Matrix 20 anos depois

04/04/2019

04abr2019

Duas décadas depois, é interessante notar como os temas de Matrix seguem absolutamente atuais

MATRIX 20 ANOS DEPOIS

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Em abril de 1999, o filme Matrix estreava nos cinemas brasileiros. Dirigido pelas irmãs Lana e Lilly Wachowski, e tendo Keanu Reeves e Lawrence Fishburne no elenco, Matrix tornou-se um inesperado e estrondoso sucesso mundial. O filme revitalizou a ficção científica ao abordar temas filosóficos e inserir como foco da história o próprio conceito de realidade, e, além disso, sua estética visual e os efeitos especiais influenciaram não apenas muitos filmes que lhe seguiram como também a própria cultura pop.

A aventura de Neo contra a inteligência artificial, que transformara os seres humanos em meros doadores involuntários de energia para as máquinas, instigou intensas discussões no mundo inteiro sobre temas como filosofia, sociologia, tecnologia, ecologia, política, religião e até economia, e fez adolescentes nos shopping centers discutirem sobre o que é, de fato, a realidade. Somente grandes obras conseguem coisas assim.

Após ver o filme algumas vezes, escrevi um artigo para o jornal O Povo, de Fortaleza, e o incluí na relação dos filmes que usava em meus cursos e palestras sobre cinema e mitologia, ao lado de Blade Runner e Don Juan DeMarco. Em 2003, foram lançados os dois filmes restantes da trilogia, e Matrix consolidou-se como fenômeno cultural.

Meu livro Matrix e o Despertar do Herói – A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas foi lançado em 2005, de forma independente. Nele, analiso a obra na ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente, mostrando a aventura de Neo como uma reedição moderna do antiquíssimo mito da jornada do herói e comparando-a ao processo de individuação de que nos fala a psicologia junguiana. É o meu livro mais vendido na Amazon.

Duas décadas depois, é interessante notar como os temas de Matrix seguem absolutamente atuais. A inteligência artificial cada vez mais se integra às nossas vidas, com suas vantagens e seus perigos. O planeta caminha célere para o esgotamento de seus recursos naturais ao som da hipnótica sinfonia do capitalismo e do consumismo desenfreado. O aprimoramento da tecnologia da realidade virtual nos leva, a cada dia, a ampliar nossa percepção sobre a natureza da realidade, o que pode ter impacto direto sobre todas as atividades humanas e sobre a ideia que temos do que seja a consciência.

E, no meio disso tudo, seguimos nós, cada um de nós, a atuar no roteiro próprio de nossas vidas, vivendo nossas existências numa realidade que por vezes parece tão absurda, tão falsa…

Toc, toc, toc. Acorde, Neo.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.com

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Matrix2012Capa14x21aMatrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas
Ricardo Kelmer

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, o autor compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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ENTREVISTA

jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte-MG, abr2019

Por que você se interessou em escrever um livro sobre “Matrix”? Ele é quase um livro de autoajuda, não é verdade?
RK: “Matrix” é um grande filme, que marcou a história do cinema e influenciou a estética de muitas obras posteriores. Além disso, instigou discussões sobre vários assuntos pertinentes, como o uso da tecnologia, inteligência artificial, dominação, religião. Ele fez os adolescentes, nas praças de alimentação dos shopping centers, discutirem sobre a natureza da realidade, o que é algo notável. Em lugar do termo “autoajuda”, prefiro “autoconhecimento”, como, na verdade, é todo livro que aborde questões da psicologia do inconsciente.
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Apesar de já ter ficado um pouco datado (telas em DOS, cabines telefônicas), o filme ainda nos surpreende ao exibir discussões muito ricas envolvendo filosofia e mitologia. Qual delas mais lhe chama a atenção?
RK: Como toda grande obra, “Matrix” pode ser compreendido por diversos ângulos, como o socioeconômico, em que seres humanos são explorados em sua força de trabalho para a manutenção de um sistema injusto e opressor. Em meu livro, porém, analiso o filme na ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente, mostrando a aventura de Neo como uma reedição do antigo mito da jornada do herói e comparando-a ao processo de autorrealizaçao, que Jung chama de individuação, e que todos nós vivemos, tendo ou não consciência disso.
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Creio que a ideia do seu livro parte de um desejo individual de mudar, de se conhecer e buscar a transformação. Como isso é expresso no livro?
RK: Para Jung, o futuro da humanidade dependerá da quantidade de pessoas que conseguirem se “individuar”, ou seja, tornarem-se in-divíduos, seres não divididos, unos, inteiros. Isso requer um grau avançado de autoconhecimento, para que se consiga harmonizar consciência e inconsciente. Individuar-se significa autorrealizar-se profundamente, efetivar as potencialidades. Porém, numa sociedade como a nossa, que prioriza o consumismo e a satisfação imediata, esse olhar para dentro não é estimulado, e assim as pessoas não se aprofundam em si mesmas e não se questionam verdadeiramente sobre o que são, e as divisões e conflitos internos persistem. O resultado final é a constatação, na velhice, que vivemos uma vida falsa, o que é muito triste e frustrante.

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Matéria do UOL: 20 Anos do Filme Matrix (abr2019)

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SOBRE O FILME

MatrixDVDCapa-1Matrix (The Matrix, EUA, 1999)

ARGUMENTO, ROTEIRO E DIREÇÃO: Lilly e Lana Wachowski
ELENCO: Keanu Reaves, Lawrence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving

No futuro, a humanidade é prisioneira de sua própria criação, a Inteligência Artificial, que criou a Matrix, uma realidade virtual onde foram inseridos todos os seres humanos para que eles não oponham resistência ao poder das máquinas. Todos não, pois um grupo de rebeldes mantém-se fora dessa realidade e luta para libertar o restante da humanidade. Eles creem na profecia do Oráculo que diz que um Predestinado um dia virá para vencer as poderosas máquinas e salvar a todos. Para eles, Neo, um jovem que vive na Matrix, é o Predestinado. Neo de fato desconfia que há algo errado com a realidade mas não pode aceitar que ele seja o tão aguardado salvador.

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TRÊILER OFICIAL


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Mulheres na jornada do herói – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Aos poucos podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos

A Matrix em cada um de nós – Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir

A pergunta – Um dia, porém, alguém desconfia. E entende que os que olham para fora, sonham, e os que olham para dentro, despertam. E aí a pergunta é inevitável

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O socialista crucificado

09/04/2018

09abr2018

Se esses cristãos vivessem naquela época, teriam batido panela contra o bandido Jesus e aplaudido sua crucificação

O SOCIALISTA CRUCIFICADO

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Talvez Jesus não tenha existido de fato, mas se existiu, então ele era um ferrenho socialista. O cara defendia os pobres e oprimidos, criticava os ricos poderosos, denunciava o mercantilismo da religião, perdoava bandidos e acolhia as mulheres apedrejadas pelos defensores da moral e dos bons costumes. Jesus era um lutador pela causa dos direitos humanos, quando isso nem existia ainda.

Hoje, porém, grande parte dos cristãos é declaradamente antiJesus: são a favor da pena de morte (mas são contra o aborto porque a vida só a Deus pertence), gritam nas ruas e redes sociais que bandido bom é bandido morto (crucifica-o!) e odeiam a todos que têm sexualidade diferente da sua (joga pedra na Geni!). Muitos deles apoiam políticos que fazem apologia ao estupro, incentivam a violência e defendem a prática da tortura. Muitos seguem religiosos que creem mais no dízimo que em Deus. Se esses cristãos vivessem naquela época, teriam batido panela contra o bandido Jesus e aplaudido sua crucificação. Se a tecnologia permitisse, teriam feito lindas fotinhas com os soldados romanos.

Hoje, ser cristão pode significar uma coisa, mas também pode significar exatamente o oposto. É a prova final de que ser religioso não define o caráter de ninguém. O que define são os valores morais. Verdadeiramente, não precisamos de religião para fazer do nosso país um lugar melhor para se viver. Precisamos é de cidadãos comprometidos com os valores da democracia e da justiça social, independente de crerem ou não em deuses.

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Ricardo Kelmer 2018 – blogdokelmer.com

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MATRIX, PSICOLOGIA E MITOLOGIA NO LIVRO:

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A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

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Espírito natalino? Sei… – O tal do espírito natalino pode enganar os bestas, mas a mim não me engana

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Espírito natalino? Sei…

24/12/2017

24dez2017

O tal do espírito natalino pode enganar os bestas, mas a mim não me engana

ESPÍRITO NATALINO? SEI…

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Quem me conhece, sabe que não curto o Natal. Eu até curtiria, caso vivesse na Europa pré-cristã, quando as pessoas celebravam o nascimento anual do Sol no solstício de inverno. Era uma festa sincera e autêntica, ligada à Natureza, sem consumismo, que celebrava a vitória da vida sobre a escuridão, após o Sol ficar dois dias escondido abaixo da linha do horizonte e “ressuscitar” no terceiro dia.

Porém, veio o Cristianismo, e os cardeais ressignificaram a festividade a partir do século 3 com o objetivo de converter os povos pagãos sob o domínio do Império Romano, e aí o Natal passou a significar a comemoração do nascimento de Jesus de Nazaré, que não nasceu em Nazaré e nem no Natal, e na verdade ninguém sabe se realmente existiu ou se é um mito construído da junção de vários relatos envolvendo mitos anteriores e candidatos a messias, obcecados por cumprir as profecias do Antigo Testamento.

O tal do espírito natalino pode enganar os bestas, mas a mim não me engana. A peçoa umana entope o bucho de comida boa, enche a cara de birita, gasta uma puta grana com compras supérfluas e depois dá uma esmola pro mendigo e lhe deseja Feliz Natal, todo sensibilizado… Por que não se sensibilizou durante o ano? Por que não bateu panela contra a reforma trabalhista, que já está aumentando a quantidade de gente morando na rua? Por que não luta por um país com menos desigualdade social? Hipócritas, isso é que são. Preferem ser os privilegiados celebrantes desse espírito natalino e uma vez por ano posar de solidários com os pobres do que viver num mundo onde não precise existir espírito natalino.

Pronto, agora quem quiser excluir este ateu blasfemo, socialista e estraga-prazeres, pode me excluir, sem problema. Mas quem quiser me convidar pra um passeio de rena, aceito de bom grado, ho, ho, ho… 🙂

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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MATRIX, PSICOLOGIA E MITOLOGIA NO LIVRO:

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A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

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Blade Runner: Deuses, humanos e androides na berlinda – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição e é criando que ele faz isso.

A cruz da paixão – O crescimento só virá se o ego se entregar ao sacrifício da paixão, mandando Judas fazer logo a sua parte e aceitando o sofrimento inerente ao processo

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 01- booom ! Airton Lima, Fortaleza-CE – dez2017

02- Já comemorei meu Solstício de verão. 🌞 Iris Medeiros, Campina Grande-PB – dez2017

03- Se quiser faço um bolo de chocolate para adoçar seu coração. Kkkkk. Fath Fernandes, Brasília-DF – dez2017

….. RK: Olhaí. Naquela tarde faltou espírito natalino em ti, viu? 🙂

04- Ho ho ho tbm ñ curto Natal! Vc está certo! Meire Torres Ferreira, Curuá-PA – dez2017

05- Feliz natal Ricardo Kelmer! Quer vim jantar c a minha família? Kkkkkkkk. Jôsy Soares, Fortaleza-CE – dez2017

….  RK: Obrigado pelo convite, mizifia. Bom apetite. 😊

….. 06- tudo bem ” meu fio”, sou da umbanda tb. Jôsy Soares, Fortaleza-CE – dez2017

07- Eu acho coerente sua posição, no entanto muitos ateus gananciosos se aproveitaram de uma data criada pela igreja católica, cujo simbolismo é muito interessante, para quem se interessa, e transformaram na festa do consumo, em torno de mesas fartas que não tem nada a ver com a proposta ideológica religiosa. Eu concordo que ateu não devia comemorar festa nenhuma no dia 25 de dezembro, nem devia feriar, mas coerência é coisa difícil, as pessoas querem usufruir até daquilo que não concordam e ficar bem sentadas tecendo críticas. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – dez2017

….. RK: Não foi a Igreja Católica quem criou a data. O 25 de dezembro já era comemorado muito antes do Cristianismo, no hemisfério Norte, pra celebrar o retorno do Sol, que ficava três dias escondido (morto) abaixo da linha do horizonte.
Não vejo incoerência no fato de ateu comemorar o 25 de dezembro (não o Natal), pois, como já disse, é uma data mitológica antiquíssima que festeja a vitória da vida sobre a escuridão. Mitos são anteriores às religiões institucionalizadas, e existem independente delas. E quem impôs o feriado natalino foi a Igreja Católica, que impôs outros baseados em seus dogmas.
E sobre a ganância capitalista, ela é um mal geral, de muitos ateus e religiosos.

…. 08- 25 de dezembro como data do nascimento de Jesus foi a igreja católica, o papa Júlio I. Antes era mesmo uma festa pagã, mas como é o dia mais longo do ano serviu para simbolizar o surgimento da luz do mundo que é Jesus para os cristãos e o Sol para os pagãos. Nem todos os cristãos aceitam esta data como a do nascimento de Jesus. Acredito que poucos ateus saibam de datas mitológicas ou mesmo as valorize, creio que trata-se mesmo da velha “garapa” como se diz por aí, ou seja, porque não usufruir do feriado dos idiotas cristãos? Quando falei na ganancia dos ateus foi porque mesmo sem crer na importância do natal eles criam toda uma mística que impele ao consumo. Peço desculpa, não é minha intenção ser grosseira nem nada, esclareço logo, porque detesto discussões inúteis. Beijos para você. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – dez2017

….. RK: Não foram os ateus que criaram o consumismo no Natal. Foi o capitalismo, que é mantido por todos que adoram os deuses Dinheiro, Lucro e Mercado, sejam ateus ou religiosos.
Ateus geralmente conhecem mais sobre religião e mitos do que os religiosos. Isso ocorre porque a grande maioria dos ateus estudou e estuda mitologia e religião pra poder embasar racionalmente seus argumentos, ao contrário dos religiosos, que se embasam na fé.
A celebração da vida sobre a escuridão é algo que fazemos sempre, sem perceber, sejamos religiosos ou ateus. A celebração de datas que têm esse tema é comum em quase todas as culturas. Por isso, ateus que celebram o 25 de dezembro não estão pegando carona na data, pois essa celebração é natural da nossa espécie, é próprio da psique humana.
O Carnaval é uma festa pagã. Nela, não há nada de cristã. A seguir a mesma lógica, os cristãos não deveriam festejar, nem curtir o feriado carnavalesco, né?

09- Nem mais. Cristãos de castigo em casa, recatados e do lar! Susana X Mota, Leiria-Portugal – dez2017

….. 10- Sim, há cristão que não participa de Carnaval, o difícil é esta fidelidade às ideias, que em tese são muito propagadas, na prática não. Eu, particularmente acho que há diversos ateus muito fanáticos e proselitistas e até entendo que o ateísmo é uma crença muito forte e que de facto precisa de muito embasamento para se sustentar, daí o ateu convicto ser extremamente dogmático, nada cabeça aberta como se imagina, acho verdadeiros sacerdotes sempre vigilantes e patrulheiros. Um ateu convertido é um verdadeiro cão de caça, pois trás toda sua sanha proselitista para a religião. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – dez2017

….. 11- O capitalismo tem um poder enorme até sobre os lúcidos e vigilantes ateus que diante do deus consumo murcham as orelhas e não são capazes de ter uma visão crítica. Os religiosos se corrompem do mesmo jeitinho. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – dez2017

….. RK: Ateísmo é crença? Bem, melhor pararmos a discussão por aqui. 🙂 A propósito, você trabalha durante o Carnaval?

12- Nem antes, nem durante e nem depois do Carnaval trabalho. E o que não é crença? Ateísmo é ausência de crença na existência de divindades, e a presença de crença na inexistência de divindades. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – dez2017

13- Adorei a rena, no baseado. Muito melhor que arena. Quanto ao texto, cada vez mais lhe admiro como poeta e parceiro. Quanto ao texto, dá vontade de musicar. Mas prefiro harmonizar com minhas idéias. Valeu parceiro. Um ano novo de paz, saúde e sucesso. Joaquim Ernesto, Fortaleza-CE – dez2017

14- Muito bom!!! 👏 👏 👏 Luciana Rodrigues, Fortaleza-CE – dez2017

15- Concordo plenamente com a segunda metade do texto! Mas isso não me impede de acreditar no Cristo! Mas num Cristo meio diferente do que a maioria venera… acredito num Cristo subversivo, que desafiou um sistema… que defendeu os pobres porque era pobre! Que trocava uma ideia com ladrões, defendia prostitutas, e escolheu pra amigos aquela gente q não tinha nada a oferecer… o Cristo q chamou os religiosos de sepulcros caiados e que só demonstrou amor, justiça e igualdade… Esse Cristo ninguém celebra… e o matariam de novo caso viesse ao mundo por esses tempos… Os mesmos que hoje o celebram o matariam… não todos… mas a maioria. Não faço ideia de quando exatamente ele nasceu, ou onde… Mas acredito nesse cara! E tenho certeza de que Ele tá orgulhoso de gente como a gente… que não cospe religião… mas q tenta ser luz por onde passa… bjao e uma noite bem feliz pra nós… bom passeio de trenó! 😜 Priscila David, Fortaleza-CE – dez2017

16- O espírito do mundo mataria de novo o nosso Jesus. Sandro Marcelino, Campina Grande-PB – dez2017

17- Disse tudo, Ricardo Kelmer. Viemos do mesmo planeta! Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – dez2017

18- Concordo demais contigo bju querido. Maria Alba Machado, Fortaleza-CE – dez2017

19- Amanita muscaria. Voa rena, voa veado, voa véi gordo e barbudo, voa Alice, voa Jesus e até o Sol Invictus se desmancha numa aurora surreal. Vamos voar nesse trenó das cores e que se lixe o Natal. Susana X Mota, Leiria-Portugal – dez2017

….. RK: Sobre o cogumelo Amanita muscaria: https://pt.wikipedia.org/wiki/Amanita_muscaria

20- beijos no coração, amigo! Mendes Júnior, Fortaleza-CE – dez2017

21- Um feliz Natal filho.Que a Paz do Senhor esteja sempre com você. Beijos. Vilma de Oliveira, Fortaleza-CE – dez2017

22- Texto massa! Adorei! Beijo, Kelmer. Vanessa Capibaribe Monte, Fortaleza-CE – dez2017

23- Eu tô aqui decidindo se sou sincera e mando a merda todos as falsas felicitações de Natal ou faço a francesa e finjo que não é comigo. E olha, sou cristã, pelo menos curto o JC, o que ele representa de verdade. E como ele, socialista, querendo dignidade e justiça para meu povo tão sofrido e batalhador… Simone Santos, Campinas-SP – dez2017

24- Bong Natal Ricardo Kelmer!!! hehehe. Christiano Torreão, Rio de Janeiro-RJ – dez2017

25- Também não gosto do Natal. Doida que passe logo. E acredito totalmente em Deus. Mas meu Deus não tem nada a ver com shoppings lotados, mesas fartas para alguns privilegiados, troca de presentes, abraços falsos. Um Feliz Natal pra você. Obrigada pela sinceridade. Fez eu me sentir menos esquisita. Joyce Lôbo, Fortaleza-CE – dez2017

26- SUMEMO RICA! They’re not fooling us. Roberto Candido, São Paulo-SP – dez2017

27- Papai Noel presenteia os ricos, cospe nos pobres, sujeito miseravel! Celso Rocha, Jericoacoara-CE – dez2017

28- De qualquer forma, Feliz Natal! Paulo Mayr Cerqueira, São Paulo-SP – dez2017

29- 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 Clícia Karine Marques, Fortaleza-CE – dez2017

30- Jê…ny…all! Luciano Almeida Filho, Fortaleza-CE – dez2017

31- Mande um abraço pra dançarina kkk. Hugo de Freitas, Fortaleza-CE – dez2017

32- Ho..ho..ho te amo amigo.Podes ser o que quiseres. A escolha é tua. E este consumismo, gente que faz ano todo coisa ruim…e acha que no Natal tudo se conserta, tudo se perdoa… Seja bom e verdadeiro no dia a dia. Goste quem quiser. Bjao. Míriam Costa Cearucha, Porto Alegre-RS – dez2017

33- Bora dar uma volta de rena?… 😁 ✌🏼 😎 Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – dez2017

….. 34- Nas renas eu acredito. Iris Medeiros, Campina Grande-PB – dez2017

35- Eu apoio seu pensamento e não vou excluir Ricardo Kelmer do meu face. Tânia Mary, Campina Grande-PB – dez2017

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Dia internacional da mulher selvagem

08/03/2017

08mar2017

No Dia Internacional da Mulher, uma homenagem ao feminino livre

DIA INTERNACIONAL DA MULHER SELVAGEM

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Neste Dia Internacional da Mulher, quero prestar uma reverente homenagem ao feminino livre. Para isso, reproduzo aqui um trecho da crônica A Mulher Selvagem.

“Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher selvagem ainda sobrevive em todas as mulheres, mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.”

Esta crônica é meu texto mais lido e comentado. A postagem oficial no Facebook tem mais de seis mil compartilhamentos. Acho que esse expressivo retorno dos leitores, mulheres principalmente, e seus comentários, significa que toquei em algo precioso para a psique feminina: a questão da liberdade de ser.

O que querem as mulheres? Para mim, a resposta é óbvia: mulheres querem o que homens também querem: liberdade para serem o que são, sem opressão. Apenas isso. Minha crônica fala sobre o arquétipo do feminino livre, de um modo poético, esse arquétipo poderoso mas que, infelizmente, a cultura machista e as religiões patriarcalistas conseguiram, durante séculos, manter bem escondidinho na psique feminina. O resultado dessa repressão criou não apenas mulheres domesticadas e infelizes, mas também sociedades injustas, relações desiguais, violência e desrespeito à Natureza.

Para um mundo mais justo e harmonioso, precisamos de mulheres livres.
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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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A Mulher Selvagem

Sua beleza é arisca, arredia aos modismos. Ela encanta por um não-sei-quê indefinível… mas que também agride o olhar. É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha. E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem.

> A crônica A Mulher Selvagem integra os livros Vocês Terráqueas e Blues da Vida Crônica

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MAIS SOBRE O FEMININO SELVAGEM

AMulherLivreEEu-02A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

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DICA DE LIVROS

vtcapa21x308-01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
Ricardo Kelmer – contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas

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Alma Una
(clipe da música de Ricardo Kelmer e Flávia Cavaca)

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Esses deuses que adoram nascer em 25 de dezembro

22/12/2016

22dez2016

Como todo deus solar, a história desses deuses é baseada na importância do Sol para a vida no planeta, especialmente em seu percurso pelo céu

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ESSES DEUSES QUE ADORAM NASCER EM 25 DE DEZEMBRO

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A história dos deuses solares, como Jesus, Mitra e outros que os precederam, é baseada na importância do Sol para a vida no planeta. Um fator de forte inspiração na criação desses mitos é o percurso do Sol pelo céu.

No hemisfério norte, em 22 de dezembro, a trajetória solar atinge seu ponto mais baixo no horizonte. É o solstício de inverno. Por três dias, o Sol fica parado, parece que morreu. Nesse dia 22 de dezembro, bem próximo estão as estrelas da Crux (que na Antiguidade eram mais visíveis que hoje no hemisfério norte por conta do movimento de precessão e do eixo inclinado do planeta). Ou seja: o Sol morreu na cruz. Então, em 25 de dezembro, como por mágica, ele volta a se mover, trazendo luz e a esperança de vida em meio ao frio do inverno. Ao retornar, o Sol fica alinhado com a estrela mais brilhante no céu, Sirius, que por sua vez está alinhada com as Três Marias, que parecem segui-lo.

É por isso que tantos deuses nascem em 25 de dezembro, as estrelas anunciam o fato, eles morrem crucificados e ressuscitam no terceiro dia.

Independente do deus em que você acredita, ou se não acredita, desejo-lhe boas festas e um feliz ano novo, cheio de sol e de vida. Não é uma mensagem muito original, eu sei, mas se até aos deuses às vezes lhes falta criatividade, acho que tô perdoado.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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MATRIX, PSICOLOGIA E MITOLOGIA NO LIVRO:

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A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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Blade Runner: Deuses, humanos e androides na berlinda – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição e é criando que ele faz isso.

A cruz da paixão – O crescimento só virá se o ego se entregar ao sacrifício da paixão, mandando Judas fazer logo a sua parte e aceitando o sofrimento inerente ao processo

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01- adorei! feliz 2017 pra vc! :*. Juliana Melo, Fortaleza-CE – dez2016

02- O nosso Natal, hoje tido como uma festa “cristã”, na verdade, tem origem em cultos Pagãos, realizados com base nos ciclos da natureza, no caso, o solstício de Inverno. Valdenes Costa de Vasconcelos, Fortaleza-CE – dez2016

03- É como diria Juliana Melo, ficou bonito! Magna Mastroianni Feliz tudo Rica. Saudades mlk! Magna Mastroianni, Londrina-PR – dez2016

04- Deu um pouquinho de saudade dos seus tempos de místico, Ricardo Kelmer? Rsrs. Abraço, irmão. Feliz Natal e ano novo!! Fauhber Pinheiro, Fortaleza-CE – dez2016

05- Jesus nasceu no signo de Peixes, não lembro agora o dia, seria impossível a história do nascimento em uma estrebaria, quase ao relento, em pleno inverno lá. Felizes Festas. Marialucia da Silveira, Campinas-SP – dez2016

06- Felicidades e sucesso, Ricardo. Lia Rocha, Fortaleza-CE – dez2016

07- Outro dia assisti um documentário fantástico sobre o cristianismo, deuses… e achei muito interessante quando o pesquisador falou que cristo não havia nascido de uma virgem, esse foi um detalhe ressaltado pele igreja católica muitos anos depois. Cristo, assim como os outros deuses nascidos na mesma data, haviam nascido de mulheres que nunca haviam sido subjugadas 😉 Não “Maria, a Imaculada” mas Maria, A Livre! Essa fez mais sentido para mim ❤ Feliz Natal, poeta! E grata por mais um texto maravilhoso! Mara Monteiro,

08- Adorei esses deuses… Marcia Soares Fernandes, São Paulo-SP – dez2016

09- adorei saber disso kelmer! vi no doc aquele, “zeit geist” (algo assim). desde então acho muita graça quando pessoas muito “cristãs”, q engolem uma ruma de dogma esquisito, falam que “acreditar” em astrologia é ridículo e tal. eu digo é VALHA. kkkk. Clarisse Ilgenfritz, Fortaleza-CE – dez2016

10- Muuitos e bons projetos em 2017! Alegria e amor! Bjooooo. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – dez2016

11- q ótimo!… rsrsrs…… abração! Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – dez2016

12- ok.perdoado.q o sol te ilumine muictho p aguentar o inverno cearense. Mauricio Centrone Ferreira, Santiago-Chile – dez2016

14- Rafa Moreira Massa Primo!!!!!
Vi essa história bem descrita no doc. ZIETGUEST – THE MOVIE.
HO HO HO pra tu também.
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João Guy Almeida
15- João Guy Almeida Duvida que não quer calar.
O Cruzeiro do Sul, pode ser visto do Hemisfério Norte ?

16-

 

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Raluímen – O poder da bruxa

31/10/2016

31out2016

A bruxa montada em sua vassoura evoca a perigosa ideia de independência, força e liberdade sexual femininas

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RALUÍMEN – O PODER DA BRUXA

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Nestes dias sombrios, em que o fanatismo religioso avança nos espaços laicos da sociedade e na política, comemorar o Dia das Bruxas tem um interessante simbolismo. O Cristianismo, com seu pavor do princípio feminino, queimou muitas mulheres nas fogueiras, e hoje, mesmo sem a força dos seus tribunais inquisitórios, segue em sua santíssima missão de reprimir a sexualidade da mulher. A bruxa montada em sua vassoura, o que ela evoca? Evoca a perigosa ideia de liberdade, força e independência sexual femininas, ou seja, tudo o que a mentalidade machista e patriarcal não quer.

Sei que algumas pessoas não gostam que brasileiros festejem o Dia das Bruxas, pois isso denotaria subserviência cultural, e que por isso devemos comemorar o Dia do Saci. Faz certo sentido, sim, mas há outros sentidos envolvidos na questão. O Dia das Bruxas é uma adaptação moderna de um evento cristão, o Dia de Todos os Santos e Mártires, que reverencia os mortos, mas suas origens estão em antigas celebrações celtas e pagãs. Atualmente, o Dia das Bruxas é uma mistura de significados, fruto da miscelânea cultural gerada pela globalização, mas no meio disso tudo pode-se perceber a crescente emergência do fator feminino, na imagem da mulher forte e independente voando em sua vassoura, sob a luz da lua e na companhia de gatos e corujas. E isso é um bom sinal, pois mostra que o arquétipo do feminino livre e selvagem segue vivo na psique, rompendo os limites da repressão e expressando-se em datas comemorativas como essa.

Olha que curioso. Na Antiguidade, as deidades femininas eram celebradas em festivos rituais nos quais bebia-se vinho e fazia-se sexo pela fertilidade da Terra. Aí veio o Cristianismo para acabar com essa pouca vergonha, reprimindo os cultos pagãos e cristianizando seus rituais e datas comemorativas. Mais tarde, para completar o serviço, os cristãos queimaram as mulheres nas fogueiras em nome de Deus, porque temiam o princípio feminino e viam nelas o Diabo encarnado. Hoje, a comemoração cristã do Dia de Todos os Santos e Mártires ainda existe, como Dia de Finados, mas o Dia das Bruxas, celebrado dois dias antes, ganha cada vez mais a simpatia popular e projeta fortemente o arquétipo do feminino livre nos céus da cultura ocidental, religando a mulher à sabedoria instintiva da Natureza ‒ que ironia. É a vingança da Deusa sobre o Deus opressor.

Nos anos 2000-2001, eu organizava uma festa em Fortaleza que se chamava Raluímen. A ideia era festejar o Dia das Bruxas promovendo uma antropofagia safadinha e bem-humorada do termo Halloween e saudar a livre sexualidade feminina. A festa não existe mais, mas acho que a ideia continua válida. Por isso, amigas e amigos, contra o fanatismo religioso ralemos o hímen, sempre, com alegria e festa. E viva o feminino livre!

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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SOBRE PAGANISMO E BRUXAS

Paganismo (Wikipedia)

Dia das Bruxas (Wikipedia)

Inquisição (Wikipedia)

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MAIS SOBRE O FEMININO SELVAGEM

InspiracionEssaVadia-02Inspiración, essa vadia – E não adianta argumentar, seu signo é a urgência. Desejo não é coisa que se adie, ela sempre diz

A mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

Sexo tinto – Palmas para a musa dos inebriados / Que dança para as nossas almas / E nos entorpece com seus rodopios

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DICAS DE LIVROS

vtcapa21x308-01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
Ricardo Kelmer – Contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – Elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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 01- eu concordo…acho importante comemorar o dia das “bruxas”. Quanto ao resto…e o natal, o papai noel,o ralouim, etc.? Tem gente que até come peru nestas datas! Renata Regina, São Paulo-SP – out2016

02- nunca deixemos, pois, de ralar o hímen! Clarisse Ilgenfritz, Fortaleza-CE – out2016

03- raluimen! Shirlene Holanda, Fortaleza-CE – out2016

04- o povo só quer saber do raluímen! Renata Regina, São Paulo-SP – out2016

05- Muito bom… amei o texto… Caroline de Alencar, Fortaleza-CE – out2016

06- Saravá ! Susana X Mota, Leiria-Portugal – out2016

07- Amei. Cícera Souza Vidal, Fortaleza-CE – out2016

08- Festas inesquecíveis !!! Marcos Severo, Fortaleza-CE – out2016

09- Excelentes reflexões! Neiva, Kitah, Lissandra, Helen Negrão, Áurea Brito, Ana Anita, Paola Soares, Madlene Do Carmo Aristoteles, Verônica Oliveira e outras tantas bruxas queridas… dêem uma sacada neste texto do Kelmer. Elizabeth Holanda, Fortaleza-CE – out2016

10- Puta artigo bacana!!!! Aliás, bacana, palavra que vem de Baco, a versão romana do deus Dionísio, é uma palavra que cai muito bem nesse contexto. André do Valle, São Paulo-SP – nov2016

11- Texto super interessante. Sara Santos, Tubarão-SC – nov2016

12- O Saci, verdadeiro do foclore não o do Monteiro Lobato, é bem cruel com suas vítimas. Gladys Angela Larroyd, Tubarão-SC – nov2016

13- Parabéns, Ricardo, por toda a sua pesquisa! E saiba que estou morrendo de frustração por não ter conhecido a festa que você promovia!!! André do Valle, São Paulo-SP – nov2016

14- Não sou cristã,mas devo dizer que o verdadeiro cristianismo foi o que havia antes da intervenção romana,que modificou a história e os ensinamentos do rabino e profeta Jesus.Depois de Constantino o cristianismo perdeu seu verdadeiro sentido,de amor e perdão e se tornou símbolo de ódio e perseguição.Não entendo como eles liam os ensinamentos belíssimos de Jesus e praticavam atos de deixar satã no chinelo…Só o cristianismo primitivo é cristão. Hannah Finholdt, Rio de Janeiro-RJ – nov2016


Meu livro mais vendido na Amazon em 2015

04/01/2016

04jan2016

Em algum momento da vida dá um estalo, tchum!, e pressentimos que não estamos vivendo o roteiro verdadeiro de nossa existência

MatrixEODespertarDoHeroiDiv-03a

O MITO TE CHAMA

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Em 2015, meu livro mais vendido na Amazon foi Matrix e o Despertar do Herói – A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas (Miragem Editorial). Isso me deixa feliz, pois mostra que a força do mito continua viva na alma das pessoas.

Apesar de nossa cultura supervalorizar o consumismo, o descartável e a superficialidade, e insistir a todo instante em nos vender tudo de que não precisamos para ser feliz, em algum momento da vida dá um estalo, tchum!, e pressentimos que não estamos vivendo o roteiro verdadeiro de nossa existência. Esse é o ponto da virada, em que o indivíduo deixa de buscar lá fora e olha para dentro. É o chamado para o autoconhecimento psicológico. Começa aí a maior de todas as aventuras, aquela que nos conduz em direção à essência de nós mesmos.

Não será fácil, é verdade. Conhecer-se requer coragem e determinação para desprender-se da massa, além de profunda honestidade consigo mesmo. A recompensa é o mundo novo que somente a realização de si mesmo pode oferecer. Podemos recusar o chamado? Sim. Porém, se fizermos isso, o preço é chegar ao fim da vida com a dolorosa sensação de não ter vivido, e nada pode ser mais frustrante.

> Este livro está disponível em versões impressa e eletrônica (PDF e e-book)
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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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Matrix2012Capa14x21aMatrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas
Ricardo Kelmer

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente, e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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SOBRE O FILME

MatrixDVDCapa-1Matrix (The Matrix, EUA, 1999)
Argumento, roteiro e direção: Andy e Lana Wachowski
Elenco: Keanu Reaves, Lawrence Fishburne, Carrie-Anne Moss e Hugo Weaving

No futuro a humanidade é prisioneira de sua própria criação, a Inteligência Artificial, que criou a Matrix, uma realidade virtual onde foram inseridos todos os seres humanos para que eles não oponham resistência ao poder das máquinas. Todos não, pois um grupo de rebeldes mantém-se fora dessa realidade e luta para libertar o restante da humanidade. Eles creem na profecia do Oráculo que diz que um Predestinado um dia virá para vencer as poderosas máquinas e salvar a todos. Para eles, Neo, um jovem que vive na Matrix, é o Predestinado. Neo de fato desconfia que há algo errado com a realidade, mas não pode aceitar que ele seja o tão aguardado salvador.

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LEIA NESTE BLOG

Blade Runner: Deuses, humanos e andróides na berlinda – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição, e é criando que ele faz isso

A ilha – Uma fábula sobre o autoconhecimento

Cine Kelmer apresenta – Dicas de filmes

Mulheres na jornada do herói – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres, pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos

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01- Parabéns. Você merece tudo de melhor! Angelica Santos, São Paulo-SP – jan2016

02- Muito bom! Recomendo. Alê Lima, São Caetano-SP – jan2016

03- Parabéns Ricardo Kelmer! Que esse sucesso continue em 2016. Inspirações, alegrias e realizações é o que te desejo. Renata Kelly, Fortaleza-CE – jan2016

04- parabéns mano. Jacques Josir Ribeiro, Santo André-SP – jan2016

05- Massa Ricardo Kelmer, que 2016 traga mais sucessos! Ana Lucia Castelo, Newark-EUA – jan2016

06- Sucesso, Ricardão!!! Proficuidade é teu sobrenome, muleke sabido!!! Sergio Viula, Rio de Janeiro-RJ – jan2016

07- Eu lembro deste seu livro Achobque foi inicio de 2000 Seria interessante uma rebuscagem desta continuaçao. Afinal,se esta na onda Pega ela. Luciana Figueiredo, Campina Grande-PB – jan2016

08- Feliz Ano Novo e sucesso com as futuras realizaçoes! Jan Hillen, Foz do Iguaçu-PR – jan2016

09- Eis um livro que gostaria de ler. Matrix ainda tem impacto, ainda me sacode. É doloroso como um parto. E a pergunta fica: é o herói predestinado que desperta, ou é a pessoa comum que acorda e se descobre herói? Susana X Mota, Leiria-Portugal – jan2016

10- Adoro, releio e recomendo. Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – jan2016

11- Já li e super recomendo. .. Jucelio Nell, Canindé-CE – jan2016

12- Já quero ummm!!! Tathiana Monteiro, Fortaleza-CE – jan2016

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A tragédia de Neymar e o futuro que você merece

07/07/2014

07jul2014

 No futuro, há duas versões dessa história, ambas aguardando em silêncio o momento em que uma delas, apenas uma, acontecerá

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A TRAGÉDIA DE NEYMAR E O FUTURO QUE VOCÊ MERECE
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A trágica saída antecipada de Neymar da Copa do Mundo causou uma comoção nacional, e também no mundo inteiro. Os brasileiros sabiam que não tinham o melhor time, mas contavam com a genialidade do garoto craque para fazer a diferença. Agora, sem Neymar, o que acontecerá com a seleção anfitriã da Copa? No futuro, há duas versões dessa história, ambas aguardando em silêncio o momento em que uma delas, apenas uma, acontecerá. Qual delas?

Na versão com final triste para os brasileiros, a seleção não consegue superar seus problemas e é derrotada. Porém, ela é poupada das críticas, afinal a derrota é plenamente justificável, pois se o time não estava muito bem com Neymar, sem ele é que não melhoraria mesmo. A torcida, conformada, compreende.

Mas há a versão com final feliz. Nela, a tragédia de Neymar faz com que, de repente, a torcida se livre de qualquer tentação ao pessimismo, perdoe as deficiências do time e se concentre tão somente em incentivar sua seleção. Nesta versão do futuro, os jogadores não se acovardam ante à comodidade de uma compreensível derrota. A ausência de Neymar, feito a morte, tem o paradoxal poder de torná-lo ainda mais presente, e assim, com apoio total e o espírito do craque maior a inspirar seus companheiros, o time supera o trauma e o Brasil conquista o hexa. A seleção dedica o título ao seu jovem guerreiro abatido, e Neymar, de uma maneira que nunca desejaria, é o herói simbólico da sofrida e mitológica conquista.

No horizonte das possibilidades, as duas versões do futuro enigmaticamente nos aguardam. Se você torce pela versão com final feliz, faça agora um exercício de imaginação e ponha-se nesse futuro. Nele, lá está você, vibrando de felicidade pela gloriosa vitória. Mas, espere um pouco… Você está feliz, sim, mas em seu íntimo, você se pergunta se realmente, realmente mesmo, merece essa felicidade, pois você foi um dos que, após a perda de Neymar, acovardou-se e não acreditou que a história teria final feliz. Você não cumpriu com sua parte na construção do futuro. Ou não? Ou você foi um dos que acreditaram?

É assim o futuro, sempre aberto a uma ou outra versão. Mas podemos, ainda no presente, saber se realmente merecemos, ou não, a versão feliz.
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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O PIOR DOS FUTUROS (RK, 09.07.14)

E o futuro aconteceu. E ele era tão improvável que foi impossível visualizá-lo no horizonte das possibilidades. O time brasileiro não apenas não conseguiu superar seus problemas: ele mostrou, claramente, que não estava preparado para vencer. A vida continua, mesmo após um 7×1, e jogadores e comissão técnica ainda podem conquistar muitas vitórias, mas a ferida jamais cicatrizará, e todos eles infelizmente terão que conviver até o último dos seus dias com essa mancha tenebrosa em seus currículos.

A torcida fez a parte dela, intensificando o apoio ao time mesmo com a perda de seu grande craque. A torcida sabia que seria muito difícil, mas não se acovardou. O time também não. A explicação exata sobre que aconteceu é algo que sempre será difícil de explicar. Falarão de esquema tático, preparação psicológica, ausência de Neymar e Tiago Silva… Seja o que for, tudo que resta agora à seleção brasileira é terminar a Copa de forma honrosa, conquistando o terceiro lugar. Quem acredita?

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LEIA NESTE BLOG

Matrix2012Capa14x21aDestino e intuição – A intuição pode nos conectar não apenas com o passado, onde estão as causas do que agora vivemos, mas também com o futuro, onde viveremos a consequência de nossa decisão no tempo presente

Matrix e o Despertar do Herói A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidasAnalisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas

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01- Mt bom o texto. Cintia Lisboa, São Paulo-SP – jul2014

02- Um baita dum texto diga-se de passagem” do glorioso Ricardo Kelmer. Vale pra Copa e também pro resto dos seus dias. Marcelo Gavini, São Paulo-SP – jul2014

03- Boa Kelmer!!! Meu querido Kelmer, eu não lembro de nenhuma copa que o atimismo fosse total, Neymar é um craque diferenciado, porem eu acredito que são profissionais que ganham milhões pra estarem ali, com Neymar ou não eles vão ter que honrar sua profissão e buscar a vitória. Eu acredito que podemos ganhar sem Neymar, mesmo sabendo que é um atleta diferenciado. Paulo Ricardy Dos Santos, Campina Grande-PB – jul2014

04- verdade amigo!! bj Rita Austregesilo, Fortaleza-CE – jul2014

05- Não me acho covarde se não participei de todo o trajeto da Copa…o momento que me mobilizou mesmo foi o da covardia que fizeram com o Neymar..mas se ele não voltar eu sinto muito, mas outros jogadores terão a chance de ser mais valorizados, porque um time de futebol não é feito com um jogador, como a mídia e o Sr. Galvão Bueno quer nos fazer crer…Sempre foi assim , elegem um ídolo e a mídia o coloca no topo…os outros são mero coadjuvantes e não recebem também os louros da vitória nas Copas…Teve uma Copa que o Brasil ganhou a Copa sem Pelé e o povo gostou tanto que fizeram uma marchinha com o fato que no final dizia assim…E,e,e eh! E e e éh. Brasil ganhou a Copa sem Pelé e quem foi visualizado foi o Garrincha, que teve sua gde chance (minha mãe que contava isso). Abssssssss Vera Helena, Vitória-ES – jul2014

06- Achei tbém mto covarde a atitude do jogador da Colômbia, mas agora o Neymar virou ídolo mesmo….ele criou um mito, um mártir, um ídolo da Copa 2014. Vera Helena, Vitória-ES – jul2014

07- Adorei, Ricardo Kelmer, e, claro q ficarei com o final feliz, pois na hora q Neymar se machucou tive a sensaçao de uma quase morte dele…E é isso q acredito q vai acontecer com os jogadores. Eles mais do q nunca vao lutar com unhas e dentes por ele e pelo hexa, pois o brasileiro reage melhor quando está em desvantagem do q quando está ganhando… A nossa vitória seria a melhor resposta p darmos ao mundo, sobretudo, ao jogador da Colombia… Luciana Brasileiro de Holanda, Campina Grande-PB – jul2014

08- Meu nobre e querido Primo.. muita sabedoria e discernimento em suas palavras… Como sempre… Versões Kelméricas me inspiraram!!!!!!!!!!! TAMO JUNTO!!!!!!!!!!!!!! Rafa Moreira, Fortaleza-CE – jul2014

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Indecências para o Fim de Tarde – Pré-venda

07/05/2014

07mai2014

Adquira antecipadamente com um bom desconto, tenha seu nome no livro e receba em casa

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INDECÊNCIAS PARA O FIM DE TARDE – PRÉ-VENDA

Tô lançando meu livro de contos eróticos Indecências para o Fim de Tarde. A versão impressa será lançada no segundo semestre (datas e locais a definir), mas como terei que bancar parte do investimento, inicio agora a pré-venda (até 30jun2014)

Os leitores que adquirirem o livro antecipadamente nesta pré-venda:
– Ganharão um bom desconto
– Seus nomes constarão na seção Galeria de Leitores Especiais do livro (opcional)
– Receberão o livro pelo correio (ou pessoalmente, no lançamento), com dedicatória
– Ganharão um persex (nas opções C e D)

O pagamento pode ser feito pelo Pag Seguro (cartão ou boleto) ou por depósito em conta (HSBC, Itaú, Banco do Brasil e Bradesco). Para outros países: PayPal.

O persex (liga de perna) é uma cortesia da sex shop Via Libido (vialibido.com.br).

PREÇOS (frete incluído)

OPÇÃO A: R$ 22
1 livro impresso

OPÇÃO B: R$ 24
1 livro impresso
Brinde: livro eletrônico (PDF, com dedicatória personalizada)

OPÇÃO C: R$ 42
2 livros impressos
Brinde: livro eletrônico (PDF, com dedicatória personalizada) + 1 persex

OPÇÃO D: R$ 80
4 livros impressos
Brinde: livro eletrônico (PDF, com dedicatória personalizada) + 1 persex + 2 livretos (títulos à sua escolha)

MAIS DE 4 LIVROS: a combinar

SOMENTE O LIVRO PDF (com dedic. personalizada): R$ 6

PAGAMENTO
PAG SEGURO: cartão ou boleto
BANCOS PARA DEPÓSITO: HSBC, Itaú, Banco do Brasil e Bradesco
EXTERIOR: PayPal

Você vai participar? Que ótimo! Entre em contato: rkelmer@gmail.com

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IndecenciasParaOFimDeTardeCAPA-01aINDECÊNCIAS PARA O FIM DE TARDE
Ricardo Kelmer – Arte Paubrasil, 2014 – 208 pag

Os 23 contos deste livro exploram o erotismo em muitas de suas facetas. Às vezes ele é suave e místico como o luar de um ritual pagão de fertilidade na floresta. Outras vezes é divertido e canalha como a conversa de um homem com seu pênis sobre a fase de seca pela qual está passando. Também pode ser romântico e misterioso como a adolescente que decide ter um encontro muito especial com seu ídolo maior, o próprio pai. Ou pode ser perturbador como uma advogada que descobre que gosta de fazer sexo por dinheiro.

O erotismo de Ricardo Kelmer faz rir e faz refletir, às vezes choca, e, é claro, também instiga nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir. Seja em irresistíveis fetiches de chocolate ou numa selvagem sessão de BDSM, nos encontros clandestinos de uma lolita num quarto de hotel ou no susto de um homem que descobre verdadeiramente como é estar dentro de uma mulher, as indecências destas histórias querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

> saiba mais

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INDECÊNCIAS PARA VOCÊ TIRAR A ROUPA

IndecenciasParaVoceTirarARoupa-01aMuitas mulheres têm esse fetiche, o de exibirem-se anonimamente para o público. Então criei uma promoção: envio o livro e a leitorinha faz uma foto erótica com ele, sem precisar mostrar o rosto, e a foto será usada em cartazes de divulgação da obra. Você gostaria de participar? Clique aqui e saiba mais.

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LIVRETOS DO BRINDE
formato bolso, 48 pag

Guia do Escritor Independente (dicas)
Memórias de um Excomungado (crônicas, reflexão, humor)
Um Ano na Seca (conto, erotismo, humor)
O Ultimo Homem do Mundo (conto, terror, humor)
Trilha da Vida Loca (contos)

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APOIO CULTURAL

vialibido.com.br

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01- Indico por q o cara é fera galera!!!!ndico por q o cara é fera galera!!!! Katie Furge, Queensland-Austrália – mai2014

02- Esse cara é genial!! um ótimo escritor. Josy Felix, São Paulo-SP – mai2014

03- Um livro instigante. Um autor inteligente e preparado ao tratar com o assunto. Um assunto polêmico no contexto sócio cultural que não pode passar despercebido no mundo atual. Um convite a uma leitura prazeirosa com uma visão política e uma reflexão cítica. Um manual para os psicologos! Um convite a leitura simplesmente! Anosha Prema, Campinas-SP – mai2014

04- Livro do Ricardo Kelmer o/ Ilana Dubiela, Fortaleza-CE – mai2014

05- Lançamento do Livro do Escritor Ricardo Kelmer. Boa Leitura! Érika Menezes, Fortaleza-CE – mai2014

06- Amei o tema, a fotografia… quero ler e deliciar-me com o conteúdo, parabéns Ricardo. Donizete de Paula, São Paulo-SP – mai2014


As unhas sujas de Matrix

19/11/2013

19nov2013

Certas obras artísticas se baseiam nesses conteúdos, os arquétipos, e por isso pessoas de todo o mundo se identificam tanto com elas

AsUnhasSujasDeMatrix-02

AS UNHAS SUJAS DE MATRIX

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Faça um buraco na terra, cave sem parar e você alcançará areia e rochas que, de tão profundas, não são de país algum. Ou melhor, pertencem a todos, são patrimônio de toda a humanidade. Assim também é o inconsciente coletivo da espécie: seus conteúdos são de todos nós. Certas obras artísticas se baseiam nesses conteúdos, os arquétipos, e por isso pessoas de todo o mundo tanto se identificam com elas. É o caso de Matrix. Apesar de toda a tecnologia, o filme tem cheiro de terra, pois escava fundo as profundezas coletivas da psique.

Esse filme vale tanto assim?, é o que ouço quando descobrem que escrevi um livro sobre Matrix. Sim, vale. Além de marco na história do cinema, a aventura do guerreiro cibernético Neo e seus amigos resistentes é um grande fenômeno cultural da atualidade, alcançando pessoas de raças, religiões e idades diversas, influenciando comportamentos, gerando discussões e lotando cinemas. Mas tem gente que torce o nariz para o filme e não entende tanto rebuliço. Que diabos Matrix tem de tão especial?

Muitas coisas. A base mitológica do enredo, por exemplo: o jovem que se vê confrontado com seu próprio destino, que precisa abandonar seu mundo seguro e partir numa aventura perigosa, lutar contra inimigos terríveis, arriscar a própria vida e salvar sua gente. A história de Neo é o antigo mito da jornada do herói recontado com roupas novas. Por nascerem do inconsciente coletivo e serem feitos de elementos arquetípicos, os mitos são parte de nossa psique individual, e é por isso que nos identificamos com eles. Todos nós vivemos os mitos em nosso dia a dia, sendo novos protagonistas de antiquíssimos dramas.

Na história há outros elementos mitológicos que revestem a trama de um caráter numinoso: o despertar da consciência, o salvador, o traidor, o oráculo, o amor, a morte. Esses arquétipos habitam o profundo de cada um de nós, e Matrix os aciona em nossa mente. Messianismo, ressurreição, a natureza ilusória da realidade, ser um com o mundo e assim entortar colheres ‒ Matrix une mitologia cristã e filosofia oriental. Quem não gosta desses temas da mente e do espírito tende a atirar contra o filme, porém Matrix manipula filosofia, religião e esoterismo com a destreza de um guerreiro tecno-zen e detém as balas no ar.

Ah, claro, tem os efeitos especiais, as cenas de luta, o figurino… Para nossos jovens, que nasceram e vivem numa Matrix onde a imagem é tudo e os cega para a essência das coisas, o apelo visual do filme é irresistível. O filme usa a si mesmo como isca para transmitir ideias profundas sobre a natureza da realidade, a importância do autoconhecimento para a realização do potencial, a necessidade de morrer para renascer mais forte… Pelo jeito, a isca funciona, pois a discussão sobre o que é real saiu dos círculos filosóficos e esotéricos e alcançou o shopping center. Enquanto tomam sorvete, adolescentes de piercing e boné para trás se perguntam: E se todos nós estivermos sonhando? Uau, isso é ótimo.

Mas será que os criadores de Matrix tiveram mesmo a intenção consciente de mexer com todos esses temas? Esse filme não seria um mero borrão de tinta no qual as pessoas, inclusive eu aqui do meu galho, veem o que querem ver? Bem, a mim, particularmente, essas unhas sujas não enganam: Matrix é feito de terra, lá do fundo, a mesma terra da qual somos todos feitos. Por isso Matrix é tão real.

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Ricardo Kelmer 2003 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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SOBRE O FILME

MatrixDVDCapa-1Matrix (The Matrix, EUA, 1999)

ARGUMENTO, ROTEIRO E DIREÇÃO: Lilly e Lana Wachowski
ELENCO: Keanu Reaves, Lawrence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving

No futuro, a humanidade é prisioneira de sua própria criação, a Inteligência Artificial, que criou a Matrix, uma realidade virtual onde foram inseridos todos os seres humanos para que eles não oponham resistência ao poder das máquinas. Todos não, pois um grupo de rebeldes mantém-se fora dessa realidade e luta para libertar o restante da humanidade. Eles creem na profecia do Oráculo que diz que um Predestinado um dia virá para vencer as poderosas máquinas e salvar a todos. Para eles, Neo, um jovem que vive na Matrix, é o Predestinado. Neo de fato desconfia que há algo errado com a realidade mas não pode aceitar que ele seja o tão aguardado salvador.

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TRÊILER OFICIAL


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MATRIX, PSICOLOGIA E MITOLOGIA NO LIVRO:

Matrix2012Capa14x21aMatrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas
Ricardo Kelmer

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, o autor compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Aos poucos podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos

A Matrix em cada um de nós – Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir

A pergunta – Um dia, porém, alguém desconfia. E entende que os que olham para fora, sonham, e os que olham para dentro, despertam. E aí a pergunta é inevitável

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AsUnhasSujasDeMatrix-02a


A cruz da paixão

12/07/2013

12jul2013

O crescimento só virá se o ego se entregar ao sacrifício da paixão, mandando Judas fazer logo a sua parte e aceitando o sofrimento inerente ao processo

ACruzDaPaixao-01

A CRUZ DA PAIXÃO

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Os religiosos costumam ver os mitos de sua religião como fatos históricos, que realmente aconteceram. Limitar a compreensão a essa mera questão diminui a beleza do mito e esconde a essência metafórica da história. Mitos são metáforas, e uma metáfora não é uma mentira, mas um outro modo de expressar a realidade. Ao insistir na questão factual e desprezar o simbolismo da narrativa, o crente se afasta da verdade psicológica contida no mito e perde a chance de aplicá-la em sua vida.

Talvez Jesus Cristo, historicamente, não tenha existido e sua vida seja, na verdade, uma mistura de relatos posteriormente agrupados. Porém, o mito Jesus Cristo é rico de simbolismo e nele há profundas verdades psicológicas que podem ser úteis a crentes e não crentes. Uma delas diz respeito à cruz, que é o símbolo maior da mitologia cristã. No filme A Paixão de Cristo, do diretor Mel Gibson, há uma cena representativa da força desse símbolo: é o momento em que Jesus é apresentado à cruz onde será pregado. Exausto pela tortura, o corpo uma chaga só, ele vê o madeiro e, curiosamente, ajoelha-se e o abraça em meio a uma súbita crise de choro. Enquanto alguém zomba do ato aparentemente despropositado, ele mantém-se abraçado à cruz, acariciando-a e chorando feito criança.

Mas que insano… Por que ele abraça a cruz onde morrerá? Porque simplesmente não lhe resta outra coisa a qual se agarrar. Jesus foi traído por seus discípulos, seu próprio povo o condenou, seus amigos se escondem, sua família não pode ajudá-lo e seu Pai Celestial não afastou dele o terrível cálice. Nenhuma ajuda ele pode esperar. Em que se agarrar num desamparo desses? Ao destino. Sim, porque por paradoxal que pareça, o destino é a única coisa certa. Por isso Jesus se agarra à cruz, o símbolo mor de sua missão. É um ensinamento difícil de assimilar, pois é natural fugir do sofrimento, mas é preciso confiar nas forças da vida e do crescimento psíquico, por mais que as dores se anunciem no horizonte do que nos espera. O sofrimento de Jesus ensina a quem quiser aprender: no momento de maior abandono, em que tudo parece perdido, é preciso abraçar a cruz e aceitar o que nos aguarda. Este é o único modo possível de não afundar em desespero antes de cumprir o que deve ser feito.

Só há vida se houver morte. E não há morte sem dor. Para alcançar novos níveis de percepção e relacionamento com a vida, o ego tem de atravessar o fogo da transformação. Ele sempre resistirá até onde puder, afinal morrer não é fácil, mas há um momento em que o crescimento só virá se o ego se entregar ao sacrifício da paixão, mandando Judas fazer logo a sua parte e aceitando o sofrimento inerente ao processo. É assim que transmutamos o que nos aterroriza naquilo que nos salvará. De outra forma, viveremos num exílio psíquico, fugindo do que verdadeiramente somos.

Os crentes não deveriam se preocupar com a possibilidade de Jesus não ter existido historicamente, pois isso em nada desmerece o mito. O sagrado e o numinoso não residem na factualidade das histórias religiosas, mas nos símbolos que elas guardam. O que importa é que o Cristo mitológico vence o desamparo toda vez que alguém abraça com firmeza seu destino. O que realmente vale é que o mistério de sua paixão se renova toda vez que alguém morre para um velho e limitado eu e ressuscita psicologicamente na vida nova.

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Ricardo Kelmer 2004 – blogdokelmer.com

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Este texto integra o livro Blues da Vida Crônica

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MATRIX, PSICOLOGIA E MITOLOGIA NO LIVRO:

Matrix2012Capa14x21aMatrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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01- Fantástico meu irmão….Deixar morrer o ego e ressucitar no seu verdadeiro destino…..Agarrar-se a sua missão…..Adorei seu texto…… Jacques Josir, Santo André-SP – jul2013

02- Eu amei demais esse artigo. Porque as pessoas querem explicar mesmo tudo. Se existe, se não existe, se deve acreditar, se não deve… E há tantas possibilidades a partir desses simbolos. Rainha Frágil, Fortaleza-CE – jul2013

03- Tudo a ver, Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos e que lindo texto: ADOREI! Cristina Balieiro, São Paulo-SP – jul2013

04- Oi,amigo Ricardo! Interessante mesmo o trecho.Muitos se perdem pelo caminho sabendo que se perdem.O homem desde sempre,Ricardo,contou histórias para justificar algo…e eis o mito.E dessa necessidade surgiu a hagiografia para sustentar a função religiosa e não a beleza da fé por si só.E fez um belo estrago…rs.Eu já li alguns livros do Jiddu Krishnamurti e você me recordou umas palavras dele. Fateha Liza, Dourados-MS – jul2013

05- Ótimos textos, Ricardo Kelmer! Ana Velasquez, Corumbá-MS – abr2015

06- Excelente texto Entendo e sinto a Vida dessa maneira, inclusive os mitos, deuses e demônios, que criamos. Dorah Andrade, São Paulo-SP – abr2015

07- É bom ver você em plena forma!… Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – abr2015

08- Amei ler esse texto claro e sincero agora. Ser senhor do seu destino é uma leitura fantástica do mito Jesus. Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – abr2015

09- Meu querido, BELÍSSIMO!! E chega até mim numa hora tão necessária que você nem imagina. Terá sido porque Deus mandou você me dizer isso? Ou por acaso? Não, não falemos nem em Deus nem em acaso, mas, permanecendo nos domínios junguianos que tanto nos inspiram, digamos que foi mais um momento de encantadora sincronicidade. Inclusive, um beijo no seu coração, meu brother! Rógeres Bessoni, Recife-PE – abr2015

10- Grandioso texto, Ricardo Kelmer! Giba C. Carvalho, Recife-PE – abr2015

11- Belo texto, Ricardo. E bota belo nisso! Obrigado por esta dádiva de Páscoa! Pedro Camargo, Rio de Janeiro-RJ – abr2015

12- Belíssimo texto, Ricardo. Se me permite acrescentar, acrescento, com muito menos elegância, que o problema todo está na covardia e desonestidade das pessoas. A grande maioria não está interessada no *trabalho* de aperfeiçoamento moral, mental ou espiritual. A maioria só quer fazer parte de algum clube, bando ou coletivo que lhe dê razão e proteção contra inimigos e adversidades. A grande maioria só quer mesmo fazer média com Deus, porque acha que assim será protegida. Animais são mais fortes em bando, logo todos têm que aderir a alguma religião, filosofia, ideologia, partido, time de futebol, escola de samba, ter parente na polícia, parente advogado, conhecidos em Brasília, amigo na favela e diversos outros esquemas de se garantir pela força de um coletivo, um bando, uma máfia. (As pessoas defendem seus coletivos com unhas e dentes porque assim defendem, em última instância, uma ferramenta da sua própria segurança e bem-estar. Nada mais egoísta que o coletivismo.) Tá cheio de “cristão” que nem sonha em amar o próximo, mas faz sinal da cruz quando passa na frente da igreja, que é pra puxar o saco do Patrão mesmo. E vivem pedindo coisas. Putzgrila, como essa gente pede!

Toda essa lógica fica mais evidente no Brasil, onde as pessoas são católicas e devotas de algum santo *protetor*, mas também são filhas de algum orixá, fazem despacho, descarrego, vão a centro kardecista tomar passe, andam com amuletos pendurados no corpo e tratam muito bem a benzedeira do bairro, tudo isso e muito mais, que é pra garantir. Mané fé coisa nenhuma, é medo da vida mesmo. Sempre digo: a grande maioria de quem se considera religioso é apenas supersticioso.

Concluindo: as pessoas se prendem à interpretação factual porque, sem ela, sua proteção fica desmoralizada. Sem a autoridade dos fatos, resta apenas o ensinamento. A ilusão da proteção se esfarela, e o devoto de uma figa se vê diante do que mais teme: estar só e ser responsável pelo próprio destino. Namastê, anauê, katinguelê e Salve Jorge pra você. Luc Lic, São Paulo-SP – abr2015

12- Texto cheio de sabedoria e beleza, Ricardo. Obrigado. Mas acho que vc é ateu só na religião. Não no Espírito… Abr e ótima Páscoa. Luis Pellegrini, São Paulo-SP – abr2015

13- Luis Pellegrini, Waldemar, eu acho que Kelmer é ateu não praticante! Hahahaha Abraços a todos e excelente Páscoa. Rógeres Bessoni, Recife-PE – abr2015

14- Perfeito Ricardo Kelmer. Texto muito, muito bom. Iris Medeiros, Campina Grande-PB – abr2015

15- Profundo Ricardo Kelmer, qdo nos agarramos a nossa cruz ela deixa de ser um sofrimento! Numa sociedade q proclama apenas a ” felicidade sempre” é preciso rever a questao da cruz. Talvez tivessemos menos depressoes e outros males da alma! Michele SJ, Fortaleza-CE – abr2015

16- Brilhante Abordagem!! Marcelo Figueiredo, Rio de Janeiro-RJ – abr2015

17- Muito louvável o que se tenta passar. E, com a licença de um comentário meu, e não tendo de longe entendido mal, é sempre bom relembrar que é justamente paralelo a este medo onde trabalham as trevas, negando a simbologia, antes do ser (tanto de Jesus como nossa). Tanto que o que existe, no que se refere a Jesus, é justamente o contrário: correntes materialistas tentando provar a existência de um Jesus histórico mas terreno, para negar o Jesus “Cósmico”. Tendo o cuidado, como no trecho “não deveriam se preocupar com a possibilidade de Jesus não ter existido historicamente” é um bom texto para entender um pouco a questão de como Jesus, existindo como ser unigenito, desceu a terra para, junto a nós, dar esse exemplo único da lição do crescimento. O texto tenta explicar, com muito esplendor, que não é no nosso “ser” (estático) e sim no nosso “estar sendo”, na dinamica ser-dor-redescoberta-crescer-ser, que nós existimos. Quando a humanidade descobrir isso, muitos dos dramas e artificialismos emocionais deixarão de existir. Todos nós torcemos para que isso aconteça. Muito legal! Valeu ! Ney José, Recife-PE – abr2015

18- Muito bom o texto, é auto-explicativo, quando induz o leitor a uma refkexão do seu existir como simbolo metafórico de si mesmo, afinal o mito Jesus Cristo está inserido no inconsciente coletivo da humanidade ao percebermos que nós precisamos de mitos para suplantar os nossos medos existenciais e nisso o simbolo da cruz quando verdadeiramente compreendido nos leva ao patamar da nossa redenção espiritual nessa jornada cósmica. Texto para ser lido e relido, vou compartilhar o mesmo. Francisco Souza Bonifacio, Recife-PE – abr2015

19- Como seria importante que todos pudessem compreender. Obrgada Giba C. Carvalho por esse belo presente. Elizabeth Costa Carvalho Andrade, Recife-PE – abr2015

20- muito bom gostei mesmo do seu domínio com as palavras do seu pensar! pena que não podemos mais criar outro mito como esse que mudou ate o calendário o tempo contado da nova história criado por esse mito! gostaria de usar minha consciência para uma nova história agregada a tecnologia e que não fosse uma tragedia como a de cristo que convenceu a humanidade que na dor seremos salvos! o destino que temos que nos agarrar! obrigado amigo gostei de ler! Luis Carlos Pedrosa, Fortaleza-CE – abr2018

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A Matrix em cada um de nós

20/05/2013

20mai2013

Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir

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A MATRIX EM CADA UM DE NÓS

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Em termos psicológicos, a aventura de Neo, o herói do filme Matrix, é uma reedição moderna da antiga jornada humana rumo à autorrealização, ou seja, à realização do si-mesmo, o mais importante dos arquétipos, aquilo que há de mais profundo e verdadeiro em nós. Autorrealizar-se significa desenvolver o potencial adormecido e nos tornarmos quem somos destinados a ser, porque é isso o que sempre fomos: a semente que já traz em si a árvore futura. Para isso, porém, a pessoa deve primeiro despertar, diferenciar-se da mentalidade comum da massa e conhecer quem de fato é ‒ uma grande aventura da vida inteira.

No primeiro filme mora a essência da história, e ela é uma metáfora da luta cotidiana de cada um de nós para nos realizarmos. O personagem principal é Neo, que, psicologicamente, representa o ego, centro da consciência, o arquétipo do eu. Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir.

Mas o ego não está só na jornada. Na verdade, ele é apenas o gerente da psique, administrando os vários aspectos pelos quais ela é formada e que fazem o “eu maior”. Esses aspectos, por viverem no escuro do inconsciente (fora da percepção do ego), agem influenciando as ideias e atitudes, para o bem ou para o mal. Por isso, para autorrealizar-se a pessoa terá de reconhecer e lidar muito bem com eles. Os personagens principais de Matrix representam esses aspectos.

Morfeu é o incentivador, o componente yang da psique, que é associado ao masculino. Ele tem força, acredita e realiza. É a parte do eu que não se cansa de lutar pelos nossos sonhos, por mais loucos que pareçam, e é capaz de mover o mundo para torná-los reais. Quando tudo parece perdido é essa parte que permanece alerta, impulsiona e nos faz crer em nosso potencial.

Cypher é o traidor interno. Representa o componente sabotador do processo de crescimento psíquico. É a força retrógrada do eu total que sente falta do tempo em que tínhamos menos autoconsciência e, exatamente por isso, menos responsabilidades. Cypher está no poder quando desistimos de lutar e achamos mais cômodo permanecer onde estamos ou, se possível, regressar a um estágio anterior, menos comprometido com mudanças pessoais e novas verdades. Cypher tem medo de arriscar o novo e prefere a segurança do velho, o que provoca estagnação e crise. Ironicamente, o ego precisa desse perigoso aspecto para ser testado.

Trinity é o aspecto yin da psique, que é associado ao feminino, e representa o sentimento, a paciência e o cuidado. Ela é a porta para a dimensão do amor, imprescindível para que o ser se complete. A experiência dramática do amor, com todas as suas facetas, pode impulsionar o ego rumo a níveis avançados de autoconhecimento e autoaceitação. Mas o amor não poderá fazer tudo sozinho: é preciso assumi-lo e cuidar dele no dia a dia, fato que a maioria dos homens, ao contrário das mulheres, demora a assimilar. Trinity aceita seus sentimentos no fim, e é isso que ressuscita Neo, trazendo-a de volta à vida mais forte e capaz.

O Oráculo soa como contrassenso na história: num mundo supertecnológico, onde a ciência atingiu seu apogeu e tudo depende de máquinas e programas, que importância teria uma senhora vidente, cheia de mistérios e ditando profecias? O Oráculo é a dimensão do sagrado em nossas vidas, o arquétipo do divino, o numinoso, algo pelo que nutrimos sentimentos de profunda fé e respeito. Pode ser uma religião formal, uma antiga tradição espiritual ou uma crença religiosa particular. Pode ser uma conexão intuitiva com a natureza, com o cosmos ou a humanidade. Pode ser a arte, e até mesmo a própria vida. Mas sempre será algo diante do qual nos tornamos reverentes, justamente por ser muito mais antigo e maior que nós. O sagrado é obscuro, misterioso, arredio ao intelecto, e jamais o definiremos com exatidões científicas – mas sem ele ficamos à deriva no grande caos da existência. Que seria dos resistentes de Matrix sem a fé no Oráculo?

Há ainda os agentes, sempre buscando eliminar os que se diferenciam. São representantes da própria sociedade, que age como boiada para melhor se organizar e se proteger, pois para ela é melhor que todos ajam e pensem de forma igual. A estratégia é natural e eficiente para a sobrevivência da espécie, sim, mas tem um alto custo: a anulação do indivíduo e a negação de sua singularidade. A maioria dos que tentam se diferenciar é dissuadida pela força da cultura ou por seu próprio sabotador interno e, com medo, volta à segurança da massa.

Mas alguns não desistem e, apesar das dificuldades externas e dos conflitos internos, prosseguem em sua transformação pessoal rumo ao si-mesmo, à realização de sua potencialidade. São esses os predestinados que, com seu exemplo, incentivam outros a fazerem o mesmo. Assim como Neo, aquele que se autorrealiza provoca a sociedade do melhor modo possível, forçando-a a reavaliar suas regras e transformando-a.

Tudo, porém, tem início com o despertar, aquele toc-toc-toc na porta da consciência: acorde!

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Ricardo Kelmer 2003 – blogdokelmer.com

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> Este texto integra o livro Blues da Vida Crônica

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SOBRE O FILME

MatrixDVDCapa-1Matrix (The Matrix, EUA, 1999)

ARGUMENTO, ROTEIRO E DIREÇÃO: Lilly e Lana Wachowski
ELENCO: Keanu Reaves, Lawrence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving

No futuro, a humanidade é prisioneira de sua própria criação, a Inteligência Artificial, que criou a Matrix, uma realidade virtual onde foram inseridos todos os seres humanos para que eles não oponham resistência ao poder das máquinas. Todos não, pois um grupo de rebeldes mantém-se fora dessa realidade e luta para libertar o restante da humanidade. Eles creem na profecia do Oráculo que diz que um Predestinado um dia virá para vencer as poderosas máquinas e salvar a todos. Para eles, Neo, um jovem que vive na Matrix, é o Predestinado. Neo de fato desconfia que há algo errado com a realidade mas não pode aceitar que ele seja o tão aguardado salvador.

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MATRIX, PSICOLOGIA E MITOLOGIA NO LIVRO:

Matrix2012Capa14x21aMatrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente, e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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01- Profundo hein Ricardo Kelmer! Amo tudo o que fala do “Si Mesmo”, deste mundo grandioso de possibilidades que levamos dentro de nós mesmo, mas que muitos não acreditam ter ou ser. Também acredito que somos essa “a semente que já traz em si a árvore futura”. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013

02- Me lembrei agora de Por uma cultura de paz!!! Kathia Albuquerque, Fortaleza-CE – mai2013

03- Toc-Toc-Toc… Robert Pereira, Salvador-BA – mai2013

04- Excelente artigo. Exercer o eu é poder, liberdade, transformação e unidade. Sorrisos de êxtase lendo o texto. Nayanna Freitas, Fortaleza-CE – mai2013


Alma selvagem

11/03/2013

11mar2013

Ela celebra a vida em rituais… Bendiz os ciclos naturais… Ela sabe, o ser não cabe na definição

AlmaSelvagem-1

ALMA SELVAGEM

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Ela tem a alma selvagem
E o vento sopra liberdade
Na mecha do cabelo
Brinca de beijo, pede afago
Mas cuidado
Ela gosta de arranhar

Ela segue seu destino
No fluxo feminino
Deita com a lua nova
E o seu corpo se renova
À noite chora por amor
Sonhos que ainda não realizou

Ela celebra a vida em rituais
Bendiz os ciclos naturais
Ela sabe, o ser não cabe na definição
Abraça o mundo com carinho
Mas só vai pelo caminho
Onde tem um coração

Alma selvagem, liberdade de ser
Alma selvagem, coragem de viver

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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> O feminino em mim – Poemas e músicas sobre o feminino

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MAIS SOBRE O FEMININO SELVAGEM

figamulherselvagem01A mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido.

LIVROS

vtcapa21x308-01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
Ricardo Kelmer – Contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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01- belissíma. Fada Helena, Fortaleza-CE – mai2013

02- Amei. Mara Monteiro, Fortaleza-CE – mai2013

03- Adorei… Elisabete Claudio, São Paulo-SP – mai2013

04- Um viva para a essência da mulher selvagem. Silvana Alves, Fortaleza-CE – mai2013

AlmaSelvagem-1c



Os ensaboados da nova consciência

15/01/2013

15jan2013

Desde seu início, o encontro prioriza o diálogo e a troca sadia de experiências, buscando o fio de unidade que permeia todas as coisas

OsEnsaboadosDaNovaConsciencia-1

OS ENSABOADOS DA NOVA CONSCIÊNCIA

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O Nordeste é mesmo uma terra curiosa. Nas ladeiras de Olinda chacoalha o mais divertido carnaval do planeta, e enquanto isso, a 200 km dali, na cidade serrana de Campina Grande, Paraíba, centenas de pessoas de todo o país e das mais diversas tendências se reúnem todo ano num grande evento onde se abraçam arte, filosofia, ciência e tradições. É o Encontro da Nova Consciência, um festival holístico que funciona, desde 1992, como um notável ponto de convergência da grande diversidade do pensamento humano.

Eu soube do evento em janeiro de 1996 por minha tia Liney, que de Recife me ligou para contar que sonhara que eu dava uma palestra no encontro. “Envia teu livro! Quem sabe eles te convidam…” Foi o que fiz, enviei um exemplar do Quem Apagou A Luz?, meu primeiro livro, recém-lançado. Dias depois lá estava eu dando a palestra, o sonho se realizara. O convite se repetiu, e pelos anos seguintes, no teatro municipal, falei sobre o filme Matrix, taoísmo, Jung, mitologia… Talvez minhas palavras tenham acrescentado algo de útil a alguém, mas muito mais aprendi que ensinei durante esses anos. Depois tornei-me apresentador dos eventos artísticos da noite, papel no qual me senti muito à vontade.

Em Campina Grande conheci pessoas que trouxeram mudanças significativas à minha vida. Escritores, artistas, cientistas, educadores, religiosos, líderes indígenas, gente simples do povo ‒ de todos eles absorvi conhecimentos e muitos tornaram-se meus amigos, maravilhosas amizades interdisciplinares. Foi lá também que vivenciei experiências com plantas de poder, como a ayahuasca e a jurema, e vi alargarem-se os horizontes de minha percepção da realidade e de mim mesmo.

À primeira vista, reunir tantas ideias diferentes no mesmo espaço pode soar caótico e inútil. No entanto, desde seu início, o encontro prioriza o diálogo e a troca sadia de experiências, buscando o fio de unidade que permeia todas as coisas. Isso me lembra o ato de escutar as várias testemunhas de um acontecimento: mesmo distintas entre si, as versões do mesmo fato contribuem para uma visão mais abrangente e precisa do todo.

Da plateia do teatro disparam flashes a toda hora: as pessoas querem uma recordação do dia em que sentaram à mesma mesa e se abraçaram representantes de diferentes religiões, todos acreditando que é possível sim transformar este mundo num lugar onde todas as crenças convivam em harmonia. Física quântica, psicologia, ecologia, medicina natural, educação, tarô, xamanismo – o evento é um colorido encontro das diversas versões da realidade. Lá a sociedade também discute seus problemas: loucura, alcoolismo, aids, prostituição, a questão indígena e os conflitos étnico-religiosos. Há espaço também para outros problemas como, por exemplo, decidir o melhor lugar para aguardar a chegada das naves extraterrestres que virão nos resgatar. Isso, é claro, para os que querem ser resgatados. Não sei informar quantos lugares há nessas naves, me desculpe a ignorância no assunto, mas no Encontro eu sei: tem espaço para tudo.

Lembra do ET de Varginha? Pois ele já esteve por lá, em slides. O evento também oferece passeio a sítios arqueológicos, há uma feira com vários expositores, um encontro de ateus e agnósticos e até mesmo um encontro mundial de, acredite, ex-ufólogos, só no Nordeste mesmo. Depois das palestras, debates e oficinas, vem a noite na praça, com seus bares e um grande palco onde se revezam dança, teatro, poesia, cinema e shows musicais que vão do forró ao metal mantra. Com direito a cervejinha gelada que ninguém é de ferro, né?

O evento possui um caráter naturalmente democrático, pois dele fazem parte até mesmo os que são contra. Isso pode ser aferido logo à entrada do teatro: de um lado, barulhentos e divertidos Hare Krishna, com suas roupas coloridas e instrumentos exóticos, entoando aqueles mantras dançantes, e do outro lado evangélicos distribuindo panfletos onde demonstram que esse negócio de Nova Era é coisa do demo.

No fim, vendo todas aquelas tradições, ciências, artes e filosofias dançando e celebrando de mãos dadas, vendo negros e brancos e índios, cristãos e muçulmanos entoando cânticos ao planeta e à humanidade, lembrei do festival de Woodstock. Passados 40 anos, cá estamos nós, no interior nordestino, buscando as mesmas coisas que aqueles pacíficos sonhadores: paz, amor, liberdade, união, respeito às diferenças…

Houve um ano em que fui para lá aproveitando a carona de meu amigo André Barbacena. Ele estava indo para Olinda, curtir aquele incrível carnaval que eu já conhecia de outros anos, e seguimos em seu fusca. André deu um gole na cerveja e logo enganchou seu coração na cintura de uma bela passista de frevo que descia a ladeira dos Quatro Cantos. Desejei-lhe felicidades e me despedi, combinando o reencontro para logo após o reinado de Momo. Botei a mochila nas costas e peguei o ônibus para Campina Grande, o coração no ritmo do frevo.

Na quarta-feira de cinzas lá estava eu de volta a Olinda. André, cansado mas alegre, trazia ainda uma cerveja na mão e um bocado de história para contar. Enquanto degustávamos uma tapioca com queijo, ele me falou do quanto se divertiu no bloco dos ensaboados, um bocado de gente descendo a ladeira ensaboando e passando xampu uns nos outros com um carro atrás jogando água, olha que coisa. Eu desatei a rir imaginando a cena.

Assim como nós em Campina Grande e os cabeludos de Woodstock, os ensaboados de Olinda, com sua alegoria, também desejam um mundo mais limpo, mais alegre e mais unido. Com muito frevo, amor e paz. Amém. Shalom. Oxalá. Axé.

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Ricardo Kelmer 2002 – blogdokelmer.com

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Site do evento: novaconsciencia.com.br

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LEIA NESTE BLOG

DiversosEIguais-01aEncontro da Nova Consciência – Diversos e iguais – Não precisamos concordar com os outros. Mas podemos aceitá-los, tanto quanto quisermos também ser aceitos

O psicólogo, a humanidade e a esperança – Os acontecimentos mostram que a humanidade está se unificando, unindo seus opostos

Entrevista com o ateu – Um pregador evangélico entrevista um escritor ateu

Pátria amada Terra – É animador ver as novas gerações convivendo mais naturalmente com essa noção de cidadania planetária

A imagem do século 20 – Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vimos o todo

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 01- Adoro! Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – jan2013

02- gostaria de conhecer…. Dhara Bastos, Fortaleza-CE – jan2013

03- Reunião de todos os loucos do Brasil.. Andre Soares Pontes, Fortaleza-CE – jan2013

04- Lá tem espaço para mostrar trabalhos em arteterapia Kelmer? Ppue se der acho q vou programar uns dias nessa “loucura” como disse o Andre Soares3>. Izabel Castro, Fortaleza-CE – jan2013

05- “Assim como nós em Campina Grande e os cabeludos de Woodstock, os ensaboados de Olinda, com sua alegoria, também desejam um mundo mais limpo, mais alegre e mais unido. Com muito frevo, amor e paz. Amém. Shalom. Oxalá. Axé.” Esse encontro entre as diferenças é a prova de que ainda é possível extirpar o maior câncer da humanidade: a intolerância!!! Silvana Alves, Fortaleza-CE – jan2013


Viva Chitara

22/12/2012

22dez2012

Torço por ela, mas sei que Chitara não tem chances. Cedo ou tarde a pegarão. Mas ao menos ela terá provado o sabor da liberdade

Leoa-2a

VIVA CHITARA

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Faz uma semana que mudei meu hábito de ler jornal. Em vez de ir direto à página esportiva, agora abro o jornal na expectativa de saber notícias sobre ela, Chitara. Não, não é nenhuma nova cantora colombiana. É a leoa que fugiu do circo no povoado de Salgado, município de Paracuru, litoral oeste do Ceará. A leoa se embrenhou na mata e o Ibama, face o perigo da situação, autorizou o abate, condenando-a à morte.

Acontece que isso faz uma semana e nada de pegarem a leoa fujona. Moradores já avistaram o animal saltando uma cerca, bebendo água na lagoa, mas até agora nada de capturarem Chitara. Polícia, bombeiro, mateiro, atirador de elite, caçador, cão farejador ‒ já mandaram o diabo atrás dela, mas toda vez que a avistam, ela dribla todo mundo e desaparece. Helicóptero dá rasantes pela mata todo dia, botam galinhas e carneiros como isca… Não tem jeito. Chitara segue solta na mata, estressando pebas, preás e cassacos e ludibriando seus perseguidores como se dissesse: Vocês mandam na selva de pedra, mas nesta aqui mando eu!

Admito que nesse jogo de caça e caçador estou torcendo descaradamente pela caça. Claro que não desejo que ela ataque alguém. Quero apenas que Chitara aproveite seus últimos dias fazendo aquilo para o qual nasceu, viver junto à Natureza, caçar outros bichos, correr livre, leve e solta por aí ao vento, exercitar seus instintos de animal selvagem… Imagino que não deve ser fácil ter que se esconder o dia inteiro de monstros metálicos voadores e fugir de bípedes cruéis que querem a todo custo assassiná-la, mas convenhamos: para Chitara isso é mil vezes melhor que passar o resto da vida entristecendo numa jaula e ainda tendo que fazer gracinhas num picadeiro de circo.

Não sei se você sabe, mas arrancaram as garras de Chitara quando ela era bebê. Ela está, portanto, sem sua principal arma de ataque e sem sua melhor defesa. Mesmo assim já resiste há mais de uma semana. No início da fuga ela foi baleada, mas mesmo ferida não se entregou. Se ao menos lhe garantissem que não a matariam, que apenas lhe aplicariam um tranquilizante e a levariam a um zoológico decente… Mas não. A ordem é atirar para matar.

Defendo Chitara porque ela não tem mais como se defender do que lhe fizeram. Defendo porque não é justo retirar um animal de seu habitat, privá-lo de sua sagrada liberdade, mutilá-lo, aprisioná-lo numa jaula para o resto da vida e ganhar dinheiro às custas de sua escravidão e sofrimento. Se nesse momento Chitara ameaça a vida de seres humanos, isso é apenas a consequência final de todos os atos de ganância e crueldade praticados pelos humanos. Eu também fugiria. Você não?

Torço por ela, mas sei que Chitara não tem chances. Cedo ou tarde a pegarão. Mas ao menos ela terá provado o sabor da liberdade. Talvez no instante em que você lê esta crônica, Chitara já esteja morta, uma bala de grosso calibre alojada em seu corpo. Lerei a notícia com tristeza, sim, mas com esperança. Talvez a história de Chitara se transforme em lenda para as crianças daquelas bandas. Então imagino-as sentadinhas ao redor da avó, noite de lua, escutando atentas a história da valente leoa fugitiva e, em sua pura compreensão de criança, captando aquilo que a maioria dos adultos já esqueceu: melhor viver os riscos da liberdade que morrer numa escravidão tranquila.

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Ricardo Kelmer 2001 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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SAIBA MAIS

VivaChitara-2Leoa é ferida à bala, mas consegue fugir – Diário do Nordeste, 30.11.01

Leoa abatida a tiros em Paracuru – Diário do Nordeste, 07.12.01

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A mensagem de Avatar ao Povo da Terra – Temos de compreender o que os antigos já sabiam e nós esquecemos: a Terra é um ser vivo e nós fazemos parte dele

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01- Nãaaaaoooo! Chitara free! Marta Crisóstomo, Brasília-DF – dez2012

02- Boa, Kelmer!!! E, para ser sincero, penso que muitos de nós, arrogantes bípedes autointitulados “sapiens”, vivem em condições semelhantes às de Chitara. CHITARA FREE!!!! Haroldo José Barros, Recife-PE – dez2012

03- Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos, arrebentando como sempre!!! Viva Chitara!!! Kelzen Herbet, Fortaleza-CE – dez2012

04- Página esportiva, Ricardo???? Francamente… Luc Lic, São Paulo-SP – dez2012

05- que a Morte liberte Chitara, que chegue depressa e a leve com doçura… que nao possa mais ser ferida pelos homens, que seja encontrada sem vida, e melhor ainda: que nunca mais seja encontrada! Susana X Mota, Leiria-Portugal – dez2012

Adorei, querido! Vou reenviar para meus amigos!!!!!Adorei, querido! Vou reenviar para meus amigos!!!!!

É hora de converter os deuses

15/12/2012

15dez2012

Se ainda há deuses, como Dinheiro, que exigem vidas humanas em seu nome, é preciso então deixar de crer neles e tentar convertê-los

EHoraDeConverterOsDeuses-1

É HORA DE CONVERTER OS DEUSES

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Muito já foi dito sobre o delicado momento que agora vivemos, o terrorismo, as desigualdades, as intolerâncias… E eu, particularmente, não pretendo explicar a confusão toda. Meu objetivo com esta crônica é apenas dar voz a alguém que teria muito a contribuir caso lhe dessem atenção. Essa pessoa é Francisco, o pobrezinho de Assis.

A vida de Francisco de Assis possui um brilho contagiante. Além de consagrado santo pela Igreja Católica, ele é patrono da ecologia, e a revista americana Time o elegeu a personalidade do 2º milênio. Simplicidade, ternura, coragem, desprendimento e grandiosidade fazem deste homem uma das figuras mais  admiradas de toda a história.

Francisco foi um revolucionário. Desprezou a vida cômoda de sua rica família italiana pela luta diária de viver, ao pé da letra, os ideais de seu mestre Jesus Cristo. Por isso, desfez-se de todos os bens e saiu pelo mundo a pregar simplicidade, desapego, paz, alegria e amor pela vida e pela Natureza. Seu estilo hippie em pleno século 13 representava uma incômoda subversão de valores, para a sociedade e para a rica e pomposa Igreja.

Espírito prático e direto, ele interpretou radicalmente a mensagem de seu mestre e, assim sendo, o modo obviamente correto de servi-lo seria ser como ele, um pregador pobre e andarilho, vivendo da caridade alheia e dividindo-a com seus amigos pobres, mendigos e leprosos. Para Francisco, isso era de uma obviedade gritante feito o sol do meio-dia. Como seu mestre, ele foi incompreendido e perseguido, contrariou interesses e desafiou poderosos. Da mesma forma que o nazareno, ele também lutou contra seus demônios íntimos para no fim apaziguá-los e arrebanhá-los dentro de sua alma bondosa e enluarada, fortalecendo-se ainda mais.

E o que isso tem a ver com atentados terroristas e a ameaça de guerras e hecatombes? Tudo. Contra o terror que se nutre do fundamentalismo religioso e mata em nome de seus deuses, e o outro terror, que se alimenta do fundamentalismo econômico e mata em nome do deus Mercado, somente outro tipo de fundamentalismo pode nos salvar: o do amor incondicional pela humanidade e por tudo que vive, amor que não possui deus em nome de quem matar. Um amor franciscano.

Francisco é um ícone católico, sim, mas ele não respeitava as estúpidas e perigosas fronteiras entre as religiões, e por isso fez amigos cristãos, judeus e muçulmanos. Francisco contagiou o mundo com sua imensa ternura fraternal e o absoluto respeito por tudo que é vivo, pessoas, bichos, árvores e montanhas. Pois é exatamente esse o desafio que agora se nos impõe. Nesse momento crítico da humanidade, a vida exige o nosso máximo respeito por ela, em todas as suas manifestações, para que possamos continuar a existir. Chega a ser ridiculamente óbvio. Mas essas coisas são óbvias mesmo, diria Francisco, sempre sorridente. Se ainda há deuses, como Dinheiro, que exigem vidas humanas em seu nome, é preciso então deixar de crer neles e tentar convertê-los, ensinar-lhes o amor e respeito à vida.

Converter um deus?! Sim, por que não? O deus cristão do antigo testamento, rancoroso, vingativo e lançador de pragas, não se tornou um deus do amor e do perdão? Bem, ele foi forçado a isso por suas próprias criaturas, é verdade, mas sendo assim, por que os outros deuses a quem atualmente veneramos também não podem se tornar mais justos? Não custa tentar. Sejamos um pouco ingênuos e práticos, como Francisco, e façamos como ele fez naquela inesquecível manhã de inverno na praça de Assis: renunciemos a esses deuses que não respeitam a vida, devolvamos-lhes o que conquistamos em seu nome e iniciemos uma nova caminhada, sem o peso limitante de velhas crenças que não nos servem mais.

Quem sabe assim esses deuses caducos se convençam do óbvio: é melhor que eles mudem para fazer parte do novo mundo que virá, do que sumirem de vez nas sombras do que não tem futuro.

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Ricardo Kelmer 2001 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

> Francisco de Assis na Wikipedia

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LEIA NESTE BLOG

BladeRunnerDeusesHumanosEAndroides-01aDeuses, humanos e androides na berlinda (filme: Blade Runner) – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição, e é criando que ele faz isso

Deus planta bananeira de saia (filme: Dogma) – Deus passa mal bocados por conta de um dilema criado pelos próprios humanos. Santa heresia, Batman!

Mariana quer noivar – Você abdicaria das relações amorosas em sua vida em troca de dinheiro ou sucesso na carreira?

Vade retro Satanás (filme: O Exorcista) – O Mal pode ter mudado de nome e de estratégias. Mas sua morada ainda é a mesma, o nosso próprio interior

Quantas pessoas Deus já matou? – Certamente a maioria dos cristãos jamais se perguntou isso

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Fim do mundo inesquecível em Jericoacoara

01/10/2012

Ricardo Kelmer 2012

Concorra a um fim de semana pra casal numa das praias mais lindas do mundo

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Criei uma promoção pra divulgar o lançamento de meu livro de contos Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos. Ela brinca com a crença que o mundo vai acabar em 21 de dezembro de 2012. A promoção acontece no Facebook e pra participar, basta compartilhar a postagem da promoção e deixar nome e cidade. Obrigado à Pousada Casa do Ângelo, que tem o saudável hábito de apoiar causas culturais. Eis o texto:

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FIM DO MUNDO INESQUECÍVEL EM JERICOACOARA
> sorteio de pacote para casal (3 dias + transporte + livro)

Se o mundo vai mesmo acabar no fim do ano, melhor estar numa praia paradisíaca, hospedado numa pousada aconchegante e acompanhado do novo livro de contos de Ricardo Kelmer. E se o mundo não acabar, você terá boas histórias pra contar…

SORTEIO – A Pousada Casa do Ângelo, em Jericoacoara-CE, sorteará um pacote de 3 dias (21 a 23.12.12) para casal, incluindo transporte ida e volta Fortaleza-Jericoacoara-Fortaleza, além de 1 exemplar do livro Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos (contos fantásticos, Editora Arte Paubrasil), de Ricardo Kelmer. Para participar compartilhe esta postagem e deixe seu nome e cidade. Sorteio: 31.10.12 pela Loteria Federal. O prêmio nao é transferível. Se você curtir a página do livro, ganhará mais dois livros do autor (à sua escolha).

DESCONTO – Participantes da promoção podem adquirir o livro por R$ 22, com dedicatória e frete incluído.

LEITORES QUE ADQUIRIRAM NA PRÉ-VENDA receberão o livro pelo correio até o início de novembro

PÁGINA DO LIVRO NO FACEBOOK

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PARTICIPANTES DA PROMOÇÃO: 26
até 01.10.12, 20h

CE – Alyson Fernandes Basilio, Bruna Braun, Camila Souza, Cledson Ramos Bezerra, Danielle Freire, Esther de Paula, Fabio Oliveira, Felipe Araújo, Gustavo Lima Verde, Hawylla Gonçalves, Jefferson Roberto, Lano Lima, Letícia Silva, Linda Mascarenhas, Michele SJ, Paulo Costa, Quel Raquel, Rochelle Araujo, Sandra Alves Ribeiro, Soraya Aquino (Fortaleza), Adryanno Ferreira, Paula Izabela (Juaz. do Norte)
PB – Samantha Pimentel (Campina Grande)
PR – Ana Cristina Suzina (Ponta Grossa)
PI – Teresinha Itapirema (Parnaíba)
RR – Suely Bezerra (Boa Vista)
SP – Juliana Martins (SB do Campo), Barbara Leite, Durval Brasil, Maria Do Carmo Antunes, Maria Pimentel (São Paulo)

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SOBRE O LIVRO

Publicado originalmente em 1997, o livro foi reescrito e alguns contos mudaram bastante. Em minha opinião, ficou bem melhor. Nos nove contos que formam este livro, onde o mistério e o sobrenatural estão sempre presentes, os personagens são surpreendidos por estranhos acontecimentos que abalam sua compreensão da realidade e de si mesmos e deflagram crises tão intensas que podem se transformar numa questão de sobrevivência. Um livro sobre apocalipses pessoais.

LANÇAMENTOS – Em breve divulgarei as datas e locais dos lançamentos em São Paulo, Fortaleza e outras cidades.

> Saiba mais, leia contos e comentários

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pousadacasadoangelo.com.br

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Jung – A ciência revolucionária

23/09/2012

23set2012

Como pesquisador da consciência, psicoterapeuta, antropólogo e pensador, Jung levou suas descobertas a uma abrangência notável, refletindo sempre sua preocupação com o futuro da humanidade

JUNG – A CIÊNCIA REVOLUCIONÁRIA

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A psicologia analítica de Jung é um caso curioso na ciência. Embora suas ideias sobre a psique tenham se entendido muito bem com outras ciências como a física quântica, a antropologia e a sociologia, Jung sempre foi considerado um tanto místico por grande parte de seus colegas psicólogos, tendo suas ideias relegadas a uma importância menor na história da psicologia e do pensamento contemporâneo.

Somente agora, quatro décadas após sua morte, suas teorias a respeito da psique começam, de fato, a ser levadas a sério no meio acadêmico, influenciando psicólogos, psiquiatras e os novos cientistas da consciência. A notável abrangência de seu trabalho também tem alcançado profissionais de áreas distintas como médicos, educadores e artistas, o que tem feito com que suas ideias sejam cada vez mais incorporadas pelo público médio.

Afinal, o que possuem as ideias de Jung que tanto aproxima as ciências e o qualifica como o primeiro pensador da pós-modernidade e um dos mais revolucionários pesquisadores da consciência?
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Carl Gustav Jung nasce em 1875, em Kesswill, na Suíça. Forma-se médico e especializa-se em psiquiatria, ciência em formação. O interesse pelos distúrbios mentais o faz desenvolver profundos estudos sobre a mente e suas conclusões o aproximam de Freud em 1907. O já famoso psicanalista judeu-austríaco é figura polêmica no meio acadêmico e enfrenta dificuldades para ter levadas a sério suas ideias sobre o inconsciente. Freud logo reconhece o alto valor do suíço e vê nele, no não judeu, a cabeça ideal para levar adiante a psicanálise. Jung, chefe de clínica do renomado hospital psiquiátrico de Zurique, mesmo ciente dos riscos que corre sua carreira e vendo limitações comprometedoras nas teorias do mestre vienense, toma defesa de Freud em público e tornam-se colaboradores.

Seus estudos e sua experiência clínica, porém, levam-no a divergir da psicanálise e a dolorosa ruptura acontece em 1912. Freud sente-se traído. E Jung vê-se em apuros, pois conhecidos e amigos o abandonam. Inicia-se aí o período mais difícil e delicado de sua vida, onde ele abandona as atividades acadêmicas e parte para um solitário, terrível e decisivo confronto com o inconsciente ‒ que levará anos e quase lhe será fatal.

Mas Jung supera o desafio, emerge dessa fase revigorado e prossegue com seus estudos, mesmo consciente que dificilmente a mentalidade científica ocidental levará a sério coisas como inconsciente coletivo, mitologia e alquimia, para ele fundamentais na compreensão dos processos psíquicos. Morre aos 86 anos, em 1961, deixando uma instigante obra, ainda hoje revolucionária.

Atualmente, percebe-se um aumento de interesse pelo pesquisador suíço, tanto no meio acadêmico quanto pelo público médio, mas até poucos anos atrás a grande maioria dos cursos de psicologia dedicavam, quando muito, uma ou duas aulas às ideias de Jung. Assim como a medicina tradicional ainda está, na maior parte, presa ao paradigma mecanicista newtoniano, nossa psicologia “oficial” ainda é freudiana-psicanalítica. No entanto, alguns pesquisadores desde cedo apoiaram as teorias do suíço, inclusive físicos (!) que viram em suas inusitadas descobertas no mundo das partículas subatômicas incríveis semelhanças com as teorias junguianas sobre o funcionamento da psique. Para esses cientistas, o mundo dos átomos revelava uma espécie de consciência e, de repente, era como se mente e matéria não fossem tão distintas assim e se influenciassem mutuamente ‒ como afirmava Jung, desafiando o paradigma newtoniano-descartiano ainda hoje vigente. Sociólogos e antropólogos também o apoiaram, e a psicologia transpessoal surgiu a partir dele.

Como pesquisador da consciência, psicoterapeuta, antropólogo e pensador, Jung levou suas descobertas a uma abrangência notável, refletindo sempre sua preocupação com o futuro da humanidade. Suas ideias estão cada vez mais presentes nas universidades, em livros, filmes, na vida cotidiana e nas novas maneiras de se interpretar a realidade.

ciência e eu superior

Jung afirma que o inconsciente não é subproduto da consciência nem mero depósito para onde são desviados desejos recalcados e frustrações sexuais, como pensava Freud. Para Jung, a consciência individual é que é produto do inconsciente coletivo da humanidade e traz consigo sua própria porção inconsciente, que, com seus conteúdos escondidos da luz da consciência, influencia o comportamento do indivíduo. Nos recônditos escuros da psique o inconsciente está sempre atuando, e faz com que os sonhos, em sua linguagem simbólica, sejam a representação fiel dos processos psíquicos ‒ nosso apego à racionalidade é que nos afastou da linguagem dos símbolos e não mais a entendemos.

Aprendemos com Jung que o sentido da vida é a individuação, espécie de impulso natural da psique rumo à concretização da potencialidade que trazemos em nós (realização da personalidade total). Esse processo inclui um profundo conhecimento de si próprio pela autoinvestigação psicológica, fazendo-nos mais cientes de nós mesmos e mais capazes.

Para Jung, o processo de individuação é conduzido por um tipo de centro ordenador da psique, que ele denominou self (si-mesmo) e que seria ao mesmo tempo o centro e a totalidade da psique. Individuar-se significa ampliar a consciência, a área superficial da psique. Representa separar-se da massa, do turbilhão inconsciente, e adquirir autonomia. Tornar-se uma totalidade psicológica, una e centrada, sem divisões internas: um “in-divíduo”. Este é o caminho para a personalidade total e a mais íntima realização pessoal. Para Jung, o futuro da humanidade dependerá diretamente disso, da quantidade de pessoas que conseguirem se individuar.

Não é difícil imaginar o quanto isso deve ter soado místico a certas mentalidades. Quer dizer então que se eu entrar nessa, meu eu superior passa a cuidar de mim? ‒ gozam os mais céticos. Há, porém, os que pagam para ver.

taoísmo, alquimia, ufologia

Jung foi ousado ao valorizar o estudo da mitologia, das religiões e da sabedoria oriental, mostrando a ponte para ligar dois modos distintos, mas não excludentes, de interpretar a realidade. Seu conceito de sincronicidade (coincidência envolvendo estados psíquicos e acontecimentos físicos sem relação causal entre si) apresentou à mentalidade científica o mecanismo das grandes coincidências, dos oráculos como o tarô e dos eventos ditos ocultos.

Ele sugeriu que, assim como a ideia taoísta de unicidade, nosso inconsciente pessoal está ligado a todos os outros formando um inconsciente maior, único e coletivo, o que faria nossos pensamentos todos interconectados. Chegou à corajosa conclusão que a humanidade guarda em seu inconsciente geral o registro de todas as suas vivências, mesmo as mais arcaicas (mitos e arquétipos) e assim o passado de um torna-se patrimônio de todos (viria daí, afinal, a ideia de que já fomos alguém em outra vida, presente em tantas culturas?). Mostrou que o I Ching, o milenar livro chinês das mutações, constitui a primeira tentativa documentada de relacionar o inconsciente e o Universo e, assim, a mentalidade oriental deveria ser vista com mais atenção. Jung falava de intercâmbio, não de descarte, entre distintas percepções da realidade. Mas a ciência tradicional deu risinhos.

Seus estudos sobre a alquimia medieval mostraram que ela é precursora da nossa ciência do inconsciente. A relação mente-matéria já era conhecida dos alquimistas que, em sua linguagem, descreviam simbolicamente os processos psíquicos. Sobre isso, diz a psicóloga Nise da Silveira, uma das mais respeitadas estudiosas da obra de Jung no mundo: “A exploração em profundeza do inconsciente levou ao curioso achado de que os mais universais símbolos do self (si-mesmo) pertencem ao reino mineral. São eles a pedra e o cristal. Se o psicólogo, nas suas investigações através das camadas mais profundas da psique, encontra a matéria, por sua vez o físico, nas suas pesquisas mais finas sobre a matéria, encontra a psique.”

As ideias de Jung influenciam até mesmo a ufologia. Hoje, pesquisadores de todo o mundo se debruçam intrigados sobre o fenômeno óvni e o drama psicológico dos contatados e abduzidos (pessoas que dizem ter contatos com extraterrestres), buscando pistas que possam nos ajudar a compreender por que tudo isso está acontecendo.

Já em 1958, em seu livro Um Mito Moderno sobre Coisas Vistas no Céu, Jung alertava que é preciso pensar nesses discos voadores de um modo mais abrangente e captar a verdade psicológica das aparições, não importando se são verdadeiras ou não. É preciso entender que quando um mito emerge das profundezas da psique para a vida cotidiana, força a consciência a integrar novos aspectos da existência e inaugura uma nova fase de evolução psíquica. Assim sendo, estamos, todos nós, nesse exato momento, sendo atingidos pelo forte impacto desse mito moderno e, confusos, ainda não entendemos exatamente que diabo está acontecendo. Os contatados e abduzidos são, no entanto, os mais atingidos. Como pioneiros, eles são forçados a vivenciar certas experiências que podem conduzir a humanidade a uma nova e mais abrangente compreensão da realidade e de si mesma.

Para Jung, o desequilíbrio psicológico levou a humanidade a um terrível impasse evolutivo: ou nos tornamos seres mais autoconscientes ou nos exterminaremos a todos. O fenômeno dos discos voadores, mito que alcançou a consciência coletiva no meio do século 20, é assim uma projeção inconsciente, nos céus, de um intenso anseio coletivo de salvação num momento crucial de desespero. As luzes e imagens circulares que vemos são a mais antiga e perfeita representação simbólica do arquétipo da unificação, equilíbrio e totalidade psíquica: o círculo. É a psique coletiva da humanidade a jogar aos céus seu recado urgente: “Atenção todos! Precisamos nos tornar mais inteiros e unificados!”

As teorias junguianas sobre o fenômeno óvni são inadequadas para provar a existência física de naves e extraterrestres, é verdade. Mas esse não é seu papel. Elas agem contribuindo para alargar nossa compreensão do fenômeno, alertando para a relação entre o que ocorre na alma da humanidade e o que está acontecendo nos céus de nosso planeta.

o chamado para dentro

Jung deu o nome de psicologia analítica à sua psicologia. Ela difere da psicanálise em muitos pontos, mas ele mesmo não descarta a importância dessa para alguns tipos específicos de terapia. A psicologia analítica incentiva o indivíduo a descer os degraus escuros do inconsciente e, uma vez lá, reconhecer o que ele na verdade é e integrar esses conteúdos à consciência, tornando-se um ser mais completo e autoconsciente. Assim como alguém faz um curso de computação para investir em seu futuro, muitos procuram a psicoterapia para autoconhecer-se e saber de suas potencialidades. Aí está um grande investimento: conhecer-se melhor. Para viver melhor.

O processo de individuação será sempre algo difícil. Mas ele é a base da existência. Durante muito tempo nós o vivemos apenas superficialmente, mas em algum momento a psique chama o ego a voltar-se para dentro, a conhecer-se e vasculhar no interior as verdades até então buscadas fora. A partir daí novos horizontes se abrem para a realização pessoal. Entretanto, mesmo sob esse impulso natural, o ego, temeroso de confrontar-se com seus medos mais íntimos, pode se recusar a tal interiorização. Nesse caso, ele estará impedindo o fluxo natural de sua evolução, e a psique, em sua capacidade autorreguladora, encaminhará a vida a um conflito insustentável, ocasionando doenças, fracassos e até mesmo a morte.

O autoconhecimento psicológico nos faz ver que os conflitos da humanidade acontecem primeiro dentro de cada um, sutilmente, para depois se exteriorizarem. Para Jung, entendermo-nos com aquilo que não conhecemos de nós mesmos é o grande passo que falta ao Homo sapiens. Só assim deixaremos de ver o inimigo no outro e o reconheceremos onde sempre esteve, dentro de nós mesmos. Esta é uma verdade simples, que poucos enxergam. Mas que traz em si a força das maiores revoluções.

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Ricardo Kelmer 1997 – blogdokelmer.com

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SAIBA MAIS

> Jung na Wikipedia

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Jung – A jornada do autodescobrimento (1) 9m12s

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Jung – A jornada do autodescobrimento (2) 9m03s

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LEIA NESTE BLOG

A ilha – Uma fábula sobre o autoconhecimento

Mariana quer noivar – Você abdicaria das relações amorosas em sua vida em troca de dinheiro ou sucesso na carreira?

Carma de mãe para filha – Os filhos sempre pagam caro pelos pais que não se realizam em suas vidas

Blade Runner: Deuses, humanos e androides na berlinda – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição, e é criando que ele faz isso

Livros: He, She, We – Os rios de nossas vidas na verdade correm por leitos muito, muito antigos – os mesmos leitos que outras águas, ou outras pessoas, também percorreram

Mulheres na jornada do herói – Elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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DICA DE LIVRO

MatrixEODespertarDoHeroiCapaEdicaoDoAutor-01Matrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas
Ricardo Kelmer

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, o autor compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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O fim dos tempos chega primeiro aqui

10/07/2012

Ricardo Kelmer 2012

Putz, Kelmer, minha situação financeira tá horrorosa… Sério? Então parabéns, seus problemas acabaram


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Meu livro de contos fantásticos Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos (Editora Artepaubrasil, 2012) será lançado em outubro. Os leitores que adquiriram com aquele descontão na pré-venda receberão o livro pelo correio, com seus nomes devidamente constantes na página Galeria de Leitores Especiais. Chique no último.

E os Leitores Vips? Diferente dos simples mortais, eles poderão adquirir o livro diretamente comigo com um bom desconto. Chique no penúltimo.

Putz, Kelmer, minha situação financeira tá horrorosa… Sério? Então parabéns, seus problemas acabaram. Você pode ler alguns contos aqui no blog ou baixar gratuitamente o piratão (pdf) pra ler no computador ou imprimir. Pode não ser chique mas funciona.

Prefiro que leiam o piratão oficial pois como enviei o livro ainda não finalizado pra algumas pessoas analisarem, versões não-autorizadas podem circular pelaí. E se você gostar do livro, repasse o arquivo aos amigos pois é assim que espero que ele se torne rapidamente conhecido. Em 2013 a editora deverá lançar o e-book oficial, com todos aqueles recursos bacanudos e coisital.

E o meu buchão aí na revista Pinheiros Vip, gostou?

SOBRE O LIVRO

Publicado originalmente em 1997, o livro foi reescrito e alguns contos mudaram bastante. Em minha opinião, ficou bem melhor.

Nos nove contos que formam este livro, onde o mistério e o sobrenatural estão sempre presentes, os personagens são surpreendidos por estranhos acontecimentos que abalam sua compreensão da realidade e de si mesmos e deflagram crises tão intensas que podem se transformar numa questão de sobrevivência. Um livro sobre apocalipses pessoais e coletivos.

RESUMO DOS CONTOS
alguns estão disponíveis p/ leitura no blog

O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas, uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

Quando os homens não voltam para casa – Mulher contrata os serviços de um sensitivo para reencontrar o namorado que foi atraído por uma bela princesa para dentro de um quadro de parede.

O cilindro da luz azul – Em sua luta para sobreviver num mundo apocalíptico de autoritarismo e violência, casal descobre estranhos cilindros trazidos pelo mar.

A vertigem – Dizem que seo Pepeu, o louco da cidade, possui dois bichinhos mágicos que localizam coisas perdidas e fazem as pessoas se encontrarem. Mas ele está velho e tem de passar a alguém a missão de cuidar dos bichinhos.

Pequeno incidente em Hukat – Integrante do Projeto Sapiens de Monitoramento Planetário descobre irregularidades comprometendo a evolução da espécie humana e se envolve em rebelião contra Deus, o psicomputador.

Crimes de paixão – Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite.

O presente de Mariana – A cabocla Mariana, entidade da umbanda, propõe noivado ao moço Dedé. Ela garante estabilidade financeira mas em troca exige fidelidade absoluta.

Há algo de podre no 202 – Quando crianças, as primas guardavam um terrível segredo sobre o amanhecer. Agora que cresceram, o que pode acontecer?

O strip-tease – Criaturas do futuro que voltam no tempo para garantir que eles mesmos, no passado, não cancelem o futuro – esses são os Observadores.

> Saiba mais, leia comentários, baixe o piratão oficial

> Baixe outros livros kelméricos

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01- Detestei te ver nu e grávido,mas reconheço que a estratégia foi ótima pra gente se manter ligado às últimas do blog.Tb não sou mulher de ¨piratão”… Hehehe.Acredita q ainda sou mocinha e ainda tenho TPM? Pois é.Acho q vc me pegou num mau dia,pobre Kelmer! Mas,apesar dos pesares, ailóviu, vc sabe disso. Bjs da loura 🙂 Mônica B, Recife-PE – jul2012

02- rapaz! to em choque! hehehe… quer dizer que no atual momento vc está de licença maternidade? hehehe… abçomano. Marcelo Ferrari, São Paulo-SP – jul2012

03- Putz Ricardo, quem é o pai? Blz, arrasou na curtição! Espero que o lançamento seja o maior sucesso e as vendas ainda mais! cheiro Amaury, Fortaleza-CE – jul2012

04- Kelmer, voce está IRRESISTÌVEL assim! UAU! Tentei postar no seu blog mas ele não deixou. Precisa CPF, RG, carta de boas intenções, jurar que eu sou eu mesma mesmo e que mais…? beijo! parabens! Beatriz Del Picchia, São Paulo-SP – jul2012

05- fio, até grávido vc fica lindo! bjão. Renata Regina, São Paulo-SP – jul2012

06- kkkkkkkkkkk… Paula Medeiros de Castro, São Paulo-SP – jul2012

07- kkkkk ‘Believe Ricardo. Krishna Eufrásio, Fortaleza-CE – jul2012

08- ‎Ricardo Kelmer,sou sua fã. Fadinha, Fortaleza-CE – jul2012

09- diabéisso tio???? kkkkkkkkk Laís Galvão, Fortaleza-CE – jul2012

10- comeu o que mesmo,kkkkkkkkkk. Luciene Maia, Fortaleza-CE – jul2012

09- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk meu primo !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ângela Dias, Fortaleza-CE – jul2012

10- Dia 06/10 seria um dia muito especial para o lançamento desse livro. Que tal? rsrsrsrsrsrs. Maria do Carmo Antunes, São Paulo-SP – jul2012

11- Vou fazer o parto. Vânia Dias, Fortaleza-CE – jul2012

12- Vou ser a madrinha??? Kkkkkkk. Karen Brochado, Fortaleza-CE – jul2012

13- Cruzes!!!!!!!!!!!!!!!!! Virgínia Ludgero, Lisboa-Portugal – jul2012

RK: Coisa boa é mulher rindo / O que pode ser mais lindo? / Só mesmo mulher gozando / Até se goza chorando / Seja no riso ou no gozo / Não tem nada mais mimoso / É tudo o que a vida quer / Ver prazer numa mulher 🙂 São Paulo-SP – jul2012


Deus planta bananeira de saia (Dogma)

18/05/2012

18mai2012

Em Dogma, Deus passa mal bocados por conta de um dilema criado pelos próprios humanos. Santa heresia, Batman!

DEUS PLANTA BANANEIRA DE SAIA (DOGMA)

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D
ois anjos, expulsos do Céu, tentam meios legais para conseguir voltar. Para impedi-los, o Céu conta com um grupo insólito, entre eles uma católica que trabalha em clínica de aborto, dois profetas trapalhões e um apóstolo negro que ficou de fora da Bíblia. Detalhe: Deus é mulher.

Certas obras artísticas traduzem bem os movimentos que sacodem os subterrâneos do inconsciente comum da humanidade. O filme Dogma é um desses. Seu tema principal é um antiquíssimo e poderoso arquétipo que vive na alma coletiva da espécie desde seus primórdios: a ideia de Deus. Como numa relação todas as partes envolvidas são sempre afetadas, a relação da humanidade com a ideia de Deus não seria diferente: mudamos nós, humanos, e… Deus também teve de mudar. E ai dele se não mudasse.

Dos deuses-forças da Natureza, passando pelos deuses do Olimpo, até a ideia de um deus único e todo poderoso, muita água rolou por baixo das pontes divinas. Essa difícil relação entre criador e criatura é uma verdadeira saga onde não faltam conflitos, sofrimentos e mártires. As mitologias do mundo formam um mosaico precioso para entender melhor essa saga, porém, na carona do filme Dogma, tomemos a Bíblia cristã. Ela pode ser vista também como o registro simbólico da evolução do conceito de Deus de boa parte da humanidade. Assim, veremos perfeitamente como ambas as partes da relação, criador e criatura, evoluíram com o tempo.

A mordida no fruto proibido simboliza o advento da consciência, o momento evolutivo em que um ramo dos hominídeos se diferencia pelo refinamento da mente. Antes, eram todos mergulhados na inconsciência geral, na indiferenciação psíquica: era o Éden. Nem felizes nem infelizes, simplesmente não se questionavam. Evoluída a mente, surge a consciência, feito uma extensão de terra que aos poucos se destaca do fundo do oceano inconsciente: é a terra que, em forma de ilha, adquire consciência sobre si mesma e o seu entorno.

No entanto, a autoconsciência tem seu preço. O despertar para um novo nível de compreensão da realidade e de si mesmo traz sempre novas dúvidas e grandes desafios. Ao adquirir a autoconsciência, nossos antepassados foram expulsos do tranquilo paraíso do não saber e saíram dele com a pergunta que a partir daí jamais se calaria: quem ou o que nos criou, e onde estará?

Está muito, muito longe. Pelo menos no Antigo Testamento. No início da relação, o criador é uma força gigantesca, mas absolutamente externa e inalcançável. Deus é imprevisível, com crises terríveis de humor, e envia desgraças e pragas às suas criaturas indefesas. Esse antigo Deus, rancoroso e dogmático, tem por lema “olho por olho, dente por dente” e diz, batendo o pé: “Eu sou Javé e não mudo.” Muda não? Vamos ver…

Ainda no Antigo Testamento ocorre algo incrível, que se tornaria um marco dessa relação. É o drama de Jó, o servo mais fiel de Deus e a quem ele permitiu que o Diabo lhe destruísse a vida só para saber se o coitado continuaria fiel, que maldade. Jó, no auge do sofrimento e em desespero ante tal injustiça, ousa questioná-lo, e assim, pela primeira vez, a criatura põe em xeque a coerência do criador, ela que antes apenas louvava e obedecia. Deus, aporrinhado, vê-se obrigado a descer do pedestal, exibir seu poder feito um ditador inseguro e dar satisfações, coisa que jamais fizera, e no fim premia a fidelidade da criatura consertando-lhe a vida destruída.

Desse conflito crucial saem ambos transformados para sempre. A criatura salta para um novo nível na relação com o arquétipo divino, e ele, o criador, apanhado em dilema moral, é forçado a reconhecer que será impossível prosseguir sem uma nova parceria com sua inquieta e questionadora criatura.

Deus entra em crise, sim, porque o drama de Jó (que viria a se tornar um drama arquetípico de toda a humanidade) lhe torna evidente que precisa largar certos dogmatismos e assimilar a natureza de sua criatura para, assim, realizar-se efetivamente como criador. Ele criou a matéria, mas agora precisa também ser matéria para alcançar sua própria integralidade. Essa ideia, então, amadurece no inconsciente coletivo da espécie, fomentando as profecias que anunciarão o filho de Deus. Está devidamente semeado, pois, o terreno para o advento do Cristo, o próximo marco da saga.

De fato, Cristo inaugura a era do humano-divino, o Deus humanizado e descido à matéria, criador e criatura cada vez mais próximos. O Cristo parece detonar forte transformação no pai, pois o Deus do Novo Testamento deixa de ser aquele do “olho por olho, dente por dente” para se tornar o Deus do “amai-vos uns aos outros”. E é também humano, demasiadamente humano, tanto que sua própria criatura o tortura e o executa numa cruz, confusa ante o novo nível da relação que se inaugura e incapaz de absorver a novidade. Deus agora conhece na pele a dor, o medo, a injustiça, a morte. É um deus mais completo.

Agora, dois mil anos depois, a criatura parece assimilar melhor o que ocorreu. Agita-se no inconsciente da espécie a ideia de que esse Deus que ela sempre buscou lá fora, e muito morreu e matou por isso, talvez tenha sempre estado no interior dela própria, que ironia. Será essa a resposta da antiga pergunta que nunca quis calar? Se, de fato, é verdade que Deus está e sempre esteve dentro dela própria, talvez a criatura esteja a essa altura vivendo a fase do deslumbramento infantil de se saber divina. Talvez seja por isso que ande brincando tão irresponsavelmente com a vida e a Natureza.

Em Dogma, Deus é uma garota brincalhona que planta bananeira de saia, beija um adolescente tarado e engravida uma mulher. Como em Jó, passa mal bocados por conta de um dilema criado pelos próprios humanos. E precisa de um deles para se recuperar e voltar à ativa. Santa heresia, Batman! Deus se utiliza de um anjo porta-voz, pois não diz uma palavra sequer. Na verdade, ele não pode falar, pois se falasse, suas criaturas explodiriam ao simples escutar de sua voz. Que bela metáfora para a natureza avassaladora dos arquétipos! Ninguém pode contatá-los diretamente, pois mesmo nascidos do inconsciente coletivo, os arquétipos simplesmente não cabem em nossa capacidade de assimilação – então, se mostram por imagens. Deus não cabe em nossa ideia dele, por isso não pode se revelar inteiramente. Essa é a ironia máxima para o criador: o único modo de sua criatura conhecê-lo de fato, é ele se tornar, com ela, um só.

O filme questiona alguns dogmas cristãos com bom humor. Brindemos, pois isso é ótimo, para nós e para Deus. Para a criatura porque lhe permite exercitar o senso crítico, indispensável à evolução psíquica. E para o criador porque para quem cria, nada mais construtivo que uma crítica pertinente. Ainda mais se vem das próprias criaturas.

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Ricardo Kelmer 2000 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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DOGMA

Comédia – Dogma, EUA, 1999
DIREÇÃO E ROTEIRO: Kevin Smith
ELENCO: Ben Affleck, Matt Damon, Linda Fiorentino e Alanis Morissette

> Saiba mais

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DICA DE LIVRO

MatrixEODespertarDoHeroiCapaEdicaoDoAutor-01Matrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas
Ricardo Kelmer – ensaio

Usando a mitologia e a psicologia do inconsciente numa linguagem descontraída, Kelmer nos revela a estrutura mitológica do enredo do filme Matrix, mostrando-o como uma reedição moderna do antigo mito da jornada do herói, e o compara ao processo individual de autorrealização, do qual fazem parte as crises do despertar, o autoconhecer-se, os conflitos internos, as autossabotagens, a experiência do amor, a morte e o renascer.

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