Mar de gente, mar de amar

11/02/2020

11fev2020

A música do Simpatizo Fácil no pré-carnaval 2020

MAR DE GENTE, MAR DE AMAR

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O carnaval chegou
Eu vou que vou me perder
Nesse mar de amor e alegria
Minha fantasia não tem opressão

Minha alma é da paixão
O meu corpo é da folia, meu bem
Pra censura eu digo não
Pro amor eu só digo vem

Vem, vem, vem, vem
É nesse mar de gente
Que a gente de repente vai se encontrar
Olha a onda do respeito
Cada um tem o seu jeito
Nesse lindo mar de amar

> composição de Calé Alencar e Ricardo Kelmer (2020)

 

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Ricardo Kelmer 2020 –
blogdokelmer.com

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> Simpatizo Fácil no Facebookfacebook.com/simpatizofacil

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.CLIPE DE MAR DE GENTE, MAR DE AMAR
Com Calé Alencar e Os Transacionais
Imagens/montagem: Levy Mota

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Diretoria do Simpatizo Fácil (Paulo Henrique Carvalho, Vaninha Vieira e Ricardo Kelmer)

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CLIPE DE NAÇÃO NORDESTE, CAPITAL FOLIA
Arranjos e interpretação: Os Transacionais. Imagens/montagem: Levy Mota

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NAÇÃO NORDESTE, CAPITAL FOLIA
Ao vivo, 12jan2019, no pré-carnaval do Simpatizo Fácil. Composição de Alan Morais e Ricardo Kelmer

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SIMPATIZO FÁCIL
Música do Simpatizo Fácil 2018
Voz: Liliany Sá. Arranjos: Fábio Amaral (Fortaleza, jan2018). Composição de Joaquim Ernesto e Ricardo Kelmer

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SIMPATIZO FÁCIL (ao vivo)
Banda Frevo Alucinação, no Floresta Brasil (Fortaleza, fev2018)

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LEIA NESTE BLOG

Resistindo com alegria – Ocupar os espaços da cidade é reconquistá-la para seus devidos donos: o povo

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Excelente… velho guerreiro Calé. Zezé Medeiros, Fortaleza-CE – fev2020

02- Muito massa, parabéns! Aulo Silvio Braz, Fortaleza-CE – fev2020

03- Parabéns meu amigo velho ou velho amigo. Muito boa a letra. Gostei muito. O que mais admiro é essa luta sua diaria pela cultura nesse pais tão rico e criativo, porém sem o minimo de reconhecimento à arte. Ainda mais agora com Bonzonazi no poder.Abraços, Boa sorte. Curta que ela é pra ser curtida. Leopoldo Felice Noschese, São Paulo-SP – fev2020

04- Dale Kilmito, ficou massa! André de Sena, Recife-PE – fev2020

05- gostei!!! Helga Lima, Rio de Janeiro-RJ – fev2020

06- ARRAZZZOOOUUU!!!!!! Rildete Ribeiro, Fortaleza-CE – fev2020

07- O melhor carnaval de Fortaleza….Parabéns aos organizadores: Vaninha, Kelmer e PH! A gente se diverte com segurança, musica de qualidade, gente bacana, comida top e bebida gelada. Alessandra Magna, Fortaleza-CE – fev2020

08- tá lindo!! Shirlene Holanda, Fortaleza-CE – fev2020

09- Pense num som arretado. Guto Bitu, Crato-CE – fev2020

10- 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼 Ta lindoooo. Magah Costa, Fortaleza-CE – fev2020

11- Que massa! Super lindo! Renata Luz, Fortaleza-CE – fev2020

12- SENSACIONAL. Moacir Bedê, Fortaleza-CE – fev2020

13- Massa! ja tem quantas? uma por ano né? Alan Morais, Fortaleza-CE – fev2020

RK: O Simpatizo já tem 3 músicas. A de 2018 fiz com Joaquim Ernesto, a de 2019 contigo e de 2020 com Calé Alencar. Só parceirim arretado 🙂

14- Massa demais. Fernando Piancó, Fortaleza-CE – fev2020

15- Massa!!! Show mesmo! João Felipe Matias, Fortaleza-CE – fev2020

16- Vou compartilhar no Facebook. Célia Sporrer, Fortaleza-CE – fev2020 

17- Deixar aqui .. meus parabéns .. foi .. muito amigos presentes , a festa foi maravilhosa as bandas estavam um espetáculo ! Vcs arrasaram. Michelle Firmeza, Fortaleza-CE – fev2020

18- gostei!!! Helga Lima Carlos, Rio de Janeiro-RJ – fev2020


Odair José e seu rock de resistência

12/11/2019

12nov2019

Agora no ritmo do rock e do blues, Odair segue sendo o que sempre foi, um grito de resistência contra o moralismo e a hipocrisia

ODAIR JOSÉ E SEU ROCK DE RESISTÊNCIA

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Se você curte Odair José, ou curte rock, escute seu novo disco, Hibernar na Casa das Moças Ouvindo Rádio. É ótimo! E é antifascista.

Nos últimos anos, Odair liberou sua alma roquenrou, reprimida em grande parte de sua extensa obra, feita de 37 discos. As músicas do novo disco, no ritmo do rock e do blues, abordam temas como política, imigração, armas, religião, notícias falsas, fetiches sexuais e prostituição, e tem também uma homenagem ao rádio. Odair continua sendo o atento cronista dos costumes, com seu olhar docemente irônico e bem-humorado.

No blues Na Casa das Moças, ao som de uma gaita deliciosa, os homens fazem fila para lavar a louça em troca de repeteco e beijo na boca, e aí o caçador vira caça. Pena que ele não informa o endereço. No rockão O Imigrante Mochileiro, um estrangeiro explica que não é vagabundo e que deseja conhecer o mundo e misturar cultura. Recomendo aos xenófobos.

Na balada Liberado, todas as raças, credos e cores celebram o amor, o romance e a amizade numa grande festa com birita grátis. Eita, que essa eu não perco… O rock Gang Bang é um convite a esta prática sexual, na qual uma mulher transa com vários homens ao mesmo tempo. Empodeiramento feminino! E Chumbo Grosso critica a liberação das armas de fogo ao dizer que “quem andar errado vai levar chumbo grosso, quem comer da fruta vai chupar o caroço, agora chupa…”. Bozo, esta é pra você, viu?

Nestes tempos em que a besta do fascismo estende seus tentáculos por sobre a sociedade e o fanatismo religioso quer nos impor a todos suas leis, Odair segue sendo o que sempre foi, um grito de resistência contra o moralismo e a hipocrisia, ele que foi excomungado pela Igreja Católica por sua ópera rock O Filho de José e Maria, de 1977.

Entre as influências musicais do disco, Odair cita os blues de Keith Richards, dos Rolling Stone, os discos solo de Paul McCartney, os pioneiros do rock Chuck Berry e Little Richards, Jimi Hendrix, Santana, Raul Seixas, The Doors, Eric Clapton, as baladas da gravadora Motown, Aerosmith e até Coldplay. Pense num cara bem influenciado!

Agora, é esperar que ele traga logo seu show a Fortaleza. Estarei na fila do gargarejo, como sempre.

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Ricardo Kelmer 2019 – blogdokelmer.com

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NA CASA DAS MOÇAS (blues)

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O IMIGRANTE MOCHILEIRO (rock)
(part. Jorde du Peixe, do Nação Zumbi)

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> Disco na íntegra

> Vou tirar você desse lugar (conto) – O amor cabarético de Dario e Josélia

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Trilha da Vida Loca
Ricardo Kelmer, contos

O amor é belo. Mas também é ridículo, risível, trágico… Aqui estão reunidas seis histórias, inspiradas em grandes sucessos musicais da dor de cotovelo. Paixões de cabaré, porres horrendos, brigas, escândalos, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor. Amar é para estômagos fortes.

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VÍDEO: VOU TIRAR VOCÊ DESSE LUGAR

Apresentação no Bordel Poesia (São Paulo, 18.02.14). Música e conto, com Ricardo Kelmer e Thais Durães

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odairjose009SUCESSOS DE ODAIR JOSÉ:

E depois volte pra mim (disco Praça Tiradentes, 2012)
Não me venda grilos (o disco censurado O Filho de José e Maria, 1977)

Nunca mais (disco O Filho de José e Maria, 1977)
Na minha opinião (1975)
Dê um chega na tristeza (1975)

A noite mais linda do mundo (1974)
Cadê você (1973)
Eu, você e a praça (1973)
Vou tirar você desse lugar (1972, original)

Vou tirar você desse lugar (ao vivo com Caetano Veloso, 1973)
Vou tirar você dsse lugar (2016)
Esta noite você vai ter que ser minha (1972)
Foi tudo culpa do amor (2017)

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LEIA

Discografia de Odair José

Vou tirar você desse patamar – Temática social na canção de Odair José – Trabalho acadêmico de Ana Karolina Cavalcante Assunção e Síria Mapurunga Bonfim (2011)
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LEIA NESTE BLOG

odairjose010aOdair José, primeiro e único – Se você, meu amigo, é desses que sentem atração por esse universo pré-FM, feito de bares de cortininha, radiola com discos arranhados e meninas vindas do interior… então escute Odair

Lama (Trilha da Vida Loca) – Se quiser fumar, eu fumo… Se quiser beber, eu bebo… Não interessa a ninguém

Paixão de um homem (Trilha da Vida Loca) – Amigo, por favor leve esta carta… E entregue àquela ingrata… E diga como estou

Por que brigamos (Trilha da Vida Loca) – Quanto mais eu penso em lhe deixar… Mais eu sinto que não posso… Pois me prendi à sua vida muito mais do que devia

A última canção (Trilha da Vida Loca) – Esta é a última canção que eu faço pra você… Já cansei de viver iludido, só pensando em você

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TRILHA DA VIDA LOCA
Clipe com trechos do show

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01- Massa. Moacir Bedê, Fortaleza-CE – nov2019

02- Até onde eu sabia esteve nao faz muito.morando por aqui…pelo menos 2 vezes meados do ano passado e começo deste o vi pelo monte castelo. Ou seria um sósia perfeito..ou clone.? Neri dos Santos, Fortaleza-CE – nov2019

03- Oi Ricardo!!! Boa dica…fiquei curiosa! Abraço!!!! Saudade!!! Sandra Grego, Rio de Janeiro-RJ – nov2019

04- 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼☝🏽🌟 Marília Lima, Fortaleza-CE – nov2019

05- que coisa linda isso. Marcelo Gavini de Freitas, São Paulo-SP – nov2019

06- Disco maravilhoso! Odair sempre afiado. Basílio di Melo, Fortaleza-CE – nov2019

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Dona de mim

08/05/2019

08mai2019

DONA DE MIM

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Dona de mim já não sou mais
Quando aos teus pés me ajoelho assim
E em teu olho a chama do desejo atiça
A mulher louca e submissa que há em mim

De bom grado já não me pertenço
Docilmente me submeto à vontade tua
Se me queres agora toda nua, eu obedeço
E de quatro te ofereço minha carne crua

Bate, meu senhor, faz-me o rabo em brasa
Marca em mim o juramento da servidão
Serei sempre a escrava grata e obediente
E amarei o peso ardente da tua mão

Bate, meu senhor, é minha pele que implora
Do bom chicote o estalo por toda a noite
Hoje eu sou a mulher mais livre e gloriosa
Plena da dor gozosa do teu açoite

> música de Ricardo Kelmer e Fernando Neri

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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com

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Fernando Neri – Dona de mim
registro experimental, 2019

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> Mais poemas e músicas

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Nação Nordeste, capital Folia

29/01/2019

29jan2019

Simpatizar é resistir! – A nova música do Simpatizo Fácil

NAÇÃO NORDESTE, CAPITAL FOLIA

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Aquele beijo que tu me deste

Fez do meu coração, alegria
Cabrocha, cabrita, cabra da peste
Ai, eu me acabo em poesia
Nação Nordeste, capital Folia

Eu sou da terra maravilha
Onde o sol brilha em cada ser
O amor só quer uma chuvinha pra nascer

Nordestino eu sou
Mesmo na dor, não esqueço de rir
Sou do Nordeste, sou mais aqui
Simpatizar é resistir

> composição de Ricardo Kelmer e Alan Morais (2018)

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Ricardo Kelmer 2019 –
blogdokelmer.com

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> Simpatizo Fácil no Facebookfacebook.com/simpatizofacil

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CLIPE DE NAÇÃO NORDESTE, CAPITAL FOLIA
Arranjos e interpretação: Os Transacionais. Imagens/montagem: Levy Mota
Estúdio Som do Mar, Fortaleza, jan2019

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NAÇÃO NORDESTE, CAPITAL FOLIA
Ao vivo, 12jan2019, no pré-carnaval do Simpatizo Fácil

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.No estúdio com Os Transacionais

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Os Transacionais no pré-carnaval do Simpatizo Fácil, jan2019

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Meu parceirim Alan Morais, coautor de “Nação Nordeste, capital Folia”

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Camisetas do Simpatizo Fácil 2019. Desenho: Elinaudo Barbosa

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Diretoria do Simpatizo Fácil
(Paulo Henrique Carvalho, Vânia Vieira e Ricardo Kelmer)

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SIMPATIZO FÁCIL
Música do Simpatizo Fácil 2018
Voz: Liliany Sá. Arranjos: Fábio Amaral (Fortaleza, jan2018)
Composição de Joaquim Ernesto e Ricardo Kelmer

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SIMPATIZO FÁCIL (ao vivo)
Banda Frevo Alucinação, no Floresta Brasil (Fortaleza, fev2018)

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Resistindo com alegria – Ocupar os espaços da cidade é reconquistá-la para seus devidos donos: o povo

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01- 


Estações

01/08/2018

01ago2018

ESTAÇÕES

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São tantas estações
No roteiro da viagem
Sigo calmo pela margem
Deslumbrado e amistoso
Misterioso é tudo que vive
Sempre fui meio detetive
Mas viver não tem explicação

São tantas estações
Que eu esqueço onde desci
Lembra que te ofereci a minha solidão?
Você disse: Não, muito obrigada!
Você quer a segurança da calçada
E eu venero a contramão

São tantas estações
Eu ouço sinos nas esquinas
Eu sorrio para as meninas
Em seus decotes-perdição
Eu erro a mão e me perco à meia-luz
Eu sou o trem que me conduz
À minha própria salvação

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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Teófilo Lima – Estações (estúdio, 2017)

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> Mais poemas e músicas

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Pior seria não te amar

08/06/2018

08jun2018

PIOR SERIA NÃO TE AMAR

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Pior seria, Luíza
Não ter sofrido
Da saudade que inferniza
Pior ter morrido
Sem nunca em ti amanhecido
Pior seria não te amar, Luíza

Nosso caso de amor e de polícia
Não te amar, Luíza
Noites vis de ciúme e de sevícia
Não te amar, Luíza
A brisa fria no cais da despedida
Nosso futuro que agoniza
No mar vazio do teu olhar…

Ainda assim, Luíza
Pior seria não te amar

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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com

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> Mais poemas e músicas

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Contato imediato

25/04/2015

26abr2015

ContatoImediato-04a

CONTATO IMEDIATO

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Ela me deixou com essa dor
Na alma um gosto de fel
E essa saudade alucinada sem fim
Não coube mais em mim
E se projetou no céu

Olha o meu recado lá no alto
Um sinal desesperado pra ela ver
Vão dizer que não é real
Mas não faz mal
Ela vai entender

Voa, minha dor
Feito um disco voador
Faz um contato imediato
Com o meu amor
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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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> Contato imediato é uma música de Ricardo Kelmer e Ana Alcântara
Ouça aqui (registro caseiro)

> Mais poemas e músicas

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Um cara que acabou de acordar

12/04/2015

12abr2015

Por isso esse olhar de quem ainda não entendeu… Esse clima de Morfeu, essa preguiça de explicar

UmCaraQueAcabouDeAcordar-02

UM CARA QUE ACABOU DE ACORDAR

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Você quer saber quem eu sou
Pois bem, vou te falar
Eu sou apenas um cara
Que acabou de acordar

Por isso esse olhar
De quem ainda não entendeu
Esse clima de Morfeu
Essa preguiça de explicar
Por isso o gesto lento
Captar a poesia do momento
Antes dela sumir no ar
Eu sou apenas um cara
Que acabou de acordar

Você vai logo notar
O cabelo assanhado
O quarto bagunçado
Qualquer roupa pra usar
Vai perceber rapidinho
Que eu me perco no caminho
Que eu estranho esse lugar
Eu sou apenas um cara
Que acabou de acordar

Não consigo me acostumar
Pra onde vai toda essa gente?
E essa pressa mais demente?
Não, obrigado, eu vou mais devagar
A claridade fere a retina
O ouvido dói com as buzinas
Me coço todo na sujeira desse ar
Nessa loucura quase esqueço de lembrar
Que eu sou apenas um cara
Que acabou de acordar
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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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> Música – Ouça a gravação de um registro dessa música (melodia de Flávia Cavaca, ainda sem todos os instrumentos). Agradecimentos a Rodrigo Larese pela programação de estúdio. Música criada para a trilha sonora do seriado Sonhos Urbanos.

> Mais poemas e músicas

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SeguirABoiadaOuAsPropriasConviccoes-2Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Aos poucos podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos

A pergunta – Um dia, porém, alguém desconfia. E entende que os que olham para fora, sonham, e os que olham para dentro, despertam. E aí a pergunta é inevitável

A Matrix em cada um de nós – Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir

Pequeno incidente em Hukat – Integrante do Projeto Sapiens de Monitoramento Planetário descobre irregularidades comprometendo a evolução da espécie humana e se envolve em rebelião contra Deus, o psicomputador

Jung – a jornada do autodescobrimento – Vídeo com um resumo da vida e das ideias de Carl Jung, o psicólogo e pensador suíço criador da teoria do inconsciente coletivo

A ilha – Uma fábula sobre o autoconhecimento

Poesia – Poemas e letras de músicas

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DICA DE LIVRO

Matrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas
Ricardo Kelmer, ensaio, 2005

Usando a mitologia e a psicologia do inconsciente numa linguagem descontraída, Kelmer nos revela a estrutura mitológica do enredo do filme Matrix, mostrando-o como uma reedição moderna do antigo mito da jornada do herói, e o compara ao processo individual de autorrealização, do qual fazem parte as crises do despertar, o autoconhecer-se, os conflitos internos, as autossabotagens, a experiência do amor, a morte e o renascer.

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UmCaraQueAcabouDeAcordar-02a

 

 


Jardim das ilusões (clipe)

25/08/2014

25ago2014

Essa música eu fiz para uma mulher que eu quero esquecer

JardimDasIlusoesFala-15d.

Teófilo é um amigo muito querido, que conheci em 2005, quando eu morava no Rio de Janeiro e ele estava na cidade fazendo shows. A amizade rolou fácil e a parceria musical surgiu naturalmente. Além de Jardim das Ilusões, compusemos Estações, Poemas de Saliva e Gostosa Demais. Teófilo, que também assina Teófilo Lima, é um dos músicos mais criativos e talentosos que conheci.

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JARDIM DAS ILUSÕES
Ricardo Kelmer e Teófilo
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Levei o teu campari emprestado
Devolvo depois com correção
Que pena, não deu certo, valeu
Beberei à nossa separação
O amor que tu me deste era de vidro
E isso que fizeste… um papelão
Trocaste nosso jardim de ternura
Pela aventura insana da paixão

Não te incomodes de regar nossa camélia
Ela definhou de aflição
As hortênsias murcharam na janela
E o amor-perfeito já não crê em ilusão

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Ricardo Kelmer 1996 – blogdokelmer.com

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CLIPE

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> Para ouvir e baixar em mp3

> Mais músicas kelméricas

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01- Muito bom. Celso Junior, São Paulo-SP – set2014

02- Adorei a dor de corno love you Ricardo Kelmer. Dorah Andrade, São Paulo-SP – set2014

03- bom demais, Ricardo Kelmer Cabeça de cuia da silva!! Teofilo Lima, Parnaíba-PI – set2014

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Blues de luz neon (novo clipe)

15/01/2014

15jan2014

A música Blues de Luz Neon ganhou novo clipe

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A música Blues de Luz Neon, que integra a trilha sonora do romance O Irresistível Charme da Insanidade, ganhou um novo clipe. A música é de autoria minha e de meu parceirim Joaquim Ernesto, e a interpretação é de Lucio Ricardo, um dos melhores cantores que conheço. A letra foi criada em 2001, e a melodia em 2004, assim como a gravação. A edição do vídeo, bem caseiro por sinal, é deste autor que vos fala. Quem sabe um dia farão um clipe que preste.

No romance, um trecho da letra aparece no capítulo 7, quando Luca está numa puta fossa por causa de Isadora, que o abandonou. Ele chega em casa bêbado, deita no sofá com o violão, serve uma dose de uísque e dedilha uns acordes da música. A versão em inglês desse romance, com tradução de Téo Lorent, será publicada em 2014.
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BLUES DE LUZ NEON
(Ricardo Kelmer e Joaquim Ernesto)

Quando esse blues
Tocar no sonho do seu coração
Devagar você vai despertar
Na madrugada
Bem de mansinho, assim
Vai lembrar de mim
Abra a janela do quarto
Lá fora no meio da rua brilha um letreiro
O luminoso do nosso amor é vermelho
Então sinta, viaje
Voe nesse tom
Foi pra você, meu bem, que eu compus
Esse blues de luz neon
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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> Para ouvir e baixar em mp3

> A história da música Blues de Luz Neon

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ICI2011Capa-01dO Irresistível Charme da Insanidade
Ricardo Kelmer, Editora Arte Paubrasil, 2011

Um músico obcecado pelo controle da vida. Uma viajante taoísta em busca da reencarnação de seu mestre-amante do século 16. O amor que desafia a lógica do tempo e descortina as mais loucas possibilidades do ser.

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> Mais músicas kelméricas

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Adoro esta música! Lígia Eloy, Lisboa-Portugal – fev2011

02- virei sua leitorinha e sua ouvintezinha rsrsrs. Renata Regina, São Paulo-SP – fev2011

03- A musica é tão gostosa e tão fascinante quanto o livro. Parabéns Kelmer por tanta criatividade! Maria do Carmo Antunes, São Paulo-SP – fev2011

04- Blues de Luz Neon é bárbaro, muy sensual. A tua fêmea de dentro não é moleza não – uma demônia linda, ninfeta, erótica, sexy, sedutora e muuuuy perigosa. Com este tipo de demônia quem é que pode? Até o diabo enlouquece. 😉 Patrícia Lobo, Salvador-BA – fev2011


Manifesto das bem-aventuranças

12/11/2013

12nov2013

ManifestoDasBemAventurancas-06 .

MANIFESTO DAS BEM-AVENTURANÇAS
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Are you a lucky little lady in the city of light?
Or just another lost angel?…
City of night.
(The Doors)
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Bem-aventurada a noite
e todos os seus embalos e alcovas
Todos os bares
sobretudo os malditos e mais ainda os de balcão
As danceterias esfumaçadas
de disputadíssimo metro quadrado
onde brilham DJs de gosto discutível
e os dançarinos de ocasião
Os neons coloridos dos cruzamentos cosmopolitas
Os motéis e suas filas de espera
constrangedoras e nem sempre contidas
Os cabarés de periferia
com suas adoráveis máquinas de música
e a luz lilás do ambiente, tão indefectível
As esquinas lascivamente habitadas de pernas à mostra
e olhares convidativos
Os inferninhos regados a uísque e cocaína
dos ricos apartamentos da orla costeira
E os incansáveis concursos gay
que sobrevivem quase clandestinos e sem glamour
para os sonhos de cinderela de tantas bonecas borralheiras

Bem-aventurado o bolero
ritmo sagrado de todas as penumbras
e das melhores dores-de-cotovelo
Bem-aventurados os que uma vez na vida
sucumbiram a uma paixão sem zelo e sem par
rodopiando lentamente de rosto colado
e a voz rouca de Elis contando falseado
de um bandeide no calcanhar…

Bem-aventuradas todas as festas
mesmo as de 15 anos e outras mais comedidas
porque festa é o que nos resta
Infinitamente mais bem-aventuradas porém
aquelas festas louquíssimas
onde exigem fantasia
os convidados são selecionados
a bebida não falta
o som não deixa ninguém parado
a fila para o banheiro é uma das atrações
há um segundo andar na casa
fertilizando travessas imaginações
o vizinho apareceu para reclamar e acabou ficando
tá todo mundo superafins
(solteiros, solteiríssimos, casados e os nem tão casados assim)
estão presentes pelo menos uma dúzia de vivas lendas
do primeiro escalão de sua agenda
e no outro dia você acorda atordoado num quarto que não é o seu
não lembra que horas saiu da festa e muito menos
o que naquela cama aconteceu…
mas toda apreensão se evapora
quando surge
à porta do quarto
insinuante e bem-humorado
aquele anjo maravilhoso do seu sonho
lhe dando bom-dia
e empunhando uma cerveja estupidamente bem-vinda
porque hoje é sábado afinal
e você não tem compromisso
e além disso seu anjo maravilhoso continua bem disposto
e maravilhosamente irreal

Bem-aventurados os garçons e garçonetes
em seu glorioso e incompreendido ofício
Os cantores e músicos da noite
que nunca perderão a velha esperança de ver a vida
lhes reconhecer os méritos finalmente
méritos diariamente abafados pelas conversas nas mesas
e pelo barulho da churrasqueira bem ao lado
ou ainda pelos aplausos longos e entusiasmados
a músicas que nunca são as suas…
Os esforçados transformistas de boate de terceira
As dançarinas de strip-tease
e os atores e atrizes de sexo explícito
já cansados de explicar
que é um trabalho como outro qualquer
As lindas e promissoras modelos
de rosto e corpo cultivados
que os emprestam a ricos executivos
por um jantar naquele restaurante badaladíssimo
e depois um bom vinho num 5 estrelas reservado
E as menininhas que encurtam ao máximo suas saias
e sua adolescência
para os caprichos fartos de estrangeiros deslumbrados

Bem-aventuradas todas as prostitutas
sobretudo as pobres
saco de pancada das sociedades hipócritas de todos os tempos
Bem-aventuradas por todos os séculos e séculos
elas que são do mundo lixo, vício e benefício
elas que (ao lado dos palhaços) terão sempre
o mais puro dos ofícios
Bem-aventurados os garotos e garotas de programa
versões mais destiladas da eterna profissão
termos mais requintados pra mesmíssima coisa
curso inevitável da democratização sexual
Bem-aventurada a não mais exclusividade do aluguel do prazer
aos prostíbulos e praças mal afamadas
que bom vê-lo com outras roupas!
que bom sabê-lo em outras camadas!
Bem-aventurado, por extensão, o telefone
que os solicita e as solicita com discrição

Bem-aventurados mais ainda os travestis
Bombástica personificação do inconformismo à ditadura genética!
Exótica e sensual indignação da alma ao legado do corpo imposto!
Seres tão cruéis à nossa vã necessidade de tudo explicar
Eles que são elas
e que desafiam e abordam insolentes nas esquinas
o pudor do mundo
e envergonham a sagrada decência da família
e instigam curiosidade e luxúria
com seus corpos inadmissivelmente belos
tão androginamente profanos
Eles que são elas
anjos noturnos do apocalipse sexual urbano
prisma expiatório de sentimentos vários
o mais puro amor
o ódio mais sanguinário
Eles que são elas
própria contradição do sexo
e sua mais alta idolatria
Buscada redenção do pecado original: Adão e Eva num só
Para lembrar que um sempre se descobrirá no outro
que é o que sabemos quando amamos
Para lembrar que do homem nasceu a mulher
e se um está no outro
é porque ambos estão em você
mesmo se não quiser

Bem-aventurados enfim
todos vós que atentais contra a moral e os bons costumes
Vós que dais de comer à obscenidade e à alegria
Vós que instigais a carícia e a polícia
e que emprestais ao profano vossa poesia
Vós que sacudis a pasmaceira dos tempos
e assaltais a mesmice
e violentais a pudicícia
e fazeis sangrar a pestilenta carne da demagogia
Deus vos proteja
e vos guarde (sempre à noite) um lugar
e um altar
em sua incompreensível sabedoria

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Ricardo Kelmer 1993 – blogdokelmer.com

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RKIntocaveisPutzBand1994-01SOBRE ESTE POEMA – Nos shows da Intocáveis Putz Band (Fortaleza-CE), em 1994, quando eu ainda integrava a banda, usávamos este poema num dos números, vestidos como monges medievais. Enquanto a banda fazia um instrumental psicodélico e de intensidade crescente, eu recitava trechos do poema, pregando para a plateia, num clima denso e sombrio. Era o momento sacro-profano do show. As reações do público eram curiosas: algumas pessoas se assustavam, outras se identificavam bastante e havia até quem chorasse emocionado. O Manifesto das Bem-Aventuranças não foi gravado no único disco que a banda lançou, em 1999.

> A celebração da putchéuris – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

> Postagem no Facebook

> Mais poemas e músicas

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Uma hora de palmas e em pé ainda não seria o bastante…..simplesmente genial. Fabiano Brilhante, Fortaleza-CE – nov2013

02- Quanta blasfêmia… Sei que você é um poeta, e que vê beleza e arte na vida boêmica, mas não use o nome de Deus em vão, para que não te sobrevenha nenhuma maldicão “Não vos enganeis, de Deus não se zomba, pois tudo o que o homem semear, isto também ceifará”. (Gálatas 6:7). Clara Haugland, Fortaleza-CE – nov2013

03- sae satanas……. evem pra igrja punk do f.d.s…. capeta…… Bispo Xines, São Paulo-SP – nov2013

04- Clara, não discuta.O Kelmer só deseja provocar, chamar a atenção… É nisso que se transformou o ato de pensar, isso não nos deve surpreender. Somente sendo idiota se faz uma provocação como essa. Deus já disse que o Reino dos Céus é para todos, todos aqueles que o quiserem, e só quererão os que se arrependerem, os que estão cansados, dispostos à buscar sabedoria. Kelmer está por aí fazendo literatura sem fazer literatura, pensando sem pensar muito bem ou muito demoradamente. O que sei é que um testemunho como este em nada altera, em nada influência… Chega! Já demos audiência demais. Max Honorato, Nilópolis-RJ – nov2013

05- que as diferenças sejam respeitadas e a diversidade de pensamentos livre!!! evoé. Marina Caires, São Paulo-SP – nov2013.

.ManifestoDasBemAventurancas-06a


O feminino em mim

12/01/2012

12jan2012

O feminino tem muitas luas, é menina e é mulher, é santa e é prostituta

OFemininoEmMim-02.

O FEMININO EM MIM
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O feminino é um elemento muito importante em meu trabalho. Desde o início ele já se revela, nas redações da escola e nos poemas adolescentes. Está presente em meus livros, no Bordel Poesia, no Cabaré Soçaite e nos shows que faço. O amor, o respeito e a reverência à mulher… O fascínio pela beleza, pela sensualidade e pelo mistério que exala do feminino…

Separei alguns poemas e letras de músicas onde o princípio feminino está bem manifestado, em várias de suas facetas. Sim, o feminino tem muitas luas, é menina e é mulher, é santa e é prostituta. Às vezes se expressa na mulher carente e vingativa, noutro dia na garota fútil no shopping center, depois na mulher guerreira ou na velha sábia. O feminino não é. O feminino são.

> Pra ouvir e baixar as músicas

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ÚMIDA FLOR DO LÁBIO
2013, Ricardo Kelmer
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Úmida flor do lábio, impura e bela
Tão resplandescente na alcova escura
É ela quem guia minha procura
Sou eu quem voo a vida em torno dela

Quero-me no bem me quer de suas pétalas
E na doce vertigem dessa altura
Extasiar meu olhar na formosura
Dos tons rosados de sua aquarela

Sobre ela faço de mim mil beijos
Eu inteiro sou um anseio que cresce
Atraído pelo odor do desejo

Da rosa que me envolve com ardor…
E a vida se bendiz no gozo agreste
Do pouso do pássaro em sua flor

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DONA DE MIM
2013, Ricardo Kelmer

Dona de mim já não sou mais
Quando aos teus pés me ajoelho assim
E em teu olho a chama do desejo atiça
A mulher louca e submissa que há em mim

De bom grado já não me pertenço
Docilmente me submeto à vontade tua
Se me queres agora toda nua, eu obedeço
E de quatro te ofereço minha carne crua

Bate, meu senhor, me deixa o rabo em brasa
Marca em mim o juramento da servidão
Ser sempre a escrava grata e obediente
E amar o peso ardente da tua mão

Bate, meu senhor, é a minha pele que implora
O estalo do bom chicote por toda a noite
Hoje sou eu a mulher mais livre e gloriosa
Plena da dor gozosa do teu açoite

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ELA NO ESPELHO
2006, Ricardo Kelmer

No espelho ela se olha
Do outro lado ela se vê
E quem olha pra ela não é
Quem ela pensa ser

Ela vê que ela não é
Quem um dia ela já foi
Que o tempo passa na janela
E o que era ela já se foi

Ela se olha e se esconde
E pergunta outra vez
Mas o espelho não responde
Ao olhar dos seus porquês

Quem é aquela que se olha?
Quem é a outra que se vê?
E o seu olhar só lhe devolve
O mistério de crescer

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EU QUERO AS DUAS
2006, Ricardo Kelmer

Eu quero as duas
A que é doce e a que arranha
Uma me mata de manhã
E a outra é toda manha
Uma me afaga
E a outra me assanha

Eu quero as duas
A louca e a delicada
Uma soluça em meu peito
A outra dança nua na sacada
A menininha sem jeito
E a mulher desatinada

Eu não sei qual é a melhor
Então eu quero as duas
Mas quero as duas numa só

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ALMA SELVAGEM
2005, Ricardo Kelmer
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Ela tem a alma selvagem
E o vento sopra liberdade
Na mecha do cabelo
Brinca de beijo, pede afago
Mas cuidado
Ela gosta de arranhar

Ela segue seu destino
No fluxo feminino
Deita com a lua nova
E o seu corpo se renova
À noite chora por amor
Sonhos que ainda não realizou

Ela celebra a vida em rituais
Bendiz os ciclos naturais
Ela sabe, o ser não cabe na definição
Abraça o mundo com carinho
Mas só vai pelo caminho
Onde tem um coração

Alma selvagem, liberdade de ser
Alma selvagem, coragem de viver

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ALMA UNA
música de Ricardo Kelmer e Flávia Cavaca, 2005
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Celebrar o milagre de ser
O assombro de viver
Na doce magia da noite
Minha alma é noiva desse ritual

O fogo me aquece num abraço amigo
As fagulhas são reflexos do infinito
Eu danço o mistério da Lua
Linda, nua e natural

Eu faço amor com a Terra
Sou a amante eterna
Do fogo, da água e do ar

Sou irmã de tudo que vive
Ninfa que brinca com a vida
Alma una com tudo que há

Salamandras brincam na fogueira…
Guerreiras aladas trazem oferendas…
Se aproximam os animais de poder…
Planta-mestra, eu quero aprender…
Guardiães, abençoem meu caminho…
Tambores do xamã, toquem pra mim…
Grande Mãe, estou aqui…

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No Sopa de Letrinhas (Bar Bagaça, São Paulo, 2011)

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HELLO KITTY
música de Ricardo Kelmer e Flávia Cavaca, 2005
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Meu bem, vou te contar
Essa vida é um shopping
Meu passeio preferido
É ser vitrine pro olhar
Sou oferta cintilante
Impossível recusar
Sou joia cara
Aquela estrela rara
Que periga te cegar

Eu assumo, sou de consumo
Mas só vai me ganhar
Quem souber me conquistar

Meu celular tá tocando
Meu ibope tá subindo
Minha vida é uma festa
E eu não vou te convidar
Mas hoje tô boazinha
E uma chance vou te dar
Então entra na fila e espera
Que eu ainda vou me arrumar

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NÃO FAZ SENTIDO
música de Ricardo Kelmer e Ana Alcântara, 2005
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Você pergunta como eu estou
Se eu preciso de alguma coisa
Em quê que você pode me ajudar
E eu digo que comigo vai tudo bem
Segue o trem da minha vida
Obrigado, não precisa se preocupar

Não, não faz sentido
A tua boca assim pertinho de mim
E não poder beijar

É tão estranho ver você assim
Dizendo coisas que eu não quero
Que eu não posso, eu não consigo acreditar
Não tem lógica ouvir a tua voz
Dizendo agora a gente é amigo
Não vem com essa de pode se abrir comigo
De pode me ligar

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PRA VOCÊ ME VER
2005, música de Ricardo Kelmer e Ana Alcântara
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Esse meu jeitinho fotogênico
E esse teu olhar tão fotográfico
A me envolver e me enquadrar
Eu faço pose pro teu desejo
Só pra te ver perder o foco
A meia-luz do meu corpo
Vai te ofuscar
Sem filtro e sem retoque
Eu vou me revelar

Pra você me ver e se deliciar
Pra você me ver e se viciar
Vai ver, vai ver se há
Uma assim que nem eu

Jeitosa assim, tão dada assim
Abusada assim, todinha assim
Não há

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RECOMEÇAR
2004, música de Ricardo Kelmer e Ana Alcântara
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Olha pra mim
Eu vim aqui tão desarmada
Meu orgulho deixei em casa
Tudo que eu trago é a minha dor
E esta canção que eu fiz pra você ver
Que eu vim de cara lavada
Não quero briga, tô tão cansada
Deixa que fale por mim
A dor sem fim desta canção
Me perdoa, foi sem querer
O mal que eu fiz a você

Eu tive tudo mas não soube ser feliz
Eu nunca quis te magoar
Olha as lágrimas da nossa história
Borrando as notas desta canção
Aperta a minha mão
Vem, vem me abraçar
Me beija e me diz, por favor
Vem me beijar e me diz
Que a nossa história vai recomeçar

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Angélica Brita, abalando no bloco Belas da Tarde (Fortaleza, 1993)

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QUANTO VOCÊ PAGA
2001, música de Ricardo Kelmer e Toinho Martan
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Você me olha desse jeito
Pensa que eu não sei
Que você quer me comprar
Mas eu não estou à venda, meu bem
O que está à venda é o seu sonho de ter
O que você pode pagar

Quanto você paga, meu amor
Pra eu nunca dizer não?
Quanto você paga pra eu roubar
Seu coração?
Quanto você paga pra eu dizer
Coisas que sua mulher não diz?
Quanto você paga
Pra eu te fazer feliz?

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DESPREZÍVEL
1998, música de Ricardo Kelmer e Toinho Martan
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Desprezível eu sou
Desprezível
Rastejando de desejo
No quarto de despejo desse amor
Desprezível

Quantas vezes te procurei
Nas madrugadas da cidade
Ai que louca que eu sou
Ai que pouca vergonha
A insônia desse amor

Manda em mim que eu obedeço
Diz que eu não presto
Diz que eu sou desprezível
Me deixa aqui na mesa
Vai que eu pago a despesa
Desse amor

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VINGATIVA
Ricardo Kelmer, 1997
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Ah, você não sabe do que eu sou capaz
Eu viro louca possessiva
Descabelada, vingativa
Eu faço um inferno da sua vida
E conto pra sua mulher
O que é que você faz

Você não me conhece, rapaz
Eu escandalizo o público
Eu publico suas cartas ridículas
Eu compro soda cáustica
E deixo sua carreira por um fio
Depois sorrio e durmo em paz

Ferina e mordaz
Eu arroto imprudência
Eu esqueço a decência
Ah, a vingança é uma ciência
Que em mim atingiu seu apogeu
Você já perdeu o seu cartaz

Não me subestime, rapaz
Você não sabe do que eu sou capaz

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DECIFRA-ME
Ricardo Kelmer, 1997
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Tem noite em que eu sou tão santa…
Mulher tem de saber o seu lugar
Eu olho para ti e é obscena
A cena do meu corpo em teu olhar
Eu viro o rosto pra não corar…

Tem noite em que eu sou tão cara
Mulher tem de saber o seu lugar
No olhar que ela inflama
Na cama de alguém sem se dar
Tenho um aluguel para pagar…

Esse é o jogo do amor
Esse é o seu desafio
Te seduz o meu pudor
Te ameaça o meu cio

Sim, eu me dou pra você
Como eu sempre quis me dar
Se você me decifrar
Só se você me decifrar

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O Monge Traveca. Com o parceiro Toinho Martan,
show da Intocáveis Putz Band (Fortaleza, 1999)

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DESATINOS
1996, música de Ricardo Kelmer e Flávia Cavaca
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Tantos bares em teu desejo
Tantos beijos em teu se dar
Eu te procuro e não me vejo
À luz neon do teu olhar

Mas hoje meu hálito é cor de vinho
E me alinho às deusas do que vier
Um decote ousado, um ar mordido
Você não conhece uma mulher

Me leva contigo ao mundo teu
Ensina os desatinos do mundo teu
Quero me deitar com quem te ama
Na cama de quem me abençoar

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MARIA DA GRAÇA
Ricardo Kelmer, 1996
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Maria da Graça eu
Meu senhor
Bendita nos teus braços
Bendito, o fruto dessa paixão
Seduz

Maria da Graça eu
Meu senhor
Pecadora desse amor
Agora é a hora da minha sorte
Meu bem

Maria da Graça eu
Cheia de graça eu
Agraciada eu
Acariciada eu
Viciada eu
Abraça eu
Meu senhor
Meu bem

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MENINA DO LACINHO COR-DE-ROSA
Johnson, Lonner e Gil, 1989
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Quando entrei no cabaré
Todo mundo se divertia
Nessa noite que rolava
Todo mundo aproveitava
A festa acontecia

Numa mesa mais escura
Vi uma cena comovente
Uma menina ainda nova
Com um lacinho cor-de-rosa
Me sorria tristemente

Menina do lacinho cor-de-rosa
Teu lugar não é aqui
Levanta que eu te levo embora
Vem que eu te faço ser feliz

Fui sentar na sua mesa
E ela logo me falou
Estranho pode parecer
Mas não procuro o prazer
O que eu quero é o amor

E me disse com a voz meiga
Num beicinho de chorar
Ainda não sou bem crescida
Mas já sei que nesta vida
O importante é amar

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Ricardo Kelmer 2011 – blogdokelmer.com

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FALARAM DISSO POR AÍ

O feminino, por Ricardo Kelmer – Blog O Feminino e o Sagrado, de Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro.

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 COMENTÁRIOS
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01- que massa! Ítalo Furtado, Fortaleza-CE – jan2012

02- Adorei!! Beijo!! Cristiane Bastos, Taíba-CE – jan2012

03- Tá tomando gosto pela coisa, hein!rsrsrsrsrsr. Maria Do Carmo Antunes, São Paulo-SP – jan2012

04- Todos dizem que ninguém conseguiu traduzir tão bem a alma e o universo feminino em poesia que o Chico, e até concordo. Mas dividiria o título com aquele que parece conhecer não só a alma, mas o corpo, a mente, os sentimentos, as pulsões, e as múltiplas facetas desse nosso universo. Parabéns Kelmer! Jocastra Holanda, Fortaleza-CE – mar2013

05- Que não se esgote a sua feminilidade! Márcia Maracajá, Recife-PE – mar2013

06- SIMPLISMENTE SHOW! BEIJO. Mônica Fuck, Fortaleza-CE – mar2013

06- Caramba, Kelmer, adorei! Beatriz Del Picchia, São Paulo-SP – mar2013

07- amei a sua publicação de hoje, demais!!!! ja escutei varias musicas…..não sabia que vc tinha mais esta faceta! as letras são lindas, curti muito! Carla Falcão Bouth, São Paulo-SP – mar2013

08- Ela no Espelho. bom. fala sobre o refletir. a reflexão da imagem. sobre o tempo que passa. Acho que mexeu nas minhas angustias de mulher. rsrsr. Paulla Sousa Barros, Fortaleza-CE – mar2013

09- hahahaha. Este Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos é D+! Joyce Néia, São Paulo-SP – mar2013

10- Gostei. Tatiane Sá, Cajamar-SP – nov2013

11- Linda, a Kelmerina!!! Daniela Oliveira de Rogério, Fortaleza-CE – nov2013

12- Loura escâaando! Ou seria ruiva? Rindo e lembrando de vc “baixando a Clara Nunes” na quinta no Boteco. Muito bom! Eu sempre me divirto com esse feminino em RK. Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – nov2013

13- leva o maior geito kkkkkkkkk. Marcos Felix, Ceilândia-DF – mar2014

14- LINDOOOOOONAAAAAAA. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – mar2014

15- Rick, Quem Te Conhece sabe q vc é bem Assim mesmo. Bjus. Laurinha Oliv, Fortaleza-CE – mar2014

16- GOSTOOOSA! Digo, gostoooso! Samara Do Vale, Fortaleza-CE – mar2014

17- vc está uma fofa! Luke Junior, São Carlos-SP – mar2014

18- Tens um raro dom de entender o feminino. Assim, parabenizo esta mulher que tens aí dentro, que ela te siga pela vida de forma sempre atenta, colorindo o teu trabalho com um sutil cor-de-rosa que tanto nos encanta. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – mar2014

19- Ricardo Kelmer? Adorei !!! Vou levar Alma Una…………. sensacional! Inté amigo. Amanda Pontes, Florianópolis-SC – mar2014

20- EH POR ISSO QUERIDO RICARDO Q AMO UM HOMEM DE LIBRA…. NUNCA VI ALMA MAIS DOCE EMOTIVA FEMININA… MAS NA HORA H TOME 50 TONS DE CINZA…. MISTURA MARAVILHOSA VIVA OS LIBRIANOS…. Dhara Bastos, Fortaleza-CE – mar2014

Will Duran, no seu magnífico livro, A história da filosofia, diz que a imaturidade o tempo conserta. O Marx tentou várias vezes modificar o seu Manifesto Comunista, pois a cada vez que lia via possibilidades de mudanças. Em 2000 publiquei um ensaio sobre a violência urbana, Violência: causas, conseguencias e soluções,  e jamais imaginei que tudo que escrevi estaria acontecendo, mas devo te confessar que não gosto hoje do texto, pois ainda era neófito como publicista e fico até acabrunhado por tê-lo escrito. Mas o importante é escrevermos nossas histórias e ter a certeza de que um dia valeu a pena ter escrito, mesmo que depois não nos reconheçamos mais dentro do texto, como você genialmente dissertou. Forte abraço,

Luís Olímpio

Agora não tem mais desculpa

23/12/2010

Ricardo Kelmer 2007

Viver de música continua difícil. Mas o mais importante é que pessoas talentosas como você já não dependem tanto da sorte pra acontecer
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Intocáveis Putz Band. Era o nome da minha banda. Estávamos predestinados a ser um sucesso mundial, cachê estratosférico, férias no Pacífico Sul… Mas só duramos cinco anos e um CD. O ano era 1994, da era pré-internet. Tempos difíceis. Naqueles dias tudo que uma banda de rock de Fortaleza tinha pra divulgar seu trabalho eram os shows pela pobre noite da cidade. Gravar um CD? Ihhh, isso era tão caro e complicado que só apelando pras burocráticas leis de incentivo cultural e olhe lá.

Se naquele tempo já existisse a internet como ela é hoje, ah, seria bem menos complicado. Hoje a tecnologia facilitou tanto o caminho que não tem mais desculpa. Putz, hoje você pode gravar um CD inteiro usando o computador do seu quarto! E ainda envia suas músicas pra milhares de pessoas com apenas um toque no teclado. E o preço disso tudo? Menos que um violão de terceira mão.

Hoje existe o mp3 e os sites que hospedam gratuitamente clipes musicais. E pra fazer um clipe é só unir a música com umas imagens num programinha básico de edição e jogar no You Tube. Os artistas podem ter seu próprio blog ou site, sempre atualizado com informações, agenda, músicas pra ouvir, contato com os fãs… É um novo mundo. E já existe a tecnologia que em breve permitirá que toda a banda se reúna pra ensaiar sem ninguém precisar sair de casa, bastando usar um programa que conecta todos ao mesmo tempo num ambiente interativo e ainda podendo gravar o ensaio. Putz… acho que vou montar outra banda.

Claro que viver de música continua difícil. Mas o mais importante é que pessoas talentosas como você já não dependem tanto da sorte pra acontecer. As etapas de produção e divulgação estão ao alcance de qualquer um que possua o mínimo de intimidade com computadores e internet, coisas que a cada dia são mais acessíveis. Há também as comunidades virtuais e as feiras de música, que possibilitam maior intercâmbio entre os profissionais e une a classe artística. Hoje, graças a todos esses fatores, ocorre algo antes impensável: o cenário alternativo deixou de ser última opção pra ser uma escolha pessoal e viável, o que é ótimo pra quem não aceita abrir certas concessões ao esquemão e prefere as liberdades da carreira independente.

Você quer ser um profissional da música? Ótimo! Então continue se aperfeiçoando. E vê se pára de reclamar da vida, levanta o traseiro dessa cadeira e vai aprender mais sobre computadores e internet pra depender o menos possível dos outros, do dinheiro e da sorte. Talvez sua banda não chegue a passar as próximas férias numa ilha do Pacífico, talvez não, mas pelo menos você saberá se mover bem nesse novo mundo que já chegou.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA NESTE BLOG

> A celebração da putchéuris – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band
> A volta da Intocáveis – Oh não! – Um show com os restos mortais da Intocáveis
> Ouça e baixe músicas da Intocáveis Putz Band

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01- TIVE O PRAZER DE VER AQUELE BESTEIROL INTELIGENTE E IDIOTA AO MESMO TEMPO NO JORKEMAN, NUMA NOITE DE DOMINGO ESCALDANTE REGADA A MUITA CERVEJA E PANFLETAGEM DE KARINE ALEXANDRINO COM O MANIFESTO BISSEXUAL FEMININO, PERFORMANCES BESTIAIS DE RKELMER E LOVING YOU DESAFINADÍSSIMA E FALSETE DO PARAGUAI DE MOACIR BEDÊ. FOI DEMAIS. POUCO TEMPO DEPOIS CRIEI OS MOI, NÃO COM A MESMA PROPOSTA, MAS COM O SARCASMO E BESTEIROL INTELIGENTE QUE VOCÊS FAZIAM, ALÉM DA FUSÃO DE SONS QUE FAZÍAMOS. FOMOS DE 1994 A 1999 (PRIMEIRA FASE) E DE FINAL DE 2000 A 2004. POR FALÊNCIA E RUMOS DIFERENTES (FILHOS, MULHERES, DINHEIRO, FACULDADE, EMPREGO, UNS RICOS, OUTROS POBRES E OUTRAS MAZELAS QUE VOCÊ CONHECE). TENHO O CD DE 4 CAPAS. ABRAÇO. Jofran Fonteles, Fortaleza-CE – dez2009

02- Como não lembrar dessa experiência auditiva,mas tinha seu valor, fala sério! Teca Baima, Fortaleza-CE – dez2009

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Consulado da Caatinga estreia em São Paulo

02/06/2010

 

Ricardo Kelmer 2010

Homenagear a cultura nordestina através da música, da poesia e das artes em geral. Esta é a proposta do Consulado da Caatinga, um evento mensal que acontecerá todo mês em São Paulo, no bar-restaurante Minas Tutu e Prosa. A estreia foi no dia 22mai e a segunda edição acontecerá em 12jun. Veja aqui as datas das próximas apresentações.

Os músicos fixos do evento são MOACIR BEDÊ (violão e bandolim), MARÍLIA DUARTE (voz) e RAFAEL MOTA (percussão), que interpretam os clássicos e os modernos da música nordestina, com participação de convidados especiais. Há também exibição de vídeos e noites de autógrafos. Em cada edição rola sorteio de CDs e de uma hospedagem para casal na praia de Jericoacoara, no Ceará.

Bar-restaurante Minas Tutu e Prosa
Av. Brig. Luis Antonio, 2790 – Jardim Paulista – 3052.1830
300m abaixo da alameda Santos

APOIO
Pousada Casa do Ângelo
– Jericoacoara

REALIZAÇÃO
Letra de Bar

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Vídeo com trechos da estreia, 3:00

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Blues pra esquentar ninfeta (Blues de luz neon)

29/04/2010

Ricardo Kelmer 2010

E a ninfeta maluquete acabou inspirando um blues bem quentinho, ideal pra suas noites frias, já que minhas mãos nem sempre estarão por perto

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Eu morava em Fortaleza quando fiz a letra de Blues de Luz Neon. Foi numa noite de 2001, eu sozinho em meu quarto, secando uma vodca e pensando numa ninfeta maluquete com quem eu tinha um rolo. Carente, atazanada, rueira e olhar levado – vixe, a outra era um perigo. A gente na boate, ela dizia que tava com frio, coitadinha, e aí pegava minha mão e botava discretamente por baixo de sua blusa, pra esquentá-la, enquanto todos passavam pertinho sem perceber nada. Era cheia desses fetiches, a ninfeta. Ela nunca soube que foi ela a inspiração da letra, qualquer dia eu digo.

No ano seguinte mostrei a letra pra minha amiga Lily Alcalay, uma cantora incrível, que todo sábado rasgava o blues naqueles poéticos entardeceres praianos da barraca Opção Futuro promovidos pela Cristina Cabral. Convidei-a a participar da trilha sonora do meu romance O Irresistível Charme da Insanidade e dei-lhe um exemplar do livro. Ela leu, gostou e topou musicar a letra. Mas infelizmente o câncer em minha amiga seguia acelerado e a irmã morte a chamou algumas semanas depois. Lily até chegou a cantarolar pra mim a melodia que fizera, ela deitada em seu leito no hospital, mas sua voz tava tão fraca que não consegui escutar. Deixei o hospital triste, sem querer crer que Lily em breve nos deixaria, e deduzi que nosso blues, que eu jamais conheceria, partiria com ela pra sempre.

Aí entra em cena meu amigo Joaquim Ernesto, que foi proprietário do Cais Bar, o bar inesquecível. Ele também gostou da letra e pediu pra musicá-la. Pensei: se eu aceitar, estarei traindo Lily? Entendi que não pois, na verdade, aquele blues precisava mesmo sair, e seria uma homenagem a ela, a bluseira venezuelana-cearense arretada. Toma, Ernesto, a letra agora é tua, manda ver – eu disse. E tomamos uma pra comemorar o início da parceria. E outra por Lily.

Joaquim Ernesto musicou e em 2004 chamou Lúcio Ricardo pra gravar. Putz, que sábia escolha. Lúcio é um dos melhores intérpretes que já conheci. Sua voz rouca e seu jeitão rasgado de cantar incorporam maravilhosamente bem a alma do soul e do blues, é uma diliça. Pra mim é uma grande honra ter um blues gravado por esse cara. E acho que Lily foi devidamente homenageada. E a ninfeta maluquete acabou inspirando um blues bem quentinho, ideal pra suas noites frias, já que minhas mãos nem sempre estarão por perto.

O Irresistível Charme da Insanidade é a história de Luca e Isadora, o músico que conhece a mochileira taoísta e vive com ela uma louca aventura amorosa que os faz viajarem no tempo pra entender porque é tão complicado o amor deles. Esse blues que Lúcio Ricardo canta integra a trilha sonora do romance e, se você quiser baixar a música, é só clicar aqui.
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BLUES DE LUZ NEON
(Ricardo Kelmer e Joaquim Ernesto)

Quando esse blues
Tocar no sonho do seu coração
Devagar você vai despertar
Na madrugada
Bem de mansinho, assim
Vai lembrar de mim
Abra a janela do quarto
Lá fora no meio da rua brilha um letreiro
O luminoso do nosso amor é vermelho
Então sinta, viaje
Voe nesse tom
Foi pra você, meu bem, que eu compus
Esse blues de luz neon

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Ricardo Kelmer 2010 – blogdokelmer.com

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Clipe: Blues de Luz Neon

> Baixe o mp3 desta música

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Mais sobre Lúcio Ricardo (matéria)
– Jornal Diário do Nordeste, fev2009

Lúcio Ricardo canta Ray Charles (vídeo)
– TV O Povo, Música de A a Z (2009)

Lúcio Ricardo canta Eu vou rifar meu coração, de Lindomar Castilho, em versão blues – mp3

Lúcio Ricardo – Em cada tela uma história
(do histórico disco Massafeira, de 1980 – mp3)

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ICI2011Capa-01dO Irresistível Charme da Insanidade
Ricardo Kelmer, Editora Arte Paubrasil, 2011

Um músico obcecado pelo controle da vida. Uma viajante taoísta em busca da reencarnação de seu mestre-amante do século 16. O amor que desafia a lógica do tempo e descortina as mais loucas possibilidades do ser.

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> Mais músicas kelméricas

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01- Adoro esta música! Lígia Eloy, Lisboa-Portugal – fev2011

02- virei sua leitorinha e sua ouvintezinha rsrsrs. Renata Regina, São Paulo-SP – fev2011

03- A musica é tão gostosa e tão fascinante quanto o livro. Parabéns Kelmer por tanta criatividade! Maria do Carmo Antunes, São Paulo-SP – fev2011

04- Blues de Luz Neon é bárbaro, muy sensual. A tua fêmea de dentro não é moleza não – uma demônia linda, ninfeta, erótica, sexy, sedutora e muuuuy perigosa. Com este tipo de demônia quem é que pode? Até o diabo enlouquece. 😉 Patrícia Lobo, Salvador-BA – fev2011


Breg Brothers com fígado acebolado

20/03/2010

20mar2010

Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

OsTheBregBrothers1989-01

BREG BROTHERS COM FÍGADO ACEBOLADO

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Em abril de 1989 eu havia fechado meu bar, o Badauê, e decidi formar um conjunto musical, com meus amigos Cadinho e Jabuti. Nasciam Os The Breg Brothers. Objetivo oficial: homenagear a legítima música brega, aquela que ainda resiste em radiolas enferrujadas pelos bares da periferia. Bem, sejamos francos: na verdade tudo era mesmo uma grande raparigagem, mero pretexto pra encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos.

No dia do primeiro show, correndo pra não chegar atrasado, avancei o sinal na Antonio Sales e trombei noutro carro. Cadinho nada sofreu, mas eu cortei a boca. Foi Bia, tiete do fã-clube, quem nos socorreu. Improvisei bigode postiço pra disfarçar o ferimento e fiz o show. Pra você ver o grau de profissionalismo.

Impecáveis, nos apresentávamos em paletós brancos, flor na lapela e cabelo com gomalina. Românticos, jogávamos rosas pra plateia. Cantávamos os três e Jabuti tocava violão, com a banda por trás, no bom sentido. Compúnhamos e interpretávamos sucessos de mestres como Odair José, Genival Santos, Fernando Mendes e os Pholhas. Tudo com bom humor, sim, mas com muitíssimo respeito, por favor. Nossos nomes artísticos: Kelmo Lonner, Johnson Batista e Glaydson Gil. Nos vocais de apoio a beleza e as performances estonteantes de minha irmã Luce Érida e Daniele Ellery, mais conhecidas no mundo artístico das paradas de ônibus como Lucieuda Vai-Mais-Um e Danisléa Camburão. Nós sonhávamos com os programas do Irapuan Lima e da Hebe Camargo.

O Big Bang que originou o universo do movimento humorístico-musical de Fortaleza estava ainda em seus três primeiros segundos. Lailtinho Brega, Rossicléa, Meirinha e Neo Pi Neo eram estrelas em formação. Falcão já era estrela de brilho local, recém-saído da Arquitetura, e em breve brilharia no país inteiro. Os Necessários, do fenomenal Moacir Bedê, também já aprontavam, chegando a fazer no Badauê um show tão lotado que vendemos lugar até nos galhos da mangueira. Nesse cenário surgiram Os The Breg Brothers, com seu elegante brega de cabaré. Chiquérrimo.

Depois de conquistar um valioso 3º lugar no Festival de Música Brega do Pirata (Lailtinho em 1º e Meirinha & Rossicléa em 2º) e realizar o sonho de cantar com nosso ídolo Oswaldo Bezerra, o rei do brega do Pará, recebemos convites pra cantar em clubes e bares. E planejávamos gravar um LP, incluindo composições nossas como Menina do Lacinho Cor de Rosa, Tango do Padeiro e Samba do Bombril. A glória batia à porta, prometendo luzes e camarins. Quando fomos abrir, não era exatamente dona glória, era uma proposta profissional pro Jabuti, irrecusável. E lá se foi nosso genial compositor e guitarrista morar em Teresina. Eu e Johnson Batista ficamos tão arrasados que quatro meses depois, sem forças pra continuar, cancelamos os shows, avisamos o fã-clube e demos baixa no sonho.

Mas valeu. Foram muitas horas no boteco do Genival, que a continuação da avenida Desembargador Moreira, em nome do progresso, passou por cima. Cachaça com fígado acebolado, que delícia. E uns velhos discos arranhados na radiola do Genival. E mais uns patos, imagina, uns patos que andavam pelo quintal, ao lado de nossa mesa, acompanhando com quá-quás nossas inspiradas dores-de-cotovelo.

Um dia, voltávamos de uma farra, eram seis da manhã. Descíamos a Desembargador Moreira com a desavergonhada intenção de abrir o boteco do Genival, ainda não satisfeitos com a bebedeira. Então, eis que acontece aquilo que ficou conhecido no submundo do crime desorganizado como “o dia em que a vida do Cadinho deu uma virada”. Ele foi fazer o retorno em plena ladeira, mas calculou mal a velocidade: o fusca suspendeu as rodas laterais, foi virando, virando e, bufo!, virou. O fusca ficou de lado no asfalto, com Cadinho e Jabuti lá dentro. Eu vinha em meu carro atrás e parei, meio assustado, meio rindo do absurdo. Vi a cabeça de um jabuti saindo com dificuldade pela janela do carro virado. Naqueles dias o Jabuti estava engordando, de forma que entalou na janela e não conseguia sair. Embaixo dele Cadinho o empurrava, já desesperado, pois a gasolina escorria pelo asfalto. Cena inesquecível.

Com muito esforço Jabuti conseguiu passar pela janela, Cadinho saltou fora e desviramos o fusca. Felizmente arranhara pouco. Outros certamente ficariam assustados e terminariam na missa das seis da igreja de São Vicente, arrependendo-se dos pecados. Nós não: desceu uma estranha euforia e nos abraçamos, rindo e nos parabenizando pela aventura. Pra comemorar o feito, fomos beber Tiller’s Club (ai, a liseira…) e compor umas canções.

Hoje, morando aqui em Ipanema, vejo da janela da sala a lagoa Rodrigo de Freitas. Tem uns patos lá, sabia? Pois é, foram eles que me lembraram do boteco do Genival. E me inspiraram a escrever sobre os Breg Brothers, esse tempo em que a maior preocupação era encontrar um bar aberto de manhã. E o acorde certo pra dor de cotovelo.

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Ricardo Kelmer 1996 – blogdokelmer.com

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> Este texto integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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Os The Breg Brothers 1989 Jabuti, Jeova, Cadinho
Os The Breg Brothers ensaiam (Praia do Icaraí-CE, 1989)

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O RETORNO

Em 1993, Os The Breg Brothers ressurgiram das cinzas com a chegada do garoto prodígio Rossé Rian, substituindo o saudoso Glaydson Gil. Rossé Rian trouxe alegria, vitalidade, juventude, poesia… Hummm, que é isso? Ele era o Bambi?

A nova formação, montada pro show no Cotó Clube do Montese, contava ainda com os vocais irresistíveis de Dani Gut-Gut e Sandra Sandrão, que bateu a foto e depois sumiu, arrependida daquela putaria toda. Veja a foto. Perceba o semblante de Lonner, preocupado com o empresário que sumiu com a grana, Rossé Rian cuidando de uma tiete, Dani Gut-Gut abalando em seu modelito Oncinha Paraguaia e Johnson Batista em sua clássica pose “E aí, gatinha, que tal um Tiller´s no meu muquifo?”

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O REENCONTRO

Esta foto histórica, de 1997, mostra o tão aguardado encontro de todos os Breg Brothers. É claro que tinha que ser num balcão. Glaydson, já morando em Berlim (é o nosso Breg Brother mais chique), passava férias em Fortaleza. Uísque com catchup de tiragosto. Velhas canções, antigos chifres relembrados. Perceba Lonner chorando por uma safada acolá que o trocou por um dono de pizzaria. Rossé Rian era novinho, mas já usava boné pra esconder os chifres. Glaydson se esguelando, sofrendo por uma alemã que era atriz pornô. E Johnson sempre arrasado, coçando a testa. Ô sofrimento.

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MENINA DO LACINHO COR-DE-ROSA
Johnson, Lonner e Gil

Quando entrei no cabaré
Todo mundo se divertia
Nessa noite que rolava
Todo mundo aproveitava
A festa acontecia

Numa mesa mais escura
Vi uma cena comovente
Uma menina ainda nova
Com um lacinho cor-de-rosa
Me sorria tristemente

Menina do lacinho cor-de-rosa
Teu lugar não é aqui
Levanta que eu te levo embora
Vem que eu te faço ser feliz

Fui sentar na sua mesa
E ela logo me falou
Estranho pode parecer
Mas não procuro o prazer
O que eu quero é o amor

E me disse com a voz meiga
Num beicinho de chorar
Ainda não sou bem crescida
Mas já sei que nesta vida

O importante é amar

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TANGO DO PADEIRO
Johnson, Lonner e Gil

Tudo era tão bonito
Quando eu te conheci
Você ficava deslumbrada
Com os presentes que eu lhe dava
As luzes do Iguatemi

Te dei calça Fiorucci
E um apartamento duplex
Da DeMillus dei de presente
Uma camisola transparente
Você ficou tão sexy

Você dizia que eu era um pão
Que eu era o fermento da sua vida
Mas me trocou pelo padeiro
E hoje o meu dinheiro
Não vale um semolina

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IntocaveisPutzBand199407Anima-01A celebração da putchéuris – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

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Trilha da Vida Loca – Um show que une literatura e clássicos da dor de cotovelo

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01- Pero prefiro esse brega “estilizado” de vcs!!! Lia Demétrio Aderaldo, Fortaleza-CE – abr2010

02- Ihvna Chacon iiiiiieeeeeeiiiiiiiiiiii – Ihvna Chacon, Fortaleza-CE – nov2010

03- Pra Luce: “Eu vou tirar voce desse lugar…” Nino Cariello, Fortaleza-CE – jan2011

04- Porra num sei onde tú tá com a cabeça que não empurra esses teus textos e livros prá psiquiatria…É MUITO BOM PRA DEPRESSÃO!!! kkkk Levanta o astral de qualquer propenso a putaria!! Ronaldo Rego, Fortaleza-CE – mar2011

RK: Breg Brothers cura depressão. Assim o nosso cachê vai aumentar, Ronaldo.

05- Ainda que esta escola aceite matrículas involuntárias de todos os homens, é Impressionante o quanto os escritores e artistas cearenses conscientes se declaram pós-graduados nessa filosofocornologia. 🙂 Lazaro Freire, São Paulo-SP – mar2011

RK: Sr. Lazaro Freire. Comunicamos que seu cadastro foi aprovado. Informamos também que não aceitamos desistência pois, de acordo com a sabedoria popular, ex-corno não existe.

RK: Teoria kelmérica sobre essa fixação do homem cearense com a questão da CORNAGEM. Acho que é aquela coisa: se você não pode com seu inimigo, una-se a ele. Cansado de lutar contra a natureza fogosa de suas conterrâneas, que simplesmente não se satisfazem com um homem só (ou uma mulher só), o homem cearense decidiu relaxar e fazer graça com a coisa. A cornagem, então, deixa de ser um mal que acomete o homem traído, um sofrimento sem cura, e se transforma numa grande GOZAÇÃO, motivo de piadas sem fim, fruto da capacidade de fazer humor com a própria desgraça. Se não for isso, então é outra coisa.

06- vidas passadas muito bem… éramos feliz e sabiamos muito bem… Gilberto Fonteles (Jabuti), Berlim, Alemanha – mar2011

07- rsrsrssssss… Muito bom! Estamos lindosssss!!!! Daniele Ellery (Danisléa Camburão), Rio de Janeiro-RJ – mar2011

08- Foi muito bom!!!Mas bom mesmo, foi quando a platéia jogou os pães semolina de volta na gente…….. Luce Galvão (Lucieuda Vai-Mais-Um), Fortaleza-CE – mar2011

09- Meu, tempos bons, não!!!! hahaha….a diversãoé o sentido da vida!!!!!! Ana Luiza Cappellano, Jundiaí-SP – mar2011

10- e vi também a nossa no Pirata com os Breg Brothers. Legal ter publicado! Isabella Furtado, Modena-Itália – abr2014


Flor púrpura

10/03/2010

10mar2010

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FLOR PÚRPURA

A história deste tango começa com Índio, que era a alcunha de Cândido das Neves (24.07.1899 – 04.11.1934), que foi um violonista, compositor e intérprete que muito animou as noites cariocas fazendo serestas com Henrique de Melo Moraes, tio de Vinicius de Moraes. Pois bem. Índio compôs o tango-canção Rasguei o Teu Retrato, que Vicente Celestino e Lindomar Castilho, entre outros, gravaram.

A versão que primeiro conheci, adolescente, foi a de Ednardo, que a gravou em seu disco Cauim, de 1978. Essa música desde o início me causou forte impressão, a letra, a melodia, o arranjo, a interpretação marcante de Ednardo. Quando pari a letra de Flor Púrpura, foi lembrando dela. Meu parceiro Joaquim Ernesto conheceu a letra em 2003, musicou e gravou no ano seguinte. Quem canta é Edmar Gonçalves. Ficou um tango daqueles bem dramáticos, ideal pra se ouvir antes de cortar os pulsos da recordação. Do jeito que eu queria.

> Baixe o mp3 de Flor Púrpura aqui

> Conheça as versões de Rasguei o Teu Retrato

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FLOR PÚRPURA
Ricardo Kelmer e Joaquim Ernesto


Se eu te fiz sofrer no passado
Se eu te fiz chorar, perdoa, amor
Hoje sei como dói o amor negado
E desesperado te peço por favor

Se soubesses a dor que sinto
Te ver com alguém que não sou eu
Eu finjo, eu dissimulo, eu minto
O peito a arder pelo beijo teu

Volta pro cantinho que é nosso
Concede a chance que não te dei
Genuflexado nos grãos desse remorso
Eu choro o dia em que te desprezei

Eu falo mas não queres nem saber
Eu choro mas tu não escutas não
Quero apenas que venhas me ver
Quem pede não sou eu, é a compaixão

Uma vez só, por favor, é a última
Prometo não te pedir mais não
Vem e não esqueças da flor púrpura
Para enfeitares meu caixão

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Ricardo Kelmer 2003 – blogdokelmer.com

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MAIS MÚSICAS KELMÉRICAS

Os The Breg Brothers, Intocáveis Putz Band, parcerias kelméricas…

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A volta da Intocáveis – Oh não!

12/01/2010

11jan2010

Um show com os restos mortais da Intocáveis Putz Band

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Dezembro de 2009 em Fortaleza. Uma raríssima conjunção astrológica, que ocorre a cada dez mil anos, fez com que eu (que moro em São Paulo), Toinho Martan (mora em Brasília) e Flávio Rangel (de volta de BH) estívessemos todos na cidade, junto com Moacir Bedê (mora em São Paulo). Desde 1994, quando eu ainda estava na Intocáveis, que não tocávamos todos juntos. Não resisti à ideia: quital um show pra comemorar esse glorioso momento?

Show marcado pra 29dez2009, terça-feira, no Bar do Papai. Tudo a ver, pois foi num bar administrado por Carlinhos Papai, o Compasso, em mar1994, que a banda fez seu show de estreia. E agora o show revival: Intocáveis Putz Band A volta dos que já deveriam ter ido.

– Pô, cara – resmungou Martan, preocupado com a altíssima probabilidade de pagar mico. – A gente vai fazer um show sem nenhum ensaio?

– Não vejo nenhum problema – falei, eu como sempre sem qualquer noção de perigo.

– As crianças não vão gostar.

– Fica frio, Martan. Ninguém vai sacar que isso é coisa de artista decadente querendo faturar um troco pro Natal.

– Isso não vai dar certo.

– Cara, NUNCA deu certo – explicou Flávio, com toda sua lógica sem-noção. – Então, não será dessa vez que vai dar errado.

E assim foi. Deu tudo certo porque a fuleragem já é uma coisa errada por natureza. Bar lotado, as intoquetes em polvorosa, amigos que havia tempos não se viam, gente com saudade dos shows da Intocáveis e gente que nunca viu e queria ver – afinal tem gosto pra tudo. E, é claro, gente que chegou no bar e quando percebeu o que o esperava, deu meia-volta e se mandou.

Tocamos os nossos mais insuportáveis sucessos, inclusive o Particularmente eu prefiro quiabo cru, a pedido da fiel intoquete Maria Fernanda. Quer dizer, tentamos tocar, pois ninguém lembrava mais da letra, nem eu, que sou o autor. Nilton Fiore na percussão e JP no baixo seguraram a onda, junto com Flávio e Martan no violão. Eu filmei o show em meu celular e, é claro, subi ao palco e mandei ver no Manifesto Neomaxista Liberal: pelo direito de brochar sem ter que dar explicação, por uma delegacia de defesa do homem, pelo direito de dormir dentro…

Infelizmente Emílio Schlaepfer, o baixista oficial, e Karine Alexandrino, nossa Barbarella Pop-Star, não puderam comparecer. Ele porque virou pastor em Brasília e ela porque se recuperava da cirurgia de reversão de sexo. Neo Pi Neo e Ernesto deram suas canjas e Christiane Fiúza encantou a todos e a todas cantando Eu quero uma mulher. E Moacir Bedê, evidentemente, interpretou seus eternos e gosmentos sucessos Listen e Loving you, com seu afiadíssimo inglês de Cambridge.

Fiquem tranquilos. Garantimos que esse foi o primeiro e último revival da Intocáveis Putz Band. Pelo menos até a próxima conjunção astrológica.

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Ricardo Kelmer 2010 – blogdokelmer.com

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INTOCÁVEIS PUTZ BAND – A volta dos que já deveriam ter ido
Show com os restos mortais da Intocáveis
Bar do Papai, Fortaleza – 29dez2009 – Fotos: Levy Mota

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Toinho Martan, Flávio Rangel, JP e Nilton Fiore segurando a onda

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Christiane Fiúza: o nascimento de uma nova Intocável

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Como eles conseguem rir das mesmas besteiras durante 16 anos?
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Toda o charme, a beleza e o algo mais da intoquete Juju

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Moacir Bedê: com ele a putchéuris consegue ser ainda maior

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Ernesto e Neo Pi Neo: briga feia pelo microfone

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A celebração da putchéuris – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

A volta da Intocáveis – Oh não! Um show com os restos mortais da Intocáveis Putz Band

Roque Santeiro, o meu bar do coração – Uma homenagem ao bar Roque Santeiro

A sociedade fela da puta de Geraldo Luz – Suas músicas são baladas de melodias simplórias, conduzidas por uma inacreditável verborragia que mistura crítica social, literatura, filosofia, anarquismo, sacrilégios explícitos e sodomismos irreparáveis

Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

Galinha ao molho conjugal – Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento?

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> Ouça e baixe músicas da Intocáveis Putz Band
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AA Alcoólatra
Canto bregoriano
Elizabeth & Flávia
Manifesto neomaxista liberal
Meu nome é Mário
Mulher
Mulher (remix)
Ovo virado
Rapariguinhas do bairro
Severina
Sexy sou

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01- Caraca, K. Isso foi farra boa. Quem sabe em 2020 a gente repete… Antonio Martins, Maceió-AL – fev2011

02- Se voltar vai sacaniar – Andre Soares Pontes, Fortaleza-CE – fev2011


Clipe: De volta pra casa

06/12/2009

Ricardo Kelmer 2000

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DE VOLTA PRA CASA
Ricardo Kelmer e Joaquim Ernesto
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Você me pergunta
Qual o melhor jeito de viajar
Aprenda com o rio
Que desce suave
Porque sabe do mar

Tudo que você precisa
É a coragem de partir
E não pergunte que direção seguir
Você está na estrada
Você já está

Reconheça as velhas paisagens da infância
Sinta o cheiro familiar dessa tarde
Pra quem parte não há nada a temer
Não há nada
Viver é uma longa viagem
Que louca viagem
A mais bela viagem
A eterna viagem
De volta pra casa

Algumas letras são meio esquizofrênicas, têm mais de uma personalidade musical.

Em 2000 fiz esta letra pra um blues e entreguei pro meu amigo e parceiro Toinho Martan, que a musicou quatro anos depois, mas sem gravar. Gostei razoavelmente. Acontece que Joaquim Ernesto, outro amigo e parceiro, gostou de várias letras que eu deixara com ele em 2004, antes de eu me mudar de Fortaleza pro Rio de Janeiro, e um belo dia, em 2005, ele me manda três músicas gravadas, todas musicadas a partir das tais letras. E uma delas era De volta pra casa. E ele compusera não um blues, pois não sabia de minha ideia original, mas um samba. No princípio, estranhei, mas depois gostei. Gostei da melodia, do arranjo e da interpretação do Ciribáh. Ficou um sambinha macio, muito singelo, que me passa uma sensação boa de paz e confiança na vida.

Mostrei pro Martan e ele também gostou, ainda bem. Aliás, gostou mais que a versão blues dele. E o clipe eu fiz em 2008, pra divulgar meu livro Vocês Terráqueas.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Eu só queria que você soubesse

10/11/2009

10nov2009

EuSoQueriaQueVoceSoubesse-06

EU SÓ QUERIA QUE VOCÊ SOUBESSE

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Eu só queria que você soubesse
Que as minhas noites são tão vazias
E o meu coração é tão velho sem você…
Eu sirvo mais uma dose enfim
Eu olho a cidade
Da janela só a cidade sabe de mim

Eu ouço música na madrugada
Eu tinha tanta música pra fazer
Sirvo uma dose, me visto pra sair
Eu tinha tanto pra dizer
Onde está a seção de acompanhantes?
Quanto vale um corpo sem você?

Eu só queria que você soubesse
Que eu durmo muito tarde
E até a cidade tem sensibilidade
E que comprei aquele vinho da promoção
Eu só queria que você soubesse
Que você não tem coração
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Ricardo Kelmer 1995 – blogdokelmer.com

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> Ouça esta música (de Ricardo Kelmer e Humberto Pinho)

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EuSoQueriaQueVoceSoubesse-06c

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RAIO X DA PARCERIA

Você me permite umas considerações sobre esta música?

Fiz a letra desse blues numa das madrugadas solitárias de minha primeira fase carioca (1995-1996). Mostrei pro Humberto, que gostou e musicou. Em 2004, antes de eu embarcar pra ir morar novamente no Rio de Janeiro, ele gravou em seu estúdio, apenas voz e violão. É o único registro que temos pois a música não foi gravada por mais ninguém.

Quando escrevi, tive o cuidado de deixar o gênero incerto, ou seja, quem fala pode ser uma mulher ou um homem, apesar do protagonista buscar uma seção de acompanhantes e isso ser uma prática mais masculina. Numa letra, a incerteza proposital do gênero permite que tanto homens como mulheres se identifiquem e possam cantar sem ter que alterar o texto.

Por falar em alterar, houve alterações na letra. Em parcerias, isso é comum, e usarei este caso pra mostrar como elas podem enriquecer o trabalho. Na letra original, o verso é “Que as minhas noites são tão vazias” mas Humberto gravou “Que as minhas noites são tão sozinhas”. Gostei, mas prefiro o original por causa da aliteração (repetição das mesmas letras ou sílabas) provocada pela letra V (vazias, velho, você).

EuSoQueriaQueVoceSoubesse-06Outra mudança foi no verso “Quanto vale um corpo sem você?”, que na gravação ficou “Quanto vale um corpo sem o seu?” Outra vez prefiro o original mas é interessante perceber como as duas formas possuem curiosas sutilezas de significados. Vejamos:

“Quanto vale um corpo sem você?” – O protagonista ou a protagonista, no auge da solidão, busca a seção de acompanhantes e se pergunta quanto poderia valer um corpo que não fosse o da pessoa amada, “um corpo sem você”.

“Quanto vale um corpo sem o seu?” – Aqui a pergunta muda o foco. Quanto valeria o corpo do próprio protagonista privado do corpo da pessoa amada?

Mas houve uma mudança que aprovei. No original, era assim:

Eu olho a cidade da janela
Só a cidade sabe de mim

O protagonista está na janela olhando a cidade e somente a cidade sabe de sua dor. Na gravação, porém, o ritmo obrigou Humberto a fazer uma leve pausa entre “cidade” e “janela” e essa mudança, mesmo sendo bem sutil, levou o “da janela” mais pra perto do verso seguinte e isso causou, pelo menos pra mim, um efeito visual e de sentido bem mais interessante.

Eu olho a cidade
Da janela só a cidade sabe de mim

O protagonista continua olhando a cidade, isso não mudou. Mas agora o verso “Da janela só a cidade sabe de mim” parece emoldurar a cidade na janela e isso traz o protagonista de volta ao ambiente interno do apartamento. Ou seja, agora a cidade está na janela e observa o protagonista em sua dor e solidão.

A seguir, o clipe. É um dos que usei pra divulgação de meu livro Vocês Terráqueas. Escolhi e trabalhei as imagens pondo como protagonista uma mulher, e pra fazer a edição usei o Windows Movie Maker, tudo bem dentro das minhas limitações, vá desculpando.

> Baixe a música (mp3)

> Mais músicas kelméricas

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Clipe da música

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01-  Adorei ”Eu só queria que você soubesse”. E meus ouvidos até sorriram. Herlene Santos, Fortaleza-CE – abr2013

02- Excelente! Dalu Menezes, Fortaleza-CE – abr2013

03- Muito boa,Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos!!! Silvana Alves, Fortaleza-CE – abr2013

 


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