Pensão das Crônicas Dadivosas

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PENSÃO DAS CRÔNICAS DADIVOSAS

Ricardo Kelmer, crônicas – Escrituras, 2018 – 14×21 cm – 176 pag – ISBN: 9788575317822

Ilustração da capa: Elinaudo Barbosa. Revisão de texto: Wanessa Bento. Com desenhos de: Ana Costalima, Beatris Leite, Denis Akel, Elinaudo Barbosa, Fernando Vasqs, Glauco Sobreira, Mychel Távora, Raisa Christina, Raymundo Netto e Rogério Bessa.

RESUMO

Nesta seleção de textos, escritos entre 2007 e 2017, Ricardo Kelmer exercita seu ofício de cronista das coisas do mundo, ora com seu humor debochado, ora com sobriedade e apreensão, para comentar arte, literatura, comportamento, sexo, política, religião, ateísmo, futebol, gatos e, como não poderia deixar de ser, o feminino, essa grande paixão do autor, presente em boa parte desta obra.

APRESENTAÇÃO

Assim como os livros anteriores A Arte Zen de Tanger Caranguejos (2003) e Blues da Vida Crônica (2007), este que agora você tem diante dos olhos é uma coletânea de crônicas, sessenta delas, dessa vez escritas entre 2007 e 2017. A seleção foi feita por mim mesmo, e escolhi as que considerei mais representativas do período. Todas foram publicadas em meu site pessoal e a maioria em redes sociais, e algumas em outros sites, jornais e revistas.

As crônicas As Ciclistas Orgásticas da Colômbia e Bar do Araújo É a Salvação integram a série Real Paralelo (onde ficção e realidade se encontram no infinito), com textos falsamente jornalísticos.

Algumas crônicas podem ser melhor degustadas em meu site (blogdokelmer.com), com imagens e vídeos auxiliares, além dos comentários dos leitores.

Meu muito obrigado aos desenhistas, que toparam o desafio de criar os bichanos das ilustrações seguindo apenas o mote que lhes dei: um gato preto que vive numa pensão de charme decadente, onde moram garotas vindas do interior. São eles: Ana Costalima, Denis Akel, Elinaudo Barbosa, Glauco Sobreira, Mychel Távora, Raisa Christina e Raymundo Netto (Fortaleza-CE), Beatris Rocha, Fernando Vasqs e Rogério Bessa (São Paulo-SP).

Seja bem-vindo à pensão. Relaxe e aproveite.

Ricardo Kelmer – Fortaleza, janeiro de 2018

 

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CRÔNICAS

A maioria das crônicas está disponível para leitura. Acesse a página MAPA DO BLOG e efetue a busca pelo título (ctrl+F) ou pelo ano.

2007

Loiras ou morenas – Medo de mulher

2008

A garçonete rolante – O menino e o feminino misterioso – Pesadelos do Além

2009

A mulher livre e eu – As crianças transexuais – Aviso prévio de traição – Carma de mãe para filha – O ataque das virgens estudiosas – Meu futuro de popistar cristão

2010

A água milagrosa do pastor pilantrão – A mensagem de Avatar para o Povo da Terra – A noiva lésbica de Cristo – Em busca da mulher selvagem – Liberdade é não estar na moda – Mariana quer noivar – Memórias de um excomungado – O mistério da cearense pornô da Califórnia – O redemoinho do fim do mundo – Quem poderá me salvar? – A Humanidade, o psicólogo e a esperança

2011

Bettie Page, nós te amamos – Nosso Bar: Existe birita após a morte – O mundo real da arte – Os apuros do homem feminista

2012

Pimbando a discutindo a relação em 50 tons – No olho da loucura – Tábata, a mulher barata

2013

As encarnações da liberdade e da opressão – Marchando com as vadias – O amor que ama o outro – O mundo transparente e a nova cidadania – Por que defender o Estado laico – Seguir a boiada ou as próprias convicções

2014

As ciclistas orgásticas da Colômbia – Druuna e a salvação pelo sexo – Meu Natal inesquecível – O reino encantado de Jericoacoara

2015

A divertida mente da garotinha triste – A dor da vida e a dignidade dos gatos – Bar do Araújo é a salvação – Lágrimas na chuva – Mário Gomes, o poeta viralata – O sonho que morreu na praia – Suvinando priquita – A Nova Consciência e o desafio das discordâncias

2016

O protesto da babá negra – A chinesinha caçadora de Pokémons – Meus formidáveis artistas de sucesso – O urgente resgate do feminino – O verme incansável e os grilos zumbis – Raluímen: o poder da bruxa – Eu, minha paixão e meus casos – A primeira namorada – Narrador de queima de fogos

2017

Lugar de literatura é solta pela cidade – O dia em que entendi Belchior – Um tempo para pensar no tempo – Uma tarde na Pensão das Crônicas Dadivosas 

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FALARAM DO LIVRO PELAÍ

– Escritor cearense Ricardo Kelmer lança livro de crônicas – Jornal Diário do Nordeste, 24.10.18 Uma tarde na Pensão das Crônicas Dadivosas

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ENTREVISTA

Íntegra da entrevista na qual se baseou a matéria publicada no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza (24.10.18)

1 – As crônicas presentes no livro foram escritas entre 2007 e 2017. Qual critério você adotou para selecioná-las para esta publicação? Quantas ficaram de fora? E por que reuni-las neste momento em específico?

RK: Escolhi as que considerei mais representativas do meu pensamento e do meu trabalho, e também as que obtiveram bom retorno em meu blog e nas redes sociais. Ficou de fora uma quantidade semelhante. Como a última coletânea de crônicas é o “Blues da vida crônica”, de 2007, achei que era hora de fazer outra.

2 – Qual foi a inspiração para o título do livro? 

RK: O título veio da crônica “Uma tarde na pensão das crônicas dadivosas”, que encerra o livro. Nesse texto, as crônicas são mulheres, e as que gostam de se exibir vão morar numa pensão, cuja senhoria é a minha antiga professora de português”. 

3 – O leitor mais atento vai perceber que, no sumário, conforme a ordem de divisão proposta por você, em alguns anos houve uma produção menor de crônicas do que a média que é vista em cada período. É algo que me leva à pergunta: considerando que cada escritor tem um processo de escrita, qual é o seu? O que te motiva a escrever e que influencia na quantidade de textos que produz? 

RK: Qualquer coisa, por mais insignificante, pode me engravidar de uma ideia para um texto. Um filme, uma pessoa, um fato, um outro texto ou até mesmo uma mera palavra tem esse poder. O labor pode variar de algumas horas a muitos anos. É comum eu estar grávido de vários textos, cada um a exigir atenção diferenciada, todos querendo nascer logo. Às vezes é angustiante, mas já me acostumei a ser um escritor multigrávido. 

4 – As narrativas presentes em todas as crônicas foram vivenciadas por você mesmo ou se utilizou de experiências de amigos, por exemplo, para escrevê-las? 

RK: Algumas situações eu mesmo vivi, como em “Loiras ou morenas”, que abre o livro. Aliás, a morena do texto leu e adorou. Quanto à loira, não se manifestou, talvez não tenha gostado. Outras crônicas, como “Bar do Araújo é a salvação” são textos falsamente jornalísticos. Este foi bastante compartilhado nas redes, e um jornalista de uma rádio de São Paulo chegou a me telefonar. Quando soube que era tudo inventado, riu muito, e me entrevistou, se divertindo com o humor do texto. 

5 – Tanto a escrita quanto as temáticas que você desenvolve se aproximam bastante do que escreveu Charles Bukowski, por exemplo. Apesar da similaridade, podemos dizer que ele é uma de suas influências na seara da literatura? Que outros autores destacaria como referências e por quê? 

RK: As primeiras influências foram os quadrinhos. Depois, Fernando Sabino, Rubem Braga e Paulo Mendes Campos. Depois, bebi muito Manuel Bandeira, Fernando Pessoa e Vinicius de Moraes. Uma descoberta que marcou foi Charles Bukowski, pois eu não sabia que era possível escrever daquele jeito. Marcaram também os livros da Brasiliense, nos anos 1980, como “Tanto faz”, do Reinaldo Moraes. Há um romance especialíssimo para mim: “O encontro marcado”, de Fernando Sabino. Após lê-lo, aos 19 anos, entendi que não podia ser outra coisa na vida que não escritor. 

6 – Por que se utilizar de ilustrações de gatos nas páginas do livro? E como se deu o contato com os ilustradores que assinam as artes? 

RK: A crônica que fecha o livro inspirou não só o título, mas me deu a ideia de inserir desenhos de gatos ao longo do livro, pois na crônica há um personagem que é um gato. Então, convidei alguns desenhistas de Fortaleza e São Paulo, onde morei até 2017, e lhes propus um desafio: eles participariam do livro sem tê-lo lido, todos eles desenhando um gato preto. Tudo que receberam foi este mote: uma pensão, tipo um palacete de charme decadente, onde vivem garotas vindas do interior. O resultado ficou ótimo, e os desenhos se integraram bem à obra. 

7 – Para além da obra em si, como você iniciou a trajetória na escrita? De que forma alia essa arte com outras que desenvolve, como a música? 

RK: Aos 8 anos, meu dia predileto no Colégio Santo Inácio era o dia de leitura na biblioteca. Foi ali que o portal mágico da literatura se abriu para mim. Às vezes tenho a impressão que continuo lá, naquela biblioteca, entre todos aqueles livros, fascinado… Depois, passei a escrever versinhos para as professoras e vieram as saborosas aulas de redação. Eu adorava aquela coleção de crônicas “Para gostar de ler”. A partir dos 13 anos, passei a escrever poemas, contos eróticos, crônicas, e escrever foi se tornando uma necessidade fundamental. 

8 – Quais projetos pretende lançar de cunho literário adiante, ainda que seja em formato coletivo, como a antologia de contos, crônicas e poemas “Para Belchior com amor”.

RK: Planejo para breve um livro de memórias, bem-humorado, sobre uma passagem curiosa de minha vida. Agora novamente morando em Fortaleza, penso em continuar reunindo autores cearenses para projetos coletivos. 

9 – Desde o dia 13 de outubro circulando pela cidade lançando o livro, como você sente a recepção do público quanto ao material? Que experiência de leitura deseja transmitir aos leitores? 

RK: Quando lanço um livro, gosto de fazer uma turnê com ele pela cidade, levá-lo a vários lugares, como feiras e, principalmente, os bares onde meus amigos músicos se apresentam. É uma forma de levar a literatura aonde as pessoas estão, de tirá-la um pouco dos ambientes refrigerados das livrarias e bibliotecas e jogá-la no calor da rua, para dialogar com o povo, para que as pessoas se acostumem a ver livros nos lugares que frequentam. 

10 – Além de crônicas, você tem livros de contos, romance, poesia e um ensaio. Há um gênero predileto? Como é se expressar em gêneros tão distintos entre si? 

RK: Meu romance “O irresistível charme da insanidade” é o meu livro mais conhecido, e gosto muito dele. Mas romance é um desafio imenso e não quero enfrentar quinze anos parindo outro, como aconteceu com o “Insanidade”. Ensaio é também desafiante, mas mais fácil. Quanto a poemas, fiquei um tempo sem escrever, fazendo apenas letras musicais, mas retomei o gosto. Meus gêneros preferidos são o conto e a crônica. No conto, eu crio um universo condensado e forço o leitor a nele mergulhar. Na crônica, meu prazer é prosear com o leitor como amigos num botequim ao fim do expediente.” E adoro testar os limites entre eles, criando cronicontos. 

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