Meu livro mais vendido na Amazon em 2015

04/01/2016

04jan2016

Em algum momento da vida dá um estalo, tchum!, e pressentimos que não estamos vivendo o roteiro verdadeiro de nossa existência

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O MITO TE CHAMA

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Em 2015, meu livro mais vendido na Amazon foi Matrix e o Despertar do Herói – A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas (Miragem Editorial). Isso me deixa feliz, pois mostra que a força do mito continua viva na alma das pessoas.

Apesar de nossa cultura supervalorizar o consumismo, o descartável e a superficialidade, e insistir a todo instante em nos vender tudo de que não precisamos para ser feliz, em algum momento da vida dá um estalo, tchum!, e pressentimos que não estamos vivendo o roteiro verdadeiro de nossa existência. Esse é o ponto da virada, em que o indivíduo deixa de buscar lá fora e olha para dentro. É o chamado para o autoconhecimento psicológico. Começa aí a maior de todas as aventuras, aquela que nos conduz em direção à essência de nós mesmos.

Não será fácil, é verdade. Conhecer-se requer coragem e determinação para desprender-se da massa, além de profunda honestidade consigo mesmo. A recompensa é o mundo novo que somente a realização de si mesmo pode oferecer. Podemos recusar o chamado? Sim. Porém, se fizermos isso, o preço é chegar ao fim da vida com a dolorosa sensação de não ter vivido, e nada pode ser mais frustrante.

> Este livro está disponível em versões impressa e eletrônica (PDF e e-book)
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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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Matrix2012Capa14x21aMatrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas
Ricardo Kelmer

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente, e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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SOBRE O FILME

MatrixDVDCapa-1Matrix (The Matrix, EUA, 1999)
Argumento, roteiro e direção: Andy e Lana Wachowski
Elenco: Keanu Reaves, Lawrence Fishburne, Carrie-Anne Moss e Hugo Weaving

No futuro a humanidade é prisioneira de sua própria criação, a Inteligência Artificial, que criou a Matrix, uma realidade virtual onde foram inseridos todos os seres humanos para que eles não oponham resistência ao poder das máquinas. Todos não, pois um grupo de rebeldes mantém-se fora dessa realidade e luta para libertar o restante da humanidade. Eles creem na profecia do Oráculo que diz que um Predestinado um dia virá para vencer as poderosas máquinas e salvar a todos. Para eles, Neo, um jovem que vive na Matrix, é o Predestinado. Neo de fato desconfia que há algo errado com a realidade, mas não pode aceitar que ele seja o tão aguardado salvador.

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Blade Runner: Deuses, humanos e andróides na berlinda – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição, e é criando que ele faz isso

A ilha – Uma fábula sobre o autoconhecimento

Cine Kelmer apresenta – Dicas de filmes

Mulheres na jornada do herói – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres, pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Parabéns. Você merece tudo de melhor! Angelica Santos, São Paulo-SP – jan2016

02- Muito bom! Recomendo. Alê Lima, São Caetano-SP – jan2016

03- Parabéns Ricardo Kelmer! Que esse sucesso continue em 2016. Inspirações, alegrias e realizações é o que te desejo. Renata Kelly, Fortaleza-CE – jan2016

04- parabéns mano. Jacques Josir Ribeiro, Santo André-SP – jan2016

05- Massa Ricardo Kelmer, que 2016 traga mais sucessos! Ana Lucia Castelo, Newark-EUA – jan2016

06- Sucesso, Ricardão!!! Proficuidade é teu sobrenome, muleke sabido!!! Sergio Viula, Rio de Janeiro-RJ – jan2016

07- Eu lembro deste seu livro Achobque foi inicio de 2000 Seria interessante uma rebuscagem desta continuaçao. Afinal,se esta na onda Pega ela. Luciana Figueiredo, Campina Grande-PB – jan2016

08- Feliz Ano Novo e sucesso com as futuras realizaçoes! Jan Hillen, Foz do Iguaçu-PR – jan2016

09- Eis um livro que gostaria de ler. Matrix ainda tem impacto, ainda me sacode. É doloroso como um parto. E a pergunta fica: é o herói predestinado que desperta, ou é a pessoa comum que acorda e se descobre herói? Susana X Mota, Leiria-Portugal – jan2016

10- Adoro, releio e recomendo. Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – jan2016

11- Já li e super recomendo. .. Jucelio Nell, Canindé-CE – jan2016

12- Já quero ummm!!! Tathiana Monteiro, Fortaleza-CE – jan2016

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A pergunta

23/09/2014

23set2014

Um dia, porém, alguém desconfia. E entende que os que olham para fora, sonham, e os que olham para dentro, despertam. E aí a pergunta é inevitável

APergunta-01

A PERGUNTA

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Quando você estiver lendo esta crônica, eu talvez já esteja morto, meu corpo estirado no chão da sala e o vizinho desconfiando do mau cheiro. Ou talvez eu tenha sumido de repente, sem explicação, e neste exato instante estou sendo torturado numa sala sombria. Tudo é possível. Tudo pode acontecer agora que… descobri a verdade.

Ultimamente eu vinha desconfiando. Porém, de um tempo para cá tudo ficou óbvio: a Inteligna existe. Parece papo de maluco, teorias da conspiração… Mas não é. A Inteligna existe sim. A Inteligência Maligna. E está cada vez mais poderosa. Ops! Acabo de escutar algo… Tem alguém aqui no apartamento… Eles chegaram! Nãããão! Aaaaaaahhhhhh!!!…

Eu exagerei, admito. Foi só um pouco de drama para chamar sua atenção. Mas a Inteligna existe. E sabe muita coisa. Sabe muito sobre você, por exemplo, pelas pistas que deixa por onde passa: seu cartão de crédito, o movimento da conta, navegação na internet, telefonemas… Sem falar nas câmeras de vigilância. Acha que estou exagerando de novo? Ou que fumei daquele da lata, né? Eu entendo, é mesmo difícil conceber que somos monitorados por uma inteligência maquiavélica e invisível, que nos mantém sempre ocupados para que não façamos a pergunta.

Mas que pergunta? Não posso dizer aqui… é perigoso. Mas posso dizer o motivo de não a fazermos: nós somos escravos. Escravos de uma realidade que nos cerca e cega o tempo todo com ideias e valores que fazem com que nos comportemos feito uma boiada. Numa boiada todos seguem o movimento geral, ninguém se detém para pensar por que tem mesmo que seguir por aqui e não por ali. Se pensasse, perceberia coisas estranhas. Perceberia que, apesar da publicidade insistir no contrário, um celular novo não traz felicidade. Nem possuir o carro do ano. Nem ter vinte bolsas no armário, nem usar roupas de grife, nem frequentar o lugar da moda, nem ter o corpo igual ao daquela modelo.

Sutilmente, repetindo dia após dia, a Inteligna faz você se convencer que precisa de tudo isso para se autorrealizar. Então você compra isso e mais aquilo e se sente vivo, e brinda à sua felicidade, tim-tim! Mas aí o que você comprou saiu de moda. Aí lançam um modelo melhor e você ainda nem terminou de pagar o anterior. E aí você se endivida ainda mais. E não consegue alcançar a tal realização. Claro. A Inteligna não vende realização, vende ilusão. Se vendesse autorrealização, diria para você buscar onde ela sempre esteve: em você mesmo. Diria para você parar um pouco e deixar a boiada seguir sem você. Somente assim você se daria conta que não é apenas uma estatística de consumo, e se perceberia como uma pessoa única. Então você diria oi para si mesmo e se faria a pergunta fatal.

O diabo é que isso nunca lhe ensinaram. Não se fala disso nos comerciais da novela, pois a Inteligna ocupa todos os espaços. Sim, uns livros falam disso, é verdade. Mas como encontrá-los?

Um dia, porém, alguém desconfia. E entende que os que olham para fora, sonham, e os que olham para dentro, despertam. E aí a pergunta é inevitável. A Inteligna sabe que os que fazem a pergunta automaticamente se desconectam da realidade criada por ela, feita de modismos, consumos, boiadas e ilusões. E o pior: esses que despertam acabam influenciando outros…

E qual é a pergunta que a Inteligna tanto teme? ‒ você já deve estar impaciente. Não posso dizer aqui, entenda. Melhor deixar a Inteligna na dúvida sobre se eu realmente sei ou não. Mas eu a escrevi neste texto, apenas está codificada. Se você já começou a virar o olhar para si mesmo, então saberá encontrá-la, se é que já não sabe.

Um boi que escapole da boiada é a verdadeira revolução. Porque o trabalho de trazê-lo de volta é maior que o de manter a boiada junta. Então seria melhor uma boiada inteira fugindo ‒ você pode concluir. Não. Porque ainda seria uma boiada. A única revolução possível é a individual. E começa com a pergunta que não querem que você faça.
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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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WikiLeaksEONascimentoDaCidadaniaGlobal-01aJung – a jornada do autodescobrimento – Vídeo com um resumo da vida e das ideias de Carl Jung, o psicólogo e pensador suíço criador da teoria do inconsciente coletivo

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A Matrix em cada um de nós – Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir

Pequeno incidente em Hukat – Integrante do Projeto Sapiens de Monitoramento Planetário descobre irregularidades comprometendo a evolução da espécie humana e se envolve em rebelião contra Deus, o psicomputador.

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DICA DE LIVRO

MatrixEODespertarDoHeroiCapaEdicaoDoAutor-01Matrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

Usando a mitologia e a psicologia do inconsciente numa linguagem descontraída, Kelmer nos revela a estrutura mitológica do enredo do filme Matrix, mostrando-o como uma reedição moderna do antigo mito da jornada do herói, e o compara ao processo individual de autorrealização, do qual fazem parte as crises do despertar, o autoconhecer-se, os conflitos internos, as autossabotagens, a experiência do amor, a morte e o renascer.

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Myitoooooooooo fodaaa esse texto Primo!!!! A inteligna está em tudo ao nosso redor, nos mantendo dentro do pasto cercado com grades e arames e concreto. A única forma de escapar é por um caminho que inicialmente é escuro, cheio de dúvidas. . O Caminho para Dentro. Rafa Moreira, Fortaleza-CE – jan2015

02- bacana, Kelmer!!! Tô de olho….rs. Teo Lorent, São Paulo-SP – jan2015

03- Sensacional como sempre. Jayme Akstein, Sidney-Austrália- jan2015

04- #Dalata. Alberto Perdigão, Fortaleza-CE – jan2015

05- Identificação total. Que texto foda! ! ! Grande Ricardo! Alexsander Lepletier, Rio de Janeiro-RJ – jan2015

06- Quando encontramos a pergunta ja sabemos a resposta. Muito bom, Ricardo! Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – jan2015

07- cara, eu te curto demais….vc escreve coisas que eu penso! Mayara Nirley, Aracaju-SE – fev2015

08- Muito bom e bastante reflexivo! Fiquei um tempão subindo e descendo… lendo nas entre-linhas… Jean Nascimento, Aracaju-SE – fev2015

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Indecências para o Fim de Tarde – Pré-venda

07/05/2014

07mai2014

Adquira antecipadamente com um bom desconto, tenha seu nome no livro e receba em casa

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INDECÊNCIAS PARA O FIM DE TARDE – PRÉ-VENDA

Tô lançando meu livro de contos eróticos Indecências para o Fim de Tarde. A versão impressa será lançada no segundo semestre (datas e locais a definir), mas como terei que bancar parte do investimento, inicio agora a pré-venda (até 30jun2014)

Os leitores que adquirirem o livro antecipadamente nesta pré-venda:
– Ganharão um bom desconto
– Seus nomes constarão na seção Galeria de Leitores Especiais do livro (opcional)
– Receberão o livro pelo correio (ou pessoalmente, no lançamento), com dedicatória
– Ganharão um persex (nas opções C e D)

O pagamento pode ser feito pelo Pag Seguro (cartão ou boleto) ou por depósito em conta (HSBC, Itaú, Banco do Brasil e Bradesco). Para outros países: PayPal.

O persex (liga de perna) é uma cortesia da sex shop Via Libido (vialibido.com.br).

PREÇOS (frete incluído)

OPÇÃO A: R$ 22
1 livro impresso

OPÇÃO B: R$ 24
1 livro impresso
Brinde: livro eletrônico (PDF, com dedicatória personalizada)

OPÇÃO C: R$ 42
2 livros impressos
Brinde: livro eletrônico (PDF, com dedicatória personalizada) + 1 persex

OPÇÃO D: R$ 80
4 livros impressos
Brinde: livro eletrônico (PDF, com dedicatória personalizada) + 1 persex + 2 livretos (títulos à sua escolha)

MAIS DE 4 LIVROS: a combinar

SOMENTE O LIVRO PDF (com dedic. personalizada): R$ 6

PAGAMENTO
PAG SEGURO: cartão ou boleto
BANCOS PARA DEPÓSITO: HSBC, Itaú, Banco do Brasil e Bradesco
EXTERIOR: PayPal

Você vai participar? Que ótimo! Entre em contato: rkelmer@gmail.com

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IndecenciasParaOFimDeTardeCAPA-01aINDECÊNCIAS PARA O FIM DE TARDE
Ricardo Kelmer – Arte Paubrasil, 2014 – 208 pag

Os 23 contos deste livro exploram o erotismo em muitas de suas facetas. Às vezes ele é suave e místico como o luar de um ritual pagão de fertilidade na floresta. Outras vezes é divertido e canalha como a conversa de um homem com seu pênis sobre a fase de seca pela qual está passando. Também pode ser romântico e misterioso como a adolescente que decide ter um encontro muito especial com seu ídolo maior, o próprio pai. Ou pode ser perturbador como uma advogada que descobre que gosta de fazer sexo por dinheiro.

O erotismo de Ricardo Kelmer faz rir e faz refletir, às vezes choca, e, é claro, também instiga nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir. Seja em irresistíveis fetiches de chocolate ou numa selvagem sessão de BDSM, nos encontros clandestinos de uma lolita num quarto de hotel ou no susto de um homem que descobre verdadeiramente como é estar dentro de uma mulher, as indecências destas histórias querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

> saiba mais

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INDECÊNCIAS PARA VOCÊ TIRAR A ROUPA

IndecenciasParaVoceTirarARoupa-01aMuitas mulheres têm esse fetiche, o de exibirem-se anonimamente para o público. Então criei uma promoção: envio o livro e a leitorinha faz uma foto erótica com ele, sem precisar mostrar o rosto, e a foto será usada em cartazes de divulgação da obra. Você gostaria de participar? Clique aqui e saiba mais.

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LIVRETOS DO BRINDE
formato bolso, 48 pag

Guia do Escritor Independente (dicas)
Memórias de um Excomungado (crônicas, reflexão, humor)
Um Ano na Seca (conto, erotismo, humor)
O Ultimo Homem do Mundo (conto, terror, humor)
Trilha da Vida Loca (contos)

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APOIO CULTURAL

vialibido.com.br

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01- Indico por q o cara é fera galera!!!!ndico por q o cara é fera galera!!!! Katie Furge, Queensland-Austrália – mai2014

02- Esse cara é genial!! um ótimo escritor. Josy Felix, São Paulo-SP – mai2014

03- Um livro instigante. Um autor inteligente e preparado ao tratar com o assunto. Um assunto polêmico no contexto sócio cultural que não pode passar despercebido no mundo atual. Um convite a uma leitura prazeirosa com uma visão política e uma reflexão cítica. Um manual para os psicologos! Um convite a leitura simplesmente! Anosha Prema, Campinas-SP – mai2014

04- Livro do Ricardo Kelmer o/ Ilana Dubiela, Fortaleza-CE – mai2014

05- Lançamento do Livro do Escritor Ricardo Kelmer. Boa Leitura! Érika Menezes, Fortaleza-CE – mai2014

06- Amei o tema, a fotografia… quero ler e deliciar-me com o conteúdo, parabéns Ricardo. Donizete de Paula, São Paulo-SP – mai2014


As unhas sujas de Matrix

19/11/2013

19nov2013

Certas obras artísticas se baseiam nesses conteúdos, os arquétipos, e por isso o público tanto se identifica com elas

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AS UNHAS SUJAS DE MATRIX

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Faça um buraco na terra, cave sem parar e você alcançará areia e rochas que, de tão profundas, não são de país algum. Ou melhor, pertencem a todos, são patrimônio de toda a humanidade. Assim também é o inconsciente coletivo da espécie: seus conteúdos são de todos nós. Certas obras artísticas se baseiam nesses conteúdos, os arquétipos, e por isso o público tanto se identifica com elas. É o caso de Matrix. Apesar de toda a tecnologia, o filme tem cheiro de terra, pois escava fundo as profundezas coletivas da psique.

Esse filme vale tanto assim?, é o que ouço quando descobrem que escrevi um livro sobre Matrix. Sim, vale. Além de marco na história do cinema, a aventura do guerreiro cibernético Neo e seus amigos resistentes é um grande fenômeno cultural da atualidade, alcançando pessoas de raças, religiões e idades diversas, influenciando comportamentos, gerando discussões e lotando cinemas. Mas tem gente que torce o nariz para o filme e não entende tanto rebuliço. Que diabos Matrix tem de tão especial?

Muitas coisas. A base mitológica do enredo, por exemplo: o jovem que se vê confrontado com seu próprio destino, que precisa abandonar seu mundo seguro e partir numa aventura perigosa, lutar contra inimigos terríveis, arriscar a própria vida e salvar sua gente. A história de Neo é o antigo mito da jornada do herói recontado com roupas novas. Por nascerem do inconsciente coletivo e serem feitos de elementos arquetípicos, os mitos são parte de nossa psique individual, e é por isso que nos identificamos com eles. Todos nós vivemos os mitos em nosso dia a dia, sendo novos protagonistas de antiquíssimos dramas.

Na história há outros elementos mitológicos que revestem a trama de um caráter numinoso: o despertar da consciência, o salvador, o traidor, o oráculo, o amor, a morte. Esses arquétipos habitam o profundo de cada um de nós e Matrix os aciona em nossa mente. Messianismo, ressurreição, a natureza ilusória da realidade, ser um com o mundo e assim entortar colheres ‒ Matrix une mitologia cristã e filosofia oriental. Quem não gosta desses temas da mente e do espírito tende a atirar contra o filme, porém Matrix manipula filosofia, religião e esoterismo com a destreza de um guerreiro tecno-zen e detém as balas no ar.

Ah, claro, tem os efeitos especiais, as cenas de luta, o figurino… Para nossos jovens, que nasceram e vivem numa Matrix onde a imagem é tudo e os cega para a essência das coisas, o apelo visual do filme é irresistível. É como se Matrix usasse a si mesmo como isca para transmitir ideias profundas sobre a natureza da realidade, a importância do autoconhecimento para a realização do potencial, a necessidade de morrer para renascer mais forte… Pelo jeito, a isca funciona, pois a discussão sobre o que é real saiu dos círculos filosóficos e esotéricos e alcançou o shopping center. Enquanto tomam sorvete, adolescentes de piercing e boné para trás se perguntam: E se todos nós estivermos sonhando? Uau, isso é ótimo.

Mas será que os criadores do filme tiveram mesmo a intenção consciente de mexer com todos esses temas? Matrix não seria um mero borrão de tinta no qual as pessoas, inclusive eu aqui do meu galho, veem o que querem ver? Bem, a mim, particularmente, essas unhas sujas não enganam: Matrix é feito de terra, lá do fundo, a mesma terra da qual somos todos feitos. Por isso Matrix é tão real.
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Ricardo Kelmer 2003 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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SOBRE O FILME

MatrixDVDCapa-1Matrix (The Matrix, EUA, 1999)
Argumento, roteiro e direção: Andy e Lana Wachowski
Elenco: Keanu Reaves, Lawrence Fishburne, Carrie-Anne Moss e Hugo Weaving

No futuro a humanidade é prisioneira de sua própria criação, a Inteligência Artificial, que criou a Matrix, uma realidade virtual onde foram inseridos todos os seres humanos para que eles não oponham resistência ao poder das máquinas. Todos não, pois um grupo de rebeldes mantém-se fora dessa realidade e luta para libertar o restante da humanidade. Eles creem na profecia do Oráculo que diz que um Predestinado um dia virá para vencer as poderosas máquinas e salvar a todos. Para eles Neo, um jovem que vive na Matrix, é o Predestinado. Neo de fato desconfia que há algo errado com a realidade mas não pode aceitar que ele seja o tão aguardado salvador.

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TREILER OFICIAL


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MATRIX, PSICOLOGIA E MITOLOGIA NO LIVRO:

Matrix2012Capa14x21aMatrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas
Ricardo Kelmer

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, o autor compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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Mulheres na jornada do herói – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Aos poucos podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos

A Matrix em cada um de nós – Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir

A pergunta – Um dia, porém, alguém desconfia. E entende que os que olham para fora, sonham, e os que olham para dentro, despertam. E aí a pergunta é inevitável

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A cruz da paixão

12/07/2013

12jul2013

O crescimento só virá se o ego se entregar ao sacrifício da paixão, mandando Judas fazer logo a sua parte e aceitando o sofrimento inerente ao processo

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A CRUZ DA PAIXÃO

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Os religiosos costumam ver os mitos de sua religião como fatos históricos, que realmente aconteceram. Limitar a compreensão a essa mera questão diminui a beleza do mito e esconde a essência metafórica da história. Mitos são metáforas, e uma metáfora não é uma mentira, mas um outro modo de expressar a realidade. Ao insistir na questão factual e desprezar o simbolismo da narrativa, o crente se afasta da verdade psicológica contida no mito e perde a chance de aplicá-la em sua vida.

Talvez Jesus Cristo, historicamente, não tenha existido e sua vida seja, na verdade, uma mistura de relatos posteriormente agrupados. Porém, o mito Jesus Cristo é rico de simbolismo e nele há profundas verdades psicológicas que podem ser úteis a crentes e não crentes. Uma delas diz respeito à cruz, que é o símbolo maior da mitologia cristã. No filme A Paixão de Cristo, do diretor Mel Gibson, há uma cena representativa da força desse símbolo: é o momento em que Jesus é apresentado à cruz onde será pregado. Exausto pela tortura, o corpo uma chaga só, ele vê o madeiro e, curiosamente, ajoelha-se e o abraça em meio a uma súbita crise de choro. Enquanto alguém zomba do ato aparentemente despropositado, ele mantém-se abraçado à cruz, acariciando-a e chorando feito criança.

Mas que insano… Por que ele abraça a cruz onde morrerá? Porque simplesmente não lhe resta outra coisa a qual se agarrar. Jesus foi traído por seus discípulos, seu próprio povo o condenou, seus amigos se escondem, sua família não pode ajudá-lo e seu Pai Celestial não afastou dele o terrível cálice. Nenhuma ajuda ele pode esperar. Em que se agarrar num desamparo desses? Ao destino. Sim, porque por paradoxal que pareça, o destino é a única coisa certa. Por isso Jesus se agarra à cruz, o símbolo mor de sua missão. É um ensinamento difícil de assimilar, pois é natural fugir do sofrimento, mas é preciso confiar nas forças da vida e do crescimento psíquico, por mais que as dores se anunciem no horizonte do que nos espera. O sofrimento de Jesus ensina a quem quiser aprender: no momento de maior abandono, em que tudo parece perdido, é preciso abraçar a cruz e aceitar o que nos aguarda. Este é o único modo possível de não afundar em desespero antes de cumprir o que deve ser feito.

Só há vida se houver morte. E não há morte sem dor. Para alcançar novos níveis de percepção e relacionamento com a vida, o ego tem de atravessar o fogo da transformação. Ele sempre resistirá até onde puder, afinal morrer não é fácil, mas há um momento em que o crescimento só virá se o ego se entregar ao sacrifício da paixão, mandando Judas fazer logo a sua parte e aceitando o sofrimento inerente ao processo. É assim que transmutamos o que nos aterroriza naquilo que nos salvará. De outra forma, viveremos num exílio psíquico, fugindo do que verdadeiramente somos.

Os crentes não deveriam se preocupar com a possibilidade de Jesus não ter existido historicamente, pois isso em nada desmerece o mito. O sagrado e o numinoso não residem na factualidade das histórias religiosas, mas nos símbolos que elas guardam. O que importa é que o Cristo mitológico vence o desamparo toda vez que alguém abraça com firmeza seu destino. O que realmente vale é que o mistério de sua paixão se renova toda vez que alguém morre para um velho e limitado eu e ressuscita psicologicamente na vida nova.

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Ricardo Kelmer 2004 – blogdokelmer.com

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Este texto integra o livro Blues da Vida Crônica

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MATRIX, PSICOLOGIA E MITOLOGIA NO LIVRO:

Matrix2012Capa14x21aMatrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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Blade Runner: Deuses, humanos e androides na berlinda – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição e é criando que ele faz isso.

Esses deuses que adoram nascer em 25 de dezembro – Como todo deus solar, a história desses deuses é baseada na importância do Sol para a vida no planeta, especialmente em seu percurso pelo céu

A ilha – Uma fábula sobre o autoconhecimento

Cine Kelmer apresenta – Dicas de filmes

Mulheres na jornada do herói – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos

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01- Fantástico meu irmão….Deixar morrer o ego e ressucitar no seu verdadeiro destino…..Agarrar-se a sua missão…..Adorei seu texto…… Jacques Josir, Santo André-SP – jul2013

02- Eu amei demais esse artigo. Porque as pessoas querem explicar mesmo tudo. Se existe, se não existe, se deve acreditar, se não deve… E há tantas possibilidades a partir desses simbolos. Rainha Frágil, Fortaleza-CE – jul2013

03- Tudo a ver, Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos e que lindo texto: ADOREI! Cristina Balieiro, São Paulo-SP – jul2013

04- Oi,amigo Ricardo! Interessante mesmo o trecho.Muitos se perdem pelo caminho sabendo que se perdem.O homem desde sempre,Ricardo,contou histórias para justificar algo…e eis o mito.E dessa necessidade surgiu a hagiografia para sustentar a função religiosa e não a beleza da fé por si só.E fez um belo estrago…rs.Eu já li alguns livros do Jiddu Krishnamurti e você me recordou umas palavras dele. Fateha Liza, Dourados-MS – jul2013

05- Ótimos textos, Ricardo Kelmer! Ana Velasquez, Corumbá-MS – abr2015

06- Excelente texto Entendo e sinto a Vida dessa maneira, inclusive os mitos, deuses e demônios, que criamos. Dorah Andrade, São Paulo-SP – abr2015

07- É bom ver você em plena forma!… Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – abr2015

08- Amei ler esse texto claro e sincero agora. Ser senhor do seu destino é uma leitura fantástica do mito Jesus. Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – abr2015

09- Meu querido, BELÍSSIMO!! E chega até mim numa hora tão necessária que você nem imagina. Terá sido porque Deus mandou você me dizer isso? Ou por acaso? Não, não falemos nem em Deus nem em acaso, mas, permanecendo nos domínios junguianos que tanto nos inspiram, digamos que foi mais um momento de encantadora sincronicidade. Inclusive, um beijo no seu coração, meu brother! Rógeres Bessoni, Recife-PE – abr2015

10- Grandioso texto, Ricardo Kelmer! Giba C. Carvalho, Recife-PE – abr2015

11- Belo texto, Ricardo. E bota belo nisso! Obrigado por esta dádiva de Páscoa! Pedro Camargo, Rio de Janeiro-RJ – abr2015

12- Belíssimo texto, Ricardo. Se me permite acrescentar, acrescento, com muito menos elegância, que o problema todo está na covardia e desonestidade das pessoas. A grande maioria não está interessada no *trabalho* de aperfeiçoamento moral, mental ou espiritual. A maioria só quer fazer parte de algum clube, bando ou coletivo que lhe dê razão e proteção contra inimigos e adversidades. A grande maioria só quer mesmo fazer média com Deus, porque acha que assim será protegida. Animais são mais fortes em bando, logo todos têm que aderir a alguma religião, filosofia, ideologia, partido, time de futebol, escola de samba, ter parente na polícia, parente advogado, conhecidos em Brasília, amigo na favela e diversos outros esquemas de se garantir pela força de um coletivo, um bando, uma máfia. (As pessoas defendem seus coletivos com unhas e dentes porque assim defendem, em última instância, uma ferramenta da sua própria segurança e bem-estar. Nada mais egoísta que o coletivismo.) Tá cheio de “cristão” que nem sonha em amar o próximo, mas faz sinal da cruz quando passa na frente da igreja, que é pra puxar o saco do Patrão mesmo. E vivem pedindo coisas. Putzgrila, como essa gente pede!

Toda essa lógica fica mais evidente no Brasil, onde as pessoas são católicas e devotas de algum santo *protetor*, mas também são filhas de algum orixá, fazem despacho, descarrego, vão a centro kardecista tomar passe, andam com amuletos pendurados no corpo e tratam muito bem a benzedeira do bairro, tudo isso e muito mais, que é pra garantir. Mané fé coisa nenhuma, é medo da vida mesmo. Sempre digo: a grande maioria de quem se considera religioso é apenas supersticioso.

Concluindo: as pessoas se prendem à interpretação factual porque, sem ela, sua proteção fica desmoralizada. Sem a autoridade dos fatos, resta apenas o ensinamento. A ilusão da proteção se esfarela, e o devoto de uma figa se vê diante do que mais teme: estar só e ser responsável pelo próprio destino. Namastê, anauê, katinguelê e Salve Jorge pra você. Luc Lic, São Paulo-SP – abr2015

12- Texto cheio de sabedoria e beleza, Ricardo. Obrigado. Mas acho que vc é ateu só na religião. Não no Espírito… Abr e ótima Páscoa. Luis Pellegrini, São Paulo-SP – abr2015

13- Luis Pellegrini, Waldemar, eu acho que Kelmer é ateu não praticante! Hahahaha Abraços a todos e excelente Páscoa. Rógeres Bessoni, Recife-PE – abr2015

14- Perfeito Ricardo Kelmer. Texto muito, muito bom. Iris Medeiros, Campina Grande-PB – abr2015

15- Profundo Ricardo Kelmer, qdo nos agarramos a nossa cruz ela deixa de ser um sofrimento! Numa sociedade q proclama apenas a ” felicidade sempre” é preciso rever a questao da cruz. Talvez tivessemos menos depressoes e outros males da alma! Michele SJ, Fortaleza-CE – abr2015

16- Brilhante Abordagem!! Marcelo Figueiredo, Rio de Janeiro-RJ – abr2015

17- Muito louvável o que se tenta passar. E, com a licença de um comentário meu, e não tendo de longe entendido mal, é sempre bom relembrar que é justamente paralelo a este medo onde trabalham as trevas, negando a simbologia, antes do ser (tanto de Jesus como nossa). Tanto que o que existe, no que se refere a Jesus, é justamente o contrário: correntes materialistas tentando provar a existência de um Jesus histórico mas terreno, para negar o Jesus “Cósmico”. Tendo o cuidado, como no trecho “não deveriam se preocupar com a possibilidade de Jesus não ter existido historicamente” é um bom texto para entender um pouco a questão de como Jesus, existindo como ser unigenito, desceu a terra para, junto a nós, dar esse exemplo único da lição do crescimento. O texto tenta explicar, com muito esplendor, que não é no nosso “ser” (estático) e sim no nosso “estar sendo”, na dinamica ser-dor-redescoberta-crescer-ser, que nós existimos. Quando a humanidade descobrir isso, muitos dos dramas e artificialismos emocionais deixarão de existir. Todos nós torcemos para que isso aconteça. Muito legal! Valeu ! Ney José, Recife-PE – abr2015

18- Muito bom o texto, é auto-explicativo, quando induz o leitor a uma refkexão do seu existir como simbolo metafórico de si mesmo, afinal o mito Jesus Cristo está inserido no inconsciente coletivo da humanidade ao percebermos que nós precisamos de mitos para suplantar os nossos medos existenciais e nisso o simbolo da cruz quando verdadeiramente compreendido nos leva ao patamar da nossa redenção espiritual nessa jornada cósmica. Texto para ser lido e relido, vou compartilhar o mesmo. Francisco Souza Bonifacio, Recife-PE – abr2015

19- Como seria importante que todos pudessem compreender. Obrgada Giba C. Carvalho por esse belo presente. Elizabeth Costa Carvalho Andrade, Recife-PE – abr2015

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Destino e intuição

06/07/2013

06jul2013

A intuição pode nos conectar não apenas com o passado, onde estão as causas do que agora vivemos, mas também com o futuro, onde viveremos a consequência de nossa decisão no tempo presente

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DESTINO E INTUIÇÃO

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Algumas pessoas creem em destino, no sentido de que, não importa o que façamos, nossas vidas correm inevitavelmente para um determinado ponto no futuro, já programado de antemão. Para outras pessoas, porém, o futuro está sempre aberto e é formado a cada decisão tomada no presente. Eu, particularmente, desconfio que, sendo uma coisa ou outra, nosso futuro está de algum modo ligado à intuição, essa coisa misteriosa.

Para a psicologia junguiana, a intuição é uma função psíquica que nos permite perceber as possibilidades inerentes a determinada questão de uma forma não racional, pois apreende a realidade instintivamente, por meio do inconsciente, sem a participação do pensamento lógico consciente. É a intuição que nos fornece súbitas revelações e novas perspectivas: de repente intuímos, sem qualquer lógica envolvida, que é melhor fazer desse jeito que daquele outro jeito, e isso, depois, se revela a decisão acertada. Qual foi a sensação, o pensamento ou o sentimento que nos levou a tomar a decisão correta? Nenhum deles. Foi outra coisa. Foi um entendimento súbito e não racional da totalidade da questão. A intuição é, assim, uma função psíquica que nos conecta com o todo. Uma função holística.

E o futuro? É aquela possibilidade que se realizará dentre todas as possíveis. Como as possibilidades se ramificam a partir do presente em direção ao futuro, decidir por uma é anular automaticamente as demais e, ao mesmo tempo, abrir uma nova teia de ramificações. Dessa forma, existem muitos futuros hipotéticos, cada um esperando nossa decisão para se realizar. Há futuros bons e ruins a nos aguardar, e o que determina qual deles se realizará é a decisão individual – ainda assim ela não é o único fator envolvido, pois o que pensamos e fazemos depende do que outros pensam e fazem, numa inter-relação muito dinâmica e complexa. Porém, o que está ao nosso alcance é justamente a nossa parte na infinita teia das possibilidades: a decisão pessoal.

Diante da necessidade de escolha, geralmente seguimos a lógica do pensamento racional (irei por esta rua pois é mais seguro), do sentimento (gosto mais de fulano que de sicrano) ou da sensação (aqui está mais quente que ali). Às vezes, porém, algo nos parece avisar que nenhuma dessas funções é o melhor guia e, assim, decidimos seguindo uma espécie de conselho interior misterioso, que às vezes vai contra a lógica das demais funções. É assim que a intuição age.

Ora, quem tem mais informações tem, obviamente, condições de analisar melhor e tomar a melhor decisão. Se a razão ou o sentimento ou a sensação apreendem parte por parte da teia de possibilidades, separando, discriminando e julgando, a intuição apreende de imediato a teia como um todo, e o todo da questão inclui também o tempo. Como não está ligada à mente consciente, mas ao inconsciente, que não respeita a lógica do tempo linear, a intuição pode nos conectar não apenas com o passado, onde estão as causas do que agora vivemos, mas também com o futuro, onde viveremos a consequência de nossa decisão no tempo presente. Assim sendo, se buscamos o nosso melhor futuro, a intuição não pode ser desprezada sob pena de limitarmos a avaliação da questão ao agora.

Talvez a intuição seja isso, uma espécie de atalho atemporal. Entre a inevitabilidade do futuro e a incerteza do que virá, a intuição pode ser justamente o passaporte que nos levará ao melhor destino possível. Porém, é necessário confiar nela. Você confia?
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Ricardo Kelmer 2004 – blogdokelmer.com

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Este texto integra o livro Blues da Vida Crônica

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Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos

Jung, a ciência revolucionária – Como pesquisador da consciência, psicoterapeuta, antropólogo e pensador, Jung levou suas descobertas a uma abrangência notável, refletindo sempre sua preocupação com o futuro da humanidade

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01- linda plataforma. Marcos Felix, Ceilândia-DF – jul2013

02- Eu confio na minha!!!!! Ana Maria Alcantara, Rio de Janeiro-RJ – jul2013

03- Posso compartilhar??? Adoro este tema… Luciana Brasileiro de Holanda, Campina Grande-PB – jul2013

04- “Eis o mistério, o que está por trás da intuição? Será o inconsciente mais poderoso que o “limitado” consciente? Sein und zeit, já questionava Heidegger… Esse assunto não me abandona por mais que tente, grande Kelmer. Abraços!” Teo Lorent, São Paulo-SP – ago2013


A Matrix em cada um de nós

20/05/2013

20mai2013

Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir

AMatrixEmCadaUmDeNos-1

A MATRIX EM CADA UM DE NÓS

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Em termos psicológicos a aventura de Neo, o herói do filme Matrix, é uma reedição moderna da antiga jornada humana rumo à autorrealização, ou seja, à realização do si-mesmo, o mais importante dos arquétipos, aquilo que há de mais profundo e verdadeiro em nós. Autorrealizar-se significa desenvolver o potencial adormecido e nos tornarmos quem somos destinados a ser, porque é isso o que sempre fomos: a semente que já traz em si a árvore futura. Para isso, porém, a pessoa deve primeiro despertar, diferenciar-se da mentalidade comum da massa e conhecer quem de fato é ‒ uma grande aventura da vida inteira.

No primeiro filme mora a essência da história, e ela é uma metáfora da luta cotidiana de cada um de nós para nos realizarmos. O personagem principal é Neo que, psicologicamente, representa o ego, centro da consciência, o arquétipo do eu. Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir.

Mas o ego não está só na jornada. Na verdade, ele é apenas o gerente da psique, administrando os vários aspectos pelos quais ela é formada e que fazem o “eu maior”. Esses aspectos, por viverem no escuro do inconsciente (fora da percepção do ego), agem influenciando as ideias e atitudes da pessoa, para o bem ou para o mal. Por isso, para autorrealizar-se a pessoa terá de reconhecer e lidar muito bem com eles. Os personagens principais de Matrix representam esses aspectos.

Morfeu é o incentivador, o componente yang da psique, que é associado ao masculino. Ele tem força, acredita e realiza. É a parte do eu que não se cansa de lutar pelos nossos sonhos, por mais loucos que pareçam, e é capaz de mover o mundo para torná-los reais. Quando tudo parece perdido é essa parte que permanece alerta, impulsiona e nos faz acreditar em nosso potencial.

Cypher é o traidor interno. Representa o componente sabotador do processo de crescimento psíquico. É a força retrógrada do eu total que sente falta do tempo em que tínhamos menos autoconsciência e, exatamente por isso, menos responsabilidades. Cypher está no poder quando desistimos de lutar e achamos mais cômodo permanecer onde estamos ou, se possível, regressar a um estágio anterior, menos comprometido com mudanças pessoais e novas verdades. Cypher tem medo de arriscar o novo e prefere a segurança do velho, o que provoca estagnação e crise. Ironicamente, o ego precisa desse perigoso aspecto para ser testado.

Trinity é o aspecto yin da psique, que é associado ao feminino, e representa o sentimento, a paciência e o cuidado. Ela é a porta para a dimensão do amor, imprescindível para que o ser se complete. A experiência dramática do amor, com todas as suas facetas, pode impulsionar o ego rumo a níveis avançados de autoconhecimento e autoaceitação. Mas o amor não poderá fazer tudo sozinho: é preciso assumi-lo e cuidar dele no dia a dia, fato que a maioria dos homens, ao contrário das mulheres, demora a assimilar. Trinity aceita seus sentimentos no fim, e é isso que ressuscita Neo, trazendo-a de volta à vida mais forte e capaz.

O Oráculo soa como contrassenso na história: num mundo supertecnológico, onde a ciência atingiu seu apogeu e tudo depende de máquinas e programas, que importância teria uma senhora vidente, cheia de mistérios e ditando profecias? O Oráculo é a dimensão do sagrado em nossas vidas, o arquétipo do divino, o numinoso, algo pelo que nutrimos um sentimento de profunda fé e respeito. Pode ser uma religião formal, uma antiga tradição espiritual ou uma crença religiosa particular. Pode ser uma conexão intuitiva com a natureza, com o cosmos ou a humanidade. Pode ser a arte, e até mesmo a própria vida. Mas sempre será algo diante do qual nos tornamos reverentes, justamente por ser muito mais antigo e maior que nós. O sagrado é obscuro, misterioso, arredio ao intelecto e jamais o definiremos com exatidões científicas – mas sem ele ficamos à deriva no grande caos da existência. Que seria dos resistentes de Matrix sem a fé no Oráculo?

Há ainda os agentes, sempre buscando eliminar os que se diferenciam. São representantes da própria sociedade, que age como uma boiada para melhor se organizar e se proteger, pois para ela é melhor que todos ajam e pensem de forma parecida. A estratégia é natural e eficiente para a sobrevivência da espécie, sim, mas tem um alto custo: a anulação do indivíduo e a negação de sua singularidade. A maioria dos que tentam se diferenciar é dissuadida pela força da cultura ou por seu próprio sabotador interno e, com medo, volta à segurança da massa.

Mas alguns não desistem e, apesar das dificuldades externas e dos conflitos internos, prosseguem em sua transformação pessoal rumo ao si-mesmo, à realização de sua potencialidade. São esses os predestinados que, com seu exemplo, incentivam outros a fazerem o mesmo. Assim como Neo, aquele que se autorrealiza provoca a sociedade do melhor modo possível, forçando-a a reavaliar suas regras e transformando-a.

Tudo, porém, tem início com o despertar, aquele toc-toc-toc na porta da consciência: acorde!
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Ricardo Kelmer 2003 – blogdokelmer.com

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> Este texto integra o livro Blues da Vida Crônica

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SOBRE O FILME

MatrixDVDCapa-1Matrix (The Matrix, EUA, 1999)
Argumento, roteiro e direção: Andy e Lana Wachowski
Elenco: Keanu Reaves, Lawrence Fishburne, Carrie-Anne Moss e Hugo Weaving

No futuro a humanidade é prisioneira de sua própria criação, a Inteligência Artificial, que criou a Matrix, uma realidade virtual onde foram inseridos todos os seres humanos para que eles não oponham resistência ao poder das máquinas. Todos não, pois um grupo de rebeldes mantém-se fora dessa realidade e luta para libertar o restante da humanidade. Eles creem na profecia do Oráculo que diz que um Predestinado um dia virá para vencer as poderosas máquinas e salvar a todos. Para eles, Neo, um jovem que vive na Matrix, é o Predestinado. Neo de fato desconfia que há algo errado com a realidade, mas não pode aceitar que ele seja o tão aguardado salvador.

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MATRIX, PSICOLOGIA E MITOLOGIA NO LIVRO:

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A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente, e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos

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01- Profundo hein Ricardo Kelmer! Amo tudo o que fala do “Si Mesmo”, deste mundo grandioso de possibilidades que levamos dentro de nós mesmo, mas que muitos não acreditam ter ou ser. Também acredito que somos essa “a semente que já traz em si a árvore futura”. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013

02- Me lembrei agora de Por uma cultura de paz!!! Kathia Albuquerque, Fortaleza-CE – mai2013

03- Toc-Toc-Toc… Robert Pereira, Salvador-BA – mai2013

04- Excelente artigo. Exercer o eu é poder, liberdade, transformação e unidade. Sorrisos de êxtase lendo o texto. Nayanna Freitas, Fortaleza-CE – mai2013


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