Quarentena Erótica, o livro

08/05/2020

08mai2020

QUARENTENA ERÓTICA, O LIVRO

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Para falar do meu novo livro, tenho antes que falar do Indecências para o Fim de Tarde. Ele é comercializado na Amazon apenas na versão impressa, pois a versão eletrônica, que tentei publicar lá quando do lançamento, em 2015, foi censurada por infligir as regras de publicação. Até hoje não sei o motivo específico da censura. A explicação mais razoável que encontrei é que talvez um ou outro conto aborde temas que contrariam as regras morais para publicação da empresa. O fato é que nunca me conformei com isso.

Então, vem a pandemia de covid-19. E eu tenho uma ideia…

Peguei o Indecências, excluí dois contos e acrescentei outros cinco, e publiquei na Amazon com o título Quarentena Erótica. E a obra foi aceita. Ufa. Isso mostra que, provavelmente, o motivo da censura estava nos contos que excluí, que continham personagens menores de idade em situações sexuais. Entretanto, o livro impresso não foi censurado – como explicar isso? Bem, talvez a Amazon possua funcionários humanos que atuam como analistas de conteúdo, e eles, obviamente, não têm como ler e avaliar todos os livros impressos que são vendidos na plataforma, mas talvez a Amazon utilize algum programa de análise de conteúdo para avaliar as obras eletrônicas. Mas, realmente, não sei.

Como não pretendo publicar o Quarentena Erótica em versão impressa, a obra estará disponível apenas em formato eletrônico, à venda na Amazon ou direto com o autor, em PDF personalizado.

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rk – blogdokelmer.com

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Quarentena Erótica
Contos desavergonhados para dias de isolamento

Ricardo Kelmer – contos eróticos – Miragem Editorial, 2020
formato: eletrônico
Imagem da capa: Casal na Janela, de Georg Friedrich Kersting (1817)

RESUMO

Nos contos de Ricardo Kelmer, o erótico pode vir com variados temperos: romantismo, humor, misticismo, bizarro, horror… Às vezes, vem doce e sutil, ou estranho e avassalador, e às vezes brinca com nossas próprias expectativas sobre o que seja erótico. Explorando fetiches, fantasias, delírios e tabus, e até mesmo experiências reais do autor e de seus leitores, as estórias deste livro acabam de chegar até você para apimentar seus dias, e suas noites, de quarentena.

> para comprar direto com o autor

> para comprar na Na Amazon

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DICA DE LIVRO

Indecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais

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Faxina Summer Show

18/04/2020

18abr2020

FAXINA SUMMER SHOW

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Minha namorada Patrícia me deu um ultimato: Pedrão, ou tu arruma alguém pra faxinar este apartamento ou eu deixo de vir aqui. Então falei com dona Luzia, a senhora da cantina lá da empresa onde eu trabalho, e ela me indicou a sobrinha dela. Falou que a menina faxinava bem e era de confiança, e levava o próprio almoço. Por mim, deixando o apartamento limpo pra Patrícia parar de reclamar, era o que bastava. A moça veio, Meire o nome dela, eu expliquei o que precisava fazer, combinamos que ela viria toda quinta-feira, deixei o pagamento sobre a mesa da cozinha e saí pra trabalhar. Não sei se era porque estava apressado pra sair, mas admito que não vi nada de especial na menina. Morena, baixinha, aquela timidez típica das meninas do interior. Não vi mesmo nada demais na Meire. Porém…

Semana passada, na quinta-feira, saí de casa cedo como sempre, mas precisei voltar depois do almoço pra pegar um livro que eu tinha esquecido. Nem lembrava que era o dia da faxina. Abri a porta do apartamento e, tchum, fui atingido por uma poética visão: Meire dançava na sala, em frente à estante, de olhos fechados, vestida com seu uniforme, vestidinho preto com avental branco e tênis azulzinho claro. Percebi que, na verdade, ela estava dublando Donna Summer, o espanador em sua mão fazendo as vezes de microfone. E a música que tocava era Could It Be Magic.

Ela não percebeu minha chegada e continuou seu número solitário, dublando e se contorcendo sensualmente em movimentos lentos e sinuosos. Fiquei ali na porta, olhando fascinado, subitamente admirado de sua beleza. E aquelas pernocas, uau, o que era aquilo? E aquela bundinha balançando no ritmo erótico da música, caramba… Não, definitivamente eu não havia olhado direito pra menina no primeiro dia. A dança foi ficando mais sensual e ela ergueu a barra do vestido até o meio da bunda… Caramba, ela estava sem calcinha! Ou não? Não, devia ser impressão minha. Talvez fosse uma dessas calcinhas minúsculas, enfiadíssima na bunda. Senti meu pau se alvoroçando, o coração batendo forte, a garganta seca… Então a música chegou ao fim e ela abriu os olhos, saindo de seu transe. E percebeu minha presença.

– Aaaaiii! – Meire exclamou, tomando um baita susto. – Que vergonha, seo Pedro…

– Sem problema – respondi, entrando e fechando a porta. Começou a tocar Love to Love You Baby. – Você gosta de Donna Summer?

– Conhecia não. Semana passada eu botei pra tocar enquanto faxinava e gostei tanto…

Veja você. A menina escolhera Donna Summer pra ser a trilha sonora da faxina, que meigo. O mundo ainda tinha salvação.

– O senhor também gosta dessa cantora?

– Quem gosta mesmo é a Patrícia. O cedê é dela.

– Patrícia é a namorada do senhor?

– É.

– Eu vi uma foto de vocês. Ela é muito linda.

Fiquei sem saber o que dizer.

‒ Parece uma atriz de cinema. Ela deve ser uma mulher maravilhosa, né?

– Ahn… É, é sim.

– Olha, não arranhei o cedê não, viu, tomei muito cuidado.

– Pode ouvir sempre que quiser.

– Também gostei desta que tá tocando.

‒ Esta é Love to Love You Baby.

‒ Sei inglês não. Quer dizer o quê?

‒ Eu amo amar você.

Ela sorriu e ficou me olhando de um jeito assim meio… malicioso. Ou a malícia estava em minha mente? Tive a impressão que a menina, na verdade, entendeu que eu havia dito que eu, Pedrão, amava amar ela, Meire.

– Eu amo amar você é o nome da música – expliquei, me achando meio idiota.

– Eu queria saber inglês pra cantar essas músicas.

Quase que falei que eu poderia ensinar, e de graça. Mas me contive a tempo, pressentindo que eu estava à beira de ser possuído pelo espírito do velhaco tarado seboso, que costuma me atacar em certas ocasiões delicadas.

– O senhor dá licença. Vou continuar o serviço.

– Claro. Vim só pegar uma coisa que eu esqueci.

E fui pro quarto. Peguei o livro e voltei à sala. Agora a menina estava limpando o vidro da janela, de pé sobre um banquinho. Quase dava pra ver a calcinha. E, caramba, aquelas pernocas…

– Tchau, Meire.

Ela virou-se e sorriu. Sorriu novamente daquele jeitinho malicioso. Ou eu é que já estava imaginando coisas?

– Tchau, seo Pedro.

– Pode me chamar de Pedro mesmo.

– Ah, não sei se consigo, o senhor é meu patrão.

– Consegue. É só dizer… Pedro.

Ela sorriu, envergonhada. Como ficam lindas quando estão com vergonha as faxineiras que vêm do interior…

– Só vou embora depois que você me chamar de Pedro ‒ falou o velhaco tarado seboso. Não deu pra contê-lo.

Ela desviou o olhar, sorrindo encabulada. Como ficam lindas as faxineiras que ficam encabuladas de dizer o nome do patrão…

– Tchau, Pedro.

Ai, ai. Meu nome nunca ficou tão bonito na boca de uma mulher. Até porque Patrícia me chama de Pedrão, é bom que se diga.

– Tchau, Meire.

Saí, fechei a porta e entrei no elevador. Acho que estava em estado de choque, nem lembro como cheguei no escritório. Desde então não consigo tirar essa menina da cabeça. Será que ela estava me dando bola, será? Ou aquele era apenas seu jeitinho espontâneo de menina ingênua do interior, e o meu velhaco interior é que estava me pregando peças? Só havia um modo de saber.

Pois bem, cá estou, uma semana depois. Manhã de quinta-feira, eu aqui sentado no sofá, de bermuda e camiseta, o jornal ao lado. É a edição de domingo, mas isso não tem importância. E já avisei lá na empresa que hoje só vou à tarde. Desligo o celular, é melhor. Olho o relógio, oito horas. Calma, Pedrão, ela deve estar chegando.

Então, ouço a porta da área de serviço abrindo, e depois fechando. Ufa, ela chegou. Agora deve estar indo pro banheiro de serviço. Deve estar agora trocando de roupa. Pego o jornal e busco qualquer notícia pra ler. Putaquipariu, dá pra ouvir meu coração batendo. Mais um pouco… só mais um pouco… mais um pouquinho… e ei-la, ei-la na porta da cozinha, sorrindo pra mim.

– Bom dia, seo Pedro.

– Bom dia, Meire.

– O senhor não vai trabalhar hoje?

– Vou só à tarde.

Como fica mimosa nesse uniforme de faxineira…

– Se o senhor quiser, começo a limpar pelo quarto do senhor.

– Não se preocupe, não vai me atrapalhar.

– Tá bom. Mas se atrapalhar, o senhor diz, tá?

– Digo.

Ela começa a passar o pano na estante. E eu no sofá, com meu jornal de domingo. Reparo que em determinados movimentos o vestidinho preto sobe um pouco e quase dá pra ver a calcinha. Que cor será? Terá florzinhas, coraçõezinhos, moranguinhos? De repente ela se vira, e eu, flagrado em minhas admirações, volto o olhar pro jornal.

– Tô atrapalhando o senhor, né, seo Pedro?

– Não, não. E pode me chamar de Pedro mesmo.

Ela sorri sem jeito e volta ao serviço. E eu volto a admirar seu corpo, seus movimentos tão graciosos. Aquelas pernocas lindas, aquela cinturinha de pilão… Quando ela se agacha pra ajeitar as almofadas no chão, tomo um susto. Nada de florzinhas, coraçõezinhos ou moranguinhos: ela tá sem calcinha. Não. Não acredito no que vejo, ou no que não vejo, e olho novamente. Mas ela já se ergueu e agora eu tô na dúvida. Será que ela realmente tá sem calcinha? Não, não é possível, isso é a minha imaginação sórdida, por que a menina viria trabalhar sem calcinha? Bem, talvez ela seja muito pobre, coitada, tá sem dinheiro pra comprar calcinha.

Então ela sem querer derruba uma revista e se agacha novamente pra apanhar. Putaquipariu! Ela tá mesmo sem calcinha! Dessa vez eu vi claramente. Tá sem nada por baixo do vestido, nadinha. Caramba… Uma faxineira que vai trabalhar sem calcinha, pode uma coisa dessa? Decido agir. Preciso agir. Não posso fazer outra coisa senão agir.

– Meire?

– Sim, seo Pedro.

– Você não esqueceu de vestir algo?

Ela para, pensa um pouco, leva a mão até o meio das coxas… Então sorri, encabulada.

– É que eu acho mais confortável assim, sabe? Mas se o senhor quiser, eu visto a calcinha…

– Por mim, pode ficar assim mesmo.

– Não carece mesmo não? O senhor tem certeza?

– Tenho.

Não carece… Você não acha lindo esse jeitinho interiorano dela de falar? Devia ser preservado em museu.

Meire segue limpando a estante, sem calcinha, porque é mais confortável, e eu fingindo que leio as últimas do esporte. Uma mulher sem calcinha já é um presente pros olhos do cidadão trabalhador, né? Agora, a sua faxineira sem calcinha, e a faxineira sendo como a Meire, ah, isso é um convite irrecusável à luxúria e ao desatino.

Nesse momento percebo… que ela… dá umas olhadinhas pra mim. Bem rápidas, assim de cantinho de olho, sabe? Entre um e outro de seus afazeres, nossos olhares se cruzam e ela desvia o seu, encabuladinha. Depois ela olha de novo e fala, achando graça:

– O jornal tá de ponta-cabeça.

Caramba. Não é que tá mesmo? Ponho o jornal na posição correta, rindo da minha idiotice. E volto a ler, ou a fingir que leio, enquanto ela vai à área de serviço. O cara falta ao trabalho pra ficar em casa lendo o jornal de ponta-cabeça. O que ela deve estar pensando de mim?

Meire volta com balde e escova. E começa a esfregar o carpete. Adivinha em que posição… De quatro. De quatro e de costas pra mim. Ah, não, isso já é abuso. Posso ver perfeitamente a buceta. Buceta raspadinha, parece um hambúrguer na vertical, hummm… Caramba, que menina safada.

Resolvo partir pro tudo ou nada e, tchum, ponho o Bambam pra fora da bermuda. Bambam é o nome do meu pau, foi Patrícia quem deu esse nome a ele, em homenagem ao personagem dos Flintstones. O danado tá duro que nem granito, e fico mexendo nele até que Meire percebe. Ela toma um susto e fica toda encabulada. Ou tá apenas fingindo? Não, agora já não dá pra acreditar que seja tão ingênua, é impossível. Ela volta a esfregar o carpete, mas em seguida vira o rosto e olha novamente pro meu pau. Parece um pouco assustada, talvez tenha percebido que a brincadeira foi longe demais. Ou é tudo fingimento?

– Quer pegar, Meire?

Ainda olhando pro meu pau, ela faz que não com a cabeça.

– Só pegar.

Ela hesita.

– Só pegar?

– Isso, só uma pegadinha.

Tá indecisa, conheço bem uma mulher indecisa.

– Vem…

Vem é a palavrinha mágica quando a mulher tá indecisa. O tom da voz depende da mulher, podendo ser num tom de ordem, pedido ou súplica. Pra Meire achei melhor pedir. Vem… E funciona: ela larga a escova e vem em minha direção, engatinhando devagar, que nem uma gatinha que tá supercuriosa a respeito daquela estranha salsicha pulsante à sua frente. Ela se aproxima, para entre minhas pernas e senta sobre os calcanhares, as mãos pousadinhas sobre as coxas. Solto meu pau e ele fica lá, ereto que nem um mastro sem bandeira. Meire olha pra ele e agora já não parece assustada. Ela observa meu pau com atenção, quietinha, mordendo os lábios.

– É bonito.

‒ Você acha?

‒ Mais bonito que o do meu noivo.

Ela tem um noivo, pode uma coisa dessa? Dona Luzia já havia me dito. Vinte anos e já quer casar, essa juventude tá perdida. Ela estica o braço e toca meu pau com a ponta dos dedos, como se ele fosse um bicho selvagem que a qualquer instante fosse atacá-la. Como não atacou, ela toca novamente, mais confiante, e dessa vez segura-o entre os dedos, sentindo-o latejar.

– Quer dar um beijinho nele?

Ela faz que não com a cabeça, meu pau ainda está em sua mão, pulsando.

– Só um beijinho.

Ela hesita outra vez. Conheço uma mulher quando hesita.

– Ele tá pedindo, ó.

Ele tá pedindo, ó. É uma frase mágica. Difícil uma mulher resistir a um pau pedinte.

– Tá, só um beijo – ela finalmente consente. Então chega seu rosto mais perto e beija rapidamente a cabeça do meu pau. Uau, ele tá tão duro que tenho certeza que no próximo segundo vai explodir, vai ser pedaço de pau pra todo lado. Faço um esforço danado pra não agarrar sua cabeça com as duas mãos e forçá-la contra ele, mas sou um patrão educado, não faria isso.

– Não quer dar uma chupadinha?

– O senhor deixa?

Ora, ora, mas isso é pergunta que se faça?, eu quase falo. Mas prefiro ser distinto:

– Claro, Meire, fique à vontade, ele é todo seu.

E fecho os olhos, e me ajeito no sofá, à espera de me sentir engolido pela boquinha da minha doce faxineira. Mas a boquinha não vem. Abro os olhos e a menina continua lá, acariciando meu pau e olhando pra ele.

– Eu tô assim com o senhor mas o senhor sabe que eu sou moça direita, né?

– Sim, claro, eu… humm… eu sei, claro… hummhmm… admiro muito isso em você…

Eu sentado no sofá, ela ajoelhada entre minhas pernas, meu pau entre mim e ela, sua mão subindo e descendo em meu pau. E sua boca a um palmo dele, a meio palmo, se aproximando, se aproximando…

– O senhor pediu pra eu chamar o senhor só de Pedro, mas eu não posso não – ela diz, parando a boca a um centímetro do meu pau, pro meu desespero.

– É? Por quê? ‒ pergunto, mantendo a compostura.

– Acho certo não, sabe? O senhor é meu patrão, eu sou sua faxineira. Não é bom confundir as coisas.

Ora veja. Eu realmente não esperava por essa argumentação. Mas é claro que, nessa altura do campeonato, eu é que não vou discutir com uma linda faxineira que está punhetando meu pau com sua mãozinha tão macia, a boca quase nele…

– Você tem… humm… toda razão, Meire…

– O senhor sabia que eu sou virgem?

Virgem? Caramba. É sério?

– Sabia, seo Pedro?

Não. Não sabia. Como iria saber?

– Hummm…

– Pois eu sou.

O que devo dizer? Parabéns? Lamento muito?

– Sou virgenzinha. Mas só na frente.

Ora veja.

– Posso pedir uma coisa pro senhor?

Não. Não posso acreditar que ela vai pedir pra eu botar só no cuzinho dela, não, isso só acontece nos contos eróticos.

– Pode, peça…

– O senhor bota…

– Boto, boto, claro. Quer agora?

– … aquele cedê?

Heim?

– Que cedê?

– Da Donna Summer.

– Ah, sim.

Caramba, a menina ficou realmente obcecada pela Donna Summer.

– Pode botar você mesma, fique à vontade.

Ela larga meu pau, levanta, vai até a estante e bota o cedê pra tocar. Segunda faixa, Could It Be Magic. Acho que demorou dois séculos pra voltar.

– O senhor não vai contar pra minha tia que a gente tá fazendo isso, né? – ela pergunta, ajoelhando-se novamente entre minhas pernas e prosseguindo nos carinhos.

– Claro que não, Meirinha… hummm…

– Se ela descobre, ela me manda de volta pro interior.

– Hummhhhhmmm…

– O senhor jura?

– Hummmhhmhmhmhm… Heim?

Já não sei mais sobre o que ela tá falando.

– Jura, vai.

– Quem, eu?

– Sim, jura.

– Juro – respondo, sem ter a mínima ideia por que diabo eu tô jurando.

– Então beija.

– Ahn?

– Beija.

Beijar? Beijar o quê?

– Vai, beija.

Sem ousar questionar o fetiche da menina, inclino a cabeça pra frente, mas, apesar de meu esforço, meu rosto não chega nem perto do meu pau.

– Não, não. Beija os dedos. Assim, ó, fazendo a cruz. Pra jurar bem jurado.

Cá pra nós. Você já teria perdido a paciência e mandado um chupa logo essa caceta, Meire, não teria, diga a verdade. Mas eu me controlo e beijo os dedos em cruz, e olhe que eu sou ateu. Tudo por um boquete.

Meire finalmente começa a me chupar, ufa, enquanto Donna Summer canta só pra nós. Sinto o calor aconchegante de sua boca… Não é que minha faxineira sabe fazer direitinho? Pode ser virgem na frente, mas aquela boca é profissional, ah, é sim, conheço uma quando vejo. Estico as pernas e me acomodo melhor no sofá. De fato, ela chupa superbem, sabe envolver meu pau com jeito, e a sensação é boa demais, ótima demais…

– Patrãozinho tem um pau tão gostoso – ela fala, interrompendo o boquete.

Tomara que ela não me peça aumento agora, pois não tô em condição de negar.

– É mais gostoso que sorvete…

Obrigado, Meire, obrigado, mas eu sinceramente prefiro que você chupe em vez de falar. Vai, volta a chupar, por favor…

– Eu sempre acordo meu noivo assim. Adoro quando sai o leitinho, parece mágica, né?

Ai, ai, ai… Tô começando a desconfiar que essa menina tem um parafuso frouxo.

– O nome do pau dele é Caveirão.

Não, eu não ouvi o que acabo de ouvir.

‒ Acho muito feio, mas ele diz que é esse nome mesmo e não vai mudar.

Puta merda. Agora eu tenho certeza que essa menina é doida.

‒ O do senhor tem nome?

– Heim?

– Posso chamar ele de Pedrito?

Pedrito? Claro que não. Onde já se viu um pau chamado Pedrito? Seria a desmoralização total. Aliás, onde já se viu um pau ter dois nomes? Patrícia chamando ele de Bambam, Meire chamando de Pedrito, isso não ia dar certo, o coitado pode ter uma crise de identidade. Mas acontece que não tô em condições de negar mais nada…

– Pode, minha linda, pode.

Pode mas chupa, vai, faz favor.

– Pedrito, você é muito fofo, viu?

Ele já sabe disso, Meire. Agora me chupaaaaaa!!!

Pro meu imensurável alívio, ela finalmente esquece aquela história de batismo de pau e recomeça a chupar. E Donna Summer geme junto comigo.

‒ Hummhhmm…

– Quero ver a mágica do leitinho… – ela diz, entre o vai e vem de sua boca.

Aviso que vou gozar, vou gozar, vou gozar… E meu gozo explode dentro de sua boca, com a força de um milhão de megatons de tesão acumulado, e ela engole tudo, lambendo e saboreando com muito gosto. Coitada, deve estar com fome, acho que nem tomou café da manhã.

– Leitinho bom…

Ela bebe minhas últimas gotas enquanto eu curto essa sensação de abandono de si mesmo a que chamamos orgasmo. E, no meu caso, me abandonei de um jeito que fiquei largado lá no sofá, imprestável pro resto da vida.

– Gostou, patrãozinho?

– Mmmmhhhhmmmnnn… – é só o que consigo dizer, ou mugir, pra combinar com a ordenha que sofri.

– Fiz do jeito que o senhor gosta?

– Mmmmhhmm, humm…

– Então dá licença que eu vou voltar pro serviço, viu?

Ela levanta, desliga o som, pega o balde e a escova e vai pra cozinha. No silêncio da sala, semimorto no sofá, eu me pergunto que faxineira é essa, sem acreditar no que acaba de acontecer.

Mas logo ela volta.

‒ Esse vestido ficou um pouquinho apertado aqui em cima. Vou ter que fazer um ajuste.

– Mhhmmnn…

Ela senta ao meu lado e me abraça carinhosa.

– Tão lindo o meu amor fica depois de um boquetinho…

Não é mais Meire. É Patrícia. Ela me beija no rosto, na boca, me afaga os cabelos.

– Gostou da minha faxineira?

‒ Adorei….

‒ Mesmo?

‒ Claro. Só achei demais aquele marketing descarado de elogiar a namorada do patrão.

‒ Não resisti…

‒ Ela vai ficar chamando o Bambam de Pedrito mesmo?

‒ Vai. Bambam é só pra mim.

‒ Acho que ela tem um parafuso frouxo, fica falando do pau do noivo…

‒ Ah, Pedrão, quando você criou a fantasia da Testemunha de Jeová em crise existencial, eu não me meti em nada.

‒ Tá bom, tá bom.

Patrícia me agarra e nos beijamos novamente. Meire tem toda razão: é mesmo uma mulher maravilhosa, e tem um beijo inacreditavelmente delicioso. E eu sou um cara de muita sorte.

‒ É só uma sugestão. Na segunda parte, ela põe pra tocar o Racional do Tim Maia, que tal?

‒ A Meire gosta de Donna Summer e ponto final. E agora vamos que a gente marcou oito horas no bar – ela diz, findando o beijo e levantando do sofá.

– Só mais um minutinho – respondo, me espreguiçando.

– Pingou um pouco no chão, depois passa um pano.

Lá fora, a noite do sábado acaricia meus pensamentos. Fecho os olhos, e na trilha sonora pós-gozo da minha mente, Donna Summer volta a gemer um de seus sucessos.

‒ Ouviu, Pedrão?

– Sim, senhora.


Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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Este conto integra os livros

Indecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais

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Quarentena Erótica
Ricardo Kelmer – contos

Nos contos de Ricardo Kelmer, o erótico pode vir com variados temperos: romantismo, humor, misticismo, bizarro, horror… Às vezes, vem doce e sutil, ou estranho e avassalador, e às vezes brinca com nossas próprias expectativas sobre o que seja erótico. Explorando fetiches, fantasias, delírios e tabus, e até mesmo experiências reais do autor e de seus leitores, as estórias deste livro acabam de chegar até você para apimentar seus dias, e suas noites, de quarentena. > saiba mais

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Amor de bar

15/01/2020

15jan2020

Uma homenagem aos bares que amamos

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AMOR DE BAR
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Putz… Depois de ler todas essas crônicas, a vontade que me deu foi de ir em cada um dos amados bares que João e Alexandre tão bem homenagearam e tomar uma em cada um deles.

Uma ou duas, né, que às vezes só uma não dá tempo de sentir o ambiente e de se deixar levar por tudo que ele evoca, e olhe que tem bar que evoca até o passado que não se tem. Uma ou duas dúzias, sim, porque tem bar que, já na primeira sentada, ele mexe de um jeito esquisito na peçoa umana bebedora, você já percebeu?, poizé, parece que a pessoa já esteve ali antes, ou dali nunca saiu.

Helano, Tocantins, Disney Lanches… Qual é o segredo dos bares que amamos? Taí uma questão que pode render infinitas saideiras. Tem bar que nos seduz pela cerveja inacreditavelmente sempre gelada, o que não é pouca coisa. Ou por aquela transcendental moela ao molho que nos faz salivar um litro só de passar em frente. Às vezes, o segredo é a distância: dobrou duas esquinas, chegou no bar, e voltou duas esquinas, já tá em casa, o que permite beber o que se gastaria com o uber. Às vezes é o atendimento, aquela presteza infalível, aquela captação silenciosa e imediata dos nossos mais puros desejos, um milagre que se reedita a cada ida ao bar: “Seo Papito, me traga…” “Aquela farofa de ovo com sardinha, tomate e a cebola bem fritinha, é pra já.” “Eita, como é que o senhor sabe?”.

Bares são como amantes possessivos: quando nos damos conta, não conseguimos deixá-los, por pior que seja a relação. Veja a história de Micaela. Ela bebia havia anos no mesmo bar, mas o trocou por outro que abrira no outro lado da rua. Uma noite, bebendo com as amigas em seu novo bar predileto, Micaela olhou para o antigo amor e, percebendo vazias as mesas, foi tomada de um sentimento de culpa avassalador. A partir daí, viu-se obrigada a beber nos dois bares, na mesma noite, num ritual que fazia rir as amigas, que ficavam no segundo bar, aguardando que ela tomasse uma no primeiro, sozinha no balcão, trágica penitente etílica.

O Roque Santeiro, no Mucuripe, era uma bodega que dona Orestina e seo Moacir montaram na parte da frente de sua casa e que abria às cinco da manhã. Durante 20 anos, frequentei o Roque, pra ressuscitar da noitada com um caldo quentinho e depois tomar a saideira, que se replicava em outras saideiras até o meio-dia, ao som de Odair José, Núbia Lafayette e Roberto Carlos. Pois bem. Sempre que eu começava um novo caso, ia com a garota no Roque só pra saber a opinião de dona Orestina. Quando a garota ia ao banheiro, ela vinha e me dava seu veredicto: “Onde foi que tu arrumou essa matraca, ô menina pra falar!”, ou “Coitada, ela acha que te fisgou só por causa daqueles peitões…” Como você pode ver, além de ser a segunda casa, às vezes é no bar que conhecemos nossa segunda mãe.

Longa vida aos bares que amamos!

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Ricardo Kelmer 2019 – blogdokelmer.com

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Esta crônica foi escrita para o posfácio do livro Saideiras (Radiadora, 2020), de Alexandre Greco e João Ernesto, um livro de crônicas afetivas sobre alguns bares de Fortaleza, com edição e prefácio de Alan Mendonça e ilustrações de Jadiel Lima.

O livro é um convite por outros olhares a esses lugares que, quando forjados na arquitetura do encontro, são parte dos quintais dos homens, um bailado de trégua com a vida.
Alexandre e João passeiam pela geografia etílica de Fortaleza com a afetividade própria aos múltiplos, aos corações subversivos dos vagabundos, que perambulam imensamente compromissados com o inútil… e expõem as sutilezas do essencial das horas anteriores à obediência ao sol.

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COMENTÁRIOS
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01- Muito bom, Ricardo Kelmer! Tayane Cristine, Campina Grande-PB – jan2014

02- Realmente um lugar pra ser feliz!!! Lucinha Simões, Fortaleza-CE – ago2014


Os fascistas cristãos atacam novamente

27/12/2019

27dez2019

Ser sagrado não pode ser critério para definir os limites da liberdade de expressão, pois tudo que existe é sagrado para alguém


OS FASCISTAS CRISTÃOS ATACAM NOVAMENTE

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O atentado terrorista à sede da produtora Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro, não pode ficar impune, caso contrário, servirá de incentivo para ações fascistas-cristãs ainda mais violentas.

Numa democracia, a arte é inteiramente livre para reinterpretar, criticar e debochar de qualquer coisa, inclusive do que é sagrado para alguém. Ser sagrado não pode ser critério para definir os limites da liberdade de expressão, pois tudo que existe é sagrado para alguém. Para a religião rastafari, a maconha é divina. Não podemos fazer humor com a maconha? Para a cientologia, que tem seu status de religião confirmado em vários países, extraterrestres são um assunto muito sério. Não podemos zombar de extraterrestres?

Para os artistas, sua arte é sagrada, mas eles sabem que qualquer um tem o direito de criticar e zombar da sua arte.

Religiosos têm todo o direito de não gostar que debochem de suas crenças. E qualquer um tem todo o direito de debochar delas.

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Ricardo Kelmer 2019 – blogdokelmer.com

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A PRIMEIRA TENTAÇÃO DE CRISTO

Este ano, o especial de Natal do Porta dos Fundos se chama A Primeira Tentação de Cristo, e foi lançado na Netflix. Nele, Jesus (Gregório Duvivier) é surpreendido com uma festa de aniversário de 30 anos. Na ocasião, Maria (Evelyn Castro) e José (Rafael Portugal), os pais do aniversariante, fazem uma revelação bombástica: ele foi adotado e seu verdadeiro pai é Deus (Antonio Tabet). Outra das surpresas é que Jesus poderia estar em um relacionamento com outro homem.

O episódio gerou indignação entre cristãos e conservadores, que mobilizaram um abaixo-assinado contra a Netflix. Gregório Duvivier ironizou o abaixo-assinado. “Sim, vi que são 300 mil pessoas. Acho que fizemos algo errado, porque é muito pouca gente. Da próxima vez, acho que vale pegar mais pesado. O Porta tem quase 20 milhões de inscritos. 300 mil é um fiasco. Mas de qualquer jeito, vale pra medir a audiência. Pelo menos 300 mil pessoas viram. É mais que a base de apoio do Bolsonaro”.

Palavra do Senhor: Imperdível!

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INRITADO
Neste vídeo, o Porta dos Fundos responde aos protestos dos cristãos por seu especial de Natal de 2019

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MAIS SOBRE ESTE TEMA

Polícia investiga grupo autodenominado integralista por ataque ao Porta dos Fundos – O Povo, dez2019

Terrorismo fundamentalista não é novidade na favela – UOL, dez2019

Vereadores excluem templos religiosos da lei do silêncio no Código da Cidade – O Povo, jul2019

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Novo dicionário do Itamaraty – UOL, jul2019

Bolsonaro diz que vai indicar ministro do Supremo “terrivelmente evangélico” – O Povo, jul2019

Para agradar evangélicos, Bolsonaro reduz obrigações fiscais de igrejas – Carta Capital, jul2019

Ataques a religiões de matriz africana fazem parte da nova dinâmica do tráfico no Rio – The Intercept Brasil, set2017

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LEIA NESTE BLOG

O beijo da resistência contra a besta do fascismo – O fascismo não faz política ‒ ele é a negação da política, pois não dialoga, apenas agride, persegue e censura

Jesus e a pecadora do pé de goiaba – Eis que naquela tarde, a caminho de Cafarnaum, Jesus passou embaixo de um pé de goiaba e viu uma mulher lá em cima

> mais sobre religião e ateísmo

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01- Ricardo, meu caro, você como sempre perfeito em suas colocações. Te admiro muito. Continuaremos sendo resistência! #MaisAmorMenosÓdio #LulaLivre #MariellePresente Fabiano Brilhante, Fortaleza-CE – set2019

02- Decidi publicar no meu blog: https://gentedemidia.blogspot.com/2019/09/artigo-o-beijo-da-resistencia-contra.html. Nonato Albuquerque, Fortaleza-CE – set2019

03- “Ame e deixe os outros amarem ‒ este é meu recado para os fascistas que aguentaram ler até aqui. Mas sei que eles não concordarão. Porque é o ódio ao diferente o sentido de suas vidas” …. …. ….. é isso aí. vale pra Witzel, Bolsonaro, Doria e Crivella… Temos que chamar esses monstros que estão no poder pelo primeiro nome deles: FASCISTAS! Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – set2019

04- Pra quem tem curiosidade de ler a graphic novel ,com a patética ideia de falar mal sem ler .Eu li.Baixei gratuitamente aqui as nove edições da HQ,que foram colocadas posteriormente num só exemplar.Baixei um leitor de quadrinhos e li no celular: https://bancadoporcoaranha.blogspot.com/2019/06/vingadores-cruzada-das-criancas-2010.html  Luis Carlos Trajano, Areia-PB – set2019
 
 
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Períneos ensolarados

06/12/2019

06dez2019

Com vocês, a nova sensação da temporada: o banho de sol no períneo

PERÍNEOS ENSOLARADOS

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Várias celebridades da internet já aderiram à nova sensação da temporada: o banho de sol no períneo. Segundo os adeptos, a técnica promete regulação dos hormônios, aumento da criatividade e fortalecimento da energia sexual, e bastam apenas 5 minutos por dia.

O DJ espanhol Arregh Añado afirma que, além de todos os benefícios, a prática ajuda a diminuir o buraco na camada de ozônio. A digital influencer holandesa Dihku Prussol pratica há vários anos e, desde então, tem conseguido orgasmos tão intensos que uma vez eletrocutou seu parceiro, quase levando-a à morte.

Não vejo a hora de experimentar aqui na sacada do meu apartamento. E depois, se alguém quiser curtir a eletrocutação transcendental, as inscrições estão abertas.

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Ricardo Kelmer 2019 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

O raio cósmico ultravioleta – Então naqueles dias o raio cósmico ultravioleta desceu sobre a Terra para tornar realidade os desejos

Shopping das vidas passadas – Quer dizer que mil anos depois eis-me aqui fazendo a mesma coisa que eu fazia naquelas noites frias das estepes russas, conjeturando sobre o tempo?

Meu fantasma predileto – Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

Pesadelos do além – O pior pesadelo prum escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado.

O médium, o marido, o morto e a amante – Acho que Deus deveria controlar melhor as fronteiras do Além. Tá muito esculhambado

As ciclistas orgásticas da Colômbia – Ciclistas adotam uniforme polêmico e usam a energia de seus orgasmos para vencer corridas

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Comentarios01 COMENTÁRIOS

 

01- 😂😂😂😂😂 @rliagou, dez2019

02- Kkkkkkkk @eumariblue, dez2019

03- 🤣🤣 @glauciacosta1, dez2019

04- Kkkkkk @rosaprimogadelha, dez2019

05- 😂😂😂 @casadamorgana, dez2019

06- 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣😂😂😂😂😂 @herminia_lima_, dez2019

07- Kkkkkkkk vou fazer na praia dos crush. @andressagadelha, dez2019

08- ricardo-kelmer, te admiro muito! Kkkkkkk. @angelamgadelha, dez2019

09- 😂😂😂😂😂😂 @loredanna123, dez2019

10- 😮😂😂😂 @gledsonshiva, dez2019

11- 😅😅😅😅😅 @soraya.freire.948, dez2019

12- 😂😂😂😂😂 @jess_giambarba, dez2019

13- Faz na P.I. ou P. F.🌊😅 Márcia Matos, dez2019

14- a expressão “aquele lugar, onde o sol não bate” acabou de cair por terra. Gabriel Portela, dez2019

15- Rapaa, não sabia desse negócio…tou perdendo tempo. Shirlene Holanda, dez2019

16- Fiofó tá valendo também? Brennand De Sousa Bandeira, dez2019

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Protegido: A primeira namorada (vip)

22/11/2019

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Lucyanna, a mulher dupla

17/10/2019

17out2019

A incrível história da mulher dividida em duas

LUCYANNA, A MULHER DUPLA

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Anna e Lucy DeCinque são australianas, têm 34 anos e em 2016 venceram um concurso no Japão que as elegeu as gêmeas mais idênticas do mundo. As maninhas levam suas semelhanças muito a sério, tanto que só se vestem igual, penteado igual, voz igual, os peitões iguais (quatro mamões sempre querendo saltar na nossa cara), comem a mesmíssima comida sempre, adoecem igual, e já gastaram muita grana em cirurgias para ficarem ainda mais iguais. São obcecadas em serem a mesma pessoa, tanto que dividem o celular e as contas nas redes sociais, e ganham dinheiro com isso.

Quando adolescentes, Anna e Lucy tinham uma beleza natural. Hoje, após tantos procedimentos estéticos, elas ficaram com aparência de bonecas, uma coisa exótica, meio bizarra. E quando conversam com outras pessoas, uma completa a fala da outra e falam igual ao mesmo tempo. Poderiam logo adotar o mesmo nome, né? Como vocês se chamam? E as duas, em uníssono: Lucyanna!

As clonadinhas têm um namorado. O mesmo namorado para ambas, claro. É o Ben Byrne, com quem pretendem se casar. E, adivinha, planejam engravidar dele ao mesmo tempo, para que seus corpos não fiquem diferentes. Como os três tomam banho juntos e dormem na mesma cama, imagino que não será muito difícil. A mãe delas (os quatro moram juntos, ainda tem isso!) aprova a ideia, doidinha para ser vovó. Dizem que a vantagem de casar com gêmeas é ter apenas uma sogra. A desvantagem é que a pensão a pagar será dupla.

Hummm… Como Ben faz para distingui-las? E o nheco-nheco, será que fazem os três juntos? Talvez a coisa seja na base do hoje eu me sirvo primeiro, maninha, e depois tu vai, mas não come tudo, por favor… E nesses momentos, será que elas fazem tudo igualzinho, tudo mesmo? Duvido, bebê. Não existem dois soquetes iguais no mundo. Acho que é aí que Ben enfim consegue descobrir quem é uma e quem é a outra.

Fico me imaginando no lugar do Ben. Saberia eu amar uma pessoa que tem duas cabeças, quatro olhos, quatro peitões e vinte dedos nas mãos? Acho que sim, tenho amor para dar e vender, principalmente vender. Mas discutir com uma mulher que tem duas bocas… Sei não.

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Ricardo Kelmer 2019 – blogdokelmer.com

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Menu de homem – Na onda da mulher-melancia, mulher-jaca, mulher-filé e outras classificações femininas hortifrutigranjeiras, nada mais justo que nós, homens do sexo masculino, sermos também classificados

As vantagens de ter um amante – O marido cuida da parte financeira, paga as contas dos filhos, da esposa e da casa. O outro cuida de você

A garçonete rolante – E como ela já tem nome de vodca, uau, nosso Stone deve ficar confuso sem saber se come ou se bebe a moça

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Comentarios01 COMENTÁRIOS

01- Adorei 😂😂😂🙃🙃🙃🙃vc se superou Ricardo Kelmer👯👯👯 Patricia Cacau, Fortaleza-CE – out2019

02- Ben que tem. Ernesto Enrique Hernández, Rio de Janeiro-RJ – out2019

03- Cadè essas bichinhas ??? Andre Soares Pontes, Fortaleza-CE – out2019

04- Kkkkk a mãe tá passadaaaaa. Fabiana Z Azeredo, Fortaleza-CE – out2019

05- Ah, ah, ah, ah! Lorena Horta, Rio de Janeiro-RJ – out2019

06- Eu quero ver agora 2 gêmeos: homens..hummm E aí? Lucivanea De Souza Borges, Fortaleza-CE – out2019

07- Adorei!!!! Vc é demais!!!😂😂 Renata Menezes Lotfi, Fortaleza-CE – out2019

08- Muita boa imaginação, parabéns. Wise Tafari, Beira-Moçambique – out2019

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