Músicas

Ricardo Kelmer 2011

Aqui você encontra músicas compostas por mim e meus parceiros. Algumas gravações são definitivas (gravação em estúdio, na cor verde) e outras não (registro caseiro, em estúdio ou em show). Na segunda parte da postagem estão as letras.

Diferente de meu trabalho de escritor, um ofício solitário, fazer música é uma atividade em que dependo do outro e precisamos harmonizar nossa movimentação criativa. E escrever letra pra música é muito diferente de fazer poema, pois é preciso que haja ritmo e sonoridade. Gosto tanto de criar a letra primeiro e, se for o caso, alterá-la para a melodia, quanto de encaixar a letra na melodia já criada, ambos os processos são deliciosos. E gosto demais de fazer direção musical, quando a melodia já nasceu e podemos então testar as possibilidades que ela e a letra trazem.

Não sou músico nem canto muito bem. Se minha relação com a escrita é de conhecimento técnico, com a música a relação é mais intuitiva. Aos doze anos eu compunha musiquinhas melosas inspirado pelos sucessos das rádios AM. Depois tive duas bandas (Os The Breg Brothers em 1989 e Intocáveis Putz Band em 1994). Trabalhando com produção de festas temáticas (desde 1991), como o Cabaré Soçaite, sempre me senti muito à vontade na preparação da identidade musical do evento. Na criação do seriado de humor Sonhos Urbanos (2005), além de escrever os roteiros, eu também fui coautor das músicas. Pra criar o espetáculo teatral Viniciarte (2009) e o show Vinicius Show de Moraes (2012), precisei estudar a obra musical de Vinicius de Moraes a fim de selecionar as músicas, e isso foi bem difícil, sim, mas foi muito prazeroso. E meu romance O Irresistível Charme da Insanidade (escrito e reescrito entre 1996 e 2011) tem uma trilha sonora composta especialmente pra história, o que me deu a oportunidade de não apenas escrever um livro, mas musicá-lo também, e foi uma experiência maravilhosa. Aliás, está sendo pois é uma trilha em aberto, da qual novos músicos podem participar.

Como tenho vários parceiros e as composições obedecem a finalidades diversas, os gêneros musicais são vários e os temas das letras também. Optei por não deixar nenhuma música de fora, mesmo as de que não gosto muito, as que fizemos por mera brincadeira e as que não foram finalizadas. Agradeço a Rodrigo Larese, que em várias faixas tocou e fez a programação musical. Algumas músicas infelizmente não têm qualquer registro, mas suas letras estão aqui.

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MÚSICAS
Todos os links serão disponibilizados em breve. Em verde: gravações definitivas (em estúdio).
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A bossa dela (Ana Alcântara e RK) bossa nova
Int.: Ana Alcântara. Registro caseiro.

Alma una (RK e Flávia Cavaca)
Int: Lila Shakti. Gravação em estúdio.
Seriado Sonhos Urbanos
> Clipe da música

A saída da Matrix (RK e Flávia Cavaca) rock
Int.: Sandra Grego. Registro em estúdio.
Seriado Sonhos Urbanos

Blues de luz neon (RK e Joaquim Ernesto) blues
Int.: Lucio Ricardo. Gravação em estúdio.
Livro O Irresistível Charme da Insanidade

Contato imediato (RK e Ana Alcântara) balada
Int.: Ana Alcântara. Registro caseiro.

Desatinos (RK e Flávia Cavaca) blues
Int.: Ana Alcântara. Registro caseiro.
Livro O Irresistível Charme da Insanidade

Desprezível (RK e Toinho Martan) bolero
Int.: Junior Rível. Registro caseiro.

De volta pra casa (RK e Joaquim Ernesto) samba
Int.: Ciribáh Soares. Gravação em estúdio.

Estações (RK e Teófilo) rock
Int.: Teófilo.  Gravação em estúdio.
Livro O Irresistível Charme da Insanidade

Eu só queria que você soubesse (RK e Humberto Pinho) blues
Int.: Humberto Pinho. Gravação em estúdio.
Livro O Irresistível Charme da Insanidade
> Mais sobre esta música

Flor púrpura (RK e Joaquim Ernesto) tango
Int.: Edmar Gonçalves. Gravação em estúdio.
> Clipe da música

Gostosa demais (vivo) (RK e Teófilo) rock
Int.: Teóflo. Registro durante show em 2011.

Hello Kitty (RK e Flávia Cavaca) balada
Int.: Patrícia Matos. Registro em estúdio.
Seriado Sonhos Urbanos

Hortelã (RK e Joaquim Ernesto) blues
Int.: Lucio Ricardo. Gravação em estúdio.

Ilha do Brás (RK e Toinho Martan) samba
Int.: Toinho Martan. Registro caseiro.

Jardim das Ilusões (RK e Teófilo) bolero
Int.: Teófilo. Gravação em estúdio.
Seriado Sonhos Urbanos

Luar (Ana Alcântara e RK) balada
Int.: Ana Alcântara. Registro caseiro.

Manifesto neomaxista liberal (RK e Toinho Martan) putz music
Int.: Intocáveis Putz Band. Gravação em estúdio. CD da banda.

Maria da Graça (RK e Toinho Martan) samba
Int: Toinho Martan. Registro caseiro.

Menina do Lacinho cor de rosa (RK, Jabuti e Cadinho) balada
Int.: Os The Breg Brothers. Sem registro.

Meio a meio (RK e Chico Pio) reggae
Int.: Chico Pio. Gravação em estúdio. CD de Chico Pio.

Não diga nada (RK e Flávia Cavaca) balada
Int.: Ana Alcântara. Gravação em estúdio.
Seriado Sonhos Urbanos

Não faz sentido (RK e Ana Alcântara) soul
Int.: Ana Alcântara. Registro caseiro.

Não me peça pra te amar (RK e Alvin) blues
Int.: De Blues em Quando. Gravação em estúdio. CD da banda.
Livro O Irresistível Charme da Insanidade

Nas curvas do teu litoral (RK e Flávia Cavaca) balada
Int.: Ana Alcântara. Registro caseiro.
Livro O Irresistível Charme da Insanidade

Naus de mim (vivo) (RK e Heraldo Goez) balada
Int: Heraldo Goez. Registro durante show em 2011.

Poemas de saliva (RK e Teófilo) blues
Int.: Teófilo. Registro caseiro (no banheiro)
Livro O Irresistível Charme da Insanidade

Pra você me ver (RK e Ana Alcântara) samba
Int.: Ana Alcântara. Registro caseiro.

Quanto você paga (RK e Toinho Martan) rock
Int.: Toinho Martan. Registro caseiro.

Recomeçar (RK e Ana Alcântara) samba
Int.: Ana Alcântara. Registro caseiro.

Relaxa e goza (RK e Flávia Cavaca) dance
Int.: Ana Alcântara. Registro em estúdio.
Seriado Sonhos Urbanos.

Samba do bombril  (RK e Cadinho) samba
Int.: Os The Breg Brothers. Sem registro.

Segredo pra mim (RK e Ana Alcântara) balada
Int.: Ana Alcântara. Registro em estúdio.
Seriado Sonhos Urbanos

Sonhos urbanos (RK e Flávia Cavaca) rock
Int.: Flávio Rangel. Registro em estúdio.
Seriado Sonhos Urbanos

Tango do Padeiro (RK, Jabuti e Cadinho) tango
Int.: Os The Breg Brothers. Sem registro.

Trem dos sonhos (RK e Flávia Cavaca) rock
Int.: Ana Alcântara. Registro caseiro.
Livro O Irresistível Charme da Insanidade

Um cara que acabou de acordar (RK e Flávia Cavaca) reagge-rock
Int.: Flávio Rangel. Registro em estúdio.
Seriado Sonhos Urbanos

Viagem astral (RK e Neo Pi Neo) forró
Int.: Neo Pi Neo. Gravação em estúdio. CD de Neo Pi Neo.

Você se foi (RK e Toinho Martan) samba
Int.: Toinho Martan. Registro caseiro.

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LETRAS

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Ana Alcântara

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A BOSSA DELA
Ricardo Kelmer 2006
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Na solidão da praia
A tarde finda em meu olhar
Ao longe ela se anuncia
Na bossa lenta da poesia
No balanço desse mar

Olha a bossa dela
E o Sol se põe só por causa dela
E o mar espuma a poesia dela
E a areia beija cada passo dela
E a brisa sussurra no ouvido dela
Que tudo, tudo louva a bossa dela

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Lila Shakti

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ALMA UNA
Ricardo Kelmer 2005
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Celebrar o milagre de ser
O assombro de viver
Na doce magia da noite
Minha alma é noiva desse ritual

O fogo me aquece num abraço amigo
As fagulhas são reflexos do infinito
Eu danço o mistério da Lua
Linda, nua e natural

Eu faço amor com a Terra
Sou a amante eterna
Do fogo, da água e do ar

Sou irmã de tudo que vive
Ninfa que brinca com a vida
Alma una com tudo que há

(falando)
Salamandras brincam na fogueira…
Guerreiras aladas trazem oferendas…
Se aproximam os animais de poder…
Planta-mestra, eu quero aprender…
Guardiães, abençoem meu caminho…
Tambores do xamã, toquem pra mim…
Grande Mãe, estou aqui…

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Sandra Grego

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A SAÍDA DA MATRIX
Ricardo Kelmer 2005
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Tem algo errado
Tem algo muito errado aqui
Eu tento ficar ligado
Mas tem dia que eu me sinto
Que nem zumbi
Eu acordo pra trabalhar
Eu trabalho pra dormir
Tem dia que eu não queria acordar
Tem dia que não devia existir

Alguém aí fora me explique
Como é que sai desse lugar
Eu quero a saída da Matrix
Eu não quero mais jogar

Se essa corrida não tem regra
Pra que tanta pressa de chegar?
É descabido, é desconexo
Eu tô perdido, eu tô perplexo
Eu só queria a chave desse sonho
Mas eu não sei onde ela está

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Lucio Ricardo

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BLUES DE LUZ NEON
Ricardo Kelmer 2001
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Quando esse blues
Tocar no sonho do seu coração
Devagar você vai despertar
Na madrugada
Bem de mansinho, assim
Vai lembrar de mim
Abra a janela do quarto
Lá fora no meio da rua brilha um letreiro
O luminoso do nosso amor é vermelho
Então sinta, viaje
Voe nesse tom
Foi pra você, meu bem, que eu compus
Esse blues de luz neon

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BUNDAS (Quod abundat non nocet)
Ricardo Kelmer 1994
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Tem umas que são deslumbradas
Tem outras que são discretinhas
Tem umas que são recatadas
Tem outras que são avançadinhas
Tem umas que são escandalosas
Tem outras que são infantis
Tem umas que são inibidas
E outras incisivas, só ardis

São bundas! Bundas!
Quod abundat non nocet!
Quod abundat non nocet!
E o que faz bem todo mundo quer!

Dois montinhos arredondados em sinuosa simetria
E a relva aloirada – microscópica poesia
Concebidos no pecado dos meus sonhos sem pudor
Amaciados pela mão do meu desejo sem senhor
E o meu beijo extasiado salivando de emoção
Pelo sulco-longitude dos montes da perdição!

Inacessíveis, ilusórias, irreais!
Calientes, rebolantes, tropicais!
Agressivas, assassinas, imorais!
Pecaminosas, tentadoras, infernais!

Universo em movimento, centro de gravidade
Sentido da existência, salvação da humanidade
Complexo vitamínico, exagerada caloria
Hóstia consagrada no altar da fantasia
Pão pra quem tem fome, opção pela riqueza
Se infelizmente inacessível: crueldade da beleza
Protuberância estonteante, hipérbole molecular
Her swing is so cool a caminho do mar…

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Com Flávia Cavaca

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DESATINOS
Ricardo Kelmer 1996
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Tantos bares em teu desejo
Tantos beijos em teu se dar
Eu te procuro e não me vejo
À luz neon do teu olhar

Mas hoje meu hálito é cor de vinho
E me alinho às deusas do que vier
Um decote ousado, um ar mordido
Você não conhece uma mulher

Me leva contigo ao mundo teu
Ensina os desatinos do mundo teu
Quero me deitar com quem te ama
Na cama de quem me abençoar

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DESPREZÍVEL
Ricardo Kelmer 1998
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Desprezível eu sou
Desprezível
Rastejando de desejo
No quarto de despejo desse amor
Desprezível

Quantas vezes eu te procurei
Pelas madrugadas da cidade
Ai que louca que eu sou
Ai que pouca vergonha
Vagar na insônia desse amor

Manda em mim que eu obedeço
Diz que eu não presto
Diz que eu sou desprezível
Me deixa aqui na mesa
Vai que eu pago a despesa
Desse amor

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Ciribáh Soares

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DE VOLTA PRA CASA
Ricardo Kelmer 2000
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Você me pergunta
Qual o melhor jeito de viajar
Aprenda com o rio
Que desce suave
Porque sabe do mar

Tudo que você precisa
É a coragem de partir
E não pergunte que direção seguir
Você está na estrada
Você já está

Reconheça as velhas paisagens da infância
Respire o cheiro familiar dessa tarde
Pra quem parte não há nada a temer
Não há nada
Viver é uma longa viagem
Mas que louca viagem
A mais bela viagem
A eterna viagem de volta pra casa

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Teófilo com sua banda


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ESTAÇÕES
Ricardo Kelmer 2005
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São tantas estações
No roteiro da viagem
Sigo calmo pela margem
Deslumbrado e amistoso
Misterioso é tudo que vive
Sempre fui meio detetive
Mas viver não tem explicação

São tantas estações
Que eu esqueço onde desci
Lembra que te ofereci
A minha solidão?
Você disse: não, muito obrigada
Você quer a segurança da calçada
E eu venero a contramão

São tantas estações
Eu ouço sinos nas esquinas
Eu sorrio para as meninas
Em seus decotes-perdição
Eu erro a mão e me perco à meia-luz
Eu sou o trem que me conduz
À minha própria salvação

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Humberto Pinho

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EU SÓ QUERIA QUE VOCÊ SOUBESSE
Ricardo Kelmer 1995
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Eu só queria que você soubesse
Que as minhas noites são tão vazias
E o meu coração é tão velho sem você…
Eu sirvo mais uma dose enfim
Eu olho a cidade
Da janela só a cidade sabe de mim

Eu ouço música na madrugada
Eu tinha tanta música pra fazer
Sirvo uma dose, me visto pra sair
Eu tinha tanto pra dizer…
Onde está a seção de acompanhantes?
Quanto vale um corpo sem o seu?

Eu só queria que você soubesse
Que eu durmo muito tarde
E até a cidade tem sensibilidade
E que comprei aquele vinho da promoção…
Eu só queria que você soubesse
Que você não tem coração

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CONTATO IMEDIATO
Ricardo Kelmer 2006
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Ela me deixou com essa dor
Na alma o gosto de fel
E essa saudade alucinada sem fim
Não coube mais em mim
E se projetou no céu

Olha o meu recado lá no alto
Um sinal desesperado pra ela ver
Vão dizer que não é real
Mas não faz mal
Ela vai entender

Voa, minha dor
Feito um disco voador
Faz um contato imediato
Com o meu amor

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Edmar Gonçalves

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FLOR PÚRPURA
Ricardo Kelmer 2003
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Se eu te fiz sofrer no passado
Se eu te fiz chorar, perdoa, amor
Hoje sei como dói o amor negado
E desesperado te peço por favor

Se soubesses a dor que sinto
Te ver com alguém que não sou eu
Eu finjo, eu dissimulo, eu minto
O peito a arder pelo beijo teu

Volta pro cantinho que é nosso
Concede a chance que não te dei
Genuflexado nos grãos desse remorso
Eu choro o dia em que te desprezei

Eu falo mas não queres nem saber
Eu choro mas tu não escutas não
Quero apenas que venhas me ver
Quem pede não sou eu, é a compaixão

Uma vez só, por favor, é a última
Prometo não te pedir mais não
Vem e não esqueças da flor púrpura
Para enfeitares meu caixão

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GOSTOSA DEMAIS
Ricardo Kelmer 2006
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O teu corpo é risco
Vinho tinto, vício
Perigo, desejo voraz
Eu me arrisco
Não me responsabilizo
Eu corro, eu morro
Em teus contornos fatais

Estrada sinuosa
Curva perigosa
Gostosa demais

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HELLO KITTY
Ricardo Kelmer 2005
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Meu bem, vou te contar
Essa vida é um shopping
Meu passeio preferido
É ser vitrine pro olhar
Sou oferta cintilante
Impossível recusar
Sou jóia cara
Aquela estrela rara
Que periga te cegar

Eu assumo, sou de consumo
Mas só vai me ganhar
Quem souber me conquistar

Meu celular tá tocando
Meu ibope tá subindo
Minha vida é uma festa
E eu não vou te convidar
Mas hoje tô boazinha
E uma chance vou te dar
Então entra na fila e espera
Que eu ainda vou me arrumar

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Joaquim Ernesto (chapéu branco)
e o amigo e parceiro Silvio Barreira

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HORTELÃ
Ricardo Kelmer 2003
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No frescor daquelas manhãs
Teu lábio doce me acordava
Primeira brisa matinal
O beijo pousado leve
De saliva amor se escreve
Sonho molhado tão real

Paixão verde a vicejar
Na flor do teu cabelo
Tua boca folgazã
No vestido de algodão
Tua presença era um sussurro
De hortelã

Tua alma de trança
Teu riso brejeiro
Amor com cheiro-do-pará
E a brisa doce do teu hálito
Tinha por hábito me acordar

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ILHA DO BRÁS
Ricardo Kelmer 2004
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Pegando a balsa pra Ilha do Brás
Levando a vida por onde ela vai
Botei corda nova no meu violão
Pra quando a saudade doer o coração
Levo comigo minha loira vaidosa
Que faz bem direito o que a outra não faz
Deixo pra trás o tempo difícil
Pegando a balsa pra Ilha do Brás
Levo no bolso um, dois, três vícios

Lá vou eu todo cheio de graça
Pegando a balsa pra Ilha do Brás
Agradecendo ao que o tempo me fez
Rindo de tudo que a vida me traz

Um, dois, três vícios… Na Ilha do Brás
Minha loira vaidosa… Na Ilha do Brás
Cheio de graça… Na Ilha do Brás
Levando a vida… Na Ilha do Brás

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JARDIM DAS ILUSÕES
Ricardo Kelmer 1996
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Levei o teu campari emprestado
Devolvo depois com correção
Que pena, não deu certo, valeu
Beberei à nossa separação

O amor que tu me deste era de vidro
E isso que fizeste, um papelão
Trocaste nosso jardim de ternura
Pela aventura insana da paixão

Não te incomodes de regar nossa camélia
Ela definhou de aflição
As hortênsias murcharam na janela
E o amor-perfeito já não crê em ilusão

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LUAR
Ricardo Kelmer 2005
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Entra e fica a noite aqui
Senta, é cedo pra partir
Tenta não pensar
Que a dor vai passar

Se a vida te magoou
E ainda não cicatrizou
Eu cuido de você
Eu vou te proteger

Vem cá
Deita comigo e vem sonhar
Em meu colo tem luar
Pra te embalar
Luar pra te ninar
Luar pra eu te amar

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Intocáveis Putz Band (1994)

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MANIFESTO NEOMAXISTA LIBERAL
Ricardo Kelmer 1994
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01. Pelo direito do homem de receber flores.
02. Pelo direito de brochar sem explicação.
03. Pelo direito de ser chamado para dançar.
04. Pelo direito de não ter que tomar a iniciativa.
05. por uma delegacia de defesa do homem.

06. Pelo direito de receber cantadas, inclusive indecentes.
07. Pelo sagrado direito de dizer não e continuar sendo homem.
08. Pelo direito de demonstrar carinho pelos amigos e continuar sendo homem.
09. Pelo direito de não ter honra nenhuma a lavar. Nem engomar.
10. pela criação urgente do dia internacional do homem.

11. Pelo direito de amar fraternalmente todas as mulheres, inclusive a irmã mais nova dela.
12. Pelo direito de estar totalmente apaixonado, principalmente antes do ato sexual.
13. Pelo biológico direito a paz e a solidão, principalmente logo após o ato sexual.
14. Pelo direito de chorar quando a amada foi embora, quando a amada fugir com outro e quando o time perder o campeonato.
15. Pela não mais exclusividade do cavalheirismo aos homens. Gentileza não tem sexo.

16. por uma maior informação acerca das qualidades amnésicas do uísque, principalmente se não vale mesmo a pena lembrar e comentar o que aconteceu na noite passada.
17. Pelo direito de não querer trocar o pneu, nem consertar o vazamento da torneira e nem pisar nas baratas da cozinha.
18. Pelo direito de ter um diário.
19. Pelo direito de passar uns dias com a mãe.
20. por um espelho no banheiro masculino. E pelo estrategíssimo direito de poder chamar um amigo para ir ao banheiro.

21. Pelo direito de ficar em duvida sobre qual roupa usar.
22. Pelo direito de ficar emburrado sem nenhum motivo aparente e querer ir embora para casa.
23. Pelo moderno direito do homem de sentir-se objeto.
24. Pelo moderníssimo direito de reclamar se estivermos sendo tratados como meros objetos.
25. Pelo direito de simplesmente não ir com a cara daquele sujeito mais bonito.

26. Pelo direito de não querer ser pai. Abaixo a chantagem da gravidez. Viva a pílula anticoncepcional masculina.
27. Pelo imprescindível direito de ver os gols da rodada, inclusive no motel.
28. Pelo direito de dar brecha.
29. Pelo direito de não querer bater na mulher.
30. Pelo cultural direito, respaldado em nossa caliente alma latina, de assediar e ser assediado sexualmente. Abaixo a importação de modelos de comportamento sócio-sexuais. Viva o fiu-fiu! viva a celebração da beleza e da paquera nacional!

31. E pela extinção da obrigatoriedade generalizada da ereção. Ou então, porra, que nos seja dado também o direito de alegar cólicas, dor de cabeça e indisposição nas horas mais absurdas.

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MARIA DA GRAÇA
Ricardo Kelmer 1996
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Maria da Graça eu
Meu senhor
Bendita nos teus braços
Bendito, o fruto dessa paixão
Seduz

Maria da Graça eu
Meu senhor
Pecadora desse amor
Agora é a hora da minha sorte
Meu bem

Maria da Graça eu
Cheia de graça eu
Agraciada eu
Acariciada eu
Viciada eu
Abraça eu
Meu senhor
Meu bem

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Chico Pio, o inoxidável

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MEIO A MEIO
Ricardo Kelmer 2003
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Não, meia-verdade eu não quero
Meio sem graça o lero-lero
Meia-entrada pro amor
É meio que filme de horror
O amor que eu quero é meio a meio
É meia-taça pro teu seio
É meia-nove ao meio-dia
É meia-noite e não sacia
É sete e meia da matina
Só de meia minha menina
É mandar e-mail de paixão
À meia-luz da solidão
Sem meio-tom pra te cantar
Sem meio-termo pra te amar
Só quero um meio de dizer
Que eu sou meio sem você

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Os The Breg Brothers (1989)
Johnson Batista, Kelmo Lonner, Glaydson Gil
e as breguetes Lucieuda Vai Mais Um e Danislea Camburão

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MENINA DO LACINHO COR-DE-ROSA
Johnson, Lonner e Gil 1989
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Quando entrei no cabaré
Todo mundo se divertia
Nessa noite que rolava
Todo mundo aproveitava
A festa acontecia

Numa mesa mais escura
Vi uma cena comovente
Uma menina ainda nova
Com um lacinho cor-de-rosa
Me sorria tristemente

Menina do lacinho cor-de-rosa
Teu lugar não é aqui
Levanta que eu te levo embora
Vem que eu te faço ser feliz

Fui sentar na sua mesa
E ela logo me falou
Estranho pode parecer
Mas não procuro o prazer
O que eu quero é o amor

E me disse com a voz meiga
Num beicinho de chorar
Ainda não sou bem crescida
Mas já sei que nesta vida
O importante é amar

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NÃO DIGA NADA
Ricardo Kelmer 2003
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Não diga nada
Não crie frases pra esse amor
Não dramatize, por favor
Pro amor tanto faz

Não diga nada
Me beije enquanto é tempo, amor
A vida se vive num momento
Que não volta jamais

O amor tem fragrância alcoviteira
É flor bonita que se cheira
Mas é perfume fugaz

É flor que nasce de um afã
Mas morre um dia de manhã
Sem manchete nos jornais

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NÃO FAZ SENTIDO
Ricardo Kelmer 2005
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Você pergunta como eu estou
Se eu preciso de alguma coisa
Em quê que você pode me ajudar
E eu digo que comigo vai tudo bem
Segue o trem da minha vida
Obrigado, não precisa se preocupar

Não, não faz sentido
A tua boca assim pertinho de mim
E não poder beijar

É tão estranho ver você assim
Dizendo coisas que eu não quero
Que eu não posso, eu não consigo acreditar
Não tem lógica ouvir a tua voz
Dizendo agora a gente é amigo
Não vem com essa de pode se abrir comigo
De pode me ligar

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Banda De Blues em Quando

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NÃO ME PEÇA PRA TE AMAR
Ricardo Kelmer 2004
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Amar é um perigo
É um perigo, eu sei
Intrépido destino
Um dia chega a nossa vez
A gente pode ser feliz
E eu fico sempre por um triz
Só não me peça, babe
Não me peça pra te amar

Amar é um perigo
Só eu sei o que eu passei
Nesse abismo deu vertigem
A angústia não se desfez
Não quero a dor de mais um bis
Depois só resta a cicatriz
Só não me peça, babe
Não me peça pra te amar

Amar é um perigo
Eu quase enlouqueci
Degustando tuas curvas
Em aventuras de folhetim
As feridas ficam submersas
Mas ardem forte até o fim
Só não me peça, babe
Não me peça pra te amar

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NAS CURVAS DO TEU LITORAL
Ricardo Kelmer 1999
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Pela cidade nua
Lua e despudor no ar
Tonight assim à toa
Numa boa noir

A noite te veste de sorrisos
E teu hálito é a brisa a me guiar
Toda a festa das esquinas
São vitrines de retina
Promessas de amar
Alugue um prazer com vista pro mar

Teus olhos se acendem nas ruas
É o frisson de bar em bar
É preciso ser feliz, é urgente
Um romance caliente
Antes do dia nos lembrar
Que o sonho não resiste à luz solar

Multa por excesso de prazer
Banho à noite no mar não faz mal
Te encontrar por aí à toa
Te mostrar que a vida é boa
E morrer de gozo natural
Nas curvas do teu litoral

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Heraldo Goez

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NAUS DE MIM
Ricardo Kelmer 2010
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Farol do meu porto eu sou
É que eu sou muitos demais
Naus a singrar pelo caos de mim
Buscando meus eus por onde eu vou
No vão de mim que a noite traz
E o eu que fica aqui no vazio do cais
Acena aos eus que no vento vão
Boa sorte, se percam não
Me achem a mim
E voltem em paz

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Intocáveis Putz Band, sem RK (1999)

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PARTICULARMENTE EU PREFIRO QUIABO CRU
Ricardo Kelmer 1991
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Há quem não goste de criança
Há quem adore ensinar
Há quem os olhos não levante
E há quem garanta só olhar

Há quem procure o ponto G
Há quem pule na hora H
Há quem não goste se doer
Mas há quem vá se viciar

(refrão)
Você quer quiabo cozido
Ou quer quiabo cru?
Questão de gosto, meu
Eu por exemplo como cru
E todo mundo come o seu

Há quem abafe o prazer
Há quem se permita um palavrão
Há quem exija o tal do amor
E há quem se negue à precisão

Há quem não esqueça o vinho branco
Há quem vá de leite condensado
Há quem seja atento sempre e tanto
Mas há quem fale o nome errado

(refrão)

Há quem não tenha tanta gula
Há quem engula só de ver
Há quem não perca uma parada
E quem nem saiba o que fazer

Há quem não dispense um inferninho
Há quem só seja fiel à-trois
Há quem não goste de tal gosto
E há quem ande louco pra gostar

(refrão)

Cada um tem sua tara
Não me venha dizer que não
Assuma a sua e meta a cara
Pois quem não tem, tem precisão

Alimente-a com carinho
Não deixe nada lhe faltar
Vergonha aqui é proibido
Mais esquisito é não gozar

Particularmente eu prefiro quiabo cru…

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POEMAS DE SALIVA
Ricardo Kelmer 1999
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Deslizo poemas de saliva
No rascunho da tua pele
Sílabas molhadas
Rimas sensoriais
O sentido mais profundo do meu verso
Fala a língua dos teus gestos
Em convulsões gramaticais

Poemas depravados na tua pele de pecado
Poemas de navalha no teu corpo sem perdão
A figura de linguagem do desejo
Fala a língua do meu beijo
Sem tradução

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PRA VOCÊ ME VER
Ricardo Kelmer 2005
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Esse meu jeitinho fotogênico
E esse teu olhar tão fotográfico
A me envolver e me enquadrar
Eu faço pose pro teu desejo
Só pra te ver perder o foco
A meia-luz do meu corpo
Vai te ofuscar
Sem filtro e sem retoque
Eu vou me revelar

Pra você me ver e se deliciar
Pra você me ver e se viciar
Vai ver, vai ver se há
Uma assim que nem eu

Jeitosa assim, tão dada assim
Abusada assim, todinha assim
Não há

.

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Toinho Martan e RK em Canoa Quebrada (1999)

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QUANTO VOCÊ PAGA
Ricardo Kelmer 2001
.

Você me olha desse jeito
Pensa que eu não sei
Que você quer me comprar
Mas eu não estou à venda, meu bem
O que está à venda é o seu sonho de ter
O que você pode pagar

Quanto você paga, meu amor
Pra eu nunca dizer não?
Quanto você paga pra eu roubar seu coração?
Quanto você paga pra eu dizer
Coisas que sua mulher não diz?
Quanto você paga pra eu te fazer feliz?

.

.

RECOMEÇAR
Ricardo Kelmer 2004
.

Olha pra mim
Eu vim aqui tão desarmada
Meu orgulho deixei em casa
Tudo que eu trago é a minha dor
E esta canção que eu fiz pra você ver
Que eu vim de cara lavada
Não quero briga, tô tão cansada
Deixa que fale por mim
A dor sem fim desta canção
Me perdoa, foi sem querer
O mal que eu fiz a você

Eu tive tudo mas não soube ser feliz
Eu nunca quis te magoar
Olha as lágrimas da nossa história
Borrando as notas desta canção
Aperta a minha mão
Vem, vem me abraçar
Me beija e me diz, por favor
Vem me beijar e me diz
Que a nossa história vai recomeçar

.

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RELAXA E GOZA
Ricardo Kelmer 2005
.

A vida pede passagem
A viagem vai começar
Aperta o sonho contra o peito
Que não tem mais jeito de voltar
Vai, vai em frente
De repente vem a grande chance
O lance é não desperdiçar
Confia e persevera
Que a vida não espera
Quem só quer desesperar

Vai, vai, no fim dá certo
Se não deu, então não é o fim
Vai na boa, vai por mim
Se errou, se perdeu, tá difícil
São os ossos do ofício
Viver nem sempre é cor-de-rosa
Mas a vida é gostosa e tá a fim

Vai, relaxa e goza
Relaxa e goza, vai por mim

.

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Os The Breg Brothers, com Rossé Rian (1993)

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SAMBA DO BOMBRIL
Johnson e Lonner 1989
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Passei-lhe a mão no bombril
Ela sorriu e disse:
Quem entrou não saiu
Saudade aqui ainda existe

Pois muito embora o lá de fora fosse agora muito mais aqui
Eu fui com jeito no seu peito… Que defeito não saber agir!
No desespero, meio cabreiro, dei-lhe um cheiro no meio do capim
Sem sacanagem, essa viagem na paisagem só te fez fugir

Um bem querer tem seu porquê, tem tudo a ver, meu coração me diz
Mas ficar na mão nessa paixão, diz a razão, não dá pra ser feliz
Injuriado, malogrado, todo errado, sem saber mais de mim
Nesse dilema veio um tema sem poema e eu fiz uma samba assim

Bombril é palha de aço
Pra usar nesse despacho
Que eu fiz pra você…
Bombril é palha de aço
E eu não sou nenhum capacho
Pra você desmerecer…

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SEGREDO PRA MIM
Ricardo Kelmer 2006
.

Essa noite eu não vou dormir
Quero ver o amanhecer
Esse dia novo que virá
E que vai me revelar
O que eu quero saber
Na realidade quem sou eu
Quem na verdade eu sempre fui

É na escuridão que nasce a luz
Que ilumina a alma sem fim
Colorindo essa paisagem
Que me dava medo
Não quero mais ser segredo pra mim

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Flávio Rangel (2009)

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SONHOS URBANOS
Ricardo Kelmer 2005
.

O sonho nasce na esquina
Sob a sina do sobreviver
O nome do sonho é desafio
Ele tem frio e quer comer
O sonho cresce no concreto
É discreto e ninguém vê
O nome do sonho é paciência
É ardência, é tesão, é viver

Sonhos urbanos
Escreve-se com dor neon
Leva cano mas não perde o tom
Sonhos urbanos
Suba no palco e diga sim
Mas não baixe o pano antes do fim

O sonho vive no futuro
No escuro do que vai haver
Ele só quer seu direito
Só um jeito de acontecer
O sonho morre de madrugada
Na estrada que não pôde ser
Mas de manhã acorda com fome
Porque seu nome é renascer

.

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TANGO DO PADEIRO
Johnson, Lonner e Gil 1989
.

Tudo era tão bonito
Quando eu te conheci
Você ficava deslumbrada
Com os presentes que eu lhe dava
As luzes do Iguatemi

Te dei calça Fiorucci
E um apartamento duplex
Da DeMillus dei de presente
Uma camisola transparente
Você ficou tão sexy

Você dizia que eu era um pão
Que eu era o fermento da sua vida
Mas me trocou pelo padeiro
E hoje o meu dinheiro
Não vale um semolina

.

.

TREM DOS SONHOS
Ricardo Kelmer 2000
.

Ela levantou cedo e se mandou
Foi atrás de um sonho maior
Deixou um beijo de saudade
E essa cidade ao meu redor
Esses prédios que abafam
Todo sonho de crescer
E ela se foi no trem do amanhecer

Porque os sonhos, meu amor
São um trem que não virá
Se a gente ficar esperando acontecer

A cidade se acende
Em luzes de neon lilás
Manchetes sedutoras, paraísos irreais
No fim de tarde o horizonte
Traz notícias de você
E os meus sonhos morrem de fome
Sem a cidade perceber

.

.

UM CARA QUE ACABOU DE ACORDAR
Ricardo Kelmer 2005
.

Você quer saber quem eu sou
Pois bem, vou te falar
Eu sou apenas um cara
Que acabou de acordar

Por isso esse olhar
De quem ainda não entendeu
Esse clima de Morfeu
Essa preguiça de explicar
Por isso o gesto lento
Captar a poesia do momento
Antes dela sumir no ar
Eu sou apenas um cara
Que acabou de acordar

Você vai logo notar
O cabelo assanhado
O quarto bagunçado
Qualquer roupa pra usar
Vai perceber rapidinho
Que eu me perco no caminho
Que eu estranho esse lugar
Eu sou apenas um cara
Que acabou de acordar

Não consigo me acostumar
Pra onde vai toda essa gente?
E essa pressa mais demente?
Não, obrigado, eu vou mais devagar
A claridade fere a retina
O ouvido dói com as buzinas
Me coço todo na sujeira desse ar
Nessa loucura quase esqueço de lembrar
Que eu sou apenas um cara
Que acabou de acordar

.

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Neo Pi Neo, o homem da Rural

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VIAGEM ASTRAL
Ricardo Kelmer 2001
.

Banho de mar nu lá em Canoa
Ficar só à toa em Bodocongó
Compor sem dó em Sete Lagoas
Com uma preta da boa em Cabrobró
Trepar num coqueiro em Itapoã
Saudar Iansã em Corumbá
Transar ao luar de Iporã
Café da manhã em Maricá

Criciúma, Ponta Grossa, Passo Fundo, Paraí
Guarabira, Paquetá no Piauí
Piracicaba, Colatina, Ipatinga, Macaé
Arapiraca, Chapadinha e Canindé
Araraquara, Xique-xique, Ubatuba, Aracaju
Xapuí, Medina, Botucatu
Arapiraca, Alegrete, Timbaúba, Iguatu
Gurupi, Araguaína e Jaru

Respire a brisa desse mar
Sinta o chão desse sertão
Aproveite a paisagem
E boa viagem, meu irmão

Dormir de rede em Jequié
Um cafuné em Piripiri
Fazer xixi em Guaxupé
E o bicho-de-pé lá em Jeri
Quero um afago em Santarém
Fazer neném lá em Tibau
Um bacanal em Itanhaém
E ter um harém em Cacoal

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VOCÊ SE FOI
Ricardo Kelmer 2004
.

Você se foi
E eu não sei pra qual cidade
No aeroporto ninguém sabe
No cais do porto ninguém viu
E a gente nem se despediu
A gente nem se despediu…

Você se foi
Eu ainda tento entender
E aconteceu, perdi você
Anoiteceu, você partiu
E a gente nem se despediu
A gente nem se despediu…

Pra qual cidade eu não sei
Ninguém sabe, ninguém viu
Ainda tento entender
A gente nem se despediu…

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Comentarios01

COMENTÁRIOS
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3 Responses to Músicas

  1. Adorei essa nova página do blog que apresenta mais uma faceta desse escritor multimídia. Incrível a sua capacidade de gerar tantos e tão variados sentimentos! Ouvindo as suas composições ri, me emocionei, viajei em todos os sons da tua poesia. Minha favorita vc já sabe qual é, “Hortelã”, linda e inspiradora. Parabéns!

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  2. […] produtor cultural,  Kelmer também é escritor, letrista e poeta. Tem vários livros lançados. O mais recente é Indecências para o Fim de Tarde, de […]

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