A revolta das peladonas

12/11/2014

12nov2014

Um dia elas começaram a correr peladas pelas ruas. Foi só o início…

ARevoltaDasPeladonas-01.

A REVOLTA DAS PELADONAS
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No futuro, nossos bisnetos comentarão na hora do recreio:

‒ Que aula incrível! Adoro história do Brasil.

‒ Você viu? Quando começou, ninguém entendeu nada.

‒ Mas quem poderia desconfiar, né?

‒ Ninguém. Eram apenas mulheres correndo peladas pelas ruas.

‒ Diziam que eram loucas, ou que estavam em busca de fama.

‒ Marketing de tênis esportivo.

‒ Muitas eram presas por atentado ao pudor. Mas logo eram liberadas. E faziam de novo.

‒ Minha avó foi presa doze vezes, e ela já tinha setenta anos. Os delegados não aguentavam mais. A senhora pelada na rua de novo, vovó?

‒ Sério? Que demais! Você deve ter muito orgulho, né?

‒ Sim, e meus pais também. Tanto que me batizaram com o mesmo nome dela.

‒ A primeira peladona na minha família foi minha tia. Ela aproveitou e nunca mais voltou pra casa. Largou o marido que batia nela e montou uma banda de rock, que era seu grande sonho.

‒ Além de marido, muitas largaram o trabalho. Por isso diziam também que era uma conspiração… como é mesmo?

‒ Feminista-naturista-comunista radical.

‒ Diziam também que estavam possuídas pelo demo.

‒ Que nem a amiga da minha mãe, coitada. Expulsaram o demo dela, mas ela largou a igreja e continuou correndo pelada, e fazia questão de passar em frente bem na hora da sessão de descarrego.

‒ A Revolta das Peladonas, foi assim que o fenômeno ficou conhecido. Ficar pelada era uma forma simbólica de se libertar das opressões machistas na família, no trabalho, na religião, e até no barzinho. Mas a coisa logo passou do simbolismo pras reivindicações.

‒ Ah, deve ter sido o máximo! De repente estavam todas peladonas, ofendendo os bons costumes. A mulher do cara, a filha, a vizinha, a diretora do colégio, a gerente do banco…

‒ E como não podiam prender milhões de mulheres, tiveram que aguentá-las peladas em todo canto, a exigir direitos iguais. E tanto fizeram, que conseguiram. Hoje o termo feminista nem faz mais sentido.

‒ Mas mantiveram a lei de atentado ao pudor pra nós homens. Pode uma coisa dessa?

‒ O povo daquela época era muito burro.

‒ Pois é, e deu no que deu: os homens também se revoltaram, exigindo direito de nudez igual. O deputado Tiririca fez um discurso histórico no plenário. Só de dentadura. Foi aí que ele virou patrono da Revolta dos Peladões.

‒ E acabou Presidente da República.

‒ Tem uma estátua dele no meu condomínio. Só de dentadura.

‒ Se a gente vivesse cinquenta anos atrás, algum adulto já teria vindo aqui mandar a gente vestir uma roupa. E eu certamente seria mandada pro Conselho Tutelar.

‒ Ainda bem que vivemos no tempo de hoje. Nem me imagino todo vestido nesse calor.

‒ Minha prima, como é muito religiosa, usa uma folhinha de parreira.

‒ Viver numa sociedade onde a nudez é pecado deve deixar a gente neurótico.

‒ O que você trouxe pra gente lanchar?

‒ Maçã. Quer uma?
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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O INÍCIO DA REVOLTA

Mulher é detida pela polícia ao correr nua em parque de Porto Alegre – Uol, 30.10.14

Outra mulher sai andando nua em Porto Alegre – Uol, 06.11.14

Em 11 dias, terceira mulher é flagrada pelada em Porto Alegre (RS) – Uol, 09.11.14

“Logo entrou em um carro”, diz testemunha de pelada no RS – Terra, 11.11.14

O que significa a onda de peladas em Porto Alegre – Zero Hora, 11.11.14

Google tira do ar game inspirado em mulheres nuas de Porto Alegre – Bol, 13.11.14

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 IMAGENS DA REVOLTA

 ARevoltaDasPeladonas20141030-01As pioneiras da Revolta das Peladonas surpreenderam a todos

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ARevoltaDasPeladonas20141030-02Vistas como um perigo à ordem estabelecida, muitas peladonas foram presas

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ARevoltaDasPeladonas20141106-01Cada vez mais ousadas, as peladonas desafiavam abertamente a lei

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Impotentes diante de tantas peladonas, os homens tiveram que aceitar as reivindicações por direitos iguais

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SOBRE NUDISMO E NATURISMO

Naturismo-02aO nudismo é uma prática integrada no conceito mais vasto de naturismo que consiste na não utilização de vestuário para actividades recreativas em ambiente social. A nudez total é vista como uma forma de contacto com a natureza e sem conotações sexuais ou morais de modéstia. A prática do nudismo poderá ser efetuada em praias, lagos, piscinas ou outros espaços – usualmente ao ar livre – normalmente em áreas designadas para o efeito. (fonte: Wikipedia)

O naturismo (não confundir com naturalismo) é um conjunto de princípios éticos e comportamentais que preconizam um modo de vida baseado no retorno à natureza como a melhor maneira de viver e defendendo a vida ao ar livre, o consumo de alimentos naturais e a prática do nudismo, entre outras atitudes. (fonte: Wikipedia)

Federação Brasileira de Naturismo

Corte Europeia rejeita pedido de andarilho britânico de caminhar nu – Folha de São Paulo, 28.11.14

 

SOBRE FEMINISMO E SEXUALIDADE FEMININA

AsCiclistasOrgasticasDaColombia-01aAs ciclistas orgásticas da Colômbia – Ciclistas usam a energia de seus orgasmos para vencer corridas

Os apuros do homem feminista – Minha busca por relações igualitárias foi dificultada também porque muitas mulheres, mesmo oprimidas, preferiam relações baseadas no velho modelo machista

As fogueiras de Beltane – A sexualidade sem culpa de uma sacerdotisa pagã

O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990) – Um livro belo e libertador, que celebra o sagrado na sexualidade

Lola Benvenutti e a coragem de viverA única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos. Parabéns, Lola, por sua coragem e autenticidade

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e, entre uma e outra orgia, luta pela liberação feminina

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação pela submissão no sexo anal

Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino – Livro de contos e crônicas sobre a mulher

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COMENTÁRIOS
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01- Imaginação fértil Ricardo Kelmer. rsrsrs Mas pelo o que anda acontecendo, é bem provável que vá ser assim mesmo e aí a gente volte ao “paraíso”. Renata Kelly, Fortaleza-CE – nov2014

02- kkkkkkkkkkkkkkk adorei! Marici Silva, São Paulo-SP – nov2014

03- kkkkkkkkkkkkk! ótimo texto! Diana Sulamericana, Fortaleza-CE – nov2014

04- Muitoooo booommm!! Sergio Santos!! Leia isto!! E a sua cara!! Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – nov2014

ARevoltaDasPeladonas-01a


 


A grana do lanche

05/11/2014

05nov2014

A jovem advogada Dinorah descobriu que gosta de fazer sexo por dinheiro, e agora vive um dilema: afinal, ela é ou não é uma puta?

Este é um dos contos do livro recém-lançado Indecências para o Fim de Tarde (Editora Escrituras, selo Arte Paubrasil). Ele será publicado nesta postagem em 10 capítulos até 30.11.14. Os leitores que comentarem durante esse período concorrem ao sorteio de 1 livro impresso + 1 livro em PDF com dedicatória personalizada. Mesmo que você não goste de algo na história, para mim será muito útil acompanhar suas impressões durante a leitura.

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A GRANA DO LANCHE

cap. 1

DINORAH É UMA MOÇA BONITA, mas nada que chame demais a atenção. Tem vinte e cinco anos, faz o tipo mignon, pele clara, cabelo loiro ondulado na altura dos ombros, olhos castanhos, enfim, é uma dessas garotas que você vê aos montes nas tardes dos shoppings. Vive na capital, classe média alta, mora com os pais, não trabalha, abandonou Administração e agora cursa Direito numa faculdade particular. Desde a primeira vez, aos dezesseis anos, transou com onze caras, e também com a Pati, que depois se tornou a melhor amiga. E namorou um cara por quatro anos. O namoro terminou e é nesse ponto que encontramos Dinorah, solteira, numa mesa do café do shopping, olhando para uma nota de cem reais. E dizendo baixinho para si mesma: Eu não sou puta, eu não sou puta…

Esta é a nossa menina. Permita-me chamá-la assim, nossa menina, porque acho que combina com seu jeitinho quase infantil, e porque tenho a impressão que você também vai gostar dela. Mas por que Dinorah está repetindo para si mesma que não é puta? Porque horas antes ela conheceu um cara ali mesmo no café e… Bem, é melhor contar do começo.

Às sextas, após a última aula da tarde, Dinorah costumava passar no shopping que fica pertinho da faculdade para tomar um capuccino. Numa dessas sextas, ela viu um cara numa mesa próxima, tipo quarentão charmoso, de camisa social, gravata, paletó pendurado no encosto da cadeira, a pasta do tipo executivo ao lado no chão. E ela? Vestidinho estampado, sandalinha, mochila, cabelo preso. Os dois sozinhos. Ela achou o cara interessante, e ficou atiçadíssima quando ele ergueu a xícara de café, olhando para ela, e sorriu. E ela sorriu também. Logo depois ele estava em sua mesa e ela já sabia que o quarentão se chamava Carlos, morava em outra cidade, era executivo de uma empresa e uma vez por mês ia à capital a trabalho, era separado e não tinha filhos. Pelo menos foi isso que ele dissera.

Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa e ela disse que não bebia, o que era verdade. Enquanto ele pedia outro café, Dinorah sentiu que uma ideia instigante nascia em sua mente… Não, talvez não fosse na mente. Ideias podiam nascer entre as coxas? Se podiam, aquela definitivamente nascera lá. Aquele cara era um desconhecido, não era tão bonito mas era interessante, parecia ser confiável e estava abertamente a fim dela, e ainda morava em outra cidade… Transar com um desconhecido. Por que não?, pensou nossa menina, e agora a ideia tomava conta de seu corpo inteiro, feito uma onda de calor gostoso.

É, por que não, ela continuava pensando, e a ideia se tornara uma sensação que ficava cada vez mais excitante. Sexo sem compromisso, um cara mais velho, depois tchau, cada um segue sua vida, isso combinava com a sexta, sexta era um dia bom para experimentar coisas novas. Sim, decidiu Dinorah. Daria para ele, sim, bastava ele querer. Mas não gostou do nome, Carlos era sem graça. Executivo era mais sexy.

Do que você gosta, Executivo, posso te chamar de Executivo?, ela perguntou, disposta a mudar logo o papo para rumos menos formais. E ele respondeu que podia, e emendou, meio sério, meio insinuante: Gosto de garotas da sua idade. Dinorah sorriu, surpresa, uau, ele não perde tempo. Melhor assim, ela não estava mesmo a fim de muito papo. Posso te chamar de Loirinha?, ele quis saber. Pode, respondeu ela, gostando daquele joguinho. Do que você gosta, Loirinha? Ela decidiu que era hora de passar o ponto de não retorno: Gosto de caras que gostam de garotas da minha idade.

Quando a garçonete trouxe a conta, ela quis pagar sua parte, mas ele, delicadamente, perguntou se ela ficaria chateada se ele pagasse tudo. Se fosse uma situação normal, Dinorah ficaria, sim, ela acha que mulher tem que dividir a conta, principalmente ela que ganha uma boa mesada dos pais. Mas aquela não era uma situação normal, e ele pagar tudo combinava com a situação, um executivo bancar uma noite de prazer para uma jovem estudante safadinha. Não, Executivo, não vou ficar chateada, muito pelo contrário…

Menos de uma hora depois, Dinorah estava no motel com Executivo. Um desconhecido, um cara mais velho, experiente, isso era muito interessante e ela sentia-se bem safada. Executivo tinha um pau grande, mas ele a fodeu com cuidado para não machucar. Superexcitado, ele lambeu e chupou todas as partes de seu corpo, comeu-a em várias posições e gozou com ela montada nele, e ele sempre chamando-a de loirinha gostosa, loirinha safada…

No fim, após pagar a conta, Executivo perguntou-lhe se tinha gostado e ela respondeu que sim, e estava sendo 99% sincera, pois, embora sem orgasmos, ela tivera muito prazer. O 1% restante era porque ela achava que poderia ter se soltado um pouco mais. Ele deu-lhe seu cartão e disse que dentro de um mês estaria de volta.

Já no táxi, ele se ofereceu para deixá-la em casa, mas ela disse que preferia voltar para o shopping pois queria fazer um lanche. Seguiram pelas ruas em silêncio. Dinorah sabia que não o procuraria novamente, já havia realizado seu desejo safadinho, mas sentia-se bem e não via a hora de contar tudo para a amiga Pati, com quem adorava dividir suas confidências mais sórdidas. Quando o táxi parou em frente ao shopping e ela se preparava para abrir a porta do carro, Executivo pôs em sua mão, discretamente, uma nota de cem reais. Ela olhou para a nota, sem entender. É pro lanche, ele explicou, sorrindo calmamente, aceite, Loirinha, por favor. Confusa, ela pôs a nota dentro da mochila e desceu.

Numa mesa do café, Dinorah agora observava a nota de cem em suas mãos. Ainda podia sentir o pau do Executivo dentro dela, sua buceta latejando… Era para estar feliz, afinal a transa fora boa, o cara a tratara bem… Mas e aquela nota de cem? Por acaso ele achava que ela era uma puta? E, se achava, então valia cem pilas? Aquilo era muito ou pouco?

Pediu outro capuccino, mas bebeu sem vontade. Decidiu ir para casa, não se sentia muito bem. Entrou na sala e seus pais assistiam a um programa religioso na tevê. Beijou a mãe, beijou o pai e sentou-se com eles no sofá. Tudo bem, filha?, perguntou o pai. Ela respondeu que sim, só estava um pouco cansada. Tem lasanha no micro-ondas, avisou a mãe. Ela respondeu que estava sem fome e foi para o quarto. Sentada na cama, sentia-se um tanto angustiada. É pro lanche, Executivo dissera. Mas um lanche não custava tudo aquilo. Na verdade, com cem reais ela poderia jantar num ótimo restaurante, vinho incluído. Assim sendo, era óbvio que não dera o dinheiro para lanche nenhum. Ele havia lhe pago pelo sexo, era óbvio.

Eu não sou uma puta, falou para si mesma mais uma vez, e dessa vez amassava forte na mão a nota de cem. Que merda, como os homens podiam ser tão insensíveis? Levantou da cama e foi ao banheiro, controlando-se para não chorar. Por que ele tinha que estragar tudo? Fez um bolinho com a nota e jogou no vaso sanitário. Eu não sou uma puta. Ao contato com a água, a nota abriu-se e ficou boiando, como se olhasse para ela, duvidando do que ela dizia. Eu não sou uma puta e nem preciso dessa grana escrota, murmurou, a voz abafada pelo som da descarga.

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NOS DIAS QUE SE SEGUIRAM, Dinorah ruminou sobre o assunto. Não estava arrependida, mas… havia a questão dos cem reais. Será que ele realmente achava que ela era puta? O que teria pensado, que naquela sexta, em vez de faturar, a puta decidira transar com um cara qualquer sem cobrar, e que coincidiu de ser ele? Mas, se fosse isso, por que ainda assim lhe dera dinheiro? Que merda, Dinorah não se conformava. Será que uma mulher não tinha o direito de trepar com um desconhecido sem ser confundida com uma puta?

No espelho do armário, nossa menina observou-se dezenas de vezes, virando de lado, fazendo poses. Será que tinha jeito de puta? Não, não podia ser isso, ela era uma garota normal, vestia-se como suas amigas e não exagerava na maquiagem. E, além do mais, tinha ódio dessas meninas muito fáceis, e sempre fora convictamente monogâmica em todos os seus relacionamentos.

Contou tudo para Pati. Desencana, respondeu a amiga, você não é puta, e o cara quis apenas ser gentil. Mas Dinorah não desencanou. Pesquisou sites de prostituição, olhou as fotos das garotas de programa, viu que a maioria cobrava mais que cem reais. Como Executivo podia achar que ela era uma daquelas mulheres?

Na última sexta do mês ela terminou o almoço no restaurante da faculdade e decidiu não ir às aulas da tarde, estava ansiosa demais, não conseguiria se concentrar. Botou os livros na mochila e foi para o café no shopping. Sentou-se em sua mesa predileta, pediu um capuccino e esperou. Meia hora ela esperou. Uma hora. Quase duas horas depois Executivo chegou, vestido do mesmo jeito, o paletó aberto, a pasta de executivo, e logo que entrou, percebeu sua presença. Posso sentar?, ele perguntou, simpático. Parecia contente em revê-la. Ela não conseguiu sorrir. Mas fez que sim com a cabeça e ele sentou.

– Cara, vou ser bem direta e quero que você seja sincero, tá? Por que você me deu aquela grana? Você acha que eu sou puta?

Ensaiara cuidadosamente aquelas exatas palavras durante as duas horas em que esperou por ele. Mas não falou nada disso. Porque simplesmente era uma questão que não tinha mais importância. Bem, na verdade ainda tinha importância, sim, mas de um outro modo… Saíra mais cedo da faculdade para garantir que o encontraria, e queria reencontrá-lo para tirar a limpo a história dos cem reais, sim, mas… algo nela havia mudado durante aquelas duas horas. Uma ideia estranha sobrevoava seus pensamentos, tão estranha que não ousava admiti-la… Mas de uma coisa ela sabia: queria transar novamente com aquele cara.

Uma hora depois, no motel, sob o peso do corpo dele, Dinorah gemia de prazer. Não era exatamente tesão pelo Executivo que sentia, e não era apenas tesão por estar sendo fodida por um quase desconhecido às cinco da tarde num motel, enquanto suas colegas assistiam aula de Direito Processual. Sim, tudo isso era excitante, porém enquanto ele metia firme em sua buceta e segurava suas pernas escancaradas na posição do frango assado, e ela assistia a tudo pelo espelho do teto, nossa menina fechou os olhos e imaginou os dois voltando para o shopping… Imaginou o táxi parando, os dois no banco de trás e… E o quê? A imagem seguinte parou um segundo antes de surgir em seu pensamento, esperando sua autorização. O táxi chegando no shopping, parando e… e…

Sem esperar mais pela autorização, a imagem que faltava invadiu de vez seu pensamento. O táxi para no shopping, Executivo abre a carteira, tira uma nota de cem e entrega a ela. Enquanto a imagem congelava em sua mente, ela recebendo o dinheiro no táxi, e na cama Executivo metia fundo em sua buceta, Dinorah gozou, de um jeito que nunca havia gozado antes, tão intenso que parecia que não ia acabar mais. E quando enfim acabou, na verdade não havia acabado: ela o abraçou com as pernas, puxando-o forte contra seu corpo e exigindo que ele continuasse a meter, e gozou novamente, outra vez intenso, uma coisa louca.

Pouco tempo depois, o táxi parou no shopping. Executivo deu-lhe um beijo no rosto e disse que no mês seguinte estaria no mesmo lugar novamente. Ela apenas sorriu. E aguardou quieta, sentada ao lado dele, as pernas juntas, mochila ao colo. Como nada aconteceu, ela aproximou a boca de seu ouvido e perguntou baixinho: Você não tá esquecendo nada? Ele pensou por alguns segundos, até que finalmente compreendeu. Então abriu a carteira, tirou uma nota de cem e deu para ela. Dinorah guardou-a na mochila, disse obrigado, abriu a porta e saiu. Instantes depois, no café, tomou o capuccino mais gostoso de quantos já tomara em toda sua vida.

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NA SEMANA SEGUINTE, Dinorah marcou com Pati num barzinho, queria contar sobre seu segundo encontro com Executivo. Ela adorava sair com a amiga, apesar de Pati, morena do tipo gostosona como era, sempre atrair todos os olhares disponíveis do ambiente. Na noite em que se conheceram, numa festinha quatro anos antes, Pati beijava um cara e convidou Dinorah a se juntar a eles. Dinorah riu, pensando que aquela garota devia ser muito louca. Mas pensou por que não e aceitou. O beijo ficou triplo e eles terminaram na cama. No dia seguinte, já eram amigas.

Nossa menina chegou ao barzinho e viu a amiga bebendo no balcão com um homem. Ao ver Dinorah, Pati deixou-o lá sozinho e foi abraçá-la.

– Você vai dispensar aquele gato? – Dinorah perguntou.

– Dei pra ele ano passado. Deixa o gato ficar com mais vontade.

– Pati sempre arrasando os corações…

Sentaram-se numa mesa, e Dinorah contou o que acontecera na sexta anterior.

– Você cobrou pra transar, sua danadinha! – Pati comentou, surpresa.

– Eu não, só queria a grana do lanche. E nem precisava tanto.

– Mas você falou pra ele que era pro lanche?

– Não.

– Humm. Então agora ele vai achar que você cobrou pelo sexo.

– Talvez eu tenha cobrado mesmo.

‒ Talvez ou cobrou? Decida-se, Dinorah.

‒ Antes eu estava realmente superencucada, mas admito que, na verdade, eu estava achando excitante a ideia de ser paga pra transar. Nessa segunda vez, isso ficou claro pra mim.

– O nome disso não é prostituição, amiga?

– Ou será um fetiche?

– Você acaba de inventar o fetiche remunerado.

– Você também sai com os caras, Pati, eles te levam no carro deles, te pagam barzinho, restaurante, motel… É a mesma coisa, não? No meu caso, foi uma grana pro lanche.

– Tá bom, você venceu. Mas você por acaso gastou a grana com lanche?

– Não. Mas podemos gastar agora. Vamos pedir o quê?

– Ai, amiga, você não existe!
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AGranaDoLanche-06acap. 4

NÃO POSSO SER UMA PUTA, pensava Dinorah, sentada diante de seu guarda-roupa, porque puta nenhuma no mundo teria um guarda-roupa tão comportado. Porém, ser paga para transar, ah, isso tinha que admitir: era uma delícia. Nem o preço importava, o dinheiro em si não era importante, ela não precisava dele. Importante era ser paga. Lembrou da segunda transa, de como foi bom, do quanto se excitou imaginando que logo depois seria paga… Será que as putas também sentiam aquele mesmo tipo de excitação gostosa, aquele frenesi de saber que o homem à sua frente dispõe-se a gastar uma grana para estar dentro dela?

Decidiu dar um passo adiante em seu fetiche. Quando, no fim do mês, reencontrou Executivo no shopping e foram novamente para o motel, dessa vez ela fez diferente. Tirou a roupa, ficou inteiramente nua e pediu que ele se encostasse na bancada, o que ele fez. Ela ajoelhou-se no chão, abriu sua calça, pôs o pau para fora e o acariciou, vendo-o crescer rapidamente em suas mãos até ficar imenso e inteiramente rijo. Passou a língua devagar por toda sua extensão, beijou-o delicadamente na ponta e, um instante antes de começar a chupá-lo, parou de repente. Ergueu o rosto e olhou para ele. E falou, calmamente: Hoje eu quero adiantado.

Surpreso, Executivo abriu os olhos. Durante alguns segundos os dois se olharam em silêncio, o pau dele, duro e latejante, a um centímetro da boca de nossa menina, feito uma lança paralisada em pleno voo. Executivo sorriu e disse que aquilo não era problema. Ainda encostado na bancada, pegou a carteira, tirou uma nota de cem reais e entregou a ela. Dinorah pôs a nota sobre a cama e voltou à sua posição de joelhos. Segurou Executivo pelas coxas e começou a chupá-lo, fazendo exatamente como num vídeo erótico que vira aquela semana, engolindo o máximo que podia até senti-lo na garganta, até engasgar-se e lágrimas descerem por seu rosto, e depois voltando lentamente até a ponta da cabeça, sem deixar em nenhum momento de envolvê-lo totalmente com os lábios, sem usar as mãos, e repetindo o movimento cada vez mais rápido.

Pouco depois, ela percebeu que as pernas do Executivo tremiam e ele se apoiava na bancada com os braços. Ela o escutou gemer mais forte e logo depois sentiu o jato de sêmen em sua boca, um gosto de doce e salgado, morno, quase quente, que ela saboreou e engoliu. Depois afastou a boca e dirigiu o resto do jato para seu rosto, e com a outra mão espalhou o líquido pelas duas faces, pela boca, pelo pescoço, pelos peitos. Enquanto Executivo dobrava-se para trás, Dinorah, ainda ajoelhada e toda lambuzada de sêmen, olhava para a nota de cem sobre a cama e maravilhava-se de ser a mulher mais suja e feliz do mundo.

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DIAS DEPOIS DO TERCEIRO ENCONTRO com Executivo, Dinorah conheceu Bruno num bar, e o interesse foi mútuo. Ela, porém, não queria namorar, estava adorando a vida de solteira, e não cogitava interromper os encontros com Executivo. Mas Bruno insistiu, e uma noite transaram no apartamento dele. No dia seguinte, ela disse que não queria namorar, mas que topava ficar com ele, e assim foram ficando, ficando, até que um dia ela percebeu que estavam se relacionando como namorados. E decidiu deixar a coisa como estava.

Pouco mais velho que ela, Bruno administrava os postos de gasolina do pai, era rico e morava numa cobertura. Com ele o sexo até que era bom, mas… sempre faltava um algo mais. Ou ela é quem andava muito exigente? Sim, talvez fosse isso. As transas com Executivo haviam despertado seu lado selvagem, e com Bruno ela não se sentia sexualmente completa.

Uma noite, durante um fim de semana que passavam na serra, ela percebeu que havia putas na pracinha próximo ao hotel. A visão das garotas se oferecendo aos homens a fez sentir-se especialmente tarada naquela noite. Foram para o quarto do hotel e ela pediu que ele entrasse depois, exatamente cinco minutos depois. Bruno topou a brincadeira e quando entrou, ela estava nua, de quatro sobre o sofá, e o chamava: Quero que você me coma aqui. Bruno perguntou se ela não gostaria de tomar um banho antes. Não ‒ foi sua resposta, enfática. Pouco depois, enquanto Bruno satisfazia sua vontade, ela, gemendo alto de prazer, pediu que ele a chamasse de puta. Ele não chamou, e ela insistiu e insistiu, até que ele obedeceu. Mas o puta dele foi tão sem ênfase que ela não aguentou:

– Me chama de puta, porra, de puta safada! Vai, me chama, porque é isso que eu sou mesmo, uma putinha vagabunda! Eu sou muito putaaaaaaa!!!

E foi assim que ela gozou, o namorado comendo-a de quatro no sofá e ela berrando que era puta, para desespero dele, preocupado com o escândalo. E, apesar de Bruno nunca participar do texto exatamente como ela queria, assim passaram a ser seus melhores gozos, ele metendo nela de quatro e ela gritando que era puta, muito, muito puta.
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OS ENCONTROS COM EXECUTIVO se sucediam, sempre na última sexta do mês, quando ele ia à capital. Encontravam-se no café do shopping e seguiam para o motel. Quase não se falavam, não era necessário. Dinorah não queria saber sobre a vida dele e ele não tinha interesse pela vida dela – tudo que queriam era sexo. Os cem reais do lanche, Executivo pagava adiantado, logo que chegavam ao motel. A nota, Dinorah fazia questão de deixá-la à vista, e adorava ser fodida olhando para ela.

Era uma puta? Ou tudo aquilo era apenas uma fantasia? Ela ainda se perguntava isso. E ainda não sabia a resposta. Sempre escutara que o motivo das mulheres virarem putas era a falta de perspectivas ou os problemas familiares. Ela não tinha nenhum problema sério, levava uma vida confortável, tivera educação religiosa e mantinha uma ótima relação com seus pais. Não tinha motivo para querer ser uma puta. Bem, na verdade tinha um, sim: o fetiche de ser paga. Será que alguma outra mulher já havia virado puta pelo mesmo motivo?

Pelo sim, pelo não, nossa menina decidiu dar uma renovada no guarda-roupa. Comprou roupas novas, uns vestidos mais justos, umas calcinhas mais safadas. E comprou um vestidinho branco colante que jamais pensou que teria coragem de usar. Usou-o a primeira vez com Executivo. Enquanto o aguardava no café, sentiu que os homens a devoravam com o olhar. Era a primeira vez que era olhada daquela forma tão explícita. E era um delícia. Executivo adorou o vestido e pediu que ela o vestisse sempre, e sem calcinha, no que foi atendido. Não tem sempre razão, o cliente?

Executivo nunca lhe perguntou se ela de fato usava o dinheiro para lanchar. Ele apenas pagava e pronto, e Dinorah apenas recebia e transava que nem uma puta, ou pelo menos como achava que uma puta transava, com muita vontade. Passou a ler bastante sobre prostituição, devorando tudo que encontrava sobre práticas sexuais e preferências masculinas. Via vídeos na internet e depois praticava com, digamos assim, seu cliente.

– Cliente? É assim que você tá chamando o cara? – perguntou Pati, rindo da amiga. – Então você já assumiu a putice.

– Existe puta de um homem só?

– Se não existia, agora existe.

– Se ele me vê assim, pra mim tanto faz.

– Então deixe de ser besta e cobre mais, amiga.

– Ah, Pati, não é pela grana, é pelo prazer.

– Prazer tem esse cara. Conseguiu uma putinha bonita, classuda, futura advogada, que dá pra ele por cem pilas. Mixaria. Eu cobraria mais, na boa.

– Mas você é gostosona, Pati, tem peitão, bundão. Eu sou normal.

– Mas fode bem, não fode? É disso que os caras gostam.

Sim, fodia bem. Executivo que o dissesse. A cada vez Dinorah se soltava mais e vivia mais verdadeiramente seu fetiche de ser puta. Não importa se você tem prazer, aconselhava uma prostituta num livro de memórias, faça-os crer que tem e eles adorarão isso, e você terá real prazer por vê-los tão felizes. Interessante, pensou ela, matutando sobre esse trecho. Com Executivo, ela não precisava fingir, pois realmente sentia prazer. E sentia prazer não apenas físico, mas também em descobrir que aquela experiência lhe permitia explorar intensamente sua sexualidade, sem qualquer tipo de culpa, e isso era maravilhoso. Passou a adorar que ele gozasse em sua boca: ela engolia tudo e queria mais, sinceramente sedenta do jorro de sêmen. Aprendeu também a fazer anal, a receber o pau dele inteiro em seu cu, e se no início doía, depois passou a gostar e um dia foi assim que gozou, sentada sobre Executivo, o pau dele totalmente enterrado em seu cu, e ela subindo e descendo feito uma louca descabelada, transtornada pela sensação de estar sendo absolutamente preenchida por trás… e ainda ser paga por isso. Ah, era muita felicidade.

E o namoro com Bruno? Ia do mesmo jeito. Fora da cama se entendiam muito bem, saíam, bebiam e iam a festas, mas no sexo ela continuava um tanto insatisfeita. Sim, tinha prazer com ele, e ele com ela, mas com Bruno não conseguia ser a puta que sentia ser. Sexo anal, por exemplo, ele se recusava a fazer, dizia que era nojento, e ela não se conformava com isso.

Uma noite, enquanto viam um documentário sobre prostitutas na TV, Dinorah comentou que elas eram muito corajosas por trabalhar na rua de madrugada. E Bruno respondeu que elas não eram corajosas, eram doentes. Ela argumentou, dizendo que aquele era o trabalho delas, mas ele disse que era um trabalho de gente doente, e que quem pagava também era doente. Aquilo atingiu nossa menina em algum ponto sensível, era como se Bruno estivesse falando dela, e ela não era doente. Depois desse dia, Dinorah achou mais prudente não tocar no assunto. E deixou de gritar que era puta quando ele a comia de quatro. Uma pena, pois era o prazer mais gostoso que tinha com ele.
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AGranaDoLanche-06acap. 6

UM DIA DINORAH RECEBEU a notícia que menos esperava. Após a transa, ainda no motel, Executivo lhe disse que um novo gerente assumiria seu lugar na empresa e que, por isso, ele não iria mais à capital. Aquela, portanto, era a última vez que se viam. Dinorah escutou em silêncio, sem conseguir acreditar. Ficou arrasada. Quando chegaram de volta ao shopping e ele lhe estendeu a nota de cem, ela olhou para ele com desdém e disse: É por conta da casa. E saiu.

Foi como se de repente lhe puxassem o chão de seus pés. De uma hora para outra ela perdia sua fantasia. Fantasia? Não, era mais que isso, e só agora ela se dava conta do quanto realmente precisava daquilo em sua vida. Ser puta não era só fantasia, era uma parte de sua vida que não podia mais ignorar. Foram treze meses lindos, treze encontros com Executivo onde aprendeu mais sobre sexo que em todas as suas experiências anteriores. Se dependesse dela, aqueles encontros nunca teriam fim.

E agora?, ela se perguntava, inconformada. Agora tinha apenas seu namorado, que não percebia o que ela era. Dinorah virou-se na cama, sem sono, e conferiu no relógio as três horas da madrugada. Puta. E pela milésima vez pensou no significado daquela palavra.

Dias e dias de tristeza, noites e noites mal dormidas. Dinorah não se conformava em ter sido abandonada. Até que um dia, quando já não suportava mais, entrou em contato com Executivo e perguntou se poderia visitá-lo em sua cidade uma vez por mês. Ela iria por conta própria, ele não precisaria se preocupar com nada. Mas Executivo disse que não seria possível.

– Por favor, você é meu único… cliente – ela completou a frase, e não se surpreendeu com o que dizia.

– Você vai conseguir outros, Loirinha, você é ótima.

– Você acha caro? Posso fazer por cinquenta.

– Obrigado, mas…

– Faço por dez reais, você quer?

– Loirinha, por favor…

– Um real.

Silêncio. Dinorah esperava ansiosa pela resposta. Acabara de pedir um real para transar. A puta mais barata do mundo.

– Você vai me cobrar um real? Tá falando sério?

– Sim.

– Como você pode cobrar um real por um programa?

– E como você pode não querer?

– Eu realmente não entendo.

– Não tente entender. Apenas aceite, por favor…

Novo silêncio. Dinorah sabia que havia ido longe demais. Mas era sua última cartada.

– Desculpa, Loirinha, não vai dar.

É, não deu. Executivo realmente não estava mais a fim. Ele, porém, disse que falaria com o gerente substituto, talvez se interessasse. Você promete?, perguntou nossa menina, um brilho de esperança acendendo-se em seus olhos. Ele prometeu.

Os dias seguintes foram de uma terrível expectativa. Ficou difícil prestar atenção às aulas. Passou a se irritar com qualquer coisa que Bruno dizia, e o sexo com ele, que já não era essas coisas todas, foi rareando até que ela perdeu de vez a vontade. Preocupado, ele perguntou o que estava acontecendo e ela desconversou, dizendo que estava concentrada nas provas da faculdade. Até mesmo a mãe percebeu algo errado, e para ela Dinorah disse que o problema era o namoro, que não ia bem. Para Pati, porém, contou a verdade, e a amiga sugeriu que fosse franca com Bruno e revelasse sua tara secreta.

– Ele me larga na mesma hora – Dinorah respondeu.

– Você arruma outro rapidinho, sua boba.

– Que homem iria aceitar isso, Pati?

– É. Só um cafetão mesmo.

– Cafetão eu não quero.

‒ Qual é o problema? Se alguém te arruma cliente, é justo que ganhe comissão.

– Eu sei que é justo. Mas não quero mais gente envolvida, entende?

‒ Então reza pro novo gerente gostar de você.

Um mês depois, o celular de Dinorah tocou. Era o novo gerente. Ele estava na capital e queria conhecê-la. No dia seguinte, uma sexta, ela pôs o vestidinho branco, sem sutiã e sem calcinha, e foi encontrá-lo no bar do hotel onde ele se hospedava. Chamava-se Jaques, era mais novo que Executivo e era um cara muito bonito. Ele disse que seu colega havia falado bem dela e que estava interessado.

– Ele te falou como é o meu esquema?

– Sim, Loirinha. Cem reais adiantados, né?

– Isso mesmo.

– Fechado. Vamos subir pro meu quarto?

– Você decide, Chefinho. Posso te chamar assim, você tem jeito de Chefinho.

E assim foi. Naquela noite, no décimo quinto andar do hotel, Dinorah foi novamente puta, agora com um novo cliente. Ele pagou adiantado, ela pôs o dinheiro sobre a mesinha ao lado e falou: Agora deixa tua putinha te chupar, Chefinho. E abriu a calça dele, recebendo em sua boca o pau do novo cliente, e nessa noite ela entendeu que os clientes de uma puta eram diferentes, uns mais cuidadosos, outros mais rudes. Aquele era do tipo rude. Não tinha o pau grande como o de Executivo, mas era um tanto indelicado, o que não a impediu em nada de sentir-se feliz, afinal estava novamente fazendo o que adorava fazer, estava outra vez transando por dinheiro. E dessa vez havia algo de muito especial: era a primeira vez do cliente, e era preciso fidelizar a clientela. Quer comer meu cu, Chefinho, é oferta especial da casa, ela perguntou, manhosa. E Chefinho quis, sim, e a pôs de quatro e a enrabou com violência, puxando seu cabelo, e Dinorah, mesmo sentindo-se rasgada por dentro, deleitou-se ao observar-se no espelho ao lado, parecia uma cadela devassa, e bem à sua frente, sobre a cama, os cem reais do lanche, mais belos que nunca.
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AGranaDoLanche-06acap. 7

A VIDA VOLTOU AO NORMAL para Dinorah. As aulas voltaram a ser o que eram, a irritação com Bruno sumiu e até o sexo com ele ficou mais interessante. Bem, não tão interessante como com Chefinho, é verdade, que, diferente de Executivo, ia à capital duas vezes por mês. E sempre que ia, procurava Dinorah. E ela não recusava, o que a obrigou a ter o dobro de cuidado para que Bruno não desconfiasse.

Um dia, Chefinho disse que queria sexo a três, e perguntou se ela por acaso não tinha uma colega. A ideia não a agradou muito, mas não podia perder o novo cliente. Ela disse que falaria com uma amiga. A amiga era Pati, claro, a única que poderia topar aquela parada e, além disso, elas já haviam transado a três uma vez, não seria nenhuma novidade. Pati trabalhava como operadora de telemarketing para poder pagar a faculdade de Turismo e uma graninha extra certamente seria muito bem vinda. Além disso, era inteligente e descolada, saberia lidar bem com a situação.

– Ai, amiga, não sei se eu levo jeito pra puta.

– Ah, nem vem, eu sei que você gosta de uma boa putaria. E ele é lindo, você daria pra ele de graça.

– É rico?

– Acho que sim.

– Quanto a gente cobraria?

– Semana que vem ele volta. A gente marca um encontro e você negocia, que tal? Você é melhor que eu nisso.

Na semana seguinte, elas se encontraram com Chefinho no bar do hotel. Pati foi vestida com uma minissaia bem curta e um decote tão generoso que a cada dez segundos magnetizava o olhar abobalhado do Chefinho. Ele gostou dela, que se apresentou como Morena, e ofereceu duzentos.

– Pra cada uma, Chefinho? – perguntou Pati, à frente das negociações.

– Não, pras duas.

– Então nada feito.

Dinorah tremeu. Tudo que não podia acontecer era perder o cliente por ganância da amiga. Mas confiava nela.

– Quanto vocês querem?

– Quatrocentos é um preço justo.

– Tudo isso? Sua amiga cobra cem.

– Meu lanche é mais caro, Chefinho.

Dinorah suava. Conhecia bem Pati e sabia de sua personalidade forte e determinada. Determinada até demais. Talvez não houvesse sido uma boa ideia…

– Pago trezentos, Morena.

– Trezentos é o meu preço. Pague mais cem e terá duas meninas lindas e fogosas em sua cama.

– Você é tão competente quanto sua amiga?

– Se você não gostar, te devolvo a grana.

Dinorah aguardou nervosamente a resposta do homem. À frente dele, os peitos de Pati se ofereciam feito dois melões numa bandeja, e Chefinho, coitado, até se esforçava por não olhá-los, mas seus olhos inapelavelmente escorregavam para dentro do decote da Morena e a muito custo é que conseguiam sair de lá. Chefinho afrouxou o nó da gravata, deu um gole no uísque e falou, enfim, que o negócio estava fechado. Enquanto ele pedia a conta ao garçom, Pati piscou um olho para Dinorah, que sorriu aliviada.

Pati precisou devolver o dinheiro? Longe disso. As duas deram muito prazer ao Chefinho, uma de cada vez, as duas juntas, os três misturados, o pau na buceta da Loirinha e a boca nos peitos da Morena, Morena chupando Loirinha e Chefinho enrabando Morena… Duas horas depois ele estava esgotado, mas totalmente satisfeito com o dinheiro investido.

Quinze dias depois, Chefinho voltou à capital e a dupla Loirinha e Morena novamente compensou cada real pago por elas. Dinorah e Pati, grandes amigas e agora grandes parceiras do ménage à trois. Para Pati, além do prazer da putaria, que ela realmente gostava, havia agora seiscentos reais todo mês ajudando bastante no orçamento. Para Dinorah, alívio: o cliente estava garantido. E ainda ajudava a amiga. Tudo sob controle.

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A VIDA, PORÉM, RESERVAVA surpresas desagradáveis para nossa menina. Uma noite, três meses depois do início da parceria sexual com Pati, ao chegar à cobertura de Bruno, ela percebeu de imediato que algo não estava bem. Bruno recusou o beijo e disse que queria conversar. Sentaram-se no sofá, mas ele logo levantou-se e perguntou:

‒ Há quanto tempo você faz programa?

Dinorah tomou um susto tão grande que ficou muda.

‒ Não vai responder? ‒ ele insistiu.

Ela pensou em fingir que não sabia do que ele falava, mas percebeu que não conseguiria. E respondeu a verdade, que começara pouco antes de conhecê-lo. Ela podia ver a sombra da decepção em seus olhos, ele estava arrasado. Perguntou-lhe como descobrira e ele disse que dias antes um amigo a havia visto num bar com Pati e um homem, e os seguiu até o motel. Por quê, Dinorah?, Bruno perguntou. E ela nada respondeu. Por quê, Dinorah? E dessa vez ela respondeu a única coisa possível: Porque eu gosto.

O clima era horrível. A vontade era de levantar e sair correndo, mas ela sabia que não podia fugir assim daquele momento. Bruno tinha direito a um mínimo de consideração de sua parte.

– Não vai dar pra continuar.

– Desculpa, Bruno. Eu não queria que terminasse assim.

– Por isso você sempre defendia as putas. Você é uma delas.

Dinorah fechou os olhos. Ouvir aquilo daquela forma era doloroso. Mas…

– Você é uma doente, Dinorah.

Era doloroso, sim, mas foi nesse momento, confrontada com a acusação que sofria, que ela finalmente compreendeu. Não, não era doente. Era uma puta. Não era a sua profissão, mas gostava de transar por dinheiro, e isso era o bastante, não? Sim. Tinha alma de puta. Fosse fetiche, fantasia ou realidade, era isso que ela era: uma puta. Era puta, sim. De corpo e alma.

– Eu não menti pra você, Bruno. Te falei várias vezes que eu sou puta.

– Falou? Quando?

– Quando a gente transava.

– Mas… na transa não vale.

– É nesse momento que uma mulher revela suas melhores verdades, você não sabia?

Bruno não respondeu. Tinha os olhos marejados e olhava para um ponto qualquer no espaço. Dinorah sentiu pena dele, mas sabia que nada mais havia a ser feito. Caminhou até a porta, abriu e, após dezoito meses de um namoro que nunca deveria ter começado, saiu para sempre da vida de Bruno.

Naquela noite não conseguiu dormir, seu ser inteiro era um turbilhão de pensamentos e sentimentos. Por um lado, estava triste por Bruno. Não o amava, mas gostava dele. Como poderia ter sido diferente? Não, não poderia, ele jamais aceitaria sua condição. Por outro lado, sentia-se aliviada, pois agora finalmente não tinha mais dúvidas: ela era puta, sim. Transar por dinheiro era delicioso e não machucava ninguém, o que havia de errado nisso? Por que não continuar? E já que namorado nenhum a aceitaria, ela seguiria solteira mesmo, pelo menos enquanto sentisse prazer em ser puta.

Quando amanheceu e a claridade do dia invadiu o quarto, ela estava em paz consigo mesma, não mais havia conflito em sua alma. Então levantou e encontrou os pais na sala tomando café. Sentou à mesa e eles logo comentaram sobre o estado de espírito da filha. Ela riu e contou que estava novamente solteira. A mãe comentou que ela estava mais bonita, e que o namoro não estava mesmo fazendo bem a ela, e o pai lembrou que em poucos dias ela receberia o diploma de advogada, bola para frente, minha filha. Página virada, vida nova, ela respondeu, sorridente.

Após o café, calçou os tênis e, enquanto os pais saíam para a missa das oito, seguiu para o parque. Era um belo domingo ensolarado, ela pensou, perfeito para recomeçar a vida. Do parque mesmo ligou para Pati, para contar as novidades. Falou que ainda estava triste por Bruno, mas que se sentia muito feliz por ter finalmente assumido o que ela, de fato, era. E preveniu a amiga:

– Ele sabe que você também tá no esquema, Pati. Melhor a gente tomar cuidado.

– Eu não tô mais, Dinorah.

– Como assim?

– Eu ia te contar num momento mais oportuno… mas acho melhor resolver isso agora.

Dinorah sentiu um calafrio. O tom de voz da amiga a assustava.

– Mas… você estava tão animada. O que aconteceu, Pati?

– Eu e Jaques estamos namorando.

Ficou em silêncio. Pati e Chefinho namorando? Escutara direito?

– Viajo na próxima semana, já tô com tudo pronto. Vou morar com ele.

Não. Pati só podia estar brincando.

– É sério, Dinorah. Você vai ter que arrumar outro cliente.

– Mas… Pati…

– Desculpa, Dinorah. Boa sorte.

Ela escutou o som da ligação encerrada. Sentada no banco do parque, tinha a impressão que estava sonhando, que em breve algo aconteceria e ela, puff, despertaria. Mas nada aconteceu. Cinco minutos antes sorria feliz para o mundo, e agora estava totalmente sem chão. O namorado descobrira que ela era puta e o único cliente que tinha a abandonara para ficar com sua melhor amiga. Sem cliente, sem amiga, sem namorado, sem nada. Aquilo era a realidade, brilhando tão forte quanto o sol sobre sua cabeça.
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AGranaDoLanche-06acap. 8

UM MÊS DEPOIS, RECUPERADA DO BAQUE, Dinorah começou a estudar as possibilidades. Tinha vinte e sete anos, era agora uma advogada formada e trabalhava num importante escritório. Dois anos antes começara a transar por dinheiro e descobrira nisso o grande prazer de sua vida. Embora tivesse plena consciência de todos os riscos envolvidos, não estava disposta a abrir mão do prazer. Precisava fazer algo para continuar tendo sexo pago.

Mas o quê, exatamente? Bater ponto em alguma rua? Não, isso estava fora de cogitação, pois temia por sua segurança e nem podia tornar públicas suas atividades. Os bares dos hotéis pareciam ser uma opção interessante, mas desistiu quando descobriu que teria que deixar uma gorda comissão com os gerentes. Tudo de que precisava era um único cliente, só isso.

Optou pelo Pai Tomás, um bar de sinuca que era frequentado também por mulheres que faziam programa. Lá certamente não encontraria conhecidos. Escolheu um vestido discreto, chegou no bar cedo e sentou-se num banco do balcão. Pediu um suco. Enquanto reparava no ambiente, percebeu que um cara acenava para ela da mesa de sinuca. Um segundo antes de sorrir de volta, reconheceu o cara: era um conhecido da faculdade. Que merda, pensou Dinorah, assustada. Desanimada, levantou e foi embora.

No dia seguinte, pesquisou mais lugares e encontrou um bar num bairro distante. Talvez lá não topasse com conhecidos. De fato, não topou, mas os homens que o frequentavam eram feios e grosseiros, jamais transaria com eles, nem por pouco nem por muito dinheiro.

Não lhe agradava ter que anunciar-se em sites de garotas de programa, mas pelo jeito não havia opção melhor. Então criou coragem e ligou para um número que conseguira num dos tais sites. Era o telefone de um tal Dinho, o cara que fizera as fotos das garotas. A ideia era fazer fotos bonitas e sensuais como aquelas, mas ela posaria de máscara para não ser reconhecida. Um dia depois ela foi ao estúdio conversar com o fotógrafo. Dinho tinha cinquenta anos, era um profissional experiente e lhe pareceu um cara confiável. Ela explicou que queria as fotos para fazer uma surpresa ao namorado, e marcaram a primeira sessão de fotos para a semana seguinte. Ela comprou algumas peças de lingerie, luvas e apetrechos. E as máscaras, claro.

No dia marcado, lá estava nossa menina, nervosa mas decidida. Dinho a tranquilizou, dizendo que ela era uma mulher linda, de sensualidade natural, que não ia ser difícil fazer boas fotos, e que podiam explorar seu jeitinho de menina, misturando ingenuidade e malícia, e ela adorou a ideia. Ele explicou que no estúdio ficariam apenas ele e sua assistente, que o ajudaria na iluminação e na troca de roupa. Combinaram que naquela primeira sessão ela fotografaria vestida e que, na segunda sessão, com ela mais relaxada, fariam as fotos de nu. Ele perguntou se ela aceitava uma taça de vinho para relaxar, mas ela recusou. E assim, durante as três horas seguintes, Dinorah experimentou várias poses, fez caras e bocas e trocou muitas vezes de roupa. Ao fim, Dinho elogiou-a e disse que ela se saíra muito bem.

Três dias depois, fizeram a segunda sessão, e dessa vez Dinorah aceitou a taça de vinho, pois estava mais nervosa. Foi uma sábia decisão. O vinho a ajudou a relaxar e ela posou com muita naturalidade para a lente de Dinho, seminua e totalmente nua, e enquanto os cliques se sucediam, ela lembrava das noites com Executivo e Chefinho, e aquilo tudo a deixou num tal estado de excitação que teve ímpetos de se masturbar ali mesmo, na frente de Dinho e de sua assistente. Quando a sessão terminou, ela continuou deitada sobre as almofadas por algum tempo, nua e relaxada, curtindo as boas possibilidades com que o futuro lhe acenava. Acho que temos fotos maravilhosas, Dinho falou, você fotografa muito bem. Dinorah agradeceu o elogio e a assistente lhe entregou sua roupa.

Dias depois, ela voltou ao estúdio e gostou bastante das fotos, todas feitas com muito bom gosto. As máscaras lhe escondiam bem a identidade, e seu corpo parecia mesmo o de uma adolescente. Mesmo nua e em poses provocantes, alguém diria que aquela garota era uma puta?

Pagou o restante do acertado e levantou-se para ir embora.

– Seu namorado é um cara de sorte – Dinho disse. – Ele vai ter uma bela surpresa.

Dinorah parou e pensou um pouco. Por que mentir para ele?

– Na verdade, não tenho namorado.

– As fotos são pra algum trabalho?

– Ahn… Não. Sim.

Dinho sorriu, e pelo sorriso, Dinorah desconfiou que ele já havia entendido tudo. Sentiu-se desmascarada.

– Fique tranquila, Dinorah, sou um profissional e já tô acostumado com esse tipo de trabalho. Se quiser alguma dica de site, posso sugerir alguns muito bons.

– Na verdade… – ela começou a responder, sem jeito. – Eu não sou exatamente o que você tá pensando, Dinho.

Ele a olhou curioso. Ela reparou que ele tinha olhos pretos muito bonitos, como não reparara antes? Aliás, não eram apenas os olhos, ele era realmente um cara bonito e charmoso, aqueles cabelos grisalhos, o porte elegante…

– O que você é, então?

De repente, ela sentiu uma imensa vontade de contar tudo para ele. Sim, mal o conhecia, mas talvez ele pudesse realmente ajudá-la, quem sabe?

– Tem um barzinho legal aqui perto, quer ir comigo? – ele perguntou.

Meia hora depois, na mesa do bar, Dinorah abriu o jogo sobre sua fantasia de transar por dinheiro. Contou sobre os programas com Executivo e Chefinho, o namoro frustrado com Bruno, o lance com Pati e também sobre seus planos de usar as fotos para conseguir um novo cliente. Dinho escutou tudo em silêncio. Ao fim, ela falou:

– Tá surpreso, né?

– Admito que sim.

– Você acha que eu sou uma puta?

Dinorah fez a pergunta e esperou nervosamente pela resposta. Não que ela fosse mudar o que pensava a respeito de si mesma, pois quanto a isso já não tinha dúvidas. Mas saber o que Dinho pensava tornara-se de repente algo muito importante.

– Não sei o que você é – ele respondeu, olhando sério em seus olhos. – Mas se é uma puta, então é a puta mais linda e verdadeira do mundo.

Ela ficou pasma. Não esperava por uma resposta como aquela. Ele tocou seu rosto com delicadeza, aproximou-se devagar, como se dando tempo para que ela recuasse, mas ela não recuou, e ele a beijou na boca. Suas línguas se envolveram num beijo quente enquanto as mãos buscaram com sofreguidão o corpo do outro. Dinorah estava gostando de tudo: o jeito dele de beijar, as mãos firmes em seu corpo, o cheiro… Séculos depois, quando suas bocas se separaram, ele falou, ofegante:

– Quero te comer, Dinorah. Agora.

Ela adorou ouvir aquilo. Já ia dizer eu também quando ele completou:

– Te pago adiantado, como você gosta.

Ela quase riu. Não seria nenhum sacrifício dar de graça para aquele cara, mas já que ele queria pagar, mil vezes melhor.

– Você me paga no motel.

– Pode ser em meu apartamento? Moro na rua de baixo.

– O cliente manda.

E foram. O apartamento era um quarto e sala com decoração simples e uma pequena sacada. Dinho pôs Lovage para tocar e a levou para o quarto. E lá transaram até a exaustão. Quando Dinorah acordou, já estava claro, e Dinho dormia ao seu lado na cama. Ela o observou por alguns instantes, admirando sua excitante beleza de homem vivido, as marcas no rosto… Para quem tinha cinquenta anos, ele estava bem, e até aquela barriguinha era um charme. E o pau, molinho como estava, nem lembrava o pau grosso e inquieto que horas antes metia gostoso nela, invadindo-a de todas as formas, com uma mistura de delicadeza e violência que ela adorou. Ela levantou-se, pegou a nota de cem no chão, vestiu-se e saiu em silêncio para que ele não acordasse. No elevador, viu-se no espelho e riu de sua cara de boba. Ah, não, Dinorah, ela pensou, você não está apaixonada, não está, entendeu?
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AGranaDoLanche-06acap. 9

ESTA SIM, ESTA NÃO, ESTA SIM, esta não, esta sim. A escolha das melhores fotos não foi difícil, havia várias muito boas, e logo Dinorah tinha as suas prediletas separadas num arquivo em seu computador. Faria ainda uma segunda triagem e depois escolheria os sites onde as publicaria. Sua intenção era atrair homens de outras cidades, seria menos arriscado. Mas faria isso no dia seguinte, estava muito cansada, o dia fora cheio, com aula de manhã e à tarde, e no dia seguinte tinha que acordar cedo. E, além disso, havia dormido pouquíssimo na noite anterior.

A noite anterior… Ela desligou o computador e ficou lembrando da noite com Dinho, no apartamento dele. Fora uma transa incrível, maravilhosa mesmo. Ele a comera de um jeito que ela jamais havia sido comida antes, nem por Executivo, nem por Chefinho, nem por ninguém. Comera-a com vontade, com tesão, ao mesmo tempo com violência e com doçura, ao mesmo tempo o beijo alucinado e o pau entrando e saindo com delicadeza, como era possível aquilo? E metera nela olhando fundo em seus olhos, tão fundo que ela de repente se perdia no olhar dele e o quarto sumia, tudo sumia, e ela sentia-se uma coisa só junto dele, um único ser, que transava consigo mesmo… Que coisa louca.

Será que ele fazia isso com as outras garotas que fotografava? Será que havia gostado dela? Ele tinha um jeito especial de olhar, como se a visse como realmente era, e ela se sentia nua quando ele olhava assim, mais nua que quando esteve sem roupa diante dele no estúdio. Ou ele olhava assim para todas? Ele era atraente, inteligente, devia haver muita mulher atrás dele. Por que estava solteiro?

Dinorah virou-se na cama, sentindo-se docemente envolvida pelas lembranças da noite que teimava em não terminar. Será que ele ligaria, querendo outro programa? Ou era do tipo que não se envolvia com clientes? E se ela mesmo ligasse, com a desculpa de que queria fazer mais fotos? Parecia uma boa ideia, ela pensou, mas logo repensou: Caramba, e por que eu faria isso? Não. Não e não. Melhor esquecer o cara e se concentrar no que tinha a fazer. Se ele quisesse ser seu cliente, ótimo, e se ele foi um cliente de apenas um programa, ótimo também. E assim nossa menina adormeceu, com a questão resolvida.

Doce ilusão. A questão voltou à estaca zero dois dias depois: no escritório, durante o intervalo para o lanche, ela viu uma mensagem dele: Quero te ver de novo. Quem disse que conseguiu se concentrar depois disso? Enquanto tentava organizar o material de um cliente sobre sua mesa, os pensamentos e as dúvidas voltaram à sua mente. Até que não aguentou mais, saiu da sala e dirigiu-se ao banheiro, trancando-se num box.

– Oi, Dinho. É a Dinorah.

– Que bom que você ligou. Podemos marcar um horário?

Ele quer outro programa, pensou Dinorah, subitamente feliz.

– Claro. Pra quando?

– Pra hoje.

– Hoje?

‒ Sim, hoje.

‒ Bem, eu…

– Eu pago o dobro.

– Ahn… só um instante – ela falou, fingindo que estava em dúvida. ‒ Pode ser amanhã?

– Não. Eu pago o triplo, Dinorah. Não, o quádruplo. Mas tem que ser hoje.

Uau, ela pensou, desse jeito ele vai acabar me devolvendo tudo o que paguei pelas fotos…

– Deixa ver… Pode ser às dez? – ela perguntou, e achou aquilo superexcitante, fingir que consultava a agenda para ver se havia algum horário livre entre os programas do dia.

– Tá ótimo, te espero em meu apartamento. Você tem vestido preto?

Percebendo que alguém entrava no banheiro, respondeu baixinho:

‒ Tenho um que você não vai acreditar.

‒ Venha vestida nele, por favor.

Quando encerrou o expediente, foi direto para o shopping e comprou um vestido novo: preto, curtinho e de costas nuas. E às dez chegou no prédio do cliente. Nossa menina já tinha experiência, você sabe, mas ela nunca esteve tão nervosa como nessa noite. Enquanto o elevador subia, ela olhava-se no espelho e ajeitava o vestido, o cabelo, o brinco, o vestido de novo… E aquele batom vermelho, não estava um pouco demais? Percebendo o próprio nervosismo, ela terminou rindo de si mesmo: era a própria adolescente indo para o primeiro encontro.

Dinho a recebeu com um sorriso generoso, e disse que ela estava maravilhosa… Ela agradeceu e entrou. Ele ofereceu vinho, ela aceitou um pouquinho. Sentada no sofá da sala, sentiu voltarem as sensações da noite que passara com ele, o sexo gostoso, o cheiro bom do peito dele, aquele olhar intenso… Dinho chegou com o vinho, deu-lhe uma taça e brindaram. A esta noite, ele falou, e as taças tilintaram. E para Dinorah, aquele som foi como um sino a badalar a verdade que ela não queria admitir: estava apaixonada. Apaixonada por um cliente. Quanto amadorismo de sua parte…

Ela pediu que ele contasse um pouco sobre sua vida, estava curiosa por saber mais sobre aquele cara tão interessante. Ele contou que já fora casado, que tinha um filho da idade dela que morava com a mãe, que adorava seu trabalho de fotógrafo e que mais não falaria pois não conseguia se concentrar com uma mulher tão linda e especial pertinho dele. Dinorah riu, lisonjeada.

Dinho pôs a taça sobre a mesa, pegou a carteira, tirou quatrocentos reais e deu para ela. Dinorah pegou as quatro notas de cem, separou três e as devolveu a ele.

– Mas combinamos quatrocentos.

– Meu preço é cem – ela disse, sorrindo. – Guarde pras próximas vezes.

– Próximas vezes?

– Só se você não quiser.

– Eu quero muito mais que próximas vezes, Dinorah.

O que ele queria dizer com aquilo? Ela precisava saber.

– Muito mais como?

Ele respirou fundo antes de responder.

– Não consigo tirar você da cabeça desde o primeiro dia. Nunca conheci uma mulher tão incrível como você, acredite. Sei que isso não é a coisa mais sensata do mundo… eu não devia… mas… eu tô apaixonado, Dinorah.

Ela não acreditava no que ouvia. Pôs a taça sobre a mesa, ao lado da taça dele, e as duas tilintaram novamente. Aproximou-se, ficando colada ao corpo dele. E, com o rosto bem pertinho do dele, sussurrou:

– Eu é quem não devia. Mas também me apaixonei por você.

– Verdade?

Ela percebeu a felicidade nos olhos dele, e por um instante Dinho lhe pareceu um garotinho a ganhar o presente com o qual mais sonhava.

– Verdade. Mas não sei se isso é bom. Demorei pra aceitar o que eu sou, mas hoje eu não tenho nenhuma dúvida.

‒ O que você é?

‒ Eu sou uma puta, Dinho. Você pode achar que é apenas um fetiche, mas eu sei bem o que eu sou.

– Eu gosto de você do jeito que você é.

– Putas não devem se apaixonar por clientes, é a regra número um.

– Eu sei. Mas é fácil resolvermos isso.

– Como?

– Basta você ser minha namorada.

– Não entendi.

– Aceite namorar comigo e eu continuarei te pagando, como um cliente.

Dinorah riu, mas continuava sem entender. Aquilo não fazia sentido.

– Sei que você já cobra barato. Mas eu jamais terei grana suficiente pra te pagar o tanto que eu quero te comer. Então a gente namora e você me faz um bom desconto, o que acha?

Aquilo começava a fazer sentido.

– Você queria um cliente exclusivo, né? É isso que falta pro teu fetiche, tô certo?

Estava certo, sim, ela pensou, estava certíssimo.

– Seja minha namorada, Dinorah. E eu serei o cliente que você tanto procura.

Dinorah puxou-o para si e o beijou apaixonadamente. Sim, aquilo fazia todo o sentido do mundo.
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NOSSA HISTÓRIA AGORA DÁ UM SALTO no tempo, um ano na frente. Você acha que esse namoro deu certo? Acha possível dar certo um namoro onde ela é puta e ele é cliente? Bem, até agora tem dado certo sim, e muito certo. Ela cobra por cada transa, cobra mesmo, e se ele não tem o dinheiro na hora, ela anota numa cadernetinha. Dez reais por cada transa. Se for só um boquetinho básico, cobra a metade, e ela sempre engole, feliz. Anal? Claro que faz, afinal é uma de suas especialidades. Meter em seu cu custa o dobro, porém ela sempre dá o anal seguinte de brinde, não é nenhum sacrifício. Ménage à trois é cortesia da casa, mas ela tem que aprovar previamente a outra. Swing foi uma novidade, ela não esperava, mas topou conhecer e hoje é ela quem pede para ir. Apesar da inflação, ela não pensa em aumentar preços, pois a quantidade de transas compensa e, além do mais, ela faz questão de manter o cliente, por quem está cada vez mais apaixonada. Ele, então, nem se fala: passou até a evitar as massas e a correr no parque para melhorar a forma física, pois quer ser um cinquentão em forma para que sua putinha sinta orgulho do namorado-cliente.

E as fotos que fizeram? Ficaram lá no computador, sem usar, ela já está satisfeita com a clientela que possui. Mas as roupas que comprou para fazer as fotos, essas ela faz questão de usar com Dinho, todas elas, e dia desses ainda comprou mais, inclusive uma fantasia de aeromoça, que essa era uma antiga fantasia dele, transar com uma aeromoça ao som do tema de Aeroporto 77. Um dia a mãe dela desconfiou daquelas roupas tão estranhas no guarda-roupa da filha e Dinorah decidiu contar a verdade… mas pela metade: disse que tinha esse fetiche de se fantasiar, e que o namorado adorava. Se a desculpa funcionou bem, até hoje Dinorah não sabe.

Mês e meio atrás, o casal decidiu que seria melhor morar junto. Só com a grana do táxi que ela pegava para ir vê-lo já fariam uma boa economia. E ainda tinha o escritório em que ela trabalhava, que ficava perto. Os pais aprovaram a ideia com ressalvas, principalmente o pai que não gostava do fato de Dinho ter a mesma idade dele. Fizeram um jantar de despedida para a filha única que saía de casa e Dinho jantou com eles, o que não serviu muito para que simpatizassem mais com ele, pois em certo momento Dinho não conseguiu controlar o hábito que tinha de chamar a namorada pelo apelido carinhoso. Nada preocupante, claro, se o apelido carinhoso não fosse… Putinha. Dinorah tentou consertar, mas ela e Dinho tiveram uma crise de riso e o jantar terminou num clima meio surreal, uns sem entender muito e outros se controlando para não rir.

Semana passada o namoro completou um ano. A comemoração? Uma viagem para o Pantanal, onde ficaram sete maravilhosos dias. E quem pagou a viagem foi ela, só com o dinheiro que juntou em um ano de programas com seu cliente amado. E, para completar o pacote nupcial, não cobrou um centavo para transar com ele, foi tudo cortesia.

Bem, quase tudo. No último dia, após o café da manhã na pousada, enquanto arrumavam as mochilas para ir embora, bateu o tesão urgente-urgentíssimo e começaram a se agarrar no quarto. Quando já estavam nus, e ela de quatro sobre a cama, Dinorah perguntou se ele ficaria chateado se ela… bem, se ela cobrasse por aquela saideira.

‒ Ah, Dinho, esta semana foi tão maravilhosa… Seria a cereja do bolo, você não acha?

‒ Uma puta com lábia de advogada… ‒ ele respondeu, rindo.

‒ Ou o contrário.

‒ Só tem um problema. Já gastamos tudo, estamos zerados.

‒ Não tem nada aí na carteira?

‒ Só cartão.

‒ Ah, não…

Nesse momento, o funcionário da pousada bateu na porta para ajudá-los a levar as bagagens. Dinho enrolou-se na toalha, foi até ele e conversou baixinho alguma coisa. Depois fechou a porta e voltou.

‒ Resolvido.

‒ O que você fez?

‒ Pedi emprestado um real ‒ respondeu ele, sorrindo e jogando a moeda sobre a cama. ‒ Agora, de quatro, Putinha. Já.

Dinorah imediatamente obedeceu e, feliz, voltou a ficar de quatro sobre a cama, a bunda empinada. E, de olhos fechados, aguardou o instante seguinte, aquele mágico instante em que a vida parece suspensa e tudo que existe é a quase insuportável expectativa de que no segundo seguinte ela sentirá um pau duro invadindo sua buceta, e ao lado lhe sorrirá o seu suado, e gozado, dinheirinho.
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Ricardo Kelmer 2013  – blogdokelmer.com

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IndecenciasParaOFimDeTardeCAPA-01aIndecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais

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INDECÊNCIAS PARA VOCÊ TIRAR A ROUPA

IndecenciasParaVoceTirarARoupa-01aMuitas mulheres têm esse fetiche, o de exibirem-se anonimamente para o público. Então criei uma promoção: envio o livro e a leitorinha faz uma foto erótica com ele, sem precisar mostrar o rosto, e a foto será usada em cartazes de divulgação do livro. Você gostaria de participar? Clica aqui.

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APOIO CULTURAL

vialibido.com.br

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Seja Leitor Vip e ganhe:

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Basta enviar e-mail pra rkelmer@gmail.com com seu nome e cidade e dizendo como conheceu o Blog do Kelmer (saiba mais)

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- A grana do lanche ou a grana por ter sido o lanche?! (O que pensa o Executivo da Loirinha? Como a Loirinha se sente? Vai saber! ) Confusa a situação da Dinorah, mesmo que uma garota deseje agir como uma puta por um dia (falo das artimanhas e safadezas), muitas vezes ela não quer ser paga por isso, é como se valesse pouco, como se diz no popular: fica se sentindo uma merda. O pior ainda é quando a garota namora o cara mais velho e já fica todo mundo falando que é por causa do dinheiro e o cara ainda quer dá uma grana pra garota para “ajudá-la” nas despesas… Já passei por isso. Os caras precisam ter mais noção, saber com quem estão lhe dando e não sair ofendendo as garotas assim. Renata Kelly, Fortaleza-CE, nov2014

02- O conto é ótimo,adorei!Mas realmente a situação dela é dificil de entender..pode ser que o cara tenha sido apenas gentil,mas em nossa sociedade tem muitos dogmas e preconceitos em relação á liberdade sexual da mulher.Então,entendo a confusão que ele tá sentindo…complicado. Thaís Guida, Rio das Ostras-RJ – nov2014

03- Eu só tenho uma coisa a dizer: BICHA BURRA! Como q me joga uma nota de 100 pila fora assim? AHUAHEUAHEUAEHU muito bom! Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

04- Ricardo meu mestre em putaria, me diga… Este livro estará disponível à compra no próximo sarau? Ozi Garofalo, São Paulo-SP – nov2014

05- Eu acho que ta super certa sim! Quantas vezes uma mina nao dá e depois o cara nem olha na cara, sequer lhe dá um café ou cigarrinho de “depois”??? Tem mais é q cobrar mesmo AHUEHAUEHEUEHUE. Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

06- Uaaaaaaaau! Não tinha lido os capítulos 2 e 3… O negócio esquentou hein! A verdade é que toda garota gosta de ser respeitada, mas tem o seu lado santa e seu lado puta. O complicado é o cara saber qual lado explorar na hora da transa, mas não custa nada a garota sugerir o que quer, talvez custe para o cara “a grana do lanche”. rs! E como eu falei no comentário anterior, os caras devem ficar ligados para não saírem ofendendo quem não quer ser assim uma “puta”, ser paga, mas se a garota tá afim e se excita com isso que mal tem né. Renata Kelly, Fortaleza-CE, nov2014

07- Entendo o conflito que ela vive…mas não acho que ela seja puta,acho que é um fetiche dela. Thaís Guida, Rio das Ostras-RJ – nov2014

08- Terminei de ler os capitulos agora, enfim, minha conclusão: ela nao era prostituta nao. Tinha apenas o fetiche de ser tratada com uma. Se fosse de fato, teria dado pra qualquer um (como os caras xexelentos do boteco q ela foi), pois é isso que as puta de fato fazem … se importam apenas em serem pagas ^^ Bem bacana a historinha, acho que faz quem lê pensar bastante e refletir ^^ Parabens Kelmer. Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

09- Sucesso com sua inocente Dinorah. Gilvanilde, Fortaleza-CE, abr2015

10- Ô cabra pra se garantir esse Kelmer. Rogers Tabosa, Fortaleza-CE, abr2015

11- Ricardo Kelmer melhor a cada leitura. Diego Claudino, Rio de Janeiro-RJ – mai2015

12- Valeu, Primo. A Dinorah está com tudo. Parabéns pela graça e verossimilhança da criatura. Abração. Leite Jr., Fortaleza-CE – mai2015.

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As Preciosas do Kelmer – out2014

31/10/2014

31out2014

AsPreciosasDoKelmer201410.
As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201410AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#25, out2014
> Esta edição no Facebook

Capa: Gabriela Leite (1951-2013), prostituta e socióloga brasileira

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*** ADEUS, PATERNIDADE INDESEJADA

Vasalgel é o nome do anticoncepcional masculino que a Fundação David e Lucile Packard, junto à Fundação Parsemus, está desenvolvendo, e que deve ser testado em humanos a partir de 2015. Por não conter hormônios em sua fórmula, o processo é mais seguro que a pílula feminina. Outra importante diferença é que apenas uma injeção pode ser efetiva por um período extenso de tempo.

Ao invés de cortar os vasos deferentes (como é feito na vasectomia), o polímero contraceptivo age diretamente nos vasos. O medicamento bloquearia o esperma de passar pelos “tubos”, mas caso o comprador volte atrás, a empresa ainda criou uma segunda injeção capaz de normalizar o processo do homem.

Ótima notícia, não? Agora a responsabilidade da gravidez não pesará apenas para a mulher. Porém… as grandes indústrias farmacêuticas não possuem interesses em medidas preventivas de longa duração, pois financeiramente vale mais a pena comercializar a pílula anticoncepcional para mulheres do que um químico que age por anos em homens. Sem falar nos lucros vindos das vendas de remédios para tratar sintomas decorrentes do uso da pílula, como náuseas, enxaqueca, problemas cardíacos, pressão alta e até mesmo depressão.

Felizmente, com a ajuda de doações pela internet, as pesquisas prosseguem e o medicamento tem previsão de chegar ao mercado em 2017. > Mais

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*** FISCAL DE URNA ELETRÔNICA

Diego Aranha é um pesquisador da Unicamp, na área de segurança computacional e criptografia. Ele afirma que em testes realizados em 2012, a urna eletrônica mostrou vulnerabilidades. Diego propõe que a sociedade monte um sistema independente de fiscalização da apuração. A ideia é simples: às 17h o cidadão fotografa o BU (boletim de urna), que é afixado na porta da zona eleitoral, e envia a foto para o e-mail bu@vocefiscal.org.

Todos esperamos que o sistema de urna eletrônica seja efetivamente seguro. Mas Diego está certo, é bom confiar desconfiando.

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*** O PRAZER É TODO NOSSO, LOLA

Gabriela Natalia Silva tem 22 anos, é natural de Pirassununga-SP e prostitui-se desde os 17 anos. Formada em Letras, pela Universidade Federal de São Carlos-SP, ela mudou-se em 2013 para a capital e seguiu fazendo programas, tornando-se nacionalmente conhecida. Sem pudores de comentar publicamente sobre seu trabalho, ela pretende fazer um mestrado para estudar a sexualidade na área da antropologia ou das ciências sociais, mas não tem planos de deixar a profissão tão cedo. Este ano conseguiu unir os grandes interesses de sua vida, sexo e literatura, e lançou o livro “O prazer é todo nosso”, pela Editora Mosarte, com tiragem inicial de 10 mil exemplares.

O livro de Lola traz uma série de histórias que se passam em sua maioria na cama, sobre as quais a autora faz reflexões. Lola garante que viveu todas as histórias da maneira que estão contadas, como quando foi contratada para satisfazer cinco amigas enquanto os maridos viajavam a trabalho, ou como a história em que participou de um swing com 15 casais. Para Lola, seu trabalho também tem o sentido de ajudar as pessoas a superarem problemas, como ela conta na história sobre um casal que tenta reacender o desejo na relação, no caso de uma mulher que jamais havia conseguido ter um orgasmo e na história de um rapaz que, apesar de seus desejos, não se permitia viver experiências homossexuais.

Entre um e outro programa, Lola não esquece dos livros. Atualmente, mantém várias relações paralelas: com Nelson Rodrigues (“A vida como ela é”), John Cleland (“Fanny Hill”) e Mia Couto (“Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra).

Sobre como prefere ser tratada, ela não tem dúvida. “De puta mesmo, acho mais original, causa um choque nas pessoas, é mais divertido, mais bem resolvido”, ela responde, seguindo a linha de Gabriela Leite, ativista na busca pelos direitos das profissionais do sexo (falecida em 10 de outubro de 2013), autora de “Filha, mãe, avó e puta” e que insistia que prostitutas não deviam se envergonhar de seu ofício. É a Gabriela que Lola dedica “O prazer é todo nosso”. (fonte: uol.com.br) > Mais

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*** COMO TIRAR O HAO123 DA SUA VIDA

Recém-chegada ao Brasil oficialmente, a companhia chinesa de internet Baidu oferece uma série de produtos e serviços em seu catálogo. Um deles é o Hao123, agregador de sites que pode funcionar como programa ou extensão do navegador.

Muitas vezes, porém, o Hao123 vem junto de uma instalação de outro serviço (não necessariamente do Baidu) e, ao dar “avançar” ou clicar em “configuração avançada”, o usuário acaba adicionando a barra de serviços ao seu computador sem querer. Se você deseja desinstalar o serviço, clique aqui.

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*** ANA PAULA VALADÃO E O EXÉRCITO DE CRISTO

Ainda bem que existe o Diabo. O que esses religiosos fanáticos fariam da vida sem Sua Excelência O Maligno?

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*** FOME E MISÉRIA – ISSO IMPORTA PARA VOCÊ?

Todos são iguais perante a lei, porém aquele que mais necessita deverá ser atendido primeiro. Isso resume bem o princípio de equidade na governança. Foi isso que os governos petistas fizeram no Brasil de 2002 para cá, tratando como absoluta prioridade a questão da desigualdade social. As políticas urgentes de equidade social, implantadas pelo PT em programas de transferência de renda como o Bolsa Família, diminuíram bastante o problema da fome e da miséria, e são usados pela ONU como exemplos a serem seguidos por outros países.

O PT tem seus defeitos, e precisa cortar na própria carne o mal da corrupção, como outros partidos também, mas é preciso reconhecer que nenhum outro governo fez o que ele fez na questão das políticas sociais.

A polarização atual entre PT e PSDB pode ser resumida, grosso modo, assim: quem nunca viveu fome e miséria e não se importa tanto com a questão, deseja apenas que sua vida melhore, e quem já viveu fome e miséria, tudo que deseja é que esse tempo não volte jamais. > Mais

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*** GRAVE ANTES DE TRANSAR

Na Escócia, uma mulher foi presa por falsa acusação de estupro. Vixe, que perigo. Será que agora teremos que gravar o consentimento? > Mais

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EFEITOS BENÉFICOS DA MACONHA (Drauzio Varella)

O médico e escritor Drauzio Varella, sempre muito lúcido e equilibrado, escreve sobre coisas boas que a maconha proporciona. > Mais

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*** SALMA HAYEK DANÇA NO BAR

Dois irmãos assassinos, Seth e Richie Gecko, tentam chegar ao México. No meio do caminho, sequestram um pastor e seus dois filhos. Ao passarem pela fronteira, eles param num estranho bar de motoqueiros. Este é o enredo do filme de ação e terror Um Drink no Inferno (From dusk till dawn, 1995), dirigido por Robert Rodriguez, roteirizado por Quentin Tarantino e estrelado por George Clooney, Harvey Keitel, Juliette Lewis e pelo próprio Tarantino.

Poisbem. A bela e exótica dançarina do bar é interpretada por Salma Hayek, atriz mexicana naturalizada estadunidense, que interpretou a artista Frida Kahlo no filme Frida (direção de Julie Taymor, 2002). No entender deste humilde comentarista que vos fala, é uma das melhores cenas de dança erótica do cinema. A música é After Dark, da dupla de stoned rock Tito & Tarantula. Perfeita para sexo. Salma também. Uia.

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*** XICO SÁ E A IDEOLOGIA DA GRANDE MÍDIA

Não é crime um jornal ter sua própria orientação partidária. A Folha de São Paulo, apesar de tentar disfarçar, usa seu jornalismo para defender o PSDB e atacar o PT de todas as formas que puder, inclusive na manipulação de notícias para influenciar a opinião pública.

A saída de meu conterrâneo Xico Sá da Folha de São Paulo, onde mantinha uma coluna, mostra que já não é tão fácil para a grande imprensa manter sob seu cabresto ideológico os jornalistas talentosos de opinião livre. A Folha perde um ótimo profissional, é claro, e o divertido Xico certamente prosseguirá presenteando de outras formas seu público com as pérolas de seu talento genial-fuleragem.

A grande imprensa brasileira é comandada por grupos cuja ideologia privilegiam a força do capital e da competição, e não são simpáticos a políticas de equidade social, como as dos programas sociais do PT, que diminuem a desigualdade social. Para a sociedade, o melhor é um equilíbrio de forças na imprensa. Para isso, é preciso democratizar mais a mídia. > Mais

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*** XOXOTA E MACONHA, TUDO A VER

Derivado de uma mistura de óleo de coco e maconha, o Foria é um lubrificante íntimo feminino cuja fórmula foi inspirada no conhecido uso da cannabis como um afrodisíaco em culturas tradicionais em todo o mundo. “Para algumas mulheres, pode despertar a excitação e aumentar a sensação de orgasmos mais intensos com mais facilidade”, afirma a fabricante.

Além de poder ser aplicado no ato sexual, ele pode ser ingerido para criar o relaxamento necessário para a transa, já que o produto concentra uma boa quantidade de THC, responsável pelo efeito psicotrópico da erva. O efeito é como o de comer um brownie de maconha. Infelizmente o produto é vendido apenas na Califórnia e com recomendação médica. > Mais

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*** A COCA QUE VIROU PIZZA

E o caso do helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT-MG), aliado político do senador Aécio Neves, que em novembro de 2013 foi apreendido com 445 kg de pasta base de cocaína, como está? Conforme antecipamos aqui nas Preciosas logo após o ocorrido, prenderam alguns peixinhos miúdos e só. O caso será esquecido e continuaremos sem saber quem era o dono do pó. E os tubarões continuarão soltos. É como diz uma divertida marchinha de carnaval: o pó rela no pé e o pé rela no pó… Veja o documentário (que tentaram censurar) sobre o caso:

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*** BRASIL DIVIDIDO? SÓ SE FOR EM TODOS OS ESTADOS

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*** UM ANO SEM GABRIELA LEITE

Gabriela Leite nasceu em São Paulo, em 22 de abril de 1951. Era filha de uma dona de casa conservadora e de um crupiê e estudou nos melhores colégios de São Paulo. Aos 22 anos, quando cursava Sociologia na USP, trabalhava num escritório e frequentava círculos da boemia intelectual paulistana, decidiu largar tudo para trabalhar como prostituta.

Exerceu regularmente a profissão em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Fundou em 1992 a ONG Davida, para defender os direitos das prostitutas e para lutar contra o estigma da vitimização das prostitutas, que quer fazer crer que a prostituição é sempre fruto da falta de opção. A Davida criou a grife de roupas femininas Daspu, que suspendeu suas atividades em 2009 mas retomou em 2014 com o lançamento de uma nova coleção, aproveitando o clima da Copa do Mundo no Brasil.

Gabriela lançou em 2009 o livro Filha, Mãe, Avó e Puta (Objetiva), em que narra sua vida. Sem pudores, ela revela detalhes sobre o mundo da prostituição e os tabus da profissão, fala sobre as preferências sexuais dos clientes e narra histórias insólitas sobre suas relações com homens casados, cafetões e drogas. Com franqueza e coragem, ela conta como chegou a atender 78 homens em uma só noite após a eleição de um certo presidente, narra como enfrentou a ira dos poderosos para manter a Daspu viva e como tornou-se uma porta-voz das prostitutas com sua atuação na ONG Davida. Faleceu no Rio de Janeiro, aos 62 anos, em 10 de outubro de 2013.

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*** FILHA, MÃE, AVÓ E PUTA

Selecionei alguns trechos do livro Filha, Mãe, Avó e Puta, de Gabriela Leite, a socióloga que decidiu ser prostituta. São momentos raros de franqueza e simplicidade, e de uma sabedoria incomum, que poucas mulheres conseguem alcançar em suas vidas. Se você, leitorinha, é uma mulher que despreza as prostitutas, sugiro que leia o livro de Gabriela. Talvez depois disso você as veja com outros olhos.

TRECHOS DO LIVRO

“Eu tinha meus próprios lençóis e fronhas, um grande vidro de alfazema Mauá que sempre borrifava para o quarto ficar cheiroso. Os homens gostavam muito do meu capricho e sempre queriam bis. Já as meninas diziam que eles voltavam porque eu era filha de Iemanjá, e Iemanjá gosta de alfazema, o que me dava boa sorte. Não sei, não creio nem descreio. Somente sei que em toda a minha carreira de puta sempre tratei muito bem meus clientes e sempre tive um quarto limpo e cheiroso. Zona pobre não é sinônimo de sujeira, e uma puta, estando na zona, seja rica ou não, deve sempre estar bem arrumada e cheirosa.”

“Não demorou muito e as mulheres católicas começaram a implicar com a minha presença. Dizendo, claro, que eu, como prostituta, era um mau exemplo para as crianças. Logo elas, que não mexiam uma palha por aquelas meninas e aqueles meninos. Tinha também uma mulher que insistia em oferecer umas aulas de artesanato para as prostitutas, sem nenhum êxito. A grande ideia dela era ensinar as meninas a pintar florzinha em pote de maionese Hellmann’s e colocar babado naquela tampa laranja. E diziam que aquilo era uma alternativa de renda para a puta! Elas partiam do princípio de que a prostituta é uma vítima que não teve chance nenhuma, nem de pintar vidro de maionese.”

“Claro que todas as prostitutas, como eu, já gozaram com seus clientes. Por mais que um homem seja desconhecido, ele pode ser o tipo que satisfaz nossas próprias fantasias, sem que se diga nada. Ou é daqueles homens que fazem o coração bater mais forte. No meu caso, minha maior fantasia sempre foi essa: encontrar homens desconhecidos, que me levassem ao orgasmo até com uma trepadinha boba. Todo mundo sabe o que é isso, todo mundo já sentiu uma atração imensa sem motivo aparente.”

“A prostituição não é uma profissão fácil. A paixão é fundamental para suportar as contradições e os chamados ossos do ofício. Mas até hoje nunca conheci uma puta que largasse a profissão por não gostar dela. A Igreja misturou muito o sexo com o amor. Sexo é
da vida. Amor é egoísta, é do indivíduo.”

“O mundo não é feito de vítimas. Todo mundo negocia. Alguns negociam bem, outros mal. Mas cada um sabe, o mínimo que seja, quanto vale aquilo que quer. E sabe até onde vai para conseguir o que quer. Com a prostituta não é diferente.”

“Como fantasia, o desejo de ser puta acompanha todas as mulheres, na cama ou na imaginação. Mas como profissão é outra coisa. O que a puta tem que as outras mulheres não têm? Nada. O que as outras mulheres têm que a puta não tem? Nada.”

“O que eu sei e creio que toda grande puta sabe é que o homem é de uma fragilidade imensa. E saber isso eu devo à prostituição. Porque ali dentro do quarto é que eles se mostram. Homem não é algoz, não necessariamente. É mais fácil a mulher ser algoz. Eles têm a primazia na sociedade, nós tivemos que dar nosso jeito, discretamente.”

“Quando vejo uma mulher falando mal do seu homem e colocando todas as culpas da vida dela nele, eu sei que ela só está se escondendo atrás de uma história que a sociedade estabeleceu como verdade. Mesmo as mulheres mais modernas são incapazes de colocar seus filhos para lavar suas cuecas, uma louça ou fazer uma comida. Ela cria esse homem que depois acaba considerando um grande diabo.”

“A maioria dos homens não sabe trepar. Dependem quase integralmente de uma parceira que lhes ensine os mistérios do seu corpo. Eles trepam na quantidade, não na qualidade. Morrem de medo do pau não subir e só passam a usar a imaginação quando começam a ganhar muito dinheiro e vão para a zona pagando para fazer de tudo.”

“Acham que ser viril é estar sempre de pau duro. Não é. O homem viril é o homem que se dá. Esse homem que está sempre de pau duro, ele só pensa no prazer dele. Pau grande pode ser um problema se o homem não se dá.”

“Por saber de tudo isso, a puta está mais para amiga do que para amante. A amante quer ser esposa. A puta jamais vai aconselhar um homem a deixar a esposa e a família. Ela vai conversar com ele sobre tudo que o sujeito não conversa com ninguém, e eu já vi muita puta salvar famílias.”

“Muitas vezes o sexo é quase uma desculpa para o homem poder conversar com sua prostituta predileta. Mesmo que ele fale mal das putas, ele sabe que o que conta dentro do quarto morre ali.”

> Baixe o livro

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*** OS NOMES DAS BANDAS DE ROCK

Cultura roqueira também é cultura.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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Indecências para você tirar a roupa

29/10/2014

29out2014

Leitorinhas liberam seus fetiches e ajudam a divulgar meu livro

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INDECÊNCIAS PARA VOCÊ TIRAR A ROUPA

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Meu livro de contos eróticos Indecências para o Fim de Tarde foi lançado em nov2014, pela Editora Escrituras (selo Arte Paubrasil). Para divulgá-lo, bolei uma estratégia de marketing que vai depender diretamente dos fetiches das minhas leitorinhas amadas.

É o seguinte. Enviarei o livro gratuitamente a algumas leitoras do Brasil e exterior, e elas farão fotos com ele. As fotos serão eróticas e anônimas (sem mostrar o rosto, com máscara, óculos escuros etc), mas sempre mostrando a capa do livro. Criarei cartazes com essas fotos e somente eu e a fotografada saberemos que é ela na foto, ninguém mais saberá, nem mesmo ninguém da editora. Os cartazes serão exibidos em meu blog e nas redes sociais, sendo que os mais ousados serão exibidos apenas em meu blog, nos Arquivos Secretos (acesso com senha, em breve).

Algumas leitoras, mesmo sendo tímidas, adoraram a ideia de se exibir em segredo para o público e instigar fantasias. É realmente um fetiche clássico, eu sei, e algumas leitoras já fazem isso em meu blog, enviando fotos suas para ilustrar meus textos. Outras gostaram e acharam excitante, mas têm medo, mesmo sabendo que jamais serão reconhecidas na foto. Entendo e respeito os receios de cada uma, mas sei que às vezes certos medos escondem um urgente desejo de libertação e de viver as verdades mais íntimas. E sei também que, independente de padrões estéticos, cada mulher é uma deusa e possui sua própria beleza e poder. Meu convite a essas mulheres é justamente este: que se permitam ser, ainda que anonimamente, a Deusa da Beleza que verdadeiramente são.

Você gostaria de participar, leitorinha? Que maravirilha! Você pode pedir a alguém para fazer a foto (profissional ou amadora) ou você mesma pode se fotografar, onde e como você quiser, sozinha ou acompanhada, vestida, com pouca roupa ou nua, do jeito que se sentir melhor. Mas lembre-se que a capa do livro tem de estar bem visível.

Entre em contato pelo e-mail rkelmer@gmail.com e esclarecerei suas dúvidas. Não há prazo para o término dessa brincadeira gostosa. 🙂
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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IndecenciasParaOFimDeTardeCAPA-01aIndecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Os 23 contos deste livro exploram o erotismo em muitas de suas facetas. Às vezes ele é suave e místico como o luar de um ritual pagão de fertilidade na floresta. Outras vezes é divertido e canalha como a conversa de um homem com seu pênis sobre a fase de seca pela qual está passando. Também pode ser romântico e misterioso como a adolescente que decide ter um encontro muito especial com seu ídolo maior, o próprio pai. Ou pode ser perturbador como uma advogada que descobre que gosta de fazer sexo por dinheiro.

O erotismo de Ricardo Kelmer faz rir e faz refletir, às vezes choca, e, é claro, também instiga nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir. Seja em irresistíveis fetiches de chocolate ou numa selvagem sessão de BDSM, nos encontros clandestinos de uma lolita num quarto de hotel ou no susto de um homem que descobre verdadeiramente como é estar dentro de uma mulher, as indecências destas histórias querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais

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ELAS ESPERAM ANSIOSAMENTE POR VOCÊ…

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MAIS FOTINHAS PARA VOCÊ SE INSPIRAR
E TAMBÉM MANDAR A SUA

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IFTFotoCapa-103Indecências à luz do abajur

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IFTFotoCapa-108dIndecências ao amanhecer

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IFTFotoCapa-106aA estante indecente

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IFTFotoCapa-107aIndecências com rabo… de cavalo

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IFTFotoCapa-109Indecências em prelúdio

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IFTFotoCapa-102bIndecente, mascarada e felina

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IFTFotoCapa-104a.Indecências pela vidraça

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IFTLeitorasTiramARoupa-164Indecências a dois é melhor ainda

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APOIO INDECENTEMENTE CULTURAL

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Ué? Mas só mulher pode participar??? Que coisa mais heteronormativa! Luc Lic, São Paulo-SP – out2014

02- Êita! Só aguardando o meu! rs! Renata Kelly, Fortaleza-CE – out2014

03- Gostei da ideia das fotos,assim que receber o livro vou tirar uma foto bem sensual e te mando. já tenho até uma ideia… kkkkkkkkkkkk.. mas surpresa. Talita, Rio das Ostras-RJ – out2014

04- Bacana essa sua ideia de divulgação do Indecências para o Fim de Tarde. Bacana e sacana. rs O legal é q mexe com a autoestima das meninas e também com a libido delas e dos demais leitores. Fernanda, Rio de Janeiro-RJ – out2014

05- Adorey! E que esse livro indecente chegue logo. Samara Do Vale, Fortaleza-CE – nov2014

06- Genial a ideia do marketing! Parabéns pelo lançamento! Antonio Martins, Maceió-AL – nov2014

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Aécio Neves e as levianas

24/10/2014

24out2014

Tem hora certa pra chamar uma mulher de leviana

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AÉCIO NEVES E AS LEVIANAS

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O candidato à presidência Aécio Neves perdeu um significativo percentual de eleitoras mulheres ao repetir com a presidenta Dilma Roussef o que fizera em outro debate com a candidata Luciana Genro. Chamando-as de levianas (que fixação, eu, heim), sem querer comprou briga com muitas mulheres, inclusive as próprias levianas. Aecim, meu fi… Você, que já frequentou muito as baladinhas cariocas, já devia saber que tem hora certa pra chamar uma mulher de leviana. Em sua homenagem, acionei meu lado feminino, a Kelmerina, e fiz esta brincadeirinha, espero que não me leve a mal. Nem você, nem as levianas deste Brasil-sil-sil.

A propósito. Esta brincadeirinha já rendeu algumas ideias interessantes. Uma delas é criar o bloco carnavalesco Levianas do Aecim. A concentração seria no aeroporto e a madrinha do bloco chegaria de helicóptero. Tudo isso, evidentemente, com patrocínio do Pó Royal.
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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O BAILE DO PÓ ROYAL

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LEIA NESTE BLOG

MGM144O mistério da morena turbinada – Aí um dia ela, inocentemente, leva o computador numa loja pra consertar. Algum tempo depois dezenas de fotos suas estão na rede, inclusive fotos íntimas

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e entre uma orgia e outra luta pela liberação das mulheres

Lola Benvenutti e a coragem de viver – A única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos. Parabéns, Lola, por sua coragem e autenticidade

Me estupra, meu amor – Fantasiar ser estuprada é uma coisa – querer ser estuprada é outra coisa totalmente diferente

Os apuros do homem feminista – Minha busca por relações igualitárias foi dificultada também porque muitas mulheres, mesmo oprimidas, preferiam relações baseadas no velho modelo machista

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz.

Estão abduzindo nossas mulheres – Abdução em massa de brasileiras! E bem debaixo do nosso nariz. Alguém precisa fazer algo, daqui a pouco só vai ter homem aqui

O feminino em mim – O feminino tem muitas luas, é menina e é mulher, é santa e é prostituta

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COMENTÁRIOS
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01- Fernando Vasqs Kkkkk, boa! Depois disso, o playboy perdeu 5 pontos com as mulheres no Datafolha.

02- eu, sou brasileiro, c muito orgulho, c muito amor. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – out2014

03- Isso da um bloco de pre-carnaval bem bacana: As Levianas de Aecio. Ana Lucia Castelo,

04- hahahaha..Boa!!!! Tania Souza, São Paulo-SP – out2014

05- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Gizelle Saraiva, Natal-RN – out2014

06- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Jessica Giambarba, Fortaleza-CE – out2014

07- HAHAHAHAHAHHAHA. Sâmara Paula, Fortaleza-CE – out2014

08- Obrigado por me incluir nas Kelmericas! Bjos.kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Você é ótimo…..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Angela Marques Gadelha, Fortaleza-CE – out2014

09- kkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Rildson Valmont, Fortaleza-CE – out2014

10- Risos levianos. Auri Castelo Branco, Fortaleza-CE – out2014

11- Hahahaha! É verdade que o Aécim tem dois filhos, o Levi e a Ana? André Braga Nunes, Fortaleza-CE – out2014

12- E são mesmo! Duas lokas! ahhhh pelamor … Ana Luisa Stoffelshaus, Santiago-México – out2014

13- Boa, boa! Carmélia Aragão, Fortaleza-CE – out2014

14- Hahahahaha. Joyce Néia, São Paulo-SP – out2014

15- Kkkkkkkkk, amei! Herjan Flor Branca Do Baobá, Fortaleza-CE – out2014

16- kkkkkkkkkkkkk kelmer, seu fanfarrão! kelmerina, sua leviana! Clarisse Ilgenfritz, Fortaleza-CE – out2014

17- kkkkkkkkkkkkkk… Kelmerina é bom demais!!! Déborah Lima, Fortaleza-CE – out2014

18- Kkkkkk…muitoooo bom!!! Nicole Guilhon, Fortaleza-CE – out2014

19- NÃO PERDER O HUMOR, JAMAIS! KKKKKK. Márcia Maracajá, Garanhuns-SP – out2014

20- Levianos unidos jamais serão vencidos! Deco Rodrigues, Pelotas-RS – out2014

21- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, morri bêbada, leviana e rindo do aparelho excretor dos outros (que no dos outros é refresco)!!!!!!!!!! Cibele Baptista, Barretos-SP – out2014

22- Nojo mortal só de ouvir a voz desse ser na propaganda eleitoral e o riso debochado dele chega a ser indecente… Viviane De Brito Monteiro, Santos-SP – out2014

23- Kkkkkkkkkkkkk Romulo MorelFortaleza-CE – out2014

24- RK COMENTA: Meu amigo Fábio Danesi (São Paulo-SP), com quem tive o prazer e alegria de trabalhar como roteirista no Rio de Janeiro, publicou suas previsões no Facebook logo após a confirmação da reeleição de Dilma Rousseff, em 26.10.14. Espero que ele erre feio. 🙂

Amigos e conhecidos que votaram no PT, anotem o que vou escrever aqui: Nos próximos anos, a inflação vai aumentar, o desemprego vai aumentar, os impostos vão aumentar, a dívida pública vai aumentar, o pobreza vai aumentar. Os investimentos, a poupança e a riqueza vão diminuir. Ao mesmo tempo, o PT tentará de todo jeito controlar a mídia, o supremo, a polícia federal e o ministério público. Tentará fazer a pior reforma política possível e destruir a nossa liberdade de escolha. Daqui a quatro anos, teremos um país bem pior. Então, na melhor das hipóteses, Aécio será eleito no primeiro turno e terá que ter a capacidade de um Fernando Henrique para colocar o país de volta nos trilhos. Se tiver, o Brasil só perderá alguns anos. Todos pagaremos caro por isso (menos os amigos do governo), mas, quem sabe, nossos filhos vejam um país melhor depois que saírem da faculdade. Na pior das hipóteses, o PT conseguirá controlar completamente o país, tornando a eleição um mero truque de ilusionismo totalitário. Anotem. Se eu estiver errado, podem me lembrar do que escrevi aqui. Porque eu vou ficar o tempo inteiro lembrando vocês, caso eu esteja certo.

 


Literalmente

23/10/2014

23out2014

Literalmente-03
LITERALMENTE

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De minuto em minuto, a vida se revela só para você, feito um texto que se lê sozinho. E o texto, de palavra em palavra se desvela, feito a vida que passa na tela do tempo. Cada segundo vivido é vida que encurta. Em cada palavra lida, o ponto final se prenuncia. Tem vida o texto que se lê: ele nasce, cresce e morre diante dos olhos, e o sentido de tudo o autor infelizmente não pode dar. O sentido é justamente a própria busca por ele, na sutileza do que não se leu, nas entrelinhas do que virá. A vida não se repete, mas o texto sempre dá uma nova chance, e você pode voltar e revivê-lo, até que o sentido que lhe fugia reluza ao olhar num repente.

Releu o que escrevera, achou que estava bom e postou. E foi tratar de viver. Literalmente.
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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LEIA TAMBÉM

AUltimaMensagem-01A metamorfose – Pai, filho e o fundo do poço

Desculpem o atraso – Ela, o feminismo e o BDSM

A última mensagem – Aprendendo sobre amor e perdão

Literalmente – O sentido dos textos e da vida

Prazer proibido – Essas mães e suas filhas…

Cem vezes mais – Deus é fiel, tá sabendo?

> mais minicontos

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Minicontos, muito bom. Tenho alguns também, gosto do estilo, combina com a atualidade. Antonio Martins, Maceió-AL – mar2015

02- Li e reli. Gostei! Rejane Porto Cult, Fortaleza-CE – mar2015

03- Adorei. Muito lindo Ricardo Kelemer. Vilma Galvão, Braga-Portugal – mar2015

04- Maravilha!!! Arlete Franco, São Paulo-SP – mar2015

05- Muito bom! Quando vem por aqui? Erika Lobo, Brasília-DF – mar2015

06- Vou ler…boa noite,Rica!bj e parabens sempre. Isabela Alcântara, Fortaleza-CE – mar2015

07- Amei!! Ana Andréa Gadelha Danzicourt, Tubarão-SC – mar2015

08- Vou ler !! Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – mar2015

09- Muito bom… adorei literalmente. Andrea Coelho, Lisboa-Portugal – mar2015

10- Belo texto! Cicío Bonneges, São Paulo-SP – mar2015

11- Cada dia melhor! Gisela Symanski, Porto Alegre-RS – mar2015

12- Muito bom! Emille Valença, Fortaleza-CE – mar2015

13- Pois sim…… Nada como uma boa leitura, e uma Vida no meio. Andrea Dal Castel, Rio de Janeiro-RJ – mar2015

14- Muito bem, Ricardo Kelmer! Parabéns, amigo, cujas palavras, nos levam a refletir sobre a vida e a morte — Eros/Thanatus. Abração, meu caro! Mônica Ananias, São Paulo-SP – jul2016

15- Texto lindo… Marilu Dias, São Paulo-SP – jul2016

16- Bravo! Clea Fragoso, Fortaleza-CE – out2019

17- É isso mesmo. E o texto não se repete, se reconfigura, se dá outro sentido. Feliz niver de novo, Barbixa Ricardo Kelmer querido do meu ♥️. Fabiana Z Azeredo, Fortaleza-CE – out2019 

18- Lindo Texto…Lindo Poeta😚❤👏👏👏👏 Irene Oliveira da Silva, São Paulo-SP – out2019

19- Eita! 👏👏👏 Sheyla Araujo, Fortaleza-CE – out2019 

20- Show! Marcondes Dourado, Fortaleza-CE – out2019 

21- Adorei! Fernanda Francisco Justino, Fortaleza-CE – out2019 

22- E por segundos vivi esse texto 🙂 Shirlene Holanda, São Paulo-SP – out2019

23- Cara , tu é muito show!!! Rsrsrs. Paz e luz!! Regia Alves, Fortaleza-CE – out2019

24- Nossa, vc escreve muito bem, parabéns! Fernanda Francisco Justino, São Caetano do Sul-SP – nov2019

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O Reino Encantado de Jericoacoara

14/10/2014

14out2014

Perder-se em Jeri, eu recomendo. Perder-se de paixão. Perder a noção do tempo, a carteira de identidade, o medo de se experimentar…

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O REINO ENCANTADO DE JERICOACOARA

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Há certos lugares que a gente conhece e depois eles passam a morar naquele cantinho sagrado da alma, onde a gente pode se recolher quando quer descansar por uns instantes na doçura da saudade, sabe como é? Não sei se expliquei bem, mas para mim um desses lugares é Jericoacoara, no Ceará.

Quando cheguei a primeira vez em Jeri (só para os íntimos), em 1989, a pequena vila já era razoavelmente conhecida no circuito do turismo alternativo, mas não tanto como Canoa Quebrada, no litoral leste, que tinha um acesso muito mais fácil. Putz, foi amor à primeira maresia. Desde então, voltei lá algumas vezes, mas sempre é como se fosse a primeira vez. Eu estou sempre descobrindo Jeri.

Localizada a 300 quilômetros a oeste de Fortaleza e pertencente ao município de Jijoca de Jericoacoara, Jeri integra o Parque Nacional de Jericoacoara, o que impede a construção de estradas pavimentadas na região. Para chegar lá, ou você vai de helicóptero ou arrisca ir pela praia, respeitando as marés, ou enfrenta a areia das dunas (mas terá de deixar o carro numa área afastada do centro da vila). Ou então faz como a maioria, indo até Jijoca e, de lá, seguindo por quarenta minutos pelas dunas em carros especiais. O percurso, por si só, é uma autêntica preparação do espírito, um rito sagrado de iniciação para o viajante destemido ser aceito no Reino Encantado de Jericoacoara.

Sim, é uma aventura chegar lá. E estar lá é um sonho. E deixar Jeri é sempre uma tristeza por não ter ficado mais, misturada à esperança de voltar logo. Se você foi lá e não sentiu essas coisas, sinto muito, mas você não entendeu nada.

As publicações especializadas sempre elegem Jeri como uma das praias mais lindas e um dos melhores destinos do mundo para viajar. Não é nenhum exagero. Dotada de uma beleza semisselvagem, Jeri encanta por sua natureza preservada, dunas, mangues, rios e lagoas, e o mar, aquele marão imenso e azul, onde pode-se ver o sol e a lua nascerem e se porem, num poético espetáculo que é literalmente aplaudido pelas gentes abobalhadas no alto da duna, seus olhos brilhando de reverência e êxtase. Sim, um baseadinho nessas horas cai bem, mas Jeri já dá barato por si só, acredite.

Vou confessar uma falha de caráter: morro de ciúmes de Jeri. Quando vejo lá aqueles turistas tão caretas e convencionais, tenho saudade de quando apenas os malucos sabiam de Jeri. Saudade de quando não havia energia elétrica e nos hospedávamos nas próprias casinhas dos pescadores, compartilhando de sua comida e de suas histórias. Mas reconheço que é puro egoísmo essa minha nostalgia do que não tem como voltar. Hoje, Jeri vive do turismo, e, tirando certos poréns inerentes ao processo, felizmente os cuidados tomados ainda a mantêm bela e especial, harmonizada entre o simples e o moderno. Ainda.

Muitas línguas e sotaques se falam em Jeri, de tão cosmopolita que ela é, tantos os que lá aportam e não querem mais sair. Muitas línguas também se enroscam nas bocas, eheheh, tantos os convites que a brisa da noite sussurra no ouvido da gente, é um perigo. Jeri é assim, de repente um blues distante que o vento traz, uma fogueirinha que brilha na beira da praia, a noite que se insinua na poesia do luar.

O charme das pousadas, o aconchego dos cafés, os barzinhos tão graciosos… E os passeios além da vila? E aquela culinária saborosa? E os automóveis e as agências bancárias que não há? Impossível eleger o que é mais gostoso. Sem falar no clima, tanto o da Natureza como o de celebração da vida, sempre presente nos risos, brindes e olhares. Até mesmo se perder no labirinto daquelas ruazinhas de areia é bom.

Perder-se em Jeri, eu recomendo. Perder-se de paixão. Perder a noção do tempo, a carteira de identidade, o medo de se experimentar… Perca-se como eu me perdi. Porque um dia, como acontece com tudo na vida, Jeri nunca mais será o que é. E então ela virará um reino encantado dentro de você, sempre lhe chamando para voltar.

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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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MAIS SOBRE JERI

O NOME – “Jericoacoara” é um termo da língua tupi e significa “toca das tartarugas-marinhas”, por meio da junção dos termos “îurukûá” (tartaruga-marinha) e “kûara” (toca).

Parque Nacional de Jericoacoara – Com uma área de 8.850 hectares, o Parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Impressões de viagem – Especial sobre Jeri no site do fotógrafo Fábio Arruda

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PERCA-SE EM JERI

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PousadaCasaDoAngelo-06aHOSPEDAGEM EM JERI

Pousada Casa do Ângelo – Charme rústico, aconchego, ótima localização, preço bom… Por essas e outras é que sempre me hospedo na pousada do meu amigo Ângelo Jorge, também conhecido no labirinto dos becos de Jeri por Baiano. Recomeeeendo.

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LEIA NESTE BLOG

IncultaEBelaDengosaECruel-8aInculta e bela, dengosa e cruel – Então arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar

O desejo da Deusa – Um encontro na praia, as forças da Natureza e um deus repressor

Essa loirinha desmiolada de sol – Duvido que ela tenha uma marquinha de biquíni assim – a loirinha insiste, com a graciosidade tristonha das cidades que sabem que seus argumentos são ótimos mas que não vão adiantar

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Jeri e seus mistérios… aquelas ruas de areia sempre me levam de volta ao meu coração! Se eu voltar, eu fico… Susana Mota, Leiria-Portugal – abr2015

02- Parabéns pelo texto. Eu sou apaixonada por Jericoacoara. Erondina Lopes, Itapipoca-CE – mar2016

03- Nossa muito mais muito obrigada pelas suas palavras sobre esse lugar que eu simplesmente amor só apaixonada jeri e sua magia ,como nativa agradeço. Juliana Martins, Jericoacoara-CE – jun2020

04- Texto aprovadíssimo, é um documentário. Você que chegou, reconhece o valor de um lugar tão mágico e convidativo que é. Imagine que o começo a 55 anos. Quantas mudanças! Mas continua lindo. Obrigada pelo registro, real e histórico. Valdenice Albuquerque, Jericoacoara-CE – jun2020

05- Obrigada pela linda homenagem a nossa Vila ao nosso parque nacional as nossas Lagoas… #vemprajeri ser feliz e ponto. Melhor terapia do planeta e sim é um encantamento. Lunna Dourado, São Paulo – jun2020

06- Aaaahhhhh Jeri… pra mim um refúgio, um refrigério da alma… e ainda hoje sinto o mesmo encantamento de qdo eu a conheci no réveillon de 1988 para 1989!!!! Isabella Cantal, Fortaleza-CE – jun2020

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Roubalheiras, desigualdade social e o reconhecimento popular

01/10/2014

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Se hoje o povo usa essa lógica para manter o PT no poder, o motivo reside justamente na histórica insensibilidade, ou incapacidade, dos outros governos perante as necessidades mais urgentes do povo
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ROUBALHEIRAS, DESIGUALDADE SOCIAL E O RECONHECIMENTO POPULAR

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Com os tantos escândalos sobre seu governo propagados diariamente pelos noticiários, por que diabos o Partido dos Trabalhadores ainda tem o apoio incondicional de metade do povo brasileiro e caminha para vencer mais uma eleição? Esta é a pergunta que se faz a outra metade, inconformada com a situação.

Não sou nenhum especialista, mas tentando analisar friamente a questão, cheguei a uma tese. Esse firme apoio ao PT vem do fato de que nenhum governo fez o que os três governos petistas efetivamente fizeram pela diminuição da desigualdade social, que sempre foi o maior e mais escandaloso de todos os problemas do país, e só isso já basta para que o PT tenha crédito de sobra com a imensa massa beneficiada, o que lhe garante os votos necessários.

E quanto aos escândalos no governo, por mais que a grande mídia grite sobre eles, isso não muda a situação, pois mesmo o povo simples percebe que falcatruas não são exclusivas do PT, que o nosso sistema político favorece a corrupção sistemática e que a grande maioria dos políticos preocupa-se apenas com seu próprio futuro. Assim sendo, se infelizmente é o caso de escolher entre partidos que não distinguem-se exatamente pela ética, o povo prefere aquele que aplicou o princípio da equidade na governança (todos são iguais perante a lei, porém aquele que mais necessita deverá ser atendido primeiro) e fez sua vida melhorar como nenhum antes fez.

Essa lógica pode soar absurda a alguns, principalmente a quem sempre teve boas oportunidades na vida, e, de fato, preferível seria que o destino de nossas eleições já não fosse guiado por esse tipo de raciocínio. No entanto, a fome e a miséria no Brasil sempre foram questões de máxima urgência, e, pensando além das simpatias partidárias, é preciso admitir que infelizmente os governos anteriores não lhes dedicaram a devida máxima atenção, como fizeram os petistas. Se hoje o povo usa essa lógica para manter o PT no poder, o motivo reside justamente na histórica insensibilidade, ou incapacidade, dos outros governos perante as necessidades mais urgentes do povo.

O crédito petista é tão grande que, independentemente de escândalos, ele poderá ser usado pelos próximos anos enquanto o povo sentir os efeitos imediatos da implementação urgente dessas políticas de equidade social. Porém, superadas a fome e a miséria, esse mesmo povo exigirá melhoras também em outras necessidades, e então, somente então, a questão da ética na política poderá finalmente ganhar mais peso nas eleições.

Este texto, obviamente, não defende a desonestidade na política, o “rouba mas faz”, nada disso. Que as roubalheiras sejam todas apuradas e os bandidos do dinheiro público condenados ‒ isso é muitíssimo importante. O que minha tese sustenta me parece ser tão somente o óbvio: para o povo cujas necessidades básicas nunca foram satisfatoriamente atendidas pelos outros governos, e para todos que reconhecem a prioridade da equidade social, o PT tem crédito e merece continuar no poder, por mais que a grande mídia não se conforme.
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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Ilustração: quadro da série Retirantes, de Cândido Portinari

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SAIBA MAIS

Pesquisas eleitorais – Acompanhe a evolução das intenções de voto, pesquisa a pesquisa

O que significa a palavra equidade – Texto curto e esclarecedor de Inês Buschel (2010)

Aliança para o social – Viviane Senna alerta para a importância da inclusão de políticas de equidade social (1998)

Brasil reduz em 50% o número de pessoas que passam fome, diz ONU – Peça central no estudo realizado pela FAO, o Brasil aparece como modelo para promoção de experiências exitosas como transferência de renda, compras diretas para aquisição de alimentos e capacitação técnica de pequenos produtores

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LEIA NESTE BLOG

DemocraciaERegualacaoDaMidia-01aDemocracia e regulação da mídia – A informação é um produto e, como todo mercado, o mercado da informação precisa de regras, caso contrário o grupo que tem mais dinheiro monopolizará a informação, para prejuízo da sociedade em geral

Acabou a paciência – Cada um que protesta traz em si a frustração acumulada de tantas gerações por trabalhar dia após dia por um sistema econômico que finge querer o bem de todos mas concentra a renda

Eu esfaqueei o deputado Não temem que as pessoas se revoltem e invadam seus lindos gabinetes, que os sequestrem, que joguem uma bomba no congresso?

WikiLeaks e o nascimento da cidadania global – Quanto mais as pessoas se conectam à internet, mais elas se entendem como participantes ativos dos destinos do mundo e não apenas de seu país

Eles estão na fronteira – Milhões de maltrapilhos famintos, perseguidos políticos, criminosos cruéis, terroristas suicidas, narcotraficantes e trombadinhas invadindo os países e quebrando tudo, estuprando nossas irmãs, matando todo mundo, o caos absoluto

A humanidade, o psicólogo e a esperança – Os acontecimentos mostram que a humanidade está se unificando, unindo seus opostos

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COMENTÁRIOS
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 01- Não, xará! A tese do “rouba, mas faz” prevalece. Também se encaixa muito bem “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Traduzindo tudo, se eu tenho agora uma qualidade de vida, MINHA, melhor, podem fazer o que quiser com o Tesouro, com as finanças, com o meio ambiente, com a política externa, etc. Agora, se me tirarem esses benefícios, serão os piores políticos do país. Ricardo Campos, Fortaleza-CE – out2014

02- A cúpula do PT provavelmente leu : “O Príncipe” de Maquiavél de cabo a rabo e tentou lidar com essa cultura política massacrável em que vivemos desde sempre de maneira a aprovar projetos essenciais para o desenvolvimento do país. Porém eles se esqueceram que carregaram sempre a bandeira da ética e isso os fez pagar o pato. Qualquer pessoa razoavelmente informada sabe que sempre houve escândalos atrás de escândalos no Brasil e que o tal mensalão sempre existiu, o PT infelizmente deu continuidade, por falta de opção ou por falta de coragem. Minha maior crítica ao partido governista é o fazer tudo pela governabilidade infantil, cedendo tantos aos podres partidos da base aliada como aos bancos, acho que falta coragem em determinados segmentos ao PT e também falta inteligência em detectar no cenário político aliados que não os transformem em reféns. Faltou tato também quando expulsou do partidos pessoas importantes que tiveram a coragem de bater de frente com os arquitetos da corrupção e dos projetos que lesavam a sociedade. Hoje minha preferência é pelo PSOL, mas em determinados cargos tanto do executivo como do legislativo, o PT ainda é a opção menos maléfica. Cauê Procópio, São Paulo-SP – out2014

03- Ocorreu a diminuição vda miseria, o crescimento da classe média (sem entrarvno mérito da redução da renda para se considerar classe média). Mas não ocorreu uma redução na desigualdade social. Não falo isso pra me colocar contra seu texto ou qualquer outra coisa. Eu mesmo já uni os dois dados como se um estivesse ligado com o outro. Mas infelizmente em nosso país a diminuição da miséria não significou redução da desigualdade. Felipe Breier, Fortaleza-CE – out2014

04- Belo texto Ricardo Kelmer. Mas nada justifica manter essa quadrilha no poder. Vou de Marina. Vou torcer que com uma nova vertente esse rio sujo, que é a política no Brasil, torne- se menos poluído e que, no futuro, seja possível torna-lo potável! Hugo de Freitas, Fortaleza-CE – out2014

05- os políticos são reflexo do povo, pelo menos da maioria do povo. e nós somos, infelizmente, um povo corrupto, pelo menos uma minoria. mas nenhum governo foi tão vigiado quanto o do pt e não vi casos mais graves até serem punidos com tanto rigor quanto os que envolveram o pt. até porque eles foram julgados e condenados por antecipação por uma grande mídia poderosa e que tem seus interesses. apesar de tudo, nunca houve governos que apurassem e impedissem tanto a corrupção quanto os do pt. fora isso, q pra mim é questão importante, mas não é a principal, os caras fizeram o q realmente era prioridade: acabar com a fome, diminuir a desigualdade e preparar o terreno para o crescimento econômico, o q significa prosperidade, empregos, melhora da qualidade de vida. fizeram o que realmente precisava – há tanto tempo – ser feito e ninguém fez. vou votar na dilma, como votei no lula em todas as vezes em q ele foi candidato. com muito orgulho, e sentindo q aquilo q eu imaginava há 25 anos pro meu país, na medida do possível foi feito. ainda muito precisamos avançar, não quero ver este país dar um passo para trás. é dilma outra vez! Paulo Nunes, São Paulo-SP – out2014

06- Bela reflexão Ricardo Kelmer! Posso compartilhar? Jacques Martins Antunes, Fortaleza-CE – out2014

07- Lúcida análise, Ricardo! Essa parte, então, faz todo sentido: “Porém, superadas a fome e a miséria, esse mesmo povo exigirá melhoras também em outras necessidades, e então, somente então, a questão da ética na política poderá finalmente ganhar mais peso nas eleições.” Tete Bastos, Fortaleza-CE – out2014

08- Saímos de magnatas do petróleo do pré-sal para uma Petrobás falida em pouco tempo, do mesmo modo que caem Eikes Batistas da vida! Quando começar a faltar lá em cima, faltará muito mais lá embaixo… E é justamente o preço do petróleo que vem maquiando a verdadeira inflação, se é que já não estão sentindo no bolso. Investidor rico estrangeiro quer segurança, senão ele fecha a torneira… simples assim… Teo Lorent, São Paulo-SP – out2014

09- Adorei! Ana Erika Oliveira Galvao, Fortaleza-CE – out2014

10- ‘Grande Ricardp. Orgulho de um dia, por um maravilhoso acaso do destino, ter te conhecido! Fatima Carvalho, Santo André-SP – out2013

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As Preciosas do Kelmer – set2014

30/09/2014

30set2014

AsPreciosasDoKelmer201409.
As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201409AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#24, set2014
> Esta edição no Facebook

Capa: Dilma Roussef, presidenta do Brasil

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*** CIGARRO ELETRÔNICO (Drauzio Varella)

Pra você, amigo fumante, que achou que o cigarro eletrônico resolveria seu problema. Infelizmente, o buraco é mais embaixo. > Mais

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*** MARILYN NA COREIA

Em 1954, Marilyn Monroe se apresentou para as tropas estadunidenses na Coreia, durante a guerra. Veja esse registro histórico:

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*** PAI GRÁVIDO E MÃE DRAG QUEEN

Um casal transgênero do Kentucky, nos Estados Unidos, resolveu conceber dois filhos usando suas identidades sexuais originais. O pai, nascido mulher, ficou “grávido”, enquanto ela, que nasceu homem, é chamado de “mãe” pelas crianças. Assim, eles não precisaram recorrer à adoção nem barriga de aluguel.

Os conceitos mudam com o tempo. O conceito de “homem” e “mulher” também pode mudar, por que não? Já está mudando. > Mais

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*** LIVRARIAS DO BRASIL

Segundo a pesquisa da Associação Nacional de Livrarias (ANL), o Brasil tem 3.095 livrarias. Entre as dez cidades com mais livrarias por habitantes estão duas capitais: Belo Horizonte, em primeiro lugar, com uma loja para cada 13.848 habitantes; e Porto Alegre, em quarto lugar, com uma para cada 14.913. O Rio tem 252 livrarias, o que significa uma a cada 24.865 moradores. São Paulo tem 335, representando uma loja a cada 35.664 pessoas. A Camaçari (BA) coube o pior índice: uma a cada 255.238 habitantes. Foram analisados municípios com população acima de 50 mil habitantes. A média brasileira é inferior à recomendada pela Unesco, que é de 1/10 mil, segundo Ednilson Xavier, presidente da ANL. > Mais

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*** MILTON HATOUM: MAIS UM DESILUDIDO COM MARINA SILVA

Milton Hatoum é um escritor, tradutor e professor brasileiro, considerado um dos grandes escritores vivos do Brasil. Autor de romances premiados, como Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos e Órfãos do Eldorado, com traduções para várias línguas.

Hatoum é mais um que constata em Marina Silva um grande perigo ao Estado laico e às liberdades civis. Ele falou sobre isso: “Quem vai governar com ela são as bancadas evangélicas? Acho que, hoje, um proselitismo histérico é assustador. Isso já é, para mim, assustador. Meu medo é essa liderança religiosa fundamentalista”. > Mais

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*** ARTE, PORNOGRAFIA E CENSURA

CriancasEsculturaJakeEDinosChapman1997-01Uma escultura da dupla de artistas britânicos Jake e Dinos Chapman foi retirada da uma mostra no Museu de Arte do Século 21, em Roma, a pedido de uma organização que luta pela defesa dos direitos da criança. A obra “Piggyback”, que estava em exibição desde dezembro passado no museu romano, é a representação de duas mulheres nuas, uma delas com um pênis na boca. Segundo o Observatório Italiano pelos Direitos da Criança, a organização que pediu a remoção da peça, a escultura é “pornográfica”. A diretora do museu, Anna Mattirolo, defendeu a obra dos Chapman. “Eles são conhecido por obras que denunciam uma realidade torpe”, disse Mattirolo à imprensa italiana. “Eles querem gerar uma discussão sobre a falsa moralidade e provocar um debate. Nós apoiamos a liberdade de expressão dos artistas.”

É uma questão delicada. A arte pode, e deve, ser usada também para provocar debates. > Mais

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*** BANCOS FAZEM DÉBITO NÃO AUTORIZADO

Num mundo cada vez mais digitalizado, com os serviços cada vez mais integrados, ter uma conta bancária é necessidade básica. Mas é bom ficar sempre atento ao extrato bancário. Os bancos costumam debitar valores não autorizados pelo cliente. > Mais

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*** CIENTISTAS VEEM RETROCESSO EM MARINA SILVA

A visão religiosa da realidade é algo pessoal, e depende de cada tipo de crença. Ela não deve influir na vida política de um país democrático. Por esse motivo, muitos cientistas estão contra Marina Silva, pois ela já deixou claro, mesmo tentando esconder, que é uma fanática religiosa. Rogério Cezar de Cerqueira Leite, 83 anos, é físico, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha. Veja o que ele escreveu:

“Minha convicção é a de que o comentarista não tem o direito de especular sobre a religião das pessoas que analisa. Todavia, há exceções quando se suspeita que essas crenças possam ter influência no bem-estar do povo. É o caso de fundamentalismos, inclusive o criacionismo. Marina Silva, no passado, admitiu essa sua convicção. Ultimamente, evita discussões sobre o problema. Pois bem, não me sinto confortável em ter como presidente uma pessoa que acredita concretamente que o Universo foi criado em sete dias há apenas 4.000 anos, aproximadamente.” > Mais

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*** AMAZON NÃO RESPONDE AO RECLAME AQUI

A chegada da gigantesca Amazon ao mercado de livros brasileiro mexe com tudo. Mas ela não se mexe muito quando o assunto é reclamação do consumidor. A empresa até hoje não respondeu a nenhuma das 166 reclamações feitas contra ela (até 26ago) no site Reclame Aqui (reclameaqui.com.br). > Mais

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*** OS CANDIDATOS E A ESTRATÉGIA DO MEDO

Numa reportagem da revista Veja desta semana, Dilma é acusada de usar o medo como estratégia para vencer a eleição. Grande novidade. E quem não usa? Desde o início da campanha, Aécio afirma e reafirma que se Dilma vencer, o Brasil viverá o caos com a inflação explodindo e a economia em colapso. Marina tem afirmado que se Dilma for eleita, perderemos as conquistas dos últimos vinte anos, como a estabilidade econômica e os avanços sociais. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (8)

MALU MADER, atriz

Em uma entrevista concedida em 2005 para o Fantástico, a atriz Malu Mader disse que tinha agradecido a Deus após ter sido submetida a uma cirurgia que extraiu um cisto benigno do cérebro. Mas explicou que o agradecimento não foi em nome dela, mas de sua mãe, que é uma católica devota.

Em fevereiro de 2002, ao falar para a revista Marie Claire, Malu admitiu não acreditar que “alguém tenha criado tudo, que está nos olhando” [o tempo todo]. “Falo ‘graças a Deus’, ‘vai com Deus’, como uma maneira de desejar o bem”.

“Até invejo quem tem fé. Se eu soubesse que existe alguma coisa depois da morte, estaria ótima.”

Antes, quando estava no hospital, teria dito que não acredita em Deus e foi criticada por fãs na internet. Supostos evangélicos escreveram que ia oram para que ele passasse a ter fé. Malu aparece em todas as listas de ateus e ateias famosos do Brasil, mas fala pouco sobre o assunto. Discreta, ela evita conceder entrevista e, quando o faz, evita temas polêmicos.  (Fonte: paulopes.com.br e revista Marie Claire) > Mais

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*** LIÇÕES PRECIOSAS PARA A VIDA (2)

Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas. Quando ela abre a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz:

– Eu lhe dou 5.000 reais se você deixar cair esta toalha!

Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Nestor então entrega a ela os 3.000 reais prometidos e vai embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra, o marido grita do chuveiro:

– Quem era?

– Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado – diz ela.

– Ótimo! Ele lhe deu os 5.000 reais que ele estava me devendo?

Conclusão: Se você compartilha informações a tempo, você pode prevenir exposições desnecessárias.

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*** PASTORA ANA PAULA VALADÃO PROFETIZA VITÓRIA DE MARINA

Orando em línguas e expulsando Satanás, a pastora Ana Paula Valadão, conhecida também por “a louca da Lagoinha”, comemora a chegada da igreja na política, anunciando que os evangélicos invadirão o Planalto. A histeria dos evangélicos é compreensível, afinal eles se sentem imbuídos por seus deus da missão de impor a todos as suas crenças religiosas, e a melhor forma de conseguir isso é eleger o máximo possível de representantes políticos, inclusive o presidente da república. Com Marina Silva na presidência, o fanatismo religioso estará muito bem representado no Planalto. Veja o vídeo e avalie se é este tipo de mentalidade e atitude que queremos que governe o Brasil.

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*** A RAPIDINHA DO INTERVALO

Hoje em dia a gente não pode mais nem aproveitar o intervalo pra dar uma rapidinha na sala de aula… Que mundo estranho. > Mais

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*** DILMA, DA LUTA CONTRA A DITADURA À REELEIÇÃO

Dilma Vana Rousseff (Belo Horizonte-MG, 14.12.1947) é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), e a atual presidente da República Federativa do Brasil. Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia, e posteriormente, da Casa Civil. Em 2010, foi escolhida pelo PT para se candidatar à Presidência da República na eleição presidencial, sendo que o resultado de segundo turno, em 31 de outubro, tornou Dilma a primeira mulher a ser eleita para o posto de chefe de Estado e de governo, em toda a história do Brasil.

Nascida em família de classe média alta, interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância de esquerda, integrou organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar, como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Passou quase três anos presa entre 1970 e 1972 pela ditadura militar brasileira, primeiramente durante a Operação Bandeirante (Oban), onde passou por sessões de tortura, e, posteriormente, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).

Reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde, junto a Carlos Araújo, seu companheiro por mais de trinta anos, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e participou ativamente de diversas campanhas eleitorais. Exerceu o cargo de secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre de 1985 a 1988, no governo Alceu Collares. De 1991 a 1993, foi presidente da Fundação de Economia e Estatística e, mais tarde, foi secretária estadual de Minas e Energia, de 1999 a 2002, tanto no governo de Alceu Collares como no de Olívio Dutra, no meio do qual se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2001. Em 2002, participou da equipe que formulou o plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para a área energética. Posteriormente, nesse mesmo ano, foi escolhida para ocupar o Ministério de Minas e Energia.

Em 2005, Rousseff foi nomeada ministra-chefe da Casa Civil, em substituição a José Dirceu, que renunciara ao cargo após o chamado Escândalo do Mensalão. Dilma foi a primeira mulher secretária de Fazenda de sua cidade, a primeira ministra de Minas e Energia, a primeira chefe da Casa Civil, além de ser primeira presidente da história brasileira.

Em 2014, concorre à reeleição para a Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores. (Wikipedia) > Mais

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*** EUGENIA E APERFEIÇOAMENTO PESSOAL

Para começo de papo, é eugenia sem acento mesmo. Com acento, seria Eugênia, nome de mulher. A Wikipedia nos explica:

– – – Eugenia é um termo criado em 1883 por Francis Galton (1822-1911), significando “bem nascido”. Galton definiu eugenia como “o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente”. O tema é bastante controverso, particularmente após o surgimento da eugenia nazista, que veio a ser parte fundamental da ideologia de “pureza racial”, a qual culminou no Holocausto. Mesmo com a cada vez maior utilização de técnicas de melhoramento genético usadas atualmente em plantas e animais, ainda existem questionamentos éticos quanto a seu uso com seres humanos, chegando até o ponto de alguns cientistas declararem que é de fato impossível mudar a natureza humana.

Pois bem. A neurocientista Suzana Herculano-Houzel escreve sobre isso, mostrando que essa ideia continua viva nos dias de hoje. > Mais

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*** APOIAR JUSTICEIROS É CRIME

O procurador Pedro Antonio de Oliveira Machado, do MPF (Ministério Público Federal), protocolou no Justiça ação civil pública na qual pede ao SBT retratação pelo comentário da apresentadora Raquel Sheherazade (foto), 40, de apoio a justiceiros do Rio de Janeiro. No começo de fevereiro, no telejornal SBT Brasil, Sheherazade manifestou solidariedade aos justiceiros que, encapuzados, tiraram a roupa de um jovem negro suspeito de ser infrator para surrá-lo e deixá-lo amarrado a um poste.

Para a apresentadora, conforme disse na época no principal telejornal do SBT, “a atitude dos vingadores é até compreensível” por causa da negligência do governo para com a segurança pública. Ela foi além ao fazer um desafio: “O contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva. Aos defensores dos direitos humanos que se apiedaram do marginalzinho preso no poste, lanço uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido”. [ver vídeo abaixo]

Se a Justiça acolher o pedido da MPF, o SBT, além de fazer a apresentadora se retratar, terá de pagar indenização de R$ 532 mil por danos moral coletivo. Se houver descumprimento da sentença, caso ela seja proferida, a emissora terá de pagar multa diária de R$ 500 mil por dia. Para o procurador, não há dúvida de que a Sheherazade estimulou a ação de justiceiros e violou o princípio da dignidade humana.

A apresentadora disse que o processo contra o SBT é “absurdo”. “O Ministério Público está no seu direito de propor a ação que julgar necessária. Pode alegar o que achar conveniente, em seu pedido, por mais absurdo e descabido que me pareça.” Falou que cabe à Justiça aceitar ou não a ação civil pública. Sheherazade ainda continua apresentando o SBT Brasil, mas ela foi proibida pela direção da emissora de fazer comentários. Antes, ela dizia que tinha sido contratada para dar opinião. Ganha cerca R$ 90.000 por mês. (paulopes.com.br)

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*** MENOS FOME NO BRASIL

Um total de 15,6 milhões de brasileiros superaram a subalimentação desde o início dos anos 2000. O feito permitiu ao Brasil abandonar o vergonhoso mapa mundial da fome, como revela o último relatório sobre segurança alimentar da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), divulgado em 16set.

Hoje, apenas 1,7% da população não sabe se terá garantida a próxima refeição. Ainda que isso represente 3,4 milhões de bocas famintas, o País é apontado como uma referência mundial no combate à fome pela forte redução verificada nas últimas décadas. Em 1990, 25 milhões de cidadãos estavam subalimentados, 15% dos habitantes do País. > Mais

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*** OS ESCRITORES NO PALCO

Para alguns escritores, escrever livros não é o suficiente para garantir a sobrevivência. É preciso também ir para os palcos e para a frente das câmeras. Aí o escritor vira palestrante, ator, animador de auditório… > Mais

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*** SUPERINTERESSANTE FALA DO ORKUT EM 2004

Hoje é o último dia do Orkut. Veja o que falavam dele em 2004. > Mais

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*** AS CONTRADIÇÕES DE MARINA

Uma hora é uma coisa, outra hora é o contrário, e logo depois desdiz tudo. Depois não sabe por que tanto cai nas pesquisas. > Mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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A pergunta

23/09/2014

23set2014

Um dia, porém, alguém desconfia. E entende que os que olham para fora, sonham, e os que olham para dentro, despertam. E aí a pergunta é inevitável

APergunta-01

A PERGUNTA

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Quando você estiver lendo esta crônica, eu talvez já esteja morto, meu corpo estirado no chão da sala e o vizinho desconfiando do mau cheiro. Ou talvez eu tenha sumido de repente, sem explicação, e neste exato instante estou sendo torturado numa sala sombria. Tudo é possível. Tudo pode acontecer agora que… descobri a verdade.

Ultimamente, eu vinha desconfiando. Porém, de um tempo para cá tudo ficou óbvio: a Inteligna existe. Parece papo de maluco, teorias da conspiração… Mas não é. A Inteligna existe sim. A Inteligência Maligna. E está cada vez mais poderosa. Ops! Acabo de escutar algo… Tem alguém aqui no apartamento… Eles chegaram! Nãããão! Aaaaaaahhhhhh!!!…

Eu exagerei, admito. Foi só um pouco de drama para chamar sua atenção. Mas a Inteligna existe. E sabe muita coisa. Sabe muito sobre você, por exemplo, pelas pistas que deixa por onde passa: seu cartão de crédito, o movimento da conta, navegação na internet, telefonemas… Sem falar nas câmeras de vigilância. Acha que exagero de novo, né? Ou que fumei daquele da lata. Eu entendo, é mesmo difícil conceber que somos monitorados por uma inteligência maquiavélica e invisível, que nos mantém sempre ocupados para que não façamos a pergunta.

Mas, que pergunta? Não posso dizer aqui… é perigoso. Mas posso dizer o motivo de não a fazermos: nós somos escravos. Escravos de uma realidade que nos cerca e cega o tempo todo com ideias e valores que fazem com que nos comportemos feito uma boiada. Numa boiada, todos seguem o movimento geral, ninguém se detém para pensar por que tem mesmo que seguir por aqui e não por ali. Se pensasse, perceberia coisas estranhas. Perceberia que, apesar da publicidade insistir no contrário, um celular novo não traz felicidade. Nem possuir o carro do ano. Nem ter vinte bolsas no armário, nem usar roupas de grife, nem frequentar o lugar da moda, nem ter o corpo igual ao daquela modelo.

Sutilmente, repetindo dia após dia, a Inteligna faz você se convencer que precisa de tudo isso para se autorrealizar. Então você compra isso e mais aquilo e se sente vivo, e brinda à sua felicidade, tim-tim! Mas aí o que você comprou saiu de moda. Aí lançam um modelo melhor e você ainda nem terminou de pagar o anterior. E aí você se endivida ainda mais. E não consegue alcançar a tal realização. Claro. A Inteligna não vende realização, vende ilusão. Se vendesse autorrealização, diria para você buscar onde ela sempre esteve: em você mesmo. Diria para você parar um pouco e deixar a boiada seguir sem você. Somente assim você se daria conta que não é apenas uma estatística de consumo, e se perceberia uma pessoa única. Então você diria oi para si mesmo e se faria a pergunta fatal.

O diabo é que isso nunca lhe ensinaram. Não se fala disso nos comerciais da novela, pois a Inteligna ocupa todos os espaços. Sim, uns livros falam disso, é verdade. Mas como encontrá-los?

Um dia, porém, alguém desconfia. E entende que os que olham para fora, sonham, e os que olham para dentro, despertam. E aí a pergunta é inevitável. A Inteligna sabe que os que fazem a pergunta automaticamente se desconectam da realidade criada por ela, feita de modismos, consumos, boiadas e ilusões. E o pior: esses que despertam acabam influenciando outros…

E qual é a pergunta que a Inteligna tanto teme? ‒ você já deve estar impaciente. Não posso dizer aqui, entenda. Melhor deixar a Inteligna na dúvida sobre se eu realmente sei ou não. Mas eu a escrevi neste texto, apenas está codificada. Se você já começou a virar o olhar para si mesmo, saberá encontrá-la.

Um boi que escapole da boiada é a verdadeira revolução. Porque o trabalho de trazê-lo de volta é maior que o de manter a boiada junta. Então seria melhor uma boiada inteira fugindo ‒ você pode concluir. Não. Porque ainda seria uma boiada. A única revolução possível é a individual. E começa com a pergunta que não querem que você faça.

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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LEIA NESTE BLOG

WikiLeaksEONascimentoDaCidadaniaGlobal-01aJung – a jornada do autodescobrimento – Vídeo com um resumo da vida e das ideias de Carl Jung, o psicólogo e pensador suíço criador da teoria do inconsciente coletivo

Mulheres na jornada do herói – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

A ilha – Uma fábula sobre o autoconhecimento

Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Aos poucos podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos

A Matrix em cada um de nós – Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir

Pequeno incidente em Hukat – Integrante do Projeto Sapiens de Monitoramento Planetário descobre irregularidades comprometendo a evolução da espécie humana e se envolve em rebelião contra Deus, o psicomputador.

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DICA DE LIVRO

MatrixEODespertarDoHeroiCapaEdicaoDoAutor-01Matrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

Usando a mitologia e a psicologia do inconsciente numa linguagem descontraída, Kelmer nos revela a estrutura mitológica do enredo do filme Matrix, mostrando-o como uma reedição moderna do antigo mito da jornada do herói, e o compara ao processo individual de autorrealização, do qual fazem parte as crises do despertar, o autoconhecer-se, os conflitos internos, as autossabotagens, a experiência do amor, a morte e o renascer.

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Myitoooooooooo fodaaa esse texto Primo!!!! A inteligna está em tudo ao nosso redor, nos mantendo dentro do pasto cercado com grades e arames e concreto. A única forma de escapar é por um caminho que inicialmente é escuro, cheio de dúvidas. . O Caminho para Dentro. Rafa Moreira, Fortaleza-CE – jan2015

02- bacana, Kelmer!!! Tô de olho….rs. Teo Lorent, São Paulo-SP – jan2015

03- Sensacional como sempre. Jayme Akstein, Sidney-Austrália- jan2015

04- #Dalata. Alberto Perdigão, Fortaleza-CE – jan2015

05- Identificação total. Que texto foda! ! ! Grande Ricardo! Alexsander Lepletier, Rio de Janeiro-RJ – jan2015

06- Quando encontramos a pergunta ja sabemos a resposta. Muito bom, Ricardo! Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – jan2015

07- cara, eu te curto demais….vc escreve coisas que eu penso! Mayara Nirley, Aracaju-SE – fev2015

08- Muito bom e bastante reflexivo! Fiquei um tempão subindo e descendo… lendo nas entre-linhas… Jean Nascimento, Aracaju-SE – fev2015

APergunta-01a



As ciclistas orgásticas da Colômbia

15/09/2014

15set2014

Ciclistas adotam uniforme polêmico e usam a energia de seus orgasmos para vencer corridas

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AS CICLISTAS ORGÁSTICAS DA COLÔMBIA

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A equipe feminina de ciclismo colombiana RDI tem provocado polêmica por utilizar uma energia extra nas competições: o orgasmo. Orientadas pelo treinador Miro García, fisioterapeuta com especialização em Sexologia Desportiva, as seis atletas ganharam um uniforme desenhado especialmente para elas que deixa a genitália descoberta e permite o contato direto da vulva com o assento da bicicleta. O objetivo é excitar sexualmente a atleta durante a prova e utilizar a energia dos orgasmos obtidos para pedalar com mais rapidez.

Segundo o treinador, a média de cada atleta da RDI é de oito orgasmos por prova, sendo que a recordista é Cristina Rossy, que numa das etapas do Tour de l’Ardéche, na França, obteve vinte e sete orgasmos, e venceu a prova com folga. Desde que a nova técnica foi implantada, a velocidade média da equipe aumentou em 22%, o que a fez vencer todas as seis competições oficiais em que participou.

Apesar de reclamações de algumas equipes adversárias, que acusam a RDI de doping e falta de ética, a União Ciclística Internacional, que administra as competições, não vê motivo legal para impedir o uso do uniforme. Por outro lado, algumas equipes já demonstram interesse em experimentar a mesma técnica da equipe colombiana. As atletas da RDI afirmam que, se antes elas corriam atrás das adversárias, agora a equipe está sendo perseguida, tanto na pista como pelos moralistas de plantão. Segundo elas, ter orgasmos durante as práticas ciclísticas é comum entre muitas mulheres, e o que elas estão fazendo é tão somente direcionar a energia natural do corpo para pedalar mais rápido. Para não perder a conta dos orgasmos, as atletas os registram num pequeno aparelho instalado no guidom da bicicleta, que envia os dados em tempo real para o celular do treinador.

A polêmica já saiu do meio esportivo. Alguns grupos feministas demonstraram apoio à equipe, defendendo a livre sexualidade da mulher, enquanto outros condenaram o uniforme, alegando que se trata de exploração comercial do corpo feminino. A Liga das Senhoras Católicas do Cáucaso entrou com recurso para impedir que a equipe usasse o uniforme na Volta da Chechênia, o que não foi aceito pela Justiça. A prova foi vencida pela RDI, que dedicou a vitória a todas as chechenas.

Segundo García, o objetivo a longo prazo é capacitar as atletas a terem uma média de vinte orgasmos por prova, o que, segundo ele, daria condições à equipe de competir nas provas masculinas com chance de vitória. Indagado sobre se a técnica poderia transformar o ciclismo esportivo numa disputa de orgasmos, García diz que não está preocupado com isso, e que a tendência é que o orgasmo feminino seja reconhecido como um recurso legítimo das mulheres para a melhoria da saúde, da prática esportiva e também no trabalho. Ele apoia-se nas pesquisas do Centro de Saúde Sexual da Universidade de Indiana, nos EUA, que mostra que grande parte das mulheres já tiveram orgasmo induzido pelo exercício físico, e cita o caso da empresa alemã Hosth, que incentiva as funcionárias a se masturbarem no trabalho, e com a energia gerada pelos orgasmos passou a economizar 8% de energia elétrica, além de melhorar o ambiente profissional.

Cristina Rossy, a recordista de orgasmos da equipe, é uma entusiasta das ideias do treinador. Ela afirma, otimista: “O orgasmo feminino pode ser a solução do problema dos recursos energéticos do planeta, mas para isso as mulheres têm que se sentir livres para terem mais e melhores orgasmos, em qualquer lugar, a qualquer hora, sozinhas, em grupo ou com quem elas quiserem”. Sobre seu notável desempenho, Cristina, que desenhou o uniforme, explica que quando terminam as provas, ela e suas colegas estão eufóricas e bem-dispostas, e têm vontade de falar muito e discutir tudo relacionado à prova com o treinador. “Essa é a parte chata”, diz o treinador, divertindo-se, “pois tenho que escutar seis mulheres eletrizadas falando ao mesmo tempo durante horas”.

(fonte: Corriere di Napoli)
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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ESTA POSTAGEM INTEGRA A SÉRIE REAL PARALELO
Onde ficção e realidade se encontram no infinito
Mais postagens:

BarDoAraujoEASalvacao-04aBar do Araújo é a salvação – Espremido entre duas igrejas, o Bar do Araújo é a última resistência dos ateus. E do bom humor

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SOBRE ORGASMO FEMININO

17 curiosidades sobre o orgasmo feminino – Revista Superinteressante

Orgasmo na Wikipedia

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SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

OIncubo-05O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

Lola Benvenutti e a coragem de viver – A única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos

Me estupra, meu amor – Fantasiar ser estuprada é uma coisa – querer ser estuprada é outra coisa totalmente diferente

As fogueiras de Beltane – A sexualidade sem culpa de uma sacerdotisa pagã

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e, entre uma e outra orgia, luta pela liberação feminina

A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

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DICAS DE LIVROS

figlivrovocesterraqueas01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino – Livro de contos e crônicas sobre a mulher

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor, submissão e salvação por meio do sexo anal

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990) – Um livro belo e libertador, que celebra o sagrado na sexualidade

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COMENTÁRIOS
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01- Sensacional! Kkkk isso é sério? Rayan Lins, João Pessoa-PB – set2014

02- em tempos de polêmicas e ciclovias……ah se essaodair pega em Sampa city kkk. Paula Martins, São Paulo-SP – set2014

03- E eu pensando que já tinha visto de tudo! Dri Flores, São Paulo-SP – set2014

04- Que vergonha bota logo nua descarado este treinador nao vale nada. Maria Nilce Meireles, Jericoacoara-CE – set2014

05- Se esta moda pega,kkk. Debora Morais, Fortaleza-CE – set2014

06- “É possível ter orgasmos dançando?” nunca ouvi dizer, mas acredito que não. A dança exige uma energia diferente da sexual. embora seja vista como sensual, eh pra quem esta olhando e nao pra quem esta dançando. Sobre a postagem, acho que falam muito de sexo, usam sexo pra se promover, pra aparecer, pra ter fama….mas fazer sexo mesmo que eh bom, ta dificil neh….a maioria nao faz nada, so fala sobre. Como ja andaram dizendo por aí…qualquer gato vira-latas tem a vida sexual mais sadia que a nossa. Orgasmo deveria ser natural como dormir e não assunto de FB. Sandra Xavier Amarantha, Poá-SP – set2014

07- Fantástico! Daniel Perroni Ratto, São Paulo-SP – set2014

08- Olhem aí, mulheril, em tempos de falta de homens! José Milton Fontenelle, Fortaleza-CE – set2014

09- Ricardo Kelmer, pare de inventar estorias, menino… rsrs
O uniforme foi so um desastre de estilo, elas nao estao nuas. Eh no Brasil que inventam essas coisas ou essa foi sua criatividade mesmo? kkkkkkkkk (Veja a segunda foto: http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2014/09/13/uniforme-colombiano-deixa-ciclistas-seminuas-e-causa-polemica)

10- Que criatividade Ricardo Kelmer vc tem! Seu menino, mais menino, só sendo um menino mesmo menino… Rute de Paula Tavares, João Pessoa-PB – set2014

11- achei o uniforme um desastre visual…se eu fosse homem broxava….kkkkkkkkkkk. Eu Ni CE, São Paulo-SP – set2014

12- e as pernas bambas? kkkkk. Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – set2014

13- Uiuiui!! Aiaiai!! Kkkk, gente!! Tem que formar um grupo pra fazer chover em Sampa!! Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – set2014

14- O texto eh criatividade sua Ricardo Kelmer??? Michele SJ, Fortaleza-CE – set2014

15- hahahahaha … Muito bom o texto …. “A Liga das Senhoras Católicas do Cáucaso entrou com recurso para impedir que a equipe usasse o uniforme na Volta da Chechênia, o que não foi aceito pela Justiça. A prova foi vencida pela RDI, que dedicou a vitória a todas as chechenas”. Francisco Coelho, Rio de Janeiro-RJ – set2014

16- dilícia heim. Paulo Nunes, São Paulo-SP – set2014

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A pior campanha antimaconha do mundo

12/09/2014

12set2014

Faltou bom senso e respeito aos criadores dos anúncios. Faltou noção das coisas. Faltou tudo

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A PIOR CAMPANHA ANTIMACONHA DO MUNDO

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Tem estupidez que é tão estúpida que se torna divertida. É o caso da campanha contra a legalização da maconha, promovida por um certo movimento Brasil sem Drogas. Os anúncios criados para a campanha abordam a questão das drogas de uma forma tão absurda que é impossível, para alguém de bom senso, levar a coisa a sério. Ou seja, o movimento criou uma campanha para ridicularizar a si próprio. E, pelo imediato efeito que provocou nas redes sociais, com piadas, paródias e galhofas de todo tipo, é uma séria candidata a entrar para o rol das piores campanhas de todos os tempos, um clássico do “como não se deve fazer”.

Os anúncios partem do princípio de que, uma vez legalizada a maconha, médicos, pilotos, professores e motoristas passarão automaticamente a trabalhar sob efeito da erva. É uma premissa tão estúpida que não deveria merecer respostas sérias. Exatamente por isso a campanha imediatamente tornou-se alvo de piadas e chacotas saborosas. Se a campanha buscava iniciar uma discussão séria, a falta de noção dos anúncios dificulta essa possibilidade.

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Analisando friamente os anúncios e tentando entender a lógica da campanha, rumamos inevitavelmente para duas possibilidades: ou os organizadores são altamente desqualificados para uma discussão legítima e profunda sobre o tema (ignorância moralista) ou eles tinham o propósito preestabelecido de confundir a opinião pública (desonestidade intelectual), apelando para uma mensagem alarmista e gerando ainda mais desinformação em torno de um tema delicado e polêmico.

Além de ser ridicularizado até por quem é contra a legalização, o movimento Brasil sem Drogas talvez precise arcar com o dissabor de processos judiciais, pois alguns profissionais se sentiram ofendidos pela campanha. De fato, os anúncios são muito grosseiros e desrespeitosos ao propor a ideia de que pilotos de avião, médicos, professores e motoristas são irresponsáveis a ponto de porem vidas em risco apenas pelo prazer de fumar um baseado. Faltou bom senso e respeito aos criadores dos anúncios. Faltou noção das coisas. Faltou tudo.

E o que leva uma agência de publicidade a participar de tamanha idiotice? A WCOM participou por realmente crer nas ideias da campanha? Ou foi só por dinheiro mesmo? Ou então, e isso às vezes acontece até numa sociedade onde a maconha é proibida, os caras mandaram ver num fumo estragado e criaram esses anúncios bizarros? Se foi isso, então pelo menos que aprendam a lição e da próxima vez procurem um fornecedor melhor.

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Indo além do ridículo da campanha, vale a pena insistir num ponto sério da questão: a atual política antidrogas já deu o que tinha que dar. A cada dia, mais médicos, cientistas, estudiosos e líderes políticos alertam para o fato de que o proibicionismo não resolveu o problema, o consumo e a violência só aumentam e a cada dia que passa as drogas estão cada vez mais baratas, potentes e acessíveis. Sejamos francos: a humanidade quer e sempre quis experimentar estados especiais de consciência, o que nos leva a deduzir que se trata de um anseio natural da espécie. Reprimir tal anseio não parece funcionar, e deixar o mercado na mão de bandidos também não.

No Brasil, há um projeto de lei de autoria do deputado federal Jean Wyllys que deverá ser votado em breve. Deixo que o próprio deputado o explique: “Legalizar e regulamentar a maconha e acabar com a guerra às drogas não é somente uma questão de liberdades individuais. É, também, uma questão de segurança pública e de direitos humanos. Por isso, meu projeto de lei 7270/2014 faz muito mais do que regulamentar a maconha: ele propõe uma série de mudanças radicais na política de drogas do Brasil. A legalização da maconha é um primeiro passo que, além de garantir as liberdades individuais dos usuários, será uma ferramenta fundamental para reduzir a violência, deixar de encher nossas prisões com a juventude mais pobre das periferias e acabar com uma guerra que já matou gente demais.”

Voltando ao ridículo dos anúncios… Pois bem, não resisti e criei minhas próprias versões:

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Para quem não está familiarizado com o tema, essas receitas malucas (bolacha cream cracker com feijão gelado, miojo com doce de leite…) são típicas da larica, aquela fome que costuma acometer os humanos após fumar um baseado. Além de nos fazer rir bastante, a campanha também ajudou a divulgar excelentes receitas lariquentas.

Os anúncios da campanha são ridículos e agridem a inteligência das pessoas, é verdade. Mas talvez eles estejam apenas refletindo o desespero dos proibicionistas, que veem as políticas de legalização e regulação avançarem nos países democráticos. No Brasil, os debates ainda carregam o destempero das paixões, mas felizmente caminhamos para um amadurecimento da discussão, o que ficou claramente provado nesse caso da campanha do Brasil sem Drogas. Quando boa parte da sociedade reage imediatamente e com tal força a uma tentativa de convencer a opinião pública com argumentos absolutamente estúpidos, isso é um bom sinal.
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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MAIS VERSÕES DOS ANÚNCIOS (selecionados nas redes sociais)

– Você entraria num avião cujo piloto se envolve com bandidos para poder fumar um baseado? Se a maconha for legalizada, isso não mais ocorrerá.
– Você teria coragem de delegar proteção da biodiversidade a quem pensa que essa diversidade foi criada num passe de mágica 6 mil anos atrás?

– Você teria coragem de entrar num avião pilotado por uma mulher que abortou? Se o aborto for legalizado, isso será normal.
– Você teria coragem de entrar num avião se Marina Silva fosse sua vice?
– Você teria coragem de ser operado por um médico que acabou de fazer uma oração?
– Você teria coragem de ser operado por um médico que dá um pulo vai pra frente e de peixinho vai pra trás?
– Você teria coragem de entrar em um avião cujo piloto é um feto num jarrinho? Se legalizarem o aborto isso será normal.
– Você entraria num avião cujo piloto não consegue se sentar para pilotar? Se o casamento gay for legalizado, isso será normal.
– Você entraria num avião cujo piloto é gato, porém escreve derrepente tudo junto?
– Você entraria num avião cujo piloto já pilotou helicóptero da família Perella?
– Você confiaria sua campanha a uma agência que faz um cartaz usando oito fontes diferentes?

SAIBA MAIS

Projeto de lei 7270/2014 – Conheça o projeto do Deputado Jean Wyllys

O guru do movimento – O movimento Brasil Sem Drogas cita bastante as ideias do ativista antidrogas Kevin Sabet, que luta contra a legalização da maconha no EUA. Conheça as contestações às suas ideias: aqui e aqui

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LEIA NESTE BLOG

SociedadeHipocritaAdolescentesDrogados-01aSociedade hipócrita, adolescentes drogados – Inês continuará se drogando e mentindo. Porque os pais e a sociedade mentem para ela

O dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado a gente não esquece

Quem tem a droga, tem o poder – Quem ganha e quem perde com a proibição das drogas?

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DICA DE LIVRO

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Liberando o bom humor da maconha
Contos + glossário – Ilustrações: Hemetério

Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado…
> Saiba mais,

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DICA DE VÍDEO

What if cannabis cured cancer – Este documentário de 2010, dirigido por Leo Richmond e com narração de Peter Coyote, mostra as numerosas possibilidades terapêuticas da maconha, principalmente na cura do câncer. Mostra também que sua proibição foi motivada e mantida até hoje por interesses capitalistas da indústria farmacêutica. Versão legendada em português (Maconha, a cura do câncer).

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COMENTÁRIOS
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O golpe do papel higiênico

08/09/2014

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Querem explorar até o fiofó da gente

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O GOLPE DO PAPEL HIGIÊNICO

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No início, era o Verbo. Aí o Verbo teve uma dor de barriga desgraçada e, pofffff, mandou aquele barro federal. E fez-se o mundo. E viu-se que o mundo era uma merda. Mas como o papel higiênico só seria inventado muito tempo depois, o mundo ficou do jeito que estava mesmo, uma grande bola de merda. Quando o papel enfim foi inventado, a merda estava tão grande que não tinha mais papel que desse jeito. E assim estamos até hoje.

Há referências ao papel higiênico na China do século 6 da era comum. Como os chineses também inventaram a pólvora, imagino que a cada explosão eles se cagavam de medo, e aí uma coisa levou à outra. Mas como era antes do papel? Bem, a gente sempre se virou como pôde, né? Nossos antepassados também. Primeiro, descobrimos que folha de bananeira não é o ideal. Tentamos a folha de urtiga e resultado não foi muito bom, mas serviu para batermos o recorde mundial dos oitocentos metros. Por um tempo, nos viramos com sabugo de milho. Depois, com canjica. Mas nada dava certo. O melhor mesmo era na lagoa. Foi na água, por sinal, que descobrimos, como todo surfista sabe, uma verdade universal: a merda segue o dono.

Então, um dia alguém inventou o papel, e daí para o papel higiênico foi preciso apenas uma coxinha estragada. E depois, tchan, tchan, tchan, tchaaannn, inventaram o picote no papel. Ah, o picote… Se você é muito novo, vou dizer como se fazia antes do picote: a gente rasgava o papel! Sim, era uma coisa bárbara. E às vezes o cidadão estava meio afobado, dava um puxão no papel e não rasgava direito, e aí o rolo desembestava, o papel saía desenrolando, caía no chão e molhava, era um saco. Tempos pré-históricos.

O primeiro papel com picote foi uma revolução, vendeu horrores. De fato, arrear o barro é um momento sagrado na vida da pessoa humana. Expulsar para sempre uma parte de nós… Parte essa que, por sua vez, será enviada de volta à terra. E que se decomporá e depois formará a estrutura biológica de plantas, animais e… humanos. Exatamente. Ou você nunca se apercebeu disso? Não é a coisa mais cheirosa de se dizer por aí, mas a verdade é que somos todos feitos de merda. Eu, você, sua mãe, todo mundo. Sim, a Sandy também, até mesmo ela.

A praticidade do picote mostrou-se um sucesso estupendo. A cada tantos centímetros, um picote. Dois pedaços era a medida exata para o cidadão higienizar o fiofó. Porém… Um dia lá estava eu expulsando um pedaço de mim, ó metade amputada de mim, quando percebi algo estranho: os picotes do papel estavam mais espaçados entre si. Antes, dois pedaços eram suficientes. Agora, dois era mais que o necessário, e um era pouco. Que fazer? Ou eu usava mais papel do que precisava, ou então voltava à pré-história e rasgava o papel. Muito espertinhas essas empresas!

Mas esse cara vai criar confusão por causa de doze centímetros de papel? Vou sim. Doze hoje mais doze amanhã são cinco metros no fim do mês. Isso cagando só uma vez por dia. Cem mil pessoas desperdiçam quinhentos mil metros de papel por mês. Quinhentos quilômetros de papel! Dá para limpar merda do Rio até São Paulo. E se for folha dupla, dá para ir e voltar.

Não podemos nos calar diante de mais esse golpe no bolso de trás do consumidor. Por isso, convoco todos os meus leitores para protestar nos supermercados, vamos exigir que as fábricas respeitem a distância ecológica dos picotes. E como prova do crime, levemos cada um de nós o cesto de lixo com o papel usado.

É a tal lei primeva, aquela que vem desde o início dos tempos: eita mundinho de merda…

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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LEIA NESTE BLOG

Aviso prévio de traição – A partir de hoje poderei te trocar por outra a qualquer momento. Basta que ela sorria pra mim e que me faça agradinhos. E me dê o que você nunca quis me dar

Mordida na última sessão – A maioria dos vampiros são ilustres desconhecidos, gente como você que rala no dia a dia para pagar as contas e assiste ao Sexy Time antes de dormir.

Nosso Bar – Existe birita após a morte – Quando você chega na colônia extrafísica Nosso Bar, a primeira coisa que recebe é uma camiseta da sua birita predileta

Loiras, celulite e futebol – A mulher se sairá melhor se passar uma noite inteira numa mesa ao lado de duas Ex e três Loiras Burras e Gostosas do que se tentar derrotar o Futebol

O charme da vidalheia – Programas sensacionalistas, ligações rastreadas, câmeras por todo canto… A vidalheia parece ser mesmo irresistível

Estão abduzindo nossas mulheres – Abdução em massa de brasileiras! E bem debaixo do nosso nariz. Alguém precisa fazer algo, daqui a pouco só vai ter homem aqui

> Mais postagens no tema “humor”

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COMENTÁRIOS
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01- RA, RA, RA, RA, RA…………………. Meu amigo, essa foi fantastica, E sabe do que lembrei? Do tempo que o Jo Soares tinha o programa de humor e ele fazia esse personagem que era fiscal do Sarney, nao lembro o nome, mas lembro que ela foi ao supermercado reclamar que o papel higienico nao tinha vindo no tamanho certo, estava faltando e ela queria o dinheiro de volta 🙂 Tambem lembrei do filme-documentario que assiti essa semana, a palestra do Al Gore sobre o meio ambiente o o aquecimento da Terra. Tai, essa e uma maneira de prestar servicos a sociedade 🙂 Fabiana Vasconcelos, Boston-EUA – jun2006

02- Papel Higiêncio: nojentim mesmo… mas belo serviço de utilidade pública! Cagões do mundo, uni-vos! Jayme Akstein, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

03- Cara, muito bom esse texto! E você não sabe a coincidência que esse assunto acarretou ontem, justamente dentro de um banheiro, ao lado do papel… aquela merda toda. Estava eu no fretado voltando do trabalho pra casa, quando uma convulsão intestinal me acometeu e, por vitude dessas inebriantes cólicas, desci no meio do caminho para que pudesse me aliviar no assento limpo de um toalete de shopping. O fiz. Enquanto depositava ali o rendimento líquido da minha poupança, comecei a reler o seu livro sobre o Matrix (sensacional por sinal, depois mando um email pra comentar) Lia o começo, justamente na parte em que você escreveu que quando a luz acaba as pessoas ficam que nem baratas tontas. Exatamente nessa parte, fechei o livro para manusear o rolo de papel higienico para fazer a limpeza e as luzes se apagam. Exatamente no mesmo instante. E, depois, ao sair do banheiro, percebi que ele estava trancado. Se não fosse minha namorada ligar pra administração, eu estaria meditando ali até agora… hehe Abração. Marcelo Gavini, São Paulo-SP – jul2006

04- Olá Ricardo Kelmer, Li o seu texto sobre o Golpe do Papel Higiênico e não resisti, tive que tecer um comentário.  Após a leitura, comecei a “merditar” sobre a quantas anda a busca desenfreada por lucro nos estabelecimentos. Estão empurrando sem cuspe mesmo. Não sei se percebeu, mas pelo menos aqui na minha cidade( a belíssima Fortaleza-CE), aquele cilindro interno de papelão que serve de suporte para o papel higiênico, está cada vez maior, ou seja, tem MENOS PAPEL HIGIÊNICO em cada rolo. O rolo fica foló,foló quando está girando ao puxarmos papel. É meu, tá complicando cada vez mais…água está ficando excassa, papel tá vindo menos, com a mudança do clima na terra tem menos sabugo de milho…Só há uma conclusão: Vamos arriar o barro cada vez menos e consequentemente aquela estrutura biológica citada no seu texto será quebrada. É O FIM DA HUMANIDADE… Marcio Amarildo, Fortaleza-CE – dez2006

05- HAHAHAHAHAH!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !!!UM BARATO A DO PAPEL HIGIENICO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !!!!!QUE  INTIMIDADE COM A ESCRITA HEIM?????????????????? Abraços. Gustavo Coelho, São Bernardo do Campo-SP – jan2007

06- Aquele lance do barro e do papel igienico diz tudo.Assim como vc tambem sou nordestino e como todo nordestino, a vida e vista de forma diferente do pessoal aqui do sul, eu diria com muito mais simplicidade . João Marcos Barboza, São Paulo-SP -jan2007

07- Vc não escreveu aquilo…rs… Mto bom! rsrs Sempre gosto de ler suas crônicas. Beijos! Giovana Millozo, Jaú-SP – jan2007

08- Oi Ricardo Recebi um email muito legal  com uma cronica de sua autoria . É um manifesto dos homens querendo mulheres carnudas. Achei muito legal. Ao fim do email tinha o endereço do orkut que foi criado a partir dessa crônica “Amamos Ricardo Kelmer” e o endereço de seu site. Fiquei super curiosa e acessei seu site. São muitos textos, ainda não consegui ler todos (divido o computador com dois “pirralhinhos”, rs…) . Mas li   “O dia em que papai e mamãe ficaram muito doidos” e ” O golpe do  papel higiênico” todos dois ótimos. Espero ler todos. Bjus. Eliana Trindade, Belo Horizonte-MG – jan2007

09- Oiiiii!!!!!!!!!!! Li um conto sobre o papel higiênico, achei muito legal, vc é muito criativo e engraçado. PARABÉNS!!! Tu podes me mandar alguns contos ou vai me dar um livro de brinde? Abraço. Vanessa Santini Vebber, Caxias do Sul-RS – fev2007

10- Hahaha, merda, q merda, q merda. Antonio Martins, Maceió-AL – set2014

11- Hahahahaha Só pra descontrair… Eliane Campos, Salto-SP – set2014

12- Dá aí uma checada na m… do Ricardo. Dá umas boas risadas. Tete Bastos, Fortaleza-CE – set2014

13- Texto inteligente e escrachado do meu amigo Ricardo Kelmer. Fatima Carvalho, Santo André-SP – set2014

14- Muito louco esse texto. …rachei. ….kkkkkkkk. Sandra Consuelo, Santo André-SP – set2014

15- Ele é muito bom mesmo Sandra, conheci declamando poesias do Vinicíus em um bar de Jericoacara. Apaixonei rs. Fatima Carvalho, Santo André-SP – set2014

16- Você sempre se superando, Ricardo! Que merda! rsrs. Tete Bastos, Fortaleza-CE – set2014

17- Ricardo vc doido!!! rsrsrsrs. Jerson De Jesus André, Luanda-Angola – set2014

18- Rsss puta merda, rsss. Claudia Maria Crivellente, São Paulo-SP – set2014

19- Pois não é que tive a paciência de ler tudinho…Valeu a pena… Neuma Paixão, Fortaleza-CE – set2014

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As Preciosas do Kelmer – ago2014

31/08/2014

31ago2014

AsPreciosasDoKelmer201408a.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201408aAS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#23, ago2014
> Esta edição no Facebook

Capa: Druuna, personagem e série de ficção científica erótica criada pelo italiano Paolo Serpieri

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*** A REVOLUÇÃO INDIANA DO ABSORVENTE ÍNTIMO

O povo indiano é, em sua grande maioria, muito conservador e supersticioso. A menstruação, por exemplo, é um tema cercado de tabus e desinformação. Mulheres menstruadas não podem visitar templos ou locais públicos e não estão autorizados a cozinhar ou tocar o abastecimento de água. Sobre o uso de absorventes íntimos, mais tabus ainda: mulheres que fazem uso deles ficam cegas e nunca vão se casar. E o preço altíssimo dos absorventes complica ainda mais a situação toda.

Aí é que entra o cidadão Arunachalam Muruganantham. Um dia ele descobriu que as mulheres menstruavam. Que a sua mulher menstruava. E que usava trapos de pano sujos porque eles não tinham dinheiro para comprar absorventes. Arunachalam começou a pesquisar e decidiu que aprenderia a fabricar absorventes, para ajudar as pessoas pobres. Porém, sua tarefa não seria fácil. Sua mulher e seus amigos o abandonam, ele é incompreendido – mas não desiste. Sempre com bom humor, ele persevera e hoje…

O fim da história eu não vou contar. Vou deixar que você mesmo leia, e se delicie, pois é uma história incrível, que merece ser divulgada para o mundo inteiro. > Saiba mais

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*** EFEITOS ADVERSOS DA MACONHA

O médico Drauzio Varella fala sobre maconha em sua coluna. Aqui, ele mostra os efeitos adversos. Na coluna seguinte, os afeitos positivos. Boa viagem, ops, boa leitura. > Saiba mais

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EUA, PARE DE ARMAR ISRAEL

A Anistia Internacional lançou a campanha “Governo dos Estados Unidos, pare de armar Israel”. Você pode participar, assinando a petição.

Mais crianças do que soldados foram mortos desde o início da operação militar israelense “Margem Protetora”. Pressione o governo americano, o maior provedor de armas para Israel, a suspender urgentemente o envio de armamentos ao país, exigindo também que pressione na ONU por um embargo de armas a todas as partes envolvidas no conflito em Gaza. > Assine a petição

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*** DRUUNA E A SALVAÇÃO PELO SEXO
por Ricardo Kelmer

Druuna-04No futuro, num mundo hostil e decrépito, uma estranha doença ataca os pecadores, que se transformam em monstros e morrem vítimas de terríveis deformidades. Druuna é uma garota que se prostitui para conseguir remédio para o namorado, Shastar, e se envolve numa trama que pode levá-la a descobrir as origens da doença e muito mais.

Este é o enredo dos quadrinhos de ficção científica-erótica Druuna, a obra-prima criada nos anos 1980 pelo desenhista italiano Paolo Serpieri, um mestre consagrado do desenho. O roteiro é ótimo e a técnica de Serpieri é um capítulo à parte, com seu traço inconfundível, a teatralidade das imagens, o jogo de luzes e sombras e o uso criativo dos ângulos de cena. E a morena Druuna, com sua tez ameríndia, com suas curvas e protuberâncias e, particularmente, com sua bunda brasileiríssima, é um deleite para os olhos. As histórias são recheadas de sexo, pois Druuna, além de apetitosa, tem muito, mas muito apetite: ela aceita homens superdotados, mulheres de toda cor e sabor, mutantes depravados, monstros horripilantes e robôs insaciáveis, sempre dando e recebendo muito prazer.

À primeira vista, a história pode soar como mero pretexto para a sacanagem generalizada. Bem, ainda assim seria uma puta obra-prima da sacanagem, pela qualidade artística e pelas notáveis cenas de sexo. A saga de Druuna, porém, merece elogios também por sua profundidade temática: a garota que busca salvar seu namorado é o poder encarnado do sagrado feminino, que pode nos guiar no grande caos dos valores e nos religar à sabedoria instintiva. Os prazeres sexuais de Druuna nos remetem a todo instante à mítica tensão entre Eros e Tanatos, e sua imagem nua nos força o olhar para o contraste entre a beleza e a degradação num mundo que canta a mulher, mas ao mesmo tempo a teme e a apedreja pelo simples fato… de ser mulher. O impacto que Druuna causa tem a típica força do mito: ela reverbera em nossa alma sensações de alumbramento, assombro, êxtase e reverência pela beleza e pela vida.

Uma história machista, violenta e pornográfica, que denigre a imagem feminina, e mais isso e aquilo mais… ‒ no início, Druuna recebia fortes críticas, principalmente de feministas radicais, que Serpieri sempre rebateu com segurança: sua história é uma alegoria da nossa própria realidade, em que somos ávidos por sexo mas, ao mesmo tempo, temos vergonha disso e envolvemos a nudez e o ato sexual num tenebroso clima de culpa, pecado e autonegação, o que nos torna neuróticos e violentos. Para Serpieri, sua heroína, sendo mulher, representa a vitória do belo, do natural e, principalmente, do prazer, sobre o mundo decadente em suas neuroses e contradições.

Druuna é uma celebração da vida e do sexo. A cada virada de página, ela redime o mundo pelo prazer. Com sua doçura e generosidade, ela simboliza a salvação através da verdadeira pureza, livre do pecado. Viva Serpieri. Boa sorte, e bons orgasmos, Druuna. > Saiba mais

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*** O PARADIGMA HOLÍSTICO CHEGOU
por Ricardo Kelmer

O todo é maior que a soma das partes. Essa frase resume bem o princípio que norteia o paradigma holístico, que aos poucos começa a ganhar espaço na compreensão da realidade por parte dos humanos do século 21. Se ele avança, obviamente perde espaço o paradigma newtoniano-cartesiano, que moldou o pensamento ocidental desde Newton e Descartes, no século 17.

A substituição de um modelo de pensar a vida por outro modelo faz parte do processo evolutivo de nossa espécie, mas essa troca nunca se dá sem conflitos. Um exemplo é a ecologia. Esta ciência é holística por natureza, ou seja, ela requer não apenas o entendimento de cada uma das partes, mas primordialmente o entendimento do todo e da relação entre as partes.

Uma prova de que o paradigma holístico avança é que esse mesmo tipo de percepção ecológica está começando a ser aplicado em todos os ramos do saber humano, desde a saúde à economia. Começa a ficar claro, para todos, que é impossível compreender o mundo sem antes compreender a interação entre tudo que o compõe.

O paradigma holístico é fruto do avanço do pensamento humano. Mas o velho paradigma não sairá de cena sem resistir o máximo que puder. Aceitar o novo modo de entender a realidade significa aceitar literalmente que o planeta é a casa de todos e a humanidade é uma só, e que após tanto separarmos as partes, agora precisamos uni-las. Naturalmente, nem todos estão preparados para a união. Mas o novo sempre vem. (Ricardo Kelmer) > Saiba mais

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*** LIÇÕES PRECIOSAS PARA A VIDA (1)

Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar, e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um gênio. O gênio diz:

Eu só posso conceder três desejos. Então, concederei um a cada um de vocês.

– Eu primeiro, eu primeiro! – grita um dos funcionários. – Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida.

Puff… e ele foi. O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:

– Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de pinas coladas!

Puff, e ele se foi.

– Agora você – diz o gênio para o gerente.

– Eu quero aqueles dois de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!

Conclusão: Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.

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*** VAGÃO EXCLUSIVO PARA A BARBÁRIE

Os deputados estaduais de São Paulo aprovaram o projeto de lei que prevê a criação de um vagão exclusivo para as mulheres. De autoria do deputado Jorge Caruso (PMDB), a lei evitaria assédio sexual das passageiras durante as viagens, nos mesmos moldes que acontece no Rio de Janeiro. Mulheres acompanhadas de crianças, mesmo que do sexo masculino, também podem usar o vagão exclusivo. O projeto segue agora para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que poderá sancionar ou vetar o projeto.

Quanta estupidez… Isolar as mulheres em vagões exclusivos é segregá-las. Aprovar uma lei dessa é assumir que homens não conseguem se controlar diante das mulheres. É a civilização condescendendo com a barbárie. Daqui a pouco teremos calçadas exclusivas para mulheres. Em vez de isolar as mulheres dos homens, a sociedade deveria investir mais em educação e, é claro, punir quem agride e violenta. > Saiba mais

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*** ESCÂNDALOS E DESCONCENTRAÇÃO DA MÍDIA

As sociedades mais democráticas do planeta possuem leis que regulamentam o mercado da mídia. Elas fazem isso porque na prática a mídia é o quarto poder, além do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, e não é saudável para a democracia que a informação fique concentrada nas mãos de poucos grupos de comunicação. Quando isso ocorre, esses grupos manipulam a informação de tal modo que grandes escândalos podem simplesmente nunca serem noticiados. Regular a mídia não significa censura. Desconfie de quem insiste em relacionar uma coisa com a outra. Muito provavelmente isso é estratégia de quem não quer perder os privilégios que possui com o mercado desregulamentado como é hoje. > Saiba mais

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*** REGULAÇÃO DA MÍDIA EM PAÍSES DEMOCRÁTICOS
por Ricardo Kelmer

DemocraciaERegualacaoDaMidia-01aEntendo sua preocupação com censurar e proibir ideias, Luc Lic, pois é a mesma minha. Porém, regular nada tem a ver com censura. Ao contrário do que você diz, há leis de regulação da mídia nos países mais democráticos do mundo, como Estados Unidos, Inglaterra e França, pois suas sociedades entendem que a concentração de poder é prejudicial para a democracia. Censura é outra coisa, e ela, sim, é que é coisa de governos opressores – nesses países, só o governo tem voz. Em países sem regulação da mídia, como o Brasil, prevalece a voz dos grupos mais ricos.

Alguns grupos de mídia no Brasil fazem questão de associar regulação da mídia com censura. Nada mais falso. Geralmente, essa associação forçada esconde o interesse em manter as coisas como estão, ou seja, manter o mercado desregulado para que os grupos mais poderosos continuem detendo uma espécie de oligopólio da informação.

Assim como os órgãos de defesa do consumidor ajudam a regular o mercado, as leis de regulação da mídia ajudam a conciliar o direito à livre expressão e os interesses individuais e coletivos. A informação é um produto (talvez o mais valioso) e, como todo mercado, o mercado da informação precisa de regras, caso contrário o grupo que tem mais dinheiro monopolizará a informação, para prejuízo da sociedade em geral.

Vamos aos exemplos. Nos Estados Unidos, grupos que publicam jornais e revistas não podem ter também canais de rádio e TV (propriedade cruzada), pois isso gera concentração de poder e prejudica a livre concorrência de mercado. Uma empresa estadunidense não pode ultrapassar certo percentual médio de audiência na mesma localidade, porque isso teria forte impacto político. Essas leis nada têm a ver com censura, mas com desconcentração de poder.

Na França, nenhum grupo pode controlar mais de 30% da mídia impressa diária. As leis francesas garantem que a mídia audiovisual reflita a diversidade da cultura do país e que as concessões de TV e rádio sigam o pluralismo político e representem também os grupos minoritários. Isso é censura? Não, é pluralidade.

Em Portugal, a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) tem como objetivo garantir transparência na produção e veiculação dos conteúdos de comunicação, bem como o pluralismo cultural e a diversidade de expressão. As concessões de rádio e TV têm validade de 15 anos, mas são reavaliadas a cada cinco anos. Isso não é censura, mas representatividade cultural.

Regular não é censurar, mas criar leis justas para todos. A democracia necessita de regras. Por que o mercado de informação não as teria? > Saiba mais

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*** COMUNIDADE DO AMOR SEM POSSE

Movimento feminista, luta contra o preconceito de cor, direitos dos homossexuais… São lutas difíceis, mas que felizmente a cada dia vencem mais batalhas. Porém, a luta dos que defendem o amor livre parece ser muito mais difícil. Somos condicionados, desde que nascemos, a entender que o amor é exclusivista, que é impossível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo e que um casal só pode ter sexo entre si. Para a grande maioria, o amor exclusivista é um dogma, que simplesmente não se discute e pronto.

Há 36 anos, o psicanalista Dieter Duhm e a teóloga Sabine Lichtenfels vivem juntos, mas livres para transar com outros parceiros. Em 1978, o casal alemão fundou a comunidade Tamera, hoje sediada no Alentejo, em Portugal, onde vivem 160 pessoas adeptas do sexo livre. Os dois falaram da experiência à revista Trip. > Saiba mais

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*** MERCADO DE LIVROS DIGITAIS

No início, líamos em pedras e argila. Depois, em papiros e pergaminhos. A partir do século 15, passamos a ler em folhas de papel com tinta impressa, agrupadas com capa dura, que chamamos de livros. O suporte para a leitura era o menos importante: o que realmente importava é que nós aprendemos a ler e seguimos lendo. Atualmente o suporte para a leitura é, também, eletrônico. É vida que segue.

No Brasil, o livro digital ainda não emplacou. Na verdade, nem o livro impresso ainda emplacou por aqui. Mas há movimento no ar. > Saiba mais

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*** COMO ESTARÃO AS PAQUITAS?

As paquitas povoaram os sonhos de muita gente nesse país. Eu, particularmente, já era crescidinho quando elas surgiram. Nesse terreno televisivo, minhas heroínas da adolescência são as chacretes, que no fim dos anos 1970 e início dos 1980 me perturbavam o juízo e os hormônios. Mas eu, obviamente, não era imune ao apelo erótico das paquitas, e adorava quando uma ou outra aparecia peladinha nas revistas. E hoje, por onde andarão aquelas ninfetas? Antes que você possa se perguntar, Luciana Vendramini, aiai, não está nessa relação. Simplesmente porque ela não chegou a ser paquita, pois não foi aprovada nos testes finais, embora a própria Luciana tenha afirmado que foi paquita por alguns meses. > Saiba mais

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*** ENSAIO FOTOGRÁFICO NA ÍNDIA LEMBRA ESTUPRO

Em 2012, em Nova Delhi, na Índia, uma jovem fisioterapeuta de 23 anos foi estuprada e torturada atraída dentro de um ônibus ilegal por cinco homens e um adolescente, e morreu em consequência dos ferimentos. Dos acusados pelo crime, um cometeu suicídio na prisão e quatro foram condenados à morte, e o adolescente foi enviado a um centro correcional. Agora, um ensaio fotográfico que mostra uma mulher sendo atacada sexualmente em um ônibus despertou lembranças do caso que gerou manifestações contra a violência disseminada contra as mulheres na Índia.

O ensaio, feito pelo fotógrafo Raj Shetye, de Mumbai, e publicadas recentemente no site de fotografia Behance, revoltou os pais da vítima e ativistas, que exigiram uma ação contra o fotógrafo. As imagens mostram uma mulher se desvencilhando de um grupo de jovens em um ônibus, ela e eles com roupas estilosas. As fotos foram retiradas do site. Shetye teria dito que pretendia mostrar a luta das mulheres indianas, e negou querer recriar a cena do estupro. “Sendo parte da sociedade e fotógrafo, esse tópico me comove muito”, teria declarado. “Estou em uma sociedade na qual minha mãe, minha namorada, minha irmã podem passar por isso também”.

É uma questão delicada. Se podemos criar histórias sobre violência e estupro e exibi-las em livros, cinemas e teatros, por que seria proibido exibir um ensaio fotográfico sobre estupro? Isso, por si só, seria apologia à violência? Ou não? E a liberdade de expressão artística? O que você acha? > Saiba mais

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*** DICA DE FILME

ALUCINAÇÕES DO PASSADO
Jacob’s ladder, EUA, 1990
Direção: Adrian Lyne. Roteiro: Bruce Joel Rubin
Elenco: Tim Robbins, Elizabeth Peña e Danny Aiello

Jacob Singer é um veterano da guerra do Vietnã que de repente se vê atormentado por estranhas visões e ideias de perseguição e morte. Fatos inexplicáveis se sucedem e sua noção de realidade se fragiliza. O casamento desfeito, a culpa pela morte do filho e a suspeita de ser vítima de uma incrível conspiração o levam ao limite da sanidade e sua vida se torna um pesadelo insuportável. Tudo que Jacob deseja é um pouco de paz mas para isso terá que descer ainda mais as escadas de seu inferno.

Alucinações do Passado é um grande filme e mostra que o inferno existe, sim, mas que não tem de ser um lugar cheio de chamas e diabos cruéis. O inferno pode ser aqui e agora, e acontece quando nos apegamos demasiadamente a ideias ou comportamentos que não são mais úteis ao crescimento pessoal e, assim, obstruímos o fluxo natural da vida a tal ponto que ela apodrece dentro de nós, transformando a vida num pesadelo real. > Saiba mais

Treiler de Alucinações do Passado

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*** O HOMEM BUMERANGUE ATACA NA FNAC

ARTTeoLorentLivroOHomemBumerangue-01Téo Lorent é um amigo mui querido, e tenho a honra de divulgar aqui o lançamento de seu livro de estreia, O Homem Bumerangue (contos, Editora Escrituras). Será nesta 5a feira, na Fnac da av. Paulista, a partir das 19h.

Neste livro, Téo Lorent vem nos premiar com uma prosa original, combinando a fluência natural de uma linguagem própria com uma visão profunda e bem-humorada da nossa contemporaneidade. Os onze contos encadeados ao longo do livro tratam de trajetórias masculinas em transição de países, relacionamentos e experiências vividas. Sob medida até para as leituras mais ligeiras, esses contos revelam-se entanto como “microrromances” com personagens particularmente bem delineadas para enunciar a porção mais fabulosa do real, bem onde não se conta, e quando menos se espera.

O Homem Bumerangue (Téo Lorent)
Editora Escrituras, contos, 160 pag. Preço nas livrarias: R$ 28

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*** O ÍNTIMO ADEUS DE MARILYN

Marilyn Monroe tinha 36 anos, e já era uma lenda viva, símbolo da beleza e da sedução, a mistura perfeita de malícia e inocência que tanto atraíam as lentes e os olhares. Tinha vivido tão intensamente que sua vida não parecia mais caber nela mesma. Admirada, amada e invejada, ela era a deusa impossível dos sonhos dos mortais. Porém, a alma da deusa estava doente, irremediavelmente doente. Após o terceiro divórcio, doenças, cirurgias e internamentos, e problemas sem fim com os estúdios de cinema, a deusa tentava se equilibrar entre álcool e remédios, mas a depressão por que passava fazia com que viver se tornasse um fardo difícil de suportar.

Foi no meio desse turbilhão emocional que ela aceitou posar para o renomado fotógrafo Bern Stern. Durante três dias, na última semana de junho de 1962, numa imensa suíte do hotel Bel Air, em Los Angeles, a deusa platinada de Hollywood desceu do panteão, bebeu champanhe, vestiu e tirou a roupa e revelou sua humanidade. Jamais, em toda sua vida, Marilyn havia sido tão honesta diante de uma câmera. As fotos mostram a diva surpreendentemente despojada em sua intimidade, visivelmente debilitada, e ela sequer se preocupou em esconder a grande cicatriz da cirurgia da vesícula, feita meses antes.

O ensaio captou a vulnerabilidade da deusa em seus últimos momentos neste mundo. No mês seguinte, em 5 de agosto, ela seria encontrada morta, sozinha em seu quarto. A humanidade perdia Marilyn, e o arquétipo da grande estrela, linda e magistral, mas solitária e infeliz, seria definitivamente incorporado ao inconsciente coletivo. > Saiba mais

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*** ESCRITORES SE UNEM CONTRA A AMAZON EM BATALHA POR PREÇOS E LUCROS

Quem é mocinho e quem é vilão nessa história? A Amazon, que quer dominar o mercado mundial de livros? As editoras, que não querem perder sua fatia de lucro? Os autores, que, entre os interesses de uns e os interesses de outros, também têm os seus? > Saiba mais

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*** BONECA EMÍLIA BOTA BONECO COM SUA AUTOBIOGRAFIA

O Sítio do Picapau Amarelo está em festa. A escritora Socorro Acioli, que tem diversos títulos infantis e juvenis em seu currículo, debruçou-se sobre a obra de Monteiro Lobato (1882-1948) e extraiu dela o sumo emílico. O resultado é o livro Emília – Uma biografia não autorizada da Marquesa de Rabicó (Casa da Palavra), que será lançado em outubro.

A boneca mais famosa e carismática do Brasil, e a mais tagarela, espevitada e muitas vezes politicamente incorreta, ganhou inúmeras versões desde sua criação, em 1920, no livro “A Menina do Narizinho Arrebitado”, até as adaptações televisivas da obra de Lobato. Agora Emília ganha sua biografia. Putz. Como gostam de dizer os cearenses, agora é que ela vai botar boneco mesmo. > Saiba mais

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ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (7)
DRAUZIO VARELLA – médico e escritor

Aos 10 anos de idade, Drauzio Varella desafiou a recomendação da professora de catecismo segundo a qual não se podia morder a hóstia porque dela sairia o sangue de Cristo, a exemplo do que tinha havido com um garoto na França. Na missa de bodas de prata de um tio, Varella desobedeceu a professora e mordeu a hóstia, e dela não saiu sangue. Foi quando – então fazia uma ou duas semanas de sua primeira comunhão – que ele concluiu não fazer sentido a a existência de um Deus.

Varella nasceu em São Paulo no dia 1º de janeiro de 1943. Formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo e se especializou em oncologia. Em paralelo à carreira de médico, ele tem sido divulgador da medicina no rádio, TV e jornal. É um combatente ao tabagismo. O seu livro “Estação Carandiru”, lançado em 1999, ele conta sua experiência como médico no maior complexo presidiário da América Latina. Ganhou o Prêmio Jabuti na categoria “não ficção”. Em 2003, o livro virou filme.

Varella diz que respeita todas as crenças, mas lamenta não ter igual consideração da parte dos crentes. “Quando digo que não tenho religião, eles chamam que sou imoral”, afirma. “É como se eu tivesse parte com o diabo.” Em algumas de suas crônicas na Folha de S.Paulo, Varella tem feito críticas contundentes à Igreja Católica, como em março de 2009, por ocasião da tentativa de dom José Cardoso Sobrinho de impedir o aborto de menina de 9 anos que corria risco de morte por ter sido engravidada pelo padrasto. O então arcebispo de Olinda e Recife (Pernambuco) excomungou os médicos que fizeram o aborto e a mãe da menina, mas poupou o estuprador. Varela escreveu: “Por que cobrar a excomunhão do padrasto estuprador, quando os católicos sempre silenciaram diante dos abusos sexuais contra meninos, perpetrados nos cantos das sacristias e dos colégios religiosos? Além da transferência para outras paróquias, qual a sanção aplicada contra os atos criminosos desses padres que nós, ex-alunos de colégios católicos, testemunhamos?”

Em abril de 2011, ao ser entrevistado pelo programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, Varella criticou os religiosos por interferirem em assuntos de saúde, inibindo, por exemplo, a distribuição de camisinhas pelos prefeitos das pequenas cidades. “Eles (os religiosos) são autoritários.” (Fonte: paulopes.com.br)

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AsPreciosasDoKelmer201408aAS PRECIOSAS DO KELMER

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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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01- Maravilhoso esse Homem, com H maiúsculo. Ele tem de mim o meu Puja diário. Dorah Andrade, São Paulo-SP – ago2014

02- ai ai ai… e essa Druuna aí, hein?… rsrsrs… …. ….escuta, Kelmer… tô lendo seu livro de contos… gostei especialmente do ‘pequeno incidente em hukat’… é um ótimo roteiro pra cinema… abs! Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – ago2014

03- http://www.revistaforum.com.br/questaodegenero/2014/07/11/entenda-por-que-o-vagao-feminino-nao-e-solucao. Luc Lic, São Paulo-SP – ago2014

04- Que desgosto, Ricardo. Isso é censura, sim. Essa idéia sempre, sempre parte de gente com vocação para a opressão: China, Cuba, Rússia, Coréia do Norte, Alemanha Nazista. Se você não gosta do que a mídia está dizendo, você é livre para criar o seu próprio jornal, revista, blog, fanzine ou o raio que o parta, e ninguém vai proibir o seu conteúdo. Você é livre para discordar de idéias publicando idéias contrárias, mas não venha meter a mão grande da Lei na história, para calar quem diz o que você não gosta. Proibir idéias é a pior idéia possível. Isso é totalitarismo, é covardia, é repugnante, é abjeto, é essencialmente criminoso. Luc Lic, São Paulo-SP – ago2014



Jardim das ilusões (clipe)

25/08/2014

25ago2014

Essa música eu fiz para uma mulher que eu quero esquecer

JardimDasIlusoesFala-15d.

Teófilo é um amigo muito querido, que conheci em 2005, quando eu morava no Rio de Janeiro e ele estava na cidade fazendo shows. A amizade rolou fácil e a parceria musical surgiu naturalmente. Além de Jardim das Ilusões, compusemos Estações, Poemas de Saliva e Gostosa Demais. Teófilo, que também assina Teófilo Lima, é um dos músicos mais criativos e talentosos que conheci.

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JARDIM DAS ILUSÕES
Ricardo Kelmer e Teófilo
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Levei o teu campari emprestado
Devolvo depois com correção
Que pena, não deu certo, valeu
Beberei à nossa separação
O amor que tu me deste era de vidro
E isso que fizeste… um papelão
Trocaste nosso jardim de ternura
Pela aventura insana da paixão

Não te incomodes de regar nossa camélia
Ela definhou de aflição
As hortênsias murcharam na janela
E o amor-perfeito já não crê em ilusão

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Ricardo Kelmer 1996 – blogdokelmer.com

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01- Muito bom. Celso Junior, São Paulo-SP – set2014

02- Adorei a dor de corno love you Ricardo Kelmer. Dorah Andrade, São Paulo-SP – set2014

03- bom demais, Ricardo Kelmer Cabeça de cuia da silva!! Teofilo Lima, Parnaíba-PI – set2014

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Democracia e regulação da mídia

16/08/2014

16ago2014

A informação é um produto, e o mercado da informação precisa de regras, caso contrário o grupo que tem mais dinheiro monopolizará a informação, para prejuízo da sociedade em geral

DemocraciaERegualacaoDaMidia-02

DEMOCRACIA E REGULAÇÃO DA MÍDIA
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Alguns grupos de mídia no Brasil fazem questão de associar regulação da mídia com censura. Nada mais falso. Geralmente, essa associação forçada esconde o interesse em manter as coisas como estão, ou seja, manter o mercado desregulado para que os grupos mais poderosos continuem detendo uma espécie de oligopólio da informação.

Regular nada tem a ver com censura. Há leis de regulação da mídia nos países mais democráticos do mundo, como Estados Unidos, Inglaterra e França, pois suas sociedades entendem que a concentração de poder é prejudicial para a democracia. Censura é outra coisa, e ela, sim, é que é coisa de governos opressores nesses países, só o governo tem voz. Em países sem regulação da mídia, como o Brasil, prevalece a voz dos grupos mais ricos.

Assim como os órgãos de defesa do consumidor ajudam a regular o mercado, as leis de regulação da mídia ajudam a conciliar o direito à livre expressão e os interesses individuais e coletivos. A informação é um produto (talvez o mais valioso), e o mercado da informação precisa de regras, caso contrário o grupo que tem mais dinheiro monopolizará a informação, para prejuízo da sociedade em geral.

Vamos aos exemplos. Nos Estados Unidos, grupos que publicam jornais e revistas não podem ter também canais de rádio e TV (propriedade cruzada), pois isso gera concentração de poder e prejudica a livre concorrência de mercado. Uma empresa estadunidense não pode ultrapassar certo percentual médio de audiência na mesma localidade, porque isso teria forte impacto político. Essas leis nada têm a ver com censura, mas com desconcentração de poder.

Na França, nenhum grupo pode controlar mais de 30% da mídia impressa diária. As leis francesas garantem que a mídia audiovisual reflita a diversidade da cultura do país e que as concessões de TV e rádio sigam o pluralismo político e representem também os grupos minoritários. Isso é censura? Não, é pluralidade.

Em Portugal, a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) tem como objetivo garantir transparência na produção e veiculação dos conteúdos de comunicação, bem como o pluralismo cultural e a diversidade de expressão. As concessões de rádio e TV têm validade de 15 anos, mas são reavaliadas a cada cinco anos. Isso não é censura, mas representatividade cultural.

Regular não é censurar, mas criar leis justas para todos. A democracia necessita de regras. Por que o mercado de informação não as teria?
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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SUGESTÕES DE SITES, JORNAIS E REVISTAS

Observatório da Imprensa – Congresso em Foco – Jornalistas Livres
Diário do Centro do Mundo – Revista Fórum – El Pais Brasil
Jornal GGN – Carta Capital – Caros Amigos – Vi o Mundo
Conversa Afiada

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SAIBA MAIS

Regulação da mídia não é censura – Por Pedro Ekman e Bia Barbosa, 03.06.14

Mudanças aceleram regulamentação da mídia no mundo – Reportagem do Opera Mundi, 2010

Por que a dívida da Globo não é manchete de jornal? – Por Bruno Marinoni, 31.07.14

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LEIA NESTE BLOG

PesquiseAntesDeAcreditar-01Pesquise antes de acreditar – O ideal para a democracia é que esse imenso poder da mídia não se concentre nas mãos de poucos

Pátria amada Terra – É animador ver as novas gerações convivendo mais naturalmente com essa noção de cidadania planetária

A imagem do século 20 – Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vimos o todo

WikiLeaks e o nascimento da cidadania global – Quanto mais as pessoas se conectam à internet, mais elas se entendem como participantes ativos dos destinos do mundo e não apenas de seu país

Eles estão na fronteira – Milhões de maltrapilhos famintos, perseguidos políticos, criminosos cruéis, terroristas suicidas, narcotraficantes e trombadinhas invadindo os países e quebrando tudo, estuprando nossas irmãs, matando todo mundo, o caos absoluto

A humanidade, o psicólogo e a esperança – Os acontecimentos mostram que a humanidade está se unificando, unindo seus opostos

Acabou a paciência – O povo está enfim deixando de ser tão conformista e alcançando um novo nível de conscientização política. É gol do Brasil

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Jesus e Maria Madalena convidam

09/08/2014

09ago2014

Pelo sagrado direito de um deus de se casar

JesusEMariaMadalenaConvidam-01

JESUS E MARIA MADALENA CONVIDAM

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Meu prezado deus dos cristãos. Podemos ter dois dedim de prosa? Não, sou cadastrado não. Mas olhe, é sobre seu filho. Sim, eu jurei que não ia me meter nesse babado de Jesus com Maria Madalena, mas um dia, veja o senhor, tava eu quieto no meu canto quando me chegou e-mail de um tal correio missionário não sei das quantas. O cidadão vociferava contra o filme O Código Da Vinci, conclamava os cristãos a não assistir e exigia a proibição do filme.

Ah, falou em proibir, pisou no meu calo. Lembrei da indignação que senti quando proibiram Je vous Salue, Marie e quando tentaram proibir A Última Tentação de Cristo. O senhor lembra, né? Então levantei, fui no armário e tirei de lá minha armadura de Cavaleiro da Orguli. O Senhor não conhece a Ordem dos Guardiões da Liberdade Individual? Ôxe, mas o senhor não é onisciente? Ah, tá, o senhor anda muito ocupado com o Oriente Médio, eu sei. Infelizmente, não posso falar muito sobre a Orguli, ela é meio secreta, tipo a Opus Dei, entende? Ah, tá, o senhor não quer nem ouvir falar de Opus Dei. Entendo. Bem que sempre desconfiei que se Deus existisse, ele seria mesmo contra a religião.

Decidi fazer uso da armadura de novo. Então aqui estou, descumprindo meu juramento de não entrar na fofoca, mas cumprindo o sagrado juramento da Ordem de sempre acudir ao chamado da liberdade. Não, dessa vez não é pra defender a liberdade de expressão. Agora é pra defender o direito de um deus se casar.

Apesar de não ser cristão, nasci e vivo imerso numa cultura cristã, então o tema me toca também. Por isso, o senhor não me leve a mal, mas, olhe, a história de seu filho não tá bem contada, não. Os padres dizem que ele não casou, mesmo sendo um tipão alto, forte, loiro, pele branquinha, olhos azuis… Aliás, como o senhor explica esse tipo físico naquele solzão da Palestina? Jesus tá mais pra ET do que pra galileu. Heim? Ah, é verdade, o senhor é um ET, já que não nasceu na Terra. Agora entendi.

Logicamente, a gente começa a pensar, né? O moço não casou, não teve namorada, nem filho… Ops, longe de mim insinuar que Jesus não era chegado, imagina. O que quero dizer é que a Igreja oficializou essa versão sobre a vida de Jesus pra endeusar ao máximo e humanizar ao mínimo o personagem. E inventou que Maria Madalena era puta pra desqualificar o fator feminino, e depois teve que negar que inventou, mas manteve os evangelhos e eles se contradizem, e aí a Igreja fica toda melindrada porque as pessoas questionam. Obviamente, a Igreja insistiu na solteirice de seu filho porque um Jesus casado incentivaria os discípulos a casarem também, e aí os filhos herdariam as riquezas da Igreja. Não ia dar certo, né? Oquei, o senhor não quer se meter, tudo bem.

Eu falei do fator feminino, né? Poizé. A Igreja jamais seria essa instituição masculina e patriarcal se Maria Madalena estivesse à frente do apostolado. Caça às bruxas certamente não teria havido. Se com a Maria mãe de seu filho, senhor, já foi difícil ceder e abrir espaço pra ela no panteão católico, coisa que oficialmente só aconteceu no século 20, imagine com uma mulher que a própria Igreja sempre pintou como prostituta, suja ou, na melhor das hipóteses, forte e independente? É, Maria Madalena é mesmo uma pedra no sapato.

Não sei como seria se ela e Jesus tivessem se casado e tido Jesuzinhos e Madaleninhas. No mínimo, os herdeiros estariam hoje numa briga louca pelos direitos relativos aos evangelhos. Um herdeiro de Jesus ‒ já pensou a boçalidade de um cidadão desse? Você sabe com o descendente de quem você tá falando, sabe, sabe? E Madalena, coitada dela… Não por Jesus, que me parece buona gente, mas… ter como sogro o senhor? Não deve ser fácil.

As religiões deveriam ter mais deusas. Isso traria mais equilíbrio ao mundo e ao espírito das pessoas. Mas já que não têm, vamos ao menos deixar que Jesus se case, coitado. Um gato daquele morrer vitalino! Vou até dar uma ideia à Igreja: Jesus casou com Maria Madalena, sim, mas com separação de bens. E depois se divorciaram. E os descendentes concordaram em jamais reivindicar qualquer bem. Pronto, resolvido. Ah, o senhor gostou? Ainda bem, pelo menos o senhor tem senso de humor. Aliás, já que estamos assim tão amigos, posso lhe fazer uma pergunta? Por que o senhor nunca casou?

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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Os Barbixas: Primeira Pedra

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LEIA TAMBÉM

ANoivaLesbicaDeCristo-01aA noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

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01- Cara, eu vi essa introdução na sua comunidade do orkut e achei simplesmente do caralho. Já até tentei rascunhar sobre o assunto, mas não sei se conseguiria ser tão ácido… Parabéns, meu velho! Marcelo Gavini, São Paulo-SP – jun2006

02- kkkkkkkkkkkkkkkkkkk É verdade! eu assisti semana passada e achei bastante coerente, tb li o livro… Algumas coisas dali eu “acreditei”, assim como tb acredito que teve um babado forte entre Santa Clara e São Francisco de Assis… não sei pq os santos da igreja católica não faziam sexo, é como se isso os tornassem menos legais 😛  Jesus cristo foi um grande revolucionário, como São Francisco de Assis tb foi e concordo que sejam lembrados e tidos como exemplo, mas pq não faziam sexo? sexo é sinônimo de imprefeição,. é algo diabólico? entaum, nós que nascemos através da relação sexual, devemos ser uns diabinhos kkkkkkkkkkkkkkkkkk Gizelle Saraiva, Natal-RN – jun2006

03- Deus criou o sexo, e Ele mesmo disse que sexo era muito bom (Gn 1.27,31); de todas as bênçãos de Deus, o sexo  foi a primeira. (Gn 1.28); a primeira missão recebida pelo homem da parte de Deus, foi a respeito do sexo e pelo sexo: “crescei-vos e multiplicai-vos”.A Igreja (me perdoem os católicos) tem uma visão míope demais da Bíblia,colocando o sexo como “o fruto proibido”.Totalmente incoerente,já que no primeiro capítulo de Gêneses,a ordem é dada para que Adão e Eva povoem a Terra e pra fazer isso,teria que ser através de quê,se não existia ainda inseminação artificial?E,desculpem mais uma vez os amigos católicos mas,mesmo sendo batizada nesta religião, eu não acredito na existência desses dois (Adão e Eva).Mas que tá lá escrito na Bíblia,isso tá! Gostei muito da crônica,pois acho que o Pai não iria punir o Filho com um castigo desses.Até porque,se Ele foi o inventor da coisa, e ainda disse que era bom,porque não permitir que Madalena,ou outra mulher, fizesse Jesus feliz sem pecado,nem culpa? Sidiany Colares Alencar, Fortaleza – CE – jun2006

04- Acho que Jesus teve um lado humano sim, meteu o chicote nos mercadores, perdeu a paciência, era humano….Mas o grande senão são os padres…como a igreja vai exigir castidade, se nem o filho de Deus resistiu..Aliás, a história de Jesus até ganharia se ele tivesse amado uma mulher… Christina Alecrim, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

05- Sempre recebo tuas novidades e queria te parabenizar por esta crônica maravilhosa que você escreveu. Você conseguiu resumir, de forma inteligente e bem-humorada, toda a teoria do livro de Dan Brown. Continue nos brindando com tuas brilhantes idéias, Ricardo. Um grande abraço. Ana Cristina, Juiz de Fora-MG – jun2006

06- engracadissimo, perfeito, muito bom mesmo – alias, eu e o Robert estavamos falando o outro dia que alguem deveria abrir um processo contra a igreja catolica, mas um processo em que todos que quisessem pudessem aderir, em nome de todas as mulheres, indios, negros, por perdas e danos, difamacao e calunia, sem falar em tortura e assassinato… ja pensou, o maior processo de todos os tempos, suficiente para levar a falencia essa instituicao que tem feito nossos ouvidos de pinico por 2000 anos! Ta ai uma boa ideia para um texto, ne nao? Ana Claudia Domene, San Diego-EUA – mai2006

07- Quando eu morrer, quero ir direto pro inferno. Imagina? Viver sem sexo? Tô fora, tô dentro…E por aí vou. Abração. Maninho, Fortaleza-CE – set2006

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As Preciosas do Kelmer – jul2014

31/07/2014

31jul2014

AsPreciosasDoKelmer201407.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201407AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#22, jul2014
> Esta edição no Facebook

Capa: Nise da Silveira, médica e psiquiatra brasileira.

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*** A EUTANÁSIA DO ORKUT

O Orkut será suicidado em 30 de setembro, conforme o Google anunciou. Já faz alguns anos que a plataforma está sendo mantida viva por aparelhos. A eutanásia parece ser mesmo o melhor a se fazer.

Quando começou, parecia a coisa mais incrível do mundo. De fato, o Orkut inaugurou a era das redes sociais, abrindo uma nova perspectiva para a maneira das pessoas se relacionarem. Porém, no mundo da tecnologia do século 21, as coisas mudam muito rapidamente, e o que hoje é sucesso, no semestre seguinte já poderá estar ultrapassado.

Entrei no Orkut em 2005, após resistir bastante, pois me parecia uma grande bobagem. Puro preconceito. Fiz várias amizades verdadeiras (algumas duram até hoje), conheci mulheres interessantes e angariei muitos leitores país afora. A plataforma tinha suas limitações, mas era o que tínhamos para o momento. Obrigado, Orkut. > Saiba mais

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*** BEM-VINDA, PORNOGRAFIA FEMINISTA

A pornografia ainda salvará o mundo. Gosto de repetir essa frase. Ela resume bem o que penso sobre sexualidade e hipocrisia. Vivemos numa sociedade contraditória, que vende sexo a todo momento e ao mesmo tempo se envergonha dele. Por que ter vergonha de consumir pornografia? Assumirmos que gostamos de pornografia é um passo importante para nos aceitarmos como somos. Nesse sentido, a pornografia feminista é muito bem vinda. Resumindo bem, essa maneira de fazer pornografia apenas tira a mulher de sua condição de objeto para o prazer heteromasculino e lhe faz ser também agente de seu próprio prazer. > Saiba mais

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*** PSICÓLOGA QUE DEFENDE CURA GAY É CASSADA

Uma das coisas mais estúpidas que já vi é esse negócio de “psicólogo cristão”. Psicologia é ciência. Cristianismo é fé. Misturar ciência com religião, além de fanatismo, é charlatanismo. > Saiba mais

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*** CINEASTAS INDEPENDENTES GANHAM CANAL NA WEB

Para quem fez seu filme e não quer vê-lo mofar sem ser visto. > Saiba mais

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*** VOCÊ É TERRORISTA OU SARCÁSTICO?

Espionagem-02Muitas pessoas não levam a sério os protestos contra a atual política de espionagem dos governos. Elas acham que, para proteger o país do terrorismo, os governos têm o direito de espionar os cidadãos. Não. Não mesmo. Numa sociedade democrática, os governos não têm esse direito, pois ele é um atentado contra a privacidade e a liberdade individuais. E quanto à guerra contra o terror, ela não passa de um pretexto dos governos para controlar ainda mais a sociedade. Contra o terrorismo, precisamos na verdade é de mais igualdade social e dividir as riquezas do mundo.

O Serviço Secreto dos EUA agora deseja um programa que consiga identificar supostas piadas nas mídias sociais, para prevenção de crimes e ataques terroristas. O programa terá que diferenciar o que é ironia e sarcasmo do que é ameaça de verdade. Só isso.

Ou prosseguimos protestando contra essa política de espionagem dos governos ou logo mais não poderemos sequer fazer piadinhas na internet. > Saiba mais

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*** MARQUÊS DE SADE, 200 ANOS DEPOIS

O marquês Donatien Alphonse François de Sade, nascido em 1740, em Paris, foi preso inúmeras vezes acusado de agressões sexuais e imoralidade e faleceu em dezembro de 1814 em um asilo de loucos, onde passou os últimos 13 anos de sua vida. Chamado durante muito tempo de “monstro”, sua obra era considerada “maldita” e “pornográfica”. Seus textos foram rejeitados em razão do forte erotismo associado a atos de violência e crueldade, com torturas, estupros, assassinatos e incestos. Por causa de suas ideias e de seu comportamento libertino, o marquês foi preso sob todos os regimes políticos da época em que viveu (monarquia, república, consulado – na época de Napoleão Bonaparte – e império). No total, ele ficou detido 27 de seus 74 anos, e morreu no hospício de Charenton, amado e cuidado por duas mulheres, a atriz Marie-Quesnet, que mudou-se com ele para lá, e a filha de uma carcereira que tinha 14 anos quando o conheceu.

O nome Sade se tornou famoso em todas as línguas, dando origem à palavra sadismo, que faz referência às cenas de crueldade e de torturas descritas em seus livros. No século 19, seus textos circulavam clandestinamente, “por baixo dos casacos”, diz o historiador Gonzague Saint Bris, autor da biografia Marquês de Sade – O Anjo das Sombras (em tradução livre). Foi somente em em 1957 que uma editor francês, Jean-Jacques Pauvert, tirou Sade da clandestinidade ao publicar, apesar da censura ainda vigente, suas obras com o nome oficial da editora. Pauvert foi processado, mas conseguiu obter, em um recurso na Justiça, o direito de publicar as obras do marquês. A verdadeira consagração de Sade na França só ocorreu quase dois séculos depois de seus escritos, com a publicação, em 1990, de suas obras completas pela prestigiosa Pléiade, a mais renomada coleção de livros da França, da editora Gallimard. > Saiba mais

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*** A BICICLETA GOZADORA

Orgasmo na bicicleta. Sim, existe. Principalmente em ruas de paralepípedos, que faz a bicicleta trepidar. Você, leitorinha, já viveu essa situação? > Saiba mais

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*** FACEBOOK TEM 1 BILHÃO DE RATINHOS DE LABORATÓRIO

Em janeiro de 2012, por uma semana, o Facebook manipulou o mural de notícias de cerca de 700 mil usuários para avaliar se o conteúdo exibido na rede social era capaz de afetar as emoções daqueles que o vissem. O experimento era parte de uma pesquisa em colaboração com as universidades de Cornell e da Califórnia, em São Francisco, e foi divulgado na PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), uma prestigiada revista científica.

O estudo examinou perfis do Facebook com o objetivo de descobrir se a exposição a emoções específicas era capaz de afetar o humor dos indivíduos. Para isso, alguns usuários tiveram 90% de todas as mensagens “positivas” removidas de seu mural de notícias durante uma semana. Em seguida, foi feita uma avaliação das postagens destes mesmos usuários – a maioria delas de cunho pessimista – e provou-se que, sim, era possível ser influenciado pelo que se lia nas redes sociais. Outros usuários passaram pela experiência contrária, tendo a maior parte das mensagens “negativas” excluídas de seu mural – e, desta forma, reagiram com postagens mais positivas. (fonte: Observatório da Imprensa)

Uau! Isso significa que o Facebook fez seus usuários de ratos de laboratório. Bem, nós sabemos que as empresas fazem isso frequentemente com seus clientes e consumidores. Porém, manipular emoções dessa forma já é demais. Da próxima vez que você se perceber triste ou feliz, ou mais faminto, ou com vontade de morrer, fique atento: a culpa pode ser do Facebook. > Saiba mais

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*** PROJETO AMO GATOS

ProjetoAmoGatosLogo-02O Projeto Amo Gatos foi criado para apoiar financeiramente ações de assistência a gatos carentes e abandonados em todo o Brasil. Iniciativa do artista plástico Elinaudo Barbosa, o projeto conta com uma série de obras de arte que são estampadas em camisetas, canecas, sacolas ecológicas e outros objetos, para serem comercializados. Após a comercialização, parte da renda líquida será revertida em um fundo financiador de projetos e ações voltadas para os gatos.

Eu, particularmente, sou fã de gato. Depois da mulher, é o meu bicho preferido. Beleza, elegância, mistério, malícia, sensualidade e, principalmente, liberdade – gatos são tudo de bom. > Saiba mais

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*** LOCALIZE SEU CELULAR

Se o sistema operacional de seu smartphone é Android, você pode localizá-lo facilmente em caso de perda ou roubo. Basta instalar o aplicativo Gerenciador de Dispositivos Android. É simples e grátis. > Saiba mais

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*** O QUE TE EXCITA, HUM?

O que excita homens e mulheres, do ponto de vista sexual? Há diferenças nos processos de cada um, sim, e de modo geral o da mulher é bem mais complexo que o do homem. Dois psicanalistas refletem sobre a questão e indicam que, embora certos estereótipos resistam, há novas maneiras de lidar com o tesão. > Saiba mais

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*** NISE DA SILVEIRA

Nise da Silveira nasceu em 15.02.1905, em Maceió. Foi uma das primeiras brasileiras a se formar médica. Trabalhando no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II (hoje, Instituto Municipal Nise da Silveira), no Rio de Janeiro, ela recusa-se a aplicar eletrochoques nos pacientes e discorda dos métodos adotados nas enfermarias. Com a intenção de possibilitar aos doentes reatar seus vínculos com a realidade por meio da expressão simbólica e da criatividade, ela cria ateliês de pintura e modelagem, revolucionando a Psiquiatria praticada no país.

Em 1952, Nise fundou o Museu do Inconsciente, um centro de estudo e pesquisa destinado à preservação dos trabalhos produzidos nos estúdios de modelagem e pintura que criou na instituição, valorizando-os como documentos que abrem novas possibilidades para uma compreensão mais profunda do universo interior do esquizofrênico.

Foi ela quem criou também, em 1956, a Casa das Palmeiras, uma clínica voltada à reabilitação de antigos pacientes de instituições psiquiátricas. Neste local eles podem diariamente expressar sua criatividade, sendo tratados como pacientes externos numa etapa intermediária entre a rotina hospitalar e sua reintegração à vida em sociedade.

Nise foi uma pioneira na pesquisa das relações emocionais entre pacientes e animais, que costumava chamar de coterapeutas. Percebeu esta possibilidade de tratamento ao observar como um paciente a quem delegara os cuidados de uma cadela abandonada no hospital melhorou tendo a responsabilidade de tratar deste animal como um ponto de referência afetiva estável em sua vida.

Através do conjunto de seu trabalho, Nise da Silveira introduziu e divulgou no Brasil a psicologia junguiana. Foi Jung quem a incentivou a estudar mitologia como uma chave para a compreensão dos trabalhos criados pelos internos. Em 1958 criou, em reuniões semanais em sua própria residência, o Grupo de Estudos Carl Jung, que acolhia qualquer pessoa interessada nas ideias do psiquiatra e pensador suíço. Escreveu, dentre outros, o livro “Jung: vida e obra”, publicado em primeira edição em 1968.

Sua pesquisa em terapia ocupacional e o entendimento do processo psiquiátrico através das imagens do inconsciente deram origem a diversas exibições, filmes, documentários, audiovisuais, cursos, simpósios, publicações e conferências. Em reconhecimento a seu trabalho, Nise foi agraciada com diversas condecorações, títulos e prêmios em diferentes áreas do conhecimento. Seu trabalho e ideias inspiraram a criação de museus, centros culturais e instituições terapêuticas similares às que criou em diversos estados do Brasil e no exterior.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 30.10.1999. (fonte: Wikipedia) > Saiba mais

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*** ADORÁVEL JOVEM E BELA
por Contardo Calligaris

“Jovem e Bela”, de François Ozon, conta uma temporada na vida de uma adolescente: Isabelle, 17 anos, tem seu primeiro namorico de verão e se prostitui no outono e inverno seguintes. Marine Vacth, a atriz, além de jovem e bela, é adoravelmente emburrada, como só os adolescentes franceses conseguem ser.

Aviso aos espectadores: entre ela, o comportamento de seus pais, a classe do colégio discutindo um poema de Rimbaud e a paisagem, o filme pode matar qualquer um de saudade de Paris e da França. Agora, alguns pontos (sem “spoilers”).

1) O namorico de Isabelle durante o verão é sinistro, como a maioria dos namoricos de praia entre adolescentes. Isabelle olha para sua primeira transa como uma espectadora que não acredita na miséria do que está acontecendo. Cá entre nós, qualquer coisa é melhor e mais interessante do que aquilo –talvez até se prostituir num estacionamento.

2) Durante esse verão, Isabelle se irrita quando a mãe manifesta uma curiosidade bestamente cúmplice: cadê aquele jovem alemão bonito? Os pais adoram que os namoradinhos se incorporem ao cotidiano da família: eles esperam que o lar acabe domesticando o desejo sexual das filhas. Mais tarde, no filme, Isabelle não aguenta a visão de seu novo namorado de pijama na mesa de família. Para completar, o namorado vai jogar videogame com o irmãozinho de Isabelle. Essa prática nefasta é frequente; conselho: meus amigos, decidam-se, cresçam ou caiam fora, joguem com o irmão ou namorem com a irmã.  Com a desculpa de que a rua de noite é insegura, os pais permitem e aprovam que muitos adolescentes brinquem de marido e mulher no seu quarto de crianças. O que tem de errado em deixar o namoradinho dormir com a namoradinha? Nada, mas é isso mesmo que se faz na casa dos pais: dormir –não transar. Para descobrir o que é sexo, é melhor sair de casa. Por que condenar os adolescentes a começar sua vida sexual “em família”, ou seja, dormindo?

3) Isabelle diz que ela podia até não gostar de se prostituir, mas, uma vez de volta ao lar, ela estava a fim de recomeçar. É uma definição perfeita da fantasia erótica: a realização pode não dar prazer, mas a gente fica a fim de recomeçar, sobretudo quando se afoga na mesmice.

4) Para encontrar clientes, Isabelle tem um perfil (sem rosto) num site. Receamos que a internet seja o paraíso dos predadores de crianças. Mas o inverso talvez tenha se tornado mais frequente: menores disfarçados como maiores se oferecem para sexo, por dinheiro ou não.

5) Engraçado. Podemos duvidar da maturidade de alguém de 17 anos para se prostituir ou mesmo para transar, a não ser que isso aconteça com o namorado de pelúcia –aquele que, de manhã, joga videogame com o irmãozinho. Ao mesmo tempo, queremos que esse alguém de 17 anos, na escola, leia “Roman”, que Rimbaud escreveu, justamente, aos 17 anos. Mathilde Mauté, a mulher de Paul Verlaine, tinha 17 anos e estava grávida quando Rimbaud, 17 anos, chegou na casa de Verlaine para começar a tórrida e famosa história de amor dos dois amigos. Seria bom decidir um dia o que queremos e esperamos de um adolescente.

6) A partir de que idade, para nossas leis, um jovem pode livremente consentir a ter sexo com coetâneos e adultos? A idade do consentimento sexual, na França, é 15 anos. No Brasil, há muito tempo, ela é de 14. Aposto que muitos imaginavam que fosse mais tarde. Tanto a lei francesa quanto a brasileira levam em conta uma vulnerabilidade dos jovens até os 18 anos. E considera-se que a prostituição se aproveite dessa vulnerabilidade. Ou seja, é permitido que um adulto transe com alguém de 17 anos que consinta por amor (por exemplo). Mas não se a transa for por dinheiro. Não tenho nenhuma simpatia pela prostituição de adolescentes. Mas não deixa de ser bizarro: se a idade do consentimento é 14 ou 15 anos, por que a liberdade de se prostituir começaria só aos 18? Duas respostas possíveis. A primeira é que somos ingênuos. Acreditamos que transar com alguém “por amor” não signifique se aproveitar de sua vulnerabilidade. Tendo a pensar o contrário: o amor, pretenso ou “verdadeiro”, sempre foi uma arma para pegar inocentes desprevenidos. A segunda resposta é que, apesar de nossa suposta liberação, somos escandalizados pela ideia de que haja desejo sexual e sexo sem a boa desculpa do envolvimento emocional. Eles podem transar porque se amam. Agora, transar só para transar é coisa de puta, não é?

> Contardo Calligaris, italiano, é psicanalista, doutor em psicologia clínica e escritor. Ensinou Estudos Culturais na New School de NY e foi professor de antropologia médica na Universidade da Califórnia em Berkeley. Reflete sobre cultura, modernidade e as aventuras do espírito contemporâneo (patológicas e ordinárias). > Saiba mais

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*** QUEM QUER SER MANIPULADO?

O Observatório da Imprensa é uma entidade civil, não governamental, não corporativa e não partidária que acompanha, junto com outras organizações da sociedade civil, o desempenho da mídia brasileira. Funciona como um fórum permanente onde os usuários da mídia (leitores, ouvintes, telespectadores e internautas), organizados em associações desvinculadas do estabelecimento jornalístico, podem manifestar-se e participar ativamente num processo no qual, até há pouco, desempenhavam o papel de agentes passivos. Eis uma boa dica para quem não pretende ser manipulado pela mídia. > Saiba mais

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*** TESTE SEUS CONHECIMENTOS SOBRE O USO MEDICINAL DA MACONHA

Aos poucos a sociedade perde o medo de discutir a questão da maconha e, assim, percebe sua imensa utilidade para a indústria e a saúde. A histeria da guerra às drogas, felizmente, cede espaço a pesquisas sérias. Que bom. Ainda há salvação. > Saiba mais

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*** ESTUDANTE FICA PRESO EM BUCETA GIGANTE

Tem umas que prendem mesmo. > Saiba mais

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*** O SONHO SOCIALISTA DE PEPE MUJICA

O Presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, sabe que as questões das liberdades individuais (maconha, aborto, casamento homossexual) e da laicidade do Estado são fundamentais para a evolução da sociedade, mas ele sabe também que há algo ainda mais urgente: a redução da desigualdade. Nessa entrevista, podemos perceber o alto grau de lucidez alcançada por esse senhor, que luta por uma América do Sul mais unida, mais integrada e mais forte. > Saiba mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (6)

Isaac Asimov (1920 – 1992) foi um escritor e bioquímico americano, nascido na Rússia, autor de obras de ficção científica e divulgação científica.

A obra mais famosa de Asimov é a série da Fundação, também conhecida como Trilogia da Fundação, que faz parte da série do Império Galáctico e que logo combinou com sua outra grande série dos Robots. Também escreveu obras de mistério e fantasia, assim como uma grande quantidade de não ficção. No total, escreveu ou editou mais de 500 volumes, aproximadamente 90 000 cartas ou postais, e tem obras em cada categoria importante do sistema de classificação bibliográfica de Dewey, exceto em filosofia.

Asimov foi reconhecido como mestre do gênero da ficção científica e, junto com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke, foi considerado em vida como um dos “Três Grandes” escritores da ficção científica. > Saiba mais

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*** A PORNOGRAFIA QUE FINANCIA A EDUCAÇÃO

ElaPornoBelleKnox-01Cursar uma boa universidade sai caro. O que fazer para pagar? Empréstimo? Trabalhar como garçonete? Para Belle Knox, que estuda na Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), a saída foi fazer filmes pornô.

Olhaí. Quando digo que a pornografia ainda salvará o mundo, eu realmente falo sério. > Saiba mais

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*** VOCÊ OLHA PARA O SEU COCÔ?

As fezes são resíduos de alimentos não digeridos, bactérias da flora intestinal e produtos da descamação do nosso intestino que se renova diariamente. Os nutrientes contidos nos alimentos são absorvidos ao longo do tubo digestivo, enquanto as partes não aproveitadas seguem em frente até o intestino grosso, onde se misturam com água e formam o bolo fecal, ou seja, o cocô. A saúde intestinal é fundamental para a saúde de todos os outros órgãos. Pessoas com o intestino doente geralmente apresentam mudanças, inclusive de humor e de personalidade, pois no intestino há a maior concentração de neurônios fora do sistema nervoso central. Por ser um assunto que a maioria das pessoas não se sente muito à vontade para discutir, não é raro que os problemas intestinais cresçam até ficarem mais graves. Se você não tem o hábito de observar seu cocô, é bom começar a fazê-lo pois o formato, a cor e a textura dele têm muito a dizer sobre sua saúde. > Saiba mais

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*** SARAUS ERÓTICOS DE SÃO PAULO

Na edição de jul2014 da revista da Cultura, produzida pela Livraria Cultura, há uma interessante matéria sobre o Sarau Erótico, que acontece mensalmente em São Paulo (Nossa Casa, Vila Madalena). A matéria cita também dois outros eventos similares no Brasil, entre eles o Bordel Poesia, também em São Paulo, do qual eu e Fellipe Defall) somos os produtores. Trabalhar com arte erótica é uma coisa muito delicada, pois ainda há muito preconceito sobre o assunto. Algumas pessoas se sentem incomodadas, outras consideram pecado, e há aquelas que continuam preocupadas em distinguir erotismo de pornografia, como se isso fosse importante. Aliás, se existe uma diferença, ela está na mente de cada um. Tudo é erotismo. Parabéns ao Sarau Erótico, ao Bordel Poesia e a todos os eventos que celebram a arte erótica. > Saiba mais

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*** A PRAGA DOS TEXTOS FALSOS

A questão dos textos com falsa autoria é um problema que não surgiu com a internet, claro, mas com ela assumiu proporções tão grandes que não há nenhuma saída à vista. Bem, se não há como resolver, resolvido está. Resta-nos conviver com o problema da melhor forma possível. E, evidentemente, rir da nossa desgraça. Aqui, você pode ver uma boa pesquisa sobre textos falsos atribuídos a Luis Fernando Verissimo. > Saiba mais

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*** AS DROGAS E O EFEITO BALÃO

Destronar os chefões dos cartéis das drogas não resolve, pois há muitos dispostos a ocupar seus lugares. Repressão demasiada faz subir o preço, o que torna o mercado ainda mais sedutor para os traficantes. As quadrilhas expulsas de um país se reorganizam em outro. As drogas sintéticas podem ser produzidas em pequenos laboratórios e distribuídas facilmente nas cidades, sem enfrentar o risco das fronteiras. E o consumo só aumenta a cada ano, só aumenta… O que falta para a sociedade se convencer de que a guerra às drogas é uma guerra perdida? O médico Drauzio Varella escreve com muita lucidez sobre o tema. > Saiba mais

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*** DEPUTADOS PAULISTAS MILIONÁRIOS

Vinte dos 94 deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo mais do que duplicaram o patrimônio durante os quatro anos de mandato, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral. Todos são candidatos à reeleição. O salário mensal dos parlamentares é de R$ 26.723. O maior aumento percentual de patrimônio foi da deputada Analice Fernandes, do PSDB: de R$ 288 mil para R$ 1.920.642, um crescimento de 424%, corrigido de acordo com a inflação no período (27,2%). O aumento médio na renda dos parlamentares foi de 35%. Trinta e sete dos deputados da assembleia são milionários, sendo que dez deles assumiram esta condição durante o mandato. O mais rico é Antônio Curiati, do PP, que declarou patrimônio de quase R$ 16 milhões, apesar de ter perdido R$ 3 milhões desde que foi eleito. Olho neles. > Saiba mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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Prosa, meu amor

26/07/2014

26jul2014

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PROSA, MEU AMOR

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Prosa, meu amor
Tua boca me pede bem dengosa
E eu, que só quero um pretexto
Cedo à luxúria do texto
E me deito em prosa pra você

Minha prosa, meu amor
Nasce de entranhas murmurantes
E pulsa na veia da palavra urgente
Num crescente espasmo de ânsia louca…
Eu fecho os olhos, estremeço
E proso em tua boca

Ah, a prosa toda que jorra
A prosa expulsa que tua boca aprova
A prosa que escorre da boca
A boca que absorve toda prosa

E essa exaustão derramada que vem depois
Esse morno e suave entorpecer
Onde descanso no beijo grato da tua boca
E provo o gosto da minha prosa por você

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01- a prosa ….. Jacques Josir Ribeiro, Santo André-SP – jul2014

02- ♥ Sandra Regina, Curitiba-PR – jul2014

03- Adorei. Tais Barrenha, Assis-SP – jul2014

04- Huuuuum, udo tão dengoso! Renata Kelly, Fortaleza-CE – jul2014

05- Adorei! Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – jul2014

06- Wow, que abunde a prosa, pois a poesia sou eu. Dorah Andrade, São Paulo-SP – jul2014

07- Muito, muito bom! Alice Alba, Blumenau-SC – jul2014

08- Kelmer.. Kelmer.. Haha.. Herliândia Costa, Fortaleza-CE – jul2014

09- Vc é demais Kelmer!!!!!!! Cai Duarte, São Paulo-SP – jul2014

10- Me prosa, me prova , me apossa….belissima prosa ! Michele SJ, Fortaleza-CE – jul2014

11- uau!! Renata Regina, São Paulo-SP – ago2014

12- Ô menino libidinoso! Ana Erika Oliveira Galvao, Fortaleza-CE – ago2014

13- kkkkkkkkkkkk. Janilda Oliveira, Fortaleza-CE – ago2014

14- Grande Ricardo Kelmer. Luiz Antonio Lima Alencar, Fortaleza-CE – ago2014

15- Eita que essa prosa é perigosa! rs. Tereza Cristina da Silva, Fortaleza-CE – ago2014

16- menino cheio de prosa! Shirlene Holanda, São Paulo-SP – ago2014


O médium, o marido, o morto e a amante

20/07/2014

20jul2014

Acho que Deus deveria controlar melhor as fronteiras do Além. Tá muito esculhambado

OMediumOMarido,OMortoEAAmante-01

O MÉDIUM, O MARIDO, O MORTO E A AMANTE

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Acabo de saber da última do Ageral, o bloco do Agora Esculhambou Geral. Veja só. Uma mulher é acusada de mandar matar o amante. O advogado usa como defesa uma carta psicografada num centro espírita, ditada pelo próprio amante morto, que, do além, inocenta a amante do crime. Se a carta foi determinante, eu não sei, mas o júri inocentou a mulher.

Se a moda pega nos tribunais, já pensou? Teremos agora, além dos advogados e testemunhas, a ilustre figura do médium de defesa. E nada impede que haja também o médium de ataque. Já que é assim, proponho, pra equilibrar o time, a escalação do médium-volante. E, logicamente, vale gol espírita.

Suponhamos que você é o morto de um crime envolvido em mistério, e que você, de onde quer que esteja, pode usar um médium pra ditar uma carta. Você obviamente aproveitaria pra esclarecer as circunstâncias do seu assassinato e apontaria o criminoso, né? Pois o infeliz do amante morto, que deuzutenha, não fez isso. Chamava-se Ercy e era tabelião. E a mensagem era endereçada… ao marido de sua amante Iara. Vixe! Exatamente, Iara era casada. Mas vamos a um trecho da dita cuja: “O que mais me peza no coração é ver a Iara acusada deste feito por mentes ardilosas como as dos meus algozes. Por isso tenho estado trizte e oro diariamente em favor de nossa amiga para que a verdade prevaleça e a paz retorne aos nossos corações”.

Vamos por partes. Pesa com Z? Triste com Z? Hummm, tem algo estranho aqui. Que diabo de tabelião é esse que não sabe escrever? Ou a gente desaprende a gramática depois que desencarna? Ou o tabelião foi pro inferno e o calor de lá atrapalha a concentração? Talvez o tabelião, uma vez do lado de lá, tenha virado o Zorro do Além, ferrenho defensor das ex-amantes dezamparadas.

Tudo bem, você acha que eu tô debochando de coisa séria. Mas, gente, essa história é muito cabeluda. O pior é que infelizmente tem mais. No fim da carta, o tabelião assina: Erci. Ops! Mas o nome dele não é Ercy, com Y? Socorro, manhêêê, a gente desaprende o próprio nome depois que morre!

Tá, vamos ter mais boa vontade com o caso. Vai que o médium lá do centro comeu uma coxinha estragada e por isso psicografou a carta apressado. Conclusão natural, ou sobrenatural: a culpa dos erros gramaticais é do médium. Entendi. O médium matava as aulas de português pra receber espírito.

Mas ainda tenho dúvidas. E se o morto estiver mentindo? Vai que Iara é realmente culpada e o morto-tabelião tá tentando salvar a pele da ex-amante. Ué, por que isso não pode acontecer? Faz anos que ele morreu, passou a raiva, já perdoou a amante assassina. Cá pra nós: na verdade ele ainda a ama e, lá onde está, escreve sonetos apaixonados e sente falta daquelas noites em que bebericavam licor de jenipapo escutando Vicente Celestino e coisital… Sei lá por que Vicente Celestino. Coisa de tabelião. Pois bem, os mortos não podem mentir? Ou depois que morre, a gente, além de analfabeto, vira santo?

Acho que Deus deveria controlar melhor as fronteiras do Além. Tá muito esculhambado. O Ageral se infiltrou no mundo pós-morte ‒ onde isso vai parar? Daqui a pouco entrarão lá com celulares. Minha proposta: morto só pode se comunicar com vivo após se cadastrar no Procecom (Programa Celeste de Comunicação), ter ficha limpa e pagar a taxa no Banco do Brasil. E não custa nada incluir também no programa um cursinho básico de gramática.

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Muito engraçado… Com certeza tem um “zombeteiro” perto de vc, kkkkkk!!!! E o tabelião de pijama, huahuahuahua!!! So vc mesmo p me fazer rir tanto. Lua Morena, Brasília-DF – jun2006

02- amei, trocar advogados por médiuns, acho q ficará mais barato, mais emocionante e menos chato !!!!!kkkkkkkkkkkkk tomara q nenhuma advogada leia isso!!!! hehehe !!!! Marysol Rosso, Cocal-SC – jun2006

03- achei tipo assim: de muito bom gosto, inteligente, charmoso. gostei . Rosa Red, Jardins-MS – jun2006

04- Adorei o texto, com humor maravilhoso, bem conduzido. Merece entrar entrar num livro de crônicas. Jayme Akstein, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

05- Enfim , gostei muito . Voltando àquele papo de “ discurso polifônico”, essa tua sugestão de “ controlar melhor as fronteiras do Além ”, de cadastro no “Procecom ( Programa Celeste de Comunicação )”, de exigir o sujeito (a) ter “ ficha limpa e pagar a taxa no Banco do Brasil”, me lembrou também daquele aparente improviso do Vinicius de Morais ao final de Samba da Benção – lembra? “A vida é pra valer / E não se engane não , tem uma só / Duas mesmo que é bom / Ninguém vai me dizer que tem / Sem provar muito bem provado / Com certidão passada em cartório do céu / E assinado embaixo : Deus / E com firma reconhecida!” Marcelo Pinto, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

06- hoje entrei em seu site e li : o médium,o morto, o marido e a amante (desculpa se não for exatamente esse nome…hehe) pois é, e estou lhe escrevendo para contar que achei muito engraçado…adorei…seu trabalho é otimo…sempre dou uma espiadinha em seu site…Beijinhos. Fernanda Dias Castro, Ponta Grossa-PR – ago2006

07 – rsrsrs estive lá no seu site. a história do médium-volante é muto boa rsrsrs depois degustarei mais. aquele abraço. p.s. gostei do seu jeito de escrever. Aroeira, Belo Horizonte-MG – dez2006 

08- Olha aí Glauber Filho, isso não dá um bom roteiro? Eduardo Freire, Fortaleza-CE – jul2014

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