Solano é meu melhor amigo, e tudo que não desejo é que ele sofra por uma vagabunda que não merece uma gota das lágrimas que ele tanto chora
PAIXÃO DE UM HOMEM
. Amigo, por favor, leve esta carta E entregue a aquela ingrata E diga como estou
Puxo do bolso o envelope e fico olhando pra ele por um bom tempo. Envelope dobrado, meio amassado, escrito “Para Wangleide com paixão”. Quantas vezes fiz esse mesmo gesto? Perdi as contas. Como sempre, fico altamente dividido, querendo ajudar Solano mas com vontade de dizer que isso que ele faz é muito bonito mas… é totalmente inútil. Acontece que ele me pede com tanta dor, uma dor tão doída, que eu não consigo negar. Aí acabo levando as cartas dele pra Wangleide. Eu vejo ela todo dia no escritório, sou motorista da empresa, não custa fazer esse favor ao amigo, né? Mas custa sim. Solano é meu melhor amigo, daqueles amigos que hoje em dia é difícil encontrar. E tudo que não desejo é que ele sofra por uma vagabunda que não merece uma gota das lágrimas que ele tanto chora.
Com os olhos rasos dágua E o coração cheio de mágoa Estou morrendo de amor
Semana passada a gente bebia no Roque Santeiro, ouvindo o Golden Bregas volume 2, e dona Orestina apresentou a Jumara pra ele. Jumara é menina bonita, bem aprumada, até faz faculdade, e a mãe tem uma lojinha ali na rodoviária. Quem disse que ele se interessou? Nem olhou pra menina. Só queria saber de entornar cachaça e falar da Wangleide, que ela tinha deixado ele mais uma vez, que ela não atendia as ligações… Bebia, falava e chorava. Falava, chorava e bebia. Baixou quase um litro de Sapupara nessa noite e gastou o estoque de guardanapo todinho, só enxugando o choro, chega dava pena. Pediu pra eu ir com ele no orelhão ligar pra ela, eu fui, liguei, falei com ela mas a vadia não se sensibilizou. Ele ficou tão arrasado que se deitou embaixo da mesa e encasquetou que só saía de lá se a Wangleide fosse falar com ele. Acabou dormindo. A muito custo consegui pegar meu amigo e botei no Parangaba-Mucuripe, deitado no último banco, e pedi pro motorista acordar ele quando chegasse no terminal.
Amigo, eu queria estar presente Para ver o que ela sente Quando alguém fala em meu nome
Rapaz, se tem uma coisa pra desmantelar a vida do cidadão é mulher, viu? Nem bebida e nem jogo faz mais estrago. Olhe, só pra você ter uma ideia, um dia o Solano comprou cem blocos de papel de carta e escreveu “Wangleide, eu te amo” em todas as folhas, uma por uma, linha por linha. Levou um mês nessa empreitada, gastou duas caixas de bic vermelha. Ele mandou deixar na casa dela, encomenda registrada. O carteiro Josimar disse que quando ela recebeu e viu o remetente, falou assim: Mas esse corno não sossega! E sabe o que ela fez com a encomenda? Usou pra limpar a bunda. Pelo menos foi o que ela disse. Sim, ela mesma conta pra quem quiser ouvir. Aliás, a bunda dela… Deixa pra lá, não fica bem falar disso agora. Pois quando o Solano soube o que a ingrata tinha feito, você pensa que ele desistiu? Desistiu nada. No outro dia lá estava ele na porta da casa dela, com aquele carro do Loucuras de Amor, ele se declarando no microfone pra Wangleide e a vizinhança inteira tomando conhecimento. Ela? Não botou nem a cara no portão. E ainda chamou a polícia.
Eu não sei se ela me ama Eu só sei que ela maltrata O coração de um pobre homem
Solano, rapaz, tem tanta moça bacana por aí, essa mulher não é mulher pra você… Ele nem deixa eu falar, faz sinal assim com a mão e diz que se eu sou amigo dele, amigo de verdade, não fale dela desse jeito. Aí eu desanimo, né? Como é que eu digo que desde o primeiro dia essa safada chifra ele adoidado? Como é que eu digo que a cabeça dele tá parecendo aqueles cabides de pendurar roupa, é ponta pra todo lado, nem sei como é que o Solano consegue usar chapéu. Todo mundo na feira sabe que a Wangleide não presta, menos ele. Aliás, ele sabe, claro, mas se engana, diz que um dia ela vai se arregenerar e perceber o amor verdadeiro que ele sente por ela. A pessoa humana é assim, fecha os olhos pra não ver aquilo que faz o coração chorar. Ô desgraceira medonha.
Amigo, se esta cartinha falasse Pra dizer a aquela ingrata Como está meu coração
Ela não é nem bonita como ele diz. É meio malfeitona de corpo, sabe, tá meio sambada e ainda tem um braço seco. Tipo da mulher que depois de um filho embaranga de vez. Mas tenho que admitir uma coisa, que o Solano não me ouça: ô lapa de bunda aquela mulher tem, é uma coisa absurda! É o famoso fogão oito-boca. Com acendedor automático. E autolimpante. Um dia me contaram aquela piada do cara que foi enrabar uma mulher que tinha a bunda tão grande mas tão grande que ele escorregou e, bufo, caiu lá dentro, e depois de um tempo procurando a saída, encontrou outro cara que tinha caído lá já fazia uma semana, ahahahah!!! Pois cá pra nós, a Wangleide deve ter sido o modelo pra criar essa piada… Putamerda, eu não devia falar essas coisas. O Solano sofrendo que nem um condenado no inferno e eu fazendo brincadeira com o suplício do amigo. Desculpa, Solano.
Vou ficar aqui chorando Pois um homem quando chora Tem no peito uma paixão
Entro na sala. Wangleide tá em sua mesa, fazendo conta na máquina. Entrego o pedido assinado, a vagabunda carimba e me devolve o canhoto. Então puxo o envelope do bolso e jogo na mesa, bem na frente dela. Eu sei que ela sabe que é do Solano. E sei, ah, como eu sei, o quanto é inútil tudo isso. É inútil eu querer ajudar meu amigo, é inútil o sofrimento que há meses o coitado tá passando, foram inúteis todas as outras cartas que ele escreveu com tanta dor… Mas eu me sentiria um traidor se não fizesse o que ele me pede. Já que não posso fazer meu amigo feliz, pelo menos eu não lhe destruo a esperança, que é a única coisa que lhe resta nessa vida de merda.
Vou ficar aqui chorando Pois um homem quando chora Tem no peito uma paixão
Wangleide pega o envelope, põe contra a luz, vira do outro lado. Depois amassa ele todinho, faz uma bolinha e atira no cesto de lixo. Se eu vendesse papel de carta praquele abestado, ia ficar milionária, ela diz, levantando e saindo de trás da mesa. Caminha até a porta, fecha e gira a chave duas vezes. Vai ter que ser bem ligeirinho, viu, fofo, ainda tem duas entregas pra hoje, ela diz enquanto beija minha boca e começa a abrir minha calça. Depois se debruça na mesa, deitando o rosto sobre os pedidos de entrega. E ergue a saia, exibindo o rabão branco e abrindo bem as carnes com as duas mãos, como ela sabe que eu gosto. Eu sei que eu não devia. Sei que é totalmente imperdoável, eu sei, eu sei. Mas não tem jeito: nessa hora sempre lembro da piada da mulher da bunda grande e começo a rir. .
Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com
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A música Paixão de um Homem, cuja letra foi reproduzida neste conto, é de autoria de Waldick Soriano, que a interpretou e consagrou com seu estilo inconfundível. Este e outros textos integram o livro Trilha da Vida Loca – Contos do amor doído. > Mais sobre o livro e o show homônimo
> Waldick Soriano (Caetité-BA, 13.05.1933 – Rio de Janeiro-RJ, 04.09.2008) foi um cantor e compositor brasileiro. Waldick Soriano na Wikipedia
O amor é belo. Mas também é ridículo, risível, trágico… Aqui estão reunidas seis histórias, inspiradas em grandes sucessos musicais da dor de cotovelo. Paixões de cabaré, porres horrendos, brigas, escândalos, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor. Amar é para estômagos fortes.
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Ricardo Kelmer no Eita Sarau (SP-SP) ago2013 Conto: Paixão de um Homem
Música: Paixão de um homem (Waldick Soriano)
Gravado em novembro de 2006 no Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro (ex-Cine São Luiz), em Fortaleza, cidade onde Waldick morou em seus últimos anos de vida, o show traz um repertório de bolerões clássicos. Direção: Patrícia Pillar.
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Odair José, primeiro e único– Se você, meu amigo, é desses que sentem atração por esse universo brega pré-FM, feito de bares de cortininha, radiola com discos arranhados e meninas vindas do interior… então escute Odair
Vou tirar você desse lugar (Trilha da Vida Loca) – De repente a semana cansativa, o trabalho desgastante, o crediário atrasado da tevê, tudo passou a ser apenas detalhes insignificantes a evaporar ao toque dos dedos dela…
Lama (Trilha da Vida Loca) – E foi por amor, quando já não havia mais dinheiro, quando mendigavam comida na porta dos restaurantes, quando já não havia mais alternativas, que Lena decidiu alugar o corpo na praça da Central
Por que brigamos (Trilha da Vida Loca) – Ou continuava tentando salvar o casamento, e todo o seu esforço não seria nenhuma garantia de sucesso, ou então salvava a si mesmo – se é que existia salvação para ela
A última canção (Trilha da Vida Loca) – O que mais impulsionava sua voz, a raiva por ela brincar assim com seus sentimentos ou o ódio por pressentir que mais uma vez não conseguiria resistir?
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COMENTÁRIOS .
01- Homem Parabéns, vi você lá no Icaraí onde passamos um fim de semana com a turma toda…no comecinho de um poeta, de um escritor, falando de seus pensamentos e genial criatividade de raciocínio muito lindo ! Prazer em te conhecer. Edith V Dragaud, Fortaleza-CE – set2013
De repente, caiu a ficha: Putz, vinte anos atrás eu estava no Rock in Rio
ENTRE ROCKS E FERIDOS
. Dizem que o cara começa a envelhecer no dia em que acorda, se espreguiça diante do espelho e diz, todo satisfeito: Nunca me senti tão jovem! Pois tenho outra teoria. Você começa a ficar velho no dia em que vira objeto de arqueologia jornalística. Para ser exato, quando alguém te liga e diz assim: Oi, Ricardo, nosso jornal está fazendo uma matéria sobre os vinte anos do Rock in Rio e queremos entrevistar os que sobreviveram.
Generosas leitoras, diletos leitores, comunico oficialmente que acabo de ficar velho. Ou, para soar mais heróico, que sou um sobrevivente. De repente, caiu a ficha: Putz, vinte anos atrás eu estava no Rock in Rio! Rio de Janeiro, janeiro de 1985. Eu e meus febris vintanos, minhalma deslumbrada… Lembro como se fosse há duas décadas, eu e Paulo Marcio compramos a camiseta do festival, botamos a mochila nas costas e pegamos o semileito, dois dias e duas noites de estrada sem fim. Cheguei no Rio sem bunda, eu que já não tenho muita. Se fosse hoje, acho que eu surtaria antes de chegar em Minas, mas naqueles dias eu era super-homem, não precisava dormir e tinha fígado blindado. A viagem inteira na manguaça, cada parada uma festa. Até namorada arrumei no ônibus, acredita? A danada era noiva, e no escurinho do último banco me escolheu para sua despedida de solteira, que honra.
Confesso que não lembro muita coisa do festival. Quando penso que hoje as crianças já nascem com quinhentos giga de memória, que inveja. Eu, particularmente, não disponho de mais que um mói de vaga lembrança. Mas vamos lá, queimemos os últimos neurônios… Lembro que no caminho para Jacarepaguá perdi uma lente do meu oclim e tive que encarar o festival cego de um olho. Isso explica metade da minha amnésia. Que mais? Lembro que foi Vinicius de Moraes, falecido anos antes, quem abriu o festival. Não, não tomei um ácido e vi a alma dele no palco. É que Ney Matogrosso fez a abertura cantando Rosa de Hiroxima, letra do poeta.
Que mais? Lembro dos malucos do AC/DC, o new age do B52, a doidinha da Nina Hagen que tinha um leruaite com o, desculpe, Supla… Lembro também do Moraes Moreira, Paralamas… Ué, mas não era festival de rock? Era, né, mas isso é Brasil, minha filha, entenda. Que mais? Lembro de um torpedo desse tamanho que eu fumei e, inexperiente, entrei numa lombra de que todas as cem mil pessoas olhavam para mim com aquelas máscaras das crianças do filme The Wall, pense na paranoia. Apavorado, fui me esconder debaixo da catraca da bilheteria, Paulo Marcio rezando por mim. Acabei na enfermaria, glicose na veia, nunca mais na vida eu fumo maconha. Mas sejamos justos, a culpa não foi da planta, coitada, eu é que antes enxuguei meio litro de Tonel 01. O fato é que eu morri e lá no inferno ninguém me atendeu, todo mundo acompanhando o rock pela TV. Acordei recuperado e saí correndo de volta a tempo de ver o Rod Stewart. Ainda tomei uma cerva para comemorar. Jovem é assim, imortal.
Bem, agora que cumpri com meu dever de alertar a juventude sobre o perigo demoníaco das drogas, do rock’n’roll e das noivas taradas dos semileitos, dá licença que vou tomar um domecq e escutar meu Led Zeppelin. E fazer uma pajelança em honra da minha pessoa, eu, sobrevivente do primeiro Rock in Rio. Não tão imortal quanto naqueles dias, admito. Mas mais jovem que nunca.
. Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com
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Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro
A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?
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COMENTÁRIOS .
01- Se estar velho é ter vivênciado o primeiro Rock in Rio, que dirá ter curtido o Woodstock… Tô fudido. Um abraço primo. Jamiro Dias de Oliveira Junior, Fortaleza-CE – jan2005
02- Caro Ricardo, Foi delicioso ler sua crônica, pena que tenha sido tão curtinha de curtir. Num outro ônibus ia eu com as noivas daquele outro ônibus. E que viagem foi aquela… no ônibus para Jacarepaguá, onde até o cobrador fumava e nem cobrava nada. Na lama da cidade do rock, todo mundo se melando de alguma. Os amigos, as namoradas, as amigas… que viagem. Sucesso, feliz ano novo. E viva o rock’n’roll. Abraço. Alberto Perdigão, Fortaleza-CE – jan2005
03- Oi Ric! Adorei a crônica…espero que estejas bem.Quando vens por aqui? Beijinhos brancos com sabor de PAZ. Viviane Avelar, Sobral-CE – jan2005
04- Oi velhinho, a anestesia de 85 era boa, né? Ainda bem que sim pq agora está difícil, tem que nas escolhas conscientes senão dançamos, não ao maravilhoso som do ROCK en ROLL mas na vida mesmo. Obrigada pelas boas risadas que dei. bj bem graaaaaandão! Dijé, Fortaleza-CE – jan2005
05- rickie boy, é, o peso dos ânus! Eles passam avoando… Lembra o tempo do… como é que chamava mesmo? Legal… O que conta é não perder o rumor, quer dizer, o humor! Abração. Max Krichanã, Fortaleza-CE – jan2005
06- Sensacional, Kelmer! Que inveja… neste tempo eu tava aprendendo a dançar forró numa cidadezinha do interior, tentando conseguir uma primeira namorada, perto dos meus 14 anos. Só assisti o Rock in Rio II que não chegou nem perto do primeiro. Acho que a coisa mais próxima do primeiro deve ter sido Woodstock! Abraço, Parabéns pelas excelentes lembranças. Ronald de Paula, Fortaleza-CE – jan2005
07- Kelmo, Adorei a sua crônica sobre o Rock in Rio. Eu apesar de ser da sua mesma era geológica sofri muito mais porque morava em Quixeramobim, a muitos e muitos quilômetros de Jacarepaguá. Um grande abraço do seu eterno fã. Tibico Brasil, Fortaleza-CE – jan2005
08- Vc é um Gênio extrmamente criativo. Abrazos. Heloise Riquet, Fortaleza-CE – mar2005
09- Showwww de texto, viajei na história hehehe. Tbem estive no Rock in Rio, o q trouxe várias lembranças. Tem toda razão, quando jovens somos imortais ou ao menos pensamos que somos kkkk. Abner Rios de Alencar,Fortaleza-CE – set2013
10- Galera que vai pro Rock in Rio, se prepara que daqui há vinte anos quero ouvir as histórias! Ricardo Kelmer como sempre formidável! Jessika Thais,Fortaleza-CE – set2013
11- Muito boa, sorri e gargalhei….eu tb. usava oclinho e perdi a lente um dia, fora as lentes de contato perdidas no escurinho dos cinemas e “boites” (alguém sabe o que é/era isso?kkk) Marialucia da Silveira, Campinas-SP – set2013
12- Teu texto é uma viagem Ricardo!! Bjao. Liliana Araujo Moreira, Madri-Espanha, set2013
13- Bem que podia rolar ” Diários de Itapemirim” kkk. Francisco Coelho, Rio de Janeiro-RJ – set2013
14- Acho que vc não envelheceu tanto assim…continua o mesmo garoto com alma de poeta dos velhos tempos do Colégio Cearense. Yvana Oliveira, Fortaleza-CE – set2013
Criei uma revistinha no Facebook. Ela se chama As Preciosas do Kelmer e é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.
Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.
Bellatrix Purr, artista burlesca. Foto: Luis França.
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*** SORTEIO DE DVDS
Leitores que comentarem nesta edição concorrem ao sorteio de 1 livro kelmérico + 1 DVD. O sorteado escolhe entre vários títulos.
FILMES
2001, Uma Odisseia no Espaço – Alucinações do Passado
Bettie Page – Blade Runner – Calígula – Chicago
Desconstruindo Harry – Don Juan DeMarco – A História de O
Lua de Fel – Matrix – Moulin Rouge – Nove Rainhas
A Pele que Habito – O Elo Perdido – O Exorcista
Uma Cilada para Roger Rabbit – A Pele que Habito
Muitos pais têm medo da associação entre crianças e animais de estimação. As dúvidas ficam por conta de doenças respiratórios, possíveis brincadeiras perigosas e até pelo ciúme que um pode causar no outro.
No entanto, ter um animal pode ser totalmente benéfico para a amizade dos pequenos. Com um bichinho, como um gato, eles aprenderão a ter responsabilidade, cuidando de sua alimentação e higiene. Saberão dividir a atenção dos pais com o animal. E, mais do que isso, aprenderão, desde cedo a amar um ser vivo.
Muito utilizados como animais de estimação, os gatos podem ter efeitos benéficos, a medida em que atuam como animais de companhia, auxiliando no tratamento da depressão em seres humanos. Estudos científicos indicam que existe uma redução de 30% no risco de ocorrências de infartos nas pessoas que têm gatos como animais de estimação. O provável motivo é que o convívio com esses pequenos felinos minimizam o nível de estresse, um dos principais responsáveis pelo surgimento de problemas cardiovasculares.
A presença constante desses animais na sociedade humana faz com que frequentemente sejam criados personagens baseados neles.
> CatDog: uma criatura metade gato, metade cão; era o personagem de um desenho animado que dava nome à animação de Peter Hannan. A série teve duração de quatro anos (1998–2001).
> Bafo-de-Onça: João Bafo-de-Onça é conhecido como ladrão de bancos e inimigo de Mickey Mouse. Sua primeira aparição foi em 1925.
> Comichão: personagem do desenho animado que diverte os Simpsons.
> Frajola: personagem da Looney Tunes, rival do canário Piu-piu.
> Hello Kitty: figura de uma gata branca japonesa com traços humanos. Virou logomarca em 1976. É distribuída mundialmente.
> Garfield: criação de Jim Davis, é um dos personagens mais famosos de tirinhas de jornal.
> O Gato de Botas: datado de 1697, é um conto de fadas do francês Charles Perrault.
> Gato Félix: é um personagem de desenho animado da época dos filmes mudos. Considerado o primeiro personagem de animação em série a conquistar a atenção do grande público.
> Manda-Chuva: série produzida por Hanna-Barbera entre 1961 e 1962, conta a história de um grupo de gatos que vivem em um beco de Nova Iorque, cujo líder dá nome à animação.
> Tom: personagem em constante rivalidade com Jerry, o rato. Suas armações geram sempre grandes confusões para si. Tom e o ratinho dividem a mesma casa.
> Blaze the Cat: Uma gata roxa, princesa de outra dimensão, que fez sua primeira aparição em Sonic Rush. Apareceu também em Sonic Rush Adventure e Sonic the Hedgehog (2006).
As diferenças no corpo de homens e mulheres estão além da aparência e dos órgãos sexuais. A ciência detectou que até o cérebro apresenta características femininas ou masculinas. Essa diferença neurológica gera diferenças de comportamentos, sentimentos e modos de pensar entre homens e mulheres.
Quando falo em sarau, sempre lembro daquela piada. A bicha chega pra outra e diz:
– Menina, nem te conto.
– Conta.
– Fui convidada pra ir sabe pra onde?
– Pra onde?
– Pra um sarau.
– Pra onde, criatura?
– Pra um sarau, mulher.
– E o que diabo é isso?
– Quero nem saber. Só sei que eu já vou é sem calça.
Poisbem. O Eita Sarau é um dos melhores saraus que conheço. Acontece no terceiro sábado de cada mês, no Julinho Clube (rua Mourato Coelho, 585 – Pinheiros – São Paulo). A próxima edição (aniversário de 3 anos) será no sábado 17ago. Parabéns, Ana Cristina Martins, Joyce Néia, Paula Martins e Cris Pinheiro Lima. Ah, se alguém quiser ir sem calça, até onde eu saiba não há nenhuma regra que impeça.
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*** LIVRANDO A SEMANA (73)
WHOLE LOTTA LED ZEPPELIN – A HISTÓRIA ILUSTRADA DA MAIOR BANDA DE TODOS TEMPOS (Jon Bream)
Este biografia do grupo Led Zeppelin contém dezenas de fotos e entrevistas de ‘rock stars’ que dividiram com a banda a glória de uma época. A obra apresenta entrevista com Jimmy Page, feita por William S. Burroughs, conversas com os engenheiros de gravação do Led Zeppelin, Terry Manning e Eddie Kramer, e com o assessor de imprensa e diretor do selo Swan Song, além de trechos de depoimentos do gerente de turnês Richard Cole. Traz, ainda, comentários de Ray Davies, dos Kinks, Steve Earle, Kid Rock, Ace Frehley, do Kiss, James Burton, Ted Nugent, Rob Thomas, do Matchbox Twenty, Chris Robinson, dos Black Crowes, Jon Bon Jovi e Richie Sambora, Lenny Kravitz, Chad Smith, dos Red Hot Chili Peppers, Bruce Foxton, do Jam, Ian Hunter, do Mott the Hoople, Dolly Parton e outros. > Adquira este livro na livraria Arte Paubrasil
No vídeo abaixo, uma amostra do que fazia o Led Zeppelin. Show: Nova York, Madison Square Garden, 1973. Música: Since i´ve been loving you. Recomendação: ideal para sexo selvagem.
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SOBRE O LED ZEPPELIN
Led Zeppelin foi uma banda britânica de rock, formada em Londres em setembro de 1968. A banda consistia no guitarrista Jimmy Page, o vocalista Robert Plant, o baixista e tecladista John Paul Jones e no baterista John Bonham. Com o seu som pesado de guitarra, e o som de blues rock de seus dois primeiros álbuns, o Led Zeppelin é frequentemente reconhecido como um dos progenitores do hard rock e heavy metal. O estilo único da banda criou uma grande variedade de influências, e eles são amplamente considerados um dos grupos de rock de maior sucesso, inovação e influencia na história.
Led Zeppelin é amplamente considerado como um dos grupos de rock mais bem sucedidos, inovadores e influentes da história. Eles são um dos artistas que mais venderam na história da música. Várias fontes estimam recordes de vendas do grupo entre 200 a 300 milhões de unidades em todo o mundo. Com 111,5 milhões de unidades certificadas pela RIAA, eles são a segunda banda de maior recorde de vendas de discos nos Estados Unidos. Cada um de seus nove álbuns de estúdio foram colocados no Billboard Top 10 e seis deles atingiram o número um. A revista Rolling Stone descreveu como “a banda mais pesada de todos os tempos”, “a maior banda dos anos 70” e “sem dúvida, uma das bandas mais marcantes da história do rock”. Eles foram introduzidos no Rock and Roll Hall of Fame em 1995, sua biografia no museu demonstra que a banda era “tão influente na década dos anos 1970, como os Beatles na década anterior”. > Saiba mais
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*** CONTRA A PEC DA IMPUNIDADE
A PEC 01/2013, também conhecida como “PEC Estadual da Impunidade”, quer retirar dos Promotores de Justiça o poder de abrir investigação ou processo que envolva agentes públicos, como Prefeitos, Deputados ou Secretários Estaduais.
Essa PEC propõe que só o Procurador-Geral de Justiça possa investigar os prefeitos paulistas, deputados e secretários estaduais, conselheiros dos Tribunais de Contas, dentre outras autoridades, excluindo essa atribuição dos Promotores de Justiça.
Caso aprovada, a consequência natural será gerar pressão e acúmulo, pois é impossível que apenas uma só pessoa, o Procurador-Geral de Justiça (que já possui diversas outras atribuições), possa investigar e processar mais de 600 prefeitos municipais de todo o estado de São Paulo, deputados, secretários estaduais e demais autoridades e agentes públicos. As investigações serão difíceis e demoradas, as provas se perderão com o tempo e o resultado final será a prescrição dos crimes. Ou seja: IMPUNIDADE!
Nos últimos dias deixei minha TV ligada na TV Brasil (não confundir com o Canal Brasil) e vi vários programas interessantes. Vi um excelente debate sobre religião e mídia. Vi boas entrevistas com Lenine e Fausto Fawcett. Vi um especial sobre Clara Nunes com Diogo Nogueira e duas cantoras maravilhosas. Vi um ótimo programa sobre momentos históricos do rock, conduzido por um jornalista que sabe todos aqueles detalhes saborosos da vida dos roqueiros… Pra quem curte arte, cultura e informação de qualidade, recomendo dar uma sacada na TV Brasil. É uma televisão pública, integrante da EBC (Empresa Brasil de Comunicação, criada em 2007). Uma de suas preocupações é a questão da cidadania, o que já é muita coisa. > Veja no site como sintonizar a TV Brasil e confira a programação
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*** LIVRANDO A SEMANA (74)
GRANDE SERTÃO: VEREDAS (Guimarães Rosa) Nova Fronteira
Riobaldo, ex-jagunço, relembra suas lutas, seus medos e o amor reprimido por Diadorim. O romance “Grande Sertão: Veredas” é considerado uma das mais significativas obras da literatura brasileira. Publicado em 1956, inicialmente chama atenção por sua dimensão (mais de 600 páginas) e pela ausência de capítulos. Guimarães Rosa fundiu nesse romance elementos do experimentalismo linguístico da primeira fase do modernismo e a temática regionalista da segunda fase do movimento, para criar uma obra única e inovadora.
O futebol americano está muito longe de ser um esporte popular no Brasil. Para divulgar seus jogos, o time do Cuiabá Arsenal, de Cuiabá-MT, teve a ideia de criar um clipe musical. Que música seria melhor? Certamente uma música forte, que exalasse masculinidade, que falasse de músculos, de lutar, de vencer…
Não. Nada disso. A música escolhida foi Show das Poderosas, da cantora e compositora Anitta, uma música que fala de mulheres que arrasam na pista de dança. O contraste ficou muito evidente mas talvez exatamente por isso o vídeo ficou ótimo. Ele faz sucesso na internet, a torcida do time cresceu e hoje ele é conhecido nacionalmente até por quem nem sabe que formato tem a bola do futebol americano. Um esporte de machos fortes e viris, uma música de fêmeas liberadas e fatais… É, os opostos se atraem. Touchdown!
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*** O BURLESCO DE BELLATRIX PURR
Bellatrix Purr é ao mesmo tempo mulher fatal e gatinha manhosa. Com forte atitude, olhar misterioso e movimentos sinuosos e sensuais, suas performances são carregadas de magnetismo, prendendo a atenção do público e arrancando suspiros daqueles que conseguem soltar a respiração enquanto a bela está em cena.
Feminista declarada, alucinada por gatos e fã incondicional de música pop girl power, leva aos palcos todos os elementos mais marcantes de sua personalidade de forma equilibrada e divertida, oferecendo ao público uma experiência intensa e prazerosa, sempre rica em improvisações e diretamente influenciada pela resposta da plateia.
Bellatrix Purr usa sua própria imagem para incentivar mulheres “fora dos padrões de beleza” a revelarem sua sensualidade. Não usa materiais de origem animal e apoia todas as lutas pela liberdade sexual e de expressão.
Dentro e fora dos palcos, Bellatrix é a burlesca purrrrrrfeita!
> Bellatrix Purr é uma das atrações da 2a edição paulistana da festa Cabaré Soçaite (24ago, Espaço Urucum, Vila Madalena). Saiba mais sobre ela: https://www.facebook.com/BellatrixPurr
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*** DESPEDIDA MARSICÂNICA
Pra mim, não é fácil usar este espaço pra falar da morte de Alberto Marsicano, meu amigo querido que partiu no domingo 18 de agosto. Mas vai me servir pra dividir e aliviar a dor.
Marsicano era a arte em divino estado de possessão demoníaca. A música e a literatura brilhavam nele a todo momento como explosões psicodélicas de insanas estrelas multicoloridas. Como aguentar um cara possuído vinte e quatro horas por dia pelos demônios criativos da arte? Nem todo mundo aguentava. Mas eu o amava assim mesmo como ele era, tresloucado, verborrágico, viajandão, inconformado, aquele infalível figurino em cor branca, e o humor, ah, o humor marsicânico, aquelas tiradas impagáveis que ele de repente sacava do bolso de sua mente sempre em ebulição e fazia a alegria de quem estivesse em volta.
Nunca mais isso. Nunca mais Marsicano de repente surgindo na Augusta que nem uma entidade cósmica a reclamar do preço da cerveja. Nunca mais vê-lo em êxtase a voar no tapete mágico de sua cítara. Nunca mais suas piadas sobre eu ser afilhado de Padre Cícero e protegido de Virgulino Lampião. Nunca mais aquele caminhar balançante, a gargalhada contagiosa, o olhar infantil de quem sempre fora velho.
Tchau, amigo. Escrevo essas coisas ainda chorando mas logo voltarei a rir. Como eu e você sempre rimos, como sempre ri muito de você. O riso que se fez música, é isso que você é. O som-riso marsicânico.
Aos 82 anos, a escritora Rose Marie Muraro, uma das precursoras do movimento feminista no Brasil, ainda tem ideias e fôlego para continuar produzindo. Porém, semicega e semiparalítica, ela precisa constantemente da ajuda dos familiares. Recentemente ela enviou e-mail aos amigos pedindo ajuda para continuar seu trabalho. Conheci Rose no Encontro da Nova Consciência, evento multicultural que acontece anualmente em Campina Grande-PB. Desde o primeiro momento me cativaram sua força, seu conhecimento e também seu bom humor, a despeito dos problemas de saúde com que sempre teve de conviver na vida. Pelo seu passado e por seu presente, Rose merece toda ajuda. > Saiba mais
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*** PETIÇÃO PÚBLICA CONTRA A PRISÃO INJUSTA DO BRASILEIRO DAVID MIRANDA EM LONDRES
O Artigo 7º da Lei de Terrorismo de 2000 permite que a polícia detenha qualquer pessoa dentro do Reino Unido e que a mantenha presa por nove horas sem precisar dar motivos.
No dia 18 de agosto, o brasileiro David Miranda, companheiro do jornalista inglês Glenn Greenwald, que escreveu no jornal The Guardian as reportagens denunciando o programa de vigilância do governo dos EUA, foi detido no Aeroporto Heathrow, em Londres, justificado pela Lei de Terrorismo do Reino Unido. Ele foi libertado sem acusação nove horas depois.
O jornalista Glenn Greenwald disse à BBC: “Eles não fizeram uma única pergunta sobre terrorismo para ele, nem nada relacionado a uma organização terrorista. Eles gastaram o dia todo perguntando sobre as reportagens que eu e outros jornalistas do Guardian estamos fazendo sobre a Agência de Segurança Nacional (NSA)”.
Você pode achar que isso jamais vai acontecer com você pois você não tem qualquer ligação com terroristas, não é? David Miranda também não tinha. Infelizmente esses absurdos podem acontecer com qualquer um. Aconteceu também com o brasileiro Jean Charles de Menezes, que em 2005 foi confundido pela polícia com um terrorista e assassinado dentro de um vagão do metrô londrino.
Países precisam de fronteiras, que precisam de vigilância, que justificam espionagem e atos arbitrários contra cidadãos inocentes. Defendo um mundo sem países e sem fronteiras mas sei que isso certamente pode demorar muito a acontecer. Por enquanto, já seria muito produtivo que nós protestássemos sempre contra as injustiças.
As crianças do estado americano de Nova Jersey podem em breve ter acesso à maconha medicinal, depois que o governador Chris Christie anunciou que concordou em assinar, sob duas condições, uma lei que vai permitir que as famílias escolham seus próprios tratamentos de saúde.
Eleitores de Nova Jersey pressionaram Christie a aprovar a lei, que permitiria que cultivadores de maconha medicinal plantem mais do que três estirpes da planta do gênero cannabis e forneçam versões comestíveis do produto. Métodos digestíveis são mais indicados para crianças porque o processo mantém as propriedades medicinais, ao mesmo tempo em que elimina muitos dos aspectos entorpecentes.
A maconha pode ajudar a aliviar os sintomas do câncer, da distrofia muscular, da Lupus e de outras 30 doenças. A planta é conhecida por combater insônia, falta de apetite, dores em geral, distúrbios de movimento, glaucoma e vômito, por exemplo. > Saiba mais
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*** PELO FIM DO VOTO SECRETO
A Câmara dos Bandidos, ops, a Câmara dos Deputados, livrou mais um coleguinha de perder o mandato. Dessa vez o beneficiado foi Natan Donadon (PMDB-RO), que continuará sendo deputado mesmo tendo sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e formação de quadrilha.
Para cassação do mandato seriam necessário 257 votos, porém, apenas 233 deputados votaram a favor da perda do mandato. Outros 131 votaram pela manutenção e 41 se abstiveram. Após ouvir o resultado, Donadon ajoelhou-se, levantou as mãos para o céu e agradeceu a Deus. Em seguida, voltou para o Complexo Penitenciário da Papuda. No entanto, como Donadon está impossibilitado de participar de votações por causa da condenação no STF, o suplente imediato, o ex-ministro da Previdência e ex-senador Amir Lando (PMDB-RO), foi convocado para assumir a vaga.
Em 2011 a Câmara dos Bandidos, ops, dos Deputados livrou o mandato da coleguinha Jaqueline Roriz, que foi flagrada num vídeo de 2006 no qual aparece recebendo um pacote de dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbos. O principal argumento usado é que, naquela época, ela ainda não era bandida, ops, deputada.
Enquanto houver o voto secreto, as Suas Excrescências continuarão se escondendo atrás deles para afrontar a sociedade e zombar de todos os que os elegeram. > Petição pública pelo fim do voto secreto
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COMENTÁRIOS
01- No meu caso, dois gatos e um cão que deram a minha filha, acabaram virando seus irmãos, e me dando muito trabalho, pq não consegui educa-la para cria-los. Sâmara Paula, Fortaleza-CE – ago2013
04- https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/p480x480/426526_205470736227327_1489974561_n.jpg Esse é meu louro lindo, o Miau: azunhador de estofados, vomitador de pelos, caçador de calangos e filhotes de passarinho etc etc etc. Mas, como todo felino, uma criatura independente, autoconfiante, com um belo mistério no olhar. Ah, e tem a maior paciência com a Nega, nossa cadelinha. Sâmara Paula, Fortaleza-CE – ago2013
05- A D O G O !!!!!!!!!!!!! Cris Pinheiro Lima, Santos-SP – ago2013
06- kkkkkkkkkkkkkkkkkk, Ricardo Kelmer, seu lindo! Ana Cristina Martins, São Paulo-SP – ago2013
07- “Só sei que eu já vou é sem calça.” Eu só sei q eu já fui! uaushuahsuashuahsuahsuahs. Joyce Neia,São Paulo-SP – ago2013
08- Meu querido Kelmer, a sua despedida é a de todos nós, e digo, de forma “mais chegada”, eu, você e André. Não convivi com Marsica em SP, de forma que a imagem dele e o ENC estão definitivamente coladas em minha alma. E são absolutamente indissociáveis. As lembranças que tenho de nós quatro juntos são simplesmente sublimes!!! Cerveja, às vezes Skol de latinha, sentados nos banquinhos de plástico do pátio, em frente ao SESC, ou outras em outros cantos, pelos botecos de Campina. Já saí com o Marsicano até pra comer pizza, dando altíssimas gargalhadas! Gostava quando um mendigo vinha nos pedir esmolas, ou algum vendedor chato chegava com alguma buginganga – a resposta de Marsicano era só uma: “amigo, estamos sem dinheiro, somos músicos!!!” E saía apressado, hahahahahaha!! Mas não demorava muito e o oceano sem fundo do Conhecimento era acionado. Foram grandiosas conversas com o Marsicano sobre magia, templários, literatura, ciganos, rock and roll, druidismo e Umbanda, e descíamos (ou subíamos) a níveis fantásticos, guiados pela verborragia e pelas conexões poderosas que o Marsica fazia. E é muito, muito mesmo o que eu devo a essas conversas. Não foi pouco o que aprendi com ele, fora as setas que ele deixou, muitas das quais eu ainda vou seguir, apontando pra o não dito, que pode ser intuído a partir do que foi dito. Em seus comportamentos tresloucados, ele deixou muitas dessas setas, apontando para o ridículo dos pseudo-esotéricos e dos pseudotudo, apontando para os fraudadores sorrateiramente descobertos, para o simplismo e, também, apontando para as fontes onde ele mesmo foi beber, e quem teve olhos de ver, viu. E, no mais, Marsicano pertencia a quê? Era iniciado em quê? Estava lendo o quê? Que viagens ocultas ele fez? Estava caminhando pra onde? A síntese que ele operava, meu brother, foi das mais incendiárias e inspiradoras que eu já vi, e isso, meu querido irmão Kelmer, é um tesouro preciosíssimo, impagável, que divido com você e com o André, como uma joia oracular que coroa nossa amizade. —— Marsicano, meu irmão, certa feita você mesmo nos pediu pra visualizar um lago dourado sendo cortado por cisne, quando executou uma belíssima raga, acompanhado pelo Baixinho do Pandeiro. Agora, espero que você esteja, neste exato momento, contemplando essa mesma paisagem, sentando em um tapete mágico e tocando sua cítara para todos os deuses hindus e orixás. E se estávamos com um pequeno desvio de energia em nossa amizade nos últimos meses, isso um dia será reparado, aos saborearmos alguma geladíssima cerveja sideral. Um beijo no coração, meu brother. Rógeres Bessoni, Recife-PE – ago2013
09- Puxa, q lindo isso q vcs falaram sobre Alberto Marsicano. Sinto muito pela dor de vcs e pela partida tao abrupta dele, nao o conhecia, apenas de vista, no entanto, ele era uma figura indispensável no encontro da nova consciencia, e, com certeza fará falta nos próximos encontros… Luciana Brasileiro de Holanda, Campina Grande-PB – ago2013
10- Esse é o cara. Sabe de tudo. E ainda é nada diante do muito que ele vai nos dizer. Falo de tu, Ricardão. Nonato Albuquerque, Fortaleza-CE – ago2013
Criatividade, senso de grupo e representatividade de talentos individuais: eis o segredo de uma boa equipe de sitcom
PROFISSÃO: SITCOMICOZINHO
. Galera, tem um pessoal aí de uma faculdade pesquisando sobre o trabalho de roteirista em equipe. Ah, legal, manda entrar. Oi, prazer, tudo bem? Senta aí. Vocês querem saber como funciona trabalhar em equipe, né? Então vamos lá.
Escrever roteiro de sitcom em equipe requer bem mais que talento criativo. Os integrantes da equipe devem formar um conjunto harmônico e eficiente e, para que isso seja possível, no grupo deve haver diferença de talentos: fulano é melhor criando piadas, sicrano na estrutura, beltrano nos diálogos e por aí vai. Criatividade, senso de grupo e representatividade de talentos individuais, eis o segredo de uma boa equipe de sitcom.
A equipe tem um líder. Sem ele, as ideias soltas do grupo ficam sem foco nem direção. Ele não é necessariamente o mais criativo ou o melhor piadista, mas deve reunir qualidades como liderança, senso de equipe, organização, disciplina, calma e paciência. Ele deve fazer com que todos se sintam inteiramente à vontade para criar e expor. Ele deve escutar todas as ideias e decidir qual é a melhor mas, caso fique em dúvida, todos votam para decidir. O melhor líder é aquele que sabe extrair o melhor de seus companheiros. Numa equipe de sitcom isso é fundamental: se o líder não incentiva ou se desrespeita o processo criativo, a equipe se desmotiva e o trabalho não rende.
Toda história nasce de uma entre as diversas ideias básicas que são apresentadas pelos integrantes da equipe. Os produtores analisam as ideias e selecionam a da vez. A ideia básica escolhida é então detalhada num texto curto, com começo, meio e fim. Após isso, a história é dividida em dois atos e as cenas são especificadas. A etapa seguinte é amplificar cada cena, detalhando as situações, marcando as piadas e citando os diálogos. Com a história finalmente estruturada em todas as suas cenas, monta-se o roteiro propriamente dito, com ações e diálogos especificados, além dos cenários e atores necessários para cada cena, a passagem exata do tempo e as orientações de dia ou noite para o pessoal da iluminação. A equipe de roteiristas tem ainda de fazer uma última leitura em conjunto, onde são corrigidas as falhas que restaram. Esse processo todo costuma acontecer em média em cinco ou seis dias.
A partir daí, entra-se em ritmo de ensaio e gravação. Numa reunião com atores, diretores e roteiristas, o roteiro é lido (cada ator lendo as falas de seu personagem), e então os roteiristas têm uma melhor noção das falas e das piadas, podendo alterar algo. Após as alterações, o roteiro é distribuído para elenco, direção e equipe técnica e começam os ensaios, que podem durar dois ou mais dias e são sempre acompanhados por um roteirista. Há um ensaio geral (o corridão) e depois acontece a gravação. O material é então levado à sala de edição, onde o episódio é montado cena a cena. O produto final de tudo isso é o que espectador vê na tela.
Não basta a história ser boa. É preciso que os atores saibam interpretá-la e que o diretor saiba conduzi-los em cena. É fundamental também o trabalho do pessoal da edição, que monta as cenas no computador, no tempo certo. Além disso há o trabalho de cenógrafos, maquiadores, figurinistas, iluminadores e assistentes e todos os profissionais que não aparecem na tela, mas que são imprescindíveis, desde o pessoal da limpeza e do refeitório até o motorista e o contínuo.
Algumas vezes a história é excelente, mas na gravação ela não é tão bem contada quanto poderia ser. Isso, evidentemente, é uma enorme frustração para os roteiristas. Outras vezes atores e diretores, com seu talento, conseguem transformar uma história, que no papel não era tão boa, em cenas tão divertidas que no fim a história acabou ficando melhor. Pode ocorrer também da edição final conter falhas e comprometer o esforço de roteiristas, diretores e atores. Enfim, são muitos detalhes envolvidos na qualidade do produto final – mas tudo começa na sala dos roteiristas, com uma boa história e com boas piadas.
Criar. Inventar. Puxar da cartola uma boa ideia. O trabalho de um roteirista de sitcom é por ideias para fora de sua mente, uni-las a outras ideias, lapidá-las e encaixá-las num determinado contexto. É uma tarefa cotidiana, que não pode parar, pois o cronograma tem de ser respeitado. Chova ou faça sol, os roteiristas devem ter ótimas ideias sempre, feito uma máquina de churros.
Mas nem sempre você está num bom dia, né? É aqui que entra a equipe. Se tudo dependesse de um roteirista apenas, no dia em que ele tivesse comido um acarajé estragado, as piadas não viriam, a história não andaria. Como são vários roteiristas, um acaba compensando o outro e a média de qualidade do trabalho é mantida. Outra coisa importante é o entrosamento e a confiança, ou seja, a capacidade de seus integrantes de funcionarem como uma equipe esportiva onde um passa a bola para o outro que faz o gol. O importante não é você fazer o gol, mas o gol acontecer. Você faz uma piadinha ruim, assumidamente ridícula, mas ela inspira o colega a fazer outra e você, por sua vez, a aperfeiçoa. O que vale é o produto final.
Se um roteirista se considera mais importante que os demais ou tem dificuldade de abdicar de sua ideia por uma ideia que a maioria considera melhor, não haverá harmonia na equipe e isso pode levar ou à saída do roteirista orgulhoso ou à queda de qualidade dos trabalhos. Trabalhar em equipe não é fácil. Quando os integrantes sabem abdicar de sua autoimportância e se entendem como partes integrantes de um mesmo organismo, pensando sempre em termos de grupo, então as boas ideias sempre vêm e os bons roteiros aparecem.
Pronto? Mais alguma informação? Então tá. Avisa quando for publicado, heim? Valeu. Tchau. Aí, galera, acabou a entrevista, todo mundo voltando ao trabalho, cadê aquela Playboy que eu tava lendo?
OS SITCOMICOZINHOS – Roteiristas da foto, da esquerda para a direita: Ana Paul, Fábio Danesi Rossi, Ricardo Tiezzi, Ricardo Kelmer, Gustavo Melo, Luciana Bezerra e Macarrão (Alexandre Magalhães). Na equipe original constavam ainda os roteiristas Claudio Yosida, Nixxon Alves e Silva, Rinaldo Teixeira, Ricardo Barretto e Nina Crintzs. A equipe foi formada pela produtora americana Picante Pictures em 2003-2004 para a criação e produção de sitcons no Brasil, a partir de sua base no Rio de Janeiro. O sitcom Mano a Mano, criado pela equipe, teve sua primeira temporada de 12 episódios gravada na cidade do Rio de Janeiro e é considerado o primeiro sitcom brasileiro feito no formato tradicional do sitcom americano. Os episódios foram dirigidos por Vicente Barcellos, João Camargo e Estela Renner e exibidos e reprisados em 2005 pela RedeTV. > Saiba mais sobre o Mano a Mano
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O chamado da caverna – Mas talvez não, talvez se decida por entregá-la ao mundo, mãe que não pode criar o filho porque sua missão termina em parir
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. Como sou homem besta para chorar, é claro que ensopei a manga da camisa vendo 2 Filhos de Francisco (direção de Breno Silveira). Sempre me tocam histórias de superação, isso de lutar por um sonho. Não sou fã de música romaneja, mas é comovente acompanhar a trajetória do artista que, apesar das dificuldades, não desiste de sua arte. Mas então a pulga me coça a orelha: e os outros zezés e lucianos por aí?
A dupla do filme conseguiu chegar lá. Antes passaram muita necessidade, engraxando sapato, vendo a mãe chorar porque não tinha comida em casa, perderam um irmão. Palmas, eles merecem. Mas, que diacho, não consigo deixar de pensar nos outros. Todo mundo saindo do cinema cantando feliz, e eu, o estraga-prazer, pensando naqueles que lutam tanto ou até mais e, no entanto, não chegam lá. E aí?
E aí é isso mesmo, é a vida, uns chegam e outros não. É, você tem razão, se todos chegassem, não caberiam todos no palco. Cruel matemática a do sucesso artístico. Então a vida é injusta? É assim que ela trata seus artistas, aqueles que têm a sagrada missão de entreter e divertir o povo? O que afinal está errado com a arte? Por que para a grande maioria a arte nasce sonho bonito, mas aos poucos vira pesadelo e faz da vida um trágico erro de percurso?
Tenho um palpite. Ele é fruto de tudo que aprendi em minha própria vida, buscando ser escritor num país de não leitores. Não existe fracasso na arte. Porque a arte, por si só, é a eterna celebração da vida. Aqueles a quem a vida escolhe para serem artistas têm a missão de fazer arte e pronto. Se conseguirão se sustentar com ela, isso é outra coisa, a arte em si nada tem a ver com isso, não lhe peçam o que não é de sua competência.
A maioria dos artistas, de fato, não consegue se sustentar e desiste. Uma parte prossegue a duras penas, sempre maldizendo o sistema e envolta em amargura. Mas há aqueles que, mesmo com reconhecimento curto e dinheirinho minguado, continuam com sua arte, são felizes e não abrem mão dela ‒ porque não saberiam viver longe de seu grande amor. Jamais terão sua história contada no cinema, mas ela certamente é a melhor de todas as histórias. Esses encarnam o verdadeiro espírito artístico: fazer arte pela arte. Esses darão a volta completa na roda da experiência e chegarão, não necessariamente ao estrelado panteão das celebridades, mas ao ponto mágico de compreensão onde vida e arte se tornam uma coisa só, e dinheiro e fama não importam tanto quanto continuar… fazendo arte.
Eles olharão para trás e entenderão que a recompensa maior era a própria arte que faziam. E que mesmo devendo o aluguel, não deveram a alma. Que mesmo sem saber como seria o dia seguinte, cumpriram seu destino. Por amor à arte. Que, no fundo, é o mesmo amor à vida. É o amor.
. Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com
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COMENTÁRIOS .
01– Cara, li o texto sobre o filme…. vc disse tudo! Parabéns, ficou ducaralho! Vou ler o outro mais tarde, pois hoje tem banho mensal. Parabéns para nós, que arriscamos a vida com arte, e para vc escreveu tão bem a nossa labuta boa. Jayme Akstein, Rio de Janeiro-RJ – set2005
02- Linda crônica, além de me emocionar muitíssimo com o filme ( eu também ensopei não só a camisa mas também a saia, as meias, a fitinha do cabelo… ), agora você me fez reviver um pouco a emoção com as tuas tão bem empregadas palavras. Engraçado, depois que vi o filme, sempre falei muito bem dele, mas sempre completei meus comentários dizendo que o filme me fez pensar muito mais naqueles Zezés e Lucianos que estão por aí, vagando pela vida, e que por acasos ou não acasos do destino, não estão nem na telona, nem com suas vozes gravadas em CDs, e muitas vezes estão aí, vendendo bugingangas nas ruas sem que nos demos conta do sonho matado à força que existe por trás de cada um deles. Como você, também sai do cinema comentando como esse país deve estar repleto deles, e que dor que dá pensar nisso né ? Bem, só queria te dizer que teu texto veio em boa hora, quando estou justamente num momento de amor e ódio com a tal arte citada por você, pois por tabela vivo a peleja diária do Jayme na sua escalada para algum lugar que nem se sabe direito qual. E que justo hoje, estava num dia de descrença total, mas quando li tua crônica, me lembrei da essência dessa busca, do amor que move aqueles que buscam imprimir qualquer forma de arte nesse mundo nem sempre tão receptivo às nossas formas de expressão. Um beijo. Ilana Nahm Akstein, Rio de Janeiro-RJ – set2005
03- OLÁ RICARDO !!! COMO SEMPRE UMA POETA SENSÍVEL, PREOCUPADO COM O PRÓXIMO. CHEGAR AO SUCE$$O DEPENDE DO ESFORÇO E VONTADE DE CADA UM. SE TODOS OS ARTISTAS, POR MÉRITO CHEGASSEM AO TOPO, COM CERTEZA NÃO TERIA UM PALCO TÃO GRANDE QUE COUBESSE TODOS. O SEU JÁ ESTÁ PRONTO, É CERTO. SÓ FALTA UMA GRANDE CAMINHADA PRA CHEGAR ATÉ LÁ. AS DIFICULDADES EXISTEM, VOCÊ SABE. SE VOCÊ FÁCIL NÃO TERIA GRAÇA, NEM SATISFAÇÃO DE ATINGIR A META QUE CADA UM QUER PRA SUA VIDA. O CAMINHO É ESTE, SER AUTÊNTICO. PARABÉNS, MAIS UMA VEZ !!! NÃO O CONHEÇO, MAS, SINTO A PESSOA BOA, HUMANA QUE É, E PROCURA DEMONSTRAR NAS SUAS CRÔNICAS, POESIAS. UM PROFUNDO CONHECEDOR DO SEXO FEMININO. NÃO SEI ESCREVER BONITO, MAS, ESPERO TER PASSADO ENERGIAS POSITIVAS, NESTAS POUCAS PALAVRAS. SAUDAÇÕES. Lucimar Rabello, Vila Velha-ES – set2005
04- OI RICARDO… Que coincidência. Ontem, fui assistir o filme. Também saí de lá chorando. Até porque, conheci o Zezé na época em que ele vinha à Santos “mendigar “shows. Acho que realmente eles mereceram. È meu caro, se ficarmos falando das dificuldades de nossa área, levaria a noite toda. // Mas, como vc disse, é o amor… Mardito amor que só sabe fazer a gente sofrer… Seja qual for o tipo de amor… é o amor. Parabéns pela crônica. Cristiane Carvalho, São Vicente-SP – set2005
05- Muito legal, Rico. Como legítima representante dos não-artistas (com dor no coração, claro), faço minhas as suas sábias palavras. Grande beijo. Marta Crisóstomo Rosário, Brasília-DF – set2005
06- É isso aí mano. Para mim, os verdadeiros vencedores são aqueles que não abandonaram os seus ideais, mesmo com “reconhecimento curto e dinheirinho minguado”, os que não se entregaram ao sistema. Viva para eles… Claudio Roberto Azevedo, Fortaleza-CE – set2005
07- E ai, Ricardo… Você já imaginou, que é por algum motivo, muito especial, que algumas pessoas foram escolhidas, para percorrer este caminho, que realmente pode não ser fácil, é nem é pra ser. Que consigam transmitir sua arte, seja em que segmento for, para muitos, ou simplesmente poucos, não importa!!! O importante é que continuem, trazendo para nossas vidas: cores, risos, lagrimas, emoções, sentimentos, realidades e também muitos sonhos. Assim, como você, Meu Escritor Favorito!!! Rita de Cássia, São Paulo-SP – set2005
08- Fala Ricardo, gostei muito mesmo do seu texto, concordo com tudo o que você disse. Acho que todos concordariam se pudessem enxergar além das pretensões narcisisticas e da ignorância. A arte é a transmutação do sentimento urgente de viver que o artista sente e nada mais. Não deixa de me chamar pro lançamento do seu livro, abraço. Pedro Schprejer, Rio de Janeiro-RJ – set2005
09- Como é lindo esse teu lado, tua alma feminina. A vida é bem essa luta para aprendermos a ser verdadeiros. Os artistas sabem disso. É como você falou. Mas mesmo quem não é artista, muitas vezes tem que se vender um pouco (se é que existe isso) até encontrar seu limite e daí partir prá luta (como eu fiz), ou infelizmente se perder como muitos no furacão da insegurança e da ganância humana. No final nada há prá nos deixar mais em paz do que ser fiéis a nós mesmos. Eh…acho que eu vou ter que ver o filme…droga, detesto borrar a maquiagem. Lucilene Anderson, Fortaleza-CE – set2005
10- Ricardo, mais uma vez vc. fez Bingo!!!! Sinto-me uma das tais e ainda me pergunto se, nestes dias de total banalidade e baixa qualidade, lá no fundinho de nós, não há um sabotador esperto que prefere o anonimato e as dificuldades a vender barato nossa amante fiel de toda uma vida. Se não der pra estar próximo a uma Mona Lisa ou uma Capela Sistina, uma Divina comédia ou mesmo um ótimo romance do Saramago ou um poema do Pessoa, que nossa musa não vire consumo fácil do tipo imã de geladeira, a meu ver, o melhor ícone de nossos dias! Um grande abraço. Angela Schonoor, Niterói-RJ – set2005
11- podis crer… Fábio Morais, Rio de Janeiro-RJ – set2005
12- Putz, Ricardo, Sensacional. Tu é foda … Parabéns. Um grande abraço. Alvin, Fortaleza-CE – set2005
14- É isso aí, Rika!!! Vc disse tudo; exatamente o que eu acho e a maioria ds pessoas sensíveis, artistas acham tbm. Quando existe mesmo a arte dentro de nós, quando a sentimos forte e latente , ela flui naturalmente, mesmo sem sabermos do seu retorno financeiro e profissional. Quando ela está enraizada dentro de nós, ela precisa sair de qualquer maneira e a nossa alma e a das pessoas ao nosso redor, agradecem. Anabela Alcântara Pinto, Fortaleza-CE – set2005
15- Ainda bem meu amigo (acho que já o posso chamar assim), que você não desistiu dos seus Sonhos, seguiu em frente e continua a escrever essas coisas tão bonitas, com tanta sensibilidade, que sempre nos toca fundo a alma. Um grande abraço, Heloisa Pontes, Fortaleza-CE – set2005
16- Ricardo, me sinto parte dessa crônica! Bj. Luciana P Martins, Rio de Janeiro-RJ – set2005
17- E aí, Ricardo? Não vi o filme, confesso que motivado por meu preconceito contra os sertanejos midiáticos, que passam o domingo a gemer nos Faustões e Gugus da vida. Pra minha surpresa, chega minha mulher, uma fã da boa música brasileira (leia-se Chico, Gil, Belchior) e alguma afinidade com o rock e o pop (Led, U2, santana, Sting, Phil Collins) e diz que viu e adorou. Você pode imaginar o quanto me senti duplamente traído, primeiro por ter ela ido ao cinema sem me consultar – ô cabra macho! – e segundo pela imperdoável escolha musical. Como todo corno que se preza, me conformei depois de alguns beijinhos e argumentos tais como: “a história é muito bonita…”, “os atores estão muito bem..;” etc. Mas o que interessa mesmo é essa sua bela visão do que seja o sucesso ou o fracasso, que transporto tanto para artistas quanto para o ser humano em geral. Há aqueles que procuram o sucesso a qualquer custo, e essas poucas linhas somente me permitem destacar duas categorias, mas há certamente muitas outras: aqueles sem nenhum talento e muito menos visão do processo a que se entregam ou participam, e que são pinçados por esta ou aquela gravadora, esta ou aquela empresa, este ou aquele partido ou grupo político como produto de uso e consumo, ou aqueles que têm talento, acreditam no que fazem e mesmo assim se deixam usar ou corromper por aquelas mesmas entidades e patrões. Tanto estes quanto aqueles, passarão pela vida, percebendo ao fim que por terem escolhido tal caminho, que não necessariamente é o mais fácil, ao perderem aquilo pelo que se venderam, como você mesmo disse, restará apenas o rancor de se sentirem abandonados, ou a cruel amargura de perceber o tempo perdido. Aos grandes homens, em todas as áreas, que não se venderam, não cederam ao apelo fácil de dizer sim a tudo e a todos, como você bem disse, não há fracasso. Poder caminhar a cada dia, construindo os seus sonhos e o dos outros, mesmo que estes nem saibam, nem agradeçam, é paga mais do que suficiente. Por isso meu camarada, sem pieguice nem baitolagem, como nos nossos tempos de menino, vai aí o meu quase inaudível aplauso a você mesmo, que me parece ter descoberto esse caminho da felicidade, de viver fazendo arte, vendo longe sem deixar de olhar pra dentro de si mesmo, ou melhor ainda; sem deixar de olhar pros próprios pés e dar valor a coisas simples como andar na areia e molhá-los na Praia de Iracema, Ipanema, no Leme ou Pontal… Um abraço. Paulo Marcelo, Brasília-DF – set2005
19- Boa tarde! Olá Ricardo. Gostei de sua crônica, mas sabe o que acontece nós passamos pela vida com uma missão de aprender e ensinar. Sou uma apaixonada por arte, ela me faz sorrir e ser feliz. Gostei dessa frase: ” Porque a arte, por si só, é a eterna celebração da vida.”(Ricardo Kelmer) A diferença entre os que conquistam o sonho e os que ficam pelo caminho é a prova da existência de cada um. Devemos saber utilizar dos recursos conquistados para ajudar a humanidade, só assim a evolução acontece. Cacilda Luna, Fortaleza-CE – set2005
20- Ricardo, Eu ainda não assisti a este filme, talvez nem o vá, pois sei que como vc e todos os que assistiram, vou chorar, mas pensei tbem como vc, o que foram feitos dos outros “filhos de Chico” do mundo afora que nem sequer tiveram chance de sua expressão, com isso não quero desmerecer o poder de conquista destes dois irmãos, é que o mundo é muito estranho mesmo, por vezes carrasco. Mesmo assim a despeito de qualquer tristeza, dores ou eventuais problemas, eu continuo acreditando no amor e espero e desejo que você e todos os que sofrem diante de certas injustiças também continue a acreditar, porque basta que desejemos o amor… e haverá amor! Um abraço. Sandra A Dehn, Cuiabá-MS – set2005
21- Ô texto bom de se ler, bichorréi lindo!!! Como é gostoso seu jeito de pensar pra nós!!! Deus continue a te iluminar, que as musas te inspirem… Para que mais gente saiba que o que nos faz vivos…É O AMOOOOORRR!!!! Bjos. Karla Karenina, Fortaleza-CE – set2005
22- Parabéns, fazer arte não é para qualquer um. mas fazer boa arte é para poucos. Mesmo assim não desisto de fazer as minhas, como vc o faz. Dom não se compra na esquina, nasce com agente; somos abençoados pela vida. Beijos. Paula Rabelo, Rio de Janeiro-RJ – set2005
23- Valeu Ricardo, mais uma vez vc foi dez na sua forma de expressar seu pensamento, que na realidade compartilha com milhões de artistas que também tiveram que percorrer árduos caminhos para chegar ao sucesso. Os outros Zés da vida talvez não tenham tido dinheiro suficiente para produzir um filme e contar suas mazelas. Bjinhos. Mariucha Madureira, Brasília-DF – set2005
24- É O AMOR. Gostei muito do filme e confesso que chorei… Chorei porque é uma bela historia de vida. Marcia Morozoff, Brasília-DF – set2005
25- Cara, essa foi do caralho!!! Um grande abraço. Sergio Nogueira, Fortaleza-CE – set2005
26- Oi Ricardo! Muito boa essa critica!! Eu confesso que näo fui asssisti ao filme que todas as pessoas que eu conheco foram, por puro preconceito! Nao gosto da dupla. Nao so pelo estilo musical, mas por saber que eles sao pessoas que adoram destratar os outros sempre que nao tem nenhuma camera por perto. A ultima que fiquei sabendo foi de uma colega de trabalho que foi a um show deles aqui em Fortaleza, na vaquejada de Itapebussu. Eles passaram pelo camarote onde minha colega estava e ela, coitada, toda tiete, querendo conversar, tirar foto, foi surpreendida pela falta de educacao do Luciano (educacao nao se compre ) que foi bastante grosseiro. Bem, mas esse nao e o mais importante. O que mais me revolta nesse filme e saber que varias sao as pessoas que lutam dignamente, diariamente, por uma vida melhor, por um sonho, e que nao sao e nunca serao reconhecidas. So falta eles ganharem o Oscar. Tantos filmes bons ja tivemos, mas logico, nenhum a altura deste que conta uma historia tao bonita. Historia que e so olhar para o lado que veremos tantas outras, tao perto, tao sofrida, mas que nao merecem ser contadas , nem lembradas, muito menos admiradas, porque sao historias comuns, de pessoas comuns. Acho uma pena darmos tanto valor a pessoas tao futeis! Ana Karolina Nascimento, Fortaleza-CE – out2005
27- sou conteporâneo seu do santo inácio e do cearense. Depois de morar no rio e em sp hoje moro em brasilia. Quando estava em férias na nossa cidade ouvi uma crônica sua sobre o filme os dois filhos de francisco, depois passei a acompanhar sua coluna no jornal o povo (confesso que é a única coisa que leio). A tempos estou para solicitar seus livros mas só hoje venci a preguiça. Cláudio Gondim B. Farias, Brasília-DF – jan2007
28- Li várias crônicas ontem, mas, a que me fez ficar daquele jeito, foi: É o amor. Achei de uma beleza sem igual. Define muito bem a dureza que é a vida de um “artista”. Parabéns! Cada crônica tem um segredo escondido, até mesmo naquelas mais engraçadas! Acho que essa coragem que você tem de arriscar, mesmo com medo, você vai em frente e enfrenta os leões ferozes que aparecem e ainda consegue vencê-los. É essa coragem de ser você mesmo que encanta todos os que convivem com você e faz de você uma pessoa mais que especial! Obrigada pelas lágrimas de hoje! Obrigada por nos colocar em contato com o nosso eu mais profundo! E muito obrigada por não deixar a gente esquecer que esse mundo não é só matéria. Existe algo além disso… E é sobre isso que você sabe escrever muito bem! Um cheiro bem grande!!!! Vânia Vieira, Fortaleza-CE – jun2007
29- Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos ! vc conseguiu! emocionada! em extase! sem comentários para não perder a sençãção intraduzível do momento!UAU! Anosha Prema, Campinas-SP – ago2013
30- Puxa primo, você consegue colocar em palavras a realidade da vida por nós sentida com muita naturalidade e atentar para coisas imperceptível para muitos. Vânia Dias, Fortaleza-CE – ago2013
31- Grande Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos ! Seu texto está no ponto, maravilhoso e completamente real ! Abração forte! Erico Baymma, Fortaleza-CE – ago2013
32- Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos, grande texto em que eu concordo com cada palavra! Diego José, Fortaleza-CE – ago2013
33- Eu concordo com voce, mas se pensarmos direitinho, isso acontece em todas as areas, por exemplo, a gente tira pelos concursos publicos, pra juiz por exemplo… o cara estuda a vida toda, o salario é maravilhoso, pode mudar totalmente a vida, mas sao milhares de candidatos, e apensa algumas dezenas de vagas… Nem todos passam. Bruna Barros, Campina Grande-PB – ago2013
34- Ricardo Kelmer gostei muito desse filme! Vale à pena ver esta análise:http://www.cartacapital.com.br/…/view. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – nov2013
35- Texto sensacional!!!Como é bom ler suas escritas…. Bjks. Carla Falcão Bouth, São Paulo-SP – nov2013
36- Lindo texto !!! Tanto quanto vc !!! Joyce Lôbo, Brasília-DF – nov2013
Bom ver você assim, entusiasmado. Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos que você….
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Criei uma revistinha no Facebook. Ela se chama As Preciosas do Kelmer e é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.
Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.
Imagem da capa: Elza Soares, cantora e compositora brasileira.
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*** SORTEIO DE DVDS
Leitores que comentarem nesta edição concorrem ao sorteio de 1 livro kelmérico + 1 DVD. O sorteado escolhe entre vários títulos.
FILMES
2001, Uma Odisseia no Espaço – Alucinações do Passado
Bettie Page – Blade Runner – Calígula – Chicago
Desconstruindo Harry – Don Juan DeMarco – A História de O
Lua de Fel – Matrix – Moulin Rouge – Nove Rainhas
A Pele que Habito – O Elo Perdido – O Exorcista
Uma Cilada para Roger Rabbit – A Pele que Habito
Edward Snowden fez um grande favor à humanidade ao denunciar os programas de espionagem do governo americano. E agora é perseguido pelo Tio Sam na terra e no céu e tem encontrado dificuldade em obter asilo pois Washington pressiona e ameaça os países para não recebê-lo.
Espanha, França, Portugal e Itália negaram entrada do avião presidencial da Bolívia (com o presidente Evo Morales dentro) porque o serviço secreto americano achava que Snowden estava nele. O avião teve que pousar na Áustria, onde foi retido e revistado por autoridades locais, num total e absurdo desrespeito diplomático. Snowden não estava no avião. Até onde se sabe, ele continua na área internacional do aeroporto de Moscou.
Seria cômico se não fosse trágico. Um país que espiona seus cidadãos e cidadãos de outros países e persegue um cidadão que nada mais fez que denunciar o caso. Países que baixam a cabeça feito lacaios, apoiam uma perseguição injusta e desrespeitam leis internacionais. Um serviço secreto trapalhão. Que lástima.
Os ativistas da democracia e das liberdades individuais torcem por você, Snowden.
Um povo que lê mais tem menos chance de ser enganado por seus governantes. Por essa razão, devemos sempre divulgar e aplaudir qualquer ação que vise motivar o hábito da leitura. Em São Paulo, as universitárias Helena Aranha e Helena Nabuco criaram o projeto Parada do Livro, que vai espalhar 10 estantes com obras literárias pelos pontos de ônibus da capital paulista. O paulistano gasta em média 2h30 por dia no trânsito da capital. Então, por que não unir o inevitável ao agradável? Você tem livros para doar? Entre em contato com o projeto. > Saiba mais
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*** AVIÃO DA FAB PARA TODOS!
por Ricardo Kelmer
Em 15 de junho, Renan Calheiros usou um avião da FAB para ir a Porto Seguro. Viagem oficial? Não. Ele foi participar do casamento de uma filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), em Trancoso.
Segundo a lei, os aviões da FAB podem ser requisitados por autoridades por “motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente”. Casamento de filha de amigos não constam na lista. Renan Calheiros respondeu dizendo que tem todo o direito. Mas não explicou como esse direito se enquadra na lei.
Também em junho o deputado Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara, usou um avião da FAB para ir ao Rio de Janeiro e deu carona ao filho e sua noiva e familiares dela, nove caroneiros no total. No domingo 30jun estavam no Maracanã, torcendo pela seleção. Depois, todos voaram de volta a Natal pela FAB, felizes com a conquista da Copa e, certamente, por serem parentes de um político tão generoso.
Após a divulgação do fato pela imprensa, e só após isso, Henrique Eduardo Alves ordenou ao seu gabinete parlamentar que fizesse o imediato recolhimento aos cofres públicos dos valores correspondentes às passagens. Já que o deputado tem esses arroubos de generosidade, poderia não apenas devolver mas dar uma passagem aérea de presente a todos os brasileiros que sofrem com a situação dos aeroportos e com a pouca concorrência das companhias.
As atitudes do deputado e do senador mostram que, assim como a rainha Maria Antonieta, eles ainda não entenderam o recado das ruas. Talvez tenham problemas de audição. Talvez o povo precise gritar mais alto. (RK)
Regina desconstrói aquela ideia de que o amor é algo universal e atemporal. Fica claro. O jeito que eu e você amamos hoje é bem diferente de como se amava na Idade Média, na Belle Époque e até mesmo no tempo dos nossos pais. Amor parece, portanto, não ser fruto de um sentimento exclusivamente emocional, mas de uma criação social que se desenvolveu junto com a civilização. Amor, sexo e casamento, trinômio que a maioria julga indissociável e essencial para uma vida feliz e realizada, são instituições autônomas que ao longo da maior parte da História da humanidade não andaram juntas.
Conhecer a História do amor, do sexo e dos relacionamentos já seria motivo suficiente para ler ”O Livro do Amor”. Mas podemos lê-lo de forma bem egoísta também. A História narrada por Regina nos faz pensar sobre o nosso relacionamento. Nada de autoajuda piegas, esqueça isso. É um livro para refletir, sem respostas prontas. A linguagem é quase jornalística, acessível.
Prepare-se para rever como você lida com a vida a dois. Regina joga por terra aquelas ideias que tanto cultivamos e atribuímos à felicidade garantida: alma gêmea, amor eterno, metade da laranja… termos que provocam arrepios na autora. Seriam meras construções humanas que ao longo da História nunca combinaram com a realidade, ficando mesmo restritas à fantasia e à mente inventiva e sugestionada dos amantes.
Pensando bem, acho que é bom o namorado comprar “O Livro do Amor” para sua amada. Isso se ele estiver disposto a encarar uma relação adulta, consciente e genuína – nada a ver com contos de fadas contados para as meninas desde a infância.
“Sou o Rei Lagarto. Posso fazer o que quiser”, escreveu o cantor da lendária banda The Doors na letra da canção Not to Touch the Earth, que faz parte de um poema maior que Jim intitulou A Celebração do Lagarto. Mais de 40 anos depois da morte do cantor, em 1971, um lagarto gigante que viveu há quase 40 milhões de anos, cujo fóssil foi encontrado na Birmânia, ganhou o seu nome: Barbaturex morrisoni. Putz, mas nem morto você sossega, Jim! Como se não bastasse ser um imortal do rock, agora você está também imortalizado na história paleontológica do nosso planeta. Lagartas, acendam meu fogo! > Saiba mais
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*** SOBRE REGINA NAVARRO LINS
Regina Navarro Lins é psicanalista e sexóloga, mora no Rio de Janeiro. É autora de vários livros, entre eles A Cama na Varanda e Livro do Amor (2 volumes). Ex-professora de psicologia do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, foi a criadora da cadeira de Dinâmica de grupo. Durante dois anos e meio apresentou um programa diário sobre sexo na Rádio Cidade. Foi, por oito anos, colunista do Jornal do Brasil, no Jornal da Tarde e atualmente assina uma coluna no jornal O Dia. Realizou mais de duzentas palestras e workshops sobre amor, casamento e sexo em várias cidades do país. Trabalha em seu consultório particular em terapia individual e de casais. É casada atualmente com o romancista e ensaísta Flávio Braga, com quem escreveu alguns de seus livros. > Saiba mais
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*** LAVANDERIA DO VATICANO, BOM DIA
Primeiro os escândalos sobre pedofilia. Aliás, todos os religiosos acusados, mesmo com todas as provas obtidas, continuam livres e faceiros. E agora os escândalos financeiros envolvendo o Banco do Vaticano. Anos atrás li um artigo que insinuava que o Vaticano tem muitos negócios ilegais, entre eles lavagem de dinheiro e tráfico de armas. Na época achei um pouco exagerado mas, conhecedor das podridões da Igreja, não duvidei. Pois bem. A lavagem de dinheiro acaba de ser provada. O que virá agora? > Saiba mais
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*** LIVRANDO A SEMANA (68)
OS MISERÁVEIS (Victor Hugo) Cosac
Edição comemorativa do bicentenário de Victor Hugo (1802-1885). O fio condutor da obra é o personagem de Jean Valjean, que, por roubar um pão para alimentar a família, é preso e passa dezenove anos encarcerado. Solto, mas repudiado socialmente, é acolhido por um bispo. O encontro transforma radicalmente sua vida e, após mudar de nome, Valjean prospera como negociante de vidrilhos, até que novos acontecimentos o reconduzem ao calabouço. > Adquira este livro na livraria Arte Paubrasil
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*** BESOUROS AUSTRALIANOS FAZEM SEXO COM GARRAFAS DE CERVEJA
Faz sentido comemorar o dia do homem numa sociedade como a nossa, onde as mulheres ainda lutam todos os dias por direitos iguais? Dá uma boa discussão. Privilégios masculinos à parte, se eu, particularmente, pudesse escolher um presente pra mim, pediria uma noite com minhas mulheres amadas, regada a blues e Jack Daniel´s. Caramba, Kelmer, uma mulher amada só não basta? No meu dia não, né? Que tal um texto da Tais Krugmann sobre homens cafajestes pra animar ainda mais essa conversa? > Leia aqui
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*** UMA DEDADINHA NÃO DÓI
Recomendações do Dr. Drauzio Varella sobre câncer de próstata, o tipo de câncer mais comum em homens acima de 50 anos. Lembrando às desavisadas: mulher não tem próstata.
01- Homens sem risco maior de desenvolver câncer de próstata devem começar a fazer os exames preventivos aos 50 anos;
02- Descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau portadores de câncer de próstata antes dos 65 anos apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença; portanto, devem começar a fazer os exames aos 45 anos;
03- Pessoas com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos apresentam risco muito alto de desenvolver a doença; por isso, devem começar o acompanhamento médico e laboratorial aos 40 anos;
04- Homens com níveis de PSA abaixo de 2,5 ng/mL devem repetir o exame a cada 2 anos; já aqueles com PSA acima desse valor devem fazer o exame anualmente;
05- Resultados de PSA e toque retal alterados são relativamente comuns, mas podem gerar muita angústia, apesar de não serem suficientes para estabelecer o diagnóstico de câncer de próstata; para confirmá-lo é indispensável dar prosseguimento a uma avaliação médica detalhada e criteriosa;
06- Optar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente são recomendações importantes para prevenir a doença.
O DIA DO CHACAL (Frederick Forsyth) Record
Ao descolonizar a Argélia, Charles de Gaulle provocou o descontentamento de parte da sociedade francesa e de oficiais de direita do exército francês. Uma organização clandestina conhecida como OAS, formada por antigos militares desertores, contrata um assassino profissional conhecido apenas como Chacal. Chacal tem sua identidade incógnita em virtude de ter trabalhado como assassino para vários serviços secretos (inclusive a CIA e o SIS) no pós-guerra. Ele começa por planejar a morte do famoso presidente francês para o dia 25 de Agosto de 1963 e, implacavelmente, vai eliminando tudo que possa interferir na sua missão. Cabe ao comissário de polícia Loyd tentar capturar Chacal antes que este consuma seu atentado. O romance é baseado em uma tentativa de fato de assassinar o presidente francês Charles de Gaulle, que aconteceu em 1963, por obra de Jean Bastien-Thiry. O carro onde estava De Gaulle chegou a ser metralhado. Thiry era um funcionário público francês insatisfeito em perder seu cargo na Argélia, em virtude da independência do país promovida por De Gaulle. Um clássico da literatura policial, com muita ação e suspense, e que seria adaptado duas vezes para o cinema. > Adquira este livro na livraria Arte Paubrasil
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*** POR QUE TEMOS TANTO MEDO DE DEIXAR LIVRE A PESSOA QUE AMAMOS?
A exigência de exclusividade nas relações amorosas é uma ideia antiga e bem difundida em nossa sociedade ocidental. Ela também está presente em várias espécies animais. Porém, há pessoas, e bichos também, que simplesmente não conseguem se adaptar à monogamia imposta. A essas pessoas só resta viver relações baseadas em controle e mentiras ou buscar parceiros entre os que não concordam com a exigência da exclusividade. Felizmente, para essas pessoas, há cada vez mais gente disposta a experimentar outras formas de relações, baseadas mais em liberdade que em propriedade, que exigem apenas amar o outro e não a posse do outro. Você acha difícil lutar contra o machismo, o sexismo, o racismo e a homofobia? Essas lutas são fáceis diante do imenso preconceito enfrentado pelos não monogâmicos assumidos. E pensar que há muitos e muitos como eles… mas que não assumem. > Saiba mais
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*** MATE UMA ÁRVORE E SALVE UM AUTOMÓVEL
Não tem espaço para os automóveis nas ruas da cidade? Simples: é só derrubar as árvores. É com esse tipo de lógica absurda que as prefeituras das grandes cidades esperam resolver o problema do trânsito. Mate uma árvore e salve um automóvel. E quando não houver mais árvores para matar? Derrubarão os prédios para Suas Excelências os automóveis poderem passar?
Em São Paulo, a Prefeitura pretende derrubar trinta belas tipuanas na Av. Francisco Matarazzo (bairro Pompeia, zona oeste) para a criação de uma nova faixa de rolamento na pista como forma de compensar os impactos no trânsito da construção do novo estádio do Palmeiras, pela construtora WTorre. Inconformados, os moradores da região se articulam para impedir o desastre e promoverão um protesto no local neste domingo 21jul às 16h. Pressionada, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente já admite reestudar a decisão.
Você também está vendo as árvores do seu bairro serem sacrificadas em nome do progresso e dos automóveis? Indignar-se apenas não adianta. Una-se a outros moradores e proteste. O povo nas ruas sempre fala mais alto.
Quando querem nos vender um serviço, as empresas de telefonia móvel e fixa, internet e TV por assinatura são muito atenciosas e eficientes. Porém, quando o cliente quer encerrar o contrato, essas empresas costumam dificultar tanto mas tanto que o cliente às vezes não consegue encerrar o contrato. Esse absurdo pode estar com os dias contados. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pretende criar a possibilidade de encerrar esses serviços sem que seja necessário passar por um atendente. A ideia é que o cliente possa cancelar pela internet ou mesmo pelo call center, sendo que nesse último caso, haveria no menu de opções uma tecla para o cancelamento. Tudo automático, sem precisar conversar com ninguém nem ter que discutir a relação. Que maravilha! > Saiba mais
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*** AS PERERECAS SAEM DO ARMÁRIO
Você tem orgulho de sua perereca? Não, mizifia, não tô falando da perereca que salta. Tô falando da perereca que habita o interior de suas coxas – que eu suponho que não salte, se bem que tem de um tudo nesse mundo. Pois bem. Como reação ao modelo de perereca perfeita adotado pela indústria do sexo, muitas mulheres no mundo inteiro se unem para lutar contra essa tentativa de padronizar a beleza das pererecas. Você pode tirar uma foto da sua e enviar para os sites que celebram a diversidade da beleza da perereca. Acho muito justo. > Saiba mais
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*** LIVRANDO A SEMANA (71)
MORTE EM VENEZA (Thomas Mann) Nova Fronteira
Estamos nos primeiros anos do século 20, e o escritor alemão Gustav von Aschenbach está inquieto em sua velha Munique. Tomado por “uma espécie de vago desassossego”, Aschenbach decide partir para Veneza. Considerado um dos mais importantes escritores de seu país, laureado com título de nobreza, Aschenbach representa o modelo do artista rigoroso, racional, ascético, obcecado com a perfeição da forma e a beleza ideal. Ao chegar à cidade italiana, ela mesma uma rara materialização do belo, Aschenbach hospeda-se em um luxuoso hotel à beira-mar. É aí que encontra o adolescente Tadzio, cuja beleza natural superava todos os esforços da arte. Fascinado pela perfeição física do jovem, o artista sucumbe a uma paixão platônica que o levará à ruína.
Combinando reminiscências da cultura grega com a ideia de decadência que dominava a Europa de então – às vésperas da Primeira Guerra -, Thomas Mann condensa, em “Morte em Veneza”, algumas de suas questões mais caras: a tensão entre o artístico e o natural, a luta contra a passagem do tempo e a decadência do corpo, e a doença como metáfora de um mundo em agonia. (vestibular.uol.com.br)
Uma reflexão por meio da produção de artistas que se dedicam a questionar sexualidades e suas representações. Assim vai ser a mostra Todos os Gêneros – Poéticas da Sexualidade, que acontece no Itaú Cultural (São Paulo-SP) de 25 a 28 de julho. A programação é composta de dança, filme, teatro e performance.
5a feira, 25jul, 19h: UMA FLOR DE DAMA. Com Silvero Pereira (Ceará). O público é convidado a passar a noite com uma travesti. Vê-la fora do preconceito imposto pela sociedade. Encará-la como um ser humano que também luta por amor e vida, além de questionar assuntos como HIV, política, preconceito, sociedade e escolhas. O espetáculo faz parte de uma pesquisa de oito anos do ator e diretor Silvero Pereira sobre o universo das travestis no Ceará. Direção e atuação: Silvero Pereira. Coletivo artístico: As Travestidas. Texto: Silvero Pereira (livremente inspirado em Caio F. Abreu). Fotos: Levy Mota. Entrada franca – ingressos distribuídos com meia hora de antecedência. > Saiba mais
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*** LIVRANDO A SEMANA (72)
LINCOLN (Doris Kearns Goodwin) Record
Ao fazer uma análise do estilo de liderança de Abraham Lincoln, da maneira como ele entendia o comportamento humano e das alianças que construiu em seu governo, a historiadora Doris Kearns Goodwin escreveu uma biografia política de um dos mais importantes presidentes norte-americanos. Um livro que busca ser fundamental para o entendimento da Guerra Civil americana e seus principais personagens. > Adquira este livro na livraria Arte Paubrasil
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*** SOBRE ELZA SOARES
Elza da Conceição Soares, mais conhecida pelo nome artístico Elza Soares (Rio de Janeiro, 23 de junho de 1937), é uma cantora e compositora de samba, bossa nova, MPB, sambalanço, samba rock e hip-hop. Em 2000, foi eleita a cantora do milênio pela BBC de Londres. > Saiba mais
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Então, descobri uma das maiores invenções da humanidade: o creme hidratante sem enxágue
CRÔNICA PARA CABELOS REBELDES
. Olhei no espelho e minha alma roqueira mandou: Deixa o cabelo crescer, maluco! É, pensei eu, por que não? A última vez fora aos vinte anos, tava com saudade de ter cabelão. O espelho, mais sensato, me alertou: Aí em cima já tá faltando telha, cabelo fino e quebradiço, tu vai ser o espantalho que fugiu da roça… Fiz que não ouvi. Então, com vocês, na sessão sem noção, O Quarentão Roqueiro.
No começo, tudo bem. Mas logo o cabelo não parava quieto. Eu passava em frente ao salão e o dilema me roía, corto ou não corto? Em nome do roquenrou, resisti e não cortei. Mas o espantalho fujão comprou um boné. De dia até resolvia, mas… sair de boné à noite? Comprei um preto, que é mais discreto. Depois comprei um com as cores do meu time. No vigésimo boné, quando vi que comprara um repetido, entendi as mulheres viciadas em sapatos.
Descobri o gel fixador. Ufa, meus fios rebeldes enfim se acalmaram. Mas fiquei com uma cara estranha, parecia que tinha levado uma lambida de vaca. Será por isso que as pessoas riam de mim na rua? Aí, no camelô, conheci um gorro simpático, paguei e já sai com ele na cabeça. Na esquina, uma garotinha apontou pra mim: Olha, mãe, o Ziggy do Mundo Bizarro! Desconheço o Ziggy, mas voltei pra casa arrasado. Comprei outro gorro, mas piorou, fiquei o próprio rapper em crise existencial. Então li algo sobre cabelos rebeldes e no dia seguinte, arrá!, o exterminador de cabelos indisciplinados invadiu raivosamente o banheiro, jogou fora o dois-em-um e trocou por um xampu decente e um condicionador. É, mas de dia ainda preciso do boné, e sempre atento pra não cruzar com a garotinha sádica, e à noite o gel – e aquela impressão de escutar um mugido…
Um ano sem cortar, o cabelo no meio do pescoço. Tentei usar liguinha pra prender atrás, mas sobravam fios na frente, não deu certo. Então, descobri uma das maiores invenções da humanidade: o creme hidratante sem enxágue. Fiquei encantado. A vida ganhou novo sentido. Infelizmente, na estreia exagerei na dose e fiquei a semana inteira com cara de quem saiu do banho.
Obsessão capilar: não podia ver uma farmácia que ia lá dar uma olhadinha nos cremes. Um dia, entrei pra perguntar se já tinham inventado calmante pra cabelo e… minha vida mudou. Conheci Geísa, ah, Geísa. Casei com ela? Não, ela era a atendente e se tornou minha conselheira capilar. Me explicou tudo, que eu devia substituir imediatamente o neutrox, usar hidratante com filtro solar, variar o xampu, me apresentou um oleozinho pra passar nas pontas e indicou a promoção do condicionador, paga quatro e leva cinco…
Faz ano e meio desde aquele dia no espelho. O cabelo tá no ombro, já posso montar a banda de rock. E tem todo um ritual: xampu duas vezes, condicionador, hidratante e depois o oleozinho nas pontas. Como é tudo marca boa, agora a grana só dá pra almoçar duas vezes por semana. Virei o Faquir Cabeludo. E não é que ontem uma amiga me recomendou, olha só, uma pomada à base dágua, diz que é uma maravilha pra usar após o oleozinho. Deve ser. Mas custa os olhos da cara. E agora, almoço ou pomadinha? Geísaaaaaaa!
Mulheres, por causa do roquenrou eu hoje entendo vocês. Perdoem todas as vezes que reclamei da demora pra se arrumar, aquele monte de creme na pia do banheiro… Sou um homem mais sábio. Aprendi o que é frizz. E sei que, assim como caneta e isqueiro, liguinha de cabelo também some misteriosamente. Noite dessas sonhei que uma ponta dupla queria me estrangular, olha que horror. Levei o sonho pra Geísa interpretar e ela disse que era hora de aparar o cabelo. Ok, vou aparar. Mas vou logo avisando que eu gosto de rock progressivo, sim, mas escova progressiva, aí já é demais, né?
Um brinde a você que aturou minha rebeldia capilar
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Quarentão roqueiro arrumou bico de garçom em Jericoacoara. Flagrante dele xavecando as holandesas.
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.Quarentão roqueiro fazendo programa pra completar a renda de escritor. A vida não tá fácil pra ninguém.
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.Quarentão roqueiro aliviando a bexiga após noite de sexo selvagem e drogas pesadas no convento das Irmãzinhas do Santo Prepúcio.
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1- Foto pro concurso de sósia do Fábio Jr. 2- Ziggy, do Mundo Bizarro 3- Garoto-propaganda de cachaça. A vida não tá fácil 4- No meio do mato esperando o papel higiênico
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COMENTÁRIOS .
01- Quase morro de rir aqui com a briga tua com os cabelos, amei… Impossível compreender a alma feminina sem antes passar por uma experiência como essa. Definitivamente vc já é um PHD no assunto.:P Mas num corta o cabelo não… Eu também posso te dar vários toques. Se bem que já que vc conhece o creme sem inxague, seus problemas já estão praticamente resolvidos. Agora é só ficar aparando as pontas para não ter mais pesadelos, procurar fazer uma hidratação mensal e pelamordedeus exterminar o neutróquis, depois é só soltar a juba ao vento e partir para o roquenrou. Beijos, lindinho. Rafaela Almeida, Fortaleza-CE – jan2006
02- RICARDO TÁ MASSA, MUITO MASSA MESMO!!!! Adorei!!! Olha esse texto tá muito bom…quando eu voltar o traduzirei, adorei mesmo! Isabella Furtado, Modena-Itália – jan2006
03- kkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Hilariante! Lembrei da minha filhinha que passa os mesmo problemas seu. Mostrei a crônica, ela deu muita risada. Só que ela disse o seguinte, shampoo só pode passar uma vez kkkkk!!!! bjs. Marcia Morozoff, Brasília-DF – jan2006
04- (…Foi quando descobri uma das maiores invenções da humanidade: o creme hidratante sem enxágue. Fiquei encantado…) Caraca velho… A crônica sobre o cabelo é a minha cara… Estou entre 2 e 3 anos sem cortar e passei pelo mesmo problema da revolta do FRIZZ e também pela solução do creme!!! Só ainda não cheguei no óleo 😀 Até minha namorada já tá achando bonitinho o danado. O mais engraçado é que ela tem cabelo curto (tempos modernos!). Mas confessa… O pior mesmo é ter que APARAR depois de ter tido tanto cuidado!!! Parece que estão cortanto um pedaço de você! humm… mas pera aí! Eles estão! Abraço. Nigini Abilio Oliveira, Campina Grande-PB – jan2006
05- Kelmer, adorei a crônica para cabelos rebeldes…vc me deu “dicas” ótimas…hehehehehee. Leila Siqueira, Fortaleza-CE – jan2006
06- Crônica para cabelos rebeldes é realmente muito engraçado Meus parabéns pelas idéias brilhantes! Tenha um 2006 cheio de realizações,saúde e muitas idéias Kelméricas! Luciana Lopes, Rio de Janeiro-RJ – jan2006
07- Qué isso, cara, sai dessa!! Cabelo zuado É O QUE HÁ! Eheheheh! Tá bonito assim! beijos!! Giovanna Milozo, Jaú-SP – jan2006
08- Ricardo querido, prepare-se agora para uma nova saga: o trauma do cabeleireiro caro! Sim, porque depois de tanto sacrifício e conhecimento acumulado, você não vai deixar suas madeixas aos cuidados de um barbeiro de dez real, né?! Acho que você estava se achando muito lindo de cabelão na foto que abre essa seção… tá até com um jeitinho daqueles efebeos efeminados da Roma antiga… sem ofensas! Beijos grandes, Myla, Brasília-DF – jan2006
09- É cara, vc nao é o único quarentão a passar por isso. Sente o meu drama. Separado, doido pra voltar ao mercado, malhando na academia todo dia, 5 e maia da manhã (só dá tempo nessa hora). Imagina o esforço. Deu resultado, saradão, arrumo uma namorada 16 anos mais nova (e ainda psicóloga, te analisa até dormindo). Bom, aí ela vem: amor, vc tem cara de menino, deixa o cabelo crescer, vai… eu acho lindo, que nem piloto de fórmula 1… ai meu Deus, só faltava essa. Bom o que um ego disposto não faz. Aí deixei. Um mês, dois, três, quaaaatro…O cabelo não se entendia mais, ondulado na frente, liso atrás, um horror. E ela achando liiiiindo! Bota um boné, amor! Meu pai puto! Isso não é cabelo de empresário, cadê a credibilidade! 41 anos! Vc vai deixar de fechar negócio por causa desse cabelo! Minhas filhas, então… a mais velha (de 13) disse: pai, vc tá querendo paquerar minhas amigas é? Por que filha? A Diana disse que vc tá um gato! Que absurdo! Bom, foi aí que eu também apelei pros gelzinhos e pro “redutor de volume capilar”. É mole? Até que gostei do resultado. O bicho (o cabelo) até ficou mais comportado (mas cabelo grande não é rebeldia? Rebelde comportado? Ah quarentão indeciso…) Bom, aí veio o golpe fatal. Fui ao lanámento de uma livro de uma tia, num centro cultural aqui em Fortaleza. Muita gente cabeça, intelectuais, umas gatas…(tava de namorada a tiracolo, bem entendido). Aí chega uma amiga (linda) de uma prima e solta essa: Vc é metrossexual? (Pense no sangue esquentando)… Bom, eu disse, o Bilau é grande mas não tem um metro não…Quer saber duma coisa, chega de creminhos, cabelo enorme… Meu barbeiro (bom é cabelereiro mesmo, frescura de macho) tava com uma saudade de mim…Cara, vc voltou? Tem uns seis meses que eu cortei teu cabelo. Era promessa? Tá bom, corta logo essa p…Mas muito curto não! Deixa cobrindo o orelha porque minha gatinha acha que eu fico parecido com piloto de F1! Mas a grana…ainda tá meio longe… Valeu Ricardão! Um abraço com saudade! Sergio Nogueira, Fortaleza-CE – jan2006
10- Muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! A crônica do cabelo é ótima!!!!!!!!!!!! Luce Érida Galvão de Sá, Fortaleza-CE – jan2006
11- Oi Ricardo Fiquei totalmente solidária com você, também tenho cabelos finos, rebeldes e quebradiços. Pior que isso, tenho um redemoinho no alto da cabeça, bem no vértice do ângulo de 90%, que forma um aclive súbito, no formato de alça… detona qualquer visual chique. Teve até uma chapinha que já andou surfando nas minhas ondas, domou-as completamente, uma única vez, mas quando olhei no espelho e não vi aquele mar crespo e revolto, morri de tédio e de saudades dos meus cachos cheios de vida e rebeldia. Mas, segundo o último boletim fashion, chapinha é coisa do passado, pelo menos no momento “… os cabelos da estação apresentarão um visual muito mais descontraído e as ondas desalinhadas estarão em alta…” Então, relaxa (não os cabelos), a moda finalmente nos alcançou. Beijos. Marli Myllius, Curitiba-PR – jan2006
12- ricardo, adorei, nunca passei por esse processo não, até por que tenho calvice e os cabelos depois dos 30 sempre curtos, mais o damito deixou os cabelos uma epoca crescer e foi exatamente isso, e depois de curtos nunca mais deixou de usar o tal creme, muito bom. parabens. Glaucia Costa, Fortaleza-CE – jan2006
13- Cara, lí uma crônica tua, mto boa, excelente, vim aki te parabenizar, rolei de rir com a tua briga com os cabelos hauahauhaua, parabéns, vc eh mto bom!!!! Yve Santana do Nascimento, Rio de Janeiro-RJ – jan2006
14- Hummmmmmmmm… agora vc entende as mulheres? o creme para pentear sem enxague é uma maravilha não? 🙂 hihihihhihihihihi Beijos, lindo! Teu cabelo tá gigante! 🙂 Mellina Farias, Campina Grande-PB – jan2006
15- Ô comédia… Meu pai me chamou hj todo preocupado e pediu pra eu explicar umas coisas a ele. Quando eu vejo, uma sacola xeia de tubos de produtos de cabeleireiro e eu explicando como era que usava o creme sem enxágue…hehehhehe Daí nem resisti e botei a ele ler tua crônica e pra variar, adorou:P Rafaela Almeida, Fortaleza-CE – jan2006
16- Há um tempinho conheço seu trabalho e gosto muito do seu jeito de escrever. Por sinal, a sua saga para deixar o cabelo crescer foi demais!!!! Passamos por isso aqui em casa, quando meu marido, analista de uma empresa super careta, resolver dar uma de roqueiro também! Meus filhos e eu quase piramos. Passamos por todas aquelas etapas, como você, porém, com um agravante: ele se recusava a reconhecer os cabelos brancos! Pronto, lá fui eu tentar uma tinta, que não fizesse cair os poucos cabelos que lhe restavam! Fizemos muitas tentativas. Ficou castanho, achou escuro! Daí resolvi apelar para o dourado. Do louro ao louríssimo foi um pulo!!! Hoje, dois anos depois, muitos cremes, reparadores de pontas(o oleozinho), mousses, arquinhos( aqueles diademas fininhos, prá prender o cabelo da franja), liguinhas e toda a parafernália que só a minha menina e eu usávamos, ele resolveu que dá muito trabalho. Resolveu cortar o cabelo. AH! Ele nem briga mais com as minhas idas ao salão de beleza todos os sábados….rsrs Quando ele leu seu texto, quase morreu de rir e disse: “Viu? não sou o único louco no mundo!!!” Vanessa Campos, Uberlândia-MG – mai2006
17- Adorei, mas seus cabelos te conferem muito charme, mesmo ralinhos. Bjo. Christina, Rio de Janeiro-RJ – mai2006
18- Prefiro do jeito que tá agora… Samara Do Vale, Fortaleza-CE – jul2013
19- Kkkkkkkkk Tentei a uns 10 anos atrás também. Mas meus cabelos ficaram mais rebeldes ainda e foram embora… Francisco Junior, Fortaleza-CE – jul2013
20- Meu querido, esse é seu visual hoje? Deixou o cabelo crescer depois de Campina Grande, ou essa foto é antiga? Rógeres Bessoni, Recife-PE – jul2013
21- Amei! Aliás, to rindo muito no seu blog! rs. Isa Suzartt, São Paulo-SP – jul2013
22- Amei! A crônica, o cabelo!!! ahh, me envia o contato da Geisa? hehe. Marisa Vieira, Rio de Janeiro-RJ – jul2013
23- ahahahahahahah ri alto de algumas cenas que te vi. Adorei a leitura! Magna Mastroianni,São Paulo-SP – jul2013
24- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Ana Claudia Domene Ortiz, San Diego-EUA – jul2013
25- Boa! Magna Vanuza Araujo, Boqueirão-PB – jul2013
26- Muito bom RK! Eu lembro desse cabelo numa palestra tua ( talvez não igual a essa foto…. Tinha bem menos ). Fiquei curiosa pra saber quem é Ziggy Kkkkk. Ivonesete Zete Nizete, Fortaleza-CE – jul2013
27- “Sou um homem mais sábio. Aprendi o que é frizz.” KKKKKKKKKKKKKK ADOREI!!! Débora Araújo, Fortaleza-CE – jul2013
28- Mais uma preciosidade! Ana Erika Oliveira Galvao,Fortaleza-CE – jul2013
30- Toma jeito Kelmer e compra um pente. Alberto Marsicano Rodrigues, São Paulo-SP – jul2013
31- Curtinho, e “faltando telha” em cima, com pêlos caindo na testa: adoro! Combina mais com seu jeito “escritor quarentão” safado. Samara Do Vale,Fortaleza-CE – jul2013
32- Boa demais! Pedro Machado,Fortaleza-CE – jul2013
33- Ainda bem que passou. Tereza Cristina da Silva, Fortaleza-CE – jul2013
Se você é religioso e crê na democracia, deve defender o Estado laico, pois somente ele garante que você sempre terá total liberdade de exercer suas crenças ou, se for o caso, sua não crença
POR QUE DEFENDER O ESTADO LAICO
. No atual momento do processo de amadurecimento da democracia no Brasil, uma questão importante chama cada vez mais a atenção da sociedade: a laicidade do Estado. Afinal, quem ganha e quem perde com um Estado laico?
Para o bem da democracia, um Estado laico sempre será a melhor opção em relação a um Estado religioso (que possui uma religião oficial) ou ao seu oposto, um Estado ateu (que reprime todas as religiões). Sendo neutro e imparcial, o Estado laico permite e respeita igualmente todas as crenças religiosas e a não crença, desde que não atentem contra a ordem pública. Ele não privilegia este ou aquele credo e não apoia nem dificulta a difusão das ideias religiosas ou antirreligiosas, assim como não sofre interferência de nenhum dos lados na vida política.
A ideia da separação entre Estado e religião foi implementada pela primeira vez na Revolução Francesa, no fim do século 18, e desde então muitos países a adotaram, em variados graus. No Brasil, desde a independência em 1822, tivemos avanços e retrocessos nessa questão, e hoje vemos que o Estado brasileiro não é totalmente laico, mas vive um crescente processo de laicização, apesar dos permanentes perigos que rondam esse processo. A Constituição de 1988 não traz o termo “Estado laico”, mas defende a laicidade em vários pontos. Na prática, ainda temos muito que avançar. Num Estado laico, por exemplo, não faz sentido citar deuses nas cédulas ou haver símbolos religiosos nas repartições ou privilegiar esse ou aquele credo no ensino público.
Numa democracia, é saudável que as representações religiosas expressem suas opiniões, porém é péssimo quando se intrometem nos assuntos de Estado, buscando privilégios na vida política ou forçando seus dogmas nas áreas de educação e ciência, por exemplo. Se isso ocorre, o Estado fica refém da guerra das religiões que, na ânsia de arrebanhar fieis, fazem da esfera estatal seu campo de batalha. É legítimo que as entidades religiosas lutem por fieis na sociedade, mas não no ambiente político.
No Brasil, as entidades religiosas possuem vários privilégios que não deveriam existir num Estado laico, como a concessão de veículos de comunicação e a isenção de impostos (de renda, IPTU, IPVA, ISS), o que faz das igrejas um negócio perfeito para lavagem de dinheiro. Aliás, por que as religiões não pagam impostos e as escolas pagam? Alguns projetos de lei tramitam com a intenção de aumentar ainda mais esses privilégios, como um que livra de multa os carros dos fieis estacionados próximos de uma igreja ou outro que quer impedir que os bens de uma igreja sejam tomados por falta de pagamento ou por qualquer outro motivo.
Se você é religioso e crê na democracia, deve defender o Estado laico, pois somente ele garante que você sempre terá total liberdade de exercer suas crenças, ou, se for o caso, sua não crença. Muitos religiosos sonham com um Estado onde sua religião seja a oficial, mas isso é um grande perigo para a democracia, pois nos Estados religiosos os credos não oficiais costumam ser perseguidos e os direitos humanos e as liberdades individuais tendem a ser muito mais desrespeitados.
Com a laicização do Estado brasileiro, perdem as entidades religiosas que gozam de privilégios descabidos e os fanáticos religiosos que não sabem conviver com a diferença. E ganham a democracia e o bom convívio social.
A Caça às Bruxas na Europa Moderna – Brian P. Levack (Campus, 1988) – O estranho e terrível fenômeno da caça às bruxas é uma mancha de vergonha não só para a Igreja Católica como também para toda a cultura ocidental. Neste livro, o autor analisa as razões que levaram os tribunais eclesiásticos a julgar e matar milhares de pessoas pela suposta prática de magia maléfica e adoração ao Diabo. Por que tal fenômeno teve lugar justamente nessa época específica da História? Quem eram os acusados e seus acusadores? E por que motivo os julgamentos chegaram ao fim?
A Caminho da Fogueira – Michael Kunze (Campus, 1989) – Este é o impressionante relato de todo o processo de julgamento e condenação de uma família inteira de camponeses alemães do século XVII. O autor nos põe no interior de toda a trama e, com competência, nos leva a conhecer os meandros escuros dos processos inquisitórios da Idade Média
Inquisição: Prisioneiros do Brasil (Séculos XVI a XIX) – Anita Novinsky (Perspectiva, 2009) – A autora pesquisou arquivos em Portugal e, através da análise dos processos que a Inquisição moveu sobre mais de mil brasileiros, nos oferece um painel sobre a realidade das atividades do Tribunal do Santo Ofício no Brasil entre os séculos 16 e 19
Perseguição Religiosa– A história dos que morreram e mataram porque acreditavam em Deus – Revista publicada pela Mythos Editora
Arquivos Secretos da Inquisição – Documentário. Produção: Canadá, 2006. Direção: Lauren Drewery. Foi exibido em formato de minissérie no canal The History Channel. Baseado em documentos inéditos e pesquisas que revelam inúmeros segredos do Vaticano, a minissérie tem intervenções de especialistas e retrata passagens obscuras da Santa Inquisição católica
Sombras de Goya – Longa-metragem de ficção histórica. Produção: EUA/Espanha, 2006. Direção: Milos Forman. Conta a história do grande pintor espanhol Francisco Goya dentro do contexto da Inquisição Espanhola do século 18
As Bruxas de Salem – Longa-metragem de ficção histórica. Produção: EUA, 1996. Diretor: Nicholas Hytner. Apesar de não ser sobre a Inquisição, este longametragem mostra como o fanatismo religioso pode facilmente promover uma histeria coletiva e levar a condenações injustas. O filme conta a história de um episódio real ocorrido no povoado estadunidense de Salem, Massachusetts, em 1692, que foi o último caso de condenação por bruxaria nos Estados Unidos. O filme é baseado em uma peça teatral, escrita em 1953 por Arthur Miller, que também fez a adaptação pro cinema
Giordano Bruno – Longa-metragem de ficção histórica. Produção: Itália/França, 1973. Direção: Giuliano Montaldo. O processo e a execução do astrônomo, matemático e filósofo italiano Giordano Bruno (1548-1600), queimado na fogueira pela Inquisição por causa de suas teorias contrárias aos dogmas da Igreja Católica
O Nome da Rosa – Longa-metragem de ficção. Produção: França/Itália/Alemanha, 1986. Direção: Jean-Jacques Annaud. Baseado no romance homônimo de Umberto Eco. Num mosteiro beneditino italiano do sec. 14, que guarda uma imensa e preciosa biblioteca, estranhas mortes começam a ocorrer, levando a Igreja a investigar. Nesse cenário instala-se a luta entre os valores da Santa Inquisição, representados pelo Inquisidor Geral Bernardo Gui, e a nova mentalidade renascentista, com sua postura humanista, representada pelo monge franciscano intelectual William de Baskerville
Memórias de um excomungado – Eu jamais havia cogitado a ideia de que era possível não ter religião ou não acreditar em Deus
A menina, a exorcista e a cantora – Primeiro a menina é usada como laboratório de novas técnicas de exorcismo. Agora é usada como objeto de promoção de igreja evangélica. ATENÇÃO: CONTÉM COMENTÁRIOS VIRULENTOS DE FANÁTICOS RELIGIOSOS
Religião certa e sexualidade errada – Com exceção daquelas mais ligadas à Natureza, as religiões atuais foram criadas por homens e refletem a mentalidade patriarcal dominadora
Religião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses. ATENÇÃO: CONTÉM COMENTÁRIOS VIRULENTOS DE FANÁTICOS RELIGIOSOS
Santa Luana, livrai-nos dos fanáticos – Crer que o ser supremo do Universo tá do meu lado e castigará quem discorda de mim e que o meu deus é real e os outros são mentira – isso não é fanatismo? ATENÇÃO: CONTÉM COMENTÁRIOS VIRULENTOS DE FANÁTICOS RELIGIOSOS
Meu futuro de popistar cristão – Meus shows seriam superanimados, sempre acompanhados de meu time de ruivinhas cristãs de minissaia, as Noviças Viçosas
O mundo é uma mentira – Este filme mostra o quanto a história é manipulada pelas elites religiosas e econômicas, que “criam” os fatos e nos fazem todos acreditarmos neles, lutarmos por eles, matarmos por eles
O armário dos ateus – Os dados da ONU desmentem uma velha crença dos religiosos e teístas, a de que uma sociedade sem Deus fatalmente descambará pra criminalidade e infelicidade geral
Nem tudo evolui, Darwin – Para os religiosos radicais, por exemplo, o conhecimento deve continuar preso num calabouço medieval, de onde jamais deve sair
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COMENTÁRIOS .
01- Ótimo texto ! Luce Galvão, Fortaleza-CE – jul2013
02- To tirando cidadania italiana. Nao de mora vamos ter um governo evangelico fundamentralista por aqui. Alberto Marsicano Rodrigues, São Paulo-SP – jul2013
03- muito bom! Ana Erika Oliveira Galvao, Fortaleza-CE – jul2013
04- o pobre do adolescente não pode tomar uma cervejinha nem no aniversario, nem compra-la no supermercado, graças a lei da bancada evangelica. Alberto Marsicano Rodrigues, São Paulo-SP – jul2013
05- muy bueno, Ricardo, perdona si me he metido en tu muro… pero esto lo tenía que leer… y es que no hay casualidades…si no te importa…lo comparto en mi muro… y si te importa,ya no tendrá remedio porque ya lo habré echo… jajaja… Blanca Yo, Barcelona-Espanha – jul2013
O crescimento só virá se o ego se entregar ao sacrifício da paixão, mandando Judas fazer logo a sua parte e aceitando o sofrimento inerente ao processo
A CRUZ DA PAIXÃO
. Os religiosos costumam ver os mitos de sua religião como fatos históricos, que realmente aconteceram. Limitar a compreensão a essa mera questão diminui a beleza do mito e esconde a essência metafórica da história. Mitos são metáforas, e uma metáfora não é uma mentira, mas um outro modo de expressar a realidade. Ao insistir na questão factual e desprezar o simbolismo da narrativa, o crente se afasta da verdade psicológica contida no mito e perde a chance de aplicá-la em sua vida.
Talvez Jesus Cristo, historicamente, não tenha existido e sua vida seja, na verdade, uma mistura de relatos posteriormente agrupados. Porém, o mito Jesus Cristo é rico de simbolismo e nele há profundas verdades psicológicas que podem ser úteis a crentes e não crentes. Uma delas diz respeito à cruz, que é o símbolo maior da mitologia cristã. No filme A Paixão de Cristo, do diretor Mel Gibson, há uma cena representativa da força desse símbolo: é o momento em que Jesus é apresentado à cruz onde será pregado. Exausto pela tortura, o corpo uma chaga só, ele vê o madeiro e, curiosamente, ajoelha-se e o abraça em meio a uma súbita crise de choro. Enquanto alguém zomba do ato aparentemente despropositado, ele mantém-se abraçado à cruz, acariciando-a e chorando feito criança.
Mas que insano… Por que ele abraça a cruz onde morrerá? Porque simplesmente não lhe resta outra coisa a qual se agarrar. Jesus foi traído por seus discípulos, seu próprio povo o condenou, seus amigos se escondem, sua família não pode ajudá-lo e seu Pai Celestial não afastou dele o terrível cálice. Nenhuma ajuda ele pode esperar. Em que se agarrar num desamparo desses? Ao destino. Sim, porque por paradoxal que pareça, o destino é a única coisa certa. Por isso Jesus se agarra à cruz, o símbolo mor de sua missão. É um ensinamento difícil de assimilar, pois é natural fugir do sofrimento, mas é preciso confiar nas forças da vida e do crescimento psíquico, por mais que as dores se anunciem no horizonte do que nos espera. O sofrimento de Jesus ensina a quem quiser aprender: no momento de maior abandono, em que tudo parece perdido, é preciso abraçar a cruz e aceitar o que nos aguarda. Este é o único modo possível de não afundar em desespero antes de cumprir o que deve ser feito.
Só há vida se houver morte. E não há morte sem dor. Para alcançar novos níveis de percepção e relacionamento com a vida, o ego tem de atravessar o fogo da transformação. Ele sempre resistirá até onde puder, afinal morrer não é fácil, mas há um momento em que o crescimento só virá se o ego se entregar ao sacrifício da paixão, mandando Judas fazer logo a sua parte e aceitando o sofrimento inerente ao processo. É assim que transmutamos o que nos aterroriza naquilo que nos salvará. De outra forma, viveremos num exílio psíquico, fugindo do que verdadeiramente somos.
Os crentes não deveriam se preocupar com a possibilidade de Jesus não ter existido historicamente, pois isso em nada desmerece o mito. O sagrado e o numinoso não residem na factualidade das histórias religiosas, mas nos símbolos que elas guardam. O que importa é que o Cristo mitológico vence o desamparo toda vez que alguém abraça com firmeza seu destino. O que realmente vale é que o mistério de sua paixão se renova toda vez que alguém morre para um velho e limitado eu e ressuscita psicologicamente na vida nova.
Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.
Esses deuses que adoram nascer em 25 de dezembro – Como todo deus solar, a história desses deuses é baseada na importância do Sol para a vida no planeta, especialmente em seu percurso pelo céu
Mulheres na jornada do herói – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas
Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos
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COMENTÁRIOS .
01- Fantástico meu irmão….Deixar morrer o ego e ressucitar no seu verdadeiro destino…..Agarrar-se a sua missão…..Adorei seu texto…… Jacques Josir, Santo André-SP – jul2013
02- Eu amei demais esse artigo. Porque as pessoas querem explicar mesmo tudo. Se existe, se não existe, se deve acreditar, se não deve… E há tantas possibilidades a partir desses simbolos. Rainha Frágil, Fortaleza-CE – jul2013
03- Tudo a ver, Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos e que lindo texto: ADOREI! Cristina Balieiro, São Paulo-SP – jul2013
04- Oi,amigo Ricardo! Interessante mesmo o trecho.Muitos se perdem pelo caminho sabendo que se perdem.O homem desde sempre,Ricardo,contou histórias para justificar algo…e eis o mito.E dessa necessidade surgiu a hagiografia para sustentar a função religiosa e não a beleza da fé por si só.E fez um belo estrago…rs.Eu já li alguns livros do Jiddu Krishnamurti e você me recordou umas palavras dele. Fateha Liza, Dourados-MS – jul2013
05- Ótimos textos, Ricardo Kelmer! Ana Velasquez, Corumbá-MS – abr2015
06- Excelente texto Entendo e sinto a Vida dessa maneira, inclusive os mitos, deuses e demônios, que criamos. Dorah Andrade, São Paulo-SP – abr2015
07- É bom ver você em plena forma!… Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – abr2015
08- Amei ler esse texto claro e sincero agora. Ser senhor do seu destino é uma leitura fantástica do mito Jesus. Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – abr2015
09- Meu querido, BELÍSSIMO!! E chega até mim numa hora tão necessária que você nem imagina. Terá sido porque Deus mandou você me dizer isso? Ou por acaso? Não, não falemos nem em Deus nem em acaso, mas, permanecendo nos domínios junguianos que tanto nos inspiram, digamos que foi mais um momento de encantadora sincronicidade. Inclusive, um beijo no seu coração, meu brother! Rógeres Bessoni, Recife-PE – abr2015
10- Grandioso texto, Ricardo Kelmer! Giba C. Carvalho,Recife-PE – abr2015
11- Belo texto, Ricardo. E bota belo nisso! Obrigado por esta dádiva de Páscoa! Pedro Camargo, Rio de Janeiro-RJ – abr2015
12- Belíssimo texto, Ricardo. Se me permite acrescentar, acrescento, com muito menos elegância, que o problema todo está na covardia e desonestidade das pessoas. A grande maioria não está interessada no *trabalho* de aperfeiçoamento moral, mental ou espiritual. A maioria só quer fazer parte de algum clube, bando ou coletivo que lhe dê razão e proteção contra inimigos e adversidades. A grande maioria só quer mesmo fazer média com Deus, porque acha que assim será protegida. Animais são mais fortes em bando, logo todos têm que aderir a alguma religião, filosofia, ideologia, partido, time de futebol, escola de samba, ter parente na polícia, parente advogado, conhecidos em Brasília, amigo na favela e diversos outros esquemas de se garantir pela força de um coletivo, um bando, uma máfia. (As pessoas defendem seus coletivos com unhas e dentes porque assim defendem, em última instância, uma ferramenta da sua própria segurança e bem-estar. Nada mais egoísta que o coletivismo.) Tá cheio de “cristão” que nem sonha em amar o próximo, mas faz sinal da cruz quando passa na frente da igreja, que é pra puxar o saco do Patrão mesmo. E vivem pedindo coisas. Putzgrila, como essa gente pede!
Toda essa lógica fica mais evidente no Brasil, onde as pessoas são católicas e devotas de algum santo *protetor*, mas também são filhas de algum orixá, fazem despacho, descarrego, vão a centro kardecista tomar passe, andam com amuletos pendurados no corpo e tratam muito bem a benzedeira do bairro, tudo isso e muito mais, que é pra garantir. Mané fé coisa nenhuma, é medo da vida mesmo. Sempre digo: a grande maioria de quem se considera religioso é apenas supersticioso.
Concluindo: as pessoas se prendem à interpretação factual porque, sem ela, sua proteção fica desmoralizada. Sem a autoridade dos fatos, resta apenas o ensinamento. A ilusão da proteção se esfarela, e o devoto de uma figa se vê diante do que mais teme: estar só e ser responsável pelo próprio destino. Namastê, anauê, katinguelê e Salve Jorge pra você. Luc Lic, São Paulo-SP – abr2015
12- Texto cheio de sabedoria e beleza, Ricardo. Obrigado. Mas acho que vc é ateu só na religião. Não no Espírito… Abr e ótima Páscoa. Luis Pellegrini, São Paulo-SP – abr2015
13- Luis Pellegrini, Waldemar, eu acho que Kelmer é ateu não praticante! Hahahaha Abraços a todos e excelente Páscoa. Rógeres Bessoni, Recife-PE – abr2015
15- Profundo Ricardo Kelmer, qdo nos agarramos a nossa cruz ela deixa de ser um sofrimento! Numa sociedade q proclama apenas a ” felicidade sempre” é preciso rever a questao da cruz. Talvez tivessemos menos depressoes e outros males da alma! Michele SJ, Fortaleza-CE – abr2015
16- Brilhante Abordagem!! Marcelo Figueiredo,Rio de Janeiro-RJ – abr2015
17- Muito louvável o que se tenta passar. E, com a licença de um comentário meu, e não tendo de longe entendido mal, é sempre bom relembrar que é justamente paralelo a este medo onde trabalham as trevas, negando a simbologia, antes do ser (tanto de Jesus como nossa). Tanto que o que existe, no que se refere a Jesus, é justamente o contrário: correntes materialistas tentando provar a existência de um Jesus histórico mas terreno, para negar o Jesus “Cósmico”. Tendo o cuidado, como no trecho “não deveriam se preocupar com a possibilidade de Jesus não ter existido historicamente” é um bom texto para entender um pouco a questão de como Jesus, existindo como ser unigenito, desceu a terra para, junto a nós, dar esse exemplo único da lição do crescimento. O texto tenta explicar, com muito esplendor, que não é no nosso “ser” (estático) e sim no nosso “estar sendo”, na dinamica ser-dor-redescoberta-crescer-ser, que nós existimos. Quando a humanidade descobrir isso, muitos dos dramas e artificialismos emocionais deixarão de existir. Todos nós torcemos para que isso aconteça. Muito legal! Valeu ! Ney José, Recife-PE – abr2015
18- Muito bom o texto, é auto-explicativo, quando induz o leitor a uma refkexão do seu existir como simbolo metafórico de si mesmo, afinal o mito Jesus Cristo está inserido no inconsciente coletivo da humanidade ao percebermos que nós precisamos de mitos para suplantar os nossos medos existenciais e nisso o simbolo da cruz quando verdadeiramente compreendido nos leva ao patamar da nossa redenção espiritual nessa jornada cósmica. Texto para ser lido e relido, vou compartilhar o mesmo. Francisco Souza Bonifacio, Recife-PE – abr2015
19- Como seria importante que todos pudessem compreender. Obrgada Giba C. Carvalho por esse belo presente. Elizabeth Costa Carvalho Andrade, Recife-PE – abr2015
20- muito bom gostei mesmo do seu domínio com as palavras do seu pensar! pena que não podemos mais criar outro mito como esse que mudou ate o calendário o tempo contado da nova história criado por esse mito! gostaria de usar minha consciência para uma nova história agregada a tecnologia e que não fosse uma tragedia como a de cristo que convenceu a humanidade que na dor seremos salvos! o destino que temos que nos agarrar! obrigado amigo gostei de ler! Luis Carlos Pedrosa, Fortaleza-CE – abr2018
A intuição pode nos conectar não apenas com o passado, onde estão as causas do que agora vivemos, mas também com o futuro, onde viveremos a consequência de nossa decisão no tempo presente
DESTINO E INTUIÇÃO
. Algumas pessoas creem em destino, no sentido de que, não importa o que façamos, nossas vidas correm inevitavelmente para um determinado ponto no futuro, já programado de antemão. Para outras pessoas, porém, o futuro está sempre aberto e é formado a cada decisão tomada no presente. Eu, particularmente, desconfio que, sendo uma coisa ou outra, nosso futuro está de algum modo ligado à intuição, essa coisa misteriosa.
Para a psicologia junguiana, a intuição é uma função psíquica que nos permite perceber as possibilidades inerentes a determinada questão de uma forma não racional, pois apreende a realidade instintivamente, por meio do inconsciente, sem a participação do pensamento lógico consciente. É a intuição que nos fornece súbitas revelações e novas perspectivas: de repente intuímos, sem qualquer lógica envolvida, que é melhor fazer desse jeito que de outro jeito, e isso, depois, se revela a decisão acertada. Qual foi a sensação, o pensamento ou o sentimento que nos levou a tomar a decisão correta? Nenhum deles. Foi outra coisa. Foi um entendimento súbito e não racional da totalidade da questão. A intuição é, assim, uma função psíquica que nos conecta com o todo. Uma função holística.
E o futuro? É aquela possibilidade que se realizará dentre todas as possíveis. Como as possibilidades se ramificam a partir do presente em direção ao futuro, decidir por uma é anular automaticamente as demais e, ao mesmo tempo, abrir uma nova teia de ramificações. Assim, existem muitos futuros hipotéticos, cada um esperando nossa decisão para acontecer. Há futuros bons e ruins a nos aguardar, e o que determina qual deles se realizará é a decisão individual – ainda assim ela não é o único fator envolvido, pois o que pensamos e fazemos depende do que outros pensam e fazem, numa inter-relação muito dinâmica e complexa. Porém, o que está ao nosso alcance é justamente a nossa parte na infinita teia das possibilidades: a decisão pessoal.
Diante da necessidade de escolha, geralmente seguimos a lógica do pensamento racional (irei por esta rua, pois é mais seguro), do sentimento (gosto mais de fulano que de sicrano) ou da sensação (aqui está mais quente que ali). Às vezes, porém, algo nos parece avisar que nenhuma dessas funções é o melhor guia e, assim, decidimos seguindo uma espécie de conselho interior misterioso, que às vezes vai contra a lógica das demais funções. É assim que a intuição age.
Ora, quem tem mais informações tem, obviamente, condições de analisar melhor e tomar a melhor decisão. Se a razão ou o sentimento ou a sensação apreendem parte por parte da teia de possibilidades, separando, discriminando e julgando, a intuição apreende de imediato a teia como um todo, e o todo da questão inclui também o tempo. Como não está ligada à mente consciente, mas ao inconsciente, que não respeita a lógica do tempo linear, a intuição pode nos conectar não apenas com o passado, onde estão as causas do que agora vivemos, mas também com o futuro, onde viveremos a consequência de nossa decisão no tempo presente. Assim sendo, se buscamos o nosso melhor futuro, a intuição não pode ser desprezada sob pena de limitarmos a avaliação da questão ao agora.
Talvez a intuição seja isso, uma espécie de atalho atemporal. Entre a inevitabilidade do futuro e a incerteza do que virá, a intuição pode ser justamente o passaporte que nos levará ao melhor destino possível. Porém, é necessário confiar nela. Você confia?
Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.
Mulheres na jornada do herói – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres, pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas
Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos
Jung, a ciência revolucionária – Como pesquisador da consciência, psicoterapeuta, antropólogo e pensador, Jung levou suas descobertas a uma abrangência notável, refletindo sempre sua preocupação com o futuro da humanidade
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COMENTÁRIOS .
01- linda plataforma. Marcos Felix, Ceilândia-DF – jul2013
02- Eu confio na minha!!!!! Ana Maria Alcantara, Rio de Janeiro-RJ – jul2013
03- Posso compartilhar??? Adoro este tema… Luciana Brasileiro de Holanda, Campina Grande-PB – jul2013
04- “Eis o mistério, o que está por trás da intuição? Será o inconsciente mais poderoso que o “limitado” consciente? Sein und zeit, já questionava Heidegger… Esse assunto não me abandona por mais que tente, grande Kelmer. Abraços!” Teo Lorent, São Paulo-SP – ago2013
Criei uma revistinha no Facebook. Ela se chama As Preciosas do Kelmer e é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.
Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.
Leitores que comentarem nesta edição concorrem ao sorteio de 1 livro kelmérico + 1 DVD. O sorteado escolhe entre vários títulos.
FILMES
2001, Uma Odisseia no Espaço – Alucinações do Passado
Bettie Page – Blade Runner – Calígula – Chicago
Desconstruindo Harry – Don Juan DeMarco – A História de O
Lua de Fel – Matrix – Moulin Rouge – Nove Rainhas
A Pele que Habito – O Elo Perdido – O Exorcista
Uma Cilada para Roger Rabbit – A Pele que Habito
As fêmeas dos bonobos, primatas bem próximos dos chimpanzés e encontrados apenas na África, fazem o que podem para chegar com tudo quando entram para um novo grupo — o que costuma significar fazer sexo com a fêmea líder (é, a fêmea) da turma. Num mundo cada vez mais comandado por mulheres, sei não, acho melhor assumirmos logo nossa porção bonobo. > Saiba mais
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*** MAIS SEXO, MENOS SANGUE por Ricardo Kelmer
O macaco bonobo é o parente vivo mais próximo do homem, mais ainda que o chimpanzé, como se pensava até alguns anos. Geneticamente eles são 98,7% iguais a nós. Os bonobos são mais sociáveis e menos agressivos que os chimpanzés e vivem em sociedades menos estressantes e violentas. Uma das características que mais chama a atenção nas sociedades dos bonobos é o sexo, que tem várias utilidades. Além da finalidade procriativa, eles também trepam por prazer, para resolver conflitos e para ascender na hierarquia social.
Segundo alguns cientistas, o processo de docilização dos bonobos ocorreu sem intervenção humana e começou quando as fêmeas se juntaram e passaram a não mais aceitar serem forçadas a copular, o que fez os machos pararem de competir entre si, afinal dava muito trabalho ser o membro dominante.
Uau! Isso dá muito o que pensar. As fêmeas humanas atualmente têm protestado bastante contra a cultura machista do estupro. Cansadas de serem consideradas culpadas pela violência sexual que sofrem, criaram a Marcha das Vadias, que acontece em cidades de vários países e tem forçado os homens a reavaliar seu comportamento.
Vou pesquisar mais sobre os bonobos, acho que podemos aprender bastante com eles. E que a Marcha das Vadias contribua para tornar os homens menos violentos. Quem sabe assim nossa sociedade se torne menos competitiva e perceba o que os bonobos há muito já sacaram: é muito mas muito melhor trepar que guerrear.
De tanto ler histórias medievais, um velho fidalgo espanhol endoidece, pensando ser o cavaleiro Dom Quixote de la Mancha. Sua armadura é de sucata e papelão, seu prodigioso cavalo é na verdade um pangaré, mas isso não importa. Na companhia do espirituoso aldeão Sancho Pança, nomeado seu escudeiro, Dom Quixote sairá pelo mundo para viver aventuras memoráveis. Narrando as confusões de um homem dividido entre sonho e realidade, Dom Quixote não é apenas uma história engraçada e comovente. Com o passar dos séculos, a obra-prima de Miguel de Cervantes ganhou o mundo, tonando-se um marco da literatura e uma das maiores fontes de inspiração da humanidade.
Neste fim de semana, 7 a 9jun, em São Paulo, acontecerá a 3a edição do PopPorn, um evento multidisciplinar que traz como carro-chefe uma mostra de filmes que usam o sexo como recurso cinematográfico e/ou linguagem ou que têm a sexualidade como tema principal. Fazem parte da programação eventos de arte, apresentações musicais, performances, debates, workshops e festas.
O objetivo do evento é aglutinar ideias, trabalhos, projetos, práticas, atividades e sobretudo pessoas em torno da sexualidade; transitar entre as fronteiras da indústria do sexo, cultura pop, performance e arte; construir, propor e investigar discursos alternativos aos conceitos tradicionalistas e preconceituosos da pornografia; e finalmente oferecer ao público um ambiente seguro para a exploração de suas fantasias mais íntimas.
No mundo contemporâneo, a pornografia é consumida em massa; a sexualidade e o erotismo fazem parte do cotidiano das pessoas. A cada segundo, na internet, 28.258 usuários acessam sites de sexo. Ao contrário do que se possa imaginar, o território não é exclusivamente masculino: no Brasil, 28% do público de sites de conteúdo adulto é formado por mulheres, segundo o Ibope. E mais: 66% das mulheres no mundo, a maioria casada, assistem a filmes pornôs, enquanto 17% assumem que são viciadas em pornografia online.
Em uma sociedade cada vez mais erotizada, não há como evitar o tema, mas é possível resgatar seu conceito como forma de arte e gênero cinematógrafico, deslocando a prática cultural do espaço marginal para uma plataforma de prestígio. O PopPorn Festival surgiu com o aval de um evento internacional de prestígio, o PornFilmFestival de Berlim, e teve sua primeira edição realizada em São Paulo, em 2011.
*** CCJ QUER PROIBIR VEREADORES DE AUMENTAREM OS PRÓPRIOS SALÁRIOS
Se o CCJ conseguir, não vai mais ter ninguém querendo ser vereador. > Saiba mais
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*** MAIS TRANSPARÊNCIA, MENOS GUERRAS
O julgamento militar de Bradley Manning, o soldado americano de 25 anos que forneceu ao WikiLeaks milhares de informações sobre as guerras de Iraque e Afeganistão, começou nesta segunda-feira 3jun. O soldado poderá ser condenado à prisão perpétua.
Bradley Manning merece uma alta condecoração, isso sim. Ele agiu em nome da humanidade e acima das noções limitadas de patriotismo. No futuro, quando o mundo for mais transparente e não houver mais fronteiras a nos separar uns dos outros, a humanidade terá finalmente entendido que somos todos a mesma família e habitamos o mesmo lugar. Nesse dia este soldado será lembrado como um mártir da nova consciência planetária. Liberdade para Bradley Manning.
Não, o amor não é algo absoluto, imutável, uma lei que foi criada no início do mundo e que com ele morrerá. O amor é uma construção social. Nós aprendemos a amar seguindo as convenções da sociedade em que vivemos. Por essa razão, as diversas sociedades do mundo amaram e amam de maneiras diversas.
A grande maioria dos ocidentais do mundo atual entende que só é possível amar uma pessoa por vez e que quando alguém ama, não tem ou não deveria ter desejo sexual por mais ninguém. Tudo isso são noções aprendidas, que podem ser desaprendidas. Para a maioria só existe o amor exclusivista mas a verdade é que o amor também pode ser inclusivo. A maioria ama a posse do outro mas também há o amor que ama a liberdade do outro. Atualmente cada vez mais pessoas desistem de seguir as convenções sociais que desde cedo lhes ensinaram como devem amar e buscam amar do jeito que elas mesmas consideram melhor. São minoria, é verdade, mas de um jeito ou de outro acabam se encontrando e experimentando novas formas de viver o amor.
Todos os que ousam desafiar as convenções de sua época pagam caro por essa ousadia. Se hoje nossa sociedade é mais livre e menos preconceituosa em relação às diferenças étnicas, sexuais, de cor, de gênero ou de credo (ou não credo), é porque no passado houve pessoas que ousaram mostrar a cara, assumiram o que são e lutaram, e até morreram, por um mundo mais justo.
Essas pessoas que amam o outro e não a posse do outro, que amam sem exclusividade sexual, que amam mais de uma pessoa ao mesmo tempo, essas pessoas estão, neste momento, forçando a sociedade a reavaliar suas regras sobre o que é amar. No entanto, para a maioria, isso aí é tudo menos amor. Essa maioria se julga dona do amor e por isso tenta sempre aprisioná-lo em seus limites teóricos e diz que esse negócio de amor livre e relação aberta é ilusão, safadeza, doença, coisa do demo…
Que a maioria continue com seu velho amor que só consegue amar se controlar o outro. Eu sou da minoria. Prefiro o amor que ama o outro. Prefiro o amor que liberta.
(Dedico esta crônica a meus amigos Vanessa Tiburski e Ricardo Kilian, da banda Bardoefada)
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*** FALE MAIS SOBRE ISSO, BATMAN
Você que se formou em Psicologia e reclama do mercado de trabalho, que tal ser psicólogo de super-heróis? Isso mesmo. Ou você acha que só por ser super-herói, o sujeito é bem resolvido? > Saiba mais
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*** LIVRANDO A SEMANA (66)
A BOSSA DO LOBO – RONALDO BÔSCOLI (Denilson Monteiro)
Relato da vida de um dos mais importantes compositores brasileiros e umas das principais figuras da Bossa Nova, o livro revela detalhes da história da MPB e da vida de Bôscoli, também conhecido por sua personalidade extremamente sedutora. Nas mais de 500 páginas de A Bossa do Lobo, Denilson Monteiro conta a vida de Ronaldo com riqueza de detalhes, revelando como nasceram as canções que ele compôs; os bastidores dos shows que produziu; seu trabalho como jornalista; o relacionamento com a família, amigos e colegas de trabalho; a paixão pelo Fluminense Football Club; seus amores e seus desafetos. Tudo respaldado por uma criteriosa pesquisa e mais de uma centena de entrevistas com aqueles que conviveram com Ronaldo.
*** O MUNDO TRANSPARENTE E A NOVA CIDADANIA Ricardo Kelmer
Primeiro foi Julian Assange, o australiano que criou o site Weakleaks e começou a revelar documentos comprometedores de governos e empresas do mundo inteiro. Assange atualmente é perseguido pelo governo dos Estados Unidos e se encontra há um ano refugiado na embaixada do Equador em Londres.
Depois veio o soldado americano Bradley Manning, que revelou documentos secretos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão e informações diplomáticas que expuseram a podridão das entranhas do governo dos Estados Unidos. Manning está sendo julgado e pode ficar preso pelo resto de sua vida.
E agora surge Edward Snowden, americano ex-funcionário da CIA que denunciou à imprensa os programas que o governo americano, sob pretexto de combater o terrorismo, usa para espionar a internet e as ligações telefônicas de cidadãos americanos e de outros países. Snowden refugiou-se em Hong Kong, está sob investigação do FBI e começa a sofrer represálias de governos aliados ao governo Obama.
Esses três casos são três furos na velha estrutura de sigilo e espionagem dos governos. Por enquanto, eles conseguem tapar um ou outro mas em breve surgirão outros furos e será impossível conter tanto vazamento pois o mundo é cada vez mais transparente e até para os governos está difícil esconder suas ações, mesmo as secretas.
A facilidade das comunicações e dos transportes estão tornando as sociedades cada vez mais interconectadas. Atualmente os países se organizam em blocos geopolíticos, dissolvendo suas fronteiras, e a internet, permitindo o intercâmbio multicultural diário, faz nascer nas novas gerações a noção de cidadania global, para a qual as guerras não fazem nenhum sentido. Isso tudo motiva a luta por democracia e contra governos opressores e aponta para um futuro onde não teremos mais países: a Terra será a pátria de todos. Sim, ainda há muitas diferenças a serem superadas, preconceitos, fanatismos religiosos, interesses capitalistas… Mas os acontecimentos se aceleram e esse futuro já está acontecendo.
Os cidadãos comuns começam a se dar conta de uma verdade óbvia: o povo não deve temer seus governos, os governos é que devem temer o povo.
Nos últimos anos cidadãos de diversos países têm cada vez mais saído às ruas em manifestações para protestar. Os temas dos protestos são vários: economia, educação, segurança, transporte, saúde, ecologia… Isso é um bom sinal pois a democracia depende da voz do povo e é nas ruas que ela é ouvida mais forte.
Se você pretende participar de alguma manifestação na rua, parabéns, o mundo precisa ouvir a sua voz. Porém, em nome de sua segurança, é bom tomar alguns cuidados.
Caso a polícia jogue bombas de gás lacrimogêneo, MANTENHA A CALMA. Evite correr em meio à fumaça pois ao realizarmos um esforço físico maior, a respiração fica mais intensa e a quantidade de gás inalado aumenta. Peça vinagre a um manifestante próximo, passe num pano e respire através dele. O vinagre serve para amenizar a ardência causada pelo gás. A mesma dica de não correr serve para bombas de efeito moral, já que o objetivo da polícia é dispersar os manifestantes, separando-os do grupo. Com isso, a chance de se tornar um alvo de agressão física ou prisão só aumenta. Portanto, FIQUE CALMO e mantenha-se ao lado do grupo. A SEGURANÇA É A PRINCIPAL ARMA DE UMA MANIFESTAÇÃO.
A REVOLUÇÃO DOS BICHOS (George Orwell) Cia das Letras
Num belo dia, os animais da fazenda do sr. Jones se dão conta da vida indigna a que são submetidos: eles se matam de trabalhar para os homens, lhes dão todas as suas energias em troca de uma ração miserável, para ao final serem abatidos sem piedade. Liderados por um grupo de porcos, os bichos então expulsam o fazendeiro de sua propriedade e pretendem fazer dela um Estado em que todos serão iguais. Logo começam as disputas internas, as perseguições e a exploração do bicho pelo bicho, que farão da granja um arremedo grotesco da sociedade humana.
Publicada em 1945, A Revolução dos Bichos foi imediatamente interpretada como uma fábula satírica sobre os descaminhos da Revolução Russa, chegando a ter sido utilizada pela propaganda anticomunista. A novela de George Orwell de fato fazia uma dura crítica ao totalitarismo soviético; mas seu sentido transcende amplamente o contexto do regime stalinista. Mais do que nunca esta pequena obra-prima da ficção inglesa parece falar aos nossos dias, quando a concentração de poder e de riquezas, a manipulação da informação e as desigualdades sociais parecem atingir um ápice histórico. (vestibular.uol.com.br)
A Apple excluiu da AppStore, sua loja de aplicativos, o Setting Captives Free, um app que oferecia um curso com uma suposta “cura gay”. Segundo a descrição da entidade responsável pelo programa, o Setting Captives Free oferece cursos interativos sobre “princípios bíblicos de liberdade em Jesus Cristo”. Entre mais de 35 cursos, disponíveis em dez línguas, aquele que prometia “liberdade da escravidão da homossexualidade” em 60 dias e causou a exclusão da AppStore foi o “Door of Hope”, disponível até então para a loja dos Estados Unidos.
*** PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR DEFENDE REFORMA POLÍTICA
Com o apoio de 70 instituições, movimento quer aproveitar nova onda de pressão popular para mudar sistema eleitoral em 2014.
DOAÇÕES
– Extinção do financiamento de campanhas por empresas.
– Teto máximo para doações feitas por pessoas físicas de um salário mínimo por doador.
– As doações seriam feitas ao partido e não ao candidato.
JUSTIFICATIVA: Baratear as campanhas, pulverizar as doações e impedir que um grande financiador seja o dono do mandato.
VOTO TRANSPARENTE
– Eleição para vereadores e deputados em dois turnos. No primeiro vota-se no partido, para a definição da quantidade de cadeiras. No segundo turno vota-se nos candidatos.
– Fim da transferência de votos dos mais votados para candidatos do mesmo partido.
JUSTIFICATIVA: Fortalecimento dos partidos e suas ideias programáticas.
Há um movimento, cada vez mais forte no mundo ocidental, que defende a o direito das mulheres de poderem despir a parte de cima da roupa em lugares onde os homens também podem fazê-lo. Você é contra ou a favor? Para divulgar o movimento, mulheres de Nova York criaram o Clube de Leitura Topless. > Saiba mais
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*** VATICANO QUER SAIR DO ARMÁRIO
Papa Francisco admite que existe uma ala gay no Vaticano. Só uma?
Edward Snowden, o ex-funcionário da CIA que revelou o programa de espionagem da internet do governo americano, teve seu passaporte cancelado. Como ele está conseguindo viajar pelos países? > Saiba mais
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Protestar na internet, vá lá, mas na rua atrapalha o trânsito. E estraga o happy hour da gente
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Amado povo. Nós, políticos brasileiros, fomos surpreendidos pela notícia de que vocês estão protestando nas ruas pelo preço da passagem. Vocês não têm vinte centavos para pegar ônibus? Ora, que comam brioches.
Francamente, estamos muito desapontados. Vocês acham que só vocês sofrem com o transporte? Nós também sofremos com o trânsito dos helicópteros. Mas tudo bem, seremos generosos. Aqui estão os vinte centavos, venham pegar, vinte centavos para todos, viva!!! Como faremos para compensar essa baixa na receita? Não se preocupem. Criaremos o ICRT. Imposto Compensatório sobre a Redução da Tarifa.
Protestar na internet, vá lá, mas na rua atrapalha o trânsito. E estraga o happy hour da gente. Sem falar nos gritos que, além de terem rimas pobres, não nos deixam ouvir a novela. Por esse motivo aprovaremos a lei que torna obrigatório nas passeatas políticas o uso da linguagem de sinais.
Vimos muitos protestos contra nossos salários. Estamos absolutamente perplexos com essa injustiça. Em média, cada um de nós custa todo mês ao país apenas R$ 130 mil, entre salários, salários extras, verbas e gratificações. Isso é menos do que qualquer igrejinha mixuruca fatura numa sessão de descarrego ou de cura gay. E em relação a trabalhar apenas 3 dias por semana, faltar sem ser punido, foro privilegiado, imunidade parlamentar, concessões de rádio e TV, caixa dois na campanha e poder aumentar o próprio salário… Bem, nós seremos muito sinceros: não sabemos como vazaram essas informações. Mas prometemos abrir uma sindicância para averiguar.
Alguns perguntam por que não estamos nas manifestações junto com o povo que tanto amamos. É que ainda não chegamos a um consenso sobre como dividir os cargos entre os partidos, principalmente a tesouraria. Não tem tesouraria? E como vocês faturam nessas passeatas? Quer dizer que ninguém ganha nada? Mas que diabo de movimento é esse? Bem, nesse caso exigiremos uma comissãozinha básica de vinte por cento dos ambulantes que vendem água. E metade ficará com vocês se permitirem as bandeiras dos nossos partidos.
E que mau gosto fazer essas manifestações durante a Copa, heim! O país gasta uma fortuna para construir estádios no padrão Fifa e agora vocês querem gritar do lado de fora? Os turistas vêm nos visitar e em vez de tocar caxirola, vocês os recebem reclamando de hospitais, escolas e corrupção? É muita ingratidão. O que vão dizer de nós no exterior? Estamos seriamente pensando em não passar o próximo fim de semana em Paris, com medo da chacota.
Para finalizar, fazemos um apelo. Nas próximas manifestações exibam cartazes contra essa tal de reforma política. Quem já fez reforma em casa sabe o quanto sobra de lixo. Prometemos que se as coisas continuarem como estão, criaremos mais um feriado para vocês irem curtir a praia. Que tal o dia do político brasileiro? Seria no primeiro de abril. Combinado? Não, não precisa assinar compromisso, nossa palavra basta. Contamos com vocês.
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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com
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LEIA NESTE BLOG
> Acabou a paciência – O povo está enfim deixando de ser tão conformista e alcançando um novo nível de conscientização política. É gol do Brasil
>Pátria amada Terra – É animador ver as novas gerações convivendo mais naturalmente com essa noção de cidadania planetária
> A imagem do século 20 – Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisõe. Não vimos este ou aquele país: vim o todo
> WikiLeaks e o nascimento da cidadania global – Quanto mais as pessoas se conectam à internet, mais elas se entendem como participantes ativos dos destinos do mundo e não apenas de seu país
>Eles estão na fronteira – Milhões de maltrapilhos famintos, perseguidos políticos, criminosos cruéis, terroristas suicidas, narcotraficantes e trombadinhas invadindo os países e quebrando tudo, estuprando nossas irmãs, matando todo mundo, o caos absoluto
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COMENTÁRIOS .
01- vc é PH! Celia R Domingos, São Paulo-SP – jun2013
02- Nem duvidem que a compensação existirá. Fato. Fataço. Rafa Silva, Campina Grande-PB – jun2013
03- Kkkjk, muito bom! Jana Moraes, Rio de Janeiro-RJ – jun2013
04- Ótimo texto, muito bem bolado. Parabéns! Antonio Carlos da Cruz, Mesquita-RJ – jun2013
05- Olá,Ricardo… Magnífico,brilhante composição.Realmente,é uma excelente retomada ao ano de 1789. Será que vamos aprender ou assimilar os discursos de neutralização da Globo… ab. Fateha Liza, Corumbá-MS – jun2013
07- Muito inspirado e inspirador, RK. Humor profundo e fino, seja político-filosófico-psicológico-ontológico-ginecológico-andrógino é bárbaro… 🙂 Mas, se é vero o lugar comum, que se ouve por aí, que o governo, os políticos nos refletem como um grande espelho, ainda precisamos – nós, humanos demasiado humanos – ralar e desmembrar muiiiiiiiito, muitão para ver o nossos reflexo diferente do que hoje vemos refletido. Patrícia Lobo, Salvador-BA – jun2013
08- …meu voto é seu!!kkkkk..muito bom.. Katia Knox, São José dos Campos – jun2013
Cada um que protesta traz em si a frustração acumulada de tantas gerações por trabalhar dia após dia por um sistema econômico que finge querer o bem de todos mas concentra a renda
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Vemos neste momento as manifestações enchendo as ruas das cidades brasileiras e nos perguntamos: o que está acontecendo? Sabemos que os grandes grupos de mídia têm seus interesses corporativos a defender e mostram os fatos pelo lado que lhes é mais vantajoso. Em quem deve confiar o cidadão interessado em se informar?
Errou a mídia que acusou o movimento de ter apenas jovens riquinhos brincando de fazer revolução, que reduziu os manifestantes a mera massa de manobra de partidos e que supervalorizou os atos de vandalismo cometidos por uma minoria. Sim, há riquinhos e vândalos nas manifestações mas eles não representam a imensa maioria dos manifestantes, que são pacíficos, de classe média e apartidários.
Movimento Passe Livre é o nome do grupo que, convocando protestos pelo aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, acabou atraindo descontentes de toda parte e todos tinham algo mais para reivindicar. Como os protestos focam na melhoria do transporte público, isso forçará os governantes a priorizar essa questão em suas gestões, o que é ótimo. E como nos protestos não são poupados nem prefeitos, nem governadores e nem mesmo a presidenta, todos eles saem perdendo com as manifestações, o que é bem interessante.
Podemos ver pelos índices econômicos que o país melhorou em vários aspectos, sim. Porém, ainda há tanto a melhorar e as mudanças têm sido tão lentas que as manifestações que explodem pelo país inteiro sugerem algo que cedo ou tarde teria mesmo que acontecer: a população perdeu a paciência. O povo começa a perceber que, além do voto, o pleno exercício da cidadania inclui a fiscalização e a cobrança. Ponto para a democracia!
Raramente vimos na história uma mobilização popular de tal magnitude, espalhando-se espontaneamente e tão rápido por tantas cidades, sem lideranças definidas. A motivação inicial, que foi o preço da passagem, encontra eco mais que legítimo nas camadas populares, que precisam diariamente de transporte público, e agora os protestos miram também em questões como corrupção, reforma política, saúde, educação… Mas por que justamente agora?
As frases dos cartazes não o dizem diretamente mas arrisco afirmar que cada um que protesta traz em si a frustração acumulada de tantas gerações por trabalhar dia após dia por um sistema econômico que finge querer o bem de todos mas concentra a renda.
Revoltados por se sentirem injustiçados e não representados por seus políticos e governantes, os brasileiros parecem agora crer que podem mudar a situação indo às ruas. Se podem ou não, é o futuro que dirá, mas o presente já nos diz que o povo está enfim deixando de ser tão conformista e alcançando um novo nível de consciência política. É gol do Brasil!
Ultimamente vemos os protestos aumentando em muitos países. Com o mundo cada vez mais interconectado, a consciência coletiva passa a evoluir no mesmo ritmo e é assim que dia após dia as manifestações públicas por liberdade, democracia e direitos humanos se espalham pelo mundo. A humanidade parece exausta do capitalismo e dos atuais sistemas políticos.
A população brasileira, assim como em outros países, talvez esteja neste momento finalmente se dando conta de uma verdade óbvia: não é o povo que deve temer o governo, é o governo que deve temer o povo.
>Pátria amada Terra – É animador ver as novas gerações convivendo mais naturalmente com essa noção de cidadania planetária
> A imagem do século 20 – Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisõe. Não vimos este ou aquele país: vim o todo
> WikiLeaks e o nascimento da cidadania global – Quanto mais as pessoas se conectam à internet, mais elas se entendem como participantes ativos dos destinos do mundo e não apenas de seu país
>Eles estão na fronteira – Milhões de maltrapilhos famintos, perseguidos políticos, criminosos cruéis, terroristas suicidas, narcotraficantes e trombadinhas invadindo os países e quebrando tudo, estuprando nossas irmãs, matando todo mundo, o caos absoluto
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COMENTÁRIOS .
01- Disse tudo, primo!!! Vânia Dias, Fortaleza-CE – jun2013
02- Ricardo! Amei o texto! Vc disse tudo mesmo! Bjs! Isabella Furtado, Modena-Itália – jun2013
03- massa, tio! dá uma lida nesse outro texto: http://incandescencia.org/2013/06/18/isso-e-sim-sobre-20-centavos-conservadorismo-nos-movimentos-sociais. já vinha pensando sobre isso e esse texto me esclareceu algumas idéias. não concordo inteiramente com o autor, mas acho o texto valioso para o momento. hoje, por exemplo, vi o jornal da emissora cidade (eu acho) e eles faziam uma clara e obvia puxada das manifestações para um viés conservador e anti-dilma. logo após rechaçar os momentos de violência das manifestações e falar que os alvos agora são a corrupção e a violência, mostraram uma queda da dilma nas pesquisas de opinião. claro que, como diz o autor do texto, se fosse para algo mais à esquerda do PT, ótimo! mas não é! ‘é preciso estar atento e forte!’ abraço! Levy Mota, Fortaleza-CE – jun2013
04- PROPONHO UMA “nOVA CAMPANHA/MANIFESTO” INCLUSIVE, A SE ESPALHAR PELA NET COMO UM VIRAL: VAMOS REDUZIR EM PELO MENOS 50% O SALARIO DE TODA A CLASSE POLITICA,,,,,e aplica esta “economia” naquilo que o País realmente precisa… DUVIDO SE OS POLITICOS VIRIAM A PUBLICO PARA APOIAR ALGO ASSIM… E NADA JUSTIFICA OS SALARIOS ASTRONOMICOS DELES..NA-DA…. José Carlos Neves, Belo Horizonte-MG – jun2013
05- Concordo e compartilho Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos. Ivonesete Rodrigues, Fortaleza-CE – jun2013
06- Dez o seu texto,mesmo!Você pergunta ao final o porquê do MPL agora,né?Inúmeras situações históricas surgiram de coisas banalíssimas.Tipo aquela máxima do mosquitinho na garganta quando já passaram até elefantes…rs.O que estou admirada é que a herança getulista dos jogos associados à política(arghhhh…isto te lembra alguma coisa,tipo Roma????),estão por um fio.O Brasil pode até AMAR futebol,mas a chancela de alienado não está mais tão aderente assim. Quase uma primavera árabe porque pode ser esquecido na entrada do outono…rs. Fateha Liza, Corumbá-MS – jun2013
07- Bacana! E o pior de tudo, Kelmer, é que entre os países emergentes, o Brasil foi o que menos cresceu economicamente, ficando atrás de Rússia, China e Índia. Ou seja, só crescemos em comparação a nós mesmos. Sobre “os movimentos”, como dizia um moderno filósofo da Revolução Francesa (Iluminismo): “Estamos saindo da menoridade, do acomodo que sempre nos assolou.” Revolução Francesa (1789 – 1799) – Estopim: O aumento no preço do pão. Revolução Brasileira (2013 – ) – Estopim: O aumento no preço daquilo que nos leva ao pão – o transporte público. Abraços escritor, sucesso! Rômero Barbosa Sérgio, Porto Nacional-TO – jun2013
Se antes eu tinha insônia por me preocupar demais em descobrir o que precisava fazer, hoje me delicio em abrir a janela dos quartos dos hotéis, molhar a ponta do dedo e botar no vento
ESPIRROS E ROTEIROS
. Foi minha saudosa avó Waltrudes, muito católica, quem me ensinou a, depois de espirrar, dizer sempre “Ave Maria”. E se espirrasse três vezes seguidas? Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria. Foi com essa simpática mandinga que, durante a infância, eu pedia boa saúde. Tempos depois, achei que era hora de trocar de mandinga. Agradeci à Virgem os serviços prestados e adotei um verso de Manuel Bandeira que, por aqueles dias, virou meu lema de vida. Assim, depois do espirro, passei a proclamar, solene: “Vou-me embora pra Pasárgada”. Ah, ser amigo do rei e ter as mulheres que quiser na cama que escolher… Poesia, prazeres e paixões. Saúde é isso aí!
O rei era gente boa e nossa amizade durou alguns anos. Até o momento em que o taoísmo me abriu os olhos para a necessidade de ser mais fluido com a vida, captar seus ciclos e me harmonizar com seu ritmo. Então adaptei a mandinga à ideologia taoísta: “Vou-me embora pra onde tiver de ir”. Uma frase bem simples, mas que a partir daí nortearia minha vida, sempre me lembrando que é preciso confiar e estar inteiramente disponível para a vida a cada momento.
Corta para 2004. Lá estou eu largadão em casa, fazendo as contas da classificação do time, quando recebo um convite inesperado: escrever roteiros de TV para uma produtora americana. Precisava apenas tomar o avião no dia seguinte e passar uns tempos na cidade do Rio de Janeiro, onde havia morado dez anos antes. O Rio da violência, da guerra de traficantes, daquele casal de desgovernadores… Mas não precisei pensar muito, nem espirrar, para perceber que sim, devia aceitar o desafio.
Então cá estou no Rio de Janeiro, hospedado num hotel em Copacabana. Hoje é sábado de aleluia. Daqui da janela do quarto observo o trânsito nas ruas e lembro que combinara de ir ver um velho amigo que mora em São Conrado. Acontece que o acesso ao bairro passa pela Rocinha. Alguma daquelas balas do tiroteio entre policiais e traficantes pode ter o meu nome, sei lá, nunca se sábado o que pode acontecer.
Decidi ficar no hotel. Refém da guerra do tráfico, quem diria. Vendo TV e enchendo o cinzeiro de meleca. Mas não posso reclamar. Muito pior é a situação dos moradores da Rocinha que têm suas casas invadidas por bandidos e policiais indelicados e morrem de bala perdida na sexta-feira santa simplesmente porque escolheram a hora errada de devolver a fita na locadora. Isso sim ninguém merece. Tem mais: você segue em seu carro pela avenida e, de repente, um bando de homens armados surge na pista, aí instintivamente você pisa no acelerador e por conta disso morre metralhado no volante. Os assassinos planejavam roubar carros para com eles invadir a favela, destronar o chefe do tráfico e assumir o controle dos pontos de venda. De posse desses pontos, lucrariam mais e teriam mais poder para subornar policiais, políticos e juízes. Daria um bom roteiro para Por um Punhado de Pó, né? Ou Infiltração Máxima. Mas infelizmente esse é o roteiro da vida real da cidade maravilhosa.
Minha mãe liga, preocupada com as notícias. Lamenta a hora infeliz que escolhi para morar no Rio de Janeiro. Fazer o quê, mãe, sou apenas um operário de meu próprio destino. E estou sempre aprendendo que os interesses imediatistas do ego nem sempre constroem os melhores caminhos. Por isso é que abdiquei do controle racional sobre a vida, permitindo que o próprio caminho se manifeste. É um estilo arriscado de viver, eu sei, parece não oferecer nenhuma segurança. No entanto, é assim, me dispondo para a vida, que sinto a vida mais presente, ela e seus desígnios misteriosos e sábios, e o que ela traz é tudo o que eu preciso. Se antes eu tinha insônia por me preocupar demais em descobrir o que precisava fazer, hoje me delicio em abrir a janela dos quartos dos hotéis, molhar a ponta do dedo e por no vento.
É preciso estar no mundo, mãe, ainda que ele seja um lugar violento e só haja incertezas em suas estradas. O mundo é o que ele é, bom ou ruim, e é assim que sempre foi e será. Esconder-se das dores e dos perigos do mundo é se esconder da própria vida. Pasárgada é o melhor lugar que existe, mas melhor ainda é viver no lugar onde a gente deve estar. Melhor é confiar nos ventos do próprio destino e entrar em tal harmonia com eles que o roteiro que os ventos traçarem será sempre o mesmo que você precisa – justamente porque você não deseja nada, a não ser, é claro, ir para onde tiver de ir. Atchim!
Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro
A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?
Galinha ao molho conjugal – Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento?
Confissões de um míope – O míope então restringe suas relações visuais com as pessoas a um raio de dez metros e quem estiver além disso não faz parte de seu mundo. E acaba ganhando uma imerecida fama de boçal
– Acesso aos Arquivos Secretos – Descontos, promoções e sorteios exclusivos Basta enviar e-mail pra rkelmer@gmail.com com seu nome e cidade e dizendo como conheceu o Blog do Kelmer (saiba mais)
Qualquer dia darei minha contribuição e botarei no último volume o cedê do Geraldo Luz, aquela música que diz que o suicídio é a melhor solução
BIZARRA VIZINHANÇA
. Finalmente consegui alugar um quarto-e-sala enquanto procuro um lugar definitivo para morar. É um pequeno apartamento, todo mobiliado. O prédio é mais velho que eu, mas está mais conservado. A dona do apê é uma artista plástica, por isso a sala é cheia de quadros estranhos, desses que a cada dia você vê uma coisa diferente. Ontem descobri um lobisomem saindo de uma concha, olhando feio pra mim…
Da janela dá pra ver o Cristo. Detesto aporrinhar os deuses, mas com uma semana pedi pro Cristo me ajudar. Sabe o que é, é o meu vizinho do sexto, ele é meio estressado, tem problema com a ex-mulher e vive gritando que a odeia e que vai matar a desgraçada, o prédio todo escuta. Minha vizinha de baixo, pra abafar os palavrões, bate carne na cozinha. A de cima berra umas músicas evangélicas, tão desafinada que Deus obviamente não vai aceitá-la. E eu no meio desse inferno.
Apesar dos queridos e bizarros vizinhos, estou gostando do bairro. Nas ruas tem muito carro, ônibus, moto, pedestre e camelô, mas de algum modo todos se entendem. Imagine um caminhão cheio de bode: na curva todos se amontoam, caem por cima dos outros, aquela confusão. Mas logo depois se ajeitam e tudo volta ao normal, né? Botafogo é parecido. A diferença é que aqui o caminhão está sempre fazendo a curva.
No primeiro passeio encontrei uma livraria, três cinemas e sete bancas de revista. E uma dúzia de bodegas. Me senti em casa. Perto do metrô vi uma banquinha de livros usados e parei pra olhar os títulos. E escutei sussurrarem meu nome… Era um livro do Castaneda, justamente o que faltava em minha coleção. O dono, um ex-hippie cinquentão, estava sentado lá dentro, incenso fumaçando, o três-em-um mandando ver no roquenrou. Ao saber que eu era do Ceará, se animou e me contou sua viagem pra Canoa Quebrada nos anos 70, mochila, carona na estrada, unzinho ao por do sol. Eu folheando o livro e ele lembrando de dunas, surubas e cogumelos, botou até uma fita do Led Zeppelin, gravação pirata. Saí de lá na maior maresia. Mas com o livro do Castaneda, e pela metade do preço. Botafogo, o bairro ideal.
Dias depois eu passava pela rua e escutei o grito: Ô, Ceará!!! Era o maluco psicodélico da banquinha, me acenando com um raro do Terence MacKenna, pechincha, dez real. Livro é mesmo uma droga perigosa. Assim como o alcoólatra não pode dar o primeiro gole, gente como eu não pode nem passar em frente a um sebo. Não resisti e levei o MacKenna. Botafogo é ideal, mas tem seus perigos.
Aos poucos, vou me ambientando no bairro, descobrindo atalhos, fazendo a simbiose. O jornaleiro guarda pra mim o JB das sextas. O dono da bodega na esquina é cearense e quando estaciono no balcão nas noites de frio, ele capricha na dose de Domecq. E na quarta-feira o cinema é mais barato, olha que bom. Só o meu vizinho estressado é que não tem jeito. Hoje, por exemplo, acordei outra vez com ele gritando e quebrando as coisas em casa, e embaixo o bate-bate na tábua de carne, e em cima os aleluias desafinados. Reclamei com o Cristo, mas ele anda ocupado desviando balas perdidas. Qualquer dia darei minha contribuição e botarei no último volume o cedê do Geraldo Luz, aquela música que diz que o suicídio é a melhor solução. Bizarro por bizarro…
Ser mulher não é pra qualquer um– É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro
A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?
Galinha ao molho conjugal – Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento?
Confissões de um míope – O míope então restringe suas relações visuais com as pessoas a um raio de dez metros e quem estiver além disso não faz parte de seu mundo. E acaba ganhando uma imerecida fama de boçal
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COMENTÁRIOS .
01- Kelmer, olha que “dunas, surubas e cogumelos”…. KKKKKKKK ADOREI!!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Gustavo Lima Verde, Fortaleza-CE – jun2013
Criei uma revistinha no Facebook. Ela se chama As Preciosas do Kelmer e é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.
Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.
Imagem da capa: Lola Benvenutti, garota de programa, formada em Letras. Mantém um blog onde narra, com estilo literário, os programas que faz.
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*** SORTEIO DE DVDS
Leitores que comentarem nesta edição concorrem ao sorteio de 1 livro kelmérico + 1 DVD. O sorteado escolhe entre vários títulos.
FILMES
2001, Uma Odisseia no Espaço – Alucinações do Passado
Bettie Page – Blade Runner – Calígula – Chicago
Desconstruindo Harry – Don Juan DeMarco – A História de O
Lua de Fel – Matrix – Moulin Rouge – Nove Rainhas
A Pele que Habito – O Elo Perdido – O Exorcista
Uma Cilada para Roger Rabbit
*** O CIRURGIÃO METROSSEXUAL QUER ABALAR NO CONGRESSO por Ricardo Kelmer
O médico cirurgião Robert Rey é uma das figuras mais controversas da televisão brasileira. Tornou-se mundialmente famoso com um programa no estilo reality show (Dr. Hollywood) sobre cirurgias plásticas. Nascido no Brasil, ele afirma ter tido uma infância pobre, conta que foi adotado por mórmons, que o levaram para os EUA, e lá ele estudou em ótimas universidades. Até recentemente dizia querer ser governador da California para lutar pelos direitos dos latinos nos Estados Unidos. Parece que mudou de opinião pois recentemente filiou-se ao PSC, o Partido Social Cristão, o mesmo do deputado Marco Feliciano, o pastor homofóbico, racista e sexista que preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
– Procurei esse partido porque, aqui, nós não temos vergonha da palavra de Deus – afirmou Dr. Rey. – Entendo que o mundo está entrando no caos porque as pessoas não querem mais ouvir a palavra de Deus.
Dr. Rey tem 52 anos, é milionário, mora em São Paulo e Nova York e fatura anualmente 100 milhões de dólares com seu programa, os produtos com sua marca e suas cirurgias nos EUA. Bonitão, corpo bombado (toma 27 vitaminas por dia), dono de um estilo visual extravagante, ele define-se como metrossexual, só usa roupas de grife e diz que atua como Robin Hood, “roubando das riquinhas com suas cirurgias plásticas para dar aos pobres em forma de cirurgias de lábio leporino” (palavras dele próprio). Quem o escuta discorrer sobre sua história de vida e suas ideias mirabolantes ou comove-se profundamente e vira seu fã ou acha que ele é um doido alegre – ou então tem certeza de tratar-se de um brilhante e sedutor oportunista. De fato, é uma figuraça.
Pelo jeito, o bonitão Dr. Rey será candidato a deputado federal em 2014. Com seu ar de bom moço e um discurso de tonalidades messiânicas, encarnando em si o melhor exemplo da teologia da prosperidade e ainda ao lado de Deus, certamente a boiada evangélica o elegerá e sua votação engordará o partido, ajudando a eleger outros candidatos.
Uma pena que Clodovil Hernandez já se foi. Ele e Dr. Rey no Congresso, já pensou?
*** DOIDO ALEGRE OU OPORTUNISTA BRILHANTE E SEDUTOR?
Em jul2012 a jornalista Marília Gabriela entrevistou Dr. Rey em seu programa De Frente Com Gabi. Nessa época ele ainda almejava ser governador da California. Hoje, filiado ao PSC (o mesmo partido do pastor raivoso Marco Feliciano), Dr. Rey provavelmente será candidato a deputado federal em 2014. Sim, é uma figura folclórica e meio bizarra mas é melhor começar a prestar atenção nele, principalmente agora que Deus está ao seu lado.
1a parte da entrevista
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*** PETIÇÃO A FAVOR DO ESTADO LAICO
Os bandidos deste país descobriram que se a melhor profissão do mundo é ter uma igreja no Brasil (é isenta do pagamento de impostos e pode-se desviar dinheiro à vontade), melhor ainda é ser religioso e político, afinal quem pode ser contra aquele que fala em nome de Deus? Por essas e outras é que devemos defender o Estado laico pois somente assim haverá liberdade de crença ou não crença para todos e a religião não interferirá nas questões de Estado.
Maurício Ricardo é um dos melhores chargistas e cartunistas do Brasil. Ele também compõe as músicas e faz as vozes de suas charges animadas, ou seja, o cara é fera. Inteligentes, divertidas e com um afiado senso crítico, suas charges animadas na internet e na TV o tornaram famoso no Brasil. Recentemente ele criou uma charge sobre a filiação do inacreditável Dr. Rey ao abominável PSC (Partido Social Cristão) do pastor homofóbico, racista e sexista Marco Feliciano. Ficou ótima, resultando numa crítica bem humorada sobre a bizarrice da política brasileira e a não menos bizarra cultura das celebridades. > Confira
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*** A LÍNGUA PORTUGUESA
5 de maio é o Dia da Língua Portuguesa. Um brinde!
A língua portuguesa, também designada português, é uma língua românica flexiva originada no galego-português falado no Reino da Galiza e no Norte de Portugal. A parte sul do Reino da Galiza se tornou independente, passando a se chamar Condado Portucalense em 1095 (um reino a partir de 1139). Enquanto a Galícia diminuiu, Portugal independente se expandiu para o sul (Conquista de Lisboa, 1147) e difundiu o idioma, com a Reconquista, para o sul de Portugal e mais tarde, com as descobertas portuguesas, para o Brasil, África e outras partes do mundo. O português foi usado, naquela época, não somente nas cidades conquistadas pelos portugueses, mas também por muitos governantes locais nos seus contatos com outros estrangeiros poderosos. Especialmente nessa altura a língua portuguesa também influenciou várias línguas. > Saiba mais
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*** O GOZO DA LÍNGUA
Ricardo Kelmer
Pela maciez sonora dos fonemas
De formas acetinadas
Que a língua deslize
As arestas silábicas
Que a pronúncia obstaculizam
A língua sensibilize
E no subentende-se das reticências
Onde a linguagem se insinua
Que a língua dance nua
E mexa-se, revire-se, contorça-se
Lambendo-se ao prazer do ritmo
E no sabor do som deleitoso
Salive de gozo em êxtase linguístico
Ao silenciar dos versos que findam
Que descanse a língua de sua lida
E, enfim, adormeça, desmaiada e lânguida
Desmilinguida
Museu da Língua Portuguesa ou Estação Luz da Nossa Língua é um museu interativo sobre a língua portuguesa localizado na cidade de São Paulo, Brasil no histórico edifício Estação da Luz, no Bairro da Luz, concebido pela Secretaria da Cultura paulista em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, tendo um orçamento de cerca de 37 milhões de reais (14,5 milhões de euros). O objetivo do museu é criar um espaço vivo sobre a língua portuguesa, considerada como base da cultura do Brasil, onde seja possível causar surpresa nos visitantes com os aspectos inusitados e, muitas vezes, desconhecidos de sua língua materna. Segundo os organizadores do museu, “deseja-se que, no museu, esse público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa”. O museu tem como alvo principal a média da população brasileira, composta de pessoas provenientes das mais variadas regiões e faixas sociais do país, mas que ainda não tiveram a oportunidade de obter uma idéia mais precisa e clara sobre as origens, a história e a evolução contínua da língua. > Saiba mais, veja fotos
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*** LIVRANDO A SEMANA (61)
HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA (Segismundo Spina) Ateliê
A História da Língua Portuguesa, organizada pelo prof. Dr. Segismundo Spina, é composta de seis capítulos, que abarcam o período que vai do século XII ao século XX. Cada capítulo vem seguido de textos anotados, vocabulário crítico e bibliografia comentada. Dentre os muitos aspectos louváveis da obra, mencionem-se as observações de caráter estilístico e cultural, que não somente enriquecem o texto como também contribuem para torná-lo de mais agradável leitura. Acrescentem-se, ainda, como traço inovador, os comentários referentes às oposições entre o português europeu e o brasileiro, que constituem importante contribuição para a discussão sempre retomada do problema da língua brasileira , com freqüência equacionada em termos inadequados.
No Brasil os cinemas viram igrejas. A arte e a cultura são expulsas e em seu lugar o povo paga para ser treinado diariamente na arte de não questionar a religião na qual é condicionado a crer desde que nasce. Pobre Brasil religioso. Pobre povo-boiada.
Na Holanda as igrejas viram cafés, bares, livrarias e casas de show. > Saiba mais
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*** LOLA BENVENUTTI E A CORAGEM DE VIVER por Ricardo Kelmer
Uma garota de programa mantém um blog no qual conta sobre sua vida e narra o que faz com seus clientes. Você já viu esse filme, né? Eu também. Bruna Surfistinha tornou-se uma celebridade nacional graças a seu blog. Porém, tô falando de outra garota de programa. Seu nome: Lola Benvenutti. Seu diferencial é que ela é culta, é formada em Letras pela Universidade Federal de São Carlos-SP, gosta de literatura e escreve bem. O nome profissional foi inspirado na personagem Lolita, do romance de Vladimir Nabokov. > Leia mais
A jornalista Ruth de Aquino escreveu recentemente na revista Época um artigo em que defende o voto facultativo em lugar do voto obrigatório. E mostra por que o voto obrigatório é nocivo à nossa sociedade. Eu, particularmente, também sou contra o voto obrigatório. Mas os políticos desonestos costumam ser a favor. E você, nobre leitor, generosa leitorinha, qual é a sua opinião?
O voto obrigatório mascara o real interesse da população na eleição. Faz muita gente (de todas as classes sociais) eleger “rostos conhecidos” ou “amigos de amigos”. Falta maior consciência do eleitor, falta educação política? Falta. O voto facultativo levaria às urnas quem acha que sua escolha pode mudar o atual estado de coisas. Falta vergonha na cara dos políticos, falta transparência nos gastos públicos? Falta. O voto facultativo obrigaria o Estado a fazer campanhas sobre a importância de participar do processo democrático. Obrigaria os políticos a se preocupar mais com sua ficha corrida e a prestar contas de seus atos. O voto seria dado com consciência e por convicção, não por medo de pagar multa. > Leia o artigo na íntegra
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*** LIVRANDO A SEMANA (62)
CASAGRANDE E SEUS DEMÔNIOS (Walter Casagrande e Gilvan Ribeiro) Globo
“Demônios à solta” não são mera figura de linguagem. Eles aparecem logo no título do primeiro capítulo do livro Casagrande e seus demônios, tratando daqueles fantasmas que rondam a vida de uma pessoa em desequilíbrio físico e emocional. Os “demônios” ilustram bem a reviravolta na vida de Walter Casagrande Júnior, que foi de ídolo do esporte a viciado em cocaína e heroína. Casão, ex-jogador do Corinthians, querido da torcida, integrante da Democracia Corintiana junto com Sócrates, e comentarista da TV Globo, expõe sem firulas ao jornalista Gilvan Ribeiro, coautor do livro, todo o seu declínio e restabelecimento.
Ricamente ilustrado, com um caderno recheado de fotos, a publicação tem prefácio de Marcelo Rubens Paiva, amigo de sempre, que endossa a hipótese de que tantas coisas boas, e outras tantas ruins, que permearam a vida do ex-jogador dariam um bom roteiro para um livro. “Casão faz questão de contar o inferno que viveu quando era viciado em drogas e sua internação, pois para ele é fundamental passar adiante a experiência, dividir as dores da dependência e alertar para os perigos de um vício frenético, sem preconceitos, desvios ou mentiras. A verdade ajuda a sanidade”.
Art Cote, 55 anos, é programador de computação na Califórnia, EUA. Em 2010 ele teve câncer no pescoço. Seu depoimento foi publicado na revista SuperInteressante em jan2013. Eis um trecho:
Em 2010, saí de férias com minha mulher. Era maio, lindo tempo para a praia. No primeiro dia de viagem, quando eu esperava num bar para almoçar, o telefone tocou. Era meu médico. Ele falou com calma e sem pausas. “Sr. Cote, infelizmente a biópsia deu positivo. Você tem um carcinoma de células escamosas em seu pescoço, que precisa ser retirado imediatamente.” Fui operado poucos dias depois de voltar a São Francisco, onde moro. Só que ninguém me avisou sobre as consequências da cirurgia. Os médicos tiraram o tumor, mas me deixaram com uma dor terrível. Eu quase não podia suportar. Na primeira noite, pedi mais analgésicos à enfermeira. Ela disse que eu já havia tomado minha cota de Tylenol, e que portanto teria de esperar até a manhã seguinte. Passei a noite em agonia. No outro dia, fui apresentado à oncologista, que me passou a lista de prioridades: ressonância magnética, radiação e quimioterapia. Dava para ver que seria um caminho difícil. > Leia na íntegra
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*** MARINA SILVA DEFENDE MARCO FELICIANO E VÊ PRECONCEITO RELIGIOSO
A ex-ministra Marina Silva (sem partido) se envolveu em uma polêmica nas redes sociais ao afirmar que o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que é pastor e preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, “está sendo criticado por ser evangélico e não por suas posições políticas equivocadas”. Feliciano é acusado de racismo e homofobia. Ele assumiu o comando da comissão no dia 7 de março. Também evangélica, a provável candidata à Presidência em 2014 fez a afirmação em palestra na Universidade Católica de Pernambuco na terça-feira 14 de maio. > Leia mais
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*** AS ORIGENS DO CROWDFUNDING
Como conseguir dinheiro para financiar nossos projetos? A internet tornou a coisa mais fácil. Conheça as formas de financiamento coletivo e saiba qual se adequa mais a seu projeto. > Leia mais
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*** PIZZA COM LARVAS DE BESOURO E MOSCA
Esta é uma das infinitas receitas possíveis com insetos, e que servirei no lançamento do meu próximo livro. Estão todos convidados.
INGREDIENTES – 1 disco de pizza, 25 g de larvas de besouro, 25 g de larvas de mosca, 15 ml de azeite de oliva, 60 g de muçarela, Coentro. MODO DE PREPARO – Coloque as larvas de besouro e mosca sobre a pizza e acrescente o coentro. Cubra com a muçarela cortada, regue com azeite de oliva e asse em forno pré-aquecido a 180° C. Sirva depois que o queijo dourar e derreter.
ABC DE RACHEL DE QUEIROZ (Lilian Fontes) José Olympio
Organizado pela escritora Lilian Fontes, este ABC conta um pouco sobre a vida e a obra de Rachel de Queiroz, em formato típico da literatura de cordel. Ícone da nossa literatura, Rachel de Queiroz tem passagens da sua vida e carreira exploradas a cada letra do alfabeto que traz à tona uma palavra, um tema, uma reflexão sobre essa clássica autora. Volume essencial para estudantes e estudiosos de Rachel de Queiroz.
A cultura patriarcalista e as religiões cristãs sempre temeram a sexualidade da mulher. Durante séculos a união do machismo com a religião fez as mulheres reprimirem sua própria liberdade, tudo em nome da família e de Deus, claro. As que ousavam viver naturalmente sua sexualidade, como os homens heterossexuais sempre viveram a sua, eram xingadas, perseguidas, agredidas, execradas, expulsas, estripadas, assassinadas, queimadas em fogueiras. E, evidentemente, iam para o Inferno, arder eternamente pelo pecado de serem livres. > Leia mais
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*** MARCHA DAS VADIAS PROMOVE ATOS EM TODO O PAÍS NO FIM DE SEMANA
No dicionário, o adjetivo feminino vadia significa ”mulher que, sem viver da prostituição, leva vida devassa ou amoral”. Na vida, adolescentes e jovens se apropriaram do termo para criar um movimento global que exige o fim da violência doméstica e da culpa atribuída à mulher. A Marcha das Vadias acontece em 13 cidades neste sábado (25) e domingo (26). A palavra é usada de forma pejorativa e, geralmente, é atribuída às mulheres que optam em sair dos padrões comportamentais e assumem suas escolhas seja no uso de uma roupa, seja no uso da palavra. Para chamar a atenção sobre a desigualdade de gênero e a violência contra a mulher é que milhares sairão às ruas.
Nesta 3a edição da Marcha, o tema escolhido foi “Quebre o Silêncio” com o objetivo de enfatizar sobre a necessidade de ampliar as denúncias de violência doméstica, com a divulgação, inclusive, dos serviços de atendimento de referência. Dados do Ligue 180, da secretaria nacional de Política para Mulheres, a cada dia, em média, 2.175 mulheres telefonam para o serviço. Em 89 % dos casos, o agressor é o companheiro ou ex-companheiro da mulher, 50% das vítimas dizem estar correndo risco de morte. O Brasil é o 7º país no ranking mundial de homicídios de mulheres, segundo o Conselho Nacional de Justiça. O Mapa da Violência 2012, citado pela ministra Eleonora Menicucci, revela que em 65% dos casos de violência sexual o estuprador era um parente ou conhecido da mulher.
*** CUIDADO EXCESSIVO COM O CORPO PODE SE TORNAR DOENÇA
Poizé. Sempre desconfiei que tinha muita gente doente nas academias de ginástica. > Leia a notícia
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*** LIVRANDO A SEMANA (64)
DELTA DE VÊNUS (Anais Nin) L&PM
Tradução de Lúcia Brito
Prostitutas que satisfazem os mais estranhos desejos de seus clientes. Mulheres que se aventuram com desconhecidos para descobrir sua própria sexualidade. Triângulos amorosos e orgias. Modelos e artistas que se envolvem num misto de culto ao sexo e à beleza. Aristocratas excêntricos e homens que enlouquecem as mulheres. Estes são alguns dos personagens que habitam os contos – eróticos – de Delta de Vênus, de Anaïs Nin. Escritas no início da década de 40 sob a encomenda de um cliente misterioso, estas histórias se passam num mundo europeu-aristocrático decadente, no qual as crenças de alguns personagens são corrompidas por novas experiências sexuais e emocionais.
Discípula das descobertas freudianas, Anaïs Nin aplicou nestes textos a delicadeza de estilo que lhe era característica e a pungência sexual que experimentou na sua própria vida. Mais do que contos eróticos, Delta de Vênus oferece ao leitor histórias de libertação e superação. Foi publicado pela primeira vez em 1978, e em 1995 foi adaptado para o cinema tendo como realizador Zalman King.
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COMENTÁRIOS
. 01- Nosso Larry Flint… Eduardo Freire, Fortaleza-CE – mai2013
02- Dr. Rey nas próximas eleições… Sério??? Pooooooooxa, peitões e bundões para todos! Vamos rir da esculhambação, porque chorar já não adianta! Me poupe! Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
03- Alguém que quer demostrar ser sem noção e meio doido, mas que na verdade é esperto o bastante para trocar sua carreira pela política… Por que será??? Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
04- Acho que eles estão de conversinhas para que o Dr. Rey fique responsável por algumas cirurgias estéticas que o Sr. Feliciano quer fazer para ficar bonitinho. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
05- Pô Ricardo, uma curiosidade. Essas fotos de poses e mulheres sensualíssimas… de onde tu sacas. São amigas, amantes… de onde tu garimpas? Brennand De Sousa Bandeira, Fortaleza-CE – mai2013
RK- Oi, Brennand. As imagens que ilustram meus textos e a capa dAs Preciosas do Kelmer são conseguidas em pesquisas na internet e algumas são de amigas e namoradas, sendo que costumo editar as imagens, às vezes mesclando-as com outras imagens. Algumas leitorinhas também enviam fotos suas pra ilustrar meus trabalhos, às vezes usando e-mails criados apenas para esse fim, às vezes revelando pra mim suas identidades. Muitas mulheres têm esse fetiche, de verem fotos íntimas suas ilustrando poemas, contos e crônicas – e é claro que eu adoro esse fetiche. A ilustração desta crônica abaixo, por exemplo, tem a foto de uma leitorinha mui generosa. https://blogdokelmer.com/2009/06/16/inculta-e-bela-dengosa-e-cruel
06- É isso aí, um país inteiro ou até mesmo o mundo (mesmo com suas diferenças de raças, classe social, religião…), unido em um só lugar pelos os prazeres e as delícias de uma língua. Hum… viva a Língua Portuguesa! Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
07- Última flor do Lácio, esplendor e sepultura, (…) A bruta mina entre os cascalhos vela (…) Amo o teu viço agreste e o teu aroma Amo-te, ó rude e doloroso idioma! Olavo Bilac, in “Poesias” Tereza Cristina da Silva, Fortaleza-CE – mai2013
08- “Religioso” né! Algumas pessoas usam a religião para manipular outras pessoas a satisfazerem seu desejo pelo poder. Outras pessoas usam a religião para responsabilizá-la por suas falta de coragem, por suas estagnações e preguiças, para mascarar-se de bom moço ou boa moça e parecerem diante a sociedade pessoas bondosas, caridosas e cheias de humildade e abnegação. Fico pensando como Deus se sente diante de tanta falsidade, egoísmo e guerras em nome da tal “religião”. Se fosse um simples ser humano com certeza já teria perdido as estribeira, ficado arrependido da sua grande “obra” e tocado fogo nessa esculhambação toda. Eu o já teria feito! kkkkkkk Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
09- E se o tal “paraíso” bíblico tão propalado e tão monótono e sem graça existisse, já teria virado um inferno porque ninguém ia aguentar. Robert Pereira, Salvador-BA – mai2013
10- Concordo com o Robert Pereira! Deus nos livre desse “paraíso” arrumadinho, paradão e sem desejos citado pelos os “religiosos”. O Paraíso ou o Inferno não é esse lugar que vamos quando der adeus a Terra, mas é um estado espiritual vivo dentro de nós, se vivemos em paz ou no caos depende das nossas escolhas e não do Deus ou do Diabo que queira nos levar. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
11- Quem faz os “céus” e os “infernos” dentro e fora de nós somos nós mesmos. Como dizia John Milton em Paraíso Perdido: “A mente é seu próprio lugar, e dentro de si / Pode fazer um Inferno do Céu, do Céu um Inferno”. Robert Pereira, Salvador-BA – mai2013
12- É preciso muita coragem e autenticidade mesmo. Não que as mulheres devem ir lá e virar garota de programa (mas se essa é a sua vontade…), mas que ao menos assumam os seus desejos, falem mais de sexo, do que gostam, do que não gostam, das suas fantasias. É triste, mas muitos relacionamentos estão se acabando pela a frieza das mulheres, pois muitas ainda se reprimem devido as regras machistas da sociedade antiga e tentam parecer recatadas, puras e submissas, quando na realidade querem sentir prazeres, satisfazer suas vontades, gritar de tesão. Mulheres, que possamos nos amar mais, nos respeitar mais, aceitar e assumir os nossos desejos e ter muito, mas muito orgasmo (de qualidade!). Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
13- Gostei dos gritos!! Robert Pereira, Salvador-BA – mai2013
14- Vi o programa por acaso, mas foi bem bacana. Lola (Gabriela) é uma moça muito bem educada e com um jeitinho interiorano e até tímido fala de sua profissão e de como gosta disso… Tranquilamente! Em meios as indiretas e brincadeiras dos integrantes do Agora é Tarde, não se envergonhou de nada e nem perdeu a linha. É totalmente assumida! Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
15- Ninguém conhece mesmo o “Céu” e o “Inferno” que leva cada pessoa dentro de si mesma. Enquanto muitas pessoas por aí estão pensando que céu e inferno, são lugares para onde se vai por merecimento quando morrer. Cada pessoa é mesmo responsável por sua felicidade ou caos, dependerá de suas escolhas. O Casagrande fez as suas escolhas, viveu o seu inferno com os seus demônios, se reergueu e teve a coragem de contar em um livro. Que todos que vivam o seu “Inferno” possa assim também se elevar até o seu “Céu” com os aprendizados adquiridos na vida. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
16- Como toda droga (todo remédio) a maconha tem seus benefícios e males. O problema é que as pessoas exageram, usam para responsabilizá-la por atos idiotas e até criminosos, sempre fica em mãos erradas e favorece o tráfico. Seria interessante que ela fosse legalizada como medicamento, assim como os antibióticos que precisam de prescrição médica para comprar. Tem muita gente entrando nessa de “Marcha da Maconha” para liberá-la aqui, só pela folia, sem responsabilidade, só para ficar “doidão”. Enquanto isso prejudica muita gente que precisa usá-la como tratamento. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
17- A Marina Silva não está defendendo o Sr. Marcos Feliciano, mas dizendo que ele está recebendo preconceitos por ser evangélico, o que não é verdade. Preconceito não se paga com preconceito, por isso acredito que não tem nada a ver, se fosse assim não existiria homossexuais e negros religiosos, pois os atingidos foram eles. A religião e Deus não podem ser responsabilizados pelos o preconceito existente nas pessoas! Segue o vídeo onde Marina Silva fala… http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=nPMBwsoZnp8Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
RK- Existem várias formas de defender uma pessoa, Renata Kelly. Uma delas é tentar desqualificar as críticas contra essa pessoa, que foi justamente o que fez Marina Silva. Isso é uma forma de defesa indireta. Com isso, Marina deseja angariar votos da boiada evangélica, e conseguirá. Mas perderá o respeito dos que lutam pela democracia, pelos direitos humanos e pelo Estado laico. Sendo ambos evangélicos fanáticos, Marina Silva e Marco Feliciano bem se merecem. http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/05/15/marina-silva-ataca-movimento-lgbt-que-confronta-marcos-feliciano
18- É verdade Ricardo Kelmer, esses políticos têm o seu jeitinho de falar para não se comprometerem né, mas na verdade vão mexendo com a cabeça do povo leigo e também fanático pela a religião. Em que político vamos confiar??? Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
19- Sei não viu, acho que isso é coisa de quem com medo de daqui a algum tempo a comida não dê para todo o mundo, inventaram isso para o povo comer insetos e eles ficarem com toda comida. rsrsrsrs Não tem condições! Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
20- Aplausos para qualquer tipo de manifestação contra a violência, qualquer tipo de violência. Claire Feliz Regina, São Paulo-SP – mai2013
Se ser vadia é ser livre para exercer a própria sexualidade, então todas as mulheres precisam urgentemente assumir sua vadiagem, para o seu próprio bem e o de suas filhas
MARCHANDO COM AS VADIAS
. A cultura patriarcal e as religiões cristãs sempre temeram a sexualidade da mulher. Durante séculos, a união do machismo com a religião fez as mulheres reprimirem sua própria liberdade, tudo em nome da família e de Deus, claro. As que ousavam viver naturalmente sua sexualidade, como os homens heterossexuais sempre viveram a sua, eram xingadas, perseguidas, agredidas, execradas, expulsas, estripadas, assassinadas, queimadas em fogueiras. E, evidentemente, iam para o Inferno, arder eternamente pelo pecado de serem livres.
Hoje, a repressão diminuiu, pois a cultura machista e a religião felizmente já não têm tanta força. Mas, de modo geral, a sociedade ainda teme a sexualidade feminina e, infelizmente, grande parte das próprias mulheres contribui para a manutenção dos valores machistas, aceitando certas vantagens que eles oferecem e esquecendo que essas vantagens cobram um alto preço no balanço geral. E muitas mulheres ainda não conseguem aceitar a independência sexual de outras mulheres, e assim unem-se aos estupradores ao criticá-las por serem… livres.
A apropriação do termo “vadia” pelas próprias mulheres é uma boa estratégia de luta, pois usa a força do agressor contra ele mesmo. Se ser vadia é ser livre para exercer a própria sexualidade, então todas as mulheres precisam urgentemente assumir sua vadiagem, para o seu próprio bem e o de suas filhas. Muitas se sentem incomodadas com o termo, e isso é compreensível, mas o significado das palavras muda com o tempo e talvez as mulheres da próxima geração não tenham qualquer problema em dizer que são vadias, e o homem que não teme o feminino terá orgulho da vadiagem de sua companheira.
Com os termos “louco” e “maluco” aconteceu algo parecido. Cansados de serem assim estigmatizados, os artistas, os transgressores e os inconformistas se apropriaram dos termos e hoje é comum que eles mesmos se autodenominem loucos, malucos e vagabundos, e não apenas eles, mas muitas outras pessoas que discordam da normalidade. A imposição ditatorial de normas de comportamento, principalmente sexual, gera inevitavelmente esse tipo de repúdio e revolta. Mais justo seria respeitar as diferenças e aplaudir a liberdade de sermos quem somos.
Eu sou louco e vadio. Por isso, prefiro as loucas e vadias, as putas, as vagabas e todas as que desafiam a cultura e a religião em busca da própria liberdade de ser. E é por isso que marcho feliz e orgulhoso ao lado delas.
Me estupra, meu amor – Fantasiar ser estuprada é uma coisa – querer ser estuprada é outra coisa totalmente diferente
Os apuros do homem feminista – Minha busca por relações igualitárias foi dificultada também porque muitas mulheres, mesmo oprimidas, preferiam relações baseadas no velho modelo machista
O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e, entre uma e outra orgia, luta pela liberação feminina
A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco
O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?
A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…
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DICAS DE LIVROS
A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor, submissão e salvação por meio do sexo anal
A prostituta sagrada– A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990) – Um livro belo e libertador, que celebra o sagrado na sexualidade
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COMENTÁRIOS .
01- legal o texto, mas essa foto com a modelo branca, magra, de calcinha e super sensualizada me cheira a objetificação. principalmente porque o texto foi escrito por um homem. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – mai2013
RK:Adorei o comentário, Wanessa. Escolhi essa imagem provocativa por dois motivos. Primeiro, porque ela atrai a atenção de muitos homens, que devem ser provocados pelo assunto e rever seus conceitos sobre a sexualidade feminina (não é fácil falar de feminismo para homens). E, depois, porque é o tipo de imagem que instiga justamente este aspecto da questão: é válido usar o corpo da mulher para divulgar as lutas feministas? Na Marcha das Vadias, vemos muitas mulheres bonitas exibindo seus seios. Elas estariam objetificando a si próprias? Elas podem, mas um homem não pode? (mai2013)
02- mostrar os seios na Marcha é uma questão de empoderamento, de dizer “isso é meu e de mais ninguém” e muito disso de mostrar os seios é justamente pra dessexualizá-los. muitas feministas são contra a imagem das glândulas mamárias como órgão sexual porque isso não acontece com os mamilos masculinos. Wanessa Bentowski, mai2013 – Fortaleza-CE
RK:Feministas mostram os seios na Marcha das Vadias como forma de afirmar o poder sobre o próprio corpo. Muito justo. Mas dessexualizar os seios da mulher apenas porque os seios do homem não são igualmente sexualizados? Isso não faz sentido, e acho que não seria possível, pois os seios femininos são naturalmente sexualizados por serem zonas erógenas e darem prazer sexual a homens e mulheres, além de estarem ligados a um dos prazeres primários da vida, que é o de mamar. (mai2013)
03- tenho visto muitas criticas cegas. a maiora que critica nao sabe nem o que ta acontecendo, mas como todas as coisas em nosso país, os professores tambem foram criticados pela greve e ninguém sabia ao certo do que estava falando. Sandra Xavier Amarantha, Poá-SP – mai2013
04- se a Herlene tivesse usado essa imagem na postagem do blog dela, eu iria estranhar porque isso não é habitual na comunidade feminista, onde se prefere imagens reais de mulheres comuns, mas isso não iria me incomodar muito porque ela não é o gênero opressor, você sim, e simbolicamente isso tem muita força. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – mai2013
RK:Então a imagem da minha crônica te incomoda porque foi um homem que a postou? Sim, eu sei que por ser homem, sou do mesmo gênero que oprime as mulheres. Mas o machismo oprime também a homens como eu, e as mulheres são oprimidas também pelas próprias mulheres. Isso mostra que o que oprime não é o gênero masculino, mas a cultura machista e patriarcal.
Algumas feministas sustentam que uma mulher pode usar uma imagem de uma mulher bonita e sensual para defender o feminismo, mas os homens, por pertencerem ao gênero opressor, não podem. Se, por exemplo, eu usar, estarei sendo um instrumento da ditadura da beleza ou contribuindo para a objetificação feminina – mas se uma mulher usar, tudo bem. Seguindo essa lógica, só posso usar imagens de mulheres feias ou comuns e nada sensuais. Isso seria terrível para mim particularmente, pois o erotismo faz parte do meu trabalho. E soa um tanto… opressor. No mínimo, seria um tipo de ditadura do comum e do insosso. Não me parece o melhor caminho. (mai2013)
05- só pra encerrar, o problema não tá em mostrar imagens de meninas no padrão de beleza vigente, o problema tá em SÓ mostrar meninas nesse padrão. eu não me referi a todos os seus textos, só a essa imagem nesse texto específico. eu sei que o erótico tá muito presente no seu trabalho. acho que a erotização da mulher em todo e qualquer contexto não é uma atitude feminista. eu te conheço bem, sei que vc não é oportunista, mas eu não bato palma pra homem porta-voz de feminismo porque a imensa maioria só é feminista quando convem. sei que posar de bonzinho na internet é bem diferente de combater o machismo em ambientes claramente machistas e onde quem é homem leva vantagem, no meio de amigos homens por exemplo. e isso eu sei que vc faz. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – mai2013
06- e assim como existem críticas cegas, existem defesas cegas vindas de pessoas sem conhecimento sobre o assunto, misturando assuntos que não cabem nesse contexto com o único intuito de agradar, né, queridinha? Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – mai2013
RK- Algumas feministas radicais afirmam que nenhum homem tem legitimidade suficiente para defender o feminismo pelo simples fato de que é homem. Sim, sou homem e meu gênero é o do opressor, mas isso por si só me desqualifica a defender a igualdade de direitos entre mulheres e homens? Seguindo essa lógica, nenhum branco teria moral para lutar contra o racismo, nenhum heterossexual estaria qualificado para marchar a favor da diversidade sexual e nenhum civilizado poderia defender os índios. Levando essa lógica mais adiante, nem os próprios ecologistas teriam legitimidade para defender a Natureza e os animais, pois todos fazemos parte da espécie destruidora.
Há homens machistas e homens feministas, assim como há mulheres machistas e feministas. Percebo que, na ânsia de destruírem o machismo, muitas mulheres veem em cada homem um inimigo emboscado pronto para oprimi-la e, assim, todos nós viramos farinha do mesmo saco. Entendo a revolta das mulheres e o ódio acumulado por tanto tempo de opressão, mas essas mulheres precisam compreender que há homens que também são oprimidos pela mesma cultura que estupra a mulher, e eles também lutam pela mesma causa que elas. Por que não nos unirmos?
O feminismo é uma luta humana e não apenas das mulheres, e ela integra o contexto maior da luta pela liberdade de ser e por um mundo mais justo. Se o feminismo tem um rosto, ele é humano. (mai2013)
07- não conheço nenhuma feminista que não adore homens que se dizem feministas. homens são aliados muito bem-vindos, mas acho que o feminismo tem que ser protagonizado por mulheres, assim como o movimento negro vai ser sempre protagonizado por pessoas negras. o que eu noto em muito homem feminista é uma necessidade do cara de dizer “olha aqui como eu sou legal”, mas botar a mão na massa de fato ele não faz e ainda assim leva mérito por isso. é um sintoma triste que até no feminismo, um homem seja mais ouvido do que uma mulher. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – mai2013
RK- Superobrigado por comentar, Wanessa. Aprendo bastante com suas observações.
Conheço mulheres que afirmam que nenhum homem, mesmo que seja feminista, tem moral para criticar o movimento feminista, justamente por ser homem. Isso mostra que elas consideram os homens insuficientemente qualificados para lutar pelo feminismo, já que a luta inclui também apontar equívocos do próprio movimento.
Quanto aos homens feministas da boca para fora, é claro que existem, assim como existe muita mulher que critica o machismo mas que acha certo que o homem sempre pague sozinho a conta do motel. Porém, quando o assunto é feminismo, que homem é mais lido ou ouvido que Rose Marie Muraro, Regina Navarro Lins ou Lola Aronovich? Mas mesmo que seja, se esse homem defende a igualdade de direitos entre gêneros, é bom que ele seja ouvido, não? E que, evidentemente, seja o próprio exemplo do que prega.
Sabe, acho que um dia a consciência coletiva estará madura o suficiente para perceber que o feminismo, assim como as antigas lutas abolicionistas e as atuais lutas contra o racismo e a discriminação sexual, são lutas que se misturam e fazem parte da grande luta contra os sistemas opressores da liberdade de ser, e que todos os que lutam são, sim, protagonistas.
Se nenhum homem pode ter qualquer tipo de protagonismo no movimento feminista, mesmo que as feministas concordem com tudo o que ele diz e faz, então o que devem fazer escritores como eu, que são declaradamente feministas e estão sempre escrevendo sobre igualdade de direitos? Devemos escrever menos para não correr o risco de sermos considerados ilegítimos protagonistas do movimento? Ou devemos criar uma dissidência do feminismo, uma espécie de feminismo sem gênero, onde possamos escrever à vontade, sem medo de ser muito lido? Bem, eu não quero criar dissidência nenhuma, nem quero ser protagonista de nada.
Acho que seguirei escrevendo, que é o que sei fazer. E defendendo não apenas o feminismo, mas também a diversidade humana. E combatendo a imposição de modelos de amor e todos os tipos de opressão que limitam a liberdade de ser. Se minha voz é masculina, a causa é humana, e é a causa que importa. (mai2013)
09- é claro que você deve continuar escrevendo, e eu vou continuar lendo, elogiando quase tudo e criticando as coisas destoantes, como essa imagem. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – mai2013
10- haha sim, passou pelo controle de qualidade porque você tá falando de desejo sexual e claro que a imagem tinha que fazer jus ao contexto da crônica. o que me incomoda é a hiperssexualização da figura feminina todo o tempo sem nenhuma justificativa, isso me incomoda especialmente em um texto feminista. agora peço licença pra me retirar da discussão porque já tô virando a feminazi chata do teu facebook. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – mai2013
11- Aí é cabeção, grande abraço brother. Welington Lopes Silva, Ceilândia-DF – mai2013
12- #WillPirouNaImagemDoPost. Will Simões, Campina Grande-PB – mai2013
13- Adoro ver as mulheres lutando pelos os seus direitos, assumindo-se e conquistando espaços. O que me incomoda é essa exposição desnecessária, falo de saírem nuas e vestindo-se de frases vulgares para tentar impor as outras pessoas respeito. Mulheres têm todo o direito de vestirem-se como querem, de ficarem nuas quando bem entenderem, independente de ser uma “gostosona” ou não, o problema é que muitas fazem isso só mesmo pelo o fato de radicalizarem ou aparecer, e esse pra mim que é o problema. Infelizmente em todos os protestos há os falsos protestantes e aí está o motivo de muitas lutas não serem levadas à sério. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
RK- Obrigado por comentar, Renata Kelly. Eu acho necessária, sim, a exposição da nudez, pois a nudez dessas mulheres nos protestos é, acima de tudo, um ato de resistência (o corpo é meu e não abrirei mão do meu direito sobre ele) e também é um modo eficaz de atacar o machismo num ponto nevrálgico, usando justamente o que atrai os homens para fazê-los aprender que uma mulher vestida dessa ou daquela forma, ou mesmo nua, não é um convite para a violência. Elas estão querendo aparecer? Ótimo! Quanto mais visibilidade, mais a questão será discutida.
Sobre a vulgaridade… Isso é muito relativo. Vulgaridade está no olho de quem vê. Eu, particularmente, nada vejo de vulgar na Marcha das Vadias. Palavras de ordem como “A buceta é o meu poder” estão num contexto de legítima afirmação do corpo e, verdade seja dita, a buceta realmente é o poder da mulher. Se o corpo é o símbolo desse movimento de protesto antimachista, a buceta é o que melhor representa o corpo da mulher que protesta. A buceta é o paraíso profano do prazer, o portal sagrado da vida, viemos todos dela. Aliás, há homens, como eu, que estão sempre querendo retornar, mas isso é outro assunto.
Por ser tão poderosa, é justamente ela, a buceta, o que os estupradores almejam como troféu ensanguentado de sua força opressora. Assim sendo, nada mais simbólico que fazer da buceta a bandeira da resistência e do protesto e de ter orgulho de exibi-la na cara dos machistas. Enxergar vulgaridade nisso pode denotar um tipo de vergonha de si próprio e do que é natural, um resquício maldito de nossa colonização cristã, que sempre associou o corpo e a Natureza ao pecado.
Nas passeatas dos anos 1960, as feministas queimavam sutians. Não foram poucas as mulheres que acharam isso vulgar e prejudicial ao feminismo. Pois bem, hoje a situação social da mulher é muito melhor, graças também aos sutians queimados. Muitos homens, porém, e muitas mulheres, ainda hoje culpam a própria mulher que é estuprada. Contra essa mentalidade estúpida, só mesmo atos radicais como a nudez e os protestos na Marcha das Vadias. (jun2013)
14- Verdade Ricardo Kelmer, a mulher tem uma grande arma, o seu corpo, como vc falou, a sua “buceta”, e como essa é poderosa viu. rs! E também é verdade que a vulgaridade está no olho de quem ver, infelizmente a sociedade ainda é bastante “cega” e atrasada diante as conquistas femininas. Falei da exposição desnecessária, devido muitas fazerem uso dessa exposição sem ter uma causa ou algo a protestar, como vi algumas conhecidas fazerem isso na marcha aqui em Fortaleza, só mesmo pelo o fato de “Eu vou ficar famosa!”. Como falei, há hoje tantos falsos protestantes, por isso sempre há grande desrespeito e confusões nesses protestos. Seria maravilhoso se levássemos mais as nossas causas à sério e respeitássemos o espaço de cada um. Na verdade se começássemos nos respeitando mais e nos amando mais, teríamos esses sentimentos também pelo o outro e viveríamos em um mundo com menos desigualdade, sem preconceitos e mais livre… É um sonho a ser realizado! 😉 Renata Kelly, Fortaleza-CE – jun2013
Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir
A MATRIX EM CADA UM DE NÓS
. Em termos psicológicos, a aventura de Neo, o herói do filme Matrix, é uma reedição moderna da antiga jornada humana rumo à autorrealização, ou seja, à realização do si-mesmo, o mais importante dos arquétipos, aquilo que há de mais profundo e verdadeiro em nós. Autorrealizar-se significa desenvolver o potencial adormecido e nos tornarmos quem somos destinados a ser, porque é isso o que sempre fomos: a semente que já traz em si a árvore futura. Para isso, porém, a pessoa deve primeiro despertar, diferenciar-se da mentalidade comum da massa e conhecer quem de fato é ‒ uma grande aventura da vida inteira.
No primeiro filme mora a essência da história, e ela é uma metáfora da luta cotidiana de cada um de nós para nos realizarmos. O personagem principal é Neo, que, psicologicamente, representa o ego, centro da consciência, o arquétipo do eu. Em busca da realização mais íntima (tornar-se o Predestinado), o ego deve empreender uma longa jornada de autoconhecimento onde não faltarão medos e conflitos para fazê-lo desistir.
Mas o ego não está só na jornada. Na verdade, ele é apenas o gerente da psique, administrando os vários aspectos pelos quais ela é formada e que fazem o “eu maior”. Esses aspectos, por viverem no escuro do inconsciente (fora da percepção do ego), agem influenciando as ideias e atitudes, para o bem ou para o mal. Por isso, para autorrealizar-se a pessoa terá de reconhecer e lidar muito bem com eles. Os personagens principais de Matrix representam esses aspectos.
Morfeu é o incentivador, o componente yang da psique, que é associado ao masculino. Ele tem força, acredita e realiza. É a parte do eu que não se cansa de lutar pelos nossos sonhos, por mais loucos que pareçam, e é capaz de mover o mundo para torná-los reais. Quando tudo parece perdido é essa parte que permanece alerta, impulsiona e nos faz crer em nosso potencial.
Cypher é o traidor interno. Representa o componente sabotador do processo de crescimento psíquico. É a força retrógrada do eu total que sente falta do tempo em que tínhamos menos autoconsciência e, exatamente por isso, menos responsabilidades. Cypher está no poder quando desistimos de lutar e achamos mais cômodo permanecer onde estamos ou, se possível, regressar a um estágio anterior, menos comprometido com mudanças pessoais e novas verdades. Cypher tem medo de arriscar o novo e prefere a segurança do velho, o que provoca estagnação e crise. Ironicamente, o ego precisa desse perigoso aspecto para ser testado.
Trinity é o aspecto yin da psique, que é associado ao feminino, e representa o sentimento, a paciência e o cuidado. Ela é a porta para a dimensão do amor, imprescindível para que o ser se complete. A experiência dramática do amor, com todas as suas facetas, pode impulsionar o ego rumo a níveis avançados de autoconhecimento e autoaceitação. Mas o amor não poderá fazer tudo sozinho: é preciso assumi-lo e cuidar dele no dia a dia, fato que a maioria dos homens, ao contrário das mulheres, demora a assimilar. Trinity aceita seus sentimentos no fim, e é isso que ressuscita Neo, trazendo-a de volta à vida mais forte e capaz.
O Oráculo soa como contrassenso na história: num mundo supertecnológico, onde a ciência atingiu seu apogeu e tudo depende de máquinas e programas, que importância teria uma senhora vidente, cheia de mistérios e ditando profecias? O Oráculo é a dimensão do sagrado em nossas vidas, o arquétipo do divino, o numinoso, algo pelo que nutrimos sentimentos de profunda fé e respeito. Pode ser uma religião formal, uma antiga tradição espiritual ou uma crença religiosa particular. Pode ser uma conexão intuitiva com a natureza, com o cosmos ou a humanidade. Pode ser a arte, e até mesmo a própria vida. Mas sempre será algo diante do qual nos tornamos reverentes, justamente por ser muito mais antigo e maior que nós. O sagrado é obscuro, misterioso, arredio ao intelecto, e jamais o definiremos com exatidões científicas – mas sem ele ficamos à deriva no grande caos da existência. Que seria dos resistentes de Matrix sem a fé no Oráculo?
Há ainda os agentes, sempre buscando eliminar os que se diferenciam. São representantes da própria sociedade, que age como boiada para melhor se organizar e se proteger, pois para ela é melhor que todos ajam e pensem de forma igual. A estratégia é natural e eficiente para a sobrevivência da espécie, sim, mas tem um alto custo: a anulação do indivíduo e a negação de sua singularidade. A maioria dos que tentam se diferenciar é dissuadida pela força da cultura ou por seu próprio sabotador interno e, com medo, volta à segurança da massa.
Mas alguns não desistem e, apesar das dificuldades externas e dos conflitos internos, prosseguem em sua transformação pessoal rumo ao si-mesmo, à realização de sua potencialidade. São esses os predestinados que, com seu exemplo, incentivam outros a fazerem o mesmo. Assim como Neo, aquele que se autorrealiza provoca a sociedade do melhor modo possível, forçando-a a reavaliar suas regras e transformando-a.
Tudo, porém, tem início com o despertar, aquele toc-toc-toc na porta da consciência: acorde!
ARGUMENTO, ROTEIRO E DIREÇÃO: Lilly e Lana Wachowski ELENCO: Keanu Reaves, Lawrence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving
No futuro, a humanidade é prisioneira de sua própria criação, a Inteligência Artificial, que criou a Matrix, uma realidade virtual onde foram inseridos todos os seres humanos para que eles não oponham resistência ao poder das máquinas. Todos não, pois um grupo de rebeldes mantém-se fora dessa realidade e luta para libertar o restante da humanidade. Eles creem na profecia do Oráculo que diz que um Predestinado um dia virá para vencer as poderosas máquinas e salvar a todos. Para eles, Neo, um jovem que vive na Matrix, é o Predestinado. Neo de fato desconfia que há algo errado com a realidade mas não pode aceitar que ele seja o tão aguardado salvador.
Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente, e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.
Mulheres na jornada do herói – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres, pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas
Seguir a boiada ou as próprias convicções? – Podemos, cada um de nós, começar a agir de acordo com as nossas próprias verdades, aquelas que nos fazem sentir mais vivos, úteis e autênticos
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COMENTÁRIOS .
01- Profundo hein Ricardo Kelmer! Amo tudo o que fala do “Si Mesmo”, deste mundo grandioso de possibilidades que levamos dentro de nós mesmo, mas que muitos não acreditam ter ou ser. Também acredito que somos essa “a semente que já traz em si a árvore futura”. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2013
02- Me lembrei agora de Por uma cultura de paz!!! Kathia Albuquerque, Fortaleza-CE – mai2013
03- Toc-Toc-Toc… Robert Pereira, Salvador-BA – mai2013
04- Excelente artigo. Exercer o eu é poder, liberdade, transformação e unidade. Sorrisos de êxtase lendo o texto. Nayanna Freitas,Fortaleza-CE – mai2013
A única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos. Parabéns, Lola, por sua coragem e autenticidade
LOLA BENVENUTTI E A CORAGEM DE VIVER
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Uma garota de programa mantém um blog no qual conta sobre sua vida e narra o que faz com seus clientes. Você já viu esse filme, né? Eu também. Bruna Surfistinha tornou-se uma celebridade nacional graças a seu blog. Porém, tô falando de outra garota de programa. Seu nome: Lola Benvenutti. Seu diferencial é que ela é culta, é formada em Letras pela Universidade Federal de São Carlos-SP, gosta de literatura e escreve bem. O nome profissional foi inspirado na personagem Lolita, do romance de Vladimir Nabokov.
Lola, cujo nome verdadeiro é Gabriela Natália da Silva, tem 21 anos, mora atualmente em São Paulo, assume abertamente o que faz e não tem medo de mostrar o rosto. Ela conta que tornou-se garota de programa porque sempre gostou muito de sexo e tinha um desejo secreto de trabalhar no ramo. Cobrando R$ 250 por uma hora de programa, ela ganha muito mais do que ganharia dando aulas, mas pretende fazer o mestrado de Estudos Culturais na USP, analisando o mundo da prostituição e do fetiche. E não pretende deixar de fazer programas.
Bundão de popozuda do baile funk? Lola não tem. Peitão siliconado de musa do carnaval? Também não. Em vez disso, ela exibe um visual meio roqueiro meio gótico, a mecha branca enfeitando o longo cabelo preto e várias tatuagens pelo corpo de pele branquinha, entre elas trechos de Manuel Bandeira e Guimarães Rosa, uau. Lola é um livro aberto ao prazer.
Lola tem participado de alguns programas da TV. A mídia adora esse tipo de notícia e certamente irá usar e abusar dela. Porém, pelo que vi, Lola é uma garota segura de si, apesar da pouca idade, e certamente sabe que pode usar a mídia a seu favor. Tomara que ela não perca sua essência, que me pareceu tão bonita quando sua estampa física.
Sabe, Lola, a maioria das pessoas não tem coragem de fazer o que gosta e nem de se dar o prazer de ter prazer. Preferem seguir a boiada da cultura e da religião, pois isso é mais cômodo que ser autêntico. Sacrificam a própria realização pessoal com medo de serem mal faladas. Sem coragem de viver verdadeiramente suas vidas, tornam-se frustradas e passam a criticar e apedrejar as pessoas que são verdadeiras e vivem suas vidas com honestidade. Você certamente já levou muita pedrada, né, Lola? E certamente levará mais, afinal essa é a sina dos transgressores. Você pode jogar as pedras de volta, é seu direito, mas, olha, talvez seja mais útil usá-las para reforçar o castelo das suas convicções, tão bonitas quanto você.
A única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos. Parabéns, Lola, por sua coragem e autenticidade. O mundo amanheceu mais verdadeiro e poético por você ser quem você é. .
Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com
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FALA, LOLA, FALA:
“Acho curioso o fato de as pessoas tentarem imaginar qual acontecimento familiar macabro me levou a este caminho. Lamento desapontá-los, mas a verdade é que tive ótima educação. Fui criada no sítio, com os melhores valores que alguém pode aprender. A questão é que eu amo sexo! Quando ainda era menor de idade, entrava em sites de relacionamento e marcava com homens que eu nunca tinha visto na vida. Tornar-me acompanhante foi apenas uma maneira de unir dois gostos: sexo e dinheiro.”
“Eu preferi ser honesta e contar, antes que alguém o fizesse. Sei o quanto meu pai ficaria magoado em saber disso por outra pessoa. Minha mãe creio que desconfiava, então não foi um susto tão brutal, mas, infelizmente, ela é do tipo que liga muito para o que os outros falam e creio que, com o tempo, isso minou nossa relação. Meu pai ficou seis longos meses sem falar comigo e eu achei que duraria a vida toda. Para minha surpresa, conversamos, ele me aceitou – deixando sempre claro que a filha dele, a Gabriela, sempre seria a mesma – e até foi à minha formatura. Tenho muito orgulho de ter esse pai que, apesar dos dissabores, sempre esteve do meu lado.”
“As pessoas são hipócritas, vivem de sexo, veem vídeo pornográfico, mas não falam porque têm vergonha. Um monte de mulher entra no blog e fala que adoraria fazer o que eu faço, mas não tem coragem; e dos homens escuto as confissões mais loucas e cada vez mais esse tabu do sexo é uma coisa besta”
Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > Saiba mais – Onde comprar
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A entrega – Memórias eróticas(Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua experiência de salvação por meio do amor e do sexo anal
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COMENTÁRIOS .
01- Adorei a crônica, realmente é preciso ter muita coragem pra encarar os preconceituosos de frente e peito aberto. Nadine Araújo, Fortaleza-CE – mai2013
02- ELA É LINDA. QUE OS DEUSES/DEUSAS A PROTEJAM, AGORA E SEMPRE!!!!! LEMBRA DE MALENA E A SUA EXUBERANTE BELEZA? Patrícia Lobo, Salvador-BA – mai2013
03- Realmente… Cada um faz o que quer… Mesmo! Sexo pago nunca me faria feliz… Mas se faz a outras (os)… Que vivam assim, né? 😉 Beijos, meu querido! Adulucami Menezes, Fortaleza-CE – mai2013
A folha em branco era o próprio Partido Comunista Chinês a me desafiar, ou você escreve trinta linhas ou então zapt!
O MAJOR DA CHINA
. Com 11 anos, entrei para o Colégio Militar, e lá se foi meu cabelão anos 70. No início, até me empolguei com a novidade, mas aos poucos emergiram incompatibilidades com a filosofia militar. Eu era um aluno estudioso, sim, mas ali a minha energia criativa e os anseios de liberdade não tinham muito espaço. O colégio parecia desafiar minha natureza, ei, mocinho, esse lugar é pequeno demais para nós dois…
Passar por média era importante, mas bem melhor foi me sagrar campeão do Torneio de Tampinha de 1977, organizado pelo grêmio, uma final arduamente disputada entre eu e Celestino ‒ e a medalha, ostentei-a orgulhosamente no peito por meses. Havia uma máfia que protegia calouros em troca de lanche na cantina, e eu fiz parte, claro. E participava das excursões ao Colégio Imaculada Conceição para paquerar as alunas, e depois, inspirado nelas, escrevia contos eróticos que circulavam secretamente durante as aulas. Era divertido. Mas havia todas aquelas regras, hierarquias, a ênfase no obedecer ordens…
Então, na sétima série, o major professor de geografia, disciplina que eu adorava, marcou a prova final. E, como sempre, nos passou cinco temas para a redação, um deles cairia. Segui minha velha e infalível estratégia, inspirada na lei das probabilidades: estudar três temas, dar uma olhadinha no quarto e desprezar o quinto. Pois dessa vez falhou: caiu a China, o tema que eu não estudara. Putz, bateu logo a angústia. Eu, um dos melhores em geografia, tirar zero na redação, que vergonha. Respirei fundo, me concentrei. Mas a folha em branco era o próprio Partido Comunista Chinês a me desafiar, ou você escreve trinta linhas ou então zapt!
Aumentei logo o tamanho da letra, recurso básico. E tratei de errar aqui e ali, riscando e reescrevendo em seguida, tudo para preencher as trinta linhas. Sobre a China, nada de economia, clima, bacias hidrográficas, apenas o ridiculamente óbvio: era um país enorme, ficava na Ásia, capital Pequim, o Japão ao lado, e tinha a muralha. Estiquei bem o trivial, que nem os olhos dos chineses. No fim, percebi, desanimado, que ainda restavam sete intermináveis linhas. O que mais poderia dizer?
Resolvi apelar para o bom humor. O major, gente boa, ia entender. “Como já disse no primeiro parágrafo, caro professor, a China é o país mais populoso do mundo. Há quem diga por aí que isso se deve, veja só o senhor, ao fato dos chineses comerem com dois pauzinhos. Mas não há confirmação científica.” Pois é, juro por minha medalha de ouro de tampinha que escrevi isso. A piadinha cumpriu seu papel, sim, mas ainda restavam três malditas linhas. Então, aberta a porteira, soltei a boiada: “Bem, major, isso é tudo que sei. Se o senhor quiser saber mais, só me resta dizer: vá pra China!”
Entreguei a prova satisfeito, crente que minha espirituosidade renderia uma boa nota. Três dias depois, o major manda me chamar, eu deveria vestir a farda e ir até sua residência. Como morávamos próximos, fui caminhando até lá, sonhando com honras ao mérito. Ele me recebeu fardado, muito sério. Bati continência e ele me conduziu à sua sala. E me passou um sermão que jamais esquecerei. Falou de minha petulância e falta de respeito, que eu zombava da autoridade, que se eu pensava que podia mandá-lo para a China e ficar impune, estava muito enganado. “Por causa dessa estupidez, vou lhe dar um zero, não só na redação mas na prova inteira, e você vai para a recuperação! E só não será expulso do colégio por consideração a seu pai, de quem sou amigo!”
Expliquei que não quis ofender, só tentei por um pouco de humor… “Respeite a instituição, aluno! O Colégio Militar não é circo!”, ele metralhou, do alto de sua patente, os meus ingênuos 13 anos. Mas major, eu só estava brincando, o senhor não sentiu? “Eu não julgo as coisas pelo que sinto! Eu julgo pelo que vejo!”
Saí de lá humilhado. E decepcionado, pois gostava do major, era um bom professor. Mas o pior era a recuperação em geografia, que merda. Por essas e outras é que no ano seguinte saí do colégio. Por vontade própria, bom que se diga. Comemorei deixando o cabelo crescer por um tempão, viva a liberdade capilar!
Não guardo nenhum ressentimento, pelo contrário, tenho ótimas lembranças. O Colégio Militar me ensinou disciplina, me deu amigos e uma medalha de ouro. E o major? Nunca mais vi. Hoje rio do episódio e percebo que serviu para a fortalecer minhas convicções, por isso sou grato ao meu professor. Tornei-me escritor profissional e sempre lutei para que as regras não tolhessem minha criatividade e meus sonhos. A vida não é um quartel, mas há algo pelo qual vale a pena fazer uma guerra, ah, vale: é a essência do que somos.
Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro
A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?
Galinha ao molho conjugal – Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento?
Confissões de um míope – O míope então restringe suas relações visuais com as pessoas a um raio de dez metros e quem estiver além disso não faz parte de seu mundo. E acaba ganhando uma imerecida fama de boçal
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COMENTÁRIOS .
01- Kelmer, eu nao conhecia esta sua estoria. Parabens, e realmente foram anos incriveis! Helder Avila, Fortaleza-CE – jun2013
02- Histórias verídicas da época do Colégio Militar contadas pelo meu amigo Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos. Quem não acreditar, vá pra China. Rsrs João Ilo Barbosa,Fortaleza-CE – jun2013
03- Que legal!!! Gostei do que li!!! Adeli Timbó, Fortaleza-CE – jun2013
04- Lembro de uma discussão que tive com o Maj. Studart na sala, sobre o Rio Nilo. Eu não aceitava que o Nilo nascesse no centro sul da África e desaguasse no Mediterrâneo que fica bem ao norte. Caramba, foi metade da aula para entrar na minha cabeça que Sul, não sobe para o Norte e o Norte não desce para o Sul. rsrsrsrsrsrs. João Guy Almeida, Fortaleza-CE – jun2013
Escritor, ateu, socialista, antifascista. Amante da arte, devoto do feminino, ébrio de blues. Fortaleza Esporte Clube. Fortaleza-CE.
Em meio a problemas no casamento, Téssio é transportado para o passado e lá encontra a si mesmo e a sua mulher Ariane, aos vinte anos de idade. Envolvidos numa conflituosa relação a três, eles precisarão lidar com novos e antigos sentimentos enquanto Téssio tenta retornar à sua vida oficial.
VIAJANDO NA MAIONESE ASTRAL
Um grupo de amigos que viveu na Dinamarca do sec. 14 se reencontra no sec. 20 no Brasil para salvar o mundo de malignas entidades do além. Resumo de filme? Não, aconteceu com o autor. Líder desse grupo aloprado, Kelmer largou uma banda de rock e lançou-se como escritor com um livro espiritualista de sucesso, que depois renegou: Quem Apagou a Luz? – Certas coisas que você deve saber sobre a morte para não dar vexame do lado de lá. As pitorescas histórias desse grupo são contadas com bom humor, entre reflexões sobre carreira literária, amores, sexo, crises existenciais, prostituição e drogas ilegais. Kelmer conta também sobre sua relação com o feminino, o xamanismo, a filosofia taoista e a psicologia junguiana e narra sua transformação de líder de jovens católicos em falso guru da nova era e, por fim, em ateu combatente do fanatismo religioso e militante antifascista.
PENSÃO DAS CRÔNICAS DADIVOSAS
Nesta seleção de textos, escritos entre 2007 e 2017, Ricardo Kelmer exercita seu ofício de cronista das coisas do mundo, ora com seu humor debochado, ora com sobriedade e apreensão, para comentar arte, literatura, comportamento, sexo, política, religião, ateísmo, futebol, gatos e, como não poderia deixar de ser, o feminino, essa grande paixão do autor, presente em boa parte desta obra.
INDECÊNCIAS PARA O FIM DE TARDE
Contos eróticos. As indecências destas histórias querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.
Agenda
2026
Lançamento do livro Fortaleza Prometida do Sol (abr)
Coordenação do estande de literatura cearense na Feira de Artesanato do Cantinho do Frango (mensal)
Coordenação da Confraria Literati (@confrarialiterati), divulgadora da cena literária cearense
O IRRESISTÍVEL CHARME DA INSANIDADE
Romance. Dois casais, nos séculos 16 e 21, vivem duas ardentes e misteriosas histórias de amor, e suas vidas se cruzam através dos tempos em momentos decisivos. Ou será o mesmo casal?
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GUIA DE SOBREVIVÊNCIA PARA O FIM DOS TEMPOS
Contos. O que fazer quando de repente o inexplicável invade nossa realidade e velhas verdades se tornam inúteis? Para onde ir quando o mundo acaba?
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PARA BELCHIOR COM AMOR
Organizada pelos escritores Ricardo Kelmer e Alan Mendonça, esta terceira edição foi enriquecida com ilustrações e novos autores, com mais contos, crônicas e cartas inspirados em canções de Belchior. O livro traz 24 textos de 23 autores cearenses, e conta com a participação especial da cantora Vannick Belchior, filha caçula do rapaz latino-americano de Sobral, que escreveu uma bela carta para seu pai.
Usando a mitologia e a psicologia do inconsciente numa linguagem descontraída, Kelmer nos revela a estrutura mitológica do enredo do filme Matrix, mostrando-o como uma reedição moderna do antigo mito da jornada do herói, e o compara ao processo individual de autorrealização, do qual fazem parte as crises do despertar, o autoconhecer-se, os conflitos internos, as autossabotagens, a experiência do amor, a morte e o renascer.
Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens... Em cada um dos 36 contos e crônicas deste livro, encontramos o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.
Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado…