Tá no ar o vídeo oficial do Cabaré Soçaite de mar2012 (11a edição em Fortaleza), que aconteceu no Órbita Bar. As imagens foram captadas por Levy Mota e Davi Lázaro e eu fiz a edição (Pinnacle Studio 12). A próxima edição em Fortaleza será em out2012, novamente no Órbita.
Músicas do vídeo: Por que brigamos (int: Diamante Cor de Rosa), Mercy (int: Duffy), cancan (int: ?), Voulez vous coucher avec moi (int: La Belle), Melô do piripiri (int: Grtechen), Tema da vitória (int: Eduardo Souto Maior e Roupa Nova), Moça (int: Wando), Tenho (int: Sidney Magal), Ai se eu te pego (int: Michel Teló), Siga seu rumo (int: Diamante Cor de Rosa).
Foi a 3a. parceria da festa mais sensual e divertida do Brasil com o Órbita. E foi bom demais – casa lotada, clima alegre, figurinos e performances incríveis…
O VJ foi Spin e o DJ foi Guga de Castro – e os caras mandaram bem demais. A banda foi a Diamante Cor de Rosa, que sacudiu a plateia com seu tradicional pop-trash. As meninas do grupo Sued encantaram a todos com seu número de cancan. E o concurso Musa e Muso do Cabaré premiou os vencedores com um fim de semana em Jericoacoara-CE (Pousada Casa do Ângelo), vale-compra na sex shop Via Libido e o livro kelmérico Um Ano na Seca. A Via Libido, por sinal, montou um estúdio de fotos e as melhores concorreram a uma cesta erótica no valor de R$ 400, além de crédito de R$ 100 no bar Butiquim.
A dançarina Fadinha abalou novamente o Cabaré com duas sensualíssimas performances, uma delas com um casal escolhido diretamente da plateia. O Comandante Kelmer, junto com as Cabaretes Dadivosas, interpretaram “Ai se eu te pego”, com direito a coreografia e tudo. O telão exibiu cenas de filmes, vídeos de edições anteriores da festa e literatura erótica. E rolou tequila grátis pras mulheres com figurino sensual. Na lojinha da festa estavam à venda livros, DVDs da festa e camisetas – quem comprava a camiseta, ganhava automaticamente ingresso pro próximo Cabaré e concorria a um fim de semana com acompanhante na Praia das Fontes (Hotel das Falésias).
Denise Borges e Íris de Oliveira fizeram as fotos oficiais da festa. Maya Lessa foi a assistente de palco e Flavia Talita comandou a lojinha.
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COMENTÁRIOS .
01-nossa, super lotadoooooooooo, animadoo! todo mundo entrou no clima, super gostei! na proxima com certeza estarei, com a minha performance, ainda mais kkk. Ysabelle Paes, Fortaleza-CE – abr2012
02- MUITO BOM. DELICIAAAAAA SRRSRSRSRSR. Ângelo Jorge, Jericoacoara-CE – abr2012
03- Quando vai ter o próximo??Ricardo Kelmer vc sabe que adoro!!! e a sua pessoa tbm curto D++! obrigado pelo o lembrete amei! um super beijão! Flávia Souza, Fortaleza-CE – abr2012
04- Ricardo Kelmer, muito obrigada pelo convite! Foi um prazer conhecer o Comandante Kelmer, sua adorável assistente Bat-Girl, os jurados do concurso e todas as figuraças que fizeram essa festa linda! Nos sentimos em casa: Sensualidade, energia, gente bonita e alegre… Do jeitinho que a gente gosta! Olha, no palco ou na pista… NÃO PERCO MAIS NENHUMA EDIÇÃO! Davi Lázaro, arrasaste, meu bem! Obrigada pelas lindas imagens! Só você pra arrumar o “melhor ângulo” desses 5! Afinal, os demais cabaretes(como diz o Kelmer), são todos umas belezuras! Beijos enormes e até a próxima festa no Cabaré! #Aguardando ansiosa! 😉 Claudine Albuquerque (Banda Diamante Cor de Rosa), Fortaleza-CE – abr2012
04- Como sempre: pura maldade! A festa troando e eu chupando dedo em casa… hahaha Parabéns meu comandante, a festa foi um arraso!!! Beijão. Lolita kelmérica, Fortaleza-CE – mai2012
05- Delícia, delícia. DELÍCIA DIONISÍACA. Pat Maria Lobo, Salvador-BA – mai2012
O momento em que a magia do teatro se revela paradoxalmente em toda sua plenitude, expondo tanto sua maquiagem quanto seu avesso
O MUNDO REAL DA ARTE
. De repente, no clímax da peça, a energia caiu, interrompendo o espetáculo. O teatro, que estava cheio, ficou um breu só. Um dos atores ainda falou, sua voz meio sem graça na escuridão: Acho que temos um blecaute… Uma luz de apoio acendeu-se, iluminando levemente o palco. E enquanto a energia não voltava, tudo ficou suspenso, a plateia chocada, esperando em silêncio, e os atores constrangidos, sem saber o que fazer.
Naquela noite, a magia do teatro, que tanto nos faz viajar para outras realidades, de um momento para o outro rompeu-se, e lá estávamos todos de volta à brusca realidade da sala, presos aos limites das poltronas. Durante aqueles intermináveis minutos, não eram mais os personagens que estavam ali no palco, mas os próprios atores, desmascarados. E foi chocante vê-los assim, subitamente impotentes, sem a proteção de seus personagens, sem a história a lhes dar sentido.
Porém… algo mais aconteceu. Enquanto as luzes voltavam devagar, nos demos conta de que… estávamos sonhando. Sim. Percebemos, cada um de nós na plateia, que um minuto antes estávamos todos a sonhar, um sonho coletivo, e que sonhávamos deveras…
Quando, por fim, o ator anunciou que tudo estava normalizado e que o espetáculo seria reiniciado, não pudemos deixar de aplaudir, aliviados e eufóricos. E enquanto a peça recomeçava, nos conduzindo novamente para dentro do sonho, agora sabíamos todos que havíamos vivido algo raro: o momento em que a magia do teatro se revela paradoxalmente em toda sua plenitude, expondo tanto sua maquiagem quanto seu avesso, dando-nos a exata noção da fantasia e da realidade, e do quão tênue é a fronteira que as separa. Naquela noite, durante aqueles poucos minutos, todos nós estivemos nessa fronteira. Nem todos, porém, chegaram a se perguntar: e se, na verdade, aquele sonho é que é real?
Muitas vezes em minha vida eu me fiz essa pergunta. Olhava para o mundo ao meu redor e via as coisas erradas, a pressa de chegar a lugar nenhum, a violência banalizada, o medo de ser livre… Por alguns minutos, tudo aquilo me parecia tão irreal, parecia exatamente o avesso da arte, ela que é sempre bela, livre e numinosa. Então me dava uma vontade louca de escapar daquele sonho ruim e saltar para o mundo da minha arte, e lá morar para sempre, todas as horas do dia…
Vou confessar uma coisa, não fala para ninguém, tá? Eu saltei. Sim, saltei, e agora moro no mundo real da minha arte. Mas deixei uma parte de mim aqui para comer, tomar banho, pagar o aluguel, essas coisas. Vez em quando, alguém mais chegado desconfia dessa estratégia, mas por enquanto ela tem funcionado bem. O único problema é quando a energia cai, pois aí preciso enrolar a plateia até que o espetáculo possa continuar. Mas sei enrolar bem, falo do clima, do trânsito, que esse ano o tempo passou muito rápido. Lá, no mundo real da arte, eu sou eu mesmo. Aqui, sou o melhor ator canastrão de mim. Mas os dois são verdadeiros e um necessita do outro, assim como a arte que desperta a vida e a vida que sonha com a arte.
. Ricardo Kelmer 2011 – blogdokelmer.com
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Imagem: montagem sobre foto de Walmick Campos, espetáculo O Cantil, do grupo Teatro Máquina
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COMENTÁRIOS .
01- Maravilha, texto novo! E olha, ainda bem que vc saltou pro lado da sua arte. É por isso que eu te adoro. 😉Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – abr2012
02- Putz, ô sentimento bom agora! Te leio demais, torço demais por todas as tuas criações. Saltemos! 😉 Rosa Emilia, Fortaleza-CE – abr2012
04- E o que seria de nós em meio a esse black out do cotidiano da vida se não fosse sua coragem de saltar para a arte? Uma escuridão sem fim! E se você saltar de volta pra cá pode deixar que eu te empurro de volta. Maria Do Carmo Antunes, São Paulo-SP – abr2012
05- que bem que me soube entrar nesta dedicatória! 🙂 Não podes saltar de volta, amigo, o mundo não aceita coxos. Além disso és a minha lagarta fumadora de ópio em cima de cogumelo! 😉 Já sabes… eu sou “tua ídola”! ♥ Susana X Mota, Leiria-Portugal – abr2012
06- E eu saltando de ca! A reciproca e verdadeirissima! Beijos, Rica! Fabiana Vasconcelos, Boston-EUA – abr2012
07- Paula Izabela Texto nu, cru, verdadeiro e brilhante! Salve, Charlie! Meu amor literário, estão perguntando por vc aqui em Sousa. Saudade roxa! ♥ Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – abr2012
08- Tallyta Paula Lindo! Gostei muito e acredito que Giovanna Torres,Victória Aurimar,Thiago Goméz, David Bandeira,Jooh Schneider,Gabriel Angelo,Marcio Rodrigues irão gostar também! Thalyta Souza, Juazeiro do Norte-CE – abr2012
09- Dá-lhe fera! Cesar Veneziani, São Paulo-SP – abr2012
10- Muito Legal, *-* Giovanna Torres, Juazeiro do Norte-CE – abr2012
11- Muito legal o texto mundo kelmeric, vc sintetizou com criatividade própria o mesmo paradoxo contido no conto de Théophile Gautier intitulado “A morte amorosa”, convido todos a sua leitura. Abção. André de Sena, Recife-PE – abr2012
12- Olha, achei um dos teus textos mais insólitos. eu li várias vezes naquele dia que tu publicou aqui. achei bem misterioso. e jungiano, né? esse lance do inconsciente coletivo, do sonho que vivemos sem perceber que tá tudo interconectado e claro, da tua relação com a tua arte. legal isso. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – abr2012
13- Voando!! Rs.. Abismo está quem se enfia nesse mundo doido e não quer voar! \o/ Amei a crônica! Bjsss e sucesso! Sabrina Carvalho, São Paulo-SP – abr2012
14- Demorei pra ler, mas valeu. Arretado, seu Kelmer! Marcelo Gavini, São Paulo-SP – abr2012
15- eu ja li e gostei muito. Ana Luisa Rodrigues, Fortaleza-CE – abr2012
16- Só agora, vi e li…muito legal! Claro q lembrei…hehehe. Celia Terpins, São Paulo-SP – abr2012
17- “Durante aqueles intermináveis minutos, não era mais os personagens que estavam ali no palco mas os próprios atores, desmascarados. E foi chocante vê-los assim, subitamente impotentes, sem a proteção de seus personagens, sem a história a lhes dar sentido”. Perfeito! Dalu Menezes, Fortaleza-CE – dez2012
Bom ver você assim, entusiasmado. Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos que você….
Algo me dizia que na pauliceia eu poderia viver minha vida mais verdadeira, era só insistir
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O SONHO DO VERDADEIRO EU .
Estou num bar em São Paulo com um velho e querido amigo e a sensação é de alegria e descontração. Então digo para mim mesmo, convicto: preciso morar nesta cidade.
Este foi o sonho, outubro de 2006. Quando acordei, lembrei dele e imediatamente fui envolvido pela sensação boa e verdadeira do sonho. De repente não tive dúvidas, subitamente estava tudo claro. Levantei de um pulo, fui ao computador e avisei aos amigos que me mudaria para São Paulo e que aceitava dicas de moradia, qualquer pedacinho de chão para dormir. Quinze dias depois eu deixava o Rio de Janeiro, onde ficara por dois anos, e pegava o ônibus para a capital paulista, disposto a recomeçar a vida e apostar tudo e mais um pouco nas coisas em que acredito. Eu não tinha nenhum bom contato profissional, mas havia uma tal força imperativa no sonho que em nenhum momento duvidei de que fazia o que devia fazer.
Não é fácil recomeçar a vida aos 42 anos. Muito menos numa outra cidade, sem dinheiro, amigos e perspectivas. Entretanto, algo me dizia que na pauliceia eu poderia viver minha vida mais verdadeira, era só insistir. Mas haja insistência… Houve um momento em que não pude mais me manter e a única opção foi retornar a Fortaleza. Apesar de ser a cidade natal, eu sabia que, naquele momento, lá eu estaria um pouco mais distante de mim – mas eu precisava ir. Em Fortaleza trabalhei durante um ano até juntar a grana necessária para poder voltar – e voltei. Profissão imigrante cultural.
Agora, cinco anos depois, sinto como se houvesse empreendido uma longa travessia e cruzado uma floresta escura, que já não está tão escura. Consegui uma editora, a Arte Paubrasil, pela qual lancei meu romance O Irresistível Charme da Insanidade. Em 2012 virá um novo livro, de contos fantásticos, o Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos. As dificuldades da carreira literária costumam destruir muitos sonhos, eu sei, mas como adoro um desafio, acho que estou na profissão certa e na cidade exata.
A pauliceia também me trouxe novos amigos e novas parcerias musicais. E instigou minhas verdades mais profundas também pelo lado do teatro. Foi aqui que nasceu o Viniciarte – Vida, música e poesia de Vinicius de Moraes, espetáculo poético-musical que criei para homenagear meu poeta predileto*. Como o centenário de Vinicius será em 2013, esperamos fazer muitas apresentações. E, para Fortaleza não reclamar que esqueci dela, duas vezes por ano vou para lá comandar o Cabaré Soçaite, minha querida festa dionisíaca na qual exercito meu lado produtor e animador de auditório. Literatura, teatro, música, poesia, cabaré – agora sim, eu sinto que estou vivo. Isso pode não dar muito dinheiro mas, em compensação, não há dinheiro que pague.
Em breve o ano vai virar. Mais um ano que sai, outro que entra, vida que segue. Geralmente as pessoas aproveitam para começar um regime, acertam dívidas, fazem promessas. Eu, particularmente, acho que um bom momento para começar a mudar é logo depois de acordar. É quando o sonho ainda está fresquinho na lembrança. É quando ainda nos envolve aquela certeza, poderosa e irracional, de que tudo que temos de fazer é ser quem verdadeiramente somos. E o resto vem na carona do sonho.
Tô acertando com a editora a publicação de meu livro de contos fantásticos para 2012. Como terei de bancar parte da tiragem, farei uma promoção de pré-venda. O leitor adquire seu exemplar antecipadamente com um bom desconto (R$ 20 com frete incluído), receberá antes mesmo das livrarias e terá seu nome na página de Leitores Especiais do livro. Envie e-mail para rkelmer(arroba)gmail.com que eu respondo enviando as contas pra depósito (HSBC, Itaú, Banco do Brasil e Bradesco).
Viver como Vinicius viveu – Viver outra vez aquele frio na barriga que antecede cada subida ao palco, recitar seus poemas por aí e mostrar a grandeza do Vinicius homem e artista – putz, tem sido tão gratificante fazer isso!
Todo mundo tem um lado cabaré – Toda vez eu tremo quando penso no desafio que é dirigir algo que, na verdade, é impossível de se controlar. Mas no fim sempre dá certo
Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro
Este show nos traz a riqueza da vida e da obra de Vinicius de Moraes, um dos nomes mais importantes da cultura brasileira. Através das músicas, dos poemas e de fatos interessantes da vida de Vinicius, passeamos por grandes momentos da música e da poesia brasileiras e nos divertimos e nos emocionamos com a rica trajetória do homem, poeta, artista, amante, amigo e diplomata que fascinou e ainda fascina gerações no Brasil e no mundo.
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COMENTÁRIOS .
01-Que você tenha muitos novos sonhos plenamente realizados ( sem tanto esforço, de preferência…) ! Voce é uma figurinha! Felicidades e muita Sorte, Ricardo! Sonia Weil, Londrina-PR – dez2011
02- Inspirador o seu artigo. Estava precisando de algo parecido. Maria Claudia Oliveira Paiva, São Paulo-SP – dez2011
03- É preciso sangue no olho, Ricardo. Parabéns pela tua iniciativa. Mas de que vale a vida se não corremos atrás daquilo que nos realiza? Brennand de Sousa Bandeira, Fortaleza-CE – dez2011
04- Ricardo. Cada vez que leio o que vc escreve fico mais feliz pelo que vc esta fazendo. Sou seu fã de carteirinha. Abs. Ivan Martins, Fortaleza-CE – jan2012
05- Ando sumida,quietinha.Mas,adoro-adoro-adoro tudo que vc escreve,vc sabe. Vem livro novo???Oba! A editora é sua?A alienada aqui não sabia. Coisa boa ver vc produzindo e feliz da vida! Beijão grandão, Sua eterna fã. Mônica Mônica Burkle Ward, Recife-PE – jan2012
06- Graaaaande Kelmer, Espero que a presente missiva eletrônica o encontre em estado de total harmonia e felicidade. Obrigado pelo envio do texto, ótimo como sempre. Haroldo Barros, Recife-PE – jan2012
07- Grande Kelmão. Belo texto! Aproveitando, me põe aí na pré-venda pro Guia de Sobrevivência! Abraço. Marcelo Gavini, Fortaleza-CE – jan2012
08- Ricardo vc é fantástico em tudo que escreve,adorei…beijos Sou sua eterna fã… Liz Fernandes, São Paulo-SP – jan2012
09- parabéns meu amigo. Sempre por perto de vc nesta sua jornada chama vida… Jacques Josir, Santo André-SP – jan2013
10- Vc é realmente uma pessoa inspiradora. Fico feliz de tê-lo conhecido. Lindalva Barbosa, Fortaleza-CE – nov2013
11- q delícia ler essa intimidade em público. belo relato! quem o conhece, lembra do seu sempre semplante de contentamento… ainda bem q o reencontrei nessa babel são paulo q tenho amado também. Vida de sucesso p vc, querido! Shirlene Holanda, São Paulo-SP – nov2013
Bom ver você assim, entusiasmado. Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos que você….
Tá no ar o vídeo oficial do Cabaré Soçaite de out2011 (10a edição em Fortaleza), que aconteceu no Órbita Bar. As imagens foram captadas por Levy Mota e Davi Lázaro e eu fiz a edição (Pinnacle Studio 12). A próxima edição em Fortaleza será em 10.03.12, novamente no Órbita.
Músicas do vídeo: Cabelos negros (int: Eduardo Dussek), Rolling in the deep (int: The Dillas), Blues de luz neon (int: Lucio Ricardo), Ragatanga (int: Rouge), Sandra Rosa Madalena (int: Sidney Magal) e Melô do piripiri (int: Gretchen).
Esta foi a segunda parceria da festa mais sensual e divertida do Brasil com o Órbita. E foi novamente sucesso. O DJ desta edição foi Felipe Kaiser, o VJ foi Márcio Maahs e a banda The Dillas agitou o público com sucessos da dance music. Tivemos também performances sensuais com dançarinas e dançarinos e o concurso Musa e Muso do Cabaré, que premiou os vencedores com um fim de semana em Jericoacoara-CE (Pousada Casa do Ângelo), além de vale-compra na sex shop Via Libido.
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01- vi hoje, ficou massa! parabéns, escritor! Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – dez2011
Porque o senhor sabe, né, doutor, o brega sempre puxa uma dose, que puxa outra, que puxa a lembrança daquela ingrata, que puxa outra dose…
O BREGA NÃO TEM CURA
. Pois é, doutor… essa coisa do brega. Sei explicar não. Sou chegado sim, assumo. Já tentei largar várias vezes e nada. Até na igreja fui. O pastor disse que tinha um demônio dentro de mim, se eu fosse lá no culto ele tirava. Mas não fui com a cara daquele pastor não. Foi aí que me falaram desse negócio de terapia. Tem cura pro brega, doutor?
Se lembro de algo na infância? Deixa eu ver… Lá em casa tinha uma empregada. Marluce o nome dela. Eu na sala fazendo o dever de casa e lá na cozinha a Marluce ligava o radinho e mandava ver no brega. E tome Waldick Soriano, Lindomar Castilho, Bartô Galeno, Núbia Lafayette, Roberto Muller, Diana, a tarde inteira. Eu estudando OSPB e pensando na menina da cadeira de rodas, tudo eu daria pra ver novamente feliz…
Depois eu cresci e a coisa piorou. Porque o senhor sabe, né, o brega sempre puxa uma dose, que puxa outra, que puxa a lembrança daquela ingrata, que puxa outra dose… Quando a gente vê, está lá no Roque Santeiro se esgulepando na cachaça, sábado seis da manhã, virado da noite, escutando os Pholhas e ligando praquela ex que casou, botando o celular pra ela ouvir She Made me Cry, ô desgraceira. Tem cura pra isso, doutor?
Pois foi exatamente por conta desses desmantelos que larguei o brega. Larguei. Dei meus discos tudinho, deixei de cantar Secretária da Beira do Cais debaixo do chuveiro, não quis mais saber. E nunca mais dei trabalho pros garçons, deitando no chão dos bares, como na música do Reginaldo Rossi. Arreneguei aquela vida pregressa, virei outro homem, me regenerei.
Mas semana passada, doutor… tive uma recaída. Foi terrível. Genival Santos no BNB Clube. Com Fernando Mendes e Raimundo Soldado, olha a tentação. E sabe quem mais? Ele, o homem da pílula: Odair José. Me deu logo uma coceira no juízo. Quando vi, já estava lá dentro tomando montilla, todo empolgado. Tinha muita gente sim, aquele cheiro de Contouré no meio do mundo. Moça velha? Vixe, tinha de puxar de rodo. “Não tem jeito que dê jeito, pra você viver comigo…” É, Raimundo Soldado. Trinta anos de peleja e o homem ainda tá com essa patente, ô injustiça.
E o Fernando Mendes? “Numa tarde tão linda de sol, ela me apareceu…” Esta o senhor conhece, né? Marluce caía no chão por esta música. Cadeira de Rodas? Cantou também, claro. Nessa hora me deu até saudade de estudar OSPB, pro senhor ver o que o brega não faz… E a cabeleira do Fernando, rapaz! Essas técnicas modernas de alongamento são uma coisa…
E o Genival, homem de Deus! “Sendo assim, vou acabar ficando louco…” Clássica, né? “Meu coração está em greve…” Ai, meu Jesus Cristino! “Se errar uma vez dou castigo pra não se acostumar, se errar outra vez mando embora pra saber me respeitar…” Isso é que é bonito, doutor, melhor mandar embora que dar um tiro na desgraçada, né?
E o Odair… Ah, doutor, o homem tem aquela cara de bandido de velho-oeste, mas é um cavalheiro, sempre distinto, gestos elegantes, precisa ver. Eu era um olho no palco e outro no chão pra não escorregar nas latas de cerveja. Da próxima vez eu mesmo pago um servente pra limpar aquela sujeira. Mas o Odair bem ali na frente compensava tudo. Pare de Tomar a Pílula, Cadê Você?, A Noite Mais Linda do Mundo… Cantou tudo. Qual? Eu, Você e a Praça? Cantou sim. O senhor parece que é chegado também, né? Vou Tirar Você desse Lugar… Também cantou, claro.
Aliás, esta música só me lembra a Mardônia, lá do Crateús. Menina boa, educada, tinha ginásio. Muito mimosa. Mas o pai bulinava ela, o senhor sabe, e a mãe vivia por aí embriagada, nem ligava pra menina. Não deu outra: ela fugiu de casa, se mandou pro rumo de cá. Menor de idade. Acabou lá no Farol, no Hamburg Bar, o senhor chegou a frequentar? Não? Pois não sabe o que perdeu. Foi lá que eu conheci ela. Novinha, bonitinha, cheirosa que era uma beleza. Botei uma ficha na máquina e a gente dançou juntinho Eu Hoje Quebro esta Mesa, do Carlos André. Me apaixonei, né? Como é que não se apaixona? Vixe, deixei muito dinheiro naquele cabaré, o senhor nem imagina. Até chamei ela pra morar comigo, mas ela não quis não. Até emprego de balconista na Lobrás eu arrumei pra ela. Quem disse que quis? Quis nada. Preferiu se juntar com um fulerage lá, mais liso que eu. Depois sumiu. Nunca mais que vi.
Pois sabe quem eu encontrei lá no show? Justamente: a Mardônia. Dez anos depois. De shortinho jeans e batinha frente-única, pense… Um pouco mais gordinha, mas ainda bem aprumada. Ah, eu não me aguentei. Fui lá, paguei-lhe um saco de jujuba e comecei a cantar Não se Vá pra ela. Ahn? Acabou o tempo? Puxa, passou rápido. Mas diga ao menos se tem cura pro brega, doutor, diga, eu preciso saber. Tem não, né? Tem nada. Eu sabia. .
Mesclando música e literatura, este show reúne clássicos da dor de cotovelo da MPB e histórias de amor inspiradas em sucessos de Odair José, Waldick Soriano, Diana, Reginaldo Rossi e Fernando Mendes, num formato divertido e interativo. As canções são executadas por Ricardo Kelmer e Felipe Breier (voz e violão) e também em trechos de suas gravações originais, com participação da plateia. Paixões de cabaré, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor… Favor pagar o couvert antes de cortar os pulsos. SAIBA MAIS
Texto e direção: Ricardo Kelmer. Com Ricardo Kelmer e Felipe Breier Duração: 2h (ou versão de 1h30)
Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro
A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?
Odair José, primeiro e único – Se você, meu amigo, é desses que sentem atração por esse universo brega pré-FM, feito de bares de cortininha, radiola com discos arranhados e meninas vindas do interior… então escute Odair
Maluquice beleza – Já que a formiga só trabalha porque não sabe cantar, Raulzito pegou a linha 743 e foi ser cigarra
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COMENTÁRIOS .
01- Adorei! Kelmer, voce é o cara! bjs de fã. Sandra Ribella, Limeira-SP – nov2011
02- quero me curar não, ó doutor… Flávia Castelo Batista Magalhães, Fortaleza-CE – nov2011
03- eu sou brega!!!!!!!!! Magna Mastroianni, São Paulo-SP – nov2011
04- Eu escuto brega desde que me entendo por gente !!!! Adoro. Monalisa Serafim, Fortaleza-CE – nov2011
05- Maravilha Kelme!!! Só tu pra escreve dessa forma! Adoro! Lendo a crônica, parecia que tu tava falando o repertório de ontem do Roque Santeiro, inclusive, vamos em você na hora da “cadeira de rodas”… Vania Vieira,Fortaleza-CE – nov2011
06- E se tivesse eu ficava doente pra sempre. Eduardo Lima,Fortaleza-CE – nov2011
Toda vez eu tremo quando penso no desafio que é dirigir algo que, na verdade, é impossível de se controlar. Mas no fim sempre dá certo
TODO MUNDO TEM UM LADO CABARÉ
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Escrever e publicar livros é um grande desafio, que exige de mim muita entrega e dedicação. Também é algo muito desafiante me apresentar num palco para homenagear meu guru Vinicius de Moraes – além de agradar ao público, é preciso que tudo seja digno de Vinicius, como se ele também estivesse assistindo.
No entanto, o Cabaré Soçaite é o meu desafio profissional mais delicado e complexo. Produzir essa festa é coordenar um evento onde centenas de pessoas não apenas dançam, bebem e se divertem – elas também se vestem e encenam suas fantasias sensuais, cada uma a seu modo, sem ensaio, e todas ao mesmo tempo. É um grande teatro ao vivo, espontâneo e dionisíaco, e que sempre traz surpresas.
Toda vez eu tremo quando penso no desafio que é dirigir algo que, na verdade, é impossível de se controlar. Mas no fim dá certo, pois o clima de leveza e alegria sempre prevalece e todos se unem harmoniosamente na celebração do erotismo e da sensualidade. No fim o frio na barriga passou, ufa, e foi realmente uma experiência maravilhosa.
O evento possui um roteiro, claro, pois há atrações pré-acertadas, como shows musicais e números teatrais e de strip-tease, e há o concurso Musa e Muso do Cabaré, o ponto alto da festa. A trilha musical é selecionada com cuidado para não fugir do clima de alegria, sensualidade e romantismo. O palco é ambientado no estilo salinha-de-cabaré e todos podem subir para tirar fotos e serem filmados. No telão, cenas de filmes no tema cabaret contribuem para formar o clima. Tudo que acontece no palco é registrado em foto e vídeo e, depois, um clipe com os melhores momentos da festa é disponibilizado na internet. Porém, apesar do roteiro, as surpresas sempre vêm, pois é o público a grande atração, com suas vestimentas e suas performances, e a qualquer momento algo incrível pode acontecer. E sempre acontece.
Como mestre de cerimônias, preciso saber apresentar as atrações e deixar todos à vontade, e, como diretor geral do evento, tenho que conduzir da melhor forma os acontecimentos. Preciso saber equilibrar tudo isso, seguindo o roteiro mas, ao mesmo tempo, valorizando o inesperado. Como estamos lidando com sexualidade, qualquer descuido pode comprometer a harmonia da festa. Felizmente isso não acontece, pois o clima geral de leveza e alegria contagia a todos e o que poderia ser tenso e arriscado acaba sendo belo e divertido.
Acho que o sucesso da festa se deve principalmente a dois aspectos. O primeiro é que todo mundo tem um lado cabaré. E o segundo é o cuidado com o público feminino: no Cabaré Soçaite são elas as clientes principais. As músicas e as imagens no telão são pensadas para elas, e lá elas se sentem seguras e à vontade para viver suas fantasias de diva, colegial ou cortesã. Se elas se reprimem, preocupadas com o que os outros vão pensar, a festa fica travada, mas se elas se soltam e se divertem, então os homens as acompanham, encantados, e tudo vira uma brincadeira deliciosa. Como deveria ser sempre o erotismo.
. Ricardo Kelmer – blogdokelmer.com
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Edição em Fortaleza: 29.10.11, Órbita (clique pra ampliar)
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NO TELÃO DO CABARÉ
> Fotos e vídeos das edições do Cabaré Soçaite – Será que você aparece em algum?
> Marylin Monroe – Um arquétipo da sensualidade
> Dita Von Teese – A dançarina que reavivou o erotismo burlesco
> Chicago – O musical com Catherine Zeta-Jones, Renée Zellweger e Richard Gere
> Burlesque – O musical com Cher e Christina Aguillera
> Lua de Fel – Cenas do incrível filme de Roman Polasnki
> De Olhos Bem Fechados – Cenas do misterioso e sensual filme de Stanley Kubrick
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A trilha sonora do Cabaré Soçaite é atualizada a cada edição e é feita de vários gêneros: rock, soul, samba-rock, disco, brega, ópera, ritmos latinos… A prioridade não é tocar as mais tocadas das rádios mas tocar músicas que combinem com o clima de sensualidade e alegria da festa, podendo ser atuais ou antigas. Isso significa que você dança Lady Gaga, Belinda e Christina Aguillera e logo depois o Cancan e depois a lambada do Beto Barbosa e em seguida rebola com Gretchen, depois abala no tango com La Cumparsita e depois tem ópera com Mozart, depois um bregão do Wando, um dance da Katy Perry ou da Madonna, depois uma lentinha do Bee Gees, aí cai na putchéuris da Intocáveis Putz Band…
Como toda festa, o Cabaré Soçaite possui uma proposta musical mas possui também uma filosofia artística, estética e mitológica. A filosofia artística está nos vídeos do telão, onde são homenageados o cinema e a poesia. A filosofia estética pode ser vista nos figurinos das pessoas e na ambientação no estilo cabaret. E a mitologia está presente através de Dioniso, o deus grego da vida, do êxtase embriagador e das paixões – o Cabaré Soçaite é um teatro dionisíaco, espontâneo e catártico. Tudo com leveza, alegria e sensualidade.
Segue a relação das músicas com link pra ouvir ou ver (Youtube, 4shared e Mediafire). A lista é constantemente atualizada e aceitamos sugestões. Se algum link estiver incorreto, por favor informe.
Próximas edições(saiba mais):
Fortaleza: 30.04.14 (Amici´s – Dragão do Mar)
São Paulo: a confirmar
Jessica Rabbit dança no filme “Uma cilada para Roger Rabbit”
música: Amy Irving – Why don´t you do right
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O primeiro baseado que fumei daria um filme. Um não, vários
O DIA EM QUE MORRI NO ROCK IN RIO
. Janeiro de 1985. Cidade do Rio de Janeiro. Missão Rock in Rio 1. Plano: burlar a segurança e entrar com uma garrafa de Tonel 21, cachaça da boa. Ok, plano bem sucedido. Agora eu e meu amigo Paulo podemos relaxar um pouco: um gole na bicha, um olho no palco, outro nas garotas. Cem mil pessoas em celebração. Outro gole. É um sonho pra mim. Vinte anos, estudante de comunicação, cabelão no ombro e oclinhos redondos à John Lennon. Todo pronto pra ver Rod Stewart, o ex-coveiro da voz rouca. Mais um gole. Putz, a vida é mesmo um filme emocionante!
Paralamas, Moraes Moreira, Rita Lee – no palco, o time doméstico dava seu recado. No gramado, eu e Paulo vivíamos intensamente o primeiro ano do resto de nossas vidas. E tentávamos prosseguir no plano: conseguir um baseado. Dizem que é pecado, mas não perderíamos a chance de começar a pecar em pleno Rock in Rio. Conseguimos um enorme e, aventureiros inexperientes, mandamos tudo de uma vez. Logo a mente e o corpo adentravam outro nível de realidade e tudo ficou diferente. Mas havia algo estranho, todos olhavam pra mim com aquelas máscaras das crianças em The Wall. Cem mil olhares inquisidores me perseguindo onde quer que eu fosse, inútil se esconder. Como todos podiam saber que eu estava doidão? Um real e amargo pesadelo.
Pouco depois comecei a me sentir enjoado e o enjoo foi piorando até que não me aguentei mais em pé. Revelei ao meu amigo: Paulo, eu tô morrendo…, e ele caiu na gargalhada, calma, Bete, calma. Bem, já que eu era um cabra marcado pra morrer, pelo menos morresse decentemente. Fraco e inteiramente chapado, me dirigi às bilheterias desertas. Arrumei uns papelões e deitei sob uma catraca. Meio litro de cana no sangue mais um torpedo canábico na mente tinha que dar nisso: todo o meu eu era uma rebelião em alto mar. Paulo, deixo pra você meu livro do Pessoa, e se encontrar a moça do ônibus, diga que eu a amo… Então, fechei os olhos e saudei Nick Beal, o agente do Inferno que chegava pra me levar à ilha das almas perdidas…
Mas Beal não veio. Preferiu curtir Ozzy Osbourne berrando lá no palco. Salvo pelo Ozzy, que ironia. Abri os olhos e percebi que estava vivo. E Paulo ao lado, vigiando minha morte. Dois perdidos numa noite suja. Das profundezas de minhalma uma voz ordenou que eu levantasse e fosse pra enfermaria. Meu amigo desaprovou: Tá louco, vão descobrir que você fumou, vão te prender! Amizade em conflito. Concordei e disse que então iria comprar algo pra comer. Saí… mas desviei pra enfermaria. Estava realmente decidido em minha tragédia de homem ridículo. Não me pergunte como, mas cheguei lá. Aí olhei a fila e desanimei: duzentas pessoas aguardavam atendimento.
Mas os lobos não choram. Furei a fila e balbuciei ao atendente: Eu tô morrendo… Acho que ele concordou, pois ato contínuo me botou pra dentro. Fui levado a uma saleta toda branca onde uma fria médica nazista me atendeu. Quis saber nome, endereço, idade, o tamanho do bagulho, ia anotando tudo. Era o terror kafkiano, eu morrendo e tendo que passar pela burocracia de um inquérito absurdo. Ah, mas aquela médica partidária do Grande Irmão não me pegaria tão fácil. Então menti em todas as respostas, eh, eh, eh. Depois estiquei o braço e puff!, injeção de glicose na veia. Deitei na maca e apaguei.
Súbito, percebi uns acordes… eram familiares… vinham de muito longe… Rod Stewart! Começando a cantar You´re in My Heart, uau! Despertei de um salto. Sentia-me bem, inteiramente revigorado. Quanto tempo se passara? A médica nazista não estava mais na sala. Na maca ao lado um rapaz se contorcia numa viagem pior que a minha, eu podia escutar os gritos do seu silêncio. Era preciso fugir daquele terrível asilo. A música estava acabando, o destino batia à minha porta e não havia muito tempo.
Boto meus oclinhos. A porta da saleta está aberta. Meto a cabeça no corredor e de lá avisto a saída do asilo. Brad Davis escapando daquela penitenciária turca. Deixo meu dublê de corpo lá na maca e saio em disparada pelo corredor, empurrando os enfermeiros. Corra, Lola, corra! Ah, não, me empolguei, desculpe, Lola é mais recente. Na saída, salto a corda e, nas asas da liberdade, me infiltro na multidão. Estou salvo. Já não precisam me mandar flores. Posiciono-me num lugar razoável e enfim concretizo meu sonho de ver o velho Rod. Missão cumprida.
Depois desse sufoco até o compadre 007 diria nunca mais outra vez. Mas Sua Majestade entenda: tenho apenas vinte anos e todo o pique do mundo. E sou eterno. Assim como os diamantes.
. Ricardo Kelmer 2000 – blogdokelmer.com
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> Esta crônica está cheinha de referências a filmes de 1985 e de anos anteriores. Quais você encontrou?
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Rod Stewart canta You’re in My Heart
no Rock in Rio de 1985+ clipe do festival
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LEIA NESTE BLOG
Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro
A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?
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COMENTÁRIOS .
01- Cada história, hein, seo Kelmer. Wanessa Bentowski, Fortaleza-CE – set2011
02- É uma figura!! Carmem Mouzo, Rio de Janeiro-RJ – set2011
03- Peguei todas as referências cinéfilas dos anos 80, nesse Expresso da Meia-Noite no Rock-n-Rio entre dois Daunbailó! Divertido… Téo Lorent, São Paulo-SP – set2011
RK:Expresso da Meia-Noite (dir: Alan Parker, 1978). Ponto para Téo Lorent! Mas Daunbailó (Jim Jarmusch) eu não citei não, até porque não havia visto. 🙂
04- Não ligue para o seu passado, vai que ele atende!!! Nonato Freire, Salvador-BA – set2011
05- Adorei, ri de montão por aqui, vc a cada dia me surpreende mais. Bjokinhas. Mariucha Madureira, Brasília-DF – set2011
06- Ricardo, Valeu pela cronica meu velho ! Adorei … nesta época de Rock in Rio vale demais relembrar aonde e como cada um de nós estava no priemrio. Eu, por exemplo, estava em Quixeramobim assistindo tudo pela TV com uma sensaçao muito estranha de estar no lugar errado na hora certa ! um abraço forte. Tibico Brasil, Fortaleza-CE – set2011
07- muito boa, kelmer! adorei essa. lembrei quando fui ao meu primeiro hollywood rock ver bob dylan… e quando tomei todas na abertura do roger waters… quase perdi essa apresentação por causa de uma garrafa de roseira, uma pinga feita pela minha família lá no sul de MG… adorei a crônica! abç. Rodrigo Oliveira, Fortaleza-CE – set2011
08- hehehe, jóia! Giovanni Iemini, Brasília-DF – set2011
09- ”O dia em que morri no Rock in Rio” me deu espasmos de risos. Só tu mesmo, visse. Excelente! Rafaela Silva, Campina Grande-PB – set2011
10- Adorei! Ana Maria van Erven de Figueiredo, São Paulo-SP – set2011
11- Ótimo, Rico. Marta Crisóstomo Rosário, Brasília-DF – set2011
12- Se eu não tivesse nascido em meados dos anos 80, certamente teria pulado “o muro” com vocês “dois, perdidos numa noite suja”, e seria mais uma dando uma de “james bond”, nessa “ilha das almas perdidas” que descreveu… De fato, Kelmer, estaria também “marcada para morrer”. mas “os diamantes são eternos”, et voilà, aqui estamos nós! prontos para qualquer Rock in Rio que porventura possa acontecer… vou indo sr. dos labirintos descritivos, não fique triste. afinal, “lobos não choram”. Érika Zaituni, Fortaleza-CE – out2011
Ufa. Finalmente tá no ar o clipe da 10a edição (9a em Fortaleza) do Cabaré Soçaite. Foi a estreia do Cabaré na Órbita, uma das melhores casas noturnas da cidade, dos meus velhos amigos Patrícia e Sean. Em 2000 e 2001 eu produzi algumas festas na Órbita (Noite Night, A Noite das Vampiras e Raluhimen), quando eu era diretor da CABOCA, um clube de arte e entretenimento. Dez anos depois meu Cabaré baixa por lá – ô maravirilha!
Situada ao lado do complexo cultural Dragão do Mar, no tradicional bairro boêmio da Praia de Iracema, a Órbita é uma das melhores opções da cidade pra quem curte rock´n´roll. O ambiente da casa é bonito, espaçoso, com estrutura excelente, bons banheiros, telões, sinucas e amplos balcões. A casa privilegia shows de bandas locais (cover e autoral) mas também promove festas temáticas. A faixa etária média do público é 20-30 anos.
Geralmente preciso de 30 a 45 dias pra editar o vídeo oficial da festa pois é um trabalho muito detalhista e não posso parar tudo pra me dedicar somente a isso. Dessa vez demorei 100 dias porque de março a agosto estive bastante envolvido no lançamento do meu livro O Irresistível Charme da Insanidade e também porque havia um outro vídeo na fila, o do Cabaré de março no Acervo Imaginário (Fortaleza).
A próxima edição em Fortaleza será novamente na Órbita (29out). E a 2a edição paulistana ainda não tem data pra acontecer. Se você deseja sugerir um local, entre em contato.
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COMENTÁRIOS .
01- Certeza Kelmer, esperando vc aqui em Fortaleza para mais uma parceria. Abraços. Rosa Verônica, Fortaleza-CE – set2011
02- E em Sampa, Kelmer???? Quero!!!! Tudo bem…vou tentar controlar minha ansiedade….rs…bjsss Ana Luiza Cappellano, Jundiaí-SP – set2011
03- É sempre um sucesso! A D O R O ! Ivana Prado, Fortaleza-CE – set2011
04- Festa é o que nos resta!!!! ahhahahahahahahaha. Antonio Martins, Maceió-AL – set2011
05- Eu queria ter coragem pra participar do concurso… u.u. Mas um dia ainda chego lá, escreve ae. Nadine Araújo, Fortaleza-CE – set2011
06- hahahahahahaha! muito boooom! vale ressaltar as aparições (vixe, parece fantasma) dos ilustríssimos Andrei Bessa (que ganhou até close!), Keka Abrantes, Chris Salas e Walmick Campos =P. Levy Mota, Fortaleza-CE – set2011
Tá no ar a segunda parte do Cio das Letras, um ensaio erótico que fiz sobre amor, paixão e desejo. Utilizei poemas meus e letras de músicas que fiz com parceiros, além de montagens com imagens de mulheres muuuito especiais.
Como o ensaio faz parte dos Arquivos Secretos, somente Leitores Vips têm acesso. Então, você que é Leitor Vip pode conferir o ensaio acessando a postagem anterior. Ou clicando no link logo abaixo. Depois é só digitar a senha, que está nos e-mails mensais que você recebe com novidades do blog.
> As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz.
> Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?
> O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…
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DICA DE LIVRO
> A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A ex-bailarina filosofa sobre sua experiência de salvação através do amor e da submissão no sexo anal
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A vida de Luca e Isadora no século 16 influencia suas vidas no século 21 e vice-versa, como se o “eu” existisse em mais de uma vida ao mesmo tempo .
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Já pensou você descobrir que numa outra vida já viveu um grande amor com a pessoa que hoje está com você?
É sobre isso o meu romance O Irresistível Charme da Insanidade. É a história do amor maluquete do casal viajandão Luca e Isadora. Ele é um cantor de blues e ela uma mochileira taoísta que acredita ser ele a reencarnação de seu grande amor do século 16. A história se passa simultaneamente na Espanha quinhentista e nas praias do Nordeste do século 21.
Para mim, particularmente, a teoria da reencarnação não faz sentido. Mas é uma ideia que pode render boas histórias. A prova disso é o sucesso dos livros espíritas com suas histórias românticas sobre amores através dos séculos. Tem quem goste. Eu, porém, acho esses livros de uma caretice irritante, argh!, um moralismo açucarado e gosmento, o bem e o mal muito bem definidinhos, seres da luz e seres das trevas, aaaargh! Quem gosta de moralismo e caretice, vou logo avisando, é bom nem chegar perto do meu romance.
Mas voltemos à ideia. Já pensou você descobrir que numa outra vida viveu um grande amor com a pessoa que hoje está com você? Uau!!! Deve ser emocionante, heim? Bem, isso também pode render alguns probleminhas extras, pois o casal terá o dobro de motivos para brigar, além de se confundirem o tempo todo:
– Aquela fulaninha tá ligando pra você de novo.
– De novo não, naquela época não tinha telefone. E você, já deu pro Betão?
– Dei, mas foi na outra vida.
– Acho que a gente tá passando pela crise dos sete séculos…
Mas… e se a outra pessoa não acredita em reencarnação, acha essas coisas uma grande bobagem, acha que você está viajando na maionese, e aí? O que você faria? Tentaria fazer com que ela lembrasse, sugerindo, por exemplo, uma terapia de vidas passadas? Ou se conformaria e deixaria para lá? E se de repente você se pegasse agindo de forma estranha, culpando a pessoa por coisas da outra vida?
Esse é justamente o tema central do meu romance. Nele, no entanto, a ideia da reencarnação funciona como um gancho para uma outra ideia: a multidimensionalidade do ser, em que a consciência não está restrita ao corpo físico nem ao tempo presente, mas atua simultaneamente em várias dimensões do tempo-espaço. A vida de Luca e Isadora no século 16 influencia suas vidas no século 21 e vice-versa, como se o “eu” existisse em mais de uma vida ao mesmo tempo e elas estivessem conectadas.
É uma ideia bem louca, eu sei, eu sei. Mas tem seu charme, admita.
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Ricardo Kelmer 2011 – blogdokelmer.com
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O Irresistível Charme da Insanidade Romance – Arte Paubrasil, 2011 14 x 21 cm – 160 pag – ISBN: 9788599629352
Um músico obcecado pelo controle da vida. Uma viajante taoísta em busca da reencarnação de seu mestre-amante do século 16. O amor que desafia a lógica do tempo e descortina as mais loucas possibilidades do ser.
Blues de luz neon – clipe (da trilha sonora do romance)
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Eis que o Cabaré Soçaite estreia na Órbita, uma das melhores casas noturnas de todos os tempos em Fortaleza. A Órbita, sucesso na cidade desde 2000, funciona de quinta a domingo, sempre apresentando shows com bandas de rock e blues.
Nona edição (em Fortaleza) da festa que criei em 2003. O tema da festa é a sensualidade e o erotismo. As pessoas vestem-se a caráter e a cada edição o público elege a Musa e o Muso do Cabaré, que ganham prêmios. Na trilha sonora: pop, rock, disco, brega, ópera e ritmos latinos, além de música lenta pra dançar garradim. O palco, ambientado no estilo cabaré, é liberado pra todos fazerem performances. No telão são exibidos poemas, filmes de temática cabaré e cenas clássicas do cinema erótico. Em cada edição é feito um vídeo que depois é publicado na internet.
ÓRBITA BAR – Rua Dragão do Mar, 207 – 85-3453.1421
INGRESSOS ANTECIPADOS
Primeiro lote: R$ 10 – – – Segundo lote: R$ 15
À venda na Órbita, na Via Libido Sex Shop (Av Abolição, 2427 – 3242.9595) e nos bares Butiquim e Confraria São Tomé (rua Frederico Borges, 17 – Varjota – 3267.1488)
PROMOÇÃO
Compre a camiseta do Cabaré Soçaite (R$ 20) e ganhe dois ingressos para a festa de 21mai. Onde comprar: Via Libido Sex Shop. Promoção válida até 20mai ou enquanto durar o estoque.
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COMENTÁRIOS .
01- Sem dúvida, o @cabaresocaite foi a melhor festa q ja fui no @OrbitaBar . Irei em todos os próximos! Simplesmente sensacional! welvesmaia, via Twitter – Fortaleza-CE – mai2011
02- O @cabaresocaite ontem no @OrbitaBar foi MARAVILHOSO! Parabéns, @ricardokelmer! ViaLibido, via Twitter – Fortaleza-CE – mai2011
03- Maravilhosoooo!!! Nai Medeiros, Fortaleza-CE – mai2011
04- Ontem o @orbitabar foi muito bom,rolou o “Cabaret“ lá mesmo!. kkkkkkkkkk`. janpa_oliveira,via Twitter – Fortaleza-CE – mai2011
05- Uma maravilha.Quando cheguei fui logo atacado por uma doida q me lascou um beijo na boca.Tava ate bom……. André Pontes, Fortaleza-CE – mai2011
06- Ah !!! Esse Cabaré é tudo !!! Diversão Pura!! Lembro quando a galera ia zuar no Farol do Mucuripe, Nas casinhas de luz vermelha , tipo Red Zone. kkkk Parabéns por trabalho, profissionalismo, simplesCidade, carinho com seus amigos e fãs. rasgando aseda !! bj Regiane Rocha, Fortaleza-CE – mai2011
Após alguns anos atuando apenas no circuito editorial alternativo, eis que tô de volta às livrarias: a Editora Arte Paubrasil acaba de lançar meu livro O Irresistível Charme da Insanidade. Os eventos de lançamento acontecerão em Fortaleza (10 a 14mai) e em São Paulo (julho). Os leitores que participaram da promoção de pré-venda receberão seus livros pelo correio no início de maio e poderão ver seus nomes na seção Galeria de Leitores Especiais (pag 157), aqui nesta postagem e na seção do livro neste blog.
A história de Luca e Isadora e seu amor que desafia a lógica do tempo foi publicada pela primeira vez em 1996, pela Editora Universalista (PR). Anos depois reescrevi a história e em 2005 publiquei alguns exemplares por conta própria, em formato de bolso (selo Miragem Editorial). Em 2010 finalmente escrevi a versão definitiva e negociei com a Editora Arte Paubrasil. A essência da história é a mesma mas houve alterações nos personagens e em algumas passagens, o final foi mudado e a narrativa ficou mais cinematográfica.
Este livro tem um diferencial: ele tem uma trilha sonora, composta especialmente pra ele por mim e meus parceiros. Se não for o primeiro, certamente é um dos primeiros casos do tipo na literatura brasileira.
A narrativa cinematográfica revela meu desejo de ver esta história transformada em filme. Vamos ver se algum produtor ou diretor se interessa…
Obrigado a todos os leitores que adquiriram este obra antecipadamente na promoção de pré-lançamento (até 24fev2011). Eles ganharam desconto, tiveram seus nomes inseridos na obra e serão os primeiros a receber o livro, pelo correio. Mais que leitores, estas pessoas são grandes incentivadoras do meu trabalho.
Mariana Melo (Maceió-AL), Thais Souza (Manaus-AM), Pat Maria (Salvador-BA), Fernando Veras (Camocim-CE), Paula Izabela (Juazeiro do Norte-CE), Alzira Aymoré, Ana Érika Galvão, Ana Karine Oliveira, Arthur Valente, Eugênio Leandro, Fabiano Brilhante, Glaucia Costa, Iana Bezerra, Marta Aurélia, Monica Fuck, Sandra Macedo, Verônica Guedes, Viviane Avelar (Fortaleza-CE), Meg Lia (Paracuru-CE), Suely Andrade (Brasília-DF), Mardônio Veras (São Luís-MA), Aluska Cavalcanti, Emerson Figueiredo (Campina Grande-PB), Christiane de Oliveira, José Maria Teixeira Jr. (João Pessoa-PB), José Carlos Neves (Belo Horizonte-MG), André de Sena, Rógeres Bessoni (Recife-PE), Joelson Maximiniano (Curitiba-PR), Gabriel Falcão, Maria Emília Lino da Silveira, Pedro Camargo, Regina Coeli Carvalho, Waldemar Falcão, Wilza Mazur (Rio de Janeiro-RJ), Larissa Azevedo (Natal-RN), Arlene Amorim, Edgar Powarczuk, Gisela Symanski (Porto Alegre-RS), Jamile Mileipe (São Carlos-SP), Virginia Mancini (Leme-SP), Antonio Venâncio, Bárbara Leite, Bia Rocha, Celia Terpins, Cesar Veneziani, Graziely Camargo, Kátia Regis Albuquerque, Juliana Cupini, Leopoldo F. Noschese, Lucilene Pacheco, Maria do Carmo Antunes, Renata Regina, Roberta Lossio e Tarcius Guedes (São Paulo-SP), Katiê Ribeiro (Plymouth-Inglaterra), Francisco Fontenele Neto (Lourinhã-Portugal), Luciana Bergstrom (Suécia).
Obrigado também: Gilvanilde Oliveira (Fortaleza-CE). Obrigado pelas observações valiosas: Rosa Emília Costa (Fortaleza-CE), Daniela Ramos (Rio de Janeiro-RJ) e Marcelo Gavini (São Paulo-SP). Obrigado por tudo: Wanessa Bento (Fortaleza-CE).
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Adriana Cardoso (Jundiaí-SP, mai2011)
estreando a seção Insanos Olhares
Envie sua foto com o livro pra rkelmer(arroba)gmail.com
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COMENTÁRIOS .
01- Uauuuuu…..Parabens pelo novo livro e que este seja um sucesso como os outros que escrevestes…..Bjs e muita paz no coração! Sandra Abou Dehn, Cuiabá-MT – mai2011
02- Parabénsss papai! Tim tim! Beijo_ ;-). Kátia Régis Albuquerque, São Paulo-SP – mai2011
03- Parabéns pelo livro… Sucesso!!! Enorme abraço. Michelle Fávero, São Paulo-SP – mai2011
04-Parabéns, querido! Vc está em SP? Eu estou passando uns dias. Só compro se for pessoalmente!!!!rsrsrssrs Beijos. Maria Theodora, Rio de Janeiro-RJ – mai2011
05- adorei saber de vc. sucesso, sempre. há braços. Iumê Colombo, Brasília-DF – mai2011
06- Viva!!! Abraço. Jamile Mileipe, São Carlos-SP – mai2011
07- VAGABUNDO-MOR! Meus Parabéns, Kelmer… Amanhã é meu aniversário (dia 4) e notícias boas como esta sua, servem como um grande presente! Muito feliz mesmo com esta notícia, garoto! Aquele Abraço. Téo Lorrent, São Paulo-SP – mai2011
08- Parabéns, Kelmer! Octávio Roggiero, São Paulo-SP – mai2011
09- Parabéns! Como não tenho champagne estou brindando com “licor de merda” para dar bastante sorte. Aguardando chegar meu exemplar. bjs. Regina Coeli, Rio de Janeiro-RJ -mai2011
10- Parabéns, muito sucesso com o livro!!! Glauco Wiltenburg Nunes, Rio de Janeiro-RJ – mai2011
11- Olá Kelmer, Fico feliz pela vitória e espero que esse livro publicado seja só o começo de muitos outros. Como escrevi para você a um tempo atrás, sou fã do seu livro “Matrix e o Despertar do Herói” e como combinado, quando você publicá-lo novamente me avisaria. Seria legal se, quem sabe, a mesma editora o publicasse também… Um grande abraço e espero ansioso por comprar esse livro com dedicatória e tudo… Jackson Cruz, Belém-PA – mai2011
12- SINCEROS E EFUSIVOS PARABÉNS! \o/ Creio que estarei presente no lançamento em São Paulo. QUEBRA TUDO! 😉 Abração. Sandro Fortunato, Natal-RN – mai2011
13- Grande Ricardo, PARABÉNS !!!! Orgulhosamente já carimbei a compra. Desejo sucesso total e apareça pelo planalto. Forte abraço. Mauro Galvão, Brasília-DF – mai2011
14- Parabens Kelmer! Mereces nao um mas uma caixa de champangne! Vai rolar ai em julho o salão de turismo e em agosto o Piaui Sampa…creio que vale a oportunidade pra divulgar seu livro… Sucesso! Marcos Fonteles, Parnaíba-PI – mai2011
15- Parabéns,querido! Muito sucesso pra vc! “Xêros” recifenses. Mônica Burkleward, Recife-PE – mai2011
16- Parabéns…vc é demais!!!!! Bj. Regina Lucia Fernandes, Fortaleza-CE – mai2011
17- Parabéns amigo! André Luis Cabral, São Paulo-SP – mai2011
18- grande ricardo, acabei de adquirir seu livro pela paubrasil. aguardo ansiosamente a chegada para devorá-lo. aquele abraço e feliz preço baixo. Aroeira, Belo Horizonte-MG – mai2011
19- Parabéns, Kelmer! Estou aguardando meu exemplar. Pela sinopse enviada, parece apetitoso. Mas… é mesmo! Qd vc vai oferecer champagne em SP? Espero q seja numa 5a feira. Abração, mestre! Maria Emília Lino da Silveira, Paraty-RJ -mai2011
20- Parabéns amigo querido!!! Orgulho!!! Bjks. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE -mai2011
21- Ricardo querido, Que maravilha! felicidades e muito sucesso ai! Forte abraço daqui. Airam, Belo Horizonte-MG – mai2011
22- Que notícia boa, Ricardo! Parabéns! Caesar Moura, Rio de Janeiro-RJ – mai2011
23- deu vontade de começar a ler agora! pode ir pensando em uma dedicatória… estarei no lançamento pra comprar o meu! boa sorte! Erika Zaituni, Fortaleza-CE – mai2011
24- Tá mais pra mãe do que pra pai. Uuuups, melhor dizendo mãe/pai. Amei a capa, e mais ainda o olhar sensual e misterioso da tigresa – tua Alma. Alma que guia, inspira e borogodoza a Estrada do caminhante musical. Bárbaro, ERRIKÁ, tu é da linhagem dos fininhos mui talentosos. Senti a marca no arriar das malinhas. Nunca te vi, sempre te senti. 🙂 champanhe aberta, brindemos. Beeeeijo e reverência for ever after. Pat Maria, Salvador-BA – mai2011
25- Parabéns Kelmer, por mais essa vitória!! Grande abraço. Cecília Colares, Niterói-RJ – mai2011
26- Nuossa ! Tô ficando chique demais, com meu nome no seu livro. Vai até alavancar as vendas, rsrsrsrsrs. Volta logo, estamos com saudades! Bjs. Maria do Carmo Antunes, São Paulo-SP – mai2011
A tradição xamânica dos povos primitivos experimenta uma espécie de retorno, atraindo o interesse de pesquisadores e curiosos – e desvirtuando a essência da coisa
XAMANISMO DE VIDA FÁCIL
. – Lembra do Xamanismo? Pois é, caiu na vida fácil. Dia desses ele estava lá na Vênus Lilás, todo se oferecendo!
Quem diria… O antigo sistema das sociedades primitivas, que girava em torno do xamã e sua técnica do êxtase, é o novo xodó dos místicos de fim de semana. Agora, espaços esotéricos oferecem cursos de xamanismo e muitos até formam xamãs. É como fazer um curso para tornar-se gênio.
O xamanismo, a rigor, é um fenômeno religioso originário de sociedades primitivas da Ásia central e siberiana e que tem no xamã o centro da vida mágico-religiosa da comunidade. Por dominar as técnicas do êxtase e ser capaz de acessar mais facilmente estados especiais de consciência e, com isso, transitar com fluidez pelas dimensões da realidade, aos xamãs era atribuída a competência de intermediar os mundos físico e espiritual, usando o conhecimento adquirido nas incursões ao além para ensinar, curar, realizar atos milagrosos e entreter os membros da comunidade. O xamã encarnava em si as funções de professor, sacerdote, feiticeiro, médico e até mesmo poeta e artista.
Nessas sociedades não havia curso de fim de semana para formação xamanística. Excluindo-se raras exceções, alguém se tornava xamã por vocação natural: o indivíduo era simplesmente compelido a aceitar o fato, mesmo a contragosto. Era comum também a transmissão hereditária do ofício. Em qualquer das vias, antes de ser reconhecido como xamã, o indivíduo (em geral homem) inevitavelmente passava por um delicado e doloroso processo de iniciação, que podia ser desencadeado naturalmente por uma doença ou sistematicamente ritualizado sob orientação de um xamã experiente. Isso permitia ao futuro xamã efetuar uma notável reintegração psíquica, aflorando suas potencialidades e preparando-se convenientemente para as funções que desempenharia.
Não pense que essa preparação era algo festivo. Longe disso. Como todo verdadeiro processo de iniciação, nesse também havia dúvidas, temores e sofrimentos difíceis de suportar. O futuro xamã experimentava a morte e a ressurreição místicas, padecendo sob os horrores de seu inferno íntimo para depois emergir à vida cotidiana sobrevivido e triunfante, mais sábio e mais forte. Somente se submetendo a todos os rigores desse processo de morte e renascimento pessoal é que o indivíduo podia se tornar um xamã.
Para nós, ocidentais civilizados, entendermos melhor o que se convencionou chamar xamanismo, é preciso ter sempre em mente que os antigos compreendiam a Terra como um ser vivo, dotado de uma espécie de inteligência e vontade próprias, e os seres humanos, assim como animais, plantas e minerais, eram parte integrante do imenso organismo planetário, todos igualados em importância. Mais que um ser vivo, entretanto, a Terra era a Grande Mãe, que gera e nutre todas as suas criações com amor, ensinando e guiando os seres humanos vida afora. Assim sendo, a Natureza inteira era algo sagrado, e desrespeitar suas leis era atentar contra a própria vida, contra toda a comunidade e contra a Sagrada Mãe.
O xamã, nesse contexto de espontânea interação com a Natureza, é alguém dotado de poderes especiais para manter-se num contínuo estado de comunicação com o espírito da Terra, a quem jurou obedecer e defender até o último de seus dias. Como se possuísse antenas hiper-sensíveis, o xamã está intimamente conectado à alma da Terra, e por isso vive em si mesmo o equilíbrio vital do planeta, imperceptível à maioria: se a Terra adoece, ele adoece também.
Em reconhecimento à sua lealdade e reverência, a Grande Mãe põe à disposição do xamã segredos do mundo animal, vegetal e mineral, para onde ele, em espírito, vai frequentemente em busca de informações úteis ao bem-estar da comunidade. Quanto mais ele sabe, mais servo se torna. Quanto mais se anula, mais ele pode.
Em contraste com a humildade espiritual desses antigos guardiães da tradição xamânica, muitos dos que hoje se dizem xamãs ostentam o título feito um estandarte, anunciando as maravilhas que têm para oferecer. Se de fato entendessem o que significa a função a que tanto se pretendem, jamais vestiriam a antiga tradição com roupas tão vistosas e muito menos a exibiriam em poses tão constrangedoras nas vitrines coloridas de seus cursos.
xamanismo moderno
Esse milenar sistema místico-filosófico-religioso existiu e ainda existe em inúmeras sociedades de todo o planeta, inclusive na América e no Brasil, onde os pajés são os xamãs. O advento da civilização, invadindo e exterminando as culturas nativas, empurrou as tradições xamânicas para os escombros do que restou de suas sociedades, onde mantiveram um fio de vida suficiente para chegar aos dias de hoje.
Atualmente, a cultura xamânica dos povos primitivos experimenta uma espécie de retorno, atraindo o interesse de pesquisadores e curiosos. Apesar de atrair também, como não poderia deixar de ser, os mesquinhos interesses comerciais da mentalidade consumista, por trás disso tudo pode-se captar um legítimo anseio das pessoas em religar-se a antigos valores esquecidos por nosso mundo civilizado: uma vida mais simples e fluida, em harmonia com as leis e os ciclos da Natureza e respeitando todas as formas de vida. Num mundo onde a racionalidade impõe sua ditadura aos pensamentos e a tecnologia nos torna escravos de máquinas cada vez mais autônomas, essa busca por resgatar tradições ligadas à Terra é uma reação natural da espécie humana, que começa a entender, finalmente, o imenso perigo que criamos ao nos mantermos desconectados da alma do planeta e unilateralizados em nosso racionalismo, que despreza a sabedoria natural da vida.
É um anseio genuíno, sim, que faz com que as pessoas, na melhor das intenções, busquem satisfazê-lo em livros, cursos e vivências. É uma boa notícia. Infelizmente, se a facilidade das comunicações possibilitou a disseminação rápida e maciça da informação, trouxe também a tendência à banalização de todos os temas. Bilhões de informações circulam a todo instante, mas o conteúdo da maioria não enche uma colher. É como estar numa imensa feira de produtos, cercado de vendedores, ofertas e promoções por todo lado: na urgência de adquirir algo, as pessoas não têm discernimento suficiente para ver além da embalagem.
Com o xamanismo ocorre algo parecido. Confusas na imensa feira da salvação, as pessoas tendem a comprar qualquer produto que lhes prometa coisas diferentes e sensações excitantes, e, assim, vão a vivências, frequentam cursos, batem tambor, visualizam seu animal de poder e se dizem praticantes de xamanismo quando, na verdade, estão apenas saltitando pelos aspectos mais superficiais da antiga tradição, feito alguém que molha os pés nas ondinhas da praia e nunca experimenta, de fato, o que é o mar.
Sei que é impossível reproduzir atualmente as condições em que floresceram as milenares tradições xamânicas. O mundo mudou, as circunstâncias são diferentes. Nossa cultura se desfez dos antigos ritos de passagem e a maioria dos que ainda mantemos perdeu o significado mais profundo. A mentalidade civilizatória nos desconectou do espírito da Terra e hoje parecemos um bando de zumbis a vagar pela vida à procura do sentido que um dia tanto enriquecia e guiava nossa existência. Não temos que voltar ao passado: precisamos é reencontrar o caminho perdido e vencer o atual impasse evolutivo.
Atualmente, as festas chamadas raves, que se proliferam em países do mundo inteiro, parecem incorporar aspectos da antiga tradição xamânica, ainda que distante do contexto original. Embalados pela música eletrônica que remete às hipnóticas batidas tribais e pelo êxtase provocado pelas drogas sintéticas, as pessoas alteram o funcionamento ordinário da mente e do corpo e vivenciam intensas experiências, dançando e se abraçando a noite inteira. Por proporcionar isso, os DJs que controlam a trilha sonora das festas aceitam o rótulo de tecno-xamãs ‒ mais uma ridícula deturpação da tradição.
As raves são um fenômeno recente, merecedor de análises mais aprofundadas. Porém, à primeira vista, me chamam a atenção o êxtase grupal provocado pela combinação de música e droga, a presença de fogueiras e o fato de serem comumente realizadas longe dos edifícios das grandes cidades, mais próximas à Natureza. Parecem ser uma manifestação atual das antigas tradições, feito uma necessidade que emerge, espontânea mas distorcida, das profundezas da psique coletiva.
A antiga tradição está de volta. É uma boa notícia. Mesmo deturpada pela maioria das pessoas, ela ressurge, atravessando os séculos, para nos lembrar que precisamos urgentemente integrar em nossa consciência os antigos valores e, com isso, nos tornarmos seres mais inteiros. Precisamos nos reconectar ao espírito da Terra, voltando a tratá-la com reverência e gratidão, antes que atinjamos o fatídico ponto onde a Grande Mãe, exaurida em suas forças, já não pode mais nutrir seus filhos.
. Ricardo Kelmer 2002 – blogdokelmer.com
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LEIA NESTE BLOG
Minha noite com a Jurema – Nessa noite memorável fui conduzido para dentro de mim mesmo pelo próprio espírito da planta, que me guiou, comunicou-se comigo, me assustou, me fez rir e ensinou coisas maravilhosas
A Jurema e as portas da percepção (VIP) – Relato detalhado da experiência narrada em Minha Noite com a Jurema. Exclusivo para Leitor Vip. Basta digitar a senha do ano da postagem
A vida na encruzilhada (filme: O Elo Perdido) – Essa percepção holística da vida é que pode interromper o processo autodestrutivo que nos ameaça a todos
O novo salto quântico da consciência – Por qual razão tantas pessoas ousam se submeter a uma experiência incerta, largando a segurança de sua mente cotidiana e desafiando o desconhecido de si mesmo?
O trem não espera quem viaja demais – Alguns captam o recado da planta, entendendo que a trilha da liberdade existe, sim, mas deve ser localizada no cotidiano de suas vidas e, mais precisamente, em seu próprio interior
. DICA DE LIVRO
Baseado Nisso – Liberando o bom humor da maconha Ricardo Kelmer – contos + glossário
Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado.
. DICA DE FILME
Carlos Castaneda – Especial da BBC sobre o polêmico antropólogo que estudou o xamanismo no México, escreveu vários livros e tornou-se um fenômeno do movimento Nova Era. Legendado.
O Elo Perdido (Missing Link) – Homem-macaco tem sua família dizimada por espécie mais evoluída e vaga sozinho pelo planeta, conhecendo e encantando-se com a Natureza. Ao comer de uma planta, tem estranha experiência que o faz compreender o que aconteceu.
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ALMA UNA música de Ricardo Kelmer e Flávia Cavaca
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COMENTÁRIOS .
01– Sou fã dos seus escritos, inclusive vi hoje matéria no jornal O POVO fazendo um paralelo entre as raves e o xamanismo, muito legal. Em 2001 fiz um artigo publicado no antigo site do UNDERGROOVE, sobre Musica Eletrônica vs Xamanismo, e me identifiquei com o que vc expôs na matéria. Um abraço. Angel, Fortaleza-CE – ago2007
02- Olá Ricardo, já havia lido seu texto, em abril ou maio deste ano, qdo estava pra entrar num desses cursos de xamanismo, promovidos pela Paz Géia no meu caso. Hj este texto saiu no Jornal O Povo em Fortaleza e por algum motivo uma amiga me mostrou dnovo via msn. Tenho a dizer q dos “10 Pilares” (ou módulos) que eles propunham no curso, apenas 3 eram iniciáticos e os outros se tratavam de reproduções de técnicas de livros como Medicina Vibracional, A Cura pela Energia e outras obras que já tenho certa prática efetiva em consultório como terapeuta integral (sou psicólogo, iniciado em Reiki e na tradição Rosacruz, trabalho com 4 tradições em massoterapia, Qi Gong e técnicas de visualização – este último recurso terapeutico rotulado de técnica neo-xamanica pela Paz Géia). Concordo com suas críticas, mas pondero sempre extremos e, pelo preço pago pelo curso, até que não foi tão ruim. De fato haviam os tais místicos de fim de semana, muito loucos por sinal… alguns narcisistas entusiastas… poderia me perder nessa crítica rotulando cada um que convivi no curso, inclusive algumas instrutoras não tão iniciadas… Mas tb conheci uma ou outra pessoa de grande valor, não por serem “esotéricas”, mas pela simplicidade e humildade com que buscava conhecimento e evolução espiritual em meio a tantos “escombros de nossa solidez”, em meio a evolução da mentalidade instrumental do último século, que parece “progredir” para uma vida ciborgue que transforma nosso potencial inato em dependencia material (por exemplo atrofiando potencial telepático para depender de satélites e toda cultura de virtualidade que cá em baixo se massifica nesse meio material de “comunicação em tempo real”; ou numa metáfora mais simples o de não precisarmos desenvolver nosso raciocínio fazendo contas de cabeça pela dependencia material de uma calculadora)…
Em sendo experimento vivo de seu texto, tenho a dizer (com conhecimento de causa) que a existência desses cursos tem sim um apelo material de grana para os que promovem (como qq promoção de culturas q convivem com dinheiro) mas quem investe nisso pouco se importa com esse apelo, pois tb estão investindo em algo maior. Acredito q certos cursos e pessoas têm agido de má fé, mas não são grupos peçonhentos como grupos políticos, pois têm outras “conduções” ou “influências” que os fazem preparar com dedicação tanto material. Além disso existem sim ritos iniciáticos que se adequam a nossa cultura nada pajé de ser… não haveria como sermos xamãs sem sermos “índios”, nativos de culturas q convivem com a natureza! Mas algumas culturas, fraternidades esotericas e outros grupos como UDV e Santo Daime tentam há muito, com algum sucesso (dependendo do interesse efetivo de quem se propõe adentrar conscientemente em outras dimensões) auxiliar os que sentem alguma ancestralidade nisso tudo… pajés, assim como toda comunidade humana, me parecem ser outros de nós mesmos… com grau e função evolutiva diferenciada certamente… O que vejo é que esses aparentes conflitos “de idade média” entre oq é sagrado e profano têm sido menos tumultuado q antes. Isso me soa como uma evolçução lenta, gradual e de quem realmente se interessa mais em buscar sua conecção com a unidade do universo do que em ser ou não alvo de gente oportunista afim de ganhar dinheiro. Não está em meu poder julgar a ingenuidade de quem perde dinheiro com oq não sabe utilizar, como pessoas q se abarrotam de coisas inuteis mas não conseguem parar de comprar… penso mais no ganho que cada ser humano, no limite de seu conhecimento de si, recebe ao investir num grupo e dele partilha oq lhe apraz, com quem se sente convidado à partilhar.
Agradeço de coração pela oportunidade que sua reflexão me despertou em repensar este momento de minha vida. Espero que aceite meus adendos com ternura. Lembremos que o Criticismo significa em sua origem “lançar luzes” e não meramente uma vã oposição pelo desperdício do gozo pela discussão. E foi justamente por sentir um bom equilíbrio crítico em seu texto q resolvi escrever. Meu adendo é apenas com referência aos “místicos de fim de semana”, que em nosso contexto evolutivo não merecem ser infantilizados por nosso inconsciente coletivo, pois pelo que vi (testemunho), alguns deles estão melhores que muita gente. Cordialmente. Rodrigo Sol, Fortaleza-CE – ago2007
Tá no ar a primeira parte do Cio das Letras, um ensaio erótico que fiz sobre amor, paixão e desejo. Utilizei poemas meus e letras de músicas que fiz com parceiros, além de montagens com imagens de mulheres muuuito especiais.
Como o ensaio faz parte dos Arquivos Secretos, somente Leitores Vips têm acesso. Então, você que é Leitor Vip pode conferir o ensaio acessando a postagem anterior. Ou clicando no link logo abaixo. Depois é só digitar a senha, que está nos e-mails mensais que você recebe com novidades do blog.
A segunda parte do ensaio será publicada em breve. Se alguma leitorinha se animar, por favor, não faça cerimônia, pode enviar uma foto sua pra participar também. Pra mim será uma grande honra!
As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz.
Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?
O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…
A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal
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Em 06nov2010, após seis edições em Fortaleza, o Cabaré Soçaite estreou em São Paulo. A festa aconteceu no Espaço Atelier, Vila Madalena. A dançarina Najla executou um número de dança árabe e os concursos Musa e Muso do Cabaré divertiram bastante o público. Marcio March fez as fotos e Gilberto Vieira a filmagem. A data da próxima edição paulistana do Cabaré será divulgada em breve. Em Fortaleza, a próxima edição será em 25mar, no Acervo Imaginário, Praia de Iracema.
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COMENTÁRIOS .
01- Que bonita a festa, Ricardo!!!!!!!!!!! Adorei o video. São Paulo festeja a importação de pau d… muito feliz. Feliz 2011!! Bração! Emiliano Castro, São Paulo-SP – jan2011
02- Obrigada amore….ta muito lindoooooooooooo. Nana Bruxa, Poá-SP – jan2011
Viver de música continua difícil. Mas o mais importante é que pessoas talentosas como você já não dependem tanto da sorte pra acontecer .
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Intocáveis Putz Band. Era o nome da minha banda. Estávamos predestinados a ser um sucesso mundial, cachê estratosférico, férias no Pacífico Sul… Mas só duramos cinco anos e um CD. O ano era 1994, da era pré-internet. Tempos difíceis. Naqueles dias tudo que uma banda de rock de Fortaleza tinha pra divulgar seu trabalho eram os shows pela pobre noite da cidade. Gravar um CD? Ihhh, isso era tão caro e complicado que só apelando pras burocráticas leis de incentivo cultural e olhe lá.
Se naquele tempo já existisse a internet como ela é hoje, ah, seria bem menos complicado. Hoje a tecnologia facilitou tanto o caminho que não tem mais desculpa. Putz, hoje você pode gravar um CD inteiro usando o computador do seu quarto! E ainda envia suas músicas pra milhares de pessoas com apenas um toque no teclado. E o preço disso tudo? Menos que um violão de terceira mão.
Hoje existe o mp3 e os sites que hospedam gratuitamente clipes musicais. E pra fazer um clipe é só unir a música com umas imagens num programinha básico de edição e jogar no You Tube. Os artistas podem ter seu próprio blog ou site, sempre atualizado com informações, agenda, músicas pra ouvir, contato com os fãs… É um novo mundo. E já existe a tecnologia que em breve permitirá que toda a banda se reúna pra ensaiar sem ninguém precisar sair de casa, bastando usar um programa que conecta todos ao mesmo tempo num ambiente interativo e ainda podendo gravar o ensaio. Putz… acho que vou montar outra banda.
Claro que viver de música continua difícil. Mas o mais importante é que pessoas talentosas como você já não dependem tanto da sorte pra acontecer. As etapas de produção e divulgação estão ao alcance de qualquer um que possua o mínimo de intimidade com computadores e internet, coisas que a cada dia são mais acessíveis. Há também as comunidades virtuais e as feiras de música, que possibilitam maior intercâmbio entre os profissionais e une a classe artística. Hoje, graças a todos esses fatores, ocorre algo antes impensável: o cenário alternativo deixou de ser última opção pra ser uma escolha pessoal e viável, o que é ótimo pra quem não aceita abrir certas concessões ao esquemão e prefere as liberdades da carreira independente.
Você quer ser um profissional da música? Ótimo! Então continue se aperfeiçoando. E vê se pára de reclamar da vida, levanta o traseiro dessa cadeira e vai aprender mais sobre computadores e internet pra depender o menos possível dos outros, do dinheiro e da sorte. Talvez sua banda não chegue a passar as próximas férias numa ilha do Pacífico, talvez não, mas pelo menos você saberá se mover bem nesse novo mundo que já chegou.
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COMENTÁRIOS .
01- TIVE O PRAZER DE VER AQUELE BESTEIROL INTELIGENTE E IDIOTA AO MESMO TEMPO NO JORKEMAN, NUMA NOITE DE DOMINGO ESCALDANTE REGADA A MUITA CERVEJA E PANFLETAGEM DE KARINE ALEXANDRINO COM O MANIFESTO BISSEXUAL FEMININO, PERFORMANCES BESTIAIS DE RKELMER E LOVING YOU DESAFINADÍSSIMA E FALSETE DO PARAGUAI DE MOACIR BEDÊ. FOI DEMAIS. POUCO TEMPO DEPOIS CRIEI OS MOI, NÃO COM A MESMA PROPOSTA, MAS COM O SARCASMO E BESTEIROL INTELIGENTE QUE VOCÊS FAZIAM, ALÉM DA FUSÃO DE SONS QUE FAZÍAMOS. FOMOS DE 1994 A 1999 (PRIMEIRA FASE) E DE FINAL DE 2000 A 2004. POR FALÊNCIA E RUMOS DIFERENTES (FILHOS, MULHERES, DINHEIRO, FACULDADE, EMPREGO, UNS RICOS, OUTROS POBRES E OUTRAS MAZELAS QUE VOCÊ CONHECE). TENHO O CD DE 4 CAPAS. ABRAÇO. Jofran Fonteles, Fortaleza-CE – dez2009
02- Como não lembrar dessa experiência auditiva,mas tinha seu valor, fala sério! Teca Baima, Fortaleza-CE – dez2009
O palco da festa CABARÉ SOÇAITE é aberto a todos que desejarem dançar, fotografar ou fazer suas performances. Além das performances espontâneas há sempre apresentações especiais, combinadas previamente. No Cabaré de fev2010, em Fortaleza, Sâmia e Rodrigo protagonizaram um dos grandes momentos da história da festa ao interpretar, com humor e erotismo, a música Desabafo, de Roberto e Erasmo. Na mesma edição eles interpretaram maravilhosamente Vou Tirar Você Desse Lugar, de Odair José, com um casal amigo.
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NÚMEROS SUGERIDOS pras próximas edições do Cabaré Soçaite:
– Dança: tango, lambada, dança do ventre, dança dos sete véus e dança do poste (pole dance) – Strip-tease tradicional ou burlesco (com humor) – Homenagens musicais (cantando ao vivo, dublando, interpretando ou parodiando): Odair José, Waldick Soriano, Sidney Magal, Gretchen, Núbia Lafayette, Wando, Fernando Mendes, Genival Santos, Falcão, Abba, Vanusa e Pimpinela – Homenagens cinematográficas: imitação de cenas famosas do cinema – Imitações diversas
São Paulo: 06nov – Espaço Atelier
Rua Purpurina, 534 – Vila Madalena Quer ganhar 2 ingressos? Deixe postagem com seu nome/sobrenome. Divulgarei o resultado aqui mesmo na 4a feira 03nov. . Fortaleza: 03dez – Acervo Imaginário
Rua José Avelino, 226 – Praia de Iracema
PARTICIPE
Você tem um número interessante pra apresentar no Cabaré Soçaite? Fale com a gente: cabaresocaite(arroba)gmail.com. Pode ser uma performance de dança, poesia, teatro, música… Mas tem que haver algo de erotismo ou humor, ok?
PARCERIAS
Fazemos parcerias com empresas, divulgando suas marcas na festa e nas peças publicitárias, inclusive nos vídeos. Gostaria de participar? Fale com a gente: cabaresocaite(arroba)gmail.com.
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Escritor, ateu, socialista, antifascista. Amante da arte, devoto do feminino, ébrio de blues. Fortaleza Esporte Clube. Fortaleza-CE.
Em meio a problemas no casamento, Téssio é transportado para o passado e lá encontra a si mesmo e a sua mulher Ariane, aos vinte anos de idade. Envolvidos numa conflituosa relação a três, eles precisarão lidar com novos e antigos sentimentos enquanto Téssio tenta retornar à sua vida oficial.
VIAJANDO NA MAIONESE ASTRAL
Um grupo de amigos que viveu na Dinamarca do sec. 14 se reencontra no sec. 20 no Brasil para salvar o mundo de malignas entidades do além. Resumo de filme? Não, aconteceu com o autor. Líder desse grupo aloprado, Kelmer largou uma banda de rock e lançou-se como escritor com um livro espiritualista de sucesso, que depois renegou: Quem Apagou a Luz? – Certas coisas que você deve saber sobre a morte para não dar vexame do lado de lá. As pitorescas histórias desse grupo são contadas com bom humor, entre reflexões sobre carreira literária, amores, sexo, crises existenciais, prostituição e drogas ilegais. Kelmer conta também sobre sua relação com o feminino, o xamanismo, a filosofia taoista e a psicologia junguiana e narra sua transformação de líder de jovens católicos em falso guru da nova era e, por fim, em ateu combatente do fanatismo religioso e militante antifascista.
PENSÃO DAS CRÔNICAS DADIVOSAS
Nesta seleção de textos, escritos entre 2007 e 2017, Ricardo Kelmer exercita seu ofício de cronista das coisas do mundo, ora com seu humor debochado, ora com sobriedade e apreensão, para comentar arte, literatura, comportamento, sexo, política, religião, ateísmo, futebol, gatos e, como não poderia deixar de ser, o feminino, essa grande paixão do autor, presente em boa parte desta obra.
INDECÊNCIAS PARA O FIM DE TARDE
Contos eróticos. As indecências destas histórias querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.
Agenda
2026
Lançamento do livro Fortaleza Prometida do Sol (abr)
Coordenação do estande de literatura cearense na Feira de Artesanato do Cantinho do Frango (mensal)
Coordenação da Confraria Literati (@confrarialiterati), divulgadora da cena literária cearense
O IRRESISTÍVEL CHARME DA INSANIDADE
Romance. Dois casais, nos séculos 16 e 21, vivem duas ardentes e misteriosas histórias de amor, e suas vidas se cruzam através dos tempos em momentos decisivos. Ou será o mesmo casal?
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GUIA DE SOBREVIVÊNCIA PARA O FIM DOS TEMPOS
Contos. O que fazer quando de repente o inexplicável invade nossa realidade e velhas verdades se tornam inúteis? Para onde ir quando o mundo acaba?
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PARA BELCHIOR COM AMOR
Organizada pelos escritores Ricardo Kelmer e Alan Mendonça, esta terceira edição foi enriquecida com ilustrações e novos autores, com mais contos, crônicas e cartas inspirados em canções de Belchior. O livro traz 24 textos de 23 autores cearenses, e conta com a participação especial da cantora Vannick Belchior, filha caçula do rapaz latino-americano de Sobral, que escreveu uma bela carta para seu pai.
Usando a mitologia e a psicologia do inconsciente numa linguagem descontraída, Kelmer nos revela a estrutura mitológica do enredo do filme Matrix, mostrando-o como uma reedição moderna do antigo mito da jornada do herói, e o compara ao processo individual de autorrealização, do qual fazem parte as crises do despertar, o autoconhecer-se, os conflitos internos, as autossabotagens, a experiência do amor, a morte e o renascer.
Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens... Em cada um dos 36 contos e crônicas deste livro, encontramos o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.
Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado…