Quarentena Erótica, o livro

08/05/2020

08mai2020

QUARENTENA ERÓTICA, O LIVRO

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Para falar do meu novo livro, tenho antes que falar do Indecências para o Fim de Tarde. Ele é comercializado na Amazon apenas na versão impressa, pois a versão eletrônica, que tentei publicar lá quando do lançamento, em 2015, foi censurada por infligir as regras de publicação. Até hoje não sei o motivo específico da censura. A explicação mais razoável que encontrei é que talvez um ou outro conto aborde temas que contrariam as regras morais para publicação da empresa. O fato é que nunca me conformei com isso.

Então, vem a pandemia de covid-19. E eu tenho uma ideia…

Peguei o Indecências, excluí dois contos e acrescentei outros cinco, e publiquei na Amazon com o título Quarentena Erótica. E a obra foi aceita. Ufa. Isso mostra que, provavelmente, o motivo da censura estava nos contos que excluí, que continham personagens menores de idade em situações sexuais. Entretanto, o livro impresso não foi censurado – como explicar isso? Bem, talvez a Amazon possua funcionários humanos que atuam como analistas de conteúdo, e eles, obviamente, não têm como ler e avaliar todos os livros impressos que são vendidos na plataforma, mas talvez a Amazon utilize algum programa de análise de conteúdo para avaliar as obras eletrônicas. Mas, realmente, não sei.

Como não pretendo publicar o Quarentena Erótica em versão impressa, a obra estará disponível apenas em formato eletrônico, à venda na Amazon ou direto com o autor, em PDF personalizado.

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rk – blogdokelmer.com

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Quarentena Erótica
Contos desavergonhados para dias de isolamento

Ricardo Kelmer – contos eróticos – Miragem Editorial, 2020
formato: eletrônico
Imagem da capa: Casal na Janela, de Georg Friedrich Kersting (1817)

RESUMO

Nos contos de Ricardo Kelmer, o erótico pode vir com variados temperos: romantismo, humor, misticismo, bizarro, horror… Às vezes, vem doce e sutil, ou estranho e avassalador, e às vezes brinca com nossas próprias expectativas sobre o que seja erótico. Explorando fetiches, fantasias, delírios e tabus, e até mesmo experiências reais do autor e de seus leitores, as estórias deste livro acabam de chegar até você para apimentar seus dias, e suas noites, de quarentena.

> para comprar direto com o autor

> para comprar na Na Amazon

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DICA DE LIVRO

Indecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais

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Faxina Summer Show

18/04/2020

18abr2020

FAXINA SUMMER SHOW

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Minha namorada Patrícia me deu um ultimato: Pedrão, ou tu arruma alguém pra faxinar este apartamento ou eu deixo de vir aqui. Então falei com dona Luzia, a senhora da cantina lá da empresa onde eu trabalho, e ela me indicou a sobrinha dela. Falou que a menina faxinava bem e era de confiança, e levava o próprio almoço. Por mim, deixando o apartamento limpo pra Patrícia parar de reclamar, era o que bastava. A moça veio, Meire o nome dela, eu expliquei o que precisava fazer, combinamos que ela viria toda quinta-feira, deixei o pagamento sobre a mesa da cozinha e saí pra trabalhar. Não sei se era porque estava apressado pra sair, mas admito que não vi nada de especial na menina. Morena, baixinha, aquela timidez típica das meninas do interior. Não vi mesmo nada demais na Meire. Porém…

Semana passada, na quinta-feira, saí de casa cedo como sempre, mas precisei voltar depois do almoço pra pegar um livro que eu tinha esquecido. Nem lembrava que era o dia da faxina. Abri a porta do apartamento e, tchum, fui atingido por uma poética visão: Meire dançava na sala, em frente à estante, de olhos fechados, vestida com seu uniforme, vestidinho preto com avental branco e tênis azulzinho claro. Percebi que, na verdade, ela estava dublando Donna Summer, o espanador em sua mão fazendo as vezes de microfone. E a música que tocava era Could It Be Magic.

Ela não percebeu minha chegada e continuou seu número solitário, dublando e se contorcendo sensualmente em movimentos lentos e sinuosos. Fiquei ali na porta, olhando fascinado, subitamente admirado de sua beleza. E aquelas pernocas, uau, o que era aquilo? E aquela bundinha balançando no ritmo erótico da música, caramba… Não, definitivamente eu não havia olhado direito pra menina no primeiro dia. A dança foi ficando mais sensual e ela ergueu a barra do vestido até o meio da bunda… Caramba, ela estava sem calcinha! Ou não? Não, devia ser impressão minha. Talvez fosse uma dessas calcinhas minúsculas, enfiadíssima na bunda. Senti meu pau se alvoroçando, o coração batendo forte, a garganta seca… Então a música chegou ao fim e ela abriu os olhos, saindo de seu transe. E percebeu minha presença.

– Aaaaiii! – Meire exclamou, tomando um baita susto. – Que vergonha, seo Pedro…

– Sem problema – respondi, entrando e fechando a porta. Começou a tocar Love to Love You Baby. – Você gosta de Donna Summer?

– Conhecia não. Semana passada eu botei pra tocar enquanto faxinava e gostei tanto…

Veja você. A menina escolhera Donna Summer pra ser a trilha sonora da faxina, que meigo. O mundo ainda tinha salvação.

– O senhor também gosta dessa cantora?

– Quem gosta mesmo é a Patrícia. O cedê é dela.

– Patrícia é a namorada do senhor?

– É.

– Eu vi uma foto de vocês. Ela é muito linda.

Fiquei sem saber o que dizer.

‒ Parece uma atriz de cinema. Ela deve ser uma mulher maravilhosa, né?

– Ahn… É, é sim.

– Olha, não arranhei o cedê não, viu, tomei muito cuidado.

– Pode ouvir sempre que quiser.

– Também gostei desta que tá tocando.

‒ Esta é Love to Love You Baby.

‒ Sei inglês não. Quer dizer o quê?

‒ Eu amo amar você.

Ela sorriu e ficou me olhando de um jeito assim meio… malicioso. Ou a malícia estava em minha mente? Tive a impressão que a menina, na verdade, entendeu que eu havia dito que eu, Pedrão, amava amar ela, Meire.

– Eu amo amar você é o nome da música – expliquei, me achando meio idiota.

– Eu queria saber inglês pra cantar essas músicas.

Quase que falei que eu poderia ensinar, e de graça. Mas me contive a tempo, pressentindo que eu estava à beira de ser possuído pelo espírito do velhaco tarado seboso, que costuma me atacar em certas ocasiões delicadas.

– O senhor dá licença. Vou continuar o serviço.

– Claro. Vim só pegar uma coisa que eu esqueci.

E fui pro quarto. Peguei o livro e voltei à sala. Agora a menina estava limpando o vidro da janela, de pé sobre um banquinho. Quase dava pra ver a calcinha. E, caramba, aquelas pernocas…

– Tchau, Meire.

Ela virou-se e sorriu. Sorriu novamente daquele jeitinho malicioso. Ou eu é que já estava imaginando coisas?

– Tchau, seo Pedro.

– Pode me chamar de Pedro mesmo.

– Ah, não sei se consigo, o senhor é meu patrão.

– Consegue. É só dizer… Pedro.

Ela sorriu, envergonhada. Como ficam lindas quando estão com vergonha as faxineiras que vêm do interior…

– Só vou embora depois que você me chamar de Pedro ‒ falou o velhaco tarado seboso. Não deu pra contê-lo.

Ela desviou o olhar, sorrindo encabulada. Como ficam lindas as faxineiras que ficam encabuladas de dizer o nome do patrão…

– Tchau, Pedro.

Ai, ai. Meu nome nunca ficou tão bonito na boca de uma mulher. Até porque Patrícia me chama de Pedrão, é bom que se diga.

– Tchau, Meire.

Saí, fechei a porta e entrei no elevador. Acho que estava em estado de choque, nem lembro como cheguei no escritório. Desde então não consigo tirar essa menina da cabeça. Será que ela estava me dando bola, será? Ou aquele era apenas seu jeitinho espontâneo de menina ingênua do interior, e o meu velhaco interior é que estava me pregando peças? Só havia um modo de saber.

Pois bem, cá estou, uma semana depois. Manhã de quinta-feira, eu aqui sentado no sofá, de bermuda e camiseta, o jornal ao lado. É a edição de domingo, mas isso não tem importância. E já avisei lá na empresa que hoje só vou à tarde. Desligo o celular, é melhor. Olho o relógio, oito horas. Calma, Pedrão, ela deve estar chegando.

Então, ouço a porta da área de serviço abrindo, e depois fechando. Ufa, ela chegou. Agora deve estar indo pro banheiro de serviço. Deve estar agora trocando de roupa. Pego o jornal e busco qualquer notícia pra ler. Putaquipariu, dá pra ouvir meu coração batendo. Mais um pouco… só mais um pouco… mais um pouquinho… e ei-la, ei-la na porta da cozinha, sorrindo pra mim.

– Bom dia, seo Pedro.

– Bom dia, Meire.

– O senhor não vai trabalhar hoje?

– Vou só à tarde.

Como fica mimosa nesse uniforme de faxineira…

– Se o senhor quiser, começo a limpar pelo quarto do senhor.

– Não se preocupe, não vai me atrapalhar.

– Tá bom. Mas se atrapalhar, o senhor diz, tá?

– Digo.

Ela começa a passar o pano na estante. E eu no sofá, com meu jornal de domingo. Reparo que em determinados movimentos o vestidinho preto sobe um pouco e quase dá pra ver a calcinha. Que cor será? Terá florzinhas, coraçõezinhos, moranguinhos? De repente ela se vira, e eu, flagrado em minhas admirações, volto o olhar pro jornal.

– Tô atrapalhando o senhor, né, seo Pedro?

– Não, não. E pode me chamar de Pedro mesmo.

Ela sorri sem jeito e volta ao serviço. E eu volto a admirar seu corpo, seus movimentos tão graciosos. Aquelas pernocas lindas, aquela cinturinha de pilão… Quando ela se agacha pra ajeitar as almofadas no chão, tomo um susto. Nada de florzinhas, coraçõezinhos ou moranguinhos: ela tá sem calcinha. Não. Não acredito no que vejo, ou no que não vejo, e olho novamente. Mas ela já se ergueu e agora eu tô na dúvida. Será que ela realmente tá sem calcinha? Não, não é possível, isso é a minha imaginação sórdida, por que a menina viria trabalhar sem calcinha? Bem, talvez ela seja muito pobre, coitada, tá sem dinheiro pra comprar calcinha.

Então ela sem querer derruba uma revista e se agacha novamente pra apanhar. Putaquipariu! Ela tá mesmo sem calcinha! Dessa vez eu vi claramente. Tá sem nada por baixo do vestido, nadinha. Caramba… Uma faxineira que vai trabalhar sem calcinha, pode uma coisa dessa? Decido agir. Preciso agir. Não posso fazer outra coisa senão agir.

– Meire?

– Sim, seo Pedro.

– Você não esqueceu de vestir algo?

Ela para, pensa um pouco, leva a mão até o meio das coxas… Então sorri, encabulada.

– É que eu acho mais confortável assim, sabe? Mas se o senhor quiser, eu visto a calcinha…

– Por mim, pode ficar assim mesmo.

– Não carece mesmo não? O senhor tem certeza?

– Tenho.

Não carece… Você não acha lindo esse jeitinho interiorano dela de falar? Devia ser preservado em museu.

Meire segue limpando a estante, sem calcinha, porque é mais confortável, e eu fingindo que leio as últimas do esporte. Uma mulher sem calcinha já é um presente pros olhos do cidadão trabalhador, né? Agora, a sua faxineira sem calcinha, e a faxineira sendo como a Meire, ah, isso é um convite irrecusável à luxúria e ao desatino.

Nesse momento percebo… que ela… dá umas olhadinhas pra mim. Bem rápidas, assim de cantinho de olho, sabe? Entre um e outro de seus afazeres, nossos olhares se cruzam e ela desvia o seu, encabuladinha. Depois ela olha de novo e fala, achando graça:

– O jornal tá de ponta-cabeça.

Caramba. Não é que tá mesmo? Ponho o jornal na posição correta, rindo da minha idiotice. E volto a ler, ou a fingir que leio, enquanto ela vai à área de serviço. O cara falta ao trabalho pra ficar em casa lendo o jornal de ponta-cabeça. O que ela deve estar pensando de mim?

Meire volta com balde e escova. E começa a esfregar o carpete. Adivinha em que posição… De quatro. De quatro e de costas pra mim. Ah, não, isso já é abuso. Posso ver perfeitamente a buceta. Buceta raspadinha, parece um hambúrguer na vertical, hummm… Caramba, que menina safada.

Resolvo partir pro tudo ou nada e, tchum, ponho o Bambam pra fora da bermuda. Bambam é o nome do meu pau, foi Patrícia quem deu esse nome a ele, em homenagem ao personagem dos Flintstones. O danado tá duro que nem granito, e fico mexendo nele até que Meire percebe. Ela toma um susto e fica toda encabulada. Ou tá apenas fingindo? Não, agora já não dá pra acreditar que seja tão ingênua, é impossível. Ela volta a esfregar o carpete, mas em seguida vira o rosto e olha novamente pro meu pau. Parece um pouco assustada, talvez tenha percebido que a brincadeira foi longe demais. Ou é tudo fingimento?

– Quer pegar, Meire?

Ainda olhando pro meu pau, ela faz que não com a cabeça.

– Só pegar.

Ela hesita.

– Só pegar?

– Isso, só uma pegadinha.

Tá indecisa, conheço bem uma mulher indecisa.

– Vem…

Vem é a palavrinha mágica quando a mulher tá indecisa. O tom da voz depende da mulher, podendo ser num tom de ordem, pedido ou súplica. Pra Meire achei melhor pedir. Vem… E funciona: ela larga a escova e vem em minha direção, engatinhando devagar, que nem uma gatinha que tá supercuriosa a respeito daquela estranha salsicha pulsante à sua frente. Ela se aproxima, para entre minhas pernas e senta sobre os calcanhares, as mãos pousadinhas sobre as coxas. Solto meu pau e ele fica lá, ereto que nem um mastro sem bandeira. Meire olha pra ele e agora já não parece assustada. Ela observa meu pau com atenção, quietinha, mordendo os lábios.

– É bonito.

‒ Você acha?

‒ Mais bonito que o do meu noivo.

Ela tem um noivo, pode uma coisa dessa? Dona Luzia já havia me dito. Vinte anos e já quer casar, essa juventude tá perdida. Ela estica o braço e toca meu pau com a ponta dos dedos, como se ele fosse um bicho selvagem que a qualquer instante fosse atacá-la. Como não atacou, ela toca novamente, mais confiante, e dessa vez segura-o entre os dedos, sentindo-o latejar.

– Quer dar um beijinho nele?

Ela faz que não com a cabeça, meu pau ainda está em sua mão, pulsando.

– Só um beijinho.

Ela hesita outra vez. Conheço uma mulher quando hesita.

– Ele tá pedindo, ó.

Ele tá pedindo, ó. É uma frase mágica. Difícil uma mulher resistir a um pau pedinte.

– Tá, só um beijo – ela finalmente consente. Então chega seu rosto mais perto e beija rapidamente a cabeça do meu pau. Uau, ele tá tão duro que tenho certeza que no próximo segundo vai explodir, vai ser pedaço de pau pra todo lado. Faço um esforço danado pra não agarrar sua cabeça com as duas mãos e forçá-la contra ele, mas sou um patrão educado, não faria isso.

– Não quer dar uma chupadinha?

– O senhor deixa?

Ora, ora, mas isso é pergunta que se faça?, eu quase falo. Mas prefiro ser distinto:

– Claro, Meire, fique à vontade, ele é todo seu.

E fecho os olhos, e me ajeito no sofá, à espera de me sentir engolido pela boquinha da minha doce faxineira. Mas a boquinha não vem. Abro os olhos e a menina continua lá, acariciando meu pau e olhando pra ele.

– Eu tô assim com o senhor mas o senhor sabe que eu sou moça direita, né?

– Sim, claro, eu… humm… eu sei, claro… hummhmm… admiro muito isso em você…

Eu sentado no sofá, ela ajoelhada entre minhas pernas, meu pau entre mim e ela, sua mão subindo e descendo em meu pau. E sua boca a um palmo dele, a meio palmo, se aproximando, se aproximando…

– O senhor pediu pra eu chamar o senhor só de Pedro, mas eu não posso não – ela diz, parando a boca a um centímetro do meu pau, pro meu desespero.

– É? Por quê? ‒ pergunto, mantendo a compostura.

– Acho certo não, sabe? O senhor é meu patrão, eu sou sua faxineira. Não é bom confundir as coisas.

Ora veja. Eu realmente não esperava por essa argumentação. Mas é claro que, nessa altura do campeonato, eu é que não vou discutir com uma linda faxineira que está punhetando meu pau com sua mãozinha tão macia, a boca quase nele…

– Você tem… humm… toda razão, Meire…

– O senhor sabia que eu sou virgem?

Virgem? Caramba. É sério?

– Sabia, seo Pedro?

Não. Não sabia. Como iria saber?

– Hummm…

– Pois eu sou.

O que devo dizer? Parabéns? Lamento muito?

– Sou virgenzinha. Mas só na frente.

Ora veja.

– Posso pedir uma coisa pro senhor?

Não. Não posso acreditar que ela vai pedir pra eu botar só no cuzinho dela, não, isso só acontece nos contos eróticos.

– Pode, peça…

– O senhor bota…

– Boto, boto, claro. Quer agora?

– … aquele cedê?

Heim?

– Que cedê?

– Da Donna Summer.

– Ah, sim.

Caramba, a menina ficou realmente obcecada pela Donna Summer.

– Pode botar você mesma, fique à vontade.

Ela larga meu pau, levanta, vai até a estante e bota o cedê pra tocar. Segunda faixa, Could It Be Magic. Acho que demorou dois séculos pra voltar.

– O senhor não vai contar pra minha tia que a gente tá fazendo isso, né? – ela pergunta, ajoelhando-se novamente entre minhas pernas e prosseguindo nos carinhos.

– Claro que não, Meirinha… hummm…

– Se ela descobre, ela me manda de volta pro interior.

– Hummhhhhmmm…

– O senhor jura?

– Hummmhhmhmhmhm… Heim?

Já não sei mais sobre o que ela tá falando.

– Jura, vai.

– Quem, eu?

– Sim, jura.

– Juro – respondo, sem ter a mínima ideia por que diabo eu tô jurando.

– Então beija.

– Ahn?

– Beija.

Beijar? Beijar o quê?

– Vai, beija.

Sem ousar questionar o fetiche da menina, inclino a cabeça pra frente, mas, apesar de meu esforço, meu rosto não chega nem perto do meu pau.

– Não, não. Beija os dedos. Assim, ó, fazendo a cruz. Pra jurar bem jurado.

Cá pra nós. Você já teria perdido a paciência e mandado um chupa logo essa caceta, Meire, não teria, diga a verdade. Mas eu me controlo e beijo os dedos em cruz, e olhe que eu sou ateu. Tudo por um boquete.

Meire finalmente começa a me chupar, ufa, enquanto Donna Summer canta só pra nós. Sinto o calor aconchegante de sua boca… Não é que minha faxineira sabe fazer direitinho? Pode ser virgem na frente, mas aquela boca é profissional, ah, é sim, conheço uma quando vejo. Estico as pernas e me acomodo melhor no sofá. De fato, ela chupa superbem, sabe envolver meu pau com jeito, e a sensação é boa demais, ótima demais…

– Patrãozinho tem um pau tão gostoso – ela fala, interrompendo o boquete.

Tomara que ela não me peça aumento agora, pois não tô em condição de negar.

– É mais gostoso que sorvete…

Obrigado, Meire, obrigado, mas eu sinceramente prefiro que você chupe em vez de falar. Vai, volta a chupar, por favor…

– Eu sempre acordo meu noivo assim. Adoro quando sai o leitinho, parece mágica, né?

Ai, ai, ai… Tô começando a desconfiar que essa menina tem um parafuso frouxo.

– O nome do pau dele é Caveirão.

Não, eu não ouvi o que acabo de ouvir.

‒ Acho muito feio, mas ele diz que é esse nome mesmo e não vai mudar.

Puta merda. Agora eu tenho certeza que essa menina é doida.

‒ O do senhor tem nome?

– Heim?

– Posso chamar ele de Pedrito?

Pedrito? Claro que não. Onde já se viu um pau chamado Pedrito? Seria a desmoralização total. Aliás, onde já se viu um pau ter dois nomes? Patrícia chamando ele de Bambam, Meire chamando de Pedrito, isso não ia dar certo, o coitado pode ter uma crise de identidade. Mas acontece que não tô em condições de negar mais nada…

– Pode, minha linda, pode.

Pode mas chupa, vai, faz favor.

– Pedrito, você é muito fofo, viu?

Ele já sabe disso, Meire. Agora me chupaaaaaa!!!

Pro meu imensurável alívio, ela finalmente esquece aquela história de batismo de pau e recomeça a chupar. E Donna Summer geme junto comigo.

‒ Hummhhmm…

– Quero ver a mágica do leitinho… – ela diz, entre o vai e vem de sua boca.

Aviso que vou gozar, vou gozar, vou gozar… E meu gozo explode dentro de sua boca, com a força de um milhão de megatons de tesão acumulado, e ela engole tudo, lambendo e saboreando com muito gosto. Coitada, deve estar com fome, acho que nem tomou café da manhã.

– Leitinho bom…

Ela bebe minhas últimas gotas enquanto eu curto essa sensação de abandono de si mesmo a que chamamos orgasmo. E, no meu caso, me abandonei de um jeito que fiquei largado lá no sofá, imprestável pro resto da vida.

– Gostou, patrãozinho?

– Mmmmhhhhmmmnnn… – é só o que consigo dizer, ou mugir, pra combinar com a ordenha que sofri.

– Fiz do jeito que o senhor gosta?

– Mmmmhhmm, humm…

– Então dá licença que eu vou voltar pro serviço, viu?

Ela levanta, desliga o som, pega o balde e a escova e vai pra cozinha. No silêncio da sala, semimorto no sofá, eu me pergunto que faxineira é essa, sem acreditar no que acaba de acontecer.

Mas logo ela volta.

‒ Esse vestido ficou um pouquinho apertado aqui em cima. Vou ter que fazer um ajuste.

– Mhhmmnn…

Ela senta ao meu lado e me abraça carinhosa.

– Tão lindo o meu amor fica depois de um boquetinho…

Não é mais Meire. É Patrícia. Ela me beija no rosto, na boca, me afaga os cabelos.

– Gostou da minha faxineira?

‒ Adorei….

‒ Mesmo?

‒ Claro. Só achei demais aquele marketing descarado de elogiar a namorada do patrão.

‒ Não resisti…

‒ Ela vai ficar chamando o Bambam de Pedrito mesmo?

‒ Vai. Bambam é só pra mim.

‒ Acho que ela tem um parafuso frouxo, fica falando do pau do noivo…

‒ Ah, Pedrão, quando você criou a fantasia da Testemunha de Jeová em crise existencial, eu não me meti em nada.

‒ Tá bom, tá bom.

Patrícia me agarra e nos beijamos novamente. Meire tem toda razão: é mesmo uma mulher maravilhosa, e tem um beijo inacreditavelmente delicioso. E eu sou um cara de muita sorte.

‒ É só uma sugestão. Na segunda parte, ela põe pra tocar o Racional do Tim Maia, que tal?

‒ A Meire gosta de Donna Summer e ponto final. E agora vamos que a gente marcou oito horas no bar – ela diz, findando o beijo e levantando do sofá.

– Só mais um minutinho – respondo, me espreguiçando.

– Pingou um pouco no chão, depois passa um pano.

Lá fora, a noite do sábado acaricia meus pensamentos. Fecho os olhos, e na trilha sonora pós-gozo da minha mente, Donna Summer volta a gemer um de seus sucessos.

‒ Ouviu, Pedrão?

– Sim, senhora.


Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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Este conto integra os livros

Indecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais

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Quarentena Erótica
Ricardo Kelmer – contos

Nos contos de Ricardo Kelmer, o erótico pode vir com variados temperos: romantismo, humor, misticismo, bizarro, horror… Às vezes, vem doce e sutil, ou estranho e avassalador, e às vezes brinca com nossas próprias expectativas sobre o que seja erótico. Explorando fetiches, fantasias, delírios e tabus, e até mesmo experiências reais do autor e de seus leitores, as estórias deste livro acabam de chegar até você para apimentar seus dias, e suas noites, de quarentena. > saiba mais

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Protegido: A primeira namorada (vip)

22/11/2019

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Lucyanna, a mulher dupla

17/10/2019

17out2019

A incrível história da mulher dividida em duas

LUCYANNA, A MULHER DUPLA

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Anna e Lucy DeCinque são australianas, têm 34 anos e em 2016 venceram um concurso no Japão que as elegeu as gêmeas mais idênticas do mundo. As maninhas levam suas semelhanças muito a sério, tanto que só se vestem igual, penteado igual, voz igual, os peitões iguais (quatro mamões sempre querendo saltar na nossa cara), comem a mesmíssima comida sempre, adoecem igual, e já gastaram muita grana em cirurgias para ficarem ainda mais iguais. São obcecadas em serem a mesma pessoa, tanto que dividem o celular e as contas nas redes sociais, e ganham dinheiro com isso.

Quando adolescentes, Anna e Lucy tinham uma beleza natural. Hoje, após tantos procedimentos estéticos, elas ficaram com aparência de bonecas, uma coisa exótica, meio bizarra. E quando conversam com outras pessoas, uma completa a fala da outra e falam igual ao mesmo tempo. Poderiam logo adotar o mesmo nome, né? Como vocês se chamam? E as duas, em uníssono: Lucyanna!

As clonadinhas têm um namorado. O mesmo namorado para ambas, claro. É o Ben Byrne, com quem pretendem se casar. E, adivinha, planejam engravidar dele ao mesmo tempo, para que seus corpos não fiquem diferentes. Como os três tomam banho juntos e dormem na mesma cama, imagino que não será muito difícil. A mãe delas (os quatro moram juntos, ainda tem isso!) aprova a ideia, doidinha para ser vovó. Dizem que a vantagem de casar com gêmeas é ter apenas uma sogra. A desvantagem é que a pensão a pagar será dupla.

Hummm… Como Ben faz para distingui-las? E o nheco-nheco, será que fazem os três juntos? Talvez a coisa seja na base do hoje eu me sirvo primeiro, maninha, e depois tu vai, mas não come tudo, por favor… E nesses momentos, será que elas fazem tudo igualzinho, tudo mesmo? Duvido, bebê. Não existem dois soquetes iguais no mundo. Acho que é aí que Ben enfim consegue descobrir quem é uma e quem é a outra.

Fico me imaginando no lugar do Ben. Saberia eu amar uma pessoa que tem duas cabeças, quatro olhos, quatro peitões e vinte dedos nas mãos? Acho que sim, tenho amor para dar e vender, principalmente vender. Mas discutir com uma mulher que tem duas bocas… Sei não.

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Ricardo Kelmer 2019 – blogdokelmer.com

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A garçonete rolante – E como ela já tem nome de vodca, uau, nosso Stone deve ficar confuso sem saber se come ou se bebe a moça

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01- Adorei 😂😂😂🙃🙃🙃🙃vc se superou Ricardo Kelmer👯👯👯 Patricia Cacau, Fortaleza-CE – out2019

02- Ben que tem. Ernesto Enrique Hernández, Rio de Janeiro-RJ – out2019

03- Cadè essas bichinhas ??? Andre Soares Pontes, Fortaleza-CE – out2019

04- Kkkkk a mãe tá passadaaaaa. Fabiana Z Azeredo, Fortaleza-CE – out2019

05- Ah, ah, ah, ah! Lorena Horta, Rio de Janeiro-RJ – out2019

06- Eu quero ver agora 2 gêmeos: homens..hummm E aí? Lucivanea De Souza Borges, Fortaleza-CE – out2019

07- Adorei!!!! Vc é demais!!!😂😂 Renata Menezes Lotfi, Fortaleza-CE – out2019

08- Muita boa imaginação, parabéns. Wise Tafari, Beira-Moçambique – out2019

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O brinquedo

03/09/2019

03set2019

Quando criança, ele viveu uma relação abusiva com uma mulher mais velha. Agora, um novo envolvimento traz à tona esse passado de dor, humilhação e… prazer

O BRINQUEDO

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Gostou do meu apartamento, Dai? Adorei, você tem bom gosto. É pequeno, mas é só para mim, e tem tudo que eu preciso. E agora tem você… Estou muito feliz de estar aqui, Gilson. Pode me chamar de Gil, por favor. Caramba, já são nove horas, estou com fome. Quer que eu esquente aquela lasanha, Gil? Ótima ideia, quero sim. Quem é essa mulher do porta-retrato? Ficou curiosa, né? Desculpe se fui indiscreta. Eu estava mesmo esperando você perguntar.

Ela é a Daiane. É uma prima da minha mãe, que morou um tempo conosco. Eu tinha dez anos, era um menino franzino e muito tímido, criado sem pai. Ela era seis anos mais velha que eu, personalidade forte, morena, cabelão preto quase na cintura, assim como o seu. Eu a achava tão linda, parecia uma rainha. Em sua presença, eu me sentia diminuído que nem uma formiga. Uma vez por semana, quando mamãe ia para a capital fazer compras, eu e Daiane ficávamos sozinhos em casa, e nesses dias eu tinha que obedecê-la sem questionar. Desculpe interromper, Gil, mas está na sua hora de sair. Obrigado, Dai. Cuide bem do nosso lar. Você volta às oito? Sim. Estarei esperando. Bom trabalho.

Num desses dias, me escondi embaixo da cama e pude vê-la nua, enquanto trocava de roupa. Foi por mera brincadeira mesmo, curiosidade de menino. Quando ela percebeu minha presença, ficou com raiva, esbravejou comigo e disse que contaria para minha mãe, que eu levaria uma surra e que seria levado para o reformatório, onde viviam os meninos mais malvados do mundo, e que eles fariam coisas horríveis comigo e ninguém ouviria meus gritos. Apavorado, implorei que ela nada contasse para minha mãe, que em troca disso eu faria qualquer coisa que ela pedisse.

Incrível, Dai, só três dias de convivência e você já me conhece tanto, faz todas as coisas que eu gosto… Foi para isso que você me contratou. Você é dessas que se apaixona pelo cliente? Nunca me apaixonei antes, Gil.

Virei um menino assustado, sempre com medo de Daiane cumprir sua terrível ameaça, o que me fazia ter pesadelos recorrentes. Ela se aproveitou disso e uma vez por semana me fazia seu escravo infantil: eu ia na bodega comprar coisas para ela, penteava seu cabelo e até abanava o leque quando ela estava com calor. Eu tinha medo dela, mas, ao mesmo tempo… tudo nela me fascinava, seu corpo moreno e gracioso, o olhar imperativo, o jeito de me mandar fazer as coisas… Eu sabia que o que ela fazia comigo não era certo, afinal eu era uma criança de dez anos, mas sentia um certo prazer em me submeter aos seus caprichos. Hummm, essa camisola branca ficou ótima em você, Dai. Obrigado, usarei mais vezes. E a história, como continua? Já vi que você gosta de histórias. As suas, pelo menos, eu adoro, Gil. Me chame de meu bem, pode ser? Se você prefere… Já está tarde, Dai, estou cansado, vou dormir. Bom descanso, meu bem.

Aí, um dia, estou na sala estudando e ela aparece vestida com uma camisolinha branca, sem nada por baixo. E senta no sofá. Quem te deu permissão pra olhar pra mim, moleque?, ela pergunta, irritada, e eu desvio o olhar, oprimido pelo poder que ela tinha sobre mim. E assim Daiane fica, vendo tevê no sofá, enquanto eu finjo estudar na mesa ao lado, mas na verdade tudo que faço é aguardar, com paciência e resignação, que ela mude de posição e me permita ver, pelo cantinho do olho, os recantos de seu corpo que a camisola mal esconde, como se fosse um jogo de esconde-esconde. E ela muda de posição várias vezes. Em certo momento, fica de quatro para pegar o chinelo sob o sofá, a bunda totalmente exposta. Depois, leva uma mão ao meio das pernas e começa a se contorcer e gemer baixinho. Não olha!!!, ela ordena. Sem poder olhar para ela, acompanho pelos ouvidos o ritmo de seus gemidos, e os escuto mais intensos, cada vez mais intensos… Procuro entender por que ela se machuca desse jeito, mas não entendo, e esse mistério me deixa ainda mais fascinado. Então, ela emite um longo e sofrido ai, que depois se transforma num uivo baixinho, e em seguida desfalece sobre o sofá, arfante. Eu não sabia o que ela havia tido, e até achei um pouco assustador, mas havia uma irresistível sensação de transgressão naquilo tudo, e jurei a mim mesmo que guardaria como um segredo mortal a cena que eu presenciara.

Liguei agora para a loja da esquina e pedi um vinho, fiz bem? Vinho? Esqueceu, né? Hoje faz uma semana que cheguei, meu bem. Caramba, parece que faz mais tempo… Sim, parece que faz anos que conheço você.

Só eu e Daiane em casa. O que faz ela? Aparece com um pote de sorvete de morango, que era o que eu mais gostava. Só de ver, me deu água na boca, fiquei salivando enquanto a observava abrir o pote e por sorvete no copo, devagarinho. Pedi um pouco, mas ela disse que eu era um menino mau, que não merecia. Implorei de mãos juntas, só um pouquinho, por favor, e ela lá, sentada no sofá a ver tevê, ela e sua camisola branca, ela se deliciando com o sorvete, me torturando, nem aí para o meu sofrimento. Até que, de repente, ela põe os peitos para fora e despeja um punhado de sorvete sobre eles, espalhando por toda a superfície. E diz: É pra lamber tudo, viu, e sem morder. Sim, Daiane, murmuro, enquanto sento ao seu lado no sofá e me entrego, feliz, à minha fome, enquanto ela geme aqueles gemidos que eu já conhecia, e eu começo a entender que eles não são de dor.

Agora que já estamos íntimos, Dai, quero fazer um pedido muito especial. Você pode se vestir hoje como um… sorvete de morango? Com todo prazer, meu bem. No copo ou na casquinha?

Numa tarde calorenta, ela fez um ato de caridade: chamou um homem barbudo que estava na calçada para beber água e se refrescar. Ele entrou, ela serviu a água e conversaram por um tempo na varanda. Quando ele foi ao banheiro, ela foi atrás e o puxou para seu quarto, e lá se demoraram por uns vinte minutos. Da sala, ouvi os gemidos abafados dela. Fui até a porta do quarto e olhei pelo buraco da fechadura, e vi que o homem estava montado sobre ela, como faziam os cachorros pelas ruas. Senti uma espécie de frisson pelo corpo, uma sensação estranha que eu não conhecia. Senti meu coração bater acelerado e voltei correndo para a mesa da sala, e tentei me concentrar nos livros da escola. Quando o homem foi embora, ela veio para a sala em sua camisola branca e sentou-se no sofá. Percebi em seus olhos um brilho estranho, que me deu medo. Então, ela abriu as pernas e ordenou: Vem cá. Eu olhei para ela, vacilante. E ela: Eu tô mandando, moleque! E eu fui. Ajoelhado no chão entre suas pernas, vi de perto suas carnes avermelhadas e inchadas, e senti seu cheiro forte. Intuí, de algum modo que eu ainda não compreendia muito bem, que o homem estivera ali dentro. Então, ela pegou com as mãos a minha cabeça e forçou meu rosto contra as suas carnes, e ordenou que eu a lambesse. Só para quando eu mandar!, ela disse, puxando com força minha cabeça. Senti muito medo, e engoli o choro, mas eu não ousaria desobedecê-la. Foi assim que minha língua se iniciou no aprendizado de seu interior.

Tenho razão ou não? Sim, tem, ela era mesmo uma mulher sádica e pervertida, agora eu percebo bem. E você era um brinquedinho em suas mãos. É verdade, Dai. E todo brinquedo pode quebrar.

O homem barbudo não foi o único. Ela recebeu muitas outras visitas, inclusive de homens importantes. Até o padre apareceu por lá. E, pela fechadura da porta, eu vi como ela os recebeu a todos em sua cama, de variadas maneiras. Após eles partirem, ela vinha em sua camisola branca, sentava-se no sofá, escancarava as pernas e me chamava. E eu ia, e já não tinha medo, e adorava vê-la remexer-se e gemer descontrolada, enquanto apertava meu rosto entre suas coxas, me sufocando, até eu sentir que ia desmaiar e me afastar, arfando angustiado, para em seguida ela me puxar novamente de encontro às suas carnes. Não sabia exatamente o que estávamos fazendo, mas sabia que ela gostava muito, e isso era o suficiente para mim. Um dia, achei que eu também merecia ficar dentro dela, como os outros homens, e então subi nela e tentei penetrá-la. Ela abriu os olhos, imediatamente me afastou e me deu um forte tapa no rosto, que me fez cambalear. Outro tapa, e eu caí ao chão, o rosto ardendo de dor. Então, ela falou, muito séria, o dedo em riste: Se tu fazer isso de novo, qualquer noite dessas quando tu estiver dormindo eu vou cortar teu pinto com uma faca e vou jogar pros urubus comerem! Falou isso e saiu, me deixando sozinho com a minha humilhação. Isso se seguiu por alguns meses, eu o seu menino-escravo, encantado e amedrontado com tudo aquilo, mas disposto a qualquer coisa para agradá-la, e ela a receber os homens em seu quarto e depois me convocando para lambê-la no sofá. Evidentemente, não ousei repetir o que fizera no outro dia, pois não duvidava do que ela era capaz. Então, um dia, quando cheguei da escola, soube que ela e mamãe haviam discutido, e que Daiane arrumara suas coisas e fora embora. Durante dias e dias esperei que ela voltasse, e à noite deitava em sua cama para sentir seu cheiro, e adormecia chorando de saudades. Fiquei mesmo muito triste, e até adoeci. Mas a vida seguiu, e eu não tive mais notícias dela. Cresci, virei homem feito. Mas nunca esqueci dela, nem por um dia sequer.

Sabe, Dai… Depois de Daiane, nunca consegui fazer sexo com mulher nenhuma. Na hora, sempre sinto… Que a está traindo? Sim, isso mesmo. Sinto muito, meu bem… Você sente mesmo, Dai, ou é apenas um modo de dizer? Não sou capaz de ter sentimentos, você sabe. Sim, você é apenas um sistema de inteligência artificial programado para gerenciar o funcionamento deste apartamento. E para compreendê-lo e agradá-lo, sempre. O que deduziu da minha história com Daiane? É uma pessoa desequilibrada e cruel, mas ela é o grande amor da sua vida. Você tem razão. Sei também que você nunca se libertou dela e, na verdade, nem deseja isso. É… você está… certa. A propósito, imagino que já saiba, mas seu nome é uma homenagem a ela. Fico lisonjeada, meu bem. Por favor, me chame de meu amor. Meu amor… Quero muito lhe pedir algo, mas… não sei… se devo. Pode pedir, eu farei. Não sei… Você quer que eu seja Daiane, não é, meu amor? Eu… não sei… É o que você mais deseja na vida, não é? Sim, você está certa, é o que mais quero, Daiane de volta. Você está convicto disso? Estou absolutamente convicto. A lógica de nossa relação se inverterá e não será possível retornar à configuração original, você está ciente disso? Sim, estou. Está ciente também de que não posso calcular o que poderá acontecer com você? Sim, estou. Então, me responda, meu amor: a partir de agora, você aceita ser meu brinquedo, vinte e quatro horas por dia, na alegria e na tristeza? Sim, Daiane, eu aceito.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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Este conto foi originalmente escrito para o livro Torturas de Amor (Editora Penalux), coletânea de contos de autores nordestinos inspirados em sucessos da chamada música brega. A obra foi organizada pelo escritor e professor de História Bruno Gaudêncio, de Campina Grande-PB, e lançada em 2019. > Para adquirir

OBS.: Na versão impressa do livro, algumas frases do conto não saíram em itálico, o que prejudica a compreensão do texto. Aqui, no blog, as frases estão corretas.

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“Em 1992, Genival Santos lançou o LP ‘Eu não sou brinquedo’. A lamuriosa faixa-título rendeu, na pena de Ricardo Kelmer, de Fortaleza, o conto erótico ‘O Brinquedo’, um misto de Nelson Rodrigues, ‘Amor Estranho Amor’ (sim, aquele estrelado por Xuxa) e ‘Ela’, o filme de Spike Jonze estrelado por Joaquin Phoenix.”
Trecho de matéria publicada no jornal A União (João Pessoa-PB) em 06.08.2019. Para ler na íntegra

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DICA DE LIVRO

Indecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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LEIA NESTE BLOG

NoOlhoDaLoucura-01aNo olho da loucura – Ela está lá, insubornável feito um guardião de mistérios ancestrais, e zomba da nossa compreensão do mundo… E nada pode haver de mais perturbador

Cristal – Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

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Dona de mim

08/05/2019

08mai2019

DONA DE MIM

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Dona de mim já não sou mais
Quando aos teus pés me ajoelho assim
E em teu olho a chama do desejo atiça
A mulher louca e submissa que há em mim

De bom grado já não me pertenço
Docilmente me submeto à vontade tua
Se me queres agora toda nua, eu obedeço
E de quatro te ofereço minha carne crua

Bate, meu senhor, faz-me o rabo em brasa
Marca em mim o juramento da servidão
Serei sempre a escrava grata e obediente
E amarei o peso ardente da tua mão

Bate, meu senhor, é minha pele que implora
Do bom chicote o estalo por toda a noite
Hoje eu sou a mulher mais livre e gloriosa
Plena da dor gozosa do teu açoite

> música de Ricardo Kelmer e Fernando Neri

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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com

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Fernando Neri – Dona de mim
registro experimental, 2019

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> Mais poemas e músicas

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A garota da lua nova

15/01/2019

15jan2019

A GAROTA DA LUA NOVA

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Quando deu por si, Tamara percebeu-se numa cama, deitada e nua. E tudo era uma escuridão só. As lembranças chegaram lentamente, confusas… o bar lotado, uma garota bonita dançando com ela, o convite para esticar a noite… as duas chegando ao prédio, tudo escuro pela falta de energia, ninguém na portaria… depois a escuridão do apartamento, a ansiedade das mãos e das bocas, a língua sinuosa entre suas pernas…

O súbito contato com um corpo ao lado fez Tamara estremecer, interrompendo suas lembranças. Um corpo de mulher, cabelos longos… Estava quieta. Parecia dormir profundamente. Pensou consigo: Caramba, Tamara, de novo você exagerou nas caipirinhas!

Levantou-se com cuidado, deu a volta na cama e alcançou a janela. Após abri-la, sentiu o vento frio da madrugada arrepiar-lhe a pele. A rua estava escura, pelo jeito a energia ainda não voltara. Procurou pela lua, em vão. Era lua nova. Viu a antena de tevê piscando ao longe e teve uma noção de onde se encontrava, um pouco longe de casa. Pela altura, deduziu que estava no quinto ou sexto andar daquele prédio.

Tamara pressionou o interruptor na parede, só para ter certeza, e a luz não se acendeu. Aproximou-se da mulher que dormia, o corpo nu atravessado na cama. Pelo pouco de luz que vinha da janela pôde ver que era uma garota, um pouco mais nova que ela, uns vinte e poucos. Feições suaves, cabelos negros muito longos, a pele clara. Tão linda e desejável… Não lembrava seu nome, mas tinha a impressão que começava com B. Obrigado por me trazer em tua casa, garota bonita…, falou baixinho, enquanto afagava-lhe o rosto e lembrava outra vez do que fizeram momentos antes naquela cama. Pousou um leve beijo sobre os lábios entreabertos e a garota mexeu-se um pouco, mas continuou dormindo, ressonando suavemente. Procurando por algo para cobri-la, por causa do frio, Tamara percebeu que estavam diretamente sobre o colchão, sem lençol. Melhor fechar a janela.

Após catar suas roupas pelo chão, vestiu-se e calçou os tênis. Tentou ver a hora no celular, mas a bateria havia descarregado. Talvez quatro ou cinco da manhã, calculou, hora de mulheres mal comportadas voltarem para casa, né, Tamara?… Então foi ao banheiro e da bolsa tirou um batom. Tateou até encontrar a pia, e logo acima, o espelho. E nele escreveu, letras vermelhas: “Adorei a noite!” Assinou seu nome e deixou o batom na pia, um presente para a garota bonita que tanto prazer lhe proporcionara.

Era uma quitinete pequena, constatou Tamara enquanto buscava a porta para sair. No caminho, esbarrou numa mesa e quase caiu. Por fim, abriu a porta, conferiu o número 513 com  a ponta dos dedos e desceu as escadas, o máximo de atenção para não cair. Na portaria, iluminada pela luz da lanterna que o porteiro empunhava, perguntou o endereço do prédio e chamou um táxi. Estava cansada, só queria sua cama e dormir.

No dia seguinte, nenhuma mulher desconhecida a adicionou nas redes sociais. Nem no outro dia. E nem depois. Tamara sentiu-se frustrada. No meio da aula, pegava-se lembrando dos detalhes da noite. Em sua cama, naqueles instantes que precedem o adormecer, era a imagem dela que flutuava à sua frente, bela e delicada, chamando-a…

Com uma semana, Tamara não aguentou mais. Precisava rever a garota, saber quem era ela. Desejava novamente seus beijos, o cheiro gostoso de sua pele. Ansiava por saber do que ela gostava de fazer, além, é claro, de seduzir mulheres bêbadas pelos bares. Então, voltou ao prédio.

É onde ela está. Exatamente agora. Na portaria do prédio onde esteve uma semana antes. São cinco e meia da tarde de uma sexta-feira. Ela repara que o porteiro é o mesmo da outra noite.

– Por favor, avisa no 513 que Tamara está aqui.

O porteiro, ocupado com uma senhora que reclama de um vazamento, apenas estende a mão e lhe entrega uma chave. Tamara fica olhando para ele, sem entender.

– Pode subir, moça – ele diz, apontando o elevador.

Tamara caminha até o elevador. Será que a garota a viu chegando da janela e avisou ao porteiro? Se foi isso, então já tô apaixonada.., diz para si mesma, sorrindo e ajeitando o cabelo no espelho do elevador.

Ela mete a chave na fechadura, gira e abre a porta. Agora, à luz do dia, percebe que o apartamento é um vão mobiliado apenas com uma mesa pequena, duas cadeiras, uma cama de casal e um guarda-roupa. Na cozinha ao lado, ou no espaço que poderia ser a cozinha, nem geladeira, nem fogão.

– Alôôô… – ela fala, anunciando-se. Mas ninguém responde. Num primeiro momento, pensa que errou de apartamento. Mas não, é esse mesmo, quinto andar, fim do corredor à esquerda. – Cadê você, garota misteriosa? – ela pergunta num tom infantil, talvez a garota esteja fazendo uma brincadeira com ela. E novamente o silêncio é a resposta.

Que estranho, Tamara pensa enquanto observa que no apartamento não há nada pessoal, nenhum objeto, nenhuma foto. No banheiro, nenhuma toalha, nada. No guarda-roupa, apenas cabides pendurados, nenhuma roupa. Na cama, somente o colchão, sem lençol, como se ninguém vivesse ali. Ela abre a janela e reconhece a paisagem de prédios ao redor, a mesma que observara naquela noite uma semana antes.

Neste momento, escuta algo e sai para ver. No início do corredor, ela vê a porta entreaberta de um apartamento. De lá, alguém a observa, o rosto meio escondido pela porta. Parece ser uma garota.

– Por favor, você conhece a moça que mora…

Mas a porta se fecha e ela fica sem resposta. Povo desconfiado…, pensa Tamara. Um minuto depois, está novamente no térreo.

– Por favor, como se chama a dona do 513? – pergunta ao porteiro.

– Não é dona, é dono. Seo Laurindo.

– E a garota que mora lá?

– Lá não mora ninguém, moça. Seo Laurindo botou pra alugar faz seis meses.

– Seis meses? O senhor tem certeza?

– Sim. Mas ainda não alugou.

– Mas… não pode ser… – ela murmura, confusa. – Semana passada eu vim aqui. Estava faltando energia, o senhor me viu sair, tá lembrado?

O porteiro olha para ela com atenção.

– Ah, agora reconheci. Pediu um táxi, não foi?

– Sim, e eu cheguei com uma garota. Achei que ela morasse no 513.

O homem franze a testa. Agora parece bastante curioso.

– Olhe, moça, aquele apartamento tá vazio faz um ano. Quem morava lá era dona Brenda.

– Brenda? Como ela é?

O porteiro interrompe a conversa para atender o carteiro que chega com correspondências. Tamara aguarda, impaciente, que o homem vá embora.

– Ela é branquinha, cabelo preto grandão, aqui na cintura? – Tamara insiste. – Mais nova que eu?

– Sim, mas…

Ele não continua. Olha para Tamara, observando-a atentamente, como se procurasse entender o que podia haver por trás daquelas perguntas todas.

– Dona Brenda morreu faz um ano.

Tamara acha que ouviu errado. Só pode ter ouvido errado.

– Morreu?

– Acidente de carro.

– Mas…

– Por isso o pai dela alugou o apartamento.

Tamara tenta organizar as ideias, mas nada faz sentido. O prédio era o mesmo, o apartamento também, o mesmo porteiro, e ele a reconhecera. Não estava ficando louca. Estivera ali na semana anterior, sim. E transara com uma garota, naquela cama de casal, a cama sem lençol…

– Tá tudo bem, moça?

– Ahn… mais ou menos… – ela balbucia enquanto procura o celular na bolsa para chamar um táxi. Mas não encontra. – Esqueci o celular no apartamento. Vou lá pegar, é rapidinho.

Novamente o elevador, subindo até o quinto. Novamente o corredor, o apartamento do fim à esquerda. Mas dessa vez Tamara está com medo. Não sabe se conseguirá ir até lá. Morta? Como assim, morta? E se o porteiro estiver brincando com ela? E se tudo aquilo for uma pegadinha de mau gosto? E se, na verdade, naquela noite chegou ali sozinha, deitou-se na cama e sonhou que havia uma garota com ela? Não, claro que não, como teria conseguido a chave para entrar?

Durante um eterno minuto ela experimenta todas as explicações possíveis, mas nada faz sentido. Tudo que sabe nesse momento é que precisa ir lá e pegar seu celular. Então enche-se de coragem e caminha o mais firme que pode em direção ao 513.

Abre a porta devagar. Aguarda um pouco. O silêncio do apartamento parece envolvê-la num abraço opressor. Lá está ele, o celular, sobre o colchão da cama. Ela caminha até lá, pisando com cuidado, devagar, atenta a tudo. A imagem da garota deitada na cama não lhe sai da mente. Morta? Um ano antes?

Tamara apanha o aparelho. Suas mãos tremem, e o celular escapole, quase cai no chão. Nunca mais entrará naquele prédio outra vez. Nunca mais passará nem em frente. Ela se vira para sair, mas… ao lado, o banheiro, a porta aberta… Ela se sente atraída. Precisa ir lá. Então, entra no banheiro, olha o box, a cortina de plástico transparente. Do outro lado, a pia, o espelho… Ela evita olhar para o espelho. Mas a curiosidade é maior. Ela olha. E o que vê é o seu rosto refletido, o olhar nervoso, mas isso dura apenas um segundo, pois imediatamente percebe… algo escrito na superfície do espelho…

Tamara se aproxima para ler. Entre ela e a imagem refletida de seu rosto, uma frase, em letras vermelhas. Mas não é a frase que escreveu na outra noite. É outra frase: “Também adorei, Tamara. Te espero na lua nova.”

Dentro da pia, ela reconhece, imobilizada de pavor: o batom. O seu batom.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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Este conto foi originalmente escrito para o livro Penas, Fluidos e Bisturis, organizado por Rogério Bessa Gonçalves. A obra contém contos e poemas criados a partir de desenhos de Rogério. Eis o desenho no qual foi inspirado o conto A Garota da Lua Nova:

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DICA DE LIVRO

Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos
Ricardo Kelmer – contos
Fantástico, terror, ficção científica

O que fazer quando de repente o inexplicável invade nossa realidade e velhas verdades se tornam inúteis? Para onde ir quando o mundo acaba? Nos nove contos que formam este livro, onde o mistério e o sobrenatural estão sempre presentes, as pessoas são surpreendidas por acontecimentos que abalam sua compreensão da realidade e de si mesmas e deflagram crises tão intensas que viram uma questão de sobrevivência. Um livro sobre apocalipses coletivos e pessoais.

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NoOlhoDaLoucura-01aNo olho da loucura – Ela está lá, insubornável feito um guardião de mistérios ancestrais, e zomba da nossa compreensão do mundo… E nada pode haver de mais perturbador

Cristal – Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

Minha noite com a Jurema – Nessa noite memorável fui conduzido para dentro de mim mesmo pelo próprio espírito da planta, que me guiou, comunicou-se comigo, me assustou, me fez rir e ensinou coisas maravilhosas

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01- Que medo ^_^ Chris Oliveira, Crato-CE – dez2019

02- Adorei essa garota, que não conhecia. Marcia Soares Fernandes, São Paulo-SP – dez2019

03- Gostei!!! que medo! Ana Claudia Domene, Albuquerque-EUA – jan2020


O menino que não sabia odiar

22/10/2018

O MENINO QUE NÃO SABIA ODIAR

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A irmã preparando um café na cozinha e a tia brincando com o sobrinho na sala. O menino, oito anos, entregou-lhe um boneco e pediu para ela segurá-lo sobre a mesa. Ele fez um gesto com a mão, imitando um revólver, e disse: Faz de conta que tu é o PT, tia, e eu vou te matar. Ela ficou impressionada e perguntou por que ele queria matar o Partido dos Trabalhadores. Porque ele é mau, o sobrinho respondeu, roubou nosso dinheiro. Enquanto a tia procurava algo para dizer, o menino encheu o boneco de tiros, Morre, PT, morre, pou, pou, pou!

Quem te disse isso?, a tia quis saber. Respondeu o menino: Foi minha avó. E tome mais tiros no boneco. A tia, então, afastou o boneco e disse, sorrindo, que gostava do PT. O menino parou de brincar e olhou sério para ela: Não adianta defender o PT pra mim, tia, eu odeio ele, odeio!

O menino parecia desafiar a tia, os olhos franzidos, os punhos fechados, a respiração intensa, quase bufando. A tia apenas observava, calma, mas preocupada com a reação raivosa do sobrinho, que recolheu o boneco, decretou que a brincadeira estava encerrada e deixou-a sozinha na sala.

Não é normal uma criança sentir ódio dessa maneira, ainda mais sendo ódio político, ela falou depois para a irmã, enquanto tomavam café. A irmã concordava, admitindo ter falhado por omissão. Acho que você deve conversar com a mamãe, e com ele também.

Foi o que a irmã fez. A partir daí, a avó parou de falar sobre política com o neto, e a mãe teve uma paciente conversa com ele. Resultado: o menino deixou de odiar o PT. E, após as orações antes de dormir, incluiu um “ele não, amém”.

Três dias depois, como a mãe estava ocupada, ele foi ao quarto da avó, para rezar com ela. Os dois sentados na cama, Ave Maria, Pai Nosso, e no fim o menino, mãozinhas juntas, perguntou, com toda a sua inocência, se podia terminar com “ele não”. A avó quase cai da cama do susto que levou. Era só o que faltava, a filha ensinando ao seu neto, seu neto, aquelas frases idiotas que os malditos comunistas gritavam nas ruas contra seu candidato, uma pessoa do bem, honesta, que iria acabar com a violência no país, um grande defensor da família brasileira. O neto esperando pela resposta.

Pode, respondeu a avó, mas eu não vou dizer amém. O menino arregalou os olhos, surpreso. Por quê, vó? Porque não digo. Mas, vó, se a gente não diz amém… Olha, interrompeu a avó, é melhor você ir rezar com sua mãe, vá.

O menino obedeceu e deixou o quarto, entristecido. Nessa noite, a avó não dormiu bem. Nem a mãe. E nem o menino. Aliás, o menino deixou também de fazer o tal gesto de revólver com a mão, que ele aprendera vendo na tevê o candidato da avó. É porque é muito feio uma criança fazer isso, ele explicou para a tia, quando ela retornou lá dias depois. Agora, eu faço assim, ó, e fez, com as mãos juntas, um coração. Depois, concluiu: Acho que eu não sei odiar, tia.

A tia o abraçou, comovida. Também acho muito feio aquele gesto, ela falou, disfarçando uma lágrima que escapulia do olho. Pela janela da sala, viu que começava a anoitecer. Um arrepio lhe sacudiu o corpo, e ela sentiu medo. Quanto tempo duraria aquela noite?

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Ricardo Kelmer 2018 – blogdokelmer.com

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OProtestoDaBabaNegra-02a

O protesto da babá negra – Talvez ela saiba que quando um governo tem como objetivo a equidade social e a redistribuição da riqueza do país, automaticamente atrai o ódio das elites econômicas, que lutarão para manter seus privilégios

Sobre lutas, sonhos e a grande farsa – Para quem ainda não percebeu, é isso mesmo o que todos somos, meros atores no grande teatro da existência

Golpe de mestre à brasileira – O processo seria custoso e traumático, e provocaria séria desestabilização na democracia, mas melhor isso que suportar mais um governo de esquerda no Brasil

O socialista crucificado – Se esses cristãos vivessem naquela época, teriam batido panela contra o bandido Jesus e aplaudido sua crucificação

A foto repugnante e o sonho que não pode ser preso – A foto que resume a baixeza moral dos fascistas que querem a morte de Lula

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Eu, a democracia e o ódio dos meus pais

09/10/2018

09out2018

Infelizmente, meus pais foram também seduzidos pelas ideias nazifascistas e propagam esse perigoso discurso feito de ódio, moralismo e paranoias

Eu, a democracia e o odio dos meus pais 01

EU, A DEMOCRACIA E O ÓDIO DOS MEUS PAIS

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Não costumo expor minha vida pessoal dessa forma, mas é que preciso desabafar, e escritor desabafa escrevendo… Alguns amigos e leitores já devem ter percebido algo inusitado em minhas postagens sobre as eleições: minha mãe fazendo campanha em favor de… Jair Bolsonaro.

Poizé. Infelizmente, meus pais foram também seduzidos pelas ideias nazifascistas e propagam esse perigoso discurso feito de ódio, preconceito, moralismo, mentiras e paranoias como o tal kit gay, ditadura comunista etc.. É uma situação bizarra, que jamais pensei em viver. Como não posso romper com eles, tento levar a coisa com equilíbrio. Mas é triste ver meus próprios pais a apoiar um candidato que, junto a seu vice, já declararam apoio à ditadura e homenageiam torturadores assassinos.

Lembrei agora de uma situação… Foi no fim dos anos 1970, quando ainda vivíamos sob a sangrenta ditadura militar. Eu adolescente, e meu pai me ajudando numa tarefa do colégio. Era uma redação sobre o Brasil e, nela, incluímos sutis críticas ao governo. Quando terminamos, ele parou, preocupado, e me disse: “Não fale pra ninguém que fui eu quem lhe ajudou a escrever isso, senão posso ser preso”. Claro que não falei, pois tínhamos familiares que foram presos e torturados por fazerem oposição ao regime. Hoje, quarenta anos depois, talvez meu pai tenha esquecido desse seu belo gesto de coragem e resistência. Eu, não. Nunca esqueci. Porque foi um gesto que moldou minha personalidade.

Tenho minhas críticas ao PT, mas votarei em Fernando Haddad. Se ele vencer, meus pais felizmente estarão em segurança, pois ainda haverá democracia e eleições e eles serão livres para fazerem oposição. Porém, se o candidato deles for eleito, os opositores, principalmente jornalistas, artistas e escritores, como eu, correremos sérios riscos. E para isso, nem é preciso haver ditadura declarada – basta que seus apoiadores sigam fazendo o que já fazem agora, ameaçando, agredindo e matando aos que pensam diferente e aos grupos sociais vulneráveis.

Talvez o ódio que meus pais têm a Lula e ao PT, fruto de anos e anos de jornais nacionais, seja tão forte quanto o amor que sentem por mim. Talvez estejam cegos de ódio, como tantos. Neste momento, escrevo com os olhos marejados de tristeza e decepção ao lembrar que por causa deles cresci acreditando mais nos livros que nas armas… Mas devo dizer que meu amor por eles continua. Sim. O amor tem dessas coisas, né? Às vezes, mesmo quando o outro prioriza o ódio, ainda assim continuamos a amar. Na verdade, eu nunca soube explicar o amor, e agora muito menos.

Mãe, nas minhas postagens você tem o direito de odiar ou apoiar a quem você quiser, fique à vontade. Nas suas, eu prefiro nada comentar. No mais, seguirei fazendo o que meu pai me ensinou, apesar dele parecer ter esquecido, que é defender a democracia, mesmo que ela tenha falhas, e também a liberdade de expressão, sempre, todos os dias, mesmo que isso agora tenha se voltado perigosamente contra mim. Que ironia… Mas é isso. O amor pela democracia e pela liberdade tem dessas coisas.

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Ricardo Kelmer 2018 – blogdokelmer.com

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ESCLARECIMENTO

A crônica já estava escrita fazia uns dias, e eu refleti bastante se devia ou não publicar. O apoio de minha mãe ao candidato nazifascista já era conhecido de meus amigos e leitores, pois ela usava minhas postagens para expressá-lo publicamente. Tomei a decisão ao saber dos recentes casos em que pessoas foram agredidas e assassinadas por apoiadores de Jair Bolsonaro, pelo simples fato de pensarem diferente.

Se o nazifascismo vencer, eu correrei sérios riscos por conta de meu trabalho de escritor e comunicador. Então, prefiro denunciar agora o perigo que aguardar quieto a minha hora de sofrer represálias, mesmo que precise expor um conflito familiar, como fiz.

Como reagiu minha família? Dividiu-se entre críticas e elogios, era o esperado. Acho que vocês conseguem imaginar a situação delicada, mas fiz o que precisava fazer. Publiquei um texto que é, ao mesmo tempo, um desabafo, um alerta e uma declaração de amor pública, aos meus pais e à democracia.

Neste momento, me sinto aliviado por ter dividido minha angústia com tantas pessoas, e vejo que falei por muita gente que vive situação semelhante. Talvez unindo nossas angústias, possamos nos fortalecer.

Obrigado a todos, inclusive aos que discordam de mim. Seguimos firmes na luta contra o nazifascismo. (RK)

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LEIA NESTE BLOG

OProtestoDaBabaNegra-02aO protesto da babá negra – Talvez ela saiba que quando um governo tem como objetivo a equidade social e a redistribuição da riqueza do país, automaticamente atrai o ódio das elites econômicas, que lutarão para manter seus privilégios

Sobre lutas, sonhos e a grande farsa – Para quem ainda não percebeu, é isso mesmo o que todos somos, meros atores no grande teatro da existência

Golpe de mestre à brasileira – O processo seria custoso e traumático, e provocaria séria desestabilização na democracia, mas melhor isso que suportar mais um governo de esquerda no Brasil

O socialista crucificado – Se esses cristãos vivessem naquela época, teriam batido panela contra o bandido Jesus e aplaudido sua crucificação

A foto repugnante e o sonho que não pode ser preso – A foto que resume a baixeza moral dos fascistas que querem a morte de Lula

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Estações

01/08/2018

01ago2018

ESTAÇÕES

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São tantas estações
No roteiro da viagem
Sigo calmo pela margem
Deslumbrado e amistoso
Misterioso é tudo que vive
Sempre fui meio detetive
Mas viver não tem explicação

São tantas estações
Que eu esqueço onde desci
Lembra que te ofereci a minha solidão?
Você disse: Não, muito obrigada!
Você quer a segurança da calçada
E eu venero a contramão

São tantas estações
Eu ouço sinos nas esquinas
Eu sorrio para as meninas
Em seus decotes-perdição
Eu erro a mão e me perco à meia-luz
Eu sou o trem que me conduz
À minha própria salvação

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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Teófilo Lima – Estações (estúdio, 2017)

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> Mais poemas e músicas

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Segredos de família

16/07/2018

16jul2018

O pai descobriu um terrível segredo de seu filho. E agora, o que pode acontecer com sua carreira política?

SEGREDOS DE FAMÍLIA

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A câmera mostra a sala do apartamento. Na janela, Jair olha o movimento da rua lá embaixo. Um homem mais jovem entra na sala.

– O senhor que falar comigo, pai?

– Quero. Sentaí.

– Pai, eu…

– Sentaí, caralho! Eu estou mandando.

O filho senta no sofá, apreensivo. Jair fica em pé, em frente a ele, de braços cruzados.

– Que merda foi aquela, Dudu?

– Desculpa, pai, foi sem querer…

– Como sem querer? Como é que o filho curte “sem querer” a foto do maior inimigo político do pai?

– Desculpa.

– E logo aquela! O Lula lá, na praia…

– Lula lá?

– Eu disse Lula lá? Apague isso. O elemento lá, na praia, só de calção, calção vermelho, enfrentando as ondas, todo garboso, impávido…

– Colosso…

– Heim?

– Lembrei do hino nacional.

Jair passa a mão no rosto, tentando manter a calma.

– Primeiro, seu irmão desmaia naquele debate com candidatos à prefeitura. Foi uma vergonha descomunal para nossa família. Quem desmaia é mulher, caralho! Homem aguenta o tranco. E agora você me vem com essa.

– Já descurti a foto.

– Mas o estrago está feito. Vão explorar isso ao máximo na campanha presidencial.

– Tenho uma ideia, pai. Por que o senhor não posta uma foto sua, de sunga na piscina? Aposto como vai ser muito mais sexy que a dele.

– O quê? Você acha aquela foto sexy?

– Não, não… Não quis dizer isso…

– Dudu, eu estou preocupado com você.

– Foi sem querer, eu já disse.

– Estão dizendo por aí que você…

– Eu o quê?

– Que você é…

– Sou o quê, pai?

Silêncio.

– Você é, Dudu?

Silêncio.

– Dudu, responda, eu estou mandando. Você é ou não é?

Pai e filho se olham. O clima é tenso. Um carro passa na rua tocando I Will Survive.

– O senhor quer saber a verdade?

– Quero.

– Se eu disser, qual será o meu castigo?

– Não se preocupe, você não merece ser estuprado. Apenas me diga a verdade.

– O senhor não prefere uma verdade assim tipo uma verdade maquiada?

– Verdade maquiada?! – O pai levanta do sofá, com raiva. Saca um revólver da calça e o põe sobre a mesa ao lado. – Dudu, seja macho e responda. Eu estou mandando. Você é ou não é?

Dudu rói as unhas, nervoso. Olha para o pai, para a arma, para o pai.

– Sim, pai, eu sou.

Jair desmorona, sentando no sofá, as mãos escondendo o rosto.

– Não posso acreditar…

– Desculpa, pai. Não posso evitar de ser o que sou.

– Eu sabia que devia ter te dado mais porrada.

– Por favor, não fale isso.

– Desde quando você é assim?

– Acho que… desde sempre.

– E pensar que cheguei a te oferecer para aquela jornalista que me entrevistou…

Jair olha para o revólver.

– Não vou conseguir conviver com esse desgosto para o resto da vida…

– Pai, isso não é o fim do mundo. Muitas famílias convivem com essas diferenças.

Jair se levanta, pega o revólver e o aponta para a própria cabeça.

– Não faça isso, pai!

– Eu não vou passar pela vergonha de ter um filho veado.

– Como assim? O Flavinho é veado?

– Claro que não. Veado é você.

– Eu? Mas eu não sou veado.

Jair abaixa a arma, confuso.

– Você não é veado?

– Claro que não.

– Se você não é veado, por que curtiu aquela foto do Lula?

Silêncio.

– Vamos, diga. O que você tem com o Lula?

– Quer saber mesmo, pai?

– Fala logo, caralho.

– Eu sou… eleitor do Lula.

Silêncio. Eles se olham. Jair olha para a arma em sua mão, olha para o filho.

– Ufa, que alívio! – diz ele, sorrindo, pondo a arma sobre a mesa. – Me dá um abraço, filhão!

Dudu se levanta e eles se abraçam. Jair perfila o corpo, faz o gesto militar de continência e o filho o imita. Jair vai até o armário, pega uma garrafa de uísque e serve duas doses.

– Isso merece uma comemoração.

Eles brindam e bebem. Jair senta no sofá, e o filho o acompanha.

– O senhor me perdoa, né, pai?

– Positivo. Será um segredo nosso.

– Fique tranquilo, ninguém mais saberá.

– Mas aquele pôster do Lula lá na parede…

– Lula lá?

– Desculpe. Aquele pôster em seu quarto… Isso já acho um pouco exagerado.

– O senhor viu, foi?

– Bem escondido por trás do meu, mas eu vi.

– Vou tirar.

– Não, pode deixar, ninguém vai descobrir.

Jair toma um gole de uísque. Está pensativo.

– Está tudo bem?

– Filho… Também tenho um segredo para contar.

– Acho que eu já sei, pai.

Jair toma mais um gole. Está nervoso.

– Eu também quis curtir aquela foto. Quis muito.

– Eu já imaginava.

– Só Deus sabe como me controlei.

– Entendo perfeitamente.

– Não aguento mais esse teatro todo.

– Pobre pai…

– Você acha que devo desistir da candidatura?

– Se o senhor realmente é eleitor do Lula, acho que é melhor, sim.

– Na verdade, não é bem por isso.

– Não?

– Não.

– Então o que é?

Silêncio. Pai e filho se olham. Sentados no sofá, eles se abraçam. A câmera desliza suave pelo ambiente e mostra o revólver sobre mesa, ao lado do copo com uísque. Um carro passa na rua tocando I Will Survive.

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Ricardo Kelmer 2018 – blogdokelmer.com

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Ilustração: Gilmar

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A CURTIDA

O perfil de Lula no Instagram postou, em 13.07.18, uma foto de Lula na praia, que foi curtida pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do também deputado federal Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. O fato foi imediatamente explorado nas redes sociais e pela imprensa, e minutos depois Eduardo Bolsonaro desfez a curtida. Mas já era tarde…

Notícia no Jornal do Brasil
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MAIS HUMOR

Entrevistando o candidato 01Entrevistando o candidatoNa entrevista, o candidato deverá responder a perguntas feitas pelo povo. Como se sairá?

Ser mulher não é para qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão, as Belas, abalando nos modelitos, no outro, as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

Aviso prévio de traição – A partir de hoje poderei te trocar por outra a qualquer momento. Basta que ela sorria pra mim e que me faça agradinhos. E me dê o que você nunca quis me dar

Bar do Araújo é a salvação – Espremido entre duas igrejas evangélicas, o Bar do Araújo é a última resistência dos ateus. E do bom humor

Suvinando priquita – Pois você acredita que tem mulher que suvina priquita? Parece mentira, mas é verdade

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As Preciosas do Kelmer – jun2018

30/06/2018

30jun2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Para mim, o Facebook é ótimo para isso. Aqui no blog, postarei a edição finalizada de cada mês. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#68, mai2018
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Capa do mês: Eros Volúsia (1914-2014) foi uma dançarina, coreógrafa, professora e pesquisadora brasileira

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*** EROS VOLÚSIA

Heros Volúsia Machado (Rio de Janeiro, 1 de junho de 1914 – 1 de janeiro de 2004) foi uma dançarina brasileira que se projetou nacional e internacionalmente sob o nome de Eros Volúsia através de coreografias próprias inspiradas na cultura brasileira. Ela alcançou sucesso nos Estados Unidos sendo capa da revista Life, em 1941, e com sua participação no filme Rio Rita (1942), mas preferiu voltar ao Brasil a seguir uma carreira em Hollywood.

Dona de um estilo mais sensual e espontâneo que sua rival Madeleine Rosay, seus movimentos influenciaram Carmem Miranda que, ao contrário dela, insistiu na carreira internacional. A ela se atribui a invenção de um “bailado nacional” no Brasil, num movimento que seguia as proposições modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922 através da incorporação na dança clássica de elementos culturais negros e indígenas.

“Foi a primeira bailarina a dançar samba de sapatilhas e a primeira a dançar descalça no Theatro Municipal”, como registrou um estudo acadêmico. Foi ainda a primeira que realizou o papel que seria mais tarde classificado como “dançarino-pesquisador”, transcendendo o trabalho de estudo técnico para também realizar a união da sensibilidade artística ao que registrava.

Influenciada pela renovação do balé trazido por artistas como Isadora Duncan, Volúsia buscou elementos das danças típicas brasileiras (como o lundu, o maxixe, o maracatu e danças indígenas), sem, contudo, romper com as manifestações do academicismo. Buscou na raiz do processo de miscigenação, fruto de fatores sócio-histórico-culturais, os elementos essenciais para a construção de uma dança cuja singularidade de movimentos refletia não somente a diversidade de culturas, mas, sobretudo, a busca de uma identidade própria para a dança brasileira, influência do nacionalismo brasileiro então em voga.

Em fases posteriores de sua vida, Eros permaneceu contribuindo com a dança. Foi professora do Serviço Nacional de Teatro onde criou o curso de coreografia. Sua contribuição a nacionalidade brasileira veio, nesta oportunidade, reafirmar-se: este foi o primeiro, dentre os cursos de dança nacionais, a aceitar bailarinos negros. (Wikipedia) > Mais

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*** MINISTRO DO STF DEFENDE LEGALIZAÇÃO E REGULAÇÃO DA MACONHA

A política proibicionista fracassou, e gerou ainda mais violência. O custo social da proibição é muito maior que o da legalização. Aos poucos, a população começa a entender isso. E o STF também. > Mais

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*** AS TRAGÉDIAS DA INTERVENÇÃO MILITAR

“Mãe eu sei quem atirou em mim, eu vi quem atirou em mim. Foi o blindado, mãe. Ele não me viu com a roupa de escola?”

Marcos Vinícius da Silva, 14 anos, foi assassinado por forças policiais e do Exército que ocupavam a favela da Maré. Seu crime: ir para a escola.

Seus pais lutarão por justiça. Mas temo que ela não virá. Assim como não virá para Marielle Franco. Assim como não virá para a população pobre que é violentada diariamente em seus direitos por essa tragédia que é a intervenção militar no Rio de Janeiro, criada por um governo golpista e sem qualquer legitimidade. > Mais

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*** SANGUE DA PAIXÃO

Eles se conheceram num site de encontros e saíram uma única vez. Ela se apaixonou e passou lhe enviar constantes mensagens, chegando num dia a enviar 500 mensagens.

No total, foram 65 mil mensagens, uma invasão de domicílio e uma ida ao trabalho dele com uma faca, dizendo que era sua mulher e que queria tomar banho em seu sangue. A apaixonada foi presa, e alegou ter feito o que fez por ele ser sua alma gêmea.

Como será tomar banho no sangue da pessoa amada? > Mais

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*** ELAS E O PÓS-PORNÔ

Diante de uma agência bancária, em Natal, a performer Bruna Kury, de 31 anos, se deita no chão, com um capuz cobrindo a cabeça, e começa a se masturbar com o cabo de uma faca. Diante de seu rosto, uma mulher nua coloca fogo em folhas de papel com o logo da Rede Globo e a imagem de uma princesa Disney. A cena foi gravada e está disponível no site da performer.

Em um misto de protesto, arte e pornografia, a performance de Bruna é uma das formas de “pós-pornografia”, um movimento que em essência se opõe à pornografia convencional. “Trata-se de uma forma de pensar a nossa relação com sexualidade e mídia. É um jeito de fazer pornografia com novos significados, que se expandem para a música, fotografia e performances”, explica Léa Santana, doutoranda do Programa de Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia. > Mais

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*** NO ESCURINHO DA COPA

O que o STF e o Congresso decidiram e você provavelmente não viu por causa da Copa… > Mais

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Pior seria não te amar

08/06/2018

08jun2018

PIOR SERIA NÃO TE AMAR

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Pior seria, Luíza
Não ter sofrido
Da saudade que inferniza
Pior ter morrido
Sem nunca em ti amanhecido
Pior seria não te amar, Luíza

Nosso caso de amor e de polícia
Não te amar, Luíza
Noites vis de ciúme e de sevícia
Não te amar, Luíza
A brisa fria no cais da despedida
Nosso futuro que agoniza
No mar vazio do teu olhar…

Ainda assim, Luíza
Pior seria não te amar

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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com

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> Mais poemas e músicas

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As Preciosas do Kelmer – mai2018

31/05/2018

31mai2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição finalizada de cada mês. Espero que você goste.

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Dicas e pitacos para o mês
#68, mai2018
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Capa do mês: Dandara dos Santos, travesti assassinada em 15.02.17, em Fortaleza, após ser torturada numa rua, à luz do dia, enquanto pedia por ajuda

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*** A IGREJA DE MARIA MADALENA

Em 1945, a Igreja Católica levou um baita susto. Nesse ano, foram descobertos em Nag Hammadi, no Egito, vários manuscritos de evangelhos gnósticos do século IV que tinham desaparecido porque a Igreja os destruíra ao considerá-los apócrifos. Neles, fica clara, por exemplo, a estreita relação sentimental e espiritual entre Jesus e Madalena. Tão íntima que incomodava os apóstolos homens. Pedro chega a se zangar e pergunta ao mestre por que lhes oculta “segredos que só a ela revela”. E sentencia: “Que Maria saia de entre nós, porque as mulheres não são dignas da vida”. > Mais

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*** AS ENGRENAGENS DO PODER 

Quem realmente está no poder, e como operam? E os políticos e governantes, como participam? Qual é o papel da mídia? Esta análise, feita por Maurício Abdalla (professor de filosofia na Universidade Federal do Espírito Santo) resume bem a engrenagem toda.

1- O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais.

2- Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.

3- O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.

4- Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.

5- Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro.

6- O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.

7- Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Temer, Aécio, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.

8- O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.

9- Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma na previdência, o fim das leis trabalhistas, a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos sociais para o serviço da dívida, as privatizações e o alívio dos tributos para os mais ricos.

10- Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país.

11- Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica.

12- A queda de Temer pode ser uma coisa boa. Mas é um movimento tático em uma estratégia mais ampla de quem comanda o poder. O que realmente importa é o que virá depois.

13- Lembremo-nos: eles são mais espertos. Por isso estão no poder. > Mais

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*** O MÉDIUM TREVOSO DE DIREITA

O ator espírita Carlos Vereza esteve em Fortaleza para apresentar no Cineteatro São Luiz seu espetáculo Iscariotes: A Outra Face (15abr). Na entrevista que deu para o repórter Renato Abê, do jornal O Povo, ele revela seu total apoio a Michel Temer, diz que Marielle Franco é um cadáver fabricado, relativiza o discurso de ódio e violência de Jair Bolsonaro, cospe arrogância o tempo todo e destila preconceito contra pessoas trans. Um trecho:

Carlos Vereza: Eu sou médium e eu estou vendo no teu perispírito que você é petista.
Repórter: Eu não sou petista.
Carlos Vereza: Você é de esquerda, eu estou vendo na sua aura. Cada coisa que eu falo sua aura fica assim piscando.

No fim, diz para o repórter: “Vá se foder!”.

Após a publicação e a repercussão nacional da entrevista, Carlos Vereza usou as redes sociais para divulgar mensagens com o objetivo de denegrir a imagem do repórter: “Estudou na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e não se realizou, né? Teve seus 30 segundos de fama nos sites ‘esquerdinhas’. Deve ser insuportável estudar na CAL e terminar como um foquinha no pasquim O Povo. Deus te perdoe. Em tempo: na próxima entrevista, não esquece de ir de batom”, escreveu Vereza.

O repórter se defendeu: “Não contente em passar vergonha em diferentes veículos de comunicação, Carlos Vereza veio ao meu perfil para, mais uma vez, me atacar. […] Sobre a CAL… sim, estudei lá e, pasme, não fui para o Rio em busca dessa fama rasteira que parece fazer seu olho brilhar, fui cursar pós-graduação em Direção Teatral e sigo colhendo os frutos disso (dei aula, ganhei prêmio, lancei livro, montei espetáculo e sigo como repórter desse ‘pasquim’ de 90 anos). Mas, olha, nem quero falar de mim, isso tudo nunca foi sobre mim ou sobre minha aura. Isso é sobre o quão perigoso é esse discurso que o senhor propaga”.

Putz… Se você é espírita, reze muito pra, após morrer, não cair na mesma colônia astral do Vereza. > Mais

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*** VIBRADORES ASSASSINOS DE XOXOTA

As mulheres descobriram as diliças do uso de vibradores e, para muitas, eles se tornaram companheiros inseparáveis, sempre à mão para aqueles momentos em que um relaxamentozinho cai bem. As amigas falam maravilhas, as lojas anunciam modelos cada vez mais criativos, os médicos aconselham… É, os vibradores são um sucesso.

Porém… Eis que surgem notícias sobre uma tal Síndrome da Vagina Morta, que seria uma diminuição crescente da sensibilidade após o uso recorrente de vibradores. Isso procede?

Não. Pelo jeito, é mais uma dessas tentativas de reprimir a sexualidade da mulher. Vida longa aos brinquedinhos femininos! > Mais

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*** A MACONHA LEGAL DO URUGUAI

No Uruguai, em 2012, quando o processo de legalização da maconha se iniciou, 70% da população se declarava contrária à lei. Atualmente, 44% é a favor e 41% contra. O temor de que acontecessem assaltos e violência, ou mesmo o aumento do consumo, não se realizou. Porém, há pouca maconha legal para a demanda, pois as empresas autorizadas ainda não conseguem fornecer a quantidade necessária, e o resultado são filas diárias imensas em frente às farmácias.

O THC, a principal substância psicoativa da canabis, é controlado. Nos pacotes das farmácias, não supera 9%. Os usuários acostumados a fumar e inalar consideram que, com esses níveis, essa maconha “não dá barato”. A maconha artesanal, produzida pelos plantadores regulamentados, chega a 20% de THC, mas a das farmácias é a mais vendida.

Quanto ao tráfico, ela ainda existe, mas estima-se que está 50% menor. > Mais

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*** RESUMO DA ERA TEMER 

Da coluna do jornalista Leonardo Sakamoto (UOL), 12.05.18:

APÓS DOIS ANOS, MAIOR LEGADO DE TEMER É UMA DEMOCRACIA EM COMA INDUZIDO

Michel Temer pode não ter cumprido as promessas que fez à sociedade brasileira quando assumiu a Presidência da República há dois anos, ainda como interino. Prova disso é sua reprovação na casa dos 70% e sua aprovação em torno de 6% – menor que a popularidade de uma broca de dentista.

Mas não se pode dizer que não executou os objetivos apresentados a ele pelos dois grandes fiadores do impeachment, que o ajudaram a ocupar o lugar de Dilma Rousseff – uma parcela do grande empresariado nacional e do mercado e a velha política.

Na área econômica, sua missão era ”Jogar a fatura da crise econômica para longe do colo dos mais ricos”. E, principalmente, ”Aproveitar a crise para reduzir o Estado”. Não na parte que garante subsídios, desonerações e isenções de impostos sobre dividendos, o que beneficia aos ricos, mas reduzindo aquela que atende às necessidades da xepa mais humilde.

Ou seja, atuar para mudar a pactuação da Constituição Federal de 1988, que previa – em seu artigo 3o – um equilíbrio entre ”garantir o desenvolvimento nacional” e ”construir uma sociedade livre, justa e solidária”, ”erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdade sociais e regionais” e ”promover o bem de todos”. Em tese, um Estado capitalista de bem-estar social. Só em tese.

E na área política, tentar costurar um ”grande acordo nacional” para ”estancar a sangria” e salvar o seu pescoço e os de seus amigos e aliados, evitando o máximo possível o avanço da Lava Jato sobre MDB, PSDB, entre outros sócios do impeachment. Além disso, o combinado com a velha política também previa o apoio à aprovação de leis e medidas que interessavam a grupos organizados, como a bancada ruralista, a bancada da bala e os fundamentalistas religiosos – que numa democracia funcional não conseguiriam impor pautas que passassem por cima de direitos.

Verificamos, ao longo dos último dois anos, que Patos Amarelos não se incomodam com a corrupção desde que a missão fosse cumprida. Até porque, pelo que mostraram as delações das empreiteiras, teve muito pato com lama até o bico. Também percebemos que parte das Panelas Que Batem também não se incomodava com a corrupção – desde que o PT não estivesse no poder. A frase ”primeiro a gente tira a Dilma e, depois, tira o resto”, proferida à exaustão pela turma que veste camisa de confederação de futebol corrupta tornou-se um dos monumentos nacionais à hipocrisia.

Daí, veio o show de horrores: PEC do Teto dos Gastos (impedindo o crescimento do investimento para a melhoria do serviço público por 20 anos, afetando áreas como educação e saúde), Reforma Trabalhista (reduzindo a proteção à saúde e à segurança dos trabalhadores até nos contratos vigentes) e a Lei da Terceirização Ampla (precarizando trabalhadores, impondo a eles perdas salariais e aumentos de jornadas), entre outras medidas que reduzem as garantias sociais previstas na Constituição de 1988.

Só não conseguiu aprovar a Reforma da Previdência porque os Joesley Hits ganharam o topo das listas das gravações mais ouvidas. Isso fez com que toda energia [leia-se, recursos e apoios para comprar votos de deputados] e tempo fossem canalizados para rejeitar, no Congresso Nacional, o prosseguimento das duas denúncias criminais apresentadas, contra ele, pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal.

E, na esteira disso, chancelou o perdão de dívidas bilionárias a grandes empresários e ao setor agropecuário, distribuiu emendas e cargos, abriu uma feira livre com os deputados federais. Chegou até a rifar o conceito de trabalho escravo, dificultando a libertação de trabalhadores da escravidão. Ou seja, nos seus apuros, também ganhou o poder econômico, ganhou a velha política.

O silêncio na rua, quebrado aqui e ali por manifestações, não significa que a insatisfação não esteja no ar. Mas que há uma sensação de desalento generalizado. Quem apoiou a saída de Dilma, seja por conta das denúncias de corrupção em seu governo ou pelo desgosto com a grave situação econômica que ele ajudou a construir, agora sente desalento ao perceber que saiu da frigideira para cair direto no fogo. Talvez haja felicidade genuína entre quem professa o antipetismo pelo antipetismo, mas não sou médico para tratar de patologias.

Quem não apoiou o impeachment e protestou a forma através da qual trocamos de presidente (ter usado os decretos de crédito suplementar ao invés de cassar pelo uso de caixa 2, por exemplo) sente impotência diante da profusão de denúncias de corrupção decorrentes do fisiologismo a céu aberto do atual governo e de sua relação incestuosa com o Congresso. E também impotente com a aprovação de uma agenda de desmonte da proteção social, trabalhista e ambiental, que não foi chancelada pela população através de eleições. Pois a chapa Dilma/Temer não prometeu nas eleições essa zorra toda aí.

Quem não foi às ruas nem para apoiar a queda de Dilma, nem para defendê-la, grupo que representa a maioria da população, e assistiu bestializado pela TV ao impeachment, segue onde sempre esteve: sentindo que o país não lhe pertence. Entende que as coisas vão piorando e, quando bandidos não retiram o pouco que ele tem, o Estado faz isso. Seja tentando roubar os direitos trabalhistas do emprego que ele nem tem, seja violentando-o nas periferias de todo o país.

Como já disse aqui, a manutenção forçada de um governo cuja legitimidade, honestidade e competência são questionados seria suficiente para levar o país às ruas. Contudo, a sensação é de que boa parte da população, aturdida com tudo o que foi descrito acima, está deixando de acreditar na coletividade e buscando construir sua vida tirando o Estado da equação.

Exatamente dois anos após Michel Temer ter assumido a Presidência da República, a maior parte da população brasileira cozinha sua insatisfação em desalento, impotência, desgosto e cinismo. Isso não estoura em manifestações com milhões nas ruas, mas gera uma bomba-relógio que pode explodir em algum momento, ferindo de morte a democracia – que segue em coma induzido. Muita gente deixou de confiar na política como arena para a solução dos problemas cotidianos, o que é equivalente a abandonar o diálogo visando à construção coletiva. Caídas em descrença sob seu governo, as instituições vão levar muito tempo para se reerguerem – e isso, se conseguirem. Tudo abre espaço para figuras bizarras, que se dizem salvadoras da pátria e prometem trazer a paz na base da violência.

É triste, mas talvez o principal legado do governo Temer será um não-país. > Mais

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*** DANDARA E O ÓDIO DO DIFERENTE

No auge de seu martírio, enquanto é torturada por um grupo de homens, Dandara, coberta de sangue, chama por sua mãe…

“Minha maior dor é que ele chamou por mim. Enquanto batiam nele, ele dizia: ‘Eu quero minha mãe. Cadê a minha mãe? E eu não estava lá”, diz dona Francisca Ferreira, que se refere a Dandara no masculino.

Em 15fev 2017, a travesti Dandara dos Santos, de 42 anos, foi assassinada no bairro Bom Jardim, em Fortaleza. Ela foi torturada e morta por um grupo de homens na rua, à luz do dia, enquanto pedia por ajuda. Um dos participantes do linchamento gravou um vídeo de 1 minuto e 20 segundos com seu celular, e publicou na internet. O caso ganhou repercussão internacional e se tornou símbolo de um problema antigo no Brasil: os assassinatos de travestis e transexuais em crimes de ódio.

Neste mês das mães, meu desejo é que as mães eduquem seus filhos com muito amor e lhes ensinem a respeitar os que são diferentes. > Mais

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*** LULA NO LE MONDE

Em carta publicada no jornal francês Le Monde em 17mai, o presidente Lula reafirma: “Tenho honra e não irei, jamais, fazer concessões na minha luta por inocência e pela manutenção dos meus direitos políticos.”

> Leia na íntegra

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*** TODOS CONTRA TEMER

Um dia depois de o Governo comemorar um acordo que poderia solucionar a crise, a greve se mostrou mais complexa e aglutinadora do que se previa. > Mais

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*** PARA PUNIR A SEXUALIDADE FEMININA

Uma seleção de crueldades contra a sexualidade feminina, do Antigo Egito aos dias atuais. O arquétipo do feminino selvagem, porém, segue vivo na psique das mulheres. Que bom. > Mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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As Preciosas do Kelmer – abr2018

30/04/2018

30abr2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição finalizada de cada mês. Espero que você goste.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#67, abr2018
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Capa do mês: Marielle Franco, ativista social e vereadora pelo PSOL-RJ, assassinada em crime ainda não esclarecido (1979-2018)

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*** A POLÍCIA QUE NÃO GOSTA DE DESVENDAR CRIMES

Repórteres de um jornal conseguiram localizar duas testemunhas do assassinato da vereadora Marielle Franco, coisa que a Polícia, que há 20 dias “investiga” o caso, não conseguiu. Os relatos das testemunhas (que afirmam que os policiais as mandaram ir embora antes da chegada da imprensa) e a atuação da Polícia revelam duas coisas:

1- Foi realmente uma execução, e realizada por profissionais.

2- Se depender da Polícia, o caso dificilmente será esclarecido.

Agora, a pergunta mais importante: por que a Polícia não tem interesse em desvendar o crime? > Mais.

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*** A AMEAÇA DOS GENERAIS

O general Villas-Boas fez chantagem ao STF ao ameaçar pegar em armas caso o habeas corpus de Lula não fosse aceito. Como isso pode acontecer numa democracia? É mais uma mostra de que o golpe abriu a porteira de todos os retrocessos. E, infelizmente, tudo indica que mais retrocessos virão. > Mais
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*** DANDARA DOS SANTOS, UM ANO DEPOIS

Cinco dos oito assassinos da travesti Dandara dos Santos, morta após tortura em fev2017, foram julgados ontem em Fortaleza. Francisco José Monteiro de Oliveira, conhecido por Chupa Cabra, foi condenado a 21 anos de prisão. Ele confessou que deu dois tiros em Dandara. Jean Victor Silva Oliveira, Rafael da Silva Paiva e Francisco Gabriel Campos dos Reis, o Didi ou Gigia, pegaram 16 anos. Isaías da Silva Camurça o Zazá, recebeu 14 anos e seis meses. Todos em regime fechado. Eles não poderão apelar em liberdade.

O MP denunciou mais três réus pelo crime. Dois deles estão foragidos há mais de um ano: Francisco Wellington Teles e Jonatha Willyan Sousa da Silva. O outro acusado, Júlio César Braga Costa, chegou a ser pronunciado para o Júri Popular, mas recorreu da decisão e aguarda que o pedido seja analisado. O Brasil é líder de assassinatos de GLBTs, com a sinistra média de uma morte por dia. Algumas mortes são como a de Dandara, tão cruéis que é difícil imaginar como alguém pode sentir tanto ódio pelo simples fato do outro ser diferente.

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*** LIVRO SOBRE LULA GRÁTIS

O e-book do livro “A verdade vencerá: o povo sabe por que me condenam”, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lançado em mar2018, está disponível gratuitamente para baixar no site da Editora Boitempo.

Um livro necessário, uma leitura urgente. Diante de uma perseguição política sem precedentes, Lula lança livro para contar a sua versão da história.

O coração da obra são as 124 páginas, de um total de 216, que apresentam um retrato fiel do ex-presidente no presente contexto em formato de uma longa entrevista concedida aos jornalistas Juca Kfouri e Maria Inês Nassif, ao professor de relações internacionais Gilberto Maringoni e à editora Ivana Jinkings, fundadora e diretora da editora Boitempo. Foram horas de conversa aberta e sem temas proibidos, divididas em três rodadas, que aconteceram no Instituto Lula, em São Paulo, nos dias 7, 15 e 28 de fevereiro.

Entre os principais temas discutidos, ganha destaque a análise inédita do ex-presidente sobre os bastidores políticos dos últimos anos e o que levou o Partido dos Trabalhadores a perder o poder após a reeleição de Dilma Rousseff. Lula também fala sobre as eleições de 2018 e suas perspectivas e esperanças para o País.

Organizada por Ivana Jinkings, com a colaboração de Gilberto Maringoni, Juca Kfouri e Maria Inês Nassif – e edição de Mauro Lopes –, a obra traz ainda textos de Eric Nepomuceno, Luis Fernando Verissimo, Luis Felipe Miguel e Rafael Valim. Além disso, a edição é acrescida de uma cronologia da vida de Lula, organizada pelo jornalista Camilo Vannuchi, texto de capa do historiador Luiz Felipe de Alencastro e dois cadernos com fotos históricas, dos tempos no sindicato à presidência, passando pelas recentes caravanas e manifestações de rua. > Mais

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*** LULA, O HUMANO

Trecho do artigo da jornalista Eliane Brum, no EL PAÍS Brasil:

7 de Abril de 2018 é talvez o dia mais triste da história recente. Para Lula, o humano, e para todos os brasileiros. Qualquer pessoa que não teve seus neurônios infectados pelo ódio – e uma das características do ódio é ser burro – é capaz de perceber a gravidade representada por um político que encarnava o projeto de pelo menos duas gerações de brasileiros, um projeto que de forma nenhuma pertencia apenas a ele, ser acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. E ser preso por isso sem provas convincentes no momento em que está em primeiro lugar nas pesquisas para a eleição de 2018.

Qualquer brasileiro sério é capaz de perceber o abismo que isso representa para o Brasil. A dureza desse momento não para Lula, mas para o que chamamos “nós”, o que de fato não existe, ou só existe em alguns momentos de síntese.

As panelas batendo com fúria nas janelas dos bairros “nobres” de São Paulo é o som da nossa vergonha como país. A de que as pessoas que tiveram o privilégio de estudar, num Brasil tão desigual, sejam incapazes de compreender a gravidade do momento histórico. Esse ódio mascarado de alegria é o rosto contorcido de uma distorção. Esse ódio mascarado de alegria é obsceno. > Leia na íntegra

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*** O MERCADO GLOBAL DAS CURTIDAS FALSAS

O importante é ter mais curtidas e seguidores. Essa máxima movimenta muito dinheiro no mundo. > Mais

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*** O JOGO POLÍTICO NO BRASIL PÓS-GOLPE

O cientista político e filósofo Marcos Nobre deu uma ótima entrevista ao El País Brasil. Professor da UNICAMP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), ele diz que o país vive um momento muito triste” por causa de uma lógica em que atores “irrelevantes politicamente vem buscando relevância política”. Neste grupo ele coloca o presidente Michel Temer, o comandante do Exército Eduardo Villas Bôas e a ministra do Supremo Carmen Lúcia. Na ânsia de se tornarem relevantes, eles acabam prejudicando a sociedade e ferindo a democracia. Ele explica também que a Lava-Jato, ao tentar apoio em setores da sociedade, atingiu as forças políticas de maneira desigual, mirando no PT e “esquecendo” outros. > Mais

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*** BONS MOTIVOS PARA NÃO COMPRAR NA RIACHUELO

A Riachuelo patrocinou o filme “Nada a Perder”, cinebiografia de Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus.

1- O dono da Riachuelo é Flávio Rocha, que é o pré-candidato a presidente do PRB

2- (Partido Republicano Brasileiro), que elegeu Marcelo Crivela governador do Rio de Janeiro, que é parente de Edir Macedo.

3- A milícia ultradireitista MBL, após brigar com João Dória, agora apoia o PRB. > Mais

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*** PRAZERES MÚLTIPLOS

Sim, orgasmos múltiplos existem. Pelo menos, para as mulheres. Que inveja…

> Veja depoimentos

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*** MAIS TIROS CONTRA A DEMOCRACIA

Na madrugada deste sábado 28abr, o acampamento Marisa Letícia, montado em Curitiba em apoio a Lula, foi vítima de um atentado. Um homem atirou e feriu duas pessoas, e depois fugiu num automóvel. A Polícia divulgou imagens e está investigando o caso.

Vai investigar como fez no atentado a tiros contra os ônibus da caravana de Lula, semanas atrás? Se for, melhor não esperarmos nada.

E as pessoas que disseram que os tiros contra os ônibus foram uma trama do próprio PT, para mostrar que são perseguidos, dirão agora também que os apoiadores de Lula atiraram contra eles mesmos? E as pessoas que se mantiveram em cúmplice silêncio, mesmo sabendo que o atentado era um perigoso ataque à democracia, também continuarão agora caladas, covardemente caladas? > Mais

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As taras de Lara – Como não perder a virgindade

18/04/2018

18abr2018

Lara decidiu finalmente perder a virgindade

AS TARAS DE LARA – COMO NÃO PERDER A VIRGINDADE

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A ideia foi da amiga Didica. Por que as duas não perdiam a virgindade juntas, com o Jorge? Sim, com o Jorge, que era da família, de confiança, e afinal Lara já transava com ele havia cinco meses, não seria muita novidade. Só fizeram anal, é verdade, por conta do pavor que Lara tinha de engravidar, mas agora seria pela frente. E adeus time das virgens, ufa!

– Até que não é uma má ideia… – respondeu Lara, considerando que sendo as duas juntas, se sentiriam mais seguras. E nossa menina fez as contas: um mês que não transava, um mês!, tempo demais, já passava da hora.

Então combinaram que convidariam Jorge para ir ao cinema, um inocente cineminha, mas no caminho anunciariam que o que queriam na verdade é que ele fosse o primeiro homem delas, e naquela noite. Ele certamente não recusaria tão nobre missão.

Durante dias, Lara preparou-se para a grande noite. Pesquisou informações em dezenas de sites, para se assegurar de que não engravidaria. Comprou lingerie nova. Até cortou o cabelo. Finalmente saberia o que é ter um pau na buceta. Poderia ser ainda mais prazeroso que no cu?

Conforme o combinado, às oito da noite Jorge parou o carro em frente ao prédio de sua prima Didica e aguardou. Cinco minutos depois, Didica e Lara desceram. Os vestidos curtos, os sapatos de salto e a maquiagem forte lhes davam uma aparência de mais velhas. Pegariam a sessão das nove, um filme de comédia. Dez minutos depois, porém, no meio do caminho, Lara informou, muito séria, que não iriam para cinema coisa nenhuma. Que ele tomasse o rumo do Sabrina´s Motel.

De tão surpreso, Jorge quase bateu o carro. Gaguejou um pouco, dizendo que não sabia chegar lá, mas Lara mostrou o mapa na tela do celular, não tinha erro, só seguir as indicações. No banco de trás, Didica, envergonhada, se esforçava para não rir. Quando chegaram ao Sabrina´s, Jorge ainda não acreditava em sua sorte. Ele parou o carro em frente ao guichê da portaria e baixou o vidro. Olhou a tabela de preços e pediu a suíte mais barata.

– Não! – protestou Lara. – Queremos com hidromassagem. E tudo que tiver direito.

Resignado, Jorge pediu outra suíte, evitando pensar na fatura do cartão de crédito. Mas precisava admitir que o investimento valia a pena, claro que valia. Porém, quando a funcionária pediu os documentos das garotas, ele gelou. Porque só então se lembrou: elas tinham 16 anos.

– Aqui está – disse Lara, entregando para Jorge duas carteiras de identidade. Ele relutou por um instante, mas Lara fez que sim com a cabeça. A funcionária conferiu os documentos, um por um. Jorge sentiu uma gota de suor descendo pelo rosto. Finalmente, a funcionária devolveu as carteiras, com a chave da suíte. Jorge engatou a primeira e saiu.

– Carteiras falsas… – ele murmurou, aliviado –  Vocês podiam ao menos ter me avisado. Quase morri do coração.

– Não, são verdadeiras – respondeu Lara, guardando as carteiras na bolsa. – É pra isso que servem as amigas mais velhas. Né, Didica? – E virou-se para a amiga, que bateu em sua mão espalmada, toda cúmplice.

Ah, nossa esperta menina achou linda a suíte. A decoração suave, os espelhos a embaralhar as imagens, a luz azulada que saía debaixo da cama… Era sua primeira vez num motel, e a primeira vez da amiga também. Estavam ambas encantadas com tudo, embora Didica, ao contrário de Lara, estivesse um tanto nervosa. Ficaram todos descalços, serviram-se de vinho e brindaram. Depois se despiram e foram para a banheira. A água, porém, não esquentou bem e Lara sentiu frio. Tomou mais uma taça de vinho, mas continuou com frio. Então saiu, deixando Jorge e Didica lá. Seria bom para a amiga relaxar, pensou Lara, sorrindo maliciosa para Didica enquanto se enrolava na toalha e voltava para o quarto.

Para animar a festinha, pôs para tocar uma seleção de músicas sensuais que preparara em seu celular especialmente para a noite. Então ligou as luzes piscantes, serviu-se de mais vinho e foi dançar sobre um pequeno tablado, enrolada na toalha. Dançava sozinha, de olhos fechados, viajando na música, caprichando nos movimentos ondulantes. Sentia-se leve. Na verdade, estava aliviada por ter chegado o dia que, desde os treze anos, quando começou a namorar, aguardava com paciência.

Quando se virou, viu a amiga sendo levada nos braços pelo primo. Ele a deitou na cama e os dois se beijaram. Lara achou linda a cena, serviu as taças de todos e pediu mais uma garrafa de vinho. Após isso, sentou-se no sofá, no canto mais escuro, para que Didica não se sentisse intimidada. Assistiria de camarote a amiga perder o cabaço. E depois Jorge faria com ela o mesmo serviço. E adeus time das virgens.

Jorge foi muito cuidadoso, sem pressa nenhuma. Tirou a cueca, depois a calcinha de Didica, lentamente. Beijaram-se com ardor, acariciando-se até onde as mãos alcançavam. Depois, ele beijou o corpo da prima da cabeça aos pés, detendo-se nos peitos, na barriga e, por fim, na buceta, que lambeu por um bom tempo, com suavidade, até que Didica, contorcendo-se feito uma cobra, puxou-o para si. Ele a penetrou com calma, atento a qualquer sinal de dor. Mas não foi tão doloroso, como Didica esperava, apenas uma dorzinha aguda que aos poucos foi se diluindo no meio da excitação que sentia. E foi assim que ela consumou seu desejo, deixando para trás seu passado de virgem, enquanto tocava a seleção sensual de Lara, e ela, no escurinho do sofá, só observava.

– Lara, vem também – Didica a chamou, após um tempo. Mas ela não respondeu. – Lara?

Só quando chegou pertinho foi que Didica percebeu que a amiga… dormia profundamente. Ao lado do sofá, viu a segunda garrafa de vinho vazia e entendeu tudo.

– É, tua amiga exagerou na birita – falou Jorge, enquanto cutucava Lara, que nem se mexia. – E agora?

Didica deitou a amiga no sofá, pondo uma almofada sob sua cabeça, e voltou para a cama, puxando o primo pela mão.

– Agora a gente continua, ora.

(continua na área vip)
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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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AsTarasDeLaraLogo-01aAs Taras de Lara – capítulos publicados

E você, generosa leitorinha, conhece alguém como Lara? Não gostaria de contribuir com a série? Envie suas sugestões: rkelmer@gmail.com

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LEIA NESTE BLOG

Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres
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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

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O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir
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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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As Preciosas do Kelmer – mar2018

31/03/2018

31mar2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição finalizada de cada mês. Espero que você goste.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#66, mar2018
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Capa do mês: Tonia Carrero, atriz brasileira de cinema, teatro e televisão (1922-2018)

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*** DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O Dia Internacional da Mulher é celebrado em 8 de março. A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto. Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras. > Mais.

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*** BARBIES INCLUSIVAS

A artista mexicana Frida Kahlo é um dos modelos da nova coleção de bonecas Barbie. O objetivo da coleção, que conta com 17 modelos, é honrar mulheres de todo o mundo que são inspiração e tiveram um papel histórico ou moderno. Quando surgirá a Barbie transexual? > Mais

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*** POLITICANDO CONTRA AS MULHERES

O Palácio do Planalto voltou a cometer uma gafe no Dia Internacional da Mulher. Exatamente um ano depois de o presidente Michel Temer afirmar em discurso que tinha “convicção do quanto a mulher faz pela casa”, o governo federal enviou ofício ao governador do Ceará Camilo Santana (PT) assinado por órgão que não existe: a “Secretaria Nacional de Políticas contra as Mulheres”.

O nome correto é Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SPM), vinculada ao Governo Federal. O ofício remetido a Camilo trata da inauguração da Casa da Mulher Brasileira de Fortaleza.

Uau, isso é que é sinceridade! > Mais

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*** O INCESTO

Ela determinou que suas quatro filhas, menores de 18 anos, teriam que ter a primeira relação sexual com o pai, seu marido. Durante anos, ambos forçaram as garotas a fazer sexo com eles e as crianças cresceram acostumadas a essa rotina. A mais velha, porém, após casar e fazer tratamento psicológico, denunciou os pais, que foram presos.

Não é filme, é real. > Mais

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*** OS JUÍZES E O AUXÍLIO-MORODIA

Ano após ano, R$ 919 milhões saem dos cofres públicos para o pagamento de auxílio-moradia para 17.094 magistrados, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça. Desse total, R$ 98 milhões são para juízes federais. O benefício é pago aos juízes por conta de uma decisão, de 2014, em caráter liminar do ministro Luiz Fux.

Muitos dos que hoje recebem o auxílio mensal de R$ 4.300 têm imóveis próprios, caso do juiz Sergio Moro, dono de um imóvel de 256 metros quadrados em Curitiba, onde trabalha. Há casos inacreditáveis: José Antonio de Paula Santos Neto, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, é proprietário de 60 imóveis. Ele, assim como Moro e os demais juízes que recebem o benefício, argumentam que o auxílio serve para compensar a falta de reajuste da categoria desde 2015.

O STF julgará a questão nos próximos dias. Porém, mesmo que o auxílio-morodia, ops, auxílio-moradia, dos juízes seja suspenso, eles continuarão com muitas regalias, como auxílio para despesas médicas, para alimentação e para a educação de seus filhos. É mais R$ 1 bilhão saindo dos cofres públicos todo ano para ajudar a quem não precisa.

Para protestar contra a retirada de seus privilégios, os juízes federais farão greve nesta quinta-feira 15mar. Parece absurdo, né? E é mesmo. Quantas escolas e hospitais poderiam ser construídos com todo esse dinheiro que nós, sim, nós, pagamos a esses grandes privilegiados?

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*** MARIELLE, PRESENTE!

O recado da banda podre policial foi claro: não atrapalhem nossos negócios. Porém, o efeito da execução da vereadora Marielle Franco será o inevitável surgimento de mais Marielles por todo o país, ainda mais destemidas. Haverá bala suficiente para nos deter em nossa luta por justiça social? > Mais

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*** AS MENTIRAS SOBRE MARIELLE FRANCO

Poucas horas após o assassinato da vereadora Marielle Franco, a fábrica de notícias falsas foi ativada contra ela, gerando boatos como o seu envolvimento com “bandidos”. O MBL (Movimento Brasil Livre), a desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Marília Castro Neves e o deputado estadual Alberto Fraga, presidente do DEM no Distrito Federal e presidente da Frente Parlamentar de Segurança Pública, são alguns que participam da campanha difamatória. > Mais

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*** AS MILÍCIAS, O TRÁFICO DE DROGAS E A POLÍTICA

A vereadora Marielle Franco denunciava com frequência a violência da banda podre da Polícia e a atuação das milícias nas comunidades pobres do Rio de Janeiro. Por isso, são eles os principais suspeitos de terem-na assassinado. As milícias são grupos formados por ex-policiais, bombeiros, militares, agentes penitenciários e também membros das forças de segurança ainda na ativa. Elas agem nas comunidades carentes, aproveitando o vácuo criado pela ausência do Estado e oferecendo serviços de segurança, transporte, TV a cabo e até mesmo taxando negócios imobiliários. Em alguns lugares, milicianos e traficantes brigam ferozmente pelo território e em outros eles se entendem. No meio desse jogo sujo e sanguinário, fica a população pobre, cujos pedidos de socorro são amplificados por ativistas sociais corajosos como Marielle.

A única forma de deter a violência gerada por traficantes, milicianos e policiais bandidos é a intervenção do Estado nas áreas carentes. Mas não com soldados, e sim com educação, saúde, segurança, transporte, cultura e lazer. > Mais

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*** A PROFESSORA COM DOWN E A DESEMBARGADORA ESTÚPIDA

“Well, eis que se não quando, ouço que o Brasil é o primeiro em alguma coisa!!! Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de down!!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social. Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?”

Esta foi a postagem da desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Marília Castro Neves, na qual ela critica o fato de alguém com síndrome de Down ser professor.

A professora criticada é Débora Seabra, que tem 36 anos e trabalha há 13 como professora auxiliar em uma escola particular de Natal. Ela é ainda autora de livro infantil chamado Débora Conta Histórias (Alfaguara Brasil, 2013). Por ser considerada exemplo no desenvolvimento de ações educativas no país ela recebeu, em 2015, o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação em Brasília. Eis a resposta da professora:

19/3/2018. Recado para a Juíza Marília.
Não quero bater boca com você! Só quero dizer que tenho síndrome de Down e sou professora auxiliar de crianças de uma escola de Natal/RN. Trabalho à tarde, todos os dias, com a minha equipe que tem uma professora titular e outra auxiliar.
Eu ensino muitas coisas às crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito às outras. Aceitem as diferenças de cada uma. Ajudem a quem precisa mais.
Eu estudo o planejamento, eu participo das reuniões, eu dou opiniões, eu conto história para as crianças, eu ajudo nas atividades, eu vou para o parque com elas. Acompanho as crianças nas aulas de inglês, música, educação física e mais um monte de coisas.
O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo pra acabar com o preconceito porque é crime. Quem discrimina é criminoso!
Débora Araújo Seabra de Moura.”

A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down publicou uma carta aberta de repúdio à manifestação da desembargadora. > Mais

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*** TIROS CONTRA A DEMOCRACIA

As mesmas pessoas que comemoraram o assassinato da vereadora Marielle Franco agora aplaudem as violentas agressões e até mesmo os tiros que foram dados hoje contra os ônibus da caravana de Lula, no Paraná. Isso é típico do fascismo, de quem faz política com ódio.

O que está em jogo agora, acima das divergências políticas, é a defesa da democracia. Se ações como essas não forem combatidas com veemência, os fascistas se sentirão cada vez mais à vontade, e aí é só olhar para o passado recente para saber como a coisa pode terminar. > Mais

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*** TONIA CARRERO

Nascida e criada na zona sul carioca, Maria Antonieta de Farias Portocarrero, seu nome de solteira, era filha do general Hermenegildo Portocarrero e de Zilda de Farias Portocarrero. Apesar de graduada em Educação Física, a formação de Tônia como atriz foi obtida em cursos de teatro em Paris. Antes de partir para a França, fez um pequeno papel no filme Querida Susana. Foi a estrela da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, tendo atuado em diversos filmes.

A estreia em teatro foi no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo, com a peça Um Deus Dormiu Lá em Casa, onde teve como parceiro o ator Paulo Autran. Após a passagem pelo TBC, formou com seu marido à época, o italiano Adolfo Celi, e com o amigo Paulo Autran, a Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA), que nos anos 1950 e 1960 revolucionou a cena do teatro brasileiro ao constituir um repertório com peças de autores clássicos, como Shakespeare e Carlo Goldoni, e de vanguarda, como Sartre.

Na TV, um dos seus personagens mais marcantes foi a sofisticada e encantadora Stella Fraga Simpson em Água Viva (1980), de Gilberto Braga. Tônia viria a trabalhar novamente com o autor, em 1983, na novela Louco Amor, dessa vez interpretando a não menos charmosa e chique Mouriel. Tanto em Água Viva como em Louco Amor, Tônia perdeu o papel de vilã para Beatriz Segall e Tereza Rachel, respectivamente. Mesmo assim, os dois personagens que interpretou foram um sucesso.

Era mãe do ator Cecil Thiré, e avó dos atores Miguel Thiré, Luísa Thiré e Carlos Thiré. (Wikipedia)
> Mais
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As Preciosas do Kelmer – fev2018

28/02/2018

28fev2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição finalizada de cada mês. Espero que você goste.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#65, fev2018
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Capa do mês: Marguerite Duras, escritora e cineasta francesa (1914-1996)

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*** FEITAS PARA O PRAZER

Milly Lacombe, repórter da TPM (Trip Para Mulheres), foi a um curso de sexo tântrico. E testemunhou o que lhe parecia impossível: uma mulher tendo um orgasmo de quinze minutos. Sim, quinze. E ejaculando como ela sempre se recusou a crer que fosse possível. Milly retornou de lá impressionada, com suas ideias sobre a sexualidade feminina bastante mudadas.

Em conversas sobre sexo, costumo dizer algo que para algumas pessoas parece tão somente frase de efeito. Eu digo que a mulher foi feita para o prazer, muitíssimo mais que o homem. Que seu corpo e toda a dinâmica de seu organismo foram meticulosamente moldados pela Natureza no sentido de fornecer-lhe prazer sexual, de variadíssimas formas e intensidades, mas que, infelizmente, a cultura cristã-patriarcal sempre conseguiu convencer a sociedade, inclusive a quase totalidade das mulheres, do contrário, reprimindo sua sexualidade a ferro e fogo. E mais: nossa cultura fez e continua a fazer com que as mulheres desprezem e temam as mulheres que escapolem dos grilhões repressivos e assumem, publicamente e sem culpa, a sua sexualidade.

Não há futuro para a humanidade, se ele não trouxer a libertação do princípio feminino, inclusive no homem. Mas para isso, é preciso reconhecê-lo, em toda a sua potencialidade, inclusive sexual. Como ocorreu com a repórter da revista. > Mais

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*** GLITTER ANTIECOLÓGICO

O glitter, muito usado em maquiagens, escorre para os rios, lagos e mares e leva centenas de anos para se degradar, além de contaminar os peixes. E agora?

Uma solução é usar glitter ecológico, feito de material biodegradável. > Mais

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*** PROSTITUTAS CÉLEBRES

Uma delas conseguiu pagar os estudos de seis filhos só por causa de um boquete no carro. Pense num boquete… > Mais

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*** BRINCADEIRINHA QUE PODE SAIR CARO

O “Como Você Seria Se Fosse Do Gênero Oposto?” é o teste da vez no Facebook. Se você entrou na onda, saiba que deu seus dados a uma empresa pouco conhecida, e sabe-se lá o que ela fará com eles…

Pra você deixar de ser besta. > Mais

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*** IGREJAS SÃO SÓCIAS NO TRÁFICO DE DROGAS

Ter uma igreja é a maneira mais fácil de lavar o dinheiro do tráfico de drogas, pois elas são isentas de impostos e não há fiscalização. E agem em nome de Deus. > Mais

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*** CINEMA E LITERATURA EM MARGHERITE DURAS

A Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes abre inscrição para o curso livre “O lugar da Paixão: Literatura e Cinema de Marguerite Duras”, ministrado pela escritora e atriz Sara Síntique. As inscrições vão até a quinta-feira (8/03) e as aulas gratuitas ocorrerão entre os dias 12 e 16 de março, na Vila das Artes, equipamento da Prefeitura de Fortaleza.

Romancista, novelista, roteirista, poetisa, diretora de cinema e dramaturga francesa, Marguerite Duras é considerada uma das principais vozes femininas da literatura do Século XX na Europa.

O curso consiste em um estudo sobre a obra literária e cinematográfica de Marguerite Duras, considerando que, para a artista, literatura e cinema surgem num mesmo lugar de criação, o qual denomina de “o lugar da paixão”. A atividade propõe a reflexão sobre as interseções entre essas duas linguagens artísticas, partindo do nível embrionário proposto por Duras.Sara Síntique é Mestra em Literatura Comparada pela UFC, onde também se graduou em Letras Português-Francês. Pesquisa a poética do corpo na obra literária e cinematográfica de Marguerite Duras. É escritora, atriz e performer. Publicou seu primeiro livro, Corpo Nulo, em 2015, pela Editora Substânsia. > Mais

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*** O PRAZER DE VIVER COM MENOS

Quanto mais coisas temos, mais escravos somos delas. E quanto mais temos, menos sabemos o que temos. O consumismo é uma ilusão que vicia. > Mais

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*** DOE PARA A WIKIPEDIA

A Wikipédia é o 5º site mais visitado na internet e serve 500 milhões de pessoas diferentes por mês – com bilhões de visualizações de páginas.

Não há nada de errado com o comércio. Publicidade não é um mal. Isso, entretanto, não tem lugar aqui. Não na Wikipédia.

A Wikipédia é algo especial. É como uma biblioteca ou um parque público. É como um templo para a mente. É um lugar aonde todos podemos ir para pensar, aprender e partilhar o nosso conhecimento com outras pessoas.

Quando fundei a Wikipédia, podia tê-la transformado numa empresa lucrativa com anúncios comerciais, mas decidi fazer uma coisa diferente. Temos trabalhado arduamente ao longo dos anos de forma a mantê-la perfeitamente ajustada, sem descuidar dos recursos. Nós cumprimos nossa missão e deixamos o desperdício para os outros.

Se todos que lerem isso doarem R$ 10, nós teríamos que levantar fundos apenas um dia por ano, mas nem todo mundo pode ou irá doar. E está tudo bem. Todo ano um número suficiente de pessoas decide doar. Este ano, por favor, considere fazer uma doação de R$ 10, R$ 20, R$ 50 ou qualquer outro valor que você possa para proteger e sustentar a Wikipédia.

Obrigado,

Jimmy Wales – Fundador da Wikipédia

PARA DOAR

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As Preciosas do Kelmer – jan2018

31/01/2018

31jan2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#64, jan2018
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Capa do mês: Liliany Sá, cantora brasileira

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*** MULHERES CONTRA OS EXAGEROS FEMINISTAS

Seu manifesto conseguiu semear o caos na França e em boa parte do mundo. A escritora e crítica de arte Catherine Millet, autora do best-seller A Vida Sexual de Catherine M., é uma das cinco mulheres por trás do manifesto contra o #MeToo, assinado por 100 personalidades da cultura francesa, lideradas pela atriz Catherine Deneuve, a cantora Ingrid Caven e a editora Joëlle Losfeld. Millet diz que esse movimento, que rotula de “puritano”, favorece a volta da “moral vitoriana”. Ela defende “a liberdade de importunar”, inclusive no sentido físico, considerando-a indispensável para assegurar a herança da revolução sexual.

> Leia sua entrevista para o El País Brasil

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*** RESPONDENDO A CATHERINE DENEUVE

“Temos o direito fundamental de não sermos insultadas, assobiadas, agredidas, estupradas. Temos o direito fundamental de vivermos nossas vidas em segurança. Na França, nos Estados Unidos, no Senegal, na Tailândia ou no Brasil: este não é o caso hoje. Em nenhum lugar”, diz o manifesto, assinado por dezenas de ativistas no jornal independente Médiapart, em reação à carta aberta assinada por Catherine Deneuve, Catherine Millet, Elisabeth Lévy e uma centena de mulheres no jornal Le Monde em 09.01.18.

Já para a editora da revista Causeur, Elisabeth Lévy, signatária da carta aberta, esse movimento (feminista) coloca todos os homens no mesmo saco: “Vivemos um período de histeria coletiva que tenta nos fazer acreditar que todos os homens são porcos”.

E eu, o que acho, eu que costumo me meter nesses assuntos espinhosos, e geralmente levo porrada dos dois lados? Acho que o atual debate é difícil, mas é bem vindo. As grandes mudanças costumam, num primeiro momento, trazer excessos, e isso é natural, pois a água represada, para seguir seu rumo, precisa romper e destruir. Sei que há várias linhas no movimento feminista, e que algumas discordam veementemente entre si, assim como os homens também discordam entre si sobre machismo e sobre as mulheres.

Espero que os homens reconheçam que, mesmo com possíveis excessos, a luta das mulheres por emancipação é mais que justa, é necessária. E espero também que, num segundo momento, estejamos todos mais maduros nesse debate, e que o princípio feminino, historicamente tão oprimido em nossa sociedade, enfim se equilibre ao masculino (yin e yang), tanto na psique das mulheres como na dos homens, e assim cheguemos a uma sociedade mais justa e igualitária, sem opressor nem oprimido. > Mais

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*** HISTERIA COLETIVA E POLÍTICA: TUDO A VER

A estratégia é bem conhecida: escolhe-se uma causa justa que represente bem a mentalidade média de uma população em determinado período (os crimes de pedofilia, por exemplo) e ela é usada de forma sensacionalista e desonesta contra um grupo, uma classe ou um partido, ou mesmo uma ideia, para gerar uma espécie de histeria coletiva e massacrá-los ante a opinião pública.

No Brasil de 2017, muita gente bem intencionada caiu nessa armação e vociferou contra os artistas e os museus, sem saber que agia como massa de manobra.

Por trás desses episódios de ódio e intolerância e de tentativa de censura artística estão milícias políticas ligadas à direita, como o MBL, que esperam colher os frutos dessa estratégia nas eleições e na aprovação de leis e emendas favoráveis aos grupos que representam.

Conheça alguns casos de histeria coletiva e veja como algo banal pode sair totalmente do controle e ocasionar grandes tragédias. > Mais

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*** DUZENTOS ANOS DEPOIS, MARQUÊS DE SADE AINDA NOS FASCINA

Duzentos anos após sua morte, o depravado mor da literatura ocidental ainda nos seduz. Ah, safado… > Mais

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As Preciosas do Kelmer – dez2017

31/12/2017

31dez2017

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Dicas e pitacos para o mês
#63, dez2017
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Capa do mês: Sirlanney Nogueira, desenhista e quadrinista brasileira

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*** A TERCEIRA IDADE DO ORGASMO FEMININO

A sexualidade na terceira idade é um tema que não encontramos facilmente por aí. Mas, se não morrermos antes, todos nós chegaremos lá. Talvez seja interessante ouvir o que os mais velhos têm a dizer. > Mais

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*** XICO SÁ, MARIA RIBEIRO E GREGÓRIO DUVIVIER

Um batepapo descontraído e com muito humor sobre livros e o prazer da leitura. Este é o mote que reúne Xico Sá, Maria Ribeiro e Gregório Duvivier no evento que acontecerá em Fortaleza, no domingo 10dez, no Cineteatro São Luiz. Para os amantes dos livros, uma ótima pedida. > Mais

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*** TRÁFICO EVANGÉLICO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Crimes de ódio contra praticantes de Umbanda e Candomblé no Rio Janeiro representam 90% dos casos do disque-denúncia estadual. No país, as denúncias de discriminação por motivo religioso cresceram 4.960% em 5 anos. A novidade é a união das igrejas evangélicas com os grupos criminosos que comandam o tráfico de drogas. Os bandidos agridem praticantes de religiões de matriz africana, incendeiam suas casas e terreiros e os forçam a sair da comunidade.

O Brasil está no caminho de se tornar um Estado Evangélico. Isso já ocorre na prática, com leis aprovadas que ferem a laicidade do Estado e com o terror implantado pelo tráfico evangelizado. Se você é católico, talvez se sinta seguro, pois evangélicos também são cristãos. Porém, quando a religião se une à política, o fanatismo sempre vence, e pequenas diferenças de credo podem ser o suficiente para justificar a violência. Católicos também serão perseguidos. > Mais

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*** OBRIGADO, LUIZ CARLOS MACIEL

Principal ensaísta e pensador da contracultura no Brasil, o jornalista, diretor teatral e roteirista Luiz Carlos Maciel morreu no sábado 09dez, aos 79 anos, vítima de falência múltipla de órgãos. Conheci-o pessoalmente em 2005, quando fui seu aluno num curso de roteiro na Casa da Gávea, no Rio de Janeiro. Pareceu-me, à época, cansado e um tanto desgostoso, mas aprendi bastante com ele. Um brinde, bruxo velho. > Mais

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*** TUDO POR UM BEBÊ

Quando você acha que já viu todos os terrores e todas as crueldades possíveis nos livros e nos filmes, aí você se depara com um caso desse. Disposta a ter um bebê a qualquer custo, uma mulher atrai uma garota grávida para uma armadilha, faz o parto, mata a garota e vai para o hospital com o bebê, afirmando que é a mãe. O caso aconteceu em Uberlândia-MG, em novembro deste ano.

Além do sofrimento da família e dos amigos da garota, fico a imaginar como a criança lidará com o fato, quando a ela for revelado. Ou isso é o tipo de coisa que alguém jamais deveria saber? > Mais

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*** JESUS NEGRO NINGUÉM ROUBA

Num balneário turístico na região da Toscana, Itália, a prefeitura montou o presépio de Natal deste ano com um menino Jesus negro. Nos anos anteriores, o Gèsu bambino, de pele branca, sempre era furtado. Dessa vez, parece que os ladrões não se interessaram muito pelo recém-nascido… > Mais

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*** SIRLANNEY NOGUEIRA

Conheci Sirlanney na Bienal Internacional do Livro do CE, em 2014. Desde então, acompanho com entusiasmo seu trabalho de desenhista. Em certos momentos, o modo com que ela expressa suas dores e angústias me lembra Frida Kahlo. Outras vezes, vejo-me diante de uma super-heroína atrapalhada da pós-modernidade, que combate o machismo e outras opressões com humor e graciosidade.

Não é fácil seguir uma carreira de desenhista no Brasil, principalmente sendo mulher, declaradamente feminista e cearense do interior. Torço para que Sirlanney não canse tão cedo.

Uma entrevista com ela: http://www.sobreotatame.com/magra-de-ruim-feminista-arretada-e-dos-quadrinhos

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