A putinha do quartinho do fundo

06fev2013

Dei um gole na vodca e tentei me convencer que eu não estava enciumado pelo fato da minha namorada naquele momento estar tirando a roupa pra um gordão punheteiro lá do interior do Paraná

APutinhaDoQuartinhoDoFundo-3.

A PUTINHA DO QUARTINHO DO FUNDO
As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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Striputinha. Foi o nome que Jessi escolheu pra sua personagem no serviço de strip-tease pela internet que ela criara. Striputinha, sua amante virtual, performance de vinte minutos, o cliente escolhe se ela será uma enfermeira, garçonete, policial e por aí vai. Ele deposita a grana e na hora marcada Jessi liga sua web cam no quartinho do fundo do apartamento, vestida conforme o gosto do freguês. Ninfa Jessi não presta.

Putz. Em menos de um mês de trabalho com strip cam minha pequena faturara o que eu ganhava em seis meses como jornalista. Sim, ganhava, pois não ganho mais: tô desempregado desde que o último jornal pro qual eu escrevia sucumbiu às pressões do MNBC, o famigerado Movimento Nacional pelos Bons Costumes, que nos persegue desde que eu e Jessi iniciamos nossa campanha pela ampliação do diâmetro do mundo.

– Agora sou eu quem vou te sustentar, meu amor – ela anunciou, toda animada, me mostrando o belo saldo da conta. – Diametral vai poder escrever o que quiser, na tranquilidade. E nunca mais vai pensar no aluguel na hora errada, viu?

Ela se referia a uma triste broxada que ocorrera comigo dias antes. Sim, broxar é sempre triste, mas daquela vez foi tristérrimo. Vou contar, mas vê se não sai espalhando por aí. Era aniversário da Dinda, uma ninfeta muito sapeca que Jessi conhecera na sex shop. Mês passado a danada fez 18 aninhos e a gente a chamou pra comemorar num motel, a três. Pois no meio do bem-bom, taças de vinho, no som um blues sensual, clima maravilhoso… eu de repente broxei. E não teve jeito que desse jeito. A sorte é que Jessi continuou o serviço por mim, com o pau artificial, e nossa vizinha voltou pra casa com seu diâmetro devidamente ampliado, bem satisfeitinha da vida. Não sou do tipo encucadão com esse tipo de coisa, e não foi a primeira broxada da minha vida, mas que foi chato, foi. E a culpa eu botei no aluguel atrasado, na ameaça de despejo, na cara feia da síndica, essas aporrinhações que afetam o desempenho até de um galo. Mas voltemos ao assunto principal.

Pra encarnar Striputinha e assegurar o anonimato, Jessi usa perucas, lentes de contato, máscaras e maquiagem. Sempre me impressiono quando a vejo produzidona, parece outra pessoa. Algumas roupas e acessórios ela possuía do tempo que trabalhou como garçonete no Bukowski, onde fazia números eróticos, e o restante ela comprou baratinho na liquidação de uma sex shop.

A estreia foi com um cara de Cambé, que vira as fotos e o vídeo no blog da Striputinha e escolheu a personagem Colegial. Pois bem. Meia hora antes do encontro Jessi já andava pelo apartamento toda paramentada: sainha plissada, meias até o joelho, blusinha com gravatinha, caderno junto ao peito. E ainda tinha a indefectível caneta na boca semiaberta. Perfeito. Tão perfeito que senti uma coisa estranha, uma mistura de tesão, fascínio e… ciúme.

– Caramba, Jessi, você nunca se vestiu assim pra mim.

– Você nunca pediu… – ela respondeu enquanto se abaixava e fingia ajeitar a meia abaixo do joelho só pra que eu percebesse a calcinha da Hello Kitty enfiada na bunda. Ninfa Jessi não presta.

Na hora marcada com o cliente, quando ela entrou no quartinho, eu já estava lá, estrategicamente posicionado num canto ao lado da mesa do notebook. Estava ansioso, na verdade nervoso mesmo, pra ver a estreia da minha pequena no ramo do strip cam. Até parecia que eu nunca a havia visto dançar nua no Bukowski.

– Te manda, Gatão.

– Ahn?

– Dá licença eu ficar sozinha com meu cliente?

Ainda tentei argumentar, que eu ficaria quietinho, que o cara não me veria… Não teve jeito. Saí do quartinho e Jessi, ou melhor, Striputinha trancou a porta. E aí, fazer o quê numa situação dessa? Enchi um copo de vodca, claro, e fui beber na sala, enquanto do quartinho vinha a voz sussurrante de April Stevens cantando Teach me Tiger, que foi a música escolhida por Jessi pra estreia da Colegial. Dei um gole na vodca e tentei me convencer de que eu não estava enciumado pelo fato da minha namorada naquele momento estar tirando a roupa pra um gordão punheteiro lá do interior do Paraná. Ciúme por quê? Era só um trabalho.

Vinte minutos e oito Teach me Tiger depois escutei sua voz.

– Gatão…

Virei-me e o que vi? Vi a mulher mais linda do mundo. Já meio desmontada da roupa de colegial, uma meia faltando, um peito fora do sutiã… Parada na entrada da sala, encostada na parede, ela me olhava e se acariciava com a mão entre as coxas. Ainda era Striputinha? Ou já era Jessi novamente? Acho que era as duas ao mesmo tempo. E eu conhecia muito bem aquela expressão…

– Me come. Agora.

Não foi um pedido. Foi uma intimação. Do tipo que mortal nenhum pode negar a uma mulher como Jessi. E não neguei. Puxei-a pelo braço e joguei-a no sofá, como bem merece toda colegial safadinha. Comi-a com violência e desespero, como se come a mulher que se ama mais que tudo na vida.

(continua)

Ricardo Kelmer 2012 – blogdokelmer.com

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> Leia a continuação (exclusivo para Leitor Vip)

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APutinhaDoQuartinhoDoFundo-4A putinha do quartinho do fundo (vip) – Confira os bastidores e as imagens desta aventura de Diametral e Ninfa Jessi (exclusivo para Leitor Vip)

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Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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COMENTÁRIOS
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01- saudade de te ler nesse tom do Diametral! e que profissão interessante essa da Ninfa Jessi… queria ver essa performance. tenho um carinho especial por esses dois personagens. adorei a aventura nova. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – fev2013

02- Bem melhor que essa coisa de Tons de Cinza. É tudo mais colorido e faz a nossa imaginação nos levar numa história sensual e sexualmente ingênua. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mar2013

03- a Putinha do quartinho fundo.. A-M-E-I.. Paulla Sousa Barros, Fortaleza-CE – mar2013

Jessi passou o gel e a fantasia de Rahbe foi devidamente realizada, enquanto minha pequena fazia o complemento, beijando e masturbando nossa generosa vizinha
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