Portugal, 2a temporada

15jul2016

Trinta e cinco dias de música e literatura em terras portuguesas

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PORTUGAL, 2a TEMPORADA

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Entre 15 de maio e 19 de junho de 2016 eu estive novamente em Portugal, dessa vez com meu parceiro Felipe Breier, a realizar uma temporada musical-literária, com apresentações do Vinicius Show de Moraes e sessões de autógrafos dos meus livros, incluindo o mais recente, Versos Safadinhos para Noites Românticas ou Vice-versa.

Minha irmã Ana Érika nos hospedou em Braga, no norte do país, e nesse período nos apresentamos dez vezes em três cidades. Em Braga, as apresentações aconteceram na Associação Cultural Sol em Movimento, no restaurante Caldo Entornado, no bar Notre Dame, na livraria Mavy, na livraria Centésima Página e no Rossio Café Bar. Na Lousã, foram no Parque Carlos Reis e no 94 Bar, e na cidade do Porto, elas aconteceram nos espaços culturais Gato Vadio e Casa Bô. Fizemos também uma apresentação informal na casa dos amigos Neto e Virgínia, na Lourinhã. A capital Lisboa ficou de fora por não dispormos de bons contatos e uma estrutura de apoio suficiente lá, mas quem sabe dê certo numa futura temporada.

Fomos carinhosamente recebidos e fizemos muitas amizades. Agora, de volta, temos dentro de nós um tanto da alma portuguesa, e isso nos enriquece. Obrigado a todos que nos ajudaram. Um obrigado especial a Ana Érika, Caiote, Juliana, Susana, Andrea, Elisabete, Graça, Alex e Adriana.

A sensação é de gratificação: nossa proposta de unir música e literatura brasileiras num concerto para bares e livrarias foi bem aceita, mais do que prevíramos. Para o escritor que sou, saber que em Portugal ficarão vários livros meus e vários novos leitores, uau, isso é bom demais. E como é bom constatar que Vinicius de Moraes ainda vive na memória afetiva de boa parte do povo português. Saravá!

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PORTUGAL, mai-jun2016

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De Lisboa, eu e Felipe fomos direto para Lourinhã, no litoral, comemorar o aniversário de minha amiga Virgínia. Lá, em sua casa, apresentamos trechos do Vinicius Show de Moraes para ela, Neto e seus amigos. Que noite deliciosa! Como presente de aniversário, bom cearense que sou, levei duas garrafas de Ypióca. Que ajudei a baixar, evidentemente.

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Com Felipe, Neto e Susana no Buddha Eden, em Carvalhal. Localizado na Quinta dos Loridos, o Buddha Eden é o maior jardim oriental da Europa, com cerca de 35 hectares, e foi criado em protesto contra a destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, um dos maiores atos de barbárie cultural da história. Com seus enormes budas, pagodes, estátuas de terracota e esculturas cuidadosamente dispostas entre a vegetação, é uma obra impressionante. Para construí-la, foram usadas mais de 6 mil toneladas de mármore e granito.

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Evoé, Baco! No Buddha Eden. Por falar em vinho, em Portugal compra-se uma ótima garrafa de vinho (cheia, evidentemente) pelo equivalente a R$ 8. Putz… Desse jeito, até quem não bebe, bebe.

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Chegamos em Portugal sem nenhuma apresentação marcada. Tudo que tínhamos era o interesse de dois bares em Braga, que eu conhecera em minha primeira temporada portuguesa (dez2015 e jan2016). Uma tarde, na livraria Centésima Página, conhecemos uma brasileira, que nos levou para conhecer a Associação Cultural Sol em Movimento. Foi lá que, dias depois, fizemos a primeira apresentação pública do Vinicius Show de Moraes e a primeira sessão de autógrafos dos meus livros. Obrigado, Carla e Ângela.

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A segunda apresentação foi no Notre Dame, no centro histórico de Braga, um bar de inspiração gótica que toca muito rock dos anos 80. Foi uma noite bastante divertida, onde portugueses e brasileiros se confraternizaram no ritmo da bossa nova e do samba e na poesia de Vinicius. Obrigado, Pedro Bacelar.

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Com Felipe, concentrando com um saboroso Douro para a apresentação/sessão de autógrafos no restaurante Caldo Entornado, no centro histórico de Braga. Obrigado, Rodrigo e Inês.

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Quarta apresentação. Livraria Mavy, em Braga. Que, na verdade, é um bar, onde funcionava uma antiga livraria, vizinho a Sé, no centro histórico. Virou um delicioso snack bar, mas manteve o nome e boa parte da estrutura da livraria. Obrigado, Filipe Morgado.

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No fim de maio acontece a Braga Romana, festa que dura cinco dias e que relembra o tempo de dois milênios atrás, quando Braga integrava o Império Romano, evocando o seu cotidiano como Bracara Augusta, a cidade-capital da província da Galícia (ou Galécia, ou Galiza). Na foto, eu e minha querida amiga e sócia Marcinha, que durante uma semana esteve conosco, a impressionar os portugueses com seu charme e sua beleza.

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Estou num bar a me esquentar com um copo de vinho do Douro, quando de repente ela passa na rua, seguida de três músicos vestidos como árabes de há dois mil anos. Ela, a sinuosa dançarina, deslizando seu poético bailado para os meus olhos subitamente fisgados. Ah, a sedução do feminino… Mais embriagante que o melhor vinho.

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Na estação de comboios de Coimbra, a caminho da Lousã.

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Em Coimbra, com Felipe e a namorada Juliana, que nos acompanhou e ajudou na produção dos eventos.

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Ela, a imponente Universidade de Coimbra. Criada em 1290 e atualmente com cerca de 20 mil alunos, ela é a mais antiga de Portugal e uma das maiores universidades do país, oferecendo todos os graus acadêmicos em arquitetura, educação, engenharia, humanidades, direito, matemática, medicina, ciências naturais, psicologia, ciências sociais e desporto.

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SAUDADES DO BRASIL NA LOUSÃ

Situada a leste de Coimbra, Lousã é uma cidadezinha pequena, ladeada por serras onde dormitam dezenas de pequeninas aldeias semi-habitadas, que hoje são atração turística junto às trilhas ecológicas da região.

Na Lousã, eu e Felipe Breier nos apresentamos em duas noites, a primeira no Parque Carlos Reis, e a segunda no 94 Bar. Fomos recebidos com aquele tipo de hospitalidade e carinho que já não encontramos nos grandes centros urbanos, aquele benquererzinho que nos cativa e não dá vontade de ir embora nunca mais para sempre. Foi lá que apresentamos pela primeira vez Saudades do Brasil em Portugal, o fado que Vinicius fez para Amália Rodrigues e que está registrado na histórica gravação feita na casa de Amália, em 1968. Não somos fadistas, obviamente, mas fizemos do jeito que nossas almas sentem a melodia e a poesia dessa obra.

Na serra, serpenteando pelas curvas da estrada e visitando as aldeias praticamente abandonadas, senti, como explicar, algo assim como se cruzasse um portal do espaçotempo, e vivi sensações estranhas, de saber-me de lá, de pressentir mistérios que jamais desvendarei, de um dia ter que voltar… Lá, na aldeia de Catarredor, conheci Ana e Carlos, que nos receberam em sua psicodélica casinha feita de pedras de xisto, e com quem papeamos gostosamente num poético fim de tarde de sexta-feira, agraciados pela deslumbrante paisagem da serra. Ao saber do motivo que nos levara a Lousã, Carlos, em sua longa barba branca de ermitão do xisto, nos contou algo incrível: em 1972, no antigo Teatro Avenida, em Coimbra, ele assistiu a um show… de quem? De Vinicius e Toquinho. Uau, e você gostou?, eu quis saber, já impressionado. E ele: Sim, claro, eles eram muito bons, e nessa noite eu vi com meus próprios olhos: Vinicius bebeu duas garrafas de uísque. E não foi direto pro hospital, né?, completei, rindo com ele, eu transbordante de gratidão por aquele inusitado encontro.

Obrigado a todos que tão bem nos acolheram e apoiaram, em especial a Susana, Graça, Elisabete e Andrea. Obrigado ao grupo de teatro Barraca Preta, aos amigos do Parque Carlos Reis e ao Zé Artur. Lousã, eu voltarei, viu? Só para me perder novamente nas curvas misteriosas do teu espaçotempo.

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A psicodélica residência de Ana e Carlos, na aldeia de Catarredor, na serra da Lousã.

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Com Susana, Elisabete e Ana. Um momento fora do tempo, na serra da Lousã.

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Carlos, o ermitão da Lousã. Em 1972 ele teve o privilégio de assistir ao show de Vinicius e Toquinho no antigo Teatro Avenida, em Coimbra. E eu tive o privilégio de conhecê-lo.

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VINICIUS AO VINHO DO PORTO

Porto é a segunda maior cidade de Portugal, com 240 mil habitantes (Lisboa, a primeira, tem 550 mil, e Braga, a terceira, tem 140 mil). É conhecida mundialmente pelo seu vinho, suas pontes e sua arquitetura contemporânea e antiga, além da Universidade do Porto e de seu principal clube de futebol, o Porto. Foi lá, vindos de três dias na Lousã, onde eu e Felipe Breier apresentamos duas vezes o Vinicius Show de Moraes.

A primeira apresentação foi no Gato Vadio, um interessante espaço cultural de inspiração anarquista, que dispõe de livraria e bar e promove eventos diversos. Ficamos superfelizes de ver o espaço lotado, todos muito respeitosos e atentos ao que cantávamos, recitávamos e falávamos. Nessa noite, dormimos no Rés da Rua, um casarão antigo onde as pessoas vivenciam a filosofia da vida compartilhada, unindo e dividindo comunitariamente custos, necessidades e alegrias (obrigado, Celestino!).

No domingo pretendíamos tocar ao cair da tarde no calçadão da Ribeira, mas após cinco dias de estrada e três apresentações, o cansaço não permitiu. Na terça, já recuperados, nos apresentamos na Casa Bô, outro casarão antigo que une artistas e adeptos de um estilo de vida ligado à ecologia e à vida simples. Lá, dispensamos microfones e nos apresentamos sentados sobre a beirada do palco, num delicioso clima intimista de sarau. Vale destacar: na plateia estava um casal vindo de Vigo, na Espanha, especialmente para ver nosso concerto. Quanta honra!

Obrigado ao pessoal do Gato Vadio, da Casa Bô e do Rés da Rua, pelo carinhoso acolhimento. Estamos muito contentes por ter levado ao Porto a arte de Vinicius de Moraes, e também por agora fazer parte da história desses espaços, onde reunem-se pessoas que, assim como Vinicius, acreditam que, sim, um outro mundo é possível. Um mundo com mais arte e respeito à vida, e menos competição. Com menos consumismo, e muito mais amizade e alegria. Saravá!

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Pelas ruas do centro de Porto, com Felipe e Juliana.

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Na livraria Centésima Página, com o CD do Vinicius Show de Moraes e o livreto Versos Safadinhos para Noites Românticas ou Vice-versa. De modo geral, os portugueses são contidos e discretos em relação ao erotismo, e a literatura erótica em Portugal não tem tanto mercado quanto no Brasil. Meu livreto causava um certo estranhamento na maioria das pessoas, um quase constrangimento, mas a curiosidade prevalecia e acabavam dando uma olhadinha… e compravam. Afinal, a humanidade se divide em dois tipos de pessoas: as que gostam de sacanagem e as que assumem que gostam de sacanagem.

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O sistema de transporte ferroviário de Portugal é de matar de inveja aos brasileiros. Ele nos faz ver como o Brasil errou feio ao priorizar os automóveis, em vez de investir e modernizar seu sistema ferroviário. Rápidos e eficientes, os comboios (trens) cruzam as regiões do país, pondo-se como ótima alternativa ao transporte rodoviário. Costuma ser um pouco mais caro, mas é muito mais seguro e ecologicamente limpo, e pode-se comprar os bilhetes pela internet, com bons descontos. Se tem wi-fi? Sim, tem.

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As duas últimas apresentações, em Braga. Primeiro, na charmosa livraria Centésima Página. Obrigado a Sofia e Helena pela oportunidade de cantar e recitar poesia na presença dos nossos ídolos, que, das estantes, enriqueceram deveras nosso concerto. Depois, no Rossio Café Bar, um aconchegante espaço onde é possível escutar música brasileira de alta qualidade. Nessa noite de despedida, cantamos e dançamos Vinicius de Moraes unindo nossos sotaques aos de portugueses, brasileiros, uruguaios e franceses, numa divertida celebração da arte e da amizade. Obrigado, Rui Carlos.

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Em Lisboa, aquela tradicional ginjinha no Largo de São Domingos. Com Neto, Virgínia, Andrea, Ana Érika e Super-Caiote Tricolor.

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Com Felipe, em Braga, brindando à nossa parceria. Nas dez apresentações que fizemos, experimentamos vários tipos de acordo com o contratante. Em alguns locais, recebemos cachê fixo (entre 60 e 150 euros), e a casa não cobrou ingresso ou couvert dos clientes. Em outros, as pessoas contribuíram voluntariamente (o velho chapéu), o que nos rendeu entre 25 e 90 euros. Houve também uma vez em que a casa cobrou ingresso, a 2 euros, que nos foi integralmente repassado e nos rendeu 40 euros. Em todas as apresentações, vendíamos nossos CDs a 5 euros (Felipe levou também o dele) e livros (entre 3 e 6 euros), e isso nos rendia um trocado a mais. Excetuando duas apresentações em Braga, recebemos abaixo da média do que geralmente recebemos no Brasil, mas, considerando que somos absolutamente desconhecidos para os portugueses e levando em conta as casas em que nos apresentamos e o momento econômico do país, o resultado final foi bom. Em Lisboa, certamente ganharíamos mais, porém lá ainda não temos bons contatos e uma estrutura de apoio suficiente.

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Domesticado em Sintra. Hummm, nem tanto. Continuo com minha velha certeza: melhor correr os riscos da liberdade que viver numa escravidão tranquila.

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Leitura obrigatória: os classificados sexuais nos jornais portugueses. Ah, é uma diliça! Prazer linguístico de primeira qualidade. Como no Brasil, alguns anúncios chamam atenção pela criatividade. “Corpo danone”, por exemplo. O que pode significar isso? Será que ela tem gosto de iogurte? Num outro anúncio, a rapariga se define “boa como milho”. Milho cozido ou assado? “Recém-divorciada” é um clássico, é daqueles termos que atiçam a imaginação do cidadão: Hummm, ela se separou agora, quer compensar o tempo perdido… Outra rapariga apela ainda mais: “carente, namorado ausente”. Uau, namorado ausente é ainda melhor que recém-divorciada, né não? Há uma que “atende sem cueca”. Ops! Calma, eu explico. Cueca, em Portugal, é roupa íntima, masculina ou feminina. Ah, bom… Dúvida sanada, imaginemos: o cidadão sobe as escadas, bate na porta, a rapariga abre e, tchan!, ela já está sem calcinha, entendeu? Taí, gostei dessa, vou ligar agora mesmo.

Os termos e os cacoetes linguísticos me divertem demais, e eles nos falam bastante sobre a cultura do país. Minete, por exemplo. O termo significa sexo oral na mulher. Lendo os anúncios, constatei que é um serviço oferecido com destaque, mais que o boquete. Fiquei intrigado, pois no Brasil prostitutas não costumam alardear a oferta desse serviço. Então fui pesquisar e descobri que para grande parte da população, o sexo oral na mulher ainda é um tabu, algo sujo ou pervertido, não praticado por mulheres sérias e honestas. Por esse motivo, é comum que os homens portugueses, principalmente os mais velhos, busquem fazê-lo com prostitutas e não com suas esposas ou namoradas. Algumas oferecem minete “à canzana”, ou seja, à moda dos cães (de quatro), o que pode significar que a rapariga também aprecia o passeio da língua pelo glorioso fiofó. Quanto ao minete com leitinho, deixo para você imaginar o que pode ser.

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De repente, numa vitrine, o Feminino Sagrado transparece para mim. E, como sempre acontece, o mundo para, e eu sou tocado pelo poder do arquétipo, e é impossível prosseguir sendo o mesmo…

Por falar em Feminino Sagrado, obrigado, moça bonita, sim, você mesmo, obrigado por tudo. Pela surpresa, a súbita e estranha cumplicidade, as horas encantadas… Aquela lua na sacada do hotel, a poética sintonia de almas e corpos, teu riso, teu choro, teu prazer… Obrigado.

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FORA TEMER EM PORTUGAL

Em nossas apresentações do Vinicius Show de Moraes em Portugal, quase sempre havia portugueses e brasileiros na plateia, e às vezes estrangeiros de outros países. Quando o ambiente permitia, incluíamos no roteiro do show comentários sobre o vergonhoso golpe de Estado que a direita armou no Brasil, e o resultado é um coro geral de “Fora Temer!”, que tomava conta do espaço, vazava para a rua e chamava a atenção de todos.

Vinicius, em 1964, viveu o golpe de Estado dos militares, e em 1969 foi expulso por eles do Itamaraty. Nessa mesma época, os portugueses viviam sob a ditadura de Salazar, da qual se libertariam em 1974, com a Revolução dos Cravos. É por isso que os portugueses democratas acompanham com preocupação os acontecimentos no Brasil e torcem para que não vingue o golpe de Temer, Cunha, Aécio e cia. E é por isso que eles gritavam conosco, engrossando o coro pró-democracia: Fora Temer!!! E não havia como não se emocionar.

Defender com firmeza a nossa democracia do outro lado do Atlântico, e ao mesmo tempo divulgar nossa música e literatura… Putz, foi uma experiência bem forte.
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Ricardo Kelmer 2016 – blogdokelmer.com

 

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LEIA NESTE BLOG

IberiaTemporada2015,2016-04aIbéria, 1a temporada – Registros de uma viagem por Portugal e Espanha

Rumo à estação simplicidade – Jurei me manter sempre no caminho, sem pesos nem apegos excessivos, pronto para pegar a estrada no momento em que a vida assim quisesse

O sonho do verdadeiro eu – Entretanto, algo me dizia que na pauliceia eu poderia viver minha vida mais verdadeira, era só insistir

Espirros e roteiros – Se antes eu tinha insônia por me preocupar demais em descobrir o que precisava fazer, hoje me delicio em abrir a janela dos quartos dos hotéis, molhar a ponta do dedo e botar no vento

O dia em que o chinlone me pegou – A arte zen de sair por aí à toa e encontrar o que se precisa

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Vinicius Show de Moraes
com Ricardo Kelmer e Felipe Breier

Este show nos traz a riqueza da vida e da obra de Vinicius de Moraes, um dos nomes mais importantes da cultura brasileira. Através das músicas, dos poemas e de fatos interessantes da vida de Vinicius, passeamos por grandes momentos da música e da poesia brasileiras e nos divertimos e nos emocionamos com a rica trajetória do homem, poeta, artista, amante, amigo e diplomata que fascinou e ainda fascina gerações no Brasil e no mundo.

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Versos Safadinhos para Noites Românticas ou Vice-versa
Ricardo Kelmer – poemas

Versos Autor de uma dezena de obras, nos gêneros romance, conto, crônica e ensaio, desta vez Ricardo Kelmer deixa a prosa de lado e envereda pela poesia. Escritos entre 1989 e 2016, os 35 poemas deste livro versam sobre amor, paixão, desejo e erotismo. Neles, o autor canta os sabores das aventuras amorosas e celebra o êxtase dionisíaco dos enlaces carnais, mas também diverte-se com os irônicos descaminhos das relações e não esquece de louvar a musa unânime dos poetas, a língua portuguesa. Os desenhos são do artista húngaro Mihály Zichy.

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- Come um bacalhau ai por mim. De bacalhau vc entende. Andre Soares Pontes, Fortaleza-CE – jul2016

02- Toooooooop. Isaias Gimenez, Braga-Portugal – jul2016

03- Quando vocês vêm de novo à Lousã? Vá lá, marquem, temos saudades, soube a tão pouco… Carla F Lobo, Lousã-Portugal – jul2016

04- Pronto, já me deixaste em prantos… Saudades saudades saudades… Tens de voltar, querido amigo! As curvas e mistérios da Lousã esperam por ti… Susana X Mota, Leiria-Portugal – jul2016

05- Muito bom, Ricardo! Bonita descrição das nossas terras e gentes…e obrigada também pela visita! 3ª temporada…Novembro? Angela Duarte, Lourinhã-Portugal – jul2016

06- Ricardo, vc tá cada vez melhor. Que ótimo esse material sobre sua estada em Portugal! Abração. Luis Pellegrini, São Paulo-SP – jul2016

07- Massa… Parabéns pela temporada. Ana Vládia Lima, Fortaleza-CE – ago2016

08- Kelmer… boa noite. Foi de uma alegria imensa saber que você também é cabeça-chata. Orgulhei-me. rs “Ostra” coisa, também adorei Portugal. Acho até que conheço um pouco mais que você. Mas não tem nada de competição nisso. Agora numa coisa ganhei de 7 x 0… na safadice.  Um dia conto. Ainda é perigoso falar. Um grande abraço de um conterrâneo que curte seu trabalho. “Inté”!!! PC, Fortaleza-CE – ago2016

09- Caríssimo RK. Mais uma vez tenho a oportunidade de viajar a Portugal, nem tanto pela bolsa de pesquisa – que não tenho -, mas efetivamente por suas palavras viageiras. Roteiro de orgulhar Vinicius e Toquinho, sem dúvida, e com direito a testemunha da época e tal – que figura! As observações dos classificados são um plus antropológico e linguístico – por que não? -, sempre servido com seu bom humor. Não faltou a necessária dose de realismo, num tempo temeroso para nossa prostituída democracia. Espetáculo! Grande abraço e meu muito obrigado. Leite Jr., Fortaleza-CE – ago2016

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One Response to Portugal, 2a temporada

  1. Elisabete Maria Ferreira disse:

    É tão engraçado ouvir falar o outro sobre a gente! O facto de falarmos uma língua comum estreita, sem dúvida, os laços que unem portugueses e brasileiros – mas quando à língua, nas suas coincidências ou nas suas cómicas divergências, se junta a etérea linguagem da música e da palavra – então aí, é mesmo muito bom!

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