Quem tem a droga tem o poder

14/07/2008

14jul2008

Quem ganha e quem perde com a proibição das drogas?

QUEM TEM A DROGA TEM O PODER

(1a parte da trilogia Rio Droga de Janeiro)

“A gente não torce mais para a polícia acabar com as quadrilhas, pois a gente sabe que isso é impossível. A gente agora torce é para que apenas uma quadrilha se estabeleça no lugar onde a gente mora, pois é só assim que a gente tem um pouco de paz. De preferência a quadrilha que tem apoio da polícia.”

Quem disse isso foi uma amiga minha que mora no Morro do Vidigal, favela carioca da zona sul, um dos lugares com a vista mais deslumbrante do Rio de Janeiro. Ela lamentava a guerra entre quadrilhas de traficantes que há meses violenta o dia a dia de sua comunidade e obriga os moradores a conviver com tiros e explosões na madrugada, enfrentamento de quadrilha com quadrilha e quadrilha com polícia, mortes, toque de recolher imposto pelos bandidos…

Quem tem a droga tem o poder ‒ esta é a lógica cruel do Rio de Janeiro atual. Junte-se a isso pobreza, despreparo das forças de segurança, descaso dos governantes, indiferença das elites, interesses comerciais, corrupção em todos os poderes e, também, é claro, a existência de um ávido mercado consumidor e, pronto, você terá um poder paralelo capaz de se infiltrar em todos os níveis da sociedade, corroer suas bases, estabelecer suas próprias leis e tornar a vida do cidadão um inferno.

Os criminosos querem poder, muito poder, quanto mais melhor. Para isso, precisam de muito dinheiro. Droga é um negócio perigoso, mas é bastante lucrativo pois há muitos consumidores, inexiste fiscalização e não se paga imposto. Os maiores pontos de venda ficam nas favelas porque lá o Estado se recusa a ir. Lá as quadrilhas são o Estado: elas fazem as leis, fiscalizam seu cumprimento e punem os faltosos. Antigamente o traficante do morro era nascido no morro e era um romântico, pois atuava como um benfeitor da comunidade abandonada pelo Estado, usando seu poder para amenizar as dificuldades de sua gente. Hoje não é mais assim. O negócio da droga é para profissionais e não para Robin Hoods românticos. Os chefões não estão interessados em melhorar a vida de ninguém, mas em obter mais poder e se defender das outras quadrilhas que cobiçam seu território. E o cidadão? Este fica lá, impotente e apavorado no meio do fogo, sem ter a quem recorrer.

Se o problema ficasse restrito às favelas, as elites não estariam nem um pouco preocupadas. Mas a violência gerada pela bandidagem desceu o morro e alcançou a classe média e os ricos. Não há mais onde se esconder. Carro blindado, vidro escuro, condomínio fechado, cerca elétrica, câmeras de vigilância ‒ a sociedade gasta fortunas para se proteger, mas um dia a violência descobre uma brecha e ataca, nos transformando em mais um número das estatísticas. As quadrilhas, cada vez mais ousadas, exibem seu poder à luz do dia, decapitando o inimigo, tocando fogo no corpo e largando-o nas ruas, perto do metrô, para que todos entendam de uma vez quem é que manda no pedaço.

Minha amiga não quer guerra onde ela mora. Ninguém quer. O Estado deveria proteger os cidadãos, mas entra ano e sai ano, entra década e sai década, e isso não acontece. O que sobra ao cidadão? Apenas torcer para que a quadrilha que manda no bairro não seja atacada por outra quadrilha. A coisa chegou a tal ponto que é melhor viver na paz do tráfico que na guerra do tráfico, veja só o absurdo. Já que o narcotráfico não vai acabar nunca, melhor se entender com quem realmente manda no pedaço. E esse alguém não é a polícia. Nem o governador.

E por que diabos as forças de segurança não agem? Arrá! Chegamos a um segundo nível da questão. A polícia é incapaz de conter a força dos traficantes não exatamente porque são muitos e bem armados, mas porque os bandidos possuem conexões com a própria polícia, as forças armadas, políticos, juízes e governantes. Até mesmo com empresários e igrejas. Como derrotar algo tão poderoso?

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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Foto 1: Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem
Foto 2: Psicotropicus

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Textos da trilogia Rio Droga de Janeiro

> Quem tem a droga tem o poder
> Os discretos sócios do narcotráfico
> Guerras às drogas não, antiproibicionismo sim

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LEIA TAMBÉM

JeffersonPeres-01As drogas chegam ao Senado

Nesses dias de avacalhação geral da classe política, é muito bom ver que há sensatez e honestidade lá no Congresso. O senador Jefferson Peres (PDT-AM), falecido em 2008, foi mais um dos que se convenceram que a legalização das drogas é a única saída para o problema da violência e da corrupção gerado pelo narcotráfico no mundo inteiro. Sua fala revela lucidez, equilíbrio e visão ampla dos problemas brasileiros e mundiais. E revela também muita franqueza e coragem de dizer aquilo que muitos concordam, mas têm medo de dizer. Parabéns, senador!

> Entrevista
> Vídeo de discurso no Senado

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LEIA NESTE BLOG

elemedita01aMinha noite com a Jurema – Nessa noite memorável fui conduzido para dentro de mim mesmo pelo próprio espírito da planta, que me guiou, comunicou-se comigo, me assustou, me fez rir e ensinou coisas maravilhosas

A Jurema e as portas da percepção (VIP) – Relato detalhado da experiência narrada em Minha Noite com a Jurema. Exclusivo para Leitor Vip. Basta digitar a senha do ano da postagem

Xamanismo de vida fácil – A tradição xamânica dos povos primitivos experimenta uma espécie de retorno, atraindo o interesse de pesquisadores e curiosos

Só o crack salva – Se os problemas relacionados ao crack ficassem restritos às camadas pobres da população, os ricos jamais se incomodariam e o horário nobre da tevê nem tocaria no assunto

O trem não espera quem viaja demais – Alguns captam o recado da planta, entendendo que a trilha da liberdade existe, sim, mas deve ser localizada no cotidiano de suas vidas e, mais precisamente, em seu próprio interior

A metamorfose  – Um miniconto sobre o fundo do poço

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DICA DE LIVRO

BaseadoNissoCLUBEDEAUTORESCapa-03aBaseado Nisso – Liberando o bom humor da maconha
Ricardo Kelmer

Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado.

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O escritor grávido

14/07/2008

14jul2008

Será um lindo bebê, digo, um lindo livrinho, sobre o mais belo de todos os temas

Faz mais de um ano que eu estou grávido. Outro dia, no meio de uma viagem, as contrações ficaram tão fortes que achei que teria a criança na estrada. Não pari não, mas foi nesse momento que tive a ideia de dividir minha gravidez com o mundo. Nesse dia então criei o blog. E as contrações me deram um descanso, ufa.

E aquelas mulheres grávidas que andam para lá e para cá exibindo orgulhosas o barrigão, você já viu? Parece que estão só esperando a gente perguntar com quantos meses estão, para elas abrirem aquele sorriso e desandar a falar: Sete meses, é pra março, é um menino, vai ser ariano, ai, eu adoro esse signo, pega aqui pra você sentir ele chutando, pega… Pois então. Acho que me tornei uma dessas. Estou grávido do meu próximo livro e decidi, com o blog, dividir a gestação com minhas leitorinhas. Pega aqui para você sentir…

Minha intenção é que elas me ajudem, nesses nove meses, a selecionar os textos do livro, opinando, sugerindo, criticando. Será que algum escritor já fez isso antes? E será que deu certo? Não sei, mas agora é tarde para desistir, o blog já está no ar e o livro nascerá a qualquer momento a partir de maio de 2008, encerrando mais uma longa gestação criativa. Geralmente, só mostro o rebento depois do parto, mas dessa vez é diferente: estou mostrando a cria antes dela nascer.

Imagino que você esteja se perguntando sobre o tema do livro, né? O cara já escreveu sobre reencarnação, taoísmo, Matrix, maconha, Orkut, fim dos tempos, o que será dessa vez? Bem, agora é um assunto bem especial. Agora é a vez da coisa mais bonita de toda a inumerável criação. Agora é a vez da mulher.

Nesses últimos anos, a mulher e o feminino foram temas que apareceram bastante em meu trabalho, mostrando-se em muitas crônicas e contos. Isso certamente contribuiu para o fato de hoje serem as mulheres a maioria de meu público leitor. Elas me pedem mais textos, eu escrevo e a cada dia me sinto mais à vontade em explorar o universo feminino, do ângulo dos homens, das próprias mulheres, da sociedade repressora do feminino… e também o meu ângulo particular, de um homem que busca se entender com sua parte feminina e que, justamente por isso, passou a respeitar, admirar, desejar e amar ainda mais a mulher. Em outras palavras: fiquei ainda mais tarado do que já era, o que eu julgava ser impossível… Então nada mais lógico que, dessa vez, gerar meu próximo filho junto com meu público mais atencioso, né?

Isso de dividir a intimidade com pessoas que não conheço é algo muito estranho. Sim, um escritor já divide naturalmente sua intimidade quando publica. Mas no blog vou um passo além, pois além de exibir os textos do livro, comento sobre o próprio processo, as ideias que surgem, os fatos e lembranças relacionados, as minhas dúvidas… Isso mesmo, o blog é um laboratório para o livro, além de uma vitrine das entranhas do processo criativo.

Nas outras gravidezes eu já anunciava o livro pronto, já convidava para o batizado, digo, para o lançamento, eu não buscava causar expectativa no leitor. Agora, eu provoco a expectativa. Hummm… Com tanta gente acompanhando de pertinho, todos os dias, se esse bebê me nasce com três olhos e duas ventas, eu mooorro! Não, isso não vai acontecer. Será um lindo bebê, digo, um lindo livrinho, sobre o mais belo de todos os temas. O blog chama-se Kelmer Para Mulheres, vá desculpando a obviedade, não consegui ser mais original. Mas o nome do livro ainda não sei, tomara que as leitorinhas me deem alguma boa ideia.

O blog me ajudará a aprender sobre elas com elas próprias e, assim, meu novo livro terá muitas parteiras, olha só que maravilha. Se homem pode ler o blog? Claro que não, imagina, é terminantemente proibido. Bem, é verdade que alguns têm passado por lá, acho que se sentem espionando um tipo de clube das mulheres… Ah, tudo bem, não tenho ciúmes das minhas leitorinhas. Quem sabe assim esses caras também aprendem um pouco mais sobre o feminino e se tornam homens mais equilibrados, homens mais atenciosos e gentis com suas mulheres… Seria ótimo, heim, garotas? Só não esperem que o maridão troque a pelada do sábado para passar a tarde se embelezando no salão. Aí já é entender o feminino demais…

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino

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figrkpsicografia01aPesadelos do além – O pior pesadelo pra um escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado

Meu fantasma predileto – Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

Obrigado, J K Rowling – Em todo o planeta milhões de crianças adquiriram o hábito de ler livros graças às aventuras de Harry Potter

O encontrão marcado – Fechei o livro, fui até a janela e olhei para o mundo lá fora. E disse baixinho, com a leveza que só as grandes revelações permitem: tenho que ser escritor

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O dilema do escritor seboso – Certos escritores amadurecem cedo. Tenho inveja desses. Porque nunca viverão o constrangimento de não se reconhecerem em suas primeiras obras

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Mulher substantivo suculento

13/07/2008

13jul2008

Mulher-comida por si só já se explica: é gostosa, dá água na boca, faz a gente babar. Mulher-esqueleto dá medo, faz a gente rezar

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MULHER SUBSTANTIVO SUCULENTO

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Como você sabe, leitorinha querida, passei os últimos meses mergulhado na gravidez de meu novo livro Vocês Terráqueas e só agora é que retorno ao mundo. Então voltei a ver tevê e ler as notícias e… tomei um susto! Putz, parece que de repente o caminhão da Ceasa virou na curva e fomos esmagados por uma avalanche de mulheres-comida.

Quando o cidadão finalmente consegue sair de baixo dos 120cm de abundância da Mulher-Melancia, puff, enfia o pé na Mulher-Jaca e depois, tôin, recebe uma peitada da Mulher-Melão e, nhac, vai parar entre as sobrecoxas da Mulher-Filé, e aí já saímos da seção de frutas e estamos na churrascaria, onde reina a Mulher-Rodízio, e se o cidadão for vegetariano, não precisa entrar em pânico pois ainda tem a Mulher-Samambaia.

Aí aparece a Martha Medeiros, que é uma fofa e escreve bem, pra dizer que prefere ser a Mulher-Banana, que é aquela que é uma boba e fica chocada com a degradação feminina e acha que não faz a menor diferença pros homens se a mulher tem 90cm ou 120cm de bunda… Ops. Se o homem for brasileiro, faz diferença sim, Marthinha. Quer ver, faça uma enquete: você, homem do sexo masculino, prefere os 120 da Andressa Soares ou os 90 da Giselle Bundchen?

Ah, leitorinha, vou meter minha colher mais profundamente nesse panelão. Vulgaridade, degradação feminina, prejuízo à imagem da mulher, hummm, não sei, isso tudo é relativo. Prefiro me ater a outro aspecto da questão. Veja o biotipo dessas mulheres-comida: são todas fornidas, gostosas, curvilíneas, suculentas. São o oposto sabe de quê? Dos féxon-uíques da vida, com sua mórbida ênfase no magricelismo.

Quer saber? Essa onda de mulher-comida tem meu toootaaal apoio. Porque parece ser uma natural reação da sociedade à ditadura da magreza, argh, essa coisa estúpida que convenceu as mulheres a se transformarem em retilíneas e desnutridas musas de cemitério, um bando de mulher-esqueleto, todas condenadas a violentar a natureza de seu corpo e a viver eternamente esfomeada. Ou seja, querem transformar a mulher numa assombração.

Mulher-comida por si só já se explica: é gostosa, dá água na boca, faz a gente babar. Mulher-esqueleto dá medo, faz a gente rezar. Carne e fruta são comida e comida é vida. Osso é cardápio de enterro. Uma é alimento e apetite, a outra é triste privação. Retas são previsíveis, tão monótonas que só se encontram no infinito das passarelas. Curva não, curva é mistério, é onde a gente derrapa e se perde no meio delas. A reta é o concreto da secura. A curva é a fartura do sertão.

Bem, que cada mulher seja feliz com o corpo que ela prefere ter. E, obviamente, tem gosto pra tudo. Mas, cá pra nós, leitorinha: essa ditadura da magreza só pode ser algo criado por quem na verdade não ama as mulheres. E quem alimenta essa ditadura quer torná-las escravas de um ideal estético que é irreal, inalcançável, totalmente antinatural e prejudicial à saúde física e psicológica. Por tudo isso, é receita infalível pra infelicidade.

Mas eu sei que tudo isso que falo é inútil pras mulheres que são zumbis da moda esquelética e adoram saber que as outras estão mooortas de inveja de seu corpo supernamoda. Se elas são felizes assim…

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.com

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QueremosMulherCarnuda-01cQueremos mulher carnuda – Infelizmente muitas de vocês estão tão paranóicas que se excitam mais com dieta que com sexo

Privada fashion week – Eu juro que tenho medo delas, parecem aqueles esqueletos de filme de assombração

Por dentro da mulher carnuda – Quem come vocês, meninas, por acaso são seus cabeleireiros?

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O mundo é uma mentira

10/07/2008

10jul2008

Este filme mostra o quanto a história é manipulada pelas elites religiosas e econômicas, que “criam” os fatos e nos fazem todos acreditarmos neles, lutarmos por eles, matarmos por eles

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Rejane, uma leitorinha querida de Brasília, me recomendou um documentário recente chamado Zeitgeist, produzido em 2007 nos EUA. Obrigado, Rejane. Zeitgeist é um termo da língua alemã que significa o espírito de uma época, a mentalidade reinante num determinado período de tempo.

Muito interessante o filme. Trata basicamente de duas coisas: religião e dinheiro. Mostra o quanto a história é manipulada pelas elites religiosas e econômicas, que “criam” os fatos e nos fazem todos acreditarmos neles, lutarmos por eles, matarmos por eles.

Religiões copiadas umas das outras, guerras forjadas e mantidas em nome de interesses econômicos, crises financeiras proposital e estrategicamente criadas, falsos ataques terroristas, chips implantados para controlar as pessoas feito boiada… O filme é um festival de denúncias, algumas tão incríveis que parecem sair de um fabuloso catálogo de teorias conspiracionistas.

Que religiões institucionalizadas como o cristianismo, judaísmo e islamismo são deturpações da busca natural do sagrado, feitas para amedrontar e dominar os povos, isso não é novidade. Que os poderosos do dinheiro são incrivelmente engenhosos em matéria de deturpar a realidade e lucrar com a ignorância do povo, isso é óbvio. Mas é sempre surpreendente e revoltante quando os fatos são ligados e, pufff, transparece a absoluta falta de respeito pela verdade, pela liberdade, pela justiça, pela vida.

Eu, particularmente, não duvido de nada e desconfio de tudo que se mexa ou fique parado. Porque sei do que são capazes os loucos de poder, seja poder econômico ou religioso. Mesmo que haja qualquer exagero em uma ou outra denúncia, obras desse tipo são úteis nesse momento em que a mídia, a cultura de massa e os modismos nos mantêm bem ocupadinhos para que não percebamos o que rola nos bastidores.

Zeitgeist é um documentário que, em suas três partes, fala sobre mentiras relacionadas a religião, guerras e economia. É um filme polêmico, que divide opiniões e costuma despertar emoções fortes: algumas pessoas ficam desconfiadas, outras ficam perplexas e revoltadas, cristãos ficam irritados… Assista e tire suas próprias conclusões.

Por essas e outras é que continuo achando que a melhor coisa que podemos fazer uns pelos outros não é nos darmos emprego ou comida, nem tentarmos salvar a alma uns dos outros, tampouco dar de presente às nossas mães 5 mil minutos para falar ao celular todo mês. A melhor contribuição que podemos dar à humanidade é individual: conhecer-se, aprender a pensar por si próprio e libertar-se, inclusive dos condicionamentos culturais e religiosos.

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.com

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Zeitgeist (legendado)
Direção: Peter Joseph. EUA/2007

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ATEÍSMO E PICARETAGEM RELIGIOSA

Mais picaretagemVídeos sobre picaretagem religiosa.

A picaretagem não tem fim – Vídeos sobre picaretagem religiosa.

ATEA – Assoc. Bras. de Ateus e Agnósticos – Vale a pena conhecer. Ou você tem medo de mudar de ideia?

Ateus.net – Textos, livros, filmes, humor, bate-papo.

Jesus Cristo nunca existiu – Uma análise detalhada do que pode ser a maior fraude de todos os tempos

Ceticismo.net – Ceticismo, ciência e tecnologia

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O armário dos ateus – Os dados da ONU desmentem uma velha crença dos religiosos e teístas, a de que uma sociedade sem Deus fatalmente descambará pra criminalidade e infelicidade geral

A água milagrosa do pastor pilantrão – Putz, a que nível chegou a picaretagem religiosa. Esses pastores fazem mais milagres que o próprio Jesus!

Religião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses

Entrevista com o ateu – Um pregador evangélico entrevista um escritor ateu. O que pode sair desse mato?

Jesus realmente existiu? – Programa Canal Livre, exibido em 26.12.10, com o filósofo Mário Sergio Cortella

A menina, a exorcista e a cantora – Primeiro a menina é usada como laboratório de novas técnicas de exorcismo. Agora é usada como objeto de promoção de igreja evangélica

Cine Kelmer apresenta – Dicas de filmes

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01- Hum gostei quero ver…. Cinthia Silveira, São Paulo-SP – nov2011

02- apareceu aqui uma org. pedindo assinatura para barrar o acordo de armas fragmentadas, etc. serah que ja nao sabemos que tudo sobre armas e guerras eh um horror? Dhara Bastos, Fortaleza-CE – nov2011

03- quando eu assisti, achei lúdico demais. Muito malucão… Isabele Baptista, Barretos-SP – jan2012

04- Não resta dúvidas de que o filme é interesante e abre canais para refexão, o problema é a pretensão de determinadas obras que pensam revelar as diversas camadas da realidade através dos aspectos simbólicos somente. O filme para mim está na categoria de interessante. Brennand de Sousa Bandeira, Fortaleza-CE – jan2012

05- É muito bom este filme. Claudia Belucci Cabrini, Laranjal Paulista-SP – jan2012


Uma bandeira diferente

01/07/2008

01jul2008

As pessoas saudavam o nascimento do novo símbolo que emergia do fundo da alma de todos falando de paz e unicidade, de um mundo unido e sem divisões

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UMA BANDEIRA DIFERENTE

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Como a tevê lá de casa agora capta imagens de planetas distantes, eu acabo minha lição da escola e ligo para ver as Olimpíadas da Terra. É tão emocionante! Já disse a meus pais que quando eu crescer, quero ser pesquisadora. Do planeta Terra.

Meu interesse começou durante a excursão que fizemos pela Via Láctea. Num dos sistemas solares conhecemos a Terra, um planetinha azul. Achei lindo, cheio de nuvens branquinhas, oceanos, rios e montanhas. A professora explicou que era um planeta novo, com vida abundante e milhões de espécies. Aprendi que sua espécie dominante, o Homo sapiens, está no estágio inicial da tecnologia digital e ainda não descobriu como vencer as longas distâncias nas viagens pelo cosmos. Vimos no telão cenas de sua história, momentos marcantes, guerras, descobertas. Vimos o cogumelo atômico. Vimos os humanos pisando na Lua. No fim, para nossa decepção, a professora explicou que o planetinha está morrendo, uma morte prematura causada pelo próprio Homo sapiens, que não sabe cuidar do lugar onde vive.

Fiquei chocada. Foi a primeira vez que vi um planeta morrendo, e isso me fez chorar. A professora me acalmou e disse que isso ocorre quando a espécie dominante não respeita as leis da vida. Perguntei se não podíamos salvá-lo e ela explicou que a Confederação Galática não aprova interferências em planetas não confederados. Mas já que eu havia gostado tanto do planetinha azul, ela disse que eu poderia ser uma pesquisadora e, quem sabe, um dia poderia ajudá-lo. Isso me alegrou.

Vejo que os terráqueos são orgulhosos de suas Olimpíadas. É mesmo uma linda festa, os países representados, o colorido das bandeiras, todos reunidos pelo ideal olímpico. Faz-me lembrar da história do meu planeta… Antigamente meu povo não se considerava uma só raça, e por isso nos dividíamos em nações, guerreando por riquezas e religião. Tínhamos medo de quem era diferente, e nos matávamos uns aos outros. É uma parte muito vergonhosa de nossa história.

Então um dia, durante as Olimpíadas do meu planeta, algo incrível aconteceu. Uma atleta campeã subiu ao pódio, recebeu a medalha de ouro e ergueu sua bandeira. Mas não era a de seu país. Era uma bandeira diferente, com a imagem do nosso planeta visto do espaço, e no centro dele pessoas de cores diferentes de mãos dadas. Foi uma grande surpresa. O estádio inteiro aplaudiu e o mundo todo comentou. Outros atletas fizeram o mesmo, e assim, durante aqueles dias, a bandeira do nosso planeta foi a mais fotografada de todas.

Foi como uma reação em cadeia. A partir desse dia, em todos os países as pessoas saíram às ruas com a nova bandeira. Ela apareceu nas camisetas, nos carros, na televisão, como o símbolo de um novo ideal, um ideal de todos os povos cansados da guerra, do preconceito e do desrespeito à vida e ao planeta. As pessoas saudavam o nascimento do novo símbolo que emergia do fundo da alma de todos falando de paz e unicidade, de um mundo unido e sem divisões.

Mas houve resistências, pois nem todos queriam a unificação. Houve conflitos e mortes. Porém, nada pôde deter o movimento, e a partir daí as pessoas passaram a se considerar cidadãs, não de seus países, pois já não havia fronteiras, mas cidadãs do planeta. E passaram também a se considerar membros da mesma família, pois lembraram que todos eram o povo do mesmo planeta. Algum tempo depois, não tínhamos mais guerras e, então, finalmente unificados, fomos admitidos na Confederação Galática e passamos a participar de uma Olimpíada muito maior e mais bonita.

Tenho que entregar agora minha redação. Meus colegas escreveram sobre planetas próximos, mas eu preferi escrever sobre a terceira pedrinha ao redor daquele Sol, que um dia tanto me cativou. Agora irei para casa, quero ver os jogos da Terra. E torcer muito. Para qual país? Eheheh… Para nenhum. Torcerei para que um dia, de repente, algum atleta suba ao pódio e erga uma bandeira diferente. Será tão emocionante!

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Ricardo Kelmer 2004 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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BandeiraUniaoEuropeiaFedericaMogherini201608-04Medalhista olímpica exibe bandeira da União Europeia
 – Durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, a esgrimista italiana Elisa Di Francisca, derrotada  na final pela russa Inna Deriglazova, subiu ao pódio e se tornou a primeira atleta a comemorar usando a bandeira da União Europeia (UE) e não a de seu país. O gesto simbólico da atleta ao receber a medalha de prata tem uma razão: a luta contra o terrorismo.

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LEIA NESTE BLOG

A mensagem de Avatar ao Povo da Terra – Temos de compreender o que os antigos já sabiam e nós esquecemos: a Terra é um ser vivo e nós fazemos parte dele

Pátria amada Terra – É animador ver as novas gerações convivendo mais naturalmente com essa noção de cidadania planetária

A ilha – Talvez uma ilha na verdade fosse uma… montanha! Sim, uma montanha com o pico fora dágua

A imagem do século 20 – Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vim o todo

WikiLeaks e o nascimento da cidadania global – Quanto mais as pessoas se conectam à internet, mais elas se entendem como participantes ativos dos destinos do mundo e não apenas de seu país

Eles estão na fronteira – Milhões de maltrapilhos famintos, perseguidos políticos, criminosos cruéis, terroristas suicidas, narcotraficantes e trombadinhas invadindo os países e quebrando tudo, estuprando nossas irmãs, matando todo mundo, o caos absoluto

A humanidade, o psicólogo e a esperança – Os acontecimentos mostram que a humanidade está se unificando, unindo seus opostos

O sonho que morreu na praia – O mar, que não liga para nacionalidades, aceitou receber o menino sonhador

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A vez dos que não bebem

28/06/2008

28jun2008

Você é um desses seres estranhos que não bebem? Com a Lei Seca você pode se dar bem…

Já dirigi bêbado muitas vezes, nos velhos tempos das homéricas noitadas. E já bati o carro por dirigir bêbado, beijoquinhas na traseira alheia, raspadas no portão – nada sério, ainda bem que nunca gostei de correr.

As noitadas homéricas ficaram pra trás. E já não curto beber como antes (voz do meu fígado: ELE não curte, não, EU não deixo). E por estar cada vez mais interessado em leveza, mobilidade e desapego e, por isso, me livrando cada vez mais de impostos, obrigações burocráticas e pesos inúteis, não faço a mínima questão de voltar a possuir um automóvel, ao que, aliás, o planeta agradece. Somando tudo isso, sou um improvável candidato a ser pego pela nova lei seca do trânsito.

É claro que a imensa maioria das pessoas que bebem, têm carro e gostam da balada já dirigiu bêbado. E é claro que existem os bebedores profissionais, aqueles que conseguem conciliar álcool e direção e chegar em casa na boa, repetindo esse comportamento durante anos e anos sem acidentes de percurso. Mas é obviamente um comportamento de risco. E a sociedade tem pagado caro por esse risco. Talvez a lei seca seja injusta em alguns casos, mas ela é necessária. Assim como também é necessária uma lei seca pros cigarros em ambientes públicos, pois se a mistura de álcool e direção é prejudicial à sociedade, a mistura de fumo e não fumantes também é.

Sabe aquele seu amigo ou amiga que não bebe, que sempre foi visto meio assim como alguém diferente, esquisito, quase um ser de outro planeta? Agora será a pessoa mais bem vinda das rodas de bar, todo mundo vai querer lhe pagar a conta. Em compensação, terá de dirigir muito carro alheio, deixar muita gente em casa depois da balada… Ganhará uma promoção em seu status: em vez de ser estranho, será agora um ser estranho de utilidade pública, quem diria. Terráqueos, ô povo interesseiro.

Você é um desses seres estranhos que não bebem? Desculpa, eu não quis te magoar. Mas veja a coisa pelo lado positivo, ou melhor, veja a coisa pela fechadura da sacanagem. Os abstêmios poderão sair lucrando mais do que apenas na mudança de status. Se forem espertos, tratarão de ficar sempre próximo daquele fulano ou daquela fulana em quem há tempos estão de olho. Sim, claro, pois vai que o fulano ou a fulana bebeu e não quer arriscar dirigir e aí só tem o amigo ou a amiga abstêmia que pode salvar a situação e aí o amigo/amiga leva o fulano/fulana em casa e aí, chegando lá…

– Puxa, obrigado por ter dirigido pra mim.

– Imagina, não foi nada.

– Mas… e agora? Como você vai pra casa?

– Bem… acho que vou chamar um táxi.

– Claro que não. Hoje você dorme aqui. Vem, entra que tá frio.

– Já que você insiste…

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.com

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LEIA TAMBÉM

> Lei antifumo, eu te amo – Na verdade os fumantes, com sua deselegância, acabaram criando uma severa lei contra eles próprios. Não deixa de ser irônico

> Crônica de um romance não fumante – Se vejo o cigarro entre os dedos, já sei: mesmo que haja interesse mútuo, jamais seríamos felizes juntos

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A bailarina da fé

27/06/2008

27jun2008

Se as palavras servem, infelizmente, para deixar impunes os criminosos, servem também para manter acesa a fé das pessoas num mundo melhor

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A BAILARINA DA FÉ

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Conheci Renata em 1992, quando ela passava férias em Fortaleza. Fiquei encantado com aquela sagitariana bonita, graciosa e de gênio forte, e logo estávamos namorando. Ela era uma pessoa alegre e reluzente, mas havia algo mais nela que me maravilhava: a firmeza de sua fé. Fé em seus ideais, em sua arte, em seguir seu caminho verdadeiro. Uma fé inabalável na vida.

Renata seguiu seu caminho com muita coragem. Ainda adolescente, pegou suas sapatilhas e se mandou, deixando sua terra e sua família, foi sozinha para o Rio de Janeiro viver sua arte bailarina. Era muito nova mas já parecia intuir que, por mais difícil que seja o caminho, mais difícil será sempre a frustração de não haver tentado.

Ela tentou. Morava num quarto e sala pequenino no Catete, dividindo dificuldades, alegrias e esperanças com outra amiga bailarina, enquanto seguia seu aprendizado na academia de dança, sonhando com os palcos e a carreira de atriz. Durante meses nosso namoro se segurou entre cartas, telefonemas e as idas e vindas entre as duas cidades. Durante esse tempo tive o privilégio de conviver com seus sonhos e aprendi bastante com a força de sua fé.

Uma noite, quando já havíamos terminado o namoro e vivíamos aquele clima de volta não volta, ela me ligou chamando para irmos nos divertir na Praia de Iracema. Renata curtia novamente suas férias em Fortaleza, com toda aquela energia de uma garota de 20 anos. Mas era uma segunda-feira, eu tinha muito trabalho no dia seguinte, e respondi que não podia, mas que no outro dia nos veríamos.

Não houve outro dia. De manhã cedo acordei com a notícia de que Renata estava morta, fora assassinada por causa de uma discussão de trânsito. Morta com um tiro no rosto, disparado por um desses dementes que andam armados por aí e que acham que podem resolver tudo na bala.

Já se foram muitos anos. Até hoje sou tentado a me sentir culpado por não ter aceito seu convite aquela noite. Para nós, a família e os amigos de Renata Maria Braga de Carvalho, sua ausência é uma sensação diária de estar amputado. Uma dor sem qualquer remédio possível, como se faltasse uma parte da alma. Mataram Renata e nos condenaram à pena perpétua dessa dor.

O assassino, porém, continua solto e faceiro por aí. Sua família, de Brasília, soube educá-lo com dinheiro, carro importado e um revólver, muito útil para discussões no trânsito. Como ele, há muitos outros Wladimir Lopes Magalhães Porto aí pelas ruas, todos clientes da impunidade, essa senhora discreta e eficiente, que tão bem serve aos que lhe fazem as honras no escurinho dos escritórios e gabinetes.

De todas as violências, a impunidade é a maior. Se queremos uma sociedade mais justa e mais pacífica, não podemos ser complacentes com essa senhora. É preciso não se conformar, protestar, denunciar, chamar a imprensa, o bispo, a corte internacional! Mas às vezes, eu admito, dá um desânimo danado, parece que estamos nadando, nadando e não saímos do lugar. E a impunidade ali, zombando dos nossos esforços…

Nesses momentos, então, eu lembro da família de Renata e de todas as outras famílias vítimas da violência e da impunidade, todas elas lutando por justiça. E aí não posso desanimar, tenho que fazer a minha parte, uma pequena parte, é verdade, afinal sou apenas um escritor. Mas se as palavras servem, infelizmente, para deixar impunes os criminosos, servem também para manter acesa a fé das pessoas num mundo melhor. A mesma fé que Renata tinha na vida.
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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.com

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SAIBA MAIS SOBRE O CASO

RenataBragaDeCarvalho-2O vestido decotado de impunidade Vê este corpinho, rapaz? Ainda está conservado porque são vocês que o solicitam e tratam de cuidá-lo toda vez que lhes é vantajoso

Acusado do crime é absolvido – Diário do Nordeste, 21.06.08

Acusado de matar bailarina será levado a júri popular pela terceira vez – Site do TJCE, 28.05.15

Acusado de matar bailarina é condenado a 12,5 anos de prisão – Diário do Nordeste, 01.06.15

Acusado de matar bailarina Renata Braga tem prisão decretada após 23 anos – Diário do Nordeste, 02.08.16

Caso bailarina: Justiça decreta prisão de Wladmir – O Povo, 03.08.16

Mãe de bailarina desiste de lutar após acusado de matar a filha ser solto pela Justiça – Tribuna do Ceará, 05.05.17

Caso Renata Braga vai à OEA – O Povo, Blog do Eliomar, 27.09.17

Morre em Brasília o assassino da bailarina Renata Braga – Focus, 09.07.20

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01- caramba, 20 anos já. que loucura. saudade da renata. Moacir Bedê, Fortaleza-CE – dez2013

02- SAUDADES …. Marcus França, Fortaleza-CE – dez2013

03- LIndo registro Ricardo..Parabéns.. Claudia Bahia, Fortaleza-CE – dez2013

04- Um dia a conta chegará para ele Ricardo Kelmer, um dia o “Analista” cobra…bjs. Tatiane Sá, Fortaleza-CE – dez2013

05- Tocada. Nayanna Freitas, Fortaleza-CE – dez2013

06- Noooossa, que texto forte e lindo Ricardo Kelmer! Eu como Renata, sagitariana e também bailarina, me senti até homenageada com o carinho e a atenção que vc descreve a Renata do texto, por sua graça, seu gênio forte, sua fé, sua alegria e esse jeito liberto. É até difícil imaginar como alguém que aparenta ter tanta vida, não mais viver entre nós.  É mesmo muito triste essa impunidade que há no nosso país. Quanto desamor, desumanidade e injustiça. Que possamos cultivar mais o amor, a paz e o respeito com o próximo e sermos mais educados, só assim o mundo será melhor. Que essa saudade que vc, a família e os amigos da Renata sentem, dê lugar a alegria contagiante que ela passo através desse sorriso lindo e escancarado. Tenham fé, a Bailarina dança feliz em uma dimensão tão bela quanto ela. Renata Kelly, Fortaleza-CE – dez2013

07- Areepiou até, seu Kelmo. Muito e muito foda. Marcelo Gavini, São Paulo-SP – dez2013

08- Caramba tempo voa.Coisas do Brasil que não muda a lei nunca.o bandido sempre tem razão e até “bolsa” pra família. Mimi Rocha, Fortaleza-CE – dez2013

09- Texto irretocável meu amigo. Quero te reencontrar prá jogar umas conversas fora qualquer hora. Abraço. Evandro Mário Coelho, Fortaleza-CE – dez2013

10- Caramba que triste, isso nos faz pensar em “nunca deixe para amanhã o que vc pode fazer hoje” … Vamos lutar meu povo por futuro melhor, enquanto houver vida haverá esperança! Eliene Oliveira, Fortaleza-CE – dez2013

11- O brilho de Renata me visitou aqui, a beleza da história, cheia de lições, é de arrepiar, uma pena vivermos no reino da Impunidade. João Dumont, Juazeiro do Norte-CE – dez2013

12- São tantas Renatas! Mas, vamos seguindo com fé na vida. Belíssimo texto Cadim….bjos. Karina Mozart, Fortaleza-CE – dez2013

13- Muito bom, Ricardo. Quase todo dia me pergunto se esse país mudará algum dia. Ricardo Pontes, Fortaleza-CE – dez2013

14- Encontrei com a Renata na praia, na sábado ou no domingo anterior a essa segunda. Conversamos muito, linda demais, positiva, alegre. Até hoje não dá pra acreditar. Ricardo Campos, Fortaleza-CE – dez2013

15- Ninguém esquece deste trágico acontecimento…mto chocante. Luiz Eugenio Oliveira, Fortaleza-CE – dez2013

16- Oportuno e tocante texto em tempos ainda d tanta impunidade em nosso país. Compartilho sua dor, kelmérico escritor! , Márcia Matos, Fortaleza-CE – dez2013

17- “Nos codenaram à pena perpétua dessa dor” Olhos marejados aqui… Michelle Costa, Camocim-CE – dez2013

18- Esse sujeito, ele vai encontrar o que lhe cabe. Corno manso… Simão Salomão, São Paulo-SP – dez2013

19- Saudades !! A Renata foi minha aluna de sapateado, me lembro como se fosse hoje. Ana Clara Catrib, Fortaleza-CE – dez2013

20- Feliz de rever Renata, mesmo que em foto! Há 20 anos não tínhamos as facilidades tecnológicas de hoje e as poucas fotos reveladas que tinha dela se perderam pelo caminho… Sempre me identifiquei com ela: sagitariana, alegre, geniosa, com sede de liberdade… E meus sonhos também me levaram ao Rio de Janeiro onde moro desde 2005. Coincidentemente, em Laranjeiras, próximo ao Catete. Trabalho no centro da cidade e sempre que passo em frente ao Teatro Municipal me lembro dela… O tempo passa e a dor vai sendo sublimada. Ainda vemos sua alegria e seu sorriso nos sorrisos e alegrias dos irmãos e da tia Oneide, os quais tenho a honra de ter entre meus amigos de face; e particularmente na linda menina do Paulo Henrique Carvalho, que tanto lembra a Renatinha. Mas sempre fica a sensação de como a vida seria mais fácil e mais gostosa se Renata ainda continuasse entre nós. Para mim, particularmente, seria fantástico poder contar com essa amiga querida na cidade em que escolhesmos para morar… Enfim, não podemos mudar o que está feito e só nos resta agradecer à vida pelos 20 anos de sua presença nesse mundo. Mas, confesso que meu coração ficaria um pouco mais calmo se pudesse ver o responsável por sua ausência pagar por toda a dor que causou e por todos os ” e se” de que ficamos órfãos. Marta Lima, Rio de Janeiro – dez2013

21- Uau! Que texto… Que história!!!! Me emocionei! Lilian Argenta, São Paulo-SP – dez2013

22- Belas estórias de amor merecem grandes homenagens. Viva Renata! Helga Lima Carlos, Rio de Janeiro-RJ – dez2013

23- Belas palavras para descrever um fato horrível, muito triste tudo isso. Káryta Lima Schajris, Floriano-PI – dez2013

24- Show. Abner Rios de Alencar, Fortaleza-CE – dez2013

25- Esta em cada um o combate á resignação….o não nos deixarmos corromper e lutar por uma sociedade mais justa…em nome das Renatas todas do Brasil e do Mundo….E nunca esquecer! Lutar sempre ! Renata para sempre ! Oscar Manuel Varandas Correia, Belo Horizonte-MG – dez2013

26- Na época do ocorrido, fiquei extremamente comovido com a situação absurda que foi este episódio! Não a conhecia, mas a revolta ao saber do wue aconteceu, mexeu como se a conhecesse!!! Triste, mesmo!!! Nunca soube que a bailarina, foi sua namorada caro Ricardo Kelmer! De qualquer forma, compactuo com seu sentimento de dor “perpétuo”, acreditando que não só a ferramenta das suas palavras, como de suas, ou nossas atidudes positivas, possam contribuir para um mundo mais tranquilo, mais sereno! Creio que onde quer que a estrela Renata esteja, certamente está com você, com sua luz de fé, com sua luz de arte, Grande abraço pra você! Napoleão Caldas, Fortaleza-CE – dez2013

27- Um texto que traz uma mensagem não só sobre a verdade da impunidade existente nesse país… Traz a verdade sobre a vida em seus vários aspectos, e o mais importante de todos, não deixe para amanhã, não prolongue… curta o hoje, sinta, ame, viva cada dia, antes que seja tarde. Todos estamos aqui de passagem, façamos dessa passagem um reflexo de luz e amor. Robervânia Feitosa, Campina Grande-PB – dez2013

28- Rena morremos de saudade!!! Mônica Carvalhedo, Fortaleza-CE – dez2013

29- Olhos marejados. Daquelas coisas que não podem ser esquecidas. Márcio Roger Braga, Fortaleza-CE – dez2013

30- Lindo texto e triste história. Jeane Sousa Tupperware Acácias, João Pessoa-PB – dez2013

31- Nossa Ricardo, vinte anos, que tristeza. Eva Dantas, Londres-Inglaterra – dez2013

32- Tenho nos meus arquivos uma foto da Renata ainda criança em um dos desfiles do Colégio Cearense. Vale recordar… Luciano Dídimo, Fortaleza-CE – dez2013

33- Palavras do Ricardo! Show! Reny DielFortaleza-CE – dez2013

34- nem conhecia ela, mas lembro demais desse fato. Felipe Maia, São Paulo-SP – dez2013

35- poxa vida… Marisa Vieira, Rio de Janeiro-RJ – dez2013

36- Foi atrás do meu predio. Também lembro bem, o moleque que atirou era um sociopata…um desequilibrado mental. Com esse crime e mais outros é que hj em dia para portar uma arma é nescessário testes psicotecnicos que observam qualquer desvio psicopatico por parte do mesmo. Abner Rios de AlencarFortaleza-CE – dez2013

37- Nossa Ricardo Kelmer, não sabia dessa história. Fiquei arrepiada! Lindo! Silvana FujitaFortaleza-CE – dez2013

38- Cara, lembro muito bem disso! Mas lembre-se: a alma é eterna… Sergio NogueiraFortaleza-CE – dez2013

39- Lindas suas palavras Ricardo Kelmer,expressam muito bem seus sentimentos pela linda Renata… Eliane Campos, Salto-SP – dez2013

40- Lembro até hoje desse acontecimento, muito triste. Lembro também os esforço da elite para tirar o psicopata da cadeia. Adriano AbreuFortaleza-CE – dez2013

41- Lembro bem dos jornais e televisão noticiarem e eh uma pena hoje estarmos falando ainda de impunidade.Seria ideal uma punição,mas penso que com a cidade absurdamente violenta como estamos hoje,na realidade nao me percebia o quanto estava violenta na época desse assassinato cruel,quero pedir um favor?meditemos sobre nossa própria colaboração com a violência,eh uma forma de validar a experiência dessa jovem que hoje poderia estar brilhando nos palcos da vida,mas que teve o merecimento de brilhar em memória e emoção!desculpa o desabafo ,me sinto tocado quando vejo uma pessoa da minha geração sendo tao vilipendiada ,eh de nossa responsabilidade nao gerar tamanha violência,e constantemente implantar uma cultura de paz! Geraldo MesquitaFortaleza-CE – dez2013

42- Coração de estudante / Há que se cuidar da vida / Há que se cuidar do mundo / Tomar conta da amizade / Alegria e muito sonho / Espalhados no caminho / Verdes, planta e sentimento / Folhas, coração, juventude e fé”. Com essa música me despedi da linda Renata, foi a última vez que enchi meus olhos com seu bailado, era impressionante! Sua luz ainda maior! Tanto que não coube nessa dimensão! Acreditar na paz é fácil, difícil é acreditar nos homens! Enéas Oliveira LousadaFortaleza-CE – dez2013

43- Ô Renatinha, minha linda, como é bom ver esse seu sorriso lindo de novo. Lucy Anna Westad, Oslo-Noruega – dez2013

44- Kelmer, quero ler cada comentário! Conheci a Renata qdo morei em Fortaleza (1991) e ela era um doce, uma menina especial mesmo! Ela adorava pegar emprestada uma camisa da Ellus branca cheia de mini caveirinhas pretas, que eu tinha…as caveirinhas mais pareciam mini rosas. Há anos que quero reencontrar alguém da família, o Paulo (irmão)..ou a mãe (uma mulher sem igual!). estão por aqui entre seus amigos? aahhh não acredito, estão todos aqui,o Paulinho…a Oneide! (a Renata contida neles)..vou já deixar recado, obrigada Kelmer! (o texto nem precisa dizer que comove, e que homenagem merecida!). Elenice Gago Affonso, São Paulo-SP – dez2013

45- Conheci e convivi com ela desde de muito pequena pois era muito amigo de seus irmãos Paulo Henrique e jorginho, vendo este poste me veio toda as lembranças de muitos feriados e férias passados juntos em sua casa no morro branco. saudades!!! Dudu FreireFortaleza-CE – dez2013

46- “De todas as violências a impunidade é a maior” vai ficar pra sempre em minha mente, abraços. Cibele Baptista, Barretos-SP – dez2012

47- 😦 Dalu MenezesFortaleza-CE – dez2013

48- Exatamente um ano antes, na mesma data, 28.12.92, morreu tb uma jovem bailarina, modelo e atriz, Daniela Perez, que comoveu o Brasil inteiro.. Uma vida que foi também tirada cruelmente.. Que a justiça seja feita, em todos os casos!! Josy Jovi, Pau dos Ferros-RN – dez2013

49- Parece que ainda estou vendo a Renata correndo pelos corredores do colégio cearense. Foi uma grande tragédia para sua familia. Carla Acioly LinharesFortaleza-CE – dez2013

50- “não houve outro dia” 😦 Alana GabrielaFortaleza-CE – dez2013

51- Retrato comovente, Ricardo Kelmer… Infelizmente, e tristemente, a literatura nos abraça com seus registros que, imagino, jamais são esquecidos. Caloroso abraço, meu escritor favorito. Teo Lorent, São Paulo-SP – dez2013

52- Tinhamos encontrado com ela horas antes desse fatidico episódio! Custamos a acreditar…. Rochele BezerraFortaleza-CE – dez2013

53- Lembrei agora do som da risada dela… Mirella ForteFortaleza-CE – dez2013

54- Quanto cabelo! srsss. André Marinho Marinho, Fortaleza-CE – dez2013

55- Q triste, Ricardo. Tb perdi meu irmao, vitima da brutalidade do transito de Brasília, em 2007…E o responsável, ou melhor dizendo, o irresponsável, ainda está impune…E a gente q tem q aprender a viver e conviver com a dor da perda, como vc tao bem expressou no seu texto…Uma linda homenagem… Luciana Brasileiro de Holanda, Campina Grande-PB – dez2013

56- Que saudade Da Renatinha !! poxa, Ainda sonho reencontrando ela, varias vezes!! Nos meus sonhos eu descubro que ela está viva, e que tudo não passou de um grande engano… Não tive a oportunidade de me despedir tbm… Crime imperdoável! Tão cheia de vida…. Que a continuação de sua vida na eternidade esteja sendo uma eterna primavera e que Deus conceda a graça dela poder reencontrar todos a quem tanto ama na paz eterna! Amem. Beijo no seu coração amiga. Ore por nós todos. Nunca te esqueceremos! Fernanda PhilomenoFortaleza-CE – dez2013

57- Lembro muito dela e de sua alegria contagiante!!! Muita pena de tudo isso, ela dancava como ninguem!! Saudades. Cinthia Braga PerdigaoFortaleza-CE – dez2013

58- Amigo… jamais se culpe !! Nossos destino estão traçados.. Leila Borges, Curitiba-PR – dez2013

59- me lembro tanto dessa notícia …só a conhecia de vista mas a achava linda e cheia de vida …Se a justiça dos homens falha, com certeza esse monstro assassino não escapará da justiça divina…aqui se faz aqui se paga …e depois arderá no quinto dos infernos… Jeanine Lima Caminha, Fortaleza-CE – dez2013

60- Isso não vai acabar nunca. Não temos leis eficientes, justiça rigorosa e nem políticos capazes de mudar isso. Infelizmente. Francisco Braz, Eusébio-CE – dez2013

61- “não houve outro dia”. Alana Gabriela, esta frase foi a que mais me marcou ao ler o texto.Serve como reflexão. Silvana Alves, Fortaleza-CE – dez2013

62- Acusado do crime é absolvido. http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=548278. Monica Bürkle, Recife-PE – dez2013

63- Nossa Ricardo Kelmer….Uma narrativa trágica, mas com muita beleza de sentimentos bons! Palavras de uma tragédia que acompanhei na mídia, pois não a conhecia pessoalmente.que me emocionaram muito. Parabéns por transmitir a saudade com ternura e amor. Os “anormais” sabem sentir o amor fraterno intensamente…! Viva a nova vida de Renata !!!!!!!!!!! Angela Marques Gadelha, Fortaleza-CE – dez2013

64- Ricardo não sei te vais lembrar, nas passado um tempo (depois do ocorrido) a gente chegou a reunir-se em casa dos pais da Reanta,com o Jorge, o Paulo Henrique, os pais, a Cris (tb faleicda), Eveline, Dea Girão, tu tb… e literalmente passamos a noite ao som de violão e muita cantoria… as boas memórias ficam guardadas e não há tempo que possa apagá-las! Linda homenagem! Andrea Coelho, Lisboa-Portugal – dez2013

65- Que triste e trágico fim para essa moça tão linda… A culpa não foi sua Ricardo Kelmer, por não ter ido ao seu encontro. São fatalidades da vida… Por isso devemos amar ao próximo e respeitá-los. Cultvar cada dia com amor, pois nunca temos a certeza do que nos espera. E o que levarems daqui são as boas lembranças. Clara Haugland, Fortaleza-CE – dez2013

66- Que triste meu amigo….mas mui bela sua homenagem! Thais Guida, Rio das Ostras-RJ – dez2013

67- Não se sinta culpado… cada um de nós tem um caminho…. de alguma forma ela fez o dela… fica bem. Juliana Schure, São Paulo-SP – dez2013

68- Belíssima homenagem! Keyla Bachur, Goiânia-GO – dez2013

69- tocante, Ricardo Kelmer. Tetê Macambira, Fortaleza-CE – dez2013

70- Muito triste mesmo, 20 anos e parece que foi ontem! Garota Linda, gente boa com uma família maravilhosa. Muito comovente mesmo! O covarde que fez isso estava de férias com sua turma em fortaleza, presenciei uma confusão com eles dias antes no Clube do Vaqueiro. Quando vi a foto daquele gordo infeliz nos jornais não acreditei. James Dantas, Fortaleza-CE – dez2013

71- Não é mais um caso a se pensar, e sim agir!!! e como? Flavio Rangel, Fortaleza-CE – dez2013

72- No país da Impunidade, é quase a regra o que ocorreu … Carlos Sérgio Mota Silva, Fortaleza-CE – dez2013

73- Me lembro como se fosse hoje, o dia que recebi a notícia da morte da Renata.. muito chocante!! Denilson Lopes, Fortaleza-CE – dez2013

74- Vi praticamente a Renata nascer, era muito amigo de seus irmãos e passava muitos finais de semana em sua casa, conheci ela ainda muito pequena, e estas postagens me fizeram lembrar de uma época de infância quando tudo era sonho até crescermos e a vida nos pregar umas peças como esta. saudades!!! Dudu Freire, Fortaleza-CE – dez2013

75- Nossa cara que história triste! Jackson Wendell, Fortaleza-CE – dez2013

76- Belas palavras para descrever um fato tão triste…recomendo a leitura,toca o coração… Thais Guida, Rio das Ostras-RJ – dez2013

77- É tudo muito triste! Michelle Firmeza, Fortaleza-CE – dez2013

78- Com certeza muito triste….. Richard Siwaletti, Fortaleza-CE, dez2013

79- Passamos o reveillon juntos em Guaramiranga, lembra Ricardo Kelmer? Ela era realmente uma pessoa muito especial #luto. Beatriz Villar, Fortaleza-CE – dez2013

80- Arnêmia Boyadjian, ela era neta de um vizinho nosso da Gentilândia, sr, Clodomir. José Augusto Moita, Fortaleza-CE – dez2013

81- Eu conheci a mãe da Renata, pouco depois da sua morte! Nunca me esqueci dela e da sua dor! E do CD da Marisa Monte que tocava na casa de praia onde estávamos, com a letra “eu tenho a minha dor…” Muito triste esta história! Que Deus abençoe a sua família! Anna Mendonça, Fortaleza-CE – dez2013

82- Compartilho esse emocionante texto do amigo Ricardo Kelmer, que deveria ser bem lido pelo tal Wladimir Lopes Magalhães Porto, onde quer que esteja. Impunidade é coisa antiga e sempre atualizada. Raymundo Netto, Fortaleza-CE – dez2013

83- ME LEMBRO DESTE TRISTE ACONTECIMENTO…RENATA ERA FILHA DE UM COLEGA DO BNB. HOJE APOSENTADO. Fatima Carvalho, Fortaleza-CE – dez2013

84- Quanta dor expressa nesse texto, chega a doer em mim também. Maria Fátima Freitas Corrêa, Fortaleza-CE – dez2013

85- Só quem sabe é o dono da dor !!! Raquel Duarte Taveira, Fortaleza-CE – dez2013

86- Lembro muito desse acontecimento, realmente muito triste. Silvana Santiago, Fortaleza-CE – dez2013

87- Não fique triste,ela apenas vive em outro plano,quem sabe mais livre e mais feliz.Parabéns pra vc e beijos pelo seu sentimento tão vivo no seu coração. Janilda Oliveira, Fortaleza-CE – dez2013

88- Comovente…! Sonia Regina Parmigiano, São Paulo-SP – dez2013

89- aii, por deus! espero nunca passar por isso! Binha Oliveira, Fortaleza-CE – dez2013

90- Chorei. Ela bailava lindo quando crianca, depois a encontrei – cheia de vida, cheia de planos – na praia, ela estava de ferias aqui em Fortaleza. Dias depois soube dessa tragedia, uma lastima saber que o assassino vive impune. Luciana Melo, Fortaleza-CE – dez2013

91- A melhor justiça éa de Deus! Confia somente! Ligiane Sousa, Fortaleza-CE – dez2013

92- sinto muito. Danielle Alves, Fortaleza-CE – dez2013

93- Conheci a filha, depois a mãe. Duas mulheres encantadoras. Toda a minha solidariedade de sempre. Alberto Perdigão, Fortaleza-CE – dez2013

94- Meu querido! liberte-se da culpa de não tê-la encontrado! de não ter aceitado o convite! LIberte-se da culpa, liberte-se da Mágoa! liberte-se dos sentimentos negativos para que essa energia seja realmente transmutada e a verdadeira justiça se manifestará!Liberte-se do desejo da sua justiça, pois esta está cheia de um fardo negativo e pesado.Perdoe-se , liberte-se, entregue ao Universo que tem a sabedoria da correção e resolução justa, bondosa, verdadeira! Paz e luz no seu coração! Anosha Prema, Campinas-SP – dez2013

95- Emocionante! Nonalissia Costa, Curitiba-PR – dez2013

96- Lindo texto. E a Renatinha continua a brilhar, sempre, sempre. Kelmer compreendo o que sentes, queremos achar que temos esse poder do e se… Hoje entendo que não temos, o que temos é nosso presente e nossas atitudes que nos direciona. Fica em paz. bjs. Georgiana Portela, Fortaleza-CE – dez2013

97- Ahhhh Renatinha !!! Lembro muito … Em varias situações … Especialmente na minha festa de 15 anos, toda de azul se acabando de dançar !!!! Tenho inclusive a fita (agora transformada em DVD) …. Nessa mesma 2ª feira, havia encontrado com ela na praia e o mesmo convite fora feito a mim para ir ao Pirata … Mas como minha avó estava tb de ferias aqui e naquela noite passaria pela 1ª vez na TV o filme Ghost, declinei do convite, pois meu compromisso logo mais seria com a minha avó diante da telinha … Que aperto no , quando me recordo da minha mãe me acordando e me contando a tragédia … Muito amor tenho por toda a família (família amada desde sempre), tia Oneide Braga, meu amigo de fé Paulo Henrique Carvalho, Jorginho … Sinto muitíssimo e rogo a Deus pela Renata e por todos … Pelo perdão que salva e liberta a todos !!!! Viva a Renatinha e sua luz … Verdade Ricardo Ricardo Kelmer, a Renata é resplandecente. Isabella Cantal, Fortaleza-CE – dez2013

98- Uma história de uma estupidez absurda e um resultado na justiça decepcionante e ilustrativo de como funciona o Judiciário no Brasil. Marcelino Pequeno, Fortaleza-CE – dez2013

99- Linda, forte e de uma familia muito legal, sua mãe que eu conheci e tive prazer de conhecer , uma pessoa do bem, mas a JUSTIÇA do Brasil é esta mesmo, enquanto não mudarmos isto, ficaremos sempre a refem destes Bandidos. Franze Santos, Brasília-DF – dez2013

100- Ricardo, o mundo precisa de pessoas como você, capazes de mostrar seus sentimentos. É preciso realmente ter força pra não deixar que a mesma bala que ceifou os sonhos dessa jovem, assassine a nossa esperança de justiça. Um abraço. Luiz Carlos Menezes, Fortaleza-CE – dez2013

101- “De todas as violências, a impunidade é a maior.” Triste. Carmem Mouzo, Rio de Janeiro-RJ – dez2013

102- Ricardo, a certeza de um até breve , ameniza, traz um conforto maior!! Ela cumpriu lindamente a sua missão …. Injusto?para nós que somos egoístas e não gostamos de sofrer … Aliás , quem gosta? Mas tudo tem seu propósito …. Só Deus , nós da e nos retira … Com certeza mais deslumbrante ela está! Livre, com suas sapatilhas …. Delicadeza! Completa! Feliz ano novo !! Muita paz, saúde …. Tudo que você desejar !! Beijao. Ana Kariny Gomes Rosa, Fortaleza-CE – dez2013

103- Meu pesar, história triste…Linda meu caro poeta. Jose Leite Netto, Fortaleza-CE – dez2013

104- Lindo, triste e comovente, Ricardo Kelmer. Que 2014 nos ajude a construir um mundo melhor! Beijão. Cristina Balieiro, São Paulo-SP – dez2013

105- Linda história, lindo sentimento. Apesar da tristeza e dor existente na história, sentimos o sentimento maior de todos nessa narrativa. Saiba que não deves se sentir culpado, pois Deus tem planos para cada um de nós que fogem infelizmente ao nosso controle. Renata está em um lugar iluminado e orando por você. Feliz 2014, muita paz, luz, fé… Att, Emiliane Teixeira, Cajazeiras-PB – dez2013

106- Pra mim essa foi a sua postagem mais linda!… Um brinde à Renata, sim! Dri Flores, São Paulo-SP – dez2014

107- Emocionante Ricardo Kelmer! Grande abraço! Sidneia Fonseca, São Paulo-SP – dez2014

108- Brindemos! Amaury Candido Bezerra, Fortaleza-CE – dez2014

109- O tempo passa mas as lembranças ficam Andrea Coelho, Lisboa-Portugal – dez2014

110- merda!! nunca me esquecerei da Renata, neste dia em que estacamos organizadas de se encontrar na noite de foral…nos vinhamos e voltavamso sempre juntas de aviao, dancavamso todos os dias juntas, gargalhávamos demais….q merda!!!! q saudade doida…A renata era alegre!! como era bom estar direto c ela!! me lembro de tudo tudo….de como ela dancava, das conversas e ppalm das rizadas…era toa bom aquele tempo meu deus!! Juliana Lyra, Brighton-Nova Zelândia – dez2014

111- Ricardo eu a conheci e lamento que esse tipo de tragédia ainda aconteça no trânsito de nosso país! Rosa Verônica Barbosa Pinheiro, Fortaleza-CE – dez2014

112- Na memória um sorriso marcante ! Valeria Cavalcante, Fortaleza-CE – dez2014

113- Lindo texto Kelmer, linda homenagem! Jefferson Souza, Fortaleza-CE – dez2014

114- Parece que foi ontem né? Evandro Mário Coelho, Fortaleza-CE – dez2014

115- Estava Pensando no exato momento que congelei com a notícia e parece que foi ontem ! Valeria Cavalcante, Fortaleza-CE – dez2014

116- O caso da Renata chocou e indignou a todos os fortalezenses, Kelmer. Surpreso por saber que você teve um relacionamento afetivo com ela. Brennand De Sousa Bandeira, Fortaleza-CE – dez2014

117- Triste porém lindo, seu depoimento. Tetê Bastos, Fortaleza-CE – dez2014

118- Triste, muito triste. E você tem toda razão. A impunidade é a mãe de tudo isso. No nível Pessoal e em relação à Humanidade mesmo. Tenho certeza absoluta que muitas vidas seriam poupadas se não fosse essa descarada Impunidade. Perdão por abusar, mas vou colar aqui um texto que fiz exatamente sobre isso. Repito, perdão por abusar e postar um texto relativamente longo, mas tem muita relação com a tragédia de que sua namorada, você e as famílias foram vítimas. ´Lá vai:
Crimes Impunes. Até Quando???
Em setembro de 1988, o iatista Lars Grael teve sua perna decepada por lancha que invadiu, em alta velocidade, área demarcada para regata, em Vitória, Espírito Santo. Segundo entendidos em vela e náutica, trata-se de irresponsabilidade tão grande como a de um motorista que invadisse calçadão, igualmente em alta velociadade. Laudos revelaram que o condutor da lancha estaria acoolizado.
Cerca de um mês depois, Pinochet é preso na Inglaterra pelos crimes cometidos durante a Ditadura no Chile.
O Brasil e a Humanidade perderam oportunidades raras e emblemáticas para que todos nós do planeta tivéssemos vida mais segura.
Tanto o condutor da lancha quanto Pinochet deveriam ter sido julgados com todo o rigor da lei, bem como sem qualquer cerceamento das duas defesas. Chegados aos veredictos e determinadas as penas de prisão, essa prisões deveriam ter sido cumpridas até o último minuto.
O argumento que se ouvia na época da prisão é que Pinochet já era idoso, tinha, salvo engano, 83 anos. Simples, muito simples. Se pegasse 20 anos de prisão, aos 103 estaria em liberdade. Se não vivesse mais 20 anos, naturalmente, morreria na cadeia. Simples assim, como dizem os jovens.
Ditadores do mundo inteiro e todos os irresponsáveis pensariam várias vezes antes de cometer atrocidades ou mesmo desatinos que possam causar vítimas.
Não se trata de crueldade minha, muito pelo contrário.
Agora, temos a morte de 236 jovens em incêndio na boate do Rio Grande do Sul. Ao que parece, houve uma série de irresponsabilidades que culminaram na tragédia.
Se o causador do desastre de Grael tivesse cumprido pena justa, isso não teria funcionado como um alerta para todos os envolvidos no incêndio do Rio Grande???
Os responsáveis pela tragédia de turno devem ter julgamento justo e cumprirem as penas a que forem condenados. Caso contrário, essas histórias não vão ter fim e ainda iremos chorar infinidades de vidas perdidas em conseqüência de irresponsabilidades impunes.—————————————————— Como disse, não quis abusar, apenas alertar. Solidário Abraço em Você e em todos que sofreram com essa violência. Paulinho das Frases, São Paulo-SP – dez2014

119- Me lembro demais do nosso reveillon em Guaramiranga, ela tava lá e deixou muita saudade… Beatriz Villar, Fortaleza-CE – dez2014

120- Lembro dessa tragédia e ainda tenho esperança que esse assassino vai , de alguma forma, pagar a dor que causou a todos . A cidade ficou atônita, eu não acreditava naquela brutalidade. Não a conheci, mas tb chorei! Clara Pinho, Fortaleza-CE – dez2014

121- Brasil é uma terra sem lei! A lei somos nós que fazemos e para mim a vingança é um prato que se come frio! Ma Lima, Fortaleza-CE – dez2014

122- Nossa,história triste demais…as vezes dá nojo pertencer a essa raça, essa vida foi interrompida aqui na terra, porém ela esta sempre presente nos corações, nas lembranças e até mesmo no momento em que todo esse texto foi escrito. A morte é só uma libertação para os que vai, mas aprisiona os que aqui ficam, na lembrança e principalmente no inconformismo dessa perda! Obrigada por compartilhar esta história e fiquei muito feliz em conhecer a Renata , com suas palavras consigo sentir o que ela foi, e o que ela é para aqueles que a amam! Eternamente a bailarina da Fé! Kroll Ribeiro, Araraquara-SP – dez2014

123- Da até para escrever um livro de romance… Ery Sampaio, Fortaleza-CE – dez2014

124- OBRIGADA MEU LINDO, PELA HOMENAGEM! EU E RENATA TÍNHAMOS UMA NECESSIDADE DE FICARMOS PERTINHO UMA DA OUTRA! TENHO ABSOLUTA CERTEZA QUE FOI O SER HUMANO QUE MAIS ME AMOU NESTA VIDA !
“PORÉM UM ANO NOVO VAI SURGINDO
VEM ABRINDO OS LENÇÓIS DE UM NOVO DIA NÃO ME FALTE O SANGUE NA POESIA
PRA BERRAR A DOR QUE ESTOU SENTINDO
QUE A TRISTEZA SE VA COM O ANO FINDO
E A ESPERANÇA VENHA COM O QUE SE ARREBATA
QUE A JUSTIÇA, MÃE INGRATA
SEJA PLENA E NÃO INÁBIL
FAZ VINTE E UM ANO
QUE UM TIRO IRRESPONSÁVEL
NOS PRIVOU DA PRESENÇA DE RENATA! “
(MARIO MESQUITA)
BJOOOS QUERIDO “KELMO”,era assim que ela lhe chamava. Oneide Braga, Fortaleza-CE – dez2014

125- Paulo Henrique Carvalho lembra das nossas viagems?!!! Juliana Lyra, Brighton-Nova Zelândia – dez2014

126- Através do texto passou um filme na minha cabeça… Lembrei-me da história nos noticiários e de vc amigo do Curso de Letras Ricardo Kelmer! A impunidade é cruel… Sofia Lima, Fortaleza-CE – dez2014

127- renata jamais será esquecida! pois anjos lindo assim continuam sempre pertinho da gente… creio na justiça do deus. Veronica Braga, Fortaleza-CE – dez2014

128- ONEIDE A SAUDADE NUNCA PASSA, A FALTA É ENORME , SÓ AUMENTA DIA A DIA NÉ AMIGA ?? FELIZ ANO NOVO PRA VC E SUA FAMILIA !! BJ Rita Austregesilo, Fortaleza-CE – dez2014

129- Infelizmente os culpados continuam soltos, e nós continuamos presos em nosso medo. Triste! Lu Maia Lu, Fortaleza-CE – dez2014

130- vc gosta de uma sagitariana ein…. Priscila Marques, São Paulo-SP – dez2014

131- Lindo… Caroline Correia Maia, Fortaleza-CE – dez2014

132- Saudades sim , tristeza não. Vilma Galvão, Fortaleza-CE – jan2015

133- O amor é eterno … Leonor Oliveira Moreira, Fortaleza-CE – jan2015

134- Lindo texto meu primo! Luciana Galvão, Rio de Janeiro-RJ – jan2015

135- Inaceitavel!… Isabela Alcântara, Fortaleza-CE – mai2015

136- Sempre me emociono com esse texto “A bailarina da fé”! Renata essa minha xará, tinha além do nome um tantão de mim (bailarina, energética, de sonhos doces e fé na vida), que é pra mim doloroso saber que se foi tão cedo pelas as mãos de um covarde. Que dessa vez a justiça seja feita, para que esse criminoso fique preso no lugar que ele fez por merecer e que Renata esteja tão linda em um lugar maravilhoso, dançando livremente e feliz. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mai2015

137- Muito triste e revoltante saber que um sujeito como este continua impune. No entanto, tenho certeza que este indivíduo nunca deve ter sido feliz. Você pode até não crer nisto, mas eu costumo pesquisar a vida de pessoas que fazem mal aos outros e em geral tem uma vida desgraçada, mesmo que aparentemente não se perceba. Pessoas más, irresponsáveis e criminosas nunca são felizes e embora fiquem impunes na lei humana, há uma lei maior que as pune e é ligeiro. Um grande beijo a você querido Kelmer. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – mai2015

138- Terra de ninguém. Nely Rosa, Fortaleza-CE – mai2015

139- Que se diga o nome do assassino: Wladmir Lopes de Magalhaães Porto! Marta Lima, Fortaleza-CE – mai2015

140- Linda. Vilma Galvão, Braga-Portugal – mai2015

141- Mais tempo de impunidade do que ela de vida. Absurdo! Coisas do Brasil… Paulo César Norões, Fortaleza-CE – mai2015

142- Wladimir Lopes de Magalhães Porto,assassino tem que pagar seu crime NA CADEIA. Vilma Galvão, Braga-Portugal – mai2015

143- Uma das maiores dificuldades deste julgamento será o tempo. Pois, uma pessoa de 32 anos tinha dez anos, muitas materiais jornalísticas não estão na Internet. Jurados podem ficar ao sabor das representações dos advogados. Por isso compartlhem o máximo que puderem para fazer voltar a memória do caso. A APAVV está publicando vídeos sobre a Renata. Grande abraço a todos. Hermann Schimmelpfeng Landim, Fortaleza-CE – mai2015

144- Que uma data para o fim da impunidade possa ser cravada no lugar dos “??????”! Halder Gomes, Fortaleza-CE – mai2015

145- Linda!!! Valdineusa Sobral, Fortaleza-CE – mai2015

146- Tomara que enfim a justiça seja feita, para que os corações da família possam sentir saudade no lugar de revolta e dor…. Hilda Durier, Rio de Janeiro-RJ – mai2015

147- “De todas as violências, a impunidade é a maior.” Sérgio Rúbia Santos, Fortaleza-CE – mai2015

148- Lembro, certa vez, há muito tempo quando eu era dono de um bar em Fortaleza chamado Outras Palavras. Isso foi em 1991, 1992. Eu tinha um Personal Computer (PC) que usava para fechar as contas do bar, com um programa feito por mim em FoxBase que naquela época não existiam programas prontos. Um dia, consegui um programa para fazer mapa astral. Foi um sucesso! Lembro que a Renata me procurou para fazer o dela e do quão decepcionada ficou ao descobrir que era escorpião. Na verdade (hoje eu sei) uma cúspide. Inaceitável esse cara estar fora da prisão. Antonio Martins, Maceió-AL – mai2015

149- Emocionante lembro demais esse triste dia, mas sei que a estrela muito brilhante é Renata. E aqui, na torcida que a justiça seja feita. Justiça dos homens, pois a de Deus não tenho dúvida nenhuma. Socorro Alves, Fortaleza-CE – mai2015

150- Queremos Justiça. Amaury Cândido, Fortaleza-CE – mai2015

151- Essa história ainda me faz chorar… : ( Beth Andrade, Fortaleza-CE – mai2015

152- Justiça! Rosângela Aguiar, Fortaleza-CE – mai2015

153- o mínimo que podemos fazer é desejar forças à família e pedir sim por justiça!!!!! Gabi Simões, Fortaleza-CE – mai2015

154- Será que teremos justiça? ?? Raquel Bernardo, Fortaleza-CE – mai2015

155- Minha irmã mais linda… O sofrimento continua… Paulo Henrique Carvalho, Fortaleza-CE – mai2015

156- Inaceitável esse ASSASSINO estar fora da prisão. Antonio Martins, Maceió-AL – mai2015

157- Até quando ???? Todos juntos, amigos, conhecidos, gente de bem, vamos todos clamar por justiça!!! Isabela Cantal, Fortaleza-CE – mai2015

158- O assassinato de Renata Braga, em 1993, em uma discussão no trânsito de Fortaleza, foi um episódio que marcou muito na época, pois a violência não era tão banal como nos dia de hoje… eu nunca esqueci a história daquela menina que perdera de forma tão vil e precoce toda a vida que teria pela frente… Alguns anos depois, conheci seu irmão(que se tornou um grande amigo), Paulo Henrique Carvalho e pude vivenciar ainda mais de perto a dor da punição que aquela perda trouxe para sua família. O mínimo que poderia acontecer seria JUSTICA e punição para quem a tirou do convívio dos seus. A esperança de ver essa JUSTICA acontecer ainda existe, contrariando tudo o que vemos neste país detentor de uma ‘justiça’ tão falha. Lidiana Martins, Ipu-CE – mai2015

159- Caríssimo RK Textos chocantes, intensos, que convocam a consciência para a fé no que se pode crer de racional no ser humano. A arte tem que lançar a notícia na eternidade, e é isso que você faz, camarada, e o faz com propriedade profética. Os revólveres passarão, primo, mas a arte da palavra ficará – assim está escrito. Um abração. Leite Jr., Fortaleza-CE – jun2015

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Amor em fuga

25/06/2008

25jun2008

Que mundo idiota. Pra poder viver o amor, a gente tem que fugir de casa

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AMOR EM FUGA

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Noite. Quarto de hotel barato. O ambiente está na penumbra. Ouve-se ao longe o som de carros e caminhões passando. No rádio toca baixinho um blues qualquer. Uma garota sai do banheiro envolta na toalha. Ensaia uma tentativa de strip-tease mas desiste, começando a rir. Outra garota, deitada na cama sob o lençol, ri também, mas um clarão vindo da rua ilumina o quarto por um segundo e ela fica preocupada. Ela levanta. Está nua. Caminha até a janela, afasta um pouco a cortina e olha lá fora. A outra garota a abraça por trás.

LÍVIA: Relaxa, Giovanna. Vai dar tudo certo.

GIOVANNA: Tá saindo direto na tevê, o país inteiro sabe que duas menores fugiram de São Paulo.

LÍVIA: Mas ninguém virá procurar a gente em Curitibanos.

GIOVANNA: É, né?

LÍVIA: Vem…

Lívia puxa Giovanna pelo braço e as duas caem abraçadas na cama, os rostos bem próximos um do outro. Giovanna está em êxtase, ainda não acredita no que está acontecendo, em tudo que viveram nos últimos cinco dias, a fuga, as caronas… Estar ali com Lívia parece um sonho. Um sonho que começou com um clarão, aquela ideia repentina no meio de uma das tantas aulas chatas do colégio, o convite escrito num bilhetinho de papel: Vamos fugir?

Giovanna toca o rosto de Lívia, fecha seus olhos com os dedos, só para vê-los abrirem novamente, como se para se assegurar, pelos olhos da namorada, que aquilo tudo é real sim, mais real que qualquer outra coisa em sua vida.

GIOVANNA: Queria que você soubesse que com você eu vou até o fim do mundo.

Lívia sorri e aperta a mão de Giovanna.

GIOVANNA: Mas e se encontrarem a gente? Vamos dizer o quê?

LÍVIA: Ah, a gente diz que tava insatisfeita em São Paulo, que queria respirar um pouco, essas coisas.

GIOVANNA: Todo mundo vai desconfiar.

LÍVIA: Fica fria. Amanhã a gente segue pra Argentina. Lá ninguém vai encher o saco e eu vou te fazer a mulher mais feliz do mundo.

Elas se beijam suavemente.

GIOVANNA: Que mundo idiota. Pra poder viver o amor, a gente tem que fugir de casa.

Lívia deita a cabeça e puxa a toalha, desnudando totalmente seu corpo para os olhos da companheira.

LÍVIA: Tua casa agora sou eu, meu amor.

Giovanna sorri, degustando o som doce daquelas palavras. Ela afasta uma mecha de cabelo do rosto de Lívia e olha seu corpo, admirando os detalhes, e passeia a mão pela curva dos seios, pela cintura, o umbigo…

LÍVIA: Vem…

Giovanna afasta as pernas de Lívia e seu rosto pousa devagar sobre o sexo depilado. Lívia geme baixinho, pega um travesseiro e morde a ponta, abafando os gemidos. Outro clarão vem da janela e ilumina rapidamente os dois corpos, belos e nus, duas almas sem roupa, sem máscaras, sem disfarces.

(Falarei bem baixinho agora, para elas não ouvirem. Em alguns minutos a polícia chegará ao hotel, alguém baterá na porta e elas serão levadas de volta a São Paulo. Voltarão para a mesma vida limitada de sempre, o velho cotidiano de mentiras e dissimulações. Mas agora será diferente. Agora elas sabem o gosto de ser livre. Não para sair de casa e se mandar por aí, pegando carona em caminhão, isso é o de menos. Agora elas conhecem a mais suprema das liberdades: poder ser o que se é.)

Vocês têm mais alguns minutos, meninas, aproveitem. A eternidade é feita de clarões.

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.com

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Missão aceita

02/06/2008

02jun2008

Esse negócio de dividir o planeta em países, separando os povos, incentivando o medo do diferente e justificando as guerras, isso já tá na hora de acabar

Caros amigos da Confederação Galática

Tô bastante honrado pelo convite. Não me considero o mais indicado pra esta função, mas me esforçarei pra ser um bom correspondente da Confederação aqui na Terra.

No sonho, vocês me diziam que eu não deveria me preocupar caso não entendesse tudo. Ainda bem, pois muita coisa não entendi mesmo. Mas entendi perfeitamente que nosso planeta não fará parte da Confederação enquanto não estiver unificado, ou seja, enquanto existirem países e fronteiras a Terra continuará isolada do resto da Via Láctea. Isso eu entendi. Aliás, disso eu já desconfiava havia algum tempo, que esse negócio de dividir o planeta em países, separando os povos, incentivando o medo do diferente e justificando as guerras, isso já tá na hora de acabar.

Pensando bem, esse negócio é muito lógico: só há guerra entre aqueles que se julgam diferentes. Jamais houve uma guerra entre iguais. Sim, é claro que diferenças sempre existiram e existirão – mas elas devem ser vistas como diversidade cultural e riqueza genética, e não como pretexto pra disputas. Isso eu já entendo faz um tempo. Diferenças são oportunidades de aprender o que jamais aprenderíamos na monotonia da completa igualdade. A vida só germina na diversidade. Então, nosso aprendizado agora é cuidar da diversidade, permitindo que todos tenham os mesmos direitos, que todos possam ir e vir, pra que em breve todos possam se ver como membros da mesma família.

Ah, entendi também que há outras pessoas tendo esses sonhos por aí, gente que se considera cidadão do mundo e não apenas de um único país, gente que se considera pertencente a uma única raça, a raça humana. E que essas pessoas precisarão propagar essas novas ideias, juntando outras pessoas e fortalecendo cada vez mais o sonho de uma Terra una e de uma humanidade unida no respeito à vida e às diferenças.

Putz, não tinha uma missãozinha mais fácil não?

Vocês sabem que essas ideias encontrarão fortes resistência, né? A grande maioria dos terráqueos ainda tá totalmente imersa num velho conceito de mundo que só consegue conceber separação, fronteiras, competivismo e guerra. A grande maioria acha que sua cultura é a melhor e sua religião é a única verdadeira. A grande maioria ainda não consegue elevar a compreensão acima das diferenças e se perceber como o Povo da Terra.

Ok, ok. Eu certamente não estarei vivo pra ver a Terra unificada, mas aceito a missão. Só me meto em confusão mesmo.

Terceira Pedra do Sol. Interessante o modo como vocês chamam nosso planeta. É ali, ó, a terceira pedrinha ao redor daquela estrela… É bem poético, gostei. A gente aqui chama de Terra, apesar dela ter mais água. Aliás, em breve vai faltar água por aqui, pode uma coisa dessa? Também não entendo. Coisas deste mundo louco.

Volto a qualquer momento com mais notícias.

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Kelmer o Terráqueo
São Paulo, Terra, 3a Pedra do Sol

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