Inculta e bela, dengosa e cruel

16jun2009

Então arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar

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INCULTA E BELA, DENGOSA E CRUEL

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O plano era ficar na cidade um ou dois anos, descansar, rever amigos e família, escrever o novo livro sossegado. Depois pegar a estrada novamente. Mas Fortaleza tem pernas lindas, não sei se você já percebeu, e mais uma vez a danada me enfeitiçou, me envolveu. Isso dá um samba apaixonado, né? Tanto dá que acabei ficando. Sete anos de um romance daqueles: quanto mais briga, mais prazer no enredo da paixão.

Fortaleza tem um corpinho generoso, taberna sem hora para fechar. Muito nos divertimos, eu e ela por aí, miando nos telhados. Depois da festa eu me esquecia em seu colo e adormecia sorrindo. Mas sempre despertava assustado no meio da noite, o horizonte sussurrando meu nome… Eu sou da estrada, ela sempre soube, a poeira do meu casaco ela nunca conseguiu tirar. É no horizonte ali na frente que os meus sonhos reluzem, eu nunca escondi. Então arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar.

Ah, o desafio de ser escritor num país de não leitores… Um desatino, claro, coisa de quem não tem juízo. Mas fazer o quê se me excita isso de estar no mundo por um fio, se me seduzem as curvas incertas do mundo? Imperdoável é morrer sem tentar.

Já se passaram alguns meses. Queria saber como ela está. Quem sabe falando de mim, Fortaleza resolva ligar. Então esta singela cartinha escrevi. Alguém, quem sabe você, a encontrará por aí e dirá: ele escreveu, está bem, ancorou em Botafogo, é o abraço do Cristo que o acorda de manhã. Mora sozinho, faz sua comida, escuta o disco da Kátia, saudade de todos. Trabalha com roteiro de cinema e TV, finaliza o livro novo. E gosta de pegar a última sessão do Espaço Unibanco, é pertinho, vai a pé, achando graça dos bêbados nos botequins.

Diga para ela que tenho saudade, claro que sim. Dos amigos para toda obra, dos bares tão familiares, a noite dengosa. As coisas engraçadas que ela diz, a comidinha que só ela faz. Eu olho as modernidades daqui e lembro de seu jeito brejeiro, o falso verniz cosmopolita, o sotaque que ela tenta esconder nos letreiros em inglês. Fortaleza é uma menina deslumbrada, lindamente incoerente: de segunda a sábado importa modernices, e no domingo veste a roupa melhor que tem.

Mas toda linda menina é sádica. Ela brinca de morder e soprar com seus artistas. Eu lembro deles e chego a achar poético o eterno sufoco, a patética dificuldade de voar. Quase acho belo a pouca sorte, o ar cultural rarefeito, a arte com falta de ar… Mas então lembro de mim mesmo, suando na aridez dos dias claros, tão sádicos de sol, tanto sol na vista e nada em vista, nada que invista. Não, não é poético. Não é belo engravidar de uma ideia, parir com esmero, embalar o sonho, criar projetos e ver a prole chorar na barra do vestido, a vida passando e a arte com fome, a vida com fome de arte, vida e arte sem ter o que comer.

Fortaleza não gosta que eu fale assim. Mas é a verdade, seu amor verdadeiro é para forasteiro. Ela se magoa, faz contas, lista desculpas. Eu digo que é desculpa de quem não quer, de novo a velha discussão. Ela desconversa, me chama para sair, se esbaldar nos forró-tais da vida. Obrigado, meu amor, mas esta noite preciso ficar só, tenho uma decisão a tomar. Ela pressente e diz que sou igual a todos que se foram, por isso é que a esses ingratos não lhe interessa agradar. E sai, batendo a porta. Para dias depois voltar, as pernas no vestidinho preto, ai, ai, tirando agradinhos da sacola: uma livraria nova, um espetáculo diferente, festival na serra, bienal. E eu, que só quero um pretexto para ficar, sorrio deliciado e outra vez esqueço de ir…

Ela já sabe mas, só para finalizar, diga que não guardo mágoas, sei que tudo é difícil. Mas lamento. É pena que no dia seguinte seus amantes tenham de ir, levando sua arte, empobrecendo a paisagem. Se ela não os sufocasse tanto, quem sabe ficariam, tudo seria diferente… Mas deixa, não precisa falar. Amar é aceitar, não é assim que se diz? Então tá. Aceito Fortaleza como é, inculta e bela, dengosa e cruel. E ela aceita minha fome de horizontes. E prometemos nos respeitar, na alegria e na tristeza. E assim vamos levando nosso amor, brindando às noites maravilhosas que vivemos e ao belo futuro que jamais nos pudemos dar. Tim-tim!
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Ricardo Kelmer 2004 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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INCULTA E BELA, DENGOSA E CRUEL (trecho)
Gravado em jul2017, Praça dos Leões, Fortaleza

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FALARAM POR AÍ

Uma noite kelmérica – Herlene Santos escreve sobre a palestra a que assistiu em 2012, em especial sobre a crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel

LEIA NESTE BLOG

MaiorQueMeuHorizonte-03aMaior que meu horizonte (por Wanessa, inspirado na crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel) – E quando eu penso que ele já está de novo envolvido em meus contornos, hipnotizado pelo balanço dos meus quadris e minha maré, ele foge

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Nas curvas do teu litoral – Uma música para Fortaleza

Crimes de paixão – Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite

O reino encantado de Jericoacoara – Perder-se em Jeri, eu recomendo. Perder-se de paixão. Perder a noção do tempo, a carteira de identidade, o medo de se experimentar…

Postagens nos temas “biográfico” e “Fortaleza”

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Você a cada dia está melhor. Ler tuas crônicas é alimento, numa cidade que nada diz. Resta-nos somente apreciar a Luizianne na TV como alento e desejar que o Moroni não seja nossa próxima programação. Que bom que o teremos mais perto nos diários do povo. Quem sabe assim consigamos nos realegrar com sua poesia e sorriso. Saudades de você meu caro. Ricardo Black, Fortaleza-CE – out2004

02- Grande morador da Eduardo Guinle, Muito boa essa crônica, como afinal são todas as suas. Fortaleza já disse se gostou ou não?… Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – out2004

03- Prezado Ricardo Kelmer, digo, prezado, tanto pela formalidade, quanto pelo prazer que tive ao ler a sua crônica-carta, publicada no jornal O Povo, de 09 de outubro. Eu, que sou fortalezense desde o começo, sinto coisas muito parecidas, quando baixa o tédio por falta de outros horizontes de cultura e profissão. Já tentei partir várias vezes e volto sempre: pela beleza do mar, do céu azul, do sol dourado; pelo clima agradável, caminhadas na praia, amizades boas, familiaridade dos lugares, informalidade dos bares, sei lá o que mais…. Você tem razão, é se fazendo dengosa que ela esconde o lado inculto e cruel: com um jeitinho meio bobo, matuto mesmo, vai fazendo você de besta; sorri alegre e vai lhe enfiando a faca, lhe tirando o tapete dos pés, oferendo o melhor para os amigos e familiares, envenenada de inveja do sucesso alheio, fechando portas como quem convida para uma festa. É dançando forró que Fortaleza vai lhe dando um traço. Estou fazendo novamente as malas e já sentindo saudade. Pode??? Parabéns pela crônica! Acho que você pisou no rabo da cobra. Juraci Maia, Fortaleza-CE – out2004

04- Oi Ricardo, Muito boa, a crônica. Adorei! Mas acho que vai tocar sempre quem “mora” em Fortaleza e por algum motivo tem que estar fora. Melhor ainda foi saber que você mora só, acorda com o Cristo, ouve música e vai ao cinema. Sinal que está bem, em? Você estará em Fortaleza no natal? Eu e o Valmir iremos … Aqui tudo bem. Estivemos em Paris semana passada e encontramos com Valdo e Paulinha. Nada das farras de antigamente, porque agora eles estão com uma filhinha e tudo mudou. Beijo grande Liliana Costa, Lisboa-Portugal – out2004

05- Vejo que a distância e a saudade te fez escrever melhor ainda. A “croniquinha” está bela e verdadeira. Bela porque trágica, verdadeira porque cômica. Comer o quê? Precisa ter fome de algo. Esta fome existe por aqui também, as pessoas é que não sabem ainda o que seria uma boa e saborosa refeição. É questão de gosto, educação e oportunidade. Tem quem tem, não é nem quem pode, porque muitas vezes quem pode tem é menos ainda. Bem, que se fodam os outros, penso eu que apenas consumo arte. Para quem faz é um pouco diferente. Abraço e parabéns pelos sonhos. Do amigo, Ronald de Paula, Fortaleza-CE – out2004

06- É meu amigo, corajoso é você que consegue ficar longe de Fortaleza, mesmo com o coração doído. Temos saudades. Um abraço. Claudio Roberto, Fortaleza-CE – out2004

07- Ricardo, deliciei-me com cada palavra que voce escreveu. Vi-me refletido na tela do computador e em cada expressao de amor e saudade que voce desenhou com suas maos de poeta. Aqui, milhares de quilometros distantes – que podem ser traduzidos em dois dias de viagens de aviao – a presenca ausente dessa nossa namorada partilhada e ainda maior. Lembro-me do Fagner que dizia ter necessidade de voltar a Fortaleza pelo menos uma vez por ano para se reenergizar. Quando ouvi aquilo a primeira vez pareceu-me coisa de artista. Hoje sinto exatamente a mesma coisa. Tenho falta de Fortaleza (e do Ceara) como se fosse parte de mim – apesar de nao ter nascido la (que esta aqui dentro de mim). Assim, ela nao e minha mae. E minha namorada. Eu a conquistei e fui conquistado por ela. Tin-tim pelo texto e pelas palavras que transmitem o que tambem sinto. José Paulo de Araújo, Filipinas – out2004

08- Adorei o texto, saudades … Bj Liége Xavier, Fortaleza-CE – out2004

09- Porra Ricardo, adorei esta tua crônica. Com licença, mas repassei a alguns amigos exportados. Um abração e boa sorte sempre. Crisóstomo Frota, Fortaleza-CE – out2004

10- KELMER li também essa no jornal o povo. me emocionei com essa cronica. falei pros amigos no sábado à noite no bar do papai e recomendei a leitura. um grande abraço! Ciribá Soares, Fortaleza-CE – out2004

11- Eis eu aqui pensando que tive uma dia otimo, na chegada do outono, as folhas em tons de laranja, vermelho, amarelo. Chego em casa, abro o e-mail e sua cronica poe meu coracao num aperto de doer, de saudade, de Fortaleza, de mim, dos amigos, de voce. Queria eu escrever assim e deixar que as palavras confortem e aceitem o que nao pode ser negado, que o destino que escolhemos nos levam para longe de Fortaleza, lugar inexplicavel porque gera dentro da gente uma paixao sem medidas, insubstituivel e que para onde sempre retornaremos, mesmo que os nossos barcos deem a volta ao mundo. Muitas saudades e obrigada…. Fabiana Vasconcelos, Boston-EUA – out2004

12- Achei linda a crônica. Já havia lido. Aliás, estou concluindo minha especialização sobre crônica e concorrendo ao mestrado de literatura tbm sobre crônica em 2005 (Rubem Braga). Gostei muito de ler como essa amante ingrata trata seus talentos e recebe os externos. A má e bela criatura está quase me fazendo desistir dos seus encantos e dos dois únicos bares que freqüento. Mande notícias do mundo de lá… Beijos. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – out2004

13- Ei amigo, Surpreso fiquei em saber que vc. não está morando em Fortaleza. O que a vida nos faz ! Sua crônica é “demais”, até fiquei com saudades, não sei se de Fortaleza ou de você, com seus pensamentos tranquilos e aquela habilidade sinucal. Quem sabe vc. não encontra um parceiro, nesses bares famosos do Rio e joga algumas partidinhas. Espero que tudo esteja legal com vc., gosto muito de receber seus e-mails e desejo toda a SORTE do mundo. Fortaleza tem braços longos e está te abraçando daqui. Forte abraço. Claudio Angelim, Fortaleza-CE – out2004

14- ola! Querido Ricardo Foi uma surpresa enorme receber sua cronica, fiquei feliz tao feliz que espero receber outras, e bom saber que nao esqueceu de mim dentro tantos amigos antigos, e eu hoje me considero tb uma amiga de verdade… e muito proxima.. espero que venha volte aqui e possamos nos encontar assim no caso como naquele dia da Plaza, que tenha todo o sucesso no Rio… e seja muito feliz mil bjos. Teresa Lia, Fortaleza-CE – out2004

15- Inculta e bela, dengosa e cruel, uma das mais belas páginas q já li. Guardarei para netos. Parabéns… Aládia, Fortaleza-CE – abr2005

16- Linda essa homenagem…! Pior é que Fortaleza é isso mesmo: aquela primeira pinga (vodka, vinho, champagne) que se quer evitar, mas depois que experimenta, sempre volta prá bicar. É o velho dilema, ficar no colinho de mamãe ou ganhar o mundo! Lucilene Anderson, Brasília-DF – abr2005

17- Oi Ricardo, Adorei essa crônica sobre Fortaleza, pois moro aqui a muito tempo e nunca parei para ver minha cidade dessa forma. Já fui morar em Recife, não gostei a saudade era muita e acabei voltando. Foi como se Fortaleza guiasse minha vida. Parabéns adorei. Estou amam Você. Cacilda Luna, Fortaleza-CE – jun2005

18- Meu velho amigo, acabo de ler “Inculta e bela, dengosa e cruel”. Obrigado Ricardo, a emoçao q eu e a Sephira sentimos com essas suas letras foi muito intensa e verdadeira. Um grande abraço e espero de te encontrar de novo um dia, ou melhor uma noite, quem sabe nos bares de Fortaleza.” Daniele Schiavi, Verona, Itália – nov2009

19-  Gosto demais desse texto… Beijo! Dalu Menezes, Fortaleza-CE – abr2013

20- Nunca tinha lido nada que representasse nossa capital de maneira tão digna. Claro, isso foi até eu ler a poesia a lá Ricardo Kelmer *-* Herlene Santos, Fortaleza-CE – abr2013

21- Ain eu já tinha lido, e adoro esse texto. Não encontrei nenhuma outra crônica que ficasse à altura dessas palavras seduzentes do Kelmer, homenageando Fortaleza. Simplesmente lindo *u* Beijo Kelmer. Cynthia Martins, Fortaleza-CE – abr2013

22- O cara eh bom mesmo, parabens a Fortaleza e a vc, claro. Henrique Vilela Sales, Fortaleza-CE – abr2013

23- Adoro demais esse texto, muito significativo. Parabéens, Kelmer. Alana Gabriela, Fortaleza-CE – abr2013

24- Linda Nossa Fortaleza!!! Míriam Cearucha, Porto Alegre-RS – abr2015

25- Massa Ricardo Kelmer. Ana Lucia Castelo, Newark-EUA – abr2015

26- Adaise Brasil, Joel Brasil, hj é dia da terrinha. Ada Maia de Sousa, Fortaleza-CE – abr2015

27- O mais perfeita tradução de Fortaleza! Amei. Bete Augusta, Fortaleza-CE – abr2015

28- saudades…. Susana X Mota, Leiria-Portugal – abr2015

29- Show, amigo! Paulo César Norões, Fortaleza-CE – abr2015

30- Maravilhoso!!!! Carla Soraya Florêncio, Fortaleza-CE – abr2015

31- Tens q conhecer Porto Alegre, para escrever algo. Carla Lsp, Porto Alegre-RS – abr2015

32- Lindo, adorei!!!!!!!!!!!!!!! Luciana Brasileiro de Holanda, Fortaleza-CE – abr2015

33- Amo linda graciosa é a nossa Fortaleza. Milca Maria Alves Costa, Fortaleza-CE – abr2015

34- …ameiiiii!! sucesso meu lindoo. Katia Knox, São José dos Campos-SP – abr2015

35- Não conhecia Kelmer! Maldade chamá-la de inculta, fedorenta ainda vai…. rsrsrssrsrsr. Lílian Martins, Fortaleza-CE – abr2015

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13 Responses to Inculta e bela, dengosa e cruel

  1. Lia disse:

    Tim-tim! Pura Poesia! Linda e sofridamente verdadeira- a poesia, a cidade, a falta de horizontes, a saudade… A vontade de ir querendo ficar, de ficar querendo- tendo- que ir… Você é um gênio, Ricardo!

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  2. Walquiria disse:

    Você acerta as palavras para descrever a natureza e a sensibilidade de Fortaleza, eita coisa linda!! Parabéns!! Sou sua fã Ricardo!!

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  3. ricardokelmer disse:

    > E eu tô aqui todo honrado de ser lido por você, Walquiria. Obrigadoooo

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  4. É será que Fortaleza é assim mesmo? Ou será assim as pessoas que não ficam nelas ? Linda crônica mesmo. Mulher é assim mesmo,esvairada,imprevisivel,inconstante.Umas até mais que as outras… elas são intelectuais e desinibidas…. procuram o alvo e faz de tudo para cerca-lo…E por ai vai… Bj

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  5. márcia disse:

    Construir o ninho é bordar a lua tecida no tempo
    e libertar a fênix ,,,
    porque os girassóis acordam pela manhã !

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  6. Kika disse:

    Gostar de sua cidade e não poder viver nela por falta de horizontes…dolorido isso. Não me imagino longe, por mto tempo , de meu purgatório da beleza e do caos, meu Rio de Janeiro lindo e violento.Só o Capitão Nascimento para me salvar…..

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  7. é bem assim mesmo, desse jeitinho que foi descrito pelas belas palavras do escritor que tem a aguçada visão do dono de cabaré.

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  8. […] RK- Oi, Brennand. As imagens que ilustram meus textos e a capa dAs Preciosas do Kelmer são conseguidas em pesquisas na internet e algumas são de amigas e namoradas, sendo que costumo editar as imagens, às vezes mesclando-as com outras imagens. Algumas leitorinhas também enviam fotos suas pra ilustrar meus trabalhos, às vezes usando e-mails criados apenas para esse fim, às vezes revelando pra mim suas identidades. Muitas mulheres têm esse fetiche, de verem fotos íntimas suas ilustrando poemas, contos e crônicas – e é claro que eu adoro esse fetiche. A ilustração desta crônica abaixo, por exemplo, tem a foto de uma leitorinha mui generosa. https://blogdokelmer.com/2009/06/16/inculta-e-bela-dengosa-e-cruel […]

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