Um tempo para pensar no tempo

18/12/2017

18dez2017

Se pensamos sobre o tempo, logo não sabemos mais o que ele é

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UM TEMPO PARA PENSAR NO TEMPO

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O tempo… Eis um tema instigante. Eu sei o que é o tempo. Você também sabe, todos sabemos. Porém, olha que curioso, se pensamos sobre o tempo, logo não sabemos mais o que ele é.

Para você, que me lê agora, o tempo vai do passado em direção ao futuro, ou vem do futuro e se faz passado? Ou você acha que o tempo não vem e nem vai para lugar algum, que ele é apenas um produto do estar-se vivo?

E o presente, quanto tempo exatamente ele dura? Um segundo? Um décimo de segundo? Um milionésimo de segundo? Tsc, tsc… Medir o tempo presente é impossível, pois qualquer medida será sempre divisível. Ou seja, o agora exato é uma mera abstração. Mas… se o passado já passou, o futuro ainda não chegou e o presente jamais será localizado, o que existe então?

Sabe as estrelas no céu? O que, de fato, você vê é a luz delas que chegou à Terra após uma viagem de muitos anos. Ou seja, o que você vê é o passado da estrela. Talvez ela já tenha desaparecido e só agora sua luz nos chegou. Aliás, tudo que você vê é passado, pois a luz emitida por qualquer objeto, inclusive essas palavras que você lê, demora um tempo, ainda que mínimo, para chegar às suas belas retinas. Na verdade, todas as suas percepções da realidade ocorrem em sua mente um tempo após seus sentidos captarem a imagem, o som, o sabor, o toque, o odor. Nem seu próprio pensamento escapa: quando você percebe que está pensando, já se passou um tempo, ainda que minimíssimo, desde o pensamento original. Isso significa que nossa consciência nunca está no mesmo tempo exato da realidade que acontece.

Vi recentemente o filme A Chegada (Arrival, do diretor Dennis Villeneuve), que é baseado no conto História da Sua Vida, de Ted Chiang, que li após ver o filme. A história é sobre a vinda de misteriosos seres extraterrestres à Terra. Uma renomada linguista é chamada pelos militares para, com ajuda de um matemático, tentar se comunicar com os alienígenas. Enquanto decifra a estranha linguagem dos visitantes, ela percebe que somente compreendendo o tempo de um modo diferente conseguirá realmente entendê-los e, assim, evitar um gravíssimo conflito internacional e definir o futuro da humanidade. Gostei muito do filme, e ainda mais porque desconfio seriamente que estamos próximos de uma descoberta decisiva sobre a natureza do tempo, e que isso poderá conduzir nossa espécie a um novo patamar evolutivo. Precisaremos que inteligências extraterrestres venham nos ensinar?

A teoria da reencarnação é uma ideia sedutora, pois admite a continuação da consciência através do tempo, enquanto o corpo físico nasce, morre e renasce em vidas sucessivas. Porém, essa ideia está presa ao tempo linear, que não admite o conhecimento do futuro. Mas… e se for possível acessar o futuro, nem que seja apenas num lampejo de pensamento? Se é possível, e se existe a reencarnação, então por que não seria possível acessarmos uma vida nossa no futuro? Considerando essa possibilidade, o eu que fomos numa vida anterior poderia perfeitamente acessar esta nossa vida atual, como se fosse uma “lembrança” do futuro. Isso seria admitir que a consciência pode atuar em variados níveis de realidade espaço-temporal, uma ideia difícil de conceber, mas que é simpática a muita gente.

Inclusive gente doida como eu, que faz você ler isso tudo para, no fim, chegar à retumbante conclusão de que não sabemos absolutamente nada sobre o tempo, e que, por esse motivo, pensar sobre o tempo é a mais pura perda de tempo. Ou não?

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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DICA DE LIVRO

O Irresistível Charme da Insanidade
Ricardo Kelmer – romance

Dois casais, nos séculos 16 e 21, vivem duas ardentes e misteriosas histórias de amor, e suas vidas se cruzam através dos tempos em momentos decisivos. Ou será o mesmo casal? Nesta história, repleta de suspense e reviravoltas, Luca é um músico obcecado pelo controle da vida, e Isadora uma viajante taoísta em busca de seu mestre e amante do século 16. A uni-los e desafiá-los, o amor que distorce a lógica do tempo e descortina as mais loucas possibilidades do ser.

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LEIA NESTE BLOG

Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos (contos) – O que fazer quando de repente o inexplicável invade nossa realidade e velhas verdades se tornam inúteis? Para onde ir quando o mundo acaba?

O redemoinho do fim do mundo – É provável que estejamos à beira de um grandioso marco evolutivo, onde a Humanidade alcançará o clímax dessa aceleração das transformações

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DICA DE FILME

A CHEGADA (The Arrival, EUA, 2016)

Gênero: Ficção científica, drama, mistério
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Eric Heisserer, baseado no conto História da sua vida, de Ted Chiang

Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker
Música: Jóhann Jóhannsson
Edição: Joe Walker

> Na Wikipedia

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TRÊILER DO FILME “A CHEGADA”

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A Literatura e a resistência da cidade

13/11/2017

13nov2017

Ocupar os espaços da cidade é reconquistá-la para seus devidos donos: o povo

A LITERATURA E A RESISTÊNCIA DA CIDADE

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A 1a edição da Fresta Literária aconteceu em Fortaleza no fim de semana de 22 e 23jul de 2017. Durante dois dias, na Praça dos Leões, no Centro, celebramos a Literatura num descontraído evento que reuniu escritores e amantes dos livros em mesas de debates e também na mesa do bar. Fiquei muito feliz em participar.

O mote foi A Palavra e a Cidade, mas falamos e bebemos outras coisas como mercado editorial, políticas públicas e resistência cultural. Organizado pelo Coletivo Alumiar e pela Revista Berro, a Fresta Literária mostrou-se uma refrescante brisa no mormaço das dificuldades do fazer literário no Ceará. Parabéns aos organizadores e participantes. Que venha a próxima.

Neste delicado momento de retrocesso democrático pelo qual passamos, de perda de direitos tão arduamente conquistados e da imposição de políticas que beneficiam aos barões do capital em vez do combate às desigualdades sociais, ocupar os espaços da cidade com arte não é uma forma de escapismo, mas, ao contrário, é o modo pelo qual artistas e escritores podem unir forças e, com a população, mostrar ao poder público que estamos atentos, e resistiremos aos dias temerosos.

Sim, há violência nas ruas. Ela nos mantém acuados por trás de muros, vidros escuros e cercas elétricas, e nos afasta da nossa própria cidade. Mas ela não é aleatória. Essa violência nasce de outra, a desigualdade social, que se alimenta do descaso dos governantes e parlamentares que ignoram as necessidades básicas da população, inclusive a cultura. Eles que, aliados ao cinismo da grande mídia, seguem impunes com seus macabros rituais de sacrifícios humanos em nome do insaciável deus Mercado.

Cidadania não é um direito, que nos darão de bom grado. É uma conquista diária. Ocupar os espaços da cidade é reconquistá-la para seus devidos donos: o povo.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Página da Fresta Literária: facebook.com/LiterariaFresta

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Vídeo de divulgação da 1a edição da Fresta Literária
Praça dos Leões, Fortaleza-CE – jul2017
Trecho da crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel

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LEIA NESTE BLOG

Lugar de literatura é solta pela cidade – Com esses livretos, consigo que minha arte frequente as mesas dos bares, integrando-se à dinâmica boêmia da cidade e atraindo novos leitores

O dilema do escritor seboso – Certos escritores amadurecem cedo. Tenho inveja desses. Porque nunca viverão o constrangimento de não se reconhecerem em suas primeiras obras

O encontrão marcado – Fechei o livro, fui até a janela e olhei pro mundo lá fora. E disse baixinho, com a leveza que só as grandes revelações permitem: tenho que ser escritor

Pesadelos do além – O pior pesadelo para um escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado

Meu fantasma predileto – Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

Kelmer no Toma Lá Dá Cá – Aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro maldito

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01- Que nada cara. Obrigado você por topar inaugurar essa Fresta! Primeira de muitas. Valeu. Alexandre Ferraz Greco, Fortaleza-CE – jul2017

02- Sara Síntique, Fortaleza-CE – jul2017

03- O jogo de amarelinha entre a FRESTA. José Anderson Freire Sandes, Juazeiro do Norte-CE – jul2017

04- Que maravilha! Mateu Duarte, Lavras da Mangabeira-CE – jul2017

05- Que boa ideia! Toma lá uma canção: https://www.letras.mus.br/sergio-godinho/498155. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

06- emersoN bastoS (assinei!) Emerson Bastos, Fortaleza-CE – jul2017

07- Quando sair da UECE (no sábado) vou lá. Deixe (se possível) um microfone aberto. Jose Leite Netto, Fortaleza-CE – jul2017

08- texto maravilhoso.. atitude também.. sou seu fã, Ricardo Kelmer… abrsssss. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jul2017

09- Musiquei um conto de José Roberto Torero sobre um analfabeto que copiava poemas para dar à namorada… lembrei disso tb.. abrs. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jul2017

10- E o carteiro que plagiava Neruda “a poesia não é de quem a escreve mas de quem precisa dela”. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

11- Susana X Mota E olha só, ainda há analfabetos… Não perguntaste porquê? Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

12- Bacana Mermão!!! Parabéns!! Marcondes Dourado, Gama-DF – jul2017

13- Maravilha, Ricardo! Ótima programação! 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 Luciana Loreau, Nantes-França – jul2017

14- Grande texto, sobretudo iniciativa! Sucesso! Denis Akel, Fortaleza-CE – jul2017

15- Uooouuuuu. Tetê Macambira, Fortaleza-CE – jul2017

16- Espetacular essa programação! Heloise Riquet, Fortaleza-CE – jul2017

17- blz mano queria ser assim cara de pau que nem tu, poeta mundano mas sou muito comedido em minha arte, talvez porque não seja múltiplos que nem tu. Evaristo Filho Freitas, Fortaleza-CE – jul2017

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O Belchior errado que deu certo

04/10/2017

04out2017

O BELCHIOR ERRADO QUE DEU CERTO

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Alguns acertos de minha glamurosa vida desmantelada nasceram de coisas que deram errado, preciosamente errado. Um exemplo: Para Belchior com Amor, que é o único livro publicado sobre Antonio Carlos Belchior com ele ainda vivo. Foi assim:

Propus ao meu parceiro musical Felipe Breier, em 2015, que criássemos um show para celebrar os 70 anos de Belchior, e, para minha alegria, ele topou. O show estrearia em outubro de 2016 e contemplaria música, poesia e filosofia do bardo bigodudo de Sobral. Seria algo como o Vinicius Show de Moraes, que Felipe e eu apresentamos por quatro anos no Brasil e em Portugal. Então, criei o roteiro e começamos a montar o show. Porém, o vento virou: a três meses da estreia meu parceiro foi aprovado para um mestrado em Portugal, e lá foi morar. E o show morreu, buááá!!!

Ah, mas eu queria tanto homenagear meu ídolo… Sabe, eu sentia que era hora de retribuir os belos momentos que vivi embalado por sua poesia. Então, tive outra ideia. Um livro. Reunindo vários escritores. Que escreveriam textos literários inspirados em suas canções. Sim, um livro, tudo a ver, afinal Belchior é um literato. Mas o tempo era curtíssimo, meros dois meses. Uma editora teria que ser mui irresponsável para topar uma doidice dessa. E, assim, eu mesmo me irresponsabilizei por tudo.

Lancei a ideia do Para Belchior com Amor para uns chegados e reuni catorze fãs do poeta, todos cearenses, esse povo gaiato que acha que a capital do Ceará é o mundo. Alguns tiveram poucos dias para escrever, mas todos deram cabo da missão, ufa. O projeto gráfico e a capa eu mesmo tive que fazer, em minhas sofríveis limitações. Consegui uma ajuda da AFIM (Associação dos Fiscais dos Município de Fortaleza) graças a minha amiga Andrea Oliveira e, tchum, encomendei à gráfica mil e quinhentos exemplares.

O plano era fazer lançamentos em bares, por todo o outubro, com músicos a tocar Belchior. Nomeei o projeto Belchior Sete Zero, chamei os amigos Marta Pinheiro, Rogers Tabosa e Moacir Bedê para me ajudar na produção e com eles o projeto cresceu. Foram duas dezenas de eventos em Fortaleza, em bares, faculdades e espaços como Theatro José de Alencar, Centro Cultural Banco do Nordeste, CUCA e Espaço O Povo de Cultura & Arte. Vários artistas se apresentaram, e o dramaturgo Ricardo Guilherme criou uma peça especialmente para o projeto. Foi tudo lindo, e foi um sucesso.

Se satisfiz meu desejo de homenagear o ídolo? Sim. Na verdade, o que realizamos em outubro de 2016, misturando literatura, música e teatro e unindo várias instituições de peso foi a maior homenagem que Belchior recebeu em vida. Não interessava se ele um dia voltaria aos palcos ou se seguiria em seu misterioso autoexílio – o objetivo era homenageá-lo e celebrar sua arte, e assim fizemos. O livro segue na segunda edição, vendido apenas em eventos e pela internet. Infelizmente, não conseguimos apoio para lançá-lo em Sobral, mas quem sabe isso ainda acontece. E, cá entre nós, em breve poderemos ter novidades na tela do cinema.

E Belchior chegou a ler o livro? Sim! Segundo Edna, sua viúva, ele leu e adorou, e queria organizar uma tradução para o espanhol. Uau… Quanto a outros livros sobre nosso rapaz latino-americano, que venham mais, pois sua arte e sua filosofia dão muito pano para manga e tinta para tatuagem. E, como sempre ocorre com os que têm vida rica de significados, é inevitável brotarem polêmicas.

Com o Para Belchior com Amor, aprendi tudo outra vez: não há tempo para ficar reclamando. A vida é o que é, justa ou desumana. O que fazemos dela é o que importa.

Obrigado, meu poeta. Por sangrar em nossa carne, com a faca da vida torta, a tua poesia livre e triunfante.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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parabelchiorcomamorcapa3d-01Para Belchior com Amor

Neste livro, organizado pelo escritor Ricardo Kelmer e lançado em 2016, o poeta, cantor e compositor cearense Belchior é homenageado por catorze autores conterrâneos, que escreveram contos, crônicas e cartas inspirados em suas músicas, as mesmas que tanto encantaram os mais velhos e continuam a encantar os mais novos. Literatura para celebrar um notável literato. Ele que soube, como poucos, harmonizar música e poesia, e que fez de sua obra e sua vida um intenso canto de amor, liberdade, questionamento e rebeldia. Salve Belchior!

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LEIA TAMBÉM

Esses jovens que resgataram Belchior – É um grito latino-americano que brota da dor das minorias e dos excluídos, de todos que não comungam com o deus mercado e vomitam a ração diária fornecida pela mídia poderosa

O dia em que entendi BelchiorEle já não tinha metas, estava finalmente livre para deixar a roda-viva que nos entorpece diariamente com a sedução das falsas necessidades

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OUTROS LIVROS

ICI2011Capa-01fRomance – Contos – Crônicas – Ensaio – Poemas

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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 COMENTÁRIOS
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Os fanáticos de Deus avançam. E você, o que faz?

20/09/2017

20set2017

Religiosos moderados são coniventes com as odiosas atitudes de seus irmãos de crença, pois acham que os não religiosos representam mais perigo que os que cometem “certos exageros” em nome de Deus

OS FANÁTICOS DE DEUS AVANÇAM. E VOCÊ, O QUE FAZ?

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Fatos recentes nos mostram que o fanatismo religioso avança perigosamente no Brasil. O fechamento da esposição Queermuseu, em Porto Alegre, numa atitude covarde do Santander Cultural, foi um grave atentado contra a arte e a democracia. A insistência de psicólogos cristãos em querer curar homossexuais, como se homossexualidade fosse doença, desrespeita não apenas o Conselho Federal de Psicologia e a Organização Mundial de Saúde, como também a própria natureza humana. Isso é horrível, mas o que acho pior é que a Justiça começa a dar mostras de estar contaminada por essa nova inquisição religiosa.

O fim antecipado da Queermuseu foi uma vitória dos fanáticos cristãos, sim, mas a reação não tardou. Em protesto, muitas pessoas divulgaram nas redes sociais os trabalhos dos artistas censurados e postaram textos e imagens de quadros famosos. Nunca vi a Internet tão erótica, ô maravirilha. A polícia do Facebook certamente teve muito trabalho para decidir o que devia ou não censurar. Quanto ao Santander Cultural, como castigo, sua imagem ficará até o fim dos séculos associada à censura artística e à conivência com o fanatismo religioso. Triste, mas merecido.

Garantir a livre expressão sexual dos indivíduos é dever de uma sociedade democrática. Porém, a depender dos fanáticos cristãos, em breve chegará o dia em que todos que demonstrarem qualquer desvio da normalidade abençoada por seu deus serão forçados a passar por uma reorientação sexual, e sabe-se lá como isso será feito. É nesse mundo que você quer viver?

Um livro meu, o Indecências para o Fim de Tarde, de contos eróticos, teve a venda proibida na Amazon (mas liberaram a versão impressa, vai entender) e no Facebook. O que pretendem? Impedir que adolescentes tenham acesso à literatura erótica? Que ridículo… É mais produtivo enxugar gelo.

E quem ganha com a censura à arte erótica e às críticas à religião? Ganha a hipocrisia. Perdem a arte, a liberdade e o Estado laico. Ganham eles, os fanáticos de Deus. Ganham os que não aceitam que a religião é apenas uma entre todas as expressões culturais da humanidade. Se tudo pode ser contestado e ridicularizado, por que a religião deveria ter o privilégio de ser blindada?

Infelizmente, esse raivoso fanatismo, que cresce a cada dia, se alimenta da omissão dos que poderiam fazer algo e não fazem. Refiro-me aos religiosos moderados que se calam diante desses casos de intolerância e preconceito. Religiosos moderados são maioria na sociedade, mas a maior parte é conivente com as odiosas atitudes de seus irmãos de crença, pois acham que os não religiosos representam mais perigo que os que cometem “certos exageros” em nome de Deus. Santa ingenuidade… Esquecem que se o fanatismo religioso chegar ao poder, não poupará os que não rezarem bem rezado por sua cartilha justiceira.

Reagir é preciso. Seja você ateu, agnóstico ou religioso moderado, não fique calado. O fanatismo vence pelo medo. A democracia e a liberdade vencem pela vigilância. Vigiemos de perto, pois, o que fazem os líderes religiosos e os políticos que representam o dízimo de suas igrejas. A regra é clara: valores religiosos não podem avançar nos espaços laicos. Se um religioso acha que homossexualidade é doença ou pecado, ele tem todo o direito de achar. Mas não pode impor sua crença à sociedade.

A Santa Inquisição, que queimou na fogueira os que não seguiam as regras divinas, mostra que quer voltar, e seus fanáticos modernos já não têm pudor em censurar a arte, desafiar as leis e impor suas crenças pessoais. Enquanto isso, você, religioso moderado, o que faz?

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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SAIBA MAIS

Queermuseu: O dia em que a intolerância pegou uma exposição para Cristo – El País Brasil, 13.09.17

‘Cura gay’: o que de fato disse o juiz que causou uma onda de indignação – El país Brasil, 20.09.17

O que é terapia de reorientação sexual – Wikipedia

Pastor organiza ataques a festas de Umbanda – O pastor Lucinho (Lúcio Barreto Júnior), da Igreja da Lagoinha, de Belo Horizonte-MG, treina jovens para invadir eventos de outras religiões

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LEIA NESTE BLOG

PorQueDefenderOEstadoLaico-01Por que defender o Estado laico – Se você é religioso e crê na democracia, deve defender o Estado laico pois somente ele garante que você sempre terá total liberdade de exercer suas crenças ou sua não crença

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COMENTÁRIOS
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01- Mt bem dito Ricardo Kelmer. Por isso nós ateus não podemos esperar pelos outros. Temos de redobrar nossos esforços, não dá espaço pro fanatismo em todo lugar em que estejamos. Fazer de nossas vidas e energias um combate sem tréguas contra o obscurantismo medieval que ronda, ronda, ronda. Temos que incomodar, escandalizar e forçar, com todo nosso ser, a ampliação da liberdade individual e coletiva. Os moderados, os acomodados, os indiferentes merecem nosso nojo. Rogério Nascimento, Campina Grande-PB – set2017
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02- Nossa, que saco ter que lidar com esses imbecis em pleno sec. XXI! Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – set2017

03- O mundo inteiro movendo-se em uma onda de aceitação dos transgêneros e o Brasil ainda na tecla da cura gay, em pleno 2017! Quanto retrocesso em tão pouco tempo! Taís Krugmann, Campo Grande-MS – set2017

RK: Poizé, Rogério. Infelizmente os religiosos moderados são coniventes com o fanatismo religioso, e este contam com essa conivência para chegar ao poder e instituir um Estado teocrático, onde todos teremos que rezar por sua cartilha. Tempos sombrios. set2017

…..Os moderados tentam nos amaciar, salivar, gratinar. e são a grande maioria. Rogério Nascimento, Campina Grande-PB – set2017

04- Se decidirem queimar as bruxas tô ferrada pq serei queimada dentro da própria família. Não acredito em religioso moderado. Mas religioso neutro que se esconde atrás dos odiosos. Sandra Xavier, Poá-SP – set2017

05- Sócrates já dizia:” A ignorância é o mal”. O iluminismo tentou superar os preconceitos e a ignorância uma vez que ficou claro que a racionalidade nos iluminaria pelo conhecimento das coisas. O mundo nas trevas da ignorância, quando em1630 já se assinava a lei da tolerância religiosa. Mas e agora José? E agora João? E agora Maria? Estamos no século XXI, em um país laico e democrático e a intolerância religiosa ainda tem esse.poder? O medo assola os fracos que foram postos na política, fracos de moral, de conhecimento, de ética. Vamos combinar… Mais poesia, mais erotismo, mais ética, mais tolerância, mais sensibilidade. Vera Helena Sanchis Alberich Guarani-Caiowá, São Paulo-SP – set2017

06- Vou acrescentar seu post ao meu blog… ok?… abrs…. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – set2017

07- Eu espero é que não se chegue a matar os homossexuais como os muçulmanos que não aceitam nem esta tolice da cura, é pena de morte mesmo. Quanto a arte acho que o objetivo foi alcançado, fazer-se visível, sem esta censura poucos teriam conhecimento desta exposição que não tem nada de excepcional. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – set2017

…..RK: Ligia, no Brasil é altíssimo o número de crimes praticados contra a população LGBT. E esse ódio é grandemente alimentado por crenças religiosas. “A cada 25 horas uma pessoa lgbt é assassinada no brasil” (Correio Braziliense)

08- Infelizmente a inquisição religiosa ainda existe. Amarildo Monteiro, set2017

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Lugar de literatura é solta pela cidade

20/07/2017

20jul2017

Com esses livretos, consigo que minha arte frequente as mesas dos bares, integrando-se à dinâmica boêmia da cidade e atraindo novos leitores

LUGAR DE LITERATURA É SOLTA PELA CIDADE

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De um ano para cá tenho vivido uma experiência bem interessante, que trouxe um novo sentido para a minha literatura e para a minha relação com a cidade onde vivo. Quero compartilhá-la com você nesta crônica.

Tenho uma dúzia de livros publicados, em impresso e eletrônico, que são vendidos em livrarias e sites. Mas isso não me satisfaz profissionalmente. É que eu gosto do contato direto com o público, e adoro misturar a literatura com outras expressões artísticas, como a música, o teatro e o cinema. Além disso, tenho um tesão danado nessa ideia de inserir a literatura no cotidiano de entretenimento da cidade. Livrarias e bibliotecas são importantes e devem ser valorizadas, sim, mas por que não levar a literatura aonde o povo está, realizando eventos literários em bares, em clubes, nas praças, na rua, na praia? É o que faço há alguns anos, em São Paulo e em Fortaleza, onde voltei a morar.

Nessa busca por uma relação mais íntima do meu trabalho com a cidade, recentemente decidi levar essa ideia mais adiante. Para isso, em 2016 e 2017 publiquei dois livretos de bolso, simples, com 48 páginas, grampeados. O primeiro foi Versos Safadinhos para Noites Românticas e Vice-versa, com 35 poemas sobre amor, paixão e desejo, e desenhos eróticos do artista húngaro Mihály Zichy, falecido em 1906. O segundo foi Trilha da Vida Loca – Contos do amor doído, que reúne seis contos baseados em sucessos românticos da chamada música brega, nos quais um drama amoroso beeeem sofrido segue a letra da música.

Eu poderia tê-los publicado por uma editora, como fiz com outros livros meus, mas preferi eu mesmo bancar os custos e ter o controle de tudo. Ou seja, são produções 100% independentes. Os livretos são vendidos apenas diretamente comigo, pessoalmente ou pela internet. Uma vantagem do formato bolso é que posso levá-los comigo a qualquer lugar, e sai baratim para o freguês, só cinco reais.

Pois bem. Com esses livretos, consigo que minha arte frequente as mesas dos bares, integrando-se à dinâmica boêmia da cidade e atraindo novos leitores. Tem sido uma experiência saborosa, que me faz sentir mais harmonizado com a cidade. A venda é importante, claro, principalmente porque ela viabiliza a segunda parte da experiência: cada exemplar vendido custeia outros três, que distribuo entre guardadores de carro, garis e vendedores ambulantes. Você já reparou? Essas pessoas estão sempre onde estamos, nos bares e espaços culturais, mas são invisíveis e não participam da nossa celebração da arte, e certamente jamais entraram ou entrarão numa livraria ou biblioteca. Distribuir meus livretos dessa forma foi um modo que encontrei de diminuir a distância social e de levar minha arte a outros públicos.

Você talvez pense que isso é dar pérolas aos porcos, que minha atitude é bela mas inútil. Pense melhor. Talvez naquela noite a poesia tenha sido companhia para alguém que é casado com a solidão das ruas. Talvez aquele ser invisível sinta prazer ao ler um conto, e depois queira ler outros. Uma noite dessas, ao sair de um bar, o guardador de carros me reconheceu e pediu outro livro, pois o seu ele dera para sua gata, que gostou muito. Ah, você quer um pra você, né?, perguntei. E ele, sorrindo com malícia: Não, eu não sei ler, é pra outra gata acolá, ó.

Dei-lhe outro livro e fui embora rindo, satisfeito por ver que minha poesia ao menos anda favorecendo o nheco-nheco. Mas interessante mesmo era a bela ironia da coisa: um analfabeto que espalha literatura por aí pela cidade…

Eu sei que livros não mudam o mundo. Livros mudam pessoas. As pessoas é que mudam o mundo.
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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Com garis, na 1a edição da Fresta Literária (Praça dos Leões, Centro, Fortaleza, jul2017)

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LIVROS

Versos Safadinhos para Noites Românticas e Vice-versa

Trilha da Vida Loca – Contos do amor doído

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LEIA NESTE BLOG

O dilema do escritor seboso – Certos escritores amadurecem cedo. Tenho inveja desses. Porque nunca viverão o constrangimento de não se reconhecerem em suas primeiras obras

O encontrão marcado – Fechei o livro, fui até a janela e olhei pro mundo lá fora. E disse baixinho, com a leveza que só as grandes revelações permitem: tenho que ser escritor

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O escritor grávido – Será um lindo bebê, digo, um lindo livrinho, sobre o mais belo de todos os temas

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01- Que nada cara. Obrigado você por topar inaugurar essa Fresta! Primeira de muitas. Valeu. Alexandre Ferraz Greco, Fortaleza-CE – jul2017

02- Sara Síntique, Fortaleza-CE – jul2017

03- O jogo de amarelinha entre a FRESTA. José Anderson Freire Sandes, Juazeiro do Norte-CE – jul2017

04- Que maravilha! Mateu Duarte, Lavras da Mangabeira-CE – jul2017

05- Que boa ideia! Toma lá uma canção: https://www.letras.mus.br/sergio-godinho/498155. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

06- emersoN bastoS (assinei!) Emerson Bastos, Fortaleza-CE – jul2017

07- Quando sair da UECE (no sábado) vou lá. Deixe (se possível) um microfone aberto. Jose Leite Netto, Fortaleza-CE – jul2017

08- texto maravilhoso.. atitude também.. sou seu fã, Ricardo Kelmer… abrsssss. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jul2017

09- Musiquei um conto de José Roberto Torero sobre um analfabeto que copiava poemas para dar à namorada… lembrei disso tb.. abrs. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jul2017

10- E o carteiro que plagiava Neruda “a poesia não é de quem a escreve mas de quem precisa dela”. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

11- Susana X Mota E olha só, ainda há analfabetos… Não perguntaste porquê? Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

12- Bacana Mermão!!! Parabéns!! Marcondes Dourado, Gama-DF – jul2017

13- Maravilha, Ricardo! Ótima programação! 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 Luciana Loreau, Nantes-França – jul2017

14- Grande texto, sobretudo iniciativa! Sucesso! Denis Akel, Fortaleza-CE – jul2017

15- Uooouuuuu. Tetê Macambira, Fortaleza-CE – jul2017

16- Espetacular essa programação! Heloise Riquet, Fortaleza-CE – jul2017

17- blz mano queria ser assim cara de pau que nem tu, poeta mundano mas sou muito comedido em minha arte, talvez porque não seja múltiplos que nem tu. Evaristo Filho Freitas, Fortaleza-CE – jul2017

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Proibir as drogas é caro demais

04/07/2017

04jul2017

Somente tirando as drogas do controle do tráfico é que a situação pode mudar

PROIBIR AS DROGAS É CARO DEMAIS

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A Praia de Iracema, em Fortaleza, amanheceu enlutada. Xico Canuto, proprietário do tradicional bar Bicho Papão, um cara da paz, morreu nesta madrugada de segunda-feira 03jul2017. Foi assassinado em seu bar, enquanto trabalhava, por um homem encapuzado que disparou contra sua cabeça. Em nov2016, ele publicara em seu perfil no Facebook: “Estou vivendo o meu pior momento na praia por não aliciar o Bicho Papão ao tráfico que hoje manda e desmanda”. Você resistiu, Canuto, mas eles são mais fortes.

É muito triste e revoltante ver o crime organizado a ocupar cada vez mais os espaços da cidade, aproveitando-se da ausência do poder público, estabelecendo suas próprias leis e fazendo reféns os cidadãos. Essa estúpida política antidrogas nos dá provas diariamente que proibir não funciona. A criminalização das drogas não diminui o consumo, e ainda fortalece as organizações criminosas, alimenta a indústria dos subornos e enriquece traficantes, policiais, advogados, juízes, políticos, religiosos – todos bandidos – e, é claro, faz a alegria dos empresários das armas e garante audiência aos programas sensacionalistas da tevê. O negócio da proibição das drogas é muito lucrativo e tem muitos sócios, um pessoal cínico e demagogo que está sempre bradando contra a violência que eles mesmos alimentam. Esse pessoal não brinca em serviço: eles eliminam qualquer um que atrapalhe seus negócios.

Talvez prendam o assassino de Canuto. Mas outros assassinos continuam a serviço do tráfico. Alguém gritará que é preciso construir mais presídios, pena de morte… Outros defenderão o direito de andar armado, para voltarmos aos tempos do Velho Oeste. Nada disso resolverá. Somente tirando as drogas do controle do tráfico é que a situação pode mudar. Temos que tentar a via da legalização das drogas.

Meu conto Crimes de Paixão, do livro Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos, foi escrito em 1994. Vinte anos atrás. Nele, um detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite. Em forma alegórica, num clima de mistério e terror, meu conto era um grito de alerta sobre as tristes mudanças na Praia de Iracema. Infelizmente ainda é.

O conto está disponível para leitura em meu blog: aqui

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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> Dono do “Bicho Papão” é executado no barJornal Diário do Nordeste, 04.07.17
> Polícia utilizará imagens de câmeras para identificar executor de Xico Canuto – Jornal Diário do Nordeste. Veja o vídeo
> Mandante da morte de Xico Canuto é preso no Pará – Jornal Diário do Nordeste, 25.07.17

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Crimes de Paixão

Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite. 

Este conto integra o livro Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos

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LEIA NESTE BLOG

ODiaEmQueMorriNoRockInRio-01aO dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado a gente não esquece

Quem tem a droga, tem o poder Quem ganha e quem perde com a proibição das drogas?

A pior campanha antimaconha do mundoFaltou bom senso e respeito aos criadores dos anúncios. Faltou noção das coisas. Faltou tudo

Sociedade hipócrita, adolescentes drogados – Inês continuará se drogando e mentindo. Porque os pais e a sociedade mentem para ela

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DICA DE LIVRO

Baseado Nisso
Liberando o bom humor da maconha
Ricardo Kelmer – Contos + glossário – Ilustrações: Hemetério

Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado…

> saiba mais

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Concordo imensamente. A hipocrisia reina e Fortalece cada vez mais o crime das drogas. Legalizar já para pelo menos mudar o poder de dono e reduzir tantas mortes por causa das drogas! Denise Costa, jul2017

02- Triste, cara do bem RIP amigo Canuto! Jan Hillen, jul2017

03- Acabei de escrever sobre isso tb. Que merda! Tristeza profunda de tudo… 😦 Não dá mais pra suportar. A proibição do consumo de algumas drogas que são consideradas ilícitas está destruindo mais vidas do que o próprio consumo de drogas em si. Quem ganha? O traficante do helicóptero? O cara lá em cima do morro? Se Aécio quer vender cocaína, pois bem, que abra um negócio, pague altos impostos e se responsabilize assim como faz um cervejeiro. Se alguém quer encher a cara, seja de cachaça ou de pó, que se responsabilize, pois cada qual sabe o tamanho da merda em que quer meter seu nariz. Qual a porcentagem de presos que estão lá albarrotando as penitenciárias e gerando despesas enormes por crimes medíocres? Quantas crianças estão nascendo na cadeia, filhos de mães pobres e presas por cometer crimes de tráfico ordinários quando comparados aos “grandes”? Se alguém ainda quer realmente solucionar os problemas decorrentes do abuso de entorpecentes, não consigo acreditar que sejam os que se mostram a favor dessa (surreal) guerra contra as drogas. Basta de hipocrisia. Precisamos de soluções urgentes. Precisamos mudar. Qto mais tempo demorarmos pra que essa mudança aconteça, mais vidas se perdem. Seja ela uma vida no morro, na polícia, no bar, na rua ou na prisão. Basta. RIP, Canuto. Paola Braul Décaillet, jul2017

04- Devia liberar mesmo o uso, cobrar impostos. Aos mais viciados facilitar bem quando já estão consumindo bastante que é pra ver se tomam uma overdose e alcançam o seu destino mais rápido. Proibir só torna o produto mais valioso. Ligia Eloy, jul2017

05- Foda!!!! Sandra Samm, jul2017

06- Ta tudo absurdamente errado….pqp,banalizaçao total! Cris Bezerra, jul2017

07- pqp ainda por cima morte violenta! que merda grande! Marina Guedes, jul2017

08- Pesames aos familiares! 🙏 🙏 João Belfort, jul2017

09- Q horror! 😟 Márcia Matos, jul2017

10- lembrei dele, agora. Jose Leite Netto, jul2017

11- CIDADE SEM LEI. LAMENTÁVEL. Lucia Stc, jul2017

12- País inteiro sem lei. Ana Maria Pinheiro Campos, jul2017

13- Puxa vida…. Fátima Abreu, jul2017

14- Muito trsite. Bertha Alves, jul2017

15- Que tristeza! Dricah G Rpz, jul2017

16- Caramba que louco. Marcela Brasileiro, jul2017

17- Isso é revoltante!!!!! Vamos secretário da SSP. Wilma Lemos, jul2017

18- conheci de perto , muito, toda essa vagabundagem!!!! Cesar Benicio, jul2017

….. 19-  E como. Isabella Cantal, jul2017

20- Concordo em cada vírgula. W Renoir Melo, jul2017

21- Apocalipse JÁ. Edson Gomes, jul2017

22- Que triste. Tina Holanda, jul2017

23- gloria a los cielos….gracis por el bicho papao..dancei muito reggae ahi. Mauricio Centrone Ferreira, jul2017

24- Tristeza e sensação de que estamos de pés e mãos atados 😦 Renatinha Ribeiro, jul2017

25- Puta que pariu, sinto muito… Pelo assassinado, por Fortaleza, que era tão simpática e acolhedora. Praia de Iracema violentada… Adeus Canuto. Susana X Mota, jul2017

26- Que pena, morrer no seu próprio trabalho.Lamentável. Vilma de Oliveira, jul2017

27- Meu Deus abençoe nós. Angela Belchior, jul2017

28- Que o Mar e os Céus o recebam. https://www.youtube.com/watch?v=nZ2sxHShum0. André Carneiro, jul2017

29- Absurdooooo. Silvia Renata Herculano, jul2017

30- Ao agir pela força bruta, os homens demonstram o quanto são fracos..  Parabéns Canuto, mataram teu corpo, mas não tua ideologia…. 🔯 ⛎ ⏳ Jota Junior, jul2017

31- A reflexão vem a calhar! Yasmim Nóbrega de Alencar, jul2017

32- fui cliente dele durante muitos anos e é revoltante saber q acabou dessa forma,mais não concordo que a liberaçao das drogas va mudar nossa cituaçao para com a violencia! Jones Mike, jul2017

33- Quem se lembre da Praia de Iracema com o Estoril, a Colher de Pau, a Galeria da Inês Fiuza, a Trattoria, entre outros point da Boemia, como se não bastava a incompetência das nossas autoridades para salvar a Praia de Iracema, os nossos dirigentes sucessivos foram incapazes de garantir segurança e paz na nossa cidade, conseguiram que os vagabundos e traficantes cometem diariamente e em toda impunidade essas atrocidades​ e hoje com um dos últimos ícones da Praia de Iracema. Boa viagem Canuto. Serge Buffat, jul2017

34- Poxa… lamentável! 😞 😞 😞 Tatiana Rodrigues, jul2017

35- Inacreditável. 😦 Marina Lps, jul2017

36-  😞 Maria Do Carmo Cunha, jul2017

37- O pior é que famílias são destruídas por causa dessa maldita droga e ninguém de bem que tenha autoridade faz nada para frear isso!!! Onde vamos parar!!! Estamos vivendo onde os valores estão invertidos!!! Anne Lima Soares, jul2017

38- Que coisa triste e preocupante. Helo Pontes, jul2017

39- Quando a estatística mostra uma Grande % da população, sendo usuária de drogas, vejo nela muitos culpados. Não só o cara que foi lá e o matou, mas todos que usam ou pouco ou muito e dessa forma dão poder ao tráfico. Solidários, nós que não usamos, temos a consciência de que não contribuimos com essa violência. Sidnei Giambarba, jul2017

….. 40- Concordo demais com vc. Hoje vi muitos revoltados com a violência mas não deixam de usar sua droga e em consequência fortelece cada minuto o que ceifou a vida de Canuto! Beatriz Oliveira, jul2017

41- CULPAR OS USUÁRIOS pela violência do tráfico é um raciocínio simplista e ingênuo. A culpa é da desastrosa política antidrogas. E se proibirem o álcool ou o cigarro, o que vai acontecer? Alguém acha que todos aceitarão passivamente essa proibição? Claro que não. Boa parte dos usuários se envolverá com o tráfico para poder beber ou fumar.

A busca por estados especiais de consciência é natural da espécie humana, e não é proibindo que as pessoas perderão o interesse por experimentá-los. Aliás, a proibição aumenta a curiosidade e reforça o charme da transgressão. Se há procura, sempre haverá oferta. É melhor que essa oferta não esteja sob controle de bandidos.

Ainda que a legalização não resolva todos os problemas, o custo da proibição para a sociedade é visivelmente muito alto. É cada vez mais alto. Chegou a um ponto insuportável. Precisamos testar outros caminhos.

Caso interesse, escrevi mais sobre o assunto aqui: Rio Droga de Janeiro – Quem tem a droga tem o poder. Ricardo Kelmer, jul2017

42- Ricardo Kelmer se todos fossem depender de politica pra isso ou politica praquilo, ninguém sai do lugar. Cada um tem que fazer sua parte. Se acham que legalizar resolve, batalhem por isso! Quantos não vão pra PI atrás de droga?!!! Infelizmente perdemos ele para o tráfico e é trágico ver muitos envolvidos. Beatriz Oliveira, jul2017

43- Culpar usuário é bom, quero ver culpar os donos de helicóptero com kls de pasta base! Priscylla Lima, jul2017

44- Quem usa drogas tem os mesmos direitos dos que usam álcool. É um direito de cada um. Tem que legalizar. Moacir Bedê, jul2017

45- Que coisa trágica…e triste. Francisco Glauter Almeida Leal, jul2017

46- Infelizmente muitos financiam o crime! Muitos fortalecem o tráfico, seja comprando ou repassando. Beatriz Oliveira, jul2017

47- Absurdooooo. Silvia Renata Herculano, jul2017

48- Ao agir pela força bruta, os homens demonstram o quanto são fracos..  Parabéns Canuto, mataram teu corpo, mas não tua ideologia…. 🔯 ⛎ ⏳ Jota Junior, jul2017

49- Que triste essa notícia. A reflexão vem a calhar! Yasmim Nóbrega de Alencar, jul2017

50- fui cliente dele durante muitos anos e é revoltante saber q acabou dessa forma,mais não concordo que a liberaçao das drogas va mudar nossa cituaçao para com a violencia! Jones Mike, jul2017

51- Quem se lembre da Praia de Iracema com o Estoril, a Colher de Pau, a Galeria da Inês Fiuza, a Trattoria, entre outros point da Boemia, como se não bastava a incompetência das nossas autoridades para salvar a Praia de Iracema, os nossos dirigentes sucessivos foram incapazes de garantir segurança e paz na nossa cidade, conseguiram que os vagabundos e traficantes cometem diariamente e em toda impunidade essas atrocidades​ e hoje com um dos últimos ícones da Praia de Iracema.  Boa viagem Canuto. Serge Buffat, jul2017

52- Nossa!reggae sempre foi resistência e ele resistiu! Vá em paz! Daniele Freire de Oliveira, jul2017

53- Súper triste, Daniele… Se vai mais um pedacinho da gente com o Canuto… Alexandre Gomes, jul2017

54- É meu amigo falou tudooooo. Ferraro Daniel, jul2017

55- Ricardo Kelmer só existe produtos roubados porque tem quem os compre e só existe drogas porque tem quem as compre simples assim! Ou não é? Anne Lima Soares, jul2017

56- Legalize já. Denise Lima Lopes, jul2017

57- Curtir muito na minha adolescência este bar maravilhoso tomei muito sangue de Cazuza era um tipo de bebida que ele tinha que triste uma pessoa humana e direito. Andre Diniz, jul2017

58- Absurdo a morte violenta e também absurdo utilizá-la como justificativa para a liberação das drogas. Basta ver que estão liberadas na prática desde que o consumo e o tráfico acontecem sob vistas grossas. Antes, quando não se comercializava nem se consumia drogas como agora, a Praia de Iracema e toda a nossa cidade vivia em paz. Basta pensar. Mário Walraven Neto, jul2017

….. 59- A legalização é utilizar o dinheiro da venda para projetos comunitários, me diga aonde tá a maldade de querer tirar o poder das mãos dos bandidos e por na mão no estado? ( Do estado de lei né, pq o tráfico já tá na mão “do estado” a muito tempo). Priscylla Lima, jul2017

….. 60- Você lembra do tempo em que não havia essa quantidade de drogas circulando? Mário Walraven Neto, jul2017

…..  61- Legalizar a droga, fragiliza o tráfico. O traficante é contra a legalização. Paiva Neves Neves, jul2017

….. 62- Legalizar, o consumo aumenta e o tráfico continua porque comprar dos traficantes vai sair mais barato, ele não pagará impostos. Esse raciocínio não dá certo aqui no Brasil. Mário Walraven Neto, jul2017

…..  63- Mário, fundamentado em quê você afirma que o consumo aumentará? Poderia nos apresentar fatos ou pesquisas confiáveis, exemplos de outros países?
Se for legalizado, certamente a maioria dos usuários preferirá comprar com segurança, ou plantar para consumo, ou formar cooperativas, em vez de se envolver com criminosos. Isso diminuirá consideravelmente o lucro das organizações criminosas.
Não há soluções fáceis para a questão das drogas, em nenhum lugar do mundo. Há décadas insistimos com a política proibicionista, e o problema só aumenta. Precisamos considerar se o custo da legalização não seria menor que o custo da proibição.
Ricardo Kelmer, jul2017

….. 64- Ricardo Kelmer, já que você mencionou a importância dos dados e das estatísticas confiáveis, é bom citar o caso da proibição dá venda e do consumo de bebidas alcoólicas nos EUA. A ilegalidade desse comércio gerou maior consumo e o surgimento dá máfia chefiada por Alcapone. Os EUA vivenciou sua maior onda de violência dá história. Paiva Neves Neves, jul2017

….. 65- A maconha é uma droga, causa dependência e pode levar a outros vícios e à doenças como a esquizofrenia. Não é tão simples assim… Mário Walraven Neto, jul2017

….. 66- A estatística melhor é comparar aos anos 80 por exemplo em que as drogas não eram consumidas nessa quantidade como hoje. Veja o que mudou (só na Praia de Iracema) por causa disso… Mário Walraven Neto, jul2017

….. 67- Veja o caso da redução de fumantes, aqui no Brasil. Pegue estatísticas dos anos 80 e de hoje sobre tabagismo. Houve redução drástica com ação política ( proibição de publicidade) e campanhas educativas. Paiva Neves Neves, jul2017

….. 68- Exato, por que não fazer as mesmas campanhas com a maconha? Não precisa liberar pra fazer campanha. Mas a campanha que estão fazendo é justamente o contrário. Tem-se feito muita publicidade favorável à maconha, na contra mão do que foi feita com o cigarro. Mário Walraven Neto, jul2017

….. 69- Mário Walraven Neto , o álcool e o cigarro são drogas mais fortes, causam mais dependência e ocasionam muito mais doenças e mortes. Você é favor que eles sejam proibidos, como a maconha? Ricardo Kelmer, jul2017

….. 70- No Brasil o cigarro é liberado, no entanto, com todas as campanhas hoje existe o tráfico de cigarro contrabandeado. Mário Walraven Neto, jul2017

….. 71- Em algumas cidades no Brasil estabeleceu-se horário limite para funcionamento de bares e deram bons resultados na redução dos índices de violência. Mário Walraven Neto, jul2017

….. 72- Mário Walraven Neto, para justificar a proibição da maconha, você argumenta que ela “é uma droga, causa dependência e pode levar a outros vícios e à doenças”. Seguindo esse raciocínio, você defende que o álcool e o cigarro, que são drogas mais fortes, causam mais dependência e ocasionam muito mais doenças e mortes, sejam também proibidos? Ricardo Kelmer, jul2017

….. 73- Respeito a opinião de vocês e sei que não vamos mudar a nossa opinião sobre isso. Agradeço a forma educada com que debatem o assunto. Mário Walraven Neto, jul2017

….. 74- E não responde KKK pq no fim de semana todo mundo toma um goró. Priscylla Lima, jul2017

75- Lembrando que Legalizar é bem diferente de “Liberar” 😉 Andrea Dal Castel, jul2017

76- O secretaria de segurança deveria mapear todos os turistas; muitos vêm com intúito de aliciar menores e fazer a ligação com tráfico locais e de fora! Bons turistas devem ser bem tratados. Já os que vierem com outras finalidades, nossas autoridades têm a obrigação de agir e baní-los do nosso Estado! Esse controle deveria existir à partir dos aeroportos, estradas estaduais e portos, colhendo-lhes suas digitais; trocando informações com as polícias de seus estados e, se preciso, auxílio da polícia federal! Quem nada teme, não treme! O secretário pode até coragem, mas, nada vai adiantar se os políticos, governador e deputados puxa sacos, são fruxos!!! Ernane Reis, jul2017

77- Deixei de andar nesses ambientes, por ver o excesso de tolerância com tanta esculhambação! Droga correndo frouxo e comportamentos indevidos com jovens, uma vergonha!!! Ernane Reis, jul2017

78- Tadinho! Mas morreu dign. Karine David, jul2017

….. 79- Caralho… fui em Fortaleza em março agora e rodei ali o dragao e não achei o bar pois não lembrava o nome mas eu iria visitar novamente. . É uma pena.. Nilton Cavalera, jul2017

80- Absurdo mesmo as gestões públicas deixarem a Praia de Iracema ter chegado onde chegou. Tem história cultural, além de um visual lindo. Que Deus recompense o Canuto por sua coragem e preservação de seus valores, contra o crime e a derrota do ser humano: a droga. Marcia Caldas, jul2017

81- Eu nao discuto mais essa questão da violência, ela só vai diminuir com a legalização das dogras. Moacir Bedê, jul2017

82- Legaliza já ! Talden Farias, jul2017

83- Triste que a droga domine mundo e pessoas e mtas vz as que amamos sejam levados embora por essa força maior e perversa! Descanse em paz! “Chega de maldade e opressão” já dizia Renato. 😭 😪 Sol Solzinha, jul2017

84- Uma perca pra comunidade reggueira. Joao Roots Capoeira, jul2017

….. 85- Só a título de curiosidade? Liberar o consumo de drogas, tipo Amsterdã? Ou Um espaço tipo Kristiannia?  Mas vem cá, vc acha que o brasileiro tem capacidade pra isso? Brasileiro n tem capacidade nem de votar que dirá, saber utilizar essa “tal liberdade”. Só existe o errado pq tem sempre um retardado que se utiliza dele é simples assim. João Ricardo, jul2017

….. 86- João Ricardo, mas o brasileiro tem capacidade de usar a tal liberdade. Já existe o consumo de drogas no Brasil. Quem quer, usa! Isso está posto aí na sociedade. Do rico ao pobre, quem quer usar já usa. Ayala Alexandrino, jul2017

….. 87- Quanto a isso é fato Ayala, vivo no Brasil, meu questionamento foi sobre ser “legal” o uso. Os mesmos lixos que financiam as drogas hoje, só passarão a ter “um negócio honesto”. Aqui no Brasil, o que deve mudar não são apenas as leis mas as pessoas em geral. João Ricardo, jul2017

88- Vá em paz mano que os anjos te recebam. Marília Alencar, jul2017

89- Eu só acredito no fim do tráfico com a legalização das drogas, já se experimentou outros meios e não se tem êxito, no Uruguai deu certo, aqui também pode dar Quem quer usar faz qualquer negócio pra conseguir, isso só contribui pro aumento da violência Fechar os olhos pra essa realidade e não enfrentar a situação só aumenta os índices de criminalidade , é fato. Maria Carvalho, jul2017

90- As pessoas do bem estão cada vez mais raro no mundo……. vá em paz meu amigo. Monteiro Frescobol, jul2017

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Verdades escabrosas

18/06/2017

18jun2017

Onze histórias da minha vida véa desmantelada. Mas uma delas tem uma mentirinha…

VERDADES ESCABROSAS

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Em cada uma dessas histórias da minha vida véa desmantelada, a primeira parte é verdade, mas em uma delas o fim é mentira. Veja se você consegue descobrir onde está a mentira.

01- Na saída do motel, meu fusca enguiçou e eu pedi pra minha namorada descer e empurrar, afinal o amor é lindo. Ela e o segurança empurraram até o desgraçado pegar no tranco, e deixamos o motel com o fusca véi se peidando todo, um escândalo, parecia um tiroteio. Pense numa cena romântica. E o namoro ainda durou mais um ano.

02- Fui ao supermercado com minha mãe e após eu passar pela fila do caixa, a gerente me flagrou com um pacote de camisinhas que eu pretendia roubar, e me repreendeu na frente de todo mundo. Inclusive da minha mãe, que gentilmente pagou as camisinhas.

03- Pra escrever meus contos safadinhos, recebo ajuda das leitorinhas que me contam suas fantasias eróticas, e pra algumas delas, a grande fantasia é ser puta por uma noite. Algumas até me pediram ajuda pra realizar a fantasia, e eu, alma caridosa que sou, ajudei, sendo o cafetão. Aliás, tem uma que até hoje não pagou minha comissão. Mas num tô cobrando não, viu, gataloca, tá tranquilo.

04- Muito puto com minha vó, que não deixava a mim e meus irmãos sairmos pra brincar na rua, combinei com eles: Bora matar a vovó? Eles concordaram e nos armamos com pedaço de pau, rodo e vassoura. Mas minha vó percebeu a tempo, correu, trancou-se no quarto e ficou gritando: Vão simbora, seus menino malino!!! E nós, uma candura só: Vozinha, vem brincar com a gente, vem…

05- Saindo de uma consulta ao dentista, eu adolescente bobo de 12 anos, um cliente do dentista me ofereceu carona no carro dele e eu aceitei, e no caminho ele puxou do porta-luva um baralho erótico e me entregou, pra eu me entreter. Que cara gentil, né? Logo depois, eu lá viajando nas gatinhas peladas do baralho, o cara começou a me bulinar, descaradamente. Apavorado, abri a porta no meio da avenida, saltei e fui atropelado por uma bicicleta, e o meu estuprador nem me socorreu, otário.

06- Larguei a faculdade, vendi o fusca por uma micharia e fui morar em Manaus, trabalhando como vendedor de água de coco congelada. Uma noite fui conhecer uma sessão de Umbanda manauara e a cabocla Mariana baixou lá, engraçou-se comigo e explicou o babado: se eu noivasse com ela, ficaria rico rapidinho, mas o preço era que eu jamais poderia ter outra mulher além dela, pois ela sempre melaria a história. Topei não. Ser rico desse jeito sai muito caro.

07- A caixa dágua do Badauê, o bar na Praia de Iracema do qual fui sócio entre 1988 e 89, ficava no mezanino, e uma vez eu e meus sócios a usamos pra fazer um, digamos, relaxamento coletivo com as namoradas. Foi ótimo, deu pra relaxar que foi uma beleza. Como os copos do bar eram lavados com a água da caixa, no dia seguinte foram muitos os elogios ao novo sabor da caipirinha.

08- Uma noite minha mãe me pegou fumando um baseado na rua e fechou a cara pra mim durante dias, sem querer conversa. Disposto a terminar logo com aquela situação chata, expliquei pra ela, pacientemente, que maconha era como álcool, que o importante era a pessoa manter uma relação saudável com a planta, que maconha não era nenhum demônio. Foi pior, muuuuito pior, porque até esse momento ela inocentemente pensava que naquela noite na rua eu estava fumando… cigarro.

09- Um dia, no colégio Santo Inácio, nos preparativos da primeira comunhão, um colega me contou que duas lindas coleguinhas nossas foram flagradas se agarrando sabe onde? Não. Na sacristia. Uaaaau… Fiquei dias e dias fascinado, só imaginando a cena, o que, obviamente, estragou pra sempre minha primeira comunhão e preparou meu passaporte pro Inferno. Pra ser franco, até hoje não esqueço essa história, e só vou morrer em paz depois que eu namorar uma colegial (ok, pode ser apenas fantasiada de colegial) na sacristia, enquanto o padre reza a missa, e nós dois lá mandando ver nos mistérios gozosos.

10- Num show da Intocáveis Putz Band, na Concha Acústica, tocamos Marinara com a revista Playboy num tripé de partitura montado bem na frente do palco, a revista arreganhada no poster central, pra todo mundo ver bem o talento da musa Marinara. Tinha um grupo de punks assistindo, e um deles subiu no palco, puxou a revista e voltou com ela pro grupo, o gaiato. Quando vi nossa Marinara voando de um lado pro outro na plateia, não pensei duas vezes: desci correndo, me meti no meios dos caras e briguei e briguei até pegar de volta a revista, enquanto a banda continuava a tocar. Então voltei vitorioso ao palco e repus a Marinara no tripé. Pra você ver como naquele tempo eu era imortal.

11- Na hora de pagar a conta do motel, percebi que estava sem a carteira. O gerente disse que eu poderia ir buscar desde que deixasse algo como garantia. A menina vai ficar, respondi. Ok, ele disse, mas deixe o estepe também. Pô, Ricardo, eu tô valendo menos que um estepe de fusca, putaquipariu, cara!, protestou a gatinha, que, por sinal, era de menor. O gerente explicou que muitos caras aplicavam aquele golpe e não voltavam, deixavam as meninas lá pra sempre. Felizmente a gatinha acreditou em minha honestidade, ficou lá como garantia e eu saí pra buscar a carteira. E voltei, viu?

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BASTIDORES DAS HISTÓRIAS

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01- Pra quem votou na história do fusca enguiçado no motel, sinto dizer que ela é… totalmente verdadeira. Não marcarei aqui a participante da história pra evitar constrangimentos. E por que eu fui tão vil e cruel, botando a namorada pra empurrar o carro? Por que não foi o contrário? Porque ela não sabia dirigir meu fusca, que era cheio de manhas e segredos. Era um fusca bege, chamado Lombriga, a álcool e com dupla carburação, vivia desregulando, um horror.
Mas ela empurrou muito bem, toda charmosa, viu? Ah, mulher nenhuma empurrava carro como ela… Nosso namoro durou dois anos, e ela é uma pessoa muito especial na minha vida, de quem sempre lembro com carinho.

02- A história 2 é isso mesmo, foi uma cena absolutamente ridícula, pela qual mãe nenhuma merece passar. Quanto a mim, comecei e terminei nesse dia as minhas aventuras como ladrão de camisinha.

03- Pra quem votou na história das leitorinhas com fantasia de ser puta por uma noite, afirmo que ela é… totalmente verdadeira. A leitorinha realmente ficou me devendo uma parte da comissão pelo meu trabalho de conseguir cliente pra ela realizar sua fantasia de ser puta. Aliás, quando ela leu esta postagem, entrou em contato querendo quitar o débito, mas expliquei que eu não tava cobrando, e que inclusive era até interessante essa situação, ela ficar devendo pro cafetão. 🙂

04- A história dos netinhos-monstros que queriam matar a vovó é um clássico de minha querida família Adams. É tudo verdade. O que não contei é que a coitada da minha vó, que se chamava Waltrudes, ficou a tarde inteira trancada no quarto, com medo de sair e ser assassinada a pauladas. À noitinha, meus pais chegaram, ela saiu do quarto e contou o que acontecera. Resultado: levamos uma surra de cinturão do meu pai, daquelas que o rabo fica ardendo por três dias, pra gente aprender a nunca mais querer matar a mãe dele.

05- A mentira está nesta história. Eu aproveitei que o carro parou no sinal vermelho, abri a porta e saí. Mas não fui atropelado por nenhuma bicicleta. Alcancei a calçada e fui para o ponto de ônibus, aliviado por ter escapado do tarado.

06- Susana Mota, minha amiga e leitorinha mimosa de Leiria-Portugal, acertou ao dizer que esta história refere-se ao conto O Presente de Mariana, do meu livro Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos. Mas a história é toda verdadeira, e o conto é inspirado nela. Aliás, minha amiga Ana Karla Dubiela gosta desse conto. Pra quem quiser ler o conto: aqui.

07- Esta história da caixa dágua do Badauê é totalmente verdadeira. Só não marco os envolvidos aqui pra eles confirmarem porque eles podem se sentir pouco à vontade. Aliás, o Badauê foi um bar de muitas histórias ótimas. Aquele mezanino era uma loucura… A entrada era por uma janelinha no alto, no corredor dos banheiros, na parte lateral do bar. Pra chegar à janelinha, usávamos uma longa escada de madeira, que ficava encostada à parede, ao lado dos banheiros. No meio da noite, as namoradas subiam por ela, e nos esperavam no mezanino pra namorar um pouquinho. Acontece que às vezes elas tinham bebido bastante, e precisavam de ajuda pra subir pela escada, e o povo que tava na fila do banheiro ajudava, incentivando e empurrando as meninas escada acima, solidariedade total. Pense numa cena…

08- A história da maconha é outro clássico. Após descobrir que o filho do qual ela tinha tanto orgulho era doidão, minha mãe ficou meses sem falar comigo. Hoje ela tá mais relaxada quanto a isso. Aliás, do jeito que minha mãe costuma me surpreender, não duvido nada ela qualquer dia desses querer relaxar um pouquinho mais…

09- Pra quem votou na história das colegiais se pegando na sacristia, eu digo que ela é… totalmente verdadeira. Recentemente encontrei uma das garotas no Café Pagliuca e rimos bastante dessa história. Ela ficou surpresa, e disse que não sabia que tinha rolado esse boato. Não a marcarei aqui, mas se ela quiser se manifestar, vou adorar. Ah, e sobre a segunda parte da história, esqueci de dizer que se for o caso, eu mesmo compro a roupitcha de colegial na Via Libido Sex Shop, viu?

10- A história do show da Intocáveis Putz Band é totalmente verdadeira. Não sei onde eu tava com a cabeça quando fui brigar com um bando de punk por causa de uma mulher pelada de papel, mas naqueles dias juízo era uma coisa que não fazia parte da minha cabeça. Ainda bem, senão eu não teria essas histórias pra fazer você rir, né? Aliás, a Intocáveis Putz Band renderia um monte de histórias escabrosas. Uma vez cismamos de fazer um show com uma cama no palco, porque tínhamos esse estranho fetiche de fazer um show com todos deitados na cama. Conseguimos uma de madeira, na loja do Ângelo Baiano, e levamos pro local de show sabe como? No buggy do Martan. E era uma cama de casal, pesada pra caramba, com colchão e tudo. O show foi uma loucura, mas infelizmente os cabos dos instrumentos não chegaram até a cama, ô frustração…

11- Tudo é verdade nesta história. Felizmente a gatinha levou a coisa na esportiva. O que não contei é que voltei pro apartamento do meu amigo, onde tinha rolado a festa, procuramos minha carteira por todo lugar e não encontramos. Então voltei ao motel, resignado com o fato de que deixaria o pneu pra pagar a conta. Após parar o fusca na garagem, decidi fazer uma derradeira busca… e encontrei a carteira! Estava no buraco do toca-fita, e eu já havia procurado lá. Final feliz.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Oh Bichiiim carga torta, nãm !!!!! Emelynne Pontes, Fortaleza-CE – abr2017

02- Difícil pra mim todas são Verdade… Flavio Rangel, Fortaleza-CE – abr2017

03- Tá ruim hein. Sei lá acho que é a 12. Silvana Santiago, Fortaleza-CE – abr2017

04- Não contou a de Mundaú. Não contou a do trovão. Não a do doutrinamento da Lilian Ramos. Não contou…, não essa não era para contar mesmo… Alberto Perdigão, Fortaleza-CE – abr2017

05- Rapaz… Christiane Oliveira, Fortaleza-CE – abr2017

06- Eu sei que a 01 e a 03 são bem verdades, vc já me contou. rsrs. Samara Do Vale, Fortaleza-CE – abr2017

07- A 04 é mentira. Uma avó que cuida de uma cambada de menino maluvido, lá tem medo de cabo de vassoura! A minha até hoje, se deixar, bota os neto tudim para dormir com os couro quente. Amanda Caru, Fortaleza-CE – abr2017

08- Mano réi vindo de vóismicê tem nem uma mentira não ó ! Magna Mastroianni, Londrina-PR – abr2017

09- Vou na 4. Patrícia Ramos, Natal-RN – abr2017

10- A 06 é mentira. É do conto “o presente de Mariana”. Ela não pôde noivar contigo por ordens superiores… Susana X Mota, Leiria-Portugal – abr2017

11- mentirinha da 4..vc não faria essa malvadeza. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – abr2017

12- Me acabando de rir sozinha 😂 😂 😂prefiro acreditar q a mentira está no final da 7. Bicho TSN. Mas duvido é nada… acho q tua avó não seria tão medrosa assim. Essa foto está escândalo!!! Kkkk adorei. Zete More, Fortaleza-CE – abr2017

13- Diante desse currículo de um bom menino #sqn …..Acho que a 11 é mentira , a menina deve tá esperando até hoje…..kkkkkk. Pode mandar meu livro. Bjs. Regia Alves, Fortaleza-CE – abr2017

14- A 2,4,6 e 8 sei, tenho certeza que são verdadeiras. As outras, conhecendo bem a peça, sei não, acho ateé que sejam verdadeiras. Pra ser sincera , acho que essa 9, não pode ser verdade.Sei que estudou no Santo Inácio, mas não acredito. Vilma de Oliveira, Braga-Portugal – abr2017

15- História 7. Flavia Albuquerque, Fortaleza-CE – abr2017

16- Todas maravilhosas… kkkkk… me diverti muito… não sei dizer . Vou na 4… Caroline de Alencar, Fortaleza-CE – abr2017

17- Morri! !!! Espero ansiosamente que nenhuma seja mentira. Kkkkk. Cícera Souza Vidal, Fortaleza-CE – abr2017

18- Sensacional. Isabella Cantal, Fortaleza-CE – abr2017

19- Tudo tao verossímil! Gostei demais!! Luis Carlos Trajano, Areia-PB – abr2017

20- mentiras sinceras me interessam… …. .abrssss…… Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – abr2017

21- Só sei q foi assim… kk Pense numa vidinha kelmérica! Márcia Matos, Fortaleza-CE – abr2017

22- Acho que é a 10. Tereza Cristina, Fortaleza-CE – abr2017

23- Cada uma é melhor que a outra. Mas vou apostar em que vc e seus irmãos não pensaram em matar a vovozinha! Afinal, eu sou avó, e sofreria um infarto se meu neto pensasse nisso. 04! Maria Bulcão, Fortaleza-CE – abr2017

24- Todas as histórias são muito boas ó cara! Sei lá onde tá a mentira! Curti as histórias! rsrs. Mas aquela da vó é maldade demais! rs. Francisco Carlos Rodrigues, Fortaleza-CE – abr2017

25- Somente um escritor para narrar assim!! Adorei!! Acho que a mentira é a 4! Isa Magalhães, Fortaleza-CE – abr2017

26- Hahaha….amei e tá difícil saber qual a mentira….vou analisar rs. Marialucia da Silveira, Campinas-SP – abr2017

27- Kkkkkkkkkkkkk rapaz ow putaria ! Mas eu vou chutar! a 10 o final é falso: vc levou uma surra dos punk! Pedro Falcão, Fortaleza-CE – abr2017

28- Acho que a primeira é balela qdo conta q o namoro ainda durou 1 ano kkkk. Kathia Albuquerque, Itapipoca-CE – abr2017

29- Acho que há imperfeições em todas elas. Talvez todas sejam mentirosas. Aliás, verdade escabrosa (o título do post) para mim é mentira. A verdade é linda, maldade o que se faz com ela, hoje em dia. Antonio Martins, Maceió-AL – abr2017

30- A primeira, que namoro seu eh esse que durou mais de ano? Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – abr2017

31- Otimas histórias. Você não ia desperdiçar a oportunidade de contar suas aventuras maravilhosas. Então a unica estória com “e” é a 4. Beatriz Nousiainen, Fortaleza-CE – abr2017

32- História 1. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – abr2017

33- A cinco? Célia Fgf, Fortaleza-CE – abr2017

34- Kkkkkkk Ricardo Kelmer, morro de rir com tuas besteiras. Fabiana Z Azeredo, Fortaleza-CE – abr2017

35- Acho que a 5. Normalmente as pessoas que são “bulinadas” têm vergonha de contar e tentam esquecer. Mas é verdade que não se trata de uma pessoa banal.. Luciana Loreau, Nantes-França – abr2017

36- História 9. Kalline Alcântara, Fortaleza-CE – abr2017

37- Meu irmão querido te conheço desde 1980…inclusive dirigi o Fusca kkkkkkkkkkkkk. Ainda lembro que amassei o paralamas do Fusca no estacionamento do Center Um. Meu querido Dr Galvão falou: acidentes acontecem. Voce pode pagar parcelado..heheheh e eu paguei. Aprendi com ele! Jacques Josir Ribeiro, Santo André-SP – abr2017

38- Acredito que é verdade Tudo. Angela Belchior, Fortaleza-CE – abr2017

39- Kelmer tem quem te aguente não! Imaginando a surra q os monstrinhos levaram e tua mãe querendo relaxar mais 😱 Kkkkkkkkkkk. Zete More, Fortaleza-CE – abr2017

40- Boas histórias..mas a 4 não me parece coerente! Matar a vozinha? Num pode uma coisa dessas! Carlos Rogerio Vieira, Fortaleza-CE – abr2017

41- São todas tão geniais que tá difícil de adivinhar vou no sexto sentido. A número 5. Gó Strutzel, Fortaleza-CE – abr2017

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