Cerejas ao meio-dia

28/02/2010

28fev2010

Linda e poética, ela dá a volta no carro e todas as buzinas se calam. Claro, um poema de cereja em plena avenida, não é todo dia

CEREJAS AO MEIO-DIA

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Alto meio-dia de sábado. Converso com um amigo, à porta de sua loja, os carros passando na avenida, quando de repente ela surge. Caminhando na calçada, devagar e tranquila, aquele jeitinho avoado dela. Cabelinho solto. Sandalinha. E o vestidinho vermelho. Hummm, o vestidinho… Sabe cereja de bolo? Dessa cor. Quando vejo, a cereja sorri pra mim, aquele olharzinho sapeca que já desconcentrou muita estátua importante. Aquele sorrisinho doce que eu conheço e que me faz ficar derretido. Que nem chantili na boca.

Mas para o mundo um pouquinho, por favor, para. Devo estar vendo coisas. Aceno pra ver se é verdade. É verdade, ela dá com a mãozinha assim, meio torto, cereja é adoravelmente desajeitadinha. A brusca poesia da cereja que passa, diria o poeta. Mas talvez seja miragem, digo eu. Nunca se sabe, esse sol forte na moleira, melhor conferir. Num impulso, deixo o amigo falando sozinho, entro no carro e acelero. Anteontem ela estava na fila do cinema, o mesmo vestidinho, e eu fiquei louco pra puxar papo, mas fico tímido quando me interesso por uma mulher, é uma desgraça. E agora ela de novo, o destino dando uma forcinha, convém não rejeitar. Se por causa de um grito se perde a boiada, imagine uma cereja.

Crau! Cem metros depois lá está a cereja caminhando. Encosto devagarinho pra ela não assustar, os carros buzinando atrás: A dama de vermelho quer carona? Ela para, sorri chantili e ajeita o cabelinho que o vento despenteia, ajeita de novo, despenteia, ô vento chato, né? Ela imediatamente faz piada com o fato de estar com o mesmo vestido da noite do cinema. Deixe disso, cereja, por mim você pode usar esse vestido todos os dias, viu, usar e tirar, usar e tirar… Não, eu não digo isso, claro, só penso. Minha canalhice não vai a tanto. Lembre-se, sou um sujeito tímido.

Linda e poética, ela dá a volta no carro e todas as buzinas se calam. Claro, um poema de cereja em plena avenida, não é todo dia. Não era pra estar ali, é uma falha na Matrix. Ela entra e senta, perninhas juntas. Tento não olhar, juro, mas não dá. De perto é ainda mais suculenta. Ai, ai, somos dois desajeitados num momento crucial da vida. Como são ridículos os terráqueos… Procuro algo pra dizer, mas tenho a mais absoluta certeza que direi bobagem. Penso em coisas triviais, mas subitamente me toco que tudo que penso tem conotações sexuais, que coisa impressionante a minha mente. De carro é mais gostoso, né? Ou: se quiser reclinar o banco…

As opções são péssimas. Decido então falar do tempo. Mas quando abro a boca… ela pede pra eu parar, havíamos chegado. Já?! Que pena, eu ainda tentava sintonizar uma FM. Ela agradece, beijinho no rosto e desce. O lobo mau fica no carro, tristonho, olhando Vestidinho Vermelho atravessar a rua, sem entender o sentido de tudo isso. Não, tem que haver algo mais, as deusas do destino têm muito o que fazer, elas não se dariam ao trabalho de promover esse reencontro e tudo terminar assim, não, não faz sentido…

Os impulsos, ah, os impulsos… Ei, tenho um presente pra ti!, grito de repente, é a primeira coisa que me vem. Ela se vira e vem até a porta. Entrego-lhe um exemplar de Indecências para o Fim de Tarde, digo que é presente de aniversário. Ainda está longe, ela responde, e eu contra-ataco: o tempo é relativo, beibe. Hummm, que idiotice. Ela sorri sem jeito, e diz um obrigado daqueles que entra por um ouvido e não sai mais. Aí acontece algo incrível, algo que nem mesmo minha mente pecaminosa ousaria prever: cereja se inclina… aproxima seu rosto e… me beija levemente… no cantinho… da boca. E vai-se embora, faceira e cruel como só as aparições do meio-dia podem ser. Não. Isso não se faz com o cidadão trabalhador e pagador dos seus impostos. Não se faz.

Babando chantili. Ainda estou lá, sentado dentro do carro, babando chantili. E séculos se passam. Nascem e morrem os impérios… Eras glaciais… O sol se apaga… Quando dou por mim, ela já sumiu. Cerejinha se foi. Dessa vez, pra sempre. Ou pelo menos até o nunca mais do quem sabe quando. Mas quando? Eu sei. Quando ela, súbita falha na Matrix, surgirá atrapalhando o trânsito, vindo novamente suculenta em seu vestido vermelho. Sim, o vestidinho vermelho, que ela não sabe, e nem vocês vão dizer, é segredo, mas ela veste especialmente pra mim.

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Ricardo Kelmer 2004 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro
Vocês Terráqueas
Seduções e perdições do feminino

Com que propriedade um homem pode falar sobre o universo feminino? Neste livro RK ousou fazer isso, reunindo 36 contos e crônicas escritos entre 1989 e 2007, selecionados em suas colunas de sites e jornais, além dos textos inéditos. Com humor e erotismo, eles celebram a Mulher em suas diversas e irresistíveis encarnações. Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido. Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

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LEIA NESTE BLOG

Insights e calcinhas – Uma calcinha rasgada pode mudar a vida de uma mulher? Ruth descobriu que sim

Mulheres que adoram – Dar prazer a uma mulher. O que pode haver de mais recompensador na vida?

Kelmer Para Mulheres – Nesta seção do blog, homem fica de fora

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01 – Muito fofo!!!! Christina, Rio de Janeiro-RJ – mai2006

02- adoreeeii. Danielle Freire Milfont, Fortaleza-CE – mar2011

03- Gostei tbm… rsrsrsrss. Michelle Costa, Fortaleza-CE – mar2011

04- Adoro todo vestido vermelho… Já li este conto p um grupo de internos de uma casa de saúde mental. Só uma louca p levar a obra de um louco p os outros. Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – mar2011

05- adorei a ‘cereja’. Gloria Sousa, Fortaleza-CE – mar2011

06- Uma delícia, adorei!! 🙂 Mabel Amorim, Campina Grande-PB – mar2011

07- Essa história aconteceu de verdade? Lindalva Barbosa, Fortaleza-CE – nov2013

08- Sempre trabalho esse texto em sala. Eles adoram! Dalu Menezes, Fortaleza-CE – nov2013

09- Adorei! Hummmm… porque o texto tem aquele flerte meio sapeca nele, o tipo que deixa o dia da gente mais feliz, sabe? Não aquela coisa forçada de pegação, mas só aquele gostinho, que faz a gente querer mais. Só que não pode, muita cereja doce de uma vez só da dor de barriga… Marina LF, Porto Alegre-RS – nov2013

10- Será que realmente os homens reparam em mulheres na rua assim? Ou só reparam em cerejinhas mesmo? Marina LF, Porto Alegre-RS – nov2013

11- Rsss…. imaginação fértil. Claudia Maria Crivellente, São Paulo-SP – nov2013

12- amei demais!!! Luciene Maia, Fortaleza-CE – nov2013

13- Nesse, como em outros contos RK Eu sempre fico vendo a cena, imaginando as pessoas exatamente com cada palavra, respiração… Enfim dou bastante risada com o desastrado sedutor da história… E tem códigos embutidos é? kkkkk Cereja má mesmo, mas quem manda ele ser lento? Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – nov2013

14- Hummmm bom. Sandra Allegreti, Fortaleza-CE – nov2013

15- Continuas sonhando, nem Freud explica. A gente continua o mesmo, so o tempo passa hehehe. Roberto Studart Soares, Fortaleza-CE – nov2013

16- Ricardo meu parabéns adorei, vestidinho cereja e sorriso chantili… Grazy Ribeiro, Orlândia-SP – jan2017

17- Viagei …Ricardo rs muito Lindoooo. Jeane Russo, Praia Grande-SP – jan2017


CerejasAoMeioDia-07a


As vizinhas que a crise traz

24/02/2010

24fev2010

Jessi passou o gel e a fantasia de Rahbe foi devidamente realizada, enquanto minha pequena fazia o complemento, beijando e masturbando nossa generosa vizinha

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AS VIZINHAS QUE A CRISE TRAZ
As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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Más notícias. Perdi a última coluna de jornal que me restava. Pelo jeito os caretas do MNBC conseguiram convencer mais um editor de que Diametral é um péssimo exemplo pra juventude brasileira. Que bosta. Esse tal Movimento Nacional pelos Bons Costumes nos elegeu inimigos mortais, a mim e a Ninfa Jessi, desde que começamos nossa sexualíssima campanha pela ampliação do diâmetro do mundo.

Ei, gatão, não nos abatamos! Ninfa Jessi procurou logo me animar. – Em momentos de crise, vale a estratégia do cocô: é indo em frente que a gente encontra a saída.

O que seria de mim sem a sabedoria da minha pequena…

Rooooonc! O estômago deu o aviso: cinco da tarde e a gente nem tinha almoçado ainda. Fui na cozinha e abri a geladeira: uma garrafa dágua e um ovo. A coisa tava feia. Saímos catando dinheiro pela casa e tudo que conseguimos foi juntar quinze pratas. Me deu vontade de chorar. O que se faz numa situação dessa?

Ora, o que qualquer cara de bom senso faria: daria a grana pra namorada ir no supermercado falou Jessi, me tomando o dinheiro. – Nessas horas mulher sabe gastar melhor.

Meia hora depois Ninfa Jessi voltou do supermercado. Abri a porta do apartamento, ela me entregou a sacola e anunciou, toda solene: Hora de comemorar a crise! Na sacola havia uma garrafa de vodca vagabunda e um pacotinho de tiragosto. Sábia Jessi. Foi quando percebi, humm, que ela não viera sozinha, hummmm, havia uma garota parada atrás dela, de shortinho, camiseta e sandalinha, hummmmmmm.

Encontrei Rahbe no elevador. Ela veio comemorar a crise com a gente.

Ninfa Jessi não presta. Rahbe é a ninfeta do 702 que adora acompanhar as aventuras sexuais de Diametral e Ninfa Jessi em minha coluna no jornal. Ops, minha ex-coluna. Que bosta, nem gosto de lembrar. Maldito MNBC. Rahbe me deu dois beijinhos e entrou na sala. Belo e volumoso par de peitos Rahbe tinha. Ideal pra fazer espanhola.

Dez minutos depois estávamos no tapete da sala, ouvindo The Doors, que Jessi adooora, e mandando ver na vodca. Na segunda dose ela e Rahbe chegaram à conclusão que eu deveria criar um blog pra continuar publicando nossas aventuras e brindamos a essa ideia. Depois Jessi serviu uma dose dupla pra todos e quis saber da ninfeta qual a nossa aventura que ela mais gostava, e Rahbe disse que era a transa com as enfermeiras na festa à fantasia, que aquilo a havia excitado bastante pois ela queria ser enfermeira. Na metade da garrafa, já bem animadinha, Jessi proclamou, soleníssima, que a melhor função da roupa sempre foi ser tirada, sapientíssima Jessi. Dito isso, fez um strip-tease completo, ao som de The Spy, em homenagem à nossa peituda vizinha que, ao final, aplaudiu bastante, maravilhada com a performance de minha pequena. Tão maravilhada que, tchum, pulou sobre ela.

As cenas seguintes eu assisti de camarote, as duas enlouquecidas no sofá num festival de línguas e dedos, cena de altíssima voltagem. Como Jessi sempre diz que nenhum homem chupa uma mulher como outra mulher chupa, aproveitei que elas faziam um meia-nove e tratei de aprender um pouco mais sobre o assunto. Em outras palavras: hora das fotinhas. Câmera na mão, registrei o valioso momento, até que não me controlei mais e entrei na festa, pedindo pra Rahbe me fazer uma espanhola naqueles peitões irresistíveis, o que ela fez com muita propriedade, acho que já tava acostumada ao pedido. Depois Rahbe cochichou no ouvido de Jessi, que sorriu e me disse:

Gatão, ela quer ampliar o diâmetro. Vou buscar o gel.

Caramba, mais uma com essa fantasia de ser enrabada pelo Diametral. Fazer o quê, né? Enquanto Jessi ia no quarto pegar o gel, pus a ninfeta de quatro no sofá e, após verificar que o cu da moça era do tipo semirrosa, um tipo de valor 8,5 no mercado, fiz as preliminares com a língua até deixá-la alucinada, elas sempre ficam alucinadas com isso. Depois Jessi passou o gel e a fantasia de Rahbe foi devidamente realizada, enquanto minha pequena fazia o complemento, beijando e masturbando nossa generosa vizinha. Generosa e escandalosa. Caramba, como aquela menina berrava! Na reunião seguinte do condomínio os espiões do MNBC teriam um prato cheio pra reclamar. Povo recalcado. Não trepa nem deixa ninguém trepar.

Pedimos pra ela dormir com a gente mas Rahbe explicou que tava de recuperação em química e tinha prova no dia seguinte, ainda precisava estudar. Ninfeta responsável, exemplo bonito de se ver. Rahbe nos beijou e voltou pra casa toda felizinha, levando seu diâmetro semirrosa 8,5 devidamente ampliado. Agora ela não seria apenas uma simples leitora das aventuras de Diametral e Ninfa Jessi seria personagem. E antes de ir ainda deixou uma curiosa sugestão pra Jessi:

Por que você não entra no ramo de strip-tease pela internet? Tem gente ganhando superbem com isso, sabia?

Mas Jessi não gostou muito da ideia. De manhã, porém, enquanto me despertava com seu tradicional boquete sabor menta, minha pequena já havia mudado de opinião:

Começo amanhã mesmo, gatão. Vou usar aquele quartinho do fundo. Vinte minutos, cinquenta pratas. Ninfa Jessi, sua amante virtual. Que tal?

Ninfa Jessi não presta.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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> Confira os bastidores e as imagens desta aventura de Diametral e Ninfa Jessi. Exclusivo pra Leitores Vips. Basta digitar a senha do ano da postagem.

> Mais aventuras de Diametral e Ninfa Jessi

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um casal apaixonado vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir

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LEIA NESTE BLOG

Por trás do sexo analHá algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – Contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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Jessi passou o gel e a fantasia de Rahbe foi devidamente realizada, enquanto minha pequena fazia o complemento, beijando e masturbando nossa generosa vizinha

Protegido: As vizinhas que a crise traz (VIP)

24/02/2010

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O chamado da mulher selvagem (03)

22/02/2010

22fev2010


O CHAMADO DA MULHER SELVAGEM (3)

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Rasteiras, salto estruturado, salto médio, sandália meia-pata, sandália plataforma…

Não, eu não abri uma sapataria. É que a VSK Brasil lançou sua coleção Primavera Verão 2010, com sandálias e saltos, e na campanha de lançamento ela usou trechos de uma crônica para acompanhar as fotos. As fotos da campanha foram feitas em meio à Natureza, aproveitando o visual da mata, dos riachos e cascatas. Adivinha qual foi a crônica. Isso mesmo, A Mulher Selvagem. Ela ataca novamente…

Evidente que eu tô muito orgulhoso da minha mulher selvagem. E, de quebra, ainda fiquei sabendo o que é uma meia-pata…

OBS.: As fotos originais da postagem foram excluídas em atendimento a uma solicitação.

Campanha da Coleção Primavera Verão 2010 da VSK 

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.Ricardo Kelmer 2010 – blogdokelmer.com

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A MULHER SELVAGEM – crônica A Mulher Selvagem fala, de um modo poético, sobre o arquétipo da mulher livre e conectada à sabedoria natural. É um dos meus textos mais conhecidos, reproduzidos e comentados, o que indica que ele toca em algo muito precioso nas mulheres e também nos homens que não temem o feminino. > Leia aqui

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“Você se assusta, olha de novo… e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim.

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Vídeo-crônica A Mulher Selvagem

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Clube dos Espertinhos – Claro

17/02/2010

Ricardo Kelmer 2010

Enlouquecer o cliente é fundamental

Desde dez2004 sou usuário da operadora Claro. São cinco anos fiel a uma operadora. Em minha inocência, achei que os clientes mereceriam mais consideração quanto mais antigos e fiéis fossem. Ô ilusão. Em 2009 a dona Claro me aprontou duas que quase me fizeram trocar de operadora.

A primeira foi me impedir de fazer ligações durante duas semanas. Por mais que eu ligasse, explicasse e provasse que não devia nada, a Claro não foi capaz de consertar o erro rapidamente. Liguei umas vinte vezes pra merda do 1052, anotei uma cacetada de número de protocolo, esquentei a orelha no telefone durante dias e nada.

Tudo começou com Pâmela. Mas a ligação caiu. Liguei novamente e falei com Samanta, que me passou pra Mariane, que me deixou esperando por meia hora e nunca mais voltou, deve ter morrido. Finalmente consegui falar com Liliane, que garantiu que em 48 horas o problema estaria resolvido. Putz, quarenta e oito horas, tudo isso? Bem, eu já tinha esperado três dias, dava pra aguentar mais dois.

Aguentei e, dois dias depois, nada de poder ligar. Liliane mentirosa. Falei então com Laurineide, que explicou que, na verdade, o prazo de conserto era de 5 dias úteis. O quê, cinco dias úteis?! Depois dessa maravilha de informação, pedi pra falar com a supervisora. Aí veio Janice. Dona Janice, o lance é o seguinte, eu não posso esperar cinco… alô?… alô? Caiu a ligação. Como toda boa supervisora, Janice certamente sabe que enlouquecer o cliente é fundamental.

Mudei a minha tática e fui diretamente na loja do shopping Eldorado, falei com Letícia. Que me atendeu com cara de paisagem e me passou pra Eliene. Que não resolveu. Voltei pro maledeto 1052 e falei com Elaine. Após 25 minutos de conversa e espera, espera e conversa, a ligação, obviamente, caiu. Pra resumir, depois vieram Daniel, Adriana e Indianara e mais e mais números de protocolos. A Claro só me deixou ligar normalmente depois de 15 dias da primeira reclamação. Recebi uns créditos a mais, é verdade, e isso até me confortou um pouco mas, pela desorganização da empresa, desconfio que isso não foi proposital e sim mais um erro que, pelo menos dessa vez, veio em meu favor.

Em dezembro troquei de plano e de novo mais confusão. A Claro se atrapalhou e não me passou o bônus a que eu tinha direito e ainda me cobrou valores indevidos. Demorei dois meses pra resolver o problema, depois de ir três vezes na loja e ligado várias vezes pro maledeto 1052. A Claro deu uma de João Sem Braço pra cima de mim: se colar, colou. Mas não colou porque eu esperneei, enchi o saco do pessoal da loja e no final o valor que eu paguei a mais me foi restituído. Mas não tô satifeito. E o tempo e dinheiro que perdi ao telefone e indo e vindo da loja? E a chateação? Sim, vou reclamar e encher o saco novamente. Querem me passar perna? Agora aguentem.

Como a Claro sabe que somente uma minoria dos clientes faz como eu, ela prossegue errando nas contas e cobrando sem querer valores indevidos. É uma estratégia bastante lucrativa. Por isso a Claro é a nova integrante do Clube dos Espertinhos, pra fazer companhia ao Pão de Açúcar e ao Tetra Supermercado (Lindóia-SP). O clube tá crescendo.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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LEIA NESTE BLOG

> Clube dos espertinhos – Pão de AçúcarUma empresa séria não obriga seus clientes a ficarem de olho na própria empresa, com medo de a qualquer momento serem ludibriados

> Clube dos Espertinhos – TetraFiquei olhando pra nota e pra etiqueta no pacote, me sentindo o Otário do Ano, sem acreditar que eu havia caído de novo no golpe do preço duplo

> Clube dos Espertinhos – Claro – Enlouquecer o cliente é fundamental

> Aviso prévio de traição – A partir de hoje poderei te trocar por outra a qualquer momento. Basta que ela sorria pra mim e que me faça agradinhos. E me dê o que você nunca quis me dar

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O armário dos ateus

10/02/2010

10fev2010

Os dados da ONU e a pesquisa de Phil Zuckerman desmentem uma velha crença dos religiosos e teístas, a de que uma sociedade sem Deus fatalmente descambará para a criminalidade e infelicidade geral

O ARMÁRIO DOS ATEUS

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A ONU, através de seu Relatório do Desenvolvimento Humano de 2005, apontou os países cujas sociedades são as mais saudáveis do mundo, segundo os indicadores de expectativa de vida, alfabetização, renda per capta, nível educacional, igualdade entre os sexos, taxa de homicídio e mortalidade infantil. São eles: Suécia, Dinamarca, Noruega, Islândia, Canadá, Suíça, Bélgica, Japão e Holanda. Esses países, porém, têm mais um ponto em comum: eles estão entre os menos religiosos do planeta.

Em 2005 e 2006, o sociólogo estadunidense Phil Zuckerman morou durante 14 meses na Escandinávia e entrevistou, em profundidade, 149 dinamarqueses e suecos de todas as classes sociais. Ele escolheu Suécia e Dinamarca porque queria descobrir como os dois países menos religiosos do mundo podiam ser os que possuíam os mais altos índices de qualidade de vida, com economias fortes, baixas taxas de criminalidade, alto padrão de vida e igualdade social. Sua pesquisa está em seu livro Society Without GodWhat the least religious nations can tell us about contentment (Sociedades sem Deus – O que as nações menos religiosas podem nos dizer a respeito da satisfação). “Eu quis mostrar aos meus conterrâneos norte-americanos que é possível que uma sociedade seja relativamente irreligiosa e, ainda assim, forte, saudável, moral e próspera”, explicou Zuckerman numa entrevista.

Os dados da ONU e a pesquisa de Phil Zuckerman desmentem uma velha crença dos religiosos e teístas, a de que uma sociedade sem Deus fatalmente descambará para a criminalidade e infelicidade geral. Os defensores desse tipo de argumento creem que somente a religião pode dotar o indivíduo de sólidos valores morais. A realidade, porém, não sustenta essa tese, e nem é preciso recorrer a pesquisas: dê uma olhada nas notícias ou lembre das pessoas que você conhece e encontrará tanto ateus e religiosos honestos quanto ateus e religiosos trambiqueiros. Toc.

Caso o Brasil mantenha sua curva ascendente de desenvolvimento, continuará aumentando em sua população o percentual de ateus e não religiosos, que era menos de 1% em 1970 e hoje é aproximadamente 7,5% (censo IBGE 2000). Com isso, ateus e não religiosos terão mais visibilidade na sociedade, ganharão maior representatividade, inclusive política, e sofrerão menos preconceito. Toc, toc.

Muita gente que se diz religiosa está apenas repetindo o que aprendeu na infância, sem se dar conta de que poderia ter outra religião caso houvesse nascido em outro país ou crescido com outra família. Muita gente adoraria largar sua religião ou assumir-se ateu, mas tem medo da desaprovação e do preconceito que pode sofrer. De fato, não é fácil ser minoria. Porém, assim como os homossexuais e os negros conquistaram seus direitos, os ateus e não religiosos precisam se assumir para que possam também ser vistos, respeitados e votados. Como nos mostram os suecos e dinamarqueses, não é a crença em deuses, mas sim o respeito à dignidade humana o valor imprescindível à saúde e prosperidade de uma sociedade.

Toc, toc, toc. É hora de sair do armário.
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Ricardo Kelmer 2010 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

A água milagrosa do pastor pilantrão – Putz, a que nível chegou a picaretagem religiosa. Esses pastores fazem mais milagres que o próprio Jesus!

Memórias de um excomungado – Eu jamais havia cogitado a ideia de que era possível não ter religião ou não acreditar em Deus

Quem tem medo do desejo feminino? – Você consegue imaginar Nossa Senhora tendo desejos sexuais? Alguma vez na vida você a imaginou fodendo?

Nem tudo evolui, Darwin – Para os religiosos radicais, por exemplo, o conhecimento deve continuar preso num calabouço medieval, de onde jamais deve sair

Entrevista com o ateu – Um pregador evangélico entrevista um escritor ateu. O que pode sair desse mato?

> Textos sobre religião e ateísmo neste blog

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LEITURAS AFINS

LeitorVipElaLivro-101Ateísmo na Wikipedia

Como a fé influencia sua vida (Revista Galileu, abr2009)

Entrevista com Phil Zuckerman (para o site do Instituto Humanitas Unisinos, ligado à Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo-RS)

ATEA – Assoc. Bras. de Ateus e Agnósticos – Vale a pena conhecer. Ou você tem medo de mudar de ideia?

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Cabaré Soçaite fev2010

07/02/2010

Ricardo Kelmer 2010

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Mais um Cabaré Soçaite, ô coisa boa!

Uma das etapas da Turnê Nordestina 2010 será Fortaleza (18fev a 03mar), onde comandarei, no papel do DJ e apresentador RKBaré, a 5a edição do Cabaré Soçaite – Uma festa de sensualidade (no Acervo Imaginário, Praia de Iracema), a festa que criei em 2003, quando ainda morava lá. O tema da festa é a sensualidade e o evento homenageia os antigos cabarés com pop, rock, disco e ritmos latinos, além de músicas bregas e musga lenta pra dançar juntinho, decoração ao estilo, performances no palco e o público vestido a caráter. Veja o clipe da festa e as datas das próximas edições.

Imagens das edições anteriores:
2a edição (mar2008)
3a edição (nov2008)

Uma das atrações da festa é o Concurso Musa e Muso do Cabaré. Os vencedores, escolhidos pelo público presente à festa, ganham crédito pra consumir na casa, e os finalistas ganham brindes eróticos. Aqui estão algumas das candidatas desta edição. Aiai.

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Quinze sem amolecer

05/02/2010

Ricardo Kelmer 2010

Este ano estarei lá novamente, levando meu orgulho de fazer parte da história desse que é um dos mais interessantes eventos que conheço

Há quinze anos, desde 1996, que participo do Encontro da Nova Consciência, em Campina Grande-PB, sem faltar a nenhum ano. É incrível como ainda não enjoaram da minha cara. Este ano estarei lá novamente, levando meu orgulho de fazer parte da história desse que é um dos mais interessantes eventos que conheço. Interessante e resistente pois, apesar das grandes dificuldades que enfrenta, todo ano ele está lá, a erguer sua bandeira de amor à humanidade, respeito à Natureza e celebração das diferenças.

Criado em 1992, o ENC reúne, no evento central e nas dezenas de eventos  paralelos, representantes das diversas áreas do conhecimento, da arte e das tradições, sempre buscando soluções pros problemas do mundo através do diálogo e do respeito. É uma oportunidade raríssima de encontrar e conhecer tantas diferenças de uma vez só.

Este ano, a 19ª edição do evento acontecerá de 12 a 16 de fevereiro, no SESC Centro de Campina Grande. O encontro, que já faz parte do calendário turístico nacional, tem como tema “Sustentabilidade e Responsabilidade Sócio-ambiental”.

Durante os cinco dias do evento serão realizadas palestras, debates, oficinas, cursos, consultas e atendimentos, lançamentos, apresentações artísticas e feiras, além de outras atividades. Dentre os encontros paralelos estão o Encontro de Neopaganismo, Encontro de Ateus e Agnósticos, Encontro sobre Homoerotismo, Encontro dos Baha’ís, Encontro de RPG, Encontro de Anime Cult, Encontro do Santo Daime, Encontro Hare Krishna, Encontro de Budismo, Encontro de Cinema, Mostra de Curtas, Encontro de Literatura Contemporânea, Rock na Consciência, Encontro de Ufologia, Encontro de Tarólogos, Encontro de Arqueologia, Encontro da Arte Mahikari, Encontro do Idioma Esperanto, Encontro Sai Baba Avatar e a Cultura Indiana, Encontro de Sufismo, Encontro GLBTT, Encontro da URI, Encontro de Filosofia Perene, dentre outros.

Participarei este ano com uma palestra, no Encontro de Cinema, sobre o filme Avatar (A Mensagem de Avatar ao Povo da Terra, resumo aqui) e numa mesa sobre Literatura e Novas Mídias, no Encontro de Literatura Contemporânea. A outra mesa é no encontro principal, sobre Alternativas para o Mercado Cultural Independente. Levarei meus livros, inclusive o mais recente, Vocês Terráqueas. E, é claro, irei à feira popular da cidade pra degustar aquele sarrabulho transcendental com aquela cervejinha geladamente redentora, que santo eu nunca fui.

Mais informações: www.novaconsciencia.com.br.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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A Mensagem de Avatar ao Povo da Terra
Temos de compreender o que os antigos já sabiam e nós esquecemos: a Terra é um ser vivo e nós fazemos parte dele

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