Giselle, a espiã nua que eliminou o Brasil

11jul2010

Giselle, aquele rostinho lindo, aquele sorriso meigo, na verdade era uma fria e sedutora agente secreta a serviço da seleção francesa

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GISELE, A ESPIÃ NUA QUE ELIMINOU O BRASIL

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Faltava meia hora pro jogo começar. Brasil e França lutando por uma vaga na semifinal da Copa do Mundo de Futebol de 2006. Horácio tomou banho cantando o hino nacional, se enxugou em meio a uns passinhos de samba e foi ao quarto se vestir. Estava tranquilo e otimista. Abriu a gaveta do armário e fez uma pose solene enquanto esticava o braço pra pegar sua arma, a arma mortífera, aquela que levou o Brasil ao título em 2002 e agora o consagraria hexacampeão.

Ué? Que estranho… A cueca da sorte não estava na gaveta. Procurou então na outra gaveta. Nada. Procurou na outra, depois na outra… E nada. Estaria no cesto de roupa suja? Correu pro cesto, jogou tudo no chão… mas também não estava lá. Voltou pro quarto e procurou mais uma vez em todas as gavetas, olhando com redobrada atenção. Remexeu no guarda-roupa inteiro, olhou embaixo e em cima. Procurou sob a cama, atrás dos livros… e nada. A cueca simplesmente sumira.

Horácio procurou se acalmar, precisava se acalmar, a seleção brasileira dependia disso. Quando fora a última vez que usou? No dia do último jogo, claro, só usava a cueca da sorte em dia de jogo da seleção. Na Copa de 2002 usara sete vezes, nas sete vitórias do Brasil. Nesta Copa usara quatro vezes, nas quatro vitórias, a última alguns dias antes. Repassou os acontecimentos feito um filme: o último jogo, a vitória brasileira, a comemoração no bar, os amigos, todo mundo festejando… E depois? Depois terminou a noite com Giselle, ai, Giselle, ali mesmo em seu quarto. Giselle, a gata que todos cobiçavam. Ele nem acreditou quando ela lhe deu bola no bar, achou até que ela estava brincando com ele. Mas não estava. Ela lhe sussurrou no ouvido, com aquele sotaque francês encantador, que o queria, que o queria muito, muito e urgente. E aí, bem, aí ele aproveitou a boa sorte e a levou pro seu apartamento, onde transaram bastante, sexo de alta qualidade. E depois ela foi embora. E ele dormiu feliz, pela vitória no campo e na cama.

Será que Giselle levara a cueca? Mas por que levaria? Ela não tinha cara de ser colecionadora de cuecas amarelas usadas. E por que levaria sem lhe pedir? Não, não fazia sentido. Giselle era uma mulher de classe, uma francesa supereducada, que escolhera o Brasil pra morar e…

E de repente uma bigorna lhe caiu sobre a cabeça. E tudo ficou espantosamente claro. Giselle era francesa! Tinha pai brasileiro, sim, mas nascera na França. E ele havia comentado no bar sobre a cueca da sorte. Ela sabia de tudo!

Durante algum tempo ficou ali, sentado na cama, em estado de choque. Uma espiã francesa… Não, não podia ser, essas coisas só acontecem nos filmes. Uma agente secreta que se infiltra entre torcedores brasileiros e descobre a principal arma da seleção pentacampeã… Não, isso já era demais, estava alucinando. Uma espiã que o seduzira maquiavelicamente e agora estava de posse da principal arma brasileira, muito mais poderosa que as arrancadas do Ronaldo, as pedaladas do Robinho e os dribles do Ronaldinho. E se ela já houvesse dado fim à cueca, rasgado, incinerado, desmaterializado?

Não, não, não. Não queria nem pensar nessa hipótese. Talvez a cueca ainda existisse, devia estar em algum lugar. Mas onde? Perguntar pra Giselle de nada adiantaria, ela não revelaria o segredo que daria ao Brasil a vaga na semifinal. Quem diria… Giselle, aquele rostinho lindo, aquele sorriso meigo, na verdade era uma fria e sedutora agente secreta a serviço da seleção francesa. Um sistema tático mil vezes mais eficiente que o 4-2-2-2. Definitivamente o futebol perdera sua romântica inocência.

Ligou a tevê, nervoso. Os times estavam em campo, o jogo iria começar. Precisava fazer alguma coisa. Pegou o telefone e ligou. Do outro lado ela atendeu. Precisava ser frio também, ela não podia desconfiar de nada. Oi, Giselle, tudo bem, vai ver o jogo onde, ah, tá, não, vou ver aqui mesmo, tá, então depois a gente se encontra por aí, heim, claro que vai dar Brasil, ahahah, claro, um beijo, macherri.

Cínica. Cínica e fria como toda espiã. Ela estava muito confiante, exageradamente confiante, ninguém fica tão confiante assim quando vai jogar contra o Brasil. Horácio respirou fundo, procurando se acalmar. Tentou analisar a situação de modo racional. A seleção brasileira tinha os melhores jogadores do planeta, era a grande favorita ao título. Somente um desastre poderia fazê-la perder aquele jogo. É, talvez dessa vez o time não precisasse da cueca da sorte. Só uma vezinha. Então vestiu outra cueca, botou uma bermuda, a camisa, pegou uma cerveja na geladeira e ligou a tevê. Não mais veria o jogo com os amigos, não estava a fim de barulho e confusão. Veria em casa mesmo, sozinho.

O time nunca precisou tanto da cueca. A seleção estava irreconhecível, totalmente travada, absolutamente apática. Um completo desastre. Quando o árbitro encerrou o primeiro tempo, o placar em zero a zero, ele ficou ali sentado na poltrona e parecia que lhe pesava sobre os ombros toda a frustração de centenas de milhões de torcedores no mundo inteiro com a seleção canarinho. Então, sem aguentar mais, levantou da cadeira de um pulo, decidido. Calçou o tênis, pegou a carteira e saiu correndo. Desceu as escadas de cinco em cinco degraus, atropelou uma senhora na portaria, correu até a avenida. Só então lembrou que àquela hora táxi nenhum estaria na rua. E agora?

GiselleAEspiaNua-02aA última vez que fizera exercício foi uma faxina no apartamento, quando a faxineira não pôde ir, isso seis meses atrás. Estava meio gordinho, fora de forma. Mas o dever cívico se impunha. E o segundo tempo já estava começando! Então encheu-se de disposição e pôs-se a correr.

Com cinco minutos de corrida as pernas começaram a pesar. Mas precisava prosseguir, precisava. Com dez minutos já estava difícil respirar. Mas precisava, precisava. Com quinze minutos, suado e ofegante, pensou em desistir. Com vinte minutos não pensou mais: desistiu. E parou. E se encostou num poste, quase botando os bofes pra fora. Não aguentava mais dar um passo. Se ao menos passasse um táxi… Então, do outro lado da rua, viu um bar, muitas pessoas. E uma tevê a transmitir o jogo. Caminhou até lá e perguntou do placar. Um a zero França.

Ele não acreditou. Conferiu o placar na tela da tevê. Infelizmente era verdade, o Brasil estava perdendo. E aquelas pessoas nem desconfiavam que a culpa era dele…

Nesse instante alguma força insuspeitada emergiu do mais profundo do seu ser, espalhou-se por seu sangue e lhe deu forças. E Horácio recomeçou a correr. Bem, é verdade que mais parecia uma corrida em câmera lenta, mas pra ele era o maior esforço do mundo. Trinta minutos do segundo tempo, talvez ainda desse tempo, tinha que dar, tamanho esforço não poderia ser em vão. Trinta e cinco minutos. Ele seguia em seu passinho curto e arrastado enquanto o tempo, implacável, prosseguia mais rápido que o normal.

Quando cruzava a praça tropeçou numa pedra e se espatifou no chão, cena grotesca. Quase ficou lá pro resto da vida, mas levantou e, feito um zumbi, continuou sua marcha obstinada. Aos quarenta minutos do segundo tempo avistou a casa e juntou o que lhe restava de força pra chegar até lá, o coração à beira de explodir. Lembrou do primeiro maratonista grego, aquele que concluiu o percurso e caiu morto. Não, não podia morrer agora, agora não.

Finalmente chegou à casa. A campainha, tocar a campainha… estender o braço… pressionar o botão… blim-blom… baixar o braço… encostar-se no portão… Um senhor apareceu, apressado, vestindo bermuda e camisa amarela. Seo Valdemar, pai da Giselle.

Sem saber como dizer o que precisava dizer, Horácio começou perguntando por Giselle. À sua frente seo Valdemar o observava e parecia tentar desvendar o que aquela figura bizarra teria a ver com sua filha. Desconfiado, ele respondeu que Giselle tinha ido ver o jogo num bar. E agora? Seo Valdemar, sua filha está com minha cueca da sorte e eu preciso urgentemente estar dentro dela, da cueca, claro, pro Brasil virar o jogo. Como dizer uma coisa dessa? Não, não conseguiria.

Mas precisava, precisava. Respirou fundo e começou: Seo Valdemar… o senhor acredita em… superstição? O pai da moça se aproximou um pouco mais e, olhando-o firme nos olhos, respondeu: O Brasil perdendo e você me faz vir até aqui porque quer saber se eu acredito em superstição? E lhe deu as costas, voltando pra sala.

Horácio sentiu que era o fim. Nada mais a fazer.

Mas se quiser entrar pra ver o fim do jogo, entra logo e fecha o portão. Era a voz de seo Valdemar, que já sumia na porta.

Horácio obedeceu rapidamente e no instante seguinte estava na sala, ao lado de seo Valdemar e de uma senhora que entendeu logo ser sua esposa francesa, a mãe da agente secreta, que acenou pra ele rapidamente, absorta na tela da tevê. Coitada, nem desconfiava das verdadeiras atividades da filha…

Quarenta e quatro minutos do segundo tempo. O Brasil continuava perdendo. Perdendo e jogando incrivelmente mal, sem atitude de pentacampeão. Os jogadores pareciam anestesiados, perdidos, incapazes de reagir. Que falta fazia a cueca! Ele tinha três ou quatro minutos pra salvar o país, não podia mais desperdiçar nenhum segundo.

Por favor, onde fica o banheiro? Seo Valdemar, concentrado na tevê, apontou pro corredor e ele saiu. Em frente ao banheiro mudou de direção e entrou rapidamente num quarto. Pelas fotos na parede, era o quarto de Giselle. Abriu o guarda-roupa e começou a tirar todas as peças de roupa. Na primeira gaveta, nada. Na segunda, nada. Nada na terceira, nem na quarta. Nem na quinta, sexta, sétima, oitava, como um guarda-roupa podia ter tanta gaveta?

De repente parou. Parou e pela primeira vez teve a exata noção do que fazia. Estava na casa de uma garota que mal conhecia, procurando por uma cueca que nem sabia se ainda existia e que supostamente seria a responsável pelas vitórias brasileiras… Que ridículo. E pensar que chegara mesmo a imaginar que Giselle era uma agente secreta francesa cuja missão era raptar uma cueca… Não devia estar muito bem da cabeça. O Brasil perdia porque a França jogava melhor, simplesmente por isso, não tinha nada a ver com mandingas e rituais de boa sorte.

Falta!

Ele escutou a voz do locutor.

Falta na entrada da grande área, é a última chance do Brasil!!!

Horácio lançou-se novamente sobre o guarda-roupa, determinado, abrindo a última gaveta, tirando de lá todas as roupas e jogando tudo no chão. O intrépido cavaleiro arrancando as tripas do dragão guardião do tesouro encantado. Então, surgindo lá no fundo, o que viu? O tesouro. A cueca. A cueca amarela da sorte. Por alguns segundos ficou olhando, sem acreditar, como se estivesse diante do Santo Graal.

É a última chance!, o locutor repetiu, despertando-o do transe.

Ele então livrou-se rapidamente dos tênis que calçava.

Momento dramático!

Tirou a bermuda e a cueca de uma puxada só.

O árbitro autorizou!

Pegou a cueca amarela e vestiu com toda a rapidez do mundo.

Correu pra bola!

Mas no segundo pé a cueca enganchou…

Bateu!

… e ele se desequilibrou e caiu no chão…

Pra fora!

… metade da cueca numa perna e a outra metade enganchada no pé.

GiselleAEspiaNua-02aFim de jogo! O Brasil está fora da Copa!

Ficou imóvel, deitado no chão do quarto. Da sala vinha a voz do locutor feito o eco de um som distante. Ao seu redor vestidos, blusas, meias e calcinhas espalhados pelo chão. O Brasil estava fora da Copa. Toda uma nação derrotada pela astúcia de Giselle, a nova encarnação da espiã nua que abalou Paris.

Levantou. Tirou a cueca amarela, vestiu-se e calçou os tênis. Ainda pensou em arrumar a bagunça que fizera, mas não, pelo menos aquele trabalho Giselle teria. Na sala, seo Valdemar arrasado, ainda de olho na tevê, nem o viu passar. Na cozinha, sua esposa cantava a Marselhesa. Caminhou pela rua devagar, evitando o olhar das pessoas. Se elas soubessem…

Pegou um ônibus e sentou no último banco, encolhido em sua vergonha. Tentou pensar em outra coisa, qualquer coisa que fosse, mas não conseguiu. Então, não resistindo mais, tirou do bolso a cueca. E olhou pra ela como alguém que espera ser despertado de um pesadelo. Então, feito uma bola de cristal, as imagens começaram a se formar à sua frente… Pôde ver as manchetes do dia seguinte, os programas de tevê, os comentários inconformados, as análises do jogo, todos buscando as causas da derrota. Viu a incrível dimensão que aquela derrota tomou. Viu a população saindo às ruas, exigindo a cabeça dos culpados, um drama nacional. Viu os jogadores sendo interrogados, o técnico demitido. Viu a polícia envolvida, viu vários suspeitos de traição à pátria sendo detidos, estrangeiros envolvidos num meticuloso esquema de espionagem, entre eles uma garota francesa que admitia ser uma agente secreta a serviço da seleção de Zidane e que contara com um comparsa brasileiro chamado Horácio…

Voltou a si de repente, assustado. Olhou pra um lado e pro outro, com medo de alguém também ter visto o que ele vira. Olhou pra cueca mais uma vez. E então não teve dúvidas: esticou o braço pela janela e atirou-a no meio da rua. Depois se encostou no banco e respirou fundo. Pegariam Giselle mas pelo menos não o pegariam com a prova do crime.

O ônibus seguiu pela avenida, sumindo no movimento da cidade que aos poucos voltava ao normal, afinal a vida seguia. No asfalto ficou a cueca amarela, agora saco de pancada dos automóveis derrotados.

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Ricardo Kelmer 2006 – blogdokelmer.com

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Este conto integra o livro Vocês Terráqueas – Seduções e perdições do feminino

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GiselleAEspiaNua-02A GISELLE QUE INSPIROU ESTE CONTO
(E QUE ABALOU PARIS)

O conto Giselle, a Espiã Nua que Eliminou o Brasil (2006) foi inspirado na série literária de ficção Giselle, a Espiã Nua que Abalou Paris, que conta as aventuras da espiã francesa Giselle Montfort durante a Segunda Guerra Mundial. Giselle é uma integrante da Resistência francesa que usa sua beleza escultural para extrair informações dos oficiais nazistas na Paris ocupada e repassá-las aos companheiros de luta.

Com forte teor erótico e num estilo de diário de memórias, escritas pela própria heroína enquanto estava presa esperando a execução, a série foi escrita pelo brasileiro David Nasser, com a colaboração do fotógrafo francês Jean Manzon, e publicada em 59 capítulos em 1948 no jornal carioca Diário da Noite, obtendo enorme sucesso. Embora fosse pura ficção, o jornal tratava como verídicas as memórias de Giselle, o que aumentava a popularidade da história.

BrigitteMontfort-01Nos anos 1950 a série foi reescrita e publicada pela Editora Monterrey em livros de bolso populares, sempre com altíssimas vendas, e seguiu sendo reeditada até os anos 1980. Como a série termina com a morte de Giselle, e a Monterrey pretendia continuar apostando no filão, criou-se uma série (escrita sob o pseudônimo “Lou Carrigan” e publicada até o início dos anos 1990), sobre uma filha que Giselle tivera. Surge assim Brigitte Montfort, também linda e sexy, e espiã da CIA, atualizando o tema e vendendo ainda mais que a série da mãe. Não é nenhum exagero dizer que Giselle e Brigitte foram responsáveis pela iniciação de milhares de brasileiros nos prazeres da literatura erótica e, é claro, do sexo imaginativo. As voluptuosas mãe e filha ganharam corpo e rosto próprios pelo desenho genial de Benício, um dos grandes nomes da ilustração no Brasil. Hoje, os livros das duas séries são vendidos bem caros.

Eu, particularmente, não tive o prazer de ler as aventuras das admiráveis espiãs. Minha única lembrança de Giselle vem de um dos livros da série, que eu via na estante da casa de um parente. Era 1980, eu tinha os meus 14 anos e aquele livro me fascinava, me causando uma espécie de frisson. Não cheguei a lê-lo, apenas admirava a capa, lia a contracapa e fantasiava sobre o que ele poderia conter. O título era marcante e eu não o esqueceria jamais. Aliás, eu o considero um dos melhores de todos os tempos: evoca uma mulher linda e corajosa, que é espiã, está sempre nua, luta contra os nazistas e, com toda razão, abala Paris é perfeito. E, para completar, eu tinha uma prima gatinha chamada Gisele, por quem nutria uma secreta paixonite. Junte as duas Giseles e, pronto, está explicado o frisson que aquele livro me causava. E, admito, ainda causa. (Ricardo Kelmer)

> Mais sobre a série

> Sobre o ilustrador Benício

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01– Achei muito legal!Fiquei cheia de expectativa pra saber que fim tinha levado aquela bendita cueca.Fiquei até cansada daquela correria do Horácio.Caramba,coitado!Na hora em que ele acha a cueca e começa a tentar vesti-la e acaba caindo no chão,imaginei que a mãe da Giselle fosse aparecer no quarto cantando a Marselhesa toda feliz…” Allons enfants de la Patrie,l e jour de gloire est arrivé…” e,derrepente, o encontraria deitado em cima dos vestidos,meias e calcinhas da filha,nu,com a cueca em uma das pernas.Que situação,heim? Adorei o texto do início ao fim.Muito bom.Vc descreveu muito bem as situações e emoções, me fazendo visualizar tudo como se fosse uma cena. Sidiany Colares, Fortaleza-CE – jul2006

02- Demais o texto!!!! Acertou em cheio na identificação do brasileiro com as superstições em copas. Ainda bem que os franceses não acaharm o meu gorrinho da sorte. Um abraço! Jayme Akstein, Rio de Janeiro-RJ – jul2006

03- Ahahahaha, delicioso, esse texto!! Olha, eu acho muito verosímil! Aliás, tenho quase a certeza que foi isso mesmo que aconteceu! Beijos. Susana Mota, Leiria-Portugal – jul2006

04- Hoje amanheci com nostalgia. Aos 59 anos acho ter este direito. Relembrei-me de meu início de carreira nas leituras. Gizele, a espiã nua que abalou pariz. Estou ao computador e apelo para o meu “santo” Google e eis que aparece em primeria página seu artigo da sua gizele nua que arrasou o Brasil… Leio, não leio, li! Cara, foi demais. Adorei. e tenho certeza que a gizele dos meus sonhos saudosos ainda está viva. A mesminha. Se bem que ela brigava mais era pelos Estados Unidos, não era? Não a sua Gizele, a outra. Ou era só contra a Rússia. Mas, está de parabens. Quem conheceu a outra, (octagenária por agora) sabe que seria bem capaz de abrir as pernas por uma boa causa (deles) é claro. Paulo Chinelate, Fortaleza-CE – set2007

05- Vc é muiiiito bom! risos Adoro … bjs Arlene, Rio de Janeiro-RJ – jul2010

06- muiiiiiiiiiiiito legal. este eu já li! beijosss. Lucia Gonczy, São Paulo-SP – jul2010

07- kkkkkkkkkkkkkk não fala mau da Giselle , eu era fã dela..alais fui fiel leitora da serie q fizeram de livro de bolso de uma filha(ficticia dela)A série ZZ7 Brigith Monfort , filha da espiã giselle com um genetal alemão… vc me trouxe lembranças…rsrs bjão. Beth Ghimel, Manaus-AM – jul2010

08- “kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk….Demais!!!” Lia Aderaldo Demétrio, Fortaleza-CE – jul2010

GiselleAEspiaNua-02a

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One Response to Giselle, a espiã nua que eliminou o Brasil

  1. hauahauahau…… muito legal o texto! consegue prender a atenção na leitura, fiquei cheia de expectativa para ver como ia terminar a odisséia em buca da cueca da sorte… rsrs e além de tudo retrata a paixão fanática dos brasileiros pela seleção e pelo futebol. 😉

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