Dia internacional da mulher selvagem

08/03/2017

08mar2017

No Dia Internacional da Mulher, uma homenagem ao feminino livre

DIA INTERNACIONAL DA MULHER SELVAGEM

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Neste Dia Internacional da Mulher, quero prestar uma reverente homenagem ao feminino livre. Para isso, reproduzo aqui um trecho da crônica A Mulher Selvagem.

“Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher selvagem ainda sobrevive em todas as mulheres, mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.”

Esta crônica é meu texto mais lido e comentado. A postagem oficial no Facebook tem mais de seis mil compartilhamentos. Acho que esse expressivo retorno dos leitores, mulheres principalmente, e seus comentários, significa que toquei em algo precioso para a psique feminina: a questão da liberdade de ser.

O que querem as mulheres? Para mim, a resposta é óbvia: mulheres querem o que homens também querem: liberdade para serem o que são, sem opressão. Apenas isso. Minha crônica fala sobre o arquétipo do feminino livre, de um modo poético, esse arquétipo poderoso mas que, infelizmente, a cultura machista e as religiões patriarcalistas conseguiram, durante séculos, manter bem escondidinho na psique feminina. O resultado dessa repressão criou não apenas mulheres domesticadas e infelizes, mas também sociedades injustas, relações desiguais, violência e desrespeito à Natureza.

Para um mundo mais justo e harmonioso, precisamos de mulheres livres.
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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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A Mulher Selvagem

Sua beleza é arisca, arredia aos modismos. Ela encanta por um não-sei-quê indefinível… mas que também agride o olhar. É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha. E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem.

> A crônica A Mulher Selvagem integra os livros Vocês Terráqueas e Blues da Vida Crônica

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MAIS SOBRE O FEMININO SELVAGEM

AMulherLivreEEu-02A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

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DICA DE LIVROS

vtcapa21x308-01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
Ricardo Kelmer – contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas

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Alma Una
(clipe da música de Ricardo Kelmer e Flávia Cavaca)

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Raluímen – O poder da bruxa

31/10/2016

31out2016

A bruxa montada em sua vassoura evoca a perigosa ideia de independência, força e liberdade sexual femininas

raluimenopoderdabruxa-01

RALUÍMEN – O PODER DA BRUXA

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Nestes dias sombrios, em que o fanatismo religioso avança nos espaços laicos da sociedade e na política, comemorar o Dia das Bruxas tem um interessante simbolismo. O Cristianismo, com seu pavor do princípio feminino, queimou muitas mulheres nas fogueiras, e hoje, mesmo sem a força dos seus tribunais inquisitórios, segue em sua santíssima missão de reprimir a sexualidade feminina. A bruxa montada em sua vassoura, o que ela evoca? Evoca a perigosa ideia de independência, força e liberdade sexual femininas, ou seja, tudo o que a mentalidade machista e patriarcalista não quer.

Sei que algumas pessoas não gostam que brasileiros festejem o Dia das Bruxas, pois isso denotaria subserviência cultural, e que por isso devemos comemorar o Dia do Saci. Faz certo sentido, sim, mas há outros sentidos envolvidos na questão. O Dia das Bruxas é uma adaptação moderna de um evento cristão, o Dia de Todos os Santos e Mártires, que reverencia os mortos, mas suas origens estão em antigas celebrações celtas e pagãs. Atualmente, o Dia das Bruxas é uma mistura de significados, fruto da miscelânea cultural gerada pela globalização, mas no meio disso tudo pode-se perceber a crescente emergência do fator feminino, na imagem da mulher forte e independente voando em sua vassoura, sob a luz da lua e na companhia de gatos e corujas. E isso é um bom sinal, pois mostra que o arquétipo do feminino livre e selvagem segue vivo na psique, rompendo os limites da repressão e expressando-se em datas comemorativas como essa.

Olha que curioso. Na Antiguidade, as deidades femininas eram celebradas em festivos rituais nos quais bebia-se vinho e fazia-se sexo pela fertilidade da Terra. Aí veio o Cristianismo para acabar com essa pouca vergonha, reprimindo os cultos pagãos e cristianizando seus rituais e datas comemorativas. Mais tarde, para completar o serviço, os cristãos queimaram as mulheres nas fogueiras em nome de Deus, porque temiam o princípio feminino e viam nelas o Diabo encarnado. Hoje, a comemoração cristã do Dia de Todos os Santos e Mártires ainda existe, como Dia de Finados, mas o Dia das Bruxas, celebrado dois dias antes, ganha cada vez mais a simpatia popular e projeta fortemente o arquétipo do feminino livre nos céus da cultura ocidental, religando a mulher à sabedoria instintiva da Natureza ‒ que ironia. É a vingança da Deusa sobre o Deus opressor.

Nos anos 2000-2001, eu organizava uma festa em Fortaleza que se chamava Raluímen. A ideia era festejar o Dia das Bruxas promovendo uma antropofagia safadinha e bem-humorada do termo Halloween e saudar a livre sexualidade feminina. A festa não existe mais, mas acho que a ideia continua válida. Por isso, amigas e amigos, contra o fanatismo religioso ralemos o hímen, sempre, com alegria e festa. E viva o feminino livre!

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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SOBRE PAGANISMO E BRUXAS

Paganismo (Wikipedia)

Dia das Bruxas (Wikipedia)

Inquisição (Wikipedia)

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MAIS SOBRE O FEMININO SELVAGEM

InspiracionEssaVadia-02Inspiración, essa vadia – E não adianta argumentar, seu signo é a urgência. Desejo não é coisa que se adie, ela sempre diz

A mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

Sexo tinto – Palmas para a musa dos inebriados / Que dança para as nossas almas / E nos entorpece com seus rodopios

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DICAS DE LIVROS

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Ricardo Kelmer – Contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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 01- eu concordo…acho importante comemorar o dia das “bruxas”. Quanto ao resto…e o natal, o papai noel,o ralouim, etc.? Tem gente que até come peru nestas datas! Renata Regina, São Paulo-SP – out2016

02- nunca deixemos, pois, de ralar o hímen! Clarisse Ilgenfritz, Fortaleza-CE – out2016

03- raluimen! Shirlene Holanda, Fortaleza-CE – out2016

04- o povo só quer saber do raluímen! Renata Regina, São Paulo-SP – out2016

05- Muito bom… amei o texto… Caroline de Alencar, Fortaleza-CE – out2016

06- Saravá ! Susana X Mota, Leiria-Portugal – out2016

07- Amei. Cícera Souza Vidal, Fortaleza-CE – out2016

08- Festas inesquecíveis !!! Marcos Severo, Fortaleza-CE – out2016

09- Excelentes reflexões! Neiva, Kitah, Lissandra, Helen Negrão, Áurea Brito, Ana Anita, Paola Soares, Madlene Do Carmo Aristoteles, Verônica Oliveira e outras tantas bruxas queridas… dêem uma sacada neste texto do Kelmer. Elizabeth Holanda, Fortaleza-CE – out2016

10- Puta artigo bacana!!!! Aliás, bacana, palavra que vem de Baco, a versão romana do deus Dionísio, é uma palavra que cai muito bem nesse contexto. André do Valle, São Paulo-SP – nov2016

11- Texto super interessante. Sara Santos, Tubarão-SC – nov2016

12- O Saci, verdadeiro do foclore não o do Monteiro Lobato, é bem cruel com suas vítimas. Gladys Angela Larroyd, Tubarão-SC – nov2016

13- Parabéns, Ricardo, por toda a sua pesquisa! E saiba que estou morrendo de frustração por não ter conhecido a festa que você promovia!!! André do Valle, São Paulo-SP – nov2016

14- Não sou cristã,mas devo dizer que o verdadeiro cristianismo foi o que havia antes da intervenção romana,que modificou a história e os ensinamentos do rabino e profeta Jesus.Depois de Constantino o cristianismo perdeu seu verdadeiro sentido,de amor e perdão e se tornou símbolo de ódio e perseguição.Não entendo como eles liam os ensinamentos belíssimos de Jesus e praticavam atos de deixar satã no chinelo…Só o cristianismo primitivo é cristão. Hannah Finholdt, Rio de Janeiro-RJ – nov2016


Dadivosa dançarina

19/09/2016

19set2016

A nua silhueta que a cortina revela move-se em sinuosa dança, e a cortina balança ao ritmo dela

dadivosadancarina-04

DADIVOSA DANÇARINA

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À noite, em seu quarto, a menina se despe
E na janela se oferece para a rua
A nua silhueta que a cortina revela
Move-se em sinuosa dança
E a cortina balança ao ritmo dela
De vinho ela se serve
E a taça beija de leve seus lábios
Ela é a ébria rosa que se abre
No jardim dos urbanos fetiches
É a delícia que a noite promete
Aos discretos e insones vícios…
Quando ela termina, a luz se apaga
Vai-se a silhueta semovente
A janela escura não mente: foi-se a menina
Deixando no ar sua lânguida lembrança
E a esperança de que logo retorne
Não se demore, dadivosa dançarina

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FORMATO PROSA POÉTICA

DadivosaDancarina-04aÀ noite, em seu quarto, a menina se despe, e na janela se oferece para a rua. A nua silhueta que a cortina revela move-se em sinuosa dança, e a cortina balança ao ritmo dela. De vinho ela se serve. E a taça beija de leve seus lábios. Ela é a ébria rosa que se abre no jardim dos urbanos fetiches. É a delícia que a noite promete aos discretos e insones vícios… Quando ela termina, a luz se apaga, vai-se a silhueta semovente. A janela escura não mente: foi-se a menina, deixando no ar sua lânguida lembrança e a esperança de que logo retorne. Não se demore, dadivosa dançarina.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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VersosSafadinhosCapa-06aEste poema integra o livro Versos Safadinhos para Noites Românticas ou Vice-versa. E eu o ofereço a todas as mulheres que dançam nuas nas janelas dos apartamentos.

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MAIS SOBRE O FEMININO LIVRE

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A mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

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Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

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DICAS DE LIVROS

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Ricardo Kelmer – contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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Sexo tinto

08/08/2016

08ago2016

Palmas para a musa dos inebriados, que dança para as nossas almas e nos entorpece com seus rodopios

SexoTinto-01

SEXO TINTO

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Pelos becos dessas noites baldias
É o seu cheiro de urgência que nos guia
Vejam, é ela, a cigana generosa
Em seu vestido de cor de rosa no cio
Palmas para a musa dos inebriados
Que dança para as nossas almas
E nos entorpece com seus rodopios
Dama bendita dos ardentes desejos
Ela negocia beijos e sopra promessas
Rainha das tabernas, ela é de todos
Mas nunca será de um qualquer
Celebremos com ela, pois, a fantasia
E a livre poesia do instinto
Um brinde, amigos, ao sexo tinto
Dessa louca e linda mulher

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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> Este poema integra o livro Versos Safadinhos para Noites Românticas ou Vice-versa

> Mais poemas

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MAIS SOBRE O FEMININO SELVAGEM

InspiracionEssaVadia-02Inspiración, essa vadia – E não adianta argumentar, seu signo é a urgência. Desejo não é coisa que se adie, ela sempre diz

A mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

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DICAS DE LIVROS

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Ricardo Kelmer – contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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Eu quero as duas

26/03/2016

27mar2016

EuQueroAsDuas-01a

EU QUERO AS DUAS

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E
u quero as duas
A que é doce e a que arranha
Uma me mata de manhã
E a outra é toda manha
Uma me afaga
E a outra me assanha

Eu quero as duas
A louca e a delicada
Uma soluça em meu peito
A outra dança nua na sacada
A menininha sem jeito
E a mulher desatinada

Eu não sei qual é a melhor
Então eu quero as duas
Mas quero as duas numa só

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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> Mais poemas

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LEIA NESTE BLOG

ODesejoDaDeusa-02

O desejo da Deusa – Um encontro na praia, as forças da Natureza e um deus repressor

O menino e o feminino misterioso – Esse instante numinoso em que o Feminino Sagrado mostrou-se pra mim, sob a meia-luz de seu imenso mistério

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Cristal – Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

Mulheres que adoram – Dar prazer a uma mulher, fazê-la dizer adoro mil vezes por dia…

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DICAS DE LIVROS

livroaprostitutasagrada02A prostituta sagrada (Nancy Qualls-Corbett, Editora Paulus, 1990) – O eterno feminino e sua relação com espiritualidade e sexualidade. Quando a deusa do amor ainda era honrada, a prostituta sagrada era virgem no sentido original do termo: pessoa íntegra que servia de mediadora para que a deusa chegasse até a humanidade. Este livro mostra como nossa vitalidade e alegria de viver dependem de restaurarmos a alma da prostituta sagrada, a fim de nos proporcionar uma nova compreensão da vida.

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley) – Romance em 4 volumes. A saga arthuriana numa visão feminina e intimista. A Bretanha por volta do sec. VII, as guerras pela unificação do Reino, a realeza e seus costumes, as tramas envolvendo paixões, traições e os mais altos ideais de nobreza e lealdade e as decisões de bastidores que estabeleceram definitivamente o cristianismo na ilha, exterminando boa parte da cultura local e seus cultos à Natureza e à Deusa Mãe. Este romance mostra o lendário universo de Camelot a partir da ótica de Morgana, a meia-irmã de Arthur e sacerdotisa de Avalon, a ilha que atuava como centro do culto à Grande Deusa.

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ALMA UNA
para rituais do sagrado feminino

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Dentro dela

11/01/2016

12jan2016

Estar dentro de uma mulher… O que pode haver de mais transcendental?

DentroDela-02a

DENTRO DELA

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Estar dentro de uma mulher…
O que pode haver de mais transcendental?

Transpor o portal é sempre sagrado
Toda vez é iniciação
Diante dele eu me submeto, solene
Ateu em devotada reverência
Extasiado entre juramentos de saliva
E sussurros suados de adoração

Lá dentro ela me chama, a obscura noite primordial
Onde céu e terra se unem no profundo das águas
E os ecos ancestrais desse matrimônio
Revivem em mim
Sou cavaleiro consagrado da deusa
Sou menino seduzido pela lua cheia
Sou marujo que vagueia com medo de não voltar

Lá dentro me faço oferenda
E sob o mistério do eterno feminino
Eu fecho os olhos para não cegar
Porque se estou dentro dela
Ela é Inanna, Ísis e Oxum
É Afrodite e Ishtar

Permita-me esta noite ser teu consorte
Sacerdotisa, donzela, guerreira, rainha
Para em ti ser um com o todo numinoso
E provar o gosto da eternidade
Na fúlgida verdade dos nossos gozos.

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FORMATO PROSA POÉTICA

Estar dentro de uma mulher… O que pode haver de mais transcendental? Transpor o portal é sempre sagrado, toda vez é iniciação. Diante dele eu me submeto, solene, ateu em devotada reverência, extasiado entre juramentos de saliva e sussurros suados de adoração. Lá dentro ela me chama, a obscura noite primordial, onde céu e terra se unem no profundo das águas. E os ecos ancestrais desse matrimônio revivem em mim: sou cavaleiro consagrado da deusa, sou menino seduzido pela lua cheia, sou marujo que vagueia com medo de não voltar. Lá dentro me faço oferenda e, sob o mistério do eterno feminino, eu fecho os olhos para não cegar, porque se estou dentro dela, ela é Inanna, Ísis e Oxum, é Afrodite e Ishtar. Permita-me esta noite ser teu consorte, sacerdotisa, donzela, guerreira, rainha, para em ti ser um com o todo numinoso. E provar o gosto da eternidade, na fúlgida verdade dos nossos gozos.

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Ricardo Kelmer 2015 – blogdokelmer.com

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Kelmer Para Mulheres – Nesta seção do blog, homem fica de fora

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ODesejoDaDeusa-02O desejo da Deusa – Um encontro na praia, as forças da Natureza e um deus repressor

O menino e o feminino misterioso – Esse instante numinoso em que o Feminino Sagrado mostrou-se pra mim, sob a meia-luz de seu imenso mistério

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Cristal – Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

Mulheres que adoram – Dar prazer a uma mulher, fazê-la dizer adoro mil vezes por dia…

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DICAS DE LIVROS

livroaprostitutasagrada02A Prostituta Sagrada (Nancy Qualls-Corbett, Editora Paulus, 1990) – O eterno feminino e sua relação com espiritualidade e sexualidade. Quando a deusa do amor ainda era honrada, a prostituta sagrada era virgem no sentido original do termo: pessoa íntegra que servia de mediadora para que a deusa chegasse até a humanidade. Este livro mostra como nossa vitalidade e alegria de viver dependem de restaurarmos a alma da prostituta sagrada, a fim de nos proporcionar uma nova compreensão da vida.

As Brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley) – Romance em 4 volumes. A saga arthuriana numa visão feminina e intimista. A Bretanha por volta do sec. VII, as guerras pela unificação do Reino, a realeza e seus costumes, as tramas envolvendo paixões, traições e os mais altos ideais de nobreza e lealdade e as decisões de bastidores que estabeleceram definitivamente o cristianismo na ilha, exterminando boa parte da cultura local e seus cultos à Natureza e à Deusa Mãe. Este romance mostra o lendário universo de Camelot a partir da ótica de Morgana, a meia-irmã de Arthur e sacerdotisa de Avalon, a ilha que atuava como centro do culto à Grande Deusa.

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ALMA UNA
para rituais do sagrado feminino

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Seja Leitor Vip e ganhe:

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01- Me emocionei 💕 Ricardo Kelmer Grata. Dorah Andrade, São Paulo-SP – jan2016 

02- Ame !!! Silvia Teresa Polo Jimenez, João Pessoa-PB – jan2016

03- Muito massa!! Jessika Thaís, Fortaleza-CE – jan2016

04- Uia! Surpreendeu. Mari Ana, Sorocaba-SP – jan2016

05- O louvor do Shakta à Shaktí. Dorah Andrade, São Paulo-SP – jan2016

06- Ricardo Kelmer! Até quando vc fica em Portugal? Vem passar uns dias aqui com a gente! Vamos combinar! Quero te ver!!! Isabella Furtado, Modena-Itália – jan2016

07- Adorei!!!! Thaís Guida, Rio das Ostras-RJ – jan2016

08- Belíssimo. Iris Medeiros, Campina Grande-PB – jan2016

09- É muito lindo isso. Ninguém me perguntou mas eu vou dizer assim mesmo: nas duas formas está lindo mas eu gostei mais na forma de Prosa Poética. Lindo mesmo. Claire Feliz Regina, São Paulo-SP – jan2016

10- Demais.Grande elogio ao feminino. Tania Maria Ponciano, Campina Grande-PB – jan2016

11- (Aplausos) Taís Krugmann, Campo Grande-MS – jan2016

12- A-MEI!!! Soraya Freire, Fortaleza-CE – jan2016

13- Ah, os poetas… ♡ Jessica Giambarba, Fortaleza-CE – jan2016

14- Meu poeta! Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – jan2016

15- Que belo… Avaaante! Mardineuson Sena, Barbalha-CE – jan2016

16- Ricardo Kelmer, amigo querido!!! Estou organizando os textos para trabalhar com a galera, nesse semestre!!! Esse seu já está entre os escolhidos. Prepare-se, “nós vamos usar você”… No bom sentido, é claro!!! (Rs)… Lenha Diógenes, Fortaleza-CE – jan2016

17- Fantástico, ameiiii!!! Vera Freitas, Porto Alegre-RS – mai2016

18- E lindo de mais!!! Fico encantada com tais palavras…💓💓💓💓 Jocelaine Teixeira Roses, Florianópolis-SC – mai2016

19- Lindo!!! Isa At, São Paulo-SP – mai2016

20- lindo texto. Adriana de Carvalho, Volta Redonda-RJ – mai2016

21- Lindo! Parabéns pela sensibilidade! Rosária Simoes, Rio de Janeiro-RJ – jun2016

22- Super encantada … Ficarei viciada !!! Bita Candido, Laguna-SC – jun2016

23- Lindo e profundo o modo como descreve uma mulher adorei. Angela M de Jesus, Ponta Grossa-PR – jun2016

24- Parabéns !Sensível, lindo e empoderador. Regina Maia, jun2016

25- Muito lindo!! Ana Paula Rosa, Cachoeirinha-RS – jun2016

26- UAAAAUUU!!!! Lorena Horta, jul2016

27- Show…. Simone Portto, São Francisco de Itabapoana-RJ – jul2016

28- Amei, adorei, elevou- me a alma, gosto de coisas assim,que plaqueia, mais nos revela o ser que somos ou queremos ser em atos de profunda entrega. Carla Jaqueline Reis Oliveira, ago2016

29- Digno relato de um sagrado masculino! Ana Isabel Santos, ago2016

30- Hummm. Souza Angel, Santa Rita-PB – set2016

31- Nossa!Perfect!👌👏👏👏👏👏👏👏 Ellem Francys Do Gustavo Ornellas, Três Rios-RJ – jul2016

32- lindo mesmo! Selma Batista Barreto, dez2016

33- Fantástico! !!! Georgina Santos, Rio Branco-AC – jan2017

34- Lindo. Verônica Marques, Camocim-CE – abr2017

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Druuna e a salvação pelo sexo

18/04/2015

18abr2015

Com sua doçura e generosidade, ela simboliza a salvação através da verdadeira pureza, livre do pecado

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DRUUNA E A SALVAÇÃO PELO SEXO

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No futuro, num mundo hostil e decrépito, uma estranha doença ataca os pecadores, que se transformam em monstros e morrem vítimas de terríveis deformidades. Druuna é uma bela e voluptuosa garota que, para conseguir remédio para o namorado e descobrir as origens da doença, envolve-se em várias aventuras e faz sexo com as criaturas mais estranhas do Universo.

Este é o enredo dos quadrinhos de ficção científica-erótica Druuna, a obra-prima criada nos anos 1980 pelo desenhista italiano Paolo Serpieri, um mestre consagrado do desenho. O roteiro é ótimo e a técnica de Serpieri é um espetáculo visual, com seu traço inconfundível, a teatralidade das imagens, o jogo de luzes e sombras e o uso criativo dos ângulos de cena. E a morena Druuna, com sua tez ameríndia, com suas mesmerizantes curvas e protuberâncias e, particularmente, com sua bunda brasileiríssima, é um deleite para os olhos. As histórias são recheadas de sexo, pois Druuna, além de apetitosa, tem muito, mas muito apetite: ela aceita homens superdotados, mulheres de toda cor e sabor, mutantes depravados, monstros horripilantes e robôs insaciáveis, sempre dando e recebendo muito prazer.

À primeira vista, a história pode soar como mero pretexto para a sacanagem explícita e generalizada. Bem, ainda assim seria uma puta obra-prima da sacanagem, pela qualidade artística e pelas notáveis cenas de sexo. A saga de Druuna, porém, merece elogios também por sua profundidade temática: a garota que busca salvar seu namorado é o poder encarnado do sagrado feminino, que pode nos guiar no grande caos dos valores e nos religar à sabedoria instintiva. Os prazeres sexuais de Druuna nos remetem a todo instante à mítica tensão entre Eros e Tanatos, e sua imagem nua nos força o olhar para o contraste entre a beleza e a degradação num mundo que canta a mulher mas ao mesmo tempo a teme e a apedreja justamente… por ser mulher. O impacto que Druuna causa tem a típica força do mito: ela reverbera em nossa alma sensações de alumbramento, assombro, êxtase e reverência pela beleza e pela vida.

Uma história machista, violenta e pornográfica, que denigre a imagem feminina, e mais isso e aquilo mais… No início, Druuna recebia fortes críticas, principalmente de feministas radicais, que Serpieri sempre rebateu com segurança: sua história é uma alegoria da nossa própria realidade, em que somos ávidos por sexo mas, ao mesmo tempo, temos vergonha disso e envolvemos a nudez e o ato sexual num tenebroso clima de culpa, pecado e autonegação, o que nos torna neuróticos e violentos. Para Serpieri, sua heroína, sendo mulher, representa a vitória do belo, do natural e, principalmente, do prazer, sobre o mundo decadente em suas neuroses e contradições.

O contraste entre a imagem de Druuna e a decrepitude ao seu redor é a vitória da beleza e da vida diante da doença e da morte. Com sua doçura e generosidade, ela simboliza a salvação através da verdadeira pureza, livre do pecado, e redime o mundo pelo prazer. Boa sorte em sua missão, Druuna, e bons orgasmos.


Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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SAIBA MAIS

Blog Enochhaym – Bom texto sobre Serpieri e Druuna

Blog do Gutemberg – Druuna decide destino dos sobreviventes da tragédia nuclear

Blog HQ Quadrinhos – A arte maravilhosa de Serpieri

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

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DICA DE LIVROS

IFTCapa-05aIndecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer, contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A Entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio do sexo anal

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