A realidade, em si, não existe – o que existe é nossa interação com ela
PESADELOS REAIS
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Alucinações do Passado é um grande filme e mostra que o inferno existe, sim, mas não tem de ser um lugar cheio de chamas e diabos cruéis. O inferno pode ser aqui e agora, e acontece quando nos apegamos demasiadamente a ideias ou comportamentos que não são mais úteis ao crescimento pessoal e, assim, obstruímos o fluxo natural da vida a tal ponto que ela apodrece dentro de nós, transformando o viver num pesadelo real.
O magistral roteiro do filme prende a atenção desde o início e aos poucos é que entendemos que Jacob embarcara para o Vietnã afetado por sua imensa culpa pela morte do filho. Lá, ferido mortalmente, sua consciência o transporta para uma realidade onde ele segue vivendo sua vida após retornar da guerra, com a namorada Jeze e seu emprego de carteiro. É nessa realidade que ele terá a chance de se libertar da culpa que ainda carrega para, finalmente, ficar em paz.
A tarefa, porém, não vai ser fácil. A nova realidade mostra-se um confuso e perigoso labirinto onde Jacob tem frequentes pesadelos com o Vietnã, é envolvido numa conspiração assassina e chega a sonhar um sonho dentro do sonho, o que o deixa à beira da completa loucura. No auge do sofrimento, sem saber mais a que apelar para entender o que acontece, Jacob recebe de seu quiropata o conselho de se desapegar daquilo que ainda o prende ao inferno em que vive.
No início do século 20 os físicos quânticos desconcertaram o meio científico ao relatarem suas experiências com as partículas subatômicas. Estudando-as minuciosamente, perceberam que o simples ato de observá-las já alterava seu comportamento. Isso os levou à inquietante conclusão que a realidade, em si, não existe: o que existe é nossa interação com ela. Voltando ao filme, a realidade em que Jacob vive após ser ferido no Vietnã é tão real quanto a própria guerra, mas só existirá enquanto ele não se conciliar com seu passado. Em outras palavras, é justamente a compreensão de Jacob a respeito da vida que cria a própria realidade em que ele vive.
É um tanto confuso, sim, mas disso tudo podemos extrair coisas úteis. Podemos, por exemplo, ficar mais atentos para não permitir que a vida se transforme num inferno real, criado por ideias, sentimentos e atitudes aos quais nos apegamos mais que o necessário. Assim como a física quântica já provou em seus laboratórios, tudo que precisamos para transformar a realidade é mudar a nós próprios. .
Analisando o filme Matrix pela ótica da mitologia e da psicologia do inconsciente e usando uma linguagem simples e descontraída, o autor compara a aventura de Neo ao processo de autorrealização que todos vivem em suas próprias vidas.
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O oráculo tem validade num caso desse? Ou eu estava sendo extremista?
I CHING DAS PATRICINHAS
. A noite seguia animada e eu tomava minha vodca, espremido entre as pessoas no balcão do bar. Bem ao lado, duas animadas garotas, estilo patricinha, comentavam sobre um rapaz na mesa próxima. Uma delas estava interessada nele e não sabia se devia ir ou não até sua mesa. Foi quando escutei algo extraordinário: Já sei, vou consultar o I Ching!
Tomei um susto. Olhei discretamente e percebi que ela digitava seu celular. I Ching pelo celular… Eu não acreditei. Mas era verdade. As patricinhas esotéricas estavam ali ao lado lendo na telinha o resultado enquanto riam e comentavam. Como a música estava alta, não pude saber qual hexagrama saiu. Mas fiquei encucado. O I Ching parecia não combinar com a situação, aquele clima de brincadeira e futilidade. Soava como algo sagrado sendo profanado. Uma garota consultando o I Ching no bar para decidir se devia ou não ir à mesa do rapaz… O oráculo tem validade num caso desse? Ou eu estava sendo extremista?
É sabido que a cultura esotérica tornou-se massificada e isso desvirtuou muita coisa. Veja o caso dos oráculos, como o Tarô e o I Ching. Eles são excelentes instrumentos de autoinvestigação psicológica e podem ser úteis na resolução de problemas, mas muitos os utilizam sem seriedade alguma e sem noção do que verdadeiramente representam, pois para que o processo seja eficaz, o consulente necessita parar, silenciar e esvaziar sua mente.
No caso do I Ching, o uso ritualístico das varetas requer seus vinte ou trinta minutos, e durante o ritual a mente se aquieta, se recolhe e se afasta do barulho exterior. Essa interrupção do diálogo interno proporciona um estado mental propício para que o consulente possa captar a essência da mensagem que virá. No entanto, a mentalidade apressada do Ocidente não gostou de ter que perder tanto tempo e trocou as quarenta e nove varetas pelas três moedas, e assim gasta apenas um minuto. Pela internet, com apenas um clique consulta-se o I Ching e num mísero segundo obtém-se a resposta. Agora vem o I Ching pelo celular: você consulta na fila do maquedônaldis e no intervalo da novela. Será que é válido? Ou estarei agindo como um purista dos oráculos, antiquado e intransigente?
Sim, é válido ‒ mas apenas para quem está preparado para receber a revelação. Porque tudo pode ser um oráculo, até mesmo a numeração de uma cédula ou o som das folhas ao vento. Tudo que existe pode conter as respostas que buscamos. No entanto, se alguém busca o oráculo com pressa ou intenções frívolas, ele responderá com uma repreensão ou então ironizará o consulente com uma resposta estapafúrdia, como faria qualquer mestre. As respostas sempre virão, sim, mas o consulente precisa estar apto a captar sua essência.
No filme Matrix, Neo consulta o Oráculo e entende que ele não é o Predestinado quando, na verdade, o Oráculo diz apenas que ele ainda está aguardando por algo para ser o que de fato já é. A resposta dos oráculos são claras ou obscuras dependendo de quem pergunta porque, na verdade, é o próprio consulente, em seu nível de sabedoria maior, quem responde para si mesmo, sendo o oráculo um mero instrumento para o processo.
Quanto à patricinha e seu dilema, espero que tenha se saído bem. Mas, cá para nós, se nossa amiga depende do I Ching para arrumar namorado, talvez seja mais produtivo encurtar a saia, apelar para o silicone ou participar do Namoro na TV.
É a Tao coisa – Uma maneira intuitiva de compreender a realidade através da harmonia com o Tao
O esoterismo morreu – Assim como esoterismo superficial é um contrassenso e esoterismo pop jamais será esoterismo de verdade, seu sucesso teria necessariamente que decretar sua deturpação
Mariana quer noivar – Você abdicaria das relações amorosas em sua vida em troca de dinheiro ou sucesso na carreira?
Carma de mãe para filha – Os filhos sempre pagam caro pelos pais que não se realizam em suas vidas
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Essa percepção holística da vida é que pode interromper o processo autodestrutivo que nos ameaça a todos
A VIDA NA ENCRUZILHADA
. A história deste incrível filme (Missing Link, de 1998 – em português: O Elo Perdido), é desenvolvida sobre um curioso exercício de imaginação antropológica. Os roteiristas focaram sobre o que poderia ser a derradeira família de uma espécie extinta um milhão de anos atrás, o Paranthropus robustus (ou Australopithecus robustus). A família é dizimada por uma espécie hominídea mais evoluída e seu único sobrevivente sai a vagar solitário pelo mundo desconhecido. Ele está muito mais que sozinho: ele é o último representante de sua espécie na Terra.
A pobre criatura não sabe disso, claro. Ela entende que está sozinha, e a noção de morte que possui é suficiente para entender também que não mais verá sua família. Mas não pode fazer ideia da dimensão cósmica de sua solidão. Menos mal. Tivesse noção disso, o peso de tal constatação seria insuportável. Ao espectador é difícil não se comover com a trágica situação da criatura, triste, confusa e repentinamente só num mundo onde já não mais existe um único ser como ela.
Evidentemente, o filme trabalha sobre uma suposição, pois não sabemos em que exatas circunstâncias se deu o desaparecimento do último dos últimos dos robustus, mas pelo que se conhece atualmente, eles viveram na África meridional e oriental e eram uma espécie vegetariana e relativamente dócil, que não sabia manejar o fogo e não tinha intimidade com ferramentas, como o machado, por exemplo. Essa sua “ingenuidade” foi determinante para sua extinção numa África onde o gênero Homo, mais agressivo e capaz, aos poucos ocupava os espaços e partia para povoar o planeta.
Os Paranthropus robustus foram eliminados, mas as espécies do gênero Homo sobreviveram porque desenvolveram talentos especiais, souberam se adaptar às mudanças ambientais e eliminaram espécies semelhantes. Os seres humanos de hoje são, portanto, o elo seguinte de um determinado seguimento da longa e ramificada corrente da evolução da vida neste planeta.
Essa força chamada vida e que se manifesta em tudo que existe ainda está longe de ser compreendida por nós. Mas foi esta mesma força primordial, imagino, que criou nosso sistema solar e fez nascer nosso planeta, 4,5 bilhões de anos atrás. A Terra, por sua vez, precisou de um bilhão de anos para gerar as condições ideais para que a vida pudesse florescer na superfície. Então, seguindo um sofisticado senso de autorregulação que chamamos Natureza, nosso planeta enfim deu à luz um minúsculo e rudimentar organismo: nascia na Terra o que entendemos por vida.
Essa primeira forma de vida terráquea gerou outras, que se diversificaram, se aperfeiçoaram e geraram outras mais complexas que prosseguiram, ao longo de milhões de anos, gerando formas de vida cada vez mais aperfeiçoadas. Foi assim que o princípio vital dessa força, tão cuidadosamente gerado e mantido graças à Terra e seu delicado senso de equilíbrio e autorregulação, chegou aos dias de hoje, manifestado em tudo que existe, animais, vegetais e minerais. Uma longa e paciente aventura!
Essa força primordial experimentou-se em infinitas formas de vida feito uma corrente que se ramifica em muitos segmentos, e seus elos vão criando novos elos a partir deles próprios, numa intrincada lógica em que cada segmento depende de outros segmentos para prosseguir se reproduzindo. Essa interdependência geral foi indispensável para que o processo da vida no planeta se desenvolvesse em harmonia, apesar de sua aparente confusão e casualidade.
Num determinado momento desse processo, aproximadamente 8 milhões de anos atrás, ocorre uma notável divergência evolutiva: uma das milhões de ramificações da corrente se sobressai e passa a se aperfeiçoar através de seus descendentes num ritmo que as ramificações vizinhas não acompanham. Esse rápido e contínuo aperfeiçoamento garante a sobrevivência de seus descendentes e faz com que sua linhagem chegue até os dias de hoje, representada por nós, da espécie Homo sapiens.
O que fez com que essa ramificação se diferenciasse tão subitamente (para os padrões evolutivos, claro) das demais? Isso ainda é um mistério, mas há pesquisadores que trabalham com a hipótese disso ter a ver com o contato com plantas psicoativas expansoras da consciência, como sugere o filme O Elo Perdido. Polêmicas à parte, essa ramificação hominídea adquire a noção de si mesma e passa a refletir sobre o processo evolutivo do qual faz parte. Quanto mais pensa, mais se aperfeiçoa sua capacidade de pensar. Quanto mais se aperfeiçoa, mais longe vai em sua jornada de compreensão de todo o processo que a criou. Paradoxalmente, quanto mais descobre sobre o processo, mais mistérios surgem e mais complexa se revela a estrutura de todo o processo da vida.
A espécie humana é o último elo dessa ramificação especial. Ela adquiriu tamanha capacidade que hoje detém poder sobre a vida no planeta. Infelizmente, ela utiliza esse poder para mostrar a si mesma o quanto é poderosa, numa ostentação inconsequente e perigosa que pode destruir a si própria e ao planeta.
Prefiro crer que a espécie humana despertará de sua cegueira a tempo de evitar o pior. Assim como o robustus que, ao comer da planta, ampliou sua compreensão sobre a vida e a morte, talvez tenha chegado o momento do Homo sapiens ampliar seu entendimento do processo no qual está inserido. Não falo de entendimentos racionais e científicos, que continuam sendo importantes, sim, mas para que essa ampliação seja possível, o entendimento deve agora ocorrer num nível mais intuitivo, que inclua uma percepção não apenas de cada uma das partes, como fizemos até agora, mas da relação entre todas as partes que formam o todo da Terra. Essa percepção holística da vida é que pode interromper o processo autodestrutivo que nos ameaça a todos.
Aquele pobre robustus, infelizmente, não teve como aplicar o aprendizado que a planta lhe permitiu obter, pois tudo que lhe restava era cumprir o destino de ser o último elo de seu segmento. Quanto aos sapiens, o mais destacado dos segmentos, espalhado neste momento em bilhões por todo o planeta, seu destino não é ser destruído por uma espécie rival, pois tal perigo não mais existe. Ironicamente, o destino que começa a se lhe afigurar no horizonte é ser destruído justamente por sua própria arrogância de se entender como algo separado da Natureza. Triste fim para uma longa e bela aventura.
Um milhão de anos atrás, homem-macaco tem sua família dizimada por espécie mais evoluída. Sozinho e confuso, ele vaga por terras estranhas, enfrentando perigos desconhecidos e se encantando com os mistérios e maravilhas do planeta primitivo. Ao comer uma planta, tem visões e revelações que o farão compreender melhor o que aconteceu.
O Elo Perdido (Missing link, EUA, 1988) Direção: David Hughes e Carol Hughes Elenco: Peter Elliot, Michael Gambon, Brian Abrahams, Clive Ashley
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TREILER DO FILME
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RICARDO KELMER
Escritor, ateu, socialista, antifascista. Amante da arte, devoto do feminino, ébrio de blues. Fortaleza Esporte Clube. Fortaleza-CE.
Em meio a problemas no casamento, Téssio é transportado para o passado e lá encontra a si mesmo e a sua mulher Ariane, aos vinte anos de idade. Envolvidos numa conflituosa relação a três, eles precisarão lidar com novos e antigos sentimentos enquanto Téssio tenta retornar à sua vida oficial.
VIAJANDO NA MAIONESE ASTRAL
Um grupo de amigos que viveu na Dinamarca do sec. 14 se reencontra no sec. 20 no Brasil para salvar o mundo de malignas entidades do além. Resumo de filme? Não, aconteceu com o autor. Líder desse grupo aloprado, Kelmer largou uma banda de rock e lançou-se como escritor com um livro espiritualista de sucesso, que depois renegou: Quem Apagou a Luz? – Certas coisas que você deve saber sobre a morte para não dar vexame do lado de lá. As pitorescas histórias desse grupo são contadas com bom humor, entre reflexões sobre carreira literária, amores, sexo, crises existenciais, prostituição e drogas ilegais. Kelmer conta também sobre sua relação com o feminino, o xamanismo, a filosofia taoista e a psicologia junguiana e narra sua transformação de líder de jovens católicos em falso guru da nova era e, por fim, em ateu combatente do fanatismo religioso e militante antifascista.
PENSÃO DAS CRÔNICAS DADIVOSAS
Nesta seleção de textos, escritos entre 2007 e 2017, Ricardo Kelmer exercita seu ofício de cronista das coisas do mundo, ora com seu humor debochado, ora com sobriedade e apreensão, para comentar arte, literatura, comportamento, sexo, política, religião, ateísmo, futebol, gatos e, como não poderia deixar de ser, o feminino, essa grande paixão do autor, presente em boa parte desta obra.
INDECÊNCIAS PARA O FIM DE TARDE
Contos eróticos. As indecências destas histórias querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.
Agenda
2026
Lançamento do livro Fortaleza Prometida do Sol (abr)
Coordenação do estande de literatura cearense na Feira de Artesanato do Cantinho do Frango (mensal)
Coordenação da Confraria Literati (@confrarialiterati), divulgadora da cena literária cearense
O IRRESISTÍVEL CHARME DA INSANIDADE
Romance. Dois casais, nos séculos 16 e 21, vivem duas ardentes e misteriosas histórias de amor, e suas vidas se cruzam através dos tempos em momentos decisivos. Ou será o mesmo casal?
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GUIA DE SOBREVIVÊNCIA PARA O FIM DOS TEMPOS
Contos. O que fazer quando de repente o inexplicável invade nossa realidade e velhas verdades se tornam inúteis? Para onde ir quando o mundo acaba?
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PARA BELCHIOR COM AMOR
Organizada pelos escritores Ricardo Kelmer e Alan Mendonça, esta terceira edição foi enriquecida com ilustrações e novos autores, com mais contos, crônicas e cartas inspirados em canções de Belchior. O livro traz 24 textos de 23 autores cearenses, e conta com a participação especial da cantora Vannick Belchior, filha caçula do rapaz latino-americano de Sobral, que escreveu uma bela carta para seu pai.
Usando a mitologia e a psicologia do inconsciente numa linguagem descontraída, Kelmer nos revela a estrutura mitológica do enredo do filme Matrix, mostrando-o como uma reedição moderna do antigo mito da jornada do herói, e o compara ao processo individual de autorrealização, do qual fazem parte as crises do despertar, o autoconhecer-se, os conflitos internos, as autossabotagens, a experiência do amor, a morte e o renascer.
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Os pais que decidem fumar um com o filho, ETs preocupados com a maconha terráquea, a loja que vende as mais loucas ideias… RK reuniu em dez contos alguns dos aspectos mais engraçados e pitorescos do universo dos usuários de maconha, a planta mais polêmica do planeta. Inclui glossário de termos e expressões canábicos. O Ministério da Saúde adverte: o consumo exagerado deste livro após o almoço dá um bode desgraçado…