Para meus donos, com amor

28/01/2021

28jan2021

PARA MEUS DONOS COM AMOR

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Em pé, diante do espelho da parede, Cachorrinha vê sua imagem refletida. Seu corpo magro nu, a alvura da pele, o cabelo chanel negro, os seios pequenos… Em seu pescoço, a coleira de couro vermelha com as iniciais em amarelo: BB. E a corrente de ferro, prendendo-a pelo pescoço ao pé da cama. Ela gosta do que vê.

Quando a porta se abre, Cachorrinha imediatamente ajoelha-se, senta sobre os calcanhares e encosta as palmas das mãos no chão, à frente dos joelhos, a posição um, da docilidade. Uma mulher entra, trajando vestido e sapato de salto alto.

‒ Está pronta, Cachorrinha?

Ela percebe a mudança no tom de voz de Brenda. Já não é mais a moça que meia hora antes a recebera, entre abraços e saudações descontraídas. Agora é sua dona. Dez anos mais nova que ela, mas naquele vestido e naquele salto alto parece ser mais velha.

‒ Nossos convidados logo chegarão.

Cachorrinha sorri. Adora quando seus donos convidam amigos para brincar com ela. Sua dona solta a corrente do pé da cama e Cachorrinha agradece esfregando-se em suas pernas. De pé, é observada por alguns instantes, tem seu corpo verificado, os dentes e as axilas, os seios apalpados, a pele cheirada. Sua dona aponta para a cama e Cachorrinha vai para lá, e fica de quatro sobre o colchão, a posição dois, da disponibilidade. As bordas de sua buceta são afastadas, o interior vistoriado, sua dona introduz um dedo, cheira e lambe. Cachorrinha geme. Depois sua bunda é aberta e um plugue é enfiado em seu cu, e a parte externa possui uma argola à qual é preso um rabo peludo de cachorro, de cor castanha.

‒ Não é bonito? Comprei ontem pra minha Cachorrinha… ‒ sua dona diz, passando carinhosamente a mão em sua cabeça. Cachorrinha olha-se no espelho e exulta com a imagem, sua bunda adornada pelo novo e belo rabo peludo. Tem sorte de ser a cadela de donos tão generosos.

Obrigado, Senhora, obrigado…, ela responde por meio de ganidos, agradecida.

Sua dona a leva pelo corredor do apartamento, puxando-a pela corrente, e Cachorrinha a segue engatinhando, como uma fiel cadelinha deve fazer, e o contato do rabo no interior das coxas lhe provoca arrepios. Na sala, próximo à porta, seu dono as espera. Cachorrinha segue sua dona até lá e para, mantendo-se na posição de docilidade, semiajoelhada, aos mãos no chão.

‒ Beto, olha como nossa Cachorrinha ficou linda com o rabo novo.

‒ Lindíssima ‒ ele responde, entusiasmado. ‒ Posição dois, agora, pra tirar foto.

Cachorrinha obedece, ficando de quatro e empinando a bunda para as fotos, sua dona ao seu lado, segurando-a pela corrente.

‒ Está feliz, Cachorrinha?

Muito feliz, Senhor, ela responde latindo, sacudindo a bunda e balançando o rabo.

‒ Nossos convidados merecem toda nossa hospitalidade. Sirva-os como se servisse a nós, entendido? ‒ Cachorrinha responde sim com a cabeça. ‒ Boa cadela… ‒ ele diz, dando dois tapinhas em seu rosto. Os tapas não doeram, mas ela pode sentir o rosto latejando levemente, o suficiente para fazer-lhe brotar um tremor de excitação.

O casal convidado entra, seus donos dão-lhe as boas-vindas, abraços e beijos.

‒ Esta é Cachorrinha, que está aqui hoje para todo o nosso dispor, não é, Cachorrinha? ‒ diz sua dona, e ela responde sim com a cabeça, alegremente.

Cachorrinha sorri para o casal, que sorri de volta para ela com indisfarçável interesse. São jovens como seus donos, não tão bonitos, é verdade, mas imediatamente se tornam lindos e especiais, pois são os convidados daquela noite, e servi-los será o mesmo que servir a seus amados donos, e só por isso ela já os ama também.

‒ Cumprimente-os como nós a ensinamos.

Cachorrinha engatinha até o casal convidado e lambe delicadamente a mão da mulher, e depois a do homem. Que luxo de cadela, diz a mulher. É um belo espécime, parabéns, emenda o homem. E Cachorrinha se derrete de felicidade, vendo que seus donos sorriem orgulhosos dela.

Todos vão acomodar-se nos sofás e Cachorrinha engatinha atrás de sua dona, que a deixa sentada próximo à mesinha de centro. Posição um, Cachorrinha, e ela imediatamente obedece, assumindo a posição de docilidade. Depois de beberem um pouco e conversarem divertidamente, as atenções se voltam para ela.

‒ Sua cadela é realmente muito bonita, Brenda ‒ diz a convidada. ‒ Desde quando a possuem?

‒ Seis meses, somos seus segundos donos. Quer dar biscoito pra ela? Ela adora.

Biscoito de carne, hummm… Os prediletos de Cachorrinha. Ela lambe os lábios, olhando fixo para os biscoitos num pote de vidro sobre a mesinha. A convidada pega um biscoito e o atira próximo dela. Cachorrinha hesita, olha para sua dona.

‒ Pode pegar, Cachorrinha.

E só então ela avança e abocanha o biscoito, e o come com prazer. Depois sua dona a chama, para que os convidados possam vistoriá-la. E eles a examinam, tocando seu rosto, mexendo em seu cabelo, olhando seus dentes. Ela vira-se, para que possam examinar detalhadamente seu novo rabo. Enquanto o tocam, Cachorrinha sente calafrios correrem por seu corpo e ela precisa se concentrar para manter-se quieta. Ser vistoriada é sempre um grande prazer…

‒ Cachorrinha agora vai nos servir o camarão empanado ‒ anuncia sua dona.

Sobre a mesa, há uma concha com um pequeno gancho na borda. Cachorrinha a apanha com a boca, entrega à sua dona e vira-se de costas. O rabo é retirado e a concha é presa ao plugue anal, ficando pendurada na entrada da buceta. Cachorrinha sente o frio do alumínio nos lábios de sua buceta e geme em ganidos baixinhos. Sua dona põe alguns camarões na concha e ordena que ela sirva os convidados. Cachorrinha engatinha até eles, com cuidado para que os camarões não caiam, e para de costas para que se sirvam. E eles se servem, e seus donos também. Ela silenciosamente implora para que todos se sirvam bastante, pois mesmo o mais leve toque de seus dedos mexe a concha e faz vibrar o plugue dentro de seu cu, criando deliciosas ondas de vibrações… Sua bunda agora é uma bandeja, uma dócil bandeja branquinha de camarões empanados.

‒ Quer camarão, Cachorrinha? ‒ pergunta seu dono. Ela faz que sim com a cabeça. ‒ Então vá pegar seu pratinho.

Cachorrinha engatinha até a cozinha e volta trazendo na boca seu pratinho de plástico. Seus donos pegam alguns camarões, mastigam e os põem no pratinho, e ela os come diretamente com a boca, fechando os olhos para assimilar bem o sabor. Ah, o melhor molho do melhor chefe do mundo não é nada diante do gosto de saliva fresquinha de seus donos…

Após terminar o último pedaço, ela engatinha até sua dona e lambe-lhe a mão, agradecida. E gane baixinho, olhando para ela de um jeito especial.

‒ O que você quer, Cachorrinha?

Cachorrinha gane novamente.

‒ Quer fazer cocô?

Ela responde que sim com a cabeça.

‒ Como é educada… Ah, Brenda, quando você pode emprestá-la? ‒ pergunta a convidada, encantada.

‒ Que tal na próxima quinta?

‒ Está ótimo! Cuidaremos muito bem dela.

Cachorrinha vibra por dentro com o que ouve. Adora ser emprestada. Ela vira a bunda para sua dona, que retira a concha e depois puxa o plugue de seu cu. Depois engatinha até um canto da sala, para e acocora-se de costas para os dois casais que, dos sofás, a observam em silenciosa atenção. Cachorrinha apoia as mãos no chão, suspende a bunda e se concentra. E, durante o minuto seguinte, defeca calmamente, sentindo a merda sair de seu cu devagar, numa longa peça de cor marrom que desce até o pratinho de plástico e pousa enrolando-se sobre si mesma, enquanto ela sutilmente observa pelo espelho da parede os quatro nos sofás, todos extasiados pela sua atuação. Quando termina, seu semblante não nega o prazer e o imenso orgulho que sente. Defecar para os convidados de seus donos, que prova maior de amor uma cadela pode oferecer?

Ela vira-se, abocanha a borda do pratinho e sai engatinhando para deixá-lo na área de serviço, boa cadela que é. Lá, aproveita para limpar-se e retorna para receber a recompensa de seus donos, quem sabe mais um biscoitinho de carne. Porém… eles não parecem satisfeitos. O que pode ter acontecido? Somente neste instante é que percebe que defecara um pouco fora do pratinho. Ela olha para seus donos, com um olhar de desculpas, foi sem querer, só um segundinho de desatenção… Mas já é tarde.

‒ Muito feio o que você fez, Cachorrinha ‒ diz sua dona em seu ouvido, e Cachorrinha conhece bem aquele tom de voz ameaçador. ‒ Você quer que nossos convidados pensem que não soubemos educar você?

Cachorrinha abaixa a cabeça, triste e envergonhada por sua falha grotesca. Para os donos de animais, nada mais desabonador que serem conhecidos no meio como péssimos educadores. Defecar num pratinho, até a cadela mais simplória sabe fazer isso, que vergonha… Se pudesse, voltaria o tempo para que seus donos não tivessem que passar por tal desonra.

Brenda aponta para um ponto na estante. Cachorrinha gane, pedindo novamente para ser perdoada. Mas sua dona está resoluta e mantém o braço apontado para a estante. Ela engatinha para lá, pega com a boca um saco de veludo vermelho e o leva para sua dona. Apreensiva, Cachorrinha a observa abrir o saco e puxar de dentro um chicote preto de tiras de couro. A visão daquele objeto lhe dá um calafrio. Sua dona a puxa pela coleira e a faz deitar-se de bruços sobre uma almofada, deixando sua bunda bem elevada e inteiramente à disposição.

‒ Por favor, ensine-lhe um pouco de boas maneiras ‒ diz sua dona, entregando o chicote ao convidado.

Cachorrinha sente o coração acelerar. Seu dono ajoelha-se em frente a ela e a segura pelos punhos, para que não se movimente. Sua dona a venda com uma tira de pano, para que nunca saiba o momento certo em que o golpe a atingirá e, assim, não tenha como se preparar.

Os primeiros golpes são leves, provocando-lhe curtos ganidos de satisfação, e Cachorrinha aos poucos sente a tristeza e a vergonha darem lugar ao prazer de ouvir novamente o doce som do estalo do couro em sua pele. Os golpes se tornam mais fortes, e o prazer se mistura à dor, até que a dor se sobrepõe e as lágrimas escapam de seus olhos, molhando a venda, e a cada chicotada ela morde os lábios, resistindo à dor, a dor que aumenta, e aumenta mais, até que fica insuportável e ela late, pedindo para parar, um latido sofrido misturado com choro.

‒ Promete que nunca mais vai nos envergonhar como fez hoje? ‒ pergunta seu dono.

Sim, sim, ela responde latindo, ainda chorando. Ele solta seus punhos e lhe tira a venda.

‒ Ótimo. Agora ponha seu rabo e venha nos satisfazer.

Cachorrinha apanha o rabo e o leva à sua dona. Por alguns instantes ela aguarda, enquanto sente os olhares de todos sobre si, ela de quatro, o rabo na boca, as lágrimas a escorrerem de seu rosto. Finalmente, sua dona pega o rabo, prende-o ao plugue e o enfia novamente em seu cu. Cachorrinha ainda sente a bunda dolorida mas o plugue alivia a dor e os pelos do rabo entre suas coxas a fazem sentir-se melhor. Sua dona aponta para a convidada e ela engatinha até o sofá, onde o casal está sentado lado a lado, e põe-se entre as pernas da mulher, na posição de docilidade. A mulher suspende o vestido e tira a calcinha. Cachorrinha vê surgir a buceta da mulher, entreaberta e molhada. Ela sabe que seus donos a observam e que não pode mais falhar em nenhum detalhe. Então aproxima o rosto e começa a lamber a buceta da mulher, que segura sua cabeça com as duas mãos e a puxa contra si, enquanto geme cada vez mais forte, vai, Cachorrinha, me chupa, vai… Com o rosto afundado entre as coxas da convidada, a língua de Cachorrinha passeia pelo interior de sua buceta, no início devagar e depois mais rápido, seguindo os movimentos do corpo da mulher, harmonizando-se com sua respiração, e ela sente quando as coxas se contraem, os gemidos se intensificam, as mãos lhe puxam a cabeça como se quisessem enfiá-la toda… e a mulher goza em sua boca, um gozo longo e ruidoso, e ela prova o gosto daquele gozo feminino, bebendo tudo que pode.

O convidado a aguarda com o pau para fora da calça, totalmente ereto. Cachorrinha abana o rabo, ansiosa. Ele a chama, vem, Cachorrinha, vem, e ela posta-se entre suas pernas, observando-o masturbar-se. Não é tão grande como ela gosta, mas é bonito. E cheiroso também, ela constata, enquanto o beija na cabeça e começa a lambê-lo. Sua boca o envolve em idas e vindas contínuas, chupando-o com presteza, e o homem goza logo, jorrando sêmen em seu rosto, e ela lambe e lambuza-se e bebe com vontade, enquanto ele geme seu prazer de ser chupado por uma cadela tão dadivosa.

Em seguida, Cachorrinha satisfaz sua dona, ela deitada no carpete e Cachorrinha entre suas pernas, e depois satisfaz seu dono, ele de pé mesmo, com ela ajoelhada no chão e tendo que dividir o gozo dele com sua dona, que exige que ela não beba tudo e que, diretamente de sua boca, passe uma parte para a boca dela, o que Cachorrinha faz, num longo e saboroso beijo que a deixa tão excitada que ela quase implora para também ser chupada pelos dois. Mas isso é algo que não lhe é dado fazer. Sua obrigação é servir.

Após satisfazer aos quatro, e feliz de sentir-se inundada por tantos gozos, Cachorrinha engatinha para um canto e posta-se na posição de docilidade. Está cansada, mas sabe que deve permanecer ali, aguardando que a chamem a qualquer momento.

E, após alguns minutos, seus donos a chamam, ordenando dessa vez que fique debruçada no sofá, com os joelhos no chão e afastados. É quando o terceiro convidado surge na sala: Yago. Cachorrinha não o conhece, mas sabe que foi trazido pelo casal convidado. Seu dono levanta seu rabo, deixando sua bunda totalmente descoberta, e lambuza sua buceta com sorvete de morango, não esquecendo de despejar uma boa porção lá dentro. Yago se aproxima lentamente, em seu passo firme. É um grande labrador negro, e sorvete de morango é o seu preferido. Cachorrinha fecha os olhos, para que a visão não lhe desvie a atenção das sensações que terá. Enquanto seu dono mantém seu rabo erguido, ela sente que Yago fareja sua buceta e começa a lambê-la. Cachorrinha arrepia-se, sentindo a grande língua varrer toda a extensão da buceta, meter-se dentro dela feito uma cobra inquieta e vasculhar seu interior em busca do sorvete. A língua de Yago não para, é como um dispositivo automático. Cachorrinha gane de prazer, e gane mais ainda quando Yago monta sobre ela e ela sente seu peso sobre suas costas, o bafo quente em sua nuca, os pingos da saliva caindo em seu pescoço. As tentativas do animal são bruscas e desajeitadas, mas as patas estão cobertas por luvas especiais para que as unhas não arranhem sua pele. Então o pau do labrador força entrada em sua buceta e ela empina mais a bunda, procurando encaixar-se melhor ao corpo dele, até que, com a ajuda de seus donos, Yago finalmente consegue e ela sente o membro dentro de si, um membro grosso e quente a entrar e sair do espaço onde pouco antes se remexia sua língua, e Cachorrinha late, e late mais alto, tomada pelo frenesi luxurioso, e então Yago arfa mais forte sobre suas costas e ela sente o líquido quente dentro de si e, nesse momento, uma gigantesca onda de prazer desaba sobre ela, arrastando-a sem rumo, e Cachorrinha uiva o mais alto que pode, transtornada e feliz, gozando o indizível êxtase de ser a cadela amada de seus donos.

*     *     *

O alarme do celular toca a melodia familiar e Silvana desperta. Sexta-feira, sete da manhã. Ela abre os olhos, reconhece seu quarto e se espreguiça. Dormiu pouco, mas sente-se bem e disposta. Duas horas depois ela sai do táxi e chega ao prédio da empresa. Sobe até o décimo segundo andar, cumprimenta algumas pessoas no corredor e entra em sua sala, onde a aguarda sua secretária.

‒ Bom dia, dona Silvana.

‒ Bom dia, Lia. Os gerentes já chegaram para a reunião?

‒ Sim, os quatro já estão aí. Posso chamá-los?

‒ Por favor.

A secretária sai, e um minuto depois retorna, e com ela os quatro gerentes, que ocupam as cadeiras em frente à mesa da diretora.

‒ Bom dia, senhoras e senhores ‒ diz Silvana. ‒ Trouxeram os relatórios? Ótimo.

Um após outro, os gerentes leem seus relatórios e Silvana faz suas observações. Vinte minutos depois, ela encerra a reunião e todos levantam-se para sair.

‒ A senhora fica ‒ ela fala para uma das gerentes. ‒ Pode nos deixar a sós, Lia.

Os demais gerentes saem com a secretária, que fecha a porta. Silvana, ao lado de sua mesa, agora observa a moça, em pé à sua frente.

‒ Nossa empresa está muito satisfeita com seu trabalho, dona Brenda.

‒ Obrigado, dona Silvana.

‒ Indicarei seu nome para a subdiretoria, o que acha?

‒ Puxa… eu…

‒ Não precisa agradecer.

Por alguns instantes, Silvana olha sério para a funcionária. Depois mexe em alguns papéis na mesa e sorri.

‒ Foi uma noite maravilhosa. Você estava linda.

‒ Sim, e você estava magnífica ‒ Brenda sorri também, e agora o semblante de ambas está bem descontraído. ‒ Os convidados ficaram encantados.

Silvana aproxima-se e beija a moça suavemente na boca.

‒ Eu te amo tanto, Brenda.

‒ Nós também te amamos muito.

‒ Você e Beto são os melhores donos do mundo.

Elas se beijam mais uma vez, dessa vez um beijo intenso e demorado, enquanto se abraçam e as mãos apalpam seus corpos. Quando terminam, Silvana recompõe-se, respira fundo e abre a porta.

‒ Até logo, dona Brenda. Mais uma vez parabéns pelos bons resultados.

‒ Obrigado, dona Silvana.

A funcionária sai e Silvana fecha a porta. Senta-se relaxadamente em sua poltrona, fecha os olhos e suspira, lembrando da noite. Depois pega uma caneta e circunda, no calendário, a quinta-feira seguinte, anotando ao lado: emprestada. Adora ser emprestada.

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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

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Este conto integra os livros

Indecências para o Fim de Tarde
Ricardo Kelmer – contos

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais

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Quarentena Erótica
Ricardo Kelmer – contos

Nos contos de Ricardo Kelmer, o erótico pode vir com variados temperos: romantismo, humor, misticismo, bizarro, horror… Às vezes, vem doce e sutil, ou estranho e avassalador, e às vezes brinca com nossas próprias expectativas sobre o que seja erótico. Explorando fetiches, fantasias, delírios e tabus, e até mesmo experiências reais do autor e de seus leitores, as estórias deste livro acabam de chegar até você para apimentar seus dias, e suas noites, de quarentena. > saiba mais

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São Paulo 467 anos

25/01/2021

25jan2021

Quando vi, estávamos casadinhos. Foram onze anos de intensa convivência, na alegria e na tristeza

 

SÃO PAULO 467 ANOS

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Hoje é aniversário dela. Mas deixe-me voltar uns anos no tempo. Para dizer que antes, era o medo. Sim, eu a temia, mas nem tinha consciência disso. O medo arquetípico daquilo que pode nos libertar – hoje sei.

Até que, numa noite de outubro de 2006, um sonho veio me dizer “vá!”, e foi tão enfático que eu obedeci, mesmo sem saber como ela me receberia. O Louco das cartas do tarô, a se jogar no mundo, confiando nas asas de sua própria ingenuidade…

Quando vi, estávamos casadinhos. Foram onze anos de intensa convivência, na alegria e na tristeza, Planalto Paulista, Sumaré, Pinheiros, livros, teatro, saraus, amores e amizades… Aprendi a aceitá-la do jeitinho que ela é e ela me ensinou a mágica de ser, ao mesmo tempo, escritor, ator canastrão e muambeiro de eletrônicos da Santa Efigênia.

Sabe, ela me abriu as portas de um novo mundo e de um novo eu, e devo muitíssimo a ela. Sim, hoje é Fortaleza, essa loirinha desmiolada de sol, quem dorme e acorda comigo, mas nessas idas e vindas que a vida traz, nós três nos entendemos bem.

Feliz aniversário, São Paulo! 

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Ricardo Kelmer 2021 – blogdokelmer.com

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VIAJANDO NA MAIONESE ASTRAL
Memórias exóticas de um escritor sem a mínima vocação para salvar o mundo
Miragem Editorial, 2020

Enquanto relembra as pitorescas histórias de quando largou uma banda de rock para liderar um aloprado grupo esotérico e lançou-se como escritor com um livro espiritualista de sucesso (Quem Apagou a Luz? – Certas coisas que você deve saber sobre a morte para não dar vexame do lado de lá) que depois renegou, o autor fala, com bom humor, sobre sua suposta vida no século 14, carreira literária, amores, sexo, drogas ilegais, prostituição e crises existenciais, reflete sobre sua relação com o feminino, o xamanismo, a filosofia taoista e a psicologia junguiana e narra sua transformação de líder de jovens católicos em falso guru da nova era e, por fim, em ateu combatente do fanatismo religioso e militante antifascista.

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01- não esqueça dela. ela faz bem pra caramba. Shirlene Holanda, São Paulo-SP – jan2021

02- Suas andanças me são familiares menos Fortaleza que sonho conhecer. Fez bem! Malu Ferreira, São Paulo-SP – jan2021

03- Parabéns pelo maravilhoso texto. Clea Fragoso, Fortaleza-CE – jan2021

04- Também consegui me encantar com a “cidadivosa” quando a conheci! Tereza Cristina, Fortaleza-CE – jan2021

05- Lindo! Declaração de amor bem bonita. Também admiro São Paulo, um universo fascinante. Ligia Eloy, Lisboa-Portugal – jan2021

06- eu só fiquei 3 anos em Sampa e, depois, 15 no Rio de Janeiro. Foi no Rio que nasceu meu filho, o maior amor da minha vida. Mesmo assim, São Paulo foi e é a minha cidade do coração, com todos os perrengues que passei lá. Nutro um amor enorme por ela, tive acesso a tanta arte, tanto conhecimento, foram 3 anos muito bem vividos. Discordo de você se achar ator canastrão. Desde lá nos anos 80, quando você contava suas histórias, suas piadas, nas mesas dos bares, eu já achava que você tinha uma veia artística para os palcos. Lisieux Bevilaqua, Fortaleza-CE – jan2021

07- “Porém com todo defeito te carrego no meu peito… são, são paulo, quanta dor…” Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – jan2021

08- Adorei, Kelmer!!!! Barbara Garcia, São Paulo-SP – jan2021

09- Lindo sem barba. Parabéns pelo lindo texto. Vilma de Oliveira, Fortaleza-CE – jan2021

10- Obrigada por homenagear minha cidade. Bj. Marcia Soares Fernandes, São Paulo-SP – jan2021

11- Aprecio ler seus livros. Maria Ines Ramalho, Fortaleza-CE – jan2021

12- Você é muito a cara de Sampa! Reny Diel, Porto Alegre-RS – jan2021

13- Kelmer, “esta bichinha” me pegou pelo coração e vivi 8 anos por lá. Ela é todo o mistério da vida com suas não-identidades, diversidades, generalidades, diferenças e tudo o que pode ser. Parabéns São Paulo. Tenho uma parte do meu coração com você! Érico Baymma, Fortaleza-CE – jan2021

14- que lindo!!! Olinda Evangelista, Florianópolis-SC – jan2021

15- Imensamente lindo! Somos brasilianos! Carlos Bonfim, Sobral-CE – jan2021

16- Maravilha esse texto! Amei. Lúcia Menezes, Rio de Janeiro-RJ – jan2021

17- Eu te admiro muito meu sobrinho com esse jeito meio confuso e inteligente , parabenizo por tudo que você merece . Seja sempre iluminado com os seus desejos extraordinários e fabulosos. Leonor Oliveira Moreira, Fortaleza-CE – jan2021

18- um grande abraço primo. Maria Célia Oliveira Garcia, Fortaleza-CE – jan2021

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Não tente controlar o vento

06/01/2021

Uma resposta para lavar a nossa alma antifascista

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NÃO TENTE CONTROLAR O VENTO

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Esta semana vi o filme 2020 nunca mais (Death do 2020), encomendado pela Netflix aos criadores da série Black mirror. Com roteiro de Annabel Jones e Charlie Brooker e direção de Alice Mathias e Al Campbell, o filme é um divertido pseudodocumentário sobre alguns dos acontecimentos que fizeram de 2020 um ano tão bizarro.

Ri muito. Adoro aquele típico humor inglês. Com o foco direcionado para o trio covid, Donald Trump e Boris Johnson, ficaram de fora as imbecilidades de Jair Bolsonaro. Compreensível. Foram tantas que precisariam de um filme só para elas.

O filme terminou e eu pensei: poderá 2021 ser tão bizarro quanto foi 2020? Difícil? Pois eu, sinceramente, acho que a coisa vai piorar. A febre só retrocede após atingir seu ápice. O neofascismo, a ganância capitalista e o fanatismo religioso só cederão se forem seriamente confrontados, e ainda não foram.

Sabe a Elba Ramalho, aquela cantora que já afirmou ter sido chipada por extraterrestres? Pois mal entrou 2021 e a peçoa umana abre o bico para dizer que a pandemia de covid é uma maligna estratégia dos comunistas para destruir os cristãos. Gente… Isso a Netflix não mostra. O que deduzir de tamanho absurdo? Que o chip dos etês veio com defeito, só pode.

Parafraseando Manuel Bandeira em seu poema Na boca, felizmente existe o uísque na vida. Vou tomar uma, porque a aberração tá de um jeito que só vai bebendo. Um brinde aos comunistas malvados, que raptarão Elba e a levarão ao alto daquele serrote em Quixadá, para que o Comandante Asthar, da Confederação Intergalática, troque seu chip.

E, felizmente, existe também Chico César, ufa, para mostrar que a Paraíba não produz apenas cristãos com lamentável deficiência cognitiva. Em resposta a um admirador, que lhe pediu para não fazer músicas de cunho político, Chico falou o óbvio, que toda arte tem um cunho político, que não lhe peçam para silenciar e morrer calado, que ou respeite ou saia, que não tente controlar o vento, e que não veio botar ninguém para dormir, mas está aqui para acordar os dormentes.

Putz, que resposta! Lavou a nossa alma! Foi tão bonita que fui ler atentamente e antevi nela uma música. E já convidei meus parceiros musicais a botar uma melodia nesse trecho e enviar para o Chico. Acho que ele vai gostar.

Não tente controlar o vento
Não pense que a fúria
Da luta contra as opressões
Pode ser controlada
Eu sou parte dessa fúria
Não sou seu entretenimento
Não vim botar ninguém pra dormir
Vim acordar os dormentes
Sou o fio da história feito música
No pescoço dos fascistas
E dos neutros

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Ricardo Kelmer 2021 – blogdokelmer.com

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NÃO TENTE CONTROLAR O VENTO
Texto original de Chico César – Adaptação: Ricardo Kelmer
Música: Joaquim Ernesto – Arranjo: Leandro Cavalcante
Vozes: Itauana Ciribeli e Leandro Cavalcante

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Robinho, Bolsonaro, Deus e a cultura do estupro – Culpado por estupro, Robinho diz que Deus está no comando e que fará um gol para homenagear Jair Bolsonaro.

A alma fascista do governo Bolsonaro – Roberto Alvim apenas escancarou a alma fascista do governo Bolsonaro. Mas a alma fascista continua lá

O beijo da resistência contra a besta do fascismo – O fascismo não faz política ‒ ele é a negação da política, pois não dialoga, apenas agride, persegue e censura

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