Por que brigamos

27/06/2014

27jun2014

Ou continuava tentando salvar o casamento, e todo o seu esforço não seria nenhuma garantia de sucesso, ou então salvava a si mesmo – se é que existia salvação para ela

PorQueBrigamos-06

POR QUE BRIGAMOS

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Quanto mais
eu penso em lhe deixar
Mais eu sinto que não posso
Pois eu me prendi à sua vida
Muito mais do que devia

A enfermeira termina de fazer o curativo e diz que ela pode descer da maca. Nádia desce e se olha ao espelho, vendo o lado do rosto inchado, o olho vermelho. A assistente social insiste: ela não pode deixar de fazer a denúncia. Nádia suspira… Lá fora na rua, em algum rádio, toca uma música… Ela reconhece, é um antigo sucesso da Diana. Então as imagens da noite anterior voltam, e outra vez vem a vontade de chorar. Mas dessa vez se controla e se deixa conduzir pela mulher. Na delegacia, em seu depoimento, ela afirma que… que… Nádia para e começa a chorar, interrompendo o que dizia. A assistente a conforta e a incentiva a prosseguir, diz que ela precisa ser forte, que seu exemplo pode ajudar outras mulheres. Nádia enxuga as lágrimas, levanta-se e diz calmamente que havia mentido, que na verdade ele não a agrediu, ela é que se machucou sozinha, sim, foi isso, foi só isso que aconteceu. E sai correndo da sala.

Quando à noite, de regresso
Você briga por qualquer motivo
Confesso que tenho vontade
De ir pra bem longe
Pra nunca mais lhe ver

No dia seguinte, enquanto aguarda o táxi na calçada, ela olha para o prédio. Entre as várias janelas, localiza a sala do seu apartamento. Vem-lhe a lembrança de uma noite, uma linda noite, ela e Afonso, os dois comemorando a passagem do ano juntinhos, vendo os fogos daquela janela, brindando com champanhe e beijos apaixonados… Mas o táxi chega e a doce lembrança se dissipa como a fumaça dos fogos. Meia hora depois está na rodoviária, esperando o momento de entrar no ônibus, o coração apertadinho… Tantas e tantas vezes tomou aquela mesma decisão e nunca teve coragem de ir até o fim. Mas agora é diferente. Haviam chegado ao limite máximo, ela não suportava mais. Precisava decidir: ou continuava tentando salvar o casamento, e todo o seu esforço não seria nenhuma garantia de sucesso, ou então salvava a si mesmo – se é que existia salvação para ela. Então um homem passou. Ela viu suas sandálias. E lembrou que as de Afonso estavam gastas, que ela prometera lhe dar um novo par de presente… Ela olha a hora no relógio, corre até a loja no primeiro andar e compra um par de sandálias, de couro preto, como ele gosta. E despacha na agência do correio ao lado, encomenda sem remetente. Depois corre para o ônibus, quase não chega a tempo, entra e senta em sua poltrona, suada e ofegante. Mas na saída da cidade o ônibus para. E ela desce. Mais uma vez não teve coragem.

Ó, meu amado
Por que brigamos?
Não posso mais viver assim sempre chorando
A minha paz estou perdendo
A nossa vida deve ser de alegria
Pois eu lhe amo tanto

Ela não lembra bem o início da discussão. Como sempre ocorre nessas horas, o motivo se perde em meio a tantas mágoas e de repente nem sabem exatamente por que estão brigando. O fato é que voltavam de um aniversário, tarde da noite. Ele estava com ciúmes por causa de uma bobagem qualquer e então a xingou, dizendo que jamais teria filhos com ela porque não queria dar-lhes o desprazer de terem uma mãe vagabunda. Ela fechou os olhos, tentando engolir a raiva. Mas não conseguiu: pegou a chave do carro, que ficava no mesmo chaveiro da chave do apartamento, e atirou longe, por cima do muro de um terreno baldio. Enquanto ele bufava de ódio, ela falou calmamente que iria provar que ele tinha toda razão no que dissera sobre ela, e saiu, pisando firme. Voltou somente no dia seguinte, à tarde. Tirou sua chave da bolsa e quando tentou abrir a porta, não conseguiu. Quando ele chegou, à noite, encontrou-a sentada no chão, do lado de fora, chorando. Ela disse que ele não deveria ter trocado a fechadura, e ele respondeu que ela não deveria ter jogado fora a chave dele. Minutos depois, no carpete da sala, em meio às almofadas e os muitos beijos de desculpas, treparam loucamente, com força e desespero, como havia muito tempo não o faziam.

Já não consigo esquecer as tolices
Que você diz nessas horas
Já tentei, mas não posso

Mais tarde, abraçados na cama, ele quase dormindo, ela toma coragem e toca no assunto da última briga, quer saber se ele não ficou preocupado quando ela saiu no meio da noite, dizendo que iria provar que ele estava certo ao dizer que ela era uma vagabunda. Ele diz, muito calmo e seguro: Claro que não, você é fraca demais pra isso. Ela não acredita no que ouve e espera que ele diga que está brincando, que na verdade ficou preocupado, sim. Mas ele já está dormindo. Ela levanta da cama e vai para a sala, sentando no sofá, e dessa vez tem certeza que seus pensamentos a enlouquecerão. Em sua mente, a voz dele ainda ecoa, repetindo feito um eco sem fim: fraca demais pra isso… fraca demais pra isso… E ao fundo, uma outra voz, a do desconhecido no motel, na madrugada anterior, no momento em que ele a penetrava deitado por baixo dela: Goza, putinha, goza…

Tenho a impressão que do amor
Que um dia existiu entre nós
Hoje só resta uma chama apagando

Olhando o álbum de fotos, ela ri do tempo de namoro, ela orgulhosa dele na festa de formatura e ele sem jeito ao lado de seu pai. Ela fecha o álbum e olha para o bolo sobre a mesa, a vela já quase no fim. Sete anos atrás, naquele mesmo dia, começavam a namorar, para um ano depois, exatamente um ano porque ele fez questão de que fosse no mesmo dia, casavam-se. Sete anos… Então um vento entra pela janela e apaga a vela. Ela olha o relógio: meia-noite. Ele esquecera. Mais uma vez. Não viria mais. Então pega o telefone e chama um táxi. Meia hora depois o motorista para em frente a um motel. Ela paga e desce. Um segurança do motel ainda tenta impedi-la, mas ela corre e entra na garagem de uma das suítes. Na confusão de gritos e xingamentos que se segue, o segurança a muito custo consegue, junto com Afonso, separar as duas mulheres que se batem. Uma delas vai embora, não sem antes quebrar com o tamanco os vidros do carro dele. E quanto à outra, Afonso a toma carinhosamente nos braços, beija-a longamente e a leva para dentro do quarto, enquanto ela balbucia, no meio do choro intenso, que ele não a deixe, por favor, por favor…

O medo de ficar só me apavora
E eu me desespero
Só me resta pedir a sua ajuda
Pedir que você não me deixe, meu amor
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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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A letra usada neste conto é da música Por Que Brigamos, versão de Rossini Pinto da música de Neil Diamond (I am, I said), um dos maiores sucessos de Diana. Este conto integra o livro Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino e o livreto Trilha da Vida Loca – Contos do amor doído

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Trilha da Vida Loca
Ricardo Kelmer, contos

O amor é belo. Mas também é ridículo, risível, trágico… Aqui estão reunidas seis histórias inspiradas em grandes sucessos musicais da dor de cotovelo. Paixões de cabaré, porres horrendos, brigas, escândalos, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor. Amar é para estômagos fortes.

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Diana canta “Por que brigamos”

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Diana-03OUTROS SUCESSOS DE DIANA

Ainda queima a esperança

Canção dos namorados (Le vals de las mariposas)

Foi tudo culpa do amor

Tudo que eu tenho (Everything i own)

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LEIA NESTE BLOG

VouTirarVoceDesseLugar-03Vou tirar você desse lugar (Trilha da Vida Loca) – Josélia é uma das putas mais requisitadas do Leila´s. E Dario se apaixonou por ela

Lama (Trilha da Vida Loca) – No passado, eles se amaram perdidamente, e foram ao fundo do poço. Hoje, o ódio é tudo que os une

Odair José, primeiro e único – Se você, meu amigo, é desses que sentem atração por esse universo brega pré-FM, feito de bares de cortininha, radiola com discos arranhados e meninas vindas do interior… então escute Odair

Paixão de um homem (Trilha da Vida Loca) – Solano é meu melhor amigo, e tudo que não desejo é que ele sofra por uma vagabunda que não merece uma gota das lágrimas que ele tanto chora

A última canção (Trilha da Vida Loca) – O que mais impulsionava sua voz, a raiva por ela brincar assim com seus sentimentos ou o ódio por pressentir que mais uma vez não conseguiria resistir? 

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TRILHA DA VIDA LOCA – O SHOW

TrilhaDaVidaLocaDiv-01Mesclando música e literatura, este show reúne clássicos da dor de cotovelo da MPB e histórias de amor inspiradas em sucessos de Odair José, Waldick Soriano, Diana, Reginaldo Rossi e Fernando Mendes, num formato divertido e interativo. As canções são executadas por Ricardo Kelmer e Felipe Breier (voz e violão) e também em trechos de suas gravações originais, com participação da plateia. Paixões de cabaré, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor… Favor pagar o couvert antes de cortar os pulsos.

Texto e direção: Ricardo Kelmer. Com Ricardo Kelmer e Felipe Breier
Duração: 2h (ou versão de 1h30)
> Saiba mais, veja vídeos do show

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TRILHA DA VIDA LOCA
Contos e canções do amor doído

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Quantas Nádias estão por aí, tentando salvar o que não tem conserto… Ana Velasquez, Altamira-PA – mar2015

02- Adorei! Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – mar2015

03- Profundo Ricardo Kelmer. Bjs. Caroline Correia Maia, Fortaleza-CE – mar2015

04- Como vejo este tipo de relacionamento… Verdadeiros choques constantes de personalidade, até que um dia o amor some e fica a dúvida: um dia esteve ali? Ana Velasquez, Altamira-PA – mar2015

05- Muito bom. Pedro Luiz Oliveira, Fortaleza-CE – mar2015

06- Um misto de beleza e miséria. Miséria é viver assim, mendigando o carinho do outro, uma busca constante por algo que não existe de verdade e que faz a pessoa se perder de si mesma e viver o outro. Todo amor tem sim as suas brigas e conflitos, afinal cada um pensa da sua maneira. Mas viver assim é viver perdido. A gente tem raiva pela a personagem, mas quem de nós não já viveu esse sofrimento?! Na verdade, nem sabemos direito o que é amar. 07- Ah, adoro a música, apesar da sofrência em alto grau. rsrsrsrs Uma versão mais dramática pra vcs curtirem. https://www.youtube.com/watch?v=Nr5xeHMIGDQ. Renata Kelly, Fortaleza-CE – mar2015

08- Adoro essa música, Ricardo Kelmer!! Eu e a Monica Carvalhedo cantamos muuuuito no Karaokê!!!! rsrs bjs.. Lana Arrais, Fortaleza-CE – mar2015

09- Vocês não vão querer saber mais que o poetinha querido Vinicius de Moraes ou vão? Ele fala de catedra, pois teve 9 casamentos reais e nem sei quantos amores alem desses. Então vai ai um pedaço da música onde ele diz: Quem nunca curtiu uma paixão / Nunca vai ter nada, não / Não há mal pior / Do que a descrença / Mesmo o amor que não compensa / É melhor que a solidão / Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair / Pra que somar se a gente pode dividir? / Eu francamente já não quero nem saber / De quem não vai porque tem medo de sofrer / Ai de quem não rasga o coração / Esse não vai ter perdão

10- Eu concordo com o poetinha. Estou vivendo isso agora e entendo perfeitamente a personagem. Não é massoquismo não apenas acontece Renata, ninguem esta livre. Que bom que não esteja. Ricardo Kelmer você é simplesmente demais!!! Você consegue retratar todo o sofrimento humano nos seus pormenores e seus recantos mais escondidos da alma. Amei isso que escreveu. Presentão pra todos que sofrem ( vivem ) os males ( aventura ) do amor paixão ou seja la que nome tenha. Valeu!! Adorei o conto e muito obrigada. Beijão. Ana Andréa Gadelha Danzicourt, Tubarão-SC – mar2015

11- Existem relacionamentos que não sabemos o motivo pelo o qual continuamos, mas o fato é que essa chama que queima, a dor, o medo de perder o outro, só sabe dessa fúria quem já passou por isso, tudo certinho, em comum acordo, sempre, na verdade é um saco!! complicado de entender, mas paixão não se entende mesmo….. Kelmer vc é sempre fantástico!!! beijos no coração. Regia Alves, Fortaleza-CE – mar2015

12- Aff, detesto qdo Ricardo Kelmer, fica retratando minha vida. SQN! rsrsrsrs. Muito bom, sempre! Marina Oliveira, Fortaleza-CE – mar2015

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O amor que ama o outro

24/11/2013

24nov2013

A maioria ama a posse do outro, mas também há o amor que ama a liberdade do outro

OAmorQueAmaOOutro-02.

O AMOR QUE AMA O OUTRO

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Não, o amor não é algo absoluto, imutável, uma lei que foi criada no início do mundo e que com ele morrerá. O amor é uma construção social. Nós aprendemos a amar seguindo as convenções da sociedade em que vivemos. Por essa razão, as diversas sociedades do mundo amaram e amam de maneiras diversas.

A maioria dos ocidentais do mundo atual entende que só é possível amar uma pessoa por vez, e grande parte acha que quando alguém ama, não tem ou não deveria ter desejo sexual por mais ninguém. Tudo isso são noções aprendidas, que podem ser desaprendidas. Para a maioria, só existe o amor exclusivista, mas a verdade é que o amor também pode ser inclusivo. A maioria ama a posse do outro, mas também há o amor que ama a liberdade do outro. Atualmente, cada vez mais pessoas deixam de seguir as convenções sociais que desde cedo lhes ensinaram como devem amar e, em vez disso, buscam amar do jeito que elas mesmas consideram melhor. São minoria, é verdade, mas de um jeito ou de outro acabam se encontrando e experimentando novas formas de viver o amor.

Todos os que ousam desafiar as convenções de sua época pagam caro por essa ousadia. Se hoje nossa sociedade é mais livre e menos preconceituosa em relação às diferenças étnicas, sexuais, de cor, de gênero ou de credo (ou não credo), é porque no passado houve pessoas que ousaram mostrar a cara, assumiram o que são e lutaram, e até morreram, por um mundo mais justo e verdadeiro.

Essas pessoas que amam o outro e não a posse do outro, que amam sem exclusividade sexual, que amam a mais de uma pessoa ao mesmo tempo, essas pessoas estão, neste momento, forçando a sociedade a reavaliar suas regras sobre o que é amar. No entanto, para a maioria, isso aí é qualquer coisa… menos amor. Essa maioria se julga dona do amor e, por isso, tenta sempre aprisioná-lo em supostos limites teóricos e diz que esse negócio de amor livre e relação aberta é ilusão, safadeza, doença, coisa do demo…

Que a maioria continue com seu velho amor que só consegue amar se puder controlar o outro. Eu sou da minoria. Prefiro o amor que ama o outro. Prefiro o amor que liberta.

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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com

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Mais sobre amor e liberdade

EmBuscaDaMulherSelvagem-02base4cA mulher livre e eu – É esta a mulher que dança pela vida comigo, duas individualidades que se harmonizam, mas não se anulam em estúpidas noções de controle: amamos o outro e não a posse do outro

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser, e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

ENTREVISTA

Regina Navarro Lins (revista TPM, set2012) – A psicanalista e sexóloga fala sobre relacionamentos, sexo e liberdade.

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Adoreiiiii! Tatá Guida, Rio de Janeiro-RJ – nov2013

02- Eh ricardo, segura meu “like” ae fera. Tárcio Meireles, São Paulo-SP – nov2013

03- Sou fã desse moço, que nos apresenta um texto delicioso… Como ele, “Prefiro o amor que ama o outro.” Sandra Regina, Curitiba-PR – nov2013

04- Gostei muito desta vez , adoro tudo sobre amor prefiro amor só amor. Lisa Mary, Fortaleza-CE – nov2013

05- A meu ver, se todos os envolvidos estiverem de acordo, não vejo mal nenhum, mesmo. Mas vejo como uma escolha das duas pessoas (ou mais..rs), pois todos tem direito de optar por como se sentem melhor, seja um amor monogâmico ou não. Dri Flores, São Paulo-SP – nov2013

06- Perfeito este seu texto Ricardo Kelmer, gosto de saber que não me enganei com a primeira impressão que tive de você naquele bar em Jericoacoara, não gosto que a sociedade defina o que eu penso, como vivo ou como amo, até mesmo porquê acredito que o amor é apenas um sentimento e não um relacionamento. O amor pode ser de uma via só, você pode amar até a um objeto, a um animal, a um ser dito humano e ele não corresponder ao que você sente. E o amor é só um sentimento não só quando você ama alguém que não te ama: o amor é só um sentimento mesmo quando você é amado por uma ou várias pessoas . É que você pode amar sozinho, sem reciprocidade, ou amar de um jeito e ser amado de outro. Também acredito nos amores que amam o outro e libertam. Com todo o meu amor! Fatima Carvalho, Santo André-SP – nov2013

07- Texto maravilhoso, marca registrada RK. E qdo se trata de amor esse qdo sai de nós já não nos pertence mais. É como um presente o outro fará dele o que desejar. Alguns compartilham, outros se apegam, outros largam num canto, as vezes não se dão conta que são amados! E assim seguimos: amando, esquecendo, dividindo e multiplicando o amor, o amores. Cada qual do seu jeito quer amar e ser amado. O amor que ama desapegado é um belo tipo de amor. Talvez o mais desinteressado e puro amor, amor que ama e deixa livre pra amar! Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – nov2013

08- Perfeito….kkkkk..me identifiquei. ….com a minoria! Erika Menezes, Fortaleza-CE – nov2013

09- Nossa Ricardo Kelmer!!! Adorei esse texto!!! Super concordo!!! Parabéns!!!!:) Sidneia Fonseca, São Paulo-SP – nov2013

10- “O amor é uma construção social.” É o que eu tenho dito… Arrasou… Juliana Silva, Paulo Afonso-BA – nov2013

11- Interessante!!! Marcos Vilena, Ubatuba-SP – nov2013

12- Ouvi uma palestra num congresso ( que tinha como tema Os Amores Líquidos) que o homem é um animal polígamo por natureza, e que somos forçados a crer na monogamia pressionados por algumas religiões. Me senti aliviada e “normal” depois disso. Izabel Castro, São Paulo-SP – nov2013

13- Concordo plenamente com o que ela escreveu!A sociedade não assume´,mas é verdade sim..bom dia Ricardo Kelmer.Bjs! Thais Guida, Rio das Ostras-RJ – dez2013

14- A sociedade ainda não está preparada pra esse “tipo ” de amor..mas essa sociedade que te incita a fazê-lo é a mesma que abomina…então pq se preocupar cm ela? Marília Lima, Fortaleza-CE – dez2013

15- Belo texto, Ricardo Kelmer, assino embaixo. Somos uma sociedade diversa, formada por pessoas diversas com sentimentos e desejos diversos, e com diversas maneiras de amar. Aprender a respeitar e conviver com o diferente é o nosso maior desafio se quisermos realmente evoluir como pessoas e como sociedade. Antonio Elinaudo Barbosa, Fortaleza-CE – dez2013

16- Eita discusrão q nunca acaba por maíis q sejamos mudernos. Laissez-faire cada um q faça o q melhor achar! E aeh Thais achou algo? Bjs pra todos…especial pra ti Kelmer^.^ Izabel Castro, São Paulo-SP – dez2013

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Paixão de um homem

23/09/2013

23set2013

Solano é meu melhor amigo, e tudo que não desejo é que ele sofra por uma vagabunda que não merece uma gota das lágrimas que ele tanto chora

PAIXÃO DE UM HOMEM

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Amigo, por favor, leve esta carta

E entregue a aquela ingrata
E diga como estou

Puxo do bolso o envelope e fico olhando pra ele por um bom tempo. Envelope dobrado, meio amassado, escrito “Para Wangleide com paixão”. Quantas vezes fiz esse mesmo gesto? Perdi as contas. Como sempre, fico altamente dividido, querendo ajudar Solano mas com vontade de dizer que isso que ele faz é muito bonito mas… é totalmente inútil. Acontece que ele me pede com tanta dor, uma dor tão doída, que eu não consigo negar. Aí acabo levando as cartas dele pra Wangleide. Eu vejo ela todo dia no escritório, sou motorista da empresa, não custa fazer esse favor ao amigo, né? Mas custa sim. Solano é meu melhor amigo, daqueles amigos que hoje em dia é difícil encontrar. E tudo que não desejo é que ele sofra por uma vagabunda que não merece uma gota das lágrimas que ele tanto chora.

Com os olhos rasos dágua
E o coração cheio de mágoa
Estou morrendo de amor

Semana passada a gente bebia no Roque Santeiro, ouvindo o Golden Bregas volume 2, e dona Orestina apresentou a Jumara pra ele. Jumara é menina bonita, bem aprumada, até faz faculdade, e a mãe tem uma lojinha ali na rodoviária. Quem disse que ele se interessou? Nem olhou pra menina. Só queria saber de entornar cachaça e falar da Wangleide, que ela tinha deixado ele mais uma vez, que ela não atendia as ligações… Bebia, falava e chorava. Falava, chorava e bebia. Baixou quase um litro de Sapupara nessa noite e gastou o estoque de guardanapo todinho, só enxugando o choro, chega dava pena. Pediu pra eu ir com ele no orelhão ligar pra ela, eu fui, liguei, falei com ela mas a vadia não se sensibilizou. Ele ficou tão arrasado que se deitou embaixo da mesa e encasquetou que só saía de lá se a Wangleide fosse falar com ele. Acabou dormindo. A muito custo consegui pegar meu amigo e botei no Parangaba-Mucuripe, deitado no último banco, e pedi pro motorista acordar ele quando chegasse no terminal.

Amigo, eu queria estar presente
Para ver o que ela sente
Quando alguém fala em meu nome

Rapaz, se tem uma coisa pra desmantelar a vida do cidadão é mulher, viu? Nem bebida e nem jogo faz mais estrago. Olhe, só pra você ter uma ideia, um dia o Solano comprou cem blocos de papel de carta e escreveu “Wangleide, eu te amo” em todas as folhas, uma por uma, linha por linha. Levou um mês nessa empreitada, gastou duas caixas de bic vermelha. Ele mandou deixar na casa dela, encomenda registrada. O carteiro Josimar disse que quando ela recebeu e viu o remetente, falou assim: Mas esse corno não sossega! E sabe o que ela fez com a encomenda? Usou pra limpar a bunda. Pelo menos foi o que ela disse. Sim, ela mesma conta pra quem quiser ouvir. Aliás, a bunda dela… Deixa pra lá, não fica bem falar disso agora. Pois quando o Solano soube o que a ingrata tinha feito, você pensa que ele desistiu? Desistiu nada. No outro dia lá estava ele na porta da casa dela, com aquele carro do Loucuras de Amor, ele se declarando no microfone pra Wangleide e a vizinhança inteira tomando conhecimento. Ela? Não botou nem a cara no portão. E ainda chamou a polícia.

Eu não sei se ela me ama
Eu só sei que ela maltrata
O coração de um pobre homem

Solano, rapaz, tem tanta moça bacana por aí, essa mulher não é mulher pra você… Ele nem deixa eu falar, faz sinal assim com a mão e diz que se eu sou amigo dele, amigo de verdade, não fale dela desse jeito. Aí eu desanimo, né? Como é que eu digo que desde o primeiro dia essa safada chifra ele adoidado? Como é que eu digo que a cabeça dele tá parecendo aqueles cabides de pendurar roupa, é ponta pra todo lado, nem sei como é que o Solano consegue usar chapéu. Todo mundo na feira sabe que a Wangleide não presta, menos ele. Aliás, ele sabe, claro, mas se engana, diz que um dia ela vai se arregenerar e perceber o amor verdadeiro que ele sente por ela. A pessoa humana é assim, fecha os olhos pra não ver aquilo que faz o coração chorar. Ô desgraceira medonha.

Amigo, se esta cartinha falasse
Pra dizer a aquela ingrata
Como está meu coração

Ela não é nem bonita como ele diz. É meio malfeitona de corpo, sabe, tá meio sambada e ainda tem um braço seco. Tipo da mulher que depois de um filho embaranga de vez. Mas tenho que admitir uma coisa, que o Solano não me ouça: ô lapa de bunda aquela mulher tem, é uma coisa absurda! É o famoso fogão oito-boca. Com acendedor automático. E autolimpante. Um dia me contaram aquela piada do cara que foi enrabar uma mulher que tinha a bunda tão grande mas tão grande que ele escorregou e, bufo, caiu lá dentro, e depois de um tempo procurando a saída, encontrou outro cara que tinha caído lá já fazia uma semana, ahahahah!!! Pois cá pra nós, a Wangleide deve ter sido o modelo pra criar essa piada… Putamerda, eu não devia falar essas coisas. O Solano sofrendo que nem um condenado no inferno e eu fazendo brincadeira com o suplício do amigo. Desculpa, Solano.

Vou ficar aqui chorando
Pois um homem quando chora
Tem no peito uma paixão

Entro na sala. Wangleide tá em sua mesa, fazendo conta na máquina. Entrego o pedido assinado, a vagabunda carimba e me devolve o canhoto. Então puxo o envelope do bolso e jogo na mesa, bem na frente dela. Eu sei que ela sabe que é do Solano. E sei, ah, como eu sei, o quanto é inútil tudo isso. É inútil eu querer ajudar meu amigo, é inútil o sofrimento que há meses o coitado tá passando, foram inúteis todas as outras cartas que ele escreveu com tanta dor… Mas eu me sentiria um traidor se não fizesse o que ele me pede. Já que não posso fazer meu amigo feliz, pelo menos eu não lhe destruo a esperança, que é a única coisa que lhe resta nessa vida de merda.

Vou ficar aqui chorando
Pois um homem quando chora
Tem no peito uma paixão

Wangleide pega o envelope, põe contra a luz, vira do outro lado. Depois amassa ele todinho, faz uma bolinha e atira no cesto de lixo. Se eu vendesse papel de carta praquele abestado, ia ficar milionária, ela diz, levantando e saindo de trás da mesa. Caminha até a porta, fecha e gira a chave duas vezes. Vai ter que ser bem ligeirinho, viu, fofo, ainda tem duas entregas pra hoje, ela diz enquanto beija minha boca e começa a abrir minha calça. Depois se debruça na mesa, deitando o rosto sobre os pedidos de entrega. E ergue a saia, exibindo o rabão branco e abrindo bem as carnes com as duas mãos, como ela sabe que eu gosto. Eu sei que eu não devia. Sei que é totalmente imperdoável, eu sei, eu sei. Mas não tem jeito: nessa hora sempre lembro da piada da mulher da bunda grande e começo a rir.
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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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A música Paixão de um Homem, cuja letra foi reproduzida neste conto, é de autoria de Waldick Soriano, que a interpretou e consagrou com seu estilo inconfundível. Este e outros textos integram o livro Trilha da Vida Loca – Contos do amor doído. > Mais sobre o livro e o show homônimo

> Waldick Soriano (Caetité-BA, 13.05.1933 – Rio de Janeiro-RJ, 04.09.2008) foi um cantor e compositor brasileiro.
Waldick Soriano na Wikipedia

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Trilha da Vida Loca
Ricardo Kelmer, contos

O amor é belo. Mas também é ridículo, risível, trágico… Aqui estão reunidas seis histórias, inspiradas em grandes sucessos musicais da dor de cotovelo. Paixões de cabaré, porres horrendos, brigas, escândalos, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor. Amar é para estômagos fortes.

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Ricardo Kelmer no Eita Sarau (SP-SP) ago2013
Conto: Paixão de um Homem
Música: Paixão de um homem (Waldick Soriano)

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Paixão de um Homem (Waldick Soriano)

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WaldickSoriano001OUÇA E BAIXE

> DVD Waldick Soriano ao vivo (2006)

Gravado em novembro de 2006 no Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro (ex-Cine São Luiz), em Fortaleza, cidade onde Waldick morou em seus últimos anos de vida, o show traz um repertório de bolerões clássicos. Direção: Patrícia Pillar.

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LEIA NESTE BLOG

odairjose010aOdair José, primeiro e único – Se você, meu amigo, é desses que sentem atração por esse universo brega pré-FM, feito de bares de cortininha, radiola com discos arranhados e meninas vindas do interior… então escute Odair

Vou tirar você desse lugar (Trilha da Vida Loca) – De repente a semana cansativa, o trabalho desgastante, o crediário atrasado da tevê, tudo passou a ser apenas detalhes insignificantes a evaporar ao toque dos dedos dela…

Lama (Trilha da Vida Loca) – E foi por amor, quando já não havia mais dinheiro, quando mendigavam comida na porta dos restaurantes, quando já não havia mais alternativas, que Lena decidiu alugar o corpo na praça da Central

Por que brigamos (Trilha da Vida Loca) – Ou continuava tentando salvar o casamento, e todo o seu esforço não seria nenhuma garantia de sucesso, ou então salvava a si mesmo – se é que existia salvação para ela

A última canção (Trilha da Vida Loca) – O que mais impulsionava sua voz, a raiva por ela brincar assim com seus sentimentos ou o ódio por pressentir que mais uma vez não conseguiria resistir?

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01- Homem Parabéns, vi você lá no Icaraí onde passamos um fim de semana com a turma toda…no comecinho de um poeta, de um escritor, falando de seus pensamentos e genial criatividade de raciocínio muito lindo ! Prazer em te conhecer. Edith V Dragaud, Fortaleza-CE – set2013

02- sempre..Ricardo Kelmer!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Cris Pinheiro Lima, Santos-SP – set2013

PaixaoDeUmHomem-01a


Cais e amores

22/04/2013

22abr2013

Sabia que foi também por causa de uma ventania medonha que hoje vim parar aqui nos Inhamuns, atrás de meu coração machucado que uma enfermeira levou em sua maleta?

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CAIS E AMORES

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Meu querido Cais,

Fiquei sabendo que você está de endereço novo. Trocou as águas poluídas da Praia de Iracema pela água fria da zona leste. Estou curioso para conhecer seu novo lar e brindar à mudança. Este fim de semana não vai dar porque tive de vir aqui em Crateús resolver uns probleminhas. Coisas do coração, sabe como é, esses desmantelos sentimentais que entortam a vida da gente. Mas não vamos falar disso. Logo estarei de volta a Fortaleza e aguarde que qualquer hora dou as caras por aí.

Cais Bar. Sim, sei que vai ser estranho sentar em suas novas mesas, olhar ao redor e não ver o mar. Mas quem aprendeu com o mantra das ondas de Iracema, sabe que é preciso sempre navegar e seguir os sonhos. E você navegou. Subiu a âncora, abriu as velas e permitiu que os ventos do destino soprassem seu sonho para outras águas.

O sonho… Ah, o que não se faz por um sonho, né? Pelo amor também: você chora, enche a cara, toma lexotan para dormir e entra no cheque especial do desespero. Deixa até crescer aquela barbicha horrorosa só porque ela gosta. Pelo amor, não duvide, você até larga o trabalho ao meio-dia e pega um ônibus pinga-pinga para Crateús, sem ter nem onde ficar, sete horas de estrada e mormaço só para pedir a ela mais uma chance, o olho cheio dágua, volta, por favor…

Hummm… Desculpe. Esse assunto de novo. Juro que não falo mais nisso. Pois bem. Cais Bar… É claro que as velhas lembranças não vão morrer. Jamais esquecerei aquela tarde de sábado em que eu, Nilo e Augusto Cesar fomos ao Cais, nem inaugurado ainda, nem mesa havia, e Ernesto nos serviu uma cerveja, transbordante de otimismo. Eu era apenas um ingênuo garoto de 20 anos, deslumbrado com as promessas da boemia, mas senti a solenidade do momento e, em contribuição, recitei Receita de Mulher, de Vinicius, com Nilo no violão e o mar na percussão. Como esquecer daqueles carros estacionados na areia, onde muitas vezes fui dormir para recuperar as forças e depois voltar à mesa dos amigos? E as famosas pedras? Quanta gente boa não se apaixonou ali, sob o incentivo dos gaiatos, já vai pras pedras, né?

Mas no balanço da vida, e do amor, tudo pode mudar. Por isso é preciso estar atento à vontade dos ventos e fazer a coisa certa. Quando os ventos sopraram outros visitantes para a Praia de Iracema, levando outros interesses e afugentando o público habitual, você resistiu, tentou manter-se firme no sonho. Quando o descaso do poder público pairou sobre aquele pé de castanhola feito a sombra do fim dos tempos, você ainda esperneou e comprou a briga. Mas o bom navegador sabe a hora de virar a vela.

Os ventos… Ai, ai. Eu não queria, mas vou escorregar para aquele assunto de novo. Sabia que foi também por causa de uma ventania medonha que hoje vim parar aqui nos Inhamuns, atrás de meu coração machucado que uma enfermeira levou em sua maleta? Pois foi. Ô desgraceira. Mas viver, e amar, é assim mesmo: tem hora que é preciso confiar na sabedoria natural dos ventos, e deixar-se levar, humilde, o coração apertado, rumo ao que nos chama, mesmo sem saber aonde vai dar. Mesmo sem saber se vai ser feliz ou se vai pegar o ônibus de volta a Fortaleza, triste e sozinho, olhando pela janela a árida paisagem da alma.

Velas ao vento, Cais Bar! Cumpramos com altivez nosso destino de navegar. Que venham novamente, nos ares dos novos tempos, as mesas cheias de amigos, velhas e novas caras, entardeceres e amanheceres ao violão, poemas de batom no guardanapo, caipirinha com açúcar e paixão. E, para não perder o hábito, quero pedir ao Beruaite uma música, pode ser? É Malacaxeta 2, aquele blues acústico do Pepeu, “você produz toda a luz que eu preciso, que eu gosto de ter…” É uma música muito especial para mim. Sei que é difícil, mas quem sabe os ventos deste sábado tragam esse blues até aqui no sertão e façam a moça sorrir e voltar para mim.

Pois é. Eu sei que no amor, assim como na vida, às vezes a gente insiste em não querer mudar. Mas aí bate a ventania da necessidade e não tem outro jeito: lá se vai a gente, para a Água Fria, para Crateús, para o raio que o parta, lutar pela vida e pelos sonhos. E pelo amor também, esse vento inexplicável que nos leva de cais em cais, esse vento que nos faz viajantes da estrada mais bela e insana que há.

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Ricardo Kelmer 2003 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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LEIA NESTE BLOG

GalinhaAoMolhoConjugal-01Galinha ao molho conjugal – Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento?

Inculta e bela, dengosa e cruel – Então arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar

Maior que meu horizonte (por Wanessa) – E quando eu penso que ele já está de novo envolvido em meus contornos, hipnotizado pelo balanço dos meus quadris e minha maré, ele foge

Essa loirinha desmiolada de sol – Duvido que ela tenha uma marquinha de biquíni assim – a loirinha insiste, com a graciosidade tristonha das cidades que sabem que seus argumentos são ótimos mas que não vão adiantar

> Postagens nos temas “biográfico”

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01- Não tenha dúvida, Ricardo, ela não te merecia. O amor inclui perdoar os defeitos de quem a gente ama. Palavra de quem já ficou mtos anos num relacionamento só, e vc sabe. Bjooosss. Christina, Rio de Janeiro-RJ – mai2006 



Alma selvagem

11/03/2013

11mar2013

Ela celebra a vida em rituais… Bendiz os ciclos naturais… Ela sabe, o ser não cabe na definição

AlmaSelvagem-1

ALMA SELVAGEM

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Ela tem a alma selvagem
E o vento sopra liberdade
Na mecha do cabelo
Brinca de beijo, pede afago
Mas cuidado
Ela gosta de arranhar

Ela segue seu destino
No fluxo feminino
Deita com a lua nova
E o seu corpo se renova
À noite chora por amor
Sonhos que ainda não realizou

Ela celebra a vida em rituais
Bendiz os ciclos naturais
Ela sabe, o ser não cabe na definição
Abraça o mundo com carinho
Mas só vai pelo caminho
Onde tem um coração

Alma selvagem, liberdade de ser
Alma selvagem, coragem de viver

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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> O feminino em mim – Poemas e músicas sobre o feminino

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MAIS SOBRE O FEMININO SELVAGEM

figamulherselvagem01A mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido.

LIVROS

vtcapa21x308-01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
Ricardo Kelmer – Contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- belissíma. Fada Helena, Fortaleza-CE – mai2013

02- Amei. Mara Monteiro, Fortaleza-CE – mai2013

03- Adorei… Elisabete Claudio, São Paulo-SP – mai2013

04- Um viva para a essência da mulher selvagem. Silvana Alves, Fortaleza-CE – mai2013

AlmaSelvagem-1c



Trilha da Vida Loca – show e livro

25/02/2013

25fev2013

Um show que une literatura e clássicos da dor de cotovelo

TrilhaDaVidaLocaDiv-05.
Eu e meu parceiro Felipe Breier, que mora em Fortaleza, criamos um novo show musical-literário: Trilha da Vida Loca. Nesse show, homenageamos os amores decadentes e as paixões destemperadas por meio de contos e músicas. Os contos foram escritos por mim, inspirados em clássicos populares da dor de cotovelo, e eu e Felipe interpretamos (voz e violão) e comentamos as músicas, tudo num clima bem-humorado e com muita interação com o público. Fizemos duas apresentações-teste em 2013 e estreamos oficialmente em 2014.

TRILHA DA VIDA LOCA
Contos e canções do amor doído

Mesclando música e literatura, este show reúne clássicos da dor de cotovelo da MPB e histórias de amor inspiradas em sucessos de Odair José, Waldick Soriano, Diana, Reginaldo Rossi e Pimpinela, num formato divertido e interativo. As canções são executadas por Ricardo Kelmer e Felipe Breier (voz e violão) e também em trechos de suas gravações originais, com participação da plateia. Paixões de cabaré, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor… Favor pagar o couvert antes de cortar os pulsos.

Texto e direção: Ricardo Kelmer. Com Ricardo Kelmer e Felipe Breier.
Duração: 2h (ou versão de 1h30)

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APRESENTAÇÕES REALIZADAS

Fortaleza-CE: Creperia Ladeira Castro Alves, Boteco Vintage, Bar do Papai
Sousa-PB: CCBNB, Bar do Pelé
Jericoacoara-CE: Tortuga

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TrilhaDaVidaLocaDiv-04.

ROTEIRO DO SHOW (com variações a cada apresentação)

01- Deslizes (Michael Sullivan e Paulo Massadas)
02- Detalhes (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
03- Eu vou rifar meu coração (Lindomar Castilho)
04- Falando sério (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
05- Garçom (Reginaldo Rossi)
06- Gota de sangue (Ângela Ro Ro)
07- Impossível acreditar que perdi você (Marcio Greyck)
08- Lembranças (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
09- Me dê motivo (Tim Maia)
10- Mentiras (Adriana Calcanhoto)
11- Nem assim (Sergio Sampaio)
12- Paixão de um homem (Waldick Soriano)
13- Paralelas (Belchior)
14- Retalhos de cetim (Benito di Paula)
15- Sessão das dez (Raul Seixas)
16- Trocando em miúdos (Chico Buarque)
17- Vou tirar você desse lugar (Odair José)

CONTOS
01- Vou tirar você desse lugar (c/ sonoplastia)
02- O brega não tem cura (c/ sonoplastia)

ANÁLISE SOFRENCIOLÓGICA ARGENTINA
01- Anúncio de jornal (Julia Graciela)
02- Siga seu rumo (Pimpinela)

TRILHA SONORA DO CONTO “O BREGA NÃO TEM CURA”
01- Cidadão no brega (Oswaldo Oliveira), 02- Tortura de amor (Waldick Soriano), 03- Eu vou rifar meu coração (Lindomar Castilho), 04- No toca-fita do meu carro (Bartô Galeno), 05- Fracasso (Núbia Lafayette), 06- Mulher de cabaré (Roberto Muller), 07- Por que brigamos (Diana), 08- She made me cry (Pholhas), 09- Secretária da beira do cais (Cesar Sampaio), 10- Garçom (Reginaldo Rossi), 11- Não tem jeito que dê jeito (Raimundo Soldado), 12- Abraçando você (Raimundo Soldado), 13- A desconhecida (Fernando Mendes), 14- Você não me ensinou a te esquecer (Fernando Mendes), 15- Cadeira de rodas (Fernando Mendes), 16- Sendo assim (Genival Santos), 17- Se errar outra vez (Genival Santos), 18- Pare de tomar a pílula (Odair José), 19- Cadê você (Odair José), 20- A noite mais linda do mundo (Odair José), 21- Se meu amor não chegar (Carlos André), 22- Não se vá (Jane & Heroni)

PAUSAS PROVIDENCIAIS
01- Para chorar escondido no banheiro
02- Para ligar para o(a) ex, implorando para voltar
03- Para cortar os pulsos. Favor pagar antes o couvert

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VÍDEO – CLIPE 1 (You Tube)
Trechos do show

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VÍDEO – CLIPE 1 (Vimeo)
Trechos do show
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VÍDEO (You Tube)
Trecho:  O Brega Não Tem Cura (conto c/ sonoplastia)

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Aperitivo literário do show

VouTirarVoceDesseLugar-03aLama – Se quiser fumar, eu fumo… Se quiser beber, eu bebo… Não interessa a ninguém

Vou tirar você desse lugar – Eu vou tirar você desse lugar… E não interessa o que os outros vão pensar

Paixão de um homem – Amigo, por favor leve esta carta… E entregue àquela ingrata… E diga como estou

A última canção – Esta é a última canção que eu faço pra você… Já cansei de viver iludido só pensando em você

Por que brigamos – Quanto mais eu penso eu penso em lhe deixar… Mais eu sinto que não posso…

O brega não tem cura – Porque o senhor sabe, né, o brega sempre puxa uma dose, que puxa outra, que puxa a lembrança daquela ingrata, que puxa outra dose…

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LIVRETO

Trilha da Vida Loca – O amor é belo. Mas também é ridículo, risível, trágico… Aqui estão reunidas seis histórias inspiradas em grandes sucessos musicais da dor de cotovelo. Paixões de cabaré, porres horrendos, brigas, escândalos, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor. Amar é para estômagos fortes.

CONTOS: Vou tirar você desse lugar – Por que brigamos – Paixão de um homem – Lama – A última canção – O brega não tem cura

Versão impressa – formato bolso, 48 pag

Versão eletrônica – PDF, 48 pag

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CARTAZES

TVLShow201410BotecoVintage-02a.TVLShow20140403BotecoVintage-01a

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Ricardo Kelmer 2013 – blogdokelmer.com

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OUTROS SHOWS E ESPETÁCULOS

ViniciusShowDeMoraesBDK-01Vinicius Show de Moraes
Cantando, recitando e falando de Vinicius

Este show nos traz a riqueza da vida e da obra de Vinicius de Moraes, um dos nomes mais importantes da cultura brasileira. Através das músicas, dos poemas e de fatos interessantes da vida de Vinicius, passeamos por grandes momentos da música e da poesia brasileiras e nos divertimos e nos emocionamos com a rica trajetória do homem, poeta, artista, amante, amigo e diplomata que fascinou e ainda fascina gerações no Brasil e no mundo.

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Foi muito bom ter ido. O difícil mesmo foi tirar a trilha sonora do juízo, o dia todo hoje trabalhando e a radiola tocando na minha cabeça. kkkk! Lançamento aprovado. Vou aguardar o próximo. abraços. Ivonesete Rodrigues, Fortaleza-CE – fev2013

02- Foi muito booooooom!!! a ideia dos contos, a “chamada” dos clássicos bregas, uma delícia!! E rever vc, que é sempre maravilhoso. Adoro!!!!bjks. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – fev2013

03- Pessoal vi uma apresentação de Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos…confesso é muito bom, nunca tinha visto nada igual M A R A V I L H O S O…vale a pena ir ao show desse homem parabéns. Sim demais demais,,,perde quem não for ver…amei. Por isso digo que você é um super show…se a globo fosse seu patrocinador seria mundialmente conhecido e quem ganharia seria nós o povo, em vez disso temos que engolir umas coisas muito ruim pq tem patrocinador forte, pen, pena mesmo.Sucesso vc é muito bom. Penélope Lsteak, São Paulo-SP – ago2013

04- Ando tao ocupada, mas tu sabe que vai ser difícil pra “moi” resistir a uma nova temporada da trilha da vida louca…. kkkk adoooooro! Ivonete, Fortaleza-CE – mar2014

05- Perfeitoooo, é vc fazendo o que gosto, sendo o que sempre foi. Na versão voz e violão…amei. Karina Mozart, Fortaleza-CE – abr2014

06- Kkkkkkkk comédia viu!!!! Brega nem com reza braba passa!!! Del Montenegro, Fortaleza-CE – abr20134

07- Ricardo, meu amigo, continuas com a craitividade a toda prova. Helder Modesto, São Paulo-SP – abr2014

08- Hauhauahua muito bom !! Adorei Ric, vc é criativo e leve. Beka Zaleski, São Paulo-SP – abr2014

09- Noooooossa que show!!!! Lucinha Simões, Fortaleza-CE – abr2014

10- OSPB, Fernando Mendes, Ricardo Kelmer show! Celia R Domingos, São Paulo-SP – abr2014

11- Ricardo Kelmer, seu baitola. Valeu. Sinto-me honrado com tamanha homenagem. Abraços. Mardonio Veras, Parnaíba-PI – abr2014

12- Imperdível!!! Ana Erika Oliveira Galvao, Fortaleza-CE – abr2014

13- Ficou ótimo! A parte preferida: o Felipe cantando e brincando com as piadinhas e tua cara em todas as falas na musica da Diana. Cara esse show é por demais terapeutico!! Kkkk. Ivonesete Rodrigues, Fortaleza-CE – abr2014

14- Amei o show! Parabéns ao Felipe pelo violão e a vc pela criatividade! Amei também O Ultimo Homem do Mundo!!! Isabela Furtado, Modena-Itália – mai2014

15- Hahaha… Amei demais! Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – mai2014

16- Achei legal sua apresentação no bar Vintage. Achei legal a composição toda. O fato de vc intercalar as músicas com as histórias E distribuir o livretinho. Sâmila Braga, Fortaleza-CE – mai2014

17- demais. Glauce Vanderlei Mota, Fortaleza-CE – mai2014

18- Eu adoro um brega e adorei demais esse vídeo, Ivonesete!!! Obrigada por essas ótimas gargalhadas, tava mesmo precisando disso. Celia Vaz, Teresina-PI – jun2014

19- Show de bola mano. Jacques Josir, Santo André-SP – ago2014

20- cool… José Carlos Neves, Belo Horizonte-MG – ago2014

21- Muito bom, muito bom, muito bom!!! ri à bessa! Maria Gilvanilde, Fortaleza-CE – ago2014

22- mas o show foi maravilhoso. foi muito bom rever vcs no palco. Muito interessante a transição entre conto/música E as pausas com as músicas, que traziam à tona o cenário da história. Ana Paula Pereira Gomes, Sousa-PB – set2014

23- Olá! Tive a oportunidade de vê-los tocar sábado no Tortuga, em Jeri. Devo confessar que foi impressionante. Vcs são sensacionais!, tudo lindo! As declamações anterior as mucicas, a harmonia musical, as técnicas vocais…
Bem emocionante Vou ver se consigo ouvir-los aqui em Fortaleza. Sucesso! Eleniza Gois, Caucaia-CE – mar2016

24- Gente sem palavras pra agradecer o tanto que foi legal o show do Ricardo Kelmer e Felipe Breier no Tortuga essa sábado, chamado Trilha da Vida Loca com repetório suuuper legal! Sejam sempre bem vindos e obrigada também ao Angelo pela conexão, e gratidão ao público lindo que tava lá!! Foi tãooo legal! Rob´s Lima, Jericoacoara-CE – mar2016

25- RECOMENDO. Ângelo Jorge, Jericoacoara-CE – mar2016

26- Boa noite procês, Ricardo Kelmer é tudo de bom. Laerte Duarte, Fortaleza-CE – mar2016


Vinicius Show de Moraes na Nova Consciência

13/02/2013

Ricardo Kelmer 2013

Trecho do show em Campina Grande (afrossambas)

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No sábado de Carnaval, 09.02.13, apresentamos o Vinicius Show de Moraes no Sesc Centro, em Campina Grande, na programação do Encontro da Nova Consciência. Esse festival multicultural, que é realizado desde 1992, reúne atividades diversas ligadas a arte, ciência, filosofias e religiões e tem como fio condutor o respeito às diferenças. Tenho a grande honra de participar desse festival desde 1996, como escritor, palestrante e, agora, também como intérprete de Vinicius.

Este vídeo mostra um trecho do show (o bloco dos afrossambas de Vinicius e Baden Powell) com a participação especialíssima de Waldemar Falcão, na flauta transversal, um amigo que conheci exatamente nesse festival, em 1997, e que nos anos 1970 tocou bastante com Zé Ramalho.

VSM201302-101aO formato do Vinicius Show de Moraes é ideal pra bares e restaurantes mas também cai muito bem em pequenos teatros, clubes e hotéis. Combina também com escolas, faculdades e espaços culturais, sem falar em eventos de empresas. Ah, em cruzeiros marítimos fica perfeito. E, antes que eu esqueça, 2013 é o centenário de Vinicius!

Mais informações e próximas apresentações

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VINICIUS SHOW DE MORAES
Cantando, recitando e falando de Vinicius

ViniciusShowDeMoraesDiv-6Este show nos traz a riqueza da vida e da obra de Vinicius de Moraes, um dos nomes mais importantes da cultura brasileira. Através das músicas, dos poemas e de fatos interessantes da vida de Vinicius, passeamos por grandes momentos da música e da poesia brasileiras e nos divertimos e nos emocionamos com a rica trajetória do homem, poeta, artista, amante, amigo e diplomata que fascinou e ainda fascina gerações no Brasil e no mundo.

TEXTO E DIREÇÃO: Ricardo Kelmer

COM: Ricardo Kelmer e Felipe Breier (violão)

DURAÇÃO: 2 horas (24 músicas, 7 poemas) ou versão de 1h30

COMPONENTES: Ricardo Kelmer (escritor, roteirista e produtor cultural, mora em São Paulo) e Felipe Breier (cantor e violonista, mora em Fortaleza).

CONTATOS: Ricardo Kelmer: rkelmer@gmail.com

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MAIS VÍDEOS

Clipe (3:48)

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA MAIS NESTE BLOG

ViniciarteCamiseta-03a> Viniciarte – Conheça o espetáculo teatral que originou o Vinicius Show de Moraes

> Viver como Vinicius viveu – Viver outra vez aquele frio na barriga que antecede cada subida ao palco, recitar seus poemas por aí e mostrar a grandeza do Vinicius homem e artista – putz, tem sido tão gratificante fazer isso!

> Vinicius, embaixador da arte e do amor – A promoção póstuma do nosso mais querido diplomata faz a sociedade brasileira se livrar de um peso moral que carregava havia quatro décadas

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- realmente espetacular. Bruna Barros, Campina Grande-PB – fev2013

02- Amei… Joana Marques, Campina Grande-PB – fev2013

03- Ricardo, meu irmão, a honra foi minha, acredite! Tocar os afrossambas de Baden e Vinícius junto com você e Felipe Breier foi um momento inesquecível! Parabéns a vocês pelo lindo espetáculo e ao Felipe pela musicalidade e pela receptividade à minha participação! Valeu mesmo!!! Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – fev2013

04- Foi muuuito bonito de se ver e de se ouvir! Ainda trocamos umas ideias depois, durante o show no viaduto. Os caras são demais. Parabéns aos músicos pelo trabalho e a organização do ENC por trazê-los aqui! Mariana Andrade, Campina Grande-PB – fev2013

05- Se eu já era fã de Vinícius de Moraes, depois do espetáculo de ontem fiquei mais ainda, simplesmente a coisa mais linda que vi na minha vida, o Encontro Da Nova Consciência está de parabéns. Regina Paiva, Campina Grande-PB – fev2013

06- Foi muito bonito, gostei demais, uma pena que eu não tinha copo pra tomar o cachorro engarrafado de Vinícius hehehe. Rômulo Gondim, Campina Grande-PB – fev2013

07- Foi lindo! Marcos Moraes, Campina Grande-PB – fev2013

08- Não tem como não se apaixonar por esse show, perfeito. Géssyca Deize, Campina Grande-PB – fev2013

09- Foi LINDO, apenas! Tayane Cristine, Campina Grande-PB – fev2013

10- Parabéns pelo espetáculo Vinicius show de Moraes!Assistir aqui em Campina Grande, fiquei encantada! A forma de você recitar é suave e sacana, deixa as poesias de Vinicius com um ar poético humano , já tinha visto alguns livros seus e o seu site, o Felipe também canta divinamente. A musica Garota de Ipanema junto à poesia Receita de mulher, fechou com chave de ouro, linda! Wexyza Ferreira, Campina Grande-PB – fev2013


Nasceu o Vinicius Show de Moraes

10/01/2013

Ricardo Kelmer 2013

Um show que homenageia Vinicius com suas músicas, seus poemas e as histórias da sua vida

ViniciusShowDeMoraesLogo-2.

O espetáculo teatral Viniciarte – Vida, música e poesia de Vinicius de Moraes, que criei e apresentei de 2009 a 2013, deu cria em 2012. Explico. Como costumo ir a Fortaleza duas ou três vezes por ano, juntei-me ao músico Felipe Breier, que mora lá, e criei a versão show do espetáculo. Foi assim que nasceu o Vinicius Show de Moraes, com músicas, poemas e um resumo da vida de Vinicius. Felipe Breier canta e toca violão, e eu faço vocal de apoio, recito os poemas e falo de Vinicius. Não é teatro como o Viniciarte mas também tem romantismo, humor e uma dose de reflexão, interação com o público e é pra todas as idades.

O formato do show é ideal pra bares e restaurantes mas também cai muito bem em clubes e hotéis. Combina também com escolas, faculdades e espaços culturais, sem falar em eventos de empresas. Ah, em cruzeiros marítimos fica perfeito.

Quem tiver interesse em contratar, seguem mais informações. E, antes que eu esqueça, 2013 é o centenário de Vinicius!

APRESENTAÇÕES REALIZADAS

– Bar e Rest Degusti, Bar do Papai, Creperia Ladeira Castro Alves, Rest. Cantinho do Frango (Fortaleza-CE)
– Bienal Internacional do Livro do Ceará (Fortaleza-CE, Centro de Eventos)
– Colégio Darwin (Fortaleza-CE)
– Encontro da Nova Consciência (Campina Grande-PB, Teatro Sesc)
– Centro Cultural Banco do Nordeste (Sousa-PB e Juazeiro do Norte-CE)
– Bar do Pelé (Sousa-PB)
– Crowdfunding Festival (Brasília-DF, Bar Garagem Cultural, Ceilândia)

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ViniciusShowDeMoraesBDK-01> SAIBA MAIS – PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES

 

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NO FACEBOOK:
facebook.com/ViniciusShowDeMoraes

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VINICIUS SHOW DE MORAES
Cantando, recitando e falando de Vinicius

ViniciusShowDeMoraesDiv-6Este show nos traz a riqueza da vida e da obra de Vinicius de Moraes, um dos nomes mais importantes da cultura brasileira. Através das músicas, dos poemas e de fatos interessantes da vida de Vinicius, passeamos por grandes momentos da música e da poesia brasileiras e nos divertimos e nos emocionamos com a rica trajetória do homem, poeta, artista, amante, amigo e diplomata que fascinou e ainda fascina gerações no Brasil e no mundo.

TEXTO E DIREÇÃO: Ricardo Kelmer

COM: Ricardo Kelmer e Felipe Breier (violão)

DURAÇÃO: 2 horas (27 músicas, 7 poemas) ou versão de 1h30

COMPONENTES: Ricardo Kelmer (escritor, roteirista e produtor cultural, mora em São Paulo) e Felipe Breier (cantor e violonista, mora em Fortaleza).

CONTATOS: Ricardo Kelmer: rkelmer@gmail.com

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VÍDEOS

Clipe (3:48)

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Show em Campina Grande, Sesc Centro, 09.02.13 (6:58)
(programação do Encontro da Nova Consciência)

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Show no Bar do Papai (Fortaleza, 13.03.13). Música: Garota de Ipanema. Poema: Receita de Mulher (10:00)

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.com

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Os apuros do homem feminista

07/11/2012

07nov2012

Minha busca por relações igualitárias foi dificultada também pelas próprias mulheres, pois muitas, mesmo oprimidas, preferiam relações baseadas no velho modelo machista

OsApurosDoHomemFeminista-2

OS APUROS DO HOMEM FEMINISTA

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Sou um homem feminista, sim, pois atuo pela liberdade da mulher e para que o princípio feminino seja resgatado em nossa cultura, principalmente no homem. Porém, discordo quando dizem que no patriarcado apenas a mulher é violentada em seu direito à autorrealização. Claro que ela é muitíssimo mais prejudicada, mas muitos homens também são penalizados.

Como a grande maioria das crianças da minha geração, que nasceram nos anos 1960, eu fui educado numa cultura patriarcal e cristã, que condiciona as pessoas, desde pequenas, a ver na mulher um ser inferior e de natureza maligna. Tal condicionamento leva os homens, inconscientemente, a temer o feminino e a tentar controlar a mulher. Eu fui treinado assim. Porém, algo deu errado.

Adolescente na Fortaleza de 1980, comecei a viver uma contradição pessoal que me incomodaria por muito tempo. De um lado, a educação e os amigos tentavam me convencer de que mulher é incompetente e não merece confiança, que as que dão na primeira vez não servem para casar, que o homem deve ter amantes e a mulher não, que nós não sabemos por que batemos mas elas sempre sabem porque apanham… De outro lado, porém, algo em mim discordava dessas regras. A mulher me causava sensações de reverência e fascínio, me provocava o êxtase da beleza e me inspirava a fazer poemas e canções… A mulher era algo especialíssimo, havia nelas um quê de mistério e sagrado, e eu não as via como inferiores, pelo contrário: elas pareciam ter mais poder que qualquer homem.

Meus amigos contavam piadas machistas, e eu já não via tanta graça nelas. Eles namoravam garotas passivas que faziam o estilo futura-mãe-e-dona-de-casa, e eu buscava mulheres participativas e de sexualidade livre. Porém, infelizmente para mim, a maioria das mulheres se contentava em seguir os modelos de passividade preestabelecidos para elas. E eu me recusava a aceitar o modelo pré-moldado para mim, o de macho provedor e sempre forte, proibido de demonstrar fragilidade. Meu desacordo com as regras e a sensibilidade artística faziam algumas pessoas acharem que eu era homossexual, e muitas mulheres não entendiam que eu não ligava para virgindade, não concordava que a mulher mudasse o sobrenome após casar, nem queria tomar a iniciativa toda vez e nem sempre podia pagar sozinho a conta do motel.

Hoje, quase cinquentão, vejo claramente que minha busca por relações igualitárias foi dificultada também pelas próprias mulheres, pois muitas, mesmo oprimidas, preferiam relações baseadas no velho modelo machista, o que é uma triste contradição, sim, mas também é um cruel efeito do patriarcado. Vejo também que minha inadequação aos padrões culturais inevitavelmente contribuiu para a sensação de solidão que sempre me acompanhou. Somente hoje, liberto de vários condicionamentos da cultura cristã-patriarcal, é que me sinto livre para ser quem realmente sou e viver minhas próprias verdades, que não são as verdades misóginas com as quais fui criado. Hoje, ainda luto contra as sobras de minha formação machista, mas tenho um bom convívio com o feminino em mim, e isso me torna um homem mais inteiro, e ainda mais amante da mulher.

A cultura menos machista de hoje gerará pessoas mais equilibradas, que bom. E os homens que não temem o feminino livre serão mais felizes, pois haverá mais mulheres livres. Será um mundo mais feminino. Será um mundo melhor.

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Ricardo Kelmer 2012 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

AMulherSelvagem-11aA mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser, e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

Quem poderá me salvar? – Heroínas e heróis da minha vida

Marchando com as vadias – Se ser vadia é ser livre para exercer a própria sexualidade, então todas as mulheres precisam urgentemente assumir sua vadiagem, para o seu próprio bem e o de suas filhas

Me estupra, meu amor – Fantasiar ser estuprada é uma coisa – querer ser estuprada é outra coisa totalmente diferente

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LIVROS

LivroMulheresQueCorremComOsLobos-01Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

O feminino e o sagrado – Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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01- Vamo Apoiar! Alberto Marsicano Rodrigues, São Paulo-SP – nov2012

02- O presidente Sukarno da Indonesia declarouque so vai permitir carta de habilitação para mulheres (proibida no pais) quando inventarem o ‘poste de borracha’. Alberto Marsicano Rodrigues, São Paulo-SP – nov2012

03- Adorei, Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos, e que esses tempos de machismo e patriarcado que nos fere a todas e todos esteja mesmo no fim!!! Cristina Balieiro, São Paulo-SP – nov2012

RK: Obrigado a Wanessa B e às amigas e amigos do grupo Relações Livres pelos comentários e sugestões, que me fizeram alterar trechos do texto para evitar interpretações errôneas. Veja os comentários aqui. (jul2013) 

04- Belo texto do Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos !!! Rainha Frágil, Fortaleza-CE – jul2013

RK: Esta crônica tem despertado reações curiosas. As meninas do grupo Movimento Iuzômi, que se autodeclaram feminazis e misândricas, não gostaram nadinha. Postaram a crônica no grupo e os comentários sobre o texto e seu autor foram bem desfavoráveis. Seguem alguns comentários (preferi por as iniciais dos nomes):

SF: ééééé iuzômi + friendzone + mulheres são interesseiras + eu sou feminista e por isso sou bonzinho e to te fazendo um favor = essa merda de texto

SF: na parte de dividir conta de motel, ou das mulheres preterirem ele porque preferem um modelo machista de relacionamento. Isso é base do discurso ‘eu sou bonzinho, mas ela prefere o mauzinho’

SF: Não, o texto dele nem fala sobre não ser mono, ou ser mono… Ele fala da culpa das mulheres pela própria solidão e como muitas não querem ser igualitárias. Aliás, pelo que ele fala aí só ele quer ser igualitário no mundo HAHAHAHAH.

AM: tem tanta coisa ridícula nesse texto que tá difícil de mensurar

AM: se diz feminista mas é aquele típico machista benevolente que vê as mulheres como musas

RP: Vou comerr meu nescau cereal lendo isso pq ACORDAR SABOREANDO MALE-TEARS É TER UM DIA REPLETO DE ALEGRIA

RP: “E os homens que não temem o feminino livre serão mais felizes pois haverá mais mulheres livres para eles.” WAIT, WHAT?

LO: Culpando as mulheres loucamente! Como ele é sofrido, nossa!

CM: ESSE cara, falou um monte de merda sexista na pagina do evento de não monogamia, o tal do ricardo kelmer, lembra Yasmin?

NF: “A cultura menos machista de hoje gerará pessoas mais equilibradas, que bom. E os homens que não temem o feminino livre serão mais felizes pois haverá mais mulheres livres. Será um mundo mais feminino. Será um mundo melhor.” = homens sejam feministas pra garantir mais fodas

NF: “susanaxmota disse: Concordo com a Aline. Para mim, também o feminismo é um extremo sexista a evitar, tam-bém aprisiona. Aliás, como todos os “ismos”. Nada como ser realmente livre!” A mulher machista oprimindo o homem feminista, gente

05- Grande Kelmer, vc escreveu de forma simples e clara… Eu ainda vivo e convivo com este mesmo problema, tanto com a mulher, quanto comigo mesmo, devo dizer, porque o tal “modelo” é difícil de ser modificado qdo um outro ainda está em profunda construção e tb já apresenta outros problemas… No mais, somos sempre incompreendidos… Grande abraço. Ronald de Paula, Fortaleza-CE – jul2013

06- “Eu me considero um homem feminista”, já é, politicamente, bastante coisa! Jamile Mileipe, São Carlos-SP – jul2013

07- Sei não. Mas acho que vale a pena pesar algumas considerações: igualdade pressupõe direitos e deveres. então, por que não assumir posturas de sim ou não e pronto? e não jogar pra o outro a responsabilidade que pesa nos próprios ombros? é sempre mais fácil acusar e punir do que observar e depois bradar, se for o caso. Elieldo Trigueiro, Fortaleza-CE – jul2013

08- Feminismo é uma postura política, social e filosófica adotada por mulheres e homens sim. Está, em geral, relacionada a romper com a estrutura patriarcal de poder. No entanto, existem vários feminismos…. Considerar uma mulher frágil é negar o direito dela ocupar determinados cargos, justamente, cargos onde elas são agredidas e/ou violentadas. Pra mim, é aí que reside a seriedade da discussão machista/feminista. E quanto mais os homens reconhecerem a existência dessa violência e discutirem o absurdo cultural disso, melhor! Quanto à flor, gentileza deve gerar gentileza. Mas, infelizmente, muitas vezes, há interesses de dominação ou “panos quentes” por trás do singelo ato. É preciso inteligência, de ambos os lados, para discernir a situação. Kelmer, eu acompanho teu trabalho e creio que você deve continuar ofertando flores sem se preocupar com as opiniões. Principalmente, flores em forma de textos que nos salvam, mulheres e homens, do “machismo nosso de cada dia”. Um abraço! Jamile Mileipe, São Carlos-SP – jul2013

> Versão desta postagem no Facebook


Cio das Letras – Ensaio erótico 2

10/08/2011

Ricardo Kelmer 2011

Tá no ar a segunda parte do Cio das Letras, um ensaio erótico que fiz sobre amor, paixão e desejo. Utilizei poemas meus e letras de músicas que fiz com parceiros, além de montagens com imagens de mulheres muuuito especiais.

Como o ensaio faz parte dos Arquivos Secretos, somente Leitores Vips têm acesso. Então, você que é Leitor Vip pode conferir o ensaio acessando a postagem anterior. Ou clicando no link logo abaixo. Depois é só digitar a senha, que está nos e-mails mensais que você recebe com novidades do blog.

> Cio das Letras – Ensaio erótico 2 (VIP)

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA NESTE BLOG

> Cio das Letras – Ensaio erótico 1 (VIP) – Poemas e imagens pra celebrar o erotismo

> Cio das Letras – Ensaio erótico 2 (VIP) – Poemas e imagens pra celebrar o erotismo

> Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

> Cabaré Soçaite – Uma festa de sensualidade – Se você medo do desejo feminino, é melhor não ir…

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

> As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada.

> As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz.

> Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

> O último homem do mundoO sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

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DICA DE LIVRO

> A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A ex-bailarina filosofa sobre sua experiência de salvação através do amor e da submissão no sexo anal

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Protegido: Cio das Letras – ensaio erótico 2 (VIP)

10/08/2011

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A última mensagem

11/07/2011

11jul2011

A ÚLTIMA MENSAGEM

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Ele pôs a mochila com livros no chão e encostou-se no muro do colégio. Nervoso, digitou no celular uma mensagem para ela, dizendo que estava muito arrependido do que fizera. E esperou, olhando o movimento dos carros na avenida. Minutos depois, enviou outra mensagem, pedindo que ela o perdoasse, por favor. E ela novamente não respondeu. Na terceira mensagem, avisou que iria se matar. Dessa vez, ela respondeu: precisava de um tempo para pensar. Ele respirou fundo e esperou, ansioso pela resposta que definiria sua vida. Quinze minutos depois, o celular foi encontrado junto ao meio-fio, a alguns metros do corpo atropelado no asfalto. Na tela do aparelho, piscava a última mensagem recebida: “Eu te perdoo, meu amor. Vem correndo!”
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Ricardo Kelmer 2010 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

AMetamorfose-01A metamorfose – Pai, filho e o fundo do poço

Desculpem o atraso – Ela, o feminismo e o BDSM

A última mensagem – Aprendendo sobre amor e perdão

Literalmente – O sentido dos textos e da vida

Prazer proibido – Essas mães e suas filhas…

> mais minicontos

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LEIA TAMBÉM

Amor em fuga – Que mundo idiota. Pra poder viver o amor, a gente tem que fugir de casa

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Sorteio do Insanidade no FaceBook

14/06/2011

Ricardo Kelmer 2011

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Você gostaria de ganhar um exemplar do meu novo livro, O Irresistível Charme da Insanidade? Se você tem conta no Facebook, pode participar do sorteio que acontecerá nesta sexta-feira 17jun. Serão sorteadas duas pessoas, que receberão o livro pelo correio, com dedicatória. A promoção é válida pra quem mora no Brasil ou no exterior.

A página do sorteio é esta:
https://www.facebook.com/event.php?eid=214032888630707

Pra participar, basta confirmar presença no sorteio e compartilhar o link que mostra a capinha do livro: https://blogdokelmer.wordpress.com/livros/o-irresistivel-charme-da-insanidade.

Quem participar e não for sorteado, poderá adquirir o livro por um preço especialíssimo: R$ 20, já incluído o frete. Espero que a promoção ajude a divulgar o livro e me traga novos leitores. E pra você que tá concorrendo, boa sorte!

> SOBRE O LIVRO

Um músico obcecado pelo controle da vida. Uma viajante taoísta em busca de seu mestre e amante do século 16. O amor que desafia a lógica do tempo e descortina as mais loucas possibilidades do ser.

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O punhal

05/06/2011

05jun2011

Haverá perigo maior que a recusa de viver o que é preciso viver? Ela compreendeu isso saltando no abismo de seu próprio medo de arriscar

OPunhal-02

O PUNHAL

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Faca, lâmina, estilete. Fora a saudade cortante que as mensagens trazem, ela não tem do que se queixar. Também não gosta de reclamar da saudade, pois ainda que traga consigo a melancolia, a lembrança de sua terra e seus amigos é uma companhia, uma presença que no fim das contas a impede de se sentir ainda mais só.

A distância e a solidão, que no início pesavam cruéis sobre seu ser, acabaram ensinando-a a extrair forças de si, a arrancar de dentro de sua alma aquilo que hoje a fortalece nos momentos em que a vontade é de largar tudo e pegar o primeiro voo de volta. Ela então para e respira fundo. Depois vai à janela olhar a rua, o movimento das pessoas. Lá fora o mundo segue seu caminho, tudo está como sempre esteve e deve estar. É somente dentro dela que os ventos sopram fortes, agitando a alma feito roupa no varal.

Banir de si o medo de arriscar o novo. Despir-se das armaduras que a protegem dos perigos do mundo. Mas que perigos? Haverá perigo maior que a recusa de viver o que é preciso viver? Ela compreendeu isso saltando no abismo de seu próprio medo de arriscar. Aprendeu arriscando, pagando para ver até onde era capaz. E ainda hoje se surpreende ao perceber que sempre é capaz de um pouquinho mais. É, para a alma imensa tudo vale a pena.

Intuitivamente, ela sabe que nasceu para ser feliz, sempre soube, mas… ah, esse duendezinho tagarela! Sempre brincando de convencê-la a boicotar a si própria. Tantas vezes ela lhe deu ouvidos, a boba. E estragou tudo. E depois olhava o estrago e não acreditava que ela mesma fizera aquilo, um gol contra no último minuto. Mas agora é diferente. O duendezinho ainda está lá, sim, mas agora ela ri das artimanhas do danado. A maior tentação hoje é seguir as pistas de sua sagrada realização.

Aprendeu também que o amor é uma chama que ilumina e dá sentido à vida, chama a aquecer corpo e espírito nas noites frias. Mas a chama um dia se apagou, e ela demorou para entender que não adianta tentar reacendê-la. Para quê? Para iluminar o que ela já conhece? Para aquecer o que não mais sente frio? Foi o amor que a levou para longe, foi por amor que ela fez tudo que fez, sim, mas agora ele não tem mais forças para conduzi-la, pois ela mudou, já não é a mesma, a vida mudou, tudo mudou. Haverá outros amores? Esbarrará em outra paixão irresistível na próxima esquina? Perguntas, perguntas…

Nas tardes de outono gosta de olhar as árvores, as folhas em tons de laranja, vermelho e amarelo caindo em rodopios. Ela também rodopia, mas em pensamento, girando pelas memórias, lembrando das verdades que antes tão bem sabiam movê-la. As verdades que a levaram ao lugar onde agora está, onde estão? Ficaram pelo caminho, como as folhas que caem das árvores quando não são mais úteis. Caem e voltam à terra, para se decompor, retornar à arvore em forma de nutrientes e ser folha novamente, outra folha, outra utilidade. A vida como passagem para algo maior. As verdades como trampolins para verdades mais abrangentes. O amor como portal para outros níveis de si mesma. O si-mesmo como guia maior de toda uma vida.

A rua lá fora, as pessoas caminhando, as árvores do outono… Ela dá por si, enxuga uma lágrima e volta o olhar à tela do computador, as mensagens dos amigos, notícias da terrinha, as palavras lhe trazendo os cheiros dengosos de um tempo antigo e tão presente, o calor dos abraços, a urgência dos desejos, velhas paixões que não morrem, um aperto no coração. Ai, a saudade é mesmo um punhal encravado, impossível de retirar… Nesses momentos, mais que nunca, ela se sente longe, muito longe de tudo… Mas então fecha os olhos e respira fundo, uma vez, depois outra… E abre os olhos. E pela janela ela vê que o mundo continua o mesmo. Tudo normal, tudo bem. Fora esse punhal enterrado no fundo da alma, está tudo bem, nada a reclamar.

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Ricardo Kelmer 2004 – blogdokelmer.com

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vtcapa21x308-01Este texto integra o livro
Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino

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en español

EL PUÑAL
Ricardo Kelmer 2004

Cuchillo, lámina, estilete. Afuera la añoranza cortante que los mensajes traen, ella no tiene de lo que quejarse. Por el contrario, también no le gusta reclamar de añoranza pues aunque traiga siempre consigo la melancolía, la añoranza de su tierra y de sus amigos es una compañía, una especie de presencia que a fines de cuentas hace con que no se sienta tan sola.

La distancia y la soledad, que en principio pesaban crueles sobre todo su ser, acabaron enseñádola a extraer fuerzas de sí misma, a arrancar de dentro de su alma aquello que hoy la fortalece en los momentos en que la voluntad es de largar todo y coger el primer vuelo de vuelta. Ella entonces se para y respira hondo. Después va a la ventana mirar la calle, el movimiento de las personas. Allá fuera el mundo sigue su camino, todo está como siempre estuvo y como debe estar. Es solamente dentro de ella que los vientos soplan fuertes, agitando su alma como ropa en el colgador.

Expulsar de sí el miedo de arriesgar el nuevo. Desnudarse de las armaduras que la protegen de los peligros del mundo. ¿Pero qué peligros? ¿Habrá mayor peligro en el mundo que la repulsa en vivir lo que es necesario vivir? Ella comprendió eso saltando en el abismo de su propio miedo de arriesgar. Aprendió saltando, arriesgando, pagando para ver hasta donde era capaz. Y todavía hoy se sorprende al darse cuenta que siempre es capaz de un poco más, siempre un poquito más. Es eso, para el alma inmenso todo vale la pena.

Intuitivamente ella sabe que nació para ser feliz, siempre supo, pero ¡ah, ese diablito parlanchín! Siempre intentando convencerla a boicotear la propia felicidad. Tantas veces ella le dió oídos, la tonta. Y estropeó todo. Y después miraba el estrago y no conseguía creer que ella misma había hecho aquello, un gol contra en el último minuto. Pero ahora es diferente. El diablito todavía está allá, sí, pero ella no lo escucha o, si lo hace, se ríe de sus artimañas y sigue las pistas de su felicidad.

Aprendió también que el amor es una llama que ilumina y da sentido a la vida, llama a calentar cuerpo y espíritu en las noches frías. Pero la llama un día se apagó y ella tardó un poquito más en entender que de nada adelanta intentar reencenderla. ¿Para qué? ¿Para iluminar lo que ella ya conoce? ¿Para calentar lo que no más siente frío? Fue el amor que la llevó para lejos, fue por amor que hizo todo lo que hizo, sí, pero ahora él no tiene más fuerzas para conducirla pues ella ha cambiado, ya no es la misma, la vida cambió, todo ha cambiado. ¿Habrá otros amores? ¿Desbarrará en otra pasión irresistible en la próxima esquina? Preguntas, preguntas…

En las tardes de otoño le gusta mirar los árboles, las hojas en tonos de naranja, rojo y amarillo cayendo en volteos. Ella también voltea pero en pensamiento, girando por las memorias, acordándose de las verdades que antes tan bien sabían moverla. Las verdades que la llevaron al lugar donde ahora está, ¿dónde quedaron? Se quedaron por el camino, como las hojas que caen de los árboles cuando no son más útiles. Caen y vuelven a la tierra, para descomponerse y después retornar al árbol en forma de nutrientes y ser hoja nuevamente, otra hoja, otra utilidad. La vida como pasaje para algo mayor. Las verdades como trampolines para otras verdades más encerradas. El amor como portal para otros niveles de sí misma. El sí-mismo como guía mayor de toda una vida.

La calle allá fuera, las personas caminando, los árboles del otoño… Ella se da cuenta de sí misma, seca una lágrima y vuelve la mirada a la pantalla del ordenador, los mensajes de los amigos, notícias frescas de la tierra querida, las palabras traéndole los olores mañosos de un tiempo añejo y tan presente, el calor de los abrazos, la urgencia de los deseos, viejas pasiones que no mueren, un aprieto en el corazón. Ay, la añoranza sí es un puñal enclavado, imposible de retirar… En esos momentos, más que nunca, ella se siente lejos, muy lejos de todo… Y entonces cierra los ojos y respira hondo, una vez, después otra… Ella abre los ojos y por la ventana ve que el mundo continúa el mismo mundo. Todo normal, todo bien. Afuera ese puñal enterrado en el fondo del alma está todo bien, nada a reclamar.

TRADUÇÃO: Candice Graziani

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LEIA NESTE BLOG

Kelmer Para Mulheres – Nesta seção do blog, homem fica de fora

Mulheres que adoram – Dar prazer a uma mulher. O que pode haver de mais recompensador na vida?

Insights e calcinhas – Uma calcinha rasgada pode mudar a vida de uma mulher? Ruth descobriu que sim

O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

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01- Eu te conto. Ela está lá, sozinha e tem certeza de ter aprendido. E aprendeu. Mas as vezes ela faz questão de esquecer que aprendeu, pra não se privar… De sentir falta, de sentir tristezinha…. A vida muda diante de seus olhos. De fato, a vida é a mesma, ela so não conhecia assim, tão aberta à sua frente. /// Eu me mudei pra outro pais ha quase 8 meses. E parecia que vc descrevia alguns dos meus momentos.. Até deu pra pensar que vc me espionou. Gostei do texto. E ja que tava lá, tão facil de te escrever, e já que são 3h da manhã e minha cabeça se recusa a repousar (não me pergunte porquê), lá me venho eu, escrever mais uma a um desconhecido. Sem nem saber se terei ouvidos. Enfim, gostei do seu texto e é isso. Boa sorte! Fernanda, França – fev2005

02- Uma pergunta: poderia v. me explicar como vs (compositores, escritores…) falam de mim como se fosse eu mesma? V. naum estava pensando em mim qdo escreveu este ‘punhal’ ? Estava? Teté Bastos, California-EUA – fev2005

03- Ricardinho Te amo, com todo respeito e admiração! Fiquei encantada com esta crônica, você é fera em matéria de mulher, sabe unir a razão e a sensibilidade como ninguém, sorte de sua digníssima, parabéns!!!! beijões. Roberta Passos, Fortaleza-CE – mar2005

04- Valeu Kelma! André Rola, Rio de Janeiro-RJ – mai2005

05- Rika, Torno a dizer: amei o seu texto, lindo!!! Você é um homem com a alma feminina. Por isso, nos encanta e nos faz tanto bem. Por favor, não deixe nunca de escrever pra gente,tá? Obrigada e mais uma vez, parabéns! Beijos… Anabela Alcântara Pinto, Fortaleza-CE – mai2005

06- Ricardo, Conheci seu site é muito legal, adorei o texto o Punhal que por coinscidência ou não parece um pouco com minha vida, vivo bastante algumas passagens dele e a vida é assim mesmo, lá fora as pessoas vivem e nós é que teremos que lidar com os nossos punhais do dia-a-dia. Abraços. Vânia Cavalcante, Fortaleza-CE – mai2005

07- Oi Ricardo, amei O Punhal. Fala de você. Beijos e saudades. Valeska, Fortaleza-CE – mai2005

08- ah, sacanagem…agora li outra crônica…Punhal..ah q linda… parabéns! Muito bem, me explique como conseguiu tirar uma idéia tão feminina e atual??? putz, agora vou virar baba ovo…rs beijos de novo. Débora Pissarra, São Paulo-SP – jun2005

09- Óptimo texto, Ricardo. Bom lembrar, no entanto, que é importante que o punhal esteja enterrado dentro, bem fundo, a carne cicatrizando em volta, o gume calcificando. Mas a ponta saida, impedindo de nos acomodarmos, espetando na pele e fazendo sangrar ao primeiro sinal de resignação. Beijos de além-mar. Susana X. Mota, Leiria-Portugal – jun2005

10- estou mandando o link para duas amigas brasileiras que moram aqui em Pittsburgh e vieram casadas com maridos americanos que já ficaram no passado – vão se assustar e achar que vc as conhece secretamente e escreveu diretamente para elas :-). E sob uma ótica perfeitamente feminina, o que é um feito e tanto para um escritor do sexo masculino! AB, Pittsburgh-EUA – ago2005

11- Fascinada. Adriana Dry Sousa, Rio de Janeiro-RJ – jun2017

12- Amo seus textos! Me encanta e fascina ❤ ❤ ❤ Hoje, esse caiu perfeito para mim! Janine Moreira, Belfort Roxo-RJ – jun2017

> Postagem no Facebook (Página Ricardo Kelmer Escritor)


Reencarnação e vidas simultâneas

27/05/2011

Ricardo Kelmer 2011

A vida de Luca e Isadora no século 16 influencia suas vidas no século 21 e vice-versa, como se o “eu” existisse em mais de uma vida ao mesmo tempo
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Já pensou você descobrir que numa outra vida já viveu um grande amor com a pessoa que hoje está com você?

É sobre isso o meu romance O Irresistível Charme da Insanidade. É a história do amor maluquete do casal viajandão Luca e Isadora. Ele é um cantor de blues e ela uma mochileira taoísta que acredita ser ele a reencarnação de seu grande amor do século 16. A história se passa simultaneamente na Espanha quinhentista e nas praias do Nordeste do século 21.

Para mim, particularmente, a teoria da reencarnação não faz sentido. Mas é uma ideia que pode render boas histórias. A prova disso é o sucesso dos livros espíritas com suas histórias românticas sobre amores através dos séculos. Tem quem goste. Eu, porém, acho esses livros de uma caretice irritante, argh!, um moralismo açucarado e gosmento, o bem e o mal muito bem definidinhos, seres da luz e seres das trevas, aaaargh! Quem gosta de moralismo e caretice, vou logo avisando, é bom nem chegar perto do meu romance.

Mas voltemos à ideia. Já pensou você descobrir que numa outra vida viveu um grande amor com a pessoa que hoje está com você? Uau!!! Deve ser emocionante, heim? Bem, isso também pode render alguns probleminhas extras, pois o casal terá o dobro de motivos para brigar, além de se confundirem o tempo todo:

– Aquela fulaninha tá ligando pra você de novo.

– De novo não, naquela época não tinha telefone. E você, já deu pro Betão?

– Dei, mas foi na outra vida.

– Acho que a gente tá passando pela crise dos sete séculos…

Mas… e se a outra pessoa não acredita em reencarnação, acha essas coisas uma grande bobagem, acha que você está viajando na maionese, e aí? O que você faria? Tentaria fazer com que ela lembrasse, sugerindo, por exemplo, uma terapia de vidas passadas? Ou se conformaria e deixaria para lá? E se de repente você se pegasse agindo de forma estranha, culpando a pessoa por coisas da outra vida?

Esse é justamente o tema central do meu romance. Nele, no entanto, a ideia da reencarnação funciona como um gancho para uma outra ideia: a multidimensionalidade do ser, em que a consciência não está restrita ao corpo físico nem ao tempo presente, mas atua simultaneamente em várias dimensões do tempo-espaço. A vida de Luca e Isadora no século 16 influencia suas vidas no século 21 e vice-versa, como se o “eu” existisse em mais de uma vida ao mesmo tempo e elas estivessem conectadas.

É uma ideia bem louca, eu sei, eu sei. Mas tem seu charme, admita.

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Ricardo Kelmer 2011 – blogdokelmer.com

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O Irresistível Charme da Insanidade
Romance – Arte Paubrasil, 2011
14 x 21 cm – 160 pag – ISBN: 9788599629352

Um músico obcecado pelo controle da vida. Uma viajante taoísta em busca da reencarnação de seu mestre-amante do século 16. O amor que desafia a lógica do tempo e descortina as mais loucas possibilidades do ser.

Mais sobre o livro e trilha sonora

Para adquirir o livro

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Blues de luz neon – clipe
(da trilha sonora do romance)

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A insanidade está de volta às livrarias

29/04/2011

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Após alguns anos atuando apenas no circuito editorial alternativo, eis que tô de volta às livrarias: a Editora Arte Paubrasil acaba de lançar meu livro O Irresistível Charme da Insanidade. Os eventos de lançamento acontecerão em Fortaleza (10 a 14mai) e em São Paulo (julho). Os leitores que participaram da promoção de pré-venda receberão seus livros pelo correio no início de maio e poderão ver seus nomes na seção Galeria de Leitores Especiais (pag 157), aqui nesta postagem e na seção do livro neste blog.

A história de Luca e Isadora e seu amor que desafia a lógica do tempo foi publicada pela primeira vez em 1996, pela Editora Universalista (PR). Anos depois reescrevi a história e em 2005 publiquei alguns exemplares por conta própria, em formato de bolso (selo Miragem Editorial). Em 2010 finalmente escrevi a versão definitiva e negociei com a Editora Arte Paubrasil. A essência da história é a mesma mas houve alterações nos personagens e em algumas passagens, o final foi mudado e a narrativa ficou mais cinematográfica.

Este livro tem um diferencial: ele tem uma trilha sonora, composta especialmente pra ele por mim e meus parceiros. Se não for o primeiro, certamente é um dos primeiros casos do tipo na literatura brasileira.

A narrativa cinematográfica revela meu desejo de ver esta história transformada em filme. Vamos ver se algum produtor ou diretor se interessa…

> Mais sobre o livro e trilha sonora

> Pra adquirir o livro

> Lançamento em Fortaleza
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FALARAM DO LIVRO POR AÍ

Conexões atemporais  – Jornal Diário do Nordeste, Fortaleza, 10.05.11
O herético e o erótico segundo Ricardo Kelmer – Por Jeite Jr., 20.05.11

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LEITORES ESPECIAIS

Obrigado a todos os leitores que adquiriram este obra antecipadamente na promoção de pré-lançamento (até 24fev2011). Eles ganharam desconto, tiveram seus nomes inseridos na obra e serão os primeiros a receber o livro, pelo correio. Mais que leitores, estas pessoas são grandes incentivadoras do meu trabalho.

Mariana Melo (Maceió-AL), Thais Souza (Manaus-AM), Pat Maria (Salvador-BA), Fernando Veras (Camocim-CE), Paula Izabela (Juazeiro do Norte-CE), Alzira Aymoré, Ana Érika Galvão, Ana Karine Oliveira, Arthur Valente, Eugênio Leandro, Fabiano Brilhante, Glaucia Costa, Iana Bezerra, Marta Aurélia, Monica Fuck, Sandra Macedo, Verônica Guedes, Viviane Avelar (Fortaleza-CE), Meg Lia (Paracuru-CE), Suely Andrade (Brasília-DF), Mardônio Veras (São Luís-MA), Aluska Cavalcanti, Emerson Figueiredo (Campina Grande-PB), Christiane de Oliveira, José Maria Teixeira Jr. (João Pessoa-PB), José Carlos Neves (Belo Horizonte-MG), André de Sena, Rógeres Bessoni (Recife-PE), Joelson Maximiniano (Curitiba-PR), Gabriel Falcão, Maria Emília Lino da Silveira, Pedro Camargo, Regina Coeli Carvalho, Waldemar Falcão, Wilza Mazur (Rio de Janeiro-RJ), Larissa Azevedo (Natal-RN), Arlene Amorim, Edgar Powarczuk, Gisela Symanski (Porto Alegre-RS), Jamile Mileipe (São Carlos-SP), Virginia Mancini (Leme-SP), Antonio Venâncio, Bárbara Leite, Bia Rocha, Celia Terpins, Cesar Veneziani, Graziely Camargo, Kátia Regis Albuquerque, Juliana Cupini, Leopoldo F. Noschese, Lucilene Pacheco, Maria do Carmo Antunes, Renata Regina, Roberta Lossio e Tarcius Guedes (São Paulo-SP), Katiê Ribeiro (Plymouth-Inglaterra), Francisco Fontenele Neto (Lourinhã-Portugal), Luciana Bergstrom (Suécia).

Obrigado também: Gilvanilde Oliveira (Fortaleza-CE). Obrigado pelas observações valiosas: Rosa Emília Costa (Fortaleza-CE), Daniela Ramos (Rio de Janeiro-RJ) e Marcelo Gavini (São Paulo-SP). Obrigado por tudo: Wanessa Bento (Fortaleza-CE).

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Adriana Cardoso (Jundiaí-SP, mai2011)
estreando a seção Insanos Olhares

Envie sua foto com o livro pra rkelmer(arroba)gmail.com

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Uauuuuu…..Parabens pelo novo livro e que este seja um sucesso como os outros que escrevestes…..Bjs e muita paz no coração! Sandra Abou Dehn, Cuiabá-MT – mai2011

02- Parabénsss papai! Tim tim! Beijo_ ;-). Kátia Régis Albuquerque, São Paulo-SP – mai2011

03- Parabéns pelo livro… Sucesso!!! Enorme abraço. Michelle Fávero, São Paulo-SP – mai2011

04- Parabéns, querido! Vc está em SP? Eu estou passando uns dias. Só compro se for pessoalmente!!!!rsrsrssrs Beijos. Maria Theodora, Rio de Janeiro-RJ – mai2011

05- adorei saber de vc. sucesso, sempre. há braços. Iumê Colombo, Brasília-DF – mai2011

06- Viva!!! Abraço. Jamile Mileipe, São Carlos-SP – mai2011

07- VAGABUNDO-MOR! Meus Parabéns, Kelmer… Amanhã é meu aniversário (dia 4) e notícias boas como esta sua, servem como um grande presente! Muito feliz mesmo com esta notícia, garoto! Aquele Abraço. Téo Lorrent, São Paulo-SP – mai2011

08- Parabéns, Kelmer! Octávio Roggiero, São Paulo-SP – mai2011

09- Parabéns! Como não tenho champagne estou brindando com “licor de merda” para dar bastante sorte. Aguardando chegar meu exemplar. bjs. Regina Coeli, Rio de Janeiro-RJ -mai2011

10- Parabéns, muito sucesso com o livro!!! Glauco Wiltenburg Nunes, Rio de Janeiro-RJ – mai2011

11- Olá Kelmer, Fico feliz pela vitória e espero que esse livro publicado seja só o começo de muitos outros. Como escrevi para você a um tempo atrás, sou fã do seu livro “Matrix e o Despertar do Herói” e como combinado, quando você publicá-lo novamente me avisaria. Seria legal se, quem sabe, a mesma editora o publicasse também… Um grande abraço e espero ansioso por comprar esse livro com dedicatória e tudo… Jackson Cruz, Belém-PA – mai2011

12- SINCEROS E EFUSIVOS PARABÉNS! \o/ Creio que estarei presente no lançamento em São Paulo. QUEBRA TUDO! 😉 Abração. Sandro Fortunato, Natal-RN – mai2011

13- Grande Ricardo, PARABÉNS !!!! Orgulhosamente já carimbei a compra. Desejo sucesso total e apareça pelo planalto. Forte abraço. Mauro Galvão, Brasília-DF – mai2011

14- Parabens Kelmer! Mereces nao um mas uma caixa de champangne! Vai rolar ai em julho o salão de turismo e em agosto o Piaui Sampa…creio que vale a oportunidade pra divulgar seu livro… Sucesso! Marcos Fonteles, Parnaíba-PI – mai2011

15- Parabéns,querido! Muito sucesso pra vc! “Xêros” recifenses. Mônica Burkleward, Recife-PE – mai2011

16- Parabéns…vc é demais!!!!! Bj. Regina Lucia Fernandes, Fortaleza-CE – mai2011

17- Parabéns amigo! André Luis Cabral, São Paulo-SP – mai2011

18- grande ricardo, acabei de adquirir seu livro pela paubrasil. aguardo ansiosamente a chegada para devorá-lo. aquele abraço e feliz preço baixo. Aroeira, Belo Horizonte-MG – mai2011

19- Parabéns, Kelmer! Estou aguardando meu exemplar. Pela sinopse enviada, parece apetitoso. Mas… é mesmo! Qd vc vai oferecer champagne em SP? Espero q seja numa 5a feira. Abração, mestre! Maria Emília Lino da Silveira, Paraty-RJ -mai2011

20- Parabéns amigo querido!!! Orgulho!!! Bjks. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE -mai2011

21- Ricardo querido, Que maravilha! felicidades e muito sucesso ai! Forte abraço daqui. Airam, Belo Horizonte-MG – mai2011

22- Que notícia boa, Ricardo! Parabéns! Caesar Moura, Rio de Janeiro-RJ – mai2011

23- deu vontade de começar a ler agora! pode ir pensando em uma dedicatória… estarei no lançamento pra comprar o meu! boa sorte! Erika Zaituni, Fortaleza-CE – mai2011

24- Tá mais pra mãe do que pra pai. Uuuups, melhor dizendo mãe/pai. Amei a capa, e mais ainda o olhar sensual e misterioso da tigresa – tua Alma. Alma que guia, inspira e borogodoza a Estrada do caminhante musical. Bárbaro, ERRIKÁ, tu é da linhagem dos fininhos mui talentosos. Senti a marca no arriar das malinhas. Nunca te vi, sempre te senti. 🙂 champanhe aberta, brindemos. Beeeeijo e reverência for ever after. Pat Maria, Salvador-BA – mai2011

25- Parabéns Kelmer, por mais essa vitória!! Grande abraço. Cecília Colares, Niterói-RJ – mai2011

26- Nuossa ! Tô ficando chique demais, com meu nome no seu livro. Vai até alavancar as vendas, rsrsrsrsrs. Volta logo, estamos com saudades! Bjs. Maria do Carmo Antunes, São Paulo-SP – mai2011



Demais

19/03/2011

19mar2011

Demais-01.

DEMAIS
Ricardo Kelmer, 1997
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E nós que acordamos tarde
E rimos das manchetes matinais
O mundo real é tão sério
O mundo lá fora tanto faz
E nós nos gozamos demais

E nós que não sabemos
O preço das salas comerciais
Mas alugamos nossos corpos
Pro amor que a tarde traz
E nós nos lucramos demais

E nós que assustamos
Essas pessoas tão normais
E corremos nus pelos telhados
Das crises internacionais
E nós nos amamos demais

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Ricardo Kelmer 1997 – blogdokelmer.com

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> Mais poemas e músicas de RK

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Cio das Letras – ensaio erótico 1

11/02/2011

11fev2011

Tá no ar a primeira parte do Cio das Letras, um ensaio erótico que fiz sobre amor, paixão e desejo. Utilizei poemas meus e letras de músicas que fiz com parceiros, além de montagens com imagens de mulheres muuuito especiais.

Como o ensaio faz parte dos Arquivos Secretos, somente Leitores Vips têm acesso. Então, você que é Leitor Vip pode conferir o ensaio acessando a postagem anterior. Ou clicando no link logo abaixo. Depois é só digitar a senha, que está nos e-mails mensais que você recebe com novidades do blog.

A segunda parte do ensaio será publicada em breve. Se alguma leitorinha se animar, por favor, não faça cerimônia, pode enviar uma foto sua pra participar também. Pra mim será uma grande honra!

> Cio das Letras – Ensaio erótico 1 (VIP)
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Ricardo Kelmer 2011 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

RKPrazerEPoesia-27gCio das letras – Ensaio erótico 2 – Poemas e imagens pra celebrar o erotismo. Acesso livre

Cio das Letras – Ensaio erótico 1 (VIP) – Poemas e imagens pra celebrar o erotismo.Exclusivo para Leitor Vip.

Cio das Letras – Ensaio erótico 2 (VIP) – Poemas e imagens pra celebrar o erotismo. Exclusivo para Leitor Vip

Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada.

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz.

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde (Ricardo Kelmer, Arte Paubrasil) – Contos eróticos

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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Protegido: Cio das Letras – ensaio erótico 1 (VIP)

11/02/2011

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LIVROS – He, She, We

13/12/2010

13dez2010

She: a chave do entendimento da psicologia feminina – Robert A. Johnson (Mercuryo)
He: a chave do entendimento da psicologia masculina – idem
We: a chave da psicologia do amor romântico – idem

Tem gente que torce o nariz para cientistas que descem do pedestal acadêmico e vão falar no meio do povo. Bobagem. Esses livros são bastante úteis, pois servem de iniciadores ao fascinante estudo da psicologia dos mitos. São ensaios oportunos sobre como a psicologia do ser humano está profundamente calcada nos mitos presentes em cada sociedade. A leitura desses livros nos deixa impressionados porque descobrimos que os rios de nossas vidas na verdade correm por leitos muito, muito antigos  os mesmos leitos que outras águas, ou outras pessoas, também percorreram.

Os mitos são histórias criadas espontaneamente pela psique coletiva com o objetivo de guiar o indivíduo e a sociedade durante um período de tempo. As histórias refletem o espírito da época, mas são mais que isso: elas são metáforas de processos psíquicos. O verdadeiro cenário dos mitos é a alma. É lá onde transcorrem os acontecimentos e onde vivem os personagens dessas histórias maravilhosas.
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Ricardo Kelmer 2010 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

Mariana quer noivar (ensaio) – Você abdicaria das relações amorosas em sua vida em troca de dinheiro ou sucesso na carreira?

O presente de Mariana (conto) – A cabocla Mariana, entidade da umbanda, propõe noivado ao moço Dedé. Noivar com Mariana significa conseguir estabilidade financeira, mas em troca ela exige fidelidade absoluta

O strip-tease (conto) Criaturas do futuro que voltam no tempo para garantir que elas mesmas, no passado, não provoquem acontecimentos que possam apagar o futuro – assim são os Observadores.

Há algo de podre no 202 (conto) – Quando crianças, as primas guardavam um terrível segredo sobre o amanhecer. Agora que cresceram, o que pode acontecer?

Carma de mãe pra filha – Os filhos sempre pagam caro pelos pais que não se realizam em suas vidas

Blade Runner: Deuses, humanos e androides na berlinda – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição, e é criando que ele faz isso

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