As Preciosas do Kelmer – dez2014

31/12/2014

31dez2014

AsPreciosasDoKelmer201412.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201412AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#27, dez2014
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Capa: Amy Winehouse, cantora e compositora inglesa (1983 – 2011)

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*** AUXÍLIO-MORADIA PARA QUEM NÃO PRECISA

O benefício do auxílio-moradia, o qual a maioria dos trabalhadores do país não recebe, será dado para 30 mil juízes – eles terão bônus de R$ 4,3 mil mensais. O custo será de R$ 1,5 bilhão para o Brasil. Além disso esse dinheiro não precisa ser comprovado que está sendo usado para pagamento de moradia. Por ter caráter indenizatório (compensar despesa gerada pelo trabalho), não é cobrado Imposto de Renda sobre a verba.

Os gastos particulares de cada agente público, inclusive com moradia,  devem ser custeados pela sua própria remuneração, que não é baixa. > Assine a petição contra essa esperteza

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*** CASAL DE TRÊS SUECO ESQUENTA DEBATE SOBRE POLIAFETIVIDADE

Os pais amam seus filhos, por mais que sejam. Os amigos amam seus vários amigos. Por que amantes não poderiam também amar a mais de uma pessoa ao mesmo tempo? E por que, quando se fala disso, muitas pessoas ficam indignadas, como se fosse uma grande heresia? O amor exclusivo a uma só pessoa não seria uma espécie de dogma, que seguimos sem contestar? > Mais

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*** A PIRANHA DOS TRAPALHÕES

Piranha é um dos maiores sucessos de Alípio Martins (1944-1997). É uma música de ritmo contagiante, sem falar na letra sui generis. E este vídeo dos Trapalhões é uma pérola. > http://youtu.be/a4LfAciPdu0

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*** DE CU É ROLA

Você certamente já ouviu essa expressão: (…) de cu é rola. O que significa exatamente? Como surgiu? Este texto tenta fornecer algumas pistas. Mesmo que, ao final, não tenhamos certeza da origem exata da expressão, buscar o início dela já é divertido. É um exercício de arqueologia linguística, em que examinamos o objeto atual e tentamos chegar ao seu passado. > Mais

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*** UM É POUCO, DOIS É BOM, E O TERCEIRO É GRÁTIS

MotelTitanMenageATrois-01O sexo a três, também conhecido por ménage à trois, é uma prática que muita gente já adotou, principalmente quem gosta de ter mais opções durante a transa. Nos motéis, é comum a cobrança da pessoa adicional. Mas talvez isso esteja começando a mudar. Talvez os motéis estejam percebendo que podem atrair mais clientes se não cobrarem pela terceira pessoa do amor plural.

É o caso do Titan Motel, em Fortaleza. Eu, particularmente, acho ótimo que não cobrem, pois sou chegado. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi que no e-mail publicitário que recebi do Guia de Motéis, o anúncio da promoção mostrava uma mulher e dois homens, invertendo a lógica do senso comum.

É, mizifia. Vocês estão podendo cada vez mais. > Mais

OBS.: Tentei inserir o link da página do Guia de Motéis mas a polícia do Facebook não permitiu, dizendo que o sistema deles detectou que era um link inseguro. Ainda não acredito que isso aconteceu…

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*** EX-EXECUTIVO SE REINVENTA COMO DONO DE SEBO

Fazer o que se gosta… Isso não tem preço. > Mais

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*** CÃO SEM DONO

Crianças e cães merecem ser adotados. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (10)

CÁSSIA ELLER – Cantora e compositora
Cássia Eller nasceu em 10 de dezembro de 1962 no Rio de Janeiro. Morreu no dia 29 de dezembro de 2001 vítima de um infarto do miocárdio. Antes de se declarar “ateia total” em uma entrevista, Cássia Eller teve a intenção, na sua juventude, de ser freira. “Fui muito religiosa até uns 17 anos. Ia à missa, ajudava na paróquia, sabia os hinos de cor.” Cássia começou a cantar em uma igreja. Foi batizada e crismada e perdeu a fé quando começou a ler a Bíblia. (do site paulopes.com.br) > Saiba mais

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*** PAPAI NOEL MACONHEIRO FAZ A ALEGRIA DO COMÉRCIO NO COLORADO

Com a maconha legal devidamente integrada à economia do estado do Colorado, nos EUA, é claro que Papai Noel não ia ficar de fora, né? Vai um dingobel aí? > Mais

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*** MAIS BUKOWSKI DO MESMO, OBA!

Os vômitos literários do velho Buka ainda rendem livros. Quem gosta, não enjoa de ler sobre suas bebedeiras, brigas e trepadas. Sua linguagem direta e suja continua a deliciar sua fiel tribo de leitores. > Mais

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*** MACONHA, A CURA DO CÂNCER
por Ricardo Kelmer, 2014

O controle da informação sempre foi de máxima prioridade para os governos e as religiões. Como convencer a população de algo, por mais absurdo que seja? Basta divulgar esse algo massiva e sistematicamente, todo dia, geração após geração, até que esse algo vire uma verdade incontestável, ou seja, vire um dogma. Adicione uma boa dose de medo (da morte, do inferno ou de inimigos terríveis) e pronto, a mentira será indestrutível. Ou pelo menos até quando a força das evidências virar o jogo.

Foi que o fizeram com a maconha. Há milhares de anos que os humanos a usam com diversos e benéficos fins, terapêuticos, espirituais e recreativos, e também para fazer alimentos, tecidos, cordas, papel… Trazida para o Ocidente por Cristóvão Colombo, a maconha teve participação fundamental na formação econômica dos Estados Unidos e havia leis que incentivavam seu plantio. Até o início do século 20, os médicos receitavam maconha para curar várias doenças, como enxaqueca, cólicas, artrite, insônia e diabetes.

A maconha, porém, deu de frente com os interesses capitalistas da indústria farmacêutica, que não podia competir com algo tão barato e que cresce em qualquer lugar. Junte-se a isso o preconceito contra imigrantes, latinos e artistas negros, que costumavam fumá-la recreativamente, e também o pavor que o Cristianismo tem das coisas da Natureza. Resultado: a maconha foi proibida nos Estados Unidos, que conseguiram convencer outros governos a fazer o mesmo. E as mentiras sobre a maconha foram tão bem espalhadas que ganharam status oficial de verdade.

Porém, os benefícios dessa incrível planta, na indústria e na medicina, são tantos que a mentira não consegue mais se sustentar. No caso do câncer, há muito se sabe que a maconha alivia os enjoos e a falta de apetite causados pela quimioterapia. Porém, o poder terapêutico da maconha é muitíssimo maior: ela cura o câncer, dispensando a quimioterapia. Os casos de pessoas curadas pelo óleo de maconha aumentam a cada dia e, para as autoridades, está ficando impossível esconder a verdade e impedir que as pessoas procurem a planta para se tratar e curar seus amigos e parentes. A cínica indústria farmacêutica, que lucra bastante com o câncer e que sempre combateu a maconha, sabe disso e já se prepara para comercializar a planta, pois sabe também que não haverá como deter a pressão popular pela legalização.

Você tem algum caso de câncer entre seus amigos e parentes? Sugiro que veja este documentário de 2010. É possível que ele lhe cause uma grande revolta. Mas, em nome dos que padecem e padeceram tantas dores, que podiam ser facilmente evitadas, é preciso que seja revelada a verdade que tanto tentaram nos esconder.

> What If Cannabis Cured Cancer (legendado em português):

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*** CADEIRANTE SE ARRASTA PARA ENTRAR EM AVIÃO DA GOL

Se você é cadeirante e vai viajar, boa sorte. > Mais

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As Preciosas do Kelmer – nov2014

23/11/2014

23nov2014

AsPreciosasDoKelmer201411.
As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201411AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#26, nov2014
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Capa: Amy Winehouse, cantora e compositora inglesa (1983 – 2011)

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*** O INSTAGRAM ERÓTICO

Que tal uma rede social com foco no erotismo? No Uplust, os internautas podem compartilhar fotos sensuais, com forte apelo para nudez e sexo, sem serem banidos devido a uma forte política de privacidade.

Assim como no Instagram, no Uplust é possível compartilhar fotografias com filtros, compartilhá-las com tags e receber likes. A navegação na rede social, no entanto, deve ser feita apenas por maiores de 18 anos, já que por lá não existe uma política contra imagens sexualmente sugestivas ou com nudez. > Mais

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*** OU É CATÓLICO OU É VEGETARIANO

Na mitologia do Catolicismo, a transubstanciação é a transformação literal da hóstia no corpo de Jesus Cristo. É o momento em que, após a consagração, a hóstia deixa de ser farinha embebida em vinho e passa a ser, verdadeiramente, a carne e o sangue do Cristo crucificado. O dogma garante que essa transformação não é mera simbologia, mas um fato real, tão real quanto quem come a hóstia. Ou seja: católicos são canibais assumidos, sem qualquer constrangimento de sê-lo.

O católico deve acreditar nisso, ou então não faz sentido ele ser católico. Porém, ao crer no dogma da transubstanciação, e comer do corpo de Jesus Cristo, um vegetariano estaria sendo um canibal e indo totalmente contra seus princípios. E agora?

Comer o corpo do deus vivo é um mito antigo, presente em várias mitologias ao longo da história, como nos cultos greco-romanos a Dionísio e Baco. Muitas tribos guerreiras costumavam manter vivos seus prisioneiros, para sacrificá-los em importantes rituais em que comiam o corpo dos mais valentes, acreditando com isso poderem absorver as virtudes do valoroso inimigo. As religiões institucionalizadas apenas incorporaram essa mesma crença em seus ritos, e o Cristianismo fez a mesma coisa em sua mitologia.

Mas e os vegetarianos católicos, o que podem fazer? Bem, caso desejem livrar-se do pecado da contradição, ou largam o vegetarianismo ou abandonam a fé católica. Nesse segundo caso, há outras religiões cristãs (além dos evangélicos) como a Ortodoxa, a Anglicana e a Luterana, cujas mitologias não possuem o dogma da transubstanciação.

Bem, há uma terceira via: eles podem continuar católicos e ir à missa, mas sem participar da eucaristia, e inventariam alguma desculpa, tipo dor de garganta, alergia a farinha ou coisa parecida.

E, em último caso, podem encher logo o saco de tudo isso e deixar de depender de religião para ser feliz. > Mais

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*** A PELEJA DO DEUS DO TRÂNSITO CONTRA O DIABO DA AGENTE QUE CUMPRE A LEI

JuizTribunal-01Em fevereiro de 2011 Deus dava um rolê pelo Leblon, dirigindo sua Land Rover sem placas, e sem portar a carteira de habilitação, afinal Deus não precisa disso, né? Aí tinha uma blitz no meio do caminho e a agente do Detran Luciana Silva Tamburini informou a Deus que o veículo teria de ser apreendido e levado a um pátio. Deus não concordou e, tchum, deu a famosa carteirada, revelando sua verdadeira identidade: ele era um juiz, e se chamava João Carlos de Souza Correa.

Mas a agente não se assustou e manteve-se firme no cumprimento da lei de trânsito. Deus, ops, o juiz, mandou um policial militar prender a agente. O policial foi na tenda da blitz para comunicar e algemar a agente, mas ela respondeu o óbvio: “Ele quer, mas ele não é Deus”. Aí o juiz se aporrinhou de vez e mandou prender a agente por desacato. Fim de noite: ambos acabaram sendo levados para a 14ª DP, onde o caso foi registrado, o juiz acusando a agente por ter debochado dele, coitado, e a agente acusando o juiz de abuso de autoridade. Adivinha quem venceu a disputa?

Claro que o juiz venceu. E a agente foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais, uma quantia maior do que seu salário no Detran. Quanto ao juiz (que é marido da ex-deputada Alice Tamborindeguy, do PP-RJ), ele não quis se pronunciar sobre o caso, talvez para não chamar a atenção sobre os outros casos desabonadores em que ele está envolvido, como ter sido flagrado, em 2013, dirigindo bêbado e ter se recusado a fazer o teste do bafômetro ou como já ter ultrapassado o limite de multas de trânsito e continuar dirigindo.

Alguns cidadãos, que não acreditam em deuses do trânsito, se sensibilizaram com a situação de Luciana e criaram uma vaquinha virtual para ajudá-la a pagar a multa. Ao saber disso, Luciana agradeceu e disse que espera não precisar pois vai recorrer da decisão, e a quantia arrecadada ela doará a uma entidade beneficente.

Você também não crê em deuses do trânsito? Gostaria de ajudar Luciana e, assim, contribuir para que outros deuses não se sintam tentados a pecar contra a lei, que deveria ser igual para todos?

> Clique aqui e saiba mais
> Outros casos do Juiz Que Não É Deus

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*** O CONGRESSO FANTASMASGÓRICO

Com o tema Histórias de Fantasmas, o 4o Congresso de Literatura Fantástica de Pernambuco acontecerá de 03 a 05 de dezembro em Recife, na Universidade Federal de Pernambuco. A promoção é do Núcleo de Estudos Oitocentistas Belvidera, do Depto. de Letras/UFPE. O evento contará com palestras, debates, cursos, lançamentos de livros, exibição de curtas e apresentação de espetáculos.

Literatura, sempre. Porque apenas viver não basta. > Mais

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*** SARAVÁ COM CROISSANT

Nos anos 1950 e 1960 Vinicius de Moraes e Baden Powel criaram músicas lindas, que até hoje encantam nossos ouvidos e inundam a alma de fortes sensações. Uma delas é Samba da Bênção (É melhor ser alegre que ser triste…), em que o samba é louvado, juntamente com os nomes daqueles que tanto enriqueceram esse gênero musical que nasceu no Brasil, fruto da bendita miscigenação racial.

Em 1966, o mundo conheceu uma versão francesa dessa música, na interpretação de Pierre Barouh, através do filme Um Homem, Uma Mulher (Un homme et une femme), do diretor Claude Lelouch. O filme ganhou muitos prêmios, como a Palma de Ouro de Cannes e o Oscar de melhor filme estrangeiro, e sua bela trilha sonora é um capítulo à parte.

Já se vão 50 anos… Mas a poesia daquelas cenas e a beleza da música não envelhecem. Obrigado, Vinicius, Baden e Pierre. Saravá.

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*** BLUES PARA A CANOA NÃO VIRAR

O Canoa Blues é um festival musical que já vai em sua 7a edição. Acontece anualmente na praia de Canoa Quebrada, no litoral leste do Ceará, e reúne bandas de blues do Brasil, contando também com atividades de inclusão social promovidas em parceria com organizações não governamentais. A abertura oficial do evento aconteceu na sexta 07nov, em Fortaleza.

Valeu, Roberto Maciel! Espero um dia curtir esse festival e matar a saudade de Canoa.

Programação do Canoa Blues 2014:

07nov, 21h: Espaço Rogaciano Leite Filho, Dragão do Mar – Fortaleza. Shows: Victor Gueiros e Felipe Cazaux
14nov, 22h: Polo de Lazer de Canoa Quebrada – Shows: Beale Street e Rodrigo Nézio & Duocondé Blues
15nov, 22h: Polo de Lazer de Canoa Quebrada – Shows: Renegados e Big Chico
15nov, meia-noite: Restaurante Baobah – Canoa Quebrada – Jam session com Thiago Rodrigues

> Mais

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*** A REVOLTA DAS PELADONAS

ARevoltaDasPeladonas-01aNo futuro, nossos bisnetos comentarão na hora do recreio:
‒ Que aula incrível! Adoro história do Brasil.
‒ Você viu? Quando começou, ninguém entendeu nada.
‒ Mas quem poderia desconfiar, né?
‒ Ninguém. Eram apenas mulheres correndo peladas pelas ruas.
‒ Diziam que eram loucas, ou que estavam em busca de fama.
‒ Marketing de tênis esportivo.
‒ Muitas eram presas por atentado ao pudor. Mas logo eram liberadas. E faziam de novo.
‒ Minha avó foi presa doze vezes, e ela já tinha setenta anos. Os delegados não aguentavam mais. A senhora pelada na rua de novo, vovó?

> leia o conto na íntegra

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*** ÓTIMA RECEITA PARA DESTRUIR A PELE: CIGARRO

O cigarro não é veneno apenas para os pulmões. Ele também retira da pele a firmeza, a hidratação e o viço. Por isso, é muito comum mulheres fumantes na faixa dos 30 anos apresentarem pele amarelada, abatida e sem vida, além de rugas, olheiras fundas e bolsas inchadas sob os olhos. O hábito de fumar piora até a celulite, pois o tabaco interfere na circulação sanguínea destas regiões.

Leitorinha querida fumante. Nem que seja por querer ficar mais bonita, larga desse vício escroto, vai. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (9)

RICARDO BOECHAT – Jornalista

O jornalista Ricardo Eugênio Boechat contou em 2011 em seu programa na FM Band que vinha recebendo e-mails e cartas de leitores tentando convertê-lo ao cristianismo, porque às vezes, ali, ele faz referência a sua descrença. Ele é um brasileiro que nasceu na Argentina em 13 de julho de 1952. Tem seis filhos. Começou a carreira em 1970 no extinto Diário de Notícias. Trabalhou no Jornal do Brasil, onde manteve coluna de notas, o Informe JB, que se tornou referência. Depois, em 1983, foi para O Globo. Mais recentemente, além do seu programa de rádio, apresenta o principal jornal da TV Bandeirantes. O jornalista é conhecido pela sua credibilidade e bom humor. Ele costuma dizer, rindo, que é o único âncora careca da TV brasileira — e é verdade.

Boechat nunca escondeu a sua descrença e às vezes lembra que os ateus são uma minoria que sofre muito preconceito. (reproduzido do site paulopes.com.br)

 

*** PORNOGRAFIA OU INOCÊNCIA DA INFÂNCIA?

Stella tem dois anos de idade. Seu pai, Wyatt Neumann, é fotógrafo. Numa viagem de carro pelo país, fotografando a jornada ao longo do caminho, ele também fotografou a filha. O ensaio provocou a ira de grupos puritanos e conservadores, que conseguiram excluir as contas de Neumann do Facebook e do Instagram.

Rebatendo as críticas de que as imagens seriam “perversas”, “doentias” e “pornográficas”, o fotógrafo disse que a censura foi longe demais, e que para ele o trabalho é bonito e revela a inocência da infância.

Eu, particularmente, concordo com o pai e acho que ele fez um belo e corajoso trabalho. Acho que nossa sociedade, na ânsia de proteger as crianças, acaba confundindo as coisas e vendo pecado onde o que existe, na verdade, é naturalidade. Este é o legado de séculos de opressão religiosa, que nos convenceu de que a alma é de Deus, mas o corpo é do Diabo.

Jung, o pensador da alma, diria que trata-se de uma neurose coletiva, em que a sociedade é dolorosamente esticada, de um lado pela Cultura, e do outro pela Natureza. Existe saída para tal conflito? Sim. Como em todo conflito psicológico, devemos viver as contradições da questão até o fim, para só então podermos transcender as polaridades e encontrar uma terceira via, em que as leis da Cultura e da Natureza possam se conciliar. Mas não é fácil, pois apesar de sermos seres culturais, continuamos sendo animais.

E você, o que acha? > Mais

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*** O NOVEMBRO AZUL DA PRÓSTATA

Câncer de próstata. Você não quer ter um, né, meu camarada? Então se você já tem 50 anos, deixa de viadagem e vai logo fazer o exame para se prevenir dessa horrível possibilidade.

Impotência sexual. Você também não quer sofrer dessa desgraça, né? Então isso é mais um motivo para você fazer logo o exame, pois os tratamentos para o câncer de próstata podem deixar o paciente broxa para sempre.

Agora convenceu, né? > Mais

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*** BLACK ELIS É LINDO

Em 1972 Elis Regina participou de um especial para uma tevê alemã interpretando Black is Beautiful, de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle. São registros como esse que nos fazem entender porque ela é considerada, até hoje, uma das maiores cantoras do mundo.

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*** MANDAR MATAR TUDO BEM, CASAR COM OUTRA MULHER NÃO

Em 2002 Suzane von Richtofen mandou matar os pais e foi condenada a 39 anos de prisão. No presídio de Tremembé, em São Paulo, frequentou cultos evangélicos e tornou-se referência de bom comportamento. Em setembro deste ano, teve de trocar a ala das evangélicas, onde morava, pela ala das casadas. O motivo: ela oficializou a união com uma das detentas ao assinar o documento similar a uma certidão de casamento, que permite às presas conviverem maritalmente dentro da prisão.

A companheira de Suzane é Sandra Regina Ruiz Gomes, conhecida no presídio como Sandrão. Condenada a 24 anos de prisão pelo sequestro e morte de um adolescente em São Paulo, Sandra perdeu o direito ao regime semiaberto por agredir um agente penitenciário. Antes de Suzane, ela mantinha uma relação com Elize Matsunaga, que matou e esquartejou o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, em 2012.

Os evangélicos, que antes perdoavam Suzane por seu crime, agora não mais a aceitam. Para eles, mandar matar os pais não é tão grave quanto amar outra mulher.

É difícil perdoar quem comete crimes tão terríveis como os de Suzane, Sandra e Elize. Mas não aceitar que um ser humano ame outro, isso sim é que devia merecer cadeia.

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*** 101 LUGARES PARA FAZER SEXO ANTES DE MORRER

Os autores até que tiveram boa intenção. Mas quem nunca transou num banheiro químico, não sabe o que é emoção.

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*** OBRIGADO, GENIVAL

Genival Santos morreu nesta quarta-feira 19nov. O cantor e compositor tinha 71 anos e em 45 anos de carreira gravou 28 discos, que venderam cinco milhões de cópias. Natural de Campina Grande-PB, fazia o gênero romântico brega, e seus boleros eram obrigatórios nos cabarés do Norte e Nordeste dos anos 1970 e 1980. Assim como Waldick Soriano, escolheu Fortaleza para morar, e foi lá que faleceu, vitimado por complicações decorrentes de um câncer de pulmão.

Eu era seu fã. Ainda escuto suas músicas. Fui a alguns shows e o conheci pessoalmente. Cheguei a cantar com ele “Menina da praia”, na Barraca Búzios (Praia do Futuro, Fortaleza), em 1990. A primeira banda que tive, Os The Breg Brothers, foi criada ao som de seus sucessos.

“Eu te peguei no fraga”, “Sendo assim”, “Se errar uma vez”, “Meu coração está em greve”… Bota uma dose no capricho aí, dona Orestina. Hoje é dia de desmantelar o coração sofredor.

A jornalista Fabiana Moraes fez um interessante perfil do artista. > Veja aqui

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*** GENIVAL SANTOS CANTA SENDO ASSIM

Genival Santos no programa João Inácio Show, da TV Diário (Fortaleza). A apresentação provavelmente é de 2004 ou 2005. Favor prestar atenção na música, e não nas Tigresas.

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*** REPÓRTER SE DEMITE AO VIVO NA TV E DECLARA APOIO À LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

A TV estadunidense KTVA exibia uma matéria sobre os esforços para descriminalizar o consumo da maconha no estado do Alasca. Após a exibição da matéria, a repórter Charlo Greene pediu demissão ao vivo para se dedicar à legalização da maconha. “Foda-se, eu me demito!”, ela disse após a reportagem. E ainda admitiu que a organização Alaska Cannabis Club, que ajuda pacientes que precisam da droga para tratamento médico, era sua.

O pedido chocou a âncora do programa, Alexis Fernandez que, pelo visto, não esperava pelo anúncio e pediu desculpas aos telespectadores pela, bem, sinceridade da colega de trabalho.

A questão da legalização da maconha ocupa cada vez mais os espaços, forçando a sociedade a discuti-la seriamente. > Mais

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A grana do lanche

05/11/2014

05nov2014

A jovem advogada Dinorah vive um dilema: afinal, ela é ou não é uma puta?

Este é um dos contos do livro recém-lançado Indecências para o Fim de Tarde (Editora Escrituras, selo Arte Paubrasil). Ele será publicado nesta postagem em 10 capítulos até 30.11.14. Os leitores que comentarem durante esse período concorrem ao sorteio de 1 livro impresso + 1 livro em PDF com dedicatória personalizada. Mesmo que você não goste de algo na história, para mim será muito útil acompanhar suas impressões durante a leitura.

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A GRANA DO LANCHE

cap. 1

DINORAH É UMA MOÇA BONITA, mas nada que chame demais a atenção. Tem vinte e cinco anos, faz o tipo mignon, pele clara, cabelo loiro ondulado na altura dos ombros, olhos castanhos, enfim, é uma dessas garotas que você vê aos montes nas tardes dos shoppings. Vive na capital, classe média alta, mora com os pais, não trabalha, abandonou Administração e agora cursa Direito numa faculdade particular. Desde a primeira vez, aos dezesseis anos, transou com onze caras, e também com a Pati, que depois se tornou a melhor amiga. E namorou um cara por quatro anos. O namoro terminou e é nesse ponto que encontramos Dinorah, solteira, numa mesa do café do shopping, olhando para uma nota de cem reais. E dizendo baixinho para si mesma: Eu não sou puta, eu não sou puta…

Esta é a nossa menina. Permita-me chamá-la assim, nossa menina, porque acho que combina com seu jeitinho quase infantil, e porque tenho a impressão que você também vai gostar dela. Mas por que Dinorah está repetindo para si mesma que não é puta? Porque horas antes ela conheceu um cara ali mesmo no café e… Bem, é melhor contar do começo.

Às sextas, após a última aula da tarde, Dinorah costumava passar no shopping que fica pertinho da faculdade para tomar um capuccino. Numa dessas sextas, ela viu um cara numa mesa próxima, tipo quarentão charmoso, de camisa social, gravata, paletó pendurado no encosto da cadeira, a pasta do tipo executivo ao lado no chão. E ela? Vestidinho estampado, sandalinha, mochila, cabelo preso. Os dois sozinhos. Ela achou o cara interessante, e ficou atiçadíssima quando ele ergueu a xícara de café, olhando para ela, e sorriu. E ela sorriu também. Logo depois ele estava em sua mesa e ela já sabia que o quarentão se chamava Carlos, morava em outra cidade, era executivo de uma empresa e uma vez por mês ia à capital a trabalho, era separado e não tinha filhos. Pelo menos foi isso que ele dissera.

Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa e ela disse que não bebia, o que era verdade. Enquanto ele pedia outro café, Dinorah sentiu que uma ideia instigante nascia em sua mente… Não, talvez não fosse na mente. Ideias podiam nascer entre as coxas? Se podiam, aquela definitivamente nascera lá. Aquele cara era um desconhecido, não era tão bonito mas era interessante, parecia ser confiável e estava abertamente a fim dela, e ainda morava em outra cidade… Transar com um desconhecido. Por que não?, pensou nossa menina, e agora a ideia tomava conta de seu corpo inteiro, feito uma onda de calor gostoso.

É, por que não, ela continuava pensando, e a ideia se tornara uma sensação que ficava cada vez mais excitante. Sexo sem compromisso, um cara mais velho, depois tchau, cada um segue sua vida, isso combinava com a sexta, sexta era um dia bom para experimentar coisas novas. Sim, decidiu Dinorah. Daria para ele, sim, bastava ele querer. Mas não gostou do nome, Carlos era sem graça. Executivo era mais sexy.

Do que você gosta, Executivo, posso te chamar de Executivo?, ela perguntou, disposta a mudar logo o papo para rumos menos formais. E ele respondeu que podia, e emendou, meio sério, meio insinuante: Gosto de garotas da sua idade. Dinorah sorriu, surpresa, uau, ele não perde tempo. Melhor assim, ela não estava mesmo a fim de muito papo. Posso te chamar de Loirinha?, ele quis saber. Pode, respondeu ela, gostando daquele joguinho. Do que você gosta, Loirinha? Ela decidiu que era hora de passar o ponto de não retorno: Gosto de caras que gostam de garotas da minha idade.

Quando a garçonete trouxe a conta, ela quis pagar sua parte, mas ele, delicadamente, perguntou se ela ficaria chateada se ele pagasse tudo. Se fosse uma situação normal, Dinorah ficaria, sim, ela acha que mulher tem que dividir a conta, principalmente ela que ganha uma boa mesada dos pais. Mas aquela não era uma situação normal, e ele pagar tudo combinava com a situação, um executivo bancar uma noite de prazer para uma jovem estudante safadinha. Não, Executivo, não vou ficar chateada, muito pelo contrário…

Menos de uma hora depois, Dinorah estava no motel com Executivo. Um desconhecido, um cara mais velho, experiente, isso era muito interessante e ela sentia-se bem safada. Executivo tinha um pau grande, mas ele a fodeu com cuidado para não machucar. Superexcitado, ele lambeu e chupou todas as partes de seu corpo, comeu-a em várias posições e gozou com ela montada nele, e ele sempre chamando-a de loirinha gostosa, loirinha safada…

No fim, após pagar a conta, Executivo perguntou-lhe se tinha gostado e ela respondeu que sim, e estava sendo 99% sincera, pois, embora sem orgasmos, ela tivera muito prazer. O 1% restante era porque ela achava que poderia ter se soltado um pouco mais. Ele deu-lhe seu cartão e disse que dentro de um mês estaria de volta.

Já no táxi, ele se ofereceu para deixá-la em casa, mas ela disse que preferia voltar para o shopping pois queria fazer um lanche. Seguiram pelas ruas em silêncio. Dinorah sabia que não o procuraria novamente, já havia realizado seu desejo safadinho, mas sentia-se bem e não via a hora de contar tudo para a amiga Pati, com quem adorava dividir suas confidências mais sórdidas. Quando o táxi parou em frente ao shopping e ela se preparava para abrir a porta do carro, Executivo pôs em sua mão, discretamente, uma nota de cem reais. Ela olhou para a nota, sem entender. É pro lanche, ele explicou, sorrindo calmamente, aceite, Loirinha, por favor. Confusa, ela pôs a nota dentro da mochila e desceu.

Numa mesa do café, Dinorah agora observava a nota de cem em suas mãos. Ainda podia sentir o pau do Executivo dentro dela, sua buceta latejando… Era para estar feliz, afinal a transa fora boa, o cara a tratara bem… Mas e aquela nota de cem? Por acaso ele achava que ela era uma puta? E, se achava, então valia cem pilas? Aquilo era muito ou pouco?

Pediu outro capuccino, mas bebeu sem vontade. Decidiu ir para casa, não se sentia muito bem. Entrou na sala e seus pais assistiam a um programa religioso na tevê. Beijou a mãe, beijou o pai e sentou-se com eles no sofá. Tudo bem, filha?, perguntou o pai. Ela respondeu que sim, só estava um pouco cansada. Tem lasanha no micro-ondas, avisou a mãe. Ela respondeu que estava sem fome e foi para o quarto. Sentada na cama, sentia-se um tanto angustiada. É pro lanche, Executivo dissera. Mas um lanche não custava tudo aquilo. Na verdade, com cem reais ela poderia jantar num ótimo restaurante, vinho incluído. Assim sendo, era óbvio que não dera o dinheiro para lanche nenhum. Ele havia lhe pago pelo sexo, era óbvio.

Eu não sou uma puta, falou para si mesma mais uma vez, e dessa vez amassava forte na mão a nota de cem. Que merda, como os homens podiam ser tão insensíveis? Levantou da cama e foi ao banheiro, controlando-se para não chorar. Por que ele tinha que estragar tudo? Fez um bolinho com a nota e jogou no vaso sanitário. Eu não sou uma puta. Ao contato com a água, a nota abriu-se e ficou boiando, como se olhasse para ela, duvidando do que ela dizia. Eu não sou uma puta e nem preciso dessa grana escrota, murmurou, a voz abafada pelo som da descarga.

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NOS DIAS QUE SE SEGUIRAM, Dinorah ruminou sobre o assunto. Não estava arrependida, mas… havia a questão dos cem reais. Será que ele realmente achava que ela era puta? O que teria pensado, que naquela sexta, em vez de faturar, a puta decidira transar com um cara qualquer sem cobrar, e que coincidiu de ser ele? Mas, se fosse isso, por que ainda assim lhe dera dinheiro? Que merda, Dinorah não se conformava. Será que uma mulher não tinha o direito de trepar com um desconhecido sem ser confundida com uma puta?

No espelho do armário, nossa menina observou-se dezenas de vezes, virando de lado, fazendo poses. Será que tinha jeito de puta? Não, não podia ser isso, ela era uma garota normal, vestia-se como suas amigas e não exagerava na maquiagem. E, além do mais, tinha ódio dessas meninas muito fáceis, e sempre fora convictamente monogâmica em todos os seus relacionamentos.

Contou tudo para Pati. Desencana, respondeu a amiga, você não é puta, e o cara quis apenas ser gentil. Mas Dinorah não desencanou. Pesquisou sites de prostituição, olhou as fotos das garotas de programa, viu que a maioria cobrava mais que cem reais. Como Executivo podia achar que ela era uma daquelas mulheres?

Na última sexta do mês ela terminou o almoço no restaurante da faculdade e decidiu não ir às aulas da tarde, estava ansiosa demais, não conseguiria se concentrar. Botou os livros na mochila e foi para o café no shopping. Sentou-se em sua mesa predileta, pediu um capuccino e esperou. Meia hora ela esperou. Uma hora. Quase duas horas depois Executivo chegou, vestido do mesmo jeito, o paletó aberto, a pasta de executivo, e logo que entrou, percebeu sua presença. Posso sentar?, ele perguntou, simpático. Parecia contente em revê-la. Ela não conseguiu sorrir. Mas fez que sim com a cabeça e ele sentou.

– Cara, vou ser bem direta e quero que você seja sincero, tá? Por que você me deu aquela grana? Você acha que eu sou puta?

Ensaiara cuidadosamente aquelas exatas palavras durante as duas horas em que esperou por ele. Mas não falou nada disso. Porque simplesmente era uma questão que não tinha mais importância. Bem, na verdade ainda tinha importância, sim, mas de um outro modo… Saíra mais cedo da faculdade para garantir que o encontraria, e queria reencontrá-lo para tirar a limpo a história dos cem reais, sim, mas… algo nela havia mudado durante aquelas duas horas. Uma ideia estranha sobrevoava seus pensamentos, tão estranha que não ousava admiti-la… Mas de uma coisa ela sabia: queria transar novamente com aquele cara.

Uma hora depois, no motel, sob o peso do corpo dele, Dinorah gemia de prazer. Não era exatamente tesão pelo Executivo que sentia, e não era apenas tesão por estar sendo fodida por um quase desconhecido às cinco da tarde num motel, enquanto suas colegas assistiam aula de Direito Processual. Sim, tudo isso era excitante, porém enquanto ele metia firme em sua buceta e segurava suas pernas escancaradas na posição do frango assado, e ela assistia a tudo pelo espelho do teto, nossa menina fechou os olhos e imaginou os dois voltando para o shopping… Imaginou o táxi parando, os dois no banco de trás e… E o quê? A imagem seguinte parou um segundo antes de surgir em seu pensamento, esperando sua autorização. O táxi chegando no shopping, parando e… e…

Sem esperar mais pela autorização, a imagem que faltava invadiu de vez seu pensamento. O táxi para no shopping, Executivo abre a carteira, tira uma nota de cem e entrega a ela. Enquanto a imagem congelava em sua mente, ela recebendo o dinheiro no táxi, e na cama Executivo metia fundo em sua buceta, Dinorah gozou, de um jeito que nunca havia gozado antes, tão intenso que parecia que não ia acabar mais. E quando enfim acabou, na verdade não havia acabado: ela o abraçou com as pernas, puxando-o forte contra seu corpo e exigindo que ele continuasse a meter, e gozou novamente, outra vez intenso, uma coisa louca.

Pouco tempo depois o táxi parou no shopping. Executivo deu-lhe um beijo no rosto e disse que no mês seguinte estaria no mesmo lugar novamente. Ela apenas sorriu. E aguardou quieta, sentada ao lado dele, as pernas juntas, mochila ao colo. Como nada aconteceu, ela aproximou a boca de seu ouvido e perguntou baixinho: Você não tá esquecendo nada? Ele pensou por alguns segundos, até que finalmente compreendeu. Então abriu a carteira, tirou uma nota de cem e deu para ela. Dinorah guardou-a na mochila, disse obrigado, abriu a porta e saiu. Instantes depois, no café, tomou o capuccino mais gostoso de quantos já tomara em toda sua vida.

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NA SEMANA SEGUINTE, Dinorah marcou com Pati num barzinho, queria contar sobre seu segundo encontro com Executivo. Ela adorava sair com a amiga, apesar de Pati, morena do tipo gostosona como era, sempre atrair todos os olhares disponíveis do ambiente. Na noite em que se conheceram, numa festinha quatro anos antes, Pati beijava um cara e convidou Dinorah a se juntar a eles. Dinorah riu, pensando que aquela garota devia ser muito louca. Mas pensou por que não e aceitou. O beijo ficou triplo e eles terminaram na cama. No dia seguinte, já eram amigas.

Nossa menina chegou ao barzinho e viu a amiga bebendo no balcão com um homem. Ao ver Dinorah, Pati deixou-o lá sozinho e foi abraçá-la.

– Você vai dispensar aquele gato? – Dinorah perguntou.

– Dei pra ele ano passado. Deixa o gato ficar com mais vontade.

– Pati sempre arrasando os corações…

Sentaram-se numa mesa, e Dinorah contou o que acontecera na sexta anterior.

– Você cobrou pra transar, sua danadinha! – Pati comentou, surpresa.

– Eu não, só queria a grana do lanche. E nem precisava tanto.

– Mas você falou pra ele que era pro lanche?

– Não.

– Humm. Então agora ele vai achar que você cobrou pelo sexo.

– Talvez eu tenha cobrado mesmo.

‒ Talvez ou cobrou? Decida-se, Dinorah.

‒ Antes eu estava realmente superencucada, mas admito que, na verdade, eu estava achando excitante a ideia de ser paga pra transar. Nessa segunda vez, isso ficou claro pra mim.

– O nome disso não é prostituição, amiga?

– Ou será um fetiche?

– Você acaba de inventar o fetiche remunerado.

– Você também sai com os caras, Pati, eles te levam no carro deles, te pagam barzinho, restaurante, motel… É a mesma coisa, não? No meu caso, foi uma grana pro lanche.

– Tá bom, você venceu. Mas você por acaso gastou a grana com lanche?

– Não. Mas podemos gastar agora. Vamos pedir o quê?

– Ai, amiga, você não existe!

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NÃO POSSO SER UMA PUTA, pensava Dinorah, sentada diante de seu guarda-roupa, porque puta nenhuma no mundo teria um guarda-roupa tão comportado. Porém, ser paga para transar, ah, isso tinha que admitir: era uma delícia. Nem o preço importava, o dinheiro em si não era importante, ela não precisava dele. Importante era ser paga. Lembrou da segunda transa, de como foi bom, do quanto se excitou imaginando que logo depois seria paga… Será que as putas também sentiam aquele mesmo tipo de excitação gostosa, aquele frenesi de saber que o homem à sua frente dispõe-se a gastar uma grana para estar dentro dela?

Decidiu dar um passo adiante em seu fetiche. Quando, no fim do mês, reencontrou Executivo no shopping e foram novamente para o motel, dessa vez ela fez diferente. Tirou a roupa, ficou inteiramente nua e pediu que ele se encostasse na bancada, o que ele fez. Ela ajoelhou-se no chão, abriu sua calça, pôs o pau para fora e o acariciou, vendo-o crescer rapidamente em suas mãos até ficar imenso e inteiramente rijo. Passou a língua devagar por toda sua extensão, beijou-o delicadamente na ponta e, um instante antes de começar a chupá-lo, parou de repente. Ergueu o rosto e olhou para ele. E falou, calmamente: Hoje eu quero adiantado.

Surpreso, Executivo abriu os olhos. Durante alguns segundos os dois se olharam em silêncio, o pau dele, duro e latejante, a um centímetro da boca de nossa menina, feito uma lança paralisada em pleno voo. Executivo sorriu e disse que aquilo não era problema. Ainda encostado na bancada, pegou a carteira, tirou uma nota de cem reais e entregou a ela. Dinorah pôs a nota sobre a cama e voltou à sua posição de joelhos. Segurou Executivo pelas coxas e começou a chupá-lo, fazendo exatamente como num vídeo erótico que vira aquela semana, engolindo o máximo que podia até senti-lo na garganta, até engasgar-se e lágrimas descerem por seu rosto, e depois voltando lentamente até a ponta da cabeça, sem deixar em nenhum momento de envolvê-lo totalmente com os lábios, sem usar as mãos, e repetindo o movimento cada vez mais rápido.

Pouco depois, ela percebeu que as pernas do Executivo tremiam e ele se apoiava na bancada com os braços. Ela o escutou gemer mais forte e logo depois sentiu o jato de sêmen em sua boca, um gosto de doce e salgado, morno, quase quente, que ela saboreou e engoliu. Depois afastou a boca e dirigiu o resto do jato para seu rosto, e com a outra mão espalhou o líquido pelas duas faces, pela boca, pelo pescoço, pelos peitos. Enquanto Executivo dobrava-se para trás, Dinorah, ainda ajoelhada e toda lambuzada de sêmen, olhava para a nota de cem sobre a cama e maravilhava-se de ser a mulher mais suja e feliz do mundo.
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NÃO POSSO SER UMA PUTA, pensava Dinorah, sentada diante de seu guarda-roupa, porque puta nenhuma no mundo teria um guarda-roupa tão comportado. Porém, ser paga para transar, ah, isso tinha que admitir: era uma delícia. Nem o preço importava, o dinheiro em si não era importante, ela não precisava dele. Importante era ser paga. Lembrou da segunda transa, de como foi bom, do quanto se excitou imaginando que logo depois seria paga… Será que as putas também sentiam aquele mesmo tipo de excitação gostosa, aquele frenesi de saber que o homem à sua frente dispõe-se a gastar uma grana para estar dentro dela?

Decidiu dar um passo adiante em seu fetiche. Quando, no fim do mês, reencontrou Executivo no shopping e foram novamente para o motel, dessa vez ela fez diferente. Tirou a roupa, ficou inteiramente nua e pediu que ele se encostasse na bancada, o que ele fez. Ela ajoelhou-se no chão, abriu sua calça, pôs o pau para fora e o acariciou, vendo-o crescer rapidamente em suas mãos até ficar imenso e inteiramente rijo. Passou a língua devagar por toda sua extensão, beijou-o delicadamente na ponta e, um instante antes de começar a chupá-lo, parou de repente. Ergueu o rosto e olhou para ele. E falou, calmamente: Hoje eu quero adiantado.

Surpreso, Executivo abriu os olhos. Durante alguns segundos os dois se olharam em silêncio, o pau dele, duro e latejante, a um centímetro da boca de nossa menina, feito uma lança paralisada em pleno voo. Executivo sorriu e disse que aquilo não era problema. Ainda encostado na bancada, pegou a carteira, tirou uma nota de cem reais e entregou a ela. Dinorah pôs a nota sobre a cama e voltou à sua posição de joelhos. Segurou Executivo pelas coxas e começou a chupá-lo, fazendo exatamente como num vídeo erótico que vira aquela semana, engolindo o máximo que podia até senti-lo na garganta, até engasgar-se e lágrimas descerem por seu rosto, e depois voltando lentamente até a ponta da cabeça, sem deixar em nenhum momento de envolvê-lo totalmente com os lábios, sem usar as mãos, e repetindo o movimento cada vez mais rápido.

Pouco depois, ela percebeu que as pernas do Executivo tremiam e ele se apoiava na bancada com os braços. Ela o escutou gemer mais forte e logo depois sentiu o jato de sêmen em sua boca, um gosto de doce e salgado, morno, quase quente, que ela saboreou e engoliu. Depois afastou a boca e dirigiu o resto do jato para seu rosto, e com a outra mão espalhou o líquido pelas duas faces, pela boca, pelo pescoço, pelos peitos. Enquanto Executivo dobrava-se para trás, Dinorah, ainda ajoelhada e toda lambuzada de sêmen, olhava para a nota de cem sobre a cama e maravilhava-se de ser a mulher mais suja e feliz do mundo.

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DIAS DEPOIS DO TERCEIRO ENCONTRO com Executivo, Dinorah conheceu Bruno num bar, e o interesse foi mútuo. Ela, porém, não queria namorar, estava adorando a vida de solteira, e não cogitava interromper os encontros com Executivo. Mas Bruno insistiu, e uma noite transaram no apartamento dele. No dia seguinte, ela disse que não queria namorar, mas que topava ficar com ele, e assim foram ficando, ficando, até que um dia ela percebeu que estavam se relacionando como namorados. E decidiu deixar a coisa como estava.

Pouco mais velho que ela, Bruno administrava os postos de gasolina do pai, era rico e morava numa cobertura. Com ele o sexo até que era bom, mas… sempre faltava um algo mais. Ou ela é quem andava muito exigente? Sim, talvez fosse isso. As transas com Executivo haviam despertado seu lado selvagem, e com Bruno ela não se sentia sexualmente completa.

Uma noite, durante um fim de semana que passavam na serra, ela percebeu que havia putas na pracinha próximo ao hotel. A visão das garotas se oferecendo aos homens a fez sentir-se especialmente tarada naquela noite. Foram para o quarto do hotel e ela pediu que ele entrasse depois, exatamente cinco minutos depois. Bruno topou a brincadeira e quando entrou, ela estava nua, de quatro sobre o sofá, e o chamava: Quero que você me coma aqui. Bruno perguntou se ela não gostaria de tomar um banho antes. Não ‒ foi sua resposta, enfática. Pouco depois, enquanto Bruno satisfazia sua vontade, ela, gemendo alto de prazer, pediu que ele a chamasse de puta. Ele não chamou, e ela insistiu e insistiu, até que ele obedeceu. Mas o puta dele foi tão sem ênfase que ela não aguentou:

– Me chama de puta, porra, de puta safada! Vai, me chama, porque é isso que eu sou mesmo, uma putinha vagabunda! Eu sou muito putaaaaaaa!!!

E foi assim que ela gozou, o namorado comendo-a de quatro no sofá e ela berrando que era puta, para desespero dele, preocupado com o escândalo. E, apesar de Bruno nunca participar do texto exatamente como ela queria, assim passaram a ser seus melhores gozos, ele metendo nela de quatro e ela gritando que era puta, muito, muito puta.
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AGranaDoLanche-06acap. 5

OS ENCONTROS COM EXECUTIVO se sucediam, sempre na última sexta do mês, quando ele ia à capital. Encontravam-se no café do shopping e seguiam para o motel. Quase não se falavam, não era necessário. Dinorah não queria saber sobre a vida dele e ele não tinha interesse pela vida dela – tudo que queriam era sexo. Os cem reais do lanche, Executivo pagava adiantado, logo que chegavam ao motel. A nota, Dinorah fazia questão de deixá-la à vista, e adorava ser fodida olhando para ela.

Era uma puta? Ou tudo aquilo era apenas uma fantasia? Ela ainda se perguntava isso. E ainda não sabia a resposta. Sempre escutara que o motivo das mulheres virarem putas era a falta de perspectivas ou os problemas familiares. Ela não tinha nenhum problema sério, levava uma vida confortável, tivera educação religiosa e mantinha uma ótima relação com seus pais. Não tinha motivo para querer ser uma puta. Bem, na verdade tinha um, sim: o fetiche de ser paga. Será que alguma outra mulher já havia virado puta pelo mesmo motivo?

Pelo sim, pelo não, nossa menina decidiu dar uma renovada no guarda-roupa. Comprou roupas novas, uns vestidos mais justos, umas calcinhas mais safadas. E comprou um vestidinho branco colante que jamais pensou que teria coragem de usar. Usou-o a primeira vez com Executivo. Enquanto o aguardava no café, sentiu que os homens a devoravam com o olhar. Era a primeira vez que era olhada daquela forma tão explícita. E era um delícia. Executivo adorou o vestido e pediu que ela o vestisse sempre, e sem calcinha, no que foi atendido. Não tem sempre razão, o cliente?

Executivo nunca lhe perguntou se ela de fato usava o dinheiro para lanchar. Ele apenas pagava e pronto, e Dinorah apenas recebia e transava que nem uma puta, ou pelo menos como achava que uma puta transava, com muita vontade. Passou a ler bastante sobre prostituição, devorando tudo que encontrava sobre práticas sexuais e preferências masculinas. Via vídeos na internet e depois praticava com, digamos assim, seu cliente.

– Cliente? É assim que você tá chamando o cara? – perguntou Pati, rindo da amiga. – Então você já assumiu a putice.

– Existe puta de um homem só?

– Se não existia, agora existe.

– Se ele me vê assim, pra mim tanto faz.

– Então deixe de ser besta e cobre mais, amiga.

– Ah, Pati, não é pela grana, é pelo prazer.

– Prazer tem esse cara. Conseguiu uma putinha bonita, classuda, futura advogada, que dá pra ele por cem pilas. Mixaria. Eu cobraria mais, na boa.

– Mas você é gostosona, Pati, tem peitão, bundão. Eu sou normal.

– Mas fode bem, não fode? É disso que os caras gostam.

Sim, fodia bem. Executivo que o dissesse. A cada vez Dinorah se soltava mais e vivia mais verdadeiramente seu fetiche de ser puta. Não importa se você tem prazer, aconselhava uma prostituta num livro de memórias, faça-os crer que tem e eles adorarão isso, e você terá real prazer por vê-los tão felizes. Interessante, pensou ela, matutando sobre esse trecho. Com Executivo, ela não precisava fingir, pois realmente sentia prazer. E sentia prazer não apenas físico, mas também em descobrir que aquela experiência lhe permitia explorar intensamente sua sexualidade, sem qualquer tipo de culpa, e isso era maravilhoso. Passou a adorar que ele gozasse em sua boca: ela engolia tudo e queria mais, sinceramente sedenta do jorro de sêmen. Aprendeu também a fazer anal, a receber o pau dele inteiro em seu cu, e se no início doía, depois passou a gostar e um dia foi assim que gozou, sentada sobre Executivo, o pau dele totalmente enterrado em seu cu, e ela subindo e descendo feito uma louca descabelada, transtornada pela sensação de estar sendo absolutamente preenchida por trás… e ainda ser paga por isso. Ah, era muita felicidade.

E o namoro com Bruno? Ia do mesmo jeito. Fora da cama se entendiam muito bem, saíam, bebiam e iam a festas, mas no sexo ela continuava um tanto insatisfeita. Sim, tinha prazer com ele, e ele com ela, mas com Bruno não conseguia ser a puta que sentia ser. Sexo anal, por exemplo, ele se recusava a fazer, dizia que era nojento, e ela não se conformava com isso.

Uma noite, enquanto viam um documentário sobre prostitutas na TV, Dinorah comentou que elas eram muito corajosas por trabalhar na rua de madrugada. E Bruno respondeu que elas não eram corajosas, eram doentes. Ela argumentou, dizendo que aquele era o trabalho delas, mas ele disse que era um trabalho de gente doente, e que quem pagava também era doente. Aquilo atingiu nossa menina em algum ponto sensível, era como se Bruno estivesse falando dela, e ela não era doente. Depois desse dia, Dinorah achou mais prudente não tocar no assunto. E deixou de gritar que era puta quando ele a comia de quatro. Uma pena, pois era o prazer mais gostoso que tinha com ele.
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UM DIA DINORAH RECEBEU a notícia que menos esperava. Após a transa, ainda no motel, Executivo lhe disse que um novo gerente assumiria seu lugar na empresa e que, por isso, ele não iria mais à capital. Aquela, portanto, era a última vez que se viam. Dinorah escutou em silêncio, sem conseguir acreditar. Ficou arrasada. Quando chegaram de volta ao shopping e ele lhe estendeu a nota de cem, ela olhou para ele com desdém e disse: É por conta da casa. E saiu.

Foi como se de repente lhe puxassem o chão de seus pés. De uma hora para outra ela perdia sua fantasia. Fantasia? Não, era mais que isso, e só agora ela se dava conta do quanto realmente precisava daquilo em sua vida. Ser puta não era só fantasia, era uma parte de sua vida que não podia mais ignorar. Foram treze meses lindos, treze encontros com Executivo onde aprendeu mais sobre sexo que em todas as suas experiências anteriores. Se dependesse dela, aqueles encontros nunca teriam fim.

E agora?, ela se perguntava, inconformada. Agora tinha apenas seu namorado, que não percebia o que ela era. Dinorah virou-se na cama, sem sono, e conferiu no relógio as três horas da madrugada. Puta. E pela milésima vez pensou no significado daquela palavra.

Dias e dias de tristeza, noites e noites mal dormidas. Dinorah não se conformava em ter sido abandonada. Até que um dia, quando já não suportava mais, entrou em contato com Executivo e perguntou se poderia visitá-lo em sua cidade uma vez por mês. Ela iria por conta própria, ele não precisaria se preocupar com nada. Mas Executivo disse que não seria possível.

– Por favor, você é meu único… cliente – ela completou a frase, e não se surpreendeu com o que dizia.

– Você vai conseguir outros, Loirinha, você é ótima.

– Você acha caro? Posso fazer por cinquenta.

– Obrigado, mas…

– Faço por dez reais, você quer?

– Loirinha, por favor…

– Um real.

Silêncio. Dinorah esperava ansiosa pela resposta. Acabara de pedir um real para transar. A puta mais barata do mundo.

– Você vai me cobrar um real? Tá falando sério?

– Sim.

– Como você pode cobrar um real por um programa?

– E como você pode não querer?

– Eu realmente não entendo.

– Não tente entender. Apenas aceite, por favor…

Novo silêncio. Dinorah sabia que havia ido longe demais. Mas era sua última cartada.

– Desculpa, Loirinha, não vai dar.

É, não deu. Executivo realmente não estava mais a fim. Ele, porém, disse que falaria com o gerente substituto, talvez se interessasse. Você promete?, perguntou nossa menina, um brilho de esperança acendendo-se em seus olhos. Ele prometeu.

Os dias seguintes foram de uma terrível expectativa. Ficou difícil prestar atenção às aulas. Passou a se irritar com qualquer coisa que Bruno dizia, e o sexo com ele, que já não era essas coisas todas, foi rareando até que ela perdeu de vez a vontade. Preocupado, ele perguntou o que estava acontecendo e ela desconversou, dizendo que estava concentrada nas provas da faculdade. Até mesmo a mãe percebeu algo errado, e para ela Dinorah disse que o problema era o namoro, que não ia bem. Para Pati, porém, contou a verdade, e a amiga sugeriu que fosse franca com Bruno e revelasse sua tara secreta.

– Ele me larga na mesma hora – Dinorah respondeu.

– Você arruma outro rapidinho, sua boba.

– Que homem iria aceitar isso, Pati?

– É. Só um cafetão mesmo.

– Cafetão eu não quero.

‒ Qual é o problema? Se alguém te arruma cliente, é justo que ganhe comissão.

– Eu sei que é justo. Mas não quero mais gente envolvida, entende?

‒ Então reza pro novo gerente gostar de você.

Um mês depois o celular de Dinorah tocou. Era o novo gerente. Ele estava na capital e queria conhecê-la. No dia seguinte, uma sexta, ela pôs o vestidinho branco, sem sutiã e sem calcinha, e foi encontrá-lo no bar do hotel onde ele se hospedava. Chamava-se Jaques, era mais novo que Executivo e era um cara muito bonito. Ele disse que seu colega havia falado bem dela e que estava interessado.

– Ele te falou como é o meu esquema?

– Sim, Loirinha. Cem reais adiantados, né?

– Isso mesmo.

– Fechado. Vamos subir pro meu quarto?

– Você decide, Chefinho. Posso te chamar assim, você tem jeito de Chefinho.

E assim foi. Naquela noite, no décimo quinto andar do hotel, Dinorah foi novamente puta, agora com um novo cliente. Ele pagou adiantado, ela pôs o dinheiro sobre a mesinha ao lado e falou: Agora deixa tua putinha te chupar, Chefinho. E abriu a calça dele, recebendo em sua boca o pau do novo cliente, e nessa noite ela entendeu que os clientes de uma puta eram diferentes, uns mais cuidadosos, outros mais rudes. Aquele era do tipo rude. Não tinha o pau grande como o de Executivo, mas era um tanto indelicado, o que não a impediu em nada de sentir-se feliz, afinal estava novamente fazendo o que adorava fazer, estava outra vez transando por dinheiro. E dessa vez havia algo de muito especial: era a primeira vez do cliente, e era preciso fidelizar a clientela. Quer comer meu cu, Chefinho, é oferta especial da casa, ela perguntou, manhosa. E Chefinho quis, sim, e a pôs de quatro e a enrabou com violência, puxando seu cabelo, e Dinorah, mesmo sentindo-se rasgada por dentro, deleitou-se ao observar-se no espelho ao lado, parecia uma cadela devassa, e bem à sua frente, sobre a cama, os cem reais do lanche, mais belos que nunca.
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A VIDA VOLTOU AO NORMAL para Dinorah. As aulas voltaram a ser o que eram, a irritação com Bruno sumiu e até o sexo com ele ficou mais interessante. Bem, não tão interessante como com Chefinho, é verdade, que, diferente de Executivo, ia à capital duas vezes por mês. E sempre que ia, procurava Dinorah. E ela não recusava, o que a obrigou a ter o dobro de cuidado para que Bruno não desconfiasse.

Um dia Chefinho disse que queria sexo a três, e perguntou se ela por acaso não tinha uma colega. A ideia não a agradou muito, mas não podia perder o novo cliente. Ela disse que falaria com uma amiga. A amiga era Pati, claro, a única que poderia topar aquela parada e, além disso, elas já haviam transado a três uma vez, não seria nenhuma novidade. Pati trabalhava como operadora de telemarketing para poder pagar a faculdade de Turismo e uma graninha extra certamente seria muito bem vinda. Além disso, era inteligente e descolada, saberia lidar bem com a situação.

– Ai, amiga, não sei se eu levo jeito pra puta.

– Ah, nem vem, eu sei que você gosta de uma boa putaria. E ele é lindo, você daria pra ele de graça.

– É rico?

– Acho que sim.

– Quanto a gente cobraria?

– Semana que vem ele volta. A gente marca um encontro e você negocia, que tal? Você é melhor que eu nisso.

Na semana seguinte, elas se encontraram com Chefinho no bar do hotel. Pati foi vestida com uma minissaia bem curta e um decote tão generoso que a cada dez segundos magnetizava o olhar abobalhado do Chefinho. Ele gostou dela, que se apresentou como Morena, e ofereceu duzentos.

– Pra cada uma, Chefinho? – perguntou Pati, à frente das negociações.

– Não, pras duas.

– Então nada feito.

Dinorah tremeu. Tudo que não podia acontecer era perder o cliente por ganância da amiga. Mas confiava nela.

– Quanto vocês querem?

– Quatrocentos é um preço justo.

– Tudo isso? Sua amiga cobra cem.

– Meu lanche é mais caro, Chefinho.

Dinorah suava. Conhecia bem Pati e sabia de sua personalidade forte e determinada. Determinada até demais. Talvez não houvesse sido uma boa ideia…

– Pago trezentos, Morena.

– Trezentos é o meu preço. Pague mais cem e terá duas meninas lindas e fogosas em sua cama.

– Você é tão competente quanto sua amiga?

– Se você não gostar, te devolvo a grana.

Dinorah aguardou nervosamente a resposta do homem. À frente dele, os peitos de Pati se ofereciam feito dois melões numa bandeja, e Chefinho, coitado, até se esforçava por não olhá-los, mas seus olhos inapelavelmente escorregavam para dentro do decote da Morena e a muito custo é que conseguiam sair de lá. Chefinho afrouxou o nó da gravata, deu um gole no uísque e falou, enfim, que o negócio estava fechado. Enquanto ele pedia a conta ao garçom, Pati piscou um olho para Dinorah, que sorriu aliviada.

Pati precisou devolver o dinheiro? Longe disso. As duas deram muito prazer ao Chefinho, uma de cada vez, as duas juntas, os três misturados, o pau na buceta da Loirinha e a boca nos peitos da Morena, Morena chupando Loirinha e Chefinho enrabando Morena… Duas horas depois ele estava esgotado, mas totalmente satisfeito com o dinheiro investido.

Quinze dias depois Chefinho voltou à capital e a dupla Loirinha e Morena novamente compensou cada real pago por elas. Dinorah e Pati, grandes amigas e agora grandes parceiras do ménage à trois. Para Pati, além do prazer da putaria, que ela realmente gostava, havia agora seiscentos reais todo mês ajudando bastante no orçamento. Para Dinorah, alívio: o cliente estava garantido. E ainda ajudava a amiga. Tudo sob controle.

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A VIDA, PORÉM, RESERVAVA surpresas desagradáveis para nossa menina. Uma noite, três meses depois do início da parceria sexual com Pati, ao chegar à cobertura de Bruno, ela percebeu de imediato que algo não estava bem. Bruno recusou o beijo e disse que queria conversar. Sentaram-se no sofá, mas ele logo levantou-se e perguntou:

‒ Há quanto tempo você faz programa?

Dinorah tomou um susto tão grande que ficou muda.

‒ Não vai responder? ‒ ele insistiu.

Ela pensou em fingir que não sabia do que ele falava, mas percebeu que não conseguiria. E respondeu a verdade, que começara pouco antes de conhecê-lo. Ela podia ver a sombra da decepção em seus olhos, ele estava arrasado. Perguntou-lhe como descobrira e ele disse que dias antes um amigo a havia visto num bar com Pati e um homem, e os seguiu até o motel. Por quê, Dinorah?, Bruno perguntou. E ela nada respondeu. Por quê, Dinorah? E dessa vez ela respondeu a única coisa possível: Porque eu gosto.

O clima era horrível. A vontade era de levantar e sair correndo, mas ela sabia que não podia fugir assim daquele momento. Bruno tinha direito a um mínimo de consideração de sua parte.

– Não vai dar pra continuar.

– Desculpa, Bruno. Eu não queria que terminasse assim.

– Por isso você sempre defendia as putas. Você é uma delas.

Dinorah fechou os olhos. Ouvir aquilo daquela forma era doloroso. Mas…

– Você é uma doente, Dinorah.

Era doloroso, sim, mas foi nesse momento, confrontada com a acusação que sofria, que ela finalmente compreendeu. Não, não era doente. Era uma puta. Não era a sua profissão, mas gostava de transar por dinheiro, e isso era o bastante, não? Sim. Tinha alma de puta. Fosse fetiche, fantasia ou realidade, era isso que ela era: uma puta. Era puta, sim. De corpo e alma.

– Eu não menti pra você, Bruno. Te falei várias vezes que eu sou puta.

– Falou? Quando?

– Quando a gente transava.

– Mas… na transa não vale.

– É nesse momento que uma mulher revela suas melhores verdades, você não sabia?

Bruno não respondeu. Tinha os olhos marejados e olhava para um ponto qualquer no espaço. Dinorah sentiu pena dele, mas sabia que nada mais havia a ser feito. Caminhou até a porta, abriu e, após dezoito meses de um namoro que nunca deveria ter começado, saiu para sempre da vida de Bruno.

Naquela noite não conseguiu dormir, seu ser inteiro era um turbilhão de pensamentos e sentimentos. Por um lado, estava triste por Bruno. Não o amava, mas gostava dele. Como poderia ter sido diferente? Não, não poderia, ele jamais aceitaria sua condição. Por outro lado, sentia-se aliviada, pois agora finalmente não tinha mais dúvidas: ela era puta, sim. Transar por dinheiro era delicioso e não machucava ninguém, o que havia de errado nisso? Por que não continuar? E já que namorado nenhum a aceitaria, ela seguiria solteira mesmo, pelo menos enquanto sentisse prazer em ser puta.

Quando amanheceu e a claridade do dia invadiu o quarto, ela estava em paz consigo mesma, não mais havia conflito em sua alma. Então levantou e encontrou os pais na sala tomando café. Sentou à mesa e eles logo comentaram sobre o estado de espírito da filha. Ela riu e contou que estava novamente solteira. A mãe comentou que ela estava mais bonita, e que o namoro não estava mesmo fazendo bem a ela, e o pai lembrou que em poucos dias ela receberia o diploma de advogada, bola para frente, minha filha. Página virada, vida nova, ela respondeu, sorridente.

Após o café, calçou os tênis e, enquanto os pais saíam para a missa das oito, seguiu para o parque. Era um belo domingo ensolarado, ela pensou, perfeito para recomeçar a vida. Do parque mesmo ligou para Pati, para contar as novidades. Falou que ainda estava triste por Bruno, mas que se sentia muito feliz por ter finalmente assumido o que ela, de fato, era. E preveniu a amiga:

– Ele sabe que você também tá no esquema, Pati. Melhor a gente tomar cuidado.

– Eu não tô mais, Dinorah.

– Como assim?

– Eu ia te contar num momento mais oportuno… mas acho melhor resolver isso agora.

Dinorah sentiu um calafrio. O tom de voz da amiga a assustava.

– Mas… você estava tão animada. O que aconteceu, Pati?

– Eu e Jaques estamos namorando.

Ficou em silêncio. Pati e Chefinho namorando? Escutara direito?

– Viajo na próxima semana, já tô com tudo pronto. Vou morar com ele.

Não. Pati só podia estar brincando.

– É sério, Dinorah. Você vai ter que arrumar outro cliente.

– Mas… Pati…

– Desculpa, Dinorah. Boa sorte.

Ela escutou o som da ligação encerrada. Sentada no banco do parque, tinha a impressão que estava sonhando, que em breve algo aconteceria e ela, puff, despertaria. Mas nada aconteceu. Cinco minutos antes sorria feliz para o mundo, e agora estava totalmente sem chão. O namorado descobrira que ela era puta e o único cliente que tinha a abandonara para ficar com sua melhor amiga. Sem cliente, sem amiga, sem namorado, sem nada. Aquilo era a realidade, brilhando tão forte quanto o sol sobre sua cabeça.
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AGranaDoLanche-06acap. 8

UM MÊS DEPOIS, RECUPERADA DO BAQUE, Dinorah começou a estudar as possibilidades. Tinha vinte e sete anos, era agora uma advogada formada e trabalhava num importante escritório. Dois anos antes começara a transar por dinheiro e descobrira nisso o grande prazer de sua vida. Embora tivesse plena consciência de todos os riscos envolvidos, não estava disposta a abrir mão do prazer. Precisava fazer algo para continuar tendo sexo pago.

Mas o quê, exatamente? Bater ponto em alguma rua? Não, isso estava fora de cogitação, pois temia por sua segurança e nem podia tornar públicas suas atividades. Os bares dos hotéis pareciam ser uma opção interessante, mas desistiu quando descobriu que teria que deixar uma gorda comissão com os gerentes. Tudo de que precisava era um único cliente, só isso.

Optou pelo Pai Tomás, um bar de sinuca que era frequentado também por mulheres que faziam programa. Lá certamente não encontraria conhecidos. Escolheu um vestido discreto, chegou no bar cedo e sentou-se num banco do balcão. Pediu um suco. Enquanto reparava no ambiente, percebeu que um cara acenava para ela da mesa de sinuca. Um segundo antes de sorrir de volta, reconheceu o cara: era um conhecido da faculdade. Que merda, pensou Dinorah, assustada. Desanimada, levantou e foi embora.

No dia seguinte, pesquisou mais lugares e encontrou um bar num bairro distante. Talvez lá não topasse com conhecidos. De fato, não topou, mas os homens que o frequentavam eram feios e grosseiros, jamais transaria com eles, nem por pouco nem por muito dinheiro.

Não lhe agradava ter que anunciar-se em sites de garotas de programa, mas pelo jeito não havia opção melhor. Então criou coragem e ligou para um número que conseguira num dos tais sites. Era o telefone de um tal Dinho, o cara que fizera as fotos das garotas. A ideia era fazer fotos bonitas e sensuais como aquelas, mas ela posaria de máscara para não ser reconhecida. Um dia depois ela foi ao estúdio conversar com o fotógrafo. Dinho tinha cinquenta anos, era um profissional experiente e lhe pareceu um cara confiável. Ela explicou que queria as fotos para fazer uma surpresa ao namorado, e marcaram a primeira sessão de fotos para a semana seguinte. Ela comprou algumas peças de lingerie, luvas e apetrechos. E as máscaras, claro.

No dia marcado, lá estava nossa menina, nervosa mas decidida. Dinho a tranquilizou, dizendo que ela era uma mulher linda, de sensualidade natural, que não ia ser difícil fazer boas fotos, e que podiam explorar seu jeitinho de menina, misturando ingenuidade e malícia, e ela adorou a ideia. Ele explicou que no estúdio ficariam apenas ele e sua assistente, que o ajudaria na iluminação e na troca de roupa. Combinaram que naquela primeira sessão ela fotografaria vestida e que, na segunda sessão, com ela mais relaxada, fariam as fotos de nu. Ele perguntou se ela aceitava uma taça de vinho para relaxar, mas ela recusou. E assim, durante as três horas seguintes, Dinorah experimentou várias poses, fez caras e bocas e trocou muitas vezes de roupa. Ao fim, Dinho elogiou-a e disse que ela se saíra muito bem.

Três dias depois fizeram a segunda sessão, e dessa vez Dinorah aceitou a taça de vinho, pois estava mais nervosa. Foi uma sábia decisão. O vinho a ajudou a relaxar e ela posou com muita naturalidade para a lente de Dinho, seminua e totalmente nua, e enquanto os cliques se sucediam, ela lembrava das noites com Executivo e Chefinho, e aquilo tudo a deixou num tal estado de excitação que teve ímpetos de se masturbar ali mesmo, na frente de Dinho e de sua assistente. Quando a sessão terminou, ela continuou deitada sobre as almofadas por algum tempo, nua e relaxada, curtindo as boas possibilidades com que o futuro lhe acenava. Acho que temos fotos maravilhosas, Dinho falou, você fotografa muito bem. Dinorah agradeceu o elogio e a assistente lhe entregou sua roupa.

Dias depois ela voltou ao estúdio e gostou bastante das fotos, todas feitas com muito bom gosto. As máscaras lhe escondiam bem a identidade, e seu corpo parecia mesmo o de uma adolescente. Mesmo nua e em poses provocantes, alguém diria que aquela garota era uma puta?

Pagou o restante do acertado e levantou-se para ir embora.

– Seu namorado é um cara de sorte – Dinho disse. – Ele vai ter uma bela surpresa.

Dinorah parou e pensou um pouco. Por que mentir para ele?

– Na verdade, não tenho namorado.

– As fotos são pra algum trabalho?

– Ahn… Não. Sim.

Dinho sorriu, e pelo sorriso, Dinorah desconfiou que ele já havia entendido tudo. Sentiu-se desmascarada.

– Fique tranquila, Dinorah, sou um profissional e já tô acostumado com esse tipo de trabalho. Se quiser alguma dica de site, posso sugerir alguns muito bons.

– Na verdade… – ela começou a responder, sem jeito. – Eu não sou exatamente o que você tá pensando, Dinho.

Ele a olhou curioso. Ela reparou que ele tinha olhos pretos muito bonitos, como não reparara antes? Aliás, não eram apenas os olhos, ele era realmente um cara bonito e charmoso, aqueles cabelos grisalhos, o porte elegante…

– O que você é, então?

De repente ela sentiu uma imensa vontade de contar tudo para ele. Sim, mal o conhecia, mas talvez ele pudesse realmente ajudá-la, quem sabe?

– Tem um barzinho legal aqui perto, quer ir comigo? – ele perguntou.

Meia hora depois, na mesa do bar, Dinorah abriu o jogo sobre sua fantasia de transar por dinheiro. Contou sobre os programas com Executivo e Chefinho, o namoro frustrado com Bruno, o lance com Pati e também sobre seus planos de usar as fotos para conseguir um novo cliente. Dinho escutou tudo em silêncio. Ao fim, ela falou:

– Tá surpreso, né?

– Admito que sim.

– Você acha que eu sou uma puta?

Dinorah fez a pergunta e esperou nervosamente pela resposta. Não que ela fosse mudar o que pensava a respeito de si mesma, pois quanto a isso já não tinha dúvidas. Mas saber o que Dinho pensava tornara-se de repente algo muito importante.

– Não sei o que você é – ele respondeu, olhando sério em seus olhos. – Mas se é uma puta, então é a puta mais linda e verdadeira do mundo.

Ela ficou pasma. Não esperava por uma resposta como aquela. Ele tocou seu rosto com delicadeza, aproximou-se devagar, como se dando tempo para que ela recuasse, mas ela não recuou, e ele a beijou na boca. Suas línguas se envolveram num beijo quente enquanto as mãos buscaram com sofreguidão o corpo do outro. Dinorah estava gostando de tudo: o jeito dele de beijar, as mãos firmes em seu corpo, o cheiro… Séculos depois, quando suas bocas se separaram, ele falou, ofegante:

– Quero te comer, Dinorah. Agora.

Ela adorou ouvir aquilo. Já ia dizer eu também quando ele completou:

– Te pago adiantado, como você gosta.

Ela quase riu. Não seria nenhum sacrifício dar de graça para aquele cara, mas já que ele queria pagar, mil vezes melhor.

– Você me paga no motel.

– Pode ser em meu apartamento? Moro na rua de baixo.

– O cliente manda.

E foram. O apartamento era um quarto e sala com decoração simples e uma pequena sacada. Dinho pôs Lovage para tocar e a levou para o quarto. E lá transaram até a exaustão. Quando Dinorah acordou, já estava claro, e Dinho dormia ao seu lado na cama. Ela o observou por alguns instantes, admirando sua excitante beleza de homem vivido, as marcas no rosto… Para quem tinha cinquenta anos, ele estava bem, e até aquela barriguinha era um charme. E o pau, molinho como estava, nem lembrava o pau grosso e inquieto que horas antes metia gostoso nela, invadindo-a de todas as formas, com uma mistura de delicadeza e violência que ela adorou. Ela levantou-se, pegou a nota de cem no chão, vestiu-se e saiu em silêncio para que ele não acordasse. No elevador, viu-se no espelho e riu de sua cara de boba. Ah, não, Dinorah, ela pensou, você não está apaixonada, não está, entendeu?
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AGranaDoLanche-06acap. 9

ESTA SIM, ESTA NÃO, ESTA SIM, esta não, esta sim. A escolha das melhores fotos não foi difícil, havia várias muito boas, e logo Dinorah tinha as suas prediletas separadas num arquivo em seu computador. Faria ainda uma segunda triagem e depois escolheria os sites onde as publicaria. Sua intenção era atrair homens de outras cidades, seria menos arriscado. Mas faria isso no dia seguinte, estava muito cansada, o dia fora cheio, com aula de manhã e à tarde, e no dia seguinte tinha que acordar cedo. E, além disso, havia dormido pouquíssimo na noite anterior.

A noite anterior… Ela desligou o computador e ficou lembrando da noite com Dinho, no apartamento dele. Fora uma transa incrível, maravilhosa mesmo. Ele a comera de um jeito que ela jamais havia sido comida antes, nem por Executivo, nem por Chefinho, nem por ninguém. Comera-a com vontade, com tesão, ao mesmo tempo com violência e com doçura, ao mesmo tempo o beijo alucinado e o pau entrando e saindo com delicadeza, como era possível aquilo? E metera nela olhando fundo em seus olhos, tão fundo que ela de repente se perdia no olhar dele e o quarto sumia, tudo sumia, e ela sentia-se uma coisa só junto dele, um único ser, que transava consigo mesmo… Que coisa louca.

Será que ele fazia isso com as outras garotas que fotografava? Será que havia gostado dela? Ele tinha um jeito especial de olhar, como se a visse como realmente era, e ela se sentia nua quando ele olhava assim, mais nua que quando esteve sem roupa diante dele no estúdio. Ou ele olhava assim para todas? Ele era atraente, inteligente, devia haver muita mulher atrás dele. Por que estava solteiro?

Dinorah virou-se na cama, sentindo-se docemente envolvida pelas lembranças da noite que teimava em não terminar. Será que ele ligaria, querendo outro programa? Ou era do tipo que não se envolvia com clientes? E se ela mesmo ligasse, com a desculpa de que queria fazer mais fotos? Parecia uma boa ideia, ela pensou, mas logo repensou: Caramba, e por que eu faria isso? Não. Não e não. Melhor esquecer o cara e se concentrar no que tinha a fazer. Se ele quisesse ser seu cliente, ótimo, e se ele foi um cliente de apenas um programa, ótimo também. E assim nossa menina adormeceu, com a questão resolvida.

Doce ilusão. A questão voltou à estaca zero dois dias depois: no escritório, durante o intervalo para o lanche, ela viu uma mensagem dele: Quero te ver de novo. Quem disse que conseguiu se concentrar depois disso? Enquanto tentava organizar o material de um cliente sobre sua mesa, os pensamentos e as dúvidas voltaram à sua mente. Até que não aguentou mais, saiu da sala e dirigiu-se ao banheiro, trancando-se num box.

– Oi, Dinho. É a Dinorah.

– Que bom que você ligou. Podemos marcar um horário?

Ele quer outro programa, pensou Dinorah, subitamente feliz.

– Claro. Pra quando?

– Pra hoje.

– Hoje?

‒ Sim, hoje.

‒ Bem, eu…

– Eu pago o dobro.

– Ahn… só um instante – ela falou, fingindo que estava em dúvida. ‒ Pode ser amanhã?

– Não. Eu pago o triplo, Dinorah. Não, o quádruplo. Mas tem que ser hoje.

Uau, ela pensou, desse jeito ele vai acabar me devolvendo tudo o que paguei pelas fotos…

– Deixa ver… Pode ser às dez? – ela perguntou, e achou aquilo superexcitante, fingir que consultava a agenda para ver se havia algum horário livre entre os programas do dia.

– Tá ótimo, te espero em meu apartamento. Você tem vestido preto?

Percebendo que alguém entrava no banheiro, respondeu baixinho:

‒ Tenho um que você não vai acreditar.

‒ Venha vestida nele, por favor.

Quando encerrou o expediente, foi direto para o shopping e comprou um vestido novo: preto, curtinho e de costas nuas. E às dez chegou no prédio do cliente. Nossa menina já tinha experiência, você sabe, mas ela nunca esteve tão nervosa como nessa noite. Enquanto o elevador subia, ela olhava-se no espelho e ajeitava o vestido, o cabelo, o brinco, o vestido de novo… E aquele batom vermelho, não estava um pouco demais? Percebendo o próprio nervosismo, ela terminou rindo de si mesmo: era a própria adolescente indo para o primeiro encontro.

Dinho a recebeu com um sorriso generoso, e disse que ela estava maravilhosa… Ela agradeceu e entrou. Ele ofereceu vinho, ela aceitou um pouquinho. Sentada no sofá da sala, sentiu voltarem as sensações da noite que passara com ele, o sexo gostoso, o cheiro bom do peito dele, aquele olhar intenso… Dinho chegou com o vinho, deu-lhe uma taça e brindaram. A esta noite, ele falou, e as taças tilintaram. E para Dinorah, aquele som foi como um sino a badalar a verdade que ela não queria admitir: estava apaixonada. Apaixonada por um cliente. Quanto amadorismo de sua parte…

Ela pediu que ele contasse um pouco sobre sua vida, estava curiosa por saber mais sobre aquele cara tão interessante. Ele contou que já fora casado, que tinha um filho da idade dela que morava com a mãe, que adorava seu trabalho de fotógrafo e que mais não falaria pois não conseguia se concentrar com uma mulher tão linda e especial pertinho dele. Dinorah riu, lisonjeada.

Dinho pôs a taça sobre a mesa, pegou a carteira, tirou quatrocentos reais da carteira e deu para ela. Dinorah, pegou as quatro notas de cem, separou três e as devolveu a ele.

– Mas combinamos quatrocentos.

– Meu preço é cem – ela disse, sorrindo. – Guarde pras próximas vezes.

– Próximas vezes?

– Só se você não quiser.

– Eu quero muito mais que próximas vezes, Dinorah.

O que ele queria dizer com aquilo? Ela precisava saber.

– Muito mais como?

Ele respirou fundo antes de responder.

– Não consigo tirar você da cabeça desde o primeiro dia. Nunca conheci uma mulher tão incrível como você, acredite. Sei que isso não é a coisa mais sensata do mundo… eu não devia… mas… eu tô apaixonado, Dinorah.

Ela não acreditava no que ouvia. Pôs a taça sobre a mesa, ao lado da taça dele, e as duas tilintaram novamente. Aproximou-se, ficando colada ao corpo dele. E, com o rosto bem pertinho do dele, sussurrou:

– Eu é quem não devia. Mas também me apaixonei por você.

– Verdade?

Ela percebeu a felicidade nos olhos dele, e por um instante Dinho lhe pareceu um garotinho a ganhar o presente com o qual mais sonhava.

– Verdade. Mas não sei se isso é bom. Demorei pra aceitar o que eu sou, mas hoje eu não tenho nenhuma dúvida.

‒ O que você é?

‒ Eu sou uma puta, Dinho. Você pode achar que é apenas um fetiche, mas eu sei bem o que eu sou.

– Eu gosto de você do jeito que você é.

– Putas não devem se apaixonar por clientes, é a regra número um.

– Eu sei. Mas é fácil resolvermos isso.

– Como?

– Basta você ser minha namorada.

– Não entendi.

– Aceite namorar comigo e eu continuarei te pagando, como um cliente.

Dinorah riu, mas continuava sem entender. Aquilo não fazia sentido.

– Sei que você já cobra barato. Mas eu jamais terei grana suficiente pra te pagar o tanto que eu quero te comer. Então a gente namora e você me faz um bom desconto, o que acha?

Aquilo começava a fazer sentido.

– Você queria um cliente exclusivo, né? É isso que falta pro teu fetiche, tô certo?

Estava certo, sim, ela pensou, estava certíssimo.

– Seja minha namorada, Dinorah. E eu serei o cliente que você tanto procura.

Dinorah puxou-o para si e o beijou apaixonadamente. Sim, aquilo fazia todo o sentido do mundo.
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AGranaDoLanche-06acap.10

NOSSA HISTÓRIA AGORA DÁ UM SALTO no tempo, um ano na frente. Você acha que esse namoro deu certo? Acha possível dar certo um namoro onde ela é puta e ele é cliente? Bem, até agora tem dado certo sim, e muito certo. Ela cobra por cada transa, cobra mesmo, e se ele não tem o dinheiro na hora, ela anota numa cadernetinha. Dez reais por cada transa. Se for só um boquetinho básico, cobra a metade, e ela sempre engole, feliz. Anal? Claro que faz, afinal é uma de suas especialidades. Meter em seu cu custa o dobro, porém ela sempre dá o anal seguinte de brinde, não é nenhum sacrifício. Ménage à trois é cortesia da casa, mas ela tem que aprovar previamente a outra. Swing foi uma novidade, ela não esperava, mas topou conhecer e hoje é ela quem pede para ir. Apesar da inflação, ela não pensa em aumentar preços, pois a quantidade de transas compensa e, além do mais, ela faz questão de manter o cliente, por quem está cada vez mais apaixonada. Ele, então, nem se fala: passou até a evitar as massas e a correr no parque para melhorar a forma física, pois quer ser um cinquentão em forma para que sua putinha sinta orgulho do namorado-cliente.

E as fotos que fizeram? Ficaram lá no computador, sem usar, ela já está satisfeita com a clientela que possui. Mas as roupas que comprou para fazer as fotos, essas ela faz questão de usar com Dinho, todas elas, e dia desses ainda comprou mais, inclusive uma fantasia de aeromoça, que essa era uma antiga fantasia dele, transar com uma aeromoça ao som do tema de Aeroporto 77. Um dia a mãe dela desconfiou daquelas roupas tão estranhas no guarda-roupa da filha e Dinorah decidiu contar a verdade… mas pela metade: disse que tinha esse fetiche de se fantasiar, e que o namorado adorava. Se a desculpa funcionou bem, até hoje Dinorah não sabe.

Mês e meio atrás o casal decidiu que seria melhor morar junto. Só com a grana do táxi que ela pegava para ir vê-lo já fariam uma boa economia. E ainda tinha o escritório em que ela trabalhava, que ficava perto. Os pais aprovaram a ideia com ressalvas, principalmente o pai que não gostava do fato de Dinho ter a mesma idade dele. Fizeram um jantar de despedida para a filha única que saía de casa e Dinho jantou com eles, o que não serviu muito para que simpatizassem mais com ele, pois em certo momento Dinho não conseguiu controlar o hábito que tinha de chamar a namorada pelo apelido carinhoso. Nada preocupante, claro, se o apelido carinhoso não fosse… Putinha. Dinorah tentou consertar, mas ela e Dinho tiveram uma crise de riso e o jantar terminou num clima meio surreal, uns sem entender muito e outros se controlando para não rir.

Semana passada o namoro completou um ano. A comemoração? Uma viagem para o Pantanal, onde ficaram sete maravilhosos dias. E quem pagou a viagem foi ela, só com o dinheiro que juntou em um ano de programas com seu cliente amado. E, para completar o pacote nupcial, não cobrou um centavo para transar com ele, foi tudo cortesia.

Bem, quase tudo. No último dia, após o café da manhã na pousada, enquanto arrumavam as mochilas para ir embora, bateu o tesão urgente-urgentíssimo e começaram a se agarrar no quarto. Quando já estavam nus, e ela de quatro sobre a cama, Dinorah perguntou se ele ficaria chateado se ela… bem, se ela cobrasse por aquela saideira.

‒ Ah, Dinho, esta semana foi tão maravilhosa… Seria a cereja do bolo, você não acha?

‒ Uma puta com lábia de advogada… ‒ ele respondeu, rindo.

‒ Ou o contrário.

‒ Só tem um problema. Já gastamos tudo, estamos zerados.

‒ Não tem nada aí na carteira?

‒ Só cartão.

‒ Ah, não…

Nesse momento, o funcionário da pousada bateu na porta para ajudá-los a levar as bagagens. Dinho enrolou-se na toalha, foi até ele e conversou baixinho alguma coisa. Depois fechou a porta e voltou.

‒ Resolvido.

‒ O que você fez?

‒ Pedi emprestado um real ‒ respondeu ele, sorrindo e jogando a moeda sobre a cama. ‒ Agora, de quatro, Putinha. Já.

Dinorah imediatamente obedeceu e, feliz, voltou a ficar de quatro sobre a cama, a bunda empinada. E, de olhos fechados, aguardou o instante seguinte, aquele mágico instante em que a vida parece suspensa e tudo que existe é a quase insuportável expectativa de que no segundo seguinte ela sentirá um pau duro invadindo sua buceta, e ao lado lhe sorrirá o seu suado, e gozado, dinheirinho.
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Ricardo Kelmer 2013  – blogdokelmer.com

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Ricardo Kelmer – Contos eróticos, Arte Paubrasil

Os 23 contos deste livro exploram o erotismo em muitas de suas facetas. Às vezes ele é suave e místico como o luar de um ritual pagão de fertilidade na floresta. Outras vezes é divertido e canalha como a conversa de um homem com seu pênis sobre a fase de seca pela qual está passando. Também pode ser romântico e misterioso como a adolescente que decide ter um encontro muito especial com seu ídolo maior, o próprio pai. Ou pode ser perturbador como uma advogada que descobre que gosta de fazer sexo por dinheiro.

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Comentarios01COMENTÁRIOS
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01- A grana do lanche ou a grana por ter sido o lanche?! (O que pensa o Executivo da Loirinha? Como a Loirinha se sente? Vai saber! ) Confusa a situação da Dinorah, mesmo que uma garota deseje agir como uma puta por um dia (falo das artimanhas e safadezas), muitas vezes ela não quer ser paga por isso, é como se valesse pouco, como se diz no popular: fica se sentindo uma merda. O pior ainda é quando a garota namora o cara mais velho e já fica todo mundo falando que é por causa do dinheiro e o cara ainda quer dá uma grana pra garota para “ajudá-la” nas despesas… Já passei por isso. Os caras precisam ter mais noção, saber com quem estão lhe dando e não sair ofendendo as garotas assim. Renata Kelly, Fortaleza-CE, nov2014

02- O conto é ótimo,adorei!Mas realmente a situação dela é dificil de entender..pode ser que o cara tenha sido apenas gentil,mas em nossa sociedade tem muitos dogmas e preconceitos em relação á liberdade sexual da mulher.Então,entendo a confusão que ele tá sentindo…complicado. Thaís Guida, Rio das Ostras-RJ – nov2014

03- Eu só tenho uma coisa a dizer: BICHA BURRA! Como q me joga uma nota de 100 pila fora assim? AHUAHEUAHEUAEHU muito bom! Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

04- Ricardo meu mestre em putaria, me diga… Este livro estará disponível à compra no próximo sarau? Ozi Garofalo, São Paulo-SP – nov2014

05- Eu acho que ta super certa sim! Quantas vezes uma mina nao dá e depois o cara nem olha na cara, sequer lhe dá um café ou cigarrinho de “depois”??? Tem mais é q cobrar mesmo AHUEHAUEHEUEHUE. Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

06- Uaaaaaaaau! Não tinha lido os capítulos 2 e 3… O negócio esquentou hein! A verdade é que toda garota gosta de ser respeitada, mas tem o seu lado santa e seu lado puta. O complicado é o cara saber qual lado explorar na hora da transa, mas não custa nada a garota sugerir o que quer, talvez custe para o cara “a grana do lanche”. rs! E como eu falei no comentário anterior, os caras devem ficar ligados para não saírem ofendendo quem não quer ser assim uma “puta”, ser paga, mas se a garota tá afim e se excita com isso que mal tem né. Renata Kelly, Fortaleza-CE, nov2014

07- Entendo o conflito que ela vive…mas não acho que ela seja puta,acho que é um fetiche dela. Thaís Guida, Rio das Ostras-RJ – nov2014

08- Terminei de ler os capitulos agora, enfim, minha conclusão: ela nao era prostituta nao. Tinha apenas o fetiche de ser tratada com uma. Se fosse de fato, teria dado pra qualquer um (como os caras xexelentos do boteco q ela foi), pois é isso que as puta de fato fazem … se importam apenas em serem pagas ^^ Bem bacana a historinha, acho que faz quem lê pensar bastante e refletir ^^ Parabens Kelmer. Elaine Evangelista, São Paulo-SP – nov2014

09- Sucesso com sua inocente Dinorah. Gilvanilde, Fortaleza-CE, abr2015

10- Ô cabra pra se garantir esse Kelmer. Rogers Tabosa, Fortaleza-CE, abr2015

11- Ricardo Kelmer melhor a cada leitura. Diego Claudino, Rio de Janeiro-RJ – mai2015

12- Valeu, Primo. A Dinorah está com tudo. Parabéns pela graça e verossimilhança da criatura. Abração. Leite Jr., Fortaleza-CE – mai2015.

AGranaDoLanche-06


As Preciosas do Kelmer – out2014

31/10/2014

31out2014

AsPreciosasDoKelmer201410.
As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

> No Facebook (todas as edições)

> No Blog do Kelmer

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AsPreciosasDoKelmer201410AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#25, out2014
> Esta edição no Facebook

Capa: Gabriela Leite (1951-2013), prostituta e socióloga brasileira

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*** ADEUS, PATERNIDADE INDESEJADA

Vasalgel é o nome do anticoncepcional masculino que a Fundação David e Lucile Packard, junto à Fundação Parsemus, está desenvolvendo, e que deve ser testado em humanos a partir de 2015. Por não conter hormônios em sua fórmula, o processo é mais seguro que a pílula feminina. Outra importante diferença é que apenas uma injeção pode ser efetiva por um período extenso de tempo.

Ao invés de cortar os vasos deferentes (como é feito na vasectomia), o polímero contraceptivo age diretamente nos vasos. O medicamento bloquearia o esperma de passar pelos “tubos”, mas caso o comprador volte atrás, a empresa ainda criou uma segunda injeção capaz de normalizar o processo do homem.

Ótima notícia, não? Agora a responsabilidade da gravidez não pesará apenas para a mulher. Porém… as grandes indústrias farmacêuticas não possuem interesses em medidas preventivas de longa duração, pois financeiramente vale mais a pena comercializar a pílula anticoncepcional para mulheres do que um químico que age por anos em homens. Sem falar nos lucros vindos das vendas de remédios para tratar sintomas decorrentes do uso da pílula, como náuseas, enxaqueca, problemas cardíacos, pressão alta e até mesmo depressão.

Felizmente, com a ajuda de doações pela internet, as pesquisas prosseguem e o medicamento tem previsão de chegar ao mercado em 2017. > Mais

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*** FISCAL DE URNA ELETRÔNICA

Diego Aranha é um pesquisador da Unicamp, na área de segurança computacional e criptografia. Ele afirma que em testes realizados em 2012, a urna eletrônica mostrou vulnerabilidades. Diego propõe que a sociedade monte um sistema independente de fiscalização da apuração. A ideia é simples: às 17h o cidadão fotografa o BU (boletim de urna), que é afixado na porta da zona eleitoral, e envia a foto para o e-mail bu@vocefiscal.org.

Todos esperamos que o sistema de urna eletrônica seja efetivamente seguro. Mas Diego está certo, é bom confiar desconfiando.

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*** O PRAZER É TODO NOSSO, LOLA

Gabriela Natalia Silva tem 22 anos, é natural de Pirassununga-SP e prostitui-se desde os 17 anos. Formada em Letras, pela Universidade Federal de São Carlos-SP, ela mudou-se em 2013 para a capital e seguiu fazendo programas, tornando-se nacionalmente conhecida. Sem pudores de comentar publicamente sobre seu trabalho, ela pretende fazer um mestrado para estudar a sexualidade na área da antropologia ou das ciências sociais, mas não tem planos de deixar a profissão tão cedo. Este ano conseguiu unir os grandes interesses de sua vida, sexo e literatura, e lançou o livro “O prazer é todo nosso”, pela Editora Mosarte, com tiragem inicial de 10 mil exemplares.

O livro de Lola traz uma série de histórias que se passam em sua maioria na cama, sobre as quais a autora faz reflexões. Lola garante que viveu todas as histórias da maneira que estão contadas, como quando foi contratada para satisfazer cinco amigas enquanto os maridos viajavam a trabalho, ou como a história em que participou de um swing com 15 casais. Para Lola, seu trabalho também tem o sentido de ajudar as pessoas a superarem problemas, como ela conta na história sobre um casal que tenta reacender o desejo na relação, no caso de uma mulher que jamais havia conseguido ter um orgasmo e na história de um rapaz que, apesar de seus desejos, não se permitia viver experiências homossexuais.

Entre um e outro programa, Lola não esquece dos livros. Atualmente, mantém várias relações paralelas: com Nelson Rodrigues (“A vida como ela é”), John Cleland (“Fanny Hill”) e Mia Couto (“Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra).

Sobre como prefere ser tratada, ela não tem dúvida. “De puta mesmo, acho mais original, causa um choque nas pessoas, é mais divertido, mais bem resolvido”, ela responde, seguindo a linha de Gabriela Leite, ativista na busca pelos direitos das profissionais do sexo (falecida em 10 de outubro de 2013), autora de “Filha, mãe, avó e puta” e que insistia que prostitutas não deviam se envergonhar de seu ofício. É a Gabriela que Lola dedica “O prazer é todo nosso”. (fonte: uol.com.br) > Mais

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*** COMO TIRAR O HAO123 DA SUA VIDA

Recém-chegada ao Brasil oficialmente, a companhia chinesa de internet Baidu oferece uma série de produtos e serviços em seu catálogo. Um deles é o Hao123, agregador de sites que pode funcionar como programa ou extensão do navegador.

Muitas vezes, porém, o Hao123 vem junto de uma instalação de outro serviço (não necessariamente do Baidu) e, ao dar “avançar” ou clicar em “configuração avançada”, o usuário acaba adicionando a barra de serviços ao seu computador sem querer. Se você deseja desinstalar o serviço, clique aqui.

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*** ANA PAULA VALADÃO E O EXÉRCITO DE CRISTO

Ainda bem que existe o Diabo. O que esses religiosos fanáticos fariam da vida sem Sua Excelência O Maligno?

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*** FOME E MISÉRIA – ISSO IMPORTA PARA VOCÊ?

Todos são iguais perante a lei, porém aquele que mais necessita deverá ser atendido primeiro. Isso resume bem o princípio de equidade na governança. Foi isso que os governos petistas fizeram no Brasil de 2002 para cá, tratando como absoluta prioridade a questão da desigualdade social. As políticas urgentes de equidade social, implantadas pelo PT em programas de transferência de renda como o Bolsa Família, diminuíram bastante o problema da fome e da miséria, e são usados pela ONU como exemplos a serem seguidos por outros países.

O PT tem seus defeitos, e precisa cortar na própria carne o mal da corrupção, como outros partidos também, mas é preciso reconhecer que nenhum outro governo fez o que ele fez na questão das políticas sociais.

A polarização atual entre PT e PSDB pode ser resumida, grosso modo, assim: quem nunca viveu fome e miséria e não se importa tanto com a questão, deseja apenas que sua vida melhore, e quem já viveu fome e miséria, tudo que deseja é que esse tempo não volte jamais. > Mais

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*** GRAVE ANTES DE TRANSAR

Na Escócia, uma mulher foi presa por falsa acusação de estupro. Vixe, que perigo. Será que agora teremos que gravar o consentimento? > Mais

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EFEITOS BENÉFICOS DA MACONHA (Drauzio Varella)

O médico e escritor Drauzio Varella, sempre muito lúcido e equilibrado, escreve sobre coisas boas que a maconha proporciona. > Mais

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*** SALMA HAYEK DANÇA NO BAR

Dois irmãos assassinos, Seth e Richie Gecko, tentam chegar ao México. No meio do caminho, sequestram um pastor e seus dois filhos. Ao passarem pela fronteira, eles param num estranho bar de motoqueiros. Este é o enredo do filme de ação e terror Um Drink no Inferno (From dusk till dawn, 1995), dirigido por Robert Rodriguez, roteirizado por Quentin Tarantino e estrelado por George Clooney, Harvey Keitel, Juliette Lewis e pelo próprio Tarantino.

Poisbem. A bela e exótica dançarina do bar é interpretada por Salma Hayek, atriz mexicana naturalizada estadunidense, que interpretou a artista Frida Kahlo no filme Frida (direção de Julie Taymor, 2002). No entender deste humilde comentarista que vos fala, é uma das melhores cenas de dança erótica do cinema. A música é After Dark, da dupla de stoned rock Tito & Tarantula. Perfeita para sexo. Salma também. Uia.

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*** XICO SÁ E A IDEOLOGIA DA GRANDE MÍDIA

Não é crime um jornal ter sua própria orientação partidária. A Folha de São Paulo, apesar de tentar disfarçar, usa seu jornalismo para defender o PSDB e atacar o PT de todas as formas que puder, inclusive na manipulação de notícias para influenciar a opinião pública.

A saída de meu conterrâneo Xico Sá da Folha de São Paulo, onde mantinha uma coluna, mostra que já não é tão fácil para a grande imprensa manter sob seu cabresto ideológico os jornalistas talentosos de opinião livre. A Folha perde um ótimo profissional, é claro, e o divertido Xico certamente prosseguirá presenteando de outras formas seu público com as pérolas de seu talento genial-fuleragem.

A grande imprensa brasileira é comandada por grupos cuja ideologia privilegiam a força do capital e da competição, e não são simpáticos a políticas de equidade social, como as dos programas sociais do PT, que diminuem a desigualdade social. Para a sociedade, o melhor é um equilíbrio de forças na imprensa. Para isso, é preciso democratizar mais a mídia. > Mais

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*** XOXOTA E MACONHA, TUDO A VER

Derivado de uma mistura de óleo de coco e maconha, o Foria é um lubrificante íntimo feminino cuja fórmula foi inspirada no conhecido uso da cannabis como um afrodisíaco em culturas tradicionais em todo o mundo. “Para algumas mulheres, pode despertar a excitação e aumentar a sensação de orgasmos mais intensos com mais facilidade”, afirma a fabricante.

Além de poder ser aplicado no ato sexual, ele pode ser ingerido para criar o relaxamento necessário para a transa, já que o produto concentra uma boa quantidade de THC, responsável pelo efeito psicotrópico da erva. O efeito é como o de comer um brownie de maconha. Infelizmente o produto é vendido apenas na Califórnia e com recomendação médica. > Mais

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*** A COCA QUE VIROU PIZZA

E o caso do helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT-MG), aliado político do senador Aécio Neves, que em novembro de 2013 foi apreendido com 445 kg de pasta base de cocaína, como está? Conforme antecipamos aqui nas Preciosas logo após o ocorrido, prenderam alguns peixinhos miúdos e só. O caso será esquecido e continuaremos sem saber quem era o dono do pó. E os tubarões continuarão soltos. É como diz uma divertida marchinha de carnaval: o pó rela no pé e o pé rela no pó… Veja o documentário (que tentaram censurar) sobre o caso:

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*** BRASIL DIVIDIDO? SÓ SE FOR EM TODOS OS ESTADOS

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*** UM ANO SEM GABRIELA LEITE

Gabriela Leite nasceu em São Paulo, em 22 de abril de 1951. Era filha de uma dona de casa conservadora e de um crupiê e estudou nos melhores colégios de São Paulo. Aos 22 anos, quando cursava Sociologia na USP, trabalhava num escritório e frequentava círculos da boemia intelectual paulistana, decidiu largar tudo para trabalhar como prostituta.

Exerceu regularmente a profissão em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Fundou em 1992 a ONG Davida, para defender os direitos das prostitutas e para lutar contra o estigma da vitimização das prostitutas, que quer fazer crer que a prostituição é sempre fruto da falta de opção. A Davida criou a grife de roupas femininas Daspu, que suspendeu suas atividades em 2009 mas retomou em 2014 com o lançamento de uma nova coleção, aproveitando o clima da Copa do Mundo no Brasil.

Gabriela lançou em 2009 o livro Filha, Mãe, Avó e Puta (Objetiva), em que narra sua vida. Sem pudores, ela revela detalhes sobre o mundo da prostituição e os tabus da profissão, fala sobre as preferências sexuais dos clientes e narra histórias insólitas sobre suas relações com homens casados, cafetões e drogas. Com franqueza e coragem, ela conta como chegou a atender 78 homens em uma só noite após a eleição de um certo presidente, narra como enfrentou a ira dos poderosos para manter a Daspu viva e como tornou-se uma porta-voz das prostitutas com sua atuação na ONG Davida. Faleceu no Rio de Janeiro, aos 62 anos, em 10 de outubro de 2013.

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*** FILHA, MÃE, AVÓ E PUTA

Selecionei alguns trechos do livro Filha, Mãe, Avó e Puta, de Gabriela Leite, a socióloga que decidiu ser prostituta. São momentos raros de franqueza e simplicidade, e de uma sabedoria incomum, que poucas mulheres conseguem alcançar em suas vidas. Se você, leitorinha, é uma mulher que despreza as prostitutas, sugiro que leia o livro de Gabriela. Talvez depois disso você as veja com outros olhos.

TRECHOS DO LIVRO

“Eu tinha meus próprios lençóis e fronhas, um grande vidro de alfazema Mauá que sempre borrifava para o quarto ficar cheiroso. Os homens gostavam muito do meu capricho e sempre queriam bis. Já as meninas diziam que eles voltavam porque eu era filha de Iemanjá, e Iemanjá gosta de alfazema, o que me dava boa sorte. Não sei, não creio nem descreio. Somente sei que em toda a minha carreira de puta sempre tratei muito bem meus clientes e sempre tive um quarto limpo e cheiroso. Zona pobre não é sinônimo de sujeira, e uma puta, estando na zona, seja rica ou não, deve sempre estar bem arrumada e cheirosa.”

“Não demorou muito e as mulheres católicas começaram a implicar com a minha presença. Dizendo, claro, que eu, como prostituta, era um mau exemplo para as crianças. Logo elas, que não mexiam uma palha por aquelas meninas e aqueles meninos. Tinha também uma mulher que insistia em oferecer umas aulas de artesanato para as prostitutas, sem nenhum êxito. A grande ideia dela era ensinar as meninas a pintar florzinha em pote de maionese Hellmann’s e colocar babado naquela tampa laranja. E diziam que aquilo era uma alternativa de renda para a puta! Elas partiam do princípio de que a prostituta é uma vítima que não teve chance nenhuma, nem de pintar vidro de maionese.”

“Claro que todas as prostitutas, como eu, já gozaram com seus clientes. Por mais que um homem seja desconhecido, ele pode ser o tipo que satisfaz nossas próprias fantasias, sem que se diga nada. Ou é daqueles homens que fazem o coração bater mais forte. No meu caso, minha maior fantasia sempre foi essa: encontrar homens desconhecidos, que me levassem ao orgasmo até com uma trepadinha boba. Todo mundo sabe o que é isso, todo mundo já sentiu uma atração imensa sem motivo aparente.”

“A prostituição não é uma profissão fácil. A paixão é fundamental para suportar as contradições e os chamados ossos do ofício. Mas até hoje nunca conheci uma puta que largasse a profissão por não gostar dela. A Igreja misturou muito o sexo com o amor. Sexo é
da vida. Amor é egoísta, é do indivíduo.”

“O mundo não é feito de vítimas. Todo mundo negocia. Alguns negociam bem, outros mal. Mas cada um sabe, o mínimo que seja, quanto vale aquilo que quer. E sabe até onde vai para conseguir o que quer. Com a prostituta não é diferente.”

“Como fantasia, o desejo de ser puta acompanha todas as mulheres, na cama ou na imaginação. Mas como profissão é outra coisa. O que a puta tem que as outras mulheres não têm? Nada. O que as outras mulheres têm que a puta não tem? Nada.”

“O que eu sei e creio que toda grande puta sabe é que o homem é de uma fragilidade imensa. E saber isso eu devo à prostituição. Porque ali dentro do quarto é que eles se mostram. Homem não é algoz, não necessariamente. É mais fácil a mulher ser algoz. Eles têm a primazia na sociedade, nós tivemos que dar nosso jeito, discretamente.”

“Quando vejo uma mulher falando mal do seu homem e colocando todas as culpas da vida dela nele, eu sei que ela só está se escondendo atrás de uma história que a sociedade estabeleceu como verdade. Mesmo as mulheres mais modernas são incapazes de colocar seus filhos para lavar suas cuecas, uma louça ou fazer uma comida. Ela cria esse homem que depois acaba considerando um grande diabo.”

“A maioria dos homens não sabe trepar. Dependem quase integralmente de uma parceira que lhes ensine os mistérios do seu corpo. Eles trepam na quantidade, não na qualidade. Morrem de medo do pau não subir e só passam a usar a imaginação quando começam a ganhar muito dinheiro e vão para a zona pagando para fazer de tudo.”

“Acham que ser viril é estar sempre de pau duro. Não é. O homem viril é o homem que se dá. Esse homem que está sempre de pau duro, ele só pensa no prazer dele. Pau grande pode ser um problema se o homem não se dá.”

“Por saber de tudo isso, a puta está mais para amiga do que para amante. A amante quer ser esposa. A puta jamais vai aconselhar um homem a deixar a esposa e a família. Ela vai conversar com ele sobre tudo que o sujeito não conversa com ninguém, e eu já vi muita puta salvar famílias.”

“Muitas vezes o sexo é quase uma desculpa para o homem poder conversar com sua prostituta predileta. Mesmo que ele fale mal das putas, ele sabe que o que conta dentro do quarto morre ali.”

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*** OS NOMES DAS BANDAS DE ROCK

Cultura roqueira também é cultura.

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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As Preciosas do Kelmer – set2014

30/09/2014

30set2014

AsPreciosasDoKelmer201409.
As Preciosas do Kelmer
é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201409AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#24, set2014
> Esta edição no Facebook

Capa: Dilma Roussef, presidenta do Brasil

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*** CIGARRO ELETRÔNICO (Drauzio Varella)

Pra você, amigo fumante, que achou que o cigarro eletrônico resolveria seu problema. Infelizmente, o buraco é mais embaixo. > Mais

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*** MARILYN NA COREIA

Em 1954, Marilyn Monroe se apresentou para as tropas estadunidenses na Coreia, durante a guerra. Veja esse registro histórico:

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*** PAI GRÁVIDO E MÃE DRAG QUEEN

Um casal transgênero do Kentucky, nos Estados Unidos, resolveu conceber dois filhos usando suas identidades sexuais originais. O pai, nascido mulher, ficou “grávido”, enquanto ela, que nasceu homem, é chamado de “mãe” pelas crianças. Assim, eles não precisaram recorrer à adoção nem barriga de aluguel.

Os conceitos mudam com o tempo. O conceito de “homem” e “mulher” também pode mudar, por que não? Já está mudando. > Mais

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*** LIVRARIAS DO BRASIL

Segundo a pesquisa da Associação Nacional de Livrarias (ANL), o Brasil tem 3.095 livrarias. Entre as dez cidades com mais livrarias por habitantes estão duas capitais: Belo Horizonte, em primeiro lugar, com uma loja para cada 13.848 habitantes; e Porto Alegre, em quarto lugar, com uma para cada 14.913. O Rio tem 252 livrarias, o que significa uma a cada 24.865 moradores. São Paulo tem 335, representando uma loja a cada 35.664 pessoas. A Camaçari (BA) coube o pior índice: uma a cada 255.238 habitantes. Foram analisados municípios com população acima de 50 mil habitantes. A média brasileira é inferior à recomendada pela Unesco, que é de 1/10 mil, segundo Ednilson Xavier, presidente da ANL. > Mais

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*** MILTON HATOUM: MAIS UM DESILUDIDO COM MARINA SILVA

Milton Hatoum é um escritor, tradutor e professor brasileiro, considerado um dos grandes escritores vivos do Brasil. Autor de romances premiados, como Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos e Órfãos do Eldorado, com traduções para várias línguas.

Hatoum é mais um que constata em Marina Silva um grande perigo ao Estado laico e às liberdades civis. Ele falou sobre isso: “Quem vai governar com ela são as bancadas evangélicas? Acho que, hoje, um proselitismo histérico é assustador. Isso já é, para mim, assustador. Meu medo é essa liderança religiosa fundamentalista”. > Mais

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*** ARTE, PORNOGRAFIA E CENSURA

CriancasEsculturaJakeEDinosChapman1997-01Uma escultura da dupla de artistas britânicos Jake e Dinos Chapman foi retirada da uma mostra no Museu de Arte do Século 21, em Roma, a pedido de uma organização que luta pela defesa dos direitos da criança. A obra “Piggyback”, que estava em exibição desde dezembro passado no museu romano, é a representação de duas mulheres nuas, uma delas com um pênis na boca. Segundo o Observatório Italiano pelos Direitos da Criança, a organização que pediu a remoção da peça, a escultura é “pornográfica”. A diretora do museu, Anna Mattirolo, defendeu a obra dos Chapman. “Eles são conhecido por obras que denunciam uma realidade torpe”, disse Mattirolo à imprensa italiana. “Eles querem gerar uma discussão sobre a falsa moralidade e provocar um debate. Nós apoiamos a liberdade de expressão dos artistas.”

É uma questão delicada. A arte pode, e deve, ser usada também para provocar debates. > Mais

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*** BANCOS FAZEM DÉBITO NÃO AUTORIZADO

Num mundo cada vez mais digitalizado, com os serviços cada vez mais integrados, ter uma conta bancária é necessidade básica. Mas é bom ficar sempre atento ao extrato bancário. Os bancos costumam debitar valores não autorizados pelo cliente. > Mais

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*** CIENTISTAS VEEM RETROCESSO EM MARINA SILVA

A visão religiosa da realidade é algo pessoal, e depende de cada tipo de crença. Ela não deve influir na vida política de um país democrático. Por esse motivo, muitos cientistas estão contra Marina Silva, pois ela já deixou claro, mesmo tentando esconder, que é uma fanática religiosa. Rogério Cezar de Cerqueira Leite, 83 anos, é físico, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha. Veja o que ele escreveu:

“Minha convicção é a de que o comentarista não tem o direito de especular sobre a religião das pessoas que analisa. Todavia, há exceções quando se suspeita que essas crenças possam ter influência no bem-estar do povo. É o caso de fundamentalismos, inclusive o criacionismo. Marina Silva, no passado, admitiu essa sua convicção. Ultimamente, evita discussões sobre o problema. Pois bem, não me sinto confortável em ter como presidente uma pessoa que acredita concretamente que o Universo foi criado em sete dias há apenas 4.000 anos, aproximadamente.” > Mais

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*** AMAZON NÃO RESPONDE AO RECLAME AQUI

A chegada da gigantesca Amazon ao mercado de livros brasileiro mexe com tudo. Mas ela não se mexe muito quando o assunto é reclamação do consumidor. A empresa até hoje não respondeu a nenhuma das 166 reclamações feitas contra ela (até 26ago) no site Reclame Aqui (reclameaqui.com.br). > Mais

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*** OS CANDIDATOS E A ESTRATÉGIA DO MEDO

Numa reportagem da revista Veja desta semana, Dilma é acusada de usar o medo como estratégia para vencer a eleição. Grande novidade. E quem não usa? Desde o início da campanha, Aécio afirma e reafirma que se Dilma vencer, o Brasil viverá o caos com a inflação explodindo e a economia em colapso. Marina tem afirmado que se Dilma for eleita, perderemos as conquistas dos últimos vinte anos, como a estabilidade econômica e os avanços sociais. > Mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (8)

MALU MADER, atriz

Em uma entrevista concedida em 2005 para o Fantástico, a atriz Malu Mader disse que tinha agradecido a Deus após ter sido submetida a uma cirurgia que extraiu um cisto benigno do cérebro. Mas explicou que o agradecimento não foi em nome dela, mas de sua mãe, que é uma católica devota.

Em fevereiro de 2002, ao falar para a revista Marie Claire, Malu admitiu não acreditar que “alguém tenha criado tudo, que está nos olhando” [o tempo todo]. “Falo ‘graças a Deus’, ‘vai com Deus’, como uma maneira de desejar o bem”.

“Até invejo quem tem fé. Se eu soubesse que existe alguma coisa depois da morte, estaria ótima.”

Antes, quando estava no hospital, teria dito que não acredita em Deus e foi criticada por fãs na internet. Supostos evangélicos escreveram que ia oram para que ele passasse a ter fé. Malu aparece em todas as listas de ateus e ateias famosos do Brasil, mas fala pouco sobre o assunto. Discreta, ela evita conceder entrevista e, quando o faz, evita temas polêmicos.  (Fonte: paulopes.com.br e revista Marie Claire) > Mais

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*** LIÇÕES PRECIOSAS PARA A VIDA (2)

Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas. Quando ela abre a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz:

– Eu lhe dou 5.000 reais se você deixar cair esta toalha!

Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Nestor então entrega a ela os 3.000 reais prometidos e vai embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra, o marido grita do chuveiro:

– Quem era?

– Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado – diz ela.

– Ótimo! Ele lhe deu os 5.000 reais que ele estava me devendo?

Conclusão: Se você compartilha informações a tempo, você pode prevenir exposições desnecessárias.

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*** PASTORA ANA PAULA VALADÃO PROFETIZA VITÓRIA DE MARINA

Orando em línguas e expulsando Satanás, a pastora Ana Paula Valadão, conhecida também por “a louca da Lagoinha”, comemora a chegada da igreja na política, anunciando que os evangélicos invadirão o Planalto. A histeria dos evangélicos é compreensível, afinal eles se sentem imbuídos por seus deus da missão de impor a todos as suas crenças religiosas, e a melhor forma de conseguir isso é eleger o máximo possível de representantes políticos, inclusive o presidente da república. Com Marina Silva na presidência, o fanatismo religioso estará muito bem representado no Planalto. Veja o vídeo e avalie se é este tipo de mentalidade e atitude que queremos que governe o Brasil.

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*** A RAPIDINHA DO INTERVALO

Hoje em dia a gente não pode mais nem aproveitar o intervalo pra dar uma rapidinha na sala de aula… Que mundo estranho. > Mais

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*** DILMA, DA LUTA CONTRA A DITADURA À REELEIÇÃO

Dilma Vana Rousseff (Belo Horizonte-MG, 14.12.1947) é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), e a atual presidente da República Federativa do Brasil. Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia, e posteriormente, da Casa Civil. Em 2010, foi escolhida pelo PT para se candidatar à Presidência da República na eleição presidencial, sendo que o resultado de segundo turno, em 31 de outubro, tornou Dilma a primeira mulher a ser eleita para o posto de chefe de Estado e de governo, em toda a história do Brasil.

Nascida em família de classe média alta, interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância de esquerda, integrou organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar, como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Passou quase três anos presa entre 1970 e 1972 pela ditadura militar brasileira, primeiramente durante a Operação Bandeirante (Oban), onde passou por sessões de tortura, e, posteriormente, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).

Reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde, junto a Carlos Araújo, seu companheiro por mais de trinta anos, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e participou ativamente de diversas campanhas eleitorais. Exerceu o cargo de secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre de 1985 a 1988, no governo Alceu Collares. De 1991 a 1993, foi presidente da Fundação de Economia e Estatística e, mais tarde, foi secretária estadual de Minas e Energia, de 1999 a 2002, tanto no governo de Alceu Collares como no de Olívio Dutra, no meio do qual se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2001. Em 2002, participou da equipe que formulou o plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para a área energética. Posteriormente, nesse mesmo ano, foi escolhida para ocupar o Ministério de Minas e Energia.

Em 2005, Rousseff foi nomeada ministra-chefe da Casa Civil, em substituição a José Dirceu, que renunciara ao cargo após o chamado Escândalo do Mensalão. Dilma foi a primeira mulher secretária de Fazenda de sua cidade, a primeira ministra de Minas e Energia, a primeira chefe da Casa Civil, além de ser primeira presidente da história brasileira.

Em 2014, concorre à reeleição para a Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores. (Wikipedia) > Mais

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*** EUGENIA E APERFEIÇOAMENTO PESSOAL

Para começo de papo, é eugenia sem acento mesmo. Com acento, seria Eugênia, nome de mulher. A Wikipedia nos explica:

– – – Eugenia é um termo criado em 1883 por Francis Galton (1822-1911), significando “bem nascido”. Galton definiu eugenia como “o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente”. O tema é bastante controverso, particularmente após o surgimento da eugenia nazista, que veio a ser parte fundamental da ideologia de “pureza racial”, a qual culminou no Holocausto. Mesmo com a cada vez maior utilização de técnicas de melhoramento genético usadas atualmente em plantas e animais, ainda existem questionamentos éticos quanto a seu uso com seres humanos, chegando até o ponto de alguns cientistas declararem que é de fato impossível mudar a natureza humana.

Pois bem. A neurocientista Suzana Herculano-Houzel escreve sobre isso, mostrando que essa ideia continua viva nos dias de hoje. > Mais

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*** APOIAR JUSTICEIROS É CRIME

O procurador Pedro Antonio de Oliveira Machado, do MPF (Ministério Público Federal), protocolou no Justiça ação civil pública na qual pede ao SBT retratação pelo comentário da apresentadora Raquel Sheherazade (foto), 40, de apoio a justiceiros do Rio de Janeiro. No começo de fevereiro, no telejornal SBT Brasil, Sheherazade manifestou solidariedade aos justiceiros que, encapuzados, tiraram a roupa de um jovem negro suspeito de ser infrator para surrá-lo e deixá-lo amarrado a um poste.

Para a apresentadora, conforme disse na época no principal telejornal do SBT, “a atitude dos vingadores é até compreensível” por causa da negligência do governo para com a segurança pública. Ela foi além ao fazer um desafio: “O contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva. Aos defensores dos direitos humanos que se apiedaram do marginalzinho preso no poste, lanço uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido”. [ver vídeo abaixo]

Se a Justiça acolher o pedido da MPF, o SBT, além de fazer a apresentadora se retratar, terá de pagar indenização de R$ 532 mil por danos moral coletivo. Se houver descumprimento da sentença, caso ela seja proferida, a emissora terá de pagar multa diária de R$ 500 mil por dia. Para o procurador, não há dúvida de que a Sheherazade estimulou a ação de justiceiros e violou o princípio da dignidade humana.

A apresentadora disse que o processo contra o SBT é “absurdo”. “O Ministério Público está no seu direito de propor a ação que julgar necessária. Pode alegar o que achar conveniente, em seu pedido, por mais absurdo e descabido que me pareça.” Falou que cabe à Justiça aceitar ou não a ação civil pública. Sheherazade ainda continua apresentando o SBT Brasil, mas ela foi proibida pela direção da emissora de fazer comentários. Antes, ela dizia que tinha sido contratada para dar opinião. Ganha cerca R$ 90.000 por mês. (paulopes.com.br)

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*** MENOS FOME NO BRASIL

Um total de 15,6 milhões de brasileiros superaram a subalimentação desde o início dos anos 2000. O feito permitiu ao Brasil abandonar o vergonhoso mapa mundial da fome, como revela o último relatório sobre segurança alimentar da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), divulgado em 16set.

Hoje, apenas 1,7% da população não sabe se terá garantida a próxima refeição. Ainda que isso represente 3,4 milhões de bocas famintas, o País é apontado como uma referência mundial no combate à fome pela forte redução verificada nas últimas décadas. Em 1990, 25 milhões de cidadãos estavam subalimentados, 15% dos habitantes do País. > Mais

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*** OS ESCRITORES NO PALCO

Para alguns escritores, escrever livros não é o suficiente para garantir a sobrevivência. É preciso também ir para os palcos e para a frente das câmeras. Aí o escritor vira palestrante, ator, animador de auditório… > Mais

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*** SUPERINTERESSANTE FALA DO ORKUT EM 2004

Hoje é o último dia do Orkut. Veja o que falavam dele em 2004. > Mais

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*** AS CONTRADIÇÕES DE MARINA

Uma hora é uma coisa, outra hora é o contrário, e logo depois desdiz tudo. Depois não sabe por que tanto cai nas pesquisas. > Mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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As Preciosas do Kelmer – ago2014

31/08/2014

31ago2014

AsPreciosasDoKelmer201408a.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201408aAS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#23, ago2014
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Capa: Druuna, personagem e série de ficção científica erótica criada pelo italiano Paolo Serpieri

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*** A REVOLUÇÃO INDIANA DO ABSORVENTE ÍNTIMO

O povo indiano é, em sua grande maioria, muito conservador e supersticioso. A menstruação, por exemplo, é um tema cercado de tabus e desinformação. Mulheres menstruadas não podem visitar templos ou locais públicos e não estão autorizados a cozinhar ou tocar o abastecimento de água. Sobre o uso de absorventes íntimos, mais tabus ainda: mulheres que fazem uso deles ficam cegas e nunca vão se casar. E o preço altíssimo dos absorventes complica ainda mais a situação toda.

Aí é que entra o cidadão Arunachalam Muruganantham. Um dia ele descobriu que as mulheres menstruavam. Que a sua mulher menstruava. E que usava trapos de pano sujos porque eles não tinham dinheiro para comprar absorventes. Arunachalam começou a pesquisar e decidiu que aprenderia a fabricar absorventes, para ajudar as pessoas pobres. Porém, sua tarefa não seria fácil. Sua mulher e seus amigos o abandonam, ele é incompreendido – mas não desiste. Sempre com bom humor, ele persevera e hoje…

O fim da história eu não vou contar. Vou deixar que você mesmo leia, e se delicie, pois é uma história incrível, que merece ser divulgada para o mundo inteiro. > Saiba mais

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*** EFEITOS ADVERSOS DA MACONHA

O médico Drauzio Varella fala sobre maconha em sua coluna. Aqui, ele mostra os efeitos adversos. Na coluna seguinte, os afeitos positivos. Boa viagem, ops, boa leitura. > Saiba mais

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EUA, PARE DE ARMAR ISRAEL

A Anistia Internacional lançou a campanha “Governo dos Estados Unidos, pare de armar Israel”. Você pode participar, assinando a petição.

Mais crianças do que soldados foram mortos desde o início da operação militar israelense “Margem Protetora”. Pressione o governo americano, o maior provedor de armas para Israel, a suspender urgentemente o envio de armamentos ao país, exigindo também que pressione na ONU por um embargo de armas a todas as partes envolvidas no conflito em Gaza. > Assine a petição

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*** DRUUNA E A SALVAÇÃO PELO SEXO
por Ricardo Kelmer

Druuna-04No futuro, num mundo hostil e decrépito, uma estranha doença ataca os pecadores, que se transformam em monstros e morrem vítimas de terríveis deformidades. Druuna é uma garota que se prostitui para conseguir remédio para o namorado, Shastar, e se envolve numa trama que pode levá-la a descobrir as origens da doença e muito mais.

Este é o enredo dos quadrinhos de ficção científica-erótica Druuna, a obra-prima criada nos anos 1980 pelo desenhista italiano Paolo Serpieri, um mestre consagrado do desenho. O roteiro é ótimo e a técnica de Serpieri é um capítulo à parte, com seu traço inconfundível, a teatralidade das imagens, o jogo de luzes e sombras e o uso criativo dos ângulos de cena. E a morena Druuna, com sua tez ameríndia, com suas curvas e protuberâncias e, particularmente, com sua bunda brasileiríssima, é um deleite para os olhos. As histórias são recheadas de sexo, pois Druuna, além de apetitosa, tem muito, mas muito apetite: ela aceita homens superdotados, mulheres de toda cor e sabor, mutantes depravados, monstros horripilantes e robôs insaciáveis, sempre dando e recebendo muito prazer.

À primeira vista, a história pode soar como mero pretexto para a sacanagem generalizada. Bem, ainda assim seria uma puta obra-prima da sacanagem, pela qualidade artística e pelas notáveis cenas de sexo. A saga de Druuna, porém, merece elogios também por sua profundidade temática: a garota que busca salvar seu namorado é o poder encarnado do sagrado feminino, que pode nos guiar no grande caos dos valores e nos religar à sabedoria instintiva. Os prazeres sexuais de Druuna nos remetem a todo instante à mítica tensão entre Eros e Tanatos, e sua imagem nua nos força o olhar para o contraste entre a beleza e a degradação num mundo que canta a mulher, mas ao mesmo tempo a teme e a apedreja pelo simples fato… de ser mulher. O impacto que Druuna causa tem a típica força do mito: ela reverbera em nossa alma sensações de alumbramento, assombro, êxtase e reverência pela beleza e pela vida.

Uma história machista, violenta e pornográfica, que denigre a imagem feminina, e mais isso e aquilo mais… ‒ no início, Druuna recebia fortes críticas, principalmente de feministas radicais, que Serpieri sempre rebateu com segurança: sua história é uma alegoria da nossa própria realidade, em que somos ávidos por sexo mas, ao mesmo tempo, temos vergonha disso e envolvemos a nudez e o ato sexual num tenebroso clima de culpa, pecado e autonegação, o que nos torna neuróticos e violentos. Para Serpieri, sua heroína, sendo mulher, representa a vitória do belo, do natural e, principalmente, do prazer, sobre o mundo decadente em suas neuroses e contradições.

Druuna é uma celebração da vida e do sexo. A cada virada de página, ela redime o mundo pelo prazer. Com sua doçura e generosidade, ela simboliza a salvação através da verdadeira pureza, livre do pecado. Viva Serpieri. Boa sorte, e bons orgasmos, Druuna. > Saiba mais

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*** O PARADIGMA HOLÍSTICO CHEGOU
por Ricardo Kelmer

O todo é maior que a soma das partes. Essa frase resume bem o princípio que norteia o paradigma holístico, que aos poucos começa a ganhar espaço na compreensão da realidade por parte dos humanos do século 21. Se ele avança, obviamente perde espaço o paradigma newtoniano-cartesiano, que moldou o pensamento ocidental desde Newton e Descartes, no século 17.

A substituição de um modelo de pensar a vida por outro modelo faz parte do processo evolutivo de nossa espécie, mas essa troca nunca se dá sem conflitos. Um exemplo é a ecologia. Esta ciência é holística por natureza, ou seja, ela requer não apenas o entendimento de cada uma das partes, mas primordialmente o entendimento do todo e da relação entre as partes.

Uma prova de que o paradigma holístico avança é que esse mesmo tipo de percepção ecológica está começando a ser aplicado em todos os ramos do saber humano, desde a saúde à economia. Começa a ficar claro, para todos, que é impossível compreender o mundo sem antes compreender a interação entre tudo que o compõe.

O paradigma holístico é fruto do avanço do pensamento humano. Mas o velho paradigma não sairá de cena sem resistir o máximo que puder. Aceitar o novo modo de entender a realidade significa aceitar literalmente que o planeta é a casa de todos e a humanidade é uma só, e que após tanto separarmos as partes, agora precisamos uni-las. Naturalmente, nem todos estão preparados para a união. Mas o novo sempre vem. (Ricardo Kelmer) > Saiba mais

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*** LIÇÕES PRECIOSAS PARA A VIDA (1)

Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar, e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um gênio. O gênio diz:

Eu só posso conceder três desejos. Então, concederei um a cada um de vocês.

– Eu primeiro, eu primeiro! – grita um dos funcionários. – Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida.

Puff… e ele foi. O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:

– Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de pinas coladas!

Puff, e ele se foi.

– Agora você – diz o gênio para o gerente.

– Eu quero aqueles dois de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!

Conclusão: Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.

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*** VAGÃO EXCLUSIVO PARA A BARBÁRIE

Os deputados estaduais de São Paulo aprovaram o projeto de lei que prevê a criação de um vagão exclusivo para as mulheres. De autoria do deputado Jorge Caruso (PMDB), a lei evitaria assédio sexual das passageiras durante as viagens, nos mesmos moldes que acontece no Rio de Janeiro. Mulheres acompanhadas de crianças, mesmo que do sexo masculino, também podem usar o vagão exclusivo. O projeto segue agora para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que poderá sancionar ou vetar o projeto.

Quanta estupidez… Isolar as mulheres em vagões exclusivos é segregá-las. Aprovar uma lei dessa é assumir que homens não conseguem se controlar diante das mulheres. É a civilização condescendendo com a barbárie. Daqui a pouco teremos calçadas exclusivas para mulheres. Em vez de isolar as mulheres dos homens, a sociedade deveria investir mais em educação e, é claro, punir quem agride e violenta. > Saiba mais

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*** ESCÂNDALOS E DESCONCENTRAÇÃO DA MÍDIA

As sociedades mais democráticas do planeta possuem leis que regulamentam o mercado da mídia. Elas fazem isso porque na prática a mídia é o quarto poder, além do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, e não é saudável para a democracia que a informação fique concentrada nas mãos de poucos grupos de comunicação. Quando isso ocorre, esses grupos manipulam a informação de tal modo que grandes escândalos podem simplesmente nunca serem noticiados. Regular a mídia não significa censura. Desconfie de quem insiste em relacionar uma coisa com a outra. Muito provavelmente isso é estratégia de quem não quer perder os privilégios que possui com o mercado desregulamentado como é hoje. > Saiba mais

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*** REGULAÇÃO DA MÍDIA EM PAÍSES DEMOCRÁTICOS
por Ricardo Kelmer

DemocraciaERegualacaoDaMidia-01aEntendo sua preocupação com censurar e proibir ideias, Luc Lic, pois é a mesma minha. Porém, regular nada tem a ver com censura. Ao contrário do que você diz, há leis de regulação da mídia nos países mais democráticos do mundo, como Estados Unidos, Inglaterra e França, pois suas sociedades entendem que a concentração de poder é prejudicial para a democracia. Censura é outra coisa, e ela, sim, é que é coisa de governos opressores – nesses países, só o governo tem voz. Em países sem regulação da mídia, como o Brasil, prevalece a voz dos grupos mais ricos.

Alguns grupos de mídia no Brasil fazem questão de associar regulação da mídia com censura. Nada mais falso. Geralmente, essa associação forçada esconde o interesse em manter as coisas como estão, ou seja, manter o mercado desregulado para que os grupos mais poderosos continuem detendo uma espécie de oligopólio da informação.

Assim como os órgãos de defesa do consumidor ajudam a regular o mercado, as leis de regulação da mídia ajudam a conciliar o direito à livre expressão e os interesses individuais e coletivos. A informação é um produto (talvez o mais valioso) e, como todo mercado, o mercado da informação precisa de regras, caso contrário o grupo que tem mais dinheiro monopolizará a informação, para prejuízo da sociedade em geral.

Vamos aos exemplos. Nos Estados Unidos, grupos que publicam jornais e revistas não podem ter também canais de rádio e TV (propriedade cruzada), pois isso gera concentração de poder e prejudica a livre concorrência de mercado. Uma empresa estadunidense não pode ultrapassar certo percentual médio de audiência na mesma localidade, porque isso teria forte impacto político. Essas leis nada têm a ver com censura, mas com desconcentração de poder.

Na França, nenhum grupo pode controlar mais de 30% da mídia impressa diária. As leis francesas garantem que a mídia audiovisual reflita a diversidade da cultura do país e que as concessões de TV e rádio sigam o pluralismo político e representem também os grupos minoritários. Isso é censura? Não, é pluralidade.

Em Portugal, a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) tem como objetivo garantir transparência na produção e veiculação dos conteúdos de comunicação, bem como o pluralismo cultural e a diversidade de expressão. As concessões de rádio e TV têm validade de 15 anos, mas são reavaliadas a cada cinco anos. Isso não é censura, mas representatividade cultural.

Regular não é censurar, mas criar leis justas para todos. A democracia necessita de regras. Por que o mercado de informação não as teria? > Saiba mais

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*** COMUNIDADE DO AMOR SEM POSSE

Movimento feminista, luta contra o preconceito de cor, direitos dos homossexuais… São lutas difíceis, mas que felizmente a cada dia vencem mais batalhas. Porém, a luta dos que defendem o amor livre parece ser muito mais difícil. Somos condicionados, desde que nascemos, a entender que o amor é exclusivista, que é impossível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo e que um casal só pode ter sexo entre si. Para a grande maioria, o amor exclusivista é um dogma, que simplesmente não se discute e pronto.

Há 36 anos, o psicanalista Dieter Duhm e a teóloga Sabine Lichtenfels vivem juntos, mas livres para transar com outros parceiros. Em 1978, o casal alemão fundou a comunidade Tamera, hoje sediada no Alentejo, em Portugal, onde vivem 160 pessoas adeptas do sexo livre. Os dois falaram da experiência à revista Trip. > Saiba mais

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*** MERCADO DE LIVROS DIGITAIS

No início, líamos em pedras e argila. Depois, em papiros e pergaminhos. A partir do século 15, passamos a ler em folhas de papel com tinta impressa, agrupadas com capa dura, que chamamos de livros. O suporte para a leitura era o menos importante: o que realmente importava é que nós aprendemos a ler e seguimos lendo. Atualmente o suporte para a leitura é, também, eletrônico. É vida que segue.

No Brasil, o livro digital ainda não emplacou. Na verdade, nem o livro impresso ainda emplacou por aqui. Mas há movimento no ar. > Saiba mais

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*** COMO ESTARÃO AS PAQUITAS?

As paquitas povoaram os sonhos de muita gente nesse país. Eu, particularmente, já era crescidinho quando elas surgiram. Nesse terreno televisivo, minhas heroínas da adolescência são as chacretes, que no fim dos anos 1970 e início dos 1980 me perturbavam o juízo e os hormônios. Mas eu, obviamente, não era imune ao apelo erótico das paquitas, e adorava quando uma ou outra aparecia peladinha nas revistas. E hoje, por onde andarão aquelas ninfetas? Antes que você possa se perguntar, Luciana Vendramini, aiai, não está nessa relação. Simplesmente porque ela não chegou a ser paquita, pois não foi aprovada nos testes finais, embora a própria Luciana tenha afirmado que foi paquita por alguns meses. > Saiba mais

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*** ENSAIO FOTOGRÁFICO NA ÍNDIA LEMBRA ESTUPRO

Em 2012, em Nova Delhi, na Índia, uma jovem fisioterapeuta de 23 anos foi estuprada e torturada atraída dentro de um ônibus ilegal por cinco homens e um adolescente, e morreu em consequência dos ferimentos. Dos acusados pelo crime, um cometeu suicídio na prisão e quatro foram condenados à morte, e o adolescente foi enviado a um centro correcional. Agora, um ensaio fotográfico que mostra uma mulher sendo atacada sexualmente em um ônibus despertou lembranças do caso que gerou manifestações contra a violência disseminada contra as mulheres na Índia.

O ensaio, feito pelo fotógrafo Raj Shetye, de Mumbai, e publicadas recentemente no site de fotografia Behance, revoltou os pais da vítima e ativistas, que exigiram uma ação contra o fotógrafo. As imagens mostram uma mulher se desvencilhando de um grupo de jovens em um ônibus, ela e eles com roupas estilosas. As fotos foram retiradas do site. Shetye teria dito que pretendia mostrar a luta das mulheres indianas, e negou querer recriar a cena do estupro. “Sendo parte da sociedade e fotógrafo, esse tópico me comove muito”, teria declarado. “Estou em uma sociedade na qual minha mãe, minha namorada, minha irmã podem passar por isso também”.

É uma questão delicada. Se podemos criar histórias sobre violência e estupro e exibi-las em livros, cinemas e teatros, por que seria proibido exibir um ensaio fotográfico sobre estupro? Isso, por si só, seria apologia à violência? Ou não? E a liberdade de expressão artística? O que você acha? > Saiba mais

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*** DICA DE FILME

ALUCINAÇÕES DO PASSADO
Jacob’s ladder, EUA, 1990
Direção: Adrian Lyne. Roteiro: Bruce Joel Rubin
Elenco: Tim Robbins, Elizabeth Peña e Danny Aiello

Jacob Singer é um veterano da guerra do Vietnã que de repente se vê atormentado por estranhas visões e ideias de perseguição e morte. Fatos inexplicáveis se sucedem e sua noção de realidade se fragiliza. O casamento desfeito, a culpa pela morte do filho e a suspeita de ser vítima de uma incrível conspiração o levam ao limite da sanidade e sua vida se torna um pesadelo insuportável. Tudo que Jacob deseja é um pouco de paz mas para isso terá que descer ainda mais as escadas de seu inferno.

Alucinações do Passado é um grande filme e mostra que o inferno existe, sim, mas que não tem de ser um lugar cheio de chamas e diabos cruéis. O inferno pode ser aqui e agora, e acontece quando nos apegamos demasiadamente a ideias ou comportamentos que não são mais úteis ao crescimento pessoal e, assim, obstruímos o fluxo natural da vida a tal ponto que ela apodrece dentro de nós, transformando a vida num pesadelo real. > Saiba mais

Treiler de Alucinações do Passado

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*** O HOMEM BUMERANGUE ATACA NA FNAC

ARTTeoLorentLivroOHomemBumerangue-01Téo Lorent é um amigo mui querido, e tenho a honra de divulgar aqui o lançamento de seu livro de estreia, O Homem Bumerangue (contos, Editora Escrituras). Será nesta 5a feira, na Fnac da av. Paulista, a partir das 19h.

Neste livro, Téo Lorent vem nos premiar com uma prosa original, combinando a fluência natural de uma linguagem própria com uma visão profunda e bem-humorada da nossa contemporaneidade. Os onze contos encadeados ao longo do livro tratam de trajetórias masculinas em transição de países, relacionamentos e experiências vividas. Sob medida até para as leituras mais ligeiras, esses contos revelam-se entanto como “microrromances” com personagens particularmente bem delineadas para enunciar a porção mais fabulosa do real, bem onde não se conta, e quando menos se espera.

O Homem Bumerangue (Téo Lorent)
Editora Escrituras, contos, 160 pag. Preço nas livrarias: R$ 28

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*** O ÍNTIMO ADEUS DE MARILYN

Marilyn Monroe tinha 36 anos, e já era uma lenda viva, símbolo da beleza e da sedução, a mistura perfeita de malícia e inocência que tanto atraíam as lentes e os olhares. Tinha vivido tão intensamente que sua vida não parecia mais caber nela mesma. Admirada, amada e invejada, ela era a deusa impossível dos sonhos dos mortais. Porém, a alma da deusa estava doente, irremediavelmente doente. Após o terceiro divórcio, doenças, cirurgias e internamentos, e problemas sem fim com os estúdios de cinema, a deusa tentava se equilibrar entre álcool e remédios, mas a depressão por que passava fazia com que viver se tornasse um fardo difícil de suportar.

Foi no meio desse turbilhão emocional que ela aceitou posar para o renomado fotógrafo Bern Stern. Durante três dias, na última semana de junho de 1962, numa imensa suíte do hotel Bel Air, em Los Angeles, a deusa platinada de Hollywood desceu do panteão, bebeu champanhe, vestiu e tirou a roupa e revelou sua humanidade. Jamais, em toda sua vida, Marilyn havia sido tão honesta diante de uma câmera. As fotos mostram a diva surpreendentemente despojada em sua intimidade, visivelmente debilitada, e ela sequer se preocupou em esconder a grande cicatriz da cirurgia da vesícula, feita meses antes.

O ensaio captou a vulnerabilidade da deusa em seus últimos momentos neste mundo. No mês seguinte, em 5 de agosto, ela seria encontrada morta, sozinha em seu quarto. A humanidade perdia Marilyn, e o arquétipo da grande estrela, linda e magistral, mas solitária e infeliz, seria definitivamente incorporado ao inconsciente coletivo. > Saiba mais

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*** ESCRITORES SE UNEM CONTRA A AMAZON EM BATALHA POR PREÇOS E LUCROS

Quem é mocinho e quem é vilão nessa história? A Amazon, que quer dominar o mercado mundial de livros? As editoras, que não querem perder sua fatia de lucro? Os autores, que, entre os interesses de uns e os interesses de outros, também têm os seus? > Saiba mais

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*** BONECA EMÍLIA BOTA BONECO COM SUA AUTOBIOGRAFIA

O Sítio do Picapau Amarelo está em festa. A escritora Socorro Acioli, que tem diversos títulos infantis e juvenis em seu currículo, debruçou-se sobre a obra de Monteiro Lobato (1882-1948) e extraiu dela o sumo emílico. O resultado é o livro Emília – Uma biografia não autorizada da Marquesa de Rabicó (Casa da Palavra), que será lançado em outubro.

A boneca mais famosa e carismática do Brasil, e a mais tagarela, espevitada e muitas vezes politicamente incorreta, ganhou inúmeras versões desde sua criação, em 1920, no livro “A Menina do Narizinho Arrebitado”, até as adaptações televisivas da obra de Lobato. Agora Emília ganha sua biografia. Putz. Como gostam de dizer os cearenses, agora é que ela vai botar boneco mesmo. > Saiba mais

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ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (7)
DRAUZIO VARELLA – médico e escritor

Aos 10 anos de idade, Drauzio Varella desafiou a recomendação da professora de catecismo segundo a qual não se podia morder a hóstia porque dela sairia o sangue de Cristo, a exemplo do que tinha havido com um garoto na França. Na missa de bodas de prata de um tio, Varella desobedeceu a professora e mordeu a hóstia, e dela não saiu sangue. Foi quando – então fazia uma ou duas semanas de sua primeira comunhão – que ele concluiu não fazer sentido a a existência de um Deus.

Varella nasceu em São Paulo no dia 1º de janeiro de 1943. Formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo e se especializou em oncologia. Em paralelo à carreira de médico, ele tem sido divulgador da medicina no rádio, TV e jornal. É um combatente ao tabagismo. O seu livro “Estação Carandiru”, lançado em 1999, ele conta sua experiência como médico no maior complexo presidiário da América Latina. Ganhou o Prêmio Jabuti na categoria “não ficção”. Em 2003, o livro virou filme.

Varella diz que respeita todas as crenças, mas lamenta não ter igual consideração da parte dos crentes. “Quando digo que não tenho religião, eles chamam que sou imoral”, afirma. “É como se eu tivesse parte com o diabo.” Em algumas de suas crônicas na Folha de S.Paulo, Varella tem feito críticas contundentes à Igreja Católica, como em março de 2009, por ocasião da tentativa de dom José Cardoso Sobrinho de impedir o aborto de menina de 9 anos que corria risco de morte por ter sido engravidada pelo padrasto. O então arcebispo de Olinda e Recife (Pernambuco) excomungou os médicos que fizeram o aborto e a mãe da menina, mas poupou o estuprador. Varela escreveu: “Por que cobrar a excomunhão do padrasto estuprador, quando os católicos sempre silenciaram diante dos abusos sexuais contra meninos, perpetrados nos cantos das sacristias e dos colégios religiosos? Além da transferência para outras paróquias, qual a sanção aplicada contra os atos criminosos desses padres que nós, ex-alunos de colégios católicos, testemunhamos?”

Em abril de 2011, ao ser entrevistado pelo programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, Varella criticou os religiosos por interferirem em assuntos de saúde, inibindo, por exemplo, a distribuição de camisinhas pelos prefeitos das pequenas cidades. “Eles (os religiosos) são autoritários.” (Fonte: paulopes.com.br)

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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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01- Maravilhoso esse Homem, com H maiúsculo. Ele tem de mim o meu Puja diário. Dorah Andrade, São Paulo-SP – ago2014

02- ai ai ai… e essa Druuna aí, hein?… rsrsrs… …. ….escuta, Kelmer… tô lendo seu livro de contos… gostei especialmente do ‘pequeno incidente em hukat’… é um ótimo roteiro pra cinema… abs! Arnaldo Afonso, São Paulo-SP – ago2014

03- http://www.revistaforum.com.br/questaodegenero/2014/07/11/entenda-por-que-o-vagao-feminino-nao-e-solucao. Luc Lic, São Paulo-SP – ago2014

04- Que desgosto, Ricardo. Isso é censura, sim. Essa idéia sempre, sempre parte de gente com vocação para a opressão: China, Cuba, Rússia, Coréia do Norte, Alemanha Nazista. Se você não gosta do que a mídia está dizendo, você é livre para criar o seu próprio jornal, revista, blog, fanzine ou o raio que o parta, e ninguém vai proibir o seu conteúdo. Você é livre para discordar de idéias publicando idéias contrárias, mas não venha meter a mão grande da Lei na história, para calar quem diz o que você não gosta. Proibir idéias é a pior idéia possível. Isso é totalitarismo, é covardia, é repugnante, é abjeto, é essencialmente criminoso. Luc Lic, São Paulo-SP – ago2014



As Preciosas do Kelmer – jul2014

31/07/2014

31jul2014

AsPreciosasDoKelmer201407.

As Preciosas do Kelmer é uma revista que criei no Facebook. Ela é feita de dicas e comentários sobre variados assuntos. A periodicidade é mensal, funciona por meio de uma única postagem que abasteço com subpostagens e os leitores podem comentar a qualquer momento e até sugerir assuntos. Por seu caráter dinâmico e interativo e por construir-se a cada dia, eu diria que é uma revista orgânica. A capa da revista é a própria imagem da postagem, que sempre trará imagens femininas.

Meu objetivo com As Preciosas é dar vazão à minha necessidade de comentar fatos do cotidiano. Pra mim o Facebook é ideal pra isso. Aqui no blog postarei a edição do mês e a atualizarei a partir das atualizações no Facebook, sempre com imagens. Espero que você goste.

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AsPreciosasDoKelmer201407AS PRECIOSAS DO KELMER
Dicas e pitacos para o mês
#22, jul2014
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Capa: Nise da Silveira, médica e psiquiatra brasileira.

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*** A EUTANÁSIA DO ORKUT

O Orkut será suicidado em 30 de setembro, conforme o Google anunciou. Já faz alguns anos que a plataforma está sendo mantida viva por aparelhos. A eutanásia parece ser mesmo o melhor a se fazer.

Quando começou, parecia a coisa mais incrível do mundo. De fato, o Orkut inaugurou a era das redes sociais, abrindo uma nova perspectiva para a maneira das pessoas se relacionarem. Porém, no mundo da tecnologia do século 21, as coisas mudam muito rapidamente, e o que hoje é sucesso, no semestre seguinte já poderá estar ultrapassado.

Entrei no Orkut em 2005, após resistir bastante, pois me parecia uma grande bobagem. Puro preconceito. Fiz várias amizades verdadeiras (algumas duram até hoje), conheci mulheres interessantes e angariei muitos leitores país afora. A plataforma tinha suas limitações, mas era o que tínhamos para o momento. Obrigado, Orkut. > Saiba mais

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*** BEM-VINDA, PORNOGRAFIA FEMINISTA

A pornografia ainda salvará o mundo. Gosto de repetir essa frase. Ela resume bem o que penso sobre sexualidade e hipocrisia. Vivemos numa sociedade contraditória, que vende sexo a todo momento e ao mesmo tempo se envergonha dele. Por que ter vergonha de consumir pornografia? Assumirmos que gostamos de pornografia é um passo importante para nos aceitarmos como somos. Nesse sentido, a pornografia feminista é muito bem vinda. Resumindo bem, essa maneira de fazer pornografia apenas tira a mulher de sua condição de objeto para o prazer heteromasculino e lhe faz ser também agente de seu próprio prazer. > Saiba mais

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*** PSICÓLOGA QUE DEFENDE CURA GAY É CASSADA

Uma das coisas mais estúpidas que já vi é esse negócio de “psicólogo cristão”. Psicologia é ciência. Cristianismo é fé. Misturar ciência com religião, além de fanatismo, é charlatanismo. > Saiba mais

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*** CINEASTAS INDEPENDENTES GANHAM CANAL NA WEB

Para quem fez seu filme e não quer vê-lo mofar sem ser visto. > Saiba mais

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*** VOCÊ É TERRORISTA OU SARCÁSTICO?

Espionagem-02Muitas pessoas não levam a sério os protestos contra a atual política de espionagem dos governos. Elas acham que, para proteger o país do terrorismo, os governos têm o direito de espionar os cidadãos. Não. Não mesmo. Numa sociedade democrática, os governos não têm esse direito, pois ele é um atentado contra a privacidade e a liberdade individuais. E quanto à guerra contra o terror, ela não passa de um pretexto dos governos para controlar ainda mais a sociedade. Contra o terrorismo, precisamos na verdade é de mais igualdade social e dividir as riquezas do mundo.

O Serviço Secreto dos EUA agora deseja um programa que consiga identificar supostas piadas nas mídias sociais, para prevenção de crimes e ataques terroristas. O programa terá que diferenciar o que é ironia e sarcasmo do que é ameaça de verdade. Só isso.

Ou prosseguimos protestando contra essa política de espionagem dos governos ou logo mais não poderemos sequer fazer piadinhas na internet. > Saiba mais

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*** MARQUÊS DE SADE, 200 ANOS DEPOIS

O marquês Donatien Alphonse François de Sade, nascido em 1740, em Paris, foi preso inúmeras vezes acusado de agressões sexuais e imoralidade e faleceu em dezembro de 1814 em um asilo de loucos, onde passou os últimos 13 anos de sua vida. Chamado durante muito tempo de “monstro”, sua obra era considerada “maldita” e “pornográfica”. Seus textos foram rejeitados em razão do forte erotismo associado a atos de violência e crueldade, com torturas, estupros, assassinatos e incestos. Por causa de suas ideias e de seu comportamento libertino, o marquês foi preso sob todos os regimes políticos da época em que viveu (monarquia, república, consulado – na época de Napoleão Bonaparte – e império). No total, ele ficou detido 27 de seus 74 anos, e morreu no hospício de Charenton, amado e cuidado por duas mulheres, a atriz Marie-Quesnet, que mudou-se com ele para lá, e a filha de uma carcereira que tinha 14 anos quando o conheceu.

O nome Sade se tornou famoso em todas as línguas, dando origem à palavra sadismo, que faz referência às cenas de crueldade e de torturas descritas em seus livros. No século 19, seus textos circulavam clandestinamente, “por baixo dos casacos”, diz o historiador Gonzague Saint Bris, autor da biografia Marquês de Sade – O Anjo das Sombras (em tradução livre). Foi somente em em 1957 que uma editor francês, Jean-Jacques Pauvert, tirou Sade da clandestinidade ao publicar, apesar da censura ainda vigente, suas obras com o nome oficial da editora. Pauvert foi processado, mas conseguiu obter, em um recurso na Justiça, o direito de publicar as obras do marquês. A verdadeira consagração de Sade na França só ocorreu quase dois séculos depois de seus escritos, com a publicação, em 1990, de suas obras completas pela prestigiosa Pléiade, a mais renomada coleção de livros da França, da editora Gallimard. > Saiba mais

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*** A BICICLETA GOZADORA

Orgasmo na bicicleta. Sim, existe. Principalmente em ruas de paralepípedos, que faz a bicicleta trepidar. Você, leitorinha, já viveu essa situação? > Saiba mais

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*** FACEBOOK TEM 1 BILHÃO DE RATINHOS DE LABORATÓRIO

Em janeiro de 2012, por uma semana, o Facebook manipulou o mural de notícias de cerca de 700 mil usuários para avaliar se o conteúdo exibido na rede social era capaz de afetar as emoções daqueles que o vissem. O experimento era parte de uma pesquisa em colaboração com as universidades de Cornell e da Califórnia, em São Francisco, e foi divulgado na PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), uma prestigiada revista científica.

O estudo examinou perfis do Facebook com o objetivo de descobrir se a exposição a emoções específicas era capaz de afetar o humor dos indivíduos. Para isso, alguns usuários tiveram 90% de todas as mensagens “positivas” removidas de seu mural de notícias durante uma semana. Em seguida, foi feita uma avaliação das postagens destes mesmos usuários – a maioria delas de cunho pessimista – e provou-se que, sim, era possível ser influenciado pelo que se lia nas redes sociais. Outros usuários passaram pela experiência contrária, tendo a maior parte das mensagens “negativas” excluídas de seu mural – e, desta forma, reagiram com postagens mais positivas. (fonte: Observatório da Imprensa)

Uau! Isso significa que o Facebook fez seus usuários de ratos de laboratório. Bem, nós sabemos que as empresas fazem isso frequentemente com seus clientes e consumidores. Porém, manipular emoções dessa forma já é demais. Da próxima vez que você se perceber triste ou feliz, ou mais faminto, ou com vontade de morrer, fique atento: a culpa pode ser do Facebook. > Saiba mais

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*** PROJETO AMO GATOS

ProjetoAmoGatosLogo-02O Projeto Amo Gatos foi criado para apoiar financeiramente ações de assistência a gatos carentes e abandonados em todo o Brasil. Iniciativa do artista plástico Elinaudo Barbosa, o projeto conta com uma série de obras de arte que são estampadas em camisetas, canecas, sacolas ecológicas e outros objetos, para serem comercializados. Após a comercialização, parte da renda líquida será revertida em um fundo financiador de projetos e ações voltadas para os gatos.

Eu, particularmente, sou fã de gato. Depois da mulher, é o meu bicho preferido. Beleza, elegância, mistério, malícia, sensualidade e, principalmente, liberdade – gatos são tudo de bom. > Saiba mais

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*** LOCALIZE SEU CELULAR

Se o sistema operacional de seu smartphone é Android, você pode localizá-lo facilmente em caso de perda ou roubo. Basta instalar o aplicativo Gerenciador de Dispositivos Android. É simples e grátis. > Saiba mais

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*** O QUE TE EXCITA, HUM?

O que excita homens e mulheres, do ponto de vista sexual? Há diferenças nos processos de cada um, sim, e de modo geral o da mulher é bem mais complexo que o do homem. Dois psicanalistas refletem sobre a questão e indicam que, embora certos estereótipos resistam, há novas maneiras de lidar com o tesão. > Saiba mais

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*** NISE DA SILVEIRA

Nise da Silveira nasceu em 15.02.1905, em Maceió. Foi uma das primeiras brasileiras a se formar médica. Trabalhando no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II (hoje, Instituto Municipal Nise da Silveira), no Rio de Janeiro, ela recusa-se a aplicar eletrochoques nos pacientes e discorda dos métodos adotados nas enfermarias. Com a intenção de possibilitar aos doentes reatar seus vínculos com a realidade por meio da expressão simbólica e da criatividade, ela cria ateliês de pintura e modelagem, revolucionando a Psiquiatria praticada no país.

Em 1952, Nise fundou o Museu do Inconsciente, um centro de estudo e pesquisa destinado à preservação dos trabalhos produzidos nos estúdios de modelagem e pintura que criou na instituição, valorizando-os como documentos que abrem novas possibilidades para uma compreensão mais profunda do universo interior do esquizofrênico.

Foi ela quem criou também, em 1956, a Casa das Palmeiras, uma clínica voltada à reabilitação de antigos pacientes de instituições psiquiátricas. Neste local eles podem diariamente expressar sua criatividade, sendo tratados como pacientes externos numa etapa intermediária entre a rotina hospitalar e sua reintegração à vida em sociedade.

Nise foi uma pioneira na pesquisa das relações emocionais entre pacientes e animais, que costumava chamar de coterapeutas. Percebeu esta possibilidade de tratamento ao observar como um paciente a quem delegara os cuidados de uma cadela abandonada no hospital melhorou tendo a responsabilidade de tratar deste animal como um ponto de referência afetiva estável em sua vida.

Através do conjunto de seu trabalho, Nise da Silveira introduziu e divulgou no Brasil a psicologia junguiana. Foi Jung quem a incentivou a estudar mitologia como uma chave para a compreensão dos trabalhos criados pelos internos. Em 1958 criou, em reuniões semanais em sua própria residência, o Grupo de Estudos Carl Jung, que acolhia qualquer pessoa interessada nas ideias do psiquiatra e pensador suíço. Escreveu, dentre outros, o livro “Jung: vida e obra”, publicado em primeira edição em 1968.

Sua pesquisa em terapia ocupacional e o entendimento do processo psiquiátrico através das imagens do inconsciente deram origem a diversas exibições, filmes, documentários, audiovisuais, cursos, simpósios, publicações e conferências. Em reconhecimento a seu trabalho, Nise foi agraciada com diversas condecorações, títulos e prêmios em diferentes áreas do conhecimento. Seu trabalho e ideias inspiraram a criação de museus, centros culturais e instituições terapêuticas similares às que criou em diversos estados do Brasil e no exterior.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 30.10.1999. (fonte: Wikipedia) > Saiba mais

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*** ADORÁVEL JOVEM E BELA
por Contardo Calligaris

“Jovem e Bela”, de François Ozon, conta uma temporada na vida de uma adolescente: Isabelle, 17 anos, tem seu primeiro namorico de verão e se prostitui no outono e inverno seguintes. Marine Vacth, a atriz, além de jovem e bela, é adoravelmente emburrada, como só os adolescentes franceses conseguem ser.

Aviso aos espectadores: entre ela, o comportamento de seus pais, a classe do colégio discutindo um poema de Rimbaud e a paisagem, o filme pode matar qualquer um de saudade de Paris e da França. Agora, alguns pontos (sem “spoilers”).

1) O namorico de Isabelle durante o verão é sinistro, como a maioria dos namoricos de praia entre adolescentes. Isabelle olha para sua primeira transa como uma espectadora que não acredita na miséria do que está acontecendo. Cá entre nós, qualquer coisa é melhor e mais interessante do que aquilo –talvez até se prostituir num estacionamento.

2) Durante esse verão, Isabelle se irrita quando a mãe manifesta uma curiosidade bestamente cúmplice: cadê aquele jovem alemão bonito? Os pais adoram que os namoradinhos se incorporem ao cotidiano da família: eles esperam que o lar acabe domesticando o desejo sexual das filhas. Mais tarde, no filme, Isabelle não aguenta a visão de seu novo namorado de pijama na mesa de família. Para completar, o namorado vai jogar videogame com o irmãozinho de Isabelle. Essa prática nefasta é frequente; conselho: meus amigos, decidam-se, cresçam ou caiam fora, joguem com o irmão ou namorem com a irmã.  Com a desculpa de que a rua de noite é insegura, os pais permitem e aprovam que muitos adolescentes brinquem de marido e mulher no seu quarto de crianças. O que tem de errado em deixar o namoradinho dormir com a namoradinha? Nada, mas é isso mesmo que se faz na casa dos pais: dormir –não transar. Para descobrir o que é sexo, é melhor sair de casa. Por que condenar os adolescentes a começar sua vida sexual “em família”, ou seja, dormindo?

3) Isabelle diz que ela podia até não gostar de se prostituir, mas, uma vez de volta ao lar, ela estava a fim de recomeçar. É uma definição perfeita da fantasia erótica: a realização pode não dar prazer, mas a gente fica a fim de recomeçar, sobretudo quando se afoga na mesmice.

4) Para encontrar clientes, Isabelle tem um perfil (sem rosto) num site. Receamos que a internet seja o paraíso dos predadores de crianças. Mas o inverso talvez tenha se tornado mais frequente: menores disfarçados como maiores se oferecem para sexo, por dinheiro ou não.

5) Engraçado. Podemos duvidar da maturidade de alguém de 17 anos para se prostituir ou mesmo para transar, a não ser que isso aconteça com o namorado de pelúcia –aquele que, de manhã, joga videogame com o irmãozinho. Ao mesmo tempo, queremos que esse alguém de 17 anos, na escola, leia “Roman”, que Rimbaud escreveu, justamente, aos 17 anos. Mathilde Mauté, a mulher de Paul Verlaine, tinha 17 anos e estava grávida quando Rimbaud, 17 anos, chegou na casa de Verlaine para começar a tórrida e famosa história de amor dos dois amigos. Seria bom decidir um dia o que queremos e esperamos de um adolescente.

6) A partir de que idade, para nossas leis, um jovem pode livremente consentir a ter sexo com coetâneos e adultos? A idade do consentimento sexual, na França, é 15 anos. No Brasil, há muito tempo, ela é de 14. Aposto que muitos imaginavam que fosse mais tarde. Tanto a lei francesa quanto a brasileira levam em conta uma vulnerabilidade dos jovens até os 18 anos. E considera-se que a prostituição se aproveite dessa vulnerabilidade. Ou seja, é permitido que um adulto transe com alguém de 17 anos que consinta por amor (por exemplo). Mas não se a transa for por dinheiro. Não tenho nenhuma simpatia pela prostituição de adolescentes. Mas não deixa de ser bizarro: se a idade do consentimento é 14 ou 15 anos, por que a liberdade de se prostituir começaria só aos 18? Duas respostas possíveis. A primeira é que somos ingênuos. Acreditamos que transar com alguém “por amor” não signifique se aproveitar de sua vulnerabilidade. Tendo a pensar o contrário: o amor, pretenso ou “verdadeiro”, sempre foi uma arma para pegar inocentes desprevenidos. A segunda resposta é que, apesar de nossa suposta liberação, somos escandalizados pela ideia de que haja desejo sexual e sexo sem a boa desculpa do envolvimento emocional. Eles podem transar porque se amam. Agora, transar só para transar é coisa de puta, não é?

> Contardo Calligaris, italiano, é psicanalista, doutor em psicologia clínica e escritor. Ensinou Estudos Culturais na New School de NY e foi professor de antropologia médica na Universidade da Califórnia em Berkeley. Reflete sobre cultura, modernidade e as aventuras do espírito contemporâneo (patológicas e ordinárias). > Saiba mais

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*** QUEM QUER SER MANIPULADO?

O Observatório da Imprensa é uma entidade civil, não governamental, não corporativa e não partidária que acompanha, junto com outras organizações da sociedade civil, o desempenho da mídia brasileira. Funciona como um fórum permanente onde os usuários da mídia (leitores, ouvintes, telespectadores e internautas), organizados em associações desvinculadas do estabelecimento jornalístico, podem manifestar-se e participar ativamente num processo no qual, até há pouco, desempenhavam o papel de agentes passivos. Eis uma boa dica para quem não pretende ser manipulado pela mídia. > Saiba mais

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*** TESTE SEUS CONHECIMENTOS SOBRE O USO MEDICINAL DA MACONHA

Aos poucos a sociedade perde o medo de discutir a questão da maconha e, assim, percebe sua imensa utilidade para a indústria e a saúde. A histeria da guerra às drogas, felizmente, cede espaço a pesquisas sérias. Que bom. Ainda há salvação. > Saiba mais

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*** ESTUDANTE FICA PRESO EM BUCETA GIGANTE

Tem umas que prendem mesmo. > Saiba mais

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*** O SONHO SOCIALISTA DE PEPE MUJICA

O Presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, sabe que as questões das liberdades individuais (maconha, aborto, casamento homossexual) e da laicidade do Estado são fundamentais para a evolução da sociedade, mas ele sabe também que há algo ainda mais urgente: a redução da desigualdade. Nessa entrevista, podemos perceber o alto grau de lucidez alcançada por esse senhor, que luta por uma América do Sul mais unida, mais integrada e mais forte. > Saiba mais

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*** ATEUS SAINDO DO ARMÁRIO (6)

Isaac Asimov (1920 – 1992) foi um escritor e bioquímico americano, nascido na Rússia, autor de obras de ficção científica e divulgação científica.

A obra mais famosa de Asimov é a série da Fundação, também conhecida como Trilogia da Fundação, que faz parte da série do Império Galáctico e que logo combinou com sua outra grande série dos Robots. Também escreveu obras de mistério e fantasia, assim como uma grande quantidade de não ficção. No total, escreveu ou editou mais de 500 volumes, aproximadamente 90 000 cartas ou postais, e tem obras em cada categoria importante do sistema de classificação bibliográfica de Dewey, exceto em filosofia.

Asimov foi reconhecido como mestre do gênero da ficção científica e, junto com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke, foi considerado em vida como um dos “Três Grandes” escritores da ficção científica. > Saiba mais

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*** A PORNOGRAFIA QUE FINANCIA A EDUCAÇÃO

ElaPornoBelleKnox-01Cursar uma boa universidade sai caro. O que fazer para pagar? Empréstimo? Trabalhar como garçonete? Para Belle Knox, que estuda na Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), a saída foi fazer filmes pornô.

Olhaí. Quando digo que a pornografia ainda salvará o mundo, eu realmente falo sério. > Saiba mais

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*** VOCÊ OLHA PARA O SEU COCÔ?

As fezes são resíduos de alimentos não digeridos, bactérias da flora intestinal e produtos da descamação do nosso intestino que se renova diariamente. Os nutrientes contidos nos alimentos são absorvidos ao longo do tubo digestivo, enquanto as partes não aproveitadas seguem em frente até o intestino grosso, onde se misturam com água e formam o bolo fecal, ou seja, o cocô. A saúde intestinal é fundamental para a saúde de todos os outros órgãos. Pessoas com o intestino doente geralmente apresentam mudanças, inclusive de humor e de personalidade, pois no intestino há a maior concentração de neurônios fora do sistema nervoso central. Por ser um assunto que a maioria das pessoas não se sente muito à vontade para discutir, não é raro que os problemas intestinais cresçam até ficarem mais graves. Se você não tem o hábito de observar seu cocô, é bom começar a fazê-lo pois o formato, a cor e a textura dele têm muito a dizer sobre sua saúde. > Saiba mais

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*** SARAUS ERÓTICOS DE SÃO PAULO

Na edição de jul2014 da revista da Cultura, produzida pela Livraria Cultura, há uma interessante matéria sobre o Sarau Erótico, que acontece mensalmente em São Paulo (Nossa Casa, Vila Madalena). A matéria cita também dois outros eventos similares no Brasil, entre eles o Bordel Poesia, também em São Paulo, do qual eu e Fellipe Defall) somos os produtores. Trabalhar com arte erótica é uma coisa muito delicada, pois ainda há muito preconceito sobre o assunto. Algumas pessoas se sentem incomodadas, outras consideram pecado, e há aquelas que continuam preocupadas em distinguir erotismo de pornografia, como se isso fosse importante. Aliás, se existe uma diferença, ela está na mente de cada um. Tudo é erotismo. Parabéns ao Sarau Erótico, ao Bordel Poesia e a todos os eventos que celebram a arte erótica. > Saiba mais

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*** A PRAGA DOS TEXTOS FALSOS

A questão dos textos com falsa autoria é um problema que não surgiu com a internet, claro, mas com ela assumiu proporções tão grandes que não há nenhuma saída à vista. Bem, se não há como resolver, resolvido está. Resta-nos conviver com o problema da melhor forma possível. E, evidentemente, rir da nossa desgraça. Aqui, você pode ver uma boa pesquisa sobre textos falsos atribuídos a Luis Fernando Verissimo. > Saiba mais

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*** AS DROGAS E O EFEITO BALÃO

Destronar os chefões dos cartéis das drogas não resolve, pois há muitos dispostos a ocupar seus lugares. Repressão demasiada faz subir o preço, o que torna o mercado ainda mais sedutor para os traficantes. As quadrilhas expulsas de um país se reorganizam em outro. As drogas sintéticas podem ser produzidas em pequenos laboratórios e distribuídas facilmente nas cidades, sem enfrentar o risco das fronteiras. E o consumo só aumenta a cada ano, só aumenta… O que falta para a sociedade se convencer de que a guerra às drogas é uma guerra perdida? O médico Drauzio Varella escreve com muita lucidez sobre o tema. > Saiba mais

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*** DEPUTADOS PAULISTAS MILIONÁRIOS

Vinte dos 94 deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo mais do que duplicaram o patrimônio durante os quatro anos de mandato, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral. Todos são candidatos à reeleição. O salário mensal dos parlamentares é de R$ 26.723. O maior aumento percentual de patrimônio foi da deputada Analice Fernandes, do PSDB: de R$ 288 mil para R$ 1.920.642, um crescimento de 424%, corrigido de acordo com a inflação no período (27,2%). O aumento médio na renda dos parlamentares foi de 35%. Trinta e sete dos deputados da assembleia são milionários, sendo que dez deles assumiram esta condição durante o mandato. O mais rico é Antônio Curiati, do PP, que declarou patrimônio de quase R$ 16 milhões, apesar de ter perdido R$ 3 milhões desde que foi eleito. Olho neles. > Saiba mais

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AS PRECIOSAS DO KELMER

AsPreciosasDoKelmer201407> No Facebook (todas as edições)
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Ricardo Kelmer 2014 – blogdokelmer.com

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