Esses jovens que resgataram Belchior

11/05/2017

10mai2017

Hoje esses jovens se sentem órfãos de seu cantador das coisas do porão. Mas trazem tatuado na alma e no corpo o que Belchior lhes ensinou

Esses jovens que resgataram Belchior 02

ESSES JOVENS QUE RESGATARAM BELCHIOR

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Belchior, o bardo bigodudo dos ideais libertários, amado pelos rebeldes românticos de novas e velhas idades, morreu em pleno correr de um golpe em seu país. Não foi um golpe militar, mas um golpe parlamentar, com apoio da grande mídia, do STF e dos barões do capital. Isso é muito significativo. Se quando vivo, a poesia de Belchior já habitava as mentes dos que lutam por um Brasil socialmente justo e inclusivo, sua morte nesse momento torna ainda mais forte essa ligação.

Você pode até dizer que eu estou por fora, que estou inventando. Bem, então você não entendeu Belchior. Leia sua poesia e verá que está lá em seus versos, ecoando sempre, um grito de resistência contra a opressão do sistema sobre o indivíduo, que sufoca seus sonhos e robotiza sua existência. É uma poesia de protesto e inconformismo, que nos alerta para a exploração capitalista que gera escravos assalariados e para a hipnose midiática que gera zumbis do consumo. A poesia de Belchior é anárquica, pois em vez do poder, defende a supremacia do amor, do prazer e da paixão. É um grito latino-americano que brota da dor das minorias e dos excluídos, de todos que não comungam com o deus mercado e vomitam a ração diária fornecida pela mídia poderosa. É a rubra poesia dos que sangram, mas não se deixam enquadrar.

Mas o novo sempre vem. E foram os jovens da era da internet que redescobriram Belchior, resgatando-o do limbo para o qual a grande mídia quis relegá-lo. Durante esses anos, eles sonharam com sua volta e desejaram ardentemente vê-lo num palco a cantar e protestar com eles…

Infelizmente, isso não será possível, e hoje esses jovens se sentem órfãos de seu cantador das coisas do porão. Mas trazem tatuado na alma e no corpo o que Belchior lhes ensinou. Por isso, agora exibem seu rosto em camisetas, postam seus versos nas redes e tocam nas rodas as suas belas canções. São os mesmos jovens que não querem mais viver num mundo no qual uma minoria cínica e insensível detém a maioria da riqueza. São os mesmos jovens que hoje lutam por oportunidades iguais para todos. Os mesmos jovens que já entenderam que por enquanto eles venceram e o sinal está fechado, sim, mas na ferida viva de seus corações eles captaram muito bem o que um velho compositor cearense lhes dizia: o novo sempre vem.

Viva Belchior!

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

Desenho da ilustração: José Marconi

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Para Belchior com Amor

PBCA 3a ed CAPA 20aLançado em 2016, Para Belchior com Amor chega à sua terceira edição. Organizada por Ricardo Kelmer e Alan Mendonça, esta edição foi enriquecida com ilustrações e novos autores, com mais contos, crônicas e cartas inspirados em canções de Belchior. O livro traz 24 textos de 23 autores cearenses, e conta com a participação especial de Vannick Belchior, filha caçula do rapaz latino-americano de Sobral, que escreveu uma bela carta para seu pai. Em 2021, ela iniciou-se profissionalmente como cantora, interpretando o repertório de Belchior.

Literatura para celebrar um notável literato. Ele que soube, como poucos, harmonizar música e poesia, e que fez de sua obra e sua vida um intenso canto de amor, liberdade, questionamento e rebeldia. Salve Belchior!

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LEIA TAMBÉM NESTE BLOG

Divina comédia humana (Ou: O amor é uma coisa mais exótica que um conto em terza rima) – Um conto inspirado na canção de Belchior e no poema de Dante Alighieri

O dia em que entendi Belchior – Ele já não tinha metas, estava finalmente livre para deixar a roda-viva que nos entorpece diariamente com a sedução das falsas necessidades

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MAIS SOBRE BELCHIOR

O Belchior que a crítica vulgar não viu (Alberto Sartorelli) – Canções do compositor cearense debateram, desde os anos 1970, a alienação, as relações mercantis e a própria indústria cultural. Mas alguns procuraram enquadrá-lo como apenas um rapaz romântico 

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Laura Canoura – Como nuestros padres
Laura Canoura (2 de janeiro de 1957, Montevidéu) é uma compositora e cantora da música popular uruguaia. Com mais de 25 anos de trajetória artística é uma das principais solistas femininas desse país.

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 COMENTÁRIOS
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01- Fantástico texto meu Caro Ricardo Kelmer. Antonio Carlos De Freitas, Fortaleza-CE – mai2017

02- Fora Temer e Viva Belchior!!! Paulo Henrique Carvalho, Fortaleza-CE – mai2017

03- No rs … nas paredes do banheiro, nas folhas mortas e verdes que caiem pelo chão , sendo gerson ou não, vida longa … Stefenson Pinheiro, Fortaleza-CE – mai2017

04- Lindo e inspirador texto, Kelmer. Vanessa Capibaribe Monte, Fortaleza-CE – mai2017

05- ADOREI o texto ! FORA TEMER até ele cair FORA. Jôsy Soares, Fortaleza-CE – mai2017

06- Maravilhoso! Sabrina Nádia de Sousa, Fortaleza-CE – mai2017

07- Sensacional!!! Um beijo! Patrícia Ramos, Natal-RN – mai2017

08- Foda, Kelmer! Viva, Belchior! Giba C. Carvalho, Recife-PE – mai2017

09- Hahahahah estragou a memória de Belchior. Nicolle Vila Lobos, Fortaleza-CE – mai2017

RK: Leia Belchior, Nicolle. 🙂 Se você tiver interesse, este texto vai mais fundo nessas questões: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/09/belchior-critica-vulgar.html

10- Eu fiquei calado qdo vi amigos direitistas confessos postando frases e músicas do Belchior. Isso me fez lembrar de uma pesquisa dando conta que esse pessoal tem sérios problemas de cognição. Henrique Baima, Fortaleza-CE – mai2017

11- Ricardo, incrível!!!! Amei muito esse texto. Sensacional! Vannick Belchior, Fortaleza-CE – mai2017

12- Lindooooooooooooooo, lindo meu mais lindo Bel, sempre vai lutar dentro de nós, nos dar folego para gritar!, Beleterno! Bertha Alves, São Paulo-SP – mai2017

13- Que texto, Ricardo Kelmer! Ticiana Studart Albuquerque, Fortaleza-CE – mai2017

14- Lindo texto. Que presente conhecer vocês em meio ao meu maior vazio. Perder esse cara é perder um pedaço de mim, mas eu prometi na beirada daquele caixão que gritaria suas músicas em meus shows até o final da minha vida! Também sou como ele, jovem que desce do norte pra cidade grande! Também sinto essa loucura na ferida viva do meu coração. A verdade dele, desde que o conheci passou ser minha verdade e eu nunca poderei deixar de grita-la.
Eternizei Alucinação na pele ontem e sempre pensei que quando ele visse ele iria rir da minha tatuagem, acabei não fazendo com ele em vida. Uma pena que não deu :/ Meu Belchis! Amor eterno… Luta eterna. Daya Ananias, Rio de Janeiro-RJ – mai2017

15- Fora Temer! Ana Lucia Santos, Recife-PE – mai2017

16- Esse é o verdadeiro Belchior, nosso Bel que tinha a coragem de escrever composições que desafiavam a época, gerações… Belchior da irreverência, autenticidade, escrevia e fala de si em suas letras! O político, o crítico, o homem comum, o amante, poeta, o boêmio, o romântico, solitário, o ser filósofo… Bom você escreve Ricardo Kelmer com e da vida as suas escritas e é por isso que te admiro e sou sua fã! E Fora Temer. Aline Saraiva, Fortaleza-CE – mai2017

 17- Beleza Poeta Ricardo Kelmer… Abração. Marcelo Pinheiro Rocha, Fortaleza-CE – mai2017

18- FORA TEMER, FORA TODOS! VIVA BELCHIOR!!! Rondinelly Mota, Fortaleza-CE – mai2017

19- sempre, sempre, sempre vem… Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – mai2017

20- Sensacional! Maria Augusta Funicelli, Taubaté-SP – mai2017

21- Maravilhoso. Cícera Souza Vidal, Fortaleza-CE – mai2017

22- Eu quero que este canto torto feito faca corte a carne de vocês sempre sempre sempre. Angela Belchior, Fortaleza-CE – mai2017

23- Parabéns pelo belíssimo texto!!! Realmente as músicas de Belchior são lindas e tocam na alma. Ele deixará saudades, mas estará eternizado em nossos corações!! Denizia Caetano, Rio de Janeiro-RJ – mai2017

24- que maravilha! sempre tive uma ligação muito intensa com o trabalho do Belchior. Quando morava no Rio, início de sucesso do Belchior, eu ia ao teatro todas as noites, em todos os shows. Sempre falava com ele no camarim, onde sempre fui bem recebido, e de quem tive o incentivo de escrever e produzir as minhas letras e canções. Hoje só poesia. Parabéns, Kelmer, texto maravilhoso. Carlos Kahê, Itabuna-BA – mai2019

25- “Que as lágrimas dos jovens são fortes como um segredo, podem fazer renascer um mal antigo…” Heldemarcio Leite Ferreira, Recife-PE – mai2019

26- Bravo… Excelente! Vilmar Costa, Xangri-Lá-RS – mai2019

27- Bacana. Parabéns! José Antônio, João Pessoa-PB – mai2019

28- Que texto. Yelison Melo, Recife-PE – mai2019

29- Aplausos. Ingrid Ramos, Recife-PE – mai2019

30- Amei. Ana Lucia Santos, Recife-PE – mai2019

31- Bom. Fábio Moreno Set, Mossoró-RN – mai2019

32- Muito legal. Joaquim Cesar, Camaçari-BA – mai2019

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> Postagem 2 no Facebook (pag Para Belchior com Amor)


O dia em que entendi Belchior

30/04/2017

30abr2017

Ele já não tinha metas, estava finalmente livre para deixar a roda-viva que nos entorpece diariamente com a sedução das falsas necessidades

O Dia Em Que Entendi Belchior Ype 02

O DIA EM QUE ENTENDI BELCHIOR

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Um dia, pelos idos de 1984, meu velho amigo Alberto Perdigão me apresentou certa música de Belchior. Eu tinha vinte anos e já amava o bardo bigodudo, e subia o som no último volume quando o rádio tocava Coração Selvagem. Mas a música que Alberto me mostrou era outra, chamava-se Ypê, do disco Objeto Direto, de 1980. Lembro que ela me soou estranhamente bela, e em suas palavras parecia reluzir algo precioso, mas que eu sentia ser incapaz de alcançar.

Trinta e dois anos depois, em 2016, enquanto fazia pesquisas para o livro Para Belchior com Amor, topei com Ypê novamente, dessa vez na internet. Não a reconheci pelo título. Pus para tocar no You Tube e… imediatamente lembrei daquele dia. E para lá fui transportado. De repente, eu era outra vez aquele eu, o garoto bobo e deslumbrado com a vida que se abre em horizontes caleidoscópicos de infinitas possibilidades. O rio da vida não volta, é verdade, mas o continuum de suas águas é um mantra que tem o poder de nos levar para tempos que jamais se foram.

Como traduzir a íntima e poderosa revelação que Ypê agora me trazia? De repente, eu era o mesmo garoto de trinta anos antes, porque, na verdade, nunca deixei de sê-lo, mas ao mesmo tempo era outro porque agora eu simplesmente… me dava conta disso. Eu envelheci, mas continuo naquele dia, ouvindo meu amigo a cantarolar Ypê, a minha ignorância juvenil fascinada com as reluzentes novidades da vida. Reescutar esta música me pôs novamente frente à enigmática dançarina de pedra e me trouxe dias de metafísico assombro, em que o que fui e o que serei se harmonizaram no único tempo possível, o eu sou.

Após dias mergulhado em Ypê, voltei à tona e contemplei a obra de Belchior com um novo olhar. E sua trajetória floriu de um diferente significado. Sabe, eu entendi Belchior. Entendi como se entende algo ridiculamente óbvio. Sim, são bem visíveis a beleza e a sabedoria contidas em suas canções, mas, putz, ninguém cria algo como Ypê sem antes alcançar a verdade que habita, discreta, o fundo escuro do rio. Ninguém escreve um poema como esse, tão filosoficamente profundo e exato, tão misteriosamente simples, sem ter chegado à harmonia fundamental, aquela que transcende o tempo e os opostos, e nos faz ser um com o eus que somos e tudo que há. Belchior tinha apenas 34 anos, tão moço… Mas, ali, o poeta já havia cruzado o portal. E somente agora, tanto tempo depois, eu o entendia.

Feito o bodisatva da filosofia oriental, o poeta iluminou-se e ficou mais um tempo entre nós. E depois? Talvez Belchior tenha percebido que nada mais de relevante tinha para falar. Sua arte já o havia dito, e continua a dizer. Ele já não tinha metas, estava finalmente livre para deixar a roda-viva que nos entorpece diariamente com a sedução das falsas necessidades. E então o poeta se foi.

Para onde? Foi-se. Por aí. Algum tempo-lugar onde agora ele será o que sempre foi: um lindo ipê que apenasmente flora, apenso ao pé da serra.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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YPÊ
Belchior

Contemplo o rio que corre parado
E a dançarina de pedra que evolui
Completamente, sem metas, sentado
Não tenho sido, eu sou, não serei, nem fui
A mente quer ser, mas querendo, erra (a gente quer ter, mas querendo, era)
Pois só sem desejos é que se vive o agora
Vede: o pé do ypê apenasmente flora
Revolucionariamente apenso ao pé da serra

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Belchior – Ypê
gravação original, álbum Objeto Direto (1980)

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PBCA 3a ed CAPA 20aPara Belchior com Amor

Lançado em 2016, Para Belchior com Amor chega à sua terceira edição. Organizada por Ricardo Kelmer e Alan Mendonça, esta edição foi enriquecida com ilustrações e novos autores, com mais contos, crônicas e cartas inspirados em canções de Belchior. O livro traz 24 textos de 23 autores cearenses, e conta com a participação especial de Vannick Belchior, filha caçula do rapaz latino-americano de Sobral, que escreveu uma bela carta para seu pai. Em 2021, ela iniciou-se profissionalmente como cantora, interpretando o repertório de Belchior.

Literatura para celebrar um notável literato. Ele que soube, como poucos, harmonizar música e poesia, e que fez de sua obra e sua vida um intenso canto de amor, liberdade, questionamento e rebeldia. Salve Belchior!

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Esses jovens que resgataram Belchior – É um grito latino-americano que brota da dor das minorias e dos excluídos, de todos que não comungam com o deus mercado e vomitam a ração diária fornecida pela mídia poderosa

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FALARAM DE BELCHIOR

Jovens da era digital reabilitaram Belchior da pecha de chato – Artigo de Edmundo Leite, 03.05.17

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OUTROS LIVROS

ICI2011Capa-01fRomance – Contos – Crônicas – Ensaio – Poemas

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VENDAS

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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elalivro10Seja Leitor Vip e ganhe:

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 COMENTÁRIOS
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01- Minha canção preferida. Pablo Kaique, abr2017

02- Enfim ….. Michele SJ, abr2017

03- Poxa! Que texto! Jose Tavares De Araujo Neto, abr2017

04- Que coisa linda, Kelmito! Marta Pinheiro, abr2017

05- Lindo Ricardo Kelmer. Vou compartilhar, posso? Silvana Santiago, abr2017

06- Tocada com suas palavras, Kelmer. Neyane Macedo Infurna, abr2017

07- Perdeu o medo de abrir a porta. Sands Nepomuceno de Andrade, abr2017

08- Que pena, sumiu, e agora ele volta, sem vida.Tanto que pedimos ,Volta Bechior, e ele voltou. Vilma de Oliveira, abr2017

09- homenagem linda….. texto precioso… abraços…… o homem do nan nan nan nan nan nan….como dizia minha filha ao me repetir tantas vezes a mesma música… que amava e amo… Maria Allves, abr2017

10- Rica, tuas crônicas sempre tocantes e maravilhosas. Ouvimos Ypê repetidas vezes hoje. Se brotar um ao pé de onde será o aqui jaz, podem me culpar. Fabiana Vasconcelos, abr2017

11- Lindo seu texto, vou compartilhar também. Rosina Santana, abr20176

12- Linda Mente Brasileira.. Claudia Meirelles Bahia, abr2017

13- Lindo! Cecilia Eckmann Oliveira, abr2017

14- “A mente quer ser mas querendo erra…” 💓 Zete More, abr2017

15- Ricardo Kelmer estou a beber Ipê e celebrar Belchior. Fábio Bonfim, abr2017

16- #belchiorimortal. Sheler Souza, abr2017

17- Lindo!! Ypê, a minha favorita!! 😦 Helena Lima, abr2017

18- Maciel Que texto!!! 👏 👏 👏 👏 Fernanda Santiago, abr2017

19- Maravilhoso,um ótimo cantor , descanse em paz!!! Eva Heshiki, abr2017

20- 2011, o ano q eu entendi Belchior, conheço o meu lugar! Bertha Alves, abr2017

21- Inda bem que outras palavras de outros homenspoetas vem como tábuas no meio das águas dos olhos.Me salvo? Valeria Cordeiro, abr2017

22- A gente fica sem palavras, mas você disse tudo Ricardo Kelmer. Ligia Eloy, abr2017

23- Texto maravilhoso! 👏 👏 👏 👏 👏 Celia Sporrer, abr2017

24- Maravilha. Cicero Aguiar Ferreira, abr2017

25- Belas palavras Ricardo Kelmer! Almair Fernandes, abr2017

26- Tudo está tão triste, acabou esperança de vê-lo novamente no palco,tive a grande sorte de ir em vários shows dele. Marli Costa Ferreira, abr2017

27- Lindo isso q vc escreveu. Eliana Braga, abr2017

28- Belchior nos deixou belas letras…e você meu querido escreve como poucos.. nos leva as lágrimas… Onde está Belchior ? Agora com todos nós … podemos conversar em oração …..ele encontrará a paz… Regia Alves, abr2017

29- Comovidissima! Bela lembranca … Silvana Marques, abr2017

30- Wellington Alves olha que lindo , não tem como não lembrar de você…… Regia Alves, abr2017

31- Tomei muitas curtindo o professor Belchior, saudades,que descanse em paz. Wellington Alves, abr2017

32- Obrigada Ricardo Kelmer. Criss Maria Boscaratto, abr2017

33- Enfim sua volta p simplesmente … ir! Márcia Matos, abr2017

34- Valeu Ricardo Kelmer… 👏 👏 👏 👏 👏 Caio Napoleao Braga Soares, abr2017

35- Bonito, Ricardo!!! Daniel Medina, abr2017

36- 👏🏻 👏🏻 👏🏻 👏🏻 👏🏻 👏🏻 👏🏻 texto lindo e profundo! Ana Paula Castro, abr2017

37- Perfeito! Ele foi o bardo, o menestrel e o monge budista de toda uma geração anterior a nossa, e tb tocou nosso coração com a força dos verdadeiros poetas! 👏🏻 👏🏻 👏🏻 👏🏻 que encontre sua paz! 🙏🏻 🙏🏻 🙏🏻 😢 Isa Magalhães, abr2017

38- 👏 👏 👏 Marcos Luiz, abr2017

39- Valeuuuuuuuu cara! Maria Sá Xavier, abr2017

40- Maravilhoso seu texto Ricardo Kelmer!! O poema é lindo como todos os outros! Compartilhei. Sandra Macedo, abr2017

41- Valeu Belchior, valeu Kelmer!! Veronica Lopes, abr2017

42- vou partilhar, viu, rk 😢 Márcia Matos, abr2017

43- Se entende Belchior, porque ele canta muito bem “eu sou como você”… Ninha Alvarenga, abr2017

44- “Ninguém escreve um poema como esse, tão filosoficamente profundo e exato, tão misteriosamente simples” Disse tudo. Aderbal Nogueira, abr2017

45- texto maravilhoso, meu caro Ricardo Kelmer… Carlos Emílio C. Lima, abr2017

46- Lindissimo texto. Waldete Freitas, abr2017

47- 😢 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 Celia Dos Santos, abr2017

48- Belo texto e bela homenagem Ricardo Kelmer #BelchiorEterno. César Espíndola, abr2017

49- Caralho Ricardo, como senti a morte desse moço! Maior representante da minha linda junventude!! Sandra Samm, abr2017

50- Querido, sábias palavras. Linda sua reflexão “…Ninguém escreve um poema como esse, tão filosoficamente profundo e exato, tão misteriosamente simples, sem ter chegado à harmonia fundamental…” Que dia triste! Lúcia Menezes, abr2017

51- Coisa linda, me arrepiei, chorei… Linda Homenagem, precisamos todos rejuvenescer” 👏 👏 👏 👏 Lucia Padua, abr2017

52- Justa homenagem, Ricardo Kelmer. Eugênio Oliveira, abr2017

53- Obrigada por me fazer descobrir essa música. Adorei! 👍 Luciana Loreau, abr2017

54- Texto lindo..Ipê, mararavilhosa..!! Verônica Filizola Salmito Soares, abr2017

55- Valeu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Roberto Tesch, abr2017

56- meu caro kelmer… nessa madrugada, falei com o shirlene sobre você, que tem ficado pouco em sp, para se dedicar ao projeto belchior 70 anos, essa mistura de show, literatura e teatro em homenagem a ele, a ele vivo e muito merecedor da iniciativa que lhe realçava o imenso talento. …. no caminho para casa, viemos no carro com verônica dirigindo, eu ao seu lado, e kita, selma e marici nos bancos traseiros. Eu e Verônica viemos cantando várias música do bel. enquanto eles conversavam lá atrás. Nem imaginávamos essa notícia triste que o domingo nos traria. Prometi tirar no violão ‘Brasileiramente, linda, oh yeah, oh yeah’.. E vou tirar. claro. …. …… um grane abraço! Arnaldo Afonso, abr2017

57- Obrigada Ricardo Kelmer. 👏 👏 👏 Vânia Quintana, abr2017

58- Nossa, que liiinda homenagem!!! Verdade Ricardo Kelmer!!! O rio da vida não volta, porém o contínuo de suas águas têm o poder de nos levar para tempos que jamais se foram. Nazare Moreira, abr2017

59- Belíssimo texto!  Foi meu primeiro impulso, escrever isso antes de ler os outros comentários e correr o risco de ser influenciado pela opinião alheia! Francisco Carlos Rodrigues, abr2017

60- Kelmer! Além da linda homenagem ao nosso grande poeta que nos deixa, o seu texto está cada vez melhor! Francisco Carlos Rodrigues, abr2017

61- Talvez eu morra jovem, alguma curva no caminho… Obrigado, Belchior! Ricardo Sergio Alves, abr2017

62- Q texto leve para este dia.beijo e abraço carinhos. Shirlene Holanda, abr2017

63- Deslumbrante…! Carla Cavalcante, abr2017

64- Essa partida eu senti. 😢 texto foda como sempre, Kelmer! Ana Cristina Martins, abr2017

65- Caramba como você escreve bem! Fascinante! ! Tina Holanda, abr2017

66- Meus sentimentos a família Belchior 😭 Enedina Pedro Henrique, abr2017

67- Meu parceirim Ricardo Kelmer. Você já contribuiu demais com sua homenagem a Belchior, com seu recente livro, em que vários escritores escrevem sobre nosso grande compositor. E essa sua crônica está demais. Parabéns. Solidário na tristeza. Joaquim Ernesto, abr2017

68- Essa doeu. Pra valer. Joaquim Ernesto, abr2017

69- Ricardo Kelmer, que texto lindo!!! Parafraseando Pessoa, como são velozes os dias que se passam na ribeira desse ou daquele rio. Talvez, por isso, seja tão importante o cultivo do “ypê que flora ao pé da serra” para além “da sedução das falsas necessidades”. Um abraço solidário!!! Lenha Diógenes, abr2017

70- Que lindo!!!! Manuella Surette Perdigao, abr2017

71- Que música. Fernanda Beirão Olajfa, abr2017

72- Texto lindo! Bela homenagem a esse grande artista. Rilza Araripe, abr2017

73- Que texto amigoRicardo Kelmer! ❤ Hoje não é mesmo dia para tristezas e sim para lembrar do quão vivo Belchior está em nossos dias! #Belchiorvive ☝ ☝ Lílian Martins, abr2017

74- Peço licença pra compartilhar… Wilkie Martins, abr2017

75- Lindíssimas palavras para dizer um pouco do nosso maravilhoso poeta. Que tristeza a sua partida… Mas ele sempre estará no coração de quem sente a poesia rebelde… Jacqueline Aragão, abr2017

76- Muito me honra ser citado em texto tão verdadeiro e tão lindo. Alberto Perdigão, abr2017

77- Admito que chorei : Lindo! Lia Aderaldo Demétrio, abr2017

78- Essa é uma das músicas de minha preferência. Castelo Branco, abr2017

79- Meus sentimentos mais sinceros Angela Belchior! Sabemos que ele voltou p casa, fique em paz! Cristina Luz, abr2017

80- Grande lindo poeta! Del Montenegro, abr2017

81- Sempre são belas, amarei sempre. Nila Ramalho, abr2017

82- Lindo, amigo! ❤ Esther Alcântara, abr2017

83- Linda Homenagem! Homem Inteligente, músicas com as letras que falam com a alma. Maria Aparecida Brigido, abr2017

84- Lindo!! Soraya Leao Rangel, abr2017

85- Juro q lembrei de vc qdo vi essa notícia Ricardo Kelmer … linda homenagem ! Hilbana Aquino, abr2017

86- Permita-me compartilhar. 👏 👏 👏 Jully Fernandes, abr2017

87- Que texto lindo. Ceça Vieira, abr2017

88- Que tecitura de palavras, amigo! Soa poesia. Sinonímia de Ypê… Partilhando. Marcos Melo Maracatu, abr2017

89- Bela verdade,belo texto Ricardo Kelmer,grato por me apresentar ypê que não existia para mim. Agora existe. Curto Belchior, estive com duas vezes. Inocêncio Melo, abr2017

90- Kelmer, seu livro está me fazendo companhia e ajudando a aceitar. Vivamos o agora. Braulio Tavares, abr2017

91- Que pena… Fiquei mais triste ainda com essa perda. Marcia Soares Fernandes, abr2017

92- Meio Alberto Caieiro, não? Brennand De Sousa Bandeira, abr2017

93- Querido Ricardo. Seu texto é mais que maravilhoso. Transcende tudo que sentimos. Marcia Soares Fernandes, abr2017

94- Vou compartilhar. Eglê Kohlrausch, abr2017

95- Lindo, Kelmer! Isabela Alvarenga Porto Lima, abr2017

96- Lindo mesmo!!!!! Andrea Bezerra Zokvic, abr2017

97- Larissa Luana Sergiana Nayara Marilia acho que precisamos conhecer melhor Belchior. Ravena Uchoa, abr2017

98- Sensacional a crônica sobre o dia que entendeu Belchior a partir do entendimento da letra de Ype. Sim, realmente…. Esse deve ter sido o último registro da compreensão necessária para ultrapassar o portal: “Não tenho sido, eu sou, não serei nem fui.”. Flávio Magalhães, Rio de Janeiro-RJ – jul2019

99- Que massa, tio. Belo texto. É isso. O Bel já sabia tudo e disse tudo. Ypê é muito foda. Eu ouvi hoje pela primeira vez. Aliás, o disco todo é muito bom! Levy Mota, Fortaleza-CE – out2019

100- Excelente!!! Igualmente a você foi também um amigo que me apresentou em 1976 o disco ALUCINAÇÃO. Fiquei sem entender a mensagem das canções, só tinha 13 anos de idade. Mas fui ouvindo naquele tempo quando tocava no rádio e passei a apreciar e depois fã. Até hoje e para sempre. Ediana Ferreira, Fortaleza-CE – mai2020

101- Emocionado, em prantos! Que delicadeza de post! De fato, Belchior simplesmente florou, nos deixando, no aroma sublime de sua vasta e profunda obra, rumos a seguir e caminhos a indicar. Valeu, Célio Feitosa, abraços e canções. Carlos Alberto Caetano Ribeiro, Belo Horizonte-MG – mai2020

102- E a dançarina de pedra que evolui. Pura poesia…! Expedito Alencar, Fortaleza-CE – mai2020

103- Uma belíssima homenagem. Campelo Neto, Pedro II-PI – mai2020

104- Eu tinha 16 anos em 1980, foi a primeira vez que ouvi Ypê, fiquei encantado sem saber exatamente o porque… Ao ler sua crônica, voltei aquela tarde de 40 anos atrás quando aquela canção/poesia me tocou tão profundamente. Voltando aos tempos de hoje, depois de ler sua crônica, o encantamento aumentou de uma forma melhor, mais completa, mais vívido. Obrigado por sua sensibilidade, vou mandar-lhe um e-mail, quero um exemplar físico do livro e se possível, autografado. Muito obrigado, por esta madrugada… Adrião Albuquerque, Recife-PE – mai2020

105- Vou pegar carona no texto e sensibilidade incrível de Ricardo Kelmer pra dizer algo dessa canção. Sempre que preciso, corro pra ouvi-la. E ela já tocou por aqui essa semana, nesse tempo estranho de recolhimento forçado. Ypê diz do mais sublime estágio da condição humana, a condição do compreender, finalmente, a filosofia da existência. Nela, Bel vai profundo no inconsciente e meu Deus, conseguiu essa proeza ainda aos 34 anos, a idade que tenho hoje!! Puxa! Pois bem. O recolhimento tem sido dolorido, tem exigido muito de mim, que olhe pra mim, que contemple o meu rio. Mas também têm sido de uma alquimia incrível! O recolhimento tem me dado o norte. Tem me ensinado sobre os meandros. Tem me dito que eu também sonho em ser ypê e que um dia, apenas floresça, revolucionariamente, apenso ao pé da serra. Ah!! Belchior, obrigada!!! E vou correndo ouvi-la! Aline Matias, Fortaleza-CE – mai2020

106- Bom dia!!! Não sei a razão de chegar a sua página. Fui conduzida pela música Ypê. Essa pérola. Li seu artigo e me senti perfeitamente representada em sua fala. Disse isso a um amigo outro dia: Como uma menina de 15 anos se encantou por aquele rapaz, latino americano? O que me dizia falas como ” E eu quero é que esse canto torto, feito faca, corte a carne de você. ” Não entendia nada, mas me parecia a melhor forma de canção. Contrária a meus amigos em uma cidade com 4000 habitantes, segui a vida amando Belchior. Como você, muito mais tarde, compreendi a mensagem. A ruptura com esses desejos que nos impedem de viver. Lendo seu artigo entendi que o despertar não é somente meu, ele será coletivo. Namastê. Marli Abduani, Piedade de Ponte Nova-MG – mar2021

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As Preciosas do Kelmer – abr2017

29/04/2017

29abr2017

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#55, abr2017
> Esta edição no Facebook

Capa do mês: Silvana Lima é uma surfista profissional brasileira, nascida em Paracuru-CE, vice-campeã mundial por duas vezes.

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*** ELA PROCUROU SEU ESTUPRADOR E ESCREVEU UM LIVRO COM ELE

Eles namoravam havia um mês, ela, Thordis Elva, com 16 anos, e ele, Tom Stranger, com 18. Após uma festa, ela passou mal e ele a levou para casa. “Eu tinha 16 anos e estava apaixonada pela primeira vez na vida. Fiquei machucada e chorei muito por semanas, mas tudo era muito confuso para mim. Tom era meu namorado, não um lunático. E o estupro ocorreu na minha cama, não em uma viela. Quando finalmente concluí que havia sido estuprada, Tom já tinha voltado para a Austrália, ao final de seu programa de intercâmbio”, ela conta.

Nove anos mais tarde, ela decide entrar em contato com ele. Para sua surpresa, ele responde com uma confissão e uma oferta de fazer “o que fosse necessário”. Pela legislação islandesa, o crime já tinha prescrito, então os dois resolvem escrever um livro juntos para relatar o ocorrido, e hoje fazem palestras juntos, gerando muita polêmica, protestos e manifestações de apoio.

Uma história no mínimo curiosa, né? Ela fornece muitos pontos para discussão. Se já é raro ver uma mulher admitir publicamente que foi estuprada pelo próprio namorado, mais raro ainda é o homem admitir o crime por vontade própria, fora do âmbito judicial. E os dois, estuprada e estuprador, manterem uma relação de amizade e de negócios, uau, isso parece surreal. Dar voz aos homens que cometeram estupro é bom ou ruim? > Mais

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*** PODER CONCENTRADO

A concentração de poder é muito nociva à democracia. No mercado de informação, quanto mais o poder for concentrado entre poucos grupos, mais a população terá dificuldade de acesso às várias versões possíveis dos fatos. A concentração também é nociva à arte e à cultura, pois num imenso país como o Brasil, precisamos que nossa diversidade cultural seja valorizada, ao contrário do que hoje ocorre.

Os grandes grupos de mídia não apenas ditam as versões dos noticiários, mas também influenciam decisões políticas e econômicas. Para o bem da democracia, é preciso que o mercado de informação seja regulado por leis que impeçam a concentração de poder. Porém, os grandes grupos de mídia no Brasil desejam, obviamente, manter seus privilégios, e para isso contam com seu forte poder de persuasão junto aos políticos.

Um dos melhores exemplos de concentração de poder no mercado de informação no mundo inteiro é o Grupo Globo. Veja aqui a quantidade de empresas que ele possui e suas áreas de atuação. Se você acredita em democracia, não pode apoiar tal concentração de poder. > Mais

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*** SALMA HAYEK E A COBRA

Um dos filmes que utilizo nas edições da Festa do Bordel e do sarau Bordel Poesia é Um Drink no Inferno (After Dark), do diretor Quentin Tarantino, de 1996. A cena em que a atriz Salma Hayek dança com uma cobra é linda, sensualíssima, e dá uma vontade louca de ser aquela cobra amarela a se enroscar no corpo hipnotizante de Salma.

Poisbem. Sempre desconfiei que aquela cobra não era verdadeira. Acabo de descobrir que… era verdadeira sim. E isso torna tudo ainda mais interessante. Como Salma conseguiu contracenar tão bem com uma cobra de verdade?

Ela revelou recentemente que foi convidada a fazer o longa sem saber que teria de enfrentar o seu pior medo: o de cobras. Quando Quentin Tarantino contou-lhe que teria de encarnar uma stripper vampira que dança com uma cobra, ela surtou e disse que não iria fazer. Tarantino teria dito a ela, inclusive, que chamaria a cantora Madonna para assumir o papel, mas, ainda assim, Salma não conseguia superar o obstáculo. A solução foi entrar em um estado de transe para que pudesse fazer a filmagem. “Eu tive que dançar em estado de transe, só assim consegui”, contou a atriz. “E não havia coreografia. Foi tudo improvisado porque não tem como você coreografar os passos de uma cobra, não sabemos o que ela vai fazer”.

Confira o resultado e pasme, assim como eu continuo pasmado:

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*** SURFISTA PROFISSIONAL OU MODELINHO?

A melhor surfista do Brasil tem muita dificuldade para conseguir patrocínio. Oito vezes campeã brasileira e duas vezes vice-campeã mundial, para Silvana Lima isso infelizmente não é o suficiente. Sem patrocínio durante a maior parte de sua carreira, ela, que viveu toda a infância com a mãe e quatro irmãos numa cabana de madeira na praia, precisou improvisar para seguir em frente em um esporte no qual a imagem pode se tornar mais importante que o próprio desempenho do atleta.

“Para as marcas de ‘surf wear’ (principais patrocinadoras do esporte), a gente tem que ser modelo e surfista ao mesmo tempo. Então quem não é tipo modelinho acaba não tendo patrocínio, como foi o meu caso. Você acaba ficando de fora, é descartável”, diz. “Os homens não têm este problema.”

Sem atender aos padrões de beleza das surfistas que chama de “modelinhos”, a solução para seguir em frente foi transformar o quintal de casa em canil e bancar passagens e inscrições em torneios com a venda de filhotes de seu casal de buldogues.

Com as vitórias no esporte e a chegada dos primeiros patrocinadores, Silvana conseguiu tirar a família da cabana de praia e comprar uma “casa de verdade” para a mãe. Se a surfista reclama de algo? A resposta é não. “Acho que estou bem”, ela diz. “E quero mais.” > Mais

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*** GREVE GERAL 28abr

Muitos dos que gritaram Fora Dilma até concordam com a greve geral, pois percebem que as medidas do governo golpista prejudicam bastante os trabalhadores. Mas o clima quente de polarização política os impede de apoiar publicamente a greve, e alguns até procuram deslegitimá-la, alegando que há interesses políticos por trás da manifestação. Ainda que haja, o principal interesse, independente de simpatias partidárias, é a defesa dos direitos dos trabalhadores, gente como você e eu.

Sejamos realistas: os golpistas (parlamentares, grande mídia, grupos financeiros e setores do Judiciário, do MP e da PF) conseguiram provocar um enorme racha na população brasileira, e esse clima de desunião lhes dá certa liberdade para agir contra os interesses dos trabalhadores. Isso é mais um motivo para a greve geral, pois a paralisação da economia do país por um dia é uma linguagem que eles entendem muitíssimo bem.

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*** REFORMA TRABALHISTA – PRÓS E CONTRAS

As medidas da reforma trabalhista são justificadas pelo governo pela necessidade de modernizar as leis. Mas será mesmo isso?

Como os grandes grupos empresariais financiaram o impeachment de Dilma Rousseff, o governo Michel Temer está em débito com os barões do capital e precisa favorecê-los. Simples assim.

Aqui há um resumo dos prós e contras das medidas. Tire você mesmo suas próprias conclusões. > Mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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A primeira namorada

19/04/2017

22nov2019

Eu treinava beijo na boca com a boneca Amiguinha, da minha irmã. Ela era tão diferente das bonecas de hoje…

A PRIMEIRA NAMORADA

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Minha irmã, mais nova que eu, tinha uma boneca Amiguinha, que na época era um sucesso de vendas. Era quase do tamanho dela, lisos cabelos loiros que iam até a cintura, braços e pernas móveis, cabeça que girava. Amiguinha veio com um vestido curtinho, meias, sapatos pretos, e tinha aqueles mimosos olhinhos azuis com pálpebras móveis, que olhavam para você sempre pedindo colinho. Eu tinha meus dez anos e, já totalmente seduzido pelos mistérios do feminino, contava os dias para a próxima tertúlia dançante na casa do meu primo, onde dançaria apaixonado com as meninas, sob o olhar discreto mas atento de nossos pais.

Pois bem. Eu costumava raptar Amiguinha, escondido da dona, claro. Para quê? Ora, para treinar beijo na boca com ela, sonhando beijar as meninas nas tertúlias, ao som dos Pholhas. Criança também tem suas estratégias. Obviamente, Amiguinha era um tanto passiva para o meu gosto. Não mexia a língua, nem fechava os olhos, me beijava de olhão aberto mesmo, muito esquisito.

Um dia, minha irmã entrou no quarto e, tchum, nos flagrou em pleno ato. Ficou revoltadíssima, fez um escândalo. Queria até me denunciar à polícia, mas minha mãe a dissuadiu. Ainda bem que isso aconteceu nos anos 1970, pois pela nova lei, beijo sem consentimento pode ser considerado estupro. Já pensou? Eu poderia agora estar fichado para toda a eternidade como um demente estuprador de bonecas indefesas. Seria a coroação do meu abominável currículo de tarado véi seboso.

Dia desses, lendo uma matéria sobre essas novas gerações de bonecas japonesas ultrarrealistas (e bonecos também, viu?), feitas de material que imita pele humana, totalmente flexíveis, todas as protuberâncias e orifícios a que têm direito e várias outras maliciosas funcionalidades, lembrei de você, Amiguinha. A de Manuel, o Bandeira, foi um porquinho-da-índia, mas a minha primeira namorada foi você.

Não sei se daríamos certo, Amiguinha, afinal eu ia crescer e você continuaria pequenina e um tanto muda, e passiva demais para as minhas criatividades. Bem, essas coisas não são cem por cento determinantes num relacionamento, é verdade. Mas beijar de olhão aberto, isso era mesmo muito esquisito.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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Esta crônica integra o livro Pensão das Crônicas Dadivosas

Nesta seleção de textos, escritos entre 2007 e 2017, Ricardo Kelmer exercita seu ofício de cronista das coisas do mundo, ora com seu humor debochado, ora com sobriedade e apreensão, para comentar arte, literatura, comportamento, sexo, política, religião, ateísmo, futebol, gatos e, como não poderia deixar de ser, o feminino, essa grande paixão do autor, presente em boa parte desta obra.

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AS NOVAS AMIGUINHAS
(não adianta, não dou o telefone delas)

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Paola e seu vestidinho pra ir na padaria

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Olá, sou a Larissa, você vem sempre aqui?

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Danuza deitadinha esperando o capuccino que só eu sei fazer

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Amor, esse vasinho de planta fica bem aqui?

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Adoro os decotes discretos da Carol

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Jacilene conferindo a maquiagem no banheiro do motel

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Dayane e sua calcinha combinandinho com a almofada

.De

Este é Paulo Marcio. Pra você que adora um boneco-magia com bermudão estiloso

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Bonecas e bonecos mais ousados? Fotos e vídeos de bonecos no nheco-nheco com humanos?
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OMeninoEOFemininoMisterioso-01O menino e o feminino misterioso – Esse instante numinoso em que o Feminino Sagrado mostrou-se pra mim, sob a meia-luz de seu imenso mistério

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Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

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DICA DE CONTO ERÓTICO

A professora de literatura do meu marido

A professora Graziela chegará em um minuto. Vocês poderão, primeiramente, observá-la pela fechadura. Depois a porta abrirá automaticamente e poderão entrar. Antes de deixá-los, gostaria de ratificar que o Clube Fantasia só trabalha com profissionais discretos e altamente qualificados. Aqui a professora Graziela é uma escrava sexual, que realiza a fantasia de seus clientes, mas não conversa com eles nem troca informações pessoais. (trecho)

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01- Interessante! Quinta-feira feira passada em happy hour com as amigas falamos sobre essas bonecas e bonecos japoneses ultra-realistas. Na verdade a conversa era sobre os relacionamentos atuais e como as pessoas tem se isolado do contato humano, afinal conviver não é fácil e bonecos não expressam reações emocionais. Nossa geração ainda prefere as brigas e tretas de uma relacionamento. Rs rs. Sonia Castro, Fortaleza-CE – nov2019

02- Amei essa crônica. A Maria Ines Ramalho já havia me falado dela. Meu marido me conta que a irmã dele tinha uma Amiguinha. Perverso que era, ele arrancou a cabeça da boneca para jogar bola. Zélia Sales, Fortaleza-CE – nov2019

03- Adorei…ri demais.. .abraço dadivoso. Maria Allves, Fortaleza-CE – nov2019

04- RicardoKelmer, eu tinha uma amiguinha e meus irmãos namoraram muito e outras coisas… Rsrs… Era tudo escondido , ñ sabia de nada, mas o corpo da minha boneca foi bastante explorado.🤣😂😂 Renata Menezes Lotfi, Fortaleza-CE – nov2019

05- KKKK, que lindo, você tem o dom de tornar tudo poético. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – out2020

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Presídio de luxo, não, obrigado

12/04/2017

12abr2017

Se morasse num condomínio fechado, desses grandões com tudo dentro, eu não viveria essa rica experiência do contato diário e múltiplo com a vizinhança do bairro

PRESÍDIO DE LUXO, NÃO, OBRIGADO

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Já morei em casa e apartamento, em bairros diversos, em Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e Braga (Portugal). Nessas morações todas aprendi que o melhor para uma cidade é que seus habitantes tenham contato contínuo entre si, ocupando as áreas públicas e encontrando-se em seu dia a dia nas variadas possibilidades que o espaço urbano oferece.

Já morei num condomínio fechado, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Nele, havia academia de ginástica, farmácia, salão de beleza e supermercado. Eu não me sentia à vontade lá. Na verdade, me sentia preso e isolado, junto a outros presos e isolados. E quando saía para a rua, continuava incomodado, pois grande parte do bairro é desse jeito, uma pista de alta velocidade ladeada por grandes condomínios fechados. Eu não fazia parte do bairro, eu era apenas um número de CEP. Diferente foi morar em Botafogo e Copacabana. Nesses dois bairros, mesmo com toda a confusão que lhes é típica, me senti acolhido e integrante da comunidade.

Atualmente moro em Fortaleza, no Centro, mas vou sempre a São Paulo. Lá, moro em Pinheiros, próximo à Vila Madalena, num prédio de quitinetes cuja porta dá direto na rua. Piso na calçada e imediatamente me misturo ao movimento geral de trabalhadores, desempregados, estudantes, artistas de rua, gente rica e gente pobre a ir e vir. O que pode parecer caos urbano na verdade me traz uma sensação boa de familiaridade e me faz sentir seguro. Vejo aquelas pessoas todos os dias, cumprimento-as, eu sei delas e elas sabem de mim, e ainda que nossas relações não se aprofundem, nós nos relacionamos sadiamente em nossas necessidades cotidianas. Se morasse num condomínio fechado, desses com tudo dentro, eu não viveria essa rica experiência do contato diário e múltiplo com a vizinhança do bairro, e nada garante que a viveria com os vizinhos de dentro do condomínio.

Quem mora em condomínios fechados geralmente só chega e sai de carro, o que dificulta bastante a convivência. A sensação de segurança é falsa, pois o isolamento fortalece o medo e gera desconfiança de quem está além dos muros eletrificados. Muro eletrificado? Poizé. Condomínios fechados são presídios, de luxo, sim, mas presídios, onde cada cela é comprada em longas prestações e promessas de proteção. Estão todos protegidos, mas presos e amedrontados, e pagando caro por isso. Gabam-se aos amigos de estarem cercados de segurança, mas não percebem o óbvio, que estar cercado é estar preso. Sem falar nas crianças, que nessas ilhas de autoexclusão crescem sem anticorpos para a realidade da vida e sem saber lidar com o diferente.

Sim, sim, há muita violência à solta na cidade. Mas muros eletrificados, câmeras 24h, vidros escuros e seguranças armados não podem trazer a paz que buscamos. Tamanha obsessão por investimento em segurança revela tão somente a cegueira de uma sociedade para a questão da desigualdade social, exatamente onde nasce a violência da qual ela tanto se protege.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

Rico não tem culpa de pobre ser pobre – Uma pequeníssima minoria acumula o mesmo que o restante da população

Democracia e regulação da mídia – A informação é um produto e, como todo mercado, o mercado da informação precisa de regras, caso contrário o grupo que tem mais dinheiro monopolizará a informação, para prejuízo da sociedade em geral

Roubalheiras, desigualdade social e o reconhecimento popular – Se hoje o povo usa essa lógica para manter o PT no poder, o motivo reside justamente na histórica insensibilidade, ou incapacidade, dos outros governos perante as necessidades mais urgentes do povo

Eles estão na fronteira – Milhões de maltrapilhos famintos, perseguidos políticos, criminosos cruéis, terroristas suicidas, narcotraficantes e trombadinhas invadindo os países e quebrando tudo, estuprando nossas irmãs, matando todo mundo, o caos absoluto

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COMENTÁRIOS
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01- boa reflexão! Lanna Carla Ribeiro, Fortaleza-CE – mai2017

02- Pois é..por este motivo gosto da Pinto Madeira rsrsrsrs. Franze Santos, Fortaleza-CE – mai2017

03- Adooro td junto misturado. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – mai2017

04- Nossa, falou tudo que eu falaria se escrevesse como você. Um beijo pra tu querido Ricardo Kelmer. Ana Lucia Castelo, Nova York-EUA – mai2017

05- Que texto perfeito, Ricardo Kelmer!!! Ana Velasquez, Corumbá-MS- mai2017

06- Mandou bem Kelmer!! Manasses Sousa, Maranguape-CE – mai2017

07- O melhor lugar é junto com todos. Angela Belchior, Fortaleza-CE – mai2017

08- Tenho resistido a viver nesse tipo de presídio, mas os muros altos, mesmo nas casas soltas me incomodam. Moro numa casa solta próxima ao Lago Jacarey e todas as minhas tentativas de interagir com a vizinhança têm sido mal sucedidas. A prisão está na cabeça das pessoas, Kelmer. Verônica Oliveira, mai2017

09- Maravilhosa reflexão e necessária. Quem gosta de gente, é outro papo! Cecilia Eckmann Oliveira, mai2017

10- 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 👏 Fabiano Brilhante, Fortaleza-CE – mai2017

11- Super atual e contextualizado! Adorei. Os muros altos, as redomas, aliado ao aparato acanônico cada vez mais forte é falsa impressão de que estão seguros… seguro estávamos se pudéssemos sair das amarras e ocupar as ruas, as praças e os espaços públicos! Cada vez menos ocupados, por sua vez a cidade vive o abandono tanto do poder público/ gestores quanto das pessoas que por sua vez andam cada vez mais de carros, shoppings, distanciando a cidade de se povo! Aline Saraiva, Fortaleza-CE – mai2017

12- Me identifiquei de cara contigo, Ricardo Kelmer. Sempre achei q esses condomínios têm uma falsa ideia de segurança e bem estar. Gostoso é poder sair à rua a pé, e com ele ir à padaria, ao supermercado, tomar uma cachacinha bem ali na esquina.. Isso não tem preço! Meire Viana, Fortaleza-CE – mai2017

13- Mais abominável do que a Barra da Tijuca, só os condomínios da Barra da Tijuca.l Aquilo é um pesadelo. Johann Heyss, Rio de Janeiro-RJ – mai2017

14- 👍 👍 👍 Márcio Roger Braga, Fortaleza-CE – mai2017

15- É como costumo dizer, são bairros sem escala humana…os vícios e desvios da nossa urbanidade que afasta de si o coletivo e valoriza o individualismo. Dalila Tiago, mai2017

16- Verdade verdadeira… =) Ana Claudia Domene Ortiz, Albuquerque-EUA – mai2017

17- Kelmer daria um bom Flâneur na Paris do Segundo Império! Bem vindo à saudável modernidade e que se danem os condomínios (hospícios fechados)! Hannibal de Sousa, mai2017

18- Tens razão. Concordo. Marcia Soares Fernandes, São Paulo-SP – mai2017

19- padrão Doria higienista de moradia. Henrique Baima, Fortaleza-CE – mai2017

20- Excelente texto, primo! Sei, com propriedade, o que diz. 😘 Virginia Galvao, Brasília-DF – mai2017

21- Muito isso! Eu também acho o horror viver em condomínios fechados. Isso nos afastas das pessoas e, me parece, faz as pessoas que ali vivem se julgarem superiores às de fora, quando na verdade elas é que estão presas. Muito bem dito! 🙂 Ana Cristina Martins, São Paulo-SP – mai2017

22- Por isso gosto de andar a pé. Vejo e converso com as pessoas, reparo as mudanças, qualidades e dificuldades da cidade. Vivo seu cotidiano e isso faz um bem danado. Virginia Bastos, mai2017

23- Excelente texto! André Marinho Marinho, Fortaleza-CE – mai2017

24- Vou andar é nú ! Andre Soares Pontes, Fortaleza-CE – mai2017

25- Como você, já mudei muito. Inicialmente sendo carregada pela profissão de meu pai e atualmente pela minha profissão. Diferentes cidades, bairros, prédios e costumes. Morei em uma Fortaleza quase “provinciana”, quando ainda era uma cidade pequena, segura e cheia de casas. Em Brasília, grande ilha da fantasia, tudo é feito de carro…de “garagem em garagem”, mas as quadras são grandes condomínios abertos e verdes, muito verdes. Quase um grande parque, porém com pouca calçada e portanto pouca chance de interação entre os habitantes. A segurança de caminhar tranquilamente encontrei em uma grande capital européia. De volta ao Brasil após vários anos, e assustada com a pouca segurança, me rendi às garagens da Capital Federal. Também não gosto de condomínios, muros altos e grades…mas o “sistema é foda” e te faz prisioneiro em liberdade. Cristiana Pontual, mai2017

26- Segura estou eu, que vivo no fim do mundo e no meio de nada. Carro aberto, vizinhos gentis ao lado, laranjas docinhas apanhadas na hora, gatos à solta e tomar banho de mangueira no pátio… Isto sim, é qualidade de vida! Susana X Mota, Leiria-Portugal – mai2017

27- Quase um arquiteto! Leia Cidade Caminhável do Jeff Speak. Constructo teórico para seu pensamento! 👏 👏 👏 Yvana Oliveira, mai2017

28- A Verdade e que nos Brasileiros temos que lutar para acabar com essa classe de bandidos com bons e reais presidios instrutores e recuperadores de cidadaos. E que tenhamos nossas casas abertas em bairro com arvores e uma boa comunidade. Eu moro na Lagoa do Paraiso ” vida rural ” perto da Grande Cidade Babilonia Top Cearense Jericoacoara. Quem quiser vir eh bem-vindo para conhecer e desfrutar a moradia. Edith V Dragaud, mai2017

29- Concordo! Em condomínio o que acho mais triste é a nossa privacidade comprometida! Tenho amigos que moram assim e insatisfeitas com vizinhas, que vão entrando sem marcar e sem pedir licença; oi amiga kd o café? Se sentam e aí ficam! Você vai sair, me leva? Ih….recebeu visita….quem era aquele gatão? Saiu foi tarde, não foi? Tem conta no banco do Brasil né?…. As crianças invadem sua casa atrás dos amiguinhos, buscando lanche revirando tudo! Condomínio pra mim só se for com os da familia, pois toda bagunça e perturbação é aceita e relevada! Oneide Braga, Fortaleza-CE – mai2017

30- Desde sempre soube como estes redutos são péssimos. Saindo do Rio para Fortaleza, tudo ficou ainda mais enclausurado, sem vida de rua, tão bem vinda. Até os carros: blindados! Busquei um AP perto de gente, pra andar mesmo que em calçadas/estacionamentos. Hoje saio e meus amigos ficam pasmos com a minha tranquilidade e nunca vi nada de ruim, sei lá pq. Marcela Brasileiro, Fortaleza-CE – mai2017

31- Quatro meliantes invadiram minha casa , armados, nos renderam . Foi, aproximadamente, 1h e 30min de terror. Depois de colocarem a casa abaixo, fugiram com tudo que conseguiram levar, incluindo o carro. Mas , levarem bens materiais não significou nada . O ruim mesmo foi o horror de estar na presença deles, na mira de uma arma. E assim, cheguei a conclusão que quero morar no presídio de luxo cercado de seguranças armados e câmeras. Ana Shérida Alexandrino, Fortaleza-CE – mai2017

….. 32- Sinto muito pelo que te aconteceu, Ana Shérida. Nós sofremos a violência todos os dias e sabemos o quanto isso dói e traumatiza. Mas tudo isso deve nos motivar a lutar para diminuir a desigualdade social em nosso país. Espero que você esteja bem. Ricardo Kelmer, mai2017

33- Belo texto. Iris Medeiros, Campina Grande-PB – mai2017

34- Como sempre, uma bela redação…. E sinceramente, além do mais… não entendo muito as pessoas, choram pra saírem do aluguel e correm pra morar em apartamentos onde se tem um “aluguel” vitalício, além de não ser tão seguro assim, pois se rendem os porteiros, todos os moradores estão lascados… Fermon Kaíto, mai2017

35- Verdade verdadeira Ricardo. Esses condomínios fechados e carros blindados me fazem pensar a um safári que tem perto daqui de casa, onde nós andamos no nosso carro fechado e os animais selvagens em liberdade. 😂😂😂 Não podemos sair momento nenhum do carro para não correr o risco de ser atacados. O que me desola mais é que nas cidades dos países com baixo nível de segurança pública , São pessoas que tem um cérebro com a capacidade de raciocínio , que atacam pessoas. Luciana Loreau, Nantes-França – mai2017

….. 36- Mas também há demasiado medo. A escolha é só uma, ou segurança ou liberdade. Susana X Mota, Leiria-Portugal – mai2017

37- Excelente texto! Cidinha Madeiro, mai2017

38- Quanto mais violência, mais lucro para o mercado da insegurança (condomínios fechados, armas, segurança 24h, produtos e serviços diversos). Por isso, para esse segmento, não são bem vindas as políticas públicas que visam a diminuição da desigualdade social. Ricardo Kelmer, Fortaleza-CE

39- só li verdades, xuxu! Clarisse Ilgenfritz, Fortaleza-CE – mai2017

40- Total. Luiza Perdigão, Fortaleza-CE – mai2017

41- Tenho reparado que crianças que crescem em condomínios fechados tendem a ter maior dificuldade para se relacionar com o diferente. Alguém mais percebe isso? Ricardo Kelmer, Fortaleza-CE

42- Concordo, mas em parte… também já morei em diversos lugares, em rio preto morei até em sítio. Aqui em fortaleza morei anos numa casa na lagoa redonda, e ali me senti prisioneira, às vezes queria sair mas tinha medo de deixar a minha pequena sozinha em casa, quando ela não queria vir junto. Moro num condomínio de apartamentos no coco hoje, meus vizinhos são uns bestas mas convivo bem com os empregados do prédio. Isso foi uma liberdade pra mim e pra ela. Podemos sair, ficar fora um tempo, deixá-la sozinha, sem medos ou surpresas de alguém arrebentando a porta da nossa casa. São modos de viver na cidade… Andreia Turolo, Fortaleza-CE – mai2017

43- http://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/02/politica/1478113314_293585.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM. Sabrina Nádia de Sousa, Fortaleza-CE – mai2017

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Ao meu velho amigo Paulo Marcio

05/04/2017

05abr2017

Então fizemos uma aposta. Qual dos três conseguiria resistir mais tempo ao casamento?

AO MEU VELHO AMIGO PAULO MARCIO

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Paulo Marcio, nossa amizade tem 42 anos, olhassó
Amigos sobreviventes assim, coisa rara, né não?
Unidos por um amor de companheiro, sempre
Lembro de tanta coisa agora…
O Rock in Rio de 85, eu na enfermaria, tu rindo da minha lombra
Momentos mágicos no Bigode, Sal Doce, Badauê, Café, Opção
Aquela noite em que fui ao teu apê chorar por uma ingrata
Raparigas fulerages nas Belas da Tarde, nós fomos com orgulho
Cara, fiz até uma música pra tocar no teu enterro, ahahah!
Incrível como continuamos os mesmos merdas de sempre
Ordinários, bebuns, ridículos, tudo que não presta. Que bom!

> Ao meu velhíssimo amigo Paulo Marcio, meu Ratito Sensação, que aniversaria hoje, 05abr.
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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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LEIA NESTE BLOG

Ser mulher não é pra qualquer um – É dada a saída, lá se vai o trenzinho. Num vagão as Belas, abalando nos modelitos, no outro as Madrinhas, abalando com o isopor e o estojinho de primeiro-socorro

A celebração da putchéuris – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

Roque Santeiro, o meu bar do coração – Uma homenagem ao bar Roque Santeiro

Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

A pouca vergonha do escritor peladão – Foi minha vizinha louca de Botafogo, a Brigite, quem me deu a ideia: Por que você não faz um ensaio fotográfico peladão pra comemorar seus 40 anos?

O dia em que morri no Rock in Rio – O primeiro baseado que fumei daria um filme. Um não, vários

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01-


As Preciosas do Kelmer – mar2017

30/03/2017

30mar2017

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Dicas e pitacos para o mês
#54, mar2017
> Esta edição no Facebook

Capa do mês: Kim Min-hee, atriz sul-coreana que interpreta a jovem herdeira no filme A Criada, de 2016.

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*** DIA INTERNACIONAL SEM MULHER

Prepare-se. No próximo 8 de Março, em muitos países do mundo, Brasil incluído, muitas mulheres farão greve e não trabalharão. O movimento vem crescendo em todo o mundo e visa protestar contra as desigualdades de gênero e a violência machista. A nova agenda feminista é antirracista, anti-imperialista, antineoliberal e anti-heteronormativa, e inclui as mulheres trans, que não são vistas com simpatia por algumas linhas do movimento feminista.

Tem meu apoio. Precisamos urgentemente equilibrar os princípios yin e yang na sociedade. Esse processo, porém, começa na psique individual, em cada um de nós. > Mais

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*** CPI PARA EXAMINAR AS CONTAS DA PREVIDÊNCIA

As mudanças nas regras da aposentadoria proposta pelo governo golpista de Michel Temer dificultará bastante a vida dos trabalhadores brasileiros. A justificativa dada é que a Previdência é deficitária. Porém, há especialistas que afirmam que isso não é verdade, e há suspeitas de que as novas regras da aposentadoria são um pretexto para favorecer grupos de saúde privados.

Talvez uma CPI esclareça a questão de uma vez por todas. > Mais

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*** OFENSAS A ELEITORES DO NORTE E NORDESTE DÁ CADEIA

“Parabéns especial para o povo nordestino, nortistas e para os cariocas também!!!! Mais uma vez vcs acabaram de f**** com o Brasil seus b*****!!!!!! Na hora de pedir comida, teto, saúde e o caramba a quatro, veem para SP pedir nossa ajuda. Meus parabéns povinho de m****!!!!”

As eleições serão em 2018. Mas é bom avisar desde já: discriminação pela internet também é crime. A mensagem acima foi postada por um homem em seu Facebook em outubro de 2014, após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. A Justiça Federal em Taubaté-SP, condenou-o a dois anos e quatro meses de reclusão por incitar a discriminação contra habitantes da cidade do Rio e das regiões Norte e Nordeste do Brasil. > Mais

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*** PADRES ARGENTINOS ABUSADORES DE CRIANÇAS

Na Argentina, continuam surgindo casos envolvendo abusos sexuais cometidos por padres com crianças. As vítimas, que costumam carregar seus traumas em silêncio durante muitos anos, revoltam-se contra a impunidade de seus abusadores.

Deixai vir a mim as criancinhas. Esses religiosos levam muito a sério essa frase. > Mais

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*** O CASO DANDARA

Em 15.02.17 a travesti Dandara dos Santos foi espancada e morta em Fortaleza. O vídeo com cenas do crime espalhou-se pela internet e chocou o país inteiro, provocando protestos e apelos por justiça, além de ações do Estado no sentido de assegurar os direitos da população LGBTT.

Que o sacrifício de Dandara não seja em vão. > Mais

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*** DANDARAS VIVEM

No mesmo local da violência e crueldade que resultaram na morte da travesti Dandara dos Santos em 15fev, tomam lugar a resistência, a luta e a diversidade. O bairro Bom Jardim, em Fortaleza, recebe hoje, 18mar, no CCBJ, o ato Dandaras Vivem, manifestação artística de repúdio à violência sofrida por LGBTs. É a arte contra a barbárie. > Mais

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*** OS SEIOS DAS FEMINISTAS

A atriz britânica Emma Watson foi acusada de trair seus ideais feministas por ter posado para uma foto mostrando parte dos seios. Ela reagiu: “Eu estou surpresa. As pessoas falaram que eu não posso ser feminista e ter seios. Isso sempre me revela quantas concepções equivocadas e quanto mal-entendido existe sobre o que é o feminismo. Feminismo é isso. É sobre dar as mulheres o poder de escolha. Não é uma vara com que se bate em outras mulheres. É sobre liberdade, sobre libertação, sobre igualdade.”

A questão da nudez é um velho ponto de controvérsia entre as linhas ideológicas do movimento feminista. Há feministas que consideram que a nudez das mulheres sempre prejudica a causa da emancipação, e há feministas que defendem a nudez como forma de protesto e resistência contra o machismo. Eu, particularmente, entendo os dois lados, e sei que a nudez feminina é bastante explorada comercialmente e de modo pouco digno, mas entendo que ela pode, sim, ser usada de modo artístico e como forma de reivindicação e luta pela igualdade. Todo apoio a Emma Watson. > Mais

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*** NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA

Em Fortaleza, pobre invade a praia com isopor. Rico invade a praia com prédio de luxo.

A praia do Mucuripe, imortalizada na bela canção de Belchior e Fagner, é lembrada pelas velas das jangadas que ainda hoje saem para pescar. Mas algumas construtoras querem a praia apenas para elas. Por isso, ergueram espigões à beira-mar, e um deles tem até pier particular. Os prédios são o hotel Golden Tulip, o flat Porto Jangada Business e os residenciais Ancoradouro, Costa Marina e Yacht Coast Residence. O MPF quer a demolição dos prédios, em vez de multa. Muito justo. Mas vai continuar querendo. > Mais

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*** TESTADOR DE MOTEL

Testador de motel. Essa profissão existe. E é no Brasil. Um testador de motel viaja pelo país, hospeda-se em um motel por dia (podendo levar acompanhante) e avalia a qualidade de seus serviços. Ganha um salário de R$ 2 mil, com carteira assinada pela CLT, com plano de saúde e odontológico, vale-refeição e reembolso de custos com automóvel. A contratante é a empresa Guia de Motéis. O anúncio publicado pela empresa chamou a atenção de muita gente, inclusive da imprensa. O melhor de tudo são os comentários na postagem do Facebook. > Mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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A última canção

20/03/2017

21mar2017

O que mais impulsionava sua voz, a raiva por ela brincar assim com seus sentimentos ou o ódio por pressentir que mais uma vez não conseguiria resistir?

A ÚLTIMA CANÇÃO

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Esta é a última canção
Que eu faço pra você

Ele cantou os primeiros versos da música. A música que até poucas horas antes não existia. Ainda estava surpreso com a forma com que ela saíra: pela manhã, quando acordava, ela lhe veio pronta, do começo ao fim, isso nunca tinha acontecido. Não planejou cantá-la aquela noite, mas o bar estava quase vazio… Se por um lado o fraco movimento significava que em breve seria despedido, e o aluguel da quitinete seguiria atrasado, por outro lado era uma oportunidade de testar uma nova música sem pressão. E, além disso, já passava de meia-noite, era a última música mesmo. Talvez aquele bêbado deitado na calçada gostasse.

Já cansei de viver iludido
Só pensando em você

Foi então que viu… aqueles cabelos loiros… Sergiana. Ele quase engasgou no meio da estrofe. Olhou de novo, não podia ser ela… Mas era. Sentada numa mesa no fundo do bar. Sozinha. Que droga, o que ela fazia ali?, ele pensou, desviando o olhar, subitamente nervoso. Ela fora muito clara quando disse, no último encontro, que o namoro havia terminado, dessa vez definitivamente, e que ela até já estava com outro. E ele, na solidão das noites seguintes, lutou bastante para acreditar que dessa vez a coisa era mesmo para valer, que, ao contrário de todas as outras vezes em que ela o deixava e depois se arrependia e voltava, agora era mesmo o fim, sem apelação. E aquela música surgindo de forma incrível, confirmando que jamais voltaria a fazer canções para aquele amor sem juízo e sem futuro… Mas agora, menos de uma semana depois, ali estava ela, vendo-o cantar, olhando silenciosa para ele.

Se amanhã você me encontrar
De braços dados com outro alguém
Faça de conta que pra você não sou ninguém

Apesar do nervosismo, ele não interrompeu a música. Em vez disso, para não ceder à tentação de olhar para ela, fechou os olhos. E foi assim, de olhos bem fechados, que ele agarrou-se desesperadamente aos versos, a cada um deles, cada mínima palavra, e cantou com vigor, interpretando cada frase com a emoção que ele só agora percebia que os versos continham. O que mais impulsionava sua voz, a raiva por ela brincar assim com seus sentimentos ou o ódio por pressentir que mais uma vez não conseguiria resistir? Após terminar a música, esperou por algum aplauso, que não veio, e então desplugou o violão e desceu do palco, evitando olhar para o fundo do bar. Enquanto guardava o violão na caixa, uma mulher aproximou-se e, sem que esperasse, beijou-o na boca, com tanta vontade que quase o derrubou. Absolutamente surpreso, ele balbuciou qualquer coisa para a mulher desconhecida enquanto tentava localizar Sergiana no bar. Mas ela havia sumido.

Mas você deve sempre lembrar
Que já me fez chorar
E que a chance que você perdeu
Nunca mais vou lhe dar

Ele despertou e viu que ao seu lado, inteiramente nua, dormia a garota do bar. Paulinha… Enquanto admirava as curvas de seu corpo gracioso, lembrou do beijo repentino que ela lhe dera no bar, depois as cervejas que tomaram, ela falando que ele cantava muito bem e que ela o apresentaria a uns amigos que eram donos de bares bem melhores que aquele, depois mais beijos, mais cervejas e, finalmente, os dois ali em sua cama, consumando o imenso desejo despertado… Ele estava encantado com ela, com o modo como tudo acontecera. Sim, ele conhecia aquele sentimento: era paixão. Quando entendeu isso, sentiu-se tomado por uma completa leveza, como se sua alma houvesse se libertado de um peso carregado durante anos e anos. Nesse instante, Paulinha despertou e sorriu docemente para ele, e o abraçou, dizendo que adorara a noite. E contou que pouco antes, quando ele ainda dormia, bateram na porta e ela foi atender, e era uma mulher, uma mulher loira, que queria falar com ele. E você disse o quê para ela?, ele quis saber, alarmado. E ela: Respondi que meu namorado me esperava na cama e fechei a porta, fiz certo? Ele ficou alguns segundos sem saber o que dizer. Então uma sensação de alívio inundou seu espírito e ele sorriu feliz, abrindo os braços, e Paulinha aninhou-se em seu peito.

E as canções tão lindas de amor
Que eu fiz ao luar para você
Confesso, iguais àquelas não mais ouvirá

Um mês depois muitas coisas haviam acontecido. Paulinha, além de linda, bem-humorada e sem frescuras, era um legítimo amuleto, como ele gostava de dizer aos amigos. Sim, pois depois que a conhecera, conseguiu trabalho em bares excelentes e agora estava ganhando bem, as contas finalmente em dia. E quanto a Sergiana, ela agora fazia parte de seu passado, só isso. Uma noite, porém, o passado ressurgiu. Ele bebia com os amigos quando atendeu o celular e, após um instante de silêncio, escutou uma voz conhecida, triste, quase um sussurro: Volta pra mim, por favor… Os amigos o cutucavam, querendo saber quem era. Ele sorriu, tranquilo e vitorioso, e desligou o celular. E respondeu: Ligação errada.

E amanhã sei que esta canção
Você ouvirá no rádio a tocar
Lembrará que seu orgulho maldito
Já me fez chorar por muito lhe amar

Quando, depois de mais uma apresentação de sucesso, o homem lhe estendeu o cartão, dizendo ser de uma gravadora, ele estremeceu. Porque sentiu que finalmente havia chegado o momento com o qual sonhava havia tantos anos. E estava certo. Quatro meses depois seu disco estava gravado e sua música, aquela que compusera de uma vez só para seu antigo amor, tocava todo dia nas rádios. Ele agora era um artista de sucesso. Certo dia, numa entrevista ao vivo na rádio, ele respondia às perguntas de fãs que ligavam para o programa e o apresentador atendeu o ouvinte seguinte: Alô, quem fala? Nesse momento ele ouviu, e todos os ouvintes ouviram, a voz triste de uma mulher, engasgada em choro: Volta pra mim, por favor…

Peço, não chore, mas sinta por dentro a dor do amor
E então você verá o valor que tem o amor
E muito vai chorar ao lembrar o que passou

O sucesso aumentou e ele deixou de tocar em bares, passando a fazer apenas shows bem produzidos, com uma banda formada pelos melhores músicos da cidade. Comprou um carro à vista. Agora tinha até fã-clube. Os convites para shows aumentaram e ele teve de se mudar para São Paulo, levando Paulinha com ele. Tornou-se nacionalmente conhecido. Comprou uma cobertura. Viajou com Paulinha para a Europa, foram escolhidos o casal do ano. Várias vezes a agenda cheia o obrigou a recusar convites de programas de tevê. Que mais poderia desejar da vida? Trabalhava com o que gostava, era um artista consagrado e tinha consigo a mulher mais maravilhosa do mundo, que o amava e que, para sua completa felicidade, estava grávida e em breve lhe daria um filho. Mas o passado voltou mais uma vez numa noite em que, chegando a seu prédio, uma mulher loira o abordou. Era Sergiana. Chorando bastante, o rosto marcado pela angústia, ela disse que estava arrependida, que reconhecia não ter sido a mulher que ele merecia, que ainda o amava muito, muito, e que só precisava de uma, apenas uma chance para mostrar que na verdade a mulher da vida dele era ela, sempre fora ela… Ele engoliu seco. Sentiu as pernas fraquejarem. Nesse momento entendeu que no último ano tudo que fizera foi enganar-se: ele ainda a amava. E agora, olhando para ela assim, chorando, fragilizada, sincera, ele sabia que a amava mais do que alguma vez a havia amado e mais do que poderia amar a qualquer outra mulher. Ela aproximou os lábios dos dele e ele aceitou, fechando os olhos, inteiramente rendido à força do amor que nem o tempo nem outra mulher nem nada no mundo poderia jamais derrotar.

Esta é a última canção que eu faço pra você

Ele tocou o último acorde da música e finalmente abriu os olhos, sentindo-se como se despertasse de um sonho. Demorou alguns segundos até se situar no tempo presente. Viu o bar quase vazio. Viu o bêbado deitado na calçada, aplaudindo. Olhou para o fundo do bar e viu que Sergiana continuava lá na mesa. Mas não olhava mais para ele, e sim para o homem que entrava no bar. O homem passou entre as mesas e, chegando à dela, inclinou-se e a beijou na boca, e ela sorriu feliz. Chocado, desviou o olhar, deixou o palco e caminhou até o balcão, procurando manter-se tranquilo, e lá o gerente disse que não poderia pagá-lo, que acertaria com ele depois. Ele pediu que pagasse ao menos a passagem de ônibus, pois não tinha um centavo. O gerente deu-lhe algumas moedas, e então ele apanhou o violão e saiu. Uma hora depois, do outro lado da rua, enquanto ainda aguardava o ônibus que demorava, ele pôde ver que o bar estava quase fechando, que o gerente esperava apenas sair um último casal que se beijava apaixonadamente numa mesa ao fundo.

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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Este conto integra os livros Vocês Terráqueas e Trilha da Vida Loca. A letra usada é da música A Última Canção, de autoria de Carlos Roberto, e foi imortalizada na interpretação de Paulo Sérgio (1944-1980), tornando-se um clássico da dor de cotovelo.

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Trilha da Vida Loca
Ricardo Kelmer, contos

O amor é belo. Mas também é ridículo, risível, trágico… Aqui estão reunidas seis histórias inspiradas em grandes sucessos musicais da dor de cotovelo. Paixões de cabaré, porres horrendos, brigas, escândalos, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor. Amar é para estômagos fortes.

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TVL201704CCBNB-414b

A ÚLTIMA CANÇÃO (teatro)

Este conto foi adaptado e encenado pelos atores Patrícia Crespí e Maurício Rodrigues no CCBNB – Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza-CE, em abr2017

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PAULO SÉRGIO CANTA “A ÚLTIMA CANÇÃO”

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A ÚLTIMA ENTREVISTA DE PAULO SÉRGIO, 11.07.80
(18 dias antes de sua morte)

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PauloSergio-01aSOBRE PAULO SÉRGIO

Paulo Sérgio de Macedo, mais conhecido como Paulo Sérgio (Alegre, 10 de março de 1944 – São Paulo, 29 de julho de 1980), foi um cantor e compositor brasileiro. Teve uma morte prematura, aos 36 anos, em decorrência de um derrame cerebral. É lembrado como um dos maiores nomes da música romântica nacional. Iniciou sua carreira em 1968, no Rio de Janeiro, lançando um compacto com o sucesso A Última Canção. O disco obteve sucesso imediato e vendeu 60 mil cópias em apenas três semanas, transformando seu intérprete num fenômeno de vendas. A despeito da curta carreira, Paulo Sérgio lançou treze discos e algumas coletâneas, obtendo uma vendagem superior a 10 milhões de cópias em apenas 13 anos de carreira. (Na Wikipedia)

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LEIA NESTE BLOG

PaixaoDeUmHomem-01aPaixão de um homem (Trilha da Vida Loca) – Amigo, por favor leve esta carta e entregue àquela ingrata, e diga como estou

Vou tirar você desse lugar (Trilha da Vida Loca) – De repente a semana cansativa, o trabalho desgastante, o crediário atrasado da tevê, tudo passou a ser apenas detalhes insignificantes a evaporar ao toque dos dedos dela…

Por que brigamos (Trilha da Vida Loca) – Ou continuava tentando salvar o casamento, e todo o seu esforço não seria nenhuma garantia de sucesso, ou então salvava a si mesmo – se é que existia salvação para ela

Lama (Trilha da Vida Loca) – E foi por amor, quando já não havia mais dinheiro, quando mendigavam comida na porta dos restaurantes, quando já não havia mais alternativas, que Lena decidiu alugar o corpo na praça da Central

Odair José, primeiro e único – Se você, meu amigo, é desses que sentem atração por esse universo brega pré-FM, feito de bares de cortininha, radiola com discos arranhados e meninas vindas do interior… então escute Odair

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TrilhaDaVidaLoca201302Cartaz-2aTrilha da Vida loca – o show

Música e literatura em histórias de amor inspiradas em clássicos da dor de cotovelo. Paixões de cabaré, porres horrendos, brigas, escândalos, traições, vinganças e outras baixarias em nome do amor… Ricardo Kelmer e Felipe Breier interpretam contos kelméricos e músicas de Odair José, Diana, Paulo Sergio, Waldick Soriano e Núbia Lafayette. Sugere-se que todos paguem o couvert antes de cortar os pulsos.

Texto e direção: Ricardo Kelmer. Duração: 2h (ou versão de 1h30)
> Saiba mais

TRILHA DA VIDA LOCA
Contos e canções do amor doído

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01- Amei, como sempre! Valeria Borges, Campinas-SP – mar2017

02- Gosto demais! Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – mar2017

03- Maravilhoso. Viajei na estoria. Bjo. Cícera Souza Vidal, Fortaleza-CE – mar2017

04- Muito bom. Jonas Rocha Neto, Palmas-TO – mar2017

 

 


Dia internacional da mulher selvagem

08/03/2017

08mar2017

No Dia Internacional da Mulher, uma homenagem ao feminino livre

DIA INTERNACIONAL DA MULHER SELVAGEM

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Neste Dia Internacional da Mulher, quero prestar uma reverente homenagem ao feminino livre. Para isso, reproduzo aqui um trecho da crônica A Mulher Selvagem.

“Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher selvagem ainda sobrevive em todas as mulheres, mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.”

Esta crônica é meu texto mais lido e comentado. A postagem oficial no Facebook tem mais de seis mil compartilhamentos. Acho que esse expressivo retorno dos leitores, mulheres principalmente, e seus comentários, significa que toquei em algo precioso para a psique feminina: a questão da liberdade de ser.

O que querem as mulheres? Para mim, a resposta é óbvia: mulheres querem o que homens também querem: liberdade para serem o que são, sem opressão. Apenas isso. Minha crônica fala sobre o arquétipo do feminino livre, de um modo poético, esse arquétipo poderoso mas que, infelizmente, a cultura machista e as religiões patriarcalistas conseguiram, durante séculos, manter bem escondidinho na psique feminina. O resultado dessa repressão criou não apenas mulheres domesticadas e infelizes, mas também sociedades injustas, relações desiguais, violência e desrespeito à Natureza.

Para um mundo mais justo e harmonioso, precisamos de mulheres livres.
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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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A Mulher Selvagem

Sua beleza é arisca, arredia aos modismos. Ela encanta por um não-sei-quê indefinível… mas que também agride o olhar. É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha. E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem.

> A crônica A Mulher Selvagem integra os livros Vocês Terráqueas e Blues da Vida Crônica

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MAIS SOBRE O FEMININO SELVAGEM

AMulherLivreEEu-02A mulher livre e eu – A liberdade dessa mulher reluz no seu jeito de ser o que é – e ela é o que as outras dizem ou buscam ser, mas só dizem e buscam, enquanto ela tranquilamente… é

Em busca da mulher selvagem – Era por ela que eu sempre me apaixonava, essa mulher que era quem ela mesma desejava ser e não a mulher que a família, religião e sociedade impunham que ela fosse

Amor em liberdade – O que você ama no outro? A pessoa em si? Ou o fato dela ser sua propriedade? E como pode saber que ela é só sua?

As fogueiras de Beltane – As fogueiras estão acesas, a filha da Deusa está pronta. O casamento sagrado vai começar

Medo de mulher – A mulher é um imenso mistério, que o homem jamais alcançará

Alma una – Eu faço amor com a Terra / Sou a amante eterna / Do fogo, da água e do ar / Sou irmã de tudo que vive / Ninfa que brinca com a vida / Alma una com tudo que há

Quem tem medo do desejo feminino? (1) – A maternidade, a castidade e a mansidão de Nossa Senhora como bom exemplo, e a força, a independência e a liberdade sexual da puta como exemplo contrário, a ser jamais seguido

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DICA DE LIVROS

vtcapa21x308-01Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino
Ricardo Kelmer – contos e crônicas

Ciganas, lolitas, santas, prostitutas, espiãs, sacerdotisas pagãs, entidades do além, mulheres selvagens – em todas as personagens, o reflexo do olhar masculino fascinado, amedrontado, seduzido… Em cada história, o brilho numinoso dos arquétipos femininos que fazem da mulher um ícone eterno de beleza, sensualidade, mistério… e inspiração.

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Clarissa Pinkola Estés –  Editora Rocco, 1994)

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990)

As brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley – Editora Imago, 1979)

Mulheres na jornada do herói (Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro – Editora Ágora, 2010) – É ainda mais interessante ver o relato das mulheres pois elas sempre foram, mais que os homens, historicamente reprimidas

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Alma Una
(clipe da música de Ricardo Kelmer e Flávia Cavaca)

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As Preciosas do Kelmer – fev2017

28/02/2017

28fev2017

aspreciosasdokelmer201702.
As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

aspreciosasdokelmer201702Dicas e pitacos para o mês
#53, fev2017
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Capa do mês: Mata Hari (1876-1917), dançarina exótica dos Países Baixos acusada de espionagem e condenada à morte por fuzilamento.

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*** PUTAFEMINISMO

O feminismo das prostitutas acordou. E fala cada vez mais alto, em muitos países. Ao contrário do que muitos pensam, inclusive outras feministas, elas não se consideram vitimas coitadinhas e exploradas do machismo e do patriarcado. Tudo que querem é ser respeitadas em seus direitos de trabalhadoras do sexo.

Aqui você pode ler alguns textos sobre mais essa linha do pensamento feminista, que no Brasil é representada por Monique Prada, Amara Moira e outras prostitutas. > Mais

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*** MÉDICOS DA MORTE (1)

Imagine que você é internado num hospital, que seu caso é grave. E que o médico pega seus exames e, sem consentimento seu ou de sua família, divulga-os publicamente, para o país inteiro ficar sabendo.

Foi isso que fez a médica Gabriela Araujo Munhoz, com dona Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula. Seu ato, que fere profundamente a ética médica, causou-lhe a demissão do Hospital Sírio-Libanês, onde trabalhava. Por que ela fez isso? Apenas por não gostar de Lula?

Atitudes como estas são o resultado da campanha de ódio a Lula que a mídia de direita tem promovido nos últimos anos. Diariamente, feito um conta-gota, os noticiários inoculam pessoas como essa médica com o vírus do ódio e da intolerância, tornando-as zumbis de seus interesses políticos. > Mais

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*** MÉDICOS DA MORTE (2)

politicamortemarisaleticiarichamfaissalellakkis-01Com seu comentário sobre dona Marisa Letícia, o neurocirurgião Richam Faissal Ellakkis deu uma importante aula sobre ética médica a todo o povo brasileiro. Aliás, sobre falta de ética. Foram poucas palavras, mas elas resumem bem o que a campanha de ódio a Lula, feita há anos pelos grandes grupos de mídia, tem causado na mente de parte da população. Ao tomar conhecimento das informações sigilosas vazadas por outra médica, Gabriela Araujo Munhoz, sobre o estado clínico da ex-primeira dama, o médico comentou num grupo de Whatsapp, sugerindo procedimentos para matar a paciente: “Esses fdp vão embolizar ainda por cima. Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela”.

A direção da Unimed rescindiu o contrato com o médico, que atuava como terceirizado no hospital próprio da cooperativa em São Roque-SP. Anteriormente, o Hospital Sírio-Libanês demitira a médica Gabriela Araujo Munhoz, por divulgar dados sigilosos do diagnóstico de Marisa no mesmo grupo, formado por antigos colegas da faculdade.

“As demais medidas relacionadas ao caso estão sendo apuradas pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), conforme o Código de Ética Médica”, diz ainda a nota da Unimed São Roque.

Como a campanha de ódio a Lula não terminou, até porque ele é fortíssimo candidato à presidência, podemos esperar mais atitudes estúpidas com a desses dois médicos. O fato de ter curso superior não impede que muitas pessoas se tornem zumbis da mídia. > Mais

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*** MATA HARI

Mata Hari, que nasceu Margaretha Gertruida Zelle (em Leeuwarden, Holanda, em 7 de agosto de 1876), tornou-se Mata Hari quando começou a apresentar-se na França em sensuais e exóticos números de dança. Inventou para si um passado oriental de princesa javanesa, ficou famosa, colecionou vários amantes pela Europa e envolveu-se atrapalhadamente em episódios de espionagem durante a primeira guerra mundial. Foi julgada e declarada espiã num processo cheio de falhas e morreu fuzilada, em 15 de outubro de 1917, em Vincennes, na França.

Por onde passava, despertava imensa curiosidade e fascínio. A mistura de arte exótica, o passado obscuro e a sexualidade livre formaram uma das figuras públicas mais polêmicas do século 20. Suas relações com milionários, políticos e militares de vários países despertavam desconfiança de todos. Não é exagero dizer que ela foi vítima do próprio personagem que criou para si, com suas mentiras e dissimulações, mas também pode-se dizer que o mundo não estava preparado para seu espírito ousado e sua liberdade sexual. > Mais

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*** MÉDICOS DA MORTE (3)

Mário Munhoz, pai da médica reumatologista Gabriela Munhoz, de 31 anos, demitida do Hospital Sírio-Libanês suspeita de vazar dados sigilosos sobre o estado de saúde da ex-primeira-dama dona Marisa Letícia, negou que sua filha tenha divulgado exames ou feito comentários maldosos sobre a esposa do ex-presidente Lula nas redes sociais.

A versão que ele conta, na defesa que faz da filha, ainda que seja verdade, não a livra da quebra da ética médica. Aliás, o Dr. Munhoz, devidamente orientado por seus advogados e com a sua conta do Facebook cheia de posts sobre o amor por animais, se esqueceu, no entanto, de apagar um onde chama o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, de “crápula de toga”, por ter absolvido José Genoíno no processo que ficou conhecido como “mensalão”

A jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S. Paulo, informou que o ex-presidente Lula, ao saber do ocorrido com a médica, pediu que ela não fosse demitida, mas que em vez disso passasse por um curso de ética profissional, permanecendo no emprego. > Mais

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*** MOZART SUBLIME

Embora seja uma obra inconclusa, a “Missa em dó menor” é uma das obras mais importantes de Wolfang Amadeus Mozart no campo da música religiosa. Infelizmente não se sabe muito sobre sua criação, que ocorreu nos anos vienenses de 1782 e 1783, e nem sobre sua primeira apresentação, na igreja de Saint Pierre de Salzburg, em 26 de outubro de 1783.

Acho linda essa missa. Sim, sou ateu, mas isso não me impede de ver beleza em obras sacras, né? Além do mai, podemos focar na melodia e esquecer perfeitamente os dizeres. Meu trecho favorito é o de abertura, o Kyrie. Como é sublime…

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*** 26° ENCONTRO DA NOVA CONSCIÊNCIA

O Encontro Da Nova Consciência é um festival multicultural que acontece desde 1992 em Campina Grande-PB, reunindo atividades ligadas a arte, ciência, filosofia e religião. Além das palestras e dos debates, há passeios, vivências, atendimentos, feiras, lançamentos de livros e espetáculos artísticos. Eu participo desde 1996, ininterruptamente. Adoooro! 🙂 Confira a programação da edição 2017. > Mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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O homem que preferia Satanás

13/02/2017

13fev2017

Uma homenagem a Aloísio Sansão, com quem dividi cachaças, músicas e muitas risadas nas noites decadentes da Praia de Iracema

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O HOMEM QUE PREFERIA SATANÁS

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Peguei a vodca no balcão da Órbita, virei de uma golada e fui para o palco. Era o lançamento de meu livro de contos Guia de Sobrevivência para o Fim dos Tempos, maio de 2000. No caminho deixei a máquina com alguém e pedi que tirasse a foto daquele encontro especial. Então subi no palco, agradeci a presença do público e dei um abraço nele, que me dera a honra de se apresentar em meu lançamento, tocando umas músicas ao violão. Clic! A foto eu guardo comigo, um pequeno e singelo tesouro. É a prova de que nossos caminhos se cruzaram nessa vida loca.

Aloísio Sansão, o nome dele. Conhecemo-nos numa daquelas noites dengosas e decadentes da Praia de Iracema, durante um show da banda Matutaia. Eu sabia dele por causa de uma música sua que gerara polêmica com o Pirata Bar sobre direitos autorais. Depois li algo sobre ele numa pequena matéria do caderno cultural do jornal. E agora a Matutaia andava tocando duas músicas dele, Paranormal e Pecado da Vida. Naqueles primeiros dias do novo século a música eletrônica já imperava nas madrugadas de Fortaleza com seu tunts-tunts-tum, nos lembrando que o mundo estava diferente, estava todo modernizado… mas o bom e velho roquenrou seguia vivo. E muito bem representado nas músicas de Sansão.

Rápido como quem trepa em cajueiro para roubar caju para vender lá na feirinha, eu me encantei com Sansão. Descobri nele um cara simples, doce, o sorriso tímido. Ele era muito pobre e morava numa construção abandonada da Praia de Iracema. Trabalhava como pintor de parede, fazendo bicos. Mas seu grande trabalho era sua música, e nisso ele era muito rico. Eu adorava encontrá-lo pelas ruas, ele, seu velho violão e o fiel amigo Fofão, um cão grande e peludo que sempre o acompanhava. Eu sentava com ele na birosca e ouvia as histórias de sua vida incerta, suas aventuras por aí, a mulher que um dia o abandonou para seguir um caminhoneiro… Ele falou da vida e dos assuntos sociais. Reclamou da Amazônia e das igrejas universais. E disse que se Deus era desse jeito, ele preferia Satanás. Eu também, Sansão.

Nossos encontros se davam ali, nas ruas sujas e confusas da Praia de Iracema, entre patricinhas despudoradas e batidas policiais. Ele também percebia que tudo aquilo era um mundo de fantasia e ria de tanta loucura e de quanto tudo aquilo era natural, tão normal, tudo simplesmente genial. Nós dois descendo uma cachacinha, ele tocando suas músicas, todas incríveis, forró, brega, rock e até ópera. Em certos momentos me lembra Raul Seixas, outras vezes Elvis e em outras Odair José. Para no meio, conta como fez a música, ri das lembranças e volta a tocar. Peço mais uma dose para brindamos à sua arte. Depois comemos o velho cai-duro de carne moída e Sansão divide o seu com Fofão.

Relembro agora o quanto me agradeceu por tê-lo convidado para cantar no lançamento de meu livro. E como se desculpou por ter ficado nervoso e não ter cantado as músicas que eu mais gostava. Tá, eu desculpo, mas só se você tomar mais uma comigo. E lá vamos nós para o balcão, ele me contando da morena de sorriso agraciado que de longe viu seu passado e quis logo conquistá-lo. Sansão e suas histórias.

Chamei meu amigo Toinho Martan para conhecê-lo, e ele também se encantou. Nossa banda, a Intocáveis Putz Band, já não existia, e, ansiosos por voltar a compor e agitar, pensamos em ter Sansão como parceiro. Combinei com Sansão de levá-lo ao estúdio, registrar suas músicas maravilhosas. Mas ele nunca compareceu. E não apareceu mais nas noites da Praia de Iracema. Lamentei que não estivesse disposto, eu tinha tantos planos… A verdade, e eu só saberia depois, é que Sansão estava muito doente e passava dias internado. A Matutaia chegou a promover um show para ajudá-lo. Mas já era tarde.

Lamentavelmente parece que sua vasta produção se perdeu para sempre, com exceção de alguns registros, como os feitos pela Matutaia em seu CD Matutaia É Rock. Em certas noites, quando caminho pelas ruas da Praia de Iracema, tenho a sensação que as músicas de Sansão ainda estão por ali, esperando que o dono volte, do mesmo jeito que seu cão Fofão que, durante vários dias após sua morte foi visto circulando a praça, desnorteado e tristonho.

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Ricardo Kelmer 2007 – blogdokelmer.com

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rk2000orbitaaloisiosansao-01com Aloísio Sansão (Órbita Bar, Fortaleza, mai2000)

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Matutaia – Paranormal (2000)

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Matutaia – Pecado da Vida (2000)

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LEIA NESTE BLOG

OSonhoDoVerdadeiroEu-01O sonho do verdadeiro eu – Entretanto, algo me dizia que na pauliceia eu poderia viver minha vida mais verdadeira, era só insistir

O mundo real da arte – O momento em que a magia do teatro se revela paradoxalmente em toda sua plenitude, expondo tanto sua maquiagem quanto seu avesso

O último blues de Lily – A lua nascendo no mar e os blues na voz de uma Lily que se rebola e se rebela e não ouve ninguém chamar

A celebração da putchéuris (Intocáveis Putz Band) – A história fuleragem da Intocáveis Putz Band

Pelas coxias de Guaramiranga – Entre uma peça e outra sempre dá tempo de cruzar uns olhares, nativos e forasteiros, e exercitar o roteiro das abordagens

Crimes de paixão – Detetive investiga estranhos crimes envolvendo personagens típicos da boêmia Praia de Iracema e descobre que alguém pretende matar a noite

É o amor – E os outros zezés e lucianos por aí?

Mário Gomes, o poeta viralata – Era com suas errâncias quixotescas e os versos obscenos que o povo se encantava, ele lá, de paletó sem gravata, camarada e bonachão

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Bom ver você assim, entusiasmado. Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos que você….

A Criada e a grande arte de narrar

02/02/2017

02fev2017

A sensação que fica é a de que eles, os personagens, na verdade agiam o tempo todo não exatamente em nome de suas íntimas motivações, mas pensando no espectador

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A CRIADA E A GRANDE ARTE DE NARRAR

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Na Coreia do Sul dos anos 1930, um casal de trapaceiros tenta se apoderar da fortuna de uma bela e jovem herdeira e envolve-se numa teia de sentimentos e intrigas onde ninguém merece confiança. Este é o enredo de A Criada (Ah-ga-ssi/The Handmaiden), o novo filme do diretor sul-coreano Park Chan-wook, que escreveu o roteiro com Chung Seo-kyung. Eu vi e adorei, fiquei encantado com todos os aspectos do filme. Equilibrando drama romântico, suspense, erotismo, perversão e alguma violência, com estética visual deslumbrante, é um filme completo, magnífico mesmo. A metalinguagem é a cereja do bolo, inserindo o espectador na trama e fazendo da obra toda uma grande celebração da arte de narrar.

Em princípio, a história parece banal, mas o diferencial são os personagens bem construídos e a apresentação da trama sob a ótica dos personagens, que faz o espectador desconfiar de todos e ficar até o fim sem certeza do que irá acontecer. As duas atrizes principais têm atuações soberbas, mas, para mim, Kim Min-hee, que interpreta a jovem herdeira japonesa, faz um trabalho esplêndido, pois seu personagem é complexo e enigmático, e a sutileza de seu comportamento, através de olhares, gestos e palavras que nada expressam mas na verdade dizem tudo, é o nervo da trama, o exatíssimo ponto onde a história precisa se equilibrar e, vista por outro ângulo, se desequilibrar.

A Criada é baseado no romance Fingersmith (Na Ponta dos Dedos, editora Record), da escritora britânica Sarah Waters, que foi adaptado para a tevê e exibido no Brasil pelo canal GNT com o título Falsas Aparências. Vi a adaptação televisiva, que é mais fiel ao original de Sarah Waters, e gostei, mas a versão cinematográfica é estupenda. Park Chan-wook e Chung Seo-kyung reescreveram a história, dando-lhe um saboroso temperinho de humor sacana, além de um caprichoso olhar sobre os sentimentos e as passagens eróticas. O roteiro enriqueceu os personagens e fez a história ainda mais interessante e surpreendente, e a direção primorosa, ao fazer uso da metalinguagem, inclui mais um participante na trama, o próprio espectador, que torna-se cúmplice dos personagens, e é justamente essa cumplicidade que o faz deliciar-se com a meticulosidade de suas atitudes. Ao fim, a sensação que fica é a de que eles, os personagens, na verdade agiam o tempo todo não exatamente por suas íntimas motivações, mas pensando no espectador. Durante a subida dos créditos do filme, só faltou surgirem os personagens, tantos os vencedores como os derrotados, todos eles a aplaudir a grande vitoriosa: a arte de narrar.

O livro de Sarah Waters e suas adaptações para a tevê e o cinema são exemplos de como uma história bem contada é a base de tudo. Conduzir o leitor ou o espectador pelos caminhos da trama, envolvê-lo sutilmente, seduzi-lo com aparentes insignificâncias, brincar sadicamente com suas expectativas, surpreendê-lo com reviravoltas, fazê-lo sentir-se ludibriado a ponto de quase desistir, para logo depois tomar novamente sua mão e reconduzi-lo pelos novos caminhos da história… Ah, isso é uma delícia. Um brinde aos grandes contadores de histórias!

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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filmeacriada-03A CRIADA

The Handmaiden (Ah-ga-ssi)
Coreia do Sul, 2016, 144 min, 18 anos
Direção: Park Chan-wook
Roteiro: Park Chan-wook e Chung Seo-kyung
Baseado no romance Fingersmith, de Sarah Waters
Elenco: Kim Min-hee, Kim Tae-ri, Ha Jung-woo, Cho Jin-Woong
Fotografia: Chug Chung-hoon
Montagem: Kim Jae-Bum
Música: Jo Yeong-wook

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CURIOSIDADES

01- O título original em sul-coreano é Ah-ga-ssi, que significa “A Dama”, referindo-se a Hideko, a jovem herdeira japonesa, enquanto o título inglês é “The Handmaiden” mudando a referência para a criada Sook-hee (Kim Tae-ri). Ao meu ver, o título original faz mais justiça à história, já que a jovem herdeira é a personagem central do filme, o ponto nevrálgico da trama.

02- Tanto o japonês como o coreano foram falados no filme. Antes de filmar, todos os atores tiveram professores japoneses para estudar o roteiro. Após a exibição em Cannes, a atriz sul-coreana Kim Min-hee, que interpreta a herdeira Hideko, foi aplaudida por jornalistas japoneses por sua proficiência no japonês.

 

Treiler do filme

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LEIA NESTE BLOG

LagrimasNaChuva-05 Lágrimas na chuva – E quando finalmente chegarem ao lugar para onde tanto correm, estarão em paz com as lembranças da vida que viveram?

Mariana quer noivar – Você abdicaria das relações amorosas em sua vida em troca de dinheiro ou sucesso na carreira?

O mundo real da arte – O momento em que a magia do teatro se revela paradoxalmente em toda sua plenitude, expondo tanto sua maquiagem quanto seu avesso

Cine Kelmer apresenta – Dicas de filmes

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DICA DE LIVRO

ICI2011Capa-01dO Irresistível Charme da Insanidade
Ricardo Kelmer, romance

Nos séculos 16 e 21, dois casais vivem duas ardentes e misteriosas histórias de amor. Ou será o mesmo casal?

Um músico obcecado pelo controle da vida. Uma viajante taoísta em busca da reencarnação de seu mestre-amante do século 16. O amor que desafia a lógica do tempo e descortina as mais loucas possibilidades do ser.

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01- belíssimo nas cenas de contação da protagonistas ..as referências literárias..a forma de ir e voltar do próprio roteiro..estou dando um tempinho p revê-lo.bjbjbj. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – fev2017

02- Vou ver !!! Adriana Alves, São Paulo-SP – fev2017

03- Estou louca pra assistir!! Taís Krugmann, Corumbá-MS – fev2017



As Preciosas do Kelmer – jan2017

30/01/2017

30jan2017

aspreciosasdokelmer201701

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

aspreciosasdokelmer201701Dicas e pitacos para o mês
#52, jan2017
> Esta edição no Facebook

Capa do mês: Mafalda, personagem do cartunista argentino Quino.

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*** MÃES ARREPENDIDAS

A socióloga israelense Orna Donath sabia que estava colocando o dedo numa ferida quando ousou perguntar a um grupo de mães se elas se arrependiam de ter tido filhos. Mas nunca imaginou que iria provocar uma polêmica global que não dá sinais de trégua. Seu livro Regretting Motherhood (Arrependendo-se da Maternidade, inédito no Brasil) reúne depoimentos de 23 mulheres que sem dúvida amam seus filhos, mas, se pudessem decidir agora, sabendo o que a maternidade significa e implica, optariam por não tê-los. A tese de fundo que Donath desenvolve é que as mulheres precisam trilhar um caminho predeterminado; que, apesar de se supor que decidimos ser mães livremente, a pressão social para ter filhos é enorme, e o resultado é que algumas acabam se arrependendo. > Mais

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*** PRESOS PARA SEMPRE EM 2016

O voo da American Airlines saiu de Fortaleza para Nova York em 30dez. Os passageiros sonhavam em passar o réveillon na Times Square. Mas o voo teve tantos problemas, atrasos, cancelamentos, gente passando mal, desvio de rota… que só chegou em Nova York três dias depois, em 02jan. Os passageiros ficaram para sempre presos em 2016. > Mais

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*** PRIVATIZAÇÃO DOS PRESÍDIOS

Os presídios do Amazonas foram privatizados em 2003. Em nome do lucro, as empresas que os administram cortaram vagas de trabalho e achataram salários. E o nível de qualificação dos agentes contratados caiu. > Mais

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*** VIRGINDADE AO SOL NASCENTE

Segundo cálculos de dois pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, que se basearam em um algoritmo matemático e dados de população e fertilidade, se o Japão continuar no ritmo atual de interesse de seus habitantes por sexo, no ano de 3766 haverá… um único japonês no mundo. Recentes estatísticas do Instituto Nacional de Pesquisa da População e Seguridade Social revelaram que 44,2% das mulheres e 42% dos homens japoneses solteiros e com menos de 34 anos são virgens. Em 2010 os percentuais eram, respectivamente, 38,7% e 36,2%. Se depender do Japão, é o fim da humanidade. > Mais

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*** CHELSEA MANNING É LIBERTADA

Chelsea Manning era analista de inteligência militar dos Estados Unidos quando foi presa por, em 2010, revelar documentos secretos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão e informações diplomáticas que expuseram a podridão do governo dos Estados Unidos. Ela teve negados seus direitos constitucionais e foi condenada a 35 anos de prisão. Nesta terça-feira 17jan o presidente Barack Obama reduziu a pena para 7 anos e a ex-soldada será libertada em maio. A decisão é irreversível.

Um dos documentos vazados por Chelsea, que antes de um tratamento para mudança de gênero se chamava Bradley, é um vídeo de 2007, que mostra o ataque de um helicóptero do exército dos EUA em Bagdá, que matou doze civis e dois jornalistas da agência de notícias Reuters. O vídeo chocou o mundo e ajudou a mudar a opinião pública sobre a atuação dos Estados Unidos no Oriente Médio.

Chelsea, como o australiano Julian Assange e o estadunidense Edward Snowden, fazem parte de um crescente número de pessoas que consideram que segredos governamentais e empresariais que atentem contra direitos humanos devem ser tornados públicos.

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*** MAFALDA

Mafalda, personagem do cartunista argentino Quino. As histórias, apresentando uma menina (Mafalda) preocupada com a Humanidade e a paz mundial que se rebela com o estado atual do mundo, apareceram de 1964 a 1973, usufruindo de uma altíssima popularidade na América Latina e Europa. Apesar de a maioria das histórias terem sido traduzidas em diferente línguas europeias, bem como em chinês tradicional e simplificado, elas foram raramente publicadas em inglês; na verdade, jamais nos Estados Unidos. (Wikipedia) > Mais

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*** PERFIL POLÍTICO DO PAULISTANO É CONFUSO

Pesquisadores da USP e Unifesp revelam um cidadão de São Paulo que se vê como um pouco conservador e solidário com as causas feministas. As entrevistas mostram que 83,8% dos paulistanos acreditam que todos deveriam trabalhar com regime de carteira assinada e 54,1% concordam que o Bolsa Família é um programa necessário para reduzir a desigualdade socioeconômica brasileira. A pesquisa mostra também que 86,5% das pessoas concordam que as mulheres devem ter o direito de se vestir como quiserem e 56,9% não concordam com a frase: “só pode ser considerada família a união de um homem uma mulher”.

“As pessoas têm dificuldade em se definir de esquerda ou de direita”, diz Esther Solano, uma das coordenadoras do levantamento e professora de Relações Internacionais na Unifesp. Quando essa pergunta é colocada, 54,3% dizem não se identificar com nenhum dos campos e 14,3% afirmam não saber. Segundo Solano, o que vem marcando posições conservadoras e de direita, neste momento, é o rechaço ao PT e o apoio ao impeachment. “São questões, contudo, circunstanciais. A pessoa pode se definir como conservadora ou de direita por concordar com o impeachment ou ser contra os Governos do PT, mas, quando confrontada com outras questões, não dá respostas características do espectro político”, diz. Isso, para ela, é prova da volatilidade de opiniões no espectro. > Mais

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*** ATEUS DO BRASIL, SAIAM DO ARMÁRIO

Pesquisa do Datafolha de dez2016 revela que 1% da população é ateia. É pouquíssimo em comparação com países da Europa, e até mesmo da América do Sul, como Uruguai, Chile e Argentina. Mas desconfio que boa parte desses 14% que se declaram sem religião na verdade não têm coragem de assumir sua não crença. É compreensível, afinal não é fácil ser parte de uma minoria tão estigmatizada. Mas é preciso que os ateus saiam do armário, para que possamos todos conviver melhor com as nossas diferenças.

PERCENTUAIS DA PESQUISA:

50% Católicos
22% Evangélicos neopentencostais
7% Evangélicos não neopentencostais
2% Kardecistas
1% Umbandistas
1% Ateus
1% Candomblecistas
2% Outras religiões
14% Não tem religião

> Mais

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*** SOLTA O CANO QUE NÃO CAI

Velha tradição popular, as marchinhas carnavalescas servem para criticar e debochar, transmitindo o que pensa a população sobre os personagens protegidos pela grande imprensa. A marchinha “Solta o cano que não cai” faz gozação com os vazamentos seletivos que, coincidentemente ou não, sempre poupam o PSDB.

SOLTA O CANO QUE NÃO CAI
(Vitor Velloso e Marcos Frederico)

Mais um dia, mais um vazamento
Segura o cano ou a casa cai
O furico tá na mão
E já não aguento
A pressão está demais

Eu já rezei, pedi pra Cristo
E finalmente achei a solução
Eu arrumei o meu registro
Agora a casa não cai mais não

Solta o cano que não cai
Solta o cano que não cai, meu irmão
Já vai baixar a pressão
Solta o cano que tá tranquilão

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*** O DIREITO DE VIVER SUA PRÓPRIA CULTURA

A tribo Mentawai, que atualmente conta com cerca de 60 mil membros, é uma rara cultura indonésia que não foi influenciada pelas correntes hindu, budista e muçulmana ao longo dos últimos dois milênios. Em vez disso, suas tradições e crenças lembram fortemente as dos povos austronésios que chegaram de Taiwan a este vasto arquipélago há cerca de 4.000 anos. Se a cultura da tribo desaparecer, um dos últimos elos com os primeiros habitantes da Indonésia desaparecerá com ela.

Há décadas eles resistem, assim como outros como eles, às políticas do governo indonésio para pressionar os grupos indígenas a abandonarem seus velhos costumes, aceitarem uma religião aprovada pelo governo e se mudarem para vilarejos do governo. Essa mudança, juntamente com a atração inevitável exercida pelo mundo moderno sobre seus filhos, tem provocado uma grande disjunção entre gerações de mentawai. > Mais

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Eu, minha paixão e meus casos

24/01/2017

24jan2017

A poligamia no futebol é algo comum, e até natural, pois vem do sentimento primevo de amor por esse esporte tão fascinante

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EU, MINHA PAIXÃO E MEUS CASOS

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Sabe, eu tenho uma grande paixão. É antiga e está sempre comigo, mesmo na distância, e ela é um sentido em minha vida. Mas como não sou monogâmico, tenho também dois casos, que não chegam a ser paixão, mas faço questão de mantê-los. Além disso, cultivo certas simpatias por aí nesse mundão. Não escondo nada de ninguém e assim vamos vivendo. Não, não são pessoas. Tô falando de futebol.

Ah, a paixão por um clube de futebol… Que coisa louca, isso. Dizem que é o único amor que não se troca por outro de jeito algum, nem sob tortura. Sim, há quem, quando criança, trocou de bandeira e nunca mais voltou, mas criança não conta.

Os monogâmicos futebolísticos não entendem situações como a minha, mas a poligamia no futebol é algo comum, e até natural, pois vem desse sentimento primevo de amor por esse esporte tão fascinante. Antes da popularização nacional da televisão, nos anos 1970, a imensa maioria torcia apenas pelo time de sua cidade ou de seu estado, e era feliz ou infeliz na exclusividade dessa paixão. Mas aí vieram as transmissões dos jogos dos grandes clubes do Sul e Sudeste, e mesmo para quem já tinha sua paixão, ficou difícil ficar alheio àquela sedução toda. Os adultos até que resistiram mais, porém boa parte das crianças e adolescentes, se não foram de todo fisgados pelos clubes mais ricos do país, ao menos assumiram o caso extraconjugal. Hoje, algo parecido ocorre em relação aos grandes clubes europeus.

Eu fui uma dessas crianças. Aos 10 anos, em 1974, me apaixonei perdidamente pelo azul, vermelho e branco do Fortaleza Esporte Clube, e a partir daí o mundo encantado do futebol se abriu para mim, trazendo um novo e gostoso sabor de viver. Nessa época, os campeonatos estaduais tinham mais importância que hoje, e para um menino como eu, que acompanhava pelo rádio em detalhes a todos os campeonatos do país, foi inevitável surgirem simpatias aqui e ali. Com as frequentes transmissões da tevê, gostei do Corinthians-SP e do Fluminense-RJ, e curtia seus títulos e lamentava suas derrotas, mas o envolvimento mantinha-se num nível superficial. Só o Fortaleza é que, de fato, me trazia as vibrantes e fortes emoções, que me fazia chorar de raiva e enlouquecer no indizível prazer de ser campeão.

E assim estamos nós quatro até hoje, na alegria e na tristeza. Não, não há traição, nem rola ciúme, pois todos entendemos que meu coração é do Leão do Pici, e que o maravilhamento transbordante pelo futebol me permite outros bem-quereres. Mas, e quando, num domingo qualquer, preciso optar por um dos outros dois? Aí eu me abstenho, melhor assim.

Você agora pode achar que eu seria mais feliz se ficasse apenas com um deles dois, pois são bem mais ricos e poderosos. Verdade, são mesmo. Mas, caso não tenha percebido, esta crônica é sobre paixão, e não sobre negociações. Sim, sei que na vida também há os amores interesseiros, sei bem. Mas no mundo encantado do futebol, a paixão por um clube é paixão pura de coração. Para o resto da vida.

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Ricardo Kelmer 2017 – blogdokelmer.com

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Aquelas camisas mp3 – Ouça e baixe a versão áudio da crônica, na interpretação do autor
Site oficial do Fortaleza Esporte Clube
Fortaleza Esporte Clube na Wikipedia

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FEC1974-02O time bicampeão de 1974, que me fez ser tricolor. O artilheiro do campeonato foi Beijoca, com 26 gols.

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O HINO O primeiro hino do Fortaleza foi composto em 1959, por José Jatahy. Em 1967 é composto o hino oficial pelo poeta Jackson de Carvalho, sendo sua gravação em outubro do mesmo ano, tendo como arranjador o maestro Manuel Ferreira e como intérprete o cantor Manoel Paiva. Em entrevista à revista Veja, o cantor e compositor Chico Buarque afirma que considera o hino do Fortaleza o segundo hino mais belo do futebol brasileiro, sendo o primeiro o do seu clube, o Fluminense.

Fortaleza, clube de glória e tradição
Fortaleza, quantas vezes campeão
Fortaleza, querido idolatrado
Estás sempre guardado
Dentro do meu coração.

Altivo, tua vida sempre foi um marco
Tua glória é lutar e vencer também
Salve o Tricolor de Aço
No campo, provaste mesmo que não tens rival
Tua turma valente é sensacional
Salve o Tricolor de aço

Soberbo, tua fibra representa um norte
Combativo, aguerrido, vibrante e forte
Sem demonstrar cansaço
Receba um sincero abraço da torcida tão leal
Meu Tricolor de Aço

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Hino do Fortaleza em nove versões
00m00 – Original 1967
02m40 – Lírica com Ayla Maria e Raimundo Arraes
04m59 – Fagner
08m44 – Reggae com banda Okolofé
12m10 – Voz e violão com Calé Alencar
14m22 – Forró com Neo Pi Neo
16m58 – Rock
20m09 – Oficial regravação 2002
22m35 – Em francês

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Hino oficial do Fortaleza Esporte Clube
Hino oficial (Fagner)
Hino oficial, versão lírica (Ayla Maria e Raimundo Arraes)
Hino oficial, versão forró (Neo Pi Neo)
Hino oficial, versão rock (Voz: Alexandre Carvalho. Instrumentos: André Carvalho)
Hino oficial em francês (Voz: Giselle Café)

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OImprovavel,OImpossivelEOInacreditavel-01aO improvável, o impossível e o inacreditável
Numa hora dessa, como ainda ter forças pra superar um rival que virou o jogo no fim com um jogador a menos, que já conseguiu o impossível?

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Fortaleza campeão cearense 2015

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Gol de Gabriel Pereira
Fortaleza 1×0 Ceará (22.01.17)

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LEIA NESTE BLOG

FutebolArtigoFeminino-01Futebol artigo feminino – Cá pra nós, já reparou como brasileira fica ainda mais linda em dia de jogo da seleção?

O menino e o feminino misterioso – Esse instante numinoso em que o Feminino Sagrado mostrou-se pra mim, sob a meia-luz de seu imenso mistério

Religião no esporte é gol contra – Se nada for feito, a religião invadirá os campos e quadras e o esporte virará uma cruzada entre os jogadores e seus deuses

Discutindo a Copa e a relação – Se você deseja minimizar os efeitos sobre sua relação, é bom saber algumas coisas sobre essa rival invencível

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Que beleza! Sou do tempo de ir ao Pici pra ver os treinos. Raul Meneleu Mascarenhas, Fortaleza-CE – jan2017

02- Fortaleaaaaaaaaaaaaaa. Vilma de Oliveira, Fortaleza-CE – jan2017

03- Lindo gooooool do nosso Leão Ricardo Kelmer, valeu! Eugênio Oliveira, Fortaleza-CE – jan2017

04- Vai safadão!!!!!! Michele SJ, Fortaleza-CE – jan2017

05- Olha a Caboquinha!!! Clícia Karine Marques, Fortaleza-CE – jan2017

06- Parabens pela vitória . Adorei a cronica. Marcia Soares Fernandes, São Paulo-SP – jan2017

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Solta o cano que não cai

17/01/2017

17jan2017

Uma marchinha de carnaval que brinca com os vazamentos seletivos que poupam o PSDB

SOLTA O CANO QUE NÃO CAI

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Velha tradição popular, as marchinhas carnavalescas servem para criticar e debochar, transmitindo o que pensa a população sobre os personagens protegidos pela grande imprensa. A marchinha “Solta o cano que não cai” faz gozação com os vazamentos seletivos que, coincidentemente ou não, sempre poupam determinado partido.

SOLTA O CANO QUE NÃO CAI
(Vitor Velloso e Marcos Frederico)

Mais um dia, mais um vazamento
Segura o cano ou a casa cai
O furico tá na mão
E já não aguento
A pressão está demais

Eu já rezei, pedi pra Cristo
E finalmente achei a solução
Eu arrumei o meu registro
Agora a casa não cai mais não

Solta o cano que não cai
Solta o cano que não cai, meu irmão
Já vai baixar a pressão
Solta o cano que tá tranquilão

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COM AS CIFRAS

SOLTA O CANO QUE NÃO CAI

Em
Mais um dia mais um vazamento

D7 G
Segura o cano ou a casa cai

F#m7(5b) B7(9b)
O furico tá na mão

Em
E já não aguento

C7 B7
A pressão está demais!

Em
Eu já rezei pedi pra Cristo

D7
E finalmente achei a
G
solução

F#m7(5b) B7(9b) Em
Eu arrumei o meu registro

C7 B7
Agora a casa não cai mais
E B7
não

E Fdim F#m7
Solta o cano que não cai

B7 E
Solta o cano que não cai
E7
Meu irmão

A7M Am6 G#m7 C#7
Já vai baixar a pressão

C7(9) B7(9)
Solta o cano que tá
E
tranquilão

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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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O BAILE DO PÓ ROYAL
Em 2013 a Polícia Federal apreendeu um helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT-MG), amigo pessoal e aliado político de Aécio Neves (PSDB-MG). O helicóptero levava meia tonelada de pasta base de cocaína e era abastecido com verba do gabinete do filho do senador, que era deputado estadual. Não tem ninguém preso. É lamentável, mas rendeu uma boa marchinha de carnaval.

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LEIA MAIS NESTE BLOG

AecioNevesEOEstranhoCasoDoPoSemDono-01aAécio Neves e o estranho caso do pó sem dono – Familiares e desembargadores amigos envolvidos com narcotráfico, aeroporto construído com dinheiro público nas terras da família… A coisa não está cheirando bem

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Democracia e regulação da mídia – A informação é um produto e, como todo mercado, o mercado da informação precisa de regras, caso contrário o grupo que tem mais dinheiro monopolizará a informação, para prejuízo da sociedade em geral

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Helicoca – O helicóptero de 50 milhões de reais
um documentário que escapou da censura

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COMENTÁRIOS
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 01- Num cai nem vaza, kkkkkkk. Fernando Vasqs, São Paulo-SP – jan2017

02- Na hora de curtir fiquei na dúvida se colocava carinha de gargalhada de tristeza ou de Grrrrrr!!!!! Aline Cerqueira, Feira de Santana-BA – jan2017

03-


Divina comédia humana

09/01/2017

09jan2017

Um conto inspirado na música de Belchior e no poema de Dante Alighieri

divinacomediahumana-01a

DIVINA COMÉDIA HUMANA
Ou: O amor é uma coisa mais exótica que um conto em terza rima

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A sombria floresta de Beatriz anunciou-se naquela tarde de sábado, num ponto de ônibus do centro, após ela sair do culto na igreja. Anunciou-se nos olhos do atraente moço de porte atlético que lhe pediu informação. Com simpatia, ela lhe explicou que ônibus deveria tomar, e era o mesmo que ela tomaria, ora veja. E juntos sentaram, ele com sua mochila vermelha, ela com a bíblia ao colo, quase a mão dele em sua mão. Chamava-se Antonio, e Beatriz soube que estudava filosofia, mas gostava mesmo era de ser goleiro, e nos fins de semana jogava por times de bairro, e ela achou isso tão lindo… Ele desceu primeiro, mas antes do ônibus os separar, correu até embaixo da janela e a convidou, Vai me ver jogar amanhã, e ela seguiu o resto do percurso a conversar manhosa com as estrelas, enquanto em seu peito borbulhava a nascente do rio a que chamam os poetas perdição.

Eu te amo, eu te amo, ela disse e repetiu ao ouvido dele, sussurrando baixinho. Lá fora, a última estrela se despedia e o amanhecer clareava aos poucos a suíte do Dante motel. Eu te quero tanto, meu goleirão, ela murmurou, lembrando que horas antes o admirava embaixo das traves, e reparou que, dormindo, ele parecia um anjinho. Beatriz beijou-o nos olhos e agradeceu ao seu deus pela dádiva daquele amor imenso, que surgira num bobo encontro casual, e agora, um ano depois, a instalara definitivamente no céu. Então Antonio se aconchegou e Beatriz sentiu a urgência de seu desejo, e ela nem sabia mais quantas vezes nas últimas horas haviam se amado. Ele a beijou com ardência, depois a virou de costas para ele e aguardou que ela se preparasse, e ela, percebendo vazio o tubo de lubrificante, não teve dúvidas: Ah, vai sem gel.

Um dia Antonio sumiu, simplesmente sumiu, sem deixar um mísero bilhete, sem que houvesse discussão ou algo que pudesse deixá-lo bravo. Só pode ser uma brincadeira, ele sempre gostou de me pregar peças…, Beatriz disse para si mesma, sem encontrar explicação convincente. Mas as semanas se passaram e ele não voltou, e da vida fez-se o limbo, a angustiante espera da definição que não vinha, a existência uma peça suspensa em pleno ato. O que fazer com o amor que tanto dá sentido ao tempo, e depois, de uma hora para outra, parece que disso se arrepende? Era o que pensava quando, pesquisando os sites de futebol de bairro, soube que Antonio jogaria naquele tarde em outra cidade ‒ e para lá Beatriz se mandou. Torceu por ele o jogo inteiro, no alambrado encostadinha, engasgada num choro que ela segurou firme… até vê-lo tomar um gol no fim da partida, e foi exatamente aí que ela entendeu que estava tudo acabado, que a eternidade daquele amor se desmanchara no ar, feito uma estrela cadente.

Na floresta escura dos meses seguintes, sonhava à noite com Antonio, ele jogando e ela torcendo, mas ele sempre olhava para ela no momento errado e, angustiado, tomava o gol. Solidão e desamparo foram suas companhias inseparáveis, e nem as orações na igreja trouxeram luz aos subterrâneos do seu desgraçado ser. Então, na agência lotérica em que trabalhava, no nono subsolo do shopping, ah, e como combinavam com sua alma os subsolos, um dia o sol voltou. Uma antiga amiga de colégio, Carla o nome dela, após receber o troco da mega-sena, a reconheceu: Beatriz, é você? Daí, foi o chope após o expediente, as boas lembranças colegiais revividas com alegria, mais dois chopes, tantas coisas para contar, outro chope ‒ era a velha amizade que retornava. Um mês depois, quando Carla precisou dormir em seu apartamento, e a amizade já cedia espaço aos carinhos e estes à sedução, elas consumaram na cama, abençoadas pela noite estrelada, aquilo que em seus corpos ansiava por acontecer.

Ironias do destino: amigas de colégio, anos sem se ver, e agora lá estão elas tornadas outra vez adolescentes, peles coladas noite e dia, ternamente apaixonadas. Beatriz frita os bolinhos prediletos de Carla, que desenha corações coloridos no caderno de Beatriz, que, da janela do quarto, suspira feliz para as estrelas, recuperada de seu passado sofredor. Porém, naquela noite na igreja, o pastor bradou enfático: A mulher nasceu para o homem, e aquela que desobedece às leis divinas sucumbirá na condenação, para sempre amaldiçoada!!! Ela voltou para casa e buscou dormir, mas as leis divinas não permitiram, e foi assim que abandonou a igreja, trocando-a por outra que a aceitava, a ela e seu pecaminoso amor. E tudo se resolveu, mas só até o dia em que o fantasma do passado ressurgiu na tela do celular: era Antonio, que dizia ter errado, implorava por perdão e pedia encarecidamente um encontro. Assustada, Beatriz desligou, mas ele insistiu e ela teve de explicar que seu amor agora era de outra pessoa, e que ele a esquecesse, por favor.

Bastou aquele telefonema para castigar as certezas de Beatriz, substituindo a paz celestial que Carla trouxera aos seus dias por aquele pesadelo dos demônios. O amor que, ao custo de um mar de lágrimas ferventes, jurava haver esquecido, voltava para lembrá-la daquilo que tão bem ela sabia. Sim, apesar de tudo ainda amava Antonio, sim, e agora a profundidade desse amor vinha assombrá-la num íntimo e cruel confronto. Na semana seguinte, após acordar de uma noite em que não brilharam estrelas em seu céu, Beatriz foi até a cozinha, onde Carla preparava o café, respirou fundo e lhe pediu imensas desculpas por tê-la envolvido nos descaminhos de sua alma tresloucada, sua pobre alma que no amor parecia sofrer de disritmia. A cena é tão melancólica: Carla escutando a tudo em silêncio, e ao fim pegando suas coisas e indo embora, deixando no ar a pesada sombra das palavras que no peito preferiu calar. Na cozinha fica Beatriz, encostada à parede, massacrada pela tristeza de saber que fizera o que devia ser feito, enquanto na mesa o café esfria.

Nossa história bem que podia terminar aqui, com a mocinha, enfim purgada de seus pecados, vivendo com seu amado na bem-aventurança seculum seculorum ‒ mas, ai, ai, é justamente quando julgamos ter a gerência da vida que a própria vida trata de tudo bagunçar. Acertada outra vez com seu adorado goleiro, embalada novamente pela melodia das estrelas, Beatriz, surpresa, vê-se saudosa de tudo que tinha com Carla, e experimenta em si a estranha contradição de saber-se amada e amando, mas… incompleta. Antonio a abraça, compreensivo, e diz que em nenhum momento lhe exigiu exclusividade, e que se ela ainda ama a ex-namorada, ele perfeitamente entenderá. Mas se você me ama, como pode aceitar que eu ame também a outro alguém, perdeu o senso, foi?, ela pergunta, confusa, e ele explica o que aprendeu nos dias em que duelava no inferno contra sua própria possessividade: que só há salvação no amor que liberta. Naquela mesma noite, na igreja, ao ouvir o pastor pregar a fidelidade e a monogamia, Beatriz nem esperou pelo fim do sermão: ergueu-se decidida, pegou de volta o dízimo que deixara na caixinha, saiu e foi até a casa de Carla, e contou-lhe, emocionada, que havia finalmente se libertado e encontrado a iluminação de sua vida inteira. Bem, a história ainda deu umas boas voltas, é vero, mas para encurtar: Carla resistiu, resistiu, mas um dia também encontrou a luz, aleluia!, e semana passada, inclusive, aceitou ir com Beatriz ver Antonio jogar ‒ mas deu-se o direito de não aplaudir suas defesas, porque afinal ela ainda não está tão iluminada, tem que dar um tempo, ?

E assim vão os três, novos atores para essa velha comédia de sucesso chamada amor, onde ouvir as augustas estrelas não garante absolutamente nada, e, como bem nos ensina a terza rima, tudo é eterno enquanto não vem a palavra derradeira.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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SOBRE O CONTO – Foi com este conto que participei do livro Para Belchior com Amor (Miragem Editorial, 2016). A música que o inspirou, do mesmo nome, foi, por sua vez, inspirada no magistral poema Divina Comédia, de Dante Alighieri, um dos maiores clássicos da literatura ocidental, que Belchior pretendia traduzir para o português numa versão mais popular. Para criar meu conto, baseei-me na atmosfera dramática e na estrutura temática do poema (Inferno, Purgatório e Céu) e escrevi uma história que fala da salvação-condenação pelo amor, e suas complexidades e contradições, fazendo uso, assim como o poema, de palavras-chave como “estrela” e abusando de referências às duas obras. E como Divina Comédia foi escrito em terza rima, esse entrelaçado e dinâmico sistema rimático criado por Dante, impus-me o desafio de fazer o mesmo em meu conto. Cada parágrafo, com exceção do último, possui seis períodos, e as rimas ocorrem na última palavra de cada um deles. Ignoro se antes alguém já havia feito terza rima com prosa. Não foi fácil, mas gostei da experiência.

SOBRE A IMAGEM – A imagem que ilustra esta postagem é uma reprodução parcial do quadro Os Fantasmas de Paolo e Francesca Aparecem para Dante e Virgílio, de Ary Scheffer (1835). No poema Divina Comédia (Inferno, Canto V) Dante e Virgílio encontram num dos círculos do Inferno o casal  Paolo e Francesca, condenados por seu amor adúltero. Francesca de Rimini e Paolo Malatesta viveram na Itália no sec. 13 e foram assassinados por Gianciotto Malatesta, marido de Francesca e irmão de Paolo, por eles terem se apaixonado um pelo outro.

O ANALISTA – Putz, há tanto o que dizer sobre a letra de Divina Comédia Humana… As referências ao poema de Dante Alighieri são várias, mas há mais coisas. O analista, por exemplo. Ele insiste em desqualificar as relações que não se enquadram nas sagradas regras do amor romântico tradicional. Para ele, a sensualidade e a paixão são negativas. O analista quer nos convencer de que o amor é uma coisa mais profunda que encontros casuais e transas sensuais, e que se não entendermos isso, viveremos insatisfeitos.

Se o analista está certo ou não, é algo a se discutir. Belchior, porém, rejeita ser conduzido por essa lógica racional que enquadra o amor. Ele prefere viver intensamente o que sente no momento, com ardência e paixão, com os céus e infernos inerentes, mesmo que seja breve, mesmo que não seja amor, ou mesmo que seja outro tipo de amor, pois sabe que tudo é transitório, inclusive o sagrado amor romântico tão defendido pelo analista. Belchior diz não às convenções dos sentimentos, ignora as racionalidades analíticas e dessacraliza o amor, e canta sua liberdade de amar ao seu modo profano.

Pensei em escrever para o livro Para Belchior com Amor uma análise dessa letra, mas meu lado ficcionista falou mais alto e achei mais interessante contar uma história, até porque eu queria também homenagear o poema de Dante. Mas que essa letra dá um bom estudo, ah, isso dá. E ainda há, no fim, a citação do poema Via Láctea, de Olavo Bilac.

DIVINA COMÉDIA HUMANA (Belchior)

Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol
Quando você entrou em mim como o sol no quintal
Aí um analista amigo meu
Disse que desse jeito não vou ser feliz direito
Porque o amor é uma coisa mais profunda
Que um encontro casual
Aí um analista amigo meu
Disse que desse jeito não vou viver satisfeito
Porque o amor é uma coisa mais profunda
Que uma transa sensual

Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia
Fazendo tudo, e de novo dizendo sim à paixão
Morando na filosofia
Eu quero gozar no seu céu
Pode ser no seu inferno
Viver a divina comédia humana onde nada é eterno

Ora, direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso
E eu vos direi, no entanto:
Enquanto houver espaço, corpo, tempo
E algum modo de dizer não
Eu canto

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DICAS

stelle.com.br – Site criado por Helder da Rocha com material sobre a Divina Comédia, inclusive o texto original e uma versão em prosa, em português, do poema.

Divina Comédia na Wikipedia

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Divina Comédia Humana, ao vivo

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Leitura do conto “Divina comédia humana”
por Marcelo Fávaro

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Para Belchior com Amor

PBCA 3a ed CAPA 20aLançado em 2016, Para Belchior com Amor chega à sua terceira edição. Organizada por Ricardo Kelmer e Alan Mendonça, esta edição foi enriquecida com ilustrações e novos autores, com mais contos, crônicas e cartas inspirados em canções de Belchior. O livro traz 24 textos de 23 autores cearenses, e conta com a participação especial de Vannick Belchior, filha caçula do rapaz latino-americano de Sobral, que escreveu uma bela carta para seu pai. Em 2021, ela iniciou-se profissionalmente como cantora, interpretando o repertório de Belchior.

Literatura para celebrar um notável literato. Ele que soube, como poucos, harmonizar música e poesia, e que fez de sua obra e sua vida um intenso canto de amor, liberdade, questionamento e rebeldia. Salve Belchior!

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MAIS SOBRE BELCHIOR

O dia em que entendi Belchior (crônica) – Ele já não tinha metas, estava finalmente livre para deixar a roda-viva que nos entorpece diariamente com a sedução das falsas necessidades

Esses jovens que resgataram Belchior (crônica) – É um grito latino-americano que brota da dor das minorias e dos excluídos, de todos que não comungam com o deus mercado e vomitam a ração diária fornecida pela mídia poderosa

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OUTROS LIVROS

ICI2011Capa-01fRomance – Contos – Crônicas – Ensaio – Poemas

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VENDAS
Livrarias, Amazon ou direto com o autor (depósito bancário ou Pag Seguro: cartão e boleto). Impresso e eletrônico.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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 COMENTÁRIOS
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01- Excelente! Revejo-me nessa Beatriz, nesse duelo entre a consciência moral cultivada e o chamado do outro lado do espelho, de dentro de si mesma, a ânsia de libertação, mas não o poder fazer. Precisou que Antônio a libertasse…. Ah, safado, e esqueceste-te de mandar o meu livro pelo Felipe! Susana X Mota, Leiria-Portugal – jan2017

02- Conto e livro sensacionais!!!! Caroline de Paula, Garanhuns-PE – jan2017

03- Brilhante, Ricardo Kelmer! Giba C. Carvalho, Recife-PE – jan2017

04- ele estava traduzindo.em 99 encontrei o Belchior no lançamento do CD auto Retrato e perguntei sobre a tradução ele respondeu.Por enquanto estou no inferno!..rsrs. F Moreno Set, São Paulo-SP – jan2017

05- Nao obstante, é meu conto predileto do livro! Ricardo, essa música, em especial, me marcou muito! E você a eternizou em forma literária de uma maneira magnífica. Como não admirar e ser grata? E desde a primeira vez que li, senti que era algo fundamentado e trabalhado. Esse post só só confirmou isso. Vc e Belchior: dois literatos admiráveis! Melissa Fernandes, Alfenas-MG – jan2017

06- li de novo. curti de novo. ❤ a vida traz destas bagunças malukas no meio de tantos presentes e tantas surras! né? é nosso brinde! kkkk bjs querido, volte logo pra fusta! (as cadeiras do serpentina não estão mais nem rosnando, o q dirá latindo!). Clarisse Ilgenfritz, Fortaleza-CE – jan2017

07- Caríssimo RK, fico muito feliz com o sucesso da iniciativa do livro e eventos em homenagem a Belchior. Alto nível e merecida recepção. A versão do dantesco monumento literário é realmente um desafio, mas a arte é uma experiência em diálogo no tempo e no espaço. Redobrados parabéns! Abraço do Leite Jr., Fortaleza-CE – fev2017


Narrador de queima de fogos

02/01/2017

02jan2017

Tamo aqui na praia transmitindo ao vivo. Já papocou o primeiro. Pa-pa-pa-pum!!!

narradordequeimadefogos-03

NARRADOR DE QUEIMA DE FOGOS

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E começa o espetáculo do ano-novo! Tamo aqui transmitindo ao vivo a queima de fogos. Já papocou o primeiro. Pa-pa-pa-pum!!! Eita, que coisa linda, fiquei todo arrupiado. Subiu outro, lá vai, tssssccchhhhhh, chegou lá irriba, pa-pa-pa-poooooouuu! Menino, que papoco medonho, até eu me tremi. Ó lá, ó lá o colorido, viiiiiiiixe, que coisa doida! Psicodelia toda pura, né não? Essas luzes se espraiando, essas cuspida multicor no breu do céu, parece até que a gente fumou um baseado desse tamanho, né não? Ó lá! Ó lá, ó lá!! Pa-pa-pa-pa-papuuummm!!! Que maravilha do outro mundo! O cerumano cria cada marmota paidégua, né não, diga aí se não é. Lá vai outro subindo, tsssccchhhhhh, eita, que é boniteza demais da conta. Olhali, olhali cumade Fransquinha correndo pra debaixo dos papocos, quem foi que deu cachaça pra essa infeliz, sai daí, condenada, senão esses negócio cai enriba de tu e queima teu cabelo, já pensou a disgraceira, mulher? Pa-poooouuu!!!! Como será que eles fazem essas luzes sair tudo certinha por um buraquim desse tamanhim assim, e formar esses desenhos bem arrumadim, né? Magia, só pode ser. Aproveitando pra mandar um abraço bem apertado pra dona Orestina, lá no Mucuripe, saudade, viu, dona Orestina, qualquer dia apareço pelaí. Pa-puuuuuummmmmmmmm!!!!!!!!!!! Aaaii! Eita… esse papocou bem aqui pertim. Vixe, tô mais ouvindo nada. Valha… Gente, fiquei mouco… tô escutando nadinha. Chama o comercial aí, chama logo! Gente, fiquei mouco mesmo, acode aqui…

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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Breg Brothers com fígado acebolado – Encher a cara, curtir dor de cotovelo e brindar a todas as vezes em que fomos cornos…

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Comentarios01COMENTÁRIOS

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01- hahaha ô bicho marmoteiro esse kelmer! Clarisse Ilgenfritz, Fortaleza-CE – dez2016

02- Muito bom, aproveitando para lhe desejar boas passadas deste para o melhor abraço. Marcos Felix, Brasília-DF – dez2016

03- Puuuummm!!!..muito Puuuummm p nós! Shirlene Holanda, São Paulo-SP – dez2016

04- em Janeiro quero meu livro do Belchior ..rs. F Moreno Set, São Paulo-SP – dez2016

05- Feliz Ano Novo ❤ Kelminhoooooooooo 😍 Pah Pou Puh. Andrea Dal Castel, Rio de Janeiro-RJ – dez2016

06- Muito bom Kelmer, esse narrador é a tua cara.kkkkkkk. Vilma de Oliveira, Fortaleza-CE – dez2016

07- Kkkkkkkkk Que 2017 seja de expansão e cada vez mais inspiração e espirituosidade pra tu!!! Mto papoco bom pra sua vida.!!! Feliz Ano Novo!!! Kitah Soares Vitoriosa, Fortaleza-CE – dez2016

08- Muntcho bom. Marcia Soares Fernandes, São Paulo-SP – dez2016

09- aê, kelmer….. por falar em fogos, clica no azul… abrsss… feliz ano novo! Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – dez2016

10- Feliz ano novo. Renan Alves, São Paulo-SP – dez2016

11- Tu não tens noção do tanto de pumm pumm pumm de cá! Feliz 2017! Virgínia Ludgero, Lourinhã-Portugal – dez2016

12- Feliz ano novo parceiro. Jose Leite Netto, Fortaleza-CE – dez2016

13- Um ano arretado pra tu, macho rei. Teofilo Lima, Parnaíba-PI – dez2016

14- 2017 já chegou aqui e já seguiu viagem…. Feliz ano novo! Pum! Susana X Mota, Leiria-Portugal – dez2016

15- Kelmim Feliz Ano Novoooo!!! Jessica Giambarba, Fortaleza-CE – dez2016

16- Já disse que os desocupados ainda vão salvar o mundo e você está na linha de frente. 😂😂😂 Elizabeth Holanda, Fortaleza-CE – jan2017

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As Preciosas do Kelmer – dez2016

31/12/2016

31dez2016

aspreciosasdokelmer201612

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As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos, com ênfase no feminino. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim, o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

Daspreciosasdokelmer201612icas e pitacos para o mês
#51, dez2016
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Capa do mês: Amara Moira, brasileira, é doutora em Literatura, escritora, travesti e prostituta.

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*** DIREITO AO ABORTO: A LUTA NÃO ACABOU

O Supremo Tribunal Federal decidiu que praticar aborto até os três primeiros meses da gestação não é crime. Um passo significativo para os movimentos feministas que há décadas lutam para fazer valer esse direito no Brasil. A decisão esquentou o debate num país em que aumenta o número de parlamentares conservadores e onde o aborto ainda é um tabu. Na mesma noite da decisão do STF, a Câmara dos Deputados mostrou que pretende trabalhar para rever a decisão do Supremo.

Aborto é uma questão de saúde pública, e não de religião. E a decisão final deve caber à mulher. E pronto. > Mais

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*** A QUEM INTERESSA O DESMONTE DO ENSINO PÚBLICO?

“Uma das “acusações” que se faz ao movimento dos estudantes é que trata-se de uma ação política – ora, convenhamos, trata-se mesmo de uma ação política! É uma reação à proposta do presidente não eleito, Michel Temer, de desmonte do já péssimo sistema educacional público brasileiro – ele, que vem desmantelando, uma a uma, todas as pouquíssimas, mas essenciais conquistas sociais ocorridas nos 14 anos de governo petista.” Luiz Rufatto (El Pais Brasil) > Mais

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*** MELHOR ATRIZ PORNÔ INTERNACIONAL É PORTUGUESA

Erica Fontes tem 21 anos e apenas três anos de experiência no ramo dos filmes pornôs. Este ano ela conquistou o prêmio de melhor artista internacional, nos prêmios XBIZ. O evento é realizado desde 2003 e Erica é a primeira portuguesa a conquistar o prêmio. E ela quer mais. Viva Portugal! > Mais

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*** SARAU, LUAU E O ESCAMBAU

arnaldoafonso201508-02Arnaldo Afonso é um amigo querido, que conheci graças ao Sarau da Maria, do qual ele é um dos organizadores. Muitas coisas nos unem, como a literatura, a boemia e a música de Belchior. Jornalista de texto suave, mas sem descuidar da crítica, ele tem uma coluna no jornal O Estado de São Paulo chamada Sarau, Luau e o Escambau, em que conta sobre a produção artística que faz das suas pelaí, longe dos holofotes da indústria cultural. Recomendooo. > Mais

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*** COMO ASSIM A PREVIDÊNCIA SOCIAL NÃO É DEFICITÁRIA?

A mídia repete tanto, mas tanto, que a Previdência Social é deficitária, que isso vira verdade absoluta, quase um dogma, e nós saímos repetindo por aí. Porém, há vários especialistas que afirmam, e mostram números, que não há défict, mas um mau gerenciamento dos recursos. Eles apontam, por exemplo, que em vez de apenas sobrecarregar o trabalhador fazendo-o trabalhar mais e receber menos, o governo deveria cobrar a dívida bilionária que várias empresas têm com o INSS e rever a contribuição paga pelos empresários do agronegócio. > Mais

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*** MACHISMO FAZ HOMENS SE SUICIDAREM MAIS QUE MULHERES

Obviamente, a cultura machista penaliza muito mais às mulheres. Porém, os homens também pagam caro por viveram numa sociedade em que não devem demonstrar fraqueza ou sensibilidade, e têm que ser infalíveis e vitoriosos a qualquer custo. Infelizmente o custo muitas vezes é a doença e a morte. > Mais

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*** ESSES DEUSES QUE ADORAM NASCER EM 25 DE DEZEMBRO

A história dos deuses solares, como Jesus, Mitra e outros que os precederam, é baseada na importância do Sol para a vida no planeta. Um fator de forte inspiração na criação desses mitos é o percurso do Sol pelo céu. No hemisfério norte, em 22 de dezembro, a trajetória solar atinge seu ponto mais baixo no horizonte. É o solstício de inverno. Por três dias, o Sol fica parado, parece que morreu.

Nesse dia 22 de dezembro, bem próximo estão as estrelas da Crux (que na Antiguidade eram mais visíveis que hoje no hemisfério norte por conta do movimento de precessão e do eixo inclinado do planeta). Ou seja: o Sol morreu na cruz. Então, em 25 de dezembro, como por mágica, ele volta a se mover, trazendo luz e a esperança de vida em meio ao frio do inverno. Ao retornar, o Sol fica alinhado com a estrela mais brilhante no céu, Sirius, que por sua vez está alinhada com as Três Marias, que parecem segui-lo.

É por isso que tantos deuses nascem em 25 de dezembro, as estrelas anunciam o fato, eles morrem crucificados e ressuscitam no terceiro dia.

Independente do deus em que você acredita, ou se não acredita, desejo-lhe boas festas e um feliz ano novo, cheio de sol e de vida. Não é uma mensagem muito original, eu sei, mas se até aos deuses às vezes lhes falta criatividade, acho que tô perdoado. > Mais

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*** TRANSFEMINISMO E PROSTITUIÇÃO

Travesti, prostituta e doutoranda em Literatura. Ela é Amara Moira. E em 2016 lançou o livro “E se eu fosse puta”, onde conta como ocorreu seu processo de transição de gênero e narra seu cotidiano como prostituta em Campinas-SP.

Discutir feminismo não é fácil, inclusive porque existem vários feminismos, com suas eternas discordâncias. Há feminismos, por exemplo, que não aceitam e têm verdadeiro horror ao transfeminismo (que foca na questão da mudança de gênero). Para esses feminismos, mulher é só aquela que nasceu com buceta e pronto.

Agora, imagine discutir transfeminismo no âmbito da prostituição, que é um dos grandes tabus de nossa sociedade e é outro ponto de eterna discordância entre os feminismos? Poizé. Amara Moira resolveu mexer nesse vespeiro. Será crucificada por muitos, e por muitas feministas também. Mas é assim que uma sociedade democrática avança, graças à coragem de pessoas como ela. > Mais

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*** OS FILMES BRASILEIROS MAIS VISTOS DE 2016

filmeoshaolindosertao-01Veja quais foram os filmes brasileiros mais vistos nas salas de cinema. Bem, “mais vistos” talvez não seja o melhor termo, pois o vencedor da lista , o religioso Os Dez Mandamentos, baseado na novela homônima da Record, vendeu uma avalanche de 11 milhões de ingressos, mas o milagre só aconteceu porque boa parte foi comprada pela Igreja Universal, e o resultado foram salas com ingressos esgotados mas… vazias.

O polêmico Aquarius, do diretor Kleber Mendonça Filho, que já recebeu alguns prêmios no exterior, foi visto por 352 mil pessoas, e Sônia Braga está cotada para ser indicada ao Oscar de melhor atriz. Outro destaque foi O Shaolin do Serrtão, de Halder Gomes, que distribuído em apenas 62 salas, teve 572 mil espectadores. É a força da molecagem cearense. > Mais

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*** MULHERES INSPIRADORAS DE 2016

Nathali Macedo, colunista do Diário do Centro Mundo, selecionou 23 mulheres que a inspiraram neste ano que termina. E você? Que mulheres te inspiraram? > Mais

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*** SONECA PERIGOSA

Criança de 6 anos compra 250 dólares em brinquedos usando o dedo da mãe, que dormia, para desbloquear celular. Vai aumentar a venda de luvas. > Mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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Luiz Carlos Ruas, um herói

27/12/2016

27dez2016

Homenagem a um homem que morreu por ousar defender uma travesti

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LUIZ CARLOS RUAS, UM HERÓI

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Amou daquela vez como se fosse a última
Defendendo travesti do ódio homofóbico
Dos monstros que matam pela lei do bíceps
Espancaram um senhor em frente às câmeras
E a segurança do metrô em sua ausência cúmplice
Pagou com a própria vida por amar o próximo
E amargou nosso Natal com sua morte pública
Era só um ambulante que enfeiava o trânsito
Hoje é um negro pobre em manchete efêmera
Mas o crime será comemorado em júbilo
Pelos que apoiam medidas profiláticas
Para limpar a cidade desses não fotogênicos
Que envergonham nossos melhores índices
Que lutam por cotas, vejam que ridículo
Que vendem prazer em seu corpo herético
Que estragam o passeio com as suas pústulas
Morreu na contramão de uma cultura bélica.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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> MAIS POEMAS

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COMENTÁRIOS
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01- teu texto é um belíssimo retrato de uma realidade horrenda, meu querido. Clarisse Ilgenfritz, Fortaleza-CE – dez2016

02- Lamentável. Marcinha Rodrigues, Fortaleza-CE – dez2016

03- Terrível e lamentável…. Susana X Mota, Leiria-Portugal – dez2016

04- 1500 – 2016. Rogers Tabosa, Fortaleza-CE – dez2016

05- Qual a pena para esse crime? Será que vai aparecer um advogado “pago” para defende-los? Os 2 são vítimas da sociedade? Aderbal Nogueira, Fortaleza-CE – dez2016

06- Nossa poesia se faz necessária. Triste realidade narcisista. O indivíduo individual. Agora vão carregar o carma de uma morte! Gosto muito de seu pensar transcrito em palavras!!! Sandra Samm, Fortaleza-CE – dez2016

07- Um filme tão comum….Incomum é a lei se preocupar com isso. Darc Maia, São Paulo-SP – dez2016

08- Ah quanto dor nós humanos causamos. Fátima Abreu, Fortaleza-CE – dez2016

09- Medieval. Moacir Bedê, Fortaleza-CE – dez2016

10- Rapaz, a ruma de gente olhando! Cecília Bedê, Fortaleza-CE – dez2016

11- Meu Deus e ninguem fez nada??? Anna Bracaiol – dez2016

12- Moacir Bedê definiu muito bem em apenas uma palavra! Discordo quando dizem que o mundo ta perdido, pior de se viver. Se compararmos com tempos antigos havia uma muito maior banalização da vida! Hoje as pessoas têm muito mais direitos, animais tem seus direitos! Há uma muito maior preocupação com o outro, a solidariedade é muito maior. Claro que ainda há casos absurdos de violação de direitos, de banalização da vida, são os malucos que ainda não conseguiram sair da idade média – como disse Bedê. Esses casos geram revolta em muita gente de bem, isso porque hoje existem muito mais pessoas de bem que antes. Há muito mais pessoas de bem que malucos como esses! O mundo esta sim evoluindo e as pessoas se afinando, embora uns estejam demorando mais a entender a verdadeira essência da vida. Marcio Andre, Fortaleza-CE – dez2016

13- Muito triste ainda presenciarmos estas realidades. Que não nos acostumemos nunca com isto… Aline Cerqueira, Fortaleza-CE – dez2016

14- Aterrorizante essa banalização da vida!!! Essa bestialidade tá ficando fora de controle. É preciso cuidar da Alma!!! 😦 Kitah Soares Vitoriosa, Fortaleza-CE – dez2016

15- Tudo na contramão …. Cecilia Eckmann Oliveira, Fortaleza-CE – dez2016

16- Triste! Celina Bezerra, Fortaleza-CE – dez2016

17- Triste realidade. Pior q aqui no brasil, o que vale é o dinheiro, pagou fiança, está solto. Um crime desse, era no minimo, 30 anos na cadeia. N sair nem por bom comportamento… Que a alma desse senhor, esteja em um bom lugar… Kel Silva, Salvador-BA – dez2016

18- Absurdo o que se tornou a humanidade. Valeska Pequeno, Fortaleza-CE – dez2016

19- “Só” mais outro “índio” massacrado publicamente? 😢😢😢😢😢 Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – dez2016

20- Há que se temer, esses tempos sombrios. Mau gosto, preconceito, intolerância, intransigência, desrespeito e principalmente violência. A partir do impeachment da Dilma, a tendência é piorar.
Joaquim Ernesto, Fortaleza-CE – dez2016

21- Mais um ponto para a nossa distorcida o̸l̸i̸g̸a̸r̸q̸u̸i̸a̸ “meritocracia” branca-burguesa-homofóbica, mas pode chamar de neonazi. Temos muito o que Temer. Lázaro Freire, São Paulo-SP – dez2016

22- Sobre seu texto: 👏👏👏👏 Andrea Ramos Nogueira, Fortaleza-CE – dez2016

23- Foi horrivel.Que maldade. Vilma de Oliveira, Fortaleza-CE – dez2016

24- O Luís Carlos , um verdadeiro herói , ambulante que deu a vida pra defender duas travestis de dois homofóbicos, antes de ontem no metrô de São Paulo. Maria Carvalho, Santo André-SP – dez2016

25- Muito bom!! Pedro Machado, Fortaleza-CE – dez2016

26- Para sempre, os miseráveis!!! Mariza Luz Moura, São Sebastião-SP – dez2016

27- Não consegui ver o vídeo. Um horror! 😪😱 Ana Lucia Castelo, Nova York – dez2016

RK: Os assassinos deram claramente seu recado: Quem defende travesti, morre. (dez2016)

28- Passei mal com tamanha monstruosidade. Sara Rebeca CLima, Fortaleza-CE – dez2016

29- Homofobia mata. Nagia Costa, Fortaleza-CE – dez2016

30- degradante!! Márcia Matos, Fortaleza-CE – dez2016

31- Com os devidos pêsames aos parentes e amigos do Luis Carlos, mas gostaria de sugerir ao Kelmer um outro texto, outro foco. Quem são essas pessoas que andam cometendo crimes dessa natureza? Alguém os protege? A Lei está sendo branda com esses movimentos? Por que a mídia em geral não se aprofunda sobre o assunto? André Marinho Marinho, Fortaleza-CE – dez2016

32- “O mundo está o contrário e ninguém reparou…” Lílian Martins, Fortaleza-CE – dez2016

33- Belíssima homenagem. Que seja bastante compartilhada. Vitor Casimiro, Fortaleza-CE – dez2016

34- Mundo estranhíssimo mundo. Carlinhos Perdigão, Fortaleza-CE – dez2016

35- Isso me faz tremer por dentro. Dhara Bastos, Fortaleza-CE – dez2016

36- 👏👏👏 Vania Lima, São Paulo-SP – dez2016

37- 👏👏👏 Edna Mello, Fortaleza-CE – dez2016

38- No que diz respeito a esses dois criminosos transfigurados de bons moços e em momentos de extravasamento de suas fúrias, me atrevo a dizer: Nada mais e nada menos que um reflexo do interior e mentalidade de boa parte dos doentes que se acham os bons, melhores, sãos, invencíveis, mais fortes, valentes, bravos, corajosos, puros, limpos, perfeitos, superiores e por fim, o modelo de humano e cidadão brasileiro. O ser superior brasileiro! E são esses dois seres que estão ai representando e muito o sistema político, jurídico e ideológico não só do Brasil, mas do sistema do mundo como um todo, governado e controlado por uma minoria altamente violenta e sem escrúpulos algum, pois, até as leis são geridas, controladas e aplicadas por eles e sobre os seus produtos/seres construídos socialmente no seio das sociedades mundiais, como esse fato aqui em discussão. Enfim, os dois indivíduos, criminosos e perigosos ai em tela, cedo cedo estarão andando por ai e exalando o ar da prepotência dos seus atos e a virilidade de sua brutal e violenta capacidade de ser e fazer no meio dos humanos. Náufrago Mbd, Rio de Janeiro-RJ – dez2016

39- Desconstrução. Jorge Nagao, São Paulo-SP – dez2016

40- Sim. Um herói. Veronica Guedes, Fortaleza-CE – dez2016

41- Esses tipinhos de academia vemos toda hora nas ruas, gente muito vazia e não falta companhia p/ eles, estão sempre rodeados de gente mais vazia ainda! Mulheres não lhes falta, não faltam as mães achando eles lindos! Pais orgulhosos pq são ou parecem machos, assim fica difícil fazer com que eles não vejam o lixo humano que são, esses sim são vítimas da sociedade! São a cara da degradação humana e sinceramente, em qualquer lugar do mundo a injustiça está invadindo ruas e lares, a falta de bom censo não é um defeito brasileiro, é mundial! E isso me deixa sufocada pq um dia pensei em fugir, mas p/ onde? Marie Mariezinha, Fortaleza-CE – dez2016

42- Falta de Deus, oração nesse mundo vai. Tina Holanda, Fortaleza-CE – dez2016

43- Não existem palavras que possam descrever uma barbaridade destas. Torna-se mais grave se levarmos em conta que estamos no século XXI, cheios de informação, de liberdade de expressão, de definição de direitos e deveres, no entanto ainda, e talvez nem ainda, mas agora, surgem criminosos ignorantes e cruéis, movidos pelos mais torpes motivos. Um crime hediondo! Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – dez2016

44- Dois monstros…Sem amor próprio. Sandroka Cavalcante, São Paulo-SP – dez2016

45- Lugar de monstros é na cadeia…mas sem saidinhas ou condicional …..merecia perpétua com trabalho forçado para pagar a estadia na prisão e a gente de bem não ter que bancar assassinos monstros racistas. Welia Pinho Ferraro, Fortaleza-CE – dez2016

46- tinham que linxar esses dois fdp na cadeia. Marco Antonio Françozo, Três Corações-MG – dez2016

47- Muito triste. Tânia Mary, Fortaleza-CE – dez2016

RK: Discordo de quem defende que os assassinos sejam linchados ou mortos na cadeia. Defender isso seria igualar-se em crueldade a eles. Que sejam presos e paguem pelo que fizeram, dentro da lei. E discordo de quem diz que o crime é resultado da falta de Deus. Parte da culpa desses crimes hediondos é dos líderes religiosos que em suas pregações demonizam minorias como homossexuais e travestis e envenenam de ódio a mente dos fiéis, e de políticos que tentam impor a todos as leis de seus deuses racistas, misóginos e homofóbicos. O problema não é ausência de Deus, é ausência de valores morais ligados à aceitação do diferente, e isso nada tem a ver com religião. (dez2016)

48- O quê mais me aborrece em tudo isso, é o advogado defensor daqueles monstros. Tentar explicar o inexplicável… Selma Ferreira, Goiânia-GO – dez2016

49- Isso foi um dos milhares assassinados. Milza Gama, Fortaleza-CE – dez2016

50- Esse sim,foi um verdadeiro cristão,deu a vida pelo próximo. Andréa Damasceno, Fortaleza-CE – dez2016

51- Triste demais!!!! Desolador! Desesperador!!! Fabíola Líper, Fortaleza-CE – dez2016

52- Muito triste 😭 e mais ainda, pois a justiça brasileira vai já já absorver. Socorro Alves, Fortaleza-CE – dez2016

53- Tristes tempos… Kelzen Herbet, Fortaleza-CE – dez2016

54- Então vamos fazer nossa parte. Serão assassinos até o último dia de suas existências. Vamos relembrar este assassinato a cada aniversário de nascimento de cada um deles e da vítima. E lembrar também do dia que mataram um ser humano por puro prazer. Marcus Monteiro, Fortaleza-CE – dez2016

55- Luiz. Sua alma é só luz. Celsinho Lemos, São Paulo-SP – dez2016

56- Não são homens os assassinos de Luiz Carlos Ruas, o Índio. São vermes. Vermes. Su da Silva Rosa, São Paulo-SP – dez2016

57- Um herói. Felipe Lopes, Fortaleza-CE – dez2016

58- Triste realidade. Pior que aqui no brasil, o que vale é o dinheiro, pagou fiança, está solto. Um crime desse, era no mínimo 30 anos na cadeia. Não sair nem por bom comportamento… Que a alma desse senhor, esteja em um bom lugar. Ferlany Lopes, Fortaleza-CE – dez2016

59- Um absurdo tanta violencia gratuita, esses caras são uns montros eu com 14 anos fui perseguida por um grupo desses insanos por pouco não nos pegaram, so por Deus viver nesse mundo com tanta violêcia e covardia. Isabel Souza Santos, São Paulo-SP – dez2016

60- Morreu e alguns não se importam. Faz parte dos heróis anônimos, guerreiros do dia a dia. Daqui três dias sairá seu gesto das páginas. Será um número percentual. Fará parte das estatísticas que aumentam cada vez mais, enquanto o Ministério Golpista da Justiça, guardião do PCC, tenta endurecer contra os fumadores de maconha. Triste Brasil… Raul Meneleu Mascarenhas, Caiçara do Rio do Vento-RN – dez2016

61- Essa foi uma das piores notícias que eu ja vi na vida ainda mais em dia de Natal. S;ave Herói. ONDE ESTA A SEGURANCA DO METRO? que cobra tao cara uma passagem e permite que aconteça uma atrocidade dessas? Patricia Romiti, São Paulo-SP – dez2016

62- Em que mundo estamos vivendo? Indignada com tanta violência! Deysa Di Morais, São Paulo-SP – dez2016

63- Pois é…não conseguem admitir seus próprios impulsos…seus desejos, que são insuportáveis para eles, não conseguem ter a coragem desse travesti…..se transformam nesses monstros assassinos!…tristeza!… Lorena Lopes, Fortaleza-CE – dez2016

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Esses deuses que adoram nascer em 25 de dezembro

22/12/2016

22dez2016

Como todo deus solar, a história desses deuses é baseada na importância do Sol para a vida no planeta, especialmente em seu percurso pelo céu

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ESSES DEUSES QUE ADORAM NASCER EM 25 DE DEZEMBRO

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A história dos deuses solares, como Jesus, Mitra e outros que os precederam, é baseada na importância do Sol para a vida no planeta. Um fator de forte inspiração na criação desses mitos é o percurso do Sol pelo céu.

No hemisfério norte, em 22 de dezembro, a trajetória solar atinge seu ponto mais baixo no horizonte. É o solstício de inverno. Por três dias, o Sol fica parado, parece que morreu. Nesse dia 22 de dezembro, bem próximo estão as estrelas da Crux (que na Antiguidade eram mais visíveis que hoje no hemisfério norte por conta do movimento de precessão e do eixo inclinado do planeta). Ou seja: o Sol morreu na cruz. Então, em 25 de dezembro, como por mágica, ele volta a se mover, trazendo luz e a esperança de vida em meio ao frio do inverno. Ao retornar, o Sol fica alinhado com a estrela mais brilhante no céu, Sirius, que por sua vez está alinhada com as Três Marias, que parecem segui-lo.

É por isso que tantos deuses nascem em 25 de dezembro, as estrelas anunciam o fato, eles morrem crucificados e ressuscitam no terceiro dia.

Independente do deus em que você acredita, ou se não acredita, desejo-lhe boas festas e um feliz ano novo, cheio de sol e de vida. Não é uma mensagem muito original, eu sei, mas se até aos deuses às vezes lhes falta criatividade, acho que tô perdoado.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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MATRIX, PSICOLOGIA E MITOLOGIA NO LIVRO:

Matrix2012Capa14x21aMatrix e o Despertar do Herói
A jornada mítica de autorrealização em Matrix e em nossas vidas

Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, RK compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.

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LEIA NESTE BLOG

Blade Runner: Deuses, humanos e androides na berlinda – Como todo ser, o criador busca sempre transcender a sua própria condição e é criando que ele faz isso.

A cruz da paixão – O crescimento só virá se o ego se entregar ao sacrifício da paixão, mandando Judas fazer logo a sua parte e aceitando o sofrimento inerente ao processo

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01- adorei! feliz 2017 pra vc! :*. Juliana Melo, Fortaleza-CE – dez2016

02- O nosso Natal, hoje tido como uma festa “cristã”, na verdade, tem origem em cultos Pagãos, realizados com base nos ciclos da natureza, no caso, o solstício de Inverno. Valdenes Costa de Vasconcelos, Fortaleza-CE – dez2016

03- É como diria Juliana Melo, ficou bonito! Magna Mastroianni Feliz tudo Rica. Saudades mlk! Magna Mastroianni, Londrina-PR – dez2016

04- Deu um pouquinho de saudade dos seus tempos de místico, Ricardo Kelmer? Rsrs. Abraço, irmão. Feliz Natal e ano novo!! Fauhber Pinheiro, Fortaleza-CE – dez2016

05- Jesus nasceu no signo de Peixes, não lembro agora o dia, seria impossível a história do nascimento em uma estrebaria, quase ao relento, em pleno inverno lá. Felizes Festas. Marialucia da Silveira, Campinas-SP – dez2016

06- Felicidades e sucesso, Ricardo. Lia Rocha, Fortaleza-CE – dez2016

07- Outro dia assisti um documentário fantástico sobre o cristianismo, deuses… e achei muito interessante quando o pesquisador falou que cristo não havia nascido de uma virgem, esse foi um detalhe ressaltado pele igreja católica muitos anos depois. Cristo, assim como os outros deuses nascidos na mesma data, haviam nascido de mulheres que nunca haviam sido subjugadas 😉 Não “Maria, a Imaculada” mas Maria, A Livre! Essa fez mais sentido para mim ❤ Feliz Natal, poeta! E grata por mais um texto maravilhoso! Mara Monteiro,

08- Adorei esses deuses… Marcia Soares Fernandes, São Paulo-SP – dez2016

09- adorei saber disso kelmer! vi no doc aquele, “zeit geist” (algo assim). desde então acho muita graça quando pessoas muito “cristãs”, q engolem uma ruma de dogma esquisito, falam que “acreditar” em astrologia é ridículo e tal. eu digo é VALHA. kkkk. Clarisse Ilgenfritz, Fortaleza-CE – dez2016

10- Muuitos e bons projetos em 2017! Alegria e amor! Bjooooo. Ana Karla Dubiela, Fortaleza-CE – dez2016

11- q ótimo!… rsrsrs…… abração! Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – dez2016

12- ok.perdoado.q o sol te ilumine muictho p aguentar o inverno cearense. Mauricio Centrone Ferreira, Santiago-Chile – dez2016

14- Rafa Moreira Massa Primo!!!!!
Vi essa história bem descrita no doc. ZIETGUEST – THE MOVIE.
HO HO HO pra tu também.
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João Guy Almeida
15- João Guy Almeida Duvida que não quer calar.
O Cruzeiro do Sul, pode ser visto do Hemisfério Norte ?

16-

 

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