Guia do Escritor Independente cap 2

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Guia do Escritor Independente
Como publicar livros e gerenciar a carreira literária

(Dicas, Miragem Editorial/2007)

As mudanças na sociedade e as novas tecnologias possibilitam cada vez mais aos escritores a possibilidade de desenvolver suas carreiras sem necessariamente estarem ligados a alguma editora. Hoje é possível publicar, divulgar e vender os próprios livros usando-se a internet e outros meios alternativos, baratos e eficientes.

Com sua experiência no mercado editorial oficial e alternativo, o autor resume neste livro as ideias que divulga em suas palestras e oficinas, mostrando que os novos autores podem gerenciar a própria carreira, publicando e vendendo seus livros, conquistando seu público e realizando, assim, o velho sonho de ser escritor.

OBS: Esta obra é constantemente atualizada devido às rápidas mudanças trazidas pela tecnologia.

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Cap 2

CIRCUITO ALTERNATIVO

Livros independentes

E se nenhuma editora se interessar por seu trabalho? Ficará tentando editora atrás de editora e envelhecerá e morrerá sem ver seus livros publicados? Claro que não. Há outras opções. Mas antes vamos falar sobre o que você pode aprender para depender menos de outros profissionais para produzir seus próprios livros.

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concursos

Uma tradicional opção para publicação de livros independentes são os concursos promovidos por secretarias de cultura, colégios, associações, clubes, centros culturais etc. Neles os vencedores costumam ganhar a edição paga de seus livros. Mesmo que a qualidade desses livros não seja de empolgar, essa é uma opção bastante válida no início da carreira.

Se puder bancar os custos ou tiver um patrocinador, você pode também imprimir seu livro nas tais editoras por demanda ou em gráficas (tradicionais ou rápidas). Adiante, no capítulo sobre autogerenciamento da carreira, veremos estas opções.

lançamento

Tem gente que prefere lançar seu livro numa livraria ou num clube social. Tem gente que prefere um barzinho descolado ou até mesmo uma praça. O local não importa muito. O que interessa mesmo é que o lugar tenha a ver com o público leitor de seu livro e que não haja falhas na organização. Lembre-se de que talvez você não terá outra oportunidade tão boa para divulgar e vender seu livro.

Programe o evento com muita antecedência para que você, caso necessite, possa alterar algum detalhe. Esse tempo também é útil para que várias pessoas possam ler seu livro e comentar na imprensa e redes sociais.

O ideal é que você consiga matérias e dê entrevistas. Se puder pagar por uma assessoria de comunicação, ótimo, senão você mesmo terá de ligar para muita gente, divulgar pela internet e agendar entrevistas. Tente sempre citar seus patrocinadores e apoiadores, pois é essa publicidade que pode fazer com que eles repitam o apoio no próximo livro ou na próxima edição.

Com exceção de autores famosos, a grande maioria das pessoas que vai a lançamento de livro é parente ou amigo do autor, e uma boa parte vai chateada por estar perdendo a novela ou o futebol. O que importa é que essas pessoas estão saindo de casa para ir ao lançamento de seu livro: você tem a obrigação de lhes proporcionar um evento agradável, onde elas se sintam à vontade e voltem para casa satisfeitas.

O tradicional é oferecer uns comes e bebes. Mas, se puder, ofereça mais: contrate um músico ou uma banda ou monte um telão para exibição de clips musicais ou um documentário interessante, faça sorteio de algum produto ou serviço ligado aos seus patrocinadores ou apoiadores, contrate um número de strip-tease… Faça algo diferente.

A fila da dedicatória é sempre um problema pois a maioria das pessoas chega no mesmo horário. Ponha alguém para lhes servir algo e anotar o contato delas enquanto estão na fila, isso ajuda a tornar a coisa menos enfadonha. Seja simpático na hora da dedicatória, claro, mas não se alongue no papo. Aquela velha frase “Senta um pouquinho que já, já eu vou na tua mesa pra gente conversar” é uma mentirinha que funciona.

GuiaDoEscritorIndependenteAmazon-05adivulgação

Se o mercado não souber que seu livro existe, todo seu esforço de escrevê-lo e produzi-lo será em vão. Divulgação é fundamental e não adianta querer economizar muito nessa etapa.

Do total de exemplares da primeira edição, separe logo uma parte. A quantidade varia de acordo com a divulgação que o autor pode fazer, mas geralmente inclui exemplares para a imprensa (um exemplar para cada veículo basta) e para formadores de opinião (pessoas cuja posição social ou trabalho influencia os gostos e as opiniões de muitas pessoas). Uma única matéria sobre seu livro na imprensa atingirá milhares de pessoas e por isso vale o custo de um ou mais exemplares.

Há inúmeros modos de divulgar, desde os tradicionais aos mais inusitados. Se o autor se mantiver atento ao que acontece em sua cidade, poderá usar certos fatos ou eventos para divulgar bem seu livro.

É compreensível que o autor deseje ganhar dinheiro rapidamente. Entretanto, se ele almeja uma carreira literária, nesse momento a divulgação é tão ou mais prioritária que a venda. Ele precisa que o mercado saiba que existe um novo escritor. O ideal é que as pessoas saibam disso comprando seu livro, claro, mas geralmente isso não ocorre de imediato. O autor deve entender que nesse momento importante, os exemplares dados às pessoas certas são, na verdade, um bom investimento que ele está fazendo em sua carreira.

Aqui é bom lembrar de algo fundamental: se você está nessa por dinheiro, é melhor mudar de profissão. Esteja nessa por amor ao ofício e por necessidade de escrever. Se o dinheiro vier, será muito bem vindo.

distribuição e venda

Se você acha que superou a pior parte, lamento dizer que ela vai começar agora. É na hora da distribuição e venda que o autor descobre porque as editoras escolhem a dedo seus autores e porque pagam apenas 10% de direito autoral.

Há várias maneiras de vender livros, mas a mais tradicional é através das livrarias. Se esse é seu caso, creio ser bastante útil lhe informar agora o que pode ocorrer…

a) Seu livro provavelmente não terá qualquer destaque entre os milhares de títulos expostos na livraria. Talvez ele vá para a seção de “autores locais”, o que, na maioria das vezes, é o primeiro passo para a desvalorização por parte do público em geral de sua cidade.

b) A livraria não aceitará comprar seu livro. Mas ela poderá aceitar ficar com ele em forma de consignação: se vender, você recebe sua parte. Você diz por quanto o livro deve ser vendido ao consumidor e a livraria geralmente fica com 30% a 50% desse valor.

c) Você imaginará que venderá tantos exemplares por mês. Porém é mais provável que seu livro venda bem menos que suas projeções iniciais. Não porque ele seja ruim – a concorrência é que é forte demais. Após algum tempo, você deixará de ligar todo mês para saber se vendeu algum. Seu livro exposto se desgastará com o tempo e o manuseio (se houver manuseio, o que não deixa de ser bom sinal), e talvez você precise trocá-lo.

d) Há também a possibilidade da livraria fechar e depois você ter que ir atrás do dono ou do advogado para reaver seus preciosos exemplares. E talvez constate que o esforço não valerá a pena.

É isso que acontece com a maioria dos autores independentes, não só da sua cidade mas do mundo inteiro. Estou exagerando? Então me diga: quantas vezes você entrou numa livraria e comprou um livro de um “autor local”?

O que fazer então? É aqui que entra o conceito que é a base deste livro: o autogerenciamento.

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(continua no próximo capítulo)

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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GuiaDoEscritorIndependenteAmazon-05aLEIA O LIVRO NA ÍNTEGRA

Cap 1:  Circuito oficial
Cap 2:  Circuito alternativo
Cap 3:  Autogerenciamento
Cap 4:  Os oito mandamentos do ofício de escritor

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