Suvinando priquita

21/01/2015

22jan2015

Pois você acredita que tem mulher que suvina priquita? Parece mentira, mas é verdade

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SUVINANDO PRIQUITA

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Pois não é que tem mulher suvinando priquita a essa altura do campeonato? Calma, eu explico. Lá naquele pedaço de chão mítico chamado Ceará há uma piada que as próprias mulheres fazem entre si que eu adoro, e que só podia vir de lá mesmo, onde se faz graça com tudo que é sagrado e tudo que é desgraça. A piada é a da “suvinagem de priquita”.

Rio muito quando lembro dessa história. Mas vamos falar sério que o assunto mexe com coisa preciosa. Pra quem não sabe, suvinar é ser sovina com algo, e priquita é o mesmo que piriquita, xoxota, perereca, aquele negócio gostoso que tem dez mil nomes. Pois você acredita que tem mulher que suvina priquita? Parece mentira, mas é verdade.

Impossível, alguém vai dizer, afinal tá uma carestia danada de homem, a concorrência é cada dia mais acirrada e, pra piorar, os caras estão tudo virando gay. Poizé, não dá pra entender. Em vez de aproveitar o vento favorável e distribuir, tem mulher suvinando priquita. Mas elas suvinam por quê? Segundo a Discovery Channel, isso é normal, as fêmeas sapiens selecionam seus parceiros por meio de complexos joguinhos de sedução. Mas a suvinagem é um jogo tão complexo que o parceiro muitas vezes foge correndo.

Quelzinha, por exemplo. Quelzinha suvina porque não acha legal dar na primeira vez, que é pro gato, ou a gata, não pensar que ela é fácil, e nem dá na segunda, que é pro pretendente ficar na fissura, e nem dá na terceira, que é pra testar se a pessoa quer ela ou a priquita dela. Bem, desnecessário dizer que Quelzinha suvinou tanto que passou o Carnaval sozinha, ela e a priquita suvinada. Veja o caso de Rebeca, que desde o ano passado tá com a priquita guardada na geladeira. Por que ela faz isso? Porque tá esperando aparecer alguém melhor pra ela dar de comer. Segundo a Discovery Channel, quando ela se der conta que, quanto mais o tempo passa, mais o melhor fica pra trás, aí será tarde demais.

Uma prima minha suvinava priquita porque achava que era muito nova. Dezoito anos. Isso lá é idade pra alguém suvinar priquita. Hoje, vinte anos depois, ela ainda tá na ativa, mas já se arrepende da suvinagem da juventude. Poizé, mizifia, se a suvinagem não é recomendável quando você tá novinha, imagine quando a demanda cair.

Inconformadas. É assim que ficam certas mulheres quando descobrem que a amiga, mais bonita, não tá aproveitando devidamente as vantagens físicas que a Natureza lhe deu. Aí vem a frase típica: Mulher, eu não acredito não, tu tá suvinando priquita? E a fêmea suvinante, flagrada na descarada suvinagem, perde a esportiva: A priquita é minha ou é tua? E assim o mundo segue com suas injustiças, umas suvinando e outras carecendo.

Tem suvinagem de bilau? Eis um tema controverso. O bicho homem suvina pra esperar vir coisa melhor? Pra não pensarem que ele é fácil? Uma leitorinha me disse que alguns suvinam pra não se envolverem emocionalmente. Ahnn? Olha, nunca vi um caso assim, mas esse mundo é tão louco, né? O que sei é que às vezes o pênis sexual masculino não obedece ao desejo da cabeça de cima (um conflito fisiológico que a fêmea sapiens felizmente não tem), mas aí não é suvinagem, é fogo amigo mesmo.

A minha vó me ensinou que o que se guarda com fome, o gato, ou a gata, vem e come. Ops! É justamente isso que você quer, que comam, né? Que bom. Mas com a perseguida, o buraco é mais embaixo. Guardar sua fofolete na geladeira é muito arriscado, e se faltar energia? E se ela ficar com cheiro de estrogonofe? Olha, mizifia, se você aceita uma dica, faça o ritual da priquita sincera, é batata. Funciona assim: você põe um espelho que nunca foi usado na frente da querida ditacuja e pergunta, olhando sério pra ela: Amiga, eu tô te suvinando?, pode falar, amiga, se abra comigo. Se a amiga começar a chorar, aí você já sabe: tire imediatamente a pobrezinha da geladeira. E vamos economizar água que é melhor, né?
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Ricardo Kelmer 2015 – blogdokelmer.com

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SUVINAGEM E CARIDADE

(Com informações gentilmente cedidas pelo Instituto Tábata de Pesquisas Alcovitais. Nossos agradecimentos à senhorita Tábata, sempre muito caridosa.)

De modo geral, entende-se por “suvinagem” o ato de negar um nheco-nheco a alguém quando o indivíduo não deveria fazê-lo. É um termo acusatório, com conotação negativa. Pra ocorrer a suvinagem, é preciso antes de tudo que exista o interesse por parte da outra pessoa. Se ninguém deseja sua priquita ou seu bilau ou seu furico, então você não pode ser acusado de estar suvinando nada. Entendeu, né? Espero que sim, pois não vou desenhar nada.

Os motivos da suvinagem podem ser:

Ausência de tesão – Nesse caso, o uso do termo suvinagem é controverso, pois se o indivíduo ou a indivídua não sente tesão, então não estaria havendo suvinagem. Porém, há uma corrente de pensamento, o bonobismo, que defende que, mesmo sem sentir vontade ou sentindo pouca vontade, devemos fazer a caridade, ou seja, temos o dever moral de fazer um nheco-nheco com quem nos deseja. Por que se chama bonobismo? Depois explico.

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Suvinagem por interesse – Algumas pessoas praticam a suvinagem pra certificar-se do grau de interesse do outro, pra atiçar o desejo do outro ou por puro prazer de torturar até a morte o ser desejoso. Pra alguns, a vingança é um bom motivo: primeiro provoca-se e depois suvina-se, o que se assemelha a deixar alguém com muita fome e depois levá-lo a um ótimo restaurante onde o coitado poderá tão somente olhar e cheirar os pratos. Tem gente muito ruim por aí que vive pra se vingar: atiça pra todo lado e pra todo mundo o tempo todo, mas na hora H, tome suvinagem. Há um projeto de lei que quer proibir que alguém suvine mais que três vezes por dia. Muito justo.

Economistas – Há os que suvinam porque acham que merecem coisa melhor. Evidentemente, têm todo o direito de achar. São os chamados economistas. O ato de economizar sexo pra usufruí-lo melhor no futuro é, evidentemente, um contrassenso, pois sabe-se que quanto mais se pratica, melhor se faz. Isso nos remete a uma natural constatação: os economistas trepam mal.

CARIDADE

A caridade é o oposto da suvinagem. Na caridade pura, o ato não contém qualquer outro interesse que não o de satisfazer o tesão do outro. Na caridade relativa, o ser caridoso tem algum tipo de satisfação ‒ passar o tempo, por exemplo. Porém, quanto mais houver prazer ou recompensa para a alma caridosa, menos caridoso será o ato. Se a caridade envolve sofrimento, não é mais caridade, e sim autotortura, mais ou menos como se obrigar a escutar por uma noite inteira a coletânea das pregações do pastor Feliciano.

Caridade por interesse – Se o indivíduo faz o nheco-nheco porque tenciona uma promoção no trabalho ou vingar-se do ex ou da ex, isso obviamente não é caridade. Um caso para se pensar é o da moça que apostou com as amigas que treparia 100 vezes num ano: quando faltava um dia para expirar o prazo, a conta estava em 99. O que ela fez? Deu para o pastor da igreja, que a perseguia fazia tempo. Isso é caridade? Evidente que não, pois a moça ganhou a grana da aposta e, de quebra, ainda vai para o céu. Quando morrer, claro.

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Bem para o mundo – Os defensores da caridade sexual argumentam que a prática alivia as tensões do mundo e promove uma sensação de bem-estar coletivo, além de friccionar e aquecer o mercado dos motéis e sex shops. A caridade, obviamente, nada tem a ver com violência sexual, pois é necessário que o indivíduo caridoso queira, de livre vontade, a realização do ato. A Cinta-Liga Caridosa, uma ONG que promove a prática da caridade em todo o mundo, sugere que a ONU incentive os líderes mundiais a fazer caridade antes de cada rodada de negociações. O Blog do Kelmer apoia a iniciativa.

Nheco-nheco sem vontade – Caridade é muito bonito mas… como fazer sem vontade? Para a fêmea sapiens, costuma ser mais fácil, ao menos teoricamente. Para o macho, caso o ato requeira um bilau ereto, costuma ser mais difícil. Machos sapiens jovens geralmente possuem boa disposição para a caridade mas, com o avançar da idade, encontram crescentes dificuldades para a prática pois, como sabemos, a fisiologia do tesão masculino requer que haja uma concordância entre a cabeça de cima e a cabeça de baixo, ou seja, entre a vontade consciente de fazer o nheco-nheco e o necessário interesse orgânico pelo ato. Quando não há esse entendimento, isso se chama discordância duplo-cabeçal. E é literalmente brochante.

Caridade masculina – A natureza duplo-cabeçal do tesão masculino é responsável por situações dramáticas, como a do sujeito que reserva a suíte presidencial do motel mais caro da cidade para uma noite de sexo selvagem com a amada e, na hora H, o máximo de selvageria que consegue é chutar o balde de gelo do champanhe, muito puto por ter brochado. O oposto também acontece: o macho sapiens é surpreendido por uma súbita e incontrolável ereção ao ver a própria mãe pelada ou ao ver a vizinha na piscina do prédio, sendo que a guria tem doze anos ‒ em ambos os casos, o desejo sexual partiu da cabeça de baixo e chocou-se com a moral da cabeça de cima, que o rejeita. Os bonobos, aqueles nossos primos macacos que trepam até em velório, não têm esse problema: quem não faz caridade é expulso da tribo. Por isso, os humanos caridosos também são chamados de bonobos. Daí a bonobice, a corrente que defende que devemos sempre fazer caridade, inclusive em velório.

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Dicas para a cidade masculina – Aos machos sapiens que não desejam ser acusados de suvinagem, seguem dicas para a prática da caridade. Se houver ausência de tesão, o fetiche pode ajudar a erguer o interesse do bilau. Fetiches existem aos zilhões, escolha o seu: pés, chicotes, fotinhas safadas, filminhos na TV, acessórios, falar como neném (sim, tem gente que se excita com isso)… Muito comum também é o uso da imaginação: feche os olhos e lembre daquela sua prima danadinha que fingia dormir enquanto você a bulinava, e ela não acordava nem quando você metia nela. Pense num sono pesado.

E as pilulazinhas subidoras de bilau? – Fármacos como o Viagra (que fazem aumentar a circulação de sangue no interior do bilau e, consequentemente, provocam a ereção, nem sempre resolvem o problema da discordância duplo-cabeçal. Se o sujeito quer o nheco-nheco mas o bilau não quer, as pilulazinhas, por si só, não farão o desgraçado traidor mudar de ideia. Porém, se o sujeito conseguir se concentrar em algum fetiche ou na lembrança da prima safadinha, o bilau acabará se animando e concordando com a cabeça de cima, e terá a seu favor um melhor fluxo sanguíneo proporcionado pelo remédio, o que acarretará numa ereção mais firme e prolongada. Conclusão: vai fazer caridade? Passe antes na farmácia.

Gemedores e paradinhos – Os praticantes da caridade podem ser divididos em dois grupos: os gemedores e os paradinhos. Os caridosos gemedores são os que se esforçam para agradar, e para isso gemem, gritam e aceitam experimentar posições estranhas, como a Ventania no Bambuzal. Alguns até fingem orgasmos mirabolantes, e há casos de gemedores tão competentes que eles mesmos ficam na dúvida se fingiram ou se realmente gozaram. Obviamente, se um gemedor goza, não é mais um gemedor, é um gozador mesmo, e os gozadores não estão fazendo caridade nenhuma. Há gemedores radicais que apelam e até dizem que amam e que querem casar, ou o contrário, que jamais jamais vão casar, um agrado que cada vez tem funcionado melhor. Já os caridosos paradinhos não fazem nada disso, no máximo esticam o braço e trocam o canal da TV. Como tem gosto para tudo, até os paradinhos fazem sucesso. Aliás, alguns paradinhos se especializam e se fingem de mortos, e só abrem os olhos e se mexem quando o outro vem avisar que a pizza chegou.

Dicas para caridade feminina – O Blog do Kelmer aceita sugestões das leitorinhas.

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CASOS DE SUVINAGEM E CARIDADE. OU NÃO

SuvinagemClaraMeadmore-01Virgem aos 105 anos – Clara Meadmore tem 105 anos e se orgulha de não precisar de dentadura. Nascida em Glasgow, na Escócia, no início do século 20, ela acredita que o segredo de sua longevidade é nunca ter feito sexo, pois, segundo ela, sexo envelhece. Para ela, o nheco-nheco sempre foi algo complicado, que atrapalharia sua vida. “Eu sempre estava ocupada fazendo outras coisas, e nunca tive tempo de pensar em sexo”, explica. Esse caso pode ser considerado como suvinagem?

SuvinandoPriquitaCaridadePeterLynagh-01Abstinência gera caridade no Camboja – O australiano Peter Lynagh apostou com um amigo que ficaria um ano sem sexo e, depois, a aposta se transformou em uma arrecadação para caridade, com a página Pete’s Chastity for Charity (Castidade de Pete para a Caridade) no Facebook, e levantou mais de US$ 50 mil para a instituição Free to Shine, que educa e salva meninas cambojanas do comércio sexual. Esse caso pode ser considerado como suvinagem?

SuvinandoSexoCaridadeMaríaCarolina-01Sexo pelas crianças pobres – María Carolina é uma prostituta chilena. Ela decidiu doar o dinheiro arrecadado com 27 horas de trabalho (cobrando U$ 300 por cada hora e meia) para uma campanha de caridade em favor de crianças pobres e deficientes. Esse caso pode ser considerado como caridade?

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SOBRE SEXUALIDADE FEMININA

AsCiclistasOrgasticasDaColombia-01aAs ciclistas orgásticas da Colômbia – Ciclistas usam a energia de seus orgasmos para vencer corridas

O mistério da cearense pornô da California – Uma artista linda e gostosa, intelectual e transgressora, que adora perversões e, entre uma e outra orgia, luta pela liberação feminina

A torta de chocolate – Sexo e chocolate. Para muita gente as duas coisas têm tudo a ver. Para Celina era bem mais que isso…

Lola Benvenutti e a coragem de viver – A única salvação possível é sermos quem verdadeiramente somos. Parabéns, Lola, por sua coragem e autenticidade

A entrega – Memórias eróticas (Toni Bentley, Editora Objetiva/2005) – A ex-bailarina filosofa sobre sua profunda experiência de amor e salvação pela submissão no sexo anal

As fogueiras de Beltane – A sexualidade sem culpa de uma sacerdotisa pagã

O íncubo – Íncubos eram demônios que invadiam o sono das mulheres para copular com elas – uma difundida crença medieval. Mas… e se ainda existirem?

A noiva lésbica de Cristo – Se hoje a sexualidade feminina ainda apavora a mentalidade cristã, no século 17 ela era algo absolutamente demoníaco

A prostituta sagrada – A face eterna do feminino (Nancy Qualls-Corbert – Editora Paulus, 1990) – Um livro belo e libertador, que celebra o sagrado na sexualidade

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SÉRIES ERÓTICAS DESTE BLOG

Diametral,NinfaJessi03aAs aventuras de Diametral e Ninfa Jessi – A mais bela e safada história de amor jamais contada

As taras de Lara – Desde pequena que Lara só pensa naquilo. E ai do homem que não a satisfaz

Um ano na seca – O que pode acontecer a um homem após doze meses sem sexo?

O último homem do mundo – O sonho de Agenor é que todas as mulheres do mundo o desejem. Para isso ele está disposto a fazer um pacto com o diabo. Mas há um velho ditado que diz: cuidado com o que deseja pois você pode conseguir

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DICA DE LIVRO

IFTCapa-04aIndecências para o fim de tarde
Ricardo Kelmer, contos eróticos – Arte Paubrasil

Uma advogada que adora fazer sexo por dinheiro… Um ser misterioso e sensual que invade o sono das mulheres… Os fetiches de um casal e sua devotada e canina escrava sexual… Uma sacerdotisa pagã e seu cavaleiro num ritual de fertilidade na floresta… A adolescente que consegue um encontro especial com seu ídolo maior, o próprio pai… Seja provocando risos e reflexões, chocando nossa moralidade ou instigando nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir, as indecências destes 23 contos querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.

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COMENTÁRIOS
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01- Ricardo Kelmer, me lembro tanto de ti quando escuto isso. Dou uma gargalhada imensa. Nely Rosa, Fortaleza-CE – jan2015

02- Amei essa de suvinar… kkk gente querendo dá… e doidinha suvinando. Pô… que desigual! Bjs Carol. Caroline Correia Maia, Fortaleza-CE – jan2015

03- já li e adorei Ricardo Kelmer! Show! Solange Brito, Fortaleza-CE – jan2015

04- Sobre perder tempo com alguns preconceitos que depois podem pesar muito quando nos dermos conta de que a vida simplesmente passou! ( gostei, Kelmer, por mim, pode deixar de sovinagem com a nova postagem!!! ). Tereza Cristina da Silva, Fortaleza-CE – jan2015

05- Um absuuuurdo, essa suvinagem!!!kkkkkk. Ariane Araújo, Fortaleza-CE – jan2015

06- Ainda tem quem faça isso. Ninguém deve suvinar nem água quem dirá o resto. Valéria Assunção, Fortaleza-CE – jan2015

07- Não achei nada de engraçado e acrescento portanto je ne pa suis suvinando qualquer coisa…. Maria Socorro Lima Giambarba, Fortaleza-CE – jan2015

08- Suvinar piriquita é nova pra mim. Conheci como ‘regular’. Aqui em sampa… tb já vi: regular essa micharia. Hahaha. Ana Cristina Martins, São Paulo-SP – jan2015

09- Não achei a crônica machista e tb não concordo q ela incite a mulher a fazer o q ela não está a fim, é apenas uma idéia bem humorada de não ser suvina, mas quem tem q decidir é ela, sabe, acho isso muito controverso e relativo Ricardo Kelmer! Solange Brito, Fortaleza-CE – jan2015

10- É por isso que eu não suvino não, dou e dou de coração e pernas abertos! Samara Do Vale, Fortaleza-CE – fev2015

11- ” cheiro de estrogonofe”? oh putaria! hahahahaha. Gerardo Lima, Fortaleza-CE – fev2015

12- Segundo discovery channel….kkkkkkkkkkkk, menino tu é uma figura, adoooorooooo, eta povo suvino!! Regia Alves, Fortaleza-CE – fev2015

13- está muito divertida com os ajustes para a publicação liberada. Kkkkkkkkkk falar como neném??? Brochante! Kkkkkkk eu me divirto com essas doidices Kelmicas! Ivonesete Zete, Fortaleza-CE – fev2015

14- rsrsrs muito boa… Hugo de Freitas, Fortaleza-CE – fev2015

15- Pior que tem homem que sovina bilau sim… sabe, aquele papo de: – To me guardando pra minha musa. tenho um amigo que diz isso e bota defeito em todas q querem fazer caridade interesseira com ele ( elas só querem gozar), pois ele só quer uma mulher (a musa dele) que é sovina pra ele. Dorah Andrade, São Paulo-SP – fev2015

16- Vou enviar o e-mail mas eu particularmente ñ sou suvina kkkkk gosto de sexo … Luciene Maia, Fortaleza-CE – fev2015

17- Explica pra este gringo a suvinagem……….. Matthew Berigan, Campina Grande-PB – fev2015

18- Foi uma das coisas que mais me divertiram quando estive em fortaleza….além do Teatro do Humor, que este…não tem prá ninguém! Fatima Carvalho, Santo André-SP – fev2015

19- Eu ouvi assim: ” Ta regulando essa micharia?” Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – fev2015

20- Muito bom. Você montou uma enciclopédia erótica!! Pura sacanagem!! Jane Arruda de Siqueira, São Paulo-SP – fev2015

21- Pois é Ricardo Kelmer nessa suvinagem toda, ninguém come ninguém, e ninguém dá pra ninguém muito sem graça mesmo. Dorah Andrade, São Paulo-SP – fev2015

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As Preciosas do Kelmer – jan2015

19/01/2015

19jan2015

AsPreciosasDoKelmer201501.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201501AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#28, jan2015
> Esta edição no Facebook

Capa: Karine Alexandrino, artista e cantora brasileira, lançadora do conceito feminista “Mulher tombada”, que ela desenvolve em seu trabalho há 15 anos

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*** IMIGRAÇÃO, UM PROBLEMA MEU E SEU

Se desejamos ser cidadãos do mundo e queremos um mundo mais justo, devemos entender mais profundamente a questão da imigração. No momento em que você lê estas palavras, há milhares de pessoas deixando seus países e suas famílias, largando tudo, para buscar melhores condições de vida em outros lugares. Essas pessoas fogem da miséria, de perseguições políticas e religiosas ou de discriminação étnica, racial ou sexual, e arriscam a vida em travessias perigosas e ilegais. Na maioria das vezes, elas não conseguem ter uma vida melhor. Muitas morrem na viagem. Muitas se tornam mendigos e vivem nas ruas das grandes cidades, tornam-se bandidos.

Fechar as fronteiras não resolve o problema, e não faz sentido que um povo se feche dentro de seus muros e viva bem, enquanto do outro lado do muro uma multidão de desesperados força a entrada. Isso não vai dar certo. O mundo é uma coisa só, o Homo sapiens é que o dividiu em conceitos chamados países, e criou fronteiras imaginárias para separar as culturas. Conseguiu, é verdade, mas essa divisão atingiu o limite de suas possibilidades. O modelo está se esgotando.

O medo do diferente é natural, mas depois que conhecemos melhor o outro, percebemos que ele não é afinal tão diferente assim. E é ótimo que tenhamos nossas diferenças – foi justamente por isso que nossa espécie sobreviveu. Mas agora, em nome do futuro da espécie, a diferença deve ser celebrada, e não combatida. > Mais: Milionária italiana compra barco para ajudar imigrantes

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*** PREPARE-SE, O POLIAMOR CHEGOU

As pessoas que não admitem que seja possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo são, de certo modo, parecidas com os religiosos que não admitem que alguém não creia no deus delas. Não admitir a diferença é fanatismo. Algumas pessoas só conseguem amar de modo exclusivista, mas isso não significa que seja esta a única forma de amar. Cada vez mais as pessoas assumem seu modo pessoal de viver o amor, e a sociedade terá que aprender a conviver com essas diferenças.

> Veja esta reportagem, está muito interessante: http://tab.uol.com.br/poliamor

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*** LIMITES PARA O HUMOR

O massacre no jornal francês Charlie Hebdo trouxe novamente à tona a questão dos limites da liberdade de expressão. Foi triste ver aquelas cenas pela TV, mas foi tão ou mais triste ver as pessoas culpando as próprias vítimas por terem sido assassinadas. Essas pessoas defendem a liberdade de expressão mas… defendem também que não se deve zombar de coisas sagradas.

Esse raciocínio pode ser bem intencionado, mas é errado, pois a noção de sagrado varia de pessoa para pessoa, e tudo no mundo é sagrado para alguém. Para fazer valer esse raciocínio, precisaríamos primeiro criar uma lista de coisas sagradas, e depois teríamos que estabelecer o exato limite do que pode ser expressado. Ou seja: esse raciocínio é totalmente inviável na prática.

Não deve ser permitido incitar o crime e a violência. E pronto, termina aqui o que não deve ser permitido. O resto tem que ser permitido. Essa liberdade de nos expressarmos cobra seu preço, claro, que é o de nos indispormos com as pessoas que se sentirem ofendidas. E se o ofendido for um fanático, o preço pode ser muito alto. Porém, limitar a liberdade de expressão é dar razão ao fanático, que não sabe lidar com críticas.

>Mais: Viva a falta de respeito. Humor não é ofensivo (Gregório Duvivier)

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ElasAeromocasLingerieVietna-01*** PARA PERDER O MEDO DE VOAR

Assim fica mais fácil…

> Publicidade de companhia aérea traz “aeromoças” de lingerie

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*** CHARLIE HEBDO RACISTA. VOCÊ ACREDITOU NESSA MENTIRA?
por Ricardo Kelmer

Alguém pegou uma charge do jornal satírico Charlie Hebdo com um desenho da ministra da Justiça Christiane Taubira no corpo de um macaco, tirou-a do contexto original e espalhou nas redes sociais que o jornal era racista. Muita gente não se deu ao trabalho de checar a informação, acreditou e repassou a mentira. E agora muita gente deve estar envergonhada.

O Charlie Hebdo, que tem um perfil de esquerda, nunca foi um jornal racista. Aliás, uma de suas maiores bandeiras é justamente a luta contra o racismo. A imagem macaqueada da ministra francesa foi publicada no jornal exatamente para expor o racismo do partido direitista Frente Nacional, cuja integrante em 2013 chamou a ministra de macaca. A labareda azul e vermelha no canto é uma referência ao símbolo do partido, e “Rassemblement Bleu Raciste” é uma paródia de “Rassemblement Bleu Marine”, a coalizão de partidos de direita franceses. O Charlie Hebdo é um feroz crítico da ideologia desses partidos, que promovem o ódio aos imigrantes e às minorias. > Leia a crônica na íntegra

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*** LE MONDE DEFENDE LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

Mais um grande veículo de comunicação do mundo adere à campanha de legalização da maconha. Dessa vez, o jornal francês Le Monde. Num editorial de dez2014, o jornal lembra que apesar do país ter uma das legislações mais repressivas contra o tráfico e consumo de drogas, a França é um dos países europeus em que o consumo de maconha mais aumentou. Um em cada três franceses consome ou já consumiu maconha, sendo que 550.000 pessoas consomem-na diariamente.

O jornal aponta também que a política repressiva tem elevados custos “porque mobiliza uma parte significativa da atividade da polícia e da justiça” e custa 500 milhões de euros por ano. Além disso, “a proibição favoreceu o desenvolvimento de um mercado clandestino de tipo mafioso”.

A conscientização das sociedades aumenta a cada dia, que bom. Precisamos conviver com a realidade: a espécie humana sempre quis e quer experimentar estados especiais de consciência. Ignorar isso é ingenuidade. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (11)

CHICO BUARQUE – Compositor, cantor e escritor

Chico Buarque disse em várias ocasiões ser ateu. Em 2005, por exemplo, ao jornal espanhol La Vanguardia, fez um resumo de sua biografia. “Nasci [em 19 de junho de 1944] e vivo no Rio de Janeiro. Estou separado e tenho três filhas, duas netas e um neto. Sou um democrata que ainda crê na possibilidade de um socialismo democrático. Já vivemos quase duas décadas de idiotice globalizada. Sou ateu.”

Chico é filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) e da pintora Maria Amélia Cesário Alvim (1910-2010). Muitas de suas canções estão entre o que há de melhor na música popular brasileira. O compositor de “Construção”, “Roda Viva”, “Gota d’Água”, “O que será”, entre tantas outras músicas, se destacou na oposição à ditadura militar (1964-1985). Após a queda dos militares, Chico passou a compor menos, dedicando à literatura. Escreveu “Estorno”, “Benjamim”, “Budapeste” e “Leite Derramado”.

Chico sempre foi um militante político, mas não do ateísmo. Em uma entrevista, disse: “Não tenho crença. Fui criado na Igreja Católica e educado em colégio de padre. Eu simplesmente perdi a fé. Mas não faço disso uma bandeira. Eu sou ateu, como se isso fizesse parte do meu tipo sanguíneo”. (do site paulopes.com.br) > Mais

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*** KARINE ALEXANDRINO, A MULHER TOMBADA

Sobre Karine Alexandrino, de sua página oficial:

Karine é uma festa para os olhos e para os ouvidos. A diva anti-diva usa o palco como divã, sem pudores, para exorcizar seus temores. Seu show, assim como a sua música, foge dos estereótipos, da mentalidade mendicante e do senso comum.

Cleopatra e ao mesmo tempo Gata Borralheira, a artista realiza uma ruptura e ao mesmo tempo conduz os formatos consagrados a uma atualização inesperada. Ela sabe muito bem o que faz. Seu som é como um bordado musical, com colagem de referências e texturas, por isso é considerada uma artista dadaísta por excelência.

Suas performances trafegam com igual desenvoltura pela Literatura, pela Moda e pelas Artes Plásticas. também uma artista visual. Em alguns momentos sua arte remete para o esgotamento nervoso das estrelas do cinema noir, como em um filme de Beth Davis. Em outros, a tensão de seus gestos no palco, invade o punk e o heavy metal, lembrando o universo erótico das lindas princesas do underground, tamanha a força que imprime em suas mãos.

Karine Alexandrino é a própria diretora artística da Mulher Tombada. E a dirige muito bem. Seus discos são produzidos com timbragens de época. Esta idéia antecipou em alguns anos o que fez Amy Winehouse, “Usei meus timbres prediletos, com minha própria voz, virei cantora década de 60”, arremete.

> Mais sobre a diva antidiva

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*** CENSURA NÃO, PASTOR

Em 2013, o pastor evangélico e deputado federal Marco Feliciano lutou para censurar um vídeo do grupo de humor Porta dos Fundos. No vídeo, uma garota, interpretada pela atriz e cantora Clarice Falcão, faz uma consulta ginecológica e acontece algo bastante inusitado.

O pastor não teve êxito em sua tentativa de censura, e o Porta dos Fundos continua fazendo humor com religião, assim como faz humor com política, arte, futebol, família, capitalismo, consumismo etc. Por qual motivo a religião deveria ter privilégios em relação a todas as outras ideias do mundo? Argumentar que não se deve zombar do sagrado não convence, pois tudo no mundo é sagrado para alguém.

Devemos ser livres para zombar de qualquer ideia. Quanto a zombar diretamente de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, para isso a lei prevê meios de defesa dos que se julgarem injustamente atingidos.

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*** BARTÔ GALENO, O ÍDOLO GENTIL DAS MULTIDÕES

Em 1995 vi um show de Bartô Galeno numa boate em Ipanema, quando eu morava no Rio de Janeiro com meus amigos Moacir Bedê e Joao Netto. É um grande momento do meu curriculum vitae. “No toca-fitas do meu carro” e “O grande amor da minha vida” são as minhas preferidas. Basta ouvir pra dar vontade de tomar uma e lembrar daquela ingrata.

A jornalista Fabiana Moraes escreveu, com muita sensibilidade, uma série de matérias sobre ídolos populares. Bartô Galeno é um deles. > Leia aqui

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*** QUEM VAI DEFINIR QUAIS SÃO OS LIMITES?
O Ocidente deve se abster de publicar filmes ou charges que sensibilizem o mundo islâmico?
(por Carlos Eduardo Lins da Silva)

É moralmente defensável a tese de que ninguém deve ofender ou ridicularizar símbolos considerados sagrados por outra pessoa. Blasfêmia contra imagens, objetos ou personagens que representam religiões pode causar indignação ou dor, independentemente das possíveis consequências advindas delas.

Em princípio, todos os seres humanos devem ser tratados com respeito pelos demais. Mas não é justificável que se exija de todos considerar sagrado o que outros assim julgam. O direito à liberdade de expressão também é um valor que pode ser defendido do ponto de vista moral.

Quem abusa dele e provoca danos a indivíduos ou comunidades pode ser processado na forma da lei e punido, quando considerado culpado. Mas muito mais complicado é arguir que Estados ou igrejas tenham poder para impedir que alguém expresse opiniões (ou as ouça ou assista) porque um contingente de devotos se sente ferido por elas. Se assim for, e se essa condição se estender a todas as denominações religiosas (por que seria admissível que algumas gozassem de tal privilégio e outras não?), a vastidão de temas proibidos seria enorme. > Leia mais

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*** A SELVAGERIA VEM DA ARGENTINA

Um encontro misterioso entre desconhecidos num avião. Uma garçonete tem a chance de se vingar do homem que arruinou sua família. Uma briga de trânsito na estrada. Um engenheiro revoltado com as multas de trânsito e a burocracia. Um milionário tenta livrar o filho da cadeia após ter atropelado uma grávida. Uma noiva descobre a traição do marido em plena de festa de casamento.

O filme do diretor argentino Damián Szifron é um sucesso de crítica e de bilheteria, e é o candidato dos hermanos ao Oscar de filme estrangeiro. As seis histórias, narradas num tom tragicômico, com direção e atuações de qualidade, mostram personagens forçados ao limite na defesa de seus direitos e de seus interesses, revelando a tênue linha que separa a civilidade da barbárie.

Eu vi e gostei muito. Recomendoooo. > Mais

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*** HOMENS PODEM SER FEMINISTAS?
por Ricardo Kelmer

Há feminismos e feminismos. Dentro do próprio movimento há diferenças quanto a vários aspectos da questão toda. Por exemplo, há feministas radicais que defendem que os homens não podem ser considerados feministas: no máximo, pró-feminismo. Segundo essa lógica, nenhum homem tem legitimidade bastante para assumir um papel de protagonista nas lutas feministas: no máximo, pode ajudar aqui e ali, e dar o bom exemplo.

O feminismo, assim como outras lutas por direitos (negros, GLBTT), faz parte da luta maior por justiça social e pela liberdade de sermos quem somos. É uma luta da humanidade. Posso não ser negro, índio, gay ou mulher, mas meus antepassados foram negros e índios, tenho amigos e parentes gays e transexuais que sofrem com o preconceito, e trago em minha psique o princípio feminino. Sou a humanidade inteira em mim, e é por isso que todas essas lutas me dizem respeito.

Particularmente em relação ao feminismo, não pretendo protagonizar nada. Mas sou um escritor e meu ofício é comunicar, então sempre escreverei a respeito. Se posso ser considerado ou não um feminista, isso não mais me importa. Sei o que sou: um libertário, e luto contra as opressões culturais e religiosas. Ao meu ver, quanto mais pessoas se libertarem dessas opressões e puderem ser o que verdadeiramente são, melhor será o mundo. > Mais

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As Preciosas do Kelmer – dez2014

31/12/2014

31dez2014

AsPreciosasDoKelmer201412.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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Dicas e pitacos para o mês
#27, dez2014
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Capa: Amy Winehouse, cantora e compositora inglesa (1983 – 2011)

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*** AUXÍLIO-MORADIA PARA QUEM NÃO PRECISA

O benefício do auxílio-moradia, o qual a maioria dos trabalhadores do país não recebe, será dado para 30 mil juízes – eles terão bônus de R$ 4,3 mil mensais. O custo será de R$ 1,5 bilhão para o Brasil. Além disso esse dinheiro não precisa ser comprovado que está sendo usado para pagamento de moradia. Por ter caráter indenizatório (compensar despesa gerada pelo trabalho), não é cobrado Imposto de Renda sobre a verba.

Os gastos particulares de cada agente público, inclusive com moradia,  devem ser custeados pela sua própria remuneração, que não é baixa. > Assine a petição contra essa esperteza

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*** CASAL DE TRÊS SUECO ESQUENTA DEBATE SOBRE POLIAFETIVIDADE

Os pais amam seus filhos, por mais que sejam. Os amigos amam seus vários amigos. Por que amantes não poderiam também amar a mais de uma pessoa ao mesmo tempo? E por que, quando se fala disso, muitas pessoas ficam indignadas, como se fosse uma grande heresia? O amor exclusivo a uma só pessoa não seria uma espécie de dogma, que seguimos sem contestar? > Mais

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*** A PIRANHA DOS TRAPALHÕES

Piranha é um dos maiores sucessos de Alípio Martins (1944-1997). É uma música de ritmo contagiante, sem falar na letra sui generis. E este vídeo dos Trapalhões é uma pérola. > http://youtu.be/a4LfAciPdu0

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*** DE CU É ROLA

Você certamente já ouviu essa expressão: (…) de cu é rola. O que significa exatamente? Como surgiu? Este texto tenta fornecer algumas pistas. Mesmo que, ao final, não tenhamos certeza da origem exata da expressão, buscar o início dela já é divertido. É um exercício de arqueologia linguística, em que examinamos o objeto atual e tentamos chegar ao seu passado. > Mais

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*** UM É POUCO, DOIS É BOM, E O TERCEIRO É GRÁTIS

MotelTitanMenageATrois-01O sexo a três, também conhecido por ménage à trois, é uma prática que muita gente já adotou, principalmente quem gosta de ter mais opções durante a transa. Nos motéis, é comum a cobrança da pessoa adicional. Mas talvez isso esteja começando a mudar. Talvez os motéis estejam percebendo que podem atrair mais clientes se não cobrarem pela terceira pessoa do amor plural.

É o caso do Titan Motel, em Fortaleza. Eu, particularmente, acho ótimo que não cobrem, pois sou chegado. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi que no e-mail publicitário que recebi do Guia de Motéis, o anúncio da promoção mostrava uma mulher e dois homens, invertendo a lógica do senso comum.

É, mizifia. Vocês estão podendo cada vez mais. > Mais

OBS.: Tentei inserir o link da página do Guia de Motéis mas a polícia do Facebook não permitiu, dizendo que o sistema deles detectou que era um link inseguro. Ainda não acredito que isso aconteceu…

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*** EX-EXECUTIVO SE REINVENTA COMO DONO DE SEBO

Fazer o que se gosta… Isso não tem preço. > Mais

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*** CÃO SEM DONO

Crianças e cães merecem ser adotados. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (10)

CÁSSIA ELLER – Cantora e compositora
Cássia Eller nasceu em 10 de dezembro de 1962 no Rio de Janeiro. Morreu no dia 29 de dezembro de 2001 vítima de um infarto do miocárdio. Antes de se declarar “ateia total” em uma entrevista, Cássia Eller teve a intenção, na sua juventude, de ser freira. “Fui muito religiosa até uns 17 anos. Ia à missa, ajudava na paróquia, sabia os hinos de cor.” Cássia começou a cantar em uma igreja. Foi batizada e crismada e perdeu a fé quando começou a ler a Bíblia. (do site paulopes.com.br) > Saiba mais

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*** PAPAI NOEL MACONHEIRO FAZ A ALEGRIA DO COMÉRCIO NO COLORADO

Com a maconha legal devidamente integrada à economia do estado do Colorado, nos EUA, é claro que Papai Noel não ia ficar de fora, né? Vai um dingobel aí? > Mais

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*** MAIS BUKOWSKI DO MESMO, OBA!

Os vômitos literários do velho Buka ainda rendem livros. Quem gosta, não enjoa de ler sobre suas bebedeiras, brigas e trepadas. Sua linguagem direta e suja continua a deliciar sua fiel tribo de leitores. > Mais

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*** MACONHA, A CURA DO CÂNCER
por Ricardo Kelmer, 2014

O controle da informação sempre foi de máxima prioridade para os governos e as religiões. Como convencer a população de algo, por mais absurdo que seja? Basta divulgar esse algo massiva e sistematicamente, todo dia, geração após geração, até que esse algo vire uma verdade incontestável, ou seja, vire um dogma. Adicione uma boa dose de medo (da morte, do inferno ou de inimigos terríveis) e pronto, a mentira será indestrutível. Ou pelo menos até quando a força das evidências virar o jogo.

Foi que o fizeram com a maconha. Há milhares de anos que os humanos a usam com diversos e benéficos fins, terapêuticos, espirituais e recreativos, e também para fazer alimentos, tecidos, cordas, papel… Trazida para o Ocidente por Cristóvão Colombo, a maconha teve participação fundamental na formação econômica dos Estados Unidos e havia leis que incentivavam seu plantio. Até o início do século 20, os médicos receitavam maconha para curar várias doenças, como enxaqueca, cólicas, artrite, insônia e diabetes.

A maconha, porém, deu de frente com os interesses capitalistas da indústria farmacêutica, que não podia competir com algo tão barato e que cresce em qualquer lugar. Junte-se a isso o preconceito contra imigrantes, latinos e artistas negros, que costumavam fumá-la recreativamente, e também o pavor que o Cristianismo tem das coisas da Natureza. Resultado: a maconha foi proibida nos Estados Unidos, que conseguiram convencer outros governos a fazer o mesmo. E as mentiras sobre a maconha foram tão bem espalhadas que ganharam status oficial de verdade.

Porém, os benefícios dessa incrível planta, na indústria e na medicina, são tantos que a mentira não consegue mais se sustentar. No caso do câncer, há muito se sabe que a maconha alivia os enjoos e a falta de apetite causados pela quimioterapia. Porém, o poder terapêutico da maconha é muitíssimo maior: ela cura o câncer, dispensando a quimioterapia. Os casos de pessoas curadas pelo óleo de maconha aumentam a cada dia e, para as autoridades, está ficando impossível esconder a verdade e impedir que as pessoas procurem a planta para se tratar e curar seus amigos e parentes. A cínica indústria farmacêutica, que lucra bastante com o câncer e que sempre combateu a maconha, sabe disso e já se prepara para comercializar a planta, pois sabe também que não haverá como deter a pressão popular pela legalização.

Você tem algum caso de câncer entre seus amigos e parentes? Sugiro que veja este documentário de 2010. É possível que ele lhe cause uma grande revolta. Mas, em nome dos que padecem e padeceram tantas dores, que podiam ser facilmente evitadas, é preciso que seja revelada a verdade que tanto tentaram nos esconder.

> What If Cannabis Cured Cancer (legendado em português):

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*** CADEIRANTE SE ARRASTA PARA ENTRAR EM AVIÃO DA GOL

Se você é cadeirante e vai viajar, boa sorte. > Mais

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As Preciosas do Kelmer – nov2014

23/11/2014

23nov2014

AsPreciosasDoKelmer201411.
As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

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Dicas e pitacos para o mês
#26, nov2014
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Capa: Amy Winehouse, cantora e compositora inglesa (1983 – 2011)

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*** O INSTAGRAM ERÓTICO

Que tal uma rede social com foco no erotismo? No Uplust, os internautas podem compartilhar fotos sensuais, com forte apelo para nudez e sexo, sem serem banidos devido a uma forte política de privacidade.

Assim como no Instagram, no Uplust é possível compartilhar fotografias com filtros, compartilhá-las com tags e receber likes. A navegação na rede social, no entanto, deve ser feita apenas por maiores de 18 anos, já que por lá não existe uma política contra imagens sexualmente sugestivas ou com nudez. > Mais

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*** OU É CATÓLICO OU É VEGETARIANO

Na mitologia do Catolicismo, a transubstanciação é a transformação literal da hóstia no corpo de Jesus Cristo. É o momento em que, após a consagração, a hóstia deixa de ser farinha embebida em vinho e passa a ser, verdadeiramente, a carne e o sangue do Cristo crucificado. O dogma garante que essa transformação não é mera simbologia, mas um fato real, tão real quanto quem come a hóstia. Ou seja: católicos são canibais assumidos, sem qualquer constrangimento de sê-lo.

O católico deve acreditar nisso, ou então não faz sentido ele ser católico. Porém, ao crer no dogma da transubstanciação, e comer do corpo de Jesus Cristo, um vegetariano estaria sendo um canibal e indo totalmente contra seus princípios. E agora?

Comer o corpo do deus vivo é um mito antigo, presente em várias mitologias ao longo da história, como nos cultos greco-romanos a Dionísio e Baco. Muitas tribos guerreiras costumavam manter vivos seus prisioneiros, para sacrificá-los em importantes rituais em que comiam o corpo dos mais valentes, acreditando com isso poderem absorver as virtudes do valoroso inimigo. As religiões institucionalizadas apenas incorporaram essa mesma crença em seus ritos, e o Cristianismo fez a mesma coisa em sua mitologia.

Mas e os vegetarianos católicos, o que podem fazer? Bem, caso desejem livrar-se do pecado da contradição, ou largam o vegetarianismo ou abandonam a fé católica. Nesse segundo caso, há outras religiões cristãs (além dos evangélicos) como a Ortodoxa, a Anglicana e a Luterana, cujas mitologias não possuem o dogma da transubstanciação.

Bem, há uma terceira via: eles podem continuar católicos e ir à missa, mas sem participar da eucaristia, e inventariam alguma desculpa, tipo dor de garganta, alergia a farinha ou coisa parecida.

E, em último caso, podem encher logo o saco de tudo isso e deixar de depender de religião para ser feliz. > Mais

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*** A PELEJA DO DEUS DO TRÂNSITO CONTRA O DIABO DA AGENTE QUE CUMPRE A LEI

JuizTribunal-01Em fevereiro de 2011 Deus dava um rolê pelo Leblon, dirigindo sua Land Rover sem placas, e sem portar a carteira de habilitação, afinal Deus não precisa disso, né? Aí tinha uma blitz no meio do caminho e a agente do Detran Luciana Silva Tamburini informou a Deus que o veículo teria de ser apreendido e levado a um pátio. Deus não concordou e, tchum, deu a famosa carteirada, revelando sua verdadeira identidade: ele era um juiz, e se chamava João Carlos de Souza Correa.

Mas a agente não se assustou e manteve-se firme no cumprimento da lei de trânsito. Deus, ops, o juiz, mandou um policial militar prender a agente. O policial foi na tenda da blitz para comunicar e algemar a agente, mas ela respondeu o óbvio: “Ele quer, mas ele não é Deus”. Aí o juiz se aporrinhou de vez e mandou prender a agente por desacato. Fim de noite: ambos acabaram sendo levados para a 14ª DP, onde o caso foi registrado, o juiz acusando a agente por ter debochado dele, coitado, e a agente acusando o juiz de abuso de autoridade. Adivinha quem venceu a disputa?

Claro que o juiz venceu. E a agente foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais, uma quantia maior do que seu salário no Detran. Quanto ao juiz (que é marido da ex-deputada Alice Tamborindeguy, do PP-RJ), ele não quis se pronunciar sobre o caso, talvez para não chamar a atenção sobre os outros casos desabonadores em que ele está envolvido, como ter sido flagrado, em 2013, dirigindo bêbado e ter se recusado a fazer o teste do bafômetro ou como já ter ultrapassado o limite de multas de trânsito e continuar dirigindo.

Alguns cidadãos, que não acreditam em deuses do trânsito, se sensibilizaram com a situação de Luciana e criaram uma vaquinha virtual para ajudá-la a pagar a multa. Ao saber disso, Luciana agradeceu e disse que espera não precisar pois vai recorrer da decisão, e a quantia arrecadada ela doará a uma entidade beneficente.

Você também não crê em deuses do trânsito? Gostaria de ajudar Luciana e, assim, contribuir para que outros deuses não se sintam tentados a pecar contra a lei, que deveria ser igual para todos?

> Clique aqui e saiba mais
> Outros casos do Juiz Que Não É Deus

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*** O CONGRESSO FANTASMASGÓRICO

Com o tema Histórias de Fantasmas, o 4o Congresso de Literatura Fantástica de Pernambuco acontecerá de 03 a 05 de dezembro em Recife, na Universidade Federal de Pernambuco. A promoção é do Núcleo de Estudos Oitocentistas Belvidera, do Depto. de Letras/UFPE. O evento contará com palestras, debates, cursos, lançamentos de livros, exibição de curtas e apresentação de espetáculos.

Literatura, sempre. Porque apenas viver não basta. > Mais

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*** SARAVÁ COM CROISSANT

Nos anos 1950 e 1960 Vinicius de Moraes e Baden Powel criaram músicas lindas, que até hoje encantam nossos ouvidos e inundam a alma de fortes sensações. Uma delas é Samba da Bênção (É melhor ser alegre que ser triste…), em que o samba é louvado, juntamente com os nomes daqueles que tanto enriqueceram esse gênero musical que nasceu no Brasil, fruto da bendita miscigenação racial.

Em 1966, o mundo conheceu uma versão francesa dessa música, na interpretação de Pierre Barouh, através do filme Um Homem, Uma Mulher (Un homme et une femme), do diretor Claude Lelouch. O filme ganhou muitos prêmios, como a Palma de Ouro de Cannes e o Oscar de melhor filme estrangeiro, e sua bela trilha sonora é um capítulo à parte.

Já se vão 50 anos… Mas a poesia daquelas cenas e a beleza da música não envelhecem. Obrigado, Vinicius, Baden e Pierre. Saravá.

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*** BLUES PARA A CANOA NÃO VIRAR

O Canoa Blues é um festival musical que já vai em sua 7a edição. Acontece anualmente na praia de Canoa Quebrada, no litoral leste do Ceará, e reúne bandas de blues do Brasil, contando também com atividades de inclusão social promovidas em parceria com organizações não governamentais. A abertura oficial do evento aconteceu na sexta 07nov, em Fortaleza.

Valeu, Roberto Maciel! Espero um dia curtir esse festival e matar a saudade de Canoa.

Programação do Canoa Blues 2014:

07nov, 21h: Espaço Rogaciano Leite Filho, Dragão do Mar – Fortaleza. Shows: Victor Gueiros e Felipe Cazaux
14nov, 22h: Polo de Lazer de Canoa Quebrada – Shows: Beale Street e Rodrigo Nézio & Duocondé Blues
15nov, 22h: Polo de Lazer de Canoa Quebrada – Shows: Renegados e Big Chico
15nov, meia-noite: Restaurante Baobah – Canoa Quebrada – Jam session com Thiago Rodrigues

> Mais

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*** A REVOLTA DAS PELADONAS

ARevoltaDasPeladonas-01aNo futuro, nossos bisnetos comentarão na hora do recreio:
‒ Que aula incrível! Adoro história do Brasil.
‒ Você viu? Quando começou, ninguém entendeu nada.
‒ Mas quem poderia desconfiar, né?
‒ Ninguém. Eram apenas mulheres correndo peladas pelas ruas.
‒ Diziam que eram loucas, ou que estavam em busca de fama.
‒ Marketing de tênis esportivo.
‒ Muitas eram presas por atentado ao pudor. Mas logo eram liberadas. E faziam de novo.
‒ Minha avó foi presa doze vezes, e ela já tinha setenta anos. Os delegados não aguentavam mais. A senhora pelada na rua de novo, vovó?

> leia o conto na íntegra

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*** ÓTIMA RECEITA PARA DESTRUIR A PELE: CIGARRO

O cigarro não é veneno apenas para os pulmões. Ele também retira da pele a firmeza, a hidratação e o viço. Por isso, é muito comum mulheres fumantes na faixa dos 30 anos apresentarem pele amarelada, abatida e sem vida, além de rugas, olheiras fundas e bolsas inchadas sob os olhos. O hábito de fumar piora até a celulite, pois o tabaco interfere na circulação sanguínea destas regiões.

Leitorinha querida fumante. Nem que seja por querer ficar mais bonita, larga desse vício escroto, vai. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (9)

RICARDO BOECHAT – Jornalista

O jornalista Ricardo Eugênio Boechat contou em 2011 em seu programa na FM Band que vinha recebendo e-mails e cartas de leitores tentando convertê-lo ao cristianismo, porque às vezes, ali, ele faz referência a sua descrença. Ele é um brasileiro que nasceu na Argentina em 13 de julho de 1952. Tem seis filhos. Começou a carreira em 1970 no extinto Diário de Notícias. Trabalhou no Jornal do Brasil, onde manteve coluna de notas, o Informe JB, que se tornou referência. Depois, em 1983, foi para O Globo. Mais recentemente, além do seu programa de rádio, apresenta o principal jornal da TV Bandeirantes. O jornalista é conhecido pela sua credibilidade e bom humor. Ele costuma dizer, rindo, que é o único âncora careca da TV brasileira — e é verdade.

Boechat nunca escondeu a sua descrença e às vezes lembra que os ateus são uma minoria que sofre muito preconceito. (reproduzido do site paulopes.com.br)

 

*** PORNOGRAFIA OU INOCÊNCIA DA INFÂNCIA?

Stella tem dois anos de idade. Seu pai, Wyatt Neumann, é fotógrafo. Numa viagem de carro pelo país, fotografando a jornada ao longo do caminho, ele também fotografou a filha. O ensaio provocou a ira de grupos puritanos e conservadores, que conseguiram excluir as contas de Neumann do Facebook e do Instagram.

Rebatendo as críticas de que as imagens seriam “perversas”, “doentias” e “pornográficas”, o fotógrafo disse que a censura foi longe demais, e que para ele o trabalho é bonito e revela a inocência da infância.

Eu, particularmente, concordo com o pai e acho que ele fez um belo e corajoso trabalho. Acho que nossa sociedade, na ânsia de proteger as crianças, acaba confundindo as coisas e vendo pecado onde o que existe, na verdade, é naturalidade. Este é o legado de séculos de opressão religiosa, que nos convenceu de que a alma é de Deus, mas o corpo é do Diabo.

Jung, o pensador da alma, diria que trata-se de uma neurose coletiva, em que a sociedade é dolorosamente esticada, de um lado pela Cultura, e do outro pela Natureza. Existe saída para tal conflito? Sim. Como em todo conflito psicológico, devemos viver as contradições da questão até o fim, para só então podermos transcender as polaridades e encontrar uma terceira via, em que as leis da Cultura e da Natureza possam se conciliar. Mas não é fácil, pois apesar de sermos seres culturais, continuamos sendo animais.

E você, o que acha? > Mais

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*** O NOVEMBRO AZUL DA PRÓSTATA

Câncer de próstata. Você não quer ter um, né, meu camarada? Então se você já tem 50 anos, deixa de viadagem e vai logo fazer o exame para se prevenir dessa horrível possibilidade.

Impotência sexual. Você também não quer sofrer dessa desgraça, né? Então isso é mais um motivo para você fazer logo o exame, pois os tratamentos para o câncer de próstata podem deixar o paciente broxa para sempre.

Agora convenceu, né? > Mais

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*** BLACK ELIS É LINDO

Em 1972 Elis Regina participou de um especial para uma tevê alemã interpretando Black is Beautiful, de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle. São registros como esse que nos fazem entender porque ela é considerada, até hoje, uma das maiores cantoras do mundo.

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*** MANDAR MATAR TUDO BEM, CASAR COM OUTRA MULHER NÃO

Em 2002 Suzane von Richtofen mandou matar os pais e foi condenada a 39 anos de prisão. No presídio de Tremembé, em São Paulo, frequentou cultos evangélicos e tornou-se referência de bom comportamento. Em setembro deste ano, teve de trocar a ala das evangélicas, onde morava, pela ala das casadas. O motivo: ela oficializou a união com uma das detentas ao assinar o documento similar a uma certidão de casamento, que permite às presas conviverem maritalmente dentro da prisão.

A companheira de Suzane é Sandra Regina Ruiz Gomes, conhecida no presídio como Sandrão. Condenada a 24 anos de prisão pelo sequestro e morte de um adolescente em São Paulo, Sandra perdeu o direito ao regime semiaberto por agredir um agente penitenciário. Antes de Suzane, ela mantinha uma relação com Elize Matsunaga, que matou e esquartejou o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, em 2012.

Os evangélicos, que antes perdoavam Suzane por seu crime, agora não mais a aceitam. Para eles, mandar matar os pais não é tão grave quanto amar outra mulher.

É difícil perdoar quem comete crimes tão terríveis como os de Suzane, Sandra e Elize. Mas não aceitar que um ser humano ame outro, isso sim é que devia merecer cadeia.

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*** 101 LUGARES PARA FAZER SEXO ANTES DE MORRER

Os autores até que tiveram boa intenção. Mas quem nunca transou num banheiro químico, não sabe o que é emoção.

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*** OBRIGADO, GENIVAL

Genival Santos morreu nesta quarta-feira 19nov. O cantor e compositor tinha 71 anos e em 45 anos de carreira gravou 28 discos, que venderam cinco milhões de cópias. Natural de Campina Grande-PB, fazia o gênero romântico brega, e seus boleros eram obrigatórios nos cabarés do Norte e Nordeste dos anos 1970 e 1980. Assim como Waldick Soriano, escolheu Fortaleza para morar, e foi lá que faleceu, vitimado por complicações decorrentes de um câncer de pulmão.

Eu era seu fã. Ainda escuto suas músicas. Fui a alguns shows e o conheci pessoalmente. Cheguei a cantar com ele “Menina da praia”, na Barraca Búzios (Praia do Futuro, Fortaleza), em 1990. A primeira banda que tive, Os The Breg Brothers, foi criada ao som de seus sucessos.

“Eu te peguei no fraga”, “Sendo assim”, “Se errar uma vez”, “Meu coração está em greve”… Bota uma dose no capricho aí, dona Orestina. Hoje é dia de desmantelar o coração sofredor.

A jornalista Fabiana Moraes fez um interessante perfil do artista. > Veja aqui

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*** GENIVAL SANTOS CANTA SENDO ASSIM

Genival Santos no programa João Inácio Show, da TV Diário (Fortaleza). A apresentação provavelmente é de 2004 ou 2005. Favor prestar atenção na música, e não nas Tigresas.

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*** REPÓRTER SE DEMITE AO VIVO NA TV E DECLARA APOIO À LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

A TV estadunidense KTVA exibia uma matéria sobre os esforços para descriminalizar o consumo da maconha no estado do Alasca. Após a exibição da matéria, a repórter Charlo Greene pediu demissão ao vivo para se dedicar à legalização da maconha. “Foda-se, eu me demito!”, ela disse após a reportagem. E ainda admitiu que a organização Alaska Cannabis Club, que ajuda pacientes que precisam da droga para tratamento médico, era sua.

O pedido chocou a âncora do programa, Alexis Fernandez que, pelo visto, não esperava pelo anúncio e pediu desculpas aos telespectadores pela, bem, sinceridade da colega de trabalho.

A questão da legalização da maconha ocupa cada vez mais os espaços, forçando a sociedade a discuti-la seriamente. > Mais

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A grana do lanche

05/11/2014

05nov2014

A jovem advogada Dinorah vive um dilema: afinal, ela é ou não é uma puta?

Este é um dos contos do livro recém-lançado Indecências para o Fim de Tarde (Editora Escrituras, selo Arte Paubrasil). Ele será publicado nesta postagem em 10 capítulos até 30.11.14. Os leitores que comentarem durante esse período concorrem ao sorteio de 1 livro impresso + 1 livro em PDF com dedicatória personalizada. Mesmo que você não goste de algo na história, para mim será muito útil acompanhar suas impressões durante a leitura.

AGranaDoLanche-06a

A GRANA DO LANCHE

cap. 1

DINORAH É UMA MOÇA BONITA, mas nada que chame demais a atenção. Tem vinte e cinco anos, faz o tipo mignon, pele clara, cabelo loiro ondulado na altura dos ombros, olhos castanhos, enfim, é uma dessas garotas que você vê aos montes nas tardes dos shoppings. Vive na capital, classe média alta, mora com os pais, não trabalha, abandonou Administração e agora cursa Direito numa faculdade particular. Desde a primeira vez, aos dezesseis anos, transou com onze caras, e também com a Pati, que depois se tornou a melhor amiga. E namorou um cara por quatro anos. O namoro terminou e é nesse ponto que encontramos Dinorah, solteira, numa mesa do café do shopping, olhando para uma nota de cem reais. E dizendo baixinho para si mesma: Eu não sou puta, eu não sou puta…

Esta é a nossa menina. Permita-me chamá-la assim, nossa menina, porque acho que combina com seu jeitinho quase infantil, e porque tenho a impressão que você também vai gostar dela. Mas por que Dinorah está repetindo para si mesma que não é puta? Porque horas antes ela conheceu um cara ali mesmo no café e… Bem, é melhor contar do começo.

Às sextas, após a última aula da tarde, Dinorah costumava passar no shopping que fica pertinho da faculdade para tomar um capuccino. Numa dessas sextas, ela viu um cara numa mesa próxima, tipo quarentão charmoso, de camisa social, gravata, paletó pendurado no encosto da cadeira, a pasta do tipo executivo ao lado no chão. E ela? Vestidinho estampado, sandalinha, mochila, cabelo preso. Os dois sozinhos. Ela achou o cara interessante, e ficou atiçadíssima quando ele ergueu a xícara de café, olhando para ela, e sorriu. E ela sorriu também. Logo depois ele estava em sua mesa e ela já sabia que o quarentão se chamava Carlos, morava em outra cidade, era executivo de uma empresa e uma vez por mês ia à capital a trabalho, era separado e não tinha filhos. Pelo menos foi isso que ele dissera.

Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa e ela disse que não bebia, o que era verdade. Enquanto ele pedia outro café, Dinorah sentiu que uma ideia instigante nascia em sua mente… Não, talvez não fosse na mente. Ideias podiam nascer entre as coxas? Se podiam, aquela definitivamente nascera lá. Aquele cara era um desconhecido, não era tão bonito mas era interessante, parecia ser confiável e estava abertamente a fim dela, e ainda morava em outra cidade… Transar com um desconhecido. Por que não?, pensou nossa menina, e agora a ideia tomava conta de seu corpo inteiro, feito uma onda de calor gostoso.

É, por que não, ela continuava pensando, e a ideia se tornara uma sensação que ficava cada vez mais excitante. Sexo sem compromisso, um cara mais velho, depois tchau, cada um segue sua vida, isso combinava com a sexta, sexta era um dia bom para experimentar coisas novas. Sim, decidiu Dinorah. Daria para ele, sim, bastava ele querer. Mas não gostou do nome, Carlos era sem graça. Executivo era mais sexy.

Do que você gosta, Executivo, posso te chamar de Executivo?, ela perguntou, disposta a mudar logo o papo para rumos menos formais. E ele respondeu que podia, e emendou, meio sério, meio insinuante: Gosto de garotas da sua idade. Dinorah sorriu, surpresa, uau, ele não perde tempo. Melhor assim, ela não estava mesmo a fim de muito papo. Posso te chamar de Loirinha?, ele quis saber. Pode, respondeu ela, gostando daquele joguinho. Do que você gosta, Loirinha? Ela decidiu que era hora de passar o ponto de não retorno: Gosto de caras que gostam de garotas da minha idade.

Quando a garçonete trouxe a conta, ela quis pagar sua parte, mas ele, delicadamente, perguntou se ela ficaria chateada se ele pagasse tudo. Se fosse uma situação normal, Dinorah ficaria, sim, ela acha que mulher tem que dividir a conta, principalmente ela que ganha uma boa mesada dos pais. Mas aquela não era uma situação normal, e ele pagar tudo combinava com a situação, um executivo bancar uma noite de prazer para uma jovem estudante safadinha. Não, Executivo, não vou ficar chateada, muito pelo contrário…

Menos de uma hora depois, Dinorah estava no motel com Executivo. Um desconhecido, um cara mais velho, experiente, isso era muito interessante e ela sentia-se bem safada. Executivo tinha um pau grande, mas ele a fodeu com cuidado para não machucar. Superexcitado, ele lambeu e chupou todas as partes de seu corpo, comeu-a em várias posições e gozou com ela montada nele, e ele sempre chamando-a de loirinha gostosa, loirinha safada…

No fim, após pagar a conta, Executivo perguntou-lhe se tinha gostado e ela respondeu que sim, e estava sendo 99% sincera, pois, embora sem orgasmos, ela tivera muito prazer. O 1% restante era porque ela achava que poderia ter se soltado um pouco mais. Ele deu-lhe seu cartão e disse que dentro de um mês estaria de volta.

Já no táxi, ele se ofereceu para deixá-la em casa, mas ela disse que preferia voltar para o shopping pois queria fazer um lanche. Seguiram pelas ruas em silêncio. Dinorah sabia que não o procuraria novamente, já havia realizado seu desejo safadinho, mas sentia-se bem e não via a hora de contar tudo para a amiga Pati, com quem adorava dividir suas confidências mais sórdidas. Quando o táxi parou em frente ao shopping e ela se preparava para abrir a porta do carro, Executivo pôs em sua mão, discretamente, uma nota de cem reais. Ela olhou para a nota, sem entender. É pro lanche, ele explicou, sorrindo calmamente, aceite, Loirinha, por favor. Confusa, ela pôs a nota dentro da mochila e desceu.

Numa mesa do café, Dinorah agora observava a nota de cem em suas mãos. Ainda podia sentir o pau do Executivo dentro dela, sua buceta latejando… Era para estar feliz, afinal a transa fora boa, o cara a tratara bem… Mas e aquela nota de cem? Por acaso ele achava que ela era uma puta? E, se achava, então valia cem pilas? Aquilo era muito ou pouco?

Pediu outro capuccino, mas bebeu sem vontade. Decidiu ir para casa, não se sentia muito bem. Entrou na sala e seus pais assistiam a um programa religioso na tevê. Beijou a mãe, beijou o pai e sentou-se com eles no sofá. Tudo bem, filha?, perguntou o pai. Ela respondeu que sim, só estava um pouco cansada. Tem lasanha no micro-ondas, avisou a mãe. Ela respondeu que estava sem fome e foi para o quarto. Sentada na cama, sentia-se um tanto angustiada. É pro lanche, Executivo dissera. Mas um lanche não custava tudo aquilo. Na verdade, com cem reais ela poderia jantar num ótimo restaurante, vinho incluído. Assim sendo, era óbvio que não dera o dinheiro para lanche nenhum. Ele havia lhe pago pelo sexo, era óbvio.

Eu não sou uma puta, falou para si mesma mais uma vez, e dessa vez amassava forte na mão a nota de cem. Que merda, como os homens podiam ser tão insensíveis? Levantou da cama e foi ao banheiro, controlando-se para não chorar. Por que ele tinha que estragar tudo? Fez um bolinho com a nota e jogou no vaso sanitário. Eu não sou uma puta. Ao contato com a água, a nota abriu-se e ficou boiando, como se olhasse para ela, duvidando do que ela dizia. Eu não sou uma puta e nem preciso dessa grana escrota, murmurou, a voz abafada pelo som da descarga.

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AGranaDoLanche-06acap. 2

NOS DIAS QUE SE SEGUIRAM, Dinorah ruminou sobre o assunto. Não estava arrependida, mas… havia a questão dos cem reais. Será que ele realmente achava que ela era puta? O que teria pensado, que naquela sexta, em vez de faturar, a puta decidira transar com um cara qualquer sem cobrar, e que coincidiu de ser ele? Mas, se fosse isso, por que ainda assim lhe dera dinheiro? Que merda, Dinorah não se conformava. Será que uma mulher não tinha o direito de trepar com um desconhecido sem ser confundida com uma puta?

No espelho do armário, nossa menina observou-se dezenas de vezes, virando de lado, fazendo poses. Será que tinha jeito de puta? Não, não podia ser isso, ela era uma garota normal, vestia-se como suas amigas e não exagerava na maquiagem. E, além do mais, tinha ódio dessas meninas muito fáceis, e sempre fora convictamente monogâmica em todos os seus relacionamentos.

Contou tudo para Pati. Desencana, respondeu a amiga, você não é puta, e o cara quis apenas ser gentil. Mas Dinorah não desencanou. Pesquisou sites de prostituição, olhou as fotos das garotas de programa, viu que a maioria cobrava mais que cem reais. Como Executivo podia achar que ela era uma daquelas mulheres?

Na última sexta do mês ela terminou o almoço no restaurante da faculdade e decidiu não ir às aulas da tarde, estava ansiosa demais, não conseguiria se concentrar. Botou os livros na mochila e foi para o café no shopping. Sentou-se em sua mesa predileta, pediu um capuccino e esperou. Meia hora ela esperou. Uma hora. Quase duas horas depois Executivo chegou, vestido do mesmo jeito, o paletó aberto, a pasta de executivo, e logo que entrou, percebeu sua presença. Posso sentar?, ele perguntou, simpático. Parecia contente em revê-la. Ela não conseguiu sorrir. Mas fez que sim com a cabeça e ele sentou.

– Cara, vou ser bem direta e quero que você seja sincero, tá? Por que você me deu aquela grana? Você acha que eu sou puta?

Ensaiara cuidadosamente aquelas exatas palavras durante as duas horas em que esperou por ele. Mas não falou nada disso. Porque simplesmente era uma questão que não tinha mais importância. Bem, na verdade ainda tinha importância, sim, mas de um outro modo… Saíra mais cedo da faculdade para garantir que o encontraria, e queria reencontrá-lo para tirar a limpo a história dos cem reais, sim, mas… algo nela havia mudado durante aquelas duas horas. Uma ideia estranha sobrevoava seus pensamentos, tão estranha que não ousava admiti-la… Mas de uma coisa ela sabia: queria transar novamente com aquele cara.

Uma hora depois, no motel, sob o peso do corpo dele, Dinorah gemia de prazer. Não era exatamente tesão pelo Executivo que sentia, e não era apenas tesão por estar sendo fodida por um quase desconhecido às cinco da tarde num motel, enquanto suas colegas assistiam aula de Direito Processual. Sim, tudo isso era excitante, porém enquanto ele metia firme em sua buceta e segurava suas pernas escancaradas na posição do frango assado, e ela assistia a tudo pelo espelho do teto, nossa menina fechou os olhos e imaginou os dois voltando para o shopping… Imaginou o táxi parando, os dois no banco de trás e… E o quê? A imagem seguinte parou um segundo antes de surgir em seu pensamento, esperando sua autorização. O táxi chegando no shopping, parando e… e…

Sem esperar mais pela autorização, a imagem que faltava invadiu de vez seu pensamento. O táxi para no shopping, Executivo abre a carteira, tira uma nota de cem e entrega a ela. Enquanto a imagem congelava em sua mente, ela recebendo o dinheiro no táxi, e na cama Executivo metia fundo em sua buceta, Dinorah gozou, de um jeito que nunca havia gozado antes, tão intenso que parecia que não ia acabar mais. E quando enfim acabou, na verdade não havia acabado: ela o abraçou com as pernas, puxando-o forte contra seu corpo e exigindo que ele continuasse a meter, e gozou novamente, outra vez intenso, uma coisa louca.

Pouco tempo depois o táxi parou no shopping. Executivo deu-lhe um beijo no rosto e disse que no mês seguinte estaria no mesmo lugar novamente. Ela apenas sorriu. E aguardou quieta, sentada ao lado dele, as pernas juntas, mochila ao colo. Como nada aconteceu, ela aproximou a boca de seu ouvido e perguntou baixinho: Você não tá esquecendo nada? Ele pensou por alguns segundos, até que finalmente compreendeu. Então abriu a carteira, tirou uma nota de cem e deu para ela. Dinorah guardou-a na mochila, disse obrigado, abriu a porta e saiu. Instantes depois, no café, tomou o capuccino mais gostoso de quantos já tomara em toda sua vida.

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NA SEMANA SEGUINTE, Dinorah marcou com Pati num barzinho, queria contar sobre seu segundo encontro com Executivo. Ela adorava sair com a amiga, apesar de Pati, morena do tipo gostosona como era, sempre atrair todos os olhares disponíveis do ambiente. Na noite em que se conheceram, numa festinha quatro anos antes, Pati beijava um cara e convidou Dinorah a se juntar a eles. Dinorah riu, pensando que aquela garota devia ser muito louca. Mas pensou por que não e aceitou. O beijo ficou triplo e eles terminaram na cama. No dia seguinte, já eram amigas.

Nossa menina chegou ao barzinho e viu a amiga bebendo no balcão com um homem. Ao ver Dinorah, Pati deixou-o lá sozinho e foi abraçá-la.

– Você vai dispensar aquele gato? – Dinorah perguntou.

– Dei pra ele ano passado. Deixa o gato ficar com mais vontade.

– Pati sempre arrasando os corações…

Sentaram-se numa mesa, e Dinorah contou o que acontecera na sexta anterior.

– Você cobrou pra transar, sua danadinha! – Pati comentou, surpresa.

– Eu não, só queria a grana do lanche. E nem precisava tanto.

– Mas você falou pra ele que era pro lanche?

– Não.

– Humm. Então agora ele vai achar que você cobrou pelo sexo.

– Talvez eu tenha cobrado mesmo.

‒ Talvez ou cobrou? Decida-se, Dinorah.

‒ Antes eu estava realmente superencucada, mas admito que, na verdade, eu estava achando excitante a ideia de ser paga pra transar. Nessa segunda vez, isso ficou claro pra mim.

– O nome disso não é prostituição, amiga?

– Ou será um fetiche?

– Você acaba de inventar o fetiche remunerado.

– Você também sai com os caras, Pati, eles te levam no carro deles, te pagam barzinho, restaurante, motel… É a mesma coisa, não? No meu caso, foi uma grana pro lanche.

– Tá bom, você venceu. Mas você por acaso gastou a grana com lanche?

– Não. Mas podemos gastar agora. Vamos pedir o quê?

– Ai, amiga, você não existe!

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NÃO POSSO SER UMA PUTA, pensava Dinorah, sentada diante de seu guarda-roupa, porque puta nenhuma no mundo teria um guarda-roupa tão comportado. Porém, ser paga para transar, ah, isso tinha que admitir: era uma delícia. Nem o preço importava, o dinheiro em si não era importante, ela não precisava dele. Importante era ser paga. Lembrou da segunda transa, de como foi bom, do quanto se excitou imaginando que logo depois seria paga… Será que as putas também sentiam aquele mesmo tipo de excitação gostosa, aquele frenesi de saber que o homem à sua frente dispõe-se a gastar uma grana para estar dentro dela?

Decidiu dar um passo adiante em seu fetiche. Quando, no fim do mês, reencontrou Executivo no shopping e foram novamente para o motel, dessa vez ela fez diferente. Tirou a roupa, ficou inteiramente nua e pediu que ele se encostasse na bancada, o que ele fez. Ela ajoelhou-se no chão, abriu sua calça, pôs o pau para fora e o acariciou, vendo-o crescer rapidamente em suas mãos até ficar imenso e inteiramente rijo. Passou a língua devagar por toda sua extensão, beijou-o delicadamente na ponta e, um instante antes de começar a chupá-lo, parou de repente. Ergueu o rosto e olhou para ele. E falou, calmamente: Hoje eu quero adiantado.

Surpreso, Executivo abriu os olhos. Durante alguns segundos os dois se olharam em silêncio, o pau dele, duro e latejante, a um centímetro da boca de nossa menina, feito uma lança paralisada em pleno voo. Executivo sorriu e disse que aquilo não era problema. Ainda encostado na bancada, pegou a carteira, tirou uma nota de cem reais e entregou a ela. Dinorah pôs a nota sobre a cama e voltou à sua posição de joelhos. Segurou Executivo pelas coxas e começou a chupá-lo, fazendo exatamente como num vídeo erótico que vira aquela semana, engolindo o máximo que podia até senti-lo na garganta, até engasgar-se e lágrimas descerem por seu rosto, e depois voltando lentamente até a ponta da cabeça, sem deixar em nenhum momento de envolvê-lo totalmente com os lábios, sem usar as mãos, e repetindo o movimento cada vez mais rápido.

Pouco depois, ela percebeu que as pernas do Executivo tremiam e ele se apoiava na bancada com os braços. Ela o escutou gemer mais forte e logo depois sentiu o jato de sêmen em sua boca, um gosto de doce e salgado, morno, quase quente, que ela saboreou e engoliu. Depois afastou a boca e dirigiu o resto do jato para seu rosto, e com a outra mão espalhou o líquido pelas duas faces, pela boca, pelo pescoço, pelos peitos. Enquanto Executivo dobrava-se para trás, Dinorah, ainda ajoelhada e toda lambuzada de sêmen, olhava para a nota de cem sobre a cama e maravilhava-se de ser a mulher mais suja e feliz do mundo.
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NÃO POSSO SER UMA PUTA, pensava Dinorah, sentada diante de seu guarda-roupa, porque puta nenhuma no mundo teria um guarda-roupa tão comportado. Porém, ser paga para transar, ah, isso tinha que admitir: era uma delícia. Nem o preço importava, o dinheiro em si não era importante, ela não precisava dele. Importante era ser paga. Lembrou da segunda transa, de como foi bom, do quanto se excitou imaginando que logo depois seria paga… Será que as putas também sentiam aquele mesmo tipo de excitação gostosa, aquele frenesi de saber que o homem à sua frente dispõe-se a gastar uma grana para estar dentro dela?

Decidiu dar um passo adiante em seu fetiche. Quando, no fim do mês, reencontrou Executivo no shopping e foram novamente para o motel, dessa vez ela fez diferente. Tirou a roupa, ficou inteiramente nua e pediu que ele se encostasse na bancada, o que ele fez. Ela ajoelhou-se no chão, abriu sua calça, pôs o pau para fora e o acariciou, vendo-o crescer rapidamente em suas mãos até ficar imenso e inteiramente rijo. Passou a língua devagar por toda sua extensão, beijou-o delicadamente na ponta e, um instante antes de começar a chupá-lo, parou de repente. Ergueu o rosto e olhou para ele. E falou, calmamente: Hoje eu quero adiantado.

Surpreso, Executivo abriu os olhos. Durante alguns segundos os dois se olharam em silêncio, o pau dele, duro e latejante, a um centímetro da boca de nossa menina, feito uma lança paralisada em pleno voo. Executivo sorriu e disse que aquilo não era problema. Ainda encostado na bancada, pegou a carteira, tirou uma nota de cem reais e entregou a ela. Dinorah pôs a nota sobre a cama e voltou à sua posição de joelhos. Segurou Executivo pelas coxas e começou a chupá-lo, fazendo exatamente como num vídeo erótico que vira aquela semana, engolindo o máximo que podia até senti-lo na garganta, até engasgar-se e lágrimas descerem por seu rosto, e depois voltando lentamente até a ponta da cabeça, sem deixar em nenhum momento de envolvê-lo totalmente com os lábios, sem usar as mãos, e repetindo o movimento cada vez mais rápido.

Pouco depois, ela percebeu que as pernas do Executivo tremiam e ele se apoiava na bancada com os braços. Ela o escutou gemer mais forte e logo depois sentiu o jato de sêmen em sua boca, um gosto de doce e salgado, morno, quase quente, que ela saboreou e engoliu. Depois afastou a boca e dirigiu o resto do jato para seu rosto, e com a outra mão espalhou o líquido pelas duas faces, pela boca, pelo pescoço, pelos peitos. Enquanto Executivo dobrava-se para trás, Dinorah, ainda ajoelhada e toda lambuzada de sêmen, olhava para a nota de cem sobre a cama e maravilhava-se de ser a mulher mais suja e feliz do mundo.

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DIAS DEPOIS DO TERCEIRO ENCONTRO com Executivo, Dinorah conheceu Bruno num bar, e o interesse foi mútuo. Ela, porém, não queria namorar, estava adorando a vida de solteira, e não cogitava interromper os encontros com Executivo. Mas Bruno insistiu, e uma noite transaram no apartamento dele. No dia seguinte, ela disse que não queria namorar, mas que topava ficar com ele, e assim foram ficando, ficando, até que um dia ela percebeu que estavam se relacionando como namorados. E decidiu deixar a coisa como estava.

Pouco mais velho que ela, Bruno administrava os postos de gasolina do pai, era rico e morava numa cobertura. Com ele o sexo até que era bom, mas… sempre faltava um algo mais. Ou ela é quem andava muito exigente? Sim, talvez fosse isso. As transas com Executivo haviam despertado seu lado selvagem, e com Bruno ela não se sentia sexualmente completa.

Uma noite, durante um fim de semana que passavam na serra, ela percebeu que havia putas na pracinha próximo ao hotel. A visão das garotas se oferecendo aos homens a fez sentir-se especialmente tarada naquela noite. Foram para o quarto do hotel e ela pediu que ele entrasse depois, exatamente cinco minutos depois. Bruno topou a brincadeira e quando entrou, ela estava nua, de quatro sobre o sofá, e o chamava: Quero que você me coma aqui. Bruno perguntou se ela não gostaria de tomar um banho antes. Não ‒ foi sua resposta, enfática. Pouco depois, enquanto Bruno satisfazia sua vontade, ela, gemendo alto de prazer, pediu que ele a chamasse de puta. Ele não chamou, e ela insistiu e insistiu, até que ele obedeceu. Mas o puta dele foi tão sem ênfase que ela não aguentou:

– Me chama de puta, porra, de puta safada! Vai, me chama, porque é isso que eu sou mesmo, uma putinha vagabunda! Eu sou muito putaaaaaaa!!!

E foi assim que ela gozou, o namorado comendo-a de quatro no sofá e ela berrando que era puta, para desespero dele, preocupado com o escândalo. E, apesar de Bruno nunca participar do texto exatamente como ela queria, assim passaram a ser seus melhores gozos, ele metendo nela de quatro e ela gritando que era puta, muito, muito puta.
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OS ENCONTROS COM EXECUTIVO se sucediam, sempre na última sexta do mês, quando ele ia à capital. Encontravam-se no café do shopping e seguiam para o motel. Quase não se falavam, não era necessário. Dinorah não queria saber sobre a vida dele e ele não tinha interesse pela vida dela – tudo que queriam era sexo. Os cem reais do lanche, Executivo pagava adiantado, logo que chegavam ao motel. A nota, Dinorah fazia questão de deixá-la à vista, e adorava ser fodida olhando para ela.

Era uma puta? Ou tudo aquilo era apenas uma fantasia? Ela ainda se perguntava isso. E ainda não sabia a resposta. Sempre escutara que o motivo das mulheres virarem putas era a falta de perspectivas ou os problemas familiares. Ela não tinha nenhum problema sério, levava uma vida confortável, tivera educação religiosa e mantinha uma ótima relação com seus pais. Não tinha motivo para querer ser uma puta. Bem, na verdade tinha um, sim: o fetiche de ser paga. Será que alguma outra mulher já havia virado puta pelo mesmo motivo?

Pelo sim, pelo não, nossa menina decidiu dar uma renovada no guarda-roupa. Comprou roupas novas, uns vestidos mais justos, umas calcinhas mais safadas. E comprou um vestidinho branco colante que jamais pensou que teria coragem de usar. Usou-o a primeira vez com Executivo. Enquanto o aguardava no café, sentiu que os homens a devoravam com o olhar. Era a primeira vez que era olhada daquela forma tão explícita. E era um delícia. Executivo adorou o vestido e pediu que ela o vestisse sempre, e sem calcinha, no que foi atendido. Não tem sempre razão, o cliente?

Executivo nunca lhe perguntou se ela de fato usava o dinheiro para lanchar. Ele apenas pagava e pronto, e Dinorah apenas recebia e transava que nem uma puta, ou pelo menos como achava que uma puta transava, com muita vontade. Passou a ler bastante sobre prostituição, devorando tudo que encontrava sobre práticas sexuais e preferências masculinas. Via vídeos na internet e depois praticava com, digamos assim, seu cliente.

– Cliente? É assim que você tá chamando o cara? – perguntou Pati, rindo da amiga. – Então você já assumiu a putice.

– Existe puta de um homem só?

– Se não existia, agora existe.

– Se ele me vê assim, pra mim tanto faz.

– Então deixe de ser besta e cobre mais, amiga.

– Ah, Pati, não é pela grana, é pelo prazer.

– Prazer tem esse cara. Conseguiu uma putinha bonita, classuda, futura advogada, que dá pra ele por cem pilas. Mixaria. Eu cobraria mais, na boa.

– Mas você é gostosona, Pati, tem peitão, bundão. Eu sou normal.

– Mas fode bem, não fode? É disso que os caras gostam.

Sim, fodia bem. Executivo que o dissesse. A cada vez Dinorah se soltava mais e vivia mais verdadeiramente seu fetiche de ser puta. Não importa se você tem prazer, aconselhava uma prostituta num livro de memórias, faça-os crer que tem e eles adorarão isso, e você terá real prazer por vê-los tão felizes. Interessante, pensou ela, matutando sobre esse trecho. Com Executivo, ela não precisava fingir, pois realmente sentia prazer. E sentia prazer não apenas físico, mas também em descobrir que aquela experiência lhe permitia explorar intensamente sua sexualidade, sem qualquer tipo de culpa, e isso era maravilhoso. Passou a adorar que ele gozasse em sua boca: ela engolia tudo e queria mais, sinceramente sedenta do jorro de sêmen. Aprendeu também a fazer anal, a receber o pau dele inteiro em seu cu, e se no início doía, depois passou a gostar e um dia foi assim que gozou, sentada sobre Executivo, o pau dele totalmente enterrado em seu cu, e ela subindo e descendo feito uma louca descabelada, transtornada pela sensação de estar sendo absolutamente preenchida por trás… e ainda ser paga por isso. Ah, era muita felicidade.

E o namoro com Bruno? Ia do mesmo jeito. Fora da cama se entendiam muito bem, saíam, bebiam e iam a festas, mas no sexo ela continuava um tanto insatisfeita. Sim, tinha prazer com ele, e ele com ela, mas com Bruno não conseguia ser a puta que sentia ser. Sexo anal, por exemplo, ele se recusava a fazer, dizia que era nojento, e ela não se conformava com isso.

Uma noite, enquanto viam um documentário sobre prostitutas na TV, Dinorah comentou que elas eram muito corajosas por trabalhar na rua de madrugada. E Bruno respondeu que elas não eram corajosas, eram doentes. Ela argumentou, dizendo que aquele era o trabalho delas, mas ele disse que era um trabalho de gente doente, e que quem pagava também era doente. Aquilo atingiu nossa menina em algum ponto sensível, era como se Bruno estivesse falando dela, e ela não era doente. Depois desse dia, Dinorah achou mais prudente não tocar no assunto. E deixou de gritar que era puta quando ele a comia de quatro. Uma pena, pois era o prazer mais gostoso que tinha com ele.
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UM DIA DINORAH RECEBEU a notícia que menos esperava. Após a transa, ainda no motel, Executivo lhe disse que um novo gerente assumiria seu lugar na empresa e que, por isso, ele não iria mais à capital. Aquela, portanto, era a última vez que se viam. Dinorah escutou em silêncio, sem conseguir acreditar. Ficou arrasada. Quando chegaram de volta ao shopping e ele lhe estendeu a nota de cem, ela olhou para ele com desdém e disse: É por conta da casa. E saiu.

Foi como se de repente lhe puxassem o chão de seus pés. De uma hora para outra ela perdia sua fantasia. Fantasia? Não, era mais que isso, e só agora ela se dava conta do quanto realmente precisava daquilo em sua vida. Ser puta não era só fantasia, era uma parte de sua vida que não podia mais ignorar. Foram treze meses lindos, treze encontros com Executivo onde aprendeu mais sobre sexo que em todas as suas experiências anteriores. Se dependesse dela, aqueles encontros nunca teriam fim.

E agora?, ela se perguntava, inconformada. Agora tinha apenas seu namorado, que não percebia o que ela era. Dinorah virou-se na cama, sem sono, e conferiu no relógio as três horas da madrugada. Puta. E pela milésima vez pensou no significado daquela palavra.

Dias e dias de tristeza, noites e noites mal dormidas. Dinorah não se conformava em ter sido abandonada. Até que um dia, quando já não suportava mais, entrou em contato com Executivo e perguntou se poderia visitá-lo em sua cidade uma vez por mês. Ela iria por conta própria, ele não precisaria se preocupar com nada. Mas Executivo disse que não seria possível.

– Por favor, você é meu único… cliente – ela completou a frase, e não se surpreendeu com o que dizia.

– Você vai conseguir outros, Loirinha, você é ótima.

– Você acha caro? Posso fazer por cinquenta.

– Obrigado, mas…

– Faço por dez reais, você quer?

– Loirinha, por favor…

– Um real.

Silêncio. Dinorah esperava ansiosa pela resposta. Acabara de pedir um real para transar. A puta mais barata do mundo.

– Você vai me cobrar um real? Tá falando sério?

– Sim.

– Como você pode cobrar um real por um programa?

– E como você pode não querer?

– Eu realmente não entendo.

– Não tente entender. Apenas aceite, por favor…

Novo silêncio. Dinorah sabia que havia ido longe demais. Mas era sua última cartada.

– Desculpa, Loirinha, não vai dar.

É, não deu. Executivo realmente não estava mais a fim. Ele, porém, disse que falaria com o gerente substituto, talvez se interessasse. Você promete?, perguntou nossa menina, um brilho de esperança acendendo-se em seus olhos. Ele prometeu.

Os dias seguintes foram de uma terrível expectativa. Ficou difícil prestar atenção às aulas. Passou a se irritar com qualquer coisa que Bruno dizia, e o sexo com ele, que já não era essas coisas todas, foi rareando até que ela perdeu de vez a vontade. Preocupado, ele perguntou o que estava acontecendo e ela desconversou, dizendo que estava concentrada nas provas da faculdade. Até mesmo a mãe percebeu algo errado, e para ela Dinorah disse que o problema era o namoro, que não ia bem. Para Pati, porém, contou a verdade, e a amiga sugeriu que fosse franca com Bruno e revelasse sua tara secreta.

– Ele me larga na mesma hora – Dinorah respondeu.

– Você arruma outro rapidinho, sua boba.

– Que homem iria aceitar isso, Pati?

– É. Só um cafetão mesmo.

– Cafetão eu não quero.

‒ Qual é o problema? Se alguém te arruma cliente, é justo que ganhe comissão.

– Eu sei que é justo. Mas não quero mais gente envolvida, entende?

‒ Então reza pro novo gerente gostar de você.

Um mês depois o celular de Dinorah tocou. Era o novo gerente. Ele estava na capital e queria conhecê-la. No dia seguinte, uma sexta, ela pôs o vestidinho branco, sem sutiã e sem calcinha, e foi encontrá-lo no bar do hotel onde ele se hospedava. Chamava-se Jaques, era mais novo que Executivo e era um cara muito bonito. Ele disse que seu colega havia falado bem dela e que estava interessado.

– Ele te falou como é o meu esquema?

– Sim, Loirinha. Cem reais adiantados, né?

– Isso mesmo.

– Fechado. Vamos subir pro meu quarto?

– Você decide, Chefinho. Posso te chamar assim, você tem jeito de Chefinho.

E assim foi. Naquela noite, no décimo quinto andar do hotel, Dinorah foi novamente puta, agora com um novo cliente. Ele pagou adiantado, ela pôs o dinheiro sobre a mesinha ao lado e falou: Agora deixa tua putinha te chupar, Chefinho. E abriu a calça dele, recebendo em sua boca o pau do novo cliente, e nessa noite ela entendeu que os clientes de uma puta eram diferentes, uns mais cuidadosos, outros mais rudes. Aquele era do tipo rude. Não tinha o pau grande como o de Executivo, mas era um tanto indelicado, o que não a impediu em nada de sentir-se feliz, afinal estava novamente fazendo o que adorava fazer, estava outra vez transando por dinheiro. E dessa vez havia algo de muito especial: era a primeira vez do cliente, e era preciso fidelizar a clientela. Quer comer meu cu, Chefinho, é oferta especial da casa, ela perguntou, manhosa. E Chefinho quis, sim, e a pôs de quatro e a enrabou com violência, puxando seu cabelo, e Dinorah, mesmo sentindo-se rasgada por dentro, deleitou-se ao observar-se no espelho ao lado, parecia uma cadela devassa, e bem à sua frente, sobre a cama, os cem reais do lanche, mais belos que nunca.
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AGranaDoLanche-06acap. 7

A VIDA VOLTOU AO NORMAL para Dinorah. As aulas voltaram a ser o que eram, a irritação com Bruno sumiu e até o sexo com ele ficou mais interessante. Bem, não tão interessante como com Chefinho, é verdade, que, diferente de Executivo, ia à capital duas vezes por mês. E sempre que ia, procurava Dinorah. E ela não recusava, o que a obrigou a ter o dobro de cuidado para que Bruno não desconfiasse.

Um dia Chefinho disse que queria sexo a três, e perguntou se ela por acaso não tinha uma colega. A ideia não a agradou muito, mas não podia perder o novo cliente. Ela disse que falaria com uma amiga. A amiga era Pati, claro, a única que poderia topar aquela parada e, além disso, elas já haviam transado a três uma vez, não seria nenhuma novidade. Pati trabalhava como operadora de telemarketing para poder pagar a faculdade de Turismo e uma graninha extra certamente seria muito bem vinda. Além disso, era inteligente e descolada, saberia lidar bem com a situação.

– Ai, amiga, não sei se eu levo jeito pra puta.

– Ah, nem vem, eu sei que você gosta de uma boa putaria. E ele é lindo, você daria pra ele de graça.

– É rico?

– Acho que sim.

– Quanto a gente cobraria?

– Semana que vem ele volta. A gente marca um encontro e você negocia, que tal? Você é melhor que eu nisso.

Na semana seguinte, elas se encontraram com Chefinho no bar do hotel. Pati foi vestida com uma minissaia bem curta e um decote tão generoso que a cada dez segundos magnetizava o olhar abobalhado do Chefinho. Ele gostou dela, que se apresentou como Morena, e ofereceu duzentos.

– Pra cada uma, Chefinho? – perguntou Pati, à frente das negociações.

– Não, pras duas.

– Então nada feito.

Dinorah tremeu. Tudo que não podia acontecer era perder o cliente por ganância da amiga. Mas confiava nela.

– Quanto vocês querem?

– Quatrocentos é um preço justo.

– Tudo isso? Sua amiga cobra cem.

– Meu lanche é mais caro, Chefinho.

Dinorah suava. Conhecia bem Pati e sabia de sua personalidade forte e determinada. Determinada até demais. Talvez não houvesse sido uma boa ideia…

– Pago trezentos, Morena.

– Trezentos é o meu preço. Pague mais cem e terá duas meninas lindas e fogosas em sua cama.

– Você é tão competente quanto sua amiga?

– Se você não gostar, te devolvo a grana.

Dinorah aguardou nervosamente a resposta do homem. À frente dele, os peitos de Pati se ofereciam feito dois melões numa bandeja, e Chefinho, coitado, até se esforçava por não olhá-los, mas seus olhos inapelavelmente escorregavam para dentro do decote da Morena e a muito custo é que conseguiam sair de lá. Chefinho afrouxou o nó da gravata, deu um gole no uísque e falou, enfim, que o negócio estava fechado. Enquanto ele pedia a conta ao garçom, Pati piscou um olho para Dinorah, que sorriu aliviada.

Pati precisou devolver o dinheiro? Longe disso. As duas deram muito prazer ao Chefinho, uma de cada vez, as duas juntas, os três misturados, o pau na buceta da Loirinha e a boca nos peitos da Morena, Morena chupando Loirinha e Chefinho enrabando Morena… Duas horas depois ele estava esgotado, mas totalmente satisfeito com o dinheiro investido.

Quinze dias depois Chefinho voltou à capital e a dupla Loirinha e Morena novamente compensou cada real pago por elas. Dinorah e Pati, grandes amigas e agora grandes parceiras do ménage à trois. Para Pati, além do prazer da putaria, que ela realmente gostava, havia agora seiscentos reais todo mês ajudando bastante no orçamento. Para Dinorah, alívio: o cliente estava garantido. E ainda ajudava a amiga. Tudo sob controle.

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A VIDA, PORÉM, RESERVAVA surpresas desagradáveis para nossa menina. Uma noite, três meses depois do início da parceria sexual com Pati, ao chegar à cobertura de Bruno, ela percebeu de imediato que algo não estava bem. Bruno recusou o beijo e disse que queria conversar. Sentaram-se no sofá, mas ele logo levantou-se e perguntou:

‒ Há quanto tempo você faz programa?

Dinorah tomou um susto tão grande que ficou muda.

‒ Não vai responder? ‒ ele insistiu.

Ela pensou em fingir que não sabia do que ele falava, mas percebeu que não conseguiria. E respondeu a verdade, que começara pouco antes de conhecê-lo. Ela podia ver a sombra da decepção em seus olhos, ele estava arrasado. Perguntou-lhe como descobrira e ele disse que dias antes um amigo a havia visto num bar com Pati e um homem, e os seguiu até o motel. Por quê, Dinorah?, Bruno perguntou. E ela nada respondeu. Por quê, Dinorah? E dessa vez ela respondeu a única coisa possível: Porque eu gosto.

O clima era horrível. A vontade era de levantar e sair correndo, mas ela sabia que não podia fugir assim daquele momento. Bruno tinha direito a um mínimo de consideração de sua parte.

– Não vai dar pra continuar.

– Desculpa, Bruno. Eu não queria que terminasse assim.

– Por isso você sempre defendia as putas. Você é uma delas.

Dinorah fechou os olhos. Ouvir aquilo daquela forma era doloroso. Mas…

– Você é uma doente, Dinorah.

Era doloroso, sim, mas foi nesse momento, confrontada com a acusação que sofria, que ela finalmente compreendeu. Não, não era doente. Era uma puta. Não era a sua profissão, mas gostava de transar por dinheiro, e isso era o bastante, não? Sim. Tinha alma de puta. Fosse fetiche, fantasia ou realidade, era isso que ela era: uma puta. Era puta, sim. De corpo e alma.

– Eu não menti pra você, Bruno. Te falei várias vezes que eu sou puta.

– Falou? Quando?

– Quando a gente transava.

– Mas… na transa não vale.

– É nesse momento que uma mulher revela suas melhores verdades, você não sabia?

Bruno não respondeu. Tinha os olhos marejados e olhava para um ponto qualquer no espaço. Dinorah sentiu pena dele, mas sabia que nada mais havia a ser feito. Caminhou até a porta, abriu e, após dezoito meses de um namoro que nunca deveria ter começado, saiu para sempre da vida de Bruno.

Naquela noite não conseguiu dormir, seu ser inteiro era um turbilhão de pensamentos e sentimentos. Por um lado, estava triste por Bruno. Não o amava, mas gostava dele. Como poderia ter sido diferente? Não, não poderia, ele jamais aceitaria sua condição. Por outro lado, sentia-se aliviada, pois agora finalmente não tinha mais dúvidas: ela era puta, sim. Transar por dinheiro era delicioso e não machucava ninguém, o que havia de errado nisso? Por que não continuar? E já que namorado nenhum a aceitaria, ela seguiria solteira mesmo, pelo menos enquanto sentisse prazer em ser puta.

Quando amanheceu e a claridade do dia invadiu o quarto, ela estava em paz consigo mesma, não mais havia conflito em sua alma. Então levantou e encontrou os pais na sala tomando café. Sentou à mesa e eles logo comentaram sobre o estado de espírito da filha. Ela riu e contou que estava novamente solteira. A mãe comentou que ela estava mais bonita, e que o namoro não estava mesmo fazendo bem a ela, e o pai lembrou que em poucos dias ela receberia o diploma de advogada, bola para frente, minha filha. Página virada, vida nova, ela respondeu, sorridente.

Após o café, calçou os tênis e, enquanto os pais saíam para a missa das oito, seguiu para o parque. Era um belo domingo ensolarado, ela pensou, perfeito para recomeçar a vida. Do parque mesmo ligou para Pati, para contar as novidades. Falou que ainda estava triste por Bruno, mas que se sentia muito feliz por ter finalmente assumido o que ela, de fato, era. E preveniu a amiga:

– Ele sabe que você também tá no esquema, Pati. Melhor a gente tomar cuidado.

– Eu não tô mais, Dinorah.

– Como assim?

– Eu ia te contar num momento mais oportuno… mas acho melhor resolver isso agora.

Dinorah sentiu um calafrio. O tom de voz da amiga a assustava.

– Mas… você estava tão animada. O que aconteceu, Pati?

– Eu e Jaques estamos namorando.

Ficou em silêncio. Pati e Chefinho namorando? Escutara direito?

– Viajo na próxima semana, já tô com tudo pronto. Vou morar com ele.

Não. Pati só podia estar brincando.

– É sério, Dinorah. Você vai ter que arrumar outro cliente.

– Mas… Pati…

– Desculpa, Dinorah. Boa sorte.

Ela escutou o som da ligação encerrada. Sentada no banco do parque, tinha a impressão que estava sonhando, que em breve algo aconteceria e ela, puff, despertaria. Mas nada aconteceu. Cinco minutos antes sorria feliz para o mundo, e agora estava totalmente sem chão. O namorado descobrira que ela era puta e o único cliente que tinha a abandonara para ficar com sua melhor amiga. Sem cliente, sem amiga, sem namorado, sem nada. Aquilo era a realidade, brilhando tão forte quanto o sol sobre sua cabeça.
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AGranaDoLanche-06acap. 8

UM MÊS DEPOIS, RECUPERADA DO BAQUE, Dinorah começou a estudar as possibilidades. Tinha vinte e sete anos, era agora uma advogada formada e trabalhava num importante escritório. Dois anos antes começara a transar por dinheiro e descobrira nisso o grande prazer de sua vida. Embora tivesse plena consciência de todos os riscos envolvidos, não estava disposta a abrir mão do prazer. Precisava fazer algo para continuar tendo sexo pago.

Mas o quê, exatamente? Bater ponto em alguma rua? Não, isso estava fora de cogitação, pois temia por sua segurança e nem podia tornar públicas suas atividades. Os bares dos hotéis pareciam ser uma opção interessante, mas desistiu quando descobriu que teria que deixar uma gorda comissão com os gerentes. Tudo de que precisava era um único cliente, só isso.

Optou pelo Pai Tomás, um bar de sinuca que era frequentado também por mulheres que faziam programa. Lá certamente não encontraria conhecidos. Escolheu um vestido discreto, chegou no bar cedo e sentou-se num banco do balcão. Pediu um suco. Enquanto reparava no ambiente, percebeu que um cara acenava para ela da mesa de sinuca. Um segundo antes de sorrir de volta, reconheceu o cara: era um conhecido da faculdade. Que merda, pensou Dinorah, assustada. Desanimada, levantou e foi embora.

No dia seguinte, pesquisou mais lugares e encontrou um bar num bairro distante. Talvez lá não topasse com conhecidos. De fato, não topou, mas os homens que o frequentavam eram feios e grosseiros, jamais transaria com eles, nem por pouco nem por muito dinheiro.

Não lhe agradava ter que anunciar-se em sites de garotas de programa, mas pelo jeito não havia opção melhor. Então criou coragem e ligou para um número que conseguira num dos tais sites. Era o telefone de um tal Dinho, o cara que fizera as fotos das garotas. A ideia era fazer fotos bonitas e sensuais como aquelas, mas ela posaria de máscara para não ser reconhecida. Um dia depois ela foi ao estúdio conversar com o fotógrafo. Dinho tinha cinquenta anos, era um profissional experiente e lhe pareceu um cara confiável. Ela explicou que queria as fotos para fazer uma surpresa ao namorado, e marcaram a primeira sessão de fotos para a semana seguinte. Ela comprou algumas peças de lingerie, luvas e apetrechos. E as máscaras, claro.

No dia marcado, lá estava nossa menina, nervosa mas decidida. Dinho a tranquilizou, dizendo que ela era uma mulher linda, de sensualidade natural, que não ia ser difícil fazer boas fotos, e que podiam explorar seu jeitinho de menina, misturando ingenuidade e malícia, e ela adorou a ideia. Ele explicou que no estúdio ficariam apenas ele e sua assistente, que o ajudaria na iluminação e na troca de roupa. Combinaram que naquela primeira sessão ela fotografaria vestida e que, na segunda sessão, com ela mais relaxada, fariam as fotos de nu. Ele perguntou se ela aceitava uma taça de vinho para relaxar, mas ela recusou. E assim, durante as três horas seguintes, Dinorah experimentou várias poses, fez caras e bocas e trocou muitas vezes de roupa. Ao fim, Dinho elogiou-a e disse que ela se saíra muito bem.

Três dias depois fizeram a segunda sessão, e dessa vez Dinorah aceitou a taça de vinho, pois estava mais nervosa. Foi uma sábia decisão. O vinho a ajudou a relaxar e ela posou com muita naturalidade para a lente de Dinho, seminua e totalmente nua, e enquanto os cliques se sucediam, ela lembrava das noites com Executivo e Chefinho, e aquilo tudo a deixou num tal estado de excitação que teve ímpetos de se masturbar ali mesmo, na frente de Dinho e de sua assistente. Quando a sessão terminou, ela continuou deitada sobre as almofadas por algum tempo, nua e relaxada, curtindo as boas possibilidades com que o futuro lhe acenava. Acho que temos fotos maravilhosas, Dinho falou, você fotografa muito bem. Dinorah agradeceu o elogio e a assistente lhe entregou sua roupa.

Dias depois ela voltou ao estúdio e gostou bastante das fotos, todas feitas com muito bom gosto. As máscaras lhe escondiam bem a identidade, e seu corpo parecia mesmo o de uma adolescente. Mesmo nua e em poses provocantes, alguém diria que aquela garota era uma puta?

Pagou o restante do acertado e levantou-se para ir embora.

– Seu namorado é um cara de sorte – Dinho disse. – Ele vai ter uma bela surpresa.

Dinorah parou e pensou um pouco. Por que mentir para ele?

– Na verdade, não tenho namorado.

– As fotos são pra algum trabalho?

– Ahn… Não. Sim.

Dinho sorriu, e pelo sorriso, Dinorah desconfiou que ele já havia entendido tudo. Sentiu-se desmascarada.

– Fique tranquila, Dinorah, sou um profissional e já tô acostumado com esse tipo de trabalho. Se quiser alguma dica de site, posso sugerir alguns muito bons.

– Na verdade… – ela começou a responder, sem jeito. – Eu não sou exatamente o que você tá pensando, Dinho.

Ele a olhou curioso. Ela reparou que ele tinha olhos pretos muito bonitos, como não reparara antes? Aliás, não eram apenas os olhos, ele era realmente um cara bonito e charmoso, aqueles cabelos grisalhos, o porte elegante…

– O que você é, então?

De repente ela sentiu uma imensa vontade de contar tudo para ele. Sim, mal o conhecia, mas talvez ele pudesse realmente ajudá-la, quem sabe?

– Tem um barzinho legal aqui perto, quer ir comigo? – ele perguntou.

Meia hora depois, na mesa do bar, Dinorah abriu o jogo sobre sua fantasia de transar por dinheiro. Contou sobre os programas com Executivo e Chefinho, o namoro frustrado com Bruno, o lance com Pati e também sobre seus planos de usar as fotos para conseguir um novo cliente. Dinho escutou tudo em silêncio. Ao fim, ela falou:

– Tá surpreso, né?

– Admito que sim.

– Você acha que eu sou uma puta?

Dinorah fez a pergunta e esperou nervosamente pela resposta. Não que ela fosse mudar o que pensava a respeito de si mesma, pois quanto a isso já não tinha dúvidas. Mas saber o que Dinho pensava tornara-se de repente algo muito importante.

– Não sei o que você é – ele respondeu, olhando sério em seus olhos. – Mas se é uma puta, então é a puta mais linda e verdadeira do mundo.

Ela ficou pasma. Não esperava por uma resposta como aquela. Ele tocou seu rosto com delicadeza, aproximou-se devagar, como se dando tempo para que ela recuasse, mas ela não recuou, e ele a beijou na boca. Suas línguas se envolveram num beijo quente enquanto as mãos buscaram com sofreguidão o corpo do outro. Dinorah estava gostando de tudo: o jeito dele de beijar, as mãos firmes em seu corpo, o cheiro… Séculos depois, quando suas bocas se separaram, ele falou, ofegante:

– Quero te comer, Dinorah. Agora.

Ela adorou ouvir aquilo. Já ia dizer eu também quando ele completou:

– Te pago adiantado, como você gosta.

Ela quase riu. Não seria nenhum sacrifício dar de graça para aquele cara, mas já que ele queria pagar, mil vezes melhor.

– Você me paga no motel.

– Pode ser em meu apartamento? Moro na rua de baixo.

– O cliente manda.

E foram. O apartamento era um quarto e sala com decoração simples e uma pequena sacada. Dinho pôs Lovage para tocar e a levou para o quarto. E lá transaram até a exaustão. Quando Dinorah acordou, já estava claro, e Dinho dormia ao seu lado na cama. Ela o observou por alguns instantes, admirando sua excitante beleza de homem vivido, as marcas no rosto… Para quem tinha cinquenta anos, ele estava bem, e até aquela barriguinha era um charme. E o pau, molinho como estava, nem lembrava o pau grosso e inquieto que horas antes metia gostoso nela, invadindo-a de todas as formas, com uma mistura de delicadeza e violência que ela adorou. Ela levantou-se, pegou a nota de cem no chão, vestiu-se e saiu em silêncio para que ele não acordasse. No elevador, viu-se no espelho e riu de sua cara de boba. Ah, não, Dinorah, ela pensou, você não está apaixonada, não está, entendeu?
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AGranaDoLanche-06acap. 9

ESTA SIM, ESTA NÃO, ESTA SIM, esta não, esta sim. A escolha das melhores fotos não foi difícil, havia várias muito boas, e logo Dinorah tinha as suas prediletas separadas num arquivo em seu computador. Faria ainda uma segunda triagem e depois escolheria os sites onde as publicaria. Sua intenção era atrair homens de outras cidades, seria menos arriscado. Mas faria isso no dia seguinte, estava muito cansada, o dia fora cheio, com aula de manhã e à tarde, e no dia seguinte tinha que acordar cedo. E, além disso, havia dormido pouquíssimo na noite anterior.

A noite anterior… Ela desligou o computador e ficou lembrando da noite com Dinho, no apartamento dele. Fora uma transa incrível, maravilhosa mesmo. Ele a comera de um jeito que ela jamais havia sido comida antes, nem por Executivo, nem por Chefinho, nem por ninguém. Comera-a com vontade, com tesão, ao mesmo tempo com violência e com doçura, ao mesmo tempo o beijo alucinado e o pau entrando e saindo com delicadeza, como era possível aquilo? E metera nela olhando fundo em seus olhos, tão fundo que ela de repente se perdia no olhar dele e o quarto sumia, tudo sumia, e ela sentia-se uma coisa só junto dele, um único ser, que transava consigo mesmo… Que coisa louca.

Será que ele fazia isso com as outras garotas que fotografava? Será que havia gostado dela? Ele tinha um jeito especial de olhar, como se a visse como realmente era, e ela se sentia nua quando ele olhava assim, mais nua que quando esteve sem roupa diante dele no estúdio. Ou ele olhava assim para todas? Ele era atraente, inteligente, devia haver muita mulher atrás dele. Por que estava solteiro?

Dinorah virou-se na cama, sentindo-se docemente envolvida pelas lembranças da noite que teimava em não terminar. Será que ele ligaria, querendo outro programa? Ou era do tipo que não se envolvia com clientes? E se ela mesmo ligasse, com a desculpa de que queria fazer mais fotos? Parecia uma boa ideia, ela pensou, mas logo repensou: Caramba, e por que eu faria isso? Não. Não e não. Melhor esquecer o cara e se concentrar no que tinha a fazer. Se ele quisesse ser seu cliente, ótimo, e se ele foi um cliente de apenas um programa, ótimo também. E assim nossa menina adormeceu, com a questão resolvida.

Doce ilusão. A questão voltou à estaca zero dois dias depois: no escritório, durante o intervalo para o lanche, ela viu uma mensagem dele: Quero te ver de novo. Quem disse que conseguiu se concentrar depois disso? Enquanto tentava organizar o material de um cliente sobre sua mesa, os pensamentos e as dúvidas voltaram à sua mente. Até que não aguentou mais, saiu da sala e dirigiu-se ao banheiro, trancando-se num box.

– Oi, Dinho. É a Dinorah.

– Que bom que você ligou. Podemos marcar um horário?

Ele quer outro programa, pensou Dinorah, subitamente feliz.

– Claro. Pra quando?

– Pra hoje.

– Hoje?

‒ Sim, hoje.

‒ Bem, eu…

– Eu pago o dobro.

– Ahn… só um instante – ela falou, fingindo que estava em dúvida. ‒ Pode ser amanhã?

– Não. Eu pago o triplo, Dinorah. Não, o quádruplo. Mas tem que ser hoje.

Uau, ela pensou, desse jeito ele vai acabar me devolvendo tudo o que paguei pelas fotos…

– Deixa ver… Pode ser às dez? – ela perguntou, e achou aquilo superexcitante, fingir que consultava a agenda para ver se havia algum horário livre entre os programas do dia.

– Tá ótimo, te espero em meu apartamento. Você tem vestido preto?

Percebendo que alguém entrava no banheiro, respondeu baixinho:

‒ Tenho um que você não vai acreditar.

‒ Venha vestida nele, por favor.

Quando encerrou o expediente, foi direto para o shopping e comprou um vestido novo: preto, curtinho e de costas nuas. E às dez chegou no prédio do cliente. Nossa menina já tinha experiência, você sabe, mas ela nunca esteve tão nervosa como nessa noite. Enquanto o elevador subia, ela olhava-se no espelho e ajeitava o vestido, o cabelo, o brinco, o vestido de novo… E aquele batom vermelho, não estava um pouco demais? Percebendo o próprio nervosismo, ela terminou rindo de si mesmo: era a própria adolescente indo para o primeiro encontro.

Dinho a recebeu com um sorriso generoso, e disse que ela estava maravilhosa… Ela agradeceu e entrou. Ele ofereceu vinho, ela aceitou um pouquinho. Sentada no sofá da sala, sentiu voltarem as sensações da noite que passara com ele, o sexo gostoso, o cheiro bom do peito dele, aquele olhar intenso… Dinho chegou com o vinho, deu-lhe uma taça e brindaram. A esta noite, ele falou, e as taças tilintaram. E para Dinorah, aquele som foi como um sino a badalar a verdade que ela não queria admitir: estava apaixonada. Apaixonada por um cliente. Quanto amadorismo de sua parte…

Ela pediu que ele contasse um pouco sobre sua vida, estava curiosa por saber mais sobre aquele cara tão interessante. Ele contou que já fora casado, que tinha um filho da idade dela que morava com a mãe, que adorava seu trabalho de fotógrafo e que mais não falaria pois não conseguia se concentrar com uma mulher tão linda e especial pertinho dele. Dinorah riu, lisonjeada.

Dinho pôs a taça sobre a mesa, pegou a carteira, tirou quatrocentos reais da carteira e deu para ela. Dinorah, pegou as quatro notas de cem, separou três e as devolveu a ele.

– Mas combinamos quatrocentos.

– Meu preço é cem – ela disse, sorrindo. – Guarde pras próximas vezes.

– Próximas vezes?

– Só se você não quiser.

– Eu quero muito mais que próximas vezes, Dinorah.

O que ele queria dizer com aquilo? Ela precisava saber.

– Muito mais como?

Ele respirou fundo antes de responder.

– Não consigo tirar você da cabeça desde o primeiro dia. Nunca conheci uma mulher tão incrível como você, acredite. Sei que isso não é a coisa mais sensata do mundo… eu não devia… mas… eu tô apaixonado, Dinorah.

Ela não acreditava no que ouvia. Pôs a taça sobre a mesa, ao lado da taça dele, e as duas tilintaram novamente. Aproximou-se, ficando colada ao corpo dele. E, com o rosto bem pertinho do dele, sussurrou:

– Eu é quem não devia. Mas também me apaixonei por você.

– Verdade?

Ela percebeu a felicidade nos olhos dele, e por um instante Dinho lhe pareceu um garotinho a ganhar o presente com o qual mais sonhava.

– Verdade. Mas não sei se isso é bom. Demorei pra aceitar o que eu sou, mas hoje eu não tenho nenhuma dúvida.

‒ O que você é?

‒ Eu sou uma puta, Dinho. Você pode achar que é apenas um fetiche, mas eu sei bem o que eu sou.

– Eu gosto de você do jeito que você é.

– Putas não devem se apaixonar por clientes, é a regra número um.

– Eu sei. Mas é fácil resolvermos isso.

– Como?

– Basta você ser minha namorada.

– Não entendi.

– Aceite namorar comigo e eu continuarei te pagando, como um cliente.

Dinorah riu, mas continuava sem entender. Aquilo não fazia sentido.

– Sei que você já cobra barato. Mas eu jamais terei grana suficiente pra te pagar o tanto que eu quero te comer. Então a gente namora e você me faz um bom desconto, o que acha?

Aquilo começava a fazer sentido.

– Você queria um cliente exclusivo, né? É isso que falta pro teu fetiche, tô certo?

Estava certo, sim, ela pensou, estava certíssimo.

– Seja minha namorada, Dinorah. E eu serei o cliente que você tanto procura.

Dinorah puxou-o para si e o beijou apaixonadamente. Sim, aquilo fazia todo o sentido do mundo.
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AGranaDoLanche-06acap.10

NOSSA HISTÓRIA AGORA DÁ UM SALTO no tempo, um ano na frente. Você acha que esse namoro deu certo? Acha possível dar certo um namoro onde ela é puta e ele é cliente? Bem, até agora tem dado certo sim, e muito certo. Ela cobra por cada transa, cobra mesmo, e se ele não tem o dinheiro na hora, ela anota numa cadernetinha. Dez reais por cada transa. Se for só um boquetinho básico, cobra a metade, e ela sempre engole, feliz. Anal? Claro que faz, afinal é uma de suas especialidades. Meter em seu cu custa o dobro, porém ela sempre dá o anal seguinte de brinde, não é nenhum sacrifício. Ménage à trois é cortesia da casa, mas ela tem que aprovar previamente a outra. Swing foi uma novidade, ela não esperava, mas topou conhecer e hoje é ela quem pede para ir. Apesar da inflação, ela não pensa em aumentar preços, pois a quantidade de transas compensa e, além do mais, ela faz questão de manter o cliente, por quem está cada vez mais apaixonada. Ele, então, nem se fala: passou até a evitar as massas e a correr no parque para melhorar a forma física, pois quer ser um cinquentão em forma para que sua putinha sinta orgulho do namorado-cliente.

E as fotos que fizeram? Ficaram lá no computador, sem usar, ela já está satisfeita com a clientela que possui. Mas as roupas que comprou para fazer as fotos, essas ela faz questão de usar com Dinho, todas elas, e dia desses ainda comprou mais, inclusive uma fantasia de aeromoça, que essa era uma antiga fantasia dele, transar com uma aeromoça ao som do tema de Aeroporto 77. Um dia a mãe dela desconfiou daquelas roupas tão estranhas no guarda-roupa da filha e Dinorah decidiu contar a verdade… mas pela metade: disse que tinha esse fetiche de se fantasiar, e que o namorado adorava. Se a desculpa funcionou bem, até hoje Dinorah não sabe.

Mês e meio atrás o casal decidiu que seria melhor morar junto. Só com a grana do táxi que ela pegava para ir vê-lo já fariam uma boa economia. E ainda tinha o escritório em que ela trabalhava, que ficava perto. Os pais aprovaram a ideia com ressalvas, principalmente o pai que não gostava do fato de Dinho ter a mesma idade dele. Fizeram um jantar de despedida para a filha única que saía de casa e Dinho jantou com eles, o que não serviu muito para que simpatizassem mais com ele, pois em certo momento Dinho não conseguiu controlar o hábito que tinha de chamar a namorada pelo apelido carinhoso. Nada preocupante, claro, se o apelido carinhoso não fosse… Putinha. Dinorah tentou consertar, mas ela e Dinho tiveram uma crise de riso e o jantar terminou num clima meio surreal, uns sem entender muito e outros se controlando para não rir.

Semana passada o namoro completou um ano. A comemoração? Uma viagem para o Pantanal, onde ficaram sete maravilhosos dias. E quem pagou a viagem foi ela, só com o dinheiro que juntou em um ano de programas com seu cliente amado. E, para completar o pacote nupcial, não cobrou um centavo para transar com ele, foi tudo cortesia.

Bem, quase tudo. No último dia, após o café da manhã na pousada, enquanto arrumavam as mochilas para ir embora, bateu o tesão urgente-urgentíssimo e começaram a se agarrar no quarto. Quando já estavam nus, e ela de quatro sobre a cama, Dinorah perguntou se ele ficaria chateado se ela… bem, se ela cobrasse por aquela saideira.

‒ Ah, Dinho, esta semana foi tão maravilhosa… Seria a cereja do bolo, você não acha?

‒ Uma puta com lábia de advogada… ‒ ele respondeu, rindo.

‒ Ou o contrário.

‒ Só tem um problema. Já gastamos tudo, estamos zerados.

‒ Não tem nada aí na carteira?

‒ Só cartão.

‒ Ah, não…

Nesse momento, o funcionário da pousada bateu na porta para ajudá-los a levar as bagagens. Dinho enrolou-se na toalha, foi até ele e conversou baixinho alguma coisa. Depois fechou a porta e voltou.

‒ Resolvido.

‒ O que você fez?

‒ Pedi emprestado um real ‒ respondeu ele, sorrindo e jogando a moeda sobre a cama. ‒ Agora, de quatro, Putinha. Já.

Dinorah imediatamente obedeceu e, feliz, voltou a ficar de quatro sobre a cama, a bunda empinada. E, de olhos fechados, aguardou o instante seguinte, aquele mágico instante em que a vida parece suspensa e tudo que existe é a quase insuportável expectativa de que no segundo seguinte ela sentirá um pau duro invadindo sua buceta, e ao lado lhe sorrirá o seu suado, e gozado, dinheirinho.
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Ricardo Kelmer 2013  – blogdokelmer.com

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IndecenciasParaOFimDeTardeCAPA-01aINDECÊNCIAS PARA O FIM DE TARDE
Ricardo Kelmer – Contos eróticos, Arte Paubrasil

Os 23 contos deste livro exploram o erotismo em muitas de suas facetas. Às vezes ele é suave e místico como o luar de um ritual pagão de fertilidade na floresta. Outras vezes é divertido e canalha como a conversa de um homem com seu pênis sobre a fase de seca pela qual está passando. Também pode ser romântico e misterioso como a adolescente que decide ter um encontro muito especial com seu ídolo maior, o próprio pai. Ou pode ser perturbador como uma advogada que descobre que gosta de fazer sexo por dinheiro.

O erotismo de Ricardo Kelmer faz rir e faz refletir, às vezes choca, e, é claro, também instiga nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir. Seja em irresistíveis fetiches de chocolate ou numa selvagem sessão de BDSM, nos encontros clandestinos de uma lolita num quarto de hotel ou no susto de um homem que descobre verdadeiramente como é estar dentro de uma mulher, as indecências destas histórias querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação. > saiba mais

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- A grana do lanche ou a grana por ter sido o lanche?! (O que pensa o Executivo da Loirinha? Como a Loirinha se sente? Vai saber! ) Confusa a situação da Dinorah, mesmo que uma garota deseje agir como uma puta por um dia (falo das artimanhas e safadezas), muitas vezes ela não quer ser paga por isso, é como se valesse pouco, como se diz no popular: fica se sentindo uma merda. O pior ainda é quando a garota namora o cara mais velho e já fica todo mundo falando que é por causa do dinheiro e o cara ainda quer dá uma grana pra garota para “ajudá-la” nas despesas… Já passei por isso. Os caras precisam ter mais noção, saber com quem estão lhe dando e não sair ofendendo as garotas assim. Renata Kelly, Fortaleza-CE, nov2014

02- O conto é ótimo,adorei!Mas realmente a situação dela é dificil de entender..pode ser que o cara tenha sido apenas gentil,mas em nossa sociedade tem muitos dogmas e preconceitos em relação á liberdade sexual da mulher.Então,entendo a confusão que ele tá sentindo…complicado. Thaís Guida, Rio das Ostras-RJ – nov2014

03- Eu só tenho uma coisa a dizer: BICHA BURRA! Como q me joga uma nota de 100 pila fora assim? AHUAHEUAHEUAEHU muito bom! Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

04- Ricardo meu mestre em putaria, me diga… Este livro estará disponível à compra no próximo sarau? Ozi Garofalo, São Paulo-SP – nov2014

05- Eu acho que ta super certa sim! Quantas vezes uma mina nao dá e depois o cara nem olha na cara, sequer lhe dá um café ou cigarrinho de “depois”??? Tem mais é q cobrar mesmo AHUEHAUEHEUEHUE. Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

06- Uaaaaaaaau! Não tinha lido os capítulos 2 e 3… O negócio esquentou hein! A verdade é que toda garota gosta de ser respeitada, mas tem o seu lado santa e seu lado puta. O complicado é o cara saber qual lado explorar na hora da transa, mas não custa nada a garota sugerir o que quer, talvez custe para o cara “a grana do lanche”. rs! E como eu falei no comentário anterior, os caras devem ficar ligados para não saírem ofendendo quem não quer ser assim uma “puta”, ser paga, mas se a garota tá afim e se excita com isso que mal tem né. Renata Kelly, Fortaleza-CE, nov2014

07- Entendo o conflito que ela vive…mas não acho que ela seja puta,acho que é um fetiche dela. Thaís Guida, Rio das Ostras-RJ – nov2014

08- Terminei de ler os capitulos agora, enfim, minha conclusão: ela nao era prostituta nao. Tinha apenas o fetiche de ser tratada com uma. Se fosse de fato, teria dado pra qualquer um (como os caras xexelentos do boteco q ela foi), pois é isso que as puta de fato fazem … se importam apenas em serem pagas ^^ Bem bacana a historinha, acho que faz quem lê pensar bastante e refletir ^^ Parabens Kelmer. Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

09- Sucesso com sua inocente Dinorah. Gilvanilde, Fortaleza-CE, abr2015

10- Ô cabra pra se garantir esse Kelmer. Rogers Tabosa, Fortaleza-CE, abr2015

11- Ricardo Kelmer melhor a cada leitura. Diego Claudino, Rio de Janeiro-RJ – mai2015

12- Valeu, Primo. A Dinorah está com tudo. Parabéns pela graça e verossimilhança da criatura. Abração. Leite Jr., Fortaleza-CE – mai2015.

AGranaDoLanche-06


As Preciosas do Kelmer – out2014

31/10/2014

31out2014

AsPreciosasDoKelmer201410.
As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201410AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#25, out2014
> Esta edição no Facebook

Capa: Gabriela Leite (1951-2013), prostituta e socióloga brasileira

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*** ADEUS, PATERNIDADE INDESEJADA

Vasalgel é o nome do anticoncepcional masculino que a Fundação David e Lucile Packard, junto à Fundação Parsemus, está desenvolvendo, e que deve ser testado em humanos a partir de 2015. Por não conter hormônios em sua fórmula, o processo é mais seguro que a pílula feminina. Outra importante diferença é que apenas uma injeção pode ser efetiva por um período extenso de tempo.

Ao invés de cortar os vasos deferentes (como é feito na vasectomia), o polímero contraceptivo age diretamente nos vasos. O medicamento bloquearia o esperma de passar pelos “tubos”, mas caso o comprador volte atrás, a empresa ainda criou uma segunda injeção capaz de normalizar o processo do homem.

Ótima notícia, não? Agora a responsabilidade da gravidez não pesará apenas para a mulher. Porém… as grandes indústrias farmacêuticas não possuem interesses em medidas preventivas de longa duração, pois financeiramente vale mais a pena comercializar a pílula anticoncepcional para mulheres do que um químico que age por anos em homens. Sem falar nos lucros vindos das vendas de remédios para tratar sintomas decorrentes do uso da pílula, como náuseas, enxaqueca, problemas cardíacos, pressão alta e até mesmo depressão.

Felizmente, com a ajuda de doações pela internet, as pesquisas prosseguem e o medicamento tem previsão de chegar ao mercado em 2017. > Mais

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*** FISCAL DE URNA ELETRÔNICA

Diego Aranha é um pesquisador da Unicamp, na área de segurança computacional e criptografia. Ele afirma que em testes realizados em 2012, a urna eletrônica mostrou vulnerabilidades. Diego propõe que a sociedade monte um sistema independente de fiscalização da apuração. A ideia é simples: às 17h o cidadão fotografa o BU (boletim de urna), que é afixado na porta da zona eleitoral, e envia a foto para o e-mail bu@vocefiscal.org.

Todos esperamos que o sistema de urna eletrônica seja efetivamente seguro. Mas Diego está certo, é bom confiar desconfiando.

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*** O PRAZER É TODO NOSSO, LOLA

Gabriela Natalia Silva tem 22 anos, é natural de Pirassununga-SP e prostitui-se desde os 17 anos. Formada em Letras, pela Universidade Federal de São Carlos-SP, ela mudou-se em 2013 para a capital e seguiu fazendo programas, tornando-se nacionalmente conhecida. Sem pudores de comentar publicamente sobre seu trabalho, ela pretende fazer um mestrado para estudar a sexualidade na área da antropologia ou das ciências sociais, mas não tem planos de deixar a profissão tão cedo. Este ano conseguiu unir os grandes interesses de sua vida, sexo e literatura, e lançou o livro “O prazer é todo nosso”, pela Editora Mosarte, com tiragem inicial de 10 mil exemplares.

O livro de Lola traz uma série de histórias que se passam em sua maioria na cama, sobre as quais a autora faz reflexões. Lola garante que viveu todas as histórias da maneira que estão contadas, como quando foi contratada para satisfazer cinco amigas enquanto os maridos viajavam a trabalho, ou como a história em que participou de um swing com 15 casais. Para Lola, seu trabalho também tem o sentido de ajudar as pessoas a superarem problemas, como ela conta na história sobre um casal que tenta reacender o desejo na relação, no caso de uma mulher que jamais havia conseguido ter um orgasmo e na história de um rapaz que, apesar de seus desejos, não se permitia viver experiências homossexuais.

Entre um e outro programa, Lola não esquece dos livros. Atualmente, mantém várias relações paralelas: com Nelson Rodrigues (“A vida como ela é”), John Cleland (“Fanny Hill”) e Mia Couto (“Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra).

Sobre como prefere ser tratada, ela não tem dúvida. “De puta mesmo, acho mais original, causa um choque nas pessoas, é mais divertido, mais bem resolvido”, ela responde, seguindo a linha de Gabriela Leite, ativista na busca pelos direitos das profissionais do sexo (falecida em 10 de outubro de 2013), autora de “Filha, mãe, avó e puta” e que insistia que prostitutas não deviam se envergonhar de seu ofício. É a Gabriela que Lola dedica “O prazer é todo nosso”. (fonte: uol.com.br) > Mais

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*** COMO TIRAR O HAO123 DA SUA VIDA

Recém-chegada ao Brasil oficialmente, a companhia chinesa de internet Baidu oferece uma série de produtos e serviços em seu catálogo. Um deles é o Hao123, agregador de sites que pode funcionar como programa ou extensão do navegador.

Muitas vezes, porém, o Hao123 vem junto de uma instalação de outro serviço (não necessariamente do Baidu) e, ao dar “avançar” ou clicar em “configuração avançada”, o usuário acaba adicionando a barra de serviços ao seu computador sem querer. Se você deseja desinstalar o serviço, clique aqui.

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*** ANA PAULA VALADÃO E O EXÉRCITO DE CRISTO

Ainda bem que existe o Diabo. O que esses religiosos fanáticos fariam da vida sem Sua Excelência O Maligno?

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*** FOME E MISÉRIA – ISSO IMPORTA PARA VOCÊ?

Todos são iguais perante a lei, porém aquele que mais necessita deverá ser atendido primeiro. Isso resume bem o princípio de equidade na governança. Foi isso que os governos petistas fizeram no Brasil de 2002 para cá, tratando como absoluta prioridade a questão da desigualdade social. As políticas urgentes de equidade social, implantadas pelo PT em programas de transferência de renda como o Bolsa Família, diminuíram bastante o problema da fome e da miséria, e são usados pela ONU como exemplos a serem seguidos por outros países.

O PT tem seus defeitos, e precisa cortar na própria carne o mal da corrupção, como outros partidos também, mas é preciso reconhecer que nenhum outro governo fez o que ele fez na questão das políticas sociais.

A polarização atual entre PT e PSDB pode ser resumida, grosso modo, assim: quem nunca viveu fome e miséria e não se importa tanto com a questão, deseja apenas que sua vida melhore, e quem já viveu fome e miséria, tudo que deseja é que esse tempo não volte jamais. > Mais

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*** GRAVE ANTES DE TRANSAR

Na Escócia, uma mulher foi presa por falsa acusação de estupro. Vixe, que perigo. Será que agora teremos que gravar o consentimento? > Mais

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EFEITOS BENÉFICOS DA MACONHA (Drauzio Varella)

O médico e escritor Drauzio Varella, sempre muito lúcido e equilibrado, escreve sobre coisas boas que a maconha proporciona. > Mais

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*** SALMA HAYEK DANÇA NO BAR

Dois irmãos assassinos, Seth e Richie Gecko, tentam chegar ao México. No meio do caminho, sequestram um pastor e seus dois filhos. Ao passarem pela fronteira, eles param num estranho bar de motoqueiros. Este é o enredo do filme de ação e terror Um Drink no Inferno (From dusk till dawn, 1995), dirigido por Robert Rodriguez, roteirizado por Quentin Tarantino e estrelado por George Clooney, Harvey Keitel, Juliette Lewis e pelo próprio Tarantino.

Poisbem. A bela e exótica dançarina do bar é interpretada por Salma Hayek, atriz mexicana naturalizada estadunidense, que interpretou a artista Frida Kahlo no filme Frida (direção de Julie Taymor, 2002). No entender deste humilde comentarista que vos fala, é uma das melhores cenas de dança erótica do cinema. A música é After Dark, da dupla de stoned rock Tito & Tarantula. Perfeita para sexo. Salma também. Uia.

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*** XICO SÁ E A IDEOLOGIA DA GRANDE MÍDIA

Não é crime um jornal ter sua própria orientação partidária. A Folha de São Paulo, apesar de tentar disfarçar, usa seu jornalismo para defender o PSDB e atacar o PT de todas as formas que puder, inclusive na manipulação de notícias para influenciar a opinião pública.

A saída de meu conterrâneo Xico Sá da Folha de São Paulo, onde mantinha uma coluna, mostra que já não é tão fácil para a grande imprensa manter sob seu cabresto ideológico os jornalistas talentosos de opinião livre. A Folha perde um ótimo profissional, é claro, e o divertido Xico certamente prosseguirá presenteando de outras formas seu público com as pérolas de seu talento genial-fuleragem.

A grande imprensa brasileira é comandada por grupos cuja ideologia privilegiam a força do capital e da competição, e não são simpáticos a políticas de equidade social, como as dos programas sociais do PT, que diminuem a desigualdade social. Para a sociedade, o melhor é um equilíbrio de forças na imprensa. Para isso, é preciso democratizar mais a mídia. > Mais

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*** XOXOTA E MACONHA, TUDO A VER

Derivado de uma mistura de óleo de coco e maconha, o Foria é um lubrificante íntimo feminino cuja fórmula foi inspirada no conhecido uso da cannabis como um afrodisíaco em culturas tradicionais em todo o mundo. “Para algumas mulheres, pode despertar a excitação e aumentar a sensação de orgasmos mais intensos com mais facilidade”, afirma a fabricante.

Além de poder ser aplicado no ato sexual, ele pode ser ingerido para criar o relaxamento necessário para a transa, já que o produto concentra uma boa quantidade de THC, responsável pelo efeito psicotrópico da erva. O efeito é como o de comer um brownie de maconha. Infelizmente o produto é vendido apenas na Califórnia e com recomendação médica. > Mais

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*** A COCA QUE VIROU PIZZA

E o caso do helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT-MG), aliado político do senador Aécio Neves, que em novembro de 2013 foi apreendido com 445 kg de pasta base de cocaína, como está? Conforme antecipamos aqui nas Preciosas logo após o ocorrido, prenderam alguns peixinhos miúdos e só. O caso será esquecido e continuaremos sem saber quem era o dono do pó. E os tubarões continuarão soltos. É como diz uma divertida marchinha de carnaval: o pó rela no pé e o pé rela no pó… Veja o documentário (que tentaram censurar) sobre o caso:

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*** BRASIL DIVIDIDO? SÓ SE FOR EM TODOS OS ESTADOS

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*** UM ANO SEM GABRIELA LEITE

Gabriela Leite nasceu em São Paulo, em 22 de abril de 1951. Era filha de uma dona de casa conservadora e de um crupiê e estudou nos melhores colégios de São Paulo. Aos 22 anos, quando cursava Sociologia na USP, trabalhava num escritório e frequentava círculos da boemia intelectual paulistana, decidiu largar tudo para trabalhar como prostituta.

Exerceu regularmente a profissão em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Fundou em 1992 a ONG Davida, para defender os direitos das prostitutas e para lutar contra o estigma da vitimização das prostitutas, que quer fazer crer que a prostituição é sempre fruto da falta de opção. A Davida criou a grife de roupas femininas Daspu, que suspendeu suas atividades em 2009 mas retomou em 2014 com o lançamento de uma nova coleção, aproveitando o clima da Copa do Mundo no Brasil.

Gabriela lançou em 2009 o livro Filha, Mãe, Avó e Puta (Objetiva), em que narra sua vida. Sem pudores, ela revela detalhes sobre o mundo da prostituição e os tabus da profissão, fala sobre as preferências sexuais dos clientes e narra histórias insólitas sobre suas relações com homens casados, cafetões e drogas. Com franqueza e coragem, ela conta como chegou a atender 78 homens em uma só noite após a eleição de um certo presidente, narra como enfrentou a ira dos poderosos para manter a Daspu viva e como tornou-se uma porta-voz das prostitutas com sua atuação na ONG Davida. Faleceu no Rio de Janeiro, aos 62 anos, em 10 de outubro de 2013.

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*** FILHA, MÃE, AVÓ E PUTA

Selecionei alguns trechos do livro Filha, Mãe, Avó e Puta, de Gabriela Leite, a socióloga que decidiu ser prostituta. São momentos raros de franqueza e simplicidade, e de uma sabedoria incomum, que poucas mulheres conseguem alcançar em suas vidas. Se você, leitorinha, é uma mulher que despreza as prostitutas, sugiro que leia o livro de Gabriela. Talvez depois disso você as veja com outros olhos.

TRECHOS DO LIVRO

“Eu tinha meus próprios lençóis e fronhas, um grande vidro de alfazema Mauá que sempre borrifava para o quarto ficar cheiroso. Os homens gostavam muito do meu capricho e sempre queriam bis. Já as meninas diziam que eles voltavam porque eu era filha de Iemanjá, e Iemanjá gosta de alfazema, o que me dava boa sorte. Não sei, não creio nem descreio. Somente sei que em toda a minha carreira de puta sempre tratei muito bem meus clientes e sempre tive um quarto limpo e cheiroso. Zona pobre não é sinônimo de sujeira, e uma puta, estando na zona, seja rica ou não, deve sempre estar bem arrumada e cheirosa.”

“Não demorou muito e as mulheres católicas começaram a implicar com a minha presença. Dizendo, claro, que eu, como prostituta, era um mau exemplo para as crianças. Logo elas, que não mexiam uma palha por aquelas meninas e aqueles meninos. Tinha também uma mulher que insistia em oferecer umas aulas de artesanato para as prostitutas, sem nenhum êxito. A grande ideia dela era ensinar as meninas a pintar florzinha em pote de maionese Hellmann’s e colocar babado naquela tampa laranja. E diziam que aquilo era uma alternativa de renda para a puta! Elas partiam do princípio de que a prostituta é uma vítima que não teve chance nenhuma, nem de pintar vidro de maionese.”

“Claro que todas as prostitutas, como eu, já gozaram com seus clientes. Por mais que um homem seja desconhecido, ele pode ser o tipo que satisfaz nossas próprias fantasias, sem que se diga nada. Ou é daqueles homens que fazem o coração bater mais forte. No meu caso, minha maior fantasia sempre foi essa: encontrar homens desconhecidos, que me levassem ao orgasmo até com uma trepadinha boba. Todo mundo sabe o que é isso, todo mundo já sentiu uma atração imensa sem motivo aparente.”

“A prostituição não é uma profissão fácil. A paixão é fundamental para suportar as contradições e os chamados ossos do ofício. Mas até hoje nunca conheci uma puta que largasse a profissão por não gostar dela. A Igreja misturou muito o sexo com o amor. Sexo é
da vida. Amor é egoísta, é do indivíduo.”

“O mundo não é feito de vítimas. Todo mundo negocia. Alguns negociam bem, outros mal. Mas cada um sabe, o mínimo que seja, quanto vale aquilo que quer. E sabe até onde vai para conseguir o que quer. Com a prostituta não é diferente.”

“Como fantasia, o desejo de ser puta acompanha todas as mulheres, na cama ou na imaginação. Mas como profissão é outra coisa. O que a puta tem que as outras mulheres não têm? Nada. O que as outras mulheres têm que a puta não tem? Nada.”

“O que eu sei e creio que toda grande puta sabe é que o homem é de uma fragilidade imensa. E saber isso eu devo à prostituição. Porque ali dentro do quarto é que eles se mostram. Homem não é algoz, não necessariamente. É mais fácil a mulher ser algoz. Eles têm a primazia na sociedade, nós tivemos que dar nosso jeito, discretamente.”

“Quando vejo uma mulher falando mal do seu homem e colocando todas as culpas da vida dela nele, eu sei que ela só está se escondendo atrás de uma história que a sociedade estabeleceu como verdade. Mesmo as mulheres mais modernas são incapazes de colocar seus filhos para lavar suas cuecas, uma louça ou fazer uma comida. Ela cria esse homem que depois acaba considerando um grande diabo.”

“A maioria dos homens não sabe trepar. Dependem quase integralmente de uma parceira que lhes ensine os mistérios do seu corpo. Eles trepam na quantidade, não na qualidade. Morrem de medo do pau não subir e só passam a usar a imaginação quando começam a ganhar muito dinheiro e vão para a zona pagando para fazer de tudo.”

“Acham que ser viril é estar sempre de pau duro. Não é. O homem viril é o homem que se dá. Esse homem que está sempre de pau duro, ele só pensa no prazer dele. Pau grande pode ser um problema se o homem não se dá.”

“Por saber de tudo isso, a puta está mais para amiga do que para amante. A amante quer ser esposa. A puta jamais vai aconselhar um homem a deixar a esposa e a família. Ela vai conversar com ele sobre tudo que o sujeito não conversa com ninguém, e eu já vi muita puta salvar famílias.”

“Muitas vezes o sexo é quase uma desculpa para o homem poder conversar com sua prostituta predileta. Mesmo que ele fale mal das putas, ele sabe que o que conta dentro do quarto morre ali.”

> Baixe o livro

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*** OS NOMES DAS BANDAS DE ROCK

Cultura roqueira também é cultura.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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As Preciosas do Kelmer – set2014

30/09/2014

30set2014

AsPreciosasDoKelmer201409.
As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201409AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#24, set2014
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Capa: Dilma Roussef, presidenta do Brasil

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*** CIGARRO ELETRÔNICO (Drauzio Varella)

Pra você, amigo fumante, que achou que o cigarro eletrônico resolveria seu problema. Infelizmente, o buraco é mais embaixo. > Mais

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*** MARILYN NA COREIA

Em 1954, Marilyn Monroe se apresentou para as tropas estadunidenses na Coreia, durante a guerra. Veja esse registro histórico:

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*** PAI GRÁVIDO E MÃE DRAG QUEEN

Um casal transgênero do Kentucky, nos Estados Unidos, resolveu conceber dois filhos usando suas identidades sexuais originais. O pai, nascido mulher, ficou “grávido”, enquanto ela, que nasceu homem, é chamado de “mãe” pelas crianças. Assim, eles não precisaram recorrer à adoção nem barriga de aluguel.

Os conceitos mudam com o tempo. O conceito de “homem” e “mulher” também pode mudar, por que não? Já está mudando. > Mais

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*** LIVRARIAS DO BRASIL

Segundo a pesquisa da Associação Nacional de Livrarias (ANL), o Brasil tem 3.095 livrarias. Entre as dez cidades com mais livrarias por habitantes estão duas capitais: Belo Horizonte, em primeiro lugar, com uma loja para cada 13.848 habitantes; e Porto Alegre, em quarto lugar, com uma para cada 14.913. O Rio tem 252 livrarias, o que significa uma a cada 24.865 moradores. São Paulo tem 335, representando uma loja a cada 35.664 pessoas. A Camaçari (BA) coube o pior índice: uma a cada 255.238 habitantes. Foram analisados municípios com população acima de 50 mil habitantes. A média brasileira é inferior à recomendada pela Unesco, que é de 1/10 mil, segundo Ednilson Xavier, presidente da ANL. > Mais

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*** MILTON HATOUM: MAIS UM DESILUDIDO COM MARINA SILVA

Milton Hatoum é um escritor, tradutor e professor brasileiro, considerado um dos grandes escritores vivos do Brasil. Autor de romances premiados, como Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos e Órfãos do Eldorado, com traduções para várias línguas.

Hatoum é mais um que constata em Marina Silva um grande perigo ao Estado laico e às liberdades civis. Ele falou sobre isso: “Quem vai governar com ela são as bancadas evangélicas? Acho que, hoje, um proselitismo histérico é assustador. Isso já é, para mim, assustador. Meu medo é essa liderança religiosa fundamentalista”. > Mais

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*** ARTE, PORNOGRAFIA E CENSURA

CriancasEsculturaJakeEDinosChapman1997-01Uma escultura da dupla de artistas britânicos Jake e Dinos Chapman foi retirada da uma mostra no Museu de Arte do Século 21, em Roma, a pedido de uma organização que luta pela defesa dos direitos da criança. A obra “Piggyback”, que estava em exibição desde dezembro passado no museu romano, é a representação de duas mulheres nuas, uma delas com um pênis na boca. Segundo o Observatório Italiano pelos Direitos da Criança, a organização que pediu a remoção da peça, a escultura é “pornográfica”. A diretora do museu, Anna Mattirolo, defendeu a obra dos Chapman. “Eles são conhecido por obras que denunciam uma realidade torpe”, disse Mattirolo à imprensa italiana. “Eles querem gerar uma discussão sobre a falsa moralidade e provocar um debate. Nós apoiamos a liberdade de expressão dos artistas.”

É uma questão delicada. A arte pode, e deve, ser usada também para provocar debates. > Mais

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*** BANCOS FAZEM DÉBITO NÃO AUTORIZADO

Num mundo cada vez mais digitalizado, com os serviços cada vez mais integrados, ter uma conta bancária é necessidade básica. Mas é bom ficar sempre atento ao extrato bancário. Os bancos costumam debitar valores não autorizados pelo cliente. > Mais

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*** CIENTISTAS VEEM RETROCESSO EM MARINA SILVA

A visão religiosa da realidade é algo pessoal, e depende de cada tipo de crença. Ela não deve influir na vida política de um país democrático. Por esse motivo, muitos cientistas estão contra Marina Silva, pois ela já deixou claro, mesmo tentando esconder, que é uma fanática religiosa. Rogério Cezar de Cerqueira Leite, 83 anos, é físico, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha. Veja o que ele escreveu:

“Minha convicção é a de que o comentarista não tem o direito de especular sobre a religião das pessoas que analisa. Todavia, há exceções quando se suspeita que essas crenças possam ter influência no bem-estar do povo. É o caso de fundamentalismos, inclusive o criacionismo. Marina Silva, no passado, admitiu essa sua convicção. Ultimamente, evita discussões sobre o problema. Pois bem, não me sinto confortável em ter como presidente uma pessoa que acredita concretamente que o Universo foi criado em sete dias há apenas 4.000 anos, aproximadamente.” > Mais

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*** AMAZON NÃO RESPONDE AO RECLAME AQUI

A chegada da gigantesca Amazon ao mercado de livros brasileiro mexe com tudo. Mas ela não se mexe muito quando o assunto é reclamação do consumidor. A empresa até hoje não respondeu a nenhuma das 166 reclamações feitas contra ela (até 26ago) no site Reclame Aqui (reclameaqui.com.br). > Mais

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*** OS CANDIDATOS E A ESTRATÉGIA DO MEDO

Numa reportagem da revista Veja desta semana, Dilma é acusada de usar o medo como estratégia para vencer a eleição. Grande novidade. E quem não usa? Desde o início da campanha, Aécio afirma e reafirma que se Dilma vencer, o Brasil viverá o caos com a inflação explodindo e a economia em colapso. Marina tem afirmado que se Dilma for eleita, perderemos as conquistas dos últimos vinte anos, como a estabilidade econômica e os avanços sociais. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (8)

MALU MADER, atriz

Em uma entrevista concedida em 2005 para o Fantástico, a atriz Malu Mader disse que tinha agradecido a Deus após ter sido submetida a uma cirurgia que extraiu um cisto benigno do cérebro. Mas explicou que o agradecimento não foi em nome dela, mas de sua mãe, que é uma católica devota.

Em fevereiro de 2002, ao falar para a revista Marie Claire, Malu admitiu não acreditar que “alguém tenha criado tudo, que está nos olhando” [o tempo todo]. “Falo ‘graças a Deus’, ‘vai com Deus’, como uma maneira de desejar o bem”.

“Até invejo quem tem fé. Se eu soubesse que existe alguma coisa depois da morte, estaria ótima.”

Antes, quando estava no hospital, teria dito que não acredita em Deus e foi criticada por fãs na internet. Supostos evangélicos escreveram que ia oram para que ele passasse a ter fé. Malu aparece em todas as listas de ateus e ateias famosos do Brasil, mas fala pouco sobre o assunto. Discreta, ela evita conceder entrevista e, quando o faz, evita temas polêmicos.  (Fonte: paulopes.com.br e revista Marie Claire) > Mais

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*** LIÇÕES PRECIOSAS PARA A VIDA (2)

Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas. Quando ela abre a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz:

– Eu lhe dou 5.000 reais se você deixar cair esta toalha!

Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Nestor então entrega a ela os 3.000 reais prometidos e vai embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra, o marido grita do chuveiro:

– Quem era?

– Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado – diz ela.

– Ótimo! Ele lhe deu os 5.000 reais que ele estava me devendo?

Conclusão: Se você compartilha informações a tempo, você pode prevenir exposições desnecessárias.

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*** PASTORA ANA PAULA VALADÃO PROFETIZA VITÓRIA DE MARINA

Orando em línguas e expulsando Satanás, a pastora Ana Paula Valadão, conhecida também por “a louca da Lagoinha”, comemora a chegada da igreja na política, anunciando que os evangélicos invadirão o Planalto. A histeria dos evangélicos é compreensível, afinal eles se sentem imbuídos por seus deus da missão de impor a todos as suas crenças religiosas, e a melhor forma de conseguir isso é eleger o máximo possível de representantes políticos, inclusive o presidente da república. Com Marina Silva na presidência, o fanatismo religioso estará muito bem representado no Planalto. Veja o vídeo e avalie se é este tipo de mentalidade e atitude que queremos que governe o Brasil.

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*** A RAPIDINHA DO INTERVALO

Hoje em dia a gente não pode mais nem aproveitar o intervalo pra dar uma rapidinha na sala de aula… Que mundo estranho. > Mais

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*** DILMA, DA LUTA CONTRA A DITADURA À REELEIÇÃO

Dilma Vana Rousseff (Belo Horizonte-MG, 14.12.1947) é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), e a atual presidente da República Federativa do Brasil. Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia, e posteriormente, da Casa Civil. Em 2010, foi escolhida pelo PT para se candidatar à Presidência da República na eleição presidencial, sendo que o resultado de segundo turno, em 31 de outubro, tornou Dilma a primeira mulher a ser eleita para o posto de chefe de Estado e de governo, em toda a história do Brasil.

Nascida em família de classe média alta, interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância de esquerda, integrou organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar, como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Passou quase três anos presa entre 1970 e 1972 pela ditadura militar brasileira, primeiramente durante a Operação Bandeirante (Oban), onde passou por sessões de tortura, e, posteriormente, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).

Reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde, junto a Carlos Araújo, seu companheiro por mais de trinta anos, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e participou ativamente de diversas campanhas eleitorais. Exerceu o cargo de secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre de 1985 a 1988, no governo Alceu Collares. De 1991 a 1993, foi presidente da Fundação de Economia e Estatística e, mais tarde, foi secretária estadual de Minas e Energia, de 1999 a 2002, tanto no governo de Alceu Collares como no de Olívio Dutra, no meio do qual se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2001. Em 2002, participou da equipe que formulou o plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para a área energética. Posteriormente, nesse mesmo ano, foi escolhida para ocupar o Ministério de Minas e Energia.

Em 2005, Rousseff foi nomeada ministra-chefe da Casa Civil, em substituição a José Dirceu, que renunciara ao cargo após o chamado Escândalo do Mensalão. Dilma foi a primeira mulher secretária de Fazenda de sua cidade, a primeira ministra de Minas e Energia, a primeira chefe da Casa Civil, além de ser primeira presidente da história brasileira.

Em 2014, concorre à reeleição para a Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores. (Wikipedia) > Mais

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*** EUGENIA E APERFEIÇOAMENTO PESSOAL

Para começo de papo, é eugenia sem acento mesmo. Com acento, seria Eugênia, nome de mulher. A Wikipedia nos explica:

– – – Eugenia é um termo criado em 1883 por Francis Galton (1822-1911), significando “bem nascido”. Galton definiu eugenia como “o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente”. O tema é bastante controverso, particularmente após o surgimento da eugenia nazista, que veio a ser parte fundamental da ideologia de “pureza racial”, a qual culminou no Holocausto. Mesmo com a cada vez maior utilização de técnicas de melhoramento genético usadas atualmente em plantas e animais, ainda existem questionamentos éticos quanto a seu uso com seres humanos, chegando até o ponto de alguns cientistas declararem que é de fato impossível mudar a natureza humana.

Pois bem. A neurocientista Suzana Herculano-Houzel escreve sobre isso, mostrando que essa ideia continua viva nos dias de hoje. > Mais

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*** APOIAR JUSTICEIROS É CRIME

O procurador Pedro Antonio de Oliveira Machado, do MPF (Ministério Público Federal), protocolou no Justiça ação civil pública na qual pede ao SBT retratação pelo comentário da apresentadora Raquel Sheherazade (foto), 40, de apoio a justiceiros do Rio de Janeiro. No começo de fevereiro, no telejornal SBT Brasil, Sheherazade manifestou solidariedade aos justiceiros que, encapuzados, tiraram a roupa de um jovem negro suspeito de ser infrator para surrá-lo e deixá-lo amarrado a um poste.

Para a apresentadora, conforme disse na época no principal telejornal do SBT, “a atitude dos vingadores é até compreensível” por causa da negligência do governo para com a segurança pública. Ela foi além ao fazer um desafio: “O contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva. Aos defensores dos direitos humanos que se apiedaram do marginalzinho preso no poste, lanço uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido”. [ver vídeo abaixo]

Se a Justiça acolher o pedido da MPF, o SBT, além de fazer a apresentadora se retratar, terá de pagar indenização de R$ 532 mil por danos moral coletivo. Se houver descumprimento da sentença, caso ela seja proferida, a emissora terá de pagar multa diária de R$ 500 mil por dia. Para o procurador, não há dúvida de que a Sheherazade estimulou a ação de justiceiros e violou o princípio da dignidade humana.

A apresentadora disse que o processo contra o SBT é “absurdo”. “O Ministério Público está no seu direito de propor a ação que julgar necessária. Pode alegar o que achar conveniente, em seu pedido, por mais absurdo e descabido que me pareça.” Falou que cabe à Justiça aceitar ou não a ação civil pública. Sheherazade ainda continua apresentando o SBT Brasil, mas ela foi proibida pela direção da emissora de fazer comentários. Antes, ela dizia que tinha sido contratada para dar opinião. Ganha cerca R$ 90.000 por mês. (paulopes.com.br)

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*** MENOS FOME NO BRASIL

Um total de 15,6 milhões de brasileiros superaram a subalimentação desde o início dos anos 2000. O feito permitiu ao Brasil abandonar o vergonhoso mapa mundial da fome, como revela o último relatório sobre segurança alimentar da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), divulgado em 16set.

Hoje, apenas 1,7% da população não sabe se terá garantida a próxima refeição. Ainda que isso represente 3,4 milhões de bocas famintas, o País é apontado como uma referência mundial no combate à fome pela forte redução verificada nas últimas décadas. Em 1990, 25 milhões de cidadãos estavam subalimentados, 15% dos habitantes do País. > Mais

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*** OS ESCRITORES NO PALCO

Para alguns escritores, escrever livros não é o suficiente para garantir a sobrevivência. É preciso também ir para os palcos e para a frente das câmeras. Aí o escritor vira palestrante, ator, animador de auditório… > Mais

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*** SUPERINTERESSANTE FALA DO ORKUT EM 2004

Hoje é o último dia do Orkut. Veja o que falavam dele em 2004. > Mais

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*** AS CONTRADIÇÕES DE MARINA

Uma hora é uma coisa, outra hora é o contrário, e logo depois desdiz tudo. Depois não sabe por que tanto cai nas pesquisas. > Mais

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