A foto repugnante e o sonho que não pode ser preso

10/04/2018

10abr2018

A foto que resume a baixeza moral dos fascistas que querem a morte de Lula

A FOTO REPUGNANTE E O SONHO QUE NÃO PODE SER PRESO

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Oscar Maroni é dono de hotel em São Paulo e trabalha no ramo da prostituição de luxo. Sua boate Bahamas Club, em Moema, é frequentada por políticos, grandes empresários, policiais e até líderes religiosos. Num vídeo de 2016, ele prometeu que se Lula fosse preso, distribuiria cerveja de graça, e cumpriu a promessa na sexta-feira 06abr.

Na festa, na porta de sua boate, Maroni vestiu-se como presidiário. Uma foto feita nesse evento diz muito sobre o atual momento político do Brasil. Nela, Maroni exibe aos convidados uma mulher desnuda, com a calcinha nos joelhos, e atrás duas grandes fotos de seus heróis, o juiz Sergio Moro e a presidenta do STF Carmen Lúcia. Absolutamente repugnante.

A grande mídia, que, assim como Maroni e muitos direitistas, odeia Lula e apoia o golpe em curso no Brasil, não divulgou a foto, pois sabe que se o fizer, perderá simpatizantes em sua tarefa de destruir Lula e o que ele representa para o povo. Algumas pessoas, mesmo indignadas com a foto, hesitam em divulgá-la. De fato, é uma imagem asquerosa, que envergonha até mesmo alguns dos “cidadãos de bem” que odeiam Lula – mas se não a divulgarmos estaremos beneficiando aos fascistas como Maroni e eles se sentirão cada vez mais à vontade para fazer coisas piores, sempre com a cumplicidade silenciosa da grande mídia.

Peraí que tem mais repugnância. No vídeo em que jura sua promessa, Maroni vai além: ele diz que SE MATAREM LULA NA PRISÃO, a cerveja será de graça durante o mês inteiro. Outro homem pergunta: “E se for sofrida a morte?”. E Maroni responde: “Aí eu dou meu rabo”.

Prostituir-se não é crime. Dar o rabo também não. Mas incentivar o assassinato de alguém, sim. Porém, assim como nos casos do atentado a tiros contra a caravana de Lula e dos áudios criminosos gravados durante o voo que o conduzia preso a Curitiba, nada será feito, porque o golpe, além de parlamentar e midiático, é também judiciário. E conta com a omissão dos que veem mas silenciam.

O golpe abriu as porteiras dos piores retrocessos. São coisas tristes e doentias, mas precisamos divulgá-las para que o mundo saiba o que está acontecendo, e para nos mantermos juntos e firmes no sonho de justiça social, esse mesmo sonho que tentam manter preso numa cela em Curitiba. Como se celas prendessem sonhos…

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Foto: Túlio Vidal

 

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Ricardo Kelmer 2018 – blogdokelmer.com

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SAIBA MAIS:

Homens de bem comemoram no puteiro a prisão de LulaPor Lola Abramovich, no blog Escreva, Lola, Escreva

Enquanto o povo chora, o Brasil prostíbulo comemora – Por Carlos Fernandes, no Diário do Centro do Mundo

Oscar Maroni realiza festa em comemoração à prisão de Lula – O Povo

Vaza áudio de voo de Lula: “Manda este lixo janela abaixo aí” – Jornal do Brasil

Perícia acha projétil e aponta que tiros em ônibus da caravana de Lula foram disparados a cerca de 19 metros – O Globo
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01- Renata Mendonça: A escória do nosso país!

02- Moacir Bedê: Esse é o tipo de gente que não gosta do lula

03- Isabella Cantal: Vc e suas generalizações q em nada refletem a realidade! Não suporto o Lula, e toda a corja q envolve o Temer e etc… não por isso sou dantesca! Moro na Aldeota como vc, e nem por isso somos “burguesia q fede” !!! Enfim: menos Moacir Bedê, menos!

     Moacir Bedê: Estou generalizando mesmo, vc é exceção. A candida que eu votei derrubaram, o candidato que eu quero votar prenderam e querem matar. Pq será que eu estou P da vida em?

     Moacir Bedê: Vc não gostar Lula é perfeitamente normal, não vejo problema nenhum. Mas tente acabar com ele e o PT nas urnas e não apoiando golpe de estado ( golpe assumido publicamente pelos próprios golpistas).

04- Patricia C. Vignoli: Que asco!

05- Paola Braul Décaillet: Cadê os defensores de porta de galeria de arte?

06- Nathália Nepomuceno: Nojo

07- Charly Olmo: Lo traduzco y lo comparto. Obrigado

08- Juliana Lyra: Meu deus… inacreditável

09- Iris Medeiros: Texto muito bom Kelmer.

10- Ribamar Bezerra: Seboso, escroto esse cara!

11- Lílian Martins: Que nojo! Que Brasil de baixezas….

12- Marcia Sucupira Viana Barreto: Isso é medonho

13- MCândida Oliveira: Aquela professora primária que defecou em plena calçada há uns anos atrás, deve ter aprendido com ele. Ê São Paulo… Esses são os habitantes desse país de quinta.

     Clarisse Ilgenfritz: (eu mesminha acho que a professora que fez sua manifestacao, por mais escatológica que tenha sido, tem muito – mas muito, muito, muito – mais integridade do que este animal aí da foto.)4

     Ricardo Kelmer: Defecar na calçada e incentivar o assassinato de alguém. Você tem mais alguma comparação pertinente a fazer?

     Andre Barbosa Bonno: Que porca. Caguei pro lula

     Ricardo Kelmer: Andre Barbosa Bonno Cagar não é crime, fique à vontade. Mas incentivar o assassinato de uma pessoa é crime.

14- Alexandre Ferraz Greco: doentio. mas que se eternize o caráter da direita brasileira.

15- Pedro Henrique Vieira Costa: Só uma observação: prostituição não é crime, mas a sua exploração sim.

16- Caio César Muniz: Cara de psicopata!

17- Clarisse Ilgenfritz: os 3 né? os dois dos cartazes e o carequinha tarado né?

18- Caio César Muniz: Clarisse Ilgenfritz exatamente… Mas o careca tem cara daqueles personagens de filmes de terror americano.

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O socialista crucificado

09/04/2018

09abr2018

Se esses cristãos vivessem naquela época, teriam batido panela contra o bandido Jesus e aplaudido sua crucificação

O SOCIALISTA CRUCIFICADO

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Talvez Jesus não tenha existido de fato, mas se existiu, então ele era um ferrenho socialista. O cara defendia os pobres e oprimidos, criticava os ricos poderosos, denunciava o mercantilismo da religião, perdoava bandidos e acolhia as mulheres apedrejadas pelos defensores da moral e dos bons costumes. Jesus era um lutador pela causa dos direitos humanos, quando isso nem existia ainda.

Hoje, porém, grande parte dos cristãos é declaradamente antiJesus: são a favor da pena de morte (mas são contra o aborto porque a vida só a Deus pertence), gritam nas ruas e redes sociais que bandido bom é bandido morto (crucifica-o!) e odeiam a todos que têm sexualidade diferente da sua (joga pedra na Geni!). Muitos deles apoiam políticos que fazem apologia ao estupro, incentivam a violência e defendem a prática da tortura. Muitos seguem religiosos que creem mais no dízimo que em Deus. Se esses cristãos vivessem naquela época, teriam batido panela contra o bandido Jesus e aplaudido sua crucificação. Se a tecnologia permitisse, teriam feito lindas fotinhas com os soldados romanos.

Hoje, ser cristão pode significar uma coisa, mas também pode significar exatamente o oposto. É a prova final de que ser religioso não define o caráter de ninguém. O que define são os valores morais. Verdadeiramente, não precisamos de religião para fazer do nosso país um lugar melhor para se viver. Precisamos é de cidadãos comprometidos com os valores da democracia e da justiça social, independente de crerem ou não em deuses.

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LEIA NESTE BLOG

Blade Runner: Deuses, humanos e androides na berlinda – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição e é criando que ele faz isso.

A cruz da paixão – O crescimento só virá se o ego se entregar ao sacrifício da paixão, mandando Judas fazer logo a sua parte e aceitando o sofrimento inerente ao processo

Espírito natalino? Sei… – O tal do espírito natalino pode enganar os bestas, mas a mim não me engana

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A luta de Marielle continua

21/03/2018

21mar2018

Haverá bala suficiente para nos deter em nossa luta por justiça social?

A LUTA DE MARIELLE CONTINUA

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O assassinato da vereadora Marielle Franco, que seria a candidata a vice-governadora do Rio de Janeiro pelo PSOL este ano, foi um claro recado da banda podre da Polícia: não atrapalhem nossos negócios. Porém, o efeito de sua execução pode ser justamente o oposto, fazendo surgir mais Marielles por todo o país, ainda mais conscientes e destemidas. Haverá bala suficiente para nos deter em nossa luta por justiça social?

Vi gente criticar o fato de usarem a morte de Marielle como bandeira política. Ora, nada mais coerente. Porque foi um crime político. Porque Marielle fez da política a sua razão de viver e aceitou correr riscos pela defesa dos direitos civis e sociais da população mais pobre. O que as pessoas estão fazendo é tão somente continuar a sua luta, assim como os cristãos fazem quando exibem seu deus pregado na cruz. Falando nisso, o mundo tá cheio de bom cristão que é contra o direito da mulher de abortar porque só Deus é quem pode tirar a vida, mas é a favor da pena de morte.

Espero que a luta da família de Marielle por justiça não seja inglória. Elucidar o crime obrigará o Estado a cortar na própria carne e expor a podridão de sua estrutura policial e a completa ineficácia dessa caríssima guerra às drogas. Talvez a morte de Marielle e de seu motorista Anderson Gomes sirva para nos fazer discutir seriamente a desmilitarização da Polícia e o custo-benefício para a sociedade da política de proibição das drogas.

Mas não basta matar Marielle com tiros. É preciso também assassinar sua reputação, como fez o MBL ao repassar boatos sobre seu envolvimento com o Comando Vermelho, entre outras mentiras. O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) foi um dos que repassou os boatos, e poderá ser denunciado ao Conselho de Ética. A desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, do Tribunal de Justiça do RJ, também repassou as mentiras, e depois apagou. Mas já era tarde, e agora terá de responder ao CNJ.

Aliás, a dita magistrada responderá também por ter, numa rede social, sugerido o fuzilamento do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) num “paredão profilático”, e ainda comentou: “embora não valha a bala que o mate e o pano que limpe a lambança, não escaparia do paredão”. Na postagem, um seguidor comenta que o deputado “gostaria” de ser fuzilado se pudesse “ficar de costas”, ao que a desembargadora respondeu de forma homofóbica, dizendo ter dúvidas, uma vez que “o projétil é fininho”. Eis o nível grotesco do nosso magistrado, esse mesmo que esperneia e faz greve para não perder seus imensos e descabidos privilégios, como o auxílio-moradia de R$ 4,3 mil. Né, Sergio Moro?

Enquanto isso, aquele presidenciável todo machão e valente, que posa de terror dos bandidos, continua caladinho…

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Ricardo Kelmer 2018 – blogdokelmer.com

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SAIBA MAIS:

A história de Marielle – Sua família, seus estudos, sua atuação política

Desmilitarização da Polícia – O que é isso?

Entenda a intervenção federal no RJ

Desembargadora que ofendeu Marielle pediu fuzilamento de Jean Wyllys – Marília de Castro Neves Vieira também ofendeu uma professora com síndrome de Down

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Resistindo com arte e alegria

08/03/2018

08mar2018

Ocupar os espaços da cidade é reconquistá-la para seus devidos donos: o povo

RESISTINDO COM ARTE E ALEGRIA

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Quando voltei a morar em Fortaleza, em 2017, após 13 anos de perambulanças por rios e pauliceias, uni-me a alguns amigos escritores e amantes dos livros para realizar ações dentro da estratégia de inserir a literatura na agenda de entretenimento da cidade, ocupando praças, mercados e bares com eventos literários e aproximando autores e leitores. Entendemos que ocupar esses espaços com arte é um ato de resistência contra o abandono gerado pela violência, que nos faz órfãos de nossa própria cidade. Foi o que fizemos em 2017, e seguiremos fazendo em 2018.

Além dos planos literários, trouxe comigo a vontade de criar um bloco carnavalesco. Nos anos 80 e 90, eu organizava um bloquinho de pré-carnaval chamado Belas da Tarde, com homens vestidos de mulher a desfilar pela Beira-Mar num trenzinho, invadindo os hotéis a cantar os clássicos da Xuxa e aterrorizando os coitados dos turistas. Agora, porém, eu queria algo maior. Eu tinha o nome do bloco, Simpatizo Fácil, e a ideia de, com ele, oferecer não apenas entretenimento, mas fazer também política, erguendo bandeiras em defesa da arte, das liberdades, da democracia e das conquistas sociais.

No início de 2017, apresentei a ideia para minha amiga Vaninha, que gostou, mas, mulher multitudo que ela é, não teve tempo para mais um projeto. Então, deixei a ideia descansar. Em dezembro, falei com meu amigo Paulo Henrique e ele adorou. Começamos a trabalhar e Vaninha juntou-se a nós. Putz, só mesmo gente sem juízo se proporia a montar um bloco de carnaval, com festa de lançamento, eventos de pré-carnaval e carnaval, gravação da marchinha, camisetas, tudo em vinte dias. E com alta probabilidade de prejuízo financeiro. Pois foi o que fizemos. Viva os malucos!

Tendo como bar parceiro o Vilarejo 84, dos amigos Manuel e Emanuela, o Simpatizo Fácil faz sua festa no pré-carnaval aos sábados, numa ruazinha bucólica da Aldeota, a Clube Iracema, vizinho ao prédio da Receita Federal. Como o patrocínio que conseguimos banca apenas uma pequena parte dos custos (obrigado, Catuaba Selvagem e Syn Ice), precisamos vender muita birita e muitas camisetas. Sim, sabemos que muitos blocos nasceram, cresceram e morreram em pouco tempo, e às vezes, ironicamente, é o próprio sucesso do bloco que decreta o seu fim. De fato, não é fácil, mas estamos nessa porque curtimos o que fazemos, e porque amamos nossa cidade e não aceitamos perdê-la, nem para a violência e nem para a fraqueza do poder público.

Arte, literatura e alegria. Liberdade e democracia. Especialmente em tempos sombrios, acreditamos nisso. Precisamos acreditar.

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Ricardo Kelmer –
blogdokelmer.com

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> Simpatizo Fácil – facebook.com/simpatizofacil

PARCEIROS

Vilarejo 84, Aldeota – facebook.com/vilarejo84

Floresta Brasilfacebook.com/florestabrasilfortaleza

Boteco Vintage (Benfica)facebook.com/BotecoVintage

Cantinho do Frango, Aldeota (Cantinho Literário)
facebook.com/cantinhodofrango

Mercado Coletivo, no Mercado dos Pinhões, Centro (Anoitecer de Autógrafos)

FLLLEC – Fórum do Livro, Literatura, Leitura e Biblioteca
facebook.com/forumdeliteraturace

#catuabaselvagem #synice

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Ricardo Kelmer 2018 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

Lugar de literatura é solta pela cidade – Com esses livretos, consigo que minha arte frequente as mesas dos bares, integrando-se à dinâmica boêmia da cidade e atraindo novos leitores

O dilema do escritor seboso – Certos escritores amadurecem cedo. Tenho inveja desses. Porque nunca viverão o constrangimento de não se reconhecerem em suas primeiras obras

O encontrão marcado – Fechei o livro, fui até a janela e olhei pro mundo lá fora. E disse baixinho, com a leveza que só as grandes revelações permitem: tenho que ser escritor

Pesadelos do além – O pior pesadelo para um escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado

Meu fantasma predileto – Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

Kelmer no Toma Lá Dá Cá – Aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro maldito

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Espírito natalino? Sei…

24/12/2017

24dez2017

O tal do espírito natalino pode enganar os bestas, mas a mim não me engana

ESPÍRITO NATALINO? SEI…

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Quem me conhece, sabe que não curto o Natal. Eu até curtiria, caso vivesse na Europa pré-cristã, quando as pessoas celebravam o nascimento anual do Sol no solstício de inverno. Era uma festa sincera e autêntica, ligada à Natureza, sem consumismo, que celebrava a vitória da vida sobre a escuridão, após o Sol ficar dois dias escondido abaixo da linha do horizonte e “ressuscitar” no terceiro dia.

Porém, veio o Cristianismo, e os cardeais ressignificaram a festividade a partir do século 3 com o objetivo de converter os povos pagãos sob o domínio do Império Romano, e aí o Natal passou a significar a comemoração do nascimento de Jesus de Nazaré, que não nasceu em Nazaré e nem no Natal, e na verdade ninguém sabe se realmente existiu ou se é um mito construído da junção de vários relatos envolvendo mitos anteriores e candidatos a messias, obcecados por cumprir as profecias do Antigo Testamento.

O tal do espírito natalino pode enganar os bestas, mas a mim não me engana. A peçoa umana entope o bucho de comida boa, enche a cara de birita, gasta uma puta grana com compras supérfluas e depois dá uma esmola pro mendigo e lhe deseja Feliz Natal, todo sensibilizado… Por que não se sensibilizou durante o ano? Por que não bateu panela contra a reforma trabalhista, que já está aumentando a quantidade de gente morando na rua? Por que não luta por um país com menos desigualdade social? Hipócritas, isso é que são. Preferem ser os privilegiados celebrantes desse espírito natalino e uma vez por ano posar de solidários com os pobres do que viver num mundo onde não precise existir espírito natalino.

Pronto, agora quem quiser excluir este ateu blasfemo, socialista e estraga-prazeres, pode me excluir, sem problema. Mas quem quiser me convidar pra um passeio de rena, aceito de bom grado, ho, ho, ho… 🙂

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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MATRIX, PSICOLOGIA E MITOLOGIA NO LIVRO:

Matrix2012Capa14x21aMatrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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LEIA NESTE BLOG

Blade Runner: Deuses, humanos e androides na berlinda – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição e é criando que ele faz isso.

A cruz da paixão – O crescimento só virá se o ego se entregar ao sacrifício da paixão, mandando Judas fazer logo a sua parte e aceitando o sofrimento inerente ao processo

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 01- booom ! Airton Lima, Fortaleza-CE – dez2017

02- Já comemorei meu Solstício de verão. 🌞 Iris Medeiros, Campina Grande-PB – dez2017

03- Se quiser faço um bolo de chocolate para adoçar seu coração. Kkkkk. Fath Fernandes, Brasília-DF – dez2017

….. RK: Olhaí. Naquela tarde faltou espírito natalino em ti, viu? 🙂

04- Ho ho ho tbm ñ curto Natal! Vc está certo! Meire Torres Ferreira, Curuá-PA – dez2017

05- Feliz natal Ricardo Kelmer! Quer vim jantar c a minha família? Kkkkkkkk. Jôsy Soares, Fortaleza-CE – dez2017

….  RK: Obrigado pelo convite, mizifia. Bom apetite. 😊

….. 06- tudo bem ” meu fio”, sou da umbanda tb. Jôsy Soares, Fortaleza-CE – dez2017

07- Eu acho coerente sua posição, no entanto muitos ateus gananciosos se aproveitaram de uma data criada pela igreja católica, cujo simbolismo é muito interessante, para quem se interessa, e transformaram na festa do consumo, em torno de mesas fartas que não tem nada a ver com a proposta ideológica religiosa. Eu concordo que ateu não devia comemorar festa nenhuma no dia 25 de dezembro, nem devia feriar, mas coerência é coisa difícil, as pessoas querem usufruir até daquilo que não concordam e ficar bem sentadas tecendo críticas. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – dez2017

….. RK: Não foi a Igreja Católica quem criou a data. O 25 de dezembro já era comemorado muito antes do Cristianismo, no hemisfério Norte, pra celebrar o retorno do Sol, que ficava três dias escondido (morto) abaixo da linha do horizonte.
Não vejo incoerência no fato de ateu comemorar o 25 de dezembro (não o Natal), pois, como já disse, é uma data mitológica antiquíssima que festeja a vitória da vida sobre a escuridão. Mitos são anteriores às religiões institucionalizadas, e existem independente delas. E quem impôs o feriado natalino foi a Igreja Católica, que impôs outros baseados em seus dogmas.
E sobre a ganância capitalista, ela é um mal geral, de muitos ateus e religiosos.

…. 08- 25 de dezembro como data do nascimento de Jesus foi a igreja católica, o papa Júlio I. Antes era mesmo uma festa pagã, mas como é o dia mais longo do ano serviu para simbolizar o surgimento da luz do mundo que é Jesus para os cristãos e o Sol para os pagãos. Nem todos os cristãos aceitam esta data como a do nascimento de Jesus. Acredito que poucos ateus saibam de datas mitológicas ou mesmo as valorize, creio que trata-se mesmo da velha “garapa” como se diz por aí, ou seja, porque não usufruir do feriado dos idiotas cristãos? Quando falei na ganancia dos ateus foi porque mesmo sem crer na importância do natal eles criam toda uma mística que impele ao consumo. Peço desculpa, não é minha intenção ser grosseira nem nada, esclareço logo, porque detesto discussões inúteis. Beijos para você. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – dez2017

….. RK: Não foram os ateus que criaram o consumismo no Natal. Foi o capitalismo, que é mantido por todos que adoram os deuses Dinheiro, Lucro e Mercado, sejam ateus ou religiosos.
Ateus geralmente conhecem mais sobre religião e mitos do que os religiosos. Isso ocorre porque a grande maioria dos ateus estudou e estuda mitologia e religião pra poder embasar racionalmente seus argumentos, ao contrário dos religiosos, que se embasam na fé.
A celebração da vida sobre a escuridão é algo que fazemos sempre, sem perceber, sejamos religiosos ou ateus. A celebração de datas que têm esse tema é comum em quase todas as culturas. Por isso, ateus que celebram o 25 de dezembro não estão pegando carona na data, pois essa celebração é natural da nossa espécie, é próprio da psique humana.
O Carnaval é uma festa pagã. Nela, não há nada de cristã. A seguir a mesma lógica, os cristãos não deveriam festejar, nem curtir o feriado carnavalesco, né?

09- Nem mais. Cristãos de castigo em casa, recatados e do lar! Susana X Mota, Leiria-Portugal – dez2017

….. 10- Sim, há cristão que não participa de Carnaval, o difícil é esta fidelidade às ideias, que em tese são muito propagadas, na prática não. Eu, particularmente acho que há diversos ateus muito fanáticos e proselitistas e até entendo que o ateísmo é uma crença muito forte e que de facto precisa de muito embasamento para se sustentar, daí o ateu convicto ser extremamente dogmático, nada cabeça aberta como se imagina, acho verdadeiros sacerdotes sempre vigilantes e patrulheiros. Um ateu convertido é um verdadeiro cão de caça, pois trás toda sua sanha proselitista para a religião. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – dez2017

….. 11- O capitalismo tem um poder enorme até sobre os lúcidos e vigilantes ateus que diante do deus consumo murcham as orelhas e não são capazes de ter uma visão crítica. Os religiosos se corrompem do mesmo jeitinho. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – dez2017

….. RK: Ateísmo é crença? Bem, melhor pararmos a discussão por aqui. 🙂 A propósito, você trabalha durante o Carnaval?

12- Nem antes, nem durante e nem depois do Carnaval trabalho. E o que não é crença? Ateísmo é ausência de crença na existência de divindades, e a presença de crença na inexistência de divindades. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – dez2017

13- Adorei a rena, no baseado. Muito melhor que arena. Quanto ao texto, cada vez mais lhe admiro como poeta e parceiro. Quanto ao texto, dá vontade de musicar. Mas prefiro harmonizar com minhas idéias. Valeu parceiro. Um ano novo de paz, saúde e sucesso. Joaquim Ernesto, Fortaleza-CE – dez2017

14- Muito bom!!! 👏 👏 👏 Luciana Rodrigues, Fortaleza-CE – dez2017

15- Concordo plenamente com a segunda metade do texto! Mas isso não me impede de acreditar no Cristo! Mas num Cristo meio diferente do que a maioria venera… acredito num Cristo subversivo, que desafiou um sistema… que defendeu os pobres porque era pobre! Que trocava uma ideia com ladrões, defendia prostitutas, e escolheu pra amigos aquela gente q não tinha nada a oferecer… o Cristo q chamou os religiosos de sepulcros caiados e que só demonstrou amor, justiça e igualdade… Esse Cristo ninguém celebra… e o matariam de novo caso viesse ao mundo por esses tempos… Os mesmos que hoje o celebram o matariam… não todos… mas a maioria. Não faço ideia de quando exatamente ele nasceu, ou onde… Mas acredito nesse cara! E tenho certeza de que Ele tá orgulhoso de gente como a gente… que não cospe religião… mas q tenta ser luz por onde passa… bjao e uma noite bem feliz pra nós… bom passeio de trenó! 😜 Priscila David, Fortaleza-CE – dez2017

16- O espírito do mundo mataria de novo o nosso Jesus. Sandro Marcelino, Campina Grande-PB – dez2017

17- Disse tudo, Ricardo Kelmer. Viemos do mesmo planeta! Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – dez2017

18- Concordo demais contigo bju querido. Maria Alba Machado, Fortaleza-CE – dez2017

19- Amanita muscaria. Voa rena, voa veado, voa véi gordo e barbudo, voa Alice, voa Jesus e até o Sol Invictus se desmancha numa aurora surreal. Vamos voar nesse trenó das cores e que se lixe o Natal. Susana X Mota, Leiria-Portugal – dez2017

….. RK: Sobre o cogumelo Amanita muscaria: https://pt.wikipedia.org/wiki/Amanita_muscaria

20- beijos no coração, amigo! Mendes Júnior, Fortaleza-CE – dez2017

21- Um feliz Natal filho.Que a Paz do Senhor esteja sempre com você. Beijos. Vilma de Oliveira, Fortaleza-CE – dez2017

22- Texto massa! Adorei! Beijo, Kelmer. Vanessa Capibaribe Monte, Fortaleza-CE – dez2017

23- Eu tô aqui decidindo se sou sincera e mando a merda todos as falsas felicitações de Natal ou faço a francesa e finjo que não é comigo. E olha, sou cristã, pelo menos curto o JC, o que ele representa de verdade. E como ele, socialista, querendo dignidade e justiça para meu povo tão sofrido e batalhador… Simone Santos, Campinas-SP – dez2017

24- Bong Natal Ricardo Kelmer!!! hehehe. Christiano Torreão, Rio de Janeiro-RJ – dez2017

25- Também não gosto do Natal. Doida que passe logo. E acredito totalmente em Deus. Mas meu Deus não tem nada a ver com shoppings lotados, mesas fartas para alguns privilegiados, troca de presentes, abraços falsos. Um Feliz Natal pra você. Obrigada pela sinceridade. Fez eu me sentir menos esquisita. Joyce Lôbo, Fortaleza-CE – dez2017

26- SUMEMO RICA! They’re not fooling us. Roberto Candido, São Paulo-SP – dez2017

27- Papai Noel presenteia os ricos, cospe nos pobres, sujeito miseravel! Celso Rocha, Jericoacoara-CE – dez2017

28- De qualquer forma, Feliz Natal! Paulo Mayr Cerqueira, São Paulo-SP – dez2017

29- 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 Clícia Karine Marques, Fortaleza-CE – dez2017

30- Jê…ny…all! Luciano Almeida Filho, Fortaleza-CE – dez2017

31- Mande um abraço pra dançarina kkk. Hugo de Freitas, Fortaleza-CE – dez2017

32- Ho..ho..ho te amo amigo.Podes ser o que quiseres. A escolha é tua. E este consumismo, gente que faz ano todo coisa ruim…e acha que no Natal tudo se conserta, tudo se perdoa… Seja bom e verdadeiro no dia a dia. Goste quem quiser. Bjao. Míriam Costa Cearucha, Porto Alegre-RS – dez2017

33- Bora dar uma volta de rena?… 😁 ✌🏼 😎 Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – dez2017

….. 34- Nas renas eu acredito. Iris Medeiros, Campina Grande-PB – dez2017

35- Eu apoio seu pensamento e não vou excluir Ricardo Kelmer do meu face. Tânia Mary, Campina Grande-PB – dez2017

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Um tempo para pensar no tempo

18/12/2017

18dez2017

Se pensamos sobre o tempo, logo não sabemos mais o que ele é

UM TEMPO PARA PENSAR NO TEMPO

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O tempo… Eis um tema instigante. Eu sei o que é o tempo. Você também sabe, todos sabemos. Porém, olha que curioso, se pensamos sobre o tempo, logo não sabemos mais o que ele é.

Para você, que me lê agora, o tempo vai do passado em direção ao futuro, ou vem do futuro e se faz passado? Ou você acha que o tempo não vem e nem vai para lugar algum, que ele é apenas um produto do estar-se vivo?

E o presente, quanto tempo exatamente ele dura? Um segundo? Um décimo de segundo? Um milionésimo de segundo? Tsc, tsc… Medir o tempo presente é impossível, pois qualquer medida será sempre divisível. Ou seja, o agora exato é uma mera abstração. Mas… se o passado já passou, o futuro ainda não chegou e o presente jamais será localizado, o que existe então?

Sabe as estrelas no céu? O que, de fato, você vê é a luz delas que chegou à Terra após uma viagem de muitos anos. Ou seja, o que você vê é o passado da estrela. Talvez ela já tenha desaparecido e só agora sua luz nos chegou. Aliás, tudo que você vê é passado, pois a luz emitida por qualquer objeto, inclusive essas palavras que você lê, demora um tempo, ainda que mínimo, para chegar às suas belas retinas. Na verdade, todas as suas percepções da realidade ocorrem em sua mente um tempo após seus sentidos captarem a imagem, o som, o sabor, o toque, o odor. Nem seu próprio pensamento escapa: quando você percebe que está pensando, já se passou um tempo, ainda que minimíssimo, desde o pensamento original. Isso significa que nossa consciência nunca está no mesmo tempo exato da realidade que acontece.

Vi recentemente o filme A Chegada (Arrival, do diretor Dennis Villeneuve), que é baseado no conto História da Sua Vida, de Ted Chiang, que li após ver o filme. A história é sobre a vinda de misteriosos seres extraterrestres à Terra. Uma renomada linguista é chamada pelos militares para, com ajuda de um matemático, tentar se comunicar com os alienígenas. Enquanto decifra a estranha linguagem dos visitantes, ela percebe que somente compreendendo o tempo de um modo diferente conseguirá realmente entendê-los e, assim, evitar um gravíssimo conflito internacional e definir o futuro da humanidade. Gostei muito do filme, e ainda mais porque desconfio seriamente que estamos próximos de uma descoberta decisiva sobre a natureza do tempo, e que isso poderá conduzir nossa espécie a um novo patamar evolutivo. Precisaremos que inteligências extraterrestres venham nos ensinar?

A teoria da reencarnação é uma ideia sedutora, pois admite a continuação da consciência na sequência do tempo, enquanto o corpo físico nasce, morre e renasce em vidas sucessivas. Porém, essa ideia está presa ao tempo linear, que não admite o conhecimento do futuro. Mas… e se for possível acessar o futuro, nem que seja apenas num lampejo de pensamento? Se é possível, e se existe a reencarnação, então por que não seria possível acessarmos uma vida nossa no futuro? Considerando essa possibilidade, o eu que fomos numa vida anterior poderia perfeitamente acessar esta nossa vida atual, como se fosse uma “lembrança” do futuro. Isso seria admitir que a consciência pode atuar em variados níveis de realidade espaço-temporal, uma ideia difícil de conceber, mas que é simpática a muita gente.

Inclusive gente doida como eu, que faz você ler isso tudo para, no fim, chegar à retumbante conclusão de que não sabemos absolutamente nada sobre o tempo, e que, por esse motivo, pensar sobre o tempo é a mais pura perda de tempo. Ou não?

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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DICA DE LIVRO

O Irresistível Charme da Insanidade
Ricardo Kelmer – romance

Dois casais, nos séculos 16 e 21, vivem duas ardentes e misteriosas histórias de amor, e suas vidas se cruzam através dos tempos em momentos decisivos. Ou será o mesmo casal? Nesta história, repleta de suspense e reviravoltas, Luca é um músico obcecado pelo controle da vida, e Isadora uma viajante taoísta em busca de seu mestre e amante do século 16. A uni-los e desafiá-los, o amor que distorce a lógica do tempo e descortina as mais loucas possibilidades do ser.

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LEIA NESTE BLOG

Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos (contos) – O que fazer quando de repente o inexplicável invade nossa realidade e velhas verdades se tornam inúteis? Para onde ir quando o mundo acaba?

O redemoinho do fim do mundo – É provável que estejamos à beira de um grandioso marco evolutivo, onde a Humanidade alcançará o clímax dessa aceleração das transformações

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DICA DE FILME

A CHEGADA (The Arrival, EUA, 2016)

Gênero: Ficção científica, drama, mistério
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Eric Heisserer, baseado no conto História da sua vida, de Ted Chiang

Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker
Música: Jóhann Jóhannsson
Edição: Joe Walker

> Na Wikipedia

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TRÊILER DO FILME “A CHEGADA”

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- muito bom! Conversas para as madrugadas… rsrs. Adorei o filme Arrival! Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – nov2017

02- Mestre! Me instigou a ver o filme! E nunca é perda de tempo ler vc! Kkkk bjks. Deise Carmo, Rio de Janeiro-RJ – nov2017

03- Amei ler isso mizifi RK. Não estou sozinha com minhas perguntas…. Zete More, Fortaleza-CE – nov2017

04- Bem precisamos de uma descoberta sobre a natureza do tempo, essa coisa que se mede em espaço… Porque a humanidade está num ponto de não retorno. Mais do que lugares para fugir ou regressar, precisamos de sair da linha reta e abraçar as curvas musculadas de Kronos. Susana Mota, Leiria-Portugal – nov2017

05- Tenho um livro aqui pra vc ler: O Espaço, o tempo e o Eu. Eu , Rômulo, Braulio Tavares e outros amigos costumávamos ler em voz alta, juntos, e conversar esses papos loucos que o “tempo” nos instiga. Isso rolava pela madrugada e só era interrompido quando eu servia um “arroz biônico”, prato delicioso feito com tudo que havia na geladeira. E a “plantinha” garantia o apetite.😎 Precisamos fazer isso juntos. Íris Medeiros, Campina Grande-PB – nov2017

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A Literatura e a reconquista da cidade

13/11/2017

13nov2017

Ocupar os espaços da cidade é reconquistá-la para seus devidos donos: o povo

A LITERATURA E A RECONQUISTA DA CIDADE

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A 1a edição da Fresta Literária aconteceu em Fortaleza no fim de semana de 22 e 23jul de 2017. Durante dois dias, na Praça dos Leões, no Centro, celebramos a Literatura num descontraído evento que reuniu escritores e amantes dos livros em mesas de debates e também na mesa do bar. Fiquei muito feliz em participar.

O mote foi A Palavra e a Cidade, mas falamos e bebemos outras coisas como mercado editorial, políticas públicas e resistência cultural. Organizado pelo Coletivo Alumiar e pela Revista Berro, a Fresta Literária mostrou-se uma refrescante brisa no mormaço das dificuldades do fazer literário no Ceará. Parabéns aos organizadores e participantes. Que venha a próxima.

Neste delicado momento de retrocesso democrático pelo qual passamos, de perda de direitos tão arduamente conquistados e da imposição de políticas que beneficiam aos barões do capital em vez do combate às desigualdades sociais, ocupar os espaços da cidade com arte não é uma forma de escapismo, mas, ao contrário, é o modo pelo qual artistas e escritores podem unir forças e, com a população, mostrar ao poder público que estamos atentos, e resistiremos aos dias temerosos.

Sim, há violência nas ruas. Ela nos mantém acuados por trás de muros, vidros escuros e cercas elétricas, e nos afasta da nossa própria cidade. Mas ela não é aleatória. Essa violência nasce de outra, a desigualdade social, que se alimenta do descaso dos governantes e parlamentares que ignoram as necessidades básicas da população, inclusive a cultura. Eles que, aliados ao cinismo da grande mídia, seguem impunes com seus macabros rituais de sacrifícios humanos em nome do insaciável deus Mercado.

Cidadania não é um direito, que nos darão de bom grado. É uma conquista diária. Ocupar os espaços da cidade é reconquistá-la para seus devidos donos: o povo.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Página da Fresta Literária: facebook.com/LiterariaFresta

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Vídeo de divulgação da 1a edição da Fresta Literária
Praça dos Leões, Fortaleza-CE – jul2017
Trecho da crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel

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LEIA NESTE BLOG

Lugar de literatura é solta pela cidade – Com esses livretos, consigo que minha arte frequente as mesas dos bares, integrando-se à dinâmica boêmia da cidade e atraindo novos leitores

O dilema do escritor seboso – Certos escritores amadurecem cedo. Tenho inveja desses. Porque nunca viverão o constrangimento de não se reconhecerem em suas primeiras obras

O encontrão marcado – Fechei o livro, fui até a janela e olhei pro mundo lá fora. E disse baixinho, com a leveza que só as grandes revelações permitem: tenho que ser escritor

Pesadelos do além – O pior pesadelo para um escritor é ser psicografado. Ou melhor: ser mal psicografado

Meu fantasma predileto – Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

Kelmer no Toma Lá Dá Cá – Aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro maldito

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01- Que nada cara. Obrigado você por topar inaugurar essa Fresta! Primeira de muitas. Valeu. Alexandre Ferraz Greco, Fortaleza-CE – jul2017

02- Sara Síntique, Fortaleza-CE – jul2017

03- O jogo de amarelinha entre a FRESTA. José Anderson Freire Sandes, Juazeiro do Norte-CE – jul2017

04- Que maravilha! Mateu Duarte, Lavras da Mangabeira-CE – jul2017

05- Que boa ideia! Toma lá uma canção: https://www.letras.mus.br/sergio-godinho/498155. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

06- emersoN bastoS (assinei!) Emerson Bastos, Fortaleza-CE – jul2017

07- Quando sair da UECE (no sábado) vou lá. Deixe (se possível) um microfone aberto. Jose Leite Netto, Fortaleza-CE – jul2017

08- texto maravilhoso.. atitude também.. sou seu fã, Ricardo Kelmer… abrsssss. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jul2017

09- Musiquei um conto de José Roberto Torero sobre um analfabeto que copiava poemas para dar à namorada… lembrei disso tb.. abrs. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jul2017

10- E o carteiro que plagiava Neruda “a poesia não é de quem a escreve mas de quem precisa dela”. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

11- Susana X Mota E olha só, ainda há analfabetos… Não perguntaste porquê? Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

12- Bacana Mermão!!! Parabéns!! Marcondes Dourado, Gama-DF – jul2017

13- Maravilha, Ricardo! Ótima programação! 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 Luciana Loreau, Nantes-França – jul2017

14- Grande texto, sobretudo iniciativa! Sucesso! Denis Akel, Fortaleza-CE – jul2017

15- Uooouuuuu. Tetê Macambira, Fortaleza-CE – jul2017

16- Espetacular essa programação! Heloise Riquet, Fortaleza-CE – jul2017

17- blz mano queria ser assim cara de pau que nem tu, poeta mundano mas sou muito comedido em minha arte, talvez porque não seja múltiplos que nem tu. Evaristo Filho Freitas, Fortaleza-CE – jul2017

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O Belchior errado que deu certo

04/10/2017

04out2017

O BELCHIOR ERRADO QUE DEU CERTO

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Alguns acertos de minha glamurosa vida desmantelada nasceram de coisas que deram errado, preciosamente errado. Um exemplo: Para Belchior com Amor, que é o único livro publicado sobre Antonio Carlos Belchior com ele ainda vivo. Foi assim:

Propus ao meu parceiro musical Felipe Breier, em 2015, que criássemos um show para celebrar os 70 anos de Belchior, e, para minha alegria, ele topou. O show estrearia em outubro de 2016 e contemplaria música, poesia e filosofia do bardo bigodudo de Sobral. Seria algo como o Vinicius Show de Moraes, que Felipe e eu apresentamos por quatro anos no Brasil e em Portugal. Então, criei o roteiro e começamos a montar o show. Porém, o vento virou: a três meses da estreia meu parceiro foi aprovado para um mestrado em Portugal, e lá foi morar. E o show morreu, buááá!!!

Ah, mas eu queria tanto homenagear meu ídolo… Sabe, eu sentia que era hora de retribuir os belos momentos que vivi embalado por sua poesia. Então, tive outra ideia. Um livro. Reunindo vários escritores. Que escreveriam textos literários inspirados em suas canções. Sim, um livro, tudo a ver, afinal Belchior é um literato. Mas o tempo era curtíssimo, meros dois meses. Uma editora teria que ser mui irresponsável para topar uma doidice dessa. E, assim, eu mesmo me irresponsabilizei por tudo.

Lancei a ideia do Para Belchior com Amor para uns chegados e reuni catorze fãs do poeta, todos cearenses, esse povo gaiato que acha que a capital do Ceará é o mundo. Alguns tiveram poucos dias para escrever, mas todos deram cabo da missão, ufa. O projeto gráfico e a capa eu mesmo tive que fazer, em minhas sofríveis limitações. Consegui uma ajuda da AFIM (Associação dos Fiscais dos Município de Fortaleza) graças a minha amiga Andrea Oliveira e, tchum, encomendei à gráfica mil e quinhentos exemplares.

O plano era fazer lançamentos em bares, por todo o outubro, com músicos a tocar Belchior. Nomeei o projeto Belchior Sete Zero, chamei os amigos Marta Pinheiro, Rogers Tabosa e Moacir Bedê para me ajudar na produção e com eles o projeto cresceu. Foram duas dezenas de eventos em Fortaleza, em bares, faculdades e espaços como Theatro José de Alencar, Centro Cultural Banco do Nordeste, CUCA e Espaço O Povo de Cultura & Arte. Vários artistas se apresentaram, e o dramaturgo Ricardo Guilherme criou uma peça especialmente para o projeto. Foi tudo lindo, e foi um sucesso.

Se satisfiz meu desejo de homenagear o ídolo? Sim. Na verdade, o que realizamos em outubro de 2016, misturando literatura, música e teatro e unindo várias instituições de peso foi a maior homenagem que Belchior recebeu em vida. Não interessava se ele um dia voltaria aos palcos ou se seguiria em seu misterioso autoexílio – o objetivo era homenageá-lo e celebrar sua arte, e assim fizemos. O livro segue na segunda edição, vendido apenas em eventos e pela internet. Infelizmente, não conseguimos apoio para lançá-lo em Sobral, mas quem sabe isso ainda acontece. E, cá entre nós, em breve poderemos ter novidades na tela do cinema.

E Belchior chegou a ler o livro? Sim! Segundo Edna, sua viúva, ele leu e adorou, e queria organizar uma tradução para o espanhol. Uau… Quanto a outros livros sobre nosso rapaz latino-americano, que venham mais, pois sua arte e sua filosofia dão muito pano para manga e tinta para tatuagem. E, como sempre ocorre com os que têm vida rica de significados, é inevitável brotarem polêmicas.

Com o Para Belchior com Amor, aprendi tudo outra vez: não há tempo para ficar reclamando. A vida é o que é, justa ou desumana. O que fazemos dela é o que importa.

Obrigado, meu poeta. Por sangrar em nossa carne, com a faca da vida torta, a tua poesia livre e triunfante.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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parabelchiorcomamorcapa3d-01Para Belchior com Amor

Neste livro, organizado pelo escritor Ricardo Kelmer e lançado em 2016, o poeta, cantor e compositor cearense Belchior é homenageado por catorze autores conterrâneos, que escreveram contos, crônicas e cartas inspirados em suas músicas, as mesmas que tanto encantaram os mais velhos e continuam a encantar os mais novos. Literatura para celebrar um notável literato. Ele que soube, como poucos, harmonizar música e poesia, e que fez de sua obra e sua vida um intenso canto de amor, liberdade, questionamento e rebeldia. Salve Belchior!

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LEIA TAMBÉM

Esses jovens que resgataram Belchior – É um grito latino-americano que brota da dor das minorias e dos excluídos, de todos que não comungam com o deus mercado e vomitam a ração diária fornecida pela mídia poderosa

O dia em que entendi BelchiorEle já não tinha metas, estava finalmente livre para deixar a roda-viva que nos entorpece diariamente com a sedução das falsas necessidades

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OUTROS LIVROS

ICI2011Capa-01fRomance – Contos – Crônicas – Ensaio – Poemas

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Os fanáticos de Deus avançam. E você, o que faz?

20/09/2017

20set2017

Religiosos moderados são coniventes com as odiosas atitudes de seus irmãos de crença, pois acham que os não religiosos representam mais perigo que os que cometem “certos exageros” em nome de Deus

OS FANÁTICOS DE DEUS AVANÇAM. E VOCÊ, O QUE FAZ?

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Fatos recentes nos mostram que o fanatismo religioso avança perigosamente no Brasil. O fechamento da esposição Queermuseu, em Porto Alegre, numa atitude covarde do Santander Cultural, foi um grave atentado contra a arte e a democracia. A insistência de psicólogos cristãos em querer curar homossexuais, como se homossexualidade fosse doença, desrespeita não apenas o Conselho Federal de Psicologia e a Organização Mundial de Saúde, como também a própria natureza humana. Isso é horrível, mas o que acho pior é que a Justiça começa a dar mostras de estar contaminada por essa nova inquisição religiosa.

O fim antecipado da Queermuseu foi uma vitória dos fanáticos cristãos, sim, mas a reação não tardou. Em protesto, muitas pessoas divulgaram nas redes sociais os trabalhos dos artistas censurados e postaram textos e imagens de quadros famosos. Nunca vi a Internet tão erótica, ô maravirilha. A polícia do Facebook certamente teve muito trabalho para decidir o que devia ou não censurar. Quanto ao Santander Cultural, como castigo, sua imagem ficará até o fim dos séculos associada à censura artística e à conivência com o fanatismo religioso. Triste, mas merecido.

Garantir a livre expressão sexual dos indivíduos é dever de uma sociedade democrática. Porém, a depender dos fanáticos cristãos, em breve chegará o dia em que todos que demonstrarem qualquer desvio da normalidade abençoada por seu deus serão forçados a passar por uma reorientação sexual, e sabe-se lá como isso será feito. É nesse mundo que você quer viver?

Um livro meu, o Indecências para o Fim de Tarde, de contos eróticos, teve a venda proibida na Amazon (mas liberaram a versão impressa, vai entender) e no Facebook. O que pretendem? Impedir que adolescentes tenham acesso à literatura erótica? Que ridículo… É mais produtivo enxugar gelo.

E quem ganha com a censura à arte erótica e às críticas à religião? Ganha a hipocrisia. Perdem a arte, a liberdade e o Estado laico. Ganham eles, os fanáticos de Deus. Ganham os que não aceitam que a religião é apenas uma entre todas as expressões culturais da humanidade. Se tudo pode ser contestado e ridicularizado, por que a religião deveria ter o privilégio de ser blindada?

Infelizmente, esse raivoso fanatismo, que cresce a cada dia, se alimenta da omissão dos que poderiam fazer algo e não fazem. Refiro-me aos religiosos moderados que se calam diante desses casos de intolerância e preconceito. Religiosos moderados são maioria na sociedade, mas a maior parte é conivente com as odiosas atitudes de seus irmãos de crença, pois acham que os não religiosos representam mais perigo que os que cometem “certos exageros” em nome de Deus. Santa ingenuidade… Esquecem que se o fanatismo religioso chegar ao poder, não poupará os que não rezarem bem rezado por sua cartilha justiceira.

Reagir é preciso. Seja você ateu, agnóstico ou religioso moderado, não fique calado. O fanatismo vence pelo medo. A democracia e a liberdade vencem pela vigilância. Vigiemos de perto, pois, o que fazem os líderes religiosos e os políticos que representam o dízimo de suas igrejas. A regra é clara: valores religiosos não podem avançar nos espaços laicos. Se um religioso acha que homossexualidade é doença ou pecado, ele tem todo o direito de achar. Mas não pode impor sua crença à sociedade.

A Santa Inquisição, que queimou na fogueira os que não seguiam as regras divinas, mostra que quer voltar, e seus fanáticos modernos já não têm pudor em censurar a arte, desafiar as leis e impor suas crenças pessoais. Enquanto isso, você, religioso moderado, o que faz?

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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SAIBA MAIS

Queermuseu: O dia em que a intolerância pegou uma exposição para Cristo – El País Brasil, 13.09.17

‘Cura gay’: o que de fato disse o juiz que causou uma onda de indignação – El país Brasil, 20.09.17

O que é terapia de reorientação sexual – Wikipedia

Pastor organiza ataques a festas de Umbanda – O pastor Lucinho (Lúcio Barreto Júnior), da Igreja da Lagoinha, de Belo Horizonte-MG, treina jovens para invadir eventos de outras religiões

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LEIA NESTE BLOG

PorQueDefenderOEstadoLaico-01Por que defender o Estado laico – Se você é religioso e crê na democracia, deve defender o Estado laico pois somente ele garante que você sempre terá total liberdade de exercer suas crenças ou sua não crença

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COMENTÁRIOS
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01- Mt bem dito Ricardo Kelmer. Por isso nós ateus não podemos esperar pelos outros. Temos de redobrar nossos esforços, não dá espaço pro fanatismo em todo lugar em que estejamos. Fazer de nossas vidas e energias um combate sem tréguas contra o obscurantismo medieval que ronda, ronda, ronda. Temos que incomodar, escandalizar e forçar, com todo nosso ser, a ampliação da liberdade individual e coletiva. Os moderados, os acomodados, os indiferentes merecem nosso nojo. Rogério Nascimento, Campina Grande-PB – set2017
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02- Nossa, que saco ter que lidar com esses imbecis em pleno sec. XXI! Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – set2017

03- O mundo inteiro movendo-se em uma onda de aceitação dos transgêneros e o Brasil ainda na tecla da cura gay, em pleno 2017! Quanto retrocesso em tão pouco tempo! Taís Krugmann, Campo Grande-MS – set2017

RK: Poizé, Rogério. Infelizmente os religiosos moderados são coniventes com o fanatismo religioso, e este contam com essa conivência para chegar ao poder e instituir um Estado teocrático, onde todos teremos que rezar por sua cartilha. Tempos sombrios. set2017

…..Os moderados tentam nos amaciar, salivar, gratinar. e são a grande maioria. Rogério Nascimento, Campina Grande-PB – set2017

04- Se decidirem queimar as bruxas tô ferrada pq serei queimada dentro da própria família. Não acredito em religioso moderado. Mas religioso neutro que se esconde atrás dos odiosos. Sandra Xavier, Poá-SP – set2017

05- Sócrates já dizia:” A ignorância é o mal”. O iluminismo tentou superar os preconceitos e a ignorância uma vez que ficou claro que a racionalidade nos iluminaria pelo conhecimento das coisas. O mundo nas trevas da ignorância, quando em1630 já se assinava a lei da tolerância religiosa. Mas e agora José? E agora João? E agora Maria? Estamos no século XXI, em um país laico e democrático e a intolerância religiosa ainda tem esse.poder? O medo assola os fracos que foram postos na política, fracos de moral, de conhecimento, de ética. Vamos combinar… Mais poesia, mais erotismo, mais ética, mais tolerância, mais sensibilidade. Vera Helena Sanchis Alberich Guarani-Caiowá, São Paulo-SP – set2017

06- Vou acrescentar seu post ao meu blog… ok?… abrs…. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – set2017

07- Eu espero é que não se chegue a matar os homossexuais como os muçulmanos que não aceitam nem esta tolice da cura, é pena de morte mesmo. Quanto a arte acho que o objetivo foi alcançado, fazer-se visível, sem esta censura poucos teriam conhecimento desta exposição que não tem nada de excepcional. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – set2017

…..RK: Ligia, no Brasil é altíssimo o número de crimes praticados contra a população LGBT. E esse ódio é grandemente alimentado por crenças religiosas. “A cada 25 horas uma pessoa lgbt é assassinada no brasil” (Correio Braziliense)

08- Infelizmente a inquisição religiosa ainda existe. Amarildo Monteiro, set2017

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Lugar de literatura é solta pela cidade

20/07/2017

20jul2017

Com esses livretos, consigo que minha arte frequente as mesas dos bares, integrando-se à dinâmica boêmia da cidade e atraindo novos leitores

LUGAR DE LITERATURA É SOLTA PELA CIDADE

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De um ano para cá tenho vivido uma experiência bem interessante, que trouxe um novo sentido para a minha literatura e para a minha relação com a cidade onde vivo. Quero compartilhá-la com você nesta crônica.

Tenho uma dúzia de livros publicados, em impresso e eletrônico, que são vendidos em livrarias e sites. Mas isso não me satisfaz profissionalmente. É que eu gosto do contato direto com o público, e adoro misturar a literatura com outras expressões artísticas, como a música, o teatro e o cinema. Além disso, tenho um tesão danado nessa ideia de inserir a literatura nos espaços cotidianos da cidade. Livrarias e bibliotecas são importantes e devem ser valorizadas, sim, mas por que não levar a literatura aonde o povo está, realizando eventos literários em bares, em clubes, nas praças, na rua, na praia? É o que faço há alguns anos, em São Paulo e em Fortaleza, onde voltei a morar.

Nessa busca por uma relação mais íntima do meu trabalho com a cidade, decidi recentemente levar essa ideia mais adiante. Para isso, em 2016 e 2017, publiquei dois livretos de bolso, simples, com 48 páginas, grampeados. O primeiro foi Versos Safadinhos para Noites Românticas e Vice-versa, com 35 poemas sobre amor, paixão e desejo, e desenhos eróticos do artista húngaro Mihály Zichy, falecido em 1906. O segundo foi Trilha da Vida Loca – Contos do amor doído, que reúne seis contos baseados em sucessos românticos da chamada música brega, nos quais um drama amoroso beeeem sofrido segue a letra da música.

Eu poderia tê-los publicado por uma editora, como fiz com outros livros meus, mas preferi eu mesmo bancar os custos e ter o controle de tudo. Ou seja, são produções 100% independentes. Os livretos são vendidos apenas diretamente comigo, pessoalmente ou pela internet. Uma vantagem do formato bolso é que posso levá-los comigo a qualquer lugar, e sai baratim para o freguês, só cinco reais.

Pois bem. Com esses livretos, consigo que minha arte frequente as mesas dos bares, integrando-se à dinâmica boêmia da cidade e atraindo novos leitores. Tem sido uma experiência saborosa, que me faz sentir mais harmonizado com a cidade. A venda é importante, claro, principalmente porque ela viabiliza a segunda parte da experiência: os exemplares vendidos custeiam outros, que distribuo entre guardadores de carro, garis e vendedores ambulantes. Você já reparou? Essas pessoas estão sempre onde estamos, nos bares e espaços culturais, mas são invisíveis e não participam da nossa celebração da arte, e certamente jamais entraram ou entrarão numa livraria ou biblioteca. Distribuir meus livretos dessa forma foi um modo que encontrei de diminuir a distância social e de levar minha arte a outros públicos.

Você talvez pense que isso é dar pérolas aos porcos, que minha atitude é bela mas inútil. Pense melhor. Talvez, naquela noite, a poesia tenha sido companhia para alguém que é casado com a solidão das ruas. Talvez aquele ser invisível sinta prazer ao ler um conto, e depois queira ler outros. Uma noite dessas, ao sair de um bar, o guardador de carros me reconheceu e pediu outro livro, pois o seu ele dera para sua gata, que gostou muito. Ah, você quer um pra você, né?, perguntei. Ele, um tanto envergonhado, respondeu que não sabia ler, e depois emendou, malicioso: É pra outra gata acolá, ó.

Dei-lhe outro livro e fui embora rindo, satisfeito por ver que minha poesia ao menos anda favorecendo o nheco-nheco. Mas interessante mesmo era a bela ironia da coisa: um analfabeto que espalha literatura por aí pela cidade…

Eu sei que livros não mudam o mundo. Livros mudam pessoas. As pessoas é que mudam o mundo.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Com garis, na 1a edição da Fresta Literária (Praça dos Leões, Centro, Fortaleza, jul2017)

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LIVROS

Versos Safadinhos para Noites Românticas e Vice-versa

Trilha da Vida Loca – Contos do amor doído

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O dilema do escritor seboso – Certos escritores amadurecem cedo. Tenho inveja desses. Porque nunca viverão o constrangimento de não se reconhecerem em suas primeiras obras

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Meu fantasma predileto – Diziam que era a alma de alguém que fora escritor e que se aproveitava do ambiente literário de meu quarto para reviver antigos prazeres mundanos

Kelmer no Toma Lá Dá Cá – Aqueles aloprados moradores do condomínio Jambalaya descobriram meu livro maldito

O escritor grávido – Será um lindo bebê, digo, um lindo livrinho, sobre o mais belo de todos os temas

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Que nada cara. Obrigado você por topar inaugurar essa Fresta! Primeira de muitas. Valeu. Alexandre Ferraz Greco, Fortaleza-CE – jul2017

02- Sara Síntique, Fortaleza-CE – jul2017

03- O jogo de amarelinha entre a FRESTA. José Anderson Freire Sandes, Juazeiro do Norte-CE – jul2017

04- Que maravilha! Mateu Duarte, Lavras da Mangabeira-CE – jul2017

05- Que boa ideia! Toma lá uma canção: https://www.letras.mus.br/sergio-godinho/498155. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

06- emersoN bastoS (assinei!) Emerson Bastos, Fortaleza-CE – jul2017

07- Quando sair da UECE (no sábado) vou lá. Deixe (se possível) um microfone aberto. Jose Leite Netto, Fortaleza-CE – jul2017

08- texto maravilhoso.. atitude também.. sou seu fã, Ricardo Kelmer… abrsssss. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jul2017

09- Musiquei um conto de José Roberto Torero sobre um analfabeto que copiava poemas para dar à namorada… lembrei disso tb.. abrs. Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jul2017

10- E o carteiro que plagiava Neruda “a poesia não é de quem a escreve mas de quem precisa dela”. Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

11- Susana X Mota E olha só, ainda há analfabetos… Não perguntaste porquê? Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2017

12- Bacana Mermão!!! Parabéns!! Marcondes Dourado, Gama-DF – jul2017

13- Maravilha, Ricardo! Ótima programação! 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 Luciana Loreau, Nantes-França – jul2017

14- Grande texto, sobretudo iniciativa! Sucesso! Denis Akel, Fortaleza-CE – jul2017

15- Uooouuuuu. Tetê Macambira, Fortaleza-CE – jul2017

16- Espetacular essa programação! Heloise Riquet, Fortaleza-CE – jul2017

17- blz mano queria ser assim cara de pau que nem tu, poeta mundano mas sou muito comedido em minha arte, talvez porque não seja múltiplos que nem tu. Evaristo Filho Freitas, Fortaleza-CE – jul2017

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Proibir as drogas é caro demais

04/07/2017

04jul2017

Somente tirando as drogas do controle do tráfico é que a situação pode mudar

PROIBIR AS DROGAS É CARO DEMAIS

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A Praia de Iracema, em Fortaleza, amanheceu enlutada. Xico Canuto, proprietário do tradicional bar Bicho Papão, um cara da paz, morreu nesta madrugada de segunda-feira 03jul2017. Foi assassinado em seu bar, enquanto trabalhava, por um homem encapuzado que disparou contra sua cabeça. Em nov2016, ele publicara em seu perfil no Facebook: “Estou vivendo o meu pior momento na praia por não aliciar o Bicho Papão ao tráfico que hoje manda e desmanda”. Você resistiu, Canuto, mas eles são mais fortes.

É muito triste e revoltante ver o crime organizado a ocupar cada vez mais os espaços da cidade, aproveitando-se da ausência do poder público, estabelecendo suas próprias leis e fazendo reféns os cidadãos. Essa estúpida política antidrogas nos dá provas diariamente que proibir não funciona. A criminalização das drogas não diminui o consumo, e ainda fortalece as organizações criminosas, alimenta a indústria dos subornos e enriquece traficantes, policiais, advogados, juízes, políticos, religiosos – todos bandidos – e, é claro, faz a alegria dos empresários das armas e garante audiência aos programas sensacionalistas da tevê. O negócio da proibição das drogas é muito lucrativo e tem muitos sócios, um pessoal cínico e demagogo que está sempre bradando contra a violência que eles mesmos alimentam. Esse pessoal não brinca em serviço: eles eliminam qualquer um que atrapalhe seus negócios.

Talvez prendam o assassino de Canuto. Mas outros assassinos continuam a serviço do tráfico. Alguém gritará que é preciso construir mais presídios, pena de morte… Outros defenderão o direito de andar armado, para voltarmos aos tempos do Velho Oeste. Nada disso resolverá. Somente tirando as drogas do controle do tráfico é que a situação pode mudar. Temos que tentar a via da legalização das drogas.

Meu conto Crimes de Paixão, do livro Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos, foi escrito em 1994. Vinte anos atrás. Nele, um detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite. Em forma alegórica, num clima de mistério e terror, meu conto era um grito de alerta sobre as tristes mudanças na Praia de Iracema. Infelizmente ainda é.

O conto está disponível para leitura em meu blog: aqui

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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> Dono do “Bicho Papão” é executado no barJornal Diário do Nordeste, 04.07.17
> Polícia utilizará imagens de câmeras para identificar executor de Xico Canuto – Jornal Diário do Nordeste. Veja o vídeo
> Mandante da morte de Xico Canuto é preso no Pará – Jornal Diário do Nordeste, 25.07.17

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Crimes de Paixão

Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite. 

Este conto integra o livro Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos

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LEIA NESTE BLOG

ODiaEmQueMorriNoRockInRio-01aO dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado a gente não esquece

Quem tem a droga, tem o poder Quem ganha e quem perde com a proibição das drogas?

A pior campanha antimaconha do mundoFaltou bom senso e respeito aos criadores dos anúncios. Faltou noção das coisas. Faltou tudo

Sociedade hipócrita, adolescentes drogados – Inês continuará se drogando e mentindo. Porque os pais e a sociedade mentem para ela

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DICA DE LIVRO

Baseado Nisso
Liberando o bom humor da maconha
Ricardo Kelmer – Contos + glossário – Ilustrações: Hemetério

Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado…

> saiba mais

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01- Concordo imensamente. A hipocrisia reina e Fortalece cada vez mais o crime das drogas. Legalizar já para pelo menos mudar o poder de dono e reduzir tantas mortes por causa das drogas! Denise Costa, jul2017

02- Triste, cara do bem RIP amigo Canuto! Jan Hillen, jul2017

03- Acabei de escrever sobre isso tb. Que merda! Tristeza profunda de tudo… 😦 Não dá mais pra suportar. A proibição do consumo de algumas drogas que são consideradas ilícitas está destruindo mais vidas do que o próprio consumo de drogas em si. Quem ganha? O traficante do helicóptero? O cara lá em cima do morro? Se Aécio quer vender cocaína, pois bem, que abra um negócio, pague altos impostos e se responsabilize assim como faz um cervejeiro. Se alguém quer encher a cara, seja de cachaça ou de pó, que se responsabilize, pois cada qual sabe o tamanho da merda em que quer meter seu nariz. Qual a porcentagem de presos que estão lá albarrotando as penitenciárias e gerando despesas enormes por crimes medíocres? Quantas crianças estão nascendo na cadeia, filhos de mães pobres e presas por cometer crimes de tráfico ordinários quando comparados aos “grandes”? Se alguém ainda quer realmente solucionar os problemas decorrentes do abuso de entorpecentes, não consigo acreditar que sejam os que se mostram a favor dessa (surreal) guerra contra as drogas. Basta de hipocrisia. Precisamos de soluções urgentes. Precisamos mudar. Qto mais tempo demorarmos pra que essa mudança aconteça, mais vidas se perdem. Seja ela uma vida no morro, na polícia, no bar, na rua ou na prisão. Basta. RIP, Canuto. Paola Braul Décaillet, jul2017

04- Devia liberar mesmo o uso, cobrar impostos. Aos mais viciados facilitar bem quando já estão consumindo bastante que é pra ver se tomam uma overdose e alcançam o seu destino mais rápido. Proibir só torna o produto mais valioso. Ligia Eloy, jul2017

05- Foda!!!! Sandra Samm, jul2017

06- Ta tudo absurdamente errado….pqp,banalizaçao total! Cris Bezerra, jul2017

07- pqp ainda por cima morte violenta! que merda grande! Marina Guedes, jul2017

08- Pesames aos familiares! 🙏 🙏 João Belfort, jul2017

09- Q horror! 😟 Márcia Matos, jul2017

10- lembrei dele, agora. Jose Leite Netto, jul2017

11- CIDADE SEM LEI. LAMENTÁVEL. Lucia Stc, jul2017

12- País inteiro sem lei. Ana Maria Pinheiro Campos, jul2017

13- Puxa vida…. Fátima Abreu, jul2017

14- Muito trsite. Bertha Alves, jul2017

15- Que tristeza! Dricah G Rpz, jul2017

16- Caramba que louco. Marcela Brasileiro, jul2017

17- Isso é revoltante!!!!! Vamos secretário da SSP. Wilma Lemos, jul2017

18- conheci de perto , muito, toda essa vagabundagem!!!! Cesar Benicio, jul2017

….. 19-  E como. Isabella Cantal, jul2017

20- Concordo em cada vírgula. W Renoir Melo, jul2017

21- Apocalipse JÁ. Edson Gomes, jul2017

22- Que triste. Tina Holanda, jul2017

23- gloria a los cielos….gracis por el bicho papao..dancei muito reggae ahi. Mauricio Centrone Ferreira, jul2017

24- Tristeza e sensação de que estamos de pés e mãos atados 😦 Renatinha Ribeiro, jul2017

25- Puta que pariu, sinto muito… Pelo assassinado, por Fortaleza, que era tão simpática e acolhedora. Praia de Iracema violentada… Adeus Canuto. Susana X Mota, jul2017

26- Que pena, morrer no seu próprio trabalho.Lamentável. Vilma de Oliveira, jul2017

27- Meu Deus abençoe nós. Angela Belchior, jul2017

28- Que o Mar e os Céus o recebam. https://www.youtube.com/watch?v=nZ2sxHShum0. André Carneiro, jul2017

29- Absurdooooo. Silvia Renata Herculano, jul2017

30- Ao agir pela força bruta, os homens demonstram o quanto são fracos..  Parabéns Canuto, mataram teu corpo, mas não tua ideologia…. 🔯 ⛎ ⏳ Jota Junior, jul2017

31- A reflexão vem a calhar! Yasmim Nóbrega de Alencar, jul2017

32- fui cliente dele durante muitos anos e é revoltante saber q acabou dessa forma,mais não concordo que a liberaçao das drogas va mudar nossa cituaçao para com a violencia! Jones Mike, jul2017

33- Quem se lembre da Praia de Iracema com o Estoril, a Colher de Pau, a Galeria da Inês Fiuza, a Trattoria, entre outros point da Boemia, como se não bastava a incompetência das nossas autoridades para salvar a Praia de Iracema, os nossos dirigentes sucessivos foram incapazes de garantir segurança e paz na nossa cidade, conseguiram que os vagabundos e traficantes cometem diariamente e em toda impunidade essas atrocidades​ e hoje com um dos últimos ícones da Praia de Iracema. Boa viagem Canuto. Serge Buffat, jul2017

34- Poxa… lamentável! 😞 😞 😞 Tatiana Rodrigues, jul2017

35- Inacreditável. 😦 Marina Lps, jul2017

36-  😞 Maria Do Carmo Cunha, jul2017

37- O pior é que famílias são destruídas por causa dessa maldita droga e ninguém de bem que tenha autoridade faz nada para frear isso!!! Onde vamos parar!!! Estamos vivendo onde os valores estão invertidos!!! Anne Lima Soares, jul2017

38- Que coisa triste e preocupante. Helo Pontes, jul2017

39- Quando a estatística mostra uma Grande % da população, sendo usuária de drogas, vejo nela muitos culpados. Não só o cara que foi lá e o matou, mas todos que usam ou pouco ou muito e dessa forma dão poder ao tráfico. Solidários, nós que não usamos, temos a consciência de que não contribuimos com essa violência. Sidnei Giambarba, jul2017

….. 40- Concordo demais com vc. Hoje vi muitos revoltados com a violência mas não deixam de usar sua droga e em consequência fortelece cada minuto o que ceifou a vida de Canuto! Beatriz Oliveira, jul2017

41- CULPAR OS USUÁRIOS pela violência do tráfico é um raciocínio simplista e ingênuo. A culpa é da desastrosa política antidrogas. E se proibirem o álcool ou o cigarro, o que vai acontecer? Alguém acha que todos aceitarão passivamente essa proibição? Claro que não. Boa parte dos usuários se envolverá com o tráfico para poder beber ou fumar.

A busca por estados especiais de consciência é natural da espécie humana, e não é proibindo que as pessoas perderão o interesse por experimentá-los. Aliás, a proibição aumenta a curiosidade e reforça o charme da transgressão. Se há procura, sempre haverá oferta. É melhor que essa oferta não esteja sob controle de bandidos.

Ainda que a legalização não resolva todos os problemas, o custo da proibição para a sociedade é visivelmente muito alto. É cada vez mais alto. Chegou a um ponto insuportável. Precisamos testar outros caminhos.

Caso interesse, escrevi mais sobre o assunto aqui: Rio Droga de Janeiro – Quem tem a droga tem o poder. Ricardo Kelmer, jul2017

42- Ricardo Kelmer se todos fossem depender de politica pra isso ou politica praquilo, ninguém sai do lugar. Cada um tem que fazer sua parte. Se acham que legalizar resolve, batalhem por isso! Quantos não vão pra PI atrás de droga?!!! Infelizmente perdemos ele para o tráfico e é trágico ver muitos envolvidos. Beatriz Oliveira, jul2017

43- Culpar usuário é bom, quero ver culpar os donos de helicóptero com kls de pasta base! Priscylla Lima, jul2017

44- Quem usa drogas tem os mesmos direitos dos que usam álcool. É um direito de cada um. Tem que legalizar. Moacir Bedê, jul2017

45- Que coisa trágica…e triste. Francisco Glauter Almeida Leal, jul2017

46- Infelizmente muitos financiam o crime! Muitos fortalecem o tráfico, seja comprando ou repassando. Beatriz Oliveira, jul2017

47- Absurdooooo. Silvia Renata Herculano, jul2017

48- Ao agir pela força bruta, os homens demonstram o quanto são fracos..  Parabéns Canuto, mataram teu corpo, mas não tua ideologia…. 🔯 ⛎ ⏳ Jota Junior, jul2017

49- Que triste essa notícia. A reflexão vem a calhar! Yasmim Nóbrega de Alencar, jul2017

50- fui cliente dele durante muitos anos e é revoltante saber q acabou dessa forma,mais não concordo que a liberaçao das drogas va mudar nossa cituaçao para com a violencia! Jones Mike, jul2017

51- Quem se lembre da Praia de Iracema com o Estoril, a Colher de Pau, a Galeria da Inês Fiuza, a Trattoria, entre outros point da Boemia, como se não bastava a incompetência das nossas autoridades para salvar a Praia de Iracema, os nossos dirigentes sucessivos foram incapazes de garantir segurança e paz na nossa cidade, conseguiram que os vagabundos e traficantes cometem diariamente e em toda impunidade essas atrocidades​ e hoje com um dos últimos ícones da Praia de Iracema.  Boa viagem Canuto. Serge Buffat, jul2017

52- Nossa!reggae sempre foi resistência e ele resistiu! Vá em paz! Daniele Freire de Oliveira, jul2017

53- Súper triste, Daniele… Se vai mais um pedacinho da gente com o Canuto… Alexandre Gomes, jul2017

54- É meu amigo falou tudooooo. Ferraro Daniel, jul2017

55- Ricardo Kelmer só existe produtos roubados porque tem quem os compre e só existe drogas porque tem quem as compre simples assim! Ou não é? Anne Lima Soares, jul2017

56- Legalize já. Denise Lima Lopes, jul2017

57- Curtir muito na minha adolescência este bar maravilhoso tomei muito sangue de Cazuza era um tipo de bebida que ele tinha que triste uma pessoa humana e direito. Andre Diniz, jul2017

58- Absurdo a morte violenta e também absurdo utilizá-la como justificativa para a liberação das drogas. Basta ver que estão liberadas na prática desde que o consumo e o tráfico acontecem sob vistas grossas. Antes, quando não se comercializava nem se consumia drogas como agora, a Praia de Iracema e toda a nossa cidade vivia em paz. Basta pensar. Mário Walraven Neto, jul2017

….. 59- A legalização é utilizar o dinheiro da venda para projetos comunitários, me diga aonde tá a maldade de querer tirar o poder das mãos dos bandidos e por na mão no estado? ( Do estado de lei né, pq o tráfico já tá na mão “do estado” a muito tempo). Priscylla Lima, jul2017

….. 60- Você lembra do tempo em que não havia essa quantidade de drogas circulando? Mário Walraven Neto, jul2017

…..  61- Legalizar a droga, fragiliza o tráfico. O traficante é contra a legalização. Paiva Neves Neves, jul2017

….. 62- Legalizar, o consumo aumenta e o tráfico continua porque comprar dos traficantes vai sair mais barato, ele não pagará impostos. Esse raciocínio não dá certo aqui no Brasil. Mário Walraven Neto, jul2017

…..  63- Mário, fundamentado em quê você afirma que o consumo aumentará? Poderia nos apresentar fatos ou pesquisas confiáveis, exemplos de outros países?
Se for legalizado, certamente a maioria dos usuários preferirá comprar com segurança, ou plantar para consumo, ou formar cooperativas, em vez de se envolver com criminosos. Isso diminuirá consideravelmente o lucro das organizações criminosas.
Não há soluções fáceis para a questão das drogas, em nenhum lugar do mundo. Há décadas insistimos com a política proibicionista, e o problema só aumenta. Precisamos considerar se o custo da legalização não seria menor que o custo da proibição.
Ricardo Kelmer, jul2017

….. 64- Ricardo Kelmer, já que você mencionou a importância dos dados e das estatísticas confiáveis, é bom citar o caso da proibição dá venda e do consumo de bebidas alcoólicas nos EUA. A ilegalidade desse comércio gerou maior consumo e o surgimento dá máfia chefiada por Alcapone. Os EUA vivenciou sua maior onda de violência dá história. Paiva Neves Neves, jul2017

….. 65- A maconha é uma droga, causa dependência e pode levar a outros vícios e à doenças como a esquizofrenia. Não é tão simples assim… Mário Walraven Neto, jul2017

….. 66- A estatística melhor é comparar aos anos 80 por exemplo em que as drogas não eram consumidas nessa quantidade como hoje. Veja o que mudou (só na Praia de Iracema) por causa disso… Mário Walraven Neto, jul2017

….. 67- Veja o caso da redução de fumantes, aqui no Brasil. Pegue estatísticas dos anos 80 e de hoje sobre tabagismo. Houve redução drástica com ação política ( proibição de publicidade) e campanhas educativas. Paiva Neves Neves, jul2017

….. 68- Exato, por que não fazer as mesmas campanhas com a maconha? Não precisa liberar pra fazer campanha. Mas a campanha que estão fazendo é justamente o contrário. Tem-se feito muita publicidade favorável à maconha, na contra mão do que foi feita com o cigarro. Mário Walraven Neto, jul2017

….. 69- Mário Walraven Neto , o álcool e o cigarro são drogas mais fortes, causam mais dependência e ocasionam muito mais doenças e mortes. Você é favor que eles sejam proibidos, como a maconha? Ricardo Kelmer, jul2017

….. 70- No Brasil o cigarro é liberado, no entanto, com todas as campanhas hoje existe o tráfico de cigarro contrabandeado. Mário Walraven Neto, jul2017

….. 71- Em algumas cidades no Brasil estabeleceu-se horário limite para funcionamento de bares e deram bons resultados na redução dos índices de violência. Mário Walraven Neto, jul2017

….. 72- Mário Walraven Neto, para justificar a proibição da maconha, você argumenta que ela “é uma droga, causa dependência e pode levar a outros vícios e à doenças”. Seguindo esse raciocínio, você defende que o álcool e o cigarro, que são drogas mais fortes, causam mais dependência e ocasionam muito mais doenças e mortes, sejam também proibidos? Ricardo Kelmer, jul2017

….. 73- Respeito a opinião de vocês e sei que não vamos mudar a nossa opinião sobre isso. Agradeço a forma educada com que debatem o assunto. Mário Walraven Neto, jul2017

….. 74- E não responde KKK pq no fim de semana todo mundo toma um goró. Priscylla Lima, jul2017

75- Lembrando que Legalizar é bem diferente de “Liberar” 😉 Andrea Dal Castel, jul2017

76- O secretaria de segurança deveria mapear todos os turistas; muitos vêm com intúito de aliciar menores e fazer a ligação com tráfico locais e de fora! Bons turistas devem ser bem tratados. Já os que vierem com outras finalidades, nossas autoridades têm a obrigação de agir e baní-los do nosso Estado! Esse controle deveria existir à partir dos aeroportos, estradas estaduais e portos, colhendo-lhes suas digitais; trocando informações com as polícias de seus estados e, se preciso, auxílio da polícia federal! Quem nada teme, não treme! O secretário pode até coragem, mas, nada vai adiantar se os políticos, governador e deputados puxa sacos, são fruxos!!! Ernane Reis, jul2017

77- Deixei de andar nesses ambientes, por ver o excesso de tolerância com tanta esculhambação! Droga correndo frouxo e comportamentos indevidos com jovens, uma vergonha!!! Ernane Reis, jul2017

78- Tadinho! Mas morreu dign. Karine David, jul2017

….. 79- Caralho… fui em Fortaleza em março agora e rodei ali o dragao e não achei o bar pois não lembrava o nome mas eu iria visitar novamente. . É uma pena.. Nilton Cavalera, jul2017

80- Absurdo mesmo as gestões públicas deixarem a Praia de Iracema ter chegado onde chegou. Tem história cultural, além de um visual lindo. Que Deus recompense o Canuto por sua coragem e preservação de seus valores, contra o crime e a derrota do ser humano: a droga. Marcia Caldas, jul2017

81- Eu nao discuto mais essa questão da violência, ela só vai diminuir com a legalização das dogras. Moacir Bedê, jul2017

82- Legaliza já ! Talden Farias, jul2017

83- Triste que a droga domine mundo e pessoas e mtas vz as que amamos sejam levados embora por essa força maior e perversa! Descanse em paz! “Chega de maldade e opressão” já dizia Renato. 😭 😪 Sol Solzinha, jul2017

84- Uma perca pra comunidade reggueira. Joao Roots Capoeira, jul2017

….. 85- Só a título de curiosidade? Liberar o consumo de drogas, tipo Amsterdã? Ou Um espaço tipo Kristiannia?  Mas vem cá, vc acha que o brasileiro tem capacidade pra isso? Brasileiro n tem capacidade nem de votar que dirá, saber utilizar essa “tal liberdade”. Só existe o errado pq tem sempre um retardado que se utiliza dele é simples assim. João Ricardo, jul2017

….. 86- João Ricardo, mas o brasileiro tem capacidade de usar a tal liberdade. Já existe o consumo de drogas no Brasil. Quem quer, usa! Isso está posto aí na sociedade. Do rico ao pobre, quem quer usar já usa. Ayala Alexandrino, jul2017

….. 87- Quanto a isso é fato Ayala, vivo no Brasil, meu questionamento foi sobre ser “legal” o uso. Os mesmos lixos que financiam as drogas hoje, só passarão a ter “um negócio honesto”. Aqui no Brasil, o que deve mudar não são apenas as leis mas as pessoas em geral. João Ricardo, jul2017

88- Vá em paz mano que os anjos te recebam. Marília Alencar, jul2017

89- Eu só acredito no fim do tráfico com a legalização das drogas, já se experimentou outros meios e não se tem êxito, no Uruguai deu certo, aqui também pode dar Quem quer usar faz qualquer negócio pra conseguir, isso só contribui pro aumento da violência Fechar os olhos pra essa realidade e não enfrentar a situação só aumenta os índices de criminalidade , é fato. Maria Carvalho, jul2017

90- As pessoas do bem estão cada vez mais raro no mundo……. vá em paz meu amigo. Monteiro Frescobol, jul2017

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Verdades escabrosas

18/06/2017

18jun2017

Onze histórias da minha vida véa desmantelada. Mas uma delas tem uma mentirinha…

VERDADES ESCABROSAS

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Em cada uma dessas histórias da minha vida véa desmantelada, a primeira parte é verdade, mas em uma delas o fim é mentira. Veja se você consegue descobrir onde está a mentira.

01- Na saída do motel, meu fusca enguiçou e eu pedi pra minha namorada descer e empurrar, afinal o amor é lindo. Ela e o segurança empurraram até o desgraçado pegar no tranco, e deixamos o motel com o fusca véi se peidando todo, um escândalo, parecia um tiroteio. Pense numa cena romântica. E o namoro ainda durou mais um ano.

02- Fui ao supermercado com minha mãe e após eu passar pela fila do caixa, a gerente me flagrou com um pacote de camisinhas que eu pretendia roubar, e me repreendeu na frente de todo mundo. Inclusive da minha mãe, que gentilmente pagou as camisinhas.

03- Pra escrever meus contos safadinhos, recebo ajuda das leitorinhas que me contam suas fantasias eróticas, e pra algumas delas, a grande fantasia é ser puta por uma noite. Algumas até me pediram ajuda pra realizar a fantasia, e eu, alma caridosa que sou, ajudei, sendo o cafetão. Aliás, tem uma que até hoje não pagou minha comissão. Mas num tô cobrando não, viu, gataloca, tá tranquilo.

04- Muito puto com minha vó, que não deixava a mim e meus irmãos sairmos pra brincar na rua, combinei com eles: Bora matar a vovó? Eles concordaram e nos armamos com pedaço de pau, rodo e vassoura. Mas minha vó percebeu a tempo, correu, trancou-se no quarto e ficou gritando: Vão simbora, seus menino malino!!! E nós, uma candura só: Vozinha, vem brincar com a gente, vem…

05- Saindo de uma consulta ao dentista, eu adolescente bobo de 12 anos, um cliente do dentista me ofereceu carona no carro dele e eu aceitei, e no caminho ele puxou do porta-luva um baralho erótico e me entregou, pra eu me entreter. Que cara gentil, né? Logo depois, eu lá viajando nas gatinhas peladas do baralho, o cara começou a me bulinar, descaradamente. Apavorado, abri a porta no meio da avenida, saltei e fui atropelado por uma bicicleta, e o meu estuprador nem me socorreu, otário.

06- Larguei a faculdade, vendi o fusca por uma micharia e fui morar em Manaus, trabalhando como vendedor de água de coco congelada. Uma noite fui conhecer uma sessão de Umbanda manauara e a cabocla Mariana baixou lá, engraçou-se comigo e explicou o babado: se eu noivasse com ela, ficaria rico rapidinho, mas o preço era que eu jamais poderia ter outra mulher além dela, pois ela sempre melaria a história. Topei não. Ser rico desse jeito sai muito caro.

07- A caixa dágua do Badauê, o bar na Praia de Iracema do qual fui sócio entre 1988 e 89, ficava no mezanino, e uma vez eu e meus sócios a usamos pra fazer um, digamos, relaxamento coletivo com as namoradas. Foi ótimo, deu pra relaxar que foi uma beleza. Como os copos do bar eram lavados com a água da caixa, no dia seguinte foram muitos os elogios ao novo sabor da caipirinha.

08- Uma noite, minha mãe me pegou fumando um baseado na rua e fechou a cara pra mim durante dias, sem querer conversa. Disposto a terminar logo com aquela situação chata, expliquei pra ela, pacientemente, que maconha era como álcool, que o importante era a pessoa manter uma relação saudável com a planta, que maconha não era nenhum demônio. Foi pior, muuuuito pior, porque até esse momento ela inocentemente pensava que naquela noite na rua eu estava fumando… cigarro.

09- Um dia, no colégio Santo Inácio, nos preparativos da primeira comunhão, um colega me contou que duas lindas coleguinhas nossas foram flagradas se agarrando sabe onde? Não. Na sacristia. Uaaaau… Fiquei dias e dias fascinado, só imaginando a cena, o que, obviamente, estragou pra sempre minha primeira comunhão e preparou meu passaporte pro Inferno. Pra ser franco, até hoje não esqueço essa história, e só vou morrer em paz depois que eu namorar uma colegial (ok, pode ser apenas fantasiada de colegial) na sacristia, enquanto o padre reza a missa, e nós dois lá mandando ver nos mistérios gozosos.

10- Num show da Intocáveis Putz Band, na Concha Acústica, tocamos Marinara com a revista Playboy num tripé de partitura montado bem na frente do palco, a revista arreganhada no poster central, pra todo mundo ver bem o talento da musa Marinara. Tinha um grupo de punks assistindo, e um deles subiu no palco, puxou a revista e voltou com ela pro grupo, o gaiato. Quando vi nossa Marinara voando de um lado pro outro na plateia, não pensei duas vezes: desci correndo, me meti no meios dos caras e briguei e briguei até pegar de volta a revista, enquanto a banda continuava a tocar. Então voltei vitorioso ao palco e repus a Marinara no tripé. Pra você ver como naquele tempo eu era imortal.

11- Na hora de pagar a conta do motel, percebi que estava sem a carteira. O gerente disse que eu poderia ir buscar desde que deixasse algo como garantia. A menina vai ficar, respondi. Ok, ele disse, mas deixe o estepe também. Pô, Ricardo, eu tô valendo menos que um estepe de fusca, putaquipariu, cara!, protestou a gatinha, que, por sinal, era de menor. O gerente explicou que muitos caras aplicavam aquele golpe e não voltavam, deixavam as meninas lá pra sempre. Felizmente a gatinha acreditou em minha honestidade, ficou lá como garantia e eu saí pra buscar a carteira. E voltei, viu?

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BASTIDORES DAS HISTÓRIAS

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01- Pra quem votou na história do fusca enguiçado no motel, sinto dizer que ela é… totalmente verdadeira. Não marcarei aqui a participante da história pra evitar constrangimentos. E por que eu fui tão vil e cruel, botando a namorada pra empurrar o carro? Por que não foi o contrário? Porque ela não sabia dirigir meu fusca, que era cheio de manhas e segredos. Era um fusca bege, chamado Lombriga, a álcool e com dupla carburação, vivia desregulando, um horror.
Mas ela empurrou muito bem, toda charmosa, viu? Ah, mulher nenhuma empurrava carro como ela… Nosso namoro durou dois anos, e ela é uma pessoa muito especial na minha vida, de quem sempre lembro com carinho.

02- A história 2 é isso mesmo, foi uma cena absolutamente ridícula, pela qual mãe nenhuma merece passar. Quanto a mim, comecei e terminei nesse dia as minhas aventuras como ladrão de camisinha.

03- Pra quem votou na história das leitorinhas com fantasia de ser puta por uma noite, afirmo que ela é… totalmente verdadeira. A leitorinha realmente ficou me devendo uma parte da comissão pelo meu trabalho de conseguir cliente pra ela realizar sua fantasia de ser puta. Aliás, quando ela leu esta postagem, entrou em contato querendo quitar o débito, mas expliquei que eu não tava cobrando, e que inclusive era até interessante essa situação, ela ficar devendo pro cafetão. 🙂

04- A história dos netinhos-monstros que queriam matar a vovó é um clássico de minha querida família Adams. É tudo verdade. O que não contei é que a coitada da minha vó, que se chamava Waltrudes, ficou a tarde inteira trancada no quarto, com medo de sair e ser assassinada a pauladas. À noitinha, meus pais chegaram, ela saiu do quarto e contou o que acontecera. Resultado: levamos uma surra de cinturão do meu pai, daquelas que o rabo fica ardendo por três dias, pra gente aprender a nunca mais querer matar a mãe dele.

05- A mentira está nesta história. Eu aproveitei que o carro parou no sinal vermelho, abri a porta e saí. Mas não fui atropelado por nenhuma bicicleta. Alcancei a calçada e fui para o ponto de ônibus, aliviado por ter escapado do tarado.

06- Susana Mota, minha amiga e leitorinha mimosa de Leiria-Portugal, acertou ao dizer que esta história refere-se ao conto O Presente de Mariana, do meu livro Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos. Mas a história é toda verdadeira, e o conto é inspirado nela. Aliás, minha amiga Ana Karla Dubiela gosta desse conto. Pra quem quiser ler o conto: aqui.

07- Esta história da caixa dágua do Badauê é totalmente verdadeira. Só não marco os envolvidos aqui pra eles confirmarem porque eles podem se sentir pouco à vontade. Aliás, o Badauê foi um bar de muitas histórias ótimas. Aquele mezanino era uma loucura… A entrada era por uma janelinha no alto, no corredor dos banheiros, na parte lateral do bar. Pra chegar à janelinha, usávamos uma longa escada de madeira, que ficava encostada à parede, ao lado dos banheiros. No meio da noite, as namoradas subiam por ela, e nos esperavam no mezanino pra namorar um pouquinho. Acontece que às vezes elas tinham bebido bastante, e precisavam de ajuda pra subir pela escada, e o povo que tava na fila do banheiro ajudava, incentivando e empurrando as meninas escada acima, solidariedade total. Pense numa cena…

08- A história da maconha é outro clássico. Após descobrir que o filho do qual ela tinha tanto orgulho era doidão, minha mãe ficou meses sem falar comigo. Hoje ela tá mais relaxada quanto a isso. Aliás, do jeito que minha mãe costuma me surpreender, não duvido nada ela qualquer dia desses querer relaxar um pouquinho mais…

09- Pra quem votou na história das colegiais se pegando na sacristia, eu digo que ela é… totalmente verdadeira. Recentemente encontrei uma das garotas no Café Pagliuca e rimos bastante dessa história. Ela ficou surpresa, e disse que não sabia que tinha rolado esse boato. Não a marcarei aqui, mas se ela quiser se manifestar, vou adorar. Ah, e sobre a segunda parte da história, esqueci de dizer que se for o caso, eu mesmo compro a roupitcha de colegial na Via Libido Sex Shop, viu?

10- A história do show da Intocáveis Putz Band é totalmente verdadeira. Não sei onde eu tava com a cabeça quando fui brigar com um bando de punk por causa de uma mulher pelada de papel, mas naqueles dias juízo era uma coisa que não fazia parte da minha cabeça. Ainda bem, senão eu não teria essas histórias pra fazer você rir, né? Aliás, a Intocáveis Putz Band renderia um monte de histórias escabrosas. Uma vez cismamos de fazer um show com uma cama no palco, porque tínhamos esse estranho fetiche de fazer um show com todos deitados na cama. Conseguimos uma de madeira, na loja do Ângelo Baiano, e levamos pro local de show sabe como? No buggy do Martan. E era uma cama de casal, pesada pra caramba, com colchão e tudo. O show foi uma loucura, mas infelizmente os cabos dos instrumentos não chegaram até a cama, ô frustração…

11- Tudo é verdade nesta história. Felizmente a gatinha levou a coisa na esportiva. O que não contei é que voltei pro apartamento do meu amigo, onde tinha rolado a festa, procuramos minha carteira por todo lugar e não encontramos. Então voltei ao motel, resignado com o fato de que deixaria o pneu pra pagar a conta. Após parar o fusca na garagem, decidi fazer uma derradeira busca… e encontrei a carteira! Estava no buraco do toca-fita, e eu já havia procurado lá. Final feliz.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão, as Belas, abalando nos modelitos, no outro, as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

A celebração da putchéuris – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

Roque Santeiro, o meu bar do coração – Uma homenagem ao bar Roque Santeiro

Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?

O dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado que fumei daria um filme. Um não, vários

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Oh Bichiiim carga torta, nãm !!!!! Emelynne Pontes, Fortaleza-CE – abr2017

02- Difícil pra mim todas são Verdade… Flavio Rangel, Fortaleza-CE – abr2017

03- Tá ruim hein. Sei lá acho que é a 12. Silvana Santiago, Fortaleza-CE – abr2017

04- Não contou a de Mundaú. Não contou a do trovão. Não a do doutrinamento da Lilian Ramos. Não contou…, não essa não era para contar mesmo… Alberto Perdigão, Fortaleza-CE – abr2017

05- Rapaz… Christiane Oliveira, Fortaleza-CE – abr2017

06- Eu sei que a 01 e a 03 são bem verdades, vc já me contou. rsrs. Samara Do Vale, Fortaleza-CE – abr2017

07- A 04 é mentira. Uma avó que cuida de uma cambada de menino maluvido, lá tem medo de cabo de vassoura! A minha até hoje, se deixar, bota os neto tudim para dormir com os couro quente. Amanda Caru, Fortaleza-CE – abr2017

08- Mano réi vindo de vóismicê tem nem uma mentira não ó ! Magna Mastroianni, Londrina-PR – abr2017

09- Vou na 4. Patrícia Ramos, Natal-RN – abr2017

10- A 06 é mentira. É do conto “o presente de Mariana”. Ela não pôde noivar contigo por ordens superiores… Susana X Mota, Leiria-Portugal – abr2017

11- mentirinha da 4..vc não faria essa malvadeza. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – abr2017

12- Me acabando de rir sozinha 😂 😂 😂prefiro acreditar q a mentira está no final da 7. Bicho TSN. Mas duvido é nada… acho q tua avó não seria tão medrosa assim. Essa foto está escândalo!!! Kkkk adorei. Zete More, Fortaleza-CE – abr2017

13- Diante desse currículo de um bom menino #sqn …..Acho que a 11 é mentira , a menina deve tá esperando até hoje…..kkkkkk. Pode mandar meu livro. Bjs. Regia Alves, Fortaleza-CE – abr2017

14- A 2,4,6 e 8 sei, tenho certeza que são verdadeiras. As outras, conhecendo bem a peça, sei não, acho ateé que sejam verdadeiras. Pra ser sincera , acho que essa 9, não pode ser verdade.Sei que estudou no Santo Inácio, mas não acredito. Vilma de Oliveira, Braga-Portugal – abr2017

15- História 7. Flavia Albuquerque, Fortaleza-CE – abr2017

16- Todas maravilhosas… kkkkk… me diverti muito… não sei dizer . Vou na 4… Caroline de Alencar, Fortaleza-CE – abr2017

17- Morri! !!! Espero ansiosamente que nenhuma seja mentira. Kkkkk. Cícera Souza Vidal, Fortaleza-CE – abr2017

18- Sensacional. Isabella Cantal, Fortaleza-CE – abr2017

19- Tudo tao verossímil! Gostei demais!! Luis Carlos Trajano, Areia-PB – abr2017

20- mentiras sinceras me interessam… …. .abrssss…… Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – abr2017

21- Só sei q foi assim… kk Pense numa vidinha kelmérica! Márcia Matos, Fortaleza-CE – abr2017

22- Acho que é a 10. Tereza Cristina, Fortaleza-CE – abr2017

23- Cada uma é melhor que a outra. Mas vou apostar em que vc e seus irmãos não pensaram em matar a vovozinha! Afinal, eu sou avó, e sofreria um infarto se meu neto pensasse nisso. 04! Maria Bulcão, Fortaleza-CE – abr2017

24- Todas as histórias são muito boas ó cara! Sei lá onde tá a mentira! Curti as histórias! rsrs. Mas aquela da vó é maldade demais! rs. Francisco Carlos Rodrigues, Fortaleza-CE – abr2017

25- Somente um escritor para narrar assim!! Adorei!! Acho que a mentira é a 4! Isa Magalhães, Fortaleza-CE – abr2017

26- Hahaha….amei e tá difícil saber qual a mentira….vou analisar rs. Marialucia da Silveira, Campinas-SP – abr2017

27- Kkkkkkkkkkkkk rapaz ow putaria ! Mas eu vou chutar! a 10 o final é falso: vc levou uma surra dos punk! Pedro Falcão, Fortaleza-CE – abr2017

28- Acho que a primeira é balela qdo conta q o namoro ainda durou 1 ano kkkk. Kathia Albuquerque, Itapipoca-CE – abr2017

29- Acho que há imperfeições em todas elas. Talvez todas sejam mentirosas. Aliás, verdade escabrosa (o título do post) para mim é mentira. A verdade é linda, maldade o que se faz com ela, hoje em dia. Antonio Martins, Maceió-AL – abr2017

30- A primeira, que namoro seu eh esse que durou mais de ano? Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – abr2017

31- Otimas histórias. Você não ia desperdiçar a oportunidade de contar suas aventuras maravilhosas. Então a unica estória com “e” é a 4. Beatriz Nousiainen, Fortaleza-CE – abr2017

32- História 1. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – abr2017

33- A cinco? Célia Fgf, Fortaleza-CE – abr2017

34- Kkkkkkk Ricardo Kelmer, morro de rir com tuas besteiras. Fabiana Z Azeredo, Fortaleza-CE – abr2017

35- Acho que a 5. Normalmente as pessoas que são “bulinadas” têm vergonha de contar e tentam esquecer. Mas é verdade que não se trata de uma pessoa banal.. Luciana Loreau, Nantes-França – abr2017

36- História 9. Kalline Alcântara, Fortaleza-CE – abr2017

37- Meu irmão querido te conheço desde 1980…inclusive dirigi o Fusca kkkkkkkkkkkkk. Ainda lembro que amassei o paralamas do Fusca no estacionamento do Center Um. Meu querido Dr Galvão falou: acidentes acontecem. Voce pode pagar parcelado..heheheh e eu paguei. Aprendi com ele! Jacques Josir Ribeiro, Santo André-SP – abr2017

38- Acredito que é verdade Tudo. Angela Belchior, Fortaleza-CE – abr2017

39- Kelmer tem quem te aguente não! Imaginando a surra q os monstrinhos levaram e tua mãe querendo relaxar mais 😱 Kkkkkkkkkkk. Zete More, Fortaleza-CE – abr2017

40- Boas histórias..mas a 4 não me parece coerente! Matar a vozinha? Num pode uma coisa dessas! Carlos Rogerio Vieira, Fortaleza-CE – abr2017

41- São todas tão geniais que tá difícil de adivinhar vou no sexto sentido. A número 5. Gó Strutzel, Fortaleza-CE – abr2017

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Joana – Louca, feminista ou amava demais?

23/05/2017

23mai2017

Joana certamente sentia o peso de ser uma rainha, ainda mais porque era uma rainha impedida de governar por sua própria família, incluindo o marido, o pai e o filho

JOANA – LOUCA, FEMINISTA OU AMAVA DEMAIS?

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A rainha espanhola Joana passou para a história como louca. Seria esquizofrenia a sua doença? Seu amor intensamente apaixonado, sexual e ciumento pelo marido era socialmente inaceitável? E as agressões e vinganças contra as amantes dele? E a obsessão com os restos mortais de Felipe, que a levou a comandar um custoso e macabro cortejo que por meses cruzou o país, horrorizando a todos? Isso seria justificativa suficiente para mantê-la presa numa ala de um castelo por cinquenta anos? Ou, por trás de tudo isso havia frios interesses políticos e jogos de poder, para afastá-la do trono espanhol?

A vida de Joana (Juana, em espanhol, que viveu entre 1479 e 1555), filha dos reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela, é muito rica de significados. Nela, misturam-se conchavos políticos entre reinos, fanatismos religiosos, intrigas familiares, guerras, revoltas populares e sexo temperado com muito ciúme, brigas e baixarias em público.

Pressionada diariamente por todos os lados, vivendo no centro de poderosos interesses políticos, religiosos e econômicos, Joana certamente sentia o peso de ser uma rainha, ainda mais porque era uma rainha impedida de governar por sua própria família, incluindo o marido, o pai e o filho. Mantida prisioneira num castelo, quase sem contato com o mundo exterior, recusando-se a se alimentar e até a lavar-se e trocar de roupa, Joana terminou seus dias de modo triste e deplorável, e é surpreendente que tenha vivido até os 76 anos.

Joana, sempre inconformada pela privação de suas escolhas, é vista por alguns como uma precursora do feminismo, numa época em que as mulheres se acostumavam a ser moeda de troca para favores políticos. Cinco séculos depois, quando as conquistas feministas já diminuíram bastante as desigualdades entre os gêneros, fico aqui pensando… Não tivesse amado tanto o marido, teria tido uma vida melhor? Não fosse tão dependente dos prazeres sexuais que ele lhe dava, teria sido uma mulher mais equilibrada e feliz? Seriam justamente esse amor intempestivo e esse ardor sexual que a faziam uma mulher louca e subversiva aos olhos das pessoas daqueles dias? Ou sua instabilidade mental, de uma forma ou de outra, fatalmente a arrastaria para o trágico destino que teve?

Podemos apenas especular, pois não há muitos registros disponíveis. Uma coisa é certa: quis o destino que na vida sofrida de Joana a história da Espanha tivesse seu início oficial, através da união dos reinos hispânicos, dos quais ela era a legítima rainha. Esse foi o seu maior legado.

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Ricardo Kelmer 2015 – blogdokelmer.com

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Ilustração da postagem: Doña Juana la Loca (Francisco Pradilla, 1877)

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Retrato (Juan de Flandes, 1496-1500)

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La reina doña Juana la Loca, recluida en Tordesillas con su hija, la infanta doña Catalina (Francisco Pradilla, 1906)

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Juana la Loca (Charles de Steuben, 1836)

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MAIS SOBRE JOANA

A “loucura” de D. Juana I de Castela – Por Renato Drummond Tapioca Neto

Na Wikipedia

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LEIA NESTE BLOG

LolaBenvenutti-1Lola Benvenutti e a coragem de viver – A única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos. Parabéns, Lola, por sua coragem e autenticidade

Me estupra, meu amor – Fantasiar ser estuprada é uma coisa – querer ser estuprada é outra coisa totalmente diferente

Os apuros do homem feminista – Minha busca por relações igualitárias foi dificultada também porque muitas mulheres, mesmo oprimidas, preferiam relações baseadas no velho modelo machista

As fogueiras de Beltane – A sexualidade sem culpa de uma sacerdotisa pagã

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e, entre uma e outra orgia, luta pela liberação feminina

A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

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DICAS DE LIVRO

Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino

Com que propriedade um homem pode falar sobre o universo feminino? Neste livro RK ousou fazer isso, reunindo 36 contos e crônicas escritos entre 1989 e 2007. Com humor e erotismo, eles celebram a Mulher em suas diversas e irresistíveis encarnações. Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido. Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

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COMENTÁRIOS
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Esses jovens que resgataram Belchior

11/05/2017

10mai2017

Hoje esses jovens se sentem órfãos de seu cantador das coisas do porão. Mas trazem tatuado na alma e no corpo o que Belchior lhes ensinou

Esses jovens que resgataram Belchior 02

ESSES JOVENS QUE RESGATARAM BELCHIOR

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Belchior, o bardo bigodudo dos ideais libertários, amado pelos rebeldes românticos de novas e velhas idades, morreu em pleno correr de um golpe em seu país. Não foi um golpe militar, mas um golpe parlamentar, com apoio da grande mídia, do STF e dos barões do capital. Isso é muito significativo. Se quando vivo, a poesia de Belchior já habitava as mentes dos que lutam por um Brasil socialmente justo e inclusivo, sua morte nesse momento torna ainda mais forte essa ligação.

Você pode até dizer que eu estou por fora, que estou inventando. Bem, então você não entendeu Belchior. Leia sua poesia e verá que está lá em seus versos, ecoando sempre, um grito de resistência contra a opressão do sistema sobre o indivíduo, que sufoca seus sonhos e robotiza sua existência. É uma poesia de protesto e inconformismo, que nos alerta para a exploração capitalista que gera escravos assalariados e para a hipnose midiática que gera zumbis do consumo. A poesia de Belchior é anárquica, pois em vez do poder, defende a supremacia do amor, do prazer e da paixão. É um grito latino-americano que brota da dor das minorias e dos excluídos, de todos que não comungam com o deus mercado e vomitam a ração diária fornecida pela mídia poderosa. É a rubra poesia dos que sangram, mas não se deixam enquadrar.

Mas o novo sempre vem. E foram os jovens da era da internet que redescobriram Belchior, resgatando-o do limbo para o qual a grande mídia quis relegá-lo. Durante esses anos, eles sonharam com sua volta e desejaram ardentemente vê-lo num palco a cantar e protestar com eles…

Infelizmente, isso não será possível, e hoje esses jovens se sentem órfãos de seu cantador das coisas do porão. Mas trazem tatuado na alma e no corpo o que Belchior lhes ensinou. Por isso, agora exibem seu rosto em camisetas, postam seus versos nas redes e tocam nas rodas as suas belas canções. São os mesmos jovens que não querem mais viver num mundo no qual uma minoria cínica e insensível detém a maioria da riqueza. São os mesmos jovens que hoje lutam por oportunidades iguais para todos. Os mesmos jovens que já entenderam que por enquanto eles venceram e o sinal está fechado, sim, mas na ferida viva de seus corações eles captaram muito bem o que um velho compositor cearense lhes dizia: o novo sempre vem.

Viva Belchior!

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

Desenho da ilustração: José Marconi

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Para Belchior com Amor

PBCA 3a ed CAPA 20aLançado em 2016, Para Belchior com Amor chega à sua terceira edição. Organizada por Ricardo Kelmer e Alan Mendonça, esta edição foi enriquecida com ilustrações e novos autores, com mais contos, crônicas e cartas inspirados em canções de Belchior. O livro traz 24 textos de 23 autores cearenses, e conta com a participação especial de Vannick Belchior, filha caçula do rapaz latino-americano de Sobral, que escreveu uma bela carta para seu pai. Em 2021, ela iniciou-se profissionalmente como cantora, interpretando o repertório de Belchior.

Literatura para celebrar um notável literato. Ele que soube, como poucos, harmonizar música e poesia, e que fez de sua obra e sua vida um intenso canto de amor, liberdade, questionamento e rebeldia. Salve Belchior!

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LEIA TAMBÉM NESTE BLOG

Divina comédia humana (Ou: O amor é uma coisa mais exótica que um conto em terza rima) – Um conto inspirado na canção de Belchior e no poema de Dante Alighieri

O dia em que entendi Belchior – Ele já não tinha metas, estava finalmente livre para deixar a roda-viva que nos entorpece diariamente com a sedução das falsas necessidades

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MAIS SOBRE BELCHIOR

O Belchior que a crítica vulgar não viu (Alberto Sartorelli) – Canções do compositor cearense debateram, desde os anos 1970, a alienação, as relações mercantis e a própria indústria cultural. Mas alguns procuraram enquadrá-lo como apenas um rapaz romântico 

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Laura Canoura – Como nuestros padres
Laura Canoura (2 de janeiro de 1957, Montevidéu) é uma compositora e cantora da música popular uruguaia. Com mais de 25 anos de trajetória artística é uma das principais solistas femininas desse país.

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elalivro10Seja Leitor Vip e ganhe:

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 COMENTÁRIOS
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01- Fantástico texto meu Caro Ricardo Kelmer. Antonio Carlos De Freitas, Fortaleza-CE – mai2017

02- Fora Temer e Viva Belchior!!! Paulo Henrique Carvalho, Fortaleza-CE – mai2017

03- No rs … nas paredes do banheiro, nas folhas mortas e verdes que caiem pelo chão , sendo gerson ou não, vida longa … Stefenson Pinheiro, Fortaleza-CE – mai2017

04- Lindo e inspirador texto, Kelmer. Vanessa Capibaribe Monte, Fortaleza-CE – mai2017

05- ADOREI o texto ! FORA TEMER até ele cair FORA. Jôsy Soares, Fortaleza-CE – mai2017

06- Maravilhoso! Sabrina Nádia de Sousa, Fortaleza-CE – mai2017

07- Sensacional!!! Um beijo! Patrícia Ramos, Natal-RN – mai2017

08- Foda, Kelmer! Viva, Belchior! Giba C. Carvalho, Recife-PE – mai2017

09- Hahahahah estragou a memória de Belchior. Nicolle Vila Lobos, Fortaleza-CE – mai2017

RK: Leia Belchior, Nicolle. 🙂 Se você tiver interesse, este texto vai mais fundo nessas questões: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/09/belchior-critica-vulgar.html

10- Eu fiquei calado qdo vi amigos direitistas confessos postando frases e músicas do Belchior. Isso me fez lembrar de uma pesquisa dando conta que esse pessoal tem sérios problemas de cognição. Henrique Baima, Fortaleza-CE – mai2017

11- Ricardo, incrível!!!! Amei muito esse texto. Sensacional! Vannick Belchior, Fortaleza-CE – mai2017

12- Lindooooooooooooooo, lindo meu mais lindo Bel, sempre vai lutar dentro de nós, nos dar folego para gritar!, Beleterno! Bertha Alves, São Paulo-SP – mai2017

13- Que texto, Ricardo Kelmer! Ticiana Studart Albuquerque, Fortaleza-CE – mai2017

14- Lindo texto. Que presente conhecer vocês em meio ao meu maior vazio. Perder esse cara é perder um pedaço de mim, mas eu prometi na beirada daquele caixão que gritaria suas músicas em meus shows até o final da minha vida! Também sou como ele, jovem que desce do norte pra cidade grande! Também sinto essa loucura na ferida viva do meu coração. A verdade dele, desde que o conheci passou ser minha verdade e eu nunca poderei deixar de grita-la.
Eternizei Alucinação na pele ontem e sempre pensei que quando ele visse ele iria rir da minha tatuagem, acabei não fazendo com ele em vida. Uma pena que não deu :/ Meu Belchis! Amor eterno… Luta eterna. Daya Ananias, Rio de Janeiro-RJ – mai2017

15- Fora Temer! Ana Lucia Santos, Recife-PE – mai2017

16- Esse é o verdadeiro Belchior, nosso Bel que tinha a coragem de escrever composições que desafiavam a época, gerações… Belchior da irreverência, autenticidade, escrevia e fala de si em suas letras! O político, o crítico, o homem comum, o amante, poeta, o boêmio, o romântico, solitário, o ser filósofo… Bom você escreve Ricardo Kelmer com e da vida as suas escritas e é por isso que te admiro e sou sua fã! E Fora Temer. Aline Saraiva, Fortaleza-CE – mai2017

 17- Beleza Poeta Ricardo Kelmer… Abração. Marcelo Pinheiro Rocha, Fortaleza-CE – mai2017

18- FORA TEMER, FORA TODOS! VIVA BELCHIOR!!! Rondinelly Mota, Fortaleza-CE – mai2017

19- sempre, sempre, sempre vem… Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – mai2017

20- Sensacional! Maria Augusta Funicelli, Taubaté-SP – mai2017

21- Maravilhoso. Cícera Souza Vidal, Fortaleza-CE – mai2017

22- Eu quero que este canto torto feito faca corte a carne de vocês sempre sempre sempre. Angela Belchior, Fortaleza-CE – mai2017

23- Parabéns pelo belíssimo texto!!! Realmente as músicas de Belchior são lindas e tocam na alma. Ele deixará saudades, mas estará eternizado em nossos corações!! Denizia Caetano, Rio de Janeiro-RJ – mai2017

24- que maravilha! sempre tive uma ligação muito intensa com o trabalho do Belchior. Quando morava no Rio, início de sucesso do Belchior, eu ia ao teatro todas as noites, em todos os shows. Sempre falava com ele no camarim, onde sempre fui bem recebido, e de quem tive o incentivo de escrever e produzir as minhas letras e canções. Hoje só poesia. Parabéns, Kelmer, texto maravilhoso. Carlos Kahê, Itabuna-BA – mai2019

25- “Que as lágrimas dos jovens são fortes como um segredo, podem fazer renascer um mal antigo…” Heldemarcio Leite Ferreira, Recife-PE – mai2019

26- Bravo… Excelente! Vilmar Costa, Xangri-Lá-RS – mai2019

27- Bacana. Parabéns! José Antônio, João Pessoa-PB – mai2019

28- Que texto. Yelison Melo, Recife-PE – mai2019

29- Aplausos. Ingrid Ramos, Recife-PE – mai2019

30- Amei. Ana Lucia Santos, Recife-PE – mai2019

31- Bom. Fábio Moreno Set, Mossoró-RN – mai2019

32- Muito legal. Joaquim Cesar, Camaçari-BA – mai2019

> Postagem 1 no Facebook (perfil pessoal RK)
> Postagem 2 no Facebook (pag Para Belchior com Amor)


O dia em que entendi Belchior

30/04/2017

30abr2017

Ele já não tinha metas, estava finalmente livre para deixar a roda-viva que nos entorpece diariamente com a sedução das falsas necessidades

O Dia Em Que Entendi Belchior Ype 02

O DIA EM QUE ENTENDI BELCHIOR

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Um dia, pelos idos de 1984, meu velho amigo Alberto Perdigão me apresentou certa música de Belchior. Eu tinha vinte anos e já amava o bardo bigodudo, e subia o som no último volume quando o rádio tocava Coração Selvagem. Mas a música que Alberto me mostrou era outra, chamava-se Ypê, do disco Objeto Direto, de 1980. Lembro que ela me soou estranhamente bela, e em suas palavras parecia reluzir algo precioso, mas que eu sentia ser incapaz de alcançar.

Trinta e dois anos depois, em 2016, enquanto fazia pesquisas para o livro Para Belchior com Amor, topei com Ypê novamente, dessa vez na internet. Não a reconheci pelo título. Pus para tocar no You Tube e… imediatamente lembrei daquele dia. E para lá fui transportado. De repente, eu era outra vez aquele eu, o garoto bobo e deslumbrado com a vida que se abre em horizontes caleidoscópicos de infinitas possibilidades. O rio da vida não volta, é verdade, mas o continuum de suas águas é um mantra que tem o poder de nos levar para tempos que jamais se foram.

Como traduzir a íntima e poderosa revelação que Ypê agora me trazia? De repente, eu era o mesmo garoto de trinta anos antes, porque, na verdade, nunca deixei de sê-lo, mas ao mesmo tempo era outro porque agora eu simplesmente… me dava conta disso. Eu envelheci, mas continuo naquele dia, ouvindo meu amigo a cantarolar Ypê, a minha ignorância juvenil fascinada com as reluzentes novidades da vida. Reescutar esta música me pôs novamente frente à enigmática dançarina de pedra e me trouxe dias de metafísico assombro, em que o que fui e o que serei se harmonizaram no único tempo possível, o eu sou.

Após dias mergulhado em Ypê, voltei à tona e contemplei a obra de Belchior com um novo olhar. E sua trajetória floriu de um diferente significado. Sabe, eu entendi Belchior. Entendi como se entende algo ridiculamente óbvio. Sim, são bem visíveis a beleza e a sabedoria contidas em suas canções, mas, putz, ninguém cria algo como Ypê sem antes alcançar a verdade que habita, discreta, o fundo escuro do rio. Ninguém escreve um poema como esse, tão filosoficamente profundo e exato, tão misteriosamente simples, sem ter chegado à harmonia fundamental, aquela que transcende o tempo e os opostos, e nos faz ser um com o eus que somos e tudo que há. Belchior tinha apenas 34 anos, tão moço… Mas, ali, o poeta já havia cruzado o portal. E somente agora, tanto tempo depois, eu o entendia.

Feito o bodisatva da filosofia oriental, o poeta iluminou-se e ficou mais um tempo entre nós. E depois? Talvez Belchior tenha percebido que nada mais de relevante tinha para falar. Sua arte já o havia dito, e continua a dizer. Ele já não tinha metas, estava finalmente livre para deixar a roda-viva que nos entorpece diariamente com a sedução das falsas necessidades. E então o poeta se foi.

Para onde? Foi-se. Por aí. Algum tempo-lugar onde agora ele será o que sempre foi: um lindo ipê que apenasmente flora, apenso ao pé da serra.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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YPÊ
Belchior

Contemplo o rio que corre parado
E a dançarina de pedra que evolui
Completamente, sem metas, sentado
Não tenho sido, eu sou, não serei, nem fui
A mente quer ser, mas querendo, erra (a gente quer ter, mas querendo, era)
Pois só sem desejos é que se vive o agora
Vede: o pé do ypê apenasmente flora
Revolucionariamente apenso ao pé da serra

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Belchior – Ypê
gravação original, álbum Objeto Direto (1980)

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PBCA 3a ed CAPA 20aPara Belchior com Amor

Lançado em 2016, Para Belchior com Amor chega à sua terceira edição. Organizada por Ricardo Kelmer e Alan Mendonça, esta edição foi enriquecida com ilustrações e novos autores, com mais contos, crônicas e cartas inspirados em canções de Belchior. O livro traz 24 textos de 23 autores cearenses, e conta com a participação especial de Vannick Belchior, filha caçula do rapaz latino-americano de Sobral, que escreveu uma bela carta para seu pai. Em 2021, ela iniciou-se profissionalmente como cantora, interpretando o repertório de Belchior.

Literatura para celebrar um notável literato. Ele que soube, como poucos, harmonizar música e poesia, e que fez de sua obra e sua vida um intenso canto de amor, liberdade, questionamento e rebeldia. Salve Belchior!

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FALARAM DE BELCHIOR

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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 COMENTÁRIOS
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01- Minha canção preferida. Pablo Kaique, abr2017

02- Enfim ….. Michele SJ, abr2017

03- Poxa! Que texto! Jose Tavares De Araujo Neto, abr2017

04- Que coisa linda, Kelmito! Marta Pinheiro, abr2017

05- Lindo Ricardo Kelmer. Vou compartilhar, posso? Silvana Santiago, abr2017

06- Tocada com suas palavras, Kelmer. Neyane Macedo Infurna, abr2017

07- Perdeu o medo de abrir a porta. Sands Nepomuceno de Andrade, abr2017

08- Que pena, sumiu, e agora ele volta, sem vida.Tanto que pedimos ,Volta Bechior, e ele voltou. Vilma de Oliveira, abr2017

09- homenagem linda….. texto precioso… abraços…… o homem do nan nan nan nan nan nan….como dizia minha filha ao me repetir tantas vezes a mesma música… que amava e amo… Maria Allves, abr2017

10- Rica, tuas crônicas sempre tocantes e maravilhosas. Ouvimos Ypê repetidas vezes hoje. Se brotar um ao pé de onde será o aqui jaz, podem me culpar. Fabiana Vasconcelos, abr2017

11- Lindo seu texto, vou compartilhar também. Rosina Santana, abr20176

12- Linda Mente Brasileira.. Claudia Meirelles Bahia, abr2017

13- Lindo! Cecilia Eckmann Oliveira, abr2017

14- “A mente quer ser mas querendo erra…” 💓 Zete More, abr2017

15- Ricardo Kelmer estou a beber Ipê e celebrar Belchior. Fábio Bonfim, abr2017

16- #belchiorimortal. Sheler Souza, abr2017

17- Lindo!! Ypê, a minha favorita!! 😦 Helena Lima, abr2017

18- Maciel Que texto!!! 👏 👏 👏 👏 Fernanda Santiago, abr2017

19- Maravilhoso,um ótimo cantor , descanse em paz!!! Eva Heshiki, abr2017

20- 2011, o ano q eu entendi Belchior, conheço o meu lugar! Bertha Alves, abr2017

21- Inda bem que outras palavras de outros homenspoetas vem como tábuas no meio das águas dos olhos.Me salvo? Valeria Cordeiro, abr2017

22- A gente fica sem palavras, mas você disse tudo Ricardo Kelmer. Ligia Eloy, abr2017

23- Texto maravilhoso! 👏 👏 👏 👏 👏 Celia Sporrer, abr2017

24- Maravilha. Cicero Aguiar Ferreira, abr2017

25- Belas palavras Ricardo Kelmer! Almair Fernandes, abr2017

26- Tudo está tão triste, acabou esperança de vê-lo novamente no palco,tive a grande sorte de ir em vários shows dele. Marli Costa Ferreira, abr2017

27- Lindo isso q vc escreveu. Eliana Braga, abr2017

28- Belchior nos deixou belas letras…e você meu querido escreve como poucos.. nos leva as lágrimas… Onde está Belchior ? Agora com todos nós … podemos conversar em oração …..ele encontrará a paz… Regia Alves, abr2017

29- Comovidissima! Bela lembranca … Silvana Marques, abr2017

30- Wellington Alves olha que lindo , não tem como não lembrar de você…… Regia Alves, abr2017

31- Tomei muitas curtindo o professor Belchior, saudades,que descanse em paz. Wellington Alves, abr2017

32- Obrigada Ricardo Kelmer. Criss Maria Boscaratto, abr2017

33- Enfim sua volta p simplesmente … ir! Márcia Matos, abr2017

34- Valeu Ricardo Kelmer… 👏 👏 👏 👏 👏 Caio Napoleao Braga Soares, abr2017

35- Bonito, Ricardo!!! Daniel Medina, abr2017

36- 👏🏻 👏🏻 👏🏻 👏🏻 👏🏻 👏🏻 👏🏻 texto lindo e profundo! Ana Paula Castro, abr2017

37- Perfeito! Ele foi o bardo, o menestrel e o monge budista de toda uma geração anterior a nossa, e tb tocou nosso coração com a força dos verdadeiros poetas! 👏🏻 👏🏻 👏🏻 👏🏻 que encontre sua paz! 🙏🏻 🙏🏻 🙏🏻 😢 Isa Magalhães, abr2017

38- 👏 👏 👏 Marcos Luiz, abr2017

39- Valeuuuuuuuu cara! Maria Sá Xavier, abr2017

40- Maravilhoso seu texto Ricardo Kelmer!! O poema é lindo como todos os outros! Compartilhei. Sandra Macedo, abr2017

41- Valeu Belchior, valeu Kelmer!! Veronica Lopes, abr2017

42- vou partilhar, viu, rk 😢 Márcia Matos, abr2017

43- Se entende Belchior, porque ele canta muito bem “eu sou como você”… Ninha Alvarenga, abr2017

44- “Ninguém escreve um poema como esse, tão filosoficamente profundo e exato, tão misteriosamente simples” Disse tudo. Aderbal Nogueira, abr2017

45- texto maravilhoso, meu caro Ricardo Kelmer… Carlos Emílio C. Lima, abr2017

46- Lindissimo texto. Waldete Freitas, abr2017

47- 😢 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 Celia Dos Santos, abr2017

48- Belo texto e bela homenagem Ricardo Kelmer #BelchiorEterno. César Espíndola, abr2017

49- Caralho Ricardo, como senti a morte desse moço! Maior representante da minha linda junventude!! Sandra Samm, abr2017

50- Querido, sábias palavras. Linda sua reflexão “…Ninguém escreve um poema como esse, tão filosoficamente profundo e exato, tão misteriosamente simples, sem ter chegado à harmonia fundamental…” Que dia triste! Lúcia Menezes, abr2017

51- Coisa linda, me arrepiei, chorei… Linda Homenagem, precisamos todos rejuvenescer” 👏 👏 👏 👏 Lucia Padua, abr2017

52- Justa homenagem, Ricardo Kelmer. Eugênio Oliveira, abr2017

53- Obrigada por me fazer descobrir essa música. Adorei! 👍 Luciana Loreau, abr2017

54- Texto lindo..Ipê, mararavilhosa..!! Verônica Filizola Salmito Soares, abr2017

55- Valeu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Roberto Tesch, abr2017

56- meu caro kelmer… nessa madrugada, falei com o shirlene sobre você, que tem ficado pouco em sp, para se dedicar ao projeto belchior 70 anos, essa mistura de show, literatura e teatro em homenagem a ele, a ele vivo e muito merecedor da iniciativa que lhe realçava o imenso talento. …. no caminho para casa, viemos no carro com verônica dirigindo, eu ao seu lado, e kita, selma e marici nos bancos traseiros. Eu e Verônica viemos cantando várias música do bel. enquanto eles conversavam lá atrás. Nem imaginávamos essa notícia triste que o domingo nos traria. Prometi tirar no violão ‘Brasileiramente, linda, oh yeah, oh yeah’.. E vou tirar. claro. …. …… um grane abraço! Arnaldo Afonso, abr2017

57- Obrigada Ricardo Kelmer. 👏 👏 👏 Vânia Quintana, abr2017

58- Nossa, que liiinda homenagem!!! Verdade Ricardo Kelmer!!! O rio da vida não volta, porém o contínuo de suas águas têm o poder de nos levar para tempos que jamais se foram. Nazare Moreira, abr2017

59- Belíssimo texto!  Foi meu primeiro impulso, escrever isso antes de ler os outros comentários e correr o risco de ser influenciado pela opinião alheia! Francisco Carlos Rodrigues, abr2017

60- Kelmer! Além da linda homenagem ao nosso grande poeta que nos deixa, o seu texto está cada vez melhor! Francisco Carlos Rodrigues, abr2017

61- Talvez eu morra jovem, alguma curva no caminho… Obrigado, Belchior! Ricardo Sergio Alves, abr2017

62- Q texto leve para este dia.beijo e abraço carinhos. Shirlene Holanda, abr2017

63- Deslumbrante…! Carla Cavalcante, abr2017

64- Essa partida eu senti. 😢 texto foda como sempre, Kelmer! Ana Cristina Martins, abr2017

65- Caramba como você escreve bem! Fascinante! ! Tina Holanda, abr2017

66- Meus sentimentos a família Belchior 😭 Enedina Pedro Henrique, abr2017

67- Meu parceirim Ricardo Kelmer. Você já contribuiu demais com sua homenagem a Belchior, com seu recente livro, em que vários escritores escrevem sobre nosso grande compositor. E essa sua crônica está demais. Parabéns. Solidário na tristeza. Joaquim Ernesto, abr2017

68- Essa doeu. Pra valer. Joaquim Ernesto, abr2017

69- Ricardo Kelmer, que texto lindo!!! Parafraseando Pessoa, como são velozes os dias que se passam na ribeira desse ou daquele rio. Talvez, por isso, seja tão importante o cultivo do “ypê que flora ao pé da serra” para além “da sedução das falsas necessidades”. Um abraço solidário!!! Lenha Diógenes, abr2017

70- Que lindo!!!! Manuella Surette Perdigao, abr2017

71- Que música. Fernanda Beirão Olajfa, abr2017

72- Texto lindo! Bela homenagem a esse grande artista. Rilza Araripe, abr2017

73- Que texto amigoRicardo Kelmer! ❤ Hoje não é mesmo dia para tristezas e sim para lembrar do quão vivo Belchior está em nossos dias! #Belchiorvive ☝ ☝ Lílian Martins, abr2017

74- Peço licença pra compartilhar… Wilkie Martins, abr2017

75- Lindíssimas palavras para dizer um pouco do nosso maravilhoso poeta. Que tristeza a sua partida… Mas ele sempre estará no coração de quem sente a poesia rebelde… Jacqueline Aragão, abr2017

76- Muito me honra ser citado em texto tão verdadeiro e tão lindo. Alberto Perdigão, abr2017

77- Admito que chorei : Lindo! Lia Aderaldo Demétrio, abr2017

78- Essa é uma das músicas de minha preferência. Castelo Branco, abr2017

79- Meus sentimentos mais sinceros Angela Belchior! Sabemos que ele voltou p casa, fique em paz! Cristina Luz, abr2017

80- Grande lindo poeta! Del Montenegro, abr2017

81- Sempre são belas, amarei sempre. Nila Ramalho, abr2017

82- Lindo, amigo! ❤ Esther Alcântara, abr2017

83- Linda Homenagem! Homem Inteligente, músicas com as letras que falam com a alma. Maria Aparecida Brigido, abr2017

84- Lindo!! Soraya Leao Rangel, abr2017

85- Juro q lembrei de vc qdo vi essa notícia Ricardo Kelmer … linda homenagem ! Hilbana Aquino, abr2017

86- Permita-me compartilhar. 👏 👏 👏 Jully Fernandes, abr2017

87- Que texto lindo. Ceça Vieira, abr2017

88- Que tecitura de palavras, amigo! Soa poesia. Sinonímia de Ypê… Partilhando. Marcos Melo Maracatu, abr2017

89- Bela verdade,belo texto Ricardo Kelmer,grato por me apresentar ypê que não existia para mim. Agora existe. Curto Belchior, estive com duas vezes. Inocêncio Melo, abr2017

90- Kelmer, seu livro está me fazendo companhia e ajudando a aceitar. Vivamos o agora. Braulio Tavares, abr2017

91- Que pena… Fiquei mais triste ainda com essa perda. Marcia Soares Fernandes, abr2017

92- Meio Alberto Caieiro, não? Brennand De Sousa Bandeira, abr2017

93- Querido Ricardo. Seu texto é mais que maravilhoso. Transcende tudo que sentimos. Marcia Soares Fernandes, abr2017

94- Vou compartilhar. Eglê Kohlrausch, abr2017

95- Lindo, Kelmer! Isabela Alvarenga Porto Lima, abr2017

96- Lindo mesmo!!!!! Andrea Bezerra Zokvic, abr2017

97- Larissa Luana Sergiana Nayara Marilia acho que precisamos conhecer melhor Belchior. Ravena Uchoa, abr2017

98- Sensacional a crônica sobre o dia que entendeu Belchior a partir do entendimento da letra de Ype. Sim, realmente…. Esse deve ter sido o último registro da compreensão necessária para ultrapassar o portal: “Não tenho sido, eu sou, não serei nem fui.”. Flávio Magalhães, Rio de Janeiro-RJ – jul2019

99- Que massa, tio. Belo texto. É isso. O Bel já sabia tudo e disse tudo. Ypê é muito foda. Eu ouvi hoje pela primeira vez. Aliás, o disco todo é muito bom! Levy Mota, Fortaleza-CE – out2019

100- Excelente!!! Igualmente a você foi também um amigo que me apresentou em 1976 o disco ALUCINAÇÃO. Fiquei sem entender a mensagem das canções, só tinha 13 anos de idade. Mas fui ouvindo naquele tempo quando tocava no rádio e passei a apreciar e depois fã. Até hoje e para sempre. Ediana Ferreira, Fortaleza-CE – mai2020

101- Emocionado, em prantos! Que delicadeza de post! De fato, Belchior simplesmente florou, nos deixando, no aroma sublime de sua vasta e profunda obra, rumos a seguir e caminhos a indicar. Valeu, Célio Feitosa, abraços e canções. Carlos Alberto Caetano Ribeiro, Belo Horizonte-MG – mai2020

102- E a dançarina de pedra que evolui. Pura poesia…! Expedito Alencar, Fortaleza-CE – mai2020

103- Uma belíssima homenagem. Campelo Neto, Pedro II-PI – mai2020

104- Eu tinha 16 anos em 1980, foi a primeira vez que ouvi Ypê, fiquei encantado sem saber exatamente o porque… Ao ler sua crônica, voltei aquela tarde de 40 anos atrás quando aquela canção/poesia me tocou tão profundamente. Voltando aos tempos de hoje, depois de ler sua crônica, o encantamento aumentou de uma forma melhor, mais completa, mais vívido. Obrigado por sua sensibilidade, vou mandar-lhe um e-mail, quero um exemplar físico do livro e se possível, autografado. Muito obrigado, por esta madrugada… Adrião Albuquerque, Recife-PE – mai2020

105- Vou pegar carona no texto e sensibilidade incrível de Ricardo Kelmer pra dizer algo dessa canção. Sempre que preciso, corro pra ouvi-la. E ela já tocou por aqui essa semana, nesse tempo estranho de recolhimento forçado. Ypê diz do mais sublime estágio da condição humana, a condição do compreender, finalmente, a filosofia da existência. Nela, Bel vai profundo no inconsciente e meu Deus, conseguiu essa proeza ainda aos 34 anos, a idade que tenho hoje!! Puxa! Pois bem. O recolhimento tem sido dolorido, tem exigido muito de mim, que olhe pra mim, que contemple o meu rio. Mas também têm sido de uma alquimia incrível! O recolhimento tem me dado o norte. Tem me ensinado sobre os meandros. Tem me dito que eu também sonho em ser ypê e que um dia, apenas floresça, revolucionariamente, apenso ao pé da serra. Ah!! Belchior, obrigada!!! E vou correndo ouvi-la! Aline Matias, Fortaleza-CE – mai2020

106- Bom dia!!! Não sei a razão de chegar a sua página. Fui conduzida pela música Ypê. Essa pérola. Li seu artigo e me senti perfeitamente representada em sua fala. Disse isso a um amigo outro dia: Como uma menina de 15 anos se encantou por aquele rapaz, latino americano? O que me dizia falas como ” E eu quero é que esse canto torto, feito faca, corte a carne de você. ” Não entendia nada, mas me parecia a melhor forma de canção. Contrária a meus amigos em uma cidade com 4000 habitantes, segui a vida amando Belchior. Como você, muito mais tarde, compreendi a mensagem. A ruptura com esses desejos que nos impedem de viver. Lendo seu artigo entendi que o despertar não é somente meu, ele será coletivo. Namastê. Marli Abduani, Piedade de Ponte Nova-MG – mar2021

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A primeira namorada

19/04/2017

22nov2019

Eu treinava beijo na boca com a boneca Amiguinha, da minha irmã. Ela era tão diferente das bonecas de hoje…

A PRIMEIRA NAMORADA

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Minha irmã, mais nova que eu, tinha uma boneca Amiguinha, que na época era um sucesso de vendas. Era quase do tamanho dela, lisos cabelos loiros que iam até a cintura, braços e pernas móveis, cabeça que girava. Amiguinha veio com um vestido curtinho, meias, sapatos pretos, e tinha aqueles mimosos olhinhos azuis com pálpebras móveis, que olhavam para você sempre pedindo colinho. Eu tinha meus dez anos e, já totalmente seduzido pelos mistérios do feminino, contava os dias para a próxima tertúlia dançante na casa do meu primo, onde dançaria apaixonado com as meninas, sob o olhar discreto mas atento de nossos pais.

Pois bem. Eu costumava raptar Amiguinha, escondido da dona, claro. Para quê? Ora, para treinar beijo na boca com ela, sonhando beijar as meninas nas tertúlias, ao som dos Pholhas. Criança também tem suas estratégias. Obviamente, Amiguinha era um tanto passiva para o meu gosto. Não mexia a língua, nem fechava os olhos, me beijava de olhão aberto mesmo, muito esquisito.

Um dia, minha irmã entrou no quarto e, tchum, nos flagrou em pleno ato. Ficou revoltadíssima, fez um escândalo. Queria até me denunciar à polícia, mas minha mãe a dissuadiu. Ainda bem que isso aconteceu nos anos 1970, pois pela nova lei, beijo sem consentimento pode ser considerado estupro. Já pensou? Eu poderia agora estar fichado para toda a eternidade como um demente estuprador de bonecas indefesas. Seria a coroação do meu abominável currículo de tarado véi seboso.

Dia desses, lendo uma matéria sobre essas novas gerações de bonecas japonesas ultrarrealistas (e bonecos também, viu?), feitas de material que imita pele humana, totalmente flexíveis, todas as protuberâncias e orifícios a que têm direito e várias outras maliciosas funcionalidades, lembrei de você, Amiguinha. A de Manuel, o Bandeira, foi um porquinho-da-índia, mas a minha primeira namorada foi você.

Não sei se daríamos certo, Amiguinha, afinal eu ia crescer e você continuaria pequenina e um tanto muda, e passiva demais para as minhas criatividades. Bem, essas coisas não são cem por cento determinantes num relacionamento, é verdade. Mas beijar de olhão aberto, isso era mesmo muito esquisito.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro Pensão das Crônicas Dadivosas

Nesta seleção de textos, escritos entre 2007 e 2017, Ricardo Kelmer exercita seu ofício de cronista das coisas do mundo, ora com seu humor debochado, ora com sobriedade e apreensão, para comentar arte, literatura, comportamento, sexo, política, religião, ateísmo, futebol, gatos e, como não poderia deixar de ser, o feminino, essa grande paixão do autor, presente em boa parte desta obra.

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AS NOVAS AMIGUINHAS
(não adianta, não dou o telefone delas)

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Paola e seu vestidinho pra ir na padaria

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Olá, sou a Larissa, você vem sempre aqui?

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Danuza deitadinha esperando o capuccino que só eu sei fazer

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Amor, esse vasinho de planta fica bem aqui?

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Adoro os decotes discretos da Carol

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Jacilene conferindo a maquiagem no banheiro do motel

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Dayane e sua calcinha combinandinho com a almofada

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Este é Paulo Marcio. Pra você que adora um boneco-magia com bermudão estiloso

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DICA DE CONTO ERÓTICO

A professora de literatura do meu marido

A professora Graziela chegará em um minuto. Vocês poderão, primeiramente, observá-la pela fechadura. Depois a porta abrirá automaticamente e poderão entrar. Antes de deixá-los, gostaria de ratificar que o Clube Fantasia só trabalha com profissionais discretos e altamente qualificados. Aqui a professora Graziela é uma escrava sexual, que realiza a fantasia de seus clientes, mas não conversa com eles nem troca informações pessoais. (trecho)

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Interessante! Quinta-feira feira passada em happy hour com as amigas falamos sobre essas bonecas e bonecos japoneses ultra-realistas. Na verdade a conversa era sobre os relacionamentos atuais e como as pessoas tem se isolado do contato humano, afinal conviver não é fácil e bonecos não expressam reações emocionais. Nossa geração ainda prefere as brigas e tretas de uma relacionamento. Rs rs. Sonia Castro, Fortaleza-CE – nov2019

02- Amei essa crônica. A Maria Ines Ramalho já havia me falado dela. Meu marido me conta que a irmã dele tinha uma Amiguinha. Perverso que era, ele arrancou a cabeça da boneca para jogar bola. Zélia Sales, Fortaleza-CE – nov2019

03- Adorei…ri demais.. .abraço dadivoso. Maria Allves, Fortaleza-CE – nov2019

04- RicardoKelmer, eu tinha uma amiguinha e meus irmãos namoraram muito e outras coisas… Rsrs… Era tudo escondido , ñ sabia de nada, mas o corpo da minha boneca foi bastante explorado.🤣😂😂 Renata Menezes Lotfi, Fortaleza-CE – nov2019

05- KKKK, que lindo, você tem o dom de tornar tudo poético. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – out2020

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Presídio de luxo, não, obrigado

12/04/2017

12abr2017

Se morasse num condomínio fechado, desses grandões com tudo dentro, eu não viveria essa rica experiência do contato diário e múltiplo com a vizinhança do bairro

PRESÍDIO DE LUXO, NÃO, OBRIGADO

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Já morei em casa e apartamento, em bairros diversos, em Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e Braga (Portugal). Nessas morações todas aprendi que o melhor para uma cidade é que seus habitantes tenham contato contínuo entre si, ocupando as áreas públicas e encontrando-se em seu dia a dia nas variadas possibilidades que o espaço urbano oferece.

Já morei num condomínio fechado, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Nele, havia academia de ginástica, farmácia, salão de beleza e supermercado. Eu não me sentia à vontade lá. Na verdade, me sentia preso e isolado, junto a outros presos e isolados. E quando saía para a rua, continuava incomodado, pois grande parte do bairro é desse jeito, uma pista de alta velocidade ladeada por grandes condomínios fechados. Eu não fazia parte do bairro, eu era apenas um número de CEP. Diferente foi morar em Botafogo e Copacabana. Nesses dois bairros, mesmo com toda a confusão que lhes é típica, me senti acolhido e integrante da comunidade.

Atualmente moro em Fortaleza, no Centro, mas vou sempre a São Paulo. Lá, moro em Pinheiros, próximo à Vila Madalena, num prédio de quitinetes cuja porta dá direto na rua. Piso na calçada e imediatamente me misturo ao movimento geral de trabalhadores, desempregados, estudantes, artistas de rua, gente rica e gente pobre a ir e vir. O que pode parecer caos urbano na verdade me traz uma sensação boa de familiaridade e me faz sentir seguro. Vejo aquelas pessoas todos os dias, cumprimento-as, eu sei delas e elas sabem de mim, e ainda que nossas relações não se aprofundem, nós nos relacionamos sadiamente em nossas necessidades cotidianas. Se morasse num condomínio fechado, desses com tudo dentro, eu não viveria essa rica experiência do contato diário e múltiplo com a vizinhança do bairro, e nada garante que a viveria com os vizinhos de dentro do condomínio.

Quem mora em condomínios fechados geralmente só chega e sai de carro, o que dificulta bastante a convivência. A sensação de segurança é falsa, pois o isolamento fortalece o medo e gera desconfiança de quem está além dos muros eletrificados. Muro eletrificado? Poizé. Condomínios fechados são presídios, de luxo, sim, mas presídios, onde cada cela é comprada em longas prestações e promessas de proteção. Estão todos protegidos, mas presos e amedrontados, e pagando caro por isso. Gabam-se aos amigos de estarem cercados de segurança, mas não percebem o óbvio, que estar cercado é estar preso. Sem falar nas crianças, que nessas ilhas de autoexclusão crescem sem anticorpos para a realidade da vida e sem saber lidar com o diferente.

Sim, sim, há muita violência à solta na cidade. Mas muros eletrificados, câmeras 24h, vidros escuros e seguranças armados não podem trazer a paz que buscamos. Tamanha obsessão por investimento em segurança revela tão somente a cegueira de uma sociedade para a questão da desigualdade social, exatamente onde nasce a violência da qual ela tanto se protege.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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Rico não tem culpa de pobre ser pobre – Uma pequeníssima minoria acumula o mesmo que o restante da população

Democracia e regulação da mídia – A informação é um produto e, como todo mercado, o mercado da informação precisa de regras, caso contrário o grupo que tem mais dinheiro monopolizará a informação, para prejuízo da sociedade em geral

Roubalheiras, desigualdade social e o reconhecimento popular – Se hoje o povo usa essa lógica para manter o PT no poder, o motivo reside justamente na histórica insensibilidade, ou incapacidade, dos outros governos perante as necessidades mais urgentes do povo

Eles estão na fronteira – Milhões de maltrapilhos famintos, perseguidos políticos, criminosos cruéis, terroristas suicidas, narcotraficantes e trombadinhas invadindo os países e quebrando tudo, estuprando nossas irmãs, matando todo mundo, o caos absoluto

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COMENTÁRIOS
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01- boa reflexão! Lanna Carla Ribeiro, Fortaleza-CE – mai2017

02- Pois é..por este motivo gosto da Pinto Madeira rsrsrsrs. Franze Santos, Fortaleza-CE – mai2017

03- Adooro td junto misturado. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – mai2017

04- Nossa, falou tudo que eu falaria se escrevesse como você. Um beijo pra tu querido Ricardo Kelmer. Ana Lucia Castelo, Nova York-EUA – mai2017

05- Que texto perfeito, Ricardo Kelmer!!! Ana Velasquez, Corumbá-MS- mai2017

06- Mandou bem Kelmer!! Manasses Sousa, Maranguape-CE – mai2017

07- O melhor lugar é junto com todos. Angela Belchior, Fortaleza-CE – mai2017

08- Tenho resistido a viver nesse tipo de presídio, mas os muros altos, mesmo nas casas soltas me incomodam. Moro numa casa solta próxima ao Lago Jacarey e todas as minhas tentativas de interagir com a vizinhança têm sido mal sucedidas. A prisão está na cabeça das pessoas, Kelmer. Verônica Oliveira, mai2017

09- Maravilhosa reflexão e necessária. Quem gosta de gente, é outro papo! Cecilia Eckmann Oliveira, mai2017

10- 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 Fabiano Brilhante, Fortaleza-CE – mai2017

11- Super atual e contextualizado! Adorei. Os muros altos, as redomas, aliado ao aparato acanônico cada vez mais forte é falsa impressão de que estão seguros… seguro estávamos se pudéssemos sair das amarras e ocupar as ruas, as praças e os espaços públicos! Cada vez menos ocupados, por sua vez a cidade vive o abandono tanto do poder público/ gestores quanto das pessoas que por sua vez andam cada vez mais de carros, shoppings, distanciando a cidade de se povo! Aline Saraiva, Fortaleza-CE – mai2017

12- Me identifiquei de cara contigo, Ricardo Kelmer. Sempre achei q esses condomínios têm uma falsa ideia de segurança e bem estar. Gostoso é poder sair à rua a pé, e com ele ir à padaria, ao supermercado, tomar uma cachacinha bem ali na esquina.. Isso não tem preço! Meire Viana, Fortaleza-CE – mai2017

13- Mais abominável do que a Barra da Tijuca, só os condomínios da Barra da Tijuca.l Aquilo é um pesadelo. Johann Heyss, Rio de Janeiro-RJ – mai2017

14- 👍 👍 👍 Márcio Roger Braga, Fortaleza-CE – mai2017

15- É como costumo dizer, são bairros sem escala humana…os vícios e desvios da nossa urbanidade que afasta de si o coletivo e valoriza o individualismo. Dalila Tiago, mai2017

16- Verdade verdadeira… =) Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – mai2017

17- Kelmer daria um bom Flâneur na Paris do Segundo Império! Bem vindo à saudável modernidade e que se danem os condomínios (hospícios fechados)! Hannibal de Sousa, mai2017

18- Tens razão. Concordo. Marcia Soares Fernandes, São Paulo-SP – mai2017

19- padrão Doria higienista de moradia. Henrique Baima, Fortaleza-CE – mai2017

20- Excelente texto, primo! Sei, com propriedade, o que diz. 😘 Virginia Galvao, Brasília-DF – mai2017

21- Muito isso! Eu também acho o horror viver em condomínios fechados. Isso nos afastas das pessoas e, me parece, faz as pessoas que ali vivem se julgarem superiores às de fora, quando na verdade elas é que estão presas. Muito bem dito! 🙂 Ana Cristina Martins, São Paulo-SP – mai2017

22- Por isso gosto de andar a pé. Vejo e converso com as pessoas, reparo as mudanças, qualidades e dificuldades da cidade. Vivo seu cotidiano e isso faz um bem danado. Virginia Bastos, mai2017

23- Excelente texto! André Marinho Marinho, Fortaleza-CE – mai2017

24- Vou andar é nú ! Andre Soares Pontes, Fortaleza-CE – mai2017

25- Como você, já mudei muito. Inicialmente sendo carregada pela profissão de meu pai e atualmente pela minha profissão. Diferentes cidades, bairros, prédios e costumes. Morei em uma Fortaleza quase “provinciana”, quando ainda era uma cidade pequena, segura e cheia de casas. Em Brasília, grande ilha da fantasia, tudo é feito de carro…de “garagem em garagem”, mas as quadras são grandes condomínios abertos e verdes, muito verdes. Quase um grande parque, porém com pouca calçada e portanto pouca chance de interação entre os habitantes. A segurança de caminhar tranquilamente encontrei em uma grande capital européia. De volta ao Brasil após vários anos, e assustada com a pouca segurança, me rendi às garagens da Capital Federal. Também não gosto de condomínios, muros altos e grades…mas o “sistema é foda” e te faz prisioneiro em liberdade. Cristiana Pontual, mai2017

26- Segura estou eu, que vivo no fim do mundo e no meio de nada. Carro aberto, vizinhos gentis ao lado, laranjas docinhas apanhadas na hora, gatos à solta e tomar banho de mangueira no pátio… Isto sim, é qualidade de vida! Susana X Mota, Leiria-Portugal – mai2017

27- Quase um arquiteto! Leia Cidade Caminhável do Jeff Speak. Constructo teórico para seu pensamento! 👏 👏 👏 Yvana Oliveira, mai2017

28- A Verdade e que nos Brasileiros temos que lutar para acabar com essa classe de bandidos com bons e reais presidios instrutores e recuperadores de cidadaos. E que tenhamos nossas casas abertas em bairro com arvores e uma boa comunidade. Eu moro na Lagoa do Paraiso ” vida rural ” perto da Grande Cidade Babilonia Top Cearense Jericoacoara. Quem quiser vir eh bem-vindo para conhecer e desfrutar a moradia. Edith V Dragaud, mai2017

29- Concordo! Em condomínio o que acho mais triste é a nossa privacidade comprometida! Tenho amigos que moram assim e insatisfeitas com vizinhas, que vão entrando sem marcar e sem pedir licença; oi amiga kd o café? Se sentam e aí ficam! Você vai sair, me leva? Ih….recebeu visita….quem era aquele gatão? Saiu foi tarde, não foi? Tem conta no banco do Brasil né?…. As crianças invadem sua casa atrás dos amiguinhos, buscando lanche revirando tudo! Condomínio pra mim só se for com os da familia, pois toda bagunça e perturbação é aceita e relevada! Oneide Braga, Fortaleza-CE – mai2017

30- Desde sempre soube como estes redutos são péssimos. Saindo do Rio para Fortaleza, tudo ficou ainda mais enclausurado, sem vida de rua, tão bem vinda. Até os carros: blindados! Busquei um AP perto de gente, pra andar mesmo que em calçadas/estacionamentos. Hoje saio e meus amigos ficam pasmos com a minha tranquilidade e nunca vi nada de ruim, sei lá pq. Marcela Brasileiro, Fortaleza-CE – mai2017

31- Quatro meliantes invadiram minha casa , armados, nos renderam . Foi, aproximadamente, 1h e 30min de terror. Depois de colocarem a casa abaixo, fugiram com tudo que conseguiram levar, incluindo o carro. Mas , levarem bens materiais não significou nada . O ruim mesmo foi o horror de estar na presença deles, na mira de uma arma. E assim, cheguei a conclusão que quero morar no presídio de luxo cercado de seguranças armados e câmeras. Ana Shérida Alexandrino, Fortaleza-CE – mai2017

….. 32- Sinto muito pelo que te aconteceu, Ana Shérida. Nós sofremos a violência todos os dias e sabemos o quanto isso dói e traumatiza. Mas tudo isso deve nos motivar a lutar para diminuir a desigualdade social em nosso país. Espero que você esteja bem. Ricardo Kelmer, mai2017

33- Belo texto. Iris Medeiros, Campina Grande-PB – mai2017

34- Como sempre, uma bela redação…. E sinceramente, além do mais… não entendo muito as pessoas, choram pra saírem do aluguel e correm pra morar em apartamentos onde se tem um “aluguel” vitalício, além de não ser tão seguro assim, pois se rendem os porteiros, todos os moradores estão lascados… Fermon Kaíto, mai2017

35- Verdade verdadeira Ricardo. Esses condomínios fechados e carros blindados me fazem pensar a um safári que tem perto daqui de casa, onde nós andamos no nosso carro fechado e os animais selvagens em liberdade. 😂😂😂 Não podemos sair momento nenhum do carro para não correr o risco de ser atacados. O que me desola mais é que nas cidades dos países com baixo nível de segurança pública , São pessoas que tem um cérebro com a capacidade de raciocínio , que atacam pessoas. Luciana Loreau, Nantes-França – mai2017

….. 36- Mas também há demasiado medo. A escolha é só uma, ou segurança ou liberdade. Susana X Mota, Leiria-Portugal – mai2017

37- Excelente texto! Cidinha Madeiro, mai2017

38- Quanto mais violência, mais lucro para o mercado da insegurança (condomínios fechados, armas, segurança 24h, produtos e serviços diversos). Por isso, para esse segmento, não são bem vindas as políticas públicas que visam a diminuição da desigualdade social. Ricardo Kelmer, Fortaleza-CE

39- só li verdades, xuxu! Clarisse Ilgenfritz, Fortaleza-CE – mai2017

40- Total. Luiza Perdigão, Fortaleza-CE – mai2017

41- Tenho reparado que crianças que crescem em condomínios fechados tendem a ter maior dificuldade para se relacionar com o diferente. Alguém mais percebe isso? Ricardo Kelmer, Fortaleza-CE

42- Concordo, mas em parte… também já morei em diversos lugares, em rio preto morei até em sítio. Aqui em fortaleza morei anos numa casa na lagoa redonda, e ali me senti prisioneira, às vezes queria sair mas tinha medo de deixar a minha pequena sozinha em casa, quando ela não queria vir junto. Moro num condomínio de apartamentos no coco hoje, meus vizinhos são uns bestas mas convivo bem com os empregados do prédio. Isso foi uma liberdade pra mim e pra ela. Podemos sair, ficar fora um tempo, deixá-la sozinha, sem medos ou surpresas de alguém arrebentando a porta da nossa casa. São modos de viver na cidade… Andreia Turolo, Fortaleza-CE – mai2017

43- http://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/02/politica/1478113314_293585.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM. Sabrina Nádia de Sousa, Fortaleza-CE – mai2017

> Postagem no Facebook


Dia internacional da mulher selvagem

08/03/2017

08mar2017

No Dia Internacional da Mulher, uma homenagem ao feminino livre

DIA INTERNACIONAL DA MULHER SELVAGEM

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Neste Dia Internacional da Mulher, quero prestar uma reverente homenagem ao feminino livre. Para isso, reproduzo aqui um trecho da crônica A Mulher Selvagem.

“Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher selvagem ainda sobrevive em todas as mulheres, mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.”

Esta crônica é meu texto mais lido e comentado. A postagem oficial no Facebook tem mais de seis mil compartilhamentos. Acho que esse expressivo retorno dos leitores, mulheres principalmente, e seus comentários, significa que toquei em algo precioso para a psique feminina: a questão da liberdade de ser.

O que querem as mulheres? Para mim, a resposta é óbvia: mulheres querem o que homens também querem: liberdade para serem o que são, sem opressão. Apenas isso. Minha crônica fala sobre o arquétipo do feminino livre, de um modo poético, esse arquétipo poderoso mas que, infelizmente, a cultura machista e as religiões patriarcalistas conseguiram, durante séculos, manter bem escondidinho na psique feminina. O resultado dessa repressão criou não apenas mulheres domesticadas e infelizes, mas também sociedades injustas, relações desiguais, violência e desrespeito à Natureza.

Para um mundo mais justo e harmonioso, precisamos de mulheres livres.
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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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A Mulher Selvagem

Sua beleza é arisca, arredia aos modismos. Ela encanta por um não-sei-quê indefinível… mas que também agride o olhar. É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha. E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem.

> A crônica A Mulher Selvagem integra os livros Vocês Terráqueas e Blues da Vida Crônica

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MAIS SOBRE O FEMININO SELVAGEM

AMulherLivreEEu-02A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

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DICA DE LIVROS

vtcapa21x308-01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
Ricardo Kelmer – contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas

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Alma Una
(clipe da música de Ricardo Kelmer e Flávia Cavaca)

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O homem que preferia Satanás

13/02/2017

13fev2017

Uma homenagem a Aloísio Sansão, com quem dividi cachaças, músicas e muitas risadas nas noites decadentes da Praia de Iracema

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O HOMEM QUE PREFERIA SATANÁS

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Peguei a vodca no balcão da Órbita, virei de uma golada e fui para o palco. Era o lançamento de meu livro de contos Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos, maio de 2000. No caminho deixei a máquina com alguém e pedi que tirasse a foto daquele encontro especial. Então subi no palco, agradeci a presença do público e dei um abraço nele, que me dera a honra de se apresentar em meu lançamento, tocando umas músicas ao violão. Clic! A foto eu guardo comigo, um pequeno e singelo tesouro. É a prova de que nossos caminhos se cruzaram nessa vida loca.

Aloísio Sansão, o nome dele. Conhecemo-nos numa daquelas noites dengosas e decadentes da Praia de Iracema, durante um show da banda Matutaia. Eu sabia dele por causa de uma música sua que gerara polêmica com o Pirata Bar sobre direitos autorais. Depois li algo sobre ele numa pequena matéria do caderno cultural do jornal. E agora a Matutaia andava tocando duas músicas dele, Paranormal e Pecado da Vida. Naqueles primeiros dias do novo século a música eletrônica já imperava nas madrugadas de Fortaleza com seu tunts-tunts-tum, nos lembrando que o mundo estava diferente, estava todo modernizado… mas o bom e velho roquenrou seguia vivo. E muito bem representado nas músicas de Sansão.

Rápido como quem trepa em cajueiro para roubar caju para vender lá na feirinha, eu me encantei com Sansão. Descobri nele um cara simples, doce, o sorriso tímido. Ele era muito pobre e morava numa construção abandonada da Praia de Iracema. Trabalhava como pintor de parede, fazendo bicos. Mas seu grande trabalho era sua música, e nisso ele era muito rico. Eu adorava encontrá-lo pelas ruas, ele, seu velho violão e o fiel amigo Fofão, um cão grande e peludo que sempre o acompanhava. Eu sentava com ele na birosca e ouvia as histórias de sua vida incerta, suas aventuras por aí, a mulher que um dia o abandonou para seguir um caminhoneiro… Ele falou da vida e dos assuntos sociais. Reclamou da Amazônia e das igrejas universais. E disse que se Deus era desse jeito, ele preferia Satanás. Eu também, Sansão.

Nossos encontros se davam ali, nas ruas sujas e confusas da Praia de Iracema, entre patricinhas despudoradas e batidas policiais. Ele também percebia que tudo aquilo era um mundo de fantasia e ria de tanta loucura e de quanto tudo aquilo era natural, tão normal, tudo simplesmente genial. Nós dois descendo uma cachacinha, ele tocando suas músicas, todas incríveis, forró, brega, rock e até ópera. Em certos momentos me lembra Raul Seixas, outras vezes Elvis e em outras Odair José. Para no meio, conta como fez a música, ri das lembranças e volta a tocar. Peço mais uma dose para brindamos à sua arte. Depois comemos o velho cai-duro de carne moída e Sansão divide o seu com Fofão.

Relembro agora o quanto me agradeceu por tê-lo convidado para cantar no lançamento de meu livro. E como se desculpou por ter ficado nervoso e não ter cantado as músicas que eu mais gostava. Tá, eu desculpo, mas só se você tomar mais uma comigo. E lá vamos nós para o balcão, ele me contando da morena de sorriso agraciado que de longe viu seu passado e quis logo conquistá-lo. Sansão e suas histórias.

Chamei meu amigo Toinho Martan para conhecê-lo, e ele também se encantou. Nossa banda, a Intocáveis Putz Band, já não existia, e, ansiosos por voltar a compor e agitar, pensamos em ter Sansão como parceiro. Combinei com Sansão de levá-lo ao estúdio, registrar suas músicas maravilhosas. Mas ele nunca compareceu. E não apareceu mais nas noites da Praia de Iracema. Lamentei que não estivesse disposto, eu tinha tantos planos… A verdade, e eu só saberia depois, é que Sansão estava muito doente e passava dias internado. A Matutaia chegou a promover um show para ajudá-lo. Mas já era tarde.

Lamentavelmente parece que sua vasta produção se perdeu para sempre, com exceção de alguns registros, como os feitos pela Matutaia em seu CD Matutaia É Rock. Em certas noites, quando caminho pelas ruas da Praia de Iracema, tenho a sensação que as músicas de Sansão ainda estão por ali, esperando que o dono volte, do mesmo jeito que seu cão Fofão que, durante vários dias após sua morte foi visto circulando a praça, desnorteado e tristonho.

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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rk2000orbitaaloisiosansao-01com Aloísio Sansão (Órbita Bar, Fortaleza, mai2000)

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Matutaia – Paranormal (2000)

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Matutaia – Pecado da Vida (2000)

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LEIA NESTE BLOG

OSonhoDoVerdadeiroEu-01O sonho do verdadeiro eu – Entretanto, algo me dizia que na pauliceia eu poderia viver minha vida mais verdadeira, era só insistir

O mundo real da arte – O momento em que a magia do teatro se revela paradoxalmente em toda sua plenitude, expondo tanto sua maquiagem quanto seu avesso

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A celebração da putchéuris (Intocáveis Putz Band) – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

Pelas coxias de Guaramiranga – Entre uma peça e outra sempre dá tempo de cruzar uns olhares, nativos e forasteiros, e exercitar o roteiro das abordagens

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Mário Gomes, o poeta viralata – Era com suas errâncias quixotescas e os versos obscenos que o povo se encantava, ele lá, de paletó sem gravata, camarada e bonachão

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Bom ver você assim, entusiasmado. Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos que você….

A Criada e a grande arte de narrar

02/02/2017

02fev2017

A sensação que fica é a de que eles, os personagens, na verdade agiam o tempo todo não exatamente em nome de suas íntimas motivações, mas pensando no espectador

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A CRIADA E A GRANDE ARTE DE NARRAR

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Na Coreia do Sul dos anos 1930, um casal de trapaceiros tenta se apoderar da fortuna de uma bela e jovem herdeira e envolve-se numa teia de sentimentos e intrigas onde ninguém merece confiança. Este é o enredo de A Criada (Ah-ga-ssi/The Handmaiden), o novo filme do diretor sul-coreano Park Chan-wook, que escreveu o roteiro com Chung Seo-kyung. Eu vi e adorei, fiquei encantado com todos os aspectos do filme. Equilibrando drama romântico, suspense, erotismo, perversão e alguma violência, com estética visual deslumbrante, é um filme completo, magnífico mesmo. A metalinguagem é a cereja do bolo, inserindo o espectador na trama e fazendo da obra toda uma grande celebração da arte de narrar.

Em princípio, a história parece banal, mas o diferencial são os personagens bem construídos e a apresentação da trama sob a ótica dos personagens, que faz o espectador desconfiar de todos e ficar até o fim sem certeza do que irá acontecer. As duas atrizes principais têm atuações soberbas, mas, para mim, Kim Min-hee, que interpreta a jovem herdeira japonesa, faz um trabalho esplêndido, pois seu personagem é complexo e enigmático, e a sutileza de seu comportamento, através de olhares, gestos e palavras que nada expressam mas na verdade dizem tudo, é o nervo da trama, o exatíssimo ponto onde a história precisa se equilibrar e, vista por outro ângulo, se desequilibrar.

A Criada é baseado no romance Fingersmith (Na Ponta dos Dedos, editora Record), da escritora britânica Sarah Waters, que foi adaptado para a tevê e exibido no Brasil pelo canal GNT com o título Falsas Aparências. Vi a adaptação televisiva, que é mais fiel ao original de Sarah Waters, e gostei, mas a versão cinematográfica é estupenda. Park Chan-wook e Chung Seo-kyung reescreveram a história, dando-lhe um saboroso temperinho de humor sacana, além de um caprichoso olhar sobre os sentimentos e as passagens eróticas. O roteiro enriqueceu os personagens e fez a história ainda mais interessante e surpreendente, e a direção primorosa, ao fazer uso da metalinguagem, inclui mais um participante na trama, o próprio espectador, que torna-se cúmplice dos personagens, e é justamente essa cumplicidade que o faz deliciar-se com a meticulosidade de suas atitudes. Ao fim, a sensação que fica é a de que eles, os personagens, na verdade agiam o tempo todo não exatamente por suas íntimas motivações, mas pensando no espectador. Durante a subida dos créditos do filme, só faltou surgirem os personagens, tantos os vencedores como os derrotados, todos eles a aplaudir a grande vitoriosa: a arte de narrar.

O livro de Sarah Waters e suas adaptações para a tevê e o cinema são exemplos de como uma história bem contada é a base de tudo. Conduzir o leitor ou o espectador pelos caminhos da trama, envolvê-lo sutilmente, seduzi-lo com aparentes insignificâncias, brincar sadicamente com suas expectativas, surpreendê-lo com reviravoltas, fazê-lo sentir-se ludibriado a ponto de quase desistir, para logo depois tomar novamente sua mão e reconduzi-lo pelos novos caminhos da história… Ah, isso é uma delícia. Um brinde aos grandes contadores de histórias!

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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filmeacriada-03A CRIADA

The Handmaiden (Ah-ga-ssi)
Coreia do Sul, 2016, 144 min, 18 anos
Direção: Park Chan-wook
Roteiro: Park Chan-wook e Chung Seo-kyung
Baseado no romance Fingersmith, de Sarah Waters
Elenco: Kim Min-hee, Kim Tae-ri, Ha Jung-woo, Cho Jin-Woong
Fotografia: Chug Chung-hoon
Montagem: Kim Jae-Bum
Música: Jo Yeong-wook

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CURIOSIDADES

01- O título original em sul-coreano é Ah-ga-ssi, que significa “A Dama”, referindo-se a Hideko, a jovem herdeira japonesa, enquanto o título inglês é “The Handmaiden” mudando a referência para a criada Sook-hee (Kim Tae-ri). Ao meu ver, o título original faz mais justiça à história, já que a jovem herdeira é a personagem central do filme, o ponto nevrálgico da trama.

02- Tanto o japonês como o coreano foram falados no filme. Antes de filmar, todos os atores tiveram professores japoneses para estudar o roteiro. Após a exibição em Cannes, a atriz sul-coreana Kim Min-hee, que interpreta a herdeira Hideko, foi aplaudida por jornalistas japoneses por sua proficiência no japonês.

 

Treiler do filme

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Cine Kelmer apresenta – Dicas de filmes

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DICA DE LIVRO

ICI2011Capa-01dO Irresistível Charme da Insanidade
Ricardo Kelmer, romance

Nos séculos 16 e 21, dois casais vivem duas ardentes e misteriosas histórias de amor. Ou será o mesmo casal?

Um músico obcecado pelo controle da vida. Uma viajante taoísta em busca da reencarnação de seu mestre-amante do século 16. O amor que desafia a lógica do tempo e descortina as mais loucas possibilidades do ser.

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- belíssimo nas cenas de contação da protagonistas ..as referências literárias..a forma de ir e voltar do próprio roteiro..estou dando um tempinho p revê-lo.bjbjbj. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – fev2017

02- Vou ver !!! Adriana Alves, São Paulo-SP – fev2017

03- Estou louca pra assistir!! Taís Krugmann, Corumbá-MS – fev2017