O machismo contra o futuro do planeta

27/09/2019

27set2019

Nosso futuro como espécie passa necessariamente pela luta das mulheres por seus direitos e pela preservação do único lar que temos


O MACHISMO CONTRA O FUTURO DO PLANETA

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“É uma histérica, mal-amada”. “Ela precisa de sexo, de um homem”. “Vá fumar sua maconha lá na Suécia”. Foi com estas palavras que, nesta semana, o radialista Gustavo Negreiros, da 96FM, de Natal-RN, referiu-se a Greta Thunberg, a ativista ambiental sueca que tornou-se porta-voz dos movimentos mundiais que lutam por mudanças urgentes nas políticas climáticas governamentais e que discursou esta semana na ONU. Detalhe: Greta tem 16 anos.

A lamentável atitude do radialista, conhecido em Natal por ser fervoroso defensor de Jair Bolsonaro, é típica de uma mentalidade machista, que busca desqualificar as mulheres que ousam ter voz ativa e lutam por igualdade de gênero. Após a imensa repercussão que sua fala teve, o radialista pediu desculpas, mas não adiantou: o programa perdeu seus patrocinadores e ele foi demitido. Que sirva de lição aos misóginos.

Ao mandar Greta fumar sua maconha lá na Suécia, o radialista repete xingamentos típicos dos que associam o pensamento progressista de esquerda a devassidão e pecado. Para essas pessoas, todo socialista ou defensor da democracia é um drogado que financia o narcotráfico, exatamente como faz o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, ao culpar o usuário de maconha pela violência em seu estado. É um raciocínio raso, que ignora que a política proibicionista é que sustenta o tráfico de drogas, proporcionando muito lucro a policiais, advogados, juízes, políticos e até líderes de igrejas evangélicas que se aliam aos traficantes para expulsar outras religiões de suas comunidades.

Greta Thunberg, que este ano foi indicada ao Nobel da Paz, tem limitações causadas por um tipo de autismo, mas isso não a impede de liderar manifestações e discursar para multidões. Ela representa a juventude que cansou dos discursos vazios dos governantes e se organiza cada vez mais, em diversos movimentos espalhados pelo mundo, para exigir políticas mais efetivas em relação à crise ecológica. Seu discurso na ONU já é considerado por analistas internacionais um dos mais fortes da história da organização.

Isso, obviamente, desagrada aos interesses do grande capital, que em sua ganância desenfreada por lucro, não se importa com a saúde do planeta. No Brasil, o governo Bolsonaro, apoiado pelo agronegócio, pecuaristas e mineradoras, é um perfeito exemplo desse perigoso descaso. A propósito, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que o presidente quer emplacar como embaixador nos Estados Unidos, fez uma postagem no Twitter com informação e foto falsas sobre Greta. É uma atitude deplorável, mas, partindo da familícia, que se elegeu graças à estratégia de espalhar mentiras como a mamadeira de piroca, esse jogo sujo não surpreende. Assim como o radialista demitido e o deputado fritador de hamburguer, muitos outros misóginos da direita mundial tentam agora desqualificar Greta, até mesmo Donald Trump, com xingamentos e comentários chulos e preconceituosos.

Nosso futuro como espécie passa necessariamente pela luta das mulheres por seus direitos e pela preservação do único lar que temos. Que mais Gretas surjam. Que as crianças e adolescentes de hoje nos salvem do pesadelo maior de amanhã.
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Ricardo Kelmer 2019 – blogdokelmer.com


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Verdades escabrosas

18/06/2017

18jun2017

Onze histórias da minha vida véa desmantelada. Mas uma delas tem uma mentirinha…

VERDADES ESCABROSAS

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Em cada uma dessas histórias da minha vida véa desmantelada, a primeira parte é verdade, mas em uma delas o fim é mentira. Veja se você consegue descobrir onde está a mentira.

01- Na saída do motel, meu fusca enguiçou e eu pedi pra minha namorada descer e empurrar, afinal o amor é lindo. Ela e o segurança empurraram até o desgraçado pegar no tranco, e deixamos o motel com o fusca véi se peidando todo, um escândalo, parecia um tiroteio. Pense numa cena romântica. E o namoro ainda durou mais um ano.

02- Fui ao supermercado com minha mãe e após eu passar pela fila do caixa, a gerente me flagrou com um pacote de camisinhas que eu pretendia roubar, e me repreendeu na frente de todo mundo. Inclusive da minha mãe, que gentilmente pagou as camisinhas.

03- Pra escrever meus contos safadinhos, recebo ajuda das leitorinhas que me contam suas fantasias eróticas, e pra algumas delas, a grande fantasia é ser puta por uma noite. Algumas até me pediram ajuda pra realizar a fantasia, e eu, alma caridosa que sou, ajudei, sendo o cafetão. Aliás, tem uma que até hoje não pagou minha comissão. Mas num tô cobrando não, viu, gataloca, tá tranquilo.

04- Muito puto com minha vó, que não deixava a mim e meus irmãos sairmos pra brincar na rua, combinei com eles: Bora matar a vovó? Eles concordaram e nos armamos com pedaço de pau, rodo e vassoura. Mas minha vó percebeu a tempo, correu, trancou-se no quarto e ficou gritando: Vão simbora, seus menino malino!!! E nós, uma candura só: Vozinha, vem brincar com a gente, vem…

05- Saindo de uma consulta ao dentista, eu adolescente bobo de 12 anos, um cliente do dentista me ofereceu carona no carro dele e eu aceitei, e no caminho ele puxou do porta-luva um baralho erótico e me entregou, pra eu me entreter. Que cara gentil, né? Logo depois, eu lá viajando nas gatinhas peladas do baralho, o cara começou a me bulinar, descaradamente. Apavorado, abri a porta no meio da avenida, saltei e fui atropelado por uma bicicleta, e o meu estuprador nem me socorreu, otário.

06- Larguei a faculdade, vendi o fusca por uma micharia e fui morar em Manaus, trabalhando como vendedor de água de coco congelada. Uma noite fui conhecer uma sessão de Umbanda manauara e a cabocla Mariana baixou lá, engraçou-se comigo e explicou o babado: se eu noivasse com ela, ficaria rico rapidinho, mas o preço era que eu jamais poderia ter outra mulher além dela, pois ela sempre melaria a história. Topei não. Ser rico desse jeito sai muito caro.

07- A caixa dágua do Badauê, o bar na Praia de Iracema do qual fui sócio entre 1988 e 89, ficava no mezanino, e uma vez eu e meus sócios a usamos pra fazer um, digamos, relaxamento coletivo com as namoradas. Foi ótimo, deu pra relaxar que foi uma beleza. Como os copos do bar eram lavados com a água da caixa, no dia seguinte foram muitos os elogios ao novo sabor da caipirinha.

08- Uma noite, minha mãe me pegou fumando um baseado na rua e fechou a cara pra mim durante dias, sem querer conversa. Disposto a terminar logo com aquela situação chata, expliquei pra ela, pacientemente, que maconha era como álcool, que o importante era a pessoa manter uma relação saudável com a planta, que maconha não era nenhum demônio. Foi pior, muuuuito pior, porque até esse momento ela inocentemente pensava que naquela noite na rua eu estava fumando… cigarro.

09- Um dia, no colégio Santo Inácio, nos preparativos da primeira comunhão, um colega me contou que duas lindas coleguinhas nossas foram flagradas se agarrando sabe onde? Não. Na sacristia. Uaaaau… Fiquei dias e dias fascinado, só imaginando a cena, o que, obviamente, estragou pra sempre minha primeira comunhão e preparou meu passaporte pro Inferno. Pra ser franco, até hoje não esqueço essa história, e só vou morrer em paz depois que eu namorar uma colegial (ok, pode ser apenas fantasiada de colegial) na sacristia, enquanto o padre reza a missa, e nós dois lá mandando ver nos mistérios gozosos.

10- Num show da Intocáveis Putz Band, na Concha Acústica, tocamos Marinara com a revista Playboy num tripé de partitura montado bem na frente do palco, a revista arreganhada no poster central, pra todo mundo ver bem o talento da musa Marinara. Tinha um grupo de punks assistindo, e um deles subiu no palco, puxou a revista e voltou com ela pro grupo, o gaiato. Quando vi nossa Marinara voando de um lado pro outro na plateia, não pensei duas vezes: desci correndo, me meti no meios dos caras e briguei e briguei até pegar de volta a revista, enquanto a banda continuava a tocar. Então voltei vitorioso ao palco e repus a Marinara no tripé. Pra você ver como naquele tempo eu era imortal.

11- Na hora de pagar a conta do motel, percebi que estava sem a carteira. O gerente disse que eu poderia ir buscar desde que deixasse algo como garantia. A menina vai ficar, respondi. Ok, ele disse, mas deixe o estepe também. Pô, Ricardo, eu tô valendo menos que um estepe de fusca, putaquipariu, cara!, protestou a gatinha, que, por sinal, era de menor. O gerente explicou que muitos caras aplicavam aquele golpe e não voltavam, deixavam as meninas lá pra sempre. Felizmente a gatinha acreditou em minha honestidade, ficou lá como garantia e eu saí pra buscar a carteira. E voltei, viu?

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BASTIDORES DAS HISTÓRIAS

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01- Pra quem votou na história do fusca enguiçado no motel, sinto dizer que ela é… totalmente verdadeira. Não marcarei aqui a participante da história pra evitar constrangimentos. E por que eu fui tão vil e cruel, botando a namorada pra empurrar o carro? Por que não foi o contrário? Porque ela não sabia dirigir meu fusca, que era cheio de manhas e segredos. Era um fusca bege, chamado Lombriga, a álcool e com dupla carburação, vivia desregulando, um horror.
Mas ela empurrou muito bem, toda charmosa, viu? Ah, mulher nenhuma empurrava carro como ela… Nosso namoro durou dois anos, e ela é uma pessoa muito especial na minha vida, de quem sempre lembro com carinho.

02- A história 2 é isso mesmo, foi uma cena absolutamente ridícula, pela qual mãe nenhuma merece passar. Quanto a mim, comecei e terminei nesse dia as minhas aventuras como ladrão de camisinha.

03- Pra quem votou na história das leitorinhas com fantasia de ser puta por uma noite, afirmo que ela é… totalmente verdadeira. A leitorinha realmente ficou me devendo uma parte da comissão pelo meu trabalho de conseguir cliente pra ela realizar sua fantasia de ser puta. Aliás, quando ela leu esta postagem, entrou em contato querendo quitar o débito, mas expliquei que eu não tava cobrando, e que inclusive era até interessante essa situação, ela ficar devendo pro cafetão. 🙂

04- A história dos netinhos-monstros que queriam matar a vovó é um clássico de minha querida família Adams. É tudo verdade. O que não contei é que a coitada da minha vó, que se chamava Waltrudes, ficou a tarde inteira trancada no quarto, com medo de sair e ser assassinada a pauladas. À noitinha, meus pais chegaram, ela saiu do quarto e contou o que acontecera. Resultado: levamos uma surra de cinturão do meu pai, daquelas que o rabo fica ardendo por três dias, pra gente aprender a nunca mais querer matar a mãe dele.

05- A mentira está nesta história. Eu aproveitei que o carro parou no sinal vermelho, abri a porta e saí. Mas não fui atropelado por nenhuma bicicleta. Alcancei a calçada e fui para o ponto de ônibus, aliviado por ter escapado do tarado.

06- Susana Mota, minha amiga e leitorinha mimosa de Leiria-Portugal, acertou ao dizer que esta história refere-se ao conto O Presente de Mariana, do meu livro Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos. Mas a história é toda verdadeira, e o conto é inspirado nela. Aliás, minha amiga Ana Karla Dubiela gosta desse conto. Pra quem quiser ler o conto: aqui.

07- Esta história da caixa dágua do Badauê é totalmente verdadeira. Só não marco os envolvidos aqui pra eles confirmarem porque eles podem se sentir pouco à vontade. Aliás, o Badauê foi um bar de muitas histórias ótimas. Aquele mezanino era uma loucura… A entrada era por uma janelinha no alto, no corredor dos banheiros, na parte lateral do bar. Pra chegar à janelinha, usávamos uma longa escada de madeira, que ficava encostada à parede, ao lado dos banheiros. No meio da noite, as namoradas subiam por ela, e nos esperavam no mezanino pra namorar um pouquinho. Acontece que às vezes elas tinham bebido bastante, e precisavam de ajuda pra subir pela escada, e o povo que tava na fila do banheiro ajudava, incentivando e empurrando as meninas escada acima, solidariedade total. Pense numa cena…

08- A história da maconha é outro clássico. Após descobrir que o filho do qual ela tinha tanto orgulho era doidão, minha mãe ficou meses sem falar comigo. Hoje ela tá mais relaxada quanto a isso. Aliás, do jeito que minha mãe costuma me surpreender, não duvido nada ela qualquer dia desses querer relaxar um pouquinho mais…

09- Pra quem votou na história das colegiais se pegando na sacristia, eu digo que ela é… totalmente verdadeira. Recentemente encontrei uma das garotas no Café Pagliuca e rimos bastante dessa história. Ela ficou surpresa, e disse que não sabia que tinha rolado esse boato. Não a marcarei aqui, mas se ela quiser se manifestar, vou adorar. Ah, e sobre a segunda parte da história, esqueci de dizer que se for o caso, eu mesmo compro a roupitcha de colegial na Via Libido Sex Shop, viu?

10- A história do show da Intocáveis Putz Band é totalmente verdadeira. Não sei onde eu tava com a cabeça quando fui brigar com um bando de punk por causa de uma mulher pelada de papel, mas naqueles dias juízo era uma coisa que não fazia parte da minha cabeça. Ainda bem, senão eu não teria essas histórias pra fazer você rir, né? Aliás, a Intocáveis Putz Band renderia um monte de histórias escabrosas. Uma vez cismamos de fazer um show com uma cama no palco, porque tínhamos esse estranho fetiche de fazer um show com todos deitados na cama. Conseguimos uma de madeira, na loja do Ângelo Baiano, e levamos pro local de show sabe como? No buggy do Martan. E era uma cama de casal, pesada pra caramba, com colchão e tudo. O show foi uma loucura, mas infelizmente os cabos dos instrumentos não chegaram até a cama, ô frustração…

11- Tudo é verdade nesta história. Felizmente a gatinha levou a coisa na esportiva. O que não contei é que voltei pro apartamento do meu amigo, onde tinha rolado a festa, procuramos minha carteira por todo lugar e não encontramos. Então voltei ao motel, resignado com o fato de que deixaria o pneu pra pagar a conta. Após parar o fusca na garagem, decidi fazer uma derradeira busca… e encontrei a carteira! Estava no buraco do toca-fita, e eu já havia procurado lá. Final feliz.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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01- Oh Bichiiim carga torta, nãm !!!!! Emelynne Pontes, Fortaleza-CE – abr2017

02- Difícil pra mim todas são Verdade… Flavio Rangel, Fortaleza-CE – abr2017

03- Tá ruim hein. Sei lá acho que é a 12. Silvana Santiago, Fortaleza-CE – abr2017

04- Não contou a de Mundaú. Não contou a do trovão. Não a do doutrinamento da Lilian Ramos. Não contou…, não essa não era para contar mesmo… Alberto Perdigão, Fortaleza-CE – abr2017

05- Rapaz… Christiane Oliveira, Fortaleza-CE – abr2017

06- Eu sei que a 01 e a 03 são bem verdades, vc já me contou. rsrs. Samara Do Vale, Fortaleza-CE – abr2017

07- A 04 é mentira. Uma avó que cuida de uma cambada de menino maluvido, lá tem medo de cabo de vassoura! A minha até hoje, se deixar, bota os neto tudim para dormir com os couro quente. Amanda Caru, Fortaleza-CE – abr2017

08- Mano réi vindo de vóismicê tem nem uma mentira não ó ! Magna Mastroianni, Londrina-PR – abr2017

09- Vou na 4. Patrícia Ramos, Natal-RN – abr2017

10- A 06 é mentira. É do conto “o presente de Mariana”. Ela não pôde noivar contigo por ordens superiores… Susana X Mota, Leiria-Portugal – abr2017

11- mentirinha da 4..vc não faria essa malvadeza. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – abr2017

12- Me acabando de rir sozinha 😂 😂 😂prefiro acreditar q a mentira está no final da 7. Bicho TSN. Mas duvido é nada… acho q tua avó não seria tão medrosa assim. Essa foto está escândalo!!! Kkkk adorei. Zete More, Fortaleza-CE – abr2017

13- Diante desse currículo de um bom menino #sqn …..Acho que a 11 é mentira , a menina deve tá esperando até hoje…..kkkkkk. Pode mandar meu livro. Bjs. Regia Alves, Fortaleza-CE – abr2017

14- A 2,4,6 e 8 sei, tenho certeza que são verdadeiras. As outras, conhecendo bem a peça, sei não, acho ateé que sejam verdadeiras. Pra ser sincera , acho que essa 9, não pode ser verdade.Sei que estudou no Santo Inácio, mas não acredito. Vilma de Oliveira, Braga-Portugal – abr2017

15- História 7. Flavia Albuquerque, Fortaleza-CE – abr2017

16- Todas maravilhosas… kkkkk… me diverti muito… não sei dizer . Vou na 4… Caroline de Alencar, Fortaleza-CE – abr2017

17- Morri! !!! Espero ansiosamente que nenhuma seja mentira. Kkkkk. Cícera Souza Vidal, Fortaleza-CE – abr2017

18- Sensacional. Isabella Cantal, Fortaleza-CE – abr2017

19- Tudo tao verossímil! Gostei demais!! Luis Carlos Trajano, Areia-PB – abr2017

20- mentiras sinceras me interessam… …. .abrssss…… Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – abr2017

21- Só sei q foi assim… kk Pense numa vidinha kelmérica! Márcia Matos, Fortaleza-CE – abr2017

22- Acho que é a 10. Tereza Cristina, Fortaleza-CE – abr2017

23- Cada uma é melhor que a outra. Mas vou apostar em que vc e seus irmãos não pensaram em matar a vovozinha! Afinal, eu sou avó, e sofreria um infarto se meu neto pensasse nisso. 04! Maria Bulcão, Fortaleza-CE – abr2017

24- Todas as histórias são muito boas ó cara! Sei lá onde tá a mentira! Curti as histórias! rsrs. Mas aquela da vó é maldade demais! rs. Francisco Carlos Rodrigues, Fortaleza-CE – abr2017

25- Somente um escritor para narrar assim!! Adorei!! Acho que a mentira é a 4! Isa Magalhães, Fortaleza-CE – abr2017

26- Hahaha….amei e tá difícil saber qual a mentira….vou analisar rs. Marialucia da Silveira, Campinas-SP – abr2017

27- Kkkkkkkkkkkkk rapaz ow putaria ! Mas eu vou chutar! a 10 o final é falso: vc levou uma surra dos punk! Pedro Falcão, Fortaleza-CE – abr2017

28- Acho que a primeira é balela qdo conta q o namoro ainda durou 1 ano kkkk. Kathia Albuquerque, Itapipoca-CE – abr2017

29- Acho que há imperfeições em todas elas. Talvez todas sejam mentirosas. Aliás, verdade escabrosa (o título do post) para mim é mentira. A verdade é linda, maldade o que se faz com ela, hoje em dia. Antonio Martins, Maceió-AL – abr2017

30- A primeira, que namoro seu eh esse que durou mais de ano? Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – abr2017

31- Otimas histórias. Você não ia desperdiçar a oportunidade de contar suas aventuras maravilhosas. Então a unica estória com “e” é a 4. Beatriz Nousiainen, Fortaleza-CE – abr2017

32- História 1. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – abr2017

33- A cinco? Célia Fgf, Fortaleza-CE – abr2017

34- Kkkkkkk Ricardo Kelmer, morro de rir com tuas besteiras. Fabiana Z Azeredo, Fortaleza-CE – abr2017

35- Acho que a 5. Normalmente as pessoas que são “bulinadas” têm vergonha de contar e tentam esquecer. Mas é verdade que não se trata de uma pessoa banal.. Luciana Loreau, Nantes-França – abr2017

36- História 9. Kalline Alcântara, Fortaleza-CE – abr2017

37- Meu irmão querido te conheço desde 1980…inclusive dirigi o Fusca kkkkkkkkkkkkk. Ainda lembro que amassei o paralamas do Fusca no estacionamento do Center Um. Meu querido Dr Galvão falou: acidentes acontecem. Voce pode pagar parcelado..heheheh e eu paguei. Aprendi com ele! Jacques Josir Ribeiro, Santo André-SP – abr2017

38- Acredito que é verdade Tudo. Angela Belchior, Fortaleza-CE – abr2017

39- Kelmer tem quem te aguente não! Imaginando a surra q os monstrinhos levaram e tua mãe querendo relaxar mais 😱 Kkkkkkkkkkk. Zete More, Fortaleza-CE – abr2017

40- Boas histórias..mas a 4 não me parece coerente! Matar a vozinha? Num pode uma coisa dessas! Carlos Rogerio Vieira, Fortaleza-CE – abr2017

41- São todas tão geniais que tá difícil de adivinhar vou no sexto sentido. A número 5. Gó Strutzel, Fortaleza-CE – abr2017

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A pior campanha antimaconha do mundo

12/09/2014

12set2014

Faltou bom senso e respeito aos criadores dos anúncios. Faltou noção das coisas. Faltou tudo

APiorCampanhaAntimaconhaDoMundo-01

A PIOR CAMPANHA ANTIMACONHA DO MUNDO

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Tem estupidez que é tão estúpida que se torna divertida. É o caso da campanha contra a legalização da maconha, promovida por um certo movimento Brasil sem Drogas. Os anúncios criados para a campanha abordam a questão das drogas de uma forma tão absurda que é impossível, para alguém de bom senso, levar a coisa a sério. Ou seja, o movimento criou uma campanha para ridicularizar a si próprio. E, pelo imediato efeito que provocou nas redes sociais, com piadas, paródias e galhofas de todo tipo, é uma séria candidata a entrar para o rol das piores campanhas de todos os tempos, um clássico do “como não se deve fazer”.

Os anúncios partem do princípio de que, uma vez legalizada a maconha, médicos, pilotos, professores e motoristas passarão automaticamente a trabalhar sob efeito da erva. É uma premissa tão estúpida que não deveria merecer respostas sérias. Exatamente por isso a campanha imediatamente tornou-se alvo de piadas e chacotas saborosas. Se a campanha buscava iniciar uma discussão séria, a falta de noção dos anúncios dificulta essa possibilidade.

DrogasMaconhaCampanhaRidicula-10

Analisando friamente os anúncios e tentando entender a lógica da campanha, rumamos inevitavelmente para duas possibilidades: ou os organizadores são altamente desqualificados para uma discussão legítima e profunda sobre o tema (ignorância moralista) ou eles tinham o propósito preestabelecido de confundir a opinião pública (desonestidade intelectual), apelando para uma mensagem alarmista e gerando ainda mais desinformação em torno de um tema delicado e polêmico.

Além de ser ridicularizado até por quem é contra a legalização, o movimento Brasil sem Drogas talvez precise arcar com o dissabor de processos judiciais, pois alguns profissionais se sentiram ofendidos pela campanha. De fato, os anúncios são muito grosseiros e desrespeitosos ao propor a ideia de que pilotos de avião, médicos, professores e motoristas são irresponsáveis a ponto de porem vidas em risco apenas pelo prazer de fumar um baseado. Faltou bom senso e respeito aos criadores dos anúncios. Faltou noção das coisas. Faltou tudo.

E o que leva uma agência de publicidade a participar de tamanha idiotice? A WCOM participou por realmente crer nas ideias da campanha? Ou foi só por dinheiro mesmo? Ou então, e isso às vezes acontece até numa sociedade onde a maconha é proibida, os caras mandaram ver num fumo estragado e criaram esses anúncios bizarros? Se foi isso, então pelo menos que aprendam a lição e da próxima vez procurem um fornecedor melhor.

DrogasMaconhaCampanhaRidicula-11

Indo além do ridículo da campanha, vale a pena insistir num ponto sério da questão: a atual política antidrogas já deu o que tinha que dar. A cada dia, mais médicos, cientistas, estudiosos e líderes políticos alertam para o fato de que o proibicionismo não resolveu o problema, o consumo e a violência só aumentam e a cada dia que passa as drogas estão cada vez mais baratas, potentes e acessíveis. Sejamos francos: a humanidade quer e sempre quis experimentar estados especiais de consciência, o que nos leva a deduzir que se trata de um anseio natural da espécie. Reprimir tal anseio não parece funcionar, e deixar o mercado na mão de bandidos também não.

No Brasil, há um projeto de lei de autoria do deputado federal Jean Wyllys que deverá ser votado em breve. Deixo que o próprio deputado o explique: “Legalizar e regulamentar a maconha e acabar com a guerra às drogas não é somente uma questão de liberdades individuais. É, também, uma questão de segurança pública e de direitos humanos. Por isso, meu projeto de lei 7270/2014 faz muito mais do que regulamentar a maconha: ele propõe uma série de mudanças radicais na política de drogas do Brasil. A legalização da maconha é um primeiro passo que, além de garantir as liberdades individuais dos usuários, será uma ferramenta fundamental para reduzir a violência, deixar de encher nossas prisões com a juventude mais pobre das periferias e acabar com uma guerra que já matou gente demais.”

Voltando ao ridículo dos anúncios… Pois bem, não resisti e criei minhas próprias versões:

DrogasMaconhaCampanhaRidicula-75

DrogasMaconhaCampanhaRidicula-76

Para quem não está familiarizado com o tema, essas receitas malucas (bolacha cream cracker com feijão gelado, miojo com doce de leite…) são típicas da larica, aquela fome que costuma acometer os humanos após fumar um baseado. Além de nos fazer rir bastante, a campanha também ajudou a divulgar excelentes receitas lariquentas.

Os anúncios da campanha são ridículos e agridem a inteligência das pessoas, é verdade. Mas talvez eles estejam apenas refletindo o desespero dos proibicionistas, que veem as políticas de legalização e regulação avançarem nos países democráticos. No Brasil, os debates ainda carregam o destempero das paixões, mas felizmente caminhamos para um amadurecimento da discussão, o que ficou claramente provado nesse caso da campanha do Brasil sem Drogas. Quando boa parte da sociedade reage imediatamente e com tal força a uma tentativa de convencer a opinião pública com argumentos absolutamente estúpidos, isso é um bom sinal.
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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MAIS VERSÕES DOS ANÚNCIOS (selecionados nas redes sociais)

– Você entraria num avião cujo piloto se envolve com bandidos para poder fumar um baseado? Se a maconha for legalizada, isso não mais ocorrerá.
– Você teria coragem de delegar proteção da biodiversidade a quem pensa que essa diversidade foi criada num passe de mágica 6 mil anos atrás?

– Você teria coragem de entrar num avião pilotado por uma mulher que abortou? Se o aborto for legalizado, isso será normal.
– Você teria coragem de entrar num avião se Marina Silva fosse sua vice?
– Você teria coragem de ser operado por um médico que acabou de fazer uma oração?
– Você teria coragem de ser operado por um médico que dá um pulo vai pra frente e de peixinho vai pra trás?
– Você teria coragem de entrar em um avião cujo piloto é um feto num jarrinho? Se legalizarem o aborto isso será normal.
– Você entraria num avião cujo piloto não consegue se sentar para pilotar? Se o casamento gay for legalizado, isso será normal.
– Você entraria num avião cujo piloto é gato, porém escreve derrepente tudo junto?
– Você entraria num avião cujo piloto já pilotou helicóptero da família Perella?
– Você confiaria sua campanha a uma agência que faz um cartaz usando oito fontes diferentes?

SAIBA MAIS

Projeto de lei 7270/2014 – Conheça o projeto do Deputado Jean Wyllys

O guru do movimento – O movimento Brasil Sem Drogas cita bastante as ideias do ativista antidrogas Kevin Sabet, que luta contra a legalização da maconha no EUA. Conheça as contestações às suas ideias: aqui e aqui

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DICA DE LIVRO

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Liberando o bom humor da maconha
Contos + glossário – Ilustrações: Hemetério

Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado…
> Saiba mais,

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DICA DE VÍDEO

What if cannabis cured cancer – Este documentário de 2010, dirigido por Leo Richmond e com narração de Peter Coyote, mostra as numerosas possibilidades terapêuticas da maconha, principalmente na cura do câncer. Mostra também que sua proibição foi motivada e mantida até hoje por interesses capitalistas da indústria farmacêutica. Versão legendada em português (Maconha, a cura do câncer).

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O dia em que o chinlone me pegou

02/02/2014

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Assim como o chinlone, na vida é fundamental harmonizar-se com o mundo ao redor pra que o jogo fique bonito de se ver

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O DIA EM QUE O CHILONE ME PEGOU

Ou a arte zen de sair por aí à toa e encontrar o que se precisa
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E lá eu ia caminhando pela Visconde de Pirajá, seis da tarde. Apesar das pessoas apressadas e dos automóveis barulhentos, eu seguia leve e tranquilo. Na verdade, até me sentia meio em harmonia com toda aquela zorra. Levava uns exemplares do meu livro Baseado Nisso e uma missão ultrassecreta: deixá-los na La Cucaracha, uma loja em Ipanema que vende uns baratos ligados a cultura alternativa: roupas, livros, revistas, CDs e, é claro, sedinha para enrolar o baseado, maquininha de debulhar, essas coisas. Melhor lugar para vender meu livro só mesmo na passeata da legalização.

Na loja, meu livro ficou, mui honradamente, ao lado do sensacional Capitão Presença, livro do desenhista Arnaldo Branco. O Presença é o único super-herói que realmente salva. E foi inspirado no dono da loja, Matias Maxx, uma figuraça. Aí entraram dois caras e um deles foi direto no meu livro. Era simplesmente… o Arnaldo Branco. Uau! E o outro era o Allan Sieber, outro monstro dos quadrinhos. Fiquei tão abobalhado diante dos meus ídolos que depois de dez minutos é que consegui dizer algo além de dâââ…

Cessada a fase monga, troquei nossos contatos, combinei uma entrevista e nos despedimos. E segui caminhando de volta para casa, exercitando minhas pernas e admirando as das ipanemenses. Eis porém que, numa banca de revista, reconheço uma senhora… É Alzira, uma amiga recente, que dia desses me levou para ver uma peça sobre o Torquato Neto, que foi seu amigo. Você por aqui, que coisa boa, abraço, beijo. Ela me pegou pelo braço e saímos, ela comentando sobre um conto meu que havia lido. Depois falou que eu precisava conhecer o Álvaro, dono da Pororoca, uma famosa livraria especializada em misticismo. Mal fecha a boca, Álvaro se materializa bem à nossa frente. O susto foi tão grande que quase saí correndo.

O Álvaro é um cara simples, cinquentão com cara e jeito de garoto. Conversamos sobre livros e mercado editorial, ele disse que lembrava de meu primeiro livro e marcamos de continuar o papo outro dia em sua loja. E seguimos eu e Alzira, eu satisfeito com tantos bons encontros. Ela então me levou a uma galeria para conhecer o Estação Ipanema, com suas duas salas de cinema que eu, vergonhosamente, ainda não conhecia. Alzira me deu um puxão de orelha e subimos para conhecer.

No momento em que olhávamos a programação do Festival do Rio, um desconhecido chegou e… me ofereceu um ingresso de presente. Um ingresso para Mystic Ball, um filme do festival, última oportunidade de ver. Perguntei a Alzira se ela ficaria chateada se eu aceitasse aquele inesperado presente. Claro que não, aproveita que hoje você tá iluminado… Dei um abraço nela, depois te conto do filme, tchau, peguei o ingresso e entrei na sala escura, nem lembrava a última vez que eu fora ao cinema sem saber qual era o filme.

Tchan, tchan, tchan, tchan…. Que surpresa! Desde o instante em que sentei até o fim do filme, eu fiquei hipnotizado pelas imagens, fascinado, torcendo para não acabar. Como pude viver quarenta e dois anos sem saber que existia aquilo? O documentário conta a história de um canadense que se tornou o primeiro ocidental a praticar o chinlone ao lado dos mestres. E agora se dedica a divulgá-lo pelo mundo. Poizé, mas que diabo é chinlone?

Ronaldinho Gaúcho. Você certamente já o viu brincar com a bola, sem deixar cair no chão. Pois o chinlone é parecido. É um esporte tradicional de Mianmar, sudeste da Ásia, e existe há mil e quinhentos anos. Seis jogadores, homens ou mulheres, formam uma pequena roda e, usando apenas pés e pernas, passam a bola entre si, revezando-se como solista no meio da roda. A bola é oca, feita de feixes entrelaçados de ratan com espaços vazios formando pequenos buracos. Sem finalidade competitiva, o chinlone está mais para exibição artística, pois não basta não deixar a bola cair no chão – é preciso que as jogadas sejam plasticamente belas. Então o que se vê é uma espécie de dança coletiva regida pela própria bola, onde os movimentos combinam a graça delicada e sutil das danças do oriente com a rapidez e a precisão das artes marciais. Ou seja: Ronaldinho não daria nem para o começo.

O chinlone requer atenção aguda e permanente ao movimento da bola e dos outros jogadores. Requer também alto grau de leveza e elasticidade corporal. Mas, sobretudo, é indispensável que o grupo esteja totalmente harmonizado em torno da bola e funcione como uma única entidade feita de uma bola e doze pernas em contínua movimentação. O chinlone prioriza ao mesmo tempo a noção de grupo e o talento individual. E esses talentos não têm sexo ou idade: entre os melhores jogadores há garotas e velhinhos de setenta anos. Certas jogadas são tão curiosas e rápidas que só em câmera lenta pode-se entender como aconteceram. A habilidade dos jogadores é impressionante, e suas improváveis piruetas levam a pensar sobre onde afinal estão os limites da capacidade humana. Depois de ler os créditos finais, demorei a me levantar da poltrona ‒ estava inteiramente apaixonado pelo que acabara de conhecer. E louco de vontade de escrever a respeito. O mundo precisava conhecer aquilo.

Saí da sala com um sentimento de gratidão por uma noite tão generosa. Tantos encontros e surpresas incríveis… Mas ainda havia um último encontro a me esperar. E ele estava à minha frente, na saída da sala, segurando uma bola… de chinlone. Era Greg Hamilton, diretor e personagem principal do filme. Reconheci-o de imediato e, ignorando a timidez, fui falar com ele. Parabenizei-o, peguei a bola, fiz perguntas tolas em meu inglês capenga, ele me falou sobre o chinlone e ganhei um postal do filme. E fui embora para casa feliz, pensando… Assim como o chinlone, na vida é fundamental harmonizar-se com o mundo ao redor para que o jogo fique bonito de se ver. Não basta viver, é preciso encontrar-se.

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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DOCUMENTÁRIO (em português)
Narração: Gilberto Gil

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CHINLONE, THE MYSTIC BALL

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DICA DE LIVRO

ICI2011Capa-01dO Irresistível Charme da Insanidade
Ricardo Kelmer – romance

Dois casais, nos séculos 16 e 21, vivem duas ardentes e misteriosas histórias de amor, e suas vidas se cruzam através dos tempos em momentos decisivos. Ou será o mesmo casal? Nesta história, repleta de suspense e reviravoltas, Luca é um músico obcecado pelo controle da vida, e Isadora uma viajante taoísta em busca de seu mestre e amante do século 16. A uni-los e desafiá-los, o amor que distorce a lógica do tempo e descortina as mais loucas possibilidades do ser.

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LEIA NESTE BLOG

É a Tao coisa – Uma maneira intuitiva de compreender a realidade através da harmonia com o Tao

Rumo à estação simplicidade – Jurei me manter sempre no caminho, sem pesos nem apegos excessivos, pronto pra pegar a estrada no momento em que a vida assim quisesse

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Eu, Ro Ro e o lado B

26/01/2014

26jan2014

Naquele momento, o lado B do mundo sorria pra mim cantando blues, oferecendo tão somente seu calor e seu endereço

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EU, RO RO E O LADO B

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Gamei quando a vi cantando no Chacrinha, 1979. Depois escutei suas músicas na FM e comprei o disco. Adorava aquela voz rouca, o jeito largado de cantar, o escracho… O nome dela: Ângela Ro Ro. Eu tinha 15 anos, era só um adolescente bobo e certinho. E ainda estudava no colégio militar. Mas naquele momento, o lado B do mundo sorria pra Ricardinho cantando blues. Oferecendo tão somente seu calor e seu endereço. E eu sorri de volta.

Ingênuo, eu nem sabia que aquilo era blues. E também demorei a perceber que minha musa era sapata. Quando descobri, gostei ainda mais. Transgressão, esta era a senha. Moça sem recato, desacato à autoridade. Já me atraíam os que ousam e assumem sua loucura. Eu escutava Ro Ro horas a fio, arrancando os blues só pra maltratar. Me divertia com seus escândalos, os amores ruidosos, os porres homéricos. Aliás, naquele mesmo ano tomei meu primeiro porre. E no ano seguinte mudei de colégio, fugi da convivência diária com a lógica militar, eu me sentia violentado. Ainda era bobo, mas começava a entender que eu só deveria prestar obediência verdadeira a mim e a mais ninguém.

O garoto bobo cresceu. Namoradas, sexo e poesia, faculdade de comunicação, baseados, meu mal é a birita e um violão. Agora lia Bukowski, escutava Janis e Doors, me encantava o submundo artístico, os bregas de cabaré, o alternativo sempre mais interessante que o oficial. Minha ídola seguia seu caminho, arrasada, acabada, maltratada, torturada, desprezada, liquidada. Novos escândalos, novos discos. Mas eu preferia as antigas músicas, que obrigava as namoradas a escutar enquanto praticávamos sexo bonsai, ou seja, no banco do fusca. Assim não vai dar, minha vontade é tão grande, não pode esperar…

Bem, o Ricardinho bobo agora é quarentão. Mas continua fiel ao lado B. E neste momento tá na plateia do seu primeiro show da Ro Ro, uma falha no currículo que ele hoje consertará. Cai uma chuvinha chata sobre o Rio de Janeiro, mas o Circo Voador recebe um público razoável. O show será gravado pro DVD, o primeiro da carreira. E eu presente, que honra.

Ela está toda de preto, calça e blusa, cabelo solto. Ro Ro deixou de beber, pelo menos oficialmente. Que coisa. Ela agora é uma senhora desrespeito. Abana-se com um leque, reclama do calor, bebe água e brinca com a plateia, sempre palhaça. Mas não tá muito à vontade com o esquema meio careta de gravação, câmeras, maquiadora… Ela chama o primeiro convidado. Entra Luz Melodia, outro legítimo representante do lado B, e juntos cantam Tola Foi Você. Quer dizer, ela canta e ele tenta, lendo a letra no pedestal. Melódia tá meio viajandão e erra a letra. Deve ter mandado um venenoso no camarim.

Mando uma golada de vodca pra esquentar, não tire da minha mão esse copo. A segunda convidada é Alcione e elas cantam Joana Francesa. Mas a Marrom tá tensa, não se solta, pede pra repetir, depois erra a letra. Só na quarta tentativa a música sai. Quem diria, a Marrom amarelando… Depois Frejat divide com Ro Ro A Mim e a Mais Ninguém. Esse não errou a letra, palmas pra ele. Ro Ro reclama do calor de novo, será que ela tá na menopausa? Bebe mais água. Deve ser água, não é possível que seja vodca disfarçada.

A ruidosa plateia atiça e Ro Ro responde às gracinhas com seu velho humor agudo. Mas uma gracinha é gracinha demaaais… e ela não resiste. Pergunta o nome da garota, é Alice, a idade, tem 22 aninhos, flerta com ela, Alice no país das maravilhas lá em casa, e no fim anota seu telefone num papel e pede pra gracinha ligar na segunda. É isso aí, Ro Ro, tem que organizar a agenda. Depois ela enche o saco de retocar a maquiagem e dispensa a maquiadora, o cabelo já meio desalinhado, baixou o caboco roquenrou. Depois se agacha pra pegar o leque e confessa: Putz, quase peidei. Esta é a Ro Ro que tanto aprendemos a amar…

No fim, Melódia volta pra cantar de novo Tola Foi Você. Ah, agora o homem tá mais aterrissado, não parece aquela tarântula chapada do começo do show. E dessa vez acerta a letra, ufa. Depois Ro Ro faz o bis e se despede. Pronto, sua parte ela fez, agora é com o pessoal da edição do DVD.

E Ricardinho, cadê ele? Ele corre e alcança Alice, quer conhecer a musa da artista. Hummm, é uma menina linda e charmosa, não é que a Ro Ro tem bom gosto? Dou meu cartão e ela me recebe com simpatia. E aí, como você se sentiu com aquela azaração pública? Ela ri e diz que tá muito lisonjeada. E será que esse número que ela deu tá certo? Tomara que sim, ela responde. E você vai ligar? Ela dá um sorrisinho maroto e diz talvez. Mulher quando diz talvez, quer dizer sim, eu brinco. Ela sorri e confirma: talvez.

Volto pra casa satisfeito. Finalmente vi um show da minha primeira musa do lado B, tá consertada a falha no currículo. E quanto à bela Alice Talvez… Bem, se Ro Ro estiver muito ocupada, qualquer coisa eu tô por aqui, viu, Alice? Ricardinho aceitaria com muita honra ser o lado B da Ro Ro.

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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Ângela Ro Ro e Luiz Melodia cantam Tola Foi Você
(DVD Ângela Ro Ro ao vivo, Circo Voador, 2006)

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> Ângela Ro Ro na Wikipedia

> Ângela Ro Ro no programa Marília Gabriela

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Odair José, primeiro e único – Se você, meu amigo, é desses que sentem atração por esse universo brega pré-FM, feito de bares de cortininha, radiola com discos arranhados e meninas vindas do interior… então escute Odair

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Paz e amor express – Durante cinco dias o Festival Express cruzou a leste-oeste do verão canadense levando em seus vagões os ideais da união pela música, a esperança ainda viva de um mundo de paz e amor

> Textos no tema “música”

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Entre rocks e feridos

05/09/2013

05set2013

De repente, caiu a ficha: Putz, vinte anos atrás eu estava no Rock in Rio

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ENTRE ROCKS E FERIDOS

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Dizem que o cara começa a envelhecer no dia em que acorda, se espreguiça diante do espelho e diz, todo satisfeito: Nunca me senti tão jovem! Pois tenho outra teoria. Você começa a ficar velho no dia em que vira objeto de arqueologia jornalística. Para ser exato, quando alguém te liga e diz assim: Oi, Ricardo, nosso jornal está fazendo uma matéria sobre os vinte anos do Rock in Rio e queremos entrevistar os que sobreviveram.

Generosas leitoras, diletos leitores, comunico oficialmente que acabo de ficar velho. Ou, para soar mais heróico, que sou um sobrevivente. De repente, caiu a ficha: Putz, vinte anos atrás eu estava no Rock in Rio! Rio de Janeiro, janeiro de 1985. Eu e meus febris vintanos, minhalma deslumbrada… Lembro como se fosse há duas décadas, eu e Paulo Marcio compramos a camiseta do festival, botamos a mochila nas costas e pegamos o semileito, dois dias e duas noites de estrada sem fim. Cheguei no Rio sem bunda, eu que já não tenho muita. Se fosse hoje, acho que eu surtaria antes de chegar em Minas, mas naqueles dias eu era super-homem, não precisava dormir e tinha fígado blindado. A viagem inteira na manguaça, cada parada uma festa. Até namorada arrumei no ônibus, acredita? A danada era noiva, e no escurinho do último banco me escolheu para sua despedida de solteira, que honra.

Confesso que não lembro muita coisa do festival. Quando penso que hoje as crianças já nascem com quinhentos giga de memória, que inveja. Eu, particularmente, não disponho de mais que um mói de vaga lembrança. Mas vamos lá, queimemos os últimos neurônios… Lembro que no caminho para Jacarepaguá perdi uma lente do meu oclim e tive que encarar o festival cego de um olho. Isso explica metade da minha amnésia. Que mais? Lembro que foi Vinicius de Moraes, falecido anos antes, quem abriu o festival. Não, não tomei um ácido e vi a alma dele no palco. É que Ney Matogrosso fez a abertura cantando Rosa de Hiroxima, letra do poeta.

Que mais? Lembro dos malucos do AC/DC, o new age do B52, a doidinha da Nina Hagen que tinha um leruaite com o, desculpe, Supla… Lembro também do Moraes Moreira, Paralamas… Ué, mas não era festival de rock? Era, né, mas isso é Brasil, minha filha, entenda. Que mais? Lembro de um torpedo desse tamanho que eu fumei e, inexperiente, entrei numa lombra de que todas as cem mil pessoas olhavam para mim com aquelas máscaras das crianças do filme The Wall, pense na paranoia. Apavorado, fui me esconder debaixo da catraca da bilheteria, Paulo Marcio rezando por mim. Acabei na enfermaria, glicose na veia, nunca mais na vida eu fumo maconha. Mas sejamos justos, a culpa não foi da planta, coitada, eu é que antes enxuguei meio litro de Tonel 01. O fato é que eu morri e lá no inferno ninguém me atendeu, todo mundo acompanhando o rock pela TV. Acordei recuperado e saí correndo de volta a tempo de ver o Rod Stewart. Ainda tomei uma cerva para comemorar. Jovem é assim, imortal.

Bem, agora que cumpri com meu dever de alertar a juventude sobre o perigo demoníaco das drogas, do rock’n’roll e das noivas taradas dos semileitos, dá licença que vou tomar um domecq e escutar meu Led Zeppelin. E fazer uma pajelança em honra da minha pessoa, eu, sobrevivente do primeiro Rock in Rio. Não tão imortal quanto naqueles dias, admito. Mas mais jovem que nunca.

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

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A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?

O dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado que fumei daria um filme. Um não, vários

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Se estar velho é ter vivênciado o primeiro Rock in Rio, que dirá ter curtido o Woodstock… Tô fudido. Um abraço primo. Jamiro Dias de Oliveira Junior, Fortaleza-CE – jan2005

02- Caro Ricardo, Foi delicioso ler sua crônica, pena que tenha sido tão curtinha de curtir. Num outro ônibus ia eu com as noivas daquele outro ônibus. E que viagem foi aquela… no ônibus para Jacarepaguá, onde até o cobrador fumava e nem cobrava nada. Na lama da cidade do rock, todo mundo se melando de alguma. Os amigos, as namoradas, as amigas… que viagem. Sucesso, feliz ano novo. E viva o rock’n’roll. Abraço. Alberto Perdigão, Fortaleza-CE – jan2005

03- Oi Ric! Adorei a crônica…espero que estejas bem.Quando vens por aqui? Beijinhos brancos com sabor de PAZ. Viviane Avelar, Sobral-CE – jan2005

04- Oi velhinho, a anestesia de 85 era boa, né? Ainda bem que sim pq agora está difícil, tem que nas escolhas conscientes senão dançamos, não ao maravilhoso som do ROCK en ROLL mas na vida mesmo. Obrigada pelas boas risadas que dei. bj bem graaaaaandão! Dijé, Fortaleza-CE – jan2005

05- rickie boy, é, o peso dos ânus! Eles passam avoando… Lembra o tempo do… como é que chamava mesmo? Legal… O que conta é não perder o rumor, quer dizer, o humor! Abração. Max Krichanã, Fortaleza-CE – jan2005

06- Sensacional, Kelmer! Que inveja… neste tempo eu tava aprendendo a dançar forró numa cidadezinha do interior, tentando conseguir uma primeira namorada, perto dos meus 14 anos. Só assisti o Rock in Rio II que não chegou nem perto do primeiro. Acho que a coisa mais próxima do primeiro deve ter sido Woodstock! Abraço, Parabéns pelas excelentes lembranças. Ronald de Paula, Fortaleza-CE – jan2005

07- Kelmo, Adorei a sua crônica sobre o Rock in Rio. Eu apesar de ser da sua mesma era geológica sofri muito mais porque morava em Quixeramobim, a muitos e muitos quilômetros de Jacarepaguá. Um grande abraço do seu eterno fã. Tibico Brasil, Fortaleza-CE – jan2005

08- Vc é um Gênio extrmamente criativo. Abrazos. Heloise Riquet, Fortaleza-CE – mar2005

09- Showwww de texto, viajei na história hehehe. Tbem estive no Rock in Rio, o q trouxe várias lembranças. Tem toda razão, quando jovens somos imortais ou ao menos pensamos que somos kkkk. Abner Rios de Alencar, Fortaleza-CE – set2013

10- Galera que vai pro Rock in Rio, se prepara que daqui há vinte anos quero ouvir as histórias! Ricardo Kelmer como sempre formidável! Jessika Thais, Fortaleza-CE – set2013

11- Muito boa, sorri e gargalhei….eu tb. usava oclinho e perdi a lente um dia, fora as lentes de contato perdidas no escurinho dos cinemas e “boites” (alguém sabe o que é/era isso?kkk) Marialucia da Silveira, Campinas-SP – set2013

12- Teu texto é uma viagem Ricardo!! Bjao. Liliana Araujo Moreira, Madri-Espanha, set2013

13- Bem que podia rolar ” Diários de Itapemirim” kkk. Francisco Coelho, Rio de Janeiro-RJ – set2013

14- Acho que vc não envelheceu tanto assim…continua o mesmo garoto com alma de poeta dos velhos tempos do Colégio Cearense. Yvana Oliveira, Fortaleza-CE – set2013


As Preciosas do Kelmer – jun2013

29/06/2013

Ricardo Kelmer 2013

AsPreciosasDoKelmer201306-1.

Criei uma revistinha no Facebook. Ela se chama As Preciosas do Kelmer e é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201306-1AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#9, jun2013
> Esta edição no Facebook

Imagem da capa: Brigitte Bardot, atriz francesa.

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*** SORTEIO DE DVDS

Leitores que comentarem nesta edição concorrem ao sorteio de 1 livro kelmérico + 1 DVD. O sorteado escolhe entre vários títulos.

FILMES

2001, Uma Odisseia no Espaço – Alucinações do Passado
Bettie Page – Blade Runner – Calígula – Chicago
Desconstruindo Harry – Don Juan DeMarco – A História de O
Lua de Fel – Matrix – Moulin Rouge – Nove Rainhas
A Pele que Habito – O Elo Perdido – O Exorcista
Uma Cilada para Roger Rabbit – A Pele que Habito

> Saiba mais sobre os filmes

> Conheça os livros kelméricos

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*** MACACAS BONOBOS USAM SEXO PARA SUBIR NA VIDA

As fêmeas dos bonobos, primatas bem próximos dos chimpanzés e encontrados apenas na África, fazem o que podem para chegar com tudo quando entram para um novo grupo — o que costuma significar fazer sexo com a fêmea líder (é, a fêmea) da turma. Num mundo cada vez mais comandado por mulheres, sei não, acho melhor assumirmos logo nossa porção bonobo. > Saiba mais

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*** MAIS SEXO, MENOS SANGUE
por Ricardo Kelmer

Bonobos-01O macaco bonobo é o parente vivo mais próximo do homem, mais ainda que o chimpanzé, como se pensava até alguns anos. Geneticamente eles são 98,7% iguais a nós. Os bonobos são mais sociáveis e menos agressivos que os chimpanzés e vivem em sociedades menos estressantes e violentas. Uma das características que mais chama a atenção nas sociedades dos bonobos é o sexo, que tem várias utilidades. Além da finalidade procriativa, eles também trepam por prazer, para resolver conflitos e para ascender na hierarquia social.

Segundo alguns cientistas, o processo de docilização dos bonobos ocorreu sem intervenção humana e começou quando as fêmeas se juntaram e passaram a não mais aceitar serem forçadas a copular, o que fez os machos pararem de competir entre si, afinal dava muito trabalho ser o membro dominante.

Uau! Isso dá muito o que pensar. As fêmeas humanas atualmente têm protestado bastante contra a cultura machista do estupro. Cansadas de serem consideradas culpadas pela violência sexual que sofrem, criaram a Marcha das Vadias, que acontece em cidades de vários países e tem forçado os homens a reavaliar seu comportamento.

Vou pesquisar mais sobre os bonobos, acho que podemos aprender bastante com eles. E que a Marcha das Vadias contribua para tornar os homens menos violentos. Quem sabe assim nossa sociedade se torne menos competitiva e perceba o que os bonobos há muito já sacaram: é muito mas muito melhor trepar que guerrear.

> Saiba mais

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*** LIVRANDO A SEMANA (65)

DOM QUIXOTE (Miguel de Cervantes) Ática

De tanto ler histórias medievais, um velho fidalgo espanhol endoidece, pensando ser o cavaleiro Dom Quixote de la Mancha. Sua armadura é de sucata e papelão, seu prodigioso cavalo é na verdade um pangaré, mas isso não importa. Na companhia do espirituoso aldeão Sancho Pança, nomeado seu escudeiro, Dom Quixote sairá pelo mundo para viver aventuras memoráveis. Narrando as confusões de um homem dividido entre sonho e realidade, Dom Quixote não é apenas uma história engraçada e comovente. Com o passar dos séculos, a obra-prima de Miguel de Cervantes ganhou o mundo, tonando-se um marco da literatura e uma das maiores fontes de inspiração da humanidade.

> Adquira este livro na livraria Arte Paubrasil

> Sobre Miguel de Cervantes

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*** A PORNOGRAFIA NOS SALVARÁ

Neste fim de semana, 7 a 9jun, em São Paulo, acontecerá a 3a edição do PopPorn, um evento multidisciplinar que traz como carro-chefe uma mostra de filmes que usam o sexo como recurso cinematográfico e/ou linguagem ou que têm a sexualidade como tema principal. Fazem parte da programação eventos de arte, apresentações musicais, performances, debates, workshops e festas.

O objetivo do evento é aglutinar ideias, trabalhos, projetos, práticas, atividades e sobretudo pessoas em torno da sexualidade; transitar entre as fronteiras da indústria do sexo, cultura pop, performance e arte; construir, propor e investigar discursos alternativos aos conceitos tradicionalistas e preconceituosos da pornografia; e finalmente oferecer ao público um ambiente seguro para a exploração de suas fantasias mais íntimas.

No mundo contemporâneo, a pornografia é consumida em massa; a sexualidade e o erotismo fazem parte do cotidiano das pessoas. A cada segundo, na internet, 28.258 usuários acessam sites de sexo. Ao contrário do que se possa imaginar, o território não é exclusivamente masculino: no Brasil, 28% do público de sites de conteúdo adulto é formado por mulheres, segundo o Ibope. E mais: 66% das mulheres no mundo, a maioria casada, assistem a filmes pornôs, enquanto 17% assumem que são viciadas em pornografia online.

Em uma sociedade cada vez mais erotizada, não há como evitar o tema, mas é possível resgatar seu conceito como forma de arte e gênero cinematógrafico, deslocando a prática cultural do espaço marginal para uma plataforma de prestígio. O PopPorn Festival surgiu com o aval de um evento internacional de prestígio, o PornFilmFestival de Berlim, e teve sua primeira edição realizada em São Paulo, em 2011.

> Saiba mais, garanta seu ingresso

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*** CCJ QUER PROIBIR VEREADORES DE AUMENTAREM OS PRÓPRIOS SALÁRIOS

Se o CCJ conseguir, não vai mais ter ninguém querendo ser vereador. > Saiba mais

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*** MAIS TRANSPARÊNCIA, MENOS GUERRAS

O julgamento militar de Bradley Manning, o soldado americano de 25 anos que forneceu ao WikiLeaks milhares de informações sobre as guerras de Iraque e Afeganistão, começou nesta segunda-feira 3jun. O soldado poderá ser condenado à prisão perpétua.

Bradley Manning merece uma alta condecoração, isso sim. Ele agiu em nome da humanidade e acima das noções limitadas de patriotismo. No futuro, quando o mundo for mais transparente e não houver mais fronteiras a nos separar uns dos outros, a humanidade terá finalmente entendido que somos todos a mesma família e habitamos o mesmo lugar. Nesse dia este soldado será lembrado como um mártir da nova consciência planetária. Liberdade para Bradley Manning.

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*** O AMOR QUE AMA O OUTRO
por Ricardo Kelmer

BardoEFada-01Não, o amor não é algo absoluto, imutável, uma lei que foi criada no início do mundo e que com ele morrerá. O amor é uma construção social. Nós aprendemos a amar seguindo as convenções da sociedade em que vivemos. Por essa razão, as diversas sociedades do mundo amaram e amam de maneiras diversas.

A grande maioria dos ocidentais do mundo atual entende que só é possível amar uma pessoa por vez e que quando alguém ama, não tem ou não deveria ter desejo sexual por mais ninguém. Tudo isso são noções aprendidas, que podem ser desaprendidas. Para a maioria só existe o amor exclusivista mas a verdade é que o amor também pode ser inclusivo. A maioria ama a posse do outro mas também há o amor que ama a liberdade do outro. Atualmente cada vez mais pessoas desistem de seguir as convenções sociais que desde cedo lhes ensinaram como devem amar e buscam amar do jeito que elas mesmas consideram melhor. São minoria, é verdade, mas de um jeito ou de outro acabam se encontrando e experimentando novas formas de viver o amor.

Todos os que ousam desafiar as convenções de sua época pagam caro por essa ousadia. Se hoje nossa sociedade é mais livre e menos preconceituosa em relação às diferenças étnicas, sexuais, de cor, de gênero ou de credo (ou não credo), é porque no passado houve pessoas que ousaram mostrar a cara, assumiram o que são e lutaram, e até morreram, por um mundo mais justo.

Essas pessoas que amam o outro e não a posse do outro, que amam sem exclusividade sexual, que amam mais de uma pessoa ao mesmo tempo, essas pessoas estão, neste momento, forçando a sociedade a reavaliar suas regras sobre o que é amar. No entanto, para a maioria, isso aí é tudo menos amor. Essa maioria se julga dona do amor e por isso tenta sempre aprisioná-lo em seus limites teóricos e diz que esse negócio de amor livre e relação aberta é ilusão, safadeza, doença, coisa do demo…

Que a maioria continue com seu velho amor que só consegue amar se controlar o outro. Eu sou da minoria. Prefiro o amor que ama o outro. Prefiro o amor que liberta.

(Dedico esta crônica a meus amigos Vanessa Tiburski e Ricardo Kilian, da banda Bardoefada)

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*** FALE MAIS SOBRE ISSO, BATMAN

Você que se formou em Psicologia e reclama do mercado de trabalho, que tal ser psicólogo de super-heróis? Isso mesmo. Ou você acha que só por ser super-herói, o sujeito é bem resolvido? > Saiba mais

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*** LIVRANDO A SEMANA (66)

A BOSSA DO LOBO – RONALDO BÔSCOLI (Denilson Monteiro)

Relato da vida de um dos mais importantes compositores brasileiros e umas das principais figuras da Bossa Nova, o livro revela detalhes da história da MPB e da vida de Bôscoli, também conhecido por sua personalidade extremamente sedutora. Nas mais de 500 páginas de A Bossa do Lobo, Denilson Monteiro conta a vida de Ronaldo com riqueza de detalhes, revelando como nasceram as canções que ele compôs; os bastidores dos shows que produziu; seu trabalho como jornalista; o relacionamento com a família, amigos e colegas de trabalho; a paixão pelo Fluminense Football Club; seus amores e seus desafetos. Tudo respaldado por uma criteriosa pesquisa e mais de uma centena de entrevistas com aqueles que conviveram com Ronaldo.

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EdwardSnowden-01*** O MUNDO TRANSPARENTE E A NOVA CIDADANIA
Ricardo Kelmer

Primeiro foi Julian Assange, o australiano que criou o site Weakleaks e começou a revelar documentos comprometedores de governos e empresas do mundo inteiro. Assange atualmente é perseguido pelo governo dos Estados Unidos e se encontra há um ano refugiado na embaixada do Equador em Londres.

Depois veio o soldado americano Bradley Manning, que revelou documentos secretos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão e informações diplomáticas que expuseram a podridão das entranhas do governo dos Estados Unidos. Manning está sendo julgado e pode ficar preso pelo resto de sua vida.

E agora surge Edward Snowden, americano ex-funcionário da CIA que denunciou à imprensa os programas que o governo americano, sob pretexto de combater o terrorismo, usa para espionar a internet e as ligações telefônicas de cidadãos americanos e de outros países. Snowden refugiou-se em Hong Kong, está sob investigação do FBI e começa a sofrer represálias de governos aliados ao governo Obama.

Esses três casos são três furos na velha estrutura de sigilo e espionagem dos governos. Por enquanto, eles conseguem tapar um ou outro mas em breve surgirão outros furos e será impossível conter tanto vazamento pois o mundo é cada vez mais transparente e até para os governos está difícil esconder suas ações, mesmo as secretas.

A facilidade das comunicações e dos transportes estão tornando as sociedades cada vez mais interconectadas. Atualmente os países se organizam em blocos geopolíticos, dissolvendo suas fronteiras, e a internet, permitindo o intercâmbio multicultural diário, faz nascer nas novas gerações a noção de cidadania global, para a qual as guerras não fazem nenhum sentido. Isso tudo motiva a luta por democracia e contra governos opressores e aponta para um futuro onde não teremos mais países: a Terra será a pátria de todos. Sim, ainda há muitas diferenças a serem superadas, preconceitos, fanatismos religiosos, interesses capitalistas… Mas os acontecimentos se aceleram e esse futuro já está acontecendo.

Os cidadãos comuns começam a se dar conta de uma verdade óbvia: o povo não deve temer seus governos, os governos é que devem temer o povo.

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*** MANIFESTE-SE COM SEGURANÇA

Nos últimos anos cidadãos de diversos países têm cada vez mais saído às ruas em manifestações para protestar. Os temas dos protestos são vários: economia, educação, segurança, transporte, saúde, ecologia… Isso é um bom sinal pois a democracia depende da voz do povo e é nas ruas que ela é ouvida mais forte.

Se você pretende participar de alguma manifestação na rua, parabéns, o mundo precisa ouvir a sua voz. Porém, em nome de sua segurança, é bom tomar alguns cuidados.

Caso a polícia jogue bombas de gás lacrimogêneo, MANTENHA A CALMA. Evite correr em meio à fumaça pois ao realizarmos um esforço físico maior, a respiração fica mais intensa e a quantidade de gás inalado aumenta. Peça vinagre a um manifestante próximo, passe num pano e respire através dele. O vinagre serve para amenizar a ardência causada pelo gás. A mesma dica de não correr serve para bombas de efeito moral, já que o objetivo da polícia é dispersar os manifestantes, separando-os do grupo. Com isso, a chance de se tornar um alvo de agressão física ou prisão só aumenta. Portanto, FIQUE CALMO e mantenha-se ao lado do grupo. A SEGURANÇA É A PRINCIPAL ARMA DE UMA MANIFESTAÇÃO.

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*** LIVRANDO A SEMANA (67)

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS (George Orwell) Cia das Letras

Num belo dia, os animais da fazenda do sr. Jones se dão conta da vida indigna a que são submetidos: eles se matam de trabalhar para os homens, lhes dão todas as suas energias em troca de uma ração miserável, para ao final serem abatidos sem piedade. Liderados por um grupo de porcos, os bichos então expulsam o fazendeiro de sua propriedade e pretendem fazer dela um Estado em que todos serão iguais. Logo começam as disputas internas, as perseguições e a exploração do bicho pelo bicho, que farão da granja um arremedo grotesco da sociedade humana.

Publicada em 1945, A Revolução dos Bichos foi imediatamente interpretada como uma fábula satírica sobre os descaminhos da Revolução Russa, chegando a ter sido utilizada pela propaganda anticomunista. A novela de George Orwell de fato fazia uma dura crítica ao totalitarismo soviético; mas seu sentido transcende amplamente o contexto do regime stalinista. Mais do que nunca esta pequena obra-prima da ficção inglesa parece falar aos nossos dias, quando a concentração de poder e de riquezas, a manipulação da informação e as desigualdades sociais parecem atingir um ápice histórico. (vestibular.uol.com.br)

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*** APLICATIVO CRISTÃO PARA CURAR HOMOSSEXUAIS

A Apple excluiu da AppStore, sua loja de aplicativos, o Setting Captives Free, um app que oferecia um curso com uma suposta “cura gay”. Segundo a descrição da entidade responsável pelo programa, o Setting Captives Free oferece cursos interativos sobre “princípios bíblicos de liberdade em Jesus Cristo”. Entre mais de 35 cursos, disponíveis em dez línguas, aquele que prometia “liberdade da escravidão da homossexualidade” em 60 dias e causou a exclusão da AppStore foi o “Door of Hope”, disponível até então para a loja dos Estados Unidos.

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*** PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR DEFENDE REFORMA POLÍTICA

Com o apoio de 70 instituições, movimento quer aproveitar nova onda de pressão popular para mudar sistema eleitoral em 2014.

DOAÇÕES
– Extinção do financiamento de campanhas por empresas.
– Teto máximo para doações feitas por pessoas físicas de um salário mínimo por doador.
– As doações seriam feitas ao partido e não ao candidato.

JUSTIFICATIVA: Baratear as campanhas, pulverizar as doações e impedir que um grande financiador seja o dono do mandato.

VOTO TRANSPARENTE
– Eleição para vereadores e deputados em dois turnos. No primeiro vota-se no partido, para a definição da quantidade de cadeiras. No segundo turno vota-se nos candidatos.
– Fim da transferência de votos dos mais votados para candidatos do mesmo partido.

JUSTIFICATIVA: Fortalecimento dos partidos e suas ideias programáticas.

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*** CLUBE DE LEITURA TOPLESS

ElaLivro-302Há um movimento, cada vez mais forte no mundo ocidental, que defende a o direito das mulheres de poderem despir a parte de cima da roupa em lugares onde os homens também podem fazê-lo. Você é contra ou a favor? Para divulgar o movimento, mulheres de Nova York criaram o Clube de Leitura Topless. > Saiba mais

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*** VATICANO QUER SAIR DO ARMÁRIO

Papa Francisco admite que existe uma ala gay no Vaticano. Só uma?

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*** É POSSÍVEL VIAJAR SEM PASSAPORTE?

Edward Snowden, o ex-funcionário da CIA que revelou o programa de espionagem da internet do governo americano, teve seu passaporte cancelado. Como ele está conseguindo viajar pelos países? > Saiba mais

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AsPreciosasDoKelmer201306-1AS PRECIOSAS DO KELMER

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