As Preciosas do Kelmer – set2015

29/09/2015

29set2015

AsPreciosasDoKelmer201509
As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201509AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#36, set2015
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Capa do mês: Estela Renner, cineasta brasileira

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*** ELA MENTIU A IDADE PARA TRANSAR E ARRUINOU A VIDA DELE

Roteiro para um filme de terror: um rapaz de 19 anos é condenado pela Justiça e, por isso, fica proibido de usar a internet pelos próximos 5 anos, o que destrói sua carreira na ciência da computação. Além disso, ele não pode conversar com ninguém com menos de 17 anos e está proibido de entrar em estabelecimentos que vendem álcool, e precisa voltar para casa sempre antes das 8 da noite. Tem mais: ele não pode chegar a menos de 1 quilômetro de distância de parques e áreas públicas em geral.

Terrível, né? E o que esse rapaz fez para merecer tamanho castigo? Ele fez sexo consensual com uma garota que mentiu a idade para ele, dizendo que tinha 17, quando na verdade tinha 14. Isso transformou o encontro deles num crime sexual.

Ainda bem que isso só acontece nos filmes, né? Não. Aconteceu de verdade, em 2015, no estado de Indiana-EUA. A própria garota e sua mãe defenderam Zachery no julgamento, disseram ao juiz Dennis Wiley que ele não tinha culpa e pediram que as acusações fossem abandonadas. Mas o juiz não se senbilizou. O nome de Zachery estará na lista de criminosos sexuais pelos próximos 25 anos.

Para completar o clima de pesadelo kafkiano, o juiz justificou sua sentença com uma afirmação para lá de absurda, que reflete todo o seu moralismo e seu desconhecimento sobre as mudanças culturais na sociedade. “Você foi à internet pescando mulheres para conhecer e fazer sexo. Isso parece fazer parte da nossa cultura agora: conhecer, sair, transar e dar adeus. É um comportamento completamente inapropriado. Não há desculpa alguma para fazer isso.”

É um pesadelo real. O que podemos fazer? No mínimo, demonstrar solidariedade a Zachery, assinando a petição criada por seus pais. E mantermo-nos sempre atentos contra o perigo do moralismo conservador. > Mais

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*** COMO AJUDAR IMIGRANTES

ElesEstaoNaFronteira-02Através da Unicef e de ongs, podemos ajudar imigrantes, inclusive os haitianos que vêm ao Brasil reconstruir suas vidas. > Mais

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*** A BANDEIRA CERTA DO SETE DE SETEMBRO

Neste Sete de Setembro acontecerá nas ruas do Brasil a 21a edição do Grito dos Excluídos, evento organizado por movimentos sociais, organizações populares e coletivos de direitos humanos. Um dos lemas deste ano é “Que país é esse, que mata gente, que a mídia mente e nos consome?” O lema visa denunciar a manipulação e a violação de direitos pela mídia e anunciar a necessidade de democratização dos meios de comunicação. Será que a grande mídia vai divulgar? > Mais

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*** DOCUMENTANDO COM ESTELA RENNER

Conheci Estela em 2004, no Rio de Janeiro. Fizemos parte da produção do sitcom Mano a Mano, que foi exibido em 2005 pela RedeTV. Eu trabalhei como roteirista e ela foi uma das diretoras dos episódios.

Atualmente Estela trabalha com filmes e documentários. Ela dirigiu “Criança a alma do negócio” (2008), que denuncia o perigo da publicidade para crianças. Dirigiu também “Muito além do peso”, sobre obesidade infantil. Atualmente dedica-se a seu novo documentário, sobre a importância dos três primeiros anos da vida de uma pessoa. Estela também dirigiu um episódio da série documental “Amores expressos”, exibido pela TV Cultura em 2011.

Em seus trabalhos, Estela revela sensibilidade em relação à condição humana e leva o espectador a se questionar sobre os valores que norteiam nossa sociedade. É um belo exemplo da arte a serviço da valorização do indivíduo diante da opressão dos sistemas e da ganância capitalista. > Aqui você confere uma entrevista com ela

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*** OS ZUMBIS E O FASCÍNIO PELA MORTE

O que fascina mais? Vampiros ou zumbis? Taí uma briga boa. Ambos são representações do arquétipo da morte e, por isso, causam medo. Mas por que fascinam tanto? No vampiro, temos o poder da beleza e sedução e da promessa de vida eterna, embora isso possa ser também uma maldição. No zumbi, temos a decrepitude e a escravidão.

Ambos são mortos-vivos, e talvez esteja aí o motivo do fascínio. Eles se situam naquela misteriosa zona fronteiriça entre a vida e a morte, onde, por mais medo que tenhamos, sempre queremos dar uma olhadinha. São mensageiros do mundo de lá, mas nunca trazem boas notícias, ao contrário de anjos e outros seres celestiais. Cada um ao seu modo, vampiros e zumbis são mais humanos do que nos agrada admitir.

> Conheça um pouco sobre a história da crença em zumbis

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*** HISTÓRIA DA MACONHA NO BRASIL

Segundo o livro “História da Maconha no Brasil”, de Jean Marcel Carvalho França, a maconha chegou ao Brasil por volta de 1770, quando o vice-rei de Portugal ordenou que se cultivasse o cânhamo na então colônia para a produção de cordas e velas navais. O empreendimento não deu certo, mas foi o responsável por prosperar o cultivo da planta para uso recreativo – aqui introduzido por marinheiros portugueses, conhecedores e consumidores da erva proveniente da Índia, e por escravos africanos, herdeiros do gosto pelo haxixe dos povos da Península Arábica.

Atualmente, no Brasil, a maconha é usada quase que apenas para uso recreativo, e seu imenso potencial para uso industrial e medicinal não é aproveitado por conta da política proibicionista. Que pena. > Mais

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*** A FOTO DE FAROL MAIS FAMOSA DO MUNDO

FarolLaJumentJeanGuichard-01bA foto parece ser uma montagem, de tão incrível que é. Será que é real? E se é real, aquele homem da foto morreu? E por que ele estava ali? > Mais

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*** ONDE TERMINA A LIBERDADE DA RELIGIÃO?

O técnico Dunga proibiu manifestações religiosas exageradas nas concentrações da seleção brasileira. A decisão veio após um pastor evangélico visitar a seleção nos Estados Unidos e divulgar fotos nas redes sociais. Dunga afirmou que o culto religioso realizado no hotel da seleção não foi autorizado pela CBF e que novas manifestações estão proibidas: “Respeitamos todas as religiões, mas seleção não é local de exposição religiosa ou política.”

Dunga está corretíssimo. Os fanáticos, evidentemente, protestarão e dirão que isso vai contra a liberdade de expressão, esquecendo que a liberdade da religião termina quando começa o direito do espaço laico. > Mais

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*** ATLETA MENSTRUADA CORRE MARATONA SEM ABSORVENTE

A notícia parece que saiu daqueles sites de bizarrices. Mas, como me interessam temas ligados ao feminino, acho que é um fato que pode trazer reflexões úteis sobre nossa cultura.

Kiran Gandhi é uma estadunidense de 26 anos. Ela correu uma maratona menstruada e sem usar absorvente, como forma de motivar mulheres a se sentirem orgulhosas pelo fato de menstruarem. Kiran, que é formada em Administração e se declara feminista, completou a prova em quatro horas e 49 minutos e, ao fim, posou para fotos com a medalha, a roupa manchada e muito orgulho pelo que fez. > Mais

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*** O POLÊMICO XAMANISMO DE CARLOS CASTANEDA

Especial da BBC sobre o polêmico antropólogo que estudou o xamanismo no México, escreveu vários livros, envolveu sua vida numa grande aura de mistério e tornou-se um fenômeno do movimento Nova Era.

Se o que Castaneda relata em suas obras é verdade, teremos que admitir que o que entendemos comumente por realidade não passa de um fragmento de um universo bem mais amplo, profundo e assombroso. Se não é, então é preciso reconhecer que estamos diante de um formidável lunático, ou de um genial charlatão. Legendado.

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*** PESSOAS QUE VIVEM COM BONECOS

A fotógrafa estadunidense Elena Dorfman registrou o cotidiano de pessoas que vivem com bonecos, focando nos laços emocionais que os unem. > Mais

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*** QUANDO O GOOGLE ENCONTROU O WEAKLEAKS

Neste livro, Julian Assange, fundador do site WeakLeaks, discute as consequências da acumulação de poder pelo Google no século 21 e relata seu encontro com Eric Schmidt, presidente do grupo, em 2011. O resultado é um livro fascinante e alarmante, que revela os polos opostos em que esses dois personagens icônicos da atual “era tecnológica” se encontram e suas opiniões divergentes sobre o destino do mundo e das novas tecnologias. Assange alerta para os perigosos laços políticos entre Google e Facebook e o Departamento de Estado Americano para controlar a vida das pessoas e prejudicar a soberania de nações, além de impor ao resto do mundo a agenda que atende aos interesses econômicos e geopolíticos dos EUA.

Quando o Google Encontrou o WeakLeaks – Editora Boitempo – 2015 – 168 pag – Mais

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As Preciosas do Kelmer – ago2015

31/08/2015

31ago2015

AsPreciosasDoKelmer201508

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As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201508AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#35, ago2015
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Capa do mês: Monique Prada, prostituta e ativista do feminismo

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*** OS ESPIÕES DO POVO E A TRANSPARÊNCIA GLOBAL

O nome do australiano Julian Assange talvez fique na memória da humanidade como um dos primeiros espiões do povo. Com a criação do site Wikileaks e seu trabalho sistemático de revelar segredos de corporações e governos, mostrando ao público a podridão de seus interiores, Assange ajudou a disseminar a cultura do compartilhamento de informações, trouxe mais transparência ao mundo e motivou outros a fazer o mesmo.

Evidentemente, isso não sairia barato. Faz dois anos que Assange vive como refugiado na embaixada equatoriana em Londres, pois se sair será preso, já que na Suécia há um mandado de prisão contra ele por assédio sexual (aliás, uma história muito mal contada). Caso seja enviado para a Suécia, é certo que o governo de lá o mandará para os EUA, que querem prendê-lo por divulgar informações comprometedoras, assim como fez com Chelsea Manning (que aguarda julgamento) e quer fazer com Edward Snowden (refugiado na Rússia).

Numa revolução popular, é comum que alguns revoltosos sejam escolhidos para pagar pela ousadia e servir de exemplo. Assim como Julian Assange, Edward Snowden e Chelsea Manning, os próximos espiões do povo que surgirem não terão vida fácil. Mas a revolução já começou, e quanto mais espiões do povo surgirem, mais os governos e corporações serão obrigados a aceitar que a cultura do compartilhamento de informações não tem mais volta, e que, de uma forma ou de outra, terão que ser mais transparentes para com a sociedade, da qual receberam o poder que possuem. > Mais

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*** O LEÃO CECIL E A MISÉRIA NO ZIMBÁBUE

Eu nunca tinha ouvido falar do leão Cecil, assassinado dias atrás no Zimbábue por um caçador de troféus estadunidense. Assim como eu, a maioria dos zimbabuanos também não conhecia o leão. Quem conhecia mesmo Cecil eram os turistas estrangeiros, ávidos por uma dose de natureza selvagem em suas vidas.

No país, a expectativa média de vida é de 52,7 anos. Lá, 72,3% da população vive abaixo do limiar de pobreza. O Zimbábue é o 172º colocado na lista dos países por índice de desenvolvimento humano (IDH). Não seria exagero dizer que o leão Cecil tinha uma vida melhor que a maioria dos zimbabuanos. > Mais

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*** 70 ANOS DA BOMBA DE HIROSHIMA

Hoje, 06.08.15, faz 70 anos que a população de Hiroshima foi presenteada com uma boma atômica. Três dias depois foi a vez de Nagasaki. Centenas de milhares de mortos, sobreviventes e seus filhos condenados aos efeitos radioativos e ao preconceito, cidades destruídas… Até hoje há quem defenda que isso foi o preço necessário para apressar o fim da guerra e evitar que mais pessoas morressem. Isso é a típica propaganda de guerra.

Na verdade, a rendição japonesa fatalmente ocorreria em breve, pois além dos bombardeios sobre suas principais cidades já serem intensos e sistemáticos, havia todas as dificuldades provocadas pelo bloqueio marítimo e também pelo colapso da Alemanha, que deixou de ajudar com recursos militares. O fator decisivo, porém, é que meses antes a União Soviética declarara guerra ao Japão e deslocara suas forças para a Manchúria, que invadiria em 08.08.45, derrotando as forças terrestres japonesas e minando qualquer esperança do Japão de contar com alguma mediação de Moscou numa rendição honrosa.

É importante entender que os EUA viam a bomba atômica não apenas como uma arma de destruição em massa, mas também como uma poderosa e inédita arma psicológica e política, pois com ela intimidariam a Rússia (na época, União Soviética), uma aliada na guerra, mas que já era vista como uma futura grande inimiga no pós-guerra, quando as duas forças geopolíticas dominariam o mundo. Outro fato é que os militares estadunidenses tinham interesse em pesquisar mais profundamente os efeitos da bomba, seu real efeito de destruição e a radioatividade nos sobreviventes e gerações seguintes, e para isso precisavam testá-la num evento de grande escala.

Atirar uma bomba atômica contra populações civis pode ser aceitável do ponto de vista militar, porém é preciso pensar sempre de fora da guerra, pois uma vez dentro da guerra, a lógica é uma só: matar ou morrer ‒ e em nome disso tudo é válido. Imagine se fosse hoje. Imagine que seu país entra em guerra e uma boma atômica é lançada sobre a cidade onde você vive, e depois sobre outra cidade, e depois sobre mais cidades, com o argumento de que isso fará o governo inimigo se render logo. Isso é justificável? > Mais

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*** A ANTIRROSA ATÔMICA

Vinicius escreveu este poema após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e o publicou em 1954. Em 1973 Gerson Conrad criou a melodia e a música imediatamente tornou-se um dos grandes sucessos de seu grupo Secos & Molhados.

Em seu poema, Vinicius evoca imagens fortes e cruéis para denunciar o horror da guerra, mas consegue fazer isso num tom suave e melancólico de surpreendente doçura. A melodia expressa perfeitamente tudo isso, e com o arranjo simples de violão e flauta, e a incrível voz de Ney Matogrosso, a música tornou-se um hino pacifista e antinuclear, cantado e recantado pelas sucessivas gerações.

A ROSA DE HIROSHIMA (Vinicius de Moraes)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.

Este vídeo, com imagens da guerra do Vietnã e do Secos & Molhados, é terrível e belo ao mesmo tempo. Mas é bom vê-lo vez em quando. Para não esquecermos nunca do que nossa espécie é capaz.

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*** MESADA PARA ADOCICAR OS ESTUDOS

Pagar uma boa faculdade é o sonho de muitos jovens no mundo inteiro. Na Inglaterra, cresce o número de universitárias que bancam seus estudos conseguindo uma doce mesada de homens mais velhos. Elas são as sugar babies. E o homem mais velho é o sugar daddy. Em troca da mesada, a maioria delas faz sexo, mas tudo depende do acordo. Como é um negócio que não pode ser enquadrado legalmente como prostituição, já existem sites especializados em intermediar os encontros.

Se o sugarbabysmo continuar crescendo, num futuro próximo haverá muito mais estudantes endividados entre os homens que entre as mulheres. Mas, obviamente, nada impede que os estudantes do sexo masculino também aceitem doces mesadas de mulheres (ou de homens) para pagar seus estudos.

No Brasil, a prostituição entre universitários é relativamente comum. Quando surgirem no Brasil os sites especializados (alguém duvida?), certamente muitos estudantes preferirão o sistema de mesada, onde não há o forte estigma da prostituição. > Mais

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*** POLUIÇÃO EM SÃO PAULO

Morar em São Paulo não dá barato…

HUMORMaconha-10

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.*** MUDANÇA DE POSTURA NA GRANDE MÍDIA

Nos últimos dias Globo e Folha de São Paulo mudaram o tom de suas críticas ao governo e já não defendem as forçadas tentativas de impeachment (leia-se golpe). Agora os dois grupos de mídia defendem que o governo tenha melhores condições de governar, e até criticam o PSDB por estar pagando para ver o pior.

Por que mudaram? Porque o que move esses grupos é o capital. Eles perceberam que o monstro que tanto alimentaram nos últimos meses saiu do controle, e uma crise política, aliada a uma economia fraca, seria péssimo para seus negócios por um tempo demasiado.

Os que protestam e gritam pelo impeachment perderam dois fortíssimos aliados. Resta a Veja, que também já deu mostras que não mais insistirá tanto no golpe, mas que não pode se dar ao luxo de perder os leitores antipetistas que conquistou, os mesmos que batem as panelas e usam a camisa da corrupta CBF nos protestos. > Mais

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*** QUADRINHOS ERÓTICOS, PORNOGRAFIA E MORALISMO

Quadrinhos eróticos. Eu, particularmente, adoooro. E até hoje choro por, num momento de desespero financeiro, ter vendido minha coleção. Adorava ler e reler com a namorada as aventuras de Druuna, A Arte da Palmada, A História de O, Justine… Pense num afrodisíaco!

Que bom que as editoras estão mais motivadas pra lançar quadrinhos eróticos. Ainda há esperança pro mundo! Aliás, meu aniversário vem aí (21out). Quem quiser me fazer muito feliz, já sabe… > Mais

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*** ISRAEL E O PERIGO DO TERRORISMO JUDAICO

A violência cometida por colonos radicais judeus contra os palestinos da Cisjordânia sempre foi criticada pelo mundo inteiro, mas durante décadas Israel sempre fez vistas grossas para a questão. Agora a situação começa a mudar. O atentado incendiário na aldeia de Duma, próxima a Nablus, que resultou na morte de uma criança palestina de 18 meses e de seu pai, parece ter rompido a lei do silêncio que protegia o terrorismo judaico, um inimigo interno que ameaça o futuro de Israel como Estado democrático.

O fanatismo religioso é inimigo de qualquer democracia. Garantir a laicidade do Estado é a melhor forma de combatê-lo. > Mais

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*** DUAS LÍNGUAS, UM CASO DE AMOR

Que bela declaração de amor fraterno-linguística! De fato, o português e o espanhol são como irmãos que se separaram da mãe, seguiram suas vidas independentes mas nunca deixaram de se admirar e se influenciar. Um brinde! > Mais

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*** A MUTILAÇÃO GENITAL É O MEDO DO FEMININO LIVRE

IndiosEmberaChamiColombia-01Ah, esse medo da sexualidade feminina… Sim, esse medo existe, e existe há muito tempo. Em nome dele, as sociedades tomam medidas que mais parecem cenas de um filme de terror.

A prática da mutilação genital ainda persiste em alguns países da África, mas pode também ser encontrada na América do Sul, na Colômbia. Lá, muitas mulheres da comunidade embera-chami têm o clitóris extirpado na infância, um hábito cuja origem é incerta, mas que revela a velha preocupação pelo controle da sexualidade da mulher.

O arquétipo do feminino livre faz parte da psique humana. A cultura pode reprimi-lo, mas não pode exterminá-lo. Quanto mais mulheres e homens o acionam em si mesmos, mais as sociedades o entenderão com naturalidade e perderão o medo dele. A mudança começa em cada um. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (17)

FÁBIO PORCHAT – Ator

Nasceu no Rio de Janeiro em 01.07.83. Morou em São Paulo em sua infância e se formou em Artes Cênicas, na Casa de Arte das Laranjeiras, no Rio. Na Globo, foi redator do “Zorra Total” e “Junto e Misturado”, entre outros programas. É autor e diretor de peças teatrais, além de atuar em filmes.

No canal do Youtube “Porta dos Fundos” Fábio e sua turma de humoristas têm ridicularizado, entre outras coisas, comportamentos e crenças religiosas, em um valioso serviço à democracia nestes tempos em que religiosos têm desafiado com ousadia o Estado laico. (fonte: paulopes.com) > Mais

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*** AÉCIO BLINDADO NEVES

Em 25.08.15, o doleiro Alberto Youssef reafirmou, agora à CPI da Petrobras, que Aécio Neves recebeu dinheiro de corrupção no caso Furnas. A grande mídia fez o possível para esconder o fato, escondendo-o em manchtes vagas e maquiando a notícia em contorcionismos jornalísticos. Por quê? Aécio é um senador, ex-governador de Minas Gerais, presidente do PSDB e candidato a presidente da República ‒ isso não merece uma notícia? E se fosse Lula ?

É mais um motivo para lutarmos pela democratização da mídia, pois somente com mais equilíbrio de forças no mercado da informação é que a população será melhor informada sobre o que acontece. > Mais

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*** PEPE MUJICA E A JUVENTUDE

PepeMujicaUERJ201508-01aJosé Pepe Mujica foi presidente do Uruguai entre 2010 e 2015. Militante do grupo de esquerda Tupamaro, ele foi preso político por 14 anos. Ele esteve no Brasil a convite da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da América do Sul (Federasur), que o homenageou na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio, onde Mujica discursou para cerca de 400 pessoas.

À noite ele falou para cinco mil jovens no anfiteatro da UERJ, sendo bastante aplaudido. Mujica falou sobre democracia, desigualdade social, capitalismo e consumismo, sempre demonstrando sua notável lucidez sobre o nosso momento histórico. Viva pepe Mujica! > Mais

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Fome de ti

26/08/2015

26ago2015

FomeDeTi-01a

FOME DE TI

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Teus olhos são duas amoras
Que namoram os meus
E os seios, fartos cachos
Acho que anseio colher
Ah, eu sou todo saliva
Nascida da fome de te ter

E o desejo escorre pela boca
A polpa do lábio carmim
E a língua, cereja que surge
E se insurge e se lambe assim

Homem não chora
Mas quem não chora não come
Vem que esse desejo tem nome
É fome de ti
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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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As Preciosas do Kelmer – jul2015

31/07/2015

31jul2015

AsPreciosasDoKelmer201507

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As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

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Dicas e pitacos para o mês
#34, jul2015
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Capa do mês: Marion Zimmer Bradley (1930-1999), escritora estadunidense, autora da série As Brumas de Avalon

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*** A FEMINISTA, A PROSTITUTA E A MULHER LIVRE

“A pior ofensa para uma mulher é ter uma vida sexual, e uma vida sexual ativa, mudar de parceiros. Esse é o estigma da puta. Não tem a ver com cobrar por sexo. Tem a ver com regular o sexo das mulheres. Nós vigiamos a sexualidade uma da outra, nós mesmas reprimimos. Não entendo como nos convenceram disso”.

Quem diz isso é Monique Prada, uma feminista famosa por seu ativismo nas redes sociais. Monique é prostituta, mora em Porto Alegre e tem se destacado por mobilizar discussões públicas sobre a questão da prostituição, chamando a atenção para a importância da regulamentação do trabalho sexual, como prevê o Projeto de Lei (PL) Gabriela Leite, de Jean Wyllys (PSOL-RJ), que deverá ser votado em breve.

Monique tem razão. As mulheres, elas próprias, reprimem a sexualidade feminina. A liberdade sexual de uma mulher ainda amedronta a muitos homens, é verdade, mas incomoda a maioria das outras mulheres. Por quê? Será inveja? Será medo de ser trocada por uma mulher “mais fácil”? Ou será que é porque suas mães, suas próprias mães, as ensinaram a, desde criancinhas, temer e apedrejar as mulheres livres? Se a culpa é da educação, isso automaticamente não absolveria os homens, pelo menos em certa medida, que também são ensinados pelos pais a serem machistas? > Mais

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*** UMA FAÍSCA PARA TUDO PEGAR FOGO

O recente caso do grotesco adesivo da presidenta Dilma Rousseff de pernas abertas, sendo penetrada pela bomba de gasolina, nos revela algumas coisas sobre as quais vale a pena pensar:

1- Nas redes sociais, a maior parte das pessoas posicionou-se publicamente contra o adesivo, até mesmo as que não gostam do PT ou de Dilma. Isso mostra que, independente de ideologias políticas, ainda há pessoas EQUILIBRADAS o bastante para saber diferenciar o protesto legítimo e coerente do fanatismo político.

2- Muitas pessoas, inclusive mulheres e alguns sites, como o Mercado Livre, aplaudiram e até ajudaram a vender e espalhar o criminoso adesivo. Isso mostra que muitas pessoas, se for para atingir o PT, são capazes de QUALQUER COISA.

3- Muitas pessoas não apoiaram o adesivo, mas ficaram caladas (mesmo sendo mulheres, mães e avós, como Dilma), pois não gostam do PT. Isso mostra que há muitas pessoas que preferem ser CONIVENTES com as lamentáveis e crescentes atitudes de ódio político no país. A propósito, infelizmente ainda não vi líderes da oposição e veículos da grande mídia condenarem o adesivo, ao contrário do que aconteceu com a jornalista Maria Júlia Coutinho, da Rede Globo, que sofreu violência racista.

4- Se o presidente fosse homem, teriam feito um adesivo no mesmo modelo, mostrando um presidente da República de quatro, a receber uma bomba de gasolina? Certamente não. Fizeram isso com Dilma porque ELA É MULHER. É um triste caso de misoginia e que banaliza a violência sexual. Isso mostra muito sobre o que a direita fanática brasileira pensa sobre a mulher.

5- O ódio dos fanáticos antipetistas se manifesta em atitudes fascistas e cada vez mais violentas, como no caso do estudante brasileiro (admirador de Jair Bolsonaro), nos Estados Unidos, que driblou a segurança da comitiva e ameaçou a presidenta Dilma gritando: “Terrorista! Vai cair, hein! Terrorista que rouba a população tem mais é que ser morto. Comunista de merda!”. Ainda que o PT tenha suas culpas e ainda que o governo seja péssimo, isso não justifica ataques e ofensas pessoais. Manifestações de ódio como essas devem ser imediatamente combatidas, pois são um perigo para a LEGALIDADE DEMOCRÁTICA, e sabemos que é assim que começam muitos golpes de Estado. Sim, o massacre político faz parte do jogo na democracia, mas este caso do adesivo é um crime, e ele nos mostra claramente que, se é necessário protestar sempre que nossos políticos cometerem erros, é igualmente necessário manter o equilíbrio nos momentos de crise. Porque é justamente nesses momentos que basta uma faísca para provocar um terrível acidente. Um acidente que beneficia tão somente a quem quer ver tudo pegar fogo. > Mais

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***  MARION ZIMMER BRADLEY

Nossa homenageada do mês nasceu em Albany, capital do estado de Nova Iorque, em 1930. No auge da grande depressão econômica, seus pais eram muito pobres e não puderam lhe oferecer uma educação esmerada. Começou a trabalhar cedo, como garçonete e faxineira. Ao completar 16 anos, ganhou uma máquina de escrever da mãe e começou a escrever histórias. No início, para sobreviver, sujeitou-se a produzir uma série de romances sensacionalistas.

Nos anos 1950 era aquilo a que se chama uma “escritora de sucesso fácil”, vendia histórias de sexo e de mistério a revistas de grande tiragem, para sustentar marido e filhos. Por essa altura juntou-se ao grupo de ativistas lésbicas Daughters of Bilitis, considerada a primeira organização de direitos lésbicos dos Estados Unidos. Nos anos 1960 dedicou-se à produção de romances góticos.

As suas histórias de ficção científica do ciclo Darkover (um planeta onde os seres humanos, ao contato com os alienígenas, adquirem poderes extrapsíquicos) continuam a ter numerosos admiradores. Nos anos 1980, com a série As Brumas de Avalon, Marion tornou-se uma escritora de prestígio e uma das mais lidas no mundo inteiro. Prosseguiu no romance histórico de fantasia com O Incêndio de Troia, onde reescreve a guerra de Troia de uma perspectiva feminista. Com A Casa da Floresta (1983), regressou ao universo mítico da Bretanha druídica, desta vez em confronto com o Império Romano. Em 1985 lançou um livro especialmente destinado ao público infantil (A Filha da Noite, baseado na ópera A Flauta Mágica, de Mozart), mas muitos o consideraram uma obra adulta, e possivelmente imprópria para crianças: Deixou mais de meia centena de livros.

Marion Zimmer Bradley foi casada duas vezes e teve dois filhos. Morava em Berkeley, na Califórnia. Muito de sua notoriedade também se deve ao apoio que deu à comunidade de ficção científica americana. Morreu em 1999. (fonte: Wikipedia) > Mais

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*** LÁGRIMAS NA CHUVA

É uma espécie de ritual. Quando anoitece, faço uma pausa no trabalho, ponho para tocar a trilha sonora do filme Blade Runner (Caçador de Androides) e preparo um chazinho de hortelã. Vou tomá-lo sentado no banco de madeira, à janela, observando a paisagem cinzamente caótica de São Paulo. Enquanto bebo o chá quentinho, as canções se sucedem, misturando-se ao som da cidade lá fora e emprestando sua suave beleza melancólica ao movimento das ruas lotadas, todos apressados, um bando de autômatos correndo de um lado para outro…

Mas para mim tudo está em câmera lenta. Talvez porque nesse momento eu sou Rick Deckhard no alto daquele prédio, salvo da morte pelo replicante Roy Batty, totalmente rendido diante do grande mistério que é estar vivo e não saber até quando.

Acho que as pessoas correm tanto porque não sabem se amanhã estarão vivas. Mas será que correr tanto assim não faz apenas acelerar a paisagem que passa, deixando para o presente um mero cantinho desprezado, quase imperceptível, entre o que já foi e o que talvez não virá? Correndo tanto assim e vivendo no modo automático, em que momento essas pessoas poderão lembrar que estão vivas? E quando finalmente chegarem ao lugar para onde tanto correm, estarão em paz com as lembranças da vida que viveram? Do alto do prédio, em sua resignada lucidez de quem está morrendo, o replicante Roy tem mais uma pergunta: De que valerá tanta pressa se no fim a vida se perdeu no tempo como lágrimas na chuva?

Penso nisso enquanto tomo o último gole do chá. E renovo minha falta de fé no roteiro que criamos para esta nossa época frenética de humanos autômatos. Corram por mim, amigos, que eu prefiro curtir a paisagem do agora. Até a derradeira faixa do disco.

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*** VOLTE OUTRO DIA, BEIBE

Era 1965 e os Rolling Stones faziam uma turnê pelos Estados Unidos. Keith Richards acordou no meio da noite possuído por uma ideia musical. Ele ligou o gravador, gravou uns acordes e voltou a dormir. Depois ele e Mick Jagger finalizaram a música, inspirados pela frustração de estarem confinados em seus quartos de hotel e não poderem tocar. A música foi batizada de Satisfaction e rapidamente virou um grande sucesso no mundo inteiro, tornando-se uma das canções mais emblemáticas da história. Ainda hoje, 50 anos depois, ela é bastante executada, e mesmo quem não gosta nem conhece rock muito provavelmente reconhecerá aqueles três acordes básicos, o riff, que iniciam a música e voltam a cada retomada do refrão.

Além do riff, a letra também encontrou imediata receptividade entre o público jovem. Talvez essa não tenha sido a principal motivação para os versos, mas eles soam perfeitamente como contestação à cultura de consumo, que persegue insistentemente o personagem no rádio e na TV. Na estrofe final, a frustração do personagem e a fala da garota (volte semana que vem, pois tô numa fase difícil) deslocam o foco para o terreno sexual, e aí a “satisfação” ganha novos significados, ampliando os horizontes interpretativos e seduzindo de vez os ouvintes jovens, que naqueles dias viviam a revolução sexual dos anos 1960. Some-se a isso tudo o jeitinho de Jagger de cantá-la e… buuummmm!!!, a música explodiu.

No início, várias rádios se recusaram a tocá-la por seu suposto apelo sexual. Mas não havia como deter a onda. E hoje, 50 anos depois, Satisfaction parece não ter envelhecido nadinha, pelo contrário, pois a cultura do consumismo se intensificou a níveis impensáveis. Hoje, buscamos sedentos a satisfação nas novidades que a cada dia surgem nos anúncios publicitários, mas quando as alcançamos, a novidade seguinte já nos acena à frente, para nossa frustração.

O consumismo do nosso tempo é uma garota linda e sorridente a nos seduzir o tempo todo com maravilhosas promessas de satisfação. Mas que repete sempre: volte outro dia, beibe, volte outro dia… > Mais

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*** RELIGIÃO E POLÍTICA JUNTOS: PERIGO SEMPRE

Eu nada tenho contra religioso. Mas tenho tudo contra o fanatismo religioso e as mentiras e enganações da religião, e a interferência da religião no Estado laico. E parece que o padre Marcelo Rossi concorda comigo. Veja o que ele falou em 2014, a respeito da mistura de política com religião:

“Eu sou totalmente contra, seja padre ou pastor. Está errado. Ou você é um líder religioso, ou você é um líder político. Pode colocar minhas palavras: ´Nunca vote em nenhuma pessoa religiosa´. A Igreja Católica viveu isso, a união de Estado, política e religião. Foi a pior fase. Pode ver que a Igreja Católica é a única que não tem candidato. Ela pode até dizer que gosta, mas nunca indica. Eu tenho medo. A pior coisa é fanático. Fuja dessas pessoas, que são as mais perigosas e as que se corrompem mais facilmente.”

Aplausos, aplausos. > Mais

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***  EROTISMO SEGUE EM ALTA

Na relação atualizada dos livros mais vendidos de 2015, categoria ficção, do Publishnews, a série 50 Tons de Cinza, da inglesa E.L. James, continua fazendo bonito. Os três livros da trilogia estão entre os 10 primeiros lugares. E na relação há mais um erótico, o “Somente sua”, da série erótica Crossfire, de Sylvia Day.

As mulheres compõem a esmagadora maioria dos leitores das duas séries. Como a série de E.L. James foi lançada no Brasil em 2012, já se vão três anos de sucesso, com presença constante nos mais vendidos. Ô maravirilha! Bom demais saber que as mulheres começam a assumir publicamente que também apreciam uma sacanagem. Bem, a qualidade literária desses livros é outro papo, mas é sempre bom ver a literatura erótica fazendo sucesso. > Mais

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*** AH, ESSES DEUSES MACHÕES…

Nas tirinhas de humor de Carlos Ruas, os deuses de diversas religiões do planeta enchem a cara na taberna. E, como todo bebedor machão, não perdem uma oportunidade de enaltecer sua sagrada virilidade…

ReligiaoHumorCarlosRuas-06

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*** RELAÇÕES POLIAFETIVAS: A FUTURA POLÊMICA

Até pouco tempo atrás, boa parte das sociedades ocidentais entendia que a mulher era propriedade do homem. Ainda hoje, muitos acreditam que a homossexualidade é uma doença ou obra do Diabo. O racismo, que antes era algo considerado normal e aceitável, hoje é crime. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é o tema polêmico da vez, e a tendência aponta para uma crescente aceitação da sociedade. Isso mostra que os valores morais e éticos de uma sociedade são mutantes.

E no futuro, que temas polêmicos ocuparão as discussões? Um forte candidato surge no horizonte: a poliafetividade. Esse conceito defende que as relações não monogâmicas consensuais também devem ser legitimadas pela sociedade, tanto quanto as monogâmicas. Isso nos leva, naturalmente, a discutir a questão da definição de casamento, ampliando seu conceito para a união de duas OU MAIS pessoas.

Se, de fato, nós podemos gostar ou amar a mais de uma pessoa ao mesmo tempo, por que então somos obrigados a namorar ou casar com apenas uma pessoa? Por que seria imoral ou errada uma relação em que os participantes concordam em não serem exclusivos um do outro? Por que as mentiras e as traições das relações fechadas são geralmente mais aceitas que a franqueza dos que preferem relações abertas? > Mais

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*** OS NINGUÉNS DE GERALDO ALCKMIN

É verdade que a chuva abaixo da média contribuiu para a crise hídrica do estado de São Paulo. Mas a culpa maior é da própria Sabesp, que durante anos falhou na administração dos recursos naturais e financeiros. E esse papo de que ninguém ficou sem água em São Paulo não cola. Os bares, restaurantes e teatros da Praça Roosevelt, no centro, por exemplo, há meses convivem com a falta dágua diária. > Mais

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*** O EXEMPLO DE MALALA

“Hoje, no meu primeiro dia como adulta, em nome das crianças do mundo, eu peço aos líderes que devemos investir em livros ao invés de balas.”

Quem falou isso foi Malala Yousafzai, a paquistanesa que ganhou o Prêmio Nobel da Paz devido ao seu trabalho em pró do direito à educação para meninas. Ela vive na Inglaterra desde 2012, quando recebeu cuidados médicos após ser baleada na cabeça por militantes talibãs. Sua história será contada num documentário que deve estrear em outubro deste ano.

Putz. Se ainda precisamos lutar tanto assim para que mulheres tenham o direito de estudar, então temos poucos motivos para nos orgulhar de sermos humanos. Apesar disso, ou justamente por isso, o exemplo de Malala é inspirador. Parabéns, Malala. > Mais

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*** DAR OU NÃO DAR NA PRIMEIRA NOITE

elarua11Ainda hoje, século 21, às portas do Armagedom, tem mulher que se atormenta com esse dilema. Transar logo ou se fazer de difícil? Para muitas mulheres, a lógica ainda é aquela: se a gente transar logo, ele vai perder o interesse. Lógica estranha…

Mas vamos considerar as possibilidades. Se o cara perdeu o interesse após o sexo, certamente é porque ele não gostou, afinal quem gosta, quer de novo. Ou então, se ele é desses que perde imediatamente o interesse por mulheres que dão na primeira noite, nesse caso a mulher não tem nenhum motivo para se chatear, pois livrou-se de um babaca.

Tem mulher que jura que mantém o cara preso a ela enquanto o sexo tá difícil. Lógica doida… Prender alguém não me parece algo bom de se fazer, não importa em nome de quê. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (16)

BETINHO – sociólogo

Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho (1935-1997) foi um sociólogo e ativista dos direitos humanos. Concebeu e dedicou-se ao projeto Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.

O jovem Betinho foi católico praticante, de comunhão diária. Alguns de seus amigos eram sacerdotes. Teve professores jesuítas. Ele fazia parte da ala mais à esquerda da Igreja. Foi da Juventude Estudantil Católica, onde começou a sua militância política. Depois, atuou na Juventude Universitária Católica, na Universidade Federal de Minas. Participou da criação da AP (Ação Popular), da qual foi o primeiro coordenador. Aos 27 anos de idade, tornou-se ateu.

Em 1986 Betinho descobriu ter contraído o vírus da AIDS em uma das transfusões de sangue a que era obrigado a se submeter periodicamente devido à hemofilia. Em sua vida pública esse fato repercutiu na criação de movimentos de defesa dos direitos dos portadores do vírus. Junto com outros membros da sociedade civil, fundou e presidiu até a sua morte a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS. Dois dos seus irmãos, o cartunista Henfil e o músico Chico Mário, morreram em 1988 por consequência da mesma doença. Mesmo assim, não deixou de ser ativo até o fim de sua vida, dizendo que a sua condição de soropositivo o forçava a “comemorar a vida todas as manhãs”.

Betinho morreu em 1997, já bastante debilitado pela AIDS. Deixou dois filhos: Daniel, filho do seu primeiro casamento com Irles Carvalho, e Henrique, filho do segundo casamento com Maria Nakano, com quem viveu por 27 anos. Duas décadas após sua morte, a imagem de Betinho mantém-se no imaginário da população com uma aura positiva, de quem dedicou a vida a lutar pelos direitos básicos do cidadão. > Mais

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*** A CONTINÊNCIA NO PAN É, SIM, UM GESTO POLÍTICO

Nesta edição dos Jogos Pan-Americanos, em Toronto, Canadá, alguns atletas brasileiros, ao subirem ao pódio, fizeram o gesto militar de continência. Todos eles eram patrocinados pelas Forças Armadas. Isso provocou discussão.

O Comitê Olímpico Internacional não permite manifestações políticas, religiosas ou raciais, sejam elas organizadas ou espontâneas. E também não permite publicidade comercial. A continência dos atletas pode ser interpretada tanto como manifestação política como publicidade para seu patrocinador. Por isso, foi criticada. > Mais

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*** PORTUNHOL QUER SER RECONHECIDO COMO DIALETO

Portunhol (ou portuñol) é uma palavra que designa a interlíngua, ou língua de confluência, originada a partir da mistura de palavras da língua portuguesa e da espanhola. Ocorre sobretudo em cidades de fronteira entre países de língua portuguesa e espanhola.

Devido à semelhança entre a língua portuguesa e a espanhola derivada do fato de possuírem como língua materna o latim, é muito comum as pessoas que dominam uma dessas línguas sentirem-se confortáveis para falar a outra imaginando que basta trocar uma palavra de português para a sua correspondente em espanhol ou vice-versa, sem levar em conta a gramática e a concordância.

Com o intercâmbio cultural cada vez mais crescente promovido pelas viagens e pelas facilidades tecnológicas, falantes do português e do espanhol cada vez mais se arriscam na outra língua. Talvez, num futuro não tão distante, as duas línguas estejam tão misturadas que o portunhol acabe sendo considerado a segunda língua oficial de vários países da América do Sul.

Um grupo de intelectuais quer que a Unesco declare o dialeto Patrimônio Imaterial. Olhaí o portunhol botando as asinhas de fora… > Mais

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***  GREGÓRIO DUVIVIER SOFRE PEGADINHA E FICA PELADO

Gregório Duvivier é um exemplo de multitalento. Escritor, roteirista, ator e humorista, ele é um dos criadores do Porta dos Fundos, grupo que produz esquetes de humor na internet com grande sucesso de público. Gregório é um crítico contundente dos excessos da religião no Estado laico. Confira sua entrevista para a revista Serafina. > Mais

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AsPreciosasDoKelmer201507AS PRECIOSAS DO KELMER

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O strip-tease

13/07/2015

13jul2015

OStripTease-02

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GuiaDeSobrevivenciaCAPA-1bCriaturas do futuro que voltam no tempo para garantir que elas mesmas, no passado, não cancelem o futuro – esses são os Observadores.

Fantástico, ficção-científica

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Este conto integra o livro Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos

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O STRIP-TEASE

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– VOCÊ DEVIA BEBER MENOS, Zeca.

– Quer uma dose?

– Não, obrigado. Por que você anda bebendo tanto, Zeca?

– Tá na pauta, espera que vou contar.

– Tô esperando.

– Você tá muito bonita.

– Obrigado. E você, ainda farreando muito?

– Naquela época que a gente se conheceu eu tava no auge. Mas agora dei um tempo na noite.

– Aquela época faz só um ano.

– Pois é.

– …

– Gisele, eu pedi pra você vir aqui porque tenho uma coisa importante pra contar.

– Desde o início, eu sempre desconfiei que você me escondia algo.

– Vai ser a coisa mais estranha que você já escutou na vida. Vai achar que eu enlouqueci.

– Sei que muita gente acha que você é louco, mas eu sei que não é. É só um pouco excêntrico. E meio fechado.

– Vai achar sim. Mesmo assim eu vou falar.

– Zeca, eu gosto muito de você. Sei que você tem suas esquisitices, todo mundo tem. Só acho que podia se abrir um pouco mais…

– Eu sei, você já me falou isso. Eu vou lhe contar tudo. Mas tenho certeza que depois você vai dizer que preciso fazer um tratamento e não vai mais querer saber de mim.

– Você por acaso tá vendo alguém aí do seu lado?

– Como?

– Aí do seu lado tem alguém? Você fica olhando e sorrindo como se tivesse alguém aí…

– Hummm… Esse é o problema, Gisele. Tem alguém aqui do meu lado.

– Como assim?

– É exatamente sobre isso que vou lhe falar. Escute, por favor. Primeiro escute.

– Tô escutando.

– Vamos lá. Ahnn… Tudo começou numa noite em que eu estava aqui com uma garota. Foi antes de eu conhecer você. A gente tinha chegado da boate e ela tava no banheiro. E eu na cama, esperando. Foi aí que eu vi pela primeira vez. Não quer mesmo tomar nada?

– Não, obrigado.

– Ele tava sentado na cadeira da minha escrivaninha. Na hora pensei: assalto, putaquipariu. Eu nu na cama e um assaltante no meu quarto. Mas não fiquei muito nervoso não, acho que foi porque eu tava bêbado. Então falei: Ok, meu irmão, pode levar o que quiser, minha carteira taí, tem um som legal lá na sala, mas por favor não faça nada com a gente… Pois bem, quem tomou susto foi ele. Levantou, me olhou de perto e perguntou se eu realmente tava vendo ele. Era como se não estivesse acreditando. “Você tá me vendo mesmo, Zeca? Tá realmente me vendo?” Eu fiquei sem entender, achei que podia ser algum conhecido, ou que ele tava muito doidão… Então perguntei de onde me conhecia e ele levantou os braços dizendo: “Finalmente!!!” Quer continuar a ouvir?

– Claro. Eu tô ouvindo. Não era um assaltante?

– Não. Era o Observador.

– Quem?

– O Observador.

– Ah, o Observador. Deve ser novo no bairro, ainda não conheci.

– Nem queira.

– Afinal, era amigo seu?

– Era o Observador, já disse.

– Ah, sim…

– Sério, Gisele. É assim que ele mesmo se chama.

– Tá. E quem é o Observador?

– Vamos lá. Observadores são seres que vivem em outra dimensão de tempo e espaço. Levam uma vida normal por lá. Só que eles têm amigos aqui e às vezes têm de vir ajudar o amigo. Enquanto não conseguem, não podem retornar ao seu mundo, ficam presos aqui neste tempo-espaço. É isso. Pelo menos foi isso que ele me disse.

– Ah, você viu seu anjo da guarda.

– Não, não, tá mais pra demônio. Um demônio muito, muito chato.

– Era isso que você queria me falar?

– Tô falando sério, juro.

– Tá. E aí?

– Bem, isso tudo ele me explicaria depois, mas antes a garota entrou no quarto e perguntou com quem eu tava falando, e eu apontei pra ele. Mas ela não viu ninguém. Foi então que ele disse que somente eu podia vê-lo e escutá-lo, ninguém mais, que a coisa funcionava assim mesmo. O sujeito parecia superfeliz e dizia que seus dias de solidão haviam terminado. Bem, no fim a garota achou a coisa tão estranha que se vestiu e foi embora.

– E o cara?

– Ficou lá. Tentei tocar nele, mas minha mão atravessou a imagem. Aí eu disse pra mim mesmo que aquilo era um sonho muito louco e tratei de dormir. No outro dia, acordei e ele continuava me observando.

– Zeca, eu…

– Eu sei que você não tá acreditando, mas deixe eu contar até o fim. Você prometeu.

– …

– Ele disse que tinha uma missão secreta. Que era algo que dependia de mim, e que se eu fizesse a coisa certa, ele poderia ir embora.

– Olha, Zeca, eu…

– Espere…

– Eu não sei o que tá acontecendo com você, mas…

– Gisele, eu juro que é verdade. Eu não tô louco. Acho até que seria melhor se estivesse mesmo, seria mais fácil de aguentar esse pentelho o tempo todo ao meu lado…

– Quer dizer que você tá falando sério.

– Tô.

– Não tá me gozando.

– Não.

– Então diz pra mim: eu tô falando sério.

– Eu tô falando sério.

– Sem rir, Zeca!

– Desculpa, é que essa situação é meio ridícula.

– Ridícula sou eu aqui escutando essas, essas…

– Você quer ir embora?

– …

– Se quiser, pode ir na boa que eu…

– Vai, continua, eu quero escutar.

– Onde que eu parei?

– O Observador lhe disse que tinha uma missão.

– Isso. Que eu precisava fazer algo, e ele tava ali pra me ajudar a fazer esse algo.

– E você não sabia do que se tratava.

– Continuo sem saber.

– Nem desconfia?

– Bem, ele me conhece como ninguém, é incrível. Tem me feito pensar muito sobre minha vida, me faz ver onde que eu tô errando, os meus defeitos… Isso me deixa muito mal.

– Todo mundo tem defeito, Zeca.

– Mas eu é que tenho um cobrador de atitudes vinte e quatro horas por dia, infalível. É como se fosse uma parte de mim.

– Ele tá com você desde antes da gente começar a namorar?

– Sim, há um ano.

– Então quando você me conheceu ele tava junto?

– Tava. Ele não larga do meu pé, Gisele. Lembra de como a gente se conheceu?

– No balcão do Pai Herói.

– Lembra de como eu tava?

OStripTease-02– Calça preta e camisa azul. Um gato.

– Não, tô falando do meu estado.

– Bêbado, claro.

– E morrendo de rir, não era?

– Tava um tanto risonho.

– Por causa dele. Ele antecipava tudo que eu ia dizer, sabia de cor todas as minhas abordagens. “Oi. Você não se sente uma sardinha nesses bares tão lotados?” Eu abria a boca pra falar e ele falava antes. E eu começava a rir.

– Ah, era por isso?

– É um sádico gozador, me sacaneia bastante. De repente, se esconde entre as pessoas e eu acho que fiquei livre dele. Quando menos espero, surge com um comentário bem cretino. Lembra de uma vez que a gente tava numa mesa lá no Papillon e eu tive um acesso incontrolável de riso?

– Parecia um demente.

– Por causa dele. Naquela noite, ele apareceu de repente com a cabeça bem aqui do meu lado e falou assim, muito sério: “Você está olhando tanto que eu vim segurá-lo pra você não cair dentro do decote dela…”

– Meu decote?!

– Eu estourei de rir. Você tava com um decote assim bem chamativo, e aí fiquei imaginando eu caindo lá dentro… Você sem entender nada e eu morrendo de rir.

– Quer dizer que foi pelo meu decote…

– Na hora foi engraçado. Mas esse pentelho tornou minha vida um inferno. Por isso tem muita gente achando que eu sou doido.

– Muita gente mesmo.

– Pudera. No começo, até que eu me divertia, mas depois fui ficando irritado. Aí mandava a compostura pros diabos e discutia com ele na frente de quem fosse, dizia que ele não tinha o direito de fazer aquilo, que era uma coisa que ia contra a liberdade individual e a ética cósmica, e que…

– Ética cósmica?

– Eu tava desesperado, valia qualquer coisa.

– Realmente.

– Comecei a ficar com muita raiva dele. Sabe o que é ter de conviver com alguém que conhece você profundamente e vive lhe jogando seus defeitos na cara, ironizando suas atitudes? Pois é o que ele fazia. Não perdia uma oportunidade. Você se sente nu. Você não consegue se concentrar em mais nada. Vai ler um livro ou ver um filme e não consegue, é um inferno. De tanto ele falar, de um tempo pra cá comecei a perceber um bocado de coisa que tenho de mudar em mim.

– Por exemplo?

– Ah… Ele me fez ver o quanto eu tava sendo frívolo, superficial, o quanto era falso comigo mesmo. E me fez ver também o quanto sou dono da verdade.

– Ele fez isso?!

– Fez.

– E você reconheceu?!

– Tive, né? Ele não deixa passar nada. Eu tô conversando com alguém e dou uma opinião… Pronto, lá vem ele me alfinetando. No começo, eu fingia não escutar, mas a coisa ficou insuportável. Se ele fosse de carne e osso a gente já tinha saído na porrada.

– E ele sempre esteve perto, mesmo nos momentos em que a gente tava junto?

– Hum, hum.

– Até mesmo… naqueles momentos?

– Até naqueles momentos.

– Então ele me viu nua várias vezes.

– Eu não podia fazer nada, Gisele, entenda.

– Ele viu tudo?

– Ele tá pregado na minha alma, na minha energia. Também não pode fazer nada.

– Era só o que me faltava…

– Agora entende porque nunca consegui relaxar com você? Ele tava sempre perto observando… A única maneira de poder esquecer um pouco era enchendo a cara. Era mais conveniente ficar bêbado pra não pensar sobre certas coisas.

– Olha, Zeca… eu… não sei nem o que pensar. Não sei se me irrito com você, se rio dessa história absurda…

– Pode rir, não vou me importar.

– Não sei se continuo aqui escutando essas… essas loucuras… Não sei.

– Eu tinha de lhe contar.

– Por que eu? A gente não se fala há semanas.

– Foi ele quem sugeriu. Achou que você compreenderia. “Por que você não conta pra Gisa? Ela é uma pessoa sensível, pode ajudar…”

– Ele me chama de Gisa?

– É. Ainda tem essa intimidade.

– Ele tá aqui agora?

– Sentadinho aqui. Morrendo de rir dessa situação ridícula, o sádico. Pergunta algo pra ele.

– Eu?

– É, pergunta alguma coisa.

– Ah… Sei lá.

– Ele tá dizendo que você dança muito bem.

– E ele já me viu dançar?

– Ele foi comigo na apresentação do seu grupo.

– Ah… Que bom. Agradeça a ele.

– Agradeça você, ele tá ouvindo.

– Ahnn… Obrigado, seo Observador… Ai, Zeca! Essa situação realmente…

– Ah, ah, ah, ah!

– …

– Desculpa. É que foi engraçado.

– Zeca, você me chamou aqui pra conversar sério. Eu vim porque acreditei. Aí chego e você me vem com esse papo de Observador. Porra!

– …

– Zeca, se você estivesse em meu lugar, o que faria agora? Diga sinceramente.

– …

– Diga, o que você faria?

– Sinceramente? Acho que levantaria, sairia por aquela porta e tchau.

– Pois é o que vou fazer. Mas antes deixa eu dizer uma coisa: pare de beber, Zeca. Ou pelo menos diminua, se não quiser piorar tudo. E se estiver bebendo pra não ter de encarar certas coisas sobre você mesmo, então lamento dizer que tá indo pelo pior caminho.

– …

– Tchau, Zeca. E tchau pro seu amigo…

– …

– Ele tem nome?

– Eu chamo de Hóbis.

– Hóbis?

– É, Hóbis. Bonitinho, não?

– Hóbis, o Observador… Tchau, Hóbis. Não deixa o Zeca beber demais.
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OStripTease-02– EU AVISEI. Não era pra você contar assim, de uma vez só. Tinha de ser devagar.

– Agora já tá feito, Hóbis.

– E se você tiver perdido a Gisa de vez?

– O que tiver de ser, será.

– Você parece que fez isso pra se livrar dela.

– Se ela gosta de mim como você diz, então ela teria entendido melhor a coisa.

– Ela precisa de tempo, Zeca.

– Agora já tá feito.

– Ligue pra ela de novo. Agora que ela já sabe de mim, deixe que pense que você é louco mesmo. Ela também não é muito normal. Não pode tomar duas cervejas que quer fazer piruetas pelo meio da rua…

– Pelo menos ela dança bem.

– Você ainda não viu nada…

– Ei! O que você sabe sobre ela que eu não sei?

– Esqueça, pensei alto. Vá, Zeca, ligue pra ela.

– Eu não posso ligar de novo, Hóbis! Você viu, ela tem certeza que eu pirei.

– Ela gosta de você.

– Eu também gosto dela. Desde o começo, você sabe. Mas só fiz besteira.

– Claro, sempre bêbado…

– Por sua causa.

– E eu tô aqui por sua causa. Então é você quem tem de fazer alguma coisa.

– E tô fazendo. Tô bebendo pra ver se morro logo de uma vez e me livro de sua chatice.

– Zeca, seu tapado imbecil. Gisa é a mulher que pode te ajudar, te incentivar a seguir o melhor caminho. Acontece que você morre de medo daquilo que mais precisa. É um tolo.

– Se ela puder, me manda pro manicômio.

– Ligue pra ela, marque um local agradável.

– Papa-Tudo Motel. Suítes com cadeira erótica.

– Marque no Spy, convide pra tomar um suco. Por favor, nada de álcool.

– Já falei pra não me pedir isso. Bebo se eu quiser.

– Como posso deixar de pedir isso, seu burro?! A bebida tá estragando sua vida.

– Quem tá estragando minha vida é você!

– É você quem estraga a minha, incompetente! Eu poderia estar em casa, com minha família! Mas não, tenho de estar aqui com você, você que prefere viver personagens em vez de ser você mesmo!

– …

– …

– Escute, Hóbis, eu já passei uma semana sem beber e não adiantou nada, você continuou me pentelhando.

– Não são sete dias sóbrios que vão resolver os seus problemas, cretino. Olhe pra dentro de você mesmo e veja o que é que tem de mudar.

– Se soubesse, eu mudaria.

– Você sabe.

– Eu não sei, já disse!

– Sabe sim!

– Se soubesse, já teria mudado só pra me livrar de você, palhaço!

– Ah, você pensa que é agradável pra mim ficar assistindo seus porres idiotas, suas abordagens sem graça, “Oi, veja só, eu um sujeito simples e você tão cheia de predicados…” Sem falar nas suas performances sexuais horrorosas…

– Então vá pra merda! Aliás, fique aí mesmo. Pouco me importa se eu morrer de um coma alcoólico. Sabendo que você vai junto, eu vou me divertir bastante. Vamos os dois pro Inferno.
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– OI, GISELE.

– Você me convidando pra tomar um suco… Você não deve estar nada bem.

– Desde aquele dia que eu tô sem beber.

– Sério?

– Sério.

– E o que aconteceu?

– Resolvi dar um tempo. O que você quer?

– Maçã. Sem açúcar, por favor.

– Então dois. O meu com.

– E aí, o Hóbis veio?

– Claro.

– Ele tá aqui?

– Sentou agora. Mas a gente não tá se falando.

– Por quê?

– Divergências. Acontece.

– Ah.

– …

– …

– Não adianta olhar pra ele, Gisele, você não pode ver.

– Olhei sem querer. Ai, Zeca, esse papo vai me botar maluca igual a você, sabia?

– Pelo menos você vai me entender.

– Quer dizer que brigaram? Ele falou algo que você não gostou?

– Vamos mudar de assunto? Você vai bem?

– Ótima.

– Tô vendo. Linda como sempre.

– Você também tá bem.

– …

– Rindo de quê, Gisele?

– Besteira.

– Diz.

– Ah, besteira. Tava pensando na ironia da coisa.

– Que coisa?

– No dia em que finalmente conheço um cara interessante, ele tem um caso com um homem invisível.

– É muito azar mesmo…

– Eu fui um pouco indelicada da última vez. Queria lhe pedir desculpas.

– Seria a reação de qualquer um.

– Eu ia telefonar pra você.

– Ia?

– Fiquei curiosa sobre o Hóbis.

– Foi?

– Fiquei pensando… Ele não dorme?

– Dorme quando eu durmo. Acorda quando eu acordo. Mas não sente fome, nem sede, não consegue fazer nada a não ser me observar.

– Não deve ser um serviço muito agradável.

– Eu não queria estar no lugar dele.

– Ele gosta de você?

– Nossa relação é estranha. A gente se gosta e se detesta. No início era pior, eu nem dormia direito com ele olhando pra mim. Imagina fazer tudo com alguém olhando, tomar banho, fazer cocô, uma punhetinha… E trepar? Impossível, né? Ou então você toma todas e esquece.

– O que ele acha dessa sua bebedeira?

– Ele diz que eu tô fugindo.

– E tá?

– Pode ser. Mas acho que seria mais fácil sem ele por perto.

– Aí você não teria chegado às conclusões que chegou sobre sua vida. Acho que o Hóbis, se é que ele existe…

– Ele existe.

– Certo. Acho que o Hóbis tá fazendo você economizar a grana que pagaria por uma boa terapia, sabia?

– E quem disse que eu pagaria por uma terapia?

– Zeca, por que você não vem passar um fim de semana comigo na serra? Ia ser tão bom.

– Sério?

– Eu ia adorar.

– Não sei, Gisele. Tenho uns trabalhos…

– Ah, Zeca, vamos, eu cozinho pra você.

– Que mais?

– Deixo você ficar com o controle da tevê.

– Não pedi sua opinião.

– Como?

– Falei com o chato aqui.

– Com o Hóbis? O que ele disse?

– Disse que se eu fosse pra serra com você, ele esqueceria por uma semana dos meus defeitos.

– …

– Olhando pra ele de novo, Gisele?

– Heim? Ah, é. Já tô me comportando como se realmente tivesse alguém aí. Acho que é uma boa proposta a dele, Zeca.

– Como que você sabe que ela tem esse CD?

– Heim?

– O cretino aqui. Tá falando besteira.

– O que ele disse?

– Pra você não esquecer de levar seu CD de músicas eróticas. Você tem um cedê assim?

– Peraí, como que ele sabe?

– É, como que você sabe disso, Hóbis? Hum… Ah, tá. Ele disse que não sabia, que foi um palpite.

– Muito estranho…

 – Não sei se a gente pode acreditar em tudo que esse maluco diz. Mas deixa ele pra lá, Gisele. Então, posso ficar mesmo com o controle da tevê?
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.

– ELE TÁ OLHANDO AGORA?

– Com certeza.

– Tá ou não tá, Zeca?

– Ah, Gisele, eu não vou me virar agora pra ver. Tenha paciência.

– Ele não é gay, é?

– Que eu saiba, não.

– O que ele achou de mim?

– Ele gosta de você. Não percebeu lá no Spy? Era o mais animado com essa história da gente vir aqui pra serra.

– Você não se incomoda dele observar a gente transando?

– Eu já havia esquecido disso, Gisele.

– Desculpa…

– …

– …

– Vem cá, vem…

– Peraí, Zeca, Vou botar o CD de novo…

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– PARABÉNS, CHATO, você cumpriu a promessa. Uma semana caladinho.

– Fiz por nós dois, companheiro.

– Eu até consegui me concentrar em outras coisas, você viu?

– Vi. Foi uma semana bastante positiva.

– Você acha que a gente dá certo?

– A gente? Definitivamente não.

– Eu e Gisele, engraçadinho.

– Claro que sim. Não existe nada melhor pra você que essa mulher, meu rapaz. Gisa é maravilhosa. Bonita, inteligente, carinhosa… E tem um corpinho muito alinhado, cá pra nós.

– Ela dança desde os quinze.

– Você deveria pedir pra ela dançar pra você.

– Hummm… Boa ideia.

– Algo me diz que alguém tá apaixonado…

– Mais ou menos.

– Assuma, homem.

– Puta merda. Assumir o quê, Hóbis?

– Que você é doido por ela.

– Vou pensar no seu caso.

– Assuma logo, homem. Quer enganar quem?

– Hóbis, dá um tempo.

– Hoje, enquanto você falava ao telefone, encheu uma folha inteira com o nome dela, percebeu?

– Tava testando a caneta.

– Ah, sim, claro.

– …

– Então, assume ou não assume?

– Putaquipariu, Hóbis, você é um pentelho!

– Assume ou não assume?

– Já disse que vou pensar no seu caso.

– Pensar pra quê, homem? Tá na cara. Já viu sua cara no espelho? Viu?

– Eu mereço…
.

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– NÃO QUER QUE EU SIRVA uma tacinha de vinho pra você também?

– Não, obrigado, hoje você vai beber sozinha.

– Só uma tacinha não faz mal, Zeca…

– Depois, depois.

– Então tá bom. Vou servir mais uma pra mim. Escuta, você se importaria se eu conversasse com o Hóbis também?

– Por mim, tudo bem.

– Ótimo. Hóbis, o que você tá achando do meu apartamento?

– Ele respondeu que você tem muito bom gosto.

– Humm, obrigado. E o que ele acha de nós namorarmos sério?

– Nós quem, Gisele?

– Eu e você, né, Zeca? Com o Hóbis é que não é.

– Essa pergunta não tava no roteiro…

– Ah, então tem censura pra falar com ele, é?

– Ok, ok. O que você acha disso, Hóbis?

– Eu acho uma ótima ideia!

– Gisele, não atrapalha! Você quer ou não quer que ele responda?

– Desculpa, não resisti… Vai, pergunta de novo.

– Ele tá rindo de sua imitação dele. Horrível, por sinal.

– Que bom que ele tem senso de humor.

– Até que tem. Quando não tá preocupado em me dar lições de moral.

– Ele já parou de rir?

– Ele disse que se eu não namorar, ele namora.

– Então se decidam. Não tenho a noite toda.

– Acho que você tá um pouquinho alta…

– E você tá vermelho! Falou em namoro, você perde o rebolado… Viu o meu vinho por aí?

– Hóbis tem um recado pra você.

– Oba! Sou toda ouvidos.

– Ele tá dizendo que só tem um jeito dele não olhar pra você enquanto a gente transa.

– E qual é?

– É transarmos eu, você e outra garota. Assim, em respeito a você, ele fica olhando pra ela.

– Você disse isso mesmo, Hóbis?

– Ele acaba de dizer: “Claro, meu docinho de coco…”

– Ah, quer saber? Eu não ligo se ele quiser ficar olhando pra mim… Pode olhar, viu, Hóbis.

– Pois eu ligo.

– Acho que o Hóbis não falou nada disso, seu bobo… Você é quem quer realizar essa sua fantasia da gente transar com outra mulher e fica botando palavra na boca do pobre do Hóbis…

– É sério, ele disse.

– Mentira. Você falou mesmo, Hóbis?

– Falei sim, meu sorvetinho de duas bolas…

– Deixa ele falar, Zeca!

– Tô só repetindo o que ele diz.

– Vamos, Zeca, o que ele disse?

– Ele não vai responder porque tá rolando de rir do seu porre, Gisele.

– Pois agora eu vou mostrar a ele que tenho outras qualidades… Deixa primeiro eu apagar a luz. Onde foi que eu deixei o meu vinho?

– O que é que você vai fazer?

– Uma musiquinha especial pra vocês… Dá licença, deixa eu ligar o abajur. Ah, agora tá perfeito.

– Hóbis tá dizendo que eu também devia tomar algo, que eu tô muito tenso…

– Também acho. Cadê o CD?

– Você tá quase sentada em cima dele.

– Ai! É mesmo! Hummm, deixa eu ver… Acho que é a sete… Exatamente!

– Não acredito. Você vai fazer um strip-tease pra mim?

– Pra vocês dois. Hóbis, pode sentar, viu, fique à vontade.

– Ele já sentou há muito tempo.
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OStripTease-02– ELE TÁ OLHANDO AGORA?

– Tô com preguiça de virar o pescoço.

– Ele gostou do strip?

– Não desgrudou o olho.

– Sério?

– Até se emocionou.

– E você?

– Se eu gostei? Caramba! Não vou esquecer jamais.

– …

– Você é tão linda, Gisa…

– …

– Gisa?

– Hum.

– Ainda tá valendo aquela proposta?

– Qual?

– A do namoro.
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– ZECA…

– Hum…

– Escute, tenho que ir agora, meu ônibus chegou. Quando você acordar, já não estarei mais aqui.

– Humm…

– Um abraço, amigão. Você é um cara legal. Desculpe se fui rude algumas vezes, mas é que estávamos no mesmo barco, entenda. Mas estou orgulhoso de você.

– Hummm…

– Essa mulher lhe quer bem, não a deixe ir embora. Gisa ainda vai lhe dar muitas alegrias, você vai ver, filhos maravilhosos… Agarre sua chance agora, homem. O futuro é só uma questão de escolha. E não é qualquer uma que faz um strip daquele…

– Hummmm…

– Adeus, amigão.
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– BOM DIA, meu filho.

– Bom dia, seo Nestor. Pra casa?

– Pra casa, sim, que você já deve estar com saudade, né? Um ano fora.

– Pois é. O Outro me deu trabalho.

– Imagino. Pensei até que você ia pedir prorrogação. Pegue uma cervejinha pra você aí na geladeira, meu filho.

– Obrigado. Ônibus vazio, seo Nestor.

– Esta semana está assim.

– Não tem mais ninguém pro senhor pegar?

– Tinha a Felícia. Mas ela pediu prorrogação.

– Então ela ainda não conseguiu? Que pena.

– Felícia é aquela arquiteta, você sabe.

– Sei. Veio pra garantir que a Outra dela não abandonasse o curso. Humm, cervejinha boa.

– Pois a Outra abandonou. Foi fazer Direito. Felícia só não matou a Outra porque enfim não pode.

– Dá vontade de matar mesmo.

– Mas Felícia já pediu prorrogação. Disse que não vai desistir enquanto a Outra não voltar pra Arquitetura.

– Prorrogação é faca de dois gumes. Ou a gente consegue na marra ou deixa o Outro louco, e aí não tem mais jeito. Se eu tivesse pedido prorrogação, meu Outro também enlouqueceria e acabaria deixando a Gisa escapar de vez.

– Cá pra nós, filho, acho que não veremos mais nossa amiga Felícia. A coisa pra ela está difícil.

– Isso é muito triste.

– Tenho dó quando a pessoa descobre que seu futuro será anulado. Ultimamente tem aumentado, sabe? Quando as pessoas entram neste ônibus, eu já sei que muitas não vão voltar e sinto pena. Eu não sei como é a experiência de não poder voltar, mas imagino que seja a coisa mais terrível do mundo.

– É. Mas quando a gente recebe o chamado pra vir pro passado, já sabe que sempre tem a chance de não voltar.

– O diabo é que a gente tem sempre a esperança de que o nosso futuro é o que vai vingar, né?

– É. Só de imaginar que aquele cabeça-dura podia deixar a Gisa escapulir, já me dá um frio na barriga…

– Mas me conte, como foi?

– Rapaz teimoso o meu Outro, seo Nestor.

– Ah, mas todos já fomos assim.

– E deu pra tomar todas depois que eu apareci, o senhor precisava ver.

– Se não me engano, você também gostava de um copinho…

– É, gostava.

– Foi a Gisele quem botou você no prumo.

– Verdade. Mas o Outro tava bebendo bem mais que eu.

– E ele vai ficar com ela mesmo?

– Vai. Já tá no papo.

– Então está bom. Mas me diga, como é que foi ver a Gisele mais novinha?

– Ah, seo Nestor, achei que eu ia ter um troço…

– Eheheh, imagino.

– Eu faria qualquer coisa pra garantir nossa hipótese de futuro, o senhor sabe.

– Ora se sei.

– Posso lhe contar um segredinho, seo Nestor?

– Pode, filho.

– Embarquei nessa missão porque se eu não viesse, eu e a Gisa seríamos desativados, nós e os nossos filhos. Mas eu também tava doido pra rever o strip-tease que ela fez pra mim quando a gente começou o namoro… Ah, como eu queria!

– Mas veja só!

– Ah, seo Nestor, o senhor nem imagina… Foi aquele strip que me fez namorar sério com ela.

– E ela fez de novo?

– Fez. Essa noite mesmo. Igualzinho como foi, igualzinho…

– Ah, por isso que você chegou com essa cara… Então, missão encerrada?

– Claro! Depois daquela performance, o Outro casa até amanhã se ela pedir.

– Então está bom.

– O que a gente não faz por uma mulher…

– O que não faz!

– Faz de tudo.

– Ora!

– Até aguentar a si mesmo no passado o cara aguenta.

– Aguenta.

– Até casar a gente casa, seo Nestor.

– É o que eu digo.

– Ora se não casa.

– Ora se.

– Casa mesmo.

– Casa.

– Pois é.

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Ricardo Kelmer 1997 – blogdokelmer.com

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GuiaDeSobrevivenciaCAPA-1cEste conto integra o livro
Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos

O que fazer quando de repente o inexplicável invade nossa realidade e velhas verdades se tornam inúteis? Para onde ir quando o mundo acaba? Nos nove contos que formam este livro, onde o mistério e o sobrenatural estão sempre presentes, as pessoas são surpreendidas por acontecimentos que abalam sua compreensão da realidade e de si mesmas e deflagram crises tão intensas que viram uma questão de sobrevivência. Um livro sobre apocalipses coletivos e pessoais. > Mais

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As Preciosas do Kelmer – jun2015

30/06/2015

30jun2015

AsPreciosasDoKelmer201506
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As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201506AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#33, jun2015
> Esta edição no Facebook

Capa do mês: Marta, jogadora de futebol brasileira

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*** DATENA DETONA ATEUS E TOMA DE VOLTA

Tome, Datena! Tome, Bandeirantes! Não é porque nós ateus iremos pro Inferno que qualquer um pode sair dizendo na TV que ateu é tudo assassino, né? > Mais

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*** OS RICOS ESTÃO COM MEDO

Ricardo Semler é sócio majoritário do conglomerado Semco Partners e ex-professor de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Em sua empresa, ele aplica princípios gerenciais que ficaram conhecidos como ‘democracia corporativa’, em que a hierarquia rígida foi substituída por um regime em que todos podem opinar no planejamento da empresa e os trabalhadores escolhem seus salários, horário e local de trabalho, além dos seus gerentes.

Filiado ao PSDB, Semler tem ideias que não costumam agradar a muitos setores da direita. Ele defende que a politização do debate sobre corrupção é contraproducente e que o escândalo da Petrobras e as repercussões do caso envolvendo a divulgação dos nomes de brasileiros com conta no HSBC da Suíça são sinais de que o país está mudando. “Pela primeira vez no Brasil temos gente rica assustada”, afirmou. O empresário também defende um aumento do imposto sobre transmissão (herança) para os donos de grandes fortunas e disse que aceitaria pagar até 50%. “Isso não afetaria em nada a disposição do empresário em investir”, opina. > Confira sua entrevista à BBC Brasil

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*** A BOLA TAMBÉM É DELAS

Começou a 7a Copa do Mundo de Futebol Feminino. Entre 6 de junho e 5 de julho, em sete estádios do Canadá, 24 seleções duelarão pela taça, que já foi ganha por Estados Unidos (1991 e 1999), Noruega (1995), Alemanha (2003 e 2007) e Japão (2011).

As melhores colocações do Brasil foram o vice-campeonato em 2007 e o 3o lugar em 1999. Dessa vez, a canarinho feminina (que construção estranha…) chega à competição um tanto desacreditada, pois é visível a evolução técnica de suas grandes adversárias, enquanto que o futebol feminino no Brasil continua sofrendo dos mesmos males de sempre: falta de campeonatos, falta de apoio, falta de divulgação… É a seleção da falta. Quando isso vai mudar?

O Brasil tem grandes jogadoras, e tem Marta, a melhor de todos os tempos, mas ao contrário de outros países, o futebol feminino é totalmente desprezado pela grande maioria dos torcedores. Muitos acham feio e grotesco mulher jogando futebol. Bem, eu particularmente acho lindo. Sim, o futebol requer força, músculos e suor, é batalha épica de guerreiros destemidos, sim, tudo isso, eu sei. Mas ainda assim vejo graciosidade nessas guerreiras, e me encantam a poesia e a beleza de seus movimentos. O sagrado feminino também se manifesta quando uma mulher joga futebol, por que não? > Mais

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*** CENSURA PRÉVIA DE BIOGRAFIAS NUNCA MAIS

RobertoCarlosBiografia-0110 de junho de 2015: um dia para entrar na história do mercado editorial brasileiro. Foi nesse dia que o Supremo Tribunal Federal decidiu que uma biografia não pode ser previamente censurada. No caso de difamação ou calúnia, isso deve ser tratado na Justiça, com indenizações, como a lei já prevê. Ufa. Desse atraso cultural nós nos livramos. Pelo menos desse. Um brinde! 🙂 > Mais

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*** A CAMISA AMARELA DA CORRUPÇÃO

Os recentes protestos anticorrupção, que mobilizaram parte da população em várias cidades brasileiras, focaram suas críticas ao governo federal e ao Partido dos Trabalhadores, preferindo deixar de lado outras corrupções. Por isso, muitos questionaram sua coerência.

Ao adotar a camisa amarela da seleção de futebol, com o escudo da CBF, como vestimenta símbolo do movimento, os protestantes tencionavam criar uma bipolarização política no país: de um lado os brasileiros, de outro lado os petistas. Evidentemente, era muita forçação de barra. E era também uma estratégia que evidenciava a incoerência dos protestos, pois a camisa da seleção os associava diretamente a uma entidade que há muito tempo é alvo de sérias denúncias sobre corrupção.

Agora que os escândalos na FIFA arrastam consigo a CBF em seu tenebroso redemoinho de lama, a camisa amarela já não anima tanto os paladinos da luta anticorrupção. Será que os protestantes anti-PT não sabiam a que estavam se associando? Ou sabiam, e mesmo assim achavam que isso não tinha nada de contraditório?

Se eles não sabiam, isso revela um curioso desconhecimento a respeito dos problemas do Brasil. Mas é o tipo da coisa compreensível, pois certos casos de corrupção não são noticiados pelos poderosos grupos de mídia, e a grande maioria desses protestantes consome apenas as informações que são oferecidas por Rede Globo, Folha de São Paulo etc.

E se sabiam? Bem, nesse caso, sem o atenuante da ignorância, os protestantes confirmam as suspeitas a respeito da incoerência de seus protestos, revelando que toda a indignação contra a corrupção que foi exibida e incentivada pela grande mídia, infelizmente era seletiva. > Mais

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*** BONECA QUE LEILOOU VIRGINDADE VIRA BONECA DE PROGRAMA

Valentina é uma boneca com aparência muito próxima da humana, inclusive cabelos e textura da pele. Ela teve sua virgindade leiloada em 2013 por pouco mais de R$ 100 mil. Agora que já provou da maçã, Valentina vai continuar provando: ela virou boneca de programa. Quem quiser experimentar terá que desembolsar R$ 5 mil (o pacote inclui 12 horas na Suíte Premium do Motel Swing, em São Paulo, além de jantar e champanhe). A propósito, a perereca de Valentina é trocada após cada programa, viu? Ou seja, trocou, tá novo. Se era apenas isso, mizifio, que impedia você de realizar seu sonho, tá resolvido.

Quer saber? Dono de bordel, eu já sou. Vou ser cafetão de boneca. > Mais

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*** A RESSURREIÇÃO DE ARAÚJO

Não é que o bar do Araújo ressuscitou mesmo? Um brinde! > Mais

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*** A TRANSEXUAL CRUCIFICADA E AS CONTRADIÇÕES DO CARDEAL

ReligiaoSexualidadeParadaGay-01O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, postou nas redes sociais comentários sobre a transexual crucificada da Parada Gay. Como muitos católicos acharam que ele deveria ter sido mais veemente nas críticas, Dom Odilo comentou novamente, e quanto mais comentava, mais se enrolava tentando justificar o injustificável, e chegando até a usar o termo “inimigo”, referindo-se à comunidade LGBTT.

A encenação da transexual crucificada representa o sofrimento de todos os que são agredidos e mortos pelo simples fato de terem uma sexualidade diferente. Não há ali nenhum tipo de agressão a qualquer símbolo religioso, já que o próprio Jesus morreu crucificado também pelos que sofrem preconceito. Ainda que fosse uma encenação mais agressiva, isso não seria crime, pois a liberdade de expressão permite que façamos críticas, humor ou zombaria de tudo, inclusive do que é sagrado para uma pessoa ou grupo de pessoas.

A sexualidade de uma pessoa é sagrada para ela. Porém, muitos cristãos não aceitam a diversidade da sexualidade humana, e para eles, toda a comunidade LGBTT arderá nas chamas do Inferno. Eles têm todo o direito de pensarem isso, e até de usarem em seus discursos e livros e filmes essa terrível imagem de homossexuais ardendo no Inferno. É o mesmo direito que a comunidade LGBTT tem de usar imagens religiosas em suas encenações. > Mais

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*** GUILHERME LAMOUNIER E O SOM DOS 70

Você já ouviu falar de Guilherme Lamounier? Se você curte a música brasileira dos anos 1970, aquela saudável e viajante mistura de rock, soul e psicodelia, então conheça o som desse cara. > Mais

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*** O FEMINISMO BUCETAL DA PERIFERIA

FeminismoBucepower-01Quem estuda o movimento feminista sabe que existem vários feminismos. Há o feminismo que admite que homens possam ser feministas, e há o que aceita que, no máximo, eles sejam simpatizantes. Há o feminismo que inclui em sua luta a defesa de outros grupos marginalizados, como negros e a comunidade LGBTT, e há o que luta tão-somente contra o machismo. Há o feminismo que entende que lutar contra a opressão feminina é necessariamente lutar contra a opressão do capitalismo, um sistema que privilegia a posse e o controle, e há o que não associa uma coisa à outra.

Enfim, não existe um único feminismo, e é por isso que muitas pessoas tentam entrar no movimento e se desiludem, pois não se sentem à vontade com o entendimento da questão adotado por um ou outro grupo militante. O único ponto em que todos os feminismos concordam é a luta contra a opressão da mulher, mas a concordância geral acaba aí.

Cansadas de não se verem representadas pelos movimentos feministas de caráter urbano, branco e acadêmico, muitas mulheres se organizam em grupos menores nas periferias das grandes cidades, onde tentam direcionar a luta no rumo de suas necessidades específicas. É o caso da Bucepower Gang, uma gangue de mulheres anônimas que postam autofotos de nudez com o objetivo de estimular a discussão a respeito da liberação sexual da mulher na sociedade. Elas praticam um feminismo sem tratamentos acadêmicos e pregam o desprezo aos padrões corporais de beleza. Certamente serão criticadas por feministas que antipatizam com a ideia de usar a nudez para lutar contra a opressão.

A buceta tem muita força, e a cultura machista sempre tentou fazer com que as mulheres não se dessem conta disso. Pelo jeito, não funcionou com as meninas do Bucepower. > Mais

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*** UMA ROLA PARA MALAFAIA

Comentando sobre o caso da menina Kayllane Campos, de 11 anos, que foi apedrejada no Rio de Janeiro por vestir trajes do Candomblé, o jornalista Ricardo Boechat criticou pastores de igrejas neopentecostais por estimularem ações de hostilidade contra outras religiões, especialmente as de origem africana.

Isso despertou a fúria do pastor Silas Malafaia, que por meio do Twitter desafiou o jornalista para um debate, para que ele “parasse de falar asneira”, e chamando-o de “falastrão”. E Boechat respondeu. E falou por muitos brasileiros que sabem que, sim, muitos pastores das igrejas evangélicas neopentecostais, como a de Silas Malafaia, incentivam o ódio e agressões a outras religiões, principalmente as de origem africana:

“Ô Malafaia, vai procurar uma rola. Você é um idiota, paspalhão, pilantra, tomador de grana de fiel, explorador da fé alheia, e agora vai querer me processar pelo que eu acabei de falar. É no âmbito de igrejas neopentecostais que estão acontecendo atos de incitação a intolerância religiosa, mais do que em outros ambientes. Você é homofóbico, uma figura execrável e horrorosa, e que toma dinheiro das pessoas a partir da fé. Você é um charlatão, cara. Usa o nome de Deus e de Cristo para tomar dinheiro de fiéis. Você é tomador de grana, você e muitos outros. Não tenho medo de você, não, seu otário”

Se o Rolafaia, ops, Malafaia, seguiu o conselho de Boechat, a gente não sabe. Mas a gente sabe que tem muito homófobo por aí que faz pose de machão mas, no fundo, gosta do negócio. Parabéns, Boechat! > Mais

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*** SEXO SELVAGEM COM CAXEMIRA NO SAARA

A canção “Kashmir” está no disco Physical Graffiti, de 1975, da banda Led Zeppelin. Robert Plant, o cantor, escreveu a letra quando se encontrava no deserto do Saara, no Marrocos, embora Kashmir (Caxemira) seja uma região entre Índia, China e Paquistão, na Ásia. A letra fala de visões e sonhos e revelações e… bem, é uma letra viajandona, que casou muito bem com a melodia e fez dessa canção um dos maiores sucessos do Led Zeppelin e um dos grandes momentos do rock lisérgico dos anos 1970. Por sinal, ela está em minha coletânea Música para Sexo Selvagem vol 2.

Este vídeo é de um show em Londres, em 1975. Mesmo que você não tenha nenhum sexozinho programado pra hoje, relaxe e boa viagem.

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*** IMPOSTOS CONTRA A DESIGUALDADE SOCIAL

Per Albin Hansson ocupou o cargo de primeiro-ministro da Suécia entre 1932 e 1946. É dele esta lendária fala no Parlamento sueco: ”Um bom lar não tem membros privilegiados ou rejeitados; não tem favoritos nem filhos postiços. Nele, uma pessoa não olha para a outra com desdém; nele, ninguém tenta obter vantagens às custas do outro; nele, o forte não oprime nem rouba o fraco. Em um bom lar existe igualdade”.

Essa imagem do “lar do povo” está na origem do Estado de bem-estar social (welfare state), uma noção sagrada que norteia as políticas públicas da Suécia e que moldou a identidade do país, que detém um dos maiores IDH (Índice de desenvolvimento Humano) do planeta. Um dos pilares do bom funcionamento da sociedade sueca está nos altos impostos pagos pela população. São eles que financiam o bem-estar coletivo da nação, e o fazem de modo tão eficaz que a maioria dos suecos é contra pagar menos imposto.

É isso mesmo que você leu. A maioria dos suecos é contra pagar menos imposto. Eles sabem que são justamente os altos impostos que mantêm o excelente nível da educação e garantem a prosperidade do país, e que baixá-los põe em risco a essência igualitária de sua sociedade, aumentando a distância entre ricos e pobres.

A sociedade é o lar do povo… No Brasil, estamos muito longe dessa noção coletiva. Aqui nossa elite econômica ainda segue o sagrado mandamento da desigualdade: é melhorando a vida dos ricos que a vida dos pobres melhora. > Mais

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*** A MENINA APEDREJADA PEDE SOCORRO

Uma menina de 11 anos foi apedrejada por dois evangélicos por ser do Candomblé. Quem será a próxima?

Infelizmente a maioria dos religiosos moderados, que poderiam ajudar na defesa do Estado laico, acovardam-se e lavam as mãos para o fanatismo de seus irmãos de fé. Os ateus e agnósticos, sozinhos, não vencerão esta luta. > Assine a petição que Kayllane criou contra a intolerância religiosa

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*** O ANCESTRAL E INFALÍVEL BIQUINHO DA SEDUÇÃO

Por que mulheres de lábios carnudos fazem sucesso? E por que tantas mulheres têm o hábito de tirar fotos fazendo biquinho? A história da evolução do Homo sapiens tem um capítulo, o bipedismo, que pode responder a essas questões.

Quando nossos antepassados, dois milhões de anos atrás, passaram a andar sobre duas pernas, inaugurando o novo ramo evolutivo chamado Homo erectus, a vagina das fêmeas ficou mais distante do olhar dos machos. Para compensar, a espécie desenvolveu protuberâncias carnais macias e avermelhadas em volta da boca, os lábios, cujo formato imitam os lábios vaginais. Foi essa a estratégia para que, no contato frente a frente, o apelo sexual continuasse visualmente presente. Como diria Silvio Santos, muito bem bolado. Quanto aos nossos parentes macacos, eles continuaram bípedes e sem lábios.

Assim sendo, de acordo com a antropologia, a resposta às duas perguntas do início pode ser: porque lábios lembram xoxota, e quanto mais carnudos, mais lembram. E o velho e bom batom realça ainda mais a semelhança. Isso tudo significa que quando uma mulher faz foto com biquinho, ou passa um batonzão vermelho, ou paga uma cirurgia para engrossar os lábios, ela pode não saber conscientemente o que está fazendo, mas toda a história evolutiva antes dela sabe muito bem, e assina embaixo.

Agora sabendo disso, mizifia, quando você for tirar foto e fizer biquinho, e eu disser “Olha o xibiuzinho” em vez de “Olha o passarinho”, será uma mera observação antropológica, viu? > Mais

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AsPreciosasDoKelmer201506AS PRECIOSAS DO KELMER
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As Preciosas do Kelmer – mai2015

31/05/2015

31mai2015

AsPreciosasDoKelmer201505a.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

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AsPreciosasDoKelmer201505aAS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#32, mai2015
> Esta edição no Facebook

Capa do mês: Cleópatra Thea Filopator (69 a 30 antes da era comum) foi a última rainha da dinastia de Ptolomeu, general que governou o Egito após a conquista daquele país pelo rei Alexandre III da Macedônia.

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*** O MASSACRE DAS URSAS ASSASSINAS DO SENHOR

Deve ter muito cristão saudoso dos tempos antigos do Novo Testamento, quando Deus protegia os seus e não hesitava em matar quem zombasse deles. No segundo livro dos Reis, capítulo 2, 23-25, temos uma prova disso. Eliseu, que era o sucessor de Elias no Reino do Norte de Israel, subia o morro tranquilamente quando um grupo de meninos zombaram de sua calvície. O que fez Eliseu? Amaldiçoou os meninos em nome de Deus, que não se fez de surdo: logo depois duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois meninos. E Eliseu seguiu seu caminho, vingado. Duvida? Bem, se você é cristão, não duvide, pois isso está na Bíblia e ela é a palavra oficial de seu deus.

2 Reis 2, 23-25
Então subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo; sobe, calvo! E, virando-se ele para trás, os viu, e os amaldiçoou no nome do Senhor; então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos. E dali foi para o monte Carmelo de onde voltou para Samaria.  > Mais

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*** O SANGUE FALSO DA MENTIRA

SangueFalsoPMParana201504-02Sabe aquele soldado da PM do Paraná que postou foto todo ensanguentado, culpando os professores grevistas que protestavam em Curitiba? Era sangue falso. Na verdade, era uma tinta usada pelos próprios policiais para marcar pessoas envolvidas em protestos. E a mentira foi confirmada pela própria Polícia Militar.

A foto foi usada por movimentos de direita como apoio ao governador Beto Richa, do PSDB, que vem sendo bastante criticado por sua conduta diante da greve dos professores. > Mais

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*** PROJETO QUE FACILITA VENDA DE ARMAS SE BASEIA EM DADOS ERRADOS

O sonho da bancada da bala é que cada brasileiro possua a sua arma, e se possível mais de uma, claro. Seria um mundo de paz absoluta, onde todos se respeitariam pois saberiam que todos estão armados e prontos para atirar. > Mais

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*** OS SEUS SEIOS NÃO PODE MOSTRAR, MAS SE FOR DE ÍNDIA PODE?

Sociedade estranha a nossa… Achamos normal que nossas crianças sejam expostas a todo momento a cenas de violência e crimes, mas não queremos que elas vejam cenas de nudez e sexo. Esse comportamento supõe que o corpo humano e o ato sexual são mais violentos que uma pessoa agredindo ou tirando a vida de outra.

O Facebook censurou uma foto de um casal de índios botocudos que havia sido postada no perfil do MinC (Ministério da Cultura). A imagem, feita em 1909, integra o site Portal Brasiliana Fotográfica, que contém registros históricos dos séculos 19 e 20 e é administrado pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles. A pasta afirmou ter solicitado à empresa o desbloqueio do conteúdo, porém o Facebook teria negado o pedido, alegando que segue regras próprias e não se submeteria à legislação local.

“Vamos abrir um processo e vamos levar para instituições internacionais que regulam tanto na área de direitos humanos, como na área de regulação da internet e da comunicação”, informou o ministro Juca Ferreira em entrevista.

Após o recuo da empresa, que repostou a foto censurada, o ministro afirmou que a decisão não muda o processo iniciado pelo MinC contra o Facebook. “Precisamos discutir ampla e democraticamente a governança da Internet e buscar uma regulação multilateral que garanta, entre outros direitos, a neutralidade de rede na Internet, a liberdade de expressão, a livre circulação de ideias, a soberania das nações e a autodeterminação dos povos”, disse. > Mais

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*** O FEITIÇO DO BLUES

Jay Hawkins (1929-2000) compôs “I put a spell on you” em 1956. A música, que tem uma forte pegada cabaré, foi seu maior sucesso e foi regravada por vários artistas, inclusive Nina Simone, Creedence Clearwater Revival, Jeff Back e Joss Stone. Há uma versão maravilhosa, com David Gilmour, o pianista Jools Holland e a cantora Mica Paris. Hoje, depois do trabalho, sirva uma boa dose de Jack Daniel´s, ponha esse vídeo e relaxe no blues…

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*** O PRAZER ESTÁ NA CARA

Bukkake é uma prática sexual na qual uma pessoa recebe no rosto a ejaculação de um ou vários homens. O termo é originário do Japão, cuja tradução aproximada é “espirrar água”, e a prática tornou-se comum na indústria pornográfica nos anos recentes.

Muitas mulheres têm esse fetiche. Existem, inclusive, festas dedicadas ao tema, na qual as mulheres são o centro de todas as atenções e têm seu fetiche realizado uma ou mais vezes. Sara Jane, uma garota inglesa que vive em Rochester, é uma adepta fervorosa da prática. > Mais

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*** PEPE MUJICA E A ÚLTIMA ESTAÇÃO

Na filosofia taoísta, diz-se que a simplicidade é a última das estações. Essa máxima ensina que o aprendizado mais valioso de todos, e por isso o mais difícil, é alcançarmos um estado tal de percepção e harmonia com a vida que suas verdades nos chegam do modo mais simples e direto possível. Conquistar, realizar, vencer – tudo isso pode levar uma vida inteira. Porém, alcançar a estação da simplicidade é ainda mais difícil, pois para isso é preciso livrar-se de todo os pesos inúteis acumulados na viagem.

O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, é uma pessoa que sempre surpreende quando se manifesta. Ele nada faz de extraordinário, não ostenta suas vitórias, não grita, não se apressa. Ele surpreende por sua simplicidade. Sua visão da realidade é nítida e seu entendimento da política é de uma franqueza desconcertante. Mujica alcançou a última estação. > Mais

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*** BB KING – 16.09.1925 – 15.05.2015

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*** CLEÓPATRA, O ARQUÉTIPO

Cleópatra (69 a 30 aec) foi Rainha do Egito numa época de grandes turbulências políticas e militares. Grande negociante e estrategista militar, falava seis idiomas e conhecia filosofia, literatura e arte gregas. Foi amante de Júlio César e de Marco Antonio, tendo filhos de ambos. Baseado na vida de Cleópatra, desenvolveu-se na psique dos ocidentais o arquétipo da mulher poderosa, sedutora e manipuladora, que desperta paixões e vive e morre por elas. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (15)

LUIS FERNANDO VERISSIMO – Escritor
Filho de mãe religiosa e pai agnóstico (o também escritor Érico Veríssimo), Luis Fernando Verissimo foi católico até os 14 anos. Ele tem um estilo discreto e sutil, inclusive em seu ateísmo. Publicamente, não fala muito sobre isso (nem sobre outras coisas), mas quando se manifesta, demonstra preocupação com os acontecimentos envolvendo a religião. Ele acha que a religião é importante “como consolo” para as pessoas, mas acha também que ela tem servido de plataforma aos fanáticos. “Não há como não se assustar com o poder crescente em nossas vidas do fundamentalismo, que é a religião no seu estado impermeável”, ele afirma.
> Mais

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*** MORTAIS TONS DE CINZA

Existe sexo após a morte? Se não existia, agora existe. Mas o morto tem que ser cremado, e suas cinzas inseridas num vibrador especialmente criado para este fim. O amante vivo, saudoso daquele nheco-nheco totoso, matará a saudade do amante morto enquanto suas cinzas vêm e vão lá dentro. Uia. Maravilhas da tecnologia pós-morte.

Para aperfeiçoar esse negócio, daqui a pouco vão inventar um jeito de manter o bilau do morto preservado, e ereto, para ser usado ele próprio como vibrador. Hummm… Eu já me candidato. Aceito reservas. > Mais

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*** PASSO PARA TRÁS

Passo Fundo é uma cidade do norte do Rio Grande do Sul, com 200 mil habitantes, e tem um dos mais baixos níveis de analfabetismo do país. Em 2006 ganhou o título de Capital Nacional da Literatura. Desde 1981, a cada dois anos, a cidade realiza a Jornada Nacional de Literatura, um dos eventos culturais mais tradicionais do Brasil.

A Jornada envolve 18 mil crianças e adolescentes e entre 3 mil e 5 mil professores, que participam de encontros com escritores e pesquisadores. O foco é a formação de leitores, e tudo começa nas salas de aula com a leitura de obras literárias e com trabalhos feitos a partir desses livros.

Tânia Rösing, a idealizadora e coordenadora do evento, nunca desistiu diante das dificuldades, mas este ano, infelizmente, não houve patrocínios e apoios suficientes e a Jornada não acontecerá. Se você é amante da literatura e sonha com um país com mais livros, livrarias, leitores e escritores, chore comigo. > Mais

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*** GOLFINHOS COMEDORES DE GENTE

GolfinhoSexo-01Poizé, os golfinhos, e as golfinhas, também são chegados num humano, ou numa humana. Há vários casos documentados de tentativa de sexo, e também de relações profundas. Da próxima vez que um golfinho sorrir para você, e olha que eles sorriem bastante, o fim de semana pode estar salvo. > Mais

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*** COMO VOTOU SEU DEPUTADO SOBRE DOAÇÕES DE EMPRESAS A PARTIDOS POLÍTICOS?

Um dia depois de impor uma dura derrota ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e rejeitar o financiamento empresarial de campanha, o plenário da Casa aprovou nesta quarta-feira 27.06 uma emenda que autoriza as doações de empresas aos partidos políticos e não aos candidatos.

A votação ocorreu graças a uma manobra de Cunha, que foi apoiada por diversos partidos, incluindo o PMDB e o PSDB. Apenas quatro legendas (PT, PDT, PCdoB e PPS) recomendaram voto contra o texto, que acabou aprovado com 330 votos a favor e 141 contrários. O PSOL não votou porque, segundo seu líder Chico Alencar, essa manobra de Cunha não tem base legal e o partido irá recorrer.

Em política, uma empresa não doa dinheiro: ela investe. Pois espera lucrar bastante depois das eleições. Com isso, os políticos eleitos ficam “devendo” às empresas e precisam garantir que elas sejam financeiramente favorecidas, deixando de priorizar as verdadeiras necessidades da população.

> Confira aqui como se comportou seu nobre deputado federal

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*** QUANTO VALE UMA FILHA DE PRESIDENTE

Vale 50 vacas, 70 ovelhas e 30 cabras. Pelo menos para o advogado queniano Felix Kiprono Matagei, que ofereceu os animais em troca de se casar com Malia, uma das filhas de Barack Obama. O pretendente afirma que tem interesse por Malia desde 2008, quando ela tinha 10 anos, e que desde então não saiu com ninguém e manteve-se fiel à garota.

Uau. Se eu fosse Malia, não me assustaria com a proposta, afinal, de acordo com a cultura queniana, trata-se um bom dote, nem com o fato de que terá de aprender a ordenhar uma vaca. Eu me preocuparia é com a tal fidelidade do cidadão, que já dura sete anos. Já pensou o que ela terá de encarar na lua de mel? > Mais

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AsPreciosasDoKelmer201505aAS PRECIOSAS DO KELMER
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As Preciosas do Kelmer – abr2015

30/04/2015

30abr2015

AsPreciosasDoKelmer201504.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201504AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#31, abr2015
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Capa do mês: Alinne Morais, atriz brasileira

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*** JORNALISTA AUSTRALIANA REVELA QUE VIROU PROSTITUTA DE LUXO

Poizé. Ficar indo atrás de notícia cansa muito. Sem falar que U$ 5 mil por uma noite de trabalho não é um salário nada desprezível… > Mais

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*** LEI DE FLORIPA OBRIGA ESCOLAS A TER BÍBLIA EM LUGAR DE DESTAQUE

Que belo exemplo de laicidade na educação… Obviamente, essa lei será revogada, mas é sempre preocupante que existam tais iniciativas de fanáticos religiosos. > Mais

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*** ARTISTA EXPÕE-SE EM SELFIES DE NUDEZ DE CENTENAS DE MULHERES

ElaJillianMayerCelularEspelho-02Não vou comentar muito pra não estragar a surpresa. Mas achei genial o que a artista Jillian Mayer fez, selecionando e recriando selfies de nudez de centenas de mulheres. Mayer começou a pensar sobre como a selfie de nudez funciona na cultura contemporânea — como ela é divulgada, recebida e avaliada. “Quando essas garotas tiram essas selfies nuas, é interessante porque elas se tornam quase poderosas. Elas são a diretora, a modelo, a editora e o veículo de divulgação. Elas criam toda essa coisa e, no minuto em que a foto é divulgada, ela se torna um item de vulnerabilidade.”

Essa vulnerabilidade muitas vezes tem consequências perigosas. Um corpo nu exposto (e a vergonha muitas vezes ligada a ele na sociedade atual) pode prejudicar ligações profissionais, relacionamentos pessoais e laços familiares. “Existem vários relatos de garotas que cometeram suicídio quando sua selfie nua circulou. A vergonha que acompanha isso; como envergonhamos as pessoas por causa de seus corpos nus… É realmente uma coisa estranha.”

Esse tipo particular de imagem, tão comum e, no entanto, tão precário, serviu de inspiração para Mayer. E o resultado final é incrível. > Mais

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*** FOCANDO NO CONGRESSO

O Congresso em Foco é um site jornalístico que faz uma cobertura apartidária do Congresso Nacional e dos principais fatos políticos da capital federal com o objetivo de auxiliar o (e)leitor a acompanhar o desempenho dos representantes eleitos. É uma ótima opção para manter-se a atualizado sobre o que acontece em nosso Congresso, também conhecido pela nada gloriosa alcunha de Casa de Achaques. > Mais

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*** XICO SÁ VOLTOU

As crônicas de Xico Sá estão de volta, ô diliça. Seis meses após sair da Folha de São Paulo, numa saída ruidosa e politizada, nosso querido escritor-jornalista volta a derramar seu verborrário em doses semanais no site do jornal El País (El País Brasil).

Política, futebol, mulheres e o amor, ah, o amor – é principalmente sobre essas cositas que Xico Sá gosta de prosear. Romântico e otimista, ele é dessas criaturas que não têm vergonha de acreditar e lutar por um mundo mais justo, mais feminino e mais amoroso. Deve ser por isso que é tão bem querido e mal querido por uns e outros.

Sucesso em sua nova casa, meu conterrâneo fulerage. Os românticos e otimistas torcem descaradamente por você. > Mais

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*** RELIGIÃO É PARA RIR

O desenhista Carlos Ruas faz humor com a religião. As tirinhas de seu site Um Sábado Qualquer atraem milhares de pessoas diariamente e ele já ganhou o prêmio HQmix de 2012 na categoria webtiras. > Mais

ReligiaoHumorCarlosRuas-01

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*** EU QUERO UM CACHO DO CABELO DO SEU CU

A musiquinha é bem singela, reparaí: “Eu quero um cacho do cabelo do seu cu, pra fazer uma peruca pro meu pau que anda nu.” Primeiro Ivete Sangalo cantou, num trecho de um documentário sobre ela. Depois Xuca botou uma peruca e dublou a Ivete. Pronto, a musiquinha pegou e o pau, ops, o sucesso tá na boca do povo.

Acho muito educativo o sucesso dessa musiquinha. Primeiro porque tirou o coitado do cu do ostracismo a que foi relegado por nossa cultura hipócrita, que finge que ele não existe, a não ser quando se quer xingar alguém. Por que não podemos falar cu, se todo mundo tem um? Vamos falar mais cu, meu povo, que isso torna a vida mais leve e divertida. Cu, cu, cu, cu, cu, cu. Além do fator educativo, tem a questão da vaidade dos carecas. Sim, o pênis sexual masculino também é vaidoso. Entonces, nada mais justo que o bilau carequinha ganhe uma peruca pra variar o visual. O meu, por exemplo (conhecido no submundo das indecências por Jeitoso) fica muito mimoso de black power.

Quem não tá curtindo muito o sucesso da musiquinha são as depiladoras, que estão vendo o faturamento diminuir. De repente um monte de mulher parou de depilar o cu pra presentear o pau do namorado. Cabelo de cu é cuelho, né? Pois o presente da moda do dia dos namorados deste ano é o cacho de cuelho, pra fazer peruca pro bilau. Ivete e Xuxa assinam embaixo. Eu também. > Confira os vídeos

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*** GATOS E CAIXAS

Quem mora com gatos, sabe que esses mimosos felinos não podem ver uma caixa vazia dando sopa. E quanto menor, melhor. Por que eles são assim? > Mais

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*** NOVE MOTIVOS PARA SER CONTRA A NOVA LEI DE TERCEIRIZAÇÃO

Ela é boa ou ruim para os trabalhadores? E para os empresários? > Mais

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*** DE QUEM É ESTE BASEADO?

Você pega o voo para São Paulo e, após pousar, o comandante informa que todos os passageiros devem permanecer no avião até a chegada da Polícia Federal. O motivo: encontraram um baseado no banheiro do avião. De quem seria?

Adorei esta história. Ela bem poderia estar em meu livro Baseado Nisso. > Mais

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*** JEAN WYLLYS REAGE À ARMADILHA DE BOLSONARO

O voo era o JJ 304, da TAM, que sairia do Rio de Janeiro para Brasília, do dia 07abr. Nele estava o deputado federal Jean Wyllys, já sentado, enquanto outros passageiros entravam e ocupavam seus lugares. Então chega o deputado Jair Bolsonaro, com seu celular na mão, filmando. Ele avisa a Jean que vai viajar sentado ao lado dele, e registra o momento em que Jean, em silêncio, levanta-se e troca de assento. Bolsonaro divulgou o vídeo nas redes sociais, acusando ter sido vítima de “heterofobia”. Em 2014 Bolsonaro afirmara que não estupraria sua colega, a deputada Maria do Rosário, porque ela era feia. Agora arma toda essa cena só para tentar convencer seu próprio eleitor que existe algo chamado heterofobia… É muita obsessão. No lugar de Jean Wyllys, eu também faria o mesmo.

Jean Wyllys comentou o caso num vídeo. > Veja aqui.

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*** LIVROS EM PARADAS DE ÔNIBUS E POSTOS DE SAÚDE

“Leia, leve e doe” é o slogan do projeto Pontos de Leitura que a Prefeitura de Santos lançou em 23.04.15, no Dia Mundial do Livro. A proposta prevê a retirada gratuita de livros em abrigos de parada de ônibus e em unidades de saúde da rede municipal. No total serão 20 pontos. Constituído por doações, o acervo estará disponível para qualquer pessoa, que poderá levar o livro e, depois de lê-lo, colocá-lo de volta no mesmo local ou em outro ponto. A ideia é democratizar o acesso ao livro e formar novos leitores. Quem quiser contribuir só precisa deixar a doação no expositor. Não haverá controle de retirada ou de devolução.

O projeto foi inspirado em movimentos semelhantes nos Estados Unidos e no Reino Unido. Nos EUA, os livros são deixados em bancos de praça e lugares públicos de grande movimentação. Em Londres, o metrô local espalha obras nos assentos dos trens para quem quiser ler durante o trajeto. Quando termina a viagem, o passageiro deixa as publicações no banco. Proposta semelhante está em estudo pela Secretaria de Cultura de Santos, que primeiro quer avaliar a aceitação dos Pontos de Leitura antes de expandi-los para os ônibus e outros equipamentos públicos. > Mais

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*** CARLOS ANDRÉ, O QUEBRA-MESAS

CarlosAndre-02A jornalista Fabiana Moraes, que também é socióloga, escreveu uma série de matérias para o Jornal do Commercio (Recife) intitulada “O clube dos corações partidos”, na qual retrata a vida e a obra de artistas populares como Genival Santos, Bartô Galeno e José Ribeiro. Nesta, o retratado é Carlos André, cujo nome verdadeiro é Oséas Lopes e que integrou o Trio Mossoró nos anos 1950 e 1960.

Em 1972 Oséas deixou o grupo e mudou de estilo: virou o cantor romântico Carlos André. Seu maior sucesso, Se meu amor não chegar (Eu hoje quebro esta mesa, se meu amor não chegar…), lançado no disco O Apaixonado, de 1974, o tornou nacionalmente famoso. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (14)

ANDRÉA BELTRÃO – Atriz

“Sou cética mesmo”, disse a atriz Andréa Beltrão em uma entrevista em outubro de 2009 à revista Marie Claire. “Não acredito em nada. Só em mim e nas pessoas que amo.” Além de atriz, Andréa é comediante, cineasta, jornalista e roteirista de cinema, teatro e TV. Ela nasceu no dia 16 de setembro de 1963 no Rio de Janeiro. É casada com o cineasta Maurício Farias, com quem teve os filhos Francisco, Rosa e José. A atriz é de uma família de céticos. Não foi batizada, não fez a primeira comunhão. Portanto, nunca teve expectativa de obter ajuda de alguma divindade. “Se estou passando por um momento difícil, ouço música, choro, e é só. Fé, para mim, é sinônimo de esperança. É um pensamento firme de que ‘tem que dar certo’. E, se não der, não deu. Não foi Deus que quis.” Andréa nunca se impressionou com pregação de religiosos. “Eu acredito mesmo quando um físico começa a explicar a origem do mundo.” (do site paulopes.com.br) > Mais

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*** BONECA LEILOA SUA VIRGINDADE

BonecaSexoValentina-01aValentina é uma bela garota de cabelos escuros e olhos verdes. Recentemente ela leiloou sua virgindade por R$ 109,8 mil, que foram pagos por um publicitário de 32 anos. Valentina é uma “real doll”: é feita com cyberskin, um material de silicone que imita a pele humana, tem 1.65m, pesa 75kg, suas unhas são pintadas e os cabelos tratados fio a fio  ela parece mesmo uma mulher de verdade. O valor pago dá direito a uma noite completa com Valentina, que inclui jantar romântico, champagne, banho de pétalas de rosas e uma câmera fotográfica para registrar a experiência. No dia seguinte, Valentina terá de ser devolvida, para que fique disponível em um motel da capital paulista para clientes que estejam dispostos a pagar R$ 1 mil pela noite com ela.

Se fosse mais barato e incluísse uma amiga, eu até pensaria no caso. > Mais

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AsPreciosasDoKelmer201504AS PRECIOSAS DO KELMER
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Druuna e a salvação pelo sexo

18/04/2015

18abr2015

Com sua doçura e generosidade, ela simboliza a salvação através da verdadeira pureza, livre do pecado

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DRUUNA E A SALVAÇÃO PELO SEXO

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No futuro, num mundo hostil e decrépito, uma estranha doença ataca os pecadores, que se transformam em monstros e morrem vítimas de terríveis deformidades. Druuna é uma bela e voluptuosa garota que, para conseguir remédio para o namorado e descobrir as origens da doença, envolve-se em várias aventuras e faz sexo com as criaturas mais estranhas do Universo.

Este é o enredo dos quadrinhos de ficção científica-erótica Druuna, a obra-prima criada nos anos 1980 pelo desenhista italiano Paolo Serpieri, um mestre consagrado do desenho. O roteiro é ótimo e a técnica de Serpieri é um espetáculo visual, com seu traço inconfundível, a teatralidade das imagens, o jogo de luzes e sombras e o uso criativo dos ângulos de cena. E a morena Druuna, com sua tez ameríndia, com suas mesmerizantes curvas e protuberâncias e, particularmente, com sua bunda brasileiríssima, é um deleite para os olhos. As histórias são recheadas de sexo, pois Druuna, além de apetitosa, tem muito, mas muito apetite: ela aceita homens superdotados, mulheres de toda cor e sabor, mutantes depravados, monstros horripilantes e robôs insaciáveis, sempre dando e recebendo muito prazer.

À primeira vista, a história pode soar como mero pretexto para a sacanagem explícita e generalizada. Bem, ainda assim seria uma puta obra-prima da sacanagem, pela qualidade artística e pelas notáveis cenas de sexo. A saga de Druuna, porém, merece elogios também por sua profundidade temática: a garota que busca salvar seu namorado é o poder encarnado do sagrado feminino, que pode nos guiar no grande caos dos valores e nos religar à sabedoria instintiva. Os prazeres sexuais de Druuna nos remetem a todo instante à mítica tensão entre Eros e Tanatos, e sua imagem nua nos força o olhar para o contraste entre a beleza e a degradação num mundo que canta a mulher mas ao mesmo tempo a teme e a apedreja justamente… por ser mulher. O impacto que Druuna causa tem a típica força do mito: ela reverbera em nossa alma sensações de alumbramento, assombro, êxtase e reverência pela beleza e pela vida.

Uma história machista, violenta e pornográfica, que denigre a imagem feminina, e mais isso e aquilo mais… No início, Druuna recebia fortes críticas, principalmente de feministas radicais, que Serpieri sempre rebateu com segurança: sua história é uma alegoria da nossa própria realidade, em que somos ávidos por sexo mas, ao mesmo tempo, temos vergonha disso e envolvemos a nudez e o ato sexual num tenebroso clima de culpa, pecado e autonegação, o que nos torna neuróticos e violentos. Para Serpieri, sua heroína, sendo mulher, representa a vitória do belo, do natural e, principalmente, do prazer, sobre o mundo decadente em suas neuroses e contradições.

O contraste entre a imagem de Druuna e a decrepitude ao seu redor é a vitória da beleza e da vida diante da doença e da morte. Com sua doçura e generosidade, ela simboliza a salvação através da verdadeira pureza, livre do pecado, e redime o mundo pelo prazer. Boa sorte em sua missão, Druuna, e bons orgasmos.


Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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SAIBA MAIS

Blog Enochhaym – Bom texto sobre Serpieri e Druuna

Blog do Gutemberg – Druuna decide destino dos sobreviventes da tragédia nuclear

Blog HQ Quadrinhos – A arte maravilhosa de Serpieri

HQs eróticas de Manara miram a opressão da Igreja e do Estado, diz biógrafo – Entrevista com Gonçalo Junior, autor do livro “Subversão Pelo Prazer” (Editora Noir, 2017), sobre o desenhista Milo Manara

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

LolaBenvenutti-1Lola Benvenutti e a coragem de viver – A única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

Diametral,NinfaJessi19aAs aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

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DICA DE LIVROS

IFTCapa-05aIndecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer, contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A Entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio do sexo anal

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As Preciosas do Kelmer – mar2015

31/03/2015

31mar2015

AsPreciosasDoKelmer201503.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201503AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#30, mar2015
> Esta edição no Facebook

Capa do mês: Hilda Hilst, escritora brasileira (1990-2004)

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*** A FARRA DAS PASSAGENS AÉREAS VOLTOU

Está aberta uma petição pública contra as passagens aéreas gratuitas para esposas e esposos de deputados. Assine você também, afinal o dinheiro para essa farra sairá de seu bolso.

A compra de passagens aéreas para parentes já havia sido proibida, mas o presidente eleito da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), acabou de fazer um reajuste na cota de gastos dos gabinetes, aumentando seu orçamento e autorizando o pagamento de passagens aéreas para as esposas e esposos de parlamentares — isso vai custar R$150 milhões aos cofres públicos!!! Cunha quer mudar as regras novamente — isto é, no mínimo, um abuso. Os salários dos deputados já são altos o suficiente para que eles possam pagar por casa, viagens e manter uma vida de luxo que a imensa maioria dos brasileiros não têm e jamais terá. > Assine a petição

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*** UM É POUCO, DOIS É UMA LOUCURA

Difalia é uma anomalia congênita rara, que faz crescer dois bilaus no homem, e geralmente provoca deformações nos membros. Porém, segundo DDD, um estadunidense que tem a anomalia, seus dois bilaus funcionam normalmente. Ele lançou uma autobiografia, onde conta sobre sua vida dupla. DDD pensou em tentar a sorte na indústria pornográfica, mas a ideia foi abandonada porque ele temeu ser visto como uma aberração. “Minha dignidade não tem preço”, afirmou.

Você, leitorinha que fantasia com dupla penetração. Sim, eu sei que fantasia, você não me engana. E sei também que você vai clicar no link pra saber um pouco mais sobre esse assunto, ahn, palpitante… > Mais

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*** PAÍSES QUE NÃO PROÍBEM SEUS CIDADÃOS DE FUMAREM MACONHA

Consumida há mais de 9 mil anos pela humanidade, a cannabis sofreu um longo processo de proibição e repressão durante o último século. Anteriormente usada como remédio, matéria-prima para tecidos, calmante e em rituais religiosos, a planta rapidamente caiu na ilegalidade a partir da primeira metade do século XX e, desde então, pouquíssimos países voltaram a reconhecer o direito de seus cidadãos consumirem a erva.

Tais políticas de valorização da escolha individual só começaram de fato nas duas últimas décadas, com o enfraquecimento, em algumas regiões do globo, da política de guerra às drogas e um lento e gradual processo de descriminalização do consumo, ao passo de que a venda ainda é tida como um tabu – sendo ilegal na maior parte dos países que descriminalizaram. Para demonstrar como anda a situação da erva ao redor do mundo, preparamos esta lista com os 13 países onde é possível consumir maconha sem ser multado ou preso pelo consumo, independentemente do número de ocorrências. A lista inclui países ou territórios onde o direito de consumir seja reconhecido, mesmo que a venda ainda ocorra somente no mercado negro. (do site Spotiniks) > Mais

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*** PASTORES EVANGÉLICOS CONVERTEM TRAFICANTES PARA EXPULSAR TERREIROS

religiosoevangelico03Religião e narcotráfico. Pense numa mistura perigosa… É o que acontece em muitas favelas do Rio de Janeiro. Os pastores evangélicos se aliam aos chefes do tráfico para, juntos, expulsarem os terreiros da área.

Você, que me lê agora, você é cristão? Tudo bem, você é livre para ter suas crenças pessoais. Mas espero que você não seja desses cristãos que fazem vista grossa ao que fazem seus irmãos de crença em nome da religião.

Um dos motivos do crescimento do fanatismo religioso no Brasil é justamente o silêncio dos religiosos moderados, que fingem não ver esses absurdos. Nesse ponto, ateus e religiosos moderados podem unir forças para melhor combater o fanatismo religioso. Essa estratégia de união talvez seja um tanto incômoda para alguns, mas é preciso priorizar a defesa do Estado laico.

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*** REVISTA BLECAUTE, 19a EDIÇÃO

A revista literária Blecaute chega à 19a edição. Você pode baixar todo o conteúdo ou ler especificamente o que te interessar. Desta edição participa o escritor Braulio Tavares com um conto quixotescamente estrambótico, onde a língua é exercitada e celebrada até os limites do estrupício e do precipício. Vixe.

Parabéns, Bruno Gaudêncio, João Matias, Janailson Macêdo e Flaw Mendes. > Mais

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*** SOBRE IMPEACHMENT, PRA VOCÊ NÃO SAIR NA RUA FALANDO BOBAGEM

No calor dos ódios ideológicos, muitas pessoas embarcam em ideias políticas equivocadas. Uma coisa é protestar contra os erros do governo, e outra coisa é pedir o impeachment do presidente da república. Até agora não há embasamento para pedido formal de impeachment, até porque Dilma Rousseff só poderia ser cassada por um eventual crime cometido no mandato atual.

Fernando Neisser, mestre e bacharel pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), esclarece o assunto em poucas palavras aqui.

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*** ÓDIO, ÓDIO, ÓDIO

É natural que haja diferenças ideológicas entre as pessoas e que uns se identifiquem com os ideais ligados à esquerda e outros se alinhem mais à direita. Diferenças de opinião são saudáveis, e imprescindíveis, para a democracia. Porém, é preocupante quando a diferença descamba para o ódio. É o que ocorre atualmente com o antipetismo.

Se o governo petista tem seus erros, ele merece ser cobrado e criticado, e se há corrupção e roubalheira, que tudo seja investigado e os culpados, punidos. Porém, a agressividade raivosa dos antipetistas assusta, e não faz bem para o clima político. Sua revolta seria muito bem vinda se fosse realmente motivada pela indignação contra a corrupção, mas sabemos que a corrupção existia também nos governos tucanos de FHC, com a diferença que não era investigada como hoje é, e se depender do PSDB, seguirá sem investigação.

No discurso raivoso do antipetismo é evidente o inconformismo pelas seguidas derrotas nas urnas, mas há também o histórico desprezo pelos pobres e pelas políticas de equidade social, que os os governos petistas adotaram como prioridade e tanto desagradaram à elite capitalista, que não simpatiza com ideias como redistribuição de renda, taxação de fortunas e inclusão social.

Infelizmente esse ódio é estrategicamente alimentado pelos grandes grupos de mídia, que dominam o noticiário no país e mostram os fatos apenas pelo ângulo de seus interesses próprios, além de esconder o que não lhes interessa mostrar. Sendo fiéis fervorosos dos deuses Lucro e Mercado, esses grupos obviamente não querem no poder partidos que ameacem seus grandes privilégios, injustamente conquistados. É também por esse motivo que insistem em associar regulação da mídia com censura, tentando confundir a opinião pública.

É necessária e legítima a luta por ética na política, mas por trás do ódio espumante do antipetismo espreitam obscuros interesses econômicos, que antes não lutavam contra a corrupção. Para os deuses Lucro e Mercado, a verdade sagrada está com a grande mídia, e só os que lhes servem obedientes é que ganharão o reino do Pré-sal. (Ricardo Kelmer)

> Em sua charge desta semana, Laerte captou muito bem a essência do momento:

PoliticaAntiPTForaDilma-01a.

*** DESCONTOS DE 75% NA CONTA DE ÁGUA. PENA QUE NÃO É PARA VOCÊ…

Enquanto nós, aqui em São Paulo, fazemos sacrifícios para economizar água e pagamos um alto preço pela mau gerenciamento dos recursos hídricos por parte da Sabesp, ela dá descontos de 75% para empresas como a Editora Abril e a Rede Globo. Não é de se estranhar que os noticiários da Globo e a revista Veja abordem a questão da falta dágua sempre com muito cuidado para não criticar a Sabesp. > Mais

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*** TRANSPORTE PÚBLICO EM SÃO PAULO

Enquanto a prioridade for o automóvel, não sou otimista quanto aos problemas de trânsito nas grandes cidades. Mas, em São Paulo, algumas recentes medidas (melhorias no bilhete único, aumento de ciclovias, faixas exclusivas para ônibus e a implantação do Noturno, o sistema de ônibus na madrugada) têm surtido bons efeitos, e as pesquisas mostram isso. São medidas que não resolvem todos os problemas, mas apontam o caminho das soluções.

Os que não abrem mão de se locomover em automóveis certamente não veem com bons olhos investimentos no transporte público. Para essas pessoas, quanto mais viadutos e estacionamentos, e quanto menos faixa de pedestre, melhor. > Mais

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*** WIKIPEDIA ENTRA COM AÇÃO CONTRA NSA

A tal “luta contra o terrorismo” esconde muitos outros interesses… > Mais

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*** LÉSBICAS DEIXAM IGREJA, FUNDAM A SUA PRÓPRIA E SE CASAM

Elas eram pastoras em suas igrejas evangélicas. Eram casadas e tinham filhos. Uma delas trabalhava com “cura gay” e dava testemunho de sua própria cura, pois antes era lésbica. Um dia se conheceram e se apaixonaram. Separaram-se dos maridos, casaram e hoje são donas de um igreja inclusiva (que aceita pessoas não heterossexuais) em São Paulo, que cobra dízimo na maquininha de cartão, e condenam o sexo antes do casamento. É o fim do mundo. > Mais

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*** LIVROS SEM DESCONTO ATÉ UM ANO APÓS O LANÇAMENTO

A senadora Fátima Bezerra (PT/RN) apresentou, na última quarta-feira (25), o Projeto de Lei 49/2015 que propõe uma regulação de preços de livros no Brasil, criando uma política nacional de fixação do preço do livro, estabelecendo regras para a comercialização e difusão do livro.

Pela proposta, o preço definido pela editora deverá ser praticado por todos os varejistas pelo prazo de um ano a partir do seu lançamento ou importação e será proibido a venda por preços inferiores ao estabelecido.

O objetivo da lei, segundo está na íntegra do projeto, é garantir que a oferta de livros seja acessível ao grande público, além de proteger a pluralidade de pontos de vendas e garantir a igualdade de condições aos empreendedores livreiros. A iniciativa da senadora está em consonância com a bandeira defendida pela Associação Nacional das Livrarias (ANL). > Mais

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*** ATÉ ONDE A GENÉTICA EXPLICA QUEM SOMOS?

Uma velha dúvida. > Mais

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*** ARTE PORNOGRÁFICA

Druuna-04O Facebook não quer fotos de seios em postagens públicas. A não ser que os mamilos estejam escondidos. Nesse caso, pode. Seios sem mamilo. O mamilo é perigoso. Ele enlouquece quem o vê, destrói famílias, tem pacto com o demo. O mamilo é o pênis mamário, que não deve ser exibido. Um mamilo duro, então, nem pensar. Tristes dias nós vivemos, em que o corpo nu é mais violento que um assassinato.

Raissa Niquita reuniu imagens de desenhistas e de filmes para falar de arte pornográfica, aquela que não esconde mamilo. Veja a matéria.

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*** HILDA HILST, A POETA SÉRIA QUE CAIU NA SACANAGEM

Com vários livros publicados (prosa e poesia), e contando com o alto reconhecimento da crítica literária, Hilda Hilst, dizendo buscar o interesse de mais leitores, anunciou, na década de 1990, o abandono da literatura “séria”.

O Caderno rosa de Lori Lamby é o primeiro livro de sua tetralogia obscena – da qual fazem parte também os livros Contos d´escárnio. Textos grotescos, Bufólicas e Cartas de um edutor – e consagra a fase pornográfica da escritora. A obra, lançada em 1990, chegou a ser recusada por editores e provocou espanto e indignação à época. A própria autora descreveu o livro como “uma divertida bandalheira” e afirmou que, cansada da impopularidade, escreveu o Caderno Rosa com o intuito de conquistar o reconhecimento do público e vender livros.

Numa entrevista, Hillda expôs o saldo de sua empreitada: “Gosto muito da Lori Lamby e ela colaborou para me deixar mais conhecida. Graças a Lori muita gente procurou meus outros textos.” O livro, em grande parte escrito na forma de diário, apresenta uma menina de oito anos que vende seu corpo incentivada por seus pais proxenetas. A obra é, sim, obscena e põe em cheque a moralidade dos leitores, pois é quase impossível realizar uma leitura frígida dos relatos de Lori Lamby. Mas, apesar do impacto inicial causado pelo tema da pedofilia, o livro vai muito além. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (13)
OSCAR NIEMEYER – Arquiteto

O arquiteto comunista Oscar Niemeyer foi ateu desde criança, mas isso não o impediu de projetar belas e inovadoras igrejas, como a da Pampulha, em Belo Horizonte, e a Catedral de Brasília. Ele se notabilizou por usar o concreto armado para desenhar linhas suaves e elegantes.

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares nasceu em 15 de dezembro de 1907 no Rio de Janeiro. Em 2012, aos 104 anos de idade e lúcido, ele ainda trabalhava em sua prancheta em alguns projetos. Mas estava com a saúde fragilizada. Morreu no dia 5 de dezembro às 21h55, no Hospital Samaritano, do Rio. Ele havia sido internado com desidratação e pneumonia.

Em uma entrevista em agosto de 2011 ao portal G1, ele disse que, embora seja ateu e comunista, é natural o seu interesse pelas igrejas. “Eu morava com meus avós, que eram religiosos”, afirmou. “Tinha até missa na minha casa, e fui criado em um clima assim.” Em uma entrevista por ocasião de seus 100 anos, ele afirmou que a sua arquitetura não é importante porque não resolve “merda” alguma. “O importante é a luta por uma vida melhor.” Em agosto de 2011 lançou um livro com 16 igrejas por ele projetadas no Brasil e exterior. Ele garante que as “suas igrejas” nunca abalaram a sua convicção ateísta. (do site paulopes.com.br)

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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Cinquenta tons de indecência

17/03/2015

17mar2015

Indecências, tons de cinza e literatura erótico-risal

CinquentaTonsDeIndecencia-01a

CINQUENTA TONS DE INDECÊNCIA

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Fiquei muito feliz de encontrar meu livro Indecências para o Fim de Tarde na livraria Blooks (Shopping Frei Caneca, São Paulo), numa seção de literatura erótica. Entre seus vizinhos, Hilda Hilst (Pornô Chic) e meu querido Sade (Filosofia na Alcova), o que obviamente me levou a um maravilhoso êxtase libertino.

Meu Indecências estava acompanhado também por uma edição especial de Cinquenta Tons de Cinza, que tem a capa inspirada no pôster do filme. Não, não fiquei constrangido, fiquei satisfeito, pois acho que, mesmo sendo literatura constrangedoramente ruim, o livro de E.L. James tem seu valor por iniciar muitos leitores na literatura erótica. Não verei o filme no cinema, pois acho que não conseguirei segurar o riso e incomodarei as pessoas. Melhor assisti-lo depois em casa, e rir tranquilamente. E como estou solteiro e disponível no mercado de ações, e tem um resto de Jack Daniel´s sobrando, aceito companhia.

A quem interessar, escrevi sobre a trilogia Cinquenta Tons. Aproveito para lembrar que o Indecências tem muita sacanagem e BDSM, e também tem muito humor, o que faz dele um livro assumidamente erótico-risal, afinal, tão bom quanto fazer uma mulher gozar, é fazê-la rir, né não?

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Ricardo Kelmer 2015 – blogdokelmer.com

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IFT201412BotecoVintageDaluM-10.

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IndecenciasParaOFimDeTardeCAPA-01aINDECÊNCIAS PARA O FIM DE TARDE
Ricardo Kelmer, Arte Paubrasil, 2014 – 208 pag

Os 23 contos deste livro exploram o erotismo em muitas de suas facetas. Às vezes ele é suave e místico como o luar de um ritual pagão de fertilidade na floresta. Outras vezes é divertido e canalha como a conversa de um homem com seu pênis sobre a fase de seca pela qual está passando. Também pode ser romântico e misterioso como a adolescente que decide ter um encontro muito especial com seu ídolo maior, o próprio pai. Ou pode ser perturbador como uma advogada que descobre que gosta de fazer sexo por dinheiro.

O erotismo de Ricardo Kelmer faz rir e faz refletir, às vezes choca, e, é claro, também instiga nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir. Seja em irresistíveis fetiches de chocolate ou numa selvagem sessão de BDSM, nos encontros clandestinos de uma lolita num quarto de hotel ou no susto de um homem que descobre verdadeiramente como é estar dentro de uma mulher, as indecências destas histórias querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais, adquira o seu

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INDECÊNCIAS PARA VOCÊ TIRAR A ROUPA

IFTLeitorasTiramARoupa-05Muitas mulheres têm esse fetiche, o de exibirem-se anonimamente para o público. Então criei uma promoção: envio o livro e a leitorinha faz uma foto erótica com ele, sem precisar mostrar o rosto, e a foto será usada em cartazes de divulgação da obra. Você gostaria de participar? > saiba mais

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PARCERIA

vialibido.com.br

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01- companhia!hehe. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – mar2015

02- Sou fã da trilogia 50 tons…. seu livro tbm é muito interessante .. nao vejo a hora adquirir. Dessa Maria, Fortaleza-CE – mar2015

03- Hahahaha, Ricardo Kelmer, concordo plenamente contigo… Ainda assim, o Indecências poderia ter tido o Sade como companheiro de exposição . Ana Velasquez, Altamira-PA – mar2015

04- (aplausos) Isabella Furtado, Modena-Itália – mar2015

05- Também não assisti o 50 Tons de Cinza, pelo o mesmo motivo, rir dessa expectativa toda não atendida. Indecências para o Fim de Tarde sim, um livro para nos fazer viajar, se excitar, refletir, se encontrar nos personagens e ainda rir com gosto das situações engraçadas que podem ocorrer nessa arte do prazer. Se oferecendo hein Ricardo Kelmer. rsrsrs Te desejo uma booooooooa companhia para assistir o filme! Renata Kelly, Fortaleza-CE – mar2015

06- Ainda não li porque a fila tá grande, mas logo “te pego”! hehehehe… Cesar Veneziani, São Paulo-SP – mar2015

 

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As Preciosas do Kelmer – fev2015

23/02/2015

23fev2015

AsPreciosasDoKelmer201502.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201502AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#29, fev2015
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Capa do mês: Sasha Grey, atriz e escritora estadunidense

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*** SASHA GREY – A PORNOGRAFIA QUE LIBERTA AS MULHERES

Em 2006, logo que completou 18 aninhos, Sasha Grey (nascida Marina Ann Hantzis, em 14.08.1988, Sacramento, California-EUA) mudou-se para Los Angeles e iniciou sua carreira como atriz pornô. Sua pouca idade e seu incrível talento deram-lhe fama repentina, e ela ganhou vários prêmios por suas atuações. Seu biotipo de garota comum, sem silicone, e o perfil intelectual chamavam a atenção de todos.

Nas entrevistas, Sasha sempre defendeu o direito da mulher de expressar livremente sua sexualidade, e dizia que atuar em filmes pornôs era, além de um grande prazer, um meio legítimo de lutar pela emancipação feminina. Em 2011, após cinco anos e reconhecimento absoluto do mercado, a estrela abandonou os filmes pornôs, e de lá para cá tocou em banda de rock experimental, lançou dois livros (um de fotografias e um romance erótico) e atuou e dirigiu filmes em Hollywood. E continua sendo bastante admirada, inclusive pelas mulheres, que veem nela um símbolo da liberdade feminina.

Carol Teixeira, colunista da revista VIP, entrevistou-a em 2013, por ocasião do lançamento de seu livro no Brasil. Elas falaram sobre filmes, literatura, filosofia e feminismo. E, é claro, sobre sexo. > Leia a entrevista

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*** IBOGAÍNA, A PLANTA PSICODÉLICA QUE CURA O VÍCIO EM DROGAS

Eu já conhecia estudos de médicos e psicólogos que usam plantas psicoativas, como a ayahuasca e a jurema, no tratamento de dependências químicas. A ibogaína, substância extraída da planta iboga, natural da África central, está sendo usada no tratamento de viciados em crack, e o percentual de recuperação é muito alto.

Pajés e xamãs do mundo inteiro sempre insistiram no fato de que as plantas sagradas (psicoativas) podem não apenas se comunicar com a espécie humana, mas também ajudar as pessoas a se curarem de muitos males, inclusive os males da alma. A mente humana e as plantas psicoativas parecem estar simbioticamente ligadas, mas infelizmente a civilização e seus progressos, e as religiões que demonizam a Natureza, nos afastaram da sabedoria natural do planeta. Mas podemos nos reaproximar dela, antes que seja tarde demais. > Mais

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*** AMAMOS JESSICA RABBIT

Dica para apimentar a relação: faça um strip tease ao som de “Why don´t you do right”. Segue Jessica Rabbit pra inspirar.

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (12)

JUCA KFOURI – Jornalista

Juca Kfouri se declara ateu desde a época em que poucos assumiam de público sua descrença, mesmo no caso de jornalista. O mais conhecido jornalista esportivo do país é um crítico dos jogadores que manifestam sua crença no campo de futebol. Preocupada com o proselitismo religioso no futebol, a Fifa recentemente exigiu dos clubes e das confederações mais rigor para evitar a exposição de religião nas partidas. > Mais

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*** AS LÍNGUAS DA AMAZÔNIA

Durante vários séculos, a língua portuguesa e as línguas indígenas, por meio de seus falantes, ficaram se roçando umas nas outras, num processo que a sociolinguística chama de línguas em contato, o que marcou o português regional e os idiomas indígenas. Hoje, no início do século XXI, o português é irreversivelmente hegemônico, mas ainda convive, em território da Amazônia brasileira, com mais de cem línguas indígenas, cujos usuários resistiram e foram capazes de preservá-las, cuidando, zelando e lutando por elas mesmo em condições históricas adversas.

Não interessa apenas aos falantes de uma língua a sua preservação. Patrimônio da humanidade, a chamada glotodiversidade vem sendo estimulada por governos e por organismos internacionais. > Mais

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*** A SEXUALIDADE DOS ANIMAIS

SexoMacacoJaponesFemeas-01aEntre os macacos-japoneses, uma fêmea sobe na outra e estimula seus genitais esfregando-os na parceira. As duas se olham nos olhos durante a relação e tendem a permanecer semanas juntas, inclusive para dormir e se defender de possíveis rivais. Mesmo participando de relações sexuais com outras fêmeas, elas continuam interessadas nos machos.

Em rebanhos de carneiros domesticados, até 8% dos machos preferem outros machos mesmo quando há fêmeas férteis no grupo.

Na ilha de Oahu, no arquipélago americano do Havaí, 31% dos casais de albatrozes-de-laysan são formados por duas fêmeas sem parentesco entre si. Elas cuidam de filhotes cujos pais são machos que já estão em um ‘casamento estável’ com outra fêmea, mas ‘pulam a cerca’ para acasalar com uma ou ambas as fêmeas do casal de mesmo sexo.

Quanto mais estudamos os outros bichos, mais nos descobrimos parecidos com eles. > Mais

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*** GUERRA ÀS DROGAS EM QUADRINHOS

Cada vez mais pessoas começam a perceber que a tal “guerra “às drogas” não passa de uma jogada política dos governos. Essa jogada lhes confere poder, mas o custo é alto para a sociedade – e não resolve o problema da violência. > Essa historinha em quadrinhos resume bem a questão

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*** REINO UNIDO DISCUTE REGULAMENTAÇÃO DA MÍDIA

O escândalo das contas sujas do HSBC estourou um amplo debate mundial a respeito do papel dos bancos nos negócios ilegais (tráfico de drogas e armas, por exemplo). O caso também trouxe à tona o mau comportamento dos grandes grupos de comunicação, que fingem não saber o que fazem seus anunciantes. Como o HSBC é um bom anunciante na grande mídia, inclusive no Brasil, o escândalo foi abafado por muito tempo, e agora que estourou, muitos jornais se recusam a revelar ao público os detalhes do caso, como, por exemplo, os nomes dos envolvidos.

No Brasil, certamente muitos milionários devem estar envolvidos, e eles têm negócios, e anunciam nos grande jornais, e financiam os partidos políticos que defendem os interesses capitalistas dos grandes grupos, como o PSDB, por exemplo. Ou seja, tudo está bem ligado: grande grupos de mídia, milionários criminosos, bancos financiadores de guerras e partidos políticos. Nenhum deles é a favor da regulamentação da mídia. Por que será? > Mais

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*** CURSO EROTISMO, FICÇÃO E FILOSOFIA

Para quem mora em Fortaleza e curte literatura erótica. Nos dias 27 e 28 de fevereiro, o Espaço O POVO receberá a professora Eliane Robert Moraes para ministrar o curso “Erotismo, ficção e filosofia”. As inscrições são gratuitas e os participantes receberão certificado. Eliane Robert Moraes é professora de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP). Entre suas publicações destacam-se traduções e diversos ensaios sobre o imaginário erótico nas artes e na literatura. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre o erotismo literário brasileiro. O curso apresentará as particularidades constitutivas da literatura erótica, trazendo exemplos da literatura francesa e da brasileira, tendo em vista uma discussão em torno do erotismo literário na contemporaneidade. Um dos temas do curso será o fenômeno “Cinquenta tons de cinza”, sobre o qual Eliane escreveu no artigo “Crítica da erótica desbotada”. > Mais

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*** O ESCULACHO QUE A FUNCIONÁRIA DA PETROBRAS DEU NA REPÓRTER DO O GLOBO

PoliticaPetrobrasPT-02“Não é de hoje que as Organizações Globo tem objetivo muito bem definido em relação à Petrobras: entregar um patrimônio que pertence à população brasileira à interesses privados internacionais. É a este propósito que a Leticia Fernandes serve quando escreve sua matéria.” Este é um trecho da carta aberta que Michelle Daher Vieira, funcionária da Petrobras, escreveu no Facebook para a repórter Leticia Fernandes e para o jornal O Globo, onde a repórter trabalha, respondendo à reportagem publicada no jornal em 15.02.15 com o título “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

O linchamento diário da Petrobras promovido por grandes grupos de comunicação, como as Organizações Globo e a revista Veja, visam denegrir a imagem da empresa até que a opinião pública se convença de que ela deve ser privatizada e fatiada entre grupos estrangeiros, como tentou fazer FHC quando era presidente. Conseguirão? > Mais

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*** OS MONSTROS BRASILEIROS BRAULIANOS

A literatura fantástica contemporânea muito se alimenta de personagens das mitologias grega e nórdica, das tradições celtas e bretãs, da literatura árabe do Oriente Médio e dos contos tradicionais do Extremo Oriente. Pouco se lê, no entanto, sobre os seres fantásticos criados e reproduzidos na extensa tradição da literatura oral brasileira. Nós também, afinal, temos os nossos monstros. Instigado pela riqueza dessa tradição, Braulio Tavares reuniu, em sete contos inéditos, histórias inspiradas nas criaturas monstruosas da mitologia brasileira, compondo assim uma coletânea de aventuras protagonizadas por alguns dos nossos personagens mais assustadores, alguns conhecidos Brasil adentro apenas pela tradição oral, como o papa-figo, e outros mais famosos, como o lobisomem e a Iara. (sinopse do site da editora Casa da Palavra)

Li, gostei e recomendo. > Mais

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*** ÔNIBUS DE MADRUGADA EM SÃO PAULO

FInalmente! A cidade de São Paulo agora tem ônibus de madrugada. São 140 linhas operando por toda a cidade das 0h às 4h, horário em que as linhas de Metrô estão fechadas. Nas linhas “estruturais”, que percorrem eixos do metrô e corredores de ônibus, o intervalo deve ser de 15 minutos. Nos bairros, de 30 minutos.

“É uma medida simples que vai atender milhares de trabalhadores que dependem do transporte noturno para ir para suas casas. É um compromisso feito que estamos cumprindo. O fato de ter uma rede da madrugada com mais regularidade, melhora naturalmente a questão da segurança e, mais do isso, garante um direito constitucional para o trabalhador”, disse o prefeito Fernando Haddad.

Parabéns à prefeitura. Essa medida significará um aumento na qualidade de vida dos paulistanos. > Confira as linhas e baixe o aplicativo aqui

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Suvinando priquita

21/01/2015

22jan2015

Pois você acredita que tem mulher que suvina priquita? Parece mentira, mas é verdade

SuvinandoPriquita-01

SUVINANDO PRIQUITA

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Pois não é que tem mulher suvinando priquita a essa altura do campeonato? Calma, eu explico. Lá naquele pedaço de chão mítico chamado Ceará há uma piada que as próprias mulheres fazem entre si, que eu adoro, e que só podia vir de lá mesmo, onde se faz graça com tudo que é sagrado e tudo que é desgraça. A piada é a da “suvinagem de priquita”.

Rio muito quando lembro dessa história. Mas vamos falar sério que o assunto mexe com coisa preciosa. Pra quem não sabe, suvinar é ser sovina com algo, e priquita é o mesmo que piriquita, xoxota, perereca, aquele negócio gostoso que tem dez mil nomes. Pois você acredita que tem mulher que suvina priquita? Parece mentira, mas é verdade.

Impossível, alguém vai dizer, afinal tá uma carestia danada de homem, a concorrência é cada dia mais acirrada e, pra piorar, os caras estão tudo virando gay. Poizé, não dá pra entender. Em vez de aproveitar o vento favorável e distribuir, tem mulher suvinando priquita. Mas elas suvinam por quê? Segundo a Discovery Channel, isso é normal, as fêmeas sapiens selecionam seus parceiros por meio de complexos joguinhos de sedução. Mas a suvinagem é um jogo tão complexo que o parceiro muitas vezes foge correndo.

Quelzinha, por exemplo. Quelzinha suvina porque não acha legal dar na primeira vez, que é pro gato, ou a gata, não pensar que ela é fácil, e nem dá na segunda, que é pro pretendente ficar na fissura, e nem dá na terceira, que é pra testar se a pessoa quer ela ou a priquita dela. Bem, desnecessário dizer que Quelzinha suvinou tanto que passou o Carnaval sozinha, ela e a priquita suvinada. Veja o caso de Rebeca, que desde o ano passado tá com a priquita guardada na geladeira. Por que ela faz isso? Porque tá esperando aparecer alguém melhor pra ela dar de comer. Segundo a Discovery Channel, quando ela se der conta que, quanto mais o tempo passa, mais o melhor fica pra trás, aí será tarde demais.

Uma prima minha suvinava priquita porque achava que era muito nova. Dezoito anos. Isso lá é idade pra alguém suvinar priquita. Hoje, vinte anos depois, ela ainda tá na ativa, mas já se arrepende da suvinagem da juventude. Poizé, mizifia, se a suvinagem não é recomendável quando você tá novinha, imagine quando a demanda cair.

Inconformadas. É assim que ficam certas mulheres quando descobrem que a amiga, mais bonita, não tá aproveitando devidamente as vantagens físicas que a Natureza lhe deu. Aí vem a frase típica: Mulher, eu não acredito não, tu tá suvinando priquita? E a fêmea suvinante, flagrada na descarada suvinagem, perde a esportiva: A priquita é minha ou é tua? E assim o mundo segue com suas injustiças, umas suvinando e outras carecendo.

Tem suvinagem de bilau? Eis um tema controverso. O bicho homem suvina pra esperar vir coisa melhor? Pra não pensarem que ele é fácil? Uma leitorinha me disse que alguns suvinam pra não se envolverem emocionalmente. Ahnn? Olha, nunca vi um caso assim, mas esse mundo é tão louco, né? O que sei é que às vezes o pênis sexual masculino não obedece ao desejo da cabeça de cima (um conflito fisiológico que a fêmea sapiens felizmente não tem), mas aí não é suvinagem, é fogo amigo mesmo.

A minha vó me ensinou que o que se guarda com fome, o gato, ou a gata, vem e come. Ops! É justamente isso que você quer, que comam, né? Que bom. Mas com a perseguida, o buraco é mais embaixo. Guardar sua fofolete na geladeira é muito arriscado, e se faltar energia? E se ela ficar com cheiro de estrogonofe? Olha, mizifia, se você aceita uma dica, faça o ritual da priquita sincera, é batata. Funciona assim: você põe um espelho que nunca foi usado na frente da querida ditacuja e pergunta, olhando sério pra ela: Amiga, eu tô te suvinando?, pode falar, amiga, se abra comigo. Se a amiga começar a chorar, aí você já sabe: tire imediatamente a pobrezinha da geladeira. E vamos economizar com água que é melhor, né?

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Ricardo Kelmer 2015 – blogdokelmer.com

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VÍDEO-CRÔNICA

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APROFUNDANDO O TEMA…

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SUVINAGEM E CARIDADE

(Com informações gentilmente cedidas pelo Instituto Tábata de Pesquisas Alcovitais. Nossos agradecimentos à senhorita Tábata, sempre muito caridosa.)

De modo geral, entende-se por “suvinagem” o ato de negar um nheco-nheco a alguém quando o indivíduo não deveria fazê-lo. É um termo acusatório, com conotação negativa. Pra ocorrer a suvinagem, é preciso antes de tudo que exista o interesse por parte da outra pessoa. Se ninguém deseja sua priquita ou seu bilau ou seu furico, então você não pode ser acusado de estar suvinando nada. Entendeu, né? Espero que sim, pois não vou desenhar nada.

Os motivos da suvinagem podem ser:

Ausência de tesão – Nesse caso, o uso do termo suvinagem é controverso, pois se o indivíduo ou a indivídua não sente tesão, então não estaria havendo suvinagem. Porém, há uma corrente de pensamento, o bonobismo, que defende que, mesmo sem sentir vontade ou sentindo pouca vontade, devemos fazer a caridade, ou seja, temos o dever moral de fazer um nheco-nheco com quem nos deseja. Por que se chama bonobismo? Depois explico.

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Suvinagem por interesse – Algumas pessoas praticam a suvinagem pra certificar-se do grau de interesse do outro, pra atiçar o desejo do outro ou por puro prazer de torturar até a morte o ser desejoso. Pra alguns, a vingança é um bom motivo: primeiro provoca-se e depois suvina-se, o que se assemelha a deixar alguém com muita fome e depois levá-lo a um ótimo restaurante onde o coitado poderá tão somente olhar e cheirar os pratos. Tem gente muito ruim por aí que vive pra se vingar: atiça pra todo lado e pra todo mundo o tempo todo, mas na hora H, tome suvinagem. Há um projeto de lei que quer proibir que alguém suvine mais que três vezes por dia. Muito justo.

Economistas – Há os que suvinam porque acham que merecem coisa melhor. Evidentemente, têm todo o direito de achar. São os chamados economistas. O ato de economizar sexo pra usufruí-lo melhor no futuro é, evidentemente, um contrassenso, pois sabe-se que quanto mais se pratica, melhor se faz. Isso nos remete a uma natural constatação: os economistas trepam mal.

CARIDADE

A caridade é o oposto da suvinagem. Na caridade pura, o ato não contém qualquer outro interesse que não o de satisfazer o tesão do outro. Na caridade relativa, o ser caridoso tem algum tipo de satisfação ‒ passar o tempo, por exemplo. Porém, quanto mais houver prazer ou recompensa para a alma caridosa, menos caridoso será o ato. Se a caridade envolve sofrimento, não é mais caridade, e sim autotortura, mais ou menos como se obrigar a escutar por uma noite inteira a coletânea das pregações do pastor Feliciano.

Caridade por interesse – Se o indivíduo faz o nheco-nheco porque tenciona uma promoção no trabalho ou vingar-se do ex ou da ex, isso obviamente não é caridade. Um caso para se pensar é o da moça que apostou com as amigas que treparia 100 vezes num ano: quando faltava um dia para expirar o prazo, a conta estava em 99. O que ela fez? Deu para o pastor da igreja, que a perseguia fazia tempo. Isso é caridade? Evidente que não, pois a moça ganhou a grana da aposta e, de quebra, ainda vai para o céu. Quando morrer, claro.

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Bem para o mundo – Os defensores da caridade sexual argumentam que a prática alivia as tensões do mundo e promove uma sensação de bem-estar coletivo, além de friccionar e aquecer o mercado dos motéis e sex shops. A caridade, obviamente, nada tem a ver com violência sexual, pois é necessário que o indivíduo caridoso queira, de livre vontade, a realização do ato. A Cinta-Liga Caridosa, uma ONG que promove a prática da caridade em todo o mundo, sugere que a ONU incentive os líderes mundiais a fazer caridade antes de cada rodada de negociações. O Blog do Kelmer apoia a iniciativa.

Nheco-nheco sem vontade – Caridade é muito bonito mas… como fazer sem vontade? Para a fêmea sapiens, costuma ser mais fácil, ao menos teoricamente. Para o macho, caso o ato requeira um bilau ereto, costuma ser mais difícil. Machos sapiens jovens geralmente possuem boa disposição para a caridade mas, com o avançar da idade, encontram crescentes dificuldades para a prática pois, como sabemos, a fisiologia do tesão masculino requer que haja uma concordância entre a cabeça de cima e a cabeça de baixo, ou seja, entre a vontade consciente de fazer o nheco-nheco e o necessário interesse orgânico pelo ato. Quando não há esse entendimento, isso se chama discordância duplo-cabeçal. E é literalmente brochante.

Caridade masculina – A natureza duplo-cabeçal do tesão masculino é responsável por situações dramáticas, como a do sujeito que reserva a suíte presidencial do motel mais caro da cidade para uma noite de sexo selvagem com a amada e, na hora H, o máximo de selvageria que consegue é chutar o balde de gelo do champanhe, muito puto por ter brochado. O oposto também acontece: o macho sapiens é surpreendido por uma súbita e incontrolável ereção ao ver a própria mãe pelada ou ao ver a vizinha na piscina do prédio, sendo que a guria tem doze anos ‒ em ambos os casos, o desejo sexual partiu da cabeça de baixo e chocou-se com a moral da cabeça de cima, que o rejeita. Os bonobos, aqueles nossos primos macacos que trepam até em velório, não têm esse problema: quem não faz caridade é expulso da tribo. Por isso, os humanos caridosos também são chamados de bonobos. Daí a bonobice, a corrente que defende que devemos sempre fazer caridade, inclusive em velório.

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Dicas para a cidade masculina – Aos machos sapiens que não desejam ser acusados de suvinagem, seguem dicas para a prática da caridade. Se houver ausência de tesão, o fetiche pode ajudar a erguer o interesse do bilau. Fetiches existem aos zilhões, escolha o seu: pés, chicotes, fotinhas safadas, filminhos na TV, acessórios, falar como neném (sim, tem gente que se excita com isso)… Muito comum também é o uso da imaginação: feche os olhos e lembre daquela sua prima danadinha que fingia dormir enquanto você a bulinava, e ela não acordava nem quando você metia nela. Pense num sono pesado.

E as pilulazinhas subidoras de bilau? – Fármacos como o Viagra (que fazem aumentar a circulação de sangue no interior do bilau e, consequentemente, provocam a ereção, nem sempre resolvem o problema da discordância duplo-cabeçal. Se o sujeito quer o nheco-nheco mas o bilau não quer, as pilulazinhas, por si só, não farão o desgraçado traidor mudar de ideia. Porém, se o sujeito conseguir se concentrar em algum fetiche ou na lembrança da prima safadinha, o bilau acabará se animando e concordando com a cabeça de cima, e terá a seu favor um melhor fluxo sanguíneo proporcionado pelo remédio, o que acarretará numa ereção mais firme e prolongada. Conclusão: vai fazer caridade? Passe antes na farmácia.

Gemedores e paradinhos – Os praticantes da caridade podem ser divididos em dois grupos: os gemedores e os paradinhos. Os caridosos gemedores são os que se esforçam para agradar, e para isso gemem, gritam e aceitam experimentar posições estranhas, como a Ventania no Bambuzal. Alguns até fingem orgasmos mirabolantes, e há casos de gemedores tão competentes que eles mesmos ficam na dúvida se fingiram ou se realmente gozaram. Obviamente, se um gemedor goza, não é mais um gemedor, é um gozador mesmo, e os gozadores não estão fazendo caridade nenhuma. Há gemedores radicais que apelam e até dizem que amam e que querem casar, ou o contrário, que jamais jamais vão casar, um agrado que cada vez tem funcionado melhor. Já os caridosos paradinhos não fazem nada disso, no máximo esticam o braço e trocam o canal da TV. Como tem gosto para tudo, até os paradinhos fazem sucesso. Aliás, alguns paradinhos se especializam e se fingem de mortos, e só abrem os olhos e se mexem quando o outro vem avisar que a pizza chegou.

Dicas para caridade feminina – O Blog do Kelmer aceita sugestões das leitorinhas.

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CASOS DE SUVINAGEM E CARIDADE. OU NÃO

SuvinagemClaraMeadmore-01Virgem aos 105 anos – Clara Meadmore tem 105 anos e se orgulha de não precisar de dentadura. Nascida em Glasgow, na Escócia, no início do século 20, ela acredita que o segredo de sua longevidade é nunca ter feito sexo, pois, segundo ela, sexo envelhece. Para ela, o nheco-nheco sempre foi algo complicado, que atrapalharia sua vida. “Eu sempre estava ocupada fazendo outras coisas, e nunca tive tempo de pensar em sexo”, explica. Esse caso pode ser considerado como suvinagem?

SuvinandoPriquitaCaridadePeterLynagh-01Abstinência gera caridade no Camboja – O australiano Peter Lynagh apostou com um amigo que ficaria um ano sem sexo e, depois, a aposta se transformou em uma arrecadação para caridade, com a página Pete’s Chastity for Charity (Castidade de Pete para a Caridade) no Facebook, e levantou mais de US$ 50 mil para a instituição Free to Shine, que educa e salva meninas cambojanas do comércio sexual. Esse caso pode ser considerado como suvinagem?

SuvinandoSexoCaridadeMaríaCarolina-01Sexo pelas crianças pobres – María Carolina é uma prostituta chilena. Ela decidiu doar o dinheiro arrecadado com 27 horas de trabalho (cobrando U$ 300 por cada hora e meia) para uma campanha de caridade em favor de crianças pobres e deficientes. Esse caso pode ser considerado como caridade?

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

AsCiclistasOrgasticasDaColombia-01aAs ciclistas orgásticas da Colômbia – Ciclistas usam a energia de seus orgasmos para vencer corridas

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e, entre uma e outra orgia, luta pela liberação feminina

A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

Lola Benvenutti e a coragem de viver – A única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor, submissão e salvação por meio do sexo anal

As fogueiras de Beltane – A sexualidade sem culpa de uma sacerdotisa pagã

O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990) – Um livro belo e libertador, que celebra o sagrado na sexualidade

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

Diametral,NinfaJessi03aAs aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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COMENTÁRIOS
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01- Ricardo Kelmer, me lembro tanto de ti quando escuto isso. Dou uma gargalhada imensa. Nely Rosa, Fortaleza-CE – jan2015

02- Amei essa de suvinar… kkk gente querendo dá… e doidinha suvinando. Pô… que desigual! Bjs Carol. Caroline Correia Maia, Fortaleza-CE – jan2015

03- já li e adorei Ricardo Kelmer! Show! Solange Brito, Fortaleza-CE – jan2015

04- Sobre perder tempo com alguns preconceitos que depois podem pesar muito quando nos dermos conta de que a vida simplesmente passou! ( gostei, Kelmer, por mim, pode deixar de sovinagem com a nova postagem!!! ). Tereza Cristina da Silva, Fortaleza-CE – jan2015

05- Um absuuuurdo, essa suvinagem!!!kkkkkk. Ariane Araújo, Fortaleza-CE – jan2015

06- Ainda tem quem faça isso. Ninguém deve suvinar nem água quem dirá o resto. Valéria Assunção, Fortaleza-CE – jan2015

07- Não achei nada de engraçado e acrescento portanto je ne pa suis suvinando qualquer coisa…. Maria Socorro Lima Giambarba, Fortaleza-CE – jan2015

08- Suvinar piriquita é nova pra mim. Conheci como ‘regular’. Aqui em sampa… tb já vi: regular essa micharia. Hahaha. Ana Cristina Martins, São Paulo-SP – jan2015

09- Não achei a crônica machista e tb não concordo q ela incite a mulher a fazer o q ela não está a fim, é apenas uma idéia bem humorada de não ser suvina, mas quem tem q decidir é ela, sabe, acho isso muito controverso e relativo Ricardo Kelmer! Solange Brito, Fortaleza-CE – jan2015

10- É por isso que eu não suvino não, dou e dou de coração e pernas abertos! Samara Do Vale, Fortaleza-CE – fev2015

11- ” cheiro de estrogonofe”? oh putaria! hahahahaha. Gerardo Lima, Fortaleza-CE – fev2015

12- Segundo discovery channel….kkkkkkkkkkkk, menino tu é uma figura, adoooorooooo, eta povo suvino!! Regia Alves, Fortaleza-CE – fev2015

13- está muito divertida com os ajustes para a publicação liberada. Kkkkkkkkkk falar como neném??? Brochante! Kkkkkkk eu me divirto com essas doidices Kelmicas! Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – fev2015

14- rsrsrs muito boa… Hugo de Freitas, Fortaleza-CE – fev2015

15- Pior que tem homem que sovina bilau sim… sabe, aquele papo de: – To me guardando pra minha musa. tenho um amigo que diz isso e bota defeito em todas q querem fazer caridade interesseira com ele ( elas só querem gozar), pois ele só quer uma mulher (a musa dele) que é sovina pra ele. Dorah Andrade, São Paulo-SP – fev2015

16- Vou enviar o e-mail mas eu particularmente ñ sou suvina kkkkk gosto de sexo … Luciene Maia, Fortaleza-CE – fev2015

17- Explica pra este gringo a suvinagem……….. Matthew Berigan, Campina Grande-PB – fev2015

18- Foi uma das coisas que mais me divertiram quando estive em fortaleza….além do Teatro do Humor, que este…não tem prá ninguém! Fatima Carvalho, Santo André-SP – fev2015

19- Eu ouvi assim: ” Ta regulando essa micharia?” Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – fev2015

20- Muito bom. Você montou uma enciclopédia erótica!! Pura sacanagem!! Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – fev2015

21- Pois é Ricardo Kelmer nessa suvinagem toda, ninguém come ninguém, e ninguém dá pra ninguém muito sem graça mesmo. Dorah Andrade, São Paulo-SP – fev2015

22- Ai…ai…Kelmer! Regina Zamora, São Paulo-SP – ago2015

23- Caro uy uy! Iris Salas, Granada-Espanha – ago2015

24- Kkkkkk. Marialucia da Silveira, Campinas-SP – ago2015

25- Parabéns, Kelmer! Giba C. Carvalho, Recife-PE – ago2015

26- Kkkkkkkkkkkkkkk! Demais! Dri Flores, São Paulo-SP – ago2015

27- kkkkkkkk. Nilzete Lalá Nascimento, São Paulo-SP – ago2015

28- Sensacional!! Espetacular demonstração da autêntica molecagem cearense!!! Henrique Daniel Carvalho, Fortaleza-CE – ago2015

29- Já li 10 vezes. Rogers Tabosa, Fortaleza-CE – ago2015

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As Preciosas do Kelmer – jan2015

19/01/2015

19jan2015

AsPreciosasDoKelmer201501.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201501AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#28, jan2015
> Esta edição no Facebook

Capa: Karine Alexandrino, artista e cantora brasileira, lançadora do conceito feminista “Mulher tombada”, que ela desenvolve em seu trabalho há 15 anos

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*** IMIGRAÇÃO, UM PROBLEMA MEU E SEU

Se desejamos ser cidadãos do mundo e queremos um mundo mais justo, devemos entender mais profundamente a questão da imigração. No momento em que você lê estas palavras, há milhares de pessoas deixando seus países e suas famílias, largando tudo, para buscar melhores condições de vida em outros lugares. Essas pessoas fogem da miséria, de perseguições políticas e religiosas ou de discriminação étnica, racial ou sexual, e arriscam a vida em travessias perigosas e ilegais. Na maioria das vezes, elas não conseguem ter uma vida melhor. Muitas morrem na viagem. Muitas se tornam mendigos e vivem nas ruas das grandes cidades, tornam-se bandidos.

Fechar as fronteiras não resolve o problema, e não faz sentido que um povo se feche dentro de seus muros e viva bem, enquanto do outro lado do muro uma multidão de desesperados força a entrada. Isso não vai dar certo. O mundo é uma coisa só, o Homo sapiens é que o dividiu em conceitos chamados países, e criou fronteiras imaginárias para separar as culturas. Conseguiu, é verdade, mas essa divisão atingiu o limite de suas possibilidades. O modelo está se esgotando.

O medo do diferente é natural, mas depois que conhecemos melhor o outro, percebemos que ele não é afinal tão diferente assim. E é ótimo que tenhamos nossas diferenças – foi justamente por isso que nossa espécie sobreviveu. Mas agora, em nome do futuro da espécie, a diferença deve ser celebrada, e não combatida. > Mais: Milionária italiana compra barco para ajudar imigrantes

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*** PREPARE-SE, O POLIAMOR CHEGOU

As pessoas que não admitem que seja possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo são, de certo modo, parecidas com os religiosos que não admitem que alguém não creia no deus delas. Não admitir a diferença é fanatismo. Algumas pessoas só conseguem amar de modo exclusivista, mas isso não significa que seja esta a única forma de amar. Cada vez mais as pessoas assumem seu modo pessoal de viver o amor, e a sociedade terá que aprender a conviver com essas diferenças.

> Veja esta reportagem, está muito interessante: http://tab.uol.com.br/poliamor

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*** LIMITES PARA O HUMOR

O massacre no jornal francês Charlie Hebdo trouxe novamente à tona a questão dos limites da liberdade de expressão. Foi triste ver aquelas cenas pela TV, mas foi tão ou mais triste ver as pessoas culpando as próprias vítimas por terem sido assassinadas. Essas pessoas defendem a liberdade de expressão mas… defendem também que não se deve zombar de coisas sagradas.

Esse raciocínio pode ser bem intencionado, mas é errado, pois a noção de sagrado varia de pessoa para pessoa, e tudo no mundo é sagrado para alguém. Para fazer valer esse raciocínio, precisaríamos primeiro criar uma lista de coisas sagradas, e depois teríamos que estabelecer o exato limite do que pode ser expressado. Ou seja: esse raciocínio é totalmente inviável na prática.

Não deve ser permitido incitar o crime e a violência. E pronto, termina aqui o que não deve ser permitido. O resto tem que ser permitido. Essa liberdade de nos expressarmos cobra seu preço, claro, que é o de nos indispormos com as pessoas que se sentirem ofendidas. E se o ofendido for um fanático, o preço pode ser muito alto. Porém, limitar a liberdade de expressão é dar razão ao fanático, que não sabe lidar com críticas.

>Mais: Viva a falta de respeito. Humor não é ofensivo (Gregório Duvivier)

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ElasAeromocasLingerieVietna-01*** PARA PERDER O MEDO DE VOAR

Assim fica mais fácil…

> Publicidade de companhia aérea traz “aeromoças” de lingerie

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*** CHARLIE HEBDO RACISTA. VOCÊ ACREDITOU NESSA MENTIRA?
por Ricardo Kelmer

Alguém pegou uma charge do jornal satírico Charlie Hebdo com um desenho da ministra da Justiça Christiane Taubira no corpo de um macaco, tirou-a do contexto original e espalhou nas redes sociais que o jornal era racista. Muita gente não se deu ao trabalho de checar a informação, acreditou e repassou a mentira. E agora muita gente deve estar envergonhada.

O Charlie Hebdo, que tem um perfil de esquerda, nunca foi um jornal racista. Aliás, uma de suas maiores bandeiras é justamente a luta contra o racismo. A imagem macaqueada da ministra francesa foi publicada no jornal exatamente para expor o racismo do partido direitista Frente Nacional, cuja integrante em 2013 chamou a ministra de macaca. A labareda azul e vermelha no canto é uma referência ao símbolo do partido, e “Rassemblement Bleu Raciste” é uma paródia de “Rassemblement Bleu Marine”, a coalizão de partidos de direita franceses. O Charlie Hebdo é um feroz crítico da ideologia desses partidos, que promovem o ódio aos imigrantes e às minorias. > Leia a crônica na íntegra

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*** LE MONDE DEFENDE LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

Mais um grande veículo de comunicação do mundo adere à campanha de legalização da maconha. Dessa vez, o jornal francês Le Monde. Num editorial de dez2014, o jornal lembra que apesar do país ter uma das legislações mais repressivas contra o tráfico e consumo de drogas, a França é um dos países europeus em que o consumo de maconha mais aumentou. Um em cada três franceses consome ou já consumiu maconha, sendo que 550.000 pessoas consomem-na diariamente.

O jornal aponta também que a política repressiva tem elevados custos “porque mobiliza uma parte significativa da atividade da polícia e da justiça” e custa 500 milhões de euros por ano. Além disso, “a proibição favoreceu o desenvolvimento de um mercado clandestino de tipo mafioso”.

A conscientização das sociedades aumenta a cada dia, que bom. Precisamos conviver com a realidade: a espécie humana sempre quis e quer experimentar estados especiais de consciência. Ignorar isso é ingenuidade. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (11)

CHICO BUARQUE – Compositor, cantor e escritor

Chico Buarque disse em várias ocasiões ser ateu. Em 2005, por exemplo, ao jornal espanhol La Vanguardia, fez um resumo de sua biografia. “Nasci [em 19 de junho de 1944] e vivo no Rio de Janeiro. Estou separado e tenho três filhas, duas netas e um neto. Sou um democrata que ainda crê na possibilidade de um socialismo democrático. Já vivemos quase duas décadas de idiotice globalizada. Sou ateu.”

Chico é filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) e da pintora Maria Amélia Cesário Alvim (1910-2010). Muitas de suas canções estão entre o que há de melhor na música popular brasileira. O compositor de “Construção”, “Roda Viva”, “Gota d’Água”, “O que será”, entre tantas outras músicas, se destacou na oposição à ditadura militar (1964-1985). Após a queda dos militares, Chico passou a compor menos, dedicando à literatura. Escreveu “Estorno”, “Benjamim”, “Budapeste” e “Leite Derramado”.

Chico sempre foi um militante político, mas não do ateísmo. Em uma entrevista, disse: “Não tenho crença. Fui criado na Igreja Católica e educado em colégio de padre. Eu simplesmente perdi a fé. Mas não faço disso uma bandeira. Eu sou ateu, como se isso fizesse parte do meu tipo sanguíneo”. (do site paulopes.com.br) > Mais

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*** KARINE ALEXANDRINO, A MULHER TOMBADA

Sobre Karine Alexandrino, de sua página oficial:

Karine é uma festa para os olhos e para os ouvidos. A diva anti-diva usa o palco como divã, sem pudores, para exorcizar seus temores. Seu show, assim como a sua música, foge dos estereótipos, da mentalidade mendicante e do senso comum.

Cleopatra e ao mesmo tempo Gata Borralheira, a artista realiza uma ruptura e ao mesmo tempo conduz os formatos consagrados a uma atualização inesperada. Ela sabe muito bem o que faz. Seu som é como um bordado musical, com colagem de referências e texturas, por isso é considerada uma artista dadaísta por excelência.

Suas performances trafegam com igual desenvoltura pela Literatura, pela Moda e pelas Artes Plásticas. também uma artista visual. Em alguns momentos sua arte remete para o esgotamento nervoso das estrelas do cinema noir, como em um filme de Beth Davis. Em outros, a tensão de seus gestos no palco, invade o punk e o heavy metal, lembrando o universo erótico das lindas princesas do underground, tamanha a força que imprime em suas mãos.

Karine Alexandrino é a própria diretora artística da Mulher Tombada. E a dirige muito bem. Seus discos são produzidos com timbragens de época. Esta idéia antecipou em alguns anos o que fez Amy Winehouse, “Usei meus timbres prediletos, com minha própria voz, virei cantora década de 60”, arremete.

> Mais sobre a diva antidiva

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*** CENSURA NÃO, PASTOR

Em 2013, o pastor evangélico e deputado federal Marco Feliciano lutou para censurar um vídeo do grupo de humor Porta dos Fundos. No vídeo, uma garota, interpretada pela atriz e cantora Clarice Falcão, faz uma consulta ginecológica e acontece algo bastante inusitado.

O pastor não teve êxito em sua tentativa de censura, e o Porta dos Fundos continua fazendo humor com religião, assim como faz humor com política, arte, futebol, família, capitalismo, consumismo etc. Por qual motivo a religião deveria ter privilégios em relação a todas as outras ideias do mundo? Argumentar que não se deve zombar do sagrado não convence, pois tudo no mundo é sagrado para alguém.

Devemos ser livres para zombar de qualquer ideia. Quanto a zombar diretamente de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, para isso a lei prevê meios de defesa dos que se julgarem injustamente atingidos.

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*** BARTÔ GALENO, O ÍDOLO GENTIL DAS MULTIDÕES

Em 1995 vi um show de Bartô Galeno numa boate em Ipanema, quando eu morava no Rio de Janeiro com meus amigos Moacir Bedê e Joao Netto. É um grande momento do meu curriculum vitae. “No toca-fitas do meu carro” e “O grande amor da minha vida” são as minhas preferidas. Basta ouvir pra dar vontade de tomar uma e lembrar daquela ingrata.

A jornalista Fabiana Moraes escreveu, com muita sensibilidade, uma série de matérias sobre ídolos populares. Bartô Galeno é um deles. > Leia aqui

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*** QUEM VAI DEFINIR QUAIS SÃO OS LIMITES?
O Ocidente deve se abster de publicar filmes ou charges que sensibilizem o mundo islâmico?
(por Carlos Eduardo Lins da Silva)

É moralmente defensável a tese de que ninguém deve ofender ou ridicularizar símbolos considerados sagrados por outra pessoa. Blasfêmia contra imagens, objetos ou personagens que representam religiões pode causar indignação ou dor, independentemente das possíveis consequências advindas delas.

Em princípio, todos os seres humanos devem ser tratados com respeito pelos demais. Mas não é justificável que se exija de todos considerar sagrado o que outros assim julgam. O direito à liberdade de expressão também é um valor que pode ser defendido do ponto de vista moral.

Quem abusa dele e provoca danos a indivíduos ou comunidades pode ser processado na forma da lei e punido, quando considerado culpado. Mas muito mais complicado é arguir que Estados ou igrejas tenham poder para impedir que alguém expresse opiniões (ou as ouça ou assista) porque um contingente de devotos se sente ferido por elas. Se assim for, e se essa condição se estender a todas as denominações religiosas (por que seria admissível que algumas gozassem de tal privilégio e outras não?), a vastidão de temas proibidos seria enorme. > Leia mais

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*** A SELVAGERIA VEM DA ARGENTINA

Um encontro misterioso entre desconhecidos num avião. Uma garçonete tem a chance de se vingar do homem que arruinou sua família. Uma briga de trânsito na estrada. Um engenheiro revoltado com as multas de trânsito e a burocracia. Um milionário tenta livrar o filho da cadeia após ter atropelado uma grávida. Uma noiva descobre a traição do marido em plena de festa de casamento.

O filme do diretor argentino Damián Szifron é um sucesso de crítica e de bilheteria, e é o candidato dos hermanos ao Oscar de filme estrangeiro. As seis histórias, narradas num tom tragicômico, com direção e atuações de qualidade, mostram personagens forçados ao limite na defesa de seus direitos e de seus interesses, revelando a tênue linha que separa a civilidade da barbárie.

Eu vi e gostei muito. Recomendoooo. > Mais

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*** HOMENS PODEM SER FEMINISTAS?
por Ricardo Kelmer

Há feminismos e feminismos. Dentro do próprio movimento há diferenças quanto a vários aspectos da questão toda. Por exemplo, há feministas radicais que defendem que os homens não podem ser considerados feministas: no máximo, pró-feminismo. Segundo essa lógica, nenhum homem tem legitimidade bastante para assumir um papel de protagonista nas lutas feministas: no máximo, pode ajudar aqui e ali, e dar o bom exemplo.

O feminismo, assim como outras lutas por direitos (negros, GLBTT), faz parte da luta maior por justiça social e pela liberdade de sermos quem somos. É uma luta da humanidade. Posso não ser negro, índio, gay ou mulher, mas meus antepassados foram negros e índios, tenho amigos e parentes gays e transexuais que sofrem com o preconceito, e trago em minha psique o princípio feminino. Sou a humanidade inteira em mim, e é por isso que todas essas lutas me dizem respeito.

Particularmente em relação ao feminismo, não pretendo protagonizar nada. Mas sou um escritor e meu ofício é comunicar, então sempre escreverei a respeito. Se posso ser considerado ou não um feminista, isso não mais me importa. Sei o que sou: um libertário, e luto contra as opressões culturais e religiosas. Ao meu ver, quanto mais pessoas se libertarem dessas opressões e puderem ser o que verdadeiramente são, melhor será o mundo. > Mais

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AsPreciosasDoKelmer201501AS PRECIOSAS DO KELMER

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As Preciosas do Kelmer – dez2014

31/12/2014

31dez2014

AsPreciosasDoKelmer201412.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201412AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#27, dez2014
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Capa: Amy Winehouse, cantora e compositora inglesa (1983 – 2011)

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*** AUXÍLIO-MORADIA PARA QUEM NÃO PRECISA

O benefício do auxílio-moradia, o qual a maioria dos trabalhadores do país não recebe, será dado para 30 mil juízes – eles terão bônus de R$ 4,3 mil mensais. O custo será de R$ 1,5 bilhão para o Brasil. Além disso esse dinheiro não precisa ser comprovado que está sendo usado para pagamento de moradia. Por ter caráter indenizatório (compensar despesa gerada pelo trabalho), não é cobrado Imposto de Renda sobre a verba.

Os gastos particulares de cada agente público, inclusive com moradia,  devem ser custeados pela sua própria remuneração, que não é baixa. > Assine a petição contra essa esperteza

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*** CASAL DE TRÊS SUECO ESQUENTA DEBATE SOBRE POLIAFETIVIDADE

Os pais amam seus filhos, por mais que sejam. Os amigos amam seus vários amigos. Por que amantes não poderiam também amar a mais de uma pessoa ao mesmo tempo? E por que, quando se fala disso, muitas pessoas ficam indignadas, como se fosse uma grande heresia? O amor exclusivo a uma só pessoa não seria uma espécie de dogma, que seguimos sem contestar? > Mais

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*** A PIRANHA DOS TRAPALHÕES

Piranha é um dos maiores sucessos de Alípio Martins (1944-1997). É uma música de ritmo contagiante, sem falar na letra sui generis. E este vídeo dos Trapalhões é uma pérola. > http://youtu.be/a4LfAciPdu0

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*** DE CU É ROLA

Você certamente já ouviu essa expressão: (…) de cu é rola. O que significa exatamente? Como surgiu? Este texto tenta fornecer algumas pistas. Mesmo que, ao final, não tenhamos certeza da origem exata da expressão, buscar o início dela já é divertido. É um exercício de arqueologia linguística, em que examinamos o objeto atual e tentamos chegar ao seu passado. > Mais

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*** UM É POUCO, DOIS É BOM, E O TERCEIRO É GRÁTIS

MotelTitanMenageATrois-01O sexo a três, também conhecido por ménage à trois, é uma prática que muita gente já adotou, principalmente quem gosta de ter mais opções durante a transa. Nos motéis, é comum a cobrança da pessoa adicional. Mas talvez isso esteja começando a mudar. Talvez os motéis estejam percebendo que podem atrair mais clientes se não cobrarem pela terceira pessoa do amor plural.

É o caso do Titan Motel, em Fortaleza. Eu, particularmente, acho ótimo que não cobrem, pois sou chegado. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi que no e-mail publicitário que recebi do Guia de Motéis, o anúncio da promoção mostrava uma mulher e dois homens, invertendo a lógica do senso comum.

É, mizifia. Vocês estão podendo cada vez mais. > Mais

OBS.: Tentei inserir o link da página do Guia de Motéis mas a polícia do Facebook não permitiu, dizendo que o sistema deles detectou que era um link inseguro. Ainda não acredito que isso aconteceu…

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*** EX-EXECUTIVO SE REINVENTA COMO DONO DE SEBO

Fazer o que se gosta… Isso não tem preço. > Mais

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*** CÃO SEM DONO

Crianças e cães merecem ser adotados. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (10)

CÁSSIA ELLER – Cantora e compositora
Cássia Eller nasceu em 10 de dezembro de 1962 no Rio de Janeiro. Morreu no dia 29 de dezembro de 2001 vítima de um infarto do miocárdio. Antes de se declarar “ateia total” em uma entrevista, Cássia Eller teve a intenção, na sua juventude, de ser freira. “Fui muito religiosa até uns 17 anos. Ia à missa, ajudava na paróquia, sabia os hinos de cor.” Cássia começou a cantar em uma igreja. Foi batizada e crismada e perdeu a fé quando começou a ler a Bíblia. (do site paulopes.com.br) > Saiba mais

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*** PAPAI NOEL MACONHEIRO FAZ A ALEGRIA DO COMÉRCIO NO COLORADO

Com a maconha legal devidamente integrada à economia do estado do Colorado, nos EUA, é claro que Papai Noel não ia ficar de fora, né? Vai um dingobel aí? > Mais

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*** MAIS BUKOWSKI DO MESMO, OBA!

Os vômitos literários do velho Buka ainda rendem livros. Quem gosta, não enjoa de ler sobre suas bebedeiras, brigas e trepadas. Sua linguagem direta e suja continua a deliciar sua fiel tribo de leitores. > Mais

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*** MACONHA, A CURA DO CÂNCER
por Ricardo Kelmer, 2014

O controle da informação sempre foi de máxima prioridade para os governos e as religiões. Como convencer a população de algo, por mais absurdo que seja? Basta divulgar esse algo massiva e sistematicamente, todo dia, geração após geração, até que esse algo vire uma verdade incontestável, ou seja, vire um dogma. Adicione uma boa dose de medo (da morte, do inferno ou de inimigos terríveis) e pronto, a mentira será indestrutível. Ou pelo menos até quando a força das evidências virar o jogo.

Foi que o fizeram com a maconha. Há milhares de anos que os humanos a usam com diversos e benéficos fins, terapêuticos, espirituais e recreativos, e também para fazer alimentos, tecidos, cordas, papel… Trazida para o Ocidente por Cristóvão Colombo, a maconha teve participação fundamental na formação econômica dos Estados Unidos e havia leis que incentivavam seu plantio. Até o início do século 20, os médicos receitavam maconha para curar várias doenças, como enxaqueca, cólicas, artrite, insônia e diabetes.

A maconha, porém, deu de frente com os interesses capitalistas da indústria farmacêutica, que não podia competir com algo tão barato e que cresce em qualquer lugar. Junte-se a isso o preconceito contra imigrantes, latinos e artistas negros, que costumavam fumá-la recreativamente, e também o pavor que o Cristianismo tem das coisas da Natureza. Resultado: a maconha foi proibida nos Estados Unidos, que conseguiram convencer outros governos a fazer o mesmo. E as mentiras sobre a maconha foram tão bem espalhadas que ganharam status oficial de verdade.

Porém, os benefícios dessa incrível planta, na indústria e na medicina, são tantos que a mentira não consegue mais se sustentar. No caso do câncer, há muito se sabe que a maconha alivia os enjoos e a falta de apetite causados pela quimioterapia. Porém, o poder terapêutico da maconha é muitíssimo maior: ela cura o câncer, dispensando a quimioterapia. Os casos de pessoas curadas pelo óleo de maconha aumentam a cada dia e, para as autoridades, está ficando impossível esconder a verdade e impedir que as pessoas procurem a planta para se tratar e curar seus amigos e parentes. A cínica indústria farmacêutica, que lucra bastante com o câncer e que sempre combateu a maconha, sabe disso e já se prepara para comercializar a planta, pois sabe também que não haverá como deter a pressão popular pela legalização.

Você tem algum caso de câncer entre seus amigos e parentes? Sugiro que veja este documentário de 2010. É possível que ele lhe cause uma grande revolta. Mas, em nome dos que padecem e padeceram tantas dores, que podiam ser facilmente evitadas, é preciso que seja revelada a verdade que tanto tentaram nos esconder.

> What If Cannabis Cured Cancer (legendado em português):

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*** CADEIRANTE SE ARRASTA PARA ENTRAR EM AVIÃO DA GOL

Se você é cadeirante e vai viajar, boa sorte. > Mais

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AsPreciosasDoKelmer201412AS PRECIOSAS DO KELMER

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Indecências em Fortaleza (1)

19/12/2014

18dez2014

Indecências, Vinicius de Moraes, Bienal do Livro, Estoril… Bom demais

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INDECÊNCIAS EM FORTALEZA (1)

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Estive em Fortaleza, minha loirinha desmiolada de sol, entre 29nov e 15dez. No roteiro: lançamento do Indecências para o Fim de Tarde, apresentação do Vinicius Show de Moraes e participação na 11a edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará. Foi bom demais, tudo. Infelizmente não consegui rever todas as pessoas que gostaria, mas as que revi me proporcionaram momentos muito felizes, e fiz novos amigos e conheci novos leitores, e isso é renovação pra alma.

Fiquei muito honrado e feliz por lançar o livro e fazer o show no Estoril, que também é Vila Morena, um lugar muito especial por sua tradição cultural, com o qual tenho uma forte ligação afetiva por ter passado lá belas e inolvidáveis noites nos anos 1980. O bar do Estoril agora é administrado por Carlinhos Papai, lendária figura da cultura boêmia da cidade e meu amado amigo tricolor. Que essa parceria da SecultFor com meu Papito ajude a revitalizar a Praia de Iracema de Todos os Amores e sopre pra lá muita arte e cultura. Iracema era iletrada, mas de tanto ser lida, hoje ela adora lançamentos de livros – que lhe deem esse prazer. Sem esquecer da segurança na área, por favor, que nossa índia é guerreira, sim, mas não gosta nadinha de violência.

Agora, meus obrigados. À Secult, pelo convite pra participar da Bienal. À SecultFor, Carlinhos Papai e Ciribáh Soares, e à equipe do bar do Estoril. A Beth Andrade, da Via Libido Sex Shop, pelos persex que tanto mimosaram as coxas das leitorinhas. A Chiquinho Jr, pelas belas fotos, e a Felipe Breier, meu parceirim danado de bom. A Valéria Assunção, do Boteco Vintage, e a Ivonesete e Michele, que seguraram a onda da produção dos eventos. A Vilminha, Galvonis e Anamérika, pela valiosa ajuda na temporada. A todos que foram aos eventos e que curtem meu trabalho. E a você, que tão graciosamente encheu meu ser com a sagrada magia do Feminino.

Fortaleza pra mim é sempre assim, a derradeira brisa de verão, um gosto de beijo roubado na fila do embarque, a felicidade com visto vencido.

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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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PRA LEMBRAR COM CARINHO

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RK201411WanessaB-01Com Wanessa Bento, revisora do Indecências

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IFTLancamento201412FortCART-02a

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IFT201412-201aLançamento no Estoril, na Praia de Iracema de Todos os Amores

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IFT201412-203aLançamento no Estoril. Um dos lugares mais agradáveis da cidade

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IFT201412-224aLançamento no Estoril, com Wélia e Silvana

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IFT201412-229aLançamento no Estoril, com Chiquinho, Flávio, Luís Miguel e Bedê

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IFT201412-230aLançamento no Estoril, com Carlinhos Papai

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IFT201412-250aLançamento no Estoril, com Toinho Martan e Flávio Rangel, o famigerado trio da Intocáveis Putz Band (só faltou você, Emílio)

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IFT201412-255aLançamento no Estoril, com Ivonesete na produção, e no chicote

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IFT201412-263aLançamento no Estoril, com Flávio Rangel Trio

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IFT201412BotecoVintage-06Lançamento no Boteco Vintage. Obrigado, Val. O braço é do parceirim Felipe Breier

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IFT201412BotecoVintageDaluM-10Lançamento no Boteco Vintage, com Dalu toda assustada pelo chicote e pelas algemas – adoroooo

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IFT201412BotecoVintageDaniC-06Lançamento no Boteco Vintage, experimentando com todo o respeito o persex na Dani

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IFT201412BotecoVintage-03aLançamento no Boteco Vintage, com Laís (olha, eu queria dizer que o machucadim no joelho já tava aí antes deu chegar)

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RK201412TocaDoPlacido,JessicaG-01aNa Toca do Plácido, com a coelha-gataloca, e eu dando uma de gatoloco fazendo biquinho de viado maizomenos)

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TocaDoPlacido201412-01A Toca do Plácido tem uma decoração surreal, preços camaradas e petiscos saborosos. Lamentavelmente, no dia em que fui lá a gerência permitiu que fumassem no interior da casa, contrariando a lei antifumo. Azar o meu

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TocaDoPlacido201412-02Toca do Plácido. Garota solitária e dadivosa aguarda companhia interessante no balcão

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IFT201412LilianMartins-03Entrevista no programa Autores e Ideias, da Assembleia FM, com a professora Lílian Martins

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VSM201412EstorilFacebookEvento-01

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VSM201412Estoril-10No Estoril, com o parceirim Felipe Breier, no Vinicius Show de Moraes

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IFT201412Estoril-21Lançamento e show no Estoril, com meu mentor etílico-espiritual Alberto Perdigão

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IFT201412Estoril-23Lançamento e show no Estoril, com Karina, que viaja muito nas minhas viagens

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IFT201412Estoril-22Lançamento e show no Estoril. Toda a graça de Michele e Lílian

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RK201412Praia-05aConcentração pra Bienal, na Praia do Futuro

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IFTDivBienal201412-04

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IFTBienalDoLivroCeara2014-01Bienal do Livro, mesa “O conto nosso de cada dia”, com Xico Sá e Cleudene Aragão

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IFT201412Sirlanney-01Troca-troca na Bienal do Livro com Sirlanney, autora do livro de quadrinhos Magra de Ruim

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IFT201412MileideF-01aNa Bienal do Livro, com Mileide Flores. Close no persex…

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RK201412XicoS-01Com Xico Sá na Bienal. Fulerage é ele. Não, é ele.

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RK201412Estoril,ShirleneH,XicoS,IvoneseteR,FlaviaC,JulianaM,Maria,DrawlioJ,Sirlanney-01Programinha bom demais pós-Bienal no Estoril, com amigos que eu adoro muito demais da conta

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RoqueS,ShirleneH,FlaviaC,XicoS,JulianaM201412-05Fim de noite no lendário Roque Santeiro, no Mucuripe, ô desmantelo medonho na vida do cidadão trabalhador. Obrigado, dona Orestina e seo Moacir

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RK201412Estoril,VeronicaG,HalderG,XicoSa,MarinaG-01Fechando a temporada no Estoril, todos vivos, ufa. Com Verônica Guedes (diretora do festival For Rainbow), Halder Gomes (diretor do filme Cine Holliúdy), Xico Sá (diretor do Xicossá Fulerage Clube) e Marina Guedes (diretora geral da mesa)

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IndecenciasParaOFimDeTardeCAPA-01aINDECÊNCIAS PARA O FIM DE TARDE
Ricardo Kelmer, Arte Paubrasil, 2014 – 208 pag

Os 23 contos deste livro exploram o erotismo em muitas de suas facetas. Às vezes ele é suave e místico como o luar de um ritual pagão de fertilidade na floresta. Outras vezes é divertido e canalha como a conversa de um homem com seu pênis sobre a fase de seca pela qual está passando. Também pode ser romântico e misterioso como a adolescente que decide ter um encontro muito especial com seu ídolo maior, o próprio pai. Ou pode ser perturbador como uma advogada que descobre que gosta de fazer sexo por dinheiro.

O erotismo de Ricardo Kelmer faz rir e faz refletir, às vezes choca, e, é claro, também instiga nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir. Seja em irresistíveis fetiches de chocolate ou numa selvagem sessão de BDSM, nos encontros clandestinos de uma lolita num quarto de hotel ou no susto de um homem que descobre verdadeiramente como é estar dentro de uma mulher, as indecências destas histórias querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais, adquira o seu

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INDECÊNCIAS PARA VOCÊ TIRAR A ROUPA

IFTLeitorasTiramARoupa-05Muitas mulheres têm esse fetiche, o de exibirem-se anonimamente para o público. Então criei uma promoção: envio o livro e a leitorinha faz uma foto erótica com ele, sem precisar mostrar o rosto, e a foto será usada em cartazes de divulgação da obra. Você gostaria de participar? > saiba mais

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PARCERIA

vialibido.com.br

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VINICIUS SHOW DE MORAES

ViniciusShowDeMoraesLogo-2aEste show nos traz a riqueza da vida e da obra de Vinicius de Moraes, um dos nomes mais importantes da cultura brasileira. Através das músicas, dos poemas e de fatos interessantes da vida de Vinicius, passeamos por grandes momentos da música e da poesia brasileiras e nos divertimos e nos emocionamos com a rica trajetória do homem, poeta, artista, amante, amigo e diplomata que fascinou e ainda fascina gerações no Brasil e no mundo. > saiba mais, veja vídeos

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IndecenciasEmFortaleza-02a


As Preciosas do Kelmer – nov2014

23/11/2014

23nov2014

AsPreciosasDoKelmer201411.
As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201411AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#26, nov2014
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Capa: Amy Winehouse, cantora e compositora inglesa (1983 – 2011)

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*** O INSTAGRAM ERÓTICO

Que tal uma rede social com foco no erotismo? No Uplust, os internautas podem compartilhar fotos sensuais, com forte apelo para nudez e sexo, sem serem banidos devido a uma forte política de privacidade.

Assim como no Instagram, no Uplust é possível compartilhar fotografias com filtros, compartilhá-las com tags e receber likes. A navegação na rede social, no entanto, deve ser feita apenas por maiores de 18 anos, já que por lá não existe uma política contra imagens sexualmente sugestivas ou com nudez. > Mais

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*** OU É CATÓLICO OU É VEGETARIANO

Na mitologia do Catolicismo, a transubstanciação é a transformação literal da hóstia no corpo de Jesus Cristo. É o momento em que, após a consagração, a hóstia deixa de ser farinha embebida em vinho e passa a ser, verdadeiramente, a carne e o sangue do Cristo crucificado. O dogma garante que essa transformação não é mera simbologia, mas um fato real, tão real quanto quem come a hóstia. Ou seja: católicos são canibais assumidos, sem qualquer constrangimento de sê-lo.

O católico deve acreditar nisso, ou então não faz sentido ele ser católico. Porém, ao crer no dogma da transubstanciação, e comer do corpo de Jesus Cristo, um vegetariano estaria sendo um canibal e indo totalmente contra seus princípios. E agora?

Comer o corpo do deus vivo é um mito antigo, presente em várias mitologias ao longo da história, como nos cultos greco-romanos a Dionísio e Baco. Muitas tribos guerreiras costumavam manter vivos seus prisioneiros, para sacrificá-los em importantes rituais em que comiam o corpo dos mais valentes, acreditando com isso poderem absorver as virtudes do valoroso inimigo. As religiões institucionalizadas apenas incorporaram essa mesma crença em seus ritos, e o Cristianismo fez a mesma coisa em sua mitologia.

Mas e os vegetarianos católicos, o que podem fazer? Bem, caso desejem livrar-se do pecado da contradição, ou largam o vegetarianismo ou abandonam a fé católica. Nesse segundo caso, há outras religiões cristãs (além dos evangélicos) como a Ortodoxa, a Anglicana e a Luterana, cujas mitologias não possuem o dogma da transubstanciação.

Bem, há uma terceira via: eles podem continuar católicos e ir à missa, mas sem participar da eucaristia, e inventariam alguma desculpa, tipo dor de garganta, alergia a farinha ou coisa parecida.

E, em último caso, podem encher logo o saco de tudo isso e deixar de depender de religião para ser feliz. > Mais

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*** A PELEJA DO DEUS DO TRÂNSITO CONTRA O DIABO DA AGENTE QUE CUMPRE A LEI

JuizTribunal-01Em fevereiro de 2011 Deus dava um rolê pelo Leblon, dirigindo sua Land Rover sem placas, e sem portar a carteira de habilitação, afinal Deus não precisa disso, né? Aí tinha uma blitz no meio do caminho e a agente do Detran Luciana Silva Tamburini informou a Deus que o veículo teria de ser apreendido e levado a um pátio. Deus não concordou e, tchum, deu a famosa carteirada, revelando sua verdadeira identidade: ele era um juiz, e se chamava João Carlos de Souza Correa.

Mas a agente não se assustou e manteve-se firme no cumprimento da lei de trânsito. Deus, ops, o juiz, mandou um policial militar prender a agente. O policial foi na tenda da blitz para comunicar e algemar a agente, mas ela respondeu o óbvio: “Ele quer, mas ele não é Deus”. Aí o juiz se aporrinhou de vez e mandou prender a agente por desacato. Fim de noite: ambos acabaram sendo levados para a 14ª DP, onde o caso foi registrado, o juiz acusando a agente por ter debochado dele, coitado, e a agente acusando o juiz de abuso de autoridade. Adivinha quem venceu a disputa?

Claro que o juiz venceu. E a agente foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais, uma quantia maior do que seu salário no Detran. Quanto ao juiz (que é marido da ex-deputada Alice Tamborindeguy, do PP-RJ), ele não quis se pronunciar sobre o caso, talvez para não chamar a atenção sobre os outros casos desabonadores em que ele está envolvido, como ter sido flagrado, em 2013, dirigindo bêbado e ter se recusado a fazer o teste do bafômetro ou como já ter ultrapassado o limite de multas de trânsito e continuar dirigindo.

Alguns cidadãos, que não acreditam em deuses do trânsito, se sensibilizaram com a situação de Luciana e criaram uma vaquinha virtual para ajudá-la a pagar a multa. Ao saber disso, Luciana agradeceu e disse que espera não precisar pois vai recorrer da decisão, e a quantia arrecadada ela doará a uma entidade beneficente.

Você também não crê em deuses do trânsito? Gostaria de ajudar Luciana e, assim, contribuir para que outros deuses não se sintam tentados a pecar contra a lei, que deveria ser igual para todos?

> Clique aqui e saiba mais
> Outros casos do Juiz Que Não É Deus

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*** O CONGRESSO FANTASMASGÓRICO

Com o tema Histórias de Fantasmas, o 4o Congresso de Literatura Fantástica de Pernambuco acontecerá de 03 a 05 de dezembro em Recife, na Universidade Federal de Pernambuco. A promoção é do Núcleo de Estudos Oitocentistas Belvidera, do Depto. de Letras/UFPE. O evento contará com palestras, debates, cursos, lançamentos de livros, exibição de curtas e apresentação de espetáculos.

Literatura, sempre. Porque apenas viver não basta. > Mais

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*** SARAVÁ COM CROISSANT

Nos anos 1950 e 1960 Vinicius de Moraes e Baden Powel criaram músicas lindas, que até hoje encantam nossos ouvidos e inundam a alma de fortes sensações. Uma delas é Samba da Bênção (É melhor ser alegre que ser triste…), em que o samba é louvado, juntamente com os nomes daqueles que tanto enriqueceram esse gênero musical que nasceu no Brasil, fruto da bendita miscigenação racial.

Em 1966, o mundo conheceu uma versão francesa dessa música, na interpretação de Pierre Barouh, através do filme Um Homem, Uma Mulher (Un homme et une femme), do diretor Claude Lelouch. O filme ganhou muitos prêmios, como a Palma de Ouro de Cannes e o Oscar de melhor filme estrangeiro, e sua bela trilha sonora é um capítulo à parte.

Já se vão 50 anos… Mas a poesia daquelas cenas e a beleza da música não envelhecem. Obrigado, Vinicius, Baden e Pierre. Saravá.

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*** BLUES PARA A CANOA NÃO VIRAR

O Canoa Blues é um festival musical que já vai em sua 7a edição. Acontece anualmente na praia de Canoa Quebrada, no litoral leste do Ceará, e reúne bandas de blues do Brasil, contando também com atividades de inclusão social promovidas em parceria com organizações não governamentais. A abertura oficial do evento aconteceu na sexta 07nov, em Fortaleza.

Valeu, Roberto Maciel! Espero um dia curtir esse festival e matar a saudade de Canoa.

Programação do Canoa Blues 2014:

07nov, 21h: Espaço Rogaciano Leite Filho, Dragão do Mar – Fortaleza. Shows: Victor Gueiros e Felipe Cazaux
14nov, 22h: Polo de Lazer de Canoa Quebrada – Shows: Beale Street e Rodrigo Nézio & Duocondé Blues
15nov, 22h: Polo de Lazer de Canoa Quebrada – Shows: Renegados e Big Chico
15nov, meia-noite: Restaurante Baobah – Canoa Quebrada – Jam session com Thiago Rodrigues

> Mais

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*** A REVOLTA DAS PELADONAS

ARevoltaDasPeladonas-01aNo futuro, nossos bisnetos comentarão na hora do recreio:
‒ Que aula incrível! Adoro história do Brasil.
‒ Você viu? Quando começou, ninguém entendeu nada.
‒ Mas quem poderia desconfiar, né?
‒ Ninguém. Eram apenas mulheres correndo peladas pelas ruas.
‒ Diziam que eram loucas, ou que estavam em busca de fama.
‒ Marketing de tênis esportivo.
‒ Muitas eram presas por atentado ao pudor. Mas logo eram liberadas. E faziam de novo.
‒ Minha avó foi presa doze vezes, e ela já tinha setenta anos. Os delegados não aguentavam mais. A senhora pelada na rua de novo, vovó?

> leia o conto na íntegra

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*** ÓTIMA RECEITA PARA DESTRUIR A PELE: CIGARRO

O cigarro não é veneno apenas para os pulmões. Ele também retira da pele a firmeza, a hidratação e o viço. Por isso, é muito comum mulheres fumantes na faixa dos 30 anos apresentarem pele amarelada, abatida e sem vida, além de rugas, olheiras fundas e bolsas inchadas sob os olhos. O hábito de fumar piora até a celulite, pois o tabaco interfere na circulação sanguínea destas regiões.

Leitorinha querida fumante. Nem que seja por querer ficar mais bonita, larga desse vício escroto, vai. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (9)

RICARDO BOECHAT – Jornalista

O jornalista Ricardo Eugênio Boechat contou em 2011 em seu programa na FM Band que vinha recebendo e-mails e cartas de leitores tentando convertê-lo ao cristianismo, porque às vezes, ali, ele faz referência a sua descrença. Ele é um brasileiro que nasceu na Argentina em 13 de julho de 1952. Tem seis filhos. Começou a carreira em 1970 no extinto Diário de Notícias. Trabalhou no Jornal do Brasil, onde manteve coluna de notas, o Informe JB, que se tornou referência. Depois, em 1983, foi para O Globo. Mais recentemente, além do seu programa de rádio, apresenta o principal jornal da TV Bandeirantes. O jornalista é conhecido pela sua credibilidade e bom humor. Ele costuma dizer, rindo, que é o único âncora careca da TV brasileira — e é verdade.

Boechat nunca escondeu a sua descrença e às vezes lembra que os ateus são uma minoria que sofre muito preconceito. (reproduzido do site paulopes.com.br)

 

*** PORNOGRAFIA OU INOCÊNCIA DA INFÂNCIA?

Stella tem dois anos de idade. Seu pai, Wyatt Neumann, é fotógrafo. Numa viagem de carro pelo país, fotografando a jornada ao longo do caminho, ele também fotografou a filha. O ensaio provocou a ira de grupos puritanos e conservadores, que conseguiram excluir as contas de Neumann do Facebook e do Instagram.

Rebatendo as críticas de que as imagens seriam “perversas”, “doentias” e “pornográficas”, o fotógrafo disse que a censura foi longe demais, e que para ele o trabalho é bonito e revela a inocência da infância.

Eu, particularmente, concordo com o pai e acho que ele fez um belo e corajoso trabalho. Acho que nossa sociedade, na ânsia de proteger as crianças, acaba confundindo as coisas e vendo pecado onde o que existe, na verdade, é naturalidade. Este é o legado de séculos de opressão religiosa, que nos convenceu de que a alma é de Deus, mas o corpo é do Diabo.

Jung, o pensador da alma, diria que trata-se de uma neurose coletiva, em que a sociedade é dolorosamente esticada, de um lado pela Cultura, e do outro pela Natureza. Existe saída para tal conflito? Sim. Como em todo conflito psicológico, devemos viver as contradições da questão até o fim, para só então podermos transcender as polaridades e encontrar uma terceira via, em que as leis da Cultura e da Natureza possam se conciliar. Mas não é fácil, pois apesar de sermos seres culturais, continuamos sendo animais.

E você, o que acha? > Mais

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*** O NOVEMBRO AZUL DA PRÓSTATA

Câncer de próstata. Você não quer ter um, né, meu camarada? Então se você já tem 50 anos, deixa de viadagem e vai logo fazer o exame para se prevenir dessa horrível possibilidade.

Impotência sexual. Você também não quer sofrer dessa desgraça, né? Então isso é mais um motivo para você fazer logo o exame, pois os tratamentos para o câncer de próstata podem deixar o paciente broxa para sempre.

Agora convenceu, né? > Mais

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*** BLACK ELIS É LINDO

Em 1972 Elis Regina participou de um especial para uma tevê alemã interpretando Black is Beautiful, de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle. São registros como esse que nos fazem entender porque ela é considerada, até hoje, uma das maiores cantoras do mundo.

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*** MANDAR MATAR TUDO BEM, CASAR COM OUTRA MULHER NÃO

Em 2002 Suzane von Richtofen mandou matar os pais e foi condenada a 39 anos de prisão. No presídio de Tremembé, em São Paulo, frequentou cultos evangélicos e tornou-se referência de bom comportamento. Em setembro deste ano, teve de trocar a ala das evangélicas, onde morava, pela ala das casadas. O motivo: ela oficializou a união com uma das detentas ao assinar o documento similar a uma certidão de casamento, que permite às presas conviverem maritalmente dentro da prisão.

A companheira de Suzane é Sandra Regina Ruiz Gomes, conhecida no presídio como Sandrão. Condenada a 24 anos de prisão pelo sequestro e morte de um adolescente em São Paulo, Sandra perdeu o direito ao regime semiaberto por agredir um agente penitenciário. Antes de Suzane, ela mantinha uma relação com Elize Matsunaga, que matou e esquartejou o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, em 2012.

Os evangélicos, que antes perdoavam Suzane por seu crime, agora não mais a aceitam. Para eles, mandar matar os pais não é tão grave quanto amar outra mulher.

É difícil perdoar quem comete crimes tão terríveis como os de Suzane, Sandra e Elize. Mas não aceitar que um ser humano ame outro, isso sim é que devia merecer cadeia.

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*** 101 LUGARES PARA FAZER SEXO ANTES DE MORRER

Os autores até que tiveram boa intenção. Mas quem nunca transou num banheiro químico, não sabe o que é emoção.

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*** OBRIGADO, GENIVAL

Genival Santos morreu nesta quarta-feira 19nov. O cantor e compositor tinha 71 anos e em 45 anos de carreira gravou 28 discos, que venderam cinco milhões de cópias. Natural de Campina Grande-PB, fazia o gênero romântico brega, e seus boleros eram obrigatórios nos cabarés do Norte e Nordeste dos anos 1970 e 1980. Assim como Waldick Soriano, escolheu Fortaleza para morar, e foi lá que faleceu, vitimado por complicações decorrentes de um câncer de pulmão.

Eu era seu fã. Ainda escuto suas músicas. Fui a alguns shows e o conheci pessoalmente. Cheguei a cantar com ele “Menina da praia”, na Barraca Búzios (Praia do Futuro, Fortaleza), em 1990. A primeira banda que tive, Os The Breg Brothers, foi criada ao som de seus sucessos.

“Eu te peguei no fraga”, “Sendo assim”, “Se errar uma vez”, “Meu coração está em greve”… Bota uma dose no capricho aí, dona Orestina. Hoje é dia de desmantelar o coração sofredor.

A jornalista Fabiana Moraes fez um interessante perfil do artista. > Veja aqui

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*** GENIVAL SANTOS CANTA SENDO ASSIM

Genival Santos no programa João Inácio Show, da TV Diário (Fortaleza). A apresentação provavelmente é de 2004 ou 2005. Favor prestar atenção na música, e não nas Tigresas.

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*** REPÓRTER SE DEMITE AO VIVO NA TV E DECLARA APOIO À LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

A TV estadunidense KTVA exibia uma matéria sobre os esforços para descriminalizar o consumo da maconha no estado do Alasca. Após a exibição da matéria, a repórter Charlo Greene pediu demissão ao vivo para se dedicar à legalização da maconha. “Foda-se, eu me demito!”, ela disse após a reportagem. E ainda admitiu que a organização Alaska Cannabis Club, que ajuda pacientes que precisam da droga para tratamento médico, era sua.

O pedido chocou a âncora do programa, Alexis Fernandez que, pelo visto, não esperava pelo anúncio e pediu desculpas aos telespectadores pela, bem, sinceridade da colega de trabalho.

A questão da legalização da maconha ocupa cada vez mais os espaços, forçando a sociedade a discuti-la seriamente. > Mais

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AsPreciosasDoKelmer201411AS PRECIOSAS DO KELMER

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A revolta das peladonas

12/11/2014

12nov2014

Um dia elas começaram a correr peladas pelas ruas. Foi só o início…

ARevoltaDasPeladonas-01.

A REVOLTA DAS PELADONAS
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No futuro, nossos bisnetos comentarão na hora do recreio:

‒ Que aula incrível! Adoro história do Brasil.

‒ Você viu? Quando começou, ninguém entendeu nada.

‒ Mas quem poderia desconfiar, né?

‒ Ninguém. Eram apenas mulheres correndo peladas pelas ruas.

‒ Diziam que eram loucas, ou que estavam em busca de fama.

‒ Marketing de tênis esportivo.

‒ Muitas eram presas por atentado ao pudor. Mas logo eram liberadas. E faziam de novo.

‒ Minha avó foi presa doze vezes, e ela já tinha setenta anos. Os delegados não aguentavam mais. A senhora pelada na rua de novo, vovó?

‒ Sério? Que demais! Você deve ter muito orgulho, né?

‒ Sim, e meus pais também. Tanto que me batizaram com o mesmo nome dela.

‒ A primeira peladona na minha família foi minha tia. Ela aproveitou e nunca mais voltou pra casa. Largou o marido que batia nela e montou uma banda de rock, que era seu grande sonho.

‒ Além de marido, muitas largaram o trabalho. Por isso diziam também que era uma conspiração… como é mesmo?

‒ Feminista-naturista-comunista radical.

‒ Diziam também que estavam possuídas pelo demo.

‒ Que nem a amiga da minha mãe, coitada. Expulsaram o demo dela, mas ela largou a igreja e continuou correndo pelada, e fazia questão de passar em frente bem na hora da sessão de descarrego.

‒ A Revolta das Peladonas, foi assim que o fenômeno ficou conhecido. Ficar pelada era uma forma simbólica de se libertar das opressões machistas na família, no trabalho, na religião, e até no barzinho. Mas a coisa logo passou do simbolismo pras reivindicações.

‒ Ah, deve ter sido o máximo! De repente estavam todas peladonas, ofendendo os bons costumes. A mulher do cara, a filha, a vizinha, a diretora do colégio, a gerente do banco…

‒ E como não podiam prender milhões de mulheres, tiveram que aguentá-las peladas em todo canto, a exigir direitos iguais. E tanto fizeram, que conseguiram. Hoje o termo feminista nem faz mais sentido.

‒ Mas mantiveram a lei de atentado ao pudor pra nós homens. Pode uma coisa dessa?

‒ O povo daquela época era muito burro.

‒ Pois é, e deu no que deu: os homens também se revoltaram, exigindo direito de nudez igual. O deputado Tiririca fez um discurso histórico no plenário. Só de dentadura. Foi aí que ele virou patrono da Revolta dos Peladões.

‒ E acabou Presidente da República.

‒ Tem uma estátua dele no meu condomínio. Só de dentadura.

‒ Se a gente vivesse cinquenta anos atrás, algum adulto já teria vindo aqui mandar a gente vestir uma roupa. E eu certamente seria mandada pro Conselho Tutelar.

‒ Ainda bem que vivemos no tempo de hoje. Nem me imagino todo vestido nesse calor.

‒ Minha prima, como é muito religiosa, usa uma folhinha de parreira.

‒ Viver numa sociedade onde a nudez é pecado deve deixar a gente neurótico.

‒ O que você trouxe pra gente lanchar?

‒ Maçã. Quer uma?
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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O INÍCIO DA REVOLTA

Mulher é detida pela polícia ao correr nua em parque de Porto Alegre – Uol, 30.10.14

Outra mulher sai andando nua em Porto Alegre – Uol, 06.11.14

Em 11 dias, terceira mulher é flagrada pelada em Porto Alegre (RS) – Uol, 09.11.14

“Logo entrou em um carro”, diz testemunha de pelada no RS – Terra, 11.11.14

O que significa a onda de peladas em Porto Alegre – Zero Hora, 11.11.14

Google tira do ar game inspirado em mulheres nuas de Porto Alegre – Bol, 13.11.14

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 IMAGENS DA REVOLTA

 ARevoltaDasPeladonas20141030-01As pioneiras da Revolta das Peladonas surpreenderam a todos

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ARevoltaDasPeladonas20141030-02Vistas como um perigo à ordem estabelecida, muitas peladonas foram presas

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ARevoltaDasPeladonas20141106-01Cada vez mais ousadas, as peladonas desafiavam abertamente a lei

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Impotentes diante de tantas peladonas, os homens tiveram que aceitar as reivindicações por direitos iguais

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SOBRE NUDISMO E NATURISMO

Naturismo-02aO nudismo é uma prática integrada no conceito mais vasto de naturismo que consiste na não utilização de vestuário para actividades recreativas em ambiente social. A nudez total é vista como uma forma de contacto com a natureza e sem conotações sexuais ou morais de modéstia. A prática do nudismo poderá ser efetuada em praias, lagos, piscinas ou outros espaços – usualmente ao ar livre – normalmente em áreas designadas para o efeito. (fonte: Wikipedia)

O naturismo (não confundir com naturalismo) é um conjunto de princípios éticos e comportamentais que preconizam um modo de vida baseado no retorno à natureza como a melhor maneira de viver e defendendo a vida ao ar livre, o consumo de alimentos naturais e a prática do nudismo, entre outras atitudes. (fonte: Wikipedia)

Federação Brasileira de Naturismo

Corte Europeia rejeita pedido de andarilho britânico de caminhar nu – Folha de São Paulo, 28.11.14

 

SOBRE FEMINISMO E SEXUALIDADE FEMININA

AsCiclistasOrgasticasDaColombia-01aAs ciclistas orgásticas da Colômbia – Ciclistas usam a energia de seus orgasmos para vencer corridas

Os apuros do homem feminista – Minha busca por relações igualitárias foi dificultada também porque muitas mulheres, mesmo oprimidas, preferiam relações baseadas no velho modelo machista

As fogueiras de Beltane – A sexualidade sem culpa de uma sacerdotisa pagã

O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990) – Um livro belo e libertador, que celebra o sagrado na sexualidade

Lola Benvenutti e a coragem de viverA única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos. Parabéns, Lola, por sua coragem e autenticidade

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e, entre uma e outra orgia, luta pela liberação feminina

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação pela submissão no sexo anal

Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino – Livro de contos e crônicas sobre a mulher

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COMENTÁRIOS
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01- Imaginação fértil Ricardo Kelmer. rsrsrs Mas pelo o que anda acontecendo, é bem provável que vá ser assim mesmo e aí a gente volte ao “paraíso”. Renata Kelly, Fortaleza-CE – nov2014

02- kkkkkkkkkkkkkkk adorei! Marici Silva, São Paulo-SP – nov2014

03- kkkkkkkkkkkkk! ótimo texto! Diana Sulamericana, Fortaleza-CE – nov2014

04- Muitoooo booommm!! Sergio Santos!! Leia isto!! E a sua cara!! Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – nov2014

ARevoltaDasPeladonas-01a


 


A grana do lanche

05/11/2014

05nov2014

A jovem advogada Dinorah descobriu que gosta de fazer sexo por dinheiro, e agora vive um dilema: afinal, ela é ou não é uma puta?

Este é um dos contos do livro recém-lançado Indecências para o Fim de Tarde (Editora Escrituras, selo Arte Paubrasil). Ele será publicado nesta postagem em 10 capítulos até 30.11.14. Os leitores que comentarem durante esse período concorrem ao sorteio de 1 livro impresso + 1 livro em PDF com dedicatória personalizada. Mesmo que você não goste de algo na história, para mim será muito útil acompanhar suas impressões durante a leitura.

AGranaDoLanche-06a

A GRANA DO LANCHE

cap. 1

DINORAH É UMA MOÇA BONITA, mas nada que chame demais a atenção. Tem vinte e cinco anos, faz o tipo mignon, pele clara, cabelo loiro ondulado na altura dos ombros, olhos castanhos, enfim, é uma dessas garotas que você vê aos montes nas tardes dos shoppings. Vive na capital, classe média alta, mora com os pais, não trabalha, abandonou Administração e agora cursa Direito numa faculdade particular. Desde a primeira vez, aos dezesseis anos, transou com onze caras, e também com a Pati, que depois se tornou a melhor amiga. E namorou um cara por quatro anos. O namoro terminou e é nesse ponto que encontramos Dinorah, solteira, numa mesa do café do shopping, olhando para uma nota de cem reais. E dizendo baixinho para si mesma: Eu não sou puta, eu não sou puta…

Esta é a nossa menina. Permita-me chamá-la assim, nossa menina, porque acho que combina com seu jeitinho quase infantil, e porque tenho a impressão que você também vai gostar dela. Mas por que Dinorah está repetindo para si mesma que não é puta? Porque horas antes ela conheceu um cara ali mesmo no café e… Bem, é melhor contar do começo.

Às sextas, após a última aula da tarde, Dinorah costumava passar no shopping que fica pertinho da faculdade para tomar um capuccino. Numa dessas sextas, ela viu um cara numa mesa próxima, tipo quarentão charmoso, de camisa social, gravata, paletó pendurado no encosto da cadeira, a pasta do tipo executivo ao lado no chão. E ela? Vestidinho estampado, sandalinha, mochila, cabelo preso. Os dois sozinhos. Ela achou o cara interessante, e ficou atiçadíssima quando ele ergueu a xícara de café, olhando para ela, e sorriu. E ela sorriu também. Logo depois ele estava em sua mesa e ela já sabia que o quarentão se chamava Carlos, morava em outra cidade, era executivo de uma empresa e uma vez por mês ia à capital a trabalho, era separado e não tinha filhos. Pelo menos foi isso que ele dissera.

Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa e ela disse que não bebia, o que era verdade. Enquanto ele pedia outro café, Dinorah sentiu que uma ideia instigante nascia em sua mente… Não, talvez não fosse na mente. Ideias podiam nascer entre as coxas? Se podiam, aquela definitivamente nascera lá. Aquele cara era um desconhecido, não era tão bonito mas era interessante, parecia ser confiável e estava abertamente a fim dela, e ainda morava em outra cidade… Transar com um desconhecido. Por que não?, pensou nossa menina, e agora a ideia tomava conta de seu corpo inteiro, feito uma onda de calor gostoso.

É, por que não, ela continuava pensando, e a ideia se tornara uma sensação que ficava cada vez mais excitante. Sexo sem compromisso, um cara mais velho, depois tchau, cada um segue sua vida, isso combinava com a sexta, sexta era um dia bom para experimentar coisas novas. Sim, decidiu Dinorah. Daria para ele, sim, bastava ele querer. Mas não gostou do nome, Carlos era sem graça. Executivo era mais sexy.

Do que você gosta, Executivo, posso te chamar de Executivo?, ela perguntou, disposta a mudar logo o papo para rumos menos formais. E ele respondeu que podia, e emendou, meio sério, meio insinuante: Gosto de garotas da sua idade. Dinorah sorriu, surpresa, uau, ele não perde tempo. Melhor assim, ela não estava mesmo a fim de muito papo. Posso te chamar de Loirinha?, ele quis saber. Pode, respondeu ela, gostando daquele joguinho. Do que você gosta, Loirinha? Ela decidiu que era hora de passar o ponto de não retorno: Gosto de caras que gostam de garotas da minha idade.

Quando a garçonete trouxe a conta, ela quis pagar sua parte, mas ele, delicadamente, perguntou se ela ficaria chateada se ele pagasse tudo. Se fosse uma situação normal, Dinorah ficaria, sim, ela acha que mulher tem que dividir a conta, principalmente ela que ganha uma boa mesada dos pais. Mas aquela não era uma situação normal, e ele pagar tudo combinava com a situação, um executivo bancar uma noite de prazer para uma jovem estudante safadinha. Não, Executivo, não vou ficar chateada, muito pelo contrário…

Menos de uma hora depois, Dinorah estava no motel com Executivo. Um desconhecido, um cara mais velho, experiente, isso era muito interessante e ela sentia-se bem safada. Executivo tinha um pau grande, mas ele a fodeu com cuidado para não machucar. Superexcitado, ele lambeu e chupou todas as partes de seu corpo, comeu-a em várias posições e gozou com ela montada nele, e ele sempre chamando-a de loirinha gostosa, loirinha safada…

No fim, após pagar a conta, Executivo perguntou-lhe se tinha gostado e ela respondeu que sim, e estava sendo 99% sincera, pois, embora sem orgasmos, ela tivera muito prazer. O 1% restante era porque ela achava que poderia ter se soltado um pouco mais. Ele deu-lhe seu cartão e disse que dentro de um mês estaria de volta.

Já no táxi, ele se ofereceu para deixá-la em casa, mas ela disse que preferia voltar para o shopping pois queria fazer um lanche. Seguiram pelas ruas em silêncio. Dinorah sabia que não o procuraria novamente, já havia realizado seu desejo safadinho, mas sentia-se bem e não via a hora de contar tudo para a amiga Pati, com quem adorava dividir suas confidências mais sórdidas. Quando o táxi parou em frente ao shopping e ela se preparava para abrir a porta do carro, Executivo pôs em sua mão, discretamente, uma nota de cem reais. Ela olhou para a nota, sem entender. É pro lanche, ele explicou, sorrindo calmamente, aceite, Loirinha, por favor. Confusa, ela pôs a nota dentro da mochila e desceu.

Numa mesa do café, Dinorah agora observava a nota de cem em suas mãos. Ainda podia sentir o pau do Executivo dentro dela, sua buceta latejando… Era para estar feliz, afinal a transa fora boa, o cara a tratara bem… Mas e aquela nota de cem? Por acaso ele achava que ela era uma puta? E, se achava, então valia cem pilas? Aquilo era muito ou pouco?

Pediu outro capuccino, mas bebeu sem vontade. Decidiu ir para casa, não se sentia muito bem. Entrou na sala e seus pais assistiam a um programa religioso na tevê. Beijou a mãe, beijou o pai e sentou-se com eles no sofá. Tudo bem, filha?, perguntou o pai. Ela respondeu que sim, só estava um pouco cansada. Tem lasanha no micro-ondas, avisou a mãe. Ela respondeu que estava sem fome e foi para o quarto. Sentada na cama, sentia-se um tanto angustiada. É pro lanche, Executivo dissera. Mas um lanche não custava tudo aquilo. Na verdade, com cem reais ela poderia jantar num ótimo restaurante, vinho incluído. Assim sendo, era óbvio que não dera o dinheiro para lanche nenhum. Ele havia lhe pago pelo sexo, era óbvio.

Eu não sou uma puta, falou para si mesma mais uma vez, e dessa vez amassava forte na mão a nota de cem. Que merda, como os homens podiam ser tão insensíveis? Levantou da cama e foi ao banheiro, controlando-se para não chorar. Por que ele tinha que estragar tudo? Fez um bolinho com a nota e jogou no vaso sanitário. Eu não sou uma puta. Ao contato com a água, a nota abriu-se e ficou boiando, como se olhasse para ela, duvidando do que ela dizia. Eu não sou uma puta e nem preciso dessa grana escrota, murmurou, a voz abafada pelo som da descarga.

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NOS DIAS QUE SE SEGUIRAM, Dinorah ruminou sobre o assunto. Não estava arrependida, mas… havia a questão dos cem reais. Será que ele realmente achava que ela era puta? O que teria pensado, que naquela sexta, em vez de faturar, a puta decidira transar com um cara qualquer sem cobrar, e que coincidiu de ser ele? Mas, se fosse isso, por que ainda assim lhe dera dinheiro? Que merda, Dinorah não se conformava. Será que uma mulher não tinha o direito de trepar com um desconhecido sem ser confundida com uma puta?

No espelho do armário, nossa menina observou-se dezenas de vezes, virando de lado, fazendo poses. Será que tinha jeito de puta? Não, não podia ser isso, ela era uma garota normal, vestia-se como suas amigas e não exagerava na maquiagem. E, além do mais, tinha ódio dessas meninas muito fáceis, e sempre fora convictamente monogâmica em todos os seus relacionamentos.

Contou tudo para Pati. Desencana, respondeu a amiga, você não é puta, e o cara quis apenas ser gentil. Mas Dinorah não desencanou. Pesquisou sites de prostituição, olhou as fotos das garotas de programa, viu que a maioria cobrava mais que cem reais. Como Executivo podia achar que ela era uma daquelas mulheres?

Na última sexta do mês ela terminou o almoço no restaurante da faculdade e decidiu não ir às aulas da tarde, estava ansiosa demais, não conseguiria se concentrar. Botou os livros na mochila e foi para o café no shopping. Sentou-se em sua mesa predileta, pediu um capuccino e esperou. Meia hora ela esperou. Uma hora. Quase duas horas depois Executivo chegou, vestido do mesmo jeito, o paletó aberto, a pasta de executivo, e logo que entrou, percebeu sua presença. Posso sentar?, ele perguntou, simpático. Parecia contente em revê-la. Ela não conseguiu sorrir. Mas fez que sim com a cabeça e ele sentou.

– Cara, vou ser bem direta e quero que você seja sincero, tá? Por que você me deu aquela grana? Você acha que eu sou puta?

Ensaiara cuidadosamente aquelas exatas palavras durante as duas horas em que esperou por ele. Mas não falou nada disso. Porque simplesmente era uma questão que não tinha mais importância. Bem, na verdade ainda tinha importância, sim, mas de um outro modo… Saíra mais cedo da faculdade para garantir que o encontraria, e queria reencontrá-lo para tirar a limpo a história dos cem reais, sim, mas… algo nela havia mudado durante aquelas duas horas. Uma ideia estranha sobrevoava seus pensamentos, tão estranha que não ousava admiti-la… Mas de uma coisa ela sabia: queria transar novamente com aquele cara.

Uma hora depois, no motel, sob o peso do corpo dele, Dinorah gemia de prazer. Não era exatamente tesão pelo Executivo que sentia, e não era apenas tesão por estar sendo fodida por um quase desconhecido às cinco da tarde num motel, enquanto suas colegas assistiam aula de Direito Processual. Sim, tudo isso era excitante, porém enquanto ele metia firme em sua buceta e segurava suas pernas escancaradas na posição do frango assado, e ela assistia a tudo pelo espelho do teto, nossa menina fechou os olhos e imaginou os dois voltando para o shopping… Imaginou o táxi parando, os dois no banco de trás e… E o quê? A imagem seguinte parou um segundo antes de surgir em seu pensamento, esperando sua autorização. O táxi chegando no shopping, parando e… e…

Sem esperar mais pela autorização, a imagem que faltava invadiu de vez seu pensamento. O táxi para no shopping, Executivo abre a carteira, tira uma nota de cem e entrega a ela. Enquanto a imagem congelava em sua mente, ela recebendo o dinheiro no táxi, e na cama Executivo metia fundo em sua buceta, Dinorah gozou, de um jeito que nunca havia gozado antes, tão intenso que parecia que não ia acabar mais. E quando enfim acabou, na verdade não havia acabado: ela o abraçou com as pernas, puxando-o forte contra seu corpo e exigindo que ele continuasse a meter, e gozou novamente, outra vez intenso, uma coisa louca.

Pouco tempo depois, o táxi parou no shopping. Executivo deu-lhe um beijo no rosto e disse que no mês seguinte estaria no mesmo lugar novamente. Ela apenas sorriu. E aguardou quieta, sentada ao lado dele, as pernas juntas, mochila ao colo. Como nada aconteceu, ela aproximou a boca de seu ouvido e perguntou baixinho: Você não tá esquecendo nada? Ele pensou por alguns segundos, até que finalmente compreendeu. Então abriu a carteira, tirou uma nota de cem e deu para ela. Dinorah guardou-a na mochila, disse obrigado, abriu a porta e saiu. Instantes depois, no café, tomou o capuccino mais gostoso de quantos já tomara em toda sua vida.

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NA SEMANA SEGUINTE, Dinorah marcou com Pati num barzinho, queria contar sobre seu segundo encontro com Executivo. Ela adorava sair com a amiga, apesar de Pati, morena do tipo gostosona como era, sempre atrair todos os olhares disponíveis do ambiente. Na noite em que se conheceram, numa festinha quatro anos antes, Pati beijava um cara e convidou Dinorah a se juntar a eles. Dinorah riu, pensando que aquela garota devia ser muito louca. Mas pensou por que não e aceitou. O beijo ficou triplo e eles terminaram na cama. No dia seguinte, já eram amigas.

Nossa menina chegou ao barzinho e viu a amiga bebendo no balcão com um homem. Ao ver Dinorah, Pati deixou-o lá sozinho e foi abraçá-la.

– Você vai dispensar aquele gato? – Dinorah perguntou.

– Dei pra ele ano passado. Deixa o gato ficar com mais vontade.

– Pati sempre arrasando os corações…

Sentaram-se numa mesa, e Dinorah contou o que acontecera na sexta anterior.

– Você cobrou pra transar, sua danadinha! – Pati comentou, surpresa.

– Eu não, só queria a grana do lanche. E nem precisava tanto.

– Mas você falou pra ele que era pro lanche?

– Não.

– Humm. Então agora ele vai achar que você cobrou pelo sexo.

– Talvez eu tenha cobrado mesmo.

‒ Talvez ou cobrou? Decida-se, Dinorah.

‒ Antes eu estava realmente superencucada, mas admito que, na verdade, eu estava achando excitante a ideia de ser paga pra transar. Nessa segunda vez, isso ficou claro pra mim.

– O nome disso não é prostituição, amiga?

– Ou será um fetiche?

– Você acaba de inventar o fetiche remunerado.

– Você também sai com os caras, Pati, eles te levam no carro deles, te pagam barzinho, restaurante, motel… É a mesma coisa, não? No meu caso, foi uma grana pro lanche.

– Tá bom, você venceu. Mas você por acaso gastou a grana com lanche?

– Não. Mas podemos gastar agora. Vamos pedir o quê?

– Ai, amiga, você não existe!
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NÃO POSSO SER UMA PUTA, pensava Dinorah, sentada diante de seu guarda-roupa, porque puta nenhuma no mundo teria um guarda-roupa tão comportado. Porém, ser paga para transar, ah, isso tinha que admitir: era uma delícia. Nem o preço importava, o dinheiro em si não era importante, ela não precisava dele. Importante era ser paga. Lembrou da segunda transa, de como foi bom, do quanto se excitou imaginando que logo depois seria paga… Será que as putas também sentiam aquele mesmo tipo de excitação gostosa, aquele frenesi de saber que o homem à sua frente dispõe-se a gastar uma grana para estar dentro dela?

Decidiu dar um passo adiante em seu fetiche. Quando, no fim do mês, reencontrou Executivo no shopping e foram novamente para o motel, dessa vez ela fez diferente. Tirou a roupa, ficou inteiramente nua e pediu que ele se encostasse na bancada, o que ele fez. Ela ajoelhou-se no chão, abriu sua calça, pôs o pau para fora e o acariciou, vendo-o crescer rapidamente em suas mãos até ficar imenso e inteiramente rijo. Passou a língua devagar por toda sua extensão, beijou-o delicadamente na ponta e, um instante antes de começar a chupá-lo, parou de repente. Ergueu o rosto e olhou para ele. E falou, calmamente: Hoje eu quero adiantado.

Surpreso, Executivo abriu os olhos. Durante alguns segundos os dois se olharam em silêncio, o pau dele, duro e latejante, a um centímetro da boca de nossa menina, feito uma lança paralisada em pleno voo. Executivo sorriu e disse que aquilo não era problema. Ainda encostado na bancada, pegou a carteira, tirou uma nota de cem reais e entregou a ela. Dinorah pôs a nota sobre a cama e voltou à sua posição de joelhos. Segurou Executivo pelas coxas e começou a chupá-lo, fazendo exatamente como num vídeo erótico que vira aquela semana, engolindo o máximo que podia até senti-lo na garganta, até engasgar-se e lágrimas descerem por seu rosto, e depois voltando lentamente até a ponta da cabeça, sem deixar em nenhum momento de envolvê-lo totalmente com os lábios, sem usar as mãos, e repetindo o movimento cada vez mais rápido.

Pouco depois, ela percebeu que as pernas do Executivo tremiam e ele se apoiava na bancada com os braços. Ela o escutou gemer mais forte e logo depois sentiu o jato de sêmen em sua boca, um gosto de doce e salgado, morno, quase quente, que ela saboreou e engoliu. Depois afastou a boca e dirigiu o resto do jato para seu rosto, e com a outra mão espalhou o líquido pelas duas faces, pela boca, pelo pescoço, pelos peitos. Enquanto Executivo dobrava-se para trás, Dinorah, ainda ajoelhada e toda lambuzada de sêmen, olhava para a nota de cem sobre a cama e maravilhava-se de ser a mulher mais suja e feliz do mundo.

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DIAS DEPOIS DO TERCEIRO ENCONTRO com Executivo, Dinorah conheceu Bruno num bar, e o interesse foi mútuo. Ela, porém, não queria namorar, estava adorando a vida de solteira, e não cogitava interromper os encontros com Executivo. Mas Bruno insistiu, e uma noite transaram no apartamento dele. No dia seguinte, ela disse que não queria namorar, mas que topava ficar com ele, e assim foram ficando, ficando, até que um dia ela percebeu que estavam se relacionando como namorados. E decidiu deixar a coisa como estava.

Pouco mais velho que ela, Bruno administrava os postos de gasolina do pai, era rico e morava numa cobertura. Com ele o sexo até que era bom, mas… sempre faltava um algo mais. Ou ela é quem andava muito exigente? Sim, talvez fosse isso. As transas com Executivo haviam despertado seu lado selvagem, e com Bruno ela não se sentia sexualmente completa.

Uma noite, durante um fim de semana que passavam na serra, ela percebeu que havia putas na pracinha próximo ao hotel. A visão das garotas se oferecendo aos homens a fez sentir-se especialmente tarada naquela noite. Foram para o quarto do hotel e ela pediu que ele entrasse depois, exatamente cinco minutos depois. Bruno topou a brincadeira e quando entrou, ela estava nua, de quatro sobre o sofá, e o chamava: Quero que você me coma aqui. Bruno perguntou se ela não gostaria de tomar um banho antes. Não ‒ foi sua resposta, enfática. Pouco depois, enquanto Bruno satisfazia sua vontade, ela, gemendo alto de prazer, pediu que ele a chamasse de puta. Ele não chamou, e ela insistiu e insistiu, até que ele obedeceu. Mas o puta dele foi tão sem ênfase que ela não aguentou:

– Me chama de puta, porra, de puta safada! Vai, me chama, porque é isso que eu sou mesmo, uma putinha vagabunda! Eu sou muito putaaaaaaa!!!

E foi assim que ela gozou, o namorado comendo-a de quatro no sofá e ela berrando que era puta, para desespero dele, preocupado com o escândalo. E, apesar de Bruno nunca participar do texto exatamente como ela queria, assim passaram a ser seus melhores gozos, ele metendo nela de quatro e ela gritando que era puta, muito, muito puta.
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OS ENCONTROS COM EXECUTIVO se sucediam, sempre na última sexta do mês, quando ele ia à capital. Encontravam-se no café do shopping e seguiam para o motel. Quase não se falavam, não era necessário. Dinorah não queria saber sobre a vida dele e ele não tinha interesse pela vida dela – tudo que queriam era sexo. Os cem reais do lanche, Executivo pagava adiantado, logo que chegavam ao motel. A nota, Dinorah fazia questão de deixá-la à vista, e adorava ser fodida olhando para ela.

Era uma puta? Ou tudo aquilo era apenas uma fantasia? Ela ainda se perguntava isso. E ainda não sabia a resposta. Sempre escutara que o motivo das mulheres virarem putas era a falta de perspectivas ou os problemas familiares. Ela não tinha nenhum problema sério, levava uma vida confortável, tivera educação religiosa e mantinha uma ótima relação com seus pais. Não tinha motivo para querer ser uma puta. Bem, na verdade tinha um, sim: o fetiche de ser paga. Será que alguma outra mulher já havia virado puta pelo mesmo motivo?

Pelo sim, pelo não, nossa menina decidiu dar uma renovada no guarda-roupa. Comprou roupas novas, uns vestidos mais justos, umas calcinhas mais safadas. E comprou um vestidinho branco colante que jamais pensou que teria coragem de usar. Usou-o a primeira vez com Executivo. Enquanto o aguardava no café, sentiu que os homens a devoravam com o olhar. Era a primeira vez que era olhada daquela forma tão explícita. E era um delícia. Executivo adorou o vestido e pediu que ela o vestisse sempre, e sem calcinha, no que foi atendido. Não tem sempre razão, o cliente?

Executivo nunca lhe perguntou se ela de fato usava o dinheiro para lanchar. Ele apenas pagava e pronto, e Dinorah apenas recebia e transava que nem uma puta, ou pelo menos como achava que uma puta transava, com muita vontade. Passou a ler bastante sobre prostituição, devorando tudo que encontrava sobre práticas sexuais e preferências masculinas. Via vídeos na internet e depois praticava com, digamos assim, seu cliente.

– Cliente? É assim que você tá chamando o cara? – perguntou Pati, rindo da amiga. – Então você já assumiu a putice.

– Existe puta de um homem só?

– Se não existia, agora existe.

– Se ele me vê assim, pra mim tanto faz.

– Então deixe de ser besta e cobre mais, amiga.

– Ah, Pati, não é pela grana, é pelo prazer.

– Prazer tem esse cara. Conseguiu uma putinha bonita, classuda, futura advogada, que dá pra ele por cem pilas. Mixaria. Eu cobraria mais, na boa.

– Mas você é gostosona, Pati, tem peitão, bundão. Eu sou normal.

– Mas fode bem, não fode? É disso que os caras gostam.

Sim, fodia bem. Executivo que o dissesse. A cada vez Dinorah se soltava mais e vivia mais verdadeiramente seu fetiche de ser puta. Não importa se você tem prazer, aconselhava uma prostituta num livro de memórias, faça-os crer que tem e eles adorarão isso, e você terá real prazer por vê-los tão felizes. Interessante, pensou ela, matutando sobre esse trecho. Com Executivo, ela não precisava fingir, pois realmente sentia prazer. E sentia prazer não apenas físico, mas também em descobrir que aquela experiência lhe permitia explorar intensamente sua sexualidade, sem qualquer tipo de culpa, e isso era maravilhoso. Passou a adorar que ele gozasse em sua boca: ela engolia tudo e queria mais, sinceramente sedenta do jorro de sêmen. Aprendeu também a fazer anal, a receber o pau dele inteiro em seu cu, e se no início doía, depois passou a gostar e um dia foi assim que gozou, sentada sobre Executivo, o pau dele totalmente enterrado em seu cu, e ela subindo e descendo feito uma louca descabelada, transtornada pela sensação de estar sendo absolutamente preenchida por trás… e ainda ser paga por isso. Ah, era muita felicidade.

E o namoro com Bruno? Ia do mesmo jeito. Fora da cama se entendiam muito bem, saíam, bebiam e iam a festas, mas no sexo ela continuava um tanto insatisfeita. Sim, tinha prazer com ele, e ele com ela, mas com Bruno não conseguia ser a puta que sentia ser. Sexo anal, por exemplo, ele se recusava a fazer, dizia que era nojento, e ela não se conformava com isso.

Uma noite, enquanto viam um documentário sobre prostitutas na TV, Dinorah comentou que elas eram muito corajosas por trabalhar na rua de madrugada. E Bruno respondeu que elas não eram corajosas, eram doentes. Ela argumentou, dizendo que aquele era o trabalho delas, mas ele disse que era um trabalho de gente doente, e que quem pagava também era doente. Aquilo atingiu nossa menina em algum ponto sensível, era como se Bruno estivesse falando dela, e ela não era doente. Depois desse dia, Dinorah achou mais prudente não tocar no assunto. E deixou de gritar que era puta quando ele a comia de quatro. Uma pena, pois era o prazer mais gostoso que tinha com ele.
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UM DIA DINORAH RECEBEU a notícia que menos esperava. Após a transa, ainda no motel, Executivo lhe disse que um novo gerente assumiria seu lugar na empresa e que, por isso, ele não iria mais à capital. Aquela, portanto, era a última vez que se viam. Dinorah escutou em silêncio, sem conseguir acreditar. Ficou arrasada. Quando chegaram de volta ao shopping e ele lhe estendeu a nota de cem, ela olhou para ele com desdém e disse: É por conta da casa. E saiu.

Foi como se de repente lhe puxassem o chão de seus pés. De uma hora para outra ela perdia sua fantasia. Fantasia? Não, era mais que isso, e só agora ela se dava conta do quanto realmente precisava daquilo em sua vida. Ser puta não era só fantasia, era uma parte de sua vida que não podia mais ignorar. Foram treze meses lindos, treze encontros com Executivo onde aprendeu mais sobre sexo que em todas as suas experiências anteriores. Se dependesse dela, aqueles encontros nunca teriam fim.

E agora?, ela se perguntava, inconformada. Agora tinha apenas seu namorado, que não percebia o que ela era. Dinorah virou-se na cama, sem sono, e conferiu no relógio as três horas da madrugada. Puta. E pela milésima vez pensou no significado daquela palavra.

Dias e dias de tristeza, noites e noites mal dormidas. Dinorah não se conformava em ter sido abandonada. Até que um dia, quando já não suportava mais, entrou em contato com Executivo e perguntou se poderia visitá-lo em sua cidade uma vez por mês. Ela iria por conta própria, ele não precisaria se preocupar com nada. Mas Executivo disse que não seria possível.

– Por favor, você é meu único… cliente – ela completou a frase, e não se surpreendeu com o que dizia.

– Você vai conseguir outros, Loirinha, você é ótima.

– Você acha caro? Posso fazer por cinquenta.

– Obrigado, mas…

– Faço por dez reais, você quer?

– Loirinha, por favor…

– Um real.

Silêncio. Dinorah esperava ansiosa pela resposta. Acabara de pedir um real para transar. A puta mais barata do mundo.

– Você vai me cobrar um real? Tá falando sério?

– Sim.

– Como você pode cobrar um real por um programa?

– E como você pode não querer?

– Eu realmente não entendo.

– Não tente entender. Apenas aceite, por favor…

Novo silêncio. Dinorah sabia que havia ido longe demais. Mas era sua última cartada.

– Desculpa, Loirinha, não vai dar.

É, não deu. Executivo realmente não estava mais a fim. Ele, porém, disse que falaria com o gerente substituto, talvez se interessasse. Você promete?, perguntou nossa menina, um brilho de esperança acendendo-se em seus olhos. Ele prometeu.

Os dias seguintes foram de uma terrível expectativa. Ficou difícil prestar atenção às aulas. Passou a se irritar com qualquer coisa que Bruno dizia, e o sexo com ele, que já não era essas coisas todas, foi rareando até que ela perdeu de vez a vontade. Preocupado, ele perguntou o que estava acontecendo e ela desconversou, dizendo que estava concentrada nas provas da faculdade. Até mesmo a mãe percebeu algo errado, e para ela Dinorah disse que o problema era o namoro, que não ia bem. Para Pati, porém, contou a verdade, e a amiga sugeriu que fosse franca com Bruno e revelasse sua tara secreta.

– Ele me larga na mesma hora – Dinorah respondeu.

– Você arruma outro rapidinho, sua boba.

– Que homem iria aceitar isso, Pati?

– É. Só um cafetão mesmo.

– Cafetão eu não quero.

‒ Qual é o problema? Se alguém te arruma cliente, é justo que ganhe comissão.

– Eu sei que é justo. Mas não quero mais gente envolvida, entende?

‒ Então reza pro novo gerente gostar de você.

Um mês depois, o celular de Dinorah tocou. Era o novo gerente. Ele estava na capital e queria conhecê-la. No dia seguinte, uma sexta, ela pôs o vestidinho branco, sem sutiã e sem calcinha, e foi encontrá-lo no bar do hotel onde ele se hospedava. Chamava-se Jaques, era mais novo que Executivo e era um cara muito bonito. Ele disse que seu colega havia falado bem dela e que estava interessado.

– Ele te falou como é o meu esquema?

– Sim, Loirinha. Cem reais adiantados, né?

– Isso mesmo.

– Fechado. Vamos subir pro meu quarto?

– Você decide, Chefinho. Posso te chamar assim, você tem jeito de Chefinho.

E assim foi. Naquela noite, no décimo quinto andar do hotel, Dinorah foi novamente puta, agora com um novo cliente. Ele pagou adiantado, ela pôs o dinheiro sobre a mesinha ao lado e falou: Agora deixa tua putinha te chupar, Chefinho. E abriu a calça dele, recebendo em sua boca o pau do novo cliente, e nessa noite ela entendeu que os clientes de uma puta eram diferentes, uns mais cuidadosos, outros mais rudes. Aquele era do tipo rude. Não tinha o pau grande como o de Executivo, mas era um tanto indelicado, o que não a impediu em nada de sentir-se feliz, afinal estava novamente fazendo o que adorava fazer, estava outra vez transando por dinheiro. E dessa vez havia algo de muito especial: era a primeira vez do cliente, e era preciso fidelizar a clientela. Quer comer meu cu, Chefinho, é oferta especial da casa, ela perguntou, manhosa. E Chefinho quis, sim, e a pôs de quatro e a enrabou com violência, puxando seu cabelo, e Dinorah, mesmo sentindo-se rasgada por dentro, deleitou-se ao observar-se no espelho ao lado, parecia uma cadela devassa, e bem à sua frente, sobre a cama, os cem reais do lanche, mais belos que nunca.
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A VIDA VOLTOU AO NORMAL para Dinorah. As aulas voltaram a ser o que eram, a irritação com Bruno sumiu e até o sexo com ele ficou mais interessante. Bem, não tão interessante como com Chefinho, é verdade, que, diferente de Executivo, ia à capital duas vezes por mês. E sempre que ia, procurava Dinorah. E ela não recusava, o que a obrigou a ter o dobro de cuidado para que Bruno não desconfiasse.

Um dia, Chefinho disse que queria sexo a três, e perguntou se ela por acaso não tinha uma colega. A ideia não a agradou muito, mas não podia perder o novo cliente. Ela disse que falaria com uma amiga. A amiga era Pati, claro, a única que poderia topar aquela parada e, além disso, elas já haviam transado a três uma vez, não seria nenhuma novidade. Pati trabalhava como operadora de telemarketing para poder pagar a faculdade de Turismo e uma graninha extra certamente seria muito bem vinda. Além disso, era inteligente e descolada, saberia lidar bem com a situação.

– Ai, amiga, não sei se eu levo jeito pra puta.

– Ah, nem vem, eu sei que você gosta de uma boa putaria. E ele é lindo, você daria pra ele de graça.

– É rico?

– Acho que sim.

– Quanto a gente cobraria?

– Semana que vem ele volta. A gente marca um encontro e você negocia, que tal? Você é melhor que eu nisso.

Na semana seguinte, elas se encontraram com Chefinho no bar do hotel. Pati foi vestida com uma minissaia bem curta e um decote tão generoso que a cada dez segundos magnetizava o olhar abobalhado do Chefinho. Ele gostou dela, que se apresentou como Morena, e ofereceu duzentos.

– Pra cada uma, Chefinho? – perguntou Pati, à frente das negociações.

– Não, pras duas.

– Então nada feito.

Dinorah tremeu. Tudo que não podia acontecer era perder o cliente por ganância da amiga. Mas confiava nela.

– Quanto vocês querem?

– Quatrocentos é um preço justo.

– Tudo isso? Sua amiga cobra cem.

– Meu lanche é mais caro, Chefinho.

Dinorah suava. Conhecia bem Pati e sabia de sua personalidade forte e determinada. Determinada até demais. Talvez não houvesse sido uma boa ideia…

– Pago trezentos, Morena.

– Trezentos é o meu preço. Pague mais cem e terá duas meninas lindas e fogosas em sua cama.

– Você é tão competente quanto sua amiga?

– Se você não gostar, te devolvo a grana.

Dinorah aguardou nervosamente a resposta do homem. À frente dele, os peitos de Pati se ofereciam feito dois melões numa bandeja, e Chefinho, coitado, até se esforçava por não olhá-los, mas seus olhos inapelavelmente escorregavam para dentro do decote da Morena e a muito custo é que conseguiam sair de lá. Chefinho afrouxou o nó da gravata, deu um gole no uísque e falou, enfim, que o negócio estava fechado. Enquanto ele pedia a conta ao garçom, Pati piscou um olho para Dinorah, que sorriu aliviada.

Pati precisou devolver o dinheiro? Longe disso. As duas deram muito prazer ao Chefinho, uma de cada vez, as duas juntas, os três misturados, o pau na buceta da Loirinha e a boca nos peitos da Morena, Morena chupando Loirinha e Chefinho enrabando Morena… Duas horas depois ele estava esgotado, mas totalmente satisfeito com o dinheiro investido.

Quinze dias depois, Chefinho voltou à capital e a dupla Loirinha e Morena novamente compensou cada real pago por elas. Dinorah e Pati, grandes amigas e agora grandes parceiras do ménage à trois. Para Pati, além do prazer da putaria, que ela realmente gostava, havia agora seiscentos reais todo mês ajudando bastante no orçamento. Para Dinorah, alívio: o cliente estava garantido. E ainda ajudava a amiga. Tudo sob controle.

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A VIDA, PORÉM, RESERVAVA surpresas desagradáveis para nossa menina. Uma noite, três meses depois do início da parceria sexual com Pati, ao chegar à cobertura de Bruno, ela percebeu de imediato que algo não estava bem. Bruno recusou o beijo e disse que queria conversar. Sentaram-se no sofá, mas ele logo levantou-se e perguntou:

‒ Há quanto tempo você faz programa?

Dinorah tomou um susto tão grande que ficou muda.

‒ Não vai responder? ‒ ele insistiu.

Ela pensou em fingir que não sabia do que ele falava, mas percebeu que não conseguiria. E respondeu a verdade, que começara pouco antes de conhecê-lo. Ela podia ver a sombra da decepção em seus olhos, ele estava arrasado. Perguntou-lhe como descobrira e ele disse que dias antes um amigo a havia visto num bar com Pati e um homem, e os seguiu até o motel. Por quê, Dinorah?, Bruno perguntou. E ela nada respondeu. Por quê, Dinorah? E dessa vez ela respondeu a única coisa possível: Porque eu gosto.

O clima era horrível. A vontade era de levantar e sair correndo, mas ela sabia que não podia fugir assim daquele momento. Bruno tinha direito a um mínimo de consideração de sua parte.

– Não vai dar pra continuar.

– Desculpa, Bruno. Eu não queria que terminasse assim.

– Por isso você sempre defendia as putas. Você é uma delas.

Dinorah fechou os olhos. Ouvir aquilo daquela forma era doloroso. Mas…

– Você é uma doente, Dinorah.

Era doloroso, sim, mas foi nesse momento, confrontada com a acusação que sofria, que ela finalmente compreendeu. Não, não era doente. Era uma puta. Não era a sua profissão, mas gostava de transar por dinheiro, e isso era o bastante, não? Sim. Tinha alma de puta. Fosse fetiche, fantasia ou realidade, era isso que ela era: uma puta. Era puta, sim. De corpo e alma.

– Eu não menti pra você, Bruno. Te falei várias vezes que eu sou puta.

– Falou? Quando?

– Quando a gente transava.

– Mas… na transa não vale.

– É nesse momento que uma mulher revela suas melhores verdades, você não sabia?

Bruno não respondeu. Tinha os olhos marejados e olhava para um ponto qualquer no espaço. Dinorah sentiu pena dele, mas sabia que nada mais havia a ser feito. Caminhou até a porta, abriu e, após dezoito meses de um namoro que nunca deveria ter começado, saiu para sempre da vida de Bruno.

Naquela noite não conseguiu dormir, seu ser inteiro era um turbilhão de pensamentos e sentimentos. Por um lado, estava triste por Bruno. Não o amava, mas gostava dele. Como poderia ter sido diferente? Não, não poderia, ele jamais aceitaria sua condição. Por outro lado, sentia-se aliviada, pois agora finalmente não tinha mais dúvidas: ela era puta, sim. Transar por dinheiro era delicioso e não machucava ninguém, o que havia de errado nisso? Por que não continuar? E já que namorado nenhum a aceitaria, ela seguiria solteira mesmo, pelo menos enquanto sentisse prazer em ser puta.

Quando amanheceu e a claridade do dia invadiu o quarto, ela estava em paz consigo mesma, não mais havia conflito em sua alma. Então levantou e encontrou os pais na sala tomando café. Sentou à mesa e eles logo comentaram sobre o estado de espírito da filha. Ela riu e contou que estava novamente solteira. A mãe comentou que ela estava mais bonita, e que o namoro não estava mesmo fazendo bem a ela, e o pai lembrou que em poucos dias ela receberia o diploma de advogada, bola para frente, minha filha. Página virada, vida nova, ela respondeu, sorridente.

Após o café, calçou os tênis e, enquanto os pais saíam para a missa das oito, seguiu para o parque. Era um belo domingo ensolarado, ela pensou, perfeito para recomeçar a vida. Do parque mesmo ligou para Pati, para contar as novidades. Falou que ainda estava triste por Bruno, mas que se sentia muito feliz por ter finalmente assumido o que ela, de fato, era. E preveniu a amiga:

– Ele sabe que você também tá no esquema, Pati. Melhor a gente tomar cuidado.

– Eu não tô mais, Dinorah.

– Como assim?

– Eu ia te contar num momento mais oportuno… mas acho melhor resolver isso agora.

Dinorah sentiu um calafrio. O tom de voz da amiga a assustava.

– Mas… você estava tão animada. O que aconteceu, Pati?

– Eu e Jaques estamos namorando.

Ficou em silêncio. Pati e Chefinho namorando? Escutara direito?

– Viajo na próxima semana, já tô com tudo pronto. Vou morar com ele.

Não. Pati só podia estar brincando.

– É sério, Dinorah. Você vai ter que arrumar outro cliente.

– Mas… Pati…

– Desculpa, Dinorah. Boa sorte.

Ela escutou o som da ligação encerrada. Sentada no banco do parque, tinha a impressão que estava sonhando, que em breve algo aconteceria e ela, puff, despertaria. Mas nada aconteceu. Cinco minutos antes sorria feliz para o mundo, e agora estava totalmente sem chão. O namorado descobrira que ela era puta e o único cliente que tinha a abandonara para ficar com sua melhor amiga. Sem cliente, sem amiga, sem namorado, sem nada. Aquilo era a realidade, brilhando tão forte quanto o sol sobre sua cabeça.
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AGranaDoLanche-06acap. 8

UM MÊS DEPOIS, RECUPERADA DO BAQUE, Dinorah começou a estudar as possibilidades. Tinha vinte e sete anos, era agora uma advogada formada e trabalhava num importante escritório. Dois anos antes começara a transar por dinheiro e descobrira nisso o grande prazer de sua vida. Embora tivesse plena consciência de todos os riscos envolvidos, não estava disposta a abrir mão do prazer. Precisava fazer algo para continuar tendo sexo pago.

Mas o quê, exatamente? Bater ponto em alguma rua? Não, isso estava fora de cogitação, pois temia por sua segurança e nem podia tornar públicas suas atividades. Os bares dos hotéis pareciam ser uma opção interessante, mas desistiu quando descobriu que teria que deixar uma gorda comissão com os gerentes. Tudo de que precisava era um único cliente, só isso.

Optou pelo Pai Tomás, um bar de sinuca que era frequentado também por mulheres que faziam programa. Lá certamente não encontraria conhecidos. Escolheu um vestido discreto, chegou no bar cedo e sentou-se num banco do balcão. Pediu um suco. Enquanto reparava no ambiente, percebeu que um cara acenava para ela da mesa de sinuca. Um segundo antes de sorrir de volta, reconheceu o cara: era um conhecido da faculdade. Que merda, pensou Dinorah, assustada. Desanimada, levantou e foi embora.

No dia seguinte, pesquisou mais lugares e encontrou um bar num bairro distante. Talvez lá não topasse com conhecidos. De fato, não topou, mas os homens que o frequentavam eram feios e grosseiros, jamais transaria com eles, nem por pouco nem por muito dinheiro.

Não lhe agradava ter que anunciar-se em sites de garotas de programa, mas pelo jeito não havia opção melhor. Então criou coragem e ligou para um número que conseguira num dos tais sites. Era o telefone de um tal Dinho, o cara que fizera as fotos das garotas. A ideia era fazer fotos bonitas e sensuais como aquelas, mas ela posaria de máscara para não ser reconhecida. Um dia depois ela foi ao estúdio conversar com o fotógrafo. Dinho tinha cinquenta anos, era um profissional experiente e lhe pareceu um cara confiável. Ela explicou que queria as fotos para fazer uma surpresa ao namorado, e marcaram a primeira sessão de fotos para a semana seguinte. Ela comprou algumas peças de lingerie, luvas e apetrechos. E as máscaras, claro.

No dia marcado, lá estava nossa menina, nervosa mas decidida. Dinho a tranquilizou, dizendo que ela era uma mulher linda, de sensualidade natural, que não ia ser difícil fazer boas fotos, e que podiam explorar seu jeitinho de menina, misturando ingenuidade e malícia, e ela adorou a ideia. Ele explicou que no estúdio ficariam apenas ele e sua assistente, que o ajudaria na iluminação e na troca de roupa. Combinaram que naquela primeira sessão ela fotografaria vestida e que, na segunda sessão, com ela mais relaxada, fariam as fotos de nu. Ele perguntou se ela aceitava uma taça de vinho para relaxar, mas ela recusou. E assim, durante as três horas seguintes, Dinorah experimentou várias poses, fez caras e bocas e trocou muitas vezes de roupa. Ao fim, Dinho elogiou-a e disse que ela se saíra muito bem.

Três dias depois, fizeram a segunda sessão, e dessa vez Dinorah aceitou a taça de vinho, pois estava mais nervosa. Foi uma sábia decisão. O vinho a ajudou a relaxar e ela posou com muita naturalidade para a lente de Dinho, seminua e totalmente nua, e enquanto os cliques se sucediam, ela lembrava das noites com Executivo e Chefinho, e aquilo tudo a deixou num tal estado de excitação que teve ímpetos de se masturbar ali mesmo, na frente de Dinho e de sua assistente. Quando a sessão terminou, ela continuou deitada sobre as almofadas por algum tempo, nua e relaxada, curtindo as boas possibilidades com que o futuro lhe acenava. Acho que temos fotos maravilhosas, Dinho falou, você fotografa muito bem. Dinorah agradeceu o elogio e a assistente lhe entregou sua roupa.

Dias depois, ela voltou ao estúdio e gostou bastante das fotos, todas feitas com muito bom gosto. As máscaras lhe escondiam bem a identidade, e seu corpo parecia mesmo o de uma adolescente. Mesmo nua e em poses provocantes, alguém diria que aquela garota era uma puta?

Pagou o restante do acertado e levantou-se para ir embora.

– Seu namorado é um cara de sorte – Dinho disse. – Ele vai ter uma bela surpresa.

Dinorah parou e pensou um pouco. Por que mentir para ele?

– Na verdade, não tenho namorado.

– As fotos são pra algum trabalho?

– Ahn… Não. Sim.

Dinho sorriu, e pelo sorriso, Dinorah desconfiou que ele já havia entendido tudo. Sentiu-se desmascarada.

– Fique tranquila, Dinorah, sou um profissional e já tô acostumado com esse tipo de trabalho. Se quiser alguma dica de site, posso sugerir alguns muito bons.

– Na verdade… – ela começou a responder, sem jeito. – Eu não sou exatamente o que você tá pensando, Dinho.

Ele a olhou curioso. Ela reparou que ele tinha olhos pretos muito bonitos, como não reparara antes? Aliás, não eram apenas os olhos, ele era realmente um cara bonito e charmoso, aqueles cabelos grisalhos, o porte elegante…

– O que você é, então?

De repente, ela sentiu uma imensa vontade de contar tudo para ele. Sim, mal o conhecia, mas talvez ele pudesse realmente ajudá-la, quem sabe?

– Tem um barzinho legal aqui perto, quer ir comigo? – ele perguntou.

Meia hora depois, na mesa do bar, Dinorah abriu o jogo sobre sua fantasia de transar por dinheiro. Contou sobre os programas com Executivo e Chefinho, o namoro frustrado com Bruno, o lance com Pati e também sobre seus planos de usar as fotos para conseguir um novo cliente. Dinho escutou tudo em silêncio. Ao fim, ela falou:

– Tá surpreso, né?

– Admito que sim.

– Você acha que eu sou uma puta?

Dinorah fez a pergunta e esperou nervosamente pela resposta. Não que ela fosse mudar o que pensava a respeito de si mesma, pois quanto a isso já não tinha dúvidas. Mas saber o que Dinho pensava tornara-se de repente algo muito importante.

– Não sei o que você é – ele respondeu, olhando sério em seus olhos. – Mas se é uma puta, então é a puta mais linda e verdadeira do mundo.

Ela ficou pasma. Não esperava por uma resposta como aquela. Ele tocou seu rosto com delicadeza, aproximou-se devagar, como se dando tempo para que ela recuasse, mas ela não recuou, e ele a beijou na boca. Suas línguas se envolveram num beijo quente enquanto as mãos buscaram com sofreguidão o corpo do outro. Dinorah estava gostando de tudo: o jeito dele de beijar, as mãos firmes em seu corpo, o cheiro… Séculos depois, quando suas bocas se separaram, ele falou, ofegante:

– Quero te comer, Dinorah. Agora.

Ela adorou ouvir aquilo. Já ia dizer eu também quando ele completou:

– Te pago adiantado, como você gosta.

Ela quase riu. Não seria nenhum sacrifício dar de graça para aquele cara, mas já que ele queria pagar, mil vezes melhor.

– Você me paga no motel.

– Pode ser em meu apartamento? Moro na rua de baixo.

– O cliente manda.

E foram. O apartamento era um quarto e sala com decoração simples e uma pequena sacada. Dinho pôs Lovage para tocar e a levou para o quarto. E lá transaram até a exaustão. Quando Dinorah acordou, já estava claro, e Dinho dormia ao seu lado na cama. Ela o observou por alguns instantes, admirando sua excitante beleza de homem vivido, as marcas no rosto… Para quem tinha cinquenta anos, ele estava bem, e até aquela barriguinha era um charme. E o pau, molinho como estava, nem lembrava o pau grosso e inquieto que horas antes metia gostoso nela, invadindo-a de todas as formas, com uma mistura de delicadeza e violência que ela adorou. Ela levantou-se, pegou a nota de cem no chão, vestiu-se e saiu em silêncio para que ele não acordasse. No elevador, viu-se no espelho e riu de sua cara de boba. Ah, não, Dinorah, ela pensou, você não está apaixonada, não está, entendeu?
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AGranaDoLanche-06acap. 9

ESTA SIM, ESTA NÃO, ESTA SIM, esta não, esta sim. A escolha das melhores fotos não foi difícil, havia várias muito boas, e logo Dinorah tinha as suas prediletas separadas num arquivo em seu computador. Faria ainda uma segunda triagem e depois escolheria os sites onde as publicaria. Sua intenção era atrair homens de outras cidades, seria menos arriscado. Mas faria isso no dia seguinte, estava muito cansada, o dia fora cheio, com aula de manhã e à tarde, e no dia seguinte tinha que acordar cedo. E, além disso, havia dormido pouquíssimo na noite anterior.

A noite anterior… Ela desligou o computador e ficou lembrando da noite com Dinho, no apartamento dele. Fora uma transa incrível, maravilhosa mesmo. Ele a comera de um jeito que ela jamais havia sido comida antes, nem por Executivo, nem por Chefinho, nem por ninguém. Comera-a com vontade, com tesão, ao mesmo tempo com violência e com doçura, ao mesmo tempo o beijo alucinado e o pau entrando e saindo com delicadeza, como era possível aquilo? E metera nela olhando fundo em seus olhos, tão fundo que ela de repente se perdia no olhar dele e o quarto sumia, tudo sumia, e ela sentia-se uma coisa só junto dele, um único ser, que transava consigo mesmo… Que coisa louca.

Será que ele fazia isso com as outras garotas que fotografava? Será que havia gostado dela? Ele tinha um jeito especial de olhar, como se a visse como realmente era, e ela se sentia nua quando ele olhava assim, mais nua que quando esteve sem roupa diante dele no estúdio. Ou ele olhava assim para todas? Ele era atraente, inteligente, devia haver muita mulher atrás dele. Por que estava solteiro?

Dinorah virou-se na cama, sentindo-se docemente envolvida pelas lembranças da noite que teimava em não terminar. Será que ele ligaria, querendo outro programa? Ou era do tipo que não se envolvia com clientes? E se ela mesmo ligasse, com a desculpa de que queria fazer mais fotos? Parecia uma boa ideia, ela pensou, mas logo repensou: Caramba, e por que eu faria isso? Não. Não e não. Melhor esquecer o cara e se concentrar no que tinha a fazer. Se ele quisesse ser seu cliente, ótimo, e se ele foi um cliente de apenas um programa, ótimo também. E assim nossa menina adormeceu, com a questão resolvida.

Doce ilusão. A questão voltou à estaca zero dois dias depois: no escritório, durante o intervalo para o lanche, ela viu uma mensagem dele: Quero te ver de novo. Quem disse que conseguiu se concentrar depois disso? Enquanto tentava organizar o material de um cliente sobre sua mesa, os pensamentos e as dúvidas voltaram à sua mente. Até que não aguentou mais, saiu da sala e dirigiu-se ao banheiro, trancando-se num box.

– Oi, Dinho. É a Dinorah.

– Que bom que você ligou. Podemos marcar um horário?

Ele quer outro programa, pensou Dinorah, subitamente feliz.

– Claro. Pra quando?

– Pra hoje.

– Hoje?

‒ Sim, hoje.

‒ Bem, eu…

– Eu pago o dobro.

– Ahn… só um instante – ela falou, fingindo que estava em dúvida. ‒ Pode ser amanhã?

– Não. Eu pago o triplo, Dinorah. Não, o quádruplo. Mas tem que ser hoje.

Uau, ela pensou, desse jeito ele vai acabar me devolvendo tudo o que paguei pelas fotos…

– Deixa ver… Pode ser às dez? – ela perguntou, e achou aquilo superexcitante, fingir que consultava a agenda para ver se havia algum horário livre entre os programas do dia.

– Tá ótimo, te espero em meu apartamento. Você tem vestido preto?

Percebendo que alguém entrava no banheiro, respondeu baixinho:

‒ Tenho um que você não vai acreditar.

‒ Venha vestida nele, por favor.

Quando encerrou o expediente, foi direto para o shopping e comprou um vestido novo: preto, curtinho e de costas nuas. E às dez chegou no prédio do cliente. Nossa menina já tinha experiência, você sabe, mas ela nunca esteve tão nervosa como nessa noite. Enquanto o elevador subia, ela olhava-se no espelho e ajeitava o vestido, o cabelo, o brinco, o vestido de novo… E aquele batom vermelho, não estava um pouco demais? Percebendo o próprio nervosismo, ela terminou rindo de si mesmo: era a própria adolescente indo para o primeiro encontro.

Dinho a recebeu com um sorriso generoso, e disse que ela estava maravilhosa… Ela agradeceu e entrou. Ele ofereceu vinho, ela aceitou um pouquinho. Sentada no sofá da sala, sentiu voltarem as sensações da noite que passara com ele, o sexo gostoso, o cheiro bom do peito dele, aquele olhar intenso… Dinho chegou com o vinho, deu-lhe uma taça e brindaram. A esta noite, ele falou, e as taças tilintaram. E para Dinorah, aquele som foi como um sino a badalar a verdade que ela não queria admitir: estava apaixonada. Apaixonada por um cliente. Quanto amadorismo de sua parte…

Ela pediu que ele contasse um pouco sobre sua vida, estava curiosa por saber mais sobre aquele cara tão interessante. Ele contou que já fora casado, que tinha um filho da idade dela que morava com a mãe, que adorava seu trabalho de fotógrafo e que mais não falaria pois não conseguia se concentrar com uma mulher tão linda e especial pertinho dele. Dinorah riu, lisonjeada.

Dinho pôs a taça sobre a mesa, pegou a carteira, tirou quatrocentos reais e deu para ela. Dinorah pegou as quatro notas de cem, separou três e as devolveu a ele.

– Mas combinamos quatrocentos.

– Meu preço é cem – ela disse, sorrindo. – Guarde pras próximas vezes.

– Próximas vezes?

– Só se você não quiser.

– Eu quero muito mais que próximas vezes, Dinorah.

O que ele queria dizer com aquilo? Ela precisava saber.

– Muito mais como?

Ele respirou fundo antes de responder.

– Não consigo tirar você da cabeça desde o primeiro dia. Nunca conheci uma mulher tão incrível como você, acredite. Sei que isso não é a coisa mais sensata do mundo… eu não devia… mas… eu tô apaixonado, Dinorah.

Ela não acreditava no que ouvia. Pôs a taça sobre a mesa, ao lado da taça dele, e as duas tilintaram novamente. Aproximou-se, ficando colada ao corpo dele. E, com o rosto bem pertinho do dele, sussurrou:

– Eu é quem não devia. Mas também me apaixonei por você.

– Verdade?

Ela percebeu a felicidade nos olhos dele, e por um instante Dinho lhe pareceu um garotinho a ganhar o presente com o qual mais sonhava.

– Verdade. Mas não sei se isso é bom. Demorei pra aceitar o que eu sou, mas hoje eu não tenho nenhuma dúvida.

‒ O que você é?

‒ Eu sou uma puta, Dinho. Você pode achar que é apenas um fetiche, mas eu sei bem o que eu sou.

– Eu gosto de você do jeito que você é.

– Putas não devem se apaixonar por clientes, é a regra número um.

– Eu sei. Mas é fácil resolvermos isso.

– Como?

– Basta você ser minha namorada.

– Não entendi.

– Aceite namorar comigo e eu continuarei te pagando, como um cliente.

Dinorah riu, mas continuava sem entender. Aquilo não fazia sentido.

– Sei que você já cobra barato. Mas eu jamais terei grana suficiente pra te pagar o tanto que eu quero te comer. Então a gente namora e você me faz um bom desconto, o que acha?

Aquilo começava a fazer sentido.

– Você queria um cliente exclusivo, né? É isso que falta pro teu fetiche, tô certo?

Estava certo, sim, ela pensou, estava certíssimo.

– Seja minha namorada, Dinorah. E eu serei o cliente que você tanto procura.

Dinorah puxou-o para si e o beijou apaixonadamente. Sim, aquilo fazia todo o sentido do mundo.
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AGranaDoLanche-06acap.10

NOSSA HISTÓRIA AGORA DÁ UM SALTO no tempo, um ano na frente. Você acha que esse namoro deu certo? Acha possível dar certo um namoro onde ela é puta e ele é cliente? Bem, até agora tem dado certo sim, e muito certo. Ela cobra por cada transa, cobra mesmo, e se ele não tem o dinheiro na hora, ela anota numa cadernetinha. Dez reais por cada transa. Se for só um boquetinho básico, cobra a metade, e ela sempre engole, feliz. Anal? Claro que faz, afinal é uma de suas especialidades. Meter em seu cu custa o dobro, porém ela sempre dá o anal seguinte de brinde, não é nenhum sacrifício. Ménage à trois é cortesia da casa, mas ela tem que aprovar previamente a outra. Swing foi uma novidade, ela não esperava, mas topou conhecer e hoje é ela quem pede para ir. Apesar da inflação, ela não pensa em aumentar preços, pois a quantidade de transas compensa e, além do mais, ela faz questão de manter o cliente, por quem está cada vez mais apaixonada. Ele, então, nem se fala: passou até a evitar as massas e a correr no parque para melhorar a forma física, pois quer ser um cinquentão em forma para que sua putinha sinta orgulho do namorado-cliente.

E as fotos que fizeram? Ficaram lá no computador, sem usar, ela já está satisfeita com a clientela que possui. Mas as roupas que comprou para fazer as fotos, essas ela faz questão de usar com Dinho, todas elas, e dia desses ainda comprou mais, inclusive uma fantasia de aeromoça, que essa era uma antiga fantasia dele, transar com uma aeromoça ao som do tema de Aeroporto 77. Um dia a mãe dela desconfiou daquelas roupas tão estranhas no guarda-roupa da filha e Dinorah decidiu contar a verdade… mas pela metade: disse que tinha esse fetiche de se fantasiar, e que o namorado adorava. Se a desculpa funcionou bem, até hoje Dinorah não sabe.

Mês e meio atrás, o casal decidiu que seria melhor morar junto. Só com a grana do táxi que ela pegava para ir vê-lo já fariam uma boa economia. E ainda tinha o escritório em que ela trabalhava, que ficava perto. Os pais aprovaram a ideia com ressalvas, principalmente o pai que não gostava do fato de Dinho ter a mesma idade dele. Fizeram um jantar de despedida para a filha única que saía de casa e Dinho jantou com eles, o que não serviu muito para que simpatizassem mais com ele, pois em certo momento Dinho não conseguiu controlar o hábito que tinha de chamar a namorada pelo apelido carinhoso. Nada preocupante, claro, se o apelido carinhoso não fosse… Putinha. Dinorah tentou consertar, mas ela e Dinho tiveram uma crise de riso e o jantar terminou num clima meio surreal, uns sem entender muito e outros se controlando para não rir.

Semana passada o namoro completou um ano. A comemoração? Uma viagem para o Pantanal, onde ficaram sete maravilhosos dias. E quem pagou a viagem foi ela, só com o dinheiro que juntou em um ano de programas com seu cliente amado. E, para completar o pacote nupcial, não cobrou um centavo para transar com ele, foi tudo cortesia.

Bem, quase tudo. No último dia, após o café da manhã na pousada, enquanto arrumavam as mochilas para ir embora, bateu o tesão urgente-urgentíssimo e começaram a se agarrar no quarto. Quando já estavam nus, e ela de quatro sobre a cama, Dinorah perguntou se ele ficaria chateado se ela… bem, se ela cobrasse por aquela saideira.

‒ Ah, Dinho, esta semana foi tão maravilhosa… Seria a cereja do bolo, você não acha?

‒ Uma puta com lábia de advogada… ‒ ele respondeu, rindo.

‒ Ou o contrário.

‒ Só tem um problema. Já gastamos tudo, estamos zerados.

‒ Não tem nada aí na carteira?

‒ Só cartão.

‒ Ah, não…

Nesse momento, o funcionário da pousada bateu na porta para ajudá-los a levar as bagagens. Dinho enrolou-se na toalha, foi até ele e conversou baixinho alguma coisa. Depois fechou a porta e voltou.

‒ Resolvido.

‒ O que você fez?

‒ Pedi emprestado um real ‒ respondeu ele, sorrindo e jogando a moeda sobre a cama. ‒ Agora, de quatro, Putinha. Já.

Dinorah imediatamente obedeceu e, feliz, voltou a ficar de quatro sobre a cama, a bunda empinada. E, de olhos fechados, aguardou o instante seguinte, aquele mágico instante em que a vida parece suspensa e tudo que existe é a quase insuportável expectativa de que no segundo seguinte ela sentirá um pau duro invadindo sua buceta, e ao lado lhe sorrirá o seu suado, e gozado, dinheirinho.
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Ricardo Kelmer 2013  – blogdokelmer.com

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IndecenciasParaOFimDeTardeCAPA-01aIndecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais

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INDECÊNCIAS PARA VOCÊ TIRAR A ROUPA

IndecenciasParaVoceTirarARoupa-01aMuitas mulheres têm esse fetiche, o de exibirem-se anonimamente para o público. Então criei uma promoção: envio o livro e a leitorinha faz uma foto erótica com ele, sem precisar mostrar o rosto, e a foto será usada em cartazes de divulgação do livro. Você gostaria de participar? Clica aqui.

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- A grana do lanche ou a grana por ter sido o lanche?! (O que pensa o Executivo da Loirinha? Como a Loirinha se sente? Vai saber! ) Confusa a situação da Dinorah, mesmo que uma garota deseje agir como uma puta por um dia (falo das artimanhas e safadezas), muitas vezes ela não quer ser paga por isso, é como se valesse pouco, como se diz no popular: fica se sentindo uma merda. O pior ainda é quando a garota namora o cara mais velho e já fica todo mundo falando que é por causa do dinheiro e o cara ainda quer dá uma grana pra garota para “ajudá-la” nas despesas… Já passei por isso. Os caras precisam ter mais noção, saber com quem estão lhe dando e não sair ofendendo as garotas assim. Renata Kelly, Fortaleza-CE, nov2014

02- O conto é ótimo,adorei!Mas realmente a situação dela é dificil de entender..pode ser que o cara tenha sido apenas gentil,mas em nossa sociedade tem muitos dogmas e preconceitos em relação á liberdade sexual da mulher.Então,entendo a confusão que ele tá sentindo…complicado. Thaís Guida, Rio das Ostras-RJ – nov2014

03- Eu só tenho uma coisa a dizer: BICHA BURRA! Como q me joga uma nota de 100 pila fora assim? AHUAHEUAHEUAEHU muito bom! Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

04- Ricardo meu mestre em putaria, me diga… Este livro estará disponível à compra no próximo sarau? Ozi Garofalo, São Paulo-SP – nov2014

05- Eu acho que ta super certa sim! Quantas vezes uma mina nao dá e depois o cara nem olha na cara, sequer lhe dá um café ou cigarrinho de “depois”??? Tem mais é q cobrar mesmo AHUEHAUEHEUEHUE. Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

06- Uaaaaaaaau! Não tinha lido os capítulos 2 e 3… O negócio esquentou hein! A verdade é que toda garota gosta de ser respeitada, mas tem o seu lado santa e seu lado puta. O complicado é o cara saber qual lado explorar na hora da transa, mas não custa nada a garota sugerir o que quer, talvez custe para o cara “a grana do lanche”. rs! E como eu falei no comentário anterior, os caras devem ficar ligados para não saírem ofendendo quem não quer ser assim uma “puta”, ser paga, mas se a garota tá afim e se excita com isso que mal tem né. Renata Kelly, Fortaleza-CE, nov2014

07- Entendo o conflito que ela vive…mas não acho que ela seja puta,acho que é um fetiche dela. Thaís Guida, Rio das Ostras-RJ – nov2014

08- Terminei de ler os capitulos agora, enfim, minha conclusão: ela nao era prostituta nao. Tinha apenas o fetiche de ser tratada com uma. Se fosse de fato, teria dado pra qualquer um (como os caras xexelentos do boteco q ela foi), pois é isso que as puta de fato fazem … se importam apenas em serem pagas ^^ Bem bacana a historinha, acho que faz quem lê pensar bastante e refletir ^^ Parabens Kelmer. Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

09- Sucesso com sua inocente Dinorah. Gilvanilde, Fortaleza-CE, abr2015

10- Ô cabra pra se garantir esse Kelmer. Rogers Tabosa, Fortaleza-CE, abr2015

11- Ricardo Kelmer melhor a cada leitura. Diego Claudino, Rio de Janeiro-RJ – mai2015

12- Valeu, Primo. A Dinorah está com tudo. Parabéns pela graça e verossimilhança da criatura. Abração. Leite Jr., Fortaleza-CE – mai2015.

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As Preciosas do Kelmer – out2014

31/10/2014

31out2014

AsPreciosasDoKelmer201410.
As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201410AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#25, out2014
> Esta edição no Facebook

Capa: Gabriela Leite (1951-2013), prostituta e socióloga brasileira

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*** ADEUS, PATERNIDADE INDESEJADA

Vasalgel é o nome do anticoncepcional masculino que a Fundação David e Lucile Packard, junto à Fundação Parsemus, está desenvolvendo, e que deve ser testado em humanos a partir de 2015. Por não conter hormônios em sua fórmula, o processo é mais seguro que a pílula feminina. Outra importante diferença é que apenas uma injeção pode ser efetiva por um período extenso de tempo.

Ao invés de cortar os vasos deferentes (como é feito na vasectomia), o polímero contraceptivo age diretamente nos vasos. O medicamento bloquearia o esperma de passar pelos “tubos”, mas caso o comprador volte atrás, a empresa ainda criou uma segunda injeção capaz de normalizar o processo do homem.

Ótima notícia, não? Agora a responsabilidade da gravidez não pesará apenas para a mulher. Porém… as grandes indústrias farmacêuticas não possuem interesses em medidas preventivas de longa duração, pois financeiramente vale mais a pena comercializar a pílula anticoncepcional para mulheres do que um químico que age por anos em homens. Sem falar nos lucros vindos das vendas de remédios para tratar sintomas decorrentes do uso da pílula, como náuseas, enxaqueca, problemas cardíacos, pressão alta e até mesmo depressão.

Felizmente, com a ajuda de doações pela internet, as pesquisas prosseguem e o medicamento tem previsão de chegar ao mercado em 2017. > Mais

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*** FISCAL DE URNA ELETRÔNICA

Diego Aranha é um pesquisador da Unicamp, na área de segurança computacional e criptografia. Ele afirma que em testes realizados em 2012, a urna eletrônica mostrou vulnerabilidades. Diego propõe que a sociedade monte um sistema independente de fiscalização da apuração. A ideia é simples: às 17h o cidadão fotografa o BU (boletim de urna), que é afixado na porta da zona eleitoral, e envia a foto para o e-mail bu@vocefiscal.org.

Todos esperamos que o sistema de urna eletrônica seja efetivamente seguro. Mas Diego está certo, é bom confiar desconfiando.

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*** O PRAZER É TODO NOSSO, LOLA

Gabriela Natalia Silva tem 22 anos, é natural de Pirassununga-SP e prostitui-se desde os 17 anos. Formada em Letras, pela Universidade Federal de São Carlos-SP, ela mudou-se em 2013 para a capital e seguiu fazendo programas, tornando-se nacionalmente conhecida. Sem pudores de comentar publicamente sobre seu trabalho, ela pretende fazer um mestrado para estudar a sexualidade na área da antropologia ou das ciências sociais, mas não tem planos de deixar a profissão tão cedo. Este ano conseguiu unir os grandes interesses de sua vida, sexo e literatura, e lançou o livro “O prazer é todo nosso”, pela Editora Mosarte, com tiragem inicial de 10 mil exemplares.

O livro de Lola traz uma série de histórias que se passam em sua maioria na cama, sobre as quais a autora faz reflexões. Lola garante que viveu todas as histórias da maneira que estão contadas, como quando foi contratada para satisfazer cinco amigas enquanto os maridos viajavam a trabalho, ou como a história em que participou de um swing com 15 casais. Para Lola, seu trabalho também tem o sentido de ajudar as pessoas a superarem problemas, como ela conta na história sobre um casal que tenta reacender o desejo na relação, no caso de uma mulher que jamais havia conseguido ter um orgasmo e na história de um rapaz que, apesar de seus desejos, não se permitia viver experiências homossexuais.

Entre um e outro programa, Lola não esquece dos livros. Atualmente, mantém várias relações paralelas: com Nelson Rodrigues (“A vida como ela é”), John Cleland (“Fanny Hill”) e Mia Couto (“Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra).

Sobre como prefere ser tratada, ela não tem dúvida. “De puta mesmo, acho mais original, causa um choque nas pessoas, é mais divertido, mais bem resolvido”, ela responde, seguindo a linha de Gabriela Leite, ativista na busca pelos direitos das profissionais do sexo (falecida em 10 de outubro de 2013), autora de “Filha, mãe, avó e puta” e que insistia que prostitutas não deviam se envergonhar de seu ofício. É a Gabriela que Lola dedica “O prazer é todo nosso”. (fonte: uol.com.br) > Mais

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*** COMO TIRAR O HAO123 DA SUA VIDA

Recém-chegada ao Brasil oficialmente, a companhia chinesa de internet Baidu oferece uma série de produtos e serviços em seu catálogo. Um deles é o Hao123, agregador de sites que pode funcionar como programa ou extensão do navegador.

Muitas vezes, porém, o Hao123 vem junto de uma instalação de outro serviço (não necessariamente do Baidu) e, ao dar “avançar” ou clicar em “configuração avançada”, o usuário acaba adicionando a barra de serviços ao seu computador sem querer. Se você deseja desinstalar o serviço, clique aqui.

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*** ANA PAULA VALADÃO E O EXÉRCITO DE CRISTO

Ainda bem que existe o Diabo. O que esses religiosos fanáticos fariam da vida sem Sua Excelência O Maligno?

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*** FOME E MISÉRIA – ISSO IMPORTA PARA VOCÊ?

Todos são iguais perante a lei, porém aquele que mais necessita deverá ser atendido primeiro. Isso resume bem o princípio de equidade na governança. Foi isso que os governos petistas fizeram no Brasil de 2002 para cá, tratando como absoluta prioridade a questão da desigualdade social. As políticas urgentes de equidade social, implantadas pelo PT em programas de transferência de renda como o Bolsa Família, diminuíram bastante o problema da fome e da miséria, e são usados pela ONU como exemplos a serem seguidos por outros países.

O PT tem seus defeitos, e precisa cortar na própria carne o mal da corrupção, como outros partidos também, mas é preciso reconhecer que nenhum outro governo fez o que ele fez na questão das políticas sociais.

A polarização atual entre PT e PSDB pode ser resumida, grosso modo, assim: quem nunca viveu fome e miséria e não se importa tanto com a questão, deseja apenas que sua vida melhore, e quem já viveu fome e miséria, tudo que deseja é que esse tempo não volte jamais. > Mais

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*** GRAVE ANTES DE TRANSAR

Na Escócia, uma mulher foi presa por falsa acusação de estupro. Vixe, que perigo. Será que agora teremos que gravar o consentimento? > Mais

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EFEITOS BENÉFICOS DA MACONHA (Drauzio Varella)

O médico e escritor Drauzio Varella, sempre muito lúcido e equilibrado, escreve sobre coisas boas que a maconha proporciona. > Mais

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*** SALMA HAYEK DANÇA NO BAR

Dois irmãos assassinos, Seth e Richie Gecko, tentam chegar ao México. No meio do caminho, sequestram um pastor e seus dois filhos. Ao passarem pela fronteira, eles param num estranho bar de motoqueiros. Este é o enredo do filme de ação e terror Um Drink no Inferno (From dusk till dawn, 1995), dirigido por Robert Rodriguez, roteirizado por Quentin Tarantino e estrelado por George Clooney, Harvey Keitel, Juliette Lewis e pelo próprio Tarantino.

Poisbem. A bela e exótica dançarina do bar é interpretada por Salma Hayek, atriz mexicana naturalizada estadunidense, que interpretou a artista Frida Kahlo no filme Frida (direção de Julie Taymor, 2002). No entender deste humilde comentarista que vos fala, é uma das melhores cenas de dança erótica do cinema. A música é After Dark, da dupla de stoned rock Tito & Tarantula. Perfeita para sexo. Salma também. Uia.

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*** XICO SÁ E A IDEOLOGIA DA GRANDE MÍDIA

Não é crime um jornal ter sua própria orientação partidária. A Folha de São Paulo, apesar de tentar disfarçar, usa seu jornalismo para defender o PSDB e atacar o PT de todas as formas que puder, inclusive na manipulação de notícias para influenciar a opinião pública.

A saída de meu conterrâneo Xico Sá da Folha de São Paulo, onde mantinha uma coluna, mostra que já não é tão fácil para a grande imprensa manter sob seu cabresto ideológico os jornalistas talentosos de opinião livre. A Folha perde um ótimo profissional, é claro, e o divertido Xico certamente prosseguirá presenteando de outras formas seu público com as pérolas de seu talento genial-fuleragem.

A grande imprensa brasileira é comandada por grupos cuja ideologia privilegiam a força do capital e da competição, e não são simpáticos a políticas de equidade social, como as dos programas sociais do PT, que diminuem a desigualdade social. Para a sociedade, o melhor é um equilíbrio de forças na imprensa. Para isso, é preciso democratizar mais a mídia. > Mais

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*** XOXOTA E MACONHA, TUDO A VER

Derivado de uma mistura de óleo de coco e maconha, o Foria é um lubrificante íntimo feminino cuja fórmula foi inspirada no conhecido uso da cannabis como um afrodisíaco em culturas tradicionais em todo o mundo. “Para algumas mulheres, pode despertar a excitação e aumentar a sensação de orgasmos mais intensos com mais facilidade”, afirma a fabricante.

Além de poder ser aplicado no ato sexual, ele pode ser ingerido para criar o relaxamento necessário para a transa, já que o produto concentra uma boa quantidade de THC, responsável pelo efeito psicotrópico da erva. O efeito é como o de comer um brownie de maconha. Infelizmente o produto é vendido apenas na Califórnia e com recomendação médica. > Mais

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*** A COCA QUE VIROU PIZZA

E o caso do helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT-MG), aliado político do senador Aécio Neves, que em novembro de 2013 foi apreendido com 445 kg de pasta base de cocaína, como está? Conforme antecipamos aqui nas Preciosas logo após o ocorrido, prenderam alguns peixinhos miúdos e só. O caso será esquecido e continuaremos sem saber quem era o dono do pó. E os tubarões continuarão soltos. É como diz uma divertida marchinha de carnaval: o pó rela no pé e o pé rela no pó… Veja o documentário (que tentaram censurar) sobre o caso:

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*** BRASIL DIVIDIDO? SÓ SE FOR EM TODOS OS ESTADOS

EleicoesPresidente2014BrasilMapa-01.

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*** UM ANO SEM GABRIELA LEITE

Gabriela Leite nasceu em São Paulo, em 22 de abril de 1951. Era filha de uma dona de casa conservadora e de um crupiê e estudou nos melhores colégios de São Paulo. Aos 22 anos, quando cursava Sociologia na USP, trabalhava num escritório e frequentava círculos da boemia intelectual paulistana, decidiu largar tudo para trabalhar como prostituta.

Exerceu regularmente a profissão em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Fundou em 1992 a ONG Davida, para defender os direitos das prostitutas e para lutar contra o estigma da vitimização das prostitutas, que quer fazer crer que a prostituição é sempre fruto da falta de opção. A Davida criou a grife de roupas femininas Daspu, que suspendeu suas atividades em 2009 mas retomou em 2014 com o lançamento de uma nova coleção, aproveitando o clima da Copa do Mundo no Brasil.

Gabriela lançou em 2009 o livro Filha, Mãe, Avó e Puta (Objetiva), em que narra sua vida. Sem pudores, ela revela detalhes sobre o mundo da prostituição e os tabus da profissão, fala sobre as preferências sexuais dos clientes e narra histórias insólitas sobre suas relações com homens casados, cafetões e drogas. Com franqueza e coragem, ela conta como chegou a atender 78 homens em uma só noite após a eleição de um certo presidente, narra como enfrentou a ira dos poderosos para manter a Daspu viva e como tornou-se uma porta-voz das prostitutas com sua atuação na ONG Davida. Faleceu no Rio de Janeiro, aos 62 anos, em 10 de outubro de 2013.

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*** FILHA, MÃE, AVÓ E PUTA

Selecionei alguns trechos do livro Filha, Mãe, Avó e Puta, de Gabriela Leite, a socióloga que decidiu ser prostituta. São momentos raros de franqueza e simplicidade, e de uma sabedoria incomum, que poucas mulheres conseguem alcançar em suas vidas. Se você, leitorinha, é uma mulher que despreza as prostitutas, sugiro que leia o livro de Gabriela. Talvez depois disso você as veja com outros olhos.

TRECHOS DO LIVRO

“Eu tinha meus próprios lençóis e fronhas, um grande vidro de alfazema Mauá que sempre borrifava para o quarto ficar cheiroso. Os homens gostavam muito do meu capricho e sempre queriam bis. Já as meninas diziam que eles voltavam porque eu era filha de Iemanjá, e Iemanjá gosta de alfazema, o que me dava boa sorte. Não sei, não creio nem descreio. Somente sei que em toda a minha carreira de puta sempre tratei muito bem meus clientes e sempre tive um quarto limpo e cheiroso. Zona pobre não é sinônimo de sujeira, e uma puta, estando na zona, seja rica ou não, deve sempre estar bem arrumada e cheirosa.”

“Não demorou muito e as mulheres católicas começaram a implicar com a minha presença. Dizendo, claro, que eu, como prostituta, era um mau exemplo para as crianças. Logo elas, que não mexiam uma palha por aquelas meninas e aqueles meninos. Tinha também uma mulher que insistia em oferecer umas aulas de artesanato para as prostitutas, sem nenhum êxito. A grande ideia dela era ensinar as meninas a pintar florzinha em pote de maionese Hellmann’s e colocar babado naquela tampa laranja. E diziam que aquilo era uma alternativa de renda para a puta! Elas partiam do princípio de que a prostituta é uma vítima que não teve chance nenhuma, nem de pintar vidro de maionese.”

“Claro que todas as prostitutas, como eu, já gozaram com seus clientes. Por mais que um homem seja desconhecido, ele pode ser o tipo que satisfaz nossas próprias fantasias, sem que se diga nada. Ou é daqueles homens que fazem o coração bater mais forte. No meu caso, minha maior fantasia sempre foi essa: encontrar homens desconhecidos, que me levassem ao orgasmo até com uma trepadinha boba. Todo mundo sabe o que é isso, todo mundo já sentiu uma atração imensa sem motivo aparente.”

“A prostituição não é uma profissão fácil. A paixão é fundamental para suportar as contradições e os chamados ossos do ofício. Mas até hoje nunca conheci uma puta que largasse a profissão por não gostar dela. A Igreja misturou muito o sexo com o amor. Sexo é
da vida. Amor é egoísta, é do indivíduo.”

“O mundo não é feito de vítimas. Todo mundo negocia. Alguns negociam bem, outros mal. Mas cada um sabe, o mínimo que seja, quanto vale aquilo que quer. E sabe até onde vai para conseguir o que quer. Com a prostituta não é diferente.”

“Como fantasia, o desejo de ser puta acompanha todas as mulheres, na cama ou na imaginação. Mas como profissão é outra coisa. O que a puta tem que as outras mulheres não têm? Nada. O que as outras mulheres têm que a puta não tem? Nada.”

“O que eu sei e creio que toda grande puta sabe é que o homem é de uma fragilidade imensa. E saber isso eu devo à prostituição. Porque ali dentro do quarto é que eles se mostram. Homem não é algoz, não necessariamente. É mais fácil a mulher ser algoz. Eles têm a primazia na sociedade, nós tivemos que dar nosso jeito, discretamente.”

“Quando vejo uma mulher falando mal do seu homem e colocando todas as culpas da vida dela nele, eu sei que ela só está se escondendo atrás de uma história que a sociedade estabeleceu como verdade. Mesmo as mulheres mais modernas são incapazes de colocar seus filhos para lavar suas cuecas, uma louça ou fazer uma comida. Ela cria esse homem que depois acaba considerando um grande diabo.”

“A maioria dos homens não sabe trepar. Dependem quase integralmente de uma parceira que lhes ensine os mistérios do seu corpo. Eles trepam na quantidade, não na qualidade. Morrem de medo do pau não subir e só passam a usar a imaginação quando começam a ganhar muito dinheiro e vão para a zona pagando para fazer de tudo.”

“Acham que ser viril é estar sempre de pau duro. Não é. O homem viril é o homem que se dá. Esse homem que está sempre de pau duro, ele só pensa no prazer dele. Pau grande pode ser um problema se o homem não se dá.”

“Por saber de tudo isso, a puta está mais para amiga do que para amante. A amante quer ser esposa. A puta jamais vai aconselhar um homem a deixar a esposa e a família. Ela vai conversar com ele sobre tudo que o sujeito não conversa com ninguém, e eu já vi muita puta salvar famílias.”

“Muitas vezes o sexo é quase uma desculpa para o homem poder conversar com sua prostituta predileta. Mesmo que ele fale mal das putas, ele sabe que o que conta dentro do quarto morre ali.”

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*** OS NOMES DAS BANDAS DE ROCK

Cultura roqueira também é cultura.

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