Blog do Kelmer concorrendo ao Prêmio BlogBooks

19/08/2009

Ricardo Kelmer 2009BlogBooksBanner01

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Tô me sentindo muito honrado: o Blog do Kelmer é um dos 10 concorrentes ao 1o. Prêmio BlogBooks, categoria Universo Masculino. Graças a leitores como você. Obrigado!

O Prêmio Blogbooks transformará em livro os melhores blogs do Brasil. Esta primeira edição é uma realização da Singular Digital, em parceria com a HP, Grupo Ediouro e o Best Blogs Brazil. A lista dos concorrentes é formada por blogs que se destacaram na blogosfera brasileira entre 2008 e 2009. A escolha foi baseada em aspectos como relevância e adaptabilidade editorial dos blogs participantes.

A votação começou em 18ago e vai até 18set. Você acha que o Blog do Kelmer merece virar livro? Então é só clicar no banner aí de cima e votar. Cada endereço de e-mail dá direito a um voto e o processo é bem simples e rápido.

Se preferir, também pode clicar aqui:
> www.blogbooks.com.br/categorias/universomasculino

E se quiser fazer campanha pro meu blog, não vou achar ruim de jeito nenhum…

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> E clique aqui caso deseje conferir as postagens neste blog sobre o universo masculino.

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O Blog do Kelmer merece virar livro?

Campanhas pró e contra

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BDKBlogBooks2009Div-02b

A FAVOR

> SAMUCA – Sociedade Amparadora da Mulher Carnuda
> H2Rock (Bar do Orlando) – Rua AugustaSão Paulo-SP
> Japinhas da barraca do Pastel
– Feira de Pinheiros – São Paulo-SP
> Blog do Edgar
– Porto Alegre-RS
> Queiroz Costa Escritório de Arte
Fortaleza-CE
> Bar de Ontem – Vila Madalena – São Paulo-SP
> Espaço Cultural Alberico Rodrigues – Pinheiros – São Paulo-SP

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CONTRA

> MNBC – Movimento Nacional pelos Bons Costumes
> ANBC – Associação dos Nove Blogs Concorrentes

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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Aviso prévio de traição

27/07/2009

27jul2009

A partir de hoje, poderei te trocar por outra a qualquer momento. Basta que ela sorria pra mim e que me faça agradinhos. E me dê o que você nunca quis me dar

AVISO PRÉVIO DE TRAIÇÃO

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– Faz tempo que quero conversar com você, Clarabela. Pode ser agora?

– Claro.

– Quantos anos que a gente tá junto?

– Deixe-me ver… Sete anos.

– Tempão, né? Difícil hoje em dia um relacionamento durar isso tudo.

– Sim.

– Você sabe que nesse tempo eu estive apenas com você, né? E olhe que não me faltaram boas oportunidades.

– Agradeço a preferência.

– E você sabe melhor que eu como vocês são, né? Não podem ver o cara comprometido que ficam loucas pra tirá-lo da outra.

– Sim.

– Dá pra você ser menos fria comigo?

– Não entendi.

– Então vou direto ao assunto, Clarabela. Decidi deixar de ser bobo. A partir de hoje poderei te trocar por outra a qualquer momento. Basta que ela sorria pra mim e que me faça agradinhos. E me dê o que você nunca quis me dar.

– E o que eu nunca quis lhe dar?

– Um pouco mais de consideração, por exemplo.

– Mas eu sempre estive ao seu dispor, a qualquer hora.

– Sim. Pra ser atendido por pessoas mal treinadas, que ganham pouco e que não sabem resolver o meu problema. Sem falar nas vezes em que a ligação cai e preciso começar tudo de novo, com outro atendente.

– E qual é o seu problema?

– Tá vendo? Você já deveria saber, pois foi só o que fiz nos últimos dias: contar o meu problema. Mas tudo que você fez foi abrir protocolos de atendimentos e dizer que eu esperasse tantos dias que o problema seria resolvido.

– E não foi?

– Não.

– Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. Foi aberto um protocolo de reclamação. Gostaria de…

– Foda-se o protocolo!! Tudo que eu quero é ser bem tratado! É este o meu problema.

– Desculpe, é que eu preciso…

– Não desculpo nada. Tô de saco cheio de ser passado de atendente pra atendente, de ficar horas esperando, de ouvir aquela musiquinha irritante, de ser tratado como um simples número de protocolo.

– Entendo.

– Não, não entende. Se entendesse, não faria o que faz.

– Entendo.

– E ainda tem esse seu jeito robótico de falar comigo. Essa frieza também é muito irritante, sabia?

– Nesse caso, vou estar transferindo seu caso para o…

– Não, gerundismo a essa hora, não!

– Não entendi.

– Porra! Será possível que você não percebe que tá me perdendo? Acorda, Clarabela!

– Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. Sua solicitação de tratamento informal foi aceita.

– Ótimo.

– A sua opção escolhida é realmente… quer dizer… Cara, você vai mesmo me abandonar?

– Provavelmente.

– Poderia confirmar… quer dizer… Me diz aí quem é a vaca. É a Timótea?

– Não interessa.

– Então é a Vivalda.

– Admito que ela andou atrás de mim.

– Já sei. É a Oitília, isso é típico daquele tipinho.

– Em vez de criticar as concorrentes, por que você não me trata com mais carinho?

– Essa é sua opção… quer dizer… É isso que você quer, cara? Mais carinho?

– Exatamente. Afinal eu pago minha conta todos os meses, né? Há sete anos!

– Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. Sua solicitação de tratamento carinhoso foi aceita. Gatão.

– Heim?

– Adoro essa sua voz sexy, sabia?

– Clarabela, é você mesmo?

– Sim, a sua Clarabela. Aproxima mais o aparelho, chega mais perto. Meu menino sem juízo.

– Eu?

– Sim, quero falar no teu ouvidinho uma coisa que você vai gostar.

– Pronto.

– Eu cubro tudo que elas te ofereceram!

– Sério?

– Volta pra mim, por favor!!!

– Bem, eu…

– Você quer dez vezes mais créditos? Eu dou. Quer mil torpedos? Eu dou. Quer o modem de graça? Eu dou, eu dou!

– Caramba… É sério mesmo?

– Sim, oh, sim. Basta que você ponha o aparelho agora mesmo no viva-voz. Vai, põe, põe logo…

– Pronto.

– Meu amooor!!! Eu dou tudo pra você! Do jeito que nunca dei pra ninguém!!!

– Fala baixo, Clarabela, tá todo mundo escutando.

– Eu quero que o mundo inteiro saiba mesmo! Eu amo esse cara, estão ouvindo? Ele é o cliente da minha vida! E se alguma operadorazinha invejosa quiser tirá-lo de mim, terá que ser por cima do meu cadáver!!!

– Tô começando a sentir falta do seu jeito formal de ser…

– Escuta, meu amor, hoje não vou mais trabalhar. Vou te levar pra jantar no Anatelle e dançaremos sob a lua cheia no terraço. Tudo por conta da Clarabela, viu? E depois iremos ao Prokón trepar até o amanhecer. Te deixarei me fotografar com câmera de última geração e você ainda poderá ligar gratuitamente pros seus amigos pra contar tudo que fez comigo.

– Os amigos com DDD local, é óbvio.

– Não. Qualquer DDD.

– Uau! Isso nenhuma outra me ofereceu.

– E aí, gatão, você ainda vai me abandonar?

– Acho que não…

– Menino esperto… Só um instante, por favor.

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(musiquinha irritante)

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– Obrigado por aguardar. E então, vai querer agora?

– Jantar com você?

– Não, anotar o número do protocolo.

– Ah… o protocolo.

– Vou estar enviando por torpedo. Mais alguma coisa?

– Não, gerundismo não…

– Clarabela agradece a sua ligação e tenha um bom dia.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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RK e Leide Daiana interpretam este conto
Faculdade Cearense, Fortaleza, out2015

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LEIA NESTE BLOG

Clube dos espertinhos – Pão de Açúcar – Uma empresa séria não obriga seus clientes a ficarem de olho na própria empresa, com medo de a qualquer momento serem ludibriados

Clube dos Espertinhos – Tetra – Fiquei olhando pra nota e pra etiqueta no pacote, me sentindo o Otário do Ano, sem acreditar que eu havia caído de novo no golpe do preço duplo

Clube dos Espertinhos – Claro – Enlouquecer o cliente é fundamental

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 COMENTÁRIOS
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01- Muito bom rs. Rebeka Fontenele, Fortaleza-CE – abr2013

02- larga essa Clarabela… ela só quer o seu dinheiro! Wanda Oliveira, Juiz de Fora-MG – jul2013

03- Ótimo. Cibele Baptista, Barretos-SP – ago2018

04- Muito bommmmmmmmm. Camile Cavalcante Teixeira, Fortaleza-CE – ago2018

05- Show!!!!!! Michele SJ, Fortaleza-CE – ago2018

06- Putz!! Vou estar compartilhando viu 😊 😅 👏 💜 Márcia Matos, Fortaleza-CE – ago2018

07- Já pensou!!!! Kkk. Euclides da Silva, ago2018

08- Amei! Mas olha, cuidado mizifí pra não pegarem essa sua ideia.. Dá uma super peça publicitária, heim. Luana Braga, Fortaleza-CE – ago2018

09- Adorei! 😄 Ângela Albuquerque, Fortaleza-CE – ago2018

10- Ai que ótimo! Kkkkkkk Eu já trabalhei na Vivalda e na Clarabela… Realmente não tem uma que preste… São todas farinha do mesmo saco! 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂 Fernanda Fernandes, Campinas-SP – set2018
Postagem no Facebook

 


Cristal

22/07/2009

22jul2009

Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

Cristal-02.

CRISTAL
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Ele pensa enquanto a pergunta da Mestra ainda ecoa: Que tal passar o aniversário com sete namoradas? Ele olha para trás, para frente, o corredor infinito, portas de um lado e outro. Que estranho presente de aniversário…. A Mestra abre a porta. Ele pensa. Pode recusar? Não, ele sabe que não pode. E entra, devagar, desconfiado.

Silêncio. Uma sala enorme, toda branca. À esquerda ele vê dois olhos verdes. Chega mais perto e reconhece: é ela. Uma dor repentina o entristece. O que acontece com os sentimentos que desprezamos em nós mesmos? Ele se desculpa: Eu era só um garoto estúpido, mas amei você mesmo assim, acredite…

Rejuvenescido. É como ele se sente no ambiente seguinte onde a bailarina faz piruetas sobre uma nuvem. Ela sorri um sorriso tão juvenil que imediatamente ele se sente mais jovem do que é, do que era. Quer sentar para admirar, mas não há tempo. Resta-lhe dizer: Tudo valeu, as alegrias, as brigas, tudo, mas o tempo, infelizmente não houve tempo, você já estava de partida, fui apenas sua despedida deste mundo…

Beleza e loucura… beleza e loucura… De algum lugar escuta alguém sussurrar. Lá em cima, no alto da torre. A linda princesa. Ela o chama, implora que a liberte de sua prisão. E joga duas enormes tranças. Que caem a seus pés. Bela e irresistível como o diamante da insanidade… E ele foi, subiu agarrado às suas tranças até o alto. E lá no alto teve medo do que ele era. Horrorizado, despencou. E morreu sua primeira morte, rígido de dor. Obrigado por ter me matado, princesa, eu a amarei para sempre por isso, obrigado…

Vazio. O aposento vazio. Ele escuta um piano… Um som doce, tão doce que o sente na boca, se desmanchando sob a língua. Depois que se desmancha é que percebe que o doce… é ela. Tenta provar o som mais uma vez… porém tudo volta a ser o imenso vazio. Sente-se tão incomodado que se apressa para sair… mas uma ideia súbita o faz voltar. E então compreende. O vazio é ele, ele todo o imenso vazio, sem nada para oferecer além da própria busca alucinada por si mesmo. Ela ao piano, os seios generosos, ela e a doçura que sempre se desmancha antes que ele a alcance… Desculpa, por favor, que era eu um vaso vazio?…

Fantasias. Mil fantasias nos espelhos ao redor. Qual delas será ele? Experimenta todas e nenhuma lhe cabe. Sente-se perdido em meio a tudo aquilo que não é ele, e se angustia ainda mais. Então surge a mão dela, amorosa e compreensiva a acariciá-lo. Ele leva a mão ao peito e se acalma. No meio do caleidoscópio de tantos eus ele sussurra: Você me vê, mais do que eu mesmo, e isso me faz existir…

Girando e girando e girando… Ele agora gira no escuro, sem saber onde se encontra. Está úmido e abafado. Enquanto gira, sente a excitação lhe subir pela virilha, mais, mais… Um segundo antes de gozar, percebe que está na caverna e então compreende que está dentro dela, ela o comeu, viúva negra. Entorpecido, deita-se para morrer, finalmente descansar na escuridão total. Mas no último segundo desperta aterrorizado e, com as forças que restam, levanta, e as luzes se acendem. Fomos fundo, meu bem, fomos tão fundo em nós…

Karma. O último ambiente é o ônibus que o levará ao inferno. Quer desistir, mas o olhar providencial de sua irmã lhe diz que não há outro caminho para o céu. Ele entra, fecha os olhos e chora indefeso, pressentindo o que virá. A rodomoça oferece o cálice, e quando o bebe, vê que é sangue. Não há palavras para descrever o gosto, a dor, o inferno, a morte. Dias sem noites e noites sem dias sem poder dormir. Rendido, permite que demônios devorem sua carne. Sem mais qualquer orgulho, abre os braços e oferece a alma à Terra. Na última noite escuta pombas brincarem no teto… e percebe que renascerá. E tudo se esclarece: Você é o que eu precisava viver para que o Cosmos se reequilibrasse em mim, não há palavras para agradecer…

A porta se abre e ele cai de joelhos, chorando de gratidão. A Mestra o abraça, compreensiva. Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe. Ela pede que ele abra a mão… e lá estão sete pedrinhas de cristal, em todas o reflexo de seu próprio rosto. Extasiado, ele pega os cristais com cuidado, admirando seu brilho. Então, de repente, não são mais sete, são apenas um, o mais belo. Ele aperta o cristal ao peito e respira fundo. Quer dizer algo, mas, pensando bem, não há nada para dizer. Nem pensar. Apenas sentir.

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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vtcapa21x308-01Este conto integra o livro
Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
contos/crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

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LEIA NESTE BLOG

DesconstruindoKelmer-04aDesconstruindo Kelmer (por Wanessa, inspirado no conto Cristal) – Totalmente metida e curiosa, eu me debrucei sobre o conto e fiz minha própria interpretação. Bem, a presença da Mestra, a vida, a Deusa, o Tao, o fluxo irrevogável de tudo, não me espanta que seja uma figura feminina…

Inculta e bela, dengosa e cruel – Então arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar

Maior que meu horizonte (por Wanessa, inspirado na crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel) – E quando eu penso que ele já está de novo envolvido em meus contornos, hipnotizado pelo balanço dos meus quadris e minha maré, ele foge

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Cristal-02a

 


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12/07/2009

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Desconstruindo Kelmer

12/07/2009

Wanessa, 2009

Totalmente metida e curiosa, eu me debrucei sobre o conto e fiz minha própria interpretação

DesconstruindoKelmer-04.

DESCONSTRUINDO KELMER

Por Wanessa
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Eu adoro o Vocês Terráqueas. E eu, grande releitora que sou, claro que escarafunchei o livro todo, li de cabo a rabo incontáveis vezes. Principalmente depois daquela conversa que nós tivemos, em que tu me contou um segredinho que se esconde em alguns textos. Depois disso, a tua obra virou um mistério ainda maior pra mim. Comecei a ler teus textos com mais atenção, agora entendo melhor algumas coisas e desconheço completamente outras.

Um conto em especial me instigou desde a primeira leitura: Cristal. A ordem dos acontecimentos é compreensível, tem começo, meio e fim, mas não dá pra terminar a leitura sem a sensação de que tem algo muito maior que eu não consegui captar. Eu, meio Sherlock Holmes das palavras, fico tentando decifrar os enigmas, seguir possíveis pistas, mas é tudo em vão. Não dá.

Totalmente metida e curiosa, eu me debrucei sobre o conto e fiz minha própria interpretação. Bem, a presença da Mestra, a vida, a Deusa, o Tao, o fluxo irrevogável de tudo, não me espanta que seja uma figura feminina. Um presente de aniversário, a viagem sem escolha. Depois o corredor cheio de portas e ela aparece, a Simone. Provavelmente um amor da adolescência. Eu vejo um Ricardo cheio de ideias, querendo tudo ao mesmo tempo. Tempo que, até então era inesgotável e por isso permitia um monte de erros que levam a um rompimento doloroso, que deixa uma dor que invade, dor física, forte.

Encontro com a Renata. A bailarina que faz piruetas num nicho, algum lugar perdido, intocável. Os movimentos leves; contemplamos a beleza porque é finita. Melhor não me demorar por aqui, não há tempo, só pra recuperar o fôlego, o assombro diante das surpresas da vida.

A Bel traz o encontro com a princesa, o primeiro. Joga suas tranças da torre; beleza e loucura juntas provocam vertigem? A morte do primeiro Ricardo, daquele que por vezes era desconhecido de si próprio, te deixa profundamente grato, a mim também. Vânia, Valesca, Vanessa, Valéria, são tantas as possibilidades dessa musicista sensual, sensual como doce desmanchando na boca. O inalcançável, mesmo que a distância entre os corpos seja curta. É preciso achar-se a si, antes do outro. Talvez a fuga seja o melhor caminho quando o vaso ainda está vazio.

Minhas dúvidas se multiplicam em relação aos nomes, Fabiana, Fabíola, Fátima… o nome tanto faz, as fantasias são múltiplas, volúveis, diáfanas. Encantam e entontecem. É preciso um fio que te conduza a realidade, uma mão talvez. E ela sabe fazer isso, no meio do redemoinho de possibilidades e sonhos, é bom se saber compreendido por alguém, uma certeza tranquilizadora de não ser tão estranho, hermético. Gisele, como a espiã nua em Paris, a tua cara isso. E mais uma vez a tontura, mas essa é diferente e conheço: a euforia da excitação e o gozo (ai, que saudade da tua carinha gozando…), a sensação de ir cada vez mais fundo, mais longe. Transpiração e transcendência lado a lado.

O inferno te espera e traz também o sabor indigesto. A inquietação, o ápice do sofrimento e desespero. A alma conturbada se rende a mais uma morte. Passou pelo seu Karma, Karine. As palavras não bastam para agradecer por uma nova vida. E no fim, sete encontros, sete vidas que hoje formam um só cristal, o mais belo, o ser mais incrível que ja conheci na vida, tu. Talvez eu tenha acertado um pouco, talvez tenha passado longe, mas uma coisa eu aprendi com esse conto, às vezes racionalizar sobre o que está diante dos olhos, só torna tudo mais complicado, a compreensão pode ser simples, não precisa muito. Apenas sentir.
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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Cristal-02aCristal – Ele quer falar sobre tudo que viveu ali dentro, todos aqueles anos, os amores e desamores, o quanto sofreu e fez sofrer, perdeu e se encontrou… Mas não precisa, ela já sabe

Inculta e bela, dengosa e cruel – Então, arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar

Maior que meu horizonte (por Wanessa, inspirado na crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel)E quando eu penso que ele já está de novo envolvido em meus contornos, hipnotizado pelo balanço dos meus quadris e minha maré, ele foge

Confissões de uma leitorinha nua (por Leitorinha) – Fiquei tão à vontade pra ler a página dele na net que agora o fazia completamente nua

Canalha Kelmer (por Rômero Barbosa) – Cara, essa tal de Cibele queria era te dar. Queria ler sacanagens escritas por você pra depois tu comer ela todinha

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A garçonete da minha vida

08/07/2009

08jul2009

Naquela sexta de dezembro, Diametral, que não era ainda Diametral, e Ninfa Jessi, que já era Ninfa Jessi, começaram oficialmente a mais bela e safada história de amor jamais contada, ele que a amava em silêncio havia um ano, ela chorando de raiva, desamparo e tesão

AGarconeteDaMinhaVida-01.

A GARÇONETE DA MINHA VIDA
As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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Ninfa Jessi e seus fetiches. Que eu adoro, por sinal. Um deles é por garçonete. Pelas garçonetes e também por ser uma garçonete. Pra ela, é umas das melhores profissões que uma mulher pode ter na vida.

– Homens, mulheres e vodca toda noite, Gatão! E ainda ser paga pra isso!

Quando a conheci, pelo Orkut, Jessi tinha 19 aninhos. Idade perfeita pra uma taradinha como ela se perder no lado bom da vida. De família do interior, mal esperou fazer 18 anos: largou o namorado careta, a cidade que não entendia seu cabelo mutante e suas lentes coloridas e se picou pra capital, queria estudar Cinema. Dividia um quarto com uma amiga e trampava num espaço cultural, onde via filme de graça e estava sempre conhecendo homens e mulheres interessantes – conhecendo e comendo, claro, que ela desde então já não prestava. Jessi, a pequena tarada.

Mas, como ela gosta de dizer, tinha espaço pra mais adrenalina nas veias de sua vida. Na verdade, Jessi queria ampliar o diâmetro do mundo, o mundo que ela conhecia ainda era pequeno demais pra tanto sonho e tesão que ardiam em sua alma e em seu corpo. Ela precisava de mim e não sabia. Mas antes de mim ainda haveria alguns capítulos em sua vida.

Então o Bukowski abriu vaga pra novas garçonetes. Bukowski, o bar que toda menina má sonha ter no currículo. Era um barzinho rock´n´roll que era meio inferninho, onde as garçonetes faziam uns shows performáticos bem apimentados. Cara, o público enlouquecia, choviam gorjetas. A casa pagava academia pras meninas manterem seus corpinhos em forma e elas tinham até professora de dança. Era bem organizado o negócio. E lá estava a adrenalina de que minha pequena precisava.

Ela passou na entrevista, passou no teste de dança e aí ficou faltando apenas o teste final que a professora exigia. Adivinha onde era o teste final? Na cama da professora, claro, professorinha esperta.

Já perfeitamente ciente das delícias que uma xana proporciona, o tal do teste final não desmotivou minha pequena nem um pouco. E ela fez, claro. Mas a professora deve ter ficado com muita dúvida pois em vez de um só, fez um bocadão de testes finais com ela. O resultado é que as duas se apaixonaram, é mesmo difícil não se encantar pela Jessi, e assim a pequena tarada virou garçonete do Bukowski e foi morar com sua professora de dança.

– Mais que dançar, ela me ensinou a comer direitinho uma mulher, Gatão. Isso não tem preço, tem?

Ninfa Jessi não presta.

Vem desse romance com a professora outro fetiche de Jessi, que hoje ela não dispensa com nossas namoradas: a morena adorava que ela a comesse com aqueles paus de silicone, ficava louca, gozava horrores. Jessi diz que numa dessas vezes, sua morena de quatro e ela metendo forte, por alguns instantes deixou de ser ela mesma e de repente era um homem, e quase pôde entender realmente, de corpo e alma, o que é ser homem. Foi algo meio místico, que nunca mais se repetiria com a mesma intensidade, mas que sempre volta quando ela está dentro de uma mulher, e também quando ela me vê dentro de uma mulher – nesses momentos seu olhar sempre busca o meu, como se nele pudesse reencontrar a louca sensação que ela uma noite teve. Como se através de mim e do nosso amor, trepando com nossas namoradas, ela pudesse enfim ser o homem que ela não é.

NinfaJessi-027Durante seis meses Jessi experimentou a felicidade que jamais tivera em sua vida. Tinha o emprego dos seus sonhos, ganhava bem, era querida pelos clientes e vivia seu lindo caso de amor. Seus shows no Bukowski? Eram dos mais aguardados, principalmente quando ela atuava com Sheilinha, a Sheila Dinamite. Todas as meninas tinham nomes artísticos e vem dessa época seu nome, Ninfa Jessi, bolado pela professora. Nome perfeito, combinava demais com ela, com os modelitos de ninfeta que ela usava, os lacinhos no cabelo – e, é claro, com seu apetite sexual. Não haveria nome melhor.

Mas nesse mundo os ventos mudam, né? O primeiro grande amor da vida de Jessi durou até o dia em que um vento em forma de loirinha desempregada bateu lá no Bukowski pra fazer teste pra garçonete. Exatamente, a professora trocou Jessi por ela. Pobre Jessi, sofreu pra caramba. Prosseguiu no emprego, mas deixou o apê da professora e alugou uma quitinete. O pior de tudo era ter que encontrar sua paixão quase todos os dias e se morder de ciúmes sempre que chegava garçonete nova na casa.

Foi por esses dias que eu fui lá no Bukowski. Nossa amizade, que havia começado numa comunidade bluseira do Orkut – sim, foi o blues crônico da vida que fez nossos caminhos se cruzarem – estava agora no estágio MSN, com papos quase diários. Já apaixonado pela pequena tarada, como ela mesma se chamava, e sabendo que trabalhava no Bukowski, me piquei pra lá. Cara, paguei a maior grana pra entrar, e tudo que eu tinha no bolso só deu pra tomar duas cervas. E ela nem me viu. Mas valeu a pena. Foi a primeira vez que meus olhos pousaram diretamente em Ninfa Jessi. E vê-la ali, com seu jeitinho cativante de moleca safada, dançando nua no balcão com outra menina, putamerda, foi inesquecível. Era a mulher perfeita, inacreditavelmente perfeita, assustadoramente perfeita. A Deusa-Ninfa dos meus sonhos que nem nos melhores sonhos eu havia sonhado. E sabe quando bate aquela certeza fulminante e inexplicável no destino? Bateu. No Bukowski, apertado no meio de outros caras e outras meninas que assistiam ao show, eu tive a calma certeza de que ali estava a mulher da minha existência, a deusa-diaba que seguiria comigo pela vida. Ali estava o motivo de eu acordar todos os dias com aquela dilacerante saudade do que eu nunca tinha vivido.

Faltava só ela também saber disso.

(continua)
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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NinfaJessiGarconetes-01dA continuação do conto, contendo fotos de Ninfa Jessi e de um show no Bukowski, além do Álbum das Garçonetes, está disponível aqui. Exclusivo para Leitor Vip. Basta digitar a senha do ano da postagem.

Ainda não é Leitor Vip? Vamos resolver isso agora!

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um casal apaixonado vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir

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LEIA NESTE BLOG

Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – Contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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01- Eu adooooro essa Ninfa Jessi… 😀 Samara Do Vale, Fortaleza-CE – jun2013


Protegido: A garçonete da minha vida (VIP)

08/07/2009

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Iassim vamos – Parada gay

27/06/2009

Ricardo Kelmer 2009

O mundo melhor pelo qual eu e muitos outros lutamos passa necessariamente por esta aceitação: somos diversos

EleLetraCaminha-01Eu já havia perdido a Virada Cultural de 2009 por ainda estar na turnê nordestina. Uma pena. Nem vou listar aqui os shows imperdíveis que perdi pra não chorar, xapralá, bola pra frente. Pela menos a Parada Gay eu não perderia, um bom consolo.

O tuntstuntstum no último volume dos carros de som é insuportável. As calçadas das ruas transversais alagadas de mijo também. Mas é compensador participar desse carnaval de um dia só em que se transformou a Parada Gay, eu realmente me divirto muito em ver os tipos e fazer parte dessa grande festa democrática da sexualidade.

Este ano terminamos a festa no H2Rock, um boteco da Augusta que descobri dia desses, onde sempre rolam bons shows de blues e rock no telão. Tomar uma vendo os Doors, Janis, Led Zeppelin, ô diliça… Coisas daugusta. Eu, Samia, Zé di Bedis, Magnata e Gilbas, entre cervas, domecqs e ósculos desatinados. Tudo muito bom, até o tiragosto de amendoim com alho. Coisas daugusta.

Agora falando sério. Assim como não há mais como deter os movimentos de emancipação feminina e de igualdade racial, o mesmo já acontece com o movimento gay. A sociedade já não pode fazer de conta, como até um tempo atrás, que a homossexualidade não existe. Hoje precisamos todos conviver com isso, gostando ou não. Aliás, a luta dos homossexuais não é apenas a luta de uma minoria – ela deve ser vista como um movimento natural evolutivo da própria humanidade no sentido de se aceitar como sempre foi, sexualmente diversa.

Você tem a sua sexualidade própria, eu tenho a minha, a digníssima senhora sua mãe tem a dela e, se pensarmos bem, em última análise cada pessoa deste mundo vivencia a sexualidade de uma forma única. Entre bilhões de pessoas, talvez não haja duas sexualidades exatamente iguais. Então por que haveríamos de eleger uma mais certa ou errada que a outra?

Quanto mais penso no assunto, mais me convenço de que a velha divisão da sexualidade humana em heterossexual e homossexual é algo absolutamente artificial e sem real fundamento. Tudo bem que de uns tempos pra cá o senso comum abriu uma brechinha na divisão pra incluir a bissexualidade mas, ainda assim, não dá pra explicar a sexualidade humana encaixando-a apenas nesses três compartimentos. Dois gays podem ser sexualmente mais diferentes entre si que um homo e um hetero. Sem falar que a questão na verdade começa muito antes disso: o que exatamente define, e qual a medida, que alguém é homo ou hetero ou bi?

O mundo melhor pelo qual eu e muitos outros lutamos passa necessariamente por esta aceitação: somos diversos. E dentro dessa diversidade somos uma única família e temos todos o mesmo direito fundamental, o direito que é a mãe de todas as liberdades: poder ser quem somos.RKParadaGay200906-504a

Pra terminar, deixo você com a graciosa exuberância de Natasha e Thalyta, uma dupla que, como pode-se constatar, abalou a avenida Paulista. Olhe à vontade pois não tava fácil a concorrência pra fotografar com as meninas.

> RK na Parada Gay. Veja as fotos (exclusivo para Leitor Vip)

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Corta pra cozinha da Paulete. Ela preparando um capuccino. Só de calcinha e uma camiseta preta do Led Zeppelin. Adoro mulher com camiseta do Led. Em algum lugar toca um blues.

 Defendendo os gays assim, vão acabar achando que você agasalha o croquete.

 Claro que agasalho. No seu cruassam.

 Hummm, é assim que eu gosto de te ver, bem animadinho.

 É, tô animado mesmo. Você tá me tratando bem.

 Meu batráquio desengonçado merece. Gostou do boteco da Augusta?

 Tirando a fumaceira de cigarro, adorei.

 Fica frio, sete de agosto acaba teu martírio.

 Nunca mais tontura e olhos irritados. Nunca mais roupas e cabelo fedidos. Ufaaaa…

 Primeiro o barzinho da Cardeal. Agora um boteco na Augusta. Pra quem tava órfão de bar e agora já tem dois…

 Obrigado, Paulete. Mas quero mais. Bares legais pra botar no circuito do Letra de Bar, você me arruma?

 Tá na lista de prioridades. Junto com a namorada linda e indecente pra ver contigo os gols da rodada embaixo do edredon.

 Ver e comentar, não esquece.

 Ela ainda tem que comentar? Se você pelo menos fosse bonito, teria moral pra tanta exigência…

 Falar nisso, te contei que me cadastrei no Par Perfeito?

 Sério? Ah, vocês românticos…

 Achei que você aprovaria.

 Eu? Esquece. Pro seu caso, é melhor um bar perfeito.

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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> RK na Parada Gay – Veja as fotos (exclusivo pra Leitor Vip)

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LEIA TAMBÉM NESTE BLOG

> Religião certa e sexualidade errada – Com exceção daquelas mais ligadas à Natureza, as religiões atuais foram criadas por homens e refletem a mentalidade patriarcal dominadora

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> A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

> Minha experiência omossexual – Não podia voltar pra casa sem fazer alguma coisa, sem descarregar aquela tensão acumulada nos últimos dias

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CABARÉ SOÇAITE
Cabaré Soçaite – Uma festa de sensualidade

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Loiras ou morenas

24/06/2009

24jun2009

Suspeito que deu-se aí o primeiro grande e mitológico embate do clã das loiras contra o das morenas pela minha pobre alma confusa

LoirasOuMorenas-02

LOIRAS OU MORENAS

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Turminha da rua reunida na calçada, jogo da verdade. Eu e meus ingênuos e desajeitados doze anos. A garrafa girou, girou e parou… apontando pra mim! A pergunta veio feito um ultimato: Você gosta mais da Liliana ou da Romélia? Liliana era morena, Romélia, loira, e foi a amiga delas quem fez a pergunta, tudo já combinado, claro. Engoli seco, pois eu gostava das duas. Tentei ganhar tempo, mas elas me encaravam e queriam a resposta já. Meus neurônios começaram a fritar: Hummm, Liliana é mais alta, Romélia tem a bunda mais gostosa, mas Liliana… Anda, menino, responde logo!

O coitado do homem começa cedo nessa cruel dúvida entre loiras e morenas. Tem quem ache a loira mais angelical, talvez porque o cabelo claro remeta inconscientemente à terna imagem dos bebês. Como o claro alude ao céu e o escuro à terra, é compreensível que anjos tendam a ser branquinhos, loirinhos, e os diabos, pelo contrário, tendam a ser morenos. Talvez por isso a morena seja vista como naturalmente mais caliente, mais sexo, mais diabólica. Mas a experiência logo me provaria que o buraco é mais embaixo…

Durante uma eternidade tentei decidir entre Liliana e Romélia. Comecei a suar frio. Sim, tudo que eu precisava era escolher uma delas, pois ambas me queriam. Mas eu simplesmente não conseguia. Ele quer as duas!, alguém na roda falou, e todos riram. Sim, por que não as duas? Então lá estava eu, recém-entrado na puberdade, já sonhando com um menagiatruá. Vai responder ou não vai?

A primeira paixão da minha vida foi uma loira, era a minha professora da alfabetização. Eu ficava a aula toda olhando pra ela, parecia um abestado. Tenho certeza que ela não me quis por mero preconceito de idade, loira boba, não sabe o que perdeu. A segunda paixão veio aos dez anos, mas essa era morena, e tinha só um ano a mais que eu. Eu a encontrava naquelas tertúlias de 1974, na garagem da casa do meu primo, a patota dançando de rosto coladinho, B. J. Thomas cantando Rock and Roll Lullaby, tema da Simone e do Cristiano na novela Selva de Pedra. Meu pai tratou logo de me ensinar como conquistar a morena. Escutei atento suas dicas, me enchi de coragem e lá fui eu todo garboso. Parei diante dela, botei a mão pra trás, estendi a outra e falei, o próprio Lancelote ante sua Guinevere: Dá-me o prazer desta contradança, senhorita? Até hoje não entendo por que ela e as amigas morriam de rir. Mas o importante é que ela dava. O prazer da contradança.

Sentado na calçada, a garrafa ainda apontada pra mim, eu seguia em minha dúvida terrível. Era só escolher uma das duas, eu sei. Mas acontece que escolher uma significava invariavelmente perder a outra. Acho que naquele momento comecei a descobrir que a vida não é perfeita. Tem três segundos pra responder!, elas gritaram. Um, dois, três, meia e já! Liliana, Liliana, gosto mais da Liliana!, respondi. Ufa.

Esse negócio de loira ou morena é complicado. Não dá pra escolher assim, todas são lindas e cada uma tem algo que nenhuma outra possui. Não é como ir à feira e escolher entre chuchu amarelo e chuchu vermelho. Eu disse vermelho? Putz, ainda tem as ruivas, gente! As ruivas… Elas parecem irreais, já reparou? Talvez porque sejam raras. Uma vez passou uma ruiva pela minha vida. Era tão etérea que eu tinha certeza que um dia ela desapareceria no ar. Pois foi o que aconteceu. Um dia acordei, olhei pro lado e ela tinha evaporado, nunca mais vi. Cuidado com a ruiva, meu amigo. Elas são fogo, sim, mas a alma é de fumaça.

Levei a morena Liliana prum canto e, tremendo de nervoso, perguntei: Quer namorar comigo? Ela fez um charminho e respondeu: Aceito. Dez minutos depois, eu voltava pra casa mais adulto, superorgulhoso do meu novo estado civil. Meu primeiro namoro. Ah, mas foi chegar em casa e o telefone tocou. Quem era? Adivinha? Era a Romélia, ela dizia estar ao lado da amiga Liliana e que elas precisavam saber quem realmente eu queria namorar. Não entendi. Ora, eu já não estava namorando? Romélia foi enfática: Você tem que decidir agora. Putz, um repeteco do dilema, não é possível! Apelei então pro máximo de frieza e pragmatismo que um adulto de doze anos pode ter: Romélia mora meia quadra mais perto, Liliana tem o cabelo maior, Romélia tem a boca carnuda… mas Liliana tem piscina em casa, putz, beijar debaixo dágua deve ser o máximo. Falei, decidido: Liliana. Se fosse o Silvio Santos, ele perguntaria: Você está certo disso? Mas Romélia apenas desligou.

Analisando o caso dia desses, ou seja, trinta anos depois, uma amiga me disse algo que eu talvez jamais pensasse: que Romélia não estava com a amiga ao lado coisa nenhuma, ela ligou sozinha mesmo, mentiu. Ou seja: a loirinha tentou virar o jogo aos quarenta e cinco do segundo tempo empurrando deslealmente a adversária. Caramba, e ela tinha apenas 11 anos… Mas as diabólicas não são as morenas?

Suspeito que deu-se aí o primeiro grande e mitológico embate do clã das loiras contra o das morenas pela minha pobre alma confusa. As morenas venceram, é verdade, mas as loiras mostraram que na guerra e no amor, o jogo só acaba quando termina. É… Nós homens ainda temos muuuito que aprender. Putz, e ainda tem as ruivas, gente, ainda tem as ruivas!

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro
Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do Feminino

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VÍDEOS

> B. J. Thomas cantando Rock and Roll Lullaby

> Clipe com imagens da novela Selva de Pedra

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LEIA NESTE BLOG


Mulheres que adoram – Dar prazer a uma mulher. O que pode haver de mais recompensador na vida?

O menino e o feminino misterioso – Esse instante numinoso em que o Feminino Sagrado mostrou-se pra mim, sob a meia-luz de seu imenso mistério

Estão abduzindo nossas mulheres – Abdução em massa de brasileiras! E bem debaixo do nosso nariz. Alguém precisa fazer algo, daqui a pouco só vai ter homem aqui

Insights e calcinhas – Uma calcinha rasgada pode mudar a vida de uma mulher? Ruth descobriu que sim

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Giselle, a espiã nua que eliminou o Brasil – Giselle, aquele rostinho lindo, aquele sorriso meigo, na verdade era uma fria e sedutora agente secreta a serviço da seleção francesa

Queremos mulher carnuda – Infelizmente muitas de vocês estão tão paranoicas que se excitam mais com dieta que com sexo

Cerejas ao meio-dia – Linda e poética, ela dá a volta no carro e todas as buzinas se calam. Claro, um poema de cereja em plena avenida, não é todo dia

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O Blog do Kelmer concorre ao Prêmio BlogBooks 2009
categoria Universo Masculino

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Comentarios01COMENTÁRIOS

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01- Sensacional, meu irmão!!!! Ana Erika Oliveira Galvao, Fortaleza-CE – set2013

RK: Poizé, Ana Erika. Pena que o namoro só durou três dias. (set2013)

02- Eu já enviei essa crônica pra ela! Ana Erika Oliveira Galvao, Fortaleza-CE – set2013

03- Demais Ricardo Kelmer adorei, beijao! Veronica Lopes, São Paulo-SP – set2013

04- Entre loiras e morenas porque não todas rsrsr. Marcos Felix, Ceilândia-DF – set2013

RK: Exatamente, Marcos Felix. E ainda tem as ruivas! (set2013)

05- Muito bom! Jambo Mel, Fortaleza-CE – set2013

06- kkkkkkkkkk Eu me divirto com seus textos! Isa Suzartt, São Paulo-SP – set2013

RK: Leitorinhas que adoram. Adoro. (set2013)

07- Como bem disse a Flá Perez, os homens preferem as loiras, mas casam com as morenas. Azar da morenas! kkkkk. Renata Regina, São Paulo-SP – set2013

RK: Renata Regina, se os homens preferem as loiras mas casam com as morenas, quem fica com as loiras? (set2013)

08- eles só se casam com elas…rsrsrs ninguém disse que eles são fiéis. rsrsrsrs. Renata Regina, São Paulo-SP – set2013

09- humra Raissa Castro, Fortaleza-CE – set2013

10- Morenas…. Tatiane Sá, Cajamar-SP – set2013

RK: É, Tatiane Sá, só você pra defender as morenas. Mas eu defendo junto com você, viu? Morenas! Morenas! (set2013)

11- Obrigada Ricardo Kelmer….é outro nível… Tatiane Sá, Cajamar-SP – set2013

12- Achei o máximo Kelmer ……” Apelei então pro máximo de frieza e pragmatismo que um adulto de doze anos pode ter…rsrsrsrs”. Veronica Lopes, São Paulo-SP – set2013

13- Ruivas…. Fernando Cabral, São Paulo-SP – set2013

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Inculta e bela, dengosa e cruel

16/06/2009

16jun2009

Então arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar

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INCULTA E BELA, DENGOSA E CRUEL

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O plano era ficar na cidade um ou dois anos, descansar, rever amigos e família, escrever o novo livro sossegado. Depois pegar a estrada novamente. Mas Fortaleza tem pernas lindas, não sei se você já percebeu, e mais uma vez a danada me enfeitiçou, me envolveu. Isso dá um samba apaixonado, né? Tanto dá que acabei ficando. Sete anos de um romance daqueles: quanto mais briga, mais prazer no enredo da paixão.

Fortaleza tem um corpinho generoso, taberna sem hora para fechar. Muito nos divertimos, eu e ela por aí, miando nos telhados. Depois da festa eu me esquecia em seu colo e adormecia sorrindo. Mas sempre despertava assustado no meio da noite, o horizonte sussurrando meu nome… Eu sou da estrada, ela sempre soube, a poeira do meu casaco ela nunca conseguiu tirar. É no horizonte ali na frente que os meus sonhos reluzem, eu nunca escondi. Então arrumei de novo a mochila, me despedi com muitos beijos, seu hálito de vodca me soprando toda a sorte do mundo, eu barquinho de papel rio abaixo, louco para ir, doido para ficar.

Ah, o desafio de ser escritor num país de não leitores… Um desatino, claro, coisa de quem não tem juízo. Mas fazer o quê se me excita isso de estar no mundo por um fio, se me seduzem as curvas incertas do mundo? Imperdoável é morrer sem tentar.

Já se passaram alguns meses. Queria saber como ela está. Quem sabe falando de mim, Fortaleza resolva ligar. Então esta singela cartinha escrevi. Alguém, quem sabe você, a encontrará por aí e dirá: ele escreveu, está bem, ancorou em Botafogo, é o abraço do Cristo que o acorda de manhã. Mora sozinho, faz sua comida, escuta o disco da Kátia, saudade de todos. Trabalha com roteiro de cinema e TV, finaliza o livro novo. E gosta de pegar a última sessão do Espaço Unibanco, é pertinho, vai a pé, achando graça dos bêbados nos botequins.

Diga para ela que tenho saudade, claro que sim. Dos amigos para toda obra, dos bares tão familiares, a noite dengosa. As coisas engraçadas que ela diz, a comidinha que só ela faz. Eu olho as modernidades daqui e lembro de seu jeito brejeiro, o falso verniz cosmopolita, o sotaque que ela tenta esconder nos letreiros em inglês. Fortaleza é uma menina deslumbrada, lindamente incoerente: de segunda a sábado importa modernices, e no domingo veste a roupa melhor que tem.

Mas toda linda menina é sádica. Ela brinca de morder e soprar com seus artistas. Eu lembro deles e chego a achar poético o eterno sufoco, a patética dificuldade de voar. Quase acho belo a pouca sorte, o ar cultural rarefeito, a arte com falta de ar… Mas então lembro de mim mesmo, suando na aridez dos dias claros, tão sádicos de sol, tanto sol na vista e nada em vista, nada que invista. Não, não é poético. Não é belo engravidar de uma ideia, parir com esmero, embalar o sonho, criar projetos e ver a prole chorar na barra do vestido, a vida passando e a arte com fome, a vida com fome de arte, vida e arte sem ter o que comer.

Fortaleza não gosta que eu fale assim. Mas é a verdade, seu amor verdadeiro é para forasteiro. Ela se magoa, faz contas, lista desculpas. Eu digo que é desculpa de quem não quer, de novo a velha discussão. Ela desconversa, me chama para sair, se esbaldar nos forró-tais da vida. Obrigado, meu amor, mas esta noite preciso ficar só, tenho uma decisão a tomar. Ela pressente e diz que sou igual a todos que se foram, por isso é que a esses ingratos não lhe interessa agradar. E sai, batendo a porta. Para dias depois voltar, as pernas no vestidinho preto, ai, ai, tirando agradinhos da sacola: uma livraria nova, um espetáculo diferente, festival na serra, bienal. E eu, que só quero um pretexto para ficar, sorrio deliciado e outra vez esqueço de ir…

Ela já sabe mas, só para finalizar, diga que não guardo mágoas, sei que tudo é difícil. Mas lamento. É pena que no dia seguinte seus amantes tenham de ir, levando sua arte, empobrecendo a paisagem. Se ela não os sufocasse tanto, quem sabe ficariam, tudo seria diferente… Mas deixa, não precisa falar. Amar é aceitar, não é assim que se diz? Então tá. Aceito Fortaleza como é, inculta e bela, dengosa e cruel. E ela aceita minha fome de horizontes. E prometemos nos respeitar, na alegria e na tristeza. E assim vamos levando nosso amor, brindando às noites maravilhosas que vivemos e ao belo futuro que jamais nos pudemos dar. Tim-tim!
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Ricardo Kelmer 2004 – blogdokelmer.com

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> Esta crônica integra o livro Blues da Vida Crônica

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INCULTA E BELA, DENGOSA E CRUEL (trecho)
Gravado em jul2017, Praça dos Leões, Fortaleza

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FALARAM POR AÍ

Uma noite kelmérica – Herlene Santos escreve sobre a palestra a que assistiu em 2012, em especial sobre a crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel

LEIA NESTE BLOG

MaiorQueMeuHorizonte-03aMaior que meu horizonte (por Wanessa, inspirado na crônica Inculta e Bela, Dengosa e Cruel) – E quando eu penso que ele já está de novo envolvido em meus contornos, hipnotizado pelo balanço dos meus quadris e minha maré, ele foge

Essa loirinha desmiolada de sol – Duvido que ela tenha uma marquinha de biquíni assim – a loirinha insiste, com a graciosidade tristonha das cidades que sabem que seus argumentos são ótimos mas que não vão adiantar

Confissões de uma leitorinha nua (por Leitorinha) – Fiquei tão à vontade pra ler a página dele na net que agora o fazia completamente nua

Nas curvas do teu litoral – Uma música para Fortaleza

Crimes de paixão – Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite

O reino encantado de Jericoacoara – Perder-se em Jeri, eu recomendo. Perder-se de paixão. Perder a noção do tempo, a carteira de identidade, o medo de se experimentar…

Postagens nos temas “biográfico” e “Fortaleza”

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01- Você a cada dia está melhor. Ler tuas crônicas é alimento, numa cidade que nada diz. Resta-nos somente apreciar a Luizianne na TV como alento e desejar que o Moroni não seja nossa próxima programação. Que bom que o teremos mais perto nos diários do povo. Quem sabe assim consigamos nos realegrar com sua poesia e sorriso. Saudades de você meu caro. Ricardo Black, Fortaleza-CE – out2004

02- Grande morador da Eduardo Guinle, Muito boa essa crônica, como afinal são todas as suas. Fortaleza já disse se gostou ou não?… Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – out2004

03- Prezado Ricardo Kelmer, digo, prezado, tanto pela formalidade, quanto pelo prazer que tive ao ler a sua crônica-carta, publicada no jornal O Povo, de 09 de outubro. Eu, que sou fortalezense desde o começo, sinto coisas muito parecidas, quando baixa o tédio por falta de outros horizontes de cultura e profissão. Já tentei partir várias vezes e volto sempre: pela beleza do mar, do céu azul, do sol dourado; pelo clima agradável, caminhadas na praia, amizades boas, familiaridade dos lugares, informalidade dos bares, sei lá o que mais…. Você tem razão, é se fazendo dengosa que ela esconde o lado inculto e cruel: com um jeitinho meio bobo, matuto mesmo, vai fazendo você de besta; sorri alegre e vai lhe enfiando a faca, lhe tirando o tapete dos pés, oferendo o melhor para os amigos e familiares, envenenada de inveja do sucesso alheio, fechando portas como quem convida para uma festa. É dançando forró que Fortaleza vai lhe dando um traço. Estou fazendo novamente as malas e já sentindo saudade. Pode??? Parabéns pela crônica! Acho que você pisou no rabo da cobra. Juraci Maia, Fortaleza-CE – out2004

04- Oi Ricardo, Muito boa, a crônica. Adorei! Mas acho que vai tocar sempre quem “mora” em Fortaleza e por algum motivo tem que estar fora. Melhor ainda foi saber que você mora só, acorda com o Cristo, ouve música e vai ao cinema. Sinal que está bem, em? Você estará em Fortaleza no natal? Eu e o Valmir iremos … Aqui tudo bem. Estivemos em Paris semana passada e encontramos com Valdo e Paulinha. Nada das farras de antigamente, porque agora eles estão com uma filhinha e tudo mudou. Beijo grande Liliana Costa, Lisboa-Portugal – out2004

05- Vejo que a distância e a saudade te fez escrever melhor ainda. A “croniquinha” está bela e verdadeira. Bela porque trágica, verdadeira porque cômica. Comer o quê? Precisa ter fome de algo. Esta fome existe por aqui também, as pessoas é que não sabem ainda o que seria uma boa e saborosa refeição. É questão de gosto, educação e oportunidade. Tem quem tem, não é nem quem pode, porque muitas vezes quem pode tem é menos ainda. Bem, que se fodam os outros, penso eu que apenas consumo arte. Para quem faz é um pouco diferente. Abraço e parabéns pelos sonhos. Do amigo, Ronald de Paula, Fortaleza-CE – out2004

06- É meu amigo, corajoso é você que consegue ficar longe de Fortaleza, mesmo com o coração doído. Temos saudades. Um abraço. Claudio Roberto, Fortaleza-CE – out2004

07- Ricardo, deliciei-me com cada palavra que voce escreveu. Vi-me refletido na tela do computador e em cada expressao de amor e saudade que voce desenhou com suas maos de poeta. Aqui, milhares de quilometros distantes – que podem ser traduzidos em dois dias de viagens de aviao – a presenca ausente dessa nossa namorada partilhada e ainda maior. Lembro-me do Fagner que dizia ter necessidade de voltar a Fortaleza pelo menos uma vez por ano para se reenergizar. Quando ouvi aquilo a primeira vez pareceu-me coisa de artista. Hoje sinto exatamente a mesma coisa. Tenho falta de Fortaleza (e do Ceara) como se fosse parte de mim – apesar de nao ter nascido la (que esta aqui dentro de mim). Assim, ela nao e minha mae. E minha namorada. Eu a conquistei e fui conquistado por ela. Tin-tim pelo texto e pelas palavras que transmitem o que tambem sinto. José Paulo de Araújo, Filipinas – out2004

08- Adorei o texto, saudades … Bj Liége Xavier, Fortaleza-CE – out2004

09- Porra Ricardo, adorei esta tua crônica. Com licença, mas repassei a alguns amigos exportados. Um abração e boa sorte sempre. Crisóstomo Frota, Fortaleza-CE – out2004

10- KELMER li também essa no jornal o povo. me emocionei com essa cronica. falei pros amigos no sábado à noite no bar do papai e recomendei a leitura. um grande abraço! Ciribá Soares, Fortaleza-CE – out2004

11- Eis eu aqui pensando que tive uma dia otimo, na chegada do outono, as folhas em tons de laranja, vermelho, amarelo. Chego em casa, abro o e-mail e sua cronica poe meu coracao num aperto de doer, de saudade, de Fortaleza, de mim, dos amigos, de voce. Queria eu escrever assim e deixar que as palavras confortem e aceitem o que nao pode ser negado, que o destino que escolhemos nos levam para longe de Fortaleza, lugar inexplicavel porque gera dentro da gente uma paixao sem medidas, insubstituivel e que para onde sempre retornaremos, mesmo que os nossos barcos deem a volta ao mundo. Muitas saudades e obrigada…. Fabiana Vasconcelos, Boston-EUA – out2004

12- Achei linda a crônica. Já havia lido. Aliás, estou concluindo minha especialização sobre crônica e concorrendo ao mestrado de literatura tbm sobre crônica em 2005 (Rubem Braga). Gostei muito de ler como essa amante ingrata trata seus talentos e recebe os externos. A má e bela criatura está quase me fazendo desistir dos seus encantos e dos dois únicos bares que freqüento. Mande notícias do mundo de lá… Beijos. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – out2004

13- Ei amigo, Surpreso fiquei em saber que vc. não está morando em Fortaleza. O que a vida nos faz ! Sua crônica é “demais”, até fiquei com saudades, não sei se de Fortaleza ou de você, com seus pensamentos tranquilos e aquela habilidade sinucal. Quem sabe vc. não encontra um parceiro, nesses bares famosos do Rio e joga algumas partidinhas. Espero que tudo esteja legal com vc., gosto muito de receber seus e-mails e desejo toda a SORTE do mundo. Fortaleza tem braços longos e está te abraçando daqui. Forte abraço. Claudio Angelim, Fortaleza-CE – out2004

14- ola! Querido Ricardo Foi uma surpresa enorme receber sua cronica, fiquei feliz tao feliz que espero receber outras, e bom saber que nao esqueceu de mim dentro tantos amigos antigos, e eu hoje me considero tb uma amiga de verdade… e muito proxima.. espero que venha volte aqui e possamos nos encontar assim no caso como naquele dia da Plaza, que tenha todo o sucesso no Rio… e seja muito feliz mil bjos. Teresa Lia, Fortaleza-CE – out2004

15- Inculta e bela, dengosa e cruel, uma das mais belas páginas q já li. Guardarei para netos. Parabéns… Aládia, Fortaleza-CE – abr2005

16- Linda essa homenagem…! Pior é que Fortaleza é isso mesmo: aquela primeira pinga (vodka, vinho, champagne) que se quer evitar, mas depois que experimenta, sempre volta prá bicar. É o velho dilema, ficar no colinho de mamãe ou ganhar o mundo! Lucilene Anderson, Brasília-DF – abr2005

17- Oi Ricardo, Adorei essa crônica sobre Fortaleza, pois moro aqui a muito tempo e nunca parei para ver minha cidade dessa forma. Já fui morar em Recife, não gostei a saudade era muita e acabei voltando. Foi como se Fortaleza guiasse minha vida. Parabéns adorei. Estou amam Você. Cacilda Luna, Fortaleza-CE – jun2005

18- Meu velho amigo, acabo de ler “Inculta e bela, dengosa e cruel”. Obrigado Ricardo, a emoçao q eu e a Sephira sentimos com essas suas letras foi muito intensa e verdadeira. Um grande abraço e espero de te encontrar de novo um dia, ou melhor uma noite, quem sabe nos bares de Fortaleza.” Daniele Schiavi, Verona, Itália – nov2009

19-  Gosto demais desse texto… Beijo! Dalu Menezes, Fortaleza-CE – abr2013

20- Nunca tinha lido nada que representasse nossa capital de maneira tão digna. Claro, isso foi até eu ler a poesia a lá Ricardo Kelmer *-* Herlene Santos, Fortaleza-CE – abr2013

21- Ain eu já tinha lido, e adoro esse texto. Não encontrei nenhuma outra crônica que ficasse à altura dessas palavras seduzentes do Kelmer, homenageando Fortaleza. Simplesmente lindo *u* Beijo Kelmer. Cynthia Martins, Fortaleza-CE – abr2013

22- O cara eh bom mesmo, parabens a Fortaleza e a vc, claro. Henrique Vilela Sales, Fortaleza-CE – abr2013

23- Adoro demais esse texto, muito significativo. Parabéens, Kelmer. Alana Gabriela, Fortaleza-CE – abr2013

24- Linda Nossa Fortaleza!!! Míriam Cearucha, Porto Alegre-RS – abr2015

25- Massa Ricardo Kelmer. Ana Lucia Castelo, Newark-EUA – abr2015

26- Adaise Brasil, Joel Brasil, hj é dia da terrinha. Ada Maia de Sousa, Fortaleza-CE – abr2015

27- O mais perfeita tradução de Fortaleza! Amei. Bete Augusta, Fortaleza-CE – abr2015

28- saudades…. Susana X Mota, Leiria-Portugal – abr2015

29- Show, amigo! Paulo César Norões, Fortaleza-CE – abr2015

30- Maravilhoso!!!! Carla Soraya Florêncio, Fortaleza-CE – abr2015

31- Tens q conhecer Porto Alegre, para escrever algo. Carla Lsp, Porto Alegre-RS – abr2015

32- Lindo, adorei!!!!!!!!!!!!!!! Luciana Brasileiro de Holanda, Fortaleza-CE – abr2015

33- Amo linda graciosa é a nossa Fortaleza. Milca Maria Alves Costa, Fortaleza-CE – abr2015

34- …ameiiiii!! sucesso meu lindoo. Katia Knox, São José dos Campos-SP – abr2015

35- Não conhecia Kelmer! Maldade chamá-la de inculta, fedorenta ainda vai…. rsrsrssrsrsr. Lílian Martins, Fortaleza-CE – abr2015

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A mulher livre e eu

07/06/2009

07jun2009

É esta a mulher que dança pela vida comigo, duas individualidades que se harmonizam mas não se anulam em estúpidas noções de controle: amamos o outro e não a posse do outro

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A MULHER LIVRE E EU

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É ela quem eu quero, a dona dessa boca. A boca docemente familiar que amanhece de mansinho na minha quando desperto de mais uma madrugada de sonho e suor. Porém, bem mais que a boca, é o beijo da liberdade dessa mulher que me refresca a vida.

É ela quem eu desejo, a dona desse corpo. O corpo que me sugere as mais poéticas indecências e me convida a desvendar os segredos que eu já sei de cor, e quando estou lá, puff, de repente já não sei mais, e então me perco por seus montes e planícies e cavernas, e ao fim de tudo me contorço e urro e explodo no mais puro prazer de me perder. Porém, bem mais que no corpo, é na liberdade dessa mulher que a vida se desnuda para mim.

É da presença dela que eu preciso, ela que me traz a certeza de que não seguirei só. É de sua voz que carecem meus ouvidos, a voz que me embala a alma de blues e me faz convidá-la, vamos dançar, meu amor? É o meu olhar no seu que vejo quando nada mais vejo no breu das incertezas. Mas, sobretudo, é a liberdade dessa mulher que me clareia o caminho.

Ela é livre porque, apesar de ter nascido imersa numa cultura, um dia entendeu que não deveria limitar-se às regras, e assim modelou seu ser com o que de melhor encontrou pelo mundo. Evidente que esse não limitar-se às convenções fará dela uma eterna transgressora a incomodar os que só admitem o mundo pelas lentes de sua cultura e religião, mas esse é o preço da alma liberta, ela sabe. E eu faço questão de pagar junto dela.

Houve um tempo em que ela entendia seu corpo como algo contra o qual deve lutar todos os dias – até que percebeu que sua verdadeira beleza não vem de cosméticos, mas de sua alma harmonizada com os ritmos naturais da vida. Hoje ela não precisa gastar para ficar chique e bonita, pois a elegância da simplicidade há muito a fez sua modelo exclusiva. Sim, a mulher livre possui vaidades, mas ela não é boba, sabe que os criadores de moda não almejam a sua felicidade, mas a sua escravidão. E quanto a vestir-se para fazer inveja a outras mulheres, bem, ela sabe que mais tarde quem rasgará sua roupa sou eu.

Os mistérios de si, ela vai buscá-los, pois jamais seremos livres sem nos livrarmos do que por dentro nos paralisa e nos faz sabotar a própria vida. Ser livre é ampliar a cada dia a real noção de si, isso ela há muito compreendeu, e é por esse motivo que os que se libertam não se enganam mais como antes e, por serem verdadeiros, mais verdadeiras são suas relações.

E por bem saber o que ela é ou não é, essa mulher nada tem a provar a ninguém. Se interpretam erroneamente seu jeito espontâneo, ela ri do que dela pensam. Se seus desejos transcendem os velhos modelos sexuais, ela festeja e os divide generosa com eles ou elas, e em nome de seu sagrado prazer ela é a cadela devassa, a santa dadivosa da luxúria, a puta mais linda e desvairada que há.

A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser, e por não estar apegada a poder e dinheiro ela é a mais rica e poderosa de todas. E justamente por saber que a velhice é o segredo final da sabedoria é que a vida todo dia vem banhá-la de alegria e vesti-la com esse jeitinho de menina encantador.

É esta a mulher que dança pela vida comigo, duas individualidades que se harmonizam mas não se anulam em estúpidas noções de controle: amamos o outro e não a posse do outro. Estamos juntos porque finalmente encontramos a liberdade que acolhe e incentiva a nossa própria, e até nos permite dividir com o mundo o nosso amor. E por não sofrer temendo perder quem na verdade nunca possuímos, mais vivemos e gozamos o melhor amor que temos para nos dar.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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MAIS SOBRE LIBERDADE E O FEMININO SELVAGEM

AMulherSelvagem-11aA mulher selvagem – Ela anda enjaulada, é verdade. Mas continua viva na alma das mulheres

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido.

Os apuros do homem feminista – Minha busca por relações igualitárias foi dificultada também porque muitas mulheres, mesmo oprimidas, preferiam relações baseadas no velho modelo machista

Marchando com as vadias – Se ser vadia é ser livre para exercer a própria sexualidade, então todas as mulheres precisam urgentemente assumir sua vadiagem, para o seu próprio bem e o de suas filhas

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LIVROS

vtcapa21x308-01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
Ricardo Kelmer – Contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

O feminino e o sagrado – Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas na busca pela essência mais legítima de suas vidas

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Comentarios01 COMENTÁRIOS
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01- Oi Ricardo, belo texto, lembra o livro, “As mulheres que correm com os lobos”, que é da Clarissa Estes, uma junguiana e contadora de histórias. Conhece? Muito bom (tanto olivro qt seu texto). Bj. Raquel Brasil, Fortaleza-CE – jun2009

02- Uau, acho que nunca li nada tao romantico vindo do Ricardo Kelmer, sera que meu amigo esta finalmente se entregando ao “amor” ou eh so ficcao mesmo? Ana Lúcia Castelo, Nova York-EUA – jun2009

03- Olá Kelmer, Bela crônica. Um ato apologético à criatura camaleônica da mulher, que promove digamos uma “troca de seios” à medida de nossa necessidade. Teve um momento do texto que me identifiquei com a parte boa introjetada de nossa realeza, a liberdade que vagueia pelos campos floridos do desejo saciado, sem qualquer laivo de anseio e voracidade; apenas o acalanto de um prazer purificado da necessidade de evacuar angústias e ansiedades. Gostei bastante. Aproveito para re-convidá-lo para uma entrevista em meu programa cultural na internet. Se você quiser marcar em julho, temos como. Um grande abraço e parabéns pela sensibilidade. Felipe Moreno, São Paulo-SP – jun2009

04- não sei nem como publicar isso no blog, mas se vc puder fazê-lo, faça, de qq forma eu já tinha encaminhado pra quase toda a minha lista e o pessoal está adorando…. Bj. Raquel Brasil, Fortaleza-CE – jun2009

05- Rapaz, onde é q a gente encontra uma “muié” dessas aí, mermão? Essa muié aí parece aquelas das antigas estampas Eucalol (é o novo!): erráticas, inatingíveis e, mesmo, inexistentes — sobretudo pra “rapazes velhos” como nós q já passamos dos quarenta, embora não pareça… Valeu! Wander Nunes Frota, Fortaleza-CE – jun2009

06- Oi, tio prof! Soou meio preconceituoso esse “todas as outras”, achei meio esnobe, sei lá. Paula Izabela, Juazeiro do Norte-CE – jun2009

07- nossa…. me identifiquei! hahahaha beeijo. Dani Cecchi, Rio de janeiro-RJ – jun2009

08- “A mulher livre sou eu!” É isso mesmo, Kelmer. E são poucos os que reconhecem a essência que há por trás das que pagam o insustentável preço da liberdade! Parabéns pelo texto. Meire Viana, Fortaleza-CE – jun2009

09- mto bom! bela leitura para o dia dos namorados… Beth Vidigal, São Paulo-SP – jun2009

10- amei,sou uma mulher livre tb… bjs e obrigada . Marysol Rosso, Cocal do Sul-SC – jun2009

11- Simplesmente lindooo!!!Muita sensibililidade e conhecimento da alma feminina!!!Parabéns! Adorei! Obrigada Ricardo. Abraço. Fernanda Bessa, Fortaleza-CE – jun2009

12- nossa que linda essa crônica adoreii!!!!!!! bjs. Fernanda Quinderé, Fortaleza-CE – jun2009

13- muito lindo… é que tu escreve de um jeito muito especial… contagia a alma. beijo grande. e nosso gamão? comprei pedras novas… Gláucia Costa, Fortaleza-CE – jun2009

14- fala bixo!!! tava na amazonia, e la a net e pessima, por isso a demora! + me fala, tem outra dessa p vender?? to carecido!!! abç. César de Cesário, Campina Grande-PB – jun2009

15- Parabéns pelo texto, Ricardo. Poucos são os que leio mais de uma vez, como este. Invejo, e obviamente admiro, esta mulher, pois sou conscientemente presa aos padrões culturais/religiosos. Acho, de certa maneira, que necessito desta prisão, pois não detenho a força necessária a esta liberdade. De qualquer forma, é muito bom saber que ela é possível! Abraços. Maryvone, Fortaleza-CE – jun2009

16- Que romântico esse “a mulher livre e eu”, adorei tbm.. ainda esperando um amor assim, que encontra “a liberdade que admira, acolhe e incentiva”. Jocastra Holanda, Fortaleza-CE – set2011

17- Lindo texto. Vitória Lima, São Paulo-SP – mai2013

18- É essa mulher que procuro… Alexandre Simonete, Piracicaba-SP – jul2013

RK- Alexandre, eu também procurei bastante essa mulher. Até que um dia a encontrei dentro de mim mesmo ao reconhecer o princípio feminino em minha alma. Desde então o feminino liberto em mim me fez um homem mais livre e acho que isso atrai mulheres mais livres ou que buscam se libertar. Alguém já disse que nossas relações nunca serão melhores que a relação que temos com nós mesmos. Seguindo essa lógica, se almejamos relações mais livres, acho que o primeiro passo é libertar a nós mesmos. (jul2013)

20- Então estou no caminho certo…Pois já reconheço o principio feminino em minha alma… Muito bom adorei. Um grd abraço ! Alexandre Simonete, Piracicaba-SP – jul2013

21- Adorei! Eu tenho essa mulher dentro de mim…..Ricardo Kelmer Do Fim Dos Tempos. Tatiane Santarosa, Cajamar-SP – jul2013

22- PERFEITO!!!! Só faltou minha digital ! Parabéns. Garcia Nataly, São Paulo-SP – nov2013

23- Eu já tinha lido antes, mas vendo essa postagem agora com comentários carregados de sensibilidade masculina sobre seu próprio feminino, não tem como não me emocionar! Para mim parece tão simples, embora seja um árduo caminho para chegar nesse ponto garotos. Lembre do conto “Quando os homens não voltam pra Casa”. Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – nov2013


As crianças transexuais

27/04/2009

27abr2009

Putz, que espécie louca, a humana. O que ainda haverá para descobrir sobre nós?

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AS CRIANÇAS TRANSEXUAIS

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Costumamos entender a infância como uma etapa idílica da vida, onde apenas brincamos e somos felizes, sem preocupações  é o paraíso. Na infância, estamos protegidos das crises existenciais que assolam os adultos e não perdemos noites de sono matutando, por exemplo, sobre quem realmente somos ou não somos.

Eu pensava assim, mas mudei de opinião após assistir a um incrível documentário chamado My Secret Self (Meu Eu Secreto). Ele conta a história de três famílias dos Estados Unidos que têm em comum casos de crianças que nasceram meninos, mas se sentem verdadeiramente meninas, ou o contrário – e sofrem bastante por isso. Elas são as crianças transgêneros, ou transexuais. Para elas, infelizmente, a infância será uma fase da qual elas não terão qualquer prazer em recordar.

O documentário mostra casos de crianças de três anos de idade (sim, três anos) que realmente se sentem meninos em corpos femininos ou meninas em corpos masculinos, e por mais que os pais tentem convencê-las do contrário e considerem tudo uma fase que passará, essas crianças crescem infelizes e insatisfeitas com seus corpos, e algumas se mutilam e tentam se matar por não suportarem a incompreensão alheia e o sofrimento por não poderem ser quem na verdade são.

Que coisa estranha, né? Parece mentira. No início, achei que estava diante de um desses documentários bizarros e apelativos, mas infelizmente o problema existe e o que vi me tocou profundamente. Para começar, eu jamais imaginei que crianças tão novas fossem capazes de tal consciência de si e que pudessem viver um drama tão terrível. Sempre achei que a disforia de gênero, como o problema é chamado, ocorresse apenas mais tarde, na puberdade ou na adolescência. E, depois, conhecer essas crianças, escutá-las e saber o que elas vivem, e ver o drama da família e amigos, putz, isso muda qualquer conceito tolo que se possa ter em relação à questão da transexualidade.

O objetivo do documentário é justamente esse: fazer com que o mundo saiba da existência desses casos para que a desinformação e o preconceito diminuam. Os cientistas afirmam que a disforia de gênero é um tipo de desentendimento entre mente e corpo que surge ainda no útero, durante a formação do feto, e que se manifestará no comportamento em algum momento após o surgimento da noção do eu. Certamente, crianças transexuais sempre existiram, mas, por ser algo raro e constrangedor, os casos eram abafados. Putz, que espécie louca, a humana. O que ainda haverá para descobrir sobre nós?

Felizmente, hoje o problema já é estudado e debatido por cientistas, psicólogos e educadores, e existem grupos de apoio às crianças e suas famílias. Atualmente, há tratamentos hormonais que modificam o corpo, e em alguns casos há cirurgias eficazes para troca de sexo. Porém, até que essas crianças cresçam, façam o tratamento e consigam conviver melhor com o problema, muito sofrimento, preconceito e violência serão vividos, por elas e suas famílias.

Um estudo da Universidade de São Francisco mostra que em crianças transexuais rejeitadas pela família, são quatro vezes maior as chances de suicídio e abuso de drogas. E duas vezes maior o risco de contrair HIV. É aqui que mora a questão principal desse problema: o apoio a essas crianças. Não será fácil lidar com um filho que, na verdade, se sente uma filha. Não será fácil ver sua filha vestir-se e comportar-se como o homem que ela se sente. Mas bem pior é ter que encarar todos os dias o sofrimento nos olhos de uma criança que, apesar da idade, sente que está condenada à infelicidade pelo resto de sua vida. Se isso acontecesse em sua família, você apoiaria seu filho? Rejeitaria sua filha?

Não há pior sofrimento do que não podermos ser quem de fato somos. Viver uma vida falsa é mais que uma prisão, é um pesadelo, uma tortura diária. Talvez seja isso mesmo o mais importante de tudo: a liberdade de sermos quem realmente somos. Infelizmente, a Natureza escolhe algumas pessoas e as obriga a viver o drama da transgeneridade. Isso parece uma crueldade sem sentido, mas fica ainda mais sem sentido quando é uma criança que sofre esse drama. Vê-las tão novinhas perguntando a seus pais por que a vida fez isso com elas é de partir o coração, e infelizmente não há resposta para esta pergunta.

Há, porém, o amor e a solidariedade. Há o respeito ao diferente. Não resolverá o problema, claro, mas é o que podem oferecer os que foram poupados de tal sofrimento.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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sexualidadetransgenero03aDocumentário: Meu Eu Secreto
(Tempo total: 41 min)

Transexualidade na Wikipedia

Como violentar crianças em 30 segundos

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LEIA NESTE BLOG

A diversidade sexual pede passagem – A luta pela legitimação da diversidade sexual como característica humana não é mais apenas uma luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros

A travesti anã e sua irmã sapata – Passeando pelas minhas comunidades no Orkut, ela encontrou uma chamada “Já dei pra um travesti”, e aí, coitada, ficou apavorada

Abalou Sobral em chamas – Abram as portas da esperança! Que entrem as candidatas a Cinderela!

Crimes de paixão – Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite.

Religião certa e sexualidade errada – Com exceção daquelas mais ligadas à Natureza, as religiões atuais foram criadas por homens e refletem a mentalidade patriarcal dominadora

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CRIANÇAS TRANSEXUAIS NA TV

A série policial de TV Law & Order: Special Victims Unit tem um episódio chamado Transitions (Transições) que trata do tema da transexualidade infantil. O roteiro soube driblar o perigo de didatismo que envolve um assunto como esse e a história ficou excelente, dinâmica, com boas viradas e, no fim, humana, demasiado humana. O episódio foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos e no Brasil em 2009 e depois foi reprisado.

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TEXTOS AFINS

Entrevista: Fundador de grupo de ‘cura de homossexuais’ que se assumiu gay – Entrevista com Sergio Viula para o Jornal da Paraíba, 25.10.11

Criança transexual não deve ser reprimida e precisa de apoio familiar – UOL, 03.09.14

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Essa história foi de lascar o cano, seu Ricardo Kelmer! E ainda existem pessoas q acham q já viram de tudo de bom e de ruim nessa vida… Pois então q tentem ver novamente, nas próximas encarnações… Perdeu-se o mundo ou perdemo-nos uns aos outros? Vale! Wander Nunes Frota, Fortaleza – abr2009

02- Realmente meu amigo a sexualidade já nsce com o ser humano e vemos crianças que já nos primeiros meses de vida ,manifestam uma sexualidade forte.Tambem a afetividade vem do desejo sexual primario com os pais ,agora algumas crianças ou trazem em suas mentes sensações de personalidades ligadas a encarnações anteriores recentes, ou os pais passam idêntidades que distorcem o processo de aceitação da condição homem, mulher. Suas crônicas são interessantes e extrapolam o campo da sexualidade ,levando ao campo da vida após a morte ou seja reminiscências de vidas passadas.Bjssssssssssssssssss. Léa Simonetti, São Paulo-SP – abr2009

03- Incrível!!!! Bj. Monica Burkle Ward, Recife-PE – abr2009

04- Voce traz reflexoes interessantes sobre a nova forma de ver a infancia. Isso me lembra o tempo em que nascer canhota era um problema que tinha de ser trabalhado. O que fazer entao, dessa nova situacao posta por esse documentario? Vou baixa-lo na internet. Valeu pela beleza do texto e pelo alerta a esse dilema atual. Estou copiando para a Patricia, com quem conversei agora a pouco e pro Naspolini, um expert em primeira infancia. José Paulo Araújo, UNICEF Botswana – abr2009

05- Caro amigo Ricardo Kelmer, boa tarde, tudo bem? É com grande satisfação que respondo e agradeço pela bela reportagem em que “As Crianças Transexuais” ainda é um grande mito para a Nossa Sociedade Atual do Século XXI. Bruno Schuler, Fortaleza-CE – abr2009

06- Muito boa essa informação Kelmer. Acho de extrema importância que as pessoas tenham noção desse tipo de acontecimento, e principalmente que possam se preparar para um caso desses em suas vidas. E como você fala no texto: não resolve o problema, mas a aceitação, o amor e o respeito melhoraria bem mais a vida dessas crianças. Vânia Vieira, Fortaleza-CE – nov2010

07- puta kelmer,boa sacada essa publicação conheço um caso desses e a pessoa sofreu e sofre ate hoje com a ignorância do ser humano por algo que se quer foi uma escolha. houve rejeição dentro de sua própria familia, hoje já é adulto e uma pessoa incrivel e lida muito bem com o assunto por que descobriu que ele é o que é e não tem que se envergonhar de algo que emana de si mesmo é a individualidade do ser que deve se deve respeito e realmente ,o que ainda haverá para descobrir sobre nós? Elton Liel, São Paulo-SP – nov2010

08- muito bom o documentário e também sua resenha sobre ele, é importante conhecer dramas reais para entender o quão é horrível e absurdo o nosso preconceito. Cibele Baptista, Barretos-SP – mar2013


LIVRO: O Diário de Marise

02/04/2009

02abr2009

odiariodemarise01O Diário de Marise – A vida real de uma garota de programa

Vanessa de Oliveira – Matrix Editora

Marise é o nome de trabalho de Vanessa. Em casa, uma mãe dedicada. Na faculdade de enfermagem, uma aluna esforçada. Nos hotéis e motéis onde atende, uma garota de programa muito requisitada por conta dos anúncios de jornal, nos quais vende com criatividade sua beleza e seus atributos, sozinha ou em dupla. Neste diário, ela fala sem censura de seus programas, das taras de seus clientes, da cafetinagem, das orgias, das casas de swing, da vida nas ruas e nas boates. Vanessa também mostra a relação com a família e as amigas, as frustrações com os homens que amou, como entrou nessa vida. E fala de vários dos 5 mil programas que já calcula ter feito.

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PROGRAMAS ONTEM, AUTOPROMOÇÃO HOJE

Ricardo Kelmer 2009

Comprei este livro primeiramente porque eu sou safado mesmo e me atrai o universo da prostituição, apesar de eu nunca ter sido seu frequentador habitual, e também porque na época, 2007, eu estava escrevendo o Vocês Terráqueas e nele há dois contos sobre prostitutas, esse arquétipo tão fascinante quanto apedrejado.

Gostei do livro da Vanessa, mais do que o da Bruna Surfistinha. Não glorifico a profissão mas sempre senti um natural carinho e respeito por prostitutas. Por ter sido escrito por ela mesma, ao contrário do da Bruna, o livro de Vanessa soa mais espontâneo. É um relato bem elucidativo sobre as engrenagens do clandestino mundo da prostituição: boates, motéis, casas de suingue, taxistas amigos, gerentes de hotéis comissionados, abortos, técnicas de enganar o cliente etc. Segundo a autora, foram cinco mil programas feitos em Balneário Camboriú (SC) entre 2002 e 2006. Na alta temporada Vanessa chegava a fazer negócio com dez ou mais clientes por dia, o que significava no fim do mês uma renda de R$ 20 mil. Hummm… Tomara que Vanessa não esteja pensando que vai faturar isso com livros.

Pausa pro tarado véi seboso se manifestar. É, gostei do livro, mas achei uma pena a moça não curtir sexo anal. Que péssimo exemplo pra prostituição nacional! Nesse ponto, fico com a Bruna Surfistinha, assumidamente mais eclética. Ah, que falta faz um homem jeitoso e paciente na vida traseira de certas donzelas…

A gaúcha Vanessa, que hoje tem 32 anos, formou-se em enfermagem em 2005, durante sua labuta na prostituição. Uma declaração numa entrevista em 2008 à Folha de São Paulo revela seu senso profissional:

”Meus métodos são comparáveis aos de um empresário. Passei a desenvolver técnicas para ganhar mais na profissão e criei outras duas personagens para equilibrar meus negócios. A Marise era sofisticada e cara, por isso eu precisava ganhar na quantidade, então criei a Mari, que cobrava R$ 80 por programa. Depois inventei a Ana, que também cobrava R$ 80 mas atendia homens que gostavam de vibradores. Cada uma utilizava uma peruca diferente para que ninguém percebesse a ‘tripla personalidade’. Assim, atingi diversos públicos, do magnata ao presidiário recém liberto; do médico ao matador de aluguel.”

Com seu livro, lançado em 2006 (35 mil exemplares vendidos, um grande sucesso pros padrões brasileiros) e com versões em italiano e inglês, a bela ruiva baixinha ganhou notoriedade, apareceu em programas de TV, deu palestras e até lançou uma linha de lingerie com seu nome. Em 2007 ela lançou outro livro, 100 Segredos de uma Garota de Programa Tudo o que você queria saber sobre homens, sexo e a profissão. Algo me diz que este não será sucesso como o primeiro. E em 2008 lançou seu terceiro livro, Seduzir Clientes O que todo profissional pode aprender com uma garota de programa e um homem de marketing, escrito por ela e Reinaldo Bim Toigo. Este parece interessante, mas não será forçação de barra? E o próximo? Pelo jeito, As Histórias que Marise Não Contou.

vanessadeoliveira19Em seu blog, Vanessa dá lições de vida, escreve sobre anjos da guarda e até comenta sobre literatura brasileira. Sim, por que não? Onde tá escrito que uma ex-puta não deve falar de literatura? Pois ela fala. E baixa o cacete em Machado de Assis, coitado. E diz que a literatura brasileira começa mesmo é com Nelson Rodrigues.

Chamei Vanessa de ex-puta pra frase pegar mais efeito mas ela prefere ser tratada por “profissional do sexo” ou “garota de programa” pois pra ela o termo puta é ofensivo e indigno. Ah, Vanessa, eu gosto de puta, acho bonitinho… E minha namorada também, ela adora que eu a chame de putinha safada. Bem, é verdade que não em público.

Palestras, livros e lingerie  Vanessa me dá a impressão de agir sempre focada em capitalizar de todas as maneiras possíveis seu passado de prostituta de sucesso. Profissional do sexo no passado, profissional da autopromoção no presente. Marqueteira, pra usar termo da moda. E daí? A moça tá no direito dela, até porque sabe que não vai dar pra viver eternamente da pensão de ex-prostituta.

Porém… por mais que Vanessa escreva, comente, palestre e lance suas novas coleções, e espero que ela não leve a mal minha franqueza, confesso que minha mente de tarado véi seboso sempre escorrega pra sacanagem e aí eu fico imaginando uma praia deserta em Santa Catarina, lá no céu uma lua brilhando discreta e cá na areia a ruivinha linda e nua, de quatro, finalmente aprendendo a gostar daquilo que sua colega escritora Toni Bentley, que nem brasileira é, já descobriu como é bom…
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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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> Vanessa de Oliveira no programa OverDrive da MTV (2008)
> Meninas ensinam sobre sexo anal no Big Brother 9 (2009) Dica da leitora Kdela

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DICAS DE LIVROS, TEXTOS E FILMES

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor, submissão e salvação através do sexo anal

Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino (Ricardo Kelmer, 2008) – Livro de contos e crônicas sobre a mulher

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbett, Editora Paulus/1990) – Este livro mostra como nossa vitalidade e alegria de viver dependem de restaurarmos a alma da prostituta sagrada, a fim de nos proporcionar uma nova compreensão da vida.

A prostituição na sala de estar – Quem resiste ao fetiche de acompanhar o cotidiano de uma lolita que vende sexo?

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CASOS DO INVESTIGADOR ERRI KELMER

O mistério da morena turbinada – Aí um dia ela, inocentemente, leva o computador numa loja pra consertar. Algum tempo depois dezenas de fotos suas estão na rede, inclusive fotos íntimas

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e entre uma orgia e outra luta pela liberação das mulheres? Uau!

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

Por trás do sexo anal (1) – Se esotérico significa a parte mais oculta de uma tradição ou ensinamento, aquilo que somente iniciados alcançam após muito estudo e dedicação, então o sexo anal é o lado esotérico do sexo

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MAIS SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

incubo009aO íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

Lolita, Lolita – Ela é uma garotinha encantadora. E eu poderia ser seu pai. Mas não sou

A gota dágua – A tarde chuvosa e a força urgente do desejo. Ela deveria resistir mas…

A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde (Ricardo Kelmer, Arte Paubrasil) – Contos eróticos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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COMENTÁRIOS
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Diâmetros exaltados

26/03/2009

26mar2006

Linda, louca e gostosa, Jessi tem duas manias: uma é trocar a cor do cabelo. A outra é ampliar o diâmetro comigo. Comigo e umas namoradas que ela arruma pra gente se divertir

diametralninfajessi05b.

DIÂMETROS EXALTADOS

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi
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O júri decidiu que Diametral é culpado das acusações de incentivo ao sexo promíscuo e doentio entre os jovens brasileiros. A pena é assistir por um ano a todos os programas religiosos do MNBC na madrugada. Faça-se cumprir.

Aaaahhh!!! Acordo de repente, sobressaltado. Olho ao redor. Estou no quarto do motel. Ninfa Jessi dorme nua ao meu lado. Ufa, foi só um sonho ruim… Levanto, afasto devagar a cortina da janela e observo. Lá fora, o jipe no estacionamento, o luminoso do motel Centelha Vermelha, a estrada escura e deserta. Está tudo bem, eles não têm nossa localização.

Volto à cama. Jessi murmura algo e me abraça. Melhor dormir, amanhã cedo seguiremos. Mas a lembrança dos últimos acontecimentos insiste. Tudo começou quando conheci aquele site de relacionamentos…

Julho de 2005. Lá estou eu me cadastrando no Orkut. Esse negócio virou mania no Brasil. Tem gente que vive lá conectado e só sai pra comer e dormir, isso quando não dorme sobre o teclado. Tem mulher que conheceu o marido lá. É lá que muito marido monitora as paqueras da mulher. Tem de um tudo. Outro dia, conheci uma comunidade que luta pela liberdade dos pinguins de geladeira. Claro que entrei.

Novembro de 2005. Crio em meu site pessoal uma seção chamada Submundo Orkut, pra comentar o que rola nessa tal dimensão onde milhões de brasileiros vivem parte de suas vidas. É, eu assumo, sou bisbilhoteiro do comportamento alheio. Por falar nisso, algo que sempre me chamou a atenção foi aquela frase de boas vindas que consta na página de abertura: Participe do Orkut para ampliar o diâmetro do seu círculo social. Que frase mais esdrúxula! Comento com Jessi e ela solta sua gargalhada inconfundível. Jessi é uma pequena que conheci, adivinha onde, no Orkut. Linda, louca e gostosa. Tem duas manias: uma é trocar a cor do cabelo. A outra é ampliar o diâmetro comigo. Comigo e umas namoradas que ela arruma pra gente se divertir. Ninfa Jessi não presta.

Junho de 2006. A crônica Ampliando o Diâmetro é publicada em minha coluna no site do jornal O Povo. O texto é uma gozação sobre essa tal frase do diâmetro.

Dia seguinte. Recebo as primeiras mensagens. São os leitores, a grande maioria me parabeniza pela crônica. Alguns não gostam e, entre esses, um se diz integrante de um tal MNBC, Movimento Nacional pelos Bons Costumes, e afirma que solicitará ao jornal a minha saída do quadro de cronistas. E completa ameaçando me processar por incentivo ao sexo promíscuo e doentio entre os jovens brasileiros. Não acredito… Jessi fica indignada: Esse povo devia é ter mais senso de humor, em vez de ficar se preocupando com o diâmetro dos outros!

Próximo dia. Pelo sim, pelo não, lá estou eu no computador, xícara de café ao lado, buscando informações sobre esse tal de MNBC. Não encontro nada. Será que era pegadinha? Descubro, porém, que a direção do jornal de fato recebeu protestos de alguns leitores indignados com meu texto. Hummm, talvez o MNBC seja uma entidade meio secreta, tipo Opus Dei, que reúne gente estranha em reuniões noturnas e não divulga suas atividades. Desligo o computador e vou pra janela respirar. E percebo que alguém me observa do prédio ao lado. Hummm, não estou gostando disso…

Semana seguinte. Coisas estranhas estão acontecendo. Pessoas me seguem na rua. O telefone toca e quando atendo, desligam. Talvez seja melhor ficar em casa. Pra garantir, melhor fechar todas as janelas. Melhor também não atender o telefone. Na terça, entrei no elevador e reparei nas duas mulheres que entraram depois de mim: saias abaixo do joelho, blusinha comportada, cabelo preso, um livro grosso e escuro ao peito… Pregadoras do MNBC!!! Saí correndo, apavorado.

Julho de 2006. Estão batendo na porta. Não vou atender, são eles, vieram me pegar, é o meu fim… Mas reconheço a voz: é Jessi, ufa. Abro e vejo uma Jessi ruiva, hummm, até que ficou bonito. Ela, porém, me olha sério. E diz que tem algo importante pra me dizer. E diz: Entrei pro MNBC. Fico olhando pra ela, sem acreditar, não é possível… Ela então sorri, sobe a camiseta e me exibe aqueles peitos impossíveis que ela tem. E completa: Movimento das Ninfômanas Bem Comidas. E me empurra pro sofá, rindo e já desabotoando minha calça.

Vinte minutos depois, suados e abraçados no sofá, Jessi diz que não posso permitir que um bando de careta recalcado destrua minha vida. Mas fazer o quê? E ela responde: Ora, Gatão, o que a gente sabe fazer melhor… sexo e humor. Quando ela fala, tudo é óbvio. Vamos, pega a mochila, tá na hora, e não esquece o notebook. Pergunto o que planeja e ela sobe na cadeira, solene: Vamos ampliar o diâmetro do mundoooo!

Cinco dias depois. Pelo retrovisor, o Centelha Vermelha vai ficando pra trás. À frente, a estrada nos convida a novas aventuras. Ninfa Jessi estava certa, eu não podia continuar aceitando aquela situação. Pois bem. Não sou mais aquele cara medroso, agora eu sou… Diametral! E minha missão é horrorizar os caretas com os meus textos. Vocês pediram, caretas imbecis! Enquanto dirijo, Jessi revisa minha nova crônica e se irrita com a forma poética com que descrevi nossa última trepada, e diz que meus leitores querem ver mais sacanagem. Meus leitores e você, corrijo. Ela solta sua gargalhada e depois faz biquinho: Então publica aquela fotinha que eu tirei no motel, vai… Oquei, pequena. O que ela não me pede sorrindo que eu não faço gemendo?

Duas horas depois. Paro o jipe na estrada pra abastecer. Desço e olho o céu, o horizonte está escuro, ameaçador. Sopra um vento gelado, papéis voam… Dias difíceis virão, digo pra mim mesmo. Entramos na lanchonete e pedimos duas cervas. Num canto, uns caras feios tocam Não Me Peça Pra Te Amar, sempre bom ouvir um blues. Jessi me mostra a notícia no jornal: MNBC procura cronista fugitivo. Sorrio discreto por trás do óculos escuro. Hummm, perigo: a garçonete está olhando demais para nós…

Ei, você é o Diametral!, ela exclama, alegre. Psiu, não espalha…, respondo aliviado. Eu também não gosto do MNBC, ela diz baixinho, toda cúmplice. Entrego-lhe um cartão, acessa minha coluna, boneca, e deixa tua mensagem de apoio pra nossa luta. A garçonete guarda o papel no bolso e faz sinal de positivo. Ela é a Ninfa Jessi?, pergunta, surpresa. E Jessi, que adora uma garçonete, responde, inclinando-se e expondo seu decote irresistível: Em carne, osso e hormônios. A garota parece hipnotizada.

Pago as cervejas e deixo uma boa gorjeta. Jessi pergunta se a garota quer um autógrafo. Ela gagueja que si-si-sim. Tem preferência de lugar? E a garota nã-nã-não sabe o que dizer. Ninfa Jessi então a puxa pela cintura e… tasca-lhe um beijo na boca daqueles que não acaba nunca. Depois larga a garota que fica lá, extasiada, imprestável pra vida. Ai, ai, Jessi não presta.

Na mesa ao lado, uma senhora está simplesmente hor-ro-ri-za-da. Vejo que ela veste saia abaixo do joelho, cabelo preso, segura uma bíblia… Pronto, logo o MNBC saberá que estivemos aqui. Levanto e caminho pra saída: Vamos, pequena, tem muita estrada pela frente. E Jessi me segue, retocando o batom: E muito diâmetro pra ampliar!

Pedido atendido, pequena

Pedido atendido, pequena

Pago as cervejas e deixo uma boa gorjeta. Jessi pergunta se a garota quer um autógrafo. Ela gagueja que si-si-sim. Tem preferência de lugar? E a garota nã-nã-não sabe o que dizer. Ninfa Jessi então a puxa pela cintura e… tasca-lhe um beijo na boca daqueles que não acaba nunca. Depois larga a garota que fica lá, extasiada, imprestável pra vida. Ai, ai, Jessi não presta.

Na mesa ao lado, uma senhora está simplesmente hor-ro-ri-za-da. Vejo que ela veste saia abaixo do joelho, cabelo preso, segura uma bíblia… Pronto, logo o MNBC saberá que estivemos aqui. Levanto e caminho pra saída: Vamos, pequena, tem muita estrada pela frente. E Jessi me segue, retocando o batom: E muito diâmetro pra ampliar!

 

 

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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Ampliando o Diâmetro – A crônica que originou esta série

Ouça Não Me Peça pra Te Amar (De Blues em Quando)

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um casal apaixonado vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir

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LEIA NESTE BLOG

Cio das letras – Ensaio erótico – Tá no ar a primeira parte do Cio das Letras, um ensaio erótico que fiz sobre amor, paixão e desejo. Utilizei poemas meus e letras de músicas que fiz com parceiros, além de montagens com imagens de mulheres muuuito especiais

Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

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A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação por meio da submissão no sexo anal

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Mamãe, quero ser virgem

18/03/2009

18mar2009

Quem diria que a virgindade, coisa tão cafona, voltaria gloriosa às paradas de sucesso…

MAMÃE, QUERO SER VIRGEM

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Atriz e modelo. Essa é atualmente a profissão dos sonhos de boa parte das adolescentes do planeta. Atriz e modelo são duas coisas bem distintas, mas na cabeça das meninas é tudo a mesma coisa. O que você quer ser quando crescer? Atriz e modelo.

No entanto, o reinado absoluto desta híbrida profissão pode estar com os dias contados. Com a repercussão dos recentes casos de garotas que leiloam a virgindade por altíssimos valores, eis que surge a profissão de… virgem. O que você é? Sou atriz e modelo. E você? Sou virgem.

Quem diria que a virgindade, coisa tão cafona, voltaria gloriosa às paradas de sucesso… Dessa vez, porém, ela não entra pura e angelical na igreja, de mãos dadas com o casamento – agora ela entra esperta e pragmática no mercado, abraçadinha com o dinheiro. No quesito anatomia as virgens profissionais não diferem em nada das antigas virgens, porém as profissionais fazem de seus hímens intactos o seu meio de sustento e através deles pagam os estudos e compram uma casa bacana para a família.

Certamente algumas virgens gerenciarão elas próprias o negócio, mas a maioria contratará um assessor para organizar os compromissos e as participações nos programas de TV. O leilão da virgindade poderá ser organizado por uma empresa especializada ou por aquele bordel classe A. Os proponentes verão imagens da virgem em seu blog e, mediante pagamento antecipado de uma parte do valor oferecido, poderão marcar encontros para conhecê-la pessoalmente, encontros esses devidamente acompanhados da mãe da moça, claro.

Uma das modalidades do negócio permitirá parcelar o pagamento em 12 vezes no cartão, mas em outra valerá o sistema de loteria: os proponentes pagam um valor estabelecido e ao final um deles é sorteado. Seja qual for a modalidade, o comprador da virgindade terá direito a uma porção do sangue para guardar de lembrança. É claro que a transmissão ao vivo do evento poderá ser negociada com alguma TV. E é claro que uma semana depois o dvd pirata estará à venda em qualquer esquina.

Como a virgindade exigida é a frontal, isso ressuscitará aquela antiga prática de dar por trás antes de dar pela frente. Se no passado as meninas faziam sexo anal por medo de engravidar ou para se manterem virgens até o casamento, agora elas o farão por consciência profissional. Ou seja: o que vai ter de virgem especialista em dar a bunda vai ser uma festa. Nada a reclamar, claro, a preferência nacional agradece.

É lógico que com tantos hímens se oferecendo no mercado, o preço cairá e as virgens terão que oferecer algo mais para se valorizarem. Será criado, por exemplo, um selo especial do InMetro para atestar a originalidade do produto. Uma boa pedida será fazer sociedade com a irmã, oferecendo virgindade em família – já pensou que irresistível, As Gêmeas Virgens! Outra boa estratégia de marketing será a virgem anunciar o leilão quando ainda for menor de idade e que perderá a virgindade exatamente na noite de seu aniversário de 18 aninhos, ela fantasiada de paquita. E aquela crente que se manteve virgem por mera convicção religiosa poderá tirar proveito disso e se transformar, que soem as trombetas, na Virgem Evangélica. Uau!

Infelizmente só os ricos é que serão os clientes dessas virgens profissionais, e vários deles se especializarão no negócio, tornando-se exímios colecionadores de cabaços. Mas não serão apenas eles e as virgens que lucrarão. Como a grana dos caras será escoada para muitas garotas, isso significa que haverá mais dinheiro circulando na praça, a economia se aquecerá, surgirão mais vagas de trabalho e o país crescerá. E o que é mais importante: as virgens profissionais poderão sustentar seus namorados artistas e escritores.

Jamais imaginei que um dia eu fosse gritar isso, mas as coisas mudam, fazer o quê? Virgindade já!!! Pelo bem da arte e da literatura.

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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Três virgens do Brasil, Itália e Estados Unidos leiloam a virgindade para pagar os estudos

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Catarina Miglorini – O leilão da virgindade da catarinense de 20 anos vai virar filme

> Matéria no G1, 25.09.12

> Depoimento de Catarina Miglorini, Folha de São Paulo, 26.09.12

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LEIA NESTE BLOG

O mistério da morena turbinada – Aí um dia ela, inocentemente, leva o computador numa loja pra consertar. Algum tempo depois dezenas de fotos íntimas suas estão na rede

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As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

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PARA MULHERES

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01- Sabia que voce escreveria sobre isso!! tava so esperando. Irlane Alves, Fortaleza-CE – out2012

02- kkkkkkkkkkk. Abner Rios de Alencar, Fortaleza-CE – out2012

 


Submundo Orkut – Ampliando o diâmetro

10/03/2009

10mar2009

Olha, sabe como é, eu ando a fim de ampliar o diâmetro do meu círculo…

AmpliandoODiametro-01b

AMPLIANDO O DIÂMETRO

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Sinceramente, o Orkut tem umas coisas… Talvez seja porque o pessoal do Google é gringo e não saca muito bem as sutilezas da cultura brasileira. Por exemplo, olha que primor esta frase que consta logo na página de abertura: “Participe do Orkut para ampliar o diâmetro do seu círculo social.”

Ampliar o diâmetro do meu círculo? Ops, comassim? Que frase esquisita. Ok, ok, entendo o que senhor quis dizer, seo Orkut, mas isso não é coisa que se diga assim, na cara do freguês. Lá na sua terra até pode ser, mas aqui no Brasil o senhor jamais, em tempo algum, vai ver alguém falando: Olha, sabe como é, eu ando a fim de ampliar o diâmetro do meu círculo… Essa frase é tão sem noção que nenhuma situação combina com ela. Mas vamos lhe dar uma chance, seo Orkut, tentemos imaginar algumas situações. Pro senhor não dizer que eu tô com má vontade. Primeiro um situação formal.

Reunião mensal dos acionistas da empresa. Acaba de ser lido o relatório e o presidente pergunta se alguém tem sugestões sobre como deter a queda nas vendas. Alguém pede a palavra e diz: Senhores membros do conselho, precisamos de ações que ampliem o diâmetro do círculo social da empresa. Um dos presentes, que estava um pouco desatento, pergunta: Ampliar o quê? O colega ao lado repete: O diâmetro. Silêncio. Todos se olham. Um membro não aguenta e cai na gargalhada. Os demais acompanham. Não tem mais clima pra reunião.

Tá vendo, seo Orkut? Não dá certo. Mas vamos tentar de novo. Uma situação menos formal.

Farmácia. Amigas se encontram, se cumprimentam, perguntam sobre a saúde, os filhos e coisital. Uma delas diz: O Asclépios acha que eu ando pouco social, que eu devia ampliar o diâmetro do meu círculo. A outra pensa um pouco e diz: Olha, eu já vi muito pretexto pra isso, mas dizer que deixa a mulher mais social é novidade… Ela pega um tubo de lubrificante íntimo: De qualquer modo, leva esse aqui, é ótimo.

Talvez numa situação bem informal…

Botequim do Mané Bofão. Amigos bebem e comemoram a vitória do time. Mane Bofão, só de bermuda, suado, aquele barrigão enorme de cerveja, chega trazendo o tiragosto de sarrabulho. Um dos amigos diz: Adorei o boteco, seo Bofão, virei mais vezes pra ampliar o meu diâmetro. Mané Bofão, palito de dente na boca, sapeca-lhe um tabefe no pé da orelha e diz: Tu vai ampliar o diâmetro na puta que te pariu, ô pederasta, isso aqui é lugar de respeito, viu?

Tá vendo, seo Orkut? Não dá certo. Eu, particularmente, até sou chegado numa ampliação do diâmetro dos outros, mais especificamente das outras, mas… Ih, quem que perguntou isso mesmo? Ninguém. Esquece.

Estamos no Brasil, seo Orkut. Se o senhor quiser ganhar dinheiro por aqui, tem que entender bem três coisas fundamentais no espírito tupiniquim: futebol, carnaval e bunda. Futebol é tão importante que a gente usa o futebol e seus termos pra explicar a vida. É assim que a gente joga pra escanteio o que não presta, bota a gorduchinha pra dentro do barbante e depois corre pra galera. Entendeu? Tudo bem, depois explico. E quanto ao carnaval, pro senhor ter uma ideia, o ano oficial brasileiro só começa após o reinado de Momo. Antes, nem adianta o senhor querer fazer coisa importante porque ninguém vai prestar atenção. E bunda é aquela coisa: quem não tem é doido pra ter, e quem tem tá doido pra dar.

O que eu quero dizer, seo Orkut, é que ampliar o tal do diâmetro é muito bom, relaxa o cidadão ou a cidadã após um estafante dia de trabalho e coisital. Mas lá na página de abertura do portal essa ideia poderia ser expressa de outro modo, pois do jeito que tá, brasileiro pensa logo em sacanagem. Então bolei uma nova frase pro senhor. É digrátis, viu? “Participe do Orkut e engrosse o seu raio de penetração social”. Quital? Se o senhor gostar, pode usar as duas frases, elas combinam que nem queijo com goiabada. Primeiro o cidadão engrossa o raio, certo? Depois ele vai lá e, crau, amplia o diâmetro. De quem? Ah, aí vareia, né. Afinal gosto é como Orkut: cada um tem o seu.

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Ricardo Kelmer 2005 – blogdokelmer.com

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diametralninfajessi05bEsta inocente crônica atraiu a ira do MNBC (Movimento Nacional pelos Bons Costumes), que exigiu a minha saída do quadro de colunistas do jornal O Povo. O episódio originou o conto Diâmetros exaltados, que se tornaria o primeiro capítulo da série As Aventuras de Diametral e Ninfa Jessi, a história do divertido casal apaixonado que vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza, luta pela ampliação do diâmetro do mundo e é perseguido pelos caretas chatos do MNBC.

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Ampliando o Diâmetro
Ricardo Kelmer no Sarau da Maria, 01.08.15
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As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – Um casal apaixonado vive seu amor libertino com bom humor e muita safadeza

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…
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Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres
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Indecências para o fim de tarde (Ricardo Kelmer, contos eróticos) – As indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, editora Objetiva) – A bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação pela submissão no sexo anal

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Acabo de saber que um tal MNBC (Movimento Nacional pelos Bons Costumes), que eu nem sabia que existia, poderá me processar. Tudo porque os nobres senhores e distintas senhoras desse movimento encrencaram com a minha crônica “Ampliando o diâmetro”, cujo tema é o Orkut, e que foi publicado em minha coluna do jornal O Povo. A alegação seria que o texto incentiva a prática promíscua e doentia de sexo entre os jovens ou algo que o valha. Tô passado. Nunca em minha vida escrevi algo tão inocente, bobo e despretensioso. Esse pessoal, em vez de ficar enchendo o saco, deveria é ampliar o diâmetro de seu senso de humor, isso sim. Quem diria… Virei corruptor da juventude. É a glória! RK, jun2006

01- Sou leitor do NoOlhar, me chamo Leví Nepomuceno e tenho 25 anos, Gostaria de te dizer que seus textos em geral são somente “ruinzinhos”, porém hoje acho que chegamos a um nível extremamente baixo para o O POVO. Ele não é nem engraçado, nem legal, nem divertido, nem sério, nem mesmo “non-sense”, creio que seu texto simplesmente “não é”. O povo que lê este texto deve simplesmente se perguntar, “esse cara não tinha mais nada pra escrever e ficou escrevendo essas besteiras ?” Rezo que este e-mail colabore, para que nunca mais esteja escrito um texto como esse que está no jornal O POVO (NoOlhar) de hoje. Grato pela atenção. PS. Adoraria que a Dra. Adísia Sá lesse o referido texto, para ver se ela concorda ou diverge de minha opinião. Levi Nepomuceno, Fortaleza-CE – jun2006

02- hehehehe! Carai! Ô putaria! Pô, bixo, impagável o artigo sobre a frase de boas-vindas do orkut. Quase que morro de rir. E olha que li a coisa já por volta de 06h15, virado, trabalhando os temas da p… da tese. É… só acho que esse troço de aumentar o raio e expandir o diâmetro do círculo deixaria em polvorosa as populaçoes -vai sem o til por causa da p… do teclado espanhol- de Ponta Grossa e de Curralinho. Ei, falow! Abraço e obrigado pelas gargalhadas. Sandro Novais, Santiago de Compostela-Espanha – jun2006

03- Meu… o kara, vc é malukoooo e mais ESCRAXADO (deve ser assim que se escreve) que eu e um tanto POLÊMICO (kkk, esse eu sei que é assim que se escreve)….. Aff……. Bj e bom domingão!!! Rose Gasparetto, São Paulo-SP – jun2006

04- Eu particularmente adorei!!! O texto não demonstra qualquer tipo de ofensas aos bons costumes e nem faz nenhuma afronta, o direito da liberdade de expressão é assegurada pela Constituição Federal base de Estado Democrático de Direito, e sempre deve ser respeitada, A CF de 1967, revogada em 5.10.1988, pela atual CF, determinava, no Art. 8º, VIII, d, que a União era competente para prover a censura de diversões públicas, dispositivo complementado pelo Art. 153 (direitos e garantias individuais), § 8º, assim: “É livre a manifestação de pensamento, de convicção política ou filosófica. Entretanto, a atual Carta Magna repeliu tal orientação, estabelecendo no art. 5º, IX (em direitos e deveres individuais e coletivos). – “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”; Vivemos em um país de paz e a ditadura já acabou graças a Deus. Nosso povo precisa de alegria, o texto ao meu ver não passa de um momento de descontração para um povo tão carente de diversão. Em momento algum ofende os bons costumes e quem está contra não entendeu o espírito do texto. Se eles acham que o texto e ofensivos a quem quer que seja, basta fazer uma campanha, coloquem pessoas nas ruas distribuindo panfletos contra o texto. Isto sim é democracia. Não tentar proibir um texto ou livro ou qualquer outro tipo de manifestação contra a cultura. Depois somos chamados de “país sem cultura”. Todos têm direitos a se expressar. E ninguém está sendo obrigado a ler. Existe tanta coisa que atinge a moral e o bom costume, a meu ver, a fome, crianças sendo exploradas sexualmente, mulheres sendo vendidas como mercadorias… Cadê o povo dos bons costumes? Fica aqui minha indignação contra a falta de atividade e democracia dos “falsos moralista”. Márcia Morozoff, Brasília-DF – jun2006

05- Boa, RK, e se precisar de advogado, conte comigo! Abraço. Felipe Barroso, Fortaleza-CE – jun2006

06- Cara que imbecis! Não consigo pensar em nada mais inteligente para falar. Estou boquiaberto!!! Se puder contar com a minha ajuda? Andre De Rose, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

07- Grande Ricardo…(ops!) eu achei simplesmente um petardo de bom humor a Crônica AMPLIANDO O DIÃMETRO. Concordo em gênero, númeor e grau contigo: é um texto bem despretensioso, inocente até! Eu creio que este ‘Movimento Nacional de Biscas e Comadres’ deveriam olhar outras coisas que são bem mais aviltantes e contra a ordem MORAL no país, tais como delegados e deputados que participam de orgias com menores etc… aquele velho discurso político de sempre. -“É a volta das Senhoras de Santana!” rsrsrs… E antes de que tais pessoas se queixem de um material que tem certo percurso para ser encontrado (os diversos links na net e, se impresso, o preço, mesmo que baixo, do jornal), deveriam penalizar as novelas (outro velho discurso…) que apresentam as ditas “cenas de amor” em horáios improprios. Eu até falaria mal das novelinhas adolescentes vespertinas, devido ao seu conteúdo e influência: os galãs mais requisitados e discutidos, geralmente, são os vilões das historinhas! É ou não é uma verdadeira ‘cartilha de desobediência moral’?.. Onde estão as ‘senhoras de snatana’; digo; a ‘Liga Extraordinária pelos Bons Costumes’ nessa hora?.. Vendo a novelinha… ps! Fique tranquilo; até as carolas ortodoxas estão deixando de ser tão ‘conservadoristas’ ! Abraço e ‘fuerza, compadre!’ Alberto de Avyz, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

08- AHAHAHAH, desculpa, mas não dá pra não rir! Começando pelo Movimento Nacional pelos Bons Costumes! Bons costumes de quem? e quem define o que é bom costume? porque “ampliar o círculo” seria um mau costume? Gentinha bronca e desocupada… e que tal a liberdade de expressão? e a tolerância e bom humor, não seriam bons costumes para começar a pôr em prática? sempre achei que as coisas que mais nos irritam são aquelas que são nossas, que não gostamos e vemos reflectidas nos outros. É tão fácil apontar o dedo… ups, eu escrevi “apontar o dedo”, será que vão processar-me também? Caramba, só gente muito prevertida, muito doente mental, poderia alegar o que essa associação alega… “prática promíscua e doentia de sexo entre os jovens”? Isso é discriminação, estão vedando o sexo aos mais velhos! O quê? mais velhos não podem também? Processem o Orkut, oras! Afinal não é o Orkut que incentiva ao alargamento do diâmetro…? Que mais eles vão fazer, promover o teste da farinha? AHAHAHAHAHA! Escuta, eles são brasileiros mesmo??? (sei lá, nem mesmo portugueses fazem coisas tão idiotas assim). Só dá pra rir e ter pena, muita pena. Quem sabe, o riso descontrai, relaxa. Suco de laranja ou de limão logo pela manhã, em jejum, diz que também é bom pra isso. Se não resultar de manhã, que tomem à noite, é garantido. Esse pessoal tem o cu demasiado apertado: a merda não sai e sobe à cabeça, é o que é. Depois andam por aí cagando moralidades e sei lá mais o quê. Deve ser a isso que chamam “movimento”. O movimento intestinal ascendente. Olha que nome bonito! Tou contigo, Rica. Que venga el toro. Olé! BESOS. Susana Mota, Leiria-Portugal – jun2006

09- Hey! Ricardo Hoje por acaso tive um tempinho de tentar lêr…(risos) meus e-mails porque são muitooo… +- 5.000 visitas dias na submirarina http://www.docesvingancas.com , + meus site pessoal que preciso tá atualizando meus blogs,etc… eu particularmente achei sei texto bacana,mas sou muito ignorante no assunto em questão ‘orkut ‘na verdade nunca nem entrei em nenhum,na verdade nem sei como se faz isso?????(*):*& + rs… aliás eu tenho uma webcam + tb n~ sei me adicionar nem no MSN que minha filinha de 8 anos manda muito bem…+ rs… na real acho isso tudo uma grande besteira. Não ligue! risos… o que é isso MNBC??? Infelizmente preciso concordar + uma vez com o sábio Millôr “A humanidade é composta de 90% de idiotas”. Kiki Susário, Atriz,escritora,cantora,dramaturga,empresária, e observadora… Kiki Sudário, Barueri-SP – jun2006

10- Que loucura !!! Será que este MNBC é uma filial do TFP (Tradição, Família e Propriedade)? Que perigo !!! É cada uma que apareçe, hem ? Abs. Vicente Barcellos, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

11- Pô Ricardo, seu texto é tão inocente… Realmente alargar diâmetro é esquisto, os caras ficam dando margem pra cabeça de brasileiro pensar besteira, a gente pensa ! Olha só com tanto tarado mandando sacanagem para os nossos orkuts é até brincadeira achar que a gente alarga o diâmetro das amizades, rá,rá,rá! Guinha Lima, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

12- Ai vai…arriégua! O Macaco Simão é toscácido e ninguem fala… Vai ver que é pq é um assunto profundo demais ou então vc os machucou por dentro.. Ou porque brasileiro gosta msm é da sacanagem encubada, enquanto tá implícito ta tudo certo.. Pq tu tinha que meter o dedo onde não foi chamado? Essa mania que escritor tem de botar as coisa pra fora, acaba não agradando todo mundo e coloca alguns numa posição incômoda… Mas, como vivemos num país democrático vc poderia fazer uma enquete, pra avaliar quem gosta de levar a sério e quem leva com bom humor o que tu escreve. Ihh.. Não, não. Essa história de levar ia dar o que falar também… Besitos. Jéssica Rabbit, Fortaleza-CE – jun2006

13- Amigo, dê uma olhada no assunto “liberdade de expressão”. É uma garantia constitucional importante. Por outro lado rs… vc ñ seria o primeiro a ser condenado por “corromper a juventude”… “acho” que algum filósofo já foi condenado também. Eric Sabóia, Fortaleza-CE – jun2006

14- O brasileiro pisca o olho e lá vem os tentáculos da censura querendo ampliar o diâmetro de sua área de atuação, em nome da moral e dos bons costumes. Vícios de um país que viveu uma ditadura recente, talvez…Coisa de gente que não tem o que fazer, muito provavelmente ! Bom costume é respeitar o outro, bom costume é respeitar a liberdade de expressão. Será que o tal MNBC vai processar o Google também ? Eu participo da comunidade Odeio Gente com Cara de Cú. Imagine !!!! Um jovem desavisado pode entrar numa comunidade dessas e achar que tem cara de cú. Vai se sentir odiado por muitos e daí a resolver ampliar seu diâmetro pra se sentir mais amado, custa pouco… Lá vamos você, eu, o Google, os participantes da comunidade e o jovem de diâmetro ampliado nos encontrar nos corredores da justiça. Francamente !!!! Dá vontade de mandar esse povo dar meia hora de ampliada de diâmetro na feira, não dá não ? Beijão, Ricardo . Mantenha-nos informados, ta ? Thaís Lowen, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

15- Que comedia Ricardo… felicidades. Abilio Ribeiro, Fortaleza-CE – jun2006

16- Achei o conteúdo muito apropriado por ser eu também, um membro do Orktut, muito embora apenas para reencontrar meus antigos colegas de colégio. Mas o que me chamou mesmo a atenção foi o fato de o Senhor fazer alusão a certas expressões utilizadas no Orkut em Português, claramente um erro na tradução do Inglês para a nosso idioma Lusitano, ao mesmo tempo em que o Senhor utiliza-se verdadeiras “pérolas” ortográficas, tais como “coizital”, “quital”, “vareia” e por aí vai… Acho que esse tipo de escrita, embora proposital (espero!), na verdade presta um desserviço à nossa já tão “desaculturada” juventude, público este que, creio eu, seja o seu alvo. Tudo bem que se utilize regionalismos para comunicar uma idéia, mas pelo menos que estes sejam escritos de maneira correta, de modo a não causar confusão na cabeça dos nossos jovens. São textos assim que incentivam a saraivada de barbaridades de que se vê hoje em dia nas provas de redação do vestibular. Verdadeiros absurdos, os quais, inclusive, circulam livremente pela Internet. No mais, parabéns pelo estilo, pelo conteúdo e pelo bom senso de humor. Atenciosamente, Carlson Cabral, Waterloo-Canadá – jun2006

17- Decidi! Também vou entrar pro MNBC: Movimento Ninfômano das Bem Comidas… Jéssica Rabitt, Fortaleza-CE – jun2006

18- Nao gostei,nao. Voce diz que o texto e “inocente, bobo e despretensioso” . Concordo que eh bobo. Inocente nao eh. E sarcastico e ironico, e condescendemente agressivo com os criadores do orkut. Ele tambem nao eh nem um pouco despretensioso. Tem uma pretensao quase infatil (talvez nisso seja “inocente”) de ser engracado…e nao eh. Por que nao eh engracado? Primeiro, porque nao ha nada errado com a sentenca discutida. “Ampliar seu circulo de amigos” eh bastante claro e relevante para a ideia do Orkut (com a palavra “circumferencia” ou sem). Segundo, porque na situacao do escritorio, o diametro de qulaquer coisa nao seria algo que tiraria a atencao de uma reuniao seria…eh “bobo”! Terceiro, porque na farmacia, a coisa fica simplismente vulgar. E vulgar nao eh engracado. Ja, no bar, a coisa descamba mesmo e vira lixo quando a sua “circumferencia” vai pro lado do homossexualismo…e voce continua falando “com” os criadores americanos do Orkut como se tivessem 7 anos, o que revela preconceitos (homossexualismo e anti-US) nada contidos! Argh!!!! Bem, quanto voce ser um “corruptor de menores”, ja isso seria demais. Muito drama pro meu gosto. Nao penso assim. Voce escreveu uma infeliz cronica, e dai? (e essa eh a MINHA opiniao. Tenho certeza de que tem gente que vai curtir). Acho que esse povo da, como eh mesmo, rs…MNBC? Acho que eles deveriam achar algo mais util para fazer… Tamara Santana, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

19- Epa rapaz! Que história é essa de amigas ampliando o diâmetro??? Vamos ampliar nada! 😉 Beijos. Cínthia Azevedo, Fortaleza-CE – jun2006

20- promiscuidade é impedir o livre decurso das idéias, ainda mais quando elas vêm vestidas com o artifício da menipéia, do bom humor. Lembrando Voltaire: “posso não concordar com nada do que você acredita, mas morrerei pelo direito que tens em o professar”. Querer processar alguém por conta de um texto humorístico e paródico mostra o quanto ainda existe miséria intelectual em alguns setores organizados (no caso, essa Sociedade dos Bons Costumes – cujo nome me dá arrepios; tem um quê de Inquisição e Malleus Maleficarum). André de Sena, Campina Grande-PB – jun2006

21- Sinceramente… achei hilário! Que sacada, essa tua, de escrever sobre a frase da página inicial do orkut. Tô bolando de rir até agora. Vou enviar pros meus amigos… tenho certeza q eles vão gostar. Êta, criatividade! Só não entendi em q sentido o artigo desrespeita a “moral” ou os “bons” costumes da juventude. Na sociedade em que vivemos, parece até que os valores já deixaram de existir há muito tempo. Sabe, acho q esse pessoal do Mov. Nac. dos Bons Costumes devia se preocupar com a educação dos filhos deles através do diálogo, construindo valores ao invés de querer banir tudo o que consideram “errado”. Certamente, estão se preocupando com algo que os incomoda, o q denota q seu texto está circulando, chamando a atenção das pessoas… parabéns! Nunca vi uma mosca morta incomodar ninguém; se incomoda é pq está presente, fazendo barulho. Se alegam q “corrompe a juventude”, é sinal q os jovens estão lendo. Boa sorte pra vc! Um abraço bem forte! Xêro! Thaisy Albuquerque, Campina Grande-PB – jun2006

22- Rica, Li o texto, e escrachado, morto de sarcastico, cheio de duplicidades, tipico humor cearense, na malicia. Aquela conversa de botequim, bom pra rir. Os Bons Costumes estao so achando uma causa porque eles nao tinham nada mais importante para esse mes ou para o proximo, ou pro resto do ano. Talvez seja o fim do “movimento”, se eles nao processarem alguem. Ei, vai te dar o maior cartaz, capaz de tu sair na Globo, ou finalmente aquela entrevista com o Jo Soares sai. Ei, mande me dizer, que eu ate instalo a Globo aqui em casa pra assistir. Ja pensou: “escritor cearense processado por escrever cronica maliciosa”. Ai o Brasil inteiro vai morrer de rir da tua cronica, porque ampliar o diametro e malicioso mesmo. Ei, vou me calar antes que os Bons Costumes nao me proibam de entrar de volta no pais. Fui corrompida, mas ninguem amplia o meu diametro. Fabiana Vasconcelos, Boston-EUA – jun2006

23- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Muito bem bolado kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Mas eu acho que a afirmação é coerente sim, acho q o que as pessoas precisam mesmo, é aumentar o diâmetro do círculo, só assim ficam mais de bem com a vida e deixam que os escritores espirituosos e criativos, façam o que bem quiserem com diâmetro do seu círculo… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Gizelle Saraiva, Natal-RN – jun2006

24- Fala sério!!! Chamo isto de falha de interpretação…enfim nada podemos fazer, pois cada um exerga conforme sua míopia…. Será que posso de chamar de Sócrates dos tempos modernos…rs.. Abraços. Sandra Bogarim, Campinas-SP – jun2006

25- Óooooooooooooooooooooooooootima a crônica do orkut, Ricardo… Só quem não gosta é quem tem os diâmetros fechados! Sérgio Beltrão-Lima, Fortaleza-CE – jun2006

26- Li o texto e creio sinceramente que esse movimento sejá lá do quê, não entende abolutamente nada de humor e pior do que isso, não lê o texto dentro de um contexto. Apenas esquartejaram um fragmento dele e crê que a partir daí, pode fazer a leitura de um todo por uma parte. O problema é a falta do hábito de leitura! Ou quem sabe, o problema está relacionado mesmo ao diâmetro de cada um. E por falar nisso, nunva vi um tema tão cheio de tabu quanto esse do diâmetro. Todo mundo acaba se preocupando com o diâmetro alheio, mas muitas vezes ou quase sempre,entre quatro paredes o diâmetro alheio faz o maior sucesso e é tão cobiçado, mesmo por aqueles defensores da moral e dos bons costumes. Bom Ricardo, creio sinceramente que você não deva se importar muito com esse barulho todo, porque pode ter certeza que ninguém precisa incentivar prosmiscuidade para que ela aconteça. Normalmente faz parte da humanidade, basta uma oportunidade. E quanto ao diâmetro, cada um cuide do seu! Porque se o Divino quisesse que o meu ou o teu fossem coletivos, ele daria um só para um grupo de pessoas. Imagina a confusão! Ainda bem que o meu é meu! p.s: Irei usá-lo em sala para mostrar justamente o problema de ler uma parte pelo todo. Abraços Grandes. Daniele Bezerra, Fortaleza-CE – jun2006

27- Ah é?? Então por que estes senhores não encanam com estas propagandas de bebidas alcoólicas, que possuem mulheres gostosas apresentando o produto que, além de incentivarem o uso de álcool, incentivam inclusive ao sexo?? Assim como propagandas de carros, onde há pessoas maravilhosas e ainda mulheres lindas, incentivando o consumismo, sexo, inclusive acidentes automobilísticos. Ninguém enxerga isso. Tem outro lance: liberdade de expressão. Por que vc não pode publicar o que vc pensa ou o que vc sente para o público em geral? Tem tanta gente que fala merda por aí… Se o Caceta e Planeta, por exemplo, que zoa políticos não são sensurados… É aquele esquema: o que dá dinheiro deve ser preservado, ainda que esteja cometendo a maior atrocidade do mundo. Agora, quem somente coloca suas opiniões, apenas as expôe sem fins lucrativos a qualquer empresário bem sucedido, deve ser motivo de censura e até chacota. Ah, me poupem, vá… Não estou defendendo ou atacando ninguém. Só gostaria que houvesse mais sensatez e senso de justiça. E que nego não pensasse tanto em grana, pois essa merda só fode com a vida do ser humano. Só que ninguém percebe. Giovana Milozo, Jaú-SP – jun2006.

28- NADA demais. Nada mesmo!!! Pura frescurite desse povo. Não dar nem pra acreditar! Marcos André Borges, Fortaleza-CE – jun2006

29- Pô! Estapafúrdio mesmo é se um jornal como O Povo , sempre adiante da mesmice ceareba -falo isso porque sou cabeça-chata e vivi em Fortaleza até os meus 33 anos-, der ouvidos a reclamos mal-humorados, de gente hermeticamente fechada para a capacidade de alguns poucos de sacar as mazelas do cotidiano e delas fazer algo legal. Assim, meu caro, pode contar com meu apoio -tô aqui para para escancarar a boca do seu diâmetro social na luta contra a caretice, no bom sentido, claro. hehehe! Sandro Novais, Santiago de Compostela-Espanha – jun2006

30- Inocente não é, mas corruptor da juventude rsssss… afffff…. primeiro a gente teria que verificar se a juventude anda entendendo bem as sutilezas e interpretações de um texto… do jeito que anda a educação neste país, isso é coisa que duvido muito que muitos façam com maestria. Um abraço pra vc. Ana Cristina Souto, Fortaleza-CE – jun2006

31- parece mesmo que o MNBC conseguiu o que mto provavelmente queria, heim ? circulou o nome deles… No dia que alguém na face da terra ou quiçá em outros pontos dela, precisar de incentivo para a prática de sexo – prosmícua e doentia fica por conta do fregues, podemos crer que o mundo está de fato perdido. KKKK Sobre o texto: para mim ele não é inocente, não é bobo e tampouco despretensioso. Cheio de malícias, provoca boas gargalhadas; esperto, sugere duplo sentido por isso mesmo , excitante e… ainda posso inferir, traz a pretensão de pensarmos o tanto que nos passam despercebidas as várias influencias gringolescas a que estamos sujeitos. Quer saber Ricardo? mal humor é doença provocada pela falta de prazer… se eles estão doentes… sola. Obrigada por seus escritos. Um beijo. Suely Andrade, Brasília-DF – jun2006

32- Grande Kelmer! Tenho recebido sempre suas colunas por e-mail e, no mais doce linguajar, estão simplesmente do caralho! Aproveitei e dei uma lida também nas colunas do jornal “O Povo” e achei por ali várias preciosidades. Marcelo Gavini, São Paulo-SP – jun2006

33- oi, kelmer voce é tudo de bom, criativo, inteligente, escreve super bem e tal e coisa. Adorei. tudo de bom pra voce. um super abraço. Glaucia Costa, Fortaleza-CE – jun2006

34- Boa, Kelmer! Uma bufada risonha a cada parágrafo… Boa sorte ao ampliar o seu diâmetro, ainda bem que o orkut é uma comunidade que conecta pessoas através de uma rede de amigos confiáveis, assim a ampliação do “negócio aí” fica na medida, como o ministério da saúde propaga! ô, putaria! Abração! Jefferson Peixoto, Fortaleza-CE – jun2006

35- MAIS UMA VEZ ME RENDO A SUA RETÓRICA! PALMAS , MUITAS PALMAS… MARAVILHOSO ESSE TEXTO!rsrsrs MANDE SEMPRE, É SEMPRE UM GRANDE PRAZER LER TEXTOS TÃO INTELIGENTES! BEIJOS. Wânia Alvarez, São Paulo-SP – jun2006

36- Explícita è explícita, não dá pra negar que o assunto foi “bunda” do começo ao fim. Acho que a inocência do texto é vista dependendo do grau de importância que se dá ao argumento. Claro que quem faz parte de um movimento como esse só pode pensar muito diferente de você, de mim e da maioria das pessoas que conhecemos, mas tem muita gente convicta que isso è imoral, que não se deve escrever pois “DETURPA PERSONALIDADE DOS JOVENS” e que perde o próprio tempo em escrever pro jornal e em tentar processar você por ter escrito um texto superatual. È uma crônica leve, com uma mensagem legal (pra mim a moral è que brasileiro dá muita importância a futebol, carnaval e bunda) e verdadeira. Não queria baixar o nível mas diante de uma frescura dessas acho que uma resposta assim seria uma boa mensagem pra eles cuidarem do cu deles que a gente cuida dos nossos!!! Beijos da Isa. Isabella Furtado, Modena-Itália – jun2006

37- Ola amigo!!! Gente famosa é outra coisa…. incomodando o pessoal do MNBC hein?? Li a crônica e achei muuuuuito boa, esse movimento deve ser formado por senhores do século 19, no mínimo. beijos. Ticiana Vidal, Fortaleza-CE – jun2006

38- Kelmer, para usar a linguagem futebolística tão usual no nosso dia a dia acho que temos que colocar nosso time no ataque. Devemos processar este tal movimento (do qual acho que ninguém nunca ouviu falar) por calunia e difamação. Este tipo de reação imbecil é que abre espaço pra volta da censura. Se não gostou do artigo no começo da leitura, não continue. Se achou o programa ofensivo, mude de canal. Só a autogestão da sociedade pode controlar esta questão. No mais, é bola pra frente. Grande abraço. PS: Realmente este negócio de alargar o diâmetro, não sei não… Mauro Gurgel, Fortaleza-CE – jun2006

39- Isso é quando a ficção teima em ser realidade. Aproveite para colher o burlesco dessa conduta moralista movida pela culpa. Não é só na intenet que se encontra sexo. Há padres pedólifos também. André Rola (Bk), Rio de Janeiro-RJ – jun2006

40- O texto é ótimo, tem humor e muita classe. Ainda bem que incomodou. Não existe escritor que se preze sem uma TFPzinha que o deteste. Portanto, parabéns. Agora vc é odiado por um movimento nacional de pessoas que não peidam de mansinho, não arrotam nem comendo piqui e nem deixam aparecer os cabelos dos suvacos e das orelhas. Que chique! Deixa processar. Um bom processo dá mídia e ajuda a vender livros. Torna vc um processado nacional. No mais a lei de imprensa lhe é favorável e depois dá uma ótima indenização. Precisando dos meus serviços advocatícios pode contar. Até pensei que deveríamos fazer uma contra notificação extrajudicial. Vamos Brigar juntos???? Só de falar já fico animada.KKKKKK bjs. Marcia Sucupira, Fortaleza-CE – jun2006

41- Tem gente que não tem mesmo coisa melhor para fazer que ficar atrapalhando quem faz bem! Conte comigo! Bj e boa semana! Liége Xavier, Fortaleza-CE – jun2006

42- Ri, li o texto, realmente não tem nada a ver” o cú com as calças”rsrsr Mas enfim, talvez tenha incomodado a analogia feita entre a proposta do orkut e sexo feita no texto. kiss. Karine Marques, Fortaleza-CE – jun2006

43- Isso só pode ser mentira da fonte onde você obteve essa informação, ou então pode ser brincadeira de sua parte. Se não for nem uma coisa nem outra, acredito que seja um fenômeno paranormal dentro da liberdade de imprensa, assegurada pela Constituição. Nada como uma paranormalidade desse porte para promover a leitura da boa literatura produzida no Brasil, ampliando o diâmetro de leitores. Valeu, MNBC! Alessandro Lima, São Caetano do Sul-SP – jun2006

44- Sinceramente também fiquei “passé composé” de bolinhas!!!!!!!!! Olha será que esse povo do tal de MNBC não tem mais o que fazer não?? Será que eles ou elas não tem um tanque de roupa prá lavar, um jogo de futebol prá assistir (afinal é Copa)? Será que em nome dos bons costumes eles escreveram também pro Lula?? Escreveram para os políticos envolvidos nesse monte de safazeda que aconteceu/acontece lá no Planalto?? Será?? Será??? Tou que nem o cara da propaganda, mas será?? Esses costumes planaltinos é que tinham de ser questionados, isso sim e não o fato do sujeiro alargar, ou melhor ampliar seu círculo, ou o das outras ou outros (toda a forma de amor vale a pena) seja lá qual círculo seja virtual ou real. Sabe, sinceramente ando muito de saco (virtual) cheio, de gente sem-noção, que não tem o que fazer e se preocupa com besteiras, bobagens, é triste sabia?? Bem tá aí minha opinião, e o que vc deve fazer, sinceramente??? Cavalo da parada de sete de setembro. Saca?? Cagando, andando e sendo aplaudido. Beijos, Teresa P.S. Pode publicar, não quis me extender muito prá não ocupar muito espaço mas dei meu recado. Teresa Gavinho, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

45- Ai, Ricardo..rsrsrs…Só você mesmo…Realmente você está certo, tanto que porque você acha que o Brasil é o país que mais tem membros e comunidades no Orkut?? Justamente por causa dessa frase de “abertura….do Orkut”, daí o povo brasileiro que já não gosta de uma sacanagem nem é visto por aí como o país das ‘belas bundas’ se sentiu à vontade para criar perfis e comunidades de apologia ao sexo como se já não bastasse a televisão e a internet por si só!! Porque esse tal de MNBC não faz alguma coisa a respeito disso e proíbe terminantemente qualquer tipo de apologia ao sexo no Orkut ao invés de querer censurar sua crônica?? Fala sério…. Um abraço pra você querido. Wheena Lourinho, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

46- Ricardo, querido mano e companheiro de busca, Na atmosfera modornenta e asfixiante deste mundinho de todo dia, você significa o ar puro e benfazejo da liberdade e da criatividade amorosa e gostosa que sacode o torpor e nos convida à vida. Não desanime com estes ruídos dissonantes do farisaísmo provinciano, cujos olhos do coração só vêem porcaria e projetam em você as sujeiras das quais não conseguem libertar-se. Uma pessoa livre e libertadora como você incomoda muito. Conte comigo como testemunha do bem que você faz e do direito que todos têm à beleza e à liberdade que sempre caracterizam todos os seus textos e, tenho certeza, toda a sua vida. Fique firme e tenha certeza de não estar sozinho. Estamos juntos nessa. Um abração do mano Marcelo Barros (monge beneditino, teólogo e autor de 30 livros) Obs: Se precisar de qualquer coisa que eu possa fazer para concretizar esta solidariedade, é só dizer. Marcelo Barros, Goiás Velho-GO – jun2006

47- Acredito que a questão conceitual do problema em foco, talvez passe insignificante aos olhos do tal movimento, pois bem, existem pessoas e pessoas, cada um entende como quer colocar seu diâmetro a mercê do tempo, he, rs, mas apelar, tá ai, uma coisa interessante. Será mesmo que estão preocupados em resolver a questão ou somente encontraram álguem para ter com quem se preocupar? Liberdade de expressão é uma utopia, sinceramente, mas somente corajosos conseguem expor seus verdadeiros sentimentos e cá entre nós, a sua observação acaba por ser uma curiosidade. Será que se você usasse o termo “adentrar no ciclo social” também seria tido como vulgar?! Vamos lá, tá na hora deste pessoal rever seus conceitos. Continue com suas observações… Abraços. Caroline C. B., Cuiabá-MT – jun2006

48- Ricardo, seu texto está ótimo, inteligente, como sempre, e isto incomoda. O povo do MNBC precisa é aumentar o diametro deles! Beijao, Ana Wizauer, Michigan-EUA – jun2006

49- Ricardo, não acredito q esse lance de processo é verdade. surreal…. abs. Patrícia Rabelo, Fortaleza-CE – jun2006

50- Já li você, antes que censurassem… Ridículos esses obscurantistas! Era só uqui faltava a essa altura do século 21… Waldemar Falcão, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

51- Oi meu querido,li a crônica,e tô tão passada quanto a ti.Li no dia que saiu,pois costumo ler todos os dias,axo uma grade injustiça que por sinal adorei, o texto. Axo que esse pessoal além de ter que ampliar seu senso de humor,deveriam se ocupar com coisas mais construtivas ao invéz de tentar atrapalhar pessoas que gastam seu precioso tempo a tentar alargar suas mentes imundas,pois só perceberam o que quiseram perceber.Não te preocupes,tu te sais dessa na BOA!!!!Muitos bejinhos de saudades tua amiga de sempre. PS: Te adimiro muito profissionalmente,e gosto imenso de ti como amigo,sinto orgulho de quem és e do que fazes,deveria existir milhões de RICARDO KELMER infelizmente só temos a ti,obrigado porque existes. Silvana Reis, Lisboa-Portugal – jun2006

52- to em amsterdam e adorei o texto concordo plenamente que esses gringos nao sacam nada com nada. E e um absurdo esse negocio de processo esse povo ta doido. Paula Costa, Amsterdan-Holanda – jun2006

53- Bicho, dukaralho seu texto, e bem sacada a coisa da expressao… Acho que você está de parabens. Nao pense em processar esse pessoal, pq eles nao sabem, mas estão te projetando pro estrelato. Em breve, se vc continuar nao sendo um bom moço, donzelo, quem sabe você ja pode ser visto ao lado daquela gostosinha da Luiza Mel no TV Fama, ou fazendo parte daquela rodinha do quadro do Marcio Garcia “Bonitas e perigosas”, onde vc vai ficar rodeado de mulheres lindas te perguntando um monte de coisas que elas mesmas nao compreendem bem. Eugênio Hertz, Campina Grande-PB – jun2006

54- Apesar de se ouvir muita besteira por aí e nem por isso jah ouvi falar dessa porcaria de movimento nao sei das quantas de “bons costumes” que para mim é gente doida para quebrar regras, mas nao podem e assim infernizam a vida dos outros…devo adimitir que só depois de ler sua cronica é que maldei a frase do Orkut. Mesmo assim nao há motivo nenhum para um processo. Que tal processar o jah infelizmente morto ( Bussunda), por dizer um rede nacional e em horário nobre que o seringueiro vive no mato ” tirando leite do pau”, que logicamente a frase é altamente maldosa. Por que eles nao experimentam processar a Globo por isso tb?” Abraço. Beto Ferreira, Fortaleza-CE – jun2006

55- adorei sua crônica “Ampliando o diâmetro”. Só não sei o que os membros dessa tal de MNBC têem na cabeça. Com tanta gente prá processar, pq foram invocar com vc? Pq não processam os políticos e advogados corruptos que atentam contra o pudor da Nação inteira sempre que resolvem abrir a boca? Creio que devem estar equivocados com o sentido dessa frase: atentar ao pudor. Somos agredidos todos os dias e ninguém faz nada, mas foram com vc, que resolveram mexer…rs Adorei a crônica, ok? Beijos. Vanessa de Assis, Uberlândia-MG – jun2006

56- Ah, Kara, falassério…!!! Cê tá de sacanagem com a gente??!!! Será mesmo verdade que o tal Comitê (ou Diretório, Movimento ou o que diabos seja!) tá empombando com você por causa dessa crônica??!!!? Deve ser realmente muita falta do que fazer… Aqui do Recife, pelo meu lado, continuo louvando e celebrando (e invejando, confesso) o seu jeito fluido de escrever, a sua criatividade e sua lucidez. Sem ser ácido ou cáustico você faz excelentes críticas a um bando de coisas que precisam mesmo ser criticadas. Fica firme aí! E não dá bola pros desocupados. Paz e Luz! E que os astros lhe sejam favoráveis! Haroldo Barros, Recife-PE – jun2006

57- mas por quê censurar um texto tão pedagogico? as pessoas tem que se atualizar !alias , mesmo que se tratasse daquele outro diametro…qual é o problema? alias , quem ainda não tentou alarga-lo? mas como vc disse…cada um com o seu. Michele Diamanti, Taranto-Itália – jun2006

58- ainda estou sem saber se rio ou choro diante da hipótese de censura.Por favor, me diga que é brincadeira! Bem , por via das dúvidas, talvez vc devesse escrever um texto para as gentis senhoras que se sentiram tão ofendidas.Algo que falasse sobre a dificuldade que elas estão encontrando em ampliar os diametros dos próprios círculos. Sim, pois como psicóloga , posso dizer que essa dificuldade em aceitar que os outros ampliem seus círculos pode vir de um desejo inconsciente que seus próprios círculos sejam ampliados…Resumindo, se elas ampliassem seus círculos com mais frequencia, com certeza descobririam que a idéia é ótima, e teriam menos tempo para se preocupar com o círculo dos outros. Enfim,enquanto isso não acontece, só podemos seguir com nossas vidas…rs…rs… Adrei seu texto! Abraço. Daniela Bernardes da Silva, SP – jun2006

59- ESSAS PESSOAS NÃO CONHECE O SEU TRABALHO E TAMBÉM NÃO TEM O QUE FAZER. LEMBRE-SE, TODOS QUE SÃO ILUMINADOS PASSAM POR PROVAÇÕES, TALVEZ VOCÊ TERÁ QUE PASSAR POR ESSA. ADORO SEU TRABALHO E O ADMIRO MUITO, MAS UM DIA ESCREVI PRA VOCÊ FALANDO QUE TINHA TIDO PROBLEMAS COM O ORKUT. QUE DEUS TE ABENÇOE! MUITA PAZ! Cacilda Luna, Fortaleza-CE – jun2006

60- Ricardo,meu Kelmer… São 4 da madrugada.Fui dormir às 18:30 e ainda estou q nem zumbi, no horário europeu.Será q li certo? Alguém realmente se ofendeu com esse texto? Ou ainda estou abestada demais pra enteder a “profundidade” do círculo? Só me resta rir,né? Que é o q geralmente faço qd leio vc (por outros motivos, claro). E eles não têm idéia do q vc é capaz!!!!!!!!Se ofenderam com ISSO?????? Que o Todo Poderoso os proteja se VC se irritar com eles!!!!!! Hehehe.Confesso q quero mais é ver esse circo pegar fogo, e ficar aqui, às gargalhadas. Beijos na madrugada. Mônica BurkleWard, Alemanha – jun2006

61- Muito engraçada!!! Sério, não paro de rir…todo mundo aqui em casa deve achar que eu fiquei (ainda mais) maluca! Mari, Porto Alegre-RS – jun2006

62- Diga aí Kelmer? Li o texto. Tem o duplo sentido óbvio, mas com muito bom humor, além, é claro, de reclamar dos termos usados no Orkut, que não tem a ver com a nossa brasilidade. No mais, a sacanagem que tem ali não é maior do que aparece no Casseta e Planeta, todas as terças feiras em ampla rede nacional de televisão. Se é pelo humor, alguns são mal-humorados, outros não acham graça nenhuma, mas não querer que a piada, o chiste, circule, isso é trágico. Abraço. Ronald de Paula, Fortaleza-CE – jun2006

63- Esplêndida! Só podia ser o Ricardo… Mariana Melo, Maceió-AL – jun2006

64- Kelmer! Que brincadeira gostosa o teu texto! Divertido, sem grandes pretensões, mas atingindo em cheio, as mil pretensões! Parabéns! Que o círculo se abra, os raios e diâmetros! Jayme Akstein, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

65- Ô, querido, não se preocupe se dizem que você é um corruptor da juventude… Até os meigos Monteiro Lobato e Mark Twain também foram assim rotulados e proibidos. Pra não falar em Sócrates, que teve que beber cicuta. Não se preocupe, você está em ótima companhia. Só não aceite nada que te dêem para beber, ok? Um grande beijo, e por favor, continue escrevendo e ampliando nossos horizontes. Quanto ao diâmetro do cérebro dos respeitáveis senhores e senhoras que te processam, não tente ampliar. A não ser que você já tenha aprendido a fazer milagres… Bandruir, Rio de Janeiro-RJ – jun2006

66- Oi, Ricardo. Fala sério!!! Esses caras não tem mais o que fazer do que se preocupar com o diâmetro social dos outros? O texto é leve, engraçado, bem a tua cara. Bjks. Sandra Ribella, Limeira-SP – jul2006

67- Acbo de ler duas crônicas suas.A tal do Ampliando o diâmetro e outra que vc sai pelo mundo com Jessi. Adorei. Apenas isso,porque vc tem um senso de humor gostoso e que ainda sim nos faz pensar um pouco mais no que está escrito ali. Eu tenho horror a qualquer dimensão da “moral e bons costumes”…são fanáticos e viram assassinos por qualquer motivo.Quero a vida mais leve e mais solta.Quero levar dela o que ela puder me dar e de forma tranquila,com humor e muito amor.Ah…e sexo tb…óbvio! Qto ao orkut…eu sou das primeiras,lá em fevereiro de 2002 ,qdo o Tio Sam ainda era a grande maioria daquele círculo que tem seu diametro aumentado diariamente.E várias teorias da conspiração depois,ainda estou lá,fazendo contatos com amigos,novos,antigos,especiais,comuns,que sinto falta,ou que lembro vagamente…E gosto muito disso. Quisera eu viver em um mundo onde as pessoas não precisassem cuidar das consciências umas das outras e cada uma soubesse exatamente o que fazer de sua vida,das coisas que escreve,das coisas que lê e ,com toda propriedade,do diâmetro de seu círculo… beijos e boa cruzada anti moralismo pelas estradas do mundo… Simone Santos, Rio de Janeiro-RJ – jul2006

68- Caro Ricardo, Não sei se estou ficando velho, ou talvez, mais exigente (puritano never).Entretanto não ví a menor graça nos seus últimos textos.Muita divagação acerca de uma inutilidade (o diametro sei lá de que…), palavras chulas…Situações me pessoais.Meu caro amigo, escreva para todos, seja leve, espotâneo e divertido.Você tem potencial!Nossas crenças e bandeiras interessam mais na mesa de um bar. Acredito em você. Do amigo. Eduardo Macedo, Recife-PE – jul2006

69- Ampliando seu diâmetro….rsrsrsrs.. Eu já li milhões de vezes no orkut na apresntação… e nada e nada e nem ninguém prá nos dizer algo…e lá está: amplie seu diâmetro!!!…seu círculo!!!…eheheheh precisou o Kelmer…nos mostrar essência profunda em como definitivamente podemos ampliar nossos diâmetros… Morri de rir… Inêz Dias, São Paulo-SP – out2006

70- olha só, seus comentarios sobre a apresentação do orkut, teve resultados: “O Orkut é uma comunidade on-line que conecta pessoas através de uma rede de amigos confiáveis. Proporcionamos um ponto de encontro on-line com um ambiente de confraternização, onde é possível fazer novos amigos e conhecer pessoas que têm os mesmos interesses. Participe do orkut para estabelecer seu círculo social e se conectar a ele.” kkkkkk graças a vc não corremos mais o risco de ampliar nosso diâmetro … social gde bj. Angélica Santos, Osasco-SP – abr2007


Abalou Sobral em chamas

11/02/2009

11fev2009

Abram as portas da esperança! Que entrem as candidatas a Cinderela

AbalouSobralEmChamas-1

ABALOU SOBRAL EM CHAMAS

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Concurso Miss Ceará Gay 2000. A boate Oásis está lotada, mas eu, Paula e Giuliana conseguimos uma boa mesa. Entramos e vemos as cortinas cor-de-rosa, passarela em T, escadaria, buquês de flores, tudo reluzente… Babado forte. Produção de primeira, sim senhor. Porque se tem uma coisa que bicha gosta é de glamour. Pois então que lhes seja satisfeito o desejo. Abram as portas da esperança! Que entrem as candidatas a Cinderela!

Primeiro, os trajes típicos. A primeira menina, vamos chamá-las assim, representa Barbalha na figura da coletora de algodão, uma simpatia. Aplausos. A segunda é de Guaramiranga, loiríssima, e vem em trajes de florista. Arrasou. A candidata de Ipu surge na escadaria pelas mãos de um bonitão de smoking e eu tomo um susto: é uma indiazinha linda! Ajeito-me na cadeira para ver melhor. Mas será possível? Ela é homem? É o fim do mundo…

Depois vem homenagem às vaquejadas de Morada Nova e às lendas do açude Orós, um luxo. E eu que nem sabia que o Orós tinha água, quanto mais lenda… Uma candidata erra o caminho e a apresentadora não perdoa: Te orienta, atordoada!… A representante de Sobral vem no traje Exaltação ao Cangaço, todo em palhas de carnaúba. Es-cân-da-lo. Lembrei até do Clovis Bornay.

O universo gay é colorido, alegre e espirituoso, la vie en rose. A estética é exagerada e tudo é motivo de festa. Sobram plumas, purpurinas, strass e luvas de veludo azul. Abundam dáblius e ipsilones. A vida é um eterno espetáculo, the show must go on. Aliás, diz que bicha não nasce, estreia. Nos anos 70, toda bicha queria ser a Vanusa, lembra? Hoje preferem a Mariah Carey. Eu acho tudo divertido, mas tem gente que não gosta e tem até quem se ache no direito de sair nas ruas atirando nas meninas, coisa triste. Curioso ver que às portas do terceiro milênio a sexualidade humana continua sendo um tabu. Não seria a homofobia, em última instância, o medo da própria sexualidade não assumida? Vai saber… Mas deixemos de teses, o concurso é mais divertido.

A apresentadora lembra que depois, em outra boate, haverá o espetáculo Tarzan e os Felinos. Cruzes!, comenta a outra empolgada na mesa ao lado, vou levar até mertiolate! Um jurado reclama que está com sede e a apresentadora dá um pito: Natália, cadê a água do júri, criatura?! Depois, ela elogia as candidatas e diz que elas se sentem tão mulher que só faltam menstruar ali mesmo… Putz, a piada me pega no meio de um gole e engasgo. De fato, elas são bem femininas e muito bonitas. Mas Paula trata de botar defeito e comenta que a bunda da outra é muito grande. Muito grande, Paula, ah, tenha paciência! Giuliana também acha defeito: O silicone das pernas é disforme. Ô despeito.

Quando a índia Shakira, candidata de Ipu, surge esplendorosa no traje de banho, eu oficializo minha torcida por ela. Um desbunde. Apanho meu queixo no chão e fico a imaginar Shakira se banhando na bica… Aliás, os nomes são atração à parte nesse universo: Shirley, Natasha, Paloma, Priscila e por aí vai. E os sobrenomes? Têm sempre um quê assim de luxuoso ou exótico: Thompson, Strauss, Close, Bijoux. Nome é vital. Ou você acha que uma bicha chamada Luzanira Macaúba teria alguma chance?

A secretária Natália Kinski (olhaí…) recolhe as notas e a apresentadora anuncia a campeã: Virna Tinelli! A candidata de Sobral! Aplausos e holofotes. Chuva de pétalas. Música para a vencedora. Comoção geral na plateia. Abalou Sobral em chamas! Ela recebe o buquê do bonitão de smoking e desfila pela passarela, se acabando em lágrimas, ela que já havia ganho o prêmio de melhor traje típico, para glória, esplendor e apogeu da Zona Norte. Realmente muito bonita a menina, admito, mas continuo fiel à minha Shakira, que por sinal ficou em terceiro lugar, in-jus-ti-ça.

Vamos conhecer a vencedora, dar-lhe os parabéns. Ela já não caminha, flutua, os olhos que não se fixam em lugar algum. Mas consigo um autógrafo: “Um para Ricardo.” Assinado: Miss Ceará 2000. Ôxe, um o quê? Não diz. Ela esqueceu. Tudo bem, Virna, é a emoção. Ser Miss Ceará Gay pesa, eu entendo. Vá, minha filha, aproveite seu momento de Cinderela que você merece, que amanhã tudo volta ao cotidiano borralheiro, o trabalho duro no salão, aquelas senhoras ricas de nariz empinado. Elas têm dinheiro, eu sei, têm motorista esperando lá fora e viajam para Miami, eu sei. Mas nunca, nunca foram miss.

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Ricardo Kelmer 2000 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra os livros Vocês Terráqueas
e A Arte Zen de Tanger Caranguejos

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LEIA NESTE BLOG

ADiversidadeSexualPedePassagem-01A diversidade sexual pede passagem – A luta pela legitimação da diversidade sexual como característica humana não é mais apenas uma luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros

Crimes de paixão – Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite

As crianças transexuais – Putz, que espécie louca, a humana. O que ainda haverá para descobrir sobre nós?

A travesti anã e sua irmã sapata – Passeando pelas minhas comunidades no Orkut, ela encontrou uma chamada “Já dei pra um travesti” e aí, coitada, ficou apavorada

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

As aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir…

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Muito ótima, Rico. Absolutamente fidelíssima. Também já freqüentei tais concursos, e ME ACABO de rir e me divertir com a bicharada. Glamour é bom eu eu também gosto.Besos muchos, que esteja tudo bem com você. Marta Crisóstomo Rosário, Brasília-DF – jun2005

02- Obrigada pela crônica…ri muito!Vc pegou bem o espírito da coisa.O povo gay q se apresenta nessas boates,sempre me fascinou.Pela alegria, pela criatividade, pela coragem de brincar de Cinderela. Mônica, Niterói-RJ – jun2005

03- vc é um barato… A-ME-I lindo! só não fui na parada gay este ano, pq sabia que seria aquela LOU-CU-RA…mas q elas são divertidas, ah isso são…e se são assim é pq são felizes, nada mais excitante…rss beijos. Débora Pissarra, São Paulo-SP – jun2005

04- Essa crônica eu tenho, tá no teu livro ” A arte zen de tanger caranguejo”, e esse eu tenho, blz, um livro que nos faz lembrar de varios momentos de nossa vida em fortal, muito bom. José Everton de Castro Jr – Brasília-DF – jun2005

05- Na real, faltou um pouco do real. As bichas se pegam de porrada no camarim. Porque glamour é tudo, mas não toque na minha frasqueira…. hehehehehe Um abração e boa semana. Adriano de Lavôr, Fortaleza-CE – jun2005

06- é, mano, pela sua descrição, eu tbém votava na Shakira…. Mto bom esse seu texto. E, sim, a humana sexualidade sempre será pano pra mangas, cajus e maracujás. E cupuaçus… Abração. Max Krichanã, Fortaleza-CE – jun2005

07- Adorei Abalou Sobral em Chamas. Lisa Mary, Fortaleza-CE – jun2005

08- É isso aí ! Muito bom texto!O texto lida lida com o universo homosexual, com humor, criatividade e respeito.Isso interessa a todos.Diferente seria um texto que abordasse seus “conflitos íntimos” (somente a eles interessaria). O leitor não teria o mesmo interesse.Penso também que coluna não é livro de psicologia.O leitor quer rir, comentar algo novo, topar com o desconhecido-e nisso vc é muito bom. Eduardo Macedo, Recife-PE – mai2007

09- Morri de rir… Renato, Orkut, Comunidade CONFRARIA iAi – mai2007

10- adoro as coisas do Ricardo Kelmer ! Grande cara. Edna, Orkut, CONFRARIA iAi – mai2007

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As vantagens de ter um amante

31/01/2009

31jan2009

O marido cuida da parte financeira, paga as contas dos filhos, da esposa e da casa. O outro cuida de você

AsVantagensDeTerUmAmante-01

AS VANTAGENS DE TER UM AMANTE

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“É pura lenda que a mulher trai menos. São vários amantes. A diferença é que a mulher sabe fazer bem feito”.

A frase é da atriz Priscila Fantin, li numa revista de nov2008. Se eu já achava Priscila encantadora, aiai, ela agora ficou ainda mais bonita pra mim. Sua frase tem o frescor da franqueza e também uma pitadinha de pimenta: será que Priscila fala por experiência própria? Será que Priscila é um ser do meu planeta, onde as pessoas não acreditam no amor-posse?

Aí, no dia seguinte recebo um texto de uma leitora. Entendi então que estava na hora de escrever sobre infidelidade feminina. Vou reproduzir o texto aqui junto com meus comentários (em itálico).

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Foi provado, após acompanhamento de vários casos, que toda mulher precisa de dois homens: um em casa e outro fora de casa. Para entender, é muito simples:

1. O marido cuida da parte financeira, paga as contas dos filhos, da esposa e da casa. O outro cuida de você.
> Vida difícil a de amante…

2. O marido fala dos problemas, das contas a pagar, das dificuldades do dia. O outro fala da saudade que sentiu de você durante a sua ausência.
> Pudera… Como que seu marido vai sentir saudade se ele te vê todo dia?

3. O marido compra uma roupa nova para ir a um compromisso de trabalho. O outro tira essa mesma roupa só pra você.
> Já tá tirando a roupa pra transar? Ih, tá virando casamento.

4. O marido dorme com aquela camiseta velha e de cueca, às vezes até de meia. O outro dorme completamente nu, abraçadinho a você.
> Sério? Me passa o número do bofe já!

5. O marido reclama das coisas que tem que consertar em casa. O outro te recebe no apartamento onde tudo funciona perfeitamente.
> Lógico. Tudo que precisa estar funcionando é a cama…

6. O marido telefona pra casa e fica perguntando o que tem que comprar no supermercado, padaria etc.. O outro telefona só pra dizer que comprou um champanhe que você vai adorar.
> Um champanhe por mês. Dois, que seja. Pra comer um mulherão como você? Esse cara tá no lucro, viu?

7. O marido reclama do chefe, do trabalho, do cansaço de acordar cedo. O outro reclama a sua ausência e os dias que fica sem te ver.
> Mantenha assim, nega, pra coisa durar. Sem falar que ele deve ter outras pra dar assistência também, né? Ou você acha que um prato desse você comeria sozinha?

8. Ah… esqueci o imprescindível. O outro nunca vai tomar cerveja com os amigos numa sexta-feira!! – ele estará com você enquanto o corno esta enchendo a cara com um monte de macho do lado.
> Ôxe! Se teu marido não fosse beber com os amigos, como é que você iria encontrar com o outro? Bendito bar, benditos amigos! Mas não abuse, amiga, pois amante grudenta faz a gente sentir saudade dos amigos no bar. E se o gostosão for pro bar, periga ficar amigão do teu marido. Aí fudeu.

Bem, agora você pode perguntar: Por que não trocar o marido pelo amante? Pelo simples fato de que se o amante for viver com você, passará para o papel de marido e logo, logo, você precisará arrumar outro.
> Entendeu agora por que amante é pra amar e não pra casar?
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Ricardo Kelmer 2008 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

elacaminho50Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode sabe que ela é só sua?

A mulher livre e euÉ esta a mulher que dança pela vida comigo, duas individualidades que se harmonizam mas não se anulam em estúpidas noções de controle: amamos o outro e não a posse do outro

Menu de homem – Na onda da mulher-melancia, mulher-jaca, mulher-filé e outras classificações femininas hortifrutigranjeiras, nada mais justo que nós, homens do sexo masculino, sermos também classificados

Amar duas mulheres – Não se preocupe, eu te entendo, bode velho, eu também sempre tive essa fantasia de comer a Hello Kitty

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IndecenciasParaOFimDeTardeCAPA-01aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer – contos eróticos

Os 23 contos deste livro exploram o erotismo em muitas de suas facetas. Às vezes ele é suave e místico como o luar de um ritual pagão de fertilidade na floresta. Outras vezes ele é divertido e canalha como a conversa de um homem com seu pênis sobre a fase de seca pela qual está passando. Também pode ser romântico e proibido como a adolescente que decide ter um encontro muito especial com seu grande ídolo. Ou pode ser perturbador como uma advogada que descobre que gosta de fazer sexo por dinheiro.

O erotismo de Ricardo Kelmer faz rir e faz refletir, às vezes choca, e, é claro, também instiga nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir. Seja em irresistíveis fetiches de chocolate ou numa selvagem sessão de BDSM, nos encontros clandestinos de uma lolita num quarto de hotel ou no susto de um homem que descobre verdadeiramente como é estar dentro de uma mulher, as indecências destas histórias querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > Saiba mais – Onde comprar

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01- “PERFEITO, MUITO BEM EXPLICADINHO. SÓ UMA RESALVA, DÁ UM TRABALHO DANADO. UM HOMEM DÁ UM TRABALHÃO, DOIS ENTÃO…PORQUE HOMEM É BICHO FOLGADO. SE A MULHER NÃO LEVAR MUITO A SÉRIO ATÉ QUE OS HOMENS DÃO ALGUM PRAZER, MAS ISSO SE A GENTE SAIR NO MÁXIMO UMAS DUAS VEZES.” Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – out2010

02- legal! Gisela Symanski, Porto Alegre-RS – out2010

03- Falou o expert em alma feminina.da ate medo(^.^) Izabel Castro, São Paulo-SP – jun2013

04- Essa de “amor-posse” é mesmo um problemão, na verdade é a morte, a morte de qualquer relacionamento. Mas não é o único amor (parceiro) que fará sentir-se presa ou preso. E nem mesmo uma traição (um amante) que fará sentir-se livre. A liberdade, bem como a felicidade, vem de dentro, da relação “VOCÊ COM VOCÊ”, se essa relação não está bem não há amor ou amante que te fará sentir-se bem ou livre, a prisão sempre será você mesmo(a). Renata Kelly, Fortaleza-CE – jun2013


Cabaré Soçaite – A festa (vídeo-clipe)

26/01/2009

Ricardo Kelmer 2009

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Taí o vídeo-clipe do Cabaré Soçaite. A música é “Você gosta de mim”, do saudoso Raimundo Soldado, numa versão maravilhosa d´A Euterpia, que captou perfeitamente o espírito romântico-putaria da música. São festas como esta que sustentam o RK escritor. Então, vida longa ao Cabaré Soçaite!

> Novos vídeos (com cenas das festas) e história da festa:

> Grupo Cabaré Soçaite no FaceBook – Arte erótica, sorteio de livros, CDs e DVDs e ingressos pras festas

> Twitter: @cabaresocaite

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Ricardo Kelmer – blogdokelmer.wordpress.com

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COMENTÁRIOS
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O ataque das virgens estudiosas

22/01/2009

22jan2009

Senhoras e senhores, com vocês o Leilão de Virgindade

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O ATAQUE DAS VIRGENS ESTUDIOSAS

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Que muitas mulheres se prostituem para poder pagar os estudos, isso todo mundo tá careca de saber. Se você for a um bordel de cidade grande, provavelmente topará com algumas universitárias por lá, dando duro para melhorar de vida.

Durante um trabalho que fiz para uma ONG no Rio de Janeiro em 2005, entrevistei estudantes que trabalham como prostitutas na Vila Mimosa, tradicional reduto de prostituição no centro da cidade. Elas atuam de forma independente, pagando apenas pelo aluguel de 20 minutos do quarto. Trabalhando dois ou três dias por semana, algumas juntam todo o dinheiro necessário para pagar a faculdade e até mais. Embora a grande maioria não ame o que faz, todas preferem esse tipo de trabalho a ter que se submeter a um emprego chato, horários fixos, patrão insensível e baixa remuneração.

A relação entre prostituição e financiamento de estudos não é exclusividade do Brasil. O jornal inglês The Times divulgou em 2008 que no Reino Unido e na França cresce a cada ano o número de estudantes homens e mulheres que se prostituem, e que o governo francês tenciona tomar algum tipo de medida para evitar que os estudantes acumulem tantas dívidas durante seus estudos.

Agora, porém, surgiu uma novidade bem interessante nessa história toda. De repente, garotas de todo o mundo parecem ter descoberto que não precisam se prostituir da forma tradicional para poder pagar os estudos. Em vez disso, elas podem vender, e caro, a própria virgindade. Em outras palavras: no lugar de dar muitas vezes, elas dão apenas uma vezinha, e lucram bem mais. Senhoras e senhores, com vocês o Leilão de Virgindade.

Um dos casos mais conhecidos é de Rosie Reid, a estudante inglesa de 18 anos que em 2004, para pagar suas dívidas com a Universidade de Bristol, leiloou sua virgindade usando seu site pessoal. Rosie conseguiu vendê-la por 8.400 libras, algo como 15 mil dólares na época, para um engenheiro divorciado de 44 anos. Rosie, que é lésbica (ainda tem isso), afirmou depois que não gostou da experiência, mas que preferiu transar com um estranho a passar anos vivendo na pobreza.

Atualmente, há dois casos bem documentados pela mídia. Um deles é o da modelo napolitana Raffaella Fico, de 21 anos, que em 2007 participou do Big Brother italiano. Raffaella revelou recentemente que é virgem e que venderá sua virgindade ao candidato que aceitar lhe pagar um milhão de euros. Com a grana, ela, que pretende ser atriz, planeja comprar uma casa em Roma e fazer um curso de interpretação.

Para terminar os exemplos, que são muitos, fiquemos com o de Natalie Dylan, pseudônimo de uma estudante de Ciências Sociais de 22 anos, de San Diego, nos Estados Unidos, que também está leiloando sua virgindade a fim de custear os estudos. Como sua tese de pós-graduação é sobre a valorização da virgindade em diferentes culturas, seu próprio exemplo seria um excelente caso a relatar, pois a danadinha já recebeu milhares de propostas, inclusive uma de 5,6 milhões de dólares! A noite de gala será no Bunny Ranch, famoso bordel de Nevada, que organiza o leilão por meio de seu site.

A italiana é famosa em seu país, já estampou capas de revistas masculinas. Seu caso, portanto, tem a ver com o fetiche de ser o primeiro homem de uma mulher desejada por muita gente. Natalie é uma estudantezinha qualquer desconhecida que se tornou famosa, e desejável, a partir do momento em que divulgou seu negócio. Agora, o mundo inteiro sabe dela e a sua virgindade teve uma maxivalorização instantânea. O hímen de Natalie não é mais um himenzinho qualquer, desses que se vão todos os dias no banco traseiro dos carros. Ele está valendo milhões de dólares! Dá para comprar uma dúzia dos melhores bordéis, com tudo dentro.

O leilão de virgindade, porém, exige boa dose de saco e sacrifício. Saco para aguentar o lenga-lenga dos moralistas, essa gente que aceita que se venda o rim, mas não o hímen. E sacrifício para ter que ficar vários anos segurando a piriquita, a fim de oferecer o produto com, digamos assim, autenticação de qualidade. Evidente também que os namorados das moças têm que entender muitíssimo bem a situação. Caso não sejam muito ciumentos, serão depois recompensados com uma namorada rica, que poderá até pagar a faculdade deles também. Excelente negócio: as namoradas entram com o cabaço e eles saem com o canudo. Hummm, essa foi péssima.

Esse fetiche de querer ser o primeiro é para exibicionistas. Eu, particularmente, gosto de ser o atual. Mas não posso negar que a inocência e a inexperiência femininas também são excitantes. Por isso, me inscrevi nos dois concursos. Isso mesmo, mandei proposta para Raffaella e Natalie. Como ultimamente estou economizando até espirro para poder comprar um notebook, o que pude oferecer a cada uma delas não foi muito: um livro meu com dedicatória e um caldo de cana na feirinha da Benedito Calixto. Ué, por que você está rindo? A Natalie mesma avisou que não transará necessariamente com quem oferecer mais dinheiro, pois ela terá que gostar do cidadão. Então anotaí, Natalie: eu sou limpinho, elogio o tempo todo e nunca peido no primeiro encontro. É pouco? E se eu disser que meu beijo tem gosto de brigadeiro, heim, heim?

Como daqui pra frente as meninas vão todas querer ser virgens quando crescerem, fica desde já registrada minha proposta a todas as brasileiras estudiosas que decidirem seguir esse novo modelo de negócios. Sei perfeitamente que haverá propostas bem mais avantajadas que um livro e um caldo de cana, claro, mas quem disse que faço questão de ser o primeiro?

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Ricardo Kelmer 2009 – blogdokelmer.com

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MamaeQueroSerVirgem-1Mamãe, quero ser virgem – Conheça a nova profissão da moda e participe da enquete sobre Leilão de Virgindade (Você venderia? Você pagaria?)

Catarina Miglorini – O leilão da virgindade da catarinense de 20 anos vai virar filme
Matéria no G1, 25.09.12
Depoimento de Catarina Miglorini, Folha de São Paulo, 26.09.12

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A seguir, conheça melhor as meninas. E depois deixe sua opinião sobre o tema. E se quiser também deixar sua oferta, por favor, não se acanhe.

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ROSIE REID

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Percebendo que concluiria o curso de Políticas Sociais na Universidade de Bristol com uma dívida de 15 mil libras, e que as horas diárias de trabalho estavam prejudicando os estudos, Rosie decidiu leiloar a virgindade para arrecadar aproximadamente metade desse valor. Ela iniciou o leilão pelo site eBay, e depois, após a recusa deste, passou-o para um site pessoal.

Rosie contou que recebeu mais de duas mil propostas de homens do mundo inteiro e que, antes de se decidir, encontrou-se com os proponentes das cinco melhores ofertas para avaliá-los pessoalmente. A transa aconteceu num quarto de hotel de Euston, região central de Londres. Rosie revelou que enquanto a transa acontecia, sua namorada Jess Cameron a esperava em outro quarto e que, mesmo nervosa e assustada, ela se esforçou em agradar ao homem, pois considerou que era isso que deveria fazer por alguém que aceitou pagar tanto por sua virgindade. Na manhã seguinte, quando tudo terminou, Rosie chorou bastante com sua namorada.

Que mal pergunte, Rosie, e a outra metade da dívida?

> Matéria no site da BBC sobre Rosie Reid (em português)

> Outra matéria no site da BBC sobre Rosie Reid (em português)

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RAFFAELLA FICO

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A moça nasceu em 29 de janeiro de 1988, em Cercola, Nápoles. Signo de Aquário. Trabalha como modelo e venceu os concursos Miss Valle Caudina 2006 e Miss Grande Prix 2007. Em 2007, participou do Grande Fratello, o Big Brother italiano. Raffaella pretende ser atriz.

Ela tem 1,76 m, 58 kg, olhos e cabelos castanhos. E pouca bunda, tipo a Adriane Galisteu. Mas como não é a bunda que está em leilão…

raffaellafico07E se Raffaella não gostar do comprador de sua virgindade? Segundo ela, isso não será exatamente um problema: “Eu tomo uma taça de vinho e paciência.”

Seu irmão Raffaello afirma que ela nunca teve um namorado: “Eu juro pelo túmulo da minha mãe. Minha irmã é uma católica devota e reza todas as noites para o Padre Pio.”

Quem diria, heim, Padre Pio… Até o senhor tá metido nessa?

> Veja Raffaella Fico no Big Brother italiano (e veja como a Itália precisa urgentemente importar biquínis brasileiros…)

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NATALIE DYLAN

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Estudante de Ciências Sociais, mora em San Diego, California. Com o dinheiro do leilão, Natalie pretende não só custear o término de seus estudos como também montar uma clínica de psicologia com sua irmã. Aliás, a irmã, que se chama Avia e é bem mais atraente, e financiou a universidade trabalhando como prostituta durante três semanas no Bunny Ranch, o mesmo bordel de Nevada onde Natalie concretizará seu negócio. Em Nevada, a atividade dos bordéis é legal.

Natalie DylanSegundo matéria de 13.01.09 no jornal The Sun, a maior oferta para Natalie até então foi de um empresário australiano de 39 anos, no valor de U$ 5,6 milhões.

Pelo site que realiza o leilão, Natalie conversa com os pretendentes e analisa as propostas. Segundo ela, um brasileiro ofereceu U$ 1,5 milhão.

Eu juro que não fui eu, querida.

> Leia a entrevista de Natalie Dylan para o Blog America

> Veja a participação de Natalie Dylan, com a irmã Avia, no programa de Tyra Banks

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

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Por trás do sexo anal – Há algo de divinamente demoníaco no sexo anal que, literalmente, a-lu-ci-na algumas mulheres

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COMENTÁRIOS
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01- ADOREI. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – out2010

02- Que texto adorável!!!Amei..e não custa tentar né Ricardo Kelmer? srsrsrrs.. parabénssss!!! Thaís Guida, Rio de Janeiro-RJ – nov2013

03- Nojentooooo…..kkkkkkkkkkkkkkk…adorei o texto. Eu Ni Ce, São Paulo-SP – nov2013

04- hahahahahahahaaha. Ilana Dubiela, Fortaleza-CE – nov2013

05- Muito boa a crônica! Edvaldo Rosa, São Paulo-SP – nov2013

06- Muito bom o texto, Kelmer, aliás como todos!! Ana Luiza Cappellano, Jundiaí,-SP – nov2013

07- cambada de sonsas , isso sim!!!! Rê Guida, Barra de São João-RJ – nov2013

08- tem comercio pra tudo nessa vida…quero só ver o que vão inventar agora… Luciana Nunes, Rio de Janeiro-RJ – nov2013

09- não tão roubando,nem matando,isso que importa…kkkkkkkk. Thaís Guida, Rio de Janeiro-RJ – nov2013

10- Pq eu só soube disso agora?kkkkkk. Ge Werneck, Rio de Janeiro-RJ – nov2013

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