As taras de Lara – Pneu furado

14fev2021

Lara só queria provar a si mesma que tinha controle sobre si, mas…

AS TARAS DE LARA – PNEU FURADO

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Naquela manhã, antes de ir para o colégio, a menina Lara olhou-se no espelho do quarto. Conferiu o uniforme e ajeitou o laço no cabelo. Já estava acostumada com sua cara de meninota pré-adolescente, apesar de já ter 16 anos, e até gostava de se ver mais nova do que era. Porém, naquela vez, algo havia mudado. Do outro lado do espelho não era mais a mesma meninota quem a olhava. Ela estava diferente. O quê, exatamente, não sabia. Mas estava.

Na noite anterior, finalmente perdera a virgindade. A bucetal, claro, pois a anal se fora dois anos antes com o namorado da época, com quem transava na sala enquanto os pais, no quarto, ignoravam as safadezas da filha que julgavam tão santinha. Na noite anterior, fora, enfim, desvirginada na frente. Por um… urso. Sim, o Nicolau, seu ursinho de pelúcia, que agora, sentado no canto da cama, olhava para ela como se pensasse: Humana taradinha…

Não era para ter sido assim. Nossa menina bem que tentara do modo convencional, verdade seja dita. Tentara com Jorge, primo da ex-amiga do colégio, e com Berel, o surfista otário, mas não fora feliz. Quis o destino que fosse com Nicolau. Aliás, precisava decidir o que faria com ele, pois manchara o pelo do ursinho com seu sangue. Mesmo após a lavagem, continuava manchado. Jogar no lixo? Não, não podia fazer isso, afinal ele fora seu primeiro homem. Ou homem só prestava para isso mesmo?

No colégio, cruzou com Didica, a ex-amiga, e novamente fez que não viu. Não conseguia perdoá-la pelo que fizera. Veio-lhe a lembrança da noite no Sabrina´s Motel, ela, Didica e o primo Jorge, as duas virgens, prontinhas para serem desvirginadas por ele… Ela despertando no sofá da suíte, bêbada e ainda virgem, enquanto a amiga toda feliz na cama com o primo… Aquilo fora uma traição de alto grau, a amiga a deixara dormindo no sofá para ter Jorge só para si. Imperdoável.

Bem, isso era passado. Agora, Lara era uma ex-virgem completa. Vida nova. O mundo cheio de homens interessantes por aí. Paus de todas as cores e sabores.

Conhecendo-se como conhecia, ela sabia que, mesmo que tentasse se controlar, em poucos dias estaria implorando por sexo, e sempre que ficava nesse estado era capaz de cometer as piores doidices. Sim, masturbar-se com o vibrador que ganhara da amiga Geísa aliviava a tensão, mas não era suficiente: quando o cio chegava, ela virava a Lara Tara, e essa outra Lara nunca a escutava. Só havia uma maneira de manter Lara Tara quieta: transando. Porém, no momento estava sem namorado e não queria voltar a namorar tão cedo.

Lara entrou em sua sala, sentou-se e aguardou que o professor de história começasse a aula. Ele tinha seus 30 anos, e Lara não o achava bonito, mas ultimamente percebia uns certos olhares da parte dele… Ou seria impressão sua?

Não, isso não pode estar acontecendo…, nossa menina pensou, desviando o olhar do professor. Não fazia nem 24 horas que fora comida por um urso e já estava pensando em sexo?

Os dias seguintes foram uma rotina de casa e colégio, colégio e casa. Período de provas, precisava se concentrar nos estudos. Para isso, até escondeu Nicolau no guarda-roupa, não queria nenhum urso olhando para ela com cara de pidão. Quinze dias depois, passadas as provas, ela saiu com duas garotas da sala, que conhecera naquele ano. Foram a um shopping, viram um filme, lancharam e falaram mal dos homens. Voltaram para casa com Pedro, o irmão de uma delas, que fora buscá-las. Lara não viu nada demais nele: vinte anos, baixinho, narigudo, feio mesmo. Mas ele viu nela. E enquanto se despediam, Pedro perguntou se ela aceitaria sair com ele no fim de semana seguinte. Lara ia dizer não, mas pensou que poderia ser uma oportunidade de provar a si mesma que tinha controle sobre seus hormônios, e aceitou. Ela entrou no prédio rindo de si mesma e pensando: Lara Tara, você tá precisada, eu sei, mas você não vai dar pra esse feioso…

No fim de semana, foram passear no calçadão da beira-mar. Tomaram caipirosca enquanto viram o cair do sol por trás dos prédios da orla. Lara percebia que Pedro estava interessado, fazia esforço para agradar… mas ele não provocava absolutamente nada nela, mesmo com aquelas três semanas de abstinência. Isso deixou nossa menina aliviada. Ela não era tão ninfomaníaca assim…

No trajeto de volta, Pedro comportou-se como um cavalheiro, não forçou nada. Lara achou bonita sua atitude, mas só isso mesmo. Quando passavam em frente a uma praça, perceberam que o pneu furara e Pedro parou o carro. Enquanto ele se preparava para fazer a troca, Lara sentou-se no banco e reconheceu o lugar, costumava brincar naquela praça até poucos anos atrás, não mudara nada. Tirou o celular da bolsa e conferiu as mensagens no celular. À sua frente, Pedro, agachado, girava a chave em forma de cruz para retirar o pneu furado. Era a primeira vez que ela via um homem trocar o pneu de um carro. Nesse momento, Lara percebeu que ele suava… e o suor escorria por seu rosto…

Sentada no banco, Lara não respondeu à mensagem da amiga. Estava hipnotizada pela visão daquele homem suado, fazendo força, os músculos enrijecidos, o suor escorrendo do rosto… Ela viu a camisa molhada, as mãos sujas, e nesse momento sentiu o alvoroço no meio das pernas, aquele velho comichão tão conhecido. Pensou em perguntar se ele queria ajuda, mas logo desistiu, queria vê-lo naquele trabalho braçal, fazendo força e suando e se sujando ainda mais. Pedro, concentrado, parecia querer terminar logo com aquilo, como se estivesse envergonhado por a noite terminar de maneira tão ridícula. Lara, porém, estava encantada. De repente, o irmão de sua nova amiga já não parecia tão feio. Parecia outro homem…

Quando Pedro recolheu as ferramentas, guardou o pneu e bateu a porta do bagageiro, Lara respirou fundo.

‒ Desculpe pela demora, Lara. Agora podemos ir.

Ela ergueu-se do banco devagar. À sua frente, aquele homem suado e arfante, limpando num pedaço de pano as mãos enegrecidas, pedindo-lhe desculpas… Lara percebeu-se excitadíssima, e soube que não havia mais retorno. Avançou, puxou o pano das mãos de Pedro e o atirou longe.

‒ Fica melhor assim ‒ ela disse, séria.

‒ Mas…

‒ Vamos ‒ ela ordenou, dando a volta no carro. ‒ Do outro lado da praça tem um cantinho seguro.

Pedro hesitou, sem entender o que ela queria dizer e surpreso pela mudança de comportamento na garota que até um minuto antes era a delicadeza em pessoa.

‒ Vai ficar aí parado, Pedro? ‒ ela perguntou, entrando no carro e fechando a porta. E Pedro foi obrigado entrar, ligar o carro e dirigir até o outro lado da praça, onde parou sob as sombras das árvores. Ao seu lado, a ex-doce garotinha já estava quase sem roupa.

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