As taras de Lara – Quarta é dia de dar na escada

07jan2014

Quem te falou pra meter aí? ‒ ela perguntou de imediato, já irritada. E, ela mesma tomando as rédeas do pau do outro, direcionou-o no rumo certo. ‒ Nunca comeu uma bunda, não?

AsTarasDeLara-12

QUARTA É DIA DE DAR NA ESCADA
As taras de Lara
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No aniversário de dezesseis anos, Lara ganhou dos pais um celular novo. De dona Eudora, particularmente, ganhou um novo ursinho de pelúcia e, numa conversinha particular de mãe para filha, ganhou também a revogação da proibição de namorar. Lara teve vontade de dizer: Namorar oficialmente, né? Mas ela não era de cometer esse tipo de indelicadeza, de forma que sorriu agradecida e abraçou a mãe, que a beijou com muito carinho, porém… com uma forte suspeita de que aqueles doze meses de proibição de namorar não serviram de nada: ela conhecia bem a filha e sabia que por trás daquela carinha de bebê que teimava em não ir embora, ardia o tal fogo que castigo nenhum consegue apagar.

Para a menina Lara, que já não era mais tão menina assim, a permissão dos pais não mudaria muita coisa na prática. Fazia apenas um mês que ela havia terminado o namoro secreto com Fabinho e, em três anos, era a primeira vez que estava solteira. Se, por um lado, não tinha nenhum homem para chamar de seu, por outro lado estava livre para ter novas experiências. E era exatamente isso que ela queria: experimentar.

Um mês que não transava. Isso era demais para quem desde os catorze anos nunca havia ficado uma semaninha sequer sem sexo. Sexo anal, claro, que ela ainda não havia se livrado do pavor de engravidar. E agora, um mês na seca total. Além do calor insistente no meio das coxas, Lara descobriu que o tesão acumulado a deixava com um mau humor dos infernos.

Naquela mesma noite do aniversário de dezesseis anos, deitada na cama, sem sono, e lembrando das transas com Fabinho, ela não resistiu ao charme do Nicolau. Foi esse o nome que ela deu ao novo ursinho. De repente, lá estava o Nicolau entre suas pernas, peludinho, quentinho… Sim, nunca havia sentido prazer com masturbação, mas é que o Nicolau tinha um focinho interessante, anatomicamente perfeito para os dengos solitários. Foi uma noite memorável. Com Nicolau, Lara finalmente descobria para que servia o tal do clitóris. Em seu blog secreto, ela deixou registrado: Ganhei uns presentes legais mas o melhor foi aprender a ter prazer sozinha O que a secura não faz, heim!

Até que Nicolau ajudou nossa menina naquela noite e nas seguintes, mas não era a mesma coisa que sexo, né? Por isso, dias depois Lara já estava novamente mal-humorada. No colégio havia uns caras interessantes, e ela estava quase se decidindo por um loirinho metido a poeta, o Juca, que já havia inclusive feito um poema para ela… mas ela queria experimentar algo diferente. Queria homens mais velhos. É, meu camarada Juca, você chegou na hora errada.

Quando a seca atingiu o calamitoso nível dos dois meses, e Lara já estava até chupando maçaneta, finalmente aconteceu, ufa. Foi numa quarta-feira. Toda quarta ela ia diretamente do colégio para o apartamento da colega Didica, para estudarem juntas. Nesse dia o Jorge, primo da amiga, apareceu por lá para consertar uma tevê. Foi ele entrar na sala para Lara sentir novamente o velho e conhecido fogo a lhe subir pelas coxas, e aí, cadê que ela conseguia se concentrar na tabela periódica? Jorge tinha vinte e sete anos, trabalhava numa oficina de eletrônicos e não era muito bonito, mas tinha um jeitão de homem rude que seu ex Fabinho estava longe de ter, e Lara simplesmente adorou aquilo. Até então o único homem com quem transara foi Fabinho, que tinha quase a sua idade.

Pois a danadinha não perdeu a chance: levantou da mesa, foi ao banheiro e, na volta, passando pela amiga, disse-lhe que iria descer à rua para comprar chocolate. E, na saída, pôs discretamente na mão do Jorge um papelzinho dobrado. Dez minutos depois os dois se encontraram na penumbra da escada, entre o nono e o décimo andar. Ele puxou-a para um beijo, que Lara aceitou, mas só por uns segundos ‒ ela rapidamente se agachou, abriu a calça do moço, pôs seu pau para fora e começou a acariciá-lo. Pego de surpresa, Jorge olhou ao redor, preocupado, enquanto Lara passava a punhetá-lo, determinada a fazer aquele pau endurecer de qualquer maneira, e logo. Aliás, era um pau bem diferente do de Fabinho, ela percebeu, um pouco menor e meio tortinho para o lado… Bem, depois de dois meses de secura, é a tal coisa: um pau é sempre um pau e vamos nessa.

Percebendo que a menina estava realmente decidida, e não era todo dia que esse tipo de coisa acontecia na vida do cidadão trabalhador, muito menos com colegiais lindas e angelicais na penumbra das escadas, Jorge apoiou as costas na parede e tratou de aproveitar. E quando sentiu a boca da menina a envolver gulosamente seu pau, como se chupasse o derradeiro picolé do mundo, a boquinha maciazinha a ir e vir num movimento contínuo e ritmado, ele achou que estava sonhando, sim, era isso, estava sonhando… E Lara, percebendo que por fim alcançava seu intento, afastou-se, pôs na mão dele uma camisinha, debruçou-se sobre o corrimão da escada, suspendeu a saia e tirou a calcinha, exibindo a bunda nua. Pegou o sachê de gel íntimo, que sempre levava na bolsa para emergências, rasgou a ponta e passou no cu. Depois, com as duas mãos, afastou bem as nádegas e ralhou com o cara: Não acredito que tu vai ficar aí parado…

Jorge, coitado, se já não acreditava no que acontecia, passou a duvidar mesmo. Não, não era possível, a amiga da sua prima, Mara, Nara, algo assim, que havia acabado de conhecer, rostinho lindo de bebê, estava lhe mostrando a bunda, pedindo para ser fodida ali mesmo, na escada do prédio, às quatro e quinze da tarde, e com o uniforme do colégio. É, Jorge, milagres acontecem.

‒ Mete logo, porra! ‒ quase berrou Lara, impaciente, fazendo o rapaz voltar a si. Ele, então, pôs rapidamente a camisinha, posicionou o pau e começou a meter. ‒ Quem te falou pra meter aí? ‒ ela perguntou de imediato, já irritada. E, ela mesma tomando as rédeas do pau do moço, direcionou-o no rumo certo. ‒ Nunca comeu uma bunda, não?

AsTarasDeLara-14Jorge, cada vez mais surpreso, tratou de obedecer. Caramba, aquela menina, de anjinho só tinha a cara… Sim, já comera vários cus na vida, mas daquele jeito, como se fosse um escravo mandado da senhorinha do engenho agoniada da boca suja, era a primeiríssima vez. E Lara, cada vez mais excitada com a situação, por estar dando o cu na escada do prédio da amiga, para um cara mais velho e desconhecido, e porque a qualquer momento alguém podia aparecer, não demorou para começar a sentir aquela onda de vertigem gostosa a tomar conta de seu corpo, aquela conhecida sensação de se abandonar e se deixar levar pela onda, aquela coisa louca, aquela… Gozou forte, gozou loucamente, gozou com alívio, descarregando a tensão acumulada, e com uma saudade absurda de gozar com um pau todo enfiado no rabo. Ô coisa boa, ô coisa boaaaa!!!, ela gritava para o mundo inteiro ouvir, a última sílaba contorcendo-se pelo infinito, ou não, na verdade gritava só em pensamento mesmo e o eco reverberava pelas paredes de seu próprio corpo, ou não, não, era para fora que gritava mesmo, sem medo que o mundo inteiro pudesse ouvir, aliás, era isso que queria mesmo, que o mundo todo ouvisse o som de sua felicidade: ô coisa boaaaaaaaaaaaaaa!!!!!

Pouco depois ela subia a escada, ainda tontinha de prazer, deixando para trás um Jorge de pau duro e com cara de quem não entendeu porra nenhuma, e tocou a campainha do apartamento da amiga. Momentos depois, ante as insistentes e irrelevantes perguntas da outra, que cara é essa, aquele grito foi seu, o que aconteceu, ela só conseguiu responder: Amiga, hoje não estudo mais nada. E caiu no sofá, desfalecida. Não vai me dizer que você e o Jorge, vocês dois, Didica perguntou e correu para ajoelhar-se ao lado do sofá, sacudindo a amiga, curiosíssima para saber o que podia ter acontecido naqueles dez minutos, anda, Lara, responde. De olhos fechados, Lara apenas sorriu, feliz, e sussurrou, dessa vez para si mesma: ô coisa boa… E enquanto a outra implorava, me conta, por favor, me conta, Lara sentiu-se de volta à vida, à verdadeira vida, e procurava entender como pudera ficar dois meses sem aquilo, como, como?

Foi nessa quarta-feira, exatamente nesse momento, no apartamento da amiga Didica, que aconteceu o célebre juramento: a menina Lara jurou para si mesma que jamais se deixaria privar novamente por tanto tempo do melhor de tudo que a vida tinha para lhe dar. Nunca mais mesmo, não importava o que tivesse de fazer. Nunca, nunca mais.

(continua)
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Ricardo Kelmer 2012 – blogdokelmer.com

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
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Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Mas… a história não termina! Ô, Ricardo, isso não se faz!!! Luc Lic, São Paulo-SP – jan2014

02- Coisa boa esse conto..srrs..adorei!!! Thais Guida, Rio das Ostras-RJ – jan2014

03- Adoro a Lara! Samara Do Vale, Fortaleza-CE – jan2014

04- Esse conto… que conto quente!! Fez o meu próprio fogo no rabo subir!! Logo eu, logo eu que gosto tanto de sexo anal! Aquele fogo entre as pernas que vai indo pra trás… que deixa o cu latejando pedindo por algo dentro dele. Tomara que Lara dê logo a frente… mas aviso… ela nunca vai querer deixar de dar por trás… Larah, Fortaleza-CE – jan2014

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