As Preciosas do Kelmer – mar2013

28/03/2013

Ricardo Kelmer 2013

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AsPreciosasDoKelmer201303-1.
Criei uma revistinha no Facebook. Ela se chama As Preciosas do Kelmer e é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso.

Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201303-1AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#6, mar2013

Imagem da capa: Chacrinha e suas chacretes. Do tempo em que as mulheres gostavam de ser carnudas. Ô saudade.

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ElaNuaEmNYEricaSimone-21a.

>>> NUA EM NOVA YORK

Fotógrafa francesa Erica Simone clica a si mesma no cotidiano da Big Apple sem nenhuma roupa. > Matéria da revista Trip

Uma mulher nua e de salto alto olhando as vitrines das lojas. O consumismo pelo avesso. O fetiche feminino pelas compras, o fetiche masculino de vê-las nuas. No reflexo da vitrine, a contradição de uma sociedade que paga caro para se vestir mas que gosta mesmo é de tirar a roupa. (RK) > Fotos da exposição no site oficial de Erica Simone

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>>> LIVRANDO A SEMANA (52)

LIVRO052-AdulterioParaIniciantes> ADULTÉRIO PARA INICIANTES (Sarah Duncan) Editora Record

Neste livro a inglesa Sarah Duncan faz uma divertida análise do sonho do matrimônio. Com diálogos afiados e muita ironia, ela acompanha as aventuras extraconjugais de Isabel e mostra as dificuldades de ser esposa e mãe neste início de século. > Adquira este livro na livraria Arte Paubrasil

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ESCAPADINHA REAL (dica de filme)

O AMANTE DA RAINHA (2012): o adultério que ajudou a salvar um país. Longa dinamarquês indicado ao Oscar retrata história real da monarquia no século 18. > Saiba mais

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>>> NO DIA DA MULHER, MUITAS LUAS PARA ELA

RK201111-101bSim, o feminino tem muitas luas, é menina e é mulher, é santa e é prostituta. Às vezes se expressa na mulher carente e vingativa, noutro dia na garota fútil no shopping center, depois na mulher guerreira ou na velha sábia. O feminino não é. O feminino são. (RK)

> Poemas e músicas do feminino kelmérico

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>>> PASTORA GLOBELEZA

Edir Macedo, o gigolô de Cristo, anuncia: tem carne nova na casa. É a ex-globeleza Valéria Valenssa que, após perder o emprego para uma mulata mais jovem e tentar retomar o posto a todo custo, fez o que muitos artistas decadentes fazem: viu na religião um ótimo refúgio mercadológico. Valéria entrou pra Igreja Universal e já faz até pregação. Agora é aguardar o DVD de estreia. Estaremos diante de uma nova profissão, a de pastora globeleza? (RK) > Saiba mais, veja vídeo

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>>> LIVRANDO A SEMANA (53)

LIVRO053-ComAmor,JanisJoplinCOM AMOR, JANIS JOPLIN (Laura Joplin) Editora Madras

Janis Joplin nasceu em 1943, na cidade de Port Arthur, Texas, nos Estados Unidos, e morreu em 1970, aos 27 anos, por overdose de heroína. Com voz marcante, interpretações cheias de vigor e atitude rebelde, fez enorme sucesso como cantora de blues e imortalizou seu nome como um dos maiores expoentes desse gênero musical.

Escrito por sua irmã mais nova, este livro é uma carinhosa mas realista biografia de Janis, mostrando sua infância e adolescência na pequena e interiorana Austin, a mudança para a California, os bastidores das turnês e a vida na estrada entre shows e entrevistas. O livro traz várias cartas trocadas entre as duas irmãs e fotos de família. Mesmo sendo da família, a autora não poupa Janis e aponta seus erros e acertos como ser humano.

> Adquira este livro na livraria Arte Paubrasil

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>>> A PRAGA DA DESINFORMAÇÃO

Muita gente (inclusive meus amigos, argh!) tem o péssimo hábito de repassar informações sem ter certeza de sua veracidade. Essas pessoas, mesmo bem intencionadas, estão contribuindo pra aumentar o nível de desinformação geral, que já é grande. Deve haver um lugar no Hades pra esse tipo de gente, tem que haver…

E textos com falsa autoria? Putz, que horror. Sendo escritor, isso me causa calafrios. Mas o que esperar de uma população que não lê livros? O que esperar de pessoas que não sabem diferenciar o estilo literário de Luis Fernando Veríssimo do estilo literário de Luciana Gimenez?

A essas pessoas, e a todos, recomendo o site E-farsas. Referência desde 2002 na pesquisa sobre as farsas que circulam pela internet, é mantido por Gilmar Lopes. Parabéns, Gilmar! (RK)

Acesse: e-farsas.com

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>>> O PASTOR-DEPUTADO RAIVOSO E A DEFESA DA DEMOCRACIA

ReligiaoMarcoFeliciano-1O deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) é uma das maiores aberrações políticas da história do Brasil. Homofóbico e racista declarado, ele usa de discursos raivosos em suas pregações para atacar não apenas homossexuais mas também adeptos de outras religiões. Apesar dessas notórias contraindicações, ele é o atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara, fato que mostra perfeitamente o quanto nossos parlamentares se preocupam com a ética da casa. Isso causou comoção em diversos setores da sociedade e mereceu críticas até mesmo de grupos evangélicos.

Pela Constituição, o Brasil é um Estado laico. Porém, na verdade, somos um país em processo de laicização pois a religião ainda está erroneamente presente de forma oficial em diversos aspectos da cena institucional, como o atestam crucifixos em gabinetes, ensino religioso em escolas públicas, privilégios da igreja Católica… E o que dizer da referência a Deus nas cédulas? Pensando bem, tem tudo a ver pois religião e dinheiro costumam falar a mesmíssima língua.

Se você defende a democracia, mesmo que você seja religioso, deve posicionar-se contra aberrações como a que representa o pastor-deputado Marco Feliciano na presidência do CDH. E deve também estar sepre atento para defender o Estado laico pois ele é a única garantia democrática que os direitos de todos os credos serão igualmente respeitados, inclusive o não-credo.

O fanatismo religioso, que a aberração Marco Feliciano tão bem representa, é um sério perigo para a democracia. Veja, por exemplo, este vídeo de uma de suas raivosas pregações. Qualquer semelhança com a histeria que tomou conta da Alemanha nazista, e que deu na garnde tragédia que deu, não é mera coincidência. (RK)

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CASA PRÓPRIA DE JESUS TEM PODER

“Realize, em nome de Jesus, o sonho da casa própria. Com apenas R$ 300 por mês você adquire um consórcio que dará uma carta de crédito de R$ 30 mil.” Era com essa frase que o deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) encerrava, até bem pouco tempo atrás, seu programa de pregações na TV.

A empresa GMF Consórcios, que Marco Feliciano criou em 2007 com mais três pastores, não consta na declaração de bens que ele apresentou à Justiça Eleitoral em 2010, assim como também não consta outra empresa sua, a Cinese – Centro de Inteligência Espiritual, um curso preparatório para concursos.

Além de sonegar imposto de renda, o pastor-deputado raivoso emprega amigos pastores em seu gabinete com salários de até R$ 7 mil. Eles devem ter o dom espiritual da invisibilidade pois ninguém os vê por lá.

Não precisamos de religião – precisamos é de valores morais. Um líder religioso que prega a intolerância sexual e o preconceito racial, sonega impostos e emprega funcionários fantasmas não é o melhor nome para presidir uma Comissão de Direitos Humanos e Minorias. (RK) > Saiba mais

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EVANGÉLICOS MIRAM COMISSÕES QUE TÊM PODER DE BARRAR TEMAS SENSÍVEIS À IGREJA

Para os religiosos fanáticos, os dogmas de sua religião são mais importantes que qualquer outra coisa. Por esse motivo, o Estado deve ser laico, para que nenhuma religião tenha mais privilégios que outra e também para que os temas religiosos não interfiram nas questões do dia a dia da esfera pública. Se você é a favor do Estado laico, ajude a divulgar essas intromissões indevidas da religião no cotidiano dos cidadãos. > Saiba mais

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VEREADORES QUEREM LIVRAR ENTORNO DOS TEMPLOS RELIGIOSOS DE MULTAS DE TRÂNSITO

Mais um exemplo do quanto as religiões se acham no direito de ter privilégios absurdos (mais do que já possuem). Se depender de dois vereadores de Fortaleza, Leonelzinho Alencar (PTdoB) e Elpídio Nogueira (PSB), os fieis das igrejas poderão estacionar livremente seus carros no entorno dos templos nos dias úteis a partir das 19h e nos fins de semana a partir das 17h30. Jesus, sempre generoso, pagaria a multa.

As igrejas já são isentas de vários impostos (imposto de renda, IPTU e IPVA, por exemplo). Como a movimentação financeira das igrejas não é monitorada pela Receita Federal, elas são tranquilamente usadas para lavagem de dinheiro. Atualmente há vários projetos ampliando esses privilégios e esse de Fortaleza é mais um.

Se você é a favor do Estado laico, ajude a divulgar essas intromissões indevidas da religião no cotidiano dos cidadãos e seus privilégios absurdos. > Saiba mais

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LIVRANDO A SEMANA (54)

LIVRO054-ONomeDaRosaO NOME DA ROSA (Umberto Eco) Record

Ficção de estreia de um dos mais respeitados teóricos da semiótica, “O Nome da Rosa” transformou-se em prodígio editorial logo após seu lançamento, em 1980. Tamanho sucesso não parecia provável para um romance cuja trama se desenrola em um mosteiro italiano na última semana de novembro de 1327. Ali, em meio a intensos debates religiosos, o frade franciscano inglês Guilherme de Baskerville e seu jovem auxiliar, Adso, envolvem-se na investigação das insólitas mortes de sete monges, em sete dias e sete noites. Os crimes se irradiam a partir da biblioteca do mosteiro – a maior biblioteca do mundo cristão, cuja riqueza ajuda a explicar o título do romance: “o nome da rosa” era uma expressão usada na Idade Média para denotar o infinito poder das palavras.

Narrado com a astúcia e a graça de quem apreciou (e explicou) como poucos as artes do romance policial, “O Nome da Rosa” encena discussões de grandes temas da filosofia europeia, num contexto que faz desses debates um ingrediente a mais da ficção. O livro de Eco é ainda uma defesa da comédia – a expressão do homem livre, capaz de resistir com ironia ao peso de homens e livros. (vestibular.uol.com.br)

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LIVRANDO A SEMANA (55)

LIVRO055-FactotumFACTOTUM (Charles Bukowksi) L&PM

Em Factótum, segundo romance de Charles Bukowski, publicado em 1975, encontramos mais uma vez Henry Chinaski, alter ego do autor, protagonista de vários dos seus livros e um dos mais célebres anti-heróis da literatura americana. Durante a Segunda Guerra Mundial, o “loser” Henry (que reaparece mais tarde em Misto-quente) é considerado inapto para o serviço militar e não consegue entrar para o exército. Assim, enquanto os Estados Unidos se unem em torno da guerra e os homens alistados são vistos como heróis, Chinaski, sem emprego, sem profissão nem perspectiva, cruza o país, arranjando bicos e trampos, fazendo de tudo um pouco – daí o nome do livro –, na tentativa de subsistir com empregos que não se interponham entre ele e seu grande amor: escrever. Em meio a tragos, perambulações por ruas marginais, tentativas de ser publicado, vivendo da mão para a boca, o autor iniciante Henry Chinaski come o pão que o diabo amassou. Tais trechos, que tratam do escritor em formação, estão entre os mais pungentes e interessantes do livro. Na sua versão do artista quando jovem, Bukowski vê tudo através da lente da desmistificação – desmistifica a imagem do artista romântico e o milagre americano  e faz desse olhar cínico a sua profissão de fé.

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CHARLES BUKOWSKI – Henry Charles Bukowski Jr (nascido Heinrich Karl Bukowski; Andernach, 16.08.1920 – Los Angeles, 09.03.1994) foi um poeta, contista e romancista estadunidense nascido na Alemanha. Sua obra de caráter (incialmente) obsceno e estilo totalmente coloquial, com descrições de trabalhos braçais, porres e relacionamentos baratos, fascinaram gerações que buscavam uma obra com a qual pudessem se identificar. > Saiba mais

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>>> PAPA FRANCISCO LAVA E BEIJA OS PÉS DE JOVENS INFRATORES

Melhor um papa pedólatra que um papa pedófilo. > Saiba mais

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AsPreciosasDoKelmer201302-1AS PRECIOSAS DO KELMER

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Me estupra, meu amor

20/03/2013

20mar2013

Fantasiar ser estuprada é uma coisa – querer ser estuprada é outra coisa totalmente diferente

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ME ESTUPRA, MEU AMOR

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Muitas mulheres têm a fantasia de ser estuprada. Eu, particularmente, conheço várias, de espevitadas adolescentes a respeitáveis senhoras. Obviamente, elas não desejam sofrer estupro real, e na fantasia a lógica é invertida, com a história se desenrolando conforme a vontade e o prazer de quem fantasia, mas isso não deixa de ser muito curioso. Numa época em que a cultura machista, que incentiva os crimes de estupro, está em xeque, e as mulheres a cada dia avançam mais na conquista dos direitos que o patriarcado sempre lhes negou, assumir ou mesmo falar desse tipo de fantasia é mexer num vespeiro e arriscar ser mal interpretado. Mas vamos lá.

Um dos perigos que ronda esse tema é o fato de que algumas pessoas não conseguem distinguir fantasia de realidade. Fantasiar ser estuprada é uma coisa – querer ser estuprada é outra coisa totalmente diferente. Usar o argumento “as mulheres fantasiam ser estupradas” para justificar estupros é típico de quem não distingue fantasia de realidade, ou de quem é canalha mesmo. Talvez, para a mulher, por trás da fantasia de ser estuprada esteja a ideia de ser tão irresistível a ponto do outro não conseguir se controlar e, assim sendo, ser dominada e forçada ao sexo seria a comprovação de seus poderes de sedução. Talvez. Não é novidade que a violência consentida, comum nos jogos sexuais entre parceiros, tem um forte atrativo afrodisíaco. Muitas mulheres assumem que adoram uma dose de dor no sexo. E outras muitas não dispensam puxão de cabelo, tapa, chicote, submissão e outros fetiches masoquistas.

Porém, há mulheres que brincam em público de serem desejadas sexualmente, e agem e se vestem com essa deliberada intenção – mas é tudo brincadeirinha, pois elas não estão realmente dispostas a fazer sexo. Bem, até aí tudo bem, pois atiçar o tesão alheio, ainda que de brincadeira, não é crime. Porém… isso não seria algo discutível do ponto de vista da ética? Ou não?

As mulheres, pelo menos em nossa cultura, gostam de brincar de provocar sexualmente, sabemos disso. Desde cedo elas parecem ter boa noção do poder sexual que possuem. Seria um fator cultural ou algo inerente à psique feminina? Talvez as duas coisas. Se elas sabem do poder sexual que têm, seria justo culpá-las, ainda que em grau menor, por provocar deliberadamente o desejo alheio? Ou não tem nada a ver? E como poderíamos definir exatamente o que é provocação?

Acho que nem a mulher nem ninguém deve ser culpado por provocar, ainda que deliberadamente, o desejo sexual alheio, pois todos devem ter o direito de expressar sua sexualidade livremente. Se o homem concorda que a mulher é livre para brincar com seu poder sexual, deve aprender a relaxar com as brincadeiras delas. Se discorda, é um sério candidato a ter problemas com as mulheres e até com a polícia.

Não neguemos à mulher o prazer de sentir-se desejada, e compreendamos suas brincadeirinhas sádicas de nos provocar – elas são lindas também por isso. E quando elas quiserem, participemos de bom grado de suas fantasias, por estranhas que sejam. O prazer da mulher sempre faz as manhãs mais bonitas.
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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com

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MAIS SOBRE ESTUPRO

MeEstupraMeuAmor-4O que desperta o desejo sexual feminino? (por Ivan Martins e Francine Lima) – Boa matéria da revista Época (2009) sobre o desejo sexual feminino.
Trecho da matéria: O desejo feminino parece depender diretamente da urgência demonstrada pelo homem em copular. Como ocorre com muitos elementos da vasta e contraditória psique humana, há consequências perversas na opção sexual das mulheres pelo prazer do outro. Uma delas é a divergência entre o que o corpo diz e o que a mente ouve, capturada no estudo de Meredith. A outra, perturbadora, é a fantasia do estupro. Os especialistas pisam em ovos ao falar sobre isso, mas o fato é que as mulheres têm fantasias recorrentes de serem submetidas pela força. Por trás disso, encontra-se, aparentemente, a ilusão narcisista (e excitante) de ser tão atraente, tão irresistível, que os homens seriam incapazes de conter sua luxúria. “As fantasias de estupro são muito mais recorrentes do que as pessoas imaginam”, diz o terapeuta Finotelli. Isso quer dizer que essas mulheres gostariam de ser estupradas? Não. Não. E, mais uma vez, não. Trata-se de uma fantasia íntima que dispara desejos sexuais. Ela não esconde a vontade oculta de sofrer a violência sórdida de um estupro. “As mulheres querem ser encostadas no muro, mas não colocadas em perigo”, diz Marta Meana. “Elas querem um homem das cavernas atencioso”. Quem seria capaz de cumprir tal papel?

O estupro de mulheres é prazeroso pra quem? (por Lola Aronovich) – Em Quando os Adams Saíram de Férias, romance de Mendal W. Johnson sobre um grupo de jovens de 10 a 17 anos que torturam e matam sua babá de 19, o narrador, embora critique a crueldade infantil, acaba culpando a vítima. Um livro como este pode ser considerado misógino apenas pelo material. É quase um manual de instruções de como se torturar alguém. Aliás, alguém assim, sem gênero, não. Uma mulher. As torturas inflingidas a Barbara são basicamente dedicadas a todas as mulheres.

Estupro leva Índia a exame de consciência em busca de respostas (Por Andrew North, da BBC News em Nova Déli) – O estupro e morte de uma estudante de 23 anos em Nova Déli espalhou uma onda de indignação pela Índia. Mas será que uma visita a uma área da cidade central nessa história oferece alguma pista sobre a direção para a qual se encaminha o país?

Guru diz que indiana que sofreu estupro coletivo foi culpada – Um guru espiritual provocou revolta na Índia por um causa de um comentário bizarro: segundo Asaram Bapu, a estudante de 23 anos que sofreu estupro coletivo em um ônibus e depois morreu em um hospital foi tão culpada pelo crime quanto os seus agressores.

Fetiches sórdidos que as mulheres não têm coragem de pedir – Entre as fantasias sexuais femininas, é muito comum a fantasia de ser pega à força. Há outras fantasias comuns mas muitas mulheres não as assumem perante seus parceiros, com medo de serem incompreendidas e rejeitadas. No site papodehomem.com.br há um texto bastante interessante, escrito por uma mulher.

Garota é presa após fazer falsa denúncia de estupro contra amante – Poizé, os homens correm esse risco.

Com medo da mãe, jovem tenta registrar falsa denúnica de estupro – Se o sexo houver sido violento (com consentimento), o denunciado fatalmente será considerado culpado e preso.

SexoEstuproIrreversivel-310 filmes com estupro – Irreversível, Laranja Mecânica, Sob o Domínio do Medo, Pixote, a Lei do Mais Fraco, Saló ou Os 120 Dias de Gomorra, Acusados, Amargo Pesadelo, Preciosa, O Enigma do Mal, Meninos Não Choram, Ensaio Sobre a Cegueira.

Monica Belucci fala sobre cena de estupro em “irreversível” – A atriz italiana comenta a perturbadora cena do filme do diretor Gaspar Noé.

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CAMILA
Rock da banda Nenhum de Nós (1988) que fala sobre abuso sexual

Entrevista com Teddy Corrêa, autor da letra de Camila

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

incubo009aO íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas  uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

Medo de mulher – Como não temer algo que tem o poder de gerar e nutrir a vida? E, caramba, como não temer um bicho que sangra durante dias e não morre?

Marchando com as vadias – Se ser vadia é ser livre para exercer a própria sexualidade, então todas as mulheres precisam urgentemente assumir sua vadiagem, para o seu próprio bem e o de suas filhas

Lolita, Lolita – Ela é uma garotinha encantadora. E eu poderia ser seu pai. Mas não sou

A gota dágua – A tarde chuvosa e a força urgente do desejo. Ela deveria resistir mas…

A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e, entre uma e outra orgia, luta pela liberação feminina

Pimbando e discutindo a relação em 50 tons – Um romance pornográfico, fenômeno de vendas, escrito por uma mulher, milhões de mulheres no mundo inteiro lendo e comentando… É, eu teria mesmo que ler

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DICAS DE LIVROS

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer, contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A Entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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01– Estupro como fantasia não é estupro de verdade, porque não há perigo real de morte e principalmente, a mulher provavelmente sentirá prazer e não medo. Nas fantasias, nós controlamos o que acontece, e num estupro de verdade o agressor não vai parar se a mulher pedir, só para dar um exemplo superficial. É importante que isso fique claro. A descrição da menina, pelo menos esse trecho destacado acima, deixa isso claro, na minha opinião. O problema é quando a sociedade acha que o estupro é justificável porque no fundo a vítima queria ou provocou a situação. Sheryda Lopes, Fortaleza-CE – jan2013

02- Arrasou, tio prof! Não tenho essa fantasia, mas acho até natural. Deve ser como brincar de polícia e ladrão na infância. Há pouco tempo pesquisei sobre p a conclusão de um livro, é totalmente comum essa fantasia. Pesquisem sobre GOR e encontrarão fantasias mais chocantes. Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – jan2013

03- Estupro é violência. Onde está a tão apregoada violência contra a mulher? Reclamar de uns tapas e desejar ser violentada?! Te estuprem. Meu querido Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos não te interpreto mal. Não interpreto esse desejo feminino. José Alberto Simonetti, Fortaleza-CE – mar2013

04- A maioria da mulheres no Brasil passa por momentos sufocantes. Um deles é ser ou não virgem. E essa situação é tão esmagadora e tirânica que muitas até desejam o estupro para poder se livrar da virgindade sem culpa. Acontece que às vezes o pensamento fica, mas é só uma fantasia. Como a maioria dos homens, que tem a fantasia de dá o furico a outro homem, mas não querem fazer isso realmente, é só fantasia. (ou querem?) Luciana Queiroz, Campina Grande-PB – mar2013

05- ter “fantasias” de um estupro é algo de DANTESCO para uma maioria puritana e suprimida. Particularmente passei anos tendo cá as minhas…kkkkkkkkkkkk e tenho sorte realizei todas. Inclusive a do moreno alto de olhos verdes na rua escura…aiaiaiaia. Ira de Guadalupe, Campina Grande-PB – mar2013

06- NAO PRECISAVA NEM SER NUMA RUA ESCURA, SO UM MORENO DE OLHOS VERDES JA ESTARIA OTIMO PRA MIM. Bruna Barros, Campina Grande-PB – mar2013

07- kkkkkkkkkkkkkkkkkk as ASSUMIDAS da rua escura e do moremo aiaiaia°/ Bruna Barros, vamos ser execradas pelas feministas marronmenuamadas. Ira de Guadalupe, Campina Grande-PB – mar2013

08- ahhh então és a favor do fio terra Ricardo Kelmer Do fim dos Tempos??? Zona erógena masculina… o que você acha de alguém sem você esperar, sem estar no teu jogo de sedução enfiar algo no teu cu, educadamente Anus…??? Aline Souza, Campina Grande-PB – mar2013

09- boa, Ricardo! Julia Caputi, Mirassol-SP – mar2014

10- Gio Conda leia! Vanessa Andion, Macieó-AL – mar2014

11- mto bom viu. Gio Conda, Fortaleza-CE – mar2014

12- esse é o Rica que aprendemos a amar…rs. Magna Mastroianni, São Paulo-SP – mar2014

13- Texto ambíguo. Não consegui definir a sua opinião acerca do tema da moda. Russana Melo, Fortaleza-CE – mar2014

14- É verdade, estupro só “de mentirinha”, uma brincadeirinha a dois, só pra variar, nada a ver com ser obrigada fazer sexo, inclusive com o maridão, será que é tão difícil de entender isso?????? Marialucia da Silveira, Campinas-SP – mar2014

15- Nem sempre uma mulher de roupa curta está querendo ser sexy, assim como um homem sem camisa também não. Esse é outro mito que há muito já devia ter caído por terra. A avassaladora 24h é muito mais uma fantasia ( via de regra masculina) que qualquer outra coisa… Ciça Andrade, Fortaleza-CE – mar2014

16- Porque vc náo fala também do estupro masculino ou da violéncia sexual praticada contra os meninos ???!!! Seria um tema interessante pra se discutir….. Katia Mota, Beberibe-CE – mar2014

17- Também achei a opinião ambígua. Estamos falando a respeito do estupro como sendo uma forma de violência, poder e opressão masculina e não de desejo sexual. Fetiche feminino como brincadeirinhas de casal, mas, e muito mais, atrelamos a cultura machista e a forma consciente de manter sob as mulheres o prazer do poder e da dominação. Vamos “levar a sério” o trato do tema, despir esteriótipos e levar ao ápice do prazer desta “causa” o RESPEITO! Marília Cláudia, Campina Grande-PB – mar2014

18- Estupro entra nos primeiros lugares em todas as listas de fantasias femininas, só fica atrás de fantasias ligadas a exibicionismo! Estudos indicam que mais da metade das mulheres tem fantasias desse tipo. Quem não percebe isso deve estar engatinhando na caliginosa “arte do sexo” ou na misteriosa mente das mulheres. Alexandre Domene Ortiz, Fortaleza-CE – abr2014

19- Ouço opiniões de respaldo ou da cultura do “lepo-lepo”? kkkkkkk… lamentável! Marília Cláudia, Campina Grande-PB – abr2014

20- Marilia Claudia, seria bom termos acessos a essas pesquisas e listas de fantasias em q aparecem essas fantasias q são atribuídas às mulheres… Inclusive eu gostaria de saber se a arte do sexo envolve forçar brutalmente e violentamente pessoas que não querem fazer sexo, pois me parece que é um estupro. Se algumas mulheres têm essa fantasia de “estupro de mentirinha”, sendo forçadas brutalmente e violentamente pelos parceiros, então que se pronunciem… ou especifiquem o que elas estão chamando de “fantasia de estupro”… Miguel Leocádio Araújo, Fortaleza-CE – abr2014

21- Isso mesmo…e a credibilidade de tais pesquisas. Para ser sincera, li uma revista (tipo aquelas de “fofoca”) com uns resultados de “pesquisas” em que seria mesmo uma fantasia feminina. Lendo em detalhes, vê-se que estão falando do sadomasoquismo e do prazer da dominação masculina. Configura-se isto estupro? Marília Cláudia, Campina Grande-PB – abr2014

22- Pois é, eu tb já vi exatamente essa pesquisa, q não dá as fontes. Se é tudo de comum acordo entre os apreciadores do sado-masoquismo e da estilização do sexo violento, como pode ser estupro, se neste último a pessoa a pessoa é forçada a fazer o que ela não quer com querm ela não quer de forma violenta?? Sinceramente, creio que a fantasia se distancia e muito da realidade, nestes casos… Miguel Leocádio Araújo, Fortaleza-CE – abr2014

23- Não nego aqui a intencionalidade de algumas mulheres em gostar/gozar da submissão, entrega, sadomasoquismo e outras taras: vale qualquer coisa para pôr para escanteio os sentimentos que atrapalham o prazer sexual. Mas, enquanto a FANTASIA cria ambientes SEGUROS para deixarmos aflorar a excitação… o ESTUPRO, é perverso, violenta, fere… Marília Cláudia, Campina Grande-PB – abr2014

24- Os céticos precisam de dados? OK, posso começar com esses mas tem muito material na rede e não estou falando de revistas de fofocas e sim de sites de psicologia e medicina, as próprias pesquisas estão disponíveis. http://www.psychologytoday.com/blog/all-about-sex/201001/womens-rape-fantasies-how-common-what-do-they-mean Alexandre Domene Ortiz, Fortaleza-CE – abr2014

25- O subjugar a mulher na hora do sexo é muito mais fantasia do homem, do que da mulher. Daniele Bezerra, Fortaleza-CE – mar2014

26- Não confundam fantasias de dominação e sadomasoquismo com fantasias de estupro, que é sexo não consentido. As primeiras são mais comuns entre os homens, ( vc tem toda razão cara Daniele), mas fantasias com estupro é muitíssimo mais comum entre as mulheres. E não se envergonhem por isso moças e senhoras , no mundo da fantasia tudo é permitido. Alexandre Domene Ortiz, Fortaleza-CE – abr2014

27- Miguel Leocádio Araújo, VOCE É MUITO CHATO criatura! Der asas a sua imaginação e deixe de s e reter na palavra estupro rapaz! Ela pode ser enquadrada na categoria de muitas interpretações e não apenas no ato sexual entre a vitima e o criminoso. Coisa chata! Isso é uma crônica e não uma tese de doutorado. Você está sendo violentado pelo seu próprio EGO, com tanta defesa a seu favor e desejando se promover neste tópico e na sua página. Um olhar rápido foi suficiente para perceber. Que homem chato! Conheço pessoas maravilhosas do nordeste brasileiro, mas você é uma das exceções. Chatice em vastidão.
O Ricardo na sua educação respondendo os comentários e você o afrontando com esse ar de “VOCÊ DEVERIA”. Quem é você para impor para um escritor o que ele deve ou não fazer? O escritor é livre… Dizia a Lispector que escrever é uma maldição que salva e outros escritores afirmam que é a maldição da entrega completa.
O Ricardo escreve o que pensa… O que sente… O que vive… ou NÃO e compete ao leitor entender, aceitar ou não o texto sem que use de afronta. Está evidente que você estava no rastro (inclusive do tempo… rsrsrrsr) dos comentários do Ricardo. Nesta crônica a interpretação vai de acordo com a visão de cada pessoa. A sua está truncada pelos padrões de uma sociedade machista usando a mascara do bom samaritano em defesa do seu próprio ego. Nada ficou ambíguo Ricardo. Você deixou bem CLARO no inicio da sua crônica a diferença entre estupro criminoso e o desenrolar da sua cônica. Ambígua é a mente de quem não sabe entender as entrelinhas do seu texto e não leva a vida leve sem esses paradigmas que o mundo lhes impõe. Parabéns Ricardo Kelmer. Um brinde as fantasias e a palavra estupro sem criminalidade. Tim Tim! Amanda Pontes, Florianópolis-SC – abr2014

28- …a palavra estupro sem criminalidade… hahaha Miguel Leocádio Araújo, Fortaleza-CE – abr2014

29- Olha aí, Ricardo Kelmer, a sua amiga mandou eu me calar, rapaz!!! Que atitude bacana, vinda de uma mulher. Sinaliza que nem todas têm essas tendências à submissão. hahaha Pois então, vou fazer o seguinte, vou obedecê-la e vou me calar, embora eu ache que estava começando a entender um pouco do que quis dizer na sua crônica… Miguel Leocádio Araújo, Fortaleza-CE – abr2014

30- Miguel Leocadio Araujo, prefiro um milhão de vezes a tua suposta “chatice” a essa história de dizer, seja em tese de doutorado ou em ficção, mesmo com base em pesquisas, que mulheres têm a fantasia de serem estupradas. Cadu Bezerra, Fortaleza-CE – abr2014

31- Eu sinceramente não tive dificuldade em entender a proposta da crônica. Vamos a minha experiência, suponhamos que eu esteja sem o desejo sexual para com meu parceiro naquele momento. E ele vem até mim de forma brusca dizendo que me quer agora e que naquele momento eu não tenho escolha, já começo a desenvolver uma excitação discreta. Que tende a crescer quando eu permito em minha mente, a medida que mantenho o jogo dizendo que não quero (kkkkk) simulando a situação de vítima. Durante o ”jogo” existe situações que machucam, que deixam hematomas…esses detalhes deixam a brincadeira parecendo um estupro e isso me proporciona prazer. Para esse prazer acontecer os limites de dor tem que existir, bem como a comunicação minha com o parceiro. É nesse aspecto que o estupro deixa de ser violência e passa a ser fantasia. Vê bem, isso não quer dizer que se um maníaco fizer o mesmo eu vá me excitar. É preciso da atração sexual pela pessoa antes da vontade propriamente dita de fazer sexo. Maria Rosa Dorand, Campina Grande-PB – abr2014

32- Miguel Leocádio Araújo eu acredito que não são todas as mulheres que sentem prazer numa fantasia desse tipo. Ao comentar com amigas pude ver que a mesma situação causava frigidez a elas, mas essa fantasia existe e não diz respeito a andar na rua e ser pega, mas de descontrolar aquele que busco conquistar diariamente. Maria Rosa Dorand, Campina Grande-PB – abr2014

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O trem não espera quem viaja demais

16/03/2013

16mar2013

Alguns captam o recado da planta, entendendo que a trilha da liberdade existe, sim, mas deve ser localizada no cotidiano de suas vidas e, mais precisamente, em seu próprio interior

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O TREM NÃO ESPERA QUEM VIAJA DEMAIS

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A maconha proporciona algo incrível: basta uma tragadinha para enxergar, bem à frente, a trilha da liberdade. É como se, de repente, uma trilha nítida surgisse no meio da mata espessa da vida e, ao caminhar por ela, nos libertássemos das limitações das regras sociais, abandonando a percepção padronizada da realidade e observando a vida sob um novo ângulo, bem mais interessante.

É exatamente assim, seduzidos pelo raro vislumbre dessa dimensão interior, que muitos se iniciam no uso da maconha. Porém, passado o efeito, a trilha da liberdade se dissipa feito névoa, ela que era tão nítida, tão próxima. A vida volta ao que era antes, uma mata espessa e difícil de ser vencida. Alguns captam o recado da planta, entendendo que a trilha da liberdade existe, sim, mas deve ser localizada no cotidiano de suas vidas e, mais precisamente, em seu próprio interior. Percebem que para trilharem, de fato, o caminho da liberdade, terão de livrar-se de tudo que atrapalha essa jornada interna. Terão de detectar pontos fracos e autoenganos. Terão de se comprometer com a transformação interior, autoconhecendo-se, reformulando ideias e atitudes sempre que necessário.

Fascinados com o vislumbre dessa dimensão interior que a planta lhes proporciona, muitos se frustram ao perceber que não é fácil ser livre no mundo externo do dia a dia, cheio de todo tipo de dificuldades. Muitos se cansam de procurar por si só a trilha da liberdade e então retornam à planta. Mas esquecem que ela apenas lhes faz lembrar que podem ser livres. Ela apenas mostra a trilha: cada um é que deve percorrê-la e conquistar, por si mesmo, sua própria liberdade, assumindo a responsabilidade por sua vida no dia a dia.

Sim, claro que não há nada demais em parar um pouco, fumar um baseado, relaxar, divertir-se e curtir a paisagem ao redor. A maconha também tem seu lado lúdico e ninguém é de ferro, né? O problema é o viajante relaxar demais e perder o trem, esquecer que tem de prosseguir, que há novos desafios à frente. Ele desperdiça a preciosa lição que recebeu e termina usando a maconha para fugir da realidade cotidiana, escondendo-se de seus próprios problemas e, dessa forma, criando mais um: a dependência da planta. O que era para libertar acaba virando muleta.

A maconha é isso: uma planta sagrada que pode nos reconectar à trilha interior da liberdade. Mas é bom saber que desrespeitar sua sabedoria natural leva o viajante a se acomodar na paisagem. E nada para atrasar mais uma viagem que perder o trem.

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Ricardo Kelmer 2002 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

 

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LEIA NESTE BLOG

Xamanismo de vida fácil – A tradição xamânica dos povos primitivos experimenta uma espécie de retorno, atraindo o interesse de pesquisadores e curiosos

Rio Droga de Janeiro – Série de três artigos sobre a questão da proibição das drogas

Minha noite com a JuremaNessa noite memorável fui conduzido para dentro de mim mesmo pelo próprio espírito da planta, que me guiou, comunicou-se comigo, me assustou, me fez rir e ensinou coisas maravilhosas

A Jurema e as portas da percepção (VIP) – Relato detalhado da experiência narrada em Minha Noite com a Jurema. Exclusivo para Leitor Vip. Basta digitar a senha do ano da postagem

A vida na encruzilhada (filme: O Elo Perdido) – Essa percepção holística da vida é que pode interromper o processo autodestrutivo que nos ameaça a todos

 

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DICA DE LIVRO

BaseadoNissoCapaMiragem-01aBaseado Nisso – Liberando o bom humor da maconha
Ricardo Kelmer – Contos + glossário

Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… O autor reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado.
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DICA DE FILME

Carlos Castaneda – Especial da BBC sobre o polêmico antropólogo que estudou o xamanismo no México, escreveu vários livros e tornou-se um fenômeno do movimento Nova Era

O Elo Perdido (Missing Link, 1988)
Homem-macaco tem sua família dizimada por espécie mais evoluída e vaga sozinho pelo planeta, conhecendo e encantando-se com a Natureza. Ao comer de uma planta, tem estranha experiência que o faz compreender o que aconteceu. Roteiro e direção: Carol Hughes e David Hughes. Com Peter Elliott

 

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Alma selvagem

11/03/2013

11mar2013

Ela celebra a vida em rituais… Bendiz os ciclos naturais… Ela sabe, o ser não cabe na definição

AlmaSelvagem-1

ALMA SELVAGEM

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Ela tem a alma selvagem
E o vento sopra liberdade
Na mecha do cabelo
Brinca de beijo, pede afago
Mas cuidado
Ela gosta de arranhar

Ela segue seu destino
No fluxo feminino
Deita com a lua nova
E o seu corpo se renova
À noite chora por amor
Sonhos que ainda não realizou

Ela celebra a vida em rituais
Bendiz os ciclos naturais
Ela sabe, o ser não cabe na definição
Abraça o mundo com carinho
Mas só vai pelo caminho
Onde tem um coração

Alma selvagem, liberdade de ser
Alma selvagem, coragem de viver

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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> O feminino em mim – Poemas e músicas sobre o feminino

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MAIS SOBRE O FEMININO SELVAGEM

figamulherselvagem01A mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido.

LIVROS

vtcapa21x308-01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
Ricardo Kelmer – Contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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01- belissíma. Fada Helena, Fortaleza-CE – mai2013

02- Amei. Mara Monteiro, Fortaleza-CE – mai2013

03- Adorei… Elisabete Claudio, São Paulo-SP – mai2013

04- Um viva para a essência da mulher selvagem. Silvana Alves, Fortaleza-CE – mai2013

AlmaSelvagem-1c



Trilha da Vida Loca – show e livro

25/02/2013

25fev2013

Um show que une literatura e clássicos da dor de cotovelo

TrilhaDaVidaLocaDiv-05.
Eu e meu parceiro Felipe Breier, que mora em Fortaleza, criamos um novo show musical-literário: Trilha da Vida Loca. Nesse show, homenageamos os amores decadentes e as paixões destemperadas por meio de contos e músicas. Os contos foram escritos por mim, inspirados em clássicos populares da dor de cotovelo, e eu e Felipe interpretamos (voz e violão) e comentamos as músicas, tudo num clima bem-humorado e com muita interação com o público. Fizemos duas apresentações-teste em 2013 e estreamos oficialmente em 2014.

TRILHA DA VIDA LOCA
Contos e canções do amor doído

Mesclando música e literatura, este show reúne clássicos da dor de cotovelo da MPB e histórias de amor inspiradas em sucessos de Odair José, Waldick Soriano, Diana, Reginaldo Rossi e Pimpinela, num formato divertido e interativo. As canções são executadas por Ricardo Kelmer e Felipe Breier (voz e violão) e também em trechos de suas gravações originais, com participação da plateia. Paixões de cabaré, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor… Favor pagar o couvert antes de cortar os pulsos.

Texto e direção: Ricardo Kelmer. Com Ricardo Kelmer e Felipe Breier.
Duração: 2h (ou versão de 1h30)

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APRESENTAÇÕES REALIZADAS

Fortaleza-CE: Creperia Ladeira Castro Alves, Boteco Vintage, Bar do Papai
Sousa-PB: CCBNB, Bar do Pelé
Jericoacoara-CE: Tortuga

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TrilhaDaVidaLocaDiv-04.

ROTEIRO DO SHOW (com variações a cada apresentação)

01- Deslizes (Michael Sullivan e Paulo Massadas)
02- Detalhes (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
03- Eu vou rifar meu coração (Lindomar Castilho)
04- Falando sério (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
05- Garçom (Reginaldo Rossi)
06- Gota de sangue (Ângela Ro Ro)
07- Impossível acreditar que perdi você (Marcio Greyck)
08- Lembranças (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
09- Me dê motivo (Tim Maia)
10- Mentiras (Adriana Calcanhoto)
11- Nem assim (Sergio Sampaio)
12- Paixão de um homem (Waldick Soriano)
13- Paralelas (Belchior)
14- Retalhos de cetim (Benito di Paula)
15- Sessão das dez (Raul Seixas)
16- Trocando em miúdos (Chico Buarque)
17- Vou tirar você desse lugar (Odair José)

CONTOS
01- Vou tirar você desse lugar (c/ sonoplastia)
02- O brega não tem cura (c/ sonoplastia)

ANÁLISE SOFRENCIOLÓGICA ARGENTINA
01- Anúncio de jornal (Julia Graciela)
02- Siga seu rumo (Pimpinela)

TRILHA SONORA DO CONTO “O BREGA NÃO TEM CURA”
01- Cidadão no brega (Oswaldo Oliveira), 02- Tortura de amor (Waldick Soriano), 03- Eu vou rifar meu coração (Lindomar Castilho), 04- No toca-fita do meu carro (Bartô Galeno), 05- Fracasso (Núbia Lafayette), 06- Mulher de cabaré (Roberto Muller), 07- Por que brigamos (Diana), 08- She made me cry (Pholhas), 09- Secretária da beira do cais (Cesar Sampaio), 10- Garçom (Reginaldo Rossi), 11- Não tem jeito que dê jeito (Raimundo Soldado), 12- Abraçando você (Raimundo Soldado), 13- A desconhecida (Fernando Mendes), 14- Você não me ensinou a te esquecer (Fernando Mendes), 15- Cadeira de rodas (Fernando Mendes), 16- Sendo assim (Genival Santos), 17- Se errar outra vez (Genival Santos), 18- Pare de tomar a pílula (Odair José), 19- Cadê você (Odair José), 20- A noite mais linda do mundo (Odair José), 21- Se meu amor não chegar (Carlos André), 22- Não se vá (Jane & Heroni)

PAUSAS PROVIDENCIAIS
01- Para chorar escondido no banheiro
02- Para ligar para o(a) ex, implorando para voltar
03- Para cortar os pulsos. Favor pagar antes o couvert

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VÍDEO – CLIPE 1 (You Tube)
Trechos do show

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VÍDEO – CLIPE 1 (Vimeo)
Trechos do show
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VÍDEO (You Tube)
Trecho:  O Brega Não Tem Cura (conto c/ sonoplastia)

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Aperitivo literário do show

VouTirarVoceDesseLugar-03aLama – Se quiser fumar, eu fumo… Se quiser beber, eu bebo… Não interessa a ninguém

Vou tirar você desse lugar – Eu vou tirar você desse lugar… E não interessa o que os outros vão pensar

Paixão de um homem – Amigo, por favor leve esta carta… E entregue àquela ingrata… E diga como estou

A última canção – Esta é a última canção que eu faço pra você… Já cansei de viver iludido só pensando em você

Por que brigamos – Quanto mais eu penso eu penso em lhe deixar… Mais eu sinto que não posso…

O brega não tem cura – Porque o senhor sabe, né, o brega sempre puxa uma dose, que puxa outra, que puxa a lembrança daquela ingrata, que puxa outra dose…

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LIVRETO

Trilha da Vida Loca – O amor é belo. Mas também é ridículo, risível, trágico… Aqui estão reunidas seis histórias inspiradas em grandes sucessos musicais da dor de cotovelo. Paixões de cabaré, porres horrendos, brigas, escândalos, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor. Amar é para estômagos fortes.

CONTOS: Vou tirar você desse lugar – Por que brigamos – Paixão de um homem – Lama – A última canção – O brega não tem cura

Versão impressa – formato bolso, 48 pag

Versão eletrônica – PDF, 48 pag

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CARTAZES

TVLShow201410BotecoVintage-02a.TVLShow20140403BotecoVintage-01a

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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com

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OUTROS SHOWS E ESPETÁCULOS

ViniciusShowDeMoraesBDK-01Vinicius Show de Moraes
Cantando, recitando e falando de Vinicius

Este show nos traz a riqueza da vida e da obra de Vinicius de Moraes, um dos nomes mais importantes da cultura brasileira. Através das músicas, dos poemas e de fatos interessantes da vida de Vinicius, passeamos por grandes momentos da música e da poesia brasileiras e nos divertimos e nos emocionamos com a rica trajetória do homem, poeta, artista, amante, amigo e diplomata que fascinou e ainda fascina gerações no Brasil e no mundo.

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Foi muito bom ter ido. O difícil mesmo foi tirar a trilha sonora do juízo, o dia todo hoje trabalhando e a radiola tocando na minha cabeça. kkkk! Lançamento aprovado. Vou aguardar o próximo. abraços. Ivonesete Rodrigues, Fortaleza-CE – fev2013

02- Foi muito booooooom!!! a ideia dos contos, a “chamada” dos clássicos bregas, uma delícia!! E rever vc, que é sempre maravilhoso. Adoro!!!!bjks. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – fev2013

03- Pessoal vi uma apresentação de Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos…confesso é muito bom, nunca tinha visto nada igual M A R A V I L H O S O…vale a pena ir ao show desse homem parabéns. Sim demais demais,,,perde quem não for ver…amei. Por isso digo que você é um super show…se a globo fosse seu patrocinador seria mundialmente conhecido e quem ganharia seria nós o povo, em vez disso temos que engolir umas coisas muito ruim pq tem patrocinador forte, pen, pena mesmo.Sucesso vc é muito bom. Penélope Lsteak, São Paulo-SP – ago2013

04- Ando tao ocupada, mas tu sabe que vai ser difícil pra “moi” resistir a uma nova temporada da trilha da vida louca…. kkkk adoooooro! Ivonete, Fortaleza-CE – mar2014

05- Perfeitoooo, é vc fazendo o que gosto, sendo o que sempre foi. Na versão voz e violão…amei. Karina Mozart, Fortaleza-CE – abr2014

06- Kkkkkkkk comédia viu!!!! Brega nem com reza braba passa!!! Del Montenegro, Fortaleza-CE – abr20134

07- Ricardo, meu amigo, continuas com a craitividade a toda prova. Helder Modesto, São Paulo-SP – abr2014

08- Hauhauahua muito bom !! Adorei Ric, vc é criativo e leve. Beka Zaleski, São Paulo-SP – abr2014

09- Noooooossa que show!!!! Lucinha Simões, Fortaleza-CE – abr2014

10- OSPB, Fernando Mendes, Ricardo Kelmer show! Celia R Domingos, São Paulo-SP – abr2014

11- Ricardo Kelmer, seu baitola. Valeu. Sinto-me honrado com tamanha homenagem. Abraços. Mardonio Veras, Parnaíba-PI – abr2014

12- Imperdível!!! Ana Erika Oliveira Galvao, Fortaleza-CE – abr2014

13- Ficou ótimo! A parte preferida: o Felipe cantando e brincando com as piadinhas e tua cara em todas as falas na musica da Diana. Cara esse show é por demais terapeutico!! Kkkk. Ivonesete Rodrigues, Fortaleza-CE – abr2014

14- Amei o show! Parabéns ao Felipe pelo violão e a vc pela criatividade! Amei também O Ultimo Homem do Mundo!!! Isabela Furtado, Modena-Itália – mai2014

15- Hahaha… Amei demais! Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – mai2014

16- Achei legal sua apresentação no bar Vintage. Achei legal a composição toda. O fato de vc intercalar as músicas com as histórias E distribuir o livretinho. Sâmila Braga, Fortaleza-CE – mai2014

17- demais. Glauce Vanderlei Mota, Fortaleza-CE – mai2014

18- Eu adoro um brega e adorei demais esse vídeo, Ivonesete!!! Obrigada por essas ótimas gargalhadas, tava mesmo precisando disso. Celia Vaz, Teresina-PI – jun2014

19- Show de bola mano. Jacques Josir, Santo André-SP – ago2014

20- cool… José Carlos Neves, Belo Horizonte-MG – ago2014

21- Muito bom, muito bom, muito bom!!! ri à bessa! Maria Gilvanilde, Fortaleza-CE – ago2014

22- mas o show foi maravilhoso. foi muito bom rever vcs no palco. Muito interessante a transição entre conto/música E as pausas com as músicas, que traziam à tona o cenário da história. Ana Paula Pereira Gomes, Sousa-PB – set2014

23- Olá! Tive a oportunidade de vê-los tocar sábado no Tortuga, em Jeri. Devo confessar que foi impressionante. Vcs são sensacionais!, tudo lindo! As declamações anterior as mucicas, a harmonia musical, as técnicas vocais…
Bem emocionante Vou ver se consigo ouvir-los aqui em Fortaleza. Sucesso! Eleniza Gois, Caucaia-CE – mar2016

24- Gente sem palavras pra agradecer o tanto que foi legal o show do Ricardo Kelmer e Felipe Breier no Tortuga essa sábado, chamado Trilha da Vida Loca com repetório suuuper legal! Sejam sempre bem vindos e obrigada também ao Angelo pela conexão, e gratidão ao público lindo que tava lá!! Foi tãooo legal! Rob´s Lima, Jericoacoara-CE – mar2016

25- RECOMENDO. Ângelo Jorge, Jericoacoara-CE – mar2016

26- Boa noite procês, Ricardo Kelmer é tudo de bom. Laerte Duarte, Fortaleza-CE – mar2016


Caminhos

21/02/2013

21fev2013

Lembremos, porém, que os caminhos cruzam outros, e é justamente nesses cruzamentos que brilha mais forte a verdade do todo

Caminhos-2

CAMINHOS

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Nenhuma religião ou filosofia é a melhor. Porque não é o caminho que verdadeiramente importa ‒ é o caminhante. Todos os caminhos que há são apenas a infinita e complexa realidade brincando de se explicar para nós, e não fosse esse espírito lúdico, nós pobres humanos não teríamos como de fato acessá-la. Evidentemente, é impossível percorrer todos os caminhos, mas podemos escolher alguns e caminhar por eles com alegria. Há, porém, bem à entrada de cada um, um aviso aos navegantes que, embora de séria importância, a maioria não lê, empolgada com as maravilhas da via recém-escolhida. O aviso diz: Para o caminho não criar lodo, não perca a noção do todo.

Caminhos são sedutores porque cremos que neles está a verdade e ela nos libertará. Sim, a verdade liberta ‒ mas não cabe no caminho. O caminho é que faz parte da verdade. Quando perde isso de vista, o caminhante se entorpece, fica cego e crê que somente seu caminho é verdadeiro e os demais são ilusão. Especializa-se cada vez mais em suas paisagens e esquece que cria lodo a água que não corre. Paisagens são bonitas, sim, descansam a vista… mas se paramos muito tempo para admirar, tornamo-nos parte da paisagem, e assim o caminho perde seu maior sentido, o movimento.

Então experimentemos os caminhos, com entusiasmo, extraindo deles o máximo que pudermos. Escolhamos aqueles que ecoam alma adentro e nos fazem tremer, aqueles que fazem a vontade de viver correr pelas veias. Temos uma vida inteira para experimentá-los. Lembremos, porém, que os caminhos cruzam outros, e é justamente nesses cruzamentos que brilha mais forte a verdade do todo.

Por isso, quando você encontrar alguém que descobriu o único de todos os caminhos que leva à verdade, sorria e seja compreensivo. Esse alguém trilha seu caminho intensamente, com entusiasmo tanto que não consegue erguer-se um pouco acima dele e perceber o belo desenho que fazem os caminhos entrelaçados. A verdade liberta, sim, mas liberta ainda mais se conseguirmos enxergá-la onde ela sempre esteve: em tudo.  

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Ricardo Kelmer 2002 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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LEIA NESTE BLOG

Matrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas
Ricardo Kelmer

Usando a mitologia e a psicologia do inconsciente numa linguagem descontraída, o autor nos revela a estrutura mitológica do enredo do filme Matrix, mostrando-o como uma reedição moderna do antigo mito da jornada do herói, e o compara ao processo individual de autorrealização, do qual fazem parte as crises do despertar, o autoconhecer-se, os conflitos internos, as autossabotagens, a experiência do amor, a morte e o renascer.

Mariana quer noivar – Você abdicaria das relações amorosas em sua vida em troca de dinheiro ou sucesso na carreira?

A ilha – Uma fábula sobre o autoconhecimento

Carma de mãe para filha – Os filhos sempre pagam caro pelos pais que não se realizam em suas vidas

I Ching das patricinhas – Se alguém procura revelações com pressa e sem seriedade, jamais terá as revelações

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elalivro10Seja Leitor Vip e ganhe:

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As Preciosas do Kelmer – fev2013

18/02/2013

Ricardo Kelmer 2013

AsPreciosasDoKelmer201302-1

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Criei uma revistinha no Facebook. Ela se chama As Preciosas do Kelmer e é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso.

Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201302-1AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#5, fev2013

Imagem da capa: Manifestação a favor de Malala Yousafzai, a jovem paquistanesa que desafia o Taliban lutando pelo direito das mulheres à educação

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>>> CONGRESSO MAL ASSOMBRADO

A LUTA CONTINUA

A maioria dos senadores ignorou as denúncias que pesam sobre Renan Calheiros e o elegeram para a presidência do Senado. Porém, se for condenado pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica e uso de documento falso – pelos quais responde na Justiça – ele pode pegar até 23 anos de prisão.

Paralelamente a isso, a população mostra sua insatisafação. Algumas manifestações aconteceram em frente ao Congresso e a petição pública contra ele já reúne 400 mil assinaturas, um número bastante expressivo. Se os senadores não estão nem aí para a ética e a honestidade, a população demonstra estar cada vez mais ciente de seu papel no jogo democrático.

Você ainda não assinou a petição? Assine agora e junte-se aos que lutam por um Brasil menos corrupto. É o seu dinheiro que está em jogo.

> Assine a petição

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A LUTA CONTINUA

– Compra de rádios por meio de “laranjas”
– Tráfico de influência junto à empresa Schincariol na compra de uma fábrica de refrigerantes
– Espionagem de parlamentares da oposição
– Desvio de verbas públicas em ministérios do PMDB
– Notas frias em nome de empresas fantasmas para comprovar rendimentos

Estas são algumas das nobres credenciais de Renan Calheiros para ocupar a presidência do Senado.

> Saiba mais

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PELO IMPEACHMENT DE RENAN CALHEIROS

PoliticaRenanCalheiros-1Nem no Carnaval a indignação popular dá descanso a Renan Calheiros. A nova petição pública que pede seu afastamento da presidência do Senado já conta com mais de 1.200.000, sim, um milhão e duzentos mil assinaturas. E você? Que tal se afastar do bloco da folia por um minuto e juntar-se ao bloco dos indignados que exigem um ficha-limpa na presidência do Senado? > Assine a petição

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>>> LIVRANDO A SEMANA (49)

LOLITA (Vladimir Nabokov) Rocco
(vestibular.uol.com.br)

“Lolita” é uma das obras mais polêmicas da literatura contemporânea universal. Muito arrojado para a moral vigente na época, o romance de Vladimir Nabokov (1899-1977) foi inicialmente recusado por várias editoras. Ao ser finalmente lançado, em 1955, por uma editora parisiense, gerou opiniões antagônicas: houve quem definisse o livro como um dos melhores do ano; houve quem o considerasse pornografia pura. Nos Estados Unidos, onde só viria a ser publicado em 1958, rapidamente conquistou o topo das listas de mais vendidos.

Visto hoje, filtrado pelos anos e por uma verdadeira biblioteca de comentários e críticas, Lolita parece sobretudo uma apaixonada história de amor, escrita com elegante desespero. O protagonista é o obsessivo Humbert, professor de meia-idade. Da cadeia, à espera de um julgamento por homicídio, ele narra, num misto de confissão e memória, a irreprimível e desastrosa atração por Lolita, filha de 12 anos de sua senhoria.

Escrito num estilo inimitável – mas não intraduzível, como bem se verá -, “Lolita” é uma obra-prima da literatura do século 20. Aqui se cruzam alguns dos temas clássicos da arte de todos os tempos (a paixão, a juventude, o amadurecimento) com questões mais típicas da nossa modernidade, como as ambivalências eróticas e o exílio – que é uma questão tanto de geografia quanto da linguagem e do coração.

> Adquira este livro na livraria Arte Paubrasil

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SOBRE VLADIMIR NABOKOV (Wikipedia)

Vladimir Vladimirovich Nabokov (em russo: Влади́мир Влади́мирович Набо́ков; São Petersburgo, 22 de abril de 1899 — Montreux, Suíça, 2 de julho de 1977) foi um escritor russo-americano. Nabokov escreveu seus primeiros nove romances em russo e então chegou à fama internacional como um mestre estilista de prosa em inglês. Também fez contribuições para a entomologia e tinha interesse em problemas de xadrez.

Lolita (1955) é frequentemente citado entre seus romances mais importantes e é o mais conhecido, apresentando o amor por intrincado jogo de palavras e o detalhe descritivo que caracteriza todas as suas obras. O romance foi classificado na quarta posição na lista dos 100 melhores romances da Modern Library. Sua autobiografia intitulada Speak, Memory foi listado na oitava posição na lista dos livros de não-ficção da Library Modern.

Nascido numa família da antiga aristocracia, em 1919, a instabilidade produzida pela revolução bolchevique (1917) obrigou-o a abandonar a União Soviética. Estudou em Cambridge e licenciou-se em literatura russa e francesa. Mudou-se para Berlim, onde iniciou sua produção literária e intenso trabalho como tradutor.

Em 1926, foi publicado seu primeiro romance, Maria, acolhido com interesse e consideração. Fugindo dos exércitos nazistas e após uma estada em Paris, chegou em 1940 aos Estados Unidos, onde se dedicou ao ensino de língua e literatura russa em várias universidades. Embora continuasse a escrever na sua língua materna, começou também a escrever em inglês, publicando o seu primeiro romance nesta língua em 1941 (The Real Life of Sebastian Knight). Publicou, em 1955, o polêmico romance Lolita em inglês.

A partir de 1958, o sucesso alcançado por seus livros permitiu-lhe dedicar-se inteiramente aos seus principais interesses, a literatura e a entomologia.

> Saiba mais

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LOLITA, LOLITA (Ricardo Kelmer)

LolitaLolita-03A cena sempre me extasia, sua língua faceira saltando três vezes… Olho em silêncio enquanto ela lambe o papel, fecha o baseado e acende, segurando na ponta de seus dedinhos finos. Ela puxa a fumaça devagar, os olhinhos fechados, tão linda… E eu amo sua boca enquanto ela solta a fumaça. A boca. Que ela sempre esquece entreaberta, na medida exata, meio dedo, ela faz de propósito, sabe que não resisto. O que essas colegiais andam aprendendo no intervalo do recreio?

> Minha homenagem a Nabokov. Leia o conto.

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>>> TV BANDEIRANTES É CONDENADA POR OFENSAS A ATEUS

O juiz federal Paulo Cezar Neves Júnior, da 5.ª Vara Cível, condenou a TV Bandeirantes a exibir em rede nacional esclarecimentos à população sobre e a liberdade de consciência e de crença, assegurada pela Constituição. O quadro com os esclarecimentos deve ir ao ar no programa Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena, e ter duração de 50 minutos. > Leia mais

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2o ENCONTRO NACIONAL DOS ATEUS

Apenas uma coisa dois ateus têm necessariamente em comum: o fato de não crerem na existência real de divindades. No mais, ateus podem divergir completamente. Esse algo em comum, porém, já é o suficiente para que ateus procurem se unir de alguma forma pois somente um mínimo de ativismo político é que pode defendê-los dos preconceitos e perseguições do qual são vítimas em nossa sociedade, que é majoritariamente religiosa e, em boa parte, religiosamente fanática e intolerante para com as diferenças.

O Encontro Nacional dos Ateus, em sua 2a edição, acontecerá em várias cidades do país, simultaneamente, no domingo 17fev.

> Saiba mais

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>>> LIVRANDO A SEMANA (50)

ERIC CLAPTON – A AUTOBIOGRAFIA (Eric Clapton) Editora Planeta do Brasil

Eric Clapton é muito mais que um rock star; apresentou-se ao redor do mundo em shows disputadíssimos e é um artista fundamental no desenvolvimento musical de toda uma era. Sua maneira de tocar o fez ser chamado de Deus. Composições como Layla, Sunshine of Your Love, Wonderful Tonight e Tears in Heaven são inesquecíveis para várias gerações de fãs de música. E agora, pela primeira vez, Clapton conta a história de sua viagem profissional e pessoal nesta pungente, inteligente e dolorosamente honesta autobiografia. Aqui, o músico conta a história como ela é, sem esconder nada. Sua objetividade e honestidade fazem deste livro uma das memórias mais arrebatadoras de nosso tempo.

> Adquira este livro na livraria Arte Paubrasil

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SOBRE ERIC CLAPTON (Wikipedia)

Eric Patrick Clapton (Ripley, 30.03.1945) é um guitarrista, cantor e compositor britânico. Apelidado de Slowhand, foi considerado o segundo melhor guitarrista da história pela revista norte-americana Rolling Stone. Embora seu estilo musical tenha variado ao longo de sua carreira, Clapton sempre teve suas raízes ligadas ao blues. Clapton foi considerado inovador pelos críticos em várias fases distintas de sua carreira, atingindo sucesso tanto de crítica quanto de público e tendo várias canções listadas entre as mais populares de todos os tempos, tais como “Layla”, “Wonderful Tonight” e a regravação de “I Shot the Sheriff”, de Bob Marley. Em 2004 foi condecorado com o título de Comandante da Ordem do Império Britânico

> Saiba mais

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>>> CRIE UMA IGREJA E FIQUE RICO

ReligiaoDinheiro-01Para criar uma igreja no Brasil você precisa de menos de R$ 500 e em uma semana sua igreja estará regularizada, com CNPJ e conta bancária para realizar aplicações financeiras livres de imposto de renda. Assim, você poderá depositar na conta da igreja o dinheiro oriundo de quisquer outras atividades, legais ou ilegais. E tudo dentro da lei.

É por isso que as igrejas são cada vez mais usadas por bandidos e contraventores, que as fazem de fachadas para seus negócios. E tudo em nome dos deuses.

Para mostrar o absurdo dessa falha em nossa constituição, uma equipe de repórteres da Folha de São Paulo criou a Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio. Veja como eles fizeram.

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PELA TRANSPARÊNCIA TRIBUTÁRIA RELIGIOSA

A sociedade organizada começa a se movimentar contra o absurdo privilégio das religiões, que são isentas do pagamento de impostos e, assim, são cada vez mais usadas para a lavagem de dinheiro e para enriquecer seus líderes desonestos.

Esta petição pública, a ser enviada ao Congresso Nacional, foi criada pela ABRAVIPRE – Associação Brasileira de Vítimas de Preconceito Religioso, e está muito bem fundamentada em sua crítica à própria Constituição, que concede privilégios demais às igrejas. É preciso, pois, alterar a Constituição.

> Assine a petição

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>>> JULIAN ASSANGE: É BOM QUE OS GOVERNOS TENHAM MEDO DAS PESSOAS

A Internet está se transformando no maior instrumento de vigilância já criado e a liberdade que ela representa estaria seriamente ameaçada. A avaliação é de Julian Assange, criador do Wikileaks e que, há sete meses, vive na embaixada do Equador em Londres. Para ele, a web redefiniu as relações de poder no mundo, se transformou no “sistema nervoso central hoje das sociedades” e chega a ser mais determinante que armas. O problema, segundo ele, é que esse poder está agora se virando contra as populações. > Leia a entrevista feita pelo jornal O Estado de São Paulo, fev2013

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>>> MULHER É ACUSADA DE TENTAR MATAR O MARIDO COM VENENO NA VAGINA
> Leia a notícia

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A VAGINA VENENOSA (Ricardo Kelmer)

O medo de cavernas é um sentimento arquetípico, que nos acompanha desde os primórdios de nossa história como espécie. Penetrar no desconhecido, arriscar-se nas escuridões, descer nas profundezas do que não sabemos, isso dá medo mesmo – mas também tem algo de fascinante e irresistível. A vagina da mulher também é uma caverna. O que há lá dentro? Que perigos nos aguardam em suas escuridões? E se não conseguirmos nunca mais sair? E se ela, crau, nos morder ou, pior, nos decapitar? A vagina decapitadora. A vagilhotina.

Lembrei agora da vagina com dentes (vagina dentata), uma clássica imagem arquetípica que povoa o imaginário dos homens de todas as épocas. Eu mesmo já sonhei com um bicho desses a morder meu pingolim, o pobre do Jeitoso todo ensanguentado, coitado, acordei apavorado, que horror.

E agora essa vagina com veneno. Putz. Daqui a pouco teremos que entrar vestidos e protegidos como aqueles soldados do esquadrão antibombas. E em duplas. Vai você na frente. Não, vai você que é mais novo. Par ou ímpar? Melhor chamar mais um pra garantir.

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>>> BLUES BRASILEIRO NO FESTIVAL CROSSROADS

ArturMenezes-1Artur Menezes é um dos maiores nomes do blues brasileiro da atualidade. Compondo, cantando e tocando sua guitarra, ele leva o blues pelo Brasil em seus shows, cativando o público com sua técnica aliada à emoção, sua mistura de ritmos (inclusive o baião) e seu jeito especial de inteagir com a plateia. Já vi alguns shows dele e verei mais quantos puder – é muito bom!

Ele é um dos brasileiros cotados para participar do Crossroads, o maior festival de blues do mundo, criado por Eric Clapton, e que este ano acontecerá em Nova York, no Madison Square Garden. Os mais votados pelo público, em todo o mundo, serão avaliados pela organização e convidados a participar do festival.

Você quer Artur Menezes no Crossroads. Vote nele:

– Acesse o link do festival: playcrossroads.com/u/Menezes
– Clique no botão “add your support”, que fica abaixo da lista de votantes
– Digite nome e email, e clique em “support”

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>>> LIVRANDO A SEMANA (51)

MEMÓRIAS DE ADRIANO (Marguerite Yourcenar) Nova Fronteira

Pouco antes de morrer, o imperador Adriano, Pontifex Maximus dos territórios romanos entre 117-138 d.C., decide escrever uma longa carta-testamento ao jovem Marco Aurélio, o futuro imperador-filósofo. Nela Adriano passa em revista os principais episódios de sua extraordinária existência: a relação de afeto com a mulher de Trajano, Plotina; as campanhas militares em diversas regiões da Europa; as viagens à Ásia Menor; a paixão pela caça; as discussões filosóficas com os principais pensadores do seu tempo; as relações com Trajano, seu antecessor; e o casamento com Sabina. No entanto, não são as façanhas públicas e heróicas que constituem o centro vital do relato do velho imperador, mas seu amor pelo belo jovem grego Antínoo, que se matara no auge do esplendor físico. A partir dessa perda, Adriano se interroga sobre o destino, a precariedade da vida e a inevitabilidade da morte, que não poupa senhores nem escravos. “Esforcemo-nos por entrar na morte com os olhos abertos”, escreve o imperador em seus últimos dias, seguindo os preceitos da filosofia estóica que sempre o nortearam.

Lançado em 1951, este romance de Marguerite Yourcenar consumiu quase 30 anos de pesquisas e logo se tornou um clássico da literatura moderna. Poucas vezes uma experiência histórica específica – a biografia de um homem ilustre e o prenúncio da decadência de Roma – foi transformada pela ficção de modo tão vivo quanto nestas “Memórias de Adriano”. (vestibular.uol.com.br)

> Adquira este livro na Livraria Arte Paubrasil

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>>> PARQUE DO COCÓ VERSUS GANÂNCIA IMOBILIÁRIA

O Parque Ecológico do Rio Cocó é uma área de conservação, de 1.155 hectares, situado na cidade de Fortaleza-CE. Tem esse nome devido ao rio que forma o bioma de mangue, o rio Cocó, que nasce na serra de Pacatuba, munícipio vizinho, corta vários bairros da capital e deságua no mar, no bairro da Praia do Futuro.

É uma região de rara beleza, um oásis natural encravado na área urbana de Fortaleza – mas que está perdendo a guerra contra a ganância imobiliária, que tem poder suficiente para desafiar as leis, subornar quem for preciso e construir prédios residenciais, empreendimentos comerciais e até mesmo shopping centers dentro da área do Parque.

Nos anos 1970-80 vivi minha infância e adolescência nessa área. É lá que meus pais ainda moram, apesar do assédio crescente das construtoras, ávidas por comprar os últimos terrenos resistentes. Elas estão em seu direito, sim, mas é necessário preservar o que resta de Natureza naquela área. Para isso, é necessário que a opinião pública se manifeste a fim de que o poder público se sensibilize e resista às ofertas suntuosas e aos subornos, que são as principais armas da ganância imobiliária. (RK)

> Assine a petição pública pela preservação do Parque do Cocó

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AsPreciosasDoKelmer201302-1AS PRECIOSAS DO KELMER

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Vinicius Show de Moraes na Nova Consciência

13/02/2013

Ricardo Kelmer 2013

Trecho do show em Campina Grande (afrossambas)

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No sábado de Carnaval, 09.02.13, apresentamos o Vinicius Show de Moraes no Sesc Centro, em Campina Grande, na programação do Encontro da Nova Consciência. Esse festival multicultural, que é realizado desde 1992, reúne atividades diversas ligadas a arte, ciência, filosofias e religiões e tem como fio condutor o respeito às diferenças. Tenho a grande honra de participar desse festival desde 1996, como escritor, palestrante e, agora, também como intérprete de Vinicius.

Este vídeo mostra um trecho do show (o bloco dos afrossambas de Vinicius e Baden Powell) com a participação especialíssima de Waldemar Falcão, na flauta transversal, um amigo que conheci exatamente nesse festival, em 1997, e que nos anos 1970 tocou bastante com Zé Ramalho.

VSM201302-101aO formato do Vinicius Show de Moraes é ideal pra bares e restaurantes mas também cai muito bem em pequenos teatros, clubes e hotéis. Combina também com escolas, faculdades e espaços culturais, sem falar em eventos de empresas. Ah, em cruzeiros marítimos fica perfeito. E, antes que eu esqueça, 2013 é o centenário de Vinicius!

Mais informações e próximas apresentações

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VINICIUS SHOW DE MORAES
Cantando, recitando e falando de Vinicius

ViniciusShowDeMoraesDiv-6Este show nos traz a riqueza da vida e da obra de Vinicius de Moraes, um dos nomes mais importantes da cultura brasileira. Através das músicas, dos poemas e de fatos interessantes da vida de Vinicius, passeamos por grandes momentos da música e da poesia brasileiras e nos divertimos e nos emocionamos com a rica trajetória do homem, poeta, artista, amante, amigo e diplomata que fascinou e ainda fascina gerações no Brasil e no mundo.

TEXTO E DIREÇÃO: Ricardo Kelmer

COM: Ricardo Kelmer e Felipe Breier (violão)

DURAÇÃO: 2 horas (24 músicas, 7 poemas) ou versão de 1h30

COMPONENTES: Ricardo Kelmer (escritor, roteirista e produtor cultural, mora em São Paulo) e Felipe Breier (cantor e violonista, mora em Fortaleza).

CONTATOS: Ricardo Kelmer: rkelmer@gmail.com

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MAIS VÍDEOS

Clipe (3:48)

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA MAIS NESTE BLOG

ViniciarteCamiseta-03a> Viniciarte – Conheça o espetáculo teatral que originou o Vinicius Show de Moraes

> Viver como Vinicius viveu – Viver outra vez aquele frio na barriga que antecede cada subida ao palco, recitar seus poemas por aí e mostrar a grandeza do Vinicius homem e artista – putz, tem sido tão gratificante fazer isso!

> Vinicius, embaixador da arte e do amor – A promoção póstuma do nosso mais querido diplomata faz a sociedade brasileira se livrar de um peso moral que carregava havia quatro décadas

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01- realmente espetacular. Bruna Barros, Campina Grande-PB – fev2013

02- Amei… Joana Marques, Campina Grande-PB – fev2013

03- Ricardo, meu irmão, a honra foi minha, acredite! Tocar os afrossambas de Baden e Vinícius junto com você e Felipe Breier foi um momento inesquecível! Parabéns a vocês pelo lindo espetáculo e ao Felipe pela musicalidade e pela receptividade à minha participação! Valeu mesmo!!! Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – fev2013

04- Foi muuuito bonito de se ver e de se ouvir! Ainda trocamos umas ideias depois, durante o show no viaduto. Os caras são demais. Parabéns aos músicos pelo trabalho e a organização do ENC por trazê-los aqui! Mariana Andrade, Campina Grande-PB – fev2013

05- Se eu já era fã de Vinícius de Moraes, depois do espetáculo de ontem fiquei mais ainda, simplesmente a coisa mais linda que vi na minha vida, o Encontro Da Nova Consciência está de parabéns. Regina Paiva, Campina Grande-PB – fev2013

06- Foi muito bonito, gostei demais, uma pena que eu não tinha copo pra tomar o cachorro engarrafado de Vinícius hehehe. Rômulo Gondim, Campina Grande-PB – fev2013

07- Foi lindo! Marcos Moraes, Campina Grande-PB – fev2013

08- Não tem como não se apaixonar por esse show, perfeito. Géssyca Deize, Campina Grande-PB – fev2013

09- Foi LINDO, apenas! Tayane Cristine, Campina Grande-PB – fev2013

10- Parabéns pelo espetáculo Vinicius show de Moraes!Assistir aqui em Campina Grande, fiquei encantada! A forma de você recitar é suave e sacana, deixa as poesias de Vinicius com um ar poético humano , já tinha visto alguns livros seus e o seu site, o Felipe também canta divinamente. A musica Garota de Ipanema junto à poesia Receita de mulher, fechou com chave de ouro, linda! Wexyza Ferreira, Campina Grande-PB – fev2013


A putinha do quartinho do fundo

06/02/2013

06fev2013

Dei um gole na vodca e tentei me convencer que eu não estava enciumado pelo fato da minha namorada naquele momento estar tirando a roupa pra um gordão punheteiro lá do interior do Paraná

APutinhaDoQuartinhoDoFundo-3.

A PUTINHA DO QUARTINHO DO FUNDO
As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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Striputinha. Foi o nome que Jessi escolheu pra sua personagem no serviço de strip-tease pela internet que ela criara. Striputinha, sua amante virtual, performance de vinte minutos, o cliente escolhe se ela será uma enfermeira, garçonete, policial e por aí vai. Ele deposita a grana e na hora marcada Jessi liga sua web cam no quartinho do fundo do apartamento, vestida conforme o gosto do freguês. Ninfa Jessi não presta.

Putz. Em menos de um mês de trabalho com strip cam minha pequena faturara o que eu ganhava em seis meses como jornalista. Sim, ganhava, pois não ganho mais: tô desempregado desde que o último jornal pro qual eu escrevia sucumbiu às pressões do MNBC, o famigerado Movimento Nacional pelos Bons Costumes, que nos persegue desde que eu e Jessi iniciamos nossa campanha pela ampliação do diâmetro do mundo.

– Agora sou eu quem vou te sustentar, meu amor – ela anunciou, toda animada, me mostrando o belo saldo da conta. – Diametral vai poder escrever o que quiser, na tranquilidade. E nunca mais vai pensar no aluguel na hora errada, viu?

Ela se referia a uma triste broxada que ocorrera comigo dias antes. Sim, broxar é sempre triste, mas daquela vez foi tristérrimo. Vou contar, mas vê se não sai espalhando por aí. Era aniversário da Dinda, uma ninfeta muito sapeca que Jessi conhecera na sex shop. Mês passado a danada fez 18 aninhos e a gente a chamou pra comemorar num motel, a três. Pois no meio do bem-bom, taças de vinho, no som um blues sensual, clima maravilhoso… eu de repente broxei. E não teve jeito que desse jeito. A sorte é que Jessi continuou o serviço por mim, com o pau artificial, e nossa vizinha voltou pra casa com seu diâmetro devidamente ampliado, bem satisfeitinha da vida. Não sou do tipo encucadão com esse tipo de coisa, e não foi a primeira broxada da minha vida, mas que foi chato, foi. E a culpa eu botei no aluguel atrasado, na ameaça de despejo, na cara feia da síndica, essas aporrinhações que afetam o desempenho até de um galo. Mas voltemos ao assunto principal.

Pra encarnar Striputinha e assegurar o anonimato, Jessi usa perucas, lentes de contato, máscaras e maquiagem. Sempre me impressiono quando a vejo produzidona, parece outra pessoa. Algumas roupas e acessórios ela possuía do tempo que trabalhou como garçonete no Bukowski, onde fazia números eróticos, e o restante ela comprou baratinho na liquidação de uma sex shop.

A estreia foi com um cara de Cambé, que vira as fotos e o vídeo no blog da Striputinha e escolheu a personagem Colegial. Pois bem. Meia hora antes do encontro Jessi já andava pelo apartamento toda paramentada: sainha plissada, meias até o joelho, blusinha com gravatinha, caderno junto ao peito. E ainda tinha a indefectível caneta na boca semiaberta. Perfeito. Tão perfeito que senti uma coisa estranha, uma mistura de tesão, fascínio e… ciúme.

– Caramba, Jessi, você nunca se vestiu assim pra mim.

– Você nunca pediu… – ela respondeu enquanto se abaixava e fingia ajeitar a meia abaixo do joelho só pra que eu percebesse a calcinha da Hello Kitty enfiada na bunda. Ninfa Jessi não presta.

Na hora marcada com o cliente, quando ela entrou no quartinho, eu já estava lá, estrategicamente posicionado num canto ao lado da mesa do notebook. Estava ansioso, na verdade nervoso mesmo, pra ver a estreia da minha pequena no ramo do strip cam. Até parecia que eu nunca a havia visto dançar nua no Bukowski.

– Te manda, Gatão.

– Ahn?

– Dá licença eu ficar sozinha com meu cliente?

Ainda tentei argumentar, que eu ficaria quietinho, que o cara não me veria… Não teve jeito. Saí do quartinho e Jessi, ou melhor, Striputinha trancou a porta. E aí, fazer o quê numa situação dessa? Enchi um copo de vodca, claro, e fui beber na sala, enquanto do quartinho vinha a voz sussurrante de April Stevens cantando Teach me Tiger, que foi a música escolhida por Jessi pra estreia da Colegial. Dei um gole na vodca e tentei me convencer de que eu não estava enciumado pelo fato da minha namorada naquele momento estar tirando a roupa pra um gordão punheteiro lá do interior do Paraná. Ciúme por quê? Era só um trabalho.

Vinte minutos e oito Teach me Tiger depois escutei sua voz.

– Gatão…

Virei-me e o que vi? Vi a mulher mais linda do mundo. Já meio desmontada da roupa de colegial, uma meia faltando, um peito fora do sutiã… Parada na entrada da sala, encostada na parede, ela me olhava e se acariciava com a mão entre as coxas. Ainda era Striputinha? Ou já era Jessi novamente? Acho que era as duas ao mesmo tempo. E eu conhecia muito bem aquela expressão…

– Me come. Agora.

Não foi um pedido. Foi uma intimação. Do tipo que mortal nenhum pode negar a uma mulher como Jessi. E não neguei. Puxei-a pelo braço e joguei-a no sofá, como bem merece toda colegial safadinha. Comi-a com violência e desespero, como se come a mulher que se ama mais que tudo na vida.

(continua)

Ricardo Kelmer 2012 – blogdokelmer.com

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> Leia a continuação (exclusivo para Leitor Vip)

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APutinhaDoQuartinhoDoFundo-4A putinha do quartinho do fundo (vip) – Confira os bastidores e as imagens desta aventura de Diametral e Ninfa Jessi (exclusivo para Leitor Vip)

Ainda não é Leitor Vip? Vamos resolver isso agora!

Mais aventuras de Diametral e Ninfa Jessi

April Stevens canta Teach me Tiger

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um casal apaixonado vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir

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LEIA NESTE BLOG

Por trás do sexo analHá algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – Contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação pela submissão no sexo anal

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COMENTÁRIOS
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01- saudade de te ler nesse tom do Diametral! e que profissão interessante essa da Ninfa Jessi… queria ver essa performance. tenho um carinho especial por esses dois personagens. adorei a aventura nova. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – fev2013

02- Bem melhor que essa coisa de Tons de Cinza. É tudo mais colorido e faz a nossa imaginação nos levar numa história sensual e sexualmente ingênua. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mar2013

03- a Putinha do quartinho fundo.. A-M-E-I.. Paulla Sousa Barros, Fortaleza-CE – mar2013

Jessi passou o gel e a fantasia de Rahbe foi devidamente realizada, enquanto minha pequena fazia o complemento, beijando e masturbando nossa generosa vizinha

Protegido: A putinha do quartinho do fundo (VIP)

06/02/2013

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As Preciosas do Kelmer – jan2013

29/01/2013

Ricardo Kelmer 2013

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AsPreciosasDoKelmer201301-1.
Criei uma revistinha no Facebook. Ela se chama As Preciosas do Kelmer e é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso.

Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201301-1AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#4, jan2013

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Imagem da capa: Milo Manara

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*** ESTUPRA MAS NÃO MATA

ESTUPRO LEVA ÍNDIA A EXAME DE CONSCIÊNCIA EM BUSCA DE RESPOSTAS (Por Andrew North, da BBC News em Nova Déli)
O estupro e morte de uma estudante de 23 anos em Nova Déli espalhou uma onda de indignação pela Índia. Mas será que uma visita a uma área da cidade central nessa história oferece alguma pista sobre a direção para a qual se encaminha o país? > Leia mais

GURU DIZ QUE INDIANA QUE SOFREU ESTUPRO COLETIVO FOI “CULPADA”
Um guru espiritual provocou revolta na Índia por um causa de um comentário bizarro: segundo Asaram Bapu, a estudante de 23 anos que sofreu estupro coletivo em um ônibus e depois morreu em um hospital foi tão culpada pelo crime quanto os seus agressores. > Leia mais

CASAMENTO DE SAUDITA DE 90 ANOS COM MENINA DE 15 GERA REVOLTA NO PAÍS
Ele pagou U$ 17 mil pelo dote mas na noite de núpcias a menina trancou-se no quarto e depois fugiu. > Leia mais

ME ESTUPRA, MEU AMOR
Ricardo Kelmer

SexoViolento-1Algumas mulheres têm a fantasia de ser estuprada. Eu, particularmente, conheço várias. Isso é muito interessante e curioso. Numa época em que a cultura machista está em xeque e as mulheres a cada dia avançam mais na conquista dos direitos que o patriarcado sempre lhes negou, falar desse tipo de fantasia é tocar num nervo exposto e arriscar ser mal interpretado. Mas vamos lá.

Um dos perigos que ronda o tema é o fato de que algumas pessoas não conseguem distinguir fantasia de realidade. Fantasiar ser estuprada é uma coisa  querer ser estuprada é outra coisa totalmente diferente. Usar o argumento “as mulheres fantasiam ser estupradas” para justificar estupros é típico de quem não distingue a fantasia da realidade.

Para a mulher, talvez por trás da fantasia de ser estuprada esteja a ideia de ser tão irresistível a ponto do homem não conseguir se controlar e, assim sendo, ser dominada e forçada ao sexo seria a comprovação de seus poderes de sedução. Talvez. Porém, há mulheres que gostam muito de brincar de serem desejadas sexualmente e agem e se vestem com essa deliberada intenção. Até aí tudo bem pois atiçar o tesão alheio, ainda que seja só de brincadeirinha, não é crime. Porém… isso não seria uma brincadeirinha um tanto sádica?

As mulheres, pelo menos em nossa cultura, gostam de brincar de provocar sexualmente, sabemos disso. Desde cedo elas parecem ter boa noção do poder sexual que possuem. Seria um fator cultural ou algo inerente à psique feminina? Talvez um pouco das duas coisas. Se elas sabem do poder sexual que têm, seria justo culpá-las, ainda que em grau menor, por provocar deliberadamente o desejo dos homens? E como poderíamos definir exatamente o que é provocação?

Acho que nem a mulher nem ninguém deve ser culpado por provocar, ainda que deliberadamente, o desejo sexual alheio pois todos devem ser livres para expressar sua sexualidade livremente. Se o homem concorda que a mulher é livre para brincar com seu poder sexual, deve aprender a relaxar com as brincadeiras delas. Se discorda, é um sério candidato a ter problemas com as mulheres e até com a polícia.

Não neguemos à mulher o prazer de sentir-se desejada, e deixemos que continuem com suas brincadeirinhas sádicas de nos provocar – elas são lindas também por isso. E quando elas quiserem, participemos de bom grado de suas fantasias, por estranhas que sejam. O prazer da mulher sempre faz as manhãs mais bonitas.

O ESTUPRO DE MULHERES É PRAZEROSO PRA QUEM?
Lola Aronovich

Em Quando os Adams Saíram de Férias, romance de Mendal W. Johnson sobre um grupo de jovens de 10 a 17 anos que torturam e matam sua babá de 19, o narrador, embora critique a crueldade infantil, acaba culpando a vítima. Um livro como este pode ser considerado misógino apenas pelo material. É quase um manual de instruções de como se torturar alguém. Aliás, alguém assim, sem gênero, não. Uma mulher. As torturas inflingidas a Barbara são basicamente dedicadas a todas as mulheres. > Leia mais

PROCURA-SE HOMEM DAS CAVERNAS ATENCIOSO

Numa edição de 2009 a revista Época publicou matéria sobre o desejo sexual feminino. É comum que essas matérias mantenham-se apenas na superficialidade do tema mas esta traz informações bastante interessantes para quem se interessa pela sexualidade, em especial a da mulher. Recomendooo! (RK)

Trecho da matéria:

O desejo feminino parece depender diretamente da urgência demonstrada pelo homem em copular. Como ocorre com muitos elementos da vasta e contraditória psique humana, há consequências perversas na opção sexual das mulheres pelo prazer do outro. Uma delas é a divergência entre o que o corpo diz e o que a mente ouve, capturada no estudo de Meredith. A outra, perturbadora, é a fantasia do estupro. Os especialistas pisam em ovos ao falar sobre isso, mas o fato é que as mulheres têm fantasias recorrentes de serem submetidas pela força. Por trás disso, encontra-se, aparentemente, a ilusão narcisista (e excitante) de ser tão atraente, tão irresistível, que os homens seriam incapazes de conter sua luxúria. “As fantasias de estupro são muito mais recorrentes do que as pessoas imaginam”, diz o terapeuta Finotelli. Isso quer dizer que essas mulheres gostariam de ser estupradas? Não. Não. E, mais uma vez, não. Trata-se de uma fantasia íntima que dispara desejos sexuais. Ela não esconde a vontade oculta de sofrer a violência sórdida de um estupro. “As mulheres querem ser encostadas no muro, mas não colocadas em perigo”, diz Marta Meana. “Elas querem um homem das cavernas atencioso”. Quem seria capaz de cumprir tal papel? > Leia mais

FETICHES SÓRDIDOS QUE AS MULHERES NÃO TÊM CORAGEM DE PEDIR

SexoElaEles-2Entre as fantasias sexuais femininas, é muito comum a fantasia de ser pega à força. Há outras fantasias comuns mas muitas mulheres não as assumem perante seus parceiros, com medo de serem incompreendidas e rejeitadas. No site papodehomem.com.br há um texto, escrito por uma mulher, bastante interessante. Destaquei este trecho (RK):

“Não foi surpresa nenhuma a enxurrada de “estupro consentido!” que recebi como resposta. Pois é, meus amigos… O fetiche que encabeça essa lista é justamente o mais “errado” moralmente. Estupro é crime. Fato. Você nunca deve comer uma menina que apagou de tão bêbada (aliás, isso nem graça tem). Você não deve desrespeitar uma mulher que não queira transar com você, por qualquer motivo que seja.

“Tudo posto em seu lugar, uma das melhores coisas do mundo é ser comida com força. Com urros bestiais que ecoam pelo quarto, gemidos que viram gritos de prazer, puxões no cabelo, uma foda animalesca que faz todos os seus instintos mais viscerais se espalharem do útero para o resto do corpo.” > Leia mais

FALSA DENÚNCIA DE ESTUPRO TAMBÉM É CRIME

Estupro é uma violência inadimissível. Porém, falsas denúncias de estupro também são um crime de violência inadimissível. E elas acontecem. A mulher quer se vingar do amante, a mãe quer impedir as visitas do pai e inventa que ele abusou da filha, a garota tem medo dos pais descobrirem que ela não é mais virgem e inventa que foi estuprada… Em alguns casos o acusado consegue provar sua inocência mas há casos mais complicados. Se um casal faz um sexo muito selvagem, daqueles que deixa marcas no corpo, e no outro dia, por algum motivo, ela o denuncia como estuprador, as marcas no corpo servirão para comprovar sua denúncia e dificilmente o homem conseguirá provar inocência.

O fato de existirem as falsas denúncias não justifica a violência dos homens nem livra a culpa dos verdadeiros estupradores, claro, mas esse tipo de atitude acaba sendo prejudicial para as próprias mulheres na luta contra a cultura machista.

GAROTA É PRESA APÓS FAZER DENÚNCIA FALSA DE ESTUPRO CONTRA AMANTE. > Leia aqui

MULHER FAZ DENÚNCIA FALSA DE ESTUPRO A ACABA CONDENADA A DOIS ANOS DE PRISÃO EM SC > Leia aqui

MULHER É CONDENADA APÓS FALSA ACUSAÇÃO DE ESTUPRO > Leia aqui

COM MEDO DA MÃE, JOVEM TENTA REGISTRAR FALSA DENÚNCIA DE ESTUPRO > Leia aqui

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*** LIVRANDO A SEMANA (45)

SIDARTA (Herman Hesse) Editora Record

As histórias de Sidarta e de Buda se confundem. Nascido na Índia, no século 6º a.C., filho da aristocracia religiosa dos brâmanes, Sidarta passa a infância e a juventude isolado das misérias do mundo, gozando a existência calma e contemplativa que sua condição de casta lhe permitia. A certa altura, porém, abdica da vida luxuosa, protegida, e parte em peregrinação pelo país, onde a pobreza e o sofrimento eram regra.

Em sua longa parábola existencial, Sidarta experimenta de tudo, usufruindo tanto as maravilhas do sexo e da carne quanto a ascese e o jejum absolutos. Entre os intensos prazeres e as privações extremas, termina por descobrir “o caminho do meio”, libertando-se dos apelos dos sentidos e encontrando a senda da iluminação interior.

Este romance do alemão Hermann Hesse tornou-se livro de cabeceira de várias gerações, principalmente durante os anos 1960 e 1970, quando os beatniks e mais tarde os hippies o elegeram como libelo contra o American way of life, que ia tomando conta do Ocidente. A própria busca de Hesse pelas filosofias orientais já expressava essa recusa por uma cultura recém-saída do massacre da Primeira Guerra Mundial – e prestes a enfrentar outra carnificina ainda pior. (Sinopse: vestibular.uol.com.br)

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SOBRE HERMAN HESSE (Wikipedia)

Hermann Hesse (Calw, 2 de julho de 1877 – Montagnola, 9 de agosto de 1962) foi um escritor alemão, que em 1923 naturalizou-se suíço. Nascido no seio de uma família muito religiosa, filho de pais missionários protestantes (pietistas, como é típico da Suábia) que tinham pregado o cristianismo na Índia. Estudou no seminário de Maulbronn, mas não seguiu a carreira de pastor como era da vontade de seus pais. Tendo recusado a religião, ainda adolescente, rompeu com a família e emigrou para a Suíça em 1912, trabalhando como livreiro e operário. Acumula então sólida cultura autodidata e resolve dedicar-se à literatura. Travou contato com a espiritualidade oriental a partir de uma viagem à Índia em 1911 e com a psicanálise por meio de um discípulo de Carl Gustav Jung, em decorrência de uma crise emocional causada pela eclosão da Primeira Guerra Mundial. Estas duas influências seriam decisivas no posterior desenvolvimento da obra de Hesse.

Procurou construir sua própria filosofia, a partir de sua revolta pessoal (Peter Camenzind, 1904) e de sua interpretação pessoal das correntes filosóficas do Oriente (Sidarta), e em especial em O Lobo da Estepe (1927), que é também uma crítica contra o militarismo e o revanchismo vigente na sua terra natal depois da Primeira Guerra Mundial. Esta postura corajosa o fez bastante popular na Alemanha do pós-guerra, depois da desnazificação. Em 1946 recebeu o Prêmio Goethe e, passados alguns meses, o Nobel de Literatura.

> Saiba mais

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*** LIVRANDO A SEMANA (46)

LIVRO541-EnterremMeuCoracaoNaCurvaDeUmRioENTERREM MEU CORAÇÃO NA CURVA DE UM RIO (Dee Brown) L&PM

Este livro é o eloqüente e meticuloso relato da destruição sistemática dos índios da América do Norte. Lançando mão de várias fontes, como registros oficiais, autobiografias, depoimentos e descrições de primeira-mão, Dee Brown faz grandes chefes e guerreiros das tribos Dakota, Ute, Sioux, Cheyenne e outras contar com suas próprias palavras sobre as batalhas contra os brancos, os massacres e rompimentos de acordos, etc. Enfim, todo o processo que, na segunda metade do século XIX, terminou por desmoralizá-los, derrotá-los e praticamente extingui-los.

Publicado originalmente nos Estados Unidos em 1970, sob o título de “Bury my heart at Wounded Knee”, o livro de Dee Brown um dos maiores especialistas em história norte-americana da atualidade tornou-se rapidamente um divisor de águas da maneira de se pensar a conquista do Velho Oeste. Propondo uma visão totalmente diferente dos heróicos e falaciosos filmes de faroeste, este livro encontrou eco na consciência norte-americana de então, incomodada pela guerra do Vietnã e pelas disputas raciais. De lá para cá, foi traduzido para dezessete línguas e vendeu quatro milhões de cópias, tornando-se o livro número 1 sobre a conquista do Velho Oeste e a história do extermínio dos pele-vermelha. Uma obra que merece ser relida sob as conjunturas atuais, por lembrar sobre o alto custo e os baixos escrúpulos envolvidos nos chamados processos civilizatórios que forjaram o dito mundo desenvolvido de hoje.

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*** JANIS BLUES JOPLIN

O ADEUS A JANIS JOPLIN (Revista Rolling Stone)

Conheça a vida e as circunstâncias da trágica morte da cantora, que completaria 70 anos neste sábado, 19

Já eram 18h e Janis Joplin ainda não havia aparecido no Sunset Sound Studios. Paul Rothschild, o produtor da cantora, teve uma sensação estranha e mandou John Cooke, um dos roadies da Full Tilt Boogie Band, até o Landmark Motor Hotel para ver por que ela não estava atendendo ao telefone. “Eu nunca tinha me preocupado com ela antes, apesar de seus atrasos. Normalmente era porque parava para comprar uma calça ou fazer alguma outra coisa de mulher”, disse Rothschild. Mas o dia 4 de outubro era um domingo e havia poucos lugares abertos, mesmo em Hollywood. O Landmark é uma construção grande de estuque na Franklin Avenue. Fica perto dos estúdios de gravação no Sunset Boulevard e é próximo aos escritórios das gravadoras e das editoras de música. Um ambiente bem tolerante a algazarras. Era o tipo de lugar de que Janis gostava. > Leia mais

JANIS NO FESTIVAL EXPRESS
Em 1970, pouco antes de morrer, Janis participou do Festival Express, uma turnê de vários artistas que cruzou o Canadá e que depois virou filme (Festival Express). É maravilhoso ver Janis no auge de sua forma, bebendo uns uísques, fumando uns baseados e se divertindo horrores. Este vídeo é um trecho do filme. Nele, Janis rasga as veias do blues cantando Cry Baby. Quando vi a primeira vez, no cinema, chorei que nem um bezerro desmamado. E sempre choro quando revejo. Obrigado por tudo, Janis. (RK)

> Veja um trecho do vídeo, onde Janis canta Cry Baby (Toronto, 28.06.70)

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JOSS STONE HOMENAGEIA JANIS

Em 2005, aos 18 anos, Joss Stone participou de um show-tributo a Janis Joplin. Aqui você confere o número que ela fez com Melissa Etheridge, interpretando Peace of my Heart e Cry baby. Uma bela e emocionante homenagem. > Veja o vídeo

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LIVRANDO A SEMANA (47)

UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES (Clarice Lispector) Editora Rocco
Loreley (ou Lóri) é uma moça rica de Campos que vai morar no Rio para ter um pouco de liberdade. Ela conhece Ulisses, professor de Filosofia, que começa a conduzi-la na aprendizagem do prazer. As duas personagens de Clarice trazem as características de seus modelos originais (ela, uma figura do folclore alemão; ele, o herói da epopéia grega) e envolvem o leitor numa trama que se torna ainda mais apaixonante por ser uma aventura no mundo da linguagem, sem começo nem fim. Como em todos os livros de Clarice, trata-se de um ponto de vista feminino a respeito da vida. Uma aprendizagem… conta, acima de tudo, a viagem empreendida por Lóri em busca de si própria e do prazer sem culpa. > Adquira este livro na Livraria Arte Paubrasil

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RENAN CALHEIROS NÃO!

Renan Calheiros, assim como José Sarney, é a cara do Brasil das velhas oligarquias políticas, dos coronéis donos de cidades e estados inteiros, que mandam e desmandam, que beneficiam a família e os amigos por baixo dos panos e às vezes às vistas de todos.

Pois bem. Renan Calheiros, sobre quem pesam graves denúncias, trabalha nos bastidores para ser eleito no dia 1º de fevereiro para mais um mandato de dois anos na presidência do Senado. Até agora, o único adversário de Renan é o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) – mas a oposição e o grupo de “independentes” articula a candidatura de Pedro Taques (PDT-MT) ou outro peemedebista num contraponto a Renan.

Esses canalhas são muito fortes, é verdade. Mas nós temos a força da mobilização popular, a mesma força que criou a Lei da Ficha Limpa. Podemos impedir esse retrocesso. Assine a petição contra a volta de Renan Calheiros à presidência do Senado.

> Assine a petição

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LIVRANDO A SEMANA (48)

A MACONHA (Fernando Gabeira) Publifolha

De forma sintética e dinâmica, Fernando Gabeira explica no livro o que é a maconha, quais são os prós e contras de seu uso e procura entender os motivos pelos quais se ataca ou se defende a droga. Em linhas gerais, o livro responde às perguntas mais frequentes recolhidas por Gabeira nos debates que participou em torno da elaboração da política nacional de drogas. “As pessoas querem saber, por exemplo, se a maconha é uma escada para outras drogas, se provoca dependência física e psíquica, se causa perda de neurônios e da memória, e se tem poder medicinal”, diz Gabeira.

Pessoalmente, Gabeira defendeu durante anos a legalização da maconha e seu uso industrial mais amplo possível. “São 350 subprodutos derivados da canabis”, diz. A atual política nacional de drogas não separa a maconha de outras drogas. Pela lei, o usuário não é preso, mas arca com penas alternativas e multas. Fernando Gabeira discute também o papel social que a planta desempenhou na escravidão e seu uso em rituais religiosos na selva amazônica.

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AMAZON ABRE QUIOSQUES DE TIJOLO NO BRASIL

Iniciativa inédita no mundo mostra que a Amazon pode ter estratégias diferenciadas para o país. > Leia a notícia

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QUEREMOS MULHER EDUCADA

MalalaYousafzai-1A jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai, de 15 anos, foi baleada na cabeça em outubro de 2012 por um militante do Taleban, que a vê como inimiga por lutar pelo direito das mulheres à educação.

Ela passará nos próximos dias por duas cirurgias para reconstrução do crânio, em um dos passos da recuperação de sua saúde. David Rosser, diretor médico do hospital Rainha Elizabeth, de Brimingham, na Inglaterra, disse que a recuperação da jovem é “extraordinária e um testemunho de sua força e desejo de melhorar”.

Essa menina merece ter sua saúde de volta. E merece também o Nobel da Paz. > Leia mais

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AsPreciosasDoKelmer201301-1AS PRECIOSAS DO KELMER

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As encarnações da liberdade e da opressão

24/01/2013

24jan2013

No drama da existência humana liberdade e opressão sempre duelarão, e o que decidimos agora reforçará a um ou a outro lado no futuro

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AS ENCARNAÇÕES DA LIBERDADE E DA OPRESSÃO

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Todas as vidas, de todos os tempos, estão interconectadas. Esta é a mensagem básica do filme A Viagem (Cloud Atlas, baseado no livro Cloud Atlas Sextet, de David Mitchell), dos diretores Lilly Wachowski, Lana Wachowski e Tom Tykwer. As seis histórias que ele conta, passadas em épocas e lugares diferentes, ligam-se entre si pelas decisões individuais dos personagens que, sem saber, provocam drásticas mudanças nas vidas futuras e na própria história da Humanidade. O fato dos atores viverem vários personagens sugere que, de algum modo, somos todos os que nos antecederam e nos antecederão. Instigante, né?

Uma a uma, as histórias são contadas, alternando-se e entrelaçando-se: a escravidão de negros no século 19, o amor proibido de dois homens, o descaso da lógica capitalista pela vida humana, o cruel confinamento de idosos, a mecanização da existência numa sociedade totalitária e a prisão da mente às crenças religiosas, e em todas as histórias as pessoas lutam para libertar-se e libertar a sociedade de forças opressoras. O filme mostra que garantia de final feliz não há, pois os sistemas sociais são fortes e quem luta contra eles geralmente termina mal – mas mostra também que no drama da existência humana liberdade e opressão sempre duelarão, e o que decidimos agora reforçará a um ou a outro lado no futuro.

Desse tema da interconexão das vidas em diferentes épocas eu, particularmente, sou bem íntimo, pois gira exatamente sobre isso a trama de meu romance O Irresistível Charme da Insanidade. Em meu livro, porém, as vidas se cruzam por meio da sensação de déjà-vu, e passado e futuro influenciam-se mutuamente, numa lógica não linear do tempo. É uma metafísica difícil de conceber, eu sei, mas desconfio que logo os avanços tecnológicos nos trarão boas surpresas sobre a natureza do espaço-tempo e sobre a noção de eu. Em A Viagem, as conexões entre as vidas estão dentro da concepção comum do tempo linear, sim, mas elas também sugerem algo nesse sentido.

As irmãs Lilly e Lana Wachowski (antes, Andy e Larry) já mostraram, como diretoras, roteiristas e produtoras, que usam o cinema para nos fazer pensar criticamente sobre o mundo em que vivemos. Em Matrix e V de Vingança, há a luta incessante pela liberdade e pelo direito de todos sabermos a verdade. Agora, com A Viagem, ao mostrar as sutis conexões entre todas as vidas, elas nos incentivam a prosseguir na luta por liberdade e verdade, para que nossos esforços sejam captados no futuro pelos que lutam pela mesma causa.

Em um mundo onde as grandes corporações, que só visam ao lucro, têm mais força que os governos e estes precisam do apoio daquelas, o que pode o cidadão comum contra essa junção de poderes que vê nele apenas um eleitor ou um consumidor? Bem, pode votar mais consciente, protestar e lutar por mais transparência nas informações, democracia e respeito aos direitos humanos. Pode lutar contra o consumo exagerado e os preconceitos. Pode, e deve, fazer sua parte. Porém…

Um futuro melhor para a Humanidade e o planeta não é garantido, mesmo que você faça a sua parte, pois há outras forças envolvidas. Em A Viagem, foram em vão todos os esforços, já que a ganância destruiu a Terra? Vale mesmo a pena lutar por coisas como liberdade e verdade? Ou é mais vantajoso seguir a lei que diz que o fraco é a carne que o forte come?

Minha resposta para essas perguntas é a cena inicial do filme: se as histórias continuam a ser contadas, é porque a luta ainda não acabou.

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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com

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FILMEAViagem-1A VIAGEM

Cloud Atlas, EUA/ALE/Hong Kong/Cingapura, 2012
Direção: Andy Wachowski, Tom Tykwer, Lana Wachowski
Roteiro: Tom Tykwer, Andy Wachowski, Lana Wachowski
Elenco: Tom Hanks, Halle Berry, Hugo Weaving, Jim Sturgess, Susan Sarandon, Hugh Grant, Ben Whishaw, Keith David, Jim Broadbent, James D’Arcy, Doona Bae
Produção: Stefan Arndt, Grant Hill, Tom Tykwer, Andy Wachowski, Lana Wachowski
Fotografia: Frank Griebe, John Toll
Trilha Sonora: Reinhold Heil, Johnny Klimek, Tom Tykwer
Duração: 172 min
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Anarchos Productions / Media Asia Films / X-Filme Creative Pool / Asacine Produções / Five Drops / A Company Filmproduktionsgesellschaft

Treiler do filme

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LEIA NESTE BLOG

Jung – a jornada do autodescobrimento – Vídeo com um resumo da vida e das ideias de Carl Jung, o psicólogo e pensador suíço criador da teoria do inconsciente coletivo

Livros: He, She, We – Os rios de nossas vidas correm, na verdade, por leitos muito, muito antigos – os mesmos leitos que outras águas, ou outras pessoas, também percorreram

Mulheres na jornada do herói – As mulheres sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

A ilha – Uma fábula sobre o autoconhecimento

Mariana quer noivar – Você abdicaria das relações amorosas em sua vida em troca de dinheiro ou sucesso na carreira?

Carma de mãe para filha – Os filhos sempre pagam caro pelos pais que não se realizam em suas vidas

A Humanidade, o psicólogo e a esperança – Os acontecimentos mostram que a Humanidade está se unificando, unindo seus opostos

Wikileaks e o nascimento da cidadania global – Quanto mais as pessoas se conectam à internet, mais elas se entendem como participantes ativos dos destinos do mundo e não apenas de seu país

Cine Kelmer apresenta – Dicas de filmes

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DICA DE LIVRO

ICI2011Capa-01dO Irresistível Charme da Insanidade
Ricardo Kelmer, romance

Nos séculos 16 e 21, dois casais vivem duas ardentes e misteriosas histórias de amor. Ou será o mesmo casal?

Um músico obcecado pelo controle da vida. Uma viajante taoísta em busca da reencarnação de seu mestre-amante do século 16. O amor que desafia a lógica do tempo e descortina as mais loucas possibilidades do ser.

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- acho que os irmãos Wachowski são bons candidatos a dirigir o filme do Insanidade. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – jan2013

02- bom cometário Ricardo, como dizia Platão discipulo de Socrates que o sucesso terreno (homicidas, tiranos,libertinos,…) e o insucesso terreno (Socrátes, atribuido a sua morte) não podem representar critérios de mensurabilidade do caráter de um homem (se justo ou se injusto) . No reino das aparências (mundo terreno, sensível) o que parece ser justo, em verdade, não o é, e o que parece ser injusto, em verdade, não o é.( Eduardo Bittar, professor da USP). Luis Carlos Linhares, Fortaleza-CE – jan2013



Quando os homens não voltam para casa

18/01/2013

19jan2013

QuandoOsHomensNaoVoltamParaCasa-1.

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GuiaDeSobrevivenciaCAPA-1bJavier Viegas é tarólogo e resolve problemas do Além. Dessa vez uma moça deseja reencontrar o namorado que foi atraído por uma bela princesa para dentro de um quadro de parede.

Mistério, sobrenatural.

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(Este conto integra o livro Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos)

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QUANDO OS HOMENS NÃO VOLTAM PARA CASA

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OI, LU… Por favor, leia a carta com atenção. Você é a única pessoa em quem confio. Saiba que, apesar de tudo, ainda amo você. Beijos. Junior.

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Luciane leu o bilhete intrigada. Já fazia uma semana que não tinha notícia do namorado. No escritório avisaram que ele não ia lá fazia três dias, os porteiros do prédio não sabiam dele e seu telefone não atendia. No início, pensou que Junior se chateara com a discussão que tiveram e resolvera dar um tempo. Mas aquele sumiço não fazia sentido.

Então decidira falar pessoalmente com ele. Entrou no apartamento com a chave extra que possuía. Nada viu de anormal, estava tudo em ordem. Sobre a cama, encontrou o bilhete, e ao lado, o quadro que ele tanto gostava, a princesa sentada num banco à entrada de um bosque, o mesmo quadro que originara a fatídica discussão. Nunca viu nada demais naquele quadro, mas Junior nutria por ele uma tal admiração que ela simplesmente não entendia. Pôs o bilhete de lado e começou a ler a carta.

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A margem de um lago, um pequeno ancoradouro e um bote amarrado. Um caminho que sai do ancoradouro e penetra o bosque, por entre as árvores. Logo à entrada do bosque, um banco de madeira e uma princesa muito bonita, em trajes medievais, olhando triste para a curva do caminho, como se aguardasse alguém que de repente surgirá vindo do bosque…

Encontrei o quadro numa loja de usados e gostei dele de cara. A princesa me passava uma ternura tão grande… E havia a sensação de familiaridade, era como se eu a conhecesse de algum lugar, de algum tempo. Levei o quadro e pus na sala. Você deve lembrar desse dia: eu mostrei, você olhou e riu, e disse que princesas sempre fizeram o meu tipo, e que se acaso eu encontrasse uma pela frente, não pensaria duas vezes e lhe trocaria por ela. Lembra?

Primeiro, pus o quadro no corredor, para olhar sempre que eu passasse. Depois, trouxe para o quarto e deixei ao lado da cama, para que eu adormecesse olhando para ele. Várias vezes tentei lhe dizer do quanto o quadro me fascinava. Mas você apenas zombava dos meus comentários.

Para mim, aquela princesa estava presa no bosque. Ela era triste e passava os dias sozinha, chorando de saudade de seu país. Mas havia um leve brilho de esperança em seus olhos: ela esperava pela chegada de um cavaleiro que a libertaria. Ele viria do bosque e surgiria na curva do caminho. Ele a pegaria pela mão e juntos tomariam o bote que os levaria rumo ao país da princesa. Enquanto isso não acontecia, ela aguardava cantando uma canção melancólica que se espalhava pelo bosque e um dia chegaria aos ouvidos de seu libertador.

À noite, eu acariciava o quadro como se isso pudesse amenizar o sofrimento da princesa. Tirava o vidro, passeava a ponta dos dedos por sobre o papel e quase podia sentir o relevo das árvores, a água do lago, a pele dela, o cabelo…

Então, uma noite tive um sonho. Eu estava no bosque e seguia pelo caminho entre as árvores. Estava à procura da princesa e precisava muito encontrá-la antes que anoitecesse. E só havia um jeito: guiar-me por sua canção. Mas ventava muito e a voz dela se perdia nos ventos. Tentei muitos caminhos, sabia que ela estava perto, podia sentir sua presença… mas não a encontrei. Começou a ficar escuro e eu tive medo de me perder no bosque. Então, lamentando muito não tê-la encontrado, voltei.

Acordei no meio da noite chorando. O sonho ainda estava presente no quarto e eu podia sentir o vento, ainda ouvia os ecos da canção triste. Eu estivera tão perto… Ela estava ali, em algum lugar… e eu não soube encontrá-la. Não fui bom o bastante para ser seu cavaleiro – era isso o que mais me doía.

No outro dia nem fui trabalhar, impressionado com a força do sonho. Contei para você, lembra? Pela primeira vez você escutou com atenção e, então, falou que eu já estava exagerando, e que se continuasse assim, ia ficar doido. Você levantou com o quadro na mão e saiu, dizendo que ele era de mau gosto e que ia jogá-lo no lixo.

Alcancei você na sala. Avancei e puxei o quadro de sua mão, mas ele escapou e caiu. E espatifou-se no chão. Quando vi os pedaços de vidro espalhados, fiquei transtornado, uma dor imensa no coração. Tentei juntar os pedaços e você se abaixou para me ajudar, pedindo desculpas. Mas eu lhe empurrei, com raiva, e disse que dispensava sua ajuda. Você ficou olhando para mim, assustada. Certamente devia achar que eu não estava bem da cabeça ou, então, pela primeira vez teve um vislumbre do quanto aquele quadro era importante para mim. Não sei, afinal não conversamos mais. Você bateu a porta com força e foi embora.

No dia seguinte, inventei uma desculpa e novamente não fui trabalhar, não conseguiria me concentrar. E à noite tive o segundo sonho. Estava de novo no bosque e a cantiga da princesa me chegava por entre os ventos. Ela estava mais perto que na noite anterior… Eu queria prosseguir, mas já estava escuro e eu tinha medo de ficar perdido no bosque para sempre. Dividido nessa dúvida mortal, decidi voltar, uma dor me dilacerando a alma por mais uma vez deixar a princesa sozinha.

Como da outra vez, despertei logo, tão triste que suspirava. Por alguns instantes, o quarto pareceu ser o bosque, tão real que quase toquei as folhas no chão. Rapidamente, tomei o quadro no peito, como se faz com alguém que a gente gosta tanto que tem vontade de trazer para dentro de si. Apertei a princesa contra o peito enquanto fazia força para que o sonho não fugisse. E por alguns instantes deu certo: toquei um galho, segurei-o… Mas logo o bosque sumiu e eu estava de volta ao meu quarto, eu e minha enorme tristeza. Então, falei para a princesa ser forte e aguardar só um pouco mais, eu logo a encontraria. E foi com esse pensamento que adormeci, esperançoso de que o sono me conduzisse de volta ao bosque.

Mas não voltei. Acordei pela manhã decepcionado, sem ânimo nem para comer. Não fui trabalhar. Trabalhar como, sabendo que ela ainda estava lá, sozinha naquele bosque?

Sem conseguir pensar em outra coisa, saí para dar um passeio. Olhando para o lago do parque, escutei a voz da princesa. Estava distante, eu quase não ouvia. Mas ela era sim. Fiquei radiante: aquilo era um sinal. Então, voltei para casa com a certeza de que à noite eu a encontraria.

Já é madrugada e estou com sono. Logo mais estarei com a princesa e a levarei de volta a seu país. Não se preocupe comigo, eu voltarei.

Junior

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Luciane continuou olhando para o papel. Tentava organizar as ideias, mas todo o seu pensamento era um emaranhado de interrogações girando sem parar. Que diabo afinal estava acontecendo?

De fato, no início não ligara. Com o tempo, no entanto, o interesse de Junior pelo quadro lhe botou uma pulga atrás da orelha. Mas nem de longe imaginou que a coisa pudesse chegar a tal ponto. Lembrou que nos últimos tempos ele andava mais quieto e pensativo, questionando coisas e com considerações filosóficas a respeito da vida. Talvez houvesse faltado um pouco mais de tato de sua parte para entender o que se passava. Ele dizia que precisava ficar sozinho mais tempo, e ela considerou que ele não mais a queria. Talvez não fosse nada disso. Talvez ele ainda a amasse mesmo.

Aqueles dias longe dele serviram para rever algumas ideias. Pediria desculpas e tentaria ser mais compreensiva, afinal ela o amava muito e não imaginava a vida sem ele. Claro que ele também tinha seus defeitos, mas primeiro era preciso não perdê-lo, isso agora era o mais importante. Por esse motivo, resolvera procurá-lo.

Mas agora, aquela carta… E se ele estivesse lhe aprontando uma brincadeira?, pensou, subitamente irritada. Sim, Junior bem seria capaz disso. Ela ali preocupada e ele em algum lugar por aí, rindo de sua cara. É, ele estava lhe aprontando alguma. E ela fazendo papel de boba, perdendo tempo com os delírios de um cara metido a cavaleiro garboso e sua princesa casadoira. Conheceu outra mulher e agora inventava aquela palhaçada, era isso. Pois se quisesse, que a procurasse para esclarecer a situação. Tinha mais o que fazer.

E foi embora, batendo a porta.

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QuandoOsHomensNaoVoltamParaCasa-1ELE, PORÉM, NÃO A PROCUROU. Os dias seguiram e a indefinição a deixava nervosa. Estava com saudades. E muito preocupada. Aquela carta não fazia sentido. E ainda havia a questão do trabalho: ele faltava já fazia uma semana, os colegas também estavam preocupados.

Voltou ao apartamento três dias depois. Estava decidida a chamar a polícia. Foi até o quarto e pegou o quadro sobre a cama. Então, percebeu algo tão estranho que teve de tapar a boca para não gritar. Ali, no quadro, no exato local onde o caminho fazia uma curva para entrar no bosque, ali havia uma nova figura, uma pessoa que não estava lá da última vez. E, olhando bem… era Junior.

Luciane largou o quadro sobre a cama. Um medo gelado lhe subiu a espinha. Olhou novamente o quadro. Havia mesmo um detalhe novo na paisagem, havia alguém vindo de dentro do bosque em direção à princesa. A imagem não estava nítida, mas era uma pessoa. E o rosto parecia com o de Junior, o formato, o cabelo, os olhos… Ou será que aquela pessoa sempre estivera ali? Não, impossível.

Luciane fechou os olhos e disse para si mesma, mentalmente: Junior está dentro desse quadro. Ao mesmo tempo em que resistia à ideia, sentia seu pensamento sendo atraído para ela. Junior estava naquele quadro, podia sentir isso. E quanto mais se deixava envolver pela ideia, mais absurda ela se tornava.

Olhou novamente. E se fossem dois quadros? Em sua brincadeira, Junior bem poderia ter substituído o primeiro quadro por aquele segundo. Mas não, não. Por que ele se daria ao trabalho de fazer tudo aquilo, por quê? Não fazia sentido.

Decidiu dormir no apartamento. Estava com medo, mas precisava descartar a hipótese de que seu namorado lhe pregava uma peça, ele que sempre fora muito brincalhão. Dormindo ali, talvez o surpreendesse chegando para trocar o quadro novamente. Precisava tentar.

Não conseguiu dormir de tanta ansiedade. Levantou assim que o dia clareou. A primeira coisa que fez foi pegar o quadro. E lá estava a mesma pessoa chegando pelo caminho – dessa vez, no entanto, a imagem estava mais nítida. Não havia dúvidas: era Junior sim. E ele estava bem próximo da princesa, quase tocando-a.

Luciane olhava o quadro impressionada. Da noite para o dia os contornos da figura adquiriram maiores detalhes, como se alguém houvesse retocado o quadro. Não havia engano: aquele era seu namorado… vestido feito um cavaleiro medieval.

– Junior… – murmurou, enquanto acariciava o quadro. – Junior, você está aí?

De repente, deu-se conta do que fazia e começou a chorar. Chorou pelo namorado cujo paradeiro desconhecia, e também pela possibilidade de estar sendo vítima de uma bizarra brincadeira. E chorou, principalmente, pelo medo de tudo aquilo ser verdade.

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A MOÇA DO BALCÃO suspendeu os olhos do livro que lia e olhou para Luciane.

– Bom dia. Meu namorado comprou este quadro aqui mês passado. – Luciane tirou o quadro da mochila. – Foi você quem vendeu pra ele?

– Estou lembrada, fui eu mesma. Algum defeito?

– Não, não é isso. É que… bem… Você lembra se o quadro tinha esse detalhe aqui, esse cavaleiro?

– Como assim?

– Tente lembrar, é importante.

– Não estou vendo nada de errado nele.

Luciane suspirou. Não ia ser fácil.

– Moça, eu sei que você não vai acreditar, mas…  Olha, eu tenho fortes motivos pra acreditar que meu namorado… caiu dentro desse quadro. – Pronto, falara. Estava dito. – Ele é esse cavaleiro que está vindo pelo caminho…

A atendente olhou para o quadro, e depois para ela. Viu o rosto cansado de Luciane, a expressão angustiada.

– Seu namorado… caiu dentro do quadro?

Luciane sentiu que ia chorar novamente. Controlou-se e tentou falar, mas não conseguiu. Sentia-se totalmente ridícula. A atendente continuava observando-a. A situação toda era absurda, irreal. Então, compreendeu que era inútil, estava fazendo papel de louca.

– Esqueça o que eu falei – ela disse, pondo o quadro de volta na mochila. – Não devia ter vindo aqui.

Quando se preparava para deixar a loja, um homem surgiu, vindo da sala ao lado.

– Por favor, não vá.

Luciane virou-se e viu um sujeito baixo, moreno, barrigudo. Vestia jeans, tênis e camisão estampado por fora da calça. Devia ter seus cinquenta anos. O homem tinha um olhar forte, mas amigável.

– Se não for incômodo, gostaria de ouvir sua história.

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QuandoOsHomensNaoVoltamParaCasa-1A PEQUENA SALA tinha uma luminosidade suave que vinha de um vitral colorido na janela. No ar pairava um suave cheiro de incenso. Havia objetos antigos como baús, candelabros e estatuetas, muitos livros numa estante de madeira e belos quadros pelas paredes.

Luciane sentou-se numa cadeira que parecia ter quinhentos anos de idade. Reparou no homem que sentava do outro lado da mesa. Tinha trejeitos femininos. E falava com sotaque espanhol. Olhos negros, olhar amável. Era calvo na frente, mas atrás o cabelo descia numa trança até o meio das costas. Figura exótica.

A atendente entrou trazendo uma bandeja.

– Chá de capim-santo, querida – o homem falou. – É bom pros nervos. Obrigado, Ana Isaura. Agora pode nos deixar a sós, está bem? Não atendo ninguém.

– Dona Carlota tem consulta às seis, seo Javier.

– Desmarque, mulher. Diga que minha vó menstruou e que eu saí correndo pra lá. Passar bem.

Luciane riu. Exótico e gozador.

‒ Ana Isaura começou mês passado, ainda não entrou direito no clima desse negócio. Tenho essa loja de usados, meu anjo, mas também dou consulta de tarô. E resolvo outros babados. Nunca ouviu falar do tarô do Javier?

Tarô do Javier… Onde se metera?

– Você deve estar se perguntando, onde que eu fui parar, minha Virgem, não é? Mas não se preocupe, veio ao lugar certo, eu vou ajudá-la. Vamos lá, me conte essa história direito.

Luciane pesou a situação. Certamente se tratava do maior charlatão do bairro. Aquele sotaque espanhol devia ser puro golpe de marketing. A trança enorme nas costas, o jeitão de bicha… Vai ver nem era bicha, era tudo marketing. E a túnica branca, por que não usava? Certamente para não ficar estereotipado demais. Aquela gente sabia como fazer a coisa. Bem, não custaria nada contar para ele. Para quem mais, afinal?

Então, contou que Junior comprara o quadro ali e que se afeiçoara exageradamente a ele. Falou da crise por que passava a relação, da discussão por conta do quadro e que depois ficaram sem se falar por uns dias. Javier escutava atento.

– Uma semana depois, como ele não atendia o telefone, fui até lá. E só encontrei esse quadro. Quando voltei no outro dia, Junior começou a aparecer na paisagem, vestido de cavaleiro… – ela falou e sorriu sem jeito, nervosa, esperando que Javier sorrisse também. Mas ele continuou compenetrado, olhando em seus olhos. – E aqui estou eu.

Não falara da carta. Proposital. Queria ver até onde o sujeito era mesmo bom naquelas coisas.

– O que você acha que pode ter acontecido? – ele perguntou.

Ele queria saber qual a sua própria expectativa, raciocinou Luciane. Sabendo isso, jogaria de acordo. Gente esperta.

– Pra ser sincera, não sei mesmo.

Javier pediu o quadro. Ela tirou da mochila e entregou.

– Hummm, bom gosto pra homem, heim?…

Ele segurou o quadro com as duas mãos e fechou os olhos. Por um tempo assim ficou, a cabeça reclinada para trás, num movimento circular e vagaroso, respirando fundo. Ela acompanhava com atenção seus movimentos. Sentiu vontade de rir, mas se controlou. Quando tudo se resolvesse, Junior iria lhe pagar direitinho aquele ridículo todo, ah, iria sim, o cretino.

Javier abriu os olhos.

– Babado fortíssimo, meu anjo.

– Heim?

– Olha, não deu pra ver os detalhes, mas fizeram coisa bem feita com seu namorado.

– Uma mulher?

– Mulher. Mas não deu pra ver de quem se trata.

– Taí, não sabia que eu tinha uma rival… – ela ironizou. E não teve como evitar a lembrança de algumas amigas, umas certas colegas de escritório dele… Mas não, aquele papo era conhecido. Agora o charlatão ia dizer que podia desfazer o feitiço e que cobrava tanto, mas, como simpatizou com ela, deixava por tanto…

– Essa moça é poderosa.

– Eu conheço?

– Talvez. Mas é uma velha conhecida dele.

– E o que vai acontecer?

– Ele parece que está enfeitiçado. É como se estivesse sendo atraído por ela.

Luciane lembrou da canção triste da princesa…

– Ela deve ter atraído seu namorado com este quadro. Ele veio aqui e comprou, levou pra casa. Crau! Mordeu a isca direitinho.

– Mas onde ele está agora?

– O quadro está mostrando, meu amor. A princesa representa a mulher que jogou o feitiço nele. Ele já a encontrou.

– Você quer dizer que esse cachorro está me passando um chifre por aí? – ela falou sorrindo, tentando mostrar que aquilo não a afetava. Mas se descobriu verdadeiramente irritada com a tal hipótese. Talvez aquela priminha dele que vez em quando vinha para a cidade…

– Em outras palavras… é isso mesmo.

– Mas que diabo de mulher é essa que faz um homem largar casa, trabalho, se mandar, não avisar ninguém?…

– Babado forte, meu anjo, já falei. Não crê em bruxa?

– Não.

– Pois elas existem.

Ele só podia estar inventando tudo aquilo. Mas como explicar o que acontecia com o quadro?

– Claro que você tem o direito de desconfiar de tudo que estou falando, meu bem. Acontece que enquanto você desconfia, a rival ganha terreno.

Ele pôs o quadro sobre a mesa.

– Javier, eu não sou a pessoa mais cética do mundo, pode ter certeza. Mas você há de convir que essa história parece mais uma grande loucura.

– Se é loucura, o que você está fazendo aqui?

O tom de voz dele tornara-se mais sério. O olhar agora era grave.

– Muito bem. Digamos que eu acredite. E agora?

– Agora você me faz um cheque de mil reais e podemos começar. Normalmente eu cobro dois. Mas simpatizei com seus olhos…

– Mil reais?! De jeito nenhum.

– Se você acha que seu namorado não vale isso…

– Talvez não. E se eu não tiver esse dinheiro?

– E não tem como arrumar?

– E se arrumar? Que garantia tenho de que vai dar certo?

Ele se inclinou para frente e seu olhar mudou novamente. Tornou-se mais manso e envolvente. E ela podia senti-lo feito suaves ondas… que iam e vinham dentro de seus próprios olhos…

– Vai dar certo, meu anjo.

– E se por acaso não der? – As ondas iam e vinham, iam e vinham… formando um balanço agradável… inebriante… sonolento… – Você me devolve o dinheiro?

– Eu não falho, minha querida.

Por um instante, quase se deixou levar por aquele vai e vem… Mas, subitamente, uma forte vontade se manifestou e agitou seu pensamento, pondo-a em terra firme. A sonolência sumira.

– Isso não é garantia, Javier, você sabe disso.

Ele encostou-se de volta na cadeira. Pousou os cotovelos nos encostos, juntou as mãos sobre a barriga e cruzou os dedos. Encarou-a por alguns segundos, gravemente. Já não havia ondas em seu olhar.

– E você dizendo que não acredita em bruxas…

– Como?

Impressão ou ele tentara hipnotizá-la?

– Quantos anos você tem, Luciane?

– Vinte e sete.

– Você é nova. Se quisesse, podia ser ainda uma grande bruxa. O que tem de gente precisando de serviço. Você tem jeitão, é forte… Mas sem essas ombreiras, meu anjo, por favor. Não lhe caem nada bem. Se quiser, posso ser seu estilista, você me dá dez por cento do que faturar, que tal? Estilista de bruxa. Chique.

– Eu só quero meu namorado de volta.

– Encontrei pouquíssimas mulheres com sua força. E olhe que eu já rodei muito.

– Você é desses que se aproveitam do desespero das pessoas, Javier?

– Só cobro dos que podem pagar.

– Se posso ou não, não vem ao caso. O que estou discutindo é a garantia de seu serviço.

Ele sorriu.

– Você ganhou, sorcière. Não precisa pagar nada agora. Mas se seu namorado voltar, quero mil e quinhentos.

– Mil e duzentos.

– Mil e trezentos. É pegar ou largar.

Luciane sentia-se ridícula. Aquilo não estava acontecendo. Negociando com um charlatão a volta da pessoa amada…

– Combinado.

– Sábia decisão  – ele falou, e levantou da cadeira, apontando o quadro. – Eu vou entrar hoje mesmo. E vou trazê-lo de volta.

– Vai entrar no quadro?

– Já entrei em muitos. Seu namorado não é o primeiro a cair nessa história. Mas vamos logo ao que interessa. – Ele caminhou até a porta. – Traga o quadro.

– Vamos aonde?

– Ao local do crime, lógico. – Ele abriu a porta e saiu. Ela o acompanhou. – A energia do babado ainda deve estar por lá. Vou ter de dormir uma noite no apartamento do seu namorado. Ana Isaura, vou sair mais cedo, pode fechar. Até amanhã. – Virando-se para Luciane, falou baixinho: – Você devia pensar melhor sobre ser uma bruxa…

– Não estou interessada.

– Que desperdício, meu anjo Mikael, que desperdício…

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QuandoOsHomensNaoVoltamParaCasa-1ERAM OITO HORAS quando chegaram ao apartamento. Javier entrou no quarto e procedeu como na loja: fechou os olhos e girou a cabeça, concentrando-se. Luciane observava da porta, aquele quarto lhe dava calafrios. Por um instante, ainda considerou a hipótese de desistir. Mas já havia ido longe demais.

– O portal é exatamente aqui, neste quarto – disse Javier após abrir os olhos. – Olha, vou precisar de treze velas brancas. Novas, viu? O supermercado ainda está aberto. Vou dormir no quarto, você na sala. Se quiser, pode comer alguma coisa, eu vou dormir de barriga vazia.

– E o quadro?

– Dorme comigo. Não se preocupe, vou encontrar seu namorado e ele vai voltar pra você, lindo e maravilhoso.

Meia-hora depois, Javier foi ao banheiro e trocou de roupa. Despediu-se dela e foi para o quarto, levando o quadro e as velas.

Luciane deitou no sofá da sala e manteve-se atenta. Mas não escutou nenhum som vindo do quarto. O que aconteceria? Estava exausta, os olhos pesando de tanto sono. Talvez a vizinha de baixo, talvez… O idiota bem seria capaz de se enrabichar por um tipinho daquele. Ou aquela caixa da farmácia…

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O BARULHO DO TRÂNSITO, as buzinas, os ônibus passando… Luciane despertou assustada, a claridade da manhã entrando pela fresta da janela. Eram nove horas. Dormira profundamente, como havia dias não o fazia. Levantou do sofá e correu para o quarto. Abriu a porta e não viu ninguém. No chão estavam as velas derretidas. Sobre a cama, o quadro. Aproximou-se. E viu Junior. Sentado no banco, ao lado da princesa, segurando-lhe as mãos.

– Bom dia, princesa…

O susto foi tão grande que ela tropeçou nas próprias pernas e caiu, gritando.

– Meu São Sebastião flechado, mas pra que esse escândalo, criatura? – Javier estava à porta do quarto, enxugando o rosto com uma toalha. ­– Eu, heim… Depois bicha é que é escandalosa.

– Cadê o Junior? O que aconteceu?

– Primeiro, se acalme. O mundo vai acabar mas não é hoje. O que acabou foi o papel higiênico do banheiro. Melhor providenciar.

– Já estou calma – disse ela, levantando-se.

– Vamos tomar um café que eu tenho algo muito importante pra lhe falar.

 

 

– ME ENGANEI. Isso não é coisa de gente desse mundo.

Sentado à mesa da cozinha, Javier tinha a expressão grave.

– Não?

– Eu bem que desconfiei ontem lá na loja.

– Do quê?

– A princesa perdida. Eu já soube de uns babados desses, mas nunca nenhum tinha caído em minhas mãos. Essa é a primeiríssima vez.

– Ainda não entendi – Luciane falou, servindo duas xícaras de café.

– Obrigado. Pois bem, a princesa perdida é uma princesa belíssima, a mulher mais bonita que já existiu. E olhe que entendo de beleza, já fui até jurado de concurso, sabia?

Luciane continuou séria.

– Ela é de um reino muito distante, que fica depois do lago. Um reino fora do tempo. E só um cavaleiro destemido pode ajudá-la a voltar pra casa.

Ela riu.

– Cavaleiro destemido, o Junior?! Você está brincando… Aquele frouxo morre de medo de altura.

– A princesa não o subestimou.

Luciane ficou séria novamente, lembrando da carta. Sentiu que não adiantaria muita coisa pensar em termos lógicos. Até ali se comportara como se estivesse no limite entre duas realidades, sem se decidir por nenhuma. Talvez fosse hora de se resolver.

– Essa princesa perdida, ela existe mesmo?

– Sim. Mas só pros homens.

– E por que diabo ela está fazendo isso com ele?

– Primeiro, porque ela precisa voltar pra casa, já lhe disse. E, depois, porque seu namorado se encantou com ela.

– Mas ele me ama.

– Não tem nada a ver com vocês, meu bem. É coisa dos homens.

– Aquele cachorro…

– Isso não é hora de briga. E eu não tenho vocação pra terapeuta.

– Francamente, cheguei ao fundo do poço. Ser trocada por uma princesa de papel…

– Ela é tão real quanto você, querida. Apenas vive no mundo dele, entende?

– Homem não presta mesmo! – Luciane continuava inconformada. – São todos uns fracos, não podem ver bunda se balançando na frente deles… Bunda de princesa então!

– Eu não acredito que a madona está com ciúmes.

– Ciúmes? Não seja ridículo, Javier…

– Pra ciúme, é salmo 115, viu? Sete vezes ao dia durante sete dias. Virada pra igreja de Éfeso.

Ela engoliu em seco a provocação. Estava com muita raiva e não tinha por que esconder. Se Junior não estava satisfeito com ela, por que então não a procurou antes para conversar? Mas não, saiu logo atrás da primeira que apareceu. Uma mulher de papel, do outro mundo, que ridículo.

– Diz que essa princesa tem uma voz lindíssima. Ela atrai os homens cantando, como as sereias.

– Além de princesa, cantora. Eu mereço.

– Mas tem um jeito de fazê-la parar de cantar.

– Qual é?

– Indo encontrá-la, pessoalmente. Exatamente como ele fez.

– Então chame de volta, Javier.

– Tsc, tsc. Agora não é hora.

– Por que não?

– Quando chega a hora do homem encontrar essa mulher, não se deve impedi-lo.

– Por quê?

– É uma velha lei do mundo da magia, meu amor. Não fui eu quem inventou.

– Leis existem pra serem quebradas.

– Essa eu não quebro, santa, não mesmo, olha o dedinho…

– Então o que fazemos?

– Nesse caso, nada.

– Ótimo. E ele vai ficar lá até quando?

– Não sei. Mas ele vai tentar levá-la de volta ao seu reino.

– Rola sexo nessa história? – Luciane perguntou, séria.

Javier riu.

– Estou falando sério, Javier.

– Vai depender dele.

– Então já deve estar rolando. – Ela se levantou, irritada.

– Pelo jeito, você não confia muito em seu namorado.

– Isso não é da sua conta.

– Devia se orgulhar dele. São poucos os homens que têm coragem de ir encontrar a princesa. E menos ainda os que conseguem levá-la de volta a seu reino. A maioria só quer sexo com ela. Esses, ela rejeita.

– E o que acontece com esses?

– Eles voltam e continuam os mesmos. Mas se o homem a olha além do desejo físico, ela o sagra cavaleiro de uma ordem muito especial. Ele volta outro homem, mais sábio, mais maduro.

Luciane pensou um pouco.

– Tenho que lhe mostrar uma coisa, Javier.

Ela mostrou a carta, envergonhada. Javier a leu em silêncio. Depois dobrou e entregou de volta.

– Por que você não me falou antes, dona cascavel? – ele perguntou, muito sério. – Teria me poupado trabalho.

– Desculpe. Eu só queria ver se você era bom mesmo. Agora vejo que é.

– Típico de bruxa. Bruxa que ainda tem muito que aprender. De qualquer forma, eu não posso trazê-lo de volta. Só podemos torcer pra que ele não fracasse.

– Vai ser uma torcida inútil.

– Não subestime os homens, meu anjo. Muitos partem com uma verdade e descobrem outras.

– Vou ter de ficar aqui torcendo pra que meu namorado seja forte o suficiente e resista a essa princesa? Acho muito difícil… Olha aqui a cara deles, parecem dois pombinhos apaixonados…

– Junior já deve ter sofrido um bocado com esse seu gênio, heim, menina?…

– Tenho o direito de ficar nervosa. E, além disso, estou pagando.

– Não vai mais pagar, meu bem. Ninguém pode ir lá buscar seu namorado. Aposto minha trança nisso.

– Que espécie de bruxo é você que não pode tirar um homem dos braços de uma princesa idiota?

– Ah, meu anjo, você ainda tem muito a aprender sobre magia…

– Pois me ensine. Agora quero aprender.

Javier a olhou num misto de riso e espanto.

– E pra quê, criatura louca? Não vai me dizer que é pra ir lá buscar…

– E eu poderia? – ela o interrompeu.

– Duvi-dê-o-dó. E mesmo que pudesse, eu não aconselharia.

– E se eu quisesse apenas observar?

– É arriscado.

– Por quê?

– É o mundo dela, só os homens vão lá.

– Pois eu quero ir.

Javier terminou de tomar seu café, levantou-se e lavou a xícara na pia.

– Desista, Luciane, é realmente muito arriscado.

– Eu assino um papel me responsabilizando, fique tranquilo. Apenas me diga o que tenho de fazer. Aí você cai fora e eu faço o resto.

Javier suspirou. Não era todo dia que se tinha o privilégio de ver uma bruxa daquelas em ação. No entanto…

– Quanto você quer, Javier?

Ele não respondeu.

– Eu lhe pago os mil e trezentos, está bem? E você me ensina como fazer.

– Não sei, acho melhor não facilitar…

– Mil e quinhentos.

Javier se assustou com a força das palavras dela. A bruxa enfim se revelava… Ele observou a mulher à sua frente, tão determinada que não duvidou que ela pudesse fazer mesmo o que tinha em mente. Mas o que poderia acontecer?

– Dois mil, Javier. Vai topar ou não?

Dois mil…, pensou Javier. Dava para passar quinze dias na praia comendo camarão. Bem longe daquelas loucas descabeladas atrás de homem. Mas que dia! Primeiro a princesa perdida, e agora uma bruxa ciumenta disposta a enfrentá-la, cara a cara, desrespeitar as sagradas leis da magia. Seria uma briga boa de se ver…

Mas não. Não estava disposto a patrocinar a quebra de uma lei tão forte, seu nome iria direto para o livro negro. Mas pensando melhor… também não precisava se arriscar tanto. Podia tão somente conduzi-la até o bosque, e ela que se virasse depois. Não era bruxa mesmo?

– Três mil – ele falou. – E nem pechinche porque não faço uma loucura dessas por menos.

– Combinado – Luciane sorriu, satisfeita. – Vou no banco pegar o dinheiro.

– Espera, criatura. Olha, só podemos agir à noite. Eu vou na loja e mais tarde nos encontramos aqui, tá? Mas você precisa ficar calma.

– Eu tô calma.

– Sente e olhe aqui pra lente da verdade. Aqui no meu olho, isso… – Ele a pegou pelos ombros, olhando fixamente em seus olhos. – Você me promete que não vai fazer nada, vai só assistir?

– Prometo.

– Não senti firmeza.

– Eu prometo. Juro.

– Se você desrespeitar as leis, não sei o que pode acontecer com você.

– Não vou fazer isso.

– Mostre que está ao lado de seu namorado, que confia nele. Assim como ele confiou em você, lhe contando essa história. Isso é importante. Você entende isso?

– Entendo.

– Entende mesmo?

– Sim.

Não, ela não entendia – percebeu Javier. Lógico que não entendia.

– Então pode trazer o dinheiro.

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QuandoOsHomensNaoVoltamParaCasa-1OS DOIS DEITARAM na cama de Junior, o quadro entre eles. Eram dez horas da noite.

– Lembre-se, nós vamos despertar logo após o sonho, como Junior contou na carta. O portal vai estar aberto pro bosque, e assim que surgir, nós entramos. Se demorarmos, ele some.

– É tão fácil assim?

– Fácil?! Pelas doze pétalas! Claro que não, criatura! Esse portal só se abre uma vez na vida de um homem. E vai acontecer hoje de novo porque a energia do babado ainda está por aqui. Agora vamos dormir que a noite vai ser longa.

Ele ainda duvidava que uma mulher fosse capaz de entrar naquele mundo. Mas não custava tentar.

Luciane fechou os olhos. Magia, portais, criaturas do outro mundo, tudo isso a deixara bastante excitada. Era como se uma força nova, que jamais suspeitara possuir, houvesse de repente irrompido, e aquilo lhe proporcionava uma estranha e prazerosa sensação de poder. Javier alertara sobre o perigo, mas quem corria perigo era o seu namorado nos braços de uma princesa caçadora de homem. Ela, porém, Luciane, podia trazê-lo de volta. Tinha esse poder, sim, podia senti-lo como sangue correndo sob a pele.

Talvez Javier estivesse certo. Talvez fosse mesmo uma bruxa. Se era mesmo, saberia naquela noite.

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DESPERTARAM COMO JAVIER PREVIRA. Luciane abriu os olhos na escuridão do quarto. Estava ainda sonolenta, mas pôde ver perfeitamente as árvores do bosque… Pareciam sombras, mas… estavam ali, sim, as árvores estavam ali no quarto!

– Javier?…

– Não fale agora – ele respondeu baixinho enquanto saía da cama pelo outro lado. – Ande, levante.

Ela pôs os pés no chão e ficou de pé. A sensação era de sonho, mas podia sentir, pouco a pouco, a realidade concreta do quarto se apoderando de seus sentidos, de seu pensamento, como se a chamasse de volta…

Então, viu Javier tomando a trilha de terra entre as árvores e rapidamente o seguiu.

E foi como acordar. De repente, sentiu-se desperta. Estava no bosque, caminhando. Um silêncio tão grande, tão perfeito que metia medo. As árvores, o cheiro de mato… Era tudo real e, no entanto, era tudo meio nebuloso, como num sonho. Caminhava, mas não sentia bem o chão. Tocava as árvores, mas não as sentia inteiramente. Era como se seus sentidos estivessem anestesiados. O pensamento, porém, funcionava perfeitamente.

Não podia ser verdade, pensou. Devia ser alguma espécie de sonho…

– Pare de pensar, sua boba! Se continuar questionando, você automaticamente volta!

Javier estava pasmo: ela conseguira. O que uma mulher ciumenta não fazia…

– Onde está você, Javier? – Ela o escutava, mas não o via.

– Fiquei no meio do caminho, não consigo entrar mais. Mas não se preocupe comigo. Daqui posso ver você.

– Onde eles estão?

– Concentre-se.

Luciane fechou os olhos, e de repente soube que deveria pegar à esquerda. Caminhou durante algum tempo. Não tinha mais medo. Sentia-se forte e determinada. Após uma curva, avistou o banco de madeira e, logo mais à frente, o lago e o pequeno ancoradouro. Correu para lá, ansiosa. Mas não encontrou ninguém. Apenas água e névoa. E o silêncio.

– Eles já foram, Javier!

– Então você chegou tarde, meu bem.

– Mas não devem estar muito longe… – disse ela, procurando. A névoa sobre o lago, porém, não permitia enxergar mais que alguns metros.

– Acho que foi melhor assim, Luciane.

Ela mergulhou um pé na água. Era suave e morna.

– Ei, o que está fazendo?

Ela não respondeu.

– Luciane!

Ela mergulhou o outro pé.

– Sua desmiolada, você não vai encontrar ninguém nesse nevoeiro!

Enquanto avançava, ela sentia vagamente o chão do lago sob seus pés, a água subindo devagar pelo seu corpo…

– Luciane, saia daí enquanto é tempo. Você pode nunca mais encontrar o caminho de volta.

Ela começou a nadar, e era como se nadasse em nuvens.

– Junior! – ela gritou, entrando cada vez mais na névoa, e seu grito ecoou durante um longo tempo pelo silêncio infinito do lago.

Gritou de novo, mais forte. E ficou aguardando, flutuando… Mas nada, nenhum som de volta. Nadou novamente, cada vez mais para dentro das brumas. Algum tempo depois escutou:

– Lu, é você?

– Sou eu, Junior! Estou aqui!

Luciane sentiu uma irresistível alegria tomar-lhe conta. Junior estava ali em algum lugar – ela conseguira. Desafiara as leis da magia e vencera. Javier tinha razão: era mesmo uma bruxa. E quanto não havia perdido sem saber disso?

– Onde você está, meu amor? – ela gritou, excitada.

Pouco a pouco distinguiu no meio da bruma os contornos do bote e, em pé, a figura de Junior, empurrando-o com uma longa vara. Viu sua roupa de cavaleiro, a cota de malha, a calça justa, as botas… Em outra ocasião o acharia inteiramente ridículo e teria um acesso de riso. Mas agora não. Estava lindo… Aquele era o seu homem. Apenas seu e de mais nenhuma outra mulher.

Mas havia algo estranho… Havia algo novo em Junior, uma coisa diferente… Ficou a observá-lo enquanto flutuava. Ele estava realmente mais bonito, mas havia algo mais… Havia uma dignidade. Sim, uma dignidade, uma altivez de cavaleiro, uma postura digna de alguém… a serviço de uma princesa.

Nesse instante, desapareceu a alegria do reencontro e, em seu lugar, desceu-lhe a terrível sensação de ser preterida por outra mulher. Junior nunca se portara assim por ela. E a tal princesa, onde estava?

– Lu, o que está fazendo aqui?

– Vim buscar meu namorado, ora – ela respondeu, agarrando-se ao bote.

– Luciane, não! – Era a voz de Javier. – Você não precisa subir!

Ela subiu rapidamente.

– Meu amor, o que você está fazendo? – Junior perguntou, assustado. – Não pode ficar aqui.

– Eu pergunto, Junior, eu pergunto – ela falou, muito séria, pondo-se de pé no bote. – Que diabo você está fazendo aqui enquanto eu… Aliás, cadê a vaca?

– Quem?

– A princesa fajuta.

– Não está vendo?

Luciane não via ninguém além dele.

– Deve ter se mandado quando me viu. Pelo menos sensata ela é.

– Lu, você não pode ficar aqui.

– Me diga só uma coisa: o que essa princesa tem que eu não tenho, heim? Pode falar, não vou ficar com raiva.

– A gente conversa depois, Lu. Tenho que conduzir a princesa até seu reino. Quando eu voltar, a gente…

– Não, você vai voltar agora, vamos pra casa. Você não imagina o que eu passei por causa desse seu sumiço.

– Não posso, Lu. Por favor, compreenda…

– Junior, eu admito que errei algumas vezes… Você ainda me ama?

– Lu, você está estragando tudo!

– Eu não volto sem você.

– Eu não posso voltar agora! – Junior gritou, angustiado. – Você não entende? Eu não posso!

– Então também vou. Quero conhecer esse reino.

– Luciane, sua louca excomungada! – A voz de Javier. – Saia já daí!

– Dois homens querendo mandar em mim… Um metido a cavaleiro e uma bicha doida. Era só o que faltava. Junior, como você pode estar apaixonado por uma mulher que não existe, seu bobo? Eu existo, olhe pra mim…

– Lu, vou ter de botar você pra fora desse bote…

– Eu sou uma bruxa, meu amor. Você não pode comigo.

– Luciane, não faça isso! – Javier gritou de novo.

Junior a agarrou e a imobilizou. Mas Luciane tentou escapar e os dois perderam o equilíbrio. E caíram na água, afundando rapidamente, enquanto o silêncio voltava a tomar conta do lago.

Alguns segundos depois um corpo veio à tona. Era Luciane.

– Junior! – ela gritou, desesperada. Mas não escutou nada. – Junior!!!

Nenhuma resposta. Só o silêncio do lago.

– Javier, me ajude!

Mas Javier também não respondeu. Luciane procurou o bote e não o viu. Ao seu redor a névoa, a névoa sem fim. E o silêncio infinito, aterrorizante. O silêncio ensurdecedor.

– Junior!!! – ela gritou, cada vez mais desesperada, enquanto procurava a margem e não encontrava.

Mas ninguém respondeu.

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QuandoOsHomensNaoVoltamParaCasa-1DE MANHÃ CEDO, Javier levantou. Sentia-se cansado. Ao lado da cama havia um quadro com a paisagem de um bosque, um lago com ancoradouro e um banquinho de madeira. Nem princesas nem cavaleiros.

Minutos depois, fechou a porta do apartamento e saiu. Na rua o sol brilhava forte. Ele pôs o óculos escuro, fez sinal para um táxi e entrou. Deu bom dia ao motorista, indicou-lhe o endereço e acomodou-se no banco traseiro.

Por que mulher tinha de ser tão teimosa?, pensou. Tanto aviso para nada. Uma pena. Um talento maravilhoso desperdiçado. E o moço, tão bonito… Ele abriu o bolso do casaco e conferiu o maço de dinheiro, os três mil do serviço.

Mais adiante, quando passavam pelo parque, Javier viu a multidão, um carro da polícia parado. O táxi diminuiu a velocidade. Ele aproveitou e perguntou a uma senhora o que estava acontecendo. Ela respondeu que haviam encontrado dois corpos no lago. Um rapaz e uma moça.

Javier quase pediu para o motorista parar. Mas achou melhor não. Tinha certeza que não iria gostar nada do que veria.

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Ricardo Kelmer 1997 – blogdokelmer.com

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GuiaDeSobrevivenciaCAPA-1cEste conto integra o livro
Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos

O que fazer quando de repente o inexplicável invade nossa realidade e velhas verdades se tornam inúteis? Para onde ir quando o mundo acaba? Nos nove contos que formam este livro, onde o mistério e o sobrenatural estão sempre presentes, as pessoas são surpreendidas por acontecimentos que abalam sua compreensão da realidade e de si mesmas e deflagram crises tão intensas que viram uma questão de sobrevivência. Um livro sobre apocalipses coletivos e pessoais.

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Comentarios01COMENTÁRIOS

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01- A “releitura” (somente uma nova leitura) me tocou quando percebi que a jornada de Júnior “quadro a dentro” para levar a princesa de volta para o reino e que somente ele poderia fazê-lo, seria um resgate, ou uma busca de harmonização dele mesmo. Colocar esse feminino no seu lugar dentro dele. Nossa! que linda metáfora! O quanto de amor ele sentia por sua namorada, cega de raiva e ciúmes do fantasma de todos os femininos. No final a tragédia do lago trazendo na minha visão da leitura, a morte do relacionamento. Quando ele compartilha com ela sua jornada e ela não consegue perceber, deu uma dó de tudo. Dele, dela, dos feminos e masculinos distorocidos. Um conto bem masculino com muita sensiblidade. Ivonesete Rodrigues, Fortaleza-CE – dez2012

02- Muito interessante esta releitura “cega de raiva e ciúme” e quem sabe e talvez cega de amor para trazê-lo de volta à realidade! Adorei! O melhor do livro! Michele SJ, Fortaleza-CE – jan2013

03- Que texto FANTÁSTICO,Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos!!!Riquíssimo!!!Por trás de tanta magia,muitas reflexões podem ser feitas tanto em relação ao comportamento feminino como o masculino,dentro de um relacionamento a dois!!!Quantas vezes,nós,mulheres,enxergamos princesas e vocês,homens,enxergam príncipes encantados que só existem nos quadros da nossa imaginação?Muitas,né?Por conta desses pensamentos lúdicos,acabamos nos aventurando por lagos perigosos e desconhecidos,nos afogando,muitas vezes, e,colocando tudo a perder!!!!Como diz a frase: o ciúme é sempre um mau conselheiro!!!! Silvana Alves, Fortaleza-CE – jan2013

04- Nesse aqui o Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos quebrou tudo. Vale muito a pena ler. E o livro todo é sensacional. Marcelo Gavini, São Paulo-SP – jan2013

05- Ainda não consegui terminar de ler todos, mas este foi o que eu mais gostei! Maria do Carmo, São Paulo-SP – jan2013


Os ensaboados da nova consciência

15/01/2013

15jan2013

Desde seu início, o encontro prioriza o diálogo e a troca sadia de experiências, buscando o fio de unidade que permeia todas as coisas

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OS ENSABOADOS DA NOVA CONSCIÊNCIA

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O Nordeste é mesmo uma terra curiosa. Nas ladeiras de Olinda chacoalha o mais divertido carnaval do planeta, e enquanto isso, a 200 km dali, na cidade serrana de Campina Grande, Paraíba, centenas de pessoas de todo o país e das mais diversas tendências se reúnem todo ano num grande evento onde se abraçam arte, filosofia, ciência e tradições. É o Encontro da Nova Consciência, um festival holístico que funciona, desde 1992, como um notável ponto de convergência da grande diversidade do pensamento humano.

Eu soube do evento em janeiro de 1996 por minha tia Liney, que de Recife me ligou para contar que sonhara que eu dava uma palestra no encontro. “Envia teu livro! Quem sabe eles te convidam…” Foi o que fiz, enviei um exemplar do Quem Apagou A Luz?, meu primeiro livro, recém-lançado. Dias depois lá estava eu dando a palestra, o sonho se realizara. O convite se repetiu, e pelos anos seguintes, no teatro municipal, falei sobre o filme Matrix, taoísmo, Jung, mitologia… Talvez minhas palavras tenham acrescentado algo de útil a alguém, mas muito mais aprendi que ensinei durante esses anos. Depois tornei-me apresentador dos eventos artísticos da noite, papel no qual me senti muito à vontade.

Em Campina Grande conheci pessoas que trouxeram mudanças significativas à minha vida. Escritores, artistas, cientistas, educadores, religiosos, líderes indígenas, gente simples do povo ‒ de todos eles absorvi conhecimentos e muitos tornaram-se meus amigos, maravilhosas amizades interdisciplinares. Foi lá também que vivenciei experiências com plantas de poder, como a ayahuasca e a jurema, e vi alargarem-se os horizontes de minha percepção da realidade e de mim mesmo.

À primeira vista, reunir tantas ideias diferentes no mesmo espaço pode soar caótico e inútil. No entanto, desde seu início, o encontro prioriza o diálogo e a troca sadia de experiências, buscando o fio de unidade que permeia todas as coisas. Isso me lembra o ato de escutar as várias testemunhas de um acontecimento: mesmo distintas entre si, as versões do mesmo fato contribuem para uma visão mais abrangente e precisa do todo.

Da plateia do teatro disparam flashes a toda hora: as pessoas querem uma recordação do dia em que sentaram à mesma mesa e se abraçaram representantes de diferentes religiões, todos acreditando que é possível sim transformar este mundo num lugar onde todas as crenças convivam em harmonia. Física quântica, psicologia, ecologia, medicina natural, educação, tarô, xamanismo – o evento é um colorido encontro das diversas versões da realidade. Lá a sociedade também discute seus problemas: loucura, alcoolismo, aids, prostituição, a questão indígena e os conflitos étnico-religiosos. Há espaço também para outros problemas como, por exemplo, decidir o melhor lugar para aguardar a chegada das naves extraterrestres que virão nos resgatar. Isso, é claro, para os que querem ser resgatados. Não sei informar quantos lugares há nessas naves, me desculpe a ignorância no assunto, mas no Encontro eu sei: tem espaço para tudo.

Lembra do ET de Varginha? Pois ele já esteve por lá, em slides. O evento também oferece passeio a sítios arqueológicos, há uma feira com vários expositores, um encontro de ateus e agnósticos e até mesmo um encontro mundial de, acredite, ex-ufólogos, só no Nordeste mesmo. Depois das palestras, debates e oficinas, vem a noite na praça, com seus bares e um grande palco onde se revezam dança, teatro, poesia, cinema e shows musicais que vão do forró ao metal mantra. Com direito a cervejinha gelada que ninguém é de ferro, né?

O evento possui um caráter naturalmente democrático, pois dele fazem parte até mesmo os que são contra. Isso pode ser aferido logo à entrada do teatro: de um lado, barulhentos e divertidos Hare Krishna, com suas roupas coloridas e instrumentos exóticos, entoando aqueles mantras dançantes, e do outro lado evangélicos distribuindo panfletos onde demonstram que esse negócio de Nova Era é coisa do demo.

No fim, vendo todas aquelas tradições, ciências, artes e filosofias dançando e celebrando de mãos dadas, vendo negros e brancos e índios, cristãos e muçulmanos entoando cânticos ao planeta e à humanidade, lembrei do festival de Woodstock. Passados 40 anos, cá estamos nós, no interior nordestino, buscando as mesmas coisas que aqueles pacíficos sonhadores: paz, amor, liberdade, união, respeito às diferenças…

Houve um ano em que fui para lá aproveitando a carona de meu amigo André Barbacena. Ele estava indo para Olinda, curtir aquele incrível carnaval que eu já conhecia de outros anos, e seguimos em seu fusca. André deu um gole na cerveja e logo enganchou seu coração na cintura de uma bela passista de frevo que descia a ladeira dos Quatro Cantos. Desejei-lhe felicidades e me despedi, combinando o reencontro para logo após o reinado de Momo. Botei a mochila nas costas e peguei o ônibus para Campina Grande, o coração no ritmo do frevo.

Na quarta-feira de cinzas lá estava eu de volta a Olinda. André, cansado mas alegre, trazia ainda uma cerveja na mão e um bocado de história para contar. Enquanto degustávamos uma tapioca com queijo, ele me falou do quanto se divertiu no bloco dos ensaboados, um bocado de gente descendo a ladeira ensaboando e passando xampu uns nos outros com um carro atrás jogando água, olha que coisa. Eu desatei a rir imaginando a cena.

Assim como nós em Campina Grande e os cabeludos de Woodstock, os ensaboados de Olinda, com sua alegoria, também desejam um mundo mais limpo, mais alegre e mais unido. Com muito frevo, amor e paz. Amém. Shalom. Oxalá. Axé.

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Ricardo Kelmer 2002 – blogdokelmer.com

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Site do evento: novaconsciencia.com.br

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LEIA NESTE BLOG

DiversosEIguais-01aEncontro da Nova Consciência – Diversos e iguais – Não precisamos concordar com os outros. Mas podemos aceitá-los, tanto quanto quisermos também ser aceitos

O psicólogo, a humanidade e a esperança – Os acontecimentos mostram que a humanidade está se unificando, unindo seus opostos

Entrevista com o ateu – Um pregador evangélico entrevista um escritor ateu

Pátria amada Terra – É animador ver as novas gerações convivendo mais naturalmente com essa noção de cidadania planetária

A imagem do século 20 – Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vimos o todo

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 01- Adoro! Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – jan2013

02- gostaria de conhecer…. Dhara Bastos, Fortaleza-CE – jan2013

03- Reunião de todos os loucos do Brasil.. Andre Soares Pontes, Fortaleza-CE – jan2013

04- Lá tem espaço para mostrar trabalhos em arteterapia Kelmer? Ppue se der acho q vou programar uns dias nessa “loucura” como disse o Andre Soares3>. Izabel Castro, Fortaleza-CE – jan2013

05- “Assim como nós em Campina Grande e os cabeludos de Woodstock, os ensaboados de Olinda, com sua alegoria, também desejam um mundo mais limpo, mais alegre e mais unido. Com muito frevo, amor e paz. Amém. Shalom. Oxalá. Axé.” Esse encontro entre as diferenças é a prova de que ainda é possível extirpar o maior câncer da humanidade: a intolerância!!! Silvana Alves, Fortaleza-CE – jan2013


Nasceu o Vinicius Show de Moraes

10/01/2013

Ricardo Kelmer 2013

Um show que homenageia Vinicius com suas músicas, seus poemas e as histórias da sua vida

ViniciusShowDeMoraesLogo-2.

O espetáculo teatral Viniciarte – Vida, música e poesia de Vinicius de Moraes, que criei e apresentei de 2009 a 2013, deu cria em 2012. Explico. Como costumo ir a Fortaleza duas ou três vezes por ano, juntei-me ao músico Felipe Breier, que mora lá, e criei a versão show do espetáculo. Foi assim que nasceu o Vinicius Show de Moraes, com músicas, poemas e um resumo da vida de Vinicius. Felipe Breier canta e toca violão, e eu faço vocal de apoio, recito os poemas e falo de Vinicius. Não é teatro como o Viniciarte mas também tem romantismo, humor e uma dose de reflexão, interação com o público e é pra todas as idades.

O formato do show é ideal pra bares e restaurantes mas também cai muito bem em clubes e hotéis. Combina também com escolas, faculdades e espaços culturais, sem falar em eventos de empresas. Ah, em cruzeiros marítimos fica perfeito.

Quem tiver interesse em contratar, seguem mais informações. E, antes que eu esqueça, 2013 é o centenário de Vinicius!

APRESENTAÇÕES REALIZADAS

– Bar e Rest Degusti, Bar do Papai, Creperia Ladeira Castro Alves, Rest. Cantinho do Frango (Fortaleza-CE)
– Bienal Internacional do Livro do Ceará (Fortaleza-CE, Centro de Eventos)
– Colégio Darwin (Fortaleza-CE)
– Encontro da Nova Consciência (Campina Grande-PB, Teatro Sesc)
– Centro Cultural Banco do Nordeste (Sousa-PB e Juazeiro do Norte-CE)
– Bar do Pelé (Sousa-PB)
– Crowdfunding Festival (Brasília-DF, Bar Garagem Cultural, Ceilândia)

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ViniciusShowDeMoraesBDK-01> SAIBA MAIS – PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES

 

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NO FACEBOOK:
facebook.com/ViniciusShowDeMoraes

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VINICIUS SHOW DE MORAES
Cantando, recitando e falando de Vinicius

ViniciusShowDeMoraesDiv-6Este show nos traz a riqueza da vida e da obra de Vinicius de Moraes, um dos nomes mais importantes da cultura brasileira. Através das músicas, dos poemas e de fatos interessantes da vida de Vinicius, passeamos por grandes momentos da música e da poesia brasileiras e nos divertimos e nos emocionamos com a rica trajetória do homem, poeta, artista, amante, amigo e diplomata que fascinou e ainda fascina gerações no Brasil e no mundo.

TEXTO E DIREÇÃO: Ricardo Kelmer

COM: Ricardo Kelmer e Felipe Breier (violão)

DURAÇÃO: 2 horas (27 músicas, 7 poemas) ou versão de 1h30

COMPONENTES: Ricardo Kelmer (escritor, roteirista e produtor cultural, mora em São Paulo) e Felipe Breier (cantor e violonista, mora em Fortaleza).

CONTATOS: Ricardo Kelmer: rkelmer@gmail.com

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VÍDEOS

Clipe (3:48)

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Show em Campina Grande, Sesc Centro, 09.02.13 (6:58)
(programação do Encontro da Nova Consciência)

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Show no Bar do Papai (Fortaleza, 13.03.13). Música: Garota de Ipanema. Poema: Receita de Mulher (10:00)

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.com

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O novo salto quântico da consciência

05/01/2013

05jan2013

Por qual razão tantas pessoas ousam se submeter a uma experiência incerta, largando a segurança de sua mente cotidiana e desafiando o desconhecido de si mesmo?

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O NOVO SALTO QUÂNTICO DA CONSCIÊNCIA

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A cada dia, mais pesquisadores ligados ao estudo da consciência, antropologia, psicologia e botânica se debruçam sobre uma possibilidade intrigante e polêmica. É provável que as plantas psicoativas (que induzem a mente a funcionar em estados especiais) possam ter contribuído significativamente para o surgimento da autoconsciência, fator decisivo que proporcionou aos nossos ancestrais, num determinado ponto da evolução, as condições para sobreviver e gerar a incrível espécie a qual pertencemos, o Homo sapiens.

Admitir tal hipótese é mexer num vespeiro. Muita gente se indagará: “Então nós humanos só existimos porque um bando de macacos comeram umas plantinhas e ficaram doidões?” Imagino os mais religiosos: “Era só o que faltava! Deixa só Deus escutar isso!” Pois infelizmente para muita gente, e até para alguns deuses, essa hipótese vem sendo estudada com seriedade e encontra ressonância positiva no meio científico.

Quem já passou por uma experiência com as tais plantas sagradas, como a Ayahuasca, o Peiote e a Jurema, sabe perfeitamente do imenso poder que elas guardam. E sabe também que elas não se prestam a um consumo recreativo, exatamente porque podem tocar muito fundo em nosso interior, abalando nossa compreensão da realidade e de nós mesmos e nos fazendo emergir da experiência profundamente transformados. Xamãs e pajés do mundo inteiro as utilizam há milhares de anos em contextos religiosos e terapêuticos. Atualmente, médicos e pesquisadores unem medicina acadêmica com antiquíssimas práticas xamânicas que envolvem o uso de plantas psicoativas e, com essa curiosa união, obtêm resultados animadores na cura de doenças, como a dependência química.

No Brasil, proliferam-se seitas que em seus rituais utilizam chás à base dessas plantas, chamando a atenção de estudiosos para o emergente fenômeno. Toma-se o chá para entrar num estado de consciência não ordinário, onde é possível viver experiências sensoriais e cognitivas as mais diversas. Há quem encontre pessoas vivas ou mortas, santos, entidades animais ou espíritos de plantas. Há os que experimentam capacidades psíquicas incomuns ou vivenciam uma intensa sensação de união com a Natureza e tudo que existe. Há quem passe por profundas experiências de autoinvestigação psicológica ou seja tocado por revelações importantes de caráter terapêutico e que podem mudar toda uma vida. Pode não acontecer nada, mas também pode ser prazeroso ou doloroso. Depende de cada um e de seu momento. Alguns religiosos radicais, sempre obcecados, diriam que é coisa do demônio. Alguns psicólogos talvez usassem o termo “terapia de choque”.

Por que a crescente procura atual pelas plantas de poder dos xamãs? Por qual razão tantas pessoas ousam se submeter a uma experiência incerta, largando a segurança de sua mente cotidiana e desafiando o desconhecido de si mesmo? Minha impressão é que isso tudo talvez signifique uma forma de religação à Natureza. Religação, sim, porque nós também fazemos parte da Natureza, mas infelizmente passamos a nos ver separados dela, nos distanciamos da sabedoria natural do planeta e agora, perdidos num mundo caótico e insano, buscamos experiências que nos reconectem às nossas verdades mais profundas. Entendo isso como um anseio natural e legítimo de uma espécie adoecida: o anseio de cura, liberdade, totalidade e harmonia com a Mãe Terra.

Por minha própria experiência, sei que plantas psicoativas podem ser muito úteis porque nos fazem olhar para dentro, nos reconectam às leis naturais e ao sagrado de nossas vidas, nos lembram de nosso potencial para a autocura e ajudam a nos libertarmos de medos, culpas e bloqueios. Não há como não se transformar após um profundo encontro consigo mesmo. É por isso que quem passa por tais experiências xamânicas engrossa a legião dos que entendem o mais importante: somente a profunda mudança interior de cada um é que fará finalmente com que o mundo mude para melhor.

Talvez nesse momento as plantas sagradas estejam nos alertando para o fato que quanto mais pessoas se religarem à sua verdade mais íntima, mais próxima a humanidade estará de seu ponto de equilíbrio. Porém, na busca angustiada pela cura, muitos exageram no remédio, caindo escravos justamente daquilo que um dia elegeram como libertador. As plantas sagradas não ficam de fora desse perigo. Tenho amigos que fazem parte de seitas que utilizam tais plantas e certamente discordarão. Respeito o que eles pensam e admiro sua busca pessoal, mas como tudo mais que existe, as plantas sagradas também possuem dois lados.

Religiões, seitas e gurus funcionam muito bem para os que necessitam de regras ou se sentem mais seguros pertencendo a um grupo. Porém, há pessoas que conseguem beber em todos os ensinamentos e usufruir do melhor que eles oferecem sem ter de se enquadrar em nenhum específico. É um caminho mais solitário, evidente, e exige um contínuo estar aberto ‒ mas que recompensa quem o trilha com a liberdade que nenhum outro caminho pode oferecer. As regras da seita ou as palavras do guru podem até iluminar por um tempo, sim, mas até mesmo essa luz pode cegar para os horizontes seguintes da jornada. É isso o que ensinam as plantas de poder, que devemos abandonar as muletas e aprender a caminhar por nós mesmos.

O atual processo coletivo de reconectar-se aos valores da Natureza pelas plantas psicoativas não significa uma espécie de retrocesso evolutivo e que devemos voltar a saltar pelas árvores. Nada disso. Uma vez ultrapassados, os marcos da evolução da consciência sempre nos impulsionam para o novo, jamais para trás. Porém, a verdadeira evolução avança em forma de espiral, e é por isso que quando o caminho parece retornar a um determinado ponto, ele está sim passando novamente por lá ‒ mas num novo nível, numa nova dimensão.

Talvez essas poderosas plantas, que acompanham nossa espécie desde seu nascimento numa impressionante relação simbiótica, estejam agora nos oferecendo a preciosa oportunidade de mais um salto quântico da consciência, uma intensa transformação da mente e de sua interpretação da realidade, como fizeram nossos peludos antepassados em algum ponto de sua jornada. Agora, porém, diferente deles, possuímos razão e discernimento. Possuímos milênios e milênios de experiência sedimentados no inconsciente comum da espécie e temos nossos próprios erros para nos guiar.

Retornaremos à Mãe Terra e ao sagrado, sim, porque não há outro caminho se quisermos de fato sobreviver como espécie. Mas o faremos num novo nível, porque agora estamos mais experientes para lidar com o grande mistério da vida, esse mistério que nos maravilha e assombra cada vez que olhamos para o sem-fim do Universo lá fora ou para o infinito interior de nós mesmos.

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Ricardo Kelmer 2001 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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EM ITALIANO

IL NUOVO SALTO QUANTICO DELLA COSCIENZA

RK analizza le piante psicoattive e la loro importanza nel processo evolutivo della specie umana

ONovoSaltoQuanticoDaConsciencia-1Ogni giorno che passa più ricercatori legati allo studio della coscienza, antropologia, psicologia e botanica investigano su una possibilità almeno intrigante e polemica. Probabilmente le piante psicoattive (che inducono la mente a funzionare in stati speciali) possono aver contribuito di maniera significante al sorgere dell’autocoscienza, fattore decisivo che ha proporzionato ai nostri predecessori, in un determinato punto dell’evoluzione, le condizioni per sopravvivere e per generare l’incredibile specie alla quale apparteniamo: l’Homo sapiens. Ammettere tale ipotesi è come toccare un alveare. Molti si chiederanno: “Vuoi dire che noi umani esistiamo soltanto perché un gruppo di scimmie ha mangiato delle piantine e si sono sballati?”

Immagino i più religiosi: “Era quello che ci mancava! Vediamo cosa dirà Dio al sentire questo!” Per la sfortuna di molta gente, e anche di alcuni dei, questa ipotesi viene da qualche tempo studiata con serietà e trova risonanza positiva nell’ambiente scientifico.

Chi ha già avuto un’esperienza con queste “piante sacre”, come “l’ayahuasca” (tisana ricavata dal vino di Banisteriopsis caapi e dalle foglie di Psychotria viridis), il “peyote” (Lophophora williamsii e Lophophora diffusa) e la “jurema” (Mimosa tenuiflora e Mimosa verrucosa) conosce perfettamente l’incredibile potere che hanno. E sa anche che loro non servono ad un consumo ludico, esattamente perché di solito vanno molto a fondo nel nostro interiore, indebolendo la nostra comprensione della realtà e di noi stessi, e ci fanno invece emergere da quest’esperienza profondamente trasformati. “Pajés” (gli indigeni dell’Amazonia che applicano la “pajelança”)* e sciamani di tutto il mondo le utilizzano da migliaia di anni nei contesti religiosi e terapeutici. Attualmente medici e ricercatori di diversi paesi uniscono alla medicina accademica le pratiche sciamaniche che coinvolgono l’uso di piante psicoattive e, con questa curiosa unione, ottengono risultati incoraggianti nella cura di molte malattie come la dipendenza chimica.

Attualmente in Brasile c’è la proliferazione di sette e di altri gruppi dissidenti a queste sette che nei suoi rituali utilizzano tisane a base di queste piante, richiamando l’attenzione degli studiosi a questo emergente fenomeno. Si beve la tisana per entrare in uno stato di coscienza non ordinario, dove è possibile vivere le più diverse esperienze sensoriali e cognitive. Alcuni incontrano persone vive o morte, santi, entità animali o gli spiriti delle piante. Alcuni provano capacità paranormali non comuni o vivono un’intensa sensazione di unione con la Natura e con tutto quello che esiste. Alcuni passano per profonde esperienze di autoindagine psicologica così come di autoguarigione, o sono toccati da rivelazioni importanti che possono cambiare tutta la vita. Può darsi che non capiti niente, ma può essere piacevole o doloroso. Può essere infernale o divino ma sarà sempre costruttivo. Dipende da ognuno e dal suo momento. I religiosi radicali, sempre accecati, affermerebbero che è una cosa del demonio. Forse alcuni psicologi userebbero il termine “terapia d’urto”. Forse non è nient’altro che un provvidenziale rincontro con se stessi e con la sua verità più intima.

Perché la crescente ricerca delle piante di potere dei sciamani? Per quale motivo tante persone osano sottomettersi ad un’esperienza incerta, abbandonando la loro sicurezza quotidiana mentale e sfidando il lato sconosciuto di se stessi? La mia impressione è che tutto questo probabilmente significa, in ultima istanza, una forma di ricollegamento con la Natura perché, nella realtà, siamo una parte integrante. Purtroppo, è successo che ci siamo separati da lei e, per questo motivo, ci siamo allontanati troppo della saggezza del pianeta, ed adesso, persi in un mondo sempre più caotico ed insano, cerchiamo con avidità delle credenze ed esperienze che ci ricolleghino al più grande senso della vita e alle nostre verità più profonde. Capisco questo come un’ansia naturale e legittima di una specie ammalata: l’ansia di guarigione, libertà, totalità ed armonia con la Madre Terra.

Dalla mia esperienza personale, so che le piante psicoattive possono essere molto utili perché ci fanno guardare dentro, ci ricollegano alle leggi naturali e al sacro delle nostre vite, ci ricordano il nostro potenziale per l’autoguarigione e ci aiutano a liberarci dalle paure, colpe e blocchi. È impossibile non trasformarsi dopo un profondo incontro con se stessi. È per questo che chi passa per tali esperienze sciamaniche aumenta la legione di quelli che capiscono la cosa più importante: soltanto il profondo cambiamento interiore di ognuno di noi potrà finalmente cambiare il mondo in migliore.

Forse è questo l’invito che le piante sacre fanno in questo momento alla nostra specie: più persone si ricollegano alla loro verità più intima, più l’umanità sarà vicina dal suo punto di equilibrio. D’altra parte, so anche che la specie umana è ammalata e che, nella angosciata ricerca della guarigione, è capace di esagerare nella cura. Per questo, in questa urgente ricerca di valori spirituali, è necessario soprattutto, dare priorità alla libertà e prestare attenzione al rischio sempre presente di diventare schiavi esattamente da quello che un giorno abbiamo eletto come liberatore. Le piante sacre non sono escluse da questo pericolo. Ho amici che fanno parte di sette che utilizzano tali piante e che sicuramente non saranno d’accordo. Rispetto quello che pensano e ammiro la loro ricerca personale. Però, così come tutto quello che esiste, anche le piante sacre hanno due lati. Se un lato libera, l’altro è lì pronto a schiavizzare nel caso tu sia eccessivamente legato alle piante, non rimanga attento ed equilibrato.

Religioni, sette e guru funzionano molto bene con chi ha bisogno di regole o si sente più sicuro appartenendo ad un determinato gruppo. Loro sono nella tua strada e questo deve essere rispettato. Ma esistono persone che riescono a trarre degli insegnamenti ed approfittare del meglio di quello che offrono senza dover inquadrarsi in nessuno specifico. È un cammino più solitario, evidentemente, ed esige un continuo “essere aperto” – ma, giusto per questo, ricompensa chi segue questo cammino con la libertà che nessun’altro può offrire. Sì, le regole della setta o delle parole del guru possono addirittura illuminare per un tempo, ma questa stessa luce può accecare i successivi orizzonti del processo. Il principale insegnamento delle piante di potere (così come dovrebbe essere l’insegnamento di ogni guru) è questo: dobbiamo abbandonare tutte le stampelle ed imparare a camminare da soli.

Questo attuale processo collettivo di ricollegarsi ai valori della Natura tramite le piante psicoattive non significa una forma di retrocessione evolutiva e che ci fa tornare a vivere sugli alberi. Non è niente di questo. Una volta ultrapassati, i segni dell’evoluzione della coscienza ci spingono sempre verso il nuovo, mai indietro. Succede che la vera evoluzione avanza come una espirale ed è per questo che quando il cammino sembra ritornare ad un determinato punto, nella realtà lui sta passando nuovamente lì – però in un altro livello, superiore, in un’altra dimensione.

Forse queste potente piante, che accompagnano la nostra specie dalla nascita in un’impressionante relazione simbiotica, stiano adesso offrendoci la preziosa opportunità di un altro salto quantico della coscienza, un’intensa trasformazione della mente e della sua interpretazione della realtà – come hanno fatto i nostri pelosi predecessori in qualche punto del loro processo. Adesso, però, diversamente da loro, abbiamo la ragione e il discernimento. Possediamo millenni e millenni di esperienza sedimentati nell’incosciente comune della specie ed abbiamo i nostri propri errori che ci guidano.

Ritorneremo alla Madre Terra ed al sacro, sì, perché non esiste un’altro cammino se vogliamo di fatto sopravvivere come specie. Ma lo faremmo in un nuovo livello perché adesso siamo più capaci per affrontare il grande mistero della vita, questo mistero che ci meraviglia e spaventa ogni volta che guardiamo l’infinito mondo fuori e dentro noi stessi.

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Ricardo Kelmer è scrittore, paroliere e sceneggiatore ed abita a São Paulo

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* N.T.:

PAJELANÇA: una forma di culto sciamanico esistente nella regione Nord del Brasile, con rituali d’origine indigena mescolati ad elementi dello spiritismo, cattolicismo e dei culti afro-brasiliani. I celebranti sono chiamati “pajés”, termine d’origine tupi che significa sciamano. La pajelança coinvolge canti e balli per chiamare gli spiriti, accompagnati soltanto del “maracá” (semplice strumento di percussione). La principale finalità è ottenere la guarigione di malattie fisiche. La pajelança non deve essere confusa con i credi, rituali e pratiche mediche proprie di ogni popolo indigene.

SCIAMANO: è il personaggio delle religioni tradizionali dell’Asia settentrionale, anche se esistono sciamani in altre società, come in America settentrionale ad esempio; il termine “xamã” designava determinati stregoni dell’Africa tradizionale. Secondo il credo, quando cade in stato di trance, lo sciamano è posseduto dagli spiriti che parlano e agiscono tramite lui. È la stessa cosa per il “pajé” fra gli indigeni brasiliani.

TRADUZIONE: Isabella Furtado – REVISIONE: Massimo Savigni

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LEIA TAMBÉM

MinhaNoiteComAJurema-1Minha noite com a Jurema – Nessa noite memorável fui conduzido para dentro de mim mesmo pelo próprio espírito da planta, que me guiou, comunicou-se comigo, me assustou, me fez rir e ensinou coisas maravilhosas

Xamanismo de vida fácil – A tradição xamânica dos povos primitivos experimenta uma espécie de retorno, atraindo o interesse de pesquisadores e curiosos

A vida na encruzilhada (filme: O Elo Perdido) – Essa percepção holística da vida é que pode interromper o processo autodestrutivo que nos ameaça a todos

Carlos Castaneda (vídeo) – Especial da BBC sobre o polêmico antropólogo que estudou o xamanismo no México, escreveu vários livros e tornou-se um fenômeno do movimento Nova Era. Legendado

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FILME: O Elo Perdido (Missing Link)
Um milhão de anos atrás, na África, homem-macaco tem sua família dizimada por hominídeos e ele vaga sozinho pelo planeta, conhecendo e encantando-se com a Natureza. Ao comer de uma planta, tem estranha experiência que lhe traz importantes revelações.

O Elo Perdido (Missing link, EUA, 1988)
Direção: David Hughes e Carol Hughes
Elenco: Peter Elliot, Michael Gambon, Brian Abrahams, Clive Ashley

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MISSING LINK – TRÊILER

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 COMENTÁRIOS
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01-  “…porque nós também fazemos parte da Natureza mas infelizmente passamos a nos ver separados dela, nos distanciamos da sabedoria natural do planeta e agora, perdidos num mundo caótico e insano, buscamos experiências que nos reconectem às nossas verdades mais profundas…”!!!Amei isso!!! Texto fantástico!!! Silvana Alves, Fortaleza-CE – jan2013

02- mas quando a encontramos tudo fica iluminado e na mais perfeita harmonia… sinto-me connectada com a mae natureza e por isso pareço estar feliz o tempo todo mesmo nos piores momentos… Dhara Bastos, Fortaleza-CE – jan2013


Pimbando e discutindo a relação em 50 tons

26/12/2012

26dez2012

Talvez seja exatamente esse o pulo do gato da trilogia: sexo e DR, sexo e DR, e nos intervalos o glamour de uma vida bilionária

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PIMBANDO E DISCUTINDO A RELAÇÃO EM 50 TONS
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Uma jovem e virgem estudante de literatura, que vive uma história de amor com um bilionário lindo que curte fantasias sexuais de dominação e submissão. Ao saber da trilogia 50 Tons de Cinza, eu, pervertido que sou, fiquei curioso. Um romance pornográfico, fenômeno de vendas, escrito por uma mulher, milhões de mulheres no mundo inteiro lendo e comentando… É, eu teria mesmo que ler.

E li. E não gostei. De fato, é literatura ruim. A linguagem, simplória e açucarada, lembra romance barato de banca de revista. Por sua autora não ser escritora profissional, a história tem falhas estruturais básicas e não finaliza bem as expectativas criadas, típico de quando não se tem um roteiro com o arco narrativo bem definido a guiar a história. Em 50 Tons, percebe-se uma espontaneidade ingênua e meio adolescente, o que confirma o que autora diz sobre ter escrito apenas com o intuito de extravasar suas próprias fantasias eróticas.

No começo, até que a história me capturou a atenção, pois, além da promessa de cenas BDSM, o suspense estava bem dosado pelos capítulos. As trepadas do casal Anastasia e Christian, no entanto, mesmo sendo detalhistas, não me empolgaram. No segundo livro, o sexo se tornou repetitivo, e cada vez mais baunilha e melodramático, e no terceiro eu bocejava enquanto os dois faziam amorzinho. E terminei a leitura entediado pelo amor possessivo e ciumento do casal, e lamentando que as perversões BDSM não tenham sido melhor exploradas.

A autora Erika Leonard James criou um conto de fadas moderninho, onde a heroína luta bravamente por seu príncipe encantado, corre mil perigos e, no fim, é recompensada com um belo casamento e uma prole maravilhosa – com a diferença que rola muito sexo e situações que representam bem certos fetiches femininos. Então, temos a cinderela a escovar os dentes com a escova do príncipe, usando sua cueca, fazendo sua barba… Ela chega a ser disputada pelos homens num leilão de dança e quase é estuprada pelo chefe malvado. Ela brilha em roupas de grife, degusta vinho em restaurantes chiques, abala em festas glamourosas, passeia de iate e helicóptero e é presenteada com joias e automóveis de luxo. E não faltam clichês de filmes de ação, como perseguição de carros, espionagem e vilões que querem a infelicidade da mocinha. E tome orgasmos incrivelmente sincronizados, entre litros de lágrimas e toneladas de declarações de amor eterno.

Em 50 Tons, porém, há algo que tem tão ou mais poder de sedução sobre o público feminino que o sexo: a DR. Putz, como Anastasia e Christian discutem a relação! Metade da história se passa com a mocinha a pensar, ponderar, refletir, analisar e conjecturar sobre seu lance com o mocinho. Bem, talvez seja exatamente esse o pulo do gato da trilogia: sexo e DR, sexo e DR, e nos intervalos o glamour de uma vida bilionária.

Não me passou despercebido que o texto, ao menos na versão brasileira, não cita o nome do órgão sexual feminino. Temos pau, bunda, cu e até clitóris, mas não temos buceta, xoxota, nem sequer vagina. No máximo, temos “sexo” ou “ali”. Por que essa desfeita para com a perseguida? De todo modo, espero que 50 Tons contribua para que mais mulheres se interessem por literatura erótica e também, é claro, por mais sacanagem em suas vidas. Nós, pervertidos, agradecemos.

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Ricardo Kelmer 2012 – blogdokelmer.com

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SAIBA MAIS

Entrevista com E.L. James, Revista Veja, 08.08.12

 Sexo, sexo, sexo, do começo ao fim, no livro mais falado do momento – e o mais vendido no mundo, blog do Ricardo Setti, 24.06.12

BDSM – Os fetiches sexuais que envolvem bondage, dominação, submissão e sadomasoquismo.

A História de O – Um clássico da literatura erótica sobre uma jovem parisiense que se deixa escravizar por seu amante

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FILME (legendado)

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LEIA MAIS NESTE BLOG

A entrega – memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor, submissão e salvação por meio do sexo anal

O diário de Marise – A vida real de uma garota de programa (Vanessa de Oliveira, Matrix Editora/2006) – Em casa, uma mãe dedicada. Na faculdade de enfermagem, uma aluna esforçada. Nos hotéis e motéis onde atende, uma garota de programa muito requisitada

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbett, Editora Paulus/1990) – Este livro mostra como nossa vitalidade e alegria de viver dependem de restaurarmos a alma da prostituta sagrada, a fim de nos proporcionar uma nova compreensão da vida

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundoO sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

Por trás do sexo anal (1) – Se esotérico significa a parte mais oculta de uma tradição ou ensinamento, aquilo que somente iniciados alcançam após muito estudo e dedicação, então o sexo anal é o lado esotérico do sexo

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

OIncubo-06O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

Lolita, Lolita – Ela é uma garotinha encantadora. E eu poderia ser seu pai. Mas não sou

A gota dágua – A tarde chuvosa e a força urgente do desejo. Ela deveria resistir, mas…

A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

Lola Benventutti e a coragem de viver – A única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos. Parabéns, Lola, por sua coragem e autenticidade

Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino – Livro de contos e crônicas sobre a mulher

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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COMENTÁRIOS
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01- Adorei a crítica sobre os 50 tons de putaria! Não li na íntegra, mas o pouco que li achei logo a cara de Bianca! Não entendo tanto frisson em cima deste livro…aaarrghhh. Kathia Albuquerque, Porto Seguro-BA – dez2012

02- Pra mim funciona tão diferente…quando vejo muita gente em cima, falando, discutindo demais, acaba não me interessando. Não li e dificilmente vou ler. Dri Flores, São Paulo-SP – dez2012

03- mais açúcar senhor? muito meloso argh. Elaine Christina, Campina Grande-PB – dez2012

04- Tem uma linguagem adolescente e poderia ter umas 100 paginas a menos. Eh bonzinho, distrai, mas nem de longe faz jus ao disse-me-disse que a midia fez… Marta Lima, Rio de Janeiro-RJ – dez2012

05- li e descobri q o meu love sabe mais coisas…. se aquilo e sadismo nao acho…. livrinho bobo… tao bobo quanto a garota da estoria…. Dhara Bastos, Fortaleza-CE – dez2012


Viva Chitara

22/12/2012

22dez2012

Torço por ela, mas sei que Chitara não tem chances. Cedo ou tarde a pegarão. Mas ao menos ela terá provado o sabor da liberdade

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VIVA CHITARA

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Faz uma semana que mudei meu hábito de ler jornal. Em vez de ir direto à página esportiva, agora abro o jornal na expectativa de saber notícias sobre ela, Chitara. Não, não é nenhuma nova cantora colombiana. É a leoa que fugiu do circo no povoado de Salgado, município de Paracuru, litoral oeste do Ceará. A leoa se embrenhou na mata e o Ibama, face o perigo da situação, autorizou o abate, condenando-a à morte.

Acontece que isso faz uma semana e nada de pegarem a leoa fujona. Moradores já avistaram o animal saltando uma cerca, bebendo água na lagoa, mas até agora nada de capturarem Chitara. Polícia, bombeiro, mateiro, atirador de elite, caçador, cão farejador ‒ já mandaram o diabo atrás dela, mas toda vez que a avistam, ela dribla todo mundo e desaparece. Helicóptero dá rasantes pela mata todo dia, botam galinhas e carneiros como isca… Não tem jeito. Chitara segue solta na mata, estressando pebas, preás e cassacos e ludibriando seus perseguidores como se dissesse: Vocês mandam na selva de pedra, mas nesta aqui mando eu!

Admito que nesse jogo de caça e caçador estou torcendo descaradamente pela caça. Claro que não desejo que ela ataque alguém. Quero apenas que Chitara aproveite seus últimos dias fazendo aquilo para o qual nasceu, viver junto à Natureza, caçar outros bichos, correr livre, leve e solta por aí ao vento, exercitar seus instintos de animal selvagem… Imagino que não deve ser fácil ter que se esconder o dia inteiro de monstros metálicos voadores e fugir de bípedes cruéis que querem a todo custo assassiná-la, mas convenhamos: para Chitara isso é mil vezes melhor que passar o resto da vida entristecendo numa jaula e ainda tendo que fazer gracinhas num picadeiro de circo.

Não sei se você sabe, mas arrancaram as garras de Chitara quando ela era bebê. Ela está, portanto, sem sua principal arma de ataque e sem sua melhor defesa. Mesmo assim já resiste há mais de uma semana. No início da fuga ela foi baleada, mas mesmo ferida não se entregou. Se ao menos lhe garantissem que não a matariam, que apenas lhe aplicariam um tranquilizante e a levariam a um zoológico decente… Mas não. A ordem é atirar para matar.

Defendo Chitara porque ela não tem mais como se defender do que lhe fizeram. Defendo porque não é justo retirar um animal de seu habitat, privá-lo de sua sagrada liberdade, mutilá-lo, aprisioná-lo numa jaula para o resto da vida e ganhar dinheiro às custas de sua escravidão e sofrimento. Se nesse momento Chitara ameaça a vida de seres humanos, isso é apenas a consequência final de todos os atos de ganância e crueldade praticados pelos humanos. Eu também fugiria. Você não?

Torço por ela, mas sei que Chitara não tem chances. Cedo ou tarde a pegarão. Mas ao menos ela terá provado o sabor da liberdade. Talvez no instante em que você lê esta crônica, Chitara já esteja morta, uma bala de grosso calibre alojada em seu corpo. Lerei a notícia com tristeza, sim, mas com esperança. Talvez a história de Chitara se transforme em lenda para as crianças daquelas bandas. Então imagino-as sentadinhas ao redor da avó, noite de lua, escutando atentas a história da valente leoa fugitiva e, em sua pura compreensão de criança, captando aquilo que a maioria dos adultos já esqueceu: melhor viver os riscos da liberdade que morrer numa escravidão tranquila.

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Ricardo Kelmer 2001 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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SAIBA MAIS

VivaChitara-2Leoa é ferida à bala, mas consegue fugir – Diário do Nordeste, 30.11.01

Leoa abatida a tiros em Paracuru – Diário do Nordeste, 07.12.01

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LEIA NESTE BLOG

A imagem do século 20 – Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vimos o todo

A mensagem de Avatar ao Povo da Terra – Temos de compreender o que os antigos já sabiam e nós esquecemos: a Terra é um ser vivo e nós fazemos parte dele

Pátria amada Terra – É animador ver as novas gerações convivendo mais naturalmente com essa noção de cidadania planetária

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Nãaaaaoooo! Chitara free! Marta Crisóstomo, Brasília-DF – dez2012

02- Boa, Kelmer!!! E, para ser sincero, penso que muitos de nós, arrogantes bípedes autointitulados “sapiens”, vivem em condições semelhantes às de Chitara. CHITARA FREE!!!! Haroldo José Barros, Recife-PE – dez2012

03- Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos, arrebentando como sempre!!! Viva Chitara!!! Kelzen Herbet, Fortaleza-CE – dez2012

04- Página esportiva, Ricardo???? Francamente… Luc Lic, São Paulo-SP – dez2012

05- que a Morte liberte Chitara, que chegue depressa e a leve com doçura… que nao possa mais ser ferida pelos homens, que seja encontrada sem vida, e melhor ainda: que nunca mais seja encontrada! Susana X Mota, Leiria-Portugal – dez2012

Adorei, querido! Vou reenviar para meus amigos!!!!!Adorei, querido! Vou reenviar para meus amigos!!!!!

É hora de converter os deuses

15/12/2012

15dez2012

Se ainda há deuses, como Dinheiro, que exigem vidas humanas em seu nome, é preciso então deixar de crer neles e tentar convertê-los

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É HORA DE CONVERTER OS DEUSES

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Muito já foi dito sobre o delicado momento que agora vivemos, o terrorismo, as desigualdades, as intolerâncias… E eu, particularmente, não pretendo explicar a confusão toda. Meu objetivo com esta crônica é apenas dar voz a alguém que teria muito a contribuir caso lhe dessem atenção. Essa pessoa é Francisco, o pobrezinho de Assis.

A vida de Francisco de Assis possui um brilho contagiante. Além de consagrado santo pela Igreja Católica, ele é patrono da ecologia, e a revista americana Time o elegeu a personalidade do 2º milênio. Simplicidade, ternura, coragem, desprendimento e grandiosidade fazem deste homem uma das figuras mais  admiradas de toda a história.

Francisco foi um revolucionário. Desprezou a vida cômoda de sua rica família italiana pela luta diária de viver, ao pé da letra, os ideais de seu mestre Jesus Cristo. Por isso, desfez-se de todos os bens e saiu pelo mundo a pregar simplicidade, desapego, paz, alegria e amor pela vida e pela Natureza. Seu estilo hippie em pleno século 13 representava uma incômoda subversão de valores, para a sociedade e para a rica e pomposa Igreja.

Espírito prático e direto, ele interpretou radicalmente a mensagem de seu mestre e, assim sendo, o modo obviamente correto de servi-lo seria ser como ele, um pregador pobre e andarilho, vivendo da caridade alheia e dividindo-a com seus amigos pobres, mendigos e leprosos. Para Francisco, isso era de uma obviedade gritante feito o sol do meio-dia. Como seu mestre, ele foi incompreendido e perseguido, contrariou interesses e desafiou poderosos. Da mesma forma que o nazareno, ele também lutou contra seus demônios íntimos para no fim apaziguá-los e arrebanhá-los dentro de sua alma bondosa e enluarada, fortalecendo-se ainda mais.

E o que isso tem a ver com atentados terroristas e a ameaça de guerras e hecatombes? Tudo. Contra o terror que se nutre do fundamentalismo religioso e mata em nome de seus deuses, e o outro terror, que se alimenta do fundamentalismo econômico e mata em nome do deus Mercado, somente outro tipo de fundamentalismo pode nos salvar: o do amor incondicional pela humanidade e por tudo que vive, amor que não possui deus em nome de quem matar. Um amor franciscano.

Francisco é um ícone católico, sim, mas ele não respeitava as estúpidas e perigosas fronteiras entre as religiões, e por isso fez amigos cristãos, judeus e muçulmanos. Francisco contagiou o mundo com sua imensa ternura fraternal e o absoluto respeito por tudo que é vivo, pessoas, bichos, árvores e montanhas. Pois é exatamente esse o desafio que agora se nos impõe. Nesse momento crítico da humanidade, a vida exige o nosso máximo respeito por ela, em todas as suas manifestações, para que possamos continuar a existir. Chega a ser ridiculamente óbvio. Mas essas coisas são óbvias mesmo, diria Francisco, sempre sorridente. Se ainda há deuses, como Dinheiro, que exigem vidas humanas em seu nome, é preciso então deixar de crer neles e tentar convertê-los, ensinar-lhes o amor e respeito à vida.

Converter um deus?! Sim, por que não? O deus cristão do antigo testamento, rancoroso, vingativo e lançador de pragas, não se tornou um deus do amor e do perdão? Bem, ele foi forçado a isso por suas próprias criaturas, é verdade, mas sendo assim, por que os outros deuses a quem atualmente veneramos também não podem se tornar mais justos? Não custa tentar. Sejamos um pouco ingênuos e práticos, como Francisco, e façamos como ele fez naquela inesquecível manhã de inverno na praça de Assis: renunciemos a esses deuses que não respeitam a vida, devolvamos-lhes o que conquistamos em seu nome e iniciemos uma nova caminhada, sem o peso limitante de velhas crenças que não nos servem mais.

Quem sabe assim esses deuses caducos se convençam do óbvio: é melhor que eles mudem para fazer parte do novo mundo que virá, do que sumirem de vez nas sombras do que não tem futuro.

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Ricardo Kelmer 2001 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro A Arte Zen de Tanger Caranguejos

> Francisco de Assis na Wikipedia

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LEIA NESTE BLOG

BladeRunnerDeusesHumanosEAndroides-01aDeuses, humanos e androides na berlinda (filme: Blade Runner) – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição, e é criando que ele faz isso

Deus planta bananeira de saia (filme: Dogma) – Deus passa mal bocados por conta de um dilema criado pelos próprios humanos. Santa heresia, Batman!

Mariana quer noivar – Você abdicaria das relações amorosas em sua vida em troca de dinheiro ou sucesso na carreira?

Vade retro Satanás (filme: O Exorcista) – O Mal pode ter mudado de nome e de estratégias. Mas sua morada ainda é a mesma, o nosso próprio interior

Quantas pessoas Deus já matou? – Certamente a maioria dos cristãos jamais se perguntou isso

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As Preciosas do Kelmer – dez2012

10/12/2012

Ricardo Kelmer 2012

AsPreciosasDoKelmer201212-1b

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Criei uma revistinha no Facebook. Ela se chama As Preciosas do Kelmer e é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso.

Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201212-1bAS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#3, dez2012

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Imagem da capa: Espetáculo Nise da Silveira, Senhora das Imagens

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*** POR UMA INTERNET LIVRE

REUNIÃO DE DUBAI
Os olhos da internet no mundo se voltam para Dubai a partir desta segunda-feira, quando começa uma reunião de 12 dias em que a estrutura internacional da internet será debatida pelas 193 nações da União Internacional de Telecomunicações da ONU (ITU, na sigla em inglês). O evento já se inicia com uma polêmica: uma campanha liderada pelo Google questiona a legitimidade do controle da rede pela ONU e a exclusão das empresas e usuários da votação que poderá definir o futuro dos negócios e dos usuários na rede. > Leia mais

QUEM DEVE TOMAR CONTA DA WEB?
Esta é a pergunta que as 193 nações da ONU se farão durante os próximos dias. E essa pergunta interessa muito a você, sim, você que agora lê estas minhas palavras. Há muita coisa em jogo: informação, poder, dinheiro… Mas o mais importante de tudo é a liberdade e a segurança do internauta. Para garantir isso, temos que ter uma internet livre e democrática. O encontro da ONU em Dubai poderá definir o futuro da internet. É para lá que devem se voltar as atenções de todos nós usuários da rede. Fiquemos atentos! > Saiba mais

CONCLAMAÇÃO DO GOOGLE
O Google está conclamando os internautas a se mobilizarem em defesa da internet livre e aberta. “A Internet já conectou mais de dois bilhões de pessoas em todo o mundo. Alguns governos querem fazer uma reunião a portas fechadas em dezembro para permitir a censura e regulamentar a Web. Dê seu apoio a uma Internet livre e aberta.” > Leia a conclamação na íntegra

GOVERNABILIDADE DA INTERNET: O QUE VOCÊ TEM A VER COM ISSO?
Por Carlos Castilho, 04.12.12
O que estará em jogo é a forma como a internet será governada, o que tem tudo a ver com as facilidades que teremos ou não, com a liberdade de opinião e de iniciativas, com o quanto pagaremos para ter acesso às facilidades digitais — só para citar alguns elementos mais notórios. Como a internet é hoje uma ferramenta essencial nos negócios digitais que estão por toda a parte, toda a economia mundial será afetada pelas decisões que vierem a ser tomadas na Conferência Mundial da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que começou na segunda-feira (3/12) em Dubai (Emirados Árabes) e vai até o dia 14 de dezembro. > Leia mais

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*** A MENINA-FANTASMA DO ELEVADOR
MeninaFantasmaElevador-1Em 1992, na cidade de São Paulo, uma garotinha de 6 anos desapareceu misteriosamente no interior de um prédio comercial. E nunca mais foi encontrada. Porém são vários os relatos de pessoas que afirmam ver a garotinha no elevador do prédio. Algumas dessas aparições foram registradas pelas câmeras do elevador. As imagens são fortes e desaconselháveis para pessoas muito sensíveis. > Veja o vídeo

SUCESSO MUNDIAL E CIÚME DA CONCORRENTE
por Ricardo Kelmer

A pegadinha do SBT em que uma menina-fantasma assusta pessoas no elevador é um sucesso mundial. A imprensa internacional comentou, já há versões legendadas em várias línguas e os acessos aos vídeos ultrapassam 20 milhões.

A atriz Ana Lyvia Padilha, de 12 anos, que interpreta a menina-fantasma, foi imediatamente guindada à condição de nova estrela da emissora e participou da gravação do tradicional clipe de fim de ano junto aos demais artistas da casa.

As pessoas realmente se assustaram no elevador ou foi tudo fingimento? Pra aumentar as suspeitas, o SBT proibiu os participantes, que são figurantes da emissora, de dar entrevistas.

Há alguns episódios curiosos e divertidos envolvendo todo o caso. Um deles é a expressão de medo e contragosto da atriz mirim Maísa, que, pra seu azar, ficou bem ao lado da menina-fantasma na gravação do clipe. Maisa, em 2009, protagonizou uma cena engraçadíssima no palco do Programa Silvio Santos quando se assustou, chorou desesepradamente, saiu correndo e se acidentou com uma câmera ao ver um menino com uma maquiagem de zumbi.

Outro episódio curioso foi a reação da direção da emissora evangélica Record, que está enciumadíssima pelo sucesso da concorrente. Segundo a direção da emissora, a mídia supervaloriza tudo que acontece no SBT e despreza ou desmerece os produtos da Record.

Tadinha da Record… Deve ser horrível faturar zilhões enganando as pessoas nos templos e não conseguir converter isso em audiência televisiva. Tenho uma sugestão: em vez de espernear e fazer mimimi, que tal orar pra menina-fantasma? Ela, sim, tem poder.

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*** LIVRANDO A SEMANA (41)

APENAS UMA GAROTINHA – A HISTORIA DE CASSIA ELLER (Ana Cláudia Landi e Eduardo Belo) Editora Planeta
Este livro reconstitui a agitada trajetória de uma das maiores vozes da música pop nacional. Por atrás daquela imagem forte e avassaladora dos palcos, os autores descobriram uma figura incrivelmente doce e frágil. Mas Cássia não fingia para o público. Ela simplesmente se transformava ao subir no tablado. Resultado de um ano e meio de pesquisa, o livro relata sua infância feliz, as primeiras traquinagens, a descoberta da música e do amor (no começo, até tinha nojo de beijar outra mulher, lembram os autores). Fala ainda do talento e da ousadia da cantora. Menciona seus medos e suas dúvidas. Mostra o início nos palcos, a agitação da vida em Brasília, a relação com a família e os amigos, seu encontro com grandes nomes da música brasileira e até o destino do famoso All Star azul. Repleto de passagens inéditas, o livro esclarece, com detalhes, os trágicos momentos finais de sua vida. (Fonte: http://culturalbar.wordpress.com/2012/09/12/apenas-uma-garotinha-a-historia-de-cassia-eller)
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SOBRE CASSIA ELLER (Wikipedia)
Caracterizada pela voz grave e pelo ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até sambas de Riachão e rocks clássicos de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Rita Lee, Beatles, John Lennon e Nirvana. > Saiba mais

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*** 2013: A NOVA ERA DO LIVRO
LivroEletronico-1
Com a recente chegada ao Brasil dos grandes nomes do mercado livreiro digital, como a Amazon, e a possibilidade de adquirir leitores digitais bons e baratos, finalmente nós brasileiros entramos na era do livro digital. Muitas pessoas, principalmente os mais velhos, ainda preferem o livro impresso, porém as novas gerações crescem acostumadas a ler em telas e, além disso, as novas tecnologias possibilitam uma leitura cada vez mais cômoda. Leitura – este é o centro da questão. O importante é ler, não importa se no papel ou na tela. Os antigos liam em pedras, depois em papiros, pergaminhos e só depois é que leram no papel. Os suportes passam, a leitura segue. Um brinde à nova era! > Saiba mais

E-BOOKS CUSTAM DE 60% A 85% DE LIVROS
Folha de São Paulo, 11.12.12 – Com mais lojas no Brasil, preços tendem a cair; títulos em inglês ainda são mais baratos em sites estrangeiros. > Leia a notícia

QUAL O PREÇO JUSTO DE UM E-BOOK?
por Carlo Carrenho
As lojas de e-books da Kobo, Amazon e Google mal abriram suas portas virtuais e já começaram as reclamações sobre o preço dos livros digitais. “Livros a R$ 9,90 já!”, alguém postou no twitter. > Leia mais

A FANTÁSTICA MÁQUINA DE FAZER LIVROS
Você vai à farmácia comprar um remédio. Na saída, aproveita pra comprar um livro. Então você para diante da máquina, digita o título, confere na tela a capa e outras informações, efetua o pagamento com seu cartão e em poucos instantes… o livro sai pelo buraquinho da máquina, impresso e encadernado, perfeito, como se acabasse de sair da estante de uma livraria. Cena de filme de ficção científica? Nananina. Esta minifábrica de livros por demanda já existe e em breve estará em milhares de pontos de venda nos Estados Unidos. > Saiba mais

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*** LIVRANDO A SEMANA (42)
VIDA DO VIAJANTE – A SAGA DE LUIZ GONZAGA (Dominique Dreyfus) Editora 34
A mais completa biografia sobre Luiz Gonzaga, um dos maiores nomes da cultura brasileira, que com sua sanfona e seu chapéu de couro ajudou os brasileiros a descobrirem e valorizarem sua própria riqueza musical.

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ENTREVISTA COM DOMINIQUE DREYFYS
autora de Vida do Viajante – A Saga de Luiz Gonzaga

GONZAGA, DE PAI PARA FILHOS
por Lucas Conejero
Como o forró pé de serra se tornou universitário na cidade de São Paulo e como ele ainda lota as casas noturnas. > Leia o artigo

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*** MASSACRE EM NEWTOWN
ViolenciaMassacreNewton
Vinte crianças e seis adultos mortos. Este é o novo número a contabilizar na conta das vítimas da paixão estadunidense por armas. Desde julho já são sete casos no país de atiradores que resolvem sair matando. A cada caso, recomeça o debate sobre a questão do porte de arma. E vai recomeçar sempre, e sempre dará em nada porque a indústria armamentista é quem manda. Aliás, tô surpreso porque até agora não apareceu nenhum lobista do setor dizendo que se as crianças estivessem armadas, o assassino não teria feito tantas vítimas. > Saiba mais

INDÚSTRIA BÉLICA
O jornalista Carlos Amorim, em artigo de seu blog, afirma que 10% dos trabalhadores estadunidenses são empregados de empresas ligadas à indústria bélica. Se isso é verdade, a verdade é que nenhum presidente dos Estados Unidos jamais irá ao centro da questão sobre essas chacinas que a cada ano produzem mais vítimas por lá. E o centro da questão é que o país tem uma cultura de culto às armas e à guerra. > Leia mais

8 MASSACRES EM ESCOLAS QUE CHOCARAM O MUNDO
O massacre na escola de Newtown esquentou novamente a polêmica em torno do armamento nos EUA. Relembre alguns casos de crimes em instituições de ensino que marcaram os últimos anos. > Leia mais

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*** O DIA EM QUE MARIA BETHANIA VIROU CHICO BUARQUE
Ou foi Chico que virou Bethania? > Veja o vídeo

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*** LIVRANDO A SEMANA (43)

TAO, O CURSO DO RIO (Allan Watts) Editora Pensamento
O filósofo Allan Wats captou como poucos a essência do pensamento taoísta. E escreveu um belo livro sobre a milenar filosofia que valoriza a harmonia do indivíduo com a natureza e os ciclos da vida, a superação dos opostos.
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É A TAO COISA (crônica)
por Ricardo Kelmer
O taoísmo surgiu em minha vida em 1995, através do livro de Allan Watts, Tao – o Curso do Rio, que minha amiga Ana Claudia Domene me emprestou. O interesse foi imediato. Como pude ter vivido tanto tempo sem saber que isso existia? – eu pensava, enquanto lia empolgado. A partir daí a harmonia com o Tao transformou-me em outra pessoa, me permitindo enxergar ordem e sentido naquilo que antes era somente caos e despropósito. > Leia mais

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*** DO ESCURO E DEPOIS
O arquiteto, músico e contista Marcos Maia lança seu livro de contos hoje, a partir de 18h30, na Toca do Coelho (rua Teodoro Sampaio, 507 – Pinheiros – SP-SP). > Saiba mais

*** LIVRARIA CULTURA INAUGURA SUA MAIOR UNIDADE NO RIO DE JANEIRO
Inaugurada nesta segunda 17dez, nova loja revitaliza o antigo Cine Vitória, na Cinelândia. > Saiba mais

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*** MUNDO TRANSPARENTE
AHumanidadeOPsicologoEAEsperanca-02O jornalista australiano Julian Assange, dono do site Wikileaks, que continua refugiado na embaixada do Equador em Londres, anunciou esta semana que publicará um milhão de documentos em 2013 e que todos os países serão citados na documentação a ser divulgada. Eu, particularmente, posso não concordar totalmente com tudo que Assange pensa. Porém, concordo com a causa de tornar o mundo mais transparente para seus cidadãos pois somente assim poderemos ter um mundo mais justo e com menos concentração de riqueza. > Saiba mais

O PSICÓLOGO, A HUMANIDADE E A ESPERANÇA (crônica)
por Ricardo Kelmer
Para superar sua crise, assim como qualquer um de nós, a humanidade precisaria tornar-se mais transparente para si mesma. E é justamente o que acontece agora. Graças ao intenso entrelaçamento das culturas e ao fortalecimento da democracia, a humanidade tem hoje um grau inédito de autoconhecimento e isso impede que ela minta para si própria com antes fazia. Num mundo cada vez mais interconectado, essa transparência nos faz perder o medo daquilo que antes nos ameaçava do canto escuro da nossa própria ignorância sobre quem somos. A humanidade torna-se, a cada dia, uma humana unidade. > Leia mais

EXIBIÇÃO DE “V DE VINGANÇA” EM TV ESTATAL SURPREENDE CHINESES
O filme, dirigido por James McTeigue e estrelado por Hugo Weaving e Natalie Portman, passa-se numa versão distópica da Grã Bretanha, e retrata um ativista conhecido como “V”, que inicia uma revolução contra o regime totalitário. A história se baseia na graphic novel escrita por Alan Moore e desenhada por David Lloyd. A máscara usada pelo protagonista tornou-se um símbolo na luta contra regimes autoritários em todo o mundo. > Saiba mais

TREILER DO FILME
“O povo não deveria temer o governo. O governo é que deveria temer o povo.” Treiler do filme V de Vingança, produzido pelos irmãos Andy e Lana Wachowski, da trilogia Matrix. > Veja o vídeo

FUNDAÇÃO SERVIRÁ COMO CANAL DE DOAÇÕES PARA WIKILEAKS
Um grupo que reivindica maior transparência governamental fundou uma organização sem fins lucrativos para servir como canal de financiamento de projetos como o Wikileaks. A Freedom of the Press Foundation tem como objetivo isolar as pressões políticas e comerciais contra iniciativas pró-transparência. > Saiba mais

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*** LIVRANDO A SEMANA (44)

> TRILOGIA 50 TONS DE CINZA – Erika Leonard James (Intrínseca)
O primeiro volume da trilogia Cinquenta Tons de Cinza narra a relação entre uma recatada estudante universitária e um enigmático empresário consumido pela necessidade de controle. Na continuação, Cinquenta Tons Mais Escuros, a jovem Ana Steele, assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, põe um ponto final no relacionamento e decide se concentrar em sua carreira. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em Cinquenta Tons de Liberdade, Ana exige um comprometimento mais profundo de Grey. Determinado a não perdê-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian têm tudo – amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades. Mas ela sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. > Adquira este livro na Livraria Arte Paubrasil

PIMBANDO E DISCUTINDO A RELAÇÃO EM 50 TONS (crônica)
por Ricardo Kelmer
Uma jovem e virgem estudante de literatura, que vive uma história de amor com um bilionário lindo que curte fantasias sexuais de dominação e submissão. Ao saber da trilogia 50 Tons de Cinza, eu, pervertido que sou, fiquei curioso. Um romance pornográfico, fenômeno de vendas, escrito por uma mulher, milhões de mulheres no mundo inteiro lendo e comentando… É, eu teria mesmo que ler. > Leia mais

BETTIE PAGE, NÓS TE AMAMOS (crônica)
por Ricardo Kelmer
Bettie Page é um ícone da moda, da arte erótica e também do universo BDSM, inspirando artistas e fetichistas. > Leia mais

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