Iassim vamos – Alberico Rodrigues

26/09/2009

Ricardo Kelmer 2009

EleLetraCaminha-01Conheci o Espaço Cultural Alberico Rodrigues em jul2009. Fica em Pinheiros, vizinho à praça Benedito Calixto. O espaço é uma concretização dos sonhos e ideais de seu proprietário, o professor Alberico, ou Alberix, como eu gosto de chamá-lo. Após sair do interior da Bahia e rodar mundo estudando e dando aulas de literatura, Alberix entendeu que deveria por sua experiência a serviço da cultura de seu país. Foi com esse nobre ideal que em 1988 ele montou seu espaço, que hoje é referência cultural na capital paulista.

Cheguei por lá atraído pelo canto das sereias, acho que as mesmas que me atraíram quando pequeno e me levaram a ser escritor. Entrei e logo gostei do que vi: uma livraria de livros novos e usados, mais à frente uma loja de CDs e DVDs e aos fundos um café-bar. No primeiro andar um teatro de bolso para 60 pessoas. E uma deliciosa área externa onde se pode sentar à mesa e comer e beber com os amigos e ficar olhando o movimento da praça em frente, honrosamente acompanhado dos bustos de Machado e Camões. Diliça.

Pra minha sorte, Alberix gostou de mim e do meu trabalho. E recebeu de braços abertos as minhas kelmerices. Foi lá, por exemplo, em agosto, que estreamos o Viniciarte, espetáculo que criei sobre Vinicius de Moraes e que foi o primeiro evento realizado pelo meu projeto Letra de Bar. Aliás, o Viniciarte seguirá lá em cartaz uma vez por mês. E foi lá também que, em setembro, lancei meu livro Vocês Terráqueas, que, pra minha honra, Alberix gostou bastante e logo pôs à venda na livraria. Valeu, Alberix. Acho que juntos poderemos fazer muitas coisas boas.AlbericoRodrigues-01b

Sobre o Vocês Terráqueas, ainda farei lançamentos em outros bares, dentro do projeto Letra de Bar. E sobre o Viniciarte, Celia Terpins segue vendendo-o pra empresas, clubes e hotéis. Ela gostou muito do espetáculo e acredita que podemos até viajar com ele por outras cidades. Então, se você curte Vinicius de Moraes, quital levar o espetáculo pra sua cidade, hum? Aproveita que o precinho tá bom.

E sobre o Letra de Bar, em outubro será lançado o primeiro número da revista impressa, que terá edições bimestrais e será distribuída gratuitamente no circuito boêmio-cultural da cidade de São Paulo. O projeto divulgará o que estiver relacionado ao mundo dos livros: novos autores, livrarias, editoras, gráficas, empresas e profissionais da área e também filmes e espetáculos baseados em livros, além de entrevistas.

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Corta pro apê da Paulete. Paulete Hetê. Ela prepara aquele capuccino que só ela sabe fazer enquanto eu, no noutibuk dela, reviso o roteiro do Viniciarte. Em algum lugar toca um blues. Paulete me serve o capuccino e depois vai fazer alongamento na sala. Seu corpo nu se integra à paisagem da pauliceia lá fora na janela. Ou será o contrário?

– Pô, Paulete, assim eu não consigo trabalhar.

– Vinicius conseguia.

– Eu não sou Vinicius.

– Não é mas tá cada vez mais vivendo como ele. Amores, literatura, música, poesia, bares, viagens…

– Pensando bem, é verdade.

– E ainda monta um espetáculo sobre ele.

– O poetinha sempre foi meu guia, você sabe.

– Você também deixará de ser escritor pra ser artista?

– Sempre fui as duas coisas. Não pode?

– Escritor e artista. E agora produtor cultural. E editor de jornal. E palestrante. E professor de roteiro. Que horas você vai escrever livro?PauleteHete-106a

– Posso escrever antes de dormir.

– Você nem dorme mais. Já viu como tá tua cara? Vai assustar as leitorinhas.

– Em breve eu diminuo o ritmo de trabalho e…

– Ahahahah! Comigo ninguém diminui o ritmo, Rica querido. Você entrou na pista, agora tem que correr senão é atropelado.

– Não quero correr. Quero celebrar.

– Um Vinicius cearense pra eu sustentar. Eu mereço.

– Agora pára de me exibir a bunda que eu tenho que trabalhar, vai.

– Que o poetinha não escute essa heresia.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Homens perfeitos também alopram

21/09/2009

21set2009

O homem beijou a mão da moça, abraçou a moça, beijou no rosto, beijou mais, beijou mais ainda, depois abraçou mais forte, deu uma encoxada federal, dobrou a moça no meio…

HomensPerfeitosTambemAlopram-1

HOMENS PERFEITOS TAMBÉM ALOPRAM

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Meu xará Richard Gere é mesmo um partidão. Bonito, charmoso, classudo, sexy, culto, inteligente, bom ator, rico, antenado com causas humanitárias, amigão do Dalai Lama… Putz, que mais um terráqueo poderia ser? Não é à toa que tanta mulher sonha com ele.

Tive uma namorada que era absolutamente alucinada por este cidadão. Ela tinha uma pasta com tudo sobre ele, fotos, matérias, entrevistas… A danada tinha até a corda do banjo que ele tocava nos tempos do ginásio, nem sei como conseguiu. Durante meses, por causa desse namoro, eu fui ao banheiro com o bonitão lá me observando das paredes, ele e aquele seu olhar doce-safado, que as mulheres adoooram.

Mas até mesmo um cara perfeito como Richard Gere pisa na bola. Você certamente se lembra. Em 2007, ele simplesmente não se aguentou nas calças diante da beleza de Shilpa Shetty, a atriz indiana vencedora do Big Brother da Inglaterra. Num evento na Índia, mostrado pela tevê pro mundo inteiro, ele foi parabenizá-la e, de repente, pufff, bateu o neandertal tarado. E aí o todo-cavalheiro Richard não ficou só nos parabéns…

O homem beijou a mão da moça, abraçou a moça, beijou no rosto, beijou mais, beijou mais ainda, depois abraçou mais forte, deu uma encoxada federal, dobrou a moça no meio, mordeu a orelha dela, engoliu o brinco, os dois quase caem no chão… Por pouco, Richard não gera um indianozinho ali mesmo. Ele devia estar à procura de Mr. Goodbar no cangote da moça, só pode. Depois o Lancelote da Filadélfia ainda genuflexou-se e fez umas reverências à donzela. A indiana, realmente uma linda mulher, tomou um puta susto, e quem não tomaria. Sobre isso, uma amiga me afirmou, cheia de certeza, que ela adorou, e que deve ter tido doces sonhos durante semanas.

Poizé. Mas pelas leis indianas, esses atos carinhosos em público têm limite, e muito limite. Resultado: o ainda enxuto gigolô americano teve decretada uma ordem de prisão contra ele na Índia – se pisasse lá de novo iria em cana. Olha que mancha terrível no currículo do nosso Lancelote… E a indiana teve que prestar esclarecimentos sobre por que não impediu que Richard fizesse o que fez. Putz. Depois o Brasil é que é um país machista. E mesmo que a moça quisesse, seu dotô, ela ia fazer o quê, o homem parecia um polvo alucinado!

Mas a força do destino sempre protege os homens perfeitos. Para o bem do currículo do meu xará, a justiça da Índia revogou a ordem de prisão. Deve ter sido influenciada pelos gritos de revolta das fãs indianas. Agora, ele pode voltar lá. E se a moça não tiver ficado chateada, rever a bela Shilpa.

Aliás, Shilpa é uma terráquea bem mimosa. E ainda tem esse nome assim, assim meio estiloso, né? E nomes estilosos como esse atraem coisas estranhas mesmo. Quer ver? Tem alguém perto de você agora, leitorinha? Tem? Então, pronuncie o nome dessa moça em voz alta, três vezes: Shilpa, Shilpa, Shilpa. E veja o que acontece.

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.com

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Veja o vídeo do assustador ataque

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LEIA NESTE BLOG

Menu de homem – Na onda da mulher-melancia, mulher-jaca, mulher-filé e outras classificações femininas hortifrutigranjeiras, nada mais justo que nós, homens do sexo masculino, sermos também classificados

As vantagens de ter um amante – O marido cuida da parte financeira, paga as contas dos filhos, da esposa e da casa. O outro cuida de você

Amar duas mulheres – Não se preocupe, eu te entendo, bode velho, eu também sempre tive essa fantasia de comer a Hello Kitty

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

Mulheres que adoram – Dar prazer a uma mulher, fazê-la dizer adoro mil vezes por dia…

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01- “Bateu o neandertal” kkkkkkkkkkkkkkk… Bjão, querido. E muito sucesso em 2013! Mara Monteiro, Fortaleza-CE – jan2013

02- Eu me considero um aloprado..no bom sentido da coisa né! Andre Soares Pontes, Fortaleza-CE – jan2013

03- Graças a Deus alopram de vez em quando!!! Polidez demais estraga. Karla Karenina Sales Fernandes, Fortaleza-CE – jan2013

O homem beijou a mão da moça, abraçou a moça, beijou no rosto, beijou mais, beijou mais ainda, depois abraçou mais forte, deu uma encoxada federal, dobrou a moça no meio

Don Juan DeMarco baixa em Pinheiros

16/09/2009

Ricardo Kelmer 2009

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Cinema, Tela da Alma é uma série de palestras que faço usando filmes pra mostrar como a força e o encantamento do cinema são capazes de nos tocar profundamente a alma e nos instigar a viver a vida de modo mais verdadeiro. Sempre em linguagem acessível e de forma descontraída, essas palestras nos fazem ver os filmes por um olhar mitológico e psicológico, refletindo na tela as nossas próprias vidas, os nossos sonhos, os medos e anseios e a velha busca pela nossa essência mais legítima, que o corre-corre do cotidiano tão bem nos faz esquecer.

A primeira palestra deste ciclo atual será Razão e Sentimento em Conflito. Trata-se de uma abordagem bem humorada do filme Don JuanDeMarco, mostrando como os personagens principais, o jovem Don Juan e seu psiquiatra, representam o velho conflito entre intelecto (a visão fria e racional da vida) e coração (a poesia e o romantismo). Outros aspectos analisados: estrutura do roteiro e fotografia.

Outros filmes que integram o ciclo de palestras Cinema Tela da Alma: Matrix, Caçador de Andróides (Blade Runner), Piaf, Uma Mente Brilhante, Encontro Marcado e Alucinações do Passado.

Horários
18h30: exibição do filme
20h: intervalo para o café
20h15: palestra
21h30: encerramento

Local:  Espaço Cultural Alberico Rodrigues
Praça Benedito Calixto, 159 – Pinheiros (estacionamento na praça)
Inf.: 3064.3920 e 3064.9737
Investimento: R$ 10

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> Crônica Razão e sentimento em conflito
> Palestras de RK

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Kelmer Com K no Toma Lá Dá Cá

12/09/2009

12set2009

Aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro maldito

KelmerComKNoTomaLaDaCa-00.

Você alguma vez já se sentiu como se o mundo estivesse virado de ponta-cabeça? Foi pensando nisso que um dia decidi estudar os morcegos, que, como todo mundo sabe, veem o mundo de cabeça para baixo e nunca ficam tontos. Passei anos morando em cavernas, me pendurando com os morcegos e extraindo deles importantes aprendizados para nossa vida, inclusive, sim!, para a vida sexual. Mas, Kelmer, o que isso tem a ver com o Toma Lá Dá Cá da Globo? Calma, vou chegar lá.

O resultado dessas pesquisas está em meu livro Socorro! Eu Sou um Morcego e o Mundo Está de Cabeça para Baixo. Ele mostra que podemos aprender muito com os morcegos e seu superdesenvolvido senso de equilíbrio e programação espacial. Uma obra que não pode faltar em sua estante, desde que ela seja bem resistente pois o livro tem 1710 páginas e acompanha, de brinde, um mimoso morcegão empalhado. Publiquei de forma independente, criei uma falsa biografia de húngaro e assinei como Kelmer Com K, isso tudo para fugir do imposto de renda.

Praticando a reprogramação no metrô

Praticando a reprogramação no metrô

Morcegos dormem de ponta-cabeça. E também é assim que copulam e parem filhotes e veem os gols da rodada porque essa posição mostrou ser uma boa vantagem adaptativa, principalmente para voar: basta soltar-se da pedra ou do galho, bater as asas e aproveitar a força da gravidade para obter rapidamente boa velocidade. Isso pode nos ensinar, a nós humanos, sobre como superar crises: se nos pendurarmos de cabeça para baixo, as ideias se soltarão mais facilmente. Funciona. O chato é que nessa posição o celular sempre cai do bolso, se espatifa no chão e a crise volta.

Em relação a parir filhos de cabeça para baixo, no interior da Rússia esse método é aplicado há séculos. O sangue das mamães desce para a cabeça e a temperatura do útero cai, fazendo com que os bebês russos nasçam frios e calculistas. Por isso que todo mundo lá é campeão de xadrez. E quanto a transar de cabeça para baixo, essa prática proporciona grandes benefícios para a circulação sanguínea, além de permitir que o casal discuta a relação numa nova perspectiva. Homens detestam discutir a relação de cabeça para baixo, eu sei, mas assim pelo menos os desgraçados não dormem.

O livro foi um fiasco, vendeu apenas dois exemplares, ambos comprados por um bofe chamado Bruce Wayne, que pediu dedicatória carinhosa para um tal Dick. Não sei mas algo me diz que o motivo do fracasso foi porque o livro ficava de cabeça para baixo nas livrarias, o que lhe deu fama de maldito. E eu? Eu doei os direitos do livro para a Sociedade Protetora dos Morcegos Sem Pernas (tadinhos, eles dormem deitados) e nem sei onde foi parar o único exemplar que eu tinha. E o arquivo com o texto original, este se foi para sempre após meu computador voar pela janela do décimo andar, coisa de namorada ciumenta, não vale a pena relembrar. Saldo final: o livro sumiu da minha vida.

Invertendo a ótica do problema

Invertendo a ótica do problema

Eis, porém, que no episódio de 08.09.09 do sitcom da Globo Toma Lá Dá Cá, aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro maldito. Eu até já tinha esquecido dele. Arnaldo leu e virou um novo homem, seguindo as lições de reprogramação dos morcegos para organizar melhor sua vida. Rita também gostou. E Copélia… ai, Copélia… Bem, eu não pretendia tornar público o nosso passado caliente mas, agora que todo mundo já sabe, resta-me agradecer-lhe mais uma vez pela paciência de aguentar minhas pesquisas e meus morcegos. Aliás, aqui entre nós, Copélia pode até ser extravagante e sem juízo mas uma coisa eu garanto: ela é o tipo de mulher que dá certo até de cabeça para baixo. E como dá.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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KelmerComKLivro-01Socorro! Eu sou um morcego e o mundo está de cabeça para baixo
Kelmer Com K – edição do autor, 1993

Após morar por oito anos em cavernas estudando morcegos, Kelmer Com K nos conta como esses animais podem nos ajudar a reprogramar nossas vidas, seja para enfrentar melhor as crises, para obter uma vida sexual mais satisfatória ou apenas para dormir melhor.

Este livro está esgotado e os textos originais infelizmente foram perdidos. Pede-se a quem possui um exemplar que entre em contato.

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O dia em que virei personagem do sitcom da Globo
Trecho do episódio “Álvara é um show”, de 2009 (6m45)

 

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Oficina Online de Sitcom
Conheça a oficina que ensina a criar e escrever sitcom, esse gênero televisivo que tanto sucesso faz no mundo inteiro

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 COMENTÁRIOS
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01- Amante da Copélia, Kelmer com K kkkkkkkkkkkkk… P… marketing, hein?! É Kelmer com K, pra cá e toma Kelmer com K pra lá… Espero que essa inserção esteja refletindo em boas vendas!!! Oswaldo Higa, São Paulo-SP – nov2013

02- Interessante a história dos morcegos, Kelmer com K! Rsrsrs… Dalu Menezes, Fortaleza-CE – nov2013

03- Muito legal. Francisco Coelho, Rio de Janeiro-RJ – nov2013

04- hahahahahahahahahah. Magna Mastroianni, São Paulo-SP – nov2013

05- Haja menção ao nome Kelmer rs. Herlene Santos, Fortaleza-CE – nov2013

06- Gostei pá Krai!!! Ernesto Filho, Fortaleza-CE – nov2013

07- rss.o kelmer Ricardo Kelmer vai mudar minha vida. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – nov2013

08- Adorei o tal de Kelmer com K! Tereza Cristina da Silva, Fortaleza-CE – nov2013

09- Que legall…adoreiii tb o tal Kelmer com K…srsrsrs. Tatá Guida, Rio das Ostras-RJ – nov2013


Recaídas da paixão

06/09/2009

06set2009

No dia seguinte, após uma noite sem fim de comemorações, você acorda. Abre o olho e ela está ao seu lado, bem juntinho, linda e sorridente

RecaidasDaPaixao-02

RECAÍDAS DA PAIXÃO

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Não lembro exatamente como começou nosso caso. Mas lembro quando meus olhos de criança viram pela primeira vez aquelas camisas entrando em campo. Meu padrinho me levara ao estádio, era decisão de campeonato, a cidade toda no clima do jogo. Aquele estádio imenso, o gramado verdinho, a festa das torcidas, a emoção à flor da pele – eu descobrira um mundo encantado. Infelizmente meu time perdeu, mas eu já estava fisgado: voltei para casa com uma tristeza de adulto, a primeira dor de cotovelo. E na alma levava uma coisa nova, uma paixão vibrante, um sentido a mais a me acompanhar.

Tem gente que morre e não entende uma paixão assim. Mas paixão nunca foi para se entender. Tem quem veja futebol como doença. Mas doença é viver sem paixão. Tem mulher que quando seu homem sai para o estádio, ela se sente trocada por onze marmanjos. Nada a ver, Bete, são coisas incomparáveis, entenda… Felizmente tem mulher que entende. Tem até as que também vivem a sua paixão. Quando é pelo time rival, putz, é um problema: dia de clássico é dia de briga, pode apostar. Mas quando o casal torce pelo mesmo time, ah, que suprema compatibilidade! Sabe lá o que é se vestir junto para ir ao estádio, escutar agarradinho os gols da campanha vitoriosa, o hino do clube, ver os gols da rodada no motel… Que romântico!

Em nome da paixão a gente faz de um tudo. Um amigo meu namorava uma garota que detestava futebol. Um dia, cansada de se sentir trocada, ela deu-lhe as contas e foi embora. Meu amigo, desesperado, foi atrás. Ela relutou, mas aceitou voltar, com uma condição, que ele fosse menos fanático por futebol. Sim, claro, meu amor, ele concordou, aliviado. Na semana seguinte ela apareceu com dois ingressos para o teatro. Uma peça bem romântica para comemorar nossa volta, disse ela. Quando ele viu a data, não acreditou. Seria no mesmo dia e hora de um jogão decisivo. E agora, como fazer? O amigo apelou: foi ao teatro, mas levou um radinho escondido na calça e acompanhou o jogo pelo fone de ouvido, torcendo e suando loucamente em silêncio, sentadinho, comedido, que tortura. Tudo para satisfazer a dois amores geniosos.

– Tá gostando da peça, amor?

– Claro, meu bem. Impedimento!

– Heim?

– Impedimento. Nada será impedimento pro nosso amor…

Às vezes essa paixão faz da vida um inferno: time ruim, gols perdidos, derrotas para o maior rival. Além da dor, ainda tem que aguentar a gozação. Por outro lado, quando o time está bem e é campeão, ah, a vida se transforma num sonho maravilhoso, e até acordar cedo para trabalhar é gostoso, acredite. Nesses momentos, somem as dívidas do cartão, desaparecem inquietações existenciais e até os programas evangélicos da madrugada ficam bons de ver.

Como todo romance, tem também as brigas, claro. Às vezes você passa anos distante, magoado. Quer nem ouvir falar. Mas um dia você decide ir ao jogo, é dia de clássico. Manda lavar a velha camisa e liga para os amigos. Chega ao estádio e aos poucos retornam detalhes esquecidos de um antigo ritual: as bandeiras feito estandartes, as batucadas, o grito de guerra, a cervejinha antes de subir, nada mudou. O time entra em campo e você levanta para aplaudir, a torcida rival vaia, o coração aperta, pede mais uma cerveja – a velha magia está de volta. No intervalo, desce para o banheiro e discute o pênalti não marcado. Depois é o segundo tempo, o nervosismo crescente, o impedimento escandaloso, o gol que não sai. Lá está você esfregando as mãos, suando, mordendo todas as unhas, torcendo, torcendo, e de repente… gooooooooool!!! Vixe, você vira ninguém no turbilhão da alegria. Atira longe o chinelo e beija o vendedor de amendoim. Paga cerveja para todo mundo. Que bonito as bandeiras tremulando, a torcida delirando, vendo a rede balançar…

No dia seguinte, após uma noite sem fim de comemorações, você acorda. Abre o olho e ela está ao seu lado, bem juntinho, linda e sorridente, toda carinhosa, pedindo para ser tocada mais uma vez, a camisa do seu time. Você sorri de volta, beija a camisa, se ajeita sob o lençol e fecha os olhos, buscando novamente aquele sonho gostoso onde o centroavante dribla dois e toca na saída do goleiro.

Mas não era você quem dizia que vocês dois não tinham mais nada a ver? – prepare-se que alguém vai perguntar. Pois não tente explicar, colega. Paixão antiga é assim mesmo, não tem explicação. Um dia ela reaparece, mais bonita e desejável que nunca, e você se vê na marca do pênalti. Aí só tem um jeito: é tocar com firmeza e correr para o abraço.

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Ricardo Kelmer 2002 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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O menino e o feminino misterioso – Esse instante numinoso em que o Feminino Sagrado mostrou-se pra mim, sob a meia-luz de seu imenso mistério

Religião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses

Discutindo a Copa e a relação – Se você deseja minimizar os efeitos sobre sua relação, é bom saber algumas coisas sobre essa rival invencível

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O garçom predileto

10/08/2009

Ricardo Kelmer 1993

O Pereira poderia dar pra tudo nesta vida, menos pra garçom. Era um desastre

Garcom-01Assim como todo boêmio tem no quadro de honra de seu passado etílico o bar mais querido, a época de ouro, os casos mais engraçados e os tipos inesquecíveis, terá de ter também, obrigatoriamente… o garçom preferido. Ah, o garçom! Pouquíssimos ofícios existem neste mundo com tal dignidade e nenhum com tamanha intimidade com a boemia, nenhum. O garçom, meus amigos, terá sempre o olhar mais buscado e desejado das noites.

Aturar bêbado do alto de uma sobriedade solícita e profissional não é fácil. Manter a postura enquanto todos já perderam a sua não é mole. Sem falar nos maus clientes, nos desordeiros, nos esnobes, nos chatos, nos desrespeitadores de tudo. Claro que também existem os maus garçons mas hoje, 11 de agosto, dia do garçom, lembro apenas os que são bons. E em particular os prediletos.

Também tenho o meu garçom inesquecível. O Pereira. Um moreno dos seus 30, rude, de poucas palavras, chegado há poucos dias do interior. O Pereira poderia dar pra tudo nesta vida, menos pra garçom. Era um desastre! Errava os pedidos, trocava martini com cereja por martini com cerveja, não sabia dizer o que vinha no prato, não tinha a menor ideia do que podia vir a ser champignon, esquecia de anotar, anotava a mais, uma negação. O dono do bar pretendia mandá-lo de volta logo que o substituísse mas ele foi ficando e em pouco tempo implorávamos pra que não fosse. O Pereira aprendia devagar mas já era nosso amigo. Já era o nosso garçom.

Qualquer piadinha e lá vinha seu sorriso franco e a dentadura nova. Uma simpatia. Uma vez, na hora de pagar, percebemos algo estranho na conta: o Pereira estava nos cobrando “um peidinho”. Verdade, estava lá: um peidinho. Foi um alvoroço. Não conseguíamos parar de rir da esperteza do Pereira em nos cobrar até os gases. Chamamos o dono do bar pra reclamar, tudo na brincadeira, claro. Até que o Pereira, depois de uns 5 minutos decifrando sua própria letra, desvendou o mistério. E explicou que alguém havia pedido um “pudinho” de chocolate. Pudinho, vejam só. Não é o máximo? O “u” de pudinho virara um “ei” em sua santa caligrafia. Que certos quitutes naquele bar provocavam flatulência, a gente sabia, mas assim era exagero.

Mas a melhor do Pereira, a que guardo no coração, foi durante uma festa que fizemos pra comemorar a volta triunfal de uma amiga nossa modelo e atriz que andava fazendo sucesso no sudeste do país. Festa com direito a balões, show musical dos amigos, autógrafos e chamamos até a TV pra registrar o grandioso fato. Enquanto a amiga (melhor mantê-la no anonimato) se deliciava com as atenções dos olhares e dos flashes, explicamos ao Pereira quem ela era, o que fazia, e que a servisse com presteza, quem sabe não levava uma boa gorjeta…

Lembro que fiz força pra não rir quando ele, ao sinal da homenageada, partiu de seu posto pra servi-la sob a luz da TV, sério feito uma estátua, compenetradíssimo na solenidade do momento. Anotou o pedido e, quando voltou, o repórter, nosso chapa, o interpelou: “Estamos aqui com o Pereira, renomado garçom do estabelecimento. E aí, Pereira, como foi a emoção de servir à famosa atriz (…)?” E ele, assim meio indignado, toda a simplicidade e franqueza dos puros de alma:

– Vai ter muita emoção não. Tanto sanduíche bom e ela escolhe o mais barato…

Vida longa e saúde aos bons garçons. E muita emoção também, de preferência.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Essa piscina dá onda

29/07/2009

Ricardo Kelmer 2009CartumMaconha-01

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Malíngua e suas maledicências… Agora ela anda dizendo poraí que Michael Phelps não é mais aquele imbatível nadador depois que parou de fumar maconha.

Bem, se a queda de rendimento do Michael tem a ver com a falta de maconha, isso eu não sei. Nem sei também se maconha melhora rendimento de nadador. Mas uma coisa é fato: a dona da cantina do centro de treinamento anda meio borocoxô. Diz que o faturamento baixou pra caramba. Também, pudera. Imagina a larica que dava num galalau daquele tamanho depois de fumar um e nadar dez mil metros…

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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ParceiroJuniorLopes2009-01a> A ilustração é do Junior Lopes, um cartunista que quando era pequeno caiu dentro de um tonel de tacacá e ficou eternamente viajandão. Sacaqui o trabalho do maluco:
juniorlopesillustrator.blogspot.com


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Aviso prévio de traição

27/07/2009

27jul2009

A partir de hoje, poderei te trocar por outra a qualquer momento. Basta que ela sorria pra mim e que me faça agradinhos. E me dê o que você nunca quis me dar

AVISO PRÉVIO DE TRAIÇÃO

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– Faz tempo que quero conversar com você, Clarabela. Pode ser agora?

– Claro.

– Quantos anos que a gente tá junto?

– Deixe-me ver… Sete anos.

– Tempão, né? Difícil hoje em dia um relacionamento durar isso tudo.

– Sim.

– Você sabe que nesse tempo eu estive apenas com você, né? E olhe que não me faltaram boas oportunidades.

– Agradeço a preferência.

– E você sabe melhor que eu como vocês são, né? Não podem ver o cara comprometido que ficam loucas pra tirá-lo da outra.

– Sim.

– Dá pra você ser menos fria comigo?

– Não entendi.

– Então vou direto ao assunto, Clarabela. Decidi deixar de ser bobo. A partir de hoje poderei te trocar por outra a qualquer momento. Basta que ela sorria pra mim e que me faça agradinhos. E me dê o que você nunca quis me dar.

– E o que eu nunca quis lhe dar?

– Um pouco mais de consideração, por exemplo.

– Mas eu sempre estive ao seu dispor, a qualquer hora.

– Sim. Pra ser atendido por pessoas mal treinadas, que ganham pouco e que não sabem resolver o meu problema. Sem falar nas vezes em que a ligação cai e preciso começar tudo de novo, com outro atendente.

– E qual é o seu problema?

– Tá vendo? Você já deveria saber, pois foi só o que fiz nos últimos dias: contar o meu problema. Mas tudo que você fez foi abrir protocolos de atendimentos e dizer que eu esperasse tantos dias que o problema seria resolvido.

– E não foi?

– Não.

– Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. Foi aberto um protocolo de reclamação. Gostaria de…

– Foda-se o protocolo!! Tudo que eu quero é ser bem tratado! É este o meu problema.

– Desculpe, é que eu preciso…

– Não desculpo nada. Tô de saco cheio de ser passado de atendente pra atendente, de ficar horas esperando, de ouvir aquela musiquinha irritante, de ser tratado como um simples número de protocolo.

– Entendo.

– Não, não entende. Se entendesse, não faria o que faz.

– Entendo.

– E ainda tem esse seu jeito robótico de falar comigo. Essa frieza também é muito irritante, sabia?

– Nesse caso, vou estar transferindo seu caso para o…

– Não, gerundismo a essa hora, não!

– Não entendi.

– Porra! Será possível que você não percebe que tá me perdendo? Acorda, Clarabela!

– Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. Sua solicitação de tratamento informal foi aceita.

– Ótimo.

– A sua opção escolhida é realmente… quer dizer… Cara, você vai mesmo me abandonar?

– Provavelmente.

– Poderia confirmar… quer dizer… Me diz aí quem é a vaca. É a Timótea?

– Não interessa.

– Então é a Vivalda.

– Admito que ela andou atrás de mim.

– Já sei. É a Oitília, isso é típico daquele tipinho.

– Em vez de criticar as concorrentes, por que você não me trata com mais carinho?

– Essa é sua opção… quer dizer… É isso que você quer, cara? Mais carinho?

– Exatamente. Afinal eu pago minha conta todos os meses, né? Há sete anos!

– Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. Sua solicitação de tratamento carinhoso foi aceita. Gatão.

– Heim?

– Adoro essa sua voz sexy, sabia?

– Clarabela, é você mesmo?

– Sim, a sua Clarabela. Aproxima mais o aparelho, chega mais perto. Meu menino sem juízo.

– Eu?

– Sim, quero falar no teu ouvidinho uma coisa que você vai gostar.

– Pronto.

– Eu cubro tudo que elas te ofereceram!

– Sério?

– Volta pra mim, por favor!!!

– Bem, eu…

– Você quer dez vezes mais créditos? Eu dou. Quer mil torpedos? Eu dou. Quer o modem de graça? Eu dou, eu dou!

– Caramba… É sério mesmo?

– Sim, oh, sim. Basta que você ponha o aparelho agora mesmo no viva-voz. Vai, põe, põe logo…

– Pronto.

– Meu amooor!!! Eu dou tudo pra você! Do jeito que nunca dei pra ninguém!!!

– Fala baixo, Clarabela, tá todo mundo escutando.

– Eu quero que o mundo inteiro saiba mesmo! Eu amo esse cara, estão ouvindo? Ele é o cliente da minha vida! E se alguma operadorazinha invejosa quiser tirá-lo de mim, terá que ser por cima do meu cadáver!!!

– Tô começando a sentir falta do seu jeito formal de ser…

– Escuta, meu amor, hoje não vou mais trabalhar. Vou te levar pra jantar no Anatelle e dançaremos sob a lua cheia no terraço. Tudo por conta da Clarabela, viu? E depois iremos ao Prokón trepar até o amanhecer. Te deixarei me fotografar com câmera de última geração e você ainda poderá ligar gratuitamente pros seus amigos pra contar tudo que fez comigo.

– Os amigos com DDD local, é óbvio.

– Não. Qualquer DDD.

– Uau! Isso nenhuma outra me ofereceu.

– E aí, gatão, você ainda vai me abandonar?

– Acho que não…

– Menino esperto… Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. E então, vai querer agora?

– Jantar com você?

– Não, anotar o número do protocolo.

– Ah… o protocolo.

– Vou estar enviando por torpedo. Mais alguma coisa?

– Não, gerundismo não…

– Clarabela agradece a sua ligação e tenha um bom dia.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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RK e Leide Daiana interpretam este conto
Faculdade Cearense, Fortaleza, out2015

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LEIA NESTE BLOG

Clube dos espertinhos – Pão de Açúcar – Uma empresa séria não obriga seus clientes a ficarem de olho na própria empresa, com medo de a qualquer momento serem ludibriados

Clube dos Espertinhos – Tetra – Fiquei olhando pra nota e pra etiqueta no pacote, me sentindo o Otário do Ano, sem acreditar que eu havia caído de novo no golpe do preço duplo

Clube dos Espertinhos – Claro – Enlouquecer o cliente é fundamental

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 COMENTÁRIOS
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01- Muito bom rs. Rebeka Fontenele, Fortaleza-CE – abr2013

02- larga essa Clarabela… ela só quer o seu dinheiro! Wanda Oliveira, Juiz de Fora-MG – jul2013

03- Ótimo. Cibele Baptista, Barretos-SP – ago2018

04- Muito bommmmmmmmm. Camile Cavalcante Teixeira, Fortaleza-CE – ago2018

05- Show!!!!!! Michele SJ, Fortaleza-CE – ago2018

06- Putz!! Vou estar compartilhando viu 😊 😅 👏 💜 Márcia Matos, Fortaleza-CE – ago2018

07- Já pensou!!!! Kkk. Euclides da Silva, ago2018

08- Amei! Mas olha, cuidado mizifí pra não pegarem essa sua ideia.. Dá uma super peça publicitária, heim. Luana Braga, Fortaleza-CE – ago2018

09- Adorei! 😄 Ângela Albuquerque, Fortaleza-CE – ago2018

10- Ai que ótimo! Kkkkkkk Eu já trabalhei na Vivalda e na Clarabela… Realmente não tem uma que preste… São todas farinha do mesmo saco! 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 Fernanda Fernandes, Campinas-SP – set2018
Postagem no Facebook

 


Santa Luana, livrai-nos dos fanáticos

15/07/2009

15set2009

Crer que o ser supremo do Universo está do meu lado e castigará quem discorda de mim, e que o meu deus é real e os outros são mentira – isso não é fanatismo?

SANTA LUANA, LIVRAI-NOS DOS FANÁTICOS

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Lendo os comentários que recebeu minha crônica sobre proselitismo religioso no esporte (Religião no esporte é gol contra), comprovei o perigo que a religião representa para o mundo. Meu texto defende limites no comportamento de jogadores que usam o esporte para divulgar ostensivamente crenças religiosas. A imensa maioria discordou, claro, pois a imensa maioria dos terráqueos é religiosa. O preocupante foi o tom de animosidade dos comentários. Em lugar de considerações racionais e equilibradas, esses religiosos cospem grosserias, xingamentos e até ameaças, dizem que estou possuído pelo demo, que eu defenderia a propaganda de drogas e que sou babaca, gay e fascista, insultam minha mãe e pedem minha saída do jornal. Quanto fanatismo…

Um assunto delicado e polêmico como esse poucos ousam abordar diretamente, pois inventou-se que não se deve criticar a religião – um privilégio absurdo. No entanto, os problemas que o fanatismo religioso causam ao mundo trazem naturalmente à tona a necessidade de discutir o assunto com urgência.

A história da humanidade está encharcada de sangue por causa da religião. Mulheres e homossexuais já foram perseguidos demais pelo machismo das religiões. O terrorismo religioso é atualmente a causa da maioria dos conflitos no mundo. A fé fanática leva as pessoas a lutarem contra o que não segue seu livro sagrado, e para isso vale explodir clínicas de aborto, trens e edifícios.

Nenhum religioso se acha fanático, porém é sutil o fanatismo religioso. Crer que o ser supremo do Universo está do meu lado e castigará quem discorda de mim, e que o meu deus é real e os outros são mentira – isso não é fanatismo? Ah, mas não existem deuses, só existe um único deus, o monoteísta argumenta, e é claro que esse deus é exatamente como ele entende, e jamais como os outros possam entender. É fanatismo, sim. Querer impor a todos uma crença irracional que se resume a uma mera questão de fé íntima e que não se pode comprovar – isso não é fanatismo?

Insistem num ponto os favoráveis ao proselitismo religioso no esporte: que impor limites seria ir contra a liberdade de expressão. E disso me acusam, putz, logo eu que tenho a liberdade como bandeira de minha vida. Claro que a liberdade de expressão é sagrada e sem ela não há democracia, mas há situações mais e menos convenientes para se expressar. Se um torcedor aproveitasse uma cerimônia religiosa para exibir a camisa e propagandear a paixão por seu clube, os fiéis da igreja certamente protestariam. É uma questão de conveniência social.

Haveremos de encontrar um meio de proteger o esporte das interferências da religião, até porque um evento esportivo não é um evento religioso. Evidentemente as religiões têm todo o direito de organizar eventos esportivos e, nesse caso, o esporte seria legitimamente usado a favor delas – mas as competições da Fifa são essencialmente laicas e ela tem todo o direito, em sua preocupação por preservar o espírito esportivo, de proibir certos tipos de manifestações. Se os jogadores religiosos não fossem tão ostensivos em sua fé, nem haveria essa discussão.

Algumas religiões precisam demais do mal para combater. E o mal está nos que não creem em seu deus ou está no deus das outras religiões. Para algumas religiões não haverá descanso enquanto houver infiéis. É óbvio que isso em nada contribui para o convívio harmonioso entre os diferentes, e é aí que mora o perigo do proselitismo religioso no esporte: essas religiões não suportam a diferença. Se elas se unissem, vá lá, o esporte até ganharia com isso, mas não é o caso: as religiões se detestam.

Temos que defender a liberdade de expressão, sim. Devemos ser livres para dizer o que pensamos, fazer humor politicamente incorreto, criticar governo e instituições, ridicularizar celebridades e até zombar das religiões. Se um jogador tem o direito de usar uma camiseta “Deus é fiel”, outro também poderia usar uma “Deus é assassino”. Se um jogador pode propagandear o cristianismo, por que outro não poderia divulgar o satanismo? A expressão religiosa deve ser livre, sim, mas o esporte não é o melhor lugar para isso.

Eu falava da reação dos religiosos à minha crônica. Se me fizeram até ameaças, o que poderá acontecer se as religiões se encontrarem abertamente no esporte? Se o deus de uma for o diabo da outra, os jogadores saberão ser gentis? Para o esporte, um jogo é só um jogo, mas para as religiões o que está em jogo é a supremacia de seus deuses. E, é claro, a conquista de mais fiéis, pois hoje templo é dinheiro.

Atualmente os ateístas somam 5% no mundo inteiro. Os teístas são esmagadora maioria, sim, mas a crença numa entidade criadora e gerenciadora do Universo, em vez de unir, só os divide, gerando violência e fanatismo, o que prova mais uma vez que valores morais independem de religião. O único antídoto contra o fanatismo é a relativização da fé religiosa, ou seja, cada pessoa entender sua religiosidade ou a falta dela como apenas um modo particular de lidar com o imenso mistério da vida, e que não faz sentido impô-la aos demais. Porém, se isso anularia o fanatismo, também significaria o fim das religiões organizadas. Conclusão: a religiosidade é mais sadia que a religião pois a religião é fanática por natureza.

Minha conclusão não quer convencer ninguém da existência ou inexistência de deuses, mas sim mostrar que a religião está diretamente ligada ao fanatismo. E se existir alguma religião que considere relativa a sua visão individual do divino? Uau, eu adoraria saber disso, mas não boto fé.

As crenças religiosas são uma questão pessoal e não deveriam deixar o âmbito da intimidade para se meterem no plano esportivo ou político. Aquele crucifixo na parede do Congresso Nacional, por exemplo, não poderia estar ali pois pela constituição o Brasil é um Estado laico. Se pode um crucifixo, então pode também uma estátua de Exu. Ou, se existisse a ISLUP, Igreja dos Seguidores de Luana Piovani, poderia também uma imagem dela lá – o Congresso continuaria o mesmo covil mas ao menos ficaria mais belo. A propósito, como o fanático vê o demo em tudo, é capaz de alguém achar uma mensagem cifrada nas iniciais dos parágrafos deste texto. Ô povo imaginoso.
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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Obrigado, Luana, por ter emprestado vossa santíssima beleza pra embelezar este humilde texto.

Entre pra ISLUP – Igreja dos Seguidores de Luana Piovani. O primeiro passo é saber pronunciar corretamente o nome da igreja, a língua em reverência, como se lambendo um sorvete: IsLLLLLLLup… Após isso, deixe sua inscrição num comentário cá embaixo.

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LEIA NESTE BLOG

futebolbrasil2009copaconfed-02.jpgReligião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses. ATENÇÃO: CONTÉM COMENTÁRIOS VIRULENTOS DE FANÁTICOS RELIGIOSOS

Santa Luana, livrai-nos dos fanáticos – Crer que o ser supremo do Universo está do meu lado e castigará quem discorda de mim, e que o meu deus é real e os outros são mentira – isso não é fanatismo?

Memórias de um excomungado – Eu jamais havia cogitado a ideia de que era possível não ter religião ou não acreditar em Deus

Entrevista com o ateu – Um pregador evangélico entrevista um escritor ateu

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ENQUETE

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Comentarios01COMENTÁRIOS

Obrigado a todos os leitores que comentam meu trabalho. Mesmo que discordemos em nossas opiniões, sua participação me deixa bastante honrado. Comentários enviados por e-mail ou importados de outros sites poderão ser reduzidos. Para garantir a reprodução total de seu texto, poste diretamente neste blog. Comentários postados em maiúsculas poderão ser recusados.

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01- Se LUANINHA ME AMA, que ela venha a mim pra me fazer feliz. Ô mulher bonita!!! Muito inteligente, Ricardo Kelmer. Parabéns! Giovanni, jul2009

02- Entre um homem pragado numa cruz de braços abertos sangrando e a Luana na sua frente com as pernas abertas, você escolhe o quê? Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu !!!!!!!!! – John Lock, jul2009

03- Excelente comentário, pena que contra religião, não há razão. Eduardo, jul2009
RK: É verdade. Mas se eu ficar lembrando disso, desistirei de escrever.

04- Concordo pelamente com seu ponto de vista, a religião acaba com as pessoas formão desunião uma rivalidade sem fim um fanatismo que eles não consequem ver eles são cegos e as igrejas fazem uma lavagem nas pessoas que elas não se dõa conta de tanto fanatismo…isso não considero fé!Ricardo Kelmer adoro vc!!! Jessyka, jul2009

05- Kelmer vc se supera!!!tudo nesssa vida tem que ter equilíbrio e bom senso, inclusive a fé!!!parabéns pela profundidade dos comentários, mas, sem ser despeitada, não acho que a Luana esteja com essa “bola” toda…kkk..!!!bjo. Irismar, jul2009
RK: Luana Santinha te perdoa, Irismar.

06- a verdade está somente em Cristo,Kilmer você não pode generalizar a tudo e a todos, a própria palavra de Deus diz que no final dos tempos apreceriam todo tipo de blasfêmias que muitos esfriariam na fé. Que Deus tenha misericórdia de mim e de você. Nazareno Germano Máximo, jul2009
RK: Putz, agora fiquei sem entender se eu faço parte dessas tais blasfêmias. Posso trocar por blasfêmeas?

07- Viiiiva o deus do KELMER: VIVA A MACONHA!!!Jogadores, exponham nas suas camisas: LIBERAÇÃO DA CANNABIS JAH!A FAVOR DA MACONHA SEM PRECONCEITO DAS MINORIAS!Ricardo Kelmer BASEADO NISSO aplaudirá e exaltará em seus artigos!Só assim vcs deixarão escritor maconheiro feliz! Paulo, ago2009
RK: Caramba, Paulo… Obrigado pela publicidade gratuita do meu livro Baseado Nisso. Em retribuição, deixarei a ponta pra você.

08- Concordo com o artigo de Ricardo em quase tudo, exceto que no Brasil o “DEMO”(PFL)é responsável por tudo que não presta no país, inclusive e principalmente no SENADO. Arlindo Pacheco, ago2009

09- Quanto ao fato de haver crucifixos e outros símbolos religiosos em prédios públicos no Brasil, isso é justificável, pois a grande maioria dos brasileiros é católica e a Igreja Católica tem parte fundamental na nossa formação cultural. Luigi Nocrato, ago2009
RK: Claro, claro. E certamente você continuaria com a mesma opinião se a maioria dos brasileiros fosse do candomblé.

10- Kelmericas, esse seu artigo mostra claramente que você não domina nenhum dos dois assuntos: Futebol e Religião. Existe coisas que só podemos comentar se conhecermos a sensação de vive-las. Antonio José, ago2009
RK:
Eu conheço a sensação de viver a religião, Antonio José. Fui dirigente e palestrante de grupos de jovens católicos e tentei converter muitas almas para Deus Nosso Senhor. Frequentei outras religiões para conhecê-las de dentro, inclusive escolas iniciáticas e grupos esotéricos. E também estudo mitologia comparada. Eu não me arriscaria a escrever sobre tema tão difícil e controverso se não soubesse do que falo. Fique à vontade para ler o blog e saber mais sobre minha história e meu trabalho.


Protegido: RK na Parada Gay – Imagens (VIP)

12/07/2009

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A garçonete da minha vida

08/07/2009

08jul2009

Naquela sexta de dezembro, Diametral, que não era ainda Diametral, e Ninfa Jessi, que já era Ninfa Jessi, começaram oficialmente a mais bela e safada história de amor jamais contada, ele que a amava em silêncio havia um ano, ela chorando de raiva, desamparo e tesão

AGarconeteDaMinhaVida-01.

A GARÇONETE DA MINHA VIDA
As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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Ninfa Jessi e seus fetiches. Que eu adoro, por sinal. Um deles é por garçonete. Pelas garçonetes e também por ser uma garçonete. Pra ela, é umas das melhores profissões que uma mulher pode ter na vida.

– Homens, mulheres e vodca toda noite, Gatão! E ainda ser paga pra isso!

Quando a conheci, pelo Orkut, Jessi tinha 19 aninhos. Idade perfeita pra uma taradinha como ela se perder no lado bom da vida. De família do interior, mal esperou fazer 18 anos: largou o namorado careta, a cidade que não entendia seu cabelo mutante e suas lentes coloridas e se picou pra capital, queria estudar Cinema. Dividia um quarto com uma amiga e trampava num espaço cultural, onde via filme de graça e estava sempre conhecendo homens e mulheres interessantes – conhecendo e comendo, claro, que ela desde então já não prestava. Jessi, a pequena tarada.

Mas, como ela gosta de dizer, tinha espaço pra mais adrenalina nas veias de sua vida. Na verdade, Jessi queria ampliar o diâmetro do mundo, o mundo que ela conhecia ainda era pequeno demais pra tanto sonho e tesão que ardiam em sua alma e em seu corpo. Ela precisava de mim e não sabia. Mas antes de mim ainda haveria alguns capítulos em sua vida.

Então o Bukowski abriu vaga pra novas garçonetes. Bukowski, o bar que toda menina má sonha ter no currículo. Era um barzinho rock´n´roll que era meio inferninho, onde as garçonetes faziam uns shows performáticos bem apimentados. Cara, o público enlouquecia, choviam gorjetas. A casa pagava academia pras meninas manterem seus corpinhos em forma e elas tinham até professora de dança. Era bem organizado o negócio. E lá estava a adrenalina de que minha pequena precisava.

Ela passou na entrevista, passou no teste de dança e aí ficou faltando apenas o teste final que a professora exigia. Adivinha onde era o teste final? Na cama da professora, claro, professorinha esperta.

Já perfeitamente ciente das delícias que uma xana proporciona, o tal do teste final não desmotivou minha pequena nem um pouco. E ela fez, claro. Mas a professora deve ter ficado com muita dúvida pois em vez de um só, fez um bocadão de testes finais com ela. O resultado é que as duas se apaixonaram, é mesmo difícil não se encantar pela Jessi, e assim a pequena tarada virou garçonete do Bukowski e foi morar com sua professora de dança.

– Mais que dançar, ela me ensinou a comer direitinho uma mulher, Gatão. Isso não tem preço, tem?

Ninfa Jessi não presta.

Vem desse romance com a professora outro fetiche de Jessi, que hoje ela não dispensa com nossas namoradas: a morena adorava que ela a comesse com aqueles paus de silicone, ficava louca, gozava horrores. Jessi diz que numa dessas vezes, sua morena de quatro e ela metendo forte, por alguns instantes deixou de ser ela mesma e de repente era um homem, e quase pôde entender realmente, de corpo e alma, o que é ser homem. Foi algo meio místico, que nunca mais se repetiria com a mesma intensidade, mas que sempre volta quando ela está dentro de uma mulher, e também quando ela me vê dentro de uma mulher – nesses momentos seu olhar sempre busca o meu, como se nele pudesse reencontrar a louca sensação que ela uma noite teve. Como se através de mim e do nosso amor, trepando com nossas namoradas, ela pudesse enfim ser o homem que ela não é.

NinfaJessi-027Durante seis meses Jessi experimentou a felicidade que jamais tivera em sua vida. Tinha o emprego dos seus sonhos, ganhava bem, era querida pelos clientes e vivia seu lindo caso de amor. Seus shows no Bukowski? Eram dos mais aguardados, principalmente quando ela atuava com Sheilinha, a Sheila Dinamite. Todas as meninas tinham nomes artísticos e vem dessa época seu nome, Ninfa Jessi, bolado pela professora. Nome perfeito, combinava demais com ela, com os modelitos de ninfeta que ela usava, os lacinhos no cabelo – e, é claro, com seu apetite sexual. Não haveria nome melhor.

Mas nesse mundo os ventos mudam, né? O primeiro grande amor da vida de Jessi durou até o dia em que um vento em forma de loirinha desempregada bateu lá no Bukowski pra fazer teste pra garçonete. Exatamente, a professora trocou Jessi por ela. Pobre Jessi, sofreu pra caramba. Prosseguiu no emprego, mas deixou o apê da professora e alugou uma quitinete. O pior de tudo era ter que encontrar sua paixão quase todos os dias e se morder de ciúmes sempre que chegava garçonete nova na casa.

Foi por esses dias que eu fui lá no Bukowski. Nossa amizade, que havia começado numa comunidade bluseira do Orkut – sim, foi o blues crônico da vida que fez nossos caminhos se cruzarem – estava agora no estágio MSN, com papos quase diários. Já apaixonado pela pequena tarada, como ela mesma se chamava, e sabendo que trabalhava no Bukowski, me piquei pra lá. Cara, paguei a maior grana pra entrar, e tudo que eu tinha no bolso só deu pra tomar duas cervas. E ela nem me viu. Mas valeu a pena. Foi a primeira vez que meus olhos pousaram diretamente em Ninfa Jessi. E vê-la ali, com seu jeitinho cativante de moleca safada, dançando nua no balcão com outra menina, putamerda, foi inesquecível. Era a mulher perfeita, inacreditavelmente perfeita, assustadoramente perfeita. A Deusa-Ninfa dos meus sonhos que nem nos melhores sonhos eu havia sonhado. E sabe quando bate aquela certeza fulminante e inexplicável no destino? Bateu. No Bukowski, apertado no meio de outros caras e outras meninas que assistiam ao show, eu tive a calma certeza de que ali estava a mulher da minha existência, a deusa-diaba que seguiria comigo pela vida. Ali estava o motivo de eu acordar todos os dias com aquela dilacerante saudade do que eu nunca tinha vivido.

Faltava só ela também saber disso.

(continua)
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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NinfaJessiGarconetes-01dA continuação do conto, contendo fotos de Ninfa Jessi e de um show no Bukowski, além do Álbum das Garçonetes, está disponível aqui. Exclusivo para Leitor Vip. Basta digitar a senha do ano da postagem.

Ainda não é Leitor Vip? Vamos resolver isso agora!

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um casal apaixonado vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir

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Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – Contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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 COMENTÁRIOS
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01- Eu adooooro essa Ninfa Jessi… 😀 Samara Do Vale, Fortaleza-CE – jun2013


Protegido: A garçonete da minha vida (VIP)

08/07/2009

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Loiras ou morenas

24/06/2009

24jun2009

Suspeito que deu-se aí o primeiro grande e mitológico embate do clã das loiras contra o das morenas pela minha pobre alma confusa

LoirasOuMorenas-02

LOIRAS OU MORENAS

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Turminha da rua reunida na calçada, jogo da verdade. Eu e meus ingênuos e desajeitados doze anos. A garrafa girou, girou e parou… apontando pra mim! A pergunta veio feito um ultimato: Você gosta mais da Liliana ou da Romélia? Liliana era morena, Romélia, loira, e foi a amiga delas quem fez a pergunta, tudo já combinado, claro. Engoli seco, pois eu gostava das duas. Tentei ganhar tempo, mas elas me encaravam e queriam a resposta já. Meus neurônios começaram a fritar: Hummm, Liliana é mais alta, Romélia tem a bunda mais gostosa, mas Liliana… Anda, menino, responde logo!

O coitado do homem começa cedo nessa cruel dúvida entre loiras e morenas. Tem quem ache a loira mais angelical, talvez porque o cabelo claro remeta inconscientemente à terna imagem dos bebês. Como o claro alude ao céu e o escuro à terra, é compreensível que anjos tendam a ser branquinhos, loirinhos, e os diabos, pelo contrário, tendam a ser morenos. Talvez por isso a morena seja vista como naturalmente mais caliente, mais sexo, mais diabólica. Mas a experiência logo me provaria que o buraco é mais embaixo…

Durante uma eternidade tentei decidir entre Liliana e Romélia. Comecei a suar frio. Sim, tudo que eu precisava era escolher uma delas, pois ambas me queriam. Mas eu simplesmente não conseguia. Ele quer as duas!, alguém na roda falou, e todos riram. Sim, por que não as duas? Então lá estava eu, recém-entrado na puberdade, já sonhando com um menagiatruá. Vai responder ou não vai?

A primeira paixão da minha vida foi uma loira, era a minha professora da alfabetização. Eu ficava a aula toda olhando pra ela, parecia um abestado. Tenho certeza que ela não me quis por mero preconceito de idade, loira boba, não sabe o que perdeu. A segunda paixão veio aos dez anos, mas essa era morena, e tinha só um ano a mais que eu. Eu a encontrava naquelas tertúlias de 1974, na garagem da casa do meu primo, a patota dançando de rosto coladinho, B. J. Thomas cantando Rock and Roll Lullaby, tema da Simone e do Cristiano na novela Selva de Pedra. Meu pai tratou logo de me ensinar como conquistar a morena. Escutei atento suas dicas, me enchi de coragem e lá fui eu todo garboso. Parei diante dela, botei a mão pra trás, estendi a outra e falei, o próprio Lancelote ante sua Guinevere: Dá-me o prazer desta contradança, senhorita? Até hoje não entendo por que ela e as amigas morriam de rir. Mas o importante é que ela dava. O prazer da contradança.

Sentado na calçada, a garrafa ainda apontada pra mim, eu seguia em minha dúvida terrível. Era só escolher uma das duas, eu sei. Mas acontece que escolher uma significava invariavelmente perder a outra. Acho que naquele momento comecei a descobrir que a vida não é perfeita. Tem três segundos pra responder!, elas gritaram. Um, dois, três, meia e já! Liliana, Liliana, gosto mais da Liliana!, respondi. Ufa.

Esse negócio de loira ou morena é complicado. Não dá pra escolher assim, todas são lindas e cada uma tem algo que nenhuma outra possui. Não é como ir à feira e escolher entre chuchu amarelo e chuchu vermelho. Eu disse vermelho? Putz, ainda tem as ruivas, gente! As ruivas… Elas parecem irreais, já reparou? Talvez porque sejam raras. Uma vez passou uma ruiva pela minha vida. Era tão etérea que eu tinha certeza que um dia ela desapareceria no ar. Pois foi o que aconteceu. Um dia acordei, olhei pro lado e ela tinha evaporado, nunca mais vi. Cuidado com a ruiva, meu amigo. Elas são fogo, sim, mas a alma é de fumaça.

Levei a morena Liliana prum canto e, tremendo de nervoso, perguntei: Quer namorar comigo? Ela fez um charminho e respondeu: Aceito. Dez minutos depois, eu voltava pra casa mais adulto, superorgulhoso do meu novo estado civil. Meu primeiro namoro. Ah, mas foi chegar em casa e o telefone tocou. Quem era? Adivinha? Era a Romélia, ela dizia estar ao lado da amiga Liliana e que elas precisavam saber quem realmente eu queria namorar. Não entendi. Ora, eu já não estava namorando? Romélia foi enfática: Você tem que decidir agora. Putz, um repeteco do dilema, não é possível! Apelei então pro máximo de frieza e pragmatismo que um adulto de doze anos pode ter: Romélia mora meia quadra mais perto, Liliana tem o cabelo maior, Romélia tem a boca carnuda… mas Liliana tem piscina em casa, putz, beijar debaixo dágua deve ser o máximo. Falei, decidido: Liliana. Se fosse o Silvio Santos, ele perguntaria: Você está certo disso? Mas Romélia apenas desligou.

Analisando o caso dia desses, ou seja, trinta anos depois, uma amiga me disse algo que eu talvez jamais pensasse: que Romélia não estava com a amiga ao lado coisa nenhuma, ela ligou sozinha mesmo, mentiu. Ou seja: a loirinha tentou virar o jogo aos quarenta e cinco do segundo tempo empurrando deslealmente a adversária. Caramba, e ela tinha apenas 11 anos… Mas as diabólicas não são as morenas?

Suspeito que deu-se aí o primeiro grande e mitológico embate do clã das loiras contra o das morenas pela minha pobre alma confusa. As morenas venceram, é verdade, mas as loiras mostraram que na guerra e no amor, o jogo só acaba quando termina. É… Nós homens ainda temos muuuito que aprender. Putz, e ainda tem as ruivas, gente, ainda tem as ruivas!

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro
Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do Feminino

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VÍDEOS

> B. J. Thomas cantando Rock and Roll Lullaby

> Clipe com imagens da novela Selva de Pedra

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LEIA NESTE BLOG


Mulheres que adoram – Dar prazer a uma mulher. O que pode haver de mais recompensador na vida?

O menino e o feminino misterioso – Esse instante numinoso em que o Feminino Sagrado mostrou-se pra mim, sob a meia-luz de seu imenso mistério

Estão abduzindo nossas mulheres – Abdução em massa de brasileiras! E bem debaixo do nosso nariz. Alguém precisa fazer algo, daqui a pouco só vai ter homem aqui

Insights e calcinhas – Uma calcinha rasgada pode mudar a vida de uma mulher? Ruth descobriu que sim

O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

Giselle, a espiã nua que eliminou o Brasil – Giselle, aquele rostinho lindo, aquele sorriso meigo, na verdade era uma fria e sedutora agente secreta a serviço da seleção francesa

Queremos mulher carnuda – Infelizmente muitas de vocês estão tão paranoicas que se excitam mais com dieta que com sexo

Cerejas ao meio-dia – Linda e poética, ela dá a volta no carro e todas as buzinas se calam. Claro, um poema de cereja em plena avenida, não é todo dia

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O Blog do Kelmer concorre ao Prêmio BlogBooks 2009
categoria Universo Masculino

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01- Sensacional, meu irmão!!!! Ana Erika Oliveira Galvao, Fortaleza-CE – set2013

RK: Poizé, Ana Erika. Pena que o namoro só durou três dias. (set2013)

02- Eu já enviei essa crônica pra ela! Ana Erika Oliveira Galvao, Fortaleza-CE – set2013

03- Demais Ricardo Kelmer adorei, beijao! Veronica Lopes, São Paulo-SP – set2013

04- Entre loiras e morenas porque não todas rsrsr. Marcos Felix, Ceilândia-DF – set2013

RK: Exatamente, Marcos Felix. E ainda tem as ruivas! (set2013)

05- Muito bom! Jambo Mel, Fortaleza-CE – set2013

06- kkkkkkkkkk Eu me divirto com seus textos! Isa Suzartt, São Paulo-SP – set2013

RK: Leitorinhas que adoram. Adoro. (set2013)

07- Como bem disse a Flá Perez, os homens preferem as loiras, mas casam com as morenas. Azar da morenas! kkkkk. Renata Regina, São Paulo-SP – set2013

RK: Renata Regina, se os homens preferem as loiras mas casam com as morenas, quem fica com as loiras? (set2013)

08- eles só se casam com elas…rsrsrs ninguém disse que eles são fiéis. rsrsrsrs. Renata Regina, São Paulo-SP – set2013

09- humra Raissa Castro, Fortaleza-CE – set2013

10- Morenas…. Tatiane Sá, Cajamar-SP – set2013

RK: É, Tatiane Sá, só você pra defender as morenas. Mas eu defendo junto com você, viu? Morenas! Morenas! (set2013)

11- Obrigada Ricardo Kelmer….é outro nível… Tatiane Sá, Cajamar-SP – set2013

12- Achei o máximo Kelmer ……” Apelei então pro máximo de frieza e pragmatismo que um adulto de doze anos pode ter…rsrsrsrs”. Veronica Lopes, São Paulo-SP – set2013

13- Ruivas…. Fernando Cabral, São Paulo-SP – set2013

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Meu futuro de popistar cristão

20/05/2009

20mai2009

Meus shows seriam superanimados, sempre acompanhados de meu time de ruivinhas cristãs de minissaia, as Noviças Viçosas

MEU FUTURO DE POPISTAR CRISTÃO

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Vendo esses cantores e essas bandas cristãs lotando shows e vendendo zilhões sagrados de discos, lembrei que, por um desses carrapichos do destino, eu também quase enveredei por essa rota. É sério, juro por todos os deuses.

Foi na adolescência, em Fortaleza, quando eu participava de grupos de jovens católicos. Sim, eu fiz isso. Meu interesse pela religião e meu fervor místico eram genuínos, e naquela época tentei conciliá-los com minhas vocações artísticas. Após as reuniões do grupo, por exemplo, fazíamos rodas de violão e eu encenava esquetes de humor para os colegas. Já era metido a engraçadinho naquela época.

Depois, tive a ideia de montar um jornalzinho do grupo e pedi ao pároco, o saudoso monsenhor Amarílio, que financiasse. Ele topou, mas não gostou muito do nome que eu escolhera para o jornal: Sovaco de Cobra. Para você ver como sempre fui sem-noção. Então, monsenhor Amarílio sugeriu, com muito jeito, que eu deveria escolher outro nome. Mudei, a contragosto, para um nominho mais careta: O Mensageiro. O jornal chegou a ter quinhentos exemplares mensais, impressos em mimeógrafo, e era uma ótima maneira de divulgar as atividades do grupo e atrair outros jovens.

Mais tarde, empolgado com as músicas cristãs que cantávamos nas missas e reuniões, tive a ideia de montar uma banda com meu chapa no grupo, o Jaqueta, e vibrava só de imaginar a banda se apresentando na missa e nos encontros, o público acompanhando… E as tietes, claro. Sim, mesmo sendo cristão, eu nunca deixei de ser um tarado véi seboso.

Paralelamente aos meus interesses pessoais, eu realmente via a música como um excelente canal de aproximação entre a paróquia e a comunidade, principalmente os mais jovens. Dessa vez, porém, o pároco não gostou da ideia e vetou, aquilo já era muita modernice demais. E assim, em 1983, minha sagrada carreira de popistar cristão acabou antes mesmo de começar.

O que teria acontecido caso o monsenhor aprovasse a ideia? Talvez hoje eu ainda fosse cristão. Talvez, em vez de escritor de sacanagem, eu hoje fosse um cantor de Deus, já pensou? Kelmer de Arimateia, quitals? Evidente que eu não seria um cantor caretinha, aí também é querer demais. Kelmer de Arimateia faria um estilo mais assim tipo maluco do Senhor, paz e amor, podiscrer. E meus shows seriam superanimados, sempre acompanhados de meu time de ruivinhas cristãs de minissaia, as Noviças Viçosas. E o vinho seria liberado para todo mundo, é claro. E tocaríamos no meio do mato, sob a lua cheia, as Noviças Viçosas saltitando descalças ao redor da fogueira e distribuindo uvas de boca em boca e…

Humm… Pensando melhor, monsenhor Amarílio, o senhor fez bem em vetar.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

O mundo é uma mentira – Este filme mostra o quanto a história é manipulada pelas elites religiosas e econômicas, que “criam” os fatos e nos fazem todos acreditarmos neles, lutarmos por eles, matarmos por eles

As fogueiras de Beltane – A sexualidade sem culpa de uma sacerdotisa pagã

A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

Bar do Araújo é a salvação – Espremido entre duas igrejas, o Bar do Araújo é a última resistência dos ateus. E do bom humor

Memórias de um excomungado – Eu jamais havia cogitado a ideia de que era possível não ter religião ou não acreditar em Deus

Religião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses

Entrevista com o ateu – Um pregador evangélico entrevista um escritor ateu. O que pode sair desse mato?

O armário dos ateus – Os dados da ONU e a pesquisa de Phil Zuckerman desmentem uma velha crença dos teístas, a de que uma sociedade sem Deus fatalmente descambará para a criminalidade e infelicidade geral

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01- Pecador dos Inferno ! Rsrs. Mario Wilson Costa Filho, Fortaleza-CE – jun2013

02- Adoooooroo! Saudade vc! Juliana Melo, Fortaleza-CE – jun2013

03- Pense num menino Prodígio…È Ele, Ricardo Kelmer: Meu Muso ,esse menino Lindo que eu conheci quando Inventaram o Telex, mas pelo jeito, o Tempo só melhorou a Categoria dele, cada vez melhor..Belo Caráter e meu amigo querido! Claudia Bahia, Fortaleza-CE – abr2014

04- Eu o conheci no grupo de jovens da paroquia da paz. Ele nessa época se chamava “Kelmo”, mas ja se destacava do resto da turma por sua inteligência e pelas suas habilidades artisticas. Ele merece todo sucesso do mundo. Luciana Loreau, Youghal-Irlanda – abr2014

05- Ricardo, eu acho que seria uma experiência inesquecivel pra mim assistir um show “no meio do mato, sob a lua cheia, as Noviças Viçosas saltitando descalças ao redor da fogueira e distribuindo uvas de boca em boca”. Mas foi vetado, fazer o quê, né? kkk. Vou ficar torcendo para que um dia um outro popistar- cristao o faça… Luciana Loreau, Youghal-Irlanda – abr2014

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O chamado da Mulher Selvagem (2)

18/05/2009

Ricardo Kelmer 2009

Criei este espaço pra prosseguir com o tema da Mulher Selvagem, o arquétipo da mulher livre e conectada à sabedoria natural. A crônica A Mulher Selvagem é um dos meus textos mais conhecidos, reproduzidos e comentados, o que indica que ele toca em algo muito precioso nas mulheres, no bom sentido  –  e também nos homens que não temem o Feminino.


A Mulher Selvagem sempre surpreendendo…

Encontrei uma versão da crônica num blog português chamado O Sentido da Palavra. Até aí nada demais, esta crônica é mesmo bastante reproduzida por aí. A novidade é que havia algumas alterações no texto. Bem, isso eu também já vi em alguns textos meus – parece ser o tipo da coisa com que escritores precisam aprender a conviver nesses tempos de internet, onde seus textos originais podem se transformar à medida em que são copiados, repassados e reproduzidos pela rede.

Neste caso específico, o que me chamou a atenção é que as alterações no texto parece que foram feitas com o objetivo de tornar o texto mais compreensível no português de portugal. Achei ótimo, claro, é o tipo de coisa que muito me gratifica.

Separei alguns trechos pra você ver.

É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha.

Ficou assim:

É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Praga, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para o Porto. E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem.

Catmandu virou Praga. Tiraram a mulher selvagem da Índia e a levaram pra República Tcheca. E Barroquinha virou Porto. Nesse caso, perdeu-se o sentido original da idéia, que era a de uma cidade pequena, longe e escondida, algo assim como “ela se mudou pro cu do mundo”. Mas, convenhamos, ficou mais chique, agora a mulher selvagem toma vinho do porto.

Em quase tudo ela é uma mulher comum: pega metrô lotado, aproveita as promoções, bota o lixo para fora e tem dia que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um frescor de liberdade. E também dá arrepios: você tem a impressão que viu uma loba na espreita. Você se assusta, olha de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim.

Ficou assim:

Em quase tudo ela é uma mulher comum: vai de metrô cheio, aproveita as promoções, coloca o lixo fora de casa e tem dias que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um frescor de liberdade. E também dá arrepios: tu tens a impressão que viste uma loba na espreita. Tu ficas assustado, olhas de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo tu viste a loba, viste sim.

“Pega metrô lotado” virou “vai de metrô cheio”, o que alivia um pouquinho o aperto pra nossa mulher selvagem. O que mudou mesmo foi o uso do pronome, que passou de você, que os portugueses não costumam usar, pra tu.

Como todo bicho ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Riponga do mato, gabriela brejeira? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias paquera aquele pretinho básico da vitrine.

Ficou assim:

Como todo a mulher selvagem ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Guerreira do mato, gabriela cravo e canela? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias gosta daquele pretinho da montra.

Minha riponga do mato virou guerreira do mato, o que lhe emprestou um tom mais valente. Quando li pela primeira vez, pensei que guerreira do mato fosse um termo usual em Portugal mas pesquisei e não encontrei nada que indicasse isso. Pode ter sido escolha puramente pessoal do tradutor. E “gabriela brejeira” virou “gabriela cravo e canela”, assim sem vírgula mesmo. Ficou interessante, embora a idéia original fosse referenciar a personagem amadiana de modo mais sutil. Talvez o tradutor tenha considerado redundante a junção de gabriela e brejeira. De fato, é. E “paquera aquele pretinho básico da vitrine” virou “gosta daquele pretinho da montra”. Saiu a paquera e entrou o gostar. Portuguesas não paqueram? E o básico do pretinho pulou fora. Seria “pretinho básico” uma expressão incompreensível pros portugueses? Ou as portuguesas é que não são chegadas no famoso vestidinho preto que funciona tanto na boate quanto no velório? E montra significa vitrine mesmo. Bem, de qualquer forma, felizmente a tradução de “paquera aquele pretinho básico da vitrine” não ficou “insinua-se para aquele negrinho ordinário que decora a montra”.

Na postagem em que li o texto traduzido, constava um parágrafo extra ao final, que não faz parte do texto original, este:

Esta é a mulher selvagem, a mulher que possuem o antagonismo da vida dentro e fora de si. A mulher selvagem existe e será eterna entre a sociedade mundana dos homens e nunca será extinta.

Terá sido outra pessoa quem inseriu o trecho enxerido? Não sei. Só sei que não gostei nadinha, claro. Além de conter um erro grosseiro de concordância verbal (a mulher que possuem), traz umas coisas esquisitas como “antagonismo dentro e fora de si” e “será eterna entre a sociedade mundana dos homens e nunca será extinta”. Espero que não reproduzam o texto com esse trecho.

Tô feliz. Minha mulher selvagem deixou a terra brasilis e agora corre livre e nua pelo velho mundo, que bom. Acho que de agora em diante pedirei que me apresentem como “escritor traduzido em Portugal”. Chique no último!

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.wordpress.com

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“Você se assusta, olha de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim.

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Ler a crônica/assistir o vídeo A Mulher Selvagem

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A sociedade feladaputa de Geraldo Luz

11/05/2009

11mai2009

Crítica social, literatura, filosofia, anarquismo, sacrilégios explícitos e sodomismos irreparáveis

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A SOCIEDADE FELADAPUTA DE GERALDO LUZ

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Como definir o som de Geraldo Luz? Taí uma missão tenebrosa. A coisa mais razoável que consigo pensar é uma fusão antibiológica de Raul Seixas com Augusto dos Anjos e Tiririca. Genial, brega, bizarro, profundo e hilário. Ou seja: indefinível.

Suas músicas são baladas de melodias simplórias, conduzidas por uma inacreditável verborragia que mistura crítica social, literatura, filosofia, anarquismo, sacrilégios explícitos e sodomismos irreparáveis. Entendeu? Poizé. Você não sabe se o cara é um grande libertário culto e inconformista falando altamente sério, se ele é apenas um ingênuo bem intencionado, se ele tá é gozando com a cara de todo mundo ou se o cara é louco mesmo.

E aquela capa do disco, o que é aquilo? Uma cruz num morrinho e pregado nela o Geraldo Luz, só de fraldinha e sangrando, aquela barrigona e o bigodinho, todo o jeitão de dono de bodega de periferia. E o título: Decadence Express. Entendeu?

Uma música começa com o Pai-Nosso. Noutra música ele diz que só nos resta a droga e prega que o suicídio ainda é a melhor solução. Uau… Noutra ele diz que tem um certo desprezo pelas mulheres e explica: É que sou totalmente terceiro sexo. Entendeu? Mas, no fim, a que fica na cabeça da gente é o refrão de Animalismo Mercantil, putz, como faz bem pra alma cantar aquela parte que diz: Que sociedade mais fela-da-puta…

Sei pouco sobre a pessoa de Geraldo Luz. Morava em Fortaleza nos anos 1990 e parece que foi policial rodoviário. Parece também que era chegado nos submundos da noite e que morreu em circunstâncias estranhas, uma briga, uma confusão, algo assim. Acho que o pessoal do estúdio em que ele gravou o disco poderia dar mais informações. Ou o baixista Haroldo Araújo, que fez milagre arranjando as músicas.

Seja quem realmente for Geraldo Luz, não dá mesmo pra discordar dele: Que sociedade mais fela-da-puta, que falsa moral, que moral mais escrota…
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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.com

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Geraldo Luz – Animalismo mercantil

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Geraldo Luz – A droga

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Geraldo Luz – Eu

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Geraldo Luz – A máquina do Estado

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Baixe o disco Decadence Express (37 mb)

Minhas faixas prediletas pra você baixar:
Animalismo mercantilA droga
EuA máquina do estado

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LEIA NESTE BLOG

A celebração da putchéuris – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

A volta da Intocáveis – Oh não! – Um show com os restos mortais da Intocáveis Putz Band

Roque Santeiro, o meu bar do coração – Uma homenagem ao bar Roque Santeiro

Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

Odair José, primeiro e único – Se você, meu amigo, é desses que sentem atração por esse universo brega pré-FM, feito de bares de cortininha, radiola com discos arranhados e meninas vindas do interior… então escute Odair

Maluquice beleza – Já que a formiga só trabalha porque não sabe cantar, Raulzito pegou a linha 743 e foi ser cigarra

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TRILHA DA VIDA LOCA
Trechos do show. Com Ricardo Kelmer e Felipe Breier

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elalivro10Seja Leitor Vip e ganhe:

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COMENTÁRIOS
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01- Eu morri de rir!! Muito bom! kkkkk. Vânia Vieira, Fortaleza-CE – dez2010

02- prazer, geraldo! Shirlene Holanda, São Paulo-SP – fev2015

03- Ouvi dizer que ele tinha falecido. É verdade??? Airton Montezuma, Fortaleza-CE – fev2015

04- Guarde esse cd que acho que ele é bem raro! Alexandre Domene Ortiz, Fortaleza-CE – fev2015

05- Outra maneira de ouvir Geraldo Luz é na minha casa! Luce Galvão, Fortaleza-CE – fev2015

06- Lembro disso. Ganhei esse disco, não lembro quando nem como ele veio parar na minha mão. Alguém me deu, talvez ele mesmo, o estrambótico Geraldo Luz. Antonio Martins, Maceió-AL – fev2015

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Diâmetros exaltados

26/03/2009

26mar2006

Linda, louca e gostosa, Jessi tem duas manias: uma é trocar a cor do cabelo. A outra é ampliar o diâmetro comigo. Comigo e umas namoradas que ela arruma pra gente se divertir

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DIÂMETROS EXALTADOS

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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O júri decidiu que Diametral é culpado das acusações de incentivo ao sexo promíscuo e doentio entre os jovens brasileiros. A pena é assistir por um ano a todos os programas religiosos do MNBC na madrugada. Faça-se cumprir.

Aaaahhh!!! Acordo de repente, sobressaltado. Olho ao redor. Estou no quarto do motel. Ninfa Jessi dorme nua ao meu lado. Ufa, foi só um sonho ruim… Levanto, afasto devagar a cortina da janela e observo. Lá fora, o jipe no estacionamento, o luminoso do motel Centelha Vermelha, a estrada escura e deserta. Está tudo bem, eles não têm nossa localização.

Volto à cama. Jessi murmura algo e me abraça. Melhor dormir, amanhã cedo seguiremos. Mas a lembrança dos últimos acontecimentos insiste. Tudo começou quando conheci aquele site de relacionamentos…

Julho de 2005. Lá estou eu me cadastrando no Orkut. Esse negócio virou mania no Brasil. Tem gente que vive lá conectado e só sai pra comer e dormir, isso quando não dorme sobre o teclado. Tem mulher que conheceu o marido lá. É lá que muito marido monitora as paqueras da mulher. Tem de um tudo. Outro dia, conheci uma comunidade que luta pela liberdade dos pinguins de geladeira. Claro que entrei.

Novembro de 2005. Crio em meu site pessoal uma seção chamada Submundo Orkut, pra comentar o que rola nessa tal dimensão onde milhões de brasileiros vivem parte de suas vidas. É, eu assumo, sou bisbilhoteiro do comportamento alheio. Por falar nisso, algo que sempre me chamou a atenção foi aquela frase de boas vindas que consta na página de abertura: Participe do Orkut para ampliar o diâmetro do seu círculo social. Que frase mais esdrúxula! Comento com Jessi e ela solta sua gargalhada inconfundível. Jessi é uma pequena que conheci, adivinha onde, no Orkut. Linda, louca e gostosa. Tem duas manias: uma é trocar a cor do cabelo. A outra é ampliar o diâmetro comigo. Comigo e umas namoradas que ela arruma pra gente se divertir. Ninfa Jessi não presta.

Junho de 2006. A crônica Ampliando o Diâmetro é publicada em minha coluna no site do jornal O Povo. O texto é uma gozação sobre essa tal frase do diâmetro.

Dia seguinte. Recebo as primeiras mensagens. São os leitores, a grande maioria me parabeniza pela crônica. Alguns não gostam e, entre esses, um se diz integrante de um tal MNBC, Movimento Nacional pelos Bons Costumes, e afirma que solicitará ao jornal a minha saída do quadro de cronistas. E completa ameaçando me processar por incentivo ao sexo promíscuo e doentio entre os jovens brasileiros. Não acredito… Jessi fica indignada: Esse povo devia é ter mais senso de humor, em vez de ficar se preocupando com o diâmetro dos outros!

Próximo dia. Pelo sim, pelo não, lá estou eu no computador, xícara de café ao lado, buscando informações sobre esse tal de MNBC. Não encontro nada. Será que era pegadinha? Descubro, porém, que a direção do jornal de fato recebeu protestos de alguns leitores indignados com meu texto. Hummm, talvez o MNBC seja uma entidade meio secreta, tipo Opus Dei, que reúne gente estranha em reuniões noturnas e não divulga suas atividades. Desligo o computador e vou pra janela respirar. E percebo que alguém me observa do prédio ao lado. Hummm, não estou gostando disso…

Semana seguinte. Coisas estranhas estão acontecendo. Pessoas me seguem na rua. O telefone toca e quando atendo, desligam. Talvez seja melhor ficar em casa. Pra garantir, melhor fechar todas as janelas. Melhor também não atender o telefone. Na terça, entrei no elevador e reparei nas duas mulheres que entraram depois de mim: saias abaixo do joelho, blusinha comportada, cabelo preso, um livro grosso e escuro ao peito… Pregadoras do MNBC!!! Saí correndo, apavorado.

Julho de 2006. Estão batendo na porta. Não vou atender, são eles, vieram me pegar, é o meu fim… Mas reconheço a voz: é Jessi, ufa. Abro e vejo uma Jessi ruiva, hummm, até que ficou bonito. Ela, porém, me olha sério. E diz que tem algo importante pra me dizer. E diz: Entrei pro MNBC. Fico olhando pra ela, sem acreditar, não é possível… Ela então sorri, sobe a camiseta e me exibe aqueles peitos impossíveis que ela tem. E completa: Movimento das Ninfômanas Bem Comidas. E me empurra pro sofá, rindo e já desabotoando minha calça.

Vinte minutos depois, suados e abraçados no sofá, Jessi diz que não posso permitir que um bando de careta recalcado destrua minha vida. Mas fazer o quê? E ela responde: Ora, Gatão, o que a gente sabe fazer melhor… sexo e humor. Quando ela fala, tudo é óbvio. Vamos, pega a mochila, tá na hora, e não esquece o notebook. Pergunto o que planeja e ela sobe na cadeira, solene: Vamos ampliar o diâmetro do mundoooo!

Cinco dias depois. Pelo retrovisor, o Centelha Vermelha vai ficando pra trás. À frente, a estrada nos convida a novas aventuras. Ninfa Jessi estava certa, eu não podia continuar aceitando aquela situação. Pois bem. Não sou mais aquele cara medroso, agora eu sou… Diametral! E minha missão é horrorizar os caretas com os meus textos. Vocês pediram, caretas imbecis! Enquanto dirijo, Jessi revisa minha nova crônica e se irrita com a forma poética com que descrevi nossa última trepada, e diz que meus leitores querem ver mais sacanagem. Meus leitores e você, corrijo. Ela solta sua gargalhada e depois faz biquinho: Então publica aquela fotinha que eu tirei no motel, vai… Oquei, pequena. O que ela não me pede sorrindo que eu não faço gemendo?

Duas horas depois. Paro o jipe na estrada pra abastecer. Desço e olho o céu, o horizonte está escuro, ameaçador. Sopra um vento gelado, papéis voam… Dias difíceis virão, digo pra mim mesmo. Entramos na lanchonete e pedimos duas cervas. Num canto, uns caras feios tocam Não Me Peça Pra Te Amar, sempre bom ouvir um blues. Jessi me mostra a notícia no jornal: MNBC procura cronista fugitivo. Sorrio discreto por trás do óculos escuro. Hummm, perigo: a garçonete está olhando demais para nós…

Ei, você é o Diametral!, ela exclama, alegre. Psiu, não espalha…, respondo aliviado. Eu também não gosto do MNBC, ela diz baixinho, toda cúmplice. Entrego-lhe um cartão, acessa minha coluna, boneca, e deixa tua mensagem de apoio pra nossa luta. A garçonete guarda o papel no bolso e faz sinal de positivo. Ela é a Ninfa Jessi?, pergunta, surpresa. E Jessi, que adora uma garçonete, responde, inclinando-se e expondo seu decote irresistível: Em carne, osso e hormônios. A garota parece hipnotizada.

Pago as cervejas e deixo uma boa gorjeta. Jessi pergunta se a garota quer um autógrafo. Ela gagueja que si-si-sim. Tem preferência de lugar? E a garota nã-nã-não sabe o que dizer. Ninfa Jessi então a puxa pela cintura e… tasca-lhe um beijo na boca daqueles que não acaba nunca. Depois larga a garota que fica lá, extasiada, imprestável pra vida. Ai, ai, Jessi não presta.

Na mesa ao lado, uma senhora está simplesmente hor-ro-ri-za-da. Vejo que ela veste saia abaixo do joelho, cabelo preso, segura uma bíblia… Pronto, logo o MNBC saberá que estivemos aqui. Levanto e caminho pra saída: Vamos, pequena, tem muita estrada pela frente. E Jessi me segue, retocando o batom: E muito diâmetro pra ampliar!

Pedido atendido, pequena

Pedido atendido, pequena

Pago as cervejas e deixo uma boa gorjeta. Jessi pergunta se a garota quer um autógrafo. Ela gagueja que si-si-sim. Tem preferência de lugar? E a garota nã-nã-não sabe o que dizer. Ninfa Jessi então a puxa pela cintura e… tasca-lhe um beijo na boca daqueles que não acaba nunca. Depois larga a garota que fica lá, extasiada, imprestável pra vida. Ai, ai, Jessi não presta.

Na mesa ao lado, uma senhora está simplesmente hor-ro-ri-za-da. Vejo que ela veste saia abaixo do joelho, cabelo preso, segura uma bíblia… Pronto, logo o MNBC saberá que estivemos aqui. Levanto e caminho pra saída: Vamos, pequena, tem muita estrada pela frente. E Jessi me segue, retocando o batom: E muito diâmetro pra ampliar!

 

 

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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Ampliando o Diâmetro – A crônica que originou esta série

Ouça Não Me Peça pra Te Amar (De Blues em Quando)

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um casal apaixonado vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir

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LEIA NESTE BLOG

Cio das letras – Ensaio erótico – Tá no ar a primeira parte do Cio das Letras, um ensaio erótico que fiz sobre amor, paixão e desejo. Utilizei poemas meus e letras de músicas que fiz com parceiros, além de montagens com imagens de mulheres muuuito especiais

Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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Mamãe, quero ser virgem

18/03/2009

18mar2009

Quem diria que a virgindade, coisa tão cafona, voltaria gloriosa às paradas de sucesso…

MAMÃE, QUERO SER VIRGEM

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Atriz e modelo. Essa é atualmente a profissão dos sonhos de boa parte das adolescentes do planeta. Atriz e modelo são duas coisas bem distintas, mas na cabeça das meninas é tudo a mesma coisa. O que você quer ser quando crescer? Atriz e modelo.

No entanto, o reinado absoluto desta híbrida profissão pode estar com os dias contados. Com a repercussão dos recentes casos de garotas que leiloam a virgindade por altíssimos valores, eis que surge a profissão de… virgem. O que você é? Sou atriz e modelo. E você? Sou virgem.

Quem diria que a virgindade, coisa tão cafona, voltaria gloriosa às paradas de sucesso… Dessa vez, porém, ela não entra pura e angelical na igreja, de mãos dadas com o casamento – agora ela entra esperta e pragmática no mercado, abraçadinha com o dinheiro. No quesito anatomia as virgens profissionais não diferem em nada das antigas virgens, porém as profissionais fazem de seus hímens intactos o seu meio de sustento e através deles pagam os estudos e compram uma casa bacana para a família.

Certamente algumas virgens gerenciarão elas próprias o negócio, mas a maioria contratará um assessor para organizar os compromissos e as participações nos programas de TV. O leilão da virgindade poderá ser organizado por uma empresa especializada ou por aquele bordel classe A. Os proponentes verão imagens da virgem em seu blog e, mediante pagamento antecipado de uma parte do valor oferecido, poderão marcar encontros para conhecê-la pessoalmente, encontros esses devidamente acompanhados da mãe da moça, claro.

Uma das modalidades do negócio permitirá parcelar o pagamento em 12 vezes no cartão, mas em outra valerá o sistema de loteria: os proponentes pagam um valor estabelecido e ao final um deles é sorteado. Seja qual for a modalidade, o comprador da virgindade terá direito a uma porção do sangue para guardar de lembrança. É claro que a transmissão ao vivo do evento poderá ser negociada com alguma TV. E é claro que uma semana depois o dvd pirata estará à venda em qualquer esquina.

Como a virgindade exigida é a frontal, isso ressuscitará aquela antiga prática de dar por trás antes de dar pela frente. Se no passado as meninas faziam sexo anal por medo de engravidar ou para se manterem virgens até o casamento, agora elas o farão por consciência profissional. Ou seja: o que vai ter de virgem especialista em dar a bunda vai ser uma festa. Nada a reclamar, claro, a preferência nacional agradece.

É lógico que com tantos hímens se oferecendo no mercado, o preço cairá e as virgens terão que oferecer algo mais para se valorizarem. Será criado, por exemplo, um selo especial do InMetro para atestar a originalidade do produto. Uma boa pedida será fazer sociedade com a irmã, oferecendo virgindade em família – já pensou que irresistível, As Gêmeas Virgens! Outra boa estratégia de marketing será a virgem anunciar o leilão quando ainda for menor de idade e que perderá a virgindade exatamente na noite de seu aniversário de 18 aninhos, ela fantasiada de paquita. E aquela crente que se manteve virgem por mera convicção religiosa poderá tirar proveito disso e se transformar, que soem as trombetas, na Virgem Evangélica. Uau!

Infelizmente só os ricos é que serão os clientes dessas virgens profissionais, e vários deles se especializarão no negócio, tornando-se exímios colecionadores de cabaços. Mas não serão apenas eles e as virgens que lucrarão. Como a grana dos caras será escoada para muitas garotas, isso significa que haverá mais dinheiro circulando na praça, a economia se aquecerá, surgirão mais vagas de trabalho e o país crescerá. E o que é mais importante: as virgens profissionais poderão sustentar seus namorados artistas e escritores.

Jamais imaginei que um dia eu fosse gritar isso, mas as coisas mudam, fazer o quê? Virgindade já!!! Pelo bem da arte e da literatura.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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> Matéria no G1, 25.09.12

> Depoimento de Catarina Miglorini, Folha de São Paulo, 26.09.12

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COMENTÁRIOS
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01- Sabia que voce escreveria sobre isso!! tava so esperando. Irlane Alves, Fortaleza-CE – out2012

02- kkkkkkkkkkk. Abner Rios de Alencar, Fortaleza-CE – out2012

 


Submundo Orkut – Ampliando o diâmetro

10/03/2009

10mar2009

Olha, sabe como é, eu ando a fim de ampliar o diâmetro do meu círculo…

AmpliandoODiametro-01b

AMPLIANDO O DIÂMETRO

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Sinceramente, o Orkut tem umas coisas… Talvez seja porque o pessoal do Google é gringo e não saca muito bem as sutilezas da cultura brasileira. Por exemplo, olha que primor esta frase que consta logo na página de abertura: “Participe do Orkut para ampliar o diâmetro do seu círculo social.”

Ampliar o diâmetro do meu círculo? Ops, comassim? Que frase esquisita. Ok, ok, entendo o que senhor quis dizer, seo Orkut, mas isso não é coisa que se diga assim, na cara do freguês. Lá na sua terra até pode ser, mas aqui no Brasil o senhor jamais, em tempo algum, vai ver alguém falando: Olha, sabe como é, eu ando a fim de ampliar o diâmetro do meu círculo… Essa frase é tão sem noção que nenhuma situação combina com ela. Mas vamos lhe dar uma chance, seo Orkut, tentemos imaginar algumas situações. Pro senhor não dizer que eu tô com má vontade. Primeiro um situação formal.

Reunião mensal dos acionistas da empresa. Acaba de ser lido o relatório e o presidente pergunta se alguém tem sugestões sobre como deter a queda nas vendas. Alguém pede a palavra e diz: Senhores membros do conselho, precisamos de ações que ampliem o diâmetro do círculo social da empresa. Um dos presentes, que estava um pouco desatento, pergunta: Ampliar o quê? O colega ao lado repete: O diâmetro. Silêncio. Todos se olham. Um membro não aguenta e cai na gargalhada. Os demais acompanham. Não tem mais clima pra reunião.

Tá vendo, seo Orkut? Não dá certo. Mas vamos tentar de novo. Uma situação menos formal.

Farmácia. Amigas se encontram, se cumprimentam, perguntam sobre a saúde, os filhos e coisital. Uma delas diz: O Asclépios acha que eu ando pouco social, que eu devia ampliar o diâmetro do meu círculo. A outra pensa um pouco e diz: Olha, eu já vi muito pretexto pra isso, mas dizer que deixa a mulher mais social é novidade… Ela pega um tubo de lubrificante íntimo: De qualquer modo, leva esse aqui, é ótimo.

Talvez numa situação bem informal…

Botequim do Mané Bofão. Amigos bebem e comemoram a vitória do time. Mane Bofão, só de bermuda, suado, aquele barrigão enorme de cerveja, chega trazendo o tiragosto de sarrabulho. Um dos amigos diz: Adorei o boteco, seo Bofão, virei mais vezes pra ampliar o meu diâmetro. Mané Bofão, palito de dente na boca, sapeca-lhe um tabefe no pé da orelha e diz: Tu vai ampliar o diâmetro na puta que te pariu, ô pederasta, isso aqui é lugar de respeito, viu?

Tá vendo, seo Orkut? Não dá certo. Eu, particularmente, até sou chegado numa ampliação do diâmetro dos outros, mais especificamente das outras, mas… Ih, quem que perguntou isso mesmo? Ninguém. Esquece.

Estamos no Brasil, seo Orkut. Se o senhor quiser ganhar dinheiro por aqui, tem que entender bem três coisas fundamentais no espírito tupiniquim: futebol, carnaval e bunda. Futebol é tão importante que a gente usa o futebol e seus termos pra explicar a vida. É assim que a gente joga pra escanteio o que não presta, bota a gorduchinha pra dentro do barbante e depois corre pra galera. Entendeu? Tudo bem, depois explico. E quanto ao carnaval, pro senhor ter uma ideia, o ano oficial brasileiro só começa após o reinado de Momo. Antes, nem adianta o senhor querer fazer coisa importante porque ninguém vai prestar atenção. E bunda é aquela coisa: quem não tem é doido pra ter, e quem tem tá doido pra dar.

O que eu quero dizer, seo Orkut, é que ampliar o tal do diâmetro é muito bom, relaxa o cidadão ou a cidadã após um estafante dia de trabalho e coisital. Mas lá na página de abertura do portal essa ideia poderia ser expressa de outro modo, pois do jeito que tá, brasileiro pensa logo em sacanagem. Então bolei uma nova frase pro senhor. É digrátis, viu? “Participe do Orkut e engrosse o seu raio de penetração social”. Quital? Se o senhor gostar, pode usar as duas frases, elas combinam que nem queijo com goiabada. Primeiro o cidadão engrossa o raio, certo? Depois ele vai lá e, crau, amplia o diâmetro. De quem? Ah, aí vareia, né. Afinal gosto é como Orkut: cada um tem o seu.

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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diametralninfajessi05bEsta inocente crônica atraiu a ira do MNBC (Movimento Nacional pelos Bons Costumes), que exigiu a minha saída do quadro de colunistas do jornal O Povo. O episódio originou o conto Diâmetros exaltados, que se tornaria o primeiro capítulo da série As Aventuras de Diametral e Ninfa Jessi, a história do divertido casal apaixonado que vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza, luta pela ampliação do diâmetro do mundo e é perseguido pelos caretas chatos do MNBC.

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Ampliando o Diâmetro
Ricardo Kelmer no Sarau da Maria, 01.08.15
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As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…
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Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres
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Indecências para o fim de tarde (Ricardo Kelmer, contos eróticos) – As indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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 COMENTÁRIOS
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Acabo de saber que um tal MNBC (Movimento Nacional pelos Bons Costumes), que eu nem sabia que existia, poderá me processar. Tudo porque os nobres senhores e distintas senhoras desse movimento encrencaram com a minha crônica “Ampliando o diâmetro”, cujo tema é o Orkut, e que foi publicado em minha coluna do jornal O Povo. A alegação seria que o texto incentiva a prática promíscua e doentia de sexo entre os jovens ou algo que o valha. Tô passado. Nunca em minha vida escrevi algo tão inocente, bobo e despretensioso. Esse pessoal, em vez de ficar enchendo o saco, deveria é ampliar o diâmetro de seu senso de humor, isso sim. Quem diria… Virei corruptor da juventude. É a glória! RK, jun2006

01- Sou leitor do NoOlhar, me chamo Leví Nepomuceno e tenho 25 anos, Gostaria de te dizer que seus textos em geral são somente “ruinzinhos”, porém hoje acho que chegamos a um nível extremamente baixo para o O POVO. Ele não é nem engraçado, nem legal, nem divertido, nem sério, nem mesmo “non-sense”, creio que seu texto simplesmente “não é”. O povo que lê este texto deve simplesmente se perguntar, “esse cara não tinha mais nada pra escrever e ficou escrevendo essas besteiras ?” Rezo que este e-mail colabore, para que nunca mais esteja escrito um texto como esse que está no jornal O POVO (NoOlhar) de hoje. Grato pela atenção. PS. Adoraria que a Dra. Adísia Sá lesse o referido texto, para ver se ela concorda ou diverge de minha opinião. Levi Nepomuceno, Fortaleza-CE – jun2006

02- hehehehe! Carai! Ô putaria! Pô, bixo, impagável o artigo sobre a frase de boas-vindas do orkut. Quase que morro de rir. E olha que li a coisa já por volta de 06h15, virado, trabalhando os temas da p… da tese. É… só acho que esse troço de aumentar o raio e expandir o diâmetro do círculo deixaria em polvorosa as populaçoes -vai sem o til por causa da p… do teclado espanhol- de Ponta Grossa e de Curralinho. Ei, falow! Abraço e obrigado pelas gargalhadas. Sandro Novais, Santiago de Compostela-Espanha – jun2006

03- Meu… o kara, vc é malukoooo e mais ESCRAXADO (deve ser assim que se escreve) que eu e um tanto POLÊMICO (kkk, esse eu sei que é assim que se escreve)….. Aff……. Bj e bom domingão!!! Rose Gasparetto, São Paulo-SP – jun2006

04- Eu particularmente adorei!!! O texto não demonstra qualquer tipo de ofensas aos bons costumes e nem faz nenhuma afronta, o direito da liberdade de expressão é assegurada pela Constituição Federal base de Estado Democrático de Direito, e sempre deve ser respeitada, A CF de 1967, revogada em 5.10.1988, pela atual CF, determinava, no Art. 8º, VIII, d, que a União era competente para prover a censura de diversões públicas, dispositivo complementado pelo Art. 153 (direitos e garantias individuais), § 8º, assim: “É livre a manifestação de pensamento, de convicção política ou filosófica. Entretanto, a atual Carta Magna repeliu tal orientação, estabelecendo no art. 5º, IX (em direitos e deveres individuais e coletivos). – “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”; Vivemos em um país de paz e a ditadura já acabou graças a Deus. Nosso povo precisa de alegria, o texto ao meu ver não passa de um momento de descontração para um povo tão carente de diversão. Em momento algum ofende os bons costumes e quem está contra não entendeu o espírito do texto. Se eles acham que o texto e ofensivos a quem quer que seja, basta fazer uma campanha, coloquem pessoas nas ruas distribuindo panfletos contra o texto. Isto sim é democracia. Não tentar proibir um texto ou livro ou qualquer outro tipo de manifestação contra a cultura. Depois somos chamados de “país sem cultura”. Todos têm direitos a se expressar. E ninguém está sendo obrigado a ler. Existe tanta coisa que atinge a moral e o bom costume, a meu ver, a fome, crianças sendo exploradas sexualmente, mulheres sendo vendidas como mercadorias… Cadê o povo dos bons costumes? Fica aqui minha indignação contra a falta de atividade e democracia dos “falsos moralista”. Márcia Morozoff, Brasília-DF – jun2006

05- Boa, RK, e se precisar de advogado, conte comigo! Abraço. Felipe Barroso, Fortaleza-CE – jun2006

06- Cara que imbecis! Não consigo pensar em nada mais inteligente para falar. Estou boquiaberto!!! Se puder contar com a minha ajuda? Andre De Rose, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

07- Grande Ricardo…(ops!) eu achei simplesmente um petardo de bom humor a Crônica AMPLIANDO O DIÃMETRO. Concordo em gênero, númeor e grau contigo: é um texto bem despretensioso, inocente até! Eu creio que este ‘Movimento Nacional de Biscas e Comadres’ deveriam olhar outras coisas que são bem mais aviltantes e contra a ordem MORAL no país, tais como delegados e deputados que participam de orgias com menores etc… aquele velho discurso político de sempre. -“É a volta das Senhoras de Santana!” rsrsrs… E antes de que tais pessoas se queixem de um material que tem certo percurso para ser encontrado (os diversos links na net e, se impresso, o preço, mesmo que baixo, do jornal), deveriam penalizar as novelas (outro velho discurso…) que apresentam as ditas “cenas de amor” em horáios improprios. Eu até falaria mal das novelinhas adolescentes vespertinas, devido ao seu conteúdo e influência: os galãs mais requisitados e discutidos, geralmente, são os vilões das historinhas! É ou não é uma verdadeira ‘cartilha de desobediência moral’?.. Onde estão as ‘senhoras de snatana’; digo; a ‘Liga Extraordinária pelos Bons Costumes’ nessa hora?.. Vendo a novelinha… ps! Fique tranquilo; até as carolas ortodoxas estão deixando de ser tão ‘conservadoristas’ ! Abraço e ‘fuerza, compadre!’ Alberto de Avyz, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

08- AHAHAHAH, desculpa, mas não dá pra não rir! Começando pelo Movimento Nacional pelos Bons Costumes! Bons costumes de quem? e quem define o que é bom costume? porque “ampliar o círculo” seria um mau costume? Gentinha bronca e desocupada… e que tal a liberdade de expressão? e a tolerância e bom humor, não seriam bons costumes para começar a pôr em prática? sempre achei que as coisas que mais nos irritam são aquelas que são nossas, que não gostamos e vemos reflectidas nos outros. É tão fácil apontar o dedo… ups, eu escrevi “apontar o dedo”, será que vão processar-me também? Caramba, só gente muito prevertida, muito doente mental, poderia alegar o que essa associação alega… “prática promíscua e doentia de sexo entre os jovens”? Isso é discriminação, estão vedando o sexo aos mais velhos! O quê? mais velhos não podem também? Processem o Orkut, oras! Afinal não é o Orkut que incentiva ao alargamento do diâmetro…? Que mais eles vão fazer, promover o teste da farinha? AHAHAHAHAHA! Escuta, eles são brasileiros mesmo??? (sei lá, nem mesmo portugueses fazem coisas tão idiotas assim). Só dá pra rir e ter pena, muita pena. Quem sabe, o riso descontrai, relaxa. Suco de laranja ou de limão logo pela manhã, em jejum, diz que também é bom pra isso. Se não resultar de manhã, que tomem à noite, é garantido. Esse pessoal tem o cu demasiado apertado: a merda não sai e sobe à cabeça, é o que é. Depois andam por aí cagando moralidades e sei lá mais o quê. Deve ser a isso que chamam “movimento”. O movimento intestinal ascendente. Olha que nome bonito! Tou contigo, Rica. Que venga el toro. Olé! BESOS. Susana Mota, Leiria-Portugal – jun2006

09- Hey! Ricardo Hoje por acaso tive um tempinho de tentar lêr…(risos) meus e-mails porque são muitooo… +- 5.000 visitas dias na submirarina http://www.docesvingancas.com , + meus site pessoal que preciso tá atualizando meus blogs,etc… eu particularmente achei sei texto bacana,mas sou muito ignorante no assunto em questão ‘orkut ‘na verdade nunca nem entrei em nenhum,na verdade nem sei como se faz isso?????(*):*& + rs… aliás eu tenho uma webcam + tb n~ sei me adicionar nem no MSN que minha filinha de 8 anos manda muito bem…+ rs… na real acho isso tudo uma grande besteira. Não ligue! risos… o que é isso MNBC??? Infelizmente preciso concordar + uma vez com o sábio Millôr “A humanidade é composta de 90% de idiotas”. Kiki Susário, Atriz,escritora,cantora,dramaturga,empresária, e observadora… Kiki Sudário, Barueri-SP – jun2006

10- Que loucura !!! Será que este MNBC é uma filial do TFP (Tradição, Família e Propriedade)? Que perigo !!! É cada uma que apareçe, hem ? Abs. Vicente Barcellos, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

11- Pô Ricardo, seu texto é tão inocente… Realmente alargar diâmetro é esquisto, os caras ficam dando margem pra cabeça de brasileiro pensar besteira, a gente pensa ! Olha só com tanto tarado mandando sacanagem para os nossos orkuts é até brincadeira achar que a gente alarga o diâmetro das amizades, rá,rá,rá! Guinha Lima, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

12- Ai vai…arriégua! O Macaco Simão é toscácido e ninguem fala… Vai ver que é pq é um assunto profundo demais ou então vc os machucou por dentro.. Ou porque brasileiro gosta msm é da sacanagem encubada, enquanto tá implícito ta tudo certo.. Pq tu tinha que meter o dedo onde não foi chamado? Essa mania que escritor tem de botar as coisa pra fora, acaba não agradando todo mundo e coloca alguns numa posição incômoda… Mas, como vivemos num país democrático vc poderia fazer uma enquete, pra avaliar quem gosta de levar a sério e quem leva com bom humor o que tu escreve. Ihh.. Não, não. Essa história de levar ia dar o que falar também… Besitos. Jéssica Rabbit, Fortaleza-CE – jun2006

13- Amigo, dê uma olhada no assunto “liberdade de expressão”. É uma garantia constitucional importante. Por outro lado rs… vc ñ seria o primeiro a ser condenado por “corromper a juventude”… “acho” que algum filósofo já foi condenado também. Eric Sabóia, Fortaleza-CE – jun2006

14- O brasileiro pisca o olho e lá vem os tentáculos da censura querendo ampliar o diâmetro de sua área de atuação, em nome da moral e dos bons costumes. Vícios de um país que viveu uma ditadura recente, talvez…Coisa de gente que não tem o que fazer, muito provavelmente ! Bom costume é respeitar o outro, bom costume é respeitar a liberdade de expressão. Será que o tal MNBC vai processar o Google também ? Eu participo da comunidade Odeio Gente com Cara de Cú. Imagine !!!! Um jovem desavisado pode entrar numa comunidade dessas e achar que tem cara de cú. Vai se sentir odiado por muitos e daí a resolver ampliar seu diâmetro pra se sentir mais amado, custa pouco… Lá vamos você, eu, o Google, os participantes da comunidade e o jovem de diâmetro ampliado nos encontrar nos corredores da justiça. Francamente !!!! Dá vontade de mandar esse povo dar meia hora de ampliada de diâmetro na feira, não dá não ? Beijão, Ricardo . Mantenha-nos informados, ta ? Thaís Lowen, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

15- Que comedia Ricardo… felicidades. Abilio Ribeiro, Fortaleza-CE – jun2006

16- Achei o conteúdo muito apropriado por ser eu também, um membro do Orktut, muito embora apenas para reencontrar meus antigos colegas de colégio. Mas o que me chamou mesmo a atenção foi o fato de o Senhor fazer alusão a certas expressões utilizadas no Orkut em Português, claramente um erro na tradução do Inglês para a nosso idioma Lusitano, ao mesmo tempo em que o Senhor utiliza-se verdadeiras “pérolas” ortográficas, tais como “coizital”, “quital”, “vareia” e por aí vai… Acho que esse tipo de escrita, embora proposital (espero!), na verdade presta um desserviço à nossa já tão “desaculturada” juventude, público este que, creio eu, seja o seu alvo. Tudo bem que se utilize regionalismos para comunicar uma idéia, mas pelo menos que estes sejam escritos de maneira correta, de modo a não causar confusão na cabeça dos nossos jovens. São textos assim que incentivam a saraivada de barbaridades de que se vê hoje em dia nas provas de redação do vestibular. Verdadeiros absurdos, os quais, inclusive, circulam livremente pela Internet. No mais, parabéns pelo estilo, pelo conteúdo e pelo bom senso de humor. Atenciosamente, Carlson Cabral, Waterloo-Canadá – jun2006

17- Decidi! Também vou entrar pro MNBC: Movimento Ninfômano das Bem Comidas… Jéssica Rabitt, Fortaleza-CE – jun2006

18- Nao gostei,nao. Voce diz que o texto e “inocente, bobo e despretensioso” . Concordo que eh bobo. Inocente nao eh. E sarcastico e ironico, e condescendemente agressivo com os criadores do orkut. Ele tambem nao eh nem um pouco despretensioso. Tem uma pretensao quase infatil (talvez nisso seja “inocente”) de ser engracado…e nao eh. Por que nao eh engracado? Primeiro, porque nao ha nada errado com a sentenca discutida. “Ampliar seu circulo de amigos” eh bastante claro e relevante para a ideia do Orkut (com a palavra “circumferencia” ou sem). Segundo, porque na situacao do escritorio, o diametro de qulaquer coisa nao seria algo que tiraria a atencao de uma reuniao seria…eh “bobo”! Terceiro, porque na farmacia, a coisa fica simplismente vulgar. E vulgar nao eh engracado. Ja, no bar, a coisa descamba mesmo e vira lixo quando a sua “circumferencia” vai pro lado do homossexualismo…e voce continua falando “com” os criadores americanos do Orkut como se tivessem 7 anos, o que revela preconceitos (homossexualismo e anti-US) nada contidos! Argh!!!! Bem, quanto voce ser um “corruptor de menores”, ja isso seria demais. Muito drama pro meu gosto. Nao penso assim. Voce escreveu uma infeliz cronica, e dai? (e essa eh a MINHA opiniao. Tenho certeza de que tem gente que vai curtir). Acho que esse povo da, como eh mesmo, rs…MNBC? Acho que eles deveriam achar algo mais util para fazer… Tamara Santana, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

19- Epa rapaz! Que história é essa de amigas ampliando o diâmetro??? Vamos ampliar nada! 😉 Beijos. Cínthia Azevedo, Fortaleza-CE – jun2006

20- promiscuidade é impedir o livre decurso das idéias, ainda mais quando elas vêm vestidas com o artifício da menipéia, do bom humor. Lembrando Voltaire: “posso não concordar com nada do que você acredita, mas morrerei pelo direito que tens em o professar”. Querer processar alguém por conta de um texto humorístico e paródico mostra o quanto ainda existe miséria intelectual em alguns setores organizados (no caso, essa Sociedade dos Bons Costumes – cujo nome me dá arrepios; tem um quê de Inquisição e Malleus Maleficarum). André de Sena, Campina Grande-PB – jun2006

21- Sinceramente… achei hilário! Que sacada, essa tua, de escrever sobre a frase da página inicial do orkut. Tô bolando de rir até agora. Vou enviar pros meus amigos… tenho certeza q eles vão gostar. Êta, criatividade! Só não entendi em q sentido o artigo desrespeita a “moral” ou os “bons” costumes da juventude. Na sociedade em que vivemos, parece até que os valores já deixaram de existir há muito tempo. Sabe, acho q esse pessoal do Mov. Nac. dos Bons Costumes devia se preocupar com a educação dos filhos deles através do diálogo, construindo valores ao invés de querer banir tudo o que consideram “errado”. Certamente, estão se preocupando com algo que os incomoda, o q denota q seu texto está circulando, chamando a atenção das pessoas… parabéns! Nunca vi uma mosca morta incomodar ninguém; se incomoda é pq está presente, fazendo barulho. Se alegam q “corrompe a juventude”, é sinal q os jovens estão lendo. Boa sorte pra vc! Um abraço bem forte! Xêro! Thaisy Albuquerque, Campina Grande-PB – jun2006

22- Rica, Li o texto, e escrachado, morto de sarcastico, cheio de duplicidades, tipico humor cearense, na malicia. Aquela conversa de botequim, bom pra rir. Os Bons Costumes estao so achando uma causa porque eles nao tinham nada mais importante para esse mes ou para o proximo, ou pro resto do ano. Talvez seja o fim do “movimento”, se eles nao processarem alguem. Ei, vai te dar o maior cartaz, capaz de tu sair na Globo, ou finalmente aquela entrevista com o Jo Soares sai. Ei, mande me dizer, que eu ate instalo a Globo aqui em casa pra assistir. Ja pensou: “escritor cearense processado por escrever cronica maliciosa”. Ai o Brasil inteiro vai morrer de rir da tua cronica, porque ampliar o diametro e malicioso mesmo. Ei, vou me calar antes que os Bons Costumes nao me proibam de entrar de volta no pais. Fui corrompida, mas ninguem amplia o meu diametro. Fabiana Vasconcelos, Boston-EUA – jun2006

23- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Muito bem bolado kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Mas eu acho que a afirmação é coerente sim, acho q o que as pessoas precisam mesmo, é aumentar o diâmetro do círculo, só assim ficam mais de bem com a vida e deixam que os escritores espirituosos e criativos, façam o que bem quiserem com diâmetro do seu círculo… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Gizelle Saraiva, Natal-RN – jun2006

24- Fala sério!!! Chamo isto de falha de interpretação…enfim nada podemos fazer, pois cada um exerga conforme sua míopia…. Será que posso de chamar de Sócrates dos tempos modernos…rs.. Abraços. Sandra Bogarim, Campinas-SP – jun2006

25- Óooooooooooooooooooooooooootima a crônica do orkut, Ricardo… Só quem não gosta é quem tem os diâmetros fechados! Sérgio Beltrão-Lima, Fortaleza-CE – jun2006

26- Li o texto e creio sinceramente que esse movimento sejá lá do quê, não entende abolutamente nada de humor e pior do que isso, não lê o texto dentro de um contexto. Apenas esquartejaram um fragmento dele e crê que a partir daí, pode fazer a leitura de um todo por uma parte. O problema é a falta do hábito de leitura! Ou quem sabe, o problema está relacionado mesmo ao diâmetro de cada um. E por falar nisso, nunva vi um tema tão cheio de tabu quanto esse do diâmetro. Todo mundo acaba se preocupando com o diâmetro alheio, mas muitas vezes ou quase sempre,entre quatro paredes o diâmetro alheio faz o maior sucesso e é tão cobiçado, mesmo por aqueles defensores da moral e dos bons costumes. Bom Ricardo, creio sinceramente que você não deva se importar muito com esse barulho todo, porque pode ter certeza que ninguém precisa incentivar prosmiscuidade para que ela aconteça. Normalmente faz parte da humanidade, basta uma oportunidade. E quanto ao diâmetro, cada um cuide do seu! Porque se o Divino quisesse que o meu ou o teu fossem coletivos, ele daria um só para um grupo de pessoas. Imagina a confusão! Ainda bem que o meu é meu! p.s: Irei usá-lo em sala para mostrar justamente o problema de ler uma parte pelo todo. Abraços Grandes. Daniele Bezerra, Fortaleza-CE – jun2006

27- Ah é?? Então por que estes senhores não encanam com estas propagandas de bebidas alcoólicas, que possuem mulheres gostosas apresentando o produto que, além de incentivarem o uso de álcool, incentivam inclusive ao sexo?? Assim como propagandas de carros, onde há pessoas maravilhosas e ainda mulheres lindas, incentivando o consumismo, sexo, inclusive acidentes automobilísticos. Ninguém enxerga isso. Tem outro lance: liberdade de expressão. Por que vc não pode publicar o que vc pensa ou o que vc sente para o público em geral? Tem tanta gente que fala merda por aí… Se o Caceta e Planeta, por exemplo, que zoa políticos não são sensurados… É aquele esquema: o que dá dinheiro deve ser preservado, ainda que esteja cometendo a maior atrocidade do mundo. Agora, quem somente coloca suas opiniões, apenas as expôe sem fins lucrativos a qualquer empresário bem sucedido, deve ser motivo de censura e até chacota. Ah, me poupem, vá… Não estou defendendo ou atacando ninguém. Só gostaria que houvesse mais sensatez e senso de justiça. E que nego não pensasse tanto em grana, pois essa merda só fode com a vida do ser humano. Só que ninguém percebe. Giovana Milozo, Jaú-SP – jun2006.

28- NADA demais. Nada mesmo!!! Pura frescurite desse povo. Não dar nem pra acreditar! Marcos André Borges, Fortaleza-CE – jun2006

29- Pô! Estapafúrdio mesmo é se um jornal como O Povo , sempre adiante da mesmice ceareba -falo isso porque sou cabeça-chata e vivi em Fortaleza até os meus 33 anos-, der ouvidos a reclamos mal-humorados, de gente hermeticamente fechada para a capacidade de alguns poucos de sacar as mazelas do cotidiano e delas fazer algo legal. Assim, meu caro, pode contar com meu apoio -tô aqui para para escancarar a boca do seu diâmetro social na luta contra a caretice, no bom sentido, claro. hehehe! Sandro Novais, Santiago de Compostela-Espanha – jun2006

30- Inocente não é, mas corruptor da juventude rsssss… afffff…. primeiro a gente teria que verificar se a juventude anda entendendo bem as sutilezas e interpretações de um texto… do jeito que anda a educação neste país, isso é coisa que duvido muito que muitos façam com maestria. Um abraço pra vc. Ana Cristina Souto, Fortaleza-CE – jun2006

31- parece mesmo que o MNBC conseguiu o que mto provavelmente queria, heim ? circulou o nome deles… No dia que alguém na face da terra ou quiçá em outros pontos dela, precisar de incentivo para a prática de sexo – prosmícua e doentia fica por conta do fregues, podemos crer que o mundo está de fato perdido. KKKK Sobre o texto: para mim ele não é inocente, não é bobo e tampouco despretensioso. Cheio de malícias, provoca boas gargalhadas; esperto, sugere duplo sentido por isso mesmo , excitante e… ainda posso inferir, traz a pretensão de pensarmos o tanto que nos passam despercebidas as várias influencias gringolescas a que estamos sujeitos. Quer saber Ricardo? mal humor é doença provocada pela falta de prazer… se eles estão doentes… sola. Obrigada por seus escritos. Um beijo. Suely Andrade, Brasília-DF – jun2006

32- Grande Kelmer! Tenho recebido sempre suas colunas por e-mail e, no mais doce linguajar, estão simplesmente do caralho! Aproveitei e dei uma lida também nas colunas do jornal “O Povo” e achei por ali várias preciosidades. Marcelo Gavini, São Paulo-SP – jun2006

33- oi, kelmer voce é tudo de bom, criativo, inteligente, escreve super bem e tal e coisa. Adorei. tudo de bom pra voce. um super abraço. Glaucia Costa, Fortaleza-CE – jun2006

34- Boa, Kelmer! Uma bufada risonha a cada parágrafo… Boa sorte ao ampliar o seu diâmetro, ainda bem que o orkut é uma comunidade que conecta pessoas através de uma rede de amigos confiáveis, assim a ampliação do “negócio aí” fica na medida, como o ministério da saúde propaga! ô, putaria! Abração! Jefferson Peixoto, Fortaleza-CE – jun2006

35- MAIS UMA VEZ ME RENDO A SUA RETÓRICA! PALMAS , MUITAS PALMAS… MARAVILHOSO ESSE TEXTO!rsrsrs MANDE SEMPRE, É SEMPRE UM GRANDE PRAZER LER TEXTOS TÃO INTELIGENTES! BEIJOS. Wânia Alvarez, São Paulo-SP – jun2006

36- Explícita è explícita, não dá pra negar que o assunto foi “bunda” do começo ao fim. Acho que a inocência do texto é vista dependendo do grau de importância que se dá ao argumento. Claro que quem faz parte de um movimento como esse só pode pensar muito diferente de você, de mim e da maioria das pessoas que conhecemos, mas tem muita gente convicta que isso è imoral, que não se deve escrever pois “DETURPA PERSONALIDADE DOS JOVENS” e que perde o próprio tempo em escrever pro jornal e em tentar processar você por ter escrito um texto superatual. È uma crônica leve, com uma mensagem legal (pra mim a moral è que brasileiro dá muita importância a futebol, carnaval e bunda) e verdadeira. Não queria baixar o nível mas diante de uma frescura dessas acho que uma resposta assim seria uma boa mensagem pra eles cuidarem do cu deles que a gente cuida dos nossos!!! Beijos da Isa. Isabella Furtado, Modena-Itália – jun2006

37- Ola amigo!!! Gente famosa é outra coisa…. incomodando o pessoal do MNBC hein?? Li a crônica e achei muuuuuito boa, esse movimento deve ser formado por senhores do século 19, no mínimo. beijos. Ticiana Vidal, Fortaleza-CE – jun2006

38- Kelmer, para usar a linguagem futebolística tão usual no nosso dia a dia acho que temos que colocar nosso time no ataque. Devemos processar este tal movimento (do qual acho que ninguém nunca ouviu falar) por calunia e difamação. Este tipo de reação imbecil é que abre espaço pra volta da censura. Se não gostou do artigo no começo da leitura, não continue. Se achou o programa ofensivo, mude de canal. Só a autogestão da sociedade pode controlar esta questão. No mais, é bola pra frente. Grande abraço. PS: Realmente este negócio de alargar o diâmetro, não sei não… Mauro Gurgel, Fortaleza-CE – jun2006

39- Isso é quando a ficção teima em ser realidade. Aproveite para colher o burlesco dessa conduta moralista movida pela culpa. Não é só na intenet que se encontra sexo. Há padres pedólifos também. André Rola (Bk), Rio de Janeiro-RJ – jun2006

40- O texto é ótimo, tem humor e muita classe. Ainda bem que incomodou. Não existe escritor que se preze sem uma TFPzinha que o deteste. Portanto, parabéns. Agora vc é odiado por um movimento nacional de pessoas que não peidam de mansinho, não arrotam nem comendo piqui e nem deixam aparecer os cabelos dos suvacos e das orelhas. Que chique! Deixa processar. Um bom processo dá mídia e ajuda a vender livros. Torna vc um processado nacional. No mais a lei de imprensa lhe é favorável e depois dá uma ótima indenização. Precisando dos meus serviços advocatícios pode contar. Até pensei que deveríamos fazer uma contra notificação extrajudicial. Vamos Brigar juntos???? Só de falar já fico animada.KKKKKK bjs. Marcia Sucupira, Fortaleza-CE – jun2006

41- Tem gente que não tem mesmo coisa melhor para fazer que ficar atrapalhando quem faz bem! Conte comigo! Bj e boa semana! Liége Xavier, Fortaleza-CE – jun2006

42- Ri, li o texto, realmente não tem nada a ver” o cú com as calças”rsrsr Mas enfim, talvez tenha incomodado a analogia feita entre a proposta do orkut e sexo feita no texto. kiss. Karine Marques, Fortaleza-CE – jun2006

43- Isso só pode ser mentira da fonte onde você obteve essa informação, ou então pode ser brincadeira de sua parte. Se não for nem uma coisa nem outra, acredito que seja um fenômeno paranormal dentro da liberdade de imprensa, assegurada pela Constituição. Nada como uma paranormalidade desse porte para promover a leitura da boa literatura produzida no Brasil, ampliando o diâmetro de leitores. Valeu, MNBC! Alessandro Lima, São Caetano do Sul-SP – jun2006

44- Sinceramente também fiquei “passé composé” de bolinhas!!!!!!!!! Olha será que esse povo do tal de MNBC não tem mais o que fazer não?? Será que eles ou elas não tem um tanque de roupa prá lavar, um jogo de futebol prá assistir (afinal é Copa)? Será que em nome dos bons costumes eles escreveram também pro Lula?? Escreveram para os políticos envolvidos nesse monte de safazeda que aconteceu/acontece lá no Planalto?? Será?? Será??? Tou que nem o cara da propaganda, mas será?? Esses costumes planaltinos é que tinham de ser questionados, isso sim e não o fato do sujeiro alargar, ou melhor ampliar seu círculo, ou o das outras ou outros (toda a forma de amor vale a pena) seja lá qual círculo seja virtual ou real. Sabe, sinceramente ando muito de saco (virtual) cheio, de gente sem-noção, que não tem o que fazer e se preocupa com besteiras, bobagens, é triste sabia?? Bem tá aí minha opinião, e o que vc deve fazer, sinceramente??? Cavalo da parada de sete de setembro. Saca?? Cagando, andando e sendo aplaudido. Beijos, Teresa P.S. Pode publicar, não quis me extender muito prá não ocupar muito espaço mas dei meu recado. Teresa Gavinho, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

45- Ai, Ricardo..rsrsrs…Só você mesmo…Realmente você está certo, tanto que porque você acha que o Brasil é o país que mais tem membros e comunidades no Orkut?? Justamente por causa dessa frase de “abertura….do Orkut”, daí o povo brasileiro que já não gosta de uma sacanagem nem é visto por aí como o país das ‘belas bundas’ se sentiu à vontade para criar perfis e comunidades de apologia ao sexo como se já não bastasse a televisão e a internet por si só!! Porque esse tal de MNBC não faz alguma coisa a respeito disso e proíbe terminantemente qualquer tipo de apologia ao sexo no Orkut ao invés de querer censurar sua crônica?? Fala sério…. Um abraço pra você querido. Wheena Lourinho, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

46- Ricardo, querido mano e companheiro de busca, Na atmosfera modornenta e asfixiante deste mundinho de todo dia, você significa o ar puro e benfazejo da liberdade e da criatividade amorosa e gostosa que sacode o torpor e nos convida à vida. Não desanime com estes ruídos dissonantes do farisaísmo provinciano, cujos olhos do coração só vêem porcaria e projetam em você as sujeiras das quais não conseguem libertar-se. Uma pessoa livre e libertadora como você incomoda muito. Conte comigo como testemunha do bem que você faz e do direito que todos têm à beleza e à liberdade que sempre caracterizam todos os seus textos e, tenho certeza, toda a sua vida. Fique firme e tenha certeza de não estar sozinho. Estamos juntos nessa. Um abração do mano Marcelo Barros (monge beneditino, teólogo e autor de 30 livros) Obs: Se precisar de qualquer coisa que eu possa fazer para concretizar esta solidariedade, é só dizer. Marcelo Barros, Goiás Velho-GO – jun2006

47- Acredito que a questão conceitual do problema em foco, talvez passe insignificante aos olhos do tal movimento, pois bem, existem pessoas e pessoas, cada um entende como quer colocar seu diâmetro a mercê do tempo, he, rs, mas apelar, tá ai, uma coisa interessante. Será mesmo que estão preocupados em resolver a questão ou somente encontraram álguem para ter com quem se preocupar? Liberdade de expressão é uma utopia, sinceramente, mas somente corajosos conseguem expor seus verdadeiros sentimentos e cá entre nós, a sua observação acaba por ser uma curiosidade. Será que se você usasse o termo “adentrar no ciclo social” também seria tido como vulgar?! Vamos lá, tá na hora deste pessoal rever seus conceitos. Continue com suas observações… Abraços. Caroline C. B., Cuiabá-MT – jun2006

48- Ricardo, seu texto está ótimo, inteligente, como sempre, e isto incomoda. O povo do MNBC precisa é aumentar o diametro deles! Beijao, Ana Wizauer, Michigan-EUA – jun2006

49- Ricardo, não acredito q esse lance de processo é verdade. surreal…. abs. Patrícia Rabelo, Fortaleza-CE – jun2006

50- Já li você, antes que censurassem… Ridículos esses obscurantistas! Era só uqui faltava a essa altura do século 21… Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

51- Oi meu querido,li a crônica,e tô tão passada quanto a ti.Li no dia que saiu,pois costumo ler todos os dias,axo uma grade injustiça que por sinal adorei, o texto. Axo que esse pessoal além de ter que ampliar seu senso de humor,deveriam se ocupar com coisas mais construtivas ao invéz de tentar atrapalhar pessoas que gastam seu precioso tempo a tentar alargar suas mentes imundas,pois só perceberam o que quiseram perceber.Não te preocupes,tu te sais dessa na BOA!!!!Muitos bejinhos de saudades tua amiga de sempre. PS: Te adimiro muito profissionalmente,e gosto imenso de ti como amigo,sinto orgulho de quem és e do que fazes,deveria existir milhões de RICARDO KELMER infelizmente só temos a ti,obrigado porque existes. Silvana Reis, Lisboa-Portugal – jun2006

52- to em amsterdam e adorei o texto concordo plenamente que esses gringos nao sacam nada com nada. E e um absurdo esse negocio de processo esse povo ta doido. Paula Costa, Amsterdan-Holanda – jun2006

53- Bicho, dukaralho seu texto, e bem sacada a coisa da expressao… Acho que você está de parabens. Nao pense em processar esse pessoal, pq eles nao sabem, mas estão te projetando pro estrelato. Em breve, se vc continuar nao sendo um bom moço, donzelo, quem sabe você ja pode ser visto ao lado daquela gostosinha da Luiza Mel no TV Fama, ou fazendo parte daquela rodinha do quadro do Marcio Garcia “Bonitas e perigosas”, onde vc vai ficar rodeado de mulheres lindas te perguntando um monte de coisas que elas mesmas nao compreendem bem. Eugênio Hertz, Campina Grande-PB – jun2006

54- Apesar de se ouvir muita besteira por aí e nem por isso jah ouvi falar dessa porcaria de movimento nao sei das quantas de “bons costumes” que para mim é gente doida para quebrar regras, mas nao podem e assim infernizam a vida dos outros…devo adimitir que só depois de ler sua cronica é que maldei a frase do Orkut. Mesmo assim nao há motivo nenhum para um processo. Que tal processar o jah infelizmente morto ( Bussunda), por dizer um rede nacional e em horário nobre que o seringueiro vive no mato ” tirando leite do pau”, que logicamente a frase é altamente maldosa. Por que eles nao experimentam processar a Globo por isso tb?” Abraço. Beto Ferreira, Fortaleza-CE – jun2006

55- adorei sua crônica “Ampliando o diâmetro”. Só não sei o que os membros dessa tal de MNBC têem na cabeça. Com tanta gente prá processar, pq foram invocar com vc? Pq não processam os políticos e advogados corruptos que atentam contra o pudor da Nação inteira sempre que resolvem abrir a boca? Creio que devem estar equivocados com o sentido dessa frase: atentar ao pudor. Somos agredidos todos os dias e ninguém faz nada, mas foram com vc, que resolveram mexer…rs Adorei a crônica, ok? Beijos. Vanessa de Assis, Uberlândia-MG – jun2006

56- Ah, Kara, falassério…!!! Cê tá de sacanagem com a gente??!!! Será mesmo verdade que o tal Comitê (ou Diretório, Movimento ou o que diabos seja!) tá empombando com você por causa dessa crônica??!!!? Deve ser realmente muita falta do que fazer… Aqui do Recife, pelo meu lado, continuo louvando e celebrando (e invejando, confesso) o seu jeito fluido de escrever, a sua criatividade e sua lucidez. Sem ser ácido ou cáustico você faz excelentes críticas a um bando de coisas que precisam mesmo ser criticadas. Fica firme aí! E não dá bola pros desocupados. Paz e Luz! E que os astros lhe sejam favoráveis! Haroldo Barros, Recife-PE – jun2006

57- mas por quê censurar um texto tão pedagogico? as pessoas tem que se atualizar !alias , mesmo que se tratasse daquele outro diametro…qual é o problema? alias , quem ainda não tentou alarga-lo? mas como vc disse…cada um com o seu. Michele Diamanti, Taranto-Itália – jun2006

58- ainda estou sem saber se rio ou choro diante da hipótese de censura.Por favor, me diga que é brincadeira! Bem , por via das dúvidas, talvez vc devesse escrever um texto para as gentis senhoras que se sentiram tão ofendidas.Algo que falasse sobre a dificuldade que elas estão encontrando em ampliar os diametros dos próprios círculos. Sim, pois como psicóloga , posso dizer que essa dificuldade em aceitar que os outros ampliem seus círculos pode vir de um desejo inconsciente que seus próprios círculos sejam ampliados…Resumindo, se elas ampliassem seus círculos com mais frequencia, com certeza descobririam que a idéia é ótima, e teriam menos tempo para se preocupar com o círculo dos outros. Enfim,enquanto isso não acontece, só podemos seguir com nossas vidas…rs…rs… Adrei seu texto! Abraço. Daniela Bernardes da Silva, SP – jun2006

59- ESSAS PESSOAS NÃO CONHECE O SEU TRABALHO E TAMBÉM NÃO TEM O QUE FAZER. LEMBRE-SE, TODOS QUE SÃO ILUMINADOS PASSAM POR PROVAÇÕES, TALVEZ VOCÊ TERÁ QUE PASSAR POR ESSA. ADORO SEU TRABALHO E O ADMIRO MUITO, MAS UM DIA ESCREVI PRA VOCÊ FALANDO QUE TINHA TIDO PROBLEMAS COM O ORKUT. QUE DEUS TE ABENÇOE! MUITA PAZ! Cacilda Luna, Fortaleza-CE – jun2006

60- Ricardo,meu Kelmer… São 4 da madrugada.Fui dormir às 18:30 e ainda estou q nem zumbi, no horário europeu.Será q li certo? Alguém realmente se ofendeu com esse texto? Ou ainda estou abestada demais pra enteder a “profundidade” do círculo? Só me resta rir,né? Que é o q geralmente faço qd leio vc (por outros motivos, claro). E eles não têm idéia do q vc é capaz!!!!!!!!Se ofenderam com ISSO?????? Que o Todo Poderoso os proteja se VC se irritar com eles!!!!!! Hehehe.Confesso q quero mais é ver esse circo pegar fogo, e ficar aqui, às gargalhadas. Beijos na madrugada. Mônica BurkleWard, Alemanha – jun2006

61- Muito engraçada!!! Sério, não paro de rir…todo mundo aqui em casa deve achar que eu fiquei (ainda mais) maluca! Mari, Porto Alegre-RS – jun2006

62- Diga aí Kelmer? Li o texto. Tem o duplo sentido óbvio, mas com muito bom humor, além, é claro, de reclamar dos termos usados no Orkut, que não tem a ver com a nossa brasilidade. No mais, a sacanagem que tem ali não é maior do que aparece no Casseta e Planeta, todas as terças feiras em ampla rede nacional de televisão. Se é pelo humor, alguns são mal-humorados, outros não acham graça nenhuma, mas não querer que a piada, o chiste, circule, isso é trágico. Abraço. Ronald de Paula, Fortaleza-CE – jun2006

63- Esplêndida! Só podia ser o Ricardo… Mariana Melo, Maceió-AL – jun2006

64- Kelmer! Que brincadeira gostosa o teu texto! Divertido, sem grandes pretensões, mas atingindo em cheio, as mil pretensões! Parabéns! Que o círculo se abra, os raios e diâmetros! Jayme Akstein, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

65- Ô, querido, não se preocupe se dizem que você é um corruptor da juventude… Até os meigos Monteiro Lobato e Mark Twain também foram assim rotulados e proibidos. Pra não falar em Sócrates, que teve que beber cicuta. Não se preocupe, você está em ótima companhia. Só não aceite nada que te dêem para beber, ok? Um grande beijo, e por favor, continue escrevendo e ampliando nossos horizontes. Quanto ao diâmetro do cérebro dos respeitáveis senhores e senhoras que te processam, não tente ampliar. A não ser que você já tenha aprendido a fazer milagres… Bandruir, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

66- Oi, Ricardo. Fala sério!!! Esses caras não tem mais o que fazer do que se preocupar com o diâmetro social dos outros? O texto é leve, engraçado, bem a tua cara. Bjks. Sandra Ribella, Limeira-SP – jul2006

67- Acbo de ler duas crônicas suas.A tal do Ampliando o diâmetro e outra que vc sai pelo mundo com Jessi. Adorei. Apenas isso,porque vc tem um senso de humor gostoso e que ainda sim nos faz pensar um pouco mais no que está escrito ali. Eu tenho horror a qualquer dimensão da “moral e bons costumes”…são fanáticos e viram assassinos por qualquer motivo.Quero a vida mais leve e mais solta.Quero levar dela o que ela puder me dar e de forma tranquila,com humor e muito amor.Ah…e sexo tb…óbvio! Qto ao orkut…eu sou das primeiras,lá em fevereiro de 2002 ,qdo o Tio Sam ainda era a grande maioria daquele círculo que tem seu diametro aumentado diariamente.E várias teorias da conspiração depois,ainda estou lá,fazendo contatos com amigos,novos,antigos,especiais,comuns,que sinto falta,ou que lembro vagamente…E gosto muito disso. Quisera eu viver em um mundo onde as pessoas não precisassem cuidar das consciências umas das outras e cada uma soubesse exatamente o que fazer de sua vida,das coisas que escreve,das coisas que lê e ,com toda propriedade,do diâmetro de seu círculo… beijos e boa cruzada anti moralismo pelas estradas do mundo… Simone Santos, Rio de Janeiro-RJ – jul2006

68- Caro Ricardo, Não sei se estou ficando velho, ou talvez, mais exigente (puritano never).Entretanto não ví a menor graça nos seus últimos textos.Muita divagação acerca de uma inutilidade (o diametro sei lá de que…), palavras chulas…Situações me pessoais.Meu caro amigo, escreva para todos, seja leve, espotâneo e divertido.Você tem potencial!Nossas crenças e bandeiras interessam mais na mesa de um bar. Acredito em você. Do amigo. Eduardo Macedo, Recife-PE – jul2006

69- Ampliando seu diâmetro….rsrsrsrs.. Eu já li milhões de vezes no orkut na apresntação… e nada e nada e nem ninguém prá nos dizer algo…e lá está: amplie seu diâmetro!!!…seu círculo!!!…eheheheh precisou o Kelmer…nos mostrar essência profunda em como definitivamente podemos ampliar nossos diâmetros… Morri de rir… Inêz Dias, São Paulo-SP – out2006

70- olha só, seus comentarios sobre a apresentação do orkut, teve resultados: “O Orkut é uma comunidade on-line que conecta pessoas através de uma rede de amigos confiáveis. Proporcionamos um ponto de encontro on-line com um ambiente de confraternização, onde é possível fazer novos amigos e conhecer pessoas que têm os mesmos interesses. Participe do orkut para estabelecer seu círculo social e se conectar a ele.” kkkkkk graças a vc não corremos mais o risco de ampliar nosso diâmetro … social gde bj. Angélica Santos, Osasco-SP – abr2007


Observatório 08.03.09

08/03/2009

Ricardo Kelmer 2009

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O QUE A PAIXÃO NÃO FAZ

danielamercury,camillepaglia01Que grande chance de ficar calada perdeu a escritora feminista estadunidense Camille Paglia. Numa recente entrevista pra revista Veja, Camille revelou estar desapontada com a música pop e especialmente com Madonna. Até aí tudo bem. O negócio pegou quando Camille passou a descarregar um caminhão de confetes sobre a cantora Daniela Mercury:

“Ela é a Madonna brasileira. Faz música pop mas possui outra dimensão incrível que Madonna não tem: um grande conhecimento sobre folclore, sobre os grupos étnicos brasileiros e sobre a história da Bahia”.

Grande conhecimento sobre folclore e grupos étnicos? A Daniela Mercury? Putz… Será que precisou vir uma intelectual lá dos Estados Unidos nos mostrar, a nós ignorantes brasileiros, quem realmente é Daniela Mercury?

Não, claro que não. Mas vamos relevar, por favor. Camille se apaixonou pelo tempero da baiana e, você sabe, a paixão nos faz ver coisas que não existem. Não sei se Daniela retribuiu os confetes da gringa empolgada mas uma coisa eu sei: é bom ela fazer urgentemente um intensivão sobre etnografia e folclore brasileiro antes que algum repórter mais curioso invente de querer comprovar a tese de Camille.

Depois dessa o precedente tá aberto pro Noam Chonski publicar um ensaio apaixonado sobre a Tati Quebra-Barraco. É, dona Orestina, é o fim do mundo.

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A DISCUSSÃO TÁ ACESA

cacomaconha2A revista Época, edição 561, de 16fev2009, teve como matéria de capa a reportagem Maconha – Por que é preciso debater a legalização do uso da droga. A matéria, assinada por Ruth de Aquino, que é diretora da sucursal da revista no Rio de Janeiro, tem como imediata inspiração o atual movimento de um grupo de pessoas que defende a legalização do consumo pessoal de maconha.

Até aí nada demais. A maconha sempre teve seus defensores, principalmente entre artistas, estudantes e hippies. A novidade é que o tal grupo que inspirou a matéria é formado por políticos, intelectuais e especialistas de vários países, entre eles ex-presidentes como Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, Cesar Gaviria, da Colômbia, e Ernesto Zedillo, do México. Pra eles, a sociedade tem mais a perder que ganhar com a proibição do consumo da erva. Ou seja: a bandeira da legalização agora é empunhada por gente chique de gravata, diploma e respeito internacional. A maconha agora deve estar se sentindo a rainha da bocada, ops, da cocada.

Mais cedo ou mais tarde isso teria mesmo que acontecer. Na verdade até que demorou muito pois é indiscutível que falhou estrondosamente a atual política de repressão dos governos em relação à questão da droga. Tudo o que se conseguiu foram bilhões de dinheiro gastos à toa, milhões de mortes e o fortalecimento do crime organizado. A tal guerra às drogas é uma guerra perdida desde o início pelo simples fato de que é impossível vencer algo que é natural à espécie humana: o anseio por estados especiais de consciência.

Sejamos realistas: as pessoas DESEJAM alterar o funcionamento cotidiano da mente, seja com álcool, nicotina, THC, cocaína, ecstasy, LSD, lança-perfume ou remédios. Elas querem, sempre quiseram e continuarão querendo usar drogas, sejam legais ou ilegais. E elas usarão, nem que precisem se envolver com o tráfico e arriscar serem presas.

Diante disso, a atitude mais sensata da sociedade seria trocar a política de guerra às drogas pela política de redução de danos, onde admite-se que os consumidores sempre existirão e que, assim sendo, o melhor não é prendê-los mas ajudá-los a lidar com a droga da melhor forma possível. Tentar proibir as pessoas de usarem drogas funciona tanto quanto tentar acabar com a aids proibindo o sexo.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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>> Mais sobre este tema: Rio Droga de Janeiro – Série de 3 artigos sobre a questão da legalização das drogas

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