Este blog merece virar livro?

28/08/2009

Ricardo Kelmer 2009.

BDKBlogBooks2009-01a

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No ranking de votação do concurso BlogBooks (atualizado em 27ago), categoria Universo Masculino, o Blog do Kelmer tá em primeiro lugar. Uau!!! Obrigado a você, que gosta do meu trabalho. Muito obrigado mesmo!

O Prêmio BlogBooks transformará em livro os melhores blogs do Brasil. Esta primeira edição é uma realização da Singular Digital, em parceria com a HP, Grupo Ediouro e o Best Blogs Brazil.

A votação vai até 18set. Você acha que o Blog do Kelmer merece virar livro? Então é só clicar no link aqui embaixo e votar. Cada endereço de e-mail dá direito a um voto e o processo é bem simples e rápido.

> www.blogbooks.com.br/categorias/universomasculino

E se quiser fazer campanha pro meu blog, não vou achar ruim de jeito nenhum… 🙂

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> Pra conferir as postagens sobre “universo masculino” neste blog


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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Blog do Kelmer concorrendo ao Prêmio BlogBooks

19/08/2009

Ricardo Kelmer 2009BlogBooksBanner01

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Tô me sentindo muito honrado: o Blog do Kelmer é um dos 10 concorrentes ao 1o. Prêmio BlogBooks, categoria Universo Masculino. Graças a leitores como você. Obrigado!

O Prêmio Blogbooks transformará em livro os melhores blogs do Brasil. Esta primeira edição é uma realização da Singular Digital, em parceria com a HP, Grupo Ediouro e o Best Blogs Brazil. A lista dos concorrentes é formada por blogs que se destacaram na blogosfera brasileira entre 2008 e 2009. A escolha foi baseada em aspectos como relevância e adaptabilidade editorial dos blogs participantes.

A votação começou em 18ago e vai até 18set. Você acha que o Blog do Kelmer merece virar livro? Então é só clicar no banner aí de cima e votar. Cada endereço de e-mail dá direito a um voto e o processo é bem simples e rápido.

Se preferir, também pode clicar aqui:
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E se quiser fazer campanha pro meu blog, não vou achar ruim de jeito nenhum…

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> E clique aqui caso deseje conferir as postagens neste blog sobre o universo masculino.

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O Blog do Kelmer merece virar livro?

Campanhas pró e contra

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BDKBlogBooks2009Div-02b

A FAVOR

> SAMUCA – Sociedade Amparadora da Mulher Carnuda
> H2Rock (Bar do Orlando) – Rua AugustaSão Paulo-SP
> Japinhas da barraca do Pastel
– Feira de Pinheiros – São Paulo-SP
> Blog do Edgar
– Porto Alegre-RS
> Queiroz Costa Escritório de Arte
Fortaleza-CE
> Bar de Ontem – Vila Madalena – São Paulo-SP
> Espaço Cultural Alberico Rodrigues – Pinheiros – São Paulo-SP

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CONTRA

> MNBC – Movimento Nacional pelos Bons Costumes
> ANBC – Associação dos Nove Blogs Concorrentes

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Vidas passadas: Imbituba 1985

17/08/2009

17ago2009

VidasPassadasImbituba1985-02

Zuk e eu, Imbituba-SC, 1985. Mochileiros da cachaça, da poesia e do amor

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VIDAS PASSADAS – IMBITUBA 1985

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EdgarZuk2009-01aQuerido kelmer

Deixei o msn piscando naquela janela laranjinha na barra lá embaixo..
Larguei o projeto pra entregar agora de manhã, o relatório que não ficou bom…
Larguei…pra ficar olhando os detalhes dessa foto em Imbituba.

Dois garotos lindos, que estraçalhavam os corações das garotas.
Dois poetas tímidos, cheios de grandes histórias pra contar.
Dois caras duros, trocando a grana da comida pela cerveja a noite.
Dois caras sem músculos pro surfe, em suas camisetas ripongas.

A minha pochete vermelha de plástico e a tua mochila arruinada pela andança.
Essas bagagens que moram nalgum lugar e que vêm à tona quando uma foto dessas ressurge assim.
A musica Lilás do Djavan na fita cassete preferida e o livro estropiado do Fernando Pessoa.
As camisas de rendeira cearense à venda por 10 pilas (que nos salvavam a janta).
A garrafa de velho barreiro no bolso lateral nos denunciando.
Os peidos na barraca encardida. Fétido que matavam os sapos. Me chamava PP, codinome para “peido podre”.
A barba de três fio de ricardo e minha bermuda rasgada na bunda que eu adorava.
Não tinha protetor solar, garrafinha de água mineral, nem ipod.
Não tinha aids, assalto. E as pessoas nos ajudavam!
Não tinha celular, nem internet. Era fichinha no orelhão.
E nossos pais nem sabiam onde a gente andava.

Tanta coisa boa veio junto com essa foto defronte a rodoviária de Imbituba.
Esperando o ônibus que nos separaria para toda a vida.

Um grande abraço em você Kelmer (como aquele na rodoviária de fortaleza, em que você afroxou o dente na minha testa!)
Eu tenho muita saudade de mim.

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Edgar Zuk
Porto Alegre-RS 2008
edgarzuk.blogspot.com

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RK200708MartaCR-01aAi meninos, hoje não tô podendo com isso não… A retardada só viu a foto depois. Já quase morri de rir com ela, o “diálogo” e a conversa do Rico.

E agora quase choro por sua causa, Ed mon petit Gar. Que pena que não fui com vocês pra Imbituba…

Bom, me resta um consolo: não tenho saudades de mim, não. Quero dizer, tenho boas lembranças daquela época, coisa e tal. Mas hoje sou infinitamente mais livre, leve e louca, por incrível que possa soar.

E aí rapazes, quando é que a gente cai na vida de novo? o meio de transporte pode ser minha pajero amarela, e o álcool (e outras substâncias estupefaciantes) pode ser garantido com a venda dos livros do Rico e por saraus musicais-dançantes – vocês tocam e cantam e eu danço, seduzindo os incautos, hahahahaha!!! No mínimo isso vai gerar material pro seu novo béstiseler, Kelmo boy!

Beijos da Bruxa Cruela, vértice do triângulo, tríade, trindade, trio, trinca, trinômio, tripé, três, terno, triplo, trímero.

Amo vocês.

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Marta Crisostomo
Brasília-DF, 2008

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RK200904JuazNorteRondelle02bMarta Cruela… Zuk Mabel…

Gostaria de informar que poeta, tímido e duro ainda sou. Mas tô enfim aprendendo a viver a poesia mais que escrevê-la. Pra timidez, tô tomando cara-de-pau, dose dupla. E a dureza, bem, essa é a mesma, com a diferença que fiz um pacto com o dinheiro: eu não encho o saco dele e, em troca, ele vem sempre que eu preciso. Ah, e tô cada dia mais lindo e gostoso, isso é fato inconteste, pergunta lá pras meninas do pastel da feirinha de Pinheiros.

Saudade? Saudade eu tenho dos amigos distantes. Ter vinte anos é uma diliça. Mas ter quarenta, tendo vivido tão intensamente as minhas verdades, é duas vezes melhor.

Precisamos nos ver. Urgente. E nossas mulheres e maridos que aguentem.

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Ricardo Kelmer
São Paulo, 2009

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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Vinicius vai baixar em Pinheiros

11/08/2009

Ricardo Kelmer 2009

ViniciarteAlbericoCartaz-01e.

Quero dividir com você a imensa alegria que sinto em mais uma vez homenagear Vinicius de Moraes, um dos nomes mais importantes da cultura brasileira. Quem mora em São Paulo, tá convidado. E pra quem não mora, tomara que qualquer dia eu tenha a oportunidade de apresentar o Viniciarte em sua cidade.

Se alguma empresa, clube, hotel ou escola se interessar, é só entrar em contato. Apresentamos também para grupos particulares.

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VINICIARTE
Vida, música e poesia de Vinicius de Moraes

SHOW POÉTICO-MUSICAL
Com o escritor Ricardo Kelmer, a cantora Vanessa Moreno e o músico Moacir Bedê

13ago – 5a feira – 20h

Espaço Cultural Alberico Rodrigues
Praça Benedito Calixto, 159 – Pinheiros – INF: 3064.3920
Ingresso: R$ 10

Reservas: rkelmer(arroba)gmail.com

Clipe de divulgação: blogdokelmer.wordpress.com/palestras

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ViniciarteCartaz-201cUm passeio poético-musical pela vida e pela obra de Vinicius de Moraes, um dos maiores nomes da cultura brasileira.

O espetáculo encena um ensaio do próprio espetáculo, mostrando os componentes se preparando para uma apresentação a ser realizada no dia exato do centenário de Vinicius, em 19 de outubro de 2013. É nesse clima de humor e descontração entre amigos que conheceremos a trajetória de Vinicius, sua relação com a poesia, a música, o teatro e o cinema, o diplomata e o artista, o homem romântico, lúdico e sensual e também seu engajamento social. E tudo isso embalado pelo ritmo envolvente de seus poemas e pelas melodias de suas eternas canções.

ROTEIRO, DIREÇÃO, NARRAÇÃO E POEMAS: Ricardo Kelmer
MÚSICA: Moacir Bedê e Vanessa Moreno
DURAÇÃO: 1h30

QUEM FAZ O VINICIARTE

RICARDO KELMER, escritor, roteirista, palestrante e produtor cultural. VANESSA MORENO, cantora e instrumentista, integrante do quarteto feminino Julietas. MOACIR BEDÊ, instrumentista e compositor, lançou em 2009 seu primeiro CD.

REALIZAÇÃO
Letra de Bar – letradebar.wordpress.com

APOIO
O Autor na Praça – TV da Praça

Reservas: rkelmer(arroba)gmail.com

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001- Adorei o show de vcs. Perfeito! Na verdade, o Alberico usou a palavra certa: emocionante. Se Deus quiser, e sempre digo: Ele há de querer, vamos fazer muitas coisas juntos Parabéns pra vc, Vanessa e Bedê(certo?) Beijão. Lúcia Gonczy, São Paulo – ago2009

002- Que magia ,,, fiquei extasiada feito Alberico !!! ontem foi um grande acontecimento , o show radiou muita amorosidade e prazer , que essa energia se expanda para muitos outros recantos … Parabéns á sincronicidade do grupo! Um beijo encantado ! Márcia Oliveira, São Paulo-SP – ago2009

003Poetinha, Poetão!!! VINICIARTE estava tudo de bom! já de início me seduzi pelo poema “AUSÊNCIA” e depois disso cada gesto, cada texto, poema, música foi crescendo, emocionando e contagiando a todos nós com sua linda,humorada e bela interpretação…2013 tá muito longe! o teu sucesso está no “aqui e agora”. PARABÉNS! SEREI FÃ NÚMERO 1 DO VINICIARTE E DIVULGAREI PARA OS QUATRO CANTOS…já estou “VICIARTIANDO”, por aí!!!! bjos de luz . Theca Moita, São Paulo-SP – ago2009


O garçom predileto

10/08/2009

Ricardo Kelmer 1993

O Pereira poderia dar pra tudo nesta vida, menos pra garçom. Era um desastre

Garcom-01Assim como todo boêmio tem no quadro de honra de seu passado etílico o bar mais querido, a época de ouro, os casos mais engraçados e os tipos inesquecíveis, terá de ter também, obrigatoriamente… o garçom preferido. Ah, o garçom! Pouquíssimos ofícios existem neste mundo com tal dignidade e nenhum com tamanha intimidade com a boemia, nenhum. O garçom, meus amigos, terá sempre o olhar mais buscado e desejado das noites.

Aturar bêbado do alto de uma sobriedade solícita e profissional não é fácil. Manter a postura enquanto todos já perderam a sua não é mole. Sem falar nos maus clientes, nos desordeiros, nos esnobes, nos chatos, nos desrespeitadores de tudo. Claro que também existem os maus garçons mas hoje, 11 de agosto, dia do garçom, lembro apenas os que são bons. E em particular os prediletos.

Também tenho o meu garçom inesquecível. O Pereira. Um moreno dos seus 30, rude, de poucas palavras, chegado há poucos dias do interior. O Pereira poderia dar pra tudo nesta vida, menos pra garçom. Era um desastre! Errava os pedidos, trocava martini com cereja por martini com cerveja, não sabia dizer o que vinha no prato, não tinha a menor ideia do que podia vir a ser champignon, esquecia de anotar, anotava a mais, uma negação. O dono do bar pretendia mandá-lo de volta logo que o substituísse mas ele foi ficando e em pouco tempo implorávamos pra que não fosse. O Pereira aprendia devagar mas já era nosso amigo. Já era o nosso garçom.

Qualquer piadinha e lá vinha seu sorriso franco e a dentadura nova. Uma simpatia. Uma vez, na hora de pagar, percebemos algo estranho na conta: o Pereira estava nos cobrando “um peidinho”. Verdade, estava lá: um peidinho. Foi um alvoroço. Não conseguíamos parar de rir da esperteza do Pereira em nos cobrar até os gases. Chamamos o dono do bar pra reclamar, tudo na brincadeira, claro. Até que o Pereira, depois de uns 5 minutos decifrando sua própria letra, desvendou o mistério. E explicou que alguém havia pedido um “pudinho” de chocolate. Pudinho, vejam só. Não é o máximo? O “u” de pudinho virara um “ei” em sua santa caligrafia. Que certos quitutes naquele bar provocavam flatulência, a gente sabia, mas assim era exagero.

Mas a melhor do Pereira, a que guardo no coração, foi durante uma festa que fizemos pra comemorar a volta triunfal de uma amiga nossa modelo e atriz que andava fazendo sucesso no sudeste do país. Festa com direito a balões, show musical dos amigos, autógrafos e chamamos até a TV pra registrar o grandioso fato. Enquanto a amiga (melhor mantê-la no anonimato) se deliciava com as atenções dos olhares e dos flashes, explicamos ao Pereira quem ela era, o que fazia, e que a servisse com presteza, quem sabe não levava uma boa gorjeta…

Lembro que fiz força pra não rir quando ele, ao sinal da homenageada, partiu de seu posto pra servi-la sob a luz da TV, sério feito uma estátua, compenetradíssimo na solenidade do momento. Anotou o pedido e, quando voltou, o repórter, nosso chapa, o interpelou: “Estamos aqui com o Pereira, renomado garçom do estabelecimento. E aí, Pereira, como foi a emoção de servir à famosa atriz (…)?” E ele, assim meio indignado, toda a simplicidade e franqueza dos puros de alma:

– Vai ter muita emoção não. Tanto sanduíche bom e ela escolhe o mais barato…

Vida longa e saúde aos bons garçons. E muita emoção também, de preferência.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Lei antifumo, eu te amo

07/08/2009

Ricardo Kelmer 2009

Na verdade os fumantes, com sua deselegância, acabaram criando uma severa lei contra eles próprios. Não deixa de ser irônico

Fumo-02Jurei a mim mesmo que no primeiro minuto do dia 7 de agosto de 2009 eu publicaria uma crônica sobre uma das leis mais gritantemente óbvias que podem existir. Promessa cumprida.

A lei número 13.541/09, sancionada pelo governador José Serra, proíbe a partir de 07.08.09, em todo o Estado de São Paulo, fumar em locais fechados de uso coletivo, públicos ou privados. A fiscalização, que ficará a cargo dos agentes sanitários, não será feita sobre os fumantes mas sobre os estabelecimentos, que, caso não mantenham o ambiente totalmente livre de tabaco, serão multados e poderão ser fechados.

Várias experiências em outros países inspiraram a lei paulista e elas mostram que a sociedade lucra com a medida. Os donos de bares, boates e restaurantes estão naturalmente apreensivos com a possível queda de faturamento e ela certamente ocorrerá mas será pequena e por pouco tempo, o que desmentirá os terroristas da fumaça, que pregam o risco de demissões em massa.

A classe dos fumantes se adaptará à lei, saindo pra fumar, passando a fumar menos ou até mesmo aproveitando o embalo pra largar o vício. Os funcionários não mais serão obrigados a trabalhar respirando o ar poluído dos estabelecimentos. E os estabelecimentos poderão ter problemas com fumantes fissurados mas isso fará parte das raras exceções pois nem esses desejarão que seja fechado o lugar que frequentam.

Inegavelmente, a turma dos não-fumantes tá muito feliz: a lei lhes soa como uma espécie de justiça tardia. Assim como fumar é uma opção, não fumar deveria também ser. Mas infelizmente nunca foi pois os não-fumantes sempre foram obrigados a fumar por causa de fumantes que acham que seu vício deve afetar não só a eles mas também a quem estiver por perto, o que, convenhamos, é um comportamento no mínimo deselegante, pra não dizer estúpido. Na verdade os fumantes, com sua deselegância, acabaram criando uma severa lei contra eles próprios. Não deixa de ser irônico.

Tenho ouvido queixas curiosas dos fumantes em relação à lei. Um amigo vegetariano, justificando sua discordância, me disse que a presença de pessoas comendo carne o incomodava bastante mas que isso não justificaria uma lei que as proibisse de comer carne. Uma outra, inconformadíssima, lembrou que os fumantes não podem pagar por terem sido ludibriados pela indústria do fumo, que os enganou ao vender cigarro com clima de status e glamur. Ainda teve outra que jogou uma praga: o governador terá de pagar o tratamento dos que, no inverno, vão se resfriar por terem de sair à rua pra fumar. São queixas que, de tão descabidas, nem merecem resposta.

A indústria tabagista? É claro que odeia a lei e já tentou derrubá-la várias vezes, patrocinando ações movidas por associações de bares, restaurantes e hotéis. Felizmente a lei continua de pé e pelo andar da fumaça, cada vez mais países a adotarão, fortalecendo a tendência mundial de se investir em qualidade de vida ainda que isso signifique contrariar fortes interesses comerciais.

Recordo agora, particularmente falando, de que, por conta dos ambientes poluídos de cigarro, precisei abandonar meus bares preferidos. Agora poderei voltar a eles, ô maravilha, e beber com os amigos sem o incômodo dos olhos irritados, da tontura e da dor de cabeça que a fumaça me traz. Assim como eu, muita gente se sentirá mais à vontade pra sair e isso trará novos clientes à noite da cidade. E todo mundo ficará aliviado por não ter mais de chegar em casa com pele, roupa e cabelo fedendo a cigarro.

Decerto nem todo não-fumante sofre como eu por causa do cigarro alheio. Eu sou desses que precisa beber pra anestesiar olfato e paladar e, assim, poder beijar com prazer uma mulher que fuma. Outro dia o suor da moça fedia tanto a nicotina, mas tanto, que bati o recorde mundial de sexo sem respirar. O que a gente não faz… Mas como eu dizia, nem todo não-fumante sofre como eu – mas todos eles a partir de agora não sofrerão mais os males do fumo passivo, o que lhes trará mais saúde, com exceção, é claro, dos que vivem com fumantes pois a lei não se aplica ao ambiente particular das residências. Bem, cada um sabe onde o pulmão lhe aperta.

Em breve as novas gerações comentarão com assombro de um tempo em que as pessoas discutiam a obviedade da proibição de se fumar em ambientes públicos. Tempo estranho. Que já vai tarde.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LeiAntiFumo-09Dúvidas sobre a lei antifumo paulista?

Visite o site Lei Antifumo, do governo de SP

Denuncie estabelecimentos que descumprem a lei.
Ou ligue
0800-771.3541

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Saiba mais:

> Lei contra o tabagismo no mundo (ago2009)
> Lei antifumo tem 88% de aprovação em SP (Folha OnLine, 16.08.2009)
> Lei antifumo em outras cidades brasileiras (UOL, 19.08.09)

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ENQUETE

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Ela no espelho

03/08/2009

03ago2009

ElaNoEspelho-09

ELA NO ESPELHO

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No espelho ela se olha
De um outro tempo ela se vê
E no reflexo a que se olha
Não é quem pensa ser

Ela vê que ainda é
Aquela que um dia não se foi
Uma não se reconhece
A outra espera no depois

Elas se olham e se escondem
E se perguntam outra vez
Mas o espelho não responde
Ao olhar dos seus porquês

Quem é a aquela que se olha?
Quem olha a outra e não se vê?
E o seu olhar só lhe devolve
O mistério de crescer

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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MÚSICAS
Músicas de RK e parceiros. Com letras e links pra ouvir e baixar.

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COMENTÁRIOS
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01- não foi para mim, mas eu me identifiquei demais! Marcellee Sousa, Fortaleza-CE – dez2011

02- Adoro tudo! Tem que escolher um? Poema então, Ela no espelho, que por sinal está grudado no meu! Paulinha Koppe, Guarapuava-SC – jun2012

03- Que lindinho! Crescer, ooooooh bicho esquisito! rs! Quando a gente se olha no espelho ama muito o que se vê agora que cresceu. É uma imagem bela, cheia de curvas, expressa todas as experiências e as vezes tem alguma coisa daquele sorriso infantil, mas se foi aquela criança que se via suada e corada de tanto brincar e que se olhava esperançosa em crescer tendo um lindo futuro. É lindo e confuso crescer e muitas vezes podemos enxergar isso no espelho. Renata Kelly, Fortaleza-CE – fev2014

04- Muito correto e lindo! Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – fev2014

05- Show! Celia R Domingos, São Paulo-SP – fev2014

06- Show de bola, Xará! Pega melodia… Ricardo Alcântara, Fortaleza-CE – fev2014

07- Lindo, lindo!!! Perfeito!!! Ana Luiza Cappellano, Jundiaí-SP – fev2014

ElaNoEspelho-09c


Essa piscina dá onda

29/07/2009

Ricardo Kelmer 2009CartumMaconha-01

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Malíngua e suas maledicências… Agora ela anda dizendo poraí que Michael Phelps não é mais aquele imbatível nadador depois que parou de fumar maconha.

Bem, se a queda de rendimento do Michael tem a ver com a falta de maconha, isso eu não sei. Nem sei também se maconha melhora rendimento de nadador. Mas uma coisa é fato: a dona da cantina do centro de treinamento anda meio borocoxô. Diz que o faturamento baixou pra caramba. Também, pudera. Imagina a larica que dava num galalau daquele tamanho depois de fumar um e nadar dez mil metros…

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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ParceiroJuniorLopes2009-01a> A ilustração é do Junior Lopes, um cartunista que quando era pequeno caiu dentro de um tonel de tacacá e ficou eternamente viajandão. Sacaqui o trabalho do maluco:
juniorlopesillustrator.blogspot.com


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Aviso prévio de traição

27/07/2009

27jul2009

A partir de hoje, poderei te trocar por outra a qualquer momento. Basta que ela sorria pra mim e que me faça agradinhos. E me dê o que você nunca quis me dar

AVISO PRÉVIO DE TRAIÇÃO

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– Faz tempo que quero conversar com você, Clarabela. Pode ser agora?

– Claro.

– Quantos anos que a gente tá junto?

– Deixe-me ver… Sete anos.

– Tempão, né? Difícil hoje em dia um relacionamento durar isso tudo.

– Sim.

– Você sabe que nesse tempo eu estive apenas com você, né? E olhe que não me faltaram boas oportunidades.

– Agradeço a preferência.

– E você sabe melhor que eu como vocês são, né? Não podem ver o cara comprometido que ficam loucas pra tirá-lo da outra.

– Sim.

– Dá pra você ser menos fria comigo?

– Não entendi.

– Então vou direto ao assunto, Clarabela. Decidi deixar de ser bobo. A partir de hoje poderei te trocar por outra a qualquer momento. Basta que ela sorria pra mim e que me faça agradinhos. E me dê o que você nunca quis me dar.

– E o que eu nunca quis lhe dar?

– Um pouco mais de consideração, por exemplo.

– Mas eu sempre estive ao seu dispor, a qualquer hora.

– Sim. Pra ser atendido por pessoas mal treinadas, que ganham pouco e que não sabem resolver o meu problema. Sem falar nas vezes em que a ligação cai e preciso começar tudo de novo, com outro atendente.

– E qual é o seu problema?

– Tá vendo? Você já deveria saber, pois foi só o que fiz nos últimos dias: contar o meu problema. Mas tudo que você fez foi abrir protocolos de atendimentos e dizer que eu esperasse tantos dias que o problema seria resolvido.

– E não foi?

– Não.

– Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. Foi aberto um protocolo de reclamação. Gostaria de…

– Foda-se o protocolo!! Tudo que eu quero é ser bem tratado! É este o meu problema.

– Desculpe, é que eu preciso…

– Não desculpo nada. Tô de saco cheio de ser passado de atendente pra atendente, de ficar horas esperando, de ouvir aquela musiquinha irritante, de ser tratado como um simples número de protocolo.

– Entendo.

– Não, não entende. Se entendesse, não faria o que faz.

– Entendo.

– E ainda tem esse seu jeito robótico de falar comigo. Essa frieza também é muito irritante, sabia?

– Nesse caso, vou estar transferindo seu caso para o…

– Não, gerundismo a essa hora, não!

– Não entendi.

– Porra! Será possível que você não percebe que tá me perdendo? Acorda, Clarabela!

– Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. Sua solicitação de tratamento informal foi aceita.

– Ótimo.

– A sua opção escolhida é realmente… quer dizer… Cara, você vai mesmo me abandonar?

– Provavelmente.

– Poderia confirmar… quer dizer… Me diz aí quem é a vaca. É a Timótea?

– Não interessa.

– Então é a Vivalda.

– Admito que ela andou atrás de mim.

– Já sei. É a Oitília, isso é típico daquele tipinho.

– Em vez de criticar as concorrentes, por que você não me trata com mais carinho?

– Essa é sua opção… quer dizer… É isso que você quer, cara? Mais carinho?

– Exatamente. Afinal eu pago minha conta todos os meses, né? Há sete anos!

– Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. Sua solicitação de tratamento carinhoso foi aceita. Gatão.

– Heim?

– Adoro essa sua voz sexy, sabia?

– Clarabela, é você mesmo?

– Sim, a sua Clarabela. Aproxima mais o aparelho, chega mais perto. Meu menino sem juízo.

– Eu?

– Sim, quero falar no teu ouvidinho uma coisa que você vai gostar.

– Pronto.

– Eu cubro tudo que elas te ofereceram!

– Sério?

– Volta pra mim, por favor!!!

– Bem, eu…

– Você quer dez vezes mais créditos? Eu dou. Quer mil torpedos? Eu dou. Quer o modem de graça? Eu dou, eu dou!

– Caramba… É sério mesmo?

– Sim, oh, sim. Basta que você ponha o aparelho agora mesmo no viva-voz. Vai, põe, põe logo…

– Pronto.

– Meu amooor!!! Eu dou tudo pra você! Do jeito que nunca dei pra ninguém!!!

– Fala baixo, Clarabela, tá todo mundo escutando.

– Eu quero que o mundo inteiro saiba mesmo! Eu amo esse cara, estão ouvindo? Ele é o cliente da minha vida! E se alguma operadorazinha invejosa quiser tirá-lo de mim, terá que ser por cima do meu cadáver!!!

– Tô começando a sentir falta do seu jeito formal de ser…

– Escuta, meu amor, hoje não vou mais trabalhar. Vou te levar pra jantar no Anatelle e dançaremos sob a lua cheia no terraço. Tudo por conta da Clarabela, viu? E depois iremos ao Prokón trepar até o amanhecer. Te deixarei me fotografar com câmera de última geração e você ainda poderá ligar gratuitamente pros seus amigos pra contar tudo que fez comigo.

– Os amigos com DDD local, é óbvio.

– Não. Qualquer DDD.

– Uau! Isso nenhuma outra me ofereceu.

– E aí, gatão, você ainda vai me abandonar?

– Acho que não…

– Menino esperto… Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. E então, vai querer agora?

– Jantar com você?

– Não, anotar o número do protocolo.

– Ah… o protocolo.

– Vou estar enviando por torpedo. Mais alguma coisa?

– Não, gerundismo não…

– Clarabela agradece a sua ligação e tenha um bom dia.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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RK e Leide Daiana interpretam este conto
Faculdade Cearense, Fortaleza, out2015

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LEIA NESTE BLOG

Clube dos espertinhos – Pão de Açúcar – Uma empresa séria não obriga seus clientes a ficarem de olho na própria empresa, com medo de a qualquer momento serem ludibriados

Clube dos Espertinhos – Tetra – Fiquei olhando pra nota e pra etiqueta no pacote, me sentindo o Otário do Ano, sem acreditar que eu havia caído de novo no golpe do preço duplo

Clube dos Espertinhos – Claro – Enlouquecer o cliente é fundamental

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 COMENTÁRIOS
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01- Muito bom rs. Rebeka Fontenele, Fortaleza-CE – abr2013

02- larga essa Clarabela… ela só quer o seu dinheiro! Wanda Oliveira, Juiz de Fora-MG – jul2013

03- Ótimo. Cibele Baptista, Barretos-SP – ago2018

04- Muito bommmmmmmmm. Camile Cavalcante Teixeira, Fortaleza-CE – ago2018

05- Show!!!!!! Michele SJ, Fortaleza-CE – ago2018

06- Putz!! Vou estar compartilhando viu 😊 😅 👏 💜 Márcia Matos, Fortaleza-CE – ago2018

07- Já pensou!!!! Kkk. Euclides da Silva, ago2018

08- Amei! Mas olha, cuidado mizifí pra não pegarem essa sua ideia.. Dá uma super peça publicitária, heim. Luana Braga, Fortaleza-CE – ago2018

09- Adorei! 😄 Ângela Albuquerque, Fortaleza-CE – ago2018

10- Ai que ótimo! Kkkkkkk Eu já trabalhei na Vivalda e na Clarabela… Realmente não tem uma que preste… São todas farinha do mesmo saco! 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 Fernanda Fernandes, Campinas-SP – set2018
Postagem no Facebook

 


0 gozo de ser bem lido

23/07/2009

Ricardo Kelmer 2009

BDKAnuncio-01a.

No namoro do olhar com a palavra
Faz-se coito o literato sentido
Quem lê bebe o doce prazer do texto
Que escorre do gozo de ser bem lido

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25 de julho, dia do escritor
Uma homenagem a você que me lê

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Cristal

22/07/2009

22jul2009

Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

Cristal-02.

CRISTAL
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Ele pensa enquanto a pergunta da Mestra ainda ecoa: Que tal passar o aniversário com sete namoradas? Ele olha para trás, para frente, o corredor infinito, portas de um lado e outro. Que estranho presente de aniversário…. A Mestra abre a porta. Ele pensa. Pode recusar? Não, ele sabe que não pode. E entra, devagar, desconfiado.

Silêncio. Uma sala enorme, toda branca. À esquerda ele vê dois olhos verdes. Chega mais perto e reconhece: é ela. Uma dor repentina o entristece. O que acontece com os sentimentos que desprezamos em nós mesmos? Ele se desculpa: Eu era só um garoto estúpido, mas amei você mesmo assim, acredite…

Rejuvenescido. É como ele se sente no ambiente seguinte onde a bailarina faz piruetas sobre uma nuvem. Ela sorri um sorriso tão juvenil que imediatamente ele se sente mais jovem do que é, do que era. Quer sentar para admirar, mas não há tempo. Resta-lhe dizer: Tudo valeu, as alegrias, as brigas, tudo, mas o tempo, infelizmente não houve tempo, você já estava de partida, fui apenas sua despedida deste mundo…

Beleza e loucura… beleza e loucura… De algum lugar escuta alguém sussurrar. Lá em cima, no alto da torre. A linda princesa. Ela o chama, implora que a liberte de sua prisão. E joga duas enormes tranças. Que caem a seus pés. Bela e irresistível como o diamante da insanidade… E ele foi, subiu agarrado às suas tranças até o alto. E lá no alto teve medo do que ele era. Horrorizado, despencou. E morreu sua primeira morte, rígido de dor. Obrigado por ter me matado, princesa, eu a amarei para sempre por isso, obrigado…

Vazio. O aposento vazio. Ele escuta um piano… Um som doce, tão doce que o sente na boca, se desmanchando sob a língua. Depois que se desmancha é que percebe que o doce… é ela. Tenta provar o som mais uma vez… porém tudo volta a ser o imenso vazio. Sente-se tão incomodado que se apressa para sair… mas uma ideia súbita o faz voltar. E então compreende. O vazio é ele, ele todo o imenso vazio, sem nada para oferecer além da própria busca alucinada por si mesmo. Ela ao piano, os seios generosos, ela e a doçura que sempre se desmancha antes que ele a alcance… Desculpa, por favor, que era eu um vaso vazio?…

Fantasias. Mil fantasias nos espelhos ao redor. Qual delas será ele? Experimenta todas e nenhuma lhe cabe. Sente-se perdido em meio a tudo aquilo que não é ele, e se angustia ainda mais. Então surge a mão dela, amorosa e compreensiva a acariciá-lo. Ele leva a mão ao peito e se acalma. No meio do caleidoscópio de tantos eus ele sussurra: Você me vê, mais do que eu mesmo, e isso me faz existir…

Girando e girando e girando… Ele agora gira no escuro, sem saber onde se encontra. Está úmido e abafado. Enquanto gira, sente a excitação lhe subir pela virilha, mais, mais… Um segundo antes de gozar, percebe que está na caverna e então compreende que está dentro dela, ela o comeu, viúva negra. Entorpecido, deita-se para morrer, finalmente descansar na escuridão total. Mas no último segundo desperta aterrorizado e, com as forças que restam, levanta, e as luzes se acendem. Fomos fundo, meu bem, fomos tão fundo em nós…

Karma. O último ambiente é o ônibus que o levará ao inferno. Quer desistir, mas o olhar providencial de sua irmã lhe diz que não há outro caminho para o céu. Ele entra, fecha os olhos e chora indefeso, pressentindo o que virá. A rodomoça oferece o cálice, e quando o bebe, vê que é sangue. Não há palavras para descrever o gosto, a dor, o inferno, a morte. Dias sem noites e noites sem dias sem poder dormir. Rendido, permite que demônios devorem sua carne. Sem mais qualquer orgulho, abre os braços e oferece a alma à Terra. Na última noite escuta pombas brincarem no teto… e percebe que renascerá. E tudo se esclarece: Você é o que eu precisava viver para que o Cosmos se reequilibrasse em mim, não há palavras para agradecer…

A porta se abre e ele cai de joelhos, chorando de gratidão. A Mestra o abraça, compreensiva. Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe. Ela pede que ele abra a mão… e lá estão sete pedrinhas de cristal, em todas o reflexo de seu próprio rosto. Extasiado, ele pega os cristais com cuidado, admirando seu brilho. Então, de repente, não são mais sete, são apenas um, o mais belo. Ele aperta o cristal ao peito e respira fundo. Quer dizer algo, mas, pensando bem, não há nada para dizer. Nem pensar. Apenas sentir.

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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vtcapa21x308-01Este conto integra o livro
Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
contos/crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

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LEIA NESTE BLOG

DesconstruindoKelmer-04aDesconstruindo Kelmer (por Wanessa, inspirado no conto Cristal) – Totalmente metida e curiosa, eu me debrucei sobre o conto e fiz minha própria interpretação. Bem, a presença da Mestra, a vida, a Deusa, o Tao, o fluxo irrevogável de tudo, não me espanta que seja uma figura feminina…

Inculta e bela, dengosa e cruel – Então arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar

Maior que meu horizonte (por Wanessa, inspirado na crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel) – E quando eu penso que ele já está de novo envolvido em meus contornos, hipnotizado pelo balanço dos meus quadris e minha maré, ele foge

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Cristal-02a

 


Trem dos sonhos

19/07/2009

TremDosSonhos-01d

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TREM DOS SONHOS
Ricardo Kelmer
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Ela levantou cedo e se mandou
Foi atrás de um sonho maior
Deixou um beijo de saudade
E essa cidade ao meu redor
Esses prédios que abafam
Todo sonho de crescer
E ela se foi no trem do amanhecer

Porque os sonhos, meu amor
São um trem que não virá
Se a gente ficar esperando acontecer

A cidade se acende
Em luzes de neon lilás
Manchetes sedutoras, paraísos irreais
No fim de tarde o horizonte
Traz notícias de você
E os meus sonhos morrem de fome
Sem a cidade perceber

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> Esta é a letra de Trem dos Sonhos, um rock-balada que eu e Flávia Cavaca compusemos pra trilha sonora de meu romance O Irresistível Charme da Insanidade. Luca arrasado porque Isadora se mandou, deixando-o sozinho e perdido. A letra é de 2000 e Flávia musicou em 2005.

Baixe a música

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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A imagem do século 20

16/07/2009

16jul2009

Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vimos o todo

A IMAGEM DO SÉCULO 20

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Qual é a imagem do século 20 para você? Foi essa a pergunta que me fizeram. E fiquei dias e dias pensando. O século 20 é repleto de imagens marcantes: cinema, descobertas científicas, guerras, competições esportivas, maravilhas tecnológicas, o 14 Bis de Santos Dumont, Gandhi e a roda de fiar, aquela menina vietnamita correndo nua pela estrada bombardeada, aquele cidadão chinês a desafiar os tanques na Praça da Paz Celestial (o nome da praça, que ironia…), a ovelha Dolly… Tantas imagens, tantas coisas inesquecíveis. Acabei escolhendo duas imagens.

A primeira é o cogumelo atômico, a bomba jogada sobre Hiroxima e Nagasaki em 1945. A bomba atômica, a rosa com cirrose, sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada. Devemos guardar para sempre a imagem do cogumelo maldito em nosso álbum de recordações, para não esquecer que chegamos bem perto de nos exterminar. A imagem nojenta da destruição de duas cidades e do assassinato de milhares de inocentes. A imagem suprema da estupidez humana.

O vergonhoso cogumelo atômico simboliza também mais uma mordida no fruto proibido do conhecimento, essa iguaria que sempre nos atiçará a curiosidade. O problema não é o fruto em si, pois o conhecimento existe para ser acessado e a evolução sempre nos levará ao nível seguinte da informação. O problema é o que fazemos do conhecimento adquirido. Descobrimos o poder dos átomos e que ele pode nos ser útil ‒ mas descobrimos também que serve para exterminar populações inteiras num segundo. Um segundo que deixou eternamente projetada, feito uma sombra na parede de nossa história, a estupidez e a vergonha de sermos humanos.

E a segunda imagem? Bem, ela não é vergonhosa, muito pelo contrário. Enquanto o cogumelo atômico nos entristece, essa outra nos enche o coração de esperanças num futuro melhor. É a foto da Terra, vista do espaço. A foto (na verdade, uma série de fotos) que os astronautas tiraram quando de sua chegada à Lua, em 1969. Naquele momento, a humanidade, pela primeira vez na História, punha os pés fora de seu planeta e via a Terra de outro ângulo. A imagem é linda, mas não é somente isso. Ali, naquele instante mágico, eternizado na fotografia, a humanidade botou a cabeça para fora de seu mundinho de divisões, superficialidades e mesquinharias, e conseguiu pela primeira vez distanciar-se… e olhar para si mesma.

E o que vimos? Vimos nossa morada flutuando no espaço. Vimos um planeta inteiro, sem divisões. Não vimos este ou aquele país: vimos o todo. Não vimos divisões de raças, culturas, credos e ideologias. O que vimos foi uma coisa só, feita de coisas diferentes, sim, mas uma coisa só. Vimos pela primeira vez o nosso planeta e descobrimos que ele é azul e é lindo, suspenso no espaço a flutuar pela imensidão do Universo. Ô momento iluminado! Quantas implicações filosóficas e metafísicas e sociológicas e econômicas e tudo o mais essa imagem de repente detonou!

Antes, muitos intuíram que por baixo da extrema diversidade corre o rio da unicidade. Mas a foto da Terra de repente mostrava isso no papel e resumia numa imagem tudo o que precisávamos urgentemente por em prática. Ficou claro, de um instante para outro, que vivemos num único lugar, ocidentais e orientais, negros, brancos, índios, amarelos, cristãos, judeus, muçulmanos, hinduístas. De repente, ficou claro que não mais faz sentido nos massacrarmos e dividirmos o mundo em capitanias, e que devemos agora dar prioridade máxima àquela visão do todo em vez de privilegiar este ou aquele país, esta ou aquela cultura.

A partir dessa foto, a humanidade passou a pensar diferente a respeito de si mesma e do lugar onde mora. Deu-se um estalo no inconsciente coletivo. Ativou-se de vez o novo mito da unicidade. De repente, nos vimos do alto e entendemos que, num mundo cada vez mais interconectado, tudo o que fizermos localmente terá consequências globais, mesmo que não as percebamos de imediato. Ficou claro que o planetinha azul é tudo que possuímos e que se ele adoecer, nós, como parte integrante, também adoeceremos. Ficou muito claro que o que fizermos a Gaia estaremos fazendo a nós mesmos.

As fronteiras geopolíticas, essas linhas artificiais que separam as pessoas em todo o mundo, simplesmente não existem naquela foto. Nela, o mundo está livre de divisões. Hoje, décadas depois, os blocos econômicos, a crescente indústria do turismo, as comunicações de massa e a internet cada vez mais acessível afrouxam ainda mais essas fronteiras, fragilizando a noção de país que possuímos. Essa fragilização causa em muita gente, principalmente nos mais velhos, certo incômodo e insegurança, pois nossa noção de país e de identidade cultural foi construída à custa de muitas guerras e conquistas sangrentas e se encontra enraizada a ferro e fogo em nossas mentes. Dói ter de largá-la por uma noção planetária que ainda não sabemos como exatamente irá funcionar.

Dói, mas talvez não haja outra alternativa. O curso natural da evolução parece agora nos solicitar uma noção mais abrangente de nós mesmos e do lugar onde vivemos. Sei que o processo de globalização é irreversível e que, com ele, há o perigo de culturas inteiras serem devoradas pelos interesses comerciais, enriquecendo alguns poucos mas empobrecendo a espécie humana. Será um grande desafio que teremos de superar.

Por enquanto, fico com minha esperança nesse mundo sem fronteiras que nos revelou aquela foto tirada do espaço. Um mundo mais inteiro e harmonioso, sem divisões internas a enfraquecê-lo. E é exatamente por causa dessa esperança que não morre que, entre as duas imagens, escolho a imagem da Terra, nossa casa vista do espaço, redonda e azul, como a minha imagem do século 20. E torço para que, no futuro, essa imagem simbolize o momento mágico em que o mito da unicidade foi finalmente despertado, feito uma revolução em massa que ainda está em seu início, mas que não pode mais ser derrotada.

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Ricardo Kelmer 2000 – blogdokelmer.com

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em italiano

L´IMMAGINE DEL 20o SECOLO
Ricardo Kelmer 2000

Qual è l’immagine del 20° secolo secondo te? Fra tutte le immagini del secolo, e ce ne sono state tante perché la tecnologia ha facilitato la loro divulgazione istantanea al mondo, quale sceglieresti per rappresentare questa fase della storia della nostra specie e del nostro pianeta?

Questa domanda mi è stata fatta qualche giorno fa. Sono rimasto a pensare per giorni. Il 20° secolo è pieno di immagini significanti: cinema, scoperte scientifiche, guerre, competizioni sportive, meraviglie tecnologiche, il 14 Bis di Santos Dumont, Gandhi che gira il “charkha”, la bambina vietnamita che corre nuda lungo la strada bombardata, lo studente cinese che sfida la fila di carri armati nella Piazza della Pace Celestiale (il nome della piazza, che ironia…), la pecora Dolly… Tante immagini, tanti avvenimenti indimenticabili. Finalmente ho scelto due immagini.

La prima è il fungo atomico, la bomba lanciata sulle città di Hiroshima e Nagasaki nel 1945. La bomba atomica, la rosa con cirrosi, senza colore, senza profumo, senza rosa, senza niente.* Dobbiamo tenere per sempre nel nostro album di ricordi l’immagine di questo maledetto fungo per non dimenticare che siamo arrivati molto prossimi al nostro sterminio. L’immagine ripugnante della distruzione di due città e dell’assassinio di migliaia di persone innocenti. L’immagine suprema della stupidità umana.

Il vergognoso fungo atomico simbolizza inoltre un morso in più al frutto proibito della conoscenza, il frutto che ci ha sempre acceso e accenderà la curiosità. Il problema non è con il frutto in sé perché la conoscenza esiste proprio per essere accessibile, il frutto ci aspetta sempre e l’evoluzione delle cose ci porterà sempre al livello successivo della conoscenza. Il problema è quello che facciamo con la conoscenza acquisita. Non esiste modo per fermare l’evoluzione del sapere; si tratta di una necessità della specie. Abbiamo scoperto il potere degli atomi e che loro possono esserci utili, ma abbiamo scoperto, inoltre, che servono per sterminare popolazioni intere, gente innocente, in un secondo soltanto. Un secondo che ha lasciato eternamente proiettata, come un’ombra sul muro della nostra storia, la stupidità e la vergogna di essere umani.

E la seconda immagine? Beh, lei non è vergognosa, al contrario. Mentre il fungo atomico ci rattrista, quest’altra ci riempie il cuore di speranza per un futuro migliore. È la foto della Terra vista dallo spazio. È la foto che gli astronauti hanno fatto nell’occasione dell’arrivo sulla Luna, nel 1969. In quel momento l’umanità, per la prima volta nella Storia, metteva i piedi in un posto fuori dal proprio pianeta, guardando indietro vedeva la Terra da un’altra angolazione. L’immagine è bella, bellissima, ma non è soltanto questo. Lì, in quel magico istante, raccolto eternamente in una fotografia, l’umanità ha messo la testa fuori del suo piccolo mondo di divisioni, superficialità e meschinerie e riuscì, per la prima volta…allontanarsi e guardare se stessa.

E che cosa abbiamo visto? Abbiamo visto la nostra casa che fluttua nello spazio. Abbiamo visto un pianeta intero, senza divisioni. Non abbiamo visto questo o quel paese: abbiamo visto un tutt’uno. Non abbiamo visto divisioni razziali, culturali, religiose o ideologiche. No. Quello che abbiamo visto è una cosa sola, fatta di cose diverse, sì, ma un’unica cosa. Abbiamo visto per la prima volta il nostro pianeta e scoperto che è azzurro e bellissimo, sospeso nello spazio che fluttua nell’immensità dell’Universo. Ah, che momento illuminato! Quante implicazioni filosofiche, metafisiche, sociologiche, economiche e tutto il resto quest’immagine ha fatto esplodere di botto!

Prima di questa foto molti intuivano già che sotto l’estrema diversità correva il fiume dell’unicità. Ma la fotografia della Terra improvvisamente mostrava questo sulla carta e condensava in un’immagine tutto ciò che dovevamo urgentemente mettere in pratica. In un attimo è stato chiaro che viviamo in un unico posto, tutti noi, occidentali ed orientali, neri, bianchi, indigeni, gialli, cristiani, ebrei, musulmani, induisti. Immediatamente è stato chiaro che non aveva più senso combattere fra noi e dividere il mondo in nazioni, e che dovevamo dare adesso la massima priorità a quella visione del tutto invece di privilegiare questo o quel paese, questa o quella cultura.

Dopo questa foto l’umanità iniziò a pensare diversamente riguardo se stessa e riguardo il luogo dove vive. C’è stato uno scatto nell’inconscio collettivo. Si è attivato definitivamente il mito dell’unicità. Improvvisamente ci siamo visti dall’alto ed abbiamo capito che, in un mondo sempre più collegato ed interconnesso, tutto ciò che faremo localmente porterà conseguenze globali, anche se non ce ne rendiamo conto nell’immediato. È diventato chiaro che quel pianetino azzurro è tutto ciò che possediamo e che se lui si ammala, anche noi, perché parte integrante, ci ammaliamo. È diventato molto chiaro che quello che facciamo a Gaia lo facciamo a noi stessi.

Le frontiere geopolitiche, queste linee artificiali che separano le persone in tutto il mondo, semplicemente non esistono in quella foto. Lì il mondo è libero da divisioni. Oggi, più di trent’anni dopo, i blocchi economici, la crescente industria del turismo, le comunicazioni di massa e l’internet sempre più accessibile allentano ancora di più queste frontiere, indebolendo la nozione di paese che tutti noi abbiamo. Questa debolezza provocò in molte persone, principalmente nei più grandi, un determinato disagio ed insicurezza certamente perché la nostra idea di nazione e di identità culturale è stata costruita a costo di molte guerre e di sanguinose conquiste e si trova definitivamente radicata nelle nostre menti. Fa male dover abbandonare questa nozione per una planetaria che non sappiamo ancora come funzionerà esattamente.

Fa male ma forse non esiste un’altra alternativa. Il corso naturale dell’evoluzione sembra che ci stia sollecitando una conoscenza più ampia su noi stessi e sul luogo dove tutti viviamo. So che il processo di globalizzazione è irreversibile e che, con lui, esiste il pericolo che intere culture siano divorate dagli interessi commerciali, arricchendo alcuni pochi ma depauperando la specie umana. Sarà una grande sfida che dovremo superare.

Per ora, rimango con la mia speranza in questo mondo senza frontiere rivelato da quella foto fatta dallo spazio . Un mondo più intero ed armonico, senza divisioni interne che lo indeboliscono. Ed è esattamente per questa speranza che non muore che, fra le due immagini, scelgo quella della Terra, la nostra casa vista dallo spazio, rotonda ed azzurra, come l’immagine del 20° secolo. E spero che, nel futuro, quest’immagine simbolizzi il magico momento in cui il mito dell’unicità è stato finalmente svegliato, come una rivoluzione in massa che è ancora all’inizio ma che non può più essere sconfitta.
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Ricardo Kelmer è scrittore, paroliere e sceneggiatore ed abita a São Paulo

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TRADUZIONE: Isabella Furtado – REVISIONE: Massimo Savigni

* N.T.: Tratto dalla poesia “ROSA DE HIROSHIMA” di VINICIUS DE MORAES.

Pensem nas crianças mudas telepáticas/Pensem nas meninas cegas inexatas/Pensem nas mulheres rotas alteradas/Pensem nas feridas como rosas cálidas/Mais, oh, não se esqueça da rosa, da rosa/Da rosa de Hiroshim,a a rosa hereditária/Da rosa radioativa, estúpida, inválida/A rosa com cirrose, a antirrosa atômica/Sem cor nem perfume/Sem rosa, sem nada.

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LEIA NESTE BLOG

Pátria amada Terra – É animador ver as novas gerações convivendo mais naturalmente com essa noção de cidadania planetária

Eles estão na fronteira – Milhões de maltrapilhos famintos, perseguidos políticos, criminosos cruéis, terroristas suicidas, narcotraficantes e trombadinhas invadindo os países e quebrando tudo, estuprando nossas irmãs, matando todo mundo, o caos absoluto

A mensagem de Avatar ao Povo da Terra – Temos de compreender o que os antigos já sabiam e nós esquecemos: a Terra é um ser vivo e nós fazemos parte dele

A ilha – Talvez uma ilha na verdade fosse uma… montanha! Sim, uma montanha com o pico fora dágua

WikiLeaks e o nascimento da cidadania global – Quanto mais as pessoas se conectam à internet, mais elas se entendem como participantes ativos dos destinos do mundo e não apenas de seu país

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DICAS DE LIVRO
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Iniciação à visão holística (Clotilde Tavares, Record/Nova Era)
Holística é um daqueles termos que de repente, quando você vê, ele já está por aí, na mídia e na boca das pessoas. Mas, cá pra nós, quem sabe mesmo o que significa exatamente isso? A professora Clotilde Tavares, que também é médica e terapeuta floral, faz um agradável passeio pelas noções básicas que formam o pensamento holístico, cada vez mais importante pra humanidade deste tempo.

O novo paradigma (Walter de Souza, Cultrix)
À procura de entender a realidade, a humanidade fragmentou o conhecimento, valorizando as especializações. Isso trouxe conquistas indispensáveis, é verdade. No entanto já é visível a necessidade de voltarmos a reunir o conhecimento espalhado. É alentador ver que vários ramos da ciência já seguem a mesma direção. Nesta curta mas significativa obra, o autor nos revela os novos caminhos que já estão expandindo a consciência humana.

O Tao da Física (Fritjof Capra, Cultrix)
Novas descobertas da f ísica quântica promovem um verdadeiro rebuliço na compreensão dos cientistas a respeito da realidade e muitos até se recusam a acreditar nas constatações filosóficas e metafísicas a que seus experimentos os conduzem. O físico Fritjof Capra mostra as impressionantes coincidências entre as novas descobertas da Física a respeito da matéria e as antigas filosofias orientais como o Taoísmo e o Budismo.

O ponto de mutação (Fritjof Capra, Cultrix)
Prosseguindo em seus estudos, Capra mostra como as ciências já estão falhando por insistir em seguir o modelo newtoniano/descartiano de interpretação da realidade e sugere que a humanidade está vivendo uma decisiva transição em sua evolução. Especificando a situação de diversos ramos da ciência, como medicina, psicologia e economia, Capra escreveu uma obra indispensável ao estudioso do pensamento holístico e dos novos paradigmas que lentamente estão, não substituindo, mas complementando os atuais.

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Santa Luana, livrai-nos dos fanáticos

15/07/2009

15set2009

Crer que o ser supremo do Universo está do meu lado e castigará quem discorda de mim, e que o meu deus é real e os outros são mentira – isso não é fanatismo?

SANTA LUANA, LIVRAI-NOS DOS FANÁTICOS

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Lendo os comentários que recebeu minha crônica sobre proselitismo religioso no esporte (Religião no esporte é gol contra), comprovei o perigo que a religião representa para o mundo. Meu texto defende limites no comportamento de jogadores que usam o esporte para divulgar ostensivamente crenças religiosas. A imensa maioria discordou, claro, pois a imensa maioria dos terráqueos é religiosa. O preocupante foi o tom de animosidade dos comentários. Em lugar de considerações racionais e equilibradas, esses religiosos cospem grosserias, xingamentos e até ameaças, dizem que estou possuído pelo demo, que eu defenderia a propaganda de drogas e que sou babaca, gay e fascista, insultam minha mãe e pedem minha saída do jornal. Quanto fanatismo…

Um assunto delicado e polêmico como esse poucos ousam abordar diretamente, pois inventou-se que não se deve criticar a religião – um privilégio absurdo. No entanto, os problemas que o fanatismo religioso causam ao mundo trazem naturalmente à tona a necessidade de discutir o assunto com urgência.

A história da humanidade está encharcada de sangue por causa da religião. Mulheres e homossexuais já foram perseguidos demais pelo machismo das religiões. O terrorismo religioso é atualmente a causa da maioria dos conflitos no mundo. A fé fanática leva as pessoas a lutarem contra o que não segue seu livro sagrado, e para isso vale explodir clínicas de aborto, trens e edifícios.

Nenhum religioso se acha fanático, porém é sutil o fanatismo religioso. Crer que o ser supremo do Universo está do meu lado e castigará quem discorda de mim, e que o meu deus é real e os outros são mentira – isso não é fanatismo? Ah, mas não existem deuses, só existe um único deus, o monoteísta argumenta, e é claro que esse deus é exatamente como ele entende, e jamais como os outros possam entender. É fanatismo, sim. Querer impor a todos uma crença irracional que se resume a uma mera questão de fé íntima e que não se pode comprovar – isso não é fanatismo?

Insistem num ponto os favoráveis ao proselitismo religioso no esporte: que impor limites seria ir contra a liberdade de expressão. E disso me acusam, putz, logo eu que tenho a liberdade como bandeira de minha vida. Claro que a liberdade de expressão é sagrada e sem ela não há democracia, mas há situações mais e menos convenientes para se expressar. Se um torcedor aproveitasse uma cerimônia religiosa para exibir a camisa e propagandear a paixão por seu clube, os fiéis da igreja certamente protestariam. É uma questão de conveniência social.

Haveremos de encontrar um meio de proteger o esporte das interferências da religião, até porque um evento esportivo não é um evento religioso. Evidentemente as religiões têm todo o direito de organizar eventos esportivos e, nesse caso, o esporte seria legitimamente usado a favor delas – mas as competições da Fifa são essencialmente laicas e ela tem todo o direito, em sua preocupação por preservar o espírito esportivo, de proibir certos tipos de manifestações. Se os jogadores religiosos não fossem tão ostensivos em sua fé, nem haveria essa discussão.

Algumas religiões precisam demais do mal para combater. E o mal está nos que não creem em seu deus ou está no deus das outras religiões. Para algumas religiões não haverá descanso enquanto houver infiéis. É óbvio que isso em nada contribui para o convívio harmonioso entre os diferentes, e é aí que mora o perigo do proselitismo religioso no esporte: essas religiões não suportam a diferença. Se elas se unissem, vá lá, o esporte até ganharia com isso, mas não é o caso: as religiões se detestam.

Temos que defender a liberdade de expressão, sim. Devemos ser livres para dizer o que pensamos, fazer humor politicamente incorreto, criticar governo e instituições, ridicularizar celebridades e até zombar das religiões. Se um jogador tem o direito de usar uma camiseta “Deus é fiel”, outro também poderia usar uma “Deus é assassino”. Se um jogador pode propagandear o cristianismo, por que outro não poderia divulgar o satanismo? A expressão religiosa deve ser livre, sim, mas o esporte não é o melhor lugar para isso.

Eu falava da reação dos religiosos à minha crônica. Se me fizeram até ameaças, o que poderá acontecer se as religiões se encontrarem abertamente no esporte? Se o deus de uma for o diabo da outra, os jogadores saberão ser gentis? Para o esporte, um jogo é só um jogo, mas para as religiões o que está em jogo é a supremacia de seus deuses. E, é claro, a conquista de mais fiéis, pois hoje templo é dinheiro.

Atualmente os ateístas somam 5% no mundo inteiro. Os teístas são esmagadora maioria, sim, mas a crença numa entidade criadora e gerenciadora do Universo, em vez de unir, só os divide, gerando violência e fanatismo, o que prova mais uma vez que valores morais independem de religião. O único antídoto contra o fanatismo é a relativização da fé religiosa, ou seja, cada pessoa entender sua religiosidade ou a falta dela como apenas um modo particular de lidar com o imenso mistério da vida, e que não faz sentido impô-la aos demais. Porém, se isso anularia o fanatismo, também significaria o fim das religiões organizadas. Conclusão: a religiosidade é mais sadia que a religião pois a religião é fanática por natureza.

Minha conclusão não quer convencer ninguém da existência ou inexistência de deuses, mas sim mostrar que a religião está diretamente ligada ao fanatismo. E se existir alguma religião que considere relativa a sua visão individual do divino? Uau, eu adoraria saber disso, mas não boto fé.

As crenças religiosas são uma questão pessoal e não deveriam deixar o âmbito da intimidade para se meterem no plano esportivo ou político. Aquele crucifixo na parede do Congresso Nacional, por exemplo, não poderia estar ali pois pela constituição o Brasil é um Estado laico. Se pode um crucifixo, então pode também uma estátua de Exu. Ou, se existisse a ISLUP, Igreja dos Seguidores de Luana Piovani, poderia também uma imagem dela lá – o Congresso continuaria o mesmo covil mas ao menos ficaria mais belo. A propósito, como o fanático vê o demo em tudo, é capaz de alguém achar uma mensagem cifrada nas iniciais dos parágrafos deste texto. Ô povo imaginoso.
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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Obrigado, Luana, por ter emprestado vossa santíssima beleza pra embelezar este humilde texto.

Entre pra ISLUP – Igreja dos Seguidores de Luana Piovani. O primeiro passo é saber pronunciar corretamente o nome da igreja, a língua em reverência, como se lambendo um sorvete: IsLLLLLLLup… Após isso, deixe sua inscrição num comentário cá embaixo.

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futebolbrasil2009copaconfed-02.jpgReligião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses. ATENÇÃO: CONTÉM COMENTÁRIOS VIRULENTOS DE FANÁTICOS RELIGIOSOS

Santa Luana, livrai-nos dos fanáticos – Crer que o ser supremo do Universo está do meu lado e castigará quem discorda de mim, e que o meu deus é real e os outros são mentira – isso não é fanatismo?

Memórias de um excomungado – Eu jamais havia cogitado a ideia de que era possível não ter religião ou não acreditar em Deus

Entrevista com o ateu – Um pregador evangélico entrevista um escritor ateu

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Comentarios01COMENTÁRIOS

Obrigado a todos os leitores que comentam meu trabalho. Mesmo que discordemos em nossas opiniões, sua participação me deixa bastante honrado. Comentários enviados por e-mail ou importados de outros sites poderão ser reduzidos. Para garantir a reprodução total de seu texto, poste diretamente neste blog. Comentários postados em maiúsculas poderão ser recusados.

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01- Se LUANINHA ME AMA, que ela venha a mim pra me fazer feliz. Ô mulher bonita!!! Muito inteligente, Ricardo Kelmer. Parabéns! Giovanni, jul2009

02- Entre um homem pragado numa cruz de braços abertos sangrando e a Luana na sua frente com as pernas abertas, você escolhe o quê? Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu Lu !!!!!!!!! – John Lock, jul2009

03- Excelente comentário, pena que contra religião, não há razão. Eduardo, jul2009
RK: É verdade. Mas se eu ficar lembrando disso, desistirei de escrever.

04- Concordo pelamente com seu ponto de vista, a religião acaba com as pessoas formão desunião uma rivalidade sem fim um fanatismo que eles não consequem ver eles são cegos e as igrejas fazem uma lavagem nas pessoas que elas não se dõa conta de tanto fanatismo…isso não considero fé!Ricardo Kelmer adoro vc!!! Jessyka, jul2009

05- Kelmer vc se supera!!!tudo nesssa vida tem que ter equilíbrio e bom senso, inclusive a fé!!!parabéns pela profundidade dos comentários, mas, sem ser despeitada, não acho que a Luana esteja com essa “bola” toda…kkk..!!!bjo. Irismar, jul2009
RK: Luana Santinha te perdoa, Irismar.

06- a verdade está somente em Cristo,Kilmer você não pode generalizar a tudo e a todos, a própria palavra de Deus diz que no final dos tempos apreceriam todo tipo de blasfêmias que muitos esfriariam na fé. Que Deus tenha misericórdia de mim e de você. Nazareno Germano Máximo, jul2009
RK: Putz, agora fiquei sem entender se eu faço parte dessas tais blasfêmias. Posso trocar por blasfêmeas?

07- Viiiiva o deus do KELMER: VIVA A MACONHA!!!Jogadores, exponham nas suas camisas: LIBERAÇÃO DA CANNABIS JAH!A FAVOR DA MACONHA SEM PRECONCEITO DAS MINORIAS!Ricardo Kelmer BASEADO NISSO aplaudirá e exaltará em seus artigos!Só assim vcs deixarão escritor maconheiro feliz! Paulo, ago2009
RK: Caramba, Paulo… Obrigado pela publicidade gratuita do meu livro Baseado Nisso. Em retribuição, deixarei a ponta pra você.

08- Concordo com o artigo de Ricardo em quase tudo, exceto que no Brasil o “DEMO”(PFL)é responsável por tudo que não presta no país, inclusive e principalmente no SENADO. Arlindo Pacheco, ago2009

09- Quanto ao fato de haver crucifixos e outros símbolos religiosos em prédios públicos no Brasil, isso é justificável, pois a grande maioria dos brasileiros é católica e a Igreja Católica tem parte fundamental na nossa formação cultural. Luigi Nocrato, ago2009
RK: Claro, claro. E certamente você continuaria com a mesma opinião se a maioria dos brasileiros fosse do candomblé.

10- Kelmericas, esse seu artigo mostra claramente que você não domina nenhum dos dois assuntos: Futebol e Religião. Existe coisas que só podemos comentar se conhecermos a sensação de vive-las. Antonio José, ago2009
RK:
Eu conheço a sensação de viver a religião, Antonio José. Fui dirigente e palestrante de grupos de jovens católicos e tentei converter muitas almas para Deus Nosso Senhor. Frequentei outras religiões para conhecê-las de dentro, inclusive escolas iniciáticas e grupos esotéricos. E também estudo mitologia comparada. Eu não me arriscaria a escrever sobre tema tão difícil e controverso se não soubesse do que falo. Fique à vontade para ler o blog e saber mais sobre minha história e meu trabalho.


Protegido: RK na Parada Gay – Imagens (VIP)

12/07/2009

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Desconstruindo Kelmer

12/07/2009

Wanessa, 2009

Totalmente metida e curiosa, eu me debrucei sobre o conto e fiz minha própria interpretação

DesconstruindoKelmer-04.

DESCONSTRUINDO KELMER

Por Wanessa
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Eu adoro o Vocês Terráqueas. E eu, grande releitora que sou, claro que escarafunchei o livro todo, li de cabo a rabo incontáveis vezes. Principalmente depois daquela conversa que nós tivemos, em que tu me contou um segredinho que se esconde em alguns textos. Depois disso, a tua obra virou um mistério ainda maior pra mim. Comecei a ler teus textos com mais atenção, agora entendo melhor algumas coisas e desconheço completamente outras.

Um conto em especial me instigou desde a primeira leitura: Cristal. A ordem dos acontecimentos é compreensível, tem começo, meio e fim, mas não dá pra terminar a leitura sem a sensação de que tem algo muito maior que eu não consegui captar. Eu, meio Sherlock Holmes das palavras, fico tentando decifrar os enigmas, seguir possíveis pistas, mas é tudo em vão. Não dá.

Totalmente metida e curiosa, eu me debrucei sobre o conto e fiz minha própria interpretação. Bem, a presença da Mestra, a vida, a Deusa, o Tao, o fluxo irrevogável de tudo, não me espanta que seja uma figura feminina. Um presente de aniversário, a viagem sem escolha. Depois o corredor cheio de portas e ela aparece, a Simone. Provavelmente um amor da adolescência. Eu vejo um Ricardo cheio de ideias, querendo tudo ao mesmo tempo. Tempo que, até então era inesgotável e por isso permitia um monte de erros que levam a um rompimento doloroso, que deixa uma dor que invade, dor física, forte.

Encontro com a Renata. A bailarina que faz piruetas num nicho, algum lugar perdido, intocável. Os movimentos leves; contemplamos a beleza porque é finita. Melhor não me demorar por aqui, não há tempo, só pra recuperar o fôlego, o assombro diante das surpresas da vida.

A Bel traz o encontro com a princesa, o primeiro. Joga suas tranças da torre; beleza e loucura juntas provocam vertigem? A morte do primeiro Ricardo, daquele que por vezes era desconhecido de si próprio, te deixa profundamente grato, a mim também. Vânia, Valesca, Vanessa, Valéria, são tantas as possibilidades dessa musicista sensual, sensual como doce desmanchando na boca. O inalcançável, mesmo que a distância entre os corpos seja curta. É preciso achar-se a si, antes do outro. Talvez a fuga seja o melhor caminho quando o vaso ainda está vazio.

Minhas dúvidas se multiplicam em relação aos nomes, Fabiana, Fabíola, Fátima… o nome tanto faz, as fantasias são múltiplas, volúveis, diáfanas. Encantam e entontecem. É preciso um fio que te conduza a realidade, uma mão talvez. E ela sabe fazer isso, no meio do redemoinho de possibilidades e sonhos, é bom se saber compreendido por alguém, uma certeza tranquilizadora de não ser tão estranho, hermético. Gisele, como a espiã nua em Paris, a tua cara isso. E mais uma vez a tontura, mas essa é diferente e conheço: a euforia da excitação e o gozo (ai, que saudade da tua carinha gozando…), a sensação de ir cada vez mais fundo, mais longe. Transpiração e transcendência lado a lado.

O inferno te espera e traz também o sabor indigesto. A inquietação, o ápice do sofrimento e desespero. A alma conturbada se rende a mais uma morte. Passou pelo seu Karma, Karine. As palavras não bastam para agradecer por uma nova vida. E no fim, sete encontros, sete vidas que hoje formam um só cristal, o mais belo, o ser mais incrível que ja conheci na vida, tu. Talvez eu tenha acertado um pouco, talvez tenha passado longe, mas uma coisa eu aprendi com esse conto, às vezes racionalizar sobre o que está diante dos olhos, só torna tudo mais complicado, a compreensão pode ser simples, não precisa muito. Apenas sentir.
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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Cristal-02aCristal – Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

Inculta e bela, dengosa e cruel – Então, arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar

Maior que meu horizonte (por Wanessa, inspirado na crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel)E quando eu penso que ele já está de novo envolvido em meus contornos, hipnotizado pelo balanço dos meus quadris e minha maré, ele foge

Confissões de uma leitorinha nua (por Leitorinha) – Fiquei tão à vontade pra ler a página dele na net que agora o fazia completamente nua

Canalha Kelmer (por Rômero Barbosa) – Cara, essa tal de Cibele queria era te dar. Queria ler sacanagens escritas por você pra depois tu comer ela todinha

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A garçonete da minha vida

08/07/2009

08jul2009

Naquela sexta de dezembro, Diametral, que não era ainda Diametral, e Ninfa Jessi, que já era Ninfa Jessi, começaram oficialmente a mais bela e safada história de amor jamais contada, ele que a amava em silêncio havia um ano, ela chorando de raiva, desamparo e tesão

AGarconeteDaMinhaVida-01.

A GARÇONETE DA MINHA VIDA
As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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Ninfa Jessi e seus fetiches. Que eu adoro, por sinal. Um deles é por garçonete. Pelas garçonetes e também por ser uma garçonete. Pra ela, é umas das melhores profissões que uma mulher pode ter na vida.

– Homens, mulheres e vodca toda noite, Gatão! E ainda ser paga pra isso!

Quando a conheci, pelo Orkut, Jessi tinha 19 aninhos. Idade perfeita pra uma taradinha como ela se perder no lado bom da vida. De família do interior, mal esperou fazer 18 anos: largou o namorado careta, a cidade que não entendia seu cabelo mutante e suas lentes coloridas e se picou pra capital, queria estudar Cinema. Dividia um quarto com uma amiga e trampava num espaço cultural, onde via filme de graça e estava sempre conhecendo homens e mulheres interessantes – conhecendo e comendo, claro, que ela desde então já não prestava. Jessi, a pequena tarada.

Mas, como ela gosta de dizer, tinha espaço pra mais adrenalina nas veias de sua vida. Na verdade, Jessi queria ampliar o diâmetro do mundo, o mundo que ela conhecia ainda era pequeno demais pra tanto sonho e tesão que ardiam em sua alma e em seu corpo. Ela precisava de mim e não sabia. Mas antes de mim ainda haveria alguns capítulos em sua vida.

Então o Bukowski abriu vaga pra novas garçonetes. Bukowski, o bar que toda menina má sonha ter no currículo. Era um barzinho rock´n´roll que era meio inferninho, onde as garçonetes faziam uns shows performáticos bem apimentados. Cara, o público enlouquecia, choviam gorjetas. A casa pagava academia pras meninas manterem seus corpinhos em forma e elas tinham até professora de dança. Era bem organizado o negócio. E lá estava a adrenalina de que minha pequena precisava.

Ela passou na entrevista, passou no teste de dança e aí ficou faltando apenas o teste final que a professora exigia. Adivinha onde era o teste final? Na cama da professora, claro, professorinha esperta.

Já perfeitamente ciente das delícias que uma xana proporciona, o tal do teste final não desmotivou minha pequena nem um pouco. E ela fez, claro. Mas a professora deve ter ficado com muita dúvida pois em vez de um só, fez um bocadão de testes finais com ela. O resultado é que as duas se apaixonaram, é mesmo difícil não se encantar pela Jessi, e assim a pequena tarada virou garçonete do Bukowski e foi morar com sua professora de dança.

– Mais que dançar, ela me ensinou a comer direitinho uma mulher, Gatão. Isso não tem preço, tem?

Ninfa Jessi não presta.

Vem desse romance com a professora outro fetiche de Jessi, que hoje ela não dispensa com nossas namoradas: a morena adorava que ela a comesse com aqueles paus de silicone, ficava louca, gozava horrores. Jessi diz que numa dessas vezes, sua morena de quatro e ela metendo forte, por alguns instantes deixou de ser ela mesma e de repente era um homem, e quase pôde entender realmente, de corpo e alma, o que é ser homem. Foi algo meio místico, que nunca mais se repetiria com a mesma intensidade, mas que sempre volta quando ela está dentro de uma mulher, e também quando ela me vê dentro de uma mulher – nesses momentos seu olhar sempre busca o meu, como se nele pudesse reencontrar a louca sensação que ela uma noite teve. Como se através de mim e do nosso amor, trepando com nossas namoradas, ela pudesse enfim ser o homem que ela não é.

NinfaJessi-027Durante seis meses Jessi experimentou a felicidade que jamais tivera em sua vida. Tinha o emprego dos seus sonhos, ganhava bem, era querida pelos clientes e vivia seu lindo caso de amor. Seus shows no Bukowski? Eram dos mais aguardados, principalmente quando ela atuava com Sheilinha, a Sheila Dinamite. Todas as meninas tinham nomes artísticos e vem dessa época seu nome, Ninfa Jessi, bolado pela professora. Nome perfeito, combinava demais com ela, com os modelitos de ninfeta que ela usava, os lacinhos no cabelo – e, é claro, com seu apetite sexual. Não haveria nome melhor.

Mas nesse mundo os ventos mudam, né? O primeiro grande amor da vida de Jessi durou até o dia em que um vento em forma de loirinha desempregada bateu lá no Bukowski pra fazer teste pra garçonete. Exatamente, a professora trocou Jessi por ela. Pobre Jessi, sofreu pra caramba. Prosseguiu no emprego, mas deixou o apê da professora e alugou uma quitinete. O pior de tudo era ter que encontrar sua paixão quase todos os dias e se morder de ciúmes sempre que chegava garçonete nova na casa.

Foi por esses dias que eu fui lá no Bukowski. Nossa amizade, que havia começado numa comunidade bluseira do Orkut – sim, foi o blues crônico da vida que fez nossos caminhos se cruzarem – estava agora no estágio MSN, com papos quase diários. Já apaixonado pela pequena tarada, como ela mesma se chamava, e sabendo que trabalhava no Bukowski, me piquei pra lá. Cara, paguei a maior grana pra entrar, e tudo que eu tinha no bolso só deu pra tomar duas cervas. E ela nem me viu. Mas valeu a pena. Foi a primeira vez que meus olhos pousaram diretamente em Ninfa Jessi. E vê-la ali, com seu jeitinho cativante de moleca safada, dançando nua no balcão com outra menina, putamerda, foi inesquecível. Era a mulher perfeita, inacreditavelmente perfeita, assustadoramente perfeita. A Deusa-Ninfa dos meus sonhos que nem nos melhores sonhos eu havia sonhado. E sabe quando bate aquela certeza fulminante e inexplicável no destino? Bateu. No Bukowski, apertado no meio de outros caras e outras meninas que assistiam ao show, eu tive a calma certeza de que ali estava a mulher da minha existência, a deusa-diaba que seguiria comigo pela vida. Ali estava o motivo de eu acordar todos os dias com aquela dilacerante saudade do que eu nunca tinha vivido.

Faltava só ela também saber disso.

(continua)
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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NinfaJessiGarconetes-01dA continuação do conto, contendo fotos de Ninfa Jessi e de um show no Bukowski, além do Álbum das Garçonetes, está disponível aqui. Exclusivo para Leitor Vip. Basta digitar a senha do ano da postagem.

Ainda não é Leitor Vip? Vamos resolver isso agora!

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um casal apaixonado vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir

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LEIA NESTE BLOG

Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – Contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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01- Eu adooooro essa Ninfa Jessi… 😀 Samara Do Vale, Fortaleza-CE – jun2013


Protegido: A garçonete da minha vida (VIP)

08/07/2009

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Carma de mãe para filha

07/07/2009

07jul2009

Os filhos sempre pagam caro pelos pais que não se realizam em suas vidas

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CARMA DE MÃE PARA FILHA
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“Quanto menos os pais aceitem seus próprios problemas, tanto mais os filhos sofrerão pela vida não vivida de seus pais e tanto mais serão forçados a realizar tudo quanto os pais reprimiram no inconsciente.”

Foi o sábio Carl Gustav Jung (1875-1961), sempre ligado nas sutilezas dos processos psicológicos, quem afirmou isso aí. Em outras palavras, o psiquiatra-pensador suíço quis dizer que os filhos sempre pagam caro pelos pais que não se realizam em suas vidas.

Lembrei disso ao assistir a comédia romântica Mamãe Quer que Eu Case (Because I Said So, EUA 2007, direção Michael Lehmann). A história é sobre uma garota desajeitada (Mandy Moore) que sofre um bocado pela mania da mãe (Diane Keaton) de querer controlar sua vida, principalmente na questão dos relacionamentos amorosos. A mãe, no passado, havia errado em suas escolhas e tinha medo que a filha seguisse pelo mesmo caminho.

Meu lado mulherzinha até que riu com aquelas besteiras que somente o universo feminino, com suas deliciosas neuras, pode proporcionar. O tema da história é bom, mas os personagens não me convenceram, e o roteiro tem obviedades demais, dessas que te fazem sacar o final já no começo do filme. E a personagem da mãe exagera nos faniquitos, ficou caricato.

Mas pelo menos o filme me inspirou a falar de Jung, esse notável médico de almas. Essa coisa dos pais não viverem suas vidas verdadeiras e isso influenciar no comportamento dos filhos é algo muitíssimo sério, mas que infelizmente não costuma ser levado em consideração nas análises que fazemos sobre a vida. O que Jung quer mesmo é nos alertar, a nós todos, para a extrema importância que tem a realização pessoal, não apenas para as nossas vidas individuais como também para a vida de todos os que estão próximos a nós.

Em sua compreensão abrangente da vida humana, Jung logo percebeu que estamos todos inapelavelmente ligados uns aos outros, que nossas mentes estão interconectadas através do inconsciente e, por isso, tudo o que fazemos reverbera nos outros, como espelhos que se refletem e a todo instante acusam, em si próprios, os movimentos dos outros espelhos. Se os pais não resolvem seus conflitos internos, estes não apenas afetarão a relação familiar como poderão influenciar negativamente a vida individual de seus filhos. Se os pais vivem falsamente suas vidas, o peso dessa mentira sufocará seus filhos, que poderão se sentir pressionados, sem perceber, a viver o que seus pais não realizaram em vez de seguir seu próprio caminho de autorrealização. Às vezes, é possível desfazer essas falsas expectativas, mas isso é um processo que requer alto grau de conscientização das partes envolvidas, que inclui o perdoar e também o perdoar-se  e ainda assim se terá perdido um tempo precioso, que jamais será recuperado.

Vendo a coisa desse modo, torna-se óbvia a necessidade de vivermos bem nossas vidas, não apenas por interesse próprio, mas porque a nossa bem-aventurança, de algum modo, também tocará a nossos amigos e familiares. Foram vários os sábios da história que insistiram nessa curiosa verdade: para mudar o mundo, mude a si próprio. Jung, falando sobre o processo de individuação, disse o mesmo, afirmando que o futuro da Humanidade depende da quantidade de pessoas que conseguirem se autorrealizar.

Entretanto, não existe autorrealização sem autoconhecimento. Como realizaremos o nosso potencial sem antes sabermos verdadeiramente quem somos, o que de fato precisamos e queremos, o que realmente nos atrapalha a caminhada? Como nos libertarmos sem saber o que nos aprisiona? É libertando-se que podemos também libertar os outros das nossas expectativas limitantes em relação a eles.

Conhecermo-nos, sem autoenganações, e vivermos nossa melhor vida é o que temos de fazer. E um dia nossos filhos e netos nos agradecerão bastante por isso.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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Carl Gustav Jung (26.07.1875 – 06.06.1961)
Psiquiatra e pensador suíço. Fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana. Jung, assim como Joseph Campbell (1904-1987), ajudou a reacender o interesse sobre a mitologia, situando os mitos como elementos essenciais na busca do indivíduo por sua essência e completude

Jung – a jornada do autodescobrimento – Vídeo com um resumo da vida e das ideias de Carl Jung, o psicólogo e pensador suíço criador da teoria do inconsciente coletivo

Jung na Wikipedia

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MarianaQuerNoivar-04aMariana quer noivar – Você abdicaria das relações amorosas em sua vida em troca de dinheiro ou sucesso na carreira?

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FilmeCinema-01Cine Kelmer Apresenta – Dicas de filme

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Ricardo querido: sábias palavras. Friso esta frase aqui, que resume tudo: Como nos libertarmos sem saber o que nos aprisiona? Esta é, de fato, a grande questão. Passarei esta deliciosa crônica adiante. Um abraço meu! Jana Lauxen, Passo Fundo-RS – nov2009

02- Querido Rico, Sempre aprecio a simplicidade com que consegue falar de assuntos complexos – simples mas nunca superficial – os laços invisíveis que nos ligam com nossos ancestrais (pais, avós, tios etc) em grande parte nos determinam; o tal autoconhecimento fruto, ou não, de uma boa terapia sem dúvidas nos ajuda a desistir de pagar “contas” ou pagar conscientemente e por escolha, débitos que na verdade não contraímos…. Parabéns! bjs. Danielle Alves, Fortaleza-CE – nov2009

03- Karaca Ricardo, cada vez me surpreendo mais com vc. Vc é o homem ideal. Vc pensa muiiiiiiiiiiiito legal, e escreve muito legal as coisas que pensa. Marcia Alves, Belo Horizonte-MG – nov2009

04- Li agora “Carma de mãe pra filha”….Vou assistir ao filme… Você realmente mexeu na questão…..e vejo o quanto é sério e importante esse debate.!! Acho que todos nós sem exceção….teve esse impacto na educação e atualmente esse reflexo é visível, já que antigamente era mais velado…não tão aparente. O que difere éque tudo está na nossa frente e não fazemos muito pra mudar isso. Pergunto: se mesmo nos autoconhecendo….o que fazemos depois disso? prá onde iremos e qual alternativas temos? A resposta está lá frente…no futuro…. Mas hoje o que fazer pra mexer nesse universo e provocar essa mudança principalmente na família.? Inêz Dias, Campinas-SP – nov2009

05- Tenho que te parabenizar, Ricardo! Além de escritor, vc se torna intermediador de temas como esses, que algumas vezes acabam ficando um tanto complexo para nós, simples curiosas e curiosos sobre o comportamento humano, e nos facilita a compreensão. Vc une qualidade e simplicidade e fica ótimo te ler! A coisa flui… adoro! Sua maneira de se comunicar é muito ímpar e boa demais! Estou lendo -Mulheres que correm com os lobos- e… putz! Estou fascinada!! Infinitamente enriquecedor… Toda mulher deveria ler! Foi referência sua. Obrigadíssima pela dica! E quando acabar Clarissa, estarei mergulhando no universo Junguiano. Já estava com essa idéia e depois de ter lido a crônica, mais ainda! Obrigada por me enviar! Bjs. Karine Rangel, Rio de Janeiro-RJ – nov2009

06- Muito bendito…muito bem dito, Ric!!!! Gosto muito quando fala do querido Carl! Beijos sortidos!!!! Chris Godoy, São Paulo-SP – nov2009

07- Olha Kelmer, vc é demais mesmo, apesar de não ter filhos, na teoria és 1000. Verdade, às vezes precisamos repensar nas atitudes, nas nossas relações como um todo. bjão. Gizela Symanski, Porto Alegre-RS – nov2009

08- Adorei, Rica ! Estou entendendo e entrando cada vez mais à fundo nessa compreensão e querendo me libertar das crenças ancestrais e da história de meus pais. Isabela Pinto, Fortaleza-CE – nov2009

09- Amei!!! Concordo plenamente… Beijos e Parabéns!!!! Cynthia Silveira, São Paulo-SP– nov2009

10- Adorei!!! Beijos de luz! Sandra Neves, Belo Horizonte-MG – nov2009

11- “Os pais fazem dos filhos, involuntariamente, algo semelhante a eles – a isso denominam ‘educação’ -; nenhuma mãe duvida, no fundo do coração, que ao ter seu filho pariu uma propriedade; nenhum pai discute o direito de submeter o filho aos seus conceitos e valorações.” Assim dizia Nietzsche … Márcia Costa, São Paulo-SP – nov2009

12- Adorei!!!!! Repassei para várias pessoas. Gosto muito do jeito que você enxerga as coisas. Seu jeito de escrever… amei ler…to começando a semana a milhão com está frase na minha cabeça pra mudar o mundo, mude a si mesmo. Jung. Jamile Abdallah, São Paulo-SP – nov2009

13- Oi Ricardo, adorei seu texto, primeiro pq é um tema que me fascina (escrevi um artigo sobre isso na conclusão de uma especialização sobre “Abordagem sistêmica”, acho até que usei essa mesma citação do sábio Jung), segundo pq gosto muito do seu jeito de escrever e terceiro pq vc sintetizou bem um pensamento central da teoria junguiana. Muito legal… Vou enviar o tento pra amigos e entregar uma cópia pra alguns pacientes. Obrigada. Abraço e continue nos presenteando com boas construções. Raquel Brasil, Fortaleza-CE – nov2009

14- Muito boa a reflexão..adorei! Tatá Guida, Rio das Ostras-RJ – ago2013

15- É isso aí… “torna-se óbvia a necessidade de vivermos bem nossas vidas, não apenas por interesse próprio mas porque a nossa bem-aventurança, de algum modo, também tocará nossos amigos e familiares.” Sem essa de jogar a culpa nos pais, no governo, nos astros, no aquecimento solar…. Maria Emília Lino Silva, Paraty-RJ – ago2013

16- Gostei Ricardo,Bjo! Dijé Sales, Fortaleza-CE – ago2013

17- Geralmente as mães fazem isso, falam dos seus dissabores como uma alerta. Erros são inevitáveis. Há erros que são acertos e vice versa. Jully Fernandes, Juazeiro do Norte-CE – set2013

18- Gostei, meu amado!!! Jung é DELIOSO, assim como você! Tadinhos dos meus filhos…eles devem viver com aquela ladaínha do Zeca Pagodinho na cabeça: “É preciso muito amor para suportar essa mulher…” Ana Erika Oliveira Galvao, Fortaleza-CE – set2013

19- Jung e Ricardo Kelmer: mistura irresistível. Adoro! Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – set2013

20- Muito boa eu já tinha lido antes, sensacional! Adriana Rocha, Mogi das Cruzes-SP – set2013

21- Muito boa eu não tinha lido antes, sensacional! Zilda Barradas, Cuiabá-MT – set2013

os filhos sempre pagam caro pelos pais que não se realizam em suas vidas.

E assim se passaram 12 meses

02/07/2009

Bolo-101Sabia que em jun2009 o Blog do Kelmer completou seu primeiro aninho de vida? Obrigado, obrigado, prove do bolo que tá muito gostoso, foi Celina quem fez, sim, aquela da torta de chocolate… Senta um pouquinho, fica à vontade, eu tô contando a história deste blog.

Poisbem, como eu dizia, desde 2004 eu tinha o site ricardokelmer.net e tava satisfeito com ele. Aí comecei a viajar muito e isso dificultava as atualizações pois além de ter que levar os arquivos comigo, eu precisava que o computador tivesse um programa de ftp.

Em set2007 experimentei esse negócio de blog com o Kelmer para Mulheres (kelmerparamulheres.blogspot.com), que foi criado pra ser uma espécie de laboratório pro meu livro Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do Feminino, onde durante 9 meses eu publicaria textos e receberia sugestões de temas pro livro. Putz, foi uma experiência bastante proveitosa, que me abriu a mente pra incrível funcionalidade dos blogs (e ainda é gratuito!) e me fez perceber a importância da interatividade pro meu trabalho de escritor, o quanto posso me aprimorar com o contato mais próximo do público.

Em jun2008 fechei o Kelmer Para Mulheres (2 mil acessos individuais por mês) pois o Vocês Terráqueas já tava pronto. Fechei também o ricardokelmer.net (10 mil acessos individuais por mês) e abri o Blog do Kelmer, pra onde poderia transferir aos poucos o conteúdo do antigo site. Escolhi o WordPress por permitir manter páginas protegidas por senha, as quais libero apenas aos leitores vips, aqueles que adquirem meus livros.

Meu trabalho se tornou bem mais dinâmico pois o Blog do Kelmer requer atualizações mais frequentes, maizomenos como uma revista eletrônica. Isso me obriga a escrever mais e com maior rapidez, é verdade, porém isso traz mais fidelidade por parte do leitor que deseja me acompanhar mais atentamente. No blog os assuntos são organizados quase que automaticamente e isso facilita a pesquisa.

Nesses primeiros 12 meses foram 24 mil acessos individuais (65 por dia) mas nos últimos 4 meses a média mensal subiu pra 2,8 mil acessos, quase 100 por dia. A média de páginas visitadas é de 1,6 por acesso e a média de tempo no blog é de 2min30 – o que indica que boa parte dos acessantes chega ao blog, não troca de página e sai rapidinho, talvez vindo de alguma busca e não se interessando pelo que encontra aqui. Mas há sempre leitores que passeiam bastante pelo blog. Esses números, que podem ser conferidos à direita no banner do Sitemeter, ainda estão distantes dos números do antigo site mas é provável que em breve eles se aproximem pois eu evidentemente pretendo ficar mais conhecido e, além disso, a postagem semanal de textos antigos e novos atrai automaticamente cada vez mais leitores e buscadores.

Acho que fiz a coisa certa, tô satisfeito. Espero que meus leitores tenham aprovado a mudança. O bolo tava bom? Então pegue mais um pedaço que outro bolo agora só daqui a um ano.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.wordpress.com