
Cabrocha, cabrita, cabra da peste
Ai, eu me acabo em poesia
Nação Nordeste, capital Folia

Eu sou da terra maravilha
Onde o sol brilha em cada ser
O amor só quer uma chuvinha pra nascer

Nordestino eu sou
Mesmo na dor, não esqueço de rir
Sou do Nordeste, sou mais aqui
Simpatizar é resistir

> composição de Ricardo Kelmer e Alan Morais (2018)

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Ricardo Kelmer 2019 –
blogdokelmer.com

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> Simpatizo Fácil no Facebookfacebook.com/simpatizofacil

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CLIPE DE NAÇÃO NORDESTE, CAPITAL FOLIA
Arranjos: Os Transacionais. Imagens/montagem: Levy Mota
Estúdio Som do Mar, Fortaleza, jan2019

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NAÇÃO NORDESTE, CAPITAL FOLIA
Ao vivo, 12jan2019, no pré-carnaval do Simpatizo Fácil

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.No estúdio com Os Transacionais

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Os Transacionais no pré-carnaval do Simpatizo Fácil, jan2019

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Meu parceirim Alan Morais, coautor de “Nação Nordeste, capital Folia”

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Camisetas do Simpatizo Fácil 2019. Desenho: Elinaudo Barbosa

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Diretoria do Simpatizo Fácil
(Paulo Henrique Carvalho, Vânia Vieira e Ricardo Kelmer)

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SIMPATIZO FÁCIL
Voz: Liliany Sá. Arranjos: Fábio Amaral (Fortaleza, jan2018)
Composição de Ricardo Kelmer e Joaquim Ernesto

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SIMPATIZO FÁCIL (ao vivo)
Banda Frevo Alucinação, no Floresta Brasil (Fortaleza, fev2018)

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LEIA NESTE BLOG

Resistindo com alegria – Ocupar os espaços da cidade é reconquistá-la para seus devidos donos: o povo

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Eu, a democracia e o ódio dos meus pais

09/10/2018

09out2018

Infelizmente, meus pais foram também seduzidos pelas ideias nazifascistas e propagam esse perigoso discurso feito de ódio, moralismo e paranoias

Eu, a democracia e o odio dos meus pais 01

EU, A DEMOCRACIA E O ÓDIO DOS MEUS PAIS

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Não costumo expor minha vida pessoal dessa forma, mas é que preciso desabafar, e escritor desabafa escrevendo… Alguns amigos e leitores já devem ter percebido algo inusitado em minhas postagens sobre as eleições: minha mãe fazendo campanha em favor de… Jair Bolsonaro.

Poizé. Infelizmente, meus pais foram também seduzidos pelas ideias nazifascistas e propagam esse perigoso discurso feito de ódio, preconceito, moralismo, mentiras e paranoias como o tal kit gay, ditadura comunista etc.. É uma situação bizarra, que jamais pensei em viver. Como não posso romper com eles, tento levar a coisa com equilíbrio. Mas é triste ver meus próprios pais a apoiar um candidato que, junto a seu vice, já declararam apoio à ditadura e homenageiam torturadores assassinos.

Lembrei agora de uma situação… Foi no fim dos anos 1970, quando ainda vivíamos sob a sangrenta ditadura militar. Eu adolescente, e meu pai me ajudando numa tarefa do colégio. Era uma redação sobre o Brasil e, nela, incluímos sutis críticas ao governo. Quando terminamos, ele parou, preocupado, e me disse: “Não fale pra ninguém que fui eu quem lhe ajudou a escrever isso, senão posso ser preso”. Claro que não falei, pois tínhamos familiares que foram presos e torturados por fazerem oposição ao regime. Hoje, quarenta anos depois, talvez meu pai tenha esquecido desse seu belo gesto de coragem e resistência. Eu, não. Nunca esqueci. Porque foi um gesto que moldou minha personalidade.

Tenho minhas críticas ao PT, mas votarei em Fernando Haddad. Se ele vencer, meus pais felizmente estarão em segurança, pois ainda haverá democracia e eleições e eles serão livres para fazerem oposição. Porém, se o candidato deles for eleito, os opositores, principalmente jornalistas, artistas e escritores, como eu, correremos sérios riscos. E para isso, nem é preciso haver ditadura declarada – basta que seus apoiadores sigam fazendo o que já fazem agora, ameaçando, agredindo e matando aos que pensam diferente e aos grupos sociais vulneráveis.

Talvez o ódio que meus pais têm a Lula e ao PT, fruto de anos e anos de jornais nacionais, seja tão forte quanto o amor que sentem por mim. Talvez estejam cegos de ódio, como tantos. Neste momento, escrevo com os olhos marejados de tristeza e decepção ao lembrar que por causa deles cresci acreditando mais nos livros que nas armas… Mas devo dizer que meu amor por eles continua. Sim. O amor tem dessas coisas, né? Às vezes, mesmo quando o outro prioriza o ódio, ainda assim continuamos a amar. Na verdade, eu nunca soube explicar o amor, e agora muito menos.

Mãe, nas minhas postagens você tem o direito de odiar ou apoiar a quem você quiser, fique à vontade. Nas suas, eu prefiro nada comentar. No mais, seguirei fazendo o que meu pai me ensinou, apesar dele parecer ter esquecido, que é defender a democracia, mesmo que ela tenha falhas, e também a liberdade de expressão, sempre, todos os dias, mesmo que isso agora tenha se voltado perigosamente contra mim. Que ironia… Mas é isso. O amor pela democracia e pela liberdade tem dessas coisas.

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Ricardo Kelmer 2018 – blogdokelmer.com

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ESCLARECIMENTO

A crônica já estava escrita fazia uns dias, e eu refleti bastante se devia ou não publicar. O apoio de minha mãe ao candidato nazifascista já era conhecido de meus amigos e leitores, pois ela usava minhas postagens para expressá-lo publicamente. Tomei a decisão ao saber dos recentes casos em que pessoas foram agredidas e assassinadas por apoiadores de Jair Bolsonaro, pelo simples fato de pensarem diferente.

Se o nazifascismo vencer, eu correrei sérios riscos por conta de meu trabalho de escritor e comunicador. Então, prefiro denunciar agora o perigo que aguardar quieto a minha hora de sofrer represálias, mesmo que precise expor um conflito familiar, como fiz.

Como reagiu minha família? Dividiu-se entre críticas e elogios, era o esperado. Acho que vocês conseguem imaginar a situação delicada, mas fiz o que precisava fazer. Publiquei um texto que é, ao mesmo tempo, um desabafo, um alerta e uma declaração de amor pública, aos meus pais e à democracia.

Neste momento, me sinto aliviado por ter dividido minha angústia com tantas pessoas, e vejo que falei por muita gente que vive situação semelhante. Talvez unindo nossas angústias, possamos nos fortalecer.

Obrigado a todos, inclusive aos que discordam de mim. Seguimos firmes na luta contra o nazifascismo. (RK)

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LEIA NESTE BLOG

OProtestoDaBabaNegra-02aO protesto da babá negra – Talvez ela saiba que quando um governo tem como objetivo a equidade social e a redistribuição da riqueza do país, automaticamente atrai o ódio das elites econômicas, que lutarão para manter seus privilégios

Sobre lutas, sonhos e a grande farsa – Para quem ainda não percebeu, é isso mesmo o que todos somos, meros atores no grande teatro da existência

Golpe de mestre à brasileira – O processo seria custoso e traumático, e provocaria séria desestabilização na democracia, mas melhor isso que suportar mais um governo de esquerda no Brasil

O socialista crucificado – Se esses cristãos vivessem naquela época, teriam batido panela contra o bandido Jesus e aplaudido sua crucificação

A foto repugnante e o sonho que não pode ser preso – A foto que resume a baixeza moral dos fascistas que querem a morte de Lula

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> Postagem no Facebook


Ideias para contos bizarros

03/07/2018

03jul2018

Histórias com muito sexo, violência, estupro, incesto, matanças…

IDEIAS PARA CONTOS BIZARROS

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Estou com umas ideias para escrever uns contos…

CONTO ERÓTICO INCESTUOSO – Um homem tinha duas filhas, jovens e virgens. Um dia, elas, ardendo de desejos, o embebedam de vinho e o estupram. E ambas engravidam dele.

CONTO DE TERROR INFANTICIDA – Um velho andarilho segue por um caminho na floresta. Um grupo de meninos começa a zombar dele. Para se vingar, o velho convoca uma entidade do além. Ela o atende, incorporando em ferozes ursos que surgem de repente. Os ursos atacam e matam quarenta e dois meninos, despedaçando-os.

CONTO DE TERROR MISÓGINO – Um homem recebe em sua casa a visita de um casal. Seus vizinhos, porém, não gostam disso e exigem que o homem lhes entregue o visitante, para que eles o estuprem. Para proteger seu visitante, o homem oferece aos vizinhos sua filha virgem, para que eles façam com ela o que quiserem. Após uma negociação, os vizinhos aceitam ficar com a mulher do visitante, e assim, durante toda a noite, eles a violentam e abusam dela, e a mulher morre. No dia seguinte, o visitante recolhe o corpo de sua mulher, esquarteja-o e distribui os pedaços pelos povoados.

CONTO DE AMOR MONÁRQUICO-DIVINO – Um jovem quer casar-se com a filha de um rei. O rei negocia a filha da seguinte forma: se o jovem castrar cem homens, e lhe trouxer a prova do crime, ele permitirá o casamento. O jovem está tão apaixonado que castra não apenas cem, mas duzentos homens, e leva ao rei as duzentas provas. O rei percebe que o jovem é abençoado por Deus e lhe dá sua filha.

Você achou muito bizarro? Também achei. Bem, estas histórias estão na Bíblia, o livro sagrado dos cristãos. Lá, há mais histórias assim, cheias de sexo, poligamia, estupros, adultérios, crimes familiares horrendos, infanticídios, horrores e carnificinas de todo tipo. No Brasil, qualquer criança tem acesso a esse livro, que, para os cristãos, foi totalmente inspirado por Deus.

Por que a religião deve ter liberdade de expressão, e a arte não? Por que religiosos podem criticar e ridicularizar a arte, mas artistas não podem zombar da religião? Por que livros de literatura erótica, como o meu Indecências para o Fim de Tarde, são proibidos e livros como a Bíblia são vendidos livremente e expostos em todos os locais, inclusive em repartições públicas, violando a laicidade do Estado?

Para quem quiser conferir as histórias, e também para os cristãos que não conhecem a Bíblia:

CONTO 1: Gênesis, cap 19, vers 30-38 – bibliaonline.com.br/acf/gn/19
CONTO 2: Reis II, cap. 2, vers 23-25 – bibliaonline.com.br/nvi/2rs/2
CONTO 3: Juízes, cap 19 – vers 22-30 bibliaonline.com.br/nvi/jz/19
CONTO 4: Samuel I, cap 18, vers 19-25 – bibliaonline.com.br/nvi/1sm/18 

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Ilustração: Ló e suas filhas, 1652, Guercino (Giovanni Francesco Barbieri, 1591-1666)

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SAIBA MAIS

14 passagens muito crueis da Bíblia – Site buzzfeed

As 10 histórias mais polêmicas da Bíblia – Site Mundo Estranho

Queermuseu: O dia em que a intolerância pegou uma exposição para Cristo – El País Brasil, 13.09.17

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LEIA NESTE BLOG

PorQueDefenderOEstadoLaico-01Por que defender o Estado laico – Se você é religioso e crê na democracia, deve defender o Estado laico, pois somente ele garante que você sempre terá total liberdade de exercer suas crenças ou sua não crença

Os fanáticos de Deus avançam. E você, o que faz? – Religiosos moderados são coniventes com as odiosas atitudes de seus irmãos de crença, pois acham que os não religiosos representam mais perigo que os que cometem “certos exageros” em nome de Deus

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As Preciosas do Kelmer – jun2018

30/06/2018

30jun2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Para mim, o Facebook é ótimo para isso. Aqui no blog, postarei a edição finalizada de cada mês. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#68, mai2018
> Esta edição no Facebook

Capa do mês: Eros Volúsia (1914-2014) foi uma dançarina, coreógrafa, professora e pesquisadora brasileira

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*** EROS VOLÚSIA

Heros Volúsia Machado (Rio de Janeiro, 1 de junho de 1914 – 1 de janeiro de 2004) foi uma dançarina brasileira que se projetou nacional e internacionalmente sob o nome de Eros Volúsia através de coreografias próprias inspiradas na cultura brasileira. Ela alcançou sucesso nos Estados Unidos sendo capa da revista Life, em 1941, e com sua participação no filme Rio Rita (1942), mas preferiu voltar ao Brasil a seguir uma carreira em Hollywood.

Dona de um estilo mais sensual e espontâneo que sua rival Madeleine Rosay, seus movimentos influenciaram Carmem Miranda que, ao contrário dela, insistiu na carreira internacional. A ela se atribui a invenção de um “bailado nacional” no Brasil, num movimento que seguia as proposições modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922 através da incorporação na dança clássica de elementos culturais negros e indígenas.

“Foi a primeira bailarina a dançar samba de sapatilhas e a primeira a dançar descalça no Theatro Municipal”, como registrou um estudo acadêmico. Foi ainda a primeira que realizou o papel que seria mais tarde classificado como “dançarino-pesquisador”, transcendendo o trabalho de estudo técnico para também realizar a união da sensibilidade artística ao que registrava.

Influenciada pela renovação do balé trazido por artistas como Isadora Duncan, Volúsia buscou elementos das danças típicas brasileiras (como o lundu, o maxixe, o maracatu e danças indígenas), sem, contudo, romper com as manifestações do academicismo. Buscou na raiz do processo de miscigenação, fruto de fatores sócio-histórico-culturais, os elementos essenciais para a construção de uma dança cuja singularidade de movimentos refletia não somente a diversidade de culturas, mas, sobretudo, a busca de uma identidade própria para a dança brasileira, influência do nacionalismo brasileiro então em voga.

Em fases posteriores de sua vida, Eros permaneceu contribuindo com a dança. Foi professora do Serviço Nacional de Teatro onde criou o curso de coreografia. Sua contribuição a nacionalidade brasileira veio, nesta oportunidade, reafirmar-se: este foi o primeiro, dentre os cursos de dança nacionais, a aceitar bailarinos negros. (Wikipedia) > Mais

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*** MINISTRO DO STF DEFENDE LEGALIZAÇÃO E REGULAÇÃO DA MACONHA

A política proibicionista fracassou, e gerou ainda mais violência. O custo social da proibição é muito maior que o da legalização. Aos poucos, a população começa a entender isso. E o STF também. > Mais

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*** AS TRAGÉDIAS DA INTERVENÇÃO MILITAR

“Mãe eu sei quem atirou em mim, eu vi quem atirou em mim. Foi o blindado, mãe. Ele não me viu com a roupa de escola?”

Marcos Vinícius da Silva, 14 anos, foi assassinado por forças policiais e do Exército que ocupavam a favela da Maré. Seu crime: ir para a escola.

Seus pais lutarão por justiça. Mas temo que ela não virá. Assim como não virá para Marielle Franco. Assim como não virá para a população pobre que é violentada diariamente em seus direitos por essa tragédia que é a intervenção militar no Rio de Janeiro, criada por um governo golpista e sem qualquer legitimidade. > Mais

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*** SANGUE DA PAIXÃO

Eles se conheceram num site de encontros e saíram uma única vez. Ela se apaixonou e passou lhe enviar constantes mensagens, chegando num dia a enviar 500 mensagens.

No total, foram 65 mil mensagens, uma invasão de domicílio e uma ida ao trabalho dele com uma faca, dizendo que era sua mulher e que queria tomar banho em seu sangue. A apaixonada foi presa, e alegou ter feito o que fez por ele ser sua alma gêmea.

Como será tomar banho no sangue da pessoa amada? > Mais

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*** ELAS E O PÓS-PORNÔ

Diante de uma agência bancária, em Natal, a performer Bruna Kury, de 31 anos, se deita no chão, com um capuz cobrindo a cabeça, e começa a se masturbar com o cabo de uma faca. Diante de seu rosto, uma mulher nua coloca fogo em folhas de papel com o logo da Rede Globo e a imagem de uma princesa Disney. A cena foi gravada e está disponível no site da performer.

Em um misto de protesto, arte e pornografia, a performance de Bruna é uma das formas de “pós-pornografia”, um movimento que em essência se opõe à pornografia convencional. “Trata-se de uma forma de pensar a nossa relação com sexualidade e mídia. É um jeito de fazer pornografia com novos significados, que se expandem para a música, fotografia e performances”, explica Léa Santana, doutoranda do Programa de Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia. > Mais

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*** NO ESCURINHO DA COPA

O que o STF e o Congresso decidiram e você provavelmente não viu por causa da Copa… > Mais

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A Copa sem espírito

14/06/2018

14jun2018

Tá difícil entrar no clima da Copa no país do golpe

A COPA SEM ESPÍRITO

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A Copa do Mundo 2018 vai começar, e aqui, no Brasil do golpe, nadinha do espírito da Copa aparecer.

A seleção está jogando um bom futebol, mas o maremoto de lama da corruptíssima CBF respingam forte sobre a canarinha. E a camiseta verde e amarela, coitada, ficou tristemente associada às manifestações Fora Dilma e aos movimentos de direita, que fingiam protestar contra a corrupção mas só queriam mesmo tirar o PT do poder, ainda que a situação do país piorasse, como de fato piorou.

Para completar, esses craques-ostentação, milionários, cheios de pose e preocupados mais com o corte do cabelo do que com as nossas urgentes questões sociais, não nos representam nem cativam. Ô saudade do Sócrates!

Eu, pela primeira vez, estou desmotivado para torcer pela seleção. Espero que ela consiga me empolgar. Verei os jogos, sim, mas com minha camiseta É Goooooolllpppeee no Brasil!. E seria ótimo se nos estádios russos aparecessem manifestações da torcida brasileira a denunciar esse golpe nefasto que sangrou nossa democracia. Esse gol eu comemoraria. Com certa tristeza, mas comemoraria.

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Ricardo Kelmer 2018 –
blogdokelmer.com

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A CAMISETA OFICIAL DA COPA 2018

A camiseta É GOOOOOOLLLPPPEEE NO BRASIL!!!, que foi criada por mim em abr2017 e comercializada pelo bloco Simpatizo Fácil, de Fortaleza, ganhou projeção nacional e surgiram imitações de vários tipos. A frase É GOOOOOOLLLPPPEEE NO BRASIL!!! virou o grito oficial dos que denunciam o golpe que sangrou a democracia brasileira. Conheça sua história, as imitações e curiosidades:

> A camiseta da Copa e das Eleições 

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As Preciosas do Kelmer – mai2018

31/05/2018

31mai2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição finalizada de cada mês. Espero que você goste.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#68, mai2018
> Esta edição no Facebook

Capa do mês: Dandara dos Santos, travesti assassinada em 15.02.17, em Fortaleza, após ser torturada numa rua, à luz do dia, enquanto pedia por ajuda

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*** A IGREJA DE MARIA MADALENA

Em 1945, a Igreja Católica levou um baita susto. Nesse ano, foram descobertos em Nag Hammadi, no Egito, vários manuscritos de evangelhos gnósticos do século IV que tinham desaparecido porque a Igreja os destruíra ao considerá-los apócrifos. Neles, fica clara, por exemplo, a estreita relação sentimental e espiritual entre Jesus e Madalena. Tão íntima que incomodava os apóstolos homens. Pedro chega a se zangar e pergunta ao mestre por que lhes oculta “segredos que só a ela revela”. E sentencia: “Que Maria saia de entre nós, porque as mulheres não são dignas da vida”. > Mais

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*** AS ENGRENAGENS DO PODER 

Quem realmente está no poder, e como operam? E os políticos e governantes, como participam? Qual é o papel da mídia? Esta análise, feita por Maurício Abdalla (professor de filosofia na Universidade Federal do Espírito Santo) resume bem a engrenagem toda.

1- O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais.

2- Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.

3- O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.

4- Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.

5- Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro.

6- O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.

7- Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Temer, Aécio, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.

8- O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.

9- Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma na previdência, o fim das leis trabalhistas, a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos sociais para o serviço da dívida, as privatizações e o alívio dos tributos para os mais ricos.

10- Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país.

11- Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica.

12- A queda de Temer pode ser uma coisa boa. Mas é um movimento tático em uma estratégia mais ampla de quem comanda o poder. O que realmente importa é o que virá depois.

13- Lembremo-nos: eles são mais espertos. Por isso estão no poder. > Mais

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*** O MÉDIUM TREVOSO DE DIREITA

O ator espírita Carlos Vereza esteve em Fortaleza para apresentar no Cineteatro São Luiz seu espetáculo Iscariotes: A Outra Face (15abr). Na entrevista que deu para o repórter Renato Abê, do jornal O Povo, ele revela seu total apoio a Michel Temer, diz que Marielle Franco é um cadáver fabricado, relativiza o discurso de ódio e violência de Jair Bolsonaro, cospe arrogância o tempo todo e destila preconceito contra pessoas trans. Um trecho:

Carlos Vereza: Eu sou médium e eu estou vendo no teu perispírito que você é petista.
Repórter: Eu não sou petista.
Carlos Vereza: Você é de esquerda, eu estou vendo na sua aura. Cada coisa que eu falo sua aura fica assim piscando.

No fim, diz para o repórter: “Vá se foder!”.

Após a publicação e a repercussão nacional da entrevista, Carlos Vereza usou as redes sociais para divulgar mensagens com o objetivo de denegrir a imagem do repórter: “Estudou na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e não se realizou, né? Teve seus 30 segundos de fama nos sites ‘esquerdinhas’. Deve ser insuportável estudar na CAL e terminar como um foquinha no pasquim O Povo. Deus te perdoe. Em tempo: na próxima entrevista, não esquece de ir de batom”, escreveu Vereza.

O repórter se defendeu: “Não contente em passar vergonha em diferentes veículos de comunicação, Carlos Vereza veio ao meu perfil para, mais uma vez, me atacar. […] Sobre a CAL… sim, estudei lá e, pasme, não fui para o Rio em busca dessa fama rasteira que parece fazer seu olho brilhar, fui cursar pós-graduação em Direção Teatral e sigo colhendo os frutos disso (dei aula, ganhei prêmio, lancei livro, montei espetáculo e sigo como repórter desse ‘pasquim’ de 90 anos). Mas, olha, nem quero falar de mim, isso tudo nunca foi sobre mim ou sobre minha aura. Isso é sobre o quão perigoso é esse discurso que o senhor propaga”.

Putz… Se você é espírita, reze muito pra, após morrer, não cair na mesma colônia astral do Vereza. > Mais

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*** VIBRADORES ASSASSINOS DE XOXOTA

As mulheres descobriram as diliças do uso de vibradores e, para muitas, eles se tornaram companheiros inseparáveis, sempre à mão para aqueles momentos em que um relaxamentozinho cai bem. As amigas falam maravilhas, as lojas anunciam modelos cada vez mais criativos, os médicos aconselham… É, os vibradores são um sucesso.

Porém… Eis que surgem notícias sobre uma tal Síndrome da Vagina Morta, que seria uma diminuição crescente da sensibilidade após o uso recorrente de vibradores. Isso procede?

Não. Pelo jeito, é mais uma dessas tentativas de reprimir a sexualidade da mulher. Vida longa aos brinquedinhos femininos! > Mais

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*** A MACONHA LEGAL DO URUGUAI

No Uruguai, em 2012, quando o processo de legalização da maconha se iniciou, 70% da população se declarava contrária à lei. Atualmente, 44% é a favor e 41% contra. O temor de que acontecessem assaltos e violência, ou mesmo o aumento do consumo, não se realizou. Porém, há pouca maconha legal para a demanda, pois as empresas autorizadas ainda não conseguem fornecer a quantidade necessária, e o resultado são filas diárias imensas em frente às farmácias.

O THC, a principal substância psicoativa da canabis, é controlado. Nos pacotes das farmácias, não supera 9%. Os usuários acostumados a fumar e inalar consideram que, com esses níveis, essa maconha “não dá barato”. A maconha artesanal, produzida pelos plantadores regulamentados, chega a 20% de THC, mas a das farmácias é a mais vendida.

Quanto ao tráfico, ela ainda existe, mas estima-se que está 50% menor. > Mais

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*** RESUMO DA ERA TEMER 

Da coluna do jornalista Leonardo Sakamoto (UOL), 12.05.18:

APÓS DOIS ANOS, MAIOR LEGADO DE TEMER É UMA DEMOCRACIA EM COMA INDUZIDO

Michel Temer pode não ter cumprido as promessas que fez à sociedade brasileira quando assumiu a Presidência da República há dois anos, ainda como interino. Prova disso é sua reprovação na casa dos 70% e sua aprovação em torno de 6% – menor que a popularidade de uma broca de dentista.

Mas não se pode dizer que não executou os objetivos apresentados a ele pelos dois grandes fiadores do impeachment, que o ajudaram a ocupar o lugar de Dilma Rousseff – uma parcela do grande empresariado nacional e do mercado e a velha política.

Na área econômica, sua missão era ”Jogar a fatura da crise econômica para longe do colo dos mais ricos”. E, principalmente, ”Aproveitar a crise para reduzir o Estado”. Não na parte que garante subsídios, desonerações e isenções de impostos sobre dividendos, o que beneficia aos ricos, mas reduzindo aquela que atende às necessidades da xepa mais humilde.

Ou seja, atuar para mudar a pactuação da Constituição Federal de 1988, que previa – em seu artigo 3o – um equilíbrio entre ”garantir o desenvolvimento nacional” e ”construir uma sociedade livre, justa e solidária”, ”erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdade sociais e regionais” e ”promover o bem de todos”. Em tese, um Estado capitalista de bem-estar social. Só em tese.

E na área política, tentar costurar um ”grande acordo nacional” para ”estancar a sangria” e salvar o seu pescoço e os de seus amigos e aliados, evitando o máximo possível o avanço da Lava Jato sobre MDB, PSDB, entre outros sócios do impeachment. Além disso, o combinado com a velha política também previa o apoio à aprovação de leis e medidas que interessavam a grupos organizados, como a bancada ruralista, a bancada da bala e os fundamentalistas religiosos – que numa democracia funcional não conseguiriam impor pautas que passassem por cima de direitos.

Verificamos, ao longo dos último dois anos, que Patos Amarelos não se incomodam com a corrupção desde que a missão fosse cumprida. Até porque, pelo que mostraram as delações das empreiteiras, teve muito pato com lama até o bico. Também percebemos que parte das Panelas Que Batem também não se incomodava com a corrupção – desde que o PT não estivesse no poder. A frase ”primeiro a gente tira a Dilma e, depois, tira o resto”, proferida à exaustão pela turma que veste camisa de confederação de futebol corrupta tornou-se um dos monumentos nacionais à hipocrisia.

Daí, veio o show de horrores: PEC do Teto dos Gastos (impedindo o crescimento do investimento para a melhoria do serviço público por 20 anos, afetando áreas como educação e saúde), Reforma Trabalhista (reduzindo a proteção à saúde e à segurança dos trabalhadores até nos contratos vigentes) e a Lei da Terceirização Ampla (precarizando trabalhadores, impondo a eles perdas salariais e aumentos de jornadas), entre outras medidas que reduzem as garantias sociais previstas na Constituição de 1988.

Só não conseguiu aprovar a Reforma da Previdência porque os Joesley Hits ganharam o topo das listas das gravações mais ouvidas. Isso fez com que toda energia [leia-se, recursos e apoios para comprar votos de deputados] e tempo fossem canalizados para rejeitar, no Congresso Nacional, o prosseguimento das duas denúncias criminais apresentadas, contra ele, pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal.

E, na esteira disso, chancelou o perdão de dívidas bilionárias a grandes empresários e ao setor agropecuário, distribuiu emendas e cargos, abriu uma feira livre com os deputados federais. Chegou até a rifar o conceito de trabalho escravo, dificultando a libertação de trabalhadores da escravidão. Ou seja, nos seus apuros, também ganhou o poder econômico, ganhou a velha política.

O silêncio na rua, quebrado aqui e ali por manifestações, não significa que a insatisfação não esteja no ar. Mas que há uma sensação de desalento generalizado. Quem apoiou a saída de Dilma, seja por conta das denúncias de corrupção em seu governo ou pelo desgosto com a grave situação econômica que ele ajudou a construir, agora sente desalento ao perceber que saiu da frigideira para cair direto no fogo. Talvez haja felicidade genuína entre quem professa o antipetismo pelo antipetismo, mas não sou médico para tratar de patologias.

Quem não apoiou o impeachment e protestou a forma através da qual trocamos de presidente (ter usado os decretos de crédito suplementar ao invés de cassar pelo uso de caixa 2, por exemplo) sente impotência diante da profusão de denúncias de corrupção decorrentes do fisiologismo a céu aberto do atual governo e de sua relação incestuosa com o Congresso. E também impotente com a aprovação de uma agenda de desmonte da proteção social, trabalhista e ambiental, que não foi chancelada pela população através de eleições. Pois a chapa Dilma/Temer não prometeu nas eleições essa zorra toda aí.

Quem não foi às ruas nem para apoiar a queda de Dilma, nem para defendê-la, grupo que representa a maioria da população, e assistiu bestializado pela TV ao impeachment, segue onde sempre esteve: sentindo que o país não lhe pertence. Entende que as coisas vão piorando e, quando bandidos não retiram o pouco que ele tem, o Estado faz isso. Seja tentando roubar os direitos trabalhistas do emprego que ele nem tem, seja violentando-o nas periferias de todo o país.

Como já disse aqui, a manutenção forçada de um governo cuja legitimidade, honestidade e competência são questionados seria suficiente para levar o país às ruas. Contudo, a sensação é de que boa parte da população, aturdida com tudo o que foi descrito acima, está deixando de acreditar na coletividade e buscando construir sua vida tirando o Estado da equação.

Exatamente dois anos após Michel Temer ter assumido a Presidência da República, a maior parte da população brasileira cozinha sua insatisfação em desalento, impotência, desgosto e cinismo. Isso não estoura em manifestações com milhões nas ruas, mas gera uma bomba-relógio que pode explodir em algum momento, ferindo de morte a democracia – que segue em coma induzido. Muita gente deixou de confiar na política como arena para a solução dos problemas cotidianos, o que é equivalente a abandonar o diálogo visando à construção coletiva. Caídas em descrença sob seu governo, as instituições vão levar muito tempo para se reerguerem – e isso, se conseguirem. Tudo abre espaço para figuras bizarras, que se dizem salvadoras da pátria e prometem trazer a paz na base da violência.

É triste, mas talvez o principal legado do governo Temer será um não-país. > Mais

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*** DANDARA E O ÓDIO DO DIFERENTE

No auge de seu martírio, enquanto é torturada por um grupo de homens, Dandara, coberta de sangue, chama por sua mãe…

“Minha maior dor é que ele chamou por mim. Enquanto batiam nele, ele dizia: ‘Eu quero minha mãe. Cadê a minha mãe? E eu não estava lá”, diz dona Francisca Ferreira, que se refere a Dandara no masculino.

Em 15fev 2017, a travesti Dandara dos Santos, de 42 anos, foi assassinada no bairro Bom Jardim, em Fortaleza. Ela foi torturada e morta por um grupo de homens na rua, à luz do dia, enquanto pedia por ajuda. Um dos participantes do linchamento gravou um vídeo de 1 minuto e 20 segundos com seu celular, e publicou na internet. O caso ganhou repercussão internacional e se tornou símbolo de um problema antigo no Brasil: os assassinatos de travestis e transexuais em crimes de ódio.

Neste mês das mães, meu desejo é que as mães eduquem seus filhos com muito amor e lhes ensinem a respeitar os que são diferentes. > Mais

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*** LULA NO LE MONDE

Em carta publicada no jornal francês Le Monde em 17mai, o presidente Lula reafirma: “Tenho honra e não irei, jamais, fazer concessões na minha luta por inocência e pela manutenção dos meus direitos políticos.”

> Leia na íntegra

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*** TODOS CONTRA TEMER

Um dia depois de o Governo comemorar um acordo que poderia solucionar a crise, a greve se mostrou mais complexa e aglutinadora do que se previa. > Mais

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*** PARA PUNIR A SEXUALIDADE FEMININA

Uma seleção de crueldades contra a sexualidade feminina, do Antigo Egito aos dias atuais. O arquétipo do feminino selvagem, porém, segue vivo na psique das mulheres. Que bom. > Mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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