O mistério da viúva negra

01/07/2022

01jul2022

O mistério da viúva negra 1

O MISTÉRIO DA VIÚVA NEGRA

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Verdadeiro homem de família, fiel à esposa, de casa para o trabalho, do trabalho para casa. Assim era o Nicolau. Por isso, foi uma grande surpresa quando, em seu enterro, aquela bela mulher apareceu, pele alva e cabelos negros, vestido preto longo e decotado, sombrinha e óculos escuros. Sozinha e um pouco afastada, ela acompanhou a cerimônia, semblante sem expressões, aqui e ali enxugando uma lágrima, enquanto o vento soprava em seu vestido fendido, oferecendo, por um instante, a visão de sua perna esguia.

A viúva Valdete até parou de chorar. Os filhos Fabinho e Joca murmuraram em pensamento: Você, heim, Papai… Parentes e amigos, sem exceção, todos se indagaram, curiosos, sobre quem poderia ser. Em meio aos cochichos, nem o padre Jarbas resistiu a uma olhadela por cima do ombro, antes de postar-se à frente e enaltecer as qualidades do finado. O coveiro Maurição, coitado, errou o passo e quase despencou na sepultura. E, nem bem descido o caixão, tão misteriosamente quanto surgiu, aquela gótica aparição se foi, seu vulto negro sumindo para sempre nos vãos das lápides…

Uma hora depois, já em casa, Virgínia guarda o traje no armário, serve um licor e senta ao sofá. Abre o caderno de capa preta, risca o nome Nicolau e confere os outros nomes agendados. Impossível saber quem seria o próximo. Pela idade, provavelmente Napoleão, mas ele estava bem de saúde. Cliente especial, ela pensa, sorrindo. Contratou seus serviços quinze anos atrás, e ainda lhe conseguiu cinco clientes em sua turma do futebol, todos já idos.

O primeiro deles que se foi, Henrique, propôs pagar o dobro para que ela, além de comparecer ao enterro, derramasse solenemente um vinho sobre seu caixão, mas ela não aceitou, seria obviamente arriscado. Ao segundo, Walber, prometeu usar a peruca ruiva (homens e seus funéreos caprichos…) e, sim, cumpriu a promessa. O terceiro, Sávio, ofertou-lhe a camisa do time de coração para que ela usasse ‒ ela agradeceu, achou linda, mas não poderia usar, pois não combinava com o figurino. O quarto, Ayres, perguntou, assim como quem não quer nada, se ela por acaso fazia algo mais além de semear o caos em enterros, ao que ela, elegantemente, respondeu que isso já era muito. O derradeiro, Demétrio, nada pediu, mas perguntou qual era a garantia do serviço, e ela, sem titubear: A mesma da vida.

Virgínia fecha o caderno, bebe o resto do licor e vai preparar algo para comer. Enterro sempre lhe dá uma fome do outro mundo.

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Ricardo Kelmer 2021 – blogdokelmer.com

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MAIS MINICONTOS

AMetamorfose-01A metamorfose – Pai, filho e o fundo do poço

Desculpem o atraso – Ela, o feminismo e o BDSM

A última mensagem – Aprendendo sobre amor e perdão

Literalmente – O sentido dos textos e da vida

Prazer proibido – Essas mães e suas filhas…

O terror da lagoa – Lia queria Jaime só para ela

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Reconstruções

08/03/2022

08mar2022

Admitir que não somos invencíveis, infalíveis e imbrocháveis, como sempre nos fizeram crer

Yin Yang Feminino Masculino 4

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RECONSTRUÇÕES

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Repensar os valores machistas sedimentados em nossa cultura e tudo que nos foi ensinado desde pequenos sobre a mulher. Questionar as regras da sociedade, das religiões, da família, dos grupos de amigos. Abdicar dos diversos tipos de privilégios de que dispomos. Admitir que não somos invencíveis, infalíveis e imbrocháveis, como sempre nos fizeram crer. Constatar que o princípio feminino também habita nossa alma.

Sim, toda reconstrução é trabalhosa e requer honestidade consigo mesmo. Mas é o que precisamos fazer, nós machos Homo sapiens. É a nossa tarefa de cada dia, cada dia um pouco. Porque o futuro da humanidade ou será mais feminino, ou não será.

8 de Março – Dia Internacional da Mulher

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Ricardo Kelmer 2022 – blogdokelmer.com

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VIAJANDO NA MAIONESE ASTRAL
Memórias exóticas de um escritor sem a mínima vocação para salvar o mundo
Miragem Editorial, 2020

Enquanto relembra as pitorescas histórias de quando largou uma banda de rock para liderar um aloprado grupo esotérico e lançou-se como escritor com um livro espiritualista de sucesso (Quem Apagou a Luz? – Certas coisas que você deve saber sobre a morte para não dar vexame do lado de lá) que depois renegou, o autor fala, com bom humor, sobre sua suposta vida no século 14, carreira literária, amores, sexo, drogas ilegais, prostituição e crises existenciais, reflete sobre sua relação com o feminino, o xamanismo, a filosofia taoista e a psicologia junguiana e narra sua transformação de líder de jovens católicos em falso guru da nova era e, por fim, em ateu combatente do fanatismo religioso e militante antifascista.

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01- Parabéns pelo texto. Qdo morava em Fortaleza costumava curtir suas participações na Rádio Universitária FM. Gostava muito. Francisco de Paula, Fortaleza-CE – mar2022

02- Salve, salve a Mulher, viva. Fernando Piancó, Fortaleza-CE – mar2022

03- Maravilhoso. Vou copiar. Glauria Lula Dantas, Fortaleza-CE – mar2022

04- Voto com o relator. Ou a revolução será feminista ou não será, e como diz o @Ricardo Kelmer, não me chamem pruma revolução sem vinho. Nicolas Ayres, Fortaleza-CE – mar2022

05- Que lindo, Kelmer. É exatamente isso. O que eu mais admiro nos escritores é que eles conseguem expressar em palavras aquilo que nós só conseguimos sentir. Joyce Lobo, Fortaleza-CE – mar2022

06- Sempre um mestre com as palavras! Feliz dia mulheres! Cícera Vidal, Fortaleza-CE – mar2022

07- Valeu! Obrigada. Bj. Marcia Soares Fernandes, São Paulo-SP – mar2022

08- Viva. Joveline Anjos, Fortaleza-CE – mar2022

09- Mandou bem. Cida Cidoca, Fortaleza-CE – mar2022

10- Credo. Tao feminista ese texto qe parece coisa de pucha saco querendo xavecar no as guerrilheiras. Mauricio Centrone Ferreira, Valparaíso-Chile – mar2022


O segredo de Fátima – Traída por Deus, no amor vingada

16/12/2021

16dez2021

O segredo de Fátima 02

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O Segredo de Fátima CAPA 1a> À venda na Amazon (kindle) ou direto com o autor (PDF). Entre em contato: rkelmer@gmail.com

Nessa história de fé, amor e traição, com toques de erotismo e suspense, Fátima é uma famosa cantora cristã, com milhões de discos vendidos e agenda repleta de apresentações. Seu empresário, Miltinho, rege sua carreira com dedicação e respeito. Porém, há segredos delicados nessa relação, e um acontecimento inesperado faz surgir novos e estranhos segredos.

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O SEGREDO DE FÁTIMA
Traída por Deus, no amor vingada

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Igreja da Pomba Sagrada do Paraíso. Ou Pomba Sagrada, como era mais conhecida. Funcionava no térreo de um prédio de salas comerciais. Foi lá onde Miltinho conheceu Fátima, ela na desabrochada flor de seus dezoito anos, ele nove anos mais velho. Ela no palco, linda e angelical, encantando a todos à frente do grupo musical da igreja. Foi paixão ao primeiríssimo olhar.

Na verdade, foi mais que isso. Naquele dia, enquanto Fátima cantava no momento do ofertório, Miltinho sentiu-se tomado por um sentimento avassalador, e ele compreendeu que aquilo era amor, o amor mais puro e sincero que um filho de Deus poderia ter. Enquanto regozijava-se, inundado de amor, ele viu um raio de luz fosforescente entrar pelo teto e iluminar a garota, e soube, por uma voz que ecoava dentro dele, que ela seria uma grande estrela da música, para a glória do Senhor. Tomado de êxtase, teve outra revelação divina, que o fez tremer por dentro: aquela mulher seria sua.

Quando terminou o culto, ele, ainda atordoado, saiu apressado em direção ao ponto de ônibus, nem se despediu dos irmãos e irmãs da igreja. No caminho para casa, repetiu cem vezes em pensamento a verdade que lhe fora revelada: Uma grande estrela… minha mulher…

Como, ainda na adolescência, fizera voto de castidade, Miltinho não tinha experiência com mulheres, era tímido. Simplesmente não sabia agir diante delas. Como se comportar com aquela que seria sua futura mulher?

Dias depois, na saída do culto, foi ela mesma quem deu uma mãozinha ao destino.

‒ Oi! Você é o Miltinho, né?

Ao vê-la caminhando bem ao seu lado, quase tocando-o, ele tentou responder, mas a voz não saiu.

‒ Prazer, Fátima.

Ele conseguiu apenas sorrir.

‒ Você é mudo?

‒ Na-não… ‒ ele conseguiu responder, gaguejando.

‒ É gago?

‒ Também-bém não…

Ela riu, achando graça do jeito dele. Muito simpática, perguntou se era verdade que trabalhava num estúdio de gravação. Miltinho confirmou, balançando a cabeça e sentindo uma gota de suor escorrendo pelo pescoço. Ela explicou: tinha o sonho de ser cantora profissional e queria gravar um disco, mas não tinha dinheiro. Ele, procurando controlar o nervosismo, perguntou se ela já havia falado com o pastor Genilson, talvez ele pudesse ajudar.

‒ O pastor disse que a igreja não tem dinheiro, mas vai orar por mim.

Após pensar um pouco, Miltinho falou que veria o que podia conseguir para ela.

Uma semana depois, a boa notícia para Fátima: Miltinho lhe informou que a dona do estúdio, uma mulher generosa e temente ao Senhor, concordara em não cobrar nada, desde que a produção se mantivesse numa faixa de preço razoável, e nem era necessário divulgar a marca do estúdio. Fátima ficou radiante de felicidade e o abraçou agradecida. Nessa noite, Miltinho não conseguiu dormir, ainda envolvido pelo abraço daquela que estava predestinada pelos céus a ser sua mulher.

Nas semanas seguintes, encontraram-se quase diariamente no estúdio para gravar as músicas, e nos intervalos tomaram café juntos. Ela lhe contou que era órfã e que morava com uma tia que não gostava dela, e que o que mais queria na vida era ser cantora profissional e espalhar a palavra de Deus pelo mundo. Contou também de seu voto de castidade, e nesse momento Miltinho teve ainda mais certeza de que estava diante de sua futura mulher, e que os dois findariam juntos seus votos de castidade, para a glória do Senhor.

O disco ficou pronto e o lançamento foi na Pomba Sagrada, e nesse dia Fátima deu-lhe um beijo no rosto. Em casa, em sua cama, Miltinho repassou a cena pela centésima vez, e a sensação dos lábios de Fátima tocando sua pele era como um fogo a lhe queimar por dentro, provocando-lhe desejos inconfessos que o impediam de dormir.

Fátima vendeu, ela mesma, seu disco para os fiéis da igreja e também nas praças e pontos de ônibus, e até apresentou-se em alguns programas de rádio e na tevê. Admirado com sua determinação, Miltinho torcia fervorosamente pelo sucesso da amada e até conseguiu vender alguns discos para os amigos.

Um dia, porém, Fátima descobriu a verdade e telefonou para ele.

‒ Você mentiu pra mim.

Do outro lado da ligação, Miltinho nada respondeu.

‒ Eu já sei, Miltinho.

‒ Sabe… o quê?

‒ Que o estúdio não patrocinou meu disco.

‒ Ahn… bem…

‒ Não minta, por favor.

‒ Na verdade… o estúdio fez um preço razoável pra mim… e o meu serviço não cobrei.

‒ Então… você pagou tudo?

‒ Bem… Não.

‒ Não minta, Miltinho, é pecado.

‒ Eu… ainda estou pagando.

‒ Por que fez isso?

‒ Desculpa… eu…

‒ Eu sei que você não ganha tanto assim.

‒ É que eu… tive uma revelação.

‒ Que revelação?

Miltinho respirou fundo. Já não podia mais esconder a verdade de sua amada.

‒ Fátima, você será uma grande estrela da música, para a glória do Senhor.

‒ Eu? Você está falando sério?

‒ Sim, pelo sangue derramado de Cristo.

Fátima estava pasma. Não sabia o que falar.

‒ Alguém precisava… apostar em você. Foi por isso que fiz o que fiz.

Não era uma mentira, era apenas uma meia-verdade, ou melhor, um terço da verdade. Os outros dois terços é que ele a amava e que ela seria sua mulher, estava escrito.

Fátima agradeceu por sua generosidade, e disse que o reembolsaria com o dinheiro dos próximos cachês e da venda do disco. Ele, porém, propôs que ela pagasse de outra forma.

‒ Como assim? ‒ ela perguntou, desconfiada.

Ele respirou antes de falar.

‒ Me deixe ser seu empresário.

‒ Você?

‒ Olha… eu… lá, no estúdio, converso muito com empresários de artistas ‒ ele prosseguiu, e agora não tinha outro caminho senão seguir ir em frente. ‒ Sei que posso conduzir bem sua carreira. Eu tenho todos os seus programas gravados, sabia?

‒ Sério?

‒ Sim. Sei o que você pode melhorar. Voz, postura, figurino, marketing…

Aquilo era interessante, pensou Fátima. E ele parecia sincero.

‒ O Senhor sabe que eu sou seu admirador número um. Desde o primeiro dia em que vi você cantando na igreja.

Fátima falou que pensaria no assunto. Nessa noite, Miltinho novamente não conseguiu dormir, o coração ribombando no peito.

O segredo de Fátima 02

A agonia durou apenas até o dia seguinte: para a imensa alegria de Miltinho, Fátima aceitou a proposta. E ela logo veria que fizera a escolha acertada. Dedicando-se totalmente a ela quando não estava no estúdio, Miltinho ajudou-a, entre outras coisas, a organizar a agenda de compromissos e as redes sociais, e ele mesmo vendia o disco nas apresentações que ela fazia. E foi dele a ideia de mudar seu nome artístico: agora, ela era Anja Fátima. Sua determinação em fazer-se cumprir o grandioso destino de sua amada só não era maior que a própria determinação dela de realizar seu sonho dourado.

Um ano depois, veio o segundo disco e as vendas aumentaram, e Anja Fátima começou a ficar conhecida não apenas na cidade, mas no país inteiro. A Pomba Sagrada ficou pequena para a multidão que comparecia só para ver a linda cantora da voz angelical. Logo, a agenda estava bastante movimentada e o cachê subindo mês a mês, e Miltinho precisou deixar o estúdio para dedicar-se integralmente à carreira de sua amada. Depois, veio o contrato com uma grande gravadora, o terceiro disco, mais shows, entrevistas, capas de revistas, o quarto disco…

Estamos agora na varanda de um belo apartamento. É a cobertura que Fátima comprou, com vista para o mar. Passaram-se cinco anos desde aquele dia na igreja em que ela o abordara. Fátima ofereceu um jantar para os amigos mais íntimos e, após todos irem embora, sobraram ela e Miltinho. Ele não bebia, mas ela insistiu, é só hoje, e é só uma tacinha… Então, na varanda, olhando a cidade dali do vigésimo andar, eles brindaram ao sucesso, ao novo apartamento e ao programa de tevê que ela apresentava, que estreara dias antes. Aos 23 anos, Anja Fátima era uma estrela.

Então, levado pelo vinho, Miltinho finalmente decidiu abrir seu coração para Fátima. Falou que a amava, amava em silêncio, mas muito, profundamente, como jamais amara ou amaria outra mulher na vida, e que naqueles cinco anos não deixou de desejá-la nem por um dia sequer, nem por um milésimo de segundo.

‒ Nem quando eu namorava o Cléber?

Cléber era o baixista da banda.

‒ Não.

‒ Nem quando eu namorei o Luizão?

Luizão era o baterista.

‒ Não. E nem quando você namorou o pastor Genilson.

Fátima estava impressionada. É verdade que foram namoros curtos, que sempre acabavam quando ela revelava que casaria virgem para a glória do Senhor, mas, mesmo assim, aquela declaração de amor merecia seu respeito.

‒ Agora, você sabe da verdade ‒ Miltinho prosseguiu. ‒ Se quiser me despedir, eu entenderei perfeitamente.

Ela olhou para ele emocionada. Sempre vira Miltinho como um grande amigo, um empresário amigo, e sempre entendera as suas atenções e cuidados para com ela como profissionalismo de sua parte, nada além disso. Mas, agora, sabedora de seus sentimentos, já não podia vê-lo com os mesmos olhos de antes. Agora, de repente, via-o como um homem muito especial.

‒ Miltinho, eu realmente nunca pensei que você sentisse isso por mim.

‒ Disfarcei bem, não?

‒ Muito bem.

‒ E então, estou despedido?

‒ Não sou louca de largar o melhor empresário do mundo.

Fátima tomou a taça de sua mão e a pôs sobre a mesa. E o abraçou.

‒ Esse amor bonito, que agora sinto bater em seu peito, é uma divina dádiva para mim ‒ ela prosseguiu, abraçada a ele. ‒ E eu prometo que saberei retribuí-lo com a minha melhor amizade e todo o meu respeito, para a glória do Senhor.

E assim ficaram, abraçados, até ela se afastar.

‒ Agora, um brinde a nós dois.

Miltinho olhou para a mulher à sua frente a lhe estender a taça. O vermelho vivo do vinho era a cor do seu desejo, que naquele momento fazia volume sob a calça. Ah, como desejava aquela mulher… Tantas e tantas noites acordado na madrugada, revirando-se na cama, lutando contra os pensamentos pecaminosos que o invadiam… Uma vez, num momento de fraqueza, quase quebrou seu voto de castidade com Lurdinha, uma irmã da igreja, e doía lembrar que chegaram a ficar nus na cama… Felizmente, no último instante, veio-lhe socorrer a certeza de que a mulher a quem entregaria a sua primeira vez não era Lurdinha, era outra, e ele venceu a tentação, para a glória do Senhor.

Agora, sua amada estava ali, dizendo que gostava dele apenas como amigo e parceiro profissional, sem nem imaginar o que ele passou naqueles cinco anos, o quanto lutou contra seus próprios desejos…

Agora, Fátima sabia de seu amor por ela. E se soubesse que estava destinada a ser sua mulher? Talvez isso facilitasse as coisas…

‒ A nós dois ‒ ele enfim falou, estendendo sua taça. E o tilintar dos vidros selou a continuação do compromisso iniciado cinco anos antes. Aquilo que só Miltinho sabia seguiria com ele, apenas com ele.

*     *     *

A vida, entretanto, reservava uma grande surpresa. E ela começou com sensações de fraqueza, câimbras e espasmos. Durante um ano inteiro, Fátima consultou vários médicos, até descobrir que era vítima de uma doença degenerativa rara, que não prejudicaria suas capacidades mentais, mas afetaria seus músculos e dificultaria cada vez mais os movimentos. Havia opções de tratamento, mas a cura era incerta.

O diagnóstico deixou Fátima muito abalada, e Miltinho mais ainda, embora tenha conseguido se controlar. Ele sabia que agora ela necessitaria dele mais que nunca. Então, mesmo com a resistência de Fátima, que não aceitava deixar de trabalhar, ele cancelou todos os compromissos profissionais, inclusive a gravação do quinto disco, para que se dedicassem totalmente à recuperação de sua saúde. Nas redes sociais, Anja Fátima anunciou ao seu querido público que interromperia por um tempo a carreira para fazer um retiro espiritual.

Dois anos após os primeiros sintomas aparecerem, de tentarem variados tipos de tratamento e verem que a doença evoluía ainda mais rapidamente, eles compreenderam que não havia mais o que pudesse ser feito. Então, decidiram mudar de ares e compraram uma casa na serra onde morariam juntos e ele poderia cuidar dela longe da imprensa bisbilhoteira e dos falsos amigos.

Fátima já estava com os movimentos do corpo bastante reduzidos e se cansava facilmente. Para Miltinho, assistir diariamente e de pertinho à decadência física da mulher que tanto amava era a maior das torturas, e à noite, após ela adormecer, ele ia para a varanda e permitia-se chorar, e rezava por horas, agarrado ao último fiozinho de esperança.

Um dia, ela o chamou ao quarto, onde, deitada na cama, via o vídeo do último show que fizera antes de interromper a carreira, um ano antes.

‒ Anja Fátima… É um bonito nome, não é, Miltinho?

– Sim, é lindo. Combina com você.

– Pena que não passa de uma ilusão.

Miltinho procurou algo para dizer, mas ela prosseguiu:

– Por que ele me deixou viver essa ilusão? ‒ ela perguntou, olhando a tela da tevê.

‒ Você sabe que não foi uma ilusão.

‒ Você sabe que foi, sim. Anja Fátima confiou nele, seguiu o caminho que ele indicou, um caminho de sonho, de felicidade… Pra quê? Pra, de repente, acordar nesse pesadelo real.

Miltinho entendia a revolta que ela sentia, e todos os dias rezava para que o Senhor a perdoasse por aquelas blasfêmias que ela dera para dizer.

‒ Mas eu gosto de rever as imagens dessa ilusão ‒ ela falou, e lhe apontou o controle remoto. ‒ Põe de novo, por favor.

Ele pegou o controle e pôs o vídeo no início. Mas ela já havia adormecido. Então, ajeitou sua cabeça no travesseiro e saiu para a varanda, onde as estrelas do céu o aguardavam para iluminar seu pranto.

Na semana seguinte, era aniversário dela, e ele pensou em comprar um bolo, e também trocar a cortina do quarto por uma mais alegre, mas Fátima o proibiu de falar ou fazer qualquer coisa que a fizesse lembrar da data. E ele obedeceu, agindo como se fosse um dia qualquer. E à noite, na varanda, chorou como jamais chorara em toda a sua vida.

No último dia do ano, após ajudá-la a tomar banho, vestiu-a e a pôs na cama. Cobriu-a com um lençol e ajustou a temperatura do ar-condicionado.

‒ Miltinho, vem cá.

Ele se aproximou e sentou ao seu lado.

O segredo de Fátima 02

‒ Você tem sido maravilhoso comigo, e eu tive muita sorte de ter você em minha vida. Quero te agradecer por tudo, mais uma vez. Obrigado.

‒ Não tem o que agradecer. Fiz tudo por amor.

‒ Espero que faça bom uso dessa casa, ela é ótima. E de todo o resto que vai herdar. Ainda tem um bom dinheiro na conta.

‒ Não vamos falar disso, por favor. Amanhã é ano novo e…

‒ Eu sei ‒ ela o interrompeu. ‒ E tenho um pedido especial pra fazer.

‒ Posso saber qual é?

‒ Deve, pois é pra você mesmo.

‒ Qual é?

‒ Eu não quero morrer virgem.

Miltinho achou que não escutara direito.

‒ Não entendi.

‒ Entendeu, sim. É o meu último desejo. Não seja cruel de negar.

Ele simplesmente não soube o que dizer.

‒ Ouviu, Miltinho? Sua amada não quer morrer virgem.

‒ Está na hora do lanche, vou pegar ‒ ele falou, levantando-se.

‒ Foda-se o lanche. Senta e me escuta.

‒ Fátima, você…

‒ Senta!

Ele suspirou e obedeceu.

‒ Tudo que eu quero é isso, não morrer virgem. E só você pode me ajudar. Entendeu?

Miltinho fechou os olhos, sentindo o coração disparar no peito.

– Você seria tão desumano a ponto de negar o último desejo de uma moribunda? Você quer ir pro Inferno?

Ele suspirou. Ele conhecia bem aquela determinação.

‒ Fátima, você está muito fraca, não percebe?

‒ Isso não vai me exigir muita força.

‒ Mas…

‒ Ficarei quietinha, é só abrir as pernas.

Ele virou o rosto, sem acreditar naquele diálogo.

‒ Miltinho, eu não quero e não vou virgem pro Céu. Pro Inferno, que seja. Não vou. Entendeu?

‒ Não fale assim, por favor…

‒ Então diga que vai me ajudar. E que vai guardar nosso segredo.

‒ Não posso… É pecado.

‒ Pecado foi eu ter economizado a buceta por todos esses anos pra glória do Senhor, isso sim. E o cu também. Porque você sabe que lá na igreja tinha muita irmã que era virgem só na frente, né? Faziam voto de castidade pela metade. Pois sim, agora que eu vou morrer, de que adiantou tanto sacrifício, heim?

Ele levantou e caminhou até o outro lado do quarto. A vontade do Senhor, afinal, se cumpria. Não exatamente da forma que ele imaginava, mas quem pode adivinhar os desígnios divinos?

‒ Tudo bem. Amanhã mesmo vou naquela igreja, eu conheço o pastor de lá.

‒ Fazer o quê?

‒ Vamos nos casar, ora. Pra que se cumpra a vontade do Senhor.

‒ Bem, isso era outra coisa que eu tinha pra dizer.

‒ Como assim?

‒ Não quero que seja com você.

Ele ficou olhando para ela, sem acreditar no que ouvira. Ela estava brincando, só podia estar.

‒ Estou falando sério. Quero que seja com outro homem.

‒ Mas… como assim?

‒ Outro homem. Você, não.

‒ Mas… por que não eu?

‒ Bem, não há outro modo de dizer isso. Eu quero que seja com um homem… do pau grande.

Ele sentiu-se desmoronar.

‒ Desculpa trazer a sua intimidade para essa conversa, mas foi o jeito. Eu sei do que estou falando. Lembra da Lurdinha, da igreja? Ela me contou.

Miltinho não sentia o chão. Precisou puxar a cadeira e sentar.

‒ Pague o que for necessário, entendido?

Miltinho já não escutava. Aquilo era um pesadelo.

‒ Você vai fazer isso por mim, não vai?

*     *     *

Miltinho foi ao balcão da cozinha, serviu uma dose de uísque e entregou o copo ao homem que o aguardava na sala, sentado no sofá. E sentou de frente para ele.

‒ Não vai me acompanhar? ‒ o homem perguntou.

‒ Eu não bebo.

Precisara ir a um prostíbulo na cidade vizinha para pedir informações às mulheres que lá trabalhavam. Indicaram aquele homem. Devia ter a sua idade, boa aparência, parecia ser confiável.

‒ Não sei se entendi bem a proposta. Você quer que…

‒ É exatamente o que falei ‒ Miltinho o interrompeu, um tanto impaciente. ‒ Quero que você seja o primeiro homem da minha mulher. Você só tem que ser cuidadoso com ela. E não estranhe se ela não se mexer muito, ela tem um problema muscular, mas está perfeitamente ciente da situação.

‒ Isso não vai me trazer complicação depois, né?

‒ Nenhuma, eu garanto. Aqui está o pagamento ‒ Miltinho entregou ao homem um envelope. ‒ E nessa sacola tem preservativo e lubrificante.

O homem abriu o envelope e conferiu. Ainda não acreditava que estava sendo pago para fazer aquilo. Bem, o que importava é que era tudo de comum acordo. E dentro daquele envelope tinha mais dinheiro do que o que ganhava no mês inteiro como garçom da pizzaria.

‒ Ela está aguardando ‒ disse Miltinho, levantando-se. ‒ É a terceira porta à esquerda. Não precisa bater.

Os trinta minutos seguintes demoraram mais que a eternidade inteira para Miltinho. Ele preferiu esperar no jardim, regando as plantas e tentando se entreter com as borboletas para não pensar no ciúme que naquele momento o corroía por dentro feito a lava ardente do Inferno.

Quando o homem surgiu na varanda, ele se dirigiu ao portão da casa e o abriu. O homem desceu o batente, caminhou até o portão e parou.

‒ Fique tranquilo, não foi minha primeira vez com uma virgem.

Miltinho fechou o portão e entrou na casa. Suas pernas levavam todo o peso do mundo.

Na penumbra do quarto, Fátima o aguardava na cama. Ela tinha os olhos fechados e respirava calmamente. Ele ligou o abajur e viu uma mancha escura no lençol.

‒ Não precisa me levar pro banheiro agora ‒ ela disse, sem abrir os olhos. Em seus lábios Miltinho percebeu um sorriso. ‒ Quero ficar assim mais um pouco. Por favor.

‒ Você está bem?

‒ Então era isso…

‒ Isso o quê?

O sorriso em seus lábios abriu-se como uma flor.

‒ O que eu estava perdendo.

*     *     *

O segredo de Fátima 02

‒ Aceita um uísque?

‒ Não, obrigado.

Miltinho sentou-se em frente ao homem, que o olhava curioso.

‒ Como já expliquei, quero que você transe com a minha mulher. Você tem apenas que ser cuidadoso. Se ela não se mexer muito, não estranhe, ela tem um problema muscular. Mas está perfeitamente ciente do nosso acordo.

‒ Entendido.

‒ Aqui está seu pagamento. Na sacola tem preservativo e lubrificante. É a terceira porta à esquerda. Ela o aguarda.

No jardim, regando as plantas, Miltinho suspirou. Ainda não acreditava que aquilo tudo estava realmente acontecendo. Seis meses antes, realizara o desejo de Fátima, do jeito que ela lhe pedira. Felizmente, tudo correu bem. Aliás, bem demais, pois Fátima melhorou, ficando mais disposta. Até voltou a sorrir. Ele, obviamente, ficou aliviado, e pensou que talvez aquilo não fosse, afinal, um pecado tão grande. O problema é que, três dias depois, ela disse que queria mais.

E assim foi que ele teve de especializar-se naquele novo ramo de atividade: selecionar homens do pau grande para satisfazer o desejo da mulher amada. Como ela mudara muito fisicamente após a doença, não havia risco de a reconhecerem. E quanto ao ciúme, acostumou-se com ele, fazer o quê?

Enquanto eram dois por semana, até que era tranquilo, mas logo depois eram três, depois quatro, e por fim, Fátima precisava de visitas diárias, pela manhã e à tarde, o que o obrigou a manter uma agenda muito bem organizada para revezar os visitantes ao longo do mês e não agendar por engano dois para o mesmo horário, embora desconfiasse que Fátima iria gostar disso.

Não era o pior trabalho do mundo. Os visitantes eram muito respeitadores e mantinham total discrição, até porque não é todo dia que se podia conseguir uma boa grana tão fácil. Alguns indicavam amigos e parentes para o serviço, o que Miltinho apreciava, pois lhe poupava trabalho.

– Sim, aceito indicações – ele respondia, pegando o caderno para anotar. – Só precisa ter o negócio grande.

*     *     *

Naquele domingo, Miltinho regava as plantas no jardim enquanto pensava no tempo. Um ano. Até o médico com quem conversou outro dia ficou surpreso. Um ano era uma sobrevida excepcionalmente longa para um paciente no estado em que Fátima se encontrava. Um caso raríssimo. Se eu fosse religioso, diria que é um verdadeiro milagre, dissera o médico. E ao ser perguntado se estava experimentando algum novo tipo de tratamento, Miltinho respondeu que não, que tinha certeza de que aquilo era um milagre, um lindo milagre para a glória do Senhor.

O que importava é que sua amada estava feliz, e isso lhe bastava. Mesmo muito magra, quase um graveto, precisando de ajuda para as mínimas tarefas e já sem conseguir falar, comunicando-se por sinais, Fátima estava feliz, e vê-la sorrir todos os dias era, para Miltinho, o sinal de que ele fizera o que devia fazer. Realizara o último desejo de sua amada. Bem, na verdade os últimos desejos. Para ser preciso, 576 desejos até aquele exato momento, o que significava que o saldo da conta estava pela metade do que era um ano antes.

Pensava nisso quando o homem surgiu à porta da varanda. Era a décima-quinta vez dele.

‒ Acho bom você ir ver sua mulher ‒ ele falou, sério.

Miltinho fechou o portão e foi para dentro da casa. Entrou no quarto devagar, como sempre fazia para não acordar Fátima. Ela estava deitada, os braços estendidos ao longo do corpo. E sorria. Ele já conhecia seu sorriso de felicidade, mas aquele era diferente. Era o sorriso da mais pura paz.

Ajeitou seu corpo magro em seus braços e foi com ela para o banheiro. Limpou-a bem, enxugou e a levou de volta para a cama, deitando-a com cuidado e acomodando a cabeça sobre o travesseiro. Observou aquele fiapo de corpo nu por algum tempo, enquanto uma lágrima escorria por seu rosto. Depois, estendeu a mão e fechou os olhos que ainda o olhavam sorridentes. E se despiu, sem qualquer pressa, posicionando-se a seguir sobre o corpo imóvel, com muito cuidado.

O domingo anoitecia quando Miltinho afastou as pernas de sua amada e fez cumprir-se a vontade divina.

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Ricardo Kelmer 2020 – blogdokelmer.com

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ILUSTRAÇÃO: Omnia Vanitas (“Tudo é vaidade”), 1848, de William Dyce (1806 – 1864)

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DICA DE LIVRO

Indecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais

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Quarentena Erótica
Ricardo Kelmer – contos

Nos contos de Ricardo Kelmer, o erótico pode vir com variados temperos: romantismo, humor, misticismo, bizarro, horror… Às vezes, vem doce e sutil, ou estranho e avassalador, e às vezes brinca com nossas próprias expectativas sobre o que seja erótico. Explorando fetiches, fantasias, delírios e tabus, e até mesmo experiências reais do autor e de seus leitores, as estórias deste livro acabam de chegar até você para apimentar seus dias, e suas noites, de quarentena. > saiba mais

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Comentarios01COMENTÁRIOS

01- Muito bom! Clea Fragoso, Fortaleza-CE – dez20221

02- Dale, Kilmito, bacana o conto, a gente fica na expectativa de como vai finalizar, me lembrou algo de Ondas do destino, do Lars von Trier, mas claro q noutra pegada autoral, abç. André de Sena, Recife-PE – dez2021

03- Do caralho, o texto! Roberto Maciel, Fortaleza-CE – dez20221


Uma tarde na Pensão das Crônicas Dadivosas

01/12/2021

01dez2021

A casa recebe a todos os amantes da crônica, homens e mulheres, mas lá não posso ir, pois sendo eu o pai, as meninas não se sentiriam à vontade com minha presença

Uma tarde na pensao 1

UMA TARDE NA PENSÃO DAS CRÔNICAS DADIVOSAS

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Para onde vão as crônicas que começo a escrever e jamais termino? Vão para o Limbo das Crônicas, coitadas, e lá ficam a viver sua triste vida de quase ser, eternamente à espera de serem retomadas e concluídas. Melhor seria ir logo para o Lixão das Crônicas, o destino das que são definitivamente descartadas. Sim, pois no Lixão elas ao menos sabem que não estão mais em meus planos, e isso lhes deixa livres para fazer o que quiserem, tocar a vida, talvez recomeçar como um conto…

Recentemente descobri, veja você, que minhas crônicas que adoram se exibir vão para a… Pensão das Crônicas Dadivosas. É um palacete meio decadente, na saída da cidade. Dona Jovelina, minha professora do primário, a quem eu gostava de presentear com bobos poemas, é a senhoria da pensão, e lá ela recebe as crônicas recém-chegadas do interior. Do meu interior, claro. Algumas são virgens, nunca foram publicadas, mas há também as semivirgens, que se deram à vista apenas na intimidade do meu blog. A casa recebe a todos os amantes da crônica, homens e mulheres, mas lá não posso ir, pois sendo eu o pai, as meninas não se sentiriam à vontade com minha presença. Que pena.

Imagina se eu não iria… Claro que sim. Investi-me, pois, da melhor cara de pau e numa tarde dessas fui lá. Mas me disfarcei bem, pus cavanhaque postiço, chapéu, óculos escuros. Chegando à porta, me deu um nervoso e pensei em desistir, mas de uma janela no primeiro andar, duas moçoilas sorridentes acenaram para que eu subisse. E não resisti.

Simpática, dona Jovelina me recebeu e guardou meu casaco. Apresentou-me ao Belchior, um gato preto que veio me conhecer, e explicou que os clientes só pagam se sobem com as moças para os quartos. Ela serviu um Jack Daniel´s e me conduziu ao salão, onde me instalou numa confortável poltrona. Cumprimentei aos outros clientes que lá estavam e aguardei, bebericando uísque e ouvindo o pianista tocar uns blues.

Com o coração batendo forte eu as vi descendo a escada para nos receber, uma dúzia delas. Que notável visão! Eram as minhas meninas, tão mimosas… Logo, o salão estava tomado por conversas misturadas, risos à solta e copos tilintando em brindes ao som do blues. Era um tanto estranho ver minhas filhotas assim, tão oferecidas, insinuando-se generosas para desconhecidos, mas me senti orgulhoso delas. Em meu blog, elas podiam ser lidas por todos, sim, mas somente ali, de fato, elas eram inteiramente livres para praticar a arte da sedução para a qual deveras nasceram.

Identifiquei a todas facilmente, umas mais sérias, outras divertidas, algumas de trejeitos exagerados, outras mais tímidas… Aos meus olhos, eram todas igualmente encantadoras. Recebi convites para subir, mas recusei a todos, delicadamente, até que no salão restamos somente eu, o Belchior a lamber a patinha sobre o piano e o pianista tocando Divina Comédia Humana em sua homenagem. Não gostou de nenhuma das meninas, cara?, ele me perguntou, e eu não soube o que responder. Na verdade, esse senhor é apaixonado por todas elas, falou dona Jovelina, entrando no recinto. Enquanto sorria cúmplice e me entregava mais um uísque, emendou: Estou errada? Sorri de volta, concordando, e ela me fez sinal para segui-la. Enquanto subíamos as escadas, e Belchior a nos seguir os passos, sussurrou-me que as meninas não desconfiaram, mas ela sabia quem eu era e estava honrada por minha presença em sua casa. Agradeci, encabulado por ter sido descoberto.

Lá nos quartos, o que elas fazem?, perguntei. Ora, respondeu, elas se deixam ler, quantas vezes o cliente ou a cliente quiser. E contou que naquela manhã chegara uma nova inquilina, que eu deveria vê-la. Então levou-me ao quarto do fim do corredor e abriu a porta lentamente. Na penumbra, vi uma jovem deitada na cama a dormir. Não reconhece?, chegue mais pertinho… Aproximei-me da cama. Dona Jovelina puxou o lençol e o corpo da menina surgiu, nu e encolhido, a pele branquinha, o cabelo negro em mimosos caracóis a emoldurar-lhe o rosto suave. Era linda… Ressonava como o som da brisa nas folhas da mangueira, e o perfume que exalava tinha o doce frescor das novidades. Sim, eu a conhecia, surgira na semana anterior, e desde então rondava insistente meus pensares. A senhoria explicou que ela era ainda uma promessa, mas que esperava para breve a sua gloriosa estreia na casa. Contamos com você, beibe, ela disse, beliscando minha bochecha. Miaaaau, disse Belchior, reforçando o compromisso, enquanto saltava e se aninhava ao lado da menina adormecida. Prometi que faria o possível para não decepcioná-los.

Assim sendo, aos amigos e amigas amantes da crônica comunico em primeiríssima mão que tem novidade na Pensão. Apareçam qualquer dia para conhecê-la. O uísque é por minha conta.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro Pensão das Crônicas Dadivosas

Nesta seleção de textos, escritos entre 2007 e 2017, Ricardo Kelmer exercita seu ofício de cronista das coisas do mundo, ora com seu humor debochado, ora com sobriedade e apreensão, para comentar arte, literatura, comportamento, sexo, política, religião, ateísmo, futebol, gatos e, como não poderia deixar de ser, o feminino, essa grande paixão do autor, presente em boa parte desta obra. SAIBA MAIS

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CASA DE ENY

Eny Cezarino Bordel 01

Eny Cezarino (1916-1987) – Biografia de Eny Cezarino

Bordel da Eny Cezarino – Livro narra a trajetória da cafetina Eny Cezarino e seu famoso bordel (Folha de São Paulo)

O pecado morava na “Casa de Eny” – Matéria do O Estado de São Paulo

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LEIA NESTE BLOG

InspiracionEssaVadia-02Inspiração, essa vadia– E não adianta argumentar, seu signo é a urgência. Desejo não é coisa que se adie, ela sempre diz

Livros e odaliscas – Meia-noite. Volto do banho. Elas estão todas deitadas em minha cama, lânguidas odaliscas a me aguardar

O menino e o feminino misterioso – Esse instante numinoso em que o Feminino Sagrado mostrou-se pra mim, sob a meia-luz de seu imenso mistério

Divina comédia humana – Um conto inspirado na música de Belchior e no poema de Dante Alighieri

Tábata, a mulher barata – Não fazia parte dos meus planos ter uma secretária ninfômana, alcoólatra e escandalosa, mas fazemos uma boa dupla no mundo das investigações sexuais

O segredo da princesa prometida – Ele é um cantor famoso, e ela é uma garota num vestido preto que quer realizar seu sonho secreto

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O GPS de Ariadne

22/09/2021

23set2021

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O GPS DE ARIADNE

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Ariadne leu, num livro de contos, uma história sobre uma mulher que era praticante de fisting. Taradinha como é, ela logicamente ficou muito curiosa. Desde então, passou a me pedir sempre pra enfiar a mão em sua buceta, e logo essa prática estava devidamente incluída em nossas transas. Com o tempo, eu conseguia meter a mão até o punho, deixando de fora só o relógio, e minha amante ficava excitadíssima, e adorava se masturbar com a minha mão toda dentro dela. Ah, eu achava incrível aquela sensação de ter a mão inteira dentro de uma mulher.

Passamos umas semanas sem nos vermos. Quando nos reencontramos, ela me disse no ouvido: Amor, enlargueci minha buceta, quer conferir? Claro que eu quis. Em seu apartamento, deitada na cama, as pernas abertas, ela pediu que eu lhe enfiasse uma laranja. Obedeci. E a laranja entrou toda em sua buceta, uau… Depois, tirei a laranja e ela me entregou uma manga. Tem certeza?, perguntei, temeroso, era uma manga enorme. Ela tinha. Eu obedeci. E a danada da manga entrou toda, sumindo lá dentro. Caramba. Como estava madura e suculenta, fiz um furo na ponta e chupei a manga assim mesmo, como se chupasse suco de manga diretamente da buceta de Ariadne. Olha, foi algo indescritível. Nessa noite, minha amante foi uma mangueira deveras generosa. Felizmente, ela não pretendia experimentar com um abacaxi.

Ariadne continuou praticando, e um dia me pediu pra enfiar as duas mãos. Não acreditei que seria possível, mas topei a parada, aquilo tudo me excitava muito também. E nessa noite vi, com meus próprios olhos, as minhas mãos, as duas juntas, palma com palma, sumirem inteiras dentro dela. E ela ainda pediu pra eu fechá-las. E eu obedeci. Quer ver como foi, quer? Tô falando com você, você mesmo, que agora me lê. Quer ver como foi? Junte as palmas de suas mãos, como se rezasse. Juntou? Agora, una os antebraços. Uniu? Agora feche as mãos, mas não com os dedos entrelaçados, feche as duas separadamente. Pois bem, era isso que estava no interior da buceta de Ariadne, duas mãos fechadas pra seu imenso prazer, e pro meu total encantamento. Incrível, não? Mas o próximo nível seria ainda mais incrível: ela um dia exigiu que eu lhe enfiasse o pé, eu que calço 43. Animado, cortei as unhas, lavei bem lavadinho e, ploft, enfiei o pé na jaca de Ariadne, e ainda mexi os dedos, pra total delírio dela, e meu também.

Achei que ela havia atingido seu limite no fisting, porém uma noite… Eu estava chupando sua buceta e ela, com as duas mãos, me puxava a cabeça ao seu encontro. Minha língua foi entrando, entrando, e meu nariz foi entrando, meu queixo, meu rosto, e de repente lá estava meu rosto inteiro dentro de Ariadne, e ela forçando minha cabeça pra dentro, forçando, até que quando restavam apenas as orelhas de fora, ela perguntou se eu topava entrar de vez. Fiz sinal de positivo com o polegar e… pufff, minha cabeça entrou, entrou inteiramente em sua buceta, até o pescoço. Uau. Aquilo era absolutamente incrível. Nesse momento, porém, me assustei, e comecei a sentir uma espécie de vertigem. Tentei puxar a cabeça, mas não consegui, as mãos de Ariadne não permitiam, e enquanto eu sentia faltarem as forças, percebi que ela estremecia, estremecia cada vez mais, até que ela se sacudiu que nem uma máquina de lavar descontrolada, e eu apaguei.

Quando despertei, estava tudo escuro e silencioso à minha volta. Onde diabos eu estava? Tenho pavor de escuridão, e aquele era o lugar mais escuro do mundo. E também era quente e úmido. Pus-me de pé, mas o chão era mole e irregular, e perdi o equilíbrio, caindo de joelhos. Procurei no bolso o meu celular, pra iluminar aquele lugar estranho, mas eu estava nu. O lugar tinha um cheiro familiar… Era o cheiro da buceta de Ariadne. Eu estava dentro da buceta da minha amante?! Caramba… Então, lembrei de nossa transa, minha cabeça entrando… Eu havia caído dentro dela, que loucura… Comecei a gritar, Ariadne!, Ariadne!, mas apenas o eco me respondeu. Me veio a lembrança de Jonas dentro da baleia… Será que ela sabia que eu estava lá dentro?

Tentando controlar o pavor, comecei a caminhar, precisava logo encontrar a saída. Mas, e se eu tomasse a direção errada? E se desse de cara com um óvulo tarado querendo ser fecundado? Será que ele me confundiria com um espermatozoide? Tentei lembrar das aulas de biologia, a anatomia feminina. Mas não lembrei de nada, a não ser da minha irritação por ter que decorar onde ficavam as tubas uterinas se aquilo era uma informação que eu jamais, em toda a minha vida, precisaria usar ‒ a não ser, é claro, se eu um dia caísse dentro da buceta de uma mulher. Tubas uterinas, eu não quero ir pra esse lado aí não!, gritei, e o eco apenas gozou da minha cara: pra esse lado aí não, lado aí não, aí não…

Parei de caminhar e tentei me acalmar, precisava me concentrar. Se eu alcançasse o estômago, poderia escalar o esôfago e sair na garganta, e Ariadne me vomitaria. Mas acho que a buceta da mulher não se comunica com o estômago, é mais provável que se ligue ao coração. Mas o que eu faria no coração de Ariadne, ela nunca me quis lá. Melhor pensar um pouco mais. Talvez ela logo sentisse vontade de mijar, ou menstruasse, e aí eu aproveitaria a corrente e sairia daquele labirinto. Seria perfeito… se eu não morresse afogado. Melhor não arriscar.

o-gps-de-ariadne-02Caramba, ali estava eu, sozinho e perdido numa caverna escura, sem ideia de como sair. Lembrei de Júlio Verne, Viagem ao Centro da Terra… Lembrei de Jung e seu inconsciente coletivo… E se todas as bucetas fossem interligadas? Tipo assim: na verdade, uma buceta é apenas a porta de entrada de um complexo e misterioso sistema subterrâneo de túneis e galerias, o que permite que você entre em uma buceta e saia em outra. Hummm, não seria de todo ruim, mas melhor também não arriscar, vai que eu entro numa buceta qualquer por aí e saio justo na de minha mãe, já pensou, nascer de novo a essa altura do campeonato?

Enquanto analisava as possibilidades, tudo em volta se mexeu e caí novamente. Tentei me levantar, mas tudo se mexia, que negócio era aquilo, um terremoto vaginal? Então, de repente, póim, fui atingido na cabeça por um… por uma… que diabo afinal me atingira? Fiquei quieto na escuridão, esperando, e a coisa me atingiu novamente, póim. E de novo, e mais uma vez, póim, póim, e cada golpe me empurrava mais longe… Putz, aquilo era um pau! Alguém estava comendo a Ariadne. Póim, póim, póim. E comendo com vontade. Quem seria? Lembrei do Janjão. Caramba, Ariadne, qualquer um, menos o Janjão, por favor. Mas bem podia ser o Janjão, sim, Ariadne sempre teve queda por esses tipos xexelentos. Morrer dentro de uma buceta não seria um triste fim, mas esmagado logo pelo pau do Janjão?

Não, uma mulher não seria tão tarada a ponto de dar pra um cara com outro dentro dela. Ou seria? Bem, talvez Ariadne quisesse justamente me socar bem pro fundo dela, de onde eu jamais pudesse sair. Seria Ariadne, na verdade, uma devoradora de homens, que havia treinado alargamento bucetal como parte de seu maquiavélico plano de prender seus amantes dentro dela? Mas pra quê? Talvez pra nos exibir em despedidas de solteiras, sim, era bem possível, ouvi falar que rola de tudo nessas festinhas. E como ela nos alimentaria? Jogando quentinhas lá dentro? A minha sem farofa, por favor. Pelo menos nos daria de vez em quando umas cervejas? Abriria uma brecha aos domingos pra gente poder ver o futebol?

Só me restava uma opção: me agarrar ao pau do Janjão, se é que era o pau dele, e aguentar firme até a hora do desgraçado resolver sair, e torcer pra sair logo, se bem que pelo que eu conhecia da Ariadne, ela não deixava ninguém sair antes de pelo menos umas quatro horas. Apavorado com a possibilidade de ter me tornado vítima de uma cruel buceta engolidora de homens, e não aguentando mais aquela cobra caolha me encher de porrada, póim, póim, póim, me agarrei nela com todas as minhas forças, segurei o ar e me deixei levar…

Quando abri os olhos, estava na cama, ao lado de Ariadne.

‒ Tá tudo bem, gato?

‒ Cadê o Janjão? ‒ perguntei, procurando embaixo da cama.

‒ Sei lá, por quê?

Aos poucos, me acalmei, estávamos no quarto dela, e não havia ninguém além de nós dois.

‒ Você foi muito fundo. Tive que te puxar com meu vibrador.

Ah, foi com o vibrador, ufa. Caramba, que aventura louca…

‒ Você gostou do meu interior?

‒ Foi um tanto assustador. Mas… até que foi emocionante.

‒ Eu adorei. Vamos fazer de novo na sexta?

‒ Tá, pode ser. Mas vou entrar com um GPS.

‒ Pra quê?

‒ Pra não me perder, ora.

‒ Alôôôu… Lá dentro não tem sinal, gato.

‒ Sério? Por quê?

‒ Pergunte pra Natureza.

‒ Ah, não. Sem GPS eu não entro.

‒ Homem é muito medroso mesmo.

‒ Vocês é que são grandes demais.

(Este conto integra a série Interações da Sacanagem, com contos baseados em termos de busca no Blog do Kelmer. Divirto-me bastante vendo os termos que as pessoas usam nos mecanismos de busca e que as fazem chegar em meu blog. Termos deste conto: contos enlargueci minha buceta enorme.)

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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com

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Este conto integra os livros

Indecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais

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Quarentena Erótica
Ricardo Kelmer – contos

Nos contos de Ricardo Kelmer, o erótico pode vir com variados temperos: romantismo, humor, misticismo, bizarro, horror… Às vezes, vem doce e sutil, ou estranho e avassalador, e às vezes brinca com nossas próprias expectativas sobre o que seja erótico. Explorando fetiches, fantasias, delírios e tabus, e até mesmo experiências reais do autor e de seus leitores, as estórias deste livro acabam de chegar até você para apimentar seus dias, e suas noites, de quarentena. > saiba mais

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Protegido: As taras de Lara – Pneu furado (VIP)

14/02/2021

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Protegido: As taras de Lara – Pneu furado

14/02/2021

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Momentos felizes

30/11/2020

30nov2020

Se tem uma coisa que não é nada criteriosa em relação aos atributos dos candidatos, é a felicidade. Qualquer idiota pode ser feliz

MOMENTOS FELIZES

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Sabe o que eu acho, meu amor? Que a felicidade não passa de uma preocupação inútil, que inventaram para vender margarina, casamento e previdência privada. Aliás, se tem uma coisa que não é nada criteriosa em relação aos atributos dos candidatos, é a felicidade. Qualquer idiota pode ser feliz, já percebeu?

Desculpa falar assim a essa hora do domingo, você ainda de camisola, mal saída de seus sonhos azuis. É que essa pandemia, tanta gente morrendo… A morte à espreita tem me feito questionar a vida. E se a felicidade for um terreno no céu, que passamos a vida inteira a pagar, sem receber sequer um recibo? Vem logo que o café está esfriando.

Olha, certíssimo está Odair José, que há quarenta anos nos diz, na sabedoria simples de sua canção, e que ainda ontem ouvíamos no meio do nheco-nheco, lembra?, felicidade não existe, o que existe na vida são momentos felizes. É tão óbvio, mas tão óbvio… que não captamos. Tivéssemos entendido, não desperdiçaríamos a vida suando desesperadamente para ser feliz, como se a felicidade estivesse sempre a dez metros no futuro, e jamais no aqui do agora. Acabou o adoçante.

Vem, me dá um abraço bem acochado e esqueçamos desse negócio de ser feliz. Vamos parar de pagar o terreno no céu. Em vez da tal felicidade, que ninguém sabe que horas vai chegar ou se ficou mesmo de vir, melhor viver a vida hoje, vivendo as nossas verdades mais íntimas enquanto estamos vivos, antes que venha uma nova pandemia e nos extermine como a baratas inconvenientes. Você viu minha chinela?

Meia hora depois, nós nos despedindo na pracinha, ela me perguntou: Se eu viver as minhas verdades mais íntimas, isso me fará feliz, ou apenas estarei sendo honesta comigo mesma? Ela ali sob a luz suave da manhã, o vento a brincar com seu cabelo, o olhinho dela ainda sonolento pela noite que mal dormimos, tão linda… Suspirei, sem saber o que dizer. Quem me salvou do silêncio inquisidor foi o ônibus, que chegou zuadento a abrir suas portas. Sábado você me responde, ela falou, enquanto baixava nossas máscaras para o derradeiro beijo. Lá dentro, fez coraçãozinho com as mãos, e achei gracioso, como não achar? O ônibus saiu e eu o acompanhei correndo pela calçada, feito um idiota feliz. Outros passageiros viram a cena ridícula, mas ela não, já havia sentado.

Voltei para casa pensando nisso. Seriam os cães felizes exatamente por correrem atrás dos carros sem perceberem a inutilidade do que fazem?

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Ricardo Kelmer 2020 – blogdokelmer.com

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ODAIR JOSÉ – A NOITE MAIS LINDA DO MUNDO

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LEIA NESTE BLOG

Dez segundos para ser feliz – Seus olhos continuam sorrindo mesmo quando ela conta, sem pudor, das imensas bobagens que fez em nome de sua busca por felicidade

Insights e calcinhas – Uma calcinha rasgada pode mudar a vida de uma mulher? Ruth descobriu que sim

Carma de mãe para filha – Os filhos sempre pagam caro pelos pais que não se realizam em suas vidas

Cerejas ao meio-dia – Linda e poética, ela dá a volta no carro e todas as buzinas se calam. Claro, um poema de cereja em plena avenida, não é todo dia

A gota dágua – A força da tempestade, o poder do desejo. Ela deveria resistir, mas…

Ventos do óbvio – Ela tinha o controle de sua vida, ela e mais ninguém. Renascer. Renovar-se

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Lançamentos do Maionese

09/11/2020

09nov2020

Lançamentos do Viajando na Maionese Astral 

LANÇAMENTOS DO MAIONESE

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Nos próximos dias, em Fortaleza e cidades próximas, farei o lançamento do meu livro VIAJANDO NA MAIONESE ASTRAL – Memórias exóticas de um escritor sem a mínima vocação para salvar o mundo (formato físico). Os eventos seguirão as orientações sanitárias. Para quem preferir, posso enviar pelo correio.

O livro está disponível para venda também no formato eletrônico (em PDF e na Amazon).

– Livro físico: R$ 30. Para quem participou da pré-venda: R$ 25
– Livro físico pelo correio: R$ 40. Para quem participou da pré-venda: R$ 35
– PDF com dedic. personalizada: R$ 9
Na Amazon (kindle): R$ 9
– Edição conjunta (PDF com dedic ou na Amazon, kindle) Viajando na Maionese Astral + Quem Apagou a Luz?: R$ 15

AGENDA

– 12nov, quinta-feira, 19h, no Simpatizo Amor de Bar. Com show com Moacir Bedê, Fábio Amaral e Rodrigo BZ
– 13nov, sexta-feira, 19h, no Simpatizo Amor de Bar. Com DJ Estácio Facó
– 14nov, sábado, 19h, no Simpatizo Amor de Bar. Com DJ Albano Seletor
– 17nov, terça-feira, 19h, no Abaeté Boteco. Com DJ Alan Moraes
– 18nov, quarta-feira, 19h, no Simpatizo Amor de Bar. Com show de Os Transacionais
– 20nov, 19h, em Paracuru-CE (Centro)
– 26nov, 19h, no Bar Serpentina. Com show de Moacir Bedê e Fábio Amaral
– 27nov, 19h, no Simpatizo Amor de Bar. Com DJ Estácio Facó
– 02dez, 19h, no GB. Música ao vivo com Dedé Nunes
– 03nov, 19h, no Simpatizo Amor de Bar. Com DJ Estácio Facó
– 04dez, 18h, no Cantinho do Frango. Com DJ Alan Morais
– 18dez, 18h, no bar Alpendre. Música ao vivo com Ricardo Barsotelli
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VIAJANDO NA MAIONESE ASTRAL
Memórias exóticas de um escritor sem a mínima vocação para salvar o mundo
Miragem Editorial, 2020

Enquanto relembra as pitorescas histórias de quando largou uma banda de rock para liderar um aloprado grupo esotérico e lançou-se como escritor com um livro espiritualista de sucesso (Quem Apagou a Luz? – Certas coisas que você deve saber sobre a morte para não dar vexame do lado de lá) que depois renegou, o autor fala, com bom humor, sobre sua suposta vida no século 14, carreira literária, amores, sexo, drogas ilegais, prostituição e crises existenciais, reflete sobre sua relação com o feminino, o xamanismo, a filosofia taoista e a psicologia junguiana e narra sua transformação de líder de jovens católicos em falso guru da nova era e, por fim, em ateu combatente do fanatismo religioso e militante antifascista.

> SAIBA MAIS – LEIA COMENTÁRIOS

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Ricardo Kelmer 2020 – blogdokelmer.com

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Quem Apagou a Luz?
Certas coisas que você deve saber sobre a morte para não dar vexame do lado de lá
(ensaio)

Lançado em 1995, este livro resume, numa linguagem descontraída, as crenças e vivências que norteavam o grupo esotérico do qual o autor participou nos anos 1990, abordando temas como experiências fora do corpo, reencarnação, vida após a morte, extraterrestres e guias espirituais.

A partir de 2000, quando o autor assumiu seu ateísmo, este livro deixou de ser publicado, interrompendo uma trajetória de sucesso. Porém, em 2020, para divulgar seu livro Viajando na Maionese Astral – Memórias exóticas de um escritor sem a mínima vocação para salvar o mundo, ele decidiu relançá-lo numa edição especial, junto com o Maionese.

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01- 


Nasceu a minha Maionese

05/08/2020

05ago2020

Meu livro de memórias exóticas 

NASCEU A MINHA MAIONESE

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Gente, eu podia estar roubando ou matando, mas tô aqui lançando meu livro de memórias exóticas VIAJANDO NA MAIONESE ASTRAL. Adquirindo a versão eletrônica, que custa R$ 9, você poderá descontar o valor no lançamento do livro físico, que farei em breve com o que eu conseguir arrecadar com o livro eletrônico.

Diverti-me bastante escrevendo esse livro, principalmente na parte em que conto sobre meu grupo esotérico que iria salvar o mundo e revelo minha polêmica vida passada na Dinamarca medieval, na qual eu tinha uns rolos com uma escritora paulista da atualidade e um músico muito conhecido de Fortaleza, que hoje é um grande amigo.

Bem vindo à minha maionese. Garanto que você dará boas risadas. 🙂

VIAJANDO NA MAIONESE ASTRAL
Memórias exóticas de um escritor sem a mínima vocação para salvar o mundo
Miragem Editorial, 2020

Enquanto relembra as pitorescas histórias de quando largou uma banda de rock para liderar um aloprado grupo esotérico e lançou-se como escritor com um livro espiritualista de sucesso (Quem Apagou a Luz? – Certas coisas que você deve saber sobre a morte para não dar vexame do lado de lá) que depois renegou, o autor fala, com bom humor, sobre sua suposta vida no século 14, carreira literária, amores, sexo, drogas ilegais, prostituição e crises existenciais, reflete sobre sua relação com o feminino, o xamanismo, a filosofia taoista e a psicologia junguiana e narra sua transformação de líder de jovens católicos em falso guru da nova era e, por fim, em ateu combatente do fanatismo religioso e militante antifascista.

> SAIBA MAIS

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OPÇÕES

Na Amazon (Kindle): R$ 9
Direto comigo: R$ 9 (PDF com dedicatória)

– Viajando na Maionese Astral + Quem Apagou a Luz?: R$ 15 (PDF com dedic.)
– somente Quem Apagou a Luz?: indisponível

Entre em contato: rkelmer@gmail.com

PAGAMENTO

Bradesco – ag. 7737 – conta 30268-6 (Ricardo)
Banco do Brasil – ag. 2793-6 – conta 11733-1 (Sebastião)
Caixa Econômica – ag 0578 – OP 013 – conta 14921-2 (Tereza)
Cartão/boleto: Pag Seguro

NA AMAZON: clique aqui

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Ricardo Kelmer 2020 – blogdokelmer.com

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Quem Apagou a Luz?
Certas coisas que você deve saber sobre a morte para não dar vexame do lado de lá
(ensaio)

Lançado em 1995, este livro resume, numa linguagem descontraída, as crenças e vivências que norteavam o grupo esotérico do qual o autor participou nos anos 1990, abordando temas como experiências fora do corpo, reencarnação, vida após a morte, extraterrestres e guias espirituais.

A partir de 2000, quando o autor assumiu seu ateísmo, este livro deixou de ser publicado, interrompendo uma trajetória de sucesso. Porém, em 2020, para divulgar seu livro Viajando na Maionese Astral – Memórias exóticas de um escritor sem a mínima vocação para salvar o mundo, ele decidiu relançá-lo numa edição especial, junto com o Maionese.

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01- 


Períneos ensolarados

06/12/2019

06dez2019

Com vocês, a nova sensação da temporada: o banho de sol no períneo

PERÍNEOS ENSOLARADOS

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Várias celebridades da internet já aderiram à nova sensação da temporada: o banho de sol no períneo. Segundo os adeptos, a técnica promete regulação dos hormônios, aumento da criatividade e fortalecimento da energia sexual, e bastam apenas 5 minutos por dia.

O DJ espanhol Arregh Añado afirma que, além de todos os benefícios, a prática ajuda a diminuir o buraco na camada de ozônio. A digital influencer holandesa Dihku Prussol pratica há vários anos e, desde então, tem conseguido orgasmos tão intensos que uma vez eletrocutou seu parceiro, quase levando-a à morte.

Não vejo a hora de experimentar aqui na sacada do meu apartamento. E depois, se alguém quiser curtir a eletrocutação transcendental, as inscrições estão abertas.

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Ricardo Kelmer 2019 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

O raio cósmico ultravioleta – Então naqueles dias o raio cósmico ultravioleta desceu sobre a Terra para tornar realidade os desejos

Shopping das vidas passadas – Quer dizer que mil anos depois eis-me aqui fazendo a mesma coisa que eu fazia naquelas noites frias das estepes russas, conjeturando sobre o tempo?

Meu fantasma predileto – Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

Pesadelos do além – O pior pesadelo prum escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado.

O médium, o marido, o morto e a amante – Acho que Deus deveria controlar melhor as fronteiras do Além. Tá muito esculhambado

As ciclistas orgásticas da Colômbia – Ciclistas adotam uniforme polêmico e usam a energia de seus orgasmos para vencer corridas

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Comentarios01 COMENTÁRIOS

 

01- 😂😂😂😂😂 @rliagou, dez2019

02- Kkkkkkkk @eumariblue, dez2019

03- 🤣🤣 @glauciacosta1, dez2019

04- Kkkkkk @rosaprimogadelha, dez2019

05- 😂😂😂 @casadamorgana, dez2019

06- 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣😂😂😂😂😂 @herminia_lima_, dez2019

07- Kkkkkkkk vou fazer na praia dos crush. @andressagadelha, dez2019

08- ricardo-kelmer, te admiro muito! Kkkkkkk. @angelamgadelha, dez2019

09- 😂😂😂😂😂😂 @loredanna123, dez2019

10- 😮😂😂😂 @gledsonshiva, dez2019

11- 😅😅😅😅😅 @soraya.freire.948, dez2019

12- 😂😂😂😂😂 @jess_giambarba, dez2019

13- Faz na P.I. ou P. F.🌊😅 Márcia Matos, dez2019

14- a expressão “aquele lugar, onde o sol não bate” acabou de cair por terra. Gabriel Portela, dez2019

15- Rapaa, não sabia desse negócio…tou perdendo tempo. Shirlene Holanda, dez2019

16- Fiofó tá valendo também? Brennand De Sousa Bandeira, dez2019

> Postagem no Facebook

 


Odair José e seu rock de resistência

12/11/2019

12nov2019

Agora no ritmo do rock e do blues, Odair segue sendo o que sempre foi, um grito de resistência contra o moralismo e a hipocrisia

ODAIR JOSÉ E SEU ROCK DE RESISTÊNCIA

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Se você curte Odair José, ou curte rock, escute seu novo disco, Hibernar na Casa das Moças Ouvindo Rádio. É ótimo! E é antifascista.

Nos últimos anos, Odair liberou sua alma roquenrou, reprimida em grande parte de sua extensa obra, feita de 37 discos. As músicas do novo disco, no ritmo do rock e do blues, abordam temas como política, imigração, armas, religião, notícias falsas, fetiches sexuais e prostituição, e tem também uma homenagem ao rádio. Odair continua sendo o atento cronista dos costumes, com seu olhar docemente irônico e bem-humorado.

No blues Na Casa das Moças, ao som de uma gaita deliciosa, os homens fazem fila para lavar a louça em troca de repeteco e beijo na boca, e aí o caçador vira caça. Pena que ele não informa o endereço. No rockão O Imigrante Mochileiro, um estrangeiro explica que não é vagabundo e que deseja conhecer o mundo e misturar cultura. Recomendo aos xenófobos.

Na balada Liberado, todas as raças, credos e cores celebram o amor, o romance e a amizade numa grande festa com birita grátis. Eita, que essa eu não perco… O rock Gang Bang é um convite a esta prática sexual, na qual uma mulher transa com vários homens ao mesmo tempo. Empoderamento feminino! E Chumbo Grosso critica a liberação das armas de fogo ao dizer que “quem andar errado vai levar chumbo grosso, quem comer da fruta vai chupar o caroço, agora chupa…”. Bozo, esta é pra você, viu?

Nestes tempos em que a besta do fascismo estende seus tentáculos por sobre a sociedade e o fanatismo religioso quer nos impor a todos suas leis, Odair segue sendo o que sempre foi, um grito de resistência contra o moralismo e a hipocrisia, ele que foi excomungado pela Igreja Católica por sua ópera rock O Filho de José e Maria, de 1977.

Entre as influências musicais do disco, Odair cita os blues de Keith Richards, dos Rolling Stones, os discos solo de Paul McCartney, os pioneiros do rock Chuck Berry e Little Richards, Jimi Hendrix, Santana, Raul Seixas, The Doors, Eric Clapton, as baladas da gravadora Motown, Aerosmith e até Coldplay. Pense num cara bem influenciado!

Agora, é esperar que ele traga logo seu show a Fortaleza. Estarei na fila do gargarejo, como sempre.

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Ricardo Kelmer 2019 – blogdokelmer.com

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NA CASA DAS MOÇAS (blues)

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O IMIGRANTE MOCHILEIRO (rock)
(part. Jorde du Peixe, do Nação Zumbi)

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> Disco na íntegra

> Vou tirar você desse lugar (conto) – O amor cabarético de Dario e Josélia

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Trilha da Vida Loca
Ricardo Kelmer, contos

O amor é belo. Mas também é ridículo, risível, trágico… Aqui estão reunidas seis histórias, inspiradas em grandes sucessos musicais da dor de cotovelo. Paixões de cabaré, porres horrendos, brigas, escândalos, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor. Amar é para estômagos fortes.

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VÍDEO: VOU TIRAR VOCÊ DESSE LUGAR

Apresentação no Bordel Poesia (São Paulo, 18.02.14). Música e conto, com Ricardo Kelmer e Thais Durães

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odairjose009SUCESSOS DE ODAIR JOSÉ:

E depois volte pra mim (disco Praça Tiradentes, 2012)
Não me venda grilos (o disco censurado O Filho de José e Maria, 1977)

Nunca mais (disco O Filho de José e Maria, 1977)
Na minha opinião (1975)
Dê um chega na tristeza (1975)

A noite mais linda do mundo (1974)
Cadê você (1973)
Eu, você e a praça (1973)
Vou tirar você desse lugar (1972, original)

Vou tirar você desse lugar (ao vivo com Caetano Veloso, 1973)
Vou tirar você dsse lugar (2016)
Esta noite você vai ter que ser minha (1972)
Foi tudo culpa do amor (2017)

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LEIA

Discografia de Odair José

Vou tirar você desse patamar – Temática social na canção de Odair José – Trabalho acadêmico de Ana Karolina Cavalcante Assunção e Síria Mapurunga Bonfim (2011)
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LEIA NESTE BLOG

odairjose010aOdair José, primeiro e único – Se você, meu amigo, é desses que sentem atração por esse universo pré-FM, feito de bares de cortininha, radiola com discos arranhados e meninas vindas do interior… então escute Odair

Lama (Trilha da Vida Loca) – Se quiser fumar, eu fumo… Se quiser beber, eu bebo… Não interessa a ninguém

Paixão de um homem (Trilha da Vida Loca) – Amigo, por favor leve esta carta… E entregue àquela ingrata… E diga como estou

Por que brigamos (Trilha da Vida Loca) – Quanto mais eu penso em lhe deixar… Mais eu sinto que não posso… Pois me prendi à sua vida muito mais do que devia

A última canção (Trilha da Vida Loca) – Esta é a última canção que eu faço pra você… Já cansei de viver iludido, só pensando em você

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TRILHA DA VIDA LOCA
Clipe com trechos do show

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01- Massa. Moacir Bedê, Fortaleza-CE – nov2019

02- Até onde eu sabia esteve nao faz muito.morando por aqui…pelo menos 2 vezes meados do ano passado e começo deste o vi pelo monte castelo. Ou seria um sósia perfeito..ou clone.? Neri dos Santos, Fortaleza-CE – nov2019

03- Oi Ricardo!!! Boa dica…fiquei curiosa! Abraço!!!! Saudade!!! Sandra Grego, Rio de Janeiro-RJ – nov2019

04- 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼☝🏽🌟 Marília Lima, Fortaleza-CE – nov2019

05- que coisa linda isso. Marcelo Gavini de Freitas, São Paulo-SP – nov2019

06- Disco maravilhoso! Odair sempre afiado. Basílio di Melo, Fortaleza-CE – nov2019

> Versão desta postagem no Facebook


Lucyanna, a mulher dupla

17/10/2019

17out2019

A incrível história da mulher dividida em duas

LUCYANNA, A MULHER DUPLA

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Anna e Lucy DeCinque são australianas, têm 34 anos e em 2016 venceram um concurso no Japão que as elegeu as gêmeas mais idênticas do mundo. As maninhas levam suas semelhanças muito a sério, tanto que só se vestem igual, penteado igual, voz igual, os peitões iguais (quatro mamões sempre querendo saltar na nossa cara), comem a mesmíssima comida sempre, adoecem igual, e já gastaram muita grana em cirurgias para ficarem ainda mais iguais. São obcecadas em serem a mesma pessoa, tanto que dividem o celular e as contas nas redes sociais, e ganham dinheiro com isso.

Quando adolescentes, Anna e Lucy tinham uma beleza natural. Hoje, após tantos procedimentos estéticos, elas ficaram com aparência de bonecas, uma coisa exótica, meio bizarra. E quando conversam com outras pessoas, uma completa a fala da outra e falam igual ao mesmo tempo. Poderiam logo adotar o mesmo nome, né? Como vocês se chamam? E as duas, em uníssono: Lucyanna!

As clonadinhas têm um namorado. O mesmo namorado para ambas, claro. É o Ben Byrne, com quem pretendem se casar. E, adivinha, planejam engravidar dele ao mesmo tempo, para que seus corpos não fiquem diferentes. Como os três tomam banho juntos e dormem na mesma cama, imagino que não será muito difícil. A mãe delas (os quatro moram juntos, ainda tem isso!) aprova a ideia, doidinha para ser vovó. Dizem que a vantagem de casar com gêmeas é ter apenas uma sogra. A desvantagem é que a pensão a pagar será dupla.

Hummm… Como Ben faz para distingui-las? E o nheco-nheco, será que fazem os três juntos? Talvez a coisa seja na base do hoje eu me sirvo primeiro, maninha, e depois tu vai, mas não come tudo, por favor… E nesses momentos, será que elas fazem tudo igualzinho, tudo mesmo? Duvido, bebê. Não existem dois soquetes iguais no mundo. Acho que é aí que Ben enfim consegue descobrir quem é uma e quem é a outra.

Fico me imaginando no lugar do Ben. Saberia eu amar uma pessoa que tem duas cabeças, quatro olhos, quatro peitões e vinte dedos nas mãos? Acho que sim, tenho amor para dar e vender, principalmente vender. Mas discutir com uma mulher que tem duas bocas… Sei não.

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Ricardo Kelmer 2019 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

Menu de homem – Na onda da mulher-melancia, mulher-jaca, mulher-filé e outras classificações femininas hortifrutigranjeiras, nada mais justo que nós, homens do sexo masculino, sermos também classificados

As vantagens de ter um amante – O marido cuida da parte financeira, paga as contas dos filhos, da esposa e da casa. O outro cuida de você

A garçonete rolante – E como ela já tem nome de vodca, uau, nosso Stone deve ficar confuso sem saber se come ou se bebe a moça

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Comentarios01 COMENTÁRIOS

01- Adorei 😂😂😂🙃🙃🙃🙃vc se superou Ricardo Kelmer👯👯👯 Patricia Cacau, Fortaleza-CE – out2019

02- Ben que tem. Ernesto Enrique Hernández, Rio de Janeiro-RJ – out2019

03- Cadè essas bichinhas ??? Andre Soares Pontes, Fortaleza-CE – out2019

04- Kkkkk a mãe tá passadaaaaa. Fabiana Z Azeredo, Fortaleza-CE – out2019

05- Ah, ah, ah, ah! Lorena Horta, Rio de Janeiro-RJ – out2019

06- Eu quero ver agora 2 gêmeos: homens..hummm E aí? Lucivanea De Souza Borges, Fortaleza-CE – out2019

07- Adorei!!!! Vc é demais!!!😂😂 Renata Menezes Lotfi, Fortaleza-CE – out2019

08- Muita boa imaginação, parabéns. Wise Tafari, Beira-Moçambique – out2019

> Postagem no Facebook


As Preciosas do Kelmer – jun2018

30/06/2018

30jun2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Para mim, o Facebook é ótimo para isso. Aqui no blog, postarei a edição finalizada de cada mês. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#68, mai2018
> Esta edição no Facebook

Capa do mês: Eros Volúsia (1914-2014) foi uma dançarina, coreógrafa, professora e pesquisadora brasileira

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*** EROS VOLÚSIA

Heros Volúsia Machado (Rio de Janeiro, 1 de junho de 1914 – 1 de janeiro de 2004) foi uma dançarina brasileira que se projetou nacional e internacionalmente sob o nome de Eros Volúsia através de coreografias próprias inspiradas na cultura brasileira. Ela alcançou sucesso nos Estados Unidos sendo capa da revista Life, em 1941, e com sua participação no filme Rio Rita (1942), mas preferiu voltar ao Brasil a seguir uma carreira em Hollywood.

Dona de um estilo mais sensual e espontâneo que sua rival Madeleine Rosay, seus movimentos influenciaram Carmem Miranda que, ao contrário dela, insistiu na carreira internacional. A ela se atribui a invenção de um “bailado nacional” no Brasil, num movimento que seguia as proposições modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922 através da incorporação na dança clássica de elementos culturais negros e indígenas.

“Foi a primeira bailarina a dançar samba de sapatilhas e a primeira a dançar descalça no Theatro Municipal”, como registrou um estudo acadêmico. Foi ainda a primeira que realizou o papel que seria mais tarde classificado como “dançarino-pesquisador”, transcendendo o trabalho de estudo técnico para também realizar a união da sensibilidade artística ao que registrava.

Influenciada pela renovação do balé trazido por artistas como Isadora Duncan, Volúsia buscou elementos das danças típicas brasileiras (como o lundu, o maxixe, o maracatu e danças indígenas), sem, contudo, romper com as manifestações do academicismo. Buscou na raiz do processo de miscigenação, fruto de fatores sócio-histórico-culturais, os elementos essenciais para a construção de uma dança cuja singularidade de movimentos refletia não somente a diversidade de culturas, mas, sobretudo, a busca de uma identidade própria para a dança brasileira, influência do nacionalismo brasileiro então em voga.

Em fases posteriores de sua vida, Eros permaneceu contribuindo com a dança. Foi professora do Serviço Nacional de Teatro onde criou o curso de coreografia. Sua contribuição a nacionalidade brasileira veio, nesta oportunidade, reafirmar-se: este foi o primeiro, dentre os cursos de dança nacionais, a aceitar bailarinos negros. (Wikipedia) > Mais

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*** MINISTRO DO STF DEFENDE LEGALIZAÇÃO E REGULAÇÃO DA MACONHA

A política proibicionista fracassou, e gerou ainda mais violência. O custo social da proibição é muito maior que o da legalização. Aos poucos, a população começa a entender isso. E o STF também. > Mais

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*** AS TRAGÉDIAS DA INTERVENÇÃO MILITAR

“Mãe eu sei quem atirou em mim, eu vi quem atirou em mim. Foi o blindado, mãe. Ele não me viu com a roupa de escola?”

Marcos Vinícius da Silva, 14 anos, foi assassinado por forças policiais e do Exército que ocupavam a favela da Maré. Seu crime: ir para a escola.

Seus pais lutarão por justiça. Mas temo que ela não virá. Assim como não virá para Marielle Franco. Assim como não virá para a população pobre que é violentada diariamente em seus direitos por essa tragédia que é a intervenção militar no Rio de Janeiro, criada por um governo golpista e sem qualquer legitimidade. > Mais

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*** SANGUE DA PAIXÃO

Eles se conheceram num site de encontros e saíram uma única vez. Ela se apaixonou e passou lhe enviar constantes mensagens, chegando num dia a enviar 500 mensagens.

No total, foram 65 mil mensagens, uma invasão de domicílio e uma ida ao trabalho dele com uma faca, dizendo que era sua mulher e que queria tomar banho em seu sangue. A apaixonada foi presa, e alegou ter feito o que fez por ele ser sua alma gêmea.

Como será tomar banho no sangue da pessoa amada? > Mais

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*** ELAS E O PÓS-PORNÔ

Diante de uma agência bancária, em Natal, a performer Bruna Kury, de 31 anos, se deita no chão, com um capuz cobrindo a cabeça, e começa a se masturbar com o cabo de uma faca. Diante de seu rosto, uma mulher nua coloca fogo em folhas de papel com o logo da Rede Globo e a imagem de uma princesa Disney. A cena foi gravada e está disponível no site da performer.

Em um misto de protesto, arte e pornografia, a performance de Bruna é uma das formas de “pós-pornografia”, um movimento que em essência se opõe à pornografia convencional. “Trata-se de uma forma de pensar a nossa relação com sexualidade e mídia. É um jeito de fazer pornografia com novos significados, que se expandem para a música, fotografia e performances”, explica Léa Santana, doutoranda do Programa de Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia. > Mais

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*** NO ESCURINHO DA COPA

O que o STF e o Congresso decidiram e você provavelmente não viu por causa da Copa… > Mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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As Preciosas do Kelmer – mai2018

31/05/2018

31mai2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição finalizada de cada mês. Espero que você goste.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#68, mai2018
> Esta edição no Facebook

Capa do mês: Dandara dos Santos, travesti assassinada em 15.02.17, em Fortaleza, após ser torturada numa rua, à luz do dia, enquanto pedia por ajuda

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*** A IGREJA DE MARIA MADALENA

Em 1945, a Igreja Católica levou um baita susto. Nesse ano, foram descobertos em Nag Hammadi, no Egito, vários manuscritos de evangelhos gnósticos do século IV que tinham desaparecido porque a Igreja os destruíra ao considerá-los apócrifos. Neles, fica clara, por exemplo, a estreita relação sentimental e espiritual entre Jesus e Madalena. Tão íntima que incomodava os apóstolos homens. Pedro chega a se zangar e pergunta ao mestre por que lhes oculta “segredos que só a ela revela”. E sentencia: “Que Maria saia de entre nós, porque as mulheres não são dignas da vida”. > Mais

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*** AS ENGRENAGENS DO PODER 

Quem realmente está no poder, e como operam? E os políticos e governantes, como participam? Qual é o papel da mídia? Esta análise, feita por Maurício Abdalla (professor de filosofia na Universidade Federal do Espírito Santo) resume bem a engrenagem toda.

1- O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais.

2- Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.

3- O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.

4- Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.

5- Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro.

6- O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.

7- Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Temer, Aécio, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.

8- O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.

9- Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma na previdência, o fim das leis trabalhistas, a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos sociais para o serviço da dívida, as privatizações e o alívio dos tributos para os mais ricos.

10- Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país.

11- Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica.

12- A queda de Temer pode ser uma coisa boa. Mas é um movimento tático em uma estratégia mais ampla de quem comanda o poder. O que realmente importa é o que virá depois.

13- Lembremo-nos: eles são mais espertos. Por isso estão no poder. > Mais

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*** O MÉDIUM TREVOSO DE DIREITA

O ator espírita Carlos Vereza esteve em Fortaleza para apresentar no Cineteatro São Luiz seu espetáculo Iscariotes: A Outra Face (15abr). Na entrevista que deu para o repórter Renato Abê, do jornal O Povo, ele revela seu total apoio a Michel Temer, diz que Marielle Franco é um cadáver fabricado, relativiza o discurso de ódio e violência de Jair Bolsonaro, cospe arrogância o tempo todo e destila preconceito contra pessoas trans. Um trecho:

Carlos Vereza: Eu sou médium e eu estou vendo no teu perispírito que você é petista.
Repórter: Eu não sou petista.
Carlos Vereza: Você é de esquerda, eu estou vendo na sua aura. Cada coisa que eu falo sua aura fica assim piscando.

No fim, diz para o repórter: “Vá se foder!”.

Após a publicação e a repercussão nacional da entrevista, Carlos Vereza usou as redes sociais para divulgar mensagens com o objetivo de denegrir a imagem do repórter: “Estudou na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e não se realizou, né? Teve seus 30 segundos de fama nos sites ‘esquerdinhas’. Deve ser insuportável estudar na CAL e terminar como um foquinha no pasquim O Povo. Deus te perdoe. Em tempo: na próxima entrevista, não esquece de ir de batom”, escreveu Vereza.

O repórter se defendeu: “Não contente em passar vergonha em diferentes veículos de comunicação, Carlos Vereza veio ao meu perfil para, mais uma vez, me atacar. […] Sobre a CAL… sim, estudei lá e, pasme, não fui para o Rio em busca dessa fama rasteira que parece fazer seu olho brilhar, fui cursar pós-graduação em Direção Teatral e sigo colhendo os frutos disso (dei aula, ganhei prêmio, lancei livro, montei espetáculo e sigo como repórter desse ‘pasquim’ de 90 anos). Mas, olha, nem quero falar de mim, isso tudo nunca foi sobre mim ou sobre minha aura. Isso é sobre o quão perigoso é esse discurso que o senhor propaga”.

Putz… Se você é espírita, reze muito pra, após morrer, não cair na mesma colônia astral do Vereza. > Mais

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*** VIBRADORES ASSASSINOS DE XOXOTA

As mulheres descobriram as diliças do uso de vibradores e, para muitas, eles se tornaram companheiros inseparáveis, sempre à mão para aqueles momentos em que um relaxamentozinho cai bem. As amigas falam maravilhas, as lojas anunciam modelos cada vez mais criativos, os médicos aconselham… É, os vibradores são um sucesso.

Porém… Eis que surgem notícias sobre uma tal Síndrome da Vagina Morta, que seria uma diminuição crescente da sensibilidade após o uso recorrente de vibradores. Isso procede?

Não. Pelo jeito, é mais uma dessas tentativas de reprimir a sexualidade da mulher. Vida longa aos brinquedinhos femininos! > Mais

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*** A MACONHA LEGAL DO URUGUAI

No Uruguai, em 2012, quando o processo de legalização da maconha se iniciou, 70% da população se declarava contrária à lei. Atualmente, 44% é a favor e 41% contra. O temor de que acontecessem assaltos e violência, ou mesmo o aumento do consumo, não se realizou. Porém, há pouca maconha legal para a demanda, pois as empresas autorizadas ainda não conseguem fornecer a quantidade necessária, e o resultado são filas diárias imensas em frente às farmácias.

O THC, a principal substância psicoativa da canabis, é controlado. Nos pacotes das farmácias, não supera 9%. Os usuários acostumados a fumar e inalar consideram que, com esses níveis, essa maconha “não dá barato”. A maconha artesanal, produzida pelos plantadores regulamentados, chega a 20% de THC, mas a das farmácias é a mais vendida.

Quanto ao tráfico, ela ainda existe, mas estima-se que está 50% menor. > Mais

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*** RESUMO DA ERA TEMER 

Da coluna do jornalista Leonardo Sakamoto (UOL), 12.05.18:

APÓS DOIS ANOS, MAIOR LEGADO DE TEMER É UMA DEMOCRACIA EM COMA INDUZIDO

Michel Temer pode não ter cumprido as promessas que fez à sociedade brasileira quando assumiu a Presidência da República há dois anos, ainda como interino. Prova disso é sua reprovação na casa dos 70% e sua aprovação em torno de 6% – menor que a popularidade de uma broca de dentista.

Mas não se pode dizer que não executou os objetivos apresentados a ele pelos dois grandes fiadores do impeachment, que o ajudaram a ocupar o lugar de Dilma Rousseff – uma parcela do grande empresariado nacional e do mercado e a velha política.

Na área econômica, sua missão era ”Jogar a fatura da crise econômica para longe do colo dos mais ricos”. E, principalmente, ”Aproveitar a crise para reduzir o Estado”. Não na parte que garante subsídios, desonerações e isenções de impostos sobre dividendos, o que beneficia aos ricos, mas reduzindo aquela que atende às necessidades da xepa mais humilde.

Ou seja, atuar para mudar a pactuação da Constituição Federal de 1988, que previa – em seu artigo 3o – um equilíbrio entre ”garantir o desenvolvimento nacional” e ”construir uma sociedade livre, justa e solidária”, ”erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdade sociais e regionais” e ”promover o bem de todos”. Em tese, um Estado capitalista de bem-estar social. Só em tese.

E na área política, tentar costurar um ”grande acordo nacional” para ”estancar a sangria” e salvar o seu pescoço e os de seus amigos e aliados, evitando o máximo possível o avanço da Lava Jato sobre MDB, PSDB, entre outros sócios do impeachment. Além disso, o combinado com a velha política também previa o apoio à aprovação de leis e medidas que interessavam a grupos organizados, como a bancada ruralista, a bancada da bala e os fundamentalistas religiosos – que numa democracia funcional não conseguiriam impor pautas que passassem por cima de direitos.

Verificamos, ao longo dos último dois anos, que Patos Amarelos não se incomodam com a corrupção desde que a missão fosse cumprida. Até porque, pelo que mostraram as delações das empreiteiras, teve muito pato com lama até o bico. Também percebemos que parte das Panelas Que Batem também não se incomodava com a corrupção – desde que o PT não estivesse no poder. A frase ”primeiro a gente tira a Dilma e, depois, tira o resto”, proferida à exaustão pela turma que veste camisa de confederação de futebol corrupta tornou-se um dos monumentos nacionais à hipocrisia.

Daí, veio o show de horrores: PEC do Teto dos Gastos (impedindo o crescimento do investimento para a melhoria do serviço público por 20 anos, afetando áreas como educação e saúde), Reforma Trabalhista (reduzindo a proteção à saúde e à segurança dos trabalhadores até nos contratos vigentes) e a Lei da Terceirização Ampla (precarizando trabalhadores, impondo a eles perdas salariais e aumentos de jornadas), entre outras medidas que reduzem as garantias sociais previstas na Constituição de 1988.

Só não conseguiu aprovar a Reforma da Previdência porque os Joesley Hits ganharam o topo das listas das gravações mais ouvidas. Isso fez com que toda energia [leia-se, recursos e apoios para comprar votos de deputados] e tempo fossem canalizados para rejeitar, no Congresso Nacional, o prosseguimento das duas denúncias criminais apresentadas, contra ele, pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal.

E, na esteira disso, chancelou o perdão de dívidas bilionárias a grandes empresários e ao setor agropecuário, distribuiu emendas e cargos, abriu uma feira livre com os deputados federais. Chegou até a rifar o conceito de trabalho escravo, dificultando a libertação de trabalhadores da escravidão. Ou seja, nos seus apuros, também ganhou o poder econômico, ganhou a velha política.

O silêncio na rua, quebrado aqui e ali por manifestações, não significa que a insatisfação não esteja no ar. Mas que há uma sensação de desalento generalizado. Quem apoiou a saída de Dilma, seja por conta das denúncias de corrupção em seu governo ou pelo desgosto com a grave situação econômica que ele ajudou a construir, agora sente desalento ao perceber que saiu da frigideira para cair direto no fogo. Talvez haja felicidade genuína entre quem professa o antipetismo pelo antipetismo, mas não sou médico para tratar de patologias.

Quem não apoiou o impeachment e protestou a forma através da qual trocamos de presidente (ter usado os decretos de crédito suplementar ao invés de cassar pelo uso de caixa 2, por exemplo) sente impotência diante da profusão de denúncias de corrupção decorrentes do fisiologismo a céu aberto do atual governo e de sua relação incestuosa com o Congresso. E também impotente com a aprovação de uma agenda de desmonte da proteção social, trabalhista e ambiental, que não foi chancelada pela população através de eleições. Pois a chapa Dilma/Temer não prometeu nas eleições essa zorra toda aí.

Quem não foi às ruas nem para apoiar a queda de Dilma, nem para defendê-la, grupo que representa a maioria da população, e assistiu bestializado pela TV ao impeachment, segue onde sempre esteve: sentindo que o país não lhe pertence. Entende que as coisas vão piorando e, quando bandidos não retiram o pouco que ele tem, o Estado faz isso. Seja tentando roubar os direitos trabalhistas do emprego que ele nem tem, seja violentando-o nas periferias de todo o país.

Como já disse aqui, a manutenção forçada de um governo cuja legitimidade, honestidade e competência são questionados seria suficiente para levar o país às ruas. Contudo, a sensação é de que boa parte da população, aturdida com tudo o que foi descrito acima, está deixando de acreditar na coletividade e buscando construir sua vida tirando o Estado da equação.

Exatamente dois anos após Michel Temer ter assumido a Presidência da República, a maior parte da população brasileira cozinha sua insatisfação em desalento, impotência, desgosto e cinismo. Isso não estoura em manifestações com milhões nas ruas, mas gera uma bomba-relógio que pode explodir em algum momento, ferindo de morte a democracia – que segue em coma induzido. Muita gente deixou de confiar na política como arena para a solução dos problemas cotidianos, o que é equivalente a abandonar o diálogo visando à construção coletiva. Caídas em descrença sob seu governo, as instituições vão levar muito tempo para se reerguerem – e isso, se conseguirem. Tudo abre espaço para figuras bizarras, que se dizem salvadoras da pátria e prometem trazer a paz na base da violência.

É triste, mas talvez o principal legado do governo Temer será um não-país. > Mais

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*** DANDARA E O ÓDIO DO DIFERENTE

No auge de seu martírio, enquanto é torturada por um grupo de homens, Dandara, coberta de sangue, chama por sua mãe…

“Minha maior dor é que ele chamou por mim. Enquanto batiam nele, ele dizia: ‘Eu quero minha mãe. Cadê a minha mãe? E eu não estava lá”, diz dona Francisca Ferreira, que se refere a Dandara no masculino.

Em 15fev 2017, a travesti Dandara dos Santos, de 42 anos, foi assassinada no bairro Bom Jardim, em Fortaleza. Ela foi torturada e morta por um grupo de homens na rua, à luz do dia, enquanto pedia por ajuda. Um dos participantes do linchamento gravou um vídeo de 1 minuto e 20 segundos com seu celular, e publicou na internet. O caso ganhou repercussão internacional e se tornou símbolo de um problema antigo no Brasil: os assassinatos de travestis e transexuais em crimes de ódio.

Neste mês das mães, meu desejo é que as mães eduquem seus filhos com muito amor e lhes ensinem a respeitar os que são diferentes. > Mais

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*** LULA NO LE MONDE

Em carta publicada no jornal francês Le Monde em 17mai, o presidente Lula reafirma: “Tenho honra e não irei, jamais, fazer concessões na minha luta por inocência e pela manutenção dos meus direitos políticos.”

> Leia na íntegra

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*** TODOS CONTRA TEMER

Um dia depois de o Governo comemorar um acordo que poderia solucionar a crise, a greve se mostrou mais complexa e aglutinadora do que se previa. > Mais

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*** PARA PUNIR A SEXUALIDADE FEMININA

Uma seleção de crueldades contra a sexualidade feminina, do Antigo Egito aos dias atuais. O arquétipo do feminino selvagem, porém, segue vivo na psique das mulheres. Que bom. > Mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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As Preciosas do Kelmer – abr2018

30/04/2018

30abr2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição finalizada de cada mês. Espero que você goste.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#67, abr2018
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Capa do mês: Marielle Franco, ativista social e vereadora pelo PSOL-RJ, assassinada em crime ainda não esclarecido (1979-2018)

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*** A POLÍCIA QUE NÃO GOSTA DE DESVENDAR CRIMES

Repórteres de um jornal conseguiram localizar duas testemunhas do assassinato da vereadora Marielle Franco, coisa que a Polícia, que há 20 dias “investiga” o caso, não conseguiu. Os relatos das testemunhas (que afirmam que os policiais as mandaram ir embora antes da chegada da imprensa) e a atuação da Polícia revelam duas coisas:

1- Foi realmente uma execução, e realizada por profissionais.

2- Se depender da Polícia, o caso dificilmente será esclarecido.

Agora, a pergunta mais importante: por que a Polícia não tem interesse em desvendar o crime? > Mais.

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*** A AMEAÇA DOS GENERAIS

O general Villas-Boas fez chantagem ao STF ao ameaçar pegar em armas caso o habeas corpus de Lula não fosse aceito. Como isso pode acontecer numa democracia? É mais uma mostra de que o golpe abriu a porteira de todos os retrocessos. E, infelizmente, tudo indica que mais retrocessos virão. > Mais
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*** DANDARA DOS SANTOS, UM ANO DEPOIS

Cinco dos oito assassinos da travesti Dandara dos Santos, morta após tortura em fev2017, foram julgados ontem em Fortaleza. Francisco José Monteiro de Oliveira, conhecido por Chupa Cabra, foi condenado a 21 anos de prisão. Ele confessou que deu dois tiros em Dandara. Jean Victor Silva Oliveira, Rafael da Silva Paiva e Francisco Gabriel Campos dos Reis, o Didi ou Gigia, pegaram 16 anos. Isaías da Silva Camurça o Zazá, recebeu 14 anos e seis meses. Todos em regime fechado. Eles não poderão apelar em liberdade.

O MP denunciou mais três réus pelo crime. Dois deles estão foragidos há mais de um ano: Francisco Wellington Teles e Jonatha Willyan Sousa da Silva. O outro acusado, Júlio César Braga Costa, chegou a ser pronunciado para o Júri Popular, mas recorreu da decisão e aguarda que o pedido seja analisado. O Brasil é líder de assassinatos de GLBTs, com a sinistra média de uma morte por dia. Algumas mortes são como a de Dandara, tão cruéis que é difícil imaginar como alguém pode sentir tanto ódio pelo simples fato do outro ser diferente.

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*** LIVRO SOBRE LULA GRÁTIS

O e-book do livro “A verdade vencerá: o povo sabe por que me condenam”, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lançado em mar2018, está disponível gratuitamente para baixar no site da Editora Boitempo.

Um livro necessário, uma leitura urgente. Diante de uma perseguição política sem precedentes, Lula lança livro para contar a sua versão da história.

O coração da obra são as 124 páginas, de um total de 216, que apresentam um retrato fiel do ex-presidente no presente contexto em formato de uma longa entrevista concedida aos jornalistas Juca Kfouri e Maria Inês Nassif, ao professor de relações internacionais Gilberto Maringoni e à editora Ivana Jinkings, fundadora e diretora da editora Boitempo. Foram horas de conversa aberta e sem temas proibidos, divididas em três rodadas, que aconteceram no Instituto Lula, em São Paulo, nos dias 7, 15 e 28 de fevereiro.

Entre os principais temas discutidos, ganha destaque a análise inédita do ex-presidente sobre os bastidores políticos dos últimos anos e o que levou o Partido dos Trabalhadores a perder o poder após a reeleição de Dilma Rousseff. Lula também fala sobre as eleições de 2018 e suas perspectivas e esperanças para o País.

Organizada por Ivana Jinkings, com a colaboração de Gilberto Maringoni, Juca Kfouri e Maria Inês Nassif – e edição de Mauro Lopes –, a obra traz ainda textos de Eric Nepomuceno, Luis Fernando Verissimo, Luis Felipe Miguel e Rafael Valim. Além disso, a edição é acrescida de uma cronologia da vida de Lula, organizada pelo jornalista Camilo Vannuchi, texto de capa do historiador Luiz Felipe de Alencastro e dois cadernos com fotos históricas, dos tempos no sindicato à presidência, passando pelas recentes caravanas e manifestações de rua. > Mais

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*** LULA, O HUMANO

Trecho do artigo da jornalista Eliane Brum, no EL PAÍS Brasil:

7 de Abril de 2018 é talvez o dia mais triste da história recente. Para Lula, o humano, e para todos os brasileiros. Qualquer pessoa que não teve seus neurônios infectados pelo ódio – e uma das características do ódio é ser burro – é capaz de perceber a gravidade representada por um político que encarnava o projeto de pelo menos duas gerações de brasileiros, um projeto que de forma nenhuma pertencia apenas a ele, ser acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. E ser preso por isso sem provas convincentes no momento em que está em primeiro lugar nas pesquisas para a eleição de 2018.

Qualquer brasileiro sério é capaz de perceber o abismo que isso representa para o Brasil. A dureza desse momento não para Lula, mas para o que chamamos “nós”, o que de fato não existe, ou só existe em alguns momentos de síntese.

As panelas batendo com fúria nas janelas dos bairros “nobres” de São Paulo é o som da nossa vergonha como país. A de que as pessoas que tiveram o privilégio de estudar, num Brasil tão desigual, sejam incapazes de compreender a gravidade do momento histórico. Esse ódio mascarado de alegria é o rosto contorcido de uma distorção. Esse ódio mascarado de alegria é obsceno. > Leia na íntegra

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*** O MERCADO GLOBAL DAS CURTIDAS FALSAS

O importante é ter mais curtidas e seguidores. Essa máxima movimenta muito dinheiro no mundo. > Mais

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*** O JOGO POLÍTICO NO BRASIL PÓS-GOLPE

O cientista político e filósofo Marcos Nobre deu uma ótima entrevista ao El País Brasil. Professor da UNICAMP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), ele diz que o país vive um momento muito triste” por causa de uma lógica em que atores “irrelevantes politicamente vem buscando relevância política”. Neste grupo ele coloca o presidente Michel Temer, o comandante do Exército Eduardo Villas Bôas e a ministra do Supremo Carmen Lúcia. Na ânsia de se tornarem relevantes, eles acabam prejudicando a sociedade e ferindo a democracia. Ele explica também que a Lava-Jato, ao tentar apoio em setores da sociedade, atingiu as forças políticas de maneira desigual, mirando no PT e “esquecendo” outros. > Mais

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*** BONS MOTIVOS PARA NÃO COMPRAR NA RIACHUELO

A Riachuelo patrocinou o filme “Nada a Perder”, cinebiografia de Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus.

1- O dono da Riachuelo é Flávio Rocha, que é o pré-candidato a presidente do PRB

2- (Partido Republicano Brasileiro), que elegeu Marcelo Crivela governador do Rio de Janeiro, que é parente de Edir Macedo.

3- A milícia ultradireitista MBL, após brigar com João Dória, agora apoia o PRB. > Mais

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*** PRAZERES MÚLTIPLOS

Sim, orgasmos múltiplos existem. Pelo menos, para as mulheres. Que inveja…

> Veja depoimentos

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*** MAIS TIROS CONTRA A DEMOCRACIA

Na madrugada deste sábado 28abr, o acampamento Marisa Letícia, montado em Curitiba em apoio a Lula, foi vítima de um atentado. Um homem atirou e feriu duas pessoas, e depois fugiu num automóvel. A Polícia divulgou imagens e está investigando o caso.

Vai investigar como fez no atentado a tiros contra os ônibus da caravana de Lula, semanas atrás? Se for, melhor não esperarmos nada.

E as pessoas que disseram que os tiros contra os ônibus foram uma trama do próprio PT, para mostrar que são perseguidos, dirão agora também que os apoiadores de Lula atiraram contra eles mesmos? E as pessoas que se mantiveram em cúmplice silêncio, mesmo sabendo que o atentado era um perigoso ataque à democracia, também continuarão agora caladas, covardemente caladas? > Mais

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Protegido: As taras de Lara – Como não perder a virgindade (VIP)

18/04/2018

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Protegido: As taras de Lara – Como não perder a virgindade

18/04/2018

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As Preciosas do Kelmer – mar2018

31/03/2018

31mar2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#66, mar2018
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Capa do mês: Tonia Carrero, atriz brasileira de cinema, teatro e televisão (1922-2018)

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*** DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O Dia Internacional da Mulher é celebrado em 8 de março. A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto. Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras. > Mais.

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*** BARBIES INCLUSIVAS

A artista mexicana Frida Kahlo é um dos modelos da nova coleção de bonecas Barbie. O objetivo da coleção, que conta com 17 modelos, é honrar mulheres de todo o mundo que são inspiração e tiveram um papel histórico ou moderno. Quando surgirá a Barbie transexual? > Mais

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*** POLITICANDO CONTRA AS MULHERES

O Palácio do Planalto voltou a cometer uma gafe no Dia Internacional da Mulher. Exatamente um ano depois de o presidente Michel Temer afirmar em discurso que tinha “convicção do quanto a mulher faz pela casa”, o governo federal enviou ofício ao governador do Ceará Camilo Santana (PT) assinado por órgão que não existe: a “Secretaria Nacional de Políticas contra as Mulheres”.

O nome correto é Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SPM), vinculada ao Governo Federal. O ofício remetido a Camilo trata da inauguração da Casa da Mulher Brasileira de Fortaleza.

Uau, isso é que é sinceridade! > Mais

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*** O INCESTO

Ela determinou que suas quatro filhas, menores de 18 anos, teriam que ter a primeira relação sexual com o pai, seu marido. Durante anos, ambos forçaram as garotas a fazer sexo com eles e as crianças cresceram acostumadas a essa rotina. A mais velha, porém, após casar e fazer tratamento psicológico, denunciou os pais, que foram presos.

Não é filme, é real. > Mais

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*** OS JUÍZES E O AUXÍLIO-MORODIA

Ano após ano, R$ 919 milhões saem dos cofres públicos para o pagamento de auxílio-moradia para 17.094 magistrados, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça. Desse total, R$ 98 milhões são para juízes federais. O benefício é pago aos juízes por conta de uma decisão, de 2014, em caráter liminar do ministro Luiz Fux.

Muitos dos que hoje recebem o auxílio mensal de R$ 4.300 têm imóveis próprios, caso do juiz Sergio Moro, dono de um imóvel de 256 metros quadrados em Curitiba, onde trabalha. Há casos inacreditáveis: José Antonio de Paula Santos Neto, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, é proprietário de 60 imóveis. Ele, assim como Moro e os demais juízes que recebem o benefício, argumentam que o auxílio serve para compensar a falta de reajuste da categoria desde 2015.

O STF julgará a questão nos próximos dias. Porém, mesmo que o auxílio-morodia, ops, auxílio-moradia, dos juízes seja suspenso, eles continuarão com muitas regalias, como auxílio para despesas médicas, para alimentação e para a educação de seus filhos. É mais R$ 1 bilhão saindo dos cofres públicos todo ano para ajudar a quem não precisa.

Para protestar contra a retirada de seus privilégios, os juízes federais farão greve nesta quinta-feira 15mar. Parece absurdo, né? E é mesmo. Quantas escolas e hospitais poderiam ser construídos com todo esse dinheiro que nós, sim, nós, pagamos a esses grandes privilegiados?

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*** MARIELLE, PRESENTE!

O recado da banda podre policial foi claro: não atrapalhem nossos negócios. Porém, o efeito da execução da vereadora Marielle Franco será o inevitável surgimento de mais Marielles por todo o país, ainda mais destemidas. Haverá bala suficiente para nos deter em nossa luta por justiça social? > Mais

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*** AS MENTIRAS SOBRE MARIELLE FRANCO

Poucas horas após o assassinato da vereadora Marielle Franco, a fábrica de notícias falsas foi ativada contra ela, gerando boatos como o seu envolvimento com “bandidos”. O MBL (Movimento Brasil Livre), a desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Marília Castro Neves e o deputado estadual Alberto Fraga, presidente do DEM no Distrito Federal e presidente da Frente Parlamentar de Segurança Pública, são alguns que participam da campanha difamatória. > Mais

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*** AS MILÍCIAS, O TRÁFICO DE DROGAS E A POLÍTICA

A vereadora Marielle Franco denunciava com frequência a violência da banda podre da Polícia e a atuação das milícias nas comunidades pobres do Rio de Janeiro. Por isso, são eles os principais suspeitos de terem-na assassinado. As milícias são grupos formados por ex-policiais, bombeiros, militares, agentes penitenciários e também membros das forças de segurança ainda na ativa. Elas agem nas comunidades carentes, aproveitando o vácuo criado pela ausência do Estado e oferecendo serviços de segurança, transporte, TV a cabo e até mesmo taxando negócios imobiliários. Em alguns lugares, milicianos e traficantes brigam ferozmente pelo território e em outros eles se entendem. No meio desse jogo sujo e sanguinário, fica a população pobre, cujos pedidos de socorro são amplificados por ativistas sociais corajosos como Marielle.

A única forma de deter a violência gerada por traficantes, milicianos e policiais bandidos é a intervenção do Estado nas áreas carentes. Mas não com soldados, e sim com educação, saúde, segurança, transporte, cultura e lazer. > Mais

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*** A PROFESSORA COM DOWN E A DESEMBARGADORA ESTÚPIDA

“Well, eis que se não quando, ouço que o Brasil é o primeiro em alguma coisa!!! Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de down!!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social. Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?”

Esta foi a postagem da desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Marília Castro Neves, na qual ela critica o fato de alguém com síndrome de Down ser professor.

A professora criticada é Débora Seabra, que tem 36 anos e trabalha há 13 como professora auxiliar em uma escola particular de Natal. Ela é ainda autora de livro infantil chamado Débora Conta Histórias (Alfaguara Brasil, 2013). Por ser considerada exemplo no desenvolvimento de ações educativas no país ela recebeu, em 2015, o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação em Brasília. Eis a resposta da professora:

19/3/2018. Recado para a Juíza Marília.
Não quero bater boca com você! Só quero dizer que tenho síndrome de Down e sou professora auxiliar de crianças de uma escola de Natal/RN. Trabalho à tarde, todos os dias, com a minha equipe que tem uma professora titular e outra auxiliar.
Eu ensino muitas coisas às crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito às outras. Aceitem as diferenças de cada uma. Ajudem a quem precisa mais.
Eu estudo o planejamento, eu participo das reuniões, eu dou opiniões, eu conto história para as crianças, eu ajudo nas atividades, eu vou para o parque com elas. Acompanho as crianças nas aulas de inglês, música, educação física e mais um monte de coisas.
O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo pra acabar com o preconceito porque é crime. Quem discrimina é criminoso!
Débora Araújo Seabra de Moura.”

A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down publicou uma carta aberta de repúdio à manifestação da desembargadora. > Mais

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*** TIROS CONTRA A DEMOCRACIA

As mesmas pessoas que comemoraram o assassinato da vereadora Marielle Franco agora aplaudem as violentas agressões e até mesmo os tiros que foram dados hoje contra os ônibus da caravana de Lula, no Paraná. Isso é típico do fascismo, de quem faz política com ódio.

O que está em jogo agora, acima das divergências políticas, é a defesa da democracia. Se ações como essas não forem combatidas com veemência, os fascistas se sentirão cada vez mais à vontade, e aí é só olhar para o passado recente para saber como a coisa pode terminar. > Mais

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*** TONIA CARRERO

Nascida e criada na zona sul carioca, Maria Antonieta de Farias Portocarrero, seu nome de solteira, era filha do general Hermenegildo Portocarrero e de Zilda de Farias Portocarrero. Apesar de graduada em Educação Física, a formação de Tônia como atriz foi obtida em cursos de teatro em Paris. Antes de partir para a França, fez um pequeno papel no filme Querida Susana. Foi a estrela da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, tendo atuado em diversos filmes.

A estreia em teatro foi no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo, com a peça Um Deus Dormiu Lá em Casa, onde teve como parceiro o ator Paulo Autran. Após a passagem pelo TBC, formou com seu marido à época, o italiano Adolfo Celi, e com o amigo Paulo Autran, a Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA), que nos anos 1950 e 1960 revolucionou a cena do teatro brasileiro ao constituir um repertório com peças de autores clássicos, como Shakespeare e Carlo Goldoni, e de vanguarda, como Sartre.

Na TV, um dos seus personagens mais marcantes foi a sofisticada e encantadora Stella Fraga Simpson em Água Viva (1980), de Gilberto Braga. Tônia viria a trabalhar novamente com o autor, em 1983, na novela Louco Amor, dessa vez interpretando a não menos charmosa e chique Mouriel. Tanto em Água Viva como em Louco Amor, Tônia perdeu o papel de vilã para Beatriz Segall e Tereza Rachel, respectivamente. Mesmo assim, os dois personagens que interpretou foram um sucesso.

Era mãe do ator Cecil Thiré, e avó dos atores Miguel Thiré, Luísa Thiré e Carlos Thiré. (Wikipedia)
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AS PRECIOSAS DO KELMER

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As Preciosas do Kelmer – fev2018

28/02/2018

28fev2018

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição finalizada de cada mês. Espero que você goste.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#65, fev2018
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Capa do mês: Marguerite Duras, escritora e cineasta francesa (1914-1996)

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*** FEITAS PARA O PRAZER

Milly Lacombe, repórter da TPM (Trip Para Mulheres), foi a um curso de sexo tântrico. E testemunhou o que lhe parecia impossível: uma mulher tendo um orgasmo de quinze minutos. Sim, quinze. E ejaculando como ela sempre se recusou a crer que fosse possível. Milly retornou de lá impressionada, com suas ideias sobre a sexualidade feminina bastante mudadas.

Em conversas sobre sexo, costumo dizer algo que para algumas pessoas parece tão somente frase de efeito. Eu digo que a mulher foi feita para o prazer, muitíssimo mais que o homem. Que seu corpo e toda a dinâmica de seu organismo foram meticulosamente moldados pela Natureza no sentido de fornecer-lhe prazer sexual, de variadíssimas formas e intensidades, mas que, infelizmente, a cultura cristã-patriarcal sempre conseguiu convencer a sociedade, inclusive a quase totalidade das mulheres, do contrário, reprimindo sua sexualidade a ferro e fogo. E mais: nossa cultura fez e continua a fazer com que as mulheres desprezem e temam as mulheres que escapolem dos grilhões repressivos e assumem, publicamente e sem culpa, a sua sexualidade.

Não há futuro para a humanidade, se ele não trouxer a libertação do princípio feminino, inclusive no homem. Mas para isso, é preciso reconhecê-lo, em toda a sua potencialidade, inclusive sexual. Como ocorreu com a repórter da revista. > Mais

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*** GLITTER ANTIECOLÓGICO

O glitter, muito usado em maquiagens, escorre para os rios, lagos e mares e leva centenas de anos para se degradar, além de contaminar os peixes. E agora?

Uma solução é usar glitter ecológico, feito de material biodegradável. > Mais

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*** PROSTITUTAS CÉLEBRES

Uma delas conseguiu pagar os estudos de seis filhos só por causa de um boquete no carro. Pense num boquete… > Mais

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*** BRINCADEIRINHA QUE PODE SAIR CARO

O “Como Você Seria Se Fosse Do Gênero Oposto?” é o teste da vez no Facebook. Se você entrou na onda, saiba que deu seus dados a uma empresa pouco conhecida, e sabe-se lá o que ela fará com eles…

Pra você deixar de ser besta. > Mais

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*** IGREJAS SÃO SÓCIAS NO TRÁFICO DE DROGAS

Ter uma igreja é a maneira mais fácil de lavar o dinheiro do tráfico de drogas, pois elas são isentas de impostos e não há fiscalização. E agem em nome de Deus. > Mais

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*** CINEMA E LITERATURA EM MARGHERITE DURAS

A Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes abre inscrição para o curso livre “O lugar da Paixão: Literatura e Cinema de Marguerite Duras”, ministrado pela escritora e atriz Sara Síntique. As inscrições vão até a quinta-feira (8/03) e as aulas gratuitas ocorrerão entre os dias 12 e 16 de março, na Vila das Artes, equipamento da Prefeitura de Fortaleza.

Romancista, novelista, roteirista, poetisa, diretora de cinema e dramaturga francesa, Marguerite Duras é considerada uma das principais vozes femininas da literatura do Século XX na Europa.

O curso consiste em um estudo sobre a obra literária e cinematográfica de Marguerite Duras, considerando que, para a artista, literatura e cinema surgem num mesmo lugar de criação, o qual denomina de “o lugar da paixão”. A atividade propõe a reflexão sobre as interseções entre essas duas linguagens artísticas, partindo do nível embrionário proposto por Duras.Sara Síntique é Mestra em Literatura Comparada pela UFC, onde também se graduou em Letras Português-Francês. Pesquisa a poética do corpo na obra literária e cinematográfica de Marguerite Duras. É escritora, atriz e performer. Publicou seu primeiro livro, Corpo Nulo, em 2015, pela Editora Substânsia. > Mais

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*** O PRAZER DE VIVER COM MENOS

Quanto mais coisas temos, mais escravos somos delas. E quanto mais temos, menos sabemos o que temos. O consumismo é uma ilusão que vicia. > Mais

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*** DOE PARA A WIKIPEDIA

A Wikipédia é o 5º site mais visitado na internet e serve 500 milhões de pessoas diferentes por mês – com bilhões de visualizações de páginas.

Não há nada de errado com o comércio. Publicidade não é um mal. Isso, entretanto, não tem lugar aqui. Não na Wikipédia.

A Wikipédia é algo especial. É como uma biblioteca ou um parque público. É como um templo para a mente. É um lugar aonde todos podemos ir para pensar, aprender e partilhar o nosso conhecimento com outras pessoas.

Quando fundei a Wikipédia, podia tê-la transformado numa empresa lucrativa com anúncios comerciais, mas decidi fazer uma coisa diferente. Temos trabalhado arduamente ao longo dos anos de forma a mantê-la perfeitamente ajustada, sem descuidar dos recursos. Nós cumprimos nossa missão e deixamos o desperdício para os outros.

Se todos que lerem isso doarem R$ 10, nós teríamos que levantar fundos apenas um dia por ano, mas nem todo mundo pode ou irá doar. E está tudo bem. Todo ano um número suficiente de pessoas decide doar. Este ano, por favor, considere fazer uma doação de R$ 10, R$ 20, R$ 50 ou qualquer outro valor que você possa para proteger e sustentar a Wikipédia.

Obrigado,

Jimmy Wales – Fundador da Wikipédia

PARA DOAR

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