Resistindo com arte e alegria

08/03/2018

08mar2018

Ocupar os espaços da cidade é reconquistá-la para seus devidos donos: o povo

RESISTINDO COM ARTE E ALEGRIA

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Quando voltei a morar em Fortaleza, em 2017, após 13 anos de perambulanças por rios e pauliceias, uni-me a alguns amigos escritores e amantes dos livros para realizar ações dentro da estratégia de inserir a literatura na agenda de entretenimento da cidade, ocupando praças, mercados e bares com eventos literários e aproximando autores e leitores. Entendemos que ocupar esses espaços com arte é um ato de resistência contra o abandono gerado pela violência, que nos faz órfãos de nossa própria cidade. Foi o que fizemos em 2017, e seguiremos fazendo em 2018.

Além dos planos literários, trouxe comigo a vontade de criar um bloco carnavalesco. Nos anos 80 e 90, eu organizava um bloquinho de pré-carnaval chamado Belas da Tarde, com homens vestidos de mulher a desfilar pela Beira-Mar num trenzinho, invadindo os hotéis a cantar os clássicos da Xuxa e aterrorizando os coitados dos turistas. Agora, porém, eu queria algo maior. Eu tinha o nome do bloco, Simpatizo Fácil, e a ideia de, com ele, oferecer não apenas entretenimento, mas fazer também política, erguendo bandeiras em defesa da arte, das liberdades, da democracia e das conquistas sociais.

No início de 2017, apresentei a ideia para minha amiga Vaninha, que gostou, mas, mulher multitudo que ela é, não teve tempo para mais um projeto. Então, deixei a ideia descansar. Em dezembro, falei com meu amigo Paulo Henrique e ele adorou. Começamos a trabalhar e Vaninha juntou-se a nós. Putz, só mesmo gente sem juízo se proporia a montar um bloco de carnaval, com festa de lançamento, eventos de pré-carnaval e carnaval, gravação da marchinha, camisetas, tudo em vinte dias. E com alta probabilidade de prejuízo financeiro. Pois foi o que fizemos. Viva os malucos!

Tendo como bar parceiro o Vilarejo 84, dos amigos Manuel e Emanuela, o Simpatizo Fácil faz sua festa no pré-carnaval aos sábados, numa ruazinha bucólica da Aldeota, a Clube Iracema, vizinho ao prédio da Receita Federal. Como o patrocínio que conseguimos banca apenas uma pequena parte dos custos (obrigado, Catuaba Selvagem e Syn Ice), precisamos vender muita birita e muitas camisetas. Sim, sabemos que muitos blocos nasceram, cresceram e morreram em pouco tempo, e às vezes, ironicamente, é o próprio sucesso do bloco que decreta o seu fim. De fato, não é fácil, mas estamos nessa porque curtimos o que fazemos, e porque amamos nossa cidade e não aceitamos perdê-la, nem para a violência e nem para a fraqueza do poder público.

Arte, literatura e alegria. Liberdade e democracia. Especialmente em tempos sombrios, acreditamos nisso. Precisamos acreditar.

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Ricardo Kelmer –
blogdokelmer.com

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> Simpatizo Fácil – facebook.com/simpatizofacil

PARCEIROS

Vilarejo 84, Aldeota – facebook.com/vilarejo84

Floresta Brasilfacebook.com/florestabrasilfortaleza

Boteco Vintage (Benfica)facebook.com/BotecoVintage

Cantinho do Frango, Aldeota (Cantinho Literário)
facebook.com/cantinhodofrango

Mercado Coletivo, no Mercado dos Pinhões, Centro (Anoitecer de Autógrafos)

FLLLEC – Fórum do Livro, Literatura, Leitura e Biblioteca
facebook.com/forumdeliteraturace

#catuabaselvagem #synice

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Ricardo Kelmer 2018 – blogdokelmer.com

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Lugar de literatura é solta pela cidade – Com esses livretos, consigo que minha arte frequente as mesas dos bares, integrando-se à dinâmica boêmia da cidade e atraindo novos leitores

O dilema do escritor seboso – Certos escritores amadurecem cedo. Tenho inveja desses. Porque nunca viverão o constrangimento de não se reconhecerem em suas primeiras obras

O encontrão marcado – Fechei o livro, fui até a janela e olhei pro mundo lá fora. E disse baixinho, com a leveza que só as grandes revelações permitem: tenho que ser escritor

Pesadelos do além – O pior pesadelo para um escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado

Meu fantasma predileto – Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

Kelmer no Toma Lá Dá Cá – Aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro maldito

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A Literatura e a resistência da cidade

13/11/2017

13nov2017

Ocupar os espaços da cidade é reconquistá-la para seus devidos donos: o povo

A LITERATURA E A RESISTÊNCIA DA CIDADE

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A 1a edição da Fresta Literária aconteceu em Fortaleza no fim de semana de 22 e 23jul de 2017. Durante dois dias, na Praça dos Leões, no Centro, celebramos a Literatura num descontraído evento que reuniu escritores e amantes dos livros em mesas de debates e também na mesa do bar. Fiquei muito feliz em participar.

O mote foi A Palavra e a Cidade, mas falamos e bebemos outras coisas como mercado editorial, políticas públicas e resistência cultural. Organizado pelo Coletivo Alumiar e pela Revista Berro, a Fresta Literária mostrou-se uma refrescante brisa no mormaço das dificuldades do fazer literário no Ceará. Parabéns aos organizadores e participantes. Que venha a próxima.

Neste delicado momento de retrocesso democrático pelo qual passamos, de perda de direitos tão arduamente conquistados e da imposição de políticas que beneficiam aos barões do capital em vez do combate às desigualdades sociais, ocupar os espaços da cidade com arte não é uma forma de escapismo, mas, ao contrário, é o modo pelo qual artistas e escritores podem unir forças e, com a população, mostrar ao poder público que estamos atentos, e resistiremos aos dias temerosos.

Sim, há violência nas ruas. Ela nos mantém acuados por trás de muros, vidros escuros e cercas elétricas, e nos afasta da nossa própria cidade. Mas ela não é aleatória. Essa violência nasce de outra, a desigualdade social, que se alimenta do descaso dos governantes e parlamentares que ignoram as necessidades básicas da população, inclusive a cultura. Eles que, aliados ao cinismo da grande mídia, seguem impunes com seus macabros rituais de sacrifícios humanos em nome do insaciável deus Mercado.

Cidadania não é um direito, que nos darão de bom grado. É uma conquista diária. Ocupar os espaços da cidade é reconquistá-la para seus devidos donos: o povo.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Página da Fresta Literária: facebook.com/LiterariaFresta

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Vídeo de divulgação da 1a edição da Fresta Literária
Praça dos Leões, Fortaleza-CE – jul2017
Trecho da crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel

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Lugar de literatura é solta pela cidade – Com esses livretos, consigo que minha arte frequente as mesas dos bares, integrando-se à dinâmica boêmia da cidade e atraindo novos leitores

O dilema do escritor seboso – Certos escritores amadurecem cedo. Tenho inveja desses. Porque nunca viverão o constrangimento de não se reconhecerem em suas primeiras obras

O encontrão marcado – Fechei o livro, fui até a janela e olhei pro mundo lá fora. E disse baixinho, com a leveza que só as grandes revelações permitem: tenho que ser escritor

Pesadelos do além – O pior pesadelo para um escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado

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Kelmer no Toma Lá Dá Cá – Aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro maldito

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01- Que nada cara. Obrigado você por topar inaugurar essa Fresta! Primeira de muitas. Valeu. Alexandre Ferraz Greco, Fortaleza-CE – jul2017

02- Sara Síntique, Fortaleza-CE – jul2017

03- O jogo de amarelinha entre a FRESTA. José Anderson Freire Sandes, Juazeiro do Norte-CE – jul2017

04- Que maravilha! Mateu Duarte, Lavras da Mangabeira-CE – jul2017

05- Que boa ideia! Toma lá uma canção: https://www.letras.mus.br/sergio-godinho/498155. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

06- emersoN bastoS (assinei!) Emerson Bastos, Fortaleza-CE – jul2017

07- Quando sair da UECE (no sábado) vou lá. Deixe (se possível) um microfone aberto. Jose Leite Netto, Fortaleza-CE – jul2017

08- texto maravilhoso.. atitude também.. sou seu fã, Ricardo Kelmer… abrsssss. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jul2017

09- Musiquei um conto de José Roberto Torero sobre um analfabeto que copiava poemas para dar à namorada… lembrei disso tb.. abrs. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jul2017

10- E o carteiro que plagiava Neruda “a poesia não é de quem a escreve mas de quem precisa dela”. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

11- Susana X Mota E olha só, ainda há analfabetos… Não perguntaste porquê? Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

12- Bacana Mermão!!! Parabéns!! Marcondes Dourado, Gama-DF – jul2017

13- Maravilha, Ricardo! Ótima programação! 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 Luciana Loreau, Nantes-França – jul2017

14- Grande texto, sobretudo iniciativa! Sucesso! Denis Akel, Fortaleza-CE – jul2017

15- Uooouuuuu. Tetê Macambira, Fortaleza-CE – jul2017

16- Espetacular essa programação! Heloise Riquet, Fortaleza-CE – jul2017

17- blz mano queria ser assim cara de pau que nem tu, poeta mundano mas sou muito comedido em minha arte, talvez porque não seja múltiplos que nem tu. Evaristo Filho Freitas, Fortaleza-CE – jul2017

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Lugar de literatura é solta pela cidade

20/07/2017

20jul2017

Com esses livretos, consigo que minha arte frequente as mesas dos bares, integrando-se à dinâmica boêmia da cidade e atraindo novos leitores

LUGAR DE LITERATURA É SOLTA PELA CIDADE

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De um ano para cá tenho vivido uma experiência bem interessante, que trouxe um novo sentido para a minha literatura e para a minha relação com a cidade onde vivo. Quero compartilhá-la com você nesta crônica.

Tenho uma dúzia de livros publicados, em impresso e eletrônico, que são vendidos em livrarias e sites. Mas isso não me satisfaz profissionalmente. É que eu gosto do contato direto com o público, e adoro misturar a literatura com outras expressões artísticas, como a música, o teatro e o cinema. Além disso, tenho um tesão danado nessa ideia de inserir a literatura no cotidiano de entretenimento da cidade. Livrarias e bibliotecas são importantes e devem ser valorizadas, sim, mas por que não levar a literatura aonde o povo está, realizando eventos literários em bares, em clubes, nas praças, na rua, na praia? É o que faço há alguns anos, em São Paulo e em Fortaleza, onde voltei a morar.

Nessa busca por uma relação mais íntima do meu trabalho com a cidade, decidi recentemente levar essa ideia mais adiante. Para isso, em 2016 e 2017, publiquei dois livretos de bolso, simples, com 48 páginas, grampeados. O primeiro foi Versos Safadinhos para Noites Românticas e Vice-versa, com 35 poemas sobre amor, paixão e desejo, e desenhos eróticos do artista húngaro Mihály Zichy, falecido em 1906. O segundo foi Trilha da Vida Loca – Contos do amor doído, que reúne seis contos baseados em sucessos românticos da chamada música brega, nos quais um drama amoroso beeeem sofrido segue a letra da música.

Eu poderia tê-los publicado por uma editora, como fiz com outros livros meus, mas preferi eu mesmo bancar os custos e ter o controle de tudo. Ou seja, são produções 100% independentes. Os livretos são vendidos apenas diretamente comigo, pessoalmente ou pela internet. Uma vantagem do formato bolso é que posso levá-los comigo a qualquer lugar, e sai baratim para o freguês, só cinco reais.

Pois bem. Com esses livretos, consigo que minha arte frequente as mesas dos bares, integrando-se à dinâmica boêmia da cidade e atraindo novos leitores. Tem sido uma experiência saborosa, que me faz sentir mais harmonizado com a cidade. A venda é importante, claro, principalmente porque ela viabiliza a segunda parte da experiência: cada exemplar vendido custeia outros três, que distribuo entre guardadores de carro, garis e vendedores ambulantes. Você já reparou? Essas pessoas estão sempre onde estamos, nos bares e espaços culturais, mas são invisíveis e não participam da nossa celebração da arte, e certamente jamais entraram ou entrarão numa livraria ou biblioteca. Distribuir meus livretos dessa forma foi um modo que encontrei de diminuir a distância social e de levar minha arte a outros públicos.

Você talvez pense que isso é dar pérolas aos porcos, que minha atitude é bela mas inútil. Pense melhor. Talvez, naquela noite, a poesia tenha sido companhia para alguém que é casado com a solidão das ruas. Talvez aquele ser invisível sinta prazer ao ler um conto, e depois queira ler outros. Uma noite dessas, ao sair de um bar, o guardador de carros me reconheceu e pediu outro livro, pois o seu ele dera para sua gata, que gostou muito. Ah, você quer um pra você, né?, perguntei. Ele, um tanto envergonhado, respondeu que não sabia ler, e depois emendou, malicioso: É pra outra gata acolá, ó.

Dei-lhe outro livro e fui embora rindo, satisfeito por ver que minha poesia ao menos anda favorecendo o nheco-nheco. Mas interessante mesmo era a bela ironia da coisa: um analfabeto que espalha literatura por aí pela cidade…

Eu sei que livros não mudam o mundo. Livros mudam pessoas. As pessoas é que mudam o mundo.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Com garis, na 1a edição da Fresta Literária (Praça dos Leões, Centro, Fortaleza, jul2017)

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LIVROS

Versos Safadinhos para Noites Românticas e Vice-versa

Trilha da Vida Loca – Contos do amor doído

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O escritor grávido – Será um lindo bebê, digo, um lindo livrinho, sobre o mais belo de todos os temas

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01- Que nada cara. Obrigado você por topar inaugurar essa Fresta! Primeira de muitas. Valeu. Alexandre Ferraz Greco, Fortaleza-CE – jul2017

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05- Que boa ideia! Toma lá uma canção: https://www.letras.mus.br/sergio-godinho/498155. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

06- emersoN bastoS (assinei!) Emerson Bastos, Fortaleza-CE – jul2017

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09- Musiquei um conto de José Roberto Torero sobre um analfabeto que copiava poemas para dar à namorada… lembrei disso tb.. abrs. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jul2017

10- E o carteiro que plagiava Neruda “a poesia não é de quem a escreve mas de quem precisa dela”. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

11- Susana X Mota E olha só, ainda há analfabetos… Não perguntaste porquê? Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

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15- Uooouuuuu. Tetê Macambira, Fortaleza-CE – jul2017

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17- blz mano queria ser assim cara de pau que nem tu, poeta mundano mas sou muito comedido em minha arte, talvez porque não seja múltiplos que nem tu. Evaristo Filho Freitas, Fortaleza-CE – jul2017

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Agendinha literária jul2017

29/06/2017

29jun2017

Lançamentos, shows, festa literária…

AGENDINHA LITERÁRIA JUL2017

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Eis que os ventos me levaram de volta a Fortaleza. Desde jan2017, voltei a morar em minha cidade natal. Questões pessoais e profissionais, que se juntaram e formaram a ventania. Até quando? Ah, aí são outros ventos. Quem sabe deles?

Segue a agendinha de julho. Sigo com minha filosofia de inserir a literatura na agenda de entretenimento da cidade. Em todos os eventos, estarei com todos os meus livros.

> 01jul, sábado, 22h – Quixeré-CE
Serrano Clube

Lançamento do livro Para Belchior com Amor, com apresentação de Eugênio Leandro, Sávio Leão e vários artistas no show Tributo a Belchior

> 14jul, sexta, 20h – Fortaleza-CE
Bar Serpentina (rua Heráclito Graça, 760 – Centro)
Lançamento do livro Trilha da Vida Loca + show com Lúcio Ricardo e Erickson Mendes interpretando os clássicos do brega e da dor de cotovelo
Couvert: R$ 6

> 16jul, domingo, 18h – Fortaleza-CE
Bar e Rest. Cantinho do Frango (rua Torres Câmara, 71 – Aldeota)
Lançamento do livro Trilha da Vida Loca + show com Lúcio Ricardo, Erickson Mendes (+ percussão) interpretando os clássicos do brega e da dor de cotovelo
Couvert: R$ 15

> 22 e 23jul, sábado e domingo à tarde – Fortaleza-CE
Fresta Literária (Praça dos Leões, Centro)
Mesa com Alan Mendonça, sessão de autógrafos, sarau
Grátis

> 29jul, sábado, 21h – Fortaleza-CE
Boteco Vintage (rua Padre Miguelino, 1159 – esq com Major Facundo – Benfica)
Lançamento do livro Trilha da Vida Loca + show com Lúcio Ricardo e Erickson Mendes interpretando os clássicos do brega e da dor de cotovelo
Couvert: R$ 8

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Pesadelos do além – O pior pesadelo para um escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado

Meu fantasma predileto – Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

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Verdades escabrosas

18/06/2017

18jun2017

Onze histórias da minha vida véa desmantelada. Mas uma delas tem uma mentirinha…

VERDADES ESCABROSAS

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Em cada uma dessas histórias da minha vida véa desmantelada, a primeira parte é verdade, mas em uma delas o fim é mentira. Veja se você consegue descobrir onde está a mentira.

01- Na saída do motel, meu fusca enguiçou e eu pedi pra minha namorada descer e empurrar, afinal o amor é lindo. Ela e o segurança empurraram até o desgraçado pegar no tranco, e deixamos o motel com o fusca véi se peidando todo, um escândalo, parecia um tiroteio. Pense numa cena romântica. E o namoro ainda durou mais um ano.

02- Fui ao supermercado com minha mãe e após eu passar pela fila do caixa, a gerente me flagrou com um pacote de camisinhas que eu pretendia roubar, e me repreendeu na frente de todo mundo. Inclusive da minha mãe, que gentilmente pagou as camisinhas.

03- Pra escrever meus contos safadinhos, recebo ajuda das leitorinhas que me contam suas fantasias eróticas, e pra algumas delas, a grande fantasia é ser puta por uma noite. Algumas até me pediram ajuda pra realizar a fantasia, e eu, alma caridosa que sou, ajudei, sendo o cafetão. Aliás, tem uma que até hoje não pagou minha comissão. Mas num tô cobrando não, viu, gataloca, tá tranquilo.

04- Muito puto com minha vó, que não deixava a mim e meus irmãos sairmos pra brincar na rua, combinei com eles: Bora matar a vovó? Eles concordaram e nos armamos com pedaço de pau, rodo e vassoura. Mas minha vó percebeu a tempo, correu, trancou-se no quarto e ficou gritando: Vão simbora, seus menino malino!!! E nós, uma candura só: Vozinha, vem brincar com a gente, vem…

05- Saindo de uma consulta ao dentista, eu adolescente bobo de 12 anos, um cliente do dentista me ofereceu carona no carro dele e eu aceitei, e no caminho ele puxou do porta-luva um baralho erótico e me entregou, pra eu me entreter. Que cara gentil, né? Logo depois, eu lá viajando nas gatinhas peladas do baralho, o cara começou a me bulinar, descaradamente. Apavorado, abri a porta no meio da avenida, saltei e fui atropelado por uma bicicleta, e o meu estuprador nem me socorreu, otário.

06- Larguei a faculdade, vendi o fusca por uma micharia e fui morar em Manaus, trabalhando como vendedor de água de coco congelada. Uma noite fui conhecer uma sessão de Umbanda manauara e a cabocla Mariana baixou lá, engraçou-se comigo e explicou o babado: se eu noivasse com ela, ficaria rico rapidinho, mas o preço era que eu jamais poderia ter outra mulher além dela, pois ela sempre melaria a história. Topei não. Ser rico desse jeito sai muito caro.

07- A caixa dágua do Badauê, o bar na Praia de Iracema do qual fui sócio entre 1988 e 89, ficava no mezanino, e uma vez eu e meus sócios a usamos pra fazer um, digamos, relaxamento coletivo com as namoradas. Foi ótimo, deu pra relaxar que foi uma beleza. Como os copos do bar eram lavados com a água da caixa, no dia seguinte foram muitos os elogios ao novo sabor da caipirinha.

08- Uma noite, minha mãe me pegou fumando um baseado na rua e fechou a cara pra mim durante dias, sem querer conversa. Disposto a terminar logo com aquela situação chata, expliquei pra ela, pacientemente, que maconha era como álcool, que o importante era a pessoa manter uma relação saudável com a planta, que maconha não era nenhum demônio. Foi pior, muuuuito pior, porque até esse momento ela inocentemente pensava que naquela noite na rua eu estava fumando… cigarro.

09- Um dia, no colégio Santo Inácio, nos preparativos da primeira comunhão, um colega me contou que duas lindas coleguinhas nossas foram flagradas se agarrando sabe onde? Não. Na sacristia. Uaaaau… Fiquei dias e dias fascinado, só imaginando a cena, o que, obviamente, estragou pra sempre minha primeira comunhão e preparou meu passaporte pro Inferno. Pra ser franco, até hoje não esqueço essa história, e só vou morrer em paz depois que eu namorar uma colegial (ok, pode ser apenas fantasiada de colegial) na sacristia, enquanto o padre reza a missa, e nós dois lá mandando ver nos mistérios gozosos.

10- Num show da Intocáveis Putz Band, na Concha Acústica, tocamos Marinara com a revista Playboy num tripé de partitura montado bem na frente do palco, a revista arreganhada no poster central, pra todo mundo ver bem o talento da musa Marinara. Tinha um grupo de punks assistindo, e um deles subiu no palco, puxou a revista e voltou com ela pro grupo, o gaiato. Quando vi nossa Marinara voando de um lado pro outro na plateia, não pensei duas vezes: desci correndo, me meti no meios dos caras e briguei e briguei até pegar de volta a revista, enquanto a banda continuava a tocar. Então voltei vitorioso ao palco e repus a Marinara no tripé. Pra você ver como naquele tempo eu era imortal.

11- Na hora de pagar a conta do motel, percebi que estava sem a carteira. O gerente disse que eu poderia ir buscar desde que deixasse algo como garantia. A menina vai ficar, respondi. Ok, ele disse, mas deixe o estepe também. Pô, Ricardo, eu tô valendo menos que um estepe de fusca, putaquipariu, cara!, protestou a gatinha, que, por sinal, era de menor. O gerente explicou que muitos caras aplicavam aquele golpe e não voltavam, deixavam as meninas lá pra sempre. Felizmente a gatinha acreditou em minha honestidade, ficou lá como garantia e eu saí pra buscar a carteira. E voltei, viu?

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BASTIDORES DAS HISTÓRIAS

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01- Pra quem votou na história do fusca enguiçado no motel, sinto dizer que ela é… totalmente verdadeira. Não marcarei aqui a participante da história pra evitar constrangimentos. E por que eu fui tão vil e cruel, botando a namorada pra empurrar o carro? Por que não foi o contrário? Porque ela não sabia dirigir meu fusca, que era cheio de manhas e segredos. Era um fusca bege, chamado Lombriga, a álcool e com dupla carburação, vivia desregulando, um horror.
Mas ela empurrou muito bem, toda charmosa, viu? Ah, mulher nenhuma empurrava carro como ela… Nosso namoro durou dois anos, e ela é uma pessoa muito especial na minha vida, de quem sempre lembro com carinho.

02- A história 2 é isso mesmo, foi uma cena absolutamente ridícula, pela qual mãe nenhuma merece passar. Quanto a mim, comecei e terminei nesse dia as minhas aventuras como ladrão de camisinha.

03- Pra quem votou na história das leitorinhas com fantasia de ser puta por uma noite, afirmo que ela é… totalmente verdadeira. A leitorinha realmente ficou me devendo uma parte da comissão pelo meu trabalho de conseguir cliente pra ela realizar sua fantasia de ser puta. Aliás, quando ela leu esta postagem, entrou em contato querendo quitar o débito, mas expliquei que eu não tava cobrando, e que inclusive era até interessante essa situação, ela ficar devendo pro cafetão. 🙂

04- A história dos netinhos-monstros que queriam matar a vovó é um clássico de minha querida família Adams. É tudo verdade. O que não contei é que a coitada da minha vó, que se chamava Waltrudes, ficou a tarde inteira trancada no quarto, com medo de sair e ser assassinada a pauladas. À noitinha, meus pais chegaram, ela saiu do quarto e contou o que acontecera. Resultado: levamos uma surra de cinturão do meu pai, daquelas que o rabo fica ardendo por três dias, pra gente aprender a nunca mais querer matar a mãe dele.

05- A mentira está nesta história. Eu aproveitei que o carro parou no sinal vermelho, abri a porta e saí. Mas não fui atropelado por nenhuma bicicleta. Alcancei a calçada e fui para o ponto de ônibus, aliviado por ter escapado do tarado.

06- Susana Mota, minha amiga e leitorinha mimosa de Leiria-Portugal, acertou ao dizer que esta história refere-se ao conto O Presente de Mariana, do meu livro Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos. Mas a história é toda verdadeira, e o conto é inspirado nela. Aliás, minha amiga Ana Karla Dubiela gosta desse conto. Pra quem quiser ler o conto: aqui.

07- Esta história da caixa dágua do Badauê é totalmente verdadeira. Só não marco os envolvidos aqui pra eles confirmarem porque eles podem se sentir pouco à vontade. Aliás, o Badauê foi um bar de muitas histórias ótimas. Aquele mezanino era uma loucura… A entrada era por uma janelinha no alto, no corredor dos banheiros, na parte lateral do bar. Pra chegar à janelinha, usávamos uma longa escada de madeira, que ficava encostada à parede, ao lado dos banheiros. No meio da noite, as namoradas subiam por ela, e nos esperavam no mezanino pra namorar um pouquinho. Acontece que às vezes elas tinham bebido bastante, e precisavam de ajuda pra subir pela escada, e o povo que tava na fila do banheiro ajudava, incentivando e empurrando as meninas escada acima, solidariedade total. Pense numa cena…

08- A história da maconha é outro clássico. Após descobrir que o filho do qual ela tinha tanto orgulho era doidão, minha mãe ficou meses sem falar comigo. Hoje ela tá mais relaxada quanto a isso. Aliás, do jeito que minha mãe costuma me surpreender, não duvido nada ela qualquer dia desses querer relaxar um pouquinho mais…

09- Pra quem votou na história das colegiais se pegando na sacristia, eu digo que ela é… totalmente verdadeira. Recentemente encontrei uma das garotas no Café Pagliuca e rimos bastante dessa história. Ela ficou surpresa, e disse que não sabia que tinha rolado esse boato. Não a marcarei aqui, mas se ela quiser se manifestar, vou adorar. Ah, e sobre a segunda parte da história, esqueci de dizer que se for o caso, eu mesmo compro a roupitcha de colegial na Via Libido Sex Shop, viu?

10- A história do show da Intocáveis Putz Band é totalmente verdadeira. Não sei onde eu tava com a cabeça quando fui brigar com um bando de punk por causa de uma mulher pelada de papel, mas naqueles dias juízo era uma coisa que não fazia parte da minha cabeça. Ainda bem, senão eu não teria essas histórias pra fazer você rir, né? Aliás, a Intocáveis Putz Band renderia um monte de histórias escabrosas. Uma vez cismamos de fazer um show com uma cama no palco, porque tínhamos esse estranho fetiche de fazer um show com todos deitados na cama. Conseguimos uma de madeira, na loja do Ângelo Baiano, e levamos pro local de show sabe como? No buggy do Martan. E era uma cama de casal, pesada pra caramba, com colchão e tudo. O show foi uma loucura, mas infelizmente os cabos dos instrumentos não chegaram até a cama, ô frustração…

11- Tudo é verdade nesta história. Felizmente a gatinha levou a coisa na esportiva. O que não contei é que voltei pro apartamento do meu amigo, onde tinha rolado a festa, procuramos minha carteira por todo lugar e não encontramos. Então voltei ao motel, resignado com o fato de que deixaria o pneu pra pagar a conta. Após parar o fusca na garagem, decidi fazer uma derradeira busca… e encontrei a carteira! Estava no buraco do toca-fita, e eu já havia procurado lá. Final feliz.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão, as Belas, abalando nos modelitos, no outro, as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

A celebração da putchéuris – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

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Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?

O dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado que fumei daria um filme. Um não, vários

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01- Oh Bichiiim carga torta, nãm !!!!! Emelynne Pontes, Fortaleza-CE – abr2017

02- Difícil pra mim todas são Verdade… Flavio Rangel, Fortaleza-CE – abr2017

03- Tá ruim hein. Sei lá acho que é a 12. Silvana Santiago, Fortaleza-CE – abr2017

04- Não contou a de Mundaú. Não contou a do trovão. Não a do doutrinamento da Lilian Ramos. Não contou…, não essa não era para contar mesmo… Alberto Perdigão, Fortaleza-CE – abr2017

05- Rapaz… Christiane Oliveira, Fortaleza-CE – abr2017

06- Eu sei que a 01 e a 03 são bem verdades, vc já me contou. rsrs. Samara Do Vale, Fortaleza-CE – abr2017

07- A 04 é mentira. Uma avó que cuida de uma cambada de menino maluvido, lá tem medo de cabo de vassoura! A minha até hoje, se deixar, bota os neto tudim para dormir com os couro quente. Amanda Caru, Fortaleza-CE – abr2017

08- Mano réi vindo de vóismicê tem nem uma mentira não ó ! Magna Mastroianni, Londrina-PR – abr2017

09- Vou na 4. Patrícia Ramos, Natal-RN – abr2017

10- A 06 é mentira. É do conto “o presente de Mariana”. Ela não pôde noivar contigo por ordens superiores… Susana X Mota, Leiria-Portugal – abr2017

11- mentirinha da 4..vc não faria essa malvadeza. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – abr2017

12- Me acabando de rir sozinha 😂 😂 😂prefiro acreditar q a mentira está no final da 7. Bicho TSN. Mas duvido é nada… acho q tua avó não seria tão medrosa assim. Essa foto está escândalo!!! Kkkk adorei. Zete More, Fortaleza-CE – abr2017

13- Diante desse currículo de um bom menino #sqn …..Acho que a 11 é mentira , a menina deve tá esperando até hoje…..kkkkkk. Pode mandar meu livro. Bjs. Regia Alves, Fortaleza-CE – abr2017

14- A 2,4,6 e 8 sei, tenho certeza que são verdadeiras. As outras, conhecendo bem a peça, sei não, acho ateé que sejam verdadeiras. Pra ser sincera , acho que essa 9, não pode ser verdade.Sei que estudou no Santo Inácio, mas não acredito. Vilma de Oliveira, Braga-Portugal – abr2017

15- História 7. Flavia Albuquerque, Fortaleza-CE – abr2017

16- Todas maravilhosas… kkkkk… me diverti muito… não sei dizer . Vou na 4… Caroline de Alencar, Fortaleza-CE – abr2017

17- Morri! !!! Espero ansiosamente que nenhuma seja mentira. Kkkkk. Cícera Souza Vidal, Fortaleza-CE – abr2017

18- Sensacional. Isabella Cantal, Fortaleza-CE – abr2017

19- Tudo tao verossímil! Gostei demais!! Luis Carlos Trajano, Areia-PB – abr2017

20- mentiras sinceras me interessam… …. .abrssss…… Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – abr2017

21- Só sei q foi assim… kk Pense numa vidinha kelmérica! Márcia Matos, Fortaleza-CE – abr2017

22- Acho que é a 10. Tereza Cristina, Fortaleza-CE – abr2017

23- Cada uma é melhor que a outra. Mas vou apostar em que vc e seus irmãos não pensaram em matar a vovozinha! Afinal, eu sou avó, e sofreria um infarto se meu neto pensasse nisso. 04! Maria Bulcão, Fortaleza-CE – abr2017

24- Todas as histórias são muito boas ó cara! Sei lá onde tá a mentira! Curti as histórias! rsrs. Mas aquela da vó é maldade demais! rs. Francisco Carlos Rodrigues, Fortaleza-CE – abr2017

25- Somente um escritor para narrar assim!! Adorei!! Acho que a mentira é a 4! Isa Magalhães, Fortaleza-CE – abr2017

26- Hahaha….amei e tá difícil saber qual a mentira….vou analisar rs. Marialucia da Silveira, Campinas-SP – abr2017

27- Kkkkkkkkkkkkk rapaz ow putaria ! Mas eu vou chutar! a 10 o final é falso: vc levou uma surra dos punk! Pedro Falcão, Fortaleza-CE – abr2017

28- Acho que a primeira é balela qdo conta q o namoro ainda durou 1 ano kkkk. Kathia Albuquerque, Itapipoca-CE – abr2017

29- Acho que há imperfeições em todas elas. Talvez todas sejam mentirosas. Aliás, verdade escabrosa (o título do post) para mim é mentira. A verdade é linda, maldade o que se faz com ela, hoje em dia. Antonio Martins, Maceió-AL – abr2017

30- A primeira, que namoro seu eh esse que durou mais de ano? Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – abr2017

31- Otimas histórias. Você não ia desperdiçar a oportunidade de contar suas aventuras maravilhosas. Então a unica estória com “e” é a 4. Beatriz Nousiainen, Fortaleza-CE – abr2017

32- História 1. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – abr2017

33- A cinco? Célia Fgf, Fortaleza-CE – abr2017

34- Kkkkkkk Ricardo Kelmer, morro de rir com tuas besteiras. Fabiana Z Azeredo, Fortaleza-CE – abr2017

35- Acho que a 5. Normalmente as pessoas que são “bulinadas” têm vergonha de contar e tentam esquecer. Mas é verdade que não se trata de uma pessoa banal.. Luciana Loreau, Nantes-França – abr2017

36- História 9. Kalline Alcântara, Fortaleza-CE – abr2017

37- Meu irmão querido te conheço desde 1980…inclusive dirigi o Fusca kkkkkkkkkkkkk. Ainda lembro que amassei o paralamas do Fusca no estacionamento do Center Um. Meu querido Dr Galvão falou: acidentes acontecem. Voce pode pagar parcelado..heheheh e eu paguei. Aprendi com ele! Jacques Josir Ribeiro, Santo André-SP – abr2017

38- Acredito que é verdade Tudo. Angela Belchior, Fortaleza-CE – abr2017

39- Kelmer tem quem te aguente não! Imaginando a surra q os monstrinhos levaram e tua mãe querendo relaxar mais 😱 Kkkkkkkkkkk. Zete More, Fortaleza-CE – abr2017

40- Boas histórias..mas a 4 não me parece coerente! Matar a vozinha? Num pode uma coisa dessas! Carlos Rogerio Vieira, Fortaleza-CE – abr2017

41- São todas tão geniais que tá difícil de adivinhar vou no sexto sentido. A número 5. Gó Strutzel, Fortaleza-CE – abr2017

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O homem que preferia Satanás

13/02/2017

13fev2017

Uma homenagem a Aloísio Sansão, com quem dividi cachaças, músicas e muitas risadas nas noites decadentes da Praia de Iracema

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O HOMEM QUE PREFERIA SATANÁS

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Peguei a vodca no balcão da Órbita, virei de uma golada e fui para o palco. Era o lançamento de meu livro de contos Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos, maio de 2000. No caminho deixei a máquina com alguém e pedi que tirasse a foto daquele encontro especial. Então subi no palco, agradeci a presença do público e dei um abraço nele, que me dera a honra de se apresentar em meu lançamento, tocando umas músicas ao violão. Clic! A foto eu guardo comigo, um pequeno e singelo tesouro. É a prova de que nossos caminhos se cruzaram nessa vida loca.

Aloísio Sansão, o nome dele. Conhecemo-nos numa daquelas noites dengosas e decadentes da Praia de Iracema, durante um show da banda Matutaia. Eu sabia dele por causa de uma música sua que gerara polêmica com o Pirata Bar sobre direitos autorais. Depois li algo sobre ele numa pequena matéria do caderno cultural do jornal. E agora a Matutaia andava tocando duas músicas dele, Paranormal e Pecado da Vida. Naqueles primeiros dias do novo século a música eletrônica já imperava nas madrugadas de Fortaleza com seu tunts-tunts-tum, nos lembrando que o mundo estava diferente, estava todo modernizado… mas o bom e velho roquenrou seguia vivo. E muito bem representado nas músicas de Sansão.

Rápido como quem trepa em cajueiro para roubar caju para vender lá na feirinha, eu me encantei com Sansão. Descobri nele um cara simples, doce, o sorriso tímido. Ele era muito pobre e morava numa construção abandonada da Praia de Iracema. Trabalhava como pintor de parede, fazendo bicos. Mas seu grande trabalho era sua música, e nisso ele era muito rico. Eu adorava encontrá-lo pelas ruas, ele, seu velho violão e o fiel amigo Fofão, um cão grande e peludo que sempre o acompanhava. Eu sentava com ele na birosca e ouvia as histórias de sua vida incerta, suas aventuras por aí, a mulher que um dia o abandonou para seguir um caminhoneiro… Ele falou da vida e dos assuntos sociais. Reclamou da Amazônia e das igrejas universais. E disse que se Deus era desse jeito, ele preferia Satanás. Eu também, Sansão.

Nossos encontros se davam ali, nas ruas sujas e confusas da Praia de Iracema, entre patricinhas despudoradas e batidas policiais. Ele também percebia que tudo aquilo era um mundo de fantasia e ria de tanta loucura e de quanto tudo aquilo era natural, tão normal, tudo simplesmente genial. Nós dois descendo uma cachacinha, ele tocando suas músicas, todas incríveis, forró, brega, rock e até ópera. Em certos momentos me lembra Raul Seixas, outras vezes Elvis e em outras Odair José. Para no meio, conta como fez a música, ri das lembranças e volta a tocar. Peço mais uma dose para brindamos à sua arte. Depois comemos o velho cai-duro de carne moída e Sansão divide o seu com Fofão.

Relembro agora o quanto me agradeceu por tê-lo convidado para cantar no lançamento de meu livro. E como se desculpou por ter ficado nervoso e não ter cantado as músicas que eu mais gostava. Tá, eu desculpo, mas só se você tomar mais uma comigo. E lá vamos nós para o balcão, ele me contando da morena de sorriso agraciado que de longe viu seu passado e quis logo conquistá-lo. Sansão e suas histórias.

Chamei meu amigo Toinho Martan para conhecê-lo, e ele também se encantou. Nossa banda, a Intocáveis Putz Band, já não existia, e, ansiosos por voltar a compor e agitar, pensamos em ter Sansão como parceiro. Combinei com Sansão de levá-lo ao estúdio, registrar suas músicas maravilhosas. Mas ele nunca compareceu. E não apareceu mais nas noites da Praia de Iracema. Lamentei que não estivesse disposto, eu tinha tantos planos… A verdade, e eu só saberia depois, é que Sansão estava muito doente e passava dias internado. A Matutaia chegou a promover um show para ajudá-lo. Mas já era tarde.

Lamentavelmente parece que sua vasta produção se perdeu para sempre, com exceção de alguns registros, como os feitos pela Matutaia em seu CD Matutaia É Rock. Em certas noites, quando caminho pelas ruas da Praia de Iracema, tenho a sensação que as músicas de Sansão ainda estão por ali, esperando que o dono volte, do mesmo jeito que seu cão Fofão que, durante vários dias após sua morte foi visto circulando a praça, desnorteado e tristonho.

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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rk2000orbitaaloisiosansao-01com Aloísio Sansão (Órbita Bar, Fortaleza, mai2000)

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Matutaia – Paranormal (2000)

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Matutaia – Pecado da Vida (2000)

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LEIA NESTE BLOG

OSonhoDoVerdadeiroEu-01O sonho do verdadeiro eu – Entretanto, algo me dizia que na pauliceia eu poderia viver minha vida mais verdadeira, era só insistir

O mundo real da arte – O momento em que a magia do teatro se revela paradoxalmente em toda sua plenitude, expondo tanto sua maquiagem quanto seu avesso

O último blues de Lily – A lua nascendo no mar e os blues na voz de uma Lily que se rebola e se rebela e não ouve ninguém chamar

A celebração da putchéuris (Intocáveis Putz Band) – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

Pelas coxias de Guaramiranga – Entre uma peça e outra sempre dá tempo de cruzar uns olhares, nativos e forasteiros, e exercitar o roteiro das abordagens

Crimes de paixão – Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite

É o amor – E os outros zezés e lucianos por aí?

Mário Gomes, o poeta viralata – Era com suas errâncias quixotescas e os versos obscenos que o povo se encantava, ele lá, de paletó sem gravata, camarada e bonachão

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Bom ver você assim, entusiasmado. Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos que você….

Eu, minha paixão e meus casos

24/01/2017

24jan2017

A poligamia no futebol é algo comum, e até natural, pois vem do sentimento primevo de amor por esse esporte tão fascinante

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EU, MINHA PAIXÃO E MEUS CASOS

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Sabe, eu tenho uma grande paixão. É antiga e está sempre comigo, mesmo na distância, e ela é um sentido em minha vida. Mas como não sou monogâmico, tenho também dois casos, que não chegam a ser paixão, mas faço questão de mantê-los. Além disso, cultivo certas simpatias por aí nesse mundão. Não escondo nada de ninguém e assim vamos vivendo. Não, não são pessoas. Tô falando de futebol.

Ah, a paixão por um clube de futebol… Que coisa louca, isso. Dizem que é o único amor que não se troca por outro de jeito algum, nem sob tortura. Sim, há quem, quando criança, trocou de bandeira e nunca mais voltou, mas criança não conta.

Os monogâmicos futebolísticos não entendem situações como a minha, mas a poligamia no futebol é algo comum, e até natural, pois vem desse sentimento primevo de amor por esse esporte tão fascinante. Antes da popularização nacional da televisão, nos anos 1970, a imensa maioria torcia apenas pelo time de sua cidade ou de seu estado, e era feliz ou infeliz na exclusividade dessa paixão. Mas aí vieram as transmissões dos jogos dos grandes clubes do Sul e Sudeste, e mesmo para quem já tinha sua paixão, ficou difícil ficar alheio àquela sedução toda. Os adultos até que resistiram mais, porém boa parte das crianças e adolescentes, se não foram de todo fisgados pelos clubes mais ricos do país, ao menos assumiram o caso extraconjugal. Hoje, algo parecido ocorre em relação aos grandes clubes europeus.

Eu fui uma dessas crianças. Aos 10 anos, em 1974, me apaixonei perdidamente pelo azul, vermelho e branco do Fortaleza Esporte Clube, e a partir daí o mundo encantado do futebol se abriu para mim, trazendo um novo e gostoso sabor de viver. Nessa época, os campeonatos estaduais tinham mais importância que hoje, e para um menino como eu, que acompanhava pelo rádio em detalhes a todos os campeonatos do país, foi inevitável surgirem simpatias aqui e ali. Com as frequentes transmissões da tevê, gostei do Corinthians-SP e do Fluminense-RJ, e curtia seus títulos e lamentava suas derrotas, mas o envolvimento mantinha-se num nível superficial. Só o Fortaleza é que, de fato, me trazia as vibrantes e fortes emoções, que me fazia chorar de raiva e enlouquecer no indizível prazer de ser campeão.

E assim estamos nós quatro até hoje, na alegria e na tristeza. Não, não há traição, nem rola ciúme, pois todos entendemos que meu coração é do Leão do Pici, e que o maravilhamento transbordante pelo futebol me permite outros bem-quereres. Mas, e quando, num domingo qualquer, preciso optar por um dos outros dois? Aí eu me abstenho, melhor assim.

Você agora pode achar que eu seria mais feliz se ficasse apenas com um deles dois, pois são bem mais ricos e poderosos. Verdade, são mesmo. Mas, caso não tenha percebido, esta crônica é sobre paixão, e não sobre negociações. Sim, sei que na vida também há os amores interesseiros, sei bem. Mas no mundo encantado do futebol, a paixão por um clube é paixão pura de coração. Para o resto da vida.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Aquelas camisas mp3 – Ouça e baixe a versão áudio da crônica, na interpretação do autor
Site oficial do Fortaleza Esporte Clube
Fortaleza Esporte Clube na Wikipedia

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FEC1974-02O time bicampeão de 1974, que me fez ser tricolor. O artilheiro do campeonato foi Beijoca, com 26 gols.

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O HINO O primeiro hino do Fortaleza foi composto em 1959, por José Jatahy. Em 1967 é composto o hino oficial pelo poeta Jackson de Carvalho, sendo sua gravação em outubro do mesmo ano, tendo como arranjador o maestro Manuel Ferreira e como intérprete o cantor Manoel Paiva. Em entrevista à revista Veja, o cantor e compositor Chico Buarque afirma que considera o hino do Fortaleza o segundo hino mais belo do futebol brasileiro, sendo o primeiro o do seu clube, o Fluminense.

Fortaleza, clube de glória e tradição
Fortaleza, quantas vezes campeão
Fortaleza, querido idolatrado
Estás sempre guardado
Dentro do meu coração.

Altivo, tua vida sempre foi um marco
Tua glória é lutar e vencer também
Salve o Tricolor de Aço
No campo, provaste mesmo que não tens rival
Tua turma valente é sensacional
Salve o Tricolor de aço

Soberbo, tua fibra representa um norte
Combativo, aguerrido, vibrante e forte
Sem demonstrar cansaço
Receba um sincero abraço da torcida tão leal
Meu Tricolor de Aço

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Hino do Fortaleza em nove versões
00m00 – Original 1967
02m40 – Lírica com Ayla Maria e Raimundo Arraes
04m59 – Fagner
08m44 – Reggae com banda Okolofé
12m10 – Voz e violão com Calé Alencar
14m22 – Forró com Neo Pi Neo
16m58 – Rock
20m09 – Oficial regravação 2002
22m35 – Em francês

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Hino oficial do Fortaleza Esporte Clube
Hino oficial (Fagner)
Hino oficial, versão lírica (Ayla Maria e Raimundo Arraes)
Hino oficial, versão forró (Neo Pi Neo)
Hino oficial, versão rock (Voz: Alexandre Carvalho. Instrumentos: André Carvalho)
Hino oficial em francês (Voz: Giselle Café)

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OImprovavel,OImpossivelEOInacreditavel-01aO improvável, o impossível e o inacreditável
Numa hora dessa, como ainda ter forças pra superar um rival que virou o jogo no fim com um jogador a menos, que já conseguiu o impossível?

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Fortaleza campeão cearense 2015

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Gol de Gabriel Pereira
Fortaleza 1×0 Ceará (22.01.17)

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LEIA NESTE BLOG

FutebolArtigoFeminino-01Futebol artigo feminino – Cá pra nós, já reparou como brasileira fica ainda mais linda em dia de jogo da seleção?

O menino e o feminino misterioso – Esse instante numinoso em que o Feminino Sagrado mostrou-se pra mim, sob a meia-luz de seu imenso mistério

Religião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses

Discutindo a Copa e a relação – Se você deseja minimizar os efeitos sobre sua relação, é bom saber algumas coisas sobre essa rival invencível

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01- Que beleza! Sou do tempo de ir ao Pici pra ver os treinos. Raul Meneleu Mascarenhas, Fortaleza-CE – jan2017

02- Fortaleaaaaaaaaaaaaaa. Vilma de Oliveira, Fortaleza-CE – jan2017

03- Lindo gooooool do nosso Leão Ricardo Kelmer, valeu! Eugênio Oliveira, Fortaleza-CE – jan2017

04- Vai safadão!!!!!! Michele SJ, Fortaleza-CE – jan2017

05- Olha a Caboquinha!!! Clícia Karine Marques, Fortaleza-CE – jan2017

06- Parabens pela vitória . Adorei a cronica. Marcia Soares Fernandes, São Paulo-SP – jan2017

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