A mulher livre e eu

07/06/2009

07jun2009

É esta a mulher que dança pela vida comigo, duas individualidades que se harmonizam mas não se anulam em estúpidas noções de controle: amamos o outro e não a posse do outro

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A MULHER LIVRE E EU

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É ela quem eu quero, a dona dessa boca. A boca docemente familiar que amanhece de mansinho na minha quando desperto de mais uma madrugada de sonho e suor. Porém, bem mais que a boca, é o beijo da liberdade dessa mulher que me refresca a vida.

É ela quem eu desejo, a dona desse corpo. O corpo que me sugere as mais poéticas indecências e me convida a desvendar os segredos que eu já sei de cor, e quando estou lá, puff, de repente já não sei mais, e então me perco por seus montes e planícies e cavernas, e ao fim de tudo me contorço e urro e explodo no mais puro prazer de me perder. Porém, bem mais que no corpo, é na liberdade dessa mulher que a vida se desnuda para mim.

É da presença dela que eu preciso, ela que me traz a certeza de que não seguirei só. É de sua voz que carecem meus ouvidos, a voz que me embala a alma de blues e me faz convidá-la, vamos dançar, meu amor? É o meu olhar no seu que vejo quando nada mais vejo no breu das incertezas. Mas, sobretudo, é a liberdade dessa mulher que me clareia o caminho.

Ela é livre porque, apesar de ter nascido imersa numa cultura, um dia entendeu que não deveria limitar-se às regras, e assim modelou seu ser com o que de melhor encontrou pelo mundo. Evidente que esse não limitar-se às convenções fará dela uma eterna transgressora a incomodar os que só admitem o mundo pelas lentes de sua cultura e religião, mas esse é o preço da alma liberta, ela sabe. E eu faço questão de pagar junto dela.

Houve um tempo em que ela entendia seu corpo como algo contra o qual deve lutar todos os dias – até que percebeu que sua verdadeira beleza não vem de cosméticos, mas de sua alma harmonizada com os ritmos naturais da vida. Hoje ela não precisa gastar para ficar chique e bonita, pois a elegância da simplicidade há muito a fez sua modelo exclusiva. Sim, a mulher livre possui vaidades, mas ela não é boba, sabe que os criadores de moda não almejam a sua felicidade, mas a sua escravidão. E quanto a vestir-se para fazer inveja a outras mulheres, bem, ela sabe que mais tarde quem rasgará sua roupa sou eu.

Os mistérios de si, ela vai buscá-los, pois jamais seremos livres sem nos livrarmos do que por dentro nos paralisa e nos faz sabotar a própria vida. Ser livre é ampliar a cada dia a real noção de si, isso ela há muito compreendeu, e é por esse motivo que os que se libertam não se enganam mais como antes e, por serem verdadeiros, mais verdadeiras são suas relações.

E por bem saber o que ela é ou não é, essa mulher nada tem a provar a ninguém. Se interpretam erroneamente seu jeito espontâneo, ela ri do que dela pensam. Se seus desejos transcendem os velhos modelos sexuais, ela festeja e os divide generosa com eles ou elas, e em nome de seu sagrado prazer ela é a cadela devassa, a santa dadivosa da luxúria, a puta mais linda e desvairada que há.

A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser, e por não estar apegada a poder e dinheiro ela é a mais rica e poderosa de todas. E justamente por saber que a velhice é o segredo final da sabedoria é que a vida todo dia vem banhá-la de alegria e vesti-la com esse jeitinho de menina encantador.

É esta a mulher que dança pela vida comigo, duas individualidades que se harmonizam mas não se anulam em estúpidas noções de controle: amamos o outro e não a posse do outro. Estamos juntos porque finalmente encontramos a liberdade que acolhe e incentiva a nossa própria, e até nos permite dividir com o mundo o nosso amor. E por não sofrer temendo perder quem na verdade nunca possuímos, mais vivemos e gozamos o melhor amor que temos para nos dar.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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MAIS SOBRE LIBERDADE E O FEMININO SELVAGEM

AMulherSelvagem-11aA mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido.

Os apuros do homem feminista – Minha busca por relações igualitárias foi dificultada também porque muitas mulheres, mesmo oprimidas, preferiam relações baseadas no velho modelo machista

Marchando com as vadias – Se ser vadia é ser livre para exercer a própria sexualidade, então todas as mulheres precisam urgentemente assumir sua vadiagem, para o seu próprio bem e o de suas filhas

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LIVROS

vtcapa21x308-01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
Ricardo Kelmer – Contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

O feminino e o sagrado – Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Oi Ricardo, belo texto, lembra o livro, “As mulheres que correm com os lobos”, que é da Clarissa Estes, uma junguiana e contadora de histórias. Conhece? Muito bom (tanto olivro qt seu texto). Bj. Raquel Brasil, Fortaleza-CE – jun2009

02- Uau, acho que nunca li nada tao romantico vindo do Ricardo Kelmer, sera que meu amigo esta finalmente se entregando ao “amor” ou eh so ficcao mesmo? Ana Lúcia Castelo, Nova York-EUA – jun2009

03- Olá Kelmer, Bela crônica. Um ato apologético à criatura camaleônica da mulher, que promove digamos uma “troca de seios” à medida de nossa necessidade. Teve um momento do texto que me identifiquei com a parte boa introjetada de nossa realeza, a liberdade que vagueia pelos campos floridos do desejo saciado, sem qualquer laivo de anseio e voracidade; apenas o acalanto de um prazer purificado da necessidade de evacuar angústias e ansiedades. Gostei bastante. Aproveito para re-convidá-lo para uma entrevista em meu programa cultural na internet. Se você quiser marcar em julho, temos como. Um grande abraço e parabéns pela sensibilidade. Felipe Moreno, São Paulo-SP – jun2009

04- não sei nem como publicar isso no blog, mas se vc puder fazê-lo, faça, de qq forma eu já tinha encaminhado pra quase toda a minha lista e o pessoal está adorando…. Bj. Raquel Brasil, Fortaleza-CE – jun2009

05- Rapaz, onde é q a gente encontra uma “muié” dessas aí, mermão? Essa muié aí parece aquelas das antigas estampas Eucalol (é o novo!): erráticas, inatingíveis e, mesmo, inexistentes — sobretudo pra “rapazes velhos” como nós q já passamos dos quarenta, embora não pareça… Valeu! Wander Nunes Frota, Fortaleza-CE – jun2009

06- Oi, tio prof! Soou meio preconceituoso esse “todas as outras”, achei meio esnobe, sei lá. Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – jun2009

07- nossa…. me identifiquei! hahahaha beeijo. Dani Cecchi, Rio de janeiro-RJ – jun2009

08- “A mulher livre sou eu!” É isso mesmo, Kelmer. E são poucos os que reconhecem a essência que há por trás das que pagam o insustentável preço da liberdade! Parabéns pelo texto. Meire Viana, Fortaleza-CE – jun2009

09- mto bom! bela leitura para o dia dos namorados… Beth Vidigal, São Paulo-SP – jun2009

10- amei,sou uma mulher livre tb… bjs e obrigada . Marysol Rosso, Cocal do Sul-SC – jun2009

11- Simplesmente lindooo!!!Muita sensibililidade e conhecimento da alma feminina!!!Parabéns! Adorei! Obrigada Ricardo. Abraço. Fernanda Bessa, Fortaleza-CE – jun2009

12- nossa que linda essa crônica adoreii!!!!!!! bjs. Fernanda Quinderé, Fortaleza-CE – jun2009

13- muito lindo… é que tu escreve de um jeito muito especial… contagia a alma. beijo grande. e nosso gamão? comprei pedras novas… Gláucia Costa, Fortaleza-CE – jun2009

14- fala bixo!!! tava na amazonia, e la a net e pessima, por isso a demora! + me fala, tem outra dessa p vender?? to carecido!!! abç. César de Cesário, Campina Grande-PB – jun2009

15- Parabéns pelo texto, Ricardo. Poucos são os que leio mais de uma vez, como este. Invejo, e obviamente admiro, esta mulher, pois sou conscientemente presa aos padrões culturais/religiosos. Acho, de certa maneira, que necessito desta prisão, pois não detenho a força necessária a esta liberdade. De qualquer forma, é muito bom saber que ela é possível! Abraços. Maryvone, Fortaleza-CE – jun2009

16- Que romântico esse “a mulher livre e eu”, adorei tbm.. ainda esperando um amor assim, que encontra “a liberdade que admira, acolhe e incentiva”. Jocastra Holanda, Fortaleza-CE – set2011

17- Lindo texto. Vitória Lima, São Paulo-SP – mai2013

18- É essa mulher que procuro… Alexandre Simonete, Piracicaba-SP – jul2013

RK- Alexandre, eu também procurei bastante essa mulher. Até que um dia a encontrei dentro de mim mesmo ao reconhecer o princípio feminino em minha alma. Desde então o feminino liberto em mim me fez um homem mais livre e acho que isso atrai mulheres mais livres ou que buscam se libertar. Alguém já disse que nossas relações nunca serão melhores que a relação que temos com nós mesmos. Seguindo essa lógica, se almejamos relações mais livres, acho que o primeiro passo é libertar a nós mesmos. (jul2013)

20- Então estou no caminho certo…Pois já reconheço o principio feminino em minha alma… Muito bom adorei. Um grd abraço ! Alexandre Simonete, Piracicaba-SP – jul2013

21- Adorei! Eu tenho essa mulher dentro de mim…..Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos. Tatiane Santarosa, Cajamar-SP – jul2013

22- PERFEITO!!!! Só faltou minha digital ! Parabéns. Garcia Nataly, São Paulo-SP – nov2013

23- Eu já tinha lido antes, mas vendo essa postagem agora com comentários carregados de sensibilidade masculina sobre seu próprio feminino, não tem como não me emocionar! Para mim parece tão simples, embora seja um árduo caminho para chegar nesse ponto garotos. Lembre do conto “Quando os homens não voltam pra Casa”. Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – nov2013


Alma una (clipe musical)

01/06/2009

01jun2009

Fiz esta música em 2006 com Flávia Cavaca. Quem canta é Lila Shakti. Os instrumentos e a programação ficaram a cargo do Rodrigo Larese, um fera. Em algumas cidades há grupos que usam esta música em rituais xamânicos ou de celebração do Feminino Sagrado. Ótimo! É pra isso mesmo, fiquem à vontade.

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ALMA UNA
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Celebrar o milagre de ser
O assombro de viver
Na doce magia da noite
Minha alma é noiva desse ritual

O fogo me aquece num abraço amigo
As fagulhas são reflexos do infinito
Eu danço o mistério da Lua
Linda, nua e natural

Eu faço amor com a Terra
Sou a amante eterna
Do fogo, da água e do ar

Sou irmã de tudo que vive
Ninfa que brinca com a vida
Alma una com tudo que há

Salamandras brincam na fogueira…
Guerreiras aladas trazem oferendas…
Se aproximam os animais de poder…
Planta-mestra, eu quero aprender…
Guardiães, abençoem meu caminho…
Tambores do xamã, toquem para mim…
Grande Mãe, estou aqui…

(música de Ricardo Kelmer e Flávia Cavaca)

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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> Baixe a música (mp3, 4mb)
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ElaLua002

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Mais sobre liberdade e o feminino selvagem

A mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que todas as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

LIVROS

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979) – A saga arturiana pela ótica das mulheres

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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COMENTÁRIOS
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01- OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADAAAAAAAAAAAAAAAA… Me emocionei… demais… Espero poder usá-la em meus trabalhos… A sensibilidade das palavras somadas ao ritmo é de fazer com que, nos esqueçamos, por alguns momentos, de onde estamos…Parabéns! Abraço carregado de Boas vibrações e gratidão, também, por suas palavras. Carinhos. Stella Petra, Curitiba-PR – dez2010

02- Sem palavras! É absolutamente estonteante. D´nara Rocco, Montevidéu, Uruguai – nov2012

03- O poeta arrasa na mitologia… 🙂 Muito bom! Ninfas… Sempre elas, hein…? 🙂 Dalu Menezes, Fortaleza-CE – dez2012

04- 20.12.12 Belo dia para transcender o óbvio! As palavras não se prestam ao que realmente se propõem! Incompletas, indefinidas, elas se esquivam dos meus sentimentos, do meu SENTIR. Ah! essa vontade de escrever pra ninguém. Esse desejo de mostrar a ALMA NUA pra quem?
Espanto! Sonhos! Desejos! Vontade quase eufórica de embrenhar-me na mata, subir montanhas, atravessar riachos e mangues. Bruxaria! As palavras escritas, desenhadas com se fora uma serpente me enroscando, tragando-me para o interior de um universo particular, paralelo, (sei lá)! Mostrar quem sempre SOU e não tenho ESTADO!
Magia! Bruxaria! Letras, palavras, histórias, crônicas, contos….. coisas de bruxo?????? Alma de Bruxo travestido de escritor, insano, devasso e ateísta????? E essa vontade de correr rios, matas, montanhas… e ao mesmo tempo SER tudo isso!? Alma Desnuda, Fortaleza-CE – dez2012

05- Adorei ……………………………….. Vou levar Alma Una…………. sensacional! Amanda Pontes, Florianópolis-SC – mar2014

06- Mágico. Parabéns ao autor. Felipe Nobrega, Florianópolis-SC – mar2014

07- Tchê, musica e composição de imagens lindas. Do carayyyy…… Isadora Meirelles, Porto Alegre-RS – mar2014

08- Que lindo Ricardo Kelmer! Amei o presente. Tudo a ver!E adoro a voz da Lila Shakti, tenho um cd dela. Vou usar! Valéria Rosa Pinto, Rio de Janeiro-RJ – mar2014

09- muito brigada Ricardo Kelmer por saber captar nossa escencia. Sandra Buongarzini, Buenos Aires-Argentina – mar2014

10- Quando eu li esse poema e vi o vídeo.. então parte de mim pegou o caminho de volta à floresta que já havia esquecido.. rsrsrs. Adoro! Ivonesete Rodrigues, Fortaleza-CE – jul2014

11- Na veia F.C.&R.K. Dedé Calixto, Fortaleza-CE – jul2014

12- amei! Socorro Sousa, Fortaleza-CE – jul2014

13- Para curtir com una mujer do lado como a Syl. Dedé Calixto, Fortaleza-CE – jul2014

14- LindoDorah Andrade, São Paulo-SP – jul2014

15-  Eu danço o mistério da lua linda, nua e natural / Sou amante eterna do fogo, da água e do ar… / Sou irmã de tudo que vive / Salamandra na fogueira / Algo diz que essa canção foi feita para mim / Alma una. Edy Paiva, Valparaíso de Goiás-GO – set2017


TEATRO – Aldeotas

26/05/2009

Ricardo Kelmer 2009

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Aldeotas

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VALOR PROMOCIONAL PARA GRUPOS
Sábado: R$ 30 – Domingo: R$25

Entre em contato: rkelmer(arroba)gmail.com
Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530

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Os atores Gero Camilo e Caco Ciocler interpretam a trajetória de Levi e Elias, dois amigos de infância, que se reencontram em fragmentos de memória na pequena cidade de Coti das Fuças.

Por sua força poética e memorialista, “Aldeotas” é um texto teatral que arranca o leitor contemporâneo do espaço e do tempo hostis da modernidade e o transporta à recordação daquelas experiências de vida mais sublimes que estão apenas adormecidas dentro de nós.

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Gero Camilo – Formado pela Escola de Arte Dramática da USP, o ator e poeta- dramaturgo escreveu espetáculos como “A Procissão” e “Café com Torradas”, além de ter atuado em outras montagens como “Tartufo, ou o Impostor”, de Molière; “Aquele que diz sim, aquele que diz não”, de Bertold Brecht, entre outros. No cinema, atuou em produções recentes como “Carandiru”, “Cidade de Deus”, “Madame Satã”, “Abril Despedaçado”, “Cronicamente Inviável”, “Domésticas”, “Bicho de Sete Cabeças” (que lhe rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante no 33º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e no Festival de Cinema de Recife, ambos em 2001) e “Narradores de Javé”.  Em televisão, participou dos episódios “As aventuras de Chico Norato contra o boto vingativo” e “Hoje É Dia de Maria”, direção de Luis Fernando Carvalho na TV Globo.

Caco Ciocler- Formado pela Escola de Arte Dramática da USP, o ator integrou o elenco dos espetáculos “Os 7 Afluentes do Rio Ota”, “Senhor das Flores”, “Rei Lear” (Prêmio Qualidade Brasil de melhor ator, em 2000), “Salomé”, “Mary Stuart” e “Píramo e Tisbe” (Prêmio Mambembe de ator coadjuvante). Na TV Globo, trabalhou em “Páginas da Vida”, “JK”, “América”, “O Quinto dos Infernos, “A Muralha” e “O Rei do Gado”. No cinema, atuou em “Olga”, “Sexo, Amor e Traição”, “Lara”, “Bicho de 7 Cabeças”, “A Paixão de Jacobina”, “O Xangô de Baker Street” e “Quase Dois Irmãos”.

Cristiane Paoli Quito – Trabalhando como atriz e produtora de montagens desde 1977, a partir de 1985 iniciou sua atuação como diretora. Desde de 1991 ministra treinamentos de “Clown”, “O Jogo Teatral”, “Máscara Neutra/Commedia dell’Arte” em que criou seu próprio método de preparação do ator aplicando sempre a improvisação. Em 1996, associou-se a Tica Lemos para pesquisar a improvisação cênica relacionando dois gêneros das artes cênicas: dança e teatro. Desta parceria, nasceu a Cia. Nova Dança 4. Em 1998 encenou “Miragens”, “SincrônicaCidade”; em 1999 “Águas de Março sobre Lina Bo Bardi”, “Poetas ao Pé d’Ouvido” e “Acordei pensando em bombas…”. No período de novembro de 2000 a março de 2001 realizou, no Centro Cultural São Paulo, a Mostra “Perspectiva Cristiane Paoli Quito – Um Olhar em Movimento”, em que remontou oito  trabalhos consagrados ao longo dos últimos 10 anos de sua carreira como diretora. Atualmente, é professora do Curso de Teatro da Escola de Artes Dramáticas/USP e do Estúdio Nova Dança.

FICHA TÉCNICA:

Autor: Gero Camilo
Direção: Cristiane Paoli-Quito
Elenco: Gero Camilo e Caco Ciocler
Espaço Cênico: Marisa Bentivegna
Luz: Marisa Bentivegna
Projeto Gráfico: Sato
Fotos: Edu Marin
Direção de Produção: Helena Weyne e Luiza Brasca
Produção: Macaúba Produções Artísticas
Realização: Macaúba Produções Artísticas

SERVIÇO:
Onde: TUCA – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes
Temporada: 02mai a 30ago de 2009
Horários: Sab 21h e dom 19h30
Recomendação: 12 anos
Duração: 1h40m.
Ingresso: Sábado – R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Domingo – R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)


VALOR PROMOCIONAL PARA GRUPOS
Sábado: R$ 30 – Domingo: R$25

Entre em contato: rkelmer(arroba)gmail.com
Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530

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TEATRO – Cyrano

21/05/2009

Ricardo Kelmer 2009

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Cyrano

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VALOR PROMOCIONAL PARA GRUPOS: R$ 25

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Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530


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Karen Acioly monta “Cyrano”, versão infantil divertida, inteligente e emocionante do clássico “Cyrano de Bergerac”, de Edmond Rostand,
com consultoria artística de Bibi Ferreira.

Com adaptação de Denise Crispun, a peça traz no elenco atores conhecidos do público: Mel Lisboa, Dudu Pelizzari, Tadeu Mello e Maurício Machado.

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Sinopse

Tudo começa quando uma pequena companhia de teatro dos dias de hoje decide encenar “Cyrano de Bergerac” com apenas quatro atores no elenco. A missão é difícil, uma vez que a trupe é pequena. Procurando contornar suas limitações, os atores lançam mão de um ator “coringa” (Tadeu Mello), que divertidamente dá vida a mais de 10 personagens e de muitos “truques” e “efeitos” teatrais.

A “peça dentro da peça”, que se passa em meados do século XVII, conta a história de Cyrano de Bergerac (Mauricio Machado), um poeta romântico que ama desde a infância a sua prima Roxanne (Mel Lisboa), mas nunca teve a coragem de lhe declarar essa paixão, por julgar-se desfigurado, devido ao seu longo nariz, e não merecedor do amor de uma mulher.

O jovem Cristiano (Dudu Pelizzari) também a ama, mas, despreparado e tímido, não sabe se expressar com brilhantismo, ao contrário de Cyrano, que tem o dom da palavra. Este, sem esperanças de conquistar a prima, resolve ajudar Cristiano a conquistá-la.

Cyrano escreve cartas a Roxanne em nome de Cristiano, ensina poesia ao rapaz e até fala por ele, às escondidas. As manobras acabam despertando a paixão de Roxanne por Cristiano, a quem julga ser o autor de todos os cortejos. Até que, com o passar do tempo, o segredo é revelado...

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Onde: TUCA – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes
Temporada: 18abr a 28jun de 2009
Horários: Sab e dom 16h
Recomendação: Livre (indicada p/ crianças a partir de 5 anos)
Duração: 55 min.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia p/ estudantes, idosos e aposentados).

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VALOR PROMOCIONAL PARA GRUPOS: R$ 25

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Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530

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Meu futuro de popistar cristão

20/05/2009

20mai2009

Meus shows seriam superanimados, sempre acompanhados de meu time de ruivinhas cristãs de minissaia, as Noviças Viçosas

MEU FUTURO DE POPISTAR CRISTÃO

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Vendo esses cantores e essas bandas cristãs lotando shows e vendendo zilhões sagrados de discos, lembrei que, por um desses carrapichos do destino, eu também quase enveredei por essa rota. É sério, juro por todos os deuses.

Foi na adolescência, em Fortaleza, quando eu participava de grupos de jovens católicos. Sim, eu fiz isso. Meu interesse pela religião e meu fervor místico eram genuínos, e naquela época tentei conciliá-los com minhas vocações artísticas. Após as reuniões do grupo, por exemplo, fazíamos rodas de violão e eu encenava esquetes de humor para os colegas. Já era metido a engraçadinho naquela época.

Depois, tive a ideia de montar um jornalzinho do grupo e pedi ao pároco, o saudoso monsenhor Amarílio, que financiasse. Ele topou, mas não gostou muito do nome que eu escolhera para o jornal: Sovaco de Cobra. Para você ver como sempre fui sem-noção. Então, monsenhor Amarílio sugeriu, com muito jeito, que eu deveria escolher outro nome. Mudei, a contragosto, para um nominho mais careta: O Mensageiro. O jornal chegou a ter quinhentos exemplares mensais, impressos em mimeógrafo, e era uma ótima maneira de divulgar as atividades do grupo e atrair outros jovens.

Mais tarde, empolgado com as músicas cristãs que cantávamos nas missas e reuniões, tive a ideia de montar uma banda com meu chapa no grupo, o Jaqueta, e vibrava só de imaginar a banda se apresentando na missa e nos encontros, o público acompanhando… E as tietes, claro. Sim, mesmo sendo cristão, eu nunca deixei de ser um tarado véi seboso.

Paralelamente aos meus interesses pessoais, eu realmente via a música como um excelente canal de aproximação entre a paróquia e a comunidade, principalmente os mais jovens. Dessa vez, porém, o pároco não gostou da ideia e vetou, aquilo já era muita modernice demais. E assim, em 1983, minha sagrada carreira de popistar cristão acabou antes mesmo de começar.

O que teria acontecido caso o monsenhor aprovasse a ideia? Talvez hoje eu ainda fosse cristão. Talvez, em vez de escritor de sacanagem, eu hoje fosse um cantor de Deus, já pensou? Kelmer de Arimateia, quitals? Evidente que eu não seria um cantor caretinha, aí também é querer demais. Kelmer de Arimateia faria um estilo mais assim tipo maluco do Senhor, paz e amor, podiscrer. E meus shows seriam superanimados, sempre acompanhados de meu time de ruivinhas cristãs de minissaia, as Noviças Viçosas. E o vinho seria liberado para todo mundo, é claro. E tocaríamos no meio do mato, sob a lua cheia, as Noviças Viçosas saltitando descalças ao redor da fogueira e distribuindo uvas de boca em boca e…

Humm… Pensando melhor, monsenhor Amarílio, o senhor fez bem em vetar.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

O mundo é uma mentira – Este filme mostra o quanto a história é manipulada pelas elites religiosas e econômicas, que “criam” os fatos e nos fazem todos acreditarmos neles, lutarmos por eles, matarmos por eles

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Bar do Araújo é a salvação – Espremido entre duas igrejas, o Bar do Araújo é a última resistência dos ateus. E do bom humor

Memórias de um excomungado – Eu jamais havia cogitado a ideia de que era possível não ter religião ou não acreditar em Deus

Religião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses

Entrevista com o ateu – Um pregador evangélico entrevista um escritor ateu. O que pode sair desse mato?

O armário dos ateus – Os dados da ONU e a pesquisa de Phil Zuckerman desmentem uma velha crença dos teístas, a de que uma sociedade sem Deus fatalmente descambará para a criminalidade e infelicidade geral

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01- Pecador dos Inferno ! Rsrs. Mario Wilson Costa Filho, Fortaleza-CE – jun2013

02- Adoooooroo! Saudade vc! Juliana Melo, Fortaleza-CE – jun2013

03- Pense num menino Prodígio…È Ele, Ricardo Kelmer: Meu Muso ,esse menino Lindo que eu conheci quando Inventaram o Telex, mas pelo jeito, o Tempo só melhorou a Categoria dele, cada vez melhor..Belo Caráter e meu amigo querido! Claudia Bahia, Fortaleza-CE – abr2014

04- Eu o conheci no grupo de jovens da paroquia da paz. Ele nessa época se chamava “Kelmo”, mas ja se destacava do resto da turma por sua inteligência e pelas suas habilidades artisticas. Ele merece todo sucesso do mundo. Luciana Loreau, Youghal-Irlanda – abr2014

05- Ricardo, eu acho que seria uma experiência inesquecivel pra mim assistir um show “no meio do mato, sob a lua cheia, as Noviças Viçosas saltitando descalças ao redor da fogueira e distribuindo uvas de boca em boca”. Mas foi vetado, fazer o quê, né? kkk. Vou ficar torcendo para que um dia um outro popistar- cristao o faça… Luciana Loreau, Youghal-Irlanda – abr2014

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TEATRO – O Fingidor

20/05/2009

Ricardo Kelmer 2009


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O Fingidor

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PROMOÇÃO: R$ 20 para grupos

Entre em contato: rkelmer(arroba)gmail.com
Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530

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Temporada comemorativa dos seus 10 anos em cartaz
(Prêmio Shell/99 de melhor autor)

No enredo, Fernando Pessoa, vivendo seus últimos dias, disfarçado como o datilógrafo Madeira, pretende conhecer José Américo, o crítico literário que, como incentivador do poeta, prepara uma conferência sobre sua obra. A partir daí, uma história de muitas surpresas; as situações se desenrolam com personagens reais e fictícios, tais como a governanta Amália, de quem Pessoa sente-se enamorado, a irmã do poeta, o editor de uma revista literária, um jovem estudante de literatura e os principais heterônimos de Pessoa, resultando numa parábola sobre papel do artista na sociedade contemporânea.

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SITE DO TUCA

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Ficha técnica:

Texto e direção: Samir Yazbek
Elenco: Álvaro Augusto Motta, Antônio Duran, Duda Mattos, Eduardo Semerjian, Helio Cicero, Laerte Mello, Regina Remencius, Rubia Reame e Wagner Mollina.
Dramaturgista: Maucir Campanholi
Direção original de movimento: Dani Hu
Cenário: Marisa Rebolo
Figurino: Elena Toscano
Concepção de luz: Celso Marques
Operação de luz: Henrique Zanoni
Sonoplastia: Raul Teixeira
Operação de som: João Blumenschein
Direção de Palco: Bernardo Perri Galegale
Design gráfico: Agência ATCK / Diego Spino
Fotografia: Arnaldo Torres
Produção executiva: Mecenato Moderno / Silvia Marcondes Machado
Logística de produção: Geondes Antônio
Assistente de produção: Larissa Orlow
Administração: Silvia Marcondes Machado
Realização: Companhia Teatral Arnesto nos Convidou
Apoio: Teatro TUCA

Onde: TUCA – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes – SP-SP
Temporada: abr a 28jun de 2009
Horários: Sex e sab 21h30; dom 19h
Recomendação: 14 anos
Duração: 1h40m
Ingresso: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia)
PUC-SP: R$ 10 (estudantes, professores e funcionários)
Televendas de Ingressos: (11) 2198-7726. Aceita todos os cartões de crédito.
Estacionamento conveniado: Riti Estacionamentos – Rua Monte Alegre, 835 – R$10,00 – 3167-7111

PROMOÇÃO: R$ 20 para grupos

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Venda seu espetáculo com Celia Terpins: 11-9129.1530

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RK, o vendedor de teatro

19/05/2009

Ricardo Kelmer 2009

Vai um ingressinho aí?

teatroofingidor1Conheci Celia Terpins logo que cheguei em São Paulo, em out2006. Ela é professora numa escola na Chácara Santo Antonio, zona sul de São Paulo, e trabalha também vendendo peças de teatro pra escolas e empresas.

Logo ficamos amigos e ela, interessada por meu trabalho de palestrante, passou a incluir minhas palestras em seu catálogo de vendas, tornando-se minha agente. E eu, interessado em me aproximar do circuito artístico da cidade e precisando de grana pra me manter na cidade, passei a trabalhar com ela, ajudando-a na logística do negócio.teatrocyrano2

Recentemente ela me convidou pra ajudá-la na parte de vendas. Vendas?, eu pensei, coçando a cabeça, desconfiado de minha inaptidão pra coisa. Mas depois entendi que não custava tentar, né? Se eu vendo livros, festas malucas e até pen drives, por que não conseguiria vender teatro?

Então cá estou, em minha nova função: vendedor de teatro. Funciona assim: Celia fecha acordo diretamente com a produção dos espetáculos e nós oferecemos ingressos a preços especiais para grupos. Trabalharemos com espetáculos infantis e adultos. Usarei meu blog pra divulgar os espetáculos e os interessados podem entrar em contato diretamente pelo meu imeio rkelmer(arroba)gmail.com.

Iaí, vai um ingressinho aí? Aproveita que os preços são promocionais.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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O chamado da Mulher Selvagem (2)

18/05/2009

Ricardo Kelmer 2009

Criei este espaço pra prosseguir com o tema da Mulher Selvagem, o arquétipo da mulher livre e conectada à sabedoria natural. A crônica A Mulher Selvagem é um dos meus textos mais conhecidos, reproduzidos e comentados, o que indica que ele toca em algo muito precioso nas mulheres, no bom sentido  –  e também nos homens que não temem o Feminino.


A Mulher Selvagem sempre surpreendendo…

Encontrei uma versão da crônica num blog português chamado O Sentido da Palavra. Até aí nada demais, esta crônica é mesmo bastante reproduzida por aí. A novidade é que havia algumas alterações no texto. Bem, isso eu também já vi em alguns textos meus – parece ser o tipo da coisa com que escritores precisam aprender a conviver nesses tempos de internet, onde seus textos originais podem se transformar à medida em que são copiados, repassados e reproduzidos pela rede.

Neste caso específico, o que me chamou a atenção é que as alterações no texto parece que foram feitas com o objetivo de tornar o texto mais compreensível no português de portugal. Achei ótimo, claro, é o tipo de coisa que muito me gratifica.

Separei alguns trechos pra você ver.

É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha.

Ficou assim:

É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Praga, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para o Porto. E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem.

Catmandu virou Praga. Tiraram a mulher selvagem da Índia e a levaram pra República Tcheca. E Barroquinha virou Porto. Nesse caso, perdeu-se o sentido original da idéia, que era a de uma cidade pequena, longe e escondida, algo assim como “ela se mudou pro cu do mundo”. Mas, convenhamos, ficou mais chique, agora a mulher selvagem toma vinho do porto.

Em quase tudo ela é uma mulher comum: pega metrô lotado, aproveita as promoções, bota o lixo para fora e tem dia que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um frescor de liberdade. E também dá arrepios: você tem a impressão que viu uma loba na espreita. Você se assusta, olha de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim.

Ficou assim:

Em quase tudo ela é uma mulher comum: vai de metrô cheio, aproveita as promoções, coloca o lixo fora de casa e tem dias que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um frescor de liberdade. E também dá arrepios: tu tens a impressão que viste uma loba na espreita. Tu ficas assustado, olhas de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo tu viste a loba, viste sim.

“Pega metrô lotado” virou “vai de metrô cheio”, o que alivia um pouquinho o aperto pra nossa mulher selvagem. O que mudou mesmo foi o uso do pronome, que passou de você, que os portugueses não costumam usar, pra tu.

Como todo bicho ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Riponga do mato, gabriela brejeira? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias paquera aquele pretinho básico da vitrine.

Ficou assim:

Como todo a mulher selvagem ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Guerreira do mato, gabriela cravo e canela? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias gosta daquele pretinho da montra.

Minha riponga do mato virou guerreira do mato, o que lhe emprestou um tom mais valente. Quando li pela primeira vez, pensei que guerreira do mato fosse um termo usual em Portugal mas pesquisei e não encontrei nada que indicasse isso. Pode ter sido escolha puramente pessoal do tradutor. E “gabriela brejeira” virou “gabriela cravo e canela”, assim sem vírgula mesmo. Ficou interessante, embora a idéia original fosse referenciar a personagem amadiana de modo mais sutil. Talvez o tradutor tenha considerado redundante a junção de gabriela e brejeira. De fato, é. E “paquera aquele pretinho básico da vitrine” virou “gosta daquele pretinho da montra”. Saiu a paquera e entrou o gostar. Portuguesas não paqueram? E o básico do pretinho pulou fora. Seria “pretinho básico” uma expressão incompreensível pros portugueses? Ou as portuguesas é que não são chegadas no famoso vestidinho preto que funciona tanto na boate quanto no velório? E montra significa vitrine mesmo. Bem, de qualquer forma, felizmente a tradução de “paquera aquele pretinho básico da vitrine” não ficou “insinua-se para aquele negrinho ordinário que decora a montra”.

Na postagem em que li o texto traduzido, constava um parágrafo extra ao final, que não faz parte do texto original, este:

Esta é a mulher selvagem, a mulher que possuem o antagonismo da vida dentro e fora de si. A mulher selvagem existe e será eterna entre a sociedade mundana dos homens e nunca será extinta.

Terá sido outra pessoa quem inseriu o trecho enxerido? Não sei. Só sei que não gostei nadinha, claro. Além de conter um erro grosseiro de concordância verbal (a mulher que possuem), traz umas coisas esquisitas como “antagonismo dentro e fora de si” e “será eterna entre a sociedade mundana dos homens e nunca será extinta”. Espero que não reproduzam o texto com esse trecho.

Tô feliz. Minha mulher selvagem deixou a terra brasilis e agora corre livre e nua pelo velho mundo, que bom. Acho que de agora em diante pedirei que me apresentem como “escritor traduzido em Portugal”. Chique no último!

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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.wordpress.com

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“Você se assusta, olha de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim.

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Ler a crônica/assistir o vídeo A Mulher Selvagem

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A sociedade feladaputa de Geraldo Luz

11/05/2009

11mai2009

Crítica social, literatura, filosofia, anarquismo, sacrilégios explícitos e sodomismos irreparáveis

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A SOCIEDADE FELADAPUTA DE GERALDO LUZ

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Como definir o som de Geraldo Luz? Taí uma missão tenebrosa. A coisa mais razoável que consigo pensar é uma fusão antibiológica de Raul Seixas com Augusto dos Anjos e Tiririca. Genial, brega, bizarro, profundo e hilário. Ou seja: indefinível.

Suas músicas são baladas de melodias simplórias, conduzidas por uma inacreditável verborragia que mistura crítica social, literatura, filosofia, anarquismo, sacrilégios explícitos e sodomismos irreparáveis. Entendeu? Poizé. Você não sabe se o cara é um grande libertário culto e inconformista falando altamente sério, se ele é apenas um ingênuo bem intencionado, se ele tá é gozando com a cara de todo mundo ou se o cara é louco mesmo.

E aquela capa do disco, o que é aquilo? Uma cruz num morrinho e pregado nela o Geraldo Luz, só de fraldinha e sangrando, aquela barrigona e o bigodinho, todo o jeitão de dono de bodega de periferia. E o título: Decadence Express. Entendeu?

Uma música começa com o Pai-Nosso. Noutra música ele diz que só nos resta a droga e prega que o suicídio ainda é a melhor solução. Uau… Noutra ele diz que tem um certo desprezo pelas mulheres e explica: É que sou totalmente terceiro sexo. Entendeu? Mas, no fim, a que fica na cabeça da gente é o refrão de Animalismo Mercantil, putz, como faz bem pra alma cantar aquela parte que diz: Que sociedade mais fela-da-puta…

Sei pouco sobre a pessoa de Geraldo Luz. Morava em Fortaleza nos anos 1990 e parece que foi policial rodoviário. Parece também que era chegado nos submundos da noite e que morreu em circunstâncias estranhas, uma briga, uma confusão, algo assim. Acho que o pessoal do estúdio em que ele gravou o disco poderia dar mais informações. Ou o baixista Haroldo Araújo, que fez milagre arranjando as músicas.

Seja quem realmente for Geraldo Luz, não dá mesmo pra discordar dele: Que sociedade mais fela-da-puta, que falsa moral, que moral mais escrota…
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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.com

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Geraldo Luz – Animalismo mercantil

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Geraldo Luz – A droga

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Geraldo Luz – Eu

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Geraldo Luz – A máquina do Estado

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Baixe o disco Decadence Express (37 mb)

Minhas faixas prediletas pra você baixar:
Animalismo mercantilA droga
EuA máquina do estado

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LEIA NESTE BLOG

A celebração da putchéuris – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

A volta da Intocáveis – Oh não! – Um show com os restos mortais da Intocáveis Putz Band

Roque Santeiro, o meu bar do coração – Uma homenagem ao bar Roque Santeiro

Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

Odair José, primeiro e único – Se você, meu amigo, é desses que sentem atração por esse universo brega pré-FM, feito de bares de cortininha, radiola com discos arranhados e meninas vindas do interior… então escute Odair

Maluquice beleza – Já que a formiga só trabalha porque não sabe cantar, Raulzito pegou a linha 743 e foi ser cigarra

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TRILHA DA VIDA LOCA
Trechos do show. Com Ricardo Kelmer e Felipe Breier

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elalivro10Seja Leitor Vip e ganhe:

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COMENTÁRIOS
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01- Eu morri de rir!! Muito bom! kkkkk. Vânia Vieira, Fortaleza-CE – dez2010

02- prazer, geraldo! Shirlene Holanda, São Paulo-SP – fev2015

03- Ouvi dizer que ele tinha falecido. É verdade??? Airton Montezuma, Fortaleza-CE – fev2015

04- Guarde esse cd que acho que ele é bem raro! Alexandre Domene Ortiz, Fortaleza-CE – fev2015

05- Outra maneira de ouvir Geraldo Luz é na minha casa! Luce Galvão, Fortaleza-CE – fev2015

06- Lembro disso. Ganhei esse disco, não lembro quando nem como ele veio parar na minha mão. Alguém me deu, talvez ele mesmo, o estrambótico Geraldo Luz. Antonio Martins, Maceió-AL – fev2015

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Tornozeleira neles!

06/05/2009

Ricardo Kelmer 2009

Nossos parlamentares são como crianças que devem sempre ser vigiados de pertinho – um minuto de desatenção e pronto, já estão fazendo o que não devem

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“Agi como se a cota fosse minha propriedade soberana. Confesso que caí na ilusão patrimonialista brasileira.” (Fernando Gabeira)

Quando um cara como Fernando Gabeira (PV-RJ) é pego com a mão na botija, é porque a coisa tá feia mesmo. Gabeira era um símbolo da nossa esperança de ética na política. Era. Até o momento em que descobrimos que ele usou o nosso suado dinheirinho pra dar de presente à sua filha uma viagem pro Havaí e, assim, juntou-se solenemente a toda a corja de deputados (e ex-deputados e senadores) que usaram desonestamente sua cota de passagens aéreas.

Mas sejamos justos: nessa famigerada farra das passagens Gabeira não pode ser comparado a sujeitos como o deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS), que aproveitou a farra pra comprar 40 (sim, quarenta) passagens pra Paris, Milão, Miami, Buenos Aires e Nova York. Detalhe: na época Dagoberto era membro do Conselho de Ética na Câmara. Avalie se não fosse. Também seria injusto botar Gabeira no mesmo saco de Ciro Gomes (PPS-CE), aquele finíssimo deputado que berra com repórteres e insinua que a imprensa trabalha contra a democracia. E ainda chama de caralho o Ministério Público. Ô deputado, deixe desses atos fálicos, homem!

Também não dá pra comparar Gabeira ao deputado Eugênio Rabello (PP-CE), que quando era presidente do Ceará Sporting Club usou sua cota distribuindo 77 (isso mesmo, setenta e sete) passagens aéreas entre jogadores, técnicos, dirigentes, parentes e amigos dos atletas e radialistas encarregados de narrar os jogos do seu time. Golaço do deputado. Pena que foi contra seus eleitores.

Esse pessoal parece desconhecer que o dinheiro público não pode ser usado em pró de seus interesses privados. Trata-se de algo tão lógico, tão básico, que a conclusão disso tudo é: nossos parlamentares são como crianças que devem sempre ser vigiados de pertinho – um minuto de desatenção e pronto, já estão fazendo o que não devem. E agora? Nós os elegemos, então nós também somos responsáveis por eles. Como já são bem grandinhos pra serem postos num cercado de bebê, uma opção a se considerar é a tornozeleira eletrônica, aquelas que os presos usam pra serem monitorados 24 horas. Bip, bip, deputado embarcando pra Paris. Bip, bip, deputado comprando voto.

Gabeira usou erroneamente duas passagens e veio logo a público assumir seu erro e dizer que caiu na velha ilusão de confundir o público com o privado. Confundiu mesmo. Mas ao contrário da grande maioria, Gabeira tem saldo positivo. Deve estar envergonhado, eu imagino, ao contrário dos deputados que se sentem ofendidíssimos por serem flagrados usando o meu e o seu dinheiro pra botar a família e os amigos a viajar por aí.

Sua mea culpa pegou bem, Gabeira, mas agora você terá uma árdua missão pela frente: ajudar-nos a refazer nossa esperança de ética na política. Poderia muito bem começar liderando um movimento contra o absurdo aumento de salário que Suas Excrescências já estão planejando como forma de compensar a perda das passagens. Olhaí, já estão fazendo de novo o que não devem. Tornozeleira neles!

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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> Quem foi o deputado campeão de voos internacionais?
> Quem foi o senador que distribuiu 258 passagens?
>
Quais deputados já devolveram o dinheiro?
Saiba mais sobre a farra das passagens no Congresso em Foco


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“Até quando isso vai acontecer? Até a hora em que o povo acorde, reaja e tire do poder quem não devia estar representando o povo. Safados!” Comentário de Luiz Carlos Prates no Jornal do Almoço (RBS de Santa Catarina, 20abr2009)

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ASSINE VOCÊ TAMBÉM

> Petição contra o aumento do salário de deputados e senadores – peticaopublica.com.br. Mais de 300 mil assinaturas.

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LEIA NESTE BLOG

> Tornozeleira neles – Nossos parlamentares são como crianças que devem sempre ser vigiados de pertinho – um minuto de desatenção e pronto, já estão fazendo o que não devem

> Amiga eleitora, amigo eleitor – Estou aqui, ocupando um pouco de sua valiosa atenção, pra lhe dizer que sou um candidato diferente. Eu mereço o seu voto. Por quê? Porque sou franco

> Os tumores malignos do Congresso – Enquanto o salário mínimo sua e sofre pra acompanhar a inflação, os parlamentares presenteiam-se com estupendos salários, zombando dos idiotas que os elegeram

> Sete de Setembro Negro – Vista preto no Dia da Independência em protesto contra a corrupção e a impunidade.

> Assine a petição contra a obrigatoriedade do voto – votoobrigatorionao.com.br

> Congresso em Foco – Site informativo sobre as atividades dos parlamentares. Contraindicado para narinas sensíveis.

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A diversidade sexual pede passagem

04/05/2009

04mai2009

A luta pela legitimação da diversidade sexual como característica humana não é mais apenas uma luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros

A DIVERSIDADE SEXUAL PEDE PASSAGEM

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Somos todos humanos, eu, você, os outros. Somos todos Homo sapiens. No entanto somos diversos, você, eu e todos os outros, pois temos nossas culturas, religiões e histórias pessoais diferentes, o corpo, a cor da pele, a língua, o modo de entender a vida… Não há dois humanos exatamente iguais. E jamais houve. Você já pensou nisso?

A diversidade é uma de nossas maiores riquezas. Foi ela que possibilitou à espécie experimentar-se de infinitas formas pela longa e difícil jornada da evolução. A diversidade biológica-cultural, ao contrário das teorias que defendem pureza racial e coisas do tipo, é que pode nos oferecer melhores possibilidades de aperfeiçoamento. Se obedecêssemos todos, automaticamente, a um só modo de ser e compreender a vida, nossos horizontes evolutivos seriam bem mais limitados.

E na área da sexualidade? Sexualmente também somos diversos. Pode soar exagerado mas, pense bem: é impossível haver dois seres humanos exatamente com a mesma sexualidade, a mesmíssima forma de viver as relações pessoais e o desejo sexual. Existem humanos homens e humanos mulheres – mas quando o assunto é sexualidade, as possibilidades que se formam a partir daí são tantas que não daria para catalogar com exatidão todas as variantes da sexualidade humana.

A maioria das sociedades atuais, porém, rejeita a natureza diversa da sexualidade de nossa espécie. Aliás, elas não só rejeitam como estabelecem um padrão de normalidade e punem quem não o obedece. Foi assim, tentando padronizar artificialmente o que por natureza é amplo e diverso, que essas sociedades construíram uma triste história de intolerância, preconceito e violência, não apenas contra quem não se enquadra no padrão mas contra a própria espécie humana.

A discriminação e a violência contra pessoas por causa de sua orientação sexual as leva, frequentemente, a uma vida semiclandestina, regida pelo medo constante de ser descoberto e incompreendido. Essas pessoas, para não sofrerem a discriminação, caem em outro tipo de sofrimento: a dor de não poder ser o que se é. O que é pior, sofrer abertamente a discriminação ou viver uma vida de mentira?

Talvez você que agora lê este artigo seja uma pessoa que se encaixa perfeitamente no modelo padrão de sexualidade que nossa sociedade estabeleceu, o modelo heterossexual cem por cento. Se é o seu caso, você não sofre discriminação por sua sexualidade, você está livre para ser e expressar o que você é. Que bom! Mas se você está fora do padrão, você sabe muito bem qual o preço que tem de pagar para ser o que você é. De qualquer modo, em ambos os casos, se encaixando ou não em padrões, você tem a sua própria sexualidade, e ela, em sua natureza mais profunda, é só sua, é única, e ninguém mais tem uma igual pois ninguém mais tem as mesmas preferências, no mesmo grau, do mesmo jeito. Por que então discriminar, se todos nós, por trás dos nossos crachás sociais, temos nossas íntimas particularidades?

A sociedade discrimina o diferente porque é assim que ela busca manter o controle sobre seus indivíduos. Talvez seja uma forma de estratégia natural de organização e sobrevivência dos corpos sociais, sim, pois é mais fácil controlar o que se comporta igual. Mas o custo disso é a anulação do próprio indivíduo, que é estimulado desde o início a seguir os mesmos passos de todos, como numa manada.

Felizmente, porém, trazemos em nós, cada um de nós, o impulso potencial para a autorrealização, ou seja, para realizar quem verdadeiramente somos em nossa essência, em nossa natureza mais legítima, ao invés de obedecer cegamente aos padrões impostos, que nos querem indiferenciados. Os que seguem o impulso da autorrealização acabam se diferenciando do resto da manada e, de fato, pagam caro por construírem seu próprio caminho – mas são justamente essas pessoas que transformam a sociedade, apresentando-lhe os novos valores.

Atualmente a humanidade vive a intensificação desse processo de transformação do comportamento coletivo em vários aspectos, como nos movimentos feministas e na luta antirracismo. No campo da sexualidade não seria diferente: hoje as sociedades se veem na obrigação de discutir o tal modelo de padronização da sexualidade, mesmo sendo um tema incômodo, pois é cada vez mais difícil esconder o fato de que somos, sempre fomos, sexualmente diversos.

Quando me convidaram para participar, como enviado da Revista Planeta, da edição inicial do For Rainbow, o festival de cinema da diversidade sexual, que aconteceria em Fortaleza em julho de 2007, tive dúvidas se a produção do evento conseguiria, de fato, tirar a ideia do papel e realizá-la. O Ceará é um estado que, além de muito pobre, tem reconhecida tradição machista, e onde, segundo dados recentes, a homofobia entre escolares adolescentes é uma das maiores do país. Mas o evento aconteceu, sem contestações, com apoio da mídia. E eu voltei de lá esperançoso, não somente pelo festival mas também pelo ótimo exemplo que a capital cearense dá ao país com a implementação de políticas públicas de garantia ao livre exercício da sexualidade e de combate ao preconceito. Fica cada vez mais claro que o direito à própria sexualidade é uma conquista da democracia e que políticos e governantes serão cada vez mais cobrados em relação a isso.

O For Rainbow de Fortaleza não está só. Muitos outros eventos são criados a cada dia no mundo todo como forma de expressão da sexualidade humana diversa. As passeatas do orgulho gay, que começaram tímidas, vão deixando de ser eventos representativos de uma minoria sexual para se tornar uma grande festa de todos, onde se celebra a alegria e a liberdade de poder ser o que se é e de viver em harmonia com o diferente. Como a grande mídia já não pode mais fingir que essas coisas não existem, o mundo se torna, cada vez mais, ciente do que sempre foi absurdamente óbvio e, assim, a natureza múltipla de nossa sexualidade deixa de ser um tabu, passando a ser algo natural, para nós e, principalmente, para as novas gerações.

A psicologia do inconsciente nos ensina que ninguém vive plenamente sua própria vida enquanto não reconhece o que na verdade é. Mas ela também nos diz que esse reconhecer-se sempre traz alguma crise. São verdades psicológicas que muitos já entendem, sim, mas o que muitos ainda não percebem é que elas valem tanto para o indivíduo como para a espécie como um todo. Nesse momento histórico, a humanidade está justamente se debatendo nas crises que vêm desse necessário processo de autoaceitação. Com a aproximação das culturas e a facilidade da comunicação e dos transportes, a espécie passou a se conhecer num nível jamais experimentado – e é normal que isso cause medo e insegurança. E conflitos também, sim, pois se somos educados entendendo que nossa cultura é a melhor, provavelmente o contato inicial com outra cultura não será muito amistoso. A aproximação do diferente às vezes assusta mas só assim podemos perceber que o que antes julgávamos feio, errado e perigoso, é apenas diferente.

Atualmente todas as pessoas do mundo estão sendo levadas a reconhecer que sua cultura não é a melhor, que sua religião é apenas uma entre tantas e os seus valores, antes absolutos, tornam-se relativos diante de outros valores. A atual crise, portanto, era mesmo inevitável. E é uma crise de percepção: estamos nos percebendo de modo diferente ao que sempre fizemos. Mas há uma boa notícia, e ela também vem da psicologia: num segundo momento o conflito dá lugar à assimilação do novo pois o indivíduo aceita o que descobriu sobre si mesmo como parte legítima de sua personalidade e a integra à sua autoidentidade. A crise de autopercepção que tanto dói nos leva, no final, a nos tornarmos mais equilibrados, coesos e inteiros.

Agora, a luta pela legitimação da diversidade sexual como característica humana não é mais apenas uma luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros. Este reconhecimento do que sempre fomos é um desafio de todos. De todos, sim, pois até mesmo os que defendem os tais padrões sexuais e negam a diversidade, também pagam seu preço pois têm cada vez mais que conviver com o diferente que tanto lhes incomoda.

É, não está sendo fácil para nenhum dos lados. Mas já passamos pela fase mais difícil. A humanidade, a cada dia, está mais transparente e mais verdadeira para com ela própria. E isso é uma ótima notícia.

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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(Artigo publicado na Revista Planeta, 2007)

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LEIA NESTE BLOG

AsCriancasTransexuais-1As crianças transexuais – Putz, que espécie louca, a humana. O que ainda haverá para descobrir sobre nós?

A travesti anã e sua irmã sapata – Passeando pelas minhas comunidades no Orkut, ela encontrou uma chamada “Já dei pra um travesti” e aí, coitada, ficou apavorada

Abalou Sobral em chamas – Abram as portas da esperança! Que entrem as candidatas a Cinderela!

Crimes de paixão – Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite.

A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um casal vive seu amor e sua sexualidade de forma muito divertida

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AFINIDADES

Entrevista: Fundador de grupo de ‘cura de homossexuais’ que se assumiu gay – Entrevista com Sergio Viula para o site eleicoeshoje.com.br, 25.10.11

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Letra de Bar – Autores (Fortaleza)

01/05/2009

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Conheça os autores que participam do Projeto Letra de Bar (Fortaleza)

> Saiba mais sobre o Letra de Bar Fortaleza

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autorcarmeliaaragao01Carmélia Aragão nasceu em Sobral-CE. Vive em Fortaleza-CE.

É mestre em Literatura Brasileira pela UFC e trabalha na Secretaria de Cultura do Estado do Ceará – SECULT (Projeto Agentes de Leitura).

PUBLICOU: Eu vou esquecer você em Paris (contos, 2006). Os contos deste livro demonstram a necessidade que temos da Literatura como válvula de escape para enfrentarmos o cotidiano absurdo de nossas vidas. As personagens centrais do livro geralmente são mulheres perdidas no labirinto urbano, vivendo histórias cujo limiar está entre a loucura e a razão, porém tudo se faz possível ao se depararem com a Literatura.

CONTATO: carmelia.aragao@hotmail.com

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autorjeffpeixoto02aJeff Peixoto nasceu em Fortaleza-CE. Vive em Fortaleza-CE

É escritor, jornalista, redator e designer publicitário. É também professor de Português e Literatura. “O olhar inquieto que sempre insistiu em não querer enxergar as coisas como a simplicidade apresenta, a essência ansiosa, a necessidade de desmantelar o óbvio, a relação passional com as letras, com os livros… antes mesmo de qualquer formação acadêmica, a literatura já era uma grande motivação vital. Iniciei com um livrinho de poesias, depois resolvi passear por outros gêneros: romance, contos, crônicas e ensaio. Ganhei prêmio importante da Academia Brasileira de Letras, depois resolvi sossegar um pouco, em 2008 retornei ao mundo da Literatura e isso me trouxe de volta um brilho na alma há muito não sentido. Meus grandes livros ainda estão inacabados, talvez eu nunca os conclua, até mesmo porque as reticências sempre me foram mais charmosas que o ponto final…” (JP)

PUBLICOU: O melhor livro do ano (ensaio, 2008)

SAIBA MAIS: www.omelhorlivrodoano.blogspot.com

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autorjorgepieiro01Jorge Pieiro nasceu em Limoeiro do Norte-CE. Vive em Fortaleza-CE.

É professor e coordenador de Políticas do Livro e da Leitura da Secult. Crítico e ensaísta, Jorge Pieiro tem trabalhos editados em várias revistas e jornais do Brasil e exterior. Pesquisador e palestrante, ministra vários cursos na área da literatura brasileira. Cronista no sítio http://www.germinaliteratura.com.br, onde assina a coluna “no rasto de panaplo”. Co-edita – juntamente com Pedro Salgueiro – a revista Caos Portátil – Um almanaque de contos, da qual se formou o selo “Edição do Caos”.

PUBLICOU: A grande casca do S (contos); Bolha de osso (contemas); Os sonhos de Josafá (conto infantil); Caos portátil (contos); Galeria de Murmúrios (ensaio); Neverness (poema); O tange/dor (poemas); Fragmentos de Panaplo (contos breves); Ofícios de desdita (ficção).

CONTATO: jorgepieiro@secrel.com.br

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autorjoseleitenetto01aJosé Leite Netto nasceu em Fortaleza-CE. Vive em Fortaleza-CE. É web-designer.

PUBLICOU: O relojoeiro; Vermelho sol de Canudos; O olho de Tebas; O livro da chuva. Em seu novo livro de poemas, O livro da chuva (contemplado no edital de incentivo à literatura 2007 da SecultFor), “o poeta canta a liberdade: a liberdade da alma, do amor, da criação poética. A linguagem fragmentada dos poemas, facilmente demonstrada pela quebra sintática e semântica dos versos, pode ser entendida como a chuva a que se refere o título do livro: é como se as palavras e frases soltas fossem como gotas d’água sobre o papel, umedecendo o coração dos leitores. Chove poesia sobre a Fortaleza de Iracema.” (Urik Paiva)

SAIBA MAIS: joseleitenetto.110mb.com

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autorlucianomaia01Luciano Maia nasceu em Limoeiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, CE. Vive em Fortaleza-CE

É advogado, professor do curso de Direito Unifor, Cônsul Honorário da Romênia em Fortaleza e membro da Academia Cearense de Letras. Traduziu vários dos principais poetas da Romênia, como Mihai Eminescu, Mihail Sadoveanu, Marin Sorescu e Emil Cioran, além de outros da Suíça e da Itália.

PUBLICOU: Jaguaribe – Memória das águas (poema épico); Neruda – Canto Memorial (poemas); Rostro Hermoso (poemas); Autobiografia Lírica (poemas); Sol de Espavento (poemas); Almanaque Neolatino – Estudo das Línguas Românicas; Pátria dos Cataventos (poemas); Mar e Vento (poemas) entre outros.

CONTATO: terramaia@unifor.br

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autorniltomaciel2009-01aNilto Maciel nasceu em Baturité-CE, 1945. Vive em Fortaleza-CE.

Criou, em 1976, com outros escritores, a revista O Saco. Ganhou vários concursos literários estaduais e nacionais com destaque para o Concurso Brasília de Literatura, o Prêmio Graciliano Ramos e o Prêmio Literário Cidade de Fortaleza. Tem contos e poemas publicados em esperanto, italiano, espanhol e francês.

PUBLICOU: Contos: Itinerário; Tempos de mula preta; A guerra da donzela; As insolentes patas do cão; Pescoço de girafa na poeira; Babel; A leste da morte. Poemas: Navegador; Romance: Estaca Zero; Os guerreiros de Monte-mor; O cabra que virou bode; Os varões de Palma; A Rosa Gótica; A última noite de Helena; Os luzeiros do mundo. Crítica: Contistas do Ceará – D’A Quinzena ao Caos Portátil.

SAIBA MAIS: niltomaciel.blog.uol.com.br

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autorrk200904-04Ricardo Kelmer nasceu em Fortaleza-CE, 1964. Vive em São Paulo-SP.

É escritor, roteirista e letrista musical. Faz palestras sobre cinema, mitologia e psicologia e também sobre mercado literário e publicação de livros. Coordena a Oficina On-Line de Roteiro de Sitcom.

PUBLICOU: Quem apagou a luz? (ensaio, 1995); O irresistível charme da insanidade (romance, 1996); Guia prático de sobrevivência para o final dos tempos (contos, 1997;, Baseado nissoLiberando o bom humor da maconha (contos/glossário, 1998); A arte zen de tanger caranguejos (crônicas, 2003); Matrix e o despertar do herói (ensaio, 2005); Guia do escritor independente (dicas, 2007); Blues da vida crônica (crônicas, 2007) e Vocês terráqueas (contos/crônicas, 2008).

SAIBA MAIS: blogdokelmer.wordpress.com

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> Saiba mais sobre o Letra de Bar Fortaleza

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Letra de Bar (Fortaleza)

01/05/2009

Ricardo Kelmer 2009

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LETRA DE BAR

Assim como o artista tem que ir aonde o povo está, os livros também precisam ganhar o mundo e encontrar seus leitores. Esta é a ideia que inspirou a criação do Letra de Bar, em Fortaleza, um projeto que tem como objetivo aproveitar o ambiente dos bares para homenagear os escritores e divulgar a produção literária local.

Para o autor, é uma ótima oportunidade de dar mais visibilidade a seu trabalho. Para o bar, o evento traz publicidade, associando seu nome à cultura e oferecendo uma atração especial a seu público. E o público, por sua vez, tem a oportunidade de conhecer melhor a produção literária de sua região e incentivar os autores locais.

O bar escolhido para a fase inicial do Letra de Bar é o Bar do Papai, (rua Torres Câmara esq c/ Monsenhor Bruno – Aldeota – 85-3264.3495) por ser um bar de sucesso na cidade, onde os artistas locais se sentem prestigiados e cujo proprietário, Carlinhos Papai, figura conhecida há muitos anos no cenário artístico da cidade, sempre esteve aberto para apoiar as novas ideias.

Toda quinta-feira, a partir das 20h, acontecerá no bar uma sessão de autógrafos de um autor, que terá sua obra exposta para que as pessoas possam conhecê-la, conversar com ele e adquirir os livros. No palco o apresentador conversará com o autor, que falará sobre seu trabalho, responderá perguntas do público e poderá ler trechos dos livros. O bar oferecerá ao autor um jantar de cortesia e ganhará dele um livro que servirá para compor a biblioteca da casa.

O criador do projeto é o escritor e roteirista Ricardo Kelmer, radicado em São Paulo. A produção do evento é de Cristina Cabral e Ricardo Black, que também é o apresentador.

SITE: letradebarfortaleza.wordpress.com

CONTATOS:
Ricardo Kelmer (São Paulo) – rkelmer(arroba)gmail.com
Ricardo Black (Fortaleza) – ricardoblackce(arroba)gmail.com
Cristina Cabral (Fortaleza) – kriscabral(arroba)yahoo.com.br

Você deseja participar? Entre em contato!

Conheça os autores, os parceiros e a programação no blog Letra de Bar Fortaleza:
letradebarfortaleza.wordpress.com

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Tchau, Fortaleza…

29/04/2009

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A turnê nordestina 2008/2009 chega ao fim. Volto pra São Paulo no dia 06 de maio. E já chego na cidade procurando lugar pra morar pois terei que entregar o quarto que eu aluguei no Sumaré. Mudanças, mudanças, sempre elas.

Mas a turnê foi maravilhosa: muitas palestras, lançamentos, viagens, novos amigos. Deixarei na cidade duas festas (Cabaré Soçaite e Sabadabadu, no Acervo Imaginário) e dois eventos literários: o Letras de Bar (toda quinta no Bar do Papai) e o Bordel Poesia (sarau mensal no Acervo Imaginário).

E a despedida de Fortaleza, a loirinha desmiolada de sol? Farei duas: a primeira será na véspera de feriado, quinta-feira 30abr, no Bar do Papai. O bar fica na Aldeota, rua Torres Câmara esquina com rua Mons. Bruno.

E a segunda será no próximo sábado 02mai, na festa Sabadabadu (2a edição). Uma noite com muita música boa pra dançar e com a participação de todos os amigos que quiserem mostrar um pouco de seu trabalho (música, dança, teatro ou humor). Se você tiver interesse em se apresentar, a gente combina. Até meia-noite a entrada é liberada pra quem disser que é meu amigo, eheheh… A partir de meia-noite custa R$ 10, com direito a companhante.

Ah! Caso alguém se interesse, estarei nas despedidas com meu novo livro, Vocês Terráqueas.

E se eu não puder agradecer pessoalmente, muito obrigado a todos pelo amor, carinho e incentivo. Obrigado ao apoio da Expressão Gráfica, Garin Cópias e Luce Galvão de Sá Arquitetura. Espero voltar em breve a esta cidade dengosa.

abração!

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SABADABADU
02mai, sábado, 22h

No Acervo Imaginário
Rua José Avelino, 226 – Praia de Iracema – Fortaleza-CE
3221.4894, 8603.0690
sabadabadu200904cartaz01a

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As crianças transexuais

27/04/2009

27abr2009

Putz, que espécie louca, a humana. O que ainda haverá para descobrir sobre nós?

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AS CRIANÇAS TRANSEXUAIS

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Costumamos entender a infância como uma etapa idílica da vida, onde apenas brincamos e somos felizes, sem preocupações  é o paraíso. Na infância, estamos protegidos das crises existenciais que assolam os adultos e não perdemos noites de sono matutando, por exemplo, sobre quem realmente somos ou não somos.

Eu pensava assim, mas mudei de opinião após assistir a um incrível documentário chamado My Secret Self (Meu Eu Secreto). Ele conta a história de três famílias dos Estados Unidos que têm em comum casos de crianças que nasceram meninos, mas se sentem verdadeiramente meninas, ou o contrário – e sofrem bastante por isso. Elas são as crianças transgêneros, ou transexuais. Para elas, infelizmente, a infância será uma fase da qual elas não terão qualquer prazer em recordar.

O documentário mostra casos de crianças de três anos de idade (sim, três anos) que realmente se sentem meninos em corpos femininos ou meninas em corpos masculinos, e por mais que os pais tentem convencê-las do contrário e considerem tudo uma fase que passará, essas crianças crescem infelizes e insatisfeitas com seus corpos, e algumas se mutilam e tentam se matar por não suportarem a incompreensão alheia e o sofrimento por não poderem ser quem na verdade são.

Que coisa estranha, né? Parece mentira. No início, achei que estava diante de um desses documentários bizarros e apelativos, mas infelizmente o problema existe e o que vi me tocou profundamente. Para começar, eu jamais imaginei que crianças tão novas fossem capazes de tal consciência de si e que pudessem viver um drama tão terrível. Sempre achei que a disforia de gênero, como o problema é chamado, ocorresse apenas mais tarde, na puberdade ou na adolescência. E, depois, conhecer essas crianças, escutá-las e saber o que elas vivem, e ver o drama da família e amigos, putz, isso muda qualquer conceito tolo que se possa ter em relação à questão da transexualidade.

O objetivo do documentário é justamente esse: fazer com que o mundo saiba da existência desses casos para que a desinformação e o preconceito diminuam. Os cientistas afirmam que a disforia de gênero é um tipo de desentendimento entre mente e corpo que surge ainda no útero, durante a formação do feto, e que se manifestará no comportamento em algum momento após o surgimento da noção do eu. Certamente, crianças transexuais sempre existiram, mas, por ser algo raro e constrangedor, os casos eram abafados. Putz, que espécie louca, a humana. O que ainda haverá para descobrir sobre nós?

Felizmente, hoje o problema já é estudado e debatido por cientistas, psicólogos e educadores, e existem grupos de apoio às crianças e suas famílias. Atualmente, há tratamentos hormonais que modificam o corpo, e em alguns casos há cirurgias eficazes para troca de sexo. Porém, até que essas crianças cresçam, façam o tratamento e consigam conviver melhor com o problema, muito sofrimento, preconceito e violência serão vividos, por elas e suas famílias.

Um estudo da Universidade de São Francisco mostra que em crianças transexuais rejeitadas pela família, são quatro vezes maior as chances de suicídio e abuso de drogas. E duas vezes maior o risco de contrair HIV. É aqui que mora a questão principal desse problema: o apoio a essas crianças. Não será fácil lidar com um filho que, na verdade, se sente uma filha. Não será fácil ver sua filha vestir-se e comportar-se como o homem que ela se sente. Mas bem pior é ter que encarar todos os dias o sofrimento nos olhos de uma criança que, apesar da idade, sente que está condenada à infelicidade pelo resto de sua vida. Se isso acontecesse em sua família, você apoiaria seu filho? Rejeitaria sua filha?

Não há pior sofrimento do que não podermos ser quem de fato somos. Viver uma vida falsa é mais que uma prisão, é um pesadelo, uma tortura diária. Talvez seja isso mesmo o mais importante de tudo: a liberdade de sermos quem realmente somos. Infelizmente, a Natureza escolhe algumas pessoas e as obriga a viver o drama da transgeneridade. Isso parece uma crueldade sem sentido, mas fica ainda mais sem sentido quando é uma criança que sofre esse drama. Vê-las tão novinhas perguntando a seus pais por que a vida fez isso com elas é de partir o coração, e infelizmente não há resposta para esta pergunta.

Há, porém, o amor e a solidariedade. Há o respeito ao diferente. Não resolverá o problema, claro, mas é o que podem oferecer os que foram poupados de tal sofrimento.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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sexualidadetransgenero03aDocumentário: Meu Eu Secreto
(Tempo total: 41 min)

Transexualidade na Wikipedia

Como violentar crianças em 30 segundos

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LEIA NESTE BLOG

A diversidade sexual pede passagem – A luta pela legitimação da diversidade sexual como característica humana não é mais apenas uma luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros

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Religião certa e sexualidade errada – Com exceção daquelas mais ligadas à Natureza, as religiões atuais foram criadas por homens e refletem a mentalidade patriarcal dominadora

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CRIANÇAS TRANSEXUAIS NA TV

A série policial de TV Law & Order: Special Victims Unit tem um episódio chamado Transitions (Transições) que trata do tema da transexualidade infantil. O roteiro soube driblar o perigo de didatismo que envolve um assunto como esse e a história ficou excelente, dinâmica, com boas viradas e, no fim, humana, demasiado humana. O episódio foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos e no Brasil em 2009 e depois foi reprisado.

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TEXTOS AFINS

Entrevista: Fundador de grupo de ‘cura de homossexuais’ que se assumiu gay – Entrevista com Sergio Viula para o Jornal da Paraíba, 25.10.11

Criança transexual não deve ser reprimida e precisa de apoio familiar – UOL, 03.09.14

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01- Essa história foi de lascar o cano, seu Ricardo Kelmer! E ainda existem pessoas q acham q já viram de tudo de bom e de ruim nessa vida… Pois então q tentem ver novamente, nas próximas encarnações… Perdeu-se o mundo ou perdemo-nos uns aos outros? Vale! Wander Nunes Frota, Fortaleza – abr2009

02- Realmente meu amigo a sexualidade já nsce com o ser humano e vemos crianças que já nos primeiros meses de vida ,manifestam uma sexualidade forte.Tambem a afetividade vem do desejo sexual primario com os pais ,agora algumas crianças ou trazem em suas mentes sensações de personalidades ligadas a encarnações anteriores recentes, ou os pais passam idêntidades que distorcem o processo de aceitação da condição homem, mulher. Suas crônicas são interessantes e extrapolam o campo da sexualidade ,levando ao campo da vida após a morte ou seja reminiscências de vidas passadas.Bjssssssssssssssssss. Léa Simonetti, São Paulo-SP – abr2009

03- Incrível!!!! Bj. Monica Burkle Ward, Recife-PE – abr2009

04- Voce traz reflexoes interessantes sobre a nova forma de ver a infancia. Isso me lembra o tempo em que nascer canhota era um problema que tinha de ser trabalhado. O que fazer entao, dessa nova situacao posta por esse documentario? Vou baixa-lo na internet. Valeu pela beleza do texto e pelo alerta a esse dilema atual. Estou copiando para a Patricia, com quem conversei agora a pouco e pro Naspolini, um expert em primeira infancia. José Paulo Araújo, UNICEF Botswana – abr2009

05- Caro amigo Ricardo Kelmer, boa tarde, tudo bem? É com grande satisfação que respondo e agradeço pela bela reportagem em que “As Crianças Transexuais” ainda é um grande mito para a Nossa Sociedade Atual do Século XXI. Bruno Schuler, Fortaleza-CE – abr2009

06- Muito boa essa informação Kelmer. Acho de extrema importância que as pessoas tenham noção desse tipo de acontecimento, e principalmente que possam se preparar para um caso desses em suas vidas. E como você fala no texto: não resolve o problema, mas a aceitação, o amor e o respeito melhoraria bem mais a vida dessas crianças. Vânia Vieira, Fortaleza-CE – nov2010

07- puta kelmer,boa sacada essa publicação conheço um caso desses e a pessoa sofreu e sofre ate hoje com a ignorância do ser humano por algo que se quer foi uma escolha. houve rejeição dentro de sua própria familia, hoje já é adulto e uma pessoa incrivel e lida muito bem com o assunto por que descobriu que ele é o que é e não tem que se envergonhar de algo que emana de si mesmo é a individualidade do ser que deve se deve respeito e realmente ,o que ainda haverá para descobrir sobre nós? Elton Liel, São Paulo-SP – nov2010

08- muito bom o documentário e também sua resenha sobre ele, é importante conhecer dramas reais para entender o quão é horrível e absurdo o nosso preconceito. Cibele Baptista, Barretos-SP – mar2013


Sonhos urbanos

27/04/2009

27abr2009

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SONHOS URBANOS
Ricardo Kelmer
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O sonho nasce na esquina
Sob a sina do sobreviver
O nome do sonho é desafio
Ele tem frio e quer comer

O sonho cresce no concreto
É discreto e ninguém vê
O nome do sonho é paciência
É ardência, é tesão, é viver

Sonhos urbanos
Escreve-se com dor neon
Leva cano mas não perde o tom
Sonhos urbanos
Suba no palco e diga sim
Mas não baixe o pano antes do fim

O sonho vive no futuro
No escuro do que vai haver
Ele só quer seu direito
Só um jeito de acontecer

O sonho morre de madrugada
Na estrada que não pôde ser
Mas de manhã acorda com fome
Porque seu nome é renascer

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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sonhosurbanoslogo7bEsta é a letra da música Sonhos Urbanos, que compus com Flávia Cavaca pro seriado Sonhos Urbanos, que começou a ser produzido e gravado no Rio de Janeiro em 2005 mas não chegou a ser exibido. Quem sabe em São Paulo os Sonhos Urbanos se tornem realidade… 

> Clique pra baixar e escutar
> Mais músicas kelméricas

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Um mito a 300 km por hora

21/04/2009

21abr2009

UM MITO A 300 KM POR HORA
O arquétipo do herói na trajetória de Ayrton Senna
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UM MITO A 300 KM POR HORA
O arquétipo do herói na trajetória de Ayrton Senna.

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Há os heróis que morrem anônimos, sim, e são a maioria. Mas há os que atingem celebridade. A humanidade precisa desses para conhecer seus exemplos e por eles se guiar. São modelos de vida. A história pessoal do piloto brasileiro Ayrton Senna é mais uma reedição de um antiquíssimo modelo arquetípico, o mito da jornada do herói. As histórias variam mas a essência é a mesma: o herói é alguém que larga a segurança de seu mundo cotidiano e parte em busca de algo difícil e precioso, enfrentando incertezas, sofrimentos, perigos e arriscando a própria vida para, no fim, retornar transformado e vitorioso, para guiar seu povo, casar-se ou substituir um velho rei injusto ou doente, e mesmo a sua morte tem o poder de levar benfeitorias à sua gente.

A infância de Ayrton Senna foi tranquila, mas desde cedo uma inquietação especial lhe tomava o espírito e se fazia clara em seus olhos. Nas redações do primário já se via como um piloto. Era o sonho de sua vida tomando forma. A mãe conta que de tão veloz, o menino era atrapalhado. Velocidade: era essa a delícia de sua vida. Delícia e desafio.

Foi campeão desde o começo da carreira, no kart. Subiu cada degrau armado da convicção que só possui quem enfrenta seu próprio destino de peito aberto. Abandonou família, namoradas, amigos, o seu país, e foi viver sozinho na Europa, preparado para as adversidades que viriam. Ele só queria uma oportunidade para provar que podia realizar seu grande sonho: ser o maior piloto de todos os tempos.  Sim, sua família tinha condições de ajudá-lo, mas a solidão da alma não tem preço, e o herói que segue seu destino precisa cruzar o deserto. De fato, no Brasil ele certamente teria uma vida muito mais fácil. Na Europa ele não era ninguém, aliás, era um brasileiro, o que às vezes é ainda pior. Ayrton, porém, suportou tudo em nome de seu sonho. Bastava só uma oportunidade. E ela surgiu. E ele não a largou mais.

Introspectivo, místico e passional, Ayrton fazia das corridas metáforas e aprendizados para sua vida. Contra muitos perigos ele precisou lutar: sua própria obstinação excessiva que muitas vezes atrapalhava, a inveja, a mesquinhez e a rivalidade explosiva do mundo da Fórmula Um, arquirrivais talentosos… Lutou também contra as incessantes investidas da mídia que buscavam tirar dele a privacidade que tanto prezava. Mas ele conseguiu. A bandeira que Ayrton fazia tremular nas manhãs de domingo devolvia ao seu povo o orgulho perdido e a esperança de que, sim, da mesma forma que aquele abusado Silva de capacete verde-amarelo, outros Silvas também podiam vencer. Ayrton Senna da Silva tornou-se o maior piloto de todos os tempos. Não somente seu país, mas seus colegas de profissão e o planeta inteiro reconhecem seu valor e festejam seus feitos inesquecíveis.

Muito antes de morrer, naquela fatídica curva para a esquerda do circuito italiano de Ímola, já fixara morada definitiva em seu olhar uma expressão incomum, uma angústia indefinida, uma dor da alma. Ayrton parecia sempre sozinho. Por quê? Ninguém sabia responder, e ele não se manifestava a respeito. Seria alguma mulher? Algum problema na família? Talvez nada disso. Talvez ele já intuísse sobre o que o aguardava. Talvez vivesse um dilema: em que exatamente a sua vida, suas vitórias e seu dinheiro estariam contribuindo positivamente para a humanidade? Certamente ele pensou nisso algumas vezes, pois antes daquele trágico domingo de 1994 já havia manifestado à sua irmã Viviane seu outro sonho: usar o dinheiro e o prestígio que ganhara para mudar o destino das crianças pobres do Brasil. Ele já pensava que quando parasse de correr poderia se dedicar a esse novo desafio, ainda maior que o primeiro. O sonho do campeão foi relizado, e hoje o Instituto Ayrton Senna é uma referência mundial no trato com a infância carente. Que maravilha seria se outros campeões fizessem o mesmo!

UmMitoA300KmPorHora-02A trajetória da vida de Ayrton possui o tal esqueleto que sustenta o mito da jornada do herói. Há outros detalhes significativos em sua vida, mas o mais importante é que ele foi um homem que vislumbrou seu destino, apostou todas as fichas em seus sonhos, encarou os perigos, lutou contra todas as dificuldades e por fim atingiu a sua máxima realização pessoal, que era ser o piloto maior, o insuperável. Enfrentou terríveis monstros internos, destronou outros reis das pistas, envolveu-se com princesas e plebeias, e sua morte, a princesa maior, ironicamente, apressou a realização de seu outro sonho, que era cuidar das crianças de seu país. Nesse ponto sua história deixa o âmbito pessoal, as glórias esportivas e se mistura ao universo do social. Pronto, é o mito que se completa: o herói morre, mas sua morte traz benefícios ao seu povo.

É inquietante pensar assim, mas tudo soa como uma… predestinação. Quando lembramos que Ayrton era um dos que mais lutavam pela segurança dos pilotos, que ele morreu numa cidade de nome Ímola, no dia do trabalhador e ao vivo para o mundo inteiro, tudo isso reveste sua morte de um significado mitológico de sacrifício, uma autoimolação. Na véspera de seu acidente, o piloto austríaco Roland Ratzenberger falecera durante os treinos, e Ayrton, bastante abalado, cogitou não participar da prova. Em seu carro foi encontrada uma bandeira austríaca que Ayrton, caso chegasse ao pódio, empunharia em homenagem ao colega. Após o acidente de Ayrton, medidas severas de segurança foram enfim tomadas, e a partir daí não haveria mais nenhum acidente fatal na Fórmula 1. Isso faz com que a imagem de Ayrton, morrendo tragicamente no chão daquele autódromo, vista-se ainda mais de um manto simbólico, como se sua morte tivesse a força de deter as futuras mortes que certamente continuariam acontecendo caso não fossem tomadas as medidas de segurança pelas quais ele tanto lutava. Infelizmente ele não pôde usufruí-las.

Ayrton Senna é um ídolo nacional e mundial, sim. Mas é muito mais que isso: ele é um herói. Primeiro porque aceitou, lutou e realizou seu destino, sua lenda pessoal, sua missão − coisa que poucos têm a coragem de fazer. E é um herói também porque transformou e continua transformando, para melhor, a vida de milhares de crianças neste país tão grande quanto injusto, oferecendo-lhes algo precioso que elas certamente jamais teriam, algo que ele teve: uma oportunidade. Para essas crianças, jamais haverá um herói maior.
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Ricardo Kelmer 2000 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

OHeroiEAPrincesa-01dO herói e a princesa – O destino estava marcado em sua alma, sim, mas ele sabia que teria de suar e sangrar bastante para realizá-lo

Ayrton Senna na Wikipedia

Instituto Ayrton Senna – Impulsionados pelo desejo do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna, sua missão é levar educação de qualidade para as redes públicas de ensino no Brasil. Atua em parceria com gestores públicos, educadores, pesquisadores e outras organizações para construir soluções concretas para os problemas da educação básica.

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DICA DE LIVRO

MatrixEODespertarDoHeroiCapaEdicaoDoAutor-01Matrix e o Despertar do Herói – A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas
Usando a mitologia e a psicologia do inconsciente numa linguagem descontraída, Kelmer nos revela a estrutura mitológica do enredo do filme Matrix, mostrando-o como uma reedição moderna do antigo mito da jornada do herói, e o compara ao processo individual de autorrealização, do qual fazem parte as crises do despertar, o autoconhecer-se, os conflitos internos, as autossabotagens, a experiência do amor, a morte e o renascer.

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01- Bela Homenagem. Marcos Felix, Ceilândia-DF – mai2016

02- Amei. Tânia Mary, João Pessoa-PB – mai2016

03- Adorei o conto! Gratidão! Felipe Silva, Salvador-BA – mai2016

04- Ricardo, me ensine a escrever igual a você: bem humorado, irreverente, sem agressividades e fluente? Qdo eu crescer quero ser como você!!!!! Dalton Roque, Curitiba-PR – mai2016

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UmMitoA300KmPorHora-02a



Nasce o Letra de Bar

11/04/2009

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Após oito meses de turnê nordestina (putz, esta foi bem longuinha), tô voltando pra São Paulo em maio. A agenda foi bem movimentada: palestras e lançamento do Vocês Terráqueas em Fortaleza, Crato, Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande e Sousa (PB), além de uma série de 28 palestras pra funcionários das unidades da Cagece (CE). Além disso, produzi edições das festas Cabaré Soçaite e Farra no Cabaré Alheio e estreei uma nova festa (Sabadabadu), que espero que o Acervo Imaginário prossiga realizando mensalmente.

E criei dois eventos literários, que deixarei em Fortaleza como uma espécie de contribuição à vida cultural da cidade. Um é o Bordel Poesia, um sarau que se realizará mensalmente no Acervo Imaginário e cujos temas são o erotismo e a paixão. Mas depois eu falo dele. Agora eu quero falar do outro evento, o Letra de Bar. Aliás, deixarei que o texto de divulgação do projeto fale por mim.

LETRA DE BAR

Assim como o artista tem que ir aonde o povo está, os livros também precisam ganhar o mundo e encontrar seus leitores. Esta é a ideia que inspirou a criação do Letra de Bar, um projeto que tem como objetivo aproveitar o ambiente dos bares para divulgar a produção literária local, promovendo os autores e suas obras.

Para o autor, é uma ótima oportunidade de dar mais visibilidade a seu trabalho. Para o bar, o evento traz publicidade, associando seu nome à cultura e oferecendo uma atração especial a seu público. E o público, por sua vez, tem a oportunidade de conhecer melhor a produção literária de sua região e incentivar os autores locais.

O bar escolhido para a fase inicial do Letra de Bar é o Bar do Papai, (rua Torres Câmara esq c/ Monsenhor Bruno – Aldeota – 85-3264.3495) por ser um bar de sucesso na cidade, onde os artistas locais se sentem prestigiados e cujo proprietário, Carlinhos Papai, figura conhecida há muitos anos no cenário artístico da cidade, sempre esteve aberto para apoiar as novas ideias.

Toda quinta-feira, a partir das 20h, acontecerá no bar uma sessão de autógrafos de um autor, que terá sua obra exposta para que as pessoas possam conhecê-la, conversar com ele e adquirir os livros. No palco o apresentador conversará com o autor, que falará sobre seu trabalho, responderá perguntas do público e poderá ler trechos dos livros. O bar oferecerá ao autor um jantar de cortesia e ganhará dele um livro que servirá para compor a biblioteca da casa.

O criador do projeto é o escritor e roteirista Ricardo Kelmer, radicado em São Paulo. A produção do evento é de Cristina Cabral e Ricardo Black, que também é o apresentador.

SITE: letradebarfortaleza.wordpress.com

CONTATOS:
Ricardo Kelmer (São Paulo)
Ricardo Black e Cristina Cabral (Fortaleza)
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figlivros1bPoizé. O Letra de Bar é isso aí. O evento teve início em mar2009 e espero que tenha vida longa. Quem sabe ele não se espalha por outros bares, outros bairros, outras cidades? Quem sabe não ganha o apoio das secretarias de cultura?

A produção desse tipo de evento é barata e combina bem com bares que trabalham com música ao vivo pois o palco e o som são aproveitados. E todos lucram, o autor, o bar e seu público.

Em Fortaleza o Letra de Bar tem o apoio cultural da Expressão Gráfica e da Garin Cópias. Livrarias e outras empresas estão convidadas a participar.

Agora um novo desafio me aguarda: implantar esse projeto em São Paulo. Algum bar se habilita?

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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Agenda abril/maio

05/04/2009

 

Ricardo Kelmer 2009

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ABRIL

Palestra O Despertar do Herói
FORTALEZA-CE. P/ funcionários das unidades da Cagece, Semana da Saúde, 02mar a 24abr

08abr (4a feira)
Cabaré Soçaite

cabaresocaite200904-01bFORTALEZA-CE. 4a edição da festa mais sensual da cidade. Pra repetir o sucesso de 2008, acontecerá na véspera do feriado da Semana Santa. DJs: Evison e RK Baré. Local: Acervo Imaginário (Rua José Avelino, 226, vizinho ao Centro Cultural Dragão do Mar – 85-3221.4894) Sorteio de ingressos + consumo no bar. Ingresso: R$ 10.

09abr (5a feira), 20h
Noite de Autógrafos
FORTALEZA-CE. Participação no projeto Letras de Bar, no Bar do Papai (rua Torres Câmara esq. rua Mons. Bruno – Aldeota – 85-3264.3495). Toda 5a feira um autor é convidado, autografa seus livros e fala de seu trabalho. Música ao vivo: Ciribah Soares, Mimi Rocha e Denilson Lopes. Apresentador: Ricardo Black. Produção: Cristina Cabral.

figlivrovocesterraqueas0115abr (4a feira)
CRATO-CE: Lançamento do livro Vocês Terráqueas, 20h (Olhar Casa das Artes, Praça da Sé, 91 – 88-3521.1590)

16abr (5a feira)
JUAZEIRO DO NORTE-CE – Palestra Escritor do Século 21 – Livros e mercado literário na era da internet. CCBNB, 19h.

17abr (6a feira)
JUAZEIRO DO NORTE-CE – Noite de autógrafos, 18h, Barzinho do Zé – Rua Padre Cícero, 498 – 88-3511.1000

17abr (6a feira)
SOUSA-PB: Palestra Escritor do Século 21 – Livros e mercado literário na era da internet (CCBNB, 18abr, 20h30). Noite de autógrafos: 18abr, 22h, após a palestra (local a confirmar).

22abr (4a feira)
bordelpoesiaanuncio02aBordel Poesia – O sarau do erotismo e da sensualidade
FORTALEZA-CE. Local: Acervo Imaginário (Rua José Avelino, 226, vizinho ao Centro Cultural Dragão do Mar – 85-3221.4894) . Ingresso: R$ 5.

25abr (sábado)
FORTALEZA-CE. Palestra Escritor do Século 21 – Livros e mercado literário na era da internet. 17h. CCBNB – Rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – 85-3464.3108).

MAIO

02maio (sábado)
Sabadabadu
FORTALEZA-CE. 2a edição da festa que bota você pra dançar pela música dos anos 60 até hoje. Apresentação de grupos performáticos fazendo teatrinho de músicas. Local: Acervo Imaginário (Rua José Avelino, 226, vizinho ao Centro Cultural Dragão do Mar – 85-3221.4894). Ingresso: R$ 10.

06maio (4a feira)
Fim da turnê. Retorno para São Paulo

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rk200902-102b.

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CONHEÇA AS PALESTRAS

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A TURNÊ KELMÉRICA CONTA COM A PARCERIA DE
Kingston – Expressão Gráfica – Garin Cópias
Luce Galvão de Sá ArquiteturaRossana Romcy

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LIVRO: O Diário de Marise

02/04/2009

02abr2009

odiariodemarise01O Diário de Marise – A vida real de uma garota de programa

Vanessa de Oliveira – Matrix Editora

Marise é o nome de trabalho de Vanessa. Em casa, uma mãe dedicada. Na faculdade de enfermagem, uma aluna esforçada. Nos hotéis e motéis onde atende, uma garota de programa muito requisitada por conta dos anúncios de jornal, nos quais vende com criatividade sua beleza e seus atributos, sozinha ou em dupla. Neste diário, ela fala sem censura de seus programas, das taras de seus clientes, da cafetinagem, das orgias, das casas de swing, da vida nas ruas e nas boates. Vanessa também mostra a relação com a família e as amigas, as frustrações com os homens que amou, como entrou nessa vida. E fala de vários dos 5 mil programas que já calcula ter feito.

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PROGRAMAS ONTEM, AUTOPROMOÇÃO HOJE

Ricardo Kelmer 2009

Comprei este livro primeiramente porque eu sou safado mesmo e me atrai o universo da prostituição, apesar de eu nunca ter sido seu frequentador habitual, e também porque na época, 2007, eu estava escrevendo o Vocês Terráqueas e nele há dois contos sobre prostitutas, esse arquétipo tão fascinante quanto apedrejado.

Gostei do livro da Vanessa, mais do que o da Bruna Surfistinha. Não glorifico a profissão mas sempre senti um natural carinho e respeito por prostitutas. Por ter sido escrito por ela mesma, ao contrário do da Bruna, o livro de Vanessa soa mais espontâneo. É um relato bem elucidativo sobre as engrenagens do clandestino mundo da prostituição: boates, motéis, casas de suingue, taxistas amigos, gerentes de hotéis comissionados, abortos, técnicas de enganar o cliente etc. Segundo a autora, foram cinco mil programas feitos em Balneário Camboriú (SC) entre 2002 e 2006. Na alta temporada Vanessa chegava a fazer negócio com dez ou mais clientes por dia, o que significava no fim do mês uma renda de R$ 20 mil. Hummm… Tomara que Vanessa não esteja pensando que vai faturar isso com livros.

Pausa pro tarado véi seboso se manifestar. É, gostei do livro, mas achei uma pena a moça não curtir sexo anal. Que péssimo exemplo pra prostituição nacional! Nesse ponto, fico com a Bruna Surfistinha, assumidamente mais eclética. Ah, que falta faz um homem jeitoso e paciente na vida traseira de certas donzelas…

A gaúcha Vanessa, que hoje tem 32 anos, formou-se em enfermagem em 2005, durante sua labuta na prostituição. Uma declaração numa entrevista em 2008 à Folha de São Paulo revela seu senso profissional:

”Meus métodos são comparáveis aos de um empresário. Passei a desenvolver técnicas para ganhar mais na profissão e criei outras duas personagens para equilibrar meus negócios. A Marise era sofisticada e cara, por isso eu precisava ganhar na quantidade, então criei a Mari, que cobrava R$ 80 por programa. Depois inventei a Ana, que também cobrava R$ 80 mas atendia homens que gostavam de vibradores. Cada uma utilizava uma peruca diferente para que ninguém percebesse a ‘tripla personalidade’. Assim, atingi diversos públicos, do magnata ao presidiário recém liberto; do médico ao matador de aluguel.”

Com seu livro, lançado em 2006 (35 mil exemplares vendidos, um grande sucesso pros padrões brasileiros) e com versões em italiano e inglês, a bela ruiva baixinha ganhou notoriedade, apareceu em programas de TV, deu palestras e até lançou uma linha de lingerie com seu nome. Em 2007 ela lançou outro livro, 100 Segredos de uma Garota de Programa Tudo o que você queria saber sobre homens, sexo e a profissão. Algo me diz que este não será sucesso como o primeiro. E em 2008 lançou seu terceiro livro, Seduzir Clientes O que todo profissional pode aprender com uma garota de programa e um homem de marketing, escrito por ela e Reinaldo Bim Toigo. Este parece interessante, mas não será forçação de barra? E o próximo? Pelo jeito, As Histórias que Marise Não Contou.

vanessadeoliveira19Em seu blog, Vanessa dá lições de vida, escreve sobre anjos da guarda e até comenta sobre literatura brasileira. Sim, por que não? Onde tá escrito que uma ex-puta não deve falar de literatura? Pois ela fala. E baixa o cacete em Machado de Assis, coitado. E diz que a literatura brasileira começa mesmo é com Nelson Rodrigues.

Chamei Vanessa de ex-puta pra frase pegar mais efeito mas ela prefere ser tratada por “profissional do sexo” ou “garota de programa” pois pra ela o termo puta é ofensivo e indigno. Ah, Vanessa, eu gosto de puta, acho bonitinho… E minha namorada também, ela adora que eu a chame de putinha safada. Bem, é verdade que não em público.

Palestras, livros e lingerie  Vanessa me dá a impressão de agir sempre focada em capitalizar de todas as maneiras possíveis seu passado de prostituta de sucesso. Profissional do sexo no passado, profissional da autopromoção no presente. Marqueteira, pra usar termo da moda. E daí? A moça tá no direito dela, até porque sabe que não vai dar pra viver eternamente da pensão de ex-prostituta.

Porém… por mais que Vanessa escreva, comente, palestre e lance suas novas coleções, e espero que ela não leve a mal minha franqueza, confesso que minha mente de tarado véi seboso sempre escorrega pra sacanagem e aí eu fico imaginando uma praia deserta em Santa Catarina, lá no céu uma lua brilhando discreta e cá na areia a ruivinha linda e nua, de quatro, finalmente aprendendo a gostar daquilo que sua colega escritora Toni Bentley, que nem brasileira é, já descobriu como é bom…
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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> Vanessa de Oliveira no programa OverDrive da MTV (2008)
> Meninas ensinam sobre sexo anal no Big Brother 9 (2009) Dica da leitora Kdela

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DICAS DE LIVROS, TEXTOS E FILMES

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor, submissão e salvação através do sexo anal

Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino (Ricardo Kelmer, 2008) – Livro de contos e crônicas sobre a mulher

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbett, Editora Paulus/1990) – Este livro mostra como nossa vitalidade e alegria de viver dependem de restaurarmos a alma da prostituta sagrada, a fim de nos proporcionar uma nova compreensão da vida.

A prostituição na sala de estar – Quem resiste ao fetiche de acompanhar o cotidiano de uma lolita que vende sexo?

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CASOS DO INVESTIGADOR ERRI KELMER

O mistério da morena turbinada – Aí um dia ela, inocentemente, leva o computador numa loja pra consertar. Algum tempo depois dezenas de fotos suas estão na rede, inclusive fotos íntimas

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e entre uma orgia e outra luta pela liberação das mulheres? Uau!

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

Por trás do sexo anal (1) – Se esotérico significa a parte mais oculta de uma tradição ou ensinamento, aquilo que somente iniciados alcançam após muito estudo e dedicação, então o sexo anal é o lado esotérico do sexo

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

incubo009aO íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

Lolita, Lolita – Ela é uma garotinha encantadora. E eu poderia ser seu pai. Mas não sou

A gota dágua – A tarde chuvosa e a força urgente do desejo. Ela deveria resistir mas…

A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde (Ricardo Kelmer, Arte Paubrasil) – Contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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