Protegido: As taras de Lara – Como não perder a virgindade (VIP)

18/04/2018

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As taras de Lara – Como não perder a virgindade

18/04/2018

18abr2018

Lara decidiu finalmente perder a virgindade

AS TARAS DE LARA – COMO NÃO PERDER A VIRGINDADE

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A ideia foi da amiga Didica. Por que as duas não perdiam a virgindade juntas, com o Jorge? Sim, com o Jorge, que era da família, de confiança, e afinal Lara já transava com ele havia cinco meses, não seria muita novidade. Só fizeram anal, é verdade, por conta do pavor que Lara tinha de engravidar, mas agora seria pela frente. E adeus time das virgens, ufa!

– Até que não é uma má ideia… – respondeu Lara, considerando que sendo as duas juntas, se sentiriam mais seguras. E nossa menina fez as contas: um mês que não transava, um mês!, tempo demais, já passava da hora.

Então combinaram que convidariam Jorge para ir ao cinema, um inocente cineminha, mas no caminho anunciariam que o que queriam na verdade é que ele fosse o primeiro homem delas, e naquela noite. Ele certamente não recusaria tão nobre missão.

Durante dias, Lara preparou-se para a grande noite. Pesquisou informações em dezenas de sites, para se assegurar de que não engravidaria. Comprou lingerie nova. Até cortou o cabelo. Finalmente saberia o que é ter um pau na buceta. Poderia ser ainda mais prazeroso que no cu?

Conforme o combinado, às oito da noite Jorge parou o carro em frente ao prédio de sua prima Didica e aguardou. Cinco minutos depois, Didica e Lara desceram. Os vestidos curtos, os sapatos de salto e a maquiagem forte lhes davam uma aparência de mais velhas. Pegariam a sessão das nove, um filme de comédia. Dez minutos depois, porém, no meio do caminho, Lara informou, muito séria, que não iriam para cinema coisa nenhuma. Que ele tomasse o rumo do Sabrina´s Motel.

De tão surpreso, Jorge quase bateu o carro. Gaguejou um pouco, dizendo que não sabia chegar lá, mas Lara mostrou o mapa na tela do celular, não tinha erro, só seguir as indicações. No banco de trás, Didica, envergonhada, se esforçava para não rir. Quando chegaram ao Sabrina´s, Jorge ainda não acreditava em sua sorte. Ele parou o carro em frente ao guichê da portaria e baixou o vidro. Olhou a tabela de preços e pediu a suíte mais barata.

– Não! – protestou Lara. – Queremos com hidromassagem. E tudo que tiver direito.

Resignado, Jorge pediu outra suíte, evitando pensar na fatura do cartão de crédito. Mas precisava admitir que o investimento valia a pena, claro que valia. Porém, quando a funcionária pediu os documentos das garotas, ele gelou. Porque só então se lembrou: elas tinham 16 anos.

– Aqui está – disse Lara, entregando para Jorge duas carteiras de identidade. Ele relutou por um instante, mas Lara fez que sim com a cabeça. A funcionária conferiu os documentos, um por um. Jorge sentiu uma gota de suor descendo pelo rosto. Finalmente, a funcionária devolveu as carteiras, com a chave da suíte. Jorge engatou a primeira e saiu.

– Carteiras falsas… – ele murmurou, aliviado –  Vocês podiam ao menos ter me avisado. Quase morri do coração.

– Não, são verdadeiras – respondeu Lara, guardando as carteiras na bolsa. – É pra isso que servem as amigas mais velhas. Né, Didica? – E virou-se para a amiga, que bateu em sua mão espalmada, toda cúmplice.

Ah, nossa esperta menina achou linda a suíte. A decoração suave, os espelhos a embaralhar as imagens, a luz azulada que saía debaixo da cama… Era sua primeira vez num motel, e a primeira vez da amiga também. Estavam ambas encantadas com tudo, embora Didica, ao contrário de Lara, estivesse um tanto nervosa. Ficaram todos descalços, serviram-se de vinho e brindaram. Depois se despiram e foram para a banheira. A água, porém, não esquentou bem e Lara sentiu frio. Tomou mais uma taça de vinho, mas continuou com frio. Então saiu, deixando Jorge e Didica lá. Seria bom para a amiga relaxar, pensou Lara, sorrindo maliciosa para Didica enquanto se enrolava na toalha e voltava para o quarto.

Para animar a festinha, pôs para tocar uma seleção de músicas sensuais que preparara em seu celular especialmente para a noite. Então ligou as luzes piscantes, serviu-se de mais vinho e foi dançar sobre um pequeno tablado, enrolada na toalha. Dançava sozinha, de olhos fechados, viajando na música, caprichando nos movimentos ondulantes. Sentia-se leve. Na verdade, estava aliviada por ter chegado o dia que, desde os treze anos, quando começou a namorar, aguardava com paciência.

Quando se virou, viu a amiga sendo levada nos braços pelo primo. Ele a deitou na cama e os dois se beijaram. Lara achou linda a cena, serviu as taças de todos e pediu mais uma garrafa de vinho. Após isso, sentou-se no sofá, no canto mais escuro, para que Didica não se sentisse intimidada. Assistiria de camarote a amiga perder o cabaço. E depois Jorge faria com ela o mesmo serviço. E adeus time das virgens.

Jorge foi muito cuidadoso, sem pressa nenhuma. Tirou a cueca, depois a calcinha de Didica, lentamente. Beijaram-se com ardor, acariciando-se até onde as mãos alcançavam. Depois, ele beijou o corpo da prima da cabeça aos pés, detendo-se nos peitos, na barriga e, por fim, na buceta, que lambeu por um bom tempo, com suavidade, até que Didica, contorcendo-se feito uma cobra, puxou-o para si. Ele a penetrou com calma, atento a qualquer sinal de dor. Mas não foi tão doloroso, como Didica esperava, apenas uma dorzinha aguda que aos poucos foi se diluindo no meio da excitação que sentia. E foi assim que ela consumou seu desejo, deixando para trás seu passado de virgem, enquanto tocava a seleção sensual de Lara, e ela, no escurinho do sofá, só observava.

– Lara, vem também – Didica a chamou, após um tempo. Mas ela não respondeu. – Lara?

Só quando chegou pertinho foi que Didica percebeu que a amiga… dormia profundamente. Ao lado do sofá, viu a segunda garrafa de vinho vazia e entendeu tudo.

– É, tua amiga exagerou na birita – falou Jorge, enquanto cutucava Lara, que nem se mexia. – E agora?

Didica deitou a amiga no sofá, pondo uma almofada sob sua cabeça, e voltou para a cama, puxando o primo pela mão.

– Agora a gente continua, ora.

(continua na área vip)
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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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AsTarasDeLaraLogo-01aAs Taras de Lara – capítulos publicados

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Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres
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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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Bar do Araújo é a salvação

25/05/2015

25mai2015

Espremido entre duas igrejas evangélicas, o Bar do Araújo é a última resistência dos ateus. E do bom humor

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BAR DO ARAÚJO É A SALVAÇÃO

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É na pequena cidade de Jaguaribana, no Sertão Central do Ceará, que está localizado o Bar do Araújo. Espremidinho entre duas igrejas evangélicas, o bar lota quase todos os dias, graças à sua fiel clientela, feita de ateus, agnósticos, livres pensadores e até de religiosos moderados, que se divertem com o inusitado da situação. De passagem pela região, estiquei até a cidade, disposto a ver de perto aquele trio improvável. Mas não dei sorte no horário. Era meio-dia, e tanto as igrejas quanto o bar estavam fechados. Felizmente, consegui falar com os proprietários e alguns frequentadores do bar.

No início, o bar, que existe há sete anos, tinha pouco movimento, mas após a chegada das duas igrejas (no mesmo ano) ele foi fervorosamente adotado pelos ateus e livres-pensadores da cidade, que fizeram do local uma espécie de centro de resistência ateísta na região. A partir daí, o bar converteu-se ao bom humor e a sátira religiosa virou sua marca registrada, o que irritou bastante as igrejas. Entretanto, por contraditório que pareça, os frequentadores não querem que as igrejas saiam. “Os crentes querem expulsar o bar de qualquer jeito, pois pra eles ateu é seguidor do Diabo, mas nós queremos que eles fiquem. Isso aqui é uma bela mensagem de luta contra o fanatismo religioso, que não aceita nada que pense diferente deles”, diz Marcos, um ateu que já foi evangélico da igreja Deus, Eva e Adão no Paraíso. Sua namorada, Carol, uma ex-católica que hoje se define como espiritualista eclética, conta: “Primeiro, achei muito debochadas as piadas que o pessoal do bar faz com religião, mas depois achei muito pior a falta de humor dos meus irmãos de fé, e aí deixei de crer em religião”.

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Jaguaribana-CE

“Se Cristo morreu entre dois ladrões, este bar tá no lugar certo”, defende Rogério, seguidor do Pastafarianismo, que começou a frequentar o bar no dia em que soube que o pastor da Universal foi flagrado subornando um fiscal da prefeitura. Outra frequentadora assídua é Tomásia, que é agnóstica e filha de evangélicos. Ela conta que os pais e a irmã frequentam a Deus É Amor e que uma vez chegaram no culto e, ao saberem que o dízimo mínimo havia aumentado, foram ao bar lhe pedir dinheiro emprestado. A seguir, faz gozação com uma questão interessante: “Minha irmã diz que eu vou pro Inferno, e ela vai pro Céu porque paga o dízimo da igreja. Mas se ajudei a pagar, também posso ir, né?” Sua amiga Íris, que na adolescência frequentou a Congregação Cristã dos Fiéis Vencedores Salvos da Macumba, mas que hoje se diz neopagã, brinca com ela: “Deusa te livre! Se você chegar no Céu dos crentes, vão te barrar só pelo bafo de pinga.”

E o Araújo? Ele é uma entidade que nunca aparece. Na verdade, o bar já se chamava assim quando três irmãs o compraram e mantiveram o nome. Elas são três Marias: Auxiliadora, Madalena e Aparecida, filhas de pais muito católicos, já falecidos. Auxiliadora, a mais velha e ateia, explica que o bar recebe igualmente a todos, sem distinção de crença ou não crença, e que é amiga de vários fieis das igrejas vizinhas, mas faz uma ressalva: “Menos de uns fanáticos aí, que oram todo dia pra Deus mandar um raio bem em cima do bar. Quando eu pergunto se o raio não vai atingir também as igrejas, eles dizem que vai atingir a outra, não a deles.” Madalena é a filha do meio, batizada em homenagem à apedrejada personagem bíblica, mas é umbandista, e é mais conhecida pelo apelido, Madá das Pedras, por ser ela quem prepara a tradicional Sopa de Pedra, servida às terças. E Cida, a caçula, que já frequentou todas as igrejas evangélicas da cidade e não esquentou o banco em nenhuma, diz que adora trabalhar no bar porque os ateus e ateias aceitam sem problemas sua bissexualidade e sua alma livre. Indagada sobre suas crenças, ela responde: “Eu sei que Deus existe, mas Ele detesta religião e fica puto com essas louvações todas. Deus já passou dessa fase.”

As três Marias

As três Marias

O bar é simples e sem sofisticações, mas suas donas primam pelo tratamento criativo e bem-humorado dado aos frequentadores. A casa abre e fecha sempre ao som de trombetas e, obviamente, funciona também em dia santo. Toda noite, antes de fechar, rola uma rodada de Expulsadeira do Éden, cachaça artesanal da região. Após um ano, o cliente ganha a carteirinha de Testemunha de Araújo, que dá direito a pendurar a conta, ou melhor, crucificar a conta, pois ela é literalmente pregada num madeiro em X que fica atrás do balcão. Assim como seus vizinhos, no Bar do Araújo também existe o dízimo, com a diferença que quem cobra é o próprio cliente: toda dose dá direito a uma choradinha dizimal. Quanto aos banheiros, eles não são divididos por gênero masculino ou feminino, mas pela fé de cada um. Na porta de um, “Fé demais”, e na do outro, “Fé de menos”. O segundo é mais usado.

Antes, o bar sofria bastante com os cultos das igrejas, pois a zoadeira espantava os clientes, principalmente em dia de exorcismo. Como o poder público era indiferente à poluição sonora divina, o bar resolveu a questão fazendo shows com a banda de rock Lucy Feryna exatamente na hora dos cultos. A gritaria dos vizinhos combinou tão bem com o som pesado da banda que caravanas de roqueiros chegavam na cidade só para ver os shows. Incomodados, e cientes de que contribuíam para o sucesso da banda, os pastores instalaram isolamento acústico nas igrejas, o que fez os shows perderem a graça. Mas o episódio fez surgir um novo gênero musical, o demogospel metal, e inspirou o surgimento de várias bandas, como a Danação Eterna e a Hordas do Louvor, que se especializaram em fazer shows ao lado de igrejas evangélicas, aproveitando o coro dos cultos.

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Testemunha de Araújo faz manifestação em defesa do bar

Dos três estabelecimentos, apenas o bar paga impostos, pois igrejas são isentas por lei. Alegando desrespeito religioso, ambas as igrejas já tentaram fechar o bar várias vezes, sem êxito. Já tentaram também alugar o espaço, mas estão condenadas à convivência já que o dono do imóvel, que preferiu não ter o nome divulgado, pretende manter os aluguéis do jeito que está. Apesar de serem ambas evangélicas, as igrejas possuem diferenças entre si e são comuns desavenças entre seus fieis. Numa delas, um ano atrás, evangélicos dos dois lados discutiram e atiraram, uns contra os outros, dezenas de garrafas de água milagrosa do rio Jordão. “Foi um pandemônio, era vidro pra todo lado. E os nossos clientes, coitados, no meio do fogo, tiveram que se proteger embaixo das mesas”, conta Auxiliadora, relembrando o caso. Felizmente, ninguém se feriu seriamente, e depois desse dia os pastores passaram a vender a água milagrosa em garrafa de plástico. Desde então não houve mais grandes confusões. “Até agora, este é o único milagre comprovado da água milagrosa”, conclui Madá, a das pedras.

A seguir, uma amostra do cardápio, da programação e das promoções do Bar do Araújo.

CARDÁPIO:

Xis-Gospel (com e sem queijo) – Linguiça do Pastor – Pastel Convertido – Dogão de Salomão (duas salsichas) – Encosto de Moela – Amarradinho de Frango – Exuspetinho (com farofa e vinagrete) – Torresminho de Ateu – Chucrute na Santa – Pecadinho de Fígado – Línguas de Fogo ao Molho Madeira – Encruzilhada de Bode – Fornicadinho de Azeitona e Queijo – Benzidão de Porco na Chapa – Sarapatel da Arrependida – Condenada na Grelha (galinha assada) – Pimenta Braba do Anticristo – Heresia de Peixe com Fritas – Pomba com Ovos Dentro – Rabada da Crente – Arrebatada com Macaxeira – Vodu de Camarão no Palito – Ungido de Vatapá – Buchada Poderosa do Juízo Final – Blasfemo Cozido (tem espinha, cuidado) – Galeto Crucificado com Farofa – Patê de Ateu – Ressuscita Jesus (caldo de mocotó com tripa de surucucu) – Capetinha de Frutas – Vinho de Jurubeba Filhas de Ló – Ponche de Pilatos – Pinga Milagrosa do Rio Jordão – Mexidão do Moisés (com ketchup do Mar Vermelho) – Admoestada com Pepino e Cenoura – Possuída ao Molho Cabidela

PROGRAMAÇÃO:

Segunda do Arrependimento: quanto mais pecado, mais desconto
Terça da Salvação: sopão grátis para expulsos da igreja
Quartafobia: teatro com o grupo Os Ex-ex-gays
Quinta do Descarrego: a quinta cerveja é por conta do Cão
Sexta: show com as bandas Dizimados no Apocalipse e Jericos de Jericó
Sábado: Jesus não paga (mas tem que apresentar documento com foto)
Domingo: show de humor com a dupla Paifilho e Espírito Santo

BarDoAraujoEASalvacao-03PROMOÇÃO: ESTE COPO NÃO TE PERTENCE
Quem bebe no gargalo tem desconto (economia de água na lavagem dos copos)

AVISO SOB O RELÓGIO NA PAREDE:
Que oração? Hora que passa.

AVISO NO CARDÁPIO:
Aqui todos falamos em línguas (enroladas)

INVOCAÇÃO ETÍLICO-DEMONÍACA
(para ler refletido no espelho, à meia-noite)
SÁRBARREF, MIUR ASIOC, OSOHNIT
ZAPAR ORP AGNIP E AÇOM ARP AGNIP

BEBEU DEMAIS E NÃO PODE DIRIGIR?
Disque Arrebatação. Somente mototáxis credenciados.

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RESSUSCITA ARAÚJO
Em frente ao bar e desesperado, Testemunha de Araújo pede milagre

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Ricardo Kelmer 2015 – blogdokelmer.com

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ESTA POSTAGEM INTEGRA A SÉRIE REAL PARALELO
Onde ficção e realidade se encontram no infinito
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FALARAM DO BAR DO ARAÚJO PELAÍ

Blog da Socaba (Sagrada Ordem dos Cavaleiros do Bar) – SOCABA Adota a Campanha: Resiste Bar do Araújo
Blog do Tiago Cabral – A verdadeira história do “Bar do Araujo”
Site Paulopes – Foto do Bar do Araújo se torna viral a favor da resistência laica


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Religião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses

Entrevista com o ateu – Um pregador evangélico entrevista um escritor ateu. O que pode sair desse mato?

O armário dos ateus – Os dados da ONU e a pesquisa de Phil Zuckerman desmentem uma velha crença dos religiosos e teístas, a de que uma sociedade sem Deus fatalmente descambará para a criminalidade e infelicidade geral

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01- kkkk. e depois, o exorcismo é no banheiro!!! Fernando Vasqs, São Paulo-SP – mai2015

02- cada um com sua lombra. Eduardo Freire, Fortaleza-CE – mai2015

03- KKKKKKKKKK. Moacir Bedê, Fortaleza-CE – mai2015

04- Show de bola ! Carlos Almir, Fortaleza-CE – mai2015

05- Cerveja, deve se quente. HumbertoGirao Filho Girao, Fortaleza-CE – mai2015

06- esse exuspetinho me deu água na boca rsrsrsrsrsrsrsrsrs. Amaury Candido Bezerra, Fortaleza-CE – mai2015

07- Lembra me o livro “As Pelejas de Ojuara” do escritor Ney Leandro de Castro, avô da minha querida amiga Giselle Leandro Fleury! Ojuara (Araujo ao contrário)! O homem que desafiou o Diabo! Cauê Procópio, São Paulo-SP – mai2015

08- Boa Cp! Literalmente!!!!! Giselle Leandro Fleury, Rio de Janeiro-RJ – mai2015

09- Fabiano Souza, olha o cardápio do Herói Araujo rsrsrsrsrsrsrs. Fexx Efexx, São Paulo-SP – mai2015

10- Olha o cardápio e a programação, Ivo Pinto. Oriana Menescal, Fortaleza-CE – mai2015

11- O melhor é seguir o caminho do meio! Alexandre Domene Ortiz, Fortaleza-CE – mai2015

12- Kelmer o texto completo do blog tá sensacional, parabéns… eu já tinha visto a foto, mas com essa crônica acompanhando ficou incrível kkkkk. Christiane Ramos, Fortaleza-CE – mai2015

13- Seo Kelmer, isso é genial. Marcelo Gavini, São Paulo-SP – mai2015

14- ótimo. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – mai2015

15- tem que dar muita força pro Araujo. pq igreja da muito mais dinheiro do que um bar. Moacir Bedê, Fortaleza-CE – mai2015

16- Ricardo Kelmer, meu poeta, achei q era so foto, nao tinha lido o texto. q phueda, crônica-reportagem de primeira. genial, amigo. bjo. Xico Sá, São Paulo-SP – mai2015

17- Procurando socios para montar uma igreja Ja tem o nome “Santa Sacolinha”.. kkkk. Marie Anne Bauer, Fortaleza-CE – mai2015

18- E esse cardápio do inferno tá de comer rezando. Paula Brito, Fortaleza-CE – fev2019

19- Sai um sarrabufado dizimal e uma cerva divinal? Parabéns Kelmer! Excelente o livro inteiro! Obrigado! Guga Cazagrande, Fortaleza-CE – fev2019

20- Bem sortido! Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – fev2019

21- Ponche pilatos. Rhany Costa, Manaus-AM – fev2019

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As ciclistas orgásticas da Colômbia

15/09/2014

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Ciclistas adotam uniforme polêmico e usam a energia de seus orgasmos para vencer corridas

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AS CICLISTAS ORGÁSTICAS DA COLÔMBIA

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A equipe feminina de ciclismo colombiana RDI tem provocado polêmica por utilizar uma energia extra nas competições: o orgasmo. Orientadas pelo treinador Miro García, fisioterapeuta com especialização em Sexologia Desportiva, as seis atletas ganharam um uniforme desenhado especialmente para elas que deixa a genitália descoberta e permite o contato direto da vulva com o assento da bicicleta. O objetivo é excitar sexualmente a atleta durante a prova e utilizar a energia dos orgasmos obtidos para pedalar com mais rapidez.

Segundo o treinador, a média de cada atleta da RDI é de oito orgasmos por prova, sendo que a recordista é Cristina Rossy, que numa das etapas do Tour de l’Ardéche, na França, obteve vinte e sete orgasmos, e venceu a prova com folga. Desde que a nova técnica foi implantada, a velocidade média da equipe aumentou em 22%, o que a fez vencer todas as seis competições oficiais em que participou.

Apesar de reclamações de algumas equipes adversárias, que acusam a RDI de doping e falta de ética, a União Ciclística Internacional, que administra as competições, não vê motivo legal para impedir o uso do uniforme. Por outro lado, algumas equipes já demonstram interesse em experimentar a mesma técnica da equipe colombiana. As atletas da RDI afirmam que, se antes elas corriam atrás das adversárias, agora a equipe está sendo perseguida, tanto na pista como pelos moralistas de plantão. Segundo elas, ter orgasmos durante as práticas ciclísticas é comum entre muitas mulheres, e o que elas estão fazendo é tão somente direcionar a energia natural do corpo para pedalar mais rápido. Para não perder a conta dos orgasmos, as atletas os registram num pequeno aparelho instalado no guidom da bicicleta, que envia os dados em tempo real para o celular do treinador.

A polêmica já saiu do meio esportivo. Alguns grupos feministas demonstraram apoio à equipe, defendendo a livre sexualidade da mulher, enquanto outros condenaram o uniforme, alegando que se trata de exploração comercial do corpo feminino. A Liga das Senhoras Católicas do Cáucaso entrou com recurso para impedir que a equipe usasse o uniforme na Volta da Chechênia, o que não foi aceito pela Justiça. A prova foi vencida pela RDI, que dedicou a vitória a todas as chechenas.

Segundo García, o objetivo a longo prazo é capacitar as atletas a terem uma média de vinte orgasmos por prova, o que, segundo ele, daria condições à equipe de competir nas provas masculinas com chance de vitória. Indagado sobre se a técnica poderia transformar o ciclismo esportivo numa disputa de orgasmos, García diz que não está preocupado com isso, e que a tendência é que o orgasmo feminino seja reconhecido como um recurso legítimo das mulheres para a melhoria da saúde, da prática esportiva e também no trabalho. Ele apoia-se nas pesquisas do Centro de Saúde Sexual da Universidade de Indiana, nos EUA, que mostra que grande parte das mulheres já tiveram orgasmo induzido pelo exercício físico, e cita o caso da empresa alemã Hosth, que incentiva as funcionárias a se masturbarem no trabalho, e com a energia gerada pelos orgasmos passou a economizar 8% de energia elétrica, além de melhorar o ambiente profissional.

Cristina Rossy, a recordista de orgasmos da equipe, é uma entusiasta das ideias do treinador. Ela afirma, otimista: “O orgasmo feminino pode ser a solução do problema dos recursos energéticos do planeta, mas para isso as mulheres têm que se sentir livres para terem mais e melhores orgasmos, em qualquer lugar, a qualquer hora, sozinhas, em grupo ou com quem elas quiserem”. Sobre seu notável desempenho, Cristina, que desenhou o uniforme, explica que quando terminam as provas, ela e suas colegas estão eufóricas e bem-dispostas, e têm vontade de falar muito e discutir tudo relacionado à prova com o treinador. “Essa é a parte chata”, diz o treinador, divertindo-se, “pois tenho que escutar seis mulheres eletrizadas falando ao mesmo tempo durante horas”.

(fonte: Corriere di Napoli)
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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BarDoAraujoEASalvacao-04aBar do Araújo é a salvação – Espremido entre duas igrejas, o Bar do Araújo é a última resistência dos ateus. E do bom humor

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SOBRE ORGASMO FEMININO

17 curiosidades sobre o orgasmo feminino – Revista Superinteressante

Orgasmo na Wikipedia

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SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

OIncubo-05O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

Lola Benvenutti e a coragem de viver – A única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos

Me estupra, meu amor – Fantasiar ser estuprada é uma coisa – querer ser estuprada é outra coisa totalmente diferente

As fogueiras de Beltane – A sexualidade sem culpa de uma sacerdotisa pagã

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e, entre uma e outra orgia, luta pela liberação feminina

A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

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DICAS DE LIVROS

figlivrovocesterraqueas01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino – Livro de contos e crônicas sobre a mulher

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor, submissão e salvação por meio do sexo anal

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990) – Um livro belo e libertador, que celebra o sagrado na sexualidade

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COMENTÁRIOS
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01- Sensacional! Kkkk isso é sério? Rayan Lins, João Pessoa-PB – set2014

02- em tempos de polêmicas e ciclovias……ah se essaodair pega em Sampa city kkk. Paula Martins, São Paulo-SP – set2014

03- E eu pensando que já tinha visto de tudo! Dri Flores, São Paulo-SP – set2014

04- Que vergonha bota logo nua descarado este treinador nao vale nada. Maria Nilce Meireles, Jericoacoara-CE – set2014

05- Se esta moda pega,kkk. Debora Morais, Fortaleza-CE – set2014

06- “É possível ter orgasmos dançando?” nunca ouvi dizer, mas acredito que não. A dança exige uma energia diferente da sexual. embora seja vista como sensual, eh pra quem esta olhando e nao pra quem esta dançando. Sobre a postagem, acho que falam muito de sexo, usam sexo pra se promover, pra aparecer, pra ter fama….mas fazer sexo mesmo que eh bom, ta dificil neh….a maioria nao faz nada, so fala sobre. Como ja andaram dizendo por aí…qualquer gato vira-latas tem a vida sexual mais sadia que a nossa. Orgasmo deveria ser natural como dormir e não assunto de FB. Sandra Xavier Amarantha, Poá-SP – set2014

07- Fantástico! Daniel Perroni Ratto, São Paulo-SP – set2014

08- Olhem aí, mulheril, em tempos de falta de homens! José Milton Fontenelle, Fortaleza-CE – set2014

09- Ricardo Kelmer, pare de inventar estorias, menino… rsrs
O uniforme foi so um desastre de estilo, elas nao estao nuas. Eh no Brasil que inventam essas coisas ou essa foi sua criatividade mesmo? kkkkkkkkk (Veja a segunda foto: http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2014/09/13/uniforme-colombiano-deixa-ciclistas-seminuas-e-causa-polemica)

10- Que criatividade Ricardo Kelmer vc tem! Seu menino, mais menino, só sendo um menino mesmo menino… Rute de Paula Tavares, João Pessoa-PB – set2014

11- achei o uniforme um desastre visual…se eu fosse homem broxava….kkkkkkkkkkk. Eu Ni CE, São Paulo-SP – set2014

12- e as pernas bambas? kkkkk. Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – set2014

13- Uiuiui!! Aiaiai!! Kkkk, gente!! Tem que formar um grupo pra fazer chover em Sampa!! Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – set2014

14- O texto eh criatividade sua Ricardo Kelmer??? Michele SJ, Fortaleza-CE – set2014

15- hahahahaha … Muito bom o texto …. “A Liga das Senhoras Católicas do Cáucaso entrou com recurso para impedir que a equipe usasse o uniforme na Volta da Chechênia, o que não foi aceito pela Justiça. A prova foi vencida pela RDI, que dedicou a vitória a todas as chechenas”. Francisco Coelho, Rio de Janeiro-RJ – set2014

16- dilícia heim. Paulo Nunes, São Paulo-SP – set2014

AsCiclistasOrgasticasDaColombia-01a

 


As taras de Lara – Quarta é dia de dar na escada

07/01/2014

07jan2014

Quem te falou pra meter aí? ‒ ela perguntou de imediato, já irritada. E, ela mesma tomando as rédeas do pau do outro, direcionou-o no rumo certo. ‒ Nunca comeu uma bunda, não?

AsTarasDeLara-12

QUARTA É DIA DE DAR NA ESCADA
As taras de Lara
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No aniversário de dezesseis anos, Lara ganhou dos pais um celular novo. De dona Eudora, particularmente, ganhou um novo ursinho de pelúcia e, numa conversinha particular de mãe para filha, ganhou também a revogação da proibição de namorar. Lara teve vontade de dizer: Namorar oficialmente, né? Mas ela não era de cometer esse tipo de indelicadeza, de forma que sorriu agradecida e abraçou a mãe, que a beijou com muito carinho, porém… com uma forte suspeita de que aqueles doze meses de proibição de namorar não serviram de nada: ela conhecia bem a filha e sabia que por trás daquela carinha de bebê que teimava em não ir embora, ardia o tal fogo que castigo nenhum consegue apagar.

Para a menina Lara, que já não era mais tão menina assim, a permissão dos pais não mudaria muita coisa na prática. Fazia apenas um mês que ela havia terminado o namoro secreto com Fabinho e, em três anos, era a primeira vez que estava solteira. Se, por um lado, não tinha nenhum homem para chamar de seu, por outro lado estava livre para ter novas experiências. E era exatamente isso que ela queria: experimentar.

Um mês que não transava. Isso era demais para quem desde os catorze anos nunca havia ficado uma semaninha sequer sem sexo. Sexo anal, claro, que ela ainda não havia se livrado do pavor de engravidar. E agora, um mês na seca total. Além do calor insistente no meio das coxas, Lara descobriu que o tesão acumulado a deixava com um mau humor dos infernos.

Naquela mesma noite do aniversário de dezesseis anos, deitada na cama, sem sono, e lembrando das transas com Fabinho, ela não resistiu ao charme do Nicolau. Foi esse o nome que ela deu ao novo ursinho. De repente, lá estava o Nicolau entre suas pernas, peludinho, quentinho… Sim, nunca havia sentido prazer com masturbação, mas é que o Nicolau tinha um focinho interessante, anatomicamente perfeito para os dengos solitários. Foi uma noite memorável. Com Nicolau, Lara finalmente descobria para que servia o tal do clitóris. Em seu blog secreto, ela deixou registrado: Ganhei uns presentes legais mas o melhor foi aprender a ter prazer sozinha O que a secura não faz, heim!

Até que Nicolau ajudou nossa menina naquela noite e nas seguintes, mas não era a mesma coisa que sexo, né? Por isso, dias depois Lara já estava novamente mal-humorada. No colégio havia uns caras interessantes, e ela estava quase se decidindo por um loirinho metido a poeta, o Juca, que já havia inclusive feito um poema para ela… mas ela queria experimentar algo diferente. Queria homens mais velhos. É, meu camarada Juca, você chegou na hora errada.

Quando a seca atingiu o calamitoso nível dos dois meses, e Lara já estava até chupando maçaneta, finalmente aconteceu, ufa. Foi numa quarta-feira. Toda quarta ela ia diretamente do colégio para o apartamento da colega Didica, para estudarem juntas. Nesse dia o Jorge, primo da amiga, apareceu por lá para consertar uma tevê. Foi ele entrar na sala para Lara sentir novamente o velho e conhecido fogo a lhe subir pelas coxas, e aí, cadê que ela conseguia se concentrar na tabela periódica? Jorge tinha vinte e sete anos, trabalhava numa oficina de eletrônicos e não era muito bonito, mas tinha um jeitão de homem rude que seu ex Fabinho estava longe de ter, e Lara simplesmente adorou aquilo. Até então o único homem com quem transara foi Fabinho, que tinha quase a sua idade.

Pois a danadinha não perdeu a chance: levantou da mesa, foi ao banheiro e, na volta, passando pela amiga, disse-lhe que iria descer à rua para comprar chocolate. E, na saída, pôs discretamente na mão do Jorge um papelzinho dobrado. Dez minutos depois os dois se encontraram na penumbra da escada, entre o nono e o décimo andar. Ele puxou-a para um beijo, que Lara aceitou, mas só por uns segundos ‒ ela rapidamente se agachou, abriu a calça do moço, pôs seu pau para fora e começou a acariciá-lo. Pego de surpresa, Jorge olhou ao redor, preocupado, enquanto Lara passava a punhetá-lo, determinada a fazer aquele pau endurecer de qualquer maneira, e logo. Aliás, era um pau bem diferente do de Fabinho, ela percebeu, um pouco menor e meio tortinho para o lado… Bem, depois de dois meses de secura, é a tal coisa: um pau é sempre um pau e vamos nessa.

Percebendo que a menina estava realmente decidida, e não era todo dia que esse tipo de coisa acontecia na vida do cidadão trabalhador, muito menos com colegiais lindas e angelicais na penumbra das escadas, Jorge apoiou as costas na parede e tratou de aproveitar. E quando sentiu a boca da menina a envolver gulosamente seu pau, como se chupasse o derradeiro picolé do mundo, a boquinha maciazinha a ir e vir num movimento contínuo e ritmado, ele achou que estava sonhando, sim, era isso, estava sonhando… E Lara, percebendo que por fim alcançava seu intento, afastou-se, pôs na mão dele uma camisinha, debruçou-se sobre o corrimão da escada, suspendeu a saia e tirou a calcinha, exibindo a bunda nua. Pegou o sachê de gel íntimo, que sempre levava na bolsa para emergências, rasgou a ponta e passou no cu. Depois, com as duas mãos, afastou bem as nádegas e ralhou com o cara: Não acredito que tu vai ficar aí parado…

Jorge, coitado, se já não acreditava no que acontecia, passou a duvidar mesmo. Não, não era possível, a amiga da sua prima, Mara, Nara, algo assim, que havia acabado de conhecer, rostinho lindo de bebê, estava lhe mostrando a bunda, pedindo para ser fodida ali mesmo, na escada do prédio, às quatro e quinze da tarde, e com o uniforme do colégio. É, Jorge, milagres acontecem.

‒ Mete logo, porra! ‒ quase berrou Lara, impaciente, fazendo o rapaz voltar a si. Ele, então, pôs rapidamente a camisinha, posicionou o pau e começou a meter. ‒ Quem te falou pra meter aí? ‒ ela perguntou de imediato, já irritada. E, ela mesma tomando as rédeas do pau do moço, direcionou-o no rumo certo. ‒ Nunca comeu uma bunda, não?

AsTarasDeLara-14Jorge, cada vez mais surpreso, tratou de obedecer. Caramba, aquela menina, de anjinho só tinha a cara… Sim, já comera vários cus na vida, mas daquele jeito, como se fosse um escravo mandado da senhorinha do engenho agoniada da boca suja, era a primeiríssima vez. E Lara, cada vez mais excitada com a situação, por estar dando o cu na escada do prédio da amiga, para um cara mais velho e desconhecido, e porque a qualquer momento alguém podia aparecer, não demorou para começar a sentir aquela onda de vertigem gostosa a tomar conta de seu corpo, aquela conhecida sensação de se abandonar e se deixar levar pela onda, aquela coisa louca, aquela… Gozou forte, gozou loucamente, gozou com alívio, descarregando a tensão acumulada, e com uma saudade absurda de gozar com um pau todo enfiado no rabo. Ô coisa boa, ô coisa boaaaa!!!, ela gritava para o mundo inteiro ouvir, a última sílaba contorcendo-se pelo infinito, ou não, na verdade gritava só em pensamento mesmo e o eco reverberava pelas paredes de seu próprio corpo, ou não, não, era para fora que gritava mesmo, sem medo que o mundo inteiro pudesse ouvir, aliás, era isso que queria mesmo, que o mundo todo ouvisse o som de sua felicidade: ô coisa boaaaaaaaaaaaaaa!!!!!

Pouco depois ela subia a escada, ainda tontinha de prazer, deixando para trás um Jorge de pau duro e com cara de quem não entendeu porra nenhuma, e tocou a campainha do apartamento da amiga. Momentos depois, ante as insistentes e irrelevantes perguntas da outra, que cara é essa, aquele grito foi seu, o que aconteceu, ela só conseguiu responder: Amiga, hoje não estudo mais nada. E caiu no sofá, desfalecida. Não vai me dizer que você e o Jorge, vocês dois, Didica perguntou e correu para ajoelhar-se ao lado do sofá, sacudindo a amiga, curiosíssima para saber o que podia ter acontecido naqueles dez minutos, anda, Lara, responde. De olhos fechados, Lara apenas sorriu, feliz, e sussurrou, dessa vez para si mesma: ô coisa boa… E enquanto a outra implorava, me conta, por favor, me conta, Lara sentiu-se de volta à vida, à verdadeira vida, e procurava entender como pudera ficar dois meses sem aquilo, como, como?

Foi nessa quarta-feira, exatamente nesse momento, no apartamento da amiga Didica, que aconteceu o célebre juramento: a menina Lara jurou para si mesma que jamais se deixaria privar novamente por tanto tempo do melhor de tudo que a vida tinha para lhe dar. Nunca mais mesmo, não importava o que tivesse de fazer. Nunca, nunca mais.

(continua)
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Ricardo Kelmer 2012 – blogdokelmer.com

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AsTarasDeLaraLogo-01aAs Taras de Lara – capítulos publicados

E você, generosa leitorinha, conhece alguém como Lara? Não gostaria de contribuir com a série? Envie suas sugestões: rkelmer@gmail.com

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LEIA NESTE BLOG

Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres
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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um casal apaixonado vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir
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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Mas… a história não termina! Ô, Ricardo, isso não se faz!!! Luc Lic, São Paulo-SP – jan2014

02- Coisa boa esse conto..srrs..adorei!!! Thais Guida, Rio das Ostras-RJ – jan2014

03- Adoro a Lara! Samara Do Vale, Fortaleza-CE – jan2014

04- Esse conto… que conto quente!! Fez o meu próprio fogo no rabo subir!! Logo eu, logo eu que gosto tanto de sexo anal! Aquele fogo entre as pernas que vai indo pra trás… que deixa o cu latejando pedindo por algo dentro dele. Tomara que Lara dê logo a frente… mas aviso… ela nunca vai querer deixar de dar por trás… Larah, Fortaleza-CE – jan2014


Protegido: As taras de Lara – Quarta é dia de dar na escada (VIP)

07/01/2014

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A putinha do quartinho do fundo

06/02/2013

06fev2013

Dei um gole na vodca e tentei me convencer que eu não estava enciumado pelo fato da minha namorada naquele momento estar tirando a roupa pra um gordão punheteiro lá do interior do Paraná

APutinhaDoQuartinhoDoFundo-3.

A PUTINHA DO QUARTINHO DO FUNDO
As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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Striputinha. Foi o nome que Jessi escolheu pra sua personagem no serviço de strip-tease pela internet que ela criara. Striputinha, sua amante virtual, performance de vinte minutos, o cliente escolhe se ela será uma enfermeira, garçonete, policial e por aí vai. Ele deposita a grana e na hora marcada Jessi liga sua web cam no quartinho do fundo do apartamento, vestida conforme o gosto do freguês. Ninfa Jessi não presta.

Putz. Em menos de um mês de trabalho com strip cam minha pequena faturara o que eu ganhava em seis meses como jornalista. Sim, ganhava, pois não ganho mais: tô desempregado desde que o último jornal pro qual eu escrevia sucumbiu às pressões do MNBC, o famigerado Movimento Nacional pelos Bons Costumes, que nos persegue desde que eu e Jessi iniciamos nossa campanha pela ampliação do diâmetro do mundo.

– Agora sou eu quem vou te sustentar, meu amor – ela anunciou, toda animada, me mostrando o belo saldo da conta. – Diametral vai poder escrever o que quiser, na tranquilidade. E nunca mais vai pensar no aluguel na hora errada, viu?

Ela se referia a uma triste broxada que ocorrera comigo dias antes. Sim, broxar é sempre triste, mas daquela vez foi tristérrimo. Vou contar, mas vê se não sai espalhando por aí. Era aniversário da Dinda, uma ninfeta muito sapeca que Jessi conhecera na sex shop. Mês passado a danada fez 18 aninhos e a gente a chamou pra comemorar num motel, a três. Pois no meio do bem-bom, taças de vinho, no som um blues sensual, clima maravilhoso… eu de repente broxei. E não teve jeito que desse jeito. A sorte é que Jessi continuou o serviço por mim, com o pau artificial, e nossa vizinha voltou pra casa com seu diâmetro devidamente ampliado, bem satisfeitinha da vida. Não sou do tipo encucadão com esse tipo de coisa, e não foi a primeira broxada da minha vida, mas que foi chato, foi. E a culpa eu botei no aluguel atrasado, na ameaça de despejo, na cara feia da síndica, essas aporrinhações que afetam o desempenho até de um galo. Mas voltemos ao assunto principal.

Pra encarnar Striputinha e assegurar o anonimato, Jessi usa perucas, lentes de contato, máscaras e maquiagem. Sempre me impressiono quando a vejo produzidona, parece outra pessoa. Algumas roupas e acessórios ela possuía do tempo que trabalhou como garçonete no Bukowski, onde fazia números eróticos, e o restante ela comprou baratinho na liquidação de uma sex shop.

A estreia foi com um cara de Cambé, que vira as fotos e o vídeo no blog da Striputinha e escolheu a personagem Colegial. Pois bem. Meia hora antes do encontro Jessi já andava pelo apartamento toda paramentada: sainha plissada, meias até o joelho, blusinha com gravatinha, caderno junto ao peito. E ainda tinha a indefectível caneta na boca semiaberta. Perfeito. Tão perfeito que senti uma coisa estranha, uma mistura de tesão, fascínio e… ciúme.

– Caramba, Jessi, você nunca se vestiu assim pra mim.

– Você nunca pediu… – ela respondeu enquanto se abaixava e fingia ajeitar a meia abaixo do joelho só pra que eu percebesse a calcinha da Hello Kitty enfiada na bunda. Ninfa Jessi não presta.

Na hora marcada com o cliente, quando ela entrou no quartinho, eu já estava lá, estrategicamente posicionado num canto ao lado da mesa do notebook. Estava ansioso, na verdade nervoso mesmo, pra ver a estreia da minha pequena no ramo do strip cam. Até parecia que eu nunca a havia visto dançar nua no Bukowski.

– Te manda, Gatão.

– Ahn?

– Dá licença eu ficar sozinha com meu cliente?

Ainda tentei argumentar, que eu ficaria quietinho, que o cara não me veria… Não teve jeito. Saí do quartinho e Jessi, ou melhor, Striputinha trancou a porta. E aí, fazer o quê numa situação dessa? Enchi um copo de vodca, claro, e fui beber na sala, enquanto do quartinho vinha a voz sussurrante de April Stevens cantando Teach me Tiger, que foi a música escolhida por Jessi pra estreia da Colegial. Dei um gole na vodca e tentei me convencer de que eu não estava enciumado pelo fato da minha namorada naquele momento estar tirando a roupa pra um gordão punheteiro lá do interior do Paraná. Ciúme por quê? Era só um trabalho.

Vinte minutos e oito Teach me Tiger depois escutei sua voz.

– Gatão…

Virei-me e o que vi? Vi a mulher mais linda do mundo. Já meio desmontada da roupa de colegial, uma meia faltando, um peito fora do sutiã… Parada na entrada da sala, encostada na parede, ela me olhava e se acariciava com a mão entre as coxas. Ainda era Striputinha? Ou já era Jessi novamente? Acho que era as duas ao mesmo tempo. E eu conhecia muito bem aquela expressão…

– Me come. Agora.

Não foi um pedido. Foi uma intimação. Do tipo que mortal nenhum pode negar a uma mulher como Jessi. E não neguei. Puxei-a pelo braço e joguei-a no sofá, como bem merece toda colegial safadinha. Comi-a com violência e desespero, como se come a mulher que se ama mais que tudo na vida.

(continua)

Ricardo Kelmer 2012 – blogdokelmer.com

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> Leia a continuação (exclusivo para Leitor Vip)

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APutinhaDoQuartinhoDoFundo-4A putinha do quartinho do fundo (vip) – Confira os bastidores e as imagens desta aventura de Diametral e Ninfa Jessi (exclusivo para Leitor Vip)

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Mais aventuras de Diametral e Ninfa Jessi

April Stevens canta Teach me Tiger

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COMENTÁRIOS
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01- saudade de te ler nesse tom do Diametral! e que profissão interessante essa da Ninfa Jessi… queria ver essa performance. tenho um carinho especial por esses dois personagens. adorei a aventura nova. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – fev2013

02- Bem melhor que essa coisa de Tons de Cinza. É tudo mais colorido e faz a nossa imaginação nos levar numa história sensual e sexualmente ingênua. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mar2013

03- a Putinha do quartinho fundo.. A-M-E-I.. Paulla Sousa Barros, Fortaleza-CE – mar2013

Jessi passou o gel e a fantasia de Rahbe foi devidamente realizada, enquanto minha pequena fazia o complemento, beijando e masturbando nossa generosa vizinha

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06/02/2013

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O mistério da morena turbinada

01/10/2010

01out2010

Aí um dia ela, inocentemente, leva o computador numa loja pra consertar. Algum tempo depois dezenas de fotos suas estão na rede, inclusive fotos íntimas

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O MISTÉRIO DA MORENA TURBINADA

1ª parte

Tem sempre um mistério na fila. E o mistério da vez me chegou através do Orkut, num pedido de adicionar. Fernanda, o nome dela. Olhei a foto da moça: morena, sorridente, cabelão preto liso, um decote generoso… Queria ser minha amiga. Que meigo. Mas não deixara recado. E Errikelmer não adiciona sem recado, são normas da empresa. Mas o diabo é que um decote daquele desestrutura a vida do cidadão trabalhador. Aceito.

Um clique e lá tô eu na página da morena. Hummm, na foto ampliada da capa a moça ficou ainda mais atraente. Dou uma sacada na apresentação e vejo que ela mora em Santos, tem 28 aninhos, humm, é psicóloga, humm, e modelo fotográfico, hummmm…. Ops. Modelo e psicóloga? Estranho, né? É, eu sei, mas não sejamos tão rígidos, esse mundo é louco mesmo. Então clico pra ver as fotos do álbum da Fernanda Fuschini, vamos conhecer melhor a moça que deseja ser minha amiga.

Raramente me surpreendo no Orkut, sou macaco velho. Mas daquela vez engoli seco. O que é isso?, eu me perguntava enquanto via as fotos. A morena realmente era violenta. Linda, gostosa, bundão, peitão, bocão, tudo ão. Um olho cinza-azulado e um sorriso manga-larga daqueles. Lá estava morena de shortinho, morena num impossível vestidinho branco tomara que caia, morena indo às compras, morena na balada com as amiguinhas e morena de biquíni, sentada assim, como direi, beeem descontraída pros olhos do internauta.

Babei nas doze fotos, logo eu que sou passado e cozido na casca do alho. No começo, pelas roupas desconcertantes que ela usava, sempre valorizando curvas e protuberâncias, sem falar na marquinha assassina do biquíni, achei que fosse alguma superatriz de cinema pornô ou uma garota de programa classe AA pra cavalheiros de fino trato. Mas logo me condenei por estar sendo tão preconceituoso. Por que uma psicóloga não pode também ser modelo, heim? Por que psicóloga não pode ser turbinada, usar roupitchas criminosas e ter um doce jeitinho brejeiro, heim, heim? Oh, como sou vil! Que mentalidade curta tenho eu! Sim, eu mereço apodrecer junto aos vermes rastejantes na lama fétida dos umbrais, sim, eu mereço! A moça era apenas espontânea, só isso. E queria ser minha amiga. Certamente gostou do meu singelo jeitão de batráquio de ressaca, talvez deseje me conhecer pessoalmente… Isso. Aí ela me ligará e eu a convidarei a visitar meu duplex com vista pra Paulista, e aí ela aceitará uma dose de blequilêibou, nós dois lá na varanda, aí ela dirá que pareço o Fábio Jr., ah, que é isso, Fernanda, assim você me deixa encabulado… Só um instante, Fernanda, meu celular tá tocando, só um instantinho, não vai fugir, heim? Alô? Alô?

Iludido, ô iludido, acorda! Fernanda não existe. Ela não passa de um personagem do Orkut, mais um dos milhares de perfis falsos criados pra sacanear com tarados sebosos como você, que passam o dia na internet atrás de mulher pelada. Entendeu, vagabundo? Agora desliga o celular e vê se cai na real.

Roupitcha básica pra ir na padaria

No instante seguinte, Fernanda sumiu no ar e o copo que ela segurava espatifou-se no chão. O duplex na Paulista evaporou-se e dei por mim de volta ao meu quartinho alugado nesse pombal do centro, que divido com Tábata, minha barata voadora de estimação, que, por sinal, é minha assistente. Quer dizer que Fernanda é uma miragem? Pô, sacanagem! Um demente que não tem o que fazer armou a arapuca e eu caí direitinho. Você, não, os seus hormônios masculinos caíram ‒ me corrige Tábata, que entende bem de instintos animais. Então, de volta à dura realidade, me achando o idiota dos idiotas, fui fuçar o Orkut da personagem Fernanda. E vi que ela gosta de ler, e até cita uns escritores que nunca ouvi falar na vida. Na tevê, curte telejornais, programas de entrevistas e… Ana Maria Braga?! Eclética, a moça. Demonstrando todo o seu lado sofisticado, ela curte jazz, blues e concerto de piano. Frequenta academia, claro, e, surpresa, mora com os pais. E uma de suas paixões é sua família, ô, que meigo. Meigo mas incongruente. O inventor da Fernanda Fuschini passaria fome se trabalhasse com perfil de personagens. A não ser que fosse uma história de esquizofrênicos.

Aí, curioso pra saber se alguém mais tinha caído na pegadinha, fui fuçar os recados dela. Putz! Como tem homem idiota nesse mundo! Rimos muito, eu e Tábata, olhando pra cara dos abestados, todos babando pela morena e deixando seus recadinhos melosos e ridículos. Um tal de Dica mandou essa: “oi.vc arrasa.cuida bem desse corpao que deus te deu.benza deus.ufa…….” Detalhe: o Dica é casado. Tome tenência, seo Dica! Tem medo da tua mulher descobrir essas tuas galinhagens não? E esse outro, um tal de Voltei: “nao sei o que falar suas fotos travaram minha boca,meu inconciente esta dentro de vc no meio das suas pernas fazendo vc gozar com a língua”. Ahahahah! Inconsciente agora tem língua e faz sexo oral. Que pena que Jung não conheceu o Orkut.

Decididamente, o melhor foi o Allan Genaro, de Santos, esse bateu o recorde: “ola fernanda….td bem???? me desculpe entrar sem permissao no seu orkut, mais nossa vc nao existe …… to bobo …..vc é muito linda, e o melhor vc mora perto de mim sabia?” Ahahahah! Pode uma coisa dessa? O cara já tá se imaginando saindo de casa, todo cheiroso, caminhando duas quadras e pegando a Fernanda pra sair. Vai ser iludido assim lá na Baixada!

Aliviado por não ser o único tarado seboso idiota do mundo, deixei um recadinho parabenizando o criador da pegadinha, sim, só pode ser homem, só homem faz essas merdas. Tábata quis também deixar recado, dizendo que era óbvio que a moça era siliconada, que se ela tivesse dinheiro também teria bunda e peitos maravilhosos como aqueles. Pense numa baratinha despeitada… Não permiti, claro. Pois não é que dias depois recebo recado de uma senhora, de sobrenome Fuschini, me parabenizando! Por desmascarar a tal fulaninha. A senhora afirmava que não existia nenhuma sem-vergonha como aquela na família dela e coisa e tal. Ahahahah! A incansável defensora da moralidade dos Fuschini. Não respondi ao recado, mas ele me atiçou de vez a curiosidade. Talvez a incrível morena não se chamasse Fernanda Fuschini, isso era bem provável. Mas ela existia, sim, estava ali na tela, em carne e osso ‒ e peitos. E se ela existia, agora eu queria descobrir quem ela era. Mais um mistério pro investigador Errikelmer. Atenda os telefonemas, Tábata, vou dar uma boa volta pela rede.

2ª parte

Maria Fernanda Fuschini. Encontrei alguém com esse nome numa lista de chamada pra matrícula da Unesp de Lorena, estado de São Paulo, vestibular de 2003, curso de Engenharia de Materiais. Arrá! Existia, de fato, uma Fernanda Fuschini. Mas como saber se era a morena das roupitchas impossíveis?

Insisti mais um pouco e encontrei outra Fernanda Fuschini no Orkut, mas esta era de Guarujá. Infelizmente não tinha nenhuma foto e quase nenhuma informação pessoal. Não parecia ter ligação com o caso. Hummm… Aquela estratégia não estava me levando longe, talvez eu devesse tomar uma outra linha investigativa. Mas qual? Tudo que eu tinha eram umas fotos e um nome que podia ser falso. Bem, já eram nove da noite e eu estava faminto. Então desci pro boteco, me encostei no balcão e pedi o velho xizégui. Com um joguinho da terceira divisão na tevê. Nada mal. O cidadão trabalhador também merece, né?

Nem precisava tanto

Sorte. Bom investigador tem que ter sorte. Alguns dias depois, acidentalmente, vi uma foto no Orkut e achei familiar… Caramba, era a morena! A mesma pessoa, mas com outro nome: Paula Marques. E esta morava no Rio Grande do Sul. As fotos eram as mesmas da Fernanda. Mas dados como idade e altura eram diferentes, assim como outras informações pessoais. Mais um perfil falso, certamente. Deduzi que os dois perfis foram criados por pessoas diferentes, dois caras que decidiram homenagear a morena turbinada reproduzindo suas fotos no Orkut. E talvez até houvesse mais perfis além daqueles dois, com outros nomes. A morena certamente não se chamava Fernanda nem Paula. Oquei. Mas não era muita coisa pra minha investigação. Eu precisava de algo novo.

Três semanas depois, quando eu já desanimava, a informação que eu buscava me chegou. Sem eu pedir. Sorte de bom investigador. Sabe esses amigos que não têm nada pra fazer na vida e todo dia te enviam foto de amadora, vídeo de sexo bizarro, essas coisas bem educativas? Pois é, eu tenho vários desse tipo, tanto amigos como amigas. Uau, que expressão mais curiosa: como amigas. Preciso dizer isso mais vezes. Mas voltemos ao prato principal. Um amigo tarado seboso me enviou um arquivo com uma centena de fotos de uma tal Maria da Graça Mello. Abri o arquivo, assim meio desinteressado, só pra dar uma conferida e… arrááá! Adivinha quem era a tal Maria da Graça. Adivinhooooou. Era a morena turbinada.

Entre as fotos, estavam todas as que eu já vira no Orkut. O resto, porém, era novidade. E que novidade! Agora dava pra conhecer bem melhor a moça. Analisando as fotos, desconfiei que ela seria mesmo do Rio Grande do Sul, pois numa delas havia uma cuia de chimarrão e em outra a placa do carro era de Porto Alegre. Mas quem teria conseguido todas aquelas fotos, e como? E o nome da moça? Será que Maria da Graça Mello também era outro nome falso? Atenda os telefones, Tábata.

Rô-rô-rô… Pois não é que esse era mesmo o nome verdadeiro? Maria da Graça é um desses casos de sucesso instantâneo da grande rede, uma lenda da internet. Veja só o que descobri: gaúcha de Cachoeira do Sul, 26 aninhos, 1,60m, Maria da Graça é formada em Direito pela Ulbra e trabalhava como bancária, sendo também modelo. Olhaí, modelo e advogada. E eu cismando porque a outra era modelo e psicóloga… Aí um dia ela, inocentemente, leva o computador numa loja pra consertar e algum tempo depois dezenas de fotos suas estão na rede, inclusive fotos íntimas: dois funcionários da loja copiaram as fotos de seu computador e publicaram na internet, os calhordas. As fotos se espalham e rapidamente a linda morena das roupitchas inacreditáveis se torna conhecida entre os internautas. Essa é a história. Que coisa, a gente não pode mais nem levar o computador pra consertar, é o fim do mundo. Ah, parece que ela processou a loja.

Insisti um pouco mais na pesquisa e descobri dezenas de sites que republicaram as fotos, com comentários ultra-apaixonados, de homens e mulheres. Descobri vídeos com suas fotos, realizados por admiradores anônimos. Descobri até um vídeo curtinho feito por um cara, de dentro de um carro, que a filmou saindo de casa e caminhando na calçada. Por aí você tira a paixão que a moça desperta na torcida. Sem ter a intenção, e a um custo que ela certamente jamais imaginou ter de pagar, Maria da Graça virou não apenas lenda ‒ virou musa da internet.

O que ela disse sobre isso tudo? Não sei, não encontrei nada. Mas encontrei uma matéria no Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, de 2005, onde ela comenta sobre por que chama a atenção: “Sou um pouco diferente das outras meninas, não sigo padrões comuns para me vestir e uso roupas mais ousadas.” Bem, pelo menos ela reconhece. Ela diz que nas idas frequentes a um shopping em Porto Alegre, sempre volta com muitos cartões de agências de modelos. Não duvido, não duvido. Mas diz que nunca ouviu nada ofensivo por causa das roupas que usa. Ofensivo? Claro que não. Ela é tão bonita e vistosa, e suas roupas tão ousadas, pra usar sua própria expressão, e o conjunto da obra é tão impressionante, que se alguém por acaso pensasse mesmo em ofendê-la, daqui que passasse o assombro ela já estaria longe.

Modelito pra lavar louça

Modelito caseiro pra lavar louça

Satisfeito com a missão cumprida, ponho o caso na pasta Mistérios Resolvidos e me despeço de Maria da Graça, ainda meio encantado com toda essa mistura ambígua de sensualidade, inocência e perdição que ela inspira. Parece uma personagem do Manara. Então percebo Tábata me olhando com seu velho olhar pidão. Claro, garota, você também merece. E dou-lhe um docinho de amendoim, que ela adora. Quanto a mim, desço no boteco pra comemorar com um conhaque duplo mais uma lenda da internet desvendada. E quanto a você, Maria da Graça, gostaria que soubesse que agora você faz parte do time das minhas heroínas, junto a Druuna, Vampirella e Karine Alexandrino. Espero sinceramente que ganhe o processo contra a loja, que seja feliz e continue sendo a gracinha que você é. Será impossível controlar a publicação de suas fotos na rede pois, como você sabe, caiu na rede, é da rede. Mas, quem sabe, as mesmas fotos que te trouxeram constrangimento não te trarão alguma oportunidade interessante, né?

Ah, e quanto aos meus honorários, nem pense nisso, senhorita, por favor. Fiz por amor à profissão. Como? A gente se conhecer? Ahn… bem… claro que podemos. Mas olhe, eu fico tímido diante das minhas heroínas, é capaz de me dar gagueira, começar a tremer e sair correndo, vai ser vergonhoso. Como? Você me amarra numa cadeira? Super-Graça, não diga essas coisas… Heim? Você vai com aquele vestidinho branco da foto do balcão? Ah, não, o vestidinho branco não, assim você já tá abusando do cidadão trabalhador, tenha paciência. Tá pensando o quê, heim, heim? Aceito.

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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> Este conto integra o livro Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino

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Investigador Errikelmer passando mal.

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> Matéria com Maria da Graça Mello (RBS TV, 18.03.07)

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MGM057aVeja aqui as fotos proibidas da morena turninada e os vídeos com o making of dos ensaios eróticos. Exclusivo para Leitor Vip: basta digitar a senha de 2010.

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MAIS CASOS DO INVESTIGADOR ERRI KELMER

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e entre uma orgia e outra luta pela liberação das mulheres

Tábata, a mulher barata – Não fazia parte dos meus planos ter uma secretária ninfômana, alcoólatra e escandalosa, mas fazemos uma boa dupla no mundo das investigações sexuais

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir

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Seja Leitor Vip e ganhe:

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COMENTÁRIOS
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01- vc arrasa sempre..parabéns!!! Feliz Ano novo pra vc, que Deus o abençoe sempre e nos permita conviver com tal humor e inteligência por muitas décadas(se não se importar em ficar velhinho, claro) beijos de uma de suas … fãs – Ana Virgínia, Fortaleza-CE – dez2006

02- meu……………….. .fantastico somplismente fantastico a coluna da fernanda q vc fez magnifico…….sem palavras responde ai c puder Abraços. Gustavo Coelho, São Bernardo do Campo-SP – dez2006

03- Olá Ricardo!!! Amei o texto, divertido e real. Infelizmente. Eu já fui uma desses taradas de plantão, rs, qse caí na lábia dum “galã” orkutiano… Sorte, que desconfiava, um cara lindo, descente, inteligente…e não era viado? Só podia ser invençao dum barrigudo punheteiro que não tinha nada melhor a fazer do que sacanear mocinhas incautas como eu…rs Bom, é isso! Beijo pra vc e aceno pra sua assistente(de longe, não sou fã de baratas). Daniela Polvani, São Paulo-SP – dez2006

04- Comentário: Meu caro colega tarado seboso idiota da internet, também faço parte desta categoria e acho que sei de quem se trata esta morena turbinada, o nome da maravilhosa criatura é: Maria da Graça Mello. Sempre gostei (e quem não gosta?) de humor e sacanagem e vc escreve isso numa mistura bem dosada. Só que agora passarei a mandar os links dos seus textos pras listas que participo com maior afinco. Tarados unidos jamais serão detidos… Rubens, Fortaleza-CE – dez2006

05- keeeeeeeeeeeeeeeeeeeee !!!!!!!! FELIZ ANO NOVOOOOOOOOOOOOOOOO… Se a TURBINADA é psicólogaaaaaa…eu sou um mico de circoooooooooo…rsss… bjs Ro PS. Pelo menos meus turbos são verdadeiroooooooooooosssss…. .rsss… Rosângela Letty, São Paulo-SP – jan2007

06- Olá Ricardo estás bem?ADOREI O TEXTO,SAUDADES!!!!!!!!!!!! Silvana Reis, Lisboa-Portugal – jan2007

07- Ilustre Kelmer Entrou meses atras wem Marsicano 3 uma nifeta sexi chamada Marry Jane (Marijuana). Começou a me escrever tietando, texcendo elogios. Respondi com depoimentos erotixcos. E a coisa foi crescendo ate que sugeri um encontro. Mas a coisa nao rolava nunca. Era sempre aquela bolinação intwerminavel. Ate que um dia uma voz feminina surge no meu telefone e reconheci ser da (…), uma chinesinha anã cocainomana inveterada e psicoide. Falei; O que voce quer (…)??? E ela desligou. Depois num recado, a voz dizia-se da Marry Jane, mas pude sacar que o perfil Marry Jane era falso, e a ninfeta nao era outra senão a fronteiriça paranoica da (…). Que Puta Alugação!!! Alberto Marsicano, São Paulo-SP – jan2007

08- INDA RAI NEGORREI! ADOREI!!!!!!!!!!!! Ana Lúcia Castelo, Newark-EUA – jan2007

09- Ricardo! Você é mesmo um incansável observador das coisas do mundo! Grata pelo envio do convite ao seu texto. Aproveito para lhe desejar um 2007 pleno de inspiração e reconhecimento! Juraci Maia, Lisboa-Portugal – jan2007

10- Bom demais!!!! Marcos André Borges, Fortaleza-CE – jan2007

11- adoreeeeeeeeeeeeeeeeei txiuuuuuuuuu, o negócio lá da Gracinha kkkkkkkkkk A-D-O-R-E-I!!!!!!!!!!!!!!!! é tu e mais ninguem viu? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk bjs bjs bjsssssssssssssssssssssssssss. Gizelle Saraiva, Natal – jan2007

12- hahahhhahahahaha.rs eu dei tanta risada lendo seu texto, mas que coisa né, impressionante como nos engamos nos deixamos seduzir e se não fossem pessoas inteligente como vce, para investigar estes casos, imagine só quantas babadas ja não teria o seu e outros monitores, fico imaginando a cara da sua baratinha tabatha rindo e pensando ai este galã parecido com o fabio junior fuçou fuçou e acabou descobrindo uma heroína da net que apenas tinha ido levar seu computador sem imaginar que suas fotos pudessem ser extraviadas. Achei sensacional e muito bem humorado o texto, parabens Ricardo pela investigação e por seu espírito crítico, bjus. Érika Ortiz, São Bernardo do Campo-SP – jan2007

13- Como tem passado? Adorei este conto! É bem real!!!!!! Tenha um feliz 2007! De coração! Danila Gomes, Fortaleza-CE – jan2007

14- Valeu, meu camaradinha! Continue mandando q eu vou lá e leio! Bom Ano Novo pr’ocê! Palmas pro novo L.F. Verissimo… Engate uma reduzida e mande bala q vc chega lá!Só podia vir mesmo é da capital do nosso Ceará — eu só num digo o nome da cidade pq, diferentemente de vc, sou VOZÃO do coração do meu povão!!! Mas tudo bem; sei reconhecer o talento alheio qdo vejo um q nem vc, mesmo q seja torcedor do “stela”, seu único “defeito”… Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs! E vamo pa frente pq a campanha do BI tá só começano… Wander Nunes Frota, Fortaleza-CE – jan2007

15- Erri Kelmer , parabéns pelo caso resolvido e não esquecendo a ajudante voadora, Tábata, envio um abraço bem virtual, ajudante é ajudante e merece cumprimentos, né?Bem de longe, bem de longe.Adorei o mistério e seu decorrer.Qualquer mistério insolúvel pedirei humildemente a ajuda do investigador e sua, hã…, ajudante.Beijo.Feliz 2007. Lia Aderaldo, Fortaleza-CE – jan2007

16- SEU TEXTO SOBRE A MORENA É SIMPLESMENTE: I N C R Í V E L!!! Andrea Menge, Niterói-RJ – jan2007

17- Ricardo, Incrível o teu senso de humor e a tua capacidade para descrever tão bem os encantos e os mistérios que cercam a Maria das Graças! Parabéns! E quanto ao resultado da soma entre a “mistura ambígua de sensualidade, inocência e perdição que ela inspira” e os teus instintos animais em ebulição, sem comentários!!!! kkkkk. Kátia Regis, João Pessoa-PB – jan2007

18- Eu adorei o Mistério da morena turbinada. Modelo e Psicóloga. Há.Há. Na verdade Orkut é um grande divã de pobre. Ô povo pra suvinar analista. E aquelas autodefinições me matam. Neura pra todo lado. E quem se define nem percebe. Por isso mesmo adorei o investigador que desvenda mistérios no Orkut. Grande contribuição para a sociedade. Há . Há. Dê noticias. bjs. Marcinha Sucupira, Fortaleza-CE – jan2007

19- Adorei o texto da morena do Orkut. Mariucha Madureira, Brasília-DF – ja/2007

20- esse texto é muuuuuito bom!!!! hauhauahuaha dei muitas gargalhadas.. saudades de vc, qdo vem ao Rio?? Beeeijos meus e da Lívia. Daniela Cecchi, Rio de Janeiro-RJ – jan2007

21- Oiiii, vim te dar os parabéns =] adoreiii “O mistério da morena turbinada”, ótimo!!! aproveitando a oportunidade, feliz 2007! beijos : * Priscila Piffer, Rio de Janeiro-RJ – jan2007

22- Adorei a história rsssssssss… Ora, sou tua amiga no orkut há tanto tempo e vc nunca reparou que sou linda??? Rssssssssssssssss…… Afffff…. homem é tudo igual mesmo rssssssssss…. Um 2007 de muito sucesso pra vc, ricardo. Beijão. Ana Cristina Souto, Fortaleza-CE – jan2007

23- sei nao meu irmao, + continuo achando que e uma traveca do piaui!!!! melhor da rua joao pessoa, aqui em campina!!!! Cesar de Cesário, Campina Grande-PB – jan2007

24- Bom, muito bom, excelente uso das palavras, das imagens, dos aspectos sedutores da criação nesse exercício, tá tudo no lugar, como na morena… Outra coisa: com temas assim, até eu… Pense numa coisinha inspiradora! é, é mesmo um material pra te dar um milhão de dólares, de um milharal americano Abs. Max Krichanã, Fortaleza-CE – jan2007

25- Muito elogiado o “morena turbinada ” inclusive pela citada Karine Alexandrino que te manda um bj. bjão bonequinho ! Michele Diamanti, Fortaleza-CE – jan2007

26- Muito bom Ricardo! Esse é o seu estilo.Tema interessante e atual, humor e criatividade. Eu torcí para que fosse uma mensagem “real”. Pensando bem !!!! Eduardo Macedo, Recife-PE – jan2007

27- Oi Kelmer, To te lendo aqui de Paris acredita? Nada me separa de ti. Como sempre ri demais. Foi bom, pq hoje nao to la muito bem, em Paris, pode? So eu mesmo! Bjs. Lígia Virgínia, Paris-França – jan2007

28- kelmer, s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l, sampa tá te inspirando. fiquei até com vontade de conhecer a tábata e tomar um conhaques desses. bjs. Ihvna Chacon, Fortaleza-CE – jan2007

29- PARABENS!!! seu artigo é muito bem escrito e inteligente! a maria adorou o texto. Site Maria da Graça On Line – fev2007

30Eta crônica boa!! Mede forças com L.F.Veríssimo ou Fernando Sabino nos bons tempos. Adriano Petrachi, Ferrara, Itália – out2010


As vizinhas que a crise traz

24/02/2010

24fev2010

Jessi passou o gel e a fantasia de Rahbe foi devidamente realizada, enquanto minha pequena fazia o complemento, beijando e masturbando nossa generosa vizinha

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AS VIZINHAS QUE A CRISE TRAZ
As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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Más notícias. Perdi a última coluna de jornal que me restava. Pelo jeito os caretas do MNBC conseguiram convencer mais um editor de que Diametral é um péssimo exemplo pra juventude brasileira. Que bosta. Esse tal Movimento Nacional pelos Bons Costumes nos elegeu inimigos mortais, a mim e a Ninfa Jessi, desde que começamos nossa sexualíssima campanha pela ampliação do diâmetro do mundo.

Ei, gatão, não nos abatamos! Ninfa Jessi procurou logo me animar. – Em momentos de crise, vale a estratégia do cocô: é indo em frente que a gente encontra a saída.

O que seria de mim sem a sabedoria da minha pequena…

Rooooonc! O estômago deu o aviso: cinco da tarde e a gente nem tinha almoçado ainda. Fui na cozinha e abri a geladeira: uma garrafa dágua e um ovo. A coisa tava feia. Saímos catando dinheiro pela casa e tudo que conseguimos foi juntar quinze pratas. Me deu vontade de chorar. O que se faz numa situação dessa?

Ora, o que qualquer cara de bom senso faria: daria a grana pra namorada ir no supermercado falou Jessi, me tomando o dinheiro. – Nessas horas mulher sabe gastar melhor.

Meia hora depois Ninfa Jessi voltou do supermercado. Abri a porta do apartamento, ela me entregou a sacola e anunciou, toda solene: Hora de comemorar a crise! Na sacola havia uma garrafa de vodca vagabunda e um pacotinho de tiragosto. Sábia Jessi. Foi quando percebi, humm, que ela não viera sozinha, hummmm, havia uma garota parada atrás dela, de shortinho, camiseta e sandalinha, hummmmmmm.

Encontrei Rahbe no elevador. Ela veio comemorar a crise com a gente.

Ninfa Jessi não presta. Rahbe é a ninfeta do 702 que adora acompanhar as aventuras sexuais de Diametral e Ninfa Jessi em minha coluna no jornal. Ops, minha ex-coluna. Que bosta, nem gosto de lembrar. Maldito MNBC. Rahbe me deu dois beijinhos e entrou na sala. Belo e volumoso par de peitos Rahbe tinha. Ideal pra fazer espanhola.

Dez minutos depois estávamos no tapete da sala, ouvindo The Doors, que Jessi adooora, e mandando ver na vodca. Na segunda dose ela e Rahbe chegaram à conclusão que eu deveria criar um blog pra continuar publicando nossas aventuras e brindamos a essa ideia. Depois Jessi serviu uma dose dupla pra todos e quis saber da ninfeta qual a nossa aventura que ela mais gostava, e Rahbe disse que era a transa com as enfermeiras na festa à fantasia, que aquilo a havia excitado bastante pois ela queria ser enfermeira. Na metade da garrafa, já bem animadinha, Jessi proclamou, soleníssima, que a melhor função da roupa sempre foi ser tirada, sapientíssima Jessi. Dito isso, fez um strip-tease completo, ao som de The Spy, em homenagem à nossa peituda vizinha que, ao final, aplaudiu bastante, maravilhada com a performance de minha pequena. Tão maravilhada que, tchum, pulou sobre ela.

As cenas seguintes eu assisti de camarote, as duas enlouquecidas no sofá num festival de línguas e dedos, cena de altíssima voltagem. Como Jessi sempre diz que nenhum homem chupa uma mulher como outra mulher chupa, aproveitei que elas faziam um meia-nove e tratei de aprender um pouco mais sobre o assunto. Em outras palavras: hora das fotinhas. Câmera na mão, registrei o valioso momento, até que não me controlei mais e entrei na festa, pedindo pra Rahbe me fazer uma espanhola naqueles peitões irresistíveis, o que ela fez com muita propriedade, acho que já tava acostumada ao pedido. Depois Rahbe cochichou no ouvido de Jessi, que sorriu e me disse:

Gatão, ela quer ampliar o diâmetro. Vou buscar o gel.

Caramba, mais uma com essa fantasia de ser enrabada pelo Diametral. Fazer o quê, né? Enquanto Jessi ia no quarto pegar o gel, pus a ninfeta de quatro no sofá e, após verificar que o cu da moça era do tipo semirrosa, um tipo de valor 8,5 no mercado, fiz as preliminares com a língua até deixá-la alucinada, elas sempre ficam alucinadas com isso. Depois Jessi passou o gel e a fantasia de Rahbe foi devidamente realizada, enquanto minha pequena fazia o complemento, beijando e masturbando nossa generosa vizinha. Generosa e escandalosa. Caramba, como aquela menina berrava! Na reunião seguinte do condomínio os espiões do MNBC teriam um prato cheio pra reclamar. Povo recalcado. Não trepa nem deixa ninguém trepar.

Pedimos pra ela dormir com a gente mas Rahbe explicou que tava de recuperação em química e tinha prova no dia seguinte, ainda precisava estudar. Ninfeta responsável, exemplo bonito de se ver. Rahbe nos beijou e voltou pra casa toda felizinha, levando seu diâmetro semirrosa 8,5 devidamente ampliado. Agora ela não seria apenas uma simples leitora das aventuras de Diametral e Ninfa Jessi seria personagem. E antes de ir ainda deixou uma curiosa sugestão pra Jessi:

Por que você não entra no ramo de strip-tease pela internet? Tem gente ganhando superbem com isso, sabia?

Mas Jessi não gostou muito da ideia. De manhã, porém, enquanto me despertava com seu tradicional boquete sabor menta, minha pequena já havia mudado de opinião:

Começo amanhã mesmo, gatão. Vou usar aquele quartinho do fundo. Vinte minutos, cinquenta pratas. Ninfa Jessi, sua amante virtual. Que tal?

Ninfa Jessi não presta.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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> Confira os bastidores e as imagens desta aventura de Diametral e Ninfa Jessi. Exclusivo pra Leitores Vips. Basta digitar a senha do ano da postagem.

> Mais aventuras de Diametral e Ninfa Jessi

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As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um casal apaixonado vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – Contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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Jessi passou o gel e a fantasia de Rahbe foi devidamente realizada, enquanto minha pequena fazia o complemento, beijando e masturbando nossa generosa vizinha

Protegido: As vizinhas que a crise traz (VIP)

24/02/2010

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As taras de Lara – Começando por trás

28/11/2009

28nov2009

De costas pro namorado e sempre vigiando o espelho, ela guiou-o pra dentro de sua bunda com urgentes e desajeitados movimentos de sobe e desce

AsTarasDeLara-01

AS TARAS DE LARA – COMEÇANDO POR TRÁS

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Lara tinha 13 anos quando o fogo avassalador dos desejos lançou suas primeiras labaredas sobre ela. Foi na época em que começou a namorar Fabinho, que era três anos mais velho e que se apaixonara à primeira vista pela menina de formas já bem arredondadas e de jeitinho muito sapeca que um dia ele conheceu na fila para ver Harry Potter. Seo Gilson e dona Eudora se assustaram com a precocidade da filha única, tão novinha e já querendo namorar sério, mas consentiram que Fabinho a visitasse aos sábados, e só, que era para não atrapalhar os estudos.

Numa noite, quando o namoro já contava um ano, e como sempre acontecia quando ele a visitava, seus pais ficaram na sala vendo TV enquanto eles namoravam comportadinhos que nem dois anjinhos no sofá da varanda. Quando acabou a novela, seo Gilson, como sempre, perguntou se eles queriam ver algo na TV e Lara disse que não. Ele desligou o aparelho e, antes de se recolher ao quarto com a mulher, pediu que a filha não esquecesse de apagar as luzes. Era seu modo sutil de dizer que Lara tinha cinco minutos e nem um segundo a mais para botar o namorado para correr.

– Pode deixar, papis. Boa noite, durma bem – respondeu a menina Lara, meiga e obediente como sempre, a menininha do papai.

Pelo espelho na parede da sala, que ela tratava de manter sempre estrategicamente posicionado, Lara viu os pais entrando no quarto e fechando a porta. Então, rapidamente, abriu a calça do namorado, pôs seu pau para fora e começou a lhe tocar uma punheta. Como não havia prédio vizinho e a única ameaça à privacidade do jovem casal vinha de dentro, Lara nesses momentos ficava vesga: era um olho no peixe e o outro lá, no espelho da parede. E os ouvidos hiperatentos a qualquer som que viesse do corredor.

Fabinho marcou o tempo em seu relógio, recostou-se no sofá, fechou os olhos e tratou de aproveitar, como vinha fazendo nas últimas semanas, desde que a namorada aprendera a nobre arte da punheta completa, com direito a chupar e engolir, e tudo em cinco minutos. Dessa vez, porém, Lara suspendeu o ato pela metade e, sem avisar, puxou da bolsa e lhe entregou uma camisinha, dessas que já vêm lubrificadas. Fabinho, surpreso, demorou alguns segundos para reagir, ô Fabinho. Mas felizmente reagiu e, no instante seguinte, pluft, a camisinha já estava posta no devido lugar. Lara então suspendeu a saia, baixou a calcinha e sentou sobre o pau ereto, tudo feito num silêncio de mosteiro. De costas para o namorado e sempre vigiando o espelho, ela guiou-o para dentro de sua bunda com urgentes e desajeitados movimentos de sobe e desce, sentindo mais prazer que dor, enquanto Fabinho, ainda meio abobalhado, simplesmente não acreditava que estava enrabando sua namorada.

Dois minutos depois o corpo do garoto sacudiu-se todo e ele gozou, mordendo o próprio braço para não fazer barulho. Lara, envolta na inebriante sensação que lhe dava aquele tubo de carne pulsante em seu cu, prosseguiu subindo e descendo, querendo mais, porém Fabinho pediu que ela parasse, só um pouquinho. Mas ela realmente queria mais, estava muito bom, e continuou, ainda mais forte, o que obrigou o namorado a afastá-la de uma vez. A contragosto, ela levantou-se e Fabinho mostrou-lhe o relógio: cinco minutos. Ela suspirou, resignada, melhor não abusar da sorte, e teve de se contentar com chupar o resto de gozo que ficara no pau semiamolecido. Após se recomporem, Lara o acompanhou até a porta e se despediram, Fabinho parecendo um zumbi, ainda sem acreditar.

E ela? Ah, Lara dormiu feliz, quase eufórica, abraçada ao ursinho de pelúcia: agora não era mais virgem. Aos 14 anos, sentia-se de repente mais adulta, sentia-se especial, era uma sensação maravilhosa. Mas junto da felicidade havia um sabor de desapontamento, por não ter feito mais, fora tão pouco, tão pouquinho… E por que pelo cu? Porque tinha verdadeiro pavor de engravidar – um ano antes sua prima embuchara por causa de uma camisinha furada e um aborto malsucedido quase a matara. O conselho, pois, veio justamente da prima: Dá o cu, Larinha, que nunca vai ter perigo de pegar barriga. Conselho seguido. E em seu blog secreto, que só ela podia acessar, Lara no outro dia deixaria o registro da experiência: Ameeei dar o cu Prazer em ondinhas Caraca, a gente se sente tão safada Quero maisssssssssssss.

(continua)
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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> Leitor Vip pode ler a continuação do capítulo aqui. Basta digitar a senha de 2009.
> Ainda não é Leitor Vip? Vamos resolver isso agora!

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AsTarasDeLaraLogo-01aAs Taras de Lara – capítulos publicados

E você, generosa leitorinha, conhece alguém como Lara? Não gostaria de contribuir com a série? Envie suas sugestões: rkelmer@gmail.com

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As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- GENIAL!!!!!!!! André de Sena, Recife-PE – nov2009

02- tem mais o que fazer não?!!!! Magna Mastroianni, São Paulo-SP – nov2009

03- Já vi começarem por cima, por baixo, agora por trás… kkkkkkkkk. Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – nov2009

04- Gostei da Tara ops, da Lara! Na minha adolescencia que não foi nem um pouco transviada, conheci uma Lara, ela me fez pensar muito no que podemos descobrir!!! rs beijos e sucesso! Wilza Manzur, Rio de Janeiro-RJ – dez2009

05- Começar por trás deve ser massa! rsrsrs. Laisa, Belém-PA – dez2009

06- As taras de Lara…hummmmmmmmmmmmmmmm. Drica, Jundiaí-SP – dez2009

07- hj eu lí no trabalho as taras de Lara,e todo o final das suas fotos sensuais.olha vou te confidenciar uma coisa,vc não pertence a este mundo,vem cá de onde vc é heim?Marte,Venus,rsrsrsr.bjus. Lucia, Fortaleza-CE – dez2010

AsTarasDeLara-01a


Protegido: As taras de Lara – Começando por trás (VIP)

28/11/2009

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A garçonete da minha vida

08/07/2009

08jul2009

Naquela sexta de dezembro, Diametral, que não era ainda Diametral, e Ninfa Jessi, que já era Ninfa Jessi, começaram oficialmente a mais bela e safada história de amor jamais contada, ele que a amava em silêncio havia um ano, ela chorando de raiva, desamparo e tesão

AGarconeteDaMinhaVida-01.

A GARÇONETE DA MINHA VIDA
As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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Ninfa Jessi e seus fetiches. Que eu adoro, por sinal. Um deles é por garçonete. Pelas garçonetes e também por ser uma garçonete. Pra ela, é umas das melhores profissões que uma mulher pode ter na vida.

– Homens, mulheres e vodca toda noite, Gatão! E ainda ser paga pra isso!

Quando a conheci, pelo Orkut, Jessi tinha 19 aninhos. Idade perfeita pra uma taradinha como ela se perder no lado bom da vida. De família do interior, mal esperou fazer 18 anos: largou o namorado careta, a cidade que não entendia seu cabelo mutante e suas lentes coloridas e se picou pra capital, queria estudar Cinema. Dividia um quarto com uma amiga e trampava num espaço cultural, onde via filme de graça e estava sempre conhecendo homens e mulheres interessantes – conhecendo e comendo, claro, que ela desde então já não prestava. Jessi, a pequena tarada.

Mas, como ela gosta de dizer, tinha espaço pra mais adrenalina nas veias de sua vida. Na verdade, Jessi queria ampliar o diâmetro do mundo, o mundo que ela conhecia ainda era pequeno demais pra tanto sonho e tesão que ardiam em sua alma e em seu corpo. Ela precisava de mim e não sabia. Mas antes de mim ainda haveria alguns capítulos em sua vida.

Então o Bukowski abriu vaga pra novas garçonetes. Bukowski, o bar que toda menina má sonha ter no currículo. Era um barzinho rock´n´roll que era meio inferninho, onde as garçonetes faziam uns shows performáticos bem apimentados. Cara, o público enlouquecia, choviam gorjetas. A casa pagava academia pras meninas manterem seus corpinhos em forma e elas tinham até professora de dança. Era bem organizado o negócio. E lá estava a adrenalina de que minha pequena precisava.

Ela passou na entrevista, passou no teste de dança e aí ficou faltando apenas o teste final que a professora exigia. Adivinha onde era o teste final? Na cama da professora, claro, professorinha esperta.

Já perfeitamente ciente das delícias que uma xana proporciona, o tal do teste final não desmotivou minha pequena nem um pouco. E ela fez, claro. Mas a professora deve ter ficado com muita dúvida pois em vez de um só, fez um bocadão de testes finais com ela. O resultado é que as duas se apaixonaram, é mesmo difícil não se encantar pela Jessi, e assim a pequena tarada virou garçonete do Bukowski e foi morar com sua professora de dança.

– Mais que dançar, ela me ensinou a comer direitinho uma mulher, Gatão. Isso não tem preço, tem?

Ninfa Jessi não presta.

Vem desse romance com a professora outro fetiche de Jessi, que hoje ela não dispensa com nossas namoradas: a morena adorava que ela a comesse com aqueles paus de silicone, ficava louca, gozava horrores. Jessi diz que numa dessas vezes, sua morena de quatro e ela metendo forte, por alguns instantes deixou de ser ela mesma e de repente era um homem, e quase pôde entender realmente, de corpo e alma, o que é ser homem. Foi algo meio místico, que nunca mais se repetiria com a mesma intensidade, mas que sempre volta quando ela está dentro de uma mulher, e também quando ela me vê dentro de uma mulher – nesses momentos seu olhar sempre busca o meu, como se nele pudesse reencontrar a louca sensação que ela uma noite teve. Como se através de mim e do nosso amor, trepando com nossas namoradas, ela pudesse enfim ser o homem que ela não é.

NinfaJessi-027Durante seis meses Jessi experimentou a felicidade que jamais tivera em sua vida. Tinha o emprego dos seus sonhos, ganhava bem, era querida pelos clientes e vivia seu lindo caso de amor. Seus shows no Bukowski? Eram dos mais aguardados, principalmente quando ela atuava com Sheilinha, a Sheila Dinamite. Todas as meninas tinham nomes artísticos e vem dessa época seu nome, Ninfa Jessi, bolado pela professora. Nome perfeito, combinava demais com ela, com os modelitos de ninfeta que ela usava, os lacinhos no cabelo – e, é claro, com seu apetite sexual. Não haveria nome melhor.

Mas nesse mundo os ventos mudam, né? O primeiro grande amor da vida de Jessi durou até o dia em que um vento em forma de loirinha desempregada bateu lá no Bukowski pra fazer teste pra garçonete. Exatamente, a professora trocou Jessi por ela. Pobre Jessi, sofreu pra caramba. Prosseguiu no emprego, mas deixou o apê da professora e alugou uma quitinete. O pior de tudo era ter que encontrar sua paixão quase todos os dias e se morder de ciúmes sempre que chegava garçonete nova na casa.

Foi por esses dias que eu fui lá no Bukowski. Nossa amizade, que havia começado numa comunidade bluseira do Orkut – sim, foi o blues crônico da vida que fez nossos caminhos se cruzarem – estava agora no estágio MSN, com papos quase diários. Já apaixonado pela pequena tarada, como ela mesma se chamava, e sabendo que trabalhava no Bukowski, me piquei pra lá. Cara, paguei a maior grana pra entrar, e tudo que eu tinha no bolso só deu pra tomar duas cervas. E ela nem me viu. Mas valeu a pena. Foi a primeira vez que meus olhos pousaram diretamente em Ninfa Jessi. E vê-la ali, com seu jeitinho cativante de moleca safada, dançando nua no balcão com outra menina, putamerda, foi inesquecível. Era a mulher perfeita, inacreditavelmente perfeita, assustadoramente perfeita. A Deusa-Ninfa dos meus sonhos que nem nos melhores sonhos eu havia sonhado. E sabe quando bate aquela certeza fulminante e inexplicável no destino? Bateu. No Bukowski, apertado no meio de outros caras e outras meninas que assistiam ao show, eu tive a calma certeza de que ali estava a mulher da minha existência, a deusa-diaba que seguiria comigo pela vida. Ali estava o motivo de eu acordar todos os dias com aquela dilacerante saudade do que eu nunca tinha vivido.

Faltava só ela também saber disso.

(continua)
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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NinfaJessiGarconetes-01dA continuação do conto, contendo fotos de Ninfa Jessi e de um show no Bukowski, além do Álbum das Garçonetes, está disponível aqui. Exclusivo para Leitor Vip. Basta digitar a senha do ano da postagem.

Ainda não é Leitor Vip? Vamos resolver isso agora!

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Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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01- Eu adooooro essa Ninfa Jessi… 😀 Samara Do Vale, Fortaleza-CE – jun2013


Protegido: A garçonete da minha vida (VIP)

08/07/2009

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Diâmetros exaltados

26/03/2009

26mar2006

Linda, louca e gostosa, Jessi tem duas manias: uma é trocar a cor do cabelo. A outra é ampliar o diâmetro comigo. Comigo e umas namoradas que ela arruma pra gente se divertir

diametralninfajessi05b.

DIÂMETROS EXALTADOS

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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O júri decidiu que Diametral é culpado das acusações de incentivo ao sexo promíscuo e doentio entre os jovens brasileiros. A pena é assistir por um ano a todos os programas religiosos do MNBC na madrugada. Faça-se cumprir.

Aaaahhh!!! Acordo de repente, sobressaltado. Olho ao redor. Estou no quarto do motel. Ninfa Jessi dorme nua ao meu lado. Ufa, foi só um sonho ruim… Levanto, afasto devagar a cortina da janela e observo. Lá fora, o jipe no estacionamento, o luminoso do motel Centelha Vermelha, a estrada escura e deserta. Está tudo bem, eles não têm nossa localização.

Volto à cama. Jessi murmura algo e me abraça. Melhor dormir, amanhã cedo seguiremos. Mas a lembrança dos últimos acontecimentos insiste. Tudo começou quando conheci aquele site de relacionamentos…

Julho de 2005. Lá estou eu me cadastrando no Orkut. Esse negócio virou mania no Brasil. Tem gente que vive lá conectado e só sai pra comer e dormir, isso quando não dorme sobre o teclado. Tem mulher que conheceu o marido lá. É lá que muito marido monitora as paqueras da mulher. Tem de um tudo. Outro dia, conheci uma comunidade que luta pela liberdade dos pinguins de geladeira. Claro que entrei.

Novembro de 2005. Crio em meu site pessoal uma seção chamada Submundo Orkut, pra comentar o que rola nessa tal dimensão onde milhões de brasileiros vivem parte de suas vidas. É, eu assumo, sou bisbilhoteiro do comportamento alheio. Por falar nisso, algo que sempre me chamou a atenção foi aquela frase de boas vindas que consta na página de abertura: Participe do Orkut para ampliar o diâmetro do seu círculo social. Que frase mais esdrúxula! Comento com Jessi e ela solta sua gargalhada inconfundível. Jessi é uma pequena que conheci, adivinha onde, no Orkut. Linda, louca e gostosa. Tem duas manias: uma é trocar a cor do cabelo. A outra é ampliar o diâmetro comigo. Comigo e umas namoradas que ela arruma pra gente se divertir. Ninfa Jessi não presta.

Junho de 2006. A crônica Ampliando o Diâmetro é publicada em minha coluna no site do jornal O Povo. O texto é uma gozação sobre essa tal frase do diâmetro.

Dia seguinte. Recebo as primeiras mensagens. São os leitores, a grande maioria me parabeniza pela crônica. Alguns não gostam e, entre esses, um se diz integrante de um tal MNBC, Movimento Nacional pelos Bons Costumes, e afirma que solicitará ao jornal a minha saída do quadro de cronistas. E completa ameaçando me processar por incentivo ao sexo promíscuo e doentio entre os jovens brasileiros. Não acredito… Jessi fica indignada: Esse povo devia é ter mais senso de humor, em vez de ficar se preocupando com o diâmetro dos outros!

Próximo dia. Pelo sim, pelo não, lá estou eu no computador, xícara de café ao lado, buscando informações sobre esse tal de MNBC. Não encontro nada. Será que era pegadinha? Descubro, porém, que a direção do jornal de fato recebeu protestos de alguns leitores indignados com meu texto. Hummm, talvez o MNBC seja uma entidade meio secreta, tipo Opus Dei, que reúne gente estranha em reuniões noturnas e não divulga suas atividades. Desligo o computador e vou pra janela respirar. E percebo que alguém me observa do prédio ao lado. Hummm, não estou gostando disso…

Semana seguinte. Coisas estranhas estão acontecendo. Pessoas me seguem na rua. O telefone toca e quando atendo, desligam. Talvez seja melhor ficar em casa. Pra garantir, melhor fechar todas as janelas. Melhor também não atender o telefone. Na terça, entrei no elevador e reparei nas duas mulheres que entraram depois de mim: saias abaixo do joelho, blusinha comportada, cabelo preso, um livro grosso e escuro ao peito… Pregadoras do MNBC!!! Saí correndo, apavorado.

Julho de 2006. Estão batendo na porta. Não vou atender, são eles, vieram me pegar, é o meu fim… Mas reconheço a voz: é Jessi, ufa. Abro e vejo uma Jessi ruiva, hummm, até que ficou bonito. Ela, porém, me olha sério. E diz que tem algo importante pra me dizer. E diz: Entrei pro MNBC. Fico olhando pra ela, sem acreditar, não é possível… Ela então sorri, sobe a camiseta e me exibe aqueles peitos impossíveis que ela tem. E completa: Movimento das Ninfômanas Bem Comidas. E me empurra pro sofá, rindo e já desabotoando minha calça.

Vinte minutos depois, suados e abraçados no sofá, Jessi diz que não posso permitir que um bando de careta recalcado destrua minha vida. Mas fazer o quê? E ela responde: Ora, Gatão, o que a gente sabe fazer melhor… sexo e humor. Quando ela fala, tudo é óbvio. Vamos, pega a mochila, tá na hora, e não esquece o notebook. Pergunto o que planeja e ela sobe na cadeira, solene: Vamos ampliar o diâmetro do mundoooo!

Cinco dias depois. Pelo retrovisor, o Centelha Vermelha vai ficando pra trás. À frente, a estrada nos convida a novas aventuras. Ninfa Jessi estava certa, eu não podia continuar aceitando aquela situação. Pois bem. Não sou mais aquele cara medroso, agora eu sou… Diametral! E minha missão é horrorizar os caretas com os meus textos. Vocês pediram, caretas imbecis! Enquanto dirijo, Jessi revisa minha nova crônica e se irrita com a forma poética com que descrevi nossa última trepada, e diz que meus leitores querem ver mais sacanagem. Meus leitores e você, corrijo. Ela solta sua gargalhada e depois faz biquinho: Então publica aquela fotinha que eu tirei no motel, vai… Oquei, pequena. O que ela não me pede sorrindo que eu não faço gemendo?

Duas horas depois. Paro o jipe na estrada pra abastecer. Desço e olho o céu, o horizonte está escuro, ameaçador. Sopra um vento gelado, papéis voam… Dias difíceis virão, digo pra mim mesmo. Entramos na lanchonete e pedimos duas cervas. Num canto, uns caras feios tocam Não Me Peça Pra Te Amar, sempre bom ouvir um blues. Jessi me mostra a notícia no jornal: MNBC procura cronista fugitivo. Sorrio discreto por trás do óculos escuro. Hummm, perigo: a garçonete está olhando demais para nós…

Ei, você é o Diametral!, ela exclama, alegre. Psiu, não espalha…, respondo aliviado. Eu também não gosto do MNBC, ela diz baixinho, toda cúmplice. Entrego-lhe um cartão, acessa minha coluna, boneca, e deixa tua mensagem de apoio pra nossa luta. A garçonete guarda o papel no bolso e faz sinal de positivo. Ela é a Ninfa Jessi?, pergunta, surpresa. E Jessi, que adora uma garçonete, responde, inclinando-se e expondo seu decote irresistível: Em carne, osso e hormônios. A garota parece hipnotizada.

Pago as cervejas e deixo uma boa gorjeta. Jessi pergunta se a garota quer um autógrafo. Ela gagueja que si-si-sim. Tem preferência de lugar? E a garota nã-nã-não sabe o que dizer. Ninfa Jessi então a puxa pela cintura e… tasca-lhe um beijo na boca daqueles que não acaba nunca. Depois larga a garota que fica lá, extasiada, imprestável pra vida. Ai, ai, Jessi não presta.

Na mesa ao lado, uma senhora está simplesmente hor-ro-ri-za-da. Vejo que ela veste saia abaixo do joelho, cabelo preso, segura uma bíblia… Pronto, logo o MNBC saberá que estivemos aqui. Levanto e caminho pra saída: Vamos, pequena, tem muita estrada pela frente. E Jessi me segue, retocando o batom: E muito diâmetro pra ampliar!

Pedido atendido, pequena

Pedido atendido, pequena

Pago as cervejas e deixo uma boa gorjeta. Jessi pergunta se a garota quer um autógrafo. Ela gagueja que si-si-sim. Tem preferência de lugar? E a garota nã-nã-não sabe o que dizer. Ninfa Jessi então a puxa pela cintura e… tasca-lhe um beijo na boca daqueles que não acaba nunca. Depois larga a garota que fica lá, extasiada, imprestável pra vida. Ai, ai, Jessi não presta.

Na mesa ao lado, uma senhora está simplesmente hor-ro-ri-za-da. Vejo que ela veste saia abaixo do joelho, cabelo preso, segura uma bíblia… Pronto, logo o MNBC saberá que estivemos aqui. Levanto e caminho pra saída: Vamos, pequena, tem muita estrada pela frente. E Jessi me segue, retocando o batom: E muito diâmetro pra ampliar!

 

 

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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Ampliando o Diâmetro – A crônica que originou esta série

Ouça Não Me Peça pra Te Amar (De Blues em Quando)

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Cio das letras – Ensaio erótico – Tá no ar a primeira parte do Cio das Letras, um ensaio erótico que fiz sobre amor, paixão e desejo. Utilizei poemas meus e letras de músicas que fiz com parceiros, além de montagens com imagens de mulheres muuuito especiais

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Submundo Orkut – Ampliando o diâmetro

10/03/2009

10mar2009

Olha, sabe como é, eu ando a fim de ampliar o diâmetro do meu círculo…

AmpliandoODiametro-01b

AMPLIANDO O DIÂMETRO

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Sinceramente, o Orkut tem umas coisas… Talvez seja porque o pessoal do Google é gringo e não saca muito bem as sutilezas da cultura brasileira. Por exemplo, olha que primor esta frase que consta logo na página de abertura: “Participe do Orkut para ampliar o diâmetro do seu círculo social.”

Ampliar o diâmetro do meu círculo? Ops, comassim? Que frase esquisita. Ok, ok, entendo o que senhor quis dizer, seo Orkut, mas isso não é coisa que se diga assim, na cara do freguês. Lá na sua terra até pode ser, mas aqui no Brasil o senhor jamais, em tempo algum, vai ver alguém falando: Olha, sabe como é, eu ando a fim de ampliar o diâmetro do meu círculo… Essa frase é tão sem noção que nenhuma situação combina com ela. Mas vamos lhe dar uma chance, seo Orkut, tentemos imaginar algumas situações. Pro senhor não dizer que eu tô com má vontade. Primeiro um situação formal.

Reunião mensal dos acionistas da empresa. Acaba de ser lido o relatório e o presidente pergunta se alguém tem sugestões sobre como deter a queda nas vendas. Alguém pede a palavra e diz: Senhores membros do conselho, precisamos de ações que ampliem o diâmetro do círculo social da empresa. Um dos presentes, que estava um pouco desatento, pergunta: Ampliar o quê? O colega ao lado repete: O diâmetro. Silêncio. Todos se olham. Um membro não aguenta e cai na gargalhada. Os demais acompanham. Não tem mais clima pra reunião.

Tá vendo, seo Orkut? Não dá certo. Mas vamos tentar de novo. Uma situação menos formal.

Farmácia. Amigas se encontram, se cumprimentam, perguntam sobre a saúde, os filhos e coisital. Uma delas diz: O Asclépios acha que eu ando pouco social, que eu devia ampliar o diâmetro do meu círculo. A outra pensa um pouco e diz: Olha, eu já vi muito pretexto pra isso, mas dizer que deixa a mulher mais social é novidade… Ela pega um tubo de lubrificante íntimo: De qualquer modo, leva esse aqui, é ótimo.

Talvez numa situação bem informal…

Botequim do Mané Bofão. Amigos bebem e comemoram a vitória do time. Mane Bofão, só de bermuda, suado, aquele barrigão enorme de cerveja, chega trazendo o tiragosto de sarrabulho. Um dos amigos diz: Adorei o boteco, seo Bofão, virei mais vezes pra ampliar o meu diâmetro. Mané Bofão, palito de dente na boca, sapeca-lhe um tabefe no pé da orelha e diz: Tu vai ampliar o diâmetro na puta que te pariu, ô pederasta, isso aqui é lugar de respeito, viu?

Tá vendo, seo Orkut? Não dá certo. Eu, particularmente, até sou chegado numa ampliação do diâmetro dos outros, mais especificamente das outras, mas… Ih, quem que perguntou isso mesmo? Ninguém. Esquece.

Estamos no Brasil, seo Orkut. Se o senhor quiser ganhar dinheiro por aqui, tem que entender bem três coisas fundamentais no espírito tupiniquim: futebol, carnaval e bunda. Futebol é tão importante que a gente usa o futebol e seus termos pra explicar a vida. É assim que a gente joga pra escanteio o que não presta, bota a gorduchinha pra dentro do barbante e depois corre pra galera. Entendeu? Tudo bem, depois explico. E quanto ao carnaval, pro senhor ter uma ideia, o ano oficial brasileiro só começa após o reinado de Momo. Antes, nem adianta o senhor querer fazer coisa importante porque ninguém vai prestar atenção. E bunda é aquela coisa: quem não tem é doido pra ter, e quem tem tá doido pra dar.

O que eu quero dizer, seo Orkut, é que ampliar o tal do diâmetro é muito bom, relaxa o cidadão ou a cidadã após um estafante dia de trabalho e coisital. Mas lá na página de abertura do portal essa ideia poderia ser expressa de outro modo, pois do jeito que tá, brasileiro pensa logo em sacanagem. Então bolei uma nova frase pro senhor. É digrátis, viu? “Participe do Orkut e engrosse o seu raio de penetração social”. Quital? Se o senhor gostar, pode usar as duas frases, elas combinam que nem queijo com goiabada. Primeiro o cidadão engrossa o raio, certo? Depois ele vai lá e, crau, amplia o diâmetro. De quem? Ah, aí vareia, né. Afinal gosto é como Orkut: cada um tem o seu.

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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diametralninfajessi05bEsta inocente crônica atraiu a ira do MNBC (Movimento Nacional pelos Bons Costumes), que exigiu a minha saída do quadro de colunistas do jornal O Povo. O episódio originou o conto Diâmetros exaltados, que se tornaria o primeiro capítulo da série As Aventuras de Diametral e Ninfa Jessi, a história do divertido casal apaixonado que vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza, luta pela ampliação do diâmetro do mundo e é perseguido pelos caretas chatos do MNBC.

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Ampliando o Diâmetro
Ricardo Kelmer no Sarau da Maria, 01.08.15
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Acabo de saber que um tal MNBC (Movimento Nacional pelos Bons Costumes), que eu nem sabia que existia, poderá me processar. Tudo porque os nobres senhores e distintas senhoras desse movimento encrencaram com a minha crônica “Ampliando o diâmetro”, cujo tema é o Orkut, e que foi publicado em minha coluna do jornal O Povo. A alegação seria que o texto incentiva a prática promíscua e doentia de sexo entre os jovens ou algo que o valha. Tô passado. Nunca em minha vida escrevi algo tão inocente, bobo e despretensioso. Esse pessoal, em vez de ficar enchendo o saco, deveria é ampliar o diâmetro de seu senso de humor, isso sim. Quem diria… Virei corruptor da juventude. É a glória! RK, jun2006

01- Sou leitor do NoOlhar, me chamo Leví Nepomuceno e tenho 25 anos, Gostaria de te dizer que seus textos em geral são somente “ruinzinhos”, porém hoje acho que chegamos a um nível extremamente baixo para o O POVO. Ele não é nem engraçado, nem legal, nem divertido, nem sério, nem mesmo “non-sense”, creio que seu texto simplesmente “não é”. O povo que lê este texto deve simplesmente se perguntar, “esse cara não tinha mais nada pra escrever e ficou escrevendo essas besteiras ?” Rezo que este e-mail colabore, para que nunca mais esteja escrito um texto como esse que está no jornal O POVO (NoOlhar) de hoje. Grato pela atenção. PS. Adoraria que a Dra. Adísia Sá lesse o referido texto, para ver se ela concorda ou diverge de minha opinião. Levi Nepomuceno, Fortaleza-CE – jun2006

02- hehehehe! Carai! Ô putaria! Pô, bixo, impagável o artigo sobre a frase de boas-vindas do orkut. Quase que morro de rir. E olha que li a coisa já por volta de 06h15, virado, trabalhando os temas da p… da tese. É… só acho que esse troço de aumentar o raio e expandir o diâmetro do círculo deixaria em polvorosa as populaçoes -vai sem o til por causa da p… do teclado espanhol- de Ponta Grossa e de Curralinho. Ei, falow! Abraço e obrigado pelas gargalhadas. Sandro Novais, Santiago de Compostela-Espanha – jun2006

03- Meu… o kara, vc é malukoooo e mais ESCRAXADO (deve ser assim que se escreve) que eu e um tanto POLÊMICO (kkk, esse eu sei que é assim que se escreve)….. Aff……. Bj e bom domingão!!! Rose Gasparetto, São Paulo-SP – jun2006

04- Eu particularmente adorei!!! O texto não demonstra qualquer tipo de ofensas aos bons costumes e nem faz nenhuma afronta, o direito da liberdade de expressão é assegurada pela Constituição Federal base de Estado Democrático de Direito, e sempre deve ser respeitada, A CF de 1967, revogada em 5.10.1988, pela atual CF, determinava, no Art. 8º, VIII, d, que a União era competente para prover a censura de diversões públicas, dispositivo complementado pelo Art. 153 (direitos e garantias individuais), § 8º, assim: “É livre a manifestação de pensamento, de convicção política ou filosófica. Entretanto, a atual Carta Magna repeliu tal orientação, estabelecendo no art. 5º, IX (em direitos e deveres individuais e coletivos). – “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”; Vivemos em um país de paz e a ditadura já acabou graças a Deus. Nosso povo precisa de alegria, o texto ao meu ver não passa de um momento de descontração para um povo tão carente de diversão. Em momento algum ofende os bons costumes e quem está contra não entendeu o espírito do texto. Se eles acham que o texto e ofensivos a quem quer que seja, basta fazer uma campanha, coloquem pessoas nas ruas distribuindo panfletos contra o texto. Isto sim é democracia. Não tentar proibir um texto ou livro ou qualquer outro tipo de manifestação contra a cultura. Depois somos chamados de “país sem cultura”. Todos têm direitos a se expressar. E ninguém está sendo obrigado a ler. Existe tanta coisa que atinge a moral e o bom costume, a meu ver, a fome, crianças sendo exploradas sexualmente, mulheres sendo vendidas como mercadorias… Cadê o povo dos bons costumes? Fica aqui minha indignação contra a falta de atividade e democracia dos “falsos moralista”. Márcia Morozoff, Brasília-DF – jun2006

05- Boa, RK, e se precisar de advogado, conte comigo! Abraço. Felipe Barroso, Fortaleza-CE – jun2006

06- Cara que imbecis! Não consigo pensar em nada mais inteligente para falar. Estou boquiaberto!!! Se puder contar com a minha ajuda? Andre De Rose, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

07- Grande Ricardo…(ops!) eu achei simplesmente um petardo de bom humor a Crônica AMPLIANDO O DIÃMETRO. Concordo em gênero, númeor e grau contigo: é um texto bem despretensioso, inocente até! Eu creio que este ‘Movimento Nacional de Biscas e Comadres’ deveriam olhar outras coisas que são bem mais aviltantes e contra a ordem MORAL no país, tais como delegados e deputados que participam de orgias com menores etc… aquele velho discurso político de sempre. -“É a volta das Senhoras de Santana!” rsrsrs… E antes de que tais pessoas se queixem de um material que tem certo percurso para ser encontrado (os diversos links na net e, se impresso, o preço, mesmo que baixo, do jornal), deveriam penalizar as novelas (outro velho discurso…) que apresentam as ditas “cenas de amor” em horáios improprios. Eu até falaria mal das novelinhas adolescentes vespertinas, devido ao seu conteúdo e influência: os galãs mais requisitados e discutidos, geralmente, são os vilões das historinhas! É ou não é uma verdadeira ‘cartilha de desobediência moral’?.. Onde estão as ‘senhoras de snatana’; digo; a ‘Liga Extraordinária pelos Bons Costumes’ nessa hora?.. Vendo a novelinha… ps! Fique tranquilo; até as carolas ortodoxas estão deixando de ser tão ‘conservadoristas’ ! Abraço e ‘fuerza, compadre!’ Alberto de Avyz, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

08- AHAHAHAH, desculpa, mas não dá pra não rir! Começando pelo Movimento Nacional pelos Bons Costumes! Bons costumes de quem? e quem define o que é bom costume? porque “ampliar o círculo” seria um mau costume? Gentinha bronca e desocupada… e que tal a liberdade de expressão? e a tolerância e bom humor, não seriam bons costumes para começar a pôr em prática? sempre achei que as coisas que mais nos irritam são aquelas que são nossas, que não gostamos e vemos reflectidas nos outros. É tão fácil apontar o dedo… ups, eu escrevi “apontar o dedo”, será que vão processar-me também? Caramba, só gente muito prevertida, muito doente mental, poderia alegar o que essa associação alega… “prática promíscua e doentia de sexo entre os jovens”? Isso é discriminação, estão vedando o sexo aos mais velhos! O quê? mais velhos não podem também? Processem o Orkut, oras! Afinal não é o Orkut que incentiva ao alargamento do diâmetro…? Que mais eles vão fazer, promover o teste da farinha? AHAHAHAHAHA! Escuta, eles são brasileiros mesmo??? (sei lá, nem mesmo portugueses fazem coisas tão idiotas assim). Só dá pra rir e ter pena, muita pena. Quem sabe, o riso descontrai, relaxa. Suco de laranja ou de limão logo pela manhã, em jejum, diz que também é bom pra isso. Se não resultar de manhã, que tomem à noite, é garantido. Esse pessoal tem o cu demasiado apertado: a merda não sai e sobe à cabeça, é o que é. Depois andam por aí cagando moralidades e sei lá mais o quê. Deve ser a isso que chamam “movimento”. O movimento intestinal ascendente. Olha que nome bonito! Tou contigo, Rica. Que venga el toro. Olé! BESOS. Susana Mota, Leiria-Portugal – jun2006

09- Hey! Ricardo Hoje por acaso tive um tempinho de tentar lêr…(risos) meus e-mails porque são muitooo… +- 5.000 visitas dias na submirarina http://www.docesvingancas.com , + meus site pessoal que preciso tá atualizando meus blogs,etc… eu particularmente achei sei texto bacana,mas sou muito ignorante no assunto em questão ‘orkut ‘na verdade nunca nem entrei em nenhum,na verdade nem sei como se faz isso?????(*):*& + rs… aliás eu tenho uma webcam + tb n~ sei me adicionar nem no MSN que minha filinha de 8 anos manda muito bem…+ rs… na real acho isso tudo uma grande besteira. Não ligue! risos… o que é isso MNBC??? Infelizmente preciso concordar + uma vez com o sábio Millôr “A humanidade é composta de 90% de idiotas”. Kiki Susário, Atriz,escritora,cantora,dramaturga,empresária, e observadora… Kiki Sudário, Barueri-SP – jun2006

10- Que loucura !!! Será que este MNBC é uma filial do TFP (Tradição, Família e Propriedade)? Que perigo !!! É cada uma que apareçe, hem ? Abs. Vicente Barcellos, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

11- Pô Ricardo, seu texto é tão inocente… Realmente alargar diâmetro é esquisto, os caras ficam dando margem pra cabeça de brasileiro pensar besteira, a gente pensa ! Olha só com tanto tarado mandando sacanagem para os nossos orkuts é até brincadeira achar que a gente alarga o diâmetro das amizades, rá,rá,rá! Guinha Lima, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

12- Ai vai…arriégua! O Macaco Simão é toscácido e ninguem fala… Vai ver que é pq é um assunto profundo demais ou então vc os machucou por dentro.. Ou porque brasileiro gosta msm é da sacanagem encubada, enquanto tá implícito ta tudo certo.. Pq tu tinha que meter o dedo onde não foi chamado? Essa mania que escritor tem de botar as coisa pra fora, acaba não agradando todo mundo e coloca alguns numa posição incômoda… Mas, como vivemos num país democrático vc poderia fazer uma enquete, pra avaliar quem gosta de levar a sério e quem leva com bom humor o que tu escreve. Ihh.. Não, não. Essa história de levar ia dar o que falar também… Besitos. Jéssica Rabbit, Fortaleza-CE – jun2006

13- Amigo, dê uma olhada no assunto “liberdade de expressão”. É uma garantia constitucional importante. Por outro lado rs… vc ñ seria o primeiro a ser condenado por “corromper a juventude”… “acho” que algum filósofo já foi condenado também. Eric Sabóia, Fortaleza-CE – jun2006

14- O brasileiro pisca o olho e lá vem os tentáculos da censura querendo ampliar o diâmetro de sua área de atuação, em nome da moral e dos bons costumes. Vícios de um país que viveu uma ditadura recente, talvez…Coisa de gente que não tem o que fazer, muito provavelmente ! Bom costume é respeitar o outro, bom costume é respeitar a liberdade de expressão. Será que o tal MNBC vai processar o Google também ? Eu participo da comunidade Odeio Gente com Cara de Cú. Imagine !!!! Um jovem desavisado pode entrar numa comunidade dessas e achar que tem cara de cú. Vai se sentir odiado por muitos e daí a resolver ampliar seu diâmetro pra se sentir mais amado, custa pouco… Lá vamos você, eu, o Google, os participantes da comunidade e o jovem de diâmetro ampliado nos encontrar nos corredores da justiça. Francamente !!!! Dá vontade de mandar esse povo dar meia hora de ampliada de diâmetro na feira, não dá não ? Beijão, Ricardo . Mantenha-nos informados, ta ? Thaís Lowen, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

15- Que comedia Ricardo… felicidades. Abilio Ribeiro, Fortaleza-CE – jun2006

16- Achei o conteúdo muito apropriado por ser eu também, um membro do Orktut, muito embora apenas para reencontrar meus antigos colegas de colégio. Mas o que me chamou mesmo a atenção foi o fato de o Senhor fazer alusão a certas expressões utilizadas no Orkut em Português, claramente um erro na tradução do Inglês para a nosso idioma Lusitano, ao mesmo tempo em que o Senhor utiliza-se verdadeiras “pérolas” ortográficas, tais como “coizital”, “quital”, “vareia” e por aí vai… Acho que esse tipo de escrita, embora proposital (espero!), na verdade presta um desserviço à nossa já tão “desaculturada” juventude, público este que, creio eu, seja o seu alvo. Tudo bem que se utilize regionalismos para comunicar uma idéia, mas pelo menos que estes sejam escritos de maneira correta, de modo a não causar confusão na cabeça dos nossos jovens. São textos assim que incentivam a saraivada de barbaridades de que se vê hoje em dia nas provas de redação do vestibular. Verdadeiros absurdos, os quais, inclusive, circulam livremente pela Internet. No mais, parabéns pelo estilo, pelo conteúdo e pelo bom senso de humor. Atenciosamente, Carlson Cabral, Waterloo-Canadá – jun2006

17- Decidi! Também vou entrar pro MNBC: Movimento Ninfômano das Bem Comidas… Jéssica Rabitt, Fortaleza-CE – jun2006

18- Nao gostei,nao. Voce diz que o texto e “inocente, bobo e despretensioso” . Concordo que eh bobo. Inocente nao eh. E sarcastico e ironico, e condescendemente agressivo com os criadores do orkut. Ele tambem nao eh nem um pouco despretensioso. Tem uma pretensao quase infatil (talvez nisso seja “inocente”) de ser engracado…e nao eh. Por que nao eh engracado? Primeiro, porque nao ha nada errado com a sentenca discutida. “Ampliar seu circulo de amigos” eh bastante claro e relevante para a ideia do Orkut (com a palavra “circumferencia” ou sem). Segundo, porque na situacao do escritorio, o diametro de qulaquer coisa nao seria algo que tiraria a atencao de uma reuniao seria…eh “bobo”! Terceiro, porque na farmacia, a coisa fica simplismente vulgar. E vulgar nao eh engracado. Ja, no bar, a coisa descamba mesmo e vira lixo quando a sua “circumferencia” vai pro lado do homossexualismo…e voce continua falando “com” os criadores americanos do Orkut como se tivessem 7 anos, o que revela preconceitos (homossexualismo e anti-US) nada contidos! Argh!!!! Bem, quanto voce ser um “corruptor de menores”, ja isso seria demais. Muito drama pro meu gosto. Nao penso assim. Voce escreveu uma infeliz cronica, e dai? (e essa eh a MINHA opiniao. Tenho certeza de que tem gente que vai curtir). Acho que esse povo da, como eh mesmo, rs…MNBC? Acho que eles deveriam achar algo mais util para fazer… Tamara Santana, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

19- Epa rapaz! Que história é essa de amigas ampliando o diâmetro??? Vamos ampliar nada! 😉 Beijos. Cínthia Azevedo, Fortaleza-CE – jun2006

20- promiscuidade é impedir o livre decurso das idéias, ainda mais quando elas vêm vestidas com o artifício da menipéia, do bom humor. Lembrando Voltaire: “posso não concordar com nada do que você acredita, mas morrerei pelo direito que tens em o professar”. Querer processar alguém por conta de um texto humorístico e paródico mostra o quanto ainda existe miséria intelectual em alguns setores organizados (no caso, essa Sociedade dos Bons Costumes – cujo nome me dá arrepios; tem um quê de Inquisição e Malleus Maleficarum). André de Sena, Campina Grande-PB – jun2006

21- Sinceramente… achei hilário! Que sacada, essa tua, de escrever sobre a frase da página inicial do orkut. Tô bolando de rir até agora. Vou enviar pros meus amigos… tenho certeza q eles vão gostar. Êta, criatividade! Só não entendi em q sentido o artigo desrespeita a “moral” ou os “bons” costumes da juventude. Na sociedade em que vivemos, parece até que os valores já deixaram de existir há muito tempo. Sabe, acho q esse pessoal do Mov. Nac. dos Bons Costumes devia se preocupar com a educação dos filhos deles através do diálogo, construindo valores ao invés de querer banir tudo o que consideram “errado”. Certamente, estão se preocupando com algo que os incomoda, o q denota q seu texto está circulando, chamando a atenção das pessoas… parabéns! Nunca vi uma mosca morta incomodar ninguém; se incomoda é pq está presente, fazendo barulho. Se alegam q “corrompe a juventude”, é sinal q os jovens estão lendo. Boa sorte pra vc! Um abraço bem forte! Xêro! Thaisy Albuquerque, Campina Grande-PB – jun2006

22- Rica, Li o texto, e escrachado, morto de sarcastico, cheio de duplicidades, tipico humor cearense, na malicia. Aquela conversa de botequim, bom pra rir. Os Bons Costumes estao so achando uma causa porque eles nao tinham nada mais importante para esse mes ou para o proximo, ou pro resto do ano. Talvez seja o fim do “movimento”, se eles nao processarem alguem. Ei, vai te dar o maior cartaz, capaz de tu sair na Globo, ou finalmente aquela entrevista com o Jo Soares sai. Ei, mande me dizer, que eu ate instalo a Globo aqui em casa pra assistir. Ja pensou: “escritor cearense processado por escrever cronica maliciosa”. Ai o Brasil inteiro vai morrer de rir da tua cronica, porque ampliar o diametro e malicioso mesmo. Ei, vou me calar antes que os Bons Costumes nao me proibam de entrar de volta no pais. Fui corrompida, mas ninguem amplia o meu diametro. Fabiana Vasconcelos, Boston-EUA – jun2006

23- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Muito bem bolado kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Mas eu acho que a afirmação é coerente sim, acho q o que as pessoas precisam mesmo, é aumentar o diâmetro do círculo, só assim ficam mais de bem com a vida e deixam que os escritores espirituosos e criativos, façam o que bem quiserem com diâmetro do seu círculo… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Gizelle Saraiva, Natal-RN – jun2006

24- Fala sério!!! Chamo isto de falha de interpretação…enfim nada podemos fazer, pois cada um exerga conforme sua míopia…. Será que posso de chamar de Sócrates dos tempos modernos…rs.. Abraços. Sandra Bogarim, Campinas-SP – jun2006

25- Óooooooooooooooooooooooooootima a crônica do orkut, Ricardo… Só quem não gosta é quem tem os diâmetros fechados! Sérgio Beltrão-Lima, Fortaleza-CE – jun2006

26- Li o texto e creio sinceramente que esse movimento sejá lá do quê, não entende abolutamente nada de humor e pior do que isso, não lê o texto dentro de um contexto. Apenas esquartejaram um fragmento dele e crê que a partir daí, pode fazer a leitura de um todo por uma parte. O problema é a falta do hábito de leitura! Ou quem sabe, o problema está relacionado mesmo ao diâmetro de cada um. E por falar nisso, nunva vi um tema tão cheio de tabu quanto esse do diâmetro. Todo mundo acaba se preocupando com o diâmetro alheio, mas muitas vezes ou quase sempre,entre quatro paredes o diâmetro alheio faz o maior sucesso e é tão cobiçado, mesmo por aqueles defensores da moral e dos bons costumes. Bom Ricardo, creio sinceramente que você não deva se importar muito com esse barulho todo, porque pode ter certeza que ninguém precisa incentivar prosmiscuidade para que ela aconteça. Normalmente faz parte da humanidade, basta uma oportunidade. E quanto ao diâmetro, cada um cuide do seu! Porque se o Divino quisesse que o meu ou o teu fossem coletivos, ele daria um só para um grupo de pessoas. Imagina a confusão! Ainda bem que o meu é meu! p.s: Irei usá-lo em sala para mostrar justamente o problema de ler uma parte pelo todo. Abraços Grandes. Daniele Bezerra, Fortaleza-CE – jun2006

27- Ah é?? Então por que estes senhores não encanam com estas propagandas de bebidas alcoólicas, que possuem mulheres gostosas apresentando o produto que, além de incentivarem o uso de álcool, incentivam inclusive ao sexo?? Assim como propagandas de carros, onde há pessoas maravilhosas e ainda mulheres lindas, incentivando o consumismo, sexo, inclusive acidentes automobilísticos. Ninguém enxerga isso. Tem outro lance: liberdade de expressão. Por que vc não pode publicar o que vc pensa ou o que vc sente para o público em geral? Tem tanta gente que fala merda por aí… Se o Caceta e Planeta, por exemplo, que zoa políticos não são sensurados… É aquele esquema: o que dá dinheiro deve ser preservado, ainda que esteja cometendo a maior atrocidade do mundo. Agora, quem somente coloca suas opiniões, apenas as expôe sem fins lucrativos a qualquer empresário bem sucedido, deve ser motivo de censura e até chacota. Ah, me poupem, vá… Não estou defendendo ou atacando ninguém. Só gostaria que houvesse mais sensatez e senso de justiça. E que nego não pensasse tanto em grana, pois essa merda só fode com a vida do ser humano. Só que ninguém percebe. Giovana Milozo, Jaú-SP – jun2006.

28- NADA demais. Nada mesmo!!! Pura frescurite desse povo. Não dar nem pra acreditar! Marcos André Borges, Fortaleza-CE – jun2006

29- Pô! Estapafúrdio mesmo é se um jornal como O Povo , sempre adiante da mesmice ceareba -falo isso porque sou cabeça-chata e vivi em Fortaleza até os meus 33 anos-, der ouvidos a reclamos mal-humorados, de gente hermeticamente fechada para a capacidade de alguns poucos de sacar as mazelas do cotidiano e delas fazer algo legal. Assim, meu caro, pode contar com meu apoio -tô aqui para para escancarar a boca do seu diâmetro social na luta contra a caretice, no bom sentido, claro. hehehe! Sandro Novais, Santiago de Compostela-Espanha – jun2006

30- Inocente não é, mas corruptor da juventude rsssss… afffff…. primeiro a gente teria que verificar se a juventude anda entendendo bem as sutilezas e interpretações de um texto… do jeito que anda a educação neste país, isso é coisa que duvido muito que muitos façam com maestria. Um abraço pra vc. Ana Cristina Souto, Fortaleza-CE – jun2006

31- parece mesmo que o MNBC conseguiu o que mto provavelmente queria, heim ? circulou o nome deles… No dia que alguém na face da terra ou quiçá em outros pontos dela, precisar de incentivo para a prática de sexo – prosmícua e doentia fica por conta do fregues, podemos crer que o mundo está de fato perdido. KKKK Sobre o texto: para mim ele não é inocente, não é bobo e tampouco despretensioso. Cheio de malícias, provoca boas gargalhadas; esperto, sugere duplo sentido por isso mesmo , excitante e… ainda posso inferir, traz a pretensão de pensarmos o tanto que nos passam despercebidas as várias influencias gringolescas a que estamos sujeitos. Quer saber Ricardo? mal humor é doença provocada pela falta de prazer… se eles estão doentes… sola. Obrigada por seus escritos. Um beijo. Suely Andrade, Brasília-DF – jun2006

32- Grande Kelmer! Tenho recebido sempre suas colunas por e-mail e, no mais doce linguajar, estão simplesmente do caralho! Aproveitei e dei uma lida também nas colunas do jornal “O Povo” e achei por ali várias preciosidades. Marcelo Gavini, São Paulo-SP – jun2006

33- oi, kelmer voce é tudo de bom, criativo, inteligente, escreve super bem e tal e coisa. Adorei. tudo de bom pra voce. um super abraço. Glaucia Costa, Fortaleza-CE – jun2006

34- Boa, Kelmer! Uma bufada risonha a cada parágrafo… Boa sorte ao ampliar o seu diâmetro, ainda bem que o orkut é uma comunidade que conecta pessoas através de uma rede de amigos confiáveis, assim a ampliação do “negócio aí” fica na medida, como o ministério da saúde propaga! ô, putaria! Abração! Jefferson Peixoto, Fortaleza-CE – jun2006

35- MAIS UMA VEZ ME RENDO A SUA RETÓRICA! PALMAS , MUITAS PALMAS… MARAVILHOSO ESSE TEXTO!rsrsrs MANDE SEMPRE, É SEMPRE UM GRANDE PRAZER LER TEXTOS TÃO INTELIGENTES! BEIJOS. Wânia Alvarez, São Paulo-SP – jun2006

36- Explícita è explícita, não dá pra negar que o assunto foi “bunda” do começo ao fim. Acho que a inocência do texto é vista dependendo do grau de importância que se dá ao argumento. Claro que quem faz parte de um movimento como esse só pode pensar muito diferente de você, de mim e da maioria das pessoas que conhecemos, mas tem muita gente convicta que isso è imoral, que não se deve escrever pois “DETURPA PERSONALIDADE DOS JOVENS” e que perde o próprio tempo em escrever pro jornal e em tentar processar você por ter escrito um texto superatual. È uma crônica leve, com uma mensagem legal (pra mim a moral è que brasileiro dá muita importância a futebol, carnaval e bunda) e verdadeira. Não queria baixar o nível mas diante de uma frescura dessas acho que uma resposta assim seria uma boa mensagem pra eles cuidarem do cu deles que a gente cuida dos nossos!!! Beijos da Isa. Isabella Furtado, Modena-Itália – jun2006

37- Ola amigo!!! Gente famosa é outra coisa…. incomodando o pessoal do MNBC hein?? Li a crônica e achei muuuuuito boa, esse movimento deve ser formado por senhores do século 19, no mínimo. beijos. Ticiana Vidal, Fortaleza-CE – jun2006

38- Kelmer, para usar a linguagem futebolística tão usual no nosso dia a dia acho que temos que colocar nosso time no ataque. Devemos processar este tal movimento (do qual acho que ninguém nunca ouviu falar) por calunia e difamação. Este tipo de reação imbecil é que abre espaço pra volta da censura. Se não gostou do artigo no começo da leitura, não continue. Se achou o programa ofensivo, mude de canal. Só a autogestão da sociedade pode controlar esta questão. No mais, é bola pra frente. Grande abraço. PS: Realmente este negócio de alargar o diâmetro, não sei não… Mauro Gurgel, Fortaleza-CE – jun2006

39- Isso é quando a ficção teima em ser realidade. Aproveite para colher o burlesco dessa conduta moralista movida pela culpa. Não é só na intenet que se encontra sexo. Há padres pedólifos também. André Rola (Bk), Rio de Janeiro-RJ – jun2006

40- O texto é ótimo, tem humor e muita classe. Ainda bem que incomodou. Não existe escritor que se preze sem uma TFPzinha que o deteste. Portanto, parabéns. Agora vc é odiado por um movimento nacional de pessoas que não peidam de mansinho, não arrotam nem comendo piqui e nem deixam aparecer os cabelos dos suvacos e das orelhas. Que chique! Deixa processar. Um bom processo dá mídia e ajuda a vender livros. Torna vc um processado nacional. No mais a lei de imprensa lhe é favorável e depois dá uma ótima indenização. Precisando dos meus serviços advocatícios pode contar. Até pensei que deveríamos fazer uma contra notificação extrajudicial. Vamos Brigar juntos???? Só de falar já fico animada.KKKKKK bjs. Marcia Sucupira, Fortaleza-CE – jun2006

41- Tem gente que não tem mesmo coisa melhor para fazer que ficar atrapalhando quem faz bem! Conte comigo! Bj e boa semana! Liége Xavier, Fortaleza-CE – jun2006

42- Ri, li o texto, realmente não tem nada a ver” o cú com as calças”rsrsr Mas enfim, talvez tenha incomodado a analogia feita entre a proposta do orkut e sexo feita no texto. kiss. Karine Marques, Fortaleza-CE – jun2006

43- Isso só pode ser mentira da fonte onde você obteve essa informação, ou então pode ser brincadeira de sua parte. Se não for nem uma coisa nem outra, acredito que seja um fenômeno paranormal dentro da liberdade de imprensa, assegurada pela Constituição. Nada como uma paranormalidade desse porte para promover a leitura da boa literatura produzida no Brasil, ampliando o diâmetro de leitores. Valeu, MNBC! Alessandro Lima, São Caetano do Sul-SP – jun2006

44- Sinceramente também fiquei “passé composé” de bolinhas!!!!!!!!! Olha será que esse povo do tal de MNBC não tem mais o que fazer não?? Será que eles ou elas não tem um tanque de roupa prá lavar, um jogo de futebol prá assistir (afinal é Copa)? Será que em nome dos bons costumes eles escreveram também pro Lula?? Escreveram para os políticos envolvidos nesse monte de safazeda que aconteceu/acontece lá no Planalto?? Será?? Será??? Tou que nem o cara da propaganda, mas será?? Esses costumes planaltinos é que tinham de ser questionados, isso sim e não o fato do sujeiro alargar, ou melhor ampliar seu círculo, ou o das outras ou outros (toda a forma de amor vale a pena) seja lá qual círculo seja virtual ou real. Sabe, sinceramente ando muito de saco (virtual) cheio, de gente sem-noção, que não tem o que fazer e se preocupa com besteiras, bobagens, é triste sabia?? Bem tá aí minha opinião, e o que vc deve fazer, sinceramente??? Cavalo da parada de sete de setembro. Saca?? Cagando, andando e sendo aplaudido. Beijos, Teresa P.S. Pode publicar, não quis me extender muito prá não ocupar muito espaço mas dei meu recado. Teresa Gavinho, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

45- Ai, Ricardo..rsrsrs…Só você mesmo…Realmente você está certo, tanto que porque você acha que o Brasil é o país que mais tem membros e comunidades no Orkut?? Justamente por causa dessa frase de “abertura….do Orkut”, daí o povo brasileiro que já não gosta de uma sacanagem nem é visto por aí como o país das ‘belas bundas’ se sentiu à vontade para criar perfis e comunidades de apologia ao sexo como se já não bastasse a televisão e a internet por si só!! Porque esse tal de MNBC não faz alguma coisa a respeito disso e proíbe terminantemente qualquer tipo de apologia ao sexo no Orkut ao invés de querer censurar sua crônica?? Fala sério…. Um abraço pra você querido. Wheena Lourinho, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

46- Ricardo, querido mano e companheiro de busca, Na atmosfera modornenta e asfixiante deste mundinho de todo dia, você significa o ar puro e benfazejo da liberdade e da criatividade amorosa e gostosa que sacode o torpor e nos convida à vida. Não desanime com estes ruídos dissonantes do farisaísmo provinciano, cujos olhos do coração só vêem porcaria e projetam em você as sujeiras das quais não conseguem libertar-se. Uma pessoa livre e libertadora como você incomoda muito. Conte comigo como testemunha do bem que você faz e do direito que todos têm à beleza e à liberdade que sempre caracterizam todos os seus textos e, tenho certeza, toda a sua vida. Fique firme e tenha certeza de não estar sozinho. Estamos juntos nessa. Um abração do mano Marcelo Barros (monge beneditino, teólogo e autor de 30 livros) Obs: Se precisar de qualquer coisa que eu possa fazer para concretizar esta solidariedade, é só dizer. Marcelo Barros, Goiás Velho-GO – jun2006

47- Acredito que a questão conceitual do problema em foco, talvez passe insignificante aos olhos do tal movimento, pois bem, existem pessoas e pessoas, cada um entende como quer colocar seu diâmetro a mercê do tempo, he, rs, mas apelar, tá ai, uma coisa interessante. Será mesmo que estão preocupados em resolver a questão ou somente encontraram álguem para ter com quem se preocupar? Liberdade de expressão é uma utopia, sinceramente, mas somente corajosos conseguem expor seus verdadeiros sentimentos e cá entre nós, a sua observação acaba por ser uma curiosidade. Será que se você usasse o termo “adentrar no ciclo social” também seria tido como vulgar?! Vamos lá, tá na hora deste pessoal rever seus conceitos. Continue com suas observações… Abraços. Caroline C. B., Cuiabá-MT – jun2006

48- Ricardo, seu texto está ótimo, inteligente, como sempre, e isto incomoda. O povo do MNBC precisa é aumentar o diametro deles! Beijao, Ana Wizauer, Michigan-EUA – jun2006

49- Ricardo, não acredito q esse lance de processo é verdade. surreal…. abs. Patrícia Rabelo, Fortaleza-CE – jun2006

50- Já li você, antes que censurassem… Ridículos esses obscurantistas! Era só uqui faltava a essa altura do século 21… Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

51- Oi meu querido,li a crônica,e tô tão passada quanto a ti.Li no dia que saiu,pois costumo ler todos os dias,axo uma grade injustiça que por sinal adorei, o texto. Axo que esse pessoal além de ter que ampliar seu senso de humor,deveriam se ocupar com coisas mais construtivas ao invéz de tentar atrapalhar pessoas que gastam seu precioso tempo a tentar alargar suas mentes imundas,pois só perceberam o que quiseram perceber.Não te preocupes,tu te sais dessa na BOA!!!!Muitos bejinhos de saudades tua amiga de sempre. PS: Te adimiro muito profissionalmente,e gosto imenso de ti como amigo,sinto orgulho de quem és e do que fazes,deveria existir milhões de RICARDO KELMER infelizmente só temos a ti,obrigado porque existes. Silvana Reis, Lisboa-Portugal – jun2006

52- to em amsterdam e adorei o texto concordo plenamente que esses gringos nao sacam nada com nada. E e um absurdo esse negocio de processo esse povo ta doido. Paula Costa, Amsterdan-Holanda – jun2006

53- Bicho, dukaralho seu texto, e bem sacada a coisa da expressao… Acho que você está de parabens. Nao pense em processar esse pessoal, pq eles nao sabem, mas estão te projetando pro estrelato. Em breve, se vc continuar nao sendo um bom moço, donzelo, quem sabe você ja pode ser visto ao lado daquela gostosinha da Luiza Mel no TV Fama, ou fazendo parte daquela rodinha do quadro do Marcio Garcia “Bonitas e perigosas”, onde vc vai ficar rodeado de mulheres lindas te perguntando um monte de coisas que elas mesmas nao compreendem bem. Eugênio Hertz, Campina Grande-PB – jun2006

54- Apesar de se ouvir muita besteira por aí e nem por isso jah ouvi falar dessa porcaria de movimento nao sei das quantas de “bons costumes” que para mim é gente doida para quebrar regras, mas nao podem e assim infernizam a vida dos outros…devo adimitir que só depois de ler sua cronica é que maldei a frase do Orkut. Mesmo assim nao há motivo nenhum para um processo. Que tal processar o jah infelizmente morto ( Bussunda), por dizer um rede nacional e em horário nobre que o seringueiro vive no mato ” tirando leite do pau”, que logicamente a frase é altamente maldosa. Por que eles nao experimentam processar a Globo por isso tb?” Abraço. Beto Ferreira, Fortaleza-CE – jun2006

55- adorei sua crônica “Ampliando o diâmetro”. Só não sei o que os membros dessa tal de MNBC têem na cabeça. Com tanta gente prá processar, pq foram invocar com vc? Pq não processam os políticos e advogados corruptos que atentam contra o pudor da Nação inteira sempre que resolvem abrir a boca? Creio que devem estar equivocados com o sentido dessa frase: atentar ao pudor. Somos agredidos todos os dias e ninguém faz nada, mas foram com vc, que resolveram mexer…rs Adorei a crônica, ok? Beijos. Vanessa de Assis, Uberlândia-MG – jun2006

56- Ah, Kara, falassério…!!! Cê tá de sacanagem com a gente??!!! Será mesmo verdade que o tal Comitê (ou Diretório, Movimento ou o que diabos seja!) tá empombando com você por causa dessa crônica??!!!? Deve ser realmente muita falta do que fazer… Aqui do Recife, pelo meu lado, continuo louvando e celebrando (e invejando, confesso) o seu jeito fluido de escrever, a sua criatividade e sua lucidez. Sem ser ácido ou cáustico você faz excelentes críticas a um bando de coisas que precisam mesmo ser criticadas. Fica firme aí! E não dá bola pros desocupados. Paz e Luz! E que os astros lhe sejam favoráveis! Haroldo Barros, Recife-PE – jun2006

57- mas por quê censurar um texto tão pedagogico? as pessoas tem que se atualizar !alias , mesmo que se tratasse daquele outro diametro…qual é o problema? alias , quem ainda não tentou alarga-lo? mas como vc disse…cada um com o seu. Michele Diamanti, Taranto-Itália – jun2006

58- ainda estou sem saber se rio ou choro diante da hipótese de censura.Por favor, me diga que é brincadeira! Bem , por via das dúvidas, talvez vc devesse escrever um texto para as gentis senhoras que se sentiram tão ofendidas.Algo que falasse sobre a dificuldade que elas estão encontrando em ampliar os diametros dos próprios círculos. Sim, pois como psicóloga , posso dizer que essa dificuldade em aceitar que os outros ampliem seus círculos pode vir de um desejo inconsciente que seus próprios círculos sejam ampliados…Resumindo, se elas ampliassem seus círculos com mais frequencia, com certeza descobririam que a idéia é ótima, e teriam menos tempo para se preocupar com o círculo dos outros. Enfim,enquanto isso não acontece, só podemos seguir com nossas vidas…rs…rs… Adrei seu texto! Abraço. Daniela Bernardes da Silva, SP – jun2006

59- ESSAS PESSOAS NÃO CONHECE O SEU TRABALHO E TAMBÉM NÃO TEM O QUE FAZER. LEMBRE-SE, TODOS QUE SÃO ILUMINADOS PASSAM POR PROVAÇÕES, TALVEZ VOCÊ TERÁ QUE PASSAR POR ESSA. ADORO SEU TRABALHO E O ADMIRO MUITO, MAS UM DIA ESCREVI PRA VOCÊ FALANDO QUE TINHA TIDO PROBLEMAS COM O ORKUT. QUE DEUS TE ABENÇOE! MUITA PAZ! Cacilda Luna, Fortaleza-CE – jun2006

60- Ricardo,meu Kelmer… São 4 da madrugada.Fui dormir às 18:30 e ainda estou q nem zumbi, no horário europeu.Será q li certo? Alguém realmente se ofendeu com esse texto? Ou ainda estou abestada demais pra enteder a “profundidade” do círculo? Só me resta rir,né? Que é o q geralmente faço qd leio vc (por outros motivos, claro). E eles não têm idéia do q vc é capaz!!!!!!!!Se ofenderam com ISSO?????? Que o Todo Poderoso os proteja se VC se irritar com eles!!!!!! Hehehe.Confesso q quero mais é ver esse circo pegar fogo, e ficar aqui, às gargalhadas. Beijos na madrugada. Mônica BurkleWard, Alemanha – jun2006

61- Muito engraçada!!! Sério, não paro de rir…todo mundo aqui em casa deve achar que eu fiquei (ainda mais) maluca! Mari, Porto Alegre-RS – jun2006

62- Diga aí Kelmer? Li o texto. Tem o duplo sentido óbvio, mas com muito bom humor, além, é claro, de reclamar dos termos usados no Orkut, que não tem a ver com a nossa brasilidade. No mais, a sacanagem que tem ali não é maior do que aparece no Casseta e Planeta, todas as terças feiras em ampla rede nacional de televisão. Se é pelo humor, alguns são mal-humorados, outros não acham graça nenhuma, mas não querer que a piada, o chiste, circule, isso é trágico. Abraço. Ronald de Paula, Fortaleza-CE – jun2006

63- Esplêndida! Só podia ser o Ricardo… Mariana Melo, Maceió-AL – jun2006

64- Kelmer! Que brincadeira gostosa o teu texto! Divertido, sem grandes pretensões, mas atingindo em cheio, as mil pretensões! Parabéns! Que o círculo se abra, os raios e diâmetros! Jayme Akstein, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

65- Ô, querido, não se preocupe se dizem que você é um corruptor da juventude… Até os meigos Monteiro Lobato e Mark Twain também foram assim rotulados e proibidos. Pra não falar em Sócrates, que teve que beber cicuta. Não se preocupe, você está em ótima companhia. Só não aceite nada que te dêem para beber, ok? Um grande beijo, e por favor, continue escrevendo e ampliando nossos horizontes. Quanto ao diâmetro do cérebro dos respeitáveis senhores e senhoras que te processam, não tente ampliar. A não ser que você já tenha aprendido a fazer milagres… Bandruir, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

66- Oi, Ricardo. Fala sério!!! Esses caras não tem mais o que fazer do que se preocupar com o diâmetro social dos outros? O texto é leve, engraçado, bem a tua cara. Bjks. Sandra Ribella, Limeira-SP – jul2006

67- Acbo de ler duas crônicas suas.A tal do Ampliando o diâmetro e outra que vc sai pelo mundo com Jessi. Adorei. Apenas isso,porque vc tem um senso de humor gostoso e que ainda sim nos faz pensar um pouco mais no que está escrito ali. Eu tenho horror a qualquer dimensão da “moral e bons costumes”…são fanáticos e viram assassinos por qualquer motivo.Quero a vida mais leve e mais solta.Quero levar dela o que ela puder me dar e de forma tranquila,com humor e muito amor.Ah…e sexo tb…óbvio! Qto ao orkut…eu sou das primeiras,lá em fevereiro de 2002 ,qdo o Tio Sam ainda era a grande maioria daquele círculo que tem seu diametro aumentado diariamente.E várias teorias da conspiração depois,ainda estou lá,fazendo contatos com amigos,novos,antigos,especiais,comuns,que sinto falta,ou que lembro vagamente…E gosto muito disso. Quisera eu viver em um mundo onde as pessoas não precisassem cuidar das consciências umas das outras e cada uma soubesse exatamente o que fazer de sua vida,das coisas que escreve,das coisas que lê e ,com toda propriedade,do diâmetro de seu círculo… beijos e boa cruzada anti moralismo pelas estradas do mundo… Simone Santos, Rio de Janeiro-RJ – jul2006

68- Caro Ricardo, Não sei se estou ficando velho, ou talvez, mais exigente (puritano never).Entretanto não ví a menor graça nos seus últimos textos.Muita divagação acerca de uma inutilidade (o diametro sei lá de que…), palavras chulas…Situações me pessoais.Meu caro amigo, escreva para todos, seja leve, espotâneo e divertido.Você tem potencial!Nossas crenças e bandeiras interessam mais na mesa de um bar. Acredito em você. Do amigo. Eduardo Macedo, Recife-PE – jul2006

69- Ampliando seu diâmetro….rsrsrsrs.. Eu já li milhões de vezes no orkut na apresntação… e nada e nada e nem ninguém prá nos dizer algo…e lá está: amplie seu diâmetro!!!…seu círculo!!!…eheheheh precisou o Kelmer…nos mostrar essência profunda em como definitivamente podemos ampliar nossos diâmetros… Morri de rir… Inêz Dias, São Paulo-SP – out2006

70- olha só, seus comentarios sobre a apresentação do orkut, teve resultados: “O Orkut é uma comunidade on-line que conecta pessoas através de uma rede de amigos confiáveis. Proporcionamos um ponto de encontro on-line com um ambiente de confraternização, onde é possível fazer novos amigos e conhecer pessoas que têm os mesmos interesses. Participe do orkut para estabelecer seu círculo social e se conectar a ele.” kkkkkk graças a vc não corremos mais o risco de ampliar nosso diâmetro … social gde bj. Angélica Santos, Osasco-SP – abr2007


O último homem do mundo

24/12/2008

24dez2008

OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06c.

Este conto integra os livros Baseado Nisso – Liberando o bom humor da maconha e o livreto O Último Homem do Mundo, de Ricardo Kelmer

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O ÚLTIMO HOMEM DO MUNDO

O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso, ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja, pois você pode conseguir…

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CAP. 1

AGENOR CUMPRIU TODO O RITUAL, direitinho. Colhera o fumo num dia seis e seis dias depois o debulhara, fumo plantado no sítio Inferninho, na sexta noite após a sexta lua do ano. Não contara nada a ninguém. Tudo dentro dos conformes do ritual.

Onze e meia da noite, e não havia lua no céu. A escuridão toda dava um pouco de medo, mas Agenor estava decidido. Apenas meia hora o separava do momento mais importante de sua vida.

Tirou o cigarro da bolsa e acendeu. O nervosismo fez o cigarro cair duas vezes. Deveria fumá-lo sozinho, era o que dizia o ritual. Agenor fumou e aos poucos foi se acalmando. Tinha de estar tranquilo para dizer as palavras certas, não podia errar. Subiu numa pedra mais alta e lá encostou-se. E relaxou. Era realmente um excelente fumo, diferente de qualquer um que já houvesse experimentado. Diziam que, de tão especial, não estragava nunca.

No céu, as estrelas pareciam mais brilhantes, mais próximas. Lá embaixo dava para ver as luzes da cidade de Jubá, a torre da matriz, o estádio. Quase dava para ver a casa onde morava, e o restaurante onde trabalhava Dorinha…

De repente, escutou um ruído vindo do mato. Olhou para o relógio. Onze e quarenta e cinco. Não, não devia ser ele ainda, pensou. Talvez algum bicho. Deu a última tragada e apagou o cigarro. Começava a fazer frio. Agenor tirou da bolsa um cobertor e se cobriu inteiro, encolhido à pedra.

Durante meses estudara seu pedido como quem retoca uma pintura, ajeitando aqui e ali os detalhes das miudezas semânticas. Segundo o ritual do Encontro, o pedido tinha de ser formulado corretamente, as palavras exatas, o sentido perfeito. Não podia haver qualquer erro. Os diabos eram espertos, e se as palavras dessem margem a qualquer outra interpretação, eles não perdoavam a falha.

Agenor olhou o relógio: meia-noite. O diabo chegaria a qualquer momento. Meia-noite e cinco. Meia-noite e dez. Talvez o relógio estivesse adiantado, pensou Agenor. Meia-noite e vinte. Teria falhado em algum ponto do ritual?

À meia-noite e meia, quando já começava a cochilar, Agenor percebeu que alguém chegava, vindo de dentro do mato, caminhando devagar entre as folhagens. Ergueu-se, enrolado no cobertor. De repente, sentiu medo. Pensou em desistir daquela história de pacto… mas as pernas não obedeceram e ele continuou ali em pé, esperando.

Quem chegou foi um velhinho de barbicha branca, de sobretudo, chapéu e bengala. Agenor estranhou. Não se parecia com um diabo.

– Boa noite – disse o velho, erguendo o braço e tocando seu chapéu. – Desculpe a demora, sexta-feira sempre tem muito serviço. Você é o Agenor, não é? Sou Soloniel, o mais astuto dos diabos. Certamente já ouviu falar muito de mim.

– Ahnn… não… – Agenor olhava para a figura à sua frente. Aquilo era um diabo? Parecia mais com aqueles velhos aposentados que jogavam dominó na praça.

– Devia ler mais, meu jovem – disse o diabo, apontando-lhe um dedo acusador. – É nisso que dá ficar vendo esses filmes idiotas da tevê. Deixa de saber quem foram os grandes nomes da História.

Agenor concordava com a cabeça, sem compreender aquela espécie de sermão. Aquilo era mesmo um diabo?

– Ainda duvidando de mim, rapaz?

Ele lia pensamentos! – assustou-se Agenor.

– Desculpe… é que… eu… – E não soube mais o que dizer.

– Já sei, já sei – falou o diabo, dando com a mão, resignado. – Esperava um diabo mais jovem. É sempre assim. Por isso é que eles querem me aposentar. Nem um diabo velho é mais respeitado hoje em dia. O mundo está perdido.

– Desculpe, eu não quis…

– Eles sempre enviam diabos moços e vigorosos, para impressionar os tolos. Pois saiba, meu jovem, que toda a juventude deles não serve nem para lustrar as botas da experiência de Soloniel, estas aqui!

Agenor olhou para as botas. Eram bonitas e brilhosas. Só um pouco folgadas.

OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06e– Está vendo? Estas botas já estiveram em muitos lugares e muitos tempos, tantos que os números já não contam – Ele batia nas botas com a ponta da bengala, tum-tum-tum. – Estas botas já estiveram em cavernas, tendas, palácios! Em castelos, campos de batalha, escritórios, alcovas mal iluminadas! Já presenciaram acontecimentos cruciais da história humana. Não só presenciaram como também ajudaram a determiná-los. Entende?

– Sim, sim… – balbuciou Agenor.

– Eu é quem incentivo as pessoas no rumo dos seus sonhos mais íntimos. E por eles cobro meu preço, claro. Tem um pano aí?

– Um pano? Este serve?

Agenor estendeu-lhe o cobertor. O diabo agachou-se e usou o cobertor para dar uma lustradinha nas botas.

– Obrigado – ele agradeceu, devolvendo o cobertor. – Vamos lá, qual é mesmo o seu pedido?

Agenor respirou fundo.

– Bem, eu… O senhor pode mesmo realizar qualquer desejo?

O diabo deu um risinho de impaciência.

– Diga logo o que quer, meu jovem. O diabo Soloniel ainda tem quatro encontros esta noite.

– Eu… eu…

De repente, Agenor sentiu um medo imenso. Valia mesmo a pena um pacto com o demo?

– Até logo, jovem – disse o diabo, virando-se e pegando o caminho de volta. – Volte para a sua mamãe. Pacto com o diabo não é para gente fraca como você.

– Ei, espere! – gritou Agenor, nervoso. – Vou fazer o meu pedido. Agora.

O diabo parou e voltou-se. E aguardou, apoiado em sua bengala.

– Eu…

– Sim?

– Eu quero que todas as mulheres…

– Estou ouvindo.

– Eu quero que todas as mulheres do mundo me desejem.

Pronto, dissera. Estava feito. E uma vez formulado, o pedido não podia mais ser mudado, ele sabia. Não dava mais para voltar atrás.

Agenor aguardava, a respiração suspensa, as palavras ecoando em seus ouvidos: todas as mulheres… do mundo… me desejem… De repente, pela primeira vez, seu desejo lhe pareceu ridículo e despropositado… Era como se as palavras, finalmente pronunciadas, concretizadas solenes no ar, tivessem o poder de lhe abrir os olhos.

– Hummm… Bom pedido, bom pedido – murmurou o diabo, balançando a cabeça, coçando a barbicha branca. – Fazia tempo que eu não topava com um desse. Deixe-me ver…

Agenor aguardava, nervoso. Teria sido um pedido difícil demais? Será que zombaria dele? Estaria estudando suas palavras, procurando brechas para poder enganá-lo?

– Claro que é difícil. Fazer todas as mulheres do mundo desejarem um cara feio, pobre e desengonçado como você é missão que pode consagrar um diabo pela eternidade inteira. Sabe o que significa a eternidade inteira, jovem?

A eternidade? Sim, claro, Agenor respondeu com a cabeça. Quer dizer, não, não sabia.

O diabo continuava coçando a barbicha, apoiado na bengala, olhando para as estrelas… Eram segundos que para Agenor pareciam séculos.

– Teve muita sorte de pegar um profissional como Soloniel, meu jovem. O que você pediu requer a experiência que só eu possuo, acredite. Pois muito bem. Dê-me o documento.

Agenor puxou do bolso uma folha de papel dobrada. Nela estavam a frase exata de seu pedido, data, local e a assinatura.

– Perfeito – falou o diabo, guardando o papel no bolso do sobretudo. – Então estamos combinados. Toque aqui.

Apertaram-se as mãos.

– Na hora certa virei buscar o pagamento pelo serviço. Adeus.

Agenor viu o diabo sumir mato adentro. Então respirou fundo. Fizera o pacto. Estava feito. O diabo realizaria seu desejo, era isso que importava.

Ele conseguira. Não era um fraco. Quanto à sua alma, pensou, já descendo a pedra a caminho da cidade, perdê-la seria um preço pequeno diante do grandioso futuro que o aguardava.

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OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06eO DIA SEGUINTE FOI NORMAL como todos os outros dias do carteiro Agenor. Envelopes, endereços, campainhas que não funcionavam, cães que detestavam carteiros. Entregas e entregas sob o sol da manhã e sob o sol da tarde. Nada demais. Mas nesse dia, pela primeira vez, o feio, tímido e desajeitado Agenor olhou as mulheres com certa segurança. Na lanchonete, olhou para a moça que servia e lhe piscou um olho. Mas a moça não correspondeu e virou o rosto. Ele sorriu e apenas pensou: Deixe estar…

O dia terminou sem novidades. Após o jantar, pediu bênção à mãe, dona Fafá, e se recolheu. Antes, porém, olhou-se no espelho. Nada mudara em seu rosto, em seu corpo, ele continuava o feio de sempre. Mas era apenas o primeiro dia, explicou a si mesmo. Em breve as coisas seriam diferentes.

No segundo dia, as coisas também não foram diferentes. Envelopes, encomendas, endereços, cães antipáticos, o sol. A mesma caminhada diária, a mesma rotina. Tudo continuava igual. E as mulheres de Jubá também. Nenhuma lhe pareceu mais simpática. Continuavam todas em seu mundo distante, princesas inalcançáveis de um reino a ele não permitido. Nem Dorinha, pela qual era secretamente apaixonado, mostrou-se mais acessível. Uma pena, pois Dorinha era bonita, prendada, trabalhadeira. Poderia ser sua mulher…

O terceiro dia também não trouxe novidades. O quarto dia também. Passou-se uma semana e nada aconteceu. Agenor olhava-se ao espelho e via, decepcionado, que continuava o mesmo ser desprovido de atrativos. E a vida também era a mesma, ele suando de número em número e as mulheres limpas e perfumadas a ignorá-lo.

A segunda semana também correu igual, assim como a terceira. Um mês e nada, nenhuma mudança em sua vida.

Naquela noite, Agenor virou-se na cama e sentiu-se imensamente triste por seu desejo não ter sido realizado. O diabo bem que dissera, era um pedido difícil.

Talvez houvesse errado na formulação do pedido, será? Talvez não houvesse escolhido as palavras exatas, isso era comum nas histórias dos pactos com o demo. Mas onde errara? De todas as que estudara, aquela era a melhor frase. Não podia dizer “Quero todas as mulheres”, pois o diabo simplesmente poderia fazê-lo continuar querendo, e só. Listar as mulheres que queria que o desejassem também não era uma boa ideia, pois terminaria deixando alguma de fora e, além do mais, está sempre nascendo mulher.

“Quero que todas as mulheres do mundo me desejem” era a melhor maneira de pedir. Não importariam sua pobreza, sua feiúra e sua falta de jeito se elas o desejassem. E sendo “todas as mulheres do mundo” não haveria risco de deixar nenhuma de fora, entrariam todas, da mais feia à mais linda, da mais pobre à mais rica, da mais anônima e insignificante à mais famosa e cobiçada. Todas o desejariam e a ele caberia apenas escolher quem dentre elas teria o privilégio de realizar seu desejo. Você sim, você não. Ah, seria o paraíso!

Súbito, lembrou-se de um detalhe, algo que havia lhe escapado durante todo aquele tempo: sua mãe. Dona Fafá também estava incluída na relação! Claro. Sua mãe querida, viúva, que tão bem cuidava do filho único. Sua mãe era uma mulher e, sendo assim, também o desejaria. E agora?

Agenor percebia sobressaltado que a formulação não fora perfeita. O que fazer com o desejo de sua mãe? Ou ela, por ser mãe, estaria automaticamente excluída das possibilidades? O diabo Soloniel seria razoável, entenderia a questão? E se seu pai fosse vivo, o que não acharia de uma marmota dessa?

Agenor puxou o lençol e se cobriu, como se assim pudesse se esconder de tantos pensamentos e dormir. Demorou uma eternidade para conseguir pegar no sono.

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OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06ePRIMEIRO FOI O CHICO DA MAGNÓLIA, velho amigo. Era domingo e tomavam uma cachacinha à beira da lagoa quando Chico, já bêbado, confidenciou a Agenor, sem jeito, que estava acontecendo com ele uma coisa terrível, terrível. E a muito custo foi que conseguiu dizer que ficara broxa, já não conseguia fazer nada com as mulheres, o dito cujo não funcionava mais, uma desgraça. Na noite anterior, por sinal, fora ter com as raparigas lá do Siribó, elas que sabiam como ninguém alegrar o cidadão. Mas que nada, não teve jeito que desse jeito. Tentou com a Paizinha, com a Chiquinha Piassaba e a Neide Peixeirão. Nenhuma delas conseguiu levantar-lhe o moral um centímetro que fosse. Tentou até umas pilulazinhas que um primo trouxera da cidade grande, diziam que levantava até bigorna. Mas nem elas deram jeito. No desespero, chamou a Paloma, a espanhola dos peitões, a mais cara daquelas bandas do sertão, disposto a gastar cinquenta contos, o salário da semana inteira. Pois nem a Paloma, veja você, nem ela.

Agenor consolou o amigo, dizendo que procurasse um médico, não devia ser coisa muito séria. Mas Chico disse que já havia ido ao médico e este, sem detectar nada de anormal, falou que era psicológico, algum problema devia estar preocupando-o. Mas não tinha problema algum, explicou Chico, a não ser esse, esse era o problema, o pinto não queria mais subir e pronto. Uma vergonha que o cidadão trabalhador e pagador dos seus impostos não merecia passar.

Agenor, sensibilizado, encheu um copo e tomou. Que uma desgraceira daquela nunca se abatesse sobre ele, jamais.

Depois foi a vez do seo Ribamar da bodega, que se chegou para perguntar se ele, Agenor, não conhecia um pai de santo bom, bom mesmo, que entendesse de mandinga de mulher malamada, pois ele tinha certeza: foi mulher sim que lhe jogara aquele trabalho desgostoso, foi mulher sim.

Agenor ficou impressionado. Seo Ribamar era homem forte, de saúde, viúvo e namorador. Difícil crer que tão cedo deixasse de dar nos couros. Pois deixara. Sim, ele sabia de um pai de santo muito bom, lá para as bandas do Paredão, fosse lá que ele com certeza anularia aquele encosto de mulher ruim. Seo Ribamar agradeceu e saiu. Agenor viu o homem se afastar e bateu três vezes na madeira.

Então começaram a chegar as notícias. O atendente da farmácia, rapaz novo, não tinha vinte anos, também andava com o mesmo problema, como podia? E o cabo Nonato, famoso pela ruma de namorada que tinha, também havia ido ao Paredão se consultar com o pai de santo para se curar de uma desgraceira repentina que o deixara inutilizado para as artes da agarração.

De repente, boa parte dos homens de Jubá estava broxa e o assunto era o preferido nas rodas de conversa. As beatas nas janelas invocavam Esaú aos Filisteus, capítulo 2, versículo 14: “E o peso da descrença pesará sobre a virilidade dos ímpios, e estes serão marcados pelo Anjo com o castigo de não poderem mais dar filhos às suas mulheres e a Terra os amaldiçoará.” Benza Deus.

Autoridades evitavam se pronunciar sobre o assunto porque o fato provocava risinhos e constrangimentos. O que estava acontecendo afinal? Ninguém possuía explicação convincente para o fato e os médicos da cidade se debatiam entre teorias diversas, sem chegar a conclusão alguma.

A cada notícia, Agenor se assustava e corria para o banheiro para se investigar, munido de alguma revistinha. Não, com ele não, felizmente. Com ele tudo corria normalmente, conforme a natureza estabelecera. E com as mulheres, tudo normal também: elas continuavam distantes como sempre.

Alguns forasteiros, atraídos pela notícia de que as mulheres de Jubá estavam que nem lagartixa, subindo pelas paredes, decidiram descer por lá e averiguar se a história tinha mesmo cabimento. Resultado: os hotéis da cidade agora estavam lotados. Se a broxação geral representava um golpe no orgulho dos machos jubaenses, a receita do turismo fechava os olhos dos donos de hotéis e dos bares.

Os homens sérios de Jubá não gostaram nem um pouco dessas novidades, lógico, e exigiram posição firme das autoridades. Uma equipe médica da capital foi então designada para estudar a estranha epidemia e, após muitos exames, constatou que, com exceção de uns gatos pingados, quase toda a população masculina da cidade já havia sido afetada. Uma tragédia.

Apesar de todos os esforços, a equipe deixou a cidade sem qualquer explicação para o fenômeno. Bem ao contrário de outras coisas na cidade, o mistério continuava de pé.

Receitas, simpatias, promessas e orações, tudo foi usado contra a desgraceira. A Ladainha Milagrosa dos Sete Pingos, ou Ladainha da Bengala Poderosa, como também é conhecida, que diz que é tiro e queda, reapareceu por esses dias com força total, circulando pelas banquinhas da feira e até mesmo em farmácia, veja o desmantelo da situação. Ela dizia que o cidadão, pouco antes de começar a peleja do amor, devia acender uma vela branca nunca antes usada e, ajoelhado na direção de Juazeiro do Norte, deixar cair sete pingos sobre o dito cujo desmilinguido enquanto rezava:

Com minha fé e humildade, eu trago aberto o coração
E rogo pela intercessão de quem escuta o meu pedir
Que me ajude nessa prece para expulsar o malefício
Acabando o meu suplício nos sete pingos a cair

Minha bengala poderosa, acuda logo sem demora
Que é urgente essa hora de dor, espanto e aflição
Minha bengala poderosa, cancele a lei da gravidade
Para que suma a maldade e suba logo o cacetão

O estojinho contendo vela e folheto vendeu que nem bolacha, não deu para quem quis. Só não ensinava para que lado ficava exatamente a cidade de Juazeiro, indesculpável falha que, certamente, deve ter inviabilizado muita reza, pois ninguém viu melhora alguma na situação.

Um jornalista da capital, que acompanhava o trabalho dos médicos, levou as informações para o seu jornal, e pronto: no outro dia o estado inteiro estava por dentro da desgraça da pequena Jubá. No mesmo dia começaram a chegar à cidade repórteres de rádio, jornal e tevê. Até um laboratório farmacêutico, que produzia as tais pilulazinhas milagrosas, andou distribuindo amostras grátis, farejando na desgraceira alheia uma grande oportunidade de negócios. Mas deu com os burros nágua: para os homens de Jubá as pilulazinhas e nada eram a mesma coisa.

Foi então que começaram a chegar notícias de outras localidades próximas: nelas também estava ocorrendo a mesma coisa! Tudo o que acontecera em Jubá estava se repetindo por lá, o mesmíssimo drama. E poucos dias depois soube-se dos primeiros casos fora do estado. Logo depois cidades do país inteiro exibiam alarmadas seus crescentes casos de impotência. Semanas depois o mal já havia alcançado os outros países. A desgraça agora era global.

Cientistas se esforçavam por explicar, políticos exigiam verbas, empresários se mobilizavam, organizações formavam passeatas… O mundo inteiro não falava em outra coisa. Da Europa aos recônditos da África, de Santiago a Vladvostock, os homens, pretos, brancos, índios e amarelos, ricos e pobres, iam, dia após dia, sucumbindo ao mal sem que ninguém entendesse por que diabos aquilo acontecia.

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OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06eDESDE O PRIMEIRO CASO notificado em Jubá, tinham se passado quase seis meses, e as estatísticas mostravam que mais de noventa por cento da população mundial masculina fora afetada pela repentina impotência, e os casos prosseguiam aumentando, sem poupar nem os adolescentes, coitados, mal entrados no assunto. Sem ereções, como a espécie se perpetuaria? Podia-se realizar inseminação artificial nas mulheres, é claro, mas isso não resolvia o problema. Muito menos explicava.

Enquanto isso, médicos e terapeutas faturavam alto com o desespero, pais de santo, pastores e cartomantes engordavam a conta bancária, pomadas e sprays milagrosos surgiam às centenas e os vibradores viraram itens obrigatoríssimos no comércio inteiro, fazendo surgir inclusive um projeto de lei que incluía o vibrador na cesta básica.

Enquanto o mundo vivia seu terrível pesadelo, naquele domingo Agenor acordou sorridente. Após três sorvetes na lanchonete e várias noites de conversa mole na porta de sua casa, Dorinha aceitara seu pedido e agora estavam namorando, ela que já fazia algum tempo comprovava, nas despedidas ao portão, que aquele romance tinha, literalmente, onde se segurar. E para comemorar o namoro, ela conseguiu folga no restaurante e passaram o sábado na lagoa bebendo vermute. No final, já noite escura, ela o puxou para si e ali mesmo sacramentaram o nheconheco, ele alegríssimo, ela em desesperado ardor, como se havia muito não soubesse como era um homem, coitada. Nessa noite, ela foi a mulher mais satisfeita do mundo e, embora não houvesse muitas estrelas no céu, Dorinha viu todas elas, de pertinho, brilhando em todas as cores, uma constelação de felicidade.

Quando as amigas de Dorinha souberam que ela estava namorando Agenor e andava cantarolando alegre e vistosa, chegaram à mais óbvia das mais óbvias das conclusões. Assim foi que a partir desse dia, Agenor pôde perceber uns olhares mais insinuantes pela rua e por onde quer que fosse.

Belo dia, ao receber a correspondência entregue por Agenor, a moça da butique, de nome Carmela e apelido Botinha, que por sinal era prima da Dorinha mas, ao contrário da prima, nunca se prestara a saliência na frente do portão, perguntou mui delicadamente a Agenor se por um acaso ele não faria a gentileza de matar uma barata voadora que teimava em não querer deixar o depósito lá atrás, ela que tinha pavor de barata, quanto mais voadora. Agenor, muito solícito, se dispôs. Quando chegou ao depósito foi que percebeu que era outra a barata. Embora a moça não fosse lá muito bem dotada de atributos físicos, tendo, inclusive, de usar bota ortopédica por causa de uma perna maior que a outra, daí o apelido, sem falar num braço seco que furou no prego, Agenor foi solidário, ah, foi sim, e fez com que a danada da barata se aquietasse. E voltou para a rua de ânimo revigorado, nem ligando para os cães que detestavam carteiros.

Mas em cidade pequena as notícias correm que nem fogo morro acima. Dois dias depois elas foram dar no ouvido de Dorinha, que depois de largar meia dúzia de mãozada na cara da prima Botinha traidora, tratou logo de tomar providências contra o perigo que seu patrimônio corria. O que fez: botou as amigas, todas de altíssima confiança, para acompanhar a trajetória do namorado pelas ruas da cidade, olheiras a bem dizer, uma vez que ela mesma não podia fazê-lo, já que pegava no batente o dia inteiro no restaurante.

Uma semana depois, Agenor já havia sido requisitado para matar duas dezenas de baratas pela cidade, inclusive na casa das tais olheiras, algumas delas crentes, irmãs em Cristo, sim, que Cristo, bom que se diga, não tem nada a ver com certas agonias femininas que costumam dar no fim da tarde, quando o sol desce em Jubá e sopra um ventinho fresco que se intromete por baixo das saias.

Dorinha, de sangue quente por causa da crescente fama do namorado, agarrou-o pelo cangote no meio da praça e deu o ultimato: ou ela ou as baratas, que ela não era mulher de dividir com as outras aquilo que de direito era só dela.

Agenor pensou um pouco. Não era sua intenção magoá-la, Dorinha era mulher boa e ele gostava muito dela. Mas é que as baratas… Bem, elas lhe acenavam com um horizonte muito mais amplo de possibilidades, digamos dessa forma. Andava até pensando em montar uma firmazinha de dedetização, o mercado era promissor.

Ficaria com elas, as baratas. Foi o que respondeu.

Quem estava na praça viu quando o tabefe de Dorinha estalou no pé da orelha do carteiro, tabefe daqueles de ficar zunindo por três dias. Ela virou as costas e saiu, o passo ligeiro, a tromba desse tamanho, deixando Agenor de quatro a recolher as correspondências caídas ao chão.

Na mesma noite, porém, ela haveria de cair em si e se arrepender, tentar reconciliação, haja vista a carência horrorosa de bicho homem masculino na cidade. Melhor dividir o prato que não ter o que comer, coisa mais óbvia, né?

Mas nada feito. Agora era Agenor quem não queria. Ela chegara atrasada à obviedade.

OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06eNo dia seguinte, um conhecido repórter da rádio local, de modos muito delicados, e que fazia uma reportagem sobre a epidemia, cismou de querer entrevistar algum homem que ainda estivesse com suas funções de macho normais. Acionando seus contatos e perguntando daqui e dali, o repórter soube do carteiro Agenor. Animado com a descoberta, alcançou-o no momento em que, fim de expediente, trabalho terminado, o moço se encaminhava para matar uma barata lá para o lado do açude. Porém, tímido como era, Agenor nem deixou que o repórter lhe explicasse o motivo da entrevista e saiu correndo.

Naquela mesma noite a reportagem foi ao ar. Não continha a entrevista de Agenor, claro, mas falava dele, e muito. E bem.

Dez minutos após terminada a reportagem já tinha gente em frente à casa do carteiro Agenor. Dois amigos e sete vizinhas. Dona Fafá disse que o filho não estava, mas que não devia demorar a chegar. Todos resolveram aguardar, os dois amigos e as sete vizinhas. Oito, porque logo chegou mais uma. Aliás, nove.

Do outro lado da cidade, Agenor pediu que a garota parasse um pouquinho com o vai e vem sobre seu corpo porque ele acabara de escutar seu nome no rádio.

– Preciso ir pra casa – ele falou, afastando a garota. – Mamãe deve estar preocupada.

– Ah, fica mais um pouquinho…

Era a terceira vez que escutava aquela mesma frase naquele dia.

Alguns minutos depois, Agenor dobrou a esquina de sua rua e tomou um susto. Havia um bando de gente em frente à sua casa. Ele se escondeu atrás de uma árvore, com medo, enquanto pensava o que fazer. Decidiu entrar pelos fundos.

– Filho, aquilo que saiu no rádio é verdade? – Foi a primeira coisa que a mãe perguntou, ao abrir a porta do quintal para ele entrar.

– Mãe, a senhora viu? Tá cheio de gente lá fora.

– Na sala também. O Chico da Magnólia, seu tio Ferreirinha… Suas primas também estão aí. Até o prefeito veio.

– Pode dizer pra todo mundo que eu viajei.

– Mas…

– Vai, mãe. Vou esperar aqui.

Agenor escondeu-se no quartinho dos fundos enquanto dona Fafá voltava à sala.

– Foi um custo, mas foram embora – ela disse, retornando. – Agora me conte direito essa história.

Agenor falou que não sabia o que estava acontecendo. Mas estava muito preocupado com tudo aquilo.

– Então vá dormir, filho, que é melhor. Tô vendo que você está cansado. Trabalhou muito hoje, né?

Agenor pediu a bênção e foi para o quarto. Mas sono que é bom, não teve, não conseguiu pregar o olho. Sem falar que no meio da madrugada uma vizinha conseguiu entrar pela janela e se atracou com ele, quase que não consegue se soltar, a moça pedindo pelo amor que ele tinha a Nossa Senhorinha que também desse uma chinelada em sua barata, que ela andava muito precisada. E já perto de amanhecer foi a Jaciara, filha do dono do cartório, que todo mundo desconfiava ser meio destrambelhada do juízo. Pois ela provou que era mesmo: trepou-se no telhado da casa, e ficou lá em cima, nua, berrando para o mundo inteiro ouvir que estava grávida de Agenor. Mentira, claro, Agenor nunca nem tocara na moça, e ela antes nunca jamais nem tinha olhado para ele.

De manhã, assustado e exausto pela noite em claro, Agenor decidiu que o melhor era ir embora. Sentou-se com a mãe no sofá e anunciou sua decisão.

– A gente pode mudar de endereço.

– Vai adiantar não, mãe.

– O mundo lá fora é tão perigoso, filho. Essas mulheres todas se enxerindo pra você…

Agenor olhou para a mãe e sentiu uma pontada de tristeza magoar seu coração. Súbito, percebeu o quanto estava sendo egoísta. Como podia pensar em abandonar sua mãe querida, deixá-la sozinha? Pensava apenas em si mesmo, esquecera da mãe. Como podia ser tão ingrato com aquela que lhe deu a vida, que o criou e nutriu?

Então se achegou no colo da mãe, que o abraçou forte, abraço sentido, apertado, seu corpo envolvendo o do filho amado… Agenor fechou os olhos e deixou-se levar por aquele abraço gostoso, o mormaço aconchegante dos seios de dona Fafá, que o apertava mais forte contra si, mais forte, mais forte…

Agenor abriu os olhos. O rosto afundado entre os seios grandes da mãe, quase não conseguia respirar. Um terror repentino se apossou de sua alma. O que estava fazendo?

– Tenho que ir embora, mãe… – balbuciou, levantando-se. – A senhora me perdoa?

– Eu sabia que um dia você ia partir, filho – ela respondeu, enxugando uma lágrima.

Ela então foi ao quarto e voltou com umas notas que tirara do fundo da gaveta.

– Tinha esse dinheirinho guardado. É muito não, mas ajuda. Tome, leve. Vou ligar pra minha irmã Zulmira pra ela lhe receber.

OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06eNa rodoviária, enquanto Agenor esperava o ônibus, foi surpreendido pela equipe de tevê da capital, que acabara de chegar a Jubá à sua procura. Ele não quis dar entrevista, mas mesmo assim o filmaram entrando no ônibus.

Na estrada, a caminho de Bocariús, foi que atinou: o pacto com o diabo! E ficou pasmo, os olhos arregalados. Tudo aquilo seria o pacto funcionando?, ele se perguntava, a mão sobre o coração agitado. Talvez o diabo estivesse realizando seu desejo, embora por vias que ele jamais pudesse atinar. Todo o tempo pensou que ficaria mais bonito, talvez o diabo lhe fornecesse um perfume irresistível… Mas não, não foi nada disso.

Se era realmente o pacto funcionando, então lamentava que os outros homens estivessem pagando tão caro pela sua felicidade. Mas talvez fosse só por um tempo, logo voltariam ao normal. Mas se voltassem ao normal, como ficaria ele?

O ônibus chegou a Bocariús na hora do almoço. Agenor estava faminto, pensava somente num prato de comida. Encostou-se no balcão da lanchonete e pediu arroz, feijão, bife e ovo. Na tevê, passava uma reportagem, mostrando o último homem de Jubá entrando no ônibus, seguindo para… Bocariús.

Todos na lanchonete pararam ao ouvir o nome da cidade. Agenor nem respirava. A garçonete foi a primeira a reconhecê-lo.

– Gente, é ele! O homem de Jubá!

No instante seguinte estavam todos à sua volta, queriam perguntar coisas, tocá-lo. Os homens imploravam que divulgasse a receita milagrosa, as mulheres o abordavam eufóricas. Agenor se desvencilhou como pôde e saiu. Mas as pessoas o seguiram. É o Bendito de Jubá!, uma garota gritou da janela do ônibus que passava na rua. Ele vai morar aqui!, gritou a outra. E a terceira completou: E vai casar comigo!!!

Em poucos minutos, uma multidão o acompanhava pelas ruas, parecia uma procissão. O comércio fechou para vê-lo passar. Agenor correu e a multidão correu atrás. Finalmente, ele chegou à casa da irmã de sua mãe, ofegante, a roupa rasgada, um sapato faltando. Tia Zulmira, noventa e cinco quilos de gordura e macheza, abriu rápido a porta e botou para dentro o sobrinho escangalhado. Depois, brandindo a carabina velha, gritou que o primeiro que chegasse perto ia ficar que nem peneira. E atirou para o alto, espalhando a multidão.

Mas a cidade inteira já sabia quem havia chegado e não o deixaram em paz nem por um minuto. Eram populares, radialistas, comerciantes, religiosos, vereadores e toda classe de gente interessada em ter com o último homem de Jubá. A tia trancara portas e janelas e desligara o telefone. A polícia protegia a residência contra a multidão alvoroçada que gritava o nome de Agenor, homens e mulheres, e tarde da noite ainda tinha gente rondando a casa.

Agenor estava cada vez mais assustado. A tia, porém, lhe garantiu que ali dentro ele estava seguro.

– Obrigado, tia. Vou ficar em dívida com a senhora pro resto da vida.

De madrugada, outra noite sem conseguir dormir, Agenor viu a tia entrando no quarto.

– Ô, meu filho, acuda sua tia, acuda… Não é só lá em Jubá que tem carestia de homem não…

Foi assim que Agenor pagou a dívida.

Antes que amanhecesse, ele aproveitou a escuridão, correu para a estrada e pegou carona num caminhão. Sorte que o motorista não o reconheceu. Desceu numa cidadezinha que nem sabia o nome. Mas lá também as pessoas imediatamente o reconheceram. Ele até que tentou conversar, mas a confusão logo se instalou ao seu redor, os homens, raivosos, se arregimentando para capá-lo, e as mulheres, revoltadas, tentando impedir. Quando a polícia chegou, ele precisou correr bastante para não ser preso por incitar a desordem.

Pobre Agenor. Já não havia mais onde se esconder. Sua imagem fora divulgada pela tevê para o mundo inteiro, todos sabiam seu nome, conheciam detalhes de sua vida. Para onde fosse, seria reconhecido. Podia ser preso, podia ser morto.

Mas havia um lugar. Sim, lembrou Agenor, a esperança de repente renascida. A capital. Lá tinha muita gente, parecia formigueiro. E as pessoas estavam sempre ocupadas demais para reparar nas outras.

Foi assim que Agenor, pela primeira vez na vida, pisou o chão da cidade grande. Escondendo o rosto com boné e óculos escuros, claro. Na primeira lixeira, jogou fora todos os seus documentos. Não era mais Agenor. Era um ninguém.

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OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06eO MUNDO INTEIRO CONTINUAVA buscando a explicação e, principalmente, a solução para o problema da impotência generalizada. Jubá, a pequenina cidade interiorana, virara atração internacional por ter sido lá onde a estranha epidemia começou. Assim foi que os jubaenses de repente se viram entre autoridades de países do mundo inteiro, toda uma espécie de gente ávida por saber o que havia naquela cidade que pudesse ter causado o que causou. Jubá, a cidade celebrizada pela desgraça.

– Dizem que só sobrou um homem sadio em Jubá – explicou o prefeito impotente em entrevista. – Mas ele fugiu, ninguém sabe onde se meteu. Aproveitando a ocasião, gostaria de dizer que em breve teremos na praça principal um monumento comemorativo dessa epidemia que projetou para todo o planeta o nome da próspera cidade de Jubá e…

Apesar do protesto da oposição, que não via motivo em comemorar a desgraça, o monumento foi construído e inaugurado com pompa. Quando descerraram o pano vermelho, surgiu imponente a estátua do carteiro Agenor, ele e sua bolsa de trabalho, o passo decidido, o rosto a mirar confiante o futuro. E, entre as dobras da calça, uma dobra maior, bem mais destacada, tão destacada que ali os passarinhos deram de fazer pouso quando o sol descia pelo outro lado e deixava a frente da estátua na sombra.

Pelos quatro cantos do mundo os jornais ofereciam anúncios de mulheres, e homens também, que pagavam fortunas por uma noite, uma noite apenas com qualquer um que houvesse escapado da broxação geral. Na tevê, os cientistas, olheiras profundas, imploravam que se apresentassem aqueles que ainda podiam ser preservados da epidemia. Nas ruas, os semblantes seguiam tristes. Nas igrejas, renovavam-se os sermões a bradar sobre o castigo divino, Sodoma e Gomorra revividas, o fim do mundo.

Parecia que o sombrio e previsível fim havia finalmente chegado: o mundo não tinha mais homens dignos do nome.

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SEIS MESES APÓS CHEGAR à capital, lá estava Agenor, ao lado do ponto de ônibus, sentado na calçada, a mão estendida. Era o seu ponto de pedir esmolas. O local não era muito movimentado, mas pelo menos não tinha dono para cobrar aluguel, como os outros pontos. A barba crescida, o boné e as roupas sujas faziam-no apenas mais um entre os tantos mendigos que compunham a cena da cidade grande.

O que ganhava era o suficiente para não morrer de fome e de frio. Dormia num velho prédio que fora abandonado no meio da construção, onde também dormiam outros mendigos, com os quais evitava maiores contatos. Não era um lar, era um esconderijo. As pouquíssimas coisas que possuía levava sempre consigo numa sacola de plástico. E tomava banho, quando dava, usando a torneira da praça, na discrição da madrugada.

A vida na clandestinidade era difícil, claro, mas era melhor ser ninguém que ser reconhecido na rua e ir parar sabe-se lá onde, nas mãos de sabe-se lá que tipo de gente. Emprego então, nem pensar. Mesmo que conseguisse empregar-se sem documentos, ainda assim seria arriscar-se demais.

Não tinha amigos, não podia confiar em ninguém. A solidão era a companheira, ela e a saudade da mãe e dos amigos. Sua vida chegara a uma rua sem saída, onde ele não podia seguir em frente e muito menos voltar. Estava condenado a viver aquela subvida até o último dia, quando finalmente o diabo voltaria para receber sua alma como pagamento pelo serviço. A não ser que…

A não ser que descobrissem a cura para a impotência generalizada. Quando isso acontecesse, Agenor finalmente poderia deixar de ser ninguém para ser novamente… Agenor. Ou seja, continuaria a ser ninguém. Mas pelo menos voltaria para seu lar e não teria que pedir esmolas.

Que grande ironia…. Obtivera a realização do seu maior desejo e, no entanto, não podia usufruir nem um pouco dele. Ele era desejado por todas as mulheres do mundo, mas isso de nada valia. Ele era o último homem do mundo – e não havia nenhuma vantagem nisso.

Às vezes tomava coragem e caminhava pelas ruas, ia aos parques, mas sempre surgia algum guarda ou policial para importuná-lo. Outras vezes percebia nas pessoas uns certos olhares desconfiados… Pronto, era o bastante para fazê-lo voltar imediatamente ao esconderijo. Estava bem diferente da imagem que o tornara famoso, sim, mas todo cuidado era pouco.

Pelos jornais que pegava no lixo ou pela tevê do botequim, Agenor acompanhava as notícias da epidemia. Sabia que tudo continuava do mesmo jeito. E sabia que o mundo inteiro prosseguia a busca pelo último homem do mundo, como ele ficara conhecido. Seu desaparecimento gerara uma série de hipóteses, desde as que afirmavam que ele fora assassinado às que sustentavam que ele era mantido preso nos subterrâneos de um laboratório enquanto cientistas tentavam decifrar seu segredo. Alguns diziam que o último homem do mundo fugira para uma ilha distante e montara um harém só para ele, mandando buscar as mulheres mais lindas do mundo…

OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06eAgenor às vezes ria desses absurdos, era mesmo incrível a imaginação do povo. Mas não dava para rir quando ele via seu rosto surgir na tela da tevê, o que acontecia quase todo dia. Nessas ocasiões ele baixava ainda mais o boné sobre o rosto e saía de mansinho, tremendo de medo.

Quase tão grande quanto o medo de ser descoberto era a angústia que lhe faziam sentir… as mulheres. Ah, as mulheres da cidade grande… Eram lindas, carnudas, bem aprumadas, vestiam-se com elegância, a pele fresquinha, o cabelo bem tratado, o jeito de andar… Elas enfeitavam todos os lugares, as ruas, as lojas, os bares. Onde estivesse, vinha-lhe o perfume inebriante da tentação, atingindo-o em cheio. À noite, deitado sobre os papelões que lhe serviam de cama, rolava de um lado para outro, a imagem de mil mulheres passeando por seu pensamento, aquela de vermelho com quem cruzou na esquina e aquela que passou no ônibus e aquela vendedora de flores, todas elas, mil mulheres, mil possibilidades… Mil possibilidades que, entretanto, sempre desapareciam expelidas num jato de prazer solitário.

Uma vez, sem aguentar mais, dirigiu-se à periferia em busca de um bordel, mesmo consciente do altíssimo risco da operação. Mas não encontrou nenhum. Foi então que soube que todos os bordeis haviam fechado. Por absoluta falta de clientes.

Esta era a angústia. E durante aqueles meses ela só não foi maior que o medo de ser descoberto. Até que uma noite…

Desde o início, Agenor adquirira um hábito: guardar classificados dos jornais que recolhia no lixo. Recortava pedaços e juntava aos que já possuía. Eram todos anúncios de mulheres oferecendo pequenas fortunas por uma noite com um homem de verdade. Pois bem. Naquela noite de lua imnguante, no auge da angústia e da solidão, ele separou um anúncio e com ele desceu as escadas sem corrimão do velho prédio inacabado. De um orelhão da rua ligou para o número do anúncio. Uma voz de mulher atendeu… Ele falou quem ele era. A mulher não acreditou. Nervoso, ele falou que poderia facilmente provar, mas para isso precisavam se encontrar. A mulher disse que enviaria um táxi imediatamente. Agenor passou o endereço onde estava e desligou.

Enquanto aguardava, ansioso, pensou: havia feito a coisa certa? Sim ou não, agora já não voltaria atrás, não aguentava mais.

Em cinco minutos, o táxi chegou. Ele entrou e acomodou-se no banco de trás. Estava nervoso, mas esperançoso. Aquela podia ser a saída que tanto buscava: uma mulher rica e insatisfeita, disposta a pagar muito por um homem que lhe desse prazer. Ela o levaria para morar numa bonita casa de praia, cozinharia para ele, lhe compraria roupas caras, lhe daria um carro bonito, faria todas as suas vontades. Em troca disso tudo, ele teria apenas que ser o que ele era: um homem. Só isso.

O táxi parou em frente a uma casa. Agenor reparou que era grande e bonita, com um jardim cheio de plantas coloridas. Um homem de paletó, com um guarda-chuva, abriu a porta do carro. Estava chovendo uma chuvinha fina.

– Boa noite, senhor. Queira acompanhar-me, por gentileza.

Agenor foi conduzido pelo jardim, subiu uma escadaria e entrou numa sala.

– Por favor, sente-se. Anunciarei sua chegada.

Agenor sentou-se no sofá, admirando os móveis e os quadros nas paredes. Devia ser uma mulher muito rica, pensou, satisfeito. Aproveitando o espelho ao lado, passou o pente no cabelo e ajeitou a camisa. Por sorte havia tomado banho aquele dia. Pensara até em tirar a barba, mas não teve coragem.

Então uma outra porta se abriu e uma moça muito bonita surgiu à sua frente. Tinha lindos cabelos loiros, um rosto suave e… sorria. E vestia uma camisola transparente que nada escondia de seu corpo perfeito.

– Agenor de Jubá? – perguntou, delicadamente.

– Sim… sou eu… – gaguejou Agenor, o desejo já se manifestando sob as calças.

Ela o observou atentamente por alguns segundos. Então aproximou-se.

– Como posso ter certeza disso?

Agenor sorriu, sem saber o que responder. De repente, ela o empurrou e ele caiu sentado no sofá. Ela tirou seus sapatos, depois sua calça e rapidamente o deixou nu. Agenor nunca vira tamanha pressa, a moça devia estar mesmo na precisão.

– A senhora pensou que eu estava mentindo, né? – disse ele, vendo que ela olhava impressionada para o meio de suas pernas. – Menti não.

Ela continuou ajoelhada entre suas pernas, o queixo caído, os olhos de quem não acredita no que vê. Então ela se recuperou e gritou, alvoroçada:

– Está no ponto! Está no ponto!

Agenor achou estranho, mas já sabia que as mulheres da cidade grande possuíam hábitos esquisitos, de forma que apenas riu. No instante seguinte, vindos do corredor, surgiram uma mulher e dois homens.

– Obrigado – a mulher falou para a moça de camisola. – Agora é com a gente.

– Não dá para eu ficar sozinha com ele por dez minutinhos? – perguntou a moça.

Um dos homens, porém, a puxou e a afastou para o outro lado da sala. Agenor percebeu que o outro homem empunhava uma câmera de filmar. De repente, uma luz forte acendeu-se sobre ele.

– Estamos transmitindo ao vivo! – disse a mulher, falando no microfone. – Isso que você está vendo não é truque. A imagem não deixa qualquer dúvida: é o último homem do mundo! Nós o encontramos! Vocês podem ver, olhem aqui, é incrível, é, é inacreditável, é… maravilhoso…

Apavorado, Agenor levantou-se de um salto, correu e abriu a porta. Um dos homens ainda tentou detê-lo, mas ele desvencilhou-se e saiu em desabalada carreira, nu como estava, a luz do refletor seguindo atrás. Saltou o muro da casa, sempre a luz a persegui-lo, e caiu na calçada no meio de uma poça dágua. A chuva havia aumentado bastante. Agenor levantou-se, sentindo a perna doendo, e continuou correndo.

Correu, correu até não aguentar mais. Somente então parou e caiu no chão, ofegante, a perna doendo bastante. E assim ficou, estendido nu no chão da passarela do viaduto, enquanto a chuva caía sobre seu corpo e lá embaixo os automóveis passavam em alta velocidade.

Chegara ao fim. Não tinha mais forças para continuar com aquela vida. Estava muito cansado. Cansado de correr, de se esconder, de ser ninguém. Que sentido ainda havia em continuar vivo?

Então, apesar do cansaço, da dor da perna, de tudo, Agenor sorriu. Sorriu porque a certeza do fim de repente era como um bálsamo para sua alma sofredora. Sorriu porque estava finalmente liberto da dolorosa obrigação de viver.

.

OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06eUM TEMPO DEPOIS, Agenor percebeu que havia alguém ao seu lado.

– Humm, como você fica horrível sem roupa…

Ainda deitado no chão da passarela, Agenor virou o rosto e tentou ver quem era. Mas a água em seus olhos dificultava a visão. Aos poucos foi enxergando melhor: um par de botas pretas, a ponta de uma bengala…

– Soloniel… – ele sussurrou, reconhecendo o diabo em seu sobretudo preto.

– O mais astuto dos diabos – falou o diabo, tocando seu chapéu com a ponta dos dedos.

Agenor deitou novamente a cabeça, sem saber se deveria se sentir alegre ou triste.

– Por que fez isso comigo?

– Como assim? Fiz apenas o que me pediu.

– Eu só queria ser desejado…

– E não conseguiu?

Agenor suspirou, sem forças para falar.

– Creio que ambos concordamos que cumpri minha parte no trato, não é?

Agenor não respondeu. Nada mais importava. Ficaria ali, debaixo da chuva, até morrer…

– Conforme combinamos, vim buscar meu pagamento.

Agenor escutou aquelas palavras sem qualquer surpresa. Não lhe importava. Já estava morto.

– Por favor, levante-se, jovem. Esta não é a melhor posição para um momento tão solene.

Agenor abriu a boca, deixando que a água entrasse. Bebeu um pouco e depois perguntou, enquanto se erguia com dificuldade.

– O mundo vai continuar como está, todos os homens impotentes?

– É isso que você deseja?

– Claro que não. Não está certo.

O diabo Soloniel riu.

– Sente-se culpado apenas porque realizou seu grande desejo?

Agenor não respondeu.

– Como a vida é pródiga em ironias… – falou o diabo, batendo na bota com a ponta da bengala. – Bem, se isso serve de consolo, depois que você se for, tudo voltará ao normal.

Por um breve instante, Agenor sentiu-se feliz.

– Agora siga-me. Está na hora.

O diabo caminhou até a murada da passarela e subiu, ficando de pé. Depois virou-se para Agenor.

– Sua vez.

Agenor levantou-se, foi até a murada e olhou para baixo. Era uma altura bem considerável. Ouvira dizer que várias pessoas já haviam se jogado dali.

– Vamos, jovem, não posso ficar esperando a eternidade inteira.

Agenor ficou parado por um instante. Que maneira de morrer, estatelado no asfalto, os carros passando por cima… Depois seu corpo seria recolhido aos pedaços e levado ao necrotério, ninguém o reconheceria, seria enterrado numa cova qualquer, como indigente…

Apesar da dor na perna, Agenor subiu e firmou os pés sobre o cimento.

– Muito bem – disse o diabo. – Se quiser se despedir, posso dar-lhe um minuto.

De pé na murada, inteiramente nu, Agenor viu as milhões de luzes da cidade ao redor. O som da chuva se misturava ao dos carros passando lá embaixo. A queda seria rápida, apenas alguns segundos e pronto, tudo estaria acabado, não haveria mais sofrimento.

– Um, dois, três e…

De repente… uma dúvida. Como assim não haveria mais sofrimento? Esperava o quê do inferno? Agenor olhou para o diabo, pensando em como perguntar sobre aquela dúvida repentina.

– Que saco. O que foi agora? – perguntou o diabo, impaciente.

– Como é o Inferno?

OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06eO diabo pareceu não acreditar no que ouvia.

– Você quer que eu lhe explique como é o Inferno? Agora?

– É que… não consigo imaginar algo pior do que o que eu já vivo.

O diabo bateu na bota com a bengala.

– Bem, digamos que seu caso é uma exceção.

– Como assim?

– Como havia lhe dito, todos os diabos sonham com um pedido como o seu. Realizá-lo significaria a glória eterna para um diabo, o nome para sempre brilhando em ouro na entrada do Inferno. Bem, eu consegui. Agora sou o diabo mais respeitado de todos. Depois do chefão, é claro. E graças a você.

Agenor continuava ouvindo, curioso.

– Então, como retribuição, reservei um lugar especial para você. Será meu assessor. Você sabe, já estou velho, preciso dividir o serviço.

– Assessor? Eu?

– Claro. Dentro de alguns segundos você também será um diabo. E já tem um serviço esperando.

– Como assim?

O diabo fez uma pausa enquanto sorria.

– Dorinha vai fazer o pacto. Assim que terminar com você, irei encontrá-la.

– Dorinha?! – exclamou Agenor, surpreso.

– Sim. Sua ex-namorada. Já esqueceu da moça?

Então a lembrança de Dorinha chegou, vinda de longe… Agenor viu seu rosto bonito, sorridente… Uma sensação de suavidade e ternura tomou-lhe conta. A doce Dorinha, esquecera dela. Esquecera dos bons momentos que viveram, antes daquele pesadelo começar.

– Pois ela não esqueceu. E sabe qual é o pedido dela?

Agenor ficou calado, com medo do que poderia escutar.

– Que você volte para ela.

– Não acredito…

– Pelo jeito, ela gosta muito de você.

Agenor estava confuso.

– Ao ponto de sacrificar a própria alma.

Mas como aquilo seria possível?, Agenor pensou. Como ele voltaria para Dorinha se iria para o Inferno?

O diabo deu uma gargalhada.

– Você vai para o Inferno, sim. Mas logo voltará aqui para buscar Dorinha. Dessa forma, ela terá seu grande desejo realizado. Soloniel é um diabo de palavra.

Agenor não acreditou. Não, aquilo não podia acontecer. Não com Dorinha.

– Escute, Soloniel, Dorinha é uma pessoa boa, não merece sofrer.

– Todos têm que sofrer. É a lei da vida.

– Mas não deviam vender a alma!

Agenor se surpreendeu com o próprio grito. E com o raio que caiu bem próximo, seguido de um estrondoso trovão. Ao seu lado, o diabo continuava olhando para ele, agora muito sério.

– Ainda bem que você não é o dono do Inferno. Eu perderia meu emprego. Agora salte, já me fez perder muito tempo.

Agenor continuou parado, a água da chuva escorrendo por seu rosto.

– Salte, homem. Ainda tenho trabalho hoje.

Agenor nem se mexeu. O diabo respirou fundo, olhando para as próprias pernas.

– Você já reparou que eu não sou manco?

– Como?

– Eu não sou manco.

– E daí? – perguntou Agenor, estranhando aquela mudança de assunto.

De repente, a dor, súbita e aguda. Num gesto muito rápido, o diabo o atingira com uma bengalada na perna machucada, fazendo-o perder o equilíbrio. Seu corpo oscilou para frente.

– Não me diga que achava que esta bengala era só charme…

Agenor agitou os braços, como se pudesse se segurar em algo, em qualquer coisa, e seus movimentos pareceram uma estranha dança. Seu corpo caiu pesadamente enquanto ele gritava:

– Nãããããooooo!!!…

OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06eChocou-se contra o chão feito um boneco desengonçado. Quando abriu os olhos e olhou para cima, meio zonzo, percebeu que a chuva havia subitamente parado. Mas… onde estava a passarela? Não viu a passarela. Nem os carros. Nem a avenida, nem a cidade, nada. Estava no Inferno. Mas o Inferno tinha mato? Ao redor, via apenas mato. E o céu cheio de estrelas.

Levantou-se, sentindo o coração acelerado, o suor no rosto. Havia adormecido enquanto aguardava… e caíra da pedra onde estava sentado. E tivera um pesadelo horrível!

Apoiou-se na pedra, as sensações do sonho ainda fortes. Estava na pedra grande, a cidade de Juba lá embaixo. Respirou fundo, tentando se acalmar. Como pudera sonhar tanto em tão pouco tempo? E além do mais, fora tudo tão real, tão real…

Pegou o cobertor no chão. Depois olhou o relógio. Era meia-noite, em ponto. Nesse momento, escutou um ruído, alguém chegando pelo mato. O ruído ficou mais forte e ele viu as folhas mexerem. Então, por entre a folhagem escura, surgiu…

Não teve dúvidas: deu meia-volta e saiu numa carreira desatinada, descendo a encosta da pedra numa velocidade louca, o pavor fazendo cada passo valer por dez. Não olhou para trás nenhuma vez. Entrou na cidade correndo e só parou quando chegou em casa. Pegou a chave no bolso, abriu a porta e entrou rapidamente.

– Meu filho, onde você estava? – perguntou dona Fafá, vindo da cozinha. – Venha jantar.

– Oi, mãe… – ele murmurou, ofegante, fechando rapidamente a porta e passando a tranca.

– Que cara é essa? Parece que viu alma.

Agenor procurou se acalmar. Beijou a mãe e foi para a cozinha.

– Quem esteve aqui agora há pouco foi Dorinha.

– Dorinha? – ele perguntou, novamente assustado.

– Sim, vinha do restaurante. Perguntou de você. Menina boa, ela.

– Verdade? E… pra onde ela foi?

– Disse que ia se encontrar com alguém e depois ia para casa.

– Encontrar… com alguém? A essa hora? Ela disse com quem?

O coração de Agenor batia forte. Dona Fafá olhou para o filho sem entender aquelas perguntas todas. Foi então que alguém bateu na porta.

– Será que a Dorinha esqueceu alguma coisa? – disse dona Fafá, caminhando para abrir a porta.

– Não, mãe! Não abra!

Dona Fafá parou e olhou para o filho, desconfiada.

– Você está muito estranho. Andou bebendo?

Agenor correu para impedir, mas ela abriu a porta, enquanto ele fechava os olhos para não ver.

– Oi, Agenor.

Aquela voz…

– Mas que pressa medonha, Agenor! Passou correndo por mim, nem me ouviu te chamar…

Ele abriu os olhos e viu Dorinha à sua frente.

– Tem comida na geladeira, viu, filho? – disse dona Fafá, piscando um olho para Dorinha e saindo da sala.

– Você… foi encontrar… alguém? – ele perguntou, gaguejando.

– Fui.

– Quem?

– A prima Botinha. Ela vai casar, sabia? E a festa vai ser lá no restaurante.

Ele suspirou aliviado. Depois desviou o olhar, com vergonha.

– E você, tudo bem?

Ele fez que sim com a cabeça. Ela sorriu.

– Tudo bem, sim. Vim só dar um oi.

OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06eEle procurou algo para dizer, mas não achou. O coração ainda batia acelerado. Dorinha… Em Jubá havia mulheres muito mais bonitas que ela, mas Dorinha era especial, tinha um algo mais… Se ela soubesse quantas noites ele sonhara com ela… em seus braços…

– Bem, acho que já vou indo para casa.

– Vai?

– Hoje já é amanhã, Agenor.

Ele olhou para o lado que ficava a pedra grande. Depois olhou para Dorinha. Sentiu uma súbita vontade de abraçá-la, uma vontade tão grande que precisou segurar os próprios braços. A velha timidez. Ela que nos últimos meses sempre o impedia de dizer o que sentia por aquela mulher.

– Dorinha…

– Sim?

Ele fechou os olhos, procurando em algum lugar dentro de si a força necessária para o que tanto precisava falar. Ela aguardava.

– É, está tarde mesmo ‒ ele falou, sorrindo nervosamente. Não conseguia. Nunca conseguia. Jamais conseguiria.

– Tchau, Agenor. Aparece no restaurante.

Dorinha virou-se e saiu. Agenor foi para o batente da porta e de lá a observou caminhando pela calçada. Não fora forte para fazer o pacto. E nem era forte para lutar pela mulher com quem tanto sonhava. Definitivamente, era um fraco. Então entrou em casa e puxou a porta.

Nesse instante, porém, um carro passou na rua e a luz dos faróis bateu em cheio sobre seu rosto. Imediatamente, lembrou da luz a persegui-lo enquanto tentava escapar da equipe de tevê. Num impulso, sem pensar no que fazia, abriu a porta e saiu correndo atrás do carro.

Na esquina, o carro fez a curva e sumiu. Mas Agenor não dobrou a esquina, não era o carro que lhe interessava. Ele continuou correndo e só parou quando alcançou Dorinha, que tomou um susto ao vê-lo chegar de repente e lhe pegar pelos ombros. Sem dizer nada, ele a virou para si e sapecou-lhe um beijo na boca, forte, ardente. Dorinha quase caiu, mas ele a amparou e a encostou no muro, sem interromper o beijo.

Um bom tempo depois, quando ele finalmente a largou, Dorinha não sabia bem onde estava, que dia era… Sabia apenas que queria mais.

– Voltei – ele disse.

– Pensei que você não me queria… – ela murmurou, encostada no muro, toda molenga.

– É que eu… não sabia desejar direito.

E beijaram-se outra vez, ainda mais forte.

Na bodega da esquina, sentado numa mesa com o último cliente da noite, seo Ribamar olhava satisfeito o casal se beijando.

– Até que enfim esse menino tomou tenência. A moça doidinha por ele…

– Quanto lhe devo, meu amigo?

– Um conhaque. Dois reais.

O homem tirou uma nota do bolso do sobretudo e pagou.

– O senhor não é daqui, né? – perguntou seo Ribamar, recolhendo o copo e levando para o balcão.

– Vim ver um cliente ‒ respondeu o homem, levantando-se e apoiando-se numa bengala. ‒ Mas ele não apareceu.

– Que pena. Fez viagem perdida.

– Fiz não. No meu ramo, cliente é o que não falta.

– Coisa boa. Que mal pergunte, qual é o seu ramo? – perguntou seo Ribamar, voltando à mesa.

Mas não havia mais ninguém. Ninguém na mesa, ninguém por perto.

– Vixe! – ele exclamou, sentindo um calafrio.

Bateu três vezes na madeira e rapidamente fechou a porta, sem esquecer de dar duas voltas na chave, nem do cadeado e da tranca.

Adiante, encostada no muro, Dorinha suspirou nos braços do carteiro Agenor e, com os olhinhos fechados, pediu outro beijo. Mais forte.

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Ricardo Kelmer 1998 – blogdokelmer.com

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BaseadoNissoCLUBEDEAUTORESCapa-04aEste conto integra o livro
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OUltimoHomemDoMundoA6Capa-06eO Último Homem do Mundo

O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso, ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja, pois você pode conseguir…

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COMENTÁRIOS
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01- Eu gostei deste muito. gigi28 – jul2008

02- Você é bom mesmo, Ricardo. Quando vem a terrinha? Um grande abraço do amigo-leitor seu. Maninho, Fortaleza-CE – ago2008

03- Quem quer todas, não tem nenhuma. A graça de um relacionamento é ir até o fundo, explorar tudo, dure 3 meses ou 10 anos. Mas com inteireza, com verdade. Quem tem todas, não conhece, de verdade, nenhuma. Bjo. Chris, Rio de Janeiro-RJ – jan2009

04- Aquela que serve é a que conhece . conhece mesmo ? e aquele que deseja, é o faminto do lobisomem ? o grande assustado ? o fugitivo de boné … quisera ter o pacto com quem ? efusivo Agenor , talvez um perfume afrodisíaco com a tônica dionisíaca vai saber … agradaria uma bela garçonete que pega a carona no seu caminhão feito mesmo o último homem de jubá …. ahahahahahahah ! Marcia, São Paulo-SP – ago2009

05- Oi, Kelmer! Agenor é bem dotado, também, de criatividade. Ele conseguirá, um dia. rsss Linkei o teu blog no meu. =) Abs! Val – mar2010

06- Ei macho… Tu quer me matar de curiosidade é?? Parabens esse conto é incrível!!! Todo homem já se imaginou nessa situação, o problema é que nenhum homem tentou imaginar a saída desta. Valeu!!! Pedro Henrique – mar2010

07- =D Adorei essa história!!! Parabéns… o desfecho foi muito interessante. Agradeço pela possibilidade de tê-la lido. Mas… Já acabou… =(. Luciana R – abr2010

08- Achei legal o desfecho. Que pena que acabou! Karla – abr2010

09- Adorei! Aplausossssssssssss….. Gostei tanto que fiquei triste por ter acabado, hauhauahau… Parabéns Kelmer. Quero mais histórias assim. ;D Até a próxima! ;* Ingrid – abr2010

10- É até boa, mas muito brusco o fim, o que a torna sem um bom desfecho. Mariana – abr2010

11- Faltaram os créditos para a imagem da pintura usada neste artigo. O autor é o pintor peruano Boris Vallejo. Silveira Neto – abr2010

12- Muito boa a história, acompanhei-a e gostei muito. Até que enfim o Agenor teve coragem. Eu já estava angustiado com a timidez dele. Francisco Edvar – abr2010

13- ACOMPANHEI E GOSTEI DE TODA A HISTÓRIA,PORÉM O FINAL FICOU UM TANTO INCOMPLETO,HAVERÁ CONTINUAÇÃO? Dokho– abr2010

14- eita historia mais envolvente rapaz,cada capitulo era uma viagem,parabens para o escritor que deleitor dentro dos sonhos de muitos homens timidos q desejam serem desejados. Espero outras historias exoticas. Kildery – abr2010

15- Esse cigarrinho era bem docinho, hein? rs. Christiane – mai2010

16- Essa história é genial (O último homem do mundo). Recomendo. Vale muito a pena ler. Marcelo Gavini, São Paulo-SP – jun2010

 


Um ano na seca

11/08/2008

O que pode acontecer a um homem após um ano sem sexo?

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Esta série foi publicada originalmente em capítulos semanais no antigo blog Kelmer Para Mulheres. Aqui você pode lê-la na íntegra, com os comentários.

Em 2008 Ricardo Kelmer publicou em seu blog, em capítulos semanais, a série Um Ano na Seca, um relato verídico de sua tragicômica experiência de abstinente sexual no Rio de Janeiro. Dosando humor e suspense, a história prendeu a atenção dos leitores por vários meses, principalmente das mulheres, que puderam conhecer certas particularidades do universo do desejo masculino que geralmente os homens preferem não revelar.

A versão livro de Um Ano na Seca foi lançada em nov2010 (bolso, 48 pag). E em 2013 inspirou uma música da banda Bardoefada (vídeo no fim da postagem).

PARA ADQUIRIR

PELO BLOG  DO KELMER

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UM ANO NA SECA

Ricardo Kelmer
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EU JÁ FIQUEI UM ANO sem sexo. Verdade. Quer saber mesmo? Foi quando eu tinha 4 anos.

Ahahahah! Desculpe, leitorinha, não resisti à piada. Agora falando sério, já fiquei um ano no perigo sim, e eu já era quarentão, olha que coisa. Em 2004 eu havia me mudado pro Rio de Janeiro e, sem amigos com quem sair, sem namorada e sem dinheiro, tudo que eu fazia era ir pro trabalho e voltar pra casa. No começo não teve problema algum pois minha energia tava tão voltada pro trabalho e pra economizar grana que as ex-namoradas resolviam o problema. Comassim? Ora, era só, na hora do banho, lembrar delas…

Mas depois de seis meses a coisa começou a ficar feia e as ex já não resolviam, eu já havia homenageado todas elas, tava até repetindo.

Putz, mas será que você tá realmente interessada nesse papo de punheteiro véi safado? Bem, sejamos francos: se você frequenta este blog, é porque santa você não é, né? Então dá licença que eu vou continuar a história.

Seis meses de Rio de Janeiro. Seis meses sem dar nenhumazinha. Morando sozinho, vivia de casa pro trabalho e do trabalho pra casa, a energia totalmente voltada pra economizar o máximo de dinheiro possível. Sem amigos homens com quem sair, sem namorada, sem nem um rolinho sequer, o jeito era ficar em casa escrevendo e ouvindo música, bebendo sozinho. Vivia uma fase de repensar a vida e reavaliar valores, precisava mesmo de solidão.

No começo o tesão até que ficou comportado. Eu me resolvia com as ex-namoradas mesmo, homenageando-as durante o banho: apoiava um braço na parede, escolhia a ex da vez e mandava ver. A água quentinha escorrendo pelo corpo é uma diliça, mas o perigo dessa posição, não sei se você sabe, é que as pernas ficam bambas, a vista escurece e bufo!, a gente cai pro lado, se estatelando duro no chão. Um dia caí e bati a cabeça na privada, fiquei com um galo horrível na testa durante uma semana. Mas os acidentes também têm seu lado positivo. Esse me fez perceber, finalmente, que aquilo já tava passando dos limites. No outro dia tomei uma decisão: revesti a privada com esponja.

Um dia abateu-se sobre mim a desgraça: eu lá, sob o chuveiro, pronto pra mais uma homenagem quando percebi que… o estoque de ex havia se esgotado. Simplesmente não tinha mais nenhuma ex, todas já haviam passado por aquele chuveiro, até mesmo os casos, os rolos de um mês, de uma semana, de uma noite, as ficantes, todas, todas. Putz, e agora? Desesperado, vesti uma roupa e saí. Nunca fui de pagar por sexo mas tava decidido: só voltaria pra casa acompanhado.

Voltei com Daniele, uma morena linda, jeitinho meigo, uma bunda doce e irresistível. Ainda tentei barganhar o preço, mas o dono da banca foi irredutível. Paguei oito reais, pus a Sexy na mochila e voltei pra casa. Sou um cara exigente com mulher, até mesmo com mulher de papel, não gasto meus zóides com qualquer peladona não. Qualé? Tá pensando que achei os bichinhos no lixo?

Daniele me fez companhia durante algumas semanas. Como ela não gostava de água, namorávamos na cama mesmo, nada de chuveiro. Até que um dia…

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NÃO FOI NADA ENGRAÇADO ficar um ano inteiro sem sexo, mas se isso hoje diverte o respeitável público, então ótimo, vou encarar a coisa como, digamos assim, uma saudável reciclagem das desgraças da minha vida pregressa.

Pois bem. Durante algumas semanas eu e Daniele vivemos bons momentos, mas… havia um probleminha. Eu sempre queria Dani de quatro, ela ficava linda assim. Mas na hora H, quando eu tava chegando lá, a página virava e Dani passava pra outra posição, uma posição bem sem graça, que merda. Acabamos discutindo, eu querendo Dani safada de quatro e ela se querendo toda comportadinha numa poltrona.

Percebi que meus sentimentos já não eram os mesmos do início. Então fui até a janela e disse, sem olhar pra ela, mirando o fim de tarde lá fora: Beibe, preciso de um tempo. Ela ficou meio tristinha, mas entendeu na boa. É uma vantagem das mulheres de papel, elas sempre entendem quando o cara precisa de um tempo. Daniele acabou na quarta gaveta do guarda-roupa, junto com a caixinha do brau. Até hoje desconfio que foi ela quem fumou o precioso, um especialíssimo que eu tinha guardado pro carnaval. Mas tudo bem, foi bom enquanto durou. Meses depois eu me mudei de Botafogo e desde então não tenho notícia de Dani, acho que a coitada caiu da mudança. Sorte de quem pegou.

Com isso, acabei voltando às ex-namoradas debaixo do chuveiro. Nada contra, claro, mas acontece que naquela secura de seis meses eu já havia homenageado todas elas, não havia sobrado nem mesmo uma fulana que anos atrás me atacou numa festa, terminamos num hotelzinho vagabundo e, quando acordei de manhã, sozinho no quarto, a última coisa que eu lembrava era a gente saindo da festa e cadê que eu conseguia lembrar do nome da criatura? Nem do rosto eu lembrava mais. E até eu hoje não lembro. Imagine o estado do cidadão… Pois bem, até essa eu homenageei, lá debaixo do chuveiro, sim, pra você ver a consideração que eu tenho com minhas ex e até com as taradas de festa, viu?

Foi aí que um amigo me apresentou Sonja. Que não era de papel.

Ih, infelizmente acabou o espaço. Posso continuar semana que vem? Não? Ah, mocinha, não seja tão exigente comigo, entenda minha situação, eu tô precisando desabafar, aprendi isso com vocês, botar pra fora os sentimentos, né isso? Então, tô botando. Mas não dá pra botar tudo de uma vez. Se você estiver aqui na próxima semana, eu continuo. Você vem, beibe?

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EU HAVIA CONTADO pra um camarada sobre minha trágica situação e ele, compadecido, combinou que me apresentaria a uma ninfeta deveras generosa chamada Sonja. O nome dela é esse mesmo?, perguntei. Não, não era. Era nome de guerra. Ah, tá. Sonja, a guerreira. Mas do jeito que eu tava a perigo, ela é quem teria que se defender.

Marcamos pra uma quinta-feira, lá mesmo em meu apartamento em Botafogo. Na hora marcada meu amigo chegou, devidamente acompanhado da ninfeta. Ele nos apresentou, fazendo umas piadinhas que me deixaram meio sem jeito. E ela, pelo jeito, já devia estar acostumada. Sentei na poltrona e eles no sofá. Botei um Led Zeppelin pra gente escutar, mas acho que ela não curtiu muito, acho que gostava mais de hip hop. Servi domecq mas ela não bebeu, Sonja não bebia. Logo depois meu amigo foi embora, me deixando a sós com a ninfeta. Eu tava meio nervoso, mas ela tava na dela, tranquila, me olhando com aqueles olhos grandes e verdes que ela tinha.

Lá pelas tantas achei que já tava bom de lero-lero: peguei Sonja pela mão e levei pra sacada pra gente ver o Cristo iluminado. Enquanto ela olhava, eu não me aguentei mais nas calças e, bufo!, derrubei-a no chão, que nem um homem das cavernas alucinado. E comecei a soprar dentro dela. Nunca em toda a minha vida eu tinha feito aquilo, juro. Soprei durante meia hora, e no fim eu tava caído no chão, botando os bofes pra fora, parecia que havia corrido uma maratona. Em compensação, Sonja tava bem cheinha. Meu amigo tinha razão: ela era bem fornida. Peituda e bunduda do jeito que homem do sexo masculino gosta.

Meu amigo me garantira que ela tava bem limpinha, ele a havia lavado no dia anterior. Mas achei melhor garantir e dei um bom banho na Sonja, com detergente e água sanitária, até botei um rexona no sovaco dela. De volta à sacada, nos encostamos na grade e enquanto eu bolinava sua bunda, recitei uns poemas do Vinicius pra fazer um clima assim meio romântico, de tudo ao meu amor serei atento. Olhei pra Sonja e ela tava de boca aberta, os olhos arregalados, certamente enternecida com meu esforço por agradá-la. Ela não me disse, mas senti que meu amigo, com ela, não valorizava muito as preliminares. Homens…

Então os sete meses sem sexo gritaram dentro de mim e perguntei se ela queria ir pro meu quarto ou se preferia fazer ali mesmo. Você escolhe, Ricardinho… Acho que ela falou isso, não lembro bem. É que eu já tinha tomado metade do domecq e quando chego nesse ponto, dou pra ouvir coisas, ver gente morta, é um horror. Então eu escolhi o lugar, e escolhi ali mesmo, na sacada, sacomué, Sonja, sempre fui chegado em locais inusitados. Foi quando ela falou, maliciosa: Locais inusitados assim tipo o meu cu, né, fofo?

Nesse exato instante eu me apaixonei. Quem não se apaixonaria?

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SEMANA PASSADA EU PAREI na parte em que eu encoxava Sonja na sacada do meu palacete de Botafogo. E, enquanto recitava Vinicius, descobria-me apaixonado por uma boneca inflável, dessas bem fuleragem, até remendo ela tinha, acredita? Adivinha onde? Poizé. Meu amigo deve ter abusado muito da moça, coitada.

Aliás, homem na secura é um horror, você nem imagina do que somos capazes de fazer. E jovens, então, quando os hormônios são os nossos verdadeiros governantes e a cabeça de baixo sempre fala mais alto? Putz… Heim? Controle de qualidade? O que é isso?

No interior, até hoje o povo come jumenta, o povo homem, claro. Diz que é bem quentinho, aconchegante… E que ela nunca espera que o cara ligue no dia seguinte.

Por falar em jumenta… Corta agora pros meus saudosos vinte anos. A gente ia pra praia e na volta passava por um terreno onde sempre havia uma jumentinha amarrada, a Jupira. A Jupira tinha um bundããão… Pois a Jupira era apaixonada os quatro pneus e o estepe pelo meu amigo Perretis, é sério, era só a gente parar o carro que ela já se virava assim de ladinho e ficava toooda dengosa pra ele. E a Jupira ainda era fiel: um dia eu quis dar umazinha com ela e ela não quis não, só queria se fosse o Perretis. Putz, fiquei arrasado, quando um homem chega nesse ponto de nem jumenta aceitar, é mesmo a decadência total…

O Netonha, outro amigo fuleragem, na sua infância lá no Crateús era o terror das galinhas. Galinha de pena mesmo. Sim, é sempre bom explicar, porque em Crateús, sabe como é, né? Diz que na casa do Netonha não escapou uma galinha: ele chegava das festas do sábado e, meio truviscado da cabeça, ia pro terreiro atrás da casa e traçava todas. O melhor é que no domingo o almoço sempre era galinha, a família toda comia, até o padre ia pra esses almoços. Uia.

Um outro amigo, o Marquim, uma vez comeu um peixe. Verdade. Ou era uma peixa? Não sei. Só sei que o peixe morreu e ele ficou muito arrependido e deixou de comer peixe. Mas o Marquim não conta, ele era tarado, nem caule de bananeira o disgramado dispensava, diz que tem uma textura boa. E eu? Bem, como minha infância foi urbana, não tive sorte de ter essas namoradinhas do dadivoso reino animal. Mas devo admitir que lá em casa sempre teve umas poodles bem fofinhas… Mas não, cachorra por cachorra, melhor as sem pelo. Mas uma vez eu estuprei um rolo de papel higiênico, eu juro. Ué, qual é o problema? Nenhuma menina queria me dar! E aquele era o único buraco decente que tinha por perto…

E você, leitorinha querida, fica só rindo dessas histórias cavernosas, né? Fica aí só achando graça desse bizarro universo masculino, né? Mas aposto que você também já teve aqueles dias de desespero em que a bacurinha só falta pegar um autofalante e gritar: Uma caridade, pelo amor de Jesuscristim!!!

Taí, agora fiquei curioso. Mulher também sofre quando os hormônios sexuais botam a boca no trombone e, no entanto, não tem ninguém pra aliviar a tensão? Claro, né? Mas imagino que vocês não apelam pros jumentos, afinal animal por animal, já bastam os homens, né, fia? Mas pra alguma coisa vocês devem apelar. Quem quer contar primeiro? Ah, vamos lá, boneca, fica só entre nós, vai. Pensa que eu não sei que você agora tá rindo aí do outro lado do computador, é? Poizeu sei. Se tá rindo é porque tem o que contar. Conta! Conta! Conta!

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ONDE PAREI MESMO? Ah, tá, eu e Sonja na sacada do apartamento, oitavo andar, eu com meio litro de conhaque na cachola, irc! Bêbado que nem um gambá, sim, deploravelmente bêbado, mas a poucos segundos de finalmente acabar com a maldita seca que já durava sete meses. Pois bem. Após seu singelo consentimento, Sonja encostou-se na grade da sacada, de costas pra mim, aquele bundão espetaculoso, e eu abri a calça, abaixei a cueca e botei o Jeitoso pra fora. Poizé, o nome dele é Jeitoso, tinha esquecido de apresentar vocês. Também conhecido no submundo do crime desorganizado como Jeitosão 17. Então. Nem preciso dizer como ele tava, né? Parecia menino em dia de aniversário, uma animação só.

Abri as nádegas de Sonja e vi que seu cu era rosado, um tipo raro por essas bandas. Não sei se você sabe, leitorinha, mas na Tabela de Estética Anal o cu rosado só perde pro cu salmon, este é raríssimo, tem gente que morre sem conhecer um cu salmon. Pois bem, Sonja tinha um cu rosado, muito simpático e convidativo, com certeza meu amigo já se deliciara bastante por aquelas vias. Afastei-me pra trás e mandei um golão no conhaque, um brinde a mim por suportar com tamanha dignidade sete difíceis e eternos meses sem dar umazinha sequer.

Nesse momento, porém, soprou um vento repentino e Sonja, vupt, voou por sobre a grade da sacada. Desesperado, larguei o copo e corri pra segurar. Mas não deu tempo: Sonja havia caído, despencado do oitavo andar no meio da escuridão da noite. Putz. Fiquei ali parado por um tempo sem acreditar. Seu idiota incompetente!, gritou o Jeitoso, já murcho e muito puto, nem mulher inflável tu consegue segurar? Quando o sujeito não consegue nem manter uma relação com uma boneca inflável, ele precisa admitir que chegou ao fundo do poço.

Peguei o elevador e desci pro poço, quer dizer, pro térreo. Procurei lá embaixo na área lateral e não encontrei Sonja. Onde ela estaria? Olhei lá pra cima e entendi: ela caíra numa das sacadas abaixo da minha. E agora?

Voltei pro apartamento num dilema mortal. Não podia abandonar Sonja assim dessa maneira. E tudo que houve entre nós? E todo o futuro lindo que nos esperava? E seu cu rosado? Mas, por outro lado, cadê a coragem pra bater na porta do vizinho às duas da manhã? Oi, minha namorada caiu na sua sacada, você poderia pegar pra mim?

Não, minha dignidade jamais me permitiria descer tanto. Preferível comprar uma boneca nova pro meu amigo. Que merda… Desculpa, Sonja, eu não queria que tudo terminasse assim… A não ser… A não ser que eu desse uma de Homem-Aranha…

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TRUVISCADO DE DOMECQ como eu tava, considerei seriamente a hipótese de me pendurar na minha sacada e saltar pra sacada de baixo. O Resgate de Sonja – sexo, suspense, emoção… e uma perna quebrada. Felizmente um resquício de bom senso me fez desistir da aventura. Mas nem sempre tive esse tal bom senso, viu, isso é coisa da idade.

Restava-me bater na porta do vizinho. Às três da madrugada. Eu até poderia fazer isso, dada a minha lastimável condição de secura. Mas onde ficaria minha reputação de moço sério, trabalhador e respeitador dos bons costumes? Eu seria rebaixado à categoria de cruel estuprador de bonecas infláveis, que horror.

Voltei ao meu apê arrasado. E caí na cama à beira de um ataque de choro. Minha pobre Sonja, coitadinha, passaria o resto da noite no chão sujo de uma sacada, ao relento, nua e abandonada. Poderia pegar um resfriado, a bichinha. Adormeci exausto e deprimido. Putz, eu estivera a centímetros de dar fim àquela secura desgraçada que já durava sete meses… Mas o vento levou minha felicidade.

Tive pesadelos terríveis. Num deles Sonja me esnobava e preferia se suicidar a trepar comigo, e então se atirava da sacada. Irgh! Será que eu sou assim tão asqueroso? Só porque depois dos 40 comecei a ficar barrigudo, careca e banguelo? No outro pesadelo o vizinho do 702, logo o idiota do 702, enrabava minha Sonja na sacada e eu acordei suando de ciúmes, desesperado, ouvindo Sonja uivando de prazer… Que dor!

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ACORDEI NO DIA SEGUINTE numa ressaca horrorosa. A primeira coisa que fiz foi correr pra sacada e procurar por Sonja. Enquanto procurava, minha atenção foi atraída pro colégio que ficava ao lado do meu prédio. Era a hora do intervalo e os alunos jogavam futebol no campo de areia. E pareciam especialmente animados naquele dia, correndo e gritando bastante. Quando saquei o motivo, quase tive uma síncope cardíaca: a bola do jogo era nada mais nada menos que… minha querida Sonja, que subia e descia pelo ar, toda desmantelada, um braço já faltando, parecia um molambo voador.

Gritei pra eles pararem com aquela selvageria mas não me ouviram. Então desci e fui correndo até o colégio, expliquei o que acontecera e minutos depois um funcionário me trouxe o corpo de Sonja, seco e totalmente desfigurado, a cabeça decepada… Levei-a de volta pra casa, tentei encher e remontar, mas foi impossível, o estrago fora enorme. Teria que comprar outra boneca pro meu amigo. Então deitei Sonja na cama e, olhando ela ali deitadinha… de bundinha murcha pra cima… pensei que ela merecia uma última e sincera homenagem.

Em toda a minha vida de perigoso maníaco sexual eu nunca antes havia transado com uma boneca inflável. Muito menos com um cadáver inflável. Olha só aonde a minha secura havia me levado! Estuprar uma boneca inflável morta, toda murcha, sem braço e sem cabeça…

Mas o estrago fora ainda maior do que eu imaginava. Aqueles monstrinhos assassinos haviam enchido os buracos de Sonja com todo tipo de coisa. Só da bucetinha dela tirei uma borracha, duas tampas de caneta Bic, um mp3 quebrado, um boneco Power Rangers e um bagaço de maçã, que horror. E o cu, o belo cuzinho rosado de Sonja, haviam tampado com um chiclete. Que absurdo, as pessoas não têm mais sentimento! Como podem fazer isso com um ser humano inflável?

Não deu, amiga, simplesmente não deu. Não consegui comer Sonja. Por mais maníaco sexual que eu seja, tudo tem um limite, né? A secura continuaria. Eita fase de urubu danada…

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APÓS A TRISTE DESVENTURA com Sonja, dei um tempo em minhas desesperadas tentativas de acabar com a secura sexual, que já chegava aos oito meses, que horror. Achei que era melhor me aquietar e deixar que as coisas acontecessem de forma mais natural. O problema é que as coisas não estavam acontecendo nem naturalmente e nem antinaturalmente, a maré tava braba mesmo. Sozinho numa cidade estranha, sem amigos, sem namorada, sem dinheiro pra sair, o que me restava?

Então tive uma ideia genial: decidi montar um harém. Sim, o Kelmer Harém de Celebridades (KHC). Pra quê? Ô, minha filha, que pergunta boba… Pra dar uma variada em minhas punhetas, lógico. Sim, variar, afinal fazia oito meses que eu homenageava minhas ex-namoradas quase diariamente, nem elas aguentavam mais tanta homenagem. Pra você ter uma ideia, desde que começara a secura, só pra Aninha eu já tinha tocado 105 punhetas. Você sabe o que significa isso, leitorinha querida? Pois vou te dizer. Se uma ejaculada tem em média 100 milhões de zóides, então só pensando na bunda da Aninha foram 10 bilhões de zóides que jamais tiveram nem jamais terão sequer uma remotíssima chance de ver um óvulo rebolando à sua frente, coitados, ninguém merece.

Pois bem. Em poucos dias o melhor harém que jamais existiu na face da Terra tava todinho dentro do meu noutibuk, que era velhinho, mas que com a chegada das meninas rejuvenesceu cinco anos. Tinha de um tudo no harém: loira, morena, ruiva, negra, índia, japonesa, esquimó. Tinha odaliscas do presente e do passado, de Brigitte Bardot às Sheilas do Tchan. Tinha celebridades e anônimas, lobas e ninfetas, profissionais e amadoras, ai, as amadoras. Infelizmente minha musa Ana Paula Bandeirinha ainda não havia posado pra Playboy… Senão ela também estaria no harém. Aliás, ela teria um harém só pra ela.

– Ricardinho, harém de uma odalisca só não existe…

– Ahnnn… É verdade, Ana Paula. Mas você teria mesmo assim. Pra você não tem impedimento.

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MAS CALMA LÁ, LEITORINHA. Só porque era um harém, não vá pensando que era só ser bonitinha ou gostosinha que já tava dentro. Nananinanão. Punheteiro safado sem-vergonha também tem seus critérios, ora! Afinal punheta é coisa séria, é uma homenagem singela e sincera às mulheres que amamos. E por mais tarado que a gente seja, a gente também tem nossas objeções. Essas modelos magricelas e sem bunda, por exemplo. Comigo não têm vez, quem gosta de osso é arqueólogo. Então magricela não entrou nenhuma.

Por falar em bunda, numa segunda fase o Harém de Celebridades se especializou: criei o harém dos peitos e o harém das bundas, olha que chique. Claro que por causa da minha tara que você já conhece, o harém das bundas ficou beeeeem mais numeroso. E como era o harém que eu mais visitava, todas queriam estar nele. Mas me mantive incorruptível. Adriane Galisteu, por exemplo, tentou dar uma de penetra mas foi barrada na porta, é muita pretensão mesmo! Gisele Bundchen tentou entrar também, mas ficou só no harém dos peitos. Sim, Gisele, eu sei que os gringos admiram sua bunda, eu sei, mas no Brasil, a média pra passar é bem mais alta, viu, fia?

O KHC tava indo bem. O problema era que, com essa minha velha mania de justiça, eu insistia em revezar as meninas, uma homenagem pra cada uma, pra que elas não se sentissem preteridas, você sabe, rola muita inveja nesse meio. Mas, putz, eram centenas de odaliscas! Se eu sentisse saudade da Karina Bacchi ou da Mulher Samambaia, que, por sinal, constavam com todo o merecimento nos dois haréns, eu teria que esperar cinco anos pra poder vê-las de novo.

– Ah, não, Riquinha, assim não – Karina reclamou, é lógico. – Pode dar logo um jeito nessa situação.

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FOI ENTÃO QUE DESCOBRI algo revolucionário: era possível organizar as fotos num programinha de slide e botar no automático. Uaaaaau! Ficou uma maravilha. O KHC tornou-se dinâmico, e eu nem precisava mais ficar clicando, agora a outra mão tava liberada pra dar um gole no Domecq. Minhas odaliscas passaram a desfilar ordenadamente, uma após a outra, cinco segundos pra cada uma me seduzir com suas curvas, protuberâncias e malemolências…

– Oi, Luma. Eu apareço depois da Grazielli. Já chamaram ela?

‒ Calma, Sabrina, antes dela ainda tem eu. Ops, é a minha vez, tchau.

Algumas tinham mais fotos que outras, claro, e por isso se demoravam mais pros meus olhos. Porém, depois estavam livres o resto do dia pra fazer o que quisessem, passear no shopping, tomar chá com as amigas, fazer a escova… Estavam livres até pra me trair com quem quisessem. Desde que no outro dia estivessem de volta, lindas e dadivosas, tudo bem.

Ah, foram três meses de paz e tranquilidade com minhas meninas…

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UM DIA FUMEI UNZINHO. Você já transou fumada, leitorinha? Uau, é uma loucura… Comigo as sensações ficam tão amplificadas que eu todo viro um imenso caleidoscópio sensitivo, o tempo estica… Pois bem, fumei, deitei na cama, pus o noutibuk do ladinho e mandei ver. Foi tão bom, mas tão bom, mas tão bom, e o gozo tão intenso, tão intenso, e viajei pra tão longe, tão longe… que de repente só escutei o barulho: Pooou!!! Abri os olhos e vi que o noutibuk tinha caído no chão. Que merda.

Tantas mulheres lindas e gostosas de uma vezada só foi demais pro meu velho noutibuk de guerra. Dia seguinte mandei o coitado pra oficina, mas não teve jeito de recuperar. Resultado: perdi todas as minhas meninas. Três meses formando meu harém e, de repente, elas se vão numa só gozada. Ô gozada poderosa! Fiquei tão arrasado que não tive forças pra chamá-las de volta, não quis mais saber de Danielas, nem de Julianas, nem de qualquer mulher de pixels. Nem mulher de papel. Nem de plástico. Enchi o saco de punheta. Quer dizer, esvaziei o saco. Caramba, eu precisava de uma mulher de verdade, dessas que todo dia passavam por mim na rua. E não me percebiam. Mas naquela cidade estranha, sem amigos e sem dinheiro, como fazer?

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NO CAPÍTULO ANTERIOR, você lembra, eu tava arrasado por ter perdido meu Harém de Celebridades, tão cuidadosa e criteriosamente montado. E tava sem qualquer ânimo pra montá-lo de novo, apesar de toda a insistência das meninas. Até a Vera Fischer implorou, olhassó, a Verinha, ela que naquele tempo andava quietinha, uma santa. Até a Priscila Fantin, aiai, que nunca posou pelada, prometeu que posaria caso eu reativasse o superfamoso e hiperconcorrido Kelmer Harém de Celebridades.

– Puxa, Rica, tô arrasada… Você seria o único motivo pra eu virar uma peladona.

– Gosto muito de você, Priscila, mas não vai dar.

– Se você não me quiser, vou entrar pro convento!

Não reativei o KHC, eu simplesmente não aguentava mais mulher de pixels. Eu precisava agora é de uma mulher de verdade, de carne e osso, mais carne que osso, claro. Eu precisava dar umazinha, só umazinhazinha, já tava na secura havia 11 meses!

Foi quando apareceu a oportunidade de um trabalho inusitado: escrever um roteiro sobre prostituição na Vila Mimosa. Uau!

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ENTÃO FUI CONTRATADO pra escrever o roteiro de uma revistinha em quadrinhos pra uma ONG que trabalhava com prostitutas na Vila Mimosa, tradicional zona de prostituição do centro do Rio de Janeiro. O roteiro deveria abordar temas como saúde, prevenção, doenças sexualmente transmissíveis e coisital. Topei na hora, tava muito precisando de um dinheirinho na conta, não aguentava mais comer miojo.

Imagine um centro comercial popular, desses que existem nos centros das metrópoles, aquele movimento incessante, os corredores cheios de gente olhando vitrine e comprando, a barulheira, a confusão… Pois a Vila Mimosa é a mesma coisa, sendo que as lojas são uma centena de bares e boates com quartinhos e a mercadoria é sexo. E é 24h!!! Fiquei bobo de ver.

Na Vila Mimosa tem menina de 18 a 70 anos e boa parte delas vive do que a Vila lhes dá. Algumas têm emprego formal (diaristas, vendedoras, secretárias…) e batem ponto lá alguns dias por semana pra completar o orçamento. Uma pequena parte mantém os estudos, ainda bem. Há também as meninas que cursam faculdade. E há também mulheres de nível superior, acredite, cheguei a entrevistar uma professora de geografia e uma enfermeira. E há também muitas mulheres casadas, que são mães, e às vezes os maridos ou maridas sabem de tudo.

Mesmo sendo mais culta ou mais bonita, não importa: se a mulher quer trabalhar na Vila Mimosa, tem que se adequar ao esquema popular e de alta rotatividade. Então o preço médio era (em 2005) R$ 25 por meia hora, sendo que R$ 5 ela repassava ao dono do estabelecimento pelo uso do quartinho. Conheci algumas que faziam uma média de 8 a 10 programas nos dias bons.

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FIZ TRÊS VISITAS à Vila Mimosa pra entrevistar as meninas. Na segunda noite conheci Rose, uma morena de 22 anos, e ela me contou sua história, o noivado desfeito, o desemprego em Goiânia, o filho pra sustentar, a ida pro Rio… Ela era bonita, tinha certa classe e usava vestidinho e sandália, tudo muito mimoso. E tinha uma boa bunda. Na terceira vez conversamos mais e, como agradecimento, presenteei-a com um crédito de R$ 10 no vendedor ambulante de calcinhas, dava pra comprar duas. Ela adorou e me deu um singelo beijo no rosto.

Puta nunca foi minha especialidade, você sabe. Nada contra, mas é que gosto quando a mulher também me deseja, gosto de beijar na boca, servir bebidinha, botar música pra ela, recitar poeminha safado no ouvidinho, rir junto, admirá-la enquanto vou e volto dentro dela… Ou seja, sou um cara romântico mesmo, assumo. Safado, ok, mas romântico. Então meu pau não se entusiasmou com a Vila Mimosa. Porém…

Naquela noite, como já havia fechado todas as entrevistas, sentei numa mesa pra tomar uma e relaxar, curtir o visual das meninas, os modelitos, o delicioso teatro do sexo pago. E convidei Rose pra beber comigo. Ela explicou que tava trabalhando, claro, tinha que fazer dinheiro. Mas como havia me achado um cara legal…

Conversamos descontraidamente por uma hora. Ela se soltou e falou mais sobre sua vida, contou detalhes dos programas, suas preferências, que às vezes, com uns poucos homens, ela sentia prazer mas que, na verdade, pra ser bem sincera, gostava de foder mais com mulher.

Você sabe, né, leitorinha, eu gosto de mulheres bissexuais, várias de minhas namoradas eram bi, sinto uma espécie de simpatia gratuita, uma cumplicidade natural com elas. Foi Rose me falar isso e, pronto, o Jeitoso virou o incrível Hulk dentro de minha calça: Me solta, me soltaaa, me soltaaaaaa!!

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EU TOMAVA UMA CERVEJA na Vila Mimosa, conversando com a morena Rose, e ao ouvi-la contar sobre os programas que fazia e sobre suas transas com mulheres, o Jeitoso, coitado, que havia 11 meses não via uma xaninha na sua frente, simplesmente enlouqueceu e virou o incrível Hulk dentro da minha calça, parecia um bicho destruindo a jaula: Me solta, seu disgramado, eu quero saiiiiirrr!!!

– Cabô o doce…

– Não me atrapalha que eu tô concentrado.

É Tábata, minha barata voadora de estimação. Não pode me ver escrevendo sobre mulheres que fica logo enciumada, fica voando na frente da tela toda histérica. Uma barata com ciúmes, pode uma coisa dessa?

– Cabô o doce e eu tô com fomeeeee…

Hummm, dessa vez não é ciúme. O docim de amendoim acabou mesmo, o potinho que fica aqui do lado do computador tá vazio. Putz, vou ter que sair pra ir na bodega comprar mais, eu e Tábata não passamos sem essas barrinhas deliciosas.

Dá um tempo, leitolinha linda do meu colação. Volto já pra contar o fim da história. Vem, Tábata. Bota o agasalho que tá frio.

E ainda gosta de passear, pode?

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PRONTO, VOLTEI. Tábata, de barriga cheia, ronca quietinha dentro do meu tênis. Eu já disse pra ela não dormir lá, é perigoso, mas ela simplesmente é louca pelo meu chulé. Pode?

Continuando a história. Estávamos numa mesa, eu e Rose, no interior de um daqueles barzinhos com jeito de boate, o bar embaixo e os quartinhos encima. Com a pressão insuportável do Jeitosão (quando ele tá assim, é pior que você na TPM, acredite), percebi que havia chegado a hora, os onze meses de secura terminariam naquela noite mesmo. Ufa! Ainda bem que o pesadelo não passaria de um ano. Já que não foi com namorada, nem com amiga caridosa, nem com boneca inflável, seria com puta mesmo. Nada contra puta, claro, tenho muito respeito e admiração pela profissão, acho até que já fui puta numa vida passada. Mas ter que pagar por sexo, logo eu, que até outro dia era o terror da Praia de Iracema, quem diria…

Falei pra Rose que queria fazer um programa com ela. Ela, parecendo surpresa, disse que não esperava pois eu dissera que nosso contato seria apenas em função das entrevistas. Você quer mesmo?, ela perguntou.

– Ele quer! Ele quer, sim!!! Nós queremos!!!!! – gritou o Jeitoso, que nem um louco.

– Quem falou isso? – Rose quis saber, olhando ao redor.

– Ahn… Fui eu, sou ventríloquo, sabia? – falei, antes que o de baixo se manifestasse novamente. – Mas vamos ao que interessa, né?

Ventríloquo de bilau, ainda tem essa. Pois bem. Enquanto Rose ia ao balcão e solicitava um quarto à dona do estabelecimento, aproveitei e pedi que Jeitoso tivesse modos, ele tava simplesmente indomável, que coisa, rapaz, essa não foi a educação que eu te dei, viu?

Que nada. Ele continuou lá, arrebentando a jaula.

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ENQUANTO SUBÍAMOS A ESCADINHA em espiral, eu olhava pra bunda de Rose bem à frente dos meus olhos como o centroavante que há vários jogos não marca e que agora vai bater o pênalti e olha pra bola, ela ali, só esperando ele chutar… É um momento mágico. Mesmo que não haja ninguém vendo o jogo, tudo para na hora do pênalti, sabia? Pois saiba, o Universo inteiro para, o tempo para, nada mais importa. Os astrônomos estão errados. Não houve um Big Bang, houve um Big Pênalti.

O ambiente do primeiro andar era de penumbra e havia um corredor com três quartinhos de cada lado. Entramos num deles. Antes, porém, olhei de novo pro fim do corredor pra me certificar de que o que eu via não era nenhuma alucinação. Não, não era. Ali, encostado à parede do fim do corredor, reluzia uma privada, com um cestinho ao lado lotado de papel. Uma privada! Sem porta, sem nada. Apenas uma privada no fim do corredor, que coisa mais surreal. E, pelo odor, que era bem real, alguém tinha comido uma panelada vencida e depositado lá. Argh… Como alguém conseguiu fazer cocô naquele local? E se eu chego e tem um cidadão cagando?

O quartinho era um cubículo de dois metros por um. Tinha um elevado de cimento bem estreito com um colchonete, uns cabides e só. Nem luz tinha. E as paredes eram apenas divisórias que sequer chegavam ao teto, o que nos permitia escutar tudo o que acontecia nos outros cubículos. Hummm. Confesso que nesse momento cogitei desistir…

Mas não, não. Eu já havia ido longe demais pra voltar. Vamos, Rica, respire fundo e vá em frente, garoto!

Respirar fundo. Eu até tentei. Mas aquela panelada estragada lá na privada não deixou. Teria que ficar vinte minutos sem respirar, será que eu conseguiria? Aliás, vinte não, dezoito, o tempo corria.

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TIREI A ROUPA RAPIDINHO. Rose também. Ué, não tem nem um lençolzinho?, perguntei. E ela explicou que não sabia, que não fazia programas naquela casa, fazia na outra em frente. Vesti a roupa novamente e desci a escada. No balcão, pedi um lençol à dona, uma senhora que, pelo jeito, tinha muitos quilômetros de lençóis rodados. Ela perguntou se a menina que tava comigo não trouxera o lençol dela. Não, ela não trouxe, respondi, procurando manter meu famoso equilíbrio zen. A senhora então falou: Não costumo fazer isso mas vou te emprestar o meu, tá, depois me devolve. E me entregou um lençol dobrado, aparentemente limpo.

Subi a escada evitando pensar naquelas palavras “não costumo”, “emprestar”, “me devolve”… Eu só tinha agora dezesseis minutos.

Cobri o colchonete com o lençol emprestado (ai…), tirei a roupa novamente e sentei. Rose sentou ao meu lado. Do quartinho ao lado alguém sussurrava, hum, ahmm, aaahrnmmff…

De repente lembrei do meu primeiro namoro, doze anos, foi meio daquele jeito, os dois sentadinhos lado a lado, quer namorar comigo?, aceito, então tá, amanhã a gente continua. Isso lá é hora de lembrar uma coisa dessa, homem! Afastei a lembrança inoportuna e tentei me concentrar, vamos lá, garoto. Quinze minutos. Comecei a acariciar o corpo de Rose… a cintura… as pernas… beijei seus seios… apalpei sua bunda… Quando olhei pro Jeitoso, não acreditei: ele simplesmente não se manifestava. Ué, cadê o incrível Hulk?

– Não priemos cânico, não priemos cânico – falei pra mim mesmo, fingindo um senso de humor que naquele momento eu tava muito longe de ter. Doze minutos. Pense rápido, garoto, pense rápido. Então perguntei a Rose se ela, bem, se ela poderia me fazer um boquete. Afinal um copo dágua e um boquete não se negam a ninguém, né?

– Sem camisinha não dá.

– Ah, claro, claro…

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PEGUEI A CALÇA e, depois de procurar em todos os bolsos, encontrei uma salvadora camisinha na carteira, ufa! Voltei e sentei ao lado de Rose, que aguardava com uma paciência profissional. Peguei a camisinha, posicionei o Jeitoso e… Quem disse que camisinha desenrola em pau murcho? Aiaiai… Dez minutos. Metade do tempo já tinha ido pelo ralo e eu nem de pau duro tava, que merda. Vamos ao plano B, é o jeito. Então comecei a me masturbar freneticamente, tentando não ligar pra onda de terror que me engolfava mais e mais a cada instante.

– Vamulá, sua cobra caolha, não me abandone logo agora…

Mas o Jeitoso continuou desanimado. Oito minutos. O foda da brochada é esse maldito terror que imediatamente nos envolve logo que sentimos cheiro de brochada no ar, essa imediata sensação de que não, não vamos conseguir. Tsc, tsc, minha amiga leitora, você não saberá nunca o que é isso, só nós sabemos. Mas eu conseguiria, sim, vamulá, pensamento positivo, neurolinguística, método Silva de controle mental, nunca desista de seus sonhos… Putz, mas com aquele fedor horrendo ali do lado tava realmente difícil.

– Rose, será que você não poderia abrir uma exceção e me chupar sem camisinha? Eu tenho essa cara de maluco, mas eu sou limpinho. E por ele só passou menina bacana, viu? Bem, quer dizer…

Não, eu não falei nada disso. Mas quase falei, de tão desesperado. Em vez disso pedi pra ela tocar uma pra mim, quem sabe a mão feminina, mais delicada… Rose, compreensiva, aceitou, ufa. Sete minutos. Agora vai, agora vai.

Fechei os olhos e convoquei todas as ex-namoradas e casos e rolos e rolitos possíveis, por favor, Beatriz, me acode, você também, Silvinha, e você, Karine, seis minutos, e você, Bibi, aquelazinha que a gente deu no meio do laranjal, lembra, vamos, Maristela, Renata, cinco minutos, Tânia, Karine, Karine já foi, não, a outra, Gil, Andréa, Jaque, Beatriz, Beatriz já foi, mas vai de novo, vai de novo, quem mais, Leka, Paulinha, quatro, Larissa, Milene, que Milene?, aquela da garagem do prédio, ah, sim, Valéria, três, Laurita, dois, Bebel, um…

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– VINTE MINUTOS! Vinte minutos!

A voz vinha de algum lugar próximo, uma voz abafada, meio metálica…

– Vinte minutos! Desocupandôôô!!!

Abri os olhos. A voz feminina vinha de um tubo de PVC que saía da parede. Era a dona lá embaixo nos avisando que o tempo acabara. Sistema de som engenhoso…

– Putamerda, seu desgraçado duma figa! Não era você quem tava todo enlouquecido vinte minutos atrás?!! Como que você me faz uma coisa dessa, seu traíra?!!!

Não, eu não falei isso, sou incapaz de gritar com ele, o Jeitosão tem muito crédito comigo, você nem imagina o quanto ele já me salvou. Só pensei, dentro da minha mente extenuada e entristecida. Aliás, se eu fosse ele, também teria sentido a pressão, coitado, o cubículo feio, o lençol emprestado, os vizinhos barulhentos, a privada surreal, a panelada vencida, o tempo acabando… Pô, paudagente também é gente.

Afastei a mão de Rose e levantei. Vesti a roupa e calcei o tênis, enquanto ela se vestia também. Procurei algo pra dizer, na verdade pra não ter que escutar os hummms e ahnrmfs que vinham dos outros cubículos, mas não achei nada que valesse a pena ser dito, dizer o quê? Descemos, devolvi o lençol (quem seria o próximo?), paguei pelo quarto e paguei Rose também. Ela ainda tentou se desculpar, mas eu não deixei e falei que tudo bem, a companhia dela tinha sido muito agradável. E nos despedimos.

Caminhei até a praça e esperei passar algum ônibus, tendo como companhia a plena convicção do ridículo de tudo aquilo. Um dia ainda escreverei sobre isso e darei boas risadas, era o que eu pensava, pra ocupar o pensamento na madrugada fria e solitária. Mas o pensamento sempre escorregava pra um único fato: em três semanas a secura completaria um ano. Um ano.

O ônibus chegou e parou no ponto. O motorista abriu a porta e ele entrou, o centroavante que no último minuto do jogo chuta o big pênalti pra fora.

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DEPOIS DESSA ENTENDI que devia me concentrar no trabalho de vez e esquecer esse negócio de buceta. Até que consegui. Em parte, claro, pois o bicho homem masculino nunca consegue esquecer de verdade do famoso pé-de-barriga rachado. Mas fiz direitim meu trabalho de roteirista e recebi meu dinheirim suado. Suado e broxado.

Aí aconteceu duma leitora me enviar um e-mail dizendo que iria pra um congresso no Rio e queria aproveitar e comprar uns livros meus diretamente comigo, aproveitar e me conhecer pessoalmente, que ela só conhecia pelos meus textos na internet, que por sinal gostava muito e coisital. Claro, claro, será uma honra, eu disse.

Macaco velho, fui logo no Orkut dela pra saber quem era a criatura. Marília o nome dela, era de Santos, solteira (oba), bebia (obaaa) e não fumava (obaaaaa). Era uma balzaca morena, razoavelmente bonita, parecia ser mulher carnuda, mas como as fotos eram todas bem comportadas, não deu pra ver bem as curvas da estrada de Santos.

Pô, Kelmérico, deixa de ser tarado véi seboso! A moça quer apenas comprar uns livros, só isso, é tudo apenas negócio. Você e sua mente suja…

Bem, na verdade eu mesmo não pensei bobagem, juro que pensei apenas na graninha. Quem pensou bobagem foi ele, o Jeitoso, como sempre, esse pedaço cilíndrico de carne pendurado que só pensa naquilo, é um horror. Coitado, mais de um ano sem frequentar periquitas e rabichos, a gente entende, a gente entende.

Então, no dia marcado ela me ligou. Tava num barzinho perto do hotel, não era longe de onde eu morava, será que eu podia ir lá? Claro, claro. Troquei de roupa, botei os livros na mochila e peguei o busão.

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FIZ LOGO AS CONTAS: se ela me comprar dois livros, já vai dar pra fazer o supermercado da semana, ô maravilha, não aguento mais comer miojo com xarope de groselha.

Paralelamente às minhas contas, o Jeitoso também fez as dele: um ano e dois meses sem encarar uma periquita, 14 meses sem molhar o biscoito, 54 semanas sem ensaboar a banana, 378 dias sem acoplar à nave mãe, 9.072 horas sem espetar o cassaco…

Se você, leitorinha querida, tivesse um pingolim aí pendurado entre suas pernocas, você saberia o tanto que esses seres podem ser chatos, insuportavelmente chatos, quando estão desesperados na secura. A gente vai à praia e tem que ficar sentado pra não passar por tarado véi seboso. A gente olha pra uma chave de fenda e o pingolim só vê a fenda, é um horror, um horror.

Pois bem. Peguei o busão e fui encontrar Marília no bar, perto do hotel onde ela tava hospedada, em Copacabana. Ela me acenou de uma mesa na calçada, de frente pro mar, um ótimo lugar. Tava bronzeada, certamente pegara um solzinho. E era mesmo carnuda como nas fotos, do jeito que eu aprecio, humm. Vestia jeans e uma camisa preta com um top preto. Infelizmente não deu pra ver a bunda quando ela levantou pra me cumprimentar com dois beijinhos, mas tudo bem, eu tiraria a dúvida assim que ela fosse ao banheiro. Na mesa havia uma caipirinha pela metade.

Sentei e ela perguntou se eu aceitava uma caipirinha, eu disse que sim. Ela fez sinal pro garçom trazer mais uma e aí danou-se a falar, disse que tinha chegado mais cedo pra ver o pôr do sol, que adorava ir ao Rio de Janeiro, que aquela já era a segunda caipirinha, que adorava caipirinha, que caipirinha era sua perdição, e que era uma honra conhecer pessoalmente o autor dos textos que tanto a faziam rir no computador do trabalho, e falou dos que mais gostava, quis saber de onde eu tirava tanta ideia, como era o processo de criação, e pediu pra ver os livros, que eu tirei da mochila e pus sobre a mesa, e ela olhou todos, achou a capa do Insanidade bonita…

Eu juro, leitorinha, juro que tentei prestar atenção a tudo que ela dizia. Mas não dava. Com aqueles peitos olhando pra mim, simplesmente não dava. Marília tinha peitos grandes e bonitos, até aí tudo bem. O problema é que metade deles tava pra fora do top, sem exagero. Acho que ela errou o número quando comprou. Ou na pressa de fazer a mala, se enganou e botou o top da filha de oito anos. Será que todas as minhas leitoras de Santos andam na rua assim, com os peitos pra fora?

Senti que o Jeitoso começava a se inquietar. Aproveitei que Marília pedia mais uma caipirinha pra ela e dei um tabefe no Jeitoso, plá!, te aquietaí, ô saidinho, não vai me estragar uma venda boa! Mas o perturbado não se aquietou, tive que cruzar a perna pro outro lado pra disfarçar. E diabo dessa mulher que não se levanta pra ir ao banheiro! Ô Marília, minha filha, você não mija não? Não, claro que não perguntei isso, imagina, também não sou tão sem noção assim, né? Que juízo você faz de mim!

Por falar em juízo, vem cá, leitorinha, me diz uma coisa com toda sinceridade… O que uma mulher pretende quando vai encontrar um cara pela primeira vez e deixa metade dos peitos pra fora da roupa, heim? Você, leitorinha, já fez isso? Conhece alguma mulher que faz isso? Você deve saber, afinal você é mulher, você tem peitos, quer dizer, eu suponho que tenha. Não é possível que uma mulher faça isso assim de graça, sem ter noção da confusão que vai causar, principalmente pra sujeitos sensíveis como eu. Putz, vocês são realmente tão cruéis assim, são? Me diga que não, por favor, senão vou perder pra sempre o resto de confiança que eu ainda tinha na raça feminina…

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VOLTANDO À MESA. Lá tava eu confuso, sem saber o que deduzir. Tentava me concentrar na conversa de qualquer maneira, até virei a cadeira e sentei assim meio de lado pra não ter que olhar praquele par de melões morenos caindo do caixote da Ceasa bem na minha frente… e eu há mais de um ano sem comer. O Jeitoso, inclusive, já havia levado mais dois tapas e de nada adiantou, ele também queria ver os peitos da santista, claro.

É, tava difícil. A ideia de que aquela morena fornida podia estar interessada em algo mais que simplesmente comprar meus livros me deixava num estado tal de excitação e dúvidas e fantasias e nervosismo e esperanças e insegurança e expectativas que, de repente, tive medo de perder o controle e, sei lá, fazer uma besteira grande, tipo saltar pra dentro daquele decote, me agarrar nos peitos da morena ali na frente de todo mundo e ficar gritando lá pendurado: Fome zero! Campanha da fraternidade!! Eu podia tá roubando, mas tô aqui pedindo só uma chupadinha!!!

Olhei as horas no celular. Ela imediatamente perguntou se eu tinha pressa, e eu ia dizer que mais ou menos, mas ela me interrompeu e disse que fecharíamos a conta, que ela fazia questão de pagar, e que se eu não me importasse, nós dois iríamos ao hotel dela pegar o dinheiro dos livros, que ela queria comprar todos. Todos? Sim, quero todos, mas o dinheiro tá no meu quarto, vamos lá comigo pegar? Ahn, no seu quarto? Sim, no meu quarto, vamos?

Todos os livros… Vamos comigo no meu quarto… Aquelas palavras esvoaçavam feito borboletas zonzas em minha cabeça. Eu precisava responder algo, e de preferência algo assim que não revelasse meu estado de absoluta debilidade mental.

Subir, quarto, mim Tarzan, iú Jane – foi o que consegui dizer. Acho que foi uma boa resposta, pois ela sorriu e levantou-se, apontando pro hotel na outra quadra.

Fiz rapidamente umas contas pra saber quanto dava o total dos livros. Putz, daria pro supermercado do mês inteiro, que maravilha. E o Jeitoso, claro, fazia as contas dele: decote + caipirinhas + convite pra subir ao quarto = ripa na chulipa!!! Calma, Jeitoso, a lógica das mulheres não é como a sua, eu tentei explicar. Mas é como eu disse antes, leitorinha: quando eles estão assim, não tem jeito que dê jeito, como cantava o Raimundo Soldado. E quando eles estão assim há catorze meses, ou a gente vai logo pra guerra ou então volta pra casa e toca duas seguidas pra poder dormir.

Quando atravessamos a rua, deixei ela sair um pouco antes e finalmente consegui olhar a bunda da moça. Foi bem rápido mas foi o suficiente. A santista era muuuito bem nutrida de glúteos. Aiaiai… Pobre de mim.

Entramos no elevador e ela apertou o 12. Eu havia posto a mochila à frente da cintura, você sabe, o Jeitoso a essa altura parecia uma garrafa de coca-cola fechada depois de dez minutos chacoalhando, tava a um milímetro de explodir. Aí no 2 a porta abriu, era o andar do restaurante, e um senhor entrou. Vestia terno e gravata, parecia que ia ou vinha de um jantar de negócios. Ele olhou pra Marília e, sério, perguntou se ela tava indo pro quarto. Ela respondeu que sim. Depois a porta abriu no 12 e eu e ela saímos. Antes da porta fechar, percebi que o senhor olhava fixamente pra ela, muito sério.

Caminhamos pelo corredor até a porta de seu quarto. Não resisti e perguntei quem era aquele homem do elevador. E ela respondeu: Meu marido. Gelei no mesmo instante. Como assim, marido?, pensei, tentando organizar as ideias. Mas no Orkut o seu estado civil está como solteira, né? – pensei em perguntar. Mas desisti.

Primeiro aqueles peitões em minha cara. Depois me convida pra subir ao seu quarto. E depois me revela que é casada – e o marido tá ali no hotel! Afinal, leitorinha, que tipo de seres são vocês, heim? Por que vocês fazem isso???

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ENTRAMOS NO QUARTO. Marília fechou a porta, acendeu a luz e disse que eu ficasse à vontade pois ela iria ao banheiro. O quarto era bacana, cama de casal, poltrona, abajur, cortina na janela, quadro bonito na parede, frigobar, controle de som e tevê na cama. Aproveitei pra olhar dentro do guarda-roupa: nada de roupas masculinas, que estranho. Será que o marido tava hospedado em outro quarto?

O Jeitoso tava como eu, confuso, mas perguntou se eu tinha levado camisinha, ele sempre pergunta, menino atento, foi bem ensinado. Sim, eu tinha. Aliás, nos últimos tempos camisinha comigo sempre perdia a validade, que horror.

Marília voltou do banheiro e sentou na cama. E pediu pra eu sentar também. Sentei. Ela pediu que eu lhe mostrasse os livros. Abri a mochila, tirei e pus sobre a cama. Enquanto ela selecionava um exemplar de cada, eu tentava não olhar pro decote dela, parecia até que os peitos haviam crescido depois da ida ao banheiro. Marília perguntou quanto era, eu disse que era tanto mas daria um desconto, mas ela disse que não aceitava o desconto, tirou o dinheiro da bolsa e me entregou. Agora eu quero uma dedicatória bem especial, primeiro neste aqui – e me estendeu o primeiro livro.

– Quer tomar algo pra se inspirar? Um uisquinho?

Um uisquinho? Hummm, o que realmente aquela mulher tinha em mente? Bem, seriam seis dedicatórias especiais, eu precisaria de inspiração mesmo. Aceitei. Ela então levantou, abriu o armário e tirou de lá… uma garrafa de Jack Daniel´s! Lacrada. Eu não acreditei quando vi. Acho que ela percebeu minha cara de idiota:

– Eu sabia que você ia gostar…

Putz. Minha bebida predileta. Ela certamente lera em meu site ou no Orkut. Será que ela comprara minha bebida predileta só pra que eu escrevesse umas dedicatórias nos livros dela? Ou havia algo mais? Será que ela havia bolado tudo aquilo, todos aqueles detalhes, o encontro no bar, o decotão assassino, o convite pra subir ao quarto, o Jack Daniel´s, tudo foi pra me seduzir? Ou aquele era o jeito dela mesmo, simpática e espontânea, e a minha mente pérfida, junto com o Jeitoso, claro, é que imaginava besteira? Mas… e o marido? Onde ele estaria naquele momento?

Tirei o lacre e devolvi a garrafa. Ela serviu dois copos, eu disse que queria sem gelo, ela disse que preferia com, pôs três pedras no dela e brindamos. Ao escritor, ela disse. Qual escritor? Você, seu bobo. Ah, claro… eu… a mim, claro… não, a mim e a você, à leitoa, quer dizer, à leitora do escritor.

Putz, leitoa é foda. Será possível que eu não consigo falar nada que preste nesses momentos? Pelo menos uma vez na vida eu bem que poderia fazer como aqueles caras do cinema, que mesmo nas situações mais inesperadas sempre dizem a frase perfeita que a mulher quer ouvir.

Brindamos e bebemos. Só o cheiro do Jack já me leva às nuvens, é sério. E o primeiro gole, hummm, o líquido descendo a garganta feito um fogo gostoso queimando por dentro, a saliva que, ato contínuo, inunda a boca, o calor no estômago… e um acorde de blues soando em algum lugar de minha alma, sempre, sempre toca um blues quando bebo Jack Daniel´s. Ah, leitorinha, beber esse uísque não é apenas beber um ótimo uísque, é beber junto a história do blues, é beber com Muddy, Buddy, Billie, Eric, Jim, Janis e todos os outros.

E tem outra coisa. Jack Daniel´s é um poderoso excitante pra mim. No sentido sexual, inclusive. Não sei bem o porquê, mas é uma bebida que me deixa com tesão, que coisa louca, né? E se Marília sabia que eu gostava tanto do Jack, devia saber também desse complemento. Aiai. Que mulher era aquela?

Sentei-me na poltrona pra escrever as dedicatórias. Marília perguntou se eu não preferia escrever com música e antes que eu pudesse responder, ela ligou o rádio e Tim Maia preencheu o quarto com seu vozeirão, acho que era Azul da Cor do Mar. Achei ótimo. Mas quem disse que consegui escrever alguma coisa? Travei total, não consegui me concentrar. Aquela situação, eu e Marília naquele quarto, o lance do marido dela…

– Acho que preciso de outra dose… – pedi, após entornar o resto da primeira. E precisava mesmo, juro, meu coração tava aos pulos. Ah, se eu pudesse decifrar o que ela tencionava com tudo aquilo… Ou ela não queria nada, queria apenas brincar comigo e na verdade tava se deliciando com meu sofrimento? Gente, isso não se faz com o cidadão trabalhador. O que vocês ganham com isso, meninas, heim? Será uma espécie de necessidade atávica de vingança sobre os homens? Putz, logo comigo que defendo tanto vocês, que sacanagem.

Marília pegou a garrafa e enquanto me servia novamente, comentou que gostava muito daquela música. Então tomei coragem pra fazer a pergunta.

– Marília… ahn… você… aquele senhor…

– Depois você escreve – ela disse, me interrompendo e puxando delicadamente a caneta da minha mão. – Vamos dançar?

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DANÇAR?, EU PERGUNTEI, talvez não tivesse ouvido muito bem. Sim, dançar, esta música é tão linda, ela respondeu, como se convidar pra dançar um escritor que tá no seu quarto de hotel autografando livros fosse assim a coisa mais normal, corriqueira e lógica do mundo.

Levantei da poltrona e no instante seguinte lá estávamos nós dois dançando ao som de Tim Maia, girando devagarinho no meio do quarto, coladinhos, rosto com rosto, o perfume dela… e os peitos a pressionar meu tórax, aqueles dois peitões impossíveis de não sentir… eu afastava o rosto um pouquinho e podia vê-los logo abaixo do equador do meu queixo, os dois montes da perdição, aquele abismo entre eles sussurrando meu nome, Kelmeeeeeeer… Kelmeeeeeeer…, sim, não sei se você sabe, leitorinha, mas há peitos que sussurram nossos nomes, é um mistério milenar, os Peitos Sussurrantes, ninguém explica. Poizé, eles sussurram, e aí lá estamos nós, Ulisses eternamente a resistir ao chamado das sereias… ou a se jogar de vez ao mar.

Pois Ulisses não resistiu. Livrou-se das cordas que o mantinham preso ao mastro e, tchibum!, joguei-me ao mar. Não deu pra resistir, seo delegado, me prenda, me jogue na masmorra, me leve à guilhotina, mas a certas coisas o homem peniano masculino simplesmente não consegue resistir, o senhor sabe, né? Não deu pra resistir, leitorinha: no instante seguinte meu rosto se encontrava entre os peitos de minha leitora, as mãos a arrancar o top, aquele par de peitos impossíveis saltando fora e minha boca absolutamente descontrolada, sem conseguir se decidir entre um e outro, entre o outro e o um, os dois ao mesmo tempo, os três se três houvesse.

Foi a poltrona que amparou nossa queda. Caímos sentados, eu na poltrona, Marília em meu colo, de frente pra mim, os peitos em minha boca. Eu todo era um par de mãos enlouquecidas e uma boca descontrolada, um andarilho esfomeado diante do par de mangas maduras e suculentas, eu era o Tesão em esTado bruTo. E Marília em meu colo, forçando minha cabeça contra suas mangas, o sumo delas já escorrendo da minha boca, eu gemendo, ela assanhando meu cabelo, cravando as unhas no couro cabeludo, ela também rendida ao descontrole do desejo urgente.

Então era isso mesmo que ela queria…, pensei, num raro momento em que meu pensamento perdido conseguiu unir duas ideias. Tá vendo, eu não disse, eu não disse?, mandou de lá o Jeitoso, a voz abafada pelo peso do corpo de Marília a esfregar-se sobre ele. É curioso… Paudagente só pensa em sexo mas, vendo as coisas do ângulo dele, o ângulo de baixo, tudo são bundas e bucetas, tocas pra entrar, reentrâncias a preencher. Não dá pra culpá-los por pensarem sempre assim. Ok, Jeitosão, você tava certo, nunca mais discutirei com você.

Então Marília levantou-se, deixando meu colo. Minhas mãos pareciam pregadas com velcro nos peitos dela, tão difícil foi soltá-los. De pé à minha frente, ela arrancou o que sobrava do top e libertou de vez seus peitos, libertas quae sera chupem. Não sei se você sabe, leitorinha, mas todos os peitos anseiam por serem libertados, e é por isso, arrááá!, é por isso que eles sussurram nossos nomes: eles clamam por seus libertadores. Os Peitos Sussurrantes, mistério resolvido.

Marília tirou o jeans, a calcinha e deitou-se na cama, todinha nua, e sussurrou: Vem, meu escritor tarado. Escritor tarado só podia ser eu, não havia mais nenhum escritor naquele quarto. Levantei da poltrona e cinco segundos depois já havia atirado longe roupa, meia e tênis e tava agora ao lado dela na cama. Foi nesse exato instante, admirando seu corpo nu ao meu lado, que o descontrole e a impaciência, de repente, cederam lugar a outra sensação, a velha sensação que me acomete quando chega o momento da união sexual e que me faz ser possuído por um misto de encantamento e reverência à Mulher, aquela súbita percepção do Sagrado que a figura feminina simboliza, a certeza de que outra vez serei instrumento da vontade da Deusa na reedição do casamento sagrado do feminino com o masculino.

Parece estranho falar disso agora, eu sei, mas é que o sexo pra mim é algo meio místico. E a mulher que tá comigo nunca é apenas uma mulher: ela é a Filha da Deusa. E por isso ela é também a própria Deusa. Que me escolheu, entre todos, pra ser seu cavaleiro no sagrado ritual da fertilidade e…

– Porra! Deixa de viadagem e me põe logo lá dentro! – berrou o Jeitoso, me interrompendo. O danado tava lá todo empertigado, parecia uma serpente naja pronta pro bote.

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DEITEI MARÍLIA NA CAMA e por algum tempo admirei emocionado seu corpo nu, o moreno da pele contrastando com o branco do lençol, as marquinhas do biquíni, tudo formando um quadro mais bonito do que qualquer pintor poderia pintar. Putz, como as mulheres ficam lindas neste momento em que todo o seu corpo é um chamado silencioso e ardente para…

– Que chamado silencioso o quê! – protestou o Jeitoso. – Me bota logo lá dentro senão vou te denunciar à Sociedade Protetora dos Animais!

Ignorei o escândalo do meu pinto. Aquele era um momento especialíssimo e não seria um pinto falante e mal-educado que o estragaria. Depois de um ano e dois meses, eu estaria novamente dentro de uma mulher, que coisa! Tanto tempo… A secura chegara ao fim, finalmente.

Delicadamente pousei um beijo sobre o pé daquela que naquele momento era a representante da Deusa, meu gesto simbolizando minha rendição e reverência à beleza e ao mistério daquela mulher.

– Não tem mistério nenhum, idiota! Tudo que tu tem de fazer é me…

Deixei o menino maluquinho falando sozinho e continuei o ritual. E minha língua começou sua bela jornada pelo corpo de Marília, avançando lentamente pela trilha sinuosa de suas pernas, deixando pra trás um rastro de saliva agradecida. Ela passou pelo joelho, pelas coxas, demorou-se um pouco no interior delas e finalmente chegou a seu destino, feito o andarilho sedento que alcança o oásis onde saciará sua sede na fonte da água mais pura e saborosa.

Toc, toc, toc!!!

Não, não foi minha língua que bateu na porta do oásis. Até porque oásis não tem porta, né? Foi alguém que bateu na porta do quarto. Putamerda, o marido!, pensaram as minhas células, todas arrepiadas. E elas mesmas responderam, resignadas: Agora fudeu.

Como que eu pude esquecer do marido da outra, como?!

O susto foi horrível. E o que aconteceu depois foi bem rápido, nem sei como aconteceu. Só sei que no segundo seguinte após as batidas na porta eu me encontrava atrás da poltrona, todo agachadinho, parecia um embrulho ridículo. Tenho certeza que não saltei da cama direto pra lá, nunca fui ginasta olímpico. Acho que o susto foi tão grande que meu corpo se desmaterializou e, pufff, reapareceu atrás da poltrona, só isso explica a velocidade.

Marília levantou calmamente, vestiu um roupão, abriu a porta e o maridão entrou, bufando de raiva, o próprio incrível Hulk. Olhou no armário, não viu ninguém lá dentro. Foi no banheiro e também não viu ninguém. Então voltou e empurrou a poltrona com o pé. E eu apareci lá atrás, nu e agachado, morto de lindo.

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– TU QUERIA COMER MINHA MULHER, ô cabeludo?

– Quem, eu?

– Com esse pinto murcho aí?

– Quem, ele?

– Minha mulher me falou muito bem de ti.

– Quem, ela?

– Tão bem que eu me apaixonei.

Ih, agora fudeu…

Não, isso não rolou. Rolou apenas em minha mente doentia de roteirista de sitcom enquanto eu me agachava atrás da poltrona que nem um guaxinim com dor de barriga e esperava meu triste fim. Roteirista tem esse vício, tá sempre retocando as cenas da vida.

Mas já que falamos de piada, tem aquela clássica em que o marido chega em casa e o amante da mulher se esconde atrás do aparelho de som, mas deixa o saco aparecendo, e aí o marido nota algo estranho no aparelho e a mulher diz que é porque mandou trocar o botão do volume, que agora o botão é penduradinho, novo dezáine, aí o marido quer testar e bota um disco da Maria Bethânia e aperta o saco do coitado achando que é o botão do volume, e o cara geme baixinho, segurando o grito, aí o marido diz que não tá ouvindo a música e, crau!, gira o saco do cara todinho, e aí o cara não aguenta e solta o berro: Aaaaaaaaaiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!! E continua imediatamente, cantando: Minha Mãe, minha Mãe Menininhaaaaaaa…

– Já vai – gritou Marília, enquanto vestia calmamente um roupão. Ela fez sinal pro guaxinim com dor de barriga continuar atrás da poltrona e se dirigiu à porta. O Jeitoso, coitado, tava mais apavorado que eu – cinco segundos antes ele era o fodão do pedaço e agora o infeliz tava tão encolhido que parecia que tinha entrado dentro do saco. O pinto que virou tatu. Ah, não ria, leitorinha, não seja cruel. Paudagente também é gente.

Escutei a porta abrir e percebi que Marília falava alguma coisa que não compreendi, pois o som do rádio continuava ligado. Depois escutei som de passos entrando no quarto, passos de homem. Agachei-me ainda mais, a testa colada no chão, e preparei-me pra morrer naquela posição ridícula, de bunda pra cima. Tão novo, quarenta anos, na flor da idade. Tinha um futuro brilhante pela frente, venderia livro que nem Paulo Coelho (mas recusaria a Academia de Letras), casaria com a Priscila Fantin num ritual xamânico à beira-mar, tomaria demorados banhos de Jack Daniel´s em seu ofurô…

Pô, agora falando sério: tanta gente bacana aí pra morrer e morro eu! Por que não o Maluf ou o casal Garotinho?

Dizem que nesses momentos o filme da vida da gente passa diante dos olhos, né? Pra mim não passou filme nenhum. Tudo que vi, por baixo da poltrona, foi um par de sapatos pretos masculinos ao lado da cama. Depois eles deram meia-volta e saíram de meu campo de visão. E escutei a porta do quarto fechar.

– Pode sair daí, gatinho.

A voz de Marília, me chamando.

– Não, obrigado, tá bom aqui, miaaau…

Ela me puxou pelo braço e me mostrou a bandeja sobre a cama.

– Eu tinha pedido um lanchinho pra gente e esqueci, a recepção mandou deixar. Tá com fome?

Caramba, então não era o marido, era o garçom. Ufa! Bem, eu não tava com fome mas talvez fosse melhor mesmo dar um tempo, forrar o estômago. Aproveitar e perguntar sobre o marido, vai que da próxima vez é ele quem bate na porta. Meu coração ainda ribombava no peito, afinal segundos antes eu tava a centímetros da morte e agora tava diante de um sanduíche árabe delicioso e de uma bela morena peituda vestida num robe branco me servindo uma nova dose de Jack Daniel´s. Diadorim tem razão, viver é muito arriscoso.

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O LANCHE TAVA DELICIOSO, deu pra forrar bem o estômago, e o bendito Jack me fez relaxar. Mas só relaxei verdadeiramente depois que Marília me explicou tudo: ela e o marido viviam um casamento não muito ortodoxo, separados mas ainda morando na mesma casa, e como eram sócios num negócio, às vezes viajavam juntos e geralmente ficavam no mesmo hotel, em quartos separados. Eu não deveria temer nada, ela garantiu.

Putz. Gente civilizada é otre chose.

Depois ela serviu mais Jack pra gente e riu muito, lembrando do meu jeito apavorado atrás da poltrona. Ri também, né, já dava pra rir da desgraça. Aproveitei e contei a tal da piada do marido que chega em casa e o amante se disfarça de aparelho de som, o que provocou uma crise de risos em Marília de tal forma que ela não conseguia mais parar de rir, e eu ria da risada dela, e durante um tempão ficamos nós dois lá na cama, nus e abraçados, gargalhando que nem dois dementes, rindo até chegar às lagrimas. Ai, rir é muito bom, e rir a dois, assim, é um prazer quase sexual. Sexo risal.

Enquanto aos poucos se esgotava o estoque de riso e nossos corpos se acalmavam, a boca de Marília começou a deslizar por meu peito, pela barriga, o umbigo… até chegar ao Jeitoso, já pronto pro serviço. Ela o envolveu delicadamente com a mão, sentindo-o pulsar, e falou baixinho:

– Ai, Jesus, que pau fantástico…

– Você diz isso pra todos…

– Eu juro.

– Ele é só três centímetros acima da média nacional, já pesquisei na Wikipédia.

Fiquei olhando a outra lá toda meiga em sua paixão à primeira vista pelo meu pau. Tem mulher que se apaixona pelo paudagente, é tão mimoso isso, dá vontade de tirar uma foto dela abraçada com ele pra levar sempre na carteira. Mas cá pra nós, leitorinha, o Jeitoso não tem nada demais. É até meio torto pro lado direito e tem uma marquinha que os fetiches sadomasoquistas de uma doida um dia me deixaram. Em concurso de beleza de pau, que nem aquele da piada do corcunda, ele levaria uma chuva de ovo.

Mas reconheço no parceiro uma grande virtude: ele é estrategicamente anatômico, vai enlarguecendo assim discretamente, como se pra permitir que o orifício se acostume com o volume dele, e assim, quando você se dá conta, pufff, El Ludibriador já tá todo serelepe lá dentro. É um chato convencido insuportável – mas é realmente jeitoso, admito.

Poizentão. O Jeitosão teve que ralar pra caramba nessa noite. Um ano sem sexo, você sabe o que é isso? A sorte é que Marília é do tipo que gosta muito do leriado, senão ela não teria aguentado as cinco horas, sim, cinco horas, de nheconheco. Mas aguentou com louvor toda a sequência de boquete, meia-nove, frango-assado, torninho frontal, torninho costal, diladinho, poltrona, janela, pia do banheiro, cahorrinho, segura-peão, carrossel da Xuxa, garupa de rã e a clássica posição chinesa ventania no bambuzal. Uau! A morena teve três, quatro, cinco, seis orgasmos e eu sempre retendo o gozo, deixando pro final.

Que maravilha quando uma mulher se entrega ao sexo livremente, sem pudores ou medo de ser considerada isso ou aquilo. Sim, eu sei que isso também depende de quem tá com ela, do quanto o outro ou a outra a deixa à vontade. Mas há mulheres que naturalmente gostam do sexo pelo sexo em si, como os homens, e se isso pode assustar alguns deles, a mim me fascina e encanta. Juro que não temo as mulheres livres.

Quando avisei que iria gozar, ela parou e sugeriu uma nova posição. E assim fizemos. Sentei-me bem na beirinha da cama com as pernas abertas, pra fora da cama, e deitei as costas. Marília ajoelhou-se no chão, entre minhas pernas, e envolveu meu pau com seus peitões generosos. Uma espanhola!, pensei, adorando a ideia de ser masturbado pelos peitos dela.

Hummm… Foi a melhor espanhola que já recebi nas últimas sete encarnações, inclusive a que vivi na Andaluzia. E o mais louco é que enquanto subia e descia seus peitos em torno do meu pau, ela ainda o chupava! Perfeito, leitorinha, simplesmente perfeito, só você tendo um pau pra saber como é.

Tive um orgasmo inesquecível, longo, intenso e emocionante. Urrei e me sacudi que nem um bicho. E ejaculei tanto que Marília se atrapalhou e não conseguiu engolir tudo. Quando eu enfim ressuscitei, lambi-lhe nos peitos e no pescoço as sobras fugitivas do meu gozo e as dividi com ela em sua boca. E logo depois apagamos os dois, bêbados, exaustos e em paz, abraçados sobre a cama em desalinho, roupas e lençóis e travesseiros e livros e pratos e copos e talheres pra todo lado, o hotel fora bombardeado, tudo destruído, Dresden após a bomba Orgasmoton.

 

 

DESPERTEI SEI LÁ QUE HORAS, ainda bêbado e de pau duro, e quando vi Marília nua ao meu lado, dormindo de bunda pra cima, não resisti. Como é que resiste? Ai, Marilinha.

Abri-lhe as nádegas e admirei seu cu retraído-depilado, tom castanho-médio, um tipo de boa cotação no mercado, bom que se diga. E caí de língua. Aos poucos, sem pressa, ela começou a reagir às minhas lambidas. Passei gel no dedo e brinquei com seu cu, e aí sim ela começou a gemer. Depois dois dedos, depois três… e o resto foi com o jeitosão ludibriador de reentrâncias traseiras. E foi assim que ela acordou, sua bunda preenchida de mim, docemente estuprada em sonho real, Marilinha gemendo as palavras mágicas não para e mete mais, ô coisa boa encontrar uma mulher que tem prazer pela bunda. E foi assim, meio dormindo, meio acordada, que Marília gozou mais uma vez, agora junto comigo, coisa boa gozar junto, dois cometas cujas trajetórias se cruzam no infinito espaço sideral e explodem numa chama orgástica que por instantes aquece a eterna noite fria do Universo.

Quando despertei novamente, já amanhecia lá fora. Vesti-me rápido e peguei a mochila. A morena adormecida de Santos continuava lá, curtindo o céu dos guerreiros sexuais, sem imaginar o alcance do maravilhoso presente que ela me dera aquela noite e o tanto que eu lhe seria grato por todos os seculum seculorum. Deixei um beijo agradecido em seu generoso derrière e saí, me deliciando por saber que tava ali dentro o registro do meu prazer, hummm, diliça.

Minutos depois, enquanto esperava o ônibus na Nossa Senhora de Copacabana, não pude deixar de atentar pro significado de estar ali, numa rua com aquele nome. A Deusa Eterna, reencarnada em trajes cristãos, ganhara nome de avenida. Bela homenagem, sem dúvida. Mas melhor homenagem lhe fazem sempre os amantes, ofertando-lhes a união de seus corpos e a essência sagrada de seus gozos transcendentais, reverenciando a Deusa do Amor e se fazendo instrumentos pra mais uma reedição do sagrado casamento alquímico entre o Feminino e o Masculino. Pro bem do mundo. Pro bem da vida.

Se o chato do Jeitoso estivesse em condições, ele já estaria reclamando desse papo místico. Mas ele agora era um morto-vivo, tadinho, dormiria o dia todo, só acordando pra mijar. Ele merece. Paudagente também é gente.

O ônibus chegou, hora de ir pra casa. A secura chegara ao fim, que alívio. Um ano e dois meses, que coisa… Só pode ter sido praga de ex, eu, heim!

Durante o trajeto a paisagem que eu via eram as cenas dessa história ridícula, todas as tentativas frustradas de sexo, tantas trapalhadas. Quem sabe um dia eu não escreveria essa história? Mas quem leria algo tão bizarro, punhetas, brochadas, um cara que conversa com seu pau?

– Tem gosto pra tudo, abestado – rosnou o outro lá embaixo, voltando, por alguns segundos, de sua dormência.

E outra vez o menino maluquinho tinha razão, precisei admitir.

 

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FIM

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Ricardo Kelmer 1998 – blogdokelmer.com

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A SECURA ACABOU EM MÚSICA
A banda Bardoefada compôs uma música inspirada no conto Um Ano na Seca. Veja o vídeo:

A Bardoefada é uma banda que canta o tesão e a liberdade de amar.
Site da banda: bardoefada.com.br

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O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Sobre seu ano de abstinência uma curiosidade: vc contou o tempo? como foi o primeiro encontro? Suely, Brasília-DF – 2008

02- Meu desejo de ruiva é que você termine a historinha de 1 ano de seca. kkk Sucesso, Kelmer. Rafaela, Campina Grande-PB – 2008

03- Fiquei curiosa pra saber como vc foi levando a secura depois do 6º mês. Conta, vai! Ah, não esquece de contar também como foi que vc saiu desse 1 ano de secura! A pobrezinha sobreviveu? (brincadeirinha…) Jéssica (de onde mesmo?)- 2008

04- muito me interessou a sua experiência de um aninho sem nada..pobrezinho.. pq eu, nossaaaa, meu namo já sabe quando fico irritada.. das duas uma ou é tpm ou é falta…conte aí mais de como vc saiu dessa, todas nós mujeres queremos saber!!! besos 😉 GG, Fortaleza-CE – 2008

05-Você tá é enrolando, não quer continuar sua saga para nós, sensíveis mulheres que somos, nos deleitarmos com sua seca quase nordestina. Continue, continue… Rafaela, Campina Grande-PB – 2008

06- Como é que pode? Fico uma semana esperando ansiosamente você postar e no final das contas você não termina a história..Isso não é coisa que se faça com suas pobres leitoras! hehe Ow Kelmer, continuuaaaa, por favor. Flávia, Fortaleza-CE – 2008

07- Dessa vez, vc se superou! Sua narrativa tá tão engraçada que eu fiquei rindo sozinha feito doida, na frente do micro. Mas esse suspense todo já tá me dando ansiedade.  Conta logo o resto da saga, vaaaiii!!! Jessica (de onde mesmo?) – 2008

08- Oi meu querido…rapaz as meninas estão com toda razão..(vc faz muuuuuito suspense…)conta logooooo…vc não imagina o quanto nos deliciamos lendo suas histórias, reais ou não, e outra é tudo de bom vermos a opnião sincera de um homem, saber o que vcs pensam é tudo. Ahhh, quanto as risadas da Jéssica ela não está só (EU TAMBÉM.. HEHEHEH). PIOR, QUE SEMPRE LEIO NO TRABALHO… KKKKKK BJOOOOO. GG, Fortaleza-CE – 2008

09- Continua a história do 1 ano na seca q está ótima, tô imaginando quem seja a Sonja. Daniela, São Paulo-SP – 2008

10- Meu desejo pra 2008: saber o final da saga kelmérica de 1 ano na seca. Não faça assim, clemência!!! Prometo lhe indicar novos leitores. Mas, por favor, continue a saga da estiagem! Jessica – 2008

11- Ei, isso não vale! Ah, seu chantagista safado !!! Tô aqui, tremendo feito viciada (que de fato estou) nas tuas histórias, e vc me vem com essa, não vai terminar de contar sobre a tua abstinência… Isso não se faz, viu?! Hunf! Cristie – 2008

12- entresafra é fogo…continua e estoria meu escritor-favorito, vai. Christina, Rio de Janeiro-RJ – 2008

13- É. Eu não fazia idéia mesmo, fico sempre lhe subestimando e nunca acho que você vai se superar na continuação da saga de secura de 1 ano. E deve ser por isso mesmo que tomarei um remedinho pra cólicas daqui a pouquinho. Vai matar outro de rir, Kelmer, aliás, Ricardinho! (falei isso com a boca aberta e olhos arregalados, enternecidos…kkk) Rafaela, Campina Grande-PB – 2008

14- Vc sabe tudo… e a Sonja também… INCRIVEL…”catártico” Ô Ricardooooo Termina essa estória pelamordeDeus…rsrsr… Cristina Rodrigues, Santos-SP – 2008

15- hum.. já ficou assanhado lembrando da sonja e seu orifício dilicioso.. arráaaa Sou uma das leitoras que como foi mesmo que você disse .. ah.. as “bem comidas”.. meu marido faz a parte dele direitinho!! aiai Mas é claro que as vezes, ele está lá no seu dia de trabalho árduo e eu aqui em casa a pensar na vida…. ai já viu né.. não sei por causa de quê..??? começa a vim um fogo e olho para o relógio e penso: mãos pra que te quero.. e ai meu filho vai eu e o travesseiro, rolando de uma lado para outro… quer os detalhes né safado.. eu não.. só se você me explicar primeiro essa tal posição da ventania no bambuzal.. Pandora, Goiânia-GO – 2008

16- Hahahahaha! Diz que homem na secura é um horror…mulher mal comida então, sem comentários. O mau humor chega a ser quase palpável, ninguém merece! Ainda bem que meu namorado me mantem assim, muito, muito bem humorada. Lu Robles, São Paulo-SP – 2008

17- Fui seca na sua saga e vc não escreveu quase nada. rsrsrsrs Tá querendo matar a gente de curiosidade? Gosto dos seus textos com uma pitada de pimenta. rsrsrsrs. Alessandra Pereira, Brasília-DF – 2008

18- caramba, vc tem que continuar com os posts de ‘um ano na seca’, e quando acabar continue em ‘dois anos na seca’ e assim sucessivamente 😀 hahaha. Vamille – 2008

19- “Um Ano na Seca” me faz entender muuuiiito sobre o universo masculino. Rosa, Fortaleza-CE – 2008

20- Quando eu penso “Kelmer já esgotou toda inspiração que tinha, desse Um Ano de Seca não vai sair mais nada, já deu o que tinha que dar!”, lá vem tu com essa história de fazer um roteiro sobre prostituição na Vila Mimosa. Tá, já die meu braço a torcer. Agora continue, seu cabra. Rafaela, Campina Grande-PB – 2008

21- Desconfio que você tem um lado SADO… E olha que disso eu entendo, rsrsrs. Conte logo o final dessa história com a Rose. Mesmo usando minha imaginação, não é a mesma coisa. bjs. Clara Yasmin, Rio de Janeiro-RJ – 2008

22- Ai, Kelmer, e a Rose, hein? Marréóviu, marréclaro que eu quero ver esse final. Foi ou não? Beijos, querido! Cada vez mais fã, seu mimoso! Rosa, Fortaleza-CE – 2008

23- Como pode alguém fazer de uma situação ruím ,uma coisa engraçada,só vc mesmo,olha eu parecia uma louca rindo aqui no meu trabalho,kkkk,momentos taum engraçados,e que é dificíl naum te encaixar na foto,pq minha mente é fértil demais,por outro lado vc acaba passando para suas leitorinhas o homem romantico,carismatico e sensual que vc é,e fora outras cositas massss…..rsrsrs,deixa pra lá,dá vontade de ler td de novo.bjus e abraços. Lucia Lima, Fortaleza-CE – dez2010

24- Muito bem escrito e divertido. Adorei tudo, da Sonja à Marília. bjo. Renata Regina, São Paulo-SP – fev2011

25- Hoje li ‘um ano na seca’ e como me diverti! Espero me divertir mais sendo uma leitorinha VIP! Bjo! Gloria Guimarães, Fortaleza-CE – mar2011

26- Menino, hoje, quer dizer, ontem, tirei pra ler teu blog, e fui me envolvendo de um jeito que não consegi fazer outra coisa… São exatamente 3h25 e desde as 23h to aqui morrendo de rir das tuas loucuras, principalmente do Um ano na seca. Tu parece q tá dentro da cabeça da gente, ou que instalou um programa q percebe todas as nossas movimentações. Adorei a historia, voltarei sempre que sentir saudades de vc 😉 Grande beijo meu caro, obrigada por mais esse prazer literário… Nadine Araújo, Fortaleza-CE – out2011

27- A minha irmão está lendo o seu livro “Um ano na seca” e está adorando! Bjos saudosos! Juliana Melo, Fortaleza-CE – fev2013

27- Finalmente consegui terminar de ler. Chorei do começo ao fim (DE TANTO RIR!!!). O que é isso, meu filho? Eu tava ficando com tanta pena de você que tava quase reescrevendo o final da história pra te dar uma força. Mas confesso, foi bastante enriquecedor, aprendi sobre termos e objetos que não conhecia, kkkkkkkkkk. Só você mesmo pra escrever tanta maluquice! Adorei! Maria do Carmo Antunes, São Paulo-SP – jan2012

28- ah eu adoreiiiiiiiiii……=D. Laís, São Paulo-SP – jan2012

29- recomendo o livro UM ANO NA SECA..melhor e mais divetido dia dos namorados 🙂 Flávia Lemos, São Paulo-SP – jun2012

30- Olá Ricardo, Td bom?? Eu quero te agradecer pelo livro “Um ano na seca”, achei muito legal, chorei de rir…adorei! Mto obrigada mesmo! Logo mais quero adquirir o Vocês terráqueas [=D] Abraços. Tatiane Beltramini, Taboão da Serra-SP – ago2012

31- E aí meu xará? Antes de dormir li o “Um ano na seca” em um tapa e ri litros. Acabei que acordei inspiradão e escrevi uma música nova totalmente baseada no teu conto. Assim que eu gravar a música nova eu te mando. Abraço! Bardo, Santo Ângelo-RS – mar2013

32- Cara to lendo Um ano na seca! Rindo litros… Comecei a ler no ônibus e parei… o povo já tava curioso pra saber do que se tratava! KKKK. Kelmer, seus escritos sempre me divertindo muito! Jéssica Sousa, Fortaleza-CE – mar2013

33- Ricardo Kelmer, devorei o seu “Um ano na seca”! Ao mesmo tempo em que solidarizava pela situação de secura, bolava de rir com as situações descritas. Bom era eu lendo isso no trabalho, me abrindo de rir e o chefe olhando com cara de “valha, ela tá doida”! Leitura leve, satisfatória e bem, bem, gostosa, como a vida deve ser. 😀 Kaliza Holanda, Fortaleza-CE – mar2013

34- Só mesmo uma leitura pra gente abstrair todo esse trânsito infernal. Os delírios do Kelmer salvando a noite. 😉 Li quase de um fôlego só! Foi ótimo! Olha, não sei pra você, mas pra mim, foi maravilhoso. hahahahha. Jessika Thaís, Fortaleza-CE – mai2013

35- Infelizmente dei altas risadas da sua desgraça de um ano na seca hahahaha. Vika Mancini, Leme-SP – dez2014


Séries kelméricas

18/07/2008

SÉRIES

Algumas destas séries são contos divididos em capítulos, que depois foram unidos numa mesma postagem. Outras são contos envolvendo o mesmo personagem ou os mesmos personagens, publicados separadamente. Outras são postagens independentes. Tem erotismo, humor, absurdo… Escolha a sua.

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As Aventuras de Diametral e Ninfa Jessi

A mais bela e safada história de amor jamais contada. Diametral e Ninfa Jessi exercitam seu poliamor em aventuras deliciosas e picantes. Os bastidores das histórias estão disponíveis para Leitores Vips.

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O Último Homem do Mundo

O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir… OBS.: A série foi transformada numa postagem única.

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Um Ano na Seca

O que pode acontecer a um homem quando de repente, por mais que tente, não aparece mulher de jeito nenhum?

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AsTarasDeLaraLogo-01aAs Taras de Lara

Lara só pensa naquilo, desde pequena. E ai do homem que não a satisfaz. Os bastidores das histórias estão disponíveis para Leitores Vips.

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RealParaleloLogo-01Real Paralelo

Aqui a ficção e a realidade se encontram no infinito. Coisas tão estranhas e insólitas, tão absurdas, que não podem ser verdade. Ou são?

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figsexyeindeciso01Sexy e Indeciso

Quatro amigos e suas aventuras e desventuras em busca da mulher ideal. Mas será que ela existe mesmo? Não poderia haver várias mulheres ideais simultâneas? É verdade que elas mudaram e nós continuamos no tempo das cavernas? Por que elas dizem que homem é tudo igual e, no entanto, elas escolhem tanto? Essas e outras questões temperadas com muito humor, cerveja, rodas de pôquer e futebol na tevê. O conteúdo total da série, incluindo os detalhes mais picantes, estarão disponíveis para Leitores Vips. EM BREVE.

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ErrikelInvestigacoesSexuais-11

Errikelmer Investigações Sexuais

Errikelmer e sua secretária, uma barata alcoólatra e ninfômana chamada Tábata, formam uma primorosa dupla no submundo das investigações sexuais. Os bastidores das histórias estão disponíveis para Leitores Vips.

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Seja Leitor Vip e ganhe:

– Acesso aos Arquivos Secretos
– Descontos, promoções e sorteios exclusivos
Basta enviar e-mail pra rkelmer@gmail.com com seu nome e cidade e dizendo como conheceu o Blog do Kelmer (saiba mais)

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