Confissões de uma leitorinha nua

21/09/2010

Leitorinha, 2010

Fiquei tão à vontade pra ler a página dele na net que agora o fazia completamente nua

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CONFISSÕES DE UMA LEITORINHA NUA

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Por Leitorinha

Uma mulher tem um sonho: encontrar um ser da espécime macho que a compreenda nas suas mais variadas formas de pensar e sentir o mundo. Casar com esse homem? Talvez. Tê-lo em sua cama para dividir gemidos e conversas? Hum… Isso agradaria muito um coração feminino. Compartilhar segredos e levá-lo à tira colo para qualquer parte? Seria perfeito.

Foi assim que Ricardo Kelmer apareceu na minha vida. Um convite irrecusável, uma proposta indecente para conhecer seu blog sobre mulheres. Mulher é um bicho curioso por natureza, gostamos de investigar as coisas, e o rapaz parece ser tão engraçadinho… Custa nada… Comecei a leitura de umas crônicas que tinham o poder de derrubar meu queixo, de tão maravilhosas e bem sacadas. Percebi uma sintonia mágica. “Não acredito que ele saiba sobre isso também! Só pode ter parte com o demo um homem desses… ” RK virou leitura obrigatória, uma atividade de reencontro com minha essência humano-feminina. Ele me fazia rir como uma louca, depois vieram as mordidas nos lábios motivados pelo descaramento em certos textos mais picantes. Eram muitas as sensações, depois te digo mais.

A caixa de pandora havia sido aberta, mas ao contrário da mitologia, não libertou o mal, operou-se uma outra libertação. Eu indicava meu vício para outras viventes precisadas daquela diversão, daquela compreensão. E me orgulho de dizer que algumas amigas o dividem comigo atualmente (dividem o blog, tá?). Escapava nos intervalos do trabalho para ler os textos e me deliciar com cada palavra. Minha sobremesa, ora veja só.

Nunca sabemos em que exato momento começamos a admirar alguém, qual gesto ou palavra daquela pessoa nos cativou. Nesse meu caso de amor literário era qual a palavra poderosa me prendeu, mas a verdade era que não estava buscando respostas pra isso, eu, incrivelmente, apenas gostava de tudo o que o tal escritor produzia. E ponto final. “Afemaria, que agora tu deu pra ler essas doidices… Cadê teus clássicos românticos, maluca?” Eu, doida? Perturbada mentalmente estaria se trocasse a pintura da mulher de carne e osso, desejante e desejada por mulheres artificializadas dos folhetins de mil e oitocentos e me esqueci. Meu momento era de descoberta, experiências ao mesmo tempo pé no chão e fantásticas. Queria respirar novos ares na literatura brasileira, queria conhecer gente nova que me inspirasse tanto ou mais que os catedráticos imortais que estudei na universidade.

Descobri muito mais do que busquei. Achei humor, misticismo, erotismo, beleza, paixão, reflexões sobre a humanidade e tanta identificação com meu dia-a-dia que desconfiei que eu mesma, na calada da noite, assumia a persona de um escritor e produzia tudo aquilo. Aí a pessoa já entrou no nível de fã número zero, né? Exatamente.

Lembro que fui em um evento na cidade para, entre outras literaturices, ver de perto o tal Kelmer. “Bora saber se ele existe mesmo é hoje! Aposto que é uma mulher que assumiu esse pseudônimo aí.” A feira tava uma delícia, muita gente circulando, o povo guajarinando livros e afins, eu paquerando o moço dos dicionários pra ver se ele me dava um desconto, quando de repente ouço falar que em poucos minutos ia haver o lançamento do livro “Vocês Terráqueas”. Aham, era a minha chance. Momento mais apropriado que aquele não haveria. Compraria o livro, ganharia um autógrafo, quem sabe uma dedicatoriazinha marota? A própria glória. Acontece que a Lei de Murphy é minha guru espiritual; a amiga que me acompanhava disse que tava na hora de irmos, que tinha que estar em casa tal hora, que eu demorava demais pra escolher as coisas… Tudo bem, fia, eu já tô indo, deixa eu só passar naquele estande acolá.

E Ricardo era humano. E se movimentava, possuía cores. Acabei perdendo a aposta pra mim mesma. Uau! Figura interessantíssima… Amiga da gente nessas horas só atrapalha, ô derrota. Era ela andando pra saída dizendo que ia me deixar lá e eu andando em direção ao meu muso, resoluta. Cheguei perto e ele me olhou com simpatia. A minha timidez gritava, eu precisava dizer o quanto o sentia próximo, o quanto era precioso e prazeroso ler seus escritos. Mas a boba aqui não conseguiu falar quase nada. Só o parabenizei pelo lançamento do livro e pronunciei o velho “adoro o teu trabalho, viu?”. Contato de terceiro grau com um ser saltado das linhas pro mundo real! Achei que não podia abraçá-lo (vai que RK significasse o nome de um elemento químico radioativo…), mas o abracei ainda meio sem jeito. Ele me agradeceu por estar ali, eu ri amarelo e me despedi. Dois minutos de experiência-quase-morte. Dois minutos!

Saí do local da feira feliz e saltitante. Era o primeiro escritor amado que estava vivo e que ainda por cima tinha me abraçado. Tá, eu sei, deve ser bem piegas dizer tudo isso, mas se aprendi uma coisa com seo Kelmer é que não devemos sentir medo e muito menos vergonha de sentir o que quer que seja. E eu sinto que é uma beleza! A liberdade já existia em mim, eu que ainda tava me acostumando devagar com ela. Perder um pouco a minha timidez característica já era um grande passo.

O tempo passou e fui me tornando uma militante kelmérica das boas. Confessei publicamente minha preferência por músicas bregas, adotei o amor e a liberdade como bandeiras de vida, até tirei do armário o vestidinho que não usava mais por achar que minhas pernas não valiam a pena pra tanto. Virei uma habitué do blog, orkut, coluna d’O Povo, quê mais… Confessar uma coisa: fiquei tão à vontade pra ler a página dele na net que agora o fazia completamente nua, sem temor algum do olhar incisivo que me encarava no canto esquerdo da tela do computador. Intimidade é uma coisa louca.

E eis que num dia desses em que a gente não espera muitas surpresas da vida, o meu escritor cruzou novamente o meu caminho. E aí pude conhecer o homem por trás das letras e dos óculos charmosos. Eu já mais mulher, mais segura de mim, dessa vez não tinha mais motivos para ir embora. Não precisava e não queria ir embora da sua presença. Agora queria saber tudo sobre o ser que não era mais tão lendário, mítico, muito pelo contrário, era vivíssimo e cheio de sangue quente correndo pelas veias.

“Meu maior prazer é te ler, sabia?”

“Pois o meu é saber que você me lê.”

Bem, mas a partir daí já é uma outra história…

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LEIA NESTE BLOG

IncultaEBelaDengosaECruel-6aInculta e bela, dengosa e cruel – Então arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar

Maior que meu horizonte (por Wanessa, inspirado na crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel)E quando eu penso que ele já está de novo envolvido em meus contornos, hipnotizado pelo balanço dos meus quadris e minha maré, ele foge

Cristal – Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

Desconstruindo Kelmer (por Wanessa, inspirado no conto Cristal) – Totalmente metida e curiosa, eu me debrucei sobre o conto e fiz minha própria interpretação

Canalha Kelmer (por Rômero Barbosa) – Cara, essa tal de Cibele queria era te dar. Queria ler sacanagens escritas por você pra depois tu comer ela todinha

O pop pornográfico de Ricardo Kelmer (por André de Sena) – Os contos e crônicas reunidos nesta obra, que poderiam ser catalogados, grosso modo, como “pop/pornográficos”, mostram que a literatura é mais camaleônica do que se supunha

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01- Uma mulher que me lê nua… O que um escritor safado pode querer mais? Obrigado, Leitorinha! Ricardo Kelmer, São Paulo – set2010


O Kelmer endoidou e seus livros liberou

17/08/2010

Ricardo Kelmer 2010

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Liberei mesmo. Decidi disponibilizar todos os meus livros, gratuitamente, em meu blog e também em arquivo PDF.

NO BLOG DO KELMER – blogdokelmer.wordpress.com/livros
Os livros poderão ser lidos por qualquer pessoa, sem necessidade de senha.

NO FORMATO PDF
O arquivo será enviado gratuitamente aos Leitores Vips, que poderão imprimir ou ler na tela do computador. O primeiro é o Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do Feminino, que foi enviado esta semana. Os outros livros serão enviados até dez2010. Se você é Leitor Vip e não recebeu nenhum livro, solicite pelo rkelmer(arroba)gmail.com.

SORTEIO
Sortearei exemplares da obra entre os leitores que enviarem comentários sobre os livros que receberam.

DESCONTO É SEMPRE BOM
Leitor Vip tem 10% de desconto em qualquer pedido.

Não afasto a hipótese de voltar a publicar por editoras, e isso pode ocorrer em breve. Mas considero a internet uma aliada cada vez mais indispensável em meu trabalho.

Obrigado. Ser lido por você é uma honra pra mim. 🙂

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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01- Amo este livro!!! Amoooooooo- talvez pq ele seja um espelho fidedigno da alma feminina, escrito, magistralmente, por um elemento do sexo masculino. É a constatação de que temos, pelo menos, duas almas. Então, vc abre o livro e vai se encontrando nas outras almas(além das duas) e como um reflexo, se achando nos mais diversos personagens. Depois, já no finzinho, desejando que o livro não acabe… Mas isso é um outro segredo. 😉 – recomendadíssimo!!! ” Lucia Gonczy, São Paulo-SP – ago2010

02- Olá Kelmer. É sempre um prazer ler suas obras, tá… que fiquei um tempo sem ler quase nada, mas voltarei. Ainda mais que tenho em PDF ;D Bjão e muuuiiita sorte, sempre! Kelly Cristina, Fortaleza-CE – ago2010

03- “O Kelmer endoidou e seus livros liberou…será q vc inspirou-se naquele saudoso comercial televisivo, que falava: O gerente endoidou e o preço baixou…rsrs. de que loja era mesmo? Xepinha, era? kkkkkkkkkk.” Magah Costa, Thun-Suíça – ago2010

04- Nossa, você é bom mesmo, heim? Ia ler o primeiro conto para dar pprosseguimento depois, mas ainda não consegui parar…:-) Abraços. Tânia Contreiras, Salvador-BA – ago2010

05 Gostaria de lhe parabenizar pela grandiozidade dos textos que compõe o leu livro “Vocês Terráqueas”. Mas, em particular, gostaria de lhe parabenizar pela crônica “Medo de Mulher”. Poucos homens seriam tão capazes de reconhecer esse medo de forma tão explícita. Menos ainda seriam capazes de assumi-lo publicamente editando em um livro. Isso mostra, no mínimo, a segurança que você tem quanto a sua masculinidade, não tendo medo de expor o que pra muitos seria um “fraqueza”. Mostra também a cumplicidade que você tem com nós mulheres, nos orientando e esclarecendo os motivos pelos quais muitos homem não desceram da árvore. Talvez os “ETs” tenham maior domínio desse medo e por isso as mulheres brasileiras se deixam abduzir. Parabéns: pelo grande escritor, pelo grande homem e pela grande pessoa que você é. Maria do Carmo, São Paulo-SP – ago2010


As Terráqueas na Bienal de SP

13/08/2010

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Poizé. Minhas adoráveis e dadivosas terráqueas darão o ar da graça na 21a Bienal do Livro de São Paulo. Farei uma sessão de autógrafos do livro na 2a feira 16go, de 18 a 22h. O local é o estande do Espaço Cultural Alberico Rodrigues (estande 41, rua O). Obrigado, Alberix!

TRANSPORTE: Tem ônibus grátis saindo do Terminal Tietê pro Anhembi.

SAIBA MAIS SOBRE O LIVRO

16ago – seg, 18 a 22h – São Paulo-SP
Vocês Terráqueas – Noite de autógrafos
Bienal do Livro – Estande do Espaço Cultural Alberico Rodrigues
Estande 41, rua O

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01- muito boa haha! Jéssica Nayanne, Fortaleza-CE – ago2010

02- Essa foto é muito você!!!! kkkkkkkk. E você com cara e asa de anjinho. Lindo!!!! Vânia Cavalcante, Fortaleza-CE – ago2010


Guia do Escritor Independente cap 4

10/08/2010

GuiaDoEscritorIndependenteAmazon-05a
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Guia do Escritor Independente
Como publicar livros e gerenciar a carreira literária

(Dicas, Miragem Editorial/2007)

As mudanças na sociedade e as novas tecnologias possibilitam cada vez mais aos escritores a possibilidade de desenvolver suas carreiras sem necessariamente estarem ligados a alguma editora. Hoje é possível publicar, divulgar e vender os próprios livros usando-se a internet e outros meios alternativos, baratos e eficientes.

Com sua experiência no mercado editorial oficial e alternativo, o autor resume neste livro as ideias que divulga em suas palestras e oficinas, mostrando que os novos autores podem gerenciar a própria carreira, publicando e vendendo seus livros, conquistando seu público e realizando, assim, o velho sonho de ser escritor.

OBS: Esta obra é constantemente atualizada devido às rápidas mudanças trazidas pela tecnologia.

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Cap 4

OS 8 MANDAMENTOS DO OFÍCIO DE ESCRITOR

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1- Escreva, escreva

Para escrever bem, só há um caminho: escrever. Escreva muito, todos os dias, escreva sempre. Fique exausto de tanto escrever. Somente escrevendo bastante você conseguirá errar bastante, e somente errando muito é que você se aperfeiçoará, eliminando os pontos falhos. Escreva o que sentir vontade: crônica, artigo, conto, romance, poesia de guardanapo, pensamento de agenda. Somente escrevendo, seja lá o que for, você reconhecerá suas potencialidades e seu texto seguirá o caminho que lhe é destinado.

2- Missão ou maldição

Não se importe se um dia será ou não reconhecido, se será famoso ou se ganhará dinheiro ou não com suas letras. Não espere sequer elogios ou recompensas. Alimentar expectativas é meio passo para engordar desde logo uma futura frustração profissional. Simplesmente não espere nada. Quem escreve, escreve porque gosta. Ou porque sente necessidade – é algo orgânico e ao mesmo tempo espiritual. Alguns dizem que é missão e outros, maldição. Há escritores que dizem ser algo absolutamente inútil. Não importa o que significa. O que importa é que se você esperar algo dessa dama chamada Literatura, vai se dar mal. Ela é linda e encantadora… mas gosta de prometer o que não pode cumprir. Viva bons momentos, goze muito com ela, briguem bastante. Mas jamais espere que dona Literatura lhe sirva café na cama. Pagar seu aluguel, então…

3- Ler

Para qualquer leitor, a leitura é um poderoso ativador da imaginação. Para o escritor, porém, ela o enriquece em muitos aspectos. Um texto, qualquer que seja, pode conter coisas muito interessantes, pode detonar uma bomba de novas ideias. Lendo, o escritor conhece outros estilos, outras formas de se contar uma história e sente em qual água deve beber. Mesmo quando não agrada, a leitura pode descortinar amplos horizontes de possibilidades literárias. Matéria de jornal, bula de remédio, rabiscos de porta de banheiro – em qualquer texto pode se esconder um tesouro.

4- Arte da alma

A alma individual faz parte da alma coletiva. Assim, quanto mais fundo o artista expressa sua própria alma, mais fundo expressará a alma da humanidade. O artista que, por meio do autoconhecimento psicológico, se torna íntimo de si mesmo, saberá não apenas expressar a sua alma e a da humanidade, como também se tornará uma pessoa equilibrada e harmonizada consigo mesmo e com a vida. O autoconhecimento psicológico não faz necessariamente um grande escritor, é verdade, assim como não é função da arte torná-lo uma pessoa melhor, mas o autoconhecer-se traz uma imensa vantagem: ele jamais deixará que o escritor se perca nos caminhos e descaminhos de sua alma. Nem de sua arte.

 5- Regras, leis e prisão

A arte é para libertar. Então, estude gramática e aprenda as regras da língua. Consulte dicionários e manuais de estilo e redação. Nesse ponto, escritores e advogados se parecem: eles estudam as leis exatamente para se desviar delas. O conhecimento teórico lhe facilitará a criação de um estilo próprio, que surgirá aos poucos com a prática e se imporá dentro de sua arte, libertando-a cada vez mais. Quem sabe onde estão as grades, só caminha para a prisão se quiser.

6- Mostre

O melhor escritor do mundo jamais será o melhor escritor do mundo se ninguém o conhecer. Então perca a vergonha e sempre mostre o que você escreve, pois o retorno dos leitores o ajudará a definir seu caminho. Se terão saco de ler, isso é outra coisa, mas você precisa mostrar que escreve e o que escreve. Nunca espere nada, mas uma ou outra pessoa dirá exatamente aquilo que você precisa escutar. As críticas negativas são as melhores: elas têm o poder de lhe fazer ver aquilo que de outra forma jamais veria. Crie um blog, distribua seus textos por e-mail, imprima livretinhos para presentear nos aniversários, enfim, estabeleça algum tipo de rotina profissional e de estratégias de divulgação para que você se mantenha sempre comprometido com seu próprio sonho. Se você for um mau escritor, seguirá escrevendo porque gosta e não porque isso lhe dá fama ou dinheiro. Mas se for um bom escritor, então, de tanto insistir, o mundo poderá lhe abrir as portas.

7- Vergonha e aperfeiçoamento

O aperfeiçoamento nos faz melhores, sim, mas, por outro lado, sempre traz o desconforto de nos revelar o quanto éramos ruins. Só quem não se envergonha do que fez antes é aquele que não melhora. Se esse incômodo não acontece para o escritor, é sinal que ele não está mudando. E só melhora quem arrisca se transformar. Mas não se arrependa do que fez: você só melhorou sua escrita porque um dia percebeu que ela não era boa. Parabéns!

8- Sacrifício

A última das dicas é um grande ponto de interrogação que jogo em seu colo. Que tipo de sacrifício você está disposto a fazer em nome desse sonho de ser escritor? Pense nisso. Você aceitaria passar anos e anos levando uma vida difícil, de solidão e privações materiais, sem nenhuma garantia que um dia será descoberto pelo mercado e ganhará dinheiro com sua arte? Pense nisso com calma. Você aceitaria abdicar de ter uma família, filhos, e ter que ir morar longe, sozinho, sem amigos, tudo isso para poder dedicar a sua energia a esse sonho? Pense nisso com honestidade. Se uma bola de cristal lhe mostrasse que, após uma vida inteira dedicada a escrever, você vai morrer sem ter conseguido que nenhuma editora se interessasse por seu trabalho, ainda assim você continuaria sendo escritor? Se existe um segredo nessa história toda, é este: o sacrifício que você está disposto a empreender para ser escritor tem o mesmo tamanho das suas possibilidades de sucesso. E só você sabe a resposta.

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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GuiaDoEscritorIndependenteAmazon-05aLEIA O LIVRO NA ÍNTEGRA

Cap 1:  Circuito oficial
Cap 2:  Circuito alternativo
Cap 3:  Autogerenciamento
Cap 4:  Os oito mandamentos do ofício de escritor

> ou compre aqui

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Guia do Escritor Independente cap 3

10/08/2010

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Guia do Escritor Independente
Como publicar livros e gerenciar a carreira literária

(Dicas, Miragem Editorial/2007)

As mudanças na sociedade e as novas tecnologias possibilitam cada vez mais aos escritores a possibilidade de desenvolver suas carreiras sem necessariamente estarem ligados a alguma editora. Hoje é possível publicar, divulgar e vender os próprios livros usando-se a internet e outros meios alternativos, baratos e eficientes.

Com sua experiência no mercado editorial oficial e alternativo, o autor resume neste livro as ideias que divulga em suas palestras e oficinas, mostrando que os novos autores podem gerenciar a própria carreira, publicando e vendendo seus livros, conquistando seu público e realizando, assim, o velho sonho de ser escritor.

OBS: Esta obra é constantemente atualizada devido às rápidas mudanças trazidas pela tecnologia.

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Cap 3

AUTOGERENCIAMENTO

Este trabalho visa incentivar autores independentes a publicar seus livros, mas também a aprender a gerenciar a própria carreira. Sem esse autogerenciamento, a coisa é ainda mais difícil.

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o que é ser independente?

Pode-se dizer, de modo geral, que um escritor é independente se ele tem seu trabalho desvinculado das editoras tradicionais. Entretanto, ainda que possua livros publicados por editoras, o escritor pode adotar uma posição relativamente independente. Por exemplo, ele pode manter certos trabalhos fora do mercado oficial, publicando e vendendo seus livros no circuito alternativo. E por que faria isso? Talvez porque nenhuma editora tenha se interessado por esses trabalhos e ele não os deixaria no fundo da gaveta. Ou talvez porque deseja ter total controle sobre algum trabalho, o que não acontece quando se publica por editoras.

Um autor independente ou semi-independente pode vender seus livros mais barato por um site próprio, criar promoções e fazer sorteios e estabelecer algum tipo de contato direto com seus leitores. Isso é mais complicado no caso de escritores famosos, claro, mas mesmo para esses é possível manter certa postura independente.

Nem todo escritor, porém, gosta dessa ideia de independência, circuito alternativo e coisa e tal. Alguns querem apenas escrever seus livros, receber seus direitos autorais e o resto não lhe interessa. Mas há escritores, assim como certos artistas, que se sentem comprometidos com sua independência e com certos conceitos ligados ao mundo alternativo que falam de liberdade e democratização da informação. Para esses escritores, não basta vender seus livros: eles querem que os livros sejam mais acessíveis, que mais pessoas gostem de ler, que um dia ler seja entendido como necessidade básica. Muitos escritores e artistas famosos até desejam tudo isso, é verdade – mas não tomam qualquer atitude, o que é uma pena.

o escritor independente ideal

Se existe um escritor independente ideal, eu o imagino assim:

Tem bom conhecimento da língua e sabe se expressar através de variadas formas de linguagem como textos formais e informais, curtos e longos etc.

Conhece as leis do mercado editorial oficial e alternativo, mantém-se informado sobre muitos assuntos, é organizado, disciplinado, perseverante e ama o que faz.

Encara a tecnologia como aliada e sabe usar a internet e os programas de computador necessários à produção, divulgação e venda de seus livros.

Está atualizado quanto às políticas culturais, tem um bom senso de classe, conhece as pessoas certas nos lugares certos que podem ajudá-lo e sabe se relacionar;

Consegue manter-se em seu caminho de escritor e obtém bom retorno de seu trabalho.

Caramba, essa pessoa existe mesmo?! Bem, como falei no início, esse seria o perfil do profissional ideal. Talvez você não reúna todas essas qualidades, mas pode reunir boa parte delas com o tempo e a prática.

você é um(a) escritor(a)?

Não se iluda: ser escritor é para pouquíssimos. Tem muitos autores de livros por aí, poetas de botequins, gente que comete suas crônicas e até publica em jornal. Mas ser escritor é mais que isso.

Na vida de um verdadeiro escritor, a literatura é mais que sua companheira de viagem pela vida: ela é a própria viagem. É por ela e é nela que ele se move. O amor pela palavra escrita ilumina seus dias e suas noites e dá sentido à existência. Por esse amor o escritor será capaz de imensos sacrifícios, inclusive abdicar de todos os outros amores. Ele é absolutamente comprometido com essa relação. O verdadeiro escritor sabe que não tem outra opção na vida.

Se você está mesmo disposto a seguir esse difícil caminho, terá antes de tudo que desenvolver uma personalidade de escritor independente, ou seja, adquirir a força, a sagacidade e a flexibilidade de um lutador e temperar tudo isso com humildade, paciência, confiança na vida e a capacidade de recomeçar sempre que for necessário. E, além de tudo isso, terá de manter sempre viva a chama de encantamento, aquele mesmo encantamento que lhe tomou conta quando viu um livro pela primeira vez ou quando soube que precisava escrever senão morreria frustrado.

É muito difícil ser escritor independente. É preciso ser capaz de fazer outras coisas além de escrever bem: você poderá ter de ser seu próprio secretário, ilustrador, diagramador, marqueteiro, divulgador e vendedor. Escritores ricos e famosos podem pagar por esses serviços, mas você não pode.

E aí, você acha que consegue?

a força para prosseguir

Acho que agora é útil dizer algo que aprendi a duras penas, mas que me permitiu chegar ao ponto onde estou, mantendo-me até hoje como escritor independente. Estou falando de autoconhecimento.

Assumi esse comprometimento total com minha arte aos 30 anos. Cedo ou tarde, foi no momento que precisava ser. Porém, o importante é que, uma vez que entendi verdadeiramente que ser escritor era o meu destino, precisei de muita força para não abandonar o caminho. E de onde tirei essa força?

Alguns tiram sua força da religião, família ou pessoa amada. E há os que tiram de si mesmo, como eu. Na época em que assumi a sina, me interessei por psicologia junguiana e foram as ideias de Jung sobre autorrealização (que ele chama de individuação) que me forneceram a luz que iluminou meu caminho nos momentos de maior escuridão e incerteza. A psicologia junguiana me fez entender que se eu me conhecesse profundamente, saberia usar toda a força que há em mim para realizar a essência do que sou.

O processo de autoconhecimento não é fácil, pois exige muita coragem, honestidade consigo mesmo e total confiança no próprio processo. O autoconhecimento nos força a atravessar nossos infernos pessoais, mas as recompensas são grandiosas.

Graças ao conhecimento de mim mesmo adquiri o equilíbrio e a clareza de visão necessários para não me perder. Uma das coisas mais importantes que o autoconhecimento me deu, na verdade ele tirou: a autoimportância. Precisei me livrar de muitos pesos inúteis para prosseguir na jornada e um desses pesos era o excesso de importância que eu mesmo me dava. Para um escritor independente, é melhor se livrar cedo de certas vaidades. Quanto antes você compreender que não é a arte que tem de servi-lo, mas é você quem tem de servir à sua arte, menos você sofrerá.

GuiaDoEscritorIndependenteAmazon-05acomputador e programas

Em pleno século 21 ainda tem escritor que usa máquina de escrever ou que escreve apenas com caneta. Questão de preferência, claro. Mas se você deseja ter menos trabalho, ser mais organizado, gastar menos tempo, economizar e se preparar desde cedo para gerenciar sua própria carreira de escritor, ou seja, se você quer se aproximar ao máximo daquele perfil ideal de escritor independente, dê um jeito de possuir um computador pessoal. Ou, pelo menos, tenha um à sua disposição.

Antes de entregar seu livro à gráfica, o autor independente precisa digitá-lo, criar uma capa, inserir imagens. Uma opção é contratar os serviços de profissionais. Porém, se o autor souber usar os programas certos, ele mesmo poderá fazer tudo isso e economizar, reduzindo assim os custos de produção de seu livro.

Há editores de texto específicos para escrever livros, mas começar com o velho Word já está de bom tamanho. Para criar capas um bom programa é o Corel Draw. Para editar imagens há o Photoshop. Esses são programas bem conhecidos, mas há outros que podem substituí-los. Dominando-os, você poderá montar seus livros no computador, desde o miolo à capa, incluindo imagens. Poderá também criar cartazes, panfletos, convites de lançamento e projetos de patrocínio.

Não esqueça da revisão textual. Alguém, que não seja você, deve revisar todo o texto, de preferência um profissional. Por melhor que você escreva, não caia na besteira de pular essa parte.

contatos

Conhecer pessoas na imprensa é fundamental. Descubra quem são essas pessoas em sua cidade, faça amizades. Se conhecem você e seu trabalho, isso facilita a divulgação. Mas seja sensato, viu? Nunca force a barra, pedindo que leiam o que escreveu, e muito menos encha o saco para publicarem aquela sua crônica linda. A falta de simancol fecha portas rapidinho.

O circuito alternativo também oferece boas oportunidades de publicação. Publique textos em jornais de bairro, revistinhas alternativas e qualquer tipo de publicação que aparecer. Aos poucos, você chamará a atenção para seu trabalho e, se ele tiver qualidade, você passará a ser convidado a publicar.

No circuito alternativo nem pense em exigir pagamento por seus primeiros textos publicados. No início, o escritor é um desconhecido como muitos outros, todos buscando um espaço para mostrar seu valor, e nesse momento o mais importante é mostrar o trabalho, além de que publicações alternativas dificilmente dispõem de recursos para remunerar autores, sem falar que provavelmente durarão pouco tempo.

gráficas tradicionais

Existe também a opção de encomendar a edição de seu livro às gráficas tradicionais, que além de geralmente imprimirem com alta qualidade, também fazem um bom acabamento no livro (corte, montagem, laminação e refilamento). No entanto, para obter um preço razoável, que viabilize um bom preço final de venda, geralmente os autores precisam encomendar muitos exemplares (500 a 1.000), o que obriga o autor a investir uma alta quantia. Se há uma garantia de retorno desse investimento, de preferência rápido, ótimo. Mas, infelizmente, a grande maioria dos autores não tem como vender tanto livro. Até pouco tempo atrás, esta era a única opção em termos de gráfica.

gráficas rápidas

Então, a tecnologia fez surgir as máquinas fotocopiadoras. E algumas lojas, recentemente, passaram a oferecer serviços de edição de livros. Algumas se especializaram, tornando-se concorrentes das gráficas tradicionais. A qualidade de impressão e acabamento da maioria é mais baixa que as das tradicionais, mas há uma grande vantagem: o autor pode encomendar pequenas tiragens, investindo bem menos. Outra vantagem: o autor pode fazer alterações em seu livro a cada nova edição, revisando o texto, consertando falhas de diagramação ou incluindo um novo patrocinador. Numa alta tiragem ele também pode mas, nesse caso, terá que esperar vender todos os exemplares da edição.

Uma boa opção é imprimir o livro (miolo e capa) numa copiadora e fazer o acabamento numa gráfica tradicional. Esse acabamento inclui o corte e a montagem das folhas, a colagem, a laminação (película plástica que reveste a capa) e o refilamento (corte final). Outra opção é imprimir miolo na gráfica rápida (e reimprimir à medida que necessitar) e imprimir capa e fazer o acabamento numa gráfica tradicional (guardando as capas para usar à medida que reimprimir o miolo).

parcerias, apoios e patrocínios

Vamos primeiro nos entender sobre os termos que utilizarei. Patrocínio envolve dinheiro em troca de publicidade no livro. Apoio não envolve dinheiro, mas algum produto ou serviço em troca de publicidade no livro. E parceria é uma troca de interesses, e pode ou não envolver publicidade no livro.

PATROCINADOR – O patrocinador paga um valor em troca de publicidade no livro (na última capa e/ou no miolo) e nas peças de divulgação. Dividir o valor total que se necessita em várias cotas também funciona.

DICA: Estabeleça valores baixos, para fechar suas cotas mais facilmente. Lembre-se sempre que muitos aceitam patrocinar mais por vontade de ajudar do que por esperar um bom retorno de publicidade. Então, facilite.

APOIO – Às vezes o autor não consegue dinheiro, mas consegue algum tipo de apoio, como produtos ou serviços. Se eles depois puderem ser transformados em dinheiro, ótimo. Se ajudarem ao menos a diminuir os custos de produção do livro ou do evento de lançamento, muito bom. Se for algo que não está diretamente ligado ao livro mas que o autor necessita (crédito numa loja ou num restaurante), também pode ser bom. Talvez a própria copiadora ou gráfica aceite diminuir o preço de seus serviços em troca de publicidade no livro e na divulgação.

PARCERIAS – São feitas de várias formas. Ao autor, a parceria oferece alguma vantagem em termos de venda ou divulgação. Exemplo: o autor pode dar (ou vender com desconto) alguns exemplares de seu livro para um bar ou uma loja, que fará sorteios semanais entre os clientes. O estabelecimento ganha porque oferece algo interessante à clientela e o autor ganha com a divulgação de sua obra a um custo baixo.

financiamento coletivo

Uma forma de viabilizar a publicação de seu livro é usar os sistemas de financiamento coletivo, também conhecidos por crowdfunding. Há vários sites em que você pode apresentar seu projeto e receber doações e vender antecipadamente seu livro. Você também pode fazer isso por conta própria, criando uma promoção de pré-lançamento onde seus leitores adquirem antecipadamente seu livro e, em troca, ganham desconto no preço, têm seus nomes registrados na página de agradecimento e participam de sorteios de serviços e produtos que você pode conseguir com apoiadores.

alternativas de venda e distribuição

Após esbarrar nas tenebrosas dificuldades relativas a distribuição e venda, a maioria dos autores iniciantes desanima e desiste. Resultado: muitos exemplares encalhados, que mofarão no canto do armário ou servirão para presentear os amigos durante séculos. Para que isso não aconteça com você, é preciso encontrar alternativas além da tradicional venda em livrarias.

Há autores que também são professores e têm em seus alunos um bom público comprador, que se renova a cada ano letivo. Há autores que fazem palestras e cursos e vendem seus livros nesses eventos.

Outra forma de vender livros é participar de eventos ligados ao tema de sua obra como feiras culturais, gastronômicas, esportivas etc. Há empresas distribuidoras que poderão se interessar em distribuir seu livro em livrarias e eventos culturais, ganhando um percentual na venda. E há também a internet, onde você pode encontrar sites que vendem livros independentes, nos formatos impresso e eletrônico.

GuiaDoEscritorIndependenteAmazon-05apreço

O preço de seu livro deve estar dentro dos preços praticados pelo mercado. Há autores que, por considerar que seu livro requereu muito tempo de pesquisa e trabalho, estipulam um preço acima da média. É o ponto de vista do autor, claro. Mas é preciso considerar alguns fatores importantes.

Já foi dito aqui, mas não custa reforçar: o primeiro livro de um autor é um marco em sua carreira. Equivale ao lançamento de um novo produto de uma empresa. O que as empresas fazem nessas ocasiões? Elas estabelecem estratégias especiais de divulgação e venda porque sabem que precisam muito entrar no mercado daquele produto, chamar rapidamente a atenção do consumidor e fazer com que as pessoas experimentem seu produto.

O mesmo vale para o autor. O mais importante agora é que seu livro seja lido. Ele precisa ganhar dinheiro, claro, mas se o preço do livro estiver acima da média, ele perderá leitores em potencial. Portanto, nada de querer ganhar muito agora. Melhor vender muitos livros com lucro menor que ganhar mais mas vender poucos.

Faça uma pesquisa nas livrarias e veja o preço de livros do mesmo gênero que o seu e compare a qualidade do material e a quantidade de páginas para se certificar de que seu livro terá preço inferior aos livros das editoras. Faça isso, pois além da sua necessidade de ser lido, há o fato de que as pessoas tendem a desvalorizar autores locais e muitas compararão seu livro aos livros que elas veem nas livrarias, capas lindas, acabamento impecável, autores famosos… Então não lhes dê mais um motivo para não querer comprar seu livro.

Ah, e tem sempre aquele chato que acha que você deve dar um exemplar para ele. O argumento costuma ser o mesmo: vou fazer propaganda, conheço muita gente… Não dê, ofereça um desconto. É provável que não adiante, pois o chato quer porque quer o livro de graça e não entenderá que esse é o seu trabalho. Uma pessoa assim, por mais que diga o contrário, na verdade está desvalorizando seu trabalho. Há uma frase que geralmente é usada por artistas nessas ocasiões: Não me peça para dar a única coisa que eu tenho para vender. Às vezes funciona, mas chato que é chato nunca se manca.

Bem, há casos e casos, claro, mas com o tempo você aprenderá a detectar quem realmente valoriza seu livro.

outros trabalhos

Escrever dificilmente vai lhe dar dinheiro suficiente para ficar apenas escrevendo, principalmente no início. Então, se você não herdou uma boa grana ou possui outros recursos, a saída é arrumar um trabalho ou uns bicos, o que seja, para poder manter-se escrevendo, na esperança de que um dia seu ofício seja autossustentável.

Há escritores que só se tornaram escritores após certa idade, quando já ganharam dinheiro suficiente e puderam dedicar-se mais ao ofício. Há os que param de trabalhar e se dão um tempo para escrever um livro. E há aqueles que não conseguiriam abandonar sua arte, mesmo que apenas por alguns anos, e preferem enfrentar todas as dificuldades que surgirem.

A decisão é sua. Mas se decidir pela terceira opção, saiba que será preciso muita criatividade, perspicácia e jogo de cintura para manter-se escrevendo.

alternativas de trabalho

É relativamente comum que escritores assumam um estilo de vida simples, quase franciscano, com o objetivo de diminuir ao mínimo possível seu custo de sobrevivência. Então, largam mão de viagens e prazeres, deixam de sair à noite e até mesmo de comprar livros. Muitos abdicam de ter uma família, pois sabem que a obrigação de sustentá-la poderá afastá-los de seu sagrado ofício.

O ideal seria conseguir algum trabalho ligado ao trabalho de escritor. Eis algumas opções:

PROFESSOR PARTICULAR – Aqui, evidentemente, você precisará dominar bem alguma disciplina e ter vocação para ensinar.

REDATOR OU DIGITADOR – Redatores são criadores de textos que geralmente trabalham para agências de propaganda, veículos de comunicação ou instituições de ensino. Digitadores transcrevem textos para o computador ou organizam dados em planilhas para empresas.

REVISOR DE TEXTO – Não apenas estudantes, mas muitas pessoas em vários segmentos precisam produzir textos e nem sempre escrevem bem. Para essas pessoas, o serviço que prestam os revisores de texto é providencial. Vantagem: trabalhar em casa.

COLUNISTA – Manter uma coluna em jornal, revista ou site é ótimo, pois ao mesmo tempo que o escritor pratica seu ofício, também divulga seu trabalho. Às vezes a remuneração é direta, mas é comum que o colunista tenha liberdade de negociar a publicidade de seu espaço e, assim, ganhe por seu trabalho de modo indireto.

PALESTRANTE – O escritor pode se especializar em falar sobre algum assunto, não necessariamente sobre literatura, e vender palestras e cursos a colégios, faculdades, empresas, espaços culturais etc. Vantagem: poder vender livros nesses eventos.

EDITOR – É cada vez mais comum escritores se tornarem editores de publicações como zines, revistas, jornais e sites. Para isso, você precisará ter conhecimentos técnicos e de mercado, além de conhecer profissionais como outros autores, jornalistas, ilustradores etc. Se há venda de publicidade, você precisará de bons vendedores ou você mesmo assumir a função, coisa que geralmente escritores não sabem fazer bem.

ROTEIRISTA – Um roteirista escreve textos dirigidos para algum tipo de expressão artística ou veículo de comunicação. Há roteiristas de teatro, cinema, novelas, seriados, aulas na tevê etc. A linguagem dos roteiros é diferente da linguagem dita literária e às vezes envolve especificações técnicas ligadas às cenas, como posição de câmera, iluminação, direção de ator, inserção de imagens e outros detalhes. O mercado para roteiristas vem crescendo com as novas tecnologias voltadas para o entretenimento como tevê a cabo, internet e celular.

PRODUTOR CULTURAL – Esse termo envolve todas as atividades ligadas à produção de cultura, seja em forma de produtos como livros, CDs, peças de teatro ou eventos como festivais artísticos. Aqui é necessário ter muitos e bons relacionamentos, além de vocação para venda. É um ramo em expansão e algumas faculdades já oferecem cursos nessa área.

GuiaDoEscritorIndependenteAmazon-05alivretos

Uma boa estratégia de venda e divulgação é produzir livretos com textos seus que possam ser vendidos bem barato e que também sirvam para distribuir entre certas pessoas que você gostaria que conhecessem seu trabalho. Usarei o termo livreto para diferenciar dos livros propriamente ditos, que seriam os seus livros oficiais, com melhor acabamento, mais volumosos e mais caros.

Os livretos poderiam conter textos não utilizados nos seus livros ou você até poderia repeti-los, mas reunindo-os sob o mesmo gênero (contos, crônicas, poemas) ou sob o mesmo tema, por exemplo.

Monte um livreto simples, 48 páginas, tamanho bolso (1/4 de uma página de A4). Peça à gráfica uma capa em preto-e-branco e em papel cuchê numa espessura razoável, e solicite dois grampos na lombada para garantir que as folhas não se soltarão.

Fazendo tiragens de 30 ou 50 exemplares, o custo unitário fica mais baixo e o tamanho permite que você saia com alguns no bolso, estando preparado para a possibilidade de encontrar alguém a quem valha a pena dar ou vender um exemplar. Se você conseguir patrocínio ou apoio de alguma empresa, insira a publicidade na contracapa ou no miolo.

Você também poderá usar esses livretos como presente. Em vez de gastar dinheiro comprando outra coisa, você dá um livreto. Sai mais barato e ainda serve para divulgar seu trabalho.

DICA: Crie promoções. Por exemplo: se o leitor comprar dois livros seus, ele ganha um livreto de brinde. Ou ofereça aos leitores que lhe indicarem outros leitores ou potenciais apoios.

Como são mais baratos que seus livros oficiais, esses livretos são perfeitos para serem usados em certas promoções, onde você faz uma parceria com algum bar, loja ou espaço cultural.

Uma possibilidade interessante, não apenas nesses livretos de bolso mas também em qualquer livro independente, é que o autor pode oferecer uma edição especial, personalizada, para os patrocinadores. Estes, além de terem sua publicidade na obra, podem também escrever um texto de apresentação e inserir imagens. Dependendo da negociação, o autor pode até alterar o projeto gráfico original para que a edição fique mais a gosto do patrocinador.

publicando na internet

Antigamente, o escritor só podia publicar em livro ou em jornais e revistas. Hoje, está muito mais fácil, pois existe a internet. Comece então com um site ou um blog, há diversas opções gratuitas na rede, é só escolher. Há também sites onde você pode publicar textos gratuitamente. Publique na internet o que você escreve e só depois pense em publicar um livro impresso.

Publicar na internet traz várias vantagens:

Você aprende cedo a lidar com a internet, ferramenta indispensável aos escritores do século 21.

Você perde a vergonha de mostrar o que escreve e se acostuma a ver seu trabalho publicado.

Você tem um mostruário permanente, 24h, de seu trabalho.

Você começa a formar seu público leitor e aprende a se relacionar com ele, recebendo o retorno imediato do que escreve.

Você chama a atenção do mercado.

direitos autorais e internet

Não perca seu tempo se preocupando se vão copiar o que você publicou na internet e reproduzir por aí sem seus créditos ou se algum sabidinho vai usar seu texto e assinar como se fosse dele. Hoje, esses riscos são naturalmente inerentes ao trabalho de qualquer pessoa e não apenas de escritores, e nem por isso as pessoas deixam de expor seu trabalho na grande rede. Além disso, se for o caso, você poderá provar a data de publicação original de seu texto. E não esqueça que se alguém copiou ou assinou o que você escreveu, isso é um termômetro: seu texto tem algo de bom e atrai a atenção do público.

Se, por um lado há o risco de ter a obra ou a autoria dela adulterada, por outro lado há uma imensa vantagem em publicar na internet: se as pessoas gostarem de seu trabalho, elas próprias se encarregarão de espalhá-lo pela rede, distribuindo seus textos aos amigos. Essa valiosa publicidade não tem preço.

central do autor

Ter um blog ou um site pessoal é muito importante. Ele funcionará como uma central de produção do escritor, uma referência permanente de seu trabalho. Atualize-o constantemente e incentive os visitantes a se cadastrarem para receber novidades e participar de promoções.

É possível também vender seus livros através de seu blog ou site. Para isso, você precisa organizar uma seção com as capas e trechos dos livros, preço, procedimento de compra etc. O sistema de compra pode ser por depósito bancário (quanto mais opções de banco oferecer, melhor), cartão de crédito ou débito ou o serviço de remessa de valores dos Correios.

Os Correios oferecem uma tarifa especial para envio de livros com registro, e você e o comprador ainda podem monitorar o percurso do produto. Há também a opção do comprador pagar após receber o produto. Informe-se sobre todos os serviços e condições e você encontrará os que melhor lhe convêm.

Uma opção interessante de venda são os portais de venda, que servem de intermediário entre quem vende e quem compra, oferecendo, inclusive, seu sistema de venda por cartão de crédito em troca de uma pequena taxa.

Outra opção de venda pela internet são os sebos afiliados do Estante Virtual. Procure um sebo em sua cidade e acerte uma parceria onde eles venderão seu livro, mesmo sendo novo, para todo o país.

GuiaDoEscritorIndependenteAmazon-05aagenda

Monte a sua agenda de contatos num editor de textos como o Word. Ela será um instrumento imprescindível em sua vida profissional, algo que você terá de usar todo dia. Ela deve conter os nomes e os e-mails de amigos e leitores e, em alguns casos, telefones e endereços físicos. Caso deseje maior organização, será útil algum tipo de referência como, por exemplo, a data e o modo como o leitor chegou até você.

Divida a agenda em seções como Amigos, Leitores, Estado, Cidade etc. e mantenha a ordem alfabética. Essa organização será vital quando sua agenda tiver milhares de contatos e você precisar localizar determinado leitor ou por ocasião do lançamento do livro em determinada cidade e quiser enviar o convite apenas a quem mora lá.

DICA: Crie uma seção com apenas os endereços de e-mails (sem quaisquer outros dados), separados por ponto-e-vírgula. Isso facilitará quando você for copiá-los para inserir nos e-mails que enviará.

Há programas de gerenciamento de e-mails, como o Outlook Express, que também organizam os contatos. Porém, a vantagem de fazê-lo num arquivo de editor de texto como o Word é que você pode copiá-lo e levá-lo com você, para abrir em qualquer computador. Melhor que isso: você pode enviá-lo para seu próprio e-mail e assim ter todos os seus contatos sempre atualizados e disponíveis a qualquer hora que precisar, bastando acessar a internet.

Você pode enviar periodicamente por e-mail um texto a seus leitores, mantendo-os informados sobre sua produção. Pode também enviar convites de lançamento ou avisar sobre sua participação em eventos ou naquele programa de tevê. Esse contato periódico criará um vínculo entre autor e leitor que poderá prosseguir ao longo de toda a sua carreira. Tenha cuidado, porém, para não abusar. Um ou dois textos por mês é um número razoável. Mais que isso pode provocar o efeito inverso e seu leitor se cansará de você.

assinaturas e redes sociais

Uma boa maneira de se manter atualizado sobre o mercado literário é assinar os boletins de notícias que são enviados por e-mail, como o da Publishnews e o da Libre (Liga das Editoras Brasileiras).

Como a internet é muito dinâmica, com novidades a cada mês, você precisa ficar atento para captar com rapidez as novas possibilidades que se apresentam para divulgação e venda de seus livros. Um exemplo são as redes de relacionamentos como Orkut, Facebook, Twitter e Instagram. Além de fazer amigos, você pode também usá-las para divulgar seu trabalho, publicando textos em comunidades, realizando promoções e convidando as pessoas a conhecerem seu site. Em sua página você pode manter um resumo do novo livro ou comunicados diversos.

Cuidado ao publicar textos inteiros nas redes sociais. Em alguns casos talvez seja melhor publicar trechos com link para seu site, pois se você precisar revisar o texto, revisará apenas o original que está no site e não todas as cópias que publicou nas redes sociais.

DICA: Promova sorteios de seus livros em comunidades de pessoas que gostam de ler ou que sejam relacionadas ao tema de sua obra. Além de divulgar seu livro, você pode cadastrar os participantes em sua agenda.

livro digital

Aprenda a converter seus livros para o formato PDF ou similar e disponibilize-os para venda nas livrarias virtuais ou diretamente com você. Alguns autores preferem disponibilizar gratuitamente seus livros para que seu trabalho seja conhecido mais rapidamente.

Há livrarias e editoras que aceitam vender seu livro digital, ganhando um percentual em cada venda e sem exigir exclusividade. Pesquise e encontre a que melhor se adequa às suas necessidades.

descentralizando o mercado

Cada vez mais o conceito de independente ganha força no mercado artístico. Artistas independentes, gravadoras independentes, produtoras independentes – a cada dia vemos o mercado se descentralizar, fazendo com que os grandes grupos dividam o bolo com grupos menores. A internet veio acelerar esse processo, permitindo aos profissionais chamar a atenção para seu trabalho, manter contato permanente entre si e ajudarem-se uns aos outros.

Você também pode contribuir para descentralizar ainda mais o mercado. Tente se unir a outros profissionais e formar um grupo que tenha os mesmos interesses, trocando ideias e experimentando novas estratégias de atuação. Uma boa ideia é criar uma espécie de cooperativa de escritores para chamar a atenção do mercado, organizar eventos e negociar melhores preços com gráficas e profissionais como desenhistas, fotógrafos, diagramadores etc.

Nesse exato momento há outros escritores como você, todos buscando publicar livros e vendê-los. Unindo as forças, o caminho de todos pode ficar mais fácil.

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(continua no próximo capítulo)

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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GuiaDoEscritorIndependenteAmazon-05aLEIA O LIVRO NA ÍNTEGRA

Cap 1:  Circuito oficial
Cap 2:  Circuito alternativo
Cap 3:  Autogerenciamento
Cap 4:  Os oito mandamentos do ofício de escritor

> ou compre aqui

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Guia do Escritor Independente cap 2

10/08/2010

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Guia do Escritor Independente
Como publicar livros e gerenciar a carreira literária

(Dicas, Miragem Editorial/2007)

As mudanças na sociedade e as novas tecnologias possibilitam cada vez mais aos escritores a possibilidade de desenvolver suas carreiras sem necessariamente estarem ligados a alguma editora. Hoje é possível publicar, divulgar e vender os próprios livros usando-se a internet e outros meios alternativos, baratos e eficientes.

Com sua experiência no mercado editorial oficial e alternativo, o autor resume neste livro as ideias que divulga em suas palestras e oficinas, mostrando que os novos autores podem gerenciar a própria carreira, publicando e vendendo seus livros, conquistando seu público e realizando, assim, o velho sonho de ser escritor.

OBS: Esta obra é constantemente atualizada devido às rápidas mudanças trazidas pela tecnologia.

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Cap 2

CIRCUITO ALTERNATIVO

Livros independentes

E se nenhuma editora se interessar por seu trabalho? Ficará tentando editora atrás de editora e envelhecerá e morrerá sem ver seus livros publicados? Claro que não. Há outras opções. Mas antes vamos falar sobre o que você pode aprender para depender menos de outros profissionais para produzir seus próprios livros.

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concursos

Uma tradicional opção para publicação de livros independentes são os concursos promovidos por secretarias de cultura, colégios, associações, clubes, centros culturais etc. Neles, os vencedores costumam ganhar a edição paga de seus livros. Mesmo que a qualidade desses livros não seja de empolgar, essa é uma opção bastante válida no início da carreira.

Se puder bancar os custos ou tiver um patrocinador, você pode também imprimir seu livro nas tais editoras por demanda ou em gráficas (tradicionais ou rápidas). Adiante, no capítulo sobre autogerenciamento da carreira, veremos estas opções.

lançamento

Tem gente que prefere lançar seu livro numa livraria ou num clube social. Tem gente que prefere um barzinho descolado ou até mesmo uma praça. O local não importa muito. O que interessa mesmo é que o lugar tenha a ver com o público leitor de seu livro e que não haja falhas na organização. Lembre-se de que talvez você não terá outra oportunidade tão boa para divulgar e vender seu livro.

Programe o evento com muita antecedência para que você, caso necessite, possa alterar algum detalhe. Esse tempo também é útil para que várias pessoas possam ler seu livro e comentar na imprensa e redes sociais.

O ideal é que você consiga matérias e dê entrevistas. Se puder pagar por uma assessoria de comunicação, ótimo, senão você mesmo terá de ligar para muita gente, divulgar  pela internet e agendar entrevistas. Tente sempre citar seus patrocinadores e apoiadores, pois é essa publicidade que pode fazer com que eles repitam o apoio no próximo livro ou na próxima edição.

Com exceção de autores famosos, a grande maioria das pessoas que vai a lançamento de livro é parente ou amigo do autor e uma boa parte vai chateada por estar perdendo a novela ou o futebol. O que importa é que essas pessoas estão saindo de casa para ir ao lançamento de seu livro: você tem a obrigação de lhes proporcionar um evento agradável, onde elas se sintam à vontade e voltem para casa satisfeitas.

O tradicional é oferecer uns comes e bebes. Mas, se puder, ofereça mais, contrate um músico ou uma banda ou monte um telão para exibição de clips musicais ou um documentário interessante, faça sorteio de algum produto ou serviço ligado aos seus patrocinadores ou apoiadores, contrate um número de strip-tease… Faça algo diferente.

A fila da dedicatória é sempre um problema, pois a maioria das pessoas chega no mesmo horário. Ponha alguém para lhes servir algo e anotar o contato delas enquanto estão na fila, isso ajuda a tornar a coisa menos enfadonha. Seja simpático na hora da dedicatória, claro, mas não se alongue no papo. Aquela velha frase “Senta um pouquinho que já, já eu vou na tua mesa pra gente conversar” é uma mentirinha que funciona.

GuiaDoEscritorIndependenteAmazon-05adivulgação

Se o mundo não souber que seu livro existe, todo seu esforço de escrevê-lo e produzi-lo será em vão. Divulgação é fundamental e não adianta querer economizar muito nessa etapa.

Do total de exemplares da primeira edição, separe logo uma parte. A quantidade varia de acordo com a divulgação que o autor pode fazer, mas geralmente inclui exemplares para a imprensa e para formadores de opinião (pessoas cuja posição social ou trabalho influencia os gostos e as opiniões de muitas pessoas). Uma única matéria sobre seu livro na imprensa atingirá milhares de pessoas e por isso vale o custo de um ou mais exemplares.

Há inúmeros modos de divulgar, desde os tradicionais aos mais inusitados. Se o autor se mantiver atento ao que acontece em sua cidade, poderá usar certos fatos ou eventos para divulgar bem seu livro.

É compreensível que o autor deseje ganhar dinheiro rapidamente. Entretanto, se ele almeja uma carreira literária, nesse momento a divulgação é tão ou mais prioritária que a venda. Ele precisa que o mercado saiba que existe um novo escritor. O ideal é que as pessoas saibam disso comprando seu livro, claro, mas geralmente isso não ocorre de imediato. O autor deve entender que nesse momento importante, os exemplares dados às pessoas certas são, na verdade, um bom investimento que ele está fazendo em sua carreira.

Aqui é bom lembrar de algo fundamental: se você está nessa por dinheiro, é melhor mudar de profissão. Esteja nessa por amor ao ofício e por necessidade de escrever. Se o dinheiro vier, será muito bem vindo.

distribuição e venda

Se você acha que superou a pior parte, lamento dizer que ela vai começar agora. É na hora da distribuição e venda que o autor descobre porque as editoras escolhem a dedo seus autores e porque pagam apenas 10% de direito autoral.

Há várias maneiras de vender livros, mas a mais tradicional é através das livrarias. Se esse é seu caso, creio ser bastante útil lhe informar agora o que pode ocorrer…

Seu livro provavelmente não terá qualquer destaque entre os milhares de títulos expostos na livraria. Talvez ele vá para a seção de “autores locais”, o que geralmente significa desvalorização por parte do público de sua própria cidade.

A livraria não aceitará comprar seu livro. Mas ela poderá aceitar ficar com ele em forma de consignação: se vender, você recebe sua parte. Você diz por quanto o livro deve ser vendido ao consumidor e a livraria geralmente fica com 30% a 50% desse valor.

Você imaginará que venderá tantos exemplares por mês. Porém é mais provável que seu livro venda bem menos que suas projeções iniciais. Não porque ele seja ruim – a concorrência é que é forte demais. Após algum tempo, você deixará de ligar todo mês para saber se vendeu algum. Seu livro exposto se desgastará com o tempo e o manuseio (se houver manuseio, o que não deixa de ser bom sinal), e talvez você precise trocá-lo.

Há também a possibilidade da livraria fechar e depois você ter que ir atrás do dono ou do advogado para reaver seus preciosos exemplares. E talvez constate que o esforço não valerá a pena.

É isso que acontece com a maioria dos autores independentes, não só da sua cidade mas do mundo inteiro. Estou exagerando? Então me diga: quantas vezes você entrou numa livraria e comprou um livro de um “autor local”?

O que fazer então? É aqui que entra o conceito que é a base deste livro: o autogerenciamento.

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(continua no próximo capítulo)

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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Cap 1:  Circuito oficial
Cap 2:  Circuito alternativo
Cap 3:  Autogerenciamento
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Guia do Escritor Independente cap 1

10/08/2010

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Guia do Escritor Independente
Como publicar livros e gerenciar a carreira literária

(Dicas, Miragem Editorial/2007)

As mudanças na sociedade e as novas tecnologias possibilitam cada vez mais aos escritores a possibilidade de desenvolver suas carreiras sem necessariamente estarem ligados a alguma editora. Hoje é possível publicar, divulgar e vender os próprios livros usando-se a internet e outros meios alternativos, baratos e eficientes.

Com sua experiência no mercado editorial oficial e alternativo, o autor resume neste livro as ideias que divulga em suas palestras e oficinas, mostrando que os novos autores podem gerenciar a própria carreira, publicando e vendendo seus livros, conquistando seu público e realizando, assim, o velho sonho de ser escritor.

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Cap 1

CIRCUITO OFICIAL

Editoras

Ter uma boa editora, que lhe adiante dinheiro para escrever, que cuide da distribuição, venda e divulgação e que de três em três meses deposite em sua conta os direitos autorais. É o sonho dourado de todo escritor: Mas uma minimíssima parte o realiza. Por que é tão difícil?

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gráficas e editoras

De modo geral, editora é a empresa que reúne autores, publica e vende seus livros. E gráfica é a empresa que apenas imprime os livros. Mas há gráficas que se dizem editoras. E já existem editoras por demanda, onde o autor paga para publicar seu livro em pequenas quantidades sempre que precisar.

Como as editoras de modelo tradicional, que investem na publicação da obra, não se interessam nem dão conta da quantidade de autores que querem ser publicados, o mercado das editoras por demanda vem crescendo bastante e algumas dessas editoras já trabalham com modelos de negociação parecidos com as editoras tradicionais, inclusive vendendo os livros em seu site e distribuindo para as livrarias.

livro bom e livro ruim de venda

Você, autor, encontrará muitas editoras por demanda, onde será você quem investirá para publicar seu livro. Mas uma boa editora, que aceite investir em seu livro, você não encontrará facilmente. Como em todo negócio, no ramo dos livros os investidores (editoras tradicionais) buscam aquilo que lhes dê lucro e, por isso, não costumam arriscar demais.

Isso não quer dizer que todo editor só publica aquilo que considera que venderá bastante. Muitas vezes os editores publicam livros “difíceis de vender” porque pessoalmente eles gostam daqueles livros ou acham que devem publicá-lo por motivos que nada têm a ver com lucro comercial. Isso é ótimo para o autor e para o mercado – mas só é possível porque a editora dispõe em seu catálogo de livros “mais comerciais”, que vendem bem e, assim, compensam investimentos do editor em obras “difíceis de vender”.

As editoras tradicionais recebem, todo ano, centenas de originais. Os critérios de análise são variáveis, mas as maiores chances são dos autores já conhecidos do mercado ou daqueles que foram indicados por alguém conhecido do pessoal da editora. As chances de seu original ser devidamente lido e analisado, amiga autora ou amigo autor, são mínimas. Primeiro porque a maior parte do que chega às editoras é de baixa qualidade ou, se tem qualidade, não se adequa ao perfil de publicações ou se trata daquele tipo de livro que pode até ser bom mas é ruim de venda.

Então, como fazer? Bem, o ideal é que você conheça alguém na editora ou seja indicado por alguém. Não é o seu caso? Então só lhe resta seguir escrevendo e enviando seus originais. Mas tenha o cuidado de enviá-los a editoras que têm a ver com seu livro, o que você descobre visitando seus sites. Uma opção é assinar sites que prestam serviços de intermediação entre autores e editoras.

GuiaDoEscritorIndependenteAmazon-05anegociando seu livro

Há várias maneiras de negociar seu livro com as editoras tradicionais. O procedimento padrão das grandes editoras é fechar um contrato de exclusividade da obra por 5 anos, ao término do qual pode haver renovação ou não, e são elas que geralmente decidem sobre projeto gráfico e preço final do livro.

Quanto à divisão de valores, elas costumam arcar com os custos de produção, distribuição e divulgação e repassar ao autor 10% do valor das vendas, sempre tomando por base o preço final do livro ao consumidor. No preço de capa de um livro participam a editora, o ponto de venda, o autor e, quando há, o distribuidor. Geralmente 50% ou 60% desse valor ficam com a editora, que pagará os custos de produção e divulgação (20%) e direito autoral (10%), ficando com um lucro aproximado de 20% a 30%. Os outros 30% a 50% ficam para a livraria e, quando há, o distribuidor.

No modelo das editoras tradicionais, o autor recebe sua fatia pelas vendas a cada 3 meses. Caso ele deseje comprar exemplares de seu livro, geralmente ganha 40% ou 50% de desconto sobre o preço final. Há editoras que adiantam parte dos direitos autorais quando calculam que o livro venderá bem, o que permite ao autor escrever ou finalizar seu trabalho já com um dinheirinho no bolso.

Há outros sistemas de negociação. Algumas editoras pagam os 10% de direito autoral em forma de livros. Por exemplo: numa edição de 1.000 exemplares, o autor ganha 100 exemplares. Pode compensar se o autor tem como vendê-los.

Há editoras que aceitam dividir o investimento com o autor, ou seja, o autor banca a impressão e a editora fica com os custos de distribuição. Há várias possibilidades de negociação, cada uma com suas vantagens e desvantagens, dependendo das necessidades e dos interesses de autor e editora.

É importante saber que numa editora com muitos livros e autores, ela não os tratará igualmente da mesma forma em relação a divulgação e promoção. Cada editora tem seus critérios e quanto a isso não há muito que se fazer. Mas um autor inteligente e atuante, que não fica parado esperando o sucesso lhe chegar à porta, este tem mais chances de receber mais atenção de sua editora. E, evidentemente, do mercado.

livro digital

A negociação sobre a versão eletrônica da obra (também conhecida por e-book ou livro digital) envolve valores e percentuais diferentes do livro impresso. O ideal é que a editora ofereça ao autor as duas opções de publicação.

agente

Agente literário é o profissional que representa os interesses do autor. É o equivalente ao empresário para o artista. O agente é especialista em mercado editorial e deve saber o que é melhor e pior para seu autor representado, negociando contratos e participações em eventos e estando sempre atento às melhores oportunidades. Sua remuneração costuma ser feita em forma de comissão, paga pelo autor. Há também agentes que avaliam originais e os oferecem às editoras, sendo remunerados por serviço prestado.

Infelizmente, como o mercado editorial brasileiro ainda é pouco desenvolvido, há poucos agentes.
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(continua no próximo capítulo)

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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Cap 1:  Circuito oficial
Cap 2:  Circuito alternativo
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Meu fantasma predileto

01/08/2010

01ago2010

Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

MeuFantasmaPredileto-02

MEU FANTASMA PREDILETO

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Alguém aí pode me dizer onde estão os fantasmas? Onde foram parar as almas penadas que rondavam os cemitérios em noite de lua? E aqueles bichos horrendos que vinham do canto escuro aterrorizar as crianças desobedientes, onde se meteram? De repente não existem mais. Parece que não há mais lugar para eles nesse mundo de assaltantes, sequestradores, assassinos e ladrões de órgãos. Em vez de alma penada, gangues que roubam tênis de crianças e terroristas religiosos que explodem prédios e espalham gases letais em nome de seu deus.

Nas pequenas cidades do interior talvez ainda seja possível encontrar algum fantasminha, resistindo bravamente à invasão dos novos terrores coletivos. Os fantasmas certamente se sentem constrangidos em viver num mundo onde ETs sanguinários estão infiltrados entre nós. Como rivalizar com um bicho gosmento que desce de poderosas naves e implanta chips na cabeça das pessoas para monitorar a raça humana? Isso, sim, é maldade. Assustar pessoas no silêncio das madrugadas é besteira.

Lá em casa morava um fantasma. Não tenho foto dele, mas pergunte para qualquer um lá de casa e terá a confirmação. Ele se manifestava em meu quarto e já havia naturalmente se incorporado ao folclore da família. Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos.

Todos da casa já haviam escutado o som de minha velha Remington, tec-tec-tec no meio da madrugada. No outro dia, ao saberem que eu sequer dormira em casa, constatavam: foi o fantasma novamente. E assim ele (ou ela, vai saber) passou a fazer parte da família. E quando algum hóspede desavisado comentava que ouvira o som de uma máquina de escrever de madrugada, minha mãe então contava do fantasma, de um jeito natural e até com certo orgulho, como uma avó fala das traquinices do neto. Todos tinham certo medo, é claro, e jamais entravam sozinhos em meu quarto à noite. Mas durante anos, ao almoço, a família reunida naqueles sagrados desentendimentos, o fantasma foi garantia de humor e descontração.

Eu, particularmente, adorava a ideia desse insólito companheiro de quarto e não sentia medo. Muitas vezes pedi-lhe encarecidamente que aparecesse, mas nunca vi nem escutei nada. Um belo dia, sumiu. Simplesmente sumiu, ninguém mais escutou o tec-tec-tec de suas visitas. Várias versões surgiram: ele cansou de tentar fazer-me um escritor de sucesso, ela não aturava as minhas namoradas, e por aí vai…

Minha versão, durante algum tempo, era que meu fantasma de estimação foi embora porque não gostou quando troquei minha máquina de escrever por um computador. Deduzi que a tecnologia o expulsara definitivamente deste mundo cada vez mais cheio de teclas e senhas digitais. Mas depois entendi que isso seria subestimar a classe dos fantasmas. E, assim, voltei à estaca zero, e o mistério do sumiço do fantasma prossegue até hoje.

Talvez os fantasmas estejam tão confusos quanto nós, tentando entender o que foi feito daquele mundo em que eles brincavam de nos assustar e nós adorávamos sentir medo. Hoje nosso medo não tem graça nenhuma.
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Ricardo Kelmer 1998 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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LEIA NESTE BLOG

ICI2011PirataoCapa-01Piratearam meu livro novo. Eu rio ou choro? – Já que tem cópia pirata solta por aí, prefiro que você, que é leitor do meu blog, leia a pirata certa

O escritor grávido – Será um lindo bebê, digo, um lindo livrinho, sobre o mais belo de todos os temas

Você vem sempre aqui? (1) – Os termos que trazem as pessoas ao Blog do Kelmer

O dilema do escritor seboso – Certos escritores amadurecem cedo. Tenho inveja desses. Porque nunca viverão o constrangimento de não se reconhecerem em suas primeiras obras

Kelmer Com K no Toma Lá Dá Cá – Aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro maldito

O pop pornográfico de RK (André de Sena) – Pode-se afirmar que Kelmer já é dono de um estilo próprio (no fundo, uma das almejadas metas de todo escritor)

Pesadelos do Além – O pior pesadelo pra um escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado

O encontrão marcado – Fechei o livro, fui até a janela e olhei para o mundo lá fora. E disse baixinho, com a leveza que só as grandes revelações permitem: tenho que ser escritor

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01- Achei muitissimo bem escrito, tao engracado e tao triste ao mesmo tempo, e verdadeiro. SIMPLESMENTE O-TI-MO! Ana Claudia Domene, San Diego-EUA – jun2006

02- adorei a historia de seu fantasma predileto. Monica Campos, Fortaleza-CE – jan2016

03- Gostei. Bons tempos em que os sustos eram de mentirinha. Teo Ponciano, São Paulo-SP jan2016

04- Alguém sabe dizer onde se meteram os fantasmas? Teo Ponciano, São Paulo-SP – jan2016

05- Relembrei meus tempos de infância no interior onde cresci. As pessoas de fato se empolgavam ao contar os “causos”q envolviam fantasmas. Alguns lugares as pessoas evitavam de passar a noite. O Ribeirão era assombrado e isto alimentava a fantasia daquele povo simples e feliz. Saudade dos nossos fantasmas q nunca fizeram mal a ninguém. Carolina De Figueiredo, Içara-SC – mai2016


Minha vida com Jim Morrison

25/07/2010

25jul2010

Acordar e pegar logo uma cerveja, pois o futuro é incerto e o fim estará sempre por perto

MINHA VIDA COM JIM MORRISON

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Em julho de 1991 arrendei uma danceteria e fiz uma homenagem a Jim Morrison: A Noite do Rei Lagarto (ou Como Jim Morrison comemoraria em Fortaleza os 20 anos de sua morte). Assim mesmo, com toda a incoerência semântica, afinal Jim também não era lá de muitas coerências. Casa lotada, clima anos 60, modelitos paz e amor, sósias da Pamela Courson, cinco da manhã e Light my Fire tocando pela décima vez… Ai, ai, eu não imaginava tanta festa para um defunto. Não sei se ele gostou. Mas eu sim, e enchi o bolso.

Jim Morrison e sua urgência desatinada de viver foram meu guru por essa época. Álcool, música e literatura, sexo e poesia. Acordar e pegar logo uma cerveja, pois o futuro é incerto e o fim estará sempre por perto. A ordem era experimentar-se pelo caminho dos excessos.

Sexta-feira, onze da noite. Meus 25 anos tinham um rito sagrado de iniciação noturna. Um bom banho acompanhado de uma dose de vodca pura, um poema vagabundo na velha Remington, mais uma vodca, L.A. Woman no volume máximo, mais uma dose e pronto, eu podia sair para a noite dengosa da cidade, atrás de lucky little ladies ou lost angels para acender meu fogo. Ai, ai. Não sei como o próprio Jim não surgiu noite dessas na rua a me pedir carona para o Badauê.

Depois dediquei-lhe um livro de contos que não publiquei, fiz outra festa para ele e, como performer da Intocáveis Putz Band, recitava o Manifesto das Bem-Aventuranças, onde distribuía bênçãos a putas, travestis, músicos, garçonetes e outros personagens da noite, declaradamente inspirado em Jim. Uma porra-louquice urbano-apocalíptica, dark e herética – demais para a cabeça de Fortaleza, tão sol e forró, a bichinha.

Se um dia Jim chutou o rock’n’roll e foi refugiar-se em Paris, eu um dia enchi o saco de tudo e vim atrás de mim aqui na cidade do Rio de Janeiro. Dei de presente o pôster da festa e não trouxe meus discos dos Doors. Até agora ainda não morri na banheira. Mas já não tenho mais intestino para velhos excessos.

Confesso que se qualquer noite dessas Jim aparecer pedindo carona para o Hipódromo Bar, ele, uma garrafa de Jack Daniel’s e três amigas barulhentas, eu… bem, eu lhe explicaria honestamente que foi bom enquanto durou, sabe como é, ando meio recolhido…

Ok, Jim, você venceu. Mas deixa eu dar uma olhada nas amigas. Você sabe, não dá para confiar muito em gosto de bêbado.

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Ricardo Kelmer 1996 – blogdokelmer.com

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Este texto integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos
Fotos da ilustração: Ricardo Batista (Cadinho)

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LEIA NESTE BLOG

IntocaveisPutzBand1994-201aA celebração da putchéuris – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

Roque Santeiro, o meu bar do coração – Uma homenagem ao bar Roque Santeiro

Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

O dia em que Jim Morrison voltou do túmulo (em breve)

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Clipe: LA Woman (7:51)

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01- kkkkkkkkkkk, Kelmer Querido, Saudades dos seus contos e inspirações nostalgicas, é sempre bom lembrar!!!! e Viva o Lagarto Rei!!!! Abraço Querido lunático!!!! Lua Ahau Cândido, Fortaleza-CE – dez2013

02- E tu está no Rio? Fábio Campos Morais, Fortaleza-CE – dez2013

03- Muito bom, mano! Carlos Carlos, São Paulo-SP – dez2013

04- essa festa foi sensacional, eu fui de pamela morrison. fiz tanta putaria que quase fui expulso. Moacir Bedê, Fortaleza-CE – dez2013

05- Fala kelmer !!! outro dia eu vi um doc. sobre o the doors muito legal!!! Ouvir the doors na estrada e fantastico ! Luciano Hamada, São Paulo-SP – dez2013

06- Olha só que coisa..estava ouvindo hoje ainda,e m deparo com esse post..com sempre maravilhoso!Boa noite meu amigo! http://www.youtube.com/watch?v=AMCl9eOBlsY. Thais Guida, Rio das Ostras-RJ – dez2013

07- As portas de uma lembrança boa!! Hyara Ougez, São Paulo-SP – dez2013

> Postagem oficial no Facebook


As Terráqueas atacam Recife

05/03/2010

Ricardo Kelmer 2010

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Recife, etapa final da Turnê Nordestina 2010. Cheguei aqui na quarta 03mar. No sábado encherei a cara de rock e blues na festa Tributo a Woodstock, no bar Burburinho. No domingo farei o lançamento de meu livro Vocês Terráqueas no bar Casa da Moeda, no Recife Antigo.  E na segunda retornarei a São Paulo, missão cumprida.

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Quinze sem amolecer

05/02/2010

Ricardo Kelmer 2010

Este ano estarei lá novamente, levando meu orgulho de fazer parte da história desse que é um dos mais interessantes eventos que conheço

Há quinze anos, desde 1996, que participo do Encontro da Nova Consciência, em Campina Grande-PB, sem faltar a nenhum ano. É incrível como ainda não enjoaram da minha cara. Este ano estarei lá novamente, levando meu orgulho de fazer parte da história desse que é um dos mais interessantes eventos que conheço. Interessante e resistente pois, apesar das grandes dificuldades que enfrenta, todo ano ele está lá, a erguer sua bandeira de amor à humanidade, respeito à Natureza e celebração das diferenças.

Criado em 1992, o ENC reúne, no evento central e nas dezenas de eventos  paralelos, representantes das diversas áreas do conhecimento, da arte e das tradições, sempre buscando soluções pros problemas do mundo através do diálogo e do respeito. É uma oportunidade raríssima de encontrar e conhecer tantas diferenças de uma vez só.

Este ano, a 19ª edição do evento acontecerá de 12 a 16 de fevereiro, no SESC Centro de Campina Grande. O encontro, que já faz parte do calendário turístico nacional, tem como tema “Sustentabilidade e Responsabilidade Sócio-ambiental”.

Durante os cinco dias do evento serão realizadas palestras, debates, oficinas, cursos, consultas e atendimentos, lançamentos, apresentações artísticas e feiras, além de outras atividades. Dentre os encontros paralelos estão o Encontro de Neopaganismo, Encontro de Ateus e Agnósticos, Encontro sobre Homoerotismo, Encontro dos Baha’ís, Encontro de RPG, Encontro de Anime Cult, Encontro do Santo Daime, Encontro Hare Krishna, Encontro de Budismo, Encontro de Cinema, Mostra de Curtas, Encontro de Literatura Contemporânea, Rock na Consciência, Encontro de Ufologia, Encontro de Tarólogos, Encontro de Arqueologia, Encontro da Arte Mahikari, Encontro do Idioma Esperanto, Encontro Sai Baba Avatar e a Cultura Indiana, Encontro de Sufismo, Encontro GLBTT, Encontro da URI, Encontro de Filosofia Perene, dentre outros.

Participarei este ano com uma palestra, no Encontro de Cinema, sobre o filme Avatar (A Mensagem de Avatar ao Povo da Terra, resumo aqui) e numa mesa sobre Literatura e Novas Mídias, no Encontro de Literatura Contemporânea. A outra mesa é no encontro principal, sobre Alternativas para o Mercado Cultural Independente. Levarei meus livros, inclusive o mais recente, Vocês Terráqueas. E, é claro, irei à feira popular da cidade pra degustar aquele sarrabulho transcendental com aquela cervejinha geladamente redentora, que santo eu nunca fui.

Mais informações: www.novaconsciencia.com.br.

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A Mensagem de Avatar ao Povo da Terra
Temos de compreender o que os antigos já sabiam e nós esquecemos: a Terra é um ser vivo e nós fazemos parte dele

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Turnê Nordestina 2010

27/01/2010

Ricardo Kelmer 2010

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A Turnê Nordestina 2010 já tá acertada, ô maravirilha.

11 a 18fev: Campina Grande-PB. Participarei da 19a edição do Encontro da Nova Consciência, um incrível festival multicultural que rolá lá desde 1992 e reúne dezenas de eventos paralelos ligados a arte, ciência, filosofia e tradições. É minha 15a participação consecutiva. Farei uma palestra no Encontro de Cinema (A Mensagem de Avatar ao Povo da Terra) e comporei duas mesas, sendo uma sobre Literatura e Novas Mídias no Encontro de Literatura Contemporânea e outra mesa no encontro principal sobre Alternativas para o Mercado Cultural Independente.

18fev a 03mar: Fortaleza-CE.  Ah, minha loirinha desmiolada de sol. Rever família e amigos, tomar umas no Bar do Papai, ir a um jogo do meu Leão tricampeão, curtir Caio, Felipe e Laís, degustar o mar, saborear Wanessa… E comandar, no papel do DJ e apresentador RKBaré, a 5a edição do Cabaré Soçaite (no Acervo Imaginário, Praia de Iracema), a festa que criei em 2003, quando ainda morava lá. Parceiros nesta festa: Via Libido e Q Tentação. Em breve imagens aqui. Veja o clipe da festa.

03mar a 08mar: Recife-PE. Lançamento do meu livro Vocês Terráqueas (data e local a confirmar), com a valiosa ajuda de meu parceiro e poeta gótico predileto André de Sena.

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Tchau, 2009

28/12/2009

Ricardo Kelmer 2009

E 2009 chega ao fim. Pra mim foi um ano de recomeço, mais um – putz, quando acabarão? O último recomeço havia sido em 2006, quando, por falta de perspectivas profissionais, fiz a mochila e me mudei do Rio pra São Paulo. Aluguei um quarto próximo a Congonhas e iniciei uma fase de caramujo onde pelos dois anos seguintes eu quase não sairia de casa, imerso em criações. Pari os livros Blues da Vida Crônica e Guia do Escritor Independente. Depois foi a vez do livro Vocês Terráqueas e, em paralelo, comecei a planejar e construir meu novo site, o Blog do Kelmer. E a grana? Vinha dos livros vendidos, de artigos pra revistas, de palestras e das aulas de roteiro de sitcom que eu dava pela internet.

Em ago2008 a situação financeira complicou de vez e não deu mais pra continuar em São Paulo. O jeito foi providenciar uma estratégica retirada pra Fortaleza, minha loirinha desmiolada de sol. Entreguei o quarto, fiz a mochila e lá fui eu de novo, cigano dos recomeços. O plano era lançar lá o Vocês Terráqueas, fazer umas palestas, produzir umas festas e voltar pra Pauliceia o mais rápido possível. Mas demorei pra juntar a grana e acabei ficando nove meses em Fortaleza. Nove meses, um parto.

Voltei pra São Paulo em maio e aluguei um quarto no Sumaré. Comprei um notebook e instalei uma internet 3G, o que me permitiria mais mobilidade pra enfrentar as viagens, as mudanças e, argh, os recomeços. Morando no Sumaré, mais próximo do miolo cultural da cidade, minha vida social ficou mais movimentada e em dois meses eu já conhecia mais gente que nos dois primeiros anos na cidade. Em meu cotidiano agora existiam a feirinha da Benedito Calixto, o espaço do Alberico Rodrigues, o boteco do Jeová, os saraus do Bar de Ontem, os filmes no HSBC Belas Artes, a Livraria Cultura, a Casa das Rosas, o Sesc, a Fenac, os bares da Vila Madalena…

O segundo semestre foi bem movimentado. Fiz o lançamento do Vocês Terráqueas em São Paulo e comecei a me apresentar em alguns saraus. Montei o espetáculo Viniciarte e passamos a apresentá-lo uma vez por mês no espaço do Alberico. Lá também comecei a fazer palestras. E lancei a revista Letra de Bar, sobre livros e boemia. E, pouco antes do ano findar, mais uma mudança: precisei entregar o quarto no Sumaré. Fiz a mochila e me mudei pra uma pensão em Pinheiros, onde moro agora.

Muita gente me ajudou nesse recomeço paulistano. Obrigado, Silvio Dolnikoff, Danielle Fernandes, Celia Terpins, Magna Mastroianni, Lu Pacheco, Moacir Bedê e Gabriel Sousa. Valeu, Alberico e Jeová. Obrigado demais, Bia Rocha, por acreditar em meu trabalho. E obrigado, Wanessa, por você ser real. E muito obrigado a você que me lê e dá sentido ao suor das minhas palavras.

Que 2010 não me venha com mais recomeços, esse negócio cansa as pernas da gente. E minha mochila, coitada, anda precisada de um bom descanso. Em São Paulo.

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Senha Arq Secretos 2008-2009

01/12/2009

Ricardo Kelmer 2009

BDKSenha-02aEste blog tem uma seção chamada Arquivos Secretos, com textos mais apimentados protegidos por senha. Essas senhas são enviadas aos meus Leitores Vips, que são aqueles que se cadastraram no blog e mensalmente recebem as novidades, promoções e convites pra eventos.

Os textos dos Arquivos Secretos postados em 2008 têm uma senha, os de 2009 têm outra e assim vai. O Leitor Vip recebe as senhas do ano em questão e também as senhas dos outros anos.

Gostaria de ser Leitor Vip e ter acesso aos Arquivos Secretos? Basta enviar e-mail com o assunto “Leitor Vip” pra rkelmer(arroba)gmail.com, contando como conheceu o Blog do Kelmer. Não esqueça de dizer seu nome e cidade.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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01- Nossa, obrigada Ricardo!!!! Nossa, sempre tive MUITA vontade de acompanhar as séries até o final e agora vou poder fazer isso! Valeu, vc é show! Bjão. Fernanda Xavier, Rio de Janeiro-RJ – dez2009

02- Brigada pelo presentão de Natal, Kelmer! Libere, libere que a gte gosta! Cheiro! =* Rosa Emília, Fortaleza-CE – dez2009

03- brigadaaaaaaaaaaa Ricardooooooooooooooo. Celia Terpins, São Paulo-SP – dez2009

04- Obrigada,meu querido!!!!!!! Mônica Burkleward, Recife-PE – dez2009

05- Kelmer, De fato, grande presente! Obrigada pela senha, mas mais ainda pelos escritos! Tudo de bom! Abraços. Eliana Cruz, Fortaleza-CE – dez2009

06- amo muito tudo isso!!! bjs. Adriana Paiva, Fortaleza-CE – dez2009

07- Bacana demais seu presente. Adorei. Bjs e tudo de bom no natal e no ano que vem. Márcia P Alves, Belo Horizonte-MG – dez2009

08- Obrigada pelo presente!! Adorei, viu! Feliz Natal! Feliz 2010! Bjs da sua leitora. Karine Rangel, Rio de Janeiro-RJ – dez2009

09-Gostei da Tara ops, da Lara! Estou num corre corre daqueles, mas quero te dizer que na minha adolescencia que não foi nem um pouco transviada, conheci uma Lara, ela me fez pensar muito no que podemos descobrir!!! rs beijos e sucesso! Wilza Manzur, Rio de Janeiro-RJ – dez2009

10- Oba! Que legal!!! Obrigada. Conceição Araújo, Fortaleza-CE – dez2009

11- Grande HONRA… Você merece muito sucesso, não só em 2010. FELICIDADES. Ivana Carla, Fortaleza-CE – dez2009

Brigada pelo presentão de Natal, Kelmer!
Libere, libere que a gte gosta!
Cheiro! =*

Filme: Desconstruindo Harry

04/11/2009

Ricardo Kelmer 2009

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Desconstruindo Harry

FICHA TÉCNICA

Deconstructing Harry
EUA, 1997 – 95 min
Elenco: Woody Allen, Kirstie Alley, Tobey Maguire, Demi Moore, Robin Williams, Billy Crystal e outros
Roteiro e direção: Woody Allen
Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original

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RK COMENTA

Niilismos e orgasmos

Harry Block é um conhecido escritor que usa e abusa de referências autobiográficas em seus livros, o que acaba por incomodar seus amigos, familiares e amantes, que se descobrem nas histórias publicadas e não gostam nada de como foram retratados. Em meio a uma crise criativa, abandonado pela amante e preparando-se para ser homenageado pela própria escola que no passado o expulsou, Harry passa a se relacionar com seus próprios personagens, que lhe mostrarão novas formas de compreender sua vida confusa.

Eis mais um daqueles deliciosos personagens cheios de neuras de Woody Allen. Harry gasta todo seu dinheiro com análise, advogados e putas e ele é o primeiro a prevenir suas amantes para que não se apaixonem por ele. Acusado por sua ex-mulher de levar a vida baseado tão-somente em niilismo, cinismo, sarcasmo e orgasmo, ele consegue irritá-la ainda mais dizendo que com um slogan desses, seria eleito presidente da França.

Desconstruindo Harry é um filme muito divertido, principalmente para escritores que se relacionam intensamente com sua própria obra e com seus personagens. Se você costuma escrever inspirado diretamente em seus relacionamentos e nem sempre consegue distinguir o que inventou em seus textos daquilo que copiou da vida, então conheça Harry Block. E dê boas risadas dele e de você também.

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Baixe o filme
> Factoryfilmes.net (áudio em português)

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Cine Kelmer apresenta – Dicas de filmes

Olha pegadinha – Quem nunca foi enganado? Esse ainda não nasceu

Paz e amor express – Durante cinco dias o Festival Express cruzou a leste-oeste do verão canadense levando em seus vagões os ideais da união pela música, a esperança ainda viva de um mundo de paz e amor

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A revista que é um porre… de Literatura

14/10/2009

Ricardo Kelmer 2009CARTUMHemeterioSaideira-01a

Saiu a edição de estreia da revista do meu projeto Letra de Bar! Ela se chama Letra de Bar e será distribuída gratuitamente no circuito boêmio-cultural de São Paulo, com prioridade nos espaços parceiros do projeto. O desenho da capa da revista, que você vê aí em cima, é do Hemetério, um dos grandes nomes do cartum nacional. Com esse porre de literatura, irc!, ele captou com perfeição o espírito do projeto.

É uma revista simples, com aquele ar de coisa alternativa, quase um fanzine. Ela tem oito páginas em tamanho 21x30cm, papel sulfite branco, e foi impressa em off-set com fotolito. A tiragem inicial é de dois mil exemplares. A revista Letra de Bar é voltada ao público médio, com informações rápidas e sem aprofundamentos, em tom descontraído, própria pra ser lida nos bares e nos ambientes corridos da cidade grande. O foco é no livro e em tudo que tá ligado ao mundo dos livros. O leitor saberá sobre livros e escritores famosos, conhecerá novos autores e gente que ama os livros e saberá de filmes e espetáculos relacionados a livros, escritores e literatura. ANUNCIOLetraDeBar-01a

Evidentemente que não pensamos em concorrer com as revistas das grandes redes de livrarias, como a Cultura e a Saraiva, pois nossa revista é um braço do projeto Letra de Bar e um dos objetivos do projeto, além de promover o gosto pela leitura e o amor pelos livros, é atuar junto aos novos autores, ajudando a divulgar seu trabalho.

Publicar um livro até que é fácil. Fazer um lançamento também. Mas e depois? Esperar que os leitores descubram e comprem o livro na livraria ou no site não é a melhor estratégia. Poisbem. Além de oferecer opções de editoras e bares culturais pro lançamento, o Letra de Bar oferece ao autor a oportunidade de manter seu livro em evidência através dos eventos literários promovidos pelo projeto, proporcionando aquele valioso contato pessoal entre escritores e leitores e oferecendo ao autor um canal de vendas permanente.

Se você é autor ou conhece um autor que poderia se interessar em participar, no blog do projeto há mais informações:

> letradebar.wordpress.com

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Parceiros e anunciantes do Letra de Bar

Bar de Ontem – Celia Terpins Palestras e Espetáculos
Editora Baraúna – Escola Universo Colorido
– Sarau de Ontem
Gabriel Sousa Arquitetura – O Autor na Praça – Quintal Catering
Jornal da Praça Benedito Calixto – Sebo Alternativa

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As Terráqueas caíram no Bardo

07/10/2009

Ricardo Kelmer 2009

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E as minhas Terráqueas, coitadas, seguem dando duro pra me sustentar, eu, gigolô de minhas próprias personagens. Agora elas darão o ar da graça no Bardo Batata, nos Jardins, onde o Proyecto Sur Paulista (das produtoras Dora Dimolitsas e Lucia Gonczy) e o Letra de Bar promoverão um lançamento do Vocês Terráqueas, junto com um show do falomenal Moacir Bedê Trio, com participação da cantora Silvia Nicolatto.

Como nessa noite estarei comemorando meu aniversário de 45 primaveras (mas o corpinho continua de 27…), aviso logo que não me responsabilizarei pelos meus atos. Isso significa que vai ser novamente aquele infame roteiro kelmérico, com agravantes: na segunda dose pegarei o microfone e falarei minhas velhas bobagens e gracinhas de sempre. Na quarta dose lerei umas crônicas picantes pra esquentar a piriquita da noite. Lá pela sexta dose, invadirei o show de meu amigo Zé di Bedis e, crente que tô arrasando, obrigarei o desgraçado a fazer comigo uns números musicais com poemas de Vinicius. Na oitava subirei na mesa e imitarei o Sidney Magal e na décima dose, alguém por favor chame os seguranças.

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17outsab, 20h a meia-noite- São Paulo-SP
Lançamento Vocês Terráqueas + show Moacir Bedê e banda

Lançamento do livro Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do Feminino, com leituras de textos do livro pelo autor. Em seguida, show de Moacir Bedê e banda, que tocarão música instrumental brasileira, com participação da cantora Silvia Nicolatto e do escritor Ricardo Kelmer (poemas e músicas de Vinicius de Moraes). Realização: Proyecto Sur e Letra de Bar. Local:  Bardo Batata. Rua Bela Cintra, 1333, Jardins. Inf.: 3068.9852 e 3086.2111. Couvert artístico: R$ 10.

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Vocês Terráqueas
Seduções e perdições do Feminino

> Mais sobre o livro

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Iassim vamos – Alberico Rodrigues

26/09/2009

Ricardo Kelmer 2009

EleLetraCaminha-01Conheci o Espaço Cultural Alberico Rodrigues em jul2009. Fica em Pinheiros, vizinho à praça Benedito Calixto. O espaço é uma concretização dos sonhos e ideais de seu proprietário, o professor Alberico, ou Alberix, como eu gosto de chamá-lo. Após sair do interior da Bahia e rodar mundo estudando e dando aulas de literatura, Alberix entendeu que deveria por sua experiência a serviço da cultura de seu país. Foi com esse nobre ideal que em 1988 ele montou seu espaço, que hoje é referência cultural na capital paulista.

Cheguei por lá atraído pelo canto das sereias, acho que as mesmas que me atraíram quando pequeno e me levaram a ser escritor. Entrei e logo gostei do que vi: uma livraria de livros novos e usados, mais à frente uma loja de CDs e DVDs e aos fundos um café-bar. No primeiro andar um teatro de bolso para 60 pessoas. E uma deliciosa área externa onde se pode sentar à mesa e comer e beber com os amigos e ficar olhando o movimento da praça em frente, honrosamente acompanhado dos bustos de Machado e Camões. Diliça.

Pra minha sorte, Alberix gostou de mim e do meu trabalho. E recebeu de braços abertos as minhas kelmerices. Foi lá, por exemplo, em agosto, que estreamos o Viniciarte, espetáculo que criei sobre Vinicius de Moraes e que foi o primeiro evento realizado pelo meu projeto Letra de Bar. Aliás, o Viniciarte seguirá lá em cartaz uma vez por mês. E foi lá também que, em setembro, lancei meu livro Vocês Terráqueas, que, pra minha honra, Alberix gostou bastante e logo pôs à venda na livraria. Valeu, Alberix. Acho que juntos poderemos fazer muitas coisas boas.AlbericoRodrigues-01b

Sobre o Vocês Terráqueas, ainda farei lançamentos em outros bares, dentro do projeto Letra de Bar. E sobre o Viniciarte, Celia Terpins segue vendendo-o pra empresas, clubes e hotéis. Ela gostou muito do espetáculo e acredita que podemos até viajar com ele por outras cidades. Então, se você curte Vinicius de Moraes, quital levar o espetáculo pra sua cidade, hum? Aproveita que o precinho tá bom.

E sobre o Letra de Bar, em outubro será lançado o primeiro número da revista impressa, que terá edições bimestrais e será distribuída gratuitamente no circuito boêmio-cultural da cidade de São Paulo. O projeto divulgará o que estiver relacionado ao mundo dos livros: novos autores, livrarias, editoras, gráficas, empresas e profissionais da área e também filmes e espetáculos baseados em livros, além de entrevistas.

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Corta pro apê da Paulete. Paulete Hetê. Ela prepara aquele capuccino que só ela sabe fazer enquanto eu, no noutibuk dela, reviso o roteiro do Viniciarte. Em algum lugar toca um blues. Paulete me serve o capuccino e depois vai fazer alongamento na sala. Seu corpo nu se integra à paisagem da pauliceia lá fora na janela. Ou será o contrário?

– Pô, Paulete, assim eu não consigo trabalhar.

– Vinicius conseguia.

– Eu não sou Vinicius.

– Não é mas tá cada vez mais vivendo como ele. Amores, literatura, música, poesia, bares, viagens…

– Pensando bem, é verdade.

– E ainda monta um espetáculo sobre ele.

– O poetinha sempre foi meu guia, você sabe.

– Você também deixará de ser escritor pra ser artista?

– Sempre fui as duas coisas. Não pode?

– Escritor e artista. E agora produtor cultural. E editor de jornal. E palestrante. E professor de roteiro. Que horas você vai escrever livro?PauleteHete-106a

– Posso escrever antes de dormir.

– Você nem dorme mais. Já viu como tá tua cara? Vai assustar as leitorinhas.

– Em breve eu diminuo o ritmo de trabalho e…

– Ahahahah! Comigo ninguém diminui o ritmo, Rica querido. Você entrou na pista, agora tem que correr senão é atropelado.

– Não quero correr. Quero celebrar.

– Um Vinicius cearense pra eu sustentar. Eu mereço.

– Agora pára de me exibir a bunda que eu tenho que trabalhar, vai.

– Que o poetinha não escute essa heresia.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Don Juan DeMarco baixa em Pinheiros

16/09/2009

Ricardo Kelmer 2009

RazaoeSentimentoEmConflitoCartaz-01b.

Cinema, Tela da Alma é uma série de palestras que faço usando filmes pra mostrar como a força e o encantamento do cinema são capazes de nos tocar profundamente a alma e nos instigar a viver a vida de modo mais verdadeiro. Sempre em linguagem acessível e de forma descontraída, essas palestras nos fazem ver os filmes por um olhar mitológico e psicológico, refletindo na tela as nossas próprias vidas, os nossos sonhos, os medos e anseios e a velha busca pela nossa essência mais legítima, que o corre-corre do cotidiano tão bem nos faz esquecer.

A primeira palestra deste ciclo atual será Razão e Sentimento em Conflito. Trata-se de uma abordagem bem humorada do filme Don JuanDeMarco, mostrando como os personagens principais, o jovem Don Juan e seu psiquiatra, representam o velho conflito entre intelecto (a visão fria e racional da vida) e coração (a poesia e o romantismo). Outros aspectos analisados: estrutura do roteiro e fotografia.

Outros filmes que integram o ciclo de palestras Cinema Tela da Alma: Matrix, Caçador de Andróides (Blade Runner), Piaf, Uma Mente Brilhante, Encontro Marcado e Alucinações do Passado.

Horários
18h30: exibição do filme
20h: intervalo para o café
20h15: palestra
21h30: encerramento

Local:  Espaço Cultural Alberico Rodrigues
Praça Benedito Calixto, 159 – Pinheiros (estacionamento na praça)
Inf.: 3064.3920 e 3064.9737
Investimento: R$ 10

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Crônica Razão e sentimento em conflito
> Palestras de RK

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Kelmer Com K no Toma Lá Dá Cá

12/09/2009

12set2009

Aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro maldito

KelmerComKNoTomaLaDaCa-00.

Você alguma vez já se sentiu como se o mundo estivesse virado de ponta-cabeça? Foi pensando nisso que um dia decidi estudar os morcegos, que, como todo mundo sabe, veem o mundo de cabeça para baixo e nunca ficam tontos. Passei anos morando em cavernas, me pendurando com os morcegos e extraindo deles importantes aprendizados para nossa vida, inclusive, sim!, para a vida sexual. Mas, Kelmer, o que isso tem a ver com o Toma Lá Dá Cá da Globo? Calma, vou chegar lá.

O resultado dessas pesquisas está em meu livro Socorro! Eu Sou um Morcego e o Mundo Está de Cabeça para Baixo. Ele mostra que podemos aprender muito com os morcegos e seu superdesenvolvido senso de equilíbrio e programação espacial. Uma obra que não pode faltar em sua estante, desde que ela seja bem resistente pois o livro tem 1710 páginas e acompanha, de brinde, um mimoso morcegão empalhado. Publiquei de forma independente, criei uma falsa biografia de húngaro e assinei como Kelmer Com K, isso tudo para fugir do imposto de renda.

Praticando a reprogramação no metrô

Praticando a reprogramação no metrô

Morcegos dormem de ponta-cabeça. E também é assim que copulam e parem filhotes e veem os gols da rodada porque essa posição mostrou ser uma boa vantagem adaptativa, principalmente para voar: basta soltar-se da pedra ou do galho, bater as asas e aproveitar a força da gravidade para obter rapidamente boa velocidade. Isso pode nos ensinar, a nós humanos, sobre como superar crises: se nos pendurarmos de cabeça para baixo, as ideias se soltarão mais facilmente. Funciona. O chato é que nessa posição o celular sempre cai do bolso, se espatifa no chão e a crise volta.

Em relação a parir filhos de cabeça para baixo, no interior da Rússia esse método é aplicado há séculos. O sangue das mamães desce para a cabeça e a temperatura do útero cai, fazendo com que os bebês russos nasçam frios e calculistas. Por isso que todo mundo lá é campeão de xadrez. E quanto a transar de cabeça para baixo, essa prática proporciona grandes benefícios para a circulação sanguínea, além de permitir que o casal discuta a relação numa nova perspectiva. Homens detestam discutir a relação de cabeça para baixo, eu sei, mas assim pelo menos os desgraçados não dormem.

O livro foi um fiasco, vendeu apenas dois exemplares, ambos comprados por um bofe chamado Bruce Wayne, que pediu dedicatória carinhosa para um tal Dick. Não sei mas algo me diz que o motivo do fracasso foi porque o livro ficava de cabeça para baixo nas livrarias, o que lhe deu fama de maldito. E eu? Eu doei os direitos do livro para a Sociedade Protetora dos Morcegos Sem Pernas (tadinhos, eles dormem deitados) e nem sei onde foi parar o único exemplar que eu tinha. E o arquivo com o texto original, este se foi para sempre após meu computador voar pela janela do décimo andar, coisa de namorada ciumenta, não vale a pena relembrar. Saldo final: o livro sumiu da minha vida.

Invertendo a ótica do problema

Invertendo a ótica do problema

Eis, porém, que no episódio de 08.09.09 do sitcom da Globo Toma Lá Dá Cá, aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro maldito. Eu até já tinha esquecido dele. Arnaldo leu e virou um novo homem, seguindo as lições de reprogramação dos morcegos para organizar melhor sua vida. Rita também gostou. E Copélia… ai, Copélia… Bem, eu não pretendia tornar público o nosso passado caliente mas, agora que todo mundo já sabe, resta-me agradecer-lhe mais uma vez pela paciência de aguentar minhas pesquisas e meus morcegos. Aliás, aqui entre nós, Copélia pode até ser extravagante e sem juízo mas uma coisa eu garanto: ela é o tipo de mulher que dá certo até de cabeça para baixo. E como dá.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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KelmerComKLivro-01Socorro! Eu sou um morcego e o mundo está de cabeça para baixo
Kelmer Com K – edição do autor, 1993

Após morar por oito anos em cavernas estudando morcegos, Kelmer Com K nos conta como esses animais podem nos ajudar a reprogramar nossas vidas, seja para enfrentar melhor as crises, para obter uma vida sexual mais satisfatória ou apenas para dormir melhor.

Este livro está esgotado e os textos originais infelizmente foram perdidos. Pede-se a quem possui um exemplar que entre em contato.

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O dia em que virei personagem do sitcom da Globo
Trecho do episódio “Álvara é um show”, de 2009 (6m45)

 

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Oficina Online de Sitcom
Conheça a oficina que ensina a criar e escrever sitcom, esse gênero televisivo que tanto sucesso faz no mundo inteiro

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 COMENTÁRIOS
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01- Amante da Copélia, Kelmer com K kkkkkkkkkkkkk… P… marketing, hein?! É Kelmer com K, pra cá e toma Kelmer com K pra lá… Espero que essa inserção esteja refletindo em boas vendas!!! Oswaldo Higa, São Paulo-SP – nov2013

02- Interessante a história dos morcegos, Kelmer com K! Rsrsrs… Dalu Menezes, Fortaleza-CE – nov2013

03- Muito legal. Francisco Coelho, Rio de Janeiro-RJ – nov2013

04- hahahahahahahahahah. Magna Mastroianni, São Paulo-SP – nov2013

05- Haja menção ao nome Kelmer rs. Herlene Santos, Fortaleza-CE – nov2013

06- Gostei pá Krai!!! Ernesto Filho, Fortaleza-CE – nov2013

07- rss.o kelmer Ricardo Kelmer vai mudar minha vida. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – nov2013

08- Adorei o tal de Kelmer com K! Tereza Cristina da Silva, Fortaleza-CE – nov2013

09- Que legall…adoreiii tb o tal Kelmer com K…srsrsrs. Tatá Guida, Rio das Ostras-RJ – nov2013